Durante muitos anos o futebol da capital de Mato Grosso teve como seu templo principal, o Estádio Governador José Fragelli ou simplesmente Verdão. Nesse estádio ocorreram memoráveis jogos, dignos de ser guardados para sempre na memória do torcedor cuiabano. O Verdão foi inaugurado oficialmente em 08 de abril de 1976, com um quadrangular envolvendo Dom Bosco, Mixto, Operário e Flamengo do Rio de Janeiro. Em 2009 foi realizada a última partida antes de ser demolido para a construção da Arena Pantanal.

 

 

 

 

 

Fonte: Nelson Vasquez (ex-jogador)

 

Caçapava é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado em uma região estratégica, entre São José dos Campos e Taubaté.

O nome do município origina-se da lingua tupi e significa clareira ou “passagem na mata”, de ka’a, “mata” e asapaba, “passagem”.

Provavelmente, esse nome é devido à grande fenda natural que existe na Serra do Mar, e que nessa região é responsável pelos densos nevoeiros vindos do Oceano Atlântico no período de inverno.

A Associação Atlética Caçapavense, da cidade de Caçapava (SP), foi fundada na data de 9 de dezembro de 1913.

Sua sede se localiza na Rua Coronel Manoel Inocêncio número 450.

Antigo estádio.

Seu estádio denomina-se Capitão José Ludgero de Siqueira.

Disputou o campeonato paulista de futebol nos anos de 1964, 1965 e 1966, sempre pela 3ª Divisão de Profissionais.

 

 

No ano de 2013, a Associação completou 100 anos de existência. Essa é a camiseta do centenário.

Fontes: Site do clube, Wikipedia, Almanaque do Futebol Paulista e o Livro Os Esquecidos – Arquivo do Futebol Paulista.

 

O União Mútua Futebol Clube, do bairro de Vila Carioca, subdisitrito do bairro do Ipiranga, situado na Zona Sul, da capital paulistana, foi fundado na data de 24 de maio de 1930.

É conhecido como “O Gigante do Bairro”.

Tem seu estádio na Rua Álvaro Fragoso número 590 e sua sede no número 313 da mesma rua.

Seu escudo possui cinco cores: vermelho, amarelo e verde, a faixa azul em diagonal e as mãos com luvas brancas, que representam a Espanha, Itália, Portugal e Brasil, pois o clube foi fundado por imigrantes desses países.

Em dezembro de 2010 publiquei um artigo intitulado “O Futebol na Vila Carioca”, que julgo valer a pena reproduzir nesta data.

 

O FUTEBOL NA VILA CARIOCA

Um amigo encontrou o escudo do União Mútua Futebol Clube postado por mim e me mandou um e-mail que achei interessante postar no blog,  pois ele simplesmente acabou narrando um pouco da história do futebol do bairro da Vila Carioca – Distrito do Ipiranga – Zona Sul da Capital de São Paulo.

Toninho, boa tarde,

O escudo do União Mútua é exatamente este.

O clube era o mais estruturado da Vila Carioca e olha que ali haviam inúmeros times, só para citar alguns: Cruzada Paulista (Rua Aida); XI Primos (hoje na Rua Amadis – morei do outro lado da rua); Auri Verde, Cruzeiro, Carioquinha e Santos (todos Rua Auri Verde) , sendo que o presidente Lula jogou no Santos; o XI Carioca, com sede na Rua Colorado e o Bahia com sede na Rua Ubarana, no bar do Zito, que é pai do Pepo (bar do XI Primos) e do “Escovão”.

Na sede da União Mútua, ocorriam bailes de sábado à noite e de carnavais, as matines eram lotadas, assim como recebeu vários cantores e promoveu bons festivais de futebol de salão e no campo, sendo que os jogadores se trocavam na sede e iam à pé para o campo.

Pra encerrar: Na despedida de solteiro do “Escocês”, em 1980 teve um jogo de solteiros X casados, eu com 16 anos joguei no gol do time dos solteiros, ao final, o Escocês, nu, correndo em volta do campo.

Um abraço.

Nascimento   

PS – José Antonio do Nascimento atualmente é Delegado de Polícia do DEIC de São Paulo.

        Escocês é um dos grandes compositores de sambas enredo e faz parte da  Escola de Samba Imperador do Ypiranga, que também é da Vila Carioca.
PS – O Delegado de Polícia José Antonio do Nascimento foi assassinado na data de 14 de janeiro de 2016, quando retornava para sua residência.

 

Fontes: site do clube, site Upiranga (com u mesmo), álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

 

Por Ari Lopes e Sérgio Soares

A história do futebol de Niterói, rica na revelação de atletas e jogos memoráveis, perdeu, há anos, uma de suas principais referências. Construído no “coração” de Icaraí, na Zona Sul da cidade, o estádio Caio Martins, ou Mestre Ziza, inaugurado na década de 1940, quem diria, virou uma espécie de “gigante” adormecido aos 74 anos de existência, completados no último dia 20, sem nenhuma comemoração.

Inaugurado em julho de 1941 junto com o ginásio poliesportivo e um parque aquático, o campo não recebe jogos oficiais de futebol desde 2004.

Atualmente, o estádio que pertence ao Governo do Estado, está cedido ao Botafogo através de um termo de concessão, desde 1988, com prazo de término em 2023. No mês passado, o clube iniciou uma tímida reforma, com vistas a uma possível utilização no Campeonato Carioca de 2016. A intervenção para a melhoria, é na realidade, uma espécie de ‘sopro’ de esperança para o histórico campo, quase vendido, no fim do ano retrasado à construtoras, interessadas em erguer no local um condomínio de apartamentos e um shopping. São dias de incerteza que nada lembram o “glamour” do passado de glórias.

 

Serie de futebol 29 500 FOTOS DO CANÓDROMO DO CAIO MARTINS foto DIV FAN
Campo era usado para exposições e corridas

 

 

 

Palco de partidas de várias edições de campeonatos estaduais, competições nacionais, e até da Seleção Brasileira, o campo, hoje, é utilizado pelo Botafogo apenas para treinos das divisões de base. Por causa dessa situação, o local por onde desfilaram craques de primeira grandeza do futebol brasileiro, passou os últimos anos vazio.

Para o presidente da Liga Niteroiense de Desportos (LND), Vanir Ferreira da Silva, o Dado, a concessão ao Botafogo é nociva aos clubes da cidade filiados à entidade, uma vez que a exclusividade dada ao Botafogo impede que equipes locais ou de regiões vizinhas possam realizar partidas no campo de Icaraí.

“É um contraste com a bela história que se construiu no futebol a partir do surgimento do estádio”, afirmou. Não são apenas os clubes de Niterói que gostariam de jogar em Icaraí. Em setembro do ano passado, duas equipes de São Gonçalo chegavam à final da 3ª Divisão estadual. Já classificados para a 2ª Divisão, Gonçalense e São Gonçalo Futebol Clube tiveram que disputar o título no Estádio do América, em Edson Passos, na Baixada Fluminense, bem longe de suas torcidas.

 

Serie de futebol 29 500 CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO ESPORTIVO foto DIV Fan
Década de 1940: operários trabalham na construção

 

 

 

Em 2015, para a participarem da Segundona, as duas equipes enfrentaram o mesmo problema: foram obrigadas a jogar a competição fora de casa e a pagar aluguéis para essa finalidade. O vereador niteroiense Luiz Carlos de Freitas Gallo, que é ex-jogador profissional de futebol e faz do esporte uma das “bandeiras” de trabalho, manteve, nos últimos anos, uma autêntica “queda de braço” com o governo do estado e com o Botafogo em prol da revitalização do imóvel e formas de utilização, principalmente do campo, pelas equipes locais.

Gallo, que já foi administrador do Complexo do Caio Martins entre 1992 e 1996, diz que existem meios de manter o campo, após o fim da concessão ao clube alvinegro, através de novas parcerias. O vereador pretende, nos próximos dias, reapresentar em plenário o projeto que prevê o tombamento do estádio para que ele possa, num futuro breve, ser preservado não apenas como um patrimônio do esporte, mas também da história de Niterói.

 

Vasco venceu ‘Cantusca’ na partida inaugural: 3 a 1
Vasco venceu ‘Cantusca’ na partida inaugural: 3 a 1

 

 

 

 

Venda – No fim do ano retrasado, Gallo liderou um movimento em defesa da manutenção do estádio. Na época, o governo do estado estudava a possibilidade de negociá-la à iniciativa privada, o que acabou não ocorrendo, a partir da mobilização dos vereadores de Niterói e do Ministério Público Estadual.

“A municipalização seria a melhor forma de garantir a preservação daquele prédio histórico, estimular a prática do futebol e o surgimento de novos atletas”, declarou o vereador. A Assessoria de Imprensa da Suderj informou que o Botafogo, por deter a concessão desse local, em regime de comodato, é o responsável pela manutenção.

 

Serie de Futebol 29 500 FOTO CAIO MARTINS COM PISTA DE ATLETISMO foto FAN
Na década de 1970, já com a pista olímpica

 

 

 

Na semana passada, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, e o secretário estadual de Esporte e Lazer, Marco Antônio Cabral, fizeram reunião para acertar detalhes de uma possível utilização do estádio na disputa do Campeonato Carioca de 2016.

A direção do Botafogo busca, através da reabertura, uma alternativa em função da futura perda temporária do Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, do qual também tem concessão, e do Maracanã, ambos no Rio, por causa das Olimpíadas de 2016, cujos organizadores exigem exclusividade desses locais a partir de janeiro.

A tarefa, no entanto, não será das mais fáceis, já que existem também, na Justiça, ações de moradores contrárias à utilização do estádio, por causa de assaltos, furtos de veículos e brigas, engarrafamentos, entre outros motivos.

Campo não recebe um jogo oficial desde 2004

Muitas diferenças separam o Estádio Caio Martins do Complexo Esportivo – que inclui um ginásio poliesportivo e um parque aquático. No Estádio, a falta de manutenção do campo e do espaço físico nos arredores da área de jogo, até meados de junho, contrastou muito com o visual no restante do Complexo, que está bem cuidado e sem nenhuma pichação.

A sujeira deixada por vândalos existe do lado de fora de todos os muros do estádio. Até o mês passado, o problema mais grave estava na Rua Presidente João Pessoa, onde as paredes externas estavam tomadas por mato, do tipo ‘trepadeira’, que se espalhavam pelas calçadas, dificultando a passagem de pedestres. Mas o problema foi resolvido com a poda do mato e pintura de algumas partes.

 

A parte do estádio será administrada pelo Botafogo até 2023
A parte do estádio será administrada pelo Botafogo até 2023

 

 

Memória – No início de 2003, o Caio Martins chegou a passar por uma grande reforma para receber jogos do Botafogo pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Com ampliação das arquibancadas, a capacidade de público foi aumentada para 15 mil pessoas, divididas entre arquibancadas de concreto e tubulares, cadeiras vips e camarotes. Importante na campanha que levou o clube de volta à Série A, o Caio Martins foi apelidado de ‘Caldeirão’ pela torcida alvinegra.

Um dos mais modernos painéis eletrônicos do Estado do Rio de Janeiro na época foi instalado no estádio. Mas em 2005, no entanto, as obras foram desfeitas. A última partida oficial no estadio ocorreu em 12 de dezembro de 2004, quando o Botafogo perdeu para o Corinthians por 2 a 1.

Escoteiro herói deu nome ao estádio

 

O escoteiro-herói Caio Viana Martins, morto em acidente de trem, deu nome ao estádio
O escoteiro-herói Caio Viana Martins, morto em acidente de trem, deu nome ao estádio

 

 

O Caio Martins foi inaugurado em 1941, atendendo ao desejo do então governador Ernâni do Amaral Peixoto, que queria que jogos do Campeonato Carioca fossem realizados em Niterói, a antiga capital Fluminense. No local existia um ‘canódromo’, onde aconteciam exposições e corridas de cães, e parte da estrutura das arquibancadas foram aproveitadas.

A escolha foi feita em função da boa localização para o acesso das torcidas do Rio, Niterói e cidades vizinhas. A partida inaugural aconteceu em 20 de julho daquele mesmo ano, e reuniu as equipes do Canto do Rio e do Vasco, pelo segundo turno do Campeonato Carioca.

O jogo tinha estímulo especial para a equipe niteroiense, que ganhava ‘casa própria’ para sediar seus jogos. Nas edições anteriores, o time alvianil, por não possuir campo oficial, tinha que jogar na capital (nas Laranjeiras, no estádio do Fluminense; no Andaraí, do América, e na Rua Ferre, do Bangu).

O jogo inaugural era também a chance do ‘Cantusca’ se reabilitar da goleada por 5 a 0 sofrida no primeiro turno, em São Januário. O Vasco jogou com Chiquinho, Jaú e Florindo; Figliola, Dacunto e Argemiro; Armandinho, Alfredo I, Villadoniga (Carlos Leite), Gonzalez e Orlando. Já o Canto do Rio entrou em campo com Valter, Draga e Degas; Vicentini, Portela e Canalli; Álvaro, Bocão, Geraldino, Beressi e Cussatti.

O gol inaugural foi do vascaíno Armandinho. Beressi empatou e Carlos Leite, que substituiu Villadoniga, fez o segundo para o Vasco, com Orlando fechando o placar para os cariocas em 3 a 1, diante de um público de mais de 10 mil pessoas.

Origens – Situado em área nobre da cidade, o estádio recebeu inicialmente, o nome do escoteiro Caio Viana Martins, que ficou conhecido nacionalmente por um ato heróico durante um grave acidente de trem na cidade mineira de Barbacena em 1938, que teve 40 mortos e dezenas de feridos, entre eles o próprio adolescente, aos 15 anos.

Caio, que mesmo ferido, ajudou os bombeiros e achou que outras pessoas precisavam de socorro mais do que ele, preferiu caminhar por quilômetros até o hospital. O esforço foi determinante para decretar sua morte, por hemorragia interna.

Além de Caio Martins, o outro homenageado na história do estádio foi Zizinho, craque do Flamengo popularmente conhecido como Mestre Ziza. Mas até hoje, os botafoguenses o tratam como Caio Martins, pelo fato de o jogador ter sido ídolo do clube rival e não do alvinegro.

 

O acidente de trem em Barbacena-MG
O acidente de trem em Barbacena-MG

 

FONTE:  Jornal O São Gonçalo – Ari Lopes e Sérgio Soares

FOTO: Fundação de Arte de Niterói

 

Grandiosa abertura do Campeonato municipal de 1960

Por Ari Lopes, Sérgio Soares e Gustavo Aguiar

A história da Rua Doutor March, nº 196, que interliga vários bairros de São Gonçalo ao Barreto, em Niterói, é marcada por episódios memoráveis no futebol. Não apenas por estar numa região onde foram criados alguns dos principais clubes das duas cidade, mas também por ter sido endereço de um campo que, durante anos, mobilizou milhares de torcedores e foi palco de grandes jogos, tendo como mandantes o Byron, o Manufatora e ADN (Associação Desportiva Niterói ), entre as décadas de 1920 e 1980.

Já como estádio, pertencente à Companhia de Tecidos Manufatora Fluminense, a ‘arena’ Assad Abadalla, foi fundada em 1955, com capacidade para 3 mil espectadores, e recebeu partidas durante quase 30 anos, entre as décadas de 1955 e 1980, até ser literalmente “engolida” pelo mato, quando a empresa acabou com o time de futebol e fechou as portas, encerrando uma história de glórias e partidas memoráveis, como jogos contra o Flamengo e seleção juvenil do Kwait.

 

Vista aérea do campo, no Barreto
Vista aérea do campo, no Barreto

 

 

Hoje, quem passa pelo local jamais imagina que ali havia uma grande praça de esportes, que teve a “pedra fundamental” lançada pela primeira diretoria do extinto Byron. Os diretores dessa agremiação criaram o clube no Barreto em 21 de outubro de 1913, e decidiram fazer ali, não apenas a sede, mas um campo de futebol que atendesse às necessidades da equipe.

Foi feita uma parceria com a diretoria da Manufatora, que cedeu a área vizinha à empresa para a construção do campo e também jogadores – funcionários da fábrica. A parceria deu certo. A conquista do primeiro Campeonato Fluminense veio poucos anos depois, em 1917. Segundo registros da Liga Niteroiense de Futebol, o feito se repetiu em 1922, 1924 e 1925, nas chamadas modalidades ainda amadoras.

Em uma época em que o “bicho” já começava a se tornar prática comum no futebol, com a profissionalização das primeiras equipes, o Byron, com generosas colaborações dadas pelos diretores da empresa, conseguiu levantar outras duas taças, em 1928 e 1934.

Flamengo em Niterói – Curiosamente, o primeiro grande clube carioca a pisar no gramado do Barreto foi o Flamengo, por causa da contratação de um jogador que viria, anos mais tarde, a se tornar o primeiro “gênio da bola” brasileiro em âmbito mundial: o gonçalense Zizinho, ou Thomáz Soares da Silva, seu nome de batismo. O próprio jogador, então atleta do Byron, conta como foi sua transferência na autobiografia “Verdades e Mentiras do Futebol”, lançada em de 2000, dois anos antes da sua morte, em decorrência de um infarto, em Niterói.

Zizinho havia sido suspenso por um mês do Byron por conta de uma confusão no chamado “Clássico da Zona Norte”, disputado contra o arqui-rival Barreto, no campeonato de Niterói. Para neutralizar a suspensão e acelerar a ida do jogador, o time rubro-negro, com jogadores famosos, como o goleiro Yustrich, Domingos, Valido e Leonidas da Silva, atravessou a baía e jogou na Rua Doutor March, no fim de 1939.

 

Um dos times da década de 1960, ainda com nome da Manufatora
Um dos times da década de 1960, ainda com nome da Manufatora

 

 

Nos relatos de seu livro, Zizinho revela que a partida foi memorável, e graças à grande atuação do goleiro do Byron, Leônidas, terminou empatada em 0 a 0. Nesta partida, já com a camisa do Flamengo, Zizinho iniciou sua história no clube da Gávea, segundo ele mesmo revelou no livro.

O outro jogo aconteceu em dezembro de 1962, quando o estádio, já com alambrados e arquibancadas, recebia jogos de divisões intermediárias do estado. Naquele amistoso, o Fla veio com um time misto, formado por Ivan, Bolero, Ananias, Carlos, Alberto, Gilberto, Juarez, Aílton, Roberto, Jurandir Veloso e José Mauro, segundo o jornal ‘O Fluminense”.
Em julho de 1980, a seleção do Qatar, treinada por Evaristo Macedo, em excursão no Rio, chegou a marcar jogo com time local, mas a partida foi cancelada. Nessa mesma época, a seleção juvenil do Kwait treinou com o time local.

Campo virou ‘arena’ Assad Abdalla a partir da década de 1950

Ao mesmo tempo que ganhou fama de ter revelado Zizinho, o Byron passou a ser ameaçado por causa da vontade dos diretores da fábrica em ter o próprio clube, a partir do final da década de 1940. Por causa do “racha”, o caso foi parar na Justiça e o Byron acabou despejado da área em que havia erguido o campo de futebol e a sede. Tudo ficou com o Manufatora, que anos mais tarde, passou a elaborar o projeto para a construção do estádio.

Os diretores da fábrica se estruturaram até o ano de 1955 para iniciar a construção do estádio, segundo informações da ‘Revista Manufatora’, que circulava com uma espécie de “boletim” interno da empresa e trazia notícias variadas. Em reportagens nas páginas 6, 7 e 8 da edição do final de ano de 1954, existem fotos da terraplanagem do terreno para a construção de muros e alambrados. O estádio foi inaugurado no dia 24 de junho de 1955, com uma grande festa, que contou com a presença do governador Miguel Couto Filho.

 

Em 1954, diretoria da fábrica começou a transformar o campo do Barreto em um estádio
Em 1954, diretoria da fábrica começou a transformar o campo do Barreto em um estádio

 

 

O estádio levou o nome do ex-presidente Assad Abdalla, um dos que defendiam a autonomia própria no futebol. O Manufatora usou o campo para o mando de seus jogos na conquista do Campeonato Niteroiense de 1958. O então ‘badalado’campo servia para equipes locais e também sediava jogos do Campeonato Estadual, que reunia equipes do interior fluminense.

Jogos memoráveis – Lá, por exemplo, foi realizada a final do campeonato municipal de São Gonçalo em 1973, entre o Porto da Pedra e o Clube Mauá, partida vencida pelo ‘Tigre’ por um a zero. Quando o Manufatora chegou à elite e virou Associação Desportiva Niterói (ADN), em 1980, para disputar o Campeonato Carioca, além do campo, havia área social e até instalações que funcionavam como concentração.

Após dois rebaixamentos, a empresa fechou as portas e acabou com o time e o campo, em 1983. Hoje só restam ruínas e um denso matagal que toma conta do local, tornado-o irreconhecível para quem viveu naquela época.

