Em 1981, um resultado inacreditável derrubou as apostas da loteria esportiva no Brasil inteiro.

A zebra foi tão impressionante que deve ter surpreendido até a zebrinha do Fantástico, que anunciava os 13 resultados da loteria esportiva no programa Global, entre os anos 70 e 80.

Esse é o tipo do jogo que nem o próprio torcedor do Brasília teria coragem de apostar em uma vitória do colorado candango.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para entender melhor essa zebra que entrou pra história, devemos compreender a situação das duas equipes naquele grupo B da Taça de Ouro da Copa Brasil – equivalente a uma das fases do Brasileirão de 1981.

Parecia que o Grêmio venceria com enorme facilidade, pois fazia 14 jogos que o tricolor, atual campeão gaúcho, não perdia no Olímpico.

O Brasília, que tinha no uniforme as cores do rival gremista, chegou com uma campanha ruim e sem nenhuma expressão nacional, tendo apenas seis anos de existência. Além disso não tinha campo para treinar, os salários eram baixos e a infra-estrutura da equipe era precária.

Logo aos 40 segundos de partida, Tarcísio abriu o placar para os gaúchos.

E devido ao domínio dos gremistas ninguém imaginava nada diferente de uma goleada dos gaúchos.

A classificação gremista estava praticamente garantida, enquanto para o Brasília isso só aconteceria se a equipe do planalto central vencesse o Grêmio e o Goiás.

Nem a própria torcida esperava isso, depois das várias derrotas na competição e do fato do time chegar desfalcado para o confronto em Porto Alegre.

Mesmo assim, com tudo e todos contra, em 3 minutos os atletas do Brasília fizeram um estrago inimaginnavel.

No despretensioso chutão de Aluísio, aos 23, que surpreendeu Leão, começou o pesadelo gremista.

Aos 25 Vander concretizou a virada absurda até então.

O Grêmio ainda empatou o jogo aos 39, com um gol irregular de Dirceu, completamente impedido.

Para os que acharam que a camisa do Grêmio pesaria na decisão do juiz, a atitude precisa do árbitro Iolandro Rodrigues ao anular o gol, foi o justo e derradeiro ponto final desse surpreende episódio do futebol brasileiro.

 

 

 

 

 

 

Essa vitória por 2×1 foi o maior feito da história do Brasília E. C. que quatro dias depois perdeu de 1×0 para o Goiás e foi eliminado do Brasileirão daquele ano.

Essa vitória totalmente fora de órbita não atrapalhou o Grêmio, que seguiu em frente e foi campeão nacional de 1981.

A proporção daquele episódio pode ser melhor compreendida quando se vê as matérias do Correio Brasiliense sobre a partida.

O Brasília com o passar dos anos caiu no ostracismo e mergulhou numa crise administrativa, que nem o fato de ter se tornado o clube-empresa privado do Brasil, conseguiu amenizar.

Maus resultados, prejuízos e dívidas levaram o time a interromper as atividades profissionais em 2005.

Um ano depois o time ressurgiu das cinzas e com seis anos de luta saiu da terceira divisão do DF para a primeira divisão, sendo premiado com o vice campeonato estadual de 2009 e uma participação na série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

A vitória que não valeu muita coisa para o Brasília no campeonato daquele ano, tornou-se inesquecível para sua torcida e para todos aqueles que marcaram coluna um naquele fatídico jogo da loteria esportiva.

Grêmio 1 x 2 Brasília
Grêmio: Leão, Dirceu, De Leon, Vantuir, Uchôa; China, Renato Sá (Vilson Tadei), Paulo Isidoro; Baltazar (Heber), Odair e Tarciso. Técnico: Ênio Andrade.
Brasília: Deo, Luisinho, Foca, Mario, Zé Mario (Ricardo); Alencar, Marco Antônio, Vander; Afonso, Aluísio (Paulinho) e Willian. Técnico:Alaor Capela.
Gols: Tarcísio aos 40seg; Aluísio aos 23 e Vander aos 25 do 2º tempo
Cartões amarelos: Deo (Brasília).
Estádio: Olímpico de Porto Alegre (RS).
Data: 15/02/1981.
Árbitro: Iolando Rodrigues (SC)

Fontes: “Quando a zebra entra em campo” e  globoesporte.com

 

 

Ficha Técnica
EC Bahia 3 x 1 Santos FC
Taça Brasil de 1959 – Jogo Desempate
Ficha Técnica
• Competição (Tournament): Taça Brasil de 1959 – Final – 3º Jogo (Desempate)
• Data (Date): Terça-feira, 29 de Março 1960
• Estádio (Stadium): Mário Filho “Maracanã”, no Rio de Janeiro/RJ
• Público (Attendance): 17.330 pagantes – Renda: Cr$ 642.703,00
• Árbitro (Referee): Frederico Lopes (RJ)
• Assistente 1 (Assistant Referee 1): Wilson Lopes de Souza (RJ)
• Assistente 2 (Assistant Referee 2): Aírton Vieira de Morais “Sansão” (RJ)
• Advertências (Cautions): Na época ainda não existia
• Expulsão (Sent Off): Vicente (Bahia), Getúlio, Formiga, Doval e Coutinho (Santos)
Gols do Bahia Gols do Santos
1-1 Vicente, aos 37’/1° 1-0 Coutinho, aos 27’/1°
2-1 Léo, aos 2’/2°
3-1 Alencar, aos 31’/2°
Esporte Clube Bahia Santos Futebol Clube
GO
DF
DF
DF
DF
MC
MC
AT
AT
AT
AT
Leandro Cardoso “Nadinho”
Nenzinho
Henrique dos Santos
Alberto “Beto” Pereira
Vicente Arerari
Flávio dos Santos
Mário de Araújo
Mário da Nova “Marito”
Joacy Freitas “Alencar”
Leonardo “Léo” Briglia
Armindo Avelino “Biriba”
GO
DF
DF
DF
DF
MC
MC
AT
AT
AT
AT
Carlos Pierin “Lalá”
Getúlio Santos
Mauro Ramos de Oliveira
Francisco Ferreira “Formiga”
José Carlos Silvério “Zé Carlos”
José Ely “Zito”
Mário
Dorval Rodrigues
Paulo César “Pagão” (Tite)
Antônio Wilson “Coutinho”
José Macia “Pepe”
Técnico: Carlos Martin Volante Técnico: Luis Alonso “Lula”
1 Augusto Vieira “Tite”
Tempo Normal Prorrogação Penalidades
1º T 2º T Final 1º T 2º T Final Time A Time B
1 x 1 2 x 0 3 x 1
# Com esse resultado o Bahia sagrou-se campeão barsileiro;
# Como o Bahia havia perdido o jogo anterior, em Salvador, por 2 x 0 houve a necessidade de um jogo extra. Esse jogo foi no Maracanã e o Bahia saiu vencedor;
# Observação: O técnico Efigênio Bahiense, o “Geninho”, era policial e só podia comandar
o Esporte Clube Bahia quando estava de licença;
# Observação: Pelé não jogou, pelo Santos, porque estava machucado;
# Bahia: Camisa tricolor, Calção Azul e Meias Azuis;
# Santos: Camisa Branca, Calção Branco e Meias Brancas;

FONTE: Blog Ficha do Jogo

 

As duas primeiras rodadas, da 1ª fase do Campeonato Brasileiro de 1984, não apresentou surpresas. Contudo, na terceira rodada a história foi outra. No sábado, do dia 4 de fevereiro, o Cruzeiro (MG) recebia o Rio Branco (ES), no Estádio do Mineirão. A princípio um jogo tranquilo. Porém, o jogo foi marcado pelos extremos: o Cruzeiro esteve irreconhecível, enquanto o Rio Branco teve uma atuação destacada, sobretudo, pelo experiente atacante Dé Aranha, então com 34 anos.

O início de jogo, deu a impressão de que seria tranquilo. Afinal, logo aos 11 minutos, o lateral Ademar abriu o placar para o Cruzeiro, marcando o tento após cobrança de penalidade.A partir daí, o Rio Branco partiu para cima e começou a ameaçar a meta de Vitor. E com dois gols de Dé Aranha em dois minutos, o time capixaba virou o jogo, levando a vantagem para o intervalo.

Na etapa final, o Cruzeiro errava muitos passes e parecia nervoso em campo. Já o Rio Branco se defendia bem e chegava com perigo em rápidos contra-ataques. E, num deles, conseguiu marcar o terceiro por intermédio do atacante Arildo. Fim de jogo, e uma merecida vitória do Rio Branco.

A vingança cruzeirense veio no segundo turno, quando goleou o adversário pelo placar de 5 a 1, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica (ES). 

CRUZEIRO (MG)

1

X

3

RIO BRANCO (ES)

LOCAL:

Estádio Governador Magalhães Pinto, ‘Mineirão’, em Belo Horizonte (MG)

CARÁTER:

Primeira fase – 3ª Rodada do Campeonato Brasileiro de 1984

DATA:

Sábado, do dia 04 de Fevereiro de 1984

RENDA:

Cr$ 7.207.000,00

PÚBLICO:

7.059 pagantes

ÁRBITRO:

José Renato de Oliveira Fidalgo (SP)

CRUZEIRO:

Vitor; Carlos Alberto (Celso Roberto, 39 do 1º), Evandro, Aílton e Ademar; Douglas, Eduardo e (Edu, 20 do 2º) e Tostão; Carlinhos, Carlos Alberto Seixas e Joãozinho. Técnico: Hilton Chaves

RIO BRANCO:

Zé Carlos; Ademir, Nei, Vantuir e Daniel; Luís Vieira, João Carlos e Paulo Roberto; Vicente (Vítor Capucho, 28 do 2º) Arildo e Dé Aranha. Técnico:Luís Alberto

GOLS:

Ademar, de pênaltis, aos 11 minutos (Cruzeiro); Dé aos 35 e 36 minutos (Rio Branco), no 1º Tempo. Arildo aos 30 minutos (Rio Branco), no 2º Tempo.

FONTE: Revista Placar

 

BANGU A.C. (RJ) 3 X 0 CRUZEIRO E.C. (MG)

LOCAL: Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, Moça Bonita, no Bairro de Bangu – Zona Rural (atual Zona Oeste) do Rio (RJ)

CARÁTER: Primeira Fase – 1ª Rodada – Campeonato Brasileiro

DATA: Sábado, do dia 16 de Janeiro de 1982

ÁRBITRO: Oscar Scolfaro (FPF/SP)

RENDA: Cr$ 1.981.500,00

PÚBLICO: 6.605 pagantes

BANGU: Júlio Galvão; Toninho, Moisés, Tecão e Marco Antônio; Mococa, Lira (Luisão) e Rubens Feijão; Pedrinho, Vagner e Marcelinho. Técnico: João Francisco

CRUZEIRO: Luís Antonio; Carioca, Abel, Teixeira e Adam Machado; Toninho, Eudes e Eduardo; Carlinhos, Edmar e Jesum. Técnico: Didi

GOLS: Rubens Feijão a um minuto (Bangu); Lira aos oito minutos (Bangu); Vagner aos 25 minutos (Bangu), no 2º tempo.

XXX

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

Camisas de 1976

Coleção Campeonato Nacional
Copa do Brasil

Fonte: Editora e Comercial Saravan Ltda – São Paulo 

 

Seletiva para Campeonato Nacional 1974

06/02/74

America              0x0         ABC

Castelao, Natal

Público: 27.188

 

10/02/74

ABC                       3X1        América

Castelão, Natal

Gols de Wasghinton(2) e Nilson para o America; Danilo menezes para ABC

Público: 29.551

 

13/02/74

America              2x1         ABC

Na prorrogação America 1×0

Castelão, Natal

Público: 35.983

Gols: Wasghinton e David para América;  Alberi e Anchieta para ABC

 

 

América vencedor da vaga do campeonato Nacional 74 

 

Em 1979, o RN teve tres vagas no Campeonato Nacional, atual Serie A e o campeão e vice, America e ABC se classificaram. O Baraúnas foi o 3º colocado, mas como não previa no regulamento a terceira vaga foi definida em uma seletiva:

 

Potiguar 3×2 Baraúnas

Jogo: Único

Data: 20 de junho de 1979

Local: Estádio Nogueirão

Cidade: Mossoró

Árbitro: Manuel Amaro de Lima (PE)

Auxiliares: Jader Correia (RN) e Afrânio Messias (RN)

Renda: Cr$ 252.740,00 – Público: Não divulgado

Gols: Romildo (36-1º.) Chico Alves (16-2º.), Chico Alves (21-2º.); Ananias (26-2º.) e Anchieta (43-2º.)

Potiguar: Índio; Edivaldo Morais, Jotabê, Nivaldo e Marinho; Ubirani, Odilom e Ananias; Chico Alves, Boaventura (Guilherme) e Sinomar. Técnico: Renê Dantas

Baraúnas: Floriano; Vildomar, Tito, Anchieta e Assis (Dão); Magela, Neto e Binha; Zé Augusto (Ribeiro), Nêgo Chico e Romildo. Técnico: Erandir Montenegro

Potiguar classificado para o Campeonato NAcional (serie A)

 

 

Resumo do Campeão Brasileiro

Total

Jogos

Vitórias

Empates

Derrotas

Total

38

24

 (63%)

8

 (21%)

6

 (16%)
Casa

19

15

 (79%)

2

 (11%)

2

 (11%)
Fora

19

9

 (47%)

6

 (32%)

4

 (21%)

Curiosidades

38 Jogos,   24V 8E 6D (SG: 67-38)
Média de   gols marcados: 1,76/J   Média de Gols Sofridos: 1/J
10 Jogos   sem Perder
Cruzeiro  marcou gols em 32 jogos
Cruzeiro  sofreu gols em 27 jogos
10 Jogos   consecutivos marcando gols
4 Jogos   consecutivos sofrendo gols
Perdeu   apenas 1 dos últimos 11 Jogos
Venceu 6  dos últimos 7 Jogos

 

f:ogol

 

 

SERIE A 1959/2013

 Computando todos os campeonatos iniciados a partir de 1959, são estes os números de estados que chegaram ate as finais, São Paulo disparado em relação aos demais:

Estado

Títulos

Vices

Terceiro lugar

Quarto lugar

TOTAL

São Paulo

28

23

12

18

81

Rio de Janeiro

15

9

11

15

50

Rio Grande do Sul

5

9

13

7

34

Minas Gerais

4

9

12

7

32

Bahia

2

3

1

1

7

Paraná

2

1

3

3

10

Pernambuco

1

1

2

5

9

Ceará

0

2

1

0

3

Goiás

0

0

1

1

2

Mato Grosso do Sul

0

0

1

0

1

 

O  Sport Club do Recife virou o jogo e garantiu o resultado na disputa  contra o Clube de Regatas do Flamengo pelo título do campeonato  brasileiro de futebol de 1987. Em renovação de julgamento na Terceira  Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Sport obteve a maioria  dos votos favoráveis à sua interpretação de uma sentença de 1994 e  garantiu o título exclusivo.

Com a decisão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fica impedida de declarar também o Flamengo campeão daquele campeonato, como fizera  em 2011. O resultado influencia também no chamado caso da Taça das  Bolinhas, disputada pelo Flamengo com o São Paulo Futebol Clube.
 Em 2011, a CBF reconheceu o Flamengo também como campeão de 1987, por  meio de resolução. O Sport então buscou a Justiça, pedindo o cumprimento da sentença de 1994. Notificada, a CBF editou nova resolução, revogando a anterior e declarando o Sport único campeão daquele ano.
Fonte:JF
© 2017 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha