O Noroeste Sport Club foi uma agremiação da cidade de Porto Velho (RO). O “Rubro-negro Porto-Velhense” foi Fundado na segunda-feira, do dia 1º de Janeiro de 1923, com o nome de Club Jararaca.

A Sede provisória ficava localizada na Avenida Sete de Setembro, nº 12 – Centro de Porto Velho. Já a sua Praça de Esportes foi inaugurada na sexta-feira do dia 12 de Outubro de 1923.

O clube sobrevivia por meio de realizações de bailes de carnaval, danças de salão, que eram realizados no Hotel Brasil. E também o clube realizava leilões variados.

O Noroeste disputou o Campeonato Citadino de Porto Velho, organizado pela Liga Desportiva Porto-Velhense (LDP), nos anos de 1923, 1924, 1925 e 1926. Nessas edições, contou com as seguintes agremiações: Brazil Sport Club, Noroeste Sport Club, União Sportiva Porto-Velhense (Fundado em 1916) e Ypiranga Sport Club (Fundado em 1919).

A cada ano, as competições (Campeonato Citadino e Torneio Início) recebiam o nome de uma personalidade local. Por exemplo, em 1925, a competição recebeu o nome de Taça Paulo Saldanha (coronel e desportista da cidade). As quatro equipes citadas acima estiveram presente nas competições até a década de 40.

 

Time base de 1923: Oliveira (Maicy); Grijalva e Maurício; Carlyle, Serapião e Ferreira; Azevedo, Carola, Lauro, Antonio e Pombinha.

Time base de 1925: Bensabath; Mundico e Antonio; Lincoln, Narciso e Palácio; Telmo, Lauro, Repolho, Carroussel e Joaquim.

Time base de 1926: Lindolpho (Bensabath); João (Ângelo) e Marques; Severino (Ciclysta), Lauro (Petronillo) e Trindade (Carlos); Zezinho (Carvalho), Repolho, Durval (Saavedra), Pombinha e Boy.

 Porto Velho, antes Estado do Amazonas 

Esclarecendo que na sexta-feira, do dia 02 de outubro de 1914, Porto Velho (atual capital de Rondônia) foi oficializado como Município pelo Estado do Amazonas, que na época a localidade fazia parte.

Em 1943, foi desmembrado do Amazonas assim como o Município de Lábrea e, juntamente com os Municípios Guajará-Mirim e Santo Antônio do Alto Madeira, desmembrados do Mato Grosso, passou a constituir o Território Federal do Guaporé, sendo sua capital.

Em 1945, após diversas reivindicações do Estado do Amazonas neste sentido, o Município de Lábrea foi devolvido ao Amazonas e o Município de Santo Antônio do Alto Madeira foi extinto, passando a integrar Porto Velho, sendo este e Guajará-Mirim os únicos municípios que compunham o Território Federal do Guaporé que, em 1956 passou a ser denominado Rondônia, e veio a ser elevado à categoria de Estado em 4 de janeiro de 1982.

 

FONTES: Prefeitura de Porto Velho/RO – Wikipédia – Alto Madeira (RO)

 

O Grêmio Sportivo Ruy Barbosa foi uma agremiação da cidade de Pelotas (RS). O Alviverde Pelotense foi Fundado na quarta-feira, do dia 30 de Março de 1927.

O futebol em Pelotas estava efervescente em 1922, onde existiam quatro ligas na cidade: Liga Pelotense de Foot-ball (LPF), Liga Cassiano do Nascimento (LCN), Liga Desportiva Acadêmica (LDA) e Liga José do Patrocínio (LJP).

Durante esse período, o Ruy Barbosa disputou várias competições em diversas ligas, como por exemplo, no Campeonato Pelotense de 1933, organizado pela LPAD (Liga Pelotense de Amadores de Desportos).

O GS Ruy Barbosa foi Campeão pela LCN, da Série B de 1941. Não confundir com o Sport Club Ruy Barbosa, da cidade de Porto Alegre (Fundado em 1915).

FONTES: Jornal Opinião Pública (RS)  - A Federação Orgam do Partido Republicano (RS) – Illustração Pelotense (RS) – Christian Ferreira Mackedanz – Rosélio Luís Basei

 

Esporte Clube Húngaro Ypiranga (Y.M.S.E. – Ypiranga Magyar Sport Egiletfoi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na década de 20, ficava sediado no Bairro da Villa Anastácio, do Distrito da Lapa, na Região Oeste de São Paulo. Aliás, a escolha da sede não foi à toa.

O bairro possui imigrantes lituanos, russos, croatas e italianos, mas o predomínio era da colônia húngara. A escolha das cores (verde e branco) e o modelo do uniforme foi uma homenagem ao grande clube húngaro dos anos 30: Ferencváros Torna Club (conhecido como “Águias Verdes”, que fica sediado na capital húngara de Budapeste, fundado em 03 de maio de 1889).

Escudo retirado da Revista Híradó - Informativo da Associação Húngara - Brazíliai Magyar Segélyegyle

1930 – Clube se filia a APSA

Na quinta-feira, do dia 06 março de 1930, o clube foi filiado na seção da Divisão Municipal, da Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA). No mês seguinte, disputou o Torneio Eliminatório entre as equipes da Divisão Municipal, para preencher as duas vagas para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão da APSA de 1930.

Estreou com vitória, no domingo, do dia 20 de Abril de 1930, ao ser vencer o Húngaro Paulistano pelo placar de 2 a 0. Porém, no feriado da quinta-feira, do dia 1º de Maio (Dia do Trabalhador) de 1930, acabou sendo eliminado pelo Luso Brasileiro, ao ser derrotado por 2 a 0.

Nas três temporadas em sequência o Húngaro Ypiranga, participou do Campeonato Municipal da Segunda Divisão (equivalia a Terceira Divisão Paulista) da APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos): 1931 (Quarta Divisão), 1932 (terminando na 6ª e penúltima posição) e 1933 (Quarta Divisão).

Em 1932, foi promovido a Segunda Divisão Paulista (na pratica, a Terceira Divisão). Depois há um hiato até 1937 e 1938, quando disputou o Campeonato da Liga Esportiva Hungara do Brasil, onde possuíam os seguintes jogadores: Szabo, Grané, Raul, Katona, Gregorio, Kias, Drobina I, Drobina II, Klacsák, Diego, Kahnan, Bolazs III e Mike.

Time-base de 1930: Katko; Carlito e João; Stern, João e Hanseck; Sipos, Platech, Perez, Tatu e Baleca.

Time-base de 1931: Zelise (Estevam ou Massa); Milinkovitz (José ou Grillo) e Perez (Carlito); Stern (Careca), Pinto I (Alexandre) e Vicentini (Luiz ou Kiraly); Caetano (Crocce), Francisco (Ferreira ou Katona), Platteck (Anselmo), Mininich (Benando ou Zani) e Balazs (João ou Minguito).

Time-base de 1932: Celisi (Martins); Milinkovitz e Carlito (Yochis); Hanck II (Perez), Balaza e Handro I (Jorge); Katona, Zani, Caetano (João), Plotck (Pinto) e Henrich (Dicto).

Time-base de 1933: Katko (Erno); Milinkovitz (Baveito ou Carlito) e Perez (Grulo ou Carlos Thomaz); Hancsko (Zubra), Zumbera (Jorge) e Famas (Varga ou Charly); Kolarreck (Zani ou Pinto), Catona (Mursa ou Protek), Plateck (Zaitano), Heirrieu (Gloteck ou Henrique) e Balass (Ilcinsvick ou João).

Foto acima de 1934 (esquerda para a direita): alguns jogadores foram identificados. O 2º era  Milinkovic; o 4º era Plotek; o 8º era Buono. O senhor de terno e gravata era o técnico Josef Folker, que depois chegou a presidir o clube.

 

FONTES: A Noite (RJ) –  Correio de São Paulo – Correio Paulistano – A Gazeta (Esportiva) – Associação Húngara – Sociedade Brasileira de Socorro do Brasil (http://www.ahungara.org.br/)

FOTO de 1934: Acervo de Sérgio Adriano Buono

 

O Sport Club Húngaro Paulistano (São Pauloi Magyad) foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado por húngaros desportistas da escol. na quinta-feira, do dia 20 de Fevereiro de 1919. O futebol era o carro-chefe, mas também participavam de outras modalidades como o Ping-Pong (Tênis de Mesa), Xadrez, entre outros.

Em relação a Sede, o clube passou por vários endereços. Citando alguns:  Rua da Mooca, nº 381, no Bairro da Mooca (1930); Ladeira Santa Ephigenia, nº 19 / sobrado (1931); Rua (atual Avenida) Carlos Campos, s/n, no Bairro Pari (1937); Rua Brigadeiro Tobias, nº 509, Centro, São Paulo (SP). Número do Telefone: 4-6304 (até 1940).

A Praça de Esportes ficava na Rua Brigadeiro Tobias, nº 55-A, Centro de São Paulo. Além do nome, para não deixar dúvidas, o escudo foi inspirado no distintivo da Seleção Húngara de futebol, assim como o uniforme também seguia a mesma linha utilizando as cores da Hungria (grená, branco e verde).

Competições

Em março de 1927, ingressou na LAF (Liga de Amadores de Futebol), onde disputou no mesmo ano a Segunda Divisão, da Série Principal (equivalente a Terceira Divisão Paulista), que em termos de importância só ficava atrás da Série Intermediária (Segunda Divisão) e da Primeira Divisão da Série Principal (Elite Paulista).

Em 1929, o Húngaro Paulistano participou da Divisão Municipal, pela LAF. Uma Quarta Divisão Paulista.

Disputou o Torneio Eliminatório entre as equipes da Divisão Municipal, para preencher as duas vagas para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão da APSA de 1930. Porém, acabou caindo na 1ª fase, no domingo, do dia 20 de Abril de 1930, ao ser derrotado pelo Húngaro Ypiranga por 2 a 0.

Esteve presente no Campeonato Municipal da APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos) de 1931 e 1932. Um fato curioso, aconteceu na segunda-feira, do dia 06 de Julho de 1931.

 

Escudo retirado da Revista Híradó - Informativo da Associação Húngara - Brazíliai Magyar Segélyegyle

Preliminar do amistoso internacional

O Húngaro Paulistano fez a preliminar do amistoso internacional, entre o Palestra Itália (atual Palmeiras) versus o campeão húngaro: Ferencvárosi Torna Club, às 21h40, que terminou com a goleada dos brasileiros por 5 a 2.

Na preliminar o Húngaro Paulistano foi derrotado por 4 a 2, pelo Club Athletico Brasil. Porém, a felicidade em estar no mesmo palco que o clube húngaro superou a derrota.

 

Clube é desclassificado e recebe multa pesada

No Campeonato Paulista da Segunda Divisão da APEA de 1933, o Húngaro Paulistano acabou passando por uma situação desagradável. Após não ter comparecido em dois jogos, o clube sofreu dura punição.

De acordo com a letra “G” do Artigo 27 do código de penalidades, por não ter comparecido no domingo, dia 23 de julho de 1933, para enfrentar o Esporte Clube Ypiranga, a APEA desclassificou o Húngaro Paulistano, além de ter recebido uma multa de 200$000 (duzentos mil réis).

 

Clube é obrigado a mudar o nome  

No início de fevereiro de 1940, o Sport Club Húngaro Paulistano solicitou autorização para funcionar como sociedade brasileira. No entanto, o então Ministro da Justiça, o mineiro Francisco Campos, de 49 anos, afirmou que só iria autorizar se caso a agremiação modificasse o nome, de acordo com a lei em vigor na época.

Diante das poucas opções, o Sport Club Húngaro Paulistano acabou acatando a “recomendação” e decidiu alterar o nome para: Clube Cultural Paulistano. A mudança acarretou com o afastamento do futebol.

Na década de 40, mudou de Sede duas vezes: Rua Sousa, nº 193; e na Rua Aurora, nº 408. Na década de 50, se transferiu para a Rua Conselheiro Nébias, 815, no Bairro dos Campos Elísios.

Durante esse período o clube apareceu diversas vezes no noticiário esportivo no Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Xadrez. As últimas linhas sobre a existência do Clube Cultural Paulistano se esvaíram em meados da década de 70.

Time-base de 1927: Isazy; Matis e Hachmant; Miklos, Alcides e Boskovitz; Strauss II, Timon, Fillip, Varga e Strauss I.

Time-base de 1929: Raez (Varga); Horvath I e Bugyi (Horvath II); Nebel, Boskovitz e Stanicz; Marosan, Tomon (Stnutz), Kaplar (Varga), Struc (Tonem), Piller (Beltz).

Time-base de 1931: Casanady (Huber); Emílio e Idylio; Enke (Coke), Paschoal (Luiz) e Jacob (Manoel); Mathias (Augusto), José, Francisco, Ernesto (Varga) e Struc.

Time-base de 1932: Malck; Norvath e Bettoni; Kebel, Paschoal e Franckfurter; Barno, Costa, Roggerio, Hausner e Crocci.

 

FONTES: Correio Paulistano – Almanak Laemmert : Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) – Jornal dos Sports – Correio de São Paulo – Correio Paulistano - Diario Nacional : A Democracia em Marcha (SP) - A Gazeta (SP) – A Rua : Semanario Illustrado (RJ) – Revista Híradó (Informativo da Associação Húngara – Brazíliai Magyar Segélyegylet ) – Associação Húngara – Sociedade Brasileira de Socorro do Brasil (http://www.ahungara.org.br/) – Tribuna da Imprensa (RJ) – O Estado de Florianópolis (SC)

 

O Esporte Clube Canarinho foi fundado em 20 de outubro de 1973, na Associação Portuguesa, na cidade de Taguatinga (DF). A 1ª Diretoria ficou assim composta: Presidente – Manoel Ramos dos Santos; Vice-Presidente – Evilásio Meira de Souza; Secretário Geral – Raimundo Meira de Souza; 1º Tesoureiro – Expedito Geraldo de Lima; 2º Tesoureiro – Alzerino Cardoso; Conselheiro – João Milani de Souza; Diretor de Futebol – Francisco Araújo Freitas; Diretor de Relações Públicas – Severino Erasmo de Lima; Vice-Diretor de Futebol – Ramiro Cardoso e Supervisor de Futebol – Manoel Gomes Feitosa Neto.

Participou da I Copa Arizona de Futebol Amador de 1975, torneio que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e foi iniciada em 19 de março. Não conseguiu classificação dentre os oito finalistas.  No dia 25 de março de 1975 solicitou filiação à Federação Metropolitana de Futebol.
Sua primeira participação em torneios realizados pela Federação aconteceu neste mesmo ano. Foi o Torneio Quadrangular da FMF que contou com quatro clubes: o Canarinho, Guadalajara, Humaitá e Relações Exteriores. E o Canarinho estreou ficando com o título de campeão.
No dia 6 de julho, derrotou o Guadalajara, por 2 x 0. No dia 12 de julho, empate em 0 x 0 com o Relações Exteriores. O título veio após a vitória de 3 x 1 sobre o Humaitá, em 3 de agosto. Logo depois, foi um dos oito clubes que disputaram o campeonato oficial de 1975. Fez sua estréia no dia 20 de setembro, com vitória de 1 x 0 sobre o Guadalajara, gol de Peba.
No final do campeonato, ficou na sexta colocação, na frente apenas de Humaitá e Guadalajara. Foram apenas duas vitórias (a outra foi contra o Ceub, por 2 x 0, em 8 de dezembro de 1975) nos 14 jogos que disputou. Conseguiu ainda quatro empates. Marcou 16 gols e sofreu 23.
No dia 15 de agosto de 1976 participou da reabertura do Estádio “Chapadinha”, em Brazlândia. Neste dia, em jogo válido pelo campeonato brasiliense de 1976, foi derrotado pelo Brasília, por 1 x 0. A partir desta data, passou a mandar seus jogos neste Estádio, não mais perdendo: 1 x 1 Gama, 3 x 0 Cruzeiro e 1 x 1 Humaitá.
Em 1976 esteve presente no campeonato brasiliense de profissionais. Sua estréia aconteceu no Estádio Pelezão, em 24 de abril, na derrota de 2 x 0 a favor do Ceub. Ficou na quinta colocação no geral, vencendo três dos quinze jogos disputados. No ano de 1977 tomou parte de três competições.
No primeiro deles, o Torneio Imprensa (disputado por nove equipes), de 5 de março a 7 de maio, ficou com o vice-campeonato. Logo depois, participou do campeonato brasiliense de 1977, ficando com a quarta colocação, somando 9 pontos, advindos de três vitórias e três empates nos treze jogos que disputou.
Passou a ficar conhecido nacionalmente de forma negativa, após um amistoso contra o Grêmio, de Porto Alegre, em 23 de novembro de 1977, no Pelezão. No final do jogo o placar apontava 11 x 0 a favor do tricolor gaúcho. Além da impiedosa goleada, teve um prejuízo de mais de 150 mil cruzeiros.
Apenas 1.130 pessoas foram ver o jogo, proporcionando a renda de Cr$ 35.690,00. O Grêmio tinha um time fortíssimo e não foi difícil chegar aos onze gols, marcados por Tarcísio (2), Ladinho, Éder (2), Alcindo (3), Vilson e Leandro (2). Por último, participou do Torneio Incentivo, juntamente com Desportiva Bandeirante, Gama, Grêmio e Taguatinga.
Chegou a vencer o segundo turno mas uma suspeita levou a Federação a formular uma consulta ao Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Desportos-CBD com relação a condição de jogo dos atletas profissionais do Canarinho. Em 2 de fevereiro de 1978, o Esporte Clube Canarinho encaminhou ofício pedindo licenciamento junto a Federação Metropolitana de Futebol, por um ano. Nunca mais voltou a disputar competições oficiais no Distrito Federal.

 

FONTES: Almanaque do Futebol Brasiliense – Jornal dos Sports (RJ) – Correio Braziliense (DF)

 

A Associação Atlética Brooklyn Paulista foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Os “Brooklinenses” foi Fundado na quarta-feira, do dia 22 de Março de 1922, por um grupo de jovens entusiastas. A 1ª Diretoria foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente - Jorge Ferreira;

Vice-Presidente - José Joaquim Gonçalves;

1º Tesoureiro - Joaquim Passador;

2º Tesoureiro - Benedicto Brando de Araújo;

1º Secretário - Antonio Pacheco Valente;

2º Secretário - Manoel Pacheco Valente;

Diretor Esportivo - Bellino Domingues Borba.

Primeiro escudo

Uniforme e a Praça de Esportes

O 1º uniforme eram camisa branca e meias e calções negros, para o primeiro time de futebol do bairro, que pouco demorou para tornar-se o xodó de todos os moradores.

Sua bem-freqüentada Praça de Esportes formava um quadrilátero, limitado pelas atuais: Avenida Morumbi, Rua das Margaridas, Pássaros e Flores e Coronel Conrado Siqueira Campos, no Bairro Jardim das Acácias.

As partidas aconteciam nas tardes de domingos. Por muito tempo e enquanto os campos de futebol de várzea resistiram ao assédio de um mercado imobiliário em constante ebulição, a A.A. Brooklyn Paulista montou grandes equipes, numa sucessão inesgotável de excelentes atletas.

Celeiro de craques

Houvesse, porventura, algum registro da trajetória histórica desse clube, jogadores como Piérre Pellerin, Carijó, Pascoal Barba, Artur Araújo, Afonso, Manuel Gimenez, os irmãos Antônio, Jacinto e Geraldo Pacheco Valente, posteriormente, Angelim, Eurides, Vicente, Zeca, e ainda Chafic Chueri, Maluco, João Três Pulos, Anibal Gonçalves, Alberto Bacellar, as duplas de irmãos Pascoal e Aristides Carota e Téte e Moacir, dificilmente seriam esquecidos.

Vários deles, de tão bons que foram, seguiram carreira como profissionais. De outros bairros, também surgiam esquadrões de peso: o Marechal Floriano F.C., o Clube Couto de Magalhães e o Marítimo F.C. que, por anos a fio, incendiaram as tardes de domingo do Itaim Bibi e Vila Nova Conceição.

E ainda, o Santo Amaro F.C., o afamado e semi-profissional LPB, do Laboratório Paulista de Biologia, comandado pelo zagueirão uruguaio, Herculano Squarzza, e o timaço do Casas Avenida, entre outros. Quando o time do Brooklyn os enfrentava, semanas antes, já se imaginava o que seria desses memoráveis confrontos.

Clube participou da Revolução Constitucionalista de 1932

Consta na história do clube a participação, na Revolução Constitucionalista de 1932, dos sócios: Domingos Geraldo Minguta; Ernesto Lopes; João Helmuth; Gabriel Archanjo de Moura; Armando Bresciani; Goberto de Paula Avellar; Alberto Pellerin e Walter Ahrens.

Após o fim da revolução em agosto de 1932, o Brooklyn Paulista realizou um festival em Santo Amaro, onde arrecadou importante valor à época de209$900 (duzentos e nove mil e novecentos réis), importância esta entregue ao então Prefeito Municipal, Dr. Francisco Ferreira Lopes.

Curiosidades

A Associação Atlética Brooklyn Paulista foi uma agremiação que conquistou a simpatia e rapidamente prosperou a ponto de, à época, figurar entre os grêmios de maior relevância da capital. A sua Sede própria tinha um salão de baile, secretaria, acomodações para os grêmios visitantes e uma boa praça de esportes.

Em 1942, o clube já contava com 120 sócios, demonstrando a sua força na região. Anos depois, do outro lado da rua, num campo de terra e de frente para a Avenida Santo Amaro, a Portuguesa, fundada pela colônia lusitana local, passou a mandar seus jogos no mesmo dia e horário. Em 23 de março de 1947, a A.A. Brooklyn Paulista promoveu inúmeras festividades para comemorar o 25º aniversário de sua fundação.

A aguardada partida de encerramento foi disputada com o Clube Esportivo Gazeta, da Fundação Cásper Líbero. Na ocasião, os já veteranos, Manuel Pacheco Valente, Darwin Belletato e Pascoal Barba, compunham a sua diretoria.

Convidados especiais também se fizeram presentes, dentre eles o Dr. Waldemar Teixeira Pinto, subprefeito de Santo Amaro. O evento ainda contou com a cobertura de emissoras de rádio, do jornal A Gazeta Esportiva e outros periódicos da capital.

Anos 50 representou a extinção do Brooklyn Paulista

Mas em meados da década de 1950, o campo da A.A. Brooklyn Paulista deixou de existir. A construção e venda de dezenas de residências tomaram o seu lugar. Não tendo mais onde jogar, o clube desapareceu, deixando para a posteridade aproximados quarenta anos de importantes conquistas.

O campo da Portuguesa teve idêntico destino. Primeiramente, foi ocupado pela empresa Divena, revendedora de caminhões pesados, de propriedade de Anésio Urbano. Depois, com edifícios de escritórios e apartamentos. Mas ainda restavam outros times, surgidos depois, e outros campos: o Estrela D’Alva, entre as Ruas Roque Petrella, Francisco Dias Velho e Ministro José Galloti, hoje abrigando o convento da Congregação das Filhas de São José, uma agência do Unibanco, além de vilas e novos sobrados.

Os dois últimos a sumir foram o Vila Carmen, absorvido pela Avenida Vicente Rao e o União da Mocidade, no fim da Rua Bernardino de Campos. No início dos anos 1960, seu campo foi devorado pelo polêmico, frustrado e até hoje mal-digerido Anel Viário de São Paulo, projetado pelo DER.

No entanto, suas obras jamais foram iniciadas, embora tenha sido expressivo o número de desapropriações ocorridas no local. O tempo perdido e o acintoso desperdício de dinheiro público foram circunstâncias que marcaram a passagem do fracassado projeto pela região.

Em sinal de “reconhecimento“, os brooklinenses bem que poderiam conferir ao governo um meritório troféu, por ter parido a gigantesca e problemática Favela do Buraco Quente, que por obra de sua inconseqüente conduta ocupou as margens do Córrego Águas Espraiadas, por ininterruptos 25 anos.

Aproximadamente na mesma época da extinção da A.A. Brooklyn Paulista, a indústria de acumuladores Durex dividiu o imenso terreno que possuía na Avenida Morumbi, para construir um magnífico mini-estádio de futebol. Funcionários da fábrica e ex-jogadores profissionais formavam o seu esquadrão.

Seu objetivo era disputar e vencer o Campeonato Paulista de Futebol Amador. E tinha time para isso. Durante uma partida oficial contra Sampaio Corrêa, da zona leste, e com as arquibancadas literalmente tomadas por torcedores de ambos os lados, instalou-se uma tremenda pancadaria e troca de tiros que, por pouco, não terminaram em tragédia, dentro e fora do campo.

Na manhã seguinte, o lamentável episódio invadiu o noticiário policial de rádios e jornais da capital, levando a empresa a encerrar, às pressas, as atividades do time e a transformar a bela praça de esportes em ruas e lotes de terreno.

 

FONTES: “Os antigos times de futebol do Brooklin Paulista”, de João Bosco Petroni – Site ‘Em Sintonia’ – Acervo de Ricardo Hucke – Álbum de Santo Amaro de 1935

 

FONTE: Illustração Pelotense (RS)

 

FONTE: Light (RJ)

 

O Clube Atlético das Bandeiras foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado no sábado do dia 14 de Julho de 1917, por libaneses e sírios com o nome de Sport Club Sírio. As suas cores: vermelha e branca.

Aliás, essa matéria conta parte da história do Sírio que não é encontrada, sequer, no site do próprio clube. A vida do Sírio transcorreu com os seus altos e baixos até o início de 1942. No entanto, os reflexos da Segunda Guerra Mundial chegou no Brasil. O governo de Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com os países do eixo, Itália, Alemanha e Japão, em janeiro de 1942.

Depois desse ato, 19 navios brasileiros foram torpedeados no Atlântico, o que causou a morte de mais de 700 pessoas e fez com que Vargas se juntasse aos aliados na Segunda Guerra Mundial para se integrar à Aliança contra os totalitários.

Oficialmente, a portaria homologada no dia 11 de março de 1942, sob decreto lei de nº 4.166, determinava que os bens pertencentes a italianos, alemães e japoneses, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, poderiam ser confiscados e empregados pelo governo brasileiro para compensar os prejuízos resultantes de atos de agressão praticados pelos países em guerra contra o Brasil. A maioria dos clubes de origem alemã e italiana no país alteraram o nome para não sofrerem confiscos.

Um mês antes do decreto lei, o Sport Club Sírio se antecipou e na segunda-feira, do dia 09 de Fevereiro de 1942, alterou o nome para Clube Atlético das Bandeiras. No jornal Correio Paulistano fez um resumo da mudança:

Por determinação do Ministério Público, em face da nova legislação, o Sport Club Sírio, conforme deliberação do corpo de fundadores, reunido em assembléia geral extraordinária, mudou a sua denominação para Clube Atlético das Bandeiras. Obedecendo a determinação dos poderes públicos, o Sport Club Sírio, sendo uma sociedade esportiva essencialmente nacional, continuará, como até agora, incentivando o esporte, e sob a nova denominação de Clube Atlético das Bandeiras, permanecerá fiel ao ideal que sempre foi a razão da existência do Sport Club Sírio, que é a preparação da mocidade brasileira para a formação de um Brasil forte e glorioso“.

A sua Sede e a Praça de Esportes ficava na Rua Pedro Vicente, nº 421, no Bairro da Luz (na época: Ponte Pequena), na Zona Central de São Paulo (SP). Atualmente no local está instalado o Clube CMTC.

Com o novo nome, a sua 1ª aparição ocorreu no Torneio Início da Divisão Principal de 1942, organizado pelo Departamento Amador da Federação Paulista de Futebol.

Flâmula do Clube Atlético das Bandeiras

No domingo, do dia 26 de Abril de 1942, às 13h30, a competição transcorreu no campo da Associação Atlética Light & Power, na Avenida Presidente Wilson, s/n (com entrada também pela Avenida do Café, antiga Avenida do Estado), no Bairro da Mooca, em São Paulo.  O torneio contou com a participação de nove equipes:

Associação Atlética Guanabara,

Associação Atlética Light & Power,

Clube Atlético das Bandeiras,

Clube Atlético Indiano,

Clube Esportivo América,

Esporte Clube Araguaia,

Grêmio Atlético Álvares Penteado,

Lapeaninho Futebol Clube,

Santo Amaro Futebol Clube.

No Campeonato Divisão Principal de Amadores de 1942, o Bandeiras terminou na 4ª colocação. Em 1943, ficou em 7º lugar; em 1944 terminou na 5ª posição; em 1945 acabou desclassificado terminando em 11º e último lugar; não participando das edições seguintes.

Se dentro de campo, deu uma esfriada, fora das quatro linhas o clube estava efervescente. Em 1949, com o apoio de um grupo de sócios abnegados, a diretoria ousou. Primeiro ao vender a sede da Ponte Pequena, com 45 mil metros quadrados, e depois as aquisições de diversos lotes de terreno no “Caminho do Aeroporto” com espaço suficiente para atender ao crescente número de associados.

As obras do primeiro prédio no novo endereço: da Avenida Indianópolis. O primeiro Plano Diretor, elaborado pelo arquiteto Ícaro de Castro Mello, com a participação de Roberto Burle Marx traçou a forma atual do Clube, na época apelidado de “A joia do Aeroporto”.  Assim começou os primeiros dias de 1950. No meio das obras, o clube montou a sua Sede provisória na Avenida Washington Luís, nº 1.200 (no antigo Colônia), no Bairro de Santo Amaro, em São Paulo.

Para completar a metamorfose, a diretoria, em assembléia geral, na segunda-feira, do dia 30 de Janeiro de 1950, decidiu retomar a antiga nomenclatura, e a agremiação voltou a se chamar: Esporte Clube Sírio, que por sinal existe até os dias de hoje.

Dessa forma, por quase oito anos, foi colocado um ponto final no Clube Atlético das Bandeiras. O fato curioso e, no mínimo, estranho é que essa parte da história do Sírio sob o nome de Clube Atlético das Bandeiras não é mencionado na história disponibilizado no site do clube. Por quê? Só o clube para responder a esse mistério!

FONTES: Correio Paulistano – Esporte Clube Sírio – A Noite (RJ) – Jornal de Notícias (SP) – Mercado Livre

 

O Íbis Futebol Clube (Íbis da Torre) é uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A história do clube começou na segunda-feira, por volta das 20 horas de uma noite bastante significativa para os moradores do Bairro da Torre, no dia 05 de Maio de 1952, em uma modesta residência de nº 955, localizada na antiga Rua Adolfo Cirne, hoje, Beira Rio, nasceu o querido e aguerrido Íbis Futebol Clube, o “Pássaro Preto da Torrelândia“.

Primeira Diretoria

Os jovens, Osvaldo Canuto, proprietário da casa citada acima, fundador e 1º Presidente; João Gomes Damásio, 1º Secretário; José Bezerra Finizola, Tesoureiro; Afonso Alves, Diretor de Esportes; e os Conselheiros José Paulo, Evandro Chaves e Francisco de Assis Dourado;formaram a 1ª Diretoria que muito contribuiu com o nosso futebol.

Descrição do Uniforme e escudo

Com meias rubro-negras, calção branco ou preto, camisas nas cores vermelha e preta em faixas diagonais, aqueles fundadores puseram como escudo o desenho de um pássaro todo preto conhecido como Íbis, ave essa que foi objeto de veneração religiosa pelos povos do antigo Egito. Aliás,           na cidade do Recife (PE), existe um clube fundado antes do Íbis da Torre com o mesmo nome e escudo.

 

História no futebol paraibano

Essa agremiação que vem atravessando décadas ajudando na formação e disciplina de jovens garotos, estreou nos gramados goleando o esquadrão do Sá Andrade Esporte Clube, por 6 a 1, com gols marcados por Airton e Gogóia (ambos dois tentos), Curica e Afonso, um gol cada.

 

Vice-campeão Paraibano de 1958

Muita gente não sabe, mas o Íbis da Torre disputou por três anos seguidos o Campeonato Paraibano de profissionais, nos anos de 1958, 1959 e 1960, sendo vice-campeão em 1958, quando foi derrotado na final pelo Auto Esporte Clube. Na década de 60 o time priorizou as suas tradicionais categorias de base, que sempre formou grandes promessas para o nosso futebol, se afastando das competições profissionais, organizada pela Federação Paraibana de Futebol (FPF).

 

Títulos

Essas promessas, inclusive, conquistaram duas competições, invictos no ano de 1965, o campeonato amador e o denominado de misto, por permitir a inscrição de cinco jogadores profissionais reforçando o quadro de aspirantes. Ser titular no quadro do Íbis era sinônimo de ser ‘bom de bola’ e currículo para um dia vestir uma camisa de um time maior.

 

Craques revelados no Íbis da Torre

Quem não se lembra do famoso Zé do Figo, que jogou em grandes times do Estado. Do grande Miruca, que jogou no Treze de Campina Grande, no Clube Náutico Capibaribe, do Recife e no time do São Paulo Futebol Clube. Do meio campista Chocolate, que quando se profissionalizou foi para o Botafogo. E do cabeludo Odon, jogador que foi ídolo por muitos anos do Botafogo (PB) e pretendido pelos grandes do Sul Maravilha. Esses atletas citados começaram as suas respectivas carreiras defendendo as cores rubro-negras do “Pássaro Preto da Torrelândia“.

Clube vive uma realidade precária 

Infelizmente, hoje no tradicional bairro da Torre não existe mais campos de futebol, a própria Sede do clube foi desativada (na Rua Dep. Odon Bezerra, nº 580, Torre (atual: Tambiá), em João Pessoa), funcionando provisoriamente e precariamente em um cômodo de uma casa no Bairro de Mangabeira, graças a um ex-atleta que vestiu a sua camisa na década de 60 e, no início da década de 70 ingressou na diretoria sendo presidente por várias vezes e anos.

Seu nome, José Dimas Medeiros, um abnegado professor de matemática e eterno presidente que guarda com carinho e devoção o acervo do clube, comentando com saudosismo e tristeza os anos de glória do Íbis. Aos 74 anos de idade, ele fala com uma certa mágoa da falta de políticas públicas eficientes em prol dos clubes amadores. Mesmo com toda essa dificuldade ele ainda consegue fazer o clube disputar o Campeonato Paraibano, na categoria Sub-20 e sonha com a volta por cima da agremiação.

 

FONTE: “Causos & Lendas do nosso futebol”, escrito pelo jornalista Francisco Di Lorenzo Serpa, do Jornal A União (11/07/2015)

© 2019 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha