Todos os jogos foram realizados na data de 24 de abril de 1932, no estádio da Chácara da Floresta.

 

1º jogo – Palestra Italia x C.A. Ypiranga

Juiz: Paulo Wenzel

Palestra: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Garcia. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

Ypiranga: Ratto, Bruno e Roval. Nilo, Santos e Gallet. Figueiredo, Moreschi, Nelson, Dias e Fellipeli.

O Palestra classificou-se: dois escanteios contra um escanteio do Ypiranga.

 

2º jogo – S.C. Syrio x SC Germania

Juiz: Enéas Sgarzi

Syrio: Abdalla, Chaves e Ferreira. Del Grande, Vanni e Tuffi. Del Pero, Waldemar, Petronilho, Pedrinho e Vicente.

Germania: Pedro, Moura e Antunes. Cayuba, Carneira e Ferreira. Patricio, José, Chimenti, Mayrena e Corsato.

O Syrio classificou-se: dois gols de Petronilho e um escanteio contra dois escanteios do Germania.

 

3º jogo – S.C. Internacional x Portugueza de Esportes

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Internacional: Piva, Pastore e Agostinho. Rossi, Bastos e Manggione. Pelluzzo, Carlos, Heitor, Arantes e Vicente.

Portugueza: Waldemar, Passarine e Duarte. Xará, Waldomiro e Del Nero. Guilherme, Pixo, Carioca, Alberto e Zequinha.

O Internacional classificou-se: Um gol de Pelluzzo e um escanteio contra um escanteio da Portugueza.

 

4º jogo – A.A. São Bento x C.A. Santista

Juiz: José Folker

São Bento: Amparo, Mesquita e Votorantim. Ruiz, Duilio e Pacco. Caetano, Moura, Barrilotti, Bindo e Waldemar.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Bisoca, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O C.A. Santista classificou-se: um escanteio contra nenhum da A.A. São Bento.

 

5º jogo – S.C. Corinthians Paulista x Santos F.C.

Juiz: Carlos Friedenreich

Corinthians: Hamos, Neco e Conti. Sala, Rizieri e Joãozinho. Orlando, Zuza, Mamede. Mingo e Ratto.

Santos: Victor, Meira 2º e Feitiço. Zinho, Agostinho e Abreu. Victor, Armandinho, Strauss, Ceppo e Hugo.

O Santos F.C. classificou-se: Dois gols (Armandinho e Agostinho) e um escanteio contra um escanteio do Corinthians.

 

6º jogo: São Paulo F.C. x C.A. Juventus

Juiz: Attilio Grimaldi

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

Juventus: José, Segalla e Piola. Joãozinho, Brandão e Carlos. Raul, Nico, Orlando, Moacyr e Euvaldo.

O São Paulo F.C. classificou-se: um gol de Barthô e um escanteio contra um escanteio do C.A. Juventus.

 

SEMIFINAIS

 

7º jogo: Palestra Italia x S.C. Syrio

Juiz: Victorio Sylvestre

Syrio: Abdalla, Chaves e Ferreira. Del Grande, Vanni e Tuffi. Caetano, Waldemar, Petronilho, Pedrinho e Vicente.

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Garcia. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

O Palestra Italia classificou-se: um gol de Imparato e um escanteio contra um escanteio do S.C. Syrio.

 

8º jogo: S.C. Internacional x C.A. Santista

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Internacional: Piva, Pastore e Agostinho. Rossi, Bastos e Manggione. Pelluzzo, Carlos, Heitor, Arantes e Vicente.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Pennaforte, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O C.A. Santista classificou-se: um gol de Gy e dois escanteios contra nenhum do S.C. Internacional.

 

9º jogo: Santos F.C. x São Paulo F.C.

Juiz: Carlos Strobel

Santos: Victor, Meira 2º e Feitiço. Zinho, Agostinho e Abreu. Victor, Armandinho, Miguelzinho, Ceppo e Hugo.

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

O São Paulo F.C. classificou-se: dois gols (Araken e Armandinho) contra um gol do Santos F.C. (Feitiço) e um escanteio.

 

10º jogo: Palestra Italia x C.A. Santista

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Giglio. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Pennaforte, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O Paletra Italia classificou-se: dois escanteios contra um escanteio do C.A. Santista.

FINAL

11º Palestra Italia x São Paulo F.C.

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Giglio. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

O São Paulo F.C. sagrou-se campeão: 1 gol (Barthô) e um escanteio contra nenhum do Palestra italia.

 

Fonte: Diário Nacional

 

Campeonato Paulista de Futebol do Interior do ano de 1931

Os clubes campeões de suas respectivas regiões.

1ª região – Botafogo F.C. – Ribeirão Preto

2ª região – C.A. Cravinhos – Cravinhos

3ª região – Campinas F.C. – Campinas

4ª região – Floresta A.C. – Amparo

5ª região – Rio Claro F.C. – Rio Claro

6ª região – E.C. XV de Novembro – Jaú

7ª região – Ruy Barbosa F.C. – São Carlos

8ª região – A.A. Avareense – Avaré

9ª região – Paulista F.C. – Jundiaí

10ª região – Cachoeira F.C. – Cachoeira

11ª região – E.C. Taubaté – Taubaté

12ª região – E.C. XV de novembro – Piracicaba

13ª região – Mirassol F.C. – Mirassol

 

SEMI FINAIS

6 de março de 1932

Campinas F.C. 3 x 3 Paulista F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca

Juiz: Attilio Grimaldi

Gols: Celso, Luna e Zé Luiz (c) (Paulista) e Daniel, Camillo (2) (Campinas)

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e  Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Ferrinho e Orestes.

Paulista: Zé Dica, Gallo e Fregola. Soares, Baptista e Bento. Celso, Diaco, Camargo, Lamaneres e Luna.

Ruy Barbosa F.C. x Mirassol F.C. – campo da A.A. Internacional de Bebedouro

Classificado: Mirassol F.C.

Floresta F.C. 2 x 4 C.A. de Cravinhos – campo da S.E. Sanjoanense – em São João da Boa Vista

Classificado: C.A. de Cravinhos

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 2 x 1 Rio Claro F.C. – campo do Guarany F.C. de Campinas.

Classificado: E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

13 de março de 1932

Campinas F.C. 2 x 1 Paulista F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca (partida desempate)

Juiz: Paulo Wenzell

Gols: Daniel e Ferrinho (Campinas) e Carlos (Paulista)

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Peres e Ferrinho.

Paulista: Zé Dica, Gallo e Fregola. Soares, Baptista e Bento. Paulo, Diaco, Carlos, Camargo e Luna.

Classificado: Campinas F.C.

 

E.C. XV de Novembro de Jaú 2 x 1 Mirassol FC – em Jaú

Juiz: Victorio Sylvestre

Gols: Domicio e Andó (XV Jaú) e Sola (Mirassol)

XV de Novembro F.C.: Armando, Marcilio e Arlindo. Paschoal, Tiry e Tino. Gostoso, Domicio, Paschoalzinho, Andó e Paixão ou Arthur.

Mirassol F.C.: Benedicto, Bazzani e Galiléo. Piccinin, Flavio e Zezinho. Sola, Licas, Rodarte ou Gotardi, Alfredo e Petronio.

Classificado: E.C. XV de Novembro de Jaú

 

20 de março de 1932

Cachoeira F.C. 2 x 3 Campinas F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca

Cachoeira F.C.: Ary, Nogueira e Zezinho. Laurindo, Macedo e Pinto. Antonio, Moreira, ???, Adauto e Lulu.

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Ferrinho e Locha.

Classificado: Campinas F.C.

 

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 4 x 3 E.C. XV de Novembro de Jaú – em Barra Bonita

Classificado : E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

 

03 de  abril de 1932

E.C. XV de Novembro de Piracicaba  3 x 0 Campinas F.C. – campo da A.A. Internacional de Limeira

Classificado: E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

 

FINAL

17 de abril de 1932

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 2 x 1 C.A. de Cravinhos – campo da A.A. São Bento da Capital

Juiz: Paulo Wenzel

Gols:  Lenzo (2-XV de Novembro) e Gumercindo (Cravinhos)

E.C. XV de Novembro (Piracicaba): Alcides I, Monaco e Petrone. Venerando, Moacyr e Nascimento. Alcides II, Lenzo, Aureo, Godoy e Leme.

C.A. Cravinhos: Romeu, Heitor e Nelson. Changue, Gumercindo e Marchette. Jogadinho, Luiz, Olavo, Serrone e Bomfim.

 

Campeão: E.C. XV de Novembro de Piracicaba

 

Fontes: Diário Nacional e A Gazeta

 

O Sport Club Brasil foi uma agremiação da cidade de Salvador (BA). A sua Sede e o Stadium Brasil, ficavam no Bairro de Brotas, na Zona Central de Salvador. O clube áureo-verde foi Fundado na terça-feira, do dia 11 de Dezembro de 1934. O Sport Club Brasil participou do Campeonato Baiano da 1ª Divisão, em duas oportunidades: 1935 (terminando na 4ª colocação) e 1936 (ficou em 6º lugar).

A escolha decriar o escudocomo uma adaptação da Bandeira Nacional não agradaram muitas pessoas, sobretudo, do meio esportivo e político, o que talvez expliquei o sumiço do clube em pouco tempo. A reportagem abaixo demonstra o quão desagradou essa escolha.

FONTES:  O Imparcial (BA)

 

Santa Cruz Futebol Clube mais conhecido como Santa Cruz é uma agremiação poliesportiva brasileira, sediada no Recife. Fundada a 3 de fevereiro de 1914, é um dos mais tradicionais e populares clubes de futebol de Pernambuco e do Nordeste brasileiro.

Suas cores oficiais são o preto, o branco e o vermelho. Costuma mandar suas partidas no Arruda, um dos seis maiores do país. Tido como um dos três clubes de maior torcida de Pernambuco, tem como os dois maiores rivais esportivos o Sport Club do Recife, com o qual protagoniza o Clássico das Multidões, e o Clube Náutico Capibaribe, com quem disputa o Clássico das Emoções.

Dentre as suas principais conquistas, o Santa Cruz possui um título nacional do Campeonato Brasileiro – Série C e dois títulos regionais: um da Copa do Nordeste e um do Torneio Hexagonal Norte-Nordeste e entre os títulos estaduais são 29 do Campeonato Pernambucano (Dentre os quais um Super-Campeonato Pernambucano, sendo o único Tri-Supercampeão Pernambucano), 12 do Torneio Início de Pernambuco e 4 da Copa Pernambuco. O Santa Cruz ainda ostenta uma Fita Azul honraria de mérito concedida ao Clube que conclui de maneira invicta uma excursão no exterior (realizada em março de 1980).

FONTES: Wikipédia – Jornal Pequeno 

 

O América, Campeão do Centenário de 1922, levantou ontem (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938), brilhantemente, o Torneio Início Pernambucano de 1938, no seu Estádio da Jaqueira (próximo a Rua do Futuro), no Bairro das Graças, no Recife.

Na estreia, o America, que apresentou-se com as novas camisas rubras, venceu o Flamengo por 3 a 2. Contudo, na seqüência foi impiedoso ao golear por 11 a 2 o Great Western, nas semifinais, e na decisão outra goleada. Dessa vez por 3 a 0 diante do Sport do Recife, também no Estádio da Jaqueira.

Primeira Fase (domingo, no dia 27 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

1º Jogo

Sport Recife

3

X

1

Íris SC

José M. Carneiro Pessoa

14:30

2º Jogo

Santa Cruz

0 (1)

X

0 (0)

Náutico

Manoel Pinto

15:00

3º Jogo

Tramways

1

X

2

Great Western

Alberto Gomes Alves

15:30

4º Jogo

América

3

X

2

Flamengo

Julio Fernandes

16:00

 

No 1º Jogo, o Sport do Recife iniciou com fortes ataques conseguindo vencer por 3 gols a 1 o Íris Sport Club e um escanteio pró.

O 2º Jogo, foi a partida melhor disputada. Santa Cruz e Náutico jogaram com vontade firme de vencer. As duas defesas trabalharam muito. No final, melhor para o Santa Cruz que venceu por 1 escanteio a zero.

No 3º Jogo, a surpresa foi a brilhante vitória do Great Western contra a poderosa equipe do Tramways. Os “Ferroviários” mais homogêneos, atacaram muito os últimos redutos dos “Elétricos“, vencendo por 2 a 1.

O 4º Jogo do dia, os americanos venceram a turma alvinegra por 3 a 2, e um escanteio a zero.

 

Com esses resultados, o Sport Recife, Santa Cruz, Great Western e América avançaram às semifinais do Torneio Início de 1938. Os jogos foram de 40 minutos, divididos em dois tempos de 20 minutos. Os escanteios só passariam a valer nas prorrogações.

 

Os jogos finais foram realizados três dias depois, na noite da quarta-feira, do dia 30 de março de 1938. Os times foram escalados da seguinte forma:

América: Pedro; Allemão e Popó; Nylo, Zé Orlando e Jayme; Waldyr, Ayrton, Nicácio, Fuza e Duda.

Great Western: Vicente; Theonilo e Zeca; Babé, Tarzan e Helino; Garibaldi, Sylo, Badú, Tutú e Zé Pequeno.

Santa Cruz: Diógenes; Sidinho II e Pedrinho; Xaxá, Rubens e Siduda; Malaquias, Zé Pequeno, Tará, Sidinho e Siduca.

Sport do Recife: Enerson; Fernando e Gelsomino; Ernesto, Zago e Zezinho; Plínio, Djalma, Pitota, Limoeiro e Danzi.

 

Semifinais (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

5º Jogo

Sport Recife

1

X

0

Santa Cruz

José Fernandes Filho

20:00

6º Jogo

América

11

X

2

Great Western

Alberto Gomes Alves

20:50

 

Final (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

7º Jogo

América

3

X

0

Sport Recife

Alberto Gomes Alves

21:30

 

 FONTE: Jornal Pequeno

 

 

O “a ponta solta” na história do América Futebol Clube, ou simplesmente América do Recife, era o fato de a agremiação ter usado ou não a cor vermelha no seu escudo e uniforme em algum momento. No entanto, encontrei provas que comprovam que tal questão aconteceu, sim, no ano de 1938. Agora, vamos encaixar essa lacuna na história do América.

1914: O Início

Fundado no dia 12 de Abril de 1914, com o nome de João de Barros Football Club, por ter surgido numa casa situada na avenida do mesmo nome. Quase foi o primeiro pentacampeão do futebol pernambucano.

É considerado o quarto clube mais vitorioso do estado. Atualmente manda suas partidas na cidade de Paulista, usando o Estádio Ademir Cunha para realização de seus jogos. A sede fica localizada na Estrada do Arraial, no bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade.

Sua torcida era composta por grandes famílias aristocratas do Recife e também era querido pela Colônia Portuguesa Recifense, sem contar os outros torcedores espalhados pelo Recife, especialmente nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte, Apipucos e Caxangá.

Em 22 de agosto de 1915 passou a ter a denominação atual a pedido do desportista Belfort Duarte, ligado ao América do Rio de Janeiro, que viera ao Recife buscar apoio para a fundação da Federação Nacional de Esportes, antecessora da antiga CBD.

Em visita a Pernambuco em agosto de 1915, Belfort Duarte, um dos símbolos do futebol brasileiro, recebeu uma homenagem do JBFC. Na noite de 22 de agosto, Belfort Duarte foi distinguido como capitão honorário do clube e mudou o nome do clube para América Futebol Clube, em homenagem ao seu clube de coração: o América Football Club do Rio de Janeiro.

Comunico-vos que em Assembléia Geral do João de Barros Futebol Clube, reunida no dia 22 de agosto de 1915 deliberou a mudança de nome daquela sociedade que ficou denominada “América Futebol Clube”, convicto que esta deliberação em nada mudará as atenções dispensadas ao nosso antigo JBFC e espero a continuação das mesmas ao América Futebol Clube“, carta de  Belfort Duarte enviada a imprensa.

 

Maior virada do futebol brasileiro

Aconteceu em 1915 pelo Campeonato Pernambucano daquele ano onde o América vencia o Santa Cruz por 5 a 1 até os 30 minutos do segundo tempo, e em 15 minutos o Santa Cruz marcou seis gols numa incrível seqüência e venceu o jogo por 7 x 5. Essa partida foi a maior virada do futebol profissional brasileiro. A bola do jogo se encontra na sede do Santa Cruz no bairro do Arruda, no Recife.

Em 1918, o América sagrava-se campeão estadual, com a seguinte escalação: Jorge, Ayres e Alecxi; Rômulo,Bermudes e Soares; Siza, Angêlo Perez, Zé Tasso, Juju e Lapa.

 

Campeão do Centenário da Independência em 1922

Em 1922, o América sagrava-se bicampeão pernambucano, mas o grito que ecoava no Recife era o de Campeão do Centenário, pois nesse ano o Brasil comemorava 100 anos de independência a Portugal. A Campanha vitoriosa foi a seguinte:

07.05 América 2 x 1 Sport

21.05 América 4 x 0 Peres

04.06 América 2 x 1 Náutico

23.07 América 3 x 1 Equador

06.08 Torre 1 x 0 América

22.10 América 2 x 1 Santa Cruz

05.11 América 4 x 2 Flamengo

 

Jogos interrompidos pelos mais diversos motivos, principalmente pelo fato de o campo ter ficado escuro, como o clássico América x Sport da primeira rodada, que terminaria decidindo o campeonato; jogos anulados, como o que envolveu o Torre e o novato Equador; entrega de pontos – Equador, Santa Cruz ao Sport, e Peres ao Náutico; jogo não realizado, devido ao desinteresse dos dois clubes – Flamengo e Santa Cruz – após adiamento provocado pelas chuvas, que caíram intensamente, tudo isso marcou o Campeonato Pernambucano de 1922, disputado sob intensa época chuvosa e frio.

O campeonato foi disputado em turno único. Assim, houve apenas os jogos de ida. Mais uma vez, Sport e América surgiam como candidatos ao título de campeão. Os rubro-negros pretendiam interromper a marcha de seu maior rival, que buscava o segundo bicampeonato.

A Liga já tinha instituído o sistema de dois ou mais jogos por rodada. Logo de saída, Náutico x Centro Peres deixou de ser disputado por causa do mau tempo. Tendo sido marcada para outra data, a partida terminou não sendo realizada porque o Peres entregou os pontos.

Vitória do Náutico, portanto, por WO. No mesmo dia, 7 de maio, o América derrotava o Sport pela contagem de 2 a 1, tendo sido o encontro suspenso por falta de iluminação. Na época invernosa, como ainda acontece hoje, escurece mais cedo nessa região, e os campos ainda não tinham iluminação artificial.

 

A direção da Liga determinou que os oito minutos restantes fossem disputados em data posterior, depois do cumprimento da tabela. Assim, rubro-negros e alviverdes voltaram a campo em 19 de novembro. Loca, Jaqueira, chamado de América Parque, onde a partida estava sendo disputada ao ser interrompida. Embora estivessem programados apenas alguns poucos jogos, um grande público compareceu. É que estava em cena o pomposo título de Campeão do Centenário.

O América, que sofrera uma derrota em meio à sua jornada, ao perder para o Torre por 1 a 0, chegava àquele momento, com 10 pontos ganhos, enquanto o Sport tinha 11, sem incluir, é claro, os pontos daquela partida, que os americanos estavam ganhando por 2 a 1.
Foram instantes dramáticos. O Sport lançou-se furiosamente ao ataque. Se conseguisse pelo menos empatar o jogo, ficaria com 12 pontos, e deixaria o gramado festejando a conquista de mais um título. Já o América se defendia com unhas e dentes, uma vez que se o placar fosse mantido, passaria a somar 12 pontos e levantaria a taça, pois o Sport permaneceria com 11. E foi o que ocorreu. Fim de jogo, vitória do América por 2 a 1. A torcida alviverde fez muito barulho na comemoração da conquista que ainda é lembrada, quando a imprensa se refere ao clube como o Campeão do Centenário.

Time-base campeão: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolpho, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Juju e Matuto.

Escudo de 1938 e 1939

 

O 1° campeão nordestino

Enquanto no sul se organizava a Copa dos Campeões e o Torneio Rio-São Paulo, em Alagoas foi organizada uma competição diferente: a Taça Nordeste (o primeiro torneio inter-estadual da região Nordeste de que se tem notícias).

A competição ocorreu para festejar o Dia do Trabalhador, em Maceió. Foram convocadas oito das melhores equipes do Nordeste: Botafogo e Vitória (Bahia), Cabo Branco e América (Paraíba), CRB e CSA (Alagoas) e Sport e América (Pernambuco).

O Mequinha passou às semifinais ao lado do Botafogo-BA e enfrentaria mais uma vez o Sport fazendo uma reprise da final de 1922, e dessa vez aplicando 6 a 2 no Leão, que era até então devastador.

O todo poderoso América ficaria conhecido em todo Nordeste e faria uma final histórica contra o CSA de Alagoas, que havia vencido o Botafogo da Bahia, o campeão baiano da época.

Na final um dos jogos mais eletrizantes da história, com uma vitória para ambas equipes. Como o América detinha a vantagem, sagrou-se o primeiro campeão nordestino de que se tem notícias.

O primeiro jogo foi realizado no dia 4 de fevereiro e o América venceu o CSA por 2 a 1, mostrando todo poderio de uma equipe que era famosa em todo Nordeste. O CSA abriu a contagem através de Nelcino. Zé Tarso e Juju deram a vitória ao clube pernambucano.

No dia 6, ocorreu a segunda partida. O CSA a venceu por 4 a 3. Foi uma das mais eletrizantes partidas de futebol da história do América. Juju fez 1 a 0 para o América. Nelcino empatou e Bráulio fez 2 a 1 para o CSA. Zé Tarso empatou outra vez, daí Odulfo fez 3 a 2 e 4 a 2 para os alagoanos.

Juju voltou a marcar para o América, fechando o placar. Foi uma vitória consagradora no torneio e que repercutiu nos grandes jornais do Recife. Americanos e azulinos jogaram as duas partidas com os mesmos jogadores. O América tornava-se a primeira potência do futebol nordestino.

O CSA formou com Mendes, Osvaldo e Hilário; Campelo, Mimi e Geraldino; Bráulio; Alírio; Odulfo; Murilo e Nelcino.

O América atuou com Nezinho, Romulo e Faustino; Lyndolfo; Moreira e Zizi; Lapinho; Leça; Zé Tarso; Juju e Araújo.

Tal título seria para alguns a maior conquista do clube alviverde até hoje, por ser uma conquista além dos domínios pernambucanos.

1938: América troca o verde pelo vermelho

O declínio do Torre Sport Club, que tinha informado a Federação Pernambucana de Desportos (FPD) que não participaria do certame de 1938, foi a oportunidade que o América esperava para mudar as cores alviverde para a alvirrubra.

Diante do quadro, a entidade máxima do futebol pernambucano de o aval ao America para utilizar as cores vermelha e branca. A estreia com as novas cores aconteceu no domingo, no dia 27 de março de 1938, na fase preliminar do Torneio Início da FPD.

O ex-diretor do Torre, Francis E. Hulder no dia seguinte, enviou uma carta de protesto ao, no dia 28 de março de 1938, Jornal Pequeno, manifestando o seu descontentamento com a ação da FPD:

Tendo lido o despacho que a presidência da FPD de a um oficio do América, e tendo procurado me interar do mesmo, vim  saber que se tratava da mudança de cores do mesmo para o Torre, ou seja, camisetas encarnadas, sob alegação de que o América dos outros estados são todos desse uniforme.

Como ex-diretor do Torre e como admirador que ainda sou do mesmo, que se acha afastado da Federação por negação ao apoio da mesma Federação, lanço por este meio o meu protesto à pretensão do América, não somente por acha-se o Torre afastado simplesmente sob licença, como também, por haver outro clube que assiste maior direito de usar as referidas cores por serem iguais alvirrubras“.

Apesar da reclamação, a FPD manteve a decisão e o América foi para final do Torneio Início com a ‘camisa encarnada’, na quarta-feira, no dia 30 de março de 1938,. E o resultado não poderia ter sido melhor. Na final, o América goleou o Sport Recife por 3 a 0, faturando o título do Torneio Início de 1938.

Parecia que a cor vermelha tinha vindo para ficar. Porém, bastou o América não ir bem no Estadual de 1938 para a oposição no clube exigir a volta da cor verde. Após uma briga interna, a direção do clube decidiu no início de 1939 voltar ao alviverde, colocando um ponto final na ‘camisa encarnada’.
1944: O Último e heróico

Zezinho, Capuco, Julinho, Djalma, Edgard, Oseás, Pedrinho, Barbosa, Leça, Galego e Rubens. Essa é a formação da Equipe Esmeraldina que foi Campeã pernambucana pela ultima vez. Foi o título mais sofrido e heróico do América. Vejam os resultados dessa final acirrada contra o Náutico: 28/01 Náutico 1 x 1 América, 04/02 Náutico 2 x 3 América, 09/02 Náutico 0 x 2 América, 18/02 América 3 x 0 Náutico.

Vejam o que foi dito em uma matéria esportiva do Diário de Pernambuco de 20 de fevereiro de 1945:

O Recife viveu horas de grande vibração esportiva, vibração espontânea e justificada do povo, à tarde e durante a noite de anteontem, quando o glorioso América Futebol Clube sagrou-se, mais uma vez, campeão pernambucano de futebol [ganhou do Náutico, com um placar de 3x0]. Aquela grande assistência que lotava parte das dependências do estádio da Ilha do Retiro recebeu com verdadeiro júbilo o triunfo do esquadrão americano, numa disputa leal, onde vencidos e vencedores foram dignos dos mais francos aplausos. O triunfo do América, não o triunfo de domingo, mas o triunfo do campeonato foi justo e merecido. Depois de 17 anos de trabalho, 17 anos de sonhos, o campeão do Centenário, honrando as suas tradições de baluarte dos desportos pernambucanos, conquista mais um custoso laurel para a sua história.”
A festa do Título durou muito tempo, Casa Amarela em peso festejava a conquista houve comemorações no Antigo Bar Savoy e no Clube Português do Recife, pois na época ainda não possuía a Sede da Estrada do Arraial.

 

Após a conquista do campeonato de 1944 pelo América, somente os outros três grandes times da capital pernambucana levantaram o caneco.

 

João Cabral de Melo Neto, um americano

O reconhecido escritor pernambucano foi um grande torcedor americano e sempre que podia ia ver os jogos do seu clube de coração. Além de poeta, João Cabral chegou a ocupar posição de center-half, ou, como se diz hoje, volante, e foi uma promessa do futebol pernambucano. Nele, disposição física e apuro intelectual conviveram sem crises ou antagonismos. Na adolescência, jogou pelos times do América e do Santa Cruz. Em 1935, aos 15 anos, foi campeão juvenil pelo Santa Cruz.

Dentre suas grandes obras destaca-se “Morte e Vida Severina“, de 1955. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomando posse de sua cadeira em 6 de maio de 1969.

No final da década de 80, descobriu que sofria de uma doença degenerativa incurável, a qual lhe impunha fortes e constantes dores de cabeça, o que causaria, aos poucos, a perda de sua visão, fazendo-o parar de escrever e ficar depressivo, e a vontade de falar (“Não tenho muito o que dizer”, argumentava).

Morreu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos, encoberto com a bandeira do América e com a tristeza de não rever o Campeão do Centenário forte como antes, em sua juventude. Um dos momentos marcantes de seu velório foi o discurso proferido Arnaldo Niskier, no “Salão dos Poetas Românticos”, na Academia Brasileira de Letras, onde foi velado seu corpo:

Fecham-se os olhos cansados do poeta João e não conseguimos realizar o sonho que agora desvendo: ver o América Futebol Clube voltar aos seus dias de glória. Nem o daqui do Rio, nem aquele que era a sua verdadeira paixão: o América do Recife.”

 

Anos de jejum e Taça Recife

Após o Glorioso e heróico título pernambucano de 1944, o América ainda conseguiu um vice-campeonato em 1952, perdendo para o Náutico. Os anos seguintes foram de jejum e, aos poucos, durante o final da década de 1950 e as décadas de 1960 e 1970, o América foi perdendo espaço no cenário esportivo do estado por nunca mais ter conquistado um título.

Prevalecia ainda sua “fiel torcida da Velha-Guarda Americana” sempre quando o América ia jogar, e ainda possuindo a simpatia do público do bairro de Casa Amarela.

Em 1975, enfim o América fazia ecoar o grito de campeão. Venceu o Náutico na final da Taça Recife, desbancando até o Santa Cruz que na época era a maior potência local.

A imprensa recifense dava uma certa atenção ao time do América, tanto pelas polêmicas dos dirigentes, como pelos jogadores contratados, e também na tentativa de soerguer o clube, que já vinha numa descendente no futebol. O clube era carinhosamente chamado de Verdão 75.

Nos seus jogos sempre havia a presença de uma torcida, mesmo pequena, mas com charanga e bandeiras alviverdes. O artilheiro daquela edição da Taça Recife foi Edu Montes, com 7 gols.

 

Classificação para a Série D

Liderado por Carlinhos Bala o América conseguiu uma classificação inédita a Série D 2016 ,e por pouco não chegou as semifinal do Campeonato Pernambucano lutando até a última rodada por ela.

 

 

FONTES:  Wikipédia – Jornal Pequeno – Diário de Pernambuco

 

O Globo Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Fundado em Outubro de 1928, por um grupo de operários e funcionários dos Grandes Moinhos do Brasil S/A. A sua Sede social ficava localizado na Rua Vidal de Negreiros, nº 110, no Bairro São José, no Recife.

Os Grandes Moinhos do Brasil S/A associou-se em 30 de maio de 1914, com a empresa Just Basto & Cia., que operava no ramo de exportação e importação de farinha de trigo, procedente da Hungria e dos EUA, para a construção, montagem e funcionamento de um moinho a ser instalado junto ao cais do porto do Recife

A sociedade aconteceu, sobretudo, por que a Just Basto & Cia., não dispunha de capital suficiente para os negócios. Em 1966 os Grandes Moinhos do Brasil S/A acresceu a denominação Indústrias Gerais. Em 1986, teve sua razão social alterada para Moinho Recife S.A. Empreendimentos e Participações, uma das maiores unidades da Bunge em industrialização de trigo com estrutura portuária.

O seu 1º jogo foi realizado, no domingo, do dia 25 de Novembro de 1928, diante do Trafego Sport Club, no campo do Cordeirense. A partida foi um grande evento que contou com duas Bandas de música e as moças que compareceram receberam diversos prêmios. Infelizmente nenhum veículo disponibilizado fez uma matéria ou nota sobre o resultado dessa peleja.

O Globo estreou nos gramados com a seguinte equipe: José Mendes; Moacyr e Rheumatismo; Octavio (Cap.) Bataclan e Pacheco; Filó, Carioca, Espedicto, Berto e Raymundo. Reservas: Trindade, Tabocar e Pedro.

O clube seguiu realizando jogos amistosos e festivais até 1929. A partir daí o ocorreu um hiato e oito anos depois o Globo foi reorganizado na quarta-feira, do dia 09 de Junho de 1937. A 1ª Diretoria ficou constituída assim:

Presidente - Sylvio Menezes;

Vice-Presidente - Galba Mattos;

1º Secretário - Djalma Carvalho;

2º Secretário - Armindo Moura;

Tesoureiro - Geraldo Barbosa;

Vice-Tesoureiro - Nivaldo Alcântara;

Diretor de Esportes - Osmar Mattos;

Vice-Diretor de Esportes - Manoel Freire;

Comissão Fiscal - José Caminha, Aloysio Lira e Caetano Galvão.

Na quinta-feira, do dia 13 de Abril de 1939, o Globo deu entrada para obter filiação a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). Desta forma o Globo completaria o número de clubes na Divisão Branca da FPD. Uma semana depois, o clube teve o seu pedido aprovado.

O Campeonato Pernambucano de Football de 1939, foi elaborado com dois grupos de profissionais: Divisão Azul (América, Náutico, Santa Cruz, Sport Recife e Tramways) e Divisão Branca (Flamengo, Globo Sport Club, Great Western, Íris e Torre).

No final, o Náutico foi o campeão da Divisão Azul (que, na prática foi o vencedor do Estadual de 1939). Já na Divisão Branca, o título ficou o Torre (que equivalia o Estadual da Segunda Divisão). O Globo não fez uma boa campanha, terminou na lanterna com apenas um ponto somado.

Em 1940, o Globo participou do Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT). Em 1942, se mudou para Sede provisória na Rua Padre Floriano, s/n, no Bairro São José. Em 1946, já com a nomenclatura aportuguesada, o Globo Esporte Clube, tinha mudado de Sede, na Avenida Norte, s/n, em Casa Amarela, em Recife.

 

O Diário Pernambucano, em 29 de março de 1942, fez uma reportagem, onde apresentou uma tese do porquê do Globo não ter debutado no Estadual. “O Globo não pertence mais aos subúrbios. Há cerca de três anos que o Tricolor passou-se para a FPD. Todavia, e é bom salientar, depois que ele começou a figurar na lista dos filiados à Federação Pernambucana de Desportos sua situação mudou de figura; e mudou para pior. Não vamos atribuir o fato a uma melhor organização da ASDT sobre a FPD. Nem de longe pensamos nisso. Queremos demonstrar somente que, pertencendo à entidade da rua do Imperador, o Globo acompanhava com facilidade o passo de seus congêneres. Passando para a divisão dos principais, viu-se obrigado a acelerar o passo, formando numa corrida que não lhe era possível  acompanhar. Essa corrida foi o profissionalismo. Quando o grêmio de Neco entrou para a FPD, era Constituído de amadores, exclusivamente. Seus defensores jogavam com amor à camisa”.

Time de 1928: José Mendes; Moacyr e Rheumatismo (Gomes); Octavio (Cap.) Bataclan (Miro) e Pacheco (Similia); Filó (Rochinha), Carioca (Fininho), Espedicto, Berto (Malvadeza) e Raymundo (Laércio). Reservas: Trindade, Tabocar e Pedro.                                   

Time de 1929: Chatinho; Rangel e Zezé; Batuta, Louro e Biló; Luiz, Neco, Pipiu, Petrol e Júlio.

 Time de 1938: Joel; Geo e Bri; ourival, Rolim e Zuza; Edmilson, Murillo, Duda, Inaldo e Cebrito.

 

FONTES: Jornal A Província – Jornal Pequeno – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

 

Por: Sérgio Mello

A paixão pelo futebol transcende a lógica e a razão, onde pode levar um cidadão pacato em num torcedor ou desportista atingir picos do devaneio. Apesar de ter surgido no Brasil por meio dos burgueses, o “esporte bretão” ganhou popularidade por meio da massa, que na sua maioria vinha dos locais mais humildes.

Entre o glamour e o fascínio, a realidade do futebol contam com muitos personagens espalhados pelo país! Dentre tantos, um nome tem muitas histórias para contar. Talvez o nome: João Baptista Chagas Ferreira Neto, não chame muito a sua atenção, mas quando ler essa reportagem, essa história mudará.

Classificar João Baptista Chagas como apaixonado por futebol, talvez seja o começo de um esboço que terminou como uma grande obra prima. Durante a trajetória esportiva João Baptista Chagas jogou futebol de areia, futebol de campo, depois se tornou árbitro, onde atuou na praia e no futebol profissional!

Década de 50: o início de um sonho

Após o fim da Segunda Guerra, o mundo viu o “Fim de uma tempestade e o início de um lindo sol e um belo arco-íris“. Assim, a década de 50 chegou: que depois ficou conhecida como o período dos “anos dourados“.

Uma época marcada por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais. Foi a década em que começaram as transmissões de televisão, provocando uma grande mudança nos meios de comunicação. No campo da política internacional, os conflitos entre os blocos capitalista e socialista (Guerra Fria) ganhavam cada vez mais força.

No futebol, o país viveu a experiência de sediar a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 1950. O Uruguai sagrou-se campeão após vencer a seleção brasileira, em pleno Maracanã, pelo placar de 2 a 1. Oito anos depois, assistiu pelo rádio a redenção e o Brasil se sagrar campeão do mundo em 29 de junho de 1958, no Mundial na Suécia.

No meio dessa metamorfose frenética, as novidades surgiam! No auge dos seus 80 anos bem vividos, João Baptista Chagas relembra como nasceu o clube de areia mais famoso do Brasil: Esporte Clube Juventus!

“As histórias do Juventus é muito maior do que se imagina. Até o ano de 1949 mais ou menos em maio ainda era o Flamenguinho nome dado (para o novo clube que surgiria) por influência do Idovam Silva, o “Friquique” (um filho de militar), que era síndico do prédio, onde o Sebastião Pinto o “Tião Crioulo” trabalhava como faxineiro. O Idovam era Flamengo ‘doente’ e tentou persuadir para  que o “Tião Crioulo” batizasse o novo clube de futebol de praia com esse nome. O Flamengo existiu por pouco tempo até que em maio de 1949 foi trocado para Esporte Club Juventus, que permanece até hoje”, revelou João Baptista.

Algum tempo depois, João Baptista Chagas começou a jogar futebol nas areia de Copacabana no Esporte Clube Juventus. Clube pelo qual o “Maestro Júnior“, que jogou as Copas de 1982 e 1986, e atualmente é comentarista da Rede Globo, começou a carreira. O Juventus tanto jogava futebol de areia quanto futebol de campo. Isso seguiu até o final dos anos 50.

Substituição: sai a bola e entra o apito    

No entanto, ficar longe das areias e gramados estava fora de questão! Assim João Baptista Chagas tomou a decisão de trocar a bola pelo apito! desta maneira continuar perto da sua paixão: o futebol.

Após 1969, o sonho se realizou e se tornou virou arbitro de futebol de praia (junto com Carlson Gracie, Margarida, Xuxu, entre outros). Rapidamente, o talento de João Baptista Chagas ganhou eco e de forma meteórica, ele ingressou no quadro de árbitros da Federação Carioca de Futebol (FCF), em 1971. No ano seguinte (1972), passou a ser árbitro da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), onde apitou jogos estaduais e nacionais até o final de 1982.

 

Futebol de Areia: mais do que um time, uma família

Após 35 anos, quando pendurou o apito, João Baptista Chagas ainda lembra com carinho todos os grandes momentos e até os percalços colocados pela vida. Mas de todas as lembranças, o futebol de areia tem um lugar de destaque no coração deste senhor de 80 anos, muito bem vividos!

Muito mais do que um time, o Esporte Clube Juventus era a sua segunda família. Sem pestanejar, João Baptista Chagas se recorda dos craques que viu jogar: os goleiros Castilho e o seu homônimo “Castilho da Obra“; os zagueiros: Haroldo e Rocha; a linha media: Roberto, Sergio Rebelo e Edu; e os atacantes Chico, Gildo, João (vovô), Birica e Zezinho.

Mostrando que a memoria está em excelente forma, João Baptista Chagas recordou da escalação do E.C. Juventus: Edivan; Friquique (Idovan Silva), Agrião, Edmundo e Levy; João, Sebastião e Zezinho. O técnico e dono do time era o Sebastião, conhecido nas areias cariocas de “Tião Macaco“.

Os grandes adversários daquela época eram: Americano do Neném Prancha, Dínamo do Tião Crioulo , Lá Vai Bola do Bolinha, o Maravilha do Jaime , Além do Huracam , Radar do Eurico, Areia lá do Leme, entre outros.

 

Sonho atual: reencontrar os amigos

O tempo passou e João Baptista Chagas foi embora do Rio de Janeiro. Acabou perdendo contato com os amigos dessa época. Agora, o seu maior desejo é poder reencontrar seus velhos e bons amigos.

A história destes quase 70 anos permanece ainda na minha memória, pois os anos 50 e 60 foram vividos e sentidos, onde deixaram saudades“, revelou João Baptista.

Desta forma, quem conhecer algum ex-jogador do Esporte Clube Juventus, da década de 50, nos informe. Afinal, pelos belos serviços prestados no futebol de areia e campo, e na arbitragem de areia, futebol profissional nas esferas estadual, nacional e internacional, João Baptista Chagas merece esse prêmio!

 Algumas fichas de jogos, onde João Baptista Chagas atuou:

 

DADOS EXTRAS

FONTES:

FOTOS: Acervo de João Baptista Chagas

Texto e Reportagem – Sérgio Mello

Entrevistados – o ex-jogador e árbitro João Baptista Chagas - Liene Christina, neta de João Baptista Chagas 

 

O Fundação São José Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Duque de Caxias, situada na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio dos Eucaliptos ficam localizados na Avenida Gomes Freire, s/n, no Bairro da Vila São José (antigo Bairro Pantanal), em Duque de Caxias.

História

Em seus últimos anos de vida o lendário Tenório Cavalcanti dedicou-se à Fundação São José e ao Educandário Maria Tenório. A razão pelo qual o “Homem da Capa Preta” criou essas instituições na Vila São José, teve um motivo nobre.

Em 1958, a cidade de Duque de Caxias foi atingida por um temporal que gerou milhares de problemas, sobretudo, na Favela do Mangue que foi arrasada, deixando mais de mil famílias desabrigadas.

Diante de tantas promessas de ajuda, apenas um homem, de fato, prometeu e ajudou: Tenório Cavalcanti. Com a sua influência, conseguiu junto ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek, verbas federais repassadas a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Assim num enorme espaço no Bairro Pantanal foi construindo a Vila São José, que sete anos depois já tinha se tornado o lugar mais populoso de Caxias. Tenório Cavalcanti não parou por aí. Ajudou na construção de escolas, agremiações sociais.

Diante de tantas obras sociais, Tenório Cavalcanti foi o responsável da Fundação do clube Alviceleste da Vila, no dia 16 de Outubro de 1965. Na época, a sua Sede ficava na Rua 27 de Setembro, congregando a família dos ex-flagelados e funcionários da administração da Vila.

Apesar de tantos afazeres, o “Homem da Capa Preta” atuava como diretor do clube. Além do futebol, o clube realizavam diversos eventos como bailes e concursos para escolher a Rainha do clube.

Alguns fatos marcantes

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Duque de Caxias, o Fundação São José fez uma campanha impecável, chegando a ficar 19 partidas sem perder um jogo.

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1973, o Alviceleste da Vila faturou o título com uma bela campanha! Foram 10 jogos, com: sete vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo cinco tentos, com saldo positivo de 10.

Curiosidade

Em 1974, as Federação Carioca de Futebol e a Federação Fluminense de Desportos (que começaram a fazer uma aliança que culminou com a fusão quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1978), iniciaram um projeto a fim de criar o Torneio de Integração, que já tinham alguns clubes confirmados: Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.

Para participar desta competição os clubes deveriam se profissionalizar. De Niterói os possíveis candidatos: Manufatora, Tiradentes, Agra e Espanhol. Em Duque de Caxias, dois clubes estavam cotados: Nacional e o Fundação São José.

 

Estádio dos Eucaliptos, na Vila São José

Antes mesmo desse espaço tornar-se um campo, ladeava ele a um córrego que vinha do Rio Sarapuhy, totalmente despoluído. Assim, em grandes chuvas, quando o rio transbordava, jogava peixes em centenas que se espalhavam por onde seria o campo dos Eucaliptos.

Portanto, esse local é sagrado, visto que foi batizado por peixes. À medida que o Rio Sarapuhy foi morrendo, esse fenômeno deixou de existir. Com a vinda da Vila São José, em 1959, no quesito lazer, criou-se o Campo dos Eucaliptos, visto ser essa área cheia dessas árvores de um perfume inesquecível. E ainda fizeram uma cerca branca no seu entorno, o que tornava essa nova área de esporte mais bela.

Criou-se então o time representante da Vila São José, o forte Fundação São José Esporte Clube. Grandes jogadores passaram por lá: Carlinhos Rosquinha, Neném Piranha, Paulinho Binha, Pardal, Haroldo, Lamparina, Ximbica, o goleiro Zé Áureo, entre outros.

Ganhar do Fundação no campo dos eucaliptos era quase impossível. O campo ficava lotado aos domingos. O adversário tremia. Até o infanto-juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama foi abatido em 1973, num categórico 3 a 0 só no primeiro tempo. A famosa Rádio Difusora de Caxias fazia transmissões no local.

XXX
O estádio deu lugar ao CIEPs, nos anos 80

Nos anos 80, o Governador Leonel Brizola acolheu um projeto cultural sugerido por Darcy Ribeiro e implantou os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), mais conhecidos por “Brizolões“. O local escolhido foi justamente o Estádios dos Eucaliptos, criando uma ironia: dando vida a educação e matando o principal local de lazer da região.

A partir daí a Vila São José ficou desprovida desse lazer essencial. Como um prêmio de consolação construíram os “7 Campos“, onde antigamente estavam os campos do Brasil e do Cerâmica, no Pantanal, Morro do Sossego.

Contudo, a ex-presidente da república Dilma Rousseff acabou com os “7 Campos“, criando no local “Minha casa, minha vida“, deixando o Bairro São José órfão de um campo de futebol.

 

Time de 1966: Lula; Valito, Juca e Careca; Reco e Ximbica; Lamparina, Joaquim, Joãozinho, Válter e Miltinho.

Time base de 1967: Lula; Valito (Joaquim), Juca (Nequinha), Itamar (Erli) e Zé Maria; Osmi (Paulinho) e Bolão; Ximbica, Válter (Chico), Joãozinho (Macau) e Duca (Lamparina).

Time de 1968: Lula; Braga, Juca, Duca e Lamparina; Bolão e Válter; Paulinho, Gafu, Joãozinho e Nino.

Time base de 1973: Cebola (Zé Áureo); Carlinhos (Robson), Gilson, Bolão (Dias) e Domingos (Valdeci); Batista (Carlos Augusto), Jorge Davi (Sendas) e Paulinho (Lutércio); Almir (Arnaldo), Pardal (Morais ou Silva) e Melro (Jorginho). Técnico: Carlos Ramos de Souza, ‘Lelê’

 

PS: Uma detalhe que é importante citar. Em 1954, Tenório Cavalcanti fundou o jornal Luta Democrática, que usaria como ferramenta de propaganda política, especialmente para atacar desafetos e adversários, entre eles Getúlio Vargas. O jornal, de forte apelo sensacionalista, chegou a ser o terceiro maior do Rio de Janeiro nos anos 60. Por isso, que o clube ganhou tanto espaço neste veículo, nos ajudando a poder contar uma boa história.

FONTES: A Luta Democrática – Dias de São José – Jornal do Brasil – O Fluminense

 

Na Foto (abaixo), do ano de 1973, o  ASA (Agremiação Sportiva Arapiraquense) de Arapiraca, com Mané Garrincha. Nesta partida, o time posado com (EM PÉ): Lula (massagista), Julio Silva (presidente), Clóvis, Géo, Tião, Zito, Lula e Veludo. AGACHADOS: Santos, Mané Garrincha, Bado, Laranjeiras, Canhoto e Bió.

FONTE & FOTO: Acervo de Lauthenay Perdigão Do Carmo

 

Desde as primeiras negociações com o Clube Náutico Almirante Barroso, a força da história do clube no futebol de Santa Catarina, e na cidade de Itajaí como um todo mexeu com a diretoria do Sport Club Litoral. O Barroso acolheu com carinho o projeto de implantação do Litoral em sua sede e foi impossível ficar alheio ao orgulho e à nostalgia presente em cada conversa com os torcedores.

Para Adriano Cipriano, presidente do Litoral “é muito importante não perder a nossa identidade e simbolizar todas as cidades do litoral que representamos desde a fundação do clube. Por outro lado, foi impossível ficar indiferente ao carinho com que fomos recebidos pela torcida do Barroso”.

A solução foi, em parceria com o Clube, a partir de um documento de cessão de uso da marca, estrear na segunda-divisão do catarinense com o nome Clube Náutico Almirante Barroso, usando a tradicional camisa verde e branca, e com o Sport Club Litoral por trás responsabilidade administrativa e financeira das questões relacionadas ao futebol profissional.

Clube Náutico Almirante Barroso para o biênio 1931-1932

 

O clube, que estava fora do futebol profissional desde 1972, lembra com carinho dos anos em que Roberto Picolé, Mima, Pereirinha e muitos outros brilhavam nos clássicos estaduais e conquistavam o aplauso da torcida. Lilo Orsi, presidente do Clube Náutico Almirante Barroso acredita que o retorno ao campeonato é uma forma de resgatar a história.

Todos os dias nossos sócios se lembram com carinho de quando traziam a família pra assistir os jogos e torcer pelo time. É uma satisfação muito grande poder resgatar essa tradição entre os sócios e proporcionar para eles a oportunidade de compartilhar essa experiência com seus filhos e netos”.

A camisa branca e verde apareceu no futebol profissional de Santa Catarina em 1949, mas a história do Barroso começou 30 anos antes dessa bola rolar no gramado. A Fundação do Clube Náutico Almirante Barroso foi firmada no Grande Hotel, às 18 horas do dia 11 de maio de 1919, depois de mais de 40 membros do recém fundado, Clube Náutico Marcílio Dias solicitarem os seus desassociamentos.

A saída em massa aconteceu porque parte do Clube não concordava com a eleição da madrinha dos dois primeiros barcos do rubro-anil, chamados “Yara” e “Yarê”. A eleição que terminou em empate entre Marieta de Moro e Virgínia Fontes, acabou pela escolha da primeira candidata e a demissão de quase metade dos sócios.

O Clube Náutico Almirante Barroso, fundado para a prática do remo, logo adquiriu seus barcos e tornou-se o conterrâneo rival de Marcílio Dias. Naquele ano, o futebol já tornou-se parte da história dos clubes de forma inusitada. A diretoria do irmão mais velho convidou seu adversário para um jogo de futebol e acabou recebendo uma negativa do Barroso, que limitou-se a enfrentar o rival somente sobre as águas. O remo rendeu ao Barroso conquistas de expressão estadual em 1920, 1921, 1927 e 1928.

A pedra fundamental da sede havia sido colocada 49 dias após a fundação do Clube, em 29 de junho de 1919. A construção foi rápida. Em 1920 o Barroso já inaugurava sua primeira sede, em uma das esquinas da Rua Pedro Ferreira. O primeiro jogo oficial entre os dois clubes foi 12 anos antes do Barroso iniciar suas atividades no futebol profissional.  Em 1937, em 28 de julho, um incêndio grave destruiu parcialmente as instalações da sede e queimou totalmente dois barcos do Clube.

Os primeiros jogos profissionais do Barroso iniciaram por volta de 1940, e o primeiro jogo de que se tem registro foi contra o Riachuelo de Florianópolis, no qual o clube de Itajaí perdeu de 4 a 2. O investimento no futebol estava apenas começando. 1919 foi um ano especial para os amantes de futebol do Barroso. O Clube firmou parceria com o Lauro Muller Futebol Clube e no mesmo ano conquistou o Campeonato Itajaiense promovido pela Liga Itajaiense de Desporto.

O Lauro Muller Futebol Clube foi fundado no dia 24 de março de 1929, defendendo a camisa alvinegra com sede localizada na Vila Operária, onde atualmente se pode encontrar o pátio da empresa Viação Catarinense. O primeiro título veio dois anos após a fundação, em 1931, quando sagrou-se campeão catarinense e derrubando o favorito Clube Atlético Catarinense.

Poucos anos depois, a parceria se desfez e o Barroso deu continuidade às atividades, inaugurando em 1956 o Estádio que era conhecido com Estádio na Rua Silva. Naquela época, a sede social do Barroso ainda não estava no mesmo terreno.

Em 1959 o Barroso levantou novamente a taça de Campeão Itajaiense. A final foi disputada contra o Marcílio Dias e contou com diversos jogadores queridos pela torcida, como Roberto Picolé. Em 1963, o rival revidou, tirando do Barroso o título de Campeão Catarinense que, apesar disso teve seu vice-campeonato estadual muito comemorado. Na década de 60, uma pesquisa popular apontava o Clube Náutico Almirante Barroso como o favorito da cidade.

Em 1972 o Barroso encerrou as atividades no futebol profissional cumprindo a missão de revelar jogadores como o goleiro Diogo e o lateral esquerda Alvacir, ambos vendidos para o Corinthians, além de jogadores convocados para a seleção catarinense como Nelinho, Elio, Deba, Mima e Godeberto.

A partir daí o Clube dedicou-se à prática futebol amador e construção de sua nova sede. A nova área foi projetada ao lado do Estádio da Rua Silva que ganhou iluminação e passou a se chamar Estádio Camilo Mussi, em homenagem ao presidente que inaugurou o campo. O projeto contava ainda com piscina, quadra de tênis, salão de festas, sala de jogos, sala de ginástica e espaços diversos para confraternizações.

Em 2010 um reencontro marcou os 150 de Itajaí, craques de seus dois clubes mais famosos se uniram para relembrar o clássico Barroso X Marcílio em um amistoso no gigantão das avenidas. Em campo, pelo Marcílio jogaram Paulo, Mazinho, Nico, Reginaldo, Calinho do Parque, Dão, Lili, Nilson, Murilo, Joaquinzinho, Carlão, Amauri, Jorge Luís, Dalmo, Caloca e Antônio Augusto.

Defendendo o time alviverde estavam Wilson Santos, Alcir Bebê Valdecir, Mário Cesar, Joel, Zequinha, Luiz, Paulo José da Silva, Juquinha, Roberto Picolé, Adão Goulart, Paulo Fabeni, Sergio, Geraldo, Janilton Victorino, Vanildo, Walter, Vladimir, Antoninho, Checo, Sergio Mafra e Mario Furtado.

 

FONTES: Site do Clube – Página no Facebook “História do Futebol de Santa Catarina” – Acervo de Osni Meira

 

Alcides Santos, Fundador do Fortaleza

Falar das origens do Fortaleza Esporte Clube passa necessariamente por falar do maior desportista cearense de todos os tempos: Alcides de Castro Santos.

Em 1912, ele fundou um clube também chamado Fortaleza, que posteriormente veio a ter suas atividades encerradas. A seguir, participou da fundação do Stella Foot-Ball Club, em 1915. Stella era o nome de um colégio suíço onde estudavam os filhos de alguns nobres representantes da alta sociedade de Fortaleza.

Este clube teve estreita ligação com o Fortaleza Esporte Clube, principalmente pela presença de Alcides Santos na formação dos dois, tendo o Fortaleza sido fundado em 18/10/1918. Como grande desportista, também estimulou e participou da fundação dos clubes Riachuelo, Tabajara e Maranguape, todos antes de 1918. Esteve ligado ao Fortaleza Esporte Clube em seus primeiros 20 anos de história.

Alcides Santos nasceu em 04/11/1889, filho do político e professor Agapito dos Santos. Estudou na Europa de onde trouxe a paixão pelo esporte bretão. Foi próspero comerciante, sendo sócio e fundador de diversas empresas cearenses, além de primeiro representante da Ford Company no Brasil.

Foi fundador da Sociedade Cearense de Filatelia e Numismática. Comprou e doou ao Fortaleza o campo do Alagadiço (próximo de onde hoje é a Igreja de São Gerardo, na cidade de Fortaleza), além de construir o Campo do Prado (onde se situa a Escola Técnica Federal – atualmente IFCE) e doá-lo à ADC (Associação Desportiva Cearense, fundada em 23/03/1920, sob sua liderança).

Trouxe o primeiro atleta de fora do estado para jogar oficialmente em Fortaleza – Nelsindo em 1919. Além disso, foi atleta de remo do Flamengo, quando sua família morou no Rio de Janeiro, acompanhando seu pai, à época deputado federal.

No que se refere ao Fortaleza Esporte Clube, podemos citar, entre seus fundadores, o próprio Alcides Santos (o primeiro presidente do clube), Oscar Loureiro, João Gentil, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso, Clóvis Moura, Jayme Albuquerque e Clóvis Gaspar, dentre outros.

Cores Tricolores

Azul, vermelho e branco são as cores do Fortaleza Esporte Clube, que formam sua principal identidade. A escolha foi uma homenagem do fundador Alcides Santos às cores da bandeira francesa. No estádio, elas proporcionam um festa inigualável por tamanha beleza e têm o poder de levar o Leão do Pici a grandes conquistas, pois como diz a marchinha: “o feitiço do teu jogo está nas cores, daquelas camisas tricolores”.

A bandeira é um símbolo de soberania e, como tal, deve ser respeitada em sua originalidade e proporções. Pensando nisso, o Fortaleza Esporte Clube mantém sua tradição em respeito à história do Tricolor de Aço e o que diz o seu Estatuto.

Estatuto: Art. 95 – O Pavilhão do Fortaleza será representado por uma bandeira com seis faixas de dez centímetros cada uma, nas cores vermelho, azul e branco, com um retângulo de cor branca, na parte superior esquerda, onde serão apostas estrelas em número correspondente aos títulos conquistados pelo elenco de Futebol Profissional, na cor vermelha, e dourada para os títulos de âmbito nacional.

A iniciativa de vários torcedores em criar outras versões para a bandeira são aceitas, no entanto, a descrita no Estatuto é a representação da tradição e do respeito ao Fortaleza Esporte Clube.

HINO DA BANDEIRA DO FORTALEZA ESPORTE CLUBE

Salve o Tricolor de Aço
Salve também sua bandeira
No meu coração há espaço
Pra te amar a vida inteira

Brilham no céu do Brasil
Tres cores que dão emoções
Vermelha, branca, azul anil
Conquistando mil corações

Bandeira do Fortaleza
Meu amor por ti é profundo
Pois tuas cores estão presentes
Em copas de todo o mundo

Na terra em que nasceste
Tem mais vibrante torcida
Entre todas as bandeiras
Tu és a preferida

Entre todas as bandeiras
Tu és a escolhida

Letra e música de JOSÉ ODORICO DE MORAES NETO (Zé Moraes) 

 

Futebol profissional

Regionais

Torneio Norte-Nordeste: 2 (1946, 1970)

Estaduais

Campeonato Cearense: 40 (1920, 1921, 1923, 1924, 1926, 1927, 1928, 1933, 1934, 1937, 1938, 1946, 1947, 1949, 1953, 1954, 1959, 1960, 1964, 1965, 1967, 1969, 1973, 1974, 1982, 1983, 1985, 1987, 1991, 1992, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2015 e 2016).

Torneio Início do Ceará: 12 (1925, 1927, 1928, 1933, 1935, 1948, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1977).

Categorias de base

Campeão da III Copa Alagoas Sub-20: 2005
Campeão Cearense de Juniores: 1972, 1973, 1974, 1976, 1978, 1980, 1981, 1983, 1985 e 1986
Campeão Cearense de Juvenil: 1963, 1964, 1965, 1966 1967 1968, 1969, 1980, 1981 e 1996
Campeão Cearense Sub-20: 1998, 2001, 2005, 2011, 2013 e 2014
Campeão Cearense Sub-18: 2002, 2003, 2007 e 2009
Campeão Cearense Sub-17: 2000, 2011, 2012 e 2014
Campeão Cearense Sub-16: 2003, 2007 e 2009
Campeão Cearense Sub-15: 2005, 2013 e 2014
Campeão Cearense Sub-14: 2011 e 2012
Campeão Cearense Sub-12: 2006, 2007 e 201.
Campeão Cearense Infantil : 1937
Campeão da 3ª Taça Internacional de Futebol do Interior Paulista – Infantil: 2002
Campeão da Copa Messejana Sub-14: 2009
Campeão da Copa Messejana Sub-12: 2008Campeão da Copa Caucaia Sub-15: 2009 e 2011
Campeão da Copa Serrinha Sub-12: 2010
Campeão da Copa Internacional de Futebol Sub-14: 2002
Campeão da Super Liga Metrópole Sub-14: 2010
Campeão da Super Liga Messejana de Desportos Sub-12: 2010
Campeão do Torneio Início Campeonato Assunção Globo Sub-15: 2011

 

Curiosidades

 

Artilheiros em Campeonatos Cearenses

O Fortaleza já “ofereceu” o artilheiro do Campeonato Cearense por 40 vezes, tendo, inclusive, o maior de todos: Sandro, em 1997.

O Fortaleza já forneceu o artilheiro do Campeonato Cearense por 43 vezes, tendo, inclusive, o maior deles: Sandro, em 1997, com 39 gols.

Campeão como goleiro e zagueiro

O Fortaleza já teve um jogador que se sagrou campeão jogando como goleiro (1926 e 1927) e como zagueiro (1928). Foi Rolinha.

Quando o Fortaleza foi tricampeão (1926/27/28), tivemos um fato bastante curioso. Rolinha, que foi goleiro em 26 e 27, sagrou-se tricampeão pelo Tricolor jogando como zagueiro.

Estrelas no escudo do Fortaleza

No escudo do Leão, as duas estrelas brancas representam os títulos de 46 e 70 do Nordestão e as três amarelas, os tricampeonatos cearenses.

As estrelas acima do escudo do Fortaleza foram postas pelos seguintes motivos: as duas estrelas brancas representam os dois títulos dos Torneios Norte-Nordeste, conquistados pelo Leão, em 1946 e 1970; já as quatro estrelas amarelas representam a conquista do tetracampeonato cearense conquistado pelo Tricolor em 2007/08/09/10.

Maior artilheiro em um único Clássico-Rei

O atacante Rinaldo foi o jogador que mais marcou gols num único Clássico-Rei, tendo feito 4 gols na vitória de 6 a 3 do Fortaleza em 2006.

O atacante Rinaldo marcou 4 gols na vitória do Fortaleza sobre o Ceará por 6 a 3. A partida foi realizada no dia 29 de fevereiro de 2006, pela disputa do Campeonato Cearense daquele ano.

Maior goleada no Clássico-Rei

A maior goleada do Clássico-Rei aconteceu em 1927. O Fortaleza não teve pena do Ceará e venceu por 8 a 0.

Você sabe qual foi a maior goleada no Clássico-Rei, entre o Fortaleza e o Ceará? Foi no Campeonato Cearense de 1927, em que o Fortaleza aplicou um 8 a 0 sobre o adversário. Marcaram os gols: Hildebrando (3), Pirão (2), Xixico, Humberto e Juracy.

Maiores artilheiros tricolores em Brasileiros

Os maiores artilheiros do Fortaleza, em Campeonatos Brasileiros, são Rinaldo, Vinícius e Clodoaldo, nesta ordem.

Você sabe quem são os maiores artilheiros do Fortaleza em Campeonatos Brasileiros? Em primeiro temos Rinaldo, com 52 gols, seguido por Vinícius, com 33 gols, e de Clodoaldo, com 31 gols. Por fim, Marciano é o quarto maior artilheiro com 22 gols.

Mané Garrincha com a camisa do Tricolor

Você sabia que Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, já vestiu a camisa tricolor? Foi em um amistoso, dia 28/01/1968, contra o Fluminense

Mané Garrincha, o “anjo das pernas tortas”, o lendário camisa 7, já vestiu a camisa tricolor. Foi em um amistoso, no dia 28 de janeiro de 1968, contra o Fluminense, no estádio Presidente Vargas, para um público (privilegiado) de 3.399 pessoas, em comemoração ao título estadual de 1967. Garrincha jogou apenas 45 minutos, mas vai ficar pra sempre guardado na memória de todo torcedor leonino. O Fortaleza venceu a partida por 1 a 0, gol de Humaitá.

 

FONTES: Site do Clube

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) – 1938

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ)

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

O Esporte Clube Valim é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvianil foi Fundado no Sábado, do dia 1º de Outubro de 1927, pelos irmãos da família Valim: Faustino, Brasilino Cipriano, Hélio, entre outros. A sua Sede atual (que na realidade se resume a uma quadra de poliesportiva acanhada), fica localizado na Rua Padre Ildefonso Penalba, nº 470, no Bairro Todos os Santos, na Zona Norte do Rio.

A Sua 1ª Sede e a Praça de Esportes ficava na Rua Ferreira de Andrade (Esquina com a Rua Rocha Pita), nº 99 (depois passou para o número de 395), no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio. Como referencia para aqueles que tenham a curiosidade em saber aonde ficava esse campo (endereço acima). Se entrar no ‘Google Maps’, o campo ficava do lado da Igreja N. S. Aparecida do Méier.

Aspecto do Auditório do clube

Ações Sociais: um marco do E.C. Valim

No início, a construção do campo não foi nada fácil. Afinal, o local era um brejo perigosíssimo, infecto e transmissor de moléstias ao povo adjacente. Com muita dificuldade, a Praça de Esportes foi erguida.

Na década de 30, o clube possuía mais mil sócios não por acaso. O Valim desenvolveu diversas ações sociais com as crianças e adolescentes da localidade. Além do futebol, que era o ‘carro-chefe’, também foi criada a Associação de Escoteiros, com fornecimento de vestimentas às crianças pobres.

Quadra de Basquete e Voleibol

Ou ação social bacana, era no período dos Natais, quando o clube realizava farta distribuições de tecidos (para que as famílias pudessem produzir roupas para os seus entes queridos) e mantimentos. O Esporte Clube Valim também colaborou com a sua vizinha: Igreja N. S. Aparecida do Méier. Para ajudar a instituição religiosa o clube construiu um teatrinho para ser uma fonte de renda! E o resultado funcionou e a Igreja no ano seguinte pode remodelar toda a Igreja.

Além disso, o Valim permitia, sem nenhum custo, que as suas instalações fossem utilizadas para exercícios dos alunos do Tiro de Guerra, nº 77, no Cachambi, e também para os soldados do 3º Batalhão da Polícia Militar. Em 1938, criou o curso Particular de Instrução, com material de expediente escolar, tudo inteiramente grátis. Depois o curso passou a se chamar: Instituto Valim, registrado sob o número 1.238. O curso recebia excedentes das Escolas Municipais.

Vista parcial do campo

As artes cênicas também tinha espaço, uma vez que o clube contava com um grupo artístico, que faziam exibições no auditório, com capacidade para 600 pessoas sentadas (a sua construção custou Cr$ 250 mil cruzeiros).  Uma curiosidade. Na Sede do clube existia um departamento médico, algo incomum para aquela época, sobretudo, nos clubes de segunda categoria.

 

Uma das salas de aulas

Um clube Poliesportivo

Na esfera esportiva, o Valim também possuía opções para a inclusão social da garotada. Além do futebol, nas instalações também contavam com Basquete, Voleibol, Atletismo, Ping-Pong (atual Tênis de Mesa), jogos de Salão (futebol de salão e atualmente chamado de Futsal).

Não era o simples fato de ter essas modalidades, mas também o clube federou todas: Federação Atlética Suburbana; Liga Suburbana de Basquete; Liga Suburbana de Voleibol; Liga de Esportes do Rio de Janeiro; Federação Metropolitana de Atletismo. No futebol o Valim se filiou a Liga Carioca de Futebol (LCF); e, posteriormente, na década de 40, se filiou ao Departamento Autônomo, uma sub-liga da Federação Metropolitana de Futebol.

Campeão de 1946

No futebol, o Esporte Clube Valim obteve resultados que merecem registro. Entre o final de 1941 até o fim 1942, o clube jogou 55 partidas, sem nenhuma derrota. Depois sagrou campeão da Federação Metropolitana de Futebol, em 1946.

Ameaça de Despejo virou uma odisséia

Nos anos 30 e 40, o Valim viveu a ameaça de perder a sua sede. O motivo era que o terreno pertenceu a três proprietários, destacando-se Darke Bhering de Oliveira Mattos, que presidiu o Botafogo Football Club, em 1936. Enquanto vida teve sempre consentiu que o clube permanecesse instalado na Sede e na Praça de Esportes na Rua Ferreira de Andrade, nº 99 (depois passou para o número de 395), no Bairro do Méier.

No entanto, na década de 40, o local passou para as mãos do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), que exigiu a saída do Esporte Clube Valim, a fim de construir no local edifício no local.

A disputa teve um entrave judicial, onde o IPASE moveu uma ação de despejo. Em 11 de Maio de 1949, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Publica, deu ganho de causa ao IPASE. O Valim foi intimado a deixar o local no prazo de seis meses (até o dia 19 de novembro de 1949).

No entanto, paralelamente a esse tramite, o Valim já tinha entrado em 1947, junto a Prefeitura do Distrito Federal, um processo de desapropriação (ficha 8.887 de 1948 do gabinete de S. excia. o Sr. Prefeito, o Marechal Ângelo Mendes de Morais, que governou de 16 de junho de 1947 a 24 de abril de 1951).

Naquela época alguns clubes se utilizaram desse processo com êxito. Naquele instante, com já tinha percorrido todos os tramites legais, o Valim só dependia da conclusão e da assinatura do Prefeito para “virar o jogo”.

Então, como num filme hollywoodiano, restando um dia para ser despejado, uma luz no final do túnel se acendeu. Na sexta-feira, do dia 18 de novembro de 1949, o juiz Tiago Pontes da 3ª Vara da Fazenda Publica, resolveu sustar a execução.

No entanto, um mês depois os advogados do IPASE derrubaram a suspensão. Diante desse quadro, o Valim voltou a depender da boa vontade do Prefeito Ângelo Mendes de Morais. Então, nessa odisséia, no dia 30 de dezembro, foi aceito um mandato de segurança.

O desembargador Sampaio da Costa, baseando-se na lei municipal nº 424, de 29 de novembro de 1949, sancionada pelo prefeito Mendes de Morais, aceitou a medida que veio a salvar o Valim da extinção. O despejo estava marcado para acontecer no dia 02 de janeiro de 1950.

Após idas e vindas, finalmente essa história teve um desfecho. Pena que desfavorável ao Valim. No dia 28 de março de 1950, foi executado o despejo do clube e a demolição da Sede e escola. Não foi apenas limar de um clube, mas também deixaram 300 alunos sem aula, pois existia uma escola na sede do Valim.

O duro recomeço

Naquela época, diversos clubes cariocas foram extintos com a desapropriação da sua e/ou campo pelo mesmo motivo do Valim. Então, por quê o clube sobreviveu?

Ao contrário das outras histórias com um triste fim, o Esporte Clube Valim virou notícia! Diversos jornais daquela época, sensibilizadas com a forma como a ação era feito pelo IPASE, realizaram diversas reportagens condenando o despejo.

Assim, rapidamente os moradores dos bairros adjacentes ao clube ficaram indignados com o processo e passaram a defender o Valim. Mesmo com a decisão desfavorável, o pós despejo o clube recebeu apoio e ajuda de diversos lugares como os clubes, sócios, moradores e apoio da mídia, o que deu uma sobrevida ao clube.

Os clubes filiados a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), por exemplo, deram um auxílio ao Valim, no valor de Cr$ 5.000,00 para ajuda no transporte de seus materiais do depósito público para a sede provisória.

Um mês após a desapropriação, as constantes reportagens começaram a surtir efeito. O Prefeito, o Marechal Ângelo Mendes de Morais, enfim prometeu ajudar, a Câmara Municipal também fez coro em defesa do Valim.

Após muitas promessas, o Valim obteve outro espaço para montar a sua nova Sede: Rua Padre Ildefonso Penalba, nº 470, no Bairro Todos os Santos, onde o clube está até hoje.

Apesar de ser um espaço menor, a popularidade do clube estava em alta. O número de sócios girava em torno de 1.000.  Mesmo diante de uma realidade mais modesta, o clube seguiu com o ideal de educar! Com isso, ganhou uma justa frase: “Valim, Escola de Futebol e Alfabetização“.

Para se ter uma ideia da comoção que o Valim recebeu do país, o clube recebeu uma “chuva” de convites para excursionar  pelo Brasil. O Alvianil do Méier viajou para Minas Gerais, Corumbá (Na época Matogrosso e atualmente Mato Grosso do Sul), entre outros.

O clube seguiu participando do Departamento Autônomo, mas diante de uma realidade mais modesta. Durante décadas, a Associação de Moradores do Méier e o clube criaram um laço de união! Todos os eventos eram realizado no Valim.

 

Time-base de 1943: Hermes; João e Jaú; Bandeira, Brandão e Vadinho; Lindo, Roberto, Brasilino, Paco e Neném. Técnico: Sylvio Valim.

 

FONTES: Amanhã – Diário de Notícias – Gazetas de Notícias – Jornal dos Sports – Diário Carioca

 

NITERÓI                   4          X         3          NOVA FRIBURGO

LOCAL: Estádio Assad Abdalla, Rua Dr. March, 196, no Bairro do Barreto, em Niterói (RJ)

DATA: Domingo, dia 22 de Setembro de 1929

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Football de 1929

HORÁRIO: 16 horas

NITERÓI: Acyr; Congo e Bibi; Álvaro, Oscarino e Irenio; Nô, Elviro (depois Aristheu), Russo, Manoelsinho e Caláo.

FRIBURGO: Beauclair; Martins e Gambini (depois Nonô); Tião, Guadagnini (depois Ablen) e Secundino; Jordão I, Féres, Hugo, Lindório e Jordão II.

PRELIMINAR:

GOLS: Gambini, contra (Niterói); Lindório (Friburgo); Féres (Friburgo), no 1º Tempo. Russo, de pênalti (Niterói); Aristheu (Niterói); Aristheu (Niterói); Hugo (Friburgo), no 2º Tempo

 

 

FONTE: Jornal O Ferrão (Nova Friburgo/RJ) 

 

NOVA FRIBURGO             2          X         1          CAMPOS

LOCAL: Estádio Assad Abdalla, Rua Dr. March, 196, no Bairro do Barreto, em Niterói

DATA: Domingo, dia 08 de Setembro de 1929

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Football de 1929

ÁRBITRO: Otto Badusk (Andarahy A.C.)

FRIBURGO: Beauclair; Martius e Gambini; Van-Erven, Guadagnini e Secundino; Jordão I, Felix, Hugo, Lindório e Jordão II.

CAMPOS: Ernandes; Braga e Peix (depois Nelson); Alcimaco, Adyr e Alcides; Kaugurú, Ary, Polly, Neolim e Bragode.

GOLS: Lindório e Felix (Friburgo); Bragode (Campos)

P.S: Seleção de Nova Friburgo, organizada pela Associação Serrana de Esportes Athleticos;

enquanto o Selecionado de Campos era organizado pela Liga Campista de Football

 

 

FONTE: O Clarim

 

NOVA FRIBURGO             4          X         0          PETROPÓLIS

LOCAL: Estádio Jardim do Suspiro, em Nova Friburgo (RJ)

DATA: Domingo, dia 1º de Setembro de 1929

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Football de 1929

HORÁRIO: 16 horas e 10 minutos

ÁRBITRO: José Bassani

FRIBURGO: Beauclair; Dudu e Gambini; Tião, Guadagnini e Secundino; Jordão I, Felix, Hugo, Antenor e Jordão II.

PETROPÓLIS: Theophilo; Nestor e Apparicio (Manduca); Lago, Alegria e Ferreira; Lino, Avelino, Nenem, Eduardo e Jorge.

GOLS: Hugo aos quatro minutos (Friburgo); Felix (Friburgo), no 1º Tempo. Antenor (Friburgo); Felix (Friburgo), no 2º Tempo

 

 

FONTE: Jornal O Ferrão (Nova Friburgo/RJ) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Torneio Início de Nova Friburgo da Segunda Divisão foi realizado no Domingo, do dia 17 de Junho de 1945. 

 

 

 

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Voz da Serra (17 de Junho de 1945) 

 

ESPERANÇA DE FRIBURGO    3          X         2          AMERICANO DE CAMPOS

LOCAL: Estádio Paissandu, em Nova Friburgo (RJ)

DATA: Domingo, dia 29 de Abril de 1945

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Futebol de 1945

RENDA: Cr$ 6.187, 50 (Recorde)

PÚBLICO: superlotado

ÁRBITRO: Télio Peçanha

ESPERANÇA: Hortiz; Cigano e Regli; Elicides, Portela e Zé Preto; Armando Zórico, Geraldo, Ceci e Lampeão. Técnico: Lamparina

AMERICANO: Milton; Carabina e Degas; Alfredo Alves e Cinco; Poli, Maneco, Vaguinho, Morais e Batucada.

GOLS: Armando, duas vezes, e Ceci (Esperança); Morais e Vaguinho (Americano)

P.S.: Após a partida, diante do Americano, cada jogador recebeu um “Bicho” de Cr$ 50,00. Na decisão acabou sendo superado pelo Petropolitano Football Club (Petrópolis), ficando com o vice-campeonato o Esperança de Nova Friburgo. 

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Folha Esportiva

 

O LPB Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O Clube Elepebense foi Fundado na quinta-feira, do dia 07 de Julho de 1932. A sua 1ª Sede ficava na Rua Bráulio Gomes, nº 4, na República, em São Paulo. Em 1937, se transferiu para a Rua José Bonifácio, 39/ 3º Andar – Praça da Sé. Depois passou para a Rua São Luís, nº 161, na República, em São Paulo, na década de 40.

O clube se filiou, em 1934, na ACEA (Associação Comercial de Esportes Atheticos, fundada em 1930). Após ver o Tewico FC faturar o Bicampeonato (1930 e 1931) e o Tetra do Mecânica FC (1934, 1935, 1936 e 1937), o LPB também faturou quatro títulos: 1938 e 1940, 1941 e 1942.

Em 1942, a A.A. Americana foi o 1º clube de Santos a jogar uma partida no Estádio do Pacaembu, enfrentando o LPB, de São Paulo, pelo Campeonato de Futebol Amador do Estado de São Paulo.

 

Campeonato Amador do Município de São Paulo: LPB é o Campeão!

A competição reuniu os campeões de diferentes divisões do futebol paulistano:

AA Light & Power - Campeão da Divisão Principal

AA Guarani - Campeão da Divisão Varzeana

LPB FC - Campeão da Divisão A.C.E.A.

União Vasco da Gama FC - Campeão da 1ª Divisão

AER Recabo - Campeão da Divisão Industrial Comercial “Leci”

EC Banespa - Campeão da Divisão Bancária

São Paulo FC - Campeão da Divisão Extra

Guarda Civil de São Paulo - Campeão da Divisão dos Funcionários Públicos

 

Quartas de final

14-11-1942 - Estádio do Pacaembu: São Paulo 1       x          0 Guarda Civil

15-11-1942 - Campo do Ipiranga: Recabo 3 x 1 Banespa

15-11-1942 - Campo do Juventus: LPB 3 x 0 União Vasco da Gama

18-11-1942 - Estádio do Pacaembu:  Light & Power 6 x 2 Guarani

 

Semifinal

21-11-1942 - Pacaembu: Recabo           2         x          0          São Paulo

22-11-1942 - Pacaembu: LPB     3          x          2          Light & Power

 

Final

06-12-1942 - Pacaembu: LPB     3          x          0          Recabo

FONTES: Memória Santista – Rsssf Brasil – Correio de São Paulo – Correio Paulistano – Celso Franco

 

O Dalva Football Club foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O clube Alvirrubro foi Fundado na sexta-feira, do dia 27 de Julho de 1923, por funcionários da empresa de calçados do mesmo nome, que situava na Villa Industrial em Campinas. O clube disputou o Campeonato do Interior de São Paulo, em 1925 e 1927.

 

FONTES: Correio Paulistano – Celso Franco

 

O Engenho Central Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Itaocara (RJ). O Alviverde foi Fundado em Outubro de 1939, por funcionários da Companhia Engenho Central Laranjeiras S/A. A sua Sede ficava localizada em Laranjais – 2º distrito do Município de Itaocara. O Engenho Central participou do Campeonato Fluminense de Futebol de 1944, chegando até a terceira fase, só caindo diante do forte Paduano de Santo Antonio de Pádua.

Para um clube do Interior do Rio, a sua estrutura era diferenciada. O seu Estádio, por exemplo, contava com arquibancadas cobertas. O Engenho Central revelou grandes jogadores como: Adhemar Gomes, Antônio Geraldo, Batista Oliveira, Flávio Campany, Jair Campany, João do Enéias, Oarci Ferraz, Olivier, Onivar, Paulinho “Boleba”, Porquita, Tião Sobrado, Waldemar Torres, entre outros.

Em 1948, o clube estava filiado a Liga Itaocarense de Desportos (LID), juntamente com o Portela Esporte Clube; América Futebol Clube; União Esportiva Itaocarense e Brasil Esporte Clube.

Em agosto de 1971, foi assinado pelo Sr. Fernando Leandro, foi aprovado em discussão única, o projeto que considera de utilidade pública o Engenho Central Futebol Clube, com sede em Itaocara.

FONTES: Itaocararj – Jornal do Commercio – Diário Carioca – O Fluminense – André Luiz Pereira Nunes – Liga Itaocarense de Desportos (LID)

 

FOTOS: Revista Fon-Fon

 

Aspecto da inauguração oficial do Pavilhão do Riachuelense Football Club, do Centro do Rio de Janeiro (RJ), Fundado no dia 20 de Janeiro de 1913. No momento da foto em que o Dr. Julio Furtado içava o novo pavilhão.

 

FONTE: Revista Fon-Fon 

 

O Henrique Valladares Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Julho de 1913. A sua Sede ficava localizada na Avenida Henrique Valladares, nº 33 (Sobrado) – Centro do Rio.

Em 1919, ingressou na Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA), e faturou o título do Segundo Quadros. Em 14 de novembro de 1920, o Henrique Valladares excursionou para São João Nepomuceno, na Zona da Mata (MG), para realizar dois jogos amistosos: um diante do Mangueira Football Club e o outro contra o Operário Football Club.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – O Malho

 

O Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

O clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de Botafogo: Ernesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

 

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS), fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

 

Amistoso em Niterói

O clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense: 5 a 0.

 

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

 

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30, no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

O Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

O Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

 

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

O Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

O Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

 

 

FONTES: Gazeta de Notícias – A Época – O Paiz – O Imparcial – Vida Domestica – Correio da Manhã

 

O Sport Club Andarahy foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 06 de Março de 1917. A sua 1ª Sede ficava na Rua Theodoro da Silva, nº 359, no Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio. O Campo estava situado na Rua Barão de Mesquita, 941 /1017 – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Domingos Carvalho;

Vice-presidente - Domingos Pereira;

1º Secretário - Waldemar Jorge;

2º Secretário - Heitor Suzart;

1º Thesoureiro - João Nogueira;

2º Thesoureiro - Carlos Moraes;

Capitain geral - Agostinho Rezende Souto;

Vice-Capitain - Ismael Teixeira;

Cobrador - Álvaro Guimarães.

 

Na terça-feira, do dia 12 de Junho de 1923, o clube foi reorganizado. Em 1924, transferiu a Sede para a Rua Barão de Mesquita, 93 A – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio, ficando próximo ao campo de jogo. Em 22 de Janeiro de 1924 – Se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD).

 

Time de 1920: Lalau; Beléo (Manduca) e Ismac (Mario); Joaquim (José), Caxangá (Roberto) e Leite (Cap.); Baratinha (Gentil), Velho (Albertino), David (Antonio), Lobo e Velloso.

 

FONTES: Voz do Povo – Revista O Tico-Tico – A Razão

 

O Ingá Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado em 1908, a sua Praça de Esportes ficava na Rua Boa Vista, s/n – São Francisco, em Niterói. Posteriormente, no local foi construído a Sede, em um vasto prédio, na Rua Boa Vista, inaugurado no domingo, do dia 1º de Junho de 1919. Em 1916, o seu campo passou a ser na Praia das Flechas, no Bairro do Ingá, em Niterói.

O Canto do Rio Football Club, fundado em 14 de novembro de 1913, surgiu com um time infantil. E, naquela época, o grande rival era justamente o Ingá FC, onde protagonizaram grandes jogos.

O Ingá participou do Campeonato Niteroiense em 1913. Essa competição teve uma característica ímpar.  Em Dezembro de 1911, foi Fundada a Liga Sportiva Fluminense (não confundir com a entidade homônima criada anos depois), que acabou sem ter organizado nenhum campeonato ou torneio.

Mesmo sem nenhuma liga, os clubes niteroienses se uniram para organizar o  Campeonato Niteroiense de 1913. Quem liderou essa empreitada audaciosa foi Associação Athletica Fluminense (que tem nome de liga mas era um clube), do Bairro Cubango  e também com apoio do jornal Gazeta da Manhã.

Os jogos foram realizados em dois campos: Ground da Travessa da Boa Vista, no Bairro do Cubango (propriedade da Associação Athletica Fluminense); e do Guarany F.C., no Ground dos Salesianos, no Bairro Santa Rosa (na realidade o campo pertencia ao Colégio Salesianos).

A participação de quatro agremiações: Associação Athletica Fluminense, Ingá Football ClubEsperança Football Club e Guarany Football Club (campeão invicto, vencendo todos os seus seis jogos. Aclamado campeão de 1913, recebeu o Taça Gazeta da Manhã, ofertada pelo jornal Gazeta da Manhã).

Na segunda-feira, do dia 26 de Janeiro de 1914, o Ingá solicitou filiação junto a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), onde disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão em 1914 e 1915.

Na sua primeira participação na Terceirona de 1914, o Ingá Football Club terminou na 4ª colocado, num total de sete clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Cattete Football Club (Bairro do Catete);

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Sport Club Riachuelo (Bairro de São Cristóvão/ campo no Bairro de Vila Isabel);

Villa Isabel Football Club (Bairro de Vila Isabel).

Na sua segunda edição, o o Ingá Football Club fechou em 4º lugar, num total de cinco clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Paladino Football Club (Centro do Rio).

Excursão à Campos, em 1914

Excursionou para Campos dos Goytacazes, onde ficaram hospedados no Grande Hotel Central. Assim, na tarde de sábado (27/06/1914), O Ingá enfrentou o Quinze de Novembro Football Club, às 16 horas, e goleou por 4 a 0. Os gols da partida foram assinalados por Ivo (duas vezes), Gilberto e Lafayette, um tento cada.

No dia seguinte (domingo, dia 28 de junho de 1914), foi a vez de encarar a Seleção da Liga Campista de Football, às 16 horas. Mesmo desfalcado de cinco titulares, o Ingá mostrou que a vida do adversário não seria moleza.

Telêmaco, de cabeça, abriu o placar para o Ingá. Depois Campos, em cobrança de falta, empatou e outro de pênalti, marcou o tento da virada do selecionado campista. Final do primeiro tempo: 2 a 1 para a Seleção de Campos.

Na etapa final, Gilberto voltou a empatar, dando números finais ao jogo: 2 a 2. O Ingá jogou com a seguinte formação: Ivan; Murillo (Cap.) e Egas; Couto, Affonso e Archimedes; Bocayuva, Rubens, Ivo, Gilberto e Telêmaco.

O goleiro Ivan era um dos destaques do Ingá. Tanto que em 1916, acabou sendo contratado pelo Botafogo do Rio para ser o titular da posição.

Por falta de pagamento, Ingá é excluído da Terceirona

Na quarta-feira, do dia 1º de Março de 1916, o conselho diretor da LMSA eliminou por unanimidade o Ingá Football Club, de acordo com o disposto pelos artigos 40 e 42 do estatuto.

O motivo foi que o clube niteroiense não quitou a dívida da mensalidade dentro do prazo de tolerância estipulada pela entidade.

FONTES: Correio da Manhã – Jornal do Brasil (JB) – O Paiz – O Fluminense – Gazeta de Notícias – O Imparcial – A Rua

 

O Victoria Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava localizada na Rua Bonfim, nº 132, no Bairro do Fonseca, em Niterói. O clube Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Junho de 1915. O Victoria disputou a Segundona da Liga Sportiva Fluminense (LSF), no final de 10 e início de 20.

O Jornal O Paiz descreveu assim, o surgimento da nova agremiação: “Fundou-se na vizinha capital, o Victoria Foot-Ball Club e que é composto por meninos da melhor sociedade fluminense. Para a estreia do “team“, será jogado, por esse Club e o Canto do Rio Foot-Ball Club, um “match”, que se realizará domingo, 13 do corrente, às 8 horas da manhã, no “ground” desta última sociedade“.

FONTES: A Rua – A Razão – O Paiz

 

O Torneio Início de Niterói de 1922, organizado pela Liga Sportiva Fluminense (LSF), foi realizado no domingo, do dia 26 de Março de 1922. Como o número de equipes era ímpar, um avançou para a segunda fase: Fluminense Athletico Club. A competição contou com a participação de 11 agremiações:

América Football Club;

Arariboya Football Club;

Barreto Football Club;

Byron Football Club;

Canto do Rio Football Club;

Fluminense Athletico Club;

Guarany Football Club;

Neves Athletico Club;

Nictheroyense Football Club;

Odeon Football Club;

Ypiranga Football Club.

 

Primeira Fase

1º Jogo - Byron FC venceu o Canto do Rio FC por 1 a 0, (dois escanteios a zero para o Byron). Árbitro: Francisco Monteiro.

2º Jogo - Arariboya FC venceu o América FC por 2 a 0, (em escanteios: 1 a 1). Árbitro: Euclydes de Araújo.

3º Jogo - Guarany FC venceu o América FC por 1 a 0. Árbitro: Franklin Baptista.

4º Jogo - Odeon FC venceu o Nictheroyense FC por 1 a 0. Árbitro: Thimotheo Pereira.

5º Jogo - Barreto FC empatou com o Neves AC em 0 a 0, mas venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Emygdio Nery.

 

Segunda Fase

6º Jogo - Fluminense AC empatou com o Byron FC em 0 a 0. Após duas prorrogações, o Flu venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Thomaz Goulart.

7º Jogo - Arariboya FC empatou com o Guarany FC em 0 a 0. Após uma prorrogação, o Arariboya venceu, em escanteios, por 2 a 0. Árbitro: Hércules Costa.

8º Jogo - Barreto FC empatou com o Odeon FC em 0 a 0. Após três prorrogações, o Barreto venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Joaquim Alves.

 

Terceira Fase

9º Jogo - Fluminense AC venceu o Arariboya FC por 1 a 0, (um escanteio a zero para o Fluminense). Árbitro: Waldemar Reis.

 

FINAL

10º Jogo - Fluminense AC venceu o Barreto FC por 1 a 0, com o gol do meia esquerda Carlos Almeida (um escanteio a zero para o Fluminense). Árbitro: Euclydes de Araújo.

 

Após o jogo, o Fluminense Athletico Club foi aclamado campeão do Torneio Início de Niterói de 1922, recebendo a Taça Ranulpho Bocayuva. O Barreto Football Club foi o vice-campeão e recebeu a Taça Eduardo Cotrim Filho. Os 11 clubes disputaram o torneio com as seguintes escalações:

 

Fluminense AC: Tristão; Henrique e Álvaro; Dedico, Tavares e Seraphim; Silvino, Freitas, Othon, Carlos Almeida e Roil.

Barreto FC: Alcides; Moreira e Monteiro; Julinho, Guarany e Gil; Minely, Sá, Nelson, Ferreira e Rubens.

Canto do Rio FC: Zezé; Nair e Orlando; Nestor, Guanabarino e Araujo; Segadas, Leopoldo, Oswaldo, Ary e Torreão.

Byron FC: Gonzaga; Coelho e Lauro; Napoleão, Laurindo e Julio; Alberto, Medeiros, Ranulpho, Vabo e Netto.

Arariboya FC: Enéas; Lydio e Dedmatto; Theodulo, Tide e Monteiro; Navado, Dóca, Accacio, Congo e Gabriel.

América FC: Vicente; Ulysses e José; Siqueira, Armando e Ferro; Zezé, Célio, Paixão, Capitão e Lagulo.

Guarany FC: Velarino; Lé e Marciano; Siqueira, Cunha e Pinho; Waldetaro, Nelson, Leal, Lomelino e Aurelio.

Ypiranga FC: Gastão; Ramos e Waldemar; Japonez, Manoelsinho e Irenio; Cabloco, Patacho, Roberto, Jacatibá e Dick.

Nictheroyense FC: Neves; Moreira e Menezes; Arnaldo, Bolinha e Zeca; Aristides, Roque, Cosme, Máximo e Oscar.

Odeon FC: Gama; Octavio e Pimenta; Genna, Lima e Zoroastro; Dantas, Paulo, Bibi, Affonso e Oswaldo.

Neves AC: Palmeirin; Armando e Waldemiro; Brito, Julio e Soares; Ferreira, Ismar, Caréca, Russo e Franklin.

 

FONTE: Jornal A Rua

 

O Sport Club Curupaity foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A “Petizada (quer dizer: ajuntamento de crianças) Alvirrubra” foi Fundada na sábado, do dia 13 de Junho de 1914. O clube nunca teve um campo próprio. Atuava em diversos campos da região, como o Carioca F.C., o campo na Rua do Russell, entre outros.

História da Fundação

“Reunidos na residência do grande escriptor Dr. Coelho Netto, o ‘festejado homem de letras’, foi dado por Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” (que era filho de Coelho Netto); o nome de Sport Club Curupaity. O nome dos demais fundadores:

George Coelho Netto; Paulo Coelho Netto; João Coelho Netto, o “Preguinho”; Francisco Paes Figueiredo, o “Chiquinho”; Manoel Correa; Ernesto, Sylvio de Sá; Gerdal Boscoli; Nilo Murtinho Broga; Floriano Guimarães; Joaquim Travesedo; Ricardo Salazar; Manuel Aarão; Álvaro de Sá; Evaristo Juliano de Sá; Dino; Galvão; Seabra e Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” (1º Presidente).

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” ;

Vice-Presidente - Álvaro de Sá;

1º Secretário - Gerdal Boscoli;

1º Tesoureiro - George Coelho Netto;

Capitão - Paulo Coelho Netto;

Fiscal de Campo - Joaquim Travesedo.

 

Significado do nome e uniforme

O nome “Curupaiti vem do Tupi-guarani, que pode significar: “a água do angico (curupaí+ti)” ou “lugar abundante em angicos (curupaí+ti [ba])“. O clube possuia o uniforme semelhante ao América Football Club: camisa rubra, escudo branco, calção branco e meiões negros.

Quem foi Coelho Neto?

Natural de Caxias, Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em 21 de fevereiro de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro,  em 28 de novembro de 1934. Foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.

Foi considerado o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros“, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.

Sobre Paulo Coelho Netto, foi autor do livro sobre o primeiro cinquentenário da História do Fluminense, historiador e dirigente deste clube.

Quem foi Preguinho?

 João Coelho Netto, mais conhecido como Preguinho (Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 1º de outubro de 1979), foi um multi-esportista brasileiro. Filho do escritor Coelho Netto, e da professora de música Maria Gabriela Brandão Coelho Netto, Preguinho era sócio do Fluminense antes mesmo de nascer, ingressando nas equipes infantis do clube carioca em 1916, com 11 anos.

Clube Esportivo e Categorias de base

Apesar do futebol ser o “carro-chefe” da Petizada Alvirrubra, possuíam outros esportes Pingue Pongue (Tênis de Mesa), Water Polo, entre outros.  O futebol, além da categoria adulta, contava ainda com as categorias Infantil e Juvenil, onde enfrentou diversas vezes forças da época como o Clube de Regatas Flamengo e Fluminense Football Club, ambos no Infantil.

 

Sedes

A 1ª Sede ficava na Rua Pinheiro, nº 73, em Botafogo – Zona Sul do Rio. No Sábado, dia 29 de Março de 1919, se mudou para a Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. Enfim, em 1925, adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio.

 

Dia que o Curupaity goleou o Tricolor das Laranjeiras

Em 1914, se filiou a Liga Veronista onde foi campeão no 1º e 2º Quadros, ambos de forma invicta, em 1915. Em 1916, o time infantil do Sport Club Curupaity contava com bons valores.

E, teve um teste de fogo para provar o seu potencial. Na época enfrentou o Fluminense, o melhor time daquela época, no campo do Carioca F.C., no Jardim Botânico.

No final, a Petizada Alvirrubra arrasou o Tricolor das Laranjeiras pelo elástico placar de 9 a 2. Vale lembrar, que no time do Fluminense haviam grandes jogadores que depois fizeram história no clube: Fortes, Mutz, China, Joel, C. Augusto, entre outros.

 

Campeonato Infantil de 1916, fez o Curupaity só retornar em 1917

Um fato curioso! A esmagadora vitória sobre o Fluminense, somado a criação do Campeonato Infantil, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), acabou causando, involuntariamente a paralisação do Sport Club Curupaity.

Por quê? Após ter arrasado o Fluminense, meses depois foi criado o Campeonato Carioca Infantil. Os jogadores empolgados com a notícia queriam participar da competição a qualquer custo. No entanto, naquele momento o clube não era filiado a LMDT, e por isso, não poderiam jogar.

Então, os jogadores se reuniram para buscar uma alternativa. A primeira ideia foi disputar pelo Carioca Football Club, que gentilmente sedia o seu campo para que o Curupaity pudesse jogar.

Contudo, os jogadores não chegaram a um consenso. No final, parte dos jogadores disputaram o certamente pelo Fluminense Football Club (Moreira, Mano, Preguinho e Zezé foram destaques no profissional) e a outra parte pelo Clube de Regatas Flamengo.

Porém, o resultado desse entusiasmo geral uma paralisação do Sport Club Curupaity, que sem jogadores, só retornou na temporada seguinte, em 1917. O retorno foi triunfal, mesmo perdendo alguns jogadores que optaram em continuar no Tricolor das Laranjeiras e no Rubro-Negro. Fechou a temporada de forma invicta, conquistando o Torneio no Mavilis.

Clube ajuda a fundar a Liga Sportiva Carioca (LSC)

Em 1918, o Sport Club Curupaity, juntamente com o Combinado Humaytá; Aymoré FC; Sport Club Emulação; Benjamin Constant AC; Paysandu AC; Leme AC e Pedro Ivo FC, fundaram a Liga Sportiva Carioca (LSC).

Naquele ano, o clube foi campeão no 1º e 2º Quadros, em ambos de forma invicta. O time adulto jogou com: Ramos; Peixoto e Dadá; Travesedo, Solntive e Dino; Chermont, Sylvio, Chiquinho, Merecker e Dedê.

Antenor Mayrinck Veiga foi o pivô da decadência do clube início dos anos 20

No Sábado, dia 29 de Março de 1919, o Curupaity adquiriu a sua Sede própria, na Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete. O que era para ser a alavancada do clube, acabou ocorrendo o contrário.

Três depois, por motivos que não foram divulgados, o então presidente do clube, David Villela retirou-se do clube. Em solidariedade os demais membros da diretoria também saíram.

O que se sabe é que dois dias antes da saída em massa da diretoria, tinha sido proposto que o conceituado industrial Antenor May             rinck Veiga que assumisse a presidência do Curupaity.

Diante do imbróglio Antenor May   rinck Veiga assumiu e realizou diversas melhoras. No entanto, ao notar que os demais membros da diretoria não deram o devido valor, o industrial decidiu sair, causando a decadência completa do clube, tendo perdido a Sede, móveis, etc.

Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” morre e Seleção Brasileira jogou de luto

Filho do escritor Coelho Netto e irmão mais velho do também futebolista João Coelho Netto, o “Preguinho”, Mano veio falecer depois de um traumatismo ocorrido em confronto contra o São Cristóvão no qual o Fluminense venceu por 2 a 1.

Apesar de sentir fortes dores no abdômen, que lhe causou infecção generalizada, vindo a falecer na véspera de confronto entre a Seleção Brasileira e a Seleção Uruguaia pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1922, quando a Seleção Brasileira jogou com braçadeiras negras em sua homenagem, aos 24 anos.

Entre idas e vindas, o em torno em 1924

Mediante o quadro catastrófico que o clube atravessava, David Villela resolveu colocar as magoas de lado e retornou para reorganizar Sport Club Curupaity. Objetivo este alcançado. Em 1919, se filiou a Associação Carioca de Sports (ACS). O Curupaity não terminou o Campeonato por não concordar com uma resolução da diretoria da ACS.

Após esse incidente o clube paralisou o futebol, só retornando em 1921, quando ingressou na Associação Sportiva Rio de Janeiro (ASRJ). Posteriormente, ocorreu outra paralisação, só retornando em 1924.

Nesse ano mostrou a velha forma e se sagrou campeão do Torneio Início, realizado no campo do Metropolitano. E realizou duas excursões a Região Serrana: Teresópolis e Petrópolis, onde obteve destaque.

Curupaity adquire suntuosa sede e volta a crescer

Em 1925, buscando os status de outra, o presidente David Villela resolveu chamar antigos sócios para solidificar o clube. Os frutos dessa empreitada foi boa.

Em seguida, o Curupaity adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. O resultado elevou o número de sócios para 300, três times de futebol, três equipes de Ping Pong e diversos atletas de outras modalidades.

Em 10 de abril de 1926, se filiou a Federação Brasileira de Esportes Athleticos (FBEA). No mesmo ano se filiou a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), onde foi campeão da AMEA II, em 1926.

No início de 1927, David Villela renunciou mais uma vez ao cargo de presidente do clube. Mas dessa vez, o clube se manteve em pé. Na tarde da terça-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1928, se filiou a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Nesse momento, o Curupaity chegou a ter incríveis 400 sócios.

Ainda nessa temporada disputou o Campeonato da AMEA (1928), que contou com grandes forças como o Americano FC(do bairro Riachuelo); Campo Grande AC (do bairro Campo Grande); Esperança FC (Bangu); Fidalgo FC (Madureira); Mavilis FC (Caju); Modesto FC (Quintino Bocaiúva); Magno FC (Madureira); entre outros.

A Luz, enfim, se apagou!

Após duas décadas de alegrias, tristezas, conquistas, fracassos, união, desunião, o Sport Club Curupaity foi saindo do cenário futebolístico. Seus fundadores já não eram mais os mesmos. O interesse tinha mudado. O clube passou a ser social. Aquele brilho, se apagou! O fim chegou. Mas essa história se perpetuará por muito tempo! Onde grandes intelectuais fizeram parte do clube, deixando para aqueles que conheceram uma ponta nostalgia e saudade!

Hino do Sport Club Curupaity

(Hino de 1915: versos de Miranda Horta e música de Manuel Aarão)

“Glória, Glória, Aleluia,

Curupaity é Campeão,

Mano, George, Floriano,

Honório, Atilio, Galvão,

Miranda, Cadinho, Alcindo,

Zezé, esquerda inteira,

É o menino de ouro,

O Centerforward Raul Ferreira,

 

Nós temos bons directores,

Desde o Captain ao cobrador,

Um presidente afiado,

Um secretário cavador,

Atitude, não temor campo,

É uma cousa que eu não nego,

Se preciso ser expulso,

O Chiquinho come prego”.

Time-base de 1914-15: Renato (Atilio); Rodolpho (Crockat) e Moreira; Cadinho (Galvão), Honório e Floriano; Mano, Corregal, Raul, Zezé e Manduca (Miranda Horta).

 

Time-base de 1916: Gerdal; Chagas Leite e Armando; Joaquim Travesedo, Seabra e Lanzarotti; Nogueira, Floreano, Chiquinho, Nilo e Paulo Coelho Netto.

 

Time-base de 1918: Alberto Ramos; Edgard Andrade (Dudu) e Francisco Peixoto; Dimas M. Castro (Victor), Carlos Santivi e Joaquim Travesedo; Chermon Brito (Sylvio), Reynado Cintra (Torquato), Francisco P. Figueiredo, Jorge Merker (Guiol) e Edgard (Dedê).

 

Time-base de 1921: Annibal; Raul e Carlinhos; Joaquim Travesedo, Moreira e Merker; Jovianiano, Maruico, Santos, Sylvio e Matre.

 

 

FONTES: Wikipédia – Jornal A Rua – A Razão – Gazeta de Notícias – Correio da Manhã – O Paiz – O Brasil – A Noite – Jornal do Brasil – O Malho

 

 

FONTE: O Tico Tico

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