O Esporte Clube Humberto Primo, do bairro de Villa Marianna, foi fundado na data de 1º de setembro de 1919.

O nome do clube é uma homenagem a  Humberto Primo de Savoya, rei da Itália entre os anos 1878 e 1900.

Seu primeiro campo para a prática do futebol situava-se na Rua França Pinto número 135, no bairro de Villa Marianna.

Esse estádio foi inaugurado na data de 22 de junho de 1931.

Disputou os campeonatos paulistas em cinco oportunidades, sendo três delas na 2ª Divisão, nos anos de 1932, 1933 e 1934 e duas na 1ª Divisão, nos anos de 1935 e 1936.

Esporte Clube Humberto Primo no ano de 1936 – A Gazeta

Quando da 2ª Guerra Mundial, os clubes que ostentavam nomes estrangeiros foram obrigados a mudar suas denominações.

Desta forma, na data de 30 de outubro de 1942, o Esporte Clube Humberto Primo mudou seu nome para Esporte Clube Vila Mariana.

Atualmente sua sede se situa na Rua Domingos de Moraes número 1768, no bairro de Vila Mariana.

Fontes: A Gazeta, Diário Nacional, Correio Paulistano, Almanaque do Futebol Paulista e site do clube.

 

O Club Athletico São Paulo Gaz foi fundado na data de 25 de maio de 1928, e era filiado a ACEA (Associação Commercial de Esportes Athleticos), da cidade de São Paulo.

Inicialmente sua sede se situou na Rua do Carmo, no Centro da cidade e, posteriormente, foi transferida para a Rua do Gazometro, 126, no bairro do Braz.

 

Os GAZISTAS, como eram conhecidos, possuíam estádio de futebol situado na Avenida do Estado, no bairro do Braz, o qual era mantido pela Companhia de Gaz de São Paulo.

O estádio foi inaugurado na data de 21 de maio de 1932. Nesse dia o São Paulo Gaz enfrentou a equipe do Club Athletico Britannia e venceu pelo placar de 4 a 0.

O árbitro foi o senhor Francisco Ganovez Sobrinho.

Os gols foram marcados por Edmundo, Cayuba, Moreno e Cesar, nessa sequência.

As equipes assim alinharam:

SÃO PAULO GAZ: Mathias, Orestes e Bertinelli. Josias, Cayuba e Edmeu. Edmundo, Victorino, Puttin, Cesar e Moreno.

BRITANNIA: Skinner, Lipdhim e Chitchester. Tairot, Pettigrew e Melvile. Toal, Hilton, Jamieson, Maclean e Dowaldsch.

OBS: A denominação Club Athletico São Paulo Gaz foi encontrada escrita dessa forma no Almanaque Esportivo Olympicus, do autor Tomaz Mazzoni, publicado no ano de 1943.

Entretanto, cumpre informar que, em todas as citações feitas a esse clube, encontradas nos diversos periódicos consultados, a denominação é São Paulo Gaz Futebol Clube.

Fontes: Diario Nacional, A Gazeta, Correio Paulistano e Almanaque Esportivo Olympicus, de Tomaz Mazzoni.

 

A estreia dos quadros dos “Bohemios” argentinos entre nós, foi magnífica, brilhante. São elementos formidáveis, no manejo da pelota. Aliás, já foram os rapazes do Club Atlético Atlanta cognominados os “Bohemios” da pelota por dominarem inteiramente o couro.

O escore de ontem (Sexta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1937), que há muito não se verifica nesta capital (Recife), veio confirmar que a força do quadro visitante está na linha de ataque, perigosíssima, de uma rapidez pouco comum, e bem impetuosa.

Todos, sem distinção, se empenham com ardor na luta, auxiliando-se mutuamente e socorrendo o companheiro nos momentos difíceis, quando em perigo a sua barra.

É admirável, também, o jogo homogêneo de passes curtos e rápidos. A vitória alcançada ontem contra o Náutico foi legitima, sem a menor duvida. Ao quadro local faltou, além da chance, rapidez nas jogadas e melhor distribuição do centro-médio.

Quase todas as bolas iam aos pés dos adversários, ótimos controladores do balão. O Náutico jogou muito, conseguindo vazar a rede argentina seis vezes. Foi uma jogo admirável, enfim, o de ontem.

Árbitro teve atuação ruim

O árbitro Manoel Pinto, o “Né” teve sensíveis falhas. A marcação do 5º gol dos visitantes em visível ‘off-side’ e a marcação de um penal contra os locais, enquanto os visitantes praticavam penalidades iguais, sem salvá-las, foi duro… Empanou o brilho do jogo por momentos.

 

Público lotou as dependências do Parque da Jaqueira

A assistência foi vultosa. Todas as dependências do Estádio Parque da Jaqueira, estavam repletas. O nosso público demonstrou, ontem, mais uma vez, a sua educação desportiva aplaudindo os feitos mais emocionantes do embate, sem distinguir, se dos locais, se dos visitantes. Os Bohemios” poderão atestar a educação tão diferente da nossa assistência, para uma outra, bem pertinho de nós.

 

Preliminar termina empatada

A prova preliminar, que teve início às 19h30min., apitada pelo árbitro Argemiro Félix, disputada entre os segundos quadros do Sport Recife e do América, terminou empatada em 1 a 1.

 

Local e Valores dos Ingressos

Na Casa Azul, localizado na Rua João Pessoa, nº 171, no Bairro Casa Amarela, no Recife, foram vendidos nos dias 29 e 30 (sexta-feira e sábado), os ingressos para os jogos de 29 de janeiro de 1937. Foram estabelecidos os seguintes preços de entradas:

Arquibancada 6$600 (6 mil e 600 réis)
Geral 4$400 (4 mil e 400 réis)
Senhoras 4$400 (4 mil e 400 réis)
Militares e Crianças 3$300 (3 mil e 300 réis)
Cadeiras numeradas, no campo 11$000 (11 mil réis)
Automóveis 16$500 (16 mil e 500 réis)
Os Sócios do Tramways e disputante 50% de abatimento, exceto para as cadeiras e autos.

 

Escalte do jogo (Movimento geral da Partida)

ITENS

NÁUTICO

ATLANTA

Toques

6

10

Faltas

1

1

Impedimentos

0

2

Escanteios

2

4

Pênaltis

0

1

Defesas

14

20

Gols

6

10

 

 NÁUTICO CAPIBARIBE (PE)     6          X         10       C.A. ATLANTA (ARG)

LOCAL: Estádio Parque da Jaqueira (capacidade para 3 mil pessoas), na Avenida Rui Barbosa, nº 1.820, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE).

DATA: Sexta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1937

HORÁRIO: 21 horas e 25 minutos (o jogo começou com 15 minutos de atraso)

CARÁTER: Amistoso Internacional

ÁRBITRO: Manoel Pinto, o “” (FPD)

DELEGADO E CRONOMETRISTA: Alonso Rodrigues de Souza

NÁUTICO: Orlando (Muniz); Fernando II e Salsinha; Zé Orlando, Edson e Ernani; Zezé (Emygdio), Athur Carvalheira, Fernando, Bermudes (Sidinho) e Celso (Siduca).

ATLANTA: Herrera; Ibanez II e Blanco; Ibanez Carlos, Del Felice e Esperon; Freiye, Morales, Miranda, Perez e Martino. Técnico: Maximo Garai

Reservas: Carigliano, Murra, Valdatti, Spitale, Tornaroli, Irazoqui, Lozano, Crippe e Lamas.

PRELIMINAR (Segundos Quadros): Sport do Recife          1          x          1  América-PE

GOLS: Miranda a um e aos 12 minutos (Atlanta); Zezé aos sete minutos (Náutico); Perez aos 15 e 32 minutos (Atlanta); Morales aos 19 minutos (Atlanta); Arthur aos 21 minutos (Náutico); Bermudes aos 40 minutos (Náutico), no 1º Tempo.

Arthur aos dois e cinco minutos (Náutico); Miranda, de pênalti, aos oito minutos (Atlanta); Martino aos 14 minutos (Atlanta); Perez aos 18, 35 e 40 minutos (Atlanta); Siduca aos 30 minutos (Náutico); no 2º tempo.

FONTES: Jornal Pequeno – Diário de Pernambuco

 

Fonte: Gazeta Esportiva - SP

 

Na programação do inauguração do estádio municipal da Ponte Grande, atual Vidal Ramos Junior, foi realizado um torneio quadrangular em Lages. Participaram três clubes lageanos (Internacional,  Aliados, Lages FC) e o Cruzeiro de Porto Alegre (RS).

Primeira Fase

7/9/1954 – Lages 2 x 1 Internacional (1º gol de Alemão, do Lages)

7/9/1954 – Aliados 1 x 4 Cruzeiro (RS)

Decisão

11/9/1954 – Lages 0 x 2 Cruzeiro (RS)

Campeão: Cruzeiro

 

Fonte: Correio Lageano / Mauricio Neves

 

 

Fonte: A Gazeta Esportiva / SP

 

O Fundação São José Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Duque de Caxias, situada na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio dos Eucaliptos ficam localizados na Avenida Gomes Freire, s/n, no Bairro da Vila São José (antigo Bairro Pantanal), em Duque de Caxias.

História

Em seus últimos anos de vida o lendário Tenório Cavalcanti dedicou-se à Fundação São José e ao Educandário Maria Tenório. A razão pelo qual o “Homem da Capa Preta” criou essas instituições na Vila São José, teve um motivo nobre.

Em 1958, a cidade de Duque de Caxias foi atingida por um temporal que gerou milhares de problemas, sobretudo, na Favela do Mangue que foi arrasada, deixando mais de mil famílias desabrigadas.

Diante de tantas promessas de ajuda, apenas um homem, de fato, prometeu e ajudou: Tenório Cavalcanti. Com a sua influência, conseguiu junto ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek, verbas federais repassadas a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Assim num enorme espaço no Bairro Pantanal foi construindo a Vila São José, que sete anos depois já tinha se tornado o lugar mais populoso de Caxias. Tenório Cavalcanti não parou por aí. Ajudou na construção de escolas, agremiações sociais.

Diante de tantas obras sociais, Tenório Cavalcanti foi o responsável da Fundação do clube Alviceleste da Vila, no dia 16 de Outubro de 1965. Na época, a sua Sede ficava na Rua 27 de Setembro, congregando a família dos ex-flagelados e funcionários da administração da Vila.

Apesar de tantos afazeres, o “Homem da Capa Preta” atuava como diretor do clube. Além do futebol, o clube realizavam diversos eventos como bailes e concursos para escolher a Rainha do clube.

Alguns fatos marcantes

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Duque de Caxias, o Fundação São José fez uma campanha impecável, chegando a ficar 19 partidas sem perder um jogo.

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1973, o Alviceleste da Vila faturou o título com uma bela campanha! Foram 10 jogos, com: sete vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo cinco tentos, com saldo positivo de 10.

Curiosidade

Em 1974, as Federação Carioca de Futebol e a Federação Fluminense de Desportos (que começaram a fazer uma aliança que culminou com a fusão quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1978), iniciaram um projeto a fim de criar o Torneio de Integração, que já tinham alguns clubes confirmados: Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.

Para participar desta competição os clubes deveriam se profissionalizar. De Niterói os possíveis candidatos: Manufatora, Tiradentes, Agra e Espanhol. Em Duque de Caxias, dois clubes estavam cotados: Nacional e o Fundação São José.

 

Estádio dos Eucaliptos, na Vila São José

Antes mesmo desse espaço tornar-se um campo, ladeava ele a um córrego que vinha do Rio Sarapuhy, totalmente despoluído. Assim, em grandes chuvas, quando o rio transbordava, jogava peixes em centenas que se espalhavam por onde seria o campo dos Eucaliptos.

Portanto, esse local é sagrado, visto que foi batizado por peixes. À medida que o Rio Sarapuhy foi morrendo, esse fenômeno deixou de existir. Com a vinda da Vila São José, em 1959, no quesito lazer, criou-se o Campo dos Eucaliptos, visto ser essa área cheia dessas árvores de um perfume inesquecível. E ainda fizeram uma cerca branca no seu entorno, o que tornava essa nova área de esporte mais bela.

Criou-se então o time representante da Vila São José, o forte Fundação São José Esporte Clube. Grandes jogadores passaram por lá: Carlinhos Rosquinha, Neném Piranha, Paulinho Binha, Pardal, Haroldo, Lamparina, Ximbica, o goleiro Zé Áureo, entre outros.

Ganhar do Fundação no campo dos eucaliptos era quase impossível. O campo ficava lotado aos domingos. O adversário tremia. Até o infanto-juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama foi abatido em 1973, num categórico 3 a 0 só no primeiro tempo. A famosa Rádio Difusora de Caxias fazia transmissões no local.

XXX
O estádio deu lugar ao CIEPs, nos anos 80

Nos anos 80, o Governador Leonel Brizola acolheu um projeto cultural sugerido por Darcy Ribeiro e implantou os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), mais conhecidos por “Brizolões“. O local escolhido foi justamente o Estádios dos Eucaliptos, criando uma ironia: dando vida a educação e matando o principal local de lazer da região.

A partir daí a Vila São José ficou desprovida desse lazer essencial. Como um prêmio de consolação construíram os “7 Campos“, onde antigamente estavam os campos do Brasil e do Cerâmica, no Pantanal, Morro do Sossego.

Contudo, a ex-presidente da república Dilma Rousseff acabou com os “7 Campos“, criando no local “Minha casa, minha vida“, deixando o Bairro São José órfão de um campo de futebol.

 

Time de 1966: Lula; Valito, Juca e Careca; Reco e Ximbica; Lamparina, Joaquim, Joãozinho, Válter e Miltinho.

Time base de 1967: Lula; Valito (Joaquim), Juca (Nequinha), Itamar (Erli) e Zé Maria; Osmi (Paulinho) e Bolão; Ximbica, Válter (Chico), Joãozinho (Macau) e Duca (Lamparina).

Time de 1968: Lula; Braga, Juca, Duca e Lamparina; Bolão e Válter; Paulinho, Gafu, Joãozinho e Nino.

Time base de 1973: Cebola (Zé Áureo); Carlinhos (Robson), Gilson, Bolão (Dias) e Domingos (Valdeci); Batista (Carlos Augusto), Jorge Davi (Sendas) e Paulinho (Lutércio); Almir (Arnaldo), Pardal (Morais ou Silva) e Melro (Jorginho). Técnico: Carlos Ramos de Souza, ‘Lelê’

 

PS: Uma detalhe que é importante citar. Em 1954, Tenório Cavalcanti fundou o jornal Luta Democrática, que usaria como ferramenta de propaganda política, especialmente para atacar desafetos e adversários, entre eles Getúlio Vargas. O jornal, de forte apelo sensacionalista, chegou a ser o terceiro maior do Rio de Janeiro nos anos 60. Por isso, que o clube ganhou tanto espaço neste veículo, nos ajudando a poder contar uma boa história.

FONTES: A Luta Democrática – Dias de São José – Jornal do Brasil – O Fluminense

 

Estádio do Pacaembu - 1941

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) – 1938

 

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 
CORITIBA FC (CURITIBA – PR)

5

BE MORGENAU (CURITIBA – PR)

2

Data: 07 de março de 1954 Local: Estádio Cristo Rei, em Curitiba – PR
Juiz: Josué Ferreira Caráter: Amistoso Nacional
Gols: Ari, Renato, Max, Periquito e Solinha (contra) / Juca (2)
Coritiba(PR): Hamilton; Fedato e Araújo; Fabio, Guimarães e Merlim; Ari, Max, Periquito (Ivaldo), Quadros (Teixeirinha) e Renatinho.
Morgenau(PR): Sano; Aluizio e Oswaldo; Solinha (Ari), Jesus e Ivo (Magro); Ataíde, Adir, Paulo (Fio), Juca (Bananinha) e Joel.
Obs.: Esta partida marcou a inauguração do Estádio Cristo Rei, pertencente a equipe suburbana.

Fonte: Diário da Tarde / PR

 

O América, fundado em 1912, inicialmente mandava seus jogos num campo num terreno na Avenida Augusto de Lima, próximo à Praça Raul Soares. No final da década de 1920, mais precisamente em 1929, a prefeitura de Belo Horizonte, com o então prefeito Cristiano Machado, comprou aquele terreno pertencente ao clube, para a instalação do Mercado Municipal de BH, que hoje é o Mercado Central.

FONTE & FOTOS: Cultura Futebolística - Revista Fon-Fon 

 

O Estádio da Praia Vermelha foi a casa do Sport Club Brasil, Localizado no Bairro da Urca, Zona Sul do Rio (RJ). Essas fotos são raríssimas. Antes, só tinha encontrado uma foto desse Estádio.

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

Durante muitos anos o futebol da capital de Mato Grosso teve como seu templo principal, o Estádio Governador José Fragelli ou simplesmente Verdão. Nesse estádio ocorreram memoráveis jogos, dignos de ser guardados para sempre na memória do torcedor cuiabano. O Verdão foi inaugurado oficialmente em 08 de abril de 1976, com um quadrangular envolvendo Dom Bosco, Mixto, Operário e Flamengo do Rio de Janeiro. Em 2009 foi realizada a última partida antes de ser demolido para a construção da Arena Pantanal.

 

 

 

 

 

Fonte: Nelson Vasquez (ex-jogador)

 

Caçapava é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado em uma região estratégica, entre São José dos Campos e Taubaté.

O nome do município origina-se da lingua tupi e significa clareira ou “passagem na mata”, de ka’a, “mata” e asapaba, “passagem”.

Provavelmente, esse nome é devido à grande fenda natural que existe na Serra do Mar, e que nessa região é responsável pelos densos nevoeiros vindos do Oceano Atlântico no período de inverno.

A Associação Atlética Caçapavense, da cidade de Caçapava (SP), foi fundada na data de 9 de dezembro de 1913.

Sua sede se localiza na Rua Coronel Manoel Inocêncio número 450.

Antigo estádio.

Seu estádio denomina-se Capitão José Ludgero de Siqueira.

Disputou o campeonato paulista de futebol nos anos de 1964, 1965 e 1966, sempre pela 3ª Divisão de Profissionais.

 

 

No ano de 2013, a Associação completou 100 anos de existência. Essa é a camiseta do centenário.

Fontes: Site do clube, Wikipedia, Almanaque do Futebol Paulista e o Livro Os Esquecidos – Arquivo do Futebol Paulista.

 

O União Mútua Futebol Clube, do bairro de Vila Carioca, subdistrito do bairro do Ipiranga, situado na Zona Sul, da capital paulistana, foi fundado na data de 24 de maio de 1930.

É conhecido como “O Gigante do Bairro”.

Tem seu estádio na Rua Álvaro Fragoso número 590 e sua sede no número 313 da mesma rua.

Seu escudo possui cinco cores: vermelho, amarelo e verde, a faixa azul em diagonal e as mãos com luvas brancas, que representam a Espanha, Itália, Portugal e Brasil, pois o clube foi fundado por imigrantes desses países.

Em dezembro de 2010 publiquei um artigo intitulado “O Futebol na Vila Carioca”, que julgo valer a pena reproduzir nesta data.

 

O FUTEBOL NA VILA CARIOCA

Um amigo encontrou o escudo do União Mútua Futebol Clube postado por mim e me mandou um e-mail que achei interessante postar no blog,  pois ele simplesmente acabou narrando um pouco da história do futebol do bairro da Vila Carioca – Distrito do Ipiranga – Zona Sul da Capital de São Paulo.

Toninho, boa tarde,

O escudo do União Mútua é exatamente este.

O clube era o mais estruturado da Vila Carioca e olha que ali haviam inúmeros times, só para citar alguns: Cruzada Paulista (Rua Aida); XI Primos (hoje na Rua Amadis – morei do outro lado da rua); Auri Verde, Cruzeiro, Carioquinha e Santos (todos Rua Auri Verde) , sendo que o presidente Lula jogou no Santos; o XI Carioca, com sede na Rua Colorado e o Bahia com sede na Rua Ubarana, no bar do Zito, que é pai do Pepo (bar do XI Primos) e do “Escovão”.

Na sede da União Mútua, ocorriam bailes de sábado à noite e de carnavais, as matines eram lotadas, assim como recebeu vários cantores e promoveu bons festivais de futebol de salão e no campo, sendo que os jogadores se trocavam na sede e iam à pé para o campo.

Pra encerrar: Na despedida de solteiro do “Escocês”, em 1980 teve um jogo de solteiros X casados, eu com 16 anos joguei no gol do time dos solteiros, ao final, o Escocês, nu, correndo em volta do campo.

Um abraço.

Nascimento   

PS – José Antonio do Nascimento atualmente é Delegado de Polícia do DEIC de São Paulo.

        Escocês é um dos grandes compositores de sambas enredo e faz parte da  Escola de Samba Imperador do Ypiranga, que também é da Vila Carioca.
PS – O Delegado de Polícia José Antonio do Nascimento foi assassinado na data de 14 de janeiro de 2016, quando retornava para sua residência.

 

Fontes: site do clube, site Upiranga (com u mesmo), álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

 

Por Ari Lopes e Sérgio Soares

A história do futebol de Niterói, rica na revelação de atletas e jogos memoráveis, perdeu, há anos, uma de suas principais referências. Construído no “coração” de Icaraí, na Zona Sul da cidade, o estádio Caio Martins, ou Mestre Ziza, inaugurado na década de 1940, quem diria, virou uma espécie de “gigante” adormecido aos 74 anos de existência, completados no último dia 20, sem nenhuma comemoração.

Inaugurado em julho de 1941 junto com o ginásio poliesportivo e um parque aquático, o campo não recebe jogos oficiais de futebol desde 2004.

Atualmente, o estádio que pertence ao Governo do Estado, está cedido ao Botafogo através de um termo de concessão, desde 1988, com prazo de término em 2023. No mês passado, o clube iniciou uma tímida reforma, com vistas a uma possível utilização no Campeonato Carioca de 2016. A intervenção para a melhoria, é na realidade, uma espécie de ‘sopro’ de esperança para o histórico campo, quase vendido, no fim do ano retrasado à construtoras, interessadas em erguer no local um condomínio de apartamentos e um shopping. São dias de incerteza que nada lembram o “glamour” do passado de glórias.

 

Serie de futebol 29 500 FOTOS DO CANÓDROMO DO CAIO MARTINS foto DIV FAN
Campo era usado para exposições e corridas

 

 

 

Palco de partidas de várias edições de campeonatos estaduais, competições nacionais, e até da Seleção Brasileira, o campo, hoje, é utilizado pelo Botafogo apenas para treinos das divisões de base. Por causa dessa situação, o local por onde desfilaram craques de primeira grandeza do futebol brasileiro, passou os últimos anos vazio.

Para o presidente da Liga Niteroiense de Desportos (LND), Vanir Ferreira da Silva, o Dado, a concessão ao Botafogo é nociva aos clubes da cidade filiados à entidade, uma vez que a exclusividade dada ao Botafogo impede que equipes locais ou de regiões vizinhas possam realizar partidas no campo de Icaraí.

“É um contraste com a bela história que se construiu no futebol a partir do surgimento do estádio”, afirmou. Não são apenas os clubes de Niterói que gostariam de jogar em Icaraí. Em setembro do ano passado, duas equipes de São Gonçalo chegavam à final da 3ª Divisão estadual. Já classificados para a 2ª Divisão, Gonçalense e São Gonçalo Futebol Clube tiveram que disputar o título no Estádio do América, em Edson Passos, na Baixada Fluminense, bem longe de suas torcidas.

 

Serie de futebol 29 500 CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO ESPORTIVO foto DIV Fan
Década de 1940: operários trabalham na construção

 

 

 

Em 2015, para a participarem da Segundona, as duas equipes enfrentaram o mesmo problema: foram obrigadas a jogar a competição fora de casa e a pagar aluguéis para essa finalidade. O vereador niteroiense Luiz Carlos de Freitas Gallo, que é ex-jogador profissional de futebol e faz do esporte uma das “bandeiras” de trabalho, manteve, nos últimos anos, uma autêntica “queda de braço” com o governo do estado e com o Botafogo em prol da revitalização do imóvel e formas de utilização, principalmente do campo, pelas equipes locais.

Gallo, que já foi administrador do Complexo do Caio Martins entre 1992 e 1996, diz que existem meios de manter o campo, após o fim da concessão ao clube alvinegro, através de novas parcerias. O vereador pretende, nos próximos dias, reapresentar em plenário o projeto que prevê o tombamento do estádio para que ele possa, num futuro breve, ser preservado não apenas como um patrimônio do esporte, mas também da história de Niterói.

 

Vasco venceu ‘Cantusca’ na partida inaugural: 3 a 1
Vasco venceu ‘Cantusca’ na partida inaugural: 3 a 1

 

 

 

 

Venda – No fim do ano retrasado, Gallo liderou um movimento em defesa da manutenção do estádio. Na época, o governo do estado estudava a possibilidade de negociá-la à iniciativa privada, o que acabou não ocorrendo, a partir da mobilização dos vereadores de Niterói e do Ministério Público Estadual.

“A municipalização seria a melhor forma de garantir a preservação daquele prédio histórico, estimular a prática do futebol e o surgimento de novos atletas”, declarou o vereador. A Assessoria de Imprensa da Suderj informou que o Botafogo, por deter a concessão desse local, em regime de comodato, é o responsável pela manutenção.

 

Serie de Futebol 29 500 FOTO CAIO MARTINS COM PISTA DE ATLETISMO foto FAN
Na década de 1970, já com a pista olímpica

 

 

 

Na semana passada, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, e o secretário estadual de Esporte e Lazer, Marco Antônio Cabral, fizeram reunião para acertar detalhes de uma possível utilização do estádio na disputa do Campeonato Carioca de 2016.

A direção do Botafogo busca, através da reabertura, uma alternativa em função da futura perda temporária do Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, do qual também tem concessão, e do Maracanã, ambos no Rio, por causa das Olimpíadas de 2016, cujos organizadores exigem exclusividade desses locais a partir de janeiro.

A tarefa, no entanto, não será das mais fáceis, já que existem também, na Justiça, ações de moradores contrárias à utilização do estádio, por causa de assaltos, furtos de veículos e brigas, engarrafamentos, entre outros motivos.

Campo não recebe um jogo oficial desde 2004

Muitas diferenças separam o Estádio Caio Martins do Complexo Esportivo – que inclui um ginásio poliesportivo e um parque aquático. No Estádio, a falta de manutenção do campo e do espaço físico nos arredores da área de jogo, até meados de junho, contrastou muito com o visual no restante do Complexo, que está bem cuidado e sem nenhuma pichação.

A sujeira deixada por vândalos existe do lado de fora de todos os muros do estádio. Até o mês passado, o problema mais grave estava na Rua Presidente João Pessoa, onde as paredes externas estavam tomadas por mato, do tipo ‘trepadeira’, que se espalhavam pelas calçadas, dificultando a passagem de pedestres. Mas o problema foi resolvido com a poda do mato e pintura de algumas partes.

 

A parte do estádio será administrada pelo Botafogo até 2023
A parte do estádio será administrada pelo Botafogo até 2023

 

 

Memória – No início de 2003, o Caio Martins chegou a passar por uma grande reforma para receber jogos do Botafogo pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Com ampliação das arquibancadas, a capacidade de público foi aumentada para 15 mil pessoas, divididas entre arquibancadas de concreto e tubulares, cadeiras vips e camarotes. Importante na campanha que levou o clube de volta à Série A, o Caio Martins foi apelidado de ‘Caldeirão’ pela torcida alvinegra.

Um dos mais modernos painéis eletrônicos do Estado do Rio de Janeiro na época foi instalado no estádio. Mas em 2005, no entanto, as obras foram desfeitas. A última partida oficial no estadio ocorreu em 12 de dezembro de 2004, quando o Botafogo perdeu para o Corinthians por 2 a 1.

Escoteiro herói deu nome ao estádio

 

O escoteiro-herói Caio Viana Martins, morto em acidente de trem, deu nome ao estádio
O escoteiro-herói Caio Viana Martins, morto em acidente de trem, deu nome ao estádio

 

 

O Caio Martins foi inaugurado em 1941, atendendo ao desejo do então governador Ernâni do Amaral Peixoto, que queria que jogos do Campeonato Carioca fossem realizados em Niterói, a antiga capital Fluminense. No local existia um ‘canódromo’, onde aconteciam exposições e corridas de cães, e parte da estrutura das arquibancadas foram aproveitadas.

A escolha foi feita em função da boa localização para o acesso das torcidas do Rio, Niterói e cidades vizinhas. A partida inaugural aconteceu em 20 de julho daquele mesmo ano, e reuniu as equipes do Canto do Rio e do Vasco, pelo segundo turno do Campeonato Carioca.

O jogo tinha estímulo especial para a equipe niteroiense, que ganhava ‘casa própria’ para sediar seus jogos. Nas edições anteriores, o time alvianil, por não possuir campo oficial, tinha que jogar na capital (nas Laranjeiras, no estádio do Fluminense; no Andaraí, do América, e na Rua Ferre, do Bangu).

O jogo inaugural era também a chance do ‘Cantusca’ se reabilitar da goleada por 5 a 0 sofrida no primeiro turno, em São Januário. O Vasco jogou com Chiquinho, Jaú e Florindo; Figliola, Dacunto e Argemiro; Armandinho, Alfredo I, Villadoniga (Carlos Leite), Gonzalez e Orlando. Já o Canto do Rio entrou em campo com Valter, Draga e Degas; Vicentini, Portela e Canalli; Álvaro, Bocão, Geraldino, Beressi e Cussatti.

O gol inaugural foi do vascaíno Armandinho. Beressi empatou e Carlos Leite, que substituiu Villadoniga, fez o segundo para o Vasco, com Orlando fechando o placar para os cariocas em 3 a 1, diante de um público de mais de 10 mil pessoas.

Origens – Situado em área nobre da cidade, o estádio recebeu inicialmente, o nome do escoteiro Caio Viana Martins, que ficou conhecido nacionalmente por um ato heróico durante um grave acidente de trem na cidade mineira de Barbacena em 1938, que teve 40 mortos e dezenas de feridos, entre eles o próprio adolescente, aos 15 anos.

Caio, que mesmo ferido, ajudou os bombeiros e achou que outras pessoas precisavam de socorro mais do que ele, preferiu caminhar por quilômetros até o hospital. O esforço foi determinante para decretar sua morte, por hemorragia interna.

Além de Caio Martins, o outro homenageado na história do estádio foi Zizinho, craque do Flamengo popularmente conhecido como Mestre Ziza. Mas até hoje, os botafoguenses o tratam como Caio Martins, pelo fato de o jogador ter sido ídolo do clube rival e não do alvinegro.

 

O acidente de trem em Barbacena-MG
O acidente de trem em Barbacena-MG

 

FONTE:  Jornal O São Gonçalo – Ari Lopes e Sérgio Soares

FOTO: Fundação de Arte de Niterói

 

Grandiosa abertura do Campeonato municipal de 1960

Por Ari Lopes, Sérgio Soares e Gustavo Aguiar

A história da Rua Doutor March, nº 196, que interliga vários bairros de São Gonçalo ao Barreto, em Niterói, é marcada por episódios memoráveis no futebol. Não apenas por estar numa região onde foram criados alguns dos principais clubes das duas cidade, mas também por ter sido endereço de um campo que, durante anos, mobilizou milhares de torcedores e foi palco de grandes jogos, tendo como mandantes o Byron, o Manufatora e ADN (Associação Desportiva Niterói ), entre as décadas de 1920 e 1980.

Já como estádio, pertencente à Companhia de Tecidos Manufatora Fluminense, a ‘arena’ Assad Abadalla, foi fundada em 1955, com capacidade para 3 mil espectadores, e recebeu partidas durante quase 30 anos, entre as décadas de 1955 e 1980, até ser literalmente “engolida” pelo mato, quando a empresa acabou com o time de futebol e fechou as portas, encerrando uma história de glórias e partidas memoráveis, como jogos contra o Flamengo e seleção juvenil do Kwait.

 

Vista aérea do campo, no Barreto
Vista aérea do campo, no Barreto

 

 

Hoje, quem passa pelo local jamais imagina que ali havia uma grande praça de esportes, que teve a “pedra fundamental” lançada pela primeira diretoria do extinto Byron. Os diretores dessa agremiação criaram o clube no Barreto em 21 de outubro de 1913, e decidiram fazer ali, não apenas a sede, mas um campo de futebol que atendesse às necessidades da equipe.

Foi feita uma parceria com a diretoria da Manufatora, que cedeu a área vizinha à empresa para a construção do campo e também jogadores – funcionários da fábrica. A parceria deu certo. A conquista do primeiro Campeonato Fluminense veio poucos anos depois, em 1917. Segundo registros da Liga Niteroiense de Futebol, o feito se repetiu em 1922, 1924 e 1925, nas chamadas modalidades ainda amadoras.

Em uma época em que o “bicho” já começava a se tornar prática comum no futebol, com a profissionalização das primeiras equipes, o Byron, com generosas colaborações dadas pelos diretores da empresa, conseguiu levantar outras duas taças, em 1928 e 1934.

Flamengo em Niterói – Curiosamente, o primeiro grande clube carioca a pisar no gramado do Barreto foi o Flamengo, por causa da contratação de um jogador que viria, anos mais tarde, a se tornar o primeiro “gênio da bola” brasileiro em âmbito mundial: o gonçalense Zizinho, ou Thomáz Soares da Silva, seu nome de batismo. O próprio jogador, então atleta do Byron, conta como foi sua transferência na autobiografia “Verdades e Mentiras do Futebol”, lançada em de 2000, dois anos antes da sua morte, em decorrência de um infarto, em Niterói.

Zizinho havia sido suspenso por um mês do Byron por conta de uma confusão no chamado “Clássico da Zona Norte”, disputado contra o arqui-rival Barreto, no campeonato de Niterói. Para neutralizar a suspensão e acelerar a ida do jogador, o time rubro-negro, com jogadores famosos, como o goleiro Yustrich, Domingos, Valido e Leonidas da Silva, atravessou a baía e jogou na Rua Doutor March, no fim de 1939.

 

Um dos times da década de 1960, ainda com nome da Manufatora
Um dos times da década de 1960, ainda com nome da Manufatora

 

 

Nos relatos de seu livro, Zizinho revela que a partida foi memorável, e graças à grande atuação do goleiro do Byron, Leônidas, terminou empatada em 0 a 0. Nesta partida, já com a camisa do Flamengo, Zizinho iniciou sua história no clube da Gávea, segundo ele mesmo revelou no livro.

O outro jogo aconteceu em dezembro de 1962, quando o estádio, já com alambrados e arquibancadas, recebia jogos de divisões intermediárias do estado. Naquele amistoso, o Fla veio com um time misto, formado por Ivan, Bolero, Ananias, Carlos, Alberto, Gilberto, Juarez, Aílton, Roberto, Jurandir Veloso e José Mauro, segundo o jornal ‘O Fluminense”.
Em julho de 1980, a seleção do Qatar, treinada por Evaristo Macedo, em excursão no Rio, chegou a marcar jogo com time local, mas a partida foi cancelada. Nessa mesma época, a seleção juvenil do Kwait treinou com o time local.

Campo virou ‘arena’ Assad Abdalla a partir da década de 1950

Ao mesmo tempo que ganhou fama de ter revelado Zizinho, o Byron passou a ser ameaçado por causa da vontade dos diretores da fábrica em ter o próprio clube, a partir do final da década de 1940. Por causa do “racha”, o caso foi parar na Justiça e o Byron acabou despejado da área em que havia erguido o campo de futebol e a sede. Tudo ficou com o Manufatora, que anos mais tarde, passou a elaborar o projeto para a construção do estádio.

Os diretores da fábrica se estruturaram até o ano de 1955 para iniciar a construção do estádio, segundo informações da ‘Revista Manufatora’, que circulava com uma espécie de “boletim” interno da empresa e trazia notícias variadas. Em reportagens nas páginas 6, 7 e 8 da edição do final de ano de 1954, existem fotos da terraplanagem do terreno para a construção de muros e alambrados. O estádio foi inaugurado no dia 24 de junho de 1955, com uma grande festa, que contou com a presença do governador Miguel Couto Filho.

 

Em 1954, diretoria da fábrica começou a transformar o campo do Barreto em um estádio
Em 1954, diretoria da fábrica começou a transformar o campo do Barreto em um estádio

 

 

O estádio levou o nome do ex-presidente Assad Abdalla, um dos que defendiam a autonomia própria no futebol. O Manufatora usou o campo para o mando de seus jogos na conquista do Campeonato Niteroiense de 1958. O então ‘badalado’campo servia para equipes locais e também sediava jogos do Campeonato Estadual, que reunia equipes do interior fluminense.

Jogos memoráveis – Lá, por exemplo, foi realizada a final do campeonato municipal de São Gonçalo em 1973, entre o Porto da Pedra e o Clube Mauá, partida vencida pelo ‘Tigre’ por um a zero. Quando o Manufatora chegou à elite e virou Associação Desportiva Niterói (ADN), em 1980, para disputar o Campeonato Carioca, além do campo, havia área social e até instalações que funcionavam como concentração.

Após dois rebaixamentos, a empresa fechou as portas e acabou com o time e o campo, em 1983. Hoje só restam ruínas e um denso matagal que toma conta do local, tornado-o irreconhecível para quem viveu naquela época.

Encontro inesquecível e muitas lembranças

 

Ex-jogadores foram à Rua Doutor March para relembrar o passado
Ex-jogadores foram à Rua Doutor March para relembrar o passado

 

 

Muito embora, hoje, seja mato, abandono e ruínas, o Estádio Assad Abdalla permanece ainda vivo na memória de ex-atletas e moradores da região que, em domingos já distantes na história, viveram ali emocionantes momentos.

Em encontro promovido por O SÃO GONÇALO, alguns desses ex-jogadores recordaram e se divertiram com episódios e situações de uma época em que o Manufatora marcou época no futebol fluminense.

 

Laudelino ainda tem carteira
Laudelino ainda tem carteira

 

 

O ex-centroavante Aílton Ferreira da Silva, o Tinho, recordou alguns de seus gols marcados com a camisa do clube fabril, em meados de 1960. “Apesar de pequeno, sempre fui goleador. Lembro-me de um gol em que, após finalização do Joel, nosso meio-campista, que tinha um chute forte e certeiro, a bola, involuntariamente acertou minha testa. Fiquei meio tonto, mas aumentei o placar”, se diverte.

Ora lateral, ora ponta esquerda, Laudelino Siqueira, de 66 anos, relembra das partidas em jogou, ainda no infanto, ao lado do meia Lulinha, sua maior lembrança.

Da base para o futebol da Europa, Jeremias é grato

Entre os talentos revelados pelo Manufatora, talvez Jorge da Silva Pereira, o Jeremias, hoje com 66 anos, seja o ‘filho’ mais ilustre. A carreira meteórica, encerrada precocemente aos 30 anos, em 1980, em virtude de uma lesão pubiana, não impediu seu sucesso: além de defender o clube niteroiense, “Jerê”, envergou as camisas do América-RJ, Fluminense, Vitória de Guimarães-POR e Espanyol-ESP e Vitória de Setúbal-POR.

Hoje, Jeremias coordena uma escolinha de futebol no Combinado Cinco de Julho, no Barreto, em Niterói. O ex-atacante, que em 1973 conquistou o Campeonato Carioca pelo Tricolor das Laranjeiras, enfrentou grandes nomes do futebol internacional, como Cruyff, Del Bosque e Eusébio, no tempo em que viveu na Europa. “Tenho saudades dos tempos antigos, desse clube que me revelou”, contou.

 

 

 

Jeremias fez sucesso na Europa
Jeremias fez sucesso na EuropaFONTE:  Jornal O São Gonçalo – Ari Lopes, Sérgio Soares e Gustavo Aguiar
FOTOS: Fundação de Arte de Niterói
 

Em 1942 o clube nascia tricolor, inspirado nas cores da bandeira da Itália, almejando promover o esporte na região, tão quanto elevar o nome da cidade no cenário futebolístico. Todavia, como à época o Brasil estava em campanha na II Guerra Mundial do lado oposto aos italianos, legalmente italianos e descendentes não podiam integrar altos escalões e fundar clubes de reunião. Assim, avisado pela Secretaria de Segurança do Estado, fora obrigado a alterar o branco original de suas cores pelo preto, talvez sinal de luto pela afronta. Surgia assim uma combinação de cores única em todo o país.

Até 1954 o clube permaneceu disputando os certames regionais do Campeonato Paulista do Interior. Em pouco tempo tornou-se um clube assíduo da Segunda Divisão de Profissionais. Em revés, do final dos anos sessenta ao início dos setenta, permaneceu licenciado, somente voltando à Terceira Divisão em 1974, e em um período de inconstância (do time e do número de divisões do campeonato estadual) chegou a frequentar a Quarta Divisão. A volta por cima iniciou-se em 1981com o acesso à Segunda Divisão, culminando com o título estadual, deste nível, no ano seguinte. Enfim, em 1983, após 41 anos de sua fundação o clube alcançava a elite do futebol paulista.

O estádio

O título conquistado da segunda divisão do Campeonato Paulista de Futebol assegurava uma vaga entre os melhores clubes do Estado na 1ª Divisão de Profissionais. Contudo, a cidade não possuía um estádio condizível com os padrões e normas requeridos para aquela competição. Aconteceu então o fato mais significativo de toda a história do clube, e talvez do município. A população se mobilizou de tal forma, que em três meses, algo que estava fora do alcance e impedindo a realização de um sonho, enfim concretizou-se tornando o desejo dos cidadãos possível. O mutirão ergueu para a Prefeitura o Estádio Adail Nunes da Silva - no coração de todos os Cateanos, Taquarão.

O jogo amistoso de inauguração contou com um visitante ilustre, o Cruzeiro de Minas Gerais. Casa cheia, a partida ficou gravada para sempre na alma do povo taquaritinguense e na placa honorífica estampada na entrada do Estádio até os dias de hoje.

Títulos

Estaduais

Outras conquistas

FONTES & FOTO: Blog do clube – Revista Placar
 

O Ribeirão Pires Futebol Clube, da cidade do mesmo nome, foi fundado na data de 8 de julho de 1911.

Sua sede está estabelecida na Avenida Brasil número 330. no Centro de Ribeirão Pires.

A primeira diretoria do clube foi assim constituída:

  • Presidente José Laurito;
  • Vice-presidente Arcanjo Boareto;
  • Secretário João Duarte Jr.;
  • Vice-secretário Francisco Carpinelli;
  • Capitão Roberto Zimmerman;
  • CobradorJosé Fortes;
  • Fiscais de Campo Antonio Grecco, Arcá Prisco e Jacondino Carcillo.

As primeiras sedes foram provisórias, em imóveis cedidos por integrantes da diretoria. Em 1936 o clube comprou um terreno na Avenida Santo André (atual Conteto) e foi iniciada a construção da sua primeira sede social própria, inaugurada no dia 20 de janeiro de 1940. Nos primeiros anos da década de 40, as atividades consistiam em reuniões dançantes e futebol, no campo ao lado do Moinho da rua Major Cardim.

Em 1947 foi comprado do Sr. João Ugliengo uma área de 30 mil metros quadrados para a construção da praça de esportes, atual área do RPFC. Na década de 50 foi iniciada a campanha para a construção do Estádio Felício Laurito, inaugurado em 1956 com um jogo entre Palmeiras e RPFC, com vitória do alviverde do Parque Antárctica por 4 a 2. O Ginásio de Esportes, que recebeu o nome do seu fundador, João Domingues de Oliveira, foi inaugurado quatro anos depois. A partir de 1960 foram iniciadas várias obras, como a primeira piscina, vestiários, futura sede social e outras dependências.

O Ribeirão Pires Futebol Clube é hoje o mais antigo clube em atividade na região do ABC.

FONTES: A Gazeta, site do clube, livro “Os Esquecidos – Arquivos do Futebol Paulista, da Editora Datatoro, de autoria de Rodolfo Kussarev.

 

FONTE: Revista Careta

 

 

O Lausanne Paulista Futebol Clube, do Bairro do mesmo nome, situado na Zona Norte da capital paulistana, foi fundado na data de 20 de março de 1927.

Jovens dissidentes do então Pedreira Futebol Clube, capitaneados pelo saudoso Francisco Gaboni e Arquimedes Mateuchi, se reuniram na casa de Francisco Gaboni para tratarem da fundação de um novo clube.

Presentes estavam Serafim Valente, Alfredo de Souza, Ernesto Bandini, Eduardo Bandini, Pedro e José Gaboni.

Nessa reunião, às 21 horas, do dia 20 de março de 1927, determinou-se a fundação do Lausanne Paulista Futebol Clube.

 

Na década de 30, marcada por grandes conquistas esportivas, e pela proximidade da Serra da Cantareira, ganhou o apelido de “Tigre da Cantareira”.

 

O time que impunha respeito.

Uma das formações que alegrava os lausannenses.

Da esquerda para a direita: Edmundo, Zé Português, Silvio Ravelli, Albano.

Abaixados: Joaquim, Mesquita, Jorginho, Waldemar e Vivaldo.

 

No ano de 1962, O Lausanne Paulista Futebol Clube inaugurou sua sede própria e também sua Praça de Esportes denominada Alberto Savoy.

 

 

 

Hino do Lausanne Paulista Futebol Clube

Letra: Francisco Beloni

Música: Galilei Limoni

 

Lausannense, tu és uma glória

A lutar por uma raça no esporte

Sempre, sempre almejando a vitória

A luzir haverá uma estrela

Na várzea sempre hão de conhecê-la

No fulgor esportivo a brilhar

Em defesa do ideal a luta

 

Para frente, portanto, confiando

A jogar, a vencer, a sorrir

Uma vez a peleja atirando

Levarás a vitória ao porvir

Indo sempre, se impondo a conquista

Será sempre o glorioso vencedor

Tendo sempre por lema o amor

A legenda Lausanne Paulista

 

Falarão então, Lausanne, agremiação altaneira

Com orgulho e com ardor, oh! Tigre da Cantareira

 

Especiais agradecimentos a Waldevir Bernardo.

 

 

Fontes:

A História do Tigre da Cantareira – Edição histórica ilustrada dos 75 anos do Lausanne Paulista F.C.;

Álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60;

Fotos google.

 

Estádio Machadão (RN) em construção

 

Ilha do Retiro (PE), no final dos anos 60.

 

Estádio Presidente Vargas, o PV, em Fortaleza, 1972

 

Mais fotos de outros estádios brasileiros, basta entrar no link: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=766584

 

FONTE: Skyscrapercity

 

Inauguração do seu estádio na data de 14 de julho de 1930.

Fonte: Diário Nacional

 

Nestas fotos de 1924 é possível ter um esboço de como era o Estádio do Hellenico Athletico Club, localizado na Rua Itapirú, nº 137, no Bairro do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Atualmente o local é o Cemitério do Catumbi.

 FONTE: O Malho

 

Algumas raras fotos, em alta resolução, do Estádio da Rua Guanabara, em Laranjeiras. Este foi o 1º campo do Fluminense Football Club . Apenas para informar, este campo ficava dentro da atual Sede do Tricolor. A diferença é que o atual estádio fica vertical de quem passa pela Rua Pinheiro Machado, enquanto o antigo ficava na vertical colado com o morro.

Curiosidades à parte, nesta reportagem o Fluminense Football Club venceu, em amistoso, o Club Athletico Paulistano, de São Paulo, pelo placar de 4 a 3.

 

FONTES: O Malho

 

 

FONTE: O Malho

 

O Estádio Rua Paysandu, foi o 1º estádio em que a equipe de futebol do Clube de Regatas do Flamengo mandou oficialmente os seus jogos. A primeira partida oficial do Flamengo no estádio foi contra o Bangu Atlético Clube, pelo campeonato carioca. O campo tinha o Paysandu como mandante em amistosos e jogos não oficiais até 1914, quando este abandona a prática oficial do futebol. Com isso, a família Guinle, dona do campo, o aluga ao Flamengo, que lá construiu um estádio e mandou seus jogos nele de 1915 a 1932. O estádio ficava localizado na Rua Paissandu, no Bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Os maiores públicos do Estádio foram Flamengo 0 a 3 Fluminense, em 23/06/1918 e Flamengo 1 a 3 Fluminense, em 24/08/1919; ambas as partidas registraram 15 mil pessoas. Sua característica principal era em seus arredores existirem várias palmeiras centenárias. Posteriormente em 25 de setembro de 1932, o Flamengo disputa sua última partida no estádio e vence o Brasil (clube do Bairro da Urca) por 5 a 0, pois não possuía o dinheiro para pagar o terreno arrendado pela família Guinle.

Segundo reza a lenda, a decisão de aumentar o aluguel do estádio foi devido ao fato do Flamengo ter se tornado um adversário ferrenho para o Fluminense (clube pelo qual a família Guinle torcia). Cobraram um valor estratosférico, sabendo que o rubro-negro não teria condições de pagar. Apesar da tentativa de derrubar o Flamengo seguiu crescendo e se tornando um dos maiores clubes de futebol do mundo.

 Primeira partida:

 Data: 31/10/1915

Competição: Campeonato Carioca – 2º Turno

Estádio: Rua Paysandu

Jogo: Flamengo 5 x 1 Bangu

Time: Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Sidney Pullen, Galo, Arnaldo, Gumercindo, Borgerth, Riemer e Paulo Buarque

Gols do Flamengo: Riemer(2), Arnaldo, Gumercindo e Paulo Buarque

Obs.: Flamengo Campeão.

 1ª Obs: O Flamengo conquistou o campeonato carioca invicto.

2ª Obs: Vários órgãos da imprensa noticiam que o primeiro jogo foi em 04/06/1916 – Flamengo 3 a 1 São Bento (SP), data que a família Guinle arrenda o estádio oficialmente para o clube, porém anteriormente o Flamengo já havia realizado dois jogos : 5 a 1 no Bangu em 31/10/1915 e 4 a 1 no Fluminense em 13/05/1916.

 Última Partida

C.R. Flamengo 5 x 0 Brasil (RJ)

Campeonato Carioca – 2º Turno

Data: 25/09/1932

Estádio: Rua Paysandu – Rio de Janeiro

Time: Fernandinho, Moisés, Bibi, Rubens, Flavio Costa, Luciano, Adelino, Flavio II, Darci, Nelson e Cassio.

Gols: Nelson, Adelino, Bianco (contra), Flavio e Darci.

FONTES: Wikipédia – O Malho

 

FONTE: O Malho

 

FONTE: O Malho

 

Jornal "Correio de São Paulo" de 31 de março de 1936

 

FONTE: Correio de São Paulo

 

Festival Esportivo em Comemoração a inauguração do Campo da AA Portuguesa (Santos-SP)

DATA: 05 DE DEZEMBRO DE 1920
LOCAL: CAMPO DA AA PORTUGUESA, EM SANTOS / SP

1º QUADROS

PALESTRA ITÁLIA FC

2-1

AA PORTUGUESA

1º QUADROS

ESPANHA FC

1-1

BRASIL FC

1º QUADROS

AA AMERICANA

0-0

S.P.R. FC
 

 

FONTE: Revista do Esporte

 

O Estádio do Sampaio Athletico Club, ainda existe. Atualmente se transformou na Vila Olímpica do Sampaio, localizado na Rua Antunes García, 12, no Bairro do Sampaio, na Zona Norte do Rio (RJ).

FONTES  & FOTO: Revista do Esporte – Arquivo Pessoal

 

Cartaz da inauguração do Pacaembu

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na região central da cidade de São Paulo, no Brasil.

Pertence à prefeitura da capital paulista e pode ser utilizado nas partidas de futebol pela maioria das equipes do município, por meio de pagamento de aluguel.

Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que atuou com maior frequência no local, até a inauguração do seu próprio estádio, em 2014. Atualmente, o Santos Futebol Clube ainda utiliza o estádio eventualmente, quando manda seus jogos na capital paulista, assim como os demais clubes quando seus estádios próprios estão cedidos para eventos.

O local foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença do então presidente da RepúblicaGetúlio Vargas, que foi recebido por enorme vaia dos paulistas por não ser benquisto depois do episódio histórico da Revolução Constitucionalista de 1932. A inauguração também contou com as presenças do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia. Foi considerado, na época, o maior e mais moderno estádio de futebol da América do Sul, com capacidade para acolher setenta mil pessoas.

No evento de inauguração, além das vaias a Getúlio Vargas, outra manifestação política foi feita pelo público presente. Durante o período da Ditadura Vargas, eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais, mas, durante os desfiles das delegações que representavam clubes da capital paulista, a do São Paulo entrou ostentando o nome e as cores do time, que são as mesmas do Estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé a equipe, o que gerou o apelido de “O Mais Querido” ao clube.[8]

A primeira partida foi disputada um dia depois da inauguração, em 28 de abril de 1940, entre o Palestra Itália, antigo nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, e o Coritiba, com vitória da equipe paulistana por 6 a 2. Como o dia foi marcado por uma rodada dupla, logo na sequência, houve uma segunda partida, entre o Corinthians e o Atlético Mineiro, a convite da prefeitura da capital. O alvinegro paulistano venceu o mineiro por 4 a 2.[9]

O Estádio Municipal do Pacaembu leva hoje o nome do “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira nas vitoriosas campanhas das Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile. E que também foi o fundador da TV Record, dentre outros veículos de mídia[10], assim como presidente do São Paulo Futebol Clube, por duas oportunidades.

Durante a gestão de Paulo Maluf, a concha acústica foi demolida (em 6 de setembro de 1969)[11] e no seu lugar construído o “Tobogã”, uma arquibancada com capacidade para dez mil pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 40 199 pessoas[12], distribuídas da seguinte forma: arquibancada setor amarelo (portão 3): 5 186 pessoas, arquibancada setor verde (portão 4): 5 226 pessoas, cadeira especial laranja (portões 9, 17 e 19): 6 467 pessoas, setor laranja família (portão 21): 2 447 pessoas, setor laranja visitante (portão 22): 2 450 pessoas, numerada setor azul (portões 8 e 20): 2 082 pessoas, numerada setor manga (portões 8 e 20): 4 364 pessoas, tobogã lado ímpar: 5 882 pessoas, tobogã lado par: 5 880 pessoas, setor tribuna de honra: 47 pessoas, setor imprensa leste: 42 pessoas, setor imprensa oeste: 126 pessoas.

Em maio de 1942, o estádio recebeu o maior público de sua história. Na ocasião, São Paulo e Corinthians empataram por 3 a 3 para um público de 72 018 torcedores, recorde nunca quebrado. O jogo marcou a estreia do jogador Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, na equipe do São Paulo.[13]

A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo venceu o Jabaquara, da cidade de Santos, por 12 a 1.

Clássico entre Corinthians e Flamengo, a última partida oficial do clube paulista realizada no Estádio do Pacaembu em 2014

O Corinthians, que fez sua última partida oficial como mandante em 27 de abril de 2014 no local, é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida sempre o considerou como sua casa, uma vez que o campo original da equipe alvinegra, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou Estádio do Parque São Jorge), concentrou numa parte do Século XX os jogos de menor relevância contra equipes do interior paulista, em virtude da capacidade limitada, enquanto o Pacaembu foi o palco da maioria dos jogos da equipe quando ela foi mandante, até a inauguração oficial da Arena Corinthians, em maio de 2014[14].

O Palmeiras é a equipe recordista de títulos na história do Estádio do Pacaembu, com 26 conquistas.[15] Também foi o primeiro time a obter um título no estádio, na final da Taça Cidade de São Paulo de 1940[9][16]. No mesmo ano, venceu o Campeonato Paulista, em partida decisiva contra o São Paulo, equipe que, nos anos 1940, conquistou o maior número de títulos no Pacaembu, em 19431945,19461948 e 1949.

Concha acústica ao fundo, em foto da decisão da Taça Cidade de São Paulo entre Palestra Itália e Corinthians realizada em 1940

Em fevereiro de 1955, Corinthians e Palmeiras fizeram a partida decisiva do Campeonato Paulista de 1954. O jogo fez parte das festividades do quarto centenário da cidade de São Paulo, comemorado em 1954. O empate bastava para o Corinthians conquistar o título. Para o Palmeiras, era preciso derrotar o rival e torcer por um novo revés alvinegro na última rodada, contra o São Paulo. As equipes empataram a partida por 1 a 1, e o título foi conquistado pelo Corinthians. Depois deste título, a equipe viria a sagrar-se campeão paulista de novo somente 22 anos depois, em 1977.[17]

Partida entre Palmeiras e Corinthians realizada no Estádio do Pacaembu em 2010

Os rivais históricos voltariam a decidir uma competição importante no Estádio do Pacaembu em dezembro de 1994, quando foram realizadas as finais do Campeonato Brasileiro, em dois jogos. Na primeira partida, disputada no dia 15 de dezembro, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 3 a 1. Com a abertura da grande vantagem sobre o arquirrival, o alviverde conquistou seu oitavo título do Campeonato Brasileiro no dia 18 de dezembro, depois de um empate por 1 a 1 contra o alvinegro.[18]

No ano seguinte, em dezembro, o estádio foi mais uma vez palco de uma grande decisão do futebol brasileiro quando o Santos e oBotafogo realizaram o jogo final do Campeonato Brasileiro de 1995. Depois de o Botafogo vencer a primeira partida, no Rio de Janeiro, por 2 a 1, o Santos precisava da vitória na segunda partida. Após o jogo decisivo terminar empatado por 1 a 1, a equipe carioca conquistou o título.[18][19]

Em 2011, o Pacaembu viu o Corinthians sagrar-se campeão do Campeonato Brasileiro pela quinta vez, em partida disputada contra o arquirrival Palmeiras, que não tinha chances de título e já estava classificado para a Copa Sul-Americana de 2012. A equipe alvinegra era a líder da competição e precisava apenas de um empate para conseguir o título, enquanto o Vasco, segundo colocado na tabela, precisava torcer pela vitória do Palmeiras e derrotar seu arquirrival Flamengo noEstádio Engenhão para conseguir ser campeão. No Estádio do Pacaembu, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso, com duas expulsões de cada lado, mas sem gols, enquanto Vasco e Flamengo empataram por 1 a 1 no Rio de Janeiro. Ao final de ambas as partidas, o Corinthians chegou ao seu quinto título do Campeonato Brasileiro em cima de seu maior rival, que ficou na décima primeira posição do campeonato. O Vasco, por sua vez, ficou com o vice-campeonato e o Flamengo ficou na quarta posição da tabela.[20]

Final da Copa Libertadores da América de 2011 entre Santos ePeñarol no Estádio do Pacaembu

As finalíssimas das Copas Libertadores da América de 2012 e de 2011, disputadas, respectivamente, entre Corinthians e Boca Juniors, da Argentina [21], e entre o Santos e o Peñarol [22], do Uruguai, ambas com vitórias das equipes brasileiras; e a finalíssima da Copa Libertadores da América de 2002, disputada entre o São Caetano e Olímpia, do Paraguai, com vitória da equipe visitante, foram as decisões internacionais de clubes mais importantes recebidas pelo Pacaembu.[23]

O jogo entre Corinthians e São Paulo, que marcou a finalíssima da Recopa Sul-Americana de 2013, com vitória por 2 a 0 e título para a equipe alvinegra, foi a mais recente decisão de uma competição internacional de futebol profissional realizada no Pacaembu[24].

Sistema de iluminação

A mais recente conquista de competição nacional no Pacaembu pertence ao Palmeiras, que, em novembro de 2013, sagrou-se campeão da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013, após derrotar o Boa Esporte Clube por 3 a 0, em jogo da antepenúltima rodada do torneio.[25]

Sem contar os quatro grandes clubes do Estado de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), a última equipe que foi campeã no estádio foi o Ituano, contra o Santos, nas finais do Campeonato Paulista de 2014. Na ocasião, a equipe da cidade de Itu conquistou seu segundo título de primeira divisão, o primeiro vencendo todos os grandes.[26]

Além das disputas de futebol profissional, o Estádio do Pacaembu é palco tradicional das decisões da Copa São Paulo de Futebol Júnior, que é organizada pela Federação Paulista de Futebol e é o principal torneio da categoria no Brasil. Disputada desde 1969, a competição acontece tradicionalmente no início de cada ano (em algumas edições, o torneio foi realizado no mês de dezembro do ano anterior), de modo que a final seja disputada, preferencialmente, no aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.

 

COLABORAÇÃO DA INTERNAUTA: Jane Darckê Avelar 

FONTES: Wikipédia – Prefeitura de São Paulo – Acervo Iconographia Folhauol

 
Primeiro estádio do Sport Recife
O primeiro campo do Sport foi construído na Avenida Malaquias, nas Graças, no Recife (PE). Para acomodar a torcida, o clube comprou junto ao Fluminense, uma arquibancada de ferro que tinha capacidade para 2 mil pessoas, tendo 75 metros de comprimento por 40 metros de largura.
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FONTE: Jornal A Nota
 

Em 1919, apenas três anos após sua criação, a Copa América chegou ao Brasil. Coube ao Fluminense a missão de construir o estádio das Laranjeiras para abrigar os jogos. O primeiro estádio de futebol do Brasil, lugar onde o time verde e amarelo jamais perdeu.

Fonte: Facebook e site do Fluminense

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Estádio Mansuetto Pierotti (São Vicente-SP) - 1963

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O SÃO CAETANO ESPORTE CLUBE foi fundado no dia 1º de maio de 1914 e, atualmente, possui sua praça de esportes e sua sede na Rua Ceará, número 393, no bairro Fundação, na cidade de São Caetano do Sul.

No dia 1º de maio de 2014, o clube completou seu primeiro centenário.

 

O clube nasceu de uma fusão entre o Clube dos Amigos e o Rio Branco. Naquela época, São Caetano do Sul era, basicamente, um bairro, denominado Fundação, com algumas casas e pouco comércio E, por questão de espaço, dois clubes era um exagero para o local, sendo que os jogadores chegavam a defender os dois clubes, e isso não agradava as torcidas.

Então, o melhor a fazer foi marcar um jogo entre os dois clubes. Quem perdesse fechava e quem ganhasse seria reconhecido como o clube da cidade.

Na data de 1º de maio de 1914, uma sexta-feira, ocorreu o dia da fusão. O Clube dos Amigos venceu por 3 a 0. O sobrado da Rua Perrela foi o local escolhido para a reunião de fundação e, por um tempo, sede do clube.

A escolha do nome do clube seria algo que lembrasse a região da maioria dos fundadores que eram imigrantes italianos, mas então, com o consenso de todos, “por que não dar o nome da cidade ao time”?

Então nasceu o SÃO CAETANO ESPORTE CLUBE.

Seu primeiro estádio ficava na Rua Paraíba e se chamava Conde Francisco Matarazzo, com capacidade para 600 pessoas.

Esse estádio foi inaugurado no dia 1º de maio de 1937, em partida feita contra uma seleção da APEA.

O São Caetano Esporte Clube foi, por duas vezes, campeão do interior: nos anos de 1928 e 1941,

Disputou o campeonato paulista por 21 vezes, sendo que nos anos de 1935 e 1936, na primeira divisão.

Na data de 17 de fevereiro de 1954, fez fusão com o Comercial Futebol Clube, de São Paulo-Capital, originando a Associação Atlética São Bento, que durou apenas quatro anos.

A Prefeitura construiu rapidamente um novo estádio que foi doado para a nova Associação. Esse estádio recebeu o nome de Anacleto Campanella, o prefeito da cidade.

Sob a denominação de Associação Atlética São Bento, o clube disputou o campeonato paulista da primeira divisão nos anos de 1954, 1955, 1956 e 1957.

Em 1957 a fusão foi desfeita e o clube voltou a se chamar São Caetano Esporte Clube, que nada tem a ver com a Associação Desportiva São Caetano.

Atualmente o clube se dedica a vários esportes, dentre eles a prática do Voleibol que é reconhecido como um dos principais modelos na formação e revelação de jogadoras.

 

Fontes:

São Caetano Esporte Clube – site do clube;

Almanaque do Futebol Paulista

São Caetano Esporte Clube – 100 Anos de Atividades – Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

Jornais “Correio Paulistano” e “ A Gazeta”

 

 
SC INTERNACIONAL (PORTO ALEGRE)

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GE FORÇA E LUZ (PORTO ALEGRE – RS)

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Data: 14 de abril de 1935 Local: Campo do Força e Luz, em Porto Alegre / RS
Juiz: Walter Leal Caráter: Amistoso Nacional
Gols: Mancuso (2), Prestes, Tupan e Andrade / Negrito
Internacional(RS): Penha; Poroto (Natal) e Risada; Garnizé, Andrade e Levy; Marreco, Tupan, Mancuso, Darcy e Prestes.
Força e Luz(RS): Lucindo; Amado e Alvaro (Miro); Elesbão, Gradim e Indio; Ferreira, Negrito, Dinga, Zanini e Javel.
OBS.: Esta partida fez parte das festividades de inauguração do Estádio do Força e Luz, em Porto Alegre / RS
 
AMÉRICA FC (SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP)

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AMÉRICA FC (RIO DE JANEIRO-RJ)

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DATA: 27 de junho de 1948 LOCAL: São José do Rio Preto / SP
JUIZ: Licinio Perseguitti CARÁTER: Amistoso Nacional
GOLS: Tito / Maneco
América(SP): Pedro; Cai Cai e Edgard; Evaristo, Prates e Mimosa; Ernani (Arnaldo), Borgué, Miranda, Amon Gomes (Ramos) e Tito.
América(RJ): Osni; Alcides e Joel; Gambá, Castanheira (Osvaldinho) e Amaro; Haroldo, Maneco (Robertinho) (Lima), Cesar, Carlinhos e Esquerdinha.
Obs: O jogo foi realizado para comemorar a inauguração do Estádio Mário Alves de Mendonça.
 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio da Rua Campos Sales (Rua Campos Sales) é o antigo campo do America Football Club, que ficava localizado no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente o local é a Sede do clube.

O primeiro clube a utilizar o Campo da Rua Campos Sales foi o Oriental, que mandou colocar cercas de arame farpado ao redor do campo, que também era utilizado pelo Haddock Lobo.

Com dissolução do Oriental, o Haddock ficou como único clube a jogar no campo que pertencia ao Doutor Francisco Satamini, professor de Física da Faculdade de Medicina e nome de rua do bairro da Tijuca, que o alugava, primeiro ao Oriental, clube que esteve ativo por curto período de tempo, depois ao Haddock Lobo.

Após a fusão com o Haddock Lobo (na verdade uma incorporação, exceto pelo fato do America ter adotado a cor vermelha do outro clube) com o Haddock Lobo, o America passou a jogar nesse campo, situado na Tijuca, tendo sido a sua casa entre 1911 a 1961, quando o clube rubro comprou o Estádio Wolney Braune, também conhecido como Estádio do Andaraí.

PRIMEIROS LANCES DE ARQUIBANCADA

Em 1924, o campo americano ganhou as primeiras arquibancadas de cimento, com o America tornando-se o segundo clube carioca a dar esse conforto e segurança para seus sócios e torcedores, embora ainda tivessem em sua estrutura algumas arquibancadas em madeira, que seriam retiradas por ordem da polícia em 1943, quando foram proibidas por conta de acidente de superlotação na rua Figueira de Melo, em partida envolvendo o time da casa e o Flamengo, medidas que atingiram, além do America, os clubes do Bangu, Bonsucesso, Flamengo e São Cristóvão.

As primeiras partidas oficiais registradas no antigo Campo da Rua Campos Salles, foram válidas pelo Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1911, a primeira em 21 de maio.

Já a primeira partida do America no Campo da Rua Campos Sales foi no dia 27 de agosto de 1911, na vitória sobre o Rio Cricket por 3 a 1, com os gols americanos tendo sido marcados por Costa, Belfort Duarte (de pênalti) e Nabuco, embora as novas arquibancadas de madeira só tenham sido inauguradas no dia 12 de outubro do corrente ano, contra o Clube Atlético Ypiranga, de São Paulo, tendo sido registrado nesta partida o resultado de empate, por 1 a 1.

Também foi nesse campo, que em 1914, durante um clássico America versus Fluminense, que a torcida do clube rubro começou a chamar os tricolores de Pó de arroz, tudo por causa de um ex-atleta americano que se transferiu para o tricolor, Carlos Alberto, que segundo a versão popular, por conta própria passou pó de arroz no rosto para se clarear, mas teve o seu artifício descoberto e foi provocado pela torcida rubra, que já o conhecia, por ter sido um dos 70 jogadores e sócios que abandonaram o clube rubro para se transferir para o Fluminense e fazia o mesmo quando por lá jogava, aparentemente por problemas de pele.

Em Campos Sales, o America conquistou entre as suas maiores glórias, os campeonatos cariocas de 1916, 1928 e 1931, assim como foi nele a maior goleada da sua história, 11 a 2 sobre o Botafogo em 3 de novembro de 1929.

No dia 26 de dezembro de 1921 falecia o Doutor Francisco Satamini, sócio benemérito do America e proprietário do terreno de Campos Sales. O Doutor Satamini deixara a todos os seus sobrinhos o terreno que o America ocupava. Com vários herdeiros, não foi possível fazer um acordo para a renovação do contrato em questão, que poderia ser anulado mediante o pagamento de multa de 30 contos de réis.

Os beneficiários da herança resolveram fazer um leilão do campo, avaliado em 300 contos de réis. Não havia tempo para apelar aos sócios, pois o leilão já estava anunciado em praça e já estavam apostos arrematantes certos.

Entra em cena o Visconde de Morais (chamava-se José Júlio Pereira de Morais) emprestando a quantia para adquirir o terreno que seria a ele hipotecado e, a hipoteca, seria resgatada no prazo de cinco anos.

Tal transação colocou o America mais uma vez em perigo no ano de 1930. Juros sobre juros tornaram precária a situação do clube e só, graças a benevolência do credor, não havia sido ainda levado a efeito a dissolução da agremiação.

Renuncia o presidente Maxêncio da Veiga Leitão sendo eleita a chapa encabeçada por Antônio Gomes de Avellar. Novas gestões são feitas junto ao Visconde de Morais e a reforma da hipoteca, onde ele abria mão da comissão que tinha direito, no ano de 1931. Com a morte do Visconde, neste mesmo ano, o America voltou a enfrentar os herdeiros que queriam receber a hipoteca.

O pesadelo termina em 1934, com a emissão de 100 títulos de sócios-proprietários e a efetiva colaboração de Pedro Magalhães Correia (300 contos de réis), Joaquim Nepomuceno Moura (200 contos de réis) e Ferreira Souto (300 contos de réis).

Em 29 de junho de 1952, o antigo Campo da Rua Campos Salles finalmente ganhou estrutura de estádio, conforme diferenciações entre estruturas futebolísticas que se faziam nas primeiras décadas do século XX, tendo neste ano capacidade para 25.000 lugares, com o jogo de inauguração terminando com a vitória do America sobre o Vasco da Gama por 1 a 0, gol de Leônidas da Selva

O último jogo em Campos Salles, foi America versus Olaria, em 1961, tendo o estádio sido demolido, se situando anteriormente no endereço onde hoje se localiza atualmente a sede social do America.

 

 

FONTES: Wikipédia – Revista Sport Ilustrado

 

Amistoso em 1929 – Palestra Italia (SP) 2 x 3 Botafogo Football Club (RJ)

Partida realizada na data de 10 de março de 1929, em comemoração ao lançamento da pedra fundamental do estádio do Palestra Italia, a ser construído em terreno de sua propriedade.

Juiz: Aderval Bastos (RJ)

Gols: Heitor e Carrone (PI) e Ariza, Miguel e Luiz (BFC)

Palestra Italia: Rabello, Bianco e Miguel (Giglio). Peppe, Amilcar e Serafini. Ministrinho, Carrone, Heitor, Patricio e Mello.

Botafogo: Amado, Octacilio e Orlando. Murillo, Aguiar e Pamplona. Ariza, Almir, Luiz, Benedicto (Rogerio) e Juca.

Fontes: revista “A Cigarra” e jornais “Correio Paulistano” e “A Gazeta”.

 

O Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) foi construído para a Copa do Mundo e tinha a intenção de ser o maior estádio do mundo. O principal palco da Copa tinha a capacidade, na época, 200 mil pessoas e recebeu 8 jogos, dentre eles 4 da Seleção Brasileira e a final.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro), pertencente ao Sport do Recife, foi reformado para a competição e tinha capacidade, na época, de 20 mil pessoas. Na metade do século XX, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo eram as únicas cidades brasileiras com mais de meio milhão de habitantes, então a capital pernambucana foi escolhida a representante da Região Nordeste. Receberia dois jogos, mas com a desistência da França, que se recusou a participar da competição porque jogaria em Porto Alegre e no Recife, a uma distância de 3.779 quilômetros, a cidade abrigou somente um jogo.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Sport Club Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição (atualmente o estádio não existe mais).O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição (atualmente o estádio não existe mais).

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema) era pertencente ao então Clube Atlético Ferroviário (atual Paraná Clube), tinha capacidade, na época, para aproximadamente 10 mil pessoas e recebeu 2 jogos.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) foi o segundo maior estádio da Copa com capacidade, na época, de 60 mil pessoas. Recebeu 6 jogos, dentre elas 1 da Seleção Brasileira.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Raimundo Sampaio (Independência) foi construído para a Copa do Mundo e era pertencente na época ao Sete de Setembro Futebol Clube, tinha capacidade, na época, para 30 mil pessoas e recebeu 3 partidas pela competição.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrad

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

O Estádio José Procópio Teixeira, de propriedade do Sport Club de Juiz de Fora começou a ser erguida a partir da fundação da agremiação em 1916. Em sua segunda fase, foi construída uma sede-arquibancada. A obra, executada por José Procópio Teixeira, foi inaugurada em primeiro de maio de 1921, com a visita do time do Botafogo do Rio de Janeiro.

O prédio possuía dois pavimentos: no térreo, havia salões de reunião, secretaria, bar, vestiários e instalações viárias. No andar superior, estavam as arquibancadas com capacidade para 3 mil pessoas. Um rink de patinação e uma quadra de tênis também foram erguidos.

Já em 28 de setembro de 1947 (As fotos desta postagem foi extraída da Revista Sport Ilustrado, do dia 26 de Junho de 1947), tem início a terceira fase de conquistas do clube, com a inauguração do Estádio José Procópio Teixeira, na Avenida Rio Branco, nº 1.303. A sede social já havia sido inaugurada sete anos antes. À frente desta nova época, estava o presidente Francisco Queiroz Caputo, que durante 55 anos consecutivos foi presidente do clube. Um verdadeiro recorde mundial.

Atualmente o Estádio cabem 6.500 lugares, muito longe do número idealizado ao longo das obras: o desejo na época era para que o local tivesse capacidade para 50 mil pessoas, o que faria do Estádio o maior do Brasil, em 1947.

 

 

Estádio nos dias atuais

FONTES: Revista Sport Ilustrado – Acessa.Com

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Estádio nos dias atuais

FONTES: Revista Sport Ilustrado – Página do clube no Facebook

 

O Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho ou Estádio de Moça Bonita é um estádio de futebol localizado na Rua Sul América, nº 950 – no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio (RJ). Foi inaugurado no dia 17 de novembro de 1947, para substituir o antigo Campo da Rua Ferrer, do Bangu Atlético Clube.

A primeira partida no Estádio Moça Bonita só ocorreu em 12 de dezembro de 1948, na partida vencida pelo Flamengo sobre o Bangu por 4 a 2. O primeiro gol no estádio foi de Joel Resende, do Bangu.

O Estádio de Moça Bonita teve capacidade de 15 mi pessoas, mas atualmente o número de ingressos é reduzido pelas condições de segurança do público. O recorde de público (não confirmado) é de 32 ml espectadores, na partida entre Bangu e a Seleção Brasileira, no dia 14 de março de 1970, que terminou empatada em 1 a 1.

O estádio passou por reformas para o Campeonato Carioca de 2012 com instalação de cadeiras oriundas do Maracanã e reformas nos vestiários, banheiros, cabines de imprensa, sistema de iluminação e gramado.

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

 

O Campo da Rua Ferrer foi o 1º campo de jogo do Bangu Atlético Clube, localizado próximo ao atual Estádio de Moça Bonita, em frente ao antigo prédio da Fábrica Bangu, que tinha como seu proprietário o espanhol João Ferrer.

Foi inaugurado em 13 de maio de 1906, na partida amistosa Bangu 2 a 0 Riachuelo e também ficava localizado na frente da sede social do Bangu. A “cancha encantada da Rua Ferrer”, como era chamada pelo compositor e locutor esportivo Ary Barroso, que igualmente referia-se ao campo do Bangu como o “alçapão da Rua Ferrer” e afirmava: “Ganhar lá é muito difícil, porque os mulatinhos rosados botam a gente prá correr!”

Suas arquibancadas de madeira sofreram um incêndio em 1936, tendo sido reinauguradas em 1937 e abrigando jogos até 1943, quando o terreno onde ficava foi vendido pela Fábrica Bangu, sua proprietária.

Em 7 de outubro de 1937 o Bangu inaugurou seus refletores em partida contra o America, que terminou com vitória americana por 3 a 2.A sua capacidade é desconhecida nos dias atuais, mas considerando a base de dados do site Estatísticas do Fluminense, o recorde de público entre Bangu e Fluminense se deu na vitória do Bangu por 5 a 3 em 22 de agosto de 1943, quando 8.206 torcedores pagaram ingressos, números estes que não incluem os sócios do Bangu.

FONTES: Site do Clube – Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Amistoso em 1928 – Sport Club Corinthians Paulista 2 x 2 América Football Club (Rio de Janeiro)

Partida realizada na data de 22 de julho de 1928 – inauguração do estádio do S.C. Corinthians Paulista. (OBS: esse estádio pertencia ao Sport Club Syrio que, no ano de 1926, o vendeu para o Corinthians).

Gols: De Maria (2-SCCP) e Sobral e Mineiro (AFC).

Juiz: João de Deus Candiota (Rio de Janeiro).

Corinthians: Tuffy, Grané e Del Debbio. Nerino, Sebastião e Munhoz. Apparício, Neco, Rato, Guimarães e De Maria.

América: Joel, Hildegardo e Lázaro. Hermógenes, Floriano e Walter. Gilberto, Oswaldo, Sobral (Mário Pinto), Mineiro e Celso.

Fontes: jornal “A Gazeta”,  revista “A Cigarra” e  site “todopoderosotimao”.

 
GUARANI FC (CAMPINAS – SP)

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PALMEIRAS FC (SÃO JOÃO DA BOA VISTA – SP)

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DATA: 06 de março de 1955 LOCAL: São João da Boa Vista – SP
JUIZ: Antonio Assunção CARÁTER: Amistoso nacional
GOLS: Dido (2), Dalmo, Portinho e Lindóia (contra) / Didi
Guarani(SP): Paulo; Valdir e Palante; Jaime (Godê), Dalmo (Jóia) e Henrique; Dido, Portinho, Augusto, Piolim (Djalma) e Ismar.
Palmeiras(SP): Tusca; Manezinho e Zezé; Bico Doce (Mauricio), Zé Coco e Lindóia; Fae (Armandinho), Efraim, Zé Coelho (Bolinha), Lilo e Jaú (Didi).
OBS.: Esta partida marcou a inauguração do estádio da equipe local.
 
SÃO CAETANO EC (SÃO CAETANO DO SUL – SP)

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SELECIONADO DA APEA (SÃO PAULO – SP)

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DATA: 01 de maio de 1937 LOCAL: São Caetano do Sul – SP
JUIZ: Haroldo Massei CARÁTER: Amistoso Nacional
PRELIMINARES: Corinthians 3-1 Ypiranga (juvenis)
Lazio 1-0 Monte Alegre (1º quadros)
Brasil 4-3 Rhodia (1º quadros)
GOLS: Corsato (3) e Rossi / Lupercio
São Caetano(SP): Manile; Rossi e Martorelli; Reis, Albino (Mesquita) e Bizueta; Jurandir, Antoninho, Orlando, Neco e Corsato.
Selecionado da APEA(SP): Tuffy; Roval e Humberto; Pepe, Cacciolli e Pedrinho; Caetano, Lupercio, Miguelzinho (Muza), Eduardo e Vicente.
 

Na reportagem do jornal A Manhãde quinta-feira, do dia 04 de Setembro de 1947, conta u pouco da estrutura do ‘Estádio da Vitória’, do Esporte Clube São José (Fundado na sexta-feira, do dia 28 de Janeiro de 1938) e também a filiação da agremiação junto a Liga Campista de Desportos (LCD), naquele ano. Sobre a história do clube está publicado no História do Futebol, em 21 de julho de 2012 (Link:http://cacellain.com.br/blog/?p=37939). 

Abaixo a matéria transcrita na íntegra:

“Campos, a grande cidade fluminense, tem em seus filhos verdadeiros entusiastas do esporte. Numerosas são as agremiações esportivas daquela cidade que tem primado por um esforço elogiável a fim de levantar aos píncaros da glória o esporte amador da nossa terra.

O Esporte Clube São José, novel grêmio de Campos é constituído de funcionários da Usina São José. Nele se congregam, nas horas de lazer, os administradores, os auxiliares e os operários da Usina.

O ESTÁDIO DA VITÓRIA

Possui o Esporte Clube São José magnífica praça de esportes, denominada “Estádio da Vitória“. O campo de futebol, já construído, mede 110 x 75 m. de terreno otimamente gramado, circundado por uma pista de atletismo. O “paratuche” é de cimento armado, o que constitui inovação em matéria de cercas internas.

Nas cabeceiras do campo, constroem-se uma piscina, vestiários, quadras de tênis e basquetebol. A tribuna social, já terminado, oferece amplo conforto aos associados e autoridades.

UMA ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE

A diretoria do Esporte Clube São José conta em seu seio, elementos batalhadores desportistas eméritos. O presidente atual é o Sr. Itamar Almirante Dias, que conta ainda com a colaboração dos seguintes diretores:

Vice-Presidente – Sr. Saturnino Monteiro Filho; Secretário Geral – Sr. Hélio Gomes Monteiro; 1º Secretário – Sr. Gilberto Batista Vieira; 2º Secretário – Sr. João Batista Tavares; Tesoureiro Geral -  Sr. Jael Sampaio; 1º Tesoureiro – Sr. Volgran Silvano da Silva; 2º Tesoureiro – Sr. Jorge Gonçalves.

A EQUIPE DE FUTEBOL

O esquadrão do Esporte Clube Usina São José é constituído de ótimos elementos. A característica principal é o entusiasmo com que lutam do primeiro ao último minuto da luta. O técnico Augusto Alvany conta com elementos esforçados.

Até a presente data, o grêmio campista obteve, em 35 jogos, 30 vitórias; empatando três partidas; somente foi derrotado duas vezes, tendo que na última delas contra a equipe do Leopoldina Railwal A.A. Sua ofensiva já marcou 161 tentos, contra 54 dos adversários.

FILIADO A LIGA CAMPISTA DE DESPORTOS

Uma notícia alvissareira veio alegrar os desportistas de Campos; é o que o Esporte Clube Usina São José vem de se filiar a Liga Campista de Desportos (LCD), onde disputará, com os seus co-irmãos, todos os torneios e campeonatos da entidade.

NOVOS INTERESTADUAIS PREVISTOS

Segundo apuramos, o Esporte Clube Usina São José está entabulando negociações com diversos clubes,  para a realização de outros encontros interestaduais.”

 

FONTE: A Manhã (de quinta-feira, do dia 04 de Setembro de 1947)

 

Uma foto bacana do antigo Estádio de General Severiano (atual CT do Botafogo F.R.), completamente lotado, visto de cima. Fonte do O Malho, de 27 de Abril de 1939.

 

Club Athletico Silex

Fundação: 1921

Sua sede se situava no bairro do Ypiranga, em São Paulo-SP.

Pertencia a Fábrica de Ferro Esmaltado Silex.

Quase todos seus jogadores eram de origem italiana.

No ano de 1923, o Club Athletico Silex e a A. Graphica de Desportos, ambos da 2ª Divisão, foram convidados a participar do torneio eliminatório, que mais tarde viria a se chamar “Torneio Início”.

Club Athletico Silex no ano de 1924

Participou da 2ª Divisão do Campeonato Paulista de Futebol nos anos de 1923, 1924, 1925 e 1928.

Foi campeão da 2ª Divisão nos anos de 1925 e 1928.

Por três vezes participou da Primeira divisão do Campeonato Paulista de Futebol, onde alcançou as seguintes colocações:

1926 (quinto lugar)

1927 (sétimo lugar)

1929 (sétimo lugar)

 

Seu campo era situado na Rua Thabor, no bairro do Ipiranga, e foi inaugurado no dia 28 de março de 1926.

Durante a inauguração ocorreu um festival, onde estiveram em disputa duas taças, a primeira ganha pela Associação Portuguesa de Esportes, que derrotou o Club Athletico Silex por 2 x 1.

A  outra, ganha pelo Sport Club Corinthians Paulista, que derrotou o Sport Club Syrio pelo placar de 5 x 1.

 

Nessa ocasião o Club Athletico Silex apresentou a equipe com a qual conquistara o título da 2ª Divisão no ano anterior: Zico, Moretti e Guarnieri. Simone, Poli e Bertoço. Carmo, Pedrinho, Cavazini, Figueiredo e Cesar.

Em 1930, o Club Athletico Silex  mudou seu nome para Club Esportivo America e disputou o Campeonato Paulista da Primeira Divisão em duas ocasiões:

1930 – 11º lugar

1931 – 13º lugar

Fontes:

revista “a Cigarra”,

jornal “A Gazeta”,

livro “O Caminho da Bola” de Rubens Ribeiro;

arte do escudo e dos uniformes: Sérgio Mello

 

INAUGURAÇÂO DO ESTÁDIO

No domingo, do dia 07 de setembro de 1941, o Sport Club Ideal inaugurou a sua nova Praça de Esportes: Estádio Teotônio Ferreira, enfrentando o Fluminense, às 16 horas (de Brasília). Com lotação esgotada, o Tricolor das Laranjeiras mostrou a sua força, goleando pelo placar de 8 a 1. Cinco anos depois, no dia 18 de Maio de 1946, novo encontro, e nova derrota por goleada: o time misto do Fluminense venceu o Sport Club Ideal por 7 a 1.

 

S.C. IDEAL   1          X         8          FLUMINENSE F.C.

LOCAL: Estádio Teotônio Ferreira, em Parada de Lucas

CARÁTER: Amistoso Estadual

DATA: Domingo, dia 07 Setembro de 1941

HORÁRIO: 15h45min.

RENDA: Cr$ 5.151,00

ÁRBITRO: Carlos Gomes Potengy (A.C.D. – Associação de Cronistas Desportivos)

SC IDEAL: Maneco; Canela e Palhaço; Vinte e Oito, Amaury e Durval; Alfredinho, Ruy, Veiga, Aluizio e Mário.

FLUMINENSE: Max; Norival e Renganeschi; Malazzo, Spinelli e Afonsinho; Adilson (Russo), Romeu, Rongo, Tim e Carreiro. Técnico: Ondino Vieira.

GOLS: Spinelli aos 13 minutos (Flu); Tim aos 27 minutos (Flu); Alfredinho aos 39 minutos do 1º Tempo (Ideal). Tim aos 6, 21, 37 e 41 minutos (Flu);  Rongo aos 14 minutos (Flu); Russo aos 33 minutos do 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal dos Sports – Fluzão.Info –  A Batalha – Diário de Notícias – Gazeta de Notícias – Diário Carioca –  Imprensa Popular – Luta Democrática – Jornal dos Sports

 

 

Fontes:

revista “A Cigarra”

Jornal “A Gazeta”

Acervo da Lusa

 

Amistoso em 1924

Sport Club Elvira 1 x 1 Palestra Italia

Partida realizada na data de 13 de abril de 1924, na cidade de Jacareí – SP.

Inauguração do estádio do Sport Club Elvira.

O gol do Palestra Italia foi anotado por Imparato.

 

 

O Jornal Imprensa Popular, do dia 18 de março de 1956, deu destaque de quase uma página da inauguração do Estádio Mário Tamborindeguy, de propriedade do Central Sport Clube, de Barra do Piraí, que acontceu uma semana antes (11/03/1956). Na preliminar, o Central SC goleou o Adrianino AC, de Engenheiro Paulo de Frontin, pelo placar de 4 a 0. Na partida de fundo, os times mistos de Flamengo e Vasco da Gama ficaram no empate de 2 a 2.  

 

CENTRAL SC         4          X         0          ADRIANINO AC

LOCAL: Estádio Mário Tamborindeguy, em Barra do Piraí (RJ)

DATA: Domingo, no dia 11 de março de 1956

HORÁRIO: 14 horas

CARÁTER: Amistoso intermunicipal

PÚBLICO: 10 mil pessoas

RENDA: Cr$ 80.000,00 (oitenta mil cruzeiros)

ÁRBITRO: Flávio de Carvalho (Federação Fluminense de Desportos)

CENTRAL: Valter; Boa Pinta e Jorge; Valdir, Iranir e Deley; Davidson, Tatão, Ramos, Gabiroba (Toninho) e Ceci.

ADRIANINO: Maurício; Paulo e Weber (João Martins); Pedro Facão e Ari; Paulinho, Haroldo, Cirrico, Manoel e Gazoza. 

GOLS: Ramos e Toninho, duas vezes cada um.

 

 FLAMENGO             2          X         2          VASCO DA GAMA

LOCAL: Estádio Mário Tamborindeguy, em Barra do Piraí (RJ)

DATA: Domingo, no dia 11 de março de 1956

HORÁRIO: 16 horas

CARÁTER: Amistoso estadual

PÚBLICO: 10 mil pessoas

RENDA: Cr$ 80.000,00 (oitenta mil cruzeiros)

ÁRBITRO: Flávio de Carvalho (Federação Fluminense de Desportos)

FLAMENGO: Aníbal; Leone e Jorge; Cortez, Valter e Osni; José, Hermes, Henrique, Moacir e Sidney.

VASCO: Carlos Alberto; Tomaz e Pedro; Amauri, Antônio e Benito; Wilson, Roberto, Castelo, Valinho e Dodô.

GOLS: Hermes, duas vezes (Flamengo); Valinho, duas vezes (Vasco).  

 

FONTE: Imprensa Popular

 

 

Futebol em Ouro Preto: A prática e seus espaços

Esporte mais popular no Brasil, o futebol chegou ao país no final do século XIX e, rapidamente, começou a ser praticado em clubes sociais, escolas e mesmo entre empregados de várias empresas. Cidades brasileiras, aos poucos, passaram a abrigar campos em que o futebol era praticado apenas de forma amadora, visto que a profissionalização dos atletas só viria no Brasil na década de 1930.

Partidas amistosas e campeonatos entre times formados por estudantes e/ou funcionários marcaram a prática do futebol em suas primeiras décadas no Brasil. Possui essa característica do Tiradentes Foot Ball, time de futebol da Escola de Minas de Ouro Preto. O Tiradentes Foot Ball é a menção mais antiga a uma equipe de futebol dentre os documentos do Arquivo Público de Ouro Preto.

Na década de 1930, o fotógrafo Luís Fontana registrou cenas do esporte em Ouro Preto, nas quais podemos identificar alguns times e a presença de espaços destinados a essa prática.

 

 

O acervo de fotografias do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura (IFAC-UFOP) possui ainda outras imagens que registram a prática do futebol em Ouro Preto em período próximo:

 

Com o passar dos anos, vários times foram se constituindo e firmando no município mantendo, em grande parte, a característica de terem suas origens vinculadas a empresas ou grupos de trabalhadores, como Aluminas, Siderantim, Industrial, Ferroviário, dentre outros.

Como se pode perceber em documentos da década de 1970, jogava-se futebol em todos os distritos de Ouro Preto, sendo que vários deles possuíam times que disputavam os campeonatos organizados pela Liga Esportiva Ouropretana (LEO), como Ferroviário Futebol Clube, de Cachoeira do Campo; Casa Branca Futebol Clube, de Glaura; Rodrigo Silva Futebol Clube, de Rodrigo Silva; Esporte Clube Nacional (atualmente Vila Nova), de Lavras Novas; Libertador Futebol Clube, de Santa Rita; América de Amarantina; Associação Atlética Siderantim, de Miguel Burnier; Palmeiras e Alumina, de Santo Antônio do Salto; Samisa, de Antônio Pereira; dentre outros. No distrito sede destacam-se o Rosário, Tabajaras, Guarani, Aluminas e ADEM.

A partir do aumento da demanda por espaço para a prática do esporte, os espaços foram ampliados e melhorados. Como referência a esta ampliação podemos citar os Estádio Municipal Genival Alves Ramalho, popularmente conhecido como “Caldeirão da Barra”, a Praça de Esporte 7 de Setembro do Morro Santana , o Campo da Associação Atlética Aluminas, no Saramenha e o recentemente revitalizado “Estádio Municipal José Ovídio Fortes” (Campo da Água Limpa), que em 1987 recebeu o nome de “Estádio Municipal Nescau”.

 

Dia de jogo no “Campo da Barra” em 1980

“Praça de Esportes 7 de Setembro” – Morro Santana

Inauguração em 1995 da  “Praça de Esportes 7 de Setembro” – Morro Santana

Documento solicitando reparos a serem realizados em campos de futebol de alguns distritos de Ouro Preto

Extraído do Arquivo Público Municipal de Ouro Preto

Postado na data de 6 de julho de 2012

[Postagem: Vanessa Pereira Silva e Jussara Riodouro (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

 

Atualmente, fazem parte da Liga Esportiva Ouropretana, as seguintes equipes:

Alumina Esporte Clube

América Amarantina Futebol Clube

Associação Atlética Aluminas

Associação Atlética Veteranos

Associação Desportiva Escola de Minas

Associação Desportiva Soares

Associação Santa Luzia Esporte Clube

Casa Branca Futebol Clube

Coimbra Futebol Clube

Colorado Esporte Clube

Cruzeiro do Sul Esporte Clube

Cruzeiro Futebol Clube

Esporte Clube Rosário

Esporte Clube São Cristóvão

Esporte Clube Tabajaras

Guarani Esporte Clube

Industrial Futebol Clube

Itacolomi Futebol Clube

Libertador Futebol Clube

Nacional Futebol Clube

Olaria Atlético Clube

Ouro Preto Tênis Clube

Palmeiras Futebol Clube

Ponte Preta Futebol Clube

Progresso Futebol Clube

Rodrigo Silva Futebol Clube

Santa Cruz Futebol Clube

Santanense Futebol Clube

Santos Futebol Clube

São Bartolomeu Esporte Clube

Serra Verde Futebol Clube

Sociedade Esportiva Camarões

Sociedade Esportiva Itacolomi

Sociedade Esportiva Santa Cruz

Sociedade Esportiva Trovão Azul

Treze de Maio Esporte Clube

Tupi Futebol Clube

União Futebol Clube

Unidos Futebol Clube

Vila Nova Futebol Clube


Fontes: Arquivo Público Municipal de Ouro Preto e Liga Esportiva Ouropretana (LEO)

 

Mariana é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. Foi no século XVII uma das maiores cidades produtoras de ouro para a coroa Portuguesa. Tornou-se a primeira capital de Minas Gerais, por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro, seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.

O Guarany Futebol Clube, da cidade de Mariana, foi fundado na data de 14 de julho de 1925.

Seu estádio é denominado Emílio Ibrahim. Sua sede se situa na Rua Frei Durão número 32, no centro da cidade.

Em 1944 sagrou-se campeão invicto em um torneio local onde venceu as equipes do Marianense Futebol Clube, Esporte Clube, União Passagense, Olimpic, e Bandeirantes, sendo que o Marianense, seu maior fival, foi derrotado pelo placar de 4 x 1.

Os campeões foram: Bias, Wilson, Zé Vaca, Ceci, Chico Tatu, Eliseu, Jaime, Durval, Emílio, Periquito, Carlyle, Celso e Pepe, valendo ressaltar que os dirigentes de então eram: Antonio Marinho (Ninico), Dr. José Dias, José de Souza, Zeba e Alberto Macedo.

A Liga Esportiva de Mariana foi fundada em 26 de dezembro de 1966, e passou a organizar os campeonatos locais, tendo o Guarany Futebol Clube se tornado campeão por dezesseis vezes, ou seja, nos anos de 1967, 1968, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1981, 1982, 1987, 1989, 1990, 1996, 2000 e 2007.

Fontes:

Wikipédia

As mil camisas

Bizuteturismo

Marianense x Guarany – Histórias de rivalidade além das quatro linhas, de Filipe Barboza

 

Uma curiosidade do antigo e atual estádio do Fluminense Football Club, que muitos tricolores desconhecem: ambos foram erguidos no mesmo local: na Rua Alvaro Chaves, em Laranjeiras. Visto ambos de cima, a diferença é que o 1º campo (denominado por Rua Guanabara) ficava na horizontal e o atual (Estádio das Laranjeiras) está na vertical.

Campo da Rua Guanabara

Em 14 de agosto de 1904, foi realizado o primeiro jogo interestadual no Campo da Rua Guanabara, que ficava no mesmo local do Estádio das Laranjeiras, apenas com o gramado em posição diferente, contra o Paulistano.

Este foi o jogo inaugural da nova praça de esportes no Rio de Janeiro e a diretoria do Fluminense mandou construir uma pequena arquibancada de madeira para acomodar o público, cobrando os primeiros ingressos para um jogo de futebol.

Além dos sócios do Fluminense e convidados presentes, foram 806 cartões passados pelos sócios e 190 entradas vendidas a não-sócios na bilheteria, com o ingresso custando $2000 e uma renda apurada de 1:992$000.

Brasil v. Exeter City, 1914.

Em 1905, Eduardo Guinle construiu, por sua conta, a primeira arquibancada em campos de futebol do Rio de Janeiro. Concluído este melhoramento, o aluguel triplicou.

Neste mesmo ano, mediante empréstimo feito entre os sócios, foi demolida a primeira sede e construída a segunda.

A inauguração da terceira sede, em 27 de julho de 1915, foi muito comemorada, culminando com um baile no rink de patinação, quando foi entoado o primeiro hino do Fluminense, de autoria de Paulo Coelho Netto.

Ainda em 1915, o presidente Cunha Freire construiu arquibancada privativa para os sócios e suas famílias. O plano de expansão foi completado com a construção de um novo rink, aquisição de mobiliários, instalação elétrica, aumento das arquibancadas e construção das gerais.

Em 1918, começam as reformas que vão dar origem à quarta sede do Fluminense. As obras terminam em 1920, sob presidência de Arnaldo Guinle, que contratou o arquiteto Hipolyto Pujol para projetar as dependências. Com vitrais franceses e lustre de cristal, o Salão Nobre se tornou palco de muitos shows, bailes, desfiles, óperas e balé.

Ainda hoje é muito utilizado para festas, reuniões e gravação de filmes como Anos Dourados, Dona Flor e seus dois maridos, Villa Lobos, telenovelas e comerciais. A sede é própria e hoje é tombada pelo patrimônio histórico.

Inauguração do Estádio das Laranjeiras

Em 11 de maio de 1919, o Estádio das Laranjeiras, propriedade do Fluminense Football Club, era inaugurado com a partida entre Brasil e Chile. Este foi o primeiro estádio construído no Brasil para grandes espetáculos, com capacidade para 18 000 espectadores. O Brasil venceu a partida por 6 a 0 e, ao final do Campeonato Sul Americano de Seleções, em decisão contra o Uruguai, a Seleção Brasileira conquistava seu primeiro título internacional relevante.

O Estádio das Laranjeiras em 1919, antes de sua ampliação.

Já a primeira partida do Fluminense no Estádio das Laranjeiras, foi na vitória por 4 a 1 sobre o Vila Isabel em 13 de julho de 1919, em partida válida pelo returno do Campeonato Carioca, com os gols tricolores tendo sido marcados por Welfare (3) e Machado.

Em 1922, o Estádio das Laranjeiras teve a sua capacidade aumentada para 25 000 espectadores,[3] para sediar dois eventos de grande porte comemorativos do Centenário da Independência do Brasil, os Jogos Olímpicos Latino-Americanos (precursor dos Jogos Pan-Americanos) e o Campeonato Sul Americano de Seleções Nacionais, daquele ano, também conquistado pela Seleção Brasileira, sendo este, o segundo título internacional relevante da seleção canarinho.

Em duas das partidas, contra Chile e contra o Uruguai, o público foi calculado em 30 000 pessoas. Na final, o Brasil venceu o Paraguai por 3 a 0.

Em alguns jogos este estádio teve públicos estimados maiores que a sua capacidade, mas aparentemente o recorde de público pagante deste estádio foi na partida Fluminense 3 a 1 Flamengo, em 14 de junho de 1925, quando 25.718 espectadores pagaram ingressos, embora nos dias de hoje se desconheça o público da partida do Fluminense contra o Sporting Clube de Portugal, realizado em 15 de julho de 1928 na disputa da Taça Vulcain, com o estádio lotado e mais 2 000 cadeiras sendo colocadas na pista de atletismo para comportar o público presente[4] .

A Seleção Brasileira jogou 18 jogos nesta sua primeira casa, ganhando 13 e empatando 5, entre 11 de maio de 1919 e 6 de setembro de 1931 e incluindo o primeiro jogo da história da Seleção Brasileira contra o Exeter City, antes da construção das novas arquibancadas. Assim como o jogador do Fluminense e capitão da Seleção, Preguinho, viria a fazer o primeiro gol do Brasil em Copas do Mundo, o também jogador tricolor Oswaldo Gomes, veio a fazer neste estádio o primeiro gol da História da Seleção Brasileira, na vitória por 2 a 0 sobre o Exeter City F. C. da Inglaterra aos 28 minutos de jogo, em 21 de julho de 1914, aniversário de 12 anos do Fluminense Football Club.

O Estádio de Laranjeiras recebeu iluminação artificial já em 21 de junho de 1928, tendo sido ela inaugurada na partida disputada entre a Seleção Carioca de Futebol e o Motherwell Football Club, da Escócia.

Demolição parcial

No final da década de 1950, a administração carioca entrou em conflito com o clube por causa das obras de duplicação da Rua Pinheiro Machado, cujo novo traçado passaria pelo terreno do estádio. Em 1961, após 2 anos de entendimentos iniciados com a Prefeitura do antigo Distrito Federal e, posteriormente com o Governo do então Estado da Guanabara, o Flu teve parte de seu terreno desapropriado pela Sursan, em uma faixa de terreno situada na Rua Pinheiro Machado.

O Fluminense Football Club, pela desapropriação de uma área de 1.084,95 metros quadrados, recebeu a quantia em dinheiro de Cr$ 49.703.000,00 e mais as áreas remanescentes dos terrenos da esquina das Ruas Álvaro Chaves e Pinheiro Machado, no valor de Cr$ 31.355.000,00. Embora perdendo uma lateral de arquibancada, o Fluminense prestava novamente à cidade mais um serviço, embora com o sacrifício de seu próprio patrimônio.

Ao Estádio das Laranjeiras foi concedido o nome de Manuel Schwartz, vitorioso ex-presidente do Fluminense na década de 1980, cujo maior título foi o campeonato brasileiro de 1984 .

Hoje em dia, a capacidade do estádio apresenta-se reduzida para 4 300 torcedores e o campo mede 70 x 104 metros. Tal redução deveu-se a uma desapropriação para a duplicação da Rua Pinheiro Machado, necessária para o escoamento do trânsito do Túnel Santa Bárbara e o crescimento do bairro de Laranjeiras, além de momentâneas questões de segurança, pois algumas áreas do estádio requerem reformas para que ele possa comportar cerca de 8 000 pessoas.

O Estádio é anexo ao Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro e antiga sede da República Federativa do Brasil. Apesar de toda a tradição de Laranjeiras, entretanto, foi no Maracanã que o Fluminense conquistou suas maiores glórias nas últimas décadas, dada a diferença de capacidade entre os dois estádios e a redução ocorrida em Laranjeiras a partir de 1961.

O Fluminense não joga mais partidas oficiais no Estádio das Laranjeiras, onde disputou 839 partidas, com 531 vitórias, 158 empates, 150 derrotas, 2.206 gols pró e 1049 gols contra, até o último jogo disputado, em 26 de fevereiro de 2003, empate de 3 a 3 contra o Americano Futebol Clube, pelo Campeonato Carioca.

 

FONTES & FOTOS: Sport Ilustrado – Arquivo Pessoal – Site do clube – Wikipédia

 

A Escola Euclides da Cunha e uma parte da Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha (1901). Foi nesse local que se realizaram as primeiras partidas de futebol em Manaus, entre os ingleses.

Lá se vão 112 anos que o futebol é praticado no Amazonas. Durante todos esses anos surgiram centenas de campos e estádios espalhados por todo o estádio, na qual jovens, crianças, velhos e mulheres correm atrás de uma bola de couro, em uma animada disputa do esporte mais popular do povo brasileiro.

Atualmente, Manaus usufrui de três belos estádios: a Arena da Amazônia, Colina e Carlos Zamith. Além demais estádios espalhados pelo interior. Mas, afinal, qual foi o primeiro campo onde se praticou o futebol no Amazonas? Talvez alguns digam que foi o saudoso Estádio Parque Amazonense, mas não foi.

O Parque foi inaugurado em 1906 como um Hipódromo e somente em 1918 passou a receber partidas de futebol. Teria sido então o Bosque Municipal? Também não. Apesar de ter sido o principal palco nos primeiros anos do século XX , o bosque foi inaugurado em 1904 e somente a partir de 1909 que se registram os primeiros jogos no local.

Na verdade, o primeiro local, que se tem noticia, onde o futebol local foi praticado foi na extinta Praça Floriano Peixoto. A praça localizava-se em Manaus, no bairro da Cachoeirinha. Situava-se entre a Avenida Canaçari (atual Carvalho Leal), Borba, Canutama (atual Rua Ipixuna) e a Rua Santa Isabel. Por estar próximo á capela de Santo Antonio (conhecida como igreja do pobre diabo), era também chamada de praça do pobre diabo.

Anúncio da Festa promovida pelo Racing Club, relativo a aquisição da Praça Floriano Peixoto. O evento ocorreu no dia 22 de Agosto de 1909

O logradouro surgiu no final do século XIX. Em 1894 passa a chamar-se oficialmente de Floriano Peixoto, em homenagem ao famoso militar alagoano que governou o Brasil. Manaus passava por um período de grande prosperidade econômica, impulsionado pela exportação da borracha.

Devido a isto,firmas inglesas começam a se instalar na cidade.com ela vieram seus diretores,engenheiros, técnicos e funcionários. Em suas horas vagas e de lazer,os britânicos praticavam os principais esportes de sua terra: tênis, críquete e… Futebol.

Para praticar o “Foot-Ball“, os ingleses resolveram escolher um local bem amplo e que ficasse afastado da zona central da cidade,pois eles eram membros de uma  comunidade fechada. Após pesquisarem bem, decidiram que a Praça Floriano Peixoto, na Cachoeirinha, era o local ideal pois, era um campo vasto e num local bem tranquilo.

Foi no logradouro da Cachoeirinha que os britânicos começaram a jogar suas primeiras partidas. O primeiro registro de um jogo de futebol no Amazonas aconteceu no dia 16 de março de 1903, quando, nesse dia, os ingleses realizaram, no final da tarde, uma animada partida na Praça Floriano Peixoto.

Foi ao redor dessa praça que alguns amazonenses viram, com curiosidade, aquele até então desconhecido esporte sendo praticado pelos estrangeiros. Com o tempo, os manauaras foram simpatizando com o futebol e, em alguns anos,começaram a fundar seus próprios clubes.

Com relação á praça, ela continuou servindo de palco para o futebol. Eis que em 1906, um grupo de amazonenses fundam o primeiro clube do futebol local: o Racing. O nascente clube escolheu como local para seus treinos e jogos,a praça Floriano Peixoto.

O primeiro registro de um jogo oficial entre dois clubes distintos na referida praça, foi no dia 16 de junho de 1907,no encontro entre o Racing e o Sport Football Manáos. Já o primeiro resultado conhecido do lugar, foi o jogo entre o Racing e o Sport Club de Manáos, que terminou empatado em 2 a 2, no dia 22 de setembro de 1907. De tanto treinarem e jogarem no local,os sócios do Racing chegaram a conclusão que ali era o lugar ideal para ser seu campo oficial. A diretoria do clube pede uma autorização á prefeitura e tem parecer favorável.

Para comemorar a aquisição de sua nova casa esportiva, a diretoria alvinegra realiza, no dia 22 de agosto de 1909, uma grande festa com a realização de várias modalidades esportivas. O evento teve a participação de 2 mil pessoas.Começaram a ter importantes partidas entre o Racing e o   Brasil, Manáos Athletic, e outros.

Foi na praça que desfilaram os primeiros craques de nosso futebol como Alberto Ballalai, Deodoro Freire, Pingarilho, Loureiro, Américo, Pudico, Gordon Huascar Purcell, Cícero Costa, Craveiro e outros. A Praça Floriano Peixoto e o Bosque Municipal eram os principais campos de futebol do Amazonas daquele período.

Em 1912,o Racing era extinto, deixando a praça sem um clube de futebol de sua posse. Somente em outubro de 1913 é que uma nova equipe,o Manáos Sporting, toma posse do lugar como seu campo oficial. Em 1914, com a realização do 1º Campeonato Amazonense, a praça é designada para comportar os jogos da 2ª Divisão com partidas entre Luso, Onze Portugês, Naval, Satéllite e os times reservas do Vasco, Rio Negro e Manáos Sporting.

Nos anos seguintes, continuou recebendo jogos da 2ª Divisão. Com o surgimento, em 1918, do Parque Amazonense para o futebol, e o surgimento de outros campos, o tradicional logradouro foi perdendo sua importância para o futebol. Ainda na década de 20 se realizavam partidas no local.

Mas,c om o tempo, o local teve o seu final.em 1942, o governo do estado concedeu ao exército um terreno fronteiriço á praça para ali construir o hospital militar. Acontece que os militares acabaram tomando posse do terreno da praça, decretando assim o desaparecimento daquele histórico logradouro.

A Praça Floriano Peixoto teve como vizinhos dois patrimônios históricos de Manaus: a escola Euclides da Cunha e a igreja do pobre diabo, que conseguiram sobreviver ao tempo. Hoje no local está assentado o hospital geral do exército.  Hoje, com certeza muitas pessoas ao passarem por suas imediações não imaginam que foi ali que começou a se desenvolver uma das grandes paixões do amazonense: o futebol.

 

FONTES & FOTOSProfessor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

 

Fachada do antigo Estádio Comandante Paulo Maurício Douat, palco dos jogos do Ypiranga F.C. de São Francisco do Sul nas décadas de 1940 á 1970.

No mesmo terreno hoje estão a sede social e o novo campo do clube, inaugurado em 21/04/2006.

fonte: JSC

 

A seguir, algumas fotos de equipes mineiras, sobretudo de BH e região, publicadas em revistas da capital mineira. Estas revistas estão disponíveis na Coleção Revistas Diversas no site do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte.

Para ver as imagens em tamanho completo, basta clicar em cada imagem.

Atlético Mineiro x Morro Velho, partida disputada em 29 de março de 1914. Revista Vita ed. 11, 20 de abril de 1914.

Democrata Foot-Ball Club, Leopoldina-MG. Revista Vita ed. 11, 20 de abril de 1914.

Mar de Hespanha Foot-Ball Club, Mar de Espanha-MG. Revista A Vida de Minas ed. 3, 15 de agosto de 1915.

Primeiro time do América Futebol Clube. Revista A Vida de Minas ed. 4, 1 de setembro de 1915.

Primeiro team do Yale Athletic Club. Revista A Vida de Minas ed. 4, 1 de setembro de 1915.

 

Amistoso entre Atlético Mineiro e Granbery em 7 de setembro de 1915. Revista A Vida de Minas ed. 5-6, 30 de setembro de 1915.

 

Amistoso entre América e Morro Velho em 1 de novembro de 1915. Revista A Vida de Minas ed. 8, 10 de novembro de 1915.

 

Amistoso entre América e Tiradentes Foot-Ball Club, de Ouro Preto, em 30 de abril de 1916. Revista A Vida de Minas ed. 19, 15 de maio de 1916.

 

América Futebol Clube de Alfenas e Varginha Sport Club, amistoso de março de 1916. Revista A Vida de Minas ed. 24, 1 de setembro de 1916.

Primeiros times de América e Atlético. Revista A Vida de Minas ed. 25, 30 de setembro de 1916.

Segundos times de América e Atlético. Revista A Vida de Minas ed. 25, 30 de setembro de 1916.

Notas sobre a Liga Mineira de Desportos Terrestres e um amistoso entre América e Villa Nova. Revista Tank nº 7, fevereiro de 1919.

Festival de aniversário de 11 anos do Alves Nogueira Football Club. Revista Semana Illustrada nº 35, 28 de janeiro de 1928.

Torcedoras e escudo do Sport Club Minas-Rio. Revista Semana Illustrada nº 35, 28 de janeiro de 1928.

 

Bandeira do América em festa do clube. Revista Semana Illustrada nº 44-45, 14 de abril de 1928.

Equipes participando do Torneio Início de 1928: América, Guarany, Palestra Itália, Villa Nova, Calafate, Atlético e Syrio Horizontino.

Equipes do Alves Nogueira, Sport Club Calafate, Guarany e Palmeiras. Revista Semana Illustrada nº 46, 21 de abril de 1928.

Reportagem sobre a derrota da seleção mineira para a seleção fluminense no Campeonato Brasileiro de Seleções. Revista Semana Illustrada nº 72-73, 10 de novembro de 1928.

Algumas equipes disputantes do Campeonato de 1928: Calafate, Atlético, América e Palestra Itália. Revista Semana Illustrada nº 76-77, dezembro de 1928.

Festival envolvendo o América, o Palestra Itália, o Sete de Setembro (juvenil) e o Industrial Foot-Ball Club. Revista Silhueta nº 1, março de 1932.

Equipes participando do Torneio Início da AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes) de 1932. Participantes por ordem alfabética: América Futebol Clube, Auri-Verde Football Club, Companhia Industrial Football Club, Grêmio Ludopédio Calafate, Pedro Leopoldo Futebol Clube, Sociedade Sportiva Palestra Italia, Sport Club Brasil, Sport Club Mineiro, Tupynambás Football Club, Vasco da Gama Football Club, Vespasiano Esporte Clube e Villa Nova Atlético Clube. Revista Silhueta nº 3, maio de 1932.

 

Para aqueles que conhecem o acanhado Estádio Figueira de Melo, de propriedade do São Cristóvão F.R., nem imaginam que o anterior era puro charme. Inaugurado no domingo, no dia 23 de abril de 1916, no empate entre São Cristóvão e Santos em 1 a 1 (cerca de 6 mil pessoas estiveram presentes), o antigo campo da Rua Figueira de Melo, fora construído com arquibancadas de madeira em torno e que com o passar dos anos foi sendo edificado em cimento.

Durante muito tempo, a partir desta data, o Santos pintou o escudo do São Cristóvão nos muros da Vila Belmiro e associados destes dois clubes podiam usufruir das respectivas sedes, mutuamente. Em 1943, por determinação legal, após incidentes de superlotação na partida envolvendo a partida entre o time da casa e o Flamengo, o São Cristóvão teve que demolir as arquibancadas com estrutura de madeira.

Consequentemente foram feitas obras. Uma das mudanças, pela vista da ponte (última foto), foi o campo que antes ficava na horizontal passou para a vertical, descaracterizando o antigo estádio. A sua reinauguração aconteceu no dia 29 de junho de 1946, quando a equipe Cadete acabou derrotada pelo Vasco da Gama, pelo placar de 5 a 3.

No passado recente o estádio do clube alvo já teve capacidade para oito mil pessoas, recebendo com frequência públicos entre 10 mil e 20 mil na década de 1930, mas com a demolição de parte das arquibancadas, inclusive parte das antigas arquibancadas de cimento, perdendo capacidade de público e o charme.

O estádio atual é visto na vertical, quando o antigo ficava na horizontal

Fontes: Site do São Cristõvão F.R. – Wikipédia -  Revista A Cigarra 

 

 

 

O Velódromo Paulistano

O Velódromo Paulistano possuía dois conjuntos de arquibancadas cobertas, com capacidade para mil pessoas cada uma, sendo certo que o restante do público assistia às partidas em pé, como era de costume nos primeiros anos do futebol brasileiro.

Durante muitos anos o Velódromo monopolizou todas as atenções. Raros eram os jogos nos campos do Sport Club Germânia (Parque Antártica) e do São Paulo Athletic Club (Consolação).

No ano de 1914, o Velódromo Paulistano foi desapropriado para abertura da Rua Nestor Pestana. A derradeira partida no histórico estádio aconteceu na data de 7 de novembro de 1915, em uma vitória da Seleção Paulista sobre a Seleção Carioca pelo placar de 8 a 0.

Desta forma, a Associação Paulista de Sports Athleticos levou as arquibancadas do Velódromo para a Chácara da Floresta, que, ampliada, com capacidade para dois mil lugares sentados sobre as antigas arquibancadas, e treze mil lugares em pé, passou a ser o principal campo da cidade.

Em 1919 a Sociedade de Cultura Artística adquiriu o terreno do antigo Velódromo para a construção de sua sede própria, que só seria construída na década de 1950, fundando ali o Teatro Cultura Artística.

 

A Chácara da Floresta

Foi o primeiro estádio de futebol da história do São Paulo Futebol Clube, e o segundo, em importância, para a cidade de São Paulo. Ficava no bairro da Ponte Grande (onde hoje se situa a Ponte das Bandeiras).

Pertencia a Associação Athletica das Palmeiras, que o adquiriu junto ao Clube de Regatas São Paulo.

A chácara ficava entre os campos pertencentes à Associação Athletica São Bento e ao Clube de Regatas Tietê, chegando-se a ela por um corredor entre os dois. Seu gramado era de primeira qualidade.

Vista aérea datada do ano de 1958, onde se vê dois campos de futebol.

O da esquerda, pertencente ao Clube de Regatas Tietê e o da direita, a Chácara da Floresta, pertencente a Associação Athletica das Palmeiras.

Posteriormente, os cursos dos rios Tietê e Tamanduateí, tiveram de ser alterados, para a construção das avenidas Marginais.

Desta maneira, o campo do Clube de Regatas Tietê acabou desaparecendo e o campo da Associação Athletica das Palmeiras acabou por ficar dentro do terreno pertencente ao Clube de Regatas Tietê, na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro do Bom Retiro, mas da floresta, que era uma grande mata natural, havia restado apenas uma pequena área de preservação.

 

Desta forma permaneceu até o dia 18 de outubro de 2014, quando foi inaugurado, pela Prefeitura do Município de São Paulo, o Centro Esportivo e de Lazer Tietê. O clube recebeu reformas com o intuito de se tornar um novo espaço destinado a prática esportiva e atrações culturais.

E assim foi sepultada grande parte da sagrada memória do nosso futebol.
Um monumento que deveria ter sido tombado e mantida toda a sua estrutura do início do século passado.
Infelizmente, naquele triste dia 18 de outubro de 2014, o som da bola sendo tocada e o som da torcida gritando gol, deram lugar aos gritos do rap do grupo norte-americano Public Enemy, uma das atrações da inauguração do parque público.

 

Fontes:

Wikipedia

spfcsempre.blogspot

spfcpedia

meu arquivo pessoal

 

imagem do Castelão de ABC 0x2 Santos/Sp em 29/11/72 pelo Camp. Nacional

O Estadio Humberto de Alencar Castelo Branco – Castelão, capacidade para 52.000, inaugurado em Natal em 4 de junho de 1972, mais tarde, após o fim da era dos militares , teve o nome alterado em 1989 para João Claudio de Vasconcelos Machado – Machadão, registrou o seu recorde absoluto de público no jogo ABC x Santos-SP pelo Campeonato Nacional no dia 29/11/1972.

O jogo terminou com a vitória do Santos por 2×0, gols de Pelé e Edu. A renda foi de Cr$178.834,00. O ABC jogou com: Tião, Sabará, Edson, Nilson Andrade e Rildo; Maranhão, Orlando e Marcílio: Libânio, Alberi e Baltazar (Petinha). O Santos venceu com Cláudio, Altivo, Vicente, Paulo e Turcão; Leo Oliveira, Afonsinho e Pelé; Jair da Costa, Brecha e Edu.

O estádio que foi principal palco de futebol em Natal até o dia 21/10/2011, quando foi iniciado a demolição, para construção de um novo estadio para a Copa do Mundo, jamais em seus 39 anos de atividade teve um público maior do aquele registrado quando tinha apenas cinco meses de inaugurado.

Fonte: arquivo e http://futguar-futebolpotiguar.blogspot.com.br/

 

Tudo começou no ano de 1903, no Campo da Pólvora, em Nazaré, onde eram disputados os “matchs” de futebol amistosos, desde inícios do século. Numa crônica para a revista Semana Sportiva(1922) o jornalista Aloísio de Carvalho Filho lembrava com saudosismo: ”Para ir ao Campo da Pólvora, o caminho era um só e o veículo unicamente um. Todos iam a pé, desde São Pedro. Iam e voltavam e lá, se não tivessem amigos nas vizinhanças que lhes emprestassem cadeiras, teriam que ficar a tarde toda em pé”.

O Campo se tornou oficial em 09 de abril de 1905 quando se disputaram pela primeira vez os jogos organizados pela Liga Baiana de Esportes Terrestres. Na data a quadra toda embandeirada, cerca de 100 cadeiras de madeira em volta, emprestadas pelo Circo Luzitano, e uma banda de música da Policia Militar para imprimir um ar solene ao espetáculo. O Internacional venceu o Esporte Clube Vitória por 3 a 1, mas o clima de confraternização superava o desanimo do rubro-negro que no jogo seguinte goleou o Baiano.

Em 29 de maio de 1906, conforme revela a foto do jogo entre Santos Dumont e Bahiano, com score de 4 a 0, o Campo da Pólvora assistiu ao último jogo do campeonato.

No ano de 1907 Salvador ganhou seu segundo campo de futebol, então denominado Ground do Rio Vermelho, na Fonte do Boi, para onde a Liga transferiu o certame. Desconfortável para a torcida, tanto quanto o outro, mas já tinha meia grama e isso era um avanço. Inaugurado em 02 de junho de 1907, a princípio não agradou. Era distante e cobrava-se ingresso, uma novidade para quem estava acostumado a assistir sem ônus.

Mais tarde foi montada uma pequena arquibancada de madeira e promovidas melhorias, até Salvador ganhar de fato uma estrutura profissional para o jogo da bola: o Campo da Graça, construído por iniciativa de Arthur Moraes, inaugurado em 15 de novembro de 1920.

De acordo com o jornal Popular da Tarde, a inauguração se deu com um jogo entre dois times: AZUL e BRANCO, sendo que o time AZUL venceu por 3 a 2.

O estádio teve a honra de receber como convidado especial o Príncipe Umberto de Savoia, herdeiro do trono italiano, em 1924. E foi no Campo da Graça,que o Esporte Clube Bahia obteve, em 1931, o primeiro título de Campeão Baiano.

 

Mais de três décadas se passaram até a construção no antigo montouro da cidade, amontoado de lixo à beira do Dique do Tororó, o Estádio Otávio Mangabeira que o povo se encarregou de nominar de Fonte Nova em função da fonte de água existente ali, com seu imaginário de lendas de tesouros escondidos nas galerias do entorno. Inaugurado em 28 de janeiro de 1951, com um anel e capacidade estimada em 30.000 torcedores, tinha acesso apenas pelo bairro de Nazaré. Projeto do arquiteto Diógenes Rebouças que orientou também a sua ampliação vinte anos depois quando construído um segundo pavimento.

 

Fontes: Memórias da Bahia – Jornal Popular da Tarde

 

     VELÓDROMO PAULISTANO

Se situava na Rua da Consolação, entre as Ruas Martinho Prado e Olinda, na altura de onde hoje é a Rua Nestor Pestana, o Teatro Cultura Artística e a Praça Roosevelt.

O terreno pertencia à família Almeida Prado e teve origem numa pista para corridas de bicicletas, mandado construir no final do século 19, por Dona Veridiana da Silva Prado, membro da elite paulistana, em sua propriedade que ficava próxima à Igreja da Consolação. Com projeto do arquiteto Tommaso Bezzi, o velódromo foi inaugurado em 1892.

Sem o ar cosmopolita de grande metrópole que ostenta hoje, a São Paulo daquela época era ainda bastante provinciana e suas áreas de lazer eram vinculadas à aristocracia. O Veloce Clube Olimpic Paulista, ou velódromo, passou a ser o local onde a elite se encontrava para acompanhar as corridas de bicicletas, que eram moda na época

Foi a primeira sede do aristocrático Club Athletico Paulistano, que passou a usar o espaço como sede esportiva. Pouco tempo depois, no centro da pista de ciclismo, foi construído um campo de futebol e também uma arquibancada capaz de abrigar duas mil pessoas (ampliada depois para cinco mil). Foi desta maneira que o velódromo se tornou o primeiro estádio de futebol e palco das principais partidas realizadas na cidade de São Paulo.

Oficialmente inaugurado na data de 19 de outubro de 1901, o primeiro estádio da cidade abrigou a partida envolvendo Paulistas e Cariocas, com resultado final de 0 a 0.

Ali aconteceu a primeira partida do Campeonato Paulista do ano de 1902. O jogo se deu no dia 8 de maio de 1902, e o São Paulo Athletic Club derrotou o Club Athletico Paulistano pelo placar de 4 a 0.

Abaixo a ficha técnica do jogo:

São Paulo Athletic Club: Andrews, A.Kenworthy e G.Kenworthy. Heyecock, Wucherer e Biddell. H.S.Boyes, Brough, Charles Miller, Montandon e W.Jeffery.

Club Athletico Paulistano: Jorge de Miranda Filho, Thiers e Rubião. E.Barros, Olavo e Renato Miranda. B.Cerqueira, J.Marques, Álvaro Rocha, Ibanez Salles e O.Marques.

Árbitro: Antonio Casimiro da Costa

Os gols: Boyes (2) Jeffery e Charles Miller.

                                           Jornal o Estado de S. Paulo de 9 de maio de 1902

O São Paulo Athletic Club se sagrou campeão paulista daquele ano.

 

O Velódromo em 1905, por ocasião de uma partida entre C.A. Paulistano e São Paulo A.C.

 

                  MAPA DA REGIÃO ONDE SE SITUAVA O VELÓDROMO NO ANO DE 1905

OBS: No estádio havia uma placa em que se lia “proibido vaiar

 

Fontes:

Preservasp

Agência USP de Notícias

Wikipedia

Acervo Estadão

Ranking & Futebol

 

Maquete do Estádio em 1941

Navegando pelos jornais de época é possível encontrar muita história bacana. Uma delas foi a inauguração do Estádio Aniceto Moscoso ou Conselheiro Galvão, de propriedade do Madureira Esporte Clube. Localizado no Bairro de Madureira, Zona Norte do Rio, o local foi inaugurada no domingo, do 15 de junho de 1941 com capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

Revista Sport Ilustrado, na quinta-feira do dia 19-06-41, fez uma ampla reportagem de 05 (cinco) páginas destacando a peleja que terminou com a vitória do Madureira Atlético Clube (na época a sua nomenclatura ainda era assim) pelo escore de 4 tentos a 2.

Foto atual

Uma curiosidade foi que dias antes a diretoria do Tricolor Suburbano tinha apresentado a maquete de como ficaria o estádio após todas as obras executadas. Infelizmente até os dia de hoje tal projeto não foi concretizado e pela falta de espaço no seu entorno, dificilmente ficará concluído!

MADUREIRA A.C.  4          X         2          FLUMINENSE F.C.

 

Local: Estádio Aniceto Moscoso, em Conselheiro Galvão

Data: Domingo, dia 15 de junho de 1941

Público: 10.762 pagantes

Renda: 53.000$000 (53 mil cruzeiros)

Árbitro: José Ferreira Lemos (boa atuação)

MADUREIRA: Alfredo; Benedito e Apio; Otacílio, Jair II e Alcides; Jorginho, Lelé, Isaias, Jair da Rosa Pinto e Ozéas.

FLUMINENSE: Maia; Moysés e Machado; Bioró, Spinelli e Afonsinho; Pedro Amorim, Pedro Nunes, Rongo, Tim e Hercules.

Gols: Rongo (Flu) no 1º tempo. Ozéas (MAD); Rongo (Flu); Isaias (MAD); Jorginho (MAD); e Isaias (MAD) na etapa final.

 

Fonte: Revista Sport Ilustrado 

Foto: Paulo Sérgio

 

O Estádio Conde Rodolfo Crespi (popularmente conhecido como Estádio da Rua Javari ou Rua Javari) é o estádio de futebol onde o Clube Atlético Juventus manda seus jogos. O Estádio fica localizado no bairro da Mooca, Zona leste da cidade de São Paulo. Construído em 26 de abril de 1925, inaugurado em 10 de novembro de 1929 e adquirido da família Crespi pelo Clube Atlético Juventus em 1967, atualmente possui capacidade oficial para: 4.004 pessoas, no entanto já registrou a presença de 15 mil torcedores.A marca aconteceu num jogo onde o Juventus perdeu de 3 a 1 para o Corinthians, realizado no dia 13 de julho de 1941, quando houve a reinauguração do estádio devido à construção das arquibancadas de concreto e tribunas, as quais se mantêm até os dias de hoje.

 

Fontes: Wikipédia – Jornal Sport Ilustrado

 

O União Agrícola Barbarense Futebol Clube, da cidade de Santa Bárbara d´Oeste, Estado de São Paulo, está completando neste dia 22 de novembro de 2014, cem anos de vida.

Os apelidos “Leão da Treze” ou “Alvinegro da 13 de Maio” é uma alusão ao endereço onde sua sede está instalada: Rua Treze de Maio número 1269.

 

História

Fundado no dia 22 de novembro de 1914, inicialmente com o nome de União Foot-Ball Club, a equipe de Santa Bárbara d’Oeste teve diversos nomes até chegar ao que ostenta atualmente. Em 1918, passou a se chamar Athlético Barbarense Foot-Ball Club e, um ano depois, se chamou Sport Club Athlético Barbarense. No ano de 1920, o clube se fundiu com o 7 de Setembro da Fazenda São Pedro e, mais uma vez, alterou seu nome: Sport Club União Agrícola Barbarense. Por fim, ainda naquele ano, passou a portar a denominação que tem até hoje: União Agrícola Barbarense Futebol Clube.

No ano seguinte da definição do nome, em 1921, o União Barbarense se registrou na APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), que comandava o futebol do Estado. Vinte anos depois, em 1941, filiou-se à Federação Paulista de Futebol, ainda como amador, e no ano seguinte passou a ser membro da LBF (Liga Barbarense de Futebol), entidade do município de Santa Bárbara d’Oeste.

Apenas em 1964 é que o clube se profissionalizou nos quadros da Federação Paulista de Futebol e sua estréia não foi das mais felizes diante de Alumínio: derrota por 3 a 1 em partida válida pela 3ª Divisão de Acesso. Nesta partida, o autor do primeiro gol da equipe como profissional foi o atacante Mané de Campos. Três anos depois, o União decidiu adotar o “Leão da 13″ como mascote do clube, em homenagem aos torcedores fiéis que apoiavam com garra o time (como leões) e à sede do clube, na Rua Treze de Maio.

O primeiro título do clube foi conquistado em 1946, quando ainda era amador, o de campeão da cidade pela Liga Barbarense de Futebol. Dois anos depois, mais uma conquista: Campeão amador da região, disputando o Campeonato Paulista do Interior pela FPF. Foi tricampeão da “Taça Cidade de Santa Bárbara” nos anos de 1957, 1961 e 1963. Nessse período, mais precisamente em 15 de novembro 1959, o Jornal D’Oeste publicou a composição do Hino Oficial do clube, de autoria do Professor José Dagnoni (letra) e Hermosa Hadad Baruque Murbach (música). Em 1967, já como profissional, foi Campeão Paulista da 2ª Divisão, conquistando o acesso à 1ª Divisão (uma abaixo da divisão principal).

A partir daí, o clube conquistou alguns títulos regionais, como o Torneio Intermunicipal Americana x Santa Bárbara d’Oeste em 1973 e passou por bons e maus momentos. Depois de ficar alguns anos sem disputar os campeonatos da FPF foi, finalmente, em 1990, vice-campeão Paulista da 2ª Divisão, conquistando mais uma vez o acesso à Divisão Intermediária. Em 1995 foi Campeão Paulista de Juniores da Série A3 e, em 1996, dos Jogos Abertos do Interior, com a equipe de Juniores. Em 1997, conquistou o vice-campeonato da Série A3 do Paulista. No ano seguinte, o maior trunfo até então: o título do Campeonato Paulista da Série A2 e o acesso à divisão principal estadual.

Em 1999, por terminar o Paulistão como melhor time do interior na tabela, o União Barbarense se tornou Campeão do Interior. Em 2001, foi vice-campeão da Copa Federação Paulista de Futebol e, em 2004, Campeão Brasileiro da Série C. Entretanto, um ano depois do acesso à Série B, foi novamente rebaixado à Terceira Divisão nacional, por três pontos.

Nas competições estaduais, o União Agrícola Barberense se manteve na principal divisão do campeonato paulista até 2005, quando foi rebaixado para a Série A2 de 2006. Um novo tropeço em 2006 levou a equipe à Série A3, quando terminou a competição de 2007 na décima colocação.

O estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães, também conhecido como “Toca do Leão” está localizado na cidade de Santa Bárbara D’Oeste, no estado de São Paulo e pertence ao União Agrícola Barbarense Futebol Clube. Seu nome foi dado em homenagem a um ex-presidente e patrono do clube. Foi inaugurado em 21 de maio de 1921 e seu primeiro jogo foi União Barbarense 3 a 1 contra o EC Concórdia de Campinas. O estádio tem capacidade para 14.914 pessoas.

O estádio está situado na Rua 13 de Maio, 1269 – Santa Bárbara D’Oeste – SP

 

 

A Torcida Uniformizada Sangue Barbarense é a principal e a maior torcida uniformizada do União Agrícola Barbarense Futebol Clube.

Fundada na data de 11 de novembro de 1984, é a segunda torcida mais antiga do interior do Estado de São Paulo e a quinta, incluindo a capital.

Fontes:

História (site do clube);

Estádio (botoesparasempre.blogspot);

Foto da equipe: Gustavo Belofardi;

Mascote: flogao

 

 

O Jabaquara Atlético Clube também já é centenário.

No dia 15 de novembro de 1914,  um grupo de nove jornaleiros, ou vendedores de jornais, descendentes de espanhóis, do então chamado Largo do Rosário, atual Praça Rui Barbosa, fundaram em Santos o Hespanha Foot Ball Club.

O nome Hespanha, sugerido por um ex-escravo, virou Espanha e, por fim, Jabaquara Atlético Clube, nome adotado devido a proibição, durante a Segunda Guerra Mundial,  do uso de nomes de países estrangeiros.

O goleiro Gilmar dos Santos Neves foi uma das maiores revelações feitas pelo Jabaquara A.C.

Posteriormente, o Jabaquara mudou-se para o bairro do Macuco onde, devido a notáveis exibições que o levou a se sagrar várias vezes campeão de Santos e do Litoral, ganhou dos santistas um apelido imortal: Leão do Macuco.

Jabaquara A.C. em 1960

Algum tempo depois, mudou-se para a Ponta da Praia e por fim se estabeleceu no bairro da Caneleira, na Zona Noroeste da cidade.

Na Caneleira o Jabuca mantém seu estádio Espanha e também sua sede social. A mudança para esse bairro deu origem a um novo apelido: Leão da Caneleira.

 

ESTÁDIO ESPANHA

O Jabaquara Atlético Clube, um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol, atualmente se encontra na 2ª Divisão do Campeonato Paulista de Futebol.

Parabéns ao Jabaquara Atlético Clube que, na data de 15 de novembro de 2014, completou cem anos de existência.

 

Fotos: com o arqueiro Gilmar e Estádio Espanha: novo milênio / Jabaquara AC em 1960: arquivo pessoal de Sérgio Silveira – esporte.terra.com.br

Escudo digitalizado por Virginio Saldanha

 

 

 

Jogo Histórico realizado em São Carlos, no inteiro de São Paulo. O São Paulo Futebol Clube contra a Sociedade Esportiva Palmeiras pela primeira vez na história jogando amistosamente em um jogo festivo e comemorativo dos 111º anos aniversário da município e também a inauguração oficial do Estádio Municipal Professor Luiz Augusto de Oliveira. Abaixo a ficha técnica desta partida:

SÃO PAULO 3 x 2 PALMEIRAS
Data: 3 de novembro de 1968
Local: Estádio Luís Augusto de Oliveira – São Carlos/SP
Público: 8.000 (aproximadamente)
Renda: Portões abertos
Juiz: Albino Zanferrari (regular)
Gols: No 1º tempo, Antoninho aos 19′ e Julio Amaral aos 26′ (pênalti); no 2º tempo, Nenê aos 38′, Miruca aos 40′ e Julio Amaral aos 44′ .

São Paulo: Cláudio; Antoninho, Lima, Arlindo e Dé; Carlos Alberto e Nenê; Miruca, Nelsinho, Babá (Téia) e Paraná – Técnico: Diede Lameiro

Palmeiras: Perez; Neves, Luís Pereira, Minuca e Geraldo Scalera; Julio Amaral e Écio; Priá, Cabralzinho, César e Marco Antonio – Técnico: Nelson Ernesto Filpo Nuñez

Nota: Nesse jogo amistoso, o São Paulo interrompeu uma série de jogos (24) sem derrota que o Palmeiras vinha mantendo!

Fonte: Jornal Folha de São Paulo e A Folha São Carlos/SP

 

Jogo histórico realizado em São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do São Carlos Clube recebeu a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara, para um jogo amistoso, comemorando a inauguração dos novos refletores do Estádio do Paulista.  Abaixo a ficha técnica desta partida:

SÃO CARLOS CLUBE 1 x 2 FERROVIÁRIA (SP)
Data: 28 de julho de 1968 (à noite)
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Renda: NCr$ 7.000,00
Juiz: Idewildes Soares (FPF)
Gols: Alemão aos 11′, para o São Carlos e Valdir aos 39′, para a Ferroviária; Téia aos 17′ do 2º tempo para a Ferroviária.

São Carlos Clube:  – Técnico: Zezé Procópio

Ferroviária (SP): Getúlio; Baiano, Fernando, Bebeto e Rossi; Zé Carlo e Valdir; Zé Luis, Téia, Bazzani e Pio  – Técnico:

Fonte: Folha de São Paulo e A Folha de São Carlos/SP

 

Jogo histórico realizado em São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do São Carlos Clube recebeu a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara, para um jogo amistoso, no houve a concorrida inauguração das torres e da iluminação do Estádio do Paulista. O jogo teve transmissão direta da Rádio Bandeirantes de São Paulo, com a presença do narrador Fiori Giglioti, do comentarista Barbosa Filho e do repórter de campo, que erroneamente chamava os torcedores da cidade de torcedores “são-carlinos”. Abaixo a ficha técnica desta partida:

SÃO CARLOS CLUBE 0 x 2 FERROVIÁRIA (SP)
Data: 27 de fevereiro de 1966 (à noite)
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Renda: Cr$ 1.507.000,00
Juiz: Alberto Dunke Filho (FPF)
Gols: Rossi e Téia para o Palmeiras.

São Carlos Clube: Macalé; Pedrinho, Zequinha e Laerte; Dirceu e Tinin; Roberto (Darci), Rui, Baltazar, Adair e Valdir (Nogueira) – Técnico: Agenor Gomes (Manga)

Ferroviária (SP): Machado; Fogueira, Brandão e Beto; Rossi (Tonhé) e Paina; Valdir (Zélio), Osmar, Téia, Bazani (Rezende) e Pio (Robertinho) – Técnico: Cilinho

Fonte: Folha de São Paulo e A Folha de São Carlos/SP

Contribuição: Vicente Baroffaldi

 

Jogo de inauguração do Estádio do Paulista em São Carlos, no interior Paulista. Após a partida preliminar, houve o grande jogo entre o Paulista Sport Club (Esporte Clube) de São Carlos e Club Athletico Paulistano da Capital. Abaixo a ficha técnica da partida:

Paulista (SP) 0 x 1 Paulistano (SP)
Data:
21 de março de 1926
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Público:
Renda:
Juiz: Marino Procópio (vice-presidente do Paulistano)
Pontapé inicial: Dr. Teixeira de Barros (presidente do Paulista)
Gols: Seixas ou Nondas

Paulista: Milburgues, Milani e Corisco, Scuracchio, Branco e Max, Mario, Armandinho Júlio e Romeu.

Paulistano: Nestor, Clodoaldo, Barthô, Abate, Nondas, Villela, Filó, Roque, Friedenreich, Seixas e Castro I (Dalton).

Partida preliminar: Paulista Esporte Clube (2º quadro) 1 x 1 Ideal Futebol Clube (Descalvado)

Obs: O Museu do Paulistano informa que o gol foi de Seixas e o Jornal Estado de São Paulo informa que o gol foi de Nondas.

Fontes: Museu Histórico do Paulistano e Jornal Estado de São Paulo.

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