FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Folha Esportiva

 

FONTE: A Folha Esportiva

 

Após a escassez em relação ao Engenho Central Futebol Clube, que foi uma agremiação da cidade de Itaocara (RJ), mais um escudo foi resgatado. O Alviverde foi Fundado em Outubro de 1939, por funcionários da Companhia Engenho Central Laranjeiras S/A. A sua Sede ficava localizada em Laranjais – 2º distrito do Município de Itaocara. O Engenho Central participou do Campeonato Fluminense de Futebol de 1944, chegando até a terceira fase, só caindo diante do forte Paduano de Santo Antonio de Pádua.

Para um clube do Interior do Rio, a sua estrutura era diferenciada. O seu Estádio Hernandes Campany, por exemplo, contava com arquibancadas cobertas. O Engenho Central revelou grandes jogadores como: Adhemar Gomes, Antônio Geraldo, Batista Oliveira, Flávio Campany, Jair Campany, João do Enéias, Oarci Ferraz, Olivier, Onivar, Paulinho “Boleba”, Porquita, Tião Sobrado, Waldemar Torres, entre outros.

Em 1948, o clube estava filiado a Liga Itaocarense de Desportos (LID), juntamente com o Portela Esporte ClubeAmérica Futebol ClubeUnião Esportiva Itaocarense e Brasil Esporte Clube.

Em agosto de 1971, foi assinado pelo Sr. Fernando Leandro, foi aprovado em discussão única, o projeto que considera de utilidade pública o Engenho Central Futebol Clube, com sede em Itaocara.

FONTES: Itaocararj – Jornal do Commercio – Diário Carioca – O Fluminense – André Luiz Pereira Nunes – Liga Itaocarense de Desportos (LID)

 

FOTOS: Revista Fon-Fon

 

O Engenho Central Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Itaocara (RJ). O Alviverde foi Fundado em Outubro de 1939, por funcionários da Companhia Engenho Central Laranjeiras S/A. A sua Sede ficava localizada em Laranjais – 2º distrito do Município de Itaocara. O Engenho Central participou do Campeonato Fluminense de Futebol de 1944, chegando até a terceira fase, só caindo diante do forte Paduano de Santo Antonio de Pádua.

Para um clube do Interior do Rio, a sua estrutura era diferenciada. O seu Estádio, por exemplo, contava com arquibancadas cobertas. O Engenho Central revelou grandes jogadores como: Adhemar Gomes, Antônio Geraldo, Batista Oliveira, Flávio Campany, Jair Campany, João do Enéias, Oarci Ferraz, Olivier, Onivar, Paulinho “Boleba”, Porquita, Tião Sobrado, Waldemar Torres, entre outros.

Em 1948, o clube estava filiado a Liga Itaocarense de Desportos (LID), juntamente com o Portela Esporte Clube; América Futebol Clube; União Esportiva Itaocarense e Brasil Esporte Clube.

Em agosto de 1971, foi assinado pelo Sr. Fernando Leandro, foi aprovado em discussão única, o projeto que considera de utilidade pública o Engenho Central Futebol Clube, com sede em Itaocara.

FONTES: Itaocararj – Jornal do Commercio – Diário Carioca – O Fluminense – André Luiz Pereira Nunes – Liga Itaocarense de Desportos (LID)

 

C.R. VASCO DA GAMA    5          X         0          YPIRANGA F.C.

LOCAL: Estádio de São Januário

DATA: Domingo, do dia 1º de Março de 1931

CARÁTER: Amistoso Estadual

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO: André Dias (Olaria A.C.)

VASCO: Jaguará; Brilhante e Itália; Hermes, Fausto e Nesi; Bahianinho, Paes, Waldemar, Mario Mattos e Sant’Anna.

YPIRANGA: Carlos; Caboclo e Hermínio; Everardo, Oscarino e Moacyr; Otto (Alcides), Clóvis, Guerra, Manoelzinho e Calão.

GOLS: Sant’Anna aos 30 minutos (Vasco), no 1º Tempo. Mario Mattos aos 2 minutos (Vasco). Waldemar aos 23 minutos (Vasco); Sant’Anna aos 28 minutos (Vasco); Carlos, contra, aos 39 minutos (Vasco), no 2º Tempo

PRELIMINAR (Segundos Times): VASCO DA GAMA   3   X   5   AMÉRICA/RJ

FONTES: A Batalha – Revista Fon-Fon

 

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

Tomazinho Futebol Clube é uma agremiação esportiva da cidade de São João de Meriti, no estado do Rio de Janeiro, fundada a 2 de janeiro de 1930. Após disputar por décadas os campeonatos promovidos pela Liga Desportiva de São João de Meriti sob a denominação de Filhos de Tomazinho Futebol Clube, estréia finalmente no profissionalismo, ao participar do Campeonato Estadual da Terceira Divisão do Rio de Janeiro, em 1982, ficando na terceira colocação de sua chave na fase inicial, não se classificando para a seguinte. Sob a presidência de Ílson Ruiz, o Tomazinho já havia sido pentacampeão meritiense amador de 1980 a 1984.

Em 1983, fica em quinto na sua chave e também não se habilita para a fase final do certame. Em 1984, lidera a primeira fase em sua chave e se classifica para a fase final, à qual fica em quinto na classificação geral. Os promovidos foram Clube Esportivo Rio Branco, de Campos e o Royal Sport Club, de Barra do Piraí.

Sede do Tomazinho Futebol Clube. Foto de André Luiz Pereira Nunes

Em 1985, lidera novamente a primeira fase na sua chave, composta de times do Sul do estado e da Baixada Fluminense. Na fase final fica em terceiro lugar, sendo promovidos o Porto Alegre Futebol Clube e o Central Sport Club, de Barra do Piraí.

Em 1986, faz a melhor campanha da sua história. Sagra-se campeão invicto da Terceira Divisão de Profissionais sob o comando técnico de João Paulo Nizzo. Na primeira fase é o segundo colocado, atrás somente da Associação Atlética Volantes. Na fase final é o primeiro colocado, sendo promovido com o vice-campeão Esporte Clube Nova Cidade, que começava a sua heróica trajetória rumo à Primeira Divisão.

Malaquias Silva de Jesus (Quinha), o presidente. Foto de André Luiz Pereira Nunes

O clube cruzmaltino de São João de Meriti disputou a Segunda Divisão de 1987 até 1990 com campanhas modestas. Em 1987, fica em último lugar no primeiro turno. No segundo é apenas décimo entre doze equipes. Subiram Volta Redonda Futebol Clube e Friburguense Atlético Clube.

Em 1988, fica em último lugar nos dois turnos em um campeonato composto por quatorze agremiações, que não promoveu o descenso para a Terceira Divisão. Em 1989, é nono colocado entre quatorze equipes no primeiro turno. No segundo, é sétimo.

Em 1990, fica em oitavo, último, no primeiro turno no grupo “A”, não se classificando para a fase final.

Em 1991, a FFERJ transformou a Segunda Divisão em Módulo “B” da Primeira, contudo sem haver cruzamento com o grupo “A”, composto pelos clubes da elite do futebol do Rio de Janeiro. Somente os doze melhores do campeonato anterior se habilitaram a disputar, ficando de fora o Tomazinho, Rio das Ostras Futebol ClubeTamoio Futebol Clube e Araruama Esporte Clube, que acabaram compondo a nova Segunda Divisão com vinte e quatro clubes, que foi formada basicamente com os convidados oriundos da Terceira do ano anterior. Nesse novo módulo o Tomazinho ficou em quarto lugar na classificação geral de seu grupo na primeira fase, se classificando para a seguinte. Nesta, que foi dividida em dois grupos de seis equipes, o time de São João de Meriti ficou em último na sua chave. Foram promovidos Saquarema Futebol Clube e Entrerriense Futebol Clube.

Vista do estádio Josias José da Silva (Beronhão). Foto de André Luiz Pereira Nunes

Em 1992, é apenas o sexto colocado na sua chave, composta de sete equipes, só superando o Esporte Clube Nova Cidade, já de volta ao ostracismo, após a sua meteórica fase de ascensão que culminou com a chegada à Primeira Divisão.

Em 1993, é apenas sétimo entre oito equipes em sua chave no primeiro turno. No segundo, repete a mesma colocação, ficando longe, muito longe do quadrangular final que deveria promover Bayer Esporte Clube e Barra Mansa Futebol Clube.

Em 1994, sempre na Segunda Divisão, é apenas sexto em uma chave composta de nove agremiações, não passando da primeira fase.

Em 1995, se licencia dos campeonatos de âmbito profissional.

Em 1997, ensaia uma volta, mas acaba não participando do Campeonato Estadual da Segunda Divisão, na prática a Quarta Divisão, visto que o terceiro era Módulo Intermediário e o segundo se chamava Divisão Especial.

Volta apenas aos campeonatos profissionais em 2000 na Quarta Divisão, chamada de Segunda Divisão, ficando na penúltima colocação, sexto entre sete equipes. O campeão foi o Casimiro de Abreu Esporte Clube.

Em 2001, advém um novo período de ausência dos campeonatos profissionais, promovidos pela FFERJ.

Formação campeã juvenil invicta da Liga de Desportos de São João de Meriti de 1976

Em 2003, retorna à Terceira Divisão. A campanha é ruim e o clube fica em último na sua chave, sendo rebaixado para uma eventual Quarta Divisão que jamais viria a acontecer no ano seguinte.

Em 2004, disputa novamente a Terceira Divisão ficando em quarto lugar em uma chave com cinco equipes. No ano seguinte desiste de participar do campeonato. Em 2006, ensaia uma participação, mas declina com a tabela já divulgada.

Volta em 2008, contudo a campanha é novamente insuficiente. É o penúltimo apenas de sua chave na fase preliminar do campeonato, superando apenas o União Central Futebol Clube..

Em 2009, se licencia do Campeonato Estadual da Terceira Divisão, preferindo disputar o campeonato da Liga Independente de Clubes de São João de Meriti e os certames promovidos pela Liga de Desportos de Nova Iguaçu.

Ainda em 2009, se sagra vice-campeão da Taça de Nova Iguaçu, categoria de juniores, promovida pela Liga de Desportos de Nova Iguaçu, perdendo a finalíssima para o Bayer Esporte Clube.

Equipe principal do Tomazinho em 2010. Foto de André Luiz Pereira Nunes

Em 2010, não reune condições financeiras para disputar o Campeonato Estadual da Série C de Profissionais. Parcela uma dívida de 45 mil reais com a FFERJ em trinta prestações de 1.500 reais. O déficit advém do último ano (2008) em que disputou a Terceira Divisão, sendo fruto de uma má parceria. Disputa o Torneio de Verão, certame amador promovido pela Liga de Desportos de Nova Iguaçu.

Em 2014 e em 2016, depois de vários anos disputando torneios amadores municipais, a equipe volta a ativa e disputa o Torneio Amistoso promovido pela FFERJ, no primeiro ano a equipe foi eliminada nas quartas de final e no segundo, ela foi eliminada na primeira fase da competição.

Em 2017, com a volta da Quarta Divisão promovida pela FFERJ, a equipe pretende voltar a disputar o campeonato esse ano.

Suas cores são preto e branco, com uma cruz de malta vermelha, nos moldes do Club de Regatas Vasco da Gama. Revelou em 1987, o volante Válber, que após jogar no São Cristóvão de Futebol e Regatas, se destacaria no São Paulo, pela Seleção Brasileira e outros times do Brasil. E logo em seguida em 1994, surgia mais uma promessa pro Futebol Brasileiro Marco Antônio que aos 11 anos já vinha despertando interesse de grandes clubes brasileiros, foi destaque no Botafogo, VitóriaAmora e América.

Possui praça de esportes própria, o Josias José da Silva (Beronhão), que no entanto, não é mais adequado para jogos oficiais de campeonatos profissionais.

Campeão Estadual invicto da Terceira Divisão

Equipe campeã invicta da Terceira Divisão de 1986

Em 1986, o Tomazinho sagrou-se campeão estadual invicto da Terceira Divisão de Profissionais. Na época a presidência estava a cargo do falecido Ílson Ruiz, o qual contou com o maciço apoio de dirigentes como Eloir Viana, Ílson Martins, José Antonio do Carmo Lopes (Tutuca) e Paulo Sérgio da Silva Fernandes.

Entre os atletas se destacaram Zeca Pagodinho e Tozzi, o qual hoje é treinador. Na vitoriosa campanha Paulo Nizzo foi o técnico e Amandio Augusto Pereira Filho, o preparador físico. Naquele ano Flamengo e Vasco decidiram o Campeonato Estadual numa melhor de quatro jogos no Maracanã. Na terceira partida, Tomazinho e União Esportiva Coelho da Rocha foram convidados a jogar a preliminar: o primeiro, que possui trajes quase idênticos aos do Gigante da Colina, contra o segundo, com um uniforme similar ao São Paulo Futebol Clube.

Ao contrário do Vasco original, que perdeu aquela partida por 2 a 0 e o título para o rival, o Cruzmaltino de São João de Meriti empatou em 0 a 0. Ao término da última fase, somou 14 pontos e se sagrou campeão invicto da competição.

Títulos

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Municipais

  • São João de Meriti Meritiense (L. D. S. J. M.): 7 vezes 197619801981198219831984 e 1996;
  • São João de Meriti Copa São João de Meriti (L. D. S. J. M.): 1976;
  • São João de Meriti Taça São João de Meriti (L. D. S. J. M.): 2 vezes 1997 e 1998;
  • São João de Meriti Troféu Moacir de Carvalho (L. D. S. J. M.): 1984;
  • São João de Meriti Troféu Edson Barbosa da Cunha (L. D. S. J. M.): 1984;
  • São João de Meriti Troféu Geraldo Careca (L. D. S. J. M.): 1997;

Outras categorias

  • Campeão da Liga de Desportos de Nova Iguaçu de Juniores: 2008
  • Campeão Juvenil (invicto) da Liga de Desportos de São João de Meriti: 1976

Campanhas em destaque

  • Vice-Campeão da Taça de Nova Iguaçu (Juniores): 2009
  • Vice-campeão do Torneio de Verão da Liga Desportiva de Nova Iguaçu (Juvenil): 2008
  • Vice-Campeão do Torneio 15 de Novembro (Juvenil): 2008
  • Vice-Campeão da Primeira Copa Verão: 2008
  • Vice-campeão da Liga Desportiva de Nova Iguaçu (Juniores): 2007
  • Vice-campeão da Taça Otojanes Coutinho (Masters): 2004
  • Vice-campeão do Primeiro Torneio 15 de Novembro: 1996
  • Campeão da Taça Cidade de Nova Iguaçu (Juniores): 2013

Curiosidade

  • Foi no estádio da União Esportiva Coelho da Rocha, o José Amorim Pereira, que Ronaldo “Fenômeno” fez a sua estréia nos gramados, assinando a sua primeira súmula. Ele estreou pelo São Cristóvão de Futebol e Regatas no dia 12 de agosto de 1990, quando tinha apenas 13 anos, em um jogo contra o Tomazinho Futebol Clube. Marcou três gols na vitória por 5 a 2 pelo Estadual da categoria Mirim. (Fonte: Jornal O Globo, Sessão Esportes, de 19 de maio de 2009


  • FONTES: Wikipédia – Página do Clube no Facebook 
 
CORITIBA FC (CURITIBA – PR)

8

CANTO DO RIO FC (NITERÓI – RJ)

2

DATA: 17 de janeiro de 1943 LOCAL: Curitiba / PR
JUIZ: Ataíde Santos CARÁTER: Amistoso Nacional
GOLS: Batista (4), Neno, Pio, Altevir e Rubinho / Geraldino e Noronha
Coritiba(PR): Bino; Lauro e Augusto; Tonico, Miro e Janguinho; Batista, Pio, Neno, Rubinho e Altevir.
Canto do Rio(RJ): Velez; Gerson e Grambell; Martins, Telesca e Alcebiades; Miledi, Carango, Geraldino, Magri e Noronha.

Fonte: Gazeta do Povo / PR

 

O Syrio e Libanez Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 1º de Junho de 1921, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. As suas cores eram o vermelho, o preto e o branco. Seu uniforme era em estilo cobra-coral, ou seja, listrado na horizontal em vermelho e preto separado por linhas brancas mais finas. O Syrio e Libanez disputou a elite do futebol carioca Cinco vezes: 1925, 1926, 1928, 1929 e 1930.

Ao longo dessas cinco participações, o Syrio e Libanez A.C.  o somou 60 pontos, em 96 jogos: com 25 vitórias, Nove empates e 62derrotas; marcando 153 gols e sofrendo 218, fechando com um saldo de menos 65. Apesar do pouco tempo, o Syrio e Libanez A.C.  conseguiu vitórias em cima de todas as grande equipes. O resultado mais expressivo aconteceu justamente na sua última participação, em 1930. No dia 20 de abril, o Syrio e Libanez  aplicou uma sonora goleada sobre o Flamengo pelo placar de 6 a 1.

Time posado de 1925

Além desse resultado, o time conseguiu vitórias sobre o América (3 a 2 e 1 a 0, nos dias 16 de maio de 1926 e 1º de agosto respectivamente); Botafogo (5 a 3, no dia 23 de maio de 1926); Fluminense (3 a 1, no dia 30 de setembro de 1928; 4 a 2, no dia 25 de maio de 1930; e 4 a 1, no dia 20 de novembro de 1930); Bangu (3 a 2, no dia 21 de outubro de 1928); Flamengo (3 a 2, no dia 16 de maio de 1926); Flamengo (3 a 0, no dia 04 de agosto de 1929); Vasco (1 a 0, no dia 28 de setembro de 1930). Abaixo todos os jogos do Syrio e Libanez Athletico Club nas cinco edições dos Estaduais de 1925, 26, 27, 29 e 30.

 

Em 1925, o Syrio e Libanez A.C.  debutou no Campeonato Estadual e não fez feio: ficou em 8ª lugar (num total de 10 equipes), com Oito pontos, em 18 jogos: três vitórias, dois empates e 13 derrotas; marcando 21 gols e sofrendo 44.

 

TIME BASE: Velloso, Rubens e Jaime (Rodrigues); Lemos, Rogério e Válter; Jocelino (Gentil), Rhodas, Celso, Ismael (Paduá) e Amphrísio.

 

Todos os jogos do Syrio, no Estadual de 1925

26/04  -           São Cristóvão          4          x          3          Syrio e Libanez

03/05  -           Hellênico                  4          x          1          Syrio e Libanez

10/05  -           Fluminense              3          x          1          Syrio e Libanez

17/05  -           Syrio e Libanez      1          x          2          Bangu

24/05  -           Botafogo                   3          x          1          Syrio e Libanez

31/05  -           América                     2          x          1          Syrio e Libanez

07/06  -           Syrio e Libanez      1          x          5          Flamengo

14/06  -           Syrio e Libanez      1          x          1          Vasco

28/06  -           Syrio e Libanez      4          x          2          SC Brasil

05/07  -           Syrio e Libanez      1          x          0          São Cristóvão

12/07  -           Syrio e Libanez      1          x          0          Hellênico

11/10  -           Syrio e Libanez      2          x          4          Fluminense

18/10  -           Bangu                       1          x          1          Syrio e Libanez

25/10  -           SC Brasil                  2          x          0          Syrio e Libanez

01/11  -           Flamengo                 2          x          0          Syrio e Libanez

22/11  -           Syrio e Libanez      1          x          3          Botafogo

06/12  -           Vasco                        5          x          1          Syrio e Libanez

13/12  -           Syrio e Libanez      0          x          1          América

 

 

Em 1926, o Syrio e Libanez A.C.  conquistou bons resultados e ficou na 7ª colocação (num total de 10 equipes), com 14 pontos, em 18 jogos: seis vitórias, dois empates e 10 derrotas; marcando 36 gols e sofrendo 53.

 

TIME BASE: Cotta, Uruguay e Heitor; Lemos, Rogério (Adolfo) e Rodrigues (Euclydes); Rhodas (Alô), Eduardo, Viola, Álvaro (Aprígio) e Amphrísio (Miro).

 

 

Todos os jogos do Syrio, no Estadual de 1926

04/04  -           SC Brasil                  1          x          2          Syrio e Libanez

18/04  -           Syrio e Libanez      2         x          6          Vasco

21/04  -           Syrio e Libanez      0          x          1          Bangu

02/05  -           Syrio e Libanez      1          x          3          Flamengo

16/05  -           América                     2          x          3          Syrio e Libanez

23/05  -           Botafogo                   3          x          5          Syrio e Libanez

30/05  -           Syrio e Libanez      1          x          3          São Cristóvão

06/06  -           Fluminense              2          x          1          Syrio e Libanez

13/06  -           Villa Isabel                3          x          4          Syrio e Libanez

27/06  -           Syrio e Libanez      3          x          0          SC Brasil

04/07  -           Vasco                        3          x          0          Syrio e Libanez

18/07  -           Flamengo                 2          x          2          Syrio e Libanez

25/07  -           Bangu                       5          x          2          Syrio e Libanez

1º/08   -           Syrio e Libanez      2          x          1          América

08/08  -           Syrio e Libanez      2          x          4          Botafogo

15/08  -           São Cristóvão          7          x          5          Syrio e Libanez

29/08  -           Syrio e Libanez      0          x          6          Fluminense

12/09  -           Syrio e Libanez      1          x          1          Villa Isabel

 

 

O Syrio Libanez não disputou o 1° turno por estar suspenso pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athléticos) desde 1927, por entender que o Syrio Libanez não dispunha de campo (o Syrio Libanez usava o campo do S. C. Mangueira na Rua Desembargador Izidro – Tijuca). Em maio de 1928,

os principais conselheiros da AMEA, reunidos em Assembleia, decidiram sobre a volta do Syrio Libanez AC ao campeonato. Contudo, o Syrio Libanez só disputou os jogos do segundo turno em 1928.

Apesar do enorme prejuízo, o Syrio Libanez não terminou na lanterna, ficando na 9ª posição (num total de 11 equipes), com Oito pontos, em 10 jogos: quatro vitórias e seis; marcando 18 gols e sofrendo 25.

 

TIME BASE: Cotta, Gigante e Jaime; Rodrigues, Lolô e Arthur; Esperidião (Álvaro), Alô, Fernando, Baiano e Miro.

 

 

Todos os jogos do Syrio, no Estadual de 1928

08/07  -           Syrio e Libanez      1          x          2          Vasco

05/08  -           Flamengo                 3          x          2          Syrio e Libanez

19/08  -           Andarahy                  4          x          3          Syrio e Libanez

26/08  -           Villa Isabel                1          x          2          Syrio e Libanez

09/09  -           Syrio e Libanez      0          x          4          São Cristóvão

23/09  -           SC Brasil                  1          x          2          Syrio e Libanez

30/09  -           Fluminense              1          x          3          Syrio e Libanez

07/10  -           América                     2          x          1          Syrio e Libanez

12/10  -           Botafogo                   5          x          1          Syrio e Libanez

21/10  -           Bangu                       2          x          3          Syrio e Libanez

 

 

Em 1929, o Syrio e Libanez A.C. ficou na 9ª colocação (num total de 11 equipes), com 13 pontos, em 20 jogos: cinco vitórias, três empates e 12 derrotas; marcando 40 gols e sofrendo 50. O destaque ficou por conta do atacante Fernandes, que terminou como o artilheiro do time com 11 gols.

 

TIME BASE: Cotta (Ismael), Aragão e Rodrigues; Arnô, Lolô e Arthur; Alô, Baiano (Esperidião), Gentil (Fernandes), Miro (Aprígio) e Catita (Aprígio).

 

Todos os jogos do Syrio, no Estadual de 1929

07/04  -           Syrio e Libanez      2          x          3          Botafogo

14/04  -           Syrio e Libanez      3          x          4          Vasco

21/04  -           Flamengo                 3          x          1          Syrio e Libanez

28/04  -           Andarahy                  3          x          1          Syrio e Libanez

05/05  -           Bangu                       2          x          0          Syrio e Libanez

26/05  -           Syrio e Libanez      2          x          3          América

02/06  -           Syrio e Libanez      3          x          6          Fluminense

09/06  -           SC Brasil                  0          x          1          Syrio e Libanez

16/06  -           Syrio e Libanez      2          x          2          Bonsucesso

14/07  -           São Cristóvão          2          x          1          Syrio e Libanez

21/07  -           Botafogo                   2          x          1          Syrio e Libanez

28/07  -           Vasco                        5          x          1          Syrio e Libanez

04/08  -           Syrio e Libanez      3          x          0          Flamengo

11/08  -           Syrio e Libanez      8          x          0          Andarahy

18/08  -           Syrio e Libanez      2          x          1          Bangu

22/09  -           América                     5          x          1          Syrio e Libanez

26/09  -           Fluminense              1          x          1          Syrio e Libanez

06/10  -           Syrio e Libanez      2          x          2          SC Brasil

20/10  -           Bonsucesso                         3          x          1          Syrio e Libanez

27/10  -           Syrio e Libanez      4          x          3          São Cristóvão

 

 

Na sua última participação, em 1930, o Syrio e Libanez A.C. terminou em 7º lugar (num total de 11 equipes), com 16 pontos, em 20 jogos: sete vitórias, dois empates e 11 derrotas; marcando 37 gols e sofrendo 46.

 

TIME BASE: Ismael, Aragão (Fernandes) e Rodrigues; Arnô, Lolô e Arthur; Lolô, Arnô e Aribar (Marcelo); Esperidião, Almeida, Cozinheiro, Miro e Catita.

Todos os jogos do Syrio, no Estadual de 1930

06/04  -           Botafogo                   4          x          0          Syrio e Libanez

13/04  -           Vasco                        3          x          1          Syrio e Libanez

20/04  -           Syrio e Libanez      6          x          1          Flamengo

27/04  -           Syrio e Libanez      2          x          1          Andarahy

04/05  -           Syrio e Libanez      2          x          0          Bangu

18/05  -           América                     5          x          1          Syrio e Libanez

25/05  -           Fluminense              2          x          4          Syrio e Libanez

01/06  -           SC Brasil                  1          x          2          Syrio e Libanez

08/06  -           Bonsucesso                         4          x          2          Syrio e Libanez

14/09  -           Syrio e Libanez      0          x          1          São Cristóvão

21/09  -           Syrio e Libanez      0          x          1          Botafogo

28/09  -           Syrio e Libanez      1          x          0          Vasco

05/10  -           Flamengo                 2          x          1          Syrio e Libanez

12/10  -           Andarahy                  3          x          1          Syrio e Libanez

19/10  -           Bangu                       2          x          2          Syrio e Libanez

09/11  -           Syrio e Libanez      1          x          1          América

20/11  -           Syrio e Libanez      4          x          1          Fluminense

23/11  -           Syrio e Libanez      4          x          5          SC Brasil

30/11  -           Syrio e Libanez      0          x          1          Bonsucesso

07/12  -           São Cristóvão          8          x          3          Syrio e Libanez

 

Após a sua saída do campeonato carioca, Syrio e Libanez A.C. foi perdendo força até fechar às portas na década de 30. É importante esclarecer que atualmente há o Clube Sírio e Libanês, que mudou de endereçedo saindo do Bairro de Botafogo e agora possui a sua nova sede no Bairro do Recreio dos Bandeirentes, na Zona Oeste. Só que esse clube não tem nenhuma relação com o antigo Syrio e Libanez Athletico Club.

 

FONTES: O Livro ‘História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906 / 2010’, de Roberto Assaf e Clóvis Martins – Revista Fon-Fon  

 

O Estádio da Praia Vermelha foi a casa do Sport Club Brasil, Localizado no Bairro da Urca, Zona Sul do Rio (RJ). Essas fotos são raríssimas. Antes, só tinha encontrado uma foto desse Estádio.

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

FOTOS: Revista Fon-Fon

 

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

ANDARAHY A.C. (RJ)       1          X         5          S.C. CORINTHIANS (SP)

LOCAL: Estádio da Rua Serzedello Correa (atual Rua Barão de São Francisco), no bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ).

DATA: Domingo, do dia 04 de Dezembro de 1921

CARÁTER: Amistoso Estadual

ÁRBITRO: Villas Boas.

ANDARAHY: Otto; Americano e Caratori; Nicolino, Braulio e Arthur; João, Gilabert, Waldemar, Russinho e Machado.

CORINTHIANS: Mario; Gano e Nando; Raphael, Amilcar e Roverso; Américo, Neco, Garcia, Tatú e Ratinho.

GOLS: Ratinho, Américo (2), Garcia e Neco (Corinthians); Waldemar, de pênalti (Andaray).

 

 

FONTES & FOTOS: O Malho – Revista Fon-Fon

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Na Usina do Queimado, que hoje integra a área urbana da cidade, mas na época era considerada parte rural de Campos e que se distância apenas 3 km do centro, um grupo de funcionários que sempre se reuniam nas horas de folga para jogarem futebol, nasceu à ideia de se formar um clube para se filiar à Liga Campista de Desportos (LCD) e que se fizesse presente nos campeonatos promovidos por essa entidade.
Liderados por Laudelino Batista e Antônio da Silva Sá, que respectivamente foram o primeiro presidente e vice do clube, procuraram os irmãos Julião e Inácio Nogueira, proprietários da usina e grandes admiradores dos esportes em geral, que gostaram muito da ideia e não só autorizaram a criação do time, como também colaboraram em muito para o seu desenvolvimento.

Em reunião ocorrida no dia 24 de abril de 1932, data oficial de fundação do clube, no pátio da usina e secretariada pelo jornalista e maestro Prisco de Almeida, ficou definido que o clube se chamaria Sport Club Aliança (apesar do mesmo nome, não pode ser confundido com o Aliança Foot-Ball Club, o segundo clube fundado na cidade de Campos, em 1912) e as cores foram inspiradas no ambiente que os cercavam: o verde dos canaviais e o branco do açúcar.
A primeira partida do Sport Club Aliança foi disputada no dia 24 de abril de 1932 (mesmo dia da fundação) contra o Industrial, no campo do Goytacaz, na Lapa, e terminou em um empate de 1 x 1.


Contando com um bom complexo esportivo, composto por dois campos de futebol, quadras de vôlei, basquete e tênis, o Aliança, alcançou o seu apogeu com apenas cinco anos de existência, quando conquistou um tricampeonato campista nos anos de 1937, 1938 e 1939 e, logo depois, também de forma meteórica, desapareceu, não chegando a era do futebol profissional de Campos.
Apesar de seus poucos anos de vida, o Aliança foi uma das forças futebolísticas da cidade em sua época, sendo até difícil de imaginar como uma equipe vitoriosa e com o suporte de uma empresa como a Usina do Queimado, na fase áurea da cana de açúcar, tenha desaparecido tão precocemente.
Vários jogadores de destaque tiveram passagem pelo clube, nomes como: Cláudio, Carbono, Lessa, Vicente, Rebite, Irineu e Evaldo Freitas.
Foi também de seus quadros, que saiu para o Vasco da Gama, o grande jogador Lelé, titular absoluto do time carioca que, na década de 40, conquistou vários títulos, entre eles o campeonato sul americano de 1946 e entrou para a história conhecido como o “Expresso da Vitória”.
Hoje o local já não apresenta mais as paisagens dos vastos canaviais de outrora, que perderam espaço para a construção de novos bairros, em nome do progresso, do desenvolvimento e da ganância dos homens. Mas o prédio da velha usina, inaugurada em 6 de agosto de 1880, ainda permanece de pé, imponente, apesar de há muito desativado, tendo seu espaço físico usado, eventualmente, como casa de shows e boate, mas ainda marca na memória de muitos, que viveram os anos dourados do futebol de Campos, uma época que não volta mais.

 

FONTE: Aristides Leo Pardo, Tide - Sport Ilustrado

 

Equipe de 1920

 

Equipe de 1933

Equipe de 1941 (profissional)

 

Participaram do campeonato as seguintes ligas:

Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET) – CAMPOS
Associação Iguassuana de Esportes (AIE) – NOVA IGUAÇU
Associação Leste Fluminense de Esportes Athleticos (ALFEA) – CABO FRIO
Associação Petropolitana de Sports (APS) – PETRÓPOLIS
Associação Serrana de Esportes Athleticos (ASEA) – NOVA FRIBURGO
Associação Sudoeste Fluminense de Esportes Athleticos (ASFEA) – PARAÍBA DO SUL
Associação Therezopolitana de Esportes Athleticos (ATEA) – TERESÓPOLIS
Liga Esportiva Norte Fluminense (LENF) – MIRACEMA
Liga Esportiva Sul Fluminense (LESF) – BARRA DO PIRAÍ
Liga Nictheroyense de Football (LNF) – NITERÓI

Observem que muitas das mesmas eram ligas regionais, e não apenas municipais. Caso da campeã Liga Esportiva Sul Fluminense, que tinha clubes de Barra do Piraí, Barra Mansa etc.

Contudo, era costume de alguns jornais considerar as seleções como sendo representantes da cidade onde as mesmas estavam sediadas. Por isso, o título da Liga Esportiva Sul Fluminense costuma ser contabilizado como um título da Seleção de Barra do Piraí.

 

Demorou, mas encontrei. Sempre vi nas fotos do Barreto Football Club o primeiro escudo abaixo. Embora pudesse identificar o seu formato, não podia precisar o que tinha dentro do mesmo. Mas achei uma imagem da bandeira em “A Revista”, de Niterói, que esclareceu o conteúdo do escudo: um simples monograma.

Já o escudo redondo, em estilho semelhante ao do América Football Club-RJ, foi usado apenas em 1924. Em 1925 o escudo antigo voltou a ser usado e, pelo visto, até o fim das atividades do clube. Por falta de um escudo melhor, sempre utilizei esse nas minhas ilustrações. Oriento os colegas que atualizem seus arquivos.

 

Aspecto da inauguração oficial do Pavilhão do Riachuelense Football Club, do Centro do Rio de Janeiro (RJ), Fundado no dia 20 de Janeiro de 1913. No momento da foto em que o Dr. Julio Furtado içava o novo pavilhão.

 

FONTE: Revista Fon-Fon 

 

21 de Junho de 1913

 

24 de Maio de 1913

 

FONTE: Revista Fon-Fon 

 

FONTE: José Francisco de Moura, ‘Profº Chicão

 

FOTO: Revista Fon-Fon

 

Club Athletico Central  foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Club dos Ferroviários” foi Fundado no dia 27 de Novembro de 1917, Uma década depois, o clube alviverde foi Reorganizado no dia 12 de Outubro de 1927.

O Central passou por várias Sedes: Rua Archias Cordeiro, 157 – Méier (1921) e depois Rua Archias Cordeiro, 22 – Méier (28 de Novembro de 1929). Transferiu-se para Rua D. Anna Nery, 426, próximo a Estação do Rocha 07 de Janeiro de 1930); em seguida a Sede Social passou para a Praça do Engenho Novo, nº 22, no Bairro do Engenho Novo – Zona Norte do Rio. E por fim, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 993 – Sampaio (1937).

Em março de 1929, o Central arrendou a Sede e a Praça de Esportes do River Football Club, na Rua Jorge Rudge (Antigo Municipal), 59, na Piedade, por 500$000 (Quinhentos mil-réis) mensais. Depois a sua Praça de Esportes ficava na Rua Adriano, nº 107Todos os Santos – Zona Norte do Rio. Já

Com quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão, na década de 30, A equipe Centralense disputou as competições organizadas pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres entre 1929 a 1930, que tinha como time-base: J. Julio; Fedóca e J. Augusto; Orlando, Jonas e Marcello; Coruja, Hernani, Edilson, Hamilton e Urbano. Reservas: Othelo, Áureo e Augusto.

Em 1931 mudou para a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), onde debutou no Campeonato Carioca da Segunda Divisão naquele mesmo ano. A campanha não foi boa e o Central terminou na 16ª e última colocação. Em 1932, mais adaptado fez uma campanha melhor e terminou em 4º lugar. Em 1933, o Club dos Ferroviários” não manteve o bom nível e acabou amargando a 6ª colocação da sua chave.

Em 1934, o clube atravessou por uma grave crise, chegando a sofrer uma intervenção. No ano seguinte, o Central retornou a Segundona, desta vez sob a administração da Federação Metropolitana de Desportos (FMD), mas sem muito sucesso. Em 1938, o clube deixou a Federação Athletica Suburbana (FAS).

FONTES: Almanak Laemmert (RJ) – Rsssf Brasil - O Jornal – Estatuto do Clube – Correio da Manhã – A Manhã – Jornal dos Sports – Jornal A Noite

 

O Henrique Valladares Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Julho de 1913. A sua Sede ficava localizada na Avenida Henrique Valladares, nº 33 (Sobrado) – Centro do Rio.

Em 1919, ingressou na Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA), e faturou o título do Segundo Quadros. Em 14 de novembro de 1920, o Henrique Valladares excursionou para São João Nepomuceno, na Zona da Mata (MG), para realizar dois jogos amistosos: um diante do Mangueira Football Club e o outro contra o Operário Football Club.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – O Malho

 

O Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

O clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de Botafogo: Ernesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

 

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS), fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

 

Amistoso em Niterói

O clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense: 5 a 0.

 

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

 

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30, no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

O Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

O Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

 

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

O Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

O Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

 

 

FONTES: Gazeta de Notícias – A Época – O Paiz – O Imparcial – Vida Domestica – Correio da Manhã

 

A Liga Gonçalense de Desportos, desde 1931, representa o Município, este Estado e o Brasil nas competições de diversos esportes. Pois esta Liga é a única Entidade do Brasil com mais de 30 (trinta) modalidades esportivas, e que desenvolve um Projeto Social, hoje com 20.112 inscritos. Nossas seleções e nossos Clubes filiados muito Contribuíram para as várias conquistas, do Município, 1958 (futebol), 1971 (atletismo), 2002 e 2003 (kung-fú), 2006 (ultra triathion), três Pan-americano (handebol), há 13 (treze) anos somos Campeões Brasileiro de Kick Boxing, e em todas as Seleções de Representação do Brasil, o maior numero de atletas até este momento, foi deste Estado, seja nos Pan-Americanos ou Sul-Americanos o BRASIL sagrou-se Campeão. Isto fora fruto do trabalho da Diretoria desta Casa, de suas Agremiações filiadas, professores e atletas.

Todas as representações durante a existência dos Bingos foram custeadas por recursos que a Lei Zico, depois Lei Pelé permitiram, e os atletas tinham alimentação, hospedagem, transporte e inscrições nas Competições de disputa de Títulos Brasileiros ou Internacionais. Atletas representaram o Brasil, no Peru, no Equador, na China, nos EUA, na Grécia, Eslovênia, Iugoslávia, Itália, Argentina e tantos outros, sempre com todas as despesas pagas.

Durante treze anos, tiramos jovens e adultos das drogas, fizemos muito mais do que muitos Governos com os nossos projetos sociais. Com a perda dos BINGOS o esporte ficou órfão, os atletas desiludidos. Pedimos SOCORRO, para manter nosso Projeto Social, pois sem outra fonte de renda fica difícil a sua sustentação.

 

FONTE: Site da Liga Gonçalense de Desportos

 

O Sport Club Andarahy foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 06 de Março de 1917. A sua 1ª Sede ficava na Rua Theodoro da Silva, nº 359, no Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio. O Campo estava situado na Rua Barão de Mesquita, 941 /1017 – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Domingos Carvalho;

Vice-presidente - Domingos Pereira;

1º Secretário - Waldemar Jorge;

2º Secretário - Heitor Suzart;

1º Thesoureiro - João Nogueira;

2º Thesoureiro - Carlos Moraes;

Capitain geral - Agostinho Rezende Souto;

Vice-Capitain - Ismael Teixeira;

Cobrador - Álvaro Guimarães.

 

Na terça-feira, do dia 12 de Junho de 1923, o clube foi reorganizado. Em 1924, transferiu a Sede para a Rua Barão de Mesquita, 93 A – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio, ficando próximo ao campo de jogo. Em 22 de Janeiro de 1924 – Se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD).

 

Time de 1920: Lalau; Beléo (Manduca) e Ismac (Mario); Joaquim (José), Caxangá (Roberto) e Leite (Cap.); Baratinha (Gentil), Velho (Albertino), David (Antonio), Lobo e Velloso.

 

FONTES: Voz do Povo – Revista O Tico-Tico – A Razão

 

FONTE: O Imparcial

 

O Ingá Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado em 1908, a sua Praça de Esportes ficava na Rua Boa Vista, s/n – São Francisco, em Niterói. Posteriormente, no local foi construído a Sede, em um vasto prédio, na Rua Boa Vista, inaugurado no domingo, do dia 1º de Junho de 1919. Em 1916, o seu campo passou a ser na Praia das Flechas, no Bairro do Ingá, em Niterói.

O Canto do Rio Football Club, fundado em 14 de novembro de 1913, surgiu com um time infantil. E, naquela época, o grande rival era justamente o Ingá FC, onde protagonizaram grandes jogos.

O Ingá participou do Campeonato Niteroiense em 1913. Essa competição teve uma característica ímpar.  Em Dezembro de 1911, foi Fundada a Liga Sportiva Fluminense (não confundir com a entidade homônima criada anos depois), que acabou sem ter organizado nenhum campeonato ou torneio.

Mesmo sem nenhuma liga, os clubes niteroienses se uniram para organizar o  Campeonato Niteroiense de 1913. Quem liderou essa empreitada audaciosa foi Associação Athletica Fluminense (que tem nome de liga mas era um clube), do Bairro Cubango  e também com apoio do jornal Gazeta da Manhã.

Os jogos foram realizados em dois campos: Ground da Travessa da Boa Vista, no Bairro do Cubango (propriedade da Associação Athletica Fluminense); e do Guarany F.C., no Ground dos Salesianos, no Bairro Santa Rosa (na realidade o campo pertencia ao Colégio Salesianos).

A participação de quatro agremiações: Associação Athletica Fluminense, Ingá Football ClubEsperança Football Club e Guarany Football Club (campeão invicto, vencendo todos os seus seis jogos. Aclamado campeão de 1913, recebeu o Taça Gazeta da Manhã, ofertada pelo jornal Gazeta da Manhã).

Na segunda-feira, do dia 26 de Janeiro de 1914, o Ingá solicitou filiação junto a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), onde disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão em 1914 e 1915.

Na sua primeira participação na Terceirona de 1914, o Ingá Football Club terminou na 4ª colocado, num total de sete clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Cattete Football Club (Bairro do Catete);

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Sport Club Riachuelo (Bairro de São Cristóvão/ campo no Bairro de Vila Isabel);

Villa Isabel Football Club (Bairro de Vila Isabel).

Na sua segunda edição, o o Ingá Football Club fechou em 4º lugar, num total de cinco clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Paladino Football Club (Centro do Rio).

Excursão à Campos, em 1914

Excursionou para Campos dos Goytacazes, onde ficaram hospedados no Grande Hotel Central. Assim, na tarde de sábado (27/06/1914), O Ingá enfrentou o Quinze de Novembro Football Club, às 16 horas, e goleou por 4 a 0. Os gols da partida foram assinalados por Ivo (duas vezes), Gilberto e Lafayette, um tento cada.

No dia seguinte (domingo, dia 28 de junho de 1914), foi a vez de encarar a Seleção da Liga Campista de Football, às 16 horas. Mesmo desfalcado de cinco titulares, o Ingá mostrou que a vida do adversário não seria moleza.

Telêmaco, de cabeça, abriu o placar para o Ingá. Depois Campos, em cobrança de falta, empatou e outro de pênalti, marcou o tento da virada do selecionado campista. Final do primeiro tempo: 2 a 1 para a Seleção de Campos.

Na etapa final, Gilberto voltou a empatar, dando números finais ao jogo: 2 a 2. O Ingá jogou com a seguinte formação: Ivan; Murillo (Cap.) e Egas; Couto, Affonso e Archimedes; Bocayuva, Rubens, Ivo, Gilberto e Telêmaco.

O goleiro Ivan era um dos destaques do Ingá. Tanto que em 1916, acabou sendo contratado pelo Botafogo do Rio para ser o titular da posição.

Por falta de pagamento, Ingá é excluído da Terceirona

Na quarta-feira, do dia 1º de Março de 1916, o conselho diretor da LMSA eliminou por unanimidade o Ingá Football Club, de acordo com o disposto pelos artigos 40 e 42 do estatuto.

O motivo foi que o clube niteroiense não quitou a dívida da mensalidade dentro do prazo de tolerância estipulada pela entidade.

FONTES: Correio da Manhã – Jornal do Brasil (JB) – O Paiz – O Fluminense – Gazeta de Notícias – O Imparcial – A Rua

 

Paduano Esporte Clube (Santo Antônio de Pádua-RJ) - 1950

Fonte: Esporte Ilustrado

 

A TAÇA EFICIÊNCIA era dada a equipe carioca que alcançasse mais pontos na somatória dos campeonatos profissionais, aspirantes, juvenis e de reservas.

COL

CLUBE

PONTOS

01º

FLUMINENSE

357

02º

VASCO DA GAMA

352

03º

FLAMENGO

316

04º

BOTAFOGO

312

05º

AMÉRICA

184

06º

BANGU

166

07º

SÃO CRISTÓVÃO

161

08º

OLARIA

145

09º

BONSUCESSO

142

102º

MADUREIRA

116

11º

CANTO DO RIO

72

Fonte: Esporte Ilustrado

 

 

Byron, do Barreto, fez história e até jogo contra o Flamengo

O bairro do Barreto, em Niterói, é marcado por uma histórica relação com o futebol. Na mesma época em que o Rio Cricket já havia se consolidado e disputava o Campeonato Carioca, surgia naquela região da Zona Norte, o Byron. Fundado no dia 21 de outubro de 1913, o clube foi uma das “potências” da região, que revelou um dos maiores craques do futebol nacional e mundial, tão admirado quanto Pelé e Garrincha: Zizinho, ou Mestre Ziza.

A sede do clube ficava num campo pertencente a Companhia Manufatora de Tecidos, situado ao lado da sede da empresa, na Rua Doutor March. Para desenvolver as atividades, a diretoria pagava aluguel à empresa, que ainda não explorava a prática do futebol. Para atrair os funcionários de família de origem britânica da fábrica, os fundadores do clube o batizaram com o nome do poeta inglês George Gordon Byron, um dos maiores do século XIX.

Com ajuda de comerciantes e diretores da fábrica de tecidos, o clube conseguiu se estruturar para montar também times em categorias de base e até se aventurar em outras práticas esportivas, como o boxe e o basquete. Venceu o primeiro Campeonato Niteroiense em 1917. E repetiu o feito nos anos de 1922, 1924 e 1925, nas chamadas modalidades ainda amadoras e já com respeitado elenco profissional, levantou outras duas taças, em 1928 e 1934.

 

O poeta e escritor George Byron deu nome ao clube do Barreto
O poeta e escritor George Byron deu nome ao clube do Barreto

 

 

A performance no Campeonato da Liga Niteroiense de 1934 rendeu ao clube o convite para disputar uma competição no Rio – o Torneio Aberto da Liga Carioca de Football, em 1935, que reuniu 23 equipes, a maioria da Capital, nos estádio do Fluminense (Laranjeiras) e do América (Campos Sales). A equipe do Barreto acabou eliminada após ser goleada pelo Flamengo, por 9 a 2 e também perder para o Anchieta por 3 a 2.

Declínio - O declínio do clube veio no fim da década de 40, quando a direção da fábrica Manufatora decidiu montar sua própria equipe. O “racha” acabou na Justiça e o Byron foi despejado. Enfraquecido, o clube acabou abandonado o futebol em 1953, vindo a se dedicar apenas a eventos sociais, e foi extinto em 1978.

Barreto e Ypiranga também marcaram década

Na década de 30, outras duas equipes de Niterói também fizeram fama. O Barreto, grande rival do Byron, na Zona Norte, e o Ypiranga, de São Lourenço, disputaram duas edições do Torneio da Liga Carioca de Footbal nos anos de 1935 e 1936, junto com Fluminense, América, Flamengo, Bangu, América e outras equipes de diferentes pontos da Região Metropolitana. Mas não passaram da primeira fase da competição.

O Barreto Football Club foi fundado no dia 14 de julho de 1912 por funcionários da Companhia de Fósforos Fiat Lux. As partidas entre essa equipe e o Byron arrastavam ‘multidões’ nas décadas de 20 e 30. O apelido do Barreto era “Leão do Norte”, e sua antiga sede, na Rua General Castrioto, era ornamentada com duas estátuas do animal. Suas cores eram o azul escuro e branco.

O Barreto conquistou a divisão principal da Liga Sportiva Fluminense em 1921 e 1923, além dos torneios início de 1919, 1920, 1924 e 1925, segundo registros da Liga Niteroiense de Futebol. Em 1941, o clube montou um time caríssimo para disputar com o Canto do Rio uma vaga no Campeonato Carioca, mas acabou preterido. A empreitada acabou por deixá-lo em situação financeira difícil. Em 1942, já sem condições de manter o futebol profissional, encerrou as atividades, com apenas 30 anos de existência.

O Ypiranga fez fama no futebol fluminense na década de 1930, quando chegou a ter jogadores convocados para a Seleção Brasileira, como Manoelzinho e Oscarino. O clube se manteve atuante até a década de 70, quando acabou extinto.

Zizinho, o craque mais ilustre

O filho mais “ilustre” que o Byron produziu foi o meia Zizinho, considerado o primeiro grande craque da história do futebol brasileiro em âmbito mundial. Nascido em São Gonçalo, no dia 14 de setembro de 1921, ele daria seus primeiros chutes nos campos de terra batida da cidade. Thomáz Soares da Silva iniciou a adolescência nas divisões de base do Byron. Chegou a fazer “peneiras” nas equipes do América, São Cristóvão e Bangu, quando ainda trabalhava no Loyd Brasileiro. As boas atuações no time de Niterói o levaram a fazer o teste que culminaria na ida para o Flamengo, em 1939, aos 18 anos.

À beira do campo, ele viu o lendário atacante Leônidas da Silva se contundir e incrédulo, foi chamado pelo técnico Flávio Costa para substituir o ídolo. “Menino, você é o meia lá de Niterói? Entra no lugar de Leônidas”, ordenou o técnico. O ‘garoto’ não apenas entrou como fez dois gols em dez minutos. Era a “senha” para começar a brilhante carreira, como mostrou o livro “Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro”, de Marcelo Barreto. A ida de Zizinho para o Flamengo é cercada por uma curiosidade, que levou o clube da Gávea a atravessar a baía para um histórico amistoso contra o Byron. Antes da contratação, acabou suspenso por causa de uma confusão no chamado “clássico da Zona Norte”, entre o Byron e o Barreto. Para facilitar a ida para o Rio, o time carioca, sugeriu o jogo, que aconteceu no campo do clube niteroiense. Com Zizinho atuando pelo rubro-negro, o jogo terminou empatado em zero a zero graças a uma atuação inesquecível do goleiro Leônidas, do Byron.

Apogeu no FLA e eterna tristeza pela perda da Copa

 

Injustamente, Zizinho foi apontado como ‘vilão’ da Copa de 50
Injustamente, Zizinho foi apontado como ‘vilão’ da Copa de 50

 

Zizinho teve dias de glória no Flamengo, onde conquistou o tricampeonato carioca nos anos de 1942, 1943 e 1944, mas caiu em descrédito com a perda da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã. Foi sua primeira e única participação na competição. Acabou vendido para o Bangu, sem tomar conhecimento da transação, já que servia à Seleção Brasileira.

Na Copa de 50, machucado, ficou fora das partidas iniciais. No terceiro jogo que decidiria uma vaga para a fase seguinte, contra a Iugoslávia, marcou um dos gols na vitória por 2 a 0. Uma atuação tão impressionante que recebeu da imprensa o apelido de ‘Mestre Ziza”.

Depois das goleadas por 7 a 1 contra a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha, a equipe precisava apenas do empate para chegar ao título, mas perdeu por 2 a 1 para o Uruguai, naquele que seria a pior tragédia do futebol brasileiro, até a goleada sofrida para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão, na última Copa.

A derrota ficou marcada na carreira do jogador, que defendeu também o São Paulo, onde se tornou campeão paulista em 1957. “Ele nunca esqueceu a perda do título. Ficava triste e cabisbaixo quando se falava no episódio”, declarou Jair Marinho, ex-lateral direito e amigo inseparável de Zizinho. O São Paulo e o Audax Italiano, do Chile, foram os últimas equipes onde atuou. O craque chegou a lançar uma autobiografia antes de morrer em casa, no Ingá, em fevereiro de 2002, de causas naturais, aos 79 anos.

 

FONTES: Jornal O São Gonçalo – Sergio Soares - Ari Lopes

 

O Victoria Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava localizada na Rua Bonfim, nº 132, no Bairro do Fonseca, em Niterói. O clube Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Junho de 1915. O Victoria disputou a Segundona da Liga Sportiva Fluminense (LSF), no final de 10 e início de 20.

O Jornal O Paiz descreveu assim, o surgimento da nova agremiação: “Fundou-se na vizinha capital, o Victoria Foot-Ball Club e que é composto por meninos da melhor sociedade fluminense. Para a estreia do “team“, será jogado, por esse Club e o Canto do Rio Foot-Ball Club, um “match”, que se realizará domingo, 13 do corrente, às 8 horas da manhã, no “ground” desta última sociedade“.

FONTES: A Rua – A Razão – O Paiz

 

O Torneio Início de Niterói de 1922, organizado pela Liga Sportiva Fluminense (LSF), foi realizado no domingo, do dia 26 de Março de 1922. Como o número de equipes era ímpar, um avançou para a segunda fase: Fluminense Athletico Club. A competição contou com a participação de 11 agremiações:

América Football Club;

Arariboya Football Club;

Barreto Football Club;

Byron Football Club;

Canto do Rio Football Club;

Fluminense Athletico Club;

Guarany Football Club;

Neves Athletico Club;

Nictheroyense Football Club;

Odeon Football Club;

Ypiranga Football Club.

 

Primeira Fase

1º Jogo - Byron FC venceu o Canto do Rio FC por 1 a 0, (dois escanteios a zero para o Byron). Árbitro: Francisco Monteiro.

2º Jogo - Arariboya FC venceu o América FC por 2 a 0, (em escanteios: 1 a 1). Árbitro: Euclydes de Araújo.

3º Jogo - Guarany FC venceu o América FC por 1 a 0. Árbitro: Franklin Baptista.

4º Jogo - Odeon FC venceu o Nictheroyense FC por 1 a 0. Árbitro: Thimotheo Pereira.

5º Jogo - Barreto FC empatou com o Neves AC em 0 a 0, mas venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Emygdio Nery.

 

Segunda Fase

6º Jogo - Fluminense AC empatou com o Byron FC em 0 a 0. Após duas prorrogações, o Flu venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Thomaz Goulart.

7º Jogo - Arariboya FC empatou com o Guarany FC em 0 a 0. Após uma prorrogação, o Arariboya venceu, em escanteios, por 2 a 0. Árbitro: Hércules Costa.

8º Jogo - Barreto FC empatou com o Odeon FC em 0 a 0. Após três prorrogações, o Barreto venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Joaquim Alves.

 

Terceira Fase

9º Jogo - Fluminense AC venceu o Arariboya FC por 1 a 0, (um escanteio a zero para o Fluminense). Árbitro: Waldemar Reis.

 

FINAL

10º Jogo - Fluminense AC venceu o Barreto FC por 1 a 0, com o gol do meia esquerda Carlos Almeida (um escanteio a zero para o Fluminense). Árbitro: Euclydes de Araújo.

 

Após o jogo, o Fluminense Athletico Club foi aclamado campeão do Torneio Início de Niterói de 1922, recebendo a Taça Ranulpho Bocayuva. O Barreto Football Club foi o vice-campeão e recebeu a Taça Eduardo Cotrim Filho. Os 11 clubes disputaram o torneio com as seguintes escalações:

 

Fluminense AC: Tristão; Henrique e Álvaro; Dedico, Tavares e Seraphim; Silvino, Freitas, Othon, Carlos Almeida e Roil.

Barreto FC: Alcides; Moreira e Monteiro; Julinho, Guarany e Gil; Minely, Sá, Nelson, Ferreira e Rubens.

Canto do Rio FC: Zezé; Nair e Orlando; Nestor, Guanabarino e Araujo; Segadas, Leopoldo, Oswaldo, Ary e Torreão.

Byron FC: Gonzaga; Coelho e Lauro; Napoleão, Laurindo e Julio; Alberto, Medeiros, Ranulpho, Vabo e Netto.

Arariboya FC: Enéas; Lydio e Dedmatto; Theodulo, Tide e Monteiro; Navado, Dóca, Accacio, Congo e Gabriel.

América FC: Vicente; Ulysses e José; Siqueira, Armando e Ferro; Zezé, Célio, Paixão, Capitão e Lagulo.

Guarany FC: Velarino; Lé e Marciano; Siqueira, Cunha e Pinho; Waldetaro, Nelson, Leal, Lomelino e Aurelio.

Ypiranga FC: Gastão; Ramos e Waldemar; Japonez, Manoelsinho e Irenio; Cabloco, Patacho, Roberto, Jacatibá e Dick.

Nictheroyense FC: Neves; Moreira e Menezes; Arnaldo, Bolinha e Zeca; Aristides, Roque, Cosme, Máximo e Oscar.

Odeon FC: Gama; Octavio e Pimenta; Genna, Lima e Zoroastro; Dantas, Paulo, Bibi, Affonso e Oswaldo.

Neves AC: Palmeirin; Armando e Waldemiro; Brito, Julio e Soares; Ferreira, Ismar, Caréca, Russo e Franklin.

 

FONTE: Jornal A Rua

 

FONTE: Revista Suburbana

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