Encontro inesquecível e muitas lembranças

 

Ex-jogadores foram à Rua Doutor March para relembrar o passado
Ex-jogadores foram à Rua Doutor March para relembrar o passado

 

 

Muito embora, hoje, seja mato, abandono e ruínas, o Estádio Assad Abdalla permanece ainda vivo na memória de ex-atletas e moradores da região que, em domingos já distantes na história, viveram ali emocionantes momentos.

Em encontro promovido por O SÃO GONÇALO, alguns desses ex-jogadores recordaram e se divertiram com episódios e situações de uma época em que o Manufatora marcou época no futebol fluminense.

 

Laudelino ainda tem carteira
Laudelino ainda tem carteira

 

 

O ex-centroavante Aílton Ferreira da Silva, o Tinho, recordou alguns de seus gols marcados com a camisa do clube fabril, em meados de 1960. “Apesar de pequeno, sempre fui goleador. Lembro-me de um gol em que, após finalização do Joel, nosso meio-campista, que tinha um chute forte e certeiro, a bola, involuntariamente acertou minha testa. Fiquei meio tonto, mas aumentei o placar”, se diverte.

Ora lateral, ora ponta esquerda, Laudelino Siqueira, de 66 anos, relembra das partidas em jogou, ainda no infanto, ao lado do meia Lulinha, sua maior lembrança.

Da base para o futebol da Europa, Jeremias é grato

Entre os talentos revelados pelo Manufatora, talvez Jorge da Silva Pereira, o Jeremias, hoje com 66 anos, seja o ‘filho’ mais ilustre. A carreira meteórica, encerrada precocemente aos 30 anos, em 1980, em virtude de uma lesão pubiana, não impediu seu sucesso: além de defender o clube niteroiense, “Jerê”, envergou as camisas do América-RJ, Fluminense, Vitória de Guimarães-POR e Espanyol-ESP e Vitória de Setúbal-POR.

Hoje, Jeremias coordena uma escolinha de futebol no Combinado Cinco de Julho, no Barreto, em Niterói. O ex-atacante, que em 1973 conquistou o Campeonato Carioca pelo Tricolor das Laranjeiras, enfrentou grandes nomes do futebol internacional, como Cruyff, Del Bosque e Eusébio, no tempo em que viveu na Europa. “Tenho saudades dos tempos antigos, desse clube que me revelou”, contou.

 

 

 

Jeremias fez sucesso na Europa
Jeremias fez sucesso na EuropaFONTE:  Jornal O São Gonçalo – Ari Lopes, Sérgio Soares e Gustavo Aguiar
FOTOS: Fundação de Arte de Niterói
 

Em 1942 o clube nascia tricolor, inspirado nas cores da bandeira da Itália, almejando promover o esporte na região, tão quanto elevar o nome da cidade no cenário futebolístico. Todavia, como à época o Brasil estava em campanha na II Guerra Mundial do lado oposto aos italianos, legalmente italianos e descendentes não podiam integrar altos escalões e fundar clubes de reunião. Assim, avisado pela Secretaria de Segurança do Estado, fora obrigado a alterar o branco original de suas cores pelo preto, talvez sinal de luto pela afronta. Surgia assim uma combinação de cores única em todo o país.

Até 1954 o clube permaneceu disputando os certames regionais do Campeonato Paulista do Interior. Em pouco tempo tornou-se um clube assíduo da Segunda Divisão de Profissionais. Em revés, do final dos anos sessenta ao início dos setenta, permaneceu licenciado, somente voltando à Terceira Divisão em 1974, e em um período de inconstância (do time e do número de divisões do campeonato estadual) chegou a frequentar a Quarta Divisão. A volta por cima iniciou-se em 1981com o acesso à Segunda Divisão, culminando com o título estadual, deste nível, no ano seguinte. Enfim, em 1983, após 41 anos de sua fundação o clube alcançava a elite do futebol paulista.

O estádio

O título conquistado da segunda divisão do Campeonato Paulista de Futebol assegurava uma vaga entre os melhores clubes do Estado na 1ª Divisão de Profissionais. Contudo, a cidade não possuía um estádio condizível com os padrões e normas requeridos para aquela competição. Aconteceu então o fato mais significativo de toda a história do clube, e talvez do município. A população se mobilizou de tal forma, que em três meses, algo que estava fora do alcance e impedindo a realização de um sonho, enfim concretizou-se tornando o desejo dos cidadãos possível. O mutirão ergueu para a Prefeitura o Estádio Adail Nunes da Silva - no coração de todos os Cateanos, Taquarão.

O jogo amistoso de inauguração contou com um visitante ilustre, o Cruzeiro de Minas Gerais. Casa cheia, a partida ficou gravada para sempre na alma do povo taquaritinguense e na placa honorífica estampada na entrada do Estádio até os dias de hoje.

Títulos

Estaduais

Outras conquistas

FONTES & FOTO: Blog do clube – Revista Placar
 

O Ribeirão Pires Futebol Clube, da cidade do mesmo nome, foi fundado na data de 8 de julho de 1911.

Sua sede está estabelecida na Avenida Brasil número 330. no Centro de Ribeirão Pires.

A primeira diretoria do clube foi assim constituída:

  • Presidente José Laurito;
  • Vice-presidente Arcanjo Boareto;
  • Secretário João Duarte Jr.;
  • Vice-secretário Francisco Carpinelli;
  • Capitão Roberto Zimmerman;
  • CobradorJosé Fortes;
  • Fiscais de Campo Antonio Grecco, Arcá Prisco e Jacondino Carcillo.

As primeiras sedes foram provisórias, em imóveis cedidos por integrantes da diretoria. Em 1936 o clube comprou um terreno na Avenida Santo André (atual Conteto) e foi iniciada a construção da sua primeira sede social própria, inaugurada no dia 20 de janeiro de 1940. Nos primeiros anos da década de 40, as atividades consistiam em reuniões dançantes e futebol, no campo ao lado do Moinho da rua Major Cardim.

Em 1947 foi comprado do Sr. João Ugliengo uma área de 30 mil metros quadrados para a construção da praça de esportes, atual área do RPFC. Na década de 50 foi iniciada a campanha para a construção do Estádio Felício Laurito, inaugurado em 1956 com um jogo entre Palmeiras e RPFC, com vitória do alviverde do Parque Antárctica por 4 a 2. O Ginásio de Esportes, que recebeu o nome do seu fundador, João Domingues de Oliveira, foi inaugurado quatro anos depois. A partir de 1960 foram iniciadas várias obras, como a primeira piscina, vestiários, futura sede social e outras dependências.

O Ribeirão Pires Futebol Clube é hoje o mais antigo clube em atividade na região do ABC.

FONTES: A Gazeta, site do clube, livro “Os Esquecidos – Arquivos do Futebol Paulista, da Editora Datatoro, de autoria de Rodolfo Kussarev.

 

FONTE: Revista Careta

 

 

O Lausanne Paulista Futebol Clube, do Bairro do mesmo nome, situado na Zona Norte da capital paulistana, foi fundado na data de 20 de março de 1927.

Jovens dissidentes do então Pedreira Futebol Clube, capitaneados pelo saudoso Francisco Gaboni e Arquimedes Mateuchi, se reuniram na casa de Francisco Gaboni para tratarem da fundação de um novo clube.

Presentes estavam Serafim Valente, Alfredo de Souza, Ernesto Bandini, Eduardo Bandini, Pedro e José Gaboni.

Nessa reunião, às 21 horas, do dia 20 de março de 1927, determinou-se a fundação do Lausanne Paulista Futebol Clube.

 

Na década de 30, marcada por grandes conquistas esportivas, e pela proximidade da Serra da Cantareira, ganhou o apelido de “Tigre da Cantareira”.

 

O time que impunha respeito.

Uma das formações que alegrava os lausannenses.

Da esquerda para a direita: Edmundo, Zé Português, Silvio Ravelli, Albano.

Abaixados: Joaquim, Mesquita, Jorginho, Waldemar e Vivaldo.

 

No ano de 1962, O Lausanne Paulista Futebol Clube inaugurou sua sede própria e também sua Praça de Esportes denominada Alberto Savoy.

 

 

 

Hino do Lausanne Paulista Futebol Clube

Letra: Francisco Beloni

Música: Galilei Limoni

 

Lausannense, tu és uma glória

A lutar por uma raça no esporte

Sempre, sempre almejando a vitória

A luzir haverá uma estrela

Na várzea sempre hão de conhecê-la

No fulgor esportivo a brilhar

Em defesa do ideal a luta

 

Para frente, portanto, confiando

A jogar, a vencer, a sorrir

Uma vez a peleja atirando

Levarás a vitória ao porvir

Indo sempre, se impondo a conquista

Será sempre o glorioso vencedor

Tendo sempre por lema o amor

A legenda Lausanne Paulista

 

Falarão então, Lausanne, agremiação altaneira

Com orgulho e com ardor, oh! Tigre da Cantareira

 

Especiais agradecimentos a Waldevir Bernardo.

 

 

Fontes:

A História do Tigre da Cantareira – Edição histórica ilustrada dos 75 anos do Lausanne Paulista F.C.;

Álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60;

Fotos google.

 

Estádio Machadão (RN) em construção

 

Ilha do Retiro (PE), no final dos anos 60.

 

Estádio Presidente Vargas, o PV, em Fortaleza, 1972

 

Mais fotos de outros estádios brasileiros, basta entrar no link: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=766584

 

FONTE: Skyscrapercity

 

Inauguração do seu estádio na data de 14 de julho de 1930.

Fonte: Diário Nacional

 

Nestas fotos de 1924 é possível ter um esboço de como era o Estádio do Hellenico Athletico Club, localizado na Rua Itapirú, nº 137, no Bairro do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Atualmente o local é o Cemitério do Catumbi.

 FONTE: O Malho

 

Algumas raras fotos, em alta resolução, do Estádio da Rua Guanabara, em Laranjeiras. Este foi o 1º campo do Fluminense Football Club . Apenas para informar, este campo ficava dentro da atual Sede do Tricolor. A diferença é que o atual estádio fica vertical de quem passa pela Rua Pinheiro Machado, enquanto o antigo ficava na vertical colado com o morro.

Curiosidades à parte, nesta reportagem o Fluminense Football Club venceu, em amistoso, o Club Athletico Paulistano, de São Paulo, pelo placar de 4 a 3.

 

FONTES: O Malho

 

 

FONTE: O Malho

 

O Estádio Rua Paysandu, foi o 1º estádio em que a equipe de futebol do Clube de Regatas do Flamengo mandou oficialmente os seus jogos. A primeira partida oficial do Flamengo no estádio foi contra o Bangu Atlético Clube, pelo campeonato carioca. O campo tinha o Paysandu como mandante em amistosos e jogos não oficiais até 1914, quando este abandona a prática oficial do futebol. Com isso, a família Guinle, dona do campo, o aluga ao Flamengo, que lá construiu um estádio e mandou seus jogos nele de 1915 a 1932. O estádio ficava localizado na Rua Paissandu, no Bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Os maiores públicos do Estádio foram Flamengo 0 a 3 Fluminense, em 23/06/1918 e Flamengo 1 a 3 Fluminense, em 24/08/1919; ambas as partidas registraram 15 mil pessoas. Sua característica principal era em seus arredores existirem várias palmeiras centenárias. Posteriormente em 25 de setembro de 1932, o Flamengo disputa sua última partida no estádio e vence o Brasil (clube do Bairro da Urca) por 5 a 0, pois não possuía o dinheiro para pagar o terreno arrendado pela família Guinle.

Segundo reza a lenda, a decisão de aumentar o aluguel do estádio foi devido ao fato do Flamengo ter se tornado um adversário ferrenho para o Fluminense (clube pelo qual a família Guinle torcia). Cobraram um valor estratosférico, sabendo que o rubro-negro não teria condições de pagar. Apesar da tentativa de derrubar o Flamengo seguiu crescendo e se tornando um dos maiores clubes de futebol do mundo.

 Primeira partida:

 Data: 31/10/1915

Competição: Campeonato Carioca – 2º Turno

Estádio: Rua Paysandu

Jogo: Flamengo 5 x 1 Bangu

Time: Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Sidney Pullen, Galo, Arnaldo, Gumercindo, Borgerth, Riemer e Paulo Buarque

Gols do Flamengo: Riemer(2), Arnaldo, Gumercindo e Paulo Buarque

Obs.: Flamengo Campeão.

 1ª Obs: O Flamengo conquistou o campeonato carioca invicto.

2ª Obs: Vários órgãos da imprensa noticiam que o primeiro jogo foi em 04/06/1916 – Flamengo 3 a 1 São Bento (SP), data que a família Guinle arrenda o estádio oficialmente para o clube, porém anteriormente o Flamengo já havia realizado dois jogos : 5 a 1 no Bangu em 31/10/1915 e 4 a 1 no Fluminense em 13/05/1916.

 Última Partida

C.R. Flamengo 5 x 0 Brasil (RJ)

Campeonato Carioca – 2º Turno

Data: 25/09/1932

Estádio: Rua Paysandu – Rio de Janeiro

Time: Fernandinho, Moisés, Bibi, Rubens, Flavio Costa, Luciano, Adelino, Flavio II, Darci, Nelson e Cassio.

Gols: Nelson, Adelino, Bianco (contra), Flavio e Darci.

FONTES: Wikipédia – O Malho

 

FONTE: O Malho

 

FONTE: O Malho

 

Jornal "Correio de São Paulo" de 31 de março de 1936

 

FONTE: Correio de São Paulo

 

Festival Esportivo em Comemoração a inauguração do Campo da AA Portuguesa (Santos-SP)

DATA: 05 DE DEZEMBRO DE 1920
LOCAL: CAMPO DA AA PORTUGUESA, EM SANTOS / SP

1º QUADROS

PALESTRA ITÁLIA FC

2-1

AA PORTUGUESA

1º QUADROS

ESPANHA FC

1-1

BRASIL FC

1º QUADROS

AA AMERICANA

0-0

S.P.R. FC
 

 

FONTE: Revista do Esporte

 

O Estádio do Sampaio Athletico Club, ainda existe. Atualmente se transformou na Vila Olímpica do Sampaio, localizado na Rua Antunes García, 12, no Bairro do Sampaio, na Zona Norte do Rio (RJ).

FONTES  & FOTO: Revista do Esporte – Arquivo Pessoal

 

Cartaz da inauguração do Pacaembu

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na região central da cidade de São Paulo, no Brasil.

Pertence à prefeitura da capital paulista e pode ser utilizado nas partidas de futebol pela maioria das equipes do município, por meio de pagamento de aluguel.

Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que atuou com maior frequência no local, até a inauguração do seu próprio estádio, em 2014. Atualmente, o Santos Futebol Clube ainda utiliza o estádio eventualmente, quando manda seus jogos na capital paulista, assim como os demais clubes quando seus estádios próprios estão cedidos para eventos.

O local foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da RepúblicaGetúlio Vargas, que foi recebido por enorme vaia dos paulistas por não ser benquisto depois do episódio histórico da Revolução Constitucionalista de 1932. A inauguração também contou com as presenças do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia. Foi considerado, na época, o maior e mais moderno estádio de futebol da América do Sul, com capacidade para acolher setenta mil pessoas.

No evento de inauguração, além das vaias a Getúlio Vargas, outra manifestação política foi feita pelo público presente. Durante o período da Ditadura Vargas, eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais, mas, durante os desfiles das delegações que representavam clubes da capital paulista, a do São Paulo entrou ostentando o nome e as cores do time, que são as mesmas do Estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé a equipe, o que gerou o apelido de “O Mais Querido” ao clube.[8]

A primeira partida foi disputada um dia depois da inauguração, em 28 de abril de 1940, entre o Palestra Itália, antigo nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, e o Coritiba, com vitória da equipe paulistana por 6 a 2. Como o dia foi marcado por uma rodada dupla, logo na sequência, houve uma segunda partida, entre o Corinthians e o Atlético Mineiro, a convite da prefeitura da capital. O alvinegro paulistano venceu o mineiro por 4 a 2.[9]

O Estádio Municipal do Pacaembu leva hoje o nome do “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira nas vitoriosas campanhas das Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile. E que também foi o fundador da TV Record, dentre outros veículos de mídia[10], assim como presidente do São Paulo Futebol Clube, por duas oportunidades.

Durante a gestão de Paulo Maluf, a concha acústica foi demolida (em 6 de setembro de 1969)[11] e no seu lugar construído o “Tobogã”, uma arquibancada com capacidade para dez mil pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 40 199 pessoas[12], distribuídas da seguinte forma: arquibancada setor amarelo (portão 3): 5 186 pessoas, arquibancada setor verde (portão 4): 5 226 pessoas, cadeira especial laranja (portões 9, 17 e 19): 6 467 pessoas, setor laranja família (portão 21): 2 447 pessoas, setor laranja visitante (portão 22): 2 450 pessoas, numerada setor azul (portões 8 e 20): 2 082 pessoas, numerada setor manga (portões 8 e 20): 4 364 pessoas, tobogã lado ímpar: 5 882 pessoas, tobogã lado par: 5 880 pessoas, setor tribuna de honra: 47 pessoas, setor imprensa leste: 42 pessoas, setor imprensa oeste: 126 pessoas.

Em maio de 1942, o estádio recebeu o maior público de sua história. Na ocasião, São Paulo e Corinthians empataram por 3 a 3 para um público de 72 018 torcedores, recorde nunca quebrado. O jogo marcou a estreia do jogador Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, na equipe do São Paulo.[13]

A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo venceu o Jabaquara, da cidade de Santos, por 12 a 1.

Clássico entre Corinthians e Flamengo, a última partida oficial do clube paulista realizada no Estádio do Pacaembu em 2014

O Corinthians, que fez sua última partida oficial como mandante em 27 de abril de 2014 no local, é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida sempre o considerou como sua casa, uma vez que o campo original da equipe alvinegra, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou Estádio do Parque São Jorge), concentrou numa parte do Século XX os jogos de menor relevância contra equipes do interior paulista, em virtude da capacidade limitada, enquanto o Pacaembu foi o palco da maioria dos jogos da equipe quando ela foi mandante, até a inauguração oficial da Arena Corinthians, em maio de 2014[14].

O Palmeiras é a equipe recordista de títulos na história do Estádio do Pacaembu, com 26 conquistas.[15] Também foi o primeiro time a obter um título no estádio, na final da Taça Cidade de São Paulo de 1940[9][16]. No mesmo ano, venceu o Campeonato Paulista, em partida decisiva contra o São Paulo, equipe que, nos anos 1940, conquistou o maior número de títulos no Pacaembu, em 19431945,19461948 e 1949.

Concha acústica ao fundo, em foto da decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada em 1940

Em fevereiro de 1955, Corinthians e Palmeiras fizeram a partida decisiva do Campeonato Paulista de 1954. O jogo fez parte das festividades do quarto centenário da cidade de São Paulo, comemorado em 1954. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. As equipes empataram a partida por 1 a 1, e o título foi conquistado pelo Corinthians. Depois deste título, a equipe viria a sagrar-se campeão paulista de novo somente 22 anos depois, em 1977.[17]

Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010

Os rivais históricos voltariam a decidir uma competição importante no Estádio do Pacaembu em dezembro de 1994, quando foram realizadas as finais do Campeonato Brasileiro, em dois jogos. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 3 a 1. Com a abertura da grande vantagem sobre o arquirrival, o alviverde conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro, depois de um empate por 1 a 1 contra o alvinegro.[18]

No ano seguinte, em dezembro, o estádio foi mais uma vez palco de uma grande decisão do futebol brasileiro quando o Santos e oBotafogo realizaram o jogo final do Campeonato Brasileiro de 1995. Depois de o Botafogo vencer a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 2 a 1, o Santos precisava da vitória na segunda partida. Após o jogo decisivo terminar empatado por 1 a 1, a equipe carioca conquistou o título.[18][19]

Em 2011, o Pacaembu viu o Corinthians sagrar-se campeão do Campeonato Brasileiro pela quinta vez, em partida disputada contra o arquirrival Palmeiras, que não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo noEstádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians chegou ao seu quinto título do Campeonato Brasileiro em cima de seu maior rival, que ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[20]

Final da Copa Libertadores da América de 2011 entre Santos ePeñarol no Estádio do Pacaembu

As finalíssimas das Copas Libertadores da América de 2012 e de 2011, disputadas, respectivamente, entre Corinthians e Boca Juniors, da Argentina [21], e entre o Santos e o Peñarol [22], do Uruguai, ambas com vitórias das equipes brasileiras; e a finalíssima da Copa Libertadores da América de 2002, disputada entre o São Caetano e Olímpia, do Paraguai, com vitória da equipe visitante, foram as decisões internacionais de clubes mais importantes recebidas pelo Pacaembu.[23]

O jogo entre Corinthians e São Paulo, que marcou a finalíssima da Recopa Sul-Americana de 2013, com vitória por 2 a 0 e título para a equipe alvinegra, foi a mais recente decisão de uma competição internacional de futebol profissional realizada no Pacaembu[24].

Sistema de iluminação

A mais recente conquista de competição nacional no Pacaembu pertence ao Palmeiras, que, em novembro de 2013, sagrou-se campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, após derrotar o Boa Esporte Clube por 3 a 0, em jogo da antepenúltima rodada do torneio.[25]

Sem contar os quatro grandes clubes do Estado de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a última equipe que foi campeã no estádio foi o Ituano, contra o Santos, nas finais do Campeonato Paulista de 2014. Na ocasião, a equipe da cidade de Itu conquistou seu segundo título de primeira divisão, o primeiro vencendo todos os grandes.[26]

Além das disputas de futebol profissional, o Estádio do Pacaembu é palco tradicional das decisões da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que é organizada pela Federação Paulista de Futebol e é o principal torneio da categoria no Brasil. Disputada desde 1969, a competição acontece tradicionalmente no início de cada ano (em algumas edições, o torneio foi realizado no mês de dezembro do ano anterior), de modo que a final seja disputada, preferencialmente, no aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.

 

COLABORAÇÃO DA INTERNAUTA: Jane Darckê Avelar 

FONTES: Wikipédia – Prefeitura de São Paulo – Acervo Iconographia Folhauol

 
Primeiro estádio do Sport Recife
O primeiro campo do Sport foi construído na Avenida Malaquias, nas Graças, no Recife (PE). Para acomodar a torcida, o clube comprou junto ao Fluminense, uma arquibancada de ferro que tinha capacidade para 2 mil pessoas, tendo 75 metros de comprimento por 40 metros de largura.
1
FONTE: Jornal A Nota
 

Em 1919, apenas três anos após sua criação, a Copa América chegou ao Brasil. Coube ao Fluminense a missão de construir o estádio das Laranjeiras para abrigar os jogos. O primeiro estádio de futebol do Brasil, lugar onde o time verde e amarelo jamais perdeu.

Fonte: Facebook e site do Fluminense

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Estádio Mansuetto Pierotti (São Vicente-SP) - 1963

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O SÃO CAETANO ESPORTE CLUBE foi fundado no dia 1º de maio de 1914 e, atualmente, possui sua praça de esportes e sua sede na Rua Ceará, número 393, no bairro Fundação, na cidade de São Caetano do Sul.

No dia 1º de maio de 2014, o clube completou seu primeiro centenário.

 

O clube nasceu de uma fusão entre o Clube dos Amigos e o Rio Branco. Naquela época, São Caetano do Sul era, basicamente, um bairro, denominado Fundação, com algumas casas e pouco comércio E, por questão de espaço, dois clubes era um exagero para o local, sendo que os jogadores chegavam a defender os dois clubes, e isso não agradava as torcidas.

Então, o melhor a fazer foi marcar um jogo entre os dois clubes. Quem perdesse fechava e quem ganhasse seria reconhecido como o clube da cidade.

Na data de 1º de maio de 1914, uma sexta-feira, ocorreu o dia da fusão. O Clube dos Amigos venceu por 3 a 0. O sobrado da Rua Perrela foi o local escolhido para a reunião de fundação e, por um tempo, sede do clube.

A escolha do nome do clube seria algo que lembrasse a região da maioria dos fundadores que eram imigrantes italianos, mas então, com o consenso de todos, “por que não dar o nome da cidade ao time”?

Então nasceu o SÃO CAETANO ESPORTE CLUBE.

Seu primeiro estádio ficava na Rua Paraíba e se chamava Conde Francisco Matarazzo, com capacidade para 600 pessoas.

Esse estádio foi inaugurado no dia 1º de maio de 1937, em partida feita contra uma seleção da APEA.

O São Caetano Esporte Clube foi, por duas vezes, campeão do interior: nos anos de 1928 e 1941,

Disputou o campeonato paulista por 21 vezes, sendo que nos anos de 1935 e 1936, na primeira divisão.

Na data de 17 de fevereiro de 1954, fez fusão com o Comercial Futebol Clube, de São Paulo-Capital, originando a Associação Atlética São Bento, que durou apenas quatro anos.

A Prefeitura construiu rapidamente um novo estádio que foi doado para a nova Associação. Esse estádio recebeu o nome de Anacleto Campanella, o prefeito da cidade.

Sob a denominação de Associação Atlética São Bento, o clube disputou o campeonato paulista da primeira divisão nos anos de 1954, 1955, 1956 e 1957.

Em 1957 a fusão foi desfeita e o clube voltou a se chamar São Caetano Esporte Clube, que nada tem a ver com a Associação Desportiva São Caetano.

Atualmente o clube se dedica a vários esportes, dentre eles a prática do Voleibol que é reconhecido como um dos principais modelos na formação e revelação de jogadoras.

 

Fontes:

São Caetano Esporte Clube – site do clube;

Almanaque do Futebol Paulista

São Caetano Esporte Clube – 100 Anos de Atividades – Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

Jornais “Correio Paulistano” e “ A Gazeta”

 

 
SC INTERNACIONAL (PORTO ALEGRE)

5

GE FORÇA E LUZ (PORTO ALEGRE – RS)

1

Data: 14 de abril de 1935 Local: Campo do Força e Luz, em Porto Alegre / RS
Juiz: Walter Leal Caráter: Amistoso Nacional
Gols: Mancuso (2), Prestes, Tupan e Andrade / Negrito
Internacional(RS): Penha; Poroto (Natal) e Risada; Garnizé, Andrade e Levy; Marreco, Tupan, Mancuso, Darcy e Prestes.
Força e Luz(RS): Lucindo; Amado e Alvaro (Miro); Elesbão, Gradim e Indio; Ferreira, Negrito, Dinga, Zanini e Javel.
OBS.: Esta partida fez parte das festividades de inauguração do Estádio do Força e Luz, em Porto Alegre / RS
 
AMÉRICA FC (SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP)

1

AMÉRICA FC (RIO DE JANEIRO-RJ)

1

DATA: 27 de junho de 1948 LOCAL: São José do Rio Preto / SP
JUIZ: Licinio Perseguitti CARÁTER: Amistoso Nacional
GOLS: Tito / Maneco
América(SP): Pedro; Cai Cai e Edgard; Evaristo, Prates e Mimosa; Ernani (Arnaldo), Borgué, Miranda, Amon Gomes (Ramos) e Tito.
América(RJ): Osni; Alcides e Joel; Gambá, Castanheira (Osvaldinho) e Amaro; Haroldo, Maneco (Robertinho) (Lima), Cesar, Carlinhos e Esquerdinha.
Obs: O jogo foi realizado para comemorar a inauguração do Estádio Mário Alves de Mendonça.
 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio da Rua Campos Sales (Rua Campos Sales) é o antigo campo do America Football Club, que ficava localizado no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente o local é a Sede do clube.

O primeiro clube a utilizar o Campo da Rua Campos Sales foi o Oriental, que mandou colocar cercas de arame farpado ao redor do campo, que também era utilizado pelo Haddock Lobo.

Com dissolução do Oriental, o Haddock ficou como único clube a jogar no campo que pertencia ao Doutor Francisco Satamini, professor de Física da Faculdade de Medicina e nome de rua do bairro da Tijuca, que o alugava, primeiro ao Oriental, clube que esteve ativo por curto período de tempo, depois ao Haddock Lobo.

Após a fusão com o Haddock Lobo (na verdade uma incorporação, exceto pelo fato do America ter adotado a cor vermelha do outro clube) com o Haddock Lobo, o America passou a jogar nesse campo, situado na Tijuca, tendo sido a sua casa entre 1911 a 1961, quando o clube rubro comprou o Estádio Wolney Braune, também conhecido como Estádio do Andaraí.

PRIMEIROS LANCES DE ARQUIBANCADA

Em 1924, o campo americano ganhou as primeiras arquibancadas de cimento, com o America tornando-se o segundo clube carioca a dar esse conforto e segurança para seus sócios e torcedores, embora ainda tivessem em sua estrutura algumas arquibancadas em madeira, que seriam retiradas por ordem da polícia em 1943, quando foram proibidas por conta de acidente de superlotação na rua Figueira de Melo, em partida envolvendo o time da casa e o Flamengo, medidas que atingiram, além do America, os clubes do Bangu, Bonsucesso, Flamengo e São Cristóvão.

As primeiras partidas oficiais registradas no antigo Campo da Rua Campos Salles, foram válidas pelo Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1911, a primeira em 21 de maio.

Já a primeira partida do America no Campo da Rua Campos Sales foi no dia 27 de agosto de 1911, na vitória sobre o Rio Cricket por 3 a 1, com os gols americanos tendo sido marcados por Costa, Belfort Duarte (de pênalti) e Nabuco, embora as novas arquibancadas de madeira só tenham sido inauguradas no dia 12 de outubro do corrente ano, contra o Clube Atlético Ypiranga, de São Paulo, tendo sido registrado nesta partida o resultado de empate, por 1 a 1.

Também foi nesse campo, que em 1914, durante um clássico America versus Fluminense, que a torcida do clube rubro começou a chamar os tricolores de Pó de arroz, tudo por causa de um ex-atleta americano que se transferiu para o tricolor, Carlos Alberto, que segundo a versão popular, por conta própria passou pó de arroz no rosto para se clarear, mas teve o seu artifício descoberto e foi provocado pela torcida rubra, que já o conhecia, por ter sido um dos 70 jogadores e sócios que abandonaram o clube rubro para se transferir para o Fluminense e fazia o mesmo quando por lá jogava, aparentemente por problemas de pele.

Em Campos Sales, o America conquistou entre as suas maiores glórias, os campeonatos cariocas de 1916, 1928 e 1931, assim como foi nele a maior goleada da sua história, 11 a 2 sobre o Botafogo em 3 de novembro de 1929.

No dia 26 de dezembro de 1921 falecia o Doutor Francisco Satamini, sócio benemérito do America e proprietário do terreno de Campos Sales. O Doutor Satamini deixara a todos os seus sobrinhos o terreno que o America ocupava. Com vários herdeiros, não foi possível fazer um acordo para a renovação do contrato em questão, que poderia ser anulado mediante o pagamento de multa de 30 contos de réis.

Os beneficiários da herança resolveram fazer um leilão do campo, avaliado em 300 contos de réis. Não havia tempo para apelar aos sócios, pois o leilão já estava anunciado em praça e já estavam apostos arrematantes certos.

Entra em cena o Visconde de Morais (chamava-se José Júlio Pereira de Morais) emprestando a quantia para adquirir o terreno que seria a ele hipotecado e, a hipoteca, seria resgatada no prazo de cinco anos.

Tal transação colocou o America mais uma vez em perigo no ano de 1930. Juros sobre juros tornaram precária a situação do clube e só, graças a benevolência do credor, não havia sido ainda levado a efeito a dissolução da agremiação.

Renuncia o presidente Maxêncio da Veiga Leitão sendo eleita a chapa encabeçada por Antônio Gomes de Avellar. Novas gestões são feitas junto ao Visconde de Morais e a reforma da hipoteca, onde ele abria mão da comissão que tinha direito, no ano de 1931. Com a morte do Visconde, neste mesmo ano, o America voltou a enfrentar os herdeiros que queriam receber a hipoteca.

O pesadelo termina em 1934, com a emissão de 100 títulos de sócios-proprietários e a efetiva colaboração de Pedro Magalhães Correia (300 contos de réis), Joaquim Nepomuceno Moura (200 contos de réis) e Ferreira Souto (300 contos de réis).

Em 29 de junho de 1952, o antigo Campo da Rua Campos Salles finalmente ganhou estrutura de estádio, conforme diferenciações entre estruturas futebolísticas que se faziam nas primeiras décadas do século XX, tendo neste ano capacidade para 25.000 lugares, com o jogo de inauguração terminando com a vitória do America sobre o Vasco da Gama por 1 a 0, gol de Leônidas da Selva

O último jogo em Campos Salles, foi America versus Olaria, em 1961, tendo o estádio sido demolido, se situando anteriormente no endereço onde hoje se localiza atualmente a sede social do America.

 

 

FONTES: Wikipédia – Revista Sport Ilustrado

 

Amistoso em 1929 – Palestra Italia (SP) 2 x 3 Botafogo Football Club (RJ)

Partida realizada na data de 10 de março de 1929, em comemoração ao lançamento da pedra fundamental do estádio do Palestra Italia, a ser construído em terreno de sua propriedade.

Juiz: Aderval Bastos (RJ)

Gols: Heitor e Carrone (PI) e Ariza, Miguel e Luiz (BFC)

Palestra Italia: Rabello, Bianco e Miguel (Giglio). Peppe, Amilcar e Serafini. Ministrinho, Carrone, Heitor, Patricio e Mello.

Botafogo: Amado, Octacilio e Orlando. Murillo, Aguiar e Pamplona. Ariza, Almir, Luiz, Benedicto (Rogerio) e Juca.

Fontes: revista “A Cigarra” e jornais “Correio Paulistano” e “A Gazeta”.

 

O Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) foi construído para a Copa do Mundo e tinha a intenção de ser o maior estádio do mundo. O principal palco da Copa tinha a capacidade, na época, 200 mil pessoas e recebeu 8 jogos, dentre eles 4 da Seleção Brasileira e a final.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro), pertencente ao Sport do Recife, foi reformado para a competição e tinha capacidade, na época, de 20 mil pessoas. Na metade do século XX, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo eram as únicas cidades brasileiras com mais de meio milhão de habitantes, então a capital pernambucana foi escolhida a representante da Região Nordeste. Receberia dois jogos, mas com a desistência da França, que se recusou a participar da competição porque jogaria em Porto Alegre e no Recife, a uma distância de 3.779 quilômetros, a cidade abrigou somente um jogo.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Sport Club Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição (atualmente o estádio não existe mais).O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição (atualmente o estádio não existe mais).

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema) era pertencente ao então Clube Atlético Ferroviário (atual Paraná Clube), tinha capacidade, na época, para aproximadamente 10 mil pessoas e recebeu 2 jogos.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

© 2017 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha