CORITIBA FC (CURITIBA – PR)

5

BE MORGENAU (CURITIBA – PR)

2

Data: 07 de março de 1954 Local: Estádio Cristo Rei, em Curitiba – PR
Juiz: Josué Ferreira Caráter: Amistoso Nacional
Gols: Ari, Renato, Max, Periquito e Solinha (contra) / Juca (2)
Coritiba(PR): Hamilton; Fedato e Araújo; Fabio, Guimarães e Merlim; Ari, Max, Periquito (Ivaldo), Quadros (Teixeirinha) e Renatinho.
Morgenau(PR): Sano; Aluizio e Oswaldo; Solinha (Ari), Jesus e Ivo (Magro); Ataíde, Adir, Paulo (Fio), Juca (Bananinha) e Joel.
Obs.: Esta partida marcou a inauguração do Estádio Cristo Rei, pertencente a equipe suburbana.

Fonte: Diário da Tarde / PR

 

Estádio Machadão (RN) em construção

 

Ilha do Retiro (PE), no final dos anos 60.

 

Estádio Presidente Vargas, o PV, em Fortaleza, 1972

 

Mais fotos de outros estádios brasileiros, basta entrar no link: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=766584

 

FONTE: Skyscrapercity

 

Inauguração do seu estádio na data de 14 de julho de 1930.

Fonte: Diário Nacional

 

 

FONTE: O Malho

 

O Estádio Rua Paysandu, foi o 1º estádio em que a equipe de futebol do Clube de Regatas do Flamengo mandou oficialmente os seus jogos. A primeira partida oficial do Flamengo no estádio foi contra o Bangu Atlético Clube, pelo campeonato carioca. O campo tinha o Paysandu como mandante em amistosos e jogos não oficiais até 1914, quando este abandona a prática oficial do futebol. Com isso, a família Guinle, dona do campo, o aluga ao Flamengo, que lá construiu um estádio e mandou seus jogos nele de 1915 a 1932. O estádio ficava localizado na Rua Paissandu, no Bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Os maiores públicos do Estádio foram Flamengo 0 a 3 Fluminense, em 23/06/1918 e Flamengo 1 a 3 Fluminense, em 24/08/1919; ambas as partidas registraram 15 mil pessoas. Sua característica principal era em seus arredores existirem várias palmeiras centenárias. Posteriormente em 25 de setembro de 1932, o Flamengo disputa sua última partida no estádio e vence o Brasil (clube do Bairro da Urca) por 5 a 0, pois não possuía o dinheiro para pagar o terreno arrendado pela família Guinle.

Segundo reza a lenda, a decisão de aumentar o aluguel do estádio foi devido ao fato do Flamengo ter se tornado um adversário ferrenho para o Fluminense (clube pelo qual a família Guinle torcia). Cobraram um valor estratosférico, sabendo que o rubro-negro não teria condições de pagar. Apesar da tentativa de derrubar o Flamengo seguiu crescendo e se tornando um dos maiores clubes de futebol do mundo.

 Primeira partida:

 Data: 31/10/1915

Competição: Campeonato Carioca – 2º Turno

Estádio: Rua Paysandu

Jogo: Flamengo 5 x 1 Bangu

Time: Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Sidney Pullen, Galo, Arnaldo, Gumercindo, Borgerth, Riemer e Paulo Buarque

Gols do Flamengo: Riemer(2), Arnaldo, Gumercindo e Paulo Buarque

Obs.: Flamengo Campeão.

 1ª Obs: O Flamengo conquistou o campeonato carioca invicto.

2ª Obs: Vários órgãos da imprensa noticiam que o primeiro jogo foi em 04/06/1916 – Flamengo 3 a 1 São Bento (SP), data que a família Guinle arrenda o estádio oficialmente para o clube, porém anteriormente o Flamengo já havia realizado dois jogos : 5 a 1 no Bangu em 31/10/1915 e 4 a 1 no Fluminense em 13/05/1916.

 Última Partida

C.R. Flamengo 5 x 0 Brasil (RJ)

Campeonato Carioca – 2º Turno

Data: 25/09/1932

Estádio: Rua Paysandu – Rio de Janeiro

Time: Fernandinho, Moisés, Bibi, Rubens, Flavio Costa, Luciano, Adelino, Flavio II, Darci, Nelson e Cassio.

Gols: Nelson, Adelino, Bianco (contra), Flavio e Darci.

FONTES: Wikipédia – O Malho

 

Festival Esportivo em Comemoração a inauguração do Campo da AA Portuguesa (Santos-SP)

DATA: 05 DE DEZEMBRO DE 1920
LOCAL: CAMPO DA AA PORTUGUESA, EM SANTOS / SP

1º QUADROS

PALESTRA ITÁLIA FC

2-1

AA PORTUGUESA

1º QUADROS

ESPANHA FC

1-1

BRASIL FC

1º QUADROS

AA AMERICANA

0-0

S.P.R. FC
 
SC INTERNACIONAL (PORTO ALEGRE)

5

GE FORÇA E LUZ (PORTO ALEGRE – RS)

1

Data: 14 de abril de 1935 Local: Campo do Força e Luz, em Porto Alegre / RS
Juiz: Walter Leal Caráter: Amistoso Nacional
Gols: Mancuso (2), Prestes, Tupan e Andrade / Negrito
Internacional(RS): Penha; Poroto (Natal) e Risada; Garnizé, Andrade e Levy; Marreco, Tupan, Mancuso, Darcy e Prestes.
Força e Luz(RS): Lucindo; Amado e Alvaro (Miro); Elesbão, Gradim e Indio; Ferreira, Negrito, Dinga, Zanini e Javel.
OBS.: Esta partida fez parte das festividades de inauguração do Estádio do Força e Luz, em Porto Alegre / RS
 
AMÉRICA FC (SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP)

1

AMÉRICA FC (RIO DE JANEIRO-RJ)

1

DATA: 27 de junho de 1948 LOCAL: São José do Rio Preto / SP
JUIZ: Licinio Perseguitti CARÁTER: Amistoso Nacional
GOLS: Tito / Maneco
América(SP): Pedro; Cai Cai e Edgard; Evaristo, Prates e Mimosa; Ernani (Arnaldo), Borgué, Miranda, Amon Gomes (Ramos) e Tito.
América(RJ): Osni; Alcides e Joel; Gambá, Castanheira (Osvaldinho) e Amaro; Haroldo, Maneco (Robertinho) (Lima), Cesar, Carlinhos e Esquerdinha.
Obs: O jogo foi realizado para comemorar a inauguração do Estádio Mário Alves de Mendonça.
 

Amistoso em 1929 – Palestra Italia (SP) 2 x 3 Botafogo Football Club (RJ)

Partida realizada na data de 10 de março de 1929, em comemoração ao lançamento da pedra fundamental do estádio do Palestra Italia, a ser construído em terreno de sua propriedade.

Juiz: Aderval Bastos (RJ)

Gols: Heitor e Carrone (PI) e Ariza, Miguel e Luiz (BFC)

Palestra Italia: Rabello, Bianco e Miguel (Giglio). Peppe, Amilcar e Serafini. Ministrinho, Carrone, Heitor, Patricio e Mello.

Botafogo: Amado, Octacilio e Orlando. Murillo, Aguiar e Pamplona. Ariza, Almir, Luiz, Benedicto (Rogerio) e Juca.

Fontes: revista “A Cigarra” e jornais “Correio Paulistano” e “A Gazeta”.

 

Amistoso em 1928 – Sport Club Corinthians Paulista 2 x 2 América Football Club (Rio de Janeiro)

Partida realizada na data de 22 de julho de 1928 – inauguração do estádio do S.C. Corinthians Paulista. (OBS: esse estádio pertencia ao Sport Club Syrio que, no ano de 1926, o vendeu para o Corinthians).

Gols: De Maria (2-SCCP) e Sobral e Mineiro (AFC).

Juiz: João de Deus Candiota (Rio de Janeiro).

Corinthians: Tuffy, Grané e Del Debbio. Nerino, Sebastião e Munhoz. Apparício, Neco, Rato, Guimarães e De Maria.

América: Joel, Hildegardo e Lázaro. Hermógenes, Floriano e Walter. Gilberto, Oswaldo, Sobral (Mário Pinto), Mineiro e Celso.

Fontes: jornal “A Gazeta”,  revista “A Cigarra” e  site “todopoderosotimao”.

 
GUARANI FC (CAMPINAS – SP)

5

PALMEIRAS FC (SÃO JOÃO DA BOA VISTA – SP)

1

DATA: 06 de março de 1955 LOCAL: São João da Boa Vista – SP
JUIZ: Antonio Assunção CARÁTER: Amistoso nacional
GOLS: Dido (2), Dalmo, Portinho e Lindóia (contra) / Didi
Guarani(SP): Paulo; Valdir e Palante; Jaime (Godê), Dalmo (Jóia) e Henrique; Dido, Portinho, Augusto, Piolim (Djalma) e Ismar.
Palmeiras(SP): Tusca; Manezinho e Zezé; Bico Doce (Mauricio), Zé Coco e Lindóia; Fae (Armandinho), Efraim, Zé Coelho (Bolinha), Lilo e Jaú (Didi).
OBS.: Esta partida marcou a inauguração do estádio da equipe local.
 
SÃO CAETANO EC (SÃO CAETANO DO SUL – SP)

4

SELECIONADO DA APEA (SÃO PAULO – SP)

1

DATA: 01 de maio de 1937 LOCAL: São Caetano do Sul – SP
JUIZ: Haroldo Massei CARÁTER: Amistoso Nacional
PRELIMINARES: Corinthians 3-1 Ypiranga (juvenis)
Lazio 1-0 Monte Alegre (1º quadros)
Brasil 4-3 Rhodia (1º quadros)
GOLS: Corsato (3) e Rossi / Lupercio
São Caetano(SP): Manile; Rossi e Martorelli; Reis, Albino (Mesquita) e Bizueta; Jurandir, Antoninho, Orlando, Neco e Corsato.
Selecionado da APEA(SP): Tuffy; Roval e Humberto; Pepe, Cacciolli e Pedrinho; Caetano, Lupercio, Miguelzinho (Muza), Eduardo e Vicente.
 

Club Athletico Silex

Fundação: 1921

Sua sede se situava no bairro do Ypiranga, em São Paulo-SP.

Pertencia a Fábrica de Ferro Esmaltado Silex.

Quase todos seus jogadores eram de origem italiana.

No ano de 1923, o Club Athletico Silex e a A. Graphica de Desportos, ambos da 2ª Divisão, foram convidados a participar do torneio eliminatório, que mais tarde viria a se chamar “Torneio Início”.

Club Athletico Silex no ano de 1924

Participou da 2ª Divisão do Campeonato Paulista de Futebol nos anos de 1923, 1924, 1925 e 1928.

Foi campeão da 2ª Divisão nos anos de 1925 e 1928.

Por três vezes participou da Primeira divisão do Campeonato Paulista de Futebol, onde alcançou as seguintes colocações:

1926 (quinto lugar)

1927 (sétimo lugar)

1929 (sétimo lugar)

 

Seu campo era situado na Rua Thabor, no bairro do Ipiranga, e foi inaugurado no dia 28 de março de 1926.

Durante a inauguração ocorreu um festival, onde estiveram em disputa duas taças, a primeira ganha pela Associação Portuguesa de Esportes, que derrotou o Club Athletico Silex por 2 x 1.

A  outra, ganha pelo Sport Club Corinthians Paulista, que derrotou o Sport Club Syrio pelo placar de 5 x 1.

 

Nessa ocasião o Club Athletico Silex apresentou a equipe com a qual conquistara o título da 2ª Divisão no ano anterior: Zico, Moretti e Guarnieri. Simone, Poli e Bertoço. Carmo, Pedrinho, Cavazini, Figueiredo e Cesar.

Em 1930, o Club Athletico Silex  mudou seu nome para Club Esportivo America e disputou o Campeonato Paulista da Primeira Divisão em duas ocasiões:

1930 – 11º lugar

1931 – 13º lugar

Fontes:

revista “a Cigarra”,

jornal “A Gazeta”,

livro “O Caminho da Bola” de Rubens Ribeiro;

arte do escudo e dos uniformes: Sérgio Mello

 

Fontes:

revista “A Cigarra”

Jornal “A Gazeta”

Acervo da Lusa

 

Amistoso em 1924

Sport Club Elvira 1 x 1 Palestra Italia

Partida realizada na data de 13 de abril de 1924, na cidade de Jacareí – SP.

Inauguração do estádio do Sport Club Elvira.

O gol do Palestra Italia foi anotado por Imparato.

 

 

A Escola Euclides da Cunha e uma parte da Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha (1901). Foi nesse local que se realizaram as primeiras partidas de futebol em Manaus, entre os ingleses.

Lá se vão 112 anos que o futebol é praticado no Amazonas. Durante todos esses anos surgiram centenas de campos e estádios espalhados por todo o estádio, na qual jovens, crianças, velhos e mulheres correm atrás de uma bola de couro, em uma animada disputa do esporte mais popular do povo brasileiro.

Atualmente, Manaus usufrui de três belos estádios: a Arena da Amazônia, Colina e Carlos Zamith. Além demais estádios espalhados pelo interior. Mas, afinal, qual foi o primeiro campo onde se praticou o futebol no Amazonas? Talvez alguns digam que foi o saudoso Estádio Parque Amazonense, mas não foi.

O Parque foi inaugurado em 1906 como um Hipódromo e somente em 1918 passou a receber partidas de futebol. Teria sido então o Bosque Municipal? Também não. Apesar de ter sido o principal palco nos primeiros anos do século XX , o bosque foi inaugurado em 1904 e somente a partir de 1909 que se registram os primeiros jogos no local.

Na verdade, o primeiro local, que se tem noticia, onde o futebol local foi praticado foi na extinta Praça Floriano Peixoto. A praça localizava-se em Manaus, no bairro da Cachoeirinha. Situava-se entre a Avenida Canaçari (atual Carvalho Leal), Borba, Canutama (atual Rua Ipixuna) e a Rua Santa Isabel. Por estar próximo á capela de Santo Antonio (conhecida como igreja do pobre diabo), era também chamada de praça do pobre diabo.

Anúncio da Festa promovida pelo Racing Club, relativo a aquisição da Praça Floriano Peixoto. O evento ocorreu no dia 22 de Agosto de 1909

O logradouro surgiu no final do século XIX. Em 1894 passa a chamar-se oficialmente de Floriano Peixoto, em homenagem ao famoso militar alagoano que governou o Brasil. Manaus passava por um período de grande prosperidade econômica, impulsionado pela exportação da borracha.

Devido a isto,firmas inglesas começam a se instalar na cidade.com ela vieram seus diretores,engenheiros, técnicos e funcionários. Em suas horas vagas e de lazer,os britânicos praticavam os principais esportes de sua terra: tênis, críquete e… Futebol.

Para praticar o “Foot-Ball“, os ingleses resolveram escolher um local bem amplo e que ficasse afastado da zona central da cidade,pois eles eram membros de uma  comunidade fechada. Após pesquisarem bem, decidiram que a Praça Floriano Peixoto, na Cachoeirinha, era o local ideal pois, era um campo vasto e num local bem tranquilo.

Foi no logradouro da Cachoeirinha que os britânicos começaram a jogar suas primeiras partidas. O primeiro registro de um jogo de futebol no Amazonas aconteceu no dia 16 de março de 1903, quando, nesse dia, os ingleses realizaram, no final da tarde, uma animada partida na Praça Floriano Peixoto.

Foi ao redor dessa praça que alguns amazonenses viram, com curiosidade, aquele até então desconhecido esporte sendo praticado pelos estrangeiros. Com o tempo, os manauaras foram simpatizando com o futebol e, em alguns anos,começaram a fundar seus próprios clubes.

Com relação á praça, ela continuou servindo de palco para o futebol. Eis que em 1906, um grupo de amazonenses fundam o primeiro clube do futebol local: o Racing. O nascente clube escolheu como local para seus treinos e jogos,a praça Floriano Peixoto.

O primeiro registro de um jogo oficial entre dois clubes distintos na referida praça, foi no dia 16 de junho de 1907,no encontro entre o Racing e o Sport Football Manáos. Já o primeiro resultado conhecido do lugar, foi o jogo entre o Racing e o Sport Club de Manáos, que terminou empatado em 2 a 2, no dia 22 de setembro de 1907. De tanto treinarem e jogarem no local,os sócios do Racing chegaram a conclusão que ali era o lugar ideal para ser seu campo oficial. A diretoria do clube pede uma autorização á prefeitura e tem parecer favorável.

Para comemorar a aquisição de sua nova casa esportiva, a diretoria alvinegra realiza, no dia 22 de agosto de 1909, uma grande festa com a realização de várias modalidades esportivas. O evento teve a participação de 2 mil pessoas.Começaram a ter importantes partidas entre o Racing e o   Brasil, Manáos Athletic, e outros.

Foi na praça que desfilaram os primeiros craques de nosso futebol como Alberto Ballalai, Deodoro Freire, Pingarilho, Loureiro, Américo, Pudico, Gordon Huascar Purcell, Cícero Costa, Craveiro e outros. A Praça Floriano Peixoto e o Bosque Municipal eram os principais campos de futebol do Amazonas daquele período.

Em 1912,o Racing era extinto, deixando a praça sem um clube de futebol de sua posse. Somente em outubro de 1913 é que uma nova equipe,o Manáos Sporting, toma posse do lugar como seu campo oficial. Em 1914, com a realização do 1º Campeonato Amazonense, a praça é designada para comportar os jogos da 2ª Divisão com partidas entre Luso, Onze Portugês, Naval, Satéllite e os times reservas do Vasco, Rio Negro e Manáos Sporting.

Nos anos seguintes, continuou recebendo jogos da 2ª Divisão. Com o surgimento, em 1918, do Parque Amazonense para o futebol, e o surgimento de outros campos, o tradicional logradouro foi perdendo sua importância para o futebol. Ainda na década de 20 se realizavam partidas no local.

Mas,c om o tempo, o local teve o seu final.em 1942, o governo do estado concedeu ao exército um terreno fronteiriço á praça para ali construir o hospital militar. Acontece que os militares acabaram tomando posse do terreno da praça, decretando assim o desaparecimento daquele histórico logradouro.

A Praça Floriano Peixoto teve como vizinhos dois patrimônios históricos de Manaus: a escola Euclides da Cunha e a igreja do pobre diabo, que conseguiram sobreviver ao tempo. Hoje no local está assentado o hospital geral do exército.  Hoje, com certeza muitas pessoas ao passarem por suas imediações não imaginam que foi ali que começou a se desenvolver uma das grandes paixões do amazonense: o futebol.

 

FONTES & FOTOSProfessor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

Para aqueles que conhecem o acanhado Estádio Figueira de Melo, de propriedade do São Cristóvão F.R., nem imaginam que o anterior era puro charme. Inaugurado no domingo, no dia 23 de abril de 1916, no empate entre São Cristóvão e Santos em 1 a 1 (cerca de 6 mil pessoas estiveram presentes), o antigo campo da Rua Figueira de Melo, fora construído com arquibancadas de madeira em torno e que com o passar dos anos foi sendo edificado em cimento.

Durante muito tempo, a partir desta data, o Santos pintou o escudo do São Cristóvão nos muros da Vila Belmiro e associados destes dois clubes podiam usufruir das respectivas sedes, mutuamente. Em 1943, por determinação legal, após incidentes de superlotação na partida envolvendo a partida entre o time da casa e o Flamengo, o São Cristóvão teve que demolir as arquibancadas com estrutura de madeira.

Consequentemente foram feitas obras. Uma das mudanças, pela vista da ponte (última foto), foi o campo que antes ficava na horizontal passou para a vertical, descaracterizando o antigo estádio. A sua reinauguração aconteceu no dia 29 de junho de 1946, quando a equipe Cadete acabou derrotada pelo Vasco da Gama, pelo placar de 5 a 3.

No passado recente o estádio do clube alvo já teve capacidade para oito mil pessoas, recebendo com frequência públicos entre 10 mil e 20 mil na década de 1930, mas com a demolição de parte das arquibancadas, inclusive parte das antigas arquibancadas de cimento, perdendo capacidade de público e o charme.

O estádio atual é visto na vertical, quando o antigo ficava na horizontal

Fontes: Site do São Cristõvão F.R. – Wikipédia -  Revista A Cigarra 

 

 

 

Tudo começou no ano de 1903, no Campo da Pólvora, em Nazaré, onde eram disputados os “matchs” de futebol amistosos, desde inícios do século. Numa crônica para a revista Semana Sportiva(1922) o jornalista Aloísio de Carvalho Filho lembrava com saudosismo: ”Para ir ao Campo da Pólvora, o caminho era um só e o veículo unicamente um. Todos iam a pé, desde São Pedro. Iam e voltavam e lá, se não tivessem amigos nas vizinhanças que lhes emprestassem cadeiras, teriam que ficar a tarde toda em pé”.

O Campo se tornou oficial em 09 de abril de 1905 quando se disputaram pela primeira vez os jogos organizados pela Liga Baiana de Esportes Terrestres. Na data a quadra toda embandeirada, cerca de 100 cadeiras de madeira em volta, emprestadas pelo Circo Luzitano, e uma banda de música da Policia Militar para imprimir um ar solene ao espetáculo. O Internacional venceu o Esporte Clube Vitória por 3 a 1, mas o clima de confraternização superava o desanimo do rubro-negro que no jogo seguinte goleou o Baiano.

Em 29 de maio de 1906, conforme revela a foto do jogo entre Santos Dumont e Bahiano, com score de 4 a 0, o Campo da Pólvora assistiu ao último jogo do campeonato.

No ano de 1907 Salvador ganhou seu segundo campo de futebol, então denominado Ground do Rio Vermelho, na Fonte do Boi, para onde a Liga transferiu o certame. Desconfortável para a torcida, tanto quanto o outro, mas já tinha meia grama e isso era um avanço. Inaugurado em 02 de junho de 1907, a princípio não agradou. Era distante e cobrava-se ingresso, uma novidade para quem estava acostumado a assistir sem ônus.

Mais tarde foi montada uma pequena arquibancada de madeira e promovidas melhorias, até Salvador ganhar de fato uma estrutura profissional para o jogo da bola: o Campo da Graça, construído por iniciativa de Arthur Moraes, inaugurado em 15 de novembro de 1920.

De acordo com o jornal Popular da Tarde, a inauguração se deu com um jogo entre dois times: AZUL e BRANCO, sendo que o time AZUL venceu por 3 a 2.

O estádio teve a honra de receber como convidado especial o Príncipe Umberto de Savoia, herdeiro do trono italiano, em 1924. E foi no Campo da Graça,que o Esporte Clube Bahia obteve, em 1931, o primeiro título de Campeão Baiano.

 

Mais de três décadas se passaram até a construção no antigo montouro da cidade, amontoado de lixo à beira do Dique do Tororó, o Estádio Otávio Mangabeira que o povo se encarregou de nominar de Fonte Nova em função da fonte de água existente ali, com seu imaginário de lendas de tesouros escondidos nas galerias do entorno. Inaugurado em 28 de janeiro de 1951, com um anel e capacidade estimada em 30.000 torcedores, tinha acesso apenas pelo bairro de Nazaré. Projeto do arquiteto Diógenes Rebouças que orientou também a sua ampliação vinte anos depois quando construído um segundo pavimento.

 

Fontes: Memórias da Bahia – Jornal Popular da Tarde

 

     VELÓDROMO PAULISTANO

Se situava na Rua da Consolação, entre as Ruas Martinho Prado e Olinda, na altura de onde hoje é a Rua Nestor Pestana, o Teatro Cultura Artística e a Praça Roosevelt.

O terreno pertencia à família Almeida Prado e teve origem numa pista para corridas de bicicletas, mandado construir no final do século 19, por Dona Veridiana da Silva Prado, membro da elite paulistana, em sua propriedade que ficava próxima à Igreja da Consolação. Com projeto do arquiteto Tommaso Bezzi, o velódromo foi inaugurado em 1892.

Sem o ar cosmopolita de grande metrópole que ostenta hoje, a São Paulo daquela época era ainda bastante provinciana e suas áreas de lazer eram vinculadas à aristocracia. O Veloce Clube Olimpic Paulista, ou velódromo, passou a ser o local onde a elite se encontrava para acompanhar as corridas de bicicletas, que eram moda na época

Foi a primeira sede do aristocrático Club Athletico Paulistano, que passou a usar o espaço como sede esportiva. Pouco tempo depois, no centro da pista de ciclismo, foi construído um campo de futebol e também uma arquibancada capaz de abrigar duas mil pessoas (ampliada depois para cinco mil). Foi desta maneira que o velódromo se tornou o primeiro estádio de futebol e palco das principais partidas realizadas na cidade de São Paulo.

Oficialmente inaugurado na data de 19 de outubro de 1901, o primeiro estádio da cidade abrigou a partida envolvendo Paulistas e Cariocas, com resultado final de 0 a 0.

Ali aconteceu a primeira partida do Campeonato Paulista do ano de 1902. O jogo se deu no dia 8 de maio de 1902, e o São Paulo Athletic Club derrotou o Club Athletico Paulistano pelo placar de 4 a 0.

Abaixo a ficha técnica do jogo:

São Paulo Athletic Club: Andrews, A.Kenworthy e G.Kenworthy. Heyecock, Wucherer e Biddell. H.S.Boyes, Brough, Charles Miller, Montandon e W.Jeffery.

Club Athletico Paulistano: Jorge de Miranda Filho, Thiers e Rubião. E.Barros, Olavo e Renato Miranda. B.Cerqueira, J.Marques, Álvaro Rocha, Ibanez Salles e O.Marques.

Árbitro: Antonio Casimiro da Costa

Os gols: Boyes (2) Jeffery e Charles Miller.

                                           Jornal o Estado de S. Paulo de 9 de maio de 1902

O São Paulo Athletic Club se sagrou campeão paulista daquele ano.

 

O Velódromo em 1905, por ocasião de uma partida entre C.A. Paulistano e São Paulo A.C.

 

                  MAPA DA REGIÃO ONDE SE SITUAVA O VELÓDROMO NO ANO DE 1905

OBS: No estádio havia uma placa em que se lia “proibido vaiar

 

Fontes:

Preservasp

Agência USP de Notícias

Wikipedia

Acervo Estadão

Ranking & Futebol

 

Maquete do Estádio em 1941

Navegando pelos jornais de época é possível encontrar muita história bacana. Uma delas foi a inauguração do Estádio Aniceto Moscoso ou Conselheiro Galvão, de propriedade do Madureira Esporte Clube. Localizado no Bairro de Madureira, Zona Norte do Rio, o local foi inaugurada no domingo, do 15 de junho de 1941 com capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

Revista Sport Ilustrado, na quinta-feira do dia 19-06-41, fez uma ampla reportagem de 05 (cinco) páginas destacando a peleja que terminou com a vitória do Madureira Atlético Clube (na época a sua nomenclatura ainda era assim) pelo escore de 4 tentos a 2.

Foto atual

Uma curiosidade foi que dias antes a diretoria do Tricolor Suburbano tinha apresentado a maquete de como ficaria o estádio após todas as obras executadas. Infelizmente até os dia de hoje tal projeto não foi concretizado e pela falta de espaço no seu entorno, dificilmente ficará concluído!

MADUREIRA A.C.  4          X         2          FLUMINENSE F.C.

 

Local: Estádio Aniceto Moscoso, em Conselheiro Galvão

Data: Domingo, dia 15 de junho de 1941

Público: 10.762 pagantes

Renda: 53.000$000 (53 mil cruzeiros)

Árbitro: José Ferreira Lemos (boa atuação)

MADUREIRA: Alfredo; Benedito e Apio; Otacílio, Jair II e Alcides; Jorginho, Lelé, Isaias, Jair da Rosa Pinto e Ozéas.

FLUMINENSE: Maia; Moysés e Machado; Bioró, Spinelli e Afonsinho; Pedro Amorim, Pedro Nunes, Rongo, Tim e Hercules.

Gols: Rongo (Flu) no 1º tempo. Ozéas (MAD); Rongo (Flu); Isaias (MAD); Jorginho (MAD); e Isaias (MAD) na etapa final.

 

Fonte: Revista Sport Ilustrado 

Foto: Paulo Sérgio

 

O Estádio Conde Rodolfo Crespi (popularmente conhecido como Estádio da Rua Javari ou Rua Javari) é o estádio de futebol onde o Clube Atlético Juventus manda seus jogos. O Estádio fica localizado no bairro da Mooca, Zona leste da cidade de São Paulo. Construído em 26 de abril de 1925, inaugurado em 10 de novembro de 1929 e adquirido da família Crespi pelo Clube Atlético Juventus em 1967, atualmente possui capacidade oficial para: 4.004 pessoas, no entanto já registrou a presença de 15 mil torcedores.A marca aconteceu num jogo onde o Juventus perdeu de 3 a 1 para o Corinthians, realizado no dia 13 de julho de 1941, quando houve a reinauguração do estádio devido à construção das arquibancadas de concreto e tribunas, as quais se mantêm até os dias de hoje.

 

Fontes: Wikipédia – Jornal Sport Ilustrado

 

Jogo Histórico realizado em São Carlos, no inteiro de São Paulo. O São Paulo Futebol Clube contra a Sociedade Esportiva Palmeiras pela primeira vez na história jogando amistosamente em um jogo festivo e comemorativo dos 111º anos aniversário da município e também a inauguração oficial do Estádio Municipal Professor Luiz Augusto de Oliveira. Abaixo a ficha técnica desta partida:

SÃO PAULO 3 x 2 PALMEIRAS
Data: 3 de novembro de 1968
Local: Estádio Luís Augusto de Oliveira – São Carlos/SP
Público: 8.000 (aproximadamente)
Renda: Portões abertos
Juiz: Albino Zanferrari (regular)
Gols: No 1º tempo, Antoninho aos 19′ e Julio Amaral aos 26′ (pênalti); no 2º tempo, Nenê aos 38′, Miruca aos 40′ e Julio Amaral aos 44′ .

São Paulo: Cláudio; Antoninho, Lima, Arlindo e Dé; Carlos Alberto e Nenê; Miruca, Nelsinho, Babá (Téia) e Paraná – Técnico: Diede Lameiro

Palmeiras: Perez; Neves, Luís Pereira, Minuca e Geraldo Scalera; Julio Amaral e Écio; Priá, Cabralzinho, César e Marco Antonio – Técnico: Nelson Ernesto Filpo Nuñez

Nota: Nesse jogo amistoso, o São Paulo interrompeu uma série de jogos (24) sem derrota que o Palmeiras vinha mantendo!

Fonte: Jornal Folha de São Paulo e A Folha São Carlos/SP

 

Jogo histórico realizado em São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do São Carlos Clube recebeu a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara, para um jogo amistoso, comemorando a inauguração dos novos refletores do Estádio do Paulista.  Abaixo a ficha técnica desta partida:

SÃO CARLOS CLUBE 1 x 2 FERROVIÁRIA (SP)
Data: 28 de julho de 1968 (à noite)
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Renda: NCr$ 7.000,00
Juiz: Idewildes Soares (FPF)
Gols: Alemão aos 11′, para o São Carlos e Valdir aos 39′, para a Ferroviária; Téia aos 17′ do 2º tempo para a Ferroviária.

São Carlos Clube:  – Técnico: Zezé Procópio

Ferroviária (SP): Getúlio; Baiano, Fernando, Bebeto e Rossi; Zé Carlo e Valdir; Zé Luis, Téia, Bazzani e Pio  – Técnico:

Fonte: Folha de São Paulo e A Folha de São Carlos/SP

 

Jogo histórico realizado em São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do São Carlos Clube recebeu a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara, para um jogo amistoso, no houve a concorrida inauguração das torres e da iluminação do Estádio do Paulista. O jogo teve transmissão direta da Rádio Bandeirantes de São Paulo, com a presença do narrador Fiori Giglioti, do comentarista Barbosa Filho e do repórter de campo, que erroneamente chamava os torcedores da cidade de torcedores “são-carlinos”. Abaixo a ficha técnica desta partida:

SÃO CARLOS CLUBE 0 x 2 FERROVIÁRIA (SP)
Data: 27 de fevereiro de 1966 (à noite)
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Renda: Cr$ 1.507.000,00
Juiz: Alberto Dunke Filho (FPF)
Gols: Rossi e Téia para o Palmeiras.

São Carlos Clube: Macalé; Pedrinho, Zequinha e Laerte; Dirceu e Tinin; Roberto (Darci), Rui, Baltazar, Adair e Valdir (Nogueira) – Técnico: Agenor Gomes (Manga)

Ferroviária (SP): Machado; Fogueira, Brandão e Beto; Rossi (Tonhé) e Paina; Valdir (Zélio), Osmar, Téia, Bazani (Rezende) e Pio (Robertinho) – Técnico: Cilinho

Fonte: Folha de São Paulo e A Folha de São Carlos/SP

Contribuição: Vicente Baroffaldi

 

Jogo de inauguração do Estádio do Paulista em São Carlos, no interior Paulista. Após a partida preliminar, houve o grande jogo entre o Paulista Sport Club (Esporte Clube) de São Carlos e Club Athletico Paulistano da Capital. Abaixo a ficha técnica da partida:

Paulista (SP) 0 x 1 Paulistano (SP)
Data:
21 de março de 1926
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Público:
Renda:
Juiz: Marino Procópio (vice-presidente do Paulistano)
Pontapé inicial: Dr. Teixeira de Barros (presidente do Paulista)
Gols: Seixas ou Nondas

Paulista: Milburgues, Milani e Corisco, Scuracchio, Branco e Max, Mario, Armandinho Júlio e Romeu.

Paulistano: Nestor, Clodoaldo, Barthô, Abate, Nondas, Villela, Filó, Roque, Friedenreich, Seixas e Castro I (Dalton).

Partida preliminar: Paulista Esporte Clube (2º quadro) 1 x 1 Ideal Futebol Clube (Descalvado)

Obs: O Museu do Paulistano informa que o gol foi de Seixas e o Jornal Estado de São Paulo informa que o gol foi de Nondas.

Fontes: Museu Histórico do Paulistano e Jornal Estado de São Paulo.

 

O Estádio da Floresta ou Chácara da Floresta, foi o primeiro estádio do Brasil a ter iluminação para jogos noturnos e o primeiro jogo aconteceu no dia 28 de março de 1930, em um jogo entre a Seleção Paulista contra o Club Sportivo Buenos Aires. Abaixo a ficha técnica do jogo:

SELEÇÃO PAULISTA 8 x 1 CLUB SPORTIVO BUENOS AIRES
Local:
Chácara da Floresta
Data: 28/03/1930
Árbitro: William Rowlland
Gols: Rato, Filó, Filó, Heitor, De Maria, De Maria, Friedenreich, Lauri e De Maria.

SELEÇÃO PAULISTA: Nestor, Grané e Del Debbio; Pepe, Bisoca e Serafini; Filó, Heitor, Friedenreich, Rato e De Maria.

SPORTIVO BUENOS AIRES: Botasso, Cherro e Comaschi; Chalu, Alboracini e Orlandini; Lauri, Scopelli, Arrillaga, Cilento e Larroca.

Obs: primeiro jogo entre clubes realizado durante a noite em São Paulo.

 

Em 1957, inaugurou-se em João Pessoa a sua maior praça de esportes até então, o Estádio Olímpico Governador José Américo de Almeida, com um amistoso entre um combinado de João Pessoa e o Santa Cruz-PE.

14/04/1957, 15:30 – COMBINADO JOÃO PESSOA 1×0 SANTA CRUZ/PE
Local: Estádio Olímpico Governador José Américo de Almeida – João Pessoa, PB
Público pagante: 5.167 – Renda: Cr$ 140.435,00
Árbitro: Anísio Morgado (PE)
Gol: Macau 51′ – Expulsos: Nelson, Mascote; Lanzoninho
COMBINADO JOÃO PESSOA – Mascote (Freire); Nelson (Borracho), Kleber; Marajó (Galego), Luiz Carlos, Tita; Pedro Negrinho, Macau, Delgado, Bola Sete, Elcio (Joãozinho). Técnico: Berto.
SANTA CRUZ – Aníbal; Palito, Cação; Zequinha, Aldemar, Jaminho (Edinho); Jorge de Castro, Rudimar (Rubinho), Marinho (Mituca), Lanzoninho, Zeca (Jorginho). Técnico: Palmeira.

Obs.: o técnico Palmeira retirou o Santa Cruz do gramado aos 77′, após falta violenta de Luiz Carlos em Jorginho.

BORDERÔ DA PARTIDA (divulgado nos jornais)

RECEITA
Tipo de ingresso Disponíveis Devolvidos Vendidos Preço unit. Renda total
Arquibancada 1600 477 1123 Cr$ 50,00 Cr$ 56.150,00
Arquibancada (meia) 1000 319 681 Cr$ 25,00 Cr$ 17.025,00
Geral 3299 34 3265 Cr$ 20,00 Cr$ 65.300,00
Automóvel com motorista 100 2 98 Cr$ 20,00 Cr$ 1.960,00
Total 5999 832 5167
Cr$ 140.435,00
DESPESA
Tipo de despesa % Total
Conselho Regional de Desportos da Paraíba 5 Cr$ 7.021,75
Confederação Brasileira de Desportos 5 Cr$ 7.021,75
Folha de pagamentos Cr$ 70.737,00
Total Cr$ 84.780,50
Receita Cr$ 140.435,00
Despesa Cr$ 84.780,50
Saldo Cr$ 55.654,50
 

Como parte das comemorações dos 5 anos de existência de Brasília, em 21 de abril de 1965, o então informalmente chamado Estádio Nacional de Brasília foi parcialmente inaugurado com o nome de Estádio Edson Arantes do Nascimento, também conhecido popularmente como Estádio Pelezão.

 A primeira partida foi:

SELEÇÃO DE BRASÍLIA (DF) 1 x 3  E. C. SIDERÚRGICA (MG)
21/04/1965 – Guará-DF
Local: Estádio Pelezão
Árbitro: Jorge Cardoso (DF)
Renda: Portões Abertos
Gols: Zé Emílio 25’, Silvestre 37’, Djalma 59’e Noventa 85’

Seleção de Brasília: Zé Valter; Décio, Gegê, Wilson e Aderbal; Zé Maria e Beto; Sabará (Nobre), Djalma, Geraldo e Arnaldo.
Siderúrgica: Djair; Geraldino, Chiquito, Chiquito e Dawson; Edson (Tim) e Zé Emílio (Altino), Ernani, Silvestre, Fiel, Noventa e Canhoteiro (Raimundo) /  Técnico: Yustrich.
Fonte: O Estado de Minas

Saluti

 Claudio

 

Esta partida marcou a inauguração do Estádio Amaral Peixoto em Niterói/RJ, pertencente a Força Pública do Estado do Rio de Janeiro. Como curiosidade, no mesmo dia uma equipe mista niteroiense jogou em Petrópolis/RJ com a seleção local e também venceu por 3 a 2. Abaixo a ficha técnica desta partida:

CANTO DO RIO (NITERÓI-RJ)

3

GOYTACAZ (CAMPOS-RJ)

1

DATA: 14 de dezembro de 1941 LOCAL: Estádio Amaral Peixoto, em Niterói / RJ
JUIZ: Jeci Moraes / Ludgero Santos CARÁTER: Amistoso Nacional
RENDA: PÚBLICO:
GOLS: Vadinho, Geraldino e Perácio / Vavá
Canto do Rio(RJ): Martinho (Evaldo); Gerson e David; Martins, Pepe e João Teixeira; Caldeira, Bocão, Geraldino (Rolinha), Perácio e Vadinho.
Goytacaz(RJ): Bucá; Otarso e Capeta; Geraldo, Colombino e Caveira; Vavá, Geraldo, Tom Mix, Cavé (Alvarenga) e Rebolinho (Itamar).
 
SÃO PAULO (SÃO PAULO-SP)

2

TAUBATÉ (TAUBATÉ-SP)

1

DATA: 14 de janeiro de 1968 LOCAL: Estádio Joaquim de Morais Filho, em Taubaté – SP
JUIZ: Emídio Marques Mesquita CARÁTER: Amistoso Nacional
RENDA: NCr$  35.500,00 PÚBLICO:
GOLS: Lourival (2) / Mário
São Paulo(SP): Picasso; Renato, Bellini (Eduardo), Ismael e Edilson; Lourival e Nenê; Almir, Djair (Adilson) (Antonio Carlos), Babá e Paraná (Fefeu)
Tauibaté(SP): Sergio; Cláudio, Ditão, Alemão (Jordã) e Vaguinho; Valter e Mário; Fernandes, Cristóvão, João Daniel e  Miltinho.

Fonte: Jornal A Tribuna de Santos/SP

 

AMÉRICA F.C. 6 x 0 RIACHUELO F.C.
Data: 10/05/1908
Local: Rua Voluntários da Pátria, Rio de Janeiro
Árbitro: W. Salmond
Competição: Campeonato Carioca
América: Victor Villas Boas, Belfort Duarte e Oswaldo Silva; Roberto Shalders, Aquino e Leôncio Carvalho Teixeira da Silva; Lucas Assumpção, Basílio Vianna, Gabriel de Carvalho, Delveaux de Gouveia e Francisco “Chico” Mattos.
Riachuelo: Arnaldo Teixeira da Silva, Nabuco Prado e Raul Maranhão; Jonas Cunha, Francisco Barroso Magno e V. Davidson; Antônio “Nico” Miranda, Francisco Pedroso, Orlando Costa Leite, Eugênio Barros e Armando Joppert.
Gols: Gabriel de Carvalho (3), Aquino (2) e Delveaux de Gouveia.
Obs:
1. Arnaldo Gomes (goleiro do RFC em 1906-1907) não atuou;
2. Jonas Cunha atuou pelo segundo time e também pelo primeiro quadro do RFC.

AMÉRICA F.C. 1 x 2 RIACHUELO F.C.
Data: 10/05/1908
Local: Rua Voluntários da Pátria, Rio de Janeiro
Árbitro: Victor Etchegaray
Competição: Campeonato Carioca (2° Quadro)
Gols: Koehler (AFC); Arlindo Lopes e Jonas Cunha (RFC)
América: A. G. Malcher, Romeu Maina e Gustavo Garnett; Oswaldo M. da Silva, Antônio Vieira e A. da Costa Silva; Manuel Moutinho, Ernesto Wright, Alfredo Guilherme Koehler, A. Vasconcellos e C. Pereira
Riachuelo: Gustavo Joppert, Dudu Faria e Carlos Fonseca; Samuel de Castro Neves, Carlos Joppert Filho e Eduardo Colônia; Miguel Azevedo, Arlindo Lopes, Jonas Cunha, Thomé Reis e Djalma Ferreira
OBS: A sub-comissão da Liga, em virtude de irregularidades nesta partida por parte de ambas as equipes, resolveu anulá-la, tirando-lhes os respectivos pontos (Correio da Manhã, de 02 de maio de 1915).

Fontes: Gazeta de Notícias, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Jornal do Commercio e O Paiz

Pesquisas: Pedro Varanda.

 

Em 27 de junho de 1948, foi inaugurado o Estádio Mário Alves Mendonça, em São José do Rio Preto – SP, com a realização do jogo amistoso América F. C., de São José do Rio Preto x America F. C., do Rio de Janeiro.

Abaixo a ficha técnica:

AMÉRICA (SP) 1-1 AMERICA (RJ)
Competição: Amistoso.
Data: 27/06/1948
Local: Estádio Mário Alves Mendonça.
Renda: Cr$ 70.000,00.
Árbitro: Licínio Bernaguenti.
Gols: Tite (30’ do 2º tempo); Maneco (30’ do 1º tempo).
AMÉRICA (SP): Pedro; Cai-Cai e Edgard; Evaristo, Prates e Mimosa; Ernâni (Arnaldo), Borghi, Miranda, Ramon e Tite.
AMÉRICA (RJ): Osni do Amparo; Alcides e Joel; Gamba, Castanheira (Osvaldinho) e Amaro; Haroldo, Maneco (Roberto, depois Lima), César, Carlinhos e Esquerdinha.

Fonte: Jornal do Brasil.

 

Em 25 de outubro de 1945, foi inaugurado o Estádio Pedro Ludovico, em Goiânia – GO, com a realização do jogo abaixo:
GOIÂNIA E. C. 1-0 C. A. JUVENTUS (SP)
Competição: Amistoso.
Data: 25/10/1945
Local: Estádio Pedro Ludovico.
Renda: Cr$ 30.000,00 (aproximadamente).
Árbitro: José Cruz (São Paulo).
Gol: Pequetito (37 minutos do 1º tempo).
GOIÂNIA: Bazola; Pixe e Dado; Pão Duro, Pizoti e Geraldo; Gil, Riquinho, Pequitito, Navarro e Puglieci.
JUVENTUS: Chiquinho; Diogo e Belacosa; Curti, Ortega e Nico; Ferrari, Paulo, Niquinho, Nelson e Zali.

Fonte: Jornal do Brasil.

 

Em 21 de abril de 1933, o Andarahy F. C. inaugurou os refletores de seu estádio, enfrentado um Combinado Carioca.
Eis a ficha técnica:
ANDARAHY 1-2 COMBINADO CARIOCA.
Data: 21/04/1933
Local; Rua Barão de São Francisco.
Árbitro: Carlos de Carvalho.
Gols: Astor; Carreiro e Nilo.
ANDARAHY: Acyr; Rodrigues e Dondon; Ferro, Bethuel e Venerotti; Chagas, Bahiano, Astor, Bianco e Popó.
COMBINADO CARIOCA: Francisco; Hermes e Orlando; Tuíca, Dodô e Walter; Reis, Nilo, Black, Jayme e Carreiro.
Preliminar: Juvenil: Andarahy 11-0 Independência.

Fonte: Diário da Noite.

 

Em 20/06/1934, o São Cristóvão inaugurou os refletores de seu estádio enfrentando o America, em partida amistosa.
O prélio teve a presença do Dr. Pedro Ernesto, prefeito da cidade do Rio de Janeiro, que numa cerimônia simples, fez a ligação da chave, pondo em funcionamento, às 21 horas, os refletores que iluminam o gramado.
Abaixo a ficha técnica:
AMERICA 5-2 SÃO CRISTÓVÃO
Competição: Amistoso.
Data: 20/06/1934.
Local: Rua Figueira de Melo.
Árbitro: Waldemar Alves.
Gols: 1º tempo: Curto (30 s), Joãozinho (1,30 m), Carreiro (21 m) e Nabor (25 m); 2º tempo: Carreiro (26 m), Carola (30 m) e Manoel (40 m).
SÃO CRISTÓVÃO: Inglez; Mário e Zé Luiz; Agrícola, Dodô e Armando; Walter (Aderne), Joãozinho (Manoel), Vicente, Bahiano e Quintanilha.
AMERICA: Victor; Vital e De Saa; Ferreira, Mariani (Possato) e Oscarino; Francisco, Carola, Nabor, Curto e Carreiro.

Fontes: O Paiz e A Noite.

 

O Clube de Regatas  Vasco da Gama faz parte da história da Associação Ferroviária de Esportes (AFE) de Araraquara.

Quando a Ferroviária iniciava a prática do futebol, em 1951, e inaugurava o seu estádio, o cruzmaltino foi convidado para a festa.

Assim, no dia 10 de junho de 1951, um domingo, a AFE fazia o sexto jogo de sua história enfrentando o time mais forte do Brasil, na época.
Não foi páreo. Já no primeiro tempo o Vasco estabelecia 5 a 0 e parava no segundo tempo. Friaça deu show e anotou 4 gols. O estádio, tido como o melhor
do interior, ficou lotado e a torcida vibrou com a abertura de um novo local de espetáculos e com a exibição do Vasco.

A ficha do jogo:

Ferroviária 0 x 5 Vasco da Gama

Data: 10 de junho de 1951, domingo

Local: Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte Luminosa), em Araraquara (SP)

Finalidade: Amistoso Interestadual para inauguração do estádio

Árbitro: Alberto da Gama Malcher (Federação Carioca de Futebol)

Auxiliares: Ernani Salvador Volpi e Rolando Volpi,  da LAF (Liga Araraquarense de Futebol)

Renda: Superior a Cr$ 300.000,00

Gols: Friaça (4) e Tesourinha

Ferroviária: Sandro (Tino); Sarvas (Espanador) e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel (Rudge); Guardinha (Baltazar), Fordinho (Milton Viana), Marinho (Fordinho), Gonçalves e Baltazar (Tonhé). Técnico: Zezinho Silva

Vasco da Gama: Barbosa; Augusto (Laerte) e Clarel; Ipojucan (Lola), Danilo e Alfredo; Tesourinha, Ademir (Amorim), Friaça, Maneca (Ipojucan) e Djair (Chico). Técnico: Flávio Costa

Preliminar: Amadores da AFE 1 x 0 ACEA (Associação dos Cronistas Esportivos de Araraquara), gol de pênalti.

 

Já em 1959, o Vasco voltou a ser convidado para nova inauguração. Desta feita, do sistema de iluminação do estádio da Fonte Luminosa. Em jogo bastante disputado, o placar final apontou empate de 3 a 3.

Os dados:

Ferroviária 3 x 3 Vasco da Gama

Data: 15 de abril de 1959, quarta-feira

Local: Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte
Luminosa), em Araraquara (SP)

Finalidade: Amistoso Interestadual para inauguração oficial do sistema de iluminação do estádio (128 projetores dispostos em 4 torres); e também em comemoração aos nove anos de existência da Ferroviária

Renda: Cr$ 395.470,00

Gols: Almir, Paulinho (contra), Antoninho (contra), Rubens (pênalti), Bazzani e Capelosa

Ferroviária: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Osni; Amaral, Cardoso, Baiano, Bazzani e Wilsinho (Capelosa)

Vasco da Gama: Hélio; Paulinho e Bellini; Laerte, Barbosinha e Dario; Sabará, Rubens, Roberto, Almir e Pinga

Obs.: Antoninho (AFE) perdeu um pênalti.

 

FONTES:

Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, Arena Fonte Luminosa);

Fonte Luminosa – Ferroviária (Luís Marcelo Inaco Cirino), Pontes Editores/Campinas – 2005.

 

O Estádio Adolpho Rollemberg localizado em Aracaju/SE foi inaugurado no dia 07 de março de 1920 com uma grande festa. Abaixo os dados desta inauguração:

PROGRAMAÇÃO OFICIAL

- Início das festividades as 15:30 hs com a benção do campo, pelo Bispo de Aracaju Dom José
- Discurso do Almirante Amynthas Jorge, Presidente da Liga Desportiva Sergipana
- Declaração oficial de inauguração dada pelo Sr. Presidente do Estado de Sergipe, Sr. Pereira Lobo
- Jogo inaugural entre Cotinguiba e Sergipe

COTINGUIBA 2-1 SERGIPE
Juiz: Sr. Couto
Gols: não divulgados
Cotinguiba: Francelino; Basílio e Edmundo; Camara, Angelo e Modesto; Tosta, Brito, Piston, Carlito e Elídio.
Sergipe: Vitorino; Galdino e Pedro; Carmelito, Cruz e Paulo; Ferreira, Romário, Roque, Santana e Ferreira.

 

Esta partida marcou a inauguração do Estádio Independência. Os dirigentes da lusa paulistana convidaram para sua inauguração o Benfica, a mais tradicional equipe de Portugal. Apesar da grande festa, a partida não chegou ao seu final por falta de iluminação natural e pelo péssimo estado do gramado. Abaixo a ficha desta partida:

BENFICA 3-1 PORTUGUESA
Data: 09 de janeiro de 1972
Local: Estádio Independência, em São Paulo/SP
Juiz: Oscar Scolfaro
Gols: Vitor Batista aos 18 min, Jordão aos 22 min, Marinho aos 54 min e Simões aos 56 min
Benfica: José Henrique; Malta da Silva, Messias, Rui Rodrigues e Adolfo; Toni e Vitor Martins; Nenê (Diamantino), Vitor Batista, Jordão e Simões.
Portuguesa: Aguillera; Deodoro, Marinho, Calegari e Fogueira; Dirceu (Luiz Américo) e Lorico; Ratinho (Xaxá), Cabinho, Basílio (Tatau) e Piau.

 

Foi um jogo histórico para o futebol de São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe paulistana foi completa para esse jogo de inauguração do Estádio do Rui Barbosa, e todos os titulares jogaram, a equipe interiorana não conseguiu fazer frente ao poderoso Campeão Paulista de 1931. Abaixo a ficha técnica desta partida:

RUY BARBOSA (SP) 1 x 4 SÃO PAULO (SP)
Data: 22 de maio de 1932
Local: Estádio Municipal – São Carlos/SP
Juiz: Cândido de Barros (APEA)
Gols: No primeiro tempo, Mariano aos 10′ para o Ruy Barbosa, Friedenreich aos 15′ e aos 23′ e Armandinho para o São Paulo. No segundo tempo, Friedenreich (?) ou Araken Patusca no fim do jogo.

Ruy Barbosa (SP): Miguelzinho, Ivo e Pilli; Carrapato, Carabina, Campolongo, Mariano Marigo, Sanchez, Öpper, Hermes e Villariño.

São Paulo (SP): Joãozinho, Caetano, Barthô; Milton, Bino, Sasso, Álvaro, Armandinho, Friedenreich, Araken Patusca, e Junqueirinha – Técnico: Eugênio Medgyessy (Marinetti).

OBS: Esses 2 gols marcados por Friedenreich nesse amistoso, não foram e não estão contados nos número de gols marcados na sua carreira, pois foram descobertos recentemente por um pesquisador que passou para o Arquivo Histórico do São Paulo FC.

Fonte: Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube e Folha da Noite de São Paulo.

© 2017 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha