Faro de gol apurado, perspicácia, técnica e inteligência. Estas eram algumas das qualidades de Antoninho Justiniano, um dos grandes nomes que vestiram a camisa do Marcílio Dias na década de 1980. Natural de São Paulo, onde nasceu em 7 de agosto de 1954, o atacante começou a carreira no Saad de São Caetano do Sul e chegou ao Gigantão das Avenidas em 1981, contratado pelo então presidente Delfim de Pádua Peixoto Filho.

Antoninho em ação pelo Marinheiro: goleador implacável

Embora fosse meio-campista de origem, Antoninho atuou em algumas temporadas como centroavante e foi um dos principais goleadores do time entre 1982 e 1985. Somente no ano de 1982 foram 24 gols. No período em que defendeu o Marcílio Dias, atuou ao lado de outros jogadores que ficaram marcados na memória da torcida rubro-anil, tais como Leleco, Careca e Veiga, entre outros.

Antoninho foi uma das figuras da equipe campeã da Taça FCF 60 Anos, em 1984. Coube a ele marcar o gol do título, na vitória por 2 a 0 sobre o Avaí, em 15 de abril daquele ano, no Estádio Hercílio Luz. Naquela competição, que reuniu os principais clubes do futebol catarinense da época, o time base do Marinheiro era formado por Mauro; Ari Marques, Jorge, Gilberto e Luiz Fernando; Rosa Lopes, Osmarzinho e Antoninho; Anderson, Jair e Veiga.

Campeões da Taça FCF 60 Anos. Antoninho é o último da esquerda para direita

Além do Saad e do Marcílio, Antoninho também jogou no Novo Hamburgo (1984) e Inter de Lages (1986), entre outros clubes. Atualmente, reside em São Paulo.

Nome: Antoninho Justiniano
Nascimento: 7 de agosto de 1954, São Paulo (SP)
Posição: Atacante
Período no Marcílio Dias: 1981-1985

FONTE

Baú do Marcílio - http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 

Troféus, camisas e fotos são alguns dos artigos que compõem a exposição “Brasil, Palmeiras, Blumenau 98 anos! Nossa história continua”, aberta ao público de 19 de julho a 14 de agosto de 2017 no Shopping Neumarkt, em Blumenau.

A exposição celebra os 98 anos do BEC, fundado em 19 de julho de 1919 como Brazil Sport Club. Em 1936, mudou para Recreativo Brasil Esporte Clube e durante a Segunda Guerra Mundial alterou a denominação para Palmeiras Esporte Clube. A partir de 1980, a agremiação passou a adotar o nome da cidade: Blumenau Esporte Clube. Também neste ano adicionou a cor grená às tradicionais branca e verde.

Entre os títulos conquistados pelo clube tricolor  estão o Campeonato Catarinense da Segunda Divisão de 1987 e o Campeonato Catarinense da Série C de 2017. Também foi campeão catarinense de juniores em 1982. A exposição é organizada pela Associação dos Amigos do BEC, entidade criada em 2008 com o objetivo de manter viva a história do Blumenau Esporte Clube.

 

 

BLUMENAU ESPORTE CLUBE 
CAMPEÃO CATARINENSE SÉRIE C 2017

O Campeonato Catarinense da Série C de 2017 foi realizado no período de 21 de maio a 5 de agosto e teve como campeão o Blumenau Esporte Clube, que garantiu o acesso para a Série B de 2018. Além do Blumenau, participaram do certame as seguintes equipes: Curitibanos/Orleans, Caçador, Imbituba e Porto.

TABELA DE JOGOS

Turno

21/05/2017 – Imbituba 2 x 0 CEC/Orleans

21/05/2017 – Caçador 1 x 4 Blumenau

28/05/2017 – Porto 1 x 3 CEC/Orleans

28/05/2017 – Blumenau 3 x 1 Imbituba

04/06/2017 – Porto 2 x 1 Caçador

04/06/2017 – CEC/Orleans 2 x 2 Blumenau

11/06/2017 – Blumenau 3 x 0 Porto

11/06/2017 – Caçador 2  x 3 Imbituba

18/06/2017 – Imbituba 2 x 2 Porto

18/06/2017 – CEC/Orleans 1 x 0 Caçador

Returno

25/06/2017 – Porto 2 x 4 Imbituba

25/06/2017 – Caçador 0 x 2 CEC/Orleans

02/07/2017 – Porto 0  x 0 Blumenau

02/07/2017 – Imbituba 2 x 0 Caçador

08/07/2017 – Caçador 1 x 2 Porto

10/07/2017 – Blumenau 5 x 0 CEC/Orleans

16/07/2017 – CEC/Orleans 1 x 0 Porto

16/07/2017 – Imbituba 0 x 0 Blumenau

23/07/2017 – CEC/Orleans 2 x 0 Imbituba

23/07/2017 – Blumenau 5 x 0 Caçador

Final

30/07/2017 – CEC/Orleans 2 x 2 Blumenau

05/08/2017 – Blumenau 4 x 2 CEC/Orleans


FONTE

Federação Catarinense de Futebol

 

No dia 7 de setembro de 1924, feriado da Independência do Brasil, o Club Sportivo Paysandu recebeu na Praça de Esportes Coronel Carlos Renaux, em Brusque (SC), a visita do Operário Foot-Ball Club da vizinha cidade de Itajaí (na época, Itajahy) para a disputa de um amistoso. O quadro local se impôs com autoridade e venceu a partida pelo placar de 4 a 1.

Segundo o jornal Gazeta Brusquense, o espetáculo foi atrapalhado pela “chuva miúda e irritante”, que deixou  o campo “demasiadamente escorregadio em algumas partes e alagado em outras”. No jogos dos aspirantes ou “segundo quadro”, também deu Paysandu: 3 a 0.

C.S. PAYSANDU 4 x 1 OPERÁRIO F.B.C.

Data: 07/09/1924

Local: Coronel Carlos Renaux – Brusque (SC)

Árbitro: Henrique Bosco

Gols: não disponível

PAYSANDU: Sassy I; Rudy, Zanão, José, Pedro e Becker; Senador, Pedro II, Jacob, Appel e Sassy II.

OPERÁRIO: Adolpho; Mendonça, Pimenta, Coca e Cachopa; Lúcio, Emílio, Antonio, Alberto, Pedro e Canário.

FONTE

Gazeta Brusquense

 

 

Os confrontos entre Marcílio Dias e Figueirense remontam a 1930. Em 27 de julho daquele ano, houve o primeiro embate: vitória do Marinheiro por 3 a 0, em amistoso disputado no Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Os gols foram anotados por Guarino (duas vezes) e Zé Macaco.

Duas expressivas vitórias marcilistas por 4 a 0 ocorreram em outro amistoso realizado em Itajaí em 1933 e numa partida do Campeonato Catarinense de 1964. Mas foi em 16 de junho de 1946, em mais um amistoso em Itajaí, que se registrou a maior goleada do Marcílio sobre o rival alvinegro: 6 a 1.

Um fato curioso ocorreu no Campeonato Catarinense de 1958. Em 11 de janeiro de 1959, o Marcílio Dias venceu o primeiro jogo em Itajaí por 4 a 0 – gols de Cirilo, Idésio (duas vezes) e Zênio. O Figueirense precisava vencer o segundo jogo no tempo normal e na prorrogação para se classificar.

Página esportiva do jornal Libertador, de Itajaí, em 1959. Acervo FGML

No dia 18 de janeiro as duas equipes se enfrentaram no Estádio Adolpho Konder, em Florianópolis. O time da Capital venceu no tempo normal por 2 a 0, mas a prorrogação de 30 minutos terminou sem gols. Uma nova prorrogação de 15 minutos foi disputada, sem movimentação no placar.

Depois de mais duas prorrogações de 15 minutos cada, totalizando 165 minutos sem balançar as redes, o jogo finalmente foi finalizado, tornando-se o mais longo da história do futebol de Santa Catarina. A vaga seria decidida numa terceira partida, em Blumenau, campo neutro, no dia 22 de janeiro de 1959. Deu Marinheiro: 2 a 1, dois tentos do goleador Idésio.

Outro jogo marcante para os marcilistas ocorreu em 3 de novembro de 1963. Jogando em Florianópolis, o Marinheiro bateu o Figueirense por 2 a 1, gols de Renê e Dufles. Era a primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963 e iniciava ali a campanha que levaria o Marcílio Dias à conquista do seu primeiro e único título da principal competição estadual. “Peguei a bola fora da área e enchi o pé. Acertei um belo chute, uma bomba, o goleiro nem se mexeu”, detalhou o autor do gol em depoimento ao livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963″.

Lelo vibra após gol da classificação no Orlando Scarpelli.
Foto: Reprodução

Uma partida especialmente guardada na memória da torcida rubro-anil foi a realizada em 3 de junho de 2000, pelas semifinais do Campeonato Catarinense. Depois do empate em 0 a 0 no jogo de ida em Itajaí, o Marinheiro precisava vencer no Orlando Scarpelli.

Marquinhos abriu o placar para o Marcílio, mas Fernandes empatou para o Figueirense. O jogo caminhava para o final quando o lateral-direito Lelo, numa cobrança de falta milimétrica, fez o gol que decretou a vitória por 2 a 1 e classificou o Marcílio Dias à final do Catarinão daquele ano.

18 de novembro de 2007 é outra data que entrou para a história deste confronto. Neste dia, o Marinheiro derrotou de virada o Figueirense por 3 a 1 no Orlando Scarpelli e sagrou-se campeão da Copa Santa Catarina. Os gols do Marcílio foram marcados por Felipe Oliveira, Dauri e Michel.

No jogo do primeiro turno, dia 28 de outubro, em Itajaí, outra vitória marcilista: 4 a 1 – gols de Dauri, Felipe Oliveira, Luís Ricardo e Márcio Alcides. O título da Copa Santa Catarina deu ao Marinheiro uma vaga na Recopa Sul-Brasileira, disputada em dezembro daquele mesmo ano e também vencida pelo Rubro-Anil.

Schwenck comemora gol contra o Figueirense em Camboriú.
Foto: Marcos Porto/ClicRBS/2015

No Campeonato Catarinense de 2015, outro jogo memorável. Jogando em Camboriú, debaixo de chuva e com apagões dos refletores durante a partida, o Marcílio Dias saiu na frente com Schwenck, mas o Figueirense virou para 3 a 1. Numa reação espetacular, o Marinheiro virou o placar para 4 a 3. Soares e Schwenck empataram e Rogélio, aos 45 do segundo tempo, fez de cabeça o gol da vitória, para delírio da apaixonada torcida rubro-anil que lotou a arquibancada do acanhado estádio Robertão.

FONTE

Baú do Marcílio - http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 

Embora já possua mais de 300 camisas do Criciúma e seja considerado um dos maiores colecionadores de camisas de futebol de Santa Catarina, Fernando Geremias, 29 anos, também conhecido como Fernando Criciúma, ainda tinha um objetivo a ser alcançado: juntar as camisas, de 1 a 11, do time de 1991/1992, o melhor da história do Tigre.

Neste sábado, 1º de abril, o colecionador anunciou que a missão foi cumprida, ao postar em sua conta no Facebook a foto com as onze peças da época em que o Criciúma conquistou a Copa do Brasil (1991) e ficou em quinto lugar na Copa Libertadores da América (1992). “Há um ano faltavam apenas a 4 e a 6 e eis que essa semana, surpreendentemente, apareceram”, comemora o colecionador, que também possui camisas do Metropol, clube que fez sucesso no futebol catarinense na década de 1960, e do Comerciário, antigo nome do Criciúma.

Entre os ídolos do Criciúma na época, figuram jogadores como Itá, Gelson, Grizzo, Soares e Jairo Lenzi, além do goleiro Alexandre (já falecido). “Os melhores anos do Criciúma. Baita jogadores que honravam a camisa do Tricolor”, orgulha-se o torcedor do Tigre, que frequenta as arquibancadas do Heriberto Hülse desde criança.

Morador de Orleans, cidade próxima a Criciúma, Fernando deu o ponta pé inicial em sua coleção no ano de 2007 e a partir de 2011 passou a levar o assunto mais a sério. Atualmente, ele é um dos organizadores do Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol de Santa Catarina, evento que reúne colecionadores de diversas cidades e que já teve cinco edições. No ano passado, o evento foi realizado em Itajaí e neste ano será realizado na cidade de Chapecó.

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no site “Torcedores.com”

 

Natural de Santos, onde nasceu a 26 de março de 1962, o ponta-direita Sidnei Alves Spina surgiu na Portuguesa Santista, mas estourou como um dos destaques do bom time do Juventus da Rua Javari, campeão da Taça de Prata de 1983. Chegou ao Marcílio Dias em 1987, procedente do Criciúma, contratado pelo então presidente Nelson Abrão de Souza. A estreia com o manto rubro-anil se deu no amistoso contra o Vasco da Gama (0 a 0), no Estádio Dr. Hercílio Luz, em 28 de novembro de 1987.

Juventus de 1983: Sidnei é o primeiro agachado

Rápido e habilidoso, tornou-se uma das principais figuras do time que ficou conhecido como “Siri Mecânico” na temporada de 1988. Naquele ano, o Marinheiro conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense, sob o comando do técnico Levir Culpi. Uma atuação marcante de Sidnei com a camisa rubro-anil ocorreu no dia 20 de março de 1988, na histórica vitória por 4 a 2 sobre o Criciúma.

Marcílio Dias de 1988: Alemão, Ademir, Rosemiro, Fernando, Clademir e Palmito; Sidnei, Wilsinho, Nélio, Joel e Rogério Uberaba: Foto: Reprodução/DC.

Depois de perder em Itajaí por 2 a 1, o Marcílio precisava derrotar o Tigre por dois gols de diferença em pleno Heriberto Hülse para avançar às finais da Taça Carlos Cid Renaux. O primeiro tempo terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e a classificação do Marcílio àquela altura não passava de utopia. No segundo tempo, porém, Sidnei deixou tudo igual logo no início e o artilheiro Joel se encarregou de marcar dois golaços de cabeça e garantir a vaga na decisão contra o Joinville.

Sidnei foi considerado pela crônica esportiva um dos melhores jogadores em campo e também se tornou personagem do jogo, pelo fato de ter enfrentado seu ex-clube, de onde saiu pouco prestigiado. “Quando fui para o Marcílio Dias, entre outras coisas, diziam por aqui (Criciúma) que eu não jogava nada. Acho que eu mostrei o contrário na partida de hoje”, desabafou o atacante à imprensa após o memorável jogo.

Matéria publicada no Diário Catarinense em 1988

Em 1989, Sidnei integrou a equipe que conquistou a Taça Governador Pedro Ivo Campos e a Taça RCE, referentes ao primeiro e segundo turnos do Campeonato Catarinense. Dez anos depois, já aposentado dos gramados, Sidnei exerceu a função de gerente de futebol do Itajaí Esporte Clube, vice-campeão catarinense da Segunda Divisão de 1999. Atualmente, o ex-jogador segue ligado ao Marcílio Dias participando da equipe de másters do Rubro-Anil.

FOTOS:

http://mantojuventino.blogspot.com.br

http://baudomarcilio.blogspot.com.br

Reprodução – Diário Catarinense (1988)

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no blog “Baú do Marcílio” - http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 

No dia 17 de março de 2017, o Clube Náutico Marcílio Dias, um dos clubes mais tradicionais do futebol catarinense, completou 98 anos de existência. No sábado, dia 18, a diretoria do clube promoveu um grande evento para comemorar o aniversário do Rubro-Anil e, dentre as atrações, abriu espaço para exposição dos acervos de colecionadores de artigos históricos do clube.

Camisas, flâmulas, jornais, revistas, álbuns, súmulas de jogos, estatutos, carteirinhas de sócios, exemplares do livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963″ e outros artigos de diversas épocas foram expostos na Sala de Troféus, localizada nas dependências do Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Uma das preciosidades foi a carteirinha de sócio que pertenceu a Gabriel Collares, um dos fundadores do clube, além de camisas de jogo da década de 1980.

Participaram da exposição os colecionadores de camisas Marcelo Sagaz Baião, Felipe Leonardo Vieira e Giuliano Nazari, e os pesquisadores Fernando Alécio e Gustavo Melim. Durante a programação de aniversário do Marcílio Dias, também foi realizada a primeira edição do Seminário de História do Futebol Itajaiense, iniciativa do Grupo Memória do Futebol Catarinense, que abordou temas relacionados à história do quase centenário “Marinheiro”.

 

Fluminense de Itajaí – 1930

Mais informações sobre este time podem ser encontrada no artigo de Cícero Alves.

Fonte: Acervo pessoal de Camilo Mussi

 

1920 – O INÍCIO

O Pery Sport Club, de Mafra, cidade no Planalto Norte de Santa Catarina, foi fundado em 18 de setembro de 1920, e foi o primeiro clube de futebol a surgir na então jovem cidade, instalada em 8 de setembro de 1917, graças ao desmembramento do núcleo urbano da cidade paranaense de Rio Negro, por conta da vitória do Estado de Santa Catarina na Questão de Limites com o Paraná, que se arrastava desde 1894.

Os fundadores do Pery eram todos trabalhadores da ferrovia São Paulo Rio Grande, que em 1917 havia inaugurado um importante entroncamento ferroviário na região, ligando-a á importantes centros como Joinville e Porto União, além da ligação com Ponta Grossa e Curitiba, já existentes.

Dentre estes ferroviários destacavam-se as figuras de José Madureira Correia, primeiro presidente; Egidio Piloto, vice-presidente; Joaquim Simião e Gutemberg Ferreira, tesoureiros; Salvador Correa e João Pompeu Ribas, secretários; Leopoldo Goelbecke, Jacob Haymussi, Osvaldo Amaral e Antônio Baggio, sócios fundadores.

Foram escolhidas as cores verde e branco para o clube, que teve o seu nome inspirado na obra “O Guarani” de José de Alencar, que trata do romance entre Ceci e Peri, este, um índio que concentra as virtudes de coragem, generosidade e valentia.

 Primeiro escudo

1921 – O CAMPO

O primeiro ano de vida do Pery foi de muito trabalho e pouca diversão, sendo os maiores esforços empregados na construção de seu campo, localizado nos fundos da estação ferroviária, numa região conhecida como Baixada Mafrense. O terreno fica ás margens do rio negro, que divide as cidades gêmeas. Mais tarde, com a construção de arquibancadas, o local recebeu o nome de estádio Ildefonso Mello, que mesmo em ruinas, resiste até hoje no mesmo local.

Os jogos contra o experiente Rio Negro S.C., da vizinha cidade paranaense de mesmo nome, também movimentaram o clube e á medida que o Pery ia crescendo, seu adversário ia minguando, já que “Rio-Mafra” ainda não comportava dois clubes.

1922 – AS PRIMEIRAS EXCURSÕES

Sem uma liga oficial para organizar campeonatos, os primeiros anos de atividade do Pery resumiram-se á realização de jogos amistosos. Neste ano, pela primeira vez o clube aventurou-se em jogos fora da sua cidade, tendo vencido o União S.C. em Jaraguá por 3×2 e perdido para o Caxias F.C. em Joinville por 3×0.

1923 – FRANCO PROGRESSO

Os amistosos seguiram-se e no jogo revanche diante do Caxias, o Pery causou surpresa ao bater o forte adversário joinvillense por 4×1.

Ampliando seu alcance, também visitou o município de Porto União, onde foi derrotado pelo União S.C. por 3×2.

Este ano tambem marcou a retomada da rivalidade com o Rio Negro S.C que após um período inativo, remontou seu time e abateu o Pery pela primeira vez na historia, por 3×2. A revanche acabou não acontecendo, devido as picuinhas da imprensa local, que informou que o Pery reforçaria seu time com três jogadores do América de Joinville, o que desagradou os rio negrenses e estremeceu a relação entre ambos.

 1924 – GOLEADAS

Aplicou uma goleada de 10×0 sobre o Rio Negrinho F.C. e também venceu por 3×0 o Lapa F.C. da cidade paranaense de mesmo nome.

 1925 – FORTE DIANTE DO COXA

Recebeu o time principal do Coritiba F.C. e perdeu apenas por 3×1, demonstrando estar no mesmo nível dos grandes clubes do Paraná. Também se manteve invicto em jogos contra o Caxias F.C. e o Rio Negro S.C.

 1926 – PELA PRIMEIRA VEZ EM CURITIBA

O Pery esteve pela primeira vez em Curitiba onde fez um jogo sensacional contra o Palestra Italia, sendo derrotado por 7×5, num jogo que serviu de preliminar para um duelo entre Paraná e São Paulo.

Em dezembro recebeu o time médio do Atletico Paranaense e conseguiu empatar em 2×2, sendo, porém, derrotado no dia seguinte por 4×3.

 1927 – UM PERYENSE NA SELEÇÃO CATARINENSE

Neste ano o Pery não foi feliz nos amistosos que realizou, tendo sido goleado em casa pelo modesto Jahu F.C. de Curitiba por 6×0.

As relações com o Rio Negro S.C. que estavam estremecidas foram reatadas neste ano e no primeiro jogo entre ambos, após muito tempo, o Pery amargou uma derrota por 4×3.

Embora ainda não estivesse devidamente filiado á Federação Catarinense de Desportos, cedeu pela primeira vez em sua historia um jogador para a Seleção Catarinense, tratava-se de Carlos Pires, que oficialmente, estava inscrito pelo Avahy F.C. de Florianópolis. Ele foi ponta-direita titular no jogo realizado no Rio de Janeiro, onde os catarinenses foram eliminados pelos baianos ao perderam por 8×5.

1928 – IMBATÍVEL DIANTE DA SELEÇÃO CATARINENSE

Manteve-se soberano diante do Rio Negro S.C. e visitou novamente a cidade de Joinville, desta vez para enfrentar o América F.C. pelo qual foi derrotado por 1×0.

Teve a sua filiação aceita pela F.C.D., porém, não conseguiu organizar-se para a disputa do Campeonato Estadual.

No final do ano, causou surpresa geral ao empatar em 1×1 com o Selecionado Catarinense que após ser derrotado em Curitiba, em jogo valido pelo Campeonato Brasileiro, esteve de passagem por Mafra.

 1929 – 3º LUGAR NO CAMPEONATO CATARINENSE

Neste ano as oficinas da Estrada de Ferro foram transferidas de São Francisco do Sul para Mafra, sendo instaladas bem próximas ao seu campo. Isto trouxe mais ferroviários á cidade e mais sócios ao clube, que aumentou ainda mais seu poderio esportivo e financeiro.

Acertando algumas pendencias junto á Federação Catarinense de Desportos, participou pela primeira vez do Campeonato Estadual. Sua estreia foi diante do Porto União F.C. o qual venceu por 2×1. Na segunda fase, jogada somente em janeiro de 1930, perdeu por 2×1 e foi eliminado pelo Caxias, que assim foi á final e sagrou-se campeão após vencer o Adolpho Konder F.C. de Florianópolis.

 1930 – POUCA ATIVIDADE

Por estar filiado á Federação Catarinense de Desportos, o Pery tinha que pedir a permissão da entidade máxima dos esportes catarinenses para a realização de qualquer jogo amistoso, deste modo, acabou tendo poucas aparições neste ano, já que não haviam outros clubes filiados na sua região. Com isso, restou ao Pery fazer alguns jogos contra o Caxias e América, de Joinville.

 1931 – SENSAÇÃO EM FLORIANÓPOLIS

Neste ano o Peri voltou com mais vigor aos gramados, tendo inicialmente abatido o Caxias por impiedosos 5×0, consolidando-se assim, entre os grandes times do futebol catarinense.

Nesta altura todos desejavam conhecer o poderio do time serrano, e não por acaso, a Federação Catarinense fez um convite para que viesse se apresentar em Florianópolis. Após muitas negociações o convite foi aceito e assim pela primeira vez o Pery exibiu-se na capital catarinense onde venceu o Figueirense por 4×2 e o Atletico Catarinense por 3×0, sendo derrotado apenas pelo Avai, por 4×3. No retorno desta excursão, passou por Itajai, onde empatou com o Lauro Muller (futuro campeão estadual deste ano) em 2×2.

  Escudo á partir de 1931

1932 – IMBATIVEL

Mantendo a excelente fase, venceu o Marcilio Dias, de Itajai por 4×3 e empatou com o Guarany de Ponta Grossa por 2×2 e com o C.A. Ferroviário de Curitiba por 3×3.

O resultado mais espetacular em jogos amistosos foi conquistado em Joinville, diante do América, que foi abatido por inacreditáveis 7×5.

Nesta época também contava com um bom time de basquete, que costumava acompanhar o time de futebol nas excursões para enfrentar adversários das cidades vizinhas.

1935 – VITORIAS E DERROTAS

Venceu todos os rivais locais e também o União S.C. de Porto União por 3×0, porém, amargou duas derrotas para o Caxias por 3×0 e Ypiranga de São Francisco por 4×0.

 1936 – VICE-CAMPEÃO CATARINENSE

Filiou-se a A.C.D. – Associação Catarinense de Desportos, entidade fundada no ano anterior em Joinville, dissidente da Federação Catarinense de Desportos.

Sagrou-se campeão da 3. Zona do Campeonato da A.C.D. (Zona Serrana), credenciando-se para a final do campeonato desta entidade, onde foi vice-campeão ao ser derrotado pelo Ypiranga de São Francisco por 4×3.

Ainda neste ano ganhou a alcunha de Leão da Fronteira ao empatar um jogo que estava perdendo de 5×0 para o Rio Negro S.C. e ao bater o Operário Esporte Clube, local, por 15×2.

 1937 – 3º LUGAR NO CAMPEONATO CATARINENSE

Em conjunto com o Operário E.C. e América F.C. de Mafra, Tres Barras S.C., G.E. Rio Negrense F.C. e C.A. Canoinhense foi um dos clubes fundadores da Liga Esportiva Catarinense, mais conhecida como Zona Serrana, entidade subordinada á Federação Catarinense de Desportos.

Como campeão da Zona Serrana, credenciou-se a jogar o campeonato catarinense, onde novamente foi eliminado pelo Caxias que o venceu por 3×2 em jogo único e se credenciou á final contra o Figueirense, que foi o campeão.

 1938 – MUDANÇA DE NOME

Mudou a sua denominação para Peri Ferroviário Esporte Clube, evidenciando seus fortes laços com esta classe.

Por divergências, não disputou o campeonato da Zona Serrana, ficando restrito aos jogos amistosos, nos quais bateu o Tres Barras S.C., que foi o campeão regional deste ano.

 1939 – O MAIOR TIME DE TODOS OS TEMPOS

Neste ano o Peri voltou a disputar e ganhar o campeonato da Zona Serrana, credenciando-se mais uma vez para disputar o Campeonato Catarinense.

Em jogo único diante do Caxias, venceu por 2×1 e credenciou-se para disputar a final contra o Figueirense, em Florianópolis, onde foi derrotado por 5×3 e amargou mais um vice-campeonato estadual.

O time vice-campeão, formado por Caroço, Alfredo e Cordeiro; Ataide, Rosalvo e Juvencio (ou Tonico); Cana, Bode, Abreu, Pedro Urbano e Bodinho, foi o melhor já formado na história do futebol do Planalto Norte Catarinense.

 

Esquadrão de 1939

Figueirense e Peri entrando em campo para a final de 1939

O CRAQUE TONICO

Os craques deste time lendário de 1939 eram o goleiro Caroço e o atacante e presidente Cana, titulares desde 1922, além do artilheiro Pedro Urbano, no entanto, que mais brilhou em nível nacional foi o meia Tonico, que em 1940, defendendo o Coritiba, participou do jogo inaugural do Estadio Pacaembu e em 1942 foi convocado para a Seleção Brasileira. Fez muito sucesso no Coritiba F.B.C. onde foi campeão paranaense em 1941,1942,1946,1947 e 1951.

 Tonico no Coritiba F.B.C.

1940 – 3º LUGAR NO CAMPEONATO CATARINENSE

Bicampeão da Zona Serrana, credenciou-se para a disputa de mais um Campeonato Estadual, onde foi eliminado em jogo único pelo Ypiranga de São Francisco, ao ser derrotado por 2×0. Com a vitória, os francisquenses, chegaram á final e foram campeões estaduais batendo o Avaí.

Nos jogos amistosos, bateu o Canoinhense por 8×0, o Marcilio Dias por 3×0, o Caxias por 4×3 e foi derrotado pelo Operário de Ponta Grossa por 5×3.

Neste ano foi fundado em Mafra o seu principal rival, o Clube Atlético Operário, que em pouco tempo, conseguiria montar um time competitivo e assim dividir a torcida na cidade.

 1941 – 4º LUGAR NO CAMPEONATO CATARINENSE

Tricampeão da Zona Serrana, credenciou-se para a disputa de mais um Campeonato Estadual, onde foi eliminado em jogo único pelo Caxias de Joinville, ao ser derrotado por 4×1. Com a vitória, os joinvillenses chegaram á final onde foram derrotados pelo Figueirense.

Nos jogos amistosos causou furor ao bater o Ypiranga de São Francisco, que mantinha a base campeã estadual de 1940 por inacreditáveis 10×2.

 1942 – 7º LUGAR NO CAMPEONATO CATARINENSE

Tetracampeão da Zona Serrana, credenciou-se para a disputa de mais um Campeonato Estadual, onde foi eliminado em jogo único pelo América de Joinville, ao ser derrotado por 5×1. Com a vitória, os joinvillenses alcançaram a fase semifinal, avançando depois para a final, onde foram vice-campeões por WO diante do Avaí.

  1943 – 4º LUGAR NO CAMPEONATO CATARINENSE

Pentacampeão da Zona Serrana, credenciou-se para a disputa de mais um Campeonato Estadual, onde foi eliminado pelo América de Joinville, ao ser derrotado por 2×1 e 6×3. Com a vitória, os joinvillenses alcançaram a final onde foram derrotados novamente pelo Avaí.

 1944 á 1954 – DIAS DE COADJUVANTE

Neste período o Peri deixou de figurar na disputa dos Campeonatos Catarinenses por ter perdido a condição de principal time da região para o Ipiranga F.C. de Canoinhas, campeão regional de 1945-46-48-49-50-51 e 52.

Também teve dificuldades para manter-se como o principal time da cidade, tendo em vista o crescimento do seu rival eterno, o Clube Atlético Operário, que foi campeão regional em 1947.

Time de 1949

1955 – VOLTA MODESTA AO ESTADUAL

O Peri voltou a disputar o Campeonato Estadual em 1955, credenciado por ter vencido o Campeonato Regional, no entanto, não conseguiu avançar ás fases finais.

 1957 – CAMPEÃO MAFRENSE INVICTO

O Peri conquistou de forma invicta o campeonato da Liga Mafrense de Desportos, competição que envolvia os principais time de Mafra e Região.

Também disputou o Campeonato Catarinense, que a partir deste ano foi dividido em Zonas Regionais. Alocado num grupo de clubes do Planalto Norte e Região Oeste, não conseguiu avançar para a Segunda Fase da competição.

1958 – UM ANO DE AMISTOSOS

Neste ano o Peri brilhou em diversos jogos amistosos realizados durante o ano. Nos duelos intermunicipais bateu o Ipiranga de São Francisco por 7×2, o Atlético São Francisco por 6×0, o Santa Cruz de Canoinhas por 4×1 e foi derrotado por Caxias e São Luiz de Joinville por 2×1.

Nos duelos interestaduais venceu o Avahi de União da Vitória por 4×1, o São Mateus por 6×2 e o União de Lapa por 6×3 e 4×1. Em contrapartida foi derrotado pelo Ferroviario de União da Vitória por 1×0 e empatou com o Britania de Curitiba em 3×3.

Nos duelos Peri-Ope, em 10 jogos, houve 4 vitorias para lado e 2 empates, porém, o Peri conseguiu duas grandes goleadas: 5×0 e 4×0.

 Cena de um clássico Peri-Ope

O CRAQUE LEOCÁDIO

Neste ano 1958, surgiu no time principal do Peri, contando com apenas 16 anos, um meia muito habilidoso chamado Leocadio Consul. Bastaram poucas aparições para que o garoto despertasse a atenção dos principais clubes do Paraná. Operário de Ponta Grossa, vizinho mais próximo, foi mais ligeiro e levou o jogador embora. Posteriormente, Leocadio brilhou no Londrina e no Coritiba F.C. onde jogou entre 1970 e 1974, conquistou os títulos estaduais de 1971-72-73-, o Torneio Internacional de Verão de 1971, o Torneio do Povo de 1973 e ainda realizou diversas excursões ao exterior.

Leocádio no Coritiba F.B.C.

1960 – DENOVO ENTRE OS GRANDES DO ESTADO

No extenso Campeonato Catarinense de 1960 foi vice-campeão de sua zona regional, colocando-se assim entre os 10 clubes que disputaram a fase final, onde não obteve sucesso. A derrota mais amarga ocorreu para o Caxias, que o venceu por 7×0.


1964 – MODESTA APARIÇÃO NO ESTADUAL

No Campeonato Estadual de 1964 não conseguiu colocar-se entre os 17 clubes da fase final, fazendo uma modesta campanha na 3ª Zona que classificava três clubes entre os oito disputantes.

 1965 – OUTRA MODESTA APARIÇÃO NO ESTADUAL

Em 1965 não conseguiu colocar-se entre os 12 clubes da fase final, fazendo uma modesta campanha na 4ª zona, que classificava dois clubes entre os sete disputantes.

1966-1969 – OS ULTIMOS ANOS DE GLÓRIA

Neste período, mesmo afastado das disputas dos Campeonatos Estaduais, o Peri possuía muito prestigio no futebol local e regional, tendo sido campeão do concorrido campeonato da Liga de Futebol de Amador da cidade de Corupá em 1969.

Embora modesto no futebol estadual, o Peri ainda era um clube social muito bem estruturado, contando com quadras de tênis, basquete e até uma grande piscina, onde até Vera Fischer, então miss Santa Catarina, chegou a nadar.

  1970-1982 – LENTA DECADENCIA

Com a falência do sistema férreo, o clube iniciou um lento período de decadência, com uma grande redução no numero de associados e na receita.

Neste cenário, restou ao Peri disputar os campeonatos amadores do norte catarinense, enquanto seu principal rival, o Operário, ensaiava o retorno ao Campeonato Estadual, o qual disputou sem grande sucesso em 1977 e 1978.

Buscando contar com o apoio do torcedor periense, em 1980, o Operário deu lugar ao Mafra Atlético Clube, que surgiu com o objetivo de unificar as torcidas da cidade, mas não foi bem sucedido.

 1983 – GOLPE DE MISERICORDIA

O patrimônio do clube, que já vinha se deteriorando devido á grave crise financeira, foi tragicamente comprometido com a grande enchente que assolou a cidade e o Estado em 1983 e deixou debaixo d’agua o estádio e a sede, que nunca mais foram os mesmos. A fúria do rio Negro também levou embora grande parte dos troféus e documentos do clube, que assim, perdeu também grande parte de sua memoria.

 O rio negro transbordado tendo em primeiro plano a histórica ponte de ferro e a o fundo o estádio do Peri.

“Rio-Mafra” debaixo d’agua, onde o centro de Rio Negro está na parte de baixo da foto e o centro de Mafra acima.

1984 Á 2005 – ESQUECIDO

Ao mesmo tempo em que o Peri seguia moribundo, uma nova versão do seu rival Operário, agora chamado de Sociedade Esportiva e Recreativa Operários Mafrenses, aventurava-se esporadicamente nos campeonatos regionais amadores e na disputa da Segunda Divisão de Profissionais.

Neste cenário, o Peri perdeu espaço, enquanto o Operário, mesmo sem sucesso dentro de campo, conseguia manter uma torcida fiel e se consolidar como o único clube da cidade.

Em 2001, seus antigos jogadores, inconformados com o abandono do clube, decidiram a Sociedade Esportiva Recreativa Veteranos do Peri, que passou a realizar jogos semanais no Estádio Ildefonso Melo, dando um pouco de vida ao local, que desde então também passou a receber cuidados.

2006 –UMA VOLTA INESPERADA

Neste ano, de forma surpreendente, o Peri retornou ao futebol profissional, tendo disputado a 3ª Divisão do Campeonato Catarinense, quando ficou em 5º lugar entre 10 clubes. A sua volta foi encabeçada pelos dirigentes e comissão técnica que haviam comandado o Operário nas duas ultimas temporadas e que não tiveram o apoio necessário para manter este clube em atividade no ano seguinte.

Sem estádio próprio para mandar os seus jogos e com o estádio do Operário em reforma, o Peri teve que mandar alguns jogos no estádio municipal de Rio Negro e embora isto não fosse um problema, a sua média de publico neste campeonato ficou bem abaixo da média que o Operário vinha tendo nos últimos anos, evidenciando que embora glorioso no passado, já não era um clube tão querido na cidade.

Escudo em 2006

Time de 2006, no estádio do Operário (Pedra Amarela).

2015 – ATUALMENTE

Nos dias atuais o Peri já não tem sede social e campo próprio, já que os mesmos pertenciam á Rede Ferroviária Federal, e agora pertencem á União, sendo administradas pelo DNIT, que por sua vez, cedeu-a á Prefeitura de Mafra.

O campo segue servindo á comunidade e aos Veteranos do Peri enquanto a sede social é utilizada para abrigar uma repartição da prefeitura.

Resta ainda um bar e canha de bocha ao lado da sede social, que mantem vivas as lembranças do clube, graças á sua pintura verde e branca e o escudo do clube desenhado na parede.

 

Arquibancadas do Estádio Ildefonso Mello em ruínas (2006)

Antiga sede social do clube (2006)

Cancha de bocha do Peri (2009)
Fontes: Acervo pessoal, acervo de Adalberto Jorge Kluser, Portal clickriomafra, site do Coritiba e Figueirense, jornais A Noticia e Jornal de Mafra.
 

fonte: JSC

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