POR: Douglas Nascimento

Dizem que no futebol a posição mais ingrata é a de goleiro. Defender as metas de um time pode ser tão delicado quanto lidar com taxas de juros do banco central, qualquer descuido pode ser catastrófico. E ser goleiro significa ser um jogador de dois extremos. Uma sequência de defesas espetaculares pode fazer deste um herói, por outro lado se falhar feio uma única vez, cai em desgraça.

 

 

Tuffy (de branco) como goleiro da Seleção Paulista (clique para ampliar).

Tuffy (de branco) como goleiro da Seleção Paulista (clique para ampliar).

 

 

Esta tão instável categoria de jogador já revelou no passado inúmeros talentos, tanto ou mais que nos dias de hoje. Vimos pisar nos gramados homens como Gilmar dos Santos Neves, Oberdan Cattani, Manga, Félix e Caxambu, só para citar alguns nomes mais conhecidos. Hoje a geração de goleiros consagrados atende pelos nomes de Rogério Ceni, Marcos e Júlio César, entre outros.

Mas muito antes de todos estes goleiros do passado e do presente sequer pensarem em serem consagrados, um grande jogador de nome e personalidade forte, caráter irrepreensível, e de uma segurança invejável sob as metas já defendia o gol corintiano por aí. Seu nome, Tuffy.

O Histórico:

 

 

Tuffy em 1930 (clique para ampliar).

Tuffy em 1930 (clique para ampliar).

 

 

Tuffy Neujm (ou também Neugen ou Neujen) nasceu na cidade de Santos ainda no século 19, no ano de 1898. Apesar de santista não foi no alvinegro praiano que ele começou a jogar bola, mas na extinta Associação Atlética das Palmeiras, aos dezessete anos. Ele ainda passaria por Pelotas, Santos, Sírio-Libanês, Palestra Itália, novamente Santos até chegar em seu grande auge, no Corinthians entre 1928 e 1931.

Era apelidado pela imprensa e pelos seus adversários de Satanás, pelo seu uniforme negro, suas costeletas e por estar algumas vezes com a barba para fazer.

Tuffy:  amigo e irreverente

Hoje, com a facilidade de informação que temos a nossa disposição, é muito fácil sabermos de tudo que os atletas fazem. Ficamos sabendo de seus hobbies, escapadas amorosas, de suas baladas indevidas etc. Mas na época em que Tuffy disputava suas partidas isso era muito mais difícil. Fui atrás de alguns fatos curiosos sobre a vida de Tuffy que provavelmente não são conhecidos.

Em outubro de 1931, Tuffy publicou um anúncio de 1/4 de página no jornal “A Gazeta”, um feito bem incomum para um jogador de futebol. No seu anúncio, um apelo para que dirigentes e esportistas paulistas se unissem para auxiliar o jogador Tatu, que até pouco tempo antes deste anúncio, havia defendido a Portuguesa de Desportos e, gravemente doente, teve que abandonar definitivamente o futebol, chegando a passar muita necessidade.

 

 

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No anúncio Tuffy, com palavras emocionantes, conclamava seus colegas a contribuirem com 10$000 (10 contos de Réis) para ajudar Tatu (apelido do atacante Altino Marcondes). A ajuda, após o apelo, foi grande mas Tatu viria a falecer poucos meses depois, no início de 1932.

Consagrado como um dos grandes astros futebol brasileiro no final da década de 20 e início dos anos 30, o apelido de Satanás também fazia referência não apenas ao uniforme negro, mas também pela forte personalidade do atleta. Em 1927 por não concordar com os rumos do país, Tuffy juntamente com o jogador Feitiço insultou o então Presidente da República Washington Luís. O caso teve ampla repercussão e por alguns meses havia o boato que ambos seriam duramente punidos, mas acabaram absolvidos no início de 1928.

 

Ator e Empresário:No ano de 1931, quando estava no auge da carreira e ainda jogava pelo Corinthians, Tuffy, juntamente com outros grandes jogadores brasileiros daquela época, foi convidado a participar de um filme.

Campeão de Futebol

Juntamente com Friedenreich, Ministrinho e Formiga, Tuffy atuou neste filme de ficção que foi o primeiro filme brasileiro onde o esporte era o tema central da trama. O jogador gostou tanto da experiência que pouco tempo depois seria dono de uma sala de cinema.

 

 

Penha Teatro, que pertenceu alguns anos a Tuffy (clique para ampliar).

Penha Teatro, que pertenceu alguns anos a Tuffy (clique para ampliar).

 

 

Numa época que o futebol, diferente dos tempos atuais, não deixava nenhum jogador rico, Tuffy resolveu tornar-se um homem de negócios. Após encerrar sua carreira no Corinthians no final de 1931, foi proprietário do cinema Penha Teatro, vendendo depois por razão desconhecida a Antonio Rego Vieira.

O Fim:

Note de Falecimento

Em 1935, vitimado por uma pneumonia dupla, Tuffy viria a falecer. A nota acima, publicada no extinto jornal Correio Paulistano em 5 de dezembro daquele ano, dia posterior ao seu falecimento, mostra como ex-jogador era querido não só entre os seus familiares e amigos, mas por esportistas e imprensa.

Como era desejo seu, foi sepultado com a camisa de goleiro do Corinthians, clube onde teve seu auge e que era torcedor. Sua sepultura está em uma das belas quadras do Cemitério São Paulo, no bairro de Pinheiros.

O Esquecimento:

Seu túmulo já teve dias piores. Nas várias visitas que faço ao local desde 2008, já encontrei até lixo sobre a sepultura. Foi assim que o descobri naquele ano, após ir ao enterro de um conhecido, e notar que na foto tumular estava um homem com a camisa do Corinthians. Vendo mais de perto as duas placas colocadas sobre a sepultura descobri que tratava-se de Tuffy.

 

 

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Meu pai, já falecido, era corintiano e contava muitas histórias sobre Tuffy e outros ídolos da época como Grané e Del Debbio, então sempre soube de suas façanhas em campo, e ao me deparar com seu túmulo ali, sujo e esquecido, fiquei muito emocionado e aborrecido.

Projetado pelo escultor Eugênio Prati, autor de várias obras tumulares no Cemitério São Paulo, o túmulo está bastante deteriorado com alguns de seus adornos já roubados.

Sobre a sepultura, chama a atenção que há apenas duas homenagens: uma feita por sua esposa e a outra feita pelos veteranos do futebol uruguaio. Chama a atenção, para mim, o fato de não haver qualquer homenagem do Corinthians, clube que ele não só defendeu como torcia. Ainda há tempo de se reparar isto.

 

 

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Seu túmulo, como puderam ver, é bastante simples e aparentemente ele está enterrado ali sozinho. Entristece saber que quase ninguém se lembra mais deste grande ídolo do futebol brasileiro. Nós não reverenciamos nossos mortos, temos medo e preconceito de ir aos cemitérios, quando na verdade ali é um recinto de paz.

É inegável que este homem contribuiu para o futebol alvinegro tornar-se o gigante que é. Espero que mesmo tardiamente sua morada final receba uma homenagem e melhores cuidados.

Tuffy –  Mais que um goleiro, um grande homem.

Curiosidades:

  • Em sua época, os goleiros atuavam com as mãos desprotegidas. Tuffy foi um dos pioneiros no Brasil a jogar utilizando luvas.
  • Alguns textos na internet dizem que Tuffy foi bilheteiro de um cinema no centro. Esta informação está equivocada. Ao sair do Corinthians, em 1931, Tuffy usou suas economias para adquirir o Cine Penha Teatro. Não encontramos referências concretas de que em algum momento ele tenha sido bilheteiro de algum cinema no centro de São Paulo.
  • Outro fato curioso está estampado no jornal Correio Paulistano, na mesma data(!) em que o jornal reportou seu falecimento. Trata-se de um jogo treino entre a Portuguesa e o Clube Libanês. Na escalação do Libanês está o nome de Tuffy como o goleiro (veja imagem abaixo). Apesar de realmente ter atuado como goleiro neste clube após encerrar a carreira oficialmente, o atleta já estaria acamado alguns dias antes de falecer. 

Correio Paulistano 5/12/1935

FONTES: Site São Paulo Antiga (http://www.saopauloantiga.com.br/tuffy/) – Douglas Nascimento – A Tribuna (Santos) – Guilherme Nascimento  

 

Por: Stenio Ramos

Times de futebol de trajetória fugaz, que passam pela história como cometas, sempre existiram. Há os mais recentes e os que desapareceram quando o futebol ainda não era tão popular no país. Alguns deles, porém, deixaram uma importante contribuição para o desenvolvimento deste esporte como expressão maior da identidade do nosso país. É o caso do Ruggerone, time paulistano de origem italiana, inativo desde o começo do século passado e muito pouco lembrado até hoje. Uma trajetória rápida, com começo, meio e fim.

O Começo

Na década de 1910, o Brasil buscava uma identidade urbana pós-abolição em sua recém-fundada República, e muitos outros povos vinham ao país atrás de uma identidade comum para si, entre eles a colônia italiana, cujos operários povoavam bairros como o Brás e a Barra Funda, em São Paulo. Naquela época, eles já praticavam o futebol, mas o esporte não fazia tanto sucesso quanto outra modalidade, a corrida aérea, uma vez que a aviação era tida como a grande novidade mundial recente.

 

Registro de O Estado de S. Paulo
O aviador Eros Ruggerone, de boina e blusa preta.
Fonte: “O Estado de S.Paulo”

 

Após o registro do primeiro vôo da América do Sul em 1909, realizado pelo espanhol de ascendência francesa Dimitri S. de Lavaud sobre o que é hoje a cidade de Osasco, o primeiro aeroclube de São Paulo promoveu no bairro da Móoca, em 24 de dezembro de 1910, uma competição entre dois aviadores italianos que vieram tentar a sorte no Brasil: Eros Ruggerone e Julio Piccolo. Com a queda do avião de Piccolo durante o trajeto de 1km, Ruggerone venceu e tornou-se a maior celebridade da cidade. Os italianos o viam como um homem vitorioso e inspirador, pois fizera sucesso em algo que ainda era considerado muito corajoso para a época.

Do dia para noite, Ruggerone havia se tornado um verdadeiro “phenomeno aereao”.

Algum tempo depois, o aviador voltou a fazer exibições aéreas pela cidade. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo” do dia 11 de janeiro de 1911, a comoção do público foi grande durante o trajeto, que incluiu os bairros Brás, Pari e Largo do Arouche. “Havia gente por toda a parte, até encarapitada sobre os telhados, acenando enthusiasticamente com os lenços”, conta a reportagem, que acompanhou o voo de Ruggerone até a Água Branca, onde aterrissou no campo do Parque Antártica. De lá, retornou à Móoca, completando seu roteiro de bairros paulistanos de origem italiana.

A comoção pela façanha do aviador foi tanta que alguns italianos decidiram criar um time de futebol em sua homenagem, o Ruggerone Foot-Ball Club, que jogava no Parque Antártica com camisas listradas nas cores verde e amarela. A nova equipe tinha a pretensão de unir os italianos de São Paulo da mesma forma que havia feito o aviador, mas esbarrava na dispersão da colônia e no fato de que muitos já tinham seus times locais, como o Minas Gerais FC no Brás/Campos Elíseos e o União Lapa FC no bairro de mesmo nome.

Dessa forma, o clube passou seus primeiros anos jogando apenas na várzea, sem participar de nenhuma competição oficial. O curioso é que uma das rivalidades surgidas na época foi justamente com o Corinthians. Segundo o blog do Elião, do site Lunaticos FC, o Corinthians jogou seis partidas em 1912. A quinta foi contra o Ruggerone, que venceu por 2 a 1, impondo a primeira derrota ao adversário naquele ano. Mordido, o Corinthians pediu revanche e, pouco tempo depois, goleou o Ruggerone por sonoros 6 a 0.

No entanto, quis o destino que aquela rivalidade demorasse a se repetir em competições oficiais. Segundo Ademir Takara, bibliotecário do Centro de Referência do Futebol Brasileiro do Museu do Futebol, o Corinthians se filiou à LPF (Liga Paulista de Foot-Ball) em 1913 para jogar o Campeonato Paulista, enquanto o Ruggerone continuou na várzea.

Três anos depois, a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), entidade concorrente formada por clubes de elite que queriam manter as raízes do amadorismo, convidou o recém-fundado Palestra Itália para disputar seu campeonato. Em resposta, a LPF procurou algum time de várzea que representasse a colônia italiana para disputar o campeonato de 1916. Acabou convidando dois, Ruggerone e Ítalo Foot-Ball Club. E assim iniciou-se a vida do Ruggerone em torneios oficiais.

O Meio

O primeiro ano em campeonatos oficiais não foi feliz para nenhum dos times da colônia italiana. O Palestra Itália terminou em penúltimo na liga da APEA, enquanto o Ruggerone não suportou o ritmo extenuante da competição da LPF, uma vez que era preciso conciliar o trabalho com treinos e jogos. Após vitórias contra Germânia (da colônia alemã) e Campos Elíseos entre maio e julho de 1916, a liga começou a marcar jogos quase quinzenais para o clube, que não conseguiu comparecer na maioria deles, perdendo quatro partidas por WO, inclusive contra o Corinthians.

Por causa deste ritmo frenético, vários clubes desistiram do torneio. Corinthians e Ruggerone foram os únicos que disputaram até o fim, mesmo com percalços. O Corinthians foi declarado campeão após sete vitórias em campo, enquanto o Ruggerone ficou em último com duas vitórias, um empate e quatro derrotas. As desistências em massa no campeonato de 1916 enfraqueceram a LPF, que acabou perdendo a briga com a APEA, com quem se fundiu em 1917. Segundo Ademir Takara, entre os clubes da LPF, só Corinthians e S.C. Internacional foram convidados a disputar a 1ª divisão. Para os demais, inclusive o Ruggerone, a APEA criou as inéditas 2ª e 3ª divisões.

Assim, o Ruggerone acabou sendo inscrito na 3ª divisão de 1917, junto a outros clubes que também representavam colônias de imigrantes, caso dos auto-explicativos Itália, Luzitano (que deu origem à Portuguesa) e Japão, este com sede no Bom Retiro. Além deles, também disputaram o torneio Brasil e Fluminense, formados por cariocas do Rio de Janeiro, além do Antarctica, time dos operários da fábrica de cerveja.

Para quem tinha a ambição de ser o grande representante dos italianos em São Paulo, este era um cenário desanimador.

Enquanto isso, o Palestra Itália se fortalecia na 1ª divisão, agora organizada pela APEA, e atraía a colônia italiana a ponto de fazer os melhores “oriundi” de outras equipes trocarem de time para vestir a camisa palestrina. Tanto que, em 1917, aconteceu a primeira transferência oficial de um jogador do Ruggerone para o Palestra Itália. Antônio Picagli trocou a camisa verde e amarela pela verde e branca e ajudou na conquista do vice-campeonato palestrino naquele ano.

Distante do sonhado sucesso no Campeonato Paulista, o Ruggerone decidiu voltar o foco para o interior do estado, se oferecendo para disputar amistosos contra clubes não-inscritos no torneio oficial. A partida mais notória aconteceu em 25 de fevereiro de 1917, quando foi jogar contra o Rio Claro o Troféu Estatueta de Biscuit, patrocinado por José Castellano, dono da fábrica de cigarros Princeza D’Oeste. A vitória por 3 a 1 animou o Rio Claro a desafiar o poderoso Palestra Itália, dois meses depois, no interior paulista. O estádio da cidade lotou, mas o Palestra venceu por 2 a 0. Tal exibição é vista como determinante na expansão do nome do Palestra Itália pelo interior, a ponto de fazer surgir clubes em sua homenagem em cidades como Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto.

Enquanto isso, o Ruggerone seguia colecionando fracassos…

O Fim

 

Antônio Picagli foi o primeiro a trocar o Ruggerone pelo Palestra Itália
Antônio Picagli foi o primeiro a trocar o Ruggerone pelo Palestra Itália

 

Um alento surgiu em 1919 e 1920, quando o clube foi inscrito na 2ª divisão. Contudo, os resultados não foram bons em nenhum dos torneios, o que acabou enterrando de vez a pretensão de se estabelecer como o legítimo representante da Itália no futebol de São Paulo.

O último registro de uma partida do Ruggerone foi no dia 14 de novembro de 1920, quando o clube marcou uma “negra” (revanche) contra o Rio Claro, na tentativa de vingar a derrota sofrida dois anos antes. O jogo foi novamente na cidade de Rio Claro, e, de novo, o time do interior venceu, desta vez por 2 a 1. O clube então acabou extinto no fim de 1920, sem deixar muitas saudades. No ranking de todos os clubes que jogaram a chamada “era do amadorismo” no Campeonato Paulista, o clube está em penúltimo lugar, na 49ª posição, só perdendo para o Britania AC e para 2 times que se inscreveram, mas não jogaram.

Curiosamente, no mesmo ano de sua extinção, o Palestra Itália mostrou que veio para ficar ao conquistar seu primeiro título paulista, com Picagli, ex-jogador do Ruggerone, entre seus titulares. O destino fez com que dois clubes que começaram tão próximos acabassem trilhando caminhos totalmente diferentes. Um rumo à glória, o outro ao ostracismo.

 

FONTES: Revista Sportiva – O Estado de S. Paulo – Última Divisão.Com.Br

 

FONTE: Acervo de José Luis Braz Leme

 

 

Palestra Itália Esporte Clube (Palestra Itália de São Carlos) foi uma agremiação da cidade de São Carlos (SP). O Palestrino Alviverde foi Fundado em 1919, para competir com o Paulista Esporte Clube e o Ideal Club ambos de São Carlos.

Palestra Itália mandava seus jogos no Estádio Derby Sãocarlense, que era mais conhecido como Hipódromo Sãocarlense, pois o estádio era dentro do hipódromo, que pertencia ao Derby Club. O estádio, ficava ao lado da “Estação Ferroviária Hipódromo“, que ainda está lá hoje. Há no local vestígios do que foi o hipódromo e o estádio de futebol.

No começo de 1940, o clube mudou seu nome para Corinthians Comercial Futebol Clube, por causa da obrigação criada pelo governo, durante a Segunda Guerra Mundial. Na galeria de títulos, o Palestra Itália faturou alguns canecos. Como no Campeonato Paulista da Divisão do Interior, da fase Zonal, de 1923 e 1925; Campeonato Citadino de São Carlos e Campeonato Regional, ambos em 1940.

No domingo, do dia 9 de março de 1924, ocorreu uma partida amistosa que reuniu o verdadeiro e o genérico Palestra Itália. No final, melhor para o Palestra Itália da capital paulista, que goleou por 9 a 0 o seu homônimo de São Carlos. Após a partida, o clube vencedor recebeu a Taça Maternidade de São Carlos.

 

FONTES: Wikipédia – O Combate – A Gazeta – Correio Paulistano -  Geraldo Braga

 

Grêmio Desportivo Sãocarlense, anteriormente Grêmio Esportivo Sãocarlense conhecido como Grêmio (pela torcida), Grêmio Sãocarlense ou Sãocarlense (pela mídia), é um clube brasileiro de futebol, da cidade de São Carlos, no Estado de São Paulo. O clube é tricolor, e suas cores são vermelhoazul e branco.

Sãocarlense foi fundado em 19 de março de 1976. Foi o sucessor do Madrugada Esporte Clube, fundado em 17 de janeiro de 1974, que disputou a terceira divisão em 1975. Mandava seus jogos no Estádio Luisão, mas por algumas interdições de campo, por algumas vezes mandou jogos no Estádio do Paulista.

No mesmo ano em que foi criado, entrou no futebol profissional disputando o Campeonato Paulista da segunda divisão. Por problemas administrativos e financeiros, o clube foi presumivelmente “extinto” em 2005, mas na Federação Paulista de futebol consta como licenciado até 2006.

Em 2008 o clube filiou-se a Liga Sãocarlense de Futebol, para disputar o campeonato amador da cidade, como Grêmio Sãocarlense Futebol Clube.[2]

Pela Liga Sãocarlense de Futebol, foi campeão amador da série B (varzeano) de 2011 e subiu para o amador da série A (amador), onde foi 3º colocado no torneio. Em 2015, ganhou o Campeonato Interamigos do São Carlos Clube.

Em 2016, retornou ao profissionalismo disputando a 1ª Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista, mudando o seu nome de Grêmio EsportivoSãocarlense para Grêmio Desportivo Sãocarlense.

 

Histórico em competições oficiais

  • Terceira divisão 1988 e 1989 – (1989 campeão da terceira e voltou para a segunda), 2004 – (2004 caiu para a quarta)
  • Segunda divisão 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987 – (1987 caiu para a terceira), 1990 – (1990 subiu para a primeira), 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 – (2003 caiu para a terceira)
  • Primeira divisão 1991, 1992 e 1993 – (1993 caiu para a segunda)
  • Copa 90 anos de Futebol 1992 – (Vice-campeão)
  • Copa do Interior Paulista – 1999 e 2001
  • Taça do Estado de São Paulo – 1985
  • Campeonato Brasileiro de Futebol – Série B (Classificatória para 1994)
  • Campeonato Brasileiro de Futebol – Série C – 1996
  • Primeira divisão – Taça Paulista - 2016

Acessos

  • Campeonato Paulista da Terceira divisão de 1989 (campeão) – Acesso para a segunda divisão
  • Campeonato Paulista da Segunda divisão de 1990 (3º lugar) – Acesso para a primeira divisão
  • Campeonato Paulista da Primeira divisão de 1991 (5º lugar grupo amarelo) – Classificou para o grupo verde de 1992

Títulos

Estaduais

FONTES:  Wikipédia – Revista Placar – Memorial Cecchi Gori – Rsssf Brasil – Troféu Cecchi Gori
 

São Carlos Clube é um clube social, recreativo e esportivo da cidade de São Carlos, interior do Estado de São Paulo. Fundado em 9 de janeiro de 1944 da união entre o São Carlos Tênis Clube (fundado em 1920) e o Clube Comercial (fundado em 1936), dando origem ao atual São Carlos Clube. Suas cores são azul e branco

  • Em 25 de fevereiro de 1951 o São Carlos Clube e o Paulista Esporte Clube fundiram-se sob a denominação comum de São Carlos Clube e ficou consignado que o Estádio Paulista manteria o mesmo nome, e em 21 de março de 1951 houve a incorporação oficial ao Paulista Esporte Clube e toda a área onde o clube está instalado, em uma área de aproximadamente 135 mil m².
  • O clube possui uma sede na avenida São Carlos, que foi inaugurada em 18 de setembro de 1948 e que hoje é usada para eventos culturais e sociais da cidade.
  • Dentre todos os anos de existência deste clube social até hoje, destaca-se a promoção de atividades culturais organizadas pelos seus sócios e os famosos bailes (carnaval, debutantes, havaiano, reveillon e outros) no grande salão da Sede Avenida que outrora já foi palco grandes festas.

Futebol profissional

  • Quando da extinção do pioneiro do futebol profissional Bandeirantes, o São Carlos Clube, fundado em 9 de janeiro de 1944, clube da “elite“ são-carlense entrou no futebol profissional em 1965 e tinha “personalidade” dentro e fora de campo. Disputou cinco campeonatos sucessivos na terceira e segunda divisões.

Mandava seus jogos no Estádio do Paulista, de sua propriedade e já remodelado. Em 1966 o clube inaugurou o sistema de iluminação para jogos noturnos, fez uma grande reforma no estádio com a ajuda da população da cidade, elevando a capacidade para 10 mil lugares, e trouxe o Palmeiras em 7 de agosto de 1966 par um jogo amistoso comemorativo que terminou empatado em 4 gols.

Nesse mesmo ano o clube subiu para a segunda divisão, onde permaneceu até 1969. Mas em 1970 o time saiu do futebol profissional não conseguindo colocar a cidade na primeira divisão, deixando saudade em toda a população. Hoje o estádio tem capacidade para aproximadamente 4.000 espectadores, pois foram demolidas mais da metade das arquibancadas, para construção de outros campos menores de futebol para uso dos sócios, ficaram somente a arquibancada coberta e a arquibancada da curva sul.

Participações

  • Terceira divisão 1965, 1966 – (1966 subiu para a segunda)
  • Segunda divisão 1967, 1968 e 1969 – (1970 clube saiu do futebol profissional)

Conquistas

Hino do clube no futebol

“A Águia da Paulista entrou em campo,

entrou em campo,

vestida de azul e branco,

de azul e branco,

o Gigante da 28 vai vibrar

e a torcida vai cantar:

São Carlos, São Carlos,

o clube do coração

avante São Carlos,

este ano serás o campeão!”

Jogadores que compunham o plantel de 1965 a 1967
  • Zagui(*), Zinho(*), Anisio, Motta, Pádua, Dirceu, Zequinha, Baltazar, Mário, Macalé(*), João Batista, Manezinho, Coelho, Itamar, Zé Carlos (Gasolina), Talin, Fidélis Bianchini(*), Laércio, Cairo, Adair e Valdir; Pedrinho, Laerte, Tinin, Roberto Colucci, Darcy, Ruy, Nogueira (Técnico: Manga e depois Zezé Procópio)
Time base de 1966
  • Zinho(goleiro), Motta(zagueiro e lateral direito), Laerte Ramos(zagueiro), Tinin(zagueiro e meio de campo), Baltazar(meio de campo) e Roberto Colucci(lateral esquerdo); Darcy(ponta direita), Ruy(ponta de lança), Cairo(centro avante), Adair(meia esquerda), Valdir(ponta esquerda).
Jogadores que compunham o plantel de 1967 e 1968
  • Baltazar, Pádua, Tinin, Dirceu, Detão, Anisio, Zinho(*), Roberto Colucci, Macalé(*), Guilherme (*), João Batista, Zequinha, Pádua, Mário, Manezinho, Nelson, Darcy, Nenê, Dirceu, Chiquinho, Ruy, Zé Carlos (Gasolina), Edson (Lumumba), Adair, Fernando Sátiro, Wander, Lelo, Alemão, Cláudio, Itajubá, Nê, e Valdir. (Técnico: Zezé Procópio e depois Pepino)
Jogadores que compunham o plantel de 1969
  • Pádua, Zequinha, Tinin, Zinho(*), Darci, Edson Pupin, Hélio(*), Sucena, Dicão, Alemão, Claiton, Fernando Sátiro, Dê Iembo, Nim, Nei, Polaco, Edson Pintinho, Zé Carlos, Vander, Germano Lance, Valdir. (Técnico: Profº Machado e depois Peru)
Diretoria
  • José Fernando Porto (presidente da época)
  • Mariano Marigo (diretor de futebol)
  • Pedro Eussiles Alonso (diretor e assessor de imprensa)
  • Irineu Walter Bellasalma (diretor esportivo)
Comissão técnica
  • Rubens (técnico) 1965 e 1966 (treinador)
  • Manga 1966 e 1967 (treinador)
  • Zezé Procópio 1967 e 1968 (treinador)
  • Ilzo Neri 1968 (treinador)
  • Pepino 1967 a 1968 (treinador e instrutor físico)
  • Profº Sebastião Machado da Silva 1969 (treinador e instrutor físico)
  • Peru 1969 (treinador)
  • Beto Mendonça (auxiliar)
  • Lello (auxiliar)
  • Dr. Abel Terrugi (médico)
  • Waldemar de Mattos (massagista)

Disputas de campeonatos ano a ano

Campeonato da Terceira Divisão de 1965 – 2ª Série
  • 13/06/1965 – São Carlos Clube 2×0 Inter Limeira (primeiro jogo profissional oficial do clube)
  • 20/06/1965 – Inter Bebedouro ?x? São Carlos Clube
  • 27/06/1965 – São Carlos Clube 1×1 Palmeiras-SJBV
  • 04/07/1965 – Ituveravense 2×0 São Carlos Clube
  • 11/07/1965 – São Carlos Clube 3×0 Orlândia
  • 18/07/1965 – Cerâmica Mogi 2×2 São Carlos Clube
  • 25/07/1965 – Monte Alto ?x? São Carlos Clube
  • 01/08/1965 – São Carlos Clube 4×0 Velo Clube
  • 08/08/1965 – Monte Azul 2×0 São Carlos Clube
  • 15/08/1965 – Inter Limeira 1×0 São Carlos Clube (2º turno)
  • 22/08/1965 – São Carlos Clube 2×1 Inter Bebedouro
  • 29/08/1965 – Palmeiras-SJBV 5×1 São Carlos Clube
  • 05/09/1965 – São Carlos Clube 4×1 Ituveravense
  • 12/09/1965 – Orlândia ?x? São Carlos Clube
  • 19/09/1965 – São Carlos Clube 4×0 Cerâmica Mogi
  • 26/09/1965 – Monte Alto 5×3 São Carlos Clube
  • 03/10/1965 – Velo Clube 2×3 São Carlos Clube
  • 10/10/1965 – São Carlos Clube 7×0 Monte Azul
Classificação
Campeonato da Terceira Divisão de 1966 – 4ª Série
  • 29/05/1966 – São Carlos Clube 4×4 Ituveravense (1º turno)
  • 05/06/1966 – Monte Azul ?x2 São Carlos Clube
  • 12/06/1966 – São Carlos Clube 4×0 Orlândia
  • 19/06/1966 – Catanduva 1×1 São Carlos Clube
  • 26/06/1966 – São Carlos Clube 3×1 Monte Alto
  • 03/07/1966 – Olímpia 0×0 São Carlos Clube
  • 10/07/1966 – São Carlos Clube 2x1 Palmeiras FC
  • 17/07/1966 – Folga
  • 24/07/1966 – Inter Bebedouro ?x2 São Carlos Clube
  • 14/08/1966 – Ituveravense 2×1 São Carlos Clube (2º turno)
  • 21/08/1966 – São Carlos Clube 5×0 Monte Azul
  • 28/08/1966 – Orlândia 6×1 São Carlos Clube
  • 05/09/1966 – São Carlos Clube 2×0 Catanduva
  • 12/09/1966 – Monte Alto ?x1 São Carlos Clube
  • 19/09/1966 – São Carlos Clube 1×0 Olímpia
  • 25/09/1966 – Palmeiras FC 3×1 São Carlos Clube
  • 02/10/1966 – Folga
  • 09/10/1966 – São Carlos Clube x Inter Bebedouro
Classificação
  • 20/11/1966 – Derac 0×0 São Carlos Clube (1ª Série – 2ª fase)
  • 27/11/1966 – São Carlos Clube 5×0 Caçapavense
  • 04/12/1966 – Volkswagen Clube 1×2 São Carlos Clube
  • 15/01/1967 – Inter Limeira 2×0 São Carlos Clube
  • 12/02/1967 – São Carlos Clube 5×0 Derac
  • 19/02/1967 – São Carlos Clube 4×0 Volkswagen Clube
    • 1ª Série
  • 26/02/1967 – Palmeiras 5×0 Portofelicense
  • 26/02/1967 – Volkswagen Clube 3×1 Derac
    • 2ª Série
  • 26/02/1967 – Orlândia 3×0 Ourinhense
  • 26/02/1967 – Fernandópolis 3×0 Dracena
  • 26/02/1967 – Piraju 2×0 Ituveravense
  • 26/02/1967 – Tanabi 3×0 Linense
    • 1ª Série
  • 05/03/1967 – Derac 2×1 Palmeiras
  • 05/03/1967 – São Carlos Clube 2×0 Inter Limeira
    • 2ª Série
  • 05/03/1967 – Linense 4×1 Dracena
  • 05/03/1967 – Piraju 3×1 Ourinhense
  • 05/03/1967 – Orlândia 6×1 Fernandópolis
    • 1ª Série
  • 12/03/1967 – Palmeiras-SJBV 2×0 São Carlos Clube
  • 12/03/1967 – Portofelicense 4×2 Volkswagen Clube
  • 12/03/1967 – Orlândia 7×1 Tanabi
    • 2ª Série
  • 12/03/1967 – Ourinhense 1×0 Fernandópolis
  • 12/03/1967 – Derac 3×1 Ituveravense
  • 12/03/1967 – Piraju 4×1 Linense
    • 1ª Série
  • 19/03/1967 – Inter Limeira 1×0 Volkswagen Clube
  • 19/03/1967 – Portofelicense 3×2 Derac
  • 19/03/1967 – Ituveravense 4×0 Orlândia
    • 2ª Série
  • 19/03/1967 – Fernandópolis 5×1 Linense
  • 19/03/1967 – Tanabi 1×0 Piraju
    • 1ª Série
  • 26/03/1967 – Derac 2×1 Inter Limeira
  • 26/03/1967 – São Carlos Clube 3×1 Portofelicense
  • 26/03/1967 – Orlândia 2×0 Dracena
    • 2ª Série
  • 26/03/1967 – Linense 4×3 Ituveravense
  • 26/03/1967 – Ourinhense 2×0 Tanabi
  • 26/03/1967 – Fernandópolis 6×0 Piraju
    • Finais
  • 02/04/1967 – Orlândia 1×1 São Carlos Clube
  • 03/04/1967 – Ituveravense 3×1 Inter Limeira
  • 09/04/1967 – São Carlos Clube 2×0 Orlândia
  • 09/04/1967 – Inter Limeira 3×1 Ituveravense
Classificação
  • Inter Limeira (campeão) – acesso
  • Ituveravense (vice-campeão) – acesso
  • São Carlos Clube (3º colocado) – acesso
  • Palmeiras-SJBV (4º colocado) – acesso
Campeonato da Segunda Divisão de 1967 – Primeira Série (Grupo B Paulo Machado de Carvalho)
  • 21/05/1967 – São Carlos Clube 1×0 Ponte Preta
  • 28/05/1967 – São Carlos Clube 6x1 XV de Jaú
  • 04/06/1967 – Ferroviária (Bot.) 0×0 São Carlos Clube
  • 11/06/1967 – São Carlos Clube 0×2 XV de Piracicaba
  • 18/06/1967 – Palmeiras (SJBV) 1×3 São Carlos Clube
  • 25/06/1967 – São Carlos Clube 3×1 Taubaté
  • 02/06/1967 – São Carlos Clube 1×0 Nacional
  • 09/07/1967 – Inter Limeira 1×1 São Carlos Clube
  • 16/07/1967 – São Carlos Clube 0×0 Estrada
  • 22/07/1967 – Jabaquara 2×0 São Carlos Clube (sábado à noite)
  • 30/07/1967 – São Carlos Clube 4×0 Saad
  • 06/08/1967 - Paulista 2×1 São Carlos Clube
  • 13/08/1967 – Esportiva 3×2 São Carlos Clube
  • 19/08/1967 – Ponte Preta 0×0 São Carlos Clube
  • 27/08/1967 – São Carlos Clube 6×0 São José
  • 03/09/1967 - XV de Jaú 0×1 São Carlos Clube
  • 10/09/1967 – XV de Piracicaba 2×0 São Carlos Clube
  • 17/09/1967 – São Carlos Clube x Palmeiras (SJBV)
  • 24/09/1967 – Taubaté 0×1 São Carlos Clube
  • 01/10/1967 – São Carlos Clube 1×0 Bragantino
  • 06/10/1967 – Nacional 2×0 São Carlos Clube
  • 15/10/1967 – São Carlos Clube 5×4 Inter Limeira
  • 22/10/1967 – Estrada x São Carlos Clube venceu
  • 29/10/1967 – São Carlos Clube 7×0 Jabaquara
  • 05/11/1967 – Saad 2×1 São Carlos Clube
  • 12/11/1967 – São Carlos Clube 1×0 Paulista
Classificação
  • XV Piracicaba 50
  • Paulista 46
  • Ponte Preta e São Carlos 34
  • Ponte Preta 33
  • Inter Limeira 29
  • Palmeiras (SJBV) 25
  • Ferroviária (Bot.) 19
  • XV Jaú 17
Campeonato da Segunda Divisão de 1968 – Série A
  • 30/06/1968 – Francana 2×1 São Carlos Clube
  • 07/07/1968 – São Carlos Clube 3×0 Corinthians-PP
  • 14/07/1968 – Linense 1×0 São Carlos Clube
  • 21/07/1968 – São Carlos Clube 2×1 Andradina
  • 04/08/1968 – Ferroviário 2×0 São Carlos Clube
  • 11/08/1968 – São Carlos Clube 4×1 Noroeste
  • 18/08/1968 – Rio Preto 2×2 São Carlos Clube
  • 25/08/1968 – São Carlos Clube 1x? Barretos
  • 01/09/1968 – São Carlos Clube 1×2 Francana
  • 08/09/1968 – Corinthians-PP 3×1 São Carlos Clube
  • 15/09/1968 – São Carlos Clube 2×2 Linense
  • 22/09/1968 – Andradina 1×0 São Carlos Clube
  • 06/10/1968 – São Carlos Clube ?x1 Ferroviário
  • 13/10/1968 – Noroeste 3×1 São Carlos Clube
  • 20/10/1968 – São Carlos Clube ?x? Rio Preto
  • 27/10/1968 – Barretos 2×2 São Carlos Clube
Classificação
  • Ferroviário 21
  • Francana 20
  • Barretos 17
  • Corintians 16
  • Linense 15
  • Noroeste, Rio Preto e São Carlos 13
  • Andradina 12
Campeonato da Segunda Divisão de 1969 – Série A
  • 06/07/1969 – Vasco 1×2 São Carlos Clube
  • 13/07/1969 – São Carlos Clube 0×0 Nacional
  • 20/07/1969 – São Carlos Clube 0×1 Ponte Preta
  • 27/07/1969 – União Barbarense 0×2 São Carlos Clube
  • 03/08/1969 – Noroeste 2×0 São Carlos Clube
  • 10/08/1969 – São Carlos Clube 1×0 Saad
  • 24/08/1969 – Nacional 2×0 São Carlos Clube
  • 30/08/1969 – São Carlos Clube 2×0 União Barbarense
  • 07/09/1969 – São Carlos Clube 0×0 Noroeste
  • 14/09/1969 – Ponte Preta 2×0 São Carlos Clube
  • 28/09/1969 – São Carlos Clube 1×2 Vasco
  • 05/10/1969 – Saad 2×1 São Carlos Clube
Classificação
  • Ponte Preta 23
  • Noroeste 18
  • Nacional, São Carlos 10
  • União Barbarense 9
  • Vasco 8
  • Saad 6

Memorial de amistosos de futebol profissional

No amistoso contra a Seleção Olímpica do Brasil em 10 de março de 1968, a ficha do jogo foi a seguinte
  • Seleção Olímpica do Brasil: Raul Marcel (Palmeiras); Tuta (Ponte Preta), Almeida (Corinthians) (Cláudio Deodato (São Paulo)), Major (Vasco) e Miguel (Olaria); Tião (Corinthians) e Moreno (Palmeiras); Manoel Maria (Santos), Lauro (Palmeiras) (Plínio (Corinthians)), China II (Palmeiras) e Toninho (São Paulo) (Luis Henrique (Fluminense)) – Técnico: Antoninho.
  • São Carlos ClubeMacalé; Nelson, Zequinha, Pádua e Nenê; Dirceu (Chiquinho) e Adair; Rui, Édson, Itamar (Itajubá) e Nê – Técnico: Zezé Procópio
  • Gols: No 1º tempo, Edson aos 7′, China II aos 18′, Rui aos 22′ e China II aos 35′. No 2º tempo, Itajubá aos 9′ e Tuta aos 44′.

Desempenho em competições

Campeonatos profissionais
Ano Competição Desempenho Colocação J V E D GP GC MG AP
1965 Paulista Terceira Divisão Primeira fase 6° no grupo
1966 Paulista Terceira Divisão Finais 3° e acesso
1967 Paulista Segunda Divisão Primeira fase 5° no grupo
1968 Paulista Segunda Divisão Primeira fase 3° no grupo
1969 Paulista Segunda Divisão Primeira fase 4° no grupo
Total
FONTES: Wikipédia – Site do Clube – Página do clube no Facebook 
 

Paulista Esporte Clube era conhecido como Paulista de São Carlos, foi o pioneiro dos clubes de São Carlos e o segundo do interior paulista, fundado em 1 de setembro de 1903 pela sociedade são-carlense, com nome escolhido para homenagear o estado de São Paulo e a ferrovia; primeiramente para a pratica de hipismo e basquetebol e posteriormente futebol, com nome original de Paulista Sport Club, posteriormente incorporou alguns clubes, e acabou sendo incorporado pelo São Carlos Clube em 21 de março de 1951, que está localizado no centro norte da cidade de São Carlos.

HISTÓRIA

  • O clube foi fundado com o nome de “Paulista Sport Club”, era um clube muito “charmoso” e respeitado por toda a comunidade regional e paulista, foi um dos maiores clubes do interior durante várias décadas, possuía uma equipe de futebol que era temida em toda a região, e fazia frente aos grandes da capital, como quando recebia o Santos ou o Paulistano, por exemplo. Possuía estádio próprio, o Estádio Paulista que foi palco de grandes vitórias com seu temido “esquadrão”.
  • Nos primeiros anos de sua existência, por não haver competições organizadas na cidade, a atividade futebolística do Paulista se limitava a disputas internas entre os associados e esporádicos jogos amistosos contra outras equipes. Os primeiros rivais começaram a aparecer em 1904, como o “Sport Club Sãocarlense e a “Associação Atlética Sãocarlense”, posteriormente a partir de 1912 e 1914, quando surgiu o Ideal Club. No seu começo de confrontos com esses novos rivais, o clube utilizou o campo do “Derby Club” no atual bairro Hipódromo o chamado Estádio Derby Sãocarlense mais conhecido na época como Hipódromo Sãocarlense, onde também jogava o “Ideal Club”, clube que foi incorporado pelo Paulista em 1918.
  • Em 1922, o Paulista filia-se a (A.P.E.A.) Associação Paulista de Esportes Atléticos e passa a disputar o Campeonato Paulista do Interior, tendo como adversários Rio Claro, XV de Piracicaba, Comercial, Paulista de Araraquara, Palestra de São Carlos, entre outros. Muitos anos o Paulista foi o vencedor na sua região classificatória, e mandava seus jogos no Estádio Derby Sãocarlense.
  • Em 1926 mudou-se para instalações próprias em uma grande área ao lado do que é hoje a USP e o bairro Jardim Lutfalla. No local o Paulista construiu o seu campo, então chamado de Estádio do Paulista dentro do hipódromo do Derby Club, para oferecer mais condições de lazer aos associados e maior conforto aos atletas e à torcida, com a ajuda de toda a comunidade, inclusive com mão de obra voluntária de associados e ferroviários. Em 21 de março de 1926 o estádio foi inaugurado com a presença do Paulistano da capital, e o Paulistano venceu por 1 a 0, gol anotado por Seixas.
  • No começo dos anos 1940, incorporou o Ruy Barbosa Futebol Clube e toda sua estrutura.
  • Na década de 40, o clube aportuguesou o nome, mudando para Paulista Esporte Clube. Além dessa mudança, o clube manteve a cor branca, mas trocou a cor preta pelo azul marinho.
  • A partir de 1945, a direção do Paulista passou a ter problemas com a manutenção do estádio e do clube, o que foi crescendo ano a ano e culminou com sua incorporação pelo atual São Carlos Clube em 1951, portanto devido à retração econômica do pós-guerra, o clube se viu impossibilitado de reunir os recursos necessários para mantê-lo.
  • O clube disputou durante vários anos até a década de 1940 o Campeonato Paulista Amador que era um campeonato semiprofissional, e geralmente era o campeão da região classificatória.
  • Jogadores como ZuzaArmandinho e Clayton, jogaram também no Paulista Esporte Clube.
  • Em 21 de março de 1951 foi incorporado pelo São Carlos Clube, juntamente com toda a área onde está hoje instalado, em uma área de aproximadamente 135 mil m², mas deixou consignado que o São Carlos Clube terá que manter o nome do estádio como sendo estádio Paulista como homenagem ao clube.
  • Essa incorporação foi efetuada e efetivada, através de Lei Municipal nº 1.374 de 1951, onde se autorizou a permuta da área do estádio Rui Barbosa para a prefeitura que pertencia ao São Carlos Clube, com a área do Paulista EC que pertencia a prefeitura, onde atualmente está instalado o São Carlos Clube.

JOGOS MARCANTES

  • Em 4 de julho de 1915, recebeu no Hipódromo Sãocarlense em jogo amistoso contra o Corinthians, jogo vencido pelo Corinthians por 4-1.[1]
  • Em 15 de abril de 1917, jogo amistoso “Torneio Bronze” contra o Corinthians, jogo vencido pelo Corinthians por 3-1; houve conquista do “Troféu Bronze” oferecido pelo Sr. Celino Ambrósio ao Corinthians; jogo realizado no Hipódromo Sãocarlense.[2]
  • Em 25 de maio de 1919 recebeu no Hipódromo Sãocarlense a visita do Palestra Itália em jogo amistoso que o Palestra Itália venceu por 2 a 0; houve conquista do “Troféu Comércio de São Carlos” ao Palestra.
  • Na inauguração de seu estádio, o Estádio do Paulista, em 21 de março de 1926, realizou jogo amistoso com o Paulistano no qual foi derrotado por 1 a 0, gol anotado por Nondas ou Seixas. Nesse jogo o Paulistano era formado pelos seguintes jogadores: Nestor, Clodoaldo, Barthô; Abate, Nondas, Villela; Filó, Roque, Arthur Friedenreich, Seixas e Castro I.[3]
    • Juiz: Mariano Procópio (vice-presidente do Paulistano)
    • Gols: Nondas ou Seixas (1)
    • Paulista(SC): Milburgues, Milori e Corisco; Schuracchio, Branco e Max; Mario, Armandinho, Alberto, Julio e Romeu
    • Paulistano(SP): Nestor, Clodoaldo e Barthô; Abate, Nondas e Villela; Daltro (Castro I), Seixas, Friedenreich, Roque e Filó
  • Em 1 de janeiro de 1921 - Uberaba 4x1 Paulista (em Uberaba), jogo amistoso nacional realizado em Uberaba. Nesse jogo a ficha técnica foi a seguinte:
    • Juiz: Antonio Meira
    • Gols: Walfredo (2), Walter e Kiki / Aldonis
    • Uberaba(MG): Rodarte; Walfredo e Kiki; Gonçalo, Maciel e Walter; Badu, Garcez, Miguel, Bueno e Pino
    • Paulista(SP): Franguinho; Max e Zocco; Fritz, Altino e Capoburgues; Cazuza, Pozum, Mimi, Jevel e Aldonis

 

Jogos de campeonatos e títulos

Campeonato Paulista Amador do Interior de Futebol - 1923

  • Eliminado – (Campeão final foi o Rio Branco)

Torneio Martins Pimenta – 1925

Campeonato Paulista Amador do Interior de Futebol – 1925

Torneio Cruz Azul – 1927

Campeonato Amador de São Carlos – 1931

  • Resultado da competição entre: São Carlos FC, EC Corinthians Sancarlense, Democrata FC e Flor de Maio FC
    • Campeão invicto no time principal e campeão no 2º quadro[5]

Campeonato Regional – 1933

Campeonato Paulista Amador do Interior de Futebol – 1942 (22ª região)

  • Campeão da 22ª região
  • Segunda fase – campeão da 3ª região x campeão da 22ª região

Campeonato Paulista Amador do Interior de Futebol – 1944

  • Resultado
    • 3 de setembro de 1944 - Paulista 3×0 AA Barra Bonita [6]
    • 10 de setembro de 1944 – AA Barra Bonita 2x1 Paulista
    • 17 de setembro de 1944 - Paulista 2×1 Descalvadense
    • 24 de setembro de 1044 – Descalvadense 3x1 Paulista

Campeonato Amador do Estado – 1946 (6ª região – 3ª zona)

  • Participantes:
  • Participou fase seguinte contra o Clube Atlético Taquaritinga
    • 14 de julho de 1946 – Taquaritinga ?x? Paulista

Campeonato Amador do Estado – 1947 (setor 23 – 6ª zona)

  • Participantes:
    • Associação Atlética Pederneiras (Pederneiras)
    • Associação Atlética Mocoembu (Dois Córregos)
    • Clube Atlético Brotense (Brotas)
    • Paulista Esporte Clube (São Carlos)
    • Associação Atlética Barra Bonita (Barra Bonita)

Campeonato Amador de São Carlos

  • Campeão em 1931 (invicto), 1942, 1944, 1946 e 1947

 

Jogos amistosos

 

Futebol profissional

clube foi o pioneiro no futebol na região de São Carlos, onde disputou vários campeonatos. O clube que nasceu com o apoio dos funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, como vários outros clubes por onde a ferrovia chegava.

Plantel de jogadores lembrados

  • Julien Fauvel (*), Úlpio (*), Fia (*), Odracyr, Paulo Branco, Jaú, Cardoso, Celo, Guido, João do Biro, Nóca, Santo, Tião, Ricardinho, Pirilo, Ricardão, Corisco, Zuza, Zé Indio, Petroni, Brandãozinho, Ferrari, Albertinho Martins, Gervásio, e outros.

(*) Goleiro

 Presidentes e dirigentes

  • Dr. Teixeira de Barros
  • Aldo de Cresci
  • Carlos Hugo Dornfeld
  • Luiz Stevan de Siqueira Neto
  • Vicente Gagliardi
  • Juvenal Jacques
  • Arnaldo Gomes
  • Raul de Moraes
  • Germano Graeser
  • Gilberto Leão
  • Olivio Acaccio
  • Arlindo Sarmento
  • José Martins Dias
  • Douvidor Cunha
  • José dos Santos

 

FONTES:  Wikipédia – Almanaque Esportivo Olimpicus (4ª Edição) – Jornal de São Carlos, Cidade de São Carlos - 5 de novembro de 1917 – Jornal Estado de São Paulo – Jornal de Santos, A Tribuna – Arquivo do Santos Futebol Clube – Arquivo do Clube Atlético Paulistano – Revista Lance, Almanaque do Corinthians – Revista Lance, Almanaque do Palmeiras – Página oficial do São Carlos Clube – Rsssf Brasil

 

Jogo amistoso realizado em  São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do Clube Atlético Bandeirantes fez um movimentado jogo contra o Associação Portuguesa de Desportos, mas foi vencido pelo categoria da Portuguesa. Abaixo a ficha técnica desta partida:

BANDEIRANTES (SP) 2 x 4 PORTUGUESA (SP)
Data: 7 de julho de 1957
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Renda: Cr$ 85.000,00
Juiz: João Rela Filho
Gols: Orlando aos 5′, Leize aos 6′, Orlando aos 17′ do 1º tempo; Orlando aos 18′, Liminha aos 30′ e Dulfi aos 45′ do 2º tempo.

Bandeirantes (SP): Flávio; Jarbas e Kelé (Bibi); Lanza, Orlando e Fábio; Sousinha (Nelinho), Ferrari, Zé Luís (Dulfi), Nelson e Leize – Técnico:

Portuguesa Desportos (SP): Cabeção (Oswaldo); Beiço e Julião; Mario Ferreira, Hermínio e Augusto (Ipojucan); Amaral, Ocimar, Liminha, Orlando e Walter (Nelsinho) – Técnico:

Fonte: Jornal Folha da Manhã e O Correio de São Carlos-SP

 

Jogo amistoso realizado em São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do Estrela da Bela Vista Esporte Clube fez um jogo contra a Sociedade Esportiva Palmeiras de São Paulo. Abaixo a ficha técnica desta partida:

ESTRELA DA BELA VISTA (SP) 0 x 5 PALMEIRAS (SP)
Data: 26 de fevereiro de 1956
Local: Estádio Luís Augusto de Oliveira – São Carlos/SP
Renda: Cr$ 65.000,00
Juiz: Aldo Trama
Gols: Mazzola (2), Bernardis (2) e Dido (1).

Estrela da Bela Vista (SP): Itamar (Julio); Laerte Ramos e Paulo (Carlão); Vado (Lanzinha), Itirapina e Aldo; Quim, Diamante, Vladimir, Lanza e Paulinho.

Palmeiras (SP): Laércio (Vitor); Belmiro (Ismael) e Mario; Tocafundo (Nicolau), Fiúme (Joel) e Dema (Mexicano); Renatinho, Dido (Mingo); Reis (Wilson), Mazzola e Elzo (Bernardis) – Técnico: Oswaldo Brandão

Fonte: Jornal Folha da Manhã de São Paulo e Jornal Correio de São Carlos-SP

 

Jogo amistoso realizado em São Carlos, no interior de São Paulo. A equipe do Clube Atlético Bandeirantes fez um jogo contra o Sociedade Esportiva Palmeiras de São Paulo. Abaixo a ficha técnica desta partida:

BANDEIRANTES (SP) 3 x 5 PALMEIRAS (SP)
Data: 7 de abril de 1957
Local: Estádio do Paulista E.C. – São Carlos/SP
Renda: Cr$
Juiz:
Gols: No 1º tempo, aos 15′ para o Bandeirantes, Tati aos 21′ (falta) e Mazzola aos 42′ para o Palmeiras; no 2º tempo, Zé Luís aos 19′ e Dulfi aos 22′ para o Bandeirantes, Mazzola aos 23′, Colombo aos 25′ e Mazzola aos 41′ para o Palmeiras.

Bandeirantes (SP): Flávio (Lito); Jarbas e Kelé; Luís (Adão), Ruiz e Ferrari; Zé Carlos, Dulfi, Zé Luís, Elson e Bento – Técnico: Santo Sapeiro

Palmeiras (SP): Nivaldo; Major e Martim; Maurinho, Joel e Gersio (Durval); Renatinho, Nardo, Mazzola, Nei (Tati) e Tati (Colombo) – Técnico:

Nota: Jogo de reinauguração do Estádio do Paulista.

Fonte: Jornal Folha da Manhã de São Paulo e Jornal Correio de São Carlos-SP

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