O Ceres Esporte Clube é uma agremiação da Município de Ceres (GO). A equipe Alvinegra tem a sua Sede localizada na Rua Alfredo Pádua, 112, no Centro de Ceres. O Leão do Vale manda os seus jogos no Estádio José de Deus Rissati, com capacidade para 2.500 torcedores.

Fundado no dia 16 de Julho de 1947, no núcleo central do Vale do São Patrício, que com a colaboração, empenho e disposição de muitos cidadãos e pioneiros da cidade, conceberam e construíram um dos times mais vencedores e prósperos do interior goiano.

No começo o Ceres disputava somente jogos amistosos contra equipes da região, como Uruana, Vasco de Rialma, Anápolis, Goiânia, Buruti Alegre, Itumbiara, Araguari, atuando inclusive contra equipes do Rio de Janeiro, como Olaria, Canto do Rio, Portuguesa e São Cristóvão.

Filiou-se a Federação Goiana de Futebol e passou a disputar o campeonato do interior. Em 1959, o Leão do Vale, fez um campeonato impecável e passou incólume por Uruana, Vasco de Rialma, Goiás Velho, Firminópolis, Buriti Alegre até chegar a final contra a Jataiense.

Em 24 de abril de 1960, foi o dia da grande final, na cidade de Ceres, entre o time local e o time da Jataiense. O time de Jataí era muito bom e contava com jogadores de muita experiência. No segundo tempo do jogo veio os dois gols que deram a vitória para o time dirigido pelo treinador Efraim Batista.

Irani, aos 5 minutos abriu a contagem e aos 26 minutos, José Mamede selou com chave de ouro a consagradora vitória do Ceres Esporte Clube erguendo seu primeiro título estadual de Campeão Goiano do Interior. O time campeão conquistou o título com: Raspinha no gol, Dico, Roberto, Irani, Pimba e José Rissate; Ismael, Neudo, Nemézio, Mamede e Jairzinho. O técnico era Efraim Batista.

O Ceres foi novamente em 1964, Campeão do Interior, decidindo o título diante da equipe representada pela cidade de Goiás, o time do Independente. Cada equipe venceu um jogo no seu estádio. A decisão foi programada para o Estádio Olímpico Pedro Ludovico, em Goiânia, num sábado à noite.

A equipe do Ceres dirigida pelo técnico Lua venceu com: Jaburu no gol, Neudo, Vasquinho, Cabecinha, Gavião e Dico; Lula, Oripes, Roberto, José Mamede e Wilson. Nesse jogo a equipe do Leão do Vale venceu o Independente do Goiás por 4 a 1, com dois gols do goleador Lula, que foi o herói da noite.

Com a conquista do título, os dirigentes ceresinos, resolveram profissionalizar a equipe na tentativa de subir o Leão do Vale para a divisão especial. Nesta época a principal divisão do futebol goiano era a divisão especial e a divisão de acesso era a primeira divisão.

Para chegar à divisão especial, as equipes precisavam sagrar-se campeã da primeira divisão. A profissionalização do futebol goiano se deu a partir de 1962, porém a divisão especial já era disputada desde 1944.

Em 1966, realizando uma bela campanha, o Ceres conseguiu subir da primeira divisão para a divisão especial de futebol profissional. O time do Ceres Esporte Clube por pouco não venceu o campeonato por antecipação.

Mesmo diante de adversários consideráveis, o clube ceresino se destacou em todos os jogos, tanto que venceu o campeonato goiano, invicto, cedendo apenas dois empates, sendo um contra o Goiás e outro contra o Nacional.

Com 19 anos de idade, Ceres tinha conquistado seu primeiro título profissional de futebol, sendo campeão invicto da primeira divisão do certame goiano. O time campeão conquistou o título com: Nelson Gama no gol, Cabelo, Wilson Pelé, Conrado, Wilson e Nelson Florentino; Patinho, Curau, Brandão, Roberto e Dediê. O treinador era o Lua e o artilheiro do campeonato foi o comandante de ataque do alvinegro ceresino, Brandão.

Em 1967, na divisão especial, a equipe do Ceres não fez uma boa campanha, obtendo apenas três bons resultados, sendo uma vitória sobre o Goiás, no Estádio Olímpico, outra no Vila Nova, em Ceres e um empate contra o Atlético Goianiense.

Resultados que foram insuficientes para garantir a manutenção do Leão do Vale na divisão especial. Ao ser rebaixado em 67, o presidente do Ceres na ocasião, Jeová Mendes, profetizou: “Voltaremos em 69″.

No ano de 1968, Efraim Batista, assume as rédeas do Leão do Vale, como é carinhosamente apelidado o time do Ceres, e é ungido presidente do seu clube de coração. Efraim foi tudo no Leão do Vale, de roupeiro a presidente. Agora tem pela frente a saborosa missão de elevar novamente a esquadra alvinegra à divisão de elite do certame goiano.

E não foi diferente, em 08 de agosto de 1968, no Estádio Olímpico de Goiânia, o Ceres Esporte Clube carimbava seu passaporte de retorno a Elite do Futebol Goiano vencendo por 1 a 0 a forte equipe do Rio Verde das Abóboras e conquistando depois de uma árdua campanha o bi campeonato da primeira divisão do campeonato goiano.

O resultado de 1 a 0 foi justo e insofismável, selando de vez sua ascensão a divisão especial. O time bicampeão em 68 foram: Vicente no gol, Cabelo, Cortez, Cariri, Firmo, Wilson Pelé e Vadinho; Brandão, Aluízio, Dediê e Peruca. O técnico era o Lua.

Em 1969 o Ceres Esporte Clube não foi bem no campeonato estadual, no entanto, aplicou a maior coleada daquele na Associação Atlética Anapolina 9 a 1. De novo na Elite do futebol goiano, o Ceres teve contra si, uma série de problemas, principalmente financeiros, que obrigou o clube a solicitar licença, por tempo indeterminado.

Em 1980, o Leão do Vale retorna novamente a disputar o campeonato goiano. Nesse período houve uma readequação na nomenclatura do futebol goiano e a primeira divisão passou a ser a segunda e a divisão especial, passou a ser a primeira divisão. Com essas mudanças a equipe do Ceres volta disputando a segunda divisão, e vê, naquele ano, Crac de Catalão e Monte Cristo de Goiânia subirem para a primeira divisão.

 

Fontes: Wikipédia - Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho –  Rsssf Brasil

   
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