Amistoso em 1910 – Corinthian-Casuals F.C. (Inglaterra) 2 x 0 A.A. das Palmeiras (São Paulo)

Partida realizada na data de 1º de setembro de 1910, no Velódromo Paulistano, na Consolação, em São Paulo-SP.

Juiz: H.Friese do S.C. Germania.

Gols: Day (2-Corinthian)

Corinthian-Casuals: Rodgers, Page e Timmis. Tuff, Morgan, Owen e Braddel. Snell, Day, Vidal, Brysley e Kerry.

AA das Palmeiras: Orlando, J. Rubião e Urbano. Gullo, Rubens e Octavio Egydio. Dédé, Mario Egydio, Irineu, Eurico Mendes e Godinho.

Fonte: Correio Paulistano

  3 Responses to “Amistoso em 1910 – Corinthian-Casuals Foot Ball Club (Inglaterra) 2 x 0 A.A. das Palmeiras (São Paulo)”

  1. Obrigado Ielo.

    Apenas complementando, o Corinthian Football Club, da cidade de Londres (Inglaterra) foi fundado no ano de 1882.

    Em 1939 juntou-se ao Casuals Football Club (também de Londres), originando o Corinthia-Casuals, tendo em vista que os elencos dos dois clubes haviam sido dizimados durante a primeira guerra mundial.

    Foi o primeiro clube europeu a viajar até o Brasil e, nas partidas que disputou em nossa terra conseguiu grandes resultados.

    No Rio de Janeiro, cidade onde aportaram, os ingleses venceram o Fluminense FC por 10 x 1, uma seleção carioca por 8 x 1 e um combinado de brasileiros por 5 x 2.

    Em São Paulo venceram a A.A. das Palmeiras por 2 x 0, o C.A. Paulistano por 5 x 0 e um misto do São Paulo Athletic com SC Germânia, por 8 x 2.

    Esse clube jamais se profissionalizou e, atualmente, faz parte das divisões amadoras do futebol da Inglaterra.

  2. Toninho e Amigos,

    Curioso foi o destino, que batizou seu maior rival, seu imaginado “primeiro adversário”, no dia de sua fundação, horas antes mesmo da sua fundação, que ocorreu as 20h30min, representados pelos nobres ingleses, projetando o futuro. PALMEIRAS, sem nenhuma ligação com o atual, mas muita como seu tão igual rival, o São Paulo FC.

    Abs.

  3. Toninho e amigos,

    Este jogo é na mesmo dia da fundação do SC Corinthians Paulista, confirmando também a “grafia” correta da época, sendo espantoso, ou curioso, a rapidez espontânea da escolha do nome, demostrando a escolha aleatória do nome sem nenhuma correlação com a origens de seus fundadores, nem tão pouco a sua localidade, seja país, estado, município ou mesmo bairro, como ocorreu com a imensa maioria que denominou os clubes.

    Normalmente se escolhe o nome do clube para representá-lo, fazendo referencia para demarcar o grupo e seus simpatizantes, daí nomear com o nome da localidade do clube, ou da sua origem étnica ou de outras como trabalhista, seja da empresa ou do tipo de trabalho.

    No caso do clube de maior torcida, e portanto, o que tem a maioria da simpatia da população, é o nome antítese a tudo, escolhendo o nome do visitante do dia, que derrotou o clube da elite paulistana.

    - “Nós os anônimos, sem sobrenome “importante” da elite paulistana, somos “este” Corinthians que veio da nobre Europa, ganhar dô seis”.

    – Tá Bão, o que mais…

    Bom? E o uniforme, que perdura por mais de um século, até os dias de hoje, foi o mais simples dos uniformes, ou seja, todo mundo, por mais simples que for, tem uma camisa branca, e um short “escuro”, até porque o short “escuro” esconde mais a possível sujeira do “terrão”.

    Um nome nobre “extra-terreno”, difícil até de escrever e falar, para um povo simples, que atraiu uma imensidão, demostrado na história ser um grande campeão, com mais títulos paulistas, títulos brasileiros, libertadores e 2 mundiais.

    Plagiando Alexandre Mattos, existe os clubes, e existe o Corinthians. “É outra coisa”.

    Parabéns pela publicação deste artigo,

    Abs.

   
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