O Bandeirante Futebol Clube de Botucatu / SP foi  fundado em 1942 por Grupo de esportistas do município, para representar Botucatu e disputar o Campeonato Municipal de Botucatu da 1ª divisão e o Campeonato Paulista do Interior de 1942, sem ter sede ou campo próprio.

Em 20 março de 1943, foi fundado a Liga Botucatuense de Futebol, vinculada a Federação Paulista de Futebol, sendo o Bandeirante Futebol Clube, um dos fundadores junto com a Associação Atlética Botucatuense, a Associação Atlética Ferroviária, Flor da Madrugada Futebol Clube, Pardinho Futebol Clube e Blasi Futebol Clube.

Sua primeira partida oficial pelo campeonato municipal foi contra a Associação Atlética Botucatuense, no Estádio Antônio Delmanto, perdendo o caçula para a veterana por 4 a zero. O Jornal Correio de Botucatu demostrando exagerada simpatia, publicou: “Embora derrotado, o caçula foi superior ao seu adversário em entusiamo e técnica, pois dominou a partida do começo ao fim, e por falta de arremates, deixou escapar um triunfo  que seria mais que merecido, o Bandeirante for senhor absoluto da partida, dando autêntico baile na Veterana e só não venceu – que seria de justiça, foi por falta de um artilheiro, um só, e as estas horas o vencedor estaria curtindo a amarga derrota”. Seu técnico era o popular Zé Guimarães, e seus “pupilos”: Caricati, goleiro;  Avaré, Bento, Waldomiro e  Fê, defesa; Pedrinho, Paulo, João, Fernando, Cearense e Manézinho no meio campo e  ataque.

Em 1943, o primeiro campeonato oficial da 1a divisão promovido pela Liga Botucatuense de Futebol, realizado com a participação de 3 clubes, AA Botucatuense, AA Ferroviária e o Bandeirante FC que iniciou sua jornada de derrotas e goleadas sofridas; Torneio Inicio: Ferroviária 2×0 Bandeirante e Botucatuense 4×2 Bandeirante. No Campeonato Municipal, 1º turno: Ferroviária 7×0 Bandeirante e Botucatuense 4×0 Bandeirante; 2º turno: Ferroviária 4×0 Bandeirante e Botucatuense 4×2 Bandeirante. Em 1944, no Campeonato Municipal, os mesmos 3 participantes;  1º turno: Ferroviária 4×0 Bandeirante e Botucatuense 6×2 Bandeirante; 2º turno: Ferroviária 3×0 Bandeirante e Botucatuense 3×4 Bandeirante (1ª vitória). Em 1945, no Campeonato Municipal, os mesmos 3 participantes;  1º turno: Ferroviária 5×1 Bandeirante e Botucatuense 8×1 Bandeirante; 2º turno: Ferroviária 4×0 Bandeirante e Botucatuense 5×0 Bandeirante.

Em 1946, seu presidente era o escritor Hernani Donatto, que nesta oportunidade tinha 22 anos, descreve em documento em papel timbrado, enviado a prefeitura na tentativa de também receber verba da municipalidade como os demais clubes, com um clube modesto, exclusivamente de operários e pessoas de poucas posses.

Em 1946, no Campeonato Municipal, os mesmos 3 participantes; Bandeirante 0×7 e ?x?  Ferroviária, Bandeirante 2×8 e 0x6 Botucatuense.  Em 1947, no Campeonato Municipal, os mesmos 3 participantes;  1º turno: Ferroviária 7×0 Bandeirante e Botucatuense 7×0 Bandeirante; 2º turno: Ferroviária 13×0 Bandeirante e Botucatuense 6×1 Bandeirante. Em 1948, o Bandeirante não participou do Campeonato Municipal. Em 1949, no Campeonato Municipal, o Bandeirante volta a participar, totalizando 6 clubes na 1ª divisão; Bandeirante 1×3 e 1×2 Botucatuense, Bandeirante 1×6 e 1×2 EC Avenida, Bandeirante 1×1 e 1×2 AA Experimental, Bandeirante 5×4 (2ª vitoria) e 1×2 CA Fortaleza, Bandeirante 0×0 e 1×1 CA Brasil. Em 1950, no Campeonato Municipal, 4 clubes na 1ª divisão; Bandeirante 2×4 e 2×2 Botucatuense, Bandeirante 3×1  AC Lajeado, Bandeirante 3×1 CA Fortaleza  (3ª vitoria). Em 1951, no Campeonato Municipal, 9 clubes na 1ª divisão; Bandeirante 1×3 Botucatuense, Bandeirante 0×2  AC Lajeado, Bandeirante 1×1  CA Brasil, Bandeirante 0×6  União Operário, Bandeirante ?x?  CRE Bairro Alto, Bandeirante ?x?  Vila Antartica, Bandeirante ?x? CA Fortaleza. Em 1952 e 1953, o Bandeirante não participou do Campeonato Municipal. Em 1954, no Campeonato Municipal, o Bandeirante volta a participar, totalizando 8 clubes; Bandeirante ?x? e 1×2 AC Lageado, Bandeirante 1x1  e ?x? Rodoviário AC, Bandeirante 3×1 e 1×1 CA Brasil, Bandeirante 7×1 e ?x? CRE Bairro Alto, Bandeirante 1×0  e 3×3 EC Inca, Bandeirante 2×3 União Operário e Bandeirante 1×4 e 5×2 Sete de Setembro FC e Bandeirante 5×2 e ?x? Boa Vista FC; Bandeirante ficou em 4ª colocação. Em 1955, no Campeonato Municipal, o Bandeirante participar pela ultima vez, totalizando 10 clubes; Bandeirante 1×3 e 1×0 AC Lageado, Bandeirante ?x? Rodoviário AC, Bandeirante 0×4 e OxW CA Brasil, Bandeirante 2×4 e 0×4 CRE Bairro Alto, Bandeirante ?x? EC Inca, Bandeirante 2×0 União Operário e Bandeirante 1×7 e 1×4 Sete de Setembro FC, Bandeirante 2×2 e 1×1 Botucatuense; Bandeirante 1×13 e 0×3 Ferroviária; Bandeirante ficou em 9ª colocação (penúltimo).

A Ultima formação do Bandeirante FC em 1955: Chandrico, Júlio, Gaviúna, Bugre, Marreco, Ferreira, Lambari, Guto, Natal, Meneguim, Boaro.

Em muitos jornais era publicado erroneamente Bandeirantes, com “s”, no plural, mas como se comprova pelo papel timbrado do clube que o nome correto era Bandeirante Futebol Clube.

E sua ultima diretoria era assim constituída: Presidente de Hora, Emílio Peduti (Prefeito Municipal); Presidente, Paulo Paguozi; vice presidente, Narciso Mori; 1º Secretário, Amilcar Pupo Aiello; 2º Secretário, José Maurício de Oliveira; 1º Tesoureiro, Arlindo Durante; 2º Tesoureiro, Ulisses Rossi Grassi; Diretores Esportivos, Orlando Paguozi e Brasílio Paguozi; Diretores, Dr. Mário Rodrigues Torres (Procurador), Brasílio Damato, Francisco Lira BrandãoHélio DonatoAntônio Pinheiro Jr. e Antônio Calixto.

Muitos dos integrantes do Bandeirante Futebol Clube, foram cidadãos importantes para o município de Botucatu,  reconhecidos pelos botucatuenses sendo homenageados com logradouros públicos como ruas, avenidas, praças, biblioteca, complexo funerário e  escola.

Dedico este meu singelo artigo do Bandeirante Futebol Clube ao amigo Hélio Donatto, que tive o privilégio de frequentar sua casa e conviver com toda sua família.

Fonte: Livro “Os Esquecidos” da Datatoro de Rodolfo Kussarev e dos pesquisadores Eduardo Cacella, Julio Diogo, Fernando Martinez, Marcio Javaroni e Antonio Mario Ielo, Almanaque Futebolístico de 1957 da FPF de Nelson Martíns de Almeida e Thomaz Mazzoni, Jornal Correio de Botucatu, Os Campeões Amadores de Botucatu de Nivaldo Ceará e Arquivo do pesquisador e historiador Zulo e arquivo pessoal.

 

Fundado pouco depois da usina de açúcar, em 1936, o Santa Luiza Futebol Clube teve seus primeiros times formados por funcionários da indústria, cujo proprietário e patrono do clube, Dr. Durval Cruz, tinha inicialmente a intenção de dar aos trabalhadores, em sua maioria vindos de Campos e Espírito Santo, um domingo de lazer, já que no decorrer da semana o trabalho na plantação e corte da cana era muito duro. Mas a paixão pelo futebol logo foi crescendo. Foi formada uma diretoria, que filiou o clube à Liga Saquaremense de Desportos e à Federação Fluminense de Desportos que, com a fusão do estado da Guanabara e ao antigo Rio de Janeiro, passou a se chamar Federação do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

Assim, o Santa Luiza virou, como a usina, uma potência também no futebol, formando grandes equipes com atletas locais onde podemos destacar Dode, Jorginho Barbosa, Pituta, Roló, Elias, Euclides, Jorge Luiz, Geneci e Jorge Luiz Cardoso. Esses 3 últimos são um capítulo a parte; Canidé elevou o nome do clube e do terceiro distrito, chegando ao futebol profissional do Clube Atlético Mineiro. Delmir, com sua garra e dedicação, iniciou e encerrou sua carreira no Santa Luiza e Pintinho, também conhecido como “Pai Velho”, além de grande atleta, dedicou sua vida como auxiliar técnico, massagista, zelador e técnico da escolinha, sem dúvida um verdadeiro mito, respeitado e amado por todos.

 

Além destes, Balzinho foi outro grande jogador do terceiro distrito, que brilhou no clube, tendo sido considerado na época o melhor atacante em atividade no município. Mais tarde, o clube resolveu investir no mercado de fora e trouxe atletas de excelente qualidade, entre eles Arthur, João Carlos, Didi, Pelezinho, Carrete, Cleber, Paulinho, Josué, Chicão, Mamão e Gabriel. Já Rodolfo, Boquinha, Vavá e Luiz Carlos foram contratados pelo Santa Luiza a outros clubes do nosso próprio município. O terceiro distrito também teve grandes diretores como José de Azevedo Pinto (Zéquito), Lucio Couto, Arí Fonseca, Chiquinho Batista, Divaldo e Mertodinho. E não podemos deixar de mencionar os torcedores fervorosos como o Matinada, Dona Ana e Seu Pedro Delfino que chamavam atenção no campo, torcendo, e pelas nas laranjas e pão com mortadela que vendiam no estádio.

 

Em 1966, surgiu o Esporte Clube Sampaio Corrêa e a rivalidade foi grande com o Santa Luiza, já que alguns atletas insatisfeitos no tricolor se transferiram para o novo clube que também formou grandes elencos e diretorias, sendo Roberto Marques Ferreira (Sargento) e Ricardo Reis 2 baluartes. Mas, assim como ocorreu com o Santa Luiza, o Sampaio também encerrou suas atividades, entre outros locais como o Fundo de Quintal e o Esperança, restando hoje apenas o Baziléia, o Tropa de Elite e o Gelobol, no futebol amador e o Sampaio Corrêa no profissional. Já o velho estádio Durval Cruz, palco de grandes recordações de jogos memoráveis, hoje está totalmente abandonado. Dá pena de ver…

 

O terceiro distrito, além do forte futebol local, ainda revelou atletas para o profissional como Canidé, Rômulo e Zú que representaram o futebol saquaremense na Holanda. Romerito disputou o último Campeonato Brasileiro pela Ponte Preta e Fábio Neves, que já atuou no Fluminense, hoje se encontra no futebol internacional, jogando na Coréia do Sul. O distrito de Sampaio Corrêa revelou também grandes árbitros que fizeram parte do quadro da Liga Saquaremense: Fernando Goiaba, Brandão, Jorge Pezão, Bazilêu, Carlinho Alicate, Rubens, Carlos Conceição, Ricardo Gazoni e a grande revelação Carlos Cordeiro.

 

João Carlos, zagueiro do Santa Luiza

Ele mora em São Gonçalo, mas durante muitos anos fez parte da equipe do Santa Luiza, antes de jogar pelo Clube Saquarema, inclusive na Seleção de Saquarema que competia com outros municípios da Região dos Lagos e no time veterano do Saquarema. Em 1977, quando a usina já não estava mais funcionando, o Santa Luiza Futebol Clube ainda resistia, tanto que conquistou a Taça Mário Castanho, que congregava os clubes da região, tendo como zagueiro o então cabeludo João Carlos. Hoje, casado com Marli, uma das sobrinhas do Dr. Tatagiba, pioneiro da medicina local, João Carlos frequenta Saquarema apenas como veranista, mas não esquece seu tempo de glória no Santa Luiza e no Saquarema.

Curiosidade

Em 1972, a supersafra da usina foi comemorada com um show de escolas de samba do 1° grupo que veio do Rio: a Imperatriz Leopoldinense, o Salgueiro e a Mangueira”, conta Gervásio, hoje o funcionário mais antigo da Prefeitura Municipal.

Ele também se recorda, mas sem muita certeza, que a Imperatriz chegou a fazer um enredo falando da usina, inclusive do time de futebol da fábrica que era o Santa Luiza Futebol Clube.

“O Santa Luiza foi uma agremiação que realizou grandes acontecimentos e fez história no futebol de Saquarema, revelando jogadores para o cenário nacional e até internacional, conquistando vários títulos. Em 1958, a equipe do Santa Luiza realizou um jogo treino com a seleção brasileira campeã do mundo”, afirma o ex-funcionário da usina que começou trabalhando em pequenas funções e acabou sendo um dos mais importantes técnicos da área administrativa da Santa Luiza, na área de recursos humanos

 Participações no Campeonato Fluminense de Clubes Campeões

O Santa Luiza FC, como o campeão do Campeonato Citadino de Saquarema de 1944, disputou o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1944, realizado em 1945. Acabou sendo eliminado na primeira fase, tendo o Petropolitano, de Petrópolis como o grande campeão daquela edição. O Esperança Futebol Clube, de Nova Friburgo ficou com o vice.  Com o título de campeão do Campeonato Citadino de Saquarema de 1969, participou do Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1969. O campeão de 1969 foi o Americano FC, de Campos.

FONTES & FOTO:  O Saquá – ‘O Jornal de Saquarema’

http://www.osaqua.com.br/2016/05/10/santa-luiza-a-usina-de-sampaio-correa-que-foi-um-verdadeiro-motor-para-saquarema-dos-anos-30-a-70/

http://www.osaqua.com.br/2016/05/10/senador-durval-cruz-o-criador-da-usina/

 

O CROL (Cerâmica Rio do Ouro Ltda.) Futebol Clube é uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). Fundado na quarta-feira, do dia 17 de Setembro de 1958. O seu Estádio Ivan de Azevedo está localizado na Avenida Plínio Gomes de Matos Filho, s/n, no Bairro de Várzea das Moças, em São Gonçalo. Acrescentado que o CROL Futebol Clube participou do Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1969. Nesse período foi campeão do Campeonato Citadino de São Gonçalo, em 1969 e 1971.

FONTE: Auto Esporte do Brasil – Cultura Niterói  

 

Asas Esporte Clube de Campo Grande, município que pertencia ao antigo Estado do Matto Grosso, foi fundado  em 1955, por funcionários da Base Aérea de Campo Grande, vinculados a aeronautica, com sede no bairro de Amambaí.

Disputou os campeonatos da Liga Esportiva Municipal Campograndense – LEMC em 1959 a 1965, sendo campeão em 1963. Foi extinto em 1972.

 

fontes: Livro ‘A História do Futebol Campo-grandense’, de autoria Reinaldo Alves de Araújo e artigo do Sergio Mello do Blog Historia do Futebol.

 Para mais detalhes do Asas EC, veja o artigo do Sergio Mello deste blog.

Com relação aos detalhes do escudo, foi utilizado o desenho das “asas” que são reproduzidas nos broches e brasões da aeronautica, que parecem ser como na foto da equipe, diferente do escudo da capa do livro fonte.

 

 

O Internacional Sport Club de Campo Grande, município que pertencia ao antigo Estado do Matto Grosso, foi fundado como Guarany SC por alguns dias, em 25 de agosto de 1929, sendo um dos fundadores da Aliança Sportiva Campograndense, e disputou o primeiro campeonato em 1930 e 1931, e provavelmente mais alguns anos subsequentes.

 fontes: site da Biblioteca Nacional – arquivos do Jornal do Commercio de Campo Grande.

 

Em 1931, no segundo campeonato da Aliança Sportiva Campograndense de Campo Grande,

o Sport Club Syrio conquistou o bi campeonato campograndense,

provavelmente com a participação dos mesmos clubes de 1930.

 

 

Neste ano a Federação Sportiva Matto-grossense de Corumbá, organizou  a seleção matogrossense

 e representou o Estado do Mato Grosso no 9º Campeonato brasileiro de Seleções de 1931, como nos anos anteriores.

Em 1933, o clube da comunidade siria e libanesa de Campo Grande, realiza o aportuguesamento e acrescenta ao nome a palavra “Libanez”, modificando para Esporte Clube Syrio-Libanez, provavelmente tornando um clube com mais atividades socio-culturais do que esportivas.

Hoje existe na rua D. Aquino, 1879, o Clube Libanês, alvi-verde, fundado em 1951,  com atividades socio-culturais e na avenida Mato Grosso, 1194, a Sociedade Beneficiente Surian, alvi-rubra, fundada em 29 de abril de 1951, com atividades beneficientes, sociais, culturais e esportivas, ambos da comunidade sirio-libanesa de Campo Grande.

fontes: site da Biblioteca Nacional – arquivos do Jornal do Commercio de Campo Grande e Google Maps.

 

 

 

Em 1930 ocorreu em Campo Grande, ainda pertencendo ao antigo Estado do Mato Grosso, a fundação da Aliança Sportiva Campograndense, filiando-se a Federeção Sportiva Matogrossense de Corumbá, sendo os clubes fundadores:

 Sociedade Sportiva Campograndense,  Internacional Sport Club e  Club Recreativo Amambahy.

 

Seu primeiro campeonato foi neste mesmo ano, com a participação dos fundadores e mais dois clubes,

do Sport Club Syrio, que foi o campeão  e do Democrata Football Club, campeão do Torneio Início.

 

 

Campeonato Campograndense

1930 / Aliança Sportiva Campograndense

1º campeão Sport Club Syrio Campo Grande
  Sociedade Sportiva Campograndense Campo Grande
campeão Torneio Início  Democrata Football Club Campo Grande
  Clube Recreativo Amambahy Amambay Campo Gde
  Internacional Sport Club Campo Grande

 

fontes: site da Biblioteca Nacional – arquivos do Jornal do Commercio de Campo Grande.

 

Ao pesquisar, analisar e entender os campeonatos estaduais, oficializados ou não, encontramos grande variedade de características próprias, devido as condições econômicas, geográficas e políticas de cada estado brasileiro. As riquezas estão na diversidade contida nas suas características diferentes e peculiares, deste grande país continental chamado Brasil. Os exemplos mais exóticos estão nos campeonatos do antigo “Estado do Rio” e do grande e antigo Estado do Mato Grosso e seus desmembramentos, incluindo também os estados do Piauí e de Minas Gerais, que já tiveram dois campeonatos oficiais em diferentes regiões, Parnaíba e Teresina; Belo Horizonte e Juiz de Fora, respectivamente.

O antigo Estado do Mato Grosso, um dos maiores em extensão territorial, com grandes distâncias entre suas cidades,  foi desmembrado em 3 Estados. Sua colonização aconteceu em várias frentes e formas, seja no extremo Oeste pela bacia do Prata, a leste por vários caminhos e rios, ou ao Norte pela bacia amazônica. Em 1943 no Governo de Getulio Vargas, foram criados 2 territórios em areas do Mato Grosso: O Território de Ponta Porã ao sul, que extinguiu após 3 anos, e o Território de Guaporé ao norte, atual Estado de Rondônia.  Em 1979 houve a divisão com a criação do Estado do Mato Grosso do Sul.

Ao pesquisarmos os campeonatos mato-grossense, deparamos com a Federação Matogrossense de Futebol ainda divulgando parcialmente a história do futebol de seu Estado, desconsiderando o que aconteceu em outros centros, tão importantes como da capital, Cuiabá. Esta desinformação está resultando que muitos, ou todos, a reproduzirem esta parcialidade, incluindo também a Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul.

Vamos aqui, no blog Historia do Futebol, começar a esclarecer sua rica história ocultada e esquecida.

Os primórdios do futebol no antigo Estado do Mato Grosso aconteceram em várias cidades mato-grossenses, principalmente em Corumbá e Cuiabá, quase que simultaneamente, com times oriundos de estudantes representando seus colégios ou militares.

Em 1910 em Corumbá existia o FBC Sul América, Nacional Club e FBC Sete de Setembro.

Em 1913 na capital Cuiabá, o Cuiabá FC da Escola Modelo (alvi-negro) e o Internacional da Escola Senador Azevedo (alvi-rubro).

Em 1914 a fundação do eterno Corumbaense Foot-Ball Club.

 As primeiras Ligas também quase surgiram simultaneamente.

Em 1921 a fundação da Liga Matto-grossense de Sportes Athleticos em Corumbá, com sub ligas em Miranda, Campo Grande e Aquidauana.

Ano que aconteceu o primeiro campeonato da LMSA em Corumbá, saindo-se campeão o Corumbaense Foot-Ball Club, com a participação do também eterno Riachuelo Foot-Ball Club, mais o Commercio Sport Club (alvi-verde). Outros campeonatos transcorreram com mais um clube de Ladário, o Ladário Sport Club (à confirmar, ser ou não, o “crusmaltino” Ladário Atlético Club, com escudo, uniforme e estádio publicado por Sergio Mello).

 Em 1924 a fundação da Liga de Cuiabá, com dados ainda desconhecidos.

Em 1928, Corumbá a Liga muda de nome e representatividade para Federação Sportiva Matto-grossense, filiando-se a Federação Nacional a época, a CBDA – Confederação Brasileira de Desportos Atheticos, representando o Estado do Mato Grosso e organizando a seleção mato-grossense nos campeonatos brasileiro de seleções todos os anos até 1942.

Neste ano a FMS de Corumbá organizou o primeiro campeonato estadual mato-grossense com os campeões citadinos ou representantes. O campeão foi o representante Corumbaense (Corumbá, Ladário e Miranda), sendo desconhecido até então seu nome, podendo ser um combinado dos clubes de Corumbá e disputou a final com a Sociedade Sportiva Campograndense, vencedor do Sul (Campo Grande, Aquidauana, Maracajú e Ponta Porã).

Em Campo Grande, surgiram os clubes da SS Campograndense, do Militar, do SC Americano, do Clube Recreativo Amambahy, do Commercial Sport Club (alvi-negro), do Democrata Foot-Ball Club (alvi-anil) e do Internacional FC (alvi-verde / ex-Guarany SC).

Em Aquidauana o time do 6 º Batalhão do Exercito, o Aquidauanense Foot-Ball Club e o Oriente Sport Club.

Em Maracajú, o Maracajú Sport Club.

Em Ponta Porã, o Ponta Porã Foot-Ball Club.

Em Miranda, o Imparcial Mirandense Foot-Ball Club, o Bela Vista Brasileira, o Bela Vista Paraguaya, o Universal Mirandense e o União Sportiva Mirandense.

Em Porto Martinho, a filiação da Liga Sportiva Martinhense a FMS de Corumbá, composta pelo Sport Club Martinhense e  o Commercio Foot-Ball Club.

Enquanto isto, em Cuiabá, surgiram: Clube Pátria, Bilac, Guarany (ex-Internacional), Tupy FC (rubro-negro), Sport Club Cuyabano (alvi-negro), Palmeiras (alvi-rubro), Americano Foot-Ball Club, Associação Atlética Typográphica e o eterno Mixto Sport Club. (não tenho registro dos campeonatos cuiabanos deste período)

Participantes do 2º campeonato estadual organizado pela FSM:

1929 / Federação Sportiva Matto-grossense  / Campeonato Corumbaense

Combinado de Corumbá Corumbá
Soc. Sportiva Campograndense Campo Grande
  Liga Sportiva Mirandense Miranda
  Aquidauana Foot-ball club Aquidauana
  Ponta Porã Futebol Clube Ponta Porã
  Maracajú Sport Club Maracajú

 Zona Norte: Corumbá e Miranda, foi disputado pelos combinados das cidades: A Liga Sportiva Mirandense e a seleção de Corumbá dos 4 clubes filiados a FSM.

Zona Sul: Campo Grande, Aquidauana e Ponta Porã. O SC Flamengo de Bela Vista desistiu antes de começar.

Em 1930 em Campo Grande a fundação da Aliança Sportiva Campograndense,  com filiação com a FSM de Corumbá: Sociedade Sportiva Campograndense, Internacional Sport Club e Clube Recreativo Amambay. O campeão de ano foi Sport Club Syrio, que alem da participação dos fundadores teve também o Democrata Foot-ball Club.

Filiados em 1931 na FEDERAÇÃO SPORTIVA MATOGROSSENSE
- Comércio Sport Club (Corumbá)

- Corumbaense Futebol Clube (Corumbá)
- Ladário Atlético Clube (Corumbá)
- Imparcial Mirandense Futebol Clube (Miranda)
- Universal Futebol Clube (Miranda)
- Comércio Futebol Clube (Porto Murtinho)
- Murtinhense Sport Club (Porto Murtinho)
- Sociedade Sportiva Campograndense (Campo Grande)
- Sport Club Flamengo (Bela Vista)
- Aquidauana Futebol Clube (Aquidauana)
- Maracajú Sport Club (Maracajú)

Em 1936 foi fundado a “Liga Esportiva Cuiabana” (LEC).

 1936 / Liga Esportiva Cuiabana / Campeonato Cuiabano

Commercio Sport Club Cuiabá
Americano Esporte Clube Cuiabá
Club Sportivo Dom Bosco Cuiabá
Paulistano Esporte Clube Cuiabá
Mixto Sport Club Cuiabá
6ºi Sport Club Destemido Cuiabá
Ass. Atlética Typográphica Cuiabá

 

1936 /  Federação Sportiva Matto-grossense / Campeonato Corumbaense

  Corumbaense Foot-Ball Club Corumbá
  Riachuelo Foot-Ball Club Corumbá
  Ladário Athletico Club Corumbá
  Mato Grosso Corumbá

Incompleto

 

1936 / Liga Esportiva Municipal Campograndense / Campeonato Campograndense

  Esporte Clube Juventus Campo Grande
  Soc. Sportiva Campograndense Campo Grande
  Royal Futebol Clube Campo Grande
  Estudantino Esporte Clube Campo Grande
  Gremio Esportivo Renner Campo Grande

  

Em 1938 em Campo Grande o campeão foi o SS Campograndense, ano de fundação do grande e famoso Operário Futebol Clube.

 1938 / Liga Esportiva Cuiabana / Campeonato Cuiabano

  Comércio Futebol Clube Cuiabá
  Clube Esportivo Dom Bosco Cuiabá
  Americano Esporte Clube Cuiabá
  16º Batalhão de Caçadores (verde-anil) Cuiabá

 

Em 1939 em Campo Grande o campeão foi o Esporte Clube Juventus (alvi-anil)

 

1939 / Liga Sportiva Aquidauanense / Campeonato Aquidauanense

  Operário Athletico Club Aquidauana
  Centro Esp. Marechal Mallet Aquidauana
  Sport Club Brasil Aquidauana
  Palmeiras Foot-Ball Club Aquidauana
  Sport Club XV de Agosto Aquidauana

SC Independente mudou de nome para XV de Agosto

 

Em 1939 em Cáceres foi fundado o Club Atlético Cacerense e o Rex Club .

 

1942 / Liga Esportiva de Corumbá / Campeonato Corumbaense

Corumbaense  Foot-Ball Club Corumbá

 

1942 / Liga Esportiva Municipal Campograndense / Campeonato Campograndense

Operário Futebol Clube Campo Grande
  Andaraí Futebol Clube Campo Grande
  Esporte Clube Juventus Campo Grande
  Soc. Sportiva Campograndense Campo Grande

 

1942 / Liga Esportiva Cuiabana / Campeonato Cuiabano

  Clube Esportivo Dom Bosco Cuiabá
  Paulistano Esporte Clube Cuiabá
  Americano Esporte Clube Cuiabá
  Mixto Esporte Clube Cuiabá
  Estado Novo Esporte Clube Cuiabá
  Esporte Clube Terceiro Distrito Cuiabá

 

Em 26 de maio de 1942, a Liga Esportiva Cuiabana muda de nome e estatuto para Federação Matogrossense de Desportos, por obrigação de Lei Federal, que determinou que as capitais seriam sede da organização do Desporto do Estado pelos clubes e ligas, participando da fundação:

Americano Esporte Clube,

Clube Esportivo Dom Bosco,

Estado Novo Esporte Clube,

Paulistano Futebol Clube,

Terceiro Distrito Esporte Clube,

Liga Esportiva de Corumbá,

Liga Mirandense de Futebol,

Liga Esportiva Aquidauanense,

Liga Municipal de Amadores de Campo Grande e

Liga Três-lagoense de Desportos.

 

Mesmo com a nova federação na capital Cuiabá, as Ligas continuaram a organizarem os campeonatos citadinos, somados com surgimento de outros campeonatos citadinos importantes como de Dourados e Tres Lagoas, sem a realização de um campeonato verdadeiramente estadual.

Em setembro de 1943, o Presidente Getulio Vargas, criou 2 territórios federais no Estado do MT com intuito de proteger as fronteiras:

O Território Federal de Guaporé na região norte, incluindo o município amazonense de Porto Velho (capital). Nesta região do estado do Mato Grosso, já existia o campeonato citadino de Guajara Mirim, e recebia esporadicamente a visita para jogos amistosos de clubes de Cuiabá, Corumbá e Campo Grande.

O Território Federal de Ponta Porã na região sudoeste, formados pelos municípios de Ponta Porã (capital), Porto Murtinho, Bela Vista, Dourados, Miranda, Nioaque e Maracaju. A capital foi transferida para Maracaju em 31 de maio de 1944 voltando a Ponta Porã em de 17 de junho de 1946. O território foi extinto em 18 de setembro de 1946 e reincorporado ao então estado de Mato Grosso. Nestes municípios já existiam os campeonatos citadinos e as participações de seus clubes nos campeonatos mato-grossenses, realizados pela Federação sediada em Corumbá. Embora ainda não pesquisado detalhadamente nos jornais locais, os campeonatos citadinos de Ponta Porã e/ou de Maracaju foram os campeonatos principais do Território, neste curto periodo de 1943 a 1946, podendo ser considerando seus campeões, também como campeões territoriais. 

Autor: Antonio Mario Ielo

Fontes consultadas: site da Biblioteca Nacional nos arquivos do Jornal do Commecio de Campo Grande, Jornal A Tribuna de Corumbá, Jornal A Cruz de Cuiabá, Jornal o Estado do Mato Grosso de Cuiabá, Jornal O Progresso de Dourados, Jornal Fronteira de Ponta Porã, Revista Sport Ilustrado do RJ, livro Futebol, uma Fantástica Paixão, de Reginaldo Alves de Araújo, site do Wikipédia, RSSSF, Blog Futebol Cuiabano, arquivos publicados no Blog História do Futebol e arquivos pessoais.

Observação final: Estas breves achegas necessitam de muitas complementações e confirmações, e será muito importante as colaborações para acrescentar mais fatos e clubes e enriquecer este singelo artigo, de um caipira do interior paulista que admira esta imensidão chamada Mato Grosso.

 

A história de cada estado brasileiro e seus respectivos campeonatos estaduais, são a riqueza e a grandiosidade que explica a seleção brasileira de futebol ser a mais vitoriosa com 5 Copas mundiais.

O Brasil é um país continental, com milhões de praticantes e admiradores do futebol, não tendo nenhum outro país continental com clima favorável para a imensa prática esportiva. O Brasil é o 5º maior em extensão territorial, é o 5º mais populoso, é o 6º mais rico e a 7º maior economia do mundo. Os países continentais e ricos não praticam massivamente o futebol por questões culturais, como o EUA, a China e a Índia, enquanto a continental e rica Rússia tem um clima hostil em grande parte de seu território. O futebol é um esporte de verão, para áreas abertas, favorável aos países com temperatura agradável durante todo o ano.

  Maior Economia   Mais Rico   Mais Populoso   Maior Extensão   Mais Copas
EUA EUA China Rússia BRASIL
China China Índia Canadá Alemanha
Índia Japão EUA China Itália
Japão Alemanha Indonésia EUA Argentina
Alemanha França BRASIL BRASIL Uruguai
Rússia BRASIL Paquistão Austrália França
BRASIL Reino Unido Bangladesh Índia Inglaterra
França Itália Nigéria Argentina Espanha
Reino Unido Rússia Rússia Cazaquistão    
10º Indonésia 10º Índia 10º Japão 10º Argélia    

 

Como o nosso país e divido por ESTADOS, e organizou seu futebol por FEDERAÇÕES ESTADUAIS,  e somente na segunda metade do século XX, organizou seu campeonato nacional e continuou com suas bases nos campeonatos estaduais, que sempre multiplicou o numero de praticantes, mantendo a qualidade e grandeza do futebol brasileiro.

O monopólio da Rede Globo, proporcionado pela CBF que vende os direitos exclusivos de transmissão dos campeonatos brasileiros e estaduais, vem ao seu interesse próprio, ao longo das ultimas décadas, diminuindo a importância e o calendário dos campeonatos estaduais, valorizando e proporcionando aos grandes anunciantes a divulgação de suas marcas para todo o Brasil através do campeonato brasileiro, em detrimento das marcas regionais que geram mais empregos e distribui riqueza com os campeonatos estaduais.

Precisamos fazer voltar a importância dos campeonatos estaduais, devolvendo o calendário para ser realizado durante 5 meses, como antes, e diminuir o nacional para 5 meses, distribuindo com mais equilíbrio, antes que aconteça a ruptura final entre grandes e os médios e pequenos, acabando com o grande seleiro de jogadores e craques de futebol.

O Campeonato brasileiro deveria diminuir os participantes da 1ª divisão de 20 clubes para 16 clubes, e aumentar e valorizar a 2ª divisão para 32 clubes (2 grupos de 16 clubes, com títulos distintos Norte/Nordeste/Centro-Oeste e Sul/Sudeste) e a 3ª divisão para 64 clubes (4 grupos de 16 clubes, com títulos distintos Norte/Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul) com clubes classificados pelos Campeonatos Estaduais. Totalizando 112 clubes disputando 9 títulos.

 Distribuir melhor o calendário é distribuir melhor a economia gerada, mantendo e proporcionando o numero grande de praticantes de futebol, dos campinhos de bairro as grandiosas Arenas, por todos os cantos do continente chamado Brasil, sem ruptura entre os grandes, médios e pequenos.

Não queremos 4ª divisão ou 5ª divisão, “divisões abstratas” e sem “tradição”, e sim, o fortalecimento dos “tradicionais” campeonatos estaduais, com suas características próprias, conforme sua geografia, história e cultura esportiva.

 Com o aumento da temporada dos campeonatos estaduais, os clubes que não participarem do campeonato brasileiro (1a, 2a e 3a divisão) terão um semestre garantido de sustentabilidade com jogos com o “grandes” e poderá utilizar o segundo semestre para procurar, remontar e aprimorar, participando de torneios regionalizados, como por exemplo, Copas Estaduais com equipes de todas as divisões estaduais, ou mesmo, metropolitanos ou citadinos com clubes de menor expressão, com jogadores desconhecidos que podem interessar para equipes de nível superior. Enquanto os grandes poderão aprimorar suas equipes para o campeonato brasileiro, motivando suas torcidas com possiveis títulos estaduais.

 

Pelo FIM DO MONOPÓLIO e VENDA DE EXCLUSIVIDADE, que não são imprescindíveis e não proporcionam mais lucros para as federações e clubes, mas proporciona a possibilidade de corrupção para favorecimento e direcionamento. A CBF deve por força da “Lei contra monopólios” vender os direitos de transmissão com valor fixo e único como qualquer produto, para que toda emissora de TV que comprar, realize suas transmissões, atraindo seus anunciantes, grandes e regionais, distribuindo melhor a renda gerada e proporcionando a busca pela melhoria do trabalho, motivado pela concorrência.

 

Desculpe, Paulo André, Dida e amigos atletas profissionais, mas… Isto sim, é BOM SENSO.

 

Modelo de 1972

A Associação Beneficente Cultural e Recreativa dos Marítimos foi uma agremiação da cidade de Corumbá (MS). A sua Sede ficava localizada na Rua Treze de Junho, nº 1.519, no Centro da cidade de Corumbá. O clube Alvianil foi Fundado no sábado, do dia 18 de Agosto de 1951.

O seu mascote era o Marinheiro Popeye, enquanto os seus jogos eram realizados no Estádio Artur Marinho, com capacidade para 15 mil pessoas. Participou do Campeonato Sul-Mato-Grossense da 1ª Divisão, em quatro oportunidades: 1995, 1996, 1997 e 1998. Até os anos 70 era o clube mais popular de Corumbá, fronteira com a Bolívia, onde foi Pentacampeão do Campeonato Citadino:  1954, 1955,1956, 1957 e 1958. Na década de 60 outros dois títulos: 1960 e 1962..

Formação de 1972

Em pé da esquerda para a direita: Juvenal, Tuta, Pierre, Aurélio, João Luiz, Cacique, Gilson, Zelão,  Adalberto (técnico), Mário e Jorge “Cachaço”. Agachados na mesma ordem: Celi (massagista), Jair “Pagodeiro”, Armindo, Edeni, Adão, Calixto, Mário Fernandes, Moreira e Zé de Oliveira (preparador físico).

Disputou o Torneio Inter-clubes do Mato Grosso em 1962. Depois participou do Torneio dos campeões do Estado em 1965, Campeonato Matogrossense de Amadores em 1966 e 1968 (neste período não havia estadual, sendo substituídos por estes Torneios Estaduais organizados pela FMD). Disputou o Campeonato Estadual Mato-grossense de 1975 (antes da divisão do estado). Disputou quatro campeonatos Sul-mato-grossense de 1995 até 1998.


FONTES & FOTO: Wikipédia – Revista Placar – Correio de Corumbá

 

A Liga Sportiva São Luiz foi uma agremiação da cidade de Joinville (SC). Fundado em 21 de junho de 1930, disputou o campeonato catarinense da Associação Catarinense de Desportos em 1935 e 36. Em 1942 mudou de nome para São Luís Atlético Clube que disputou o campeonato catarinense de 1957 pela 2ª Zona. Hoje é um clube de campo a beira da BR-101 com campo, vestiários, piscinas, área de churrasco e salão social.

FONTES: Rsssf Brasil – Jornal A Notícia

 

A SEPT – Sociedade Esportiva Postal Telegráfica foi uma agremiação da cidade de Cuiabá (MT). O rubro-negro cuiabano disputou (Até aonde foi possível encontrar os dados) os campeonatos Matogrossense de 1961 e 1963, organizados pela Federação Matogrossense de Desportos (FMD).

FOTO: Acervo de Glauco Marcelo

 

O Esporte Clube XV de Novembro foi uma agremiação da Cidade de Cuiabá (MT). A sua Sede ficava localizado no Bairro do Porto, na capital mato-grossense. O clube Alvirrubro disputou, os campeonatos Matogrossense de 1956 a 1965, organizados pela Federação Matogrossense de Desportos, embora nesta época só participavam clubes de Cuiabá e entorno, havendo outros campeonatos citadinos com a mesma importância em Corumbá e Campo Grande, por exemplo.

O “Alves Rubro da Lagoa” foi Fundado por Benedito do Nascimento, popularmente conhecido por Nhôzinho, revelou alguns jogadores que passaram a integrar a seleção mato-grossense. Homem dinâmico, ativo e alegre, Nhôzinho também presidiu por quatro anos o Palmeiras Esporte Clube, conhecido como Palmeirinha do Porto. Os dois times formados por jovens da região do bairro do Porto.

Entretanto, foi na promoção do autêntico carnaval cuiabano, atuando como carnavalesco, e nas realizações de festas juninas que Nhôzinho fez história e deu parcela de contribuição a cultura e ao folclore mato-grossense.

Time-base de 1966: Juarez (Marcos); Edmilson (Beto), Hugo (Talu), Kid e Constâncio (Papeira); Pelenca (Bria) e Gustavo (Adilson); Helber (Gil), Carlos (Didi), Amaro (Edinho) e Cândido (João). Técnico: Geraldo Mota.

 

FOTO: Acervo de Glauco Marcelo - Jornal Estado de Mato Grosso 

 

O Manejo Futebol Clube de Resende / RJ, após ter conquistado o título citadino de Resende de 1960, participou do Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1960, realizado no primeiro semestre de 1961.

Este artigo contou com a colaboração dos membros Roberto Saraiva e Sergio Mello.

fonte: site resendefotos.com.br, Jornal “O Fluminense” de 1961.

 

O Esporte Clube Comercial de Itaboraí / RJ, fundado em 19 de novembro de 1951, após ter conquistado o título citadino de Itaboraí de 1958, participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, realizado no primeiro semestre de 1959.

Atualmente possui sede social com quadra poliesportiva.

 

A Federação Fluminense de Desportos organizou em 1960 a disputa entre o campeão do Campeonato Campista de Profissionais e do campeão do Campeonato Niteroiense de Profissionais, únicos do Estado, segundo a Federação, considerando como o Campeonato Fluminense de Futebol Profissional de 1960. Mas o Goytacaz FC, campeão campista não compareceu, sendo desclassificado por WO. O Fonseca AC, campeão Niteroiense, foi beneficiado e declarado Campeão Fluminense, sendo o indicado do “Estado do Rio” para a Taça Brasil de 1961.

Para os demais clubes do “Estado do Rio” foi organizado o Campeonato Fluminense de Campeões Municipais de 1960, disputado no primeiro semestre de 1961, nos moldes da Taça Brasil, convidando os campeões citadinos fluminenses, independente de serem ou não equipes profissionais ou amadoras.

Campeonato Fluminense de Campeões Municipais de 1960 / FFD
Inicio 12 março 1961
campeão:
Esporte Clube Metalurgico de São Gonçalo
vice campeão:
Esporte Clube 1º de Maio de Barra do Piraí
demais participantes:
Rubro Atlético Clube de Araruama
Clube dos Coroados de Valença
Frigorifico Atlético Clube de Mendes
Riachuelo Atlético Clube de Paraíba do Sul
Entreriense Futebol Clube de Tres rios
Guarani Esporte Clube de Volta Redonda
Tamoio Esporte Clube de Cabo Frio
Ypiranga Futebol Clube de Macaé
Motorista Futebol Clube de Rio Bonito
Esporte Clube Vila São Luiz de Duque de Caxias
Fluminense Futebol Clube de São João da Barra
São Pedro Esporte Clube de São Pedro d’Ajuda
Manejo Futebol Clube de Resende
Flamengo Futebol Clube de Nilópolis

Estes clubes foram encontrados em diversos artigos deste campeonato, no Jornal “O Fluminense”, podendo ter havido outros clubes participantes.

 

O Estado de Goiás originou da Capitânia de Goiaz criada em 1744, com sua economia voltada à exploração de ouro descoberto pelos bandeirantes, sendo sua capital o primeiro arraial, Vila Boa de Goiaz. No fim do século XVIII, o ouro nas minas tornaram escasso e o comércio se ressente, estagnando a Capitânia pelas dificuldades de distâncias dos grandes centros.

Lentamente a economia mudou para a pecuária no norte e no sudoeste, estabelecida através de duas grandes vias de penetração: a do nordeste, representada por criadores e rebanhos nordestinos, e a de São Paulo e Minas Gerais, que através dos antigos caminhos da mineração, estabilizando-se no Sudoeste da capitânia. Assim, extensas áreas do território goiano foram ocupadas em função da pecuária, dela derivando a expansão do povoamento e o surgimento de cidades como Itaberaí, inicialmente uma fazenda de criação, e Anápolis, local de passagem de muitos fazendeiros de gado que iam em demanda à região das minas. Os núcleos urbanos eram pobres e em número reduzido, destacando-se apenas as povoações de Meia Ponte, atual Pirinópolis e Vila Boa de Goiaz, a capital.

No inicio do século XX a economia ressurge com agropecuária seguindo a expansão da Estrada de Ferro Mogiana, vindo de São Paulo até Araguari (MG) e depois Catalão no Estado de Goiás, e o mesmo aconteceu com o Futebol, vindo de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Uberaba e Araguari. Por volta de 1909 e 1911, na capital de Vila Boa de Goiaz, existiam os times Goyaz Football Club e o Sport Club Goyano Athletico, constituido por jovens goianos que estudavam em São Paulo e no Rio de Janeiro. Importante resaltar que a capital goiana tinha pouco mais de 13 mil habitantes por volta de 1910, enquanto Catalão já atingia população superior a 30 mil habitantes, surgindo em 1913 o Catalão Foot-Ball Club. Até o fim da década de 1910, a organização de times e a realização de partidas foram registradas, pelo menos, em Anápolis, Pirenópolis e Catalão.

No alvorecer da década seguinte, intensificou-se a disseminação da prática do futebol. Nessa época, o Catalão Football Club já possuía um terreno para a construção de uma praça de esportes, onde outros times da cidade, como o Operário, o Americano e o Brasil FC debater-se-iam contra o Leão do Cerrado. Em 1923, depois de vencer vários jogos contra times da região, uma equipe de Catalão viajou até Anápolis para disputar uma partida contra um time que também tinha vencido partidas em Goiás, Inhumas, Morrinhos e Pirenópolis. A equipe de Catalão venceu por 2 x 0, motivo pelo qual é apontado como primeiro campeão goiano extraoficial. Em 1925 já existiam: Bela Vista FC, Atlético Belavistense, Bonfim EC, Leopoldo de Bulhões FC, Vianápolis EC, AA Rio Verde e Rio Bonito FC. Em 1926 é fundado o Jaraguá FC e em 1927 na capital, a Associação Athlética União Goyana.

Em 1930 o Estado de Goiás, que não enviou seleção estadual para o Campeonato Brasileiro de Seleções, após críticas da imprensa goiana, proporcionou a fundação na capital de Goiaz de entidade para organizar a seleção goiana e os clubes do estado, fundando a Associação Goiana de Esportes Athléticos, considerando os clubes como os dos Sargentos, dos Operários, do Tiro 78, do Ibsen Caiado, do Anhanguera, do América e do Brasil Central, todos da cidade de Goiaz e dos clubes das outras cidades goianas, mas só três filiaram-se na nova entidade.

Muitos clubes vão surgindo em cada cidade goiana, como o União Sportiva Ypamerina de Ypameri, Morrinhos FC e Ypiranga de Pires do Rio. Em 1931 ocorre a fundação do Annapolis Sport Club em Anapólis e segundo clube de Catalão, o Clube Recreativo Atlético Catalão, iniciando o primeiro grande clássico do Estado com o Catalão Football Club. Em 1933 surge o Burity Esporte Clube e o União Operaria Sport Club em Santa Luzia, primeiro clube de operários.

Em 1933, inicia a transferencia da capital, que se concretiza efetivamente em 1937, com a capital goiana oficialmente transferida da Cidade de Goiaz para Goiânia.

Em 1938, os dois clubes da nova capital, Atletico Goianiense (fund 1937) e o Corinthans FC (fund 1938) realização um melhor de tres para saber que é o campeão citadino de Goiania, vencido pelo Atletico.

Em 1939 acontence a fundação da Federação Goiana de Futebol, que realizando o campeonato citadino de 1940 com 5 clubes: Atlético Goianiense, Goiânia EC campeão (o Corinthians mudou de nome para Goiania), Campinas Esporte Clube, Clube Esportivo Operário e ECG – Empresa de Construções Gerais FC. O Campeonato acontece em 1940 até 1943.

Participaram do campeonato citadino de Goiânia de 1943, Goiânia EC campeão, Atlético Goianiense, Goias Esporte Clube, Vila Nova FC e o Comercial EC.

Em 1944 é realizado o primeiro campeonato estadual de Goiás com:

1o Atlético Goianiense
2o Goiânia EC
3o Goias Esporte Clube
4o Vila Nova FC
5o Campinas EC.

Autor: Antonio Mario Ielo

Fontes consultadas: site do Wikipédia, Primórdios do Futebol em Goiás de Cleber Dias, RSSSF, arquivos publicados no Blog História do Futebol e arquivos pessoais.

 

Esporte Clube Maricá, disputou o Campeonato Carioca da 4a Divisão de 1990 obtendo o 3o lugar, classificando e disputando a 3a Divisão de 1991. O clube que foi fundado em 1 de maio de 1943, também disputou o 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, realizado no primeiro semestre de 1959, após ter conquistado o título citadino de Maricá de 1958.

Atualmente licenciado do futebol profissional, com sede social e esportiva e disputa o campeonato amador e nas categorias de base, possui o Estádio Dr. João Francisco de Oliveira.

fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, Julio Diogo, site oficial do EC Maricá, Wikipedia e arquivo pessoal.
Obs: o escudo do EC Maricá já foi publicado no blog HF pelo Julio Diogo.

 

No distrito de Santo Aleixo, localizado em um vale ao norte do município de Magé, vizinho ao distrito de Pau Grande e da Serra dos Orgãos, com bela vista do famoso “Dedo de Deus”, tinham nas industrias textieis os empregos de quase toda a população local e era no futebol que os operários tinham suas horas de descanso e lazer. Fundaram clubes que existem até os dias de hoje, mesmo com a decadência e falência das indústrias e a econômia local mudando para outras áreas como o turismo e esportes de aventura, devido a belas paisagens e cachoeiras existentes.

O Andorinhas Futebol Clube foi um destes clubes, fundado em 17 de novembro de 1917, que após ser campeão da Liga Mageense em 1958, participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, no primeiro semestre de 1959. O mesmo aconteceu com o título citadino de Magé de 1961, disputando também o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1961, disputado em 1962.

fonte: Fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, Julio Diogo, Wikipedia e arquivo pessoal.
Obs: o escudo do Andorinhas FC já foi publicado no blog HF pelo Julio Diogo..

 

O Aperibeense Futebol Clube do distrito de Aperibé, em Santo Antônio de Pádua, campeão em 1958, participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, no primeiro semestre de 1959.

Em 1992 ocorreu a criação do município de Aperibé, emancipando-se de Santo Antônio de Pádua.
O significado da palavra Aperibé em tupi-guarani é cachimbo acesso.

Em 2007 inicia participação na 3a Divisão conquistando o vice campeonato e alcançando o acesso.
Em 2008 obtem a 3o lugar da 2a Divisão, disputando o quadrancular final com Bangu, Olaria e Tigres.
Em 2011 foi reabaixado para a 3a Divisão por não divulgar os “borderôs”, licenciando.

Possui o Estádio José Gonçalves Brandão Filho com capacidade para mil pessoas.

fonte: Fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, Wikipedia e arquivo pessoal.

 

O Esporte Clube Miguel Couto de Nova Iguaçu / RJ, fundado 21 de março em 1948,
foi campeão do campeonato citadino de Nova Iguaçu em 1958, e
participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, no primeiro semestre de 1959.

Em 1983 inicia participação na 3a Divisão e em 1986 sobe para a 2a Divisão do Campeonato Carioca. Retornar a 3a divisão, após licenciamento e obtendo o titulo de vice-campeão da 3a divisão de 2013.

A sede social está localizada em Miguel Couto na Rua Gravatai, nº 1, e contem ginásio, piscina e sala de jogos. E seu estádio, o Joel Pereira com capacidade para 1 mil pessoas, fica no bairro da Grama, adjacência do bairro de Miguel Couto.

fonte: Fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, Wikipedia, site de Sidney Resende e arquivo pessoal.

 

O município de Carmo (18 mil hab.) do “Estado do Rio“, vizinho do município de Cantagalo (20 mil hab.) e na divisa com Minas Gerais, através do seu campeão municipal de 1958, o Monte Carmelo Atlético clube, participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, realizado no primeiro semestre de 1959.

Atualmente organiza as categorias de base e futebol amador no município.

fonte: Fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, facebook do clube, Roberto Saraiva (Estádio), Sergio Mello (foto do uniforme e novo escudo) e arquivo pessoal.

 

O Proletário Atlético Clube de Rio Bonito / RJ, fundado em 7 de maio de 1951, por grupo de desportistas da cidade com a presença do prefeito a época, após ser campeão citadino de Rio Bonito em 1958, participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, no primeiro semestre de 1959.

Em 1960, o presidente Jose Alves Ventura, dentro de uma grande crise financeira, executa medidas saneadoras e altera o nome do clube para Rio Bonito Atlético Clube.

Em 2004 disputou a Terceira Divisão Profissional do Campeonato Carioca pela primeira vez, chegando as quartas de final. O Rio Bonito A.C. orgulha-se como primeiro clube profissional da Cidade, que hoje conta com um time fixo de veteranos, o mesmo que abriu o campeonato da terceira divisão.

Hoje como clube social e esportivo, conta com um ginásio poliesportivo, duas quadras de tênis de saibro e dois campos de futebol society, participando do campeonato de futebol amador, das categorias de base e de vários outros esportes como futsal, Tênis e Kickboxing.

Fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, site do Clube e arquivo pessoal.
..

 

O Cruzeiro do Sul Futebol Clube, fundado em 6 de julho de 1915, considerado o primeiro clube oficial de Mané Garrincha e um dos mais populares até a década de 70, após ser campeão citadino de Petrópolis em 1958, participou do 1o Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1958, no primeiro semestre de 1959.
Conquistou 5 titulos de campeão citadino de Petrópolis em 1953, 1954, 1958, 1959 e 1960. Sua sede e pequeno campo localizava no bairro do Morin, que após sua extinção, foi desapropriada pela prefeitura, pertencente a Fabrica Santa Helena para construção da Escola Municipal Luiz Carlos Soares.

Obs: Não tenho informações se o Cruzeiro do Sul FC participou do Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1959 e de 1960.

Fonte: Jornal “O Fluminense” de 1959, Acervo Histórico de Gabriel Kopke Fróes / Julio Diogo, site goldeplaca.rj.blogsport.com e arquivo pessoal.

 

O primeiro título do Brasil Campeão Mundial em 1958, estimulou a CBD a organizar a Taça Brasil de 1959, a fim de indicar o campeão brasileiro de futebol de 1960, equipe esta que seria o representante brasileiro na primeira competição continental sul-americana, a Taça Libertadores da América de 1960, com a participação dos campeões estaduais dos 16 estados mais importantes do futebol na época, saindo campeão o Bahia e o Santos de Pelé e Cia. como vice-campeão.
Para tanto a Federação Fluminense de Desportos organizou o Campeonato Fluminense de Futebol Profissional, com 6 clubes, campeões e vice-campeões dos campeonatos de Campos, Niterói e o Campeonato Sul Fluminense organizado pelo DEP, unicos campeonatos profissionais do “Estado do Rio”, sendo o Manufatura AC de Niterói o campeão e representante do Estado na competição nacional.

Para os demais clubes do “Estado do Rio” foi organizado o 1º Campeonato Fluminense de Campeões Municipais de 1958, disputado no primeiro semestre de 1959, nos moldes da Taça Brasil, convidando os campeões citadinos fluminenses, independente de serem ou não equipes profissionais ou amadoras.

1º Campeonato Fluminense de Campeões Municipais de 1958 / FFD
campeão:
Esporte Clube Trindade de São Gonçalo
demais participantes:
Americano Futebol Clube de Macaé
Heróis Futebol Clube de Niterói
São Pedro Esporte Clube de São Pedro d’Ajuda
Esporte Clube Olaria de São João do Meriti
Rubro Atlético Clube de Araruama
Esporte Clube Miguel Couto de Nova Iguaçu
Andorinhas Futebol Clube de Magé
Aperibense Futebol Clube de Aperibé
Esporte Clube Maricá de Maricá
Monte Carmelo Futebol Clube de Carmo
Esporte Clube Comercial de Itaboraí
Cruzeiro do Sul Futebol Clube de Petropolis
Proletário Atlético Clube de Rio Bonito

 

O Esporte Clube Agra, fundado em 4 de agosto de 1949, participou dos campeonatos citadinos de Niterói no ano 1973 e 1974 e foi fundador da Liga Niteroiense de Desportos em 1977.

Ainda possui uma pequena sede na Vila Agra, Engenhoca, na travessa José Agra esquina com Dr. Péricles.

Obs: Se algum membro tiver mais informações e quiser contribuir com este artigo será muito bem vindo.

 

Em 1945, após a 2a Guerra Mundial, os nossos soldados-heróis da FEB / Força Expedicionária Brasileira, que retornaram vitoriosos a nossa Patria, em torno de 25 mil soldados sobreviventes, sentiram a necessidade de unirem forças e se organizarem para amparar e representar perante o governo e a sociedade, e assim fundaram a Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, com secções estaduais, sendo seus sócios oriundos do Exercito, Marinha e Aeronáutica.
Na Secção do Pará, “Os Pracinhas” organizaram um time de futebol profissional competitivo, que disputou o campeonato paraense da 1a divisão de 1951 a 1958, como o nome da própria Associação dos Ex-Combatentes do Brasil.

Provavelmente por questões jurídicas e de necessidade de custeio independente, fundaram o
Grêmio Desportivo dos Combatentes, que substituiu e continuou a história de 23 anosconsecutivosno campeonato estadual, realizando jogos memoráveis com os “grandes” do Pará como o Remo, Paysandu, Tuna Luso e União Esportiva, de 1951 até 1973.  Seu melhor campeonato foi em 1968, ficando em terceiro, quando disputou jogo extra com o Paysandu para definir quem seria o vice.


fonte: RSSSF, Tabelão Revista Placar e arquivos pessoais.

 

A precariedade em se achar informações do futebol maranhense não impediu que mais um time fosse desenterrado. Trata-se do Recife Football Club, que foi uma agremiação da cidade de São Luís (MA). Fundado no início dos anos 20, a equipe auri-negra tinha a sua e sede e campo da Rua Rodrigues Fernandes, s/n – Centro de São Luís.

O Recife Football Club teve participações no Campeonato Maranhense de futebol nos anos de 1933, 1934 e 1935, organizado pela Associação Maranhense de Esporte Athleticos (AMEA), filiada a CBD (Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) na época.

 

Fontes: Pacotilha – O  Liberal

 

Corcovado Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe alvianil foi Fundado no dia 1º de Outubro de 1909, a sua sede ficava no Bairro do Jardim Botânico, depois Gávea (anos 20) e por fim Leblon. O clube participou de várias ligas menores. Após um período de declínio, o Corcovado foi reorganizado em 23 de maio de 1937, mas não durou muito tempo até fechar as portas!

Fontes: Revista O Malho – O Imparcial – A Notícia – A Batalha

 

O Dous (Dois) de Junho Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro. O Grêmio Tricolor, foi Fundado no dia 03 de Junho de 1912, teve a sua sede no bairro do Caju e depois na Rua São Luiz Gonzaga, no Bairro de São Cristovão, nos anos 20.

O Dous de Junho F.B.C. participou do Campeonato ‘Não oficial’ da Liga Metropolitana de Sports Terrestres (LMST) em 1928, ficando na chave ‘Serie Emanuel Coelho Netto‘. No final o campeão foi o Sport Club América, do Lins de Vasconcelos. O Grêmio Tricolor também  participou de ligas menores como a Alliança Sportiva Carioca (ASC), onde disputou o Torneio Início e o Campeonato desta liga.

Fontes: Jornal O Malho – O Imparcial – Rsssf Brasil

 

Outra descoberta do amigo e jornalista Homero Queiroga se trata do Ferroviário Atlético Clube. Agremiação situada na cidade de Fortaleza (CE), foi Fundado por humildes trabalhadores em 09 de maio de 1933, no Setor de Locomoção da Rede de Viação Cearense (RVC).

O Ferrão é a maior expressão esportiva de raízes operárias do Brasil, símbolo da democratização do futebol nacional e precursor do futebol profissional no estado do Ceará.

 

Fonte: Livro do autor Nirez de Azevedo, chamado “História do Campeonato Cearense de Futebol”

 

 

A AVE - Associação Viminas de Esportes foi uma agremiação da cidade de Vitória (ES). Fundado no dia 05 de maio de 1930, por funcionários da ferrovia VIMINAS (Companhia Victoria a Minas). A sua Sede (provisória), ficava localizada na Rua Duque de Caxias, 10 sobrado – Centro – Vitória (ES).

No dia 31 de julho de 1931, foi inaugurada a nova Sede no Edifício da Farmácia Confiança. Na esfera profissional a Viminas participou de três campeonatos capixabas: 1932, 1934 e 1940.

 

Bandeira

Durante a pesquisa encontrei o ‘Estatuto da “Associação Viminas de Esportes” – no Jornal Diário da Manhã (ES), na terça-feira, do dia 11 de agosto de 1931 – e nela, aborda, entre outras coisas, como eram a bandeira e a camisa do clube.

 

Fonte: Diário da Manhã (ES)

 

Juntando as minhas pesquisas com a do amigo e membro Mario Ielo, chegamos no São João Football Club. O clube de cunho militar ficava localizado no Forte de São João, na cidade de Vitória (ES). Presidido por Severiano Costa, o  ‘Club do Forte’ foi fundado em meados de 1930.

O São João, que mandava os seus jogos no Campo do Forte de São João, disputou o Campeonato Capixaba quatro vezes: 1932, 1933, 1934 e 1935. Ao longo da pesquisa pudemos constar que as cores eram amarela e preto em 1931 e verde e vermelha em 1933. Não concluímos se ocorreu um erro do jornal ou se a agremiação alterou as suas cores. O certo que o escudo era o mesmo

Na reportagem do Diário da Manhã anunciou o jogo válido pela Taça Severiano Odilon Costa, entre São João F.C. e Associação Viminas de Esportes, no Campo do Forte de São João, no domingo, no dia 31 de maio de 1931.

Primeiros Times

São João Football Club: Maximino; Joel e Aryldo; Sessa, Medina e Lyrozill; Totinho, Biduca, Rey, Pedrolino e Orly.

Associação Viminas de Esportes: Fausto; Silvino e Coutinho; Nelson, Duca e P. Barboza; Euclydes, João, José, Soares e Hermes.

Reservas: Haroldo; Areobaldo e Rodrigues.

 

Segundos Times

São João Football Club: Santinho; Arthur e Nunes; João, Gilberto e Queiros; Madeira, Altair, Carlos, Adhemar e Pedro.

Reservas: Pedro, Simões, Nô e César.

Associação Viminas de Esportes: Claudinier; Venicius e Martins; Zezinho, Jeremias e Tironi; J. Baptista, Oscar, Passos, Sá Carvalho e Attila.

 

Reservas: J. Cardoso, Jocarly e Clovis.

 

Fonte: Diário da Manhã (ES)

 

 

Outro belo achado pelo amigo e membro Mário Ielo. Trata-se do Americano Futebol Clube  que foi uma agremiação da cidade de Vitória (ES). A equipe Alvinegra participou do Campeonato Capixaba da Segunda Divisão de 1918. E,  15 anos depois chegou a elite do futebol Capixaba disputando duas edições: 1933 e 1934.

As informações do Americano F.C. de Vitória, infelizmente são escassas, mas o que vale é o registro e a publicação de mais um clube perdido no tempo. Na matéria abaixo, a matéria aborda o jogo válido pelo Estadual de 1933, contra o tricolor Uruguaiano Football Club. O Americano FC estava escalado com o seguinte escrete: Osvaldo; Alvarenga (capitão) e Abreu; Crispim, Rosindo e Wilson;Tavares, Mizinho, Adauto, Dilermando e Catitú. O banco de reservas: Duílio, Borges, Carlos e Alarico.

Fonte: Diário da Manhã de Vitoria

 

Juntando os materiais do amigo e membro Mario Ielo com o meu, conseguimos dois escudos do Centenário Futebol Clube, que é uma agremiação da cidade Vitória (ES). Fundado no dia 06 de Janeiro de 1929, a sua sede fica localizada na Rua Major Clarindo Fundão, 136, no Bairro Praia do Canto, em Vitória.

Originalmente tricolor (vermelho, branco e verde), o Centenário participou do Campeonato Capixaba em quatro oportunidades: 1937, 1938, 1939 e 1940. Atualmente o clube ainda existe, mas apenas social e não mais dentro das quatro linhas.

 

 

Fontes: Rio Branco Atlético Clube História e Conquistas – Rsssf do Brasil – Google Maps

 

O Rio Branco Atlético Clube ou  Clube Capa-Preta foi Fundado em 21 de Junho de 1913 na cidade de Vitória (ES). Nasceu como Juventude e Vigor, mas um pouco depois da sua fundação passou a se chamar oficialmente Rio Branco Football Club, em homenagem ao legendário diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco.

Em 1941, adotou a denominação que perdura até hoje: Rio Branco Atlético Clube. Em quase 100 anos de vida, é o maior ganhador de títulos estaduais do Espírito Santo, com 36 conquistas, sendo a última em 2010, após um período de 24 anos de jejum.

Fundação

O Rio Branco foi fundado em 21 de Junho de 1913 e sua história se confunde com a história de tantos outros clubes criados nos primeiros anos do Século XX. Segundo Antônio Miguez, um dos fundadores do Rio Branco, em entrevista jornalista Oscar Gomes Filho, autor da mais importante obra já publicada sobre um clube de futebol no Espírito Santo – “Rio Branco Atlético Clube – Histórias e Conquistas (1913-1987)”, base deste relato, a história do Rio Branco se inicia em Maio de 1913.

Das “peladas” e “rachas” em campos de áreas descobertas, os meninos do Sul América e do XV de Novembro (equipes ligadas a instituições de ensino tradicionais da época, Colégio Estadual e Escola Normal) já se divertiam com o futebol e os dois outros times já pensavam em competições, o Rui Barbosa (que teve vida efêmera) e o Victoria Foot-Ball Club, fundado por meninos brancos e ricos.

Mas os pobres também gostavam dos “rachas”. Entre eles, José Batista Pavão e Antônio Miguez, até então balconistas em uma casa de ferragens. Os dois, em uma das muitas conversas sobre futebol, em conjunto com Edmundo Martins, também balconista, decidiram fundar um time.

No segundo domingo de Junho marcaram uma nova reunião e trouxeram vários convidados. O primeiro a aceitar o convite foi Nestor Ferreira Lima, que apesar de estudar no Colégio Estadual, não jogava no Sul América. Os meninos presentes, todos entre 14 e 16 anos, trocaram idéias e discutiram sobre tudo, da bola inglesa aos gorros. Nova reunião foi marcada, desta vez para a fundação do clube. A reunião foi marcada para o dia 21 de Junho de 1913 e os convidados deveriam levar uma sugestão de nome para o novo clube.

E chegou o dia. Todos presentes com suas melhores roupas. As sugestões de nomes foram variadas, desde nomes de personalidades da História do Brasil e datas comemorativas. Também várias sugestões de nomes de heróis portugueses, mas os mais populares já davam nomes a clubes existentes em Vitória (Saldanha da Gama e Álvares Cabral). Interessante notar que foi assim em vários locais do país.

As alternativas foram se escasseando, quando um dos jovens, que Antônio Miguez não se recorda, sugeriu uma homenagem aos próprios jovens que o idealizaram, jovens e vigorosos. Surgiu o “Juventude e Vigor”.

A importante reunião aconteceu na casa de Nestor Ferreira Filho, na Rua Sete de Setembro, mais precisamente num cômodo cedido pelo pai deste, junto ao seu escritório de contabilidade. Entraram para a história do “mais querido” do Estado os fundadores Edmundo Martins, Antônio Miguez, Gervázio Pimentel, José Fiel, José Batista Pavão, Cláudio Daumas, Otávio Alves de Araújo, Hermenegildo Conde, Adriano Macedo, Antônio Gonçalves de Souza e Nestor Ferreira Filho, que seria seu primeiro presidente.

A sua Sede fica localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha, 1.495 – Edifício Copeporate Center, Sala 607- Bairro de Santa Lucia, na cidade de Vitória (ES).

 

Fonte: Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo 

 

Como havia uma questão pendente sobre os clubes que deram origem ao Paraná Clube, o amigo e membro Mario Ielo fez uma pesquisa profunda até encontrar os pontos soltos. Muitas agremiações nasceram e se fundiram até que o Paraná Clube se tornasse a terceira força do futebol paranaense na atualidade.

 

Outro belo achado do amigo e membro Mario Ielo é do Santo Antônio Futebol Clube.  Agremiação da cidade de Vitória (ES), ficava localizada no Bairro de Santo Antônio, Fundado no dia 05 de novembro de 1919, por dirigentes do Tiradentes Futebol Clube. A sua antiga sede ficava num terreno doado pelos dirigentes que tinha uma benfeitoria onde funcionava uma antiga escola.

 

Outra bela descoberta do amigo e membro Mario Ielo! O Carlópolis Futebol Clube é uma agremiação do Município de Carlópolis (PR). Localizado há 353 km da capital paranaense, a pequena cidade Carlópolis (com 13.706 mil habitantes, segundo o Censo IBGE de 2010) viu surgir o seu filho prodigo carlopolense, Fundado no dia 02 de Abril de 1957.

O Carlópolis FC debutou  no Campeonato Paranaense de 1962. A competição foi dividida em três chaves: Zona Sul, Norte Novo e Norte Velho, com os campeões disputando um triangular em turno e returno para definir o campeão daquele ano.
Zona Sul : Coritiba, Ferroviário, Caramuru, Atlético Paranaense, Operário, Britânia, Guarani, Água Verde, Rio Branco, Bloco Morgenau e Palestra Itália e Irati, Primavera, União Olímpico e Seleto.
Norte Novo: Arapongas, Astorga, Apucarana, Cambé, Comercial, Londrina, Paranavaí­, Nacional, Nova Esperança, Mandaguari, CA Independente de Mandaguaçu, e Grêmio Maringá.
O clube, que mandou os seus jogos no Estádio: Djalma Salles, fez parte da Zona Setentrião (Norte Velho), que contou com as seguintes equipes:

AA Araucária (de Santo Antonio da Platina);

Cambará AC;

Carlópolis FC;

AE Jacarezinho;

CER Operário (Cambará);

Pindorama Siqueirense;

Ribeirão Claro FC;

Santa Mariana FC;

CR Sertaneja;

CER Tavorense;

7 de Setembro FC.
No final, o campeão da chave foi o Cambará AC, tendo o Santa Mariana FC como vice. No triangular final, além do Cambará AC, contou com o Coritiba (campeão da Zona Sul) e Londrina (vencedor do Norte Velho). Após seis rodadas, o Londrina superou os rivais faturando o caneco de 1962.

Fontes: Rsssf Brasil - Jornal Paraná Esportivo

 

Contando com a parceria do amigo, competente e membro Mario Ielo, chegamos a Sociedade Sportiva Campo-grandense (Depois passou a se chamar Sociedade Esportiva Campo-grandense), que foi uma agremiação da cidade de Campo Grande (MS). O SSC participou de alguns Estaduais de Mato Grosso nos anos 30.

Fundado em 1927, por verdadeiros amantes do futebol, teve como figura expoente de seu quadro de jogadores o ponta esquerda Valdir Santos Pereira, fundador maior e que estaria fadado a se transformar, nos anos brilhantes do futebol sul-mato-grossense, nas décadas seguintes, no grande benfeitor dessa modalidade esportiva.

1º escudo e uniforme

O uniforme da Sociedade Sportiva Campo-grandense era todo branco (calção e camiseta), sobressaindo na altura do peito do jogador, cravando na camiseta, o emblema em formato de um coração, de cor vermelha e, logo abaixo, as letras (SSC), também de tom avermelhado.

Além de Brun e Valdir Santos Pereira, integravam a equipe os jogadores Nico, Soldado, Quinca, Chico Preto, Inácio, Sargento, Gustavo, Paraguai, Pernambuco, Magno, Chicão, Carandá e Periquito. Estes foram, reconhecidamente, os primeiros jogadores a comporem um time de futebol em Campo Grande.

Além desse distintivo encontramos mais dois. Um foi tirado da Revista Sport Ilustrado, do dia 9 de abril de 1942. O outro o amigo Mario Ielo conseguiu um papel timbrado por Guilherme Nascimento, em arquivos de correspondência enviados ao Santos FC, repassados por Rodolfo Stella.

Por sinal, o Guilherme Nascimento do mesmo modo, encontrou o primeiro escudo do Botafogo de Ribeirão Preto. Sua pesquisa chegou a conhecimento do próprio clube, que não tinha em seus arquivos o escudo.

História do Estádio Belmar Fidalgo

A casa do SS Campo-grandense merece um capítulo à parte. Tudo começou em 1933 quando João Pestorine Júnior doou um terreno de 45 mil metros quadrados à Sociedade Esportiva Campograndense para instalação de um campo de futebol, que ficou conhecido na época como ‘Campo de Marte’, devido à sua localização no final da rua Marte, atual rua Arthur Jorge.
Em 1938 o terreno foi adquirido pela prefeitura municipal e entregue à Liga Esportiva Campo-grandense. Em 1953 o espaço é transformado em Estádio Municipal pelo então prefeito Wilson Barbosa Martins e ganha o nome de desportista Belmar Fidalgo, um incentivador de esporte que morreu precocemente. Em 1957 o estádio ganha seu primeiro sistema de iluminação.

Em 1987 o estádio é transformado em praça esportiva sendo retirada a arquibancada que existia no local. Em 1992 o Belmar Fidalgo passa por nova remodelação e em 1994 passa por uma ampla reforma, recuperando todo sistema de iluminação, pintura das quadras e renovação da areia da arena e do gramado do campo de futebol suíço.

Na Praça Esportiva Belmar Fidalgo existem duas quadras poli-esportivas, arena para quadras de areia, pista de cooper, banheiros, bebedouro, duchas, campo de futebol suíço, playground infantil, área para ginástica, sede administrativa, muito verde e uma forte iluminação.

Fontes:  Site Cassilândia News – Academia Sul-mato-grossense de Letras – Revista Sport Ilustrado – Guilherme Nascimento

© 2017 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha