Os colegas do blog Historia do Futebol escolheram o artigo   ÁLBUNS DE FIGURINHAS ATRAVÉS DOS TEMPOS   do colega  Gilberto  Malupublicado em maio, como o melhor artigo do blog em 2010.

Parabens Gilberto, de pelo artigo vencedor e também pelo conjunto de outros que voce publicou ao longo do ano de 2010. Esperamos contar com outras riquezas de artigos em 2011, agradecendo a sua contribuição e desejando um ano de muito sucesso.

¨¨ Solicito, mais uma vez, que entre em contato (ricardoamaralrn@yahoo.com.br) ou mesmo com Edu (educacella@globo.com) fornecendo o endereço que deseja receber os livros, premio ofertado ao melhor artigo do ano.

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Vale a pena ler de novo, o melhor artigo de 2010:palmas

publicado em  7 de maio de 2010, In Historia do Futebol, By Gilberto Maluf.

A História das Figurinhas de Balas aqui no Brasil, muito provavelmente teve inicio nos anos 10 ou 20 do seculo passado ( XX ), com a Fábrica de Balas Grechi Comp. e outras fábricas de balas que eram suas concorrentes na época.

Não se têm noticias comprovadas de quantas coleções estas fábricas lançaram até o ano de 1920.

A Fábrica de Balas Grechi. Comp. por exemplo encerrou suas atividades no ano de 1920, sendo sucedida pela – Indústria de Balas e Chocolates A Americana no ano de 1921.Balas Sportman

A Americana lançaria sua primeira coleção de figurinhas de Futebol – As Balas SportMan (figurinhas avulsas, não tinha álbum) , já no inicio do ano de 1921.
balassportman1927
Esta coleção, muito provavelmente com 121 figurinhas, se tornaria praticamente o número de figurinhas padrão para as coleções posteriores das Balas SportMan, algumas coleções eram de 132 figurinhas.

Existe uma grande lacuna com relação a estas coleções das Balas SportMan; não se tem comprovação se todos os anos (1921 a 1935) foram lançadas estas figurinhas.

O que se sabe comprovadamente são as coleções do ano de 1921, 1927, 1929 e 1930.

Em 1921, uma revista da época – São Paulo Illustrado – já fazia a propaganda das Figurinhas Balas SportMan, e os demais anos (1927/1929 e 1930), já vi com colecionadores, como estas figurinhas são muito antigas e difícil de aparecer , quero crer que realmente foram lançadas para os anos que não mencionei.

Já no ao de 1936/37 ou antes( não tenho como comprovar) foi lançado a coleção de figurinhas das Balas Futebol sem o álbum ,coleção esta muito provavelmente com 121 ou 132 figurinhas.

Balas FutebolA partir de 1938 começa uma nova fase de coleções na Fábrica de Balas A Americana, foi o lançamento das figurinhas das Balas Futebol com o álbum.

A novidade para a época era o álbum para colar as figurinhas dos jogadores, e tambêm os prêmios (álbuns completos trocados por brindes e os sorteios – cupons ), até então as coleções (Balas SportMan e Balas Futebol) eram avulsas e não se sabe se davam prêmios. Fico imaginado a molecada da época, feliz da vida colando as figurinhas e sabendo que não mais corriam o risco de perder uma figurinha da coleção.

As figurinhas das Balas Futebol teve seu período de comercialização a partir de 1938 e encerrou-se em 1958. Foram 20 anos que marcaram para sempre duas gerações. Cada bala vinha com uma figurinha e em meados de 1954, passou a vir com duas figurinhas. Já no ano de 1958, último ano das Balas Futebol, a A Americana começou também a vender as figurinhas em pacotinhos como nos dias de hoje (bancas, bares, etc.), e lançaria nos dois anos seguintes seus dois últimos álbuns de balas e também em pacotinhos: os álbuns Campeonato de 1959 e 1960.

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Começa mais uma nova fase da A Americana, desta vez a fase final; a partir de 1961 sai a Fábrica de Balas e entra a Editora Americana que lançaria alguns álbuns de futebol que distribuíam prêmios.

Até o final dos anos de 1960 e início dos anos 70, já com o sistema de figurinhas em pacotinhos que conhecemos até os dias de hoje, em todos os álbuns de futebol da Editora Americana era necessário achar a figurinha chave para ganhar determinado prêmio e o curioso é que também neste período aparece a Editora Astúrias com o mesmo endereço e os mesmos formatos de álbuns de futebol.

Já no inicio dos anos 70, a coisa ficou mais confusa ainda, outras editoras como a Dicorel por exemplo também surgiu com o mesmo endereço da Editora Americana e os mesmos formatos de álbuns de futebol.

A partir daí não se sabe o que realmente aconteceu com a Editora Americana. Uma coisa é certa tanto a Fábrica como a Editora Americana deixaram para sempre a saudade destes maravilhosos álbuns, marcando definitivamente na memória de muitos colecionadores que são apaixonados por Futebol.
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Agradecimentos a Antonio Carlos Bonin
Na época, foi lançada o álbum “Balas Futebol – Craques do Campeonato Mundial de Futebol 1950″. As figurinhas vinham embrulhadas nas embalagens das balas da indústria Americana, aumentando significavamente as vendas da fábrica. Apesar de ter sido publicado depois da Copa, a frustração pela perda do título no Maracanã não impediu que muitos o colecionassem. A página do Brasil era a primeira do álbum, seguida pela do Uruguai. Infelizmente, em posições invertidas em relação à colocação no campeonato. Além de imagens dos jogadores das 13 seleções participantes, apresentava também cenas de partidas. Os chamados “instantâneos”.

Não há registro de álbum de figurinhas editado no Brasil sobre a Copa de 54. Mas na Alemanha, o surpreendente título conquistado diante da favoritíssima Hungria não passou em branco. A campanha que terminou com o “Milagre de Berna” foi registrado em um livro ilustrado editado por uma fábrica de cigarros de Bremen. As figurinhas vinham nos maços e completavam uma obra que contava toda a história do Mundial disputado na Suíça. É possível imaginar hoje figurinhas em embalagens de cigarros? Algo impensável no século XXI.

camp. 1950
Em 1958, o país campeão mundial também celebrou a vitória com álbuns de figurinhas. Se antes da Copa não há registro de publicações do tipo no Brasil, o título inédito na Suécia foi retratado em um pequeno livro ilustrado da Editora Aquarela, com fotos dos 22 jogadores campeões e de integrantes da comissão técnica. E um perfil de três linhas para cada um. Pelé, por exemplo, foi apresentado como uma “das mais risonhas promessas do futebol brasileiro”.

Os retratos dos vencedores também foram incluídos em álbuns voltados para mostrar jogadores de clubes. Casos do “Titulares”, que tinha uma página dupla e um encarte destinados à seleção da Copa de 58, e do “Álbum Futebol”.

Em 62, foi diferente. As crianças e adolescentes brasileiros puderam colecionar figurinhas antes da Copa. Um dos mais conhecidos é o que foi lançado pela Editora J.D. Campos: “Campeonato Mundial de Futbol 1962″ (assim mesmo, sem o E). Este apresentava imagens dos principais craques da época, com Pelé, Garrincha, Didi, Di Stefano (com a camisa da Espanha), Bobby Charlton (Inglaterra), Sivori (Itália), Sanfilippo (Argentina), Seeler (Alemanha), Masopust (Tchecoslováquia) e Yashin (União Soviética)

Após o bicampeonato mundial, uma versão atualizada do álbum de 58 da Aquarela foi editado. Com boa parte das mesmas imagens de quatro anos antes. Mas na altura, Pelé não era mais classificado como uma ”risonha promessa”.
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Em 62, foi diferente. As crianças e adolescentes brasileiros puderam colecionar figurinhas antes da Copa. Um dos mais conhecidos é o que foi lançado pela Editora J.D. Campos: “Campeonato Mundial de Futbol 1962″ (assim mesmo, sem o E). Este apresentava imagens dos principais craques da época, com Pelé, Garrincha, Didi, Di Stefano (com a camisa da Espanha), Bobby Charlton (Inglaterra), Sivori (Itália), Sanfilippo (Argentina), Seeler (Alemanha), Masopust (Tchecoslováquia) e Yashin (União Soviética)

Após o bicampeonato mundial, uma versão atualizada do álbum de 58 da Aquarela foi editado. Com boa parte das mesmas imagens de quatro anos antes. Mas na altura, Pelé não era mais classificado como uma ”risonha promessa”.

Para o Mundial de 66, a Editora Bruguera preparou o álbum “Brasil na Copa do Mundo”, com imagens dos jogadores de todas as seleções brasileiras dos Mundiais de 30 a 62. Além de 43 convocados por Vicente Feola para a fase de preparação para o torneio que seria disputado na Inglaterra. Curiosidade: as figurinhas eram em preto e branco.

Já em 70, as imagens eram coloridas. E ficaram marcadas na memória de muitos jovens da época, que colecionaram o álbum “México 70″, que apresentava figurinhas dos jogadores das 16 seleções que participaram da Copa vencida pelo Pelé e cia. A imagem do Rei de Futebol estampava a capa da publicação, ao lado da sonhada Taça Jules Rimet. Na contra-capa, a foto de outro craque que brilharia nos gramados mexicanos: Tostão.

O álbum foi inclusive retratado no premiado filme “O ano em que meus pais saíram de férias”. O menino Mauro, de 12 anos, tinha a coleção de figurinhas como uma de suas poucas fontes de alegria no período em que ficou afastado dos pais.
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Quatro anos depois, nas bancas de jornais podia ser encontrado o álbum “Coleção Copa 74″. Com algumas curiosidades. Como a presença do holandês Israel, que jogava de óculos.

Em 78, quando os direitos de imagem e licenciamento praticamente ainda não existiam, vários álbuns foram lançados sobre a competição realizada em solo argentino. O que mais fez sucesso no país foi o “Brasil na Argentina”. A seleção canarinho teve espaço privilegiado, com cinco páginas. As demais 15 equipes contaram com uma cada.

Quatro anos depois, um álbum virou febre no país, marcando um geração de garotos que gostava de futebol: o “Ping Pong Espanha 82″. A venda de chicletes cresceu de tal forma diante da procura pelas figurinhas que muitas padarias e lojas de doces ficaram um bom tempo sem ter o produto. E, para aumentar a ansiedade dos colecionadores, muitas figurinhas só foram distribuídas em uma segunda leva. Caso do cromo de Roberto Dinamite. O editor reservou duas páginas para o Brasil. Mas seleções consideradas de menor expressão tiveram direito a apenas quatro figurinhas. Casos de Argélia, Kuwait, Camarões, Honduras, El Salvador e Nova Zelândia.
Em 86, a fábrica de chicletes tentou repetir o sucesso de quatro anos antes, mas teve problemas comerciais e não enviou o álbum para as bancas, apesar de ele ter sido preparado. Restou aos aficionados colecionar o “Game card Copa 86″. Que continha cromos dos times posados das 24 seleções participantes do Mundial e de apenas 12 jogadores: Maradona, Zico, Sócrates, Júnior, Cerezo, Platini, Boniek, Rummenigge, Paolo Rossi, Briegel, Fillol e Romerito. A novidade era um jogo em cartão de raspadinha, presente em todos os pacotinhos.

Em 90, a globalização chegou aos álbuns. E a Editora Panini, graças a um acordo com a Fifa, passou a ter o direito exclusivo de editar as figurinhas dos jogadores das seleções classificadas para o Mundial. O que serviu para padronizar os modelos. As páginas apresentam palavras escritas em vários idiomas (até mesmo o nome dos países). E a contra-capa tem sempre o mapa do país-sede.

Apesar da maior facilidade de obter as imagens dos atletas com o desenvolvimento tecnológico, a edição brasileira dedicada à Copa de 98 teve problemas: na seleção da Inglaterra, faltaram as fotos de Adams, Fowler e Ferdinand, que saíram normalmente na Europa. E nenhuma figurinha do Irã foi distribuída.

Se o licenciamento reduziu a variedade de álbuns dos Mundiais, não diminuiu em nada a paixão dos fãs do futebol e das figurinhas pelos álbuns das Copas. A mesma no Brasil há 60 anos. Passando de geração em geração.

http://www.nosthalgia.com.br

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Encerrado o prazo para votação, ficou definido como melhor artigo do periodo de  outubro a dezembro de 2010,  a publicação,  O Verdadeiro escudo do Fenix Football Club, São Luis(1918) de Ramsses Silva na semana 44 de 2010.

Resultado final: Verdadeiro escudo do Fenix Football Club,São Luis(1918) de Ramsses Silva com 7 votos; Homenagem dos correios ao Futebol de Gilberto Maluf 4 votos; Fichas Técnicas do Torneio Início Carioca – Walter Iris 4 votos ; Temporada Do Madureira No Rio Grande Do Sul Em 1953, de Jorge Costa. 2 votos e O Benfica na Bahia de Franklin Carvalho 1 voto.

Parabéns, Ramssés,  por este e outros artigos interessantes publicado no blog.  Como é de conhecimento de todos, realizamos a escolha do melhor artigo do período de Fevereiro a Setembro 2010 e o escolhido foi o artigo Álbuns de Figurinhas através dos tempos  de  Gilberto Maluf.

Desta quinta-feira, dia 30/12 até a quinta-feira dia  6/1/2011, vamos escolher o melhor artigo publicado no Blog Historia do Futebol em 2011.   O vencedor receberá como brinde o livro “Futebol 100% Profissional”.

Parabéns aos colegas finalistas e a todos os participantes do blog,  que nos brindam diariamente com artigos, pesquisas e curiosidades  do futebol do Brasil e do Mundo.

 

 

 Abaixo os artigos e seus autores. Contamos com a sua participação e também sugestão.

 ARTIGO DA SEMANA NÚMERO 36/2010

Campanha do Vasco no Torneio Municipal de 1947 de Jorge Costa 

ARTIGO DA SEMANA NÚMERO 37/2010

 As 23 maiores freguesias!!! de Edu Cacella

ARTIGO DA SEMANA 38/2010

Torneio Início Carioca, de Walter Iris

ARTIGO DA SEMANA 039/2010

Fênix Foot-ball Club de São Luís de Ramsses Silva

ARTIGO DA SEMANA 040/2010

Homenagem dos correios ao Futebol de Gilberto Maluf

ARTIGO DA SEMANA 041/2010

Fichas Técnicas do Torneio Início Carioca de Walter Iris  e 

Temporada Do Madureira No Rio Grande Do Sul Em 1953, de Jorge Costa.

ARTIGO DA SEMANA 042|2010                

O Benfica na Bahia de Franklin Carvalho

ARTIGO DA SEMANA 43/2010

Aliados: escudo e fichas de grandes jogos de Mauricio Neves e

O Torneio do Almirante de Franklin Carvalho.

ARTIGO DA SEMANA 044/2010

Verdadeiro escudo do Fenix Football Club,São Luis(1918) de Ramsses Silva

 

 

 Encerrada a votação do ultimo “Artigo da Semana” de 2010.

  • Verdadeiro escudo do Fenix Football Club, São Luis (1918) de Ramsses 10 votos
  • Excursão do Esporte Clube Bahia ao Sul e Sudeste em 1961  Antonio Galdino e Escudos catarinenses, de Cícero Urbanski 8 votos
  • O teste nº 1 da LE e a Zebrinha, de Gilberto Maluf., Pontos corritos ou “Mata-Mata” de Antonio Ielo e Campeonato Sergipano de 1950 de Júlio Diogo 6 votos
  • Eu vi o Botafogo em sua época de ouro na Fonte Nova de Franklin Carvalho 5
  • Federação Atlética Suburbana, River FC seu campeão 1938, de Jorge Costa. 3
  • Cerâmica vence Recopa Sul-brasileira, de Roselio Luis Basei. 2 votos
  • O Bugre teve a sua chance, de Gilvanir Alves, Campeões Taça São Paulo de Futebol Infantil, Fernando Martinez e Escudo do Primavera, de Ricardo Amaral 1 voto
 

Tempos atrás, foi levantada uma questão importante no Blog; a veracidade das cores e do escudo do extinto clube maranhense Fênix Football Club que circulavam pela internet. Pois bem. Fiquei de pesquisar mais sobre o assunto e complementar o primeiro artigo sobre o Fênix, que inclusive foi o artigo da semana, com as informações pertinentes.

Primeiramente conversei com o colega e pesquisador ludovicense Claunísio Amorim, autor de “Terra, Grama e Paralelepípedos” na Feira do Livro em São Luís que me veio com a primeira descoberta e surpresa; as verdadeiras cores do Fênix eram semelhantes às do Peñarol, do Uruguai, ou seja, o amarelo e o preto, diferentes das conhecidas cores difundidas para esse clube na internet, que são o azul e o branco.

Claunísio falou-me também sobre um pesquisador, pernambucano de Itamaracá, de nome Luciano da Silva, amigo do falecido Dejard Ramos Martins, autor do clássico “Esporte, um Mergulho no Tempo“, que havia recebido deste falecido jornalista ludovicense alguns escudos de clubes maranhenses das primeiras eras e já extintos, que Dejard adquiriu quando de sua pesquisa na década de 80.

Entrei em contato através de e-mail com o Sr. Luciano da Silva, que me respondeu pronta e educadamente, enviando-me os escudos raros, alguns dos quais já postados aqui, que havia adquirido do saudoso Dejard Martins.

Mais uma surpresa! O escudo do Fênix veiculado nos sites, com a ave mitológica pousada sobre um brasão azul e branco, com as iniciais FAC (Fênix Athletic Clube, o 2º nome do Fênix), em nada lembra o verdadeiro escudo do pioneiro Fênix, que consiste em um distintivo em amarelo e preto, com a figura da fênix em alto relevo, centralizada, em cor branca.

Fiquei muito feliz com a contribuição do Sr. Luciano da Silva, grande pesquisador do futebol, e feliz também por poder compartilhar com todos aqui do Blog HF mais esta interessante descoberta. Agradeço em especial ao Mário Ielo, que tanto me cobrou e me fez correr atrás de mais um escudo perdido e desmistificado!

Só não sei se, depois do ressurgimento do Fênix com o 2º nome, houve também mudança nas cores, o que explicaria o escudo em azul e branco. Se não, podemos jogar por terra o dito escudo e eleger, a partir de agora, este aqui como escudo oficial do extinto clube…pelo menos de sua primeira formação.

A foto de 1924 está aí pra comprovar a conformação do uniforme e do escudo, pelo tosco contorno que existe na camisa do goal-keeper; mesmo com a péssima qualidade, dá pra notar o contorno igual ao escudo que aqui vos trago. Além disso, vos deixo o contato do Sr. Luciano e do Claunísio para quem quiser tirar as dúvidas sobre a veracidade dos escudos, ou mesmo quiser recebê-los. Eles fazem falta aqui no Blog, podem ter certeza!

Luciano da Silva: mayrik@oi.com.br

Claunísio Amorim: claunisio@hotmail.com

ESCUDO QUE CIRCULA PELA INTERNET (possivelmente falso ou pertencente ao 2º Fênix):

ESCUDO VERDADEIRO DO FÊNIX FOOTBALL CLUB (Fundado em 1918):

fenix-escudo

Ajudem a divulgar, citando as devidas fontes…obrigado e abraços a todos,

Ramssés.

 

Empate no resultado do Artigo da Semana 43/10:

  • Aliados: escudo e fichas de grandes jogos de Mauricio Neves e O Torneio do Almirante de Franklin Carvalho. 6 votos
  • Evolução do Escudo – Democrata de Julio Diogo 5
  • Trípice Coroa  de Ricardo Amaral  4 votos
  • Clube Sportivo Sergipe – Temporada de 1965, de Julio Diogo, Temporada do Santos F.C. ao RGS em 1957, de Jorge Costa  e Excursão do Bahia ao norte-nordeste em 1966 de Galdino Ferreira 3 votos
  • Torino Calcio e a tragédia de Turim de Toninho Serrano. 2 votos
  • Temporada do Santos F.C. ao RGS em 1957, de Jorge Costa, Venezuela, conhaça seus clubes 1ª Divisão 2010/2011 de Edu Cacella,  A origem do Gol de Placa de Gilberto Maluf  e Copa do Brasil Feminino de Antonio Mario Ielo 1

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Nesta semana teremos a 44a. semana de escolha de artigo e ultima do ano de 2010 para votação.  Na semana seguinte passaremos a definir o melhor artigo do ano no blog.

boa semana a todos

Ricardo Amaral

 

                         Resultado do artigo da semana 42:

  • O Benfica na Bahia de Franklin Carvalho 8 votos
  • Quênia, conheça seus clubes , de Edu Cacella e Confronto Guarani x Ponte Preta, de Gilberto Maluf  6 votos
  • Amistosos Nacionais – Década De 1960, de Walter Íris 4 votos
  • Uma tarde de gala de Michel McNish, Aliados: escudo e fichas de grandes jogos, de Mauricio Neves, 1936,Nunca houve tanto Fla-Flu , de Jorge Costa e Campeonato Amazonense De 1948, De José Ricardo Almeida 3votos
  • Campeonato Catarinense – Divisão De Acesso 2010, de Cicero Urbanski 2
  • Esporte Clube Canto do Rio de Sorocaba, de Toninho Sereno, Portuguesa de Vila Assis, de Andre Martins, Carencias dos Estaduais 1a Div.!! A retomada!!!, de Edu Cacella e Campeonato Catarinense – Divisão De Acesso 2010, de Cicero Urbanski. 1
 

Empate na votação do artigo da semana 040/2010:

  • Fichas Técnicas do Torneio Início Carioca – Walter Iris  e  Temporada Do Madureira No Rio Grande Do Sul Em 1953, de Jorge Costa. 6 votos
  • O último grande feito do futebol maranhense, de Ramssés Silva. 5 votos
  • Campeonato Paulista 1960 – Fichas Técnicas, De Rodolfo Stella 4 votos
  • Ipiranga Esporte Clube/PB de Julio Diogo ,Gibraltar-Lista de Clubes que Atuaram na 1a Divisão, de Edu Cacella, Verdadeiro escudo do Fabril Athletic Club (FAC) de São Luís, de Ramssés Silva  e  1912! Faroeste Cabloco no Futebol da Bahia! de Galdino Ferreira 2 votos
  • Fluminense, campeão brasileiro de 1970, de Antonio Ielo, Torneio Relâmpago – Rio Janeiro 1944 – Fichas Técnicas, de Rodolfo Stella,  The European Cup 1960-61  de Rodolfo Stella, A História do futebol Boliviano – Parte 4 – Antonio Mario Lelo,  ABC, Campeão Brasileiro da Série C 2010 de Ricardo Amaral, Clube Ypiranga – Campina Grande de Jorge Farah, Clubes amadores do Pará de Ricardo Amaral, Sport e Nautico, 90 anos de rivalidade nas Águas, de Ricardo Amaral e Seleção Santista De Futebol Amador Em 1972, de Julio Diogo todos com 1 voto
 

Resultado final do ARTIGO DA SEMANA 040/10:

-Homenagem dos correios ao Futebol de Gilberto Maluf 12 votos

-Breve Histórico do Futebol em Mossoró de Ricardo Amaral. 8 votos

-The European Cup 1959-60 – Fichas Técnicas de Rodolfo Stella,  Fichas técnicas dos Torneios Inícios de Walter Iris e A grande temporada internacional em 1930  de José Ricardo Almeida 5 votos

-SC Uruguaiana(RS) de Roselio Luis Basei ,  e Aliados, o Rei de Lages  de Mauricio Neves 4 votos

-Meu Figueirense adorado!, de Michel McNish e  O derby paulista em salvador de Galdino Silva 3 votos

-A origem do nome Baraúnas de Ricardo Amaral,  O Urso de David de Mauricio Neves, Santa Catarina – Novembro – 1920 de Cicero Urbanski , Estádio do Coritiba, de Michel McNish e Faltou luz na decisão do campeonato! de Franklin Carvalho 2 votos

-Eu quero meu título de Michel McNish, Nosso primeiro time na Libertadores, de Gilvanir Alves,  Estrela da Vila Nivi de Toninho Sereno e ASC Jaraf, mais uma correção no Senegal!! de Edu Cacella 1 voto cada.

 

Artigo da Semana 039/10:

-Fênix Foot-ball Club de São Luís de Ramsses Silva 11 votos

-O ano que o Vitória passou o Ypiranga em títulos de Franklin Carvalho e Ingressos de jogos históricos de Gilberto Maluf 9 votos
-Botafogo do Anil – 77 anos de glórias de Ramsses Silva 8 votos

-Maga – O Íbis catarinense, de Adalberto Klüser 5 votos

-Curiosidades da Série D, de Michel McNish 3 votos

-Aliados, o Rei de Lages – de Mauricio Neves 2 votos

-Torneio 8 de Abril – 1967, de Júlio Diogo, Curiosidades Série C 2010 de Michel McNish e Laranjeiras-SE de Julio Diogo 1 voto

 

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O Fênix Foot-ball Club surge já em um período de popularização do esporte bretão na capital maranhense. Isso tudo após domínio absoluto do FAC desde os idos de 1906 e, anos mais tarde, do Luso Brasileiro.

Segundo o principal jornal da época, “A Pacotilha” (que também foi o principal veículo de comunicação do FAC defendendo, por muito tempo, seus interesses), o Fênix F. C. foi fundado em 1918, juntamente com outros inúmeros clubes futebolísticos e associações desportivas que se multiplicavam, denotando o “engatinhar” da massificação e, consequentemente, do profissionalismo, e o “princípio do fim” do amadorismo relacionado a esse esporte em terras timbiras.

O Fênix surgiu como um clube de pequeno porte, provavelmente sem sede adequada e locatário de campos de outras equipes para o mando dos seus jogos. Como exemplo disso, um jogo entre FAC e Fênix foi assim descrito na imprensa: enquanto o FAC era chamado de “o veterano no foot-ball do Maranhão” ou o “grêmio milionário”, o Fênix era tido como “um clube pequeno, apesar de esforçado”.

É preciso entender que o  início da popularização do “foot-ball association” em São Luís foi fortemente influenciado pela figura de Gentil Silva (de pensamento contrário ao do elitista e conservador sportman Nhozinho Santos, que foi fundador do FAC) que, ao sair do FAC, acaba fundando o Onze Maranhense Foot-ball Club e induzindo o surgimento de outras agremiações, com a inclusão de atletas não mais obrigatoriamente pertencentes à elite local; peladeiros, funcionários das fábricas, pescadores, ambulantes. Além da participação de jogadores das mais diversas etnias.

O time do Fênix não fugiu à essa regra de massificação; boa parte do seu elenco era composto de afrodescendentes e foi com esse plantel miscigenado que o clube conquistou o Campeonato Maranhense de 1921, vencendo clubes tradicionais e protecionistas quanto ao “não amadorismo” e “miscigenação” no foot-ball local.

A partir do final da década de 10 e início da década de 20, o que se viu nos campos maranhenses foi o negro, o mestiço e o pobre ocupando cada vez mais espaço dentro do foot-ball…e ganhando respeito e admiração, dentro e fora das 4 linhas! As aclamadas seleções maranhenses de 1927 e 1928 eram já quase que compostas em sua totalidade por afrodescendentes, indivíduos estes que gozavam de grande prestígio em São Luís.

Quanto ao Fênix F. C., faltam mais dados para uma “biografia” definitiva do clube, a serem aqui acrescentados assim que necessário. O certo é que o aspecto multiracial do plantel permaneceu intacto até os dias da foto acima postada e, com certeza, continuou até o fim das atividades da saudosa agremiação, provavelmente no final dos anos 20 ou início dos anos 30.

Era o aparecimento do profissionalismo no foot-ball maranhense. E era um caminho sem volta…

FONTE:

Claunísio Amorim Carvalho. Terra, Grama e Paralelepípedos. Ed. Café e Lápis, 2009. São Luís.

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