Pessoal,

Usando o artigo do Julio Bovi Diogo e José Ricardo Caldas Almeida na RSSSF, compilei esta lista com as participações das equipes no Campeonato Paraibano de Futebol. Além do blog, publiquei esta lista na Wikipédia.

As participações se resumem, como no artigo, aos campeonatos oficiais, disputados a partir de 1919.

Equipe Cidade Partici-
pações
Anos Última partici-
pação
Partici-
pações
conse-
cutivas
Botafogo João Pessoa 75 1934-1941; 1944-1950; 1952-1957; 1959-1972; 1974-2014 2014 41
Sousa Sousa 23 1992-2014 2014 23
Treze Campina Grande 59 1940-1942; 1944-1945; 1950; 1953-1954; 1961-1969; 1971-1977; 1979-1994; 1996-2014 2014 19
Campinense Campina Grande 51 1960-1969; 1971-1977; 1979-1995; 1998-2014 2014 17
Auto Esporte João Pessoa 64 1938-1942; 1947-1950; 1952-1962; 1964-1965; 1969-2004; 2007; 2010-2014 2014 36
CSP João Pessoa 4 2011-2014 2014 4
Atlético Cajazeiras 20 1992-2008; 2010; 2013-2014 2014 17
Queimadense Queimadas 4 2008-2010; 2014 2014 3
Santa Cruz Santa Rita 29 1973-1993; 1995-1999; 2001-2002; 2014 2014 21
Sport Campina Campina Grande 1 2014 2014 1
Nacional Patos 46 1965-1968; 1970-1995; 1997-2002; 2004-2013 2013 26
Paraíba Cajazeiras 2 2012-2013 2013 2
Cruzeiro Itaporanga 2 2008; 2013 2013 1
Esporte Patos 36 1965-1974; 1976-1977; 1982-1995; 1997-1998; 2002; 2006-2012 2012 14
Flamengo João Pessoa 1 2012 2012 1
Desportiva Guarabira Guarabira 5 2006-2008; 2010-2011 2011 3
Miramar Cabedelo 5 1932; 2002-2004; 2011 2011 3
Internacional Santa Rita 1 2009 2009 1
Perilima Campina Grande 5 1999; 2002-2003; 2005; 2007 2007 2
Nacional Cabedelo 21 1975-1992; 1997; 2005-2006 2006 18
América Caaporã 3 2002-2004 2004 3
Serrano Serra Redonda 5 1999-2003 2003 5
Guarabira Guarabira 35 1952; 1959; 1964-1969; 1971-1976; 1979-1994; 1996; 1999-2002 2002 16
Vila Branca Solânea 7 1994-1999; 2002 2002 6
Socremo Monteiro 6 1993-1997; 2000 2000 5
Atalaia Bananeiras 5 1993; 1996-1999 1999 4
Confiança Sapé 5 1958; 1996-1999 1999 4
Sociedade Sousa 3 1994-1995; 1999 1999 2
Conceição Conceição 2 1996-1997 1997 2
Santos João Pessoa 40 1954-1992; 1997 1997 39
Ouro Velho Ouro Velho 1 1996 1996 1
Mil Réis Itaporanga 1 1995 1995 1
América Esperança 4 1975-1977; 1979 1979 3
Atlético Sousa 3 1975-1977 1977 3
Desportiva Borborema Campina Grande 2 1976-1977 1977 2
Botafogo Cajazeiras 1 1974 1974 1
União João Pessoa 21 1936-1939; 1945-1947; 1953-1955; 1962-1972 1972 11
5 de Agosto João Pessoa 2 1964-1965 1965 2
Red Cross João Pessoa 8 1952-1955; 1959; 1962-1964 1964 4
Grêmio João Pessoa 1 1963 1963 1
Paulistano Campina Grande 4 1952; 1960-1962 1962 3
Estrela do Mar João Pessoa 4 1957-1960 1960 4
Comerciários João Pessoa 3 1958-1960 1960 3
Íbis João Pessoa 3 1958-1960 1960 3
Oitizeiro João Pessoa 4 1955-1958 1958 4
Arsenal João Pessoa 3 1955-1956; 1958 1958 2
Vasco da Gama João Pessoa 8 1929; 1931-1933; 1945-1947; 1956 1956 3
DER João Pessoa 1 1954 1954 1
Rio Tinto Rio Tinto 1 1952 1952 1
Ipiranga João Pessoa 4 1947-1950 1950 4
Palmeiras João Pessoa 28 1919-1921; 1923-1929; 1931-1947; 1950 1950 17
Central Elétrica João Pessoa 3 1947-1949 1949 3
19 de Março João Pessoa 4 1943-1944; 1948-1949 1949 2
AFA João Pessoa 1 1949 1949 1
Equador Cajazeiras 2 1947-1948 1948 2
Felipeia Bayeux 12 1935-1941; 1943-1947 1947 7
Dlaport João Pessoa 3 1942-1944 1944 3
Industrial Santa Rita 1 1944 1944 1
Cabo Branco João Pessoa 15 1919-1921; 1923-1929; 1931-1934; 1942-1943 1943 7
Astréa João Pessoa 2 1942-1943 1943 2
Sport João Pessoa 4 1934; 1937-1939; 1941 1941 3
Brazil João Pessoa 1 1939 1939 1
Pytaguares João Pessoa 18 1919-1921; 1923-1929; 1931-1938 1938 8
Sol Levante João Pessoa 5 1933-1937 1937 5
Internacional Cabedelo 7 1926-1927; 1929; 1931-1933; 1935 1935 7
Vencedor João Pessoa 2 1932-1933 1933 2
Santa Cruz João Pessoa 2 1931-1932 1932 2
Tibiri Santa Rita 3 1927-1929 1929 3
América João Pessoa 7 1919; 1923-1928 1928 6
Remo João Pessoa 2 1924-1925 1925 2
Brasil João Pessoa 1 1923 1923 1
Sanhauá João Pessoa 1 1923 1923 1
Royal João Pessoa 3 1919-1921 1921 3
São Paulo João Pessoa 3 1919-1921 1921 3

Curiosidades:

  • Só no ano passado o Botafogo ultrapassou o recorde do Santos de participações consecutivas no Campeonato Paraibano. Entre 1954 e 1992, o Tigre da Palmeiras passou incólume por todas as crises, desavenças e/ou rebaixamentos pelos quais passaram Auto Esporte, Botafogo, Campinense e Treze, e estabeleceu o recorde de 39 participações seguidas, igualado em 2012 e superado em 2013 pelo Botafogo.
  • Devido a essas crises, desavenças e/ou rebaixamentos que acometeram os clubes de Campina Grande, o recorde de participações consecutivas por parte de um clube do interior é do Nacional de Patos, estabelecido entre 1970 e 1995. Se nenhum rebaixamento ou licenciamento ocorrer por parte do Sousa, este recorde será igualado em 2017 e quebrado em 2018.
  • O Sousa, juntamente com o Botafogo e o Campinense, é o único clube que nunca foi rebaixado em campo desde a implementação da Segunda Divisão profissional, em 1992. Contudo, o Campinense já se licenciou em 1996 e 1997, voltando em 1998 já na Primeira Divisão, pois naquele ano não houve divisão de acesso.
  • Em 2014, o estreante Sport Campina foi o 74º clube a registrar participação no Campeonato Paraibano oficial.
 

Amigo pesquisador,

Acabo de lançar, neste 1º de março de 2013, um novo blog na internet, exclusivamente dedicado a NÓS, pesquisadores, que se chamará PESQUISADORES FUTEBOL CLUBE – O “clube” dos pesquisadores do futebol.

Lá vocês vão perceber que ainda estamos em fase de elaboração das seções e aceitando sugestões.

Uma delas será uma entrevista com um determinado pesquisador. O primeiro amigo pesquisador é o Rodolfo Stella Junior, de São Paulo. Outros já foram convidados e estou recebendo as respostas, as quais tentarei postar uma vez por semana ou duas
vezes ao mês, ainda estamos decidindo. Caso algum amigo queira participar da entrevista, é só responder às perguntas que estão no blog e enviar para o meu e-mail, que é jrca1957@gmail.com.

Para ilustrar a entrevista, o entrevistado pode mandar uma foto mais atual, uma outra foto do seu “cantinho” e de qualquer outro lugar que você queira destacar, tais como bibliotecas que já visitou ou museus.

Além disso, teremos históricos sobre pesquisadores que não estão mais entre nós, dos mais famosos a aqueles que morreram no quase anonimato, “visitas virtuais” a museus e memoriais, novidades no mundo da pesquisa, curiosidades etc.

Também aguardo que os amigos possam sugerir por novas seções. Fiquem à vontade!

Grande abraço e até a próxima.

O endereço do blog é:

http://pesquisadoresfutebolclube.blogspot.com.br/

 

Caríssimos,

Acabo de lançar o blog ALMANAQUE DO BOTAFOGO, onde pretendo, dentro do possível, colocar as súmulas, em ordem cronológica, dos jogos do Botafogo, do Rio de Janeiro, pesquisa que venho efetuando há muito tempo.
São mais de 5.000 jogos e por mais que me esforçasse ainda não consegui completar as fichas técnicas de todos eles. Além disso, podem existir resultados desconhecidos.
Nada que a contribuição dos amigos pesquisadores não possa tornar mais completo.
Quaisquer contribuições, correções, dúvidas ou sugestões, por gentileza, enviar para o e-mail de José Ricardo Caldas e Almeida (jrca1957@gmail.com). Terei a maior satisfação em fazer as correções ou acréscimos.
O endereço do blog é o seguinte:

http://sumulasalvinegras.blogspot.com.br/

Quando puderem, passem por lá.
Grato.
José Ricardo

 

PARTICIPANTES:

BOLAMENSE FUTEBOL CLUBE

BRASÍLIA FUTEBOL CLUBE

CLUBE ATLÉTICO BANDEIRANTE

CLUBE DE REGATAS GUARÁ

CRUZEIRO FUTEBOL CLUBE

PARANOÁ ESPORTE CLUBE

SOCIEDADE ESPORTIVA PLANALTINA

SOCIEDADE ESPORTIVA SANTA MARIA

UNAÍ ESPORTE CLUBE

04.08.2012

BOLAMENSE 0 x 3 UNAÍ

05.08.2012

CRUZEIRO 0 x 5 BRASÍLIA

PLANALTINA 0 x 0 GUARÁ

08.08.2012

PARANOÁ 0 x 1 SANTA MARIA

11.08.2012

GUARÁ 1 x 1 BOLAMENSE

BRASÍLIA 0 x 2 PARANOÁ

12.08.2012

SANTA MARIA 1 x 0 BANDEIRANTE

UNAÍ 1 x 1 CRUZEIRO

18.08.2012

BANDEIRANTE 1 x 3 BOLAMENSE

19.08.2012

CRUZEIRO 0 x 0 SANTA MARIA

PLANALTINA 1 x 1 BRASÍLIA

PARANOÁ 1 x 0 GUARÁ

23.08.2012

SANTA MARIA 2 x 3 UNAÍ

24.08.2012

BRASÍLIA 3 x 0 GUARÁ

26.08.2012

BOLAMENSE 1 x 0 PLANALTINA

29.08.2012

BANDEIRANTE 1 x 1 CRUZEIRO

01.09.2012

PARANOÁ 0 x 0 PLANALTINA

GUARÁ 4 x 0 BANDEIRANTE

UNAÍ 0 x 1 BRASÍLIA

04.09.2012

SANTA MARIA 1 x 1 BOLAMENSE

07.09.2012

PLANALTINA 1 x 2 CRUZEIRO

08.09.2012

BRASÍLIA 1 x 0 SANTA MARIA

BANDEIRANTE 1 x 1 UNAÍ

09.09.2012

BOLAMENSE 6 x 1 PARANOÁ

15.09.2012

CRUZEIRO 2 x 3 PARANOÁ

BANDEIRANTE 2 x 3 PLANALTINA

16.09.2012

UNAÍ 2 x 0 GUARÁ

BOLAMENSE 2 x 1 BRASÍLIA

19.09.2012

SANTA MARIA 2 x 0 PLANALTINA

22.09.2012

GUARÁ 1 x 2 SANTA MARIA

CRUZEIRO 2 x 1 BOLAMENSE

23.09.2012

PLANALTINA 1 x 2 UNAÍ

PARANOÁ 2 x 1 BANDEIRANTE

26.09.2012

GUARÁ 0 x 3 CRUZEIRO

30.09.2012

UNAÍ 2 x 1 PARANOÁ

BRASÍLIA 7 x 0 BANDEIRANTE

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF

CLUBES

J

V

E

D

GF

GC

SG

PG

UNAÍ

8

5

2

1

14

7

7

17

BRASÍLIA

8

5

1

2

19

5

14

16

BOLAMENSE

8

4

2

2

15

10

5

14

SANTA MARIA

8

4

2

2

9

6

3

14

PARANOÁ

8

4

1

3

10

12

-2

13

CRUZEIRO

8

3

3

2

11

12

-1

12

PLANALTINA

8

1

3

4

6

10

-4

6

GUARÁ

8

1

2

5

6

12

-6

5

BANDEIRANTE

8

0

2

6

6

22

-16

2

Nota: Unaí e Brasília estão qualificados para disputarem o Campeonato Brasiliense  da Primeira Divisão em 2013.

PRINCIPAL ARTILHEIRO:

Jean (Brasília), 6 gols.

 


Fundado em 26 de fevereiro de 1959, na cidade de Brasília (DF), o Esporte Clube Planalto foi idéia de Duílio Moor Costa, radialista, que mantinha um programa de auditório na Rádio Nacional, e funcionário do Banco do Brasil. Ele foi fundador e primeiro presidente do alviverde Planalto, que tinha cores e uniforme semelhantes ao do Palmeiras, de São Paulo.
Também faziam parte da diretoria do Planalto Demétrio Casas Neto e Maximino Rodrigues Bergman, que passou a ser o presidente do Planalto logo depois de Duílio Costa.
Antes mesmo da criação do novo clube, foi erguido o primeiro “estádio” em Brasília, por iniciativa da Construtora Planalto, no Acampamento Tamboril, na Vila Planalto, próximo à Praça dos Três Poderes. Tendo à frente seu presidente, Duílio Costa, as obras foram realizadas em apenas dez dias, sendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas. O “estádio” passou a ser chamado de “Duílio Costa”.
A inauguração aconteceu em 14 de janeiro, dia do aniversário de Duílio Costa, de 1959, quando foi realizado um quadrangular entre o anfitrião (Planalto), Nacional, Novo Horizonte e Assiban, saindo vencedor o E. C. Planalto. Foram oferecidos diversos troféus e medalhas aos vencedores. Foi uma grande festa esportiva que reuniu um grande número de autoridades e assistentes.
No dia 16 de março de 1959, numa memorável reunião na Cantina do IAPI, com a presença de cerca de 50 esportistas, foi fundada a Federação Desportiva de Brasília, sendo o Esporte Clube Planalto um dos clubes fundadores da entidade.
O Planalto participou do primeiro campeonato de futebol realizado no Distrito Federal, antes mesmo da inauguração da Capital do Brasil, Brasília.
Os 19 clubes inscritos no campeonato foram divididos em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Planalto fez parte da Zona Norte.
Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
Com o decorrer dos jogos muitos clubes desistiram de continuar na competição.
O Planalto foi o vencedor da Zona Norte e decidiu o título com o Grêmio, campeão da Zona Sul.
Foram três jogos: no dia 8 de novembro, o Grêmio venceu por 4 x 2. Uma semana depois, 15 de novembro, aconteceu empate em 3 x 3. Mais uma semana, 22 de novembro, e mais uma vitória do Grêmio, desta vez por 1 x 0, deixaram o Planalto com o vice-campeonato.
Nos três jogos da final, o Planalto utilizou os seguintes jogadores: Issinha, Rochinha (Louro) (Paulinho) e Gringo (Liliu); Divino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson Galdino (Santa Helena) e Prego (Ferrete).
Desses, Issinha e Edson Galdino foram campeões de Anápolis, pelo Ypiranga, e foram contratados para reforçar o time.
Seu técnico era Sílvio Costa, funcionário da NOVACAP, que teve uma passagem pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
Em 1960, pouco tempo depois da inauguração de Brasília, o Planalto trouxe, pela primeira vez, uma equipe do futebol carioca para jogar no Distrito Federal.
O Canto do Rio, clube de Niterói, vinha de uma excursão de mais de 30 dias por cidades de Minas Gerais e Goiás. No dia 28 de maio de 1960, no campo do Planalto, o Canto do Rio venceu o Planalto por 2 x 0. O Planalto formou com Issinha, Ferreira e Amauri; Volney, Jales e Louro; Ribamar, Pedrinho, Edson, Itiberê e Moreira (Prego).
No dia 5 de junho de 1960, o Planalto empatou em 2 x 2 com o Defelê, jogo que terminou em pancadaria generalizada.
De 3 de julho a 7 de agosto, o Planalto participou do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, juntamente com outros onze clubes, que foram divididos em três grupos. O Planalto fez parte do Grupo A, com ECRA (Edilson Mota), Brasil Central e Consispa.
No dia 3, aplicou uma sonora goleada no Consispa: 9 x 1. No dia 10, venceu o Edilson Mota, por 2 x 0. Confirmou o primeiro lugar do Grupo ao vencer, no dia 17, o Brasil Central, por 3 x 0.
No triangular final, entre os vencedores de grupos, no dia 24 de julho perdeu para o Ribeiro, por 3 x 1, e venceu a ENACO, por 2 x 0, no dia 7 de agosto, ficando com a segunda posição no torneio.
Em 21 de agosto, reencontrou o Grêmio, perdendo por 1 x 0, em jogo que serviu para os festejos de inauguração de obras no estádio do Grêmio.
No dia 4 de setembro, aconteceu o Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1960, que levou o nome de Taça “Governador Roberto Silveira”. Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No terceiro jogo do dia, o Planalto fez 1 x 0 no Industrial, gol de Edson Galba. No décimo jogo, nova vitória do Planalto de 1 x 0 sobre o Sobradinho, gol de Edson Galba, cobrando pênalti. Em seu penúltimo jogo, o 13º do dia, o Planalto voltou a vencer por 1 x 0, desta vez ao Guanabara, gol de Carlos.
Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0 e conquistou o título do Torneio Início.
Os vice-campeões do Planalto foram Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Carlos; Paulista, Moreira, Cardoso, Edson Galba e Prego.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo, como foi o caso do Planalto, foram cabeças-de-chave. O Planalto ficou no Grupo C, juntamente com Defelê, Guanabara e Pederneiras.
Na primeira rodada, no dia 18 de setembro de 1960, o Planalto venceu o Pederneiras, por 3 x 0, gols de Zé Carlos (2) e Rui.
Uma semana depois, a segunda rodada e nova vitória, desta vez sobre o Defelê, por 3 x 2. Rui, duas vezes, e Ferrete marcaram para o Planalto.
A terceira e última rodada do torneio classificatório aconteceu no dia 9 de outubro, quando o Planalto venceu o Guanabara, por 4 x 1, gols de Roberto (2), José Francisco e João Pinheiro.
Após esses resultados, o Planalto garantiu vaga na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol de 1960.
O Campeonato de 1960, o primeiro oficial, foi realizado em um único turno e o troféu do campeão levou o nome de Taça “Juscelino Kubitschek”.
A estréia do Planalto aconteceu no dia 27 de novembro de 1960, em seu campo, empatando em 3 x 3 com o Nacional. Cardoso, Cuiabano e Alemão marcaram para o Planalto.
No final, o Planalto obteve a terceira colocação, com 10 pontos ganhos, junto com o Guará e um ponto apenas atrás do campeão Defelê. Foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Marcou 24 gols e sofreu 10.
Esta classificação poderia ter um desfecho diferente. Em 1º de dezembro de 1960, o Planalto apresentou ofício, de nº 23/60, pleiteando o ganho do ponto perdido no jogo contra o Nacional (3 x 3), em 27 de novembro de 1960, com base na inclusão do jogador Jurandir Gouveia Damasceno, sem condições de jogo conforme era previsto no artigo 276 do Código Brasileiro de Futebol (além disso, o Nacional não apresentou as carteiras de seus jogadores, sendo-lhe aplicada a multa de CR$ 1.100,00). Acontece que a partida foi aprovada pela FDB em 29 de novembro de 1960. Caso o clube tivesse feito o seu protesto antes de
ser exarado o despacho da FDB, teria recuperado os pontos, obrigando a realização de uma partida extra entre Defelê e Planalto para se conhecer o campeão de 1960.
Eis alguns jogadores que defenderam o Planalto no campeonato de 1960: Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Hudson, Edson Galba, Ferreira, Moreira, Nilo, Pernambuco e Cardosinho; Atacantes: Ferrete, Cardoso, Cuiabano, Roberto, Leônidas, Viola, Gesil, Pedrinho e Alemão. Técnico: Alfredo De Lucca.
O Planalto começou o ano de 1961 participando do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, competição da qual tomaram parte os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, campeão da Segunda.
Não teve um bom desempenho, ficando na quinta colocação.
Na primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, em 1961, o Planalto cedeu seis jogadores: Raspinha, Jair, Edson Galba, Loureiro, Enes e Gesil, a maior parte deles como titular.
Veio o Torneio Início, em 9 de julho de 1961, no campo do Guará, e o Planalto foi derrotado logo na primeira rodada: 1 x 0 para o Defelê.
No campeonato de 1961 (iniciado em 16 de julho) o Planalto também começou a todo vapor: duas vitórias (4 x 1 Nacional e 1 x 0 Grêmio), um empate (1 x 1 Defelê) e uma super goleada (9 x 1 Sobradinho) fizeram com que o Planalto fosse
apontado como um dos favoritos ao título. Mas vieram as derrotas (total de quatro) e o título ficou mais uma vez adiado. Ficou na quarta colocação, atrás de Defelê, Rabello e Guará.
Utilizou esses jogadores: Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Edson Galba, Hudson, Osvaldo, Jair, Moreira, Wolney, Enes e Ferreira; Atacantes: Azulinho, Ferrete, Vitinho, Brasil, Rui, Elói, Lima, Leônidas e Negão.
No dia 15 de abril de 1962, o Planalto não compareceu ao jogo que valia pelo Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça “Embaixador Sette Câmara”, contra o Guará, sem dar qualquer justificativa. Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, primeiramente foi multado e, posteriormente, suspenso por 200 dias.
Em 12 de junho de 1962, Hugo Mósca, Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Desportiva de Brasília, negou o efeito suspensivo pedido pelo Planalto.
Suspenso pelo TJD, o Planalto não pôde participar do Campeonato de 1962.
Em 1963, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes. Sem contar mais com os jogadores de nome, ficou na sexta e penúltima colocação.
Logo depois, o clube deixou de existir. Como muitos, foram desativados após a retirada de Brasília das inúmeras construtoras que aqui estiveram para a construção da Capital Federal.

NOTA:
O Clube Atlético Planalto, que disputou o campeonato de 1970 nada tinha a ver com o antigo Planalto. Era da cidade do Gama.

 

Data: 6 de maio de 1962

Local: Barra Mansa (RJ)

 

1. SIDERANTIM WO x 0 BARRA MANSA

2. BARBARÁ 2 x 0 REVESTIMENTO

3. EDIMETAL 2 x 1 QUATIS

4. SAUDADE 1 x 0 MINAS

5. BARBARÁ 1 x 0 SIDERANTIM

6. SAUDADE 0 x 0 EDIMETAL (nos pênaltis: 3 x 0)

7. BARBARÁ 3 x 0 SAUDADE

 

Campeão: Barbará.

 

Fonte: Última Hora.

 

Data: 29 de abril de 1962

Local: Estádio Monte Líbano, Itaperuna (RJ)

 

1. PORTO ALEGRE 0 x 0 COMÉRCIO INDÚSTRIA (nos
pênaltis: 0 x 2)

2. ESTRELA AZUL 1 x 0 CARDOSO MOREIRA

3. GRÊMIO UBAENSE 2 x 1 VENANCENSE

4. RETIRO 2 x 1 NATIVIDADE

5. UNIDOS 1 x 0 LAGE

6. COMÉRCIO INDÚSTRIA 2 x 0 ESTRELA AZUL

7. RETIRO 1 x 0 GRÊMIO UBAENSE

8. UNIDOS 1 x 0 COMÉRCIO INDÚSTRIA

9. RETIRO 2 x 0 UNIDOS

 

Campeão: RETIRO ATLÉTICO CLUBE

Formação do Retiro: Perilo, Tiãozinho e Juca; Tomaz, Graveto e Antônio; Cabeção, Zequinha, Jaime, Erci e Salvador.

Formação do Unidos: João, Bumbinha e Jobel; Zé Maria, Paulinho e Carleto; FNM, Edinho, Dario, Celinho e Pinguim.

 

Fonte: Última Hora.

 

 


O Clube dos Servidores da Universidade foi fundado em 6 de abril de 1966 por funcionários, servidores e alunos da Universidade de Brasília (UnB). Teve como seu primeiro presidente Carlos Augusto Vilalva Negreiros Falcão.
As cores do clube eram azul, verde e branco.
Naquele ano (1966), a Federação Desportiva de Brasília tinha campeonatos de futebol em três categorias: profissionais, amadores e Departamento Autônomo. O CSU optou por este último em seu primeiro ano de vida.
No dia 5 de junho de 1966, estreou no Torneio Início do Departamento Autônomo com derrota de 2 x 1 para a Civilsan.
O campeonato do Departamento Autônomo daquele ano foi dividido em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho.
O CSU classificou-se em primeiro lugar na Seção Plano Piloto, superando outros oito times. Juntamente com a A.E.B., passou para a Fase Final (chamada de Supercampeonato), disputada pelos dois primeiros classificados de cada seção. Desconhecemos o resultado final dessa competição.
No dia 11 de dezembro de 1966 disputou um amistoso com o Rabello, perdendo por 2 x 1.
No ano seguinte, 1967, o CSU foi um dos clubes amadores que chegaram a realizar uma reunião para a elaboração de um campeonato com as agremiações dessa categoria. O campeonato acabou não vingando.
A mesma coisa aconteceu em 1968. Foram dois anos sem disputar nenhuma competição oficial da Federação Desportiva de Brasília.
No dia 10 de março de 1969, aconteceu a Assembléia Geral Extraordinária da qual tomaram parte os presidentes e representantes de todos os clubes filiados a F.D.B.
A Federação, então, criou um torneio chamado de “Taça Brasília”, podendo concorrer ao mesmo, todos os clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais.
Inscreveram-se 24 equipes. O torneio foi em dois turnos, sendo que para o segundo só se classificariam os seis primeiros colocados de cada grupo.
O CSU fez sua estréia no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo (do Defelê), empatando em 1 x 1 com o Jaguar.
Na primeira fase ficou em 4º lugar no Grupo A. Foram dez jogos, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou 24 gols e sofreu 18.
Na Fase Final, ficou com a nona colocação entre os 12 clubes participantes. Nos onze jogos que disputou, conseguiu vencer três, empatar outros três e foi derrotado em cinco oportunidades. Marcou dezoito gols e sofreu vinte e dois.
Dois foram os artilheiros do torneio, com 11 gols, sendo que um deles, Paulinho (Paulo Rogério Ferreira Campos), pertencia ao CSU.
Eis os nomes de alguns jogadores que defenderam o CSU na Taça Brasília de 1969: Goleiros: Neniomar e Pena; Defensores: Zeca, Cesar, Monteiro, Walfrido, Roque, Nilo, Isnard e Wilson; Atacantes: Cacá, Cleuber, Júlio, Walter, Sabará, Paulinho e Totó.
No ano de 1970 voltou a ficar de fora das competições amadoras promovidas pela Federação Desportiva de Brasília.
Retornou em 1971, disputando o Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com outras dez equipes.
O torneio foi marcado por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da F.D.B.) e suspensos de suas obrigações.
O CSU desistiu de continuar na competição bem antes do seu encerramento.
Em 13 de agosto de 1971 foi realizada a Assembléia que desfiliou seis clubes da F.D.B., entre eles o CSU.
Somente no ano de 1975, quando ainda era amador o futebol de Brasília, o CSU volta a participar de competições promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
Primeiramente, participando, de 19 de março a 25 de maio de 1975, da I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal. Não conseguiu ficar entre os oito finalistas que decidiram a Copa.
Em 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou uma nova filiação do CSU para a categoria de futebol amador.
Assim, inscreveu-se no campeonato amador de 1975, com mais sete equipes.
Venceu o primeiro turno de forma invicta, com cinco vitórias e dois empates. Foram 15 gols a favor e cinco contra. Com isso, qualificou-se para decidir o campeonato com a Campineira, vencedora do segundo também de forma invicta, numa
série “melhor-de-três”.
O final do ano mais as férias do mês de janeiro foram alguns fatos que atrasaram bastante o início da disputa. Assim, somente em 28 de março de 1976, aconteceu a primeira partida da melhor-de-três da decisão do Campeonato de 1975, no Estádio Pelezão.
A Campineira venceu por 2 x 1.
No dia 21 de abril de 1976, também no Pelezão, o CSU empatou a série ao vencer a segunda partida por 1 x 0.
A terceira e decisiva partida foi disputada no dia 1º de maio de 1976, novamente no Pelezão. Sob a arbitragem de Roberto Noronha, a Campineira marcou 2 x 0 e ficou com o título de campeã de 1975.
Dentre os jogadores que defenderam o CSU no campeonato de 1975 o destaque ficou com um jogador que mais tarde viria a brilhar em outras equipes do futebol de Brasília: o zagueiro Kidão.
Não demorou muito para seu presidente Álvaro da Silva Neves encaminhar o ofício CSU-06/76, de 17 de maio de 1976, solicitando licença do quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol por um período de dez meses. Nunca mais voltou!

 

PARTICIPANTES:

ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA CRUZEIRO DO SUL (Cruzeiro)
CLUBE ATLÉTICO COLOMBO (Núcleo Bandeirante)
CLUBE DE REGATAS FLAMENGO DE BRASÍLIA (Taguatinga)
CLUBE DE REGATAS GUARÁ (Guará)
DEFELÊ FUTEBOL CLUBE (Brasília)
RABELLO FUTEBOL CLUBE (Brasília)

1º TURNO

COLOMBO 2 x 1 GUARÁ
20/07/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Nilzo de Sá
Gols: Juci e Crispim / Guairacá

RABELLO 3 x 0 CRUZEIRO DO SUL
23/07/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Cid (2) e Aloísio

FLAMENGO 0 x 1 DEFELÊ
23/07/1967
Ruy Rossas do Nascimento
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gol: Ely

COLOMBO 2 x 2 FLAMENGO
27/07/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gols: Gilson e Santos / Adão e Ademir

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 DEFELÊ
30/07/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Ramalho e Alencar / Solon

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 GUARÁ
05/08/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gols: Geraldo e Ribamar / Heitor

COLOMBO 2 x 0 DEFELÊ
06/08/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Nilzo de Sá
Gols: Santos (2)

FLAMENGO 1 x 1 GUARÁ
13/08/1967

Ruy Rossas do Nascimento
Árbitro: Gilberto Nahas
Gols: Adão / Maurício

CRUZEIRO DO SUL 2 x 2 COLOMBO
13/08/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Pacheco e Juca / Santos (2)

RABELLO 2 x 0 GUARÁ
31/08/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Tião e Luizinho

RABELLO 1 x 0 FLAMENGO
03/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Sylvio Fernandes
Gol: Cid

RABELLO 2 x 1 DEFELÊ
07/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Gilberto Nahas
Gols: Luizinho (2) / Invasão

GUARÁ 4 x 1 DEFELÊ
10/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Guairacá (2), Otávio e Arnaldo / Anílcio

CRUZEIRO DO SUL 3 x 3 FLAMENGO
10/09/1967

Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida
Gols: Nando (2) e Aderbal / Vitinho, Ademir e Manoelzinho

RABELLO 4 x 0 COLOMBO
17/09/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Cid, João Dutra, Tião e Zezé

2º TURNO

COLOMBO 0 x 0 FLAMENGO
19/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso

RABELLO 2 x 2 DEFELÊ
22/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Gilberto Nahas
Gols: Luizinho (2) / Alaor Capella (2)

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 GUARÁ
22/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Ramalho e Nando / Walmir

DEFELÊ 0 x 0 COLOMBO
26/10/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Sylvio Carvalho

RABELLO 3 x 2 GUARÁ
29/10/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Zezé, João Dutra e Luizinho / Otávio e Walmir

CRUZEIRO DO SUL 3 x 1 FLAMENGO
29/10/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Wilson, Nando e Morbeck / Bengala

DEFELÊ 1 x 0 GUARÁ
01/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Rubens Pacheco
Gol: Alaor Capella

RABELLO 5 x 1 FLAMENGO
05/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: José Mattos Sobrinho
Gols: Cid (2), Luizinho (2) e João Dutra / Manoelzinho

CRUZEIRO DO SUL 2 x 1 COLOMBO
05/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Eduino Edmundo Lima
Gols: Ramalho e Nando / Baiano

DEFELÊ 2 x 1 FLAMENGO
09/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Jorge Cardoso
Gols: Solon (2) / Manoelzinho

RABELLO 1 x 1 CRUZEIRO DO SUL
12/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: João Dutra / Nando

COLOMBO 3 x 1 GUARÁ
12/11/1967
Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Eduino Edmundo Lima
Gols: Santos (2) e Paulista / Otávio

DEFELÊ 3 x 2 CRUZEIRO DO SUL
15/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Sylvio Fernandes
Gols: Solon (2) e Ramiro / Ercy e Morbeck

GUARÁ 0 x 0 FLAMENGO
18/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Gilberto Nahas

RABELLO 5 x 1 COLOMBO
19/11/1967
Nacional de Brasília
Árbitro: Sylvio Fernandes
Gols: Cid (2), Luizinho, Zezé e Oliveira (contra) / Bolinha

 

CAMPEÃO: RABELLO

 

Em 1960, a ENACO – Engenharia, Arquitetura e Construção Ltda. era uma construtora com sede no Edifício Ceará, Projeção 8, Sala 1.105 e que tinha como Presidente Valnor de Aguiar.
Como desportista que era, Valnor criou um clube de futebol para disputar torneios contra times de outras construtoras da cidade que começava a crescer. Assim, surgiu o ENACO Esporte Clube.
Sua primeira oportunidade foi o Torneio “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, competição disputada por 12 empresas de construção ou ligadas a elas.
O ENACO ficou na Chave B, juntamente com Expansão, Rabello e Nacional. Os jogos foram realizados nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960. No primeiro jogo, venceu o Expansão por 4 x 2. No dia 10, passou pelo Nacional, por 3 x 1. No terceiro e último jogo, apesar da derrota de 4 x 3 para o Rabello, ficou com a vaga de primeiro lugar do grupo, classificando-se para o triangular final.
Perdeu os dois jogos, para Ribeiro e Planalto, ficando com o terceiro lugar.
Com os bons resultados colhidos, Valnor de Aguiar resolveu criar, em 29 de julho de 1960, o Clube de Futebol e Regatas Alvorada, nascido da fusão dos clubes ENACO e Brasília Palace.
No mesmo dia, entregou ofício solicitando filiação à Federação Desportiva de Brasília. Valnor de Aguiar foi seu primeiro Presidente a Arisberto José Gaspar de Oliveira o representante do clube junto a FDB.
Conforme constava dos seus estatutos, as cores do clube eram vermelha, branca e preta.
A estréia do novo clube aconteceu no amistoso de 28 de agosto de 1960, com derrota para o Consispa, por 5 x 3.
Uma semana depois, em 4 de setembro de 1960, participou de sua primeira competição oficial, o Torneio Início (que levou o nome de Taça “Governador Roberto Silveira”). Além do Alvorada, solicitaram inscrição outros 15 clubes.
Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará. No sorteio, o Alvorada não deu muita sorte, cabendo enfrentar no sétimo jogo do dia, a forte equipe do Rabello (que viria a ser campeão do torneio). Perdeu por 1 x 0.
Por decisão da Assembléia Geral realizada no dia 14 de setembro de 1960 e em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Alvorada ficou no Grupo D, com jogos no campo do Rabello, juntamente com Nacional, Rabello e Real.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro de 1960, empatou em 1 x 1 com o Real.
Na segunda, em 25.09.1960, perdeu para o Nacional por 1 x 0 e, na terceira, em 09.10.1960, foi goleado pelo Rabello, por 5 x 2. Ficou em último lugar do grupo.
Quando todos já achavam que iriam disputar a Segunda Divisão, em 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota (um dos qualificados para disputar a Primeira Divisão) encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960.
O primeiro adversário do Alvorada foi o Sobradinho, no campo do Grêmio. Aconteceu empate em 2 x 2, resultado que tornou obrigatória a realização de uma nova partida entre ambos. Esse jogo aconteceu no dia 6 de novembro de 1960 e o Alvorada venceu por 2 x 1, passando para a fase seguinte, quando enfrentou e venceu, no dia 13 de novembro, ao Guanabara. Com essa vitória, decidiria a vaga para a Primeira Divisão com o Defelê.
Foi aí que aconteceu outro fato que mudaria toda a história. Outro clube qualificado para a Primeira Divisão, o Consispa, resolveu desfiliar-se. Em virtude dessa desfiliação, a Federação então resolveu não mais realizar a partida entre Defelê e Alvorada, prevista para 20 de novembro de 1960, elevando a ambos para a Primeira Divisão.
A estréia na Primeira Divisão não foi nada agradável: no dia 27 de novembro de 1960, sofreu um tremenda goleada de 7 x 0 diante do Guará. Era o prenúncio de que o clube não estava preparado para encarar esse desafio. Outras goleadas vieram e o Alvorada ficou com a sexta colocação, com duas vitórias e cinco derrotas. Marcou doze gols e sofreu 32. Atrás do Alvorada ainda ficaram Nacional e Pederneiras.
Eis alguns jogadores que defenderam o Alvorada em 1960: Goleiro: Zequinha; Defensores: Zózimo, Rodrigues, Lindcelso, Tininho e Orlando; Atacantes: Zeca, Lazinho, Erivan, Bolacha, Zezinho, Dondão e Carioca.
No torneio de aspirantes, o Alvorada foi o último colocado.
Em 1961, as coisas não melhoraram para o lado do Alvorada. No Torneio Início disputado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará, foi desclassificado pelo Nacional.
No campeonato, ficou em 7º lugar, só não ficando com a última colocação por que o Sobradinho resolveu não disputar o campeonato até o seu final. Nos 13 jogos que disputou, venceu apenas um, empatou três e perdeu nove. Marcou 17 gols e
sofreu 33.
O goleiro Pena, os defensores Ibê, Roberto, Fontenelle, Venino, Loureiro e Zeca e os atacantes Cícero, Sílvio, Gilberto, Jason, Valquir, Chico, Élcio, Luizinho e Zé Carlos foram alguns dos jogadores que vestiram a camisa do Alvorada em 1961.
Em 1962, nos dias 30 de maio e 3 de junho, promoveu o Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular que ainda reuniu Presidência, Guanabara e Cruzeiro do Sul. Foi uma festa sem a menor graça para o Alvorada, que perdeu o primeiro jogo para o Cruzeiro do Sul por 6 x 1 e o segundo para o Guanabara (2 x 1).
Recuperou-se uma semana depois (10 de junho), quando foi realizado o Torneio Início, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Venceu por 1 x 0 o Presidência; depois ficou no 0 x 0 com o Grêmio, conquistando a vitória nos pênaltis (2 x 1).
Na final, contra o Guanabara, no tempo normal de jogo empate em 2 x 2; na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5.
O Campeonato da Primeira Divisão de 1962 foi dividido em duas zonas: Norte e Sul. O Alvorada pertencia a Zona Norte, com Nacional, Rabello, Defelê e Guanabara.
Disputou os quatro jogos do 1º turno e perdeu todos. Antes de ser iniciado o segundo turno, o Alvorada encaminhou ofício à Federação Desportiva de Brasília solicitando dispensa do restante do campeonato, no que foi atendido.
Voltou em 1963, novamente realizando uma boa campanha no Torneio Início realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”. Venceu o Nacional (1 x 0) e empatou com o Colombo (0 x 0), perdendo a chance de passar para a final nos pênaltis: 3 x 2 a favor do Colombo.
No campeonato de 1963, disputado por nove equipes, novamente ficou em último lugar. Disputou 16 jogos e só venceu um, empatando quatro e perdendo onze. Marcou apenas nove gols e sofreu 38. Com isso, foi obrigado a disputar, nos dias 27 de outubro e 3 de novembro, uma melhor-de-três contra o Dínamo (campeão da Segunda Divisão), para ver quem ficaria com a vaga na Primeira Divisão em 1964. Foi a única vez que aconteceu esse tipo de disputa.
No dia 27 de outubro, vitória do Alvorada, por 1 x 0, gol de Azulinho, cobrando pênalti. No dia 3 de novembro, goleada do Alvorada para cima do Dínamo, por 4 x 1 Dínamo, gols de Moacir (2) e Morato (2) para o Alvorada e Baiano para o Dínamo.
Com esses resultados, o Alvorada permaneceu na Primeira Divisão. Jogaram mais vezes durante o ano: Goleiros – Toninho e Roberto; Defensores – Ibê, Brun, Veludo, Marujo, Cardoso, Cremonês, Josias e Tomazinho; Atacantes – Batista, Hélcio, Azulinho, Moacir, Zeca, Almir, Baiano, Morato, Delém, Dias, Terêncio e Alemão.
Em 25 de fevereiro de 1964 ocorreu a Assembléia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol
Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis. O Alvorada não se inscreveu em nenhuma delas.
Em 5 de dezembro de 1965, o Alvorada foi desfiliado da Federação Desportiva de Brasília.
Em 30 de julho de 1967, aconteceu reunião para se conhecer a nova diretoria do clube, que ficou assim composta: Presidente – Valnor de Aguiar; Vice-Presidente Social – João Monteiro; Vice-Presidente Esportivo – José Medeiros Teixeira e
Vice-Presidente Financeiro – Moacyr Antônio Machado da Silva.
Somente em 1968, o Alvorada resolveu filiar-se novamente a FDB, na categoria de amadores. Como não houve campeonato amador nesse ano, o clube ficou sem atividades.
Em 1969, tendo em vista a necessidade de movimentar o futebol de Brasília, a Federação Desportiva de Brasília resolveu instituir um torneio oficial, ao qual poderiam concorrer todos os clubes filiados, quer profissionais, amador ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Inscreveram-se 24 equipes.
Assim foi o retorno do Alvorada às competições oficiais. Mas, em relação às más campanhas anteriores, nada mudou. Integrando o Grupo A, com onze equipes, o Alvorada foi, de novo, o ultimo colocado. Nos dez jogos que disputou, venceu apenas um e sofreu oito derrotas. Marcou apenas cinco gols e sofreu 27. Um retorno nada agradável!
Não disputou nenhuma competição no ano de 1970 e, em 22 de junho de 1971, aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a sua desfiliação definitiva.

 

FINAL DA IV COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR

NACIONAL 2 x 1 INTERNACIONAL
Data: 25 de janeiro de 1972
Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Árbitro: Mauro Félix da Silva (SP)
Gols: Arnaldo (pênalti), 29 do 1º tempo; Pedrinho, 24 e Luciano, 37, do 2º.
NACIONAL: Antônio, Valdir, Fernando, Arnaldo e Cido; Paulo e Zé Roberto; Adão (Luciano), Assis, Vicente e Toninho. Técnico: José Romeiro Cardoso.
INTERNACIONAL: Cláudio, Norival, Cedenir, Escurinho e João Pedro; Clóvis e Falcão; Pedrinho, Jair, Marco Antônio e Soares. Técnico: Marcos Eugênio.

FINAL DA V COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR

CORINTHIANS 0 x 2 FLUMINENSE
Data: 25 de janeiro de 1973
Local: Parque São Jorge, São Paulo (SP)
Árbitro: Raimundo Abissanra
Gols: no tempo normal de jogo (80 minutos): 0 x 0; na prorrogação: Fluminense 2 x 0 Internacional, gols de Té, aos 17 e Silvinho, aos 27.
Expulsão: Ivã, por agressão
FLUMINENSE: Wilis, Zé Maria, Jorge, Marinho e Carlinhos; Carlos Alberto e Cléber; Anselmo (Erivelto), Té, Luís Alberto (Silvinho) e Euclides.
CORINTHIANS: Paulo Rogério, Paulo Miranda, Laércio, Darci e Ojeda; Nilton e Gatão; Ivã, Alves (Gerson), Carlos Alberto e Guilherme (Naval).

Observação do Estado de São Paulo: “Dos 18 jogadores que o Fluminense utilizou no campeonato, o que mais se destacou foi Carlos Alberto, de 19 anos, que começou no dente-de-leite do clube, em 1968, e já defendeu a seleção brasileira da categoria por duas vezes: em 1972, no torneio de Cannes, e na Olimpíada. Marinho, 20 anos, que já jogou no time principal algumas vezes; Nielsen, 21 anos, que foi titular da seleção olímpica; e Silvinho, centro-avante, 20 anos, artilheiro do time, foram outros elementos de destaque.

FINAL DA VI COPA SÃO PAULO DE FUTEBOL JUNIOR

PORTUGUESA DE DESPORTOS 1 x 2 INTERNACIONAL
Data: 25 de janeiro de 1974
Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Árbitro: Paulo Souza Arruda
Gols: Araújo, 18 do 1º tempo; Luís Fernando, 24 do 2º; na prorrogação de 30 minutos, Luís Fernando, 12.
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Hermes, Pedrinho, Gonçalves, Paulo (Julinho) e Araújo; Alemão e Esquerdinha; Luiz Lima, Maisena, Eudes e Bispo.
INTERNACIONAL: Cláudio, Chico, Cedenir, Escurinho e Édson; Máximo (Batista) e Clóvis; Luís Carlos, Jair, Luís Fernando e Soares (Lino).

Fonte: Estado de S. Paulo.

 

Eu sempre quis saber mais detalhes desse torneio (e também da excursão do Brasil, de Pelotas, ao Rio de Janeiro e São Paulo) mas, por falta de fontes, tinha pouquíssimo material sobre ele. O próprio livro do Thomaz Mazzoni, “História do Futebol no Brasil” dedica poucas linhas ao evento.
Agora, com a disponibilização de jornais antigos que a Biblioteca Nacional vem promovendo, encontrei nos jornais O Imparcial e Correio Paulistano aproveito para repassar para os amigos que também não tinham até então.
A primeira experiência em promover um torneio nacional de clubes verificou-se em 1920. A Confederação Brasileira de Desportos organizou o Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões. Mas o evento não passou de um torneio triangular, que reuniu no Rio de Janeiro clubes de apenas três Estados – Guanabara, São Paulo e Rio Grande do Sul: Fluminense, tricampeão carioca (1917 a 1919), Paulistano, tetracampeão paulista (1916 a 1919) e o Brasil, de Pelotas, campeão gaúcho de 1919.
O torneio foi disputado em março, no estádio das Laranjeiras, do Fluminense, o maior do Brasil na época.
Paulistano e Brasil inauguraram o torneio no dia 25 de março: 7 x 3 para os paulistas. O público foi bom, principalmente de considerarmos que o jogo foi realizado em dia de trabalho e de greves operárias, tendo mesmo havido distúrbios em vários pontos da cidade e alguns bondes virados, que impediu de grande número de famílias se afastasse de suas casas com receio de sofrerem as conseqüências da greve e a paralisação geral do tráfego já anunciada.
O árbitro do jogo foi Henrique Vignal, do Flamengo, e os times formaram assim: Paulistano – Arnaldo, Orlando Pereira e Carlito; Sérgio Pereira, Mariano e Clodoaldo; Zonzo, Mário de Andrada, Friedenreich, Carlos Araújo e Cassiano; Brasil – Frank, Nunes e Zabaleta; Floriano, Rossel e Victório “Babá”; Farias, Alberto Correa, Pelágio Proença, Ignácio e Alvariza.
Marcaram os gols, pela ordem, no 1º tempo: Friedenreich (logo aos dois minutos de jogo), Mário de Andrada, Friedenreich, Mário de Andrada, Mariano e Alberto Corrêa. Resultado do 1º tempo: 5 x 1 a favor do Paulistano. No 2º tempo, Carlos Araújo anotou dois gols seguidos, aumentando para sete o total do Paulistano. Pelágio Proença e novamente Alberto Correa diminuiram para o clube gaúcho.
No dia 28 de março mediram forças Fluminense e Paulistano. Eduardo Gibson, do São Cristóvão, foi o árbitro do jogo.
Para surpresa daqueles que esperavam por um jogo equilibrado, o Paulistano venceu de forma categórica pelo placar de 4 x 1.
O Paulistano formou com Arnaldo, Orlando Pereira e Carlito; Sérgio Pereira, Carlos Araújo e Mariano; Zonzo, Mário de Andrada, Friedenreich, Guariba e Cassiano. E o Fluminense com Marcos de Mendonça, Othelo e Chico Netto; Laís, Osvaldo Gomes e Fortes; Mano, Zezé, Harry Welfare, Machado e Bacchi.
O Fluminense marcou primeiro, através de Zezé. Ainda no primeiro tempo, Friedenreich empatou para o Paulistano. Final do 1º tempo: 1 x 1. No segundo tempo, o Paulistano definiu o marcador com gols, pela ordem, de Mário de Andrada, Guariba e Mário de Andrada, novamente.
No dia 3 de abril aconteceu o terceiro e último jogo do torneio. E o clube gaúcho sofreu nova goleada: Fluminense 6 x 2 Brasil.
Carlos Santos, do S. C. Mangueira foi o árbitro da partida e as equipes formaram assim: Fluminense – Marcos de Mendonça, Vidal e Chico Netto; Laís, Honório e Fortes; Mano, Zezé, Harry Welfare, Machado e Bacchi. Brasil – Frank, Nunes e Ary;
Floriano, Rossel e Zabaleta; Farias, Alberto Correa, Pelágio Proença, Ignácio e Alvariza.
Marcaram os gols, pela ordem: Welfare e Zezé, no 1º tempo, e Zezé, Pelágio Proença, Zezé, Zezé e Machado.
Nos três jogos disputados foram marcados 23 gols, alcançando-se a excelente média de 7,7 gols por jogo.
Despedindo-se do Rio de Janeiro, no dia 8 de abril o Brasil disputou um amistoso contra o São Cristóvão, no campo do Botafogo.
Sob a arbitragem de Hugo Blume, desta vez os gaúchos venceram facilmente, por 5 x 1. Formou o Brasil com Frank, Nunes e Zabaleta; Floriano, Alberto Correa e Babá; Farias, Soares, Pelágio Proença, Alvariza e Júlio. O São Cristóvão com Frederico, Labuto e Rubens; Renato, Epaminondas e Martins; Heraclydes, Vinhaes, Braz, Heitor e Goulart.
O primeiro tempo terminou 2 x 0 a favor dos gaúchos, gols de Júlio e Soares. No 2º tempo, Soares, Epaminondas, Júlio e Farias definiram o marcador em 5 x 1 a favor do Brasil.
Depois do Rio de Janeiro, o Brasil jogou em  São Paulo, com o Palestra Itália, perdendo por 2 x 1, em 11 de abril. O Palestra Itália formou com Primo, Oscar e Gildo; Pedretti, Picagli e Fabbi; Caetano, Forte, Heitor, Imparato e Aldighieri. O Brasil com Frank,
Nunes e Zabaleta; Floriano, Alberto Correa e Victório; Farias, Rossel, Pelágio Proença, Ignácio e Alvariza. No 1º tempo, Caetano marcou para o Palestra Itália. No segundo, o clube paulista ampliou o marcador, com um gol de Forte. O Brasil marcou seu único gol através de Nunes, cobrando pênalti. O árbitro da partida foi Emílio Cordes.
Em seguida, a 15 de abril, no campo da Ponte Grande, o Brasil se juntou ao Palestra Itália e formou um combinado para enfrentar o Corinthians. O jogo foi dirigido por Carlos Yegros e os times formaram assim: Corinthians – Russo, César e Nando; Bororó, Amílcar e Gano; Américo, Neco, Gambarotta, Garcia e Basílio. Combinado Brasil/Palestra Itália: Primo, Nunes e Zabaleta; Floriano, Severino e Fabbi; Caetano, Pelágio Proença, Heitor, Constantino e Alvariza. Cinco jogadores do Brasil e seis do Palestra Itália.
O resultado foi um empate em 4 x 4. Os gols foram marcados nesta ordem: Amílcar, Neco (de pênalti), Constantino, Basílio e Garcia. Resultado do 1º tempo: Corinthians 4 x 1 Combinado. No segundo tempo, Heitor e Caetano marcaram mais três gols para o combinado, empatando a partida em 4 x 4.
Os gaúchos deixaram São Paulo no dia 16 de abril, rumo à Santos, onde tomaram o vapor “Itapema” que os conduziu de volta a Pelotas.

Fontes: O Imparcial e Correio Paulistano.

 

No dia 28 de novembro de 1976, na Quadra 3, Conjunto F, Lote 41, em Planaltina (DF), reuniram-se alguns moradores desta cidade para fundar um clube esportivo.
Surgiu assim a Sociedade Esportiva Comercial, que teve a primeira diretoria composta da seguinte forma: Presidente: João Alves do Nascimento, Vice-Presidente: José de Ribamar Neves, Diretor-Secretário: Mário César de Souza Castro, Secretário-Adjunto: Luiz Soares Silva, Diretor de Esportes: Benedito de Souza, Supervisor de Esportes: Wadileno Hamú, Diretor do Departamento Jurídico: José Rios Filho, Diretor de Relações Públicas: Paulo Sady Barbosa, Diretor Social: Antônio Leite Pedrosa, Diretor Financeiro: José Eustáquio Ferreira, Diretor de Patrimônio: Gaspar Dutra e Diretor Administrativo: Newton Gonçalves das Neves.
As cores oficiais do novo clube eram azul celeste, amarela e branca.
Os uniformes eram assim compostos: número 1 – camisa azul celeste com mangas e colarinho em branco, calção branco e meias azuis; número 2 – camisa branca com mangas e colarinho em azul celeste, calção azul celeste e meias brancas.
Somente em 20 de janeiro de 1977 a Sociedade Esportiva Comercial solicitou aprovação do estatuto para participar de competições amadoras de futebol.
Sem competições para participar e para se manter em forma, disputou alguns amistosos, sendo o primeiro em 27 de fevereiro de 1977, no Pelezão, contra o Cruzeiro E. C., na preliminar de Seleção de Juvenis de Brasília x Vasco da Gama.
O de maior destaque, porém, foi o do dia 17 de dezembro de 1978, em Planaltina, quando empatou em 1 x 1 com o Vila Nova, de Goiânia (GO).
Inscreveu-se no 2º Campeonato Amador do Distrito Federal, em 1979, não obtendo boa colocação.
Também em 1979, foi convidado e participou do Torneio Cidade de Sobradinho, no Augustinho Lima, realizado de 20 de outubro a 2 de dezembro de 1979, juntamente com Sobradinho, Tiradentes e Desportiva Bandeirante.
Estreou no dia 20 de outubro, com um empate em 1 x 1 com o Sobradinho. Venceu o primeiro turno após ganhar do Tiradentes (1 x 0) e da Desportiva Bandeirante (2 x 1).
Decidiu o torneio com o Sobradinho, vencedor do 2º turno. No dia 2 de dezembro, o Comercial perdeu por 2 x 1.
No ano de 1980, inscreveu-se no campeonato de profissionais do Distrito Federal, representando a cidade de Planaltina, competição esta disputada por um total de nove equipes. A Federação Metropolitana de Futebol decidiu que os cinco primeiros colocados continuariam na Primeira Divisão em 1981 e os outros quatro disputariam um torneio para definir de quem seria a sexta vaga.
No campeonato, o Comercial estreou no dia 18 de maio de 1980, no Bezerrão, perdendo para o Gama, por 3 x 0.
Na classificação final, após 24 jogos (dos quais venceu sete, empatou oito e perdeu nove), o Comercial ficou com a sexta colocação.
Foi para o chamado “Torneio da Morte” com Ceilândia, Tiradentes e Desportiva Bandeirante.
Disputado em turno único, a vaga ficou com o Tiradentes. Perdeu para a Desportiva Bandeirante (0 x 2), empatou com o Tiradentes (1 x 1) e venceu o Ceilândia (2 x 1).
Em 14 de setembro de 1980 aconteceu uma Assembléia Geral Extraordinária que revogou os estatutos do clube, alterando o nome de Sociedade Esportiva Comercial para Planaltina Atlético Clube. O primeiro Presidente foi Wadileno Hamú.

Obs.: José Jorge Farah Neto colaborou com o redesenho do escudo.

 

Depois que Brasília passou a ser Capital do Brasil, em 1960, muitos órgãos foram transferidos dos seus Estados de origem.

Isso também aconteceu com o Tribunal Federal de Recursos, que tinha sede no Rio de Janeiro, e foi um dos órgãos máximos do Poder Judiciário do Brasil, e hoje é o Superior Tribunal de Justiça. A ata da sessão de instalação do órgão em Brasília é de 22 de abril de 1960.

Pouco tempo depois, mais precisamente em 10 de agosto de 1960, funcionários do Tribunal criaram uma associação esportiva que tinha como finalidade proporcionar divertimento ao pessoal do órgão e mantida através do pagamento de mensalidades descontadas nas folhas de pagamento dos seus funcionários.

Passaram-se os anos e em 1º de julho de 1965, alguns desses funcionários reuniram-se no apartamento nº 302 do Bloco 4 da Super Quadra Sul 106 para fundar uma sociedade civil esportiva, cultural e cívica. Surgiu, assim, a Associação Esportiva Carioca.

Com forte influência de torcedores do Flamengo, o uniforme foi assim composto: camisa vermelha com golas e mangas pretas, calção preto e meias vermelhas.

A primeira diretoria da A. E. Carioca foi assim constituída: Presidente – Antônio Villela; Vice-Presidente – Aderbal Silva; Secretário Geral – Jorge Manoel Martins Ferreira; Tesoureiro Geral – Jorge de Carvalho; Diretor de Esportes – Clarindo Custódio Flauzina; Diretor Social e Cultural – Sérgio Luiz Mydosi May e Diretor de Patrimônio – Waldemar Siqueira Domingues.

Também foram eleitos os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal.

Quando se filiou a Federação Desportiva de Brasília, o Carioca preferiu fazer parte do quadro de clubes do Departamento Autônomo. Na época ainda existiam os departamentos de profissionais e de amadores.

Sua primeira participação em uma competição promovida pela Federação foi o Torneio Início do Departamento Autônomo, disputado em 5 de junho de 1966, e do qual participaram 18 equipes.
Para surpresa de muitos, o Carioca conquistou o título de campeão. No primeiro jogo, venceu o D. A. E. por 1 x 0. Nos pênaltis (3 x 2), passou pelo Vila no segundo jogo. No terceiro, derrotou a A. D. Taguatinga, por 2 x 1. Nas semifinais e final enfrentou dois dos mais poderosos clubes do futebol amador de Taguatinga, Flamengo e Brasília, vencendo a ambos por 1 x 0.

Já no Campeonato do Departamento Autônomo de 1966 não obteve o mesmo êxito. A competição foi dividida em seções (Taguatinga, Gama, Sobradinho e Plano Piloto). Nesta última, onde estava o Carioca, apontou como classificados para a fase final o CSU (clube da Universidade de Brasília) e a AEB – Associação dos Economiários de Brasília.

Permaneceu no Departamento Autônomo até o dia 10 de março de 1969, quando a Federação Desportiva de Brasília realizou
uma Assembléia Geral Extraordinária com o objetivo de instituir a “Taça Brasília”, evento oficial da qual tomaram parte 24 clubes filiados, quer profissionais, amadores ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Esses clubes foram divididos em dois grupos.

A estréia do Carioca foi no dia 20 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, com um grande resultado: empate em 1 x 1 com o Grêmio (que viria a se tornar vice-campeão neste ano).

Na classificação final do Grupo A, o Carioca ficou em sétimo lugar, com a seguinte campanha: 10 jogos, 2 vitórias, 5 empates e 3 derrotas; 15 gols a favor e 16 contra.

O torneio foi em dois turnos, sendo que do segundo só participariam os seis primeiros colocados de cada grupo.

Apesar de obter a classificação para o turno final, o Guará, sexto colocado, solicitou o seu afastamento da competição; o Carioca foi incluído em seu lugar, por ser o clube imediatamente classificado na fase inicial.

Na Fase Final, o Carioca ficou com a décima e antepenúltima posição, somente à frente do Setor Automobilístico e da A. D. Taguatinga.

Nos 11 jogos que disputou, obteve apenas três vitórias (mais dois empates e seis derrotas). Marcou 13 gols e sofreu 22.

Alguns jogadores que defenderam o Carioca em 1969: Goleiro: Walter; Defensores: Paulo, Botija, Zezé, Jair, Moisés, Tulu e Quati; Atacantes: Calora, Wilson, Walter, Nico, Bonfim, Gisélio, Neluir, Arthur, Eraldo e Elói.

No ano de 1970, tomou parte do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, ficando na sexta colocação entre oito clubes.

Logo depois, tomou parte do Campeonato Brasiliense de 1970, disputado por dez equipes. Ficou em 9º lugar e não obteve classificação para o turno final (com os seis primeiros colocados).

Em 1971, chegou a participar do Torneio “Governador do Distrito Federal”, juntamente com mais dez equipes. O torneio foi marcado por muitos WO pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da FDB) e suspensos de suas obrigações.

Ficou na quarta colocação, com 13 pontos ganhos (seis vitórias, um empate e três derrotas).

No dia 21 de junho de 1971, encaminhou ofício para a Federação solicitando seis meses de licença e dispensa da disputa do campeonato oficial de 1971.

No dia 29 de fevereiro de 1972, realizou uma nova Assembléia para escolher sua nova diretoria, assim constituída: Presidente – Oswaldo Marcondes; Vice-Presidente – Aderbal Silva; 1º Secretário – Jorge Manoel Martins Ferreira; 2º Secretário – Antônio de Assis Laus;

Diretor de Esportes – Clarindo Custódio Flauzina e Diretor Social e Cultural – Sérgio Luiz Mydosi May.

Voltou a disputar uma competição oficial neste mesmo ano de 1972. No dia 20 de agosto de 1972 reestreou no campeonato brasiliense perdendo de 2 x 0 para o Grêmio.

Foi o último colocado dos sete clubes que disputaram o 1º turno, com apenas um ponto ganho.

No segundo turno, ficou com a quinta colocação, o que não o impediu de ficar em último lugar na classificação final do campeonato, vencido pela A. A. Serviço Gráfico.

Defenderam o Carioca nesse ano: Goleiros – Rezende e João Batista; Defensores – Carlinhos, Xavier, Maurício, Zezão, Clarindo e Edson; Atacantes – Baltazar, Jonas, Baiano, Joãozinho, Ivan, Cláudio, Chenco, Newton, Raimundo e Dimas.

Dez clubes disputaram o campeonato brasiliense de 1973 e o Carioca ficou em oitavo lugar no primeiro turno.

Antes do encerramento do segundo turno, o Carioca solicitou desfiliação, perdendo o restante de seus jogos por WO (1 x 0).

O último jogo de sua história foi no dia 16 de dezembro de 1973, no Estádio Pelezão, com derrota de 3 x 0 para o Unidos de Sobradinho.

Alguns dos últimos jogadores a vestirem a camisa do Carioca foram: Goleiros – Telles, Jaime e Chico; Defensores – Arlindo, Bartolomeu, Maurão, Maurílio, Carlinhos, Clarindinho e Raimundo; Atacantes – Chenco, Gordo, Raimundinho, Ari,
Berto, João, Peba, Divino e Néviton. Técnico: Clarindo Custódio.

No dia 21 de fevereiro de 1974 foi homologada, por unanimidade, a decisão da Diretoria da Federação Metropolitana de Futebol em desfiliar a Associação Esportiva Carioca, em razão do não cumprimento de obrigações deste clube junto à entidade. A representação do TFR deixou de comparecer a vários compromissos, o que, de acordo com os estatutos da FMF implicava na desfiliação da agremiação infratora.

 

O Brasil Central Atlético Clube foi fundado, inicialmente, com a denominação de Fundação da Casa Popular Futebol Clube, em 8 de dezembro de 1957 por, dentre outros, Décio de Souza Reis, Hugo Mósca, José Pereira, José da Silva Sobrinho e Otávio Lago.
A Fundação da Casa Popular foi criada pelo Decreto-lei nº 9.218, de 1º de maio de 1946, para ser o primeiro órgão federal destinado a promover a habitação social e que viria a ser, mais tarde, absorvido pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Em 9 de março de 1959 foi reorganizado com o nome de Brasil Central Atlético Clube. Foi um dos fundadores da Federação Desportiva de Brasília.
Logo depois de sua reorganização, em 20 de maio de 1959 realizou Assembléia Geral para eleger sua primeira diretoria, que ficou assim composta: Presidente – Paulo Dionísio Augusto (ex-Assiban); Vice-Presidente – Ubiraci Dutra Gusmão; Secretário-Geral – Décio de Souza Reis; 1º Secretário – Carlos Canalerges da Silva; 1º Tesoureiro – Cyro Torres e Diretor de Esportes: José da Silva
Sobrinho.
Poucos dias depois, disputou o 1º Torneio Início de Futebol em Brasília, no dia 24 de maio de 1959, no campo do Clube de Regatas Guará, denominado Estádio Provisório “Israel Pinheiro”. O Clube de Regatas Guará foi o vencedor do Torneio.
Para o primeiro campeonato de futebol de Brasília, em 1959, se inscreveram 19 equipes, que foram divididas em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Brasil Central fez parte da Zona Sul, juntamente com Grêmio, Taguatinga, IPASE, EBE, Expansão, A.A. Bancária (IAPB), Guará e Brasil (Coenge).
Eis alguns resultados da campanha do Brasil Central no campeonato: 3 x 2 Expansão, 6 x 1 Brasília, 6 x 0 Coenge, 4 x 2 Taguatinga, 1 x 1 EBE, 2 x 3 Grêmio e 3 x 7 Guará.
Foi o quarto colocado na fase classificatória da Zona Sul, atrás de Grêmio, Guará e EBE.
Em 1960 o Brasil Central participou do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao Diário Carioca-Brasília e aos jornalistas brasileiros. Os doze clubes foram divididos em três chaves. O Brasil Central integrou a Chave A, juntamente com Edilson
Mota, Planalto e Consispa.
Os jogos foram realizados nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960. O Brasil Central perdeu seus três jogos para o Edilson Mota (2 x 7), Consispa (3 x 4) e Planalto (0 x 3).
No mês de agosto de 1960, antes do início das competições oficiais, os clubes filiados realizaram muitos amistosos. Intensa era a atividade dos clubes, procurando acertar seus quadros visando as competições oficiais. Num desses amistosos, no dia 7 de agosto, o Brasil Central empatou com o Real em 2 x 2.
No dia 9 de agosto de 1960 aconteceu a Assembléia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou os estatutos do Brasil Central Atlético Clube.
Em 4 de setembro de 1960 aconteceu o Torneio Início, que levou o nome de Taça “Governador Roberto Silveira” e teve e a inscrição de 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará, em dois tempos de dez minutos cada, sem intervalo. No caso de empate, haveria a decisão por pênaltis, três para cada equipe, na primeira série. No quinto jogo do dia, o
Brasil Central perdeu para o Edilson Mota, por 1 x 0.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo foram cabeças-de-chave. O Brasil Central fez parte do Grupo B, com jogos no campo do Grêmio, com Consispa, Expansão e Grêmio.
No dia 18 de setembro, na primeira rodada do torneio classificatório, quando aconteceria a sua estréia, seu adversário, o Expansão, não compareceu ao campo, ficando a vitória a favor do Brasil Central, por WO.
Uma semana depois, em 25 de setembro de 1960, o Brasil Central venceu o Consispa por 2 x 1. Joaquim e Babá marcaram os gols da vitória.
Veio a terceira e última rodada do torneio, no dia 9 de outubro de 1960, com derrota diante do dono da casa, o Grêmio, por 2 x 0.
Brasil Central, Grêmio e Consispa ficaram com o mesmo número de pontos ganhos (4) mas, no critério de desempate “saldo de gols” o Brasil Central ficou em terceiro e desclassificado para a Primeira Divisão.
Uma nova esperança surgiu quando, em 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota (um dos classificados) encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960.
Naquele dia, o Brasil Central venceu o Industrial, por 3 x 2, com um detalhe: o gol da vitória do Brasil Central foi marcado na prorrogação.
No dia 6 de novembro de 1960 o torneio classificatório prosseguiu. O Brasil Central não deu sorte e cruzou com o Defelê, sendo derrotado por 1 x 0 e perdendo a chance de continuar na luta pela vaga na Primeira Divisão. Nota: o Defelê acabaria vencendo o campeonato de 1960.
Passou, então a disputar o campeonato da Segunda Divisão, que contou com a participação de seis equipes: A. A. Guanabara, Brasil Central A. C., E. C. Industrial, E. C. Real de Brasília, Sobradinho E. C. e o Trópicos A. C.
Foi disputado em turno único e o Brasil Central ficou com a quinta e antepenúltima colocação, com a seguinte campanha: 5 jogos, 1 vitória, 4 derrotas, 3 gols a favor e 9 contra.
Aos poucos foi perdendo a ajuda da Fundação da Casa Popular, licenciou-se nos anos de 1961 e 1962, encerrando suas atividades em junho de 1963.

 

No ano de 1960, quando aconteceu a transferência de vários funcionários da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro para Brasília, logo aconteceu uma mobilização com o objetivo de ser criado um clube esportivo que agregasse todo esse pessoal.
Surgiu, assim, o Clube Esportivo Câmara dos Deputados. Com esse nome, disputou, em 17 de julho de 1960, um amistoso contra o Grêmio. Foi derrotado por 4 x 2.
Esse mesmo clube passou a ser, a partir de 15 de agosto de 1960 (data oficial de sua fundação), a Associação Atlética Guanabara. Dentre seus fundadores estavam Mário Fonseca Saraiva, Lincoln de Sena Gonçalves, Sylvio Carlos Knapp Didier, Carlos Brasil de Araújo e Matheus Octávio Mandarino.
Como a maioria era torcedora do Clube de Regatas Flamengo, do Rio de Janeiro, suas cores oficiais passaram a ser vermelha e preta e seu uniforme era idêntico ao do rubro-negro carioca, ou seja, camisa com listras horizontais em vermelho e preto, calção branco e meias listradas em vermelho e preto.
Mário Fonseca Saraiva exercia funções de destaque na Câmara dos Deputados; velho militante do esporte, exerceu o cargo de Secretário da antiga CBD, mesmo depois de radicado em Brasília.
No dia 16 de agosto de 1960 aconteceu a Assembléia Geral que concedeu filiação a A. A. Guanabara.
No dia 21 de agosto de 1960 disputou seu primeiro jogo com o novo nome, um amistoso contra o Nacional, jogo cujo resultado final não conseguimos descobrir.
Uma semana depois, em 28 de agosto, realizou outro amistoso, também com o resultado desconhecido.
No dia 4 de setembro de 1960, aconteceu o Torneio Início, a primeira competição organizada pela nova entidade dirigente dos esportes em Brasília, a Federação Desportiva de Brasília. Solicitaram inscrição 16 clubes, dentre eles a A. A. Guanabara e os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
Logo em sua primeira participação, uma surpresa: empate de 0 x 0 com o Defelê (que viria a ser tricampeão brasiliense de 1960 a 1962); na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 3 x 2. No segundo jogo, vitória de 1 x 0 sobre o Expansão, gol de Walfredo. Na semifinal, foi derrotado pelo Planalto, por 1 x 0.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo foram cabeças-de-chave.
O Guanabara integrou o Grupo C (com jogos no campo do Planalto), juntamente com Defelê, Pederneiras e Planalto.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro de 1960, o Guanabara foi goleado pelo Defelê, por 4 x 0.
Uma semana depois, em 25 de setembro, nova derrota por goleada, desta vez para o Pederneiras: 4 x 1. Brasil marcou o gol do Guanabara. Curiosidade: Neiva, do Guanabara, foi expulso de campo; no entanto, o árbitro, João de Souza não conseguiu retirá-lo, ficando o jogador até o final da partida.
Na terceira e última rodada do torneio classificatório, em 9 de outubro, outra vez foi goleado por 4 x 1, diante do Planalto.  Com isso, o Guanabara passou a fazer parte da Segunda Divisão.
O campeonato da Segunda Divisão foi disputado em turno único e contou com a participação de seis equipes: Associação Atlética Guanabara, Brasil Central Atlético Clube, Esporte Clube Industrial, Esporte Clube Real de Brasília, Sobradinho Esporte Clube e o Trópicos Atlético Clube.
O Guanabara ficou na terceira colocação, invicto, com a seguinte campanha: cinco jogos, duas vitórias e três empates; marcou dez gols e sofreu sete.
Em 1961 continuou na Segunda Divisão. No dia 9 de julho foi realizado o Torneio Início da Segunda Divisão (com quatro equipes) e o Guanabara conquistou seu primeiro troféu de campeão, ao derrotar o La Salle (2 x 0) e o Colombo, na final, por 3 x 1.
Estreou na Segunda Divisão no dia 6 de agosto de 1961, com uma goleada de 4 x 1 sobre o La Salle.
No dia 7 de setembro de 1961, disputou um amistoso com o Guará, com o placar de 0 x 0.
Vencedor do primeiro turno, decidiu o campeonato em uma “melhor-de-três” com o ganhador do segundo, o Colombo.
No primeiro jogo, em 12 de novembro de 1961, empate em 1 x 1, com Walfredo marcando para o Guanabara. Duas semanas depois, em 26 de novembro, novo empate, desta vez em 2 x 2, com gols de Walfredo e Barbosinha para o Guanabara.
Finalmente, no 3 de dezembro de 1961, no Estádio Israel Pinheiro, vitória do Guanabara sobre o Colombo, por 1 x 0, gol de Walfredo, resultado que lhe deu o título de campeão da Segunda Divisão e a ascensão para a principal divisão do campeonato brasiliense em 1962.
Uma das formações do Guanabara foi essa: Ivan Braga, Antônio Carlos Dias (Toninho) e Zenildo Vidal Santos; Pedro
Gonçalves de Oliveira (Pedrinho), Antônio Lírio Farneze e Hélcio Rodrigues Dias; Nelício Rodrigues Dias, Hélio Melo Viana, Walfredo Vieira dos Santos, João Dutra Corrêa e Walter de Freitas Oliveira.
Em 1962, quando se reuniu a Seleção de Brasília para o amistoso contra o Vasco da Gama (em 21 de abril: 1 x 1), dois jogadores do Guanabara constavam da lista dos convocados: o goleiro Gonçalinho e o ponteiro-direito Nelício.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho foi disputado o Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo, além desse clube, Presidência, Guanabara e Cruzeiro do Sul. No dia 30, foi derrotado pelo Presidência (3 x 1) e, no dia 3 de junho venceu o Alvorada (2 x 1).
Em 10 de junho aconteceu a primeira participação em uma competição da Primeira Divisão, o Torneio Início, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. E, novamente, surpreendeu a todos ao conquistar o torneio, após o empate de 0 x 0 com o Nacional (nos pênaltis, vitória de 3 x 1), outro empate de 0 x 0, desta vez com o Rabello (nos pênaltis, nova vitória do Guanabara por 2 x 1, chegando, assim, à final contra o Alvorada. No tempo normal de jogo, empate em 2 x 2. Nos pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5 e a conquista do título de campeão do Torneio Início.
O Guanabara formou com João I, Toninho e Isaías; João II, Raimundo (Da Silva) e Julinho (Aragão); Luisinho, Barbosinha, Walter (Bocaiúva), Gilberto e Joãozinho.
Logo depois, participou do Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça “Embaixador Sette Câmara”, com início em 11 de março de 1962.  Seis clubes participaram e o Guanabara ficou com a quinta colocação.
Já o campeonato brasiliense da Primeira Divisão de 1962 teve a participação de dez clubes e foi dividido em duas zonas: o Guanabara ficou na Norte, juntamente com Nacional, Rabello, Defelê e Alvorada.
Classificavam-se os três primeiros colocados de cada zona para a Fase Final do campeonato. O Guanabara não obteve êxito: foram sete jogos, uma vitória, dois empates e quatro derrotas; marcou sete gols e sofreu doze. Na classificação geral, ficou com a oitava colocação.
Alguns jogadores que defenderam o Guanabara: Goleiro: Cláudio; Defensores: Toninho, Farneze, Zenildo, Agassis, Adilson, João e Julinho; Atacantes: Fuso, Régis, Francisco, Barbosa, Walfredo, Hélio, Eli e Walter.
Já o campeonato de aspirantes foi vencido pelo Guanabara, em decisão contra a A. E. Presidência.
O ano de 1963 não começou muito bem: no dia 7 de abril, foi derrotado no amistoso contra o Rabello: 3 x 0.
No Torneio Início, realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”, foi desclassificado logo em seu primeiro jogo: jogando contra o Defelê, após empate em 1 x 1, foi derrotado nos pênaltis.
E terminou mal o ano de 1963, após disputar o campeonato da Primeira Divisão. Entre nove clubes, ficou com a sexta colocação (16 jogos, 3 vitórias, 7 empates e 6 derrotas; 23 gols a favor e 33 contra).
Os jogadores que defenderam o clube foram: Goleiros: Divaldo, Braga e Diogo; Defensores: Zenildo, Toninho, Aldair, Farneze, Agassis, Jair e Isaías; Atacantes: Barbosinha, Eli, Lula, Chico, Walfredo, Hélio, Nilson e Válter.
Em 25 de fevereiro de 1964 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Guanabara preferiu continuar na categoria de amadores.
No dia 10 de maio de 1964 disputou o Torneio Início da Primeira Divisão de Amadores, realizado no Estádio “Aristóteles Góes”. No primeiro jogo venceu o Pederneiras por 1 x 0 e, na decisão do torneio, empatou com o Dínamo em 0 x 0, perdendo o
título na cobrança de pênaltis.
Sete clubes participaram da Primeira Divisão de Amadores de 1964: Guanabara, Cruzeiro do Sul, Nacional, Dínamo, Grêmio, Pederneiras e Vila Matias.
Após a realização de dois turnos, o Guanabara sagrou-se campeão, com a seguinte campanha: 12 jogos, 7 vitórias, 4 empates e uma derrota; assinalou 28 gols e sofreu 18.
Entre os artilheiros do campeonato, a primeira posição (junto com Zezito, do Nacional) pertenceu a Lula, do Guanabara, ambos com oito gols. O segundo artilheiro do campeonato também foi do Guanabara, Azulinho, com 6.
Atuaram pelo Guanabara: Goleiro: Diogo; Defensores: Santiago, Walmir, Nelson, Jair, Toninho, Ercy e Agassis; Atacantes: Azulinho, Nelício, Lula, Paulinho, Zezé, Chico e Nilson. Técnico: Adroaldo Lopes.
Esse título deu direito ao Guanabara de defender o futebol do Distrito Federal na Taça Brasil de 1965. Foram dois jogos contra o Atlético Goianiense.
O Guanabara foi aceito pela CBD para disputar a Taça Brasil daquele ano, desde que fosse satisfeita a exigência de “terreno gramado” e capacidade do estádio para o mínimo de dez mil assistentes.
No primeiro jogo, no dia 18 de julho, em Goiânia, derrota de 2 x 0. O Guanabara formou com João, Nair, Cauby, Pelé e Serginho; Moisés (Zé Raimundo) e Azulinho; Paulo Afonso, Lula, Nelício e Nilson.
Uma semana depois, 25 de julho, no Estádio Vasco Viana de Andrade, em Brasília (DF), foi goleado pelo rubro-negro goiano, por 4 x 2. Os gols do Guanabara foram marcados por Paulo Afonso e Nilson. O time foi quase o mesmo do primeiro jogo, com Paulinho no lugar de Nair e Walter revezando com Paulo Afonso na ponta-direita.
Veio o campeonato da Primeira Divisão de Amadores de 1965, com cinco participantes. O Guanabara ficou em segundo lugar, atrás do Pederneiras.
Utilizou esses jogadores: Goleiro: Raspinha; Defensores: Toninho, Zé Luís, Paulinho, Cauby, Nair, Serginho, Agassis e Carneiro; Atacantes: Paulo Afonso, Walter, Zé Raimundo, Lula, Nelício e Nilson.
Como consolo, foi o vencedor da Taça Eficiência de 1965.
A Primeira Divisão de Amadores de 1966 contou com cinco clubes participantes. Além do Guanabara, tomaram parte Cruzeiro do Sul, Nacional, Grêmio e Vila Matias.
O Guanabara voltou a ser campeão, após uma decisão com o Vila Matias. No dia 8 de outubro, empate em 1 x 1. Em 16 de outubro, novo empate em 1 x 1. Finalmente, no dia 23 de outubro, vitória do Guanabara por 2 x 1, sagrando-se
campeão. Ely marcou os dois gols do Guanabara, que formou basicamente com Pena (Frajola), Agassis, Sabará, Francisco e Serginho (Manuel); Geraldo (Aragão) e Jair (Lelé); Nelício (Adilson), Lula (Xavier), Paulinho (Mazinho) e Ely (Walter).
Em 1967 só aconteceu a realização do campeonato brasiliense de profissionais e o Guanabara ficou todo esse tempo sem atividades.
Em 10 de maio de 1968, a Associação Atlética Guanabara decidiu não participar do campeonato de futebol amador. A justificativa era concentrar esforços no sentido de construir a sua praça de esportes. Isso nunca aconteceu. Não disputou nenhuma competição oficial neste ano e nos três próximos anos.
No dia 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a desfiliação da A. A. Guanabara.

 

No mesmo dia em que Brasília completava seu primeiro ano de vida (21 de abril de 1961), às dez horas, na Casa 1 da Quadra 16 do Setor Residencial Econômico Sul – SRES, reuniram-se 93 moradores do então bairro do Cruzeiro para a organizar uma associação recreativa e esportiva.
Foi pelos presentes escolhido João Scarano para presidir a seção e para secretariá-la Norberto Fernandes Teixeira.
João Scarano explicou o motivo da criação de uma associação esportiva e recreativa, dizendo que, com a criação daquela entidade o setor teria mais vida e seus moradores não precisariam recorrer a outros lugares para se distraírem, porque a agremiação que estava sendo fundada iria lhes proporcionar o que de melhor existia no setor recreativo e esportivo. Continuou dizendo que já estava sendo providenciada a sua sede provisória, com sua praça de esportes para competições oficiais e que, em breve, seria passada a “patrola” (espécie de trator para nivelar terrenos) para os primeiros passos do futebol no bairro.
A seguir foi escolhida uma comissão para elaborar os estatutos da agremiação, sendo Felinto Epitácio Maia, o Presidente, e tendo como auxiliares Zorobabel Josué dos Passos, Francisco Jacob dos Santos, Geraldo da Silva Santos e Norberto Fernandes Teixeira.
O novo clube recebeu o nome de Associação Esportiva Cruzeiro do Sul e tinha como cores oficiais a azul e a branca.
O uniforme tinha duas variações: o primeiro com camisa azul, calção branco e meias azuis (semelhante do Cruzeiro, de Belo Horizonte) e o segundo com camisas com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais também em azul e branco.
Tinha um gavião como símbolo.
Norberto Fernandes Teixeira foi eleito o primeiro Presidente da A. E. Cruzeiro do Sul.
Aproveitando a paralisação do certame oficial de 1961, o Cruzeiro do Sul fez um amistoso visando a assegurar boa estrutura para sua equipe. No dia 14 de janeiro de 1962, venceu o Carioca, por 4 x 3.
No dia 20 de janeiro de 1962 foi até a cidade goiana de Luziânia, vencendo o clube local por 2 x 0, quebrando uma invencibilidade de 54 jogos do Luziânia.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo também Presidência e Guanabara.
No dia 30 de maio, estragou a festa do clube promotor, vencendo o Alvorada por 6 x 1. No dia 3 de junho, perdeu a final para a A. E. Presidência, por 3 x 1.
Veio o Torneio Início, em 10 de junho de 1962, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Rabello, por 3 x 0.
Cedeu o zagueiro Edilson Braga para a Seleção que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1962.
O Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Cruzeiro do Sul ficou na Zona Sul, onde fez sua estréia na competição no dia 8 de julho de 1962, no Estádio Vasco Viana de Andrade, perdendo para o Grêmio por 1 x 0. Só foi conseguir a primeira vitória já no segundo turno da competição, no dia 19 de agosto de 1962, ao derrotar o Colombo, por 4 x 2. Morales (2) e Walmir (2) marcaram os gols do Cruzeiro do Sul. E foi só essa. Foram oito jogos no total e mais dois empates e cinco derrotas. Marcou 7 gols e sofreu 15. Ficou na penúltima e nona colocação, à frente somente do Alvorada, que desistiu da competição.
Utilizou os seguintes jogadores: goleiros – David e Assis; defensores – Vicente, Meridian, Mello, Adalberto, Morales e Miro; atacantes – Laerte, Foguinho, Barros, Chumbinho, Chaves, Walmir, Isnard e Aguinaldo.
O ano de 1962 não foi de todo ruim para o Cruzeiro do Sul, pois este venceu o primeiro campeonato brasiliense da categoria de juvenis, com apenas um ponto perdido. Participaram da competição os mesmos clubes que disputaram a Primeira Divisão.
Para o ano de 1963, o Cruzeiro do Sul passou a contar com a administração da dupla Norberto Teixeira e Jackson Roedel, o que lhe renderia bons frutos.
Além de manter os bons jogadores de 1962, tais como Edilson Braga e Morales, o Cruzeiro do Sul reforçou o time, contratando bons jogadores dos clubes locais e também de outros Estados, tais como Ceninho, que jogou no futebol carioca (no Fluminense e no América), e Beto Pretti, que era jogador do Atlético Mineiro.
Com isso, conquistou de forma brilhante o título de campeão brasiliense de 1963, com uma campanha impecável: nos 16 jogos que disputou, venceu 10, empatou 5 e perdeu apenas 1. Marcou 39 gols e sofreu 14. Além disso, teve os dois principais artilheiros do campeonato, Ceninho, em 1º (com 10 gols) e Beto Pretti, em 2º (juntamente com Nilson, do Nacional), com 9.
Os jogadores utilizados pelo Cruzeiro do Sul foram: Goleiros – Zezinho e João Luís; Defensores – Edilson Braga, Aderbal, Mello, Davis, Morales, Humberto, Remis, Valdemar, Pedrinho e Pedersoli; Atacantes – Foguinho, Zezito, Ceará, Beto Pretti, Moisés, Ceninho, Omar, Quarteroli, Belini, Raimundinho, Paulinho, Isnard e Zezé.
Na “Seleção do Ano” escolhida pelo DC-Brasília, o Cruzeiro do Sul cedeu Beto Pretti, Ceninho e Quarteroli. Além disso, Beto Pretti foi escolhido o “craque do campeonato” e Gil Campos, o melhor treinador do ano de 1963.
No final deste ano, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello (que iria aderir ao profissionalismo no ano seguinte), vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Aderbal, Ceninho, Beto Pretti e outros.
Assim sendo, não estava mais com sua força máxima quando enfrentou o Vila Nova, de Goiânia (GO) pela Taça Brasil de 1964. No primeiro jogo, em 26 de julho de 1964, em Goiânia, perdeu por 3 x 1. No jogo de volta, em Brasília, foi desclassificado com o empate de 2 x 2.
Defenderam o Cruzeiro do Sul na Taça Brasil os seguintes jogadores: João Luís, Zé Paulo, Melo, Davis e Pedersoli; Mário César e Fino (Beline) (Waldemar); Zezito, Baiano, Paulinho (Abel) e Zezé.
Não adotou o profissionalismo no ano de 1964 e ficou em quarto lugar no campeonato brasiliense de amadores, atrás de Guanabara, Dínamo e Nacional. Foram sete vitórias, dois empates e três derrotas nos doze jogos que disputou.
Como consolo, conquistou a Taça Eficiência de 1964, três pontos à frente do campeão Guanabara, e novamente venceu o campeonato brasiliense de juvenis, com apenas três pontos perdidos.
Continuou perdendo peças importantes para os clubes que aderiram ao profissionalismo e em 1965 realizou péssima campanha no campeonato brasiliense de amadores, chegando em último lugar, sem conquistar ao menos uma vitória.
Em 1966, mais um ano ruim para o Cruzeiro do Sul, novamente último colocado no campeonato brasiliense de amadores.
Em 20 de fevereiro de 1967, a A. E. Cruzeiro do Sul enviou ofício nº 3/67 a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua inscrição no campeonato de profissionais. Uma semana depois, aconteceu a Assembléia Geral que elegeu sua nova diretoria, tendo à frente o ex-presidente da Federação, Wilson Antônio de Andrade.
Para concorrer com os fortes adversários, trouxe muitos jogadores do interior de Minas Gerais e também aproveitou alguns jogadores da sua base, sendo o de maior destaque o meio-de-campo Alencar (que mais tarde jogaria no Ceub).
E os resultados não demoraram para aparecer. Foi vice-campeão do Torneio Início (disputado em 11 de junho de 1967). Logo depois, nos dias 16 e 18 de junho, conquistou o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga. Os
jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento). O Cruzeiro do Sul venceu o Flamengo (3 x 2) e, na decisão, contra o Clube do Remo, do Pará, vitória de 1 x 0,  gol de Ribamar.
Também conquistou um torneio quadrangular realizado na cidade do Gama, em novembro de 1967, vencendo a A. A. Cultural Mariana (2 x 1) e, na decisão, marcou 4 x 3 sobre o Coenge. O outro time que participou do torneio foi o Rabello.
Para coroar o seu bom primeiro ano no profissionalismo, ficou com o vice-campeonato brasiliense, somente atrás do Rabello, à frente de Colombo, Defelê, Flamengo e Guará.
Utilizou os seguintes jogadores: Goleiros – Waldemar e Vicente; Defensores: Juca, Grover, Elias, Maninho, Brigadeiro, Adilson, Ercy, Elinho e Aderbal; Meias e Atacantes – Ramalho, Geraldo, Alencar, Mário César, Paulada, Nando, Luciano e Edgard.
Não conseguiu manter a ótima performance de 1967 no ano seguinte (1968). No campeonato brasiliense deste ano, disputado por apenas cinco equipes, o Cruzeiro do Sul ficou em 4º. Foram apenas duas vitórias nos oito jogos que disputou.
Sua última participação no campeonato de 1968 aconteceu no dia 22 de maio, com derrota de 3 x 0 diante do Defelê. Foi a última vez de forma oficial que o Cruzeiro do Sul entrou em campo.
Preferiu ficar de fora do campeonato brasiliense de 1969, quando a Federação resolveu juntar em sua competição oficial clubes profissionais com amadores, e também do ano seguinte, 1970.
Em 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a desfiliação do Cruzeiro do Sul.

 

O clube que viria a ser o Jaguar Esporte Clube, do Núcleo Bandeirante, foi fundado em 16 de março de 1968, nas dependências do Departamento Administrativo da Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, com o nome de Clube Recreativo Fundação Zoobotânica.
Reuniram-se, entre outros, José Daniel Belluco, Clóvis Fleury de Godoy, João Batista de Lacerda, Malvino Araújo Xavier, Antônio Antunes Figueiredo, Hélio Batista de Deus, Mário Alves da Silva, André Vieira Macarini, Oscar Rodrigues
da Costa, José Jerônimo Ferreira, Josino Lopes Viana e Vicente Pinto de Souza, com o intuito de desenvolver entre os funcionários desta Fundação a prática do esporte, bem como incrementar atividades sociais e culturais.
A primeira diretoria eleita ficou assim constituída: Presidente – José Daniel Belluco; 1º Vice-Presidente – Rádio Lima Fialho; 1º Tesoureiro – João Batista de Lacerda, 2º Tesoureiro – Joaquim Rodrigues de Souza; 1º Secretário – Josino Lopes Viana; 2º Secretário – Oscar Rodrigues da Costa e Diretor de Esportes – Malvino Araújo Xavier.
As cores oficiais do novo clube eram a preta e a branca. O primeiro uniforme era composto de camisa branca com detalhes em preto na gola e nos punhos, calção preto e meias brancas. O segundo tinha camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias com listras horizontais pretas e brancas.
Alterou o nome para Jaguar Esporte Clube em Assembléia Geral de 12 de março de 1969.
Inicialmente, o Jaguar comunicou que disputaria o Campeonato do Departamento Autônomo em 1969. Mas, para este ano, a Federação Desportiva de Brasília resolveu promover um campeonato reunindo clubes amadores e profissionais.
Assim, o Jaguar nem chegou a disputar o campeonato do Departamento Autônomo, já fazendo sua estréia diretamente no campeonato oficial de Brasília.
Sua estréia aconteceu no dia 19 de abril de 1969, no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, do Defelê. Empatou em 1 x 1 com o CSU, clube da Universidade de Brasília.
Ao final do 1º turno, o Jaguar classificou-se em segundo lugar no Grupo A, um ponto atrás do líder, o Grêmio Brasiliense. Eram onze clubes no Grupo A e treze no B, dos quais os seis primeiros colocados passavam para a Fase Final. Nos dez jogos que disputou, o Jaguar venceu sete, empatou dois e só perdeu um (para o Piloto: 1 x 2). Marcou 16 gols e sofreu 5.
Na Fase Final não foi tão bem assim, empatando muitos jogos. Ficou com a terceira colocação no final, com 13 pontos ganhos, atrás do campeão Coenge (19) e do vice-campeão Grêmio Brasiliense (17).
Foram onze jogos, com quatro vitórias, cinco empates e duas derrotas. Marcou 18 gols e sofreu 11.
Sua formação básica foi Silva, Paulo Henrique, Dão, Noel e Felipe; Baiano e Pedrinho; Gildo (Zé Raimundo), Cascorel, Heitor e Reco.
Em 1970 ficou na quarta colocação do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, disputado por oito equipes.
No campeonato brasiliense de 1970 ficou em quarto lugar na Primeira Fase, que classificava seis clubes entre os dez participantes para uma etapa decisiva.
No turno final, ficou com a sexta e última colocação. Disputou cinco jogos, não venceu nenhum e perdeu quatro vezes (empatou um). Marcou apenas dois gols e sofreu nove.
Em 1971, venceu o Torneio Governador do Distrito Federal, com uma excelente campanha. Nos dez jogos que disputou, venceu oito, empatou um e perdeu um. Marcou 19 gols e sofreu 8.
Formou, basicamente, com Silva, Dão, Cláudio Oliveira, Noel e Emábio; Lúcio e Jorrâneo; Zinho, Paulinho, Batista e Oliveira.
Não repetiu suas boas atuações no campeonato brasiliense, disputado por apenas cinco equipes. Ficou na quinta e última colocação, vencendo apenas um dos oito jogos disputados.
No dia 1º de agosto de 1972 efetuou pedido de licença dos campeonatos e torneios da Federação pelo prazo de um ano.
Retornou em 1973, disputando o campeonato brasiliense daquele ano com mais nove equipes e chegando na quarta colocação (17 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 7 derrotas; 18 gols a favor e 20 contra).
Seu artilheiro no campeonato foi Tita, com 7 gols. Por outro lado, conquistou a Taça Disciplina, com seis pontos negativos.
Defenderam o Jaguar em 1973: Goleiros – Silva e Carlos; Defensores – Aderbal, Dão, Pedro, Baiano, Ventura, Felipe, Lúcio e Max; Atacantes – Ariston, Djalma, Carlos Alberto, Batista, Ceará, Paulinho e Tita. O técnico foi Airton Nogueira.
Venceu o primeiro turno do campeonato brasiliense de 1974 e ficou atrás do Pioneira no segundo, posicionamentos que tornaram obrigatória a decisão do campeonato em melhor-de-três.
Perdeu os dois jogos para o Pioneira e ficou com o vice-campeonato.
No segundo jogo, em 8 de dezembro de 1974, atuou com apenas dez jogadores. Jogou desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do Ceub, emprestados ao clube universitário para a disputa da Taça Cidade de São Paulo de Juniors. Um dos jogadores de linha, Roberto, era goleiro.
Em 5 de junho de 1975, o Jaguar solicitou licença pelo prazo de um ano, por não dispor de recursos para participar do certame oficial daquele ano.
Em 1976, o profissionalismo foi definitivamente implantado no futebol do Distrito Federal. O Jaguar nunca mais voltou a disputar uma competição oficial.

 


Mineiro de Uberlândia (MG), Adolfo Luís Rizza chegou para Brasília ainda em 1957. Juntamente com seu irmão Antônio, era proprietário do Posto e Recapagem Colombo, na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, durante a construção de Brasília. Seus irmãos Pedro e Luiz também atuaram como empresários na Cidade Livre.
Formada por vários desportistas, a família Rizza foi a maior incentivadora para a fundação, na Cidade Livre, do Clube Atlético Colombo, em 6 de abril de 1960.
A primeira diretoria do Colombo ficou assim composta: Presidente: Francisco Correia Bento; Vice-Presidente: José Ribeiro Costa, Diretor Secretário: Jason Santana; Diretor Tesoureiro: Manoel Ribeiro da Costa; Diretor Esportivo: Adolfo Rizza e Vice-Diretor Esportivo: Pedro Rizza. Adolfo Rizza também era o representante do clube junto a Federação Desportiva de Brasília – FDB.
As cores oficiais do novo clube foram escolhidas na mesma reunião: amarela e azul.
Disputou campeonatos oficiais da Federação desde o ano de sua fundação até o ano de 1972.
A primeira participação do Colombo em competições oficiais da FDB aconteceu no dia 9 de julho de 1961, no Torneio Início da Segunda Divisão. Ficou com a segunda colocação, perdendo a final para o Guanabara, por 3 x 1. Real e La Salle foram os outros clubes participantes.
Sua estréia no certame da Segunda Divisão de 1961 aconteceu no dia 6 de agosto de 1961. No Estádio “Israel Pinheiro”, o Colombo marcou 3 x 0 no Real.
Depois de dois turnos disputados, chegou a uma melhor-de-três em igualdade de condições com o Guanabara. Após dois empates (1 x 1 e 2 x 2) e uma derrota de 1 x 0 no dia 3 de dezembro de 1961, o Colombo ficou com o vice-campeonato.
Revelaria bons jogadores, tais como Tião I, Vonges, Nilo, Baiano, Ventura, Paulista, Tião II e Cid.
No ano de 1962, já como clube da Primeira Divisão, participou, nos dias 28 de abril e 1º de maio, da Taça Candango, torneio patrocinado pela Companhia Antarctica Paulista, juntamente com Guará, Defelê e Rabello. Foi derrotado pelo Guará.
No Torneio Início de 10 de junho, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, em seu primeiro e único jogo empatou em 0 x 0 com o Defelê, sendo derrotado nos pênaltis por 3 x 1).
No dia 9 de setembro foi até a cidade goiana de Anápolis e trouxe um ótimo resultado: empate de 3 x 3 com o Anápolis.
Sua estréia na Primeira Divisão foi no dia 1º de julho de 1962, no Estádio “Israel Pinheiro”, com vitória de 3 x 0 sobre a A. E. Presidência, com dois gols de Tião I e um de Tião II.
Realizou uma brilhante campanha (18 jogos, 11 vitórias, 3 empates e 4 derrotas; 47 gols a favor e 19 contra), mas ficou com a segunda colocação, atrás apenas do bicampeão Defelê. Dez equipes disputaram o campeonato brasiliense de 1962.
Além da campanha, três jogadores do Colombo terminaram o campeonato entre os quatro maiores artilheiros da competição: 1º Cid, com 14 gols; 2º Tião I, com 11 e 4º Tião II, com 9.
A formação básica foi Chico Itacarambi, Vonges, Nilo, Landulfo (Índio) e Nenê; Paulista (Léo) e Cascorel; Baiano (Almir), Tião I, Cid e Tião II. O treinador era Edvard Brandão.
Ainda neste ano de 1962 teve três de seus jogadores convocados para representarem o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções: os atacantes Cid, Tião I e Tião II. O DF passou por Mato Grosso mas foi desclassificado por Goiás.
Iniciou o ano de 1963 com bons resultados: no dia 17 de fevereiro, em Anápolis, empatou com o clube do mesmo nome em 2 x 2. Um mês depois, novamente em Anápolis, venceu o Ipiranga local por 3 x 2.
No Torneio Início, realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”, chegou até a final, contra o Defelê. No tempo normal de jogo, empate em 1 x 1. Na cobrança de pênaltis, seu ex-jogador Cid (contratado pelo Defelê) decidiu o torneio em favor do seu novo clube, convertendo 2 em 3 cobranças, enquanto Nilo, do Colombo, perdeu dois.
No campeonato, não reeditou sua campanha anterior, ficando em quinto lugar entre nove participantes.
Em 1964, foi aprovada a implantação do profissionalismo no futebol de Brasília e o Colombo resolveu aderir à novidade.
Logo no dia 5 de abril, conquistou um grande resultado ao ganhar o amistoso interestadual contra o Vila Nova (GO), por 3 x 2.
Antes, no dia 8 de março de 1964, estreou no Torneio “Prefeito Ivo de Magalhães” derrotando o Luziânia por 2 x 1. Ficou em terceiro lugar no torneio.
No campeonato de profissionais, que reuniu cinco equipes, estreou com derrota de 3 x 0 para o Defelê, no dia 6 de outubro de 1964. No final do certame, ficou na terceira colocação, atrás de Rabello e Defelê.
Seus maiores destaques foram o goleiro Dico (que mais tarde defenderia o Rabello e o Clube do Remo), o zagueiro Sir Peres e o meio-de-campo João Dutra, além de continuar contando com a eficiência da dupla Tião I e Tião II.
Preparando-se para o campeonato de 1965, disputou alguns amistosos interestaduais, com destaque para estes: 26 de maio – 1 x 2 Moto Clube, do Maranhão, e 27 de junho – 1 x 0 Uberlândia (MG), ambos em Brasília.
No campeonato de profissionais de 1965, disputado por apenas quatro clubes, ficou em segundo lugar, um ponto atrás do Rabello, o campeão, e à frente de Guará e Defelê. Voltou a contar com a força do atacante Cid e teve como treinador Didi de Carvalho.
Em 1966, perdeu João Dutra para o Rabello. Chegou à semifinal do Torneio Início, quando foi derrotado pelo Defelê. No campeonato de profissionais, que passou a contar com sete equipes, ficou em terceiro lugar, e teve o artilheiro
do campeonato, Cid, com 11 gols, e o segundo colocado (junto com outros dois jogadores), Baiano, com 9.
Logo depois, a FDB promoveu o Torneio de Profissionais “Engenheiro Plínio Cantanhede”, com a participação das mesmas equipes que disputaram o campeonato.
O título foi decidido em um jogo extra entre Colombo e Defelê. Aconteceu empate de 3 x 3, com Zezé, Tião e Baiano marcando para o Colombo e Invasão (2) e Sabará para o Defelê. Com o empate, o título foi decidido no “gol-average”, critério que beneficiou o Colombo, declarado campeão do torneio.
Individualmente, o destaque do Colombo foi o zagueiro Juci, que tempos depois defenderia a Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo. Além dele, o Colombo colocou mais dois jogadores na “Seleção do Ano” escolhida pela Editoria de Esportes do jornal Correio Braziliense: o lateral-esquerdo Oliveira e o atacante Cid.
Em 1967, perdeu seu grande artilheiro Cid para o Rabello, o mesmo acontecendo com seu goleiro Dico. Sua primeira competição no ano foi o Torneio Brasil Central, disputado por duas equipes de Goiânia (GO), duas de Anápolis (GO) e mais o Defelê, do DF, de 30 de abril a 28 de junho. O Colombo chegou na sexta e última colocação, sem vitória nos dez jogos que disputou.
Venceu o Torneio Início de Profissionais, no dia 11 de junho. Na decisão: Colombo 1 x 0 Cruzeiro do Sul, gol de Milton (contra).
No campeonato de profissionais, jogando contra outras cinco equipes, ficou com a terceira colocação. O campeão foi o Rabello.
O ano de 1968 já começou ruim para o Colombo depois que Juci e Crispim, dois dos seus melhores jogadores, se transferiram para o América, de Belo Horizonte (MG). E terminou mal, com o clube chegando na quinta e última colocação no campeonato de profissionais de 1968.
Preferiu não se inscrever no campeonato misto (profissionais e amadores) que a Federação resolveu promover em 1969.
Retornou em 1970 e em 2 de maio deste ano realiza Assembléia para escolher sua nova diretoria. O Diretor de Esportes e representante na FDB era Adolfo Rizza.
Não participou do Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, iniciado em 5 de julho de 1970. Por outro lado, tomou parte do campeonato, onde estreou no dia 7 de setembro, com vitória de 2 x 0 sobre o Jaguar, gols de Zequinha e Paulinho. O Colombo ficou com a quinta colocação entre dez equipes.
Não foi bem no Torneio “Governador do Distrito Federal”, primeira competição oficial do ano de 1971 e marcada por muitos WO, pois muitos clubes estavam irregulares (débito com a Tesouraria da FDB) e suspensos de suas obrigações. Disputado por 11 equipes, o Colombo chegou em 8º lugar.
Em compensação, conquistou invicto o título do campeonato oficial de 1971, com direito a vencer os dois turnos disputados.
Em seu último jogo, no dia 31 de outubro de 1971, o Colombo formou com Carlos José, Luiz Gonçalves, Sir Peres, Jonas e Paulo Moreira; Zoca e Pedro Léo; Procópio (Gonçalves), Zé Carlos, Diogo (Hermes) e Macalé.
Foram oito jogos disputados, com cinco vitórias e três empates. Marcou 12 gols e sofreu 3. Somou treze pontos ganhos, quatro a mais que Serviço Gráfico, o vice-campeão. Os demais participantes foram Ceub, Grêmio Brasiliense e Jaguar.
Seus artilheiros foram: Zé Carlos, com cinco gols; Pedro Léo, com 2 e Paulinho, Hermes, Procópio, Macalé e Zoca, todos com um.
O goleiro menos vazado foi Carlos José, do Colombo, com 3 gols sofrido, tendo disputado todas as partidas.
Logo no começo de 1972, mais precisamente em 8 de fevereiro, aconteceu nova Assembléia do C. A. Colombo, para eleição da nova Diretoria. Entre os dirigentes escolhidos estavam o 2º Vice-Presidente João Batista Rizza (filho de Adolfo Rizza) e o Diretor Financeiro: Milton Rizza, primos.
No campeonato daquele ano, que seria o último disputado, o Colombo chegou na terceira colocação entre sete equipes. Foram 12 jogos, com seis vitórias, quatro empates e duas derrotas. Vinte gols a favor e doze contra.
O último jogo disputado pelo Colombo foi no dia 26 de novembro de 1972, no Estádio Pelezão, contra o Ceub. Sob a arbitragem de Alaor Ribeiro, aconteceu empate em 1 x 1. O gol do Colombo foi marcado por Sérgio, do Ceub, contra suas próprias redes.
Numa Assembléia Geral Extraordinária de 16 de agosto de 1973, o Colombo transformou-se em Sociedade Esportiva Bandeirante e tinha como presidente João Batista Rizza. Não disputou nenhuma competição oficial naquele ano.

 

 

 

O Unidos de Sobradinho Atlético Clube foi fundado em 10 de maio de 1962, na cidade de Sobradinho (DF).
Geraldo Ribeiro foi o seu primeiro presidente.
Constam dos seus estatutos dois escudos (conforme acima) e quatro uniformes, a saber:
Uniforme nº 1: camisa azul, calção e meia brancos;
Uniforme nº 2: camisa com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais em azul e branco.
Uniforme nº 3: camisa branca com golas azuis, calção azul e meias brancas.
Uniforme nº 4: camisa azul com três faixas brancas verticais, calção e meias brancas com detalhes em azul.
Filiou-se a Federação Desportiva de Brasília em 1966. Neste ano, participou do campeonato do Departamento Autônomo da F.D.B. Na primeira fase dessa competição, os clubes foram divididos em três seções: Taguatinga, Plano Piloto e Sobradinho. Nesta última, o Unidos de Sobradinho ficou com uma das duas vagas, superando outras quatro equipes, classificando-se para a Fase Final da competição.
Em 1967, novamente disputou o campeonato do Departamento Autônomo (desta vez contando com mais uma seção, a do Gama), passando de novo para a Fase Final, quando chegou na sétima colocação.
Em 1969, foi um dos 24 clubes a disputar o campeonato brasiliense. Em sua estréia, no dia 13 de abril, foi goleado pelo Serviço Gráfico, por 4 x 1. Recuperou-se no jogo seguinte, em 20 de abril, ao golear o Rabello, por 6 x 2.
Sua campanha na Primeira Fase da competição foi muito fraca: nos dez jogos que disputou venceu três, empatou um e sofreu seis derrotas. Marcou e sofreu 18 gols, ficando com 0 de saldo. Com isso, ficou na oitava colocação entre os onze clubes do Grupo A e não passou para a Fase Final (somente os seis primeiros se qualificavam).
De 1970 a 1972, não disputou competições oficiais promovidas pela então Federação Metropolitana de Futebol.
No dia 16 de agosto de 1973 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a filiação do Unidos de Sobradinho.
Inscreveu-se no campeonato brasiliense de 1973, no qual estreou no dia 2 de setembro, sendo derrotado pelo Ceub, por 2 x 0.
Formou com Marcos, Sabará, Sir Peres, Jonas e Xavier; Sidney, Paulinho e Santos; Litinho, Geraldino e Reinaldo (Carrasco).
No primeiro turno, entre 10 times, ficou com a quinta colocação (dois pontos atrás do primeiro colocado, o Ceub) após a seguinte campanha: nove jogos, cinco vitórias, um empate e três derrotas. Marcou 18 gols e sofreu 8.
Veio o segundo turno, e não conseguiu repetir a boa campanha do primeiro. Ficou na sétima colocação. Nos oito jogos que disputou, venceu apenas um, empatou quatro e perdeu três. Marcou oito gols e sofreu 14.
No cômputo geral, somando os dois turnos, ficou com a quinta colocação.
Carlinhos e Santos foram seus artilheiros, cada um com seis gols.
Defenderam o Unidos de Sobradinho: Goleiros – Batista, Marcos e Gato; Defensores – Zezão, Sabará, Sir Peres, Sidney, Orlando e Xavier; Atacantes – Santos, Carlinhos, Litinho, Paulinho, Cid, Wesley, Jonas, Geraldino e Reinaldo. Técnicos: Manga, depois Chileno.
Em 1974, chegou a disputar o Torneio Início, no dia 14 de julho, sendo eliminado logo no primeiro jogo diante do Humaitá.
Disputou ainda o 1º turno do campeonato daquele ano. Antes de ser iniciado o segundo turno, o Unidos de Sobradinho desistiu de continuar disputando o campeonato e a Federação determinou a contagem de pontos para todos os seus adversários.
Em 13 de dezembro de 1974, uma Assembléia Geral Extraordinária decidiu por desfiliar o Unidos de Sobradinho.
Afastado da Federação, o Unidos de Sobradinho disputou a I Copa Arizona de Futebol Amador, que teve início no dia 19 de março de 1975, reunindo 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal.
Em uma das semifinais, o Unidos de Sobradinho marcou 2 x 0 sobre o Penharol, gols de Zezinho e Nidoval-contra.
Na final, em 25 de maio, nova vitória do Unidos de Sobradinho de 2 x 0, desta vez sobre o Humaitá, gols de Chenco.
Disputou as finais da Copa Arizona em São Paulo, nos dias 19, 20, 21 e 22 de junho de 1975 (não temos os resultados), juntamente com Colorado (Paraná), Romeu Martins (Fortaleza-CE), Ajax (Florianópolis-SC), Ouro Verde (Ijuí-RS),
Real Madrid (Belo Horizonte-MG), G. E. 2º Registro (São Paulo-SP) e E. C. Golfinho (Guarulhos-SP).
Antes do início do campeonato oficial de 1975 (no dia 20 de setembro), 13 jogadores que pertenciam ao Unidos de Sobradinho foram transferidos para o Campineira Futebol Clube.
O Campineira acabaria vencendo o campeonato brasiliense de 1975.
Passou, então, a disputar o Campeonato Regional de Sobradinho.
No ano de 1978 voltou a vencer a Copa Arizona de Futebol Amador. Na final, aconteceu empate de 1 x 1 entre Unidos de Sobradinho e Royal. Nos pênaltis, vitória e o título do Unidos de Sobradinho.
Ainda em 1978, participou do 1º Campeonato de Futebol Amador depois da implantação do profissionalismo no Distrito Federal (em 1976). Vinte equipes participaram. O Unidos de Sobradinho ficou entre as oito melhores colocadas na fase semifinal.
Em 1979 não se inscreveu nessa competição.
Daí em diante só disputou competições amadoras em Sobradinho.

Agradecimentos a José Jorge Farah pelo redesenho dos escudos.

 

O Olímpico Atlético Clube foi fundado em 31 de março de 1976, em uma reunião realizada na sede da ASMINTER – Associação dos Servidores do Ministério do Interior, no 11º andar do Edifício Sede do Ministério do Interior, no Setor de Autarquias Sul, em Brasília (DF).

Estiveram presentes à Assembléia que fundou o novo clube Waldyr Mattos Magno, Presidente da Mesa, Aluízio de Melo Cavalcanti, Secretário da Mesa, Antônio Gomes de Magalhães Bastos, Presidente da ASMINTER, Ayrton Emmanuel Leal Chaves,  1º Secretário da ASMINTER, Gentil Rodrigues do Nascimento, Cid Sebastião Leal Chaves, Carlos Eduardo Ferreira, Ivo José Batista e Romildo Moreira Dias.

Foram eleitos por aclamação Ayrton Emmanuel Leal Chaves para Presidente do Olímpico, Gentil Rodrigues do Nascimento para Vice-Presidente e Cid Sebastião Leal Chaves para Diretor de Futebol.

O Olímpico era uma sociedade vinculada a ASMINTER através do seu Departamento de Esportes, com personalidade jurídica distinta da de seus sócios.

As cores oficiais do Olímpico eram vermelha, branca e azul.

No dia 9 de outubro de 1976 aconteceu outra Assembléia que aprovou a desvinculação do Olímpico da ASMINTER.

O novo clube não teve nenhuma atividade entre os profissionais no ano de 1976. Por outro lado, inscreveu-se no campeonato brasiliense de juniors, quando foi 5º colocado no primeiro turno, e segundo do Grupo A no 2º turno, quando os dez
clubes participantes foram divididos em duas chaves, cada uma com cinco clubes.

No ano seguinte, resolveu investir para fazer boa campanha no campeonato de 1977. Contratou jogadores bastante conhecidos no futebol brasiliense como o goleiro Elizaldo, o lateral-artilheiro Aderbal e o centro-avante Humberto.

Estreou no Torneio Imprensa (disputado por 9 equipes) no dia 8 de março de 1977, vencendo o Taguatinga, por 2 x 1. Além desse jogo, teve uma seqüência de quatro jogos sem derrota (0 x 0 Corinthians, 1 x 1 Gama, 2 x 0 Grêmio e 0 x 0 Demabra), até conhecer sua primeira derrota em 16 de abril, diante do Canarinho (2 x 1).

Terminou o torneio na quinta colocação, com a seguinte campanha: 8 jogos, 2 vitórias, quatro empates e duas derrotas, a segunda delas para o campeão Brasília, em 7 de maio de 1976.

Depois disso, ficou de fora do Torneio Incentivo e do campeonato oficial de 1977. Não voltou a atuar em competições promovidas pela Federação Metropolitana de Futebol.

 

O Pederneiras Esporte Clube, assim denominado em homenagem à Companhia
Construtora Pederneiras S. A., foi fundado em 18 de janeiro de 1959, na casa de
Walfredo Aleixo Martins e Souza, situada no Acampamento “Dr. Sérgio Seixas
Corrêa”, na Vila Planalto, em Brasília (DF).

Além de Walfredo, que foi escolhido primeiro Presidente do clube, compareceram
Edgardo Coutinho Gomes, Antônio Batista do Sacramento, Cícero Bezerra da Silva,
Aloísio Queiroz de Araújo, Leorne Feitosa Dantas, Walderez Marques da Silva,
Waldir de Souza Fonseca, Edgard dos Santos, Manoel de Jesus Tôrres Bouéres e
Antônio Batista da Silva.

Na mesma reunião, foram definidas as cores oficiais do novo clube: azul celeste
e branca e também os uniformes, sendo o número 1 constando de camisas listradas
nas cores azul e branca no sentido vertical, com gola e punhos brancos, calção
azul e meias brancas com detalhes em azul; o número dois seria a camisa toda branca
com gola e punhos azuis e os calções azuis e meias iguais ao número 1.

A primeira competição de que o Pederneiras tomou parte foi o Troféu “Israel Pinheiro” (instituído por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., Cesar Ribeiro), a ser disputado pelas companhias construtoras de Brasília.

No sistema “mata-mata”, jogou no dia 12 de junho de 1960, perdendo para a ECRA,
por 2 x 1, sendo eliminado do torneio.

Menos de um mês depois, participou de outra competição, o Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, desta vez misturando clubes de construtoras com equipes filiadas à Federação Desportiva de Brasília.

O Pederneiras caiu na Chave C, juntamente com o Ribeiro, B.G.P. – Batalhão da
Guarda Presidencial e o Caeira (time da Construtora Cavalcante Junqueira).

Estreou no dia 3 de julho, vencendo o Caeira, por 3 x 1. Nos outros dois jogos,
em 10 e 17 de julho, respectivamente foi derrotado pelo B.G.P. (2 x 0) e
goleado pelo Ribeiro (6 x 0).

Somente em 2 de agosto de 1960 a Federação Desportiva de Brasília recebeu o ofício
do Pederneiras para dar andamento no processo de filiação do clube.

Em 26 de agosto aconteceu a Assembléia Geral que aprovou os estatutos do Pederneiras E. C.

Dois dias depois fez sua estréia como novo filiado da Federação, perdendo o
amistoso para o Nacional, por 2 x 1.

Veio o Torneio Início de 1960, no dia 4 de setembro, competição que levou o
nome de Taça “Governador Roberto Silveira”). Solicitaram inscrição 16
clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.

No sexto jogo do dia, o Pederneiras venceu o Nacional, por 2 x 0, com gols de
Gote e Marcionilo. No décimo-primeiro foi derrotado pela A. E. Edilson Mota,
por 1 x 0.

Na Assembléia Geral de 14 de setembro, em virtude do elevado número de clubes
inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio
para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira
Divisão (os dois primeiros colocados de cada grupo) e as oito que comporiam a
Segunda.

Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Pederneiras integrou o Grupo C, com
jogos no campo do Planalto, juntamente com Defelê, Guanabara e o anfitrião.

E foi justamente com o anfitrião Planalto que o Pederneiras iniciou sua campanha,
no dia 18 de setembro, sendo derrotado por 3 x 0.

Recuperou-se plenamente uma semana depois ao golear o Guanabara, por 4 x 1. Os
quatro gols do Pederneiras foram marcados por Cri-Cri.

A terceira e última rodada do torneio classificatório estava marcada para o dia 9 de
outubro, contra o Defelê. Quando a maioria achava que o favorito Defelê fosse
se classificar, o Pederneiras o surpreendeu, vencendo-o por 4 x 3. Os
classificados foram Planalto (em 1º) e Pederneiras (em 2º). Depois, com a
desistência de alguns clubes, o Defelê também garantiria sua vaga na primeira
divisão e acabaria por se tornar o campeão daquele ano.

Na sua primeira participação no campeonato da Primeira Divisão, o Pederneiras
não levou sorte. Algumas obras da Companhia Construtora Pederneiras chegaram ao
seu final e com isso vários operários foram dispensados. Entre eles, vários
jogadores, o que, conseqüentemente, ocasionou o desfalque na equipe de futebol.

O resultado não poderia ser outro: oitavo e último colocado: nos sete jogos que
realizou, perdeu todos. Marcou apenas quatro gols e sofreu trinta e seis. No
dia 18 de dezembro, foi humilhado pelo poderoso Guará, que o goleou pelo
elástico marcador de 10 x 0.

Os vexames de 1960 ainda não tinham terminado.

A Lei de Acesso previa que o último colocado da Primeira Divisão deveria
enfrentar o primeiro colocado da Segunda.

A melhor-de-três entre Pederneiras, último colocado da Primeira Divisão, e
Sobradinho, campeão da Segunda, somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia
5, o Sobradinho goleou por 3 x 0. Para a segunda partida, prevista para o dia
19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho,
classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras
para a Segunda.

No dia 22 de fevereiro de 1961, o Pederneiras encaminhou ofício solicitando seu
desligamento da Federação, dada a extinção do seu quadro de futebol.

Só retornaria ao futebol em 1963, disputando o campeonato da Segunda Divisão
com outros cinco times, mais uma vez realizando péssima campanha.

Em 25 de fevereiro de 1964 aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a reforma
nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol
Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol
Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.

O Pederneiras então passou a integrar a Primeira Divisão de Amadores, cujo Torneio Início foi disputado no dia 10 de maio, no Estádio “Aristóteles Góes”. Logo em sua
primeira participação, foi derrotado por 1 x 0 pela A. A. Guanabara.

Sete equipes, entre elas o Pederneiras, tomaram parte do campeonato oficial da
Primeira Divisão de Amadores, iniciado em 17 de maio de 1964. O primeiro jogo
do Pederneiras aconteceu duas semanas depois, empatando em 1 x 1 com o Nacional.

Encerrado o campeonato, disputado em dois turnos, o Pederneiras foi novamente o
último colocado. Nos doze jogos que realizou, conseguiu apenas uma vitória e um
empate. Marcou seis gols e sofreu vinte e oito.

Em 1965, finalmente, o clube passaria a ter algumas alegrias. Perdeu a final do
Torneio Início para o Vila Matias (1 x 0, em 30 de maio) mas, em compensação,
no campeonato oficial de amadores, disputado por cinco equipes, não deu chance
aos adversários, sagrando-se campeão invicto ao sobrepujar Guanabara, Cruzeiro
do Sul, Grêmio Brasiliense e Vila Matias. Foram oito jogos, com seis vitórias e
dois empates. Seu ataque marcou 23 gols e a sua defesa sofreu 6. Além disso,
teve os dois principais artilheiros da competição, Zezito, com 10 gols, e Zeca,
com 6. Os demais gols foram marcados por Eraldo (3), Doca (2) e Maracanã e
Firmo, um cada.

A formação mais utilizada pelo Pederneiras foi Chico, Tarcízio e Eufrásio; Logodô, Maracanã e Firmo; Zeca, Eraldo, Doca, Zezito e Xixico.

Para o ano de 1966 resolveu apostar suas fichas no profissionalismo. Logo em
sua primeira participação, o Torneio Início disputado em 12 de junho, no novo
Estádio de Brasília (futuro “Pelezão”), venceu o Luziânia, na estréia, por 1 x
0, gol de Zezito, e perdeu no segundo jogo para o Rabello, pelo mesmo placar.

Mas, o grande resultado do ano foi conseguido num amistoso. O Esporte Clube
Bahia, na época com o título de campeão da Taça Brasil de 1959 em cima do
poderoso Santos de Pelé, fez uma excursão ao Distrito Federal para enfrentar
três equipes locais, uma delas, o Pederneiras. Logo em sua estréia, no dia 31
de agosto, o tricolor baiano foi derrotado por 1 x 0. Depois venceria Colombo e
Rabello.

No campeonato de profissionais de 1966, atuando contra seis equipes, realizou
campanha bastante irregular, ficando na quinta colocação, na frente de Flamengo
e Guará. Foram cinco vitórias, dois empates e cinco derrotas. O saldo de gols
foi zero: marcou e sofreu 19 gols.

Logo depois, a Federação realizou outro torneio entre os clubes profissionais, para
homenagear o então Prefeito do Distrito Federal, Plínio Cantanhede.

A campanha do Pederneiras não foi das melhores (ficou em quarto lugar), mas no
dia 10 de novembro de 1966, sentiu um gostinho de vingança ao aplicar 8 x 0 no
Guará, o mesmo Guará que lhe havia imposto aqueles 10 x 0 no campeonato de
1960.

Na categoria “juvenis”, o Pederneiras ficou com o título, com apenas um ponto
perdido na competição. Nas demais colocações chegaram: 2º Rabello, 8; 3º Guará,
10; 4º Colombo, 12; 5º Defelê, 14; 6º Luziânia, 17 e Flamengo, 22. O maior
destaque desse time era o zagueiro Pedro Pradera.

No dia 13 de novembro de 1966, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”, o
Pederneiras enfrentou o Rabello e foi derrotado por 4 x 1. Doca marcou o gol de
honra. Foi a última vez que o time do Pederneiras entrou em campo.

Antes do início do campeonato (20 de julho), o Pederneiras solicitou licença de todas
as suas atividades durante o ano de 1967. Nunca mais voltou!

Nota:
Foram responsáveis pela “descoberta” e “redesenho” do escudo do Pederneiras as
seguintes pessoas: Márcio Almeida, Marcus Amorim, José Jorge Farah Neto,
Rodolfo Kussarev e o autor dessa matéria, José Ricardo Almeida.

 

O Pioneira Futebol Clube foi fundado em 18 de fevereiro de 1974, por servidores da Viação Pioneira e Viação Planeta Ltda., em sua sede social situada a QI 24, Lotes 1 a 27, Setor Norte de Taguatinga.
A diretoria executiva para o biênio 1974/1975 ficou assim constituída:
Presidente: Yukyio Matsunaga, 1º Vice-Presidente: Saburo Matsunaga, 2º
Vice-Presidente: Joaques Makoto Inoi, 1º Secretário: Evandro Alves da Silva, 2º
Secretário: José Weliton Cortes Melo, 1º Tesoureiro: José Braga da Silva, 2º
Tesoureiro: Jeová Dias Monteiro, Diretor Geral dos Esportes: José Macedo
Figueiredo, Diretor Social e Relações Públicas: Francisco Martins Leite
Cavalcante, Diretor de Promoções: Ailton Pereira de Almeida, Diretor
Administrativo: Aquiochi Kawano, Diretor de Patrimônio: Shigueo Matsunaga,
Departamento Médico: Masso Kuriki e Consultor Jurídico: Antônio Lopes Batista.
Nota: os irmãos Matsunaga, de origem japonesa, radicaram-se em Brasília no ano
de 1957, antes mesmo dela ser inaugurada, para dedicar-se a agropecuária. Mais
tarde, constituíram a Viação Pioneira (pertencente a empresa Irmãos Matsunaga
Ltda.), responsável pelo transporte coletivo urbano.
Foram assim definidas as cores oficiais do Pioneira: amarela, verde e vermelho.
O uniforme nº 1 do Pioneira era: camisa amarela, calção azul e meias verdes. Já
o nº 2 tinha: camisa vermelha com faixa horizontal verde, calção branco e meias
vermelhas.
No dia 10 de junho de 1974 aconteceu a Assembléia Geral Extraordinária da
Federação Desportiva de Brasília que concedeu filiação ao Pioneira Futebol
Clube.
Pouco mais de um mês depois, em 14 de julho de 1974, fez sua estréia em
competições oficiais, ao participar do Torneio Início, realizado no Estádio
Edson Arantes do Nascimento, o Pelezão. No primeiro jogo, venceu o Luziânia por
1 x 0 e, no penúltimo jogo, foi derrotado pelo Ceub, também por 1 x 0, não
chegando à decisão.
Uma semana depois estreou no Campeonato Oficial de Brasília, ainda amador. Em
21 de julho de 1974, com gols de Peixoto e Borges, ganhou do Relações
Exteriores, por 2 x 0. Terminou o primeiro turno desse campeonato na terceira
colocação, atrás de Jaguar e Humaitá, com 3 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
Veio o segundo turno e a recuperação, ficando com a primeira colocação e
habilitando-se para decidir o campeonato com o Jaguar, vencedor do primeiro.
Na decisão, não deu chances ao Jaguar, vencendo as duas partidas, no Pelezão. A
primeira, em 1º de dezembro, 3 x 0, gols de Nemias, China e Vital. No segundo,
no dia 8 de dezembro, nova vitória, por 2 x 0, com dois gols de Boy. Jogou a
última partida com essa formação: Adriano, Aldair, Dão (Diogo), Ruy e Vaninho;
Maurício e Nemias; Delfino, Vital (Déo), Boy e Piau. A campanha do campeão foi
a seguinte: 12 jogos, 9 vitórias, 2 empates e 1 derrota; 18 gols a favor e 5
contra. Além do título de campeão, teve os artilheiros do campeonato, Nemias e
Boy, ambos com 6 gols. O técnico foi Eurípedes Bueno de Morais.
Para manter o elenco em forma, nos meses de janeiro e fevereiro de 1975,
realizou quatro amistosos, sendo três interestaduais: no dia 19 de janeiro, no
Pelezão, venceu o G. E. Trindade (GO), por 2 x 0 (gols de Piau e Delfino); uma
semana depois, 26 de janeiro, perdeu para o Ceub por 3 x 0; em 23 de fevereiro,
no Pelezão, empatou de 0 x 0 com o Anápolis (GO) e, três dias depois, novamente
no Pelezão, foi derrotado pelo Rio Branco, de Vitória, por 3 x 1.
Estes foram os quatro derradeiros jogos do Pioneira.
Já no mês de março de 1975 começaram a aparecer os primeiros boatos (logo
confirmados) de que Brasília se preparava para receber outro clube
profissional. O comércio da cidade-satélite de Taguatinga resolveu armar uma
equipe para brigar com o Ceub. Assim, em 1º de julho de 1975, na sede da
Associação Comercial e Industrial de Taguatinga – ACIT, diretores da ACIT, a
Administração Regional de Taguatinga e representantes da Viação Pioneira
promoveram Assembléia Geral Extraordinária para a transformação do Pioneira
Futebol Clube em clube profissional de futebol, a mudança do nome para
Taguatinga Esporte Clube e a troca das cores do uniforme para azul e branca.
Yukyio Matsunaga foi eleito Presidente de Honra do Taguatinga E. C.
No dia 12 de julho de 1975 aconteceu o primeiro amistoso do novo clube,
vencendo a URT, de Patos de Minas (MG), por 2 x 0, no Pelezão.
O Taguatinga viria a ser campeão do DF nos anos de 1981, 1989, 1991 a 1993. Disputou seu último campeonato brasiliense em 1999. Hoje se encontra desativado.

Escudo: Zamorim Futebol de Botão

 

A Associação Atlética e Cultural Mariana do Gama foi fundada em 11 de novembro
de 1962 e tinha por finalidade criar cursos de alfabetização e profissionais,
desenvolver a Educação Física e os desportos, promovendo e organizando jogos,
exercícios desportivos e reuniões sociais capazes de favorecer o desenvolvimento cultural, físico, social e cívico da mocidade do Gama.

Eram duas as categorias de sócios: os efetivos, que eram todos os membros da Congregação Mariana Nossa Senhora Divina Pastora e São Sebastião, do Gama, e os honorários, aqueles que, pertencendo ou não ao corpo social, merecessem essa distinção por deliberação da Assembléia Geral.

Jader Carrijo foi o primeiro Presidente da Cultural Mariana.

As cores oficiais da associação eram o verde, o azul, o amarelo e o branco.

Os uniformes eram os seguintes: um com as camisas verdes, com golas e punhos
amarelos, e o outro branco com duas listras horizontais, punhos e golas azuis.
Os calções e meiões eram azul ou branco.

A única participação da A. A. Cultural Mariana no campeonato de futebol de
Brasília aconteceu em 1969, quando 24 equipes disputaram a competição
(divididas em dois grupos). Na estréia, no dia 13 de abril daquele ano, foi
derrotado pelo Brasília Futebol Clube, de Taguatinga (que nada tem a ver com o
Brasília Esporte Clube, fundado em 2 de junho de 1975), por 3 x 0.

Uma semana depois, em seu campo, derrotou outro time de Taguatinga, o Flamengo,
por 2 x 1. Zé Maria (contra) e Parada marcaram os seus gols.

Terminou a primeira fase na terceira colocação, apenas atrás do Brasília e do
Coenge (que acabaria vencendo o campeonato). Foram doze jogos, oito vitórias e quatro derrotas. Vinte e quatro gols a favor e quinze contra.

Na fase final, disputada pelos 12 melhores colocados da primeira fase (seis de
cada grupo), empatou muitos jogos (seis) e ficou na sétima colocação, com 12
pontos ganhos (mesma pontuação de Brasília e Serviço Gráfico, que levaram
vantagem após aplicação dos critérios de desempate. Foram onze jogos, com três
vitórias, seis empates e duas derrotas. Marcou 16 gols e sofreu 13.
Curiosamente, não foi derrotado pelo campeão Coenge (2 x 2) e pelo vice-campeão
Grêmio Brasiliense (1 x 1).

Os jogadores que defenderam a Cultural Mariana foram:

Goleiros: Sindásio e Faustino;

Defensores: Domingos, Fernando, Crente, Juvenil, Barbosa, Fula, Chiquinho,
Barreto e Dimenor;

Atacantes: Tadeu, Ivan, Paulinho, Mangabeira, Gildásio, Baiano, Jorge e Parada.

No dia 8 de fevereiro de 1970, Amado Inocêncio, presidente da entidade,
convocou uma Assembléia Geral Extraordinária, que foi realizada na sede social
do clube, onde foi decidida a troca do nome do clube, argumentando que o clube
atravessava uma fase muito difícil e que não encontrava apoio da população da
cidade. Surgia, assim, o Clube Atlético Planalto.

O grande legado que a A. A. Cultural Mariana deixou para o futebol do Gama e do
Distrito Federal foi o seu campo de futebol. Naquele local hoje fica a sede da
Sociedade Esportiva do Gama.

 

A Construtora ECRA Limitada, com sede em Fortaleza (CE), foi uma das dezenas de empresas que chegaram para a construção de Brasília, ainda em agosto de 1959. Dentre outras obras, foi responsável pela construção de vários edifícios ministeriais e suas garagens.

Idealizado, fundado e desenvolvido por funcionários e operários dessa construtora, o ECRA Futebol Clube foi fundado em 2 de março de 1960.

Com este nome, participou do Troféu “Israel Pinheiro”, competição que envolveu equipes de outras sete companhias construtoras de Brasília, no sistema “mata-mata”.

No dia 12 de junho, venceu o Pederneiras, por 2 x 1. Uma semana depois, enfrentou o Ribeiro F.C. (promotor do torneio) e também o derrotou, por 3 x 2. Na final, no dia 26
de junho, perdeu para o Nacional, por 2 x 1, ficando com o vice-campeonato.

Entre os jogadores do ECRA destacavam-se o goleiro Gaguinho (um dos melhores de Brasília), Sudaco, Cardoso e Paulista. Sudaco foi médio-volante em vários clubes do futebol brasileiro, dentre os quais São Paulo, Guarani, América (RJ) e América (MG). Depois, passou a ser técnico de futebol.

Nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960, o ECRA inscreveu-se no Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros.

Durante esse torneio, o ECRA passou a denominar-se Associação Esportiva Edilson Mota, em homenagem ao Engenheiro-Chefe da Construtora ECRA Ltda. e presidente de honra do clube e seu fundador, Edilson Nogueira Mota.

Junto a Federação Desportiva de Brasília o ECRA somente solicitou a modificação de seu nome através do ofício nº 11, de 10 de agosto de 1960.

A A. E. Edilson Mota passou a ter em seu uniforme oficial as cores grená e branca (camisa grená, calção branco e meias grenás) e no escudo redondo duas colunas da Alvorada com as iniciais da associação, A. E. E. M.

No Troféu “Danton Jobim” ficou na Chave A, juntamente com Brasil Central, Planalto e Consispa.

Estreou no dia 3 de julho, goleando o Brasil Central, por 7 x 2. No dia 10 de julho, enfrentou a forte equipe do Planalto e foi derrotada por 2 x 0. Voltou a aplicar outra goleada no dia 17 de julho (7 x 1 sobre o Consispa) mas o Planalto venceu o Brasil Central e classificou-se para a fase seguinte.

Como clube filiado à Federação Desportiva de Brasília a primeira competição da A. E.
Edilson Mota foi o Torneio Início, realizado no dia 4 de setembro de 1960, no
Estádio Israel Pinheiro, do Guará.

No quinto jogo do dia, vitória de 1 x 0 sobre o Brasil Central, gol de Alemão. No jogo de número 11, nova vitória de 1 x 0 sobre o Pederneiras, gol de Cardoso. Nas semifinais, ficou no 0 x 0 contra o Rabello (que acabaria vencendo o torneio), sendo derrotado na decisão por pênaltis, por 3 x 2.

Duas semanas depois, em 18 de setembro de 1960, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio
para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira
Divisão e as oito que comporiam a Segunda. Esses 16 clubes foram divididos em 4
grupos. A A. E. Edilson Mota ficou no Grupo A, com jogos no campo do Guará,
juntamente com Guará, Industrial e Sobradinho.

Estreou com derrota pelo placar de 2 x 1 no dia 18 de setembro, frente ao poderoso Guará.

Recuperou-se plenamente uma semana depois (25 de setembro), ao aplicar grande goleada sobre o Sobradinho, por 11 x 0, gols de Gesil (4), Dario (3), Brasil (3) e Pedrão.

Na terceira e última rodada do torneio classificatório, no dia 9 de outubro, outra goleada (5 x 0) sobre o Industrial, garantiu-lhe o segundo lugar do Grupo A e a vaga na Primeira Divisão.

Antes do início do campeonato, no dia 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção. Após uma auditoria na empresa, ficou constatado que os jogadores recebiam seus salários apenas para treinar e jogar no time, o que fez a Companhia solicitar uma definição: ou os jogadores seriam mantidos pelo time, ou retomariam seus postos na empresa. O clube foi dissolvido em ato administrativo. Este fato levou o time a solicitar desfiliação. Com isso aconteceu a transferência de alguns jogadores para outros clubes, destacando-se a de Osvaldo Pio Nogueira para o Defelê, e de Francisco de Assis Florentino para a Liga Anapolina de Futebol.

 

O Esporte Clube Real de Brasília foi fundado em 29 de junho de 1960, por doze funcionários públicos: Aristeu Aragão Filho, Wilson Faria, José Nobre da Conceição, Francisco Alves Vieira, Nilson Faria, Weldas Dias Alves, Mires Lopes de Oliveira, Walter Barnabé da Silva, Salvador de Sá Guimarães, Osiel Simão de Sousa, José Carlos Lima Cauby e Raimundo Maia Filgueiras.
Sua primeira diretoria era composta por Valdivino Pereira de Melo (Presidente),
Lúcio Lima Rey (Vice-Presidente Patrimonial), Gonçalo da Costa Neto
(Vice-Presidente de Esportes), Venerando Vieira Filho (Vice-Presidente Social),
João Batista Ferreira (Vice-Presidente Financeiro), Abílio José Neto (1º
Secretário), Raimundo Maia Filgueiras (2º Secretário), Nilson Faria (1º
Tesoureiro) e Aristeu Aragão Filho (2º Tesoureiro).
Foram aprovados dois uniformes: o primeiro, composto de camisa grená com punhos e golas em azul, calção azul com filete grená dos lados e meias grenás; já o
segundo uniforme era assim: camisa azul, calção branco e meias azuis.
O primeiro jogo do Real foi um amistoso no dia 7 de agosto de 1960, empatando
em 2 x 2 com o Brasil Central.
Três dias depois, 10 de agosto de 1960, teve o seu estatuto aprovado pela
Federação Desportiva de Brasília.
No dia 4 de setembro de 1960, tomou parte da primeira competição oficial
promovida pela Federação, o Torneio Início. Solicitaram inscrição 16 clubes
Conforme previa o regulamento, os jogos foram realizados em dois tempos de dez
minutos cada, sem intervalo. No caso de empate, haveria a decisão por pênaltis,
três para cada equipe, na primeira série. No quarto jogo do dia, o Real foi
derrotado pelo Sobradinho, por 1 x 0, gol contra do zagueiro Pateta.
Duas semanas depois, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), teria
início o torneio que determinaria as oito equipes que disputariam o campeonato
da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Real fez parte do Grupo D, com jogos no campo do Rabello, juntamente com o
clube anfitrião, o Alvorada e o Nacional.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro, o Real
empatou em 1 x 1 com o Alvorada.
Uma semana depois, 25 de setembro de 1960, não resistiu ao poderio do Rabello,
sendo goleado por 6 x 1.
Na terceira e última rodada do torneio classificatório, no dia 9 de outubro,
aconteceu a primeira vitória do Real: 2 x 1 sobre o Nacional.
Após estes resultados, Nacional e Real estavam com três pontos ganhos na
classificação do Grupo D. A goleada sofrida diante do Rabello fez com que
ficasse em terceiro, no critério de desempate saldo de gols.
Aguardando pelo início dos jogos do campeonato da Segunda Divisão, em 16 de
outubro de 1960 realizou um amistoso no campo do Grêmio. O Real venceu o
Defelê, por 1 x 0, gol de Valentim.
Antes disso, em 13 de outubro de 1960, um dos clubes classificados para
disputar a Primeira Divisão, a A. E. Edilson Mota encaminhou ofício a F.D.B.
comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a F.D.B. promoveu um torneio
eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960. O
Real não deu sorte e teve pela frente a fortíssima equipe do Defelê (que
acabaria vencendo o campeonato daquele ano de 1960). Resultado: 6 x 1 a favor
do Defelê e o sonho de passar para a Primeira Divisão desfeito.
Voltando a se preparar para disputar o campeonato da Segunda Divisão, em 21 de
novembro disputou um amistoso com o Brasil Central, vencendo-o por 3 x 0.
O campeonato da Segunda Divisão contou com a participação de seis equipes. Além do Real, estiveram presentes: Guanabara, Brasil Central, Industrial, Sobradinho e o Trópicos. Foi disputado em turno único e o Real ficou com o
vice-campeonato, apresentando a seguinte campanha: cinco jogos, três vitórias,
um empate e uma derrota. Marcou 13 gols e sofreu 6. Somou sete pontos, dois a
menos que o campeão Sobradinho.
Os resultados do Real foram: 04.12 – 2 x 0 Industrial, 11.12 – 3 x 0 Brasil
Central, 18.12 – 2 x 2 Guanabara, 15.01.1961, 1 x 3 Sobradinho e 22.01.1961, 5
x 1 Trópicos.
O jogador Bugue (que mais tarde foi treinador de destaque no futebol de
Brasília) foi a revelação do Real.
Veio o ano de 1961 e a primeira participação do Real no ano foi o Torneio
Início da Segunda Divisão. Ele aconteceu em 9 de julho de 1961. Logo no
primeiro jogo, foi derrotado pelo Colombo, por 1 x 0.
No campeonato da Segunda Divisão, de 6 de agosto a 22 de outubro de 1961, não
foi nada bem, vencendo apenas um jogo nos seis disputados (sofreu cinco
derrotas nos demais).
A situação no Real não era nada boa no ano de 1962. Primeiramente, não enviou
representante para a Assembléia de Clubes realizada no dia 12 de janeiro de
1962. Logo depois, através do Ofício nº 6/62, de 23 de maio, o Real solicitou
dispensa do campeonato de futebol de 1962.
Com isso, perdeu seus dois melhores atletas para o Grêmio Brasiliense: o
goleiro Weldas e o já citado Bugue.
Resolveu retornar em 1963 e disputou o campeonato da Segunda Divisão com outros quatro clubes: Clube de Regatas Barroso, Vila Matias E. C., Dínamo F. C. e
Pederneiras F. C.
O campeonato teve início no dia 13 de julho e término em 5 de outubro de 1963.
O Real teve um péssimo desempenho, ficando na última colocação. O campeão foi o Dínamo, time da Polícia Militar.
No dia 8 de novembro de 1963, aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a
implantação do profissionalismo no futebol de Brasília. Na mesma reunião também foi decidida a desfiliação do Real.

 

Ainda sob a empolgação da conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira, no México, um grupo de amigos se reuniu para fundar um clube esportivo. A reunião aconteceu no dia 15 de julho de 1970, às 20 horas, na residência de Manoel Ferreira de Souza, à Rua 17, Casa 32, no Núcleo Bandeirante.

O nome escolhido para a nova associação foi ESPORTE CLUBE GUADALAJARA. As cores oficiais eram a vermelha e a preta. O primeiro uniforme era formado por camisa com faixas horizontais nas cores vermelha e preta, com golas e punhos pretos, calção branco e meiões com faixas horizontais vermelhas e pretas. No segundo, a camisa era branca, com duas faixas horizontais nas cores vermelha e preta, números vermelhos, calção branco e meiões vermelhos.

Em seguida, procedeu-se a eleição da primeira diretoria do novo clube, que ficou assim constituída: Presidente – Miguel Pereira de Carvalho; Vice-Presidente – Junovaldo Gonçalves Santana; 1º Secretário – João Batista de Morais; 2º Secretário – João Lauriano Lúcio; 1º Tesoureiro – José Pereira  Fernandes; 2º Tesoureiro – José Ribeiro de Souza; Diretor de Esportes – Tirçon Zeferino Gomes; 1º Diretor Social – Isolino Mariano dos Santos e 2º Diretor Social – Geraldo Pedro Antunes.

Pouco tempo depois, o Guadalajara conseguiu construir sua sede na Ceilândia.

O Guadalajara demorou para aderir ao futebol. Somente na reunião de 13 de junho
de 1975 a prática do futebol foi incrementada no novo clube.

No Regulamento Geral do clube, constava: “§ 3º – Determinar que os atletas
adquiram seus materiais esportivos de uso pessoal, tais como chuteira, ataduras, sungas etc., pois o E.C.G. só fornecerá camisa, calção e meiões para os jogos de caráter amistoso ou oficial”.

Mesmo com pouca estrutura, o Guadalajara resolveu participar da sua primeira
competição oficial ainda em 1975.

Foi a I Copa Arizona de Futebol Amador, com início em 19 de março daquele ano.
A competição reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e o
Guadalajara conseguiu terminar entre os oito finalistas.

Logo depois, filiou-se à Federação Metropolitana de Futebol. Nessa condição,
foi convidado a participar de um torneio quadrangular promovido pela Federação
e que contou com as participações de A. A. Relações Exteriores, E. C. Canarinho
e Humaitá E. C.

Fez sua estréia no dia 6 de julho, sendo derrotado pelo Canarinho (2 x 0). No
dia 13 de julho, empatou com o Humaité (1 x 1) e, no dia 3 de agosto encerrou sua participação no torneio sofrendo uma goleada diante da Relações Exteriores (6 x 3). Ficou na quarta e última colocação no torneio.

Voltou a ficar na última colocação no Campeonato Brasiliense de 1975, competição disputada por oito clubes em dois turnos e iniciada no dia 20 de setembro. Formado em sua maioria por ex-jogadores do Colombo e do Piloto, a campanha do Guadalajara foi esta: 14 jogos, 1 vitória, 2 empates e 11 derrotas; 9 gols a favor e 40 contra. Somou apenas quatro pontos ganhos.

Sua única vitória aconteceu no dia 8 de dezembro, no Pelezão: 2 x 1 sobre o Humaitá.

Seus artilheiros foram: Chiquinho (4), Messias (3), Freitas e Durval.

Seu último jogo aconteceu no dia 20 de dezembro, com derrota para o Ceub, pelo
placar de 4 x 2.

No ano seguinte, 1976, foi definitivamente instalado o profissionalismo no futebol de Brasília e o Guadalajara resolveu continuar disputando apenas as categorias de base e, a partir de 1978, o campeonato amador promovido pela Federação de Brasília, sem nenhuma conquista.

 


O Esporte Clube Canarinho foi fundado em 20 de outubro de 1973, na Associação Portuguesa, na cidade de Taguatinga (DF).

As cores oficiais do novo clube eram a verde e a branca.

A primeira diretoria ficou assim composta: Presidente – Manoel Ramos dos Santos; Vice-Presidente – Evilásio Meira de Souza; Secretário Geral – Raimundo Meira de Souza; 1º Tesoureiro – Expedito Geraldo de Lima; 2º Tesoureiro – Alzerino Cardoso; Conselheiro – João Milani de Souza; Diretor de Futebol – Francisco Araújo Freitas; Diretor de Relações Públicas – Severino Erasmo de Lima; Vice-Diretor de Futebol – Ramiro Cardoso e Supervisor de Futebol – Manoel Gomes Feitosa Neto.

Participou da I Copa Arizona de Futebol Amador de 1975, torneio que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e foi iniciada em 19 de março. Não conseguiu classificação dentre os oito finalistas.

No dia 25 de março de 1975 solicitou filiação à Federação Metropolitana de Futebol.

Sua primeira participação em torneios realizados pela Federação aconteceu neste mesmo ano. Foi o Torneio Quadrangular da FMF que contou com quatro clubes: o Canarinho, Guadalajara, Humaitá e Relações Exteriores.

E o Canarinho estreou ficando com o título de campeão. No dia 6 de julho, derrotou o Guadalajara, por 2 x 0. No dia 12 de julho, empate em 0 x 0 com o Relações Exteriores. O título veio após a vitória de 3 x 1 sobre o Humaitá, em 3 de agosto.

Logo depois, foi um dos oito clubes que disputaram o campeonato oficial de 1975. Fez sua estréia no dia 20 de setembro, com vitória de 1 x 0 sobre o Guadalajara, gol de Peba.

No final do campeonato, ficou na sexta colocação, na frente apenas de Humaitá e Guadalajara. Foram apenas duas vitórias (a outra foi contra o Ceub, por 2 x 0, em 8 de dezembro de 1975) nos 14 jogos que disputou. Conseguiu ainda quatro empates. Marcou 16 gols e sofreu 23.

No dia 15 de agosto de 1976 participou da reabertura do Estádio “Chapadinha”, em Brazlândia. Neste dia, em jogo válido pelo campeonato brasiliense de 1976, foi derrotado pelo Brasília, por 1 x 0. A partir desta data, passou a mandar seus jogos neste Estádio, não mais perdendo: 1 x 1 Gama, 3 x 0 Cruzeiro e 1 x 1 Humaitá.

Em 1976 esteve presente no campeonato brasiliense de profissionais. Sua estréia aconteceu no Estádio Pelezão, em 24 de abril, na derrota de 2 x 0 a favor do Ceub. Ficou na quinta colocação no geral, vencendo três dos quinze jogos disputados.

No ano de 1977 tomou parte de três competições. No primeiro deles, o Torneio Imprensa (disputado por nove equipes), de 5 de março a 7 de maio, ficou com o vice-campeonato. Logo depois, participou do campeonato brasiliense de 1977, ficando com a quarta colocação, somando 9 pontos, advindos de três vitórias e três empates nos treze jogos que disputou.

Passou a ficar conhecido nacionalmente de forma negativa, após um amistoso contra o Grêmio, de Porto Alegre, em 23 de novembro de 1977, no Pelezão. No final do jogo o placar apontava 11 x 0 a favor do tricolor gaúcho. Além da impiedosa goleada, teve um prejuízo de mais de 150 mil cruzeiros. Apenas 1.130 pessoas foram ver o jogo, proporcionando a renda de Cr$ 35.690,00. O Grêmio tinha um time fortíssimo e não foi difícil chegar aos onze gols, marcados por Tarcísio (2), Ladinho, Éder (2), Alcindo (3), Vilson e Leandro (2).

Por último, participou do Torneio Incentivo, juntamente com Desportiva Bandeirante, Gama, Grêmio e Taguatinga. Chegou a vencer o segundo turno mas uma suspeita levou a Federação a formular uma consulta ao Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Desportos-CBD com relação a condição de jogo dos atletas profissionais do Canarinho.

Em 2 de fevereiro de 1978, o Esporte Clube Canarinho encaminhou ofício pedindo licenciamento junto a Federação Metropolitana de Futebol, por um ano.

Nunca mais voltou a disputar competições oficiais no Distrito Federal.

 

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Para não deixar a cidade do Núcleo Bandeirante sem futebol, em 8 de novembro de 1975 foi fundado o Demabra Esporte Clube. Suas cores oficiais eram a amarela e a verde.

O clube foi idéia de João Aureliano Rodrigues, proprietário da DEMABRA – Depósito de Madeiras do Brasil Indústria e Comércio, com sede à Avenida Central do Núcleo Bandeirante.

Na reunião que fundou o clube foram eleitos João Aureliano Rodrigues (Presidente) e Geraldo Jacinto de Moraes (Vice-Presidente) do Conselho
Deliberativo, além de escolher os seguintes membros da diretoria: Antônio
Aureliano Rodrigues (Presidente), José Cabral da Costa (1º Vice-Presidente),
Severino Aureliano Rodrigues (2º Vice-Presidente) e Valdemiro Aureliano
Rodrigues (3º Vice-Presidente).

Inscreveu-se no Campeonato do Departamento Autônomo da Federação Metropolitana de Futebol. O certame de 1975 foi disputado por 9 equipes. Apesar de contar em suas fileiras com jogadores que viriam a ter um certo destaque no futebol de Brasília, como Jonas Foca e Uel, além dos irmãos Rizza, Milton e João Batista, não conseguiu passar para a fase final da competição, que reuniu quatro equipes e foi vencida pelo time da Associação dos Servidores do Ministério do Trabalho (ASMIT).

Continuou disputando competições do departamento amador da Federação em 1976. Num torneio pentagonal promovido pela entidade, ficou com quarta colocação.
Tendo em vista que o nome Demabra não encontrava amparo na legislação vigente
para se manter o clube filiado à FMF, no dia 19 de abril de 1977 foi realizada
Assembléia Geral que modificou o nome de Demabra Esporte Clube para Desportiva Bandeirante, nome que foi aprovado por unanimidade após várias discussões.

Colaboração: Marcus Amorim.

 

Não sei se os amigos do blog já conheciam esse escudo. Nas minhas idas e vindas a cartórios e à Federação, encontrei o original e repasso aos amigos, após a colaboração do amigo Marcus Amorim na formatação. Aproveito e conto um pouco da breve história do clube no futebol de Brasília.


O Sporth (com th) Clube Corinthians foi fundado em 16 de fevereiro de 1976 e sua sede ficava na QE 30 – Conjunto E – nº 36, no Guará II.

A primeira diretoria do Corinthians ficou assim formada: Presidente – José de Lourdes Alexandrino; 1º Vice-Presidente – Jorge Alexandrino Nogueira; 2º Vice-Presidente – Pio Jorge Alexandrino. Também foram escolhidos o Presidente e o Vice-Presidente do Conselho Deliberativo, Hélio Duarte Marinho e Sérgio Duarte Marinho, respectivamente. Paulo Roberto Duarte Marinho foi eleito para a Presidência Executiva pelo período de 60 dias a fim de providenciar a regularização do clube junto à Federação Metropolitana de Futebol.

Suas cores oficiais eram a preta e a branca. O uniforme principal tinha camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias pretas. O segundo uniforme era todo branco.

Em 1976, disputou apenas o campeonato de juvenis. No primeiro turno, entre dez clubes, ficou com a quarta colocação. Esse campeonato foi vencido pelo Brasília.

A primeira competição que tomou parte na categoria de profissionais foi o Torneio Imprensa de 1977.

Mesmo contando com vários bons jogadores, como Zé Mauro, Wilson Godinho, Matil, Wanner, Emerson, Péricles de Carvalho, Cláudio e Mineirinho, o Corinthians ficou apenas com a quarta colocação, após 8 jogos, dos quais venceu três, empatou quatro e perdeu apenas um. O Brasília foi o campeão desse torneio.

Sua estréia aconteceu no dia 13 de março de 1977, no Pelezão, com empate de 0 x 0 com o Olímpico.

Não disputou o campeonato oficial de 1977.

No dia 10 de janeiro de 1978, aconteceu a Assembléia Geral do clube que elegeu para Presidente Antônio Martins Filho e Vice-Presidente Almir de Azevedo Vieira.

No dia 26 de março de 1978 estreou no Torneio Incentivo daquele ano, vencendo a Desportiva Bandeirante por 1 x 0. Também neste ano, o Corinthians conseguiu montar uma forte equipe, com jogadores como o goleiro Wilmar Gato, o lateral-direito Ricardo, o zagueiro Gilvan, os meio-de-campo Boni e Jânio e o atacante Aloísio. O técnico era Joaquim Cristiano Araújo Neto, o Bugue, e o massagista Mozair Barbosa.

Ainda assim, ficou na terceira colocação, atrás de Gama e Taguatinga, campeão e vice-campeão, respectivamente.

No dia 16 de abril de 1978 fez parte da história do Estádio do CAVE, no Guará, ao fazer o jogo de inauguração. Perdeu para o Vitória, de Salvador (BA), por 2 x 0. A equipe do Corinthians foi a seguinte: Wilmar (Lúcio), Ricardo, Luciano, Gilberto e Nilton (Gilvan); Boni, Marquinhos e Augusto; Edu (Orlando), Aloísio (Chiquinho) e Wellington.

Pouco mais de um mês depois (29.04) desse jogo, enfrentou outro clube de Salvador, o Bahia, e foi novamente derrotado, por 3 x 1.

Seu último grande jogo aconteceu em 22 de junho de 1978. No CAVE, perdeu para o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, por 1 x 0.

Nunca mais disputou competições em Brasília.

 
1º – 1997 – Brasília (DF)
CAMPEÃO: Universidade Católica de Goiânia – UCG (GO)
VICE-CAMPEÃO: Centro Universitário Sant’Anna – UniSANT’ANNA (SP)
3º COLOCADO: Universidade Presbiteriana MACKENZIE – São Paulo (SP)
4º COLOCADO: Universidade Católica de Brasília – UCB (DF)
2º – 1999 – Aracaju (SE)
CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
VICE-CAMPEÃO: Universidade Presbiteriana MACKENZIE – São Paulo (SP)
3º COLOCADO: Universidade Tiradentes – UNIT – Aracaju (SE)
4º COLOCADO: Universidade de Fortaleza – UNIFOR (CE)

– 2000 – Planaltina e Sobradinho (DF)
CAMPEÃO: Universidade Presbiteriana MACKENZIE – São Paulo (SP)
VICE-CAMPEÃO: Universidade de Fortaleza – UNIFOR (CE)
3º COLOCADO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
4º COLOCADO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
4º – 2001 – Brasília (DF)
CAMPEÃO: Universidade Paulista – UNIP (SP)
VICE-CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
3º COLOCADO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
4º COLOCADO: Universidade Católica de Goiânia – UCG (GO)
5º – 2002 – Natal (RN)
CAMPEÃO: Universidade Católica de Goiânia – UCG (GO)
VICE-CAMPEÃO: UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RN)
3º COLOCADO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
4º COLOCADO: Universidade Presbiteriana MACKENZIE – São Paulo (SP)
6º – 2003 – Vila Velha (ES)
CAMPEÃO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
VICE-CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
3º COLOCADO: Universidade Paulista – UNIP (SP)
4º COLOCADO: FINAC – Faculdade Nacional – Vitória (ES)
7º – 2004 – Fortaleza (CE)
CAMPEÃO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
VICE-CAMPEÃO: UNIVERSO – Universidade Salgado de Oliveira – Goiânia (GO)
3º COLOCADO: UCSAL – Universidade Católica do Salvador (BA)
4º COLOCADO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
8º – 2005 – Goiânia (GO)
CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
VICE-CAMPEÃO: UNIVERSO – Universidade Salgado de Oliveira – Goiânia (GO)
3º COLOCADO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
4º COLOCADO: Universidade de Rio Verde – FESURV (GO)
9º – 2006 – Recife (PE)
CAMPEÃO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
VICE-CAMPEÃO: UNIVERSO – Universidade Salgado de Oliveira – Recife (PE)
3º COLOCADO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
4º COLOCADO: UniBH – Universidade de Belo Horizonte (MG)
10º – 2007 – Goiânia (GO)
CAMPEÃO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
VICE-CAMPEÃO: FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências – Salvador (BA)
3º COLOCADO: UNIVERSO – Universidade Salgado de Oliveira – Goiânia (GO)
4º COLOCADO: Universidade FEEVALE – Novo Hamburgo (RS)
11º – 2008 – Curitiba (PR)
CAMPEÃO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
VICE-CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
3º COLOCADO: FABAVI – Faculdade Batista de Vitória (ES)
4º COLOCADO: UNIVERSO – Universidade Salgado de Oliveira – Goiânia (GO)
12º – 2009 – Vitória (ES)
CAMPEÃO: Universidade FEEVALE – Novo Hamburgo (RS)
VICE-CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
3º COLOCADO: FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências – Salvador (BA)
4º COLOCADO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
13º – 2010 – Aracaju (SE)
CAMPEÃO: Universidade Vila Velha – UVV (ES)
VICE-CAMPEÃO: UPIS – União Pioneira de Integração Social – Brasília (DF)
3º COLOCADO: FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências – Salvador (BA)
4º COLOCADO: Universidade Católica de Brasília – UCB (DF)
O 14º
Campeonato Brasileiro acontecerá em outubro próximo, na cidade de São Paulo.
Fonte:
Confederação Brasileira de Desporto Universitário – CBDU

 

 

Pode parecer estranho, mas para chegar até o Cruzeiro temos que passar pelo Flamengo!

O Flamengo Esporte Clube foi fundado em 9 de março de 1976, em reunião realizada no auditório do Hospital das Forças Armadas, na cidade-satélite do Cruzeiro.

No mesmo dia foi eleita a primeira diretoria do clube, assim composta: Presidente – Armando Ribamar de Carvalho; Vice-Presidente – Genibaldo Fernandes Mendonça; 1º Secretário – Gildásio Gomes de Lima; 2º Secretário – Dineir Arcanjo de Almeida; 1º Tesoureiro – Gabriel Araújo de Almeida; 2º Tesoureiro – João Evangelista Silva; Diretor Técnico – Roberto Parentoni Martins; Chefes do Departamento de Futebol – Fernando Ignácio Baracho Martins e Arlindo Benício da Silva; Chefe do Departamento de Futebol Feminino – Maria Helena Pires Mello Alves; Chefe do Departamento Médico – Jarbas Passarinho Junior; Chefe do Departamento Social – José Odonor da Costa Ribeiro Filho; Chefe do Departamento de Carnaval – Gilvan Gomes de Lima e Preparador Físico – Sílvio Delmar Hollembach.

Na hora de escolher o nome do novo clube, um dos presentes, Joaquim Pereira de Barros, apoiado por uma pequena minoria, quis saber o motivo de ser Flamengo e não Cruzeiro. O Presidente eleito defendeu a tese de que o nome “Flamengo” poderia ser de âmbito regional e angariar a simpatia e o apoio de toda a população do Distrito Federal, enquanto que o nome “Cruzeiro” ficaria restrito àquele local.

Conforme seu estatuto, as cores da nova associação passaram a ser vermelha, preta e branca. O uniforme seria camisa com listras vermelhas e pretas na horizontal, calção branco e meias com listras vermelhas e pretas também na horizontal.

Pouco mais de um mês depois de sua fundação, o Flamengo teve a honra de participar do primeiro jogo da nova era do futebol profissional do Distrito Federal. No dia 21 de abril de 1976, no Estádio Pelezão, o rubro-negro perdeu para o Taguatinga, por 3 x 0. Formou com Arnaldo, Luís Carlos, Miltão, Jailton e Jorginho; Paulinho, Joel e Eudo; Chagas, Dicemir e Jonas. O treinador era Fernando Baracho.

Terminou o primeiro turno na sétima e penúltima colocação, com três pontos
ganhos, provenientes de uma vitória de 2 x 0 sobre o Gama e um empate de
1 x 1 com o Canarinho. Os três gols do Flamengo no turno foram marcados por Itamar.

Antes de começar o segundo turno, no dia 8 de junho de 1976 foi realizada uma Assembléia Geral Extraordinária. Acolhendo aos desejos expressos dos moradores do Cruzeiro, dos torcedores do Flamengo E. C., dos cronistas esportivos e, acima de tudo, a intenção da Federação Metropolitana de Futebol de ter em cada cidade-satélite o seu representante com o respectivo nome, foi aprovada por unanimidade a mudança na denominação de Flamengo Esporte Clube para CRUZEIRO ESPORTE CLUBE.

As cores da nova associação passaram a ser azul e branca e o uniforme semelhante ao do Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG).

Entre o processo de aguardar o expediente com a autorização da Federação e após o devido registro em cartório, o clube continuou disputando o campeonato com o
nome de Flamengo.

O primeiro jogo com o nome de Cruzeiro somente aconteceu em 29 de agosto de 1976, diante do Grêmio Brasiliense, já pelo terceiro turno do campeonato daquele ano. Derrota de 2 x 1, com Zé Carlos marcando o gol cruzeirense.

Somando os pontos dos três turnos do campeonato, o agora Cruzeiro terminou na última colocação. Foram 14 jogos, uma vitória, dois empates e onze derrotas. Marcou sete gols e sofreu 29. Como consolo, foi campeão da Taça Disciplina de 1976, com 89 pontos negativos.

O Cruzeiro melhorou bastante o seu rendimento em 1977. Na primeira competição oficial do ano, o Torneio Imprensa, emplacou três vitórias seguidas (3 x 1 Gama, 2 x 1 Canarinho e 3 x 1 Demabra) para depois não vencer mais. Além desses resultados, conseguiu um honroso empate com o poderoso Brasília (que se sagrou campeão do torneio). Chegou em quarto lugar no torneio, somente um ponto atrás dos segundos colocados Canarinho e Corinthians. Nos oito jogos que disputou, obteve três vitórias, três empates e duas derrotas. Marcou dez gols e sofreu 9.

Um dos jogadores que mais chamava a atenção no Flamengo era o goleiro Cacalo, com suas roupas extravagantes (bermudas berrantes, boné e gravata), espelhando-se no seu ídolo, o goleiro argentino Miguel Angel Ortiz, na época defendendo o Atlético Mineiro.

Se a parte técnica deu sinais de melhoria, o mesmo não aconteceu com a administrativa. Por vários motivos, expostos adiante, o Cruzeiro não disputou o campeonato de 1977.

Para piorar ainda mais a situação caótica em que se encontrava, em 18 de novembro de 1977, o maior incentivador do Flamengo/Cruzeiro, o sargento Armando Ribamar de Carvalho, renunciou à Presidência do clube.

Dentre outras coisas, alegou falta de apoio dos diretores do Cruzeiro (afirmando que houve deserção total), a falta de respaldo financeiro e o desinteresse dos moradores da cidade-satélite. Além disso, tinha que pagar as dívidas que foram feitas em seu nome. O Cruzeiro tornou-se o maior devedor da Federação, acumulando dívidas de mais de Cr$ 30.000,00.

Logo depois, Armando tomou posse como 2º Vice-Presidente da Desportiva Bandeirante.

O Cruzeiro encerrou suas atividades em 1978.

Colaboração: Marcus Amorim.

 

 

Caríssimos,

Na busca por novas matérias e novas pesquisas para serem postadas no blog Almanaque do Futebol Brasiliense, encontrei num cartório de Brasília um papel timbrado com o escudo do Piloto Atlético Clube, que estou disponibilizando aos amigos do História do Futebol, bem como um pequeno histórico.

Quero deixar registrado o meu muito obrigado ao Marcus Amorim, que redesenhou o escudo.

PILOTO ATLÉTICO CLUBE

O Piloto Atlético Clube foi fundado em 25 de agosto de 1967, após reunião realizada na sala nº 703, no 7º andar do Edifício Seguradoras – IRB, da qual participaram 27 pessoas.

Sua primeira diretoria foi assim formada: Presidente – Carlos Adalberto Estuqui; Vice-Presidente – Idílio Lóss; Secretário – Renato Antônio Maia; Vice-Secretário – José Eduardo Perdigão da Cunha; Tesoureiro – Lacir Evander Coutinho; Vice-Tesoureiro – Márcio Cyrne de Macedo; Diretor de Esportes – Sirineu Lasmar de Melo; Diretor Social – Dirceu Ramos da Silva; Diretor de Patrimônio – Martiniano Alves Coelho; Diretor Técnico – Alício Santos. Suplentes da Diretoria – Carmelito Cardoso da Silva, Luiz Araújo de Souza, José Gonçalves Ribeiro Filho, Hilton Ladislau de Moura e José Paulino da Silva.

Depois de efetivarem a composição do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, foram definidas que as cores cinza e branca seriam as oficiais do clube, a figurarem em bandeiras, flâmulas, uniformes e em todos os papéis do clube.

Embora fundado na vigência do profissionalismo, só disputou campeonatos amadores até filiar-se à Federação Desportiva de Brasília em 1969, quando tomou parte do campeonato daquele ano.

Seu começo foi animador. Em sua primeira participação oficial, no dia 20 de abril de 1969, no Estádio Pelezão, com arbitragem de Silvio Fernandes, venceu o Atlas por 7 x 0. Magno (2), Melinho (2), Lula, Orlando e Paulo Roberto (contra) marcaram os gols do Piloto. Aplicou outra goleada no dia 26 de abril, desta vez sobre o Alvorada, por 4 x 0. Empatou em 0 x 0 com o Serviço Gráfico em 4 de maio, venceu o Unidos de Sobradinho por 2 x 1 (11.05) e conheceu sua primeira derrota em 18 de maio, diante do Rabello (3 x 2).

No total, no primeiro turno, foram 10 jogos. Ficou em quinto lugar no Grupo A, o que lhe deu o direito de passar para a Fase Final, que reuniria doze clubes (os seis primeiros colocados de cada grupo).

Também começou bem a Fase Final, com vitórias sobre dois fortes times de Taguatinga: 3 x 2 no Flamengo e 1 x 0 no Brasília. Depois disso, perdeu mais do que ganhou e ficou com a oitava colocação. Foram onze jogos, com cinco vitórias, um empate e cinco derrotas. Marcou 14 gols e sofreu 19. Defenderam o Piloto os goleiros Moacir e Marcinho; os zagueiros Orlando, Moacir II, Walmar, Délio, Japão, Afonsinho, Maruim e Jackson e os atacantes Sabino, Melinho, Tote, Baixinho, Lula, Irineu, Borales, Alemão, Magno e Sinval.

Foi muito mal nas duas competições oficiais que disputou em 1970. Na primeira, o Torneio “Governador Hélio Prates da Silveira”, com oito equipes participando, ficou com a sétima colocação. Nos sete jogos que disputou, venceu apenas um, empatou dois e perdeu quatro. Foram oito gols a favor e treze contra. Também não foi nada bem no campeonato oficial de 1970, disputado por dez equipes, quando chegou na oitava colocação, não se classificando para disputar a Fase Final (somente os seis primeiros colocados a disputaram). Com apenas duas vitórias e três empates nos seus 9 jogos, somou sete pontos. Seu artilheiro foi Paulinho, com cinco gols.

Como curiosidade, registramos que o primeiro jogo na Loteria Esportiva envolvendo clubes de Brasília aconteceu no Concurso Teste nº 16, com jogos nos dias 19 e 20 de setembro de 1970. Neste jogo, o Piloto perdeu para o Planalto, por 2 x 1. Coluna 2!

Em 1971, quase chegou ao fundo do poço. Novamente foi muito mal no Torneio Governador do Distrito Federal, chegando ao ponto máximo de ser penalizado com a perda de pontos em alguns jogos por não estar em dia com os “cofres” da Federação Desportiva de Brasília. Ficou com a nona posição, na frente apenas de Coenge e CSU, que desistiram do campeonato antes do seu término. Seu último jogo aconteceu em 9 de maio de 1971, com vitória de 2 x 1 sobre o Gaminha, pelo Torneio Candango, no campo da Cultural Mariana, no Gama, com arbitragem de Amauri de Barros. Itamar e Zé Grilo marcaram para o Piloto e Chiquinho para o Gaminha. Três dias depois (12.05.1971), o Piloto encaminhou ofício a Federação Desportiva de Brasília solicitando dispensa da participação nos três últimos jogos do Torneio Candango. Apesar de ter a solicitação indeferida, ainda assim não compareceu aos jogos.

A situação ficou tão crítica que nem se inscreveu para participar do campeonato de 1971. Retornou em 1972, quando tentou montar um bom time com as contratações de jogadores veteranos, como o goleiro Matil e o ponteiro Manoelzinho (ambos ex-Civilsan), e jovens promessas, como Péricles de Carvalho (ex-Defelê). Chegou na quarta colocação, com a seguinte campanha: 12 jogos, 4 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Marcou 13 gols e sofreu 16. Totalizou 12 pontos ganhos. Sete equipes participaram desse campeonato, vencido pela A. A. Serviço Gráfico. Péricles foi o artilheiro do time com 4 gols. Como consolo, ganhou a Taça Disciplina, com 11 pontos negativos. Defenderam o Piloto em 1972 os seguintes jogadores: Goleiros: Bonomo, Toninho, Matil, Waldemar e Ernani; Defensores: Célio, Walter, Junior, Quarenta, Lima, Amaury e Piau; Atacantes: Manoelzinho, Paiva, Sabará, Heitor, Paulinho, Valdecy, Tião, Péricles, Zé Grilo e Zequinha. O treinador era Didi de Carvalho.

Quando se esperava por um equilíbrio, isso não aconteceu. Em 1973, chegou a se inscrever no campeonato, mas depois desistiu, antes do seu início (em 25 de agosto de 1973). Desfiliou-se neste mesmo ano, segundo algumas fontes após perder o apoio da TCB – Transportes Coletivos de Brasília, empresa estatal de transportes do Governo do Distrito Federal.

 

 

Depois que vi surgirem blogs especializados no futebol de outros Estados do Brasil, principalmente o “Baú Velho”, muito bem administrado por meu amigo amazonense Carlos Zamith, passei a pensar em fazer algo semelhante em relação ao futebol de Brasília.

Neste novo blog, tentarei divulgar um pouco mais da história do futebol de Brasília, iniciada bem antes da inauguração da nova Capital do Brasil, em abril de 1960. Seus clubes, seus craques, dirigentes, jogos históricos, fatos e fotos, principais acontecimentos que fizeram Brasília vibrar com o futebol!

A maior parte do material a ser disponibilizado neste blog vem de uma grande pesquisa que fiz, por vários anos, em centros de documentação de jornais, bibliotecas e até mesmo entrevistando ex-jogadores e ex-dirigentes, conseguindo reunir vasto material histórico. Talvez o lógico fosse guardar todo esse material para, um dia quem sabe, editar um livro. Mas os anos se passaram e nunca houve interesse das entidades oficiais e muito menos de alguém querendo ajudar nas despesas de publicação da obra.

Para não ficar mais alguns anos com essas informações escondidas dentro de armários empoeirados, resolvi lançar o blog.

Não precisa dizer que conto com a colaboração de todos os amigos que aprenderam a gostar do futebol de Brasília, enviando comentários e críticas construtivas.

A partir de amanhã, estarei colocando as postagens.

O endereço é o seguinte:

http://historiafutebolbrasiliense.blogspot.com/

 

Caros,

Segue o escudo da Associação Atlética Guanabara, de Brasília (DF). O mesmo foi tirado de uma faixa de campeão de um ex-jogador do clube.

Guanabara_1

 

Rabello+-+DFCaros,

A fim de esclarecer uma dúvida surgida na semana passada, publico o escudo oficial do Rabello, de Brasília.

A próxima dúvida a ser esclarecida será a do escudo do Guanabara.

TIREI DO VIDEO..EDU

rabello

 

E este eu tirei da faixa de campeão de um ex-jogador do Rabello. Por enquanto, vai perdurar a dúvida se as letras de cima eram vermelhas ou pretas.

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Patrocinado pela Federação Paulista de Futebol, realizou-se no dia 15 de outubro de 1933, à tarde, no campo do C. A. Juventus, um encontro amistoso entre o selecionado oficial daquela Federação e o primeiro quadro do Botafogo F. R., do Rio de Janeiro.

Era uma partida em torno da qual reinava grande interesse, considerando-se o fato de ser a primeira vez que iria atuar a seleção de amadores de São Paulo e contra um conjunto que muito se tem imposto na Capital da República, tendo sido o campeão carioca do último ano.

Entretanto, a partida não correspondeu à expectativa. Ambos os contendores tiveram atuação que muito deixou a desejar. Foi completamente falho de técnica, se bem que equilibrado, motivo porque, achamos que um empate seria um resultado mais justo.

Os dois quadros agiram, em verdade, com muito entusiasmo, mas quase completamente desorientados. Os passes trocados entre os 22 elementos, com raras exceções, eram indecisos e falhos. Tivemos mesmo a impressão que muitos jogadores se encontram bem fora de forma, quer no onze paulista, quer no carioca.

Momentos houve, não resta dúvida, em que algumas jogadas puderam empolgar a pequena assistência, mas esses momentos eram logo desfeitos com um chute desorientado de algum jogador.

Poucas foram as avançadas, de ambas as partes, que terminaram com bom arremate e, conseqüentemente, puderam proporcionar defesas perigosas.

A linha atacante dos guanabarinos, sem o concurso de Nilo e Paulinho, não se entendia. Somente Carvalho Leite teve ocasião de demonstrar que ainda possui um jogo mais ou menos técnico, com os seus passes sempre bem orientados, mas inutilizados por seus companheiros.

O quinteto atacante paulista teve em Raul e Barão os seus dois melhores homens.

Foi, como vemos, uma partida onde a técnica foi substituída pela grande vontade de vencer de que se achavam possuídos os jogadores em campo.

Arbitrou o encontro o Sr. Mário Passerotti, cuja atuação foi bastante fraca. Mostrou-se, não poucas vezes, indeciso, o que prejudicou sobremaneira o desenvolver do prélio. Anulou um tento marcado por Carvalho Leite, ponto esse que, ao nosso ver, foi bastante lícito, para, logo a seguir, consignar um dos paulistas, marcado por Pupo, quando este jogador se encontrava em visível impedimento.

OS QUADROS

Os conjuntos jogaram com as seguintes organizações:

BOTAFOGO: Victor, Ludovico e Vicente; Mosqueira, Ariel e Pamplona; Átila (Waldyr), Eloy, Carvalho Leite, Jayme e Pirica.

FEDERAÇÃO PAULISTA: José Roberto, Nenucho e Segalla; Nerino, Dudu e Munhoz; Raul, Barão, Miguel, Ratto e Pupo.

Fonte: Folha da Noite, 16.10.1933.

Notas do Jornal do Brasil:

1. Com seis minutos de jogo, Raul marca o primeiro gol da seleção paulista;

2. Aos trinta e três minutos, Segalla tem uma indecisão, do que se aproveita Carvalho Leite para empatar;

3. O primeiro tempo termina com empate em 1 x 1;

4. Carvalho Leite fez um gol que o árbitro anulou por impedimento;

5. Nos últimos momentos do jogo, Pupo consegue fazer o segundo ponto dos paulistas. O segundo tento os locais foi feito quando Pupo estava em impedimento e o árbitro não assinalou.

 

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