O Poty Sport Club foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). O “Tricolor da Galícia” ou “Bugre Galiciano” foi Fundado na quinta-feira, do dia 14 de Maio de 1925, pelos senhores: João Simões de Lima; Miguel Catalosqui; Estevam Kugut; José Ordosqui; João Kupchck; Waldomiro Kupcharck e Pedro Kupcharck.

A sua Sede e o Estádio Capitão Manoel Aranha ficavam localizados na Rua Padre Anchieta (atual Praça 29 de Março), s/n, no Bairro Campo da Galícia (atual Bairro Mercês), na Região Central de Curitiba. No local havia o campo oficial e áreas adjacentes. Além disso, tinha um casarão de madeira, com amplo salão e, no fundo, um balcão, onde serviam bebidas, era protegido por uma cerca de tábuas.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente Honorário - Ângelo Zanetti;

Presidente - João Eskabron;

Vice-Presidente - Sebastião Vidal da Rocha;

1º Secretário - Estevam Katoloski;  

2º Secretário - João David de Oliveira;

1º Tesoureiro - Mariano Kataloski;

2º Tesoureiro - João Balla.

Estádio Capitão Manoel Aranha

O Estádio Capitão Manoel Aranha já existia desde o início da década de 1940, sendo conhecido por “Campo do Paulo” porque o terreno fazia parte das propriedades de Paulo Mann.

Com dívidas junta a prefeitura de Curitiba, em 1947 a família Mann repassou o terreno a municipalidade, que por sua vez, transferiu o uso do local para o Poty S. C. através da lei nº. 10 de 07 de fevereiro de 1948. Com a posse provisória do terreno, o Poty S.C. inaugurou, ainda em 1948, o seu estádio com a denominação de Estádio Capitão Manoel Aranha.

A escolha do nome foi uma homenagem ao militar do Exército Brasileiro Manoel Aranha, que também foi presidente do Clube Atlético Paranaense entre 1943 e 1945 e presidente da Federação Paranaense de Futebol em 1947.

O “Bugre Galiciano“, endividado, devolveu o estádio, no início da década de 1960, para o município e com uma nova lei, revogando a anterior, o prefeito Ivo Arzua iniciou a construção, neste exato local, da “Praça 29 de Março” (data da comemoração do aniversário de Curitiba), inaugurada em novembro de 1966 com projeto urbanístico do futuro prefeito Jaime Lerner.

 

Extinto nos anos 60

O Poty existiu até a década de 60, disputando os campeonatos amadores da Federação Paranaense de Futebol e que chegou a participar do “Torneio Curitiba”, em 1931, com clubes profissionais, juntamente com o Clube Atlético Paranaense, Coritiba Foot Ball Club, Clube Atlético Ferroviário, entre outros.

O “Tricolor da Galícia” participou algumas vezes do Campeonato Paranaense da Segunda Divisão. O seu maior feito foi o vice-campeonato da Segundona de 1954. Foi Super-Campeão de 1955.

FONTES: Wikipédia – Paraná Esportivo

 

FONTE: Beira-Mar

 

FONTE: Beira-Mar

 

O Meridional Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Clube da Camiseta Verde’ foi Fundado na quarta-feira, do dia 14 de Dezembro de 1921, por um grupo de desportistas, tendo a sua frente o ilustre General Tristão de Alencar, Abel Nunes, Raphael Rossi, entre outros.

A sua Sede ficava localizado na Rua Constante Ramos, s/n, no Bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O mando de campo não tinha um local fixo. Ora jogava no campo da Rua Dias Ferreira, s/n, no Bairro do Leblon (propriedade do Oceano Football Club), ora no campo de General Severiano, de propriedade do Botafogo Football Club (atual Botafogo de Futebol e Regatas).

Entre 1921 a 1927, o Meridional participou do Campeonato da Federação Brasileira de Esportes (FBEA). Em setembro de 1928, se filiou a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos).

Time de 1923: Manequinho; Dantas e Gallo; Soda, Lima e Zoron; Jayme, Rogerio, Galdino, Rolla e Affonso.

Time de 1924: Armação (Annibal); Vianna (João) e Dantas; Procópio, Cascardo e Euclydes; Pará (Lolico), Carvalho (Cabral), Careca (Janafa), Zoror (Jovita) e Agostinho.

 

FONTE:Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ)’

 

 

Por André Luiz Pereira Nunes

 O futebol do Rio de Janeiro ganhou mais uma figurinha para o seu “Álbum da História do Futebol Fluminense“. Trata-se do Transporte Futebol Clube que foi uma agremiação da cidade de Teresópolis, localizado na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. O clube Alvirrubro é uma das saudosas e gloriosas expressões do futebol teresopolitano e fluminense.

Fundado no domingo, do dia 27 de agosto de 1939, mesma data da inauguração de seu estádio, o Transporte foi idealizado por caminhoneiros que faziam frete em frente à Rodoviária de Teresópolis.

Primeira formação de 1939

Em sua 1ª formação, o time era composto pelos seguintes atletas: Paiva, Waldir e José Granito, ajoelhados; Virgílio Zampini, Professor Eugênio Fraga, Alfredinho Tabira, Eduardo Nascimento, Lúcio Algorta, Pedro Jahara, o presidente do Clube José Barbosa, Picolé, Manoel Mande Teresduca e Jofre, o “Alfaiate”, de branco.

Bicampeão Teresopolitano

Entre outras conquistas, se sagrou bicampeão do Campeonato Citadino de Teresópolis, em 1953 e 1954, organizado pela Liga Teresopolitana de Desportos (LTD).

O seu campo ficava situado na Rua Darcí Menezes de Aragão, s/n, no Bairro da Várzea, à beira do rio Paquequer, onde surgiu depois a garagem da Viação Teresópolis.

O Transporte Futebol Clube, bicampeão de 1953-1954 da Liga Teresopolitana de Desportos (LTD). Escalação escrita atrás da foto: Zezé, Zé Luiz, Amado, Waltinho, Waldir, Geraldo, Milton, Agenor, Mestiço, Japonês e Tião Coquinho.

Participação no Campeonato Fluminense de 1943

A competição mais expressiva aconteceu no ano de 1943, quando participou do Campeonato Fluminense, terminando na 9ª posição. A competição contou com a participação de 24 equipes:

Barra Mansa Futebol Clube (Barra Mansa);

Esporte Clube Barroso (Valença);

Esporte Clube Belford Roxo (Belford Roxo);

Esporte Clube Cascatinha (Petrópolis);

Esporte Clube Central (Guapimirim);

Cordeiro Futebol Clube (Cordeiro);

Entrerriense Futebol Clube (Três Rios);

Esperança Futebol Clube (Nova Friburgo);

Floresta Atlético Clube (Cambuci);

Fluminense Futebol Clube (Bom Jesus do Itabapoana);

Frigorífico Atlético Clube (Mendes);

Goytacaz Futebol Clube (Campos);

Icaraí Futebol Clube (Niterói);

Esporte Clube Itaocara (Itaocara);

Esporte Clube Metalúrgico (São Gonçalo);

Centro Esportivo Miracemense (Miracema);

Natividade Atlético Clube (Natividade);

Paduano Esporte Clube (Santo Antônio de Pádua);

Esporte Clube Perinas (Angra dos Reis);

Portela Atlético Clube (Miguel Pereira);

Resende Futebol Clube (Resende);

Rio Grande Futebol Clube (Cabo Frio);

Transporte Futebol Clube (Teresópolis);

Ypiranga Futebol Clube (Macaé).


Agradecimentos

Quem pesquisa sério, sabe perfeitamente a dificuldade em se resgatar clubes que fizeram história. Os obstáculos são grandes! Nesse caso, as informações do Transporte Futebol Clube não foi encontrado em nenhum site, nem revistas, jornais. Essa descoberta só foi possível graças ao empenho e generosidade do amigo Wanderley Peres, que fez todo esforço para conseguir as informações, fotos e os escudos desta agremiação. Obrigado Wanderley Peres, por compreender a relevância dessa publicação!

FONTES & FOTOS: Rsssf Brasil – Wanderley Peres

 

 

https://youtu.be/5gOjYjnCGKo

https://youtu.be/YiMPclaoWPg

 

Fontes: meu acervo e Youtube

 

O Paulista Futebol Clube foi uma agremiação esportiva do Município de Nhandeara, no Interior do estado de São Paulo. Localizado a 508 km da capital, a localidade conta com uma população de 10.725, segundo o Censo do IBGE/2010Fundado no domingo, do dia 1º de julho de 1962. Um dos nomes que fundaram o clube foi Minervino Alves Ferreira, que contou um pouco do início do Paulista de Nhandeara.

Inicialmente era um time juvenil, depois começou a disputar o Campeonato Amador Estadual. Jogava no campo do Nhandeara Esporte Club, até que não deixaram mais a gente jogar. Jogamos em Floreal e também não foi possível continuar os jogos lá”, comentou Minervino Ferreira. Diante desse quadro, os dirigentes se empenharam para obter o seu próprio campo. “Fizemos uma campanha e conseguimos comprar o terreno e construir um estado com arquibancada e alambrado”, afirmou.

A inauguração do Estádio Municipal José Bernardelli (com Capacidade para 3.500 pessoas), contou com presença dos veteranos da Sociedade Esportiva Palmeiras, posteriormente os times juniores de Corinthians e São Paulo também fizeram jogos lá.

O Paulista F.C. teve apoio de algumas pessoas importantes no cenário brasileiro. “Preparamos o time para disputar o campeonato da terceira divisão e contamos com a ajuda da pessoa maravilhosa que estava na Federação Paulista do Futebol, José Maria Marin, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol – CBF. Outro que ajudou muito a gente era Michel Temer”, revelou Minervino Ferreira.


Clube fecha às portas em 2008

O prefeito de Nhandeara, Rocco, também apoiava o time. “Infelizmente o futebol parou depois que outro prefeito se recusou a ajudar o clube”, se entristece Ferreira. Segundo Dr. Minervino, o Paulista F.C. encerrou as atividades em 2008, no entanto comemora o fato de alguns jogadores de destaque terem passado pelo clube.

Fui presidente desde a fundação do Paulista, hoje estou no cargo de vice e durante esses anos vi bons jogadores passarem pelo clube, entre eles, Doriva e Glauber Berti, mas pela falta de apoio, tivemos que encerrar as atividades. Atualmente a prefeitura usa o estádio com a escolinha de futebol, mas infelizmente não ajuda o clube com isso”, concluiu.

Agora a expectativa é que o clube de Campo, que também está parado, volte a funcionar. “Temos salão de festa, minicampo, parque infantil, está sendo construída piscina, é um local bastante arborizado e conta com estacionamento coberto com árvores. Temos associados, mas não cobramos mensalidade por enquanto, quando voltarmos vamos estudar a cobrança de uma taxa simbólica. Acredito que no começo do ano que vem já esteja tudo funcionando”, avaliou o vice-presidente.

Doze edições na esfera profissional

O Paulista disputou 12 edições na esfera profissional. No Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A-3), foram Oito participações: 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1987. No Campeonato Paulista da Quarta Divisão (atual Série-B), foram duas presenças: 1988 e 1989. Por fim, no Campeonato Paulista da Quinta Divisão, foram duas participações: 1978 e 1979.

 

FONTES: As Mil Camisas – Wikipédia – Município de Nhandeara/SP

 

O Juventus Esporte Clube (Juventus de Guariba) foi uma agremiação do Município de Guariba, situado no Interior de São Paulo. O time Grená Garibense foi Fundado na segunda-feira, do dia 1º de Março de 1971, e, claramente inspirado no  “Moleque Travesso” da Moóca, na capital paulista.

Durante seis temporadas o Juventus participou das competições na esfera profissional. Participou quatro vezes do Campeonato Paulista da Terceira Divisão: 1974, 1975, 1976 e 1980. Uma vez disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão: 1977; e por fim, duas vezes no Campeonato Paulista da Quinta Divisão: 1978 e 1979.

 

FONTES: Blog Fotos – Rsssf Brasil – Wikipédia 

 

O Fada Futebol Clube foi uma agremiação do Município de Santo Anastácio (SP). A sua última Sede ficava localizada na Avenida Nove de Julho, nº 994, no centro da cidade. Fundado na sexta-feira, do dia 10 de Maio de 1940.

As cores escolhidas foram o vermelho e branco, enquanto o nome ‘FADA’ significava “Federação Anastaciana de Desportos Atléticos“, mas ao efetuarem o registro do referido time na Federação Paulista de Futebol (FPF), entidade máxima do futebol paulista, não foi aceito pela própria organização, pois não poderia existir outra “Federação”, por isso, a agremiação foi registrada como “Fada Futebol Clube“.

A sua 1ª Diretoria foi constituída pelos seguintes nomes: Ernesto Moreira de Almeida Júnior, Alcides Chacon Couto, Paulo Pinheiro Ramires, José Machado, José Peral, Francisco Martins Fernandes, Manoel Ozores, Paulo de Oliveira, Rubens Rocha, Nicodemos Albuquerque, Nelson Alves Lima, Mário Rocha, Idenor Rocha, Moacyr Fleury, Antônio Peral, Horacio Alves Lima, José Bravo, Harry Widmann, Manoel Caparrós, Ângelo Bonilha, Wilibaldo Anés, Aldo Rocha, Domingos Oléa, Francisco Peres Alcalá, Benedito Barbosa, Francisco Scorza, Barnabé Garcia e Nelson Carvalho Novaes.

O Alvirrubro foi o time que mais conquistou títulos e glórias para Santo Anastácio, onde participou de diversos campeonatos citadinos e regionais, mas apenas uma edição do profissional, o Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3) de 1955. E esteve presente no Campeonato Paulista do Interior de 1947, 1954 e 1950.

 

Principais Conquistas

Os títulos conquistados foram oito ao todo. Cinco canecos no Campeonato Regional (1945, 1946, 1950, 1965 e 1966), e três no Campeonato Municipal (1952, 1956 e 1958).

1945: Primeiro título veio com goleada de 7 a 1

O 1º campeonato conquistado pelo Fada foi em 1945, quando venceu o Campeonato Regional, onde na inesquecível final, realizada no antigo Estádio Municipal da Vila Lunardi em Santo Anastácio, derrotou o time da Associação Atlética Venceslauense por 7 a 1.

Na ocasião, o time básico era formado por Cetale, Nelsinho e Professor; Zito, Ferrinho e Dirceu; Joãozinho, Horácio, Cota, Victor e Manelito Ozores; além de Joaquim, Nicodemos, Dirceu, entre outros.

 

1946: Bicampeão em cima do Palmeiras de Presidente Prudente

Em 1946 o Fada conquistou o bicampeonato do Campeonato Regional, ao empatar com o Palmeiras em Presidente Prudente. O resultado do jogo foi 2 a 2. O time base era formado por Nestor, Nelsinho e Professor; Zito, Moacir e Coveiro; Joãosinho, Horário, Mário Rocha, Vitor e Manelito.

 

1950: Terceiro título em cima do rival da cidade

Quatro anos depois o Fada conquista o troféu do Campeonato Regional pela terceira vez. A final foi realizada em Santo Anastácio, tendo enfrentado na final do XV de Novembro, outra equipe anastaciana.

O derby foi realizado no Estádio da Vila Lunardi com a vitória do Fada por 3 a 1. Os jogadores eram os seguintes: Olavo Ayres, Ditão e Endo; Zito, Duca e Bigota; Guimarães, Bagunça, Corote, Vitor e Isnardi. Tendo ainda Mário Rocha, Joaquim, Paschoal, Horácio, Nelsinho, Leonildo Aneas e outros.

 

1950: Fada fica na 4ª colocação no Paulista do Interior

Ainda em 1950 conseguiu sua melhor classificação no Campeonato do Interior Paulista, patrocinado pela Federação Paulista de Futebol alcançou o 4º lugar, na classificação final. Este campeonato foi importante porque naquela época o futebol profissional do Estado contava com poucas agremiações e assim sendo, este campeonato era disputado por grandes equipes.

