Em 1981, um resultado inacreditável derrubou as apostas da loteria esportiva no Brasil inteiro.

A zebra foi tão impressionante que deve ter surpreendido até a zebrinha do Fantástico, que anunciava os 13 resultados da loteria esportiva no programa Global, entre os anos 70 e 80.

Esse é o tipo do jogo que nem o próprio torcedor do Brasília teria coragem de apostar em uma vitória do colorado candango.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para entender melhor essa zebra que entrou pra história, devemos compreender a situação das duas equipes naquele grupo B da Taça de Ouro da Copa Brasil – equivalente a uma das fases do Brasileirão de 1981.

Parecia que o Grêmio venceria com enorme facilidade, pois fazia 14 jogos que o tricolor, atual campeão gaúcho, não perdia no Olímpico.

O Brasília, que tinha no uniforme as cores do rival gremista, chegou com uma campanha ruim e sem nenhuma expressão nacional, tendo apenas seis anos de existência. Além disso não tinha campo para treinar, os salários eram baixos e a infra-estrutura da equipe era precária.

Logo aos 40 segundos de partida, Tarcísio abriu o placar para os gaúchos.

E devido ao domínio dos gremistas ninguém imaginava nada diferente de uma goleada dos gaúchos.

A classificação gremista estava praticamente garantida, enquanto para o Brasília isso só aconteceria se a equipe do planalto central vencesse o Grêmio e o Goiás.

Nem a própria torcida esperava isso, depois das várias derrotas na competição e do fato do time chegar desfalcado para o confronto em Porto Alegre.

Mesmo assim, com tudo e todos contra, em 3 minutos os atletas do Brasília fizeram um estrago inimaginnavel.

No despretensioso chutão de Aluísio, aos 23, que surpreendeu Leão, começou o pesadelo gremista.

Aos 25 Vander concretizou a virada absurda até então.

O Grêmio ainda empatou o jogo aos 39, com um gol irregular de Dirceu, completamente impedido.

Para os que acharam que a camisa do Grêmio pesaria na decisão do juiz, a atitude precisa do árbitro Iolandro Rodrigues ao anular o gol, foi o justo e derradeiro ponto final desse surpreende episódio do futebol brasileiro.

 

 

 

 

 

 

Essa vitória por 2×1 foi o maior feito da história do Brasília E. C. que quatro dias depois perdeu de 1×0 para o Goiás e foi eliminado do Brasileirão daquele ano.

Essa vitória totalmente fora de órbita não atrapalhou o Grêmio, que seguiu em frente e foi campeão nacional de 1981.

A proporção daquele episódio pode ser melhor compreendida quando se vê as matérias do Correio Brasiliense sobre a partida.

O Brasília com o passar dos anos caiu no ostracismo e mergulhou numa crise administrativa, que nem o fato de ter se tornado o clube-empresa privado do Brasil, conseguiu amenizar.

Maus resultados, prejuízos e dívidas levaram o time a interromper as atividades profissionais em 2005.

Um ano depois o time ressurgiu das cinzas e com seis anos de luta saiu da terceira divisão do DF para a primeira divisão, sendo premiado com o vice campeonato estadual de 2009 e uma participação na série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

A vitória que não valeu muita coisa para o Brasília no campeonato daquele ano, tornou-se inesquecível para sua torcida e para todos aqueles que marcaram coluna um naquele fatídico jogo da loteria esportiva.

Grêmio 1 x 2 Brasília
Grêmio: Leão, Dirceu, De Leon, Vantuir, Uchôa; China, Renato Sá (Vilson Tadei), Paulo Isidoro; Baltazar (Heber), Odair e Tarciso. Técnico: Ênio Andrade.
Brasília: Deo, Luisinho, Foca, Mario, Zé Mario (Ricardo); Alencar, Marco Antônio, Vander; Afonso, Aluísio (Paulinho) e Willian. Técnico:Alaor Capela.
Gols: Tarcísio aos 40seg; Aluísio aos 23 e Vander aos 25 do 2º tempo
Cartões amarelos: Deo (Brasília).
Estádio: Olímpico de Porto Alegre (RS).
Data: 15/02/1981.
Árbitro: Iolando Rodrigues (SC)

Fontes: “Quando a zebra entra em campo” e  globoesporte.com

 

 Em pé: Valdir. Enio Rodrigues. Oby. Valdo. Ivo e Orlando.

Agachados: Carlito. Breno. Pedrinho. Enio Rodrigues e Orcely.

 

Esquadrão do Renner de Porto Alegre no primeiro jogo contra a Seleção Alagoana em excursão a Alagoas

Em 1954 o Renner de Porto Alegre jogou duas partidas em Maceió. Era o primeiro clube gaúcho a visitar o Estado Nordestino.

Tinha conquistado o campeonato gaúcho da temporada e veio com muito cartaz. Possuía grandes jogadores e, alguns deles terminaram jogando na seleção brasileira.

O 1º jogo aconteceu no dia 27 de dezembro. O Renner perdeu para a Seleção Alagoana por 3 x 2. Um resultado que foi contestado pelos gaúchos que não aceitaram o segundo pênalti marcado pelo arbitro alagoano, Adalberto Silva. O goleiro Valdir de Moraes não quis ficar no gol para a cobrança. O juiz mandou cobrar com o meta gaúcha vazia. Era o gol da vitória alagoana. Orizon fez os dois de pênalti e Géo completou os gols do locais. Joeci e Enio Andrade marcaram para o Renner.

O jogo foi bom até o momento em que o juiz assinalou o segundo pênalti contra os visitantes.

O marcador era de 2 x 2 e demonstrava o equilíbrio entre as duas equipes.

Depois de muita conversa os dirigentes azulinos conseguiram convencer os gaúchos a retornarem ao campo e terminarem o jogo.

Foram os piores momentos da partida.

O Renner fazendo o tempo passar.

A seleção perdeu o interesse pelo jogo e a própria torcida não sentiu mais nenhuma emoção pela vitória.

A Seleção Alagoana venceu com Epaminondas. Dirson e Orizon. Piolho. Zanélio e Mourão. Cão (Helio Miranda). Dida. Cécé. Bequinho (Tonheiro) e Géo.

Três dias depois, no mesmo campo do mutange, o Renner voltou para enfrentar o CSA.

Os gaúchos exigiram que o juiz fosse Aparicio Viana que acompanhava a delegação na temporada pelo Nordeste.

O resultado final foi de 1 x 1.

O CSA com um time bem entrosado realizou uma grande exibição.

O Renner, esquecendo os problemas do domingo, também fez por merecer os elogios.

O publico assistiu um grande espetáculo. Um futebol de alto nível. Os alagoanos começaram de forma arrasadora. Assinalaram seu gol através do ponteiro Géo e realizaram um jogo de boa técnica e rapidez nas jogadas. No segundo tempo, os alagoanos cansaram e os gaúchos continuaram com a mesma regularidade.

E mantendo o ritmo, chegaram ao empate através de Juarez. Foi um grande jogo e que apagou a má impressão deixada na partida anterior quando os lamentáveis acontecimentos envolveram os jogadores do Renner e o juiz Adalberto Silva.

O CSA jogou com Almir. Paulo Mendes e Orizon. Piolho. Zanelio e Napoleão. Italo (Deda). Dida. Sued. Netinho e Géo.

O Renner com Valdir (Albertino). Enio Rodrigues. Léo (Ody). Ivo Medeiros (Gago). Bonzo (Valdo) e Orlando. Carlito. Breno. Pedrinho (Juarez). Enio Andrade e Joeci (Orely).

 

FONTES: Esquadrões de Futebol – Futebol Gaúcho – Wikipédia – História do Futebol Alagoano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Equipe adulta do E C Santa Odila que participou do campeonato da 1a. Divisão promovido pela Liga Campineira de Futebol em 1965.

 

FONTE: site Liga Campineira

 

 

 

Ficha do Jogo:

Atlético Paranaense1×3Grêmio
Data: 5 de fevereiro de 1973, segunda-feira.
Horário:
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-RS
Árbitro: Jefferson de Freitas
Assistentes: Leandro Faco e Cícero Salata
Público:
Renda: Cr$ 52.283,00
Cartões amarelos:
Cartões vermelhos:
Competição: Taça Atlântico Sul de 1973

Gols

Grêmio: Tarciso (30/1′), Carlos Alberto (41/1′) e Mazinho (33/2′)
Atlético-PR: Renatinho (pênalti, 40/1′)

Times

GRÊMIO: Picasso; Espinosa, Beto, Renato Cogo e Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sérgio; Carlinhos, Oberti, Tarciso (Mazinho) e Bolivar
Técnico: Milton Martins Kuelle
ATLÉTICO-PR: Altevir; Vanderley, Almeida, Di e Júlio; Sérgio Lopes e Valtinho; Buião (Nilton), Liminha, Babá (Sicupira) e Renatinho.
Técnico: Francisco Sarno

Matéria do Jornal “A Tarde” de 1973

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Jornal “A Tarde”

 

Em 15/06/1920 foi realizada a primeira partida da história entre Grêmio e Juventude de Caxias do Sul, no Estádio da Baixada em Porto Alegre.

A partida teve como peculiaridade a estréia do “mitológico” goleiro Eurico Lara na equipe de Porto Alegre.

Ficha do Jogo:

Dados Gerai

Grêmio 3x0 Juventude

Data: 15 de junho de 1920.

Horário: 16h

Local: Estádio da Baixada, em Porto Alegre-RS

Árbitro: Paulo Grauberger

Competição: Amistoso

Gols:

Grêmio: Ramãozinho (12′/1), Gertum de pênalti (18′/2) e Lagarto de pênalti (‘/2).

Times:

GRÊMIO: Lara; Assumpção e Jorge Py; Rodolpho Costa “Costinha”, Dorival Fonseca e Moreno; Oscar Gertum, Bruno Cossi, Lagarto, Máximo Laviaguerre e Ramão “Ramãozinho”. 

Técnico: Lagarto 

JUVENTUDE: Nicolau; Bortagaray e Bado; Muratore, Luise e Mengatto; Gregollo, Edmor, Martinez, Zanella e Greggio. 

Técnico: Bortagaray  

Matéria do Jornal “A Federação” sobre a partida realizada

 

Fonte: Jornal a Federação.

 

 

Nº 121 – 5/1/1946
Brasil 3 x 4 Uruguai
Tipo: Oficial de competição
Competição: Copa Rio Branco
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: Mário Vianna
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Ary, Domingos da Guia e Norival; Ivan, Rui e Jayme; Eduardo Lima (Tesourinha), Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto e Ademir Menezes (Chico).
Gols: Jair da Rosa Pinto (2) e Zizinho.

Nº 122 – 9/1/1946
Brasil 1 x 1 Uruguai
Tipo: Oficial de competição
Competição: Copa Rio Branco
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: J. Armental (Uruguai)
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Ary, Newton e Norival; Zezé Procópio, Rui e Jayme; Eduardo Lima, Zizinho, Heleno de Freitas, Ademir Menezes e Chico (Jair da Rosa Pinto).
Gol: Heleno de Freitas.

Nº 123 – 16/1/1946
Brasil 3 x 0 Bolívia
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio do San Lorenzo de Almagro
Cidade: Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: B. Macias (Argentina)
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Ary, Domingos da Guia e Norival; Ivan, Rui e Jayme; Eduardo Lima (Tesourinha), Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto e Ademir Menezes.
Gols: Heleno de Freitas (2) e Zizinho.

Nº 124 – 23/1/1946
Brasil 4 x 3 Uruguai
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio do San Lorenzo de Almagro
Cidade: Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: C. de Nicola (Paraguai)
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Ary, Newton e Norival; Zezé Procópio, Rui e Jayme (Aleixo); Tesourinha, Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto (Ademir Menezes) e Chico (Eduardo Lima).
Gols: Jair da Rosa Pinto (2), Chico e Heleno de Freitas.

Nº 125 – 29/1/1946
Brasil 1 x 1 Paraguai
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio do Independiente
Cidade: Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: B. Macias (Argentina)
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Ary, Domingos da Guia e Norival; Zezé Procópio (Ivan), Rui e Aleixo; Tesourinha, Zizinho, Leônidas da Silva, Ademir Menezes e Chico (Heleno de Freitas).
Gol: Norival.

Nº 126 – 3/2/1946
Brasil 5 x 1 Chile
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio do San Lorenzo de Almagro
Cidade: Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: N. Valentini (Uruguai)
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Ary, Newton e Norival; Ivan (Zezé Procópio), Rui e Aleixo (Danilo Alvim); Tesourinha, Zizinho, Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto e Chico.
Gol: Zizinho (4) e Chico.

Nº 127 – 10/2/1946
Brasil 0 x 2 Argentina
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio do San Lorenzo de Almagro
Cidade: Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: N. Valentini (Uruguai)
Técnico: Flávio Costa
Brasil: Luiz Borracha, Domingos da Guia e Norival; Zezé Procópio, Danilo Alvim e Jayme (Rui); Tesourinha (Eduardo Lima), Zizinho (Ademir Menezes), Heleno de Freitas, Jair da Rosa Pinto e Chico

 

FONTE: site futebol cia – assessoria e administração esportiva.

 

 

 
1989

 

A segundona gaúcha de 1988 possivelmente foi a mais disputada de todos os tempos: 36 equipes lutaram por duas vagas ao Gauchão. O Glória venceu as fases iniciais e apoiado em uma perfeita aliança entre clube, torcida, empresariado e poder público, partiu para a disputa do octogonal final como favorito. A largada, porém, foi preocupante, e a perspectiva do adiamento do sonho por mais um ano começava a tornar-se uma realidade.

Foi quando a direção contratou o técnico Daltro Menezes. Experiente e folclórico, o “Gordinho” deu ao time a confiança necessária para a vitória, que veio de forma definitiva na tarde de 27.11.1988, quando a cidade parou para ver o Glória golear o Ypiranga por 3 a 0 e conquistar o título da Divisão Especial de 1988. Durante o octogonal, o time-base teve: Gasperin; Betão, Chimbica, Chicão e Francisco; Alemão, Plein, Hélder e Edmundo; Zé Carlos e Marcos Toloco.

O grupo campeão da Divisão Especial de 1988. Acima, da esq. para a dir.: Zé Roberto, Zé Moraes, Renato Lima, Chimbica, Didier, Cigano, Gasperin, Luiz Carlos e César “Vaquinha”. Em pé: Beto Almeida (Aux. Técnico), Daltro Menezes (Técnico), Ricardo, Herman, não identificado, Zé Carlos II, Plein, Chiquinho, Zé Carlos, Marcos Toloco, Élder, não identificado, Betão e Antônio Soares dos Santos (Dir. Administrativo). Agachados/sentados: Chimia, Nestor (Massagista), Edmundo, Chicão, Jorginho, Faller, Élton, Francisco, Áureo e Edu Chaves (Supervisor).

Com a vaga assegurada, era necessário preparar-se para a estréia na elite. Manteve-se Daltro Menezes e reforços foram trazidos. A expectativa era imensa, mas a equipe correspondeu ao que dela se esperava: o Rio Grande conheceu o estilo Glória de jogar futebol, feito de muita determinação e espírito de grupo, mesclando a experiência do veterano Gasperin com a raça do jovem atacante Zé Cláudio e com a qualidade de Branco e Edmundo, um dos remanescentes de 1988. Foram dias de Glória! O reconhecimento nacional veio rápido: a revista Placar, na edição 981, dedicava duas páginas à excelente campanha do time no campeonato gaúcho.

O grupo 4º colocado no Gauchão de 1989. Em pé, da esq. para a dir.: Zé Roberto, Paulão, Garcia, Paulo Santos, Vladimir, Didier, Edmundo, Gasperin, Zé Cláudio, Gilberto, Ricardo, Daltro Menezes (Técnico), Hamilton (Prep. Físico), Josimar Pilar (Dir. de Futebol), Alexandre Pilar e Antônio Soares dos Santos (Dir. Administrativo). Ajoelhados: Francisco, Zé Carlos, Áureo, Juarez, Rubinho, não identificado e Edmílson. Sentados/agachados: Jorginho, Branco, Jair, Élder, Chimbica, Edu Chaves (Supervisor) e Nestor (Massagista).

As Partidas memoráveis foram disputadas, como o Internacional X Glória de 09.03.1989, quando os vacarienses encurralaram o adversário em seu próprio terreno e só não saíram vencedores devido à má-arbitragem. Ou como o Glória X Grêmio de 30.04.1989, em Vacaria. Naquele dia, um Grêmio em crise subiu a Serra com a obrigação de vencer, sob pena de eliminação. Em um duelo dramático e tumultuado, o tricolor arrancou suados 2 a 1, no jogo que ficou conhecido como “A Guerra de Vacaria”.

Após um começo empolgante do “Leão”, valeram a experiência e a tradição das outras equipes. Bravamente, o Glória terminou o campeonato no 4º lugar, feito notável para um estreante. Time-base durante o Gauchão, e o melhor da História do clube: Gasperin; Paulão, Vladimir, Juarez e Francisco; Edmílson, Jair, Branco e Edmundo; Geraldo e Zé Cláudio. Campanha: 26 jogos, 7 vitórias, 13 empates e 6 derrotas, 27 gols a favor e 26 gols contra.

O bom resultado no estadual valeu o convite para disputar a Divisão Especial brasileira, mas a equipe foi eliminada na primeira fase. A irregularidade refletia a perda de jogadores importantes: Gasperin encerrara a carreira, enquanto Branco, Edmundo e Zé Cláudio deixaram Vacaria. De qualquer forma, o discreto 34º lugar entre as 96 equipes da segundona brasileira representou a primeira experiência do time vacariense em competições nacionais.

FONTES: Revista Placar e site do G.E. Glória de Vacaria.

 

 

 

Em 1985, após quatro temporadas disputando competições amadoras, o Glória anunciou a reativação de seu Departamento Profissional. Depois de anos de licenciamento, teria que recomeçar disputando a pouco valorizada terceira divisão. Talvez por isso, havia a desconfiança de que a nova incursão no profissionalismo não se sustentaria, como em 1976 e 1979/1980. Desta vez, porém, o projeto era mais sólido e com um objetivo definido: levar o Glória até a disputa do Gauchão, ao convívio dos grandes.

Para atingir essa meta, os dirigentes executaram uma política prudente: a formação de uma boa equipe só poderia ocorrer se houvesse uma estrutura condizente. Assim, mesmo com o risco de não obter bons resultados em sua reestréia, o Glória optou por começar investindo na própria casa. E fez, à época, o que alguns clubes da primeira divisão até então não tinham feito: instalou um sistema de refletores no estádio Altos da Glória.

Um fato de tal importância não poderia resumir-se a ele próprio, e o Internacional foi convidado para o amistoso de inauguração. O adversário era o tetracampeão gaúcho, e muitos de seus jogadores haviam feito parte da Seleção medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Mais que uma festa, a vinda do Internacional para Vacaria significava que o projeto de alcançar a primeira divisão não era um blefe. E em 12 de junho de 1985, a cidade recepcionou, com grande festa, o escrete Colorado.

O amistoso foi assim noticiado pelo jornal Zero Hora:

“Um adversário fraco na teoria – o Glória participa da terceira divisão do futebol gaúcho – fez com que os jogadores do Inter se poupassem no início da partida. Mas o time local estava muito motivado e surpreendeu: aos sete minutos, a zaga do Inter parou, César chutou e Mauro concluiu para grande alegria dos torcedores presentes no estádio do Alto [sic] da Glória. Isso fez com que os jogadores do Inter [...] se esforçassem mais. Daí, a virada veio ao natural: Rubén Paz (de pênalti) empatou aos 12 minutos e Kita ampliou aos 32. Mas o frio – fez cinco graus positivos em Vacaria – permitiu ao time do Glória mostrar um bom preparo físico e resistir bastante à base de muita correria.

“No segundo tempo, a temperatura baixou para os dois graus positivos e o Glória ainda lutou até os 15 minutos, quando César perdeu excelente oportunidade para empatar. Depois disso, no entanto, o Inter tomou conta do jogo e construiu a goleada: aos 19 minutos Jussiê fez o terceiro gol; aos 23 Kita marcou o quarto; aos 31 minutos, Verdum – na cobrança de um segundo pênalti – ele errou o primeiro, mas Itiberê Padilha ordenou novo chute – fez o quinto e o mesmo Verdum ampliou para seis aos 34 minutos.”

O resultado de 6 a 1 não deixou dúvidas sobre a diferença entre as duas equipes, apesar da bravura dos jogadores do “Leão”, no amistoso que foi o marco simbólico da arrancada do Glória rumo à primeira divisão. Em breve, todos sentiam, o Internacional voltaria a atuar na cidade, desta vez valendo pontos, e nunca mais uma derrota no Altos da Glória seria vendida facilmente. Naquela noite, os refletores iluminavam mais do que um simples amistoso: iluminavam o futuro de um clube e de toda uma comunidade rumo a uma era de vitórias.

 

Ficha Técnica

Glória: Didier (Aritana); Valdecir (Canhoto), Pedrinho, Rui e Osmar; Renatinho (Bido), Gilmar e Nilzo; Carlinhos (Mano), César “Vaquinha” e Mauro (Raul). Técnico: Renatinho.

Internacional: Mano (Zé Carlos); Luiz Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão (Pinga) e André Luiz; Ademir Kaefer (Marquinhos), Ademir Alcântara (Silvinho) e Rubén Paz; Jussiê, Kita (Luís Freire) e Pedro Verdum. Técnico: Octacílio Gonçalves.

Arbitragem: Itiberê Padilha, com Celso Pastro e Enísio Matte.

Renda: Cr$ 28.000.000,00
Local: estádio Altos da Glória, em Vacaria.

 

Fonte: Jornal ZH e Site do Clube.

 

 

Ficha Técnica
EC Bahia 3 x 1 Santos FC
Taça Brasil de 1959 – Jogo Desempate
Ficha Técnica
• Competição (Tournament): Taça Brasil de 1959 – Final – 3º Jogo (Desempate)
• Data (Date): Terça-feira, 29 de Março 1960
• Estádio (Stadium): Mário Filho “Maracanã”, no Rio de Janeiro/RJ
• Público (Attendance): 17.330 pagantes – Renda: Cr$ 642.703,00
• Árbitro (Referee): Frederico Lopes (RJ)
• Assistente 1 (Assistant Referee 1): Wilson Lopes de Souza (RJ)
• Assistente 2 (Assistant Referee 2): Aírton Vieira de Morais “Sansão” (RJ)
• Advertências (Cautions): Na época ainda não existia
• Expulsão (Sent Off): Vicente (Bahia), Getúlio, Formiga, Doval e Coutinho (Santos)
Gols do Bahia Gols do Santos
1-1 Vicente, aos 37’/1° 1-0 Coutinho, aos 27’/1°
2-1 Léo, aos 2’/2°
3-1 Alencar, aos 31’/2°
Esporte Clube Bahia Santos Futebol Clube
GO
DF
DF
DF
DF
MC
MC
AT
AT
AT
AT
Leandro Cardoso “Nadinho”
Nenzinho
Henrique dos Santos
Alberto “Beto” Pereira
Vicente Arerari
Flávio dos Santos
Mário de Araújo
Mário da Nova “Marito”
Joacy Freitas “Alencar”
Leonardo “Léo” Briglia
Armindo Avelino “Biriba”
GO
DF
DF
DF
DF
MC
MC
AT
AT
AT
AT
Carlos Pierin “Lalá”
Getúlio Santos
Mauro Ramos de Oliveira
Francisco Ferreira “Formiga”
José Carlos Silvério “Zé Carlos”
José Ely “Zito”
Mário
Dorval Rodrigues
Paulo César “Pagão” (Tite)
Antônio Wilson “Coutinho”
José Macia “Pepe”
Técnico: Carlos Martin Volante Técnico: Luis Alonso “Lula”
1 Augusto Vieira “Tite”
Tempo Normal Prorrogação Penalidades
1º T 2º T Final 1º T 2º T Final Time A Time B
1 x 1 2 x 0 3 x 1
# Com esse resultado o Bahia sagrou-se campeão barsileiro;
# Como o Bahia havia perdido o jogo anterior, em Salvador, por 2 x 0 houve a necessidade de um jogo extra. Esse jogo foi no Maracanã e o Bahia saiu vencedor;
# Observação: O técnico Efigênio Bahiense, o “Geninho”, era policial e só podia comandar
o Esporte Clube Bahia quando estava de licença;
# Observação: Pelé não jogou, pelo Santos, porque estava machucado;
# Bahia: Camisa tricolor, Calção Azul e Meias Azuis;
# Santos: Camisa Branca, Calção Branco e Meias Brancas;

FONTE: Blog Ficha do Jogo

 

 

 

 

FONTE: Memorial do B.E.C.

 

Em 1983, o São Paulo de Rio Grande recebeu em seu estádio o Internacional de Lages para um amistoso. A vitória ficou com a equipe catarinense, que marcou o um gol em cada tempo com Nestor e Nunes. Não foram encontradas informações sobre público e renda.

SÃO PAULO             
0   X  2 INTER DE LAGES (SC)
Data: 05/02/1983 [Sábado], Hora: 20:30, Local: Aldo Dapuzzo (Rio Grande, RS), Arbitragem: Zeno Escobar Barbosa, Auxiliares: Valdir Vioni e Luz Carlos Tibursky, Cartão Amarelo: Djalma, Paranhos e Toninho (SP), Toninho Caixão (I), Gols: Nestor aos 6′ e Nunes aos 52′.
São Paulo (Rio Grande, RS) Nando; Douglas, Carlão, Toninho e Paulo Barroco; Djalma, Mazinho e Neca; Gélson, Paranhos e Baltazar. Técnico: Daltro Menezes.
Internacional (Lages, SC) Carlos Alberto; Dutra, Jorge, Cidão e Cláudio Radar; Toninho Caixão, Bim e Rubenval; Nunes, Nestor e Toninho Caju. Técnico: Firmino Romual Negri.

 

FONTE: Site Súmulas Tchê

 

Gildo, do Ceará, artilheiro com 8 gols.

COM 8 GOLS:
Gildo [Ceará (CE)]
COM 7 GOLS:
Ruiter [Confiança (SE)] e Pelé [Santos (SP)]
COM 6 GOLS:
Bita [Náutico (PE)]
COM 5 GOLS:
Urbano [Rio Branco (ES)] e Pepe [Santos (SP)]
COM 4 GOLS:
Cocó [Campinense (PB)] e Wílson Lopes [Rio Branco (ES)]
COM 3 GOLS:
Araponga [Campinense (PB)], Carlito [Ceará (CE)], Beto e Sebastos [Confiança (SE)], Wílson [Maranhão (MA)], Geraldo José [Náutico (PE)], Coutinho e Toninho Guerreiro [Santos (SP)]
COM 2 GOLS:
Bougleux e Luiz Carlos [Atlético (MG)], Ireno [Campinense (PB)], William [Ceará (CE)], Élio Albacete [Confiança (SE)], Aírton Beleza [Flamengo (RJ)], Croinha e Valdeci [Maranhão (MA)], Idésio e Madureira [Metropol (SC)], Quarentinha [Paysandu (PA)], Loloca, Pedroca e Tassu [Ríver (PI)], Peixinho [Santos (SP)], Paulinho Dantas e Sete-Léguas [Vila Nova (GO)]
COM 1 GOL:
Galdino, Oziel e Paulo Geladeira [Alecrim (RN)], Toninho e Viladônega [Atlético (MG)], Tonho Zeca [Campinense (PB)], Charuto, Dedé, Lucena e Zé Gerardo [Ceará (CE)], Jurandyr e Raimundinho [Confiança (SE)], Paulinho, Zezé e Zezito [Cruzeiro do Sul (DF)], Canhoteiro e Deda [CSA (AL)], Amauri, Carlinhos, Murilo e Paulo Chôco [Flamengo (RJ)], Carlinhos e Dedé [Fluminense de Feira (BA)], Geraldo [Goytacáz (RJ)], Alcindo [Grêmio (RS)], Ariston e Zuringue [Grêmio Maringá (PR)], Barrão [Maranhão (MA)], Calita, Gaiola e Galego [Metropol (SC)], Fredoca [Nacional (AM)], Ivan Brondi, Nado e Salomão [Náutico (PE)], Ademir da Guia e Gildo [Palmeiras (SP)], Chininha, Laércio, Vila, Wanderley e Zé Maria [Paysandu (PA)], Gelsinho e João Francisco [Rio Branco (ES)], Vilmar [Ríver (PI)], Dicá, Fausto e Maércio [Vila Nova (GO)]

Artilheiros Negativos

COM 1 GOL CONTRA:
Zé Mecânico (Confiança (SE)), Waltirdes (Goytacáz (RJ)) e Joel Camargo (Santos (SP)).

FONTE: site sumulas-tchê

 

 

 

Fonte: site do clube

 

 

 

FONTE: Site Terceiro tempo.

 

 

Esta foi uma das boas formações cruzmaltinas de 1934, com Domingos da Guia (quarto em pé, da esquerda para a direita) e Gradim (quarto agachado, na mesma ordem), que foi o treinador do time campeão carioca e do Torneio Rio-São Paulo-1958. Dele, também, fez parte, o lateral-esquerdo Roque Calocero, o segundo piloto do “Expresso da Vitória”, em 1946, quando o montador uruguaio Ondino Vieira pegou o boné e se mandou. Depois, Calocero passou o volante para Flávio Costa.

Em 1957, quando Martim Francisco treinava a rapaziada, o convidou a cuidar dos times de baixo. Por aquele tempo, ele já era empregado do clube em outro setor, administrando o estádio de São Januário, desde 1946.

Roque Calocero, filho de Carlos e de Inês Maria, nasceu no bairro de Caballitos, em Buenos Aires (14.09.1908), tendo iniciado a carreira pelo Ferro Carril Oeste. Em seguida, foi para um time de segunda divisão, onde o Vasco foi buscá-lo.

Campeão carioca, em 1934, parou, em 1940, para dirigir juvenis e aspirantes, entre 1941 e 1946. Uma de suas maiores satisfações era contar que levara o Vasco ao seu primeiro título na categoria juvenil.

Nesta foto reproduzida da Revista do Esporte, Calocero segura a bola, em pé.

 Fonte: Revista do Esporte e blog kike da bola

 

 

 

 

Fonte: Site do Clube.

 

 

Foi no dia 5 de dezembro de 1971 que o Zeca, até então em uma parceria com o clube Barroso, subiu a Serra para garantir o título da Copa Governador do Estado, até hoje a mais importante conquista estadual do clube.

Entre os destaques do time estavam o lateral Carlos Miguel – pai do jogador que se consagrou os anos 1990 com a camisa do Grêmio – e o meia Vasques. Na final, contra o Flamengo, depois transformado em SER Caxias, o São José aplicou 2 a 0 no Passo d’Areia, com gols de Carlos Miguel e Adilson.

Em Caxias do Sul, um 0 a 0 garantiu a taça.

O Zeca entrou em campo naquele dia com: Valdeci; Carlos Miguel, Paulinho, Adilson e Renato; Frazão e Gilnei; Carlos Castro, Vasques, João Alberto (Paulo Nascimento) e Reginaldo (Cará).

FONTE: Site do clube

 

 

Fonte: site do clube

 

 

Estrela do Mar: o clube campeão paraibano de futebol em 1959 surgiu aproximadamente em 1953. 

A matriz do Rosário mais o Convento São José possuía agremiações religiosas como a Cruzada (Liga Infanto-Juvenil) e a Congregação Mariana. A primeira era composta por meninos que ajudavam nos ofícios religiosos, além de se reunirem para assistirem palestras e ensinamentos relativos à fé católica.  A segunda –  a Congregação Mariana – compunha-se de jovens adolescentes e adultos que assistiam e participavam das missas, novenas, etc. e, também se reuniam em grêmios literários que promoviam encontros e palestras.Como diversão eles tinham a prática do futebol campinho que ficava atrás da Igreja. Esse campinho tinha uma trave junto ao muro que dá para a Avenida Vasco da Gama e, a outra ficava colada à parede da marcenaria da igreja. Depois que o campo mudou sua posição, e ficou maior, junto àquela parede foi construída uma quadra de futebol de salão. Várias equipes se revezaram naquele pequeno espaço, sob o comando de Frei Albino. (…)

Os mais velhos tinham os “bate-bolas” nos sábados à tarde. Dessas peladas, e de jogos contra equipes visitantes, surgiu a ideia de se formar uma equipe a fim de pelejar com outras dos bairros vizinhos, e do próprio bairro de Jaguaribe. Assim apareceu o Estrela do Mar Esporte Clube, nome originário de uma revista religiosa que circulava entre os paroquianos. A denominação do clube foi sugerida por um componente de grupo que se reuniu para discutir qual o nome da que daria a nova agremiação futebolística. “Baú”, apelido do irmão do excelente jogador do Botafogo e Seleçao Paraibana de nome Eugênio, foi a pessoa que apresentou o nome ESTRELA DO MAR e que logo recebeu a aprovação de todos.

 

As cores do novo clube foram com base nas vestes da Virgem Maria – o azul celeste e o branco – , que ainda hoje continuam inalteradas, mas na lembrança dos apaixonados pelo clube. Frei Albino, um dos fundadores e incentivadores da prática desse esporte, era a mola-mestra, o esteio que sustentava a agremiação. De um pequeníssimo campo e uma sede precária, o frade conseguiu transformar tudo aquilo. Com esforço e dedicação conseguiu verbas na Alemanha, destinadas à agremiação para construir o prédio que serviu de sede do clube e, também, autorização para ampliar a área esportiva (como esteve por muitos anos à vista de todos).

 

Em 1956 o clube participou do campeonato de amadores promovido pela Federação (não havia segunda divisão naquela época), sendo campeão invicto da temporada. Dessa jornada participaram: Brandão, André, Pinheiro, Hélio, Breno Formiga, Gilberto Cara de Gato, Hermes Taurino, Caju, J. Heráclito, Roberto Biribita, Izinho, Valdecir Pereira, Adjamir, Carrinho e Lauro Almeida.

 

O Estrela do Mar foi tri-campeão aspirante nos anos 58/59/60. No ano de 1957 o clube passou a disputar o Campeonato Paraibano de Profissionais. Foi vice-campeão paraibano em 1958, e, em 1959, sagrou-se campeão estadual (Imagem 1), utilizando nessa temporada os seguintes atletas: Jola, Carrinho, Davi, – Gilberto Cara de Gato, Tem. Gilberto e Aderbal Pitombeira (goleiros), Hermes Taurino e Teófilo Luna, Coelhinho, Caju, Lúcio Câmara, Izinho (Antenor Pereira), Emilson Adjamir, Valdecir Pereira, Celso Piaba (Imagem 2). Os diretores: Severino Holanda, mais conhecido por “Viu” e Lucemar Navarro; Pedro Gomes; Rômulo Camboin, a que todos o chamavam Senhor Pila e João Batista Cruz, foram os colaboradores eficientes na vida do clube. Depois deles, os antigos pupilos – “as crias de casa” -, conduziram, bem ou mal, os destinos do clube até o ano de 2003 quando foi extinto.

 

Imagem 1. Notícia publicada no jornal “A União” em 1959

Imagem 2. Atletas que faziam parte do time campeão paraibano de futebol de 1959

O clube, desde a morte de Frei Albino, passou a ser dirigido por sócios-atletas, isto é, pelos jovens de antigamente, a exemplo de Marcos Macena, de José Freire, de Carlos Pereira (Carrinho), de Emilson, de Roberto Oliveira, de Jobério Martins, de Gladston Castro (Estaca) que foi o último presidente. *[1]

 

* Trecho retirado do livro  “Retratos De Jaguaribe: Um Passeio Histórico” de autoria de Emilson Ponce de Leon Ribeiro.

[1] RIBEIRO, E. P. L.  Retratos De Jaguaribe: Um Passeio Histórico. 2ed. João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2012, v.1, 350 p.

 

Fonte: Estrela do Mar Esporte Clube e Jornal “A União”.

 

Matéria do Jornal do Dia Esportivo (Ano II – Porto Alegre, Sexta-feira, 5 de Novembro de 1948), tratando da disputa entre Grêmio e Cruzeiro valendo a Taça Cidade de Porto Alegre de 1948, a partida foi marcada para o Estádio Tiradentes (G. E. Renner) para o dia 07 de novembro de 1948, Seguem abaixo os recortes que promoviam esta partida e destacavam alguns jogadores das duas equipes.

Fontes: Jornal Dia Esportivo

 

Pelo Citadino de Porto Alegre de 1947, vitória do Força e Luz sobre o Internacional por 3-2. A partida foi válida pelo segundo turno do certame, o resultado atrapalhou os planos do Internacional e forçou a disputa de um Terceiro Turno. Acompanhe agora a matéria e as fotos publicadas no Jornal Folha da Tarde, do dia 13/10/1947.

Ficha do Jogo

FORÇA E LUZ 3 2 INTERNACIONAL
Data: 12/10/1947 [Domingo], Local: Timbaúva (Porto Alegre, RS), Público: 5.496 (2.211 pagantes), Renda: Cr$ 17.316, Juiz: Homero Carvalho (BRA), Gols: Tesourinha (I) aos 27′, Detefon (FL) aos 33′, Dorvalino (FL) aos 40′, Villalba (I) aos 56′, Nadir (FL) aos 97′.
Força e Luz (Porto Alegre, RS) Cláudio, Hugo, Sordi, Povonovo, Ernesto, Alegreti, Jerônimo, Dorvalino, Detefon, Nino, Nadir.
Internacional (Porto Alegre, RS) Ivo, Nena, Ilmo, Alfeu, Viana, Abigail, Bóris, Tesourinha, Villalba, Fandiño e Carlitos.

 

Fonte: Folha da Tarde e Site Súmulas-Tchê.

 

 

Em 1972 a Seleção Brasileira Juvenil (como era chamado o Sub-20) foi bi-campeã do Torneio Internacional de Cannes, na França, que era uma espécie de Mundial da categoria, a Fifa só viria a promover o Mundial à partir de 1977.
Ao ganhar duas vezes consecutivas o Brasil conquistou a posse definitiva da taça Kirk Lawton, que estava em disputa há 21 anos.
O jovem e promissor zagueiro do Coritiba, Levir Culpi, era o capitão dessa equipe que ainda contava com Falcão (Internacional) eleito o “mais elegante” do torneio, Pintinho (Fluminense), Washington (Guarani) o “melhor jogador” do torneio,  entre outros.

Campanha

Quartas de final
Brasil 3×1 Sporting
Argentina 1×1 Leeds United               [7x3 escanteios]
União Soviética 5×0 AS Cannes
Hajduk Split 1×0 França
Semi finals  (1º ao 4º)
Brasil 2×0 União Soviética
Argentina 2×1 Hajduk Split
Semi finais  (5º ao 8º)
Sporting   5×0 AS Cannes
França 3×1 Leeds United
Final
Brasil 2×1 Argentina

Disputa do 3º colocado
União Soviética - Hajduk Split

Disputa do 5º lugar
França 4×2 Sporting


Disputas do 7º lugar
Leeds United 8×0 AS Cannes

A final

Brasil 2×1 Argentina

Brasil
Victor (Cruzeiro),Terezo (América-RJ), Márcio (Atlético-MG), Levir (Coritiba) e Bolívar (Internacional). Falcão (Internacional), Pintinho (Fluminense) e Washington (Guarani). Tuca (Botafogo), Gilvan (Náutico-PE) (Carlos (Santa Cruz)) e Manuel (Internacional). Tecnico: Antoninho

Argentina
Delenico, Bottaniz, Mouzo, Chirdo e Isamat. Ungaretti, Alonso e Trossero. Assad, Feredo e Bertoni.

 

Fonte: site melhor da base e tardes de pacaembú

 

 

 

Época que Campinas era a “Capital do Futebol” nas Categorias de Base, celeiro de grandes jogadores, Base das Seleções Brasileiras Sub-15, 17 e 20, geração de ouro da ‘Macaca’, praticamente atropelavam os adversários.
Equipe de grandes craques, destaque para o Goleiro Brigatti, Campeão Sul-Americano e Mundial Sub-20 de 1983 com a Seleção Brasileira, o Volante Régis, Campeão Brasileiro de Seleções de 1983 com a Seleção Paulista Sub-20 e Mundial, com a Seleção Brasileira Sub-20, também em 1983.

Equipe de muita qualidade e conjunto, que contava com dois Laterais muito eficientes, Eduardo pela Direita e Carlinhos (Também Campeão Brasileiro de Seleções, com a Seleção Paulista Sub-20 de 1983) pela Esquerda.

O Zagueiro Teffo, apesar de ser um dos mais novos, era o Capitão da equipe e um dos líderes do grupo, também com passagens por Seleções Brasileiras Sub-17 e 20 e Reginaldo seu companheiro de zaga.

Meio-Campo de muita habilidade, técnica e velocidade que envolvia os marcadores, com os ‘baixinhos’  no tamanho, mas gigantes em campo: Léo e Márcio Luiz, e um ataque que contava com os velozes e habilidosos: Ivo, Luiz Carlos e o matador Marcelo Evangelista (Testa).

 

FONTE: site melhor da base

 

 

 

Antecedentes

O Brasil em 1972 vivia sob o regime militar, liderado pelo então presidente Médici. No campo esportivo e, porque não, no campo político, a Seleção Brasileira, Tricampeã em 1970 era um motivo de orgulho para a nação.

Naquele ano de 72, o técnico Zagallo convocou a seleção canarinho para a Taça Independência, em comemoração aos 150 anos de emancipação do País.

Na convocação, Zagallo não chamou nenhum jogador do Rio Grande do Sul, quando era esperada a convocação do jogador do Grêmio, o tricampeão Everaldo e do centroavante Claudiomiro, que vivia uma grande fase no Internacional.

A discussão não era com relação aos jogadores de Rio e São Paulo, pois, sem sombra de dúvida, tinham o melhor futebol do país na época. A celeuma era no que condizia à convocação dos jogadores de Minas Gerais, que rivalizava com o Rio Grande do Sul como terceira força do futebol brasileiro.

Tal fato gerou algo inusitado: a união de gremistas e colorados contra a Confederação Brasileira de Desportos.

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol na época, Rubens Hoffmeister, agiu nos bastidores de modo a realizar um amistoso contra a seleção brasileira antes da Taça Independência.

Após muitas conversas, o jogo foi marcado para 17 de junho de 1972 no Estádio Beira-Rio.

A Seleção Brasileira vinha com craques como Leão, Brito, Marco Antônio, Clodoaldo, Piazza, Rivellino, Jairzinho e Paulo César Cajú, liderados pelo técnico Zagallo.

Já a Seleção Gaúcha, contava com jogadores apenas da dupla Grenal, incluindo o uruguaio Ancheta, o chileno Figueroa e o argentino Oberti. O treinador era Aparício Viana e Silva, o Apa.

Polêmicas

Zagallo criticou a convocação dos jogadores apenas da dupla Gre-nal, pois queria que fossem chamados jogadores também dos outros clubes do Estado.

Chegou a dizer que era um combinado local e não uma legítima seleção estadual.

A crítica do velho lobo tinha como alvo João Saldanha, visto que Aparício tinha sido olheiro do treinador na seleção em 1969.

Jairzinho afirmou que teriam pedido o passaporte para os jogadores da seleção no aeroporto de Porto Alegre e temia pela violência dos jogadores gaúchos no amistoso, o que acirrou ainda mais o clima de guerra da partida.

A partida

O Beira-Rio estava lotado, naquele dia recebeu o maior público de sua história.

A seleção brasileira usara o seu tradicional uniforme com camisetas amarelas e calções azuis, enquanto a seleção gaucha utilizou uniforme branco, com detalhes nas cores da bandeira do Rio Grande do Sul.

Os torcedores estavam exaltados. Reza a lenda que até bandeiras do Brasil foram queimadas antes do início da partida, fato não confirmado pela imprensa local.

Entretanto, os dois times entraram em campo segurando uma grande bandeira brasileira.

Uma vaia grandiosa foi ouvida no estádio quando foi tocado o hino nacional.

O jogo terminou empatado em 3×3, sendo que a seleção gaúcha sempre esteve a frente no placar.

Quando o jogo terminou empatado, o treinador Zagallo correu e comemorou eufórico junto à comissão técnica.

Os gols do Brasil foram marcados por Jairzinho, Paulo César Cajú e Rivellino. Pela Seleção Gaúcha, marcaram Tovar, Carbone e Claudiomiro.

O Brasil jogou com Leão (Sérgio) – Zé Maria, Brito, Vantuir e Marco Antônio; Clodoaldo, Piazza e Rivelino; Jairzinho, Leivinha e Paulo César Caju.

Os gaúchos atuaram com Schneider, Espinosa, Figueroa, Ancheta e Everaldo; Carbone, Tovar e Torino; Valdomiro, Claudiomiro e Oberti (Mazinho).

Estádio: Beira-Rio, público: 106.554 pagantes.

 

Fontes: Jornal do Brasil, GloboEsporte, Wikipédia e Nilo Dias Repórter.  

 

 

FONTE: Revista Placar.

 

 

FONTE: site Revide.

 

 O Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto é um dos poucos clubes de que já venceu o tradicional Boca Júniors em solo Argentino.

Em 11 de Julho de 1971, o clube ribeirão-pretano venceu o time portenho por 5 x 3. 

O jogo foi realizado no estádio Dr. Luis Güemes em Salta.

As duas equipes já haviam se enfrentado anteriormente, em La Bombonera, em 1962, quando os anfitriões venceram por 2 x 1.

Ficha do Jogo:

Boca Júniors: Roma, Meléndez e Marzolini; Suñe, Cabrera (Peracca) e Rogel; Coch (Pianetti), Medina, Curioni, Savoy e Tarabini.

Botafogo-SP: Jeninho; Manuel e Luis Celso; Galli, Cunha e Jackson; Paulinho, Marco Antônio, Ferreyra, Alfredo e Geraldinho (Geraldo).

 Estádio: Dr. Luis Güemes – Salta (ARG).

 Árbitro: A. Ducatelli

 Renda: $ 4.818,000.

 Gols: Paulinho (bota), Ferreyra (2) (bota), Savoy (boca), Marco Antônio (bota), Curioni (2) (boca).

Fonte: Anotando Fútbol, Revide e Botafogo Futebol Clube.

 

 

 

Associação Rosário de Futebol. Clube de futebol da cidade de Rosário do Sul . Fundação: 7 de fevereiro de 1977. Estádio: Centenário – Alcides da Silva

Fonte: Rosário do Sul em fotos.

 

 

Em pé: Oliveira,Beto,Jota Alves,Abel,Castilho,Carlinhos. Agachados: Quarentinha,Pau Preto,Édson Piola,Milton Dias e Ércio.

Fonte:Enciclopédia do Futebol Paraense

 

 

 

FONTE: Revista Placar.

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