O Brasil Football Club foi uma agremiação da cidade de São Bernardo do Campo (SP). Fundado na década de 10, e Reorganizado na Segunda-feira, 26 de agosto de 1918.

FONTES:  livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho - A Gazeta – Correio Paulistano

 

O White Team foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O clube Alvinegro foi Fundado no início de novembro de 1914. A equipe mandava os seus jogos na Praça de Esportes do Hippodromo Campineiro.

Em 1915, o clube disputou o Campeonato organizado pela Liga Regional D’Oeste de São Paulo, que contou com as participações do Ideal Club de São Carlos, o Rio Claro, o White Team de Campinas, o Araraquara College, a AA Bebedourense e Jaboticabal Atlético, que se sagrou campeão!

O White Team participou do Campeonato Citadino de Campinas, de 1916, 1917, 1918, 1919 e 1920, organizado pela Associação Campineira de Futebol (ACF). Também esteve presente no  Campeonato Paulista do Interior de 1919, organizado  pela Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA). Nesse período faturou o bicampeonato campineiro de 1917 e 1918.

 

1921: Clube faz fusão

Seis anos e seis meses depois, o White Team se fundiu com o Campinas Black Team, na terça-feira, às 21 horas, do dia 24 de Maio de 1921, no Salão do Club Concórdia, dando origem a Associação Athletica Campinas. Alguns dos senhores presentes: Dr. Sylvio de Moraes Salles, Reynaldo Laubstein, Pedro de Alcântara, Andrelino Penna, Luiz Pires, Carlos Francisco, Adolpho Marracini, Luiz Ricardo Schreiner, Orlando de Oliveira, José de Seixas Júnior, Augusto de Paiva Castro e João dos Santos Marques, entre outros.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Dr. Sylvio de Moraes Salles;

Vice-Presidente - Luiz Pires;

1º Secretário - Andrelino Penna;

2º Secretário - Adolpho Marracini;

Thesoureiro - Luiz Ricardo Schreiner;

2º Thesoureiro - Orlando de Oliveira;

A falta de organização de nossos dirigentes tem pedigree. Um bom exemplo, aconteceu no início de abril de 1922, quando a Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA), gastou dinheiro para colocar um anúncio dos clubes que ainda não tinham pagado a anuidade. Dentre eles o White Team, que nem existia mais. Como os dirigentes desconheciam tal fato, que ocorrera há 11 meses atrás?

White Team de 1919-20: Pinto; Lopes e Siqueira; Neufly, Zink e Durval; Lauro, Barreta e Poly; Graziani e Chernovik.

 

FONTES: Wikipédia – O Combate – A Gazeta – Correio Paulistano – Waldomiro Junho - livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev

 

O Esporte Clube Democrático Paulista foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A sua Sede e o campo ficava na Rua da Independência, nº 99, no Bairro de Cambuci, na capital paulista. Os Democráticos participaram do Campeonato Municipal de 1931 e 1932, organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos).

 

FONTES: Waldomiro Junho – A Gazeta – Correio Paulistano - livro “Os Esquecidos - Arquivos do Futebol Paulista”, do autor Rodolfo Kussarev

 

O Atlético Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O “Tricolor Matapaquense” foi Fundado no dia 17 de Outubro de 1954. A sua Sede e o campo fica localizado às margens da Estrada Matapaca, em Pendotiba, em Niterói. O Atlético duas participações do Campeonato Niteroiense. O grande rival do Atlético é o Cruzeiro, ambos do bairro de Pendotiba.

 

FONTES: O Fluminense 

 

 

O CRAIB (Club Recreativo Athletico Ítalo-Brasileiro) foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A sua Sede e a Praça de Esportes ficavam localizados na Rua dos Prazeres, nº 2 – Vila Maria Zélia, no Belenzinho, em São Paulo. Fundado na segunda-feira do dia 1º de Junho de 1925, por funcionários da Tecelagem de Sedas Ítalo-Brasileiro.

As instalações esportivas, na Villa Maria Zélia, contavam com o campo de futebol, uma quadra de basquete (contavam com duas equipes participando do Campeonato Paulistano da 2ª Divisão), onde também era praticado o futebol de salão. O clube também realizada competições de jogo de Dama.

No sábado, do dia 11 de agosto de 1934, às 20h30min., com o Jazz Columbia animando o público presente, o CRAIB inaugurou a sua nova Sede social, situado no prédio da Rua Brigadeiro Machado, nº 11, no Bairro do Brás, em São Paulo. No local, contava com secretária, salão de baile, salão nobre, toalete para senhoras, sala de leitura, sala para pingue-pongue e outros jogos de salão.

Participou do Campeonato Paulista da 1ª Divisão, Série B (Segunda Divisão), organizado pela Associação Paulista de Esportes Athleticos (APEA), de 1932, 1933 e 1934 (terminou na 7ª colocação).

Em 1933, o CRAIB foi o campeão da Série B e o Club Esportivo Fábricas Orion foi o vencedor da Série A. As duas equipes decidiram o título Paulista da Segunda Divisão em dois jogos. Melhor para a Fábricas Orion que venceu os dois jogos por 1 a 0 e 4 a 0, levantando a taça da Segundona de 1933.

 

Time de 1932/33: Fernandes; Victorio e Paschoal; Julio, Alceste e Almelindo (Callegaris); Marino (Orestes), Carmelo, Joãozinho (Rodrigues), Valdemar (Casuza) e Luiz.

Time de 1934: Adhemar; Paschoal e Victorio; Callegaris, Amleto e Roque; Oreste, Zeca, Casuza, Canhoto e Antoninho. Reservas: Fernandes, Russo, Toniolo, Alceste, Pompeu, Almelindo, Minhoca, Barbosa, Riva, Braz, Bragheroli, Oscar, Rosinha, Martins, Mario e Prenholato.

 

FONTES: Correio de São Paulo - Correio Paulistano - Arquivo de Futebol Paulista”, da editora Datatoro, de autoria de Rodolfo Kussarev 

 

C.E FÁBRICAS ORION                4          X         0          C.R.A. ÍTALO-BRASILEIRO

LOCAL: Estádio do C.A. Paulista, na Rua da Moóca, nº 326 e 328, no Bairro da Moóca, em São Paulo (SP).

DATA: Domingo, dia 11 de Fevereiro de 1934

CARÁTER: Último jogo da final, do Campeonato da APEA, Primeira Divisão, Série B, de 1933

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO: Pedro Thomé

ORION: Juvenal; Carioca e Pelado; Faxica, Bastião e Fazula; Agostinho, Dicto, Anilú, Elias e Xavier.

ÍTALO-BRASILEIRO: Fernando; Paschoal e Victorio; Ermelindo, Hamleto e Roque; Orestes, Cazusa, Joãozinho, Zeca e Antoninho.

GOLS: Agostinho, duas vezes, no 1º Tempo. Dicto e Xavier, no 2º Tempo.

 

FONTE: Correio de São Paulo

 

C.R.A. ÍTALO-BRASILEIRO                    0          X         1          C.E FÁBRICAS ORION

LOCAL: Estádio do C.A. Paulista, na Rua da Moóca, nº 326 e 328, no Bairro da Moóca, em São Paulo (SP).

DATA: Domingo, dia 04 de Fevereiro de 1934

CARÁTER: 1º jogo da final, do Campeonato da APEA, Primeira Divisão, Série B, de 1933

EXPULSÕES: Waldemar (CRAIB); Edmundo (Orion)

HORÁRIO: 15 horas

ÁRBITRO: Attilio Grimaldi (Palestra)

ÍTALO-BRASILEIRO: Fernando; Garcia e Victorio; Waldemar, Hamleto e Roque; Orestes (Luiz), Zeca, De Barbosa, Américo e Antoninho.

ORION: Juvenal; Carlito e Pelado; Edmundo, Moreno (Sebastião) e Falica (Faquila); Agostinho, Dicto, Anilú, Numa e Elias.

PRELIMINAR (2º Quadros):  E.C. Cama Patente       4          x          3          E.C. Humberto I

GOL: Numa, no 1º Tempo.

 

FONTE: Correio de São Paulo

 

C.R.A. ÍTALO-BRASILEIRO                    2          X         0          A.A. LUZIADAS

LOCAL: Praça de Esportes da Vila Maria Zélia, no Belenzinho, em São Paulo (SP)

DATA: Domingo, dia 07 de Janeiro de 1934

CARÁTER: Campeonato da APEA, Primeira Divisão, Série B (Segunda Divisão), de 1933

ÁRBITRO: Romeu Garbo

ÍTALO-BRASILEIRO: Adhemar; Paschoal e Victorio; Calligaris, Amleto e Roque; Oreste, Zeca, Casuza, Canhoto e Antoninho.

LUZIADAS: Motta; Nico e Sabará; Geryasi, Zevato e Romão; Mulatinho, Bastião, Guido, Souza e D’Avanzo.

PRELIMINAR (2º Quadros):  Ítalo-Brasileiro    3          x          1          Luziadas  

GOLS: Orestes e Zeca, no 2º Tempo.

 

FONTE: Correio de São Paulo

 

Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia (Antigos Juta Belém F.C.A. A. Scarpa  ) é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na quarta-feira, do dia 17 de Maio de 1916, por empregados da Companhia Nacional de Tecidos da Juta, como Juta Belém Football Club. Em 1925, mudou para Associação Athletica Scarpa. Em  20 de Setembro de 1935, foi rebatizado como Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia.  A sua Sede e a Praça de Esportes ficava na Villa Maria Zélia (junto à ponte da Vila Maria), no Belenzinho, em São Paulo.

 História

Em duas décadas de existência o clube mudou o nome três vezes por causa da Cia Nacional de Tecidos da Juta. Inaugurada em 1917, a Vila Maria Zélia começou a ser construída em 1912, pelo médico e industrial Jorge Street, para dar abrigo aos 2.500 funcionários que trabalhavam na filial do Belenzinho da poderosa tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta, cuja sede estava localizada nas imediações da Rua Gabriel Piza, em Santana.

Apesar de todo este crescimento vertiginoso e da produção indo de vento em popa, o empresário acumulou dívidas cujo pagamento começou a se complicar. Para liquidar parte delas, Jorge Street decidiu vender a vila e a fábrica em 1924. Tudo foi comprado pela família Scarpa que ao tomar posse da vila imediatamente optou por mudar o nome do local, que passou então a ser conhecido como Vila Scarpa.

Mudanças de nome

No meio dessa metamorfose, o clube sofreu e teve de mudar o nome. Em 1925, numa clara homenagem ao novo proprietário, passou a se chamar: Associação Athletica Scarpa.

Mesmo não tendo agradado aos operários o novo nome da vila seria mantido durante todo o período que a família Scarpa ficou como proprietária do complexo. Em 1929, com a crise financeira que assolou o Brasil e o mundo, a família Scarpa também sofre com dificuldades para pagar algumas hipotecas. E é assim que o Grupo Guinle toma posse do local e restabelece, tão logo assume a propriedade, o nome original Vila Maria Zélia.

Dona Maria Zélia Street

No ano seguinte, novamente o clube alterou o seu nome e voltou ao nome original: Juta Belém Football Clube, permanecendo assim até 1935Na tarde da segunda-feira, do dia 20 de Setembro de 1935, foi rebatizado como Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia, uma homenagem à dona Maria Zélia, mulher do Dr. Jorge Street, administrador da Indústria e incentivador do clube.

 Participações na Segunda e Terceira Divisões

No meio de tantas mudanças, o clube disputou competições de expressão. No Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1921 e 1922; e em 1925Juta Belém Football Club participou do Campeonato Municipal, organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos). E, em 1935, esteve presente no Campeonato Paulista da Terceira Divisão.

Já como AA Scarpa disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, em 1926 e 1928; e na Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 19271929 e 1930.

 

FONTES: Revista Placar – A Gazeta – São Paulo Antiga – O Combate

 

A Associação Athletica Scarpa (Atual: Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia) foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na quarta-feira, do dia 17 de Maio de 1916, por empregados da Companhia Nacional de Tecidos da Juta, como Juta Belém Football Club. A sua Sede e a Praça de Esportes ficava na Villa Maria Zélia (junto à ponte da Vila Maria), no Belenzinho, em São Paulo.

 História

Em duas décadas de existência o clube mudou o nome três vezes por causa da Cia Nacional de Tecidos da Juta. Inaugurada em 1917, a Vila Maria Zélia começou a ser construída em 1912, pelo médico e industrial Jorge Street, para dar abrigo aos 2.500 funcionários que trabalhavam na filial do Belenzinho da poderosa tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta, cuja sede estava localizada nas imediações da Rua Gabriel Piza, em Santana.

Apesar de todo este crescimento vertiginoso e da produção indo de vento em popa, o empresário acumulou dívidas cujo pagamento começou a se complicar. Para liquidar parte delas, Jorge Street decidiu vender a vila e a fábrica em 1924. Tudo foi comprado pela família Scarpa que ao tomar posse da vila imediatamente optou por mudar o nome do local, que passou então a ser conhecido como Vila Scarpa.

Mudanças de nome

No meio dessa metamorfose, o clube sofreu e teve de mudar o nome. Em 1925, numa clara homenagem ao novo proprietário, passou a se chamar: Associação Athletica Scarpa.

Mesmo não tendo agradado aos operários o novo nome da vila seria mantido durante todo o período que a família Scarpa ficou como proprietária do complexo. Em 1929, com a crise financeira que assolou o Brasil e o mundo, a família Scarpa também sofre com dificuldades para pagar algumas hipotecas. E é assim que o Grupo Guinle toma posse do local e restabelece, tão logo assume a propriedade, o nome original Vila Maria Zélia.

No ano seguinte, novamente o clube alterou o seu nome e voltou ao nome original: Juta Belém Football Clube, permanecendo assim até 1935Na tarde da segunda-feira, do dia 20 de Setembro de 1935, foi rebatizado como Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia, uma homenagem à dona Maria Zélia, mulher do Dr. Jorge Street, administrador da Indústria e incentivador do clube.

 Participações na Segunda e Terceira Divisões

No meio de tantas mudanças, o clube disputou competições de expressão. No Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1921 e 1922; e em 1925Juta Belém Football Club participou do Campeonato Municipal, organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos). E, em 1935, esteve presente no Campeonato Paulista da Terceira Divisão.

Já como AA Scarpa disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, em 1926 e 1928; e na Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 19271929 e 1930.

 

FONTES: Revista Placar – A Gazeta – São Paulo Antiga – O Combate

 

O Juta Belém Football Club (Atual: Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia) foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na quarta-feira, do dia 17 de Maio de 1916, por empregados da Companhia Nacional de Tecidos da Juta. A sua Sede e a Praça de Esportes ficava na Villa Maria Zélia (junto à ponte da Vila Maria), no Belenzinho, em São Paulo.

 História

Em duas décadas de existência o clube mudou o nome três vezes por causa da Cia Nacional de Tecidos da Juta. Inaugurada em 1917, a Vila Maria Zélia começou a ser construída em 1912, pelo médico e industrial Jorge Street, para dar abrigo aos 2.500 funcionários que trabalhavam na filial do Belenzinho da poderosa tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta, cuja sede estava localizada nas imediações da Rua Gabriel Piza, em Santana.

Apesar de todo este crescimento vertiginoso e da produção indo de vento em popa, o empresário acumulou dívidas cujo pagamento começou a se complicar. Para liquidar parte delas, Jorge Street decidiu vender a vila e a fábrica em 1924. Tudo foi comprado pela família Scarpa que ao tomar posse da vila imediatamente optou por mudar o nome do local, que passou então a ser conhecido como Vila Scarpa.

Mudanças de nome

No meio dessa metamorfose, o clube sofreu e teve de mudar o nome. Em 1925, numa clara homenagem ao novo proprietário, passou a se chamar: Associação Athletica Scarpa.

Mesmo não tendo agradado aos operários o novo nome da vila seria mantido durante todo o período que a família Scarpa ficou como proprietária do complexo. Em 1929, com a crise financeira que assolou o Brasil e o mundo, a família Scarpa também sofre com dificuldades para pagar algumas hipotecas. E é assim que o Grupo Guinle toma posse do local e restabelece, tão logo assume a propriedade, o nome original Vila Maria Zélia.

No ano seguinte, novamente o clube alterou o seu nome e voltou ao nome original: Juta Belém Football Clube, permanecendo assim até 1935. Na tarde da segunda-feira, do dia 20 de Setembro de 1935, foi rebatizado como Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia, uma homenagem à dona Maria Zélia, mulher do Dr. Jorge Street, administrador da Indústria e incentivador do clube.

 Participações na Segunda e Terceira Divisões

No meio de tantas mudanças, o clube disputou competições de expressão. No Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1921 e 1922; e em 1925, Juta Belém Football Club participou do Campeonato Municipal, organizado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos). E, em 1935, esteve presente no Campeonato Paulista da Terceira Divisão.

Já como AA Scarpa disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, em 1926 e 1928; e na Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1927, 1929 e 1930.

 

FONTES: Revista Placar – A Gazeta – São Paulo Antiga – O Combate

 

O Juta Sant’Anna Football Club foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na década de 10, por funcionários da Companhia Nacional de Tecidos Juta (Fábrica Juta Sant’Anna). A sua Praça de Esportes, ficava localizava na Rua Miller, nº 61, no Bairro do Brás, na Região Central de São Paulo. Filiado à Federação Paulista de Sports (FPS), participou do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1918.

Fábrica Juta Sant’Anna

FONTES: A Gazeta – Correio Paulistano - O Combate – Getty Imagens - Arquivo de Futebol Paulista”, da editora Datatoro, de autoria de Rodolfo Kussarev – Acervo de Élison Fernandes -  Waldomiro Junho

 

O Esperança Football Club foi uma agremiação da cidade de Jacareí (SP). A sua Sede (inaugurada oficialmente na terça-feira, às 20 horas, do dia 02 de novembro de 1920),  ficava na Rua 13 de Maio, nº 1, no Centro de Jacareí.

O Esperança estreou o seu novo uniforme (calção branco e camisa branca e verde), no Domingo, do dia 06 de Junho de 1920. Na partida, melhor para o Esperança que venceu o Central do Brasil, da capital Paulista, por placar de 3 a 1, na cidade de Jacareí. Os gols foram marcados por Cecy, duas vezes, e Muller para o Esperança, enquanto Floriano fez o de honra do Central do Brasil.

No início de agosto de 1920, o Esperança se filiou à Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA). Em março de 1926, o clube saiu da APSA e se filiou na Liga de Amadores de Football (LAF).  

 

FONTES: Correio Paulistano – Waldomiro Junho

 

O Esporte Clube Hepacaré é uma agremiação da cidade de Lorena, no Vale do Paraíba (SP). Fundado n dia 07 de Setembro de 1914, a sua Sede fica localizada na Rua Coronel José Vicente, nº 340, no Bairro da Cidade Industrial, em Lorena. A equipe mandava os seus jogos no Estádio General Affonseca, com capacidade para 2 mil pessoas, situado na Rua Conselheiro Rodrigues Alves, s/n (em frente ao número 100), no Centro da cidade.

Significado do nome

O nome Hepacaré a princípio foi o nome da cidade de Lorena e há dúvidas quanto ao seu significado. Há relatos que Hepacaré significa “braço” ou “seio da Lagoa Torta“, outra corrente diz que significa “lugar das goiabeiras“.


Pai de Pelé jogou no Hepacaré

O time teve em suas fileiras o futebol do atacante Dondinho, pai do Rei do futebol Édson Arantes do Nascimento, Pelé. Dondinho jogou no time de Lorena na década de 40, na época Pelé era apenas um garoto de pouco mais de dois anos de idade.

Estádio inaugurado em 1941, teve Friedenreich no apito

Os jogos do time acontecem no estádio General Affonseca. O nome é de um oficial do Ministério da Guerra nos anos 30, com ligações com a história da cidade de Resende no Rio de Janeiro.

A sua inauguração foi em um jogo em 30 de março de 1941 entre o Hepacaré e o Fluminense, onde o time de Lorena foi goleado pelo time carioca pelo placar de 5 a 0. O amistoso foi apitado por nada menos que Arthur Friedenreich, que dizem ter sido o primeiro futebolista a chegar a marca de 1.000 gols.

Doze participações no Paulista da Segunda e Terceira Divisões

Na esfera profissional, o Hepacaré disputou 10 edições do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3): 1956, 1957, 1958, 1960,  1961,  1962, 1963, 1964, 1965 e 1966. Além disso, no seu currículo, constam duas participações no Campeonato Paulista da Segunda Divisão (atual A2): 1959 e 1973.

Sede leiloda por R$ 5 milhões de reais

Atualmente o departamento de futebol do clube se dedica apenas a competições de cunho amador. Em 2011, o clube com poucos sócios, acabou entrando em falência. Com 51 ações foram movidas por falta de pagamento de direito dos funcionários. O total da dívida chega a R$ 500 mil reais. Sem dinheiro o Esporte Clube Hepacaré foi a leilão.

Uma rede de supermercados, dos irmãos Nunes do Produtor Supermercado, do Município de Cruzeiro arrematou o clube por R$ 5 milhões, 304 mil reais, em cinco parcelas (de R$ 1.060.800,00). Segundo uma fonte ligada ao grupo empresarial de Cruzeiro, revelou que a intenção é construir um supermercado no local.

Ficamos tristes com essa informação, pois grande jogadores passaram por aqui como foi o caso do Pelé e agora essa historia irá se acabar“, disse Raimundo Souza, Gordinho, técnico do Hepacaré.

 FONTES & FOTOS: Wikipédia – Blog Nossa Região em Foco – YouTube – Templos do Futebol – Rede Band – Waldomiro Junho

 

Associação Athletica Cambucy foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). APhalange do Cambucyfoi Fundado na terça-feira, do dia 22 de Abril de 1919. O clube ficava sediado no Bairro de Cambuci, no Centro de São Paulo. O Cambucy participou de algumas edições do  Campeonato Municipal da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), como por exemplo, em 1923.

O clube teve uma participação no Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1927; e oito edições no Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1924, 1925, 1926, 1928, 1929, 1930, 1931 e 1932.

 

FONTES: Correio Paulistano – A Gazeta – Livro “Os esquecidos – Arquivo de Futebol Paulista”, da editora Datatoro, de autoria do amigo e membro Rodolfo Kussarev – Acervo de Élison Fernandes - Revista A Cigarra – Waldomiro Junho

 

O Nacional Atlético Clube de Visconde do Rio Branco de  1961. O time posado, formado da seguinte forma. EM PÉ (esquerda para a direita): Ivanir, Carlinhos, Sarg. Lucas,  Juca Pato,  Zé Pretinho, Nenê Carolina e João Leite. AGACHADOS (esquerda para a direita): Antônio Baixinho, Carioca, Ruy Tutu, Jésus, Sizé, Zezé Barreto e Hélio Veríssimo Ferreira.

FONTES: A Cidade (MG) – Acervo de Hélio Veríssimo

 

FONTES: Página do Clube no Facebook – A Cidade (MG) – Diário Mercantil

 

TUPI FC (JUIZ DE FORA-MG)    7          X         2          VIÇOSA AC (VIÇOSA-MG)

LOCAL: Estádio Poço Rico (propriedade do Tupinambás), em Juiz de Fora (MG)

DATA: Domingo, do dia 28 de março de 1968

HORÁRIO: 21 horas

CARÁTER: 1º jogo do Troféu de Ouro de 1968 (comemorativo ao 50º aniversário da Liga Desportiva de Juiz de Fora)

RENDA: NCr$ 279,00 (duzentos e setenta e nove cruzeiros novos)

ÁRBITRO: Euclides Manuel (atuação regular)

TUPI: Waldir; Manoel, Murilo, Danilo e Walter; Buré e Ataíde, o Príncipe; Deca (João Pires), Toledo, Roberto e Paulo (Taú).

VAC: Rubens (Lairson); Castelo, Rubim, Batuíra e Sangue; Satica e Tonico; Machado, Maurício, Zinho (Irezê)  e Luizinho.

GOLS: Deca aos 15 minutos (Tupi); Paulo aos 20 minutos (Tupi); Ataíde, o Príncipe aos 46 minutos (Tupi), no 1º Tempo. Paulo aos seis minutos (Tupi); Machado aos 11 minutos (VAC); Toledo aos 23 minutos (Tupi); Maurício aos 27 minutos (VAC); Roberto aos 36 minutos (Tupi);  Manoel aos 47 minutos (Tupi).

 

FONTE: A Cidade (MG)

 

E. C. Mário Bouchardet, no seu estádio

FONTES: Diário Mercantil – Acervo de Osvaldo Sartóri Henriques – Acervo de Edgar Amin

 

O América Futebol Clube (América de Barbacena) foi uma agremiação da cidade de Barbacena (MG). Localizado no Campo das Vertentes (com uma população de 135.829 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2016), Barbacena fica a 169 km da capital (Belo Horizonte) mineira.

O Mecão Barbacenense foi Fundado na sexta-feira, do dia 06 de Novembro de 1931. A Sede ficava situada na Avenida Olegário Maciel, s/n, no Centro de Barbacena. A equipe rubra mandava os seus jogos no Estádio Onda Nunes, com Capacidade para 3 mil pessoas.

O América realizou diversos amistosos, como por exemplo, o Clube de Regatas Flamengo, num domingo, do 21 de abril de 1957, no Estádio Onda Nunes, em Barbacena. No final, melhor para o Rubro-Negro carioca que não teve trabalho para golear pelo placar de 7 a 0.

O América de Barbacena construiu uma história rica, onde faturou  inúmeros títulos do Campeonato Citadino, organizado pela Liga de Futebol Barbacena (LFB). Também participou de diversas competições na esfera profissional como o Campeonato Citadino de Juiz de Fora de 1964; o Campeonato Mineiro Segunda Divisão de 1967 e 1968; e o Campeonato Mineiro Terceira Divisão de 1987.

Vários grandes jogares passaram pelo Mecão: Paulinho, “Cabeçinha de Ouro”, o técnico Paulo Trindade, Mosquito, Canelinha, Willian, Celinho, Tonho, Joaozinho, Bigode, Russinho, Macalé, Nininho, Jurandir, Fubá, Lado, Tarzan, Chiquinho, Eli Vasques, Pascoal, Adalberto, Klebis, Zezé, Oiama, Pissolati, Célio, Hercules, Charrid e entre outros.

FONTES: Wikipédia – Gol Aberto – Flapédia – Diário Mercantil

 

Seleção de Juiz de Fora de 1958

Esquerda para direita: (em pé) Eurico Borges, Pedro, Pavio, Walter II, Gabriel, Joca e Timbinha.

(agachados) Maneco (Tupinambás), Douglas, Pirilo, Denoni e Rubens (Sport).

 

FONTES & FOTO:  Resgatando O Passado – A História de Juiz de Fora, de Maurício Lima Corrêa Acervo Odoni Turolla – Blog Maria do Resguardo 

 

O Clube Atlético Montanhês foi uma agremiação do Município de Barroso (MG). O Alvinegro Barrosense foi Fundado no domingo, do dia 02 de Março de 1958, remanescente do Barroso Futebol Clube, que no princípio dos anos 50 era rival do time do Vasquinho. A sua sede ficava Rua Antenor Cunha, nº 346, no Bairro Dr. José Guimarães, em Barroso.

Até então, o time profissional utilizava o campo da cidade de São João del-Rei,  quando em 1961 houve a doação do terreno em que foi construído o estádio Montanhês, palco de diversas partidas que fizeram o clube invicto. O Montanhês participou de diversos campeonatos na região e disputou com adversários memoráveis, como o Tupi de Juiz de Fora, o Sete de Setembro de Dores de Campos e o Atlético Mineiro Juvenil, tornando-se o primeiro clube barrosense a jogar no Estádio do Mineirão, em 20 de abril de 1974.

Neste período, destacava–se o desportista Luiz Raposa, cujos dribles chamaram atenção do técnico Bijú. Outro craque do alvinegro barrosense foi o Zezé do Ponto, que por mais de 15 anos disputou pelo clube. O clube participou de alguns campeonatos profissionais de Juiz de Fora, como em 1964, quando terminou na 9ª colocação.

Depois de 32 anos de história, o Montanhês pendurou as chuteiras. O estádio encerrou atividades e foi tomado pelo mato. Por mais de 16 anos tornou-se ponto de prostituição e drogas, restaram apenas os troféus, evidências da trajetória do clube barrosense. A torcida dos barrosenses torcem para que no futuro um Museu possa abrigar os troféus e a história do alvinegro barrosense.

 

FONTE: Barroso e Mídia – Diário Mercantil

 

O Club Athletico São Paulo Gaz foi fundado na data de 25 de maio de 1928, e era filiado a ACEA (Associação Commercial de Esportes Athleticos), da cidade de São Paulo.

Inicialmente sua sede se situou na Rua do Carmo, no Centro da cidade e, posteriormente, foi transferida para a Rua do Gazometro, 126, no bairro do Braz.

 

Os GAZISTAS, como eram conhecidos, possuíam estádio de futebol situado na Avenida do Estado, no bairro do Braz, o qual era mantido pela Companhia de Gaz de São Paulo.

O estádio foi inaugurado na data de 21 de maio de 1932. Nesse dia o São Paulo Gaz enfrentou a equipe do Club Athletico Britannia e venceu pelo placar de 4 a 0.

O árbitro foi o senhor Francisco Ganovez Sobrinho.

Os gols foram marcados por Edmundo, Cayuba, Moreno e Cesar, nessa sequência.

As equipes assim alinharam:

SÃO PAULO GAZ: Mathias, Orestes e Bertinelli. Josias, Cayuba e Edmeu. Edmundo, Victorino, Puttin, Cesar e Moreno.

BRITANNIA: Skinner, Lipdhim e Chitchester. Tairot, Pettigrew e Melvile. Toal, Hilton, Jamieson, Maclean e Dowaldsch.

OBS: A denominação Club Athletico São Paulo Gaz foi encontrada escrita dessa forma no Almanaque Esportivo Olympicus, do autor Tomaz Mazzoni, publicado no ano de 1943.

Entretanto, cumpre informar que, em todas as citações feitas a esse clube, encontradas nos diversos periódicos consultados, a denominação é São Paulo Gaz Futebol Clube.

Fontes: Diario Nacional, A Gazeta, Correio Paulistano e Almanaque Esportivo Olympicus, de Tomaz Mazzoni.

 

O CFZ do Rio (Centro de Futebol Zico do Rio Sociedade Esportiva) é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube-empresa foi Fundado na sexta-feira, do dia 12 de Julho de 1996, como Rio de Janeiro Futebol Clube. Poucos sabem, mas o clube possuem duas Sedes: na Principal (que está o Estádio Antunes, com capacidade para 1 mil pessoas) fica localizado na Avenida Miguel Antônio Fernandes, nº 700, no Bairro do Recreio dos Bandeirantes. O segundo (que há o Centro de Treinamento e a Sede Administrativa) fica na Via Serviente Quatro, 768-A, no Bairro Vargem Pequena. Ambos ficam situados na Zona Oeste do Rio.

O clube do Galinho de Quintino também possuiu uma “filial” em Brasília, uma em Juiz de Fora , Minas Gerais e outra na cidade de Imbituba, Santa Catarina. O clube inicialmente chamou-se Rio de Janeiro Futebol Clube e entrou em atividade seis meses depois do 1º aniversário do Centro de Futebol, no Recreio dos Bandeirantes. O projeto inicialmente foi concebido como uma escolinha de atletas chamada Nova Geração.

1997: estreia no futebol profissional e título inédito

A equipe profissional do Rio de Janeiro FC debutou na esfera profissional no Campeonato Carioca da Terceira Divisão de 1997, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

1º jogono sábado, do dia 22 de Março de 1997, às 15 horas, aconteceu no Estádio Correão, em Cabo Frio, as equipes da Associação Desportiva Cabofriense e o Rio de Janeiro estreavam no Campeonato Carioca da Terceira Divisão (chamado de Módulo Intermediário).

O jogo representou o retorno ao futebol profissional de uma equipe de Cabo Frio, enquanto o time do Galinho estreava oficialmente no futebol profissional. No final, um empate em 0 x 0, que resultou o que foi a partida, marcada por muito equilíbrio. O Rio de Janeiro jogou assim: Nilton; Selé, Guarilha (Xandão), Jairo e Serginho; Claudinho, Iran, Benjamim (Cléber) e Márcio Lage (Leonardo); Samaroni e Nilson. Técnico: Jaime de Almeida.

Na segunda partida, no sábado, do dia 29 de Março de 1997, às 15 horas, aconteceu no Estádio Antunes, que estava recebendo o 1º jogo oficial. No Final, o Rio de Janeiro estreou com uma goleada diante do Raiz da Gávea por 7 a 0. O primeiro gol aconteceu aos 38 minutos da primeira etapa, por intermédio do zagueiro Guarilha. Os demais tentos foram assinalados pelo meia Iran, o lateral Selé e o atacante Nilson, todos com um gol. O destaque ficou por conta de outro atacante: Samaroni, autor de três gols.

A equipe comandada por Jaime de Almeida (que depois foi técnico do Flamengo, conquistando a Copa do Brasil de 2013), foi a campo com a seguinte formação: Nilton; Selé, Guarilha (Xandão), Jairo e Serginho; Claudinho, Iran, Benjamim (Cléber) e Márcio Lage (Leonardo); Samaroni e Nilson.

No final, o Rio de Janeiro Futebol Clube acabou faturando o seu primeiro título! A campanha da primeira fase foi a seguinte:

A.D. Cabofriense, de Cabo Frio

0

X

0

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

7

X

0

Raiz da Gávea
Duquecaxiense

2

X

1

Rio de Janeiro
Rodoviário

0

X

2

Rio de Janeiro
Real EC, de Angra

2

X

1

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

1

X

0

A.A. Columbia, de Duque de Caxias
Rio de Janeiro

5

X

1

Queimados FC
Rio de Janeiro

3

X

0

Grêmio-49, de Seropédica
Rio de Janeiro

4

X

0

Opção FC, do Bairro de Realengo
Raiz da Gávea

0

X

0

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

0

X

0

A.D. Cabofriense, de Cabo Frio
Rio de Janeiro

1

X

1

Duquecaxiense
Cascatinha, de Petrópolis

0

X

1

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

1

X

0

Rodoviário
Rio de Janeiro

0

X

0

Real EC, de Angra
A.A. Columbia, de Caxias

0

X

1

Rio de Janeiro
Queimados FC

2

X

1

Rio de Janeiro
Grêmio-49, de Seropédica

0

X

2

Rio de Janeiro
Opção FC, de Realengo

0

X

2

Rio de Janeiro

 

O Rio de Janeiro FC avançou para o Quadrangular Final, com a segunda melhor campanha com 38 pontos, só atrás da Associação Desportiva Cabofriense, com 46 pontos. O Real Esporte Clube, de Angra dos Reis, ficou em 3º lugar com 37 e o Duquecaxiense na 4ª posição com 31.

Contudo, no Quadrangular Final, o Rio de Janeiro FC jogou como ente grande. Na partida do dia 28 de setembro, a equipe comandada por Jaime de Almeida derrotou o Duquecaxiense por 1 a 0, gol do japonês Takayuki Suzuki, e conquistou o título faltando uma rodada para o final da Terceirona de 1997.

Rio de Janeiro

1

X

1

Real EC, de Angra
Duquecaxiense

0

X

1

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

2

X

1

A.D. Cabofriense, de Cabo Frio
Real EC, de Angra

1

X

2

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

1

X

0

Duquecaxiense
A.D. Cabofriense

0

X

0

Rio de Janeiro

1998: Sai Rio de Janeiro FC e entra CFZ do Rio

Logo, o então Rio de Janeiro Futebol Clube teve de trocar o nome, uma vez que já existia outro clube com o mesmo nome no estado. No dia 4 de fevereiro de 1998, o Centro de Futebol Zico é oficializado e o “do Rio” é acrescentado para manter a essência da ideia original.

O CFZ do Rio deu origem a uma filial sediada na cidade de Brasília: o homônimo CFZ. O clube brasiliense foi fundado no dia 1º de agosto de 1999, em sociedade com a empresa HPMA. Os dois clubes passaram a utilizar os mesmos jogadores e comissão técnica durante algum tempo.

O CFZ esteve perto de conquistar o acesso à elite do futebol carioca em 2001, quando foi vice da Série B. Na ocasião, o Entrerriense saiu campeão. Em 2010, oficializa união com o Flamengo. O clube da Gávea cederá atletas não aproveitados do time de juniores e profissionais para o time de Zico.

Também é anunciado um arrendamento do clube para o grupo de investidores MFD Sports, que será responsável por todas as despesas do clube. Em 2011, o clube se licenciou das competições estaduais. Em 2014, foi desfiliado dos quadros da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, por ter se licenciado por mais de três anos seguidos, e deixou as atividades no futebol profissional. O clube pediu seu afastamento por razões.

 

FONTES: Wikipédia – Site do CFZ

FOTOS: Show de Camisas – Só Futebol - Paulo Roberto 

 

O Torneio Início de Juiz de Fora de profissionais de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Juiz de Fora (LDJF), teve como campeão o Tupy, que também faturou o título na categoria juvenil. A competição foi realizada no domingo, do dia 02 de Abril de 1967, no Estádio José Paiz Soares (propriedade do Tupynambás Futebol Clube), com capacidade para 2 mil pessoas.

Estádio José Paiz Soares

A competição contou com a participação de sete clubes (importante informar que no Campeonato Juiz-Forano de 1967, o Sport Club Aymorés, de Ubá participou, chegando a um total de oito agremiações):

Club Social Olímpico Ferroviário (Santos Dumont);

Esporte Clube Benfica (Juiz de Fora);

Ideal Esporte Clube (Recreio);

Mineiro Futebol Clube (Santos Dumont);

Sport Club (Juiz de Fora);

Tupi Football Club (Juiz de Fora);

Tupynambás Futebol Clube (Juiz de Fora).

FONTE: Diário Mercantil (MG) 

 

A estreia dos quadros dos “Bohemios” argentinos entre nós, foi magnífica, brilhante. São elementos formidáveis, no manejo da pelota. Aliás, já foram os rapazes do Club Atlético Atlanta cognominados os “Bohemios” da pelota por dominarem inteiramente o couro.

O escore de ontem (Sexta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1937), que há muito não se verifica nesta capital (Recife), veio confirmar que a força do quadro visitante está na linha de ataque, perigosíssima, de uma rapidez pouco comum, e bem impetuosa.

Todos, sem distinção, se empenham com ardor na luta, auxiliando-se mutuamente e socorrendo o companheiro nos momentos difíceis, quando em perigo a sua barra.

É admirável, também, o jogo homogêneo de passes curtos e rápidos. A vitória alcançada ontem contra o Náutico foi legitima, sem a menor duvida. Ao quadro local faltou, além da chance, rapidez nas jogadas e melhor distribuição do centro-médio.

Quase todas as bolas iam aos pés dos adversários, ótimos controladores do balão. O Náutico jogou muito, conseguindo vazar a rede argentina seis vezes. Foi uma jogo admirável, enfim, o de ontem.

Árbitro teve atuação ruim

O árbitro Manoel Pinto, o “Né” teve sensíveis falhas. A marcação do 5º gol dos visitantes em visível ‘off-side’ e a marcação de um penal contra os locais, enquanto os visitantes praticavam penalidades iguais, sem salvá-las, foi duro… Empanou o brilho do jogo por momentos.

 

Público lotou as dependências do Parque da Jaqueira

A assistência foi vultosa. Todas as dependências do Estádio Parque da Jaqueira, estavam repletas. O nosso público demonstrou, ontem, mais uma vez, a sua educação desportiva aplaudindo os feitos mais emocionantes do embate, sem distinguir, se dos locais, se dos visitantes. Os Bohemios” poderão atestar a educação tão diferente da nossa assistência, para uma outra, bem pertinho de nós.

 

Preliminar termina empatada

A prova preliminar, que teve início às 19h30min., apitada pelo árbitro Argemiro Félix, disputada entre os segundos quadros do Sport Recife e do América, terminou empatada em 1 a 1.

 

Local e Valores dos Ingressos

Na Casa Azul, localizado na Rua João Pessoa, nº 171, no Bairro Casa Amarela, no Recife, foram vendidos nos dias 29 e 30 (sexta-feira e sábado), os ingressos para os jogos de 29 de janeiro de 1937. Foram estabelecidos os seguintes preços de entradas:

Arquibancada 6$600 (6 mil e 600 réis)
Geral 4$400 (4 mil e 400 réis)
Senhoras 4$400 (4 mil e 400 réis)
Militares e Crianças 3$300 (3 mil e 300 réis)
Cadeiras numeradas, no campo 11$000 (11 mil réis)
Automóveis 16$500 (16 mil e 500 réis)
Os Sócios do Tramways e disputante 50% de abatimento, exceto para as cadeiras e autos.

 

Escalte do jogo (Movimento geral da Partida)

ITENS

NÁUTICO

ATLANTA

Toques

6

10

Faltas

1

1

Impedimentos

0

2

Escanteios

2

4

Pênaltis

0

1

Defesas

14

20

Gols

6

10

 

 NÁUTICO CAPIBARIBE (PE)     6          X         10       C.A. ATLANTA (ARG)

LOCAL: Estádio Parque da Jaqueira (capacidade para 3 mil pessoas), na Avenida Rui Barbosa, nº 1.820, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE).

DATA: Sexta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1937

HORÁRIO: 21 horas e 25 minutos (o jogo começou com 15 minutos de atraso)

CARÁTER: Amistoso Internacional

ÁRBITRO: Manoel Pinto, o “” (FPD)

DELEGADO E CRONOMETRISTA: Alonso Rodrigues de Souza

NÁUTICO: Orlando (Muniz); Fernando II e Salsinha; Zé Orlando, Edson e Ernani; Zezé (Emygdio), Athur Carvalheira, Fernando, Bermudes (Sidinho) e Celso (Siduca).

ATLANTA: Herrera; Ibanez II e Blanco; Ibanez Carlos, Del Felice e Esperon; Freiye, Morales, Miranda, Perez e Martino. Técnico: Maximo Garai

Reservas: Carigliano, Murra, Valdatti, Spitale, Tornaroli, Irazoqui, Lozano, Crippe e Lamas.

PRELIMINAR (Segundos Quadros): Sport do Recife          1          x          1  América-PE

GOLS: Miranda a um e aos 12 minutos (Atlanta); Zezé aos sete minutos (Náutico); Perez aos 15 e 32 minutos (Atlanta); Morales aos 19 minutos (Atlanta); Arthur aos 21 minutos (Náutico); Bermudes aos 40 minutos (Náutico), no 1º Tempo.

Arthur aos dois e cinco minutos (Náutico); Miranda, de pênalti, aos oito minutos (Atlanta); Martino aos 14 minutos (Atlanta); Perez aos 18, 35 e 40 minutos (Atlanta); Siduca aos 30 minutos (Náutico); no 2º tempo.

FONTES: Jornal Pequeno – Diário de Pernambuco

 

O Grêmio Esportivo Brasiliense é uma agremiação da cidade do Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal. Fundado na quinta-feira, do dia 26 de Março de 1959. O clube Alviverde foi campeão do Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão, nos anos de 1959 e 1970.

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

No mesmo dia em que Brasília completava seu primeiro ano de vida (21 de abril de 1961), às dez horas, na Casa 1 da Quadra 16 do Setor Residencial Econômico Sul – SRES, reuniram-se 93 moradores do então bairro do Cruzeiro para organizar uma associação recreativa e esportiva.

Foi pelos presentes escolhido João Scarano para presidir a seção e para secretariá-la Norberto Fernandes Teixeira. João Scarano explicou o motivo da criação de uma associação esportiva e recreativa, dizendo que, com a criação daquela entidade o setor teria mais vida e seus moradores não precisariam recorrer a outros lugares para se distraírem, porque a agremiação que estava sendo fundada iria lhes proporcionar o que de melhor existia no setor recreativo e esportivo.

Continuou dizendo que já estava sendo providenciada a sua sede provisória, com sua praça de esportes para competições oficiais e que, em breve, seria passada a “patrola” (espécie de trator para nivelar terrenos) para os primeiros passos do futebol no bairro.

A seguir foi escolhida uma comissão para elaborar os estatutos da agremiação, sendo Felinto Epitácio Maia, o Presidente, e tendo como auxiliares Zorobabel Josué dos Passos, Francisco Jacob dos Santos, Geraldo da Silva Santos e Norberto Fernandes Teixeira.

O novo clube recebeu o nome de Associação Esportiva Cruzeiro do Sul e tinha como cores oficiais a azul e a branca. O uniforme tinha duas variações: o primeiro com camisa azul, calção branco e meias azuis (semelhante do Cruzeiro, de Belo Horizonte) e o segundo com camisas com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais também em azul e branco.
Tinha um gavião como símbolo. Norberto Fernandes Teixeira foi eleito o primeiro Presidente da A. E. Cruzeiro do Sul. Aproveitando a paralisação do certame oficial de 1961, o Cruzeiro do Sul fez um amistoso visando a assegurar boa estrutura para sua equipe. No dia 14 de janeiro de 1962, venceu o Carioca, por 4 x 3.

No dia 20 de janeiro de 1962 foi até a cidade goiana de Luziânia, vencendo o clube local por 2 x 0, quebrando uma invencibilidade de 54 jogos do Luziânia.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo também Presidência e Guanabara.

No dia 30 de maio, estragou a festa do clube promotor, vencendo o Alvorada por 6 x 1. No dia 3 de junho, perdeu a final para a A. E. Presidência, por 3 x 1.
Veio o Torneio Início, em 10 de junho de 1962, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Rabello, por 3 x 0.

Cedeu o zagueiro Edilson Braga para a Seleção que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1962. O Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Cruzeiro do Sul ficou na Zona Sul, onde fez sua estréia na competição no dia 8 de julho de 1962, no Estádio Vasco Viana de Andrade, perdendo para o Grêmio por 1 x 0.

Só foi conseguir a primeira vitória já no segundo turno da competição, no dia 19 de agosto de 1962, ao derrotar o Colombo, por 4 x 2. Morales (2) e Walmir (2) marcaram os gols do Cruzeiro do Sul. E foi só essa. Foram oito jogos no total e mais dois empates e cinco derrotas. Marcou 7 gols e sofreu 15. Ficou na penúltima e nona colocação, à frente somente do Alvorada, que desistiu da competição.
Utilizou os seguintes jogadores: goleiros - David e Assis; defensores – Vicente, Meridian, Mello, Adalberto, Morales e Miro; atacantes – Laerte, Foguinho, Barros, Chumbinho, Chaves, Walmir, Isnard e Aguinaldo.

O ano de 1962 não foi de todo ruim para o Cruzeiro do Sul, pois este venceu o primeiro campeonato brasiliense da categoria de juvenis, com apenas um ponto perdido. Participaram da competição os mesmos clubes que disputaram a Primeira Divisão.

 

Cruzeiro do Sul fatura o título Estadual de 1963

Para o ano de 1963, o Cruzeiro do Sul passou a contar com a administração da dupla Norberto Teixeira e Jackson Roedel, o que lhe renderia bons frutos.
Além de manter os bons jogadores de 1962, tais como Edilson Braga e Morales, o Cruzeiro do Sul reforçou o time, contratando bons jogadores dos clubes locais e também de outros Estados, tais como Ceninho, que jogou no futebol carioca (no Fluminense e no América), e Beto Pretti, que era jogador do Atlético Mineiro.

Com isso, conquistou de forma brilhante o título de campeão do Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão de 1963, com uma campanha impecável: nos 16 jogos que disputou, venceu 10, empatou 5 e perdeu apenas 1. Marcou 39 gols e sofreu 14. Além disso, teve os dois principais artilheiros do campeonato, Ceninho, em 1º (com 10 gols) e Beto Pretti, em 2º (juntamente com Nilson, do Nacional), com 9.

Os jogadores utilizados pelo Cruzeiro do Sul foram: Goleiros – Zezinho e João Luís; Defensores – Edilson Braga, Aderbal, Mello, Davis, Morales, Humberto, Remis, Valdemar, Pedrinho e Pedersoli; Atacantes – Foguinho, Zezito, Ceará, Beto Pretti, Moisés, Ceninho, Omar, Quarteroli, Belini, Raimundinho, Paulinho, Isnard e Zezé.

Na “Seleção do Ano” escolhida pelo DC-Brasília, o Cruzeiro do Sul cedeu Beto Pretti, Ceninho e Quarteroli. Além disso, Beto Pretti foi escolhido o “craque do campeonato” e Gil Campos, o melhor treinador do ano de 1963.
No final deste ano, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello (que iria aderir ao profissionalismo no ano seguinte), vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Aderbal, Ceninho, Beto Pretti e outros.

Taça Brasil de 1964

Assim sendo, não estava mais com sua força máxima quando enfrentou o Vila Nova, de Goiânia (GO) pela Taça Brasil de 1964. No primeiro jogo, em 26 de julho de 1964, em Goiânia, perdeu por 3 x 1. No jogo de volta, em Brasília, foi desclassificado com o empate de 2 x 2.

Defenderam o Cruzeiro do Sul na Taça Brasil os seguintes jogadores: João Luís, Zé Paulo, Melo, Davis e Pedersoli; Mário César e Fino (Beline) (Waldemar); Zezito, Baiano, Paulinho (Abel) e Zezé.

Não adotou o profissionalismo no ano de 1964 e ficou em 4º lugar no campeonato brasiliense de amadores, atrás de Guanabara, Dínamo e Nacional. Foram sete vitórias, dois empates e três derrotas nos doze jogos que disputou.
Como consolo, conquistou a Taça Eficiência de 1964, três pontos à frente do campeão Guanabara, e novamente venceu o campeonato brasiliense de juvenis, com apenas três pontos perdidos. Continuou perdendo peças importantes para os clubes que aderiram ao profissionalismo e em 1965 realizou péssima campanha no campeonato brasiliense de amadores, chegando em último lugar, sem conquistar ao menos uma vitória.
Em 1966, mais um ano ruim para o Cruzeiro do Sul, novamente último colocado no campeonato brasiliense de amadores.

 

Clube adere ao profissionalismo em 1967

Em 20 de fevereiro de 1967, a A. E. Cruzeiro do Sul enviou ofício nº 3/67 a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua inscrição no campeonato de profissionais. Uma semana depois, aconteceu a Assembléia Geral que elegeu sua nova diretoria, tendo à frente o ex-presidente da Federação, Wilson Antônio de Andrade.

Para concorrer com os fortes adversários, trouxe muitos jogadores do interior de Minas Gerais e também aproveitou alguns jogadores da sua base, sendo o de maior destaque o meio-de-campo Alencar (que mais tarde jogaria no Ceub).
E os resultados não demoraram para aparecer.

Cruzeiro do Sul vence o Remo (PA) e fatura o título Interestadual   

Foi vice-campeão do Torneio Início (disputado em 11 de junho de 1967). Logo depois, nos dias 16 e 18 de junho, conquistou o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga.

Os jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento). O Cruzeiro do Sul venceu o Flamengo (3 x 2) e, na decisão, contra o Clube do Remo, do Pará, vitória de 1 x 0,  gol de Ribamar.
Também conquistou um torneio quadrangular realizado na cidade do Gama, em novembro de 1967, vencendo a A. A. Cultural Mariana (2 x 1) e, na decisão, marcou 4 x 3 sobre o Coenge. O outro time que participou do torneio foi o Rabello.

Para coroar o seu bom primeiro ano no profissionalismo, ficou com o vice-campeonato brasiliense, somente atrás do Rabello, à frente de Colombo, Defelê, Flamengo e Guará.

Utilizou os seguintes jogadores: Goleiros – Waldemar e Vicente; Defensores: Juca, Grover, Elias, Maninho, Brigadeiro, Adilson, Ercy, Elinho e Aderbal; Meias e Atacantes – Ramalho, Geraldo, Alencar, Mário César, Paulada, Nando, Luciano e Edgard.
Não conseguiu manter a ótima performance de 1967 no ano seguinte (1968). No campeonato brasiliense, disputado por apenas cinco equipes, o Cruzeiro do Sul ficou em 4 lugarº. Foram apenas duas vitórias nos oito jogos que disputou.
Sua última participação no campeonato de 1968 aconteceu no dia 22 de maio, com derrota de 3 x 0 diante do Defelê. Foi a última vez de forma oficial que o Cruzeiro do Sul entrou em campo.

Preferiu ficar de fora do campeonato brasiliense de 1969, quando a Federação resolveu juntar em sua competição oficial clubes profissionais com amadores, e também do ano seguinte, 1970. Em 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a desfiliação do Cruzeiro do Sul.

 

FONTES: Correio Brasiliense –  História do Futebol Brasiliense – José Ricardo de Almeida

 

O Spartanos Football Club foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O time Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do o dia 1º de Janeiro de 1914. A sua Sede e o campo ficavam no Bairro da Penha – Zona Leste de capital Paulistana.

O seu grande feito aconteceu no Torneio Paulista da Divisão Municipal de 1921 (os jogos, no entanto, foram realizados no ano seguinte: 1922), quando faturou o título. Na 1ª Fase, em jogo único, no domingo, do dia 12 de fevereiro de 1922, derrotou o Brasil Sport Club por 4 a 2.  Na 2ª Fase, também em jogo único, no domingo, do dia 05 de março de 1922, venceu o Busiris Football Club por 1 a 0. Pela 3ª Fase, também em jogo único, no domingo, do dia 19 de março de 1922, bateu a Associação Athletica Ordem e Progresso por 3 a 1.

Na fase semifinal, no domingo, do dia 26 de março de 1922, enfrentou a Associação Athletica Sul América. Num jogo equilibrado, a partida terminou empatada em 1 a 1. Com o resultado, foi necessário um jogo-extra. Então, no domingo, do dia 02 de abril de 1922, as duas equipes voltaram a se enfrentar. Desta vez, o Spartanos superou o adversário pelo marcador de 2 a 1.

Na grande final, no domingo, do dia 09 de abril de 1922, o adversário foi o Oriente Football Club. Numa partida disputada, o Spartanos venceu apertado por 2 a 1, fincando com o inédito título. A campanha do Spartanos Football Club: foram seis jogos, com cinco vitórias e um empate; marcando 13 gols, sofrendo seis, com um saldo positivo de sete tentos.

Time-base de 1915: Ferraz; Toledo e Miranda (Cap.); Wenceslau, Orlando e Cesário; Benjamin, Eurípedes, Maneco, Vieira e Josias.

 

FONTES: A Gazeta (SP) – Correio Paulistano – Livro “Os esquecidos – Arquivo de Futebol Paulista”, da editora Datatoro, de autoria do amigo e membro Rodolfo Kussarev – Waldomiro Junho

 

A Associação Atlética Luziânia é uma agremiação da cidade de Luziânia (GO). A sua Sede fica na Rua Doutor João Teixeira, Q. 02 Lote. 06 / Sl. 7/8, no Centro de Santa Luzia (Atual Luziânia). Seu Estádio é o Serra do Lago, em Luziânia, com Capacidade para 5,564 pessoas. Fundado no dia 13 de Dezembro de 1926, como Associação Athletica Luziana pelo mineiro de Rio Pomba, Manoel Gonçalves da Cruz, um grande desportista, comerciante, professor e pioneiro do automobilismo.

Constituiu a 1ª Diretoria do clube, tendo como Presidente Carlos Machado de Araújo e membros Delfino Meireles e Paulino Lobo Filho. Nesse período, a cidade de Luziânia chamava-se Santa Luzia.

1945: cidade troca de nome

A mudança de nome da cidade de Santa Luzia para Luziânia aconteceu no dia 13 de dezembro de 1945, através da Lei Estadual nº 8.305. No dia 25 de março de 1945, o clube foi reorganizado por Arione Correia de Morais. Para não desagradar os torcedores dos times do eixo Rio – São Paulo as cores do uniforme antes azul e branca para vermelha e branca, semelhantes às do América, do Rio de Janeiro, que tinha a simpatia da maioria dos torcedores e seu nome também foi mudado, passando a ser denominado: Associação Atlética Luziânia.

 

Foto de 1964

1959: clube muda o nome e as cores

Em reunião realizada no Clube Recreativo e Cultural de Luziânia, no dia 26 de julho de 1959, foi eleita a nova diretoria do Luziânia, tendo como presidente Francisco das Chagas Rocha. O presidente eleito mudou novamente a denominação do clube passando a se chamar Luziânia Esporte Clube e alterando o seu uniforme para as cores preta e branca e o escudo semelhante ao do Santos Futebol Clube.

 

Início dos Anos 60: clube entra num processo de crise financeira

O 1º estatuto do Luziânia foi publicado no dia 10 de abril de 1960 sob essa nova direção. O clube passou por um grande declínio. Passou a sofrer com os interesses duvidosos dos políticos. Com essa nova atmosfera rondando o time, criaram pretextos, dividiram a equipe em duas, com a fundação do Fluminense, como se não soubessem que toda divisão é prejudicial, inventaram a tristemente famosa desapropriação da área do Estádio Rochão.

Processos surgiram, a desavença foi implantada e tudo foi destruído. Por muito tempo usaram e abusaram do clube. Mesmo assim, está viva na lembrança dos torcedores apaixonados, fanáticos, pessoas que realmente amam o seu time e estimulam em tudo que se faz, não arredam o pé do Estádio, investem tempo e dinheiro para fazer o clube crescer.

Meados dos Anos 60: Luziânia consegue se reerguer e passa a disputar as competições no novo Estado brasileiro, o Distrito Federal

Uma pessoa deixou seu nome escrito nos anais do futebol de Luziânia: Francisco das Chagas Rocha. Eleito Presidente, quase desconhecido da totalidade da população, resolveu deixar no clube a marca do seu dinamismo, de sua personalidade empreendedora. Já contava com um pequeno grupo de sócios e torcedores dedicados, mas precisava despertar o entusiasmo da cidade toda.

Contava com uma equipe razoável, onde despontavam as estrelas da casa, mas precisava reforçar o time, pois pretendia fazê-lo brilhar nas cidades vizinhas, mormente na recém-nascida Brasília.

Dispunha de um campo típico interiorano, medíocre, desconfortável, sem grama, arquibancadas, muros e vestiários. A Câmara Municipal aprovou e a Prefeitura doou a área do campo de futebol ao clube. Desmembrada parte desta área, loteada e vendida, juntando-se ao dinheiro de que já dispunha, conseguiu construir algo que poderia chamar de seu estádio.

Era o único clube no Distrito Federal que possuía o seu próprio estádio e não parou aí, dispondo de uma sede respeitável e na época invejada até por Brasília. O incansável presidente promoveu o engrandecimento da equipe. Inscreveu o clube na então Federação Desportiva de Brasília, com a permissão da CBD (Confederação Brasileira de Desportos).

Luziânia chegou a ficar 50 jogos sem derrota

Contratou jogadores de outros estados e profissionalizou o clube. O Luziânia tornou-se conhecido, temido e quase imbatível, pois em 1962 esteve invicto em 50 e duas partidas. Clubes poderosos de Brasília e Goiás, além da seleção profissional de Brasília, estiveram atuando em Luziânia e amargaram derrotas ou tiveram que se desdobrar para vencer.

O povo vibrava, iam ao estádio, falavam com carinho de sua equipe. Compravam ingressos, rifas, bingos, pagavam votos à candidata a rainha, porque estavam ajudando uma equipe de valor. No mês de julho de 1965, o Presidente Rocha se afastou.

 

1981: clube muda de nome outra vez

Em reunião, no Colégio Santa Luzia, no dia 9 de novembro de 1981, a denominação do clube foi alterada novamente, passando a se chamar Luziânia Futebol Clube.

Os dirigentes resolveram se aventurar em participar do futebol goiano após a empolgação pelo acesso à primeira divisão em 1992. No entanto, teve fraco desempenho na Primeira Divisão. O time caiu para a Divisão Intermediária e desistiu de participar do campeonato goiano pelas dificuldades financeiras das longas viagens e hospedagens.

Em 1995, após a aventura no futebol goiano, com a queda para a Divisão Intermediária e com o acúmulo de dívidas, o Luziânia solicitou autorização a CBF para retornar ao futebol brasiliense. Os desportistas se uniram e perceberam que seria mais viável disputar o campeonato brasiliense.

1995: nova mudança de nome e das cores

A única exigência da Federação Goiana de Futebol era de que o Luziânia Futebol Clube efetuasse a quitação de todos os débitos perante a entidade. No dia 20 de janeiro de 1995 o presidente Cecílio Sepúlveda Monteiro, protocolou a nova filiação do clube junto a Federação Metropolitana de Futebol, presidida por Tadeu Roriz.

Ao optar pelo retorno ao futebol brasiliense, o clube voltou à sua denominação de fundação, Associação Atlética Luziânia, adotando um novo escudo: a igreja do Rosário, numa sugestão do desportista Albino Inácio Soares e voltando a usar as cores originais no uniforme do clube, a azul celeste e a branca.

Durante o período de retorno ao futebol brasiliense, o Luziânia caiu algumas vezes para a segunda divisão, o clube esteve em alguns momentos para deixar de existir, ninguém queria assumi-lo sem apoio. O Luziânia passou por grandes turbulências, contornadas quase sempre pelos dirigentes Albino Inácio e José Egídio, os quais corriam atrás das pessoas para assumir a diretoria, cobrando junto à imprensa posição das autoridades locais.

 

O Título Inédito de 2014 e o Bi em 2016

O técnico Ricardo Antônio trabalhou nas categorias de base de grandes clubes brasileiros como Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vitória, da Bahia e Atlético Goianense. Foi auxiliar de treinadores como Toninho Cerezo e Mauro Fernandes, dentre outros.

Em Brasília trabalhou na base do Ceilândia. O técnico foi o responsável pela montagem do elenco juntamente com o presidente Daniel Vasconcelos, que está no clube desde 2006. Foram contratados o experiente Lúcio Bala (ex-Goiás, Flamengo, Botafogo, Atlético-MG e Santos), Max Pardalzinho (ex-Palmeiras, Goiás, Vila Nova e Guarani) e Vaguinho (ex-Portuguesa de Desportos e Ponte Preta).

Juntaram-se ao goleiro Edmar Sucuri e os experientes Zé Ricarte, Rodriguinho, Chefe, Carlão e Perivaldo, os líderes do grupo. O atual prefeito Cristóvão Tormin foi um dos responsáveis pela conquista, trabalhando na captação de patrocínios e literalmente vestindo a camisa do time.

 

Campanha

Acompanhava treinos e jogos. Na fase classificatória, o Luziânia teve a melhor campanha entre os 12 participantes (com o mesmo número de pontos ganhos do Brasiliense), em 2014. Nos 11 jogos que disputou, venceu sete, empatou dois e perdeu dois. Marcou 11 gols e sofreu cinco.

Nas quartas-de-final, passou pelo Santa Maria, com uma vitória e um empate. Na semifinal, usou do direito de jogar pelo empate por ter a melhor campanha, obtendo dois resultados iguais diante do Sobradinho. E, na grande final, contra o Brasília, também jogou com o regulamento debaixo do braço, ao vencer a primeira partida por 3 x 2 e perder a segunda por 1 x 0.

A torcida acompanhou os jogos sempre com muita dedicação. Depois da final do campeonato, onde os luzianienses lotaram Mané Garrincha, houve um longo congestionamento na BR-040 sentido Luziânia devido uma enorme carreata de torcedores, contendo mais de mil automóveis, com festa madrugada adentro, só terminando na chácara do antigo presidente Remi Sorgatto.

A formação do Luziânia nos dois jogos finais foi a seguinte: Edmar Sucuri, Thompson, Carlão, Perivaldo e Rafinha; Lucas Garcia (Thiago Eciene), Pixote (Aldo), David (Vaguinho), Rodriguinho e Max Pardalzinho (Danilo); Chefe.

Foi a terceira vez que o Luziânia chegou à final do campeonato brasiliense. A 1ª aconteceu em e 1966, quando foi superado pelo Rabello a 2ª em 2012, quando foi superado pelo Ceilândia, que jogava por dois resultados iguais.

 

Rodriguinho chegou ao 10º título do Distrito Federal

Com o título inédito conquistado pelo Luziânia, o meia Rodriguinho passou a ser o segundo jogador a conquistar dez títulos de campeão brasiliense (o outro é o volante Deda). Foram cinco pelo Gama (1997, 1998, 1999, 2000 e 2001), quatro pelo Brasiliense (2006, 2007, 2008 e 2009) e 2014, pelo Luziânia.

Além disso, Rodriguinho foi o principal artilheiro da equipe, com 6 gols marcados. O atacante Chefe foi o vice-artilheiro, com 5 gols. E o que o futebol de uma pequena cidade do Entorno de Brasília pode esperar após a inédita conquista do título de campeão brasiliense?

Primeiramente, torcer para que, com a conquista do título, o Luziânia deixe de ser apenas um time de futebol e passe a ser um clube. Já há a disposição da nova diretoria e do prefeito da cidade para que seja construído um Centro de Treinamento para valorizar as categorias de base e se tornar uma grande força no futebol do Distrito Federal. Em 2016, o Luziânia chegou ao Bicampeonato Candango!

FONTES: Site do clube – Correio Brasiliense – Blog Edição dos Campeões – José Ricardo Almeida – José Egídio Pereira

 

O Esporte Clube Coronel Fulgêncio de Almeida foi uma agremiação da cidade de Franca, localizado no Interior Paulista. Fundado às 12 horas, da quinta-feira, no dia 23 de Abril de 1914, como Football Club Coronel Fulgêncio de Almeida.

Reuniram-se na sua Sede à Praça João Mendes, no Centro de Franca (Posteriormente a Sede passou para a Avenida Major Nicácio, s/n, no Centro da Cidade), as diretorias dos clubes Coronel Fulgêncio de Almeida e Quinze de Novembro, grande massa popular, as bandas de música do Grêmio S. Benedicto e Eduardo Nunes.

Ali formou-se uma extensa comitiva que se dirigiu a casa da Sra. D. Amabile Braczak, a fim de receber um lindo estandarte que essa senhora confeccionou e gentilmente ofereceu ao clube.

Após entrega, falou o Sr. Homero Alves, orador oficial do clube, agradecendo o valioso donativo. O préstito dirigiu-se então para a Sede da Associação Athletica Francana, que incorporou, indo todos cumprimentar as redações dos jornais locais.

O préstito seguiu para a Sede do Club onde foi servido a todos um copo de cereja, havendo por essa ocasião, diversos brindes. Às 16 horas e meia, houve no campo do Club Coronel Fulgêncio de Almeida, um jogo amistoso entre esse Club e a Associação Athletica Francana. No final, os visitantes venceram pelo placar de 2 a 0.

Às 20 horas, grande e compacta massa popular, precedida das as bandas de música do Grêmio S. Benedicto, foi na casa do Professor David Carneiro, presidente da Associação Athletica Francana, cumprimentado-o pela vitória alcançada. O Coronel Fulgêncio de Almeida foi aclamado de forma unânime com o presidente honorário do clube.

Conquistas do Fulgêncio de Almeida 

O clube foi vice-campeão do Campeonato Citadino de Franca, em 1921, somando oito pontos (foram oito jogos, com três vitórias, dois empates e três derrotas). A AA Francana foi a campeã com 10 pontos (foram oito jogos, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas; marcando 11 gols e sofrendo quatro).

Em 1942, o Esporte Clube Coronel Fulgêncio de Almeida participou do Campeonato Paulista do Interior daquele ano. A competição contou com a presença dos 24 clubes campeões municipais. O Rubro-negro Francano entrou como o campeão da 8ª Região (Franca).

No entanto, o Coronel Fulgêncio de Almeida não foi e acabou eliminado. No domingo, do dia 04 de Outubro de 1942, foi até Ribeirão Preto e não se deu bem. O Botafogo venceu por 3 a 0, avançando na competição.

 

Time-base de 1932: Bahiano; Bruza e Arnaldo; Mezolino, Nenê e Jeronymo; Xaleira, Paulo, Azul, Franklin e Durval.

Nesta foto (acima), da década de 50, o Esporte Clube Coronel Fulgêncio de Almeida no seu campo (atualmente no local fica a Prefeitura de Franca, na Cidade Nova). O que sobrou do patrimônio do extinto Fulgêncio de Almeida ninguém sabe ao certo.

A equipe posada do Fulgêncio de Almeida. EM PÉ: (da esquerda para a direita): Sebastião Furini, Déco, Ivo Finardi, Agostinho, Pacífico e Katira. AGACHADOS: (da esquerda para a direita): Zezinho Geron, Nêgo Oreia, Peres, Giba e Aroeira.

FONTES & FOTO: Rsssf Brasil – O Combate – Correio Paulistano – Diário Nacional – GCN.net.br – Livro “Os esquecidos – Arquivo de Futebol Paulista”, da editora Datatoro, de autoria do amigo e membro Rodolfo Kussarev – Acervo de Élison Fernandes - Waldomiro Junho

 

Na data de 6 de julho de 1932, quando se iniciava a Revolução Constitucionalista de 1932, a Associação Athletica Alpargatas trocou seu nome para Clube Atlético Albion,  sendo certo que este clube desligou-se por completo da fábrica que lhe emprestava o nome.

Com a revolução, as atividades futebolísticas de todos os clubes paulistas sofreram um recesso, somente retomadas no final daquele ano.

E no início do ano de 1933, o Clube Atlético Albion disputou com o Luzitano Futebol Clube, numa melhor de duas partidas, o título de campeão da Primeira Divisão do futebol de São Paulo.

Na primeira partida aconteceu um empate por um ponto.

E na data de 15 de janeiro de 1933, no campo do Sport Club Internacional, o Clube Atlético Albion venceu o Luzitano Futebol Clube pelo placar de 4 a 1, sagrando-se o campeão de 1932, título esse que lhe garantiu o acesso a Divisão de elite de São Paulo.

Nessa partida final, as equipes assim alinharam:

ALBION: Rêde, Batata e Cachimbo. Sebastião, Nino e Moura. Frederico, Imparato, Celeste, Renato e Rolando.

LUZITANO: Rodrigues, Alfredo e Roxo. Accacio, Nobre e Accacio II. Paulo, Tatu, Toneco, Bianchini e Serrone.

 

Fonte: A Gazeta.

 

 

O Esporte Clube São Gabriel é uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). O ‘Sanga’ foi Fundado na segunda-feira, do dia 23 de Setembro de 2013, a fim de preencher o vazio deixado pela extinção do São Gabriel Futebol Clube, meses antes. A equipe Gabrielense manda os seus jogos no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, com capacidade para 8.500 pessoas. O campo está localizado ao lado da rodoviária municipal, no Bairro Capiotti, em São Gabriel.

De cara, o acesso para a Segundona

A sua primeira competição aconteceu em 2014, quando debutou no Campeonato Gaúcho da Série B (que na prática equivalia a Terceira Divisão), organizado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

De cara, o EC São Gabriel terminou na 3ª colocação, o que lhe rendeu o acesso para disputar o Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão de 2015. A equipe Gabrielense seguiu bem e terminou na 4ª posição da Segundona, e por pouco não obteve o acesso para a Elite do Futebol Gaúcho.

Maior Goleada

Ainda em 2015, na fase de preparação, o Esporte Clube São Gabriel comandado por Gelson Conte aplicou a sua maior goleada no curto período de existência ao derrotar o Milan, de Porto Alegre pelo elástico placar de 9 a 0, no domingo, do dia 1º de fevereiro de 2015, no Estádio Municipal Silvio de Faria Corrêa. Os gols da partida foi marcados pelo atacante Bahia (três vezes); Jean e Rafael Paraíba, duas vezes cada um; o lateral esquerdo Stanley, de pênalti, e Edu, em cobrança de falta; um tento cada.

A luta para seguir na Segundona

Em 2016, outra boa campanha, no qual terminou em 6º lugar.  Em 2017, o São Gabriel não faz boa campanha na Divisão de Acesso (Segundona). Restando um jogo para o fim da fase de classificação, o Esporte Clube São Gabriel recebe a visita do Guarany, de Bagé, neste sábado (06 de Maio de 2017), no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, em São Gabriel, precisando de um empate para permanecer na Segundona.

Neste momento, o São Gabriel ocupa a 7ª e penúltima colocação no Grupo A, com 12 pontos (13 jogos, com três vitórias, três empates e sete derrotas; marcando 15 gols, sofrendo 25, com saldo negativo de 10).

Já o Guarany, de Bagé está na última colocação no Grupo A, com 11 pontos (13 jogos, com três vitórias, dois empates e oito derrotas; marcando 11 gols, sofrendo 17, com saldo de menos seis). O último colocado do Grupo A será rebaixado juntamente com o lanterna da chave B para o Campeonato Gaúcho da 3ª Divisão em 2018.

HINO Oficial do Esporte Clube São Gabriel (divulgado na página oficial do clube no Facebook, no dia 10 de março de 2016)

(Compositores: Alex Silveira, André Teixeira, Marcel da Cohab e Rogério Melo. Intérpretes: André Teixeira e Rogério Melo)

“Os clarins anunciam tua chegada
Paixão que move uma cidade inteira
E o amor desta torcida apaixonada
Emociona ao desfraldar nossa bandeira
És o retrato de um povo valente

Que da luta não desiste jamais
A cada grito de gol da nossa gente
Canta vibrante a “Terra dos Marechais”

Avante, sempre avante, São Gabriel
Honrando tua camisa e este chão
Avante, sempre avante, São Gabriel
Com força, garra e coração (2x)

És o glorioso baluarte do Rio Grande
Com a identidade dos que fizeram tua história
Traz a fibra pampiana dos teus filhos
Que já nasceram com sede de vitória

Avante, sempre avante, São Gabriel
Honrando tua camisa e este chão
Avante, sempre avante, São Gabriel
Com força, garra e coração (2x)”

 

YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=VGezkNh43xw

 

FONTES & FOTO: Site Caderno 7 – Wikipédia – YouTube – Página do Clube no Facebook –  Site N1 Notícia “A Notícia On Line” – Federação Gaúcha de Futebol (FGF)

 

O São Gabriel Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). Fundado no ano de 2000, resultante da fusão da Sociedade Esportiva e Recreativa São Gabriel com o Grêmio Esportivo Gabrielense.

A melhor colocação do clube no campeonato estadual foi o 4º lugar dois anos consecutivos (2002 e 2003). A colocação no campeonato de 2003 deu ao time uma vaga na Copa do Brasil de 2004.

Na primeira fase o clube eliminou o Figueirense em Santa Catarina. Na segunda fase, enfrentou o Palmeiras. No primeiro jogo em casa venceu por 2 a 1, mas, no jogo da volta, em São Paulo, perdeu por 4 a 0 e foi eliminado.

O São Gabriel foi rebaixado para o Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão em 2005. Em 2009 se licenciou e em 2013 foi extinto. Mandava os seus jogos no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, com capacidade para 8.500 pessoas. Localiza-se ao lado da rodoviária municipal, no Bairro Capiotti.

 

FONTES: Wikipédia – Página do Facebook: “Memória do Futebol de São Gabriel” – Show de Camisas

 

O Japeri Esporte Clube é uma agremiação do Município de Japeri, situado na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. A equipe Áureo-anil foi Fundado na quarta-feira, do dia 23 de Agosto de 2006. A sua Sede está localizada na Rua Mario Antônio, nº 36, do Bairro da Vila Carmelita, em Japeri. Já o seu campo (Estádio Eduardo Viana), no bairro Cidade Jardim Marajoara, também em Japeri.

O Japeri debutou na esfera profissional em 2006, no  Campeonato Estadual da Terceira Divisão como um clube-empresa apoiado pela prefeitura local. A campanha foi excelente. Quase conseguiu o acesso para a Segunda Divisão. Terminou a primeira fase como líder do Grupo E. Foram cinco vitórias e um empate, marcando 15 gols e sofrendo apenas dois.

Mas, na segunda acabou sendo eliminado, terminando entre os oito primeiros do campeonato. Os cinco mais bem colocados foram promovidos à Segunda Divisão. O Japeri Esporte Clube encerrou logo as atividades por conta de uma mudança política na cidade. O novo prefeito que assumiu não quis continuar com o projeto do antecessor. Por conta disso, a agremiação não pôde mais continuar

PS: Não confundir o Japeri Esporte Clube com o Japeri Futebol Clube, clube antigo da cidade que só disputou o amadorismo da liga local. Importante informar que o Japeri EC ainda existe, onde participa das competições do Campeonato Citadino de Japeri.

FONTES: Wikipédia – “Implantação do futebol Profissional no Estado do Rio de Janeiro”, de autoria de Eduardo Viana, da Editora Cátedra, s/d. – Página do Clube no Facebook

FOTOS: Paulo Roberto Rodrigues

 

O Deportivo La Coruña Brasil Futebol Clube é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, no dia 15 de Novembro de 1994. A sua Sede fica localizada na Rua Iguaba Grande, nº 486 / Bloco 03 / Aptº. 403 – Bairro da Pavuna – Zona Norte do Rio.

História

Em 1993, a enfermeira Maria Geralda dos Santos, então com 56 anos, levava o seu neto Mike para os treinos da Escolhinha do Vasco da Gama, quando foi convidada a ser madrinha do time de um campeonato interno. Este fato este que mudou a vida de D. Geralda, pois depois em julho daquele ano, ela e um grupo de amigos e pais de alunos da mesma escolhinha fundaram a Escolhinha de Futebol no Bairro de Irajá, treinando na Quinta da Boa Vista.

A escolhinha atendia a meninos de 9 a 17 anos e recebeu o nome de Deportivo La Coruna Brasil F.C., em homenagem não só ao Clube Espanhol, mas principalmente ao Jogador Bebeto, Ídolo de D. Geralda.

Em 1995, o clube passou a disputar o Campeonato Carioca, do Departamento Amador da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). O seu melhor resultado aconteceu em 2002, quando terminou com o vice-campeonato  ao perder a final para o Onze Unidos Atlético Clube, de Vila Kennedy.

Time posado de 2007

Após jogar por sete anos, onde em seu elenco teve como técnico o ex-jogador do Flamengo campeão mundial Manguito, debutou na esfera profissional, ao participar do Campeonato da Terceira Divisão de 2003. Acabou ficando na 1ª fase. No ano seguinte (2004) a campanha é igualmente fraca.

Em 2005, se licencia das competições profissionais. Voltando em 2007 na disputa no Campeonato da Terceira Divisão, quando também não consegue passar da primeira fase.Em 2008, faz sua melhor campanha chegando à 3ª fase do campeonato.

Se ausentou por quatro temporadas até a sua última participação na Terceirona aconteceu em 2013, quando ficou na 1ª Fase ao terminar na 5ª colocação no Grupo E. Nos últimos anos, a presidente do clube, D. Geralda, atualmente com 80 anos, tem tentado parcerias para recolocar o clube de volta para o Estadual de 2017. Fez uma tentativa junto a secretaria de Esportes e Lazer, a Prefeitura do Rio de Janeiro, e a vários empresários, mas até agora nada.

Impedido de participar do Campeonato da Terceira Divisão por falta de Verbas e pendências administrativas na Federação tem ido a luta todos os dias para manter a chama e a esperança dos atletas em alta.

Ação Social

Atualmente, o clube desempenha ação social com intuito de tirar das ruas meninos e jovens sem ocupação. O Clube realizava treinos no DNER aos domingos e passou desenvolvendo seu trabalho em lugares ora emprestados e hora alugados com a pouca ajuda dos pais, como na Fabrica da Muller em Guadalupe; nos Filhos de Irajá na N.Sra. da Apresentação no Irajá; em Paciência, em Cabuçu; em Realengo.

FONTES: Wikipédia – Blog do Deportivo La Coruña do Brasil Futebol Clube – Sportv

FOTO: Paulo Roberto Rodrigues

 

O redesenho do escudo, bandeira e uniforme seguem as orientações apresentadas no Decreto Lei nº 5.420 de 04 de Março de 1932, no item ‘VII – Distintivo’ – Artigo 82. A Liga de Esportes da Força Pública (LEFP), participou do Campeonato paulista pela Federação Paulista de Futebol (entidade sem vínculo com a atual) na década de 30. Segue também a discrição do escudo que não é difícil de faze-lo, por sem bem simples.

 

FONTE: Assembléia Legislativa de São Paulo

 

Nesta publicação uma foto raríssima de 1926, que se refere ao Club Negro, situado na Vila de Boa Vista, no Rio Branco, que na época era município do Amazonas e hoje é a capital de Roraima. Presidido por Octavio José de Vasconcellos, o Club Negro tinha se sagrado campeão da Primeira Divisão do Rio Branco.

FOTO & FONTE: Revista Amazonense Redenção – Gaspar Vieira Neto

 

O Barroso Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O ‘Verdejante’ foi Fundado nos anos 30. A Sua Sede ficava localizado no Bairro de São Francisco, em Niterói. Além do futebol, o clube contava com outras modalidades, como o tênis de mesa, basquete, voleibol, entre outros.

Torneio Aberto Carioca de 1936

No Torneio Aberto Carioca de 1936, o Barroso não foi bem e acabou sendo eliminado após perder seus dois jogos. No domingo, do dia 05 de abril de 1936, foi derrotado pelo Nacional por 3 a 2. No domingo, do dia 03 de maio de 1936, foi derrotado pelo Sport Club América por 4 a 2.

Torneio Aberto da Liga Carioca de Football – 1937

 

O Barroso participou do Torneio Aberto da Liga Carioca de Football, de 1937. Estreou, no domingo, do dia 11 de Abril de 1937, com vitória sobre o Vila Joppert pelo placar de 6 a 4, no Estádio da Rua Campos Sales, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

No 2º jogo, na quinta-feira, do dia 29 de Abril de 1937, novo triunfo. Dessa vez diante do Paraíso das Borboletas, por 4 a 2, no Estádio da Rua Campos Sales, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Assim avançou para a Fase Classificatória (Chave Principal), e voltou a vencer. A vitima dessa vez foi o Independentes, que caiu pelo incrível marcador de 8 a 2, no domingo, do dia 02 de Maio de 1937, no Estádio das Laranjeiras, no Bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Na 2ª rodada eliminatória, o adversário foi a Aviação Naval, no domingo, do dia 09 de Maio de 1937, no Estádio Teixeira de Castro (propriedade do Bonsucesso F.C.).

O jogo terminou com o placar de 5 a 0 para a Centro de Aviação Naval. No entanto, o clube militar acabou desclassificado por ter realizado substituições irregulares no intervalo da partida. Com isso, o Barroso avançou na competição.

Contudo, no jogo seguinte uma verdadeira pedreira: o tradicional Fluminense Football Club. E não deu para o Barroso que acabou goleado por 9 a 3, no domingo, do dia 30 de Maio de 1937, no Estádio da Rua Campos Sales, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Apesar da derrota, o Verdejante de Niterói ainda conseguiu uma vaga na repescagem. No domingo, do dia 13 de Junho de 1937, enfrentou o Ramos, e conseguiu a reabilitação ao golear o adversário por 5 a 1, no Estádio da Rua Campos Sales, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Para chegar na fase final do Torneio Aberto da Liga Carioca de Football e se juntar a Portuguesa Carioca, Bonsucesso, América, Fluminense e Flamengo, o Barroso teria que superar o forte Atlético Mineiro.

Mesmo tendo feito um grande jogo, Na quarta-feira, do dia 16 de Junho de 1937, o Verdejante de Niterói não resistiu e acabou eliminado ao ser derrotado pelo clube mineiro pelo placar de 3 a 1, no Estádio da Rua Campos Sales, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Paulista, Alfredo Bernardino e Resende marcaram para o Atlético-MG, enquanto Tião fez o tento de honra para o Alviverde de Niterói.

No final, a campanha foi excelente terminando entre os oito primeiros. Foram sete jogos, com quatro vitórias e três derrotas; marcando 27 gols, sofrendo 26, com um saldo de um gol.

Filiação na ANF

Se filiou a Associação Nictheroyense de Football (ANF), na quarta-feira do dia 24 de abril de 1940. Disputou o Campeonato Niteroiense da Segunda Divisão, em 1941 e 1942.

 

Filiação na FMF melou

Na terça-feira, do dia 10 de março de 1942, o Barroso se filiou a Federação Metropolitana de Futebol (FMF). Para ter a sua filiação, o clube niteroiense alugou um escritório para ser a sua Sede, localizado na Avenida Rio Branco, nº 137 / Sala 816, no Centro do Rio.

Apesar de todo o esforço protocolar, o clube acabou vetado pelo Conselho Nacional de Desportos (CND), o que acabou inviabilizando a sua participação no Campeonato do Rio, organizado pela FMF.

Amistosos diante do Flamengo e Corinthians Paulista

O Barroso enfrentou, amistosamente, o Clube de Regatas Flamengo duas vezes. No primeiro encontro, acabou goleado pelo Rubro-Negro por 6 a 1. No último, no sábado, do dia 27 de julho de 1940, nova goleada. Dessa vez o Barroso perdeu por 8 a 2.

No sábado, do dia 29 de Junho de 1941, o Barroso foi até São Paulo, enfrentar o Sport Club Corinthians Paulista, no Estádio do Pacaembu. No final, o Timão goleou por 6 a 1.

No domingo, dia 03 de novembro de 1941, o Barroso F.C. fez a preliminar de Flamengo e Botafogo, quando enfrentou os reservas do Botafogo.

Time-base de 1942: Nelson; Amaro e Adalberto; Divo, Morgado (Paulista) e Juldemar João (José), Berlo, Octavio, Genésio e Durval.

 

FONTES: A Batalha – A Manhã – Jornal dos Sports – Correio da Manhã – O Jornal – Jornal A Noite – Gazeta Esportiva

 

Todos os jogos foram realizados na data de 24 de abril de 1932, no estádio da Chácara da Floresta.

 

1º jogo – Palestra Italia x C.A. Ypiranga

Juiz: Paulo Wenzel

Palestra: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Garcia. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

Ypiranga: Ratto, Bruno e Roval. Nilo, Santos e Gallet. Figueiredo, Moreschi, Nelson, Dias e Fellipeli.

O Palestra classificou-se: dois escanteios contra um escanteio do Ypiranga.

 

2º jogo – S.C. Syrio x SC Germania

Juiz: Enéas Sgarzi

Syrio: Abdalla, Chaves e Ferreira. Del Grande, Vanni e Tuffi. Del Pero, Waldemar, Petronilho, Pedrinho e Vicente.

Germania: Pedro, Moura e Antunes. Cayuba, Carneira e Ferreira. Patricio, José, Chimenti, Mayrena e Corsato.

O Syrio classificou-se: dois gols de Petronilho e um escanteio contra dois escanteios do Germania.

 

3º jogo – S.C. Internacional x Portugueza de Esportes

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Internacional: Piva, Pastore e Agostinho. Rossi, Bastos e Manggione. Pelluzzo, Carlos, Heitor, Arantes e Vicente.

Portugueza: Waldemar, Passarine e Duarte. Xará, Waldomiro e Del Nero. Guilherme, Pixo, Carioca, Alberto e Zequinha.

O Internacional classificou-se: Um gol de Pelluzzo e um escanteio contra um escanteio da Portugueza.

 

4º jogo – A.A. São Bento x C.A. Santista

Juiz: José Folker

São Bento: Amparo, Mesquita e Votorantim. Ruiz, Duilio e Pacco. Caetano, Moura, Barrilotti, Bindo e Waldemar.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Bisoca, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O C.A. Santista classificou-se: um escanteio contra nenhum da A.A. São Bento.

 

5º jogo – S.C. Corinthians Paulista x Santos F.C.

Juiz: Carlos Friedenreich

Corinthians: Hamos, Neco e Conti. Sala, Rizieri e Joãozinho. Orlando, Zuza, Mamede. Mingo e Ratto.

Santos: Victor, Meira 2º e Feitiço. Zinho, Agostinho e Abreu. Victor, Armandinho, Strauss, Ceppo e Hugo.

O Santos F.C. classificou-se: Dois gols (Armandinho e Agostinho) e um escanteio contra um escanteio do Corinthians.

 

6º jogo: São Paulo F.C. x C.A. Juventus

Juiz: Attilio Grimaldi

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

Juventus: José, Segalla e Piola. Joãozinho, Brandão e Carlos. Raul, Nico, Orlando, Moacyr e Euvaldo.

O São Paulo F.C. classificou-se: um gol de Barthô e um escanteio contra um escanteio do C.A. Juventus.

 

SEMIFINAIS

 

7º jogo: Palestra Italia x S.C. Syrio

Juiz: Victorio Sylvestre

Syrio: Abdalla, Chaves e Ferreira. Del Grande, Vanni e Tuffi. Caetano, Waldemar, Petronilho, Pedrinho e Vicente.

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Garcia. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

O Palestra Italia classificou-se: um gol de Imparato e um escanteio contra um escanteio do S.C. Syrio.

 

8º jogo: S.C. Internacional x C.A. Santista

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Internacional: Piva, Pastore e Agostinho. Rossi, Bastos e Manggione. Pelluzzo, Carlos, Heitor, Arantes e Vicente.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Pennaforte, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O C.A. Santista classificou-se: um gol de Gy e dois escanteios contra nenhum do S.C. Internacional.

 

9º jogo: Santos F.C. x São Paulo F.C.

Juiz: Carlos Strobel

Santos: Victor, Meira 2º e Feitiço. Zinho, Agostinho e Abreu. Victor, Armandinho, Miguelzinho, Ceppo e Hugo.

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

O São Paulo F.C. classificou-se: dois gols (Araken e Armandinho) contra um gol do Santos F.C. (Feitiço) e um escanteio.

 

10º jogo: Palestra Italia x C.A. Santista

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Giglio. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Pennaforte, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O Paletra Italia classificou-se: dois escanteios contra um escanteio do C.A. Santista.

FINAL

11º Palestra Italia x São Paulo F.C.

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Giglio. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

O São Paulo F.C. sagrou-se campeão: 1 gol (Barthô) e um escanteio contra nenhum do Palestra italia.

 

Fonte: Diário Nacional

 

Campeonato Paulista de Futebol do Interior do ano de 1931

Os clubes campeões de suas respectivas regiões.

1ª região – Botafogo F.C. – Ribeirão Preto

2ª região – C.A. Cravinhos – Cravinhos

3ª região – Campinas F.C. – Campinas

4ª região – Floresta A.C. – Amparo

5ª região – Rio Claro F.C. – Rio Claro

6ª região – E.C. XV de Novembro – Jaú

7ª região – Ruy Barbosa F.C. – São Carlos

8ª região – A.A. Avareense – Avaré

9ª região – Paulista F.C. – Jundiaí

10ª região – Cachoeira F.C. – Cachoeira

11ª região – E.C. Taubaté – Taubaté

12ª região – E.C. XV de novembro – Piracicaba

13ª região – Mirassol F.C. – Mirassol

 

SEMI FINAIS

6 de março de 1932

Campinas F.C. 3 x 3 Paulista F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca

Juiz: Attilio Grimaldi

Gols: Celso, Luna e Zé Luiz (c) (Paulista) e Daniel, Camillo (2) (Campinas)

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e  Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Ferrinho e Orestes.

Paulista: Zé Dica, Gallo e Fregola. Soares, Baptista e Bento. Celso, Diaco, Camargo, Lamaneres e Luna.

Ruy Barbosa F.C. x Mirassol F.C. – campo da A.A. Internacional de Bebedouro

Classificado: Mirassol F.C.

Floresta F.C. 2 x 4 C.A. de Cravinhos – campo da S.E. Sanjoanense – em São João da Boa Vista

Classificado: C.A. de Cravinhos

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 2 x 1 Rio Claro F.C. – campo do Guarany F.C. de Campinas.

Classificado: E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

13 de março de 1932

Campinas F.C. 2 x 1 Paulista F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca (partida desempate)

Juiz: Paulo Wenzell

Gols: Daniel e Ferrinho (Campinas) e Carlos (Paulista)

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Peres e Ferrinho.

Paulista: Zé Dica, Gallo e Fregola. Soares, Baptista e Bento. Paulo, Diaco, Carlos, Camargo e Luna.

Classificado: Campinas F.C.

 

E.C. XV de Novembro de Jaú 2 x 1 Mirassol FC – em Jaú

Juiz: Victorio Sylvestre

Gols: Domicio e Andó (XV Jaú) e Sola (Mirassol)

XV de Novembro F.C.: Armando, Marcilio e Arlindo. Paschoal, Tiry e Tino. Gostoso, Domicio, Paschoalzinho, Andó e Paixão ou Arthur.

Mirassol F.C.: Benedicto, Bazzani e Galiléo. Piccinin, Flavio e Zezinho. Sola, Licas, Rodarte ou Gotardi, Alfredo e Petronio.

Classificado: E.C. XV de Novembro de Jaú

 

20 de março de 1932

Cachoeira F.C. 2 x 3 Campinas F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca

Cachoeira F.C.: Ary, Nogueira e Zezinho. Laurindo, Macedo e Pinto. Antonio, Moreira, ???, Adauto e Lulu.

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Ferrinho e Locha.

Classificado: Campinas F.C.

 

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 4 x 3 E.C. XV de Novembro de Jaú – em Barra Bonita

Classificado : E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

 

03 de  abril de 1932

E.C. XV de Novembro de Piracicaba  3 x 0 Campinas F.C. – campo da A.A. Internacional de Limeira

Classificado: E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

 

FINAL

17 de abril de 1932

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 2 x 1 C.A. de Cravinhos – campo da A.A. São Bento da Capital

Juiz: Paulo Wenzel

Gols:  Lenzo (2-XV de Novembro) e Gumercindo (Cravinhos)

E.C. XV de Novembro (Piracicaba): Alcides I, Monaco e Petrone. Venerando, Moacyr e Nascimento. Alcides II, Lenzo, Aureo, Godoy e Leme.

C.A. Cravinhos: Romeu, Heitor e Nelson. Changue, Gumercindo e Marchette. Jogadinho, Luiz, Olavo, Serrone e Bomfim.

 

Campeão: E.C. XV de Novembro de Piracicaba

 

Fontes: Diário Nacional e A Gazeta

 

O Sport Club Brasil foi uma agremiação da cidade de Salvador (BA). A sua Sede e o Stadium Brasil, ficavam no Bairro de Brotas, na Zona Central de Salvador. O clube áureo-verde foi Fundado na terça-feira, do dia 11 de Dezembro de 1934. O Sport Club Brasil participou do Campeonato Baiano da 1ª Divisão, em duas oportunidades: 1935 (terminando na 4ª colocação) e 1936 (ficou em 6º lugar).

A escolha decriar o escudocomo uma adaptação da Bandeira Nacional não agradaram muitas pessoas, sobretudo, do meio esportivo e político, o que talvez expliquei o sumiço do clube em pouco tempo. A reportagem abaixo demonstra o quão desagradou essa escolha.

FONTES:  O Imparcial (BA)

 

Santa Cruz Futebol Clube mais conhecido como Santa Cruz é uma agremiação poliesportiva brasileira, sediada no Recife. Fundada a 3 de fevereiro de 1914, é um dos mais tradicionais e populares clubes de futebol de Pernambuco e do Nordeste brasileiro.

Suas cores oficiais são o preto, o branco e o vermelho. Costuma mandar suas partidas no Arruda, um dos seis maiores do país. Tido como um dos três clubes de maior torcida de Pernambuco, tem como os dois maiores rivais esportivos o Sport Club do Recife, com o qual protagoniza o Clássico das Multidões, e o Clube Náutico Capibaribe, com quem disputa o Clássico das Emoções.

Dentre as suas principais conquistas, o Santa Cruz possui um título nacional do Campeonato Brasileiro – Série C e dois títulos regionais: um da Copa do Nordeste e um do Torneio Hexagonal Norte-Nordeste e entre os títulos estaduais são 29 do Campeonato Pernambucano (Dentre os quais um Super-Campeonato Pernambucano, sendo o único Tri-Supercampeão Pernambucano), 12 do Torneio Início de Pernambuco e 4 da Copa Pernambuco. O Santa Cruz ainda ostenta uma Fita Azul honraria de mérito concedida ao Clube que conclui de maneira invicta uma excursão no exterior (realizada em março de 1980).

FONTES: Wikipédia – Jornal Pequeno 

 

O América, Campeão do Centenário de 1922, levantou ontem (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938), brilhantemente, o Torneio Início Pernambucano de 1938, no seu Estádio da Jaqueira (próximo a Rua do Futuro), no Bairro das Graças, no Recife.

Na estreia, o America, que apresentou-se com as novas camisas rubras, venceu o Flamengo por 3 a 2. Contudo, na seqüência foi impiedoso ao golear por 11 a 2 o Great Western, nas semifinais, e na decisão outra goleada. Dessa vez por 3 a 0 diante do Sport do Recife, também no Estádio da Jaqueira.

Primeira Fase (domingo, no dia 27 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

1º Jogo

Sport Recife

3

X

1

Íris SC

José M. Carneiro Pessoa

14:30

2º Jogo

Santa Cruz

0 (1)

X

0 (0)

Náutico

Manoel Pinto

15:00

3º Jogo

Tramways

1

X

2

Great Western

Alberto Gomes Alves

15:30

4º Jogo

América

3

X

2

Flamengo

Julio Fernandes

16:00

 

No 1º Jogo, o Sport do Recife iniciou com fortes ataques conseguindo vencer por 3 gols a 1 o Íris Sport Club e um escanteio pró.

O 2º Jogo, foi a partida melhor disputada. Santa Cruz e Náutico jogaram com vontade firme de vencer. As duas defesas trabalharam muito. No final, melhor para o Santa Cruz que venceu por 1 escanteio a zero.

No 3º Jogo, a surpresa foi a brilhante vitória do Great Western contra a poderosa equipe do Tramways. Os “Ferroviários” mais homogêneos, atacaram muito os últimos redutos dos “Elétricos“, vencendo por 2 a 1.

O 4º Jogo do dia, os americanos venceram a turma alvinegra por 3 a 2, e um escanteio a zero.

 

Com esses resultados, o Sport Recife, Santa Cruz, Great Western e América avançaram às semifinais do Torneio Início de 1938. Os jogos foram de 40 minutos, divididos em dois tempos de 20 minutos. Os escanteios só passariam a valer nas prorrogações.

 

Os jogos finais foram realizados três dias depois, na noite da quarta-feira, do dia 30 de março de 1938. Os times foram escalados da seguinte forma:

América: Pedro; Allemão e Popó; Nylo, Zé Orlando e Jayme; Waldyr, Ayrton, Nicácio, Fuza e Duda.

Great Western: Vicente; Theonilo e Zeca; Babé, Tarzan e Helino; Garibaldi, Sylo, Badú, Tutú e Zé Pequeno.

Santa Cruz: Diógenes; Sidinho II e Pedrinho; Xaxá, Rubens e Siduda; Malaquias, Zé Pequeno, Tará, Sidinho e Siduca.

Sport do Recife: Enerson; Fernando e Gelsomino; Ernesto, Zago e Zezinho; Plínio, Djalma, Pitota, Limoeiro e Danzi.

 

Semifinais (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

5º Jogo

Sport Recife

1

X

0

Santa Cruz

José Fernandes Filho

20:00

6º Jogo

América

11

X

2

Great Western

Alberto Gomes Alves

20:50

 

Final (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

7º Jogo

América

3

X

0

Sport Recife

Alberto Gomes Alves

21:30

 

 FONTE: Jornal Pequeno

 

 

O “a ponta solta” na história do América Futebol Clube, ou simplesmente América do Recife, era o fato de a agremiação ter usado ou não a cor vermelha no seu escudo e uniforme em algum momento. No entanto, encontrei provas que comprovam que tal questão aconteceu, sim, no ano de 1938. Agora, vamos encaixar essa lacuna na história do América.

1914: O Início

Fundado no dia 12 de Abril de 1914, com o nome de João de Barros Football Club, por ter surgido numa casa situada na avenida do mesmo nome. Quase foi o primeiro pentacampeão do futebol pernambucano.

É considerado o quarto clube mais vitorioso do estado. Atualmente manda suas partidas na cidade de Paulista, usando o Estádio Ademir Cunha para realização de seus jogos. A sede fica localizada na Estrada do Arraial, no bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade.

Sua torcida era composta por grandes famílias aristocratas do Recife e também era querido pela Colônia Portuguesa Recifense, sem contar os outros torcedores espalhados pelo Recife, especialmente nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte, Apipucos e Caxangá.

Em 22 de agosto de 1915 passou a ter a denominação atual a pedido do desportista Belfort Duarte, ligado ao América do Rio de Janeiro, que viera ao Recife buscar apoio para a fundação da Federação Nacional de Esportes, antecessora da antiga CBD.

Em visita a Pernambuco em agosto de 1915, Belfort Duarte, um dos símbolos do futebol brasileiro, recebeu uma homenagem do JBFC. Na noite de 22 de agosto, Belfort Duarte foi distinguido como capitão honorário do clube e mudou o nome do clube para América Futebol Clube, em homenagem ao seu clube de coração: o América Football Club do Rio de Janeiro.

Comunico-vos que em Assembléia Geral do João de Barros Futebol Clube, reunida no dia 22 de agosto de 1915 deliberou a mudança de nome daquela sociedade que ficou denominada “América Futebol Clube”, convicto que esta deliberação em nada mudará as atenções dispensadas ao nosso antigo JBFC e espero a continuação das mesmas ao América Futebol Clube“, carta de  Belfort Duarte enviada a imprensa.

 

Maior virada do futebol brasileiro

Aconteceu em 1915 pelo Campeonato Pernambucano daquele ano onde o América vencia o Santa Cruz por 5 a 1 até os 30 minutos do segundo tempo, e em 15 minutos o Santa Cruz marcou seis gols numa incrível seqüência e venceu o jogo por 7 x 5. Essa partida foi a maior virada do futebol profissional brasileiro. A bola do jogo se encontra na sede do Santa Cruz no bairro do Arruda, no Recife.

Em 1918, o América sagrava-se campeão estadual, com a seguinte escalação: Jorge, Ayres e Alecxi; Rômulo,Bermudes e Soares; Siza, Angêlo Perez, Zé Tasso, Juju e Lapa.

 

Campeão do Centenário da Independência em 1922

Em 1922, o América sagrava-se bicampeão pernambucano, mas o grito que ecoava no Recife era o de Campeão do Centenário, pois nesse ano o Brasil comemorava 100 anos de independência a Portugal. A Campanha vitoriosa foi a seguinte:

07.05 América 2 x 1 Sport

21.05 América 4 x 0 Peres

04.06 América 2 x 1 Náutico

23.07 América 3 x 1 Equador

06.08 Torre 1 x 0 América

22.10 América 2 x 1 Santa Cruz

05.11 América 4 x 2 Flamengo

 

Jogos interrompidos pelos mais diversos motivos, principalmente pelo fato de o campo ter ficado escuro, como o clássico América x Sport da primeira rodada, que terminaria decidindo o campeonato; jogos anulados, como o que envolveu o Torre e o novato Equador; entrega de pontos – Equador, Santa Cruz ao Sport, e Peres ao Náutico; jogo não realizado, devido ao desinteresse dos dois clubes – Flamengo e Santa Cruz – após adiamento provocado pelas chuvas, que caíram intensamente, tudo isso marcou o Campeonato Pernambucano de 1922, disputado sob intensa época chuvosa e frio.

O campeonato foi disputado em turno único. Assim, houve apenas os jogos de ida. Mais uma vez, Sport e América surgiam como candidatos ao título de campeão. Os rubro-negros pretendiam interromper a marcha de seu maior rival, que buscava o segundo bicampeonato.

A Liga já tinha instituído o sistema de dois ou mais jogos por rodada. Logo de saída, Náutico x Centro Peres deixou de ser disputado por causa do mau tempo. Tendo sido marcada para outra data, a partida terminou não sendo realizada porque o Peres entregou os pontos.

Vitória do Náutico, portanto, por WO. No mesmo dia, 7 de maio, o América derrotava o Sport pela contagem de 2 a 1, tendo sido o encontro suspenso por falta de iluminação. Na época invernosa, como ainda acontece hoje, escurece mais cedo nessa região, e os campos ainda não tinham iluminação artificial.

 

A direção da Liga determinou que os oito minutos restantes fossem disputados em data posterior, depois do cumprimento da tabela. Assim, rubro-negros e alviverdes voltaram a campo em 19 de novembro. Loca, Jaqueira, chamado de América Parque, onde a partida estava sendo disputada ao ser interrompida. Embora estivessem programados apenas alguns poucos jogos, um grande público compareceu. É que estava em cena o pomposo título de Campeão do Centenário.

O América, que sofrera uma derrota em meio à sua jornada, ao perder para o Torre por 1 a 0, chegava àquele momento, com 10 pontos ganhos, enquanto o Sport tinha 11, sem incluir, é claro, os pontos daquela partida, que os americanos estavam ganhando por 2 a 1.
Foram instantes dramáticos. O Sport lançou-se furiosamente ao ataque. Se conseguisse pelo menos empatar o jogo, ficaria com 12 pontos, e deixaria o gramado festejando a conquista de mais um título. Já o América se defendia com unhas e dentes, uma vez que se o placar fosse mantido, passaria a somar 12 pontos e levantaria a taça, pois o Sport permaneceria com 11. E foi o que ocorreu. Fim de jogo, vitória do América por 2 a 1. A torcida alviverde fez muito barulho na comemoração da conquista que ainda é lembrada, quando a imprensa se refere ao clube como o Campeão do Centenário.

Time-base campeão: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolpho, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Juju e Matuto.

Escudo de 1938 e 1939

 

O 1° campeão nordestino

Enquanto no sul se organizava a Copa dos Campeões e o Torneio Rio-São Paulo, em Alagoas foi organizada uma competição diferente: a Taça Nordeste (o primeiro torneio inter-estadual da região Nordeste de que se tem notícias).

A competição ocorreu para festejar o Dia do Trabalhador, em Maceió. Foram convocadas oito das melhores equipes do Nordeste: Botafogo e Vitória (Bahia), Cabo Branco e América (Paraíba), CRB e CSA (Alagoas) e Sport e América (Pernambuco).

O Mequinha passou às semifinais ao lado do Botafogo-BA e enfrentaria mais uma vez o Sport fazendo uma reprise da final de 1922, e dessa vez aplicando 6 a 2 no Leão, que era até então devastador.

O todo poderoso América ficaria conhecido em todo Nordeste e faria uma final histórica contra o CSA de Alagoas, que havia vencido o Botafogo da Bahia, o campeão baiano da época.

Na final um dos jogos mais eletrizantes da história, com uma vitória para ambas equipes. Como o América detinha a vantagem, sagrou-se o primeiro campeão nordestino de que se tem notícias.

O primeiro jogo foi realizado no dia 4 de fevereiro e o América venceu o CSA por 2 a 1, mostrando todo poderio de uma equipe que era famosa em todo Nordeste. O CSA abriu a contagem através de Nelcino. Zé Tarso e Juju deram a vitória ao clube pernambucano.

No dia 6, ocorreu a segunda partida. O CSA a venceu por 4 a 3. Foi uma das mais eletrizantes partidas de futebol da história do América. Juju fez 1 a 0 para o América. Nelcino empatou e Bráulio fez 2 a 1 para o CSA. Zé Tarso empatou outra vez, daí Odulfo fez 3 a 2 e 4 a 2 para os alagoanos.

Juju voltou a marcar para o América, fechando o placar. Foi uma vitória consagradora no torneio e que repercutiu nos grandes jornais do Recife. Americanos e azulinos jogaram as duas partidas com os mesmos jogadores. O América tornava-se a primeira potência do futebol nordestino.

O CSA formou com Mendes, Osvaldo e Hilário; Campelo, Mimi e Geraldino; Bráulio; Alírio; Odulfo; Murilo e Nelcino.

O América atuou com Nezinho, Romulo e Faustino; Lyndolfo; Moreira e Zizi; Lapinho; Leça; Zé Tarso; Juju e Araújo.

Tal título seria para alguns a maior conquista do clube alviverde até hoje, por ser uma conquista além dos domínios pernambucanos.

1938: América troca o verde pelo vermelho

O declínio do Torre Sport Club, que tinha informado a Federação Pernambucana de Desportos (FPD) que não participaria do certame de 1938, foi a oportunidade que o América esperava para mudar as cores alviverde para a alvirrubra.

Diante do quadro, a entidade máxima do futebol pernambucano de o aval ao America para utilizar as cores vermelha e branca. A estreia com as novas cores aconteceu no domingo, no dia 27 de março de 1938, na fase preliminar do Torneio Início da FPD.

O ex-diretor do Torre, Francis E. Hulder no dia seguinte, enviou uma carta de protesto ao, no dia 28 de março de 1938, Jornal Pequeno, manifestando o seu descontentamento com a ação da FPD:

Tendo lido o despacho que a presidência da FPD de a um oficio do América, e tendo procurado me interar do mesmo, vim  saber que se tratava da mudança de cores do mesmo para o Torre, ou seja, camisetas encarnadas, sob alegação de que o América dos outros estados são todos desse uniforme.

Como ex-diretor do Torre e como admirador que ainda sou do mesmo, que se acha afastado da Federação por negação ao apoio da mesma Federação, lanço por este meio o meu protesto à pretensão do América, não somente por acha-se o Torre afastado simplesmente sob licença, como também, por haver outro clube que assiste maior direito de usar as referidas cores por serem iguais alvirrubras“.

Apesar da reclamação, a FPD manteve a decisão e o América foi para final do Torneio Início com a ‘camisa encarnada’, na quarta-feira, no dia 30 de março de 1938,. E o resultado não poderia ter sido melhor. Na final, o América goleou o Sport Recife por 3 a 0, faturando o título do Torneio Início de 1938.

Parecia que a cor vermelha tinha vindo para ficar. Porém, bastou o América não ir bem no Estadual de 1938 para a oposição no clube exigir a volta da cor verde. Após uma briga interna, a direção do clube decidiu no início de 1939 voltar ao alviverde, colocando um ponto final na ‘camisa encarnada’.
1944: O Último e heróico

Zezinho, Capuco, Julinho, Djalma, Edgard, Oseás, Pedrinho, Barbosa, Leça, Galego e Rubens. Essa é a formação da Equipe Esmeraldina que foi Campeã pernambucana pela ultima vez. Foi o título mais sofrido e heróico do América. Vejam os resultados dessa final acirrada contra o Náutico: 28/01 Náutico 1 x 1 América, 04/02 Náutico 2 x 3 América, 09/02 Náutico 0 x 2 América, 18/02 América 3 x 0 Náutico.

Vejam o que foi dito em uma matéria esportiva do Diário de Pernambuco de 20 de fevereiro de 1945:

O Recife viveu horas de grande vibração esportiva, vibração espontânea e justificada do povo, à tarde e durante a noite de anteontem, quando o glorioso América Futebol Clube sagrou-se, mais uma vez, campeão pernambucano de futebol [ganhou do Náutico, com um placar de 3x0]. Aquela grande assistência que lotava parte das dependências do estádio da Ilha do Retiro recebeu com verdadeiro júbilo o triunfo do esquadrão americano, numa disputa leal, onde vencidos e vencedores foram dignos dos mais francos aplausos. O triunfo do América, não o triunfo de domingo, mas o triunfo do campeonato foi justo e merecido. Depois de 17 anos de trabalho, 17 anos de sonhos, o campeão do Centenário, honrando as suas tradições de baluarte dos desportos pernambucanos, conquista mais um custoso laurel para a sua história.”
A festa do Título durou muito tempo, Casa Amarela em peso festejava a conquista houve comemorações no Antigo Bar Savoy e no Clube Português do Recife, pois na época ainda não possuía a Sede da Estrada do Arraial.

 

Após a conquista do campeonato de 1944 pelo América, somente os outros três grandes times da capital pernambucana levantaram o caneco.

 

João Cabral de Melo Neto, um americano

O reconhecido escritor pernambucano foi um grande torcedor americano e sempre que podia ia ver os jogos do seu clube de coração. Além de poeta, João Cabral chegou a ocupar posição de center-half, ou, como se diz hoje, volante, e foi uma promessa do futebol pernambucano. Nele, disposição física e apuro intelectual conviveram sem crises ou antagonismos. Na adolescência, jogou pelos times do América e do Santa Cruz. Em 1935, aos 15 anos, foi campeão juvenil pelo Santa Cruz.

Dentre suas grandes obras destaca-se “Morte e Vida Severina“, de 1955. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomando posse de sua cadeira em 6 de maio de 1969.

No final da década de 80, descobriu que sofria de uma doença degenerativa incurável, a qual lhe impunha fortes e constantes dores de cabeça, o que causaria, aos poucos, a perda de sua visão, fazendo-o parar de escrever e ficar depressivo, e a vontade de falar (“Não tenho muito o que dizer”, argumentava).

Morreu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos, encoberto com a bandeira do América e com a tristeza de não rever o Campeão do Centenário forte como antes, em sua juventude. Um dos momentos marcantes de seu velório foi o discurso proferido Arnaldo Niskier, no “Salão dos Poetas Românticos”, na Academia Brasileira de Letras, onde foi velado seu corpo:

Fecham-se os olhos cansados do poeta João e não conseguimos realizar o sonho que agora desvendo: ver o América Futebol Clube voltar aos seus dias de glória. Nem o daqui do Rio, nem aquele que era a sua verdadeira paixão: o América do Recife.”

 

Anos de jejum e Taça Recife

Após o Glorioso e heróico título pernambucano de 1944, o América ainda conseguiu um vice-campeonato em 1952, perdendo para o Náutico. Os anos seguintes foram de jejum e, aos poucos, durante o final da década de 1950 e as décadas de 1960 e 1970, o América foi perdendo espaço no cenário esportivo do estado por nunca mais ter conquistado um título.

Prevalecia ainda sua “fiel torcida da Velha-Guarda Americana” sempre quando o América ia jogar, e ainda possuindo a simpatia do público do bairro de Casa Amarela.

Em 1975, enfim o América fazia ecoar o grito de campeão. Venceu o Náutico na final da Taça Recife, desbancando até o Santa Cruz que na época era a maior potência local.

A imprensa recifense dava uma certa atenção ao time do América, tanto pelas polêmicas dos dirigentes, como pelos jogadores contratados, e também na tentativa de soerguer o clube, que já vinha numa descendente no futebol. O clube era carinhosamente chamado de Verdão 75.

Nos seus jogos sempre havia a presença de uma torcida, mesmo pequena, mas com charanga e bandeiras alviverdes. O artilheiro daquela edição da Taça Recife foi Edu Montes, com 7 gols.

 

Classificação para a Série D

Liderado por Carlinhos Bala o América conseguiu uma classificação inédita a Série D 2016 ,e por pouco não chegou as semifinal do Campeonato Pernambucano lutando até a última rodada por ela.

 

 

FONTES:  Wikipédia – Jornal Pequeno – Diário de Pernambuco

 

O Globo Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Fundado em Outubro de 1928, por um grupo de operários e funcionários dos Grandes Moinhos do Brasil S/A. A sua Sede social ficava localizado na Rua Vidal de Negreiros, nº 110, no Bairro São José, no Recife.

Os Grandes Moinhos do Brasil S/A associou-se em 30 de maio de 1914, com a empresa Just Basto & Cia., que operava no ramo de exportação e importação de farinha de trigo, procedente da Hungria e dos EUA, para a construção, montagem e funcionamento de um moinho a ser instalado junto ao cais do porto do Recife

A sociedade aconteceu, sobretudo, por que a Just Basto & Cia., não dispunha de capital suficiente para os negócios. Em 1966 os Grandes Moinhos do Brasil S/A acresceu a denominação Indústrias Gerais. Em 1986, teve sua razão social alterada para Moinho Recife S.A. Empreendimentos e Participações, uma das maiores unidades da Bunge em industrialização de trigo com estrutura portuária.

O seu 1º jogo foi realizado, no domingo, do dia 25 de Novembro de 1928, diante do Trafego Sport Club, no campo do Cordeirense. A partida foi um grande evento que contou com duas Bandas de música e as moças que compareceram receberam diversos prêmios. Infelizmente nenhum veículo disponibilizado fez uma matéria ou nota sobre o resultado dessa peleja.

O Globo estreou nos gramados com a seguinte equipe: José Mendes; Moacyr e Rheumatismo; Octavio (Cap.) Bataclan e Pacheco; Filó, Carioca, Espedicto, Berto e Raymundo. Reservas: Trindade, Tabocar e Pedro.

O clube seguiu realizando jogos amistosos e festivais até 1929. A partir daí o ocorreu um hiato e oito anos depois o Globo foi reorganizado na quarta-feira, do dia 09 de Junho de 1937. A 1ª Diretoria ficou constituída assim:

Presidente - Sylvio Menezes;

Vice-Presidente - Galba Mattos;

1º Secretário - Djalma Carvalho;

2º Secretário - Armindo Moura;

Tesoureiro - Geraldo Barbosa;

Vice-Tesoureiro - Nivaldo Alcântara;

Diretor de Esportes - Osmar Mattos;

Vice-Diretor de Esportes - Manoel Freire;

Comissão Fiscal - José Caminha, Aloysio Lira e Caetano Galvão.

Na quinta-feira, do dia 13 de Abril de 1939, o Globo deu entrada para obter filiação a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). Desta forma o Globo completaria o número de clubes na Divisão Branca da FPD. Uma semana depois, o clube teve o seu pedido aprovado.

O Campeonato Pernambucano de Football de 1939, foi elaborado com dois grupos de profissionais: Divisão Azul (América, Náutico, Santa Cruz, Sport Recife e Tramways) e Divisão Branca (Flamengo, Globo Sport Club, Great Western, Íris e Torre).

No final, o Náutico foi o campeão da Divisão Azul (que, na prática foi o vencedor do Estadual de 1939). Já na Divisão Branca, o título ficou o Torre (que equivalia o Estadual da Segunda Divisão). O Globo não fez uma boa campanha, terminou na lanterna com apenas um ponto somado.

Em 1940, o Globo participou do Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT). Em 1942, se mudou para Sede provisória na Rua Padre Floriano, s/n, no Bairro São José. Em 1946, já com a nomenclatura aportuguesada, o Globo Esporte Clube, tinha mudado de Sede, na Avenida Norte, s/n, em Casa Amarela, em Recife.

 

O Diário Pernambucano, em 29 de março de 1942, fez uma reportagem, onde apresentou uma tese do porquê do Globo não ter debutado no Estadual. “O Globo não pertence mais aos subúrbios. Há cerca de três anos que o Tricolor passou-se para a FPD. Todavia, e é bom salientar, depois que ele começou a figurar na lista dos filiados à Federação Pernambucana de Desportos sua situação mudou de figura; e mudou para pior. Não vamos atribuir o fato a uma melhor organização da ASDT sobre a FPD. Nem de longe pensamos nisso. Queremos demonstrar somente que, pertencendo à entidade da rua do Imperador, o Globo acompanhava com facilidade o passo de seus congêneres. Passando para a divisão dos principais, viu-se obrigado a acelerar o passo, formando numa corrida que não lhe era possível  acompanhar. Essa corrida foi o profissionalismo. Quando o grêmio de Neco entrou para a FPD, era Constituído de amadores, exclusivamente. Seus defensores jogavam com amor à camisa”.

Time de 1928: José Mendes; Moacyr e Rheumatismo (Gomes); Octavio (Cap.) Bataclan (Miro) e Pacheco (Similia); Filó (Rochinha), Carioca (Fininho), Espedicto, Berto (Malvadeza) e Raymundo (Laércio). Reservas: Trindade, Tabocar e Pedro.                                   

Time de 1929: Chatinho; Rangel e Zezé; Batuta, Louro e Biló; Luiz, Neco, Pipiu, Petrol e Júlio.

 Time de 1938: Joel; Geo e Bri; ourival, Rolim e Zuza; Edmilson, Murillo, Duda, Inaldo e Cebrito.

 

FONTES: Jornal A Província – Jornal Pequeno – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

 

Por: Sérgio Mello

A paixão pelo futebol transcende a lógica e a razão, onde pode levar um cidadão pacato em num torcedor ou desportista atingir picos do devaneio. Apesar de ter surgido no Brasil por meio dos burgueses, o “esporte bretão” ganhou popularidade por meio da massa, que na sua maioria vinha dos locais mais humildes.

Entre o glamour e o fascínio, a realidade do futebol contam com muitos personagens espalhados pelo país! Dentre tantos, um nome tem muitas histórias para contar. Talvez o nome: João Baptista Chagas Ferreira Neto, não chame muito a sua atenção, mas quando ler essa reportagem, essa história mudará.

Classificar João Baptista Chagas como apaixonado por futebol, talvez seja o começo de um esboço que terminou como uma grande obra prima. Durante a trajetória esportiva João Baptista Chagas jogou futebol de areia, futebol de campo, depois se tornou árbitro, onde atuou na praia e no futebol profissional!

Década de 50: o início de um sonho

Após o fim da Segunda Guerra, o mundo viu o “Fim de uma tempestade e o início de um lindo sol e um belo arco-íris“. Assim, a década de 50 chegou: que depois ficou conhecida como o período dos “anos dourados“.

Uma época marcada por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais. Foi a década em que começaram as transmissões de televisão, provocando uma grande mudança nos meios de comunicação. No campo da política internacional, os conflitos entre os blocos capitalista e socialista (Guerra Fria) ganhavam cada vez mais força.

No futebol, o país viveu a experiência de sediar a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 1950. O Uruguai sagrou-se campeão após vencer a seleção brasileira, em pleno Maracanã, pelo placar de 2 a 1. Oito anos depois, assistiu pelo rádio a redenção e o Brasil se sagrar campeão do mundo em 29 de junho de 1958, no Mundial na Suécia.

No meio dessa metamorfose frenética, as novidades surgiam! No auge dos seus 80 anos bem vividos, João Baptista Chagas relembra como nasceu o clube de areia mais famoso do Brasil: Esporte Clube Juventus!

“As histórias do Juventus é muito maior do que se imagina. Até o ano de 1949 mais ou menos em maio ainda era o Flamenguinho nome dado (para o novo clube que surgiria) por influência do Idovam Silva, o “Friquique” (um filho de militar), que era síndico do prédio, onde o Sebastião Pinto o “Tião Crioulo” trabalhava como faxineiro. O Idovam era Flamengo ‘doente’ e tentou persuadir para  que o “Tião Crioulo” batizasse o novo clube de futebol de praia com esse nome. O Flamengo existiu por pouco tempo até que em maio de 1949 foi trocado para Esporte Club Juventus, que permanece até hoje”, revelou João Baptista.

Algum tempo depois, João Baptista Chagas começou a jogar futebol nas areia de Copacabana no Esporte Clube Juventus. Clube pelo qual o “Maestro Júnior“, que jogou as Copas de 1982 e 1986, e atualmente é comentarista da Rede Globo, começou a carreira. O Juventus tanto jogava futebol de areia quanto futebol de campo. Isso seguiu até o final dos anos 50.

Substituição: sai a bola e entra o apito    

No entanto, ficar longe das areias e gramados estava fora de questão! Assim João Baptista Chagas tomou a decisão de trocar a bola pelo apito! desta maneira continuar perto da sua paixão: o futebol.

Após 1969, o sonho se realizou e se tornou virou arbitro de futebol de praia (junto com Carlson Gracie, Margarida, Xuxu, entre outros). Rapidamente, o talento de João Baptista Chagas ganhou eco e de forma meteórica, ele ingressou no quadro de árbitros da Federação Carioca de Futebol (FCF), em 1971. No ano seguinte (1972), passou a ser árbitro da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), onde apitou jogos estaduais e nacionais até o final de 1982.

 

Futebol de Areia: mais do que um time, uma família

Após 35 anos, quando pendurou o apito, João Baptista Chagas ainda lembra com carinho todos os grandes momentos e até os percalços colocados pela vida. Mas de todas as lembranças, o futebol de areia tem um lugar de destaque no coração deste senhor de 80 anos, muito bem vividos!

Muito mais do que um time, o Esporte Clube Juventus era a sua segunda família. Sem pestanejar, João Baptista Chagas se recorda dos craques que viu jogar: os goleiros Castilho e o seu homônimo “Castilho da Obra“; os zagueiros: Haroldo e Rocha; a linha media: Roberto, Sergio Rebelo e Edu; e os atacantes Chico, Gildo, João (vovô), Birica e Zezinho.

Mostrando que a memoria está em excelente forma, João Baptista Chagas recordou da escalação do E.C. Juventus: Edivan; Friquique (Idovan Silva), Agrião, Edmundo e Levy; João, Sebastião e Zezinho. O técnico e dono do time era o Sebastião, conhecido nas areias cariocas de “Tião Macaco“.

Os grandes adversários daquela época eram: Americano do Neném Prancha, Dínamo do Tião Crioulo , Lá Vai Bola do Bolinha, o Maravilha do Jaime , Além do Huracam , Radar do Eurico, Areia lá do Leme, entre outros.

 

Sonho atual: reencontrar os amigos

O tempo passou e João Baptista Chagas foi embora do Rio de Janeiro. Acabou perdendo contato com os amigos dessa época. Agora, o seu maior desejo é poder reencontrar seus velhos e bons amigos.

A história destes quase 70 anos permanece ainda na minha memória, pois os anos 50 e 60 foram vividos e sentidos, onde deixaram saudades“, revelou João Baptista.

Desta forma, quem conhecer algum ex-jogador do Esporte Clube Juventus, da década de 50, nos informe. Afinal, pelos belos serviços prestados no futebol de areia e campo, e na arbitragem de areia, futebol profissional nas esferas estadual, nacional e internacional, João Baptista Chagas merece esse prêmio!

 Algumas fichas de jogos, onde João Baptista Chagas atuou:

 

DADOS EXTRAS

FONTES:

FOTOS: Acervo de João Baptista Chagas

Texto e Reportagem – Sérgio Mello

Entrevistados – o ex-jogador e árbitro João Baptista Chagas - Liene Christina, neta de João Baptista Chagas 

 

O Fundação São José Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Duque de Caxias, situada na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio dos Eucaliptos ficam localizados na Avenida Gomes Freire, s/n, no Bairro da Vila São José (antigo Bairro Pantanal), em Duque de Caxias.

História

Em seus últimos anos de vida o lendário Tenório Cavalcanti dedicou-se à Fundação São José e ao Educandário Maria Tenório. A razão pelo qual o “Homem da Capa Preta” criou essas instituições na Vila São José, teve um motivo nobre.

Em 1958, a cidade de Duque de Caxias foi atingida por um temporal que gerou milhares de problemas, sobretudo, na Favela do Mangue que foi arrasada, deixando mais de mil famílias desabrigadas.

Diante de tantas promessas de ajuda, apenas um homem, de fato, prometeu e ajudou: Tenório Cavalcanti. Com a sua influência, conseguiu junto ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek, verbas federais repassadas a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Assim num enorme espaço no Bairro Pantanal foi construindo a Vila São José, que sete anos depois já tinha se tornado o lugar mais populoso de Caxias. Tenório Cavalcanti não parou por aí. Ajudou na construção de escolas, agremiações sociais.

Diante de tantas obras sociais, Tenório Cavalcanti foi o responsável da Fundação do clube Alviceleste da Vila, no dia 16 de Outubro de 1965. Na época, a sua Sede ficava na Rua 27 de Setembro, congregando a família dos ex-flagelados e funcionários da administração da Vila.

Apesar de tantos afazeres, o “Homem da Capa Preta” atuava como diretor do clube. Além do futebol, o clube realizavam diversos eventos como bailes e concursos para escolher a Rainha do clube.

Alguns fatos marcantes

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Duque de Caxias, o Fundação São José fez uma campanha impecável, chegando a ficar 19 partidas sem perder um jogo.

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1973, o Alviceleste da Vila faturou o título com uma bela campanha! Foram 10 jogos, com: sete vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo cinco tentos, com saldo positivo de 10.

Curiosidade

Em 1974, as Federação Carioca de Futebol e a Federação Fluminense de Desportos (que começaram a fazer uma aliança que culminou com a fusão quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1978), iniciaram um projeto a fim de criar o Torneio de Integração, que já tinham alguns clubes confirmados: Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.

Para participar desta competição os clubes deveriam se profissionalizar. De Niterói os possíveis candidatos: Manufatora, Tiradentes, Agra e Espanhol. Em Duque de Caxias, dois clubes estavam cotados: Nacional e o Fundação São José.

 

Estádio dos Eucaliptos, na Vila São José

Antes mesmo desse espaço tornar-se um campo, ladeava ele a um córrego que vinha do Rio Sarapuhy, totalmente despoluído. Assim, em grandes chuvas, quando o rio transbordava, jogava peixes em centenas que se espalhavam por onde seria o campo dos Eucaliptos.

Portanto, esse local é sagrado, visto que foi batizado por peixes. À medida que o Rio Sarapuhy foi morrendo, esse fenômeno deixou de existir. Com a vinda da Vila São José, em 1959, no quesito lazer, criou-se o Campo dos Eucaliptos, visto ser essa área cheia dessas árvores de um perfume inesquecível. E ainda fizeram uma cerca branca no seu entorno, o que tornava essa nova área de esporte mais bela.

Criou-se então o time representante da Vila São José, o forte Fundação São José Esporte Clube. Grandes jogadores passaram por lá: Carlinhos Rosquinha, Neném Piranha, Paulinho Binha, Pardal, Haroldo, Lamparina, Ximbica, o goleiro Zé Áureo, entre outros.

Ganhar do Fundação no campo dos eucaliptos era quase impossível. O campo ficava lotado aos domingos. O adversário tremia. Até o infanto-juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama foi abatido em 1973, num categórico 3 a 0 só no primeiro tempo. A famosa Rádio Difusora de Caxias fazia transmissões no local.

XXX
O estádio deu lugar ao CIEPs, nos anos 80

Nos anos 80, o Governador Leonel Brizola acolheu um projeto cultural sugerido por Darcy Ribeiro e implantou os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), mais conhecidos por “Brizolões“. O local escolhido foi justamente o Estádios dos Eucaliptos, criando uma ironia: dando vida a educação e matando o principal local de lazer da região.

A partir daí a Vila São José ficou desprovida desse lazer essencial. Como um prêmio de consolação construíram os “7 Campos“, onde antigamente estavam os campos do Brasil e do Cerâmica, no Pantanal, Morro do Sossego.

Contudo, a ex-presidente da república Dilma Rousseff acabou com os “7 Campos“, criando no local “Minha casa, minha vida“, deixando o Bairro São José órfão de um campo de futebol.

 

Time de 1966: Lula; Valito, Juca e Careca; Reco e Ximbica; Lamparina, Joaquim, Joãozinho, Válter e Miltinho.

Time base de 1967: Lula; Valito (Joaquim), Juca (Nequinha), Itamar (Erli) e Zé Maria; Osmi (Paulinho) e Bolão; Ximbica, Válter (Chico), Joãozinho (Macau) e Duca (Lamparina).

Time de 1968: Lula; Braga, Juca, Duca e Lamparina; Bolão e Válter; Paulinho, Gafu, Joãozinho e Nino.

Time base de 1973: Cebola (Zé Áureo); Carlinhos (Robson), Gilson, Bolão (Dias) e Domingos (Valdeci); Batista (Carlos Augusto), Jorge Davi (Sendas) e Paulinho (Lutércio); Almir (Arnaldo), Pardal (Morais ou Silva) e Melro (Jorginho). Técnico: Carlos Ramos de Souza, ‘Lelê’

 

PS: Uma detalhe que é importante citar. Em 1954, Tenório Cavalcanti fundou o jornal Luta Democrática, que usaria como ferramenta de propaganda política, especialmente para atacar desafetos e adversários, entre eles Getúlio Vargas. O jornal, de forte apelo sensacionalista, chegou a ser o terceiro maior do Rio de Janeiro nos anos 60. Por isso, que o clube ganhou tanto espaço neste veículo, nos ajudando a poder contar uma boa história.

FONTES: A Luta Democrática – Dias de São José – Jornal do Brasil – O Fluminense

 

Na Foto (abaixo), do ano de 1973, o  ASA (Agremiação Sportiva Arapiraquense) de Arapiraca, com Mané Garrincha. Nesta partida, o time posado com (EM PÉ): Lula (massagista), Julio Silva (presidente), Clóvis, Géo, Tião, Zito, Lula e Veludo. AGACHADOS: Santos, Mané Garrincha, Bado, Laranjeiras, Canhoto e Bió.

FONTE & FOTO: Acervo de Lauthenay Perdigão Do Carmo

 

Desde as primeiras negociações com o Clube Náutico Almirante Barroso, a força da história do clube no futebol de Santa Catarina, e na cidade de Itajaí como um todo mexeu com a diretoria do Sport Club Litoral. O Barroso acolheu com carinho o projeto de implantação do Litoral em sua sede e foi impossível ficar alheio ao orgulho e à nostalgia presente em cada conversa com os torcedores.

Para Adriano Cipriano, presidente do Litoral “é muito importante não perder a nossa identidade e simbolizar todas as cidades do litoral que representamos desde a fundação do clube. Por outro lado, foi impossível ficar indiferente ao carinho com que fomos recebidos pela torcida do Barroso”.

A solução foi, em parceria com o Clube, a partir de um documento de cessão de uso da marca, estrear na segunda-divisão do catarinense com o nome Clube Náutico Almirante Barroso, usando a tradicional camisa verde e branca, e com o Sport Club Litoral por trás responsabilidade administrativa e financeira das questões relacionadas ao futebol profissional.

Clube Náutico Almirante Barroso para o biênio 1931-1932

 

O clube, que estava fora do futebol profissional desde 1972, lembra com carinho dos anos em que Roberto Picolé, Mima, Pereirinha e muitos outros brilhavam nos clássicos estaduais e conquistavam o aplauso da torcida. Lilo Orsi, presidente do Clube Náutico Almirante Barroso acredita que o retorno ao campeonato é uma forma de resgatar a história.

Todos os dias nossos sócios se lembram com carinho de quando traziam a família pra assistir os jogos e torcer pelo time. É uma satisfação muito grande poder resgatar essa tradição entre os sócios e proporcionar para eles a oportunidade de compartilhar essa experiência com seus filhos e netos”.

A camisa branca e verde apareceu no futebol profissional de Santa Catarina em 1949, mas a história do Barroso começou 30 anos antes dessa bola rolar no gramado. A Fundação do Clube Náutico Almirante Barroso foi firmada no Grande Hotel, às 18 horas do dia 11 de maio de 1919, depois de mais de 40 membros do recém fundado, Clube Náutico Marcílio Dias solicitarem os seus desassociamentos.

A saída em massa aconteceu porque parte do Clube não concordava com a eleição da madrinha dos dois primeiros barcos do rubro-anil, chamados “Yara” e “Yarê”. A eleição que terminou em empate entre Marieta de Moro e Virgínia Fontes, acabou pela escolha da primeira candidata e a demissão de quase metade dos sócios.

O Clube Náutico Almirante Barroso, fundado para a prática do remo, logo adquiriu seus barcos e tornou-se o conterrâneo rival de Marcílio Dias. Naquele ano, o futebol já tornou-se parte da história dos clubes de forma inusitada. A diretoria do irmão mais velho convidou seu adversário para um jogo de futebol e acabou recebendo uma negativa do Barroso, que limitou-se a enfrentar o rival somente sobre as águas. O remo rendeu ao Barroso conquistas de expressão estadual em 1920, 1921, 1927 e 1928.

A pedra fundamental da sede havia sido colocada 49 dias após a fundação do Clube, em 29 de junho de 1919. A construção foi rápida. Em 1920 o Barroso já inaugurava sua primeira sede, em uma das esquinas da Rua Pedro Ferreira. O primeiro jogo oficial entre os dois clubes foi 12 anos antes do Barroso iniciar suas atividades no futebol profissional.  Em 1937, em 28 de julho, um incêndio grave destruiu parcialmente as instalações da sede e queimou totalmente dois barcos do Clube.

Os primeiros jogos profissionais do Barroso iniciaram por volta de 1940, e o primeiro jogo de que se tem registro foi contra o Riachuelo de Florianópolis, no qual o clube de Itajaí perdeu de 4 a 2. O investimento no futebol estava apenas começando. 1919 foi um ano especial para os amantes de futebol do Barroso. O Clube firmou parceria com o Lauro Muller Futebol Clube e no mesmo ano conquistou o Campeonato Itajaiense promovido pela Liga Itajaiense de Desporto.

O Lauro Muller Futebol Clube foi fundado no dia 24 de março de 1929, defendendo a camisa alvinegra com sede localizada na Vila Operária, onde atualmente se pode encontrar o pátio da empresa Viação Catarinense. O primeiro título veio dois anos após a fundação, em 1931, quando sagrou-se campeão catarinense e derrubando o favorito Clube Atlético Catarinense.

Poucos anos depois, a parceria se desfez e o Barroso deu continuidade às atividades, inaugurando em 1956 o Estádio que era conhecido com Estádio na Rua Silva. Naquela época, a sede social do Barroso ainda não estava no mesmo terreno.

Em 1959 o Barroso levantou novamente a taça de Campeão Itajaiense. A final foi disputada contra o Marcílio Dias e contou com diversos jogadores queridos pela torcida, como Roberto Picolé. Em 1963, o rival revidou, tirando do Barroso o título de Campeão Catarinense que, apesar disso teve seu vice-campeonato estadual muito comemorado. Na década de 60, uma pesquisa popular apontava o Clube Náutico Almirante Barroso como o favorito da cidade.

Em 1972 o Barroso encerrou as atividades no futebol profissional cumprindo a missão de revelar jogadores como o goleiro Diogo e o lateral esquerda Alvacir, ambos vendidos para o Corinthians, além de jogadores convocados para a seleção catarinense como Nelinho, Elio, Deba, Mima e Godeberto.

A partir daí o Clube dedicou-se à prática futebol amador e construção de sua nova sede. A nova área foi projetada ao lado do Estádio da Rua Silva que ganhou iluminação e passou a se chamar Estádio Camilo Mussi, em homenagem ao presidente que inaugurou o campo. O projeto contava ainda com piscina, quadra de tênis, salão de festas, sala de jogos, sala de ginástica e espaços diversos para confraternizações.

Em 2010 um reencontro marcou os 150 de Itajaí, craques de seus dois clubes mais famosos se uniram para relembrar o clássico Barroso X Marcílio em um amistoso no gigantão das avenidas. Em campo, pelo Marcílio jogaram Paulo, Mazinho, Nico, Reginaldo, Calinho do Parque, Dão, Lili, Nilson, Murilo, Joaquinzinho, Carlão, Amauri, Jorge Luís, Dalmo, Caloca e Antônio Augusto.

Defendendo o time alviverde estavam Wilson Santos, Alcir Bebê Valdecir, Mário Cesar, Joel, Zequinha, Luiz, Paulo José da Silva, Juquinha, Roberto Picolé, Adão Goulart, Paulo Fabeni, Sergio, Geraldo, Janilton Victorino, Vanildo, Walter, Vladimir, Antoninho, Checo, Sergio Mafra e Mario Furtado.

 

FONTES: Site do Clube – Página no Facebook “História do Futebol de Santa Catarina” – Acervo de Osni Meira

 

Alcides Santos, Fundador do Fortaleza

Falar das origens do Fortaleza Esporte Clube passa necessariamente por falar do maior desportista cearense de todos os tempos: Alcides de Castro Santos.

Em 1912, ele fundou um clube também chamado Fortaleza, que posteriormente veio a ter suas atividades encerradas. A seguir, participou da fundação do Stella Foot-Ball Club, em 1915. Stella era o nome de um colégio suíço onde estudavam os filhos de alguns nobres representantes da alta sociedade de Fortaleza.

Este clube teve estreita ligação com o Fortaleza Esporte Clube, principalmente pela presença de Alcides Santos na formação dos dois, tendo o Fortaleza sido fundado em 18/10/1918. Como grande desportista, também estimulou e participou da fundação dos clubes Riachuelo, Tabajara e Maranguape, todos antes de 1918. Esteve ligado ao Fortaleza Esporte Clube em seus primeiros 20 anos de história.

Alcides Santos nasceu em 04/11/1889, filho do político e professor Agapito dos Santos. Estudou na Europa de onde trouxe a paixão pelo esporte bretão. Foi próspero comerciante, sendo sócio e fundador de diversas empresas cearenses, além de primeiro representante da Ford Company no Brasil.

Foi fundador da Sociedade Cearense de Filatelia e Numismática. Comprou e doou ao Fortaleza o campo do Alagadiço (próximo de onde hoje é a Igreja de São Gerardo, na cidade de Fortaleza), além de construir o Campo do Prado (onde se situa a Escola Técnica Federal – atualmente IFCE) e doá-lo à ADC (Associação Desportiva Cearense, fundada em 23/03/1920, sob sua liderança).

Trouxe o primeiro atleta de fora do estado para jogar oficialmente em Fortaleza – Nelsindo em 1919. Além disso, foi atleta de remo do Flamengo, quando sua família morou no Rio de Janeiro, acompanhando seu pai, à época deputado federal.

No que se refere ao Fortaleza Esporte Clube, podemos citar, entre seus fundadores, o próprio Alcides Santos (o primeiro presidente do clube), Oscar Loureiro, João Gentil, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso, Clóvis Moura, Jayme Albuquerque e Clóvis Gaspar, dentre outros.

Cores Tricolores

Azul, vermelho e branco são as cores do Fortaleza Esporte Clube, que formam sua principal identidade. A escolha foi uma homenagem do fundador Alcides Santos às cores da bandeira francesa. No estádio, elas proporcionam um festa inigualável por tamanha beleza e têm o poder de levar o Leão do Pici a grandes conquistas, pois como diz a marchinha: “o feitiço do teu jogo está nas cores, daquelas camisas tricolores”.

A bandeira é um símbolo de soberania e, como tal, deve ser respeitada em sua originalidade e proporções. Pensando nisso, o Fortaleza Esporte Clube mantém sua tradição em respeito à história do Tricolor de Aço e o que diz o seu Estatuto.

Estatuto: Art. 95 – O Pavilhão do Fortaleza será representado por uma bandeira com seis faixas de dez centímetros cada uma, nas cores vermelho, azul e branco, com um retângulo de cor branca, na parte superior esquerda, onde serão apostas estrelas em número correspondente aos títulos conquistados pelo elenco de Futebol Profissional, na cor vermelha, e dourada para os títulos de âmbito nacional.

A iniciativa de vários torcedores em criar outras versões para a bandeira são aceitas, no entanto, a descrita no Estatuto é a representação da tradição e do respeito ao Fortaleza Esporte Clube.

HINO DA BANDEIRA DO FORTALEZA ESPORTE CLUBE

Salve o Tricolor de Aço
Salve também sua bandeira
No meu coração há espaço
Pra te amar a vida inteira

Brilham no céu do Brasil
Tres cores que dão emoções
Vermelha, branca, azul anil
Conquistando mil corações

Bandeira do Fortaleza
Meu amor por ti é profundo
Pois tuas cores estão presentes
Em copas de todo o mundo

Na terra em que nasceste
Tem mais vibrante torcida
Entre todas as bandeiras
Tu és a preferida

Entre todas as bandeiras
Tu és a escolhida

Letra e música de JOSÉ ODORICO DE MORAES NETO (Zé Moraes) 

 

Futebol profissional

Regionais

Torneio Norte-Nordeste: 2 (1946, 1970)

Estaduais

Campeonato Cearense: 40 (1920, 1921, 1923, 1924, 1926, 1927, 1928, 1933, 1934, 1937, 1938, 1946, 1947, 1949, 1953, 1954, 1959, 1960, 1964, 1965, 1967, 1969, 1973, 1974, 1982, 1983, 1985, 1987, 1991, 1992, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2015 e 2016).

Torneio Início do Ceará: 12 (1925, 1927, 1928, 1933, 1935, 1948, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1977).

Categorias de base

Campeão da III Copa Alagoas Sub-20: 2005
Campeão Cearense de Juniores: 1972, 1973, 1974, 1976, 1978, 1980, 1981, 1983, 1985 e 1986
Campeão Cearense de Juvenil: 1963, 1964, 1965, 1966 1967 1968, 1969, 1980, 1981 e 1996
Campeão Cearense Sub-20: 1998, 2001, 2005, 2011, 2013 e 2014
Campeão Cearense Sub-18: 2002, 2003, 2007 e 2009
Campeão Cearense Sub-17: 2000, 2011, 2012 e 2014
Campeão Cearense Sub-16: 2003, 2007 e 2009
Campeão Cearense Sub-15: 2005, 2013 e 2014
Campeão Cearense Sub-14: 2011 e 2012
Campeão Cearense Sub-12: 2006, 2007 e 201.
Campeão Cearense Infantil : 1937
Campeão da 3ª Taça Internacional de Futebol do Interior Paulista – Infantil: 2002
Campeão da Copa Messejana Sub-14: 2009
Campeão da Copa Messejana Sub-12: 2008Campeão da Copa Caucaia Sub-15: 2009 e 2011
Campeão da Copa Serrinha Sub-12: 2010
Campeão da Copa Internacional de Futebol Sub-14: 2002
Campeão da Super Liga Metrópole Sub-14: 2010
Campeão da Super Liga Messejana de Desportos Sub-12: 2010
Campeão do Torneio Início Campeonato Assunção Globo Sub-15: 2011

 

Curiosidades

 

Artilheiros em Campeonatos Cearenses

O Fortaleza já “ofereceu” o artilheiro do Campeonato Cearense por 40 vezes, tendo, inclusive, o maior de todos: Sandro, em 1997.

O Fortaleza já forneceu o artilheiro do Campeonato Cearense por 43 vezes, tendo, inclusive, o maior deles: Sandro, em 1997, com 39 gols.

Campeão como goleiro e zagueiro

O Fortaleza já teve um jogador que se sagrou campeão jogando como goleiro (1926 e 1927) e como zagueiro (1928). Foi Rolinha.

Quando o Fortaleza foi tricampeão (1926/27/28), tivemos um fato bastante curioso. Rolinha, que foi goleiro em 26 e 27, sagrou-se tricampeão pelo Tricolor jogando como zagueiro.

Estrelas no escudo do Fortaleza

No escudo do Leão, as duas estrelas brancas representam os títulos de 46 e 70 do Nordestão e as três amarelas, os tricampeonatos cearenses.

As estrelas acima do escudo do Fortaleza foram postas pelos seguintes motivos: as duas estrelas brancas representam os dois títulos dos Torneios Norte-Nordeste, conquistados pelo Leão, em 1946 e 1970; já as quatro estrelas amarelas representam a conquista do tetracampeonato cearense conquistado pelo Tricolor em 2007/08/09/10.

Maior artilheiro em um único Clássico-Rei

O atacante Rinaldo foi o jogador que mais marcou gols num único Clássico-Rei, tendo feito 4 gols na vitória de 6 a 3 do Fortaleza em 2006.

O atacante Rinaldo marcou 4 gols na vitória do Fortaleza sobre o Ceará por 6 a 3. A partida foi realizada no dia 29 de fevereiro de 2006, pela disputa do Campeonato Cearense daquele ano.

Maior goleada no Clássico-Rei

A maior goleada do Clássico-Rei aconteceu em 1927. O Fortaleza não teve pena do Ceará e venceu por 8 a 0.

Você sabe qual foi a maior goleada no Clássico-Rei, entre o Fortaleza e o Ceará? Foi no Campeonato Cearense de 1927, em que o Fortaleza aplicou um 8 a 0 sobre o adversário. Marcaram os gols: Hildebrando (3), Pirão (2), Xixico, Humberto e Juracy.

Maiores artilheiros tricolores em Brasileiros

Os maiores artilheiros do Fortaleza, em Campeonatos Brasileiros, são Rinaldo, Vinícius e Clodoaldo, nesta ordem.

Você sabe quem são os maiores artilheiros do Fortaleza em Campeonatos Brasileiros? Em primeiro temos Rinaldo, com 52 gols, seguido por Vinícius, com 33 gols, e de Clodoaldo, com 31 gols. Por fim, Marciano é o quarto maior artilheiro com 22 gols.

Mané Garrincha com a camisa do Tricolor

Você sabia que Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, já vestiu a camisa tricolor? Foi em um amistoso, dia 28/01/1968, contra o Fluminense

Mané Garrincha, o “anjo das pernas tortas”, o lendário camisa 7, já vestiu a camisa tricolor. Foi em um amistoso, no dia 28 de janeiro de 1968, contra o Fluminense, no estádio Presidente Vargas, para um público (privilegiado) de 3.399 pessoas, em comemoração ao título estadual de 1967. Garrincha jogou apenas 45 minutos, mas vai ficar pra sempre guardado na memória de todo torcedor leonino. O Fortaleza venceu a partida por 1 a 0, gol de Humaitá.

 

FONTES: Site do Clube

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) – 1938

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ)

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

O Esporte Clube Valim é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvianil foi Fundado no Sábado, do dia 1º de Outubro de 1927, pelos irmãos da família Valim: Faustino, Brasilino Cipriano, Hélio, entre outros. A sua Sede atual (que na realidade se resume a uma quadra de poliesportiva acanhada), fica localizado na Rua Padre Ildefonso Penalba, nº 470, no Bairro Todos os Santos, na Zona Norte do Rio.

A Sua 1ª Sede e a Praça de Esportes ficava na Rua Ferreira de Andrade (Esquina com a Rua Rocha Pita), nº 99 (depois passou para o número de 395), no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio. Como referencia para aqueles que tenham a curiosidade em saber aonde ficava esse campo (endereço acima). Se entrar no ‘Google Maps’, o campo ficava do lado da Igreja N. S. Aparecida do Méier.

Aspecto do Auditório do clube

Ações Sociais: um marco do E.C. Valim

No início, a construção do campo não foi nada fácil. Afinal, o local era um brejo perigosíssimo, infecto e transmissor de moléstias ao povo adjacente. Com muita dificuldade, a Praça de Esportes foi erguida.

Na década de 30, o clube possuía mais mil sócios não por acaso. O Valim desenvolveu diversas ações sociais com as crianças e adolescentes da localidade. Além do futebol, que era o ‘carro-chefe’, também foi criada a Associação de Escoteiros, com fornecimento de vestimentas às crianças pobres.

Quadra de Basquete e Voleibol

Ou ação social bacana, era no período dos Natais, quando o clube realizava farta distribuições de tecidos (para que as famílias pudessem produzir roupas para os seus entes queridos) e mantimentos. O Esporte Clube Valim também colaborou com a sua vizinha: Igreja N. S. Aparecida do Méier. Para ajudar a instituição religiosa o clube construiu um teatrinho para ser uma fonte de renda! E o resultado funcionou e a Igreja no ano seguinte pode remodelar toda a Igreja.

Além disso, o Valim permitia, sem nenhum custo, que as suas instalações fossem utilizadas para exercícios dos alunos do Tiro de Guerra, nº 77, no Cachambi, e também para os soldados do 3º Batalhão da Polícia Militar. Em 1938, criou o curso Particular de Instrução, com material de expediente escolar, tudo inteiramente grátis. Depois o curso passou a se chamar: Instituto Valim, registrado sob o número 1.238. O curso recebia excedentes das Escolas Municipais.

Vista parcial do campo

As artes cênicas também tinha espaço, uma vez que o clube contava com um grupo artístico, que faziam exibições no auditório, com capacidade para 600 pessoas sentadas (a sua construção custou Cr$ 250 mil cruzeiros).  Uma curiosidade. Na Sede do clube existia um departamento médico, algo incomum para aquela época, sobretudo, nos clubes de segunda categoria.

 

Uma das salas de aulas

Um clube Poliesportivo

Na esfera esportiva, o Valim também possuía opções para a inclusão social da garotada. Além do futebol, nas instalações também contavam com Basquete, Voleibol, Atletismo, Ping-Pong (atual Tênis de Mesa), jogos de Salão (futebol de salão e atualmente chamado de Futsal).

Não era o simples fato de ter essas modalidades, mas também o clube federou todas: Federação Atlética Suburbana; Liga Suburbana de Basquete; Liga Suburbana de Voleibol; Liga de Esportes do Rio de Janeiro; Federação Metropolitana de Atletismo. No futebol o Valim se filiou a Liga Carioca de Futebol (LCF); e, posteriormente, na década de 40, se filiou ao Departamento Autônomo, uma sub-liga da Federação Metropolitana de Futebol.

Campeão de 1946

No futebol, o Esporte Clube Valim obteve resultados que merecem registro. Entre o final de 1941 até o fim 1942, o clube jogou 55 partidas, sem nenhuma derrota. Depois sagrou campeão da Federação Metropolitana de Futebol, em 1946.

Ameaça de Despejo virou uma odisséia

Nos anos 30 e 40, o Valim viveu a ameaça de perder a sua sede. O motivo era que o terreno pertenceu a três proprietários, destacando-se Darke Bhering de Oliveira Mattos, que presidiu o Botafogo Football Club, em 1936. Enquanto vida teve sempre consentiu que o clube permanecesse instalado na Sede e na Praça de Esportes na Rua Ferreira de Andrade, nº 99 (depois passou para o número de 395), no Bairro do Méier.

No entanto, na década de 40, o local passou para as mãos do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), que exigiu a saída do Esporte Clube Valim, a fim de construir no local edifício no local.

A disputa teve um entrave judicial, onde o IPASE moveu uma ação de despejo. Em 11 de Maio de 1949, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Publica, deu ganho de causa ao IPASE. O Valim foi intimado a deixar o local no prazo de seis meses (até o dia 19 de novembro de 1949).

No entanto, paralelamente a esse tramite, o Valim já tinha entrado em 1947, junto a Prefeitura do Distrito Federal, um processo de desapropriação (ficha 8.887 de 1948 do gabinete de S. excia. o Sr. Prefeito, o Marechal Ângelo Mendes de Morais, que governou de 16 de junho de 1947 a 24 de abril de 1951).

Naquela época alguns clubes se utilizaram desse processo com êxito. Naquele instante, com já tinha percorrido todos os tramites legais, o Valim só dependia da conclusão e da assinatura do Prefeito para “virar o jogo”.

Então, como num filme hollywoodiano, restando um dia para ser despejado, uma luz no final do túnel se acendeu. Na sexta-feira, do dia 18 de novembro de 1949, o juiz Tiago Pontes da 3ª Vara da Fazenda Publica, resolveu sustar a execução.

No entanto, um mês depois os advogados do IPASE derrubaram a suspensão. Diante desse quadro, o Valim voltou a depender da boa vontade do Prefeito Ângelo Mendes de Morais. Então, nessa odisséia, no dia 30 de dezembro, foi aceito um mandato de segurança.

O desembargador Sampaio da Costa, baseando-se na lei municipal nº 424, de 29 de novembro de 1949, sancionada pelo prefeito Mendes de Morais, aceitou a medida que veio a salvar o Valim da extinção. O despejo estava marcado para acontecer no dia 02 de janeiro de 1950.

Após idas e vindas, finalmente essa história teve um desfecho. Pena que desfavorável ao Valim. No dia 28 de março de 1950, foi executado o despejo do clube e a demolição da Sede e escola. Não foi apenas limar de um clube, mas também deixaram 300 alunos sem aula, pois existia uma escola na sede do Valim.

O duro recomeço

Naquela época, diversos clubes cariocas foram extintos com a desapropriação da sua e/ou campo pelo mesmo motivo do Valim. Então, por quê o clube sobreviveu?

Ao contrário das outras histórias com um triste fim, o Esporte Clube Valim virou notícia! Diversos jornais daquela época, sensibilizadas com a forma como a ação era feito pelo IPASE, realizaram diversas reportagens condenando o despejo.

Assim, rapidamente os moradores dos bairros adjacentes ao clube ficaram indignados com o processo e passaram a defender o Valim. Mesmo com a decisão desfavorável, o pós despejo o clube recebeu apoio e ajuda de diversos lugares como os clubes, sócios, moradores e apoio da mídia, o que deu uma sobrevida ao clube.

Os clubes filiados a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), por exemplo, deram um auxílio ao Valim, no valor de Cr$ 5.000,00 para ajuda no transporte de seus materiais do depósito público para a sede provisória.

Um mês após a desapropriação, as constantes reportagens começaram a surtir efeito. O Prefeito, o Marechal Ângelo Mendes de Morais, enfim prometeu ajudar, a Câmara Municipal também fez coro em defesa do Valim.

Após muitas promessas, o Valim obteve outro espaço para montar a sua nova Sede: Rua Padre Ildefonso Penalba, nº 470, no Bairro Todos os Santos, onde o clube está até hoje.

Apesar de ser um espaço menor, a popularidade do clube estava em alta. O número de sócios girava em torno de 1.000.  Mesmo diante de uma realidade mais modesta, o clube seguiu com o ideal de educar! Com isso, ganhou uma justa frase: “Valim, Escola de Futebol e Alfabetização“.

Para se ter uma ideia da comoção que o Valim recebeu do país, o clube recebeu uma “chuva” de convites para excursionar  pelo Brasil. O Alvianil do Méier viajou para Minas Gerais, Corumbá (Na época Matogrosso e atualmente Mato Grosso do Sul), entre outros.

O clube seguiu participando do Departamento Autônomo, mas diante de uma realidade mais modesta. Durante décadas, a Associação de Moradores do Méier e o clube criaram um laço de união! Todos os eventos eram realizado no Valim.

 

Time-base de 1943: Hermes; João e Jaú; Bandeira, Brandão e Vadinho; Lindo, Roberto, Brasilino, Paco e Neném. Técnico: Sylvio Valim.

 

FONTES: Amanhã – Diário de Notícias – Gazetas de Notícias – Jornal dos Sports – Diário Carioca

 

NITERÓI                   4          X         3          NOVA FRIBURGO

LOCAL: Estádio Assad Abdalla, Rua Dr. March, 196, no Bairro do Barreto, em Niterói (RJ)

DATA: Domingo, dia 22 de Setembro de 1929

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Football de 1929

HORÁRIO: 16 horas

NITERÓI: Acyr; Congo e Bibi; Álvaro, Oscarino e Irenio; Nô, Elviro (depois Aristheu), Russo, Manoelsinho e Caláo.

FRIBURGO: Beauclair; Martins e Gambini (depois Nonô); Tião, Guadagnini (depois Ablen) e Secundino; Jordão I, Féres, Hugo, Lindório e Jordão II.

PRELIMINAR:

GOLS: Gambini, contra (Niterói); Lindório (Friburgo); Féres (Friburgo), no 1º Tempo. Russo, de pênalti (Niterói); Aristheu (Niterói); Aristheu (Niterói); Hugo (Friburgo), no 2º Tempo

 

 

FONTE: Jornal O Ferrão (Nova Friburgo/RJ) 

 

NOVA FRIBURGO             2          X         1          CAMPOS

LOCAL: Estádio Assad Abdalla, Rua Dr. March, 196, no Bairro do Barreto, em Niterói

DATA: Domingo, dia 08 de Setembro de 1929

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Football de 1929

ÁRBITRO: Otto Badusk (Andarahy A.C.)

FRIBURGO: Beauclair; Martius e Gambini; Van-Erven, Guadagnini e Secundino; Jordão I, Felix, Hugo, Lindório e Jordão II.

CAMPOS: Ernandes; Braga e Peix (depois Nelson); Alcimaco, Adyr e Alcides; Kaugurú, Ary, Polly, Neolim e Bragode.

GOLS: Lindório e Felix (Friburgo); Bragode (Campos)

P.S: Seleção de Nova Friburgo, organizada pela Associação Serrana de Esportes Athleticos;

enquanto o Selecionado de Campos era organizado pela Liga Campista de Football

 

 

FONTE: O Clarim

 

NOVA FRIBURGO             4          X         0          PETROPÓLIS

LOCAL: Estádio Jardim do Suspiro, em Nova Friburgo (RJ)

DATA: Domingo, dia 1º de Setembro de 1929

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Football de 1929

HORÁRIO: 16 horas e 10 minutos

ÁRBITRO: José Bassani

FRIBURGO: Beauclair; Dudu e Gambini; Tião, Guadagnini e Secundino; Jordão I, Felix, Hugo, Antenor e Jordão II.

PETROPÓLIS: Theophilo; Nestor e Apparicio (Manduca); Lago, Alegria e Ferreira; Lino, Avelino, Nenem, Eduardo e Jorge.

GOLS: Hugo aos quatro minutos (Friburgo); Felix (Friburgo), no 1º Tempo. Antenor (Friburgo); Felix (Friburgo), no 2º Tempo

 

 

FONTE: Jornal O Ferrão (Nova Friburgo/RJ) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Torneio Início de Nova Friburgo da Segunda Divisão foi realizado no Domingo, do dia 17 de Junho de 1945. 

 

 

 

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Voz da Serra (17 de Junho de 1945) 

 

ESPERANÇA DE FRIBURGO    3          X         2          AMERICANO DE CAMPOS

LOCAL: Estádio Paissandu, em Nova Friburgo (RJ)

DATA: Domingo, dia 29 de Abril de 1945

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Futebol de 1945

RENDA: Cr$ 6.187, 50 (Recorde)

PÚBLICO: superlotado

ÁRBITRO: Télio Peçanha

ESPERANÇA: Hortiz; Cigano e Regli; Elicides, Portela e Zé Preto; Armando Zórico, Geraldo, Ceci e Lampeão. Técnico: Lamparina

AMERICANO: Milton; Carabina e Degas; Alfredo Alves e Cinco; Poli, Maneco, Vaguinho, Morais e Batucada.

GOLS: Armando, duas vezes, e Ceci (Esperança); Morais e Vaguinho (Americano)

P.S.: Após a partida, diante do Americano, cada jogador recebeu um “Bicho” de Cr$ 50,00. Na decisão acabou sendo superado pelo Petropolitano Football Club (Petrópolis), ficando com o vice-campeonato o Esperança de Nova Friburgo. 

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Voz da Serra

 

FONTE: A Folha Esportiva

 

O LPB Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O Clube Elepebense foi Fundado na quinta-feira, do dia 07 de Julho de 1932. A sua 1ª Sede ficava na Rua Bráulio Gomes, nº 4, na República, em São Paulo. Em 1937, se transferiu para a Rua José Bonifácio, 39/ 3º Andar – Praça da Sé. Depois passou para a Rua São Luís, nº 161, na República, em São Paulo, na década de 40.

O clube se filiou, em 1934, na ACEA (Associação Comercial de Esportes Atheticos, fundada em 1930). Após ver o Tewico FC faturar o Bicampeonato (1930 e 1931) e o Tetra do Mecânica FC (1934, 1935, 1936 e 1937), o LPB também faturou quatro títulos: 1938 e 1940, 1941 e 1942.

Em 1942, a A.A. Americana foi o 1º clube de Santos a jogar uma partida no Estádio do Pacaembu, enfrentando o LPB, de São Paulo, pelo Campeonato de Futebol Amador do Estado de São Paulo.

 

Campeonato Amador do Município de São Paulo: LPB é o Campeão!

A competição reuniu os campeões de diferentes divisões do futebol paulistano:

AA Light & Power - Campeão da Divisão Principal

AA Guarani - Campeão da Divisão Varzeana

LPB FC - Campeão da Divisão A.C.E.A.

União Vasco da Gama FC - Campeão da 1ª Divisão

AER Recabo - Campeão da Divisão Industrial Comercial “Leci”

EC Banespa - Campeão da Divisão Bancária

São Paulo FC - Campeão da Divisão Extra

Guarda Civil de São Paulo - Campeão da Divisão dos Funcionários Públicos

 

Quartas de final

14-11-1942 - Estádio do Pacaembu: São Paulo 1       x          0 Guarda Civil

15-11-1942 - Campo do Ipiranga: Recabo 3 x 1 Banespa

15-11-1942 - Campo do Juventus: LPB 3 x 0 União Vasco da Gama

18-11-1942 - Estádio do Pacaembu:  Light & Power 6 x 2 Guarani

 

Semifinal

21-11-1942 - Pacaembu: Recabo           2         x          0          São Paulo

22-11-1942 - Pacaembu: LPB     3          x          2          Light & Power

 

Final

06-12-1942 - Pacaembu: LPB     3          x          0          Recabo

FONTES: Memória Santista – Rsssf Brasil – Correio de São Paulo – Correio Paulistano – Celso Franco

 

O Dalva Football Club foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). O clube Alvirrubro foi Fundado na sexta-feira, do dia 27 de Julho de 1923, por funcionários da empresa de calçados do mesmo nome, que situava na Villa Industrial em Campinas. O clube disputou o Campeonato do Interior de São Paulo, em 1925 e 1927.

 

FONTES: Correio Paulistano – Celso Franco

 

O Engenho Central Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Itaocara (RJ). O Alviverde foi Fundado em Outubro de 1939, por funcionários da Companhia Engenho Central Laranjeiras S/A. A sua Sede ficava localizada em Laranjais – 2º distrito do Município de Itaocara. O Engenho Central participou do Campeonato Fluminense de Futebol de 1944, chegando até a terceira fase, só caindo diante do forte Paduano de Santo Antonio de Pádua.

Para um clube do Interior do Rio, a sua estrutura era diferenciada. O seu Estádio, por exemplo, contava com arquibancadas cobertas. O Engenho Central revelou grandes jogadores como: Adhemar Gomes, Antônio Geraldo, Batista Oliveira, Flávio Campany, Jair Campany, João do Enéias, Oarci Ferraz, Olivier, Onivar, Paulinho “Boleba”, Porquita, Tião Sobrado, Waldemar Torres, entre outros.

Em 1948, o clube estava filiado a Liga Itaocarense de Desportos (LID), juntamente com o Portela Esporte Clube; América Futebol Clube; União Esportiva Itaocarense e Brasil Esporte Clube.

Em agosto de 1971, foi assinado pelo Sr. Fernando Leandro, foi aprovado em discussão única, o projeto que considera de utilidade pública o Engenho Central Futebol Clube, com sede em Itaocara.

FONTES: Itaocararj – Jornal do Commercio – Diário Carioca – O Fluminense – André Luiz Pereira Nunes – Liga Itaocarense de Desportos (LID)

 

FOTOS: Revista Fon-Fon

 

Aspecto da inauguração oficial do Pavilhão do Riachuelense Football Club, do Centro do Rio de Janeiro (RJ), Fundado no dia 20 de Janeiro de 1913. No momento da foto em que o Dr. Julio Furtado içava o novo pavilhão.

 

FONTE: Revista Fon-Fon 

 

O Henrique Valladares Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Julho de 1913. A sua Sede ficava localizada na Avenida Henrique Valladares, nº 33 (Sobrado) – Centro do Rio.

Em 1919, ingressou na Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA), e faturou o título do Segundo Quadros. Em 14 de novembro de 1920, o Henrique Valladares excursionou para São João Nepomuceno, na Zona da Mata (MG), para realizar dois jogos amistosos: um diante do Mangueira Football Club e o outro contra o Operário Football Club.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – O Malho

 

O Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

O clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de Botafogo: Ernesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

 

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS), fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

 

Amistoso em Niterói

O clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense: 5 a 0.

 

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

 

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30, no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

O Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

O Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

 

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

O Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

O Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

 

 

FONTES: Gazeta de Notícias – A Época – O Paiz – O Imparcial – Vida Domestica – Correio da Manhã

 

O Sport Club Andarahy foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 06 de Março de 1917. A sua 1ª Sede ficava na Rua Theodoro da Silva, nº 359, no Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio. O Campo estava situado na Rua Barão de Mesquita, 941 /1017 – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Domingos Carvalho;

Vice-presidente - Domingos Pereira;

1º Secretário - Waldemar Jorge;

2º Secretário - Heitor Suzart;

1º Thesoureiro - João Nogueira;

2º Thesoureiro - Carlos Moraes;

Capitain geral - Agostinho Rezende Souto;

Vice-Capitain - Ismael Teixeira;

Cobrador - Álvaro Guimarães.

 

Na terça-feira, do dia 12 de Junho de 1923, o clube foi reorganizado. Em 1924, transferiu a Sede para a Rua Barão de Mesquita, 93 A – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio, ficando próximo ao campo de jogo. Em 22 de Janeiro de 1924 – Se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD).

 

Time de 1920: Lalau; Beléo (Manduca) e Ismac (Mario); Joaquim (José), Caxangá (Roberto) e Leite (Cap.); Baratinha (Gentil), Velho (Albertino), David (Antonio), Lobo e Velloso.

 

FONTES: Voz do Povo – Revista O Tico-Tico – A Razão

 

O Ingá Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado em 1908, a sua Praça de Esportes ficava na Rua Boa Vista, s/n – São Francisco, em Niterói. Posteriormente, no local foi construído a Sede, em um vasto prédio, na Rua Boa Vista, inaugurado no domingo, do dia 1º de Junho de 1919. Em 1916, o seu campo passou a ser na Praia das Flechas, no Bairro do Ingá, em Niterói.

O Canto do Rio Football Club, fundado em 14 de novembro de 1913, surgiu com um time infantil. E, naquela época, o grande rival era justamente o Ingá FC, onde protagonizaram grandes jogos.

O Ingá participou do Campeonato Niteroiense em 1913. Essa competição teve uma característica ímpar.  Em Dezembro de 1911, foi Fundada a Liga Sportiva Fluminense (não confundir com a entidade homônima criada anos depois), que acabou sem ter organizado nenhum campeonato ou torneio.

Mesmo sem nenhuma liga, os clubes niteroienses se uniram para organizar o  Campeonato Niteroiense de 1913. Quem liderou essa empreitada audaciosa foi Associação Athletica Fluminense (que tem nome de liga mas era um clube), do Bairro Cubango  e também com apoio do jornal Gazeta da Manhã.

Os jogos foram realizados em dois campos: Ground da Travessa da Boa Vista, no Bairro do Cubango (propriedade da Associação Athletica Fluminense); e do Guarany F.C., no Ground dos Salesianos, no Bairro Santa Rosa (na realidade o campo pertencia ao Colégio Salesianos).

A participação de quatro agremiações: Associação Athletica Fluminense, Ingá Football ClubEsperança Football Club e Guarany Football Club (campeão invicto, vencendo todos os seus seis jogos. Aclamado campeão de 1913, recebeu o Taça Gazeta da Manhã, ofertada pelo jornal Gazeta da Manhã).

Na segunda-feira, do dia 26 de Janeiro de 1914, o Ingá solicitou filiação junto a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), onde disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão em 1914 e 1915.

Na sua primeira participação na Terceirona de 1914, o Ingá Football Club terminou na 4ª colocado, num total de sete clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Cattete Football Club (Bairro do Catete);

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Sport Club Riachuelo (Bairro de São Cristóvão/ campo no Bairro de Vila Isabel);

Villa Isabel Football Club (Bairro de Vila Isabel).

Na sua segunda edição, o o Ingá Football Club fechou em 4º lugar, num total de cinco clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Paladino Football Club (Centro do Rio).

Excursão à Campos, em 1914

Excursionou para Campos dos Goytacazes, onde ficaram hospedados no Grande Hotel Central. Assim, na tarde de sábado (27/06/1914), O Ingá enfrentou o Quinze de Novembro Football Club, às 16 horas, e goleou por 4 a 0. Os gols da partida foram assinalados por Ivo (duas vezes), Gilberto e Lafayette, um tento cada.

No dia seguinte (domingo, dia 28 de junho de 1914), foi a vez de encarar a Seleção da Liga Campista de Football, às 16 horas. Mesmo desfalcado de cinco titulares, o Ingá mostrou que a vida do adversário não seria moleza.

Telêmaco, de cabeça, abriu o placar para o Ingá. Depois Campos, em cobrança de falta, empatou e outro de pênalti, marcou o tento da virada do selecionado campista. Final do primeiro tempo: 2 a 1 para a Seleção de Campos.

Na etapa final, Gilberto voltou a empatar, dando números finais ao jogo: 2 a 2. O Ingá jogou com a seguinte formação: Ivan; Murillo (Cap.) e Egas; Couto, Affonso e Archimedes; Bocayuva, Rubens, Ivo, Gilberto e Telêmaco.

O goleiro Ivan era um dos destaques do Ingá. Tanto que em 1916, acabou sendo contratado pelo Botafogo do Rio para ser o titular da posição.

Por falta de pagamento, Ingá é excluído da Terceirona

Na quarta-feira, do dia 1º de Março de 1916, o conselho diretor da LMSA eliminou por unanimidade o Ingá Football Club, de acordo com o disposto pelos artigos 40 e 42 do estatuto.

O motivo foi que o clube niteroiense não quitou a dívida da mensalidade dentro do prazo de tolerância estipulada pela entidade.

FONTES: Correio da Manhã – Jornal do Brasil (JB) – O Paiz – O Fluminense – Gazeta de Notícias – O Imparcial – A Rua

 

O Victoria Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava localizada na Rua Bonfim, nº 132, no Bairro do Fonseca, em Niterói. O clube Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Junho de 1915. O Victoria disputou a Segundona da Liga Sportiva Fluminense (LSF), no final de 10 e início de 20.

O Jornal O Paiz descreveu assim, o surgimento da nova agremiação: “Fundou-se na vizinha capital, o Victoria Foot-Ball Club e que é composto por meninos da melhor sociedade fluminense. Para a estreia do “team“, será jogado, por esse Club e o Canto do Rio Foot-Ball Club, um “match”, que se realizará domingo, 13 do corrente, às 8 horas da manhã, no “ground” desta última sociedade“.

FONTES: A Rua – A Razão – O Paiz

 

O Torneio Início de Niterói de 1922, organizado pela Liga Sportiva Fluminense (LSF), foi realizado no domingo, do dia 26 de Março de 1922. Como o número de equipes era ímpar, um avançou para a segunda fase: Fluminense Athletico Club. A competição contou com a participação de 11 agremiações:

América Football Club;

Arariboya Football Club;

Barreto Football Club;

Byron Football Club;

Canto do Rio Football Club;

Fluminense Athletico Club;

Guarany Football Club;

Neves Athletico Club;

Nictheroyense Football Club;

Odeon Football Club;

Ypiranga Football Club.

 

Primeira Fase

1º Jogo - Byron FC venceu o Canto do Rio FC por 1 a 0, (dois escanteios a zero para o Byron). Árbitro: Francisco Monteiro.

2º Jogo - Arariboya FC venceu o América FC por 2 a 0, (em escanteios: 1 a 1). Árbitro: Euclydes de Araújo.

3º Jogo - Guarany FC venceu o América FC por 1 a 0. Árbitro: Franklin Baptista.

4º Jogo - Odeon FC venceu o Nictheroyense FC por 1 a 0. Árbitro: Thimotheo Pereira.

5º Jogo - Barreto FC empatou com o Neves AC em 0 a 0, mas venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Emygdio Nery.

 

Segunda Fase

6º Jogo - Fluminense AC empatou com o Byron FC em 0 a 0. Após duas prorrogações, o Flu venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Thomaz Goulart.

7º Jogo - Arariboya FC empatou com o Guarany FC em 0 a 0. Após uma prorrogação, o Arariboya venceu, em escanteios, por 2 a 0. Árbitro: Hércules Costa.

8º Jogo - Barreto FC empatou com o Odeon FC em 0 a 0. Após três prorrogações, o Barreto venceu, em escanteios, por 1 a 0. Árbitro: Joaquim Alves.

 

Terceira Fase

9º Jogo - Fluminense AC venceu o Arariboya FC por 1 a 0, (um escanteio a zero para o Fluminense). Árbitro: Waldemar Reis.

 

FINAL

10º Jogo - Fluminense AC venceu o Barreto FC por 1 a 0, com o gol do meia esquerda Carlos Almeida (um escanteio a zero para o Fluminense). Árbitro: Euclydes de Araújo.

 

Após o jogo, o Fluminense Athletico Club foi aclamado campeão do Torneio Início de Niterói de 1922, recebendo a Taça Ranulpho Bocayuva. O Barreto Football Club foi o vice-campeão e recebeu a Taça Eduardo Cotrim Filho. Os 11 clubes disputaram o torneio com as seguintes escalações:

 

Fluminense AC: Tristão; Henrique e Álvaro; Dedico, Tavares e Seraphim; Silvino, Freitas, Othon, Carlos Almeida e Roil.

Barreto FC: Alcides; Moreira e Monteiro; Julinho, Guarany e Gil; Minely, Sá, Nelson, Ferreira e Rubens.

Canto do Rio FC: Zezé; Nair e Orlando; Nestor, Guanabarino e Araujo; Segadas, Leopoldo, Oswaldo, Ary e Torreão.

Byron FC: Gonzaga; Coelho e Lauro; Napoleão, Laurindo e Julio; Alberto, Medeiros, Ranulpho, Vabo e Netto.

Arariboya FC: Enéas; Lydio e Dedmatto; Theodulo, Tide e Monteiro; Navado, Dóca, Accacio, Congo e Gabriel.

América FC: Vicente; Ulysses e José; Siqueira, Armando e Ferro; Zezé, Célio, Paixão, Capitão e Lagulo.

Guarany FC: Velarino; Lé e Marciano; Siqueira, Cunha e Pinho; Waldetaro, Nelson, Leal, Lomelino e Aurelio.

Ypiranga FC: Gastão; Ramos e Waldemar; Japonez, Manoelsinho e Irenio; Cabloco, Patacho, Roberto, Jacatibá e Dick.

Nictheroyense FC: Neves; Moreira e Menezes; Arnaldo, Bolinha e Zeca; Aristides, Roque, Cosme, Máximo e Oscar.

Odeon FC: Gama; Octavio e Pimenta; Genna, Lima e Zoroastro; Dantas, Paulo, Bibi, Affonso e Oswaldo.

Neves AC: Palmeirin; Armando e Waldemiro; Brito, Julio e Soares; Ferreira, Ismar, Caréca, Russo e Franklin.

 

FONTE: Jornal A Rua

 

O Sport Club Curupaity foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A “Petizada (quer dizer: ajuntamento de crianças) Alvirrubra” foi Fundada na sábado, do dia 13 de Junho de 1914. O clube nunca teve um campo próprio. Atuava em diversos campos da região, como o Carioca F.C., o campo na Rua do Russell, entre outros.

História da Fundação

“Reunidos na residência do grande escriptor Dr. Coelho Netto, o ‘festejado homem de letras’, foi dado por Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” (que era filho de Coelho Netto); o nome de Sport Club Curupaity. O nome dos demais fundadores:

George Coelho Netto; Paulo Coelho Netto; João Coelho Netto, o “Preguinho”; Francisco Paes Figueiredo, o “Chiquinho”; Manoel Correa; Ernesto, Sylvio de Sá; Gerdal Boscoli; Nilo Murtinho Broga; Floriano Guimarães; Joaquim Travesedo; Ricardo Salazar; Manuel Aarão; Álvaro de Sá; Evaristo Juliano de Sá; Dino; Galvão; Seabra e Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” (1º Presidente).

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” ;

Vice-Presidente - Álvaro de Sá;

1º Secretário - Gerdal Boscoli;

1º Tesoureiro - George Coelho Netto;

Capitão - Paulo Coelho Netto;

Fiscal de Campo - Joaquim Travesedo.

 

Significado do nome e uniforme

O nome “Curupaiti vem do Tupi-guarani, que pode significar: “a água do angico (curupaí+ti)” ou “lugar abundante em angicos (curupaí+ti [ba])“. O clube possuia o uniforme semelhante ao América Football Club: camisa rubra, escudo branco, calção branco e meiões negros.

Quem foi Coelho Neto?

Natural de Caxias, Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em 21 de fevereiro de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro,  em 28 de novembro de 1934. Foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.

Foi considerado o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros“, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.

Sobre Paulo Coelho Netto, foi autor do livro sobre o primeiro cinquentenário da História do Fluminense, historiador e dirigente deste clube.

Quem foi Preguinho?

 João Coelho Netto, mais conhecido como Preguinho (Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 1º de outubro de 1979), foi um multi-esportista brasileiro. Filho do escritor Coelho Netto, e da professora de música Maria Gabriela Brandão Coelho Netto, Preguinho era sócio do Fluminense antes mesmo de nascer, ingressando nas equipes infantis do clube carioca em 1916, com 11 anos.

Clube Esportivo e Categorias de base

Apesar do futebol ser o “carro-chefe” da Petizada Alvirrubra, possuíam outros esportes Pingue Pongue (Tênis de Mesa), Water Polo, entre outros.  O futebol, além da categoria adulta, contava ainda com as categorias Infantil e Juvenil, onde enfrentou diversas vezes forças da época como o Clube de Regatas Flamengo e Fluminense Football Club, ambos no Infantil.

 

Sedes

A 1ª Sede ficava na Rua Pinheiro, nº 73, em Botafogo – Zona Sul do Rio. No Sábado, dia 29 de Março de 1919, se mudou para a Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. Enfim, em 1925, adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio.

 

Dia que o Curupaity goleou o Tricolor das Laranjeiras

Em 1914, se filiou a Liga Veronista onde foi campeão no 1º e 2º Quadros, ambos de forma invicta, em 1915. Em 1916, o time infantil do Sport Club Curupaity contava com bons valores.

E, teve um teste de fogo para provar o seu potencial. Na época enfrentou o Fluminense, o melhor time daquela época, no campo do Carioca F.C., no Jardim Botânico.

No final, a Petizada Alvirrubra arrasou o Tricolor das Laranjeiras pelo elástico placar de 9 a 2. Vale lembrar, que no time do Fluminense haviam grandes jogadores que depois fizeram história no clube: Fortes, Mutz, China, Joel, C. Augusto, entre outros.

 

Campeonato Infantil de 1916, fez o Curupaity só retornar em 1917

Um fato curioso! A esmagadora vitória sobre o Fluminense, somado a criação do Campeonato Infantil, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), acabou causando, involuntariamente a paralisação do Sport Club Curupaity.

Por quê? Após ter arrasado o Fluminense, meses depois foi criado o Campeonato Carioca Infantil. Os jogadores empolgados com a notícia queriam participar da competição a qualquer custo. No entanto, naquele momento o clube não era filiado a LMDT, e por isso, não poderiam jogar.

Então, os jogadores se reuniram para buscar uma alternativa. A primeira ideia foi disputar pelo Carioca Football Club, que gentilmente sedia o seu campo para que o Curupaity pudesse jogar.

Contudo, os jogadores não chegaram a um consenso. No final, parte dos jogadores disputaram o certamente pelo Fluminense Football Club (Moreira, Mano, Preguinho e Zezé foram destaques no profissional) e a outra parte pelo Clube de Regatas Flamengo.

Porém, o resultado desse entusiasmo geral uma paralisação do Sport Club Curupaity, que sem jogadores, só retornou na temporada seguinte, em 1917. O retorno foi triunfal, mesmo perdendo alguns jogadores que optaram em continuar no Tricolor das Laranjeiras e no Rubro-Negro. Fechou a temporada de forma invicta, conquistando o Torneio no Mavilis.

Clube ajuda a fundar a Liga Sportiva Carioca (LSC)

Em 1918, o Sport Club Curupaity, juntamente com o Combinado Humaytá; Aymoré FC; Sport Club Emulação; Benjamin Constant AC; Paysandu AC; Leme AC e Pedro Ivo FC, fundaram a Liga Sportiva Carioca (LSC).

Naquele ano, o clube foi campeão no 1º e 2º Quadros, em ambos de forma invicta. O time adulto jogou com: Ramos; Peixoto e Dadá; Travesedo, Solntive e Dino; Chermont, Sylvio, Chiquinho, Merecker e Dedê.

Antenor Mayrinck Veiga foi o pivô da decadência do clube início dos anos 20

No Sábado, dia 29 de Março de 1919, o Curupaity adquiriu a sua Sede própria, na Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete. O que era para ser a alavancada do clube, acabou ocorrendo o contrário.

Três depois, por motivos que não foram divulgados, o então presidente do clube, David Villela retirou-se do clube. Em solidariedade os demais membros da diretoria também saíram.

O que se sabe é que dois dias antes da saída em massa da diretoria, tinha sido proposto que o conceituado industrial Antenor May             rinck Veiga que assumisse a presidência do Curupaity.

Diante do imbróglio Antenor May   rinck Veiga assumiu e realizou diversas melhoras. No entanto, ao notar que os demais membros da diretoria não deram o devido valor, o industrial decidiu sair, causando a decadência completa do clube, tendo perdido a Sede, móveis, etc.

Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” morre e Seleção Brasileira jogou de luto

Filho do escritor Coelho Netto e irmão mais velho do também futebolista João Coelho Netto, o “Preguinho”, Mano veio falecer depois de um traumatismo ocorrido em confronto contra o São Cristóvão no qual o Fluminense venceu por 2 a 1.

Apesar de sentir fortes dores no abdômen, que lhe causou infecção generalizada, vindo a falecer na véspera de confronto entre a Seleção Brasileira e a Seleção Uruguaia pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1922, quando a Seleção Brasileira jogou com braçadeiras negras em sua homenagem, aos 24 anos.

Entre idas e vindas, o em torno em 1924

Mediante o quadro catastrófico que o clube atravessava, David Villela resolveu colocar as magoas de lado e retornou para reorganizar Sport Club Curupaity. Objetivo este alcançado. Em 1919, se filiou a Associação Carioca de Sports (ACS). O Curupaity não terminou o Campeonato por não concordar com uma resolução da diretoria da ACS.

Após esse incidente o clube paralisou o futebol, só retornando em 1921, quando ingressou na Associação Sportiva Rio de Janeiro (ASRJ). Posteriormente, ocorreu outra paralisação, só retornando em 1924.

Nesse ano mostrou a velha forma e se sagrou campeão do Torneio Início, realizado no campo do Metropolitano. E realizou duas excursões a Região Serrana: Teresópolis e Petrópolis, onde obteve destaque.

Curupaity adquire suntuosa sede e volta a crescer

Em 1925, buscando os status de outra, o presidente David Villela resolveu chamar antigos sócios para solidificar o clube. Os frutos dessa empreitada foi boa.

Em seguida, o Curupaity adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. O resultado elevou o número de sócios para 300, três times de futebol, três equipes de Ping Pong e diversos atletas de outras modalidades.

Em 10 de abril de 1926, se filiou a Federação Brasileira de Esportes Athleticos (FBEA). No mesmo ano se filiou a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), onde foi campeão da AMEA II, em 1926.

No início de 1927, David Villela renunciou mais uma vez ao cargo de presidente do clube. Mas dessa vez, o clube se manteve em pé. Na tarde da terça-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1928, se filiou a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Nesse momento, o Curupaity chegou a ter incríveis 400 sócios.

Ainda nessa temporada disputou o Campeonato da AMEA (1928), que contou com grandes forças como o Americano FC(do bairro Riachuelo); Campo Grande AC (do bairro Campo Grande); Esperança FC (Bangu); Fidalgo FC (Madureira); Mavilis FC (Caju); Modesto FC (Quintino Bocaiúva); Magno FC (Madureira); entre outros.

A Luz, enfim, se apagou!

Após duas décadas de alegrias, tristezas, conquistas, fracassos, união, desunião, o Sport Club Curupaity foi saindo do cenário futebolístico. Seus fundadores já não eram mais os mesmos. O interesse tinha mudado. O clube passou a ser social. Aquele brilho, se apagou! O fim chegou. Mas essa história se perpetuará por muito tempo! Onde grandes intelectuais fizeram parte do clube, deixando para aqueles que conheceram uma ponta nostalgia e saudade!

Hino do Sport Club Curupaity

(Hino de 1915: versos de Miranda Horta e música de Manuel Aarão)

“Glória, Glória, Aleluia,

Curupaity é Campeão,

Mano, George, Floriano,

Honório, Atilio, Galvão,

Miranda, Cadinho, Alcindo,

Zezé, esquerda inteira,

É o menino de ouro,

O Centerforward Raul Ferreira,

 

Nós temos bons directores,

Desde o Captain ao cobrador,

Um presidente afiado,

Um secretário cavador,

Atitude, não temor campo,

É uma cousa que eu não nego,

Se preciso ser expulso,

O Chiquinho come prego”.

Time-base de 1914-15: Renato (Atilio); Rodolpho (Crockat) e Moreira; Cadinho (Galvão), Honório e Floriano; Mano, Corregal, Raul, Zezé e Manduca (Miranda Horta).

 

Time-base de 1916: Gerdal; Chagas Leite e Armando; Joaquim Travesedo, Seabra e Lanzarotti; Nogueira, Floreano, Chiquinho, Nilo e Paulo Coelho Netto.

 

Time-base de 1918: Alberto Ramos; Edgard Andrade (Dudu) e Francisco Peixoto; Dimas M. Castro (Victor), Carlos Santivi e Joaquim Travesedo; Chermon Brito (Sylvio), Reynado Cintra (Torquato), Francisco P. Figueiredo, Jorge Merker (Guiol) e Edgard (Dedê).

 

Time-base de 1921: Annibal; Raul e Carlinhos; Joaquim Travesedo, Moreira e Merker; Jovianiano, Maruico, Santos, Sylvio e Matre.

 

 

FONTES: Wikipédia – Jornal A Rua – A Razão – Gazeta de Notícias – Correio da Manhã – O Paiz – O Brasil – A Noite – Jornal do Brasil – O Malho

 

 

FONTE: O Tico Tico

 

O Sport Club Brasileiro foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 31 de Agosto de 1916. A sua Sede e a Praça de Esportes (que pertencia ao Sport Clube Minerva), ficava na Rua Itapiru, 137 (atualmente o local fica o Cemitério do Catumbi) – Rio Comprido, Rio de Janeiro.

Em 1917, o Sport Club Brasileiro disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão, organizado pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT). Num total de nove clubes, o Brasileiro terminou na 8ª posição, com 10 pontos.

No dia 12 de Maio de 1918, o Royal Football Club  se fundiu ao Sport Club Brasileiro do Rio Comprido, dando origem ao Metropolitano Athletico Club (que herdou a praça de sports do Royal e a vaga do Brasileiro na Liga Metropolitana).

 

Clássico Vovô marcou a inauguração do campo da Rua Itapiru

O campo do Sport Club Brasileiro merece uma menção à parte. Campo da Rua Itapiru era o campo de jogo do Sport Clube Minerva, clube social e esportivo da cidade do Rio de Janeiro, então localizado no bairro do Rio Comprido. O Minerva, na rua Itapiru, cujo ponto forte era o “futebol de salão“, atual “futsal

O SC Brasileiro fez melhorias no campo e realizou um grande festejo, que contou com a partida principal entre Fluminense e Botafogo, o maior clássico naquela época.

A Inauguração ocorreu na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1917, com três jogos. O , aconteceu às 9 horas, com vitória do Americano por 2 a 0 sobre o Progresso.

Na 2ª partida, às 11 horas, o Hellenico venceu o Sport Club Brasileiro, dono da festa, por 3 a 2. No 3º jogo, às 13 horas, o América, campeão Carioca de 1916, diante do Andarahy, que surpreendeu e venceu pelo placar de 2 a 1.

Na última partida, às 15 horas, Fluminense e Botafogo fizeram um grande jogo, que terminou empatado em 2 a 2.

Após a sua inauguração, o campo da Rua Itapiru, passou a receber jogos, como partida do Vasco da Gama pelo Campeonato Carioca Segunda Divisão daquele ano.

Sobre as partidas de inauguração, o jornal “O Imparcial”, de 4 de maio de 1917, publicou o seguinte, mantida a grafia original: “Conforme annunciado, foi hontem levado a effeito a inauguração official do ground do Sport Club Brasileiro à rua Itapiru. A esse local affluiu elevada concorrencia, que acompanhou com vivo interesse o desenrolar das partidas que faziam parte do programma”.

Em 1920,  o Vasco venceu o Helênnico por 3 a 0, em 20 de junho neste campo, em partida válida pela Segunda Divisão. Em 1927, na Rua Itapiru, foi disputado um denominado “Festival Esportivo do São Paulo Rio F.C.“, reunindo três jogos entre seis clubes menores do Rio de Janeiro, todos disputados no dia 27 de julho.

Time de 1917: Peres; Tenório  e Armond; Abílio (Quinola), Laudelino e Vivi; Ernesto (Waldemar), Mario (Paulista), Procópio, Henrique e Mira (Moyses).

Time de 1918: VI; Baguet e Bahiano; Pedro, Lagreca e Peres; Neném, Frani, Eugenio, Ramiro e Homero.

 

FONTES: O Imparcial – Estatuto do clube – O Paiz – O Malho

 

O Royal Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alvirrubra foi Fundada na quinta-feira, do dia 31 de Julho de 1913. A sua 1ª Sede ficava na Rua da Piedade, nº 98, no Bairro Piedade – Zona Norte do Rio. Depois, em 1917, se transferiu para a Rua Arquias Cordeiro, 314/230 – Méier - Zona Norte do Rio. Ainda no Méier, teve uma sede provisória, em 1918, na Rua Torres Sobrinho, 44. Por fim, a Sede ficava na Rua Souto, nº 105 – Cascadura – Zona Norte do Rio. A sua Praça de Esportes ficava na Rua Dias da Cruz, nº 196 (próximo a Estação do Meyer), no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

Na esfera futebolística, após diversos torneios, festivais e excursões, o Royal Football Club ingressou na Associação Athletica Suburbana (AAS), em 1915. Na temporada seguinte trocou de entidade, se transferindo para a Liga Suburbana de Football (LSF), em 1916. No dia 12 de Maio de 1918, o Royal Football Club  se fundiu ao Sport Club Brasileiro do Rio Comprido, dando origem ao Metropolitano Athletico Club (que herdou a praça de sports do Royal e a vaga do Brasileiro na Liga Metropolitana).

 Time de 1913: Julinho; Cotia (Cap.) e J. Lourenço; Lino, Bulhões e Pequenino; Joaquim, Prata, Raul, Goivan e Attila.

 Time de 1916: Miro; Hergmann (Rubem) e Quintella (Joaquim Silva); Filóca, Danton e Lourenço; Aguinaldo (Nonô), Sampaio, J. Leite, Haroldo e Graciano.

 

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã- Jornal do Brasil – Lanterna

 

O Flamengo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A sua Sede ficava no Bairro Sete Pontes, em São Gonçalo. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Flamengo foi vice-campeão Gonçalense de 1931 e uma década depois conquistou o título inédito do Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1941.

Com inédito título, rendeu ao Rubro-Negro Gonçalense o direito de debutar no Campeonato Fluminense de 1941. Não confundir o Flamengo F.C. com o Flamenguinho Futebol Clube (campeão do Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1932).

 

 

FONTES: Jornal dos Sports – Diário Fluminense

 

O Macambira Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Macambira (SE). Localizado no Agreste Sergipano, fica a 58 km da capital de Aracaju e conta com uma população de 6.411 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2010.

O Tricolor Macambirense (nas cores: azul, verde e grená) foi Fundado no Domingo, do dia 23 de Novembro de 2003. A sua Sede está situada na Avenida Ana Luiza Dortas Valadares, s/n, no Centro da cidade.

A equipe manda os seus jogos no Estádio Municipal José Francisco de Oliveira, o ‘Severão’, com Capacidade para 1.500 pessoas. A sua única participação na esfera profissional aconteceu em 2009, quando disputou o Campeonato Sergipano da Série A2 (2ª Divisão). No final, o Macambira terminou o certame na 6ª colocação.

FONTES: Wikipédia – Blog Macambira F.C.

FOTO: Givaldo Batista Zip Net

 

A Liga Esportiva Municipal de Amadores, sob a presidência do Sr. José Fontanilas Fragelli, realizou no dia 21 de abril, um domingo, o Torneio Início de futebol. Participaram as seguintes equipes: Esporte Clube Juventus, Operário Futebol Clube, Grêmio Esportivo Renner e Sociedade Esportiva Campograndense.

Os jogos foram realizados no Estádio Municipal da cidade e tiveram os seguintes resultados:

 

Renner 2 x 0 Operário

Gols: Lauro e Hélio

 

Campograndense 2 x 0 Juventus

Gols: Vanduca (2)

 

Final

Renner 0 x 0 Camporandense

Obs: O Renner venceu nos escanteios por 3 x 2

Com estes resultados o Grêmio Esportivo Renner sagrou-se campeão do Torneio Inicio de Campo Grande em 1940 e recebeu a Taça “Garaína”, oferecida pelo Laboratório Raul Leite.

 

As equipes estiveram assim constituídas:

Renner — Barzi; Raupp e Sá Carvalho; Pito, Chiquilin e Juca; Sebastião, Vilai, Lauro, Hélio e Maimone.

Campograndense — Delmo; Oziride e Anésio; Ipiranga, Ari e Barriga; Luiz, Gibi, Vaduca, Miranda e Teixeira.

Juventus — Pepino; Osvaldo e Moisés; Chicalize, Mesquita e Charbel; Sardinha, Lerner, Bermal, Xavier e Mário.

Operário — Natanael; Alvarenga e Levino; Rolinha, Viol e Dácio; Neguinho, Dudú, Maurício, Ciloca e Evandro.

 

FONTE: Jornal do Comércio (Campo Grande)

 

O Itarema Esporte Club é uma agremiação do Município de Itarema (CE). Localizado no Noroeste do Ceará, a cidade está a 204 km da capital Fortaleza e conta com uma população de 27.471 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2010.

O clube itaremense foi Fundado na quarta-feira, do dia 12 de Dezembro de 2012. A sua Sede está situada na Rua Francisca Iêda Rios, nº 2 / Sala A, no Centro de Itarema. A equipe manda os seus jogos no Estádio Municipal de Itarema, o ‘Dedezão, com capacidade para 4 mil pessoas.

O Itarema debutou no futebol profissional, na temporada de 2013, quando participou do Campeonato Cearense da Terceira Divisão, organizado pela Federação Cearense de Futebol (FCF). Na ocasião, clube itaremense fez boa campanha terminando na 4ª colocação. Em 2014, novamente no Campeonato Cearense da Terceira Divisão, o Itarema voltou a realizar boa campanha, terminando na 3ª posição.

FONTES: Wikipédia – Federação Cearense de Futebol (FCF)

FOTOS: Escudo de clubes – site Julio de Souza “Portal do Futebol Amador”

 

O Civil Sport Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube azul e branco foi Fundado no domingo, do dia 06 de Julho de 1919, por profissionais da guarda civil da cidade do Rio, no Bairro de Olaria. Três meses depois, em 07 de Outubro de 1919, o estatuto foi aprovado.

A comissão de Sport do clube conseguiu o campo na Barreira do Senado, cedido gentilmente pelo São Paulo-Rio. Apesar de ser da Zona Norte, a Sede foi longe. Na Rua dos Inválidos, nº 194, no Centro do Rio.

Na sexta, do dia 17 de junho de 1921, o Civil SC se mudou para a nova Sede (Foto abaixo, portão amarelo) na Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio, onde funcionava o Clube Recreativo Boêmios de Paula Mattos. Nesse período, o clube treinava, às vezes, no Campo da Praia do Russell, no Bairro da Glória, na Zona Sul do Rio.

Sede (portão amarelo): Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio

O início da história do Civil SC, em termos de estrutura, foi promissor. Em menos de um mês, em 10 de novembro de 1920, o clube saltou de 603 para 753 sócios. Ou seja, 150 sócios a mais, algo raro para clubes recém criados.

Três meses depois, da mudança para a nova Sede, na Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, o Civil mudou o seu pavilhão. Trocou o azul e branco, pelo vermelho, branco e preto, no dia 22 de setembro de 1921.

Durante esse período, o clube realizou diversas excursões, como no domingo, do dia 21 de dezembro de 1919, quando viajou à Paracambi, onde enfrentou o Paracamby Football Club. Ou para São Gonçalo, onde jogou contra o CA Mutondo e Tamoyo; o Niteroiense, em Niterói.

Enfrentou adversários fortes como o Sport Club União; Americano FC do Rio; e até realizou um Festival no campo do Botafogo Football Club (atual: Botafogo de Futebol e Regatas).

Mas não apenas de pétalas viveu o Civil Sport Club. Após uma tentativa de se filiar a Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT), o clube foi informado que os seus atletas não poderiam serem inscritos pelo simples fato de atuarem como policiais civis, que segundo o regulamento proibia que fossem aceiros.

Assim, o clube tornou público esse ato preconceituoso, na sexta-feira, dia 30 de Abril de 1920, quando o Civil SC enviou uma carta para a LMDT e com cópia para os principais jornais da época. Lamentavelmente, a entidade não aceitou e manteve o veto.

No mês seguinte, na Quarta-feira, do 05 de Maio de 1920, se filiou a Liga Carioca de Desportos (LCD). Menos de seis meses, na terça-feira, de 09 de novembro de 1920, se filiou a Liga Suburbana de Football (LSF), Sub-Liga da LMDT.

Cinco meses depois, nova filiação! Dessa vez, na Alliança Sportiva Municipal (ASM), na segunda-feira, 04 de abril de 1921. Em 1922, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), Sub-Liga da LMDT.

Talvez a obra mais grandiosa do Civil Sport Club foi a inauguração da bela Praça de Esportes da Rua Leopoldina Rego, em frente da Estação de Olaria, no domingo, de 07 de novembro de 1920.

No entanto, o que era para ser a alavancada para seguir rescendo, o efeito foi inverso. O Civil Sport Club ainda seguiu até meados dos anos 30, até desaparecer sem deixar nenhum vestígio.

Time de 1919: Sizenando; Saissé e Gilberto; Braga, Barbosa e Ávila; Lincoln (Cap.), Cunha (Julinho), Manarelli, Dutra (Leonel) e Djalma.

 Time de 1922: Alberto; Saissé e Barifouse; Manduca, Cabral e Julinho; Torres, Nesl, Ávila, Caetano e Cunha.

 

FONTE: Google Maps – O Imparcial – A Razão – O Paiz – A Rua – Correio da Manhã

 

A Associação Atlética Araguaia é uma agremiação da cidade de Barra do Garça (MT). O ‘Galo da Serra‘ foi Fundado na quarta-feira, do dia 16 de Julho de 2014. A equipe manda os seus jogos no Estádio Zeca Costa, com capacidade para receber 5 mil pessoas.

No mesmo ano em que foi crido, o clube debutou no Campeonato Matogrossense da Segunda Divisão, terminando na 3ª colocação. Em 2015, subiu um degrau, e ficou com o vice-campeonato da Segundona de Mato Grosso, conquistando o inédito acesso para o Primeira Divisão do Estado.

Em 2016, o ‘Galo da Serra‘ estreou na elite do futebol Matogrossense. A equipe ficou no Grupo B, juntamente com Cuiabá, Dom Bosco, União Rondonópolis e Operário-MT. O Araguaia terminou na 3ª posição (foram oito jogos, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas; marcando nove gols e sofrendo oito), avançando para a Segunda Fase.

Novamente, surpreendeu e fechou na 2ª colocação no Grupo C (Foram seis jogos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. assinalando sete gols e sofrendo oito), só atrás da Luverdense, e, a frente do Cacerense e Dom Bosco. Com isso, o Araguaia conquistou uma das vagas para as semifinais do Estadual.

Nas semifinais, em jogo único, O Araguaia acabou eliminado ao ser derrotado pelo Sinop por 3 a 1, dando adeus ao sonho de faturar o título. Na outra semifinal, a Luverdense bateu o Cuiabá por 2 a 0. Na grande final, após empate sem gols no jogo de ida, a Luverdense venceu o Sinop por 1 a 0, ficando o título do Campeonato Matogrossense da 1ª Divisão de 2016.

A boa campanha no Estadual rendeu uma vaga no Campeonato Brasileiro da Série D, em 2016. O ‘Galo da Serra‘ caiu no Grupo A10, juntamente com o Ceilândia (DF), Aparecidense (GO) e Comercial (MS). No entanto, a campanha não foi a esperada e o time terminou na 4ª colocação com uma vitória e cinco derrotas; marcando oito gols e sofrendo 13. A única vitória aconteceu na 2ª rodada, no dia 18 de junho, quando venceu o Comercial, fora de casa, pelo placar de 2 a 0.

Primeiro Escudo

FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook – GloboEsporte.Com – Araguaia Notícias

 

O Santa Cruz Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Maceió (AL). Fundado no dia 25 de Agosto de 1931, no bairro do Prado, por militares (oficiais e praças) do 20º Batalhão de Caçadores do Exército. Sargento Geminiano Gomes foi seu 1º Presidente.

A sua Sede ficava localizada na Avenida Fernandes Lima, s/n, no Farol, em Maceió. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Severiano Gomes Filho (propriedade: Clube de Regatas Brasil – CRB), com Capacidade para 6 mil pessoas. No Campeonato Alagoano da 1ª Divisão, o Santa Cruz conquistou o Bicampeonato em 1945 e 1948. Após chegar ao ápice, no ano seguinte (1949) acabou sendo extinto.

Santa Cruz - campeão Alagoano de 1948

FONTE: Pesquisador do futebol pernambucano, Luciano da Silva

 

O Vigilante Esporte Clube foi uma agremiação da Cidade de João Monlevade (MG).  O clube alvi-grená era formado pelos vigilantes da companhia Velho Mineira, que posteriormente alterou o nome e escudo para: Esporte Clube Olímpico, que ficava sediado na Rua Tupiniquins, nº 8, no Centro Industrial, em João Monlevade.

Esporte Clube Olímpico fez sucesso até o final dos anos 80. Este time sagrou-se campeão pela Liga Monlevadense de Futebol, no estádio Olímpico, no final dos anos 70. Na FOTO (Abaixo)… Em pé, da esquerda para a direita: Marquinhos, Patinho, Maurício, Bolô, Dirceu e OsmarAgachadosPercinho, Toca, Beijo, Zezé e Ruta.

Ainda como Vigilante Esporte Clube participou do Torneio Santos Dumont, entre 1973 a 1974. No final do ano de 1973, a Federação Mineira de Futebol promoveu um torneio que uniu equipes profissionais e amadoras de todo o estado.

Com um regulamento confuso, a campeã, já no ano de 1974, foi uma equipe que não participou da primeira fase do torneio, o Uberaba Sport, que acabara de conquistar o título de Campeão Mineiro do Interior, graças à terceira colocação no campeonato mineiro de 1973.

O Vigilante estava na chave “Região Metalúrgica“, que contou com a participação de quatro clubes: ACESITA Esporte Clube (Timóteo); Esporte Clube Democrata (Governador Valadares); Esporte Clube Caratinga (Caratinga).

O Vigilante juntamente com o ACESITA avançaram para a Fase seguinte. No Grupo B, com Ateneu, Cassimiro de Abreu, Acesita, Democrata e ESAB, novamente o clube alvi-grená fez história, obtendo a classificação.

Nas semifinais, o Vigilante provou que não chegara ali, de forma invicta, à toa. No dia 17 de março de 1974, foi à Governador Valadares e sapecou 3 a 1 no Democrata, avançando para a grande final.

Na grande final, no dia 24 de março de 1974, Vigilante e Uberaba chegaram sem perder nenhum jogo. No duelo entre o vermelho e o grená, melhor para o Uberaba Sport Club  que venceu por 4 a 0, ficando com o caneco do Torneio Santos Dumont. Apesar de ter ficado com o vice, o Vigilante voltou para casa com a sensação do dever cumprido, deixando o povo de João Monlevade orgulhosos.   

 

UBERABA S.C.      4          X         0          VIGILANTE E.C.

LOCAL: Estádio Municipal Engenheiro João Guido, ‘Uberabão’, em Uberaba (MG)

DATA: Domingo, dia 24 de Março de 1974

CARÁTER: Final do Torneio Santos Dumont de 1973/74

RENDA: Cr$ 28. 276,00

ÁRBITRO: Ângelo Ferrari (FMF)

AUXILIARES: Édson Campos (FMF) e Francisco Cândido (FMF)

UBERABA: Saraiva; Pablo, Modesto, Veran e Grimaldi; Fabinho e Zé Francisco; Jorge Luís, Toiruinho (Paríson), Nain e Élter.

VIGILANTE: Dali; João Batista, Marquinhos, Osmar e Vavá; Corgozinho e Lero; Paulinho, Pérsio (Cabinho), Zé Ilário e Guta.

GOLS: Jorge Luís aos 18 minutos (Uberaba), no 1º Tempo. Fabinho aos quatro minutos (Uberaba); Élter aos 12 e 20 minutos (Uberaba), no 2º Tempo.

 

FONTES: Blog do Leonam – Arquive.is – Jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba – Jornal da Manhã, de Uberaba 

 

FONTE: Gazeta Suburbana

 

 

FONTE: Gazeta Suburbana

 

Campeões da Liga Leopoldinense de Football (LLF), Fundado no dia 10 de Fevereiro de 1921:

1921 – Del Castilho Football Club;

1922 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e Athletico Cajuense Club (campeão da Série B);

1923 – Mauá Football Club;

1924 – Athletico Cajuense Club;

1925 – Mauá Football Club.

 

FONTE: Jornal ‘A Rua’ (10/02/1927)

 

O Santa Cruz Football Club (Atual: Santa Cruz Futebol Clube) é uma agremiação da cidade do Recife (PE). O Alvi-Negro da Bôa Vista foi Fundado no dia 03 de Fevereiro de 1914, por um grupo de jovens no Largo de Santa Cruz, liderados pelos Srs. Alberto Costa, Quintino Miranda de Paes Barreto, José Glacério Bonfim, Augusto Franklin Ramos, Orlando Elias dos Santos, Alexandre Carvalho, Osvaldo dos Santos Ramos, Uchôa Dornellas Câmara, Luiz de Gonzaga Barbalho e José Luiz Vieira que também foi seu 1º Presidente.

Foi Alvinegro por 17 meses até que em Julho 1915, o Santa Cruz FC aderiu a cor vermelha passado a ser tricolor. O seu Estádio era o Campo da Campina do Derby, em espaço aberto. O local pertencia a Intendência Municipal do Recife. A sua primeira Sede ficava na Rua da Mangueira, nº 02 – Bôa Vista Recife (PE).

 

FONTE: Pesquisador do futebol pernambucano, Luciano da Silva

 

 

O Leme Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado em 1905, como Leme Football Club. A Sede da Rua Gustavo Sampaio, nº 26, no Bairro do Leme – Zona Sul do Rio, utilizada para as reuniões, na verdade pertencia a outro clube que sedia gentilmente: The Rio de Janeiro Athetic Association (Fundado no dia 04 de Julho de 1914, que mudou o nome em 1944 para: Leme Tênis Clube. O clube existe até hoje).

O Leme Athletico Club participou do Campeonato, organizado pela Liga Sportiva Carioca (LSC), em 1918. Time-base dessa temporada era: Lito; Manhães (Salazar) e Pedro Fortes (Cap.); Murillo (Lebre), Julinho (Moreira) e Maia; Mignani (M. Cunha), Durando (Gentil), Valladares (Salazar), Chiquito (Godofredo Mesquita, o ‘Godó′) e Hugo Fortes (Paulo Pinheiro).

Além do futebol, o clube também contava com um time de Hockey. No domingo, do dia 09 de setembro de 1917, o Leme enfrentou o São Paulo Hockey (SP). Os cariocas venceram os paulistas pelo placar de 3 a 1, no campo da Rua Salvador Correia.

O clube desapareceu nos anos 20. Coincidentemente, no dia 09 de outubro de 1929 foi fundado o Leme Club, mas aparentemente sem relação com o Leme AC. Nessa década, também surgiu o Leme Hockey Club.

Praça de Esportes, onde hoje fica a Avenida Princesa Isabel

O 1º Campo ficava na Praça Suzana (Atual: Praça Demétrio Ribeiro), no Leme. Logo depois mudaram para a Praça de Esportes, na Rua Salvador Correia, nº 52, no Leme, que ficava a 100 metros de distância.

Está história merece ser contada. Tudo começou em 1901, quando foi aberta nos terrenos de Alexandre Wagner, que em fins do século XIX havia comprado todos os terrenos do Leme e arruado a região em 16 de abril de 1894.

Era denominada de Rua Salvador Correia, em honra ao Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que administrou a cidade por duas vezes, de 1568 a 71 e de 1578 a 98. Em 1904 o Prefeito Francisco Pereira Passos abriu o túnel do Leme, inaugurado dois anos depois.

Pelo Decreto Municipal Nº. 6.305, de 1º de outubro de 1938, mudou de nome para Avenida Princesa Isabel, em comemoração aos cinqüenta anos da assinatura da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil.

Rua Salvador Correia, na Década de 20

A fotografia mostra o campo de futebol onde jogava o “Desportivo Leme” (a foto foi feita da Rua Salvador Correa, atual Avenida Princesa Isabel, e a transversal é a Rua Barata Ribeiro).

Segundo L. V. Carvalho (“apud” G. Lamounier Junior), “este campo público ficava na saída do túnel que ligava Botafogo a Copacabana, numa área limitada pela atual Princesa Isabel, Demétrio Ribeiro, Prado Júnior e Felipe de Oliveira.
Era bem gramado, cercado por um bonito gradil e tinha em volta umas árvores. O campo não tinha dimensões regulamentares, mas nele jogavam bons jogadores dos “aspirantes” dos principais clubes.

Rua Salvador Correia, na Década de 30

Conta ainda L.V. Carvalho que naquela época, em frente ao campo de futebol, funcionava um modesto botequim que servia soda e sanduíches de mortadela. A soda vinha em pequenas garrafas de vidro, fechadas por bolas de gude.
Era preciso apertar a bola para dentro para que o líquido saísse.”
É interessante, além de ver uma fotografia de um campo público tão bem cuidado na saída da única galeria que existia no Túnel Novo, ler sobre detalhes do dia-a-dia daquele tempo, como as garrafas de soda fechadas com bolas de gude.
“Aspirantes”, para quem não sabe, eram os times formados por jogadores que ultrapassavam 18 anos de idade e já não podiam jogar pela categoria “Juvenil” e, também, por jogadores reservas que não eram aproveitados nos times principais dos clubes do Rio (pelo menos a partir da década de 50 e até a de 60 disputavam jogavam nas preliminares das partidas do time principal).

Avenida Princesa Isabel, nos anos 50

FONTES: Fotolog.com – Rio Antigo – O Paiz – O Imparcial – A Noite – A Batalha – Jornal da Manhã  - O Careta

 

 

O Unidos Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Cabo Frio, localizado na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro. O clube surgiu de uma cisão do Tamoyo Esporte Clube, de Cabo Frio. Apesar da escassez de informações desta equipe, resolvi publicá-la pelo fato de ter sido o vice-campeão do Campeonato Citadino de Cabo Frio de 1950, organizado pela  Liga Cabofriense de Desportos (LCD).

FONTE & FOTO:  Luta Democrática – Diário de Notícias – José Francisco de Moura, ‘Professor Chicão’

 

O Clube de Regatas Flamengo é uma agremiação cidade de Porto Velho (RO). O Rubro-Negro foi Fundado na terça-feira, do dia 15 de Novembro de 1955. O Flamengo de Porto Velho manda os seus jogos no Estádio Aluízio Ferreira com Capacidade para 8 mil pessoas. Atualmente, o clube está licenciado desde 1994. Em 2015, iniciou o processo para retornar ao futebol do Estado.

O Flamengo de Porto Velho é o segundo maior vencedor e um dos maiores clubes de Rondônia na era amadora. Faturou 10 Campeonatos Rondonienses: 1956, 1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1967, 1982, 1983 e 1985. Já na era profissional participou de três Campeonatos Rondoniense: 1991, 1992 e 1994. Depois disto nunca mais retornou ao futebol profissional.

Porto Velho já foi palco de grandes clássicos do futebol amador. Ferroviário e Moto Clube, Flamengo e Ypiranga, entre tantos outros. O estádio Aluízio Ferreira, com capacidade para 8  mil pessoas, parecia um caldeirão fervilhante: bandeiras se agitavam, charangas ditavam o ritmo das partidas e o futebol, embora amador, tinha craques que sabiam tratar a bola e brilhavam dentro de campo.

Na foto (abaixo), Flamengo de Porto Velho de 1963, com a seguinte formação: o goleiro Zé Viana, Asilvan, Delmar, Gervásio, Meireles, Manoel, Parruda, Toinho, Mundinho, Juquinha e Leonardo.

Na foto (abaixo), Flamengo de Porto Velho de 1972, com a seguinte formação: EM PÉ, da esquerda para a direita – Jorge Santos, Vicente, Gervásio, Dedé, Emanuel e Nonato. AGACHADOS: Rico, William, Manoel, Hermógenes e Rufino.

 FONTES: Wikipédia – Gente de Opinião – Ivo Feitosa (Acervo de família)

 

O Athletico Club Braz de Pinna foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alviverde foi Fundado no domingo, do dia 19 de Janeiro de 1919. A sua Sede ficava na Rua Suruhy, 32 – Estação Brás de Pina – Zona Norte do Rio. Póximo à sede, ficava o Campo, situado acerca da Estação de Brás de Pina, na Estrada de Ferro Leopoldina Railway.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Etelvino Barbosa;

Vice-Presidente - J. Antonio Alamino;

Thesoureiro - Rufino Ferreira;

1º Secretário - Henrique Denan;

2º Secretário - Álvaro Santos;

1º Cobrador - Ignacio de Souza;

2º Cobrador - Paulo Ferreira;

1º Fiscal - João de Almeida;

2º Fiscal - Antonio Cano;

1º Capitain - Coripe Ferreira;

2º Capitain - Francisco Dias;

Comissão de Sindicância - Moacyr Barbosa, Carlos de Oliveira e Alceu Ferreira;

Comissão Fiscal - Antônio Candeia, Antonio Sobrinho e Geraldo Lopes.

Time-base de 1919: Carvalho; Calazans e Chiquinho; Nicoláo, Esteves (Sylvino) e Oscar (Nelson); Sebastião (Camisa Preta), Martins (Querezipe), Tanck {Cap. (Juca Boi)}, Gradin (Valdeta) e Rufino (Esguelha).

Time-base de 1920: Oscar; Alceu e Ananias; João, Lobato e Juremar; Claudionor, Tanck, Oliveira, Chiquinho e Nelson.

Em 10 de Fevereiro de 1921, o Braz de Pinna, juntamente com o União Sportiva e Sport Club Luzitano ajudaram a fundar a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã – O Paiz – A Rua

 


 

O Pedregulho Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1906. Sete anos depois acabou sendo Reorganizado na quarta-feira do dia 1º de Outubro de 1913. O clube sofreu outra reorganização na segunda-feita, do dia 25 de Maio de 1925. A sua Sede estava localizada na Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio. E o Campo ficava na Rua Jockey Club, nº 42, também no mesmo bairro.

Sede: Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio

Vice-campeão da Liga Suburbana de Football de 1907

O Pedregulho disputou o 1º Campeonato organizado pela Liga Suburbana de Football (LSF), de 1907. O clube terminou com o vice-campeonato atrás do campeão Riachuelo Football Club. Esta competição oferecia prêmios para os 1º e 2º times, estava previsto para começar em 05 de maio de 1907 e, sob a presidência do sr. Augusto José Teixeira, foi criada uma comissão para a elaboração da lei orgânica da confederação das sociedades suburbanas nos mesmos moldes do que ocorria com a LMSA.

A atitude dessa comissão, que contava como vice-presidente da Liga, Arnaldo Joppert, e como tesoureiro Luiz Maia, “causou bela impressão nos subúrbios, porque o football só terá a lucrar com a ideia em boa hora lembrada e posta em prática pelas ditas sociedades”.

Participaram da 1ª edição do torneio, além do Riachuelo, vencedor dos 1º e 2º quadros, o Sport Club Mangueira (da Tijuca), fundado em 27 de julho de 1906 – vice-campeão no 2º quadro; o Nacional Football Club (do Riachuelo), fundado em 1º de agosto de 1906; o Pedregulho Football Club – vice-campeão no 1º quadro; e o Sampaio Football Club (do Sampaio), fundado em 17 de junho de 1906, mas que não chegou a terminar o torneio, pois se retirou por falta de jogadores.

 

Time-base de 1921: Lourinho; Alexandre e Zito (Décio); Ernesto (Jayme), Astrogildo (Nunes) e Caldeira; Antoninho, Antonio, Alegre, Pinheiro (Eugenio) e Celestino.

 

FONTES: A Noite – Correio da Manhã – Gazeta de Notícias – Jornal do Commercio – Jornal do Brasil – O Paiz 

 

O Sport Club Liberal foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvi-roxo foi Fundado no sábado, do dia 08 de Junho de 1907, pelo desportista Ernesto Loureiro, que foi o 1º presidente até 1918. Contudo, vale explicar que esta agremiação passou por algumas reorganizações. Em março de 1914, foi a primeira. A segunda ocorreu em 07 de março de 1917. E a terceira aconteceu em 09 de Setembro de 1921.

Sedes

Em relação as Sedes o clube também mudou algumas vezes. Em 1914: Rua Cunha Barbosa, nº 69, Gambôa, Rio de Janeiro. Em 1917: Rua dos Andradas, nº 155, no Centro do Rio. Em 1º de Abril de 1918: Rua Camerino, nº 91 (sobrado), Centro do Rio. Em 1922, na Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio. Por fim, na Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Apesar de ser um clube modesto, no seu Estatuto, o Liberal mantinha um regime de disciplina e ordem. Por exemplo, colocou em seus Estatutos que seus sócios não podiam ser “ébrios habituais“, nem daqueles que “sofram de moléstia que cause repúdio“.

 

Excursão a Guaratinguetá, em 1919

Na esfera futebolística, o Liberal ingressou na Liga Municipal de Football (LMF), em 1918; e no ano seguinte (1919), se filiou a Associação Brasileira de Sports Terrestres (ABST).

No sábado, do dia 06 de setembro de 1919, viajou para enfrentar a Associação Sportiva Guaratinguetá, na época filiada a Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).  No mês de outubro viajou novamente para São Paulo, onde enfrentou o Sport Club Ipacaré, da cidade de Lorena.

Declínio do Liberal

Em 1920, após a renuncia do presidente da comissão de esportes, Mario R. Motta, o clube entrou numa séries de crises que resultou com o seu fechamento. No entanto, um ano depois, mais precisamente na sexta-feira, do dia 09 de Setembro de 1921, um grupo de antigos sócios se reuniram na sede do Commercio Club, na Avenida Passos, 106, no Centro, no intuito de reorganizar o clube. Após contar com o apoio de boa parte dos antigos sócios o clube voltou a ativa. A Sede, nesta nova etapa, ficava próxima a última: Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio.

Cerca de uma década depois, na quarta-feira, do dia 21 de Maio de 1931, o Sport Club Liberal se mudou para a nova sede: Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Nessa nova etapa, o Liberal intensificou os eventos na sede, e diminuiu o futebol. O Ping-Pong (Tênis de Mesa) passou a ser o esporte principal. E assim caminhou o clube nos anos seguintes até desaparecer em definitivo.

 

 Time de 1914: Salles; Carvalhosa e Manoel; Chaves, Almeida e Floriano; Sebastião, Tymbira, José Violante (Cap.), Elysio e Rodrigues.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – A Época – A Noite – A Batalha – Jornal do Brasil – Correio da Manhã

 

O Esporte Clube Dona Isabel foi uma agremiação da cidade imperial de Petrópolis, localizado na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. O Rubro-negro Petropolitano foi Fundado na segunda-feira, do dia 21 de Maio de 1945. A sua belíssima Sede ficava na Rua Doutor Sá Earp, nº 861 (andar superior), no Bairro Alto da Serra (atual: Morin), em Petrópolis. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Palatinato, no Bairro Palatinato, que não existe mais. O nome era uma referência ao Rio Palatinato que fica próximo ao estádio.

Os uniformes eram da seguinte forma: O principal era constituído de Camisas em listras verticais em vermelho e preto; calções brancos e meias vermelhas. O número dois eram Camisas brancas, calções pretos e meias pretas.

O clube era diversificado e contava com diversas modalidades esportivas, como por exemplo, Bocha, Futebol, Futebol de Salão, Tênis de Mesa, Xadrez, entre outros. Na sua Sala de Troféus, títulos de Campeão Petropolitano de Bocha (1987); de Xadrez (1982, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1995 e 1996), entre tantos.

No esporte bretão, o Dona Isabel foi a cada Campeonato Citadino de Petrópolis, ganhando o respeito das grandes forças da cidade (Serrano, Internacional, Cascatinha, Petropolitano, Corrêas, Cruzeiro do Sul).

Em 1969, o Rubro-negro Petropolitano conquistou o seu título mais importante: campeão do Campeonato Citadino de Petrópolis, organizado pela Liga Petropolitana de Desportos (LPD), daquele ano. Esta competição contou com a participação de 14 clubes:

Bingen Futebol Clube (Fundado no dia 28 de Março de 1939);

Cruzeiro do Sul Futebol Clube;

Esporte Clube Cascatinha;

Esporte Clube Caxias;

Esporte Clube Centenário;

Esporte Clube Democrata;

Esporte Clube Dom Pedro;

Esporte Clube Dona Isabel;

Lusitano Futebol Clube;

Palmeiras Esporte Clube;

Petropolitano Football Club;

Serrano Football Club;

Sport Club Internacional;

Sport Club Magnólia.

 

Presidente da República visitou o Dona Isabel

No sábado, do dia 10 de fevereiro de 1968, às 21 horas, o então presidente da República, Costa e Silva visitou o clube. Na ocasião, a pianista Guiomar Novais promoveu o Concerto de Gala, em homenagem ao presidente da República.

Torneio Otávio Pinto Guimarães de 1970: Dona Isabel fez excelente campanha

No ano seguinte, um fato marcante. Poucos sabem, mas o E.C. Dona Isabel participou do Torneio Otávio Pinto Guimarães de Juniores de 1970, que depois do Estadual da categoria é a competição mais importante do Estado do Rio de Janeiro.

Naquele ano, o Rubro-negro Petropolitano honrou a cidade imperial. Na primeira fase estreou com vitória (07/10/1970) diante do Madureira por 2 a 0. Na segunda rodada, novo triunfo (25/10/1970), dessa vez contra a Portuguesa Carioca por 1 a 0. No último jogo, conheceu a primeira derrota (11/11/1970), ao ser batido pelo Bonsucesso, pelo placar de 2 a 0. Com esses resultados o Dona Isabel avançou na liderança da Chave do Rio de Janeiro, com quatro pontos. No Quadrangular final, terminou na 4ª colocação, atrás da Seleção do Departamento Autônimo, do vice-campeão Bonsucesso Futebol Clube e da campeã Associação Atlética Barbará, de Barra Mansa.

 

FONTES: Blog Gol de Placa – Jornal dos Sports – Jornal do Brasil – O Fluminense – Última Hora

FOTO: A flâmula pertence ao Acervo de DJ Ernest Jr.

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