A história de cada estado brasileiro e seus respectivos campeonatos estaduais, são a riqueza e a grandiosidade que explica a seleção brasileira de futebol ser a mais vitoriosa com 5 Copas mundiais.

O Brasil é um país continental, com milhões de praticantes e admiradores do futebol, não tendo nenhum outro país continental com clima favorável para a imensa prática esportiva. O Brasil é o 5º maior em extensão territorial, é o 5º mais populoso, é o 6º mais rico e a 7º maior economia do mundo. Os países continentais e ricos não praticam massivamente o futebol por questões culturais, como o EUA, a China e a Índia, enquanto a continental e rica Rússia tem um clima hostil em grande parte de seu território. O futebol é um esporte de verão, para áreas abertas, favorável aos países com temperatura agradável durante todo o ano.

  Maior Economia   Mais Rico   Mais Populoso   Maior Extensão   Mais Copas
EUA EUA China Rússia BRASIL
China China Índia Canadá Alemanha
Índia Japão EUA China Itália
Japão Alemanha Indonésia EUA Argentina
Alemanha França BRASIL BRASIL Uruguai
Rússia BRASIL Paquistão Austrália França
BRASIL Reino Unido Bangladesh Índia Inglaterra
França Itália Nigéria Argentina Espanha
Reino Unido Rússia Rússia Cazaquistão    
10º Indonésia 10º Índia 10º Japão 10º Argélia    

 

Como o nosso país e divido por ESTADOS, e organizou seu futebol por FEDERAÇÕES ESTADUAIS,  e somente na segunda metade do século XX, organizou seu campeonato nacional e continuou com suas bases nos campeonatos estaduais, que sempre multiplicou o numero de praticantes, mantendo a qualidade e grandeza do futebol brasileiro.

O monopólio da Rede Globo, proporcionado pela CBF que vende os direitos exclusivos de transmissão dos campeonatos brasileiros e estaduais, vem ao seu interesse próprio, ao longo das ultimas décadas, diminuindo a importância e o calendário dos campeonatos estaduais, valorizando e proporcionando aos grandes anunciantes a divulgação de suas marcas para todo o Brasil através do campeonato brasileiro, em detrimento das marcas regionais que geram mais empregos e distribui riqueza com os campeonatos estaduais.

Precisamos fazer voltar a importância dos campeonatos estaduais, devolvendo o calendário para ser realizado durante 5 meses, como antes, e diminuir o nacional para 5 meses, distribuindo com mais equilíbrio, antes que aconteça a ruptura final entre grandes e os médios e pequenos, acabando com o grande seleiro de jogadores e craques de futebol.

O Campeonato brasileiro deveria diminuir os participantes da 1ª divisão de 20 clubes para 16 clubes, e aumentar e valorizar a 2ª divisão para 32 clubes (2 grupos de 16 clubes, com títulos distintos Norte/Nordeste/Centro-Oeste e Sul/Sudeste) e a 3ª divisão para 64 clubes (4 grupos de 16 clubes, com títulos distintos Norte/Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul) com clubes classificados pelos Campeonatos Estaduais. Totalizando 112 clubes disputando 9 títulos.

 Distribuir melhor o calendário é distribuir melhor a economia gerada, mantendo e proporcionando o numero grande de praticantes de futebol, dos campinhos de bairro as grandiosas Arenas, por todos os cantos do continente chamado Brasil, sem ruptura entre os grandes, médios e pequenos.

Não queremos 4ª divisão ou 5ª divisão, “divisões abstratas” e sem “tradição”, e sim, o fortalecimento dos “tradicionais” campeonatos estaduais, com suas características próprias, conforme sua geografia, história e cultura esportiva.

 Com o aumento da temporada dos campeonatos estaduais, os clubes que não participarem do campeonato brasileiro (1a, 2a e 3a divisão) terão um semestre garantido de sustentabilidade com jogos com o “grandes” e poderá utilizar o segundo semestre para procurar, remontar e aprimorar, participando de torneios regionalizados, como por exemplo, Copas Estaduais com equipes de todas as divisões estaduais, ou mesmo, metropolitanos ou citadinos com clubes de menor expressão, com jogadores desconhecidos que podem interessar para equipes de nível superior. Enquanto os grandes poderão aprimorar suas equipes para o campeonato brasileiro, motivando suas torcidas com possiveis títulos estaduais.

 

Pelo FIM DO MONOPÓLIO e VENDA DE EXCLUSIVIDADE, que não são imprescindíveis e não proporcionam mais lucros para as federações e clubes, mas proporciona a possibilidade de corrupção para favorecimento e direcionamento. A CBF deve por força da “Lei contra monopólios” vender os direitos de transmissão com valor fixo e único como qualquer produto, para que toda emissora de TV que comprar, realize suas transmissões, atraindo seus anunciantes, grandes e regionais, distribuindo melhor a renda gerada e proporcionando a busca pela melhoria do trabalho, motivado pela concorrência.

 

Desculpe, Paulo André, Dida e amigos atletas profissionais, mas… Isto sim, é BOM SENSO.

  2 Responses to “A importância dos Campeonatos Estaduais”

  1. É.. Rodrigo,

    Comungamos dos mesmos pensamentos, do bom senso.

    O equilibrio do calendário trará a harmonia e a tranquilidade economica para todos, seja grande ou médio e pequeno, mas absurdamente:

    - O Comitê de Reformas da CBF aprovou nesta quinta-feira uma série de itens referentes ao calendário do futebol brasileiro de 2017, diminuindo ainda mais os campeonatos estaduais, dilatando ainda mais o brasileirãorãorão.

    Falta agora anunciarem a serie E e serie F, que não ira impougar o torcedor de nenhum clube, como vem acontecendo na serie C e D.

    A ganância dos poucos que detém o poder, destruiram até a ultima gota nosso futebol.

    Abs. amigo

    Ielo

    Em tempo: Os gananciosos são da Rede Globo e os comentaristas esportivos das midias nacional, como a ESPN, que valoriza em demassia os campeonatos europeus para terem mais audiencias em suas transmissões. E, é claro, os coruptos que “vendem” com exclusividade as transmissões do brasileirãorãorãorão.

  2. Grande Ielo. Sábias palavras. Sua análise é muito pertinente. Acabar com os estaduais é um erro. O que nossos queridos comentaristas e dirigentes que pedem o fim dos estaduais esquecem de analisar é a extensão do Brasil e a questão histórica da formação do futebol do país. Sou a favor dos estaduais, mais longos e fortalecidos. O que atrapalha o futebol brasileiro é a corrupção e a forma de negociação dos direitos de TV.

   
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