O campeonato era disputado por regiões através de sistema eliminatório, sendo que naquele ano, sobraram após várias eliminatórias, oito equipes, que foram divididas em dois grupos de quatro, classificando-se as duas primeiras para a grande final.

Na Alta Sorocabana o Fada foi campeão absoluto, pois conseguiu triunfar sobre o Candidomotense, de Cândido Mota, e o Ourinhense, de Ourinhos. Em seguida disputou contra o América (Ibitinga), o Pirajuí Futebol Clube (Pirajuí) e o Saltense (Salto Grande). Sua eliminação deu-se contra o quadro do América de Ibitinga, que naquele ano foi campeão do interior como também do Estado.

 

1952 Campeão Regional

No ano de 1952 sagrou-se Campeão Regional. Nesse ano, o Fada tinha a seguinte diretoria: Dr. Francisco Sanchez Postigo, Mário Rocha, José Jordão Magro, José Martins Lopes, Antônio Tunes, Olavo Ayres de Lima e outros.

O seu time tinha os seguintes jogadores: Nelson, Tunes, Duca, Maurício, Furlan, Zito, Hilton, Tiriça, Devá, Trajano, Carlos, Edmar, Mário, Dito, Diogo e outros.

 

Colocações na década de 50

Outras participações de destaque, foram o 3º lugar no Campeonato Regional e a 6ª colocação no Campeonato Paulista do Interior em 1954; 3ª posição no Campeonato Paulista da 3ª Divisão de Profissionais em 1955; 3ª posição no Campeonato Regional.

No decorrer do mês de julho de 1957, a classificação final do Campeonato Amador do Setor 47 apresentou o Fada na 1ª colocação, tendo ficado assim a classificação final (Naquela época a pontuação era contada por pontos perdidos):

Fada (campeã) (4pp);

Bernardense (8 pp);

Pirapozinho (9 pp);

UFA (15 pp);

Flamengo (19 pp);

Corintians (20 pp).

 

Colocações nos anos 60

O Fada Futebol Clube foi Vicecampeão da categoria juvenil em 1962; Vicecampeão Regional e Campeão da Série D em 1965; e Campeão do Campeonato Regional em 1966.

 

Bicampeão Regional de 1965 e 1966

Em 1965, o Município de Santo Anastácio pertencia a liga de Presidente Prudente, que abrangia de Rancharia a Presidente Epitácio. As equipes eram divididas em quatro divisões denominadas A, B, C e D. Neste ano o Fada conquistou o Campeonato Regional, cuja equipe era formada pelos seguintes jogadores: Sérgio , Cesário, Duca, Carvelli, Massena, Sardinha, Chiquinho, Dijanil, Rubinho, Silvio, Hildebrando, entre outros.

O ano de 1966 foi praticamente sua última campanha como time, tendo naquele ano sagrado campeão da região, quando contava com a seguinte diretoria:

Júlio Ricci (presidente), José Corsaletti (1º vice-presidente), Jaime Rodrigues de Araújo (2º Vice-Presidente), Antônio Carvelli Sobrinho (1º Secretário), Jairo Vilar Moraes (2º Secretário), José Paulo Fernandes (1º Tesoureiro), Jurandir Francisco Pinheiro Ramires (2º Tesoureiro), Barnabé Garcia e Francisco Rodrigues de Araújo Neto (departamento de futebol). Existindo ainda um conselho que era formado por 15 pessoas.

Destacaram-se como treinadores do Fada, Jaguaré (ex-integrante do Vasco da Gama do Rio de Janeiro e da Seleção Brasileira de Futebol), Cetale, José Peral, Antônio Peral Espinosa, Fernando Fernandes, Henrique Alberto Amirantes, Aleixo (ex-integrante do Corinthians Paulista) e Mário Rocha. Didi Frutuoso foi o massagista que por mais tempo esteve junto a equipe.

 

Grandes personagens e rivais

Pela dedicação e empenho demonstrado pelo Fada, não devem ser esquecidos como colaboradores e incentivadores, o Dr. Sebastião Ribeiro do Amaral (presidente de 1945 a 1947) e o Dr. Mário Soares, do Conselho Deliberativo.

Nas competições no qual participou o Fada encarou diversos times tradicionais da região como a Associação Atlética Venceslauense (Presidente Venceslau); XV de Novembro, União Ferroviária Anastaciana (UFA) e Grêmio Esportivo Casemiro de Abreu (Santo Anastácio); Associação Atlética Bernardense (Presidente Bernardes); Paulista Futebol Clube (Álvares Machado); Palmeiras, Corinthians e Prudentina (Presidente Prudente); Regente Feijó Esporte Clube (Regente Feijó); Martinópolis Futebol Clube e AMEA (Martinópolis).

 

1966: Fada fecha às portas

Em 1966, o clube, motivo de inúmeras alegrias e glórias para os anastacianos, foi extinto. O Fada teve três sedes sociais. A 1ª Sede ficava situada na Avenida José Bonifácio (entre as ruas Dr. Costa Manso e João Batista Mendes); a 2ª Sede localizada à Rua Osvaldo Cruz (esquina com Rua Dr. Costa Manso) e a 3ª Sede à Rua Barão do Rio Branco (entre a Avenida Pedro II e Rua Dr. Costa Manso) quase em frente a Travessa Francisco Bravo.

 

1978: O último suspiro

Após 12 anos desativado, o Fada Futebol Clube tentou retomar a trajetória futebolista. Em 1978, o clube disputou o Campeonato Paulista da Quinta Divisão, que contou com a participação de 34 clubes.

AA Itajobi (Itajobi);

AA Macêdo (Guarulhos);

AA Ranchariense (Rancharia);

AA Riopedrense (Rio das Pedras);

AA Saltense (Salto);

AA XI de Agosto (Tatuí);

Bandeirante EC (Birigüi);

Bariri EC (Bariri);

Botafogo FC (Monte Alto);

Brasil FC (Buritama);

C Atlético Mogiano (Mogi-Mirim);

CA Bragantino (Bragança Paulista);

Comercial FC (Tietê);

Cruzeiro FC (Cruzeiro);

Dracena FC (Dracena);

EC Corintians (Casa Branca);

EC Monte-Mor (Monte-Mor);

EC Municipal (Paraguaçu Paulista);

EC Sumaré (Sumaré);

EC União Barra Funda (Ourinhos);

EC XV de Novembro (Indaiatuba);

Fada FC (Santo Anastácio);

Ferroviário A Ituano (Itu);

Guarani Saltense AC (Salto);

José Bonifácio EC (José Bonifácio);

Juventus EC (Guariba);

Mirandópolis EC (Mirandópolis);

Mogi-Mirim EC (Mogi-Mirim);

Palmital AC (Palmital);

Paulista FC (Nhandeara);

Pirajuí AC (Pirajuí);

U Funilense E (Cosmópolis);

União Possense FC (Santo Antônio de Posse);

VOCEM (Assis).

FONTES: Rsssf Brasil - Wikipédia – Correio Paulistano - Câmara Municipal de Presidente Prudente

 

O Club Athletic Internacional foi uma agremiação efêmera da cidade de Santos (SP). Segundo relatos do jornalista Olao Rodrigues (que viveu naquela época), a história do clube começou pelo Sr. Henrique Porchat, que foi o responsável pela introdução do futebol na cidade de Santos.

Ele trouxe duas bolas e promoveu o primeiro jogo de futebol na praia do Boqueirão. Dias depois, no teatro Variedades, ele e outros desportistas Fundaram, na noite de domingo, do dia 02 de Novembro de 1902, o Club Athletic Internacional, a 1ª agremiação futebolística que surgiu em Santos.

As suas cores eram azul, vermelho e amarelo. Voltaram a se reunir no dia 1º de janeiro de 1903, a fim de eleger e empossar sua 1ª Diretoria, que foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Gustavo Goetze;

Vice-Presidente - Joaquim Montenegro (que foi presidente da Câmara de Vereadores e prefeito de Santos);

Secretário - Ernesto Roxo;

Tesoureiro - João Mourão;

Diretor - André Peixoto Miler;

Referee - C. Félix de Lima Júnior.

O Internacional foi o 1º campeão do Campeonato Citadino de Santos numa disputa entre dois clubes, com o SC Americano, semelhante ao que ocorria em Porto Alegre entre o Grêmio F.B.P.A. e o Fuss Ball G.P.A. Em 1904 quase disputou o Campeonato da Liga Paulista de Futebol, perdendo a vaga para a Associação Atlética das Palmeiras.

Em 1907 juntamente com o Americano ingressou na Liga Paulista, onde participou do Campeonato Paulista de Futebol da Primeira Divisão (atual A1), em 1907 e 1908. No ano seguinte, abandonou as disputas por falta de recursos para viajar a São Paulo.

Na foto (acima), o ground – localizado na Avenida Ana Costa, s/n, no Bairro do Gonzaga, em Santos – do Club Athletic Internacional, visto do Monte Serrate – no local onde é agora a Igreja Coração de Maria, e os futebolistas que participaram do 1º jogo, realizado em 28 de junho de 1903, nesse campo. Antes eles treinavam na praia do Boqueirão.

Oito anos após a sua fundação, o Internacional fechou as suas portas em 1910. Mais tarde, seu campo, na Avenida Ana Costa, foi utilizado pelo Santos Futebol Clube em seus primeiros jogos. Um de seus uniformes era camisa e calção branco e meias pretas.

Time 1905

Primeiro Quadro: Mario Mendes; Guta e Mário Prado; Pilar, Juvenal e Carvalho; Argemiro, Leonidas, Tross, Gray e Cross.

Segundo Quadro: Durval; Chamba e Collatino; Leoncio, Aguiar e Tarcisio; Harold Cross, Carlos, Edwano, Voss e Guerra.

Time-base de 1907: Olyntho (Victor); J. Meech e H. Tross; Leôncio (Badu), Argemiro (Todd) e O. Pillar (M. Verdinassi); Leo (Ambrosio), Esteves (Chico), Turner (Joãozinho), Harold Cross (H. Grawshaw) e Victor (A. Fontes).

FONTES: Wikipédia – Jornal Eletrônico Novo Milênio – Almanaque da Baixada Santista – Olao Rodrigues – Correio Paulistano

FOTOS: Marques Pereira (1º repórter-fotográfico)

 

FONTE: A Gazeta

 

O Esporte Clube Regente Feijó foi uma agremiação do Município de Regente Feijó (SP). A equipe Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 02 de Março de 1941. O Regente Feijó mandava os seus jogos no Estádio Municipal Dr. Mário dos Reis, com capacidade para 1.500 pessoas.

O Esporte Clube Regente Feijó disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, em 1955. Atualmente o departamento de futebol do clube encontra-se extinto.

FONTES & FOTOS: Wikipédia – Site ‘As Mil Camisas’

 

O Club Athletico Brasil foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O “Clube dos Homens de Cor” foi Fundado no sábado, do dia 07 de Outubro de 1916, com o nome de Club dos Cravos Vermelhos por cinco desportistas: Theodoro do Nascimento, Fausto da Silva, José Pereira Paixão, Umberto Vaz de Almeida e Laureano José Barboza, os quais desde então começaram a trabalhar com afinco e boa vontade, para coroar de êxito essa tarefa estafante. 

Em 1927, a Sede ficava Rua da Glória, nº 196 – Bairro da Liberdade – São Paulo. E, nos anos 30, estava situado na Rua Glycerio, nº 175-A, no Bairro do Glycerio, no Distrito da Liberdade, na capital paulista.

Seis meses depois desse acontecimento, entrou para as suas fileiras o Sr. Norberto Rocha e Paulino de Castro. Estes senhores pleitearam e conseguiram que o clube instalasse uma salão danças. Posteriormente Norberto Rocha ficou encarregado de organizar o quadro de futebol.

Os ensaios dançantes corriam regularmente bem e por iniciativa da diretoria sempre operosa às suas expensas e nos salões realizaram-se vários casamentos de associados.

Enquanto isso, o quadro de futebol ia desenvolvendo-se de modo animador. Foi o seu 1º Presidente, o Sr. Fausto da Silva e três anos após (1919), o Sr. Theodoro do Nascimento assumiu a presidência do clube. Todos eles coadjuvados pelo Sr. Paulino de Castro e outros trabalhos estavam dando a vida e desenvolvimento ao clube. 

1927: Mudança de nome e título da Segundona

Em 1927, houve uma assembléia geral no qual tratou-se da mudança de nome do quadro de futebol que passou a denominar-se Club Athletico Brasil, a fim de filiar-se na Liga Amadora de Football (LAF). E o resultado veio no mesmo ano quando se sagrou Campeão do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1927, recebendo como prêmio, a Taça Dr. Armando Prado.

Foram os seguintes jogadores componentes desse quadro campeão: Waldemar; Veneno e Cachimbo; Gradim, Dario e Rabudo; Edgard, Norberto, Argemiro, Armandinho e Ricardo.

 

Primeira prova esportiva de negros

Ainda, em um festival, promovido pelo Club Athletico Brasil, tomaram parte o então glorioso Paulistano e o Palmeiras, sendo esta a primeira vez que por iniciativa de homens de cor, dava-se em São Paulo a 1ª prova de iniciativa esportiva de negros.

Mais tarde, ainda por iniciativa do Club Athletico Brasil, organizou um encontro entre dois selecionados denominados: branco versus preto, passando a fazê-lo disputar todos os dias 13 de maio, conseguindo perder um jogo e ganhar dois.

Um dos encontros que mais sucesso alcançou, foi o que veio do Rio de Janeiro, da Liga Metropolitana, o qual foi abatido pela expressiva contagem de 7 x 1, ocasião em que todos os jornais paulistanos não regatearam elogios aos jogadores negros de São Paulo.

Nesse jogo formidável, destacaram-se os jogadores Bahianinho, Rabi, Nabor e Robertinho, astros de primeira grandeza na Association Bandeirante. Por essa ocasião, foi oferecido no Hotel do Braz, um banquete de 100 talheres, onde viam-se os azes Leônidas, Princeza, Augusto Américo e outros.

No champagne, falaram vários oradores e jornalistas cariocas, respondendo pelo Club Athletico Brasil, o então Secretário Gervasio de Moraes. Nesse trabalho de aproximação esportiva, muito se destacaram os senhores Salatiel de Campos e Oscar Souza Mello, dedicado e incansável thesoureiro do clube.

Assim pois, de iniciativa em iniciativa, o clube tendo em Norberto Rocha, um verdadeiro esteio, vem trabalhando para conseguir uma praça de esportes que honre a coletividade negra de São Paulo e do Brasil, pois como vimos, de lutas constantes tem sido a vida dessa pujante agremiação, cuja Sede repletas de taças, acha se instalada à Rua Glycerio, nº 175-A, no Bairro Glycerio (atual bairro da Liberdade). O povo negro pode orgulhar-se desse clube que tão bem tem-se portado durante tão longa existência, sempre conquistando louros e triunfos imensos.

A história do Club Athletico Brasil sofreu o seu primeiro baque, na terça-feira do dia 30 de dezembro de 1930, quando a Polícia fechou a sede, sob a alegação de irregularidades no último baile realizado. O incidente não desanimou a diretoria que conseguiu reverter o quadro e reabriram o clube.  No entanto, anos depois o clube acabou fechando às portas sem nenhum alarde. Contudo, ficou na lembrança pela sua luta pela inclusão dos negros na sociedade paulistana. 

 Participou do Campeonato Paulista da 3ª Divisão de 1927 e 1933; do Campeonato Paulista  da 2ª Divisão 1928 e 1929; e do Campeonato Paulista da 4ª Divisão de 1931. 

FONTES: Correio Paulistano – A Gazeta – O Kosmos – O Estado (SC) – Evolução (13-05-1933)

 

Após uma década de procura, enfim, uma lacuna foi preenchida. Graças a persistência do amigo André Luiz Pereira Nunes, o distintivo do Itapeba Atlético Clube foi encontrado. Esta agremiação ficava na cidade de Maricá, situado na Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro. O Alvirrubro Maricaense foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Outubro de 1959. A sua Sede ficava Rodovia Amaral Peixoto, km 28, no Bairro de Itapeba, em Maricá.

Criado no fim da década de 1950, o Itapeba foi um dos três times de Maricá a disputar o futebol profissional do estado do Rio de Janeiro a exemplo do Esporte Clube Maricá e do Esporte Clube Taquaral. Anteriormente, o Itapeba participou de certames do Campeonato Citadino de Maricá.

Em 1992, fez a sua estreia no Campeonato Carioca da Terceira Divisão, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), terminando na 3ª colocação na classificação geral, atrás somente dos promovidos Esporte Clube Anchieta e São Paulo Futebol Clube. O Grêmio Esportivo Km 49, Everest Atlético Clube, Bela Vista Futebol Clube, Sport Club União de Marechal Hermes, Associação Atlética Colúmbia e Nilópolis Futebol Clube completaram a tábua de classificação.

Por conta de problemas financeiros, o time permaneceu afastado das competições até 1995 quando retornou ao Campeonato Carioca da Terceira Divisão. Ao final de dois turnos, no Grupo B, ficou na 6ª colocação, portanto, fora do octogonal final que definiu Tio Sam Esporte Clube e Belford Roxo Futebol Clube como os contemplados com as duas vagas para o módulo imediatamente acima. Cosmos Social Clube e Atlético Clube Apollo também foram desclassificados. Após essas duas experiências, a agremiação não mais disputou as competições de âmbito profissional.

FONTES: Wikipédia – O Fluminense – André Luiz Pereira Nunes 

 

A Associação Portugueza de Futebol foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A “Portugueza da Villa Pompéia” foi Fundado na quarta-feira, do dia 24 de Março de 1926, a sua Sede ficava localizada na Rua João Ramalho, nº 87, no Bairro dos Perdizes, em São Paulo. Já o seu campo ficava próximo à sede, mas o bairro era outro: na Villa Pompéia. O Presidente foi Álvaro Teixeira Pinto, que depois cedeu o posto para José dos Santos Penna, em 1929.

Na esfera futebolística, a Portugueza da Villa Pompéia participou do  Campeonato da 2ª Divisão Série Principal (na prática, era o Paulista da 3ª Divisão), de 1927. Em 1928 e 1929, esteve presente no Campeonato da 1ª Divisão (na prática, era o Paulista da 2ª Divisão). Todas essas três competições foram organizadas pela Liga de Amadores de Football (LAF).

Time de 1927/28: Alfredo (Antonio); Francisco (Brazão) e João; Cesar (Horácio), Constantino (Bianchini) e Américo (Zeca); Manoel (Américo II), João II, José, David e Humberto (Maneco).

Time de 1929: Bighetti; Aró e Constantino; José, Franco e Armandiho; Octavio, David, João, Maneco e Júlio. 

 

 

FONTES: O Combate – Diário Nacional – Correio Paulistano 

DISTINTIVO: Waldomio Junho – Livro “Os Esquecidos – Arquivos do Futebol Paulista, de Rodolfo Kussarev 

 

A Sociedade dos Ex-Alunos do Instituto Médio Dante Alighieri Foot-Ball Club ou simplesmente Dante Alighieri foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O clube foi Fundado na quarta-feira, do dia 06 de agosto de 1930. Uma de suas primeiras sedes ficava na Rua do Carmo nº 39, 2º andar. Em 1932 sua sede provisória ficava na Rua 15 de Novembro nº 18. A equipe “Azzurra” disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão em 1932 organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos).

HISTÓRIA

Foi um grupo de idealistas, representados por ex-alunos e professores do Colégio Dante Alighieri que realizou o sonho acalentado durante já há algum tempo: fundar uma Associação dos Ex-Alunos do Dante. Reuniram-se nos idos de 06 de agosto de 1930, no Salão Nobre do Circolo Italiano, cerca de 80 participantes (fls1, do Livro de Registro de Assembleias). Eles foram promotores dessa que passou a chamar-se 1ª Assembleia Preparatória dos Ex-Alunos do Instituto Médio “Dante Alighieri”.

Os trabalhos foram abertos pelo Prof. Dante Izoldi, lente de matemática do Instituto que, após expor em linhas gerais a razão da reunião, ou seja a fundação de uma específica associação, indicou o Dr. João Manzoli, sob aplauso dos presentes, para presidir a reunião promovendo a eleição, por escrutínio secreto, de um comitê provisório, formado por nove membros que ficou assim constituído: Dr. João Manzoli, Aldo Travaglia, Carlos Lodi, Américo Fontana, Miguel Reale, Gerardo Romeo, DimesBenatti, Attilio Perrone e João Beretta.

Na 1ª Reunião do Conselho Provisório, em 11 de agosto de 1930, procedeu-se à escolha dos cargos, tendo sido eleitos João Manzoli-Presidente, Aldo Travaglia-Vice Presidente, Attilio Perrone-Secretário e Miguel Reale-2° Secretário.

Na 2ª Reunião do Conselho Provisório, em 15 de agosto de 1930, foi aceita a denominação “Sociedade dos Ex-Alunos do Instituto Médio Dante Alighieri”, estabelecendo-se a sigla “I.M.D.A.”

Na 3ª Reunião do Conselho Provisório, de 19 de agosto de 1930, ficou decidido que a novel instituição teria 9 Diretores com cargo e 2 Conselheiros.

Na 4ª Reunião do Conselho Provisório, de 22 de agosto de 1930, foram instituídos os Revisores de Contas e na 5ª Reunião, realizada em 24 de agosto de 1930, o projeto do estatuto foi aprovado para ser levado à Assembleia Geral.

Os trabalhos do Conselho Provisório foram encerrados dando por finda e cumprida sua missão. Em 25 de agosto de 1930 ocorreu a 1ª Assembleia Geral dos Ex-Alunos do IMDA.

O Presidente do Conselho Provisório, João Manzoli abriu a seção e indicou o Prof. Arthur Magnocavallo para presidir os trabalhos, sob aclamação dos presentes.

Foram aprovados os estatutos, foi realizada a eleição de 15 conselheiros e 3 Revisores de contas. Foi fixada para 3 de setembro de 1930 uma reunião dos conselheiros eleitos e revisores de contas, para a distribuição dos cargos na Diretoria.

No dia 14 de outubro de 1931 o Presidente, João Manzoli, abriu a seção e pediu aos presentes a indicação de um Presidente da mesa para proceder aos relativos trabalhos, inclusive para tratar da questão da sede da Associação.

Os objetivos da Associação permaneceram praticamente semelhantes desde a data de sua fundação até os dias de hoje, ou seja, como consta nos atuais Estatutos:

A AEDA tem como finalidade manter acesos os princípios e tradições do Colégio Dante Alighieri, na extensão pós-escolar, congregando ex-alunos, professores e simpatizantes, incentivando, através de suas manifestações sociais, esportivas e culturais, a par do aprimoramento do idioma pátrio e difusão da língua e cultura italianas, o relacionamento entre seus associados.”

Os primeiros estatutos foram publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo, na edição n° 284, de 11 de dezembro de 1931. Após a Assembléia Ordinária de 15 de janeiro de 1932, realizou-se, em 13 de janeiro de 1933 uma Assembleia Ordinária na qual os conselheiros eleitos e revisores de contas foram convocados para uma reunião da Diretoria, a ser realizada no dia 20 de janeiro de 1933 a fim de se proceder à necessária distribuição dos cargos e respectivas posses.

A partir de 20 de janeiro de 1933 o Conde Raul Crespi passou a exercer a Presidência da IMDA, cujas atividades foram desenvolvidas com verdadeiro entusiasmo e dedicação. Os resultados foram brilhantes, mas com o advento da segunda guerra mundial a Associação suspendeu suas atividades por decisão tomada em 01 de dezembro de 1941, ocasião em que contava com apenas 19 sócios. Naquela época a Sede da Associação estava localizada no Prédio Martinelli.

Em 23 de novembro de 1959 a IMDA retomava suas atividades, desta feita sob o nome de AEDA-Associação dos Ex-Alunos do Colégio Dante Alighieri em memorável Assembleia Geral Extraordinária que aprovava novo Estatuto, sempre sob a Presidência do Conde Raul Crespi.

FONTES & FOTOS: Jornal A Gazeta (SP) – Jornal Il Pasquino (SP) – Site da AEDA – aeda.com.br – Acervo do Colégio Dante Alighieri (anos 30)

 

O Tamoio Futebol Clube foi uma agremiação do Distrito de Xerém, situado na cidade de Duque de Caxias (RJ). Foi Fundado no dia 22 de Fevereiro de. A sua antiga praças de esportes se chamava Neobey Brandão e seu espaço deu origem ao estádio atual, intitulado Romário de Souza Faria, o Marrentão.

Em 1994 o Tamoio muda de nome para Duque de Caxias Futebol Clube para a disputa do Campeonato Carioca da Terceira Divisão de 1994 com o intuito de criar uma identificação com a população duques-caxiense. A ideia porém não deu certo e a equipe volta a se chamar Tamoio Futebol Clube. Em 2005 a equipe se extingue e as suas instalações serviram de base para a fundação do atual Duque de Caxias Futebol Clube.

 

FONTES & FOTO: Wikipédia – Acervo de Marcelão, Marcelo Santos, ex-goleiro da Cabofriense

 

O Ruy Barbosa Football Club foi uma agremiação da cidade de São Carlos (SP). O Alviceleste foi Fundado em 1929, por um grupo de desportistas da cidade. A escolha do nome foi uma homenagem à Rua Rui Barbosa, local este em que o clube foi criado.

A sua Sede ficava localizado, na Rua Rui Barbosa, s/n, na Vila Monteiro (Gleba I), em São Carlos. Além do futebol, o clube também participou das competições amadoras de basquete do Estado de São Paulo e da cidade.

O clube mandava o seus jogos no Estádio Municipal Rui Barbosa, inaugurado no dia 22 de maio de 1932, com capacidade para 2 mil pessoas, localizado na Vila Nery, em São Carlos. O Ruy Barbosa participou do Campeonato Paulista do Interior, em 1931, 1932 e 1933, organizado pela APEA (Associação Paulista de Esporte Athleticos), assim como do Campeonato Citadino de São Carlos.

O Ruy Barbosa Football Club existiu por 11 anos, quando em 1940, foi incorporado pelo Clube Comercial (Fundado em 1936) de São Carlos. E, no dia 09 de Janeiro de 1944, o Clube Comercial se fundiu com o São Carlos Tênis Clube (fundado em 1920), dando origem ao atual São Carlos Clube.  

Campeonato Paulista do Interior APEA - 1931
  • Campeão da 7ª região – Ruy Barbosa FC
Campeonato Paulista do Interior APEA - 1932
Campeonato Paulista do Interior APEA - 1933
  • Classificação Final Primeira Fase
    • 1.Comercial (Araras) – 18p (campeão)
    • 2.Rio Claro - 16p
    • 3.Ruy Barbosa - 13p
    • 4.Operário (Araras) – 09p
    • 5.Pirasununguese (Pirassununga) – 08p
    • 6.Lemense (Leme) – 07p
    • 7.Paulista (São Carlos) – 07p

FONTES: Wikipédia – Correio Paulistano – A Gazeta – O Correio de São Carlos – Livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho 

 

O Palestra Itália Esporte Clube (Palestra Itália de São Carlos) foi uma agremiação da cidade de São Carlos (SP). O Palestrino Alviverde foi Fundado em 1919, para competir com o Paulista Esporte Clube e o Ideal Club ambos de São Carlos.

O Palestra Itália mandava seus jogos no Estádio Derby Sãocarlense, que era mais conhecido como Hipódromo Sãocarlense, pois o estádio era dentro do hipódromo, que pertencia ao Derby Club. O estádio, ficava ao lado da “Estação Ferroviária Hipódromo“, que ainda está lá hoje. Há no local vestígios do que foi o hipódromo e o estádio de futebol.

No começo de 1940, o clube mudou seu nome para Corinthians Comercial Futebol Clube, por causa da obrigação criada pelo governo, durante a Segunda Guerra Mundial. Na galeria de títulos, o Palestra Itália faturou alguns canecos. Como no Campeonato Paulista da Divisão do Interior, da fase Zonal, de 1923 e 1925; Campeonato Citadino de São Carlos e Campeonato Regional, ambos em 1940.

No domingo, do dia 9 de março de 1924, ocorreu uma partida amistosa que reuniu o verdadeiro e o genérico Palestra Itália. No final, melhor para o Palestra Itália da capital paulista, que goleou por 9 a 0 o seu homônimo de São Carlos. Após a partida, o clube vencedor recebeu a Taça Maternidade de São Carlos.

 

FONTES: Wikipédia – O Combate – A Gazeta – Correio Paulistano -  Livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho 

 

O Acclimação Foot Ball Club foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Na década 10, com o nome de Associação Athletica Acclimação, iniciou a sua trajetória realizando amistosos. A equipe manda os seus jogos na Praça de Esportes Jardim da Acclimação (atual Parque da Aclimação), no Bairro Aclimação, na Região Central de São Paulo. O Acclimação participou do Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1919, organizado pela APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos).

Time de 1919: Trento; Alcides e J.V.; Chimera, Sousa e Toto; Jacintho, Cypriano, Chiaverini (Cap.), Ratinho e Lolito. Reservas: Vieira, Marques I, Marques II, Costrine e Pereira.

 

FONTES: Correio Paulistano – A Gazeta -  Livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho 

 

O Club Athletico São Bernardo foi uma agremiação efêmera da cidade de São Bernardo do Campos (SP). O Alvirrubro foi Fundado na quinta-feira, do dia 14 de Junho de 1928, graças a fusão entre o Primeiro de Maio Futebol Clube com o Corinthians Futebol Clube, ambos de São Bernardo do Campo. A fusão perdurou por duas temporadas até 1930, quando a mesma foi desfeita.

Assim noticiou o Jornal Diário Nacional, no sábado, do dia 16 de junho de 1928, em relação a confirmação da fusão foi feita pela secretaria da Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA):

Tenho sido approvada pela directoria da A.P.S.A., em reunião de 14 do corrente (14 de junho de 1928), a fusão dos clubes Primeiro de Maio F.C. e Corinthians F.C., ambos filiados à Primeira Divisão, denominando-se a nova sociedade: Club Athletico São Bernardo, amanhã (domingo, dia 17 de junho de 1928) já este clube apparecerá em campo, jogando com a A.A. República“.

 CA São Bernardo estreou com vitória

No Domingo, dia 17 de junho de 1928, o Club Athletico São Bernardo fez a sua primeira partida oficial, em casa, diante da Associação Athletica República, da capital paulista, válido pelo Campeonato Paulista da 1ª Divisão (Divisão do Interior ou Segunda Divisão) de 1928, organizado pela Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).

No final, vitória do CA São Bernardo por 2 a 1, com arbitragem de Enéas Sgarzi. Nos Segundos quadros melhor para o República que venceu por 4 a 1, arbitrado por Alfredo Medeiros.  

Os quadros principais: C.A. São Bernardo - Lugani; Dante Garofalo e Hypolito Guerino Morini; Cayuba, Tragedio e Caio; Mesquita, Balista, Alexandre, Cacioli e Zelindo Novelli.

A.A. República - Nicola; Iola e Francisquinho; Dino, Nino e Russo; Manoel, Barba, Carlito, André e Luciano.

Na seqüência o Club Athletico São Bernardo teve os seguintes jogos:

No Domingo, dia 24 de junho de 1928CA São Bernardo x AA Barra Funda;

No Domingo, dia 1º de julho de 1928CA São Bernardo x Voluntários da Pátria;

No Domingo, dia 15 de julho de 1928CA São Bernardo x Cotonifício Rodolpho Crespi FC;

No Domingo, dia 05 de agosto de 1928CA São Bernardo 4  x 1  São Paulo Alpargatas;

No Domingo, dia 12 de agosto de 1928CA São Bernardo 1  x 3  CA Silex;

No Domingo, dia 26 de agosto de 1928AA República  x  CA São Bernardo;

No Domingo, dia 02 de setembro de 1928Voluntários da Pátria FC x CA São Bernardo;

No Domingo, dia 09 de setembro de 1928AA Barra Funda x CA São Bernardo;

No Domingo, dia 23 de setembro de 1928Cotonifício Rodolpho Crespi FC 3 x 3 CA São Bernardo;

No Domingo, dia 14 de outubro de 1928CA Silex 2 x 1 CA São Bernardo;

No Domingo, dia 28 de outubro de 1928São Paulo Alpargatas x CA São Bernardo.

 Na temporada de 1929, o clube estava inscrito no Campeonato Paulista da 1ª Divisão (Divisão do Interior ou Segunda Divisão), onde tinha marcado a sua estreia: no Domingo, dia 02 de junho de 1929, em casa, diante do União da Lapa FC. No entanto, o clube desistiu. Em meados de 1930, a fusão foi desfeita e, conseqüentemente, o Club Athletico São Bernardo deixou de existir.

 

FONTES: Blog Repórter Nilo Dias – Diário Nacional (SP) – Correio Paulistano -  Livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho 

 

Ao conferir a lista de campeões no site ‘Rsssf Brasil’ constatei que há uma lacuna no Campeonato Paulista da Segunda e Terceira Divisões, entre 1917 a 1930. Portanto, para os pesquisadores esse pedaço de papel certamente será de grande valia!

 

FONTE: A Gazeta   

 

O Primeiro de Maio Futebol Clube é uma agremiação centenária da cidade de Santo André (SP). Os “Flechas Verdes” foi Fundado na segunda-feira, do dia 18 de Agosto de 1913 (na época São Bernardo do Campo), mas na verdade, a oficialização do time que já batia bola na pequena Santo André.

A paixão que unia os 25 operários italianos e descendentes transformou um informal jogo em uma sociedade. Os fundadores foram os seguintes: Rodolpho Garbin, Antonio Guidoni, José Lari, Silvio Broquin, José Balista, Primo Gamberini, Luiz Banzato, Salvador Pellegrini, Francisco Fiberg, Ido Beccheri, Alfredo Artioli, Gregório Manetti, Máqui Guirelli, Dionysio Giaccherini, João Tetti, Silvio Cherchiari, Domingos Dalle Nogari, João Ubertis, Nazareno Baccheschi, Izaias Pellegrini, João Lúcio de Campos, Luiz de Alcântara, João Garofalo, Dante Sofiati e José Campanini.

Como eram todos operários, decidiram homenagear o dia do trabalhador, batizando o time com o nome de Primeiro de Maio Football Club. O primeiro jogo oficial aconteceu no dia de Natal daquele mesmo ano.

Não há registro algum nos livros de atas de que a primeira reunião do novo clube, e as seguintes, tivessem sido realizadas no armazém dos Piagentini, prevalecem os ricos depoimentos verbais que acrescentam o endereço a Rua Coronel Oliveira Lima, n° 60 (calçadão central da cidade), e que ali foram feitas pelo menos quatro reuniões do novo clube.

A Sede fica localizado no coração de Santo André, na região central, na Avenida Portugal, nº 79, e possui uma área de 19 mil m², dos quais 13 mil m² de área construída. Atualmente, o clube tem como meta a de desenvolver a prática de atividades esportivas, sociais e recreativas, que conta hoje com cerca de 13 mil associados em seu quadro associativo, constituído basicamente por médicos, dentistas, advogados, engenheiros, profissionais liberais e empresários.

Tem como origem o esporte e hoje participa competitivamente nas modalidades de Futebol de Salão (categorias: sub-09, sub-11, sub-13 e sub-15), Natação (masculino e feminino)Judô (masculino e feminino), Snooker, Bocha (masculino e feminino) e Xadrez.

Primeiro título

Em 1914, o Primeiro de Maio que fez a primeira excursão para Jundiaí, onde enfrentou o Corinthians Jundiayense. A conquista da 1ª taça veio num jogo realizado contra o Serrano Athletico Club, de Paranapiacaba, em 1916.

 

Duas participações na Elite do Futebol Paulista

Uma das mais antigas equipes da cidade e do estado de São Paulo a disputar o Campeonato Paulista da Primeira Divisão (atual A1), de 1927, pela antiga APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). Participou 13 vezes das divisões de acesso do Campeonato Paulista de Futebol.

Em 1917 o Primeiro de Maio se filiou à Associação Paulista de Sports Athleticos, com o objetivo de disputar o campeonato paulista. No ano de 1926  foi Campeão do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, garantindo o direito de disputar a elite do futebol estadual no ano seguinte. Em 1928, fundiu-se ao Corinthians Futebol Clube, de São Bernardo do Campo, mas a união não deu certo, e acabou sendo desfeita em 1930.

Em 1940, participou pela última vez de uma competição oficial profissional. Entretanto permaneceu no amadorismo até 1949, quando se licenciou do Campeonato Citadino de Santo André. A partir daí o clube passou a investir na espaço social e no futebol de salão.

Ao todo, o Primeiro de Maio Futebol Clube participou de 15 edições do futebol paulista. No Campeonato Paulista da Primeira Divisão, foram duas: 1927 e 1936. E no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, foram 13 edições: 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1926, 1938, 1939 e 1940.

HINO do Primeiro de Maio F.C.

“Vinte e cinco ilustres fundadores, operários de visão.

Foi então, a forte engrenagem deste clube tradição.

Salve, salve o Primeiro de Maio, nosso nome exaltação.

De alta voz e brado juvenil cantamos com o coração:

de glórias mil, alto e bom tom,

te exaltamos com fervor.

Oh! Clube bom e popular, que o esporte sempre divulgou.

Unidos com muito vigor de verde e branco proclamar:

Primeiro de Maio, a tradição familiar”.

 

FONTES: Wikipédia – Site do clube – Site – As Mil Camisas – Waldomiro Junho - livro “Os Flechas Verdes”, de autoria do historiador Ademir Médice

 

O Serrano Athletico Club (Serrano de Alto da Serra) foi uma agremiação da cidade de Santo André (SP). O clube Alviceleste foi Fundado na quinta-feira, do dia 03 de Dezembro de 1903, por engenheiros ferroviários ingleses da São Paulo Railway (SPR). O Serrano de Alto da Serra disputou o Campeonato Paulista do Interior de 1919. Posteriormente participou de algumas edições do Campeonato Citadino Santista.

Curiosidades

Um dos zagueiros mais famosos dessa equipe foi Alec M. Wellington, que era administrador da SPR, chegou a ser superintendente na década de 40. Em 1936, coube, exatamente a Alec M. Wellington fundir o Serrano Athletico Club e a Recreativa Lyra da Serra (fundado em fevereiro de 1903), dando origem a Sociedade Recreativa e Desportiva Lyra da Serra (atualmente,  o local, de interior elegante, abriga concertos e exposições).

A Sede do Serrano ficava na Avenida Antonio Olyntho, s/n, na Vila de Paranapiacaba, em Santo André (atualmente pertence a Sociedade Recreativa e Desportiva Lyra da Serra).

Campo de Futebol

Segundo relatos, em 1894, um funcionário da SPR jogou sua 1ª partida de futebol no Brasil. Seu nome, Charles Miller e, assim foi introduzida a paixão nacional em meio a uma vila inglesa na Serra do Mar.

Este campo – localizado na  Avenida Fox, s/n, na Vila de Paranapiacaba, em Santo André – presenciou além da 1ª partida, várias outras do Serrano Athletico Club contra times grandes como Santos, Corinthians, entre outros.

Serrano derrotou o poderoso Corinthians Paulista

O 1º time de futebol que se tem notícia em Paranapiacaba foi o Serrano Athletico Club. Não existem muitos registros que contem a trajetória do clube. Sabe-se de um fato que até hoje orgulha os habitantes da Vila: em julho de 1925, no histórico campo mais velho do Brasil, o Serrano Athletico Club derrotou o poderoso Corinthians Paulista por 2 a 1. A taça que lembra o feito, está até hoje exposta na Sala de Troféus do clube.

Entrada do estádio

O Serrano A.C. foi o primeiro time de futebol de toda a região do ABC a ser fundado. Congregava ferroviários da “São Paulo Railway”. Chegou a enfrentar grandes clubes do futebol paulista como Santos e Corinthians.

O edifício da Sociedade Recreativa e Desportiva Lyra da Serra, no Alto da Serra, representa um dos mais antigos clubes de “Football” do Estado. Aos domingos à noite havia uma sessão de cinema mudo, geralmente com filme em série. No salão cada grupo de família tinha os seus lugares certos. A orquestra era composta de músicos locais.

Placa em frente a entrada do Estádio

Time de 1921: Adolpho; Alec M. Wellington e Dino; Leoghn, Machado e Zuffa; Victorino, Novo, Pelagio Roiz, Walter e Baregatti

 

FONTES & FOTOS: Correio Paulistano – Blog Nilo Dias Repórter – Prefeitura de Santo André – Livro “Charles Miller – O pai do futebol brasileiro”, da Editora Panda Books – YouTube – Blog Trilhos de Paranapiacaba – - Livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho 

 

FONTE: Correio Paulistano

 

O Bragança Football Club foi uma agremiação da cidade de Bragança Paulista (SP). A sua Sede e o campo ficavam localizados no Bairro Lavapés, em Bragança Paulista. O Alvinegro Bragantino foi Fundado no mês de Julho de 1916, pelo Major Fernando de Assis Valle (nasceu no dia 30/11/1875 e faleceu em 20/08/1954 em Bragança Paulista).

Na Assembléia realizada, no dia 30 de Julho de 1916, foi definido a 1ª Diretoria do Bragança Football Club:

Presidente - capitão Alfredo de Brito;

Vice-presidente - Raphael Scaglioni;

1º Secretário - Nicanor Augusto Fernandes de Castro;

2º Secretário - Onofre Guimarães;

Thesoureiro - Garibaldi Ferreira Machado;

Vice-thesoureiro - Ezequiel Alves Teixeira;

Procurador - João Marques do Prado;

Orador - João de Mattos Pereira Godinho Júnior;

Commisão Fiscal - João Martins, Domingos Braz Machado e José Asprino;

Capitain - Manuel Pierotti;

Vice-Capitain - Aldo Colli.

 

Fundador do time que atravessou fronteiras levando e engrandecendo o nome de Bragança pelos quatro cantos do Estado; seu nome foi ovacionado por inúmeros amigos e desportistas quando o Professor Luiz de Vasconcellos Nardy declarou:

Eu não vos trago flores olorosas para depor na ara sacratíssima do grandioso esforço que tendes tão proficientemente, despendido em benefício da Banda 15, do Tiro 464 e do Bragança Futebol Clube que é a glória da nossa cidade, da nossa zona toda, que ao impulso da vossa mão valorosa e ao sopro da vossa vontade inquebrantável, atingiu a altura belíssima…”.

Sempre à frente dos destinos do Bragança FC, em pouco menos de dois anos de existência (1918) a agremiação alvinegra já possuía um Ground para seus jogos no Lavapés. Filiou o alvinegro na APEA e passou a representar Bragança na Zona SPR nos Campeonatos do Interior de Futebol, organizado pela Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).

Seu maior rival na cidade era o FC São José do bairro do Taboão, do qual o Major tinha o maior respeito por seus feitos contra adversários de outras localidades.

Revista A famosa revista ATHENÉA, periódico semanal publicado normalmente aos domingos e órgão oficial do Bragança Futebol Clube durante muitos anos levou ao leitor informações diversas de futebol, arte e cultura da nossa cidade e região.

O Major Fernando de Assis Valle durante boa parte da existência da mesma esteve no comando da revista. Na contra capa da revista o significado e o que ela representava para o BFC: ATHENÉA foi a deusa tutelar dos gregos, simbolizando ao mesmo tempo, o prestígio da inteligência e da força.

Inspirado por sua imagem, o poeta romano Juvenal compôs o seu verso: Mens sana in corpore sano… Campo da Biquinha O Major Fernando de Assis Valle participou ativamente da construção do campo da Biquinha que era chamado na década de 20 de campo da Floresta.

Na inauguração o campo teve a benção do padre Alfredo Meca e ponta pé inicial dado pelo presidente da Câmara Municipal, o Sr. Raul A. Leme. A taça em disputa levou o nome de Bragança – Jornal. Em 1928 foi nomeado Presidente honorário do Gymne Club e em 1931 do CA Bragantino.

Em 23/6/1938 sofreu duro golpe com a morte do seu filho João Batista Valle, defensor do CA Bragantino em acidente de automóvel no Tanque do Moinho aos 25 anos.

 

 O Hino do Bragança FC tem letra de sua autoria e um estribilho cheio de emoção:

“Viva a nossa sociedade

Viva o alvinegro pendão

Desfraldado com carinho

Ao sopro da vibração”.

O Major Fernando de Assis Valle pode contemplar com felicidades em meio as tristezas pelo fim do Bragança Football Club no ano de 1948, um feito do “Mais Querido” que foi derrotar o CA Bragantino por 4×3 no Estádio Dr. José de Aguiar Leme. Seu nome está perpetuado como um dos patronos da Associação de Escritores de Bragança Paulista.

 

FONTES: Correio Paulistano – BJD (Bragança Jornal Diário)

 

O Ítalo Football Club foi uma agremiação da cidade de Salto (SP). Participou do Campeonato Paulista do Interior, da Zona Sorocabana, da APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos) de 1921. Time de 1923: Brunelli; Almeida e Monari; Villa I, Amadeu e Zeca; Giordano, Romualdo, Garcia, Biruta e Villa II.

FONTES: Correio Paulistano – A Gazeta   livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev

 

O América Football Club foi uma agremiação da cidade de São Roque (SP). Fundado em 1914, o clube Alvinegro participou do Campeonato do Interior, da APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos),  de 1921, 1922 e 1923, sempre na chave da Zona Sorocabana. Em 1923 foi Campeão da Zona Sorocabana. 

Time de 1929: Incau; Paulino e Chalone; Moraes, Eduardo e Palmeira; Mario, Romeu, Adolpho, Adão e Churi.

 

FONTES: Correio Paulistano – A Gazeta livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev

 

O Sport Club Maranhão foi uma agremiação da cidade de Itu, que fica localizado no Interior Paulista. O Alvirrubro, foi Fundado em 1919, por um grupo de desportistas da cidade, como João Baptista da Rocha Sobrinho (Rochinha), Carlito Prado, Marcos Fried, Néco, Heitor, Palamone, Lais, Formiga, entre outros. A criação da nova agremiação era preencher a lacuna deixada pelo Club Athletico Ituano. Já as cores (vermelho e branco) foi inspirado no Club Athletico Paulistano, da capital.

A 1ª formação do SC Maranhão foi a seguinte: Lazainho; Santa Maria e Galvão; Rochinha, Aprizio e Biloso; Flávio, Cice, Plácido e Tista e Norberto. Em seguida, se filiou na Liga Ituana de Football (LIF).

 

No Domingo, do dia 30 de maio de 1920, o SC Maranhão reinaugurou o seu ground. Após as reformas o campo ganhou novas arquibancadas. Nesta data, o Maranhão enfrentou amistosamente a Associação Athletica Mackenzie, da capital paulista.

Em 1921, o Maranhão fez a sua primeira e única participou do Campeonato do Interior, organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos). O Alvirrubro terminou a 1ª fase da Zona Sorocabana, em 2º lugar, com uma vitória, cinco empates e uma derrota, só atrás do líder XV de Piracicaba, que posteriormente viria a conquistar o campeonato. O clube existiu até 1926, quando fechou às portas.

 Time de 1923: Leitão; Pichinin e Brasileiro; Rochinha, Maxa e Oswaldo; Tidoca, Tista, Cice, Nabor e Flávio.

FONTES: Correio Paulistano – A Gazeta – O Combate 

Escudo: livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho 

 

O Brasil Football Club foi uma agremiação da cidade de São Bernardo do Campo (SP). Fundado na década de 10, e Reorganizado na Segunda-feira, 26 de agosto de 1918.

FONTES:  livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho - A Gazeta – Correio Paulistano

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