Fonte: revista A Cigarra

 

Ficha técnica:

Santos F.C. 0 x 2 S.S. Palestra Itália

Local: Vila Belmiro, na cidade de Santos

Data: 23 de setembro de 1917

2º Turno do Campeonato Paulista de 1917

Árbitro: Nestor Pedroso de Carvalho

Gols: Caetano aos 20min do 1º e Picagli aos 30min do 2º

Santos FC – Costa, Silva, Arthur, Urbano, Américo, Pereira, Ascânio, Dantas, Marba, Patuska, Haroldo e Arnaldo.

SS Palestra Itália – Flosi, Bianco, Grimaldi, Bertolini, Picagli, Fabbi, Caetano, Ministro, Heitor, Severino e Martinelli.

 

Fontes: Revista A Cigarra

Ficha técnica: Acervo Santista

 

 

Pagão, Pepe e Pelé, com a camisa da seleção paulista

 

Fonte e Foto: Álbum Craques do Robertão – Revista Placar

 

O Velódromo Paulistano

O Velódromo Paulistano possuía dois conjuntos de arquibancadas cobertas, com capacidade para mil pessoas cada uma, sendo certo que o restante do público assistia às partidas em pé, como era de costume nos primeiros anos do futebol brasileiro.

Durante muitos anos o Velódromo monopolizou todas as atenções. Raros eram os jogos nos campos do Sport Club Germânia (Parque Antártica) e do São Paulo Athletic Club (Consolação).

No ano de 1914, o Velódromo Paulistano foi desapropriado para abertura da Rua Nestor Pestana. A derradeira partida no histórico estádio aconteceu na data de 7 de novembro de 1915, em uma vitória da Seleção Paulista sobre a Seleção Carioca pelo placar de 8 a 0.

Desta forma, a Associação Paulista de Sports Athleticos levou as arquibancadas do Velódromo para a Chácara da Floresta, que, ampliada, com capacidade para dois mil lugares sentados sobre as antigas arquibancadas, e treze mil lugares em pé, passou a ser o principal campo da cidade.

Em 1919 a Sociedade de Cultura Artística adquiriu o terreno do antigo Velódromo para a construção de sua sede própria, que só seria construída na década de 1950, fundando ali o Teatro Cultura Artística.

 

A Chácara da Floresta

Foi o primeiro estádio de futebol da história do São Paulo Futebol Clube, e o segundo, em importância, para a cidade de São Paulo. Ficava no bairro da Ponte Grande (onde hoje se situa a Ponte das Bandeiras).

Pertencia a Associação Athletica das Palmeiras, que o adquiriu junto ao Clube de Regatas São Paulo.

A chácara ficava entre os campos pertencentes à Associação Athletica São Bento e ao Clube de Regatas Tietê, chegando-se a ela por um corredor entre os dois. Seu gramado era de primeira qualidade.

Vista aérea datada do ano de 1958, onde se vê dois campos de futebol.

O da esquerda, pertencente ao Clube de Regatas Tietê e o da direita, a Chácara da Floresta, pertencente a Associação Athletica das Palmeiras.

Posteriormente, os cursos dos rios Tietê e Tamanduateí, tiveram de ser alterados, para a construção das avenidas Marginais.

Desta maneira, o campo do Clube de Regatas Tietê acabou desaparecendo e o campo da Associação Athletica das Palmeiras acabou por ficar dentro do terreno pertencente ao Clube de Regatas Tietê, na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro do Bom Retiro, mas da floresta, que era uma grande mata natural, havia restado apenas uma pequena área de preservação.

 

Desta forma permaneceu até o dia 18 de outubro de 2014, quando foi inaugurado, pela Prefeitura do Município de São Paulo, o Centro Esportivo e de Lazer Tietê. O clube recebeu reformas com o intuito de se tornar um novo espaço destinado a prática esportiva e atrações culturais.

E assim foi sepultada grande parte da sagrada memória do nosso futebol.
Um monumento que deveria ter sido tombado e mantida toda a sua estrutura do início do século passado.
Infelizmente, naquele triste dia 18 de outubro de 2014, o som da bola sendo tocada e o som da torcida gritando gol, deram lugar aos gritos do rap do grupo norte-americano Public Enemy, uma das atrações da inauguração do parque público.

 

Fontes:

Wikipedia

spfcsempre.blogspot

spfcpedia

meu arquivo pessoal

 

 

OBS: considerações e dúvidas a respeito da edição dessa matéria.

O primeiro jogo da Associação Athletica das Palmeiras, na 4ª edição do campeonato de 1916, organizado pela APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos), se deu na data de 14 de maio daquele ano, quando foi derrotada pela Associação Athletica São Bento, pelo placar de 5 a 3.

A edição da revista que publicou a matéria acima é datada de 20 de maio de 1916.

A foto da equipe, que teria duelado com a Associação Athletica das Palmeiras, traz a referência de “scratch”, não deixando claro qual é o nome da associação.

Pelo que se pode notar nessa foto, a equipe não é a Associação Athletica São Bento, que possuía as cores azul e branco. Ao contrário do uniforme do “scratch” que, ao que tudo indica, é tricolor.

Outro fato que gera dúvidas é que a partida inaugural do campeonato daquele ano, não se deu entre a Associação Athletica das Palmeiras e Associação Athletica São Bento.

A partida inaugural do campeonato de 1916 ocorreu na data de 13 de maio daquele ano, quando a Associação Athletica Mackenzie College empatou com a Società Sportiva Palestra Itália, pelo placar de 1 a 1.

Desta forma, continua desconhecida a equipe intitulada “scratch”.

 

Fonte: Revista A Cigarra

 

Associação Athletica Mackenzie College 3 a 2 Associação Athletica São Bento, jogo realizado na data de 11 de junho de 1916, no campo da Chácara da Floresta, pelo campeonato de futebol organizado pela Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).

A.A. Mackenzie College tinha as cores vermelho e branco e A.A. São Bento tinha as cores azul e branco.

Fonte: Revista A Cigarra

 

Última partida interestadual disputada no Velódromo Paulistano. Botafogo F.R. (RJ) 2 a 1 A.A. das Palmeiras (SP) em 1915.

Fonte: Revista “A Cigarra”

 

Partida realizada no Velódromo Paulistano, na data de 15 de agosto de 1915, válida pelo 1º Turno do Campeonato Paulista daquele ano.

Resultado final: Associação Athletica das Palmeiras 2 a 0 Club Athletico Paulistano.

Fonte: Revista A Cigarra

 

Fonte: Revista A Cigarra

 

No Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1926, uma goleada histórica. A Seleção Paulista não teve dó e aplicou um sonoro 13 a 1 em cima da Seleção Baiana.

A partida aconteceu no domingo, no dia 24 de outubro de 1926, no Estádio das Laranjeiras, no Bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio (RJ). A Revista O Malho fez uma coletânea de fotos, no sábado dia 30 de outubro de 1926, mostrando que o estádio estava completamento lotado.

 

O Scottish Wanderers Football Club, fundado em 31 de dezembro de 1888, pela colônia escocesa no Brasil, extinguiu-se em 1916. Usava camisas e meias azuis e calções brancos.

Fonte: revista A Cigarra

 

Fonte: Revista O Malho

 

Fonte: Revista “A Cigarra”

 

Buscar informações sobre Arthur Friedenreich vem a cada ano aumentando. Na Revista O Malho, de 1934, encontrei uma reportagem de duas páginas sobre essa lenda. Natural de São Paulo, nasceu em  18 de julho de 1892 (e faleceu em  6 de setembro de 1969), era conhecido por  “El Tigre” ou “Fried“, foi a primeira grande estrela do futebol brasileiro na época amadora, que durou até 1933.

Friedenreich participou da excursão do Paulistano pela Europa em 1925 onde disputou dez jogos e voltou invicto. Teve importante participação no campeonato sul-americano de seleções (atual Copa América) de 1919. O apelido de “El Tigre” foi dado pelos uruguaios após a conquista do Campeonato Sul-Americano de 1919, atual Copa América.

Fried“ marcou o gol da vitória contra os uruguaios na decisão e, ao lado de Neco, foi o artilheiro da competição. Após o feito, suas chuteiras ficaram em exposição na vitrine de um loja de joias raras no Rio de Janeiro. Nos dias atuais, ainda é considerado um dos maiores centroavantes que o Brasil já teve.

Polêmica na quantidade de gols

A polêmica em relação aos gols de “El Tigre” se deve à soma de um erro com uma falta de critério por parte do Jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva, o De Vaney. Acontece que o “velho Oscar”, pai de Fried, começou a anotar em pequenos cadernos todos os gols marcados pelo filho desde que começou a atuar.

Em 1918, o atacante confiou a tarefa a um colega do Paulistano, o center-forward (centroavante) Mário de Andrada, que seguiu a trajetória do craque por mais 17 anos, registrando detalhes das partidas até o encerramento da carreira de Fried, em 21 de julho de 1935, quando ele vestiu a camisa do Clube de Regatas do Flamengo (mas não marcou gols) num 2 a 2 contra o Fluminense.

A lenda ganhou consistência em 1962. Naquele ano, Mário de Andrada disse a De Vaney que tinha as fichas de todos os jogos de Fried, podendo provar que o craque atuara em 1.329 partidas, marcando 1.239 gols. Andrada, porém, morreu antes de mostrar as fichas a De Vaney.

Mesmo sem nunca comprovar esses dados, De Vaney resolveu divulgá-los, mas erroneamente inverteu o número de gols para 1.329. A estatística, no entanto, começou a rodar o mundo, e ainda por cima na forma errada. No livro Gigantes do Futebol Brasileiro, de Marcos de Castro e João Máximo, de 1965, consta que Fried marcou 1.329 gols.

Outros livros e até enciclopédias referendaram o registro. A FIFA, entidade máxima do futebol, chegou a “oficializar” os números, até que enfim, Alexandre da Costa conferiu os registros de todos os jogos de Fried em pelo menos dois jornais, “Correio Paulistano” e “O Estado de S. Paulo”, e chegou a dois números surpreendentes: 554 gols em 561 partidas.

“Não quis destruir o mito”, jura o autor de O Tigre do Futebol. “Adoro o Fried. Apenas quis esclarecer essa questão”. O problema é que não esclareceu completamente. Em Fried Versus Pelé (Orlando Duarte e Severino Filho), publicado semanas depois de O Tigre do Futebol, o jornalista Severino Filho chega a outros números: 558 gols em 562 partidas.

“Não há levantamento estatístico que não possa ser melhorado”, escreve o autor de O Tigre do Futebol. É verdade. Mesmo nos dias de hoje, com mais recursos disponíveis, as discrepâncias prosseguem até por três razões importantes: a primeira é que muitos dos jogos encontrados não possuem o placar e consequentemente quem marcou os gols o que deixa em aberto se Friendereich poderia ou não ter marcado diversos gols nestas partidas;

a segunda é que em uma época de futebol claramente amador as partidas eram, às vezes, diárias e com tempo de duração diferente, como partidas de torneio início que eram em média de vinte minutos;

a terceira é que Friendereich jogou muitas partidas por “combinados” de duas ou mais equipes, estaduais e nacionais, de amigos como a seleção de ex-alunos do Mackenzie em 03/06/30 ou dos jogadores Jorge Tutu Miranda e Jacaré e até, algo comum na época, divisões por conotações étnicas como nas três partidas em que fez pelo “Combinado dos brancos” contra o “Combinado dos pretos” em 1927 e 1928 assim muitas destas partidas podem nunca terem sido registradas, como por exemplo na derrota do Combinado Jacaré contra o Hespanha por 3 x 2 onde os dois gols da partida não tem registro de quem os marcou, sendo possível ambos terem sido de Friendereich, fatos como estes tornam a possibilidade dos gols e partidas serem maiores que as encontradas.

 

Fonte: Revista O Malho

 

Uma das grandes surpresas em 2011, foi a descoberta de um escudo do Sport Club Corinthians. O clube do Parque São Jorge aproveitou e lançou uma camisa retro na comemoração de 101 anos. A Revista O Malho, publicou uma foto com o time posado, no dia 12 de setembro de 1914. Talvez o fator que mais chama atenção deste distintivo é a cor bege, que também estampa o fundo deste símbolo. Agora, o escudo aparece como o segundo da história corintiana e é mais uma variação em torno das letras “S” “C” e “P”, que também são destaque nos outros distintivos corintianos.

 Fontes: Revista O Malho – Felipe Feitosa

 

 

 

Fonte: Revista O Malho

 

     VELÓDROMO PAULISTANO

Se situava na Rua da Consolação, entre as Ruas Martinho Prado e Olinda, na altura de onde hoje é a Rua Nestor Pestana, o Teatro Cultura Artística e a Praça Roosevelt.

O terreno pertencia à família Almeida Prado e teve origem numa pista para corridas de bicicletas, mandado construir no final do século 19, por Dona Veridiana da Silva Prado, membro da elite paulistana, em sua propriedade que ficava próxima à Igreja da Consolação. Com projeto do arquiteto Tommaso Bezzi, o velódromo foi inaugurado em 1892.

Sem o ar cosmopolita de grande metrópole que ostenta hoje, a São Paulo daquela época era ainda bastante provinciana e suas áreas de lazer eram vinculadas à aristocracia. O Veloce Clube Olimpic Paulista, ou velódromo, passou a ser o local onde a elite se encontrava para acompanhar as corridas de bicicletas, que eram moda na época

Foi a primeira sede do aristocrático Club Athletico Paulistano, que passou a usar o espaço como sede esportiva. Pouco tempo depois, no centro da pista de ciclismo, foi construído um campo de futebol e também uma arquibancada capaz de abrigar duas mil pessoas (ampliada depois para cinco mil). Foi desta maneira que o velódromo se tornou o primeiro estádio de futebol e palco das principais partidas realizadas na cidade de São Paulo.

Oficialmente inaugurado na data de 19 de outubro de 1901, o primeiro estádio da cidade abrigou a partida envolvendo Paulistas e Cariocas, com resultado final de 0 a 0.

Ali aconteceu a primeira partida do Campeonato Paulista do ano de 1902. O jogo se deu no dia 8 de maio de 1902, e o São Paulo Athletic Club derrotou o Club Athletico Paulistano pelo placar de 4 a 0.

Abaixo a ficha técnica do jogo:

São Paulo Athletic Club: Andrews, A.Kenworthy e G.Kenworthy. Heyecock, Wucherer e Biddell. H.S.Boyes, Brough, Charles Miller, Montandon e W.Jeffery.

Club Athletico Paulistano: Jorge de Miranda Filho, Thiers e Rubião. E.Barros, Olavo e Renato Miranda. B.Cerqueira, J.Marques, Álvaro Rocha, Ibanez Salles e O.Marques.

Árbitro: Antonio Casimiro da Costa

Os gols: Boyes (2) Jeffery e Charles Miller.

                                           Jornal o Estado de S. Paulo de 9 de maio de 1902

O São Paulo Athletic Club se sagrou campeão paulista daquele ano.

 

O Velódromo em 1905, por ocasião de uma partida entre C.A. Paulistano e São Paulo A.C.

 

                  MAPA DA REGIÃO ONDE SE SITUAVA O VELÓDROMO NO ANO DE 1905

OBS: No estádio havia uma placa em que se lia “proibido vaiar

 

Fontes:

Preservasp

Agência USP de Notícias

Wikipedia

Acervo Estadão

Ranking & Futebol

 

 

ASSOCIAÇÃO ATHLETICA DAS PALMEIRAS

FUNDAÇÃO: 9 de novembro de 1902

 

Na vida do futebol paulista este nome reúne lembranças e um importante contexto de campeão.

No final de 1902, quando o futebol paulista já engatinhava a passos largos, com o primeiro campeonato paulista em seu final, um grupo de rapazes de uma determinada região da cidade se preparava para fundar este novo clube. Entre os moços que frequentavam o Velódromo nas tardes de domingo e se dispunham a criar sua própria agremiação estavam Gelásio Pimenta, José Pinto e Silva, Francisco de Salles, Collet e Silva, Francisco Correia, Persy Corbett, José de Barros, Mário Mendes, Jorge Collet e Fernando Ferreira da Rosa.

E, com efeito, a 9 de novembro de 1902, era fundada a ASSOCIAÇÃO ATHLETICA DAS PALMEIRAS, cujas cores adotadas foram preto e branco.

O clube abrigava na sua constituição algumas das principais famílias da cidade. Sua característica de time elitista pode ser comprovada pelo fato de que, até 1915, só doutorandos, engenheiros e Bacharéis em Direito podiam jogar pelo time.

Os fundadores moravam no bairro de Santa Cecília e Palmeiras. Ali não existiam as ruas de hoje e a Avenida Angélica era quase toda mato. No meio destes terrenos existia um campo cercado de matas e verduras.  Mas era o local propício para ser erguido o “ground” (campo de futebol).

Era necessário capinar e transformar o terreno num campo de futebol, o que foi feito e em 1903 já os “bravos rapazes” nele se exercitavam e jogavam bola. Os mais entusiastas – diz a história – eram Mário Mendes (antigo goleiro do Mackenzie College, Aquino Collet, Corbett, Eugênio Lefevre, Pinto Silva e Braga, que vieram a constituir o primeiro elenco da nova Associação.

Em princípio a Associação Athletica das Palmeiras enfrentava o Segundo Time do Club Athletico Paulistano, o que já era uma honra pela fama alcançada e categoria do tradicional clube. E não fazia feio, perdendo por dois gols e um de diferença apenas. Formou-se uma grande amizade e os jogos se sucediam nas datas em que não existiam as competições oficiais no Velódromo.

E nesse mesmo ano de 1903 foi realizado um Campeonato de Segundos Quadros, reunindo equipes do Paulistano, do Mackenzie, do Internacional, do Germania e da Palmeiras. E sabem que ficou no segundo posto, o novo clube que nascia para o futebol. Uma linda conquista. Em 1904 novo Campeonato de Segundos Quadros e outro brilhante vice-campeonato da A.A. das Palmeiras.

Chega a temporada de 1905.

A LIGA resolveu aumentar o número de concorrentes a “Taça Penteado”, ou seja, o Campeonato Paulista de Primeiros Times. A Associação Athletica das Palmeiras se candidata junto com o Clube Atlético Internacional, da cidade de Santos, pioneiro do futebol naquele centro.

Em virtude disto houve um Torneio de Seleção e a representação do alvinegro saiu vencedora (4 a 0) conquistando merecidamente a vaga. Experimentou inicialmente alguns revezes, ficando em último lugar.

A CAMPANHA NA ESTRÉIA

07 – maio – contra o Internacional – empate 0 a 0

21 – maio – contra o São Paulo Athletic – derrota – 1 a 2 – gol de Aquino

22 – junho – contra o Mackenzie – derrota – 6 a 0

09 – julho – contra o Germânia – derrota – 2 a 1 – gol de Eugênio

23 – julho – contra o Internacional – derrota – 2 a 1 – gol de Faria

13 – julho – contra o São Paulo Athletic – vitória 3 a 0 – gols de Aquino, Neves e Faria

27 – agosto – contra o Paulistano – derrota 3 a 1 – gol de Neves

10 – setembro – contra o Germânia – derrota – 7 a 1 – gol de Acácio

23 – setembro – contra o Mackenzie – derrota – 5 a 2 – gols de Aquino e Faria

OBS: todos os jogos foram realizados no campo do Velódromo

Mas depois deste campeonato se verifica um fato importante na vida do clube. Verifica-se uma cisão no Club Athletico Paulistano, liderada por Jorge Mesquita. E alguns desportistas como José Egydio, Raul Guimarães e Plinio Rubião deixam o clube do Jardim América ingressando na Associação Athletica das Palmeiras. Quem se desgosta com o fato é o grande palmeirense Aquino que abandona o clube.

E então o clube inicia sua trajetória gloriosa. Inicia o campeonato de 1906 vencendo o São Paulo Athletic por 2 a 1 e se consagra a 10 de junho ao vencer o C.A. Paulistano, campeão de 1905, por 3 a 2. E termina o campeonato apenas dois pontos atrás do S.C. Germânia, campeão daquele ano. Mas, numa crise com a Liga, acabou eliminada no final do certame, com dois jogos a cumprir, face um caso na partida contra o Internacional. E, por isso, ficou ausente dos Campeonatos de 1907 e 1908.

Mas em 1909 haveria de fazer um retorno vitorioso. Chegou ao final do campeonato empatada com o C.A. Paulistano.

Foi necessário um desempate. E, na tarde de 5 de dezembro de 1909, no Parque Antárctica, então campo do Germânia, a A.A. das Palmeiras iria  derrotar o famoso C.A. Paulistano por 2 a 1, conquistando assim seu primeiro título paulista de futebol.

Em 1910, com apenas dois pontos perdidos, o clube de Rubião voltou a ser campeão paulista.

Nova cisão e novo afastamento da Liga, desta vez em definitivo. Ficou de fora nos campeonatos de 1911 e 1912 e somente retornou às atividades em 1913, na nova entidade que surgia. Era a APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos).

E, finalmente, em 1913, num campeonato de três clubes apenas, ficou em terceiro e último lugar, atrás do Paulistano e do Mackenzie.

Em 1914 – ano da A.A. São Bento – ficou em penúltimo lugar, a frente apenas do Scottish Wandereres F.C.

Mas ressurgiu das cinzas em 1915, para conquistar invicta o título da APEA, com apenas um ponto perdido a frente, do Mackenzie e do Paulistano.

A.A. das PALMEIRAS – Campeã de 1915

 

No fim de sua vida no futebol, a A.A. das Palmeiras alcançou as seguintes colocações:

1916 – última colocada (APEA)

1917 – 5º lugar (APEA)

1918 – 4º lugar (APEA)

1919 – última colocada (APEA)

1920 – 8º lugar (APEA)

1921 – Penúltimo lugar (APEA)

1922 – 5º lugar (APEA)

1924 – desclassificada para o 2º turno (APEA)

1925 – retirou-se do campeonato e se desligou da APEA

1926 – 5º lugar – (Liga de Amadores)

1927 – último lugar – (Liga de Amadores)

1929 – último lugar – (Liga de Amadores)

A partir de 1930 não mais existiu a Associação Athletica das Palmeiras, a qual foi extinta. Seus dirigentes se juntaram a outros do Club Athletico Paulistano e fundaram o São Paulo Futebol Clube, que adotou as cores das duas agremiações em fusão.

 

FONTES:

Texto extraído do periódico Popular da Tarde, dos anos setenta, na sua íntegra. Obs: não consta do texto o nome do autor.

Fotos e camisas: colecionadores de camisas de futebol e wikipedia

 

Passarinho (Mário Piçarra)

O esquadrão do São Paulo Railway A.C. de 1938

Clodô, Mantovani ou Escobar e Passerini. Cipó, Silva e Ulisses. Agostinho, Passarinho, Carlos Leite, Vani e Junqueirinha.

Passerini veio da Portuguesa de Desportos, onde tinha sido campeão em 1935. Agostinho, o ponta-direita, foi para o Corinthians, onde jogou dois anos como titular. Carlos Leite assinou com o Vasco da Gama e Junqueirinha havia feito seu nome no São Paulo da Floresta.

Toda a força da equipe se concentrava no futebol da linha média,  com os passes perfeitos de Cipó (ex-Corinthians), o mais técnico de todos. Silva era incomparável no jogo alto e era comum a sua cintura ficar na altura da cabeça dos adversários, nesse tipo de disputa. E Ulisses era um marcador intolerável.

Tudo isso fazia parte do sistema de jogo do técnico Caetano de Domenico, chamado de “cerradinha” pelos cronistas da época, ou a marcação homem a homem, dos dias de hoje.

Passarinho começou em 1935 e terminou em 1948, quando o clube já se chamava Nacional Atlético Clube.

Foi artilheiro do Campeonato Paulista de 1945, com 17 gols, ao lado de Servílio de Jesus, do Corinthians.

Chutando com os dois pés, de fora da área, de preferência. Habilidoso nos passes e, mesmo sem velocidade, destruiu no primeiro turno do campeonato daquele ano todas as defesas, com os seus 14 gols. No segundo turno, porém, quando o seu cartaz havia crescido, foi marcado de tal forma que só conseguiu marcar 3 gols.

Passarinho conquistou pelo S.P.R. AC o torneio início de 1943 e o Campeonato Paulista de Segundos Quadros de 1937.

Foi ele quem recebeu o diploma do primeiro “Belfort Duarte”, concedido no futebol brasileiro, pelas cem partidas que disputou, sem sequer ter sido advertido.

Apesar de diversas investidas de outros clubes, tais como o São Paulo, Vasco da Gama, Canto do Rio e Botafogo FR, Passarinho nunca mudou de clube.

Encerrou sua carreira em 1948, sendo considerado o maior ídolo da história do clube.

Fonte: Jornal da Tarde e meu acervo

 

 

Seguem mais escudos de times amadores do Estado de São Paulo. Por ordem de apresentação: AE Força Jovem (Tremembé), EC Paulistano (Sorocaba), Peñarol FC (Pirituba, São Paulo), São Roque FC (São Roque), Canguera FC (São Roque), SE Colorado (Mauá), Grêmio Artemis FC (Piracicaba), EC Jurema (Valinhos) e Parque Brasília FC (Campinas).

Fonte:

https://www.facebook.com/AeForcaJovemTremembe

https://www.facebook.com/pages/Esporte-Clube-Paulistano-de-Sorocaba/162506463869020

https://www.facebook.com/pernarolfc

https://www.facebook.com/pages/S%C3%A3o-Roque-Futebol-Clube/560707440689289

https://www.facebook.com/canguerafc

http://secolorado.wix.com/inicio#!contato/c15n8

https://www.facebook.com/FERNANDINHO.GREMIO

https://www.facebook.com/ecjurema

https://www.facebook.com/PARQUEBRASILIA.1969

 

Vou abordar uma equipe que já, algumas vezes foi abordada por aqui. Mas como encontrei uma excelente foto, na REvista Sport Ilustrado de 1941, creio que merece o registro.

O São Paulo Railway Athletic Club (S.P.R.), oriunda da companhia ferroviária do mesmo nome a São Paulo Railway Co., em fevereiro de 1919, com o fim do São Paulo Athletic Club a colônia inglesa ficou sem clube, e assim com a criação do São Paulo Railway Athletic Club eles voltaram a ter uma associação desportiva.

Apesar de ser fundada em 1919 o São Paulo Railway Athletic Club disputou seu primeiro Campeonato Paulista de Futebol apenas em 1933, entre suas conquistas estão o Torneio Início de 1943, o Torneio Amistoso do Paraná em 1939 e um Vice-campeonato em 1933 do Campeonato Paulista de Futebol Amador (FPF).

 

 Fontes: Revista Sport Ilustrado – Wikipédia

 

 

Seguem alguns escudos de times amadores de futebol do Estado de São Paulo. Por ordem de apresentação: EC Cambaratiba (Distrito de Cambaratiba – Ibitinga), GR Padre Anchieta (Campinas), Soares FC (Ibiúna), dois escudos do União FC (Bairro Fazenda Velha – Pinhalzinho),  EC Alvorecer (Campinas), Leão FC (Osasco), EC União Bandeirante (Bastos) e Fortaleza FC (Poá).

Fonte:

https://www.facebook.com/pages/Esporte-Clube-Cambaratiba/702080239810786

https://www.facebook.com/pages/Gr%C3%AAmio-Recreativo-Padre-Anchieta/1453852581540806

https://www.facebook.com/soaresfutebolclube?fref=ts

https://www.facebook.com/UniaoFcFazendaVelha

https://www.facebook.com/pages/EC-Alvorecer/479039458777806

http://leaofc.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/EsporteClubeUniaoBandeirantesDeBastos

https://www.facebook.com/fortalezafutebolclubekemel?ref=stream&fref=nf

 

A Associação Atlética Sucrerie foi fundada em 8 de fevereiro de 1914 por funcionários da Société Sucrerie Brasiliene que era de origem francesa e dona do Engenho Central na Vila Rezende.

 

Segundo dizem, Angelo Filipini um dos seus fundadores confeccionou o primeiro carimbo do clube a mão, fazendo uso de um canivete.

Em 1942 em virtude da 2° Grande Guerra Mundial, por imposição governamental, os clubes com nomes estrangeiros foram obrigados a adotar nomes brasileiros, assim a A.A. Sucrerie passou a se chamar Clube Atlético Piracicabano.

Um dos grandes rivais do XV de Piracicaba foi um dos pioneiros do profissionalismo no interior e disputou a 2° divisão (atual série A2) até o ano de 1954, deixando o profissionalismo em 1955.

Por suas fileiras passaram grandes jogadores como Pepino, Rabeca, Strauss, Coringa (recebeu o Belford Duarte da CBD por nunca ter sido expulso), Tito Ducatti (o seu maior artilheiro), Benedito Julião que jogou muitos anos no Corinthians e chegou a ser convocado  para a Seleção Brasileira e Cuíca, ou melhor, Mazzola, campeão Mundial em 1958 na Suécia.

Foto do mestre Idálio Filetti, provavelmente dos anos 1940. Mostra a torcida do Estádio Dr. Kok. Interessante é saber que o estádio surgiu por intercessão de alguns desportistas, sendo a maioria deles funcionários do Engenho Central, que solicitaram emprestado terreno situado na av. Dona Francisca, através de seu proprietário Dr. Holger Jensen Kok, então diretor superintendente da Societé de Sucreries Bresiliennes – Engenho Central. No início do século passado, locou a área por valor ínfimo, para que pudessem construir um campo de futebol.

Uma campanha destinada a arrecadar fundos para a compra da área do estádio, foi desencadeada pelo Sr. Lázaro Pinto Sampaio, que contatou fornecedores, industriais, comerciantes, proprietários de engenhos, usineiros etc, além de contribuições dos funcionários da empresa Dedini S/A, a fim de buscar as verbas necessárias para a compra do referido terreno. Assim foi possível a efetivação da aquisição da área que foi denominada ESTÁDIO DR. KOK, em homenagem à memória do nobre ilustra patriarca, no dia 5 de agosto de 1941.

A foto mostra a sede administrativa do Clube Atlético Piracicabano, nos anos de 1960. Situava-se na avenida Barão de Serra Negra, ao lado da praça da Igreja Imaculada Conceição, na Vila Rezende. O clube representou por muitas décadas os rezendinos, senão toda Piracicaba. O prédio não existe mais.

Atualmente, o Clube Atlético Piracicabano possui sua sede na Avenida Brasília, número 571, no bairro de Vila Rezende, nessa cidade.

Clube Atlético Piracicabano em uma de suas formações no ano de 1956

                                    Outro modelo de escudo da Associação Atlética Sucrerie

 

Fontes:

fotoeahistoria.blogspot.com.br de Edson Rontani Junior

educandopeloesporte.com.br

Esporte Ilustrado – edição número 193 do dia 18 de dezembro de 1941

 

 

 

 

Peço licença a todos os membros, colaboradores e leitores do blog para publicar também o escudo em verde e branco do Clube Providro, é como o pagamento de uma dívida aos autores do Almanaque do Futebol Paulista, Rodolfo Kussarev Jr. e José Jorge Farah Neto, pois meses atrás havia publicado só o escudo em vermelho e branco. Isso ficou martelando até hoje, mas devido a correria passou pelo sentido em publicar, mas com a ajuda do amigo Sérgio e aproveitando a oportunidade consegui aliviar a consciência e oferecer os escudos em imagem melhores para quem não os tem. Esses escudos que publico são principalmente dedicados ao amigo Gerson Rodrigues, que possibilitou a minha entrada nesse maravilhoso espaço.

Fonte:

Almanaque do Futebol Paulista 2001

Almanaque do Futebol Paulista 2002

 

ITATIBA – “Princesa da Colina”

Situada a 80 km de São Paulo, na Serra da Jurema, Itatiba – que em tupi-guarani significa muita pedra, ou  “ajuntamento de pedras” (itá = pedra + tyba =ajuntamento), é carinhosamente chamada por seus moradores de ‘Princesa da Colina’, título que conquistou por seu relevo acidentado.

 

ITATIBA ESPORTE CLUBE

Data de fundação: 5 de março de 1937

Endereço da sede: Rua Piza e Almeida nº 592.

Endereço do estádio: Rua Jundiaí nº 360

Inicialmente chamou-se JUVENIL ITATIBA e posteriormente JUVENIL ITATIBA ESPORTE CLUBE. Somente em junho de 1940 passou a ser oficialmente chamado de ITATIBA ESPORTE CLUBE.

FUNDADORES DO ITATIBA ESPORTE CLUBE

Danton Ernesto de Lima, Alcides Gilli, Luís Machado, Vitório Polesi, José Casanova Neto, Armando e Luís Carra, Valter Schiavinatto, Ítalo e José Sesti, Jácomo Bedani, Osvaldo Coletti, Onofre “Pipi”, Alberto Passador, Joanin Prevedel, Anísio Consoline, Vai-Vai, Gervásio Dian, Varguinha, Nelito, Wilson Gianini, Onofre, Máximo Panzarin,Carleto, Dito Lau, Rabelo(de Jundiaí), Orestes Paganini, King, Valdomiro Mendonça, Carnevale, Zepo, Juca Machado, Luciano Cremonese, Orlando Marcondes “Pagode”, Acácio Panzarin, Luís Labriola, Caio Pires de Morais, Antonio Marciano, Wilson Rela, Pedro Dian, Campana, Juca e Benedito.

A PRIMEIRA DIRETORIA

 • Presidente de Honra: Paulo Abreu

• Presidente da Diretoria: Dr. José Fachardo Junqueira

• 1º Vice-Presidente: Dorival Moura Leite

• Secretário Geral: Dr. João B. Ottoni Bastos

• 1º Secretário: Octávio Pupo da Silveira

• 2º Secretário: Geraldo Ferraz Mello

• 1º Tesoureiro: José Faggiano Junior

• 2º Tesoureiro: Álvaro da Costa Saraiva

• Diