No dia 26 de fevereiro de 1938, nascia em Bauru (SP) o atacante Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto, ou Dufles, como era mais conhecido. Iniciou a carreira junto com Pelé no Bauru Atlético Clube, o Baquinho, e depois tornou-se um verdadeiro cigano do futebol, atuando em diversas equipes, entre elas Santos, Bangu, Atlético Mineiro, Guarani de Ponta Grossa e Marcílio Dias.

Dulfes (o penúltimo agachado) no Santos, em 1958. Foto: Guilherme Guarche/Terceiro Tempo

A passagem do centroavante no clube catarinense foi breve, mas marcante. Contratado para o lugar do ídolo Idésio, que havia se transferido do Marcílio para o Metropol de Criciúma, Dufles estreou com a camisa do Marinheiro na primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963, em 3 de novembro de 1963, quando marcou o gol da vitória do Marcílio por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis.

Dufles (o terceiro agachado) em 1967, no Ferroviário de Tubarão. Foto: Terceiro Tempo.

De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Dufles atuou em dez partidas na competição e anotou quatro gols, sendo uma das figuras do escrete marcilista na conquista do título estadual. Também participou da campanha do título do campeonato da Liga Itajaiense de 1963.

Além de goleador nato e exímio cabeceador, Dufles tinha temperamento imprevisível. Conta-se que, certa vez, aos ser vaiado pela torcida, abaixou o calção e virou-se para a arquibancada, numa atitude que hoje certamente lhe renderia uma bela punição. Permaneceu em Itajaí de novembro de 1963 a agosto de 1964. Outros clubes catarinenses que defendeu foram o Próspera de Criciúma e o Ferroviário de Tubarão. Dufles faleceu em 10 de novembro de 2004.

Fonte: http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 

Fluminense de Itajaí – 1930

Mais informações sobre este time podem ser encontrada no artigo de Cícero Alves.

Fonte: Acervo pessoal de Camilo Mussi

 
 

O União Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Navegantes (SC). Fundado no dia 10 de Dezembro de 1949, e a sua Sede fica localizada na Rua Arnaldo Passos, nº 117, Centro de Navegantes. O seu Estádio é Prefeito Adolfo Cirino Cabral. O União possui oito títulos do Campeonato Citadino: 1961, 1962, 1963, 1977, 1978, 1979, 1984 e 1988.

FONTES: Revista Sport Ilustrado - Página do clube no Facebook

 

 

O CIP Foot-ball Club foi um clube de futebol da cidade de Itajaí, cidade do litoral norte de Santa Catarina. Foi campeão do Campeonato Catarinense em 1938 e pertencia à Companhia Itajaiense de Phosforos. Na época, a palavra fósforo era escrita com “ph” no lugar do “f”. Daí o porquê da sigla “CIP”. O CIP tinha como cores o vermelho e o preto. Fundado em 27 de outubro de 1936 e desativado em 1944.

Para chegar à final do Campeonato Catarinense de 1938, o CIP foi campeão da fase regional do Vale do Itajaí e, na etapa estadual, eliminou o Avaí, de Florianópolis, na semifinal. Venceu a primeira partida por 4-0, depois perdeu por 2-3 e, no jogo-desempate, ganhou por 3-2.

A decisão, disputada em 16 de abril de 1939, foi contra o Atlético de São Francisco do Sul, vencida pelo CIP por 2-0. O time campeão tinha: Geninho; Lico e Humaitá; Fateco, Humberto e Soto; Vitório, Couceiro, Pavan, Nanga e Armando.

Jogador Soto, campeão pelo CIP em 1938

A edição de 1938 do Campeonato Catarinense foi a única que o CIP disputou em sua história.

Fonte: Acervo Fernando Alécio/ Wikipédia

 

O Fluminense Futebol Club, de Itajaí, foi fundado em 15 de Abril de 1930, numa das mesas da Confeitaria Modelo, por jovens do comércio e membros da elite local.

A sua primeira diretoria eleita, entre outros cargos, tinha como Presidente de Honra: Evilasio Heusi; Presidente: Arnaldo Heusi e Vice-presidente: Cezar Stamm; Tesoureiro: Aloysio Reyser; 1º secretário: Eduardo Reyser Junior; 2º secretário: Camilo Mussi; Diretor sportivo: Guarino Curico.

Apesar de tricolor, as suas cores eram diferentes do homônimo clube carioca: branco, vermelho e preto. Acredita-se que sua camisa era listrada verticalmente em vermelho e branco, o calção era branco e as meias pretas eram que tornavam o seu fardamento tricolor.

Uma das primeiras deliberações da primeira diretoria eleita foi filiar o clube á Federação Catarinense de Desportos, o que ocorreu rapidamente, graças ao prestigio e á boa condição financeira de seus patronos.

Numa eleição realizada em Junho, promovida por um jornal de Itajahy, mesmo com apenas dois meses de existência, o Fluminense foi eleito o clube de futebol mais simpático da cidade com 3290 votos contra apenas 469 do modesto Treze de Maio F.C., 159 do veterano Marcilio Dias e 100 votos do forte Lauro Muller F.C.

Seu primeiro time era composto de jogadores já consagrados por Marcilio e Lauro Muller e tinha a seguinte escalação: André, Gaúcho e Benno; Victor, Bepe (capitão) e Osmar; Aloizio, Guarino, Nino, Zizico e Lilito.

José F. Pereira “Bepe”, o crack do team

O primeiro jogo que se tem registro aconteceu em 22 de junho, em Blumenau, diante do F.C. Blumenauense, onde a vitória coube ao veterano adversário pelo placar mínimo.

A primeira vitória veio em 6 de Julho, em Joinville, com uma goleada de 5×2 sobre o modesto Recreativo F.C.

No dia 10 de Julho, teve a sua inscrição para o Campeonato Estadual de 1930, aceita pela Federação, sendo alocado na 4ª região, ao lado dos outros dois grandes clubes de futebol da cidade: C.N. Marcilio Dias e Lauro Muller F.C.

Em 13 de Julho, bateu-se amistosamente contra o Marcílio Dias e vendeu muito caro uma derrota por 3×2, enchendo todos de esperança que poderia surpreender no Estadual.

O Campeonato Estadual da 4ª região, iniciou em 20 de Julho, e os seus resultados, listados abaixo, colocaram o Marcilio em 1º lugar, Lauro Muller em 2º e o Fluminense em 3º lugar.

20/07/30 – Estadio da Vila Operária – Lauro Mulller 2×2 Marcilio Dias

03/08/30 – Estadio Dr. Hercilio Luz – Fluminense 0×5 Lauro Muller

10/08/30 – Estadio Dr. Hercilio Luz – Marcilio Dias 9×0 Fluminense

17/08/30 – Estadio Dr. Hercilio Luz – Marcílio Dias 2×0 Lauro Muller

24/08/30 – Estádio da Villa Operária – Lauro Muller 6×1 Fluminense

31/08/30 – Marcilio Dias WOx0 Fluminense (O Fluminense entregou os pontos).

A decepcionante campanha do Fluminense inibiu a sua participação em outros campeonatos oficiais, no entanto, o clube seguiu firme na disputa de jogos amistosos contra os principais clubes da região.

Em 21 de Setembro, foi até Brusque, onde bateu o Paysandu por 2×0.

Em 30 de Novembro, o Paysandú veio até Itajaí e deu o troco: vencendo por 2×1, porém, neste mesmo dia, conseguiu pela primeira e única vez bater o Marcilio Dias: 1×0.

Em 7 de Dezembro goleou o fortíssimo Brasil, de Blumenau por 6×2 na casa do adversário, em contrapartida, na semana seguinte, foi esmagado pelo Lauro Muller por 14×0.

No primeiro semestre de 1931 continuou sua rotina de vitorias e derrotas em jogos amistosos contra os principais clubes de Blumenau, Brusque, Itajaí, Joinville e Mafra.

Em 12 de Julho de 1931, inaugurou o seu estádio próprio, denominado Estádio Felippe Reiser, situado na Rua Uruguay. A inauguração contou com um festival esportivo, cujo jogo de fundo foi vencido pelo tricolor: 5×1 no Paysandú de Brusque.

Em Agosto de 1931 o clube entrou em colapso, que culminou com uma greve dos jogadores, talvez a primeira ocorrida do Estado. Depois disto, nunca mais ouviu-se falar do promissor tricolor itajaiense que simplesmente evaporou-se do cenário esportivo catarinense.

Fluminense em 1930, no Estádio dr. Hercilio Luz.

FONTES:

Foto do time: Acervo da Fundação Genésio Miranda Lins, gentilmente cedida por Fernando Alécio.

Escudo e uniforme: redesenhados com a colaboração do amigo Sergio Mello.

Demais informações: jornais da época e acervo do autor.

 

Marcílio Dias e Paula Ramos entraram no gramado do Estádio Dr. Hercílio Luz, na tarde de 12 de março de 1961, em jogo válido pela Fase 2 do Campeonato Catarinense de 1960. O time de Florianópolis era o então campeão estadual e contava em seu plantel com algumas figuras da Seleção Catarinense, como Zilton, Valério Matos e Sombra – o mesmo que depois brilharia com o manto rubro-anil por vários anos.

Por sua vez, o Marinheiro não tomou conhecimento do campeão de 1959, que sucumbiu ante o poder de fogo do ataque marcilista. Logo aos seis minutos de bola rolando, Aquiles escorou de cabeça cruzamento de Joel Reis e mandou para o fundo das redes. Cinco minutos depois, o próprio Aquiles ampliou o placar.

O terceiro gol do time da casa surgiu aos 25 minutos, quando Idésio acertou um belo chute e venceu o goleiro Pamplona. E o quarto tento saiu aos 30 minutos, novamente tendo o “Tanque” Idésio como autor. Com apenas meia hora de jogo, o Marcílio vencia por quatro gols.

Atordoado, o Paula Ramos trocou de goleiro, mas pouco adiantou. O Marinheiro fechou a goleada aos 23 minutos do segundo tempo, através de Lierte. Aos 30 minutos da etapa final, coube a Eurides anotar o gol de honra do time florianopolitano.

Foi a segunda goleada consecutiva do Marcílio Dias naquela fase do campeonato estadual. Na rodada anterior, o Rubro-Anil havia massacrado o Hercílio Luz, de Tubarão, por 5 a 0, também no Gigantão das Avenidas. O Marinheiro terminaria aquele campeonato como vice-campeão, perdendo o título para o Metropol, de Criciúma.

Marcílio Dias 5 x 1 Paula Ramos
Competição: Campeonato Catarinense de 1960
Data: 12/03/1961
Local: Estádio Dr. Hercílio Luz (Itajaí/SC)
Árbitro: Lúcio de Oliveira
Gols: Aquiles aos 6 e 11, Idésio aos 25 e 30 do primeiro tempo; Lierte aos 23 e Eurides aos 30 do segundo tempo.
Marcílio Dias: Zé Carlos (Medeiros); Antoninho (Gaya), Ivo Meyer e Joel Reis; Cleuson e Joel Santana; Lierte, Idésio, Aquiles, Laranjinha e Jorginho. Técnico: Laércio Gomes.
Paula Ramos: Pamplona (Wilson); Neri, Édio e Hamilton; Zilton e Nelinho; Warner (Dionei), Valério Matos, Marreco, Sombra e Eurides.

 

Há meio século, no dia 8 de março de 1964, o Clube Náutico Marcílio Dias conquistava pela quarta vez consecutiva o título de campeão de Itajaí. Com uma vitória por 3 a 2 sobre o arquirrival Almirante Barroso, o Marinheiro faturou o campeonato da categoria profissional (Divisão Especial) da Liga Itajaiense de Desportos (LID) de 1963, que se somou aos títulos obtidos nos três anos anteriores (1960, 1961 e 1962).

A estreia do Rubro-Anil na competição deu-se de forma massacrante. Em 13 de outubro de 1963, o Marcílio não teve piedade do Tiradentes da Barra do Rio e venceu por 7 a 2. Duas semanas depois, o Marinheiro empatou em 1 a 1 com o Barroso. Entre novembro de 1963 e fevereiro de 1964, o campeonato citadino ficou paralisado em função da realização do Torneio Luiza Mello – competição também vencida pelo Marcílio e homologada como campeonato estadual em 1983.

Em março de 1964, foi retomado o torneio da LID. No dia primeiro daquele mês, o Marinheiro aplicou nova goleada no Tiradentes, desta vez por 4 a 1, e o clássico contra o Barroso na última rodada definiria o campeão. No começo do jogo, um susto: Hélio abriu o placar para o Barroso, logo aos seis minutos. O Rubro-Anil chegou ao empate com o artilheiro Aquiles, aos 15 minutos.

No segundo tempo, Odilon, aos seis minutos, virou o jogo para o Marinheiro. Godeberto igualou novamente aos 26. Mas o Marcílio tinha Aquiles e foi dele o gol do título, aos 33 minutos da etapa final, concluindo cruzamento de Ratinho pela direita. Menos de um mês após comemorar o título do Torneio Luiza Mello (em 23 de fevereiro de 1964), o Marcílio Dias voltava a ser campeão e consolidava sua hegemonia no futebol praiano.

 

CAMPANHA DO MARCÍLIO DIAS (CAMPEÃO)

13/10/1963 – Marcílio Dias 7 x 2 Tiradentes (Barra do Rio)

27/10/1963 – Almirante Barroso 1 x 1 Marcílio Dias

01/03/1964 – Tiradentes (Barra do Rio) 1 x 4 Marcílio Dias

08/03/1964 – Marcílio Dias 3 x 2 Almirante Barroso

 

FICHA TÉCNICA DA DECISÃO

Marcílio Dias 3 x 2 Almirante Barroso

Data: 08/03/1964

Local: Estádio Dr. Hercílio Luz (Itajaí-SC)

Árbitro: Otacílio Pedro Ramos

Gols: Hélio; Aquiles (2) e Odilon.

Marcílio Dias: Jorge; Marzinho, Djalma, Joel Santana e Joel Reis; Sombra e Odilon; Ratinho, Salvador (Dão), Aquiles e Renê. Técnico: Milton Gonçalves.

Almirante Barroso: Leibnitz; Maurício (Moreli), Ferreira, Antenor e Osni; Nelinho e Zito; Hélio, Mima, Pereirinha e Godeberto. Técnico: Alípio Rodrigues.

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