Na minha época de garoto, entre 8 e 12 anoS de idade, vi muitos jogadores atuando na Portuguesa de Desportos. Ao lembrar do ponta esquerda Raul Klein do início dos anos 60 resolvi procurar sua foto e acabei descobrindo um pouco da Lusa do Canindé.

CURIOSIDADES

Maior Goleada
A maior goleada da história da Portuguesa aconteceu longe da torcida. Foi na Bolívia, no dia 02 de fevereiro de 1970 e o adversário era o Ferroviário de Oruro. O time da LUSA com sua reputação de tri-fita azul, acabou fazendo uma média de três gols para cada mil metros de altitude de Oruro. O jogo terminou 12 a 0, gols de Milano 3, Basílio 2, Ratinho, Leivinha, Ulisses, Élcio, Luís Américo, Rodrigues e Tatá. Ninguém poderia reclamar do técnico Aimoré Moreira, pois quem viajou jogou: Orlando (Rogério); Zé Maria (Deodoro), Marinho Perez, Guaraci e Américo (Ulisses); Lorico (Luís Américo), Leivinha (Basílio) e Paes (Élcio); Ratinho, Tatá e Rodrigues (Milano).

Maiores Goleadores
Nos registros dos recordes, nos mostra duas feras: José Lázaro Robles (Pinga I) e Enéas Camargo. Pinga I foi maior artilheiro da história da Lusa, vestindo a camisa rubro-verde durante oito anos (44 a 52), marcou 190 gols: 132 no Campeonato Paulista, 18 no Torneio Rio-São Paulo, 16 em jogos internacionais e 24 em partidas amistosos. Mas, se Pinga I não se cansava de chegar à rede dos adversários, o mesmo acontecia com Enéas, um prata da casa, autor de 180 gols. A LUSA conta com quatro jogadores na lista dos artilheiros: Carioca, com 19 gols, em 1936; José Lázaro Robles (Pinga I), com 22 gols, em 1950; Antonio B. da Silva (Toninho), com 13 gols, em 1989; e Paulinho McLaren, com 20 gols, em 1995.

Recorde de Expulsões
Por decisão do árbitro, um jogo da Portuguesa, acabou antes da hora. Devido a expulsão de 22 jogadores – recorde do clube – e aconteceu do Rio-São Paulo, num domingo cedo do ano de 54, contra o Botafogo carioca. A encrenca começou quando Tomé resolveu intimidar o meia esquerda Edmur. Dos empurrões, os desafetos passaram aos bofetões e com o tempo os companheiros foram chegando e batendo. Os grandalhões Dino, Vinicius e Hermínio não paravam de distribuir socos e pontapés. Sem outro recurso, o árbitro encerrou a partida vinte minutos antes do final. Como houve conflito, a vitória de 2 a 0 da Lusa acabou sendo confirmada.

O primeiro Jogo e o primeiro Paulistão
Em 1920, a Portuguesa se inscreveu na APEA para disputar o Campeonato Paulista. Como o número de participantes da Liga já estava fechado, a Portuguesa se associou ao Mackenzie, que estava com problemas financeiros, para participar do campeonato. No jogo de estréia derrota por 3×0 para o São Bento, da Capital. A primeira vitória viria com um resultado espetacular: 4×2 no Paulistano, de Artur Friendenreich, o grande clube da época. A união com o Mackenzie durou até 1923, depois de três Paulistas.

O Clube das Goleadas
Tudo começou em julho de 1935, quando a Lusa venceu o Ordem e Progresso por 11×0, goleada até então recorde em jogos do Campeonato Paulista. Em 1950, a Portuguesa não perdoou o Corinthians e enfiou 7×3. Em 1955, pelo Rio-São Paulo, a vítima foi o Santos, ainda sem Pelé: 8×0. Para completar, no Brasileirão de 1998, o São Paulo também sofreu: 7×2, no Pacaembu.

“Os Dolares Falsos”
A Portuguesa também tem seus títulos internacionais. Na década de 50, o jornal “A Gazeta Esportiva”, criou o troféu “Fita Azul”, que seria entregue ao clube brasileiro de melhor desempenho no exterior. Em 1951, a Portuguesa, que tinha gênios como Djalma Santos e Julinho Botelho, disputou 11 partidas na Europa, vencendo 10 e empatando uma. O auge da excursão foi a vitória por 4×3 sobre o Atlético de Madrid, campeão espanhol, partida que valeu pela Copa San Isidro. Na chegada a São Paulo, o time foi recebido como um verdadeiro campeão do mundo. A viagem ficou famosa também pela prisão de três jogadores do clube. O meia Renato, sem saber, comprou dólares falsos no Aeroporto de Lisboa e emprestou algumas notas para Rubens e Djalma Santos. Quando foram às compras eles acabaram presos, acusados de falsificação. Os jogadores só foram liberados após uma exigência das autoridades portuguesas. Tiveram que assinar um documento no qual diziam ter comprado os dólares falsos no Brasil, não em Lisboa. Foi o jeitinho lusitano para não sujar o nome de Portugal na Europa. Um novo Fita Azul seria conquistado em 1954.

Maradona na Lusa ?
Muito antes de desfilar sua genialidade nos campos do mundo afora, Diego Armando Maradona esteve perto de ser jogador da Portuguesa. Em 1975, Maradona foi oferecido por seu empresário, Juan Figger, por US$ 300 mil. A diretoria da Lusa não quis.

CONQUISTAS
Titulos Futebol Profisional Masculino
Campeão Paulista Serie A2: 2007
Campeão Paulista: 1935, 1936, 1973
Vice-Campeão Paulista: 1940, 1960, 1975, 1985, 1998
Campeão Torneio Rio – São Paulo: 1952, 1955
Torneio Imprensa ( Rio de Janeiro ): 1943
Torneio Início: 1935, 1947, 1996
Troféu Vicente Matheus: 1990
Vice Campeão do Torneio Rio – São Paulo: 1965
Taça Oswaldo Texeira Duarte ( Goias ): 1971
Fita – Azul: 1951, 1952, 1954
Taça São Paulo: 1973
Taça dos Invictos: 1955, 1974
Copa San Izidro: 1951
Campeonato Paulista de Aspirantes: 1972, 1997, 1999
Vice-Campeão Paulista de Aspirantes: 1998
Taça São Paulo de Futebol Júnior: 1991, 2002
Taça Governador do Estado de São Paulo: 1976
Taça Mário Soares: 1987
Taça Itaú: 1981
Vice-Campeão do Campeonato Brasileiro: 1996
Vice-Campeão do Torneio Ugolini: 1960

SÍMBOLOS DA LUSA

O escudo português, primeiro distintivo do clube
O símbolo escolhido para representar a Associação Portuguesa de Esportes, na sua fundação em 14 de agosto de 1920, foi o escudo de Portugal .
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A Cruz de Avis, distintivo do clube desde 1923
Em 1923, esse símbolo passou a ser o brasão com a Cruz de Avis ,que representava o fim do domínio do Reino de Castela sobre os portugueses com a batalha de Aljubarrota, ocorrida em 14 de agosto de 1385.
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Escudo 2005
Em 2005, a Portuguesa fez algumas alterações no distintivo, sendo que a mais significativa foi o contorno dourado.
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A Severa, primeira mascote da Portuguesa
A Severa é a mais antiga e tradicional mascote do clube. É uma homenagem à fadista portuguesa Dima Tereza que fez grande sucesso na década de trinta e que era conhecida como “A Severa”. Em função disso, a Portuguesa bicampeã paulista de 35 e 36 também era conhecida pelos seus adversários como “A Severa”.
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O Leão, atual mascote da Portuguesa
No final de 1994, a Portuguesa mudou a mascote, que passou a ser o leão vestido com o uniforme do clube. Contudo, para os torcedores mais antigos, esta foi uma escolha infeliz. Segundo levantamento da revista Placar, o leão é a mascote que mais se repete entre os clubes brasileiros. Isto significa que se perdeu um símbolo original e autêntico do clube em função de uma estratégia de marketing, que não tornou o clube mais respeitado ou vitorioso.
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CANINDÉ

Apenas em 1956, a Portuguesa adquiriria o terreno do Canindé. Comprado do São Paulo Futebol Clube, no local havia apenas uma pequena infra-estrutura, que incluía: um campo para treinos, o restaurante com um salão, vestiários e outras pequenas depedências. Para que pudessem ser realizados jogos no Canindé, atendendo às exigências da Federação Paulista de Futebol, foram construídos um alambrado, um campo oficial e uma arquibancada provisória de madeira, que acabou conferindo ao estádio o apelido de “Ilha da Madeira”.

Estádio Ilha da Madeira
A inauguração aconteceu em 11 de janeiro de 1956, numa partida entre Portuguesa e um combinado Palmeiras-São Paulo. O time do Canindé venceu por 3 a 2, de virada, e o primeiro gol da Portuguesa foi marcado por Nelsinho.
Na gestão de Oswaldo Teixeira Duarte, no dia 9 de janeiro de 1972, foi inaugurado o primeiro anel do Canindé, com capacidade para 10 mil pessoas. O jogo inaugural foi um amistoso entre Portuguesa e Benfica, de Portugal. A Lusa perdeu por 3 a 1, o português Vítor Batista foi o autor do primeiro gol no estádio e Marinho Peres marcou o primeiro gol da Portuguesa. Devido à forte chuva, o árbitro encerrou a partida antes do período regulamentar.
Portuguesa 1 x 3 Sporting Lisboa e Benfica
Data: 9 de janeiro de 1972
Árbitro: Oscar Scolfaro
Gols: Vitor Batista, Jordão, Marinho (pênalti) e Simões (pênalti)
Portuguesa: Aguilera, Deodoro, Marinho, Calegari e Fogueira; Lorico e Dirceu (Luís Américo); Ratinho (Xaxá), Cabinho, Basílio e Piau.
Benfica: J. Henrique, Da Silva, Messias, Rui Rodrigues e Adolfo; Toni e Vitor; Nenê (Artur), Vítor Batista, Jordão e Simões.

Em 1973, iniciaram-se as obras para a construção do segundo anel, que abrigaria as cabines de imprensa e as cadeiras numeradas.
O estádio foi batizado como “Estádio Independência” e apenas em 1984, por decisão do Conselho Deliberativo, passou a chamar-se “Dr. Oswaldo Teixeira Duarte”, em homenagem ao presidente que o havia inaugurado.
Os refletores foram inaugurados em 11 de janeiro de 1981, com a realização do Torneio do Refletores, em parceria com o Banco Itaú. O torneio contava com a participação de Corinthians, Fluminense e Sporting. Na primeira rodada, a Portuguesa venceu o Fluminense nos pênaltis por 4 a 3, após empate de 1 a 1 no tempo normal e o Sporting venceu o Corinthians por 1 a 0. Na final, realizada no dia 15 de janeiro, a Portuguesa venceu o Sporting por 2 a 0, com gols de Caio e Beca.
O recorde de público aconteceu em 8 de dezembro de 1988, na partida Portuguesa x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, com 19.633 pagantes. As dimensões do campo são de 70,5 x 103,4 metros.
Apesar de ter capacidade para 27.500 pessoas, por determinação da Federação Paulista de Futebol, atendendo exigência da FIFA, o Canindé teve sua capacidade reduzida para 19.717 lugares.
Existe um projeto para ampliar e modernizar o estádio, que prevê a construção de 78 camarotes e o aumento da capacidade para 38 mil pessoas.

Maiores Públicos

Campeonato Paulista

Portuguesa 0 x 0 Santos, 116.156, 26 de agosto de 1973.
Portuguesa 1 x 2 São Paulo, 106.315, 22 de dezembro de 1985.
Portuguesa 1 x 3 São Paulo, 87.602, 15 de Dezembro de 1985.
Portuguesa 1 x 1 Corinthians, 75.000, 18 de Abril de 1998.
Portuguesa 2 x 2 Corinthians, 61.428, 26 de Abril de 1998.
Portuguesa 1 x 0 São Paulo, 57.137, 17 de Agosto de 195.
Portuguesa 3 x 0 Palmeiras, 50.585, 31 de Julho de 1975.
Portuguesa 0 x 0 Corinthians, 50.332, 1 de Setembro de 1974.
Portuguesa 1 x 0 Corinthians, 49.070, 10 de Julho de 1977.
Portuguesa 0 x 3 Palmeiras, 48.321, 15 de Julho de 1984.
No Campeonato Brasileiro

Considerando os jogos em São Paulo:
Portuguesa 2 x 5 Vasco, 43.646, Estádio do Pacaembu, 1 de maio de 1984.
No Estádio do Canindé

Portuguesa 0 x 1 Cruzeiro, 25.000, 9 de dezembro de 1998.
Portuguesa 2 x 1 Cruzeiro, 22.973, 5 de Dezembro de 1998.
Portuguesa 0 x 2 Flamengo, 19.633, 7 de Outubro de 1990.

HINOS

Hinos da Lusa
HINO RUBRO-VERDE (hino antigo)
Letra e música: Archimedes Messina e Carlos Leite Guerra

Você faz parte de uma grande família
Que muito pode se orgulhar.
É a família unida e muito amiga
Da Portuguesa querida.

Muitas obras vai realizar
Pelo esporte brasileiro
Rubro-Verde espetacular.

Esportivo recreativo,
Clube de tradição
É o clube da amizade,
Orgulho da cidade.
O clube do coração!

Viva a Lusa! Viva a Lusa!
Clube esportivo e social
Portuguesa de Desportos
Orgulho do esporte nacional!

CAMPEÕES (hino atual)
Letra e música: Roberto Leal e Márcia Lúcia

Vamos à luta, ó campeões.
Hão de vibrar os nossos corações.
Da tua glória, toda a certeza.
Que tu és grande, ó Portuguesa.

Vamos à luta, ó campeões,
Há de brilhar a cruz de teus brasões,
E tua bandeira verde-encarnada,
Que é a luz de tua jornada.

Vitória é a certeza
Da tua força e tradição.
Em campo, ó Portuguesa,
Pra nós, és sempre o time campeão.

FOTO DO RAUL KLEIN
Ze Carlos Coelho em pé, Raul Klein agachado a esquerda e Servilio ao seu lado .
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Fonte;
Lusaweb
Luciano Filho
Foto Raul Klein no Milton Neves

   
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