FONTE: Lusitânia 

 

 

Velódromo de São Paulo ou simplesmente Velódromo Paulistano, foi o segundo campo (estruturas arquitetônicas com conceitos diferentes de estádios, conforme conceitos das primeiras décadas do século XX) e o primeiro estádio de futebol da história do Brasil. Aberto em setembro de 1895 e inaugurado oficialmente em 21 de junho de 1896 para o ciclismo e em 1901 para o futebol, com o nome oficial de Velódromo Paulistano, ficava na rua da Consolação entre as ruas Martinho Prado e Olinda, onde é hoje a rua Nestor Pestana e o Teatro Cultura Artística, na região central da cidade de São Paulo.

Acabou sendo palco da maioria dos jogos da primeira edição do Campeonato Paulista de Futebol, em 1902.

No estádio havia uma placa em que se lia “É expressamente proibido vaiar”, Essa proibição tinha a ver com os valores morais da época, em que a vaia era considerada indelicada. “Se uma pessoa vaiava, logo um torcedor do próprio time desaprovava e um torcedor do outro time também olhava estranho, com espanto”, explicou o jornalista Orlando Duarte, em 2016.

campo-berço do futebol brasileiro é a Chácara Dulley, mas quem escutou pela primeira vez o ruído do pique de uma bola foi a Várzea do Carmo. Ali, Charles Miller deixou cair ao solo brasileiro aquela bola que ele, juntamente com outra, trouxera de Southampton, onde disputara a sua última partida na Inglaterra. A Chácara Dulley ficava localizada no Bom Retiro, onde hoje é a Avenida Tiradentes, entre a Luz e a Ponte Grande. Depois que de lá saiu o São Paulo Athletic Club, foi treinar o Hans Nobilings Team, e mais atrás, na Chácara Witte, onde se instalou o SC Internacional, treinaram e jogaram também os alunos do AA Mackenzie College, enquanto a melhor praça de esportes da cidade passava a ser a do São Paulo Athletic, na Rua da Consolação. Isso até 1899.

Em 1900, o Club Athlético Paulistano surgiu e fez sua sede no Velódromo, construído em 1896 para abrigar competições de ciclismo por Antônio da Silva Prado, primeiro prefeito da Capital, fã do esporte e um dos fundadores do clube. O novo clube adaptou o local para jogos de futebol, e, em 18 de outubro de 1901, enfim foi inaugurado o campo, com um empate por 1 a 1 entre as seleções paulista e carioca. No mesmo ano, o Sport Club Germânia arrendou um terreno no Parque Antártica, lá nivelando o seu campo.

Em sua inauguração, o Campo do Velódromo tinha dois conjuntos de arquibancadas cobertas com capacidade para mil pessoas cada uma, com o restante do público assistindo às partidas de pé, como era comum nos primeiros anos do futebol brasileiro. Foi nesse estádio que se popularizou o conceito de “gerais”, com seus ingressos mais acessíveis. O Velódromo monopolizou durante muitos anos todas as atenções. Raros eram os jogos nos campos do Germânia (Parque Antártica) e do São Paulo Athletic (Consolação).

O destino do Velódromo começou a ser selado em 1910, com a morte de Veridiana da Silva Prado.[3] Os herdeiros foram pressionados pela especulação imobiliária que transformaria a cidade nas décadas seguintes e venderam o local para o Banco Italiano, que pretendia lotear o terreno, abrindo uma rua no meio. O estádio seguiu sendo usado até 1915 e foi pivô da primeira cisão do futebol paulista, em 1913.

Como maior estádio da cidade, ele era usado para a maioria das partidas do Campeonato Paulista, porém a Liga Paulista de Foot-Ball (LPF) tinha de pagar um aluguel ao Paulistano. Insatisfeito com o profissionalismo velado de começava a aparecer no futebol da cidade, ainda predominantemente amador, o clube decidiu aumentar os valores cobrados da LPF para o Campeonato Paulista de 1913. Diante da situação, a liga optou por alugar o Parque Antarctica por um valor menor. A estreia do Paulistano, contra o Americano, foi agendada para o Parque Antarctica, mas o clube do Jardim América compareceu ao Velódromo, alegando que a “mudança” tinha sido comunicada em cima da hora.[3] Quando a LPF decidiu dar os pontos do jogo ao Americano, o Paulistano anunciou sua saída e fundou a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA).

Quando a cisão finalmente terminou, em 1917, o Velódromo já tinha sido não só desapropriado, para a abertura da Rua Nestor Pestana, em 1915, como também demolido, no primeiro semestre de 1916. A derradeira partida no estádio ocorreu em 7 de novembro de 1915, uma vitória da seleção paulista sobre a seleção carioca por 8 a 0.

A APEA, então, levou as arquibancadas do Velódromo para a Chácara da Floresta, que, ampliada, com capacidade para dois mil lugares sentados sobre as antigas arquibancadas e treze mil lugares em pé, passou a ser o principal campo da cidade. Ao lado, os jogadores do Corinthians estavam construindo seu próprio campo (que só ficaria pronto em 1918), em um terreno doado pela Prefeitura na Ponte Grande. Já o Paulistano passou a jogar, a partir do fim de 1917, no Estádio Jardim América.

Em 1919 a Sociedade de Cultura Artística adquiriu o terreno do antigo Velódromo para a construção de sua sede própria, que só seria construída na década de 1950, fundando ali o Teatro Cultura Artística.

 

FONTES: Wikipédia – Lauthenay Perdigão

 

 

O Sport Lisboa e Benfica do Brasil, do bairro de Vila Maria, Zona Norte da cidade de São Paulo, foi fundado na data de 9 de julho de 1938.

Seu estádio se situa na Avenida Morvan Dias de Figueiredo número 213, próximo a Marginal do Rio Tietê.

Fontes: álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, o historiador Waldevir Bernardo (Vie), meu acervo e google maps.

 

O Esporte Clube Humberto Primo, do bairro de Villa Marianna, foi fundado na data de 1º de setembro de 1919.

O nome do clube é uma homenagem a  Humberto Primo de Savoya, rei da Itália entre os anos 1878 e 1900.

Seu primeiro campo para a prática do futebol situava-se na Rua França Pinto número 135, no bairro de Villa Marianna.

Esse estádio foi inaugurado na data de 22 de junho de 1931.

Disputou os campeonatos paulistas em cinco oportunidades, sendo três delas na 2ª Divisão, nos anos de 1932, 1933 e 1934 e duas na 1ª Divisão, nos anos de 1935 e 1936.

Esporte Clube Humberto Primo no ano de 1936 – A Gazeta

Quando da 2ª Guerra Mundial, os clubes que ostentavam nomes estrangeiros foram obrigados a mudar suas denominações.

Desta forma, na data de 30 de outubro de 1942, o Esporte Clube Humberto Primo mudou seu nome para Esporte Clube Vila Mariana.

Atualmente sua sede se situa na Rua Domingos de Moraes número 1768, no bairro de Vila Mariana.

Fontes: A Gazeta, Diário Nacional, Correio Paulistano, Almanaque do Futebol Paulista e site do clube.

 

O Club Athletico São Paulo Gaz foi fundado na data de 25 de maio de 1928, e era filiado a ACEA (Associação Commercial de Esportes Athleticos), da cidade de São Paulo.

Inicialmente sua sede se situou na Rua do Carmo, no Centro da cidade e, posteriormente, foi transferida para a Rua do Gazometro, 126, no bairro do Braz.

 

Os GAZISTAS, como eram conhecidos, possuíam estádio de futebol situado na Avenida do Estado, no bairro do Braz, o qual era mantido pela Companhia de Gaz de São Paulo.

O estádio foi inaugurado na data de 21 de maio de 1932. Nesse dia o São Paulo Gaz enfrentou a equipe do Club Athletico Britannia e venceu pelo placar de 4 a 0.

O árbitro foi o senhor Francisco Ganovez Sobrinho.

Os gols foram marcados por Edmundo, Cayuba, Moreno e Cesar, nessa sequência.

As equipes assim alinharam:

SÃO PAULO GAZ: Mathias, Orestes e Bertinelli. Josias, Cayuba e Edmeu. Edmundo, Victorino, Puttin, Cesar e Moreno.

BRITANNIA: Skinner, Lipdhim e Chitchester. Tairot, Pettigrew e Melvile. Toal, Hilton, Jamieson, Maclean e Dowaldsch.

OBS: A denominação Club Athletico São Paulo Gaz foi encontrada escrita dessa forma no Almanaque Esportivo Olympicus, do autor Tomaz Mazzoni, publicado no ano de 1943.

Entretanto, cumpre informar que, em todas as citações feitas a esse clube, encontradas nos diversos periódicos consultados, a denominação é São Paulo Gaz Futebol Clube.

Fontes: Diario Nacional, A Gazeta, Correio Paulistano e Almanaque Esportivo Olympicus, de Tomaz Mazzoni.

 

A estreia dos quadros dos “Bohemios” argentinos entre nós, foi magnífica, brilhante. São elementos formidáveis, no manejo da pelota. Aliás, já foram os rapazes do Club Atlético Atlanta cognominados os “Bohemios” da pelota por dominarem inteiramente o couro.

O escore de ontem (Sexta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1937), que há muito não se verifica nesta capital (Recife), veio confirmar que a força do quadro visitante está na linha de ataque, perigosíssima, de uma rapidez pouco comum, e bem impetuosa.

Todos, sem distinção, se empenham com ardor na luta, auxiliando-se mutuamente e socorrendo o companheiro nos momentos difíceis, quando em perigo a sua barra.

É admirável, também, o jogo homogêneo de passes curtos e rápidos. A vitória alcançada ontem contra o Náutico foi legitima, sem a menor duvida. Ao quadro local faltou, além da chance, rapidez nas jogadas e melhor distribuição do centro-médio.

Quase todas as bolas iam aos pés dos adversários, ótimos controladores do balão. O Náutico jogou muito, conseguindo vazar a rede argentina seis vezes. Foi uma jogo admirável, enfim, o de ontem.

Árbitro teve atuação ruim

O árbitro Manoel Pinto, o “Né” teve sensíveis falhas. A marcação do 5º gol dos visitantes em visível ‘off-side’ e a marcação de um penal contra os locais, enquanto os visitantes praticavam penalidades iguais, sem salvá-las, foi duro… Empanou o brilho do jogo por momentos.

 

Público lotou as dependências do Parque da Jaqueira

A assistência foi vultosa. Todas as dependências do Estádio Parque da Jaqueira, estavam repletas. O nosso público demonstrou, ontem, mais uma vez, a sua educação desportiva aplaudindo os feitos mais emocionantes do embate, sem distinguir, se dos locais, se dos visitantes. Os Bohemios” poderão atestar a educação tão diferente da nossa assistência, para uma outra, bem pertinho de nós.

 

Preliminar termina empatada

A prova preliminar, que teve início às 19h30min., apitada pelo árbitro Argemiro Félix, disputada entre os segundos quadros do Sport Recife e do América, terminou empatada em 1 a 1.

 

Local e Valores dos Ingressos

Na Casa Azul, localizado na Rua João Pessoa, nº 171, no Bairro Casa Amarela, no Recife, foram vendidos nos dias 29 e 30 (sexta-feira e sábado), os ingressos para os jogos de 29 de janeiro de 1937. Foram estabelecidos os seguintes preços de entradas:

Arquibancada 6$600 (6 mil e 600 réis)
Geral 4$400 (4 mil e 400 réis)
Senhoras 4$400 (4 mil e 400 réis)
Militares e Crianças 3$300 (3 mil e 300 réis)
Cadeiras numeradas, no campo 11$000 (11 mil réis)
Automóveis 16$500 (16 mil e 500 réis)
Os Sócios do Tramways e disputante 50% de abatimento, exceto para as cadeiras e autos.

 

Escalte do jogo (Movimento geral da Partida)

ITENS

NÁUTICO

ATLANTA

Toques

6

10

Faltas

1

1

Impedimentos

0

2

Escanteios

2

4

Pênaltis

0

1

Defesas

14

20

Gols

6

10

 

 NÁUTICO CAPIBARIBE (PE)     6          X         10       C.A. ATLANTA (ARG)

LOCAL: Estádio Parque da Jaqueira (capacidade para 3 mil pessoas), na Avenida Rui Barbosa, nº 1.820, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE).

DATA: Sexta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1937

HORÁRIO: 21 horas e 25 minutos (o jogo começou com 15 minutos de atraso)

CARÁTER: Amistoso Internacional

ÁRBITRO: Manoel Pinto, o “” (FPD)

DELEGADO E CRONOMETRISTA: Alonso Rodrigues de Souza

NÁUTICO: Orlando (Muniz); Fernando II e Salsinha; Zé Orlando, Edson e Ernani; Zezé (Emygdio), Athur Carvalheira, Fernando, Bermudes (Sidinho) e Celso (Siduca).

ATLANTA: Herrera; Ibanez II e Blanco; Ibanez Carlos, Del Felice e Esperon; Freiye, Morales, Miranda, Perez e Martino. Técnico: Maximo Garai

Reservas: Carigliano, Murra, Valdatti, Spitale, Tornaroli, Irazoqui, Lozano, Crippe e Lamas.

PRELIMINAR (Segundos Quadros): Sport do Recife          1          x          1  América-PE

GOLS: Miranda a um e aos 12 minutos (Atlanta); Zezé aos sete minutos (Náutico); Perez aos 15 e 32 minutos (Atlanta); Morales aos 19 minutos (Atlanta); Arthur aos 21 minutos (Náutico); Bermudes aos 40 minutos (Náutico), no 1º Tempo.

Arthur aos dois e cinco minutos (Náutico); Miranda, de pênalti, aos oito minutos (Atlanta); Martino aos 14 minutos (Atlanta); Perez aos 18, 35 e 40 minutos (Atlanta); Siduca aos 30 minutos (Náutico); no 2º tempo.

FONTES: Jornal Pequeno – Diário de Pernambuco

 

Fonte: Gazeta Esportiva - SP

 

Na programação do inauguração do estádio municipal da Ponte Grande, atual Vidal Ramos Junior, foi realizado um torneio quadrangular em Lages. Participaram três clubes lageanos (Internacional,  Aliados, Lages FC) e o Cruzeiro de Porto Alegre (RS).

Primeira Fase

7/9/1954 – Lages 2 x 1 Internacional (1º gol de Alemão, do Lages)

7/9/1954 – Aliados 1 x 4 Cruzeiro (RS)

Decisão

11/9/1954 – Lages 0 x 2 Cruzeiro (RS)

Campeão: Cruzeiro

 

Fonte: Correio Lageano / Mauricio Neves

 

 

Fonte: A Gazeta Esportiva / SP

 

O Fundação São José Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Duque de Caxias, situada na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio dos Eucaliptos ficam localizados na Avenida Gomes Freire, s/n, no Bairro da Vila São José (antigo Bairro Pantanal), em Duque de Caxias.

História

Em seus últimos anos de vida o lendário Tenório Cavalcanti dedicou-se à Fundação São José e ao Educandário Maria Tenório. A razão pelo qual o “Homem da Capa Preta” criou essas instituições na Vila São José, teve um motivo nobre.

Em 1958, a cidade de Duque de Caxias foi atingida por um temporal que gerou milhares de problemas, sobretudo, na Favela do Mangue que foi arrasada, deixando mais de mil famílias desabrigadas.

Diante de tantas promessas de ajuda, apenas um homem, de fato, prometeu e ajudou: Tenório Cavalcanti. Com a sua influência, conseguiu junto ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek, verbas federais repassadas a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Assim num enorme espaço no Bairro Pantanal foi construindo a Vila São José, que sete anos depois já tinha se tornado o lugar mais populoso de Caxias. Tenório Cavalcanti não parou por aí. Ajudou na construção de escolas, agremiações sociais.

Diante de tantas obras sociais, Tenório Cavalcanti foi o responsável da Fundação do clube Alviceleste da Vila, no dia 16 de Outubro de 1965. Na época, a sua Sede ficava na Rua 27 de Setembro, congregando a família dos ex-flagelados e funcionários da administração da Vila.

Apesar de tantos afazeres, o “Homem da Capa Preta” atuava como diretor do clube. Além do futebol, o clube realizavam diversos eventos como bailes e concursos para escolher a Rainha do clube.

Alguns fatos marcantes

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Duque de Caxias, o Fundação São José fez uma campanha impecável, chegando a ficar 19 partidas sem perder um jogo.

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1973, o Alviceleste da Vila faturou o título com uma bela campanha! Foram 10 jogos, com: sete vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo cinco tentos, com saldo positivo de 10.

Curiosidade

Em 1974, as Federação Carioca de Futebol e a Federação Fluminense de Desportos (que começaram a fazer uma aliança que culminou com a fusão quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1978), iniciaram um projeto a fim de criar o Torneio de Integração, que já tinham alguns clubes confirmados: Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.

Para participar desta competição os clubes deveriam se profissionalizar. De Niterói os possíveis candidatos: Manufatora, Tiradentes, Agra e Espanhol. Em Duque de Caxias, dois clubes estavam cotados: Nacional e o Fundação São José.

 

Estádio dos Eucaliptos, na Vila São José

Antes mesmo desse espaço tornar-se um campo, ladeava ele a um córrego que vinha do Rio Sarapuhy, totalmente despoluído. Assim, em grandes chuvas, quando o rio transbordava, jogava peixes em centenas que se espalhavam por onde seria o campo dos Eucaliptos.

Portanto, esse local é sagrado, visto que foi batizado por peixes. À medida que o Rio Sarapuhy foi morrendo, esse fenômeno deixou de existir. Com a vinda da Vila São José, em 1959, no quesito lazer, criou-se o Campo dos Eucaliptos, visto ser essa área cheia dessas árvores de um perfume inesquecível. E ainda fizeram uma cerca branca no seu entorno, o que tornava essa nova área de esporte mais bela.

Criou-se então o time representante da Vila São José, o forte Fundação São José Esporte Clube. Grandes jogadores passaram por lá: Carlinhos Rosquinha, Neném Piranha, Paulinho Binha, Pardal, Haroldo, Lamparina, Ximbica, o goleiro Zé Áureo, entre outros.

Ganhar do Fundação no campo dos eucaliptos era quase impossível. O campo ficava lotado aos domingos. O adversário tremia. Até o infanto-juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama foi abatido em 1973, num categórico 3 a 0 só no primeiro tempo. A famosa Rádio Difusora de Caxias fazia transmissões no local.

XXX
O estádio deu lugar ao CIEPs, nos anos 80

Nos anos 80, o Governador Leonel Brizola acolheu um projeto cultural sugerido por Darcy Ribeiro e implantou os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), mais conhecidos por “Brizolões“. O local escolhido foi justamente o Estádios dos Eucaliptos, criando uma ironia: dando vida a educação e matando o principal local de lazer da região.

A partir daí a Vila São José ficou desprovida desse lazer essencial. Como um prêmio de consolação construíram os “7 Campos“, onde antigamente estavam os campos do Brasil e do Cerâmica, no Pantanal, Morro do Sossego.

Contudo, a ex-presidente da república Dilma Rousseff acabou com os “7 Campos“, criando no local “Minha casa, minha vida“, deixando o Bairro São José órfão de um campo de futebol.

 

Time de 1966: Lula; Valito, Juca e Careca; Reco e Ximbica; Lamparina, Joaquim, Joãozinho, Válter e Miltinho.

Time base de 1967: Lula; Valito (Joaquim), Juca (Nequinha), Itamar (Erli) e Zé Maria; Osmi (Paulinho) e Bolão; Ximbica, Válter (Chico), Joãozinho (Macau) e Duca (Lamparina).

Time de 1968: Lula; Braga, Juca, Duca e Lamparina; Bolão e Válter; Paulinho, Gafu, Joãozinho e Nino.

Time base de 1973: Cebola (Zé Áureo); Carlinhos (Robson), Gilson, Bolão (Dias) e Domingos (Valdeci); Batista (Carlos Augusto), Jorge Davi (Sendas) e Paulinho (Lutércio); Almir (Arnaldo), Pardal (Morais ou Silva) e Melro (Jorginho). Técnico: Carlos Ramos de Souza, ‘Lelê’

 

PS: Uma detalhe que é importante citar. Em 1954, Tenório Cavalcanti fundou o jornal Luta Democrática, que usaria como ferramenta de propaganda política, especialmente para atacar desafetos e adversários, entre eles Getúlio Vargas. O jornal, de forte apelo sensacionalista, chegou a ser o terceiro maior do Rio de Janeiro nos anos 60. Por isso, que o clube ganhou tanto espaço neste veículo, nos ajudando a poder contar uma boa história.

FONTES: A Luta Democrática – Dias de São José – Jornal do Brasil – O Fluminense

 

Estádio do Pacaembu - 1941

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) – 1938

 

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 
CORITIBA FC (CURITIBA – PR)

5

BE MORGENAU (CURITIBA – PR)

2

Data: 07 de março de 1954 Local: Estádio Cristo Rei, em Curitiba – PR
Juiz: Josué Ferreira Caráter: Amistoso Nacional
Gols: Ari, Renato, Max, Periquito e Solinha (contra) / Juca (2)
Coritiba(PR): Hamilton; Fedato e Araújo; Fabio, Guimarães e Merlim; Ari, Max, Periquito (Ivaldo), Quadros (Teixeirinha) e Renatinho.
Morgenau(PR): Sano; Aluizio e Oswaldo; Solinha (Ari), Jesus e Ivo (Magro); Ataíde, Adir, Paulo (Fio), Juca (Bananinha) e Joel.
Obs.: Esta partida marcou a inauguração do Estádio Cristo Rei, pertencente a equipe suburbana.

Fonte: Diário da Tarde / PR

 

O América, fundado em 1912, inicialmente mandava seus jogos num campo num terreno na Avenida Augusto de Lima, próximo à Praça Raul Soares. No final da década de 1920, mais precisamente em 1929, a prefeitura de Belo Horizonte, com o então prefeito Cristiano Machado, comprou aquele terreno pertencente ao clube, para a instalação do Mercado Municipal de BH, que hoje é o Mercado Central.

FONTE & FOTOS: Cultura Futebolística - Revista Fon-Fon 

 

O Estádio da Praia Vermelha foi a casa do Sport Club Brasil, Localizado no Bairro da Urca, Zona Sul do Rio (RJ). Essas fotos são raríssimas. Antes, só tinha encontrado uma foto desse Estádio.

FOTOS: Revista Fon-Fon 

 

Durante muitos anos o futebol da capital de Mato Grosso teve como seu templo principal, o Estádio Governador José Fragelli ou simplesmente Verdão. Nesse estádio ocorreram memoráveis jogos, dignos de ser guardados para sempre na memória do torcedor cuiabano. O Verdão foi inaugurado oficialmente em 08 de abril de 1976, com um quadrangular envolvendo Dom Bosco, Mixto, Operário e Flamengo do Rio de Janeiro. Em 2009 foi realizada a última partida antes de ser demolido para a construção da Arena Pantanal.

 

 

 

 

 

Fonte: Nelson Vasquez (ex-jogador)

 

Caçapava é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado em uma região estratégica, entre São José dos Campos e Taubaté.

O nome do município origina-se da lingua tupi e significa clareira ou “passagem na mata”, de ka’a, “mata” e asapaba, “passagem”.

Provavelmente, esse nome é devido à grande fenda natural que existe na Serra do Mar, e que nessa região é responsável pelos densos nevoeiros vindos do Oceano Atlântico no período de inverno.

A Associação Atlética Caçapavense, da cidade de Caçapava (SP), foi fundada na data de 9 de dezembro de 1913.

Sua sede se localiza na Rua Coronel Manoel Inocêncio número 450.

Antigo estádio.

Seu estádio denomina-se Capitão José Ludgero de Siqueira.

Disputou o campeonato paulista de futebol nos anos de 1964, 1965 e 1966, sempre pela 3ª Divisão de Profissionais.

 

 

No ano de 2013, a Associação completou 100 anos de existência. Essa é a camiseta do centenário.

Fontes: Site do clube, Wikipedia, Almanaque do Futebol Paulista e o Livro Os Esquecidos – Arquivo do Futebol Paulista.

 

O União Mútua Futebol Clube, do bairro de Vila Carioca, subdistrito do bairro do Ipiranga, situado na Zona Sul, da capital paulistana, foi fundado na data de 24 de maio de 1930.

É conhecido como “O Gigante do Bairro”.

Tem seu estádio na Rua Álvaro Fragoso número 590 e sua sede no número 313 da mesma rua.

Seu escudo possui cinco cores: vermelho, amarelo e verde, a faixa azul em diagonal e as mãos com luvas brancas, que representam a Espanha, Itália, Portugal e Brasil, pois o clube foi fundado por imigrantes desses países.

Em dezembro de 2010 publiquei um artigo intitulado “O Futebol na Vila Carioca”, que julgo valer a pena reproduzir nesta data.

 

O FUTEBOL NA VILA CARIOCA

Um amigo encontrou o escudo do União Mútua Futebol Clube postado por mim e me mandou um e-mail que achei interessante postar no blog,  pois ele simplesmente acabou narrando um pouco da história do futebol do bairro da Vila Carioca – Distrito do Ipiranga – Zona Sul da Capital de São Paulo.

Toninho, boa tarde,

O escudo do União Mútua é exatamente este.

O clube era o mais estruturado da Vila Carioca e olha que ali haviam inúmeros times, só para citar alguns: Cruzada Paulista (Rua Aida); XI Primos (hoje na Rua Amadis – morei do outro lado da rua); Auri Verde, Cruzeiro, Carioquinha e Santos (todos Rua Auri Verde) , sendo que o presidente Lula jogou no Santos; o XI Carioca, com sede na Rua Colorado e o Bahia com sede na Rua Ubarana, no bar do Zito, que é pai do Pepo (bar do XI Primos) e do “Escovão”.

Na sede da União Mútua, ocorriam bailes de sábado à noite e de carnavais, as matines eram lotadas, assim como recebeu vários cantores e promoveu bons festivais de futebol de salão e no campo, sendo que os jogadores se trocavam na sede e iam à pé para o campo.

Pra encerrar: Na despedida de solteiro do “Escocês”, em 1980 teve um jogo de solteiros X casados, eu com 16 anos joguei no gol do time dos solteiros, ao final, o Escocês, nu, correndo em volta do campo.

Um abraço.

Nascimento   

PS – José Antonio do Nascimento atualmente é Delegado de Polícia do DEIC de São Paulo.

        Escocês é um dos grandes compositores de sambas enredo e faz parte da  Escola de Samba Imperador do Ypiranga, que também é da Vila Carioca.
PS – O Delegado de Polícia José Antonio do Nascimento foi assassinado na data de 14 de janeiro de 2016, quando retornava para sua residência.

 

Fontes: site do clube, site Upiranga (com u mesmo), álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

 

Por Ari Lopes e Sérgio Soares

A história do futebol de Niterói, rica na revelação de atletas e jogos memoráveis, perdeu, há anos, uma de suas principais referências. Construído no “coração” de Icaraí, na Zona Sul da cidade, o estádio Caio Martins, ou Mestre Ziza, inaugurado na década de 1940, quem diria, virou uma espécie de “gigante” adormecido aos 74 anos de existência, completados no último dia 20, sem nenhuma comemoração.

Inaugurado em julho de 1941 junto com o ginásio poliesportivo e um parque aquático, o campo não recebe jogos oficiais de futebol desde 2004.

Atualmente, o estádio que pertence ao Governo do Estado, está cedido ao Botafogo através de um termo de concessão, desde 1988, com prazo de término em 2023. No mês passado, o clube iniciou uma tímida reforma, com vistas a uma possível utilização no Campeonato Carioca de 2016. A intervenção para a melhoria, é na realidade, uma espécie de ‘sopro’ de esperança para o histórico campo, quase vendido, no fim do ano retrasado à construtoras, interessadas em erguer no local um condomínio de apartamentos e um shopping. São dias de incerteza que nada lembram o “glamour” do passado de glórias.

 

Serie de futebol 29 500 FOTOS DO CANÓDROMO DO CAIO MARTINS foto DIV FAN
Campo era usado para exposições e corridas

 

 

 

Palco de partidas de várias edições de campeonatos estaduais, competições nacionais, e até da Seleção Brasileira, o campo, hoje, é utilizado pelo Botafogo apenas para treinos das divisões de base. Por causa dessa situação, o local por onde desfilaram craques de primeira grandeza do futebol brasileiro, passou os últimos anos vazio.

Para o presidente da Liga Niteroiense de Desportos (LND), Vanir Ferreira da Silva, o Dado, a concessão ao Botafogo é nociva aos clubes da cidade filiados à entidade, uma vez que a exclusividade dada ao Botafogo impede que equipes locais ou de regiões vizinhas possam realizar partidas no campo de Icaraí.

“É um contraste com a bela história que se construiu no futebol a partir do surgimento do estádio”, afirmou. Não são apenas os clubes de Niterói que gostariam de jogar em Icaraí. Em setembro do ano passado, duas equipes de São Gonçalo chegavam à final da 3ª Divisão estadual. Já classificados para a 2ª Divisão, Gonçalense e São Gonçalo Futebol Clube tiveram que disputar o título no Estádio do América, em Edson Passos, na Baixada Fluminense, bem longe de suas torcidas.

 

Serie de futebol 29 500 CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO ESPORTIVO foto DIV Fan
Década de 1940: operários trabalham na construção

 

 

 

Em 2015, para a participarem da Segundona, as duas equipes enfrentaram o mesmo problema: foram obrigadas a jogar a competição fora de casa e a pagar aluguéis para essa finalidade. O vereador niteroiense Luiz Carlos de Freitas Gallo, que é ex-jogador profissional de futebol e faz do esporte uma das “bandeiras” de trabalho, manteve, nos últimos anos, uma autêntica “queda de braço” com o governo do estado e com o Botafogo em prol da revitalização do imóvel e formas de utilização, principalmente do campo, pelas equipes locais.

Gallo, que já foi administrador do Complexo do Caio Martins entre 1992 e 1996, diz que existem meios de manter o campo, após o fim da concessão ao clube alvinegro, através de novas parcerias. O vereador pretende, nos próximos dias, reapresentar em plenário o projeto que prevê o tombamento do estádio para que ele possa, num futuro breve, ser preservado não apenas como um patrimônio do esporte, mas também da história de Niterói.

 

Vasco venceu ‘Cantusca’ na partida inaugural: 3 a 1
Vasco venceu ‘Cantusca’ na partida inaugural: 3 a 1

 

 

 

 

Venda – No fim do ano retrasado, Gallo liderou um movimento em defesa da manutenção do estádio. Na época, o governo do estado estudava a possibilidade de negociá-la à iniciativa privada, o que acabou não ocorrendo, a partir da mobilização dos vereadores de Niterói e do Ministério Público Estadual.

“A municipalização seria a melhor forma de garantir a preservação daquele prédio histórico, estimular a prática do futebol e o surgimento de novos atletas”, declarou o vereador. A Assessoria de Imprensa da Suderj informou que o Botafogo, por deter a concessão desse local, em regime de comodato, é o responsável pela manutenção.

 

Serie de Futebol 29 500 FOTO CAIO MARTINS COM PISTA DE ATLETISMO foto FAN
Na década de 1970, já com a pista olímpica

 

 

 

Na semana passada, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, e o secretário estadual de Esporte e Lazer, Marco Antônio Cabral, fizeram reunião para acertar detalhes de uma possível utilização do estádio na disputa do Campeonato Carioca de 2016.

A direção do Botafogo busca, através da reabertura, uma alternativa em função da futura perda temporária do Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, do qual também tem concessão, e do Maracanã, ambos no Rio, por causa das Olimpíadas de 2016, cujos organizadores exigem exclusividade desses locais a partir de janeiro.

A tarefa, no entanto, não será das mais fáceis, já que existem também, na Justiça, ações de moradores contrárias à utilização do estádio, por causa de assaltos, furtos de veículos e brigas, engarrafamentos, entre outros motivos.

Campo não recebe um jogo oficial desde 2004

Muitas diferenças separam o Estádio Caio Martins do Complexo Esportivo – que inclui um ginásio poliesportivo e um parque aquático. No Estádio, a falta de manutenção do campo e do espaço físico nos arredores da área de jogo, até meados de junho, contrastou muito com o visual no restante do Complexo, que está bem cuidado e sem nenhuma pichação.

A sujeira deixada por vândalos existe do lado de fora de todos os muros do estádio. Até o mês passado, o problema mais grave estava na Rua Presidente João Pessoa, onde as paredes externas estavam tomadas por mato, do tipo ‘trepadeira’, que se espalhavam pelas calçadas, dificultando a passagem de pedestres. Mas o problema foi resolvido com a poda do mato e pintura de algumas partes.

 

A parte do estádio será administrada pelo Botafogo até 2023
A parte do estádio será administrada pelo Botafogo até 2023

 

 

Memória – No início de 2003, o Caio Martins chegou a passar por uma grande reforma para receber jogos do Botafogo pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Com ampliação das arquibancadas, a capacidade de público foi aumentada para 15 mil pessoas, divididas entre arquibancadas de concreto e tubulares, cadeiras vips e camarotes. Importante na campanha que levou o clube de volta à Série A, o Caio Martins foi apelidado de ‘Caldeirão’ pela torcida alvinegra.

Um dos mais modernos painéis eletrônicos do Estado do Rio de Janeiro na época foi instalado no estádio. Mas em 2005, no entanto, as obras foram desfeitas. A última partida oficial no estadio ocorreu em 12 de dezembro de 2004, quando o Botafogo perdeu para o Corinthians por 2 a 1.

Escoteiro herói deu nome ao estádio

 

O escoteiro-herói Caio Viana Martins, morto em acidente de trem, deu nome ao estádio
O escoteiro-herói Caio Viana Martins, morto em acidente de trem, deu nome ao estádio

 

 

O Caio Martins foi inaugurado em 1941, atendendo ao desejo do então governador Ernâni do Amaral Peixoto, que queria que jogos do Campeonato Carioca fossem realizados em Niterói, a antiga capital Fluminense. No local existia um ‘canódromo’, onde aconteciam exposições e corridas de cães, e parte da estrutura das arquibancadas foram aproveitadas.

A escolha foi feita em função da boa localização para o acesso das torcidas do Rio, Niterói e cidades vizinhas. A partida inaugural aconteceu em 20 de julho daquele mesmo ano, e reuniu as equipes do Canto do Rio e do Vasco, pelo segundo turno do Campeonato Carioca.

O jogo tinha estímulo especial para a equipe niteroiense, que ganhava ‘casa própria’ para sediar seus jogos. Nas edições anteriores, o time alvianil, por não possuir campo oficial, tinha que jogar na capital (nas Laranjeiras, no estádio do Fluminense; no Andaraí, do América, e na Rua Ferre, do Bangu).

O jogo inaugural era também a chance do ‘Cantusca’ se reabilitar da goleada por 5 a 0 sofrida no primeiro turno, em São Januário. O Vasco jogou com Chiquinho, Jaú e Florindo; Figliola, Dacunto e Argemiro; Armandinho, Alfredo I, Villadoniga (Carlos Leite), Gonzalez e Orlando. Já o Canto do Rio entrou em campo com Valter, Draga e Degas; Vicentini, Portela e Canalli; Álvaro, Bocão, Geraldino, Beressi e Cussatti.

O gol inaugural foi do vascaíno Armandinho. Beressi empatou e Carlos Leite, que substituiu Villadoniga, fez o segundo para o Vasco, com Orlando fechando o placar para os cariocas em 3 a 1, diante de um público de mais de 10 mil pessoas.

Origens – Situado em área nobre da cidade, o estádio recebeu inicialmente, o nome do escoteiro Caio Viana Martins, que ficou conhecido nacionalmente por um ato heróico durante um grave acidente de trem na cidade mineira de Barbacena em 1938, que teve 40 mortos e dezenas de feridos, entre eles o próprio adolescente, aos 15 anos.

Caio, que mesmo ferido, ajudou os bombeiros e achou que outras pessoas precisavam de socorro mais do que ele, preferiu caminhar por quilômetros até o hospital. O esforço foi determinante para decretar sua morte, por hemorragia interna.

Além de Caio Martins, o outro homenageado na história do estádio foi Zizinho, craque do Flamengo popularmente conhecido como Mestre Ziza. Mas até hoje, os botafoguenses o tratam como Caio Martins, pelo fato de o jogador ter sido ídolo do clube rival e não do alvinegro.

 

O acidente de trem em Barbacena-MG
O acidente de trem em Barbacena-MG

 

FONTE:  Jornal O São Gonçalo – Ari Lopes e Sérgio Soares

FOTO: Fundação de Arte de Niterói

 

Grandiosa abertura do Campeonato municipal de 1960

Por Ari Lopes, Sérgio Soares e Gustavo Aguiar

A história da Rua Doutor March, nº 196, que interliga vários bairros de São Gonçalo ao Barreto, em Niterói, é marcada por episódios memoráveis no futebol. Não apenas por estar numa região onde foram criados alguns dos principais clubes das duas cidade, mas também por ter sido endereço de um campo que, durante anos, mobilizou milhares de torcedores e foi palco de grandes jogos, tendo como mandantes o Byron, o Manufatora e ADN (Associação Desportiva Niterói ), entre as décadas de 1920 e 1980.

Já como estádio, pertencente à Companhia de Tecidos Manufatora Fluminense, a ‘arena’ Assad Abadalla, foi fundada em 1955, com capacidade para 3 mil espectadores, e recebeu partidas durante quase 30 anos, entre as décadas de 1955 e 1980, até ser literalmente “engolida” pelo mato, quando a empresa acabou com o time de futebol e fechou as portas, encerrando uma história de glórias e partidas memoráveis, como jogos contra o Flamengo e seleção juvenil do Kwait.

 

Vista aérea do campo, no Barreto
Vista aérea do campo, no Barreto

 

 

Hoje, quem passa pelo local jamais imagina que ali havia uma grande praça de esportes, que teve a “pedra fundamental” lançada pela primeira diretoria do extinto Byron. Os diretores dessa agremiação criaram o clube no Barreto em 21 de outubro de 1913, e decidiram fazer ali, não apenas a sede, mas um campo de futebol que atendesse às necessidades da equipe.

Foi feita uma parceria com a diretoria da Manufatora, que cedeu a área vizinha à empresa para a construção do campo e também jogadores – funcionários da fábrica. A parceria deu certo. A conquista do primeiro Campeonato Fluminense veio poucos anos depois, em 1917. Segundo registros da Liga Niteroiense de Futebol, o feito se repetiu em 1922, 1924 e 1925, nas chamadas modalidades ainda amadoras.

Em uma época em que o “bicho” já começava a se tornar prática comum no futebol, com a profissionalização das primeiras equipes, o Byron, com generosas colaborações dadas pelos diretores da empresa, conseguiu levantar outras duas taças, em 1928 e 1934.

Flamengo em Niterói – Curiosamente, o primeiro grande clube carioca a pisar no gramado do Barreto foi o Flamengo, por causa da contratação de um jogador que viria, anos mais tarde, a se tornar o primeiro “gênio da bola” brasileiro em âmbito mundial: o gonçalense Zizinho, ou Thomáz Soares da Silva, seu nome de batismo. O próprio jogador, então atleta do Byron, conta como foi sua transferência na autobiografia “Verdades e Mentiras do Futebol”, lançada em de 2000, dois anos antes da sua morte, em decorrência de um infarto, em Niterói.

Zizinho havia sido suspenso por um mês do Byron por conta de uma confusão no chamado “Clássico da Zona Norte”, disputado contra o arqui-rival Barreto, no campeonato de Niterói. Para neutralizar a suspensão e acelerar a ida do jogador, o time rubro-negro, com jogadores famosos, como o goleiro Yustrich, Domingos, Valido e Leonidas da Silva, atravessou a baía e jogou na Rua Doutor March, no fim de 1939.

 

Um dos times da década de 1960, ainda com nome da Manufatora
Um dos times da década de 1960, ainda com nome da Manufatora

 

 

Nos relatos de seu livro, Zizinho revela que a partida foi memorável, e graças à grande atuação do goleiro do Byron, Leônidas, terminou empatada em 0 a 0. Nesta partida, já com a camisa do Flamengo, Zizinho iniciou sua história no clube da Gávea, segundo ele mesmo revelou no livro.

O outro jogo aconteceu em dezembro de 1962, quando o estádio, já com alambrados e arquibancadas, recebia jogos de divisões intermediárias do estado. Naquele amistoso, o Fla veio com um time misto, formado por Ivan, Bolero, Ananias, Carlos, Alberto, Gilberto, Juarez, Aílton, Roberto, Jurandir Veloso e José Mauro, segundo o jornal ‘O Fluminense”.
Em julho de 1980, a seleção do Qatar, treinada por Evaristo Macedo, em excursão no Rio, chegou a marcar jogo com time local, mas a partida foi cancelada. Nessa mesma época, a seleção juvenil do Kwait treinou com o time local.

Campo virou ‘arena’ Assad Abdalla a partir da década de 1950

Ao mesmo tempo que ganhou fama de ter revelado Zizinho, o Byron passou a ser ameaçado por causa da vontade dos diretores da fábrica em ter o próprio clube, a partir do final da década de 1940. Por causa do “racha”, o caso foi parar na Justiça e o Byron acabou despejado da área em que havia erguido o campo de futebol e a sede. Tudo ficou com o Manufatora, que anos mais tarde, passou a elaborar o projeto para a construção do estádio.

Os diretores da fábrica se estruturaram até o ano de 1955 para iniciar a construção do estádio, segundo informações da ‘Revista Manufatora’, que circulava com uma espécie de “boletim” interno da empresa e trazia notícias variadas. Em reportagens nas páginas 6, 7 e 8 da edição do final de ano de 1954, existem fotos da terraplanagem do terreno para a construção de muros e alambrados. O estádio foi inaugurado no dia 24 de junho de 1955, com uma grande festa, que contou com a presença do governador Miguel Couto Filho.

 

Em 1954, diretoria da fábrica começou a transformar o campo do Barreto em um estádio
Em 1954, diretoria da fábrica começou a transformar o campo do Barreto em um estádio

 

 

O estádio levou o nome do ex-presidente Assad Abdalla, um dos que defendiam a autonomia própria no futebol. O Manufatora usou o campo para o mando de seus jogos na conquista do Campeonato Niteroiense de 1958. O então ‘badalado’campo servia para equipes locais e também sediava jogos do Campeonato Estadual, que reunia equipes do interior fluminense.

Jogos memoráveis – Lá, por exemplo, foi realizada a final do campeonato municipal de São Gonçalo em 1973, entre o Porto da Pedra e o Clube Mauá, partida vencida pelo ‘Tigre’ por um a zero. Quando o Manufatora chegou à elite e virou Associação Desportiva Niterói (ADN), em 1980, para disputar o Campeonato Carioca, além do campo, havia área social e até instalações que funcionavam como concentração.

Após dois rebaixamentos, a empresa fechou as portas e acabou com o time e o campo, em 1983. Hoje só restam ruínas e um denso matagal que toma conta do local, tornado-o irreconhecível para quem viveu naquela época.

Encontro inesquecível e muitas lembranças

 

Ex-jogadores foram à Rua Doutor March para relembrar o passado
Ex-jogadores foram à Rua Doutor March para relembrar o passado

 

 

Muito embora, hoje, seja mato, abandono e ruínas, o Estádio Assad Abdalla permanece ainda vivo na memória de ex-atletas e moradores da região que, em domingos já distantes na história, viveram ali emocionantes momentos.

Em encontro promovido por O SÃO GONÇALO, alguns desses ex-jogadores recordaram e se divertiram com episódios e situações de uma época em que o Manufatora marcou época no futebol fluminense.

 

Laudelino ainda tem carteira
Laudelino ainda tem carteira

 

 

O ex-centroavante Aílton Ferreira da Silva, o Tinho, recordou alguns de seus gols marcados com a camisa do clube fabril, em meados de 1960. “Apesar de pequeno, sempre fui goleador. Lembro-me de um gol em que, após finalização do Joel, nosso meio-campista, que tinha um chute forte e certeiro, a bola, involuntariamente acertou minha testa. Fiquei meio tonto, mas aumentei o placar”, se diverte.

Ora lateral, ora ponta esquerda, Laudelino Siqueira, de 66 anos, relembra das partidas em jogou, ainda no infanto, ao lado do meia Lulinha, sua maior lembrança.

Da base para o futebol da Europa, Jeremias é grato

Entre os talentos revelados pelo Manufatora, talvez Jorge da Silva Pereira, o Jeremias, hoje com 66 anos, seja o ‘filho’ mais ilustre. A carreira meteórica, encerrada precocemente aos 30 anos, em 1980, em virtude de uma lesão pubiana, não impediu seu sucesso: além de defender o clube niteroiense, “Jerê”, envergou as camisas do América-RJ, Fluminense, Vitória de Guimarães-POR e Espanyol-ESP e Vitória de Setúbal-POR.

Hoje, Jeremias coordena uma escolinha de futebol no Combinado Cinco de Julho, no Barreto, em Niterói. O ex-atacante, que em 1973 conquistou o Campeonato Carioca pelo Tricolor das Laranjeiras, enfrentou grandes nomes do futebol internacional, como Cruyff, Del Bosque e Eusébio, no tempo em que viveu na Europa. “Tenho saudades dos tempos antigos, desse clube que me revelou”, contou.

 

 

 

Jeremias fez sucesso na Europa
Jeremias fez sucesso na EuropaFONTE:  Jornal O São Gonçalo – Ari Lopes, Sérgio Soares e Gustavo Aguiar
FOTOS: Fundação de Arte de Niterói
 

Em 1942 o clube nascia tricolor, inspirado nas cores da bandeira da Itália, almejando promover o esporte na região, tão quanto elevar o nome da cidade no cenário futebolístico. Todavia, como à época o Brasil estava em campanha na II Guerra Mundial do lado oposto aos italianos, legalmente italianos e descendentes não podiam integrar altos escalões e fundar clubes de reunião. Assim, avisado pela Secretaria de Segurança do Estado, fora obrigado a alterar o branco original de suas cores pelo preto, talvez sinal de luto pela afronta. Surgia assim uma combinação de cores única em todo o país.

Até 1954 o clube permaneceu disputando os certames regionais do Campeonato Paulista do Interior. Em pouco tempo tornou-se um clube assíduo da Segunda Divisão de Profissionais. Em revés, do final dos anos sessenta ao início dos setenta, permaneceu licenciado, somente voltando à Terceira Divisão em 1974, e em um período de inconstância (do time e do número de divisões do campeonato estadual) chegou a frequentar a Quarta Divisão. A volta por cima iniciou-se em 1981com o acesso à Segunda Divisão, culminando com o título estadual, deste nível, no ano seguinte. Enfim, em 1983, após 41 anos de sua fundação o clube alcançava a elite do futebol paulista.

O estádio

O título conquistado da segunda divisão do Campeonato Paulista de Futebol assegurava uma vaga entre os melhores clubes do Estado na 1ª Divisão de Profissionais. Contudo, a cidade não possuía um estádio condizível com os padrões e normas requeridos para aquela competição. Aconteceu então o fato mais significativo de toda a história do clube, e talvez do município. A população se mobilizou de tal forma, que em três meses, algo que estava fora do alcance e impedindo a realização de um sonho, enfim concretizou-se tornando o desejo dos cidadãos possível. O mutirão ergueu para a Prefeitura o Estádio Adail Nunes da Silva - no coração de todos os Cateanos, Taquarão.

O jogo amistoso de inauguração contou com um visitante ilustre, o Cruzeiro de Minas Gerais. Casa cheia, a partida ficou gravada para sempre na alma do povo taquaritinguense e na placa honorífica estampada na entrada do Estádio até os dias de hoje.

Títulos

Estaduais

Outras conquistas

FONTES & FOTO: Blog do clube – Revista Placar
 

O Ribeirão Pires Futebol Clube, da cidade do mesmo nome, foi fundado na data de 8 de julho de 1911.

Sua sede está estabelecida na Avenida Brasil número 330. no Centro de Ribeirão Pires.

A primeira diretoria do clube foi assim constituída:

  • Presidente José Laurito;
  • Vice-presidente Arcanjo Boareto;
  • Secretário João Duarte Jr.;
  • Vice-secretário Francisco Carpinelli;
  • Capitão Roberto Zimmerman;
  • CobradorJosé Fortes;
  • Fiscais de Campo Antonio Grecco, Arcá Prisco e Jacondino Carcillo.

As primeiras sedes foram provisórias, em imóveis cedidos por integrantes da diretoria. Em 1936 o clube comprou um terreno na Avenida Santo André (atual Conteto) e foi iniciada a construção da sua primeira sede social própria, inaugurada no dia 20 de janeiro de 1940. Nos primeiros anos da década de 40, as atividades consistiam em reuniões dançantes e futebol, no campo ao lado do Moinho da rua Major Cardim.

Em 1947 foi comprado do Sr. João Ugliengo uma área de 30 mil metros quadrados para a construção da praça de esportes, atual área do RPFC. Na década de 50 foi iniciada a campanha para a construção do Estádio Felício Laurito, inaugurado em 1956 com um jogo entre Palmeiras e RPFC, com vitória do alviverde do Parque Antárctica por 4 a 2. O Ginásio de Esportes, que recebeu o nome do seu fundador, João Domingues de Oliveira, foi inaugurado quatro anos depois. A partir de 1960 foram iniciadas várias obras, como a primeira piscina, vestiários, futura sede social e outras dependências.

O Ribeirão Pires Futebol Clube é hoje o mais antigo clube em atividade na região do ABC.

FONTES: A Gazeta, site do clube, livro “Os Esquecidos – Arquivos do Futebol Paulista, da Editora Datatoro, de autoria de Rodolfo Kussarev.

 

FONTE: Revista Careta

 

 

O Lausanne Paulista Futebol Clube, do Bairro do mesmo nome, situado na Zona Norte da capital paulistana, foi fundado na data de 20 de março de 1927.

Jovens dissidentes do então Pedreira Futebol Clube, capitaneados pelo saudoso Francisco Gaboni e Arquimedes Mateuchi, se reuniram na casa de Francisco Gaboni para tratarem da fundação de um novo clube.

Presentes estavam Serafim Valente, Alfredo de Souza, Ernesto Bandini, Eduardo Bandini, Pedro e José Gaboni.

Nessa reunião, às 21 horas, do dia 20 de março de 1927, determinou-se a fundação do Lausanne Paulista Futebol Clube.

 

Na década de 30, marcada por grandes conquistas esportivas, e pela proximidade da Serra da Cantareira, ganhou o apelido de “Tigre da Cantareira”.

 

O time que impunha respeito.

Uma das formações que alegrava os lausannenses.

Da esquerda para a direita: Edmundo, Zé Português, Silvio Ravelli, Albano.

Abaixados: Joaquim, Mesquita, Jorginho, Waldemar e Vivaldo.

 

No ano de 1962, O Lausanne Paulista Futebol Clube inaugurou sua sede própria e também sua Praça de Esportes denominada Alberto Savoy.

 

 

 

Hino do Lausanne Paulista Futebol Clube

Letra: Francisco Beloni

Música: Galilei Limoni

 

Lausannense, tu és uma glória

A lutar por uma raça no esporte

Sempre, sempre almejando a vitória

A luzir haverá uma estrela

Na várzea sempre hão de conhecê-la

No fulgor esportivo a brilhar

Em defesa do ideal a luta

 

Para frente, portanto, confiando

A jogar, a vencer, a sorrir

Uma vez a peleja atirando

Levarás a vitória ao porvir

Indo sempre, se impondo a conquista

Será sempre o glorioso vencedor

Tendo sempre por lema o amor

A legenda Lausanne Paulista

 

Falarão então, Lausanne, agremiação altaneira

Com orgulho e com ardor, oh! Tigre da Cantareira

 

Especiais agradecimentos a Waldevir Bernardo.

 

 

Fontes:

A História do Tigre da Cantareira – Edição histórica ilustrada dos 75 anos do Lausanne Paulista F.C.;

Álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60;

Fotos google.

 

Estádio Machadão (RN) em construção

 

Ilha do Retiro (PE), no final dos anos 60.

 

Estádio Presidente Vargas, o PV, em Fortaleza, 1972

 

Mais fotos de outros estádios brasileiros, basta entrar no link: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=766584

 

FONTE: Skyscrapercity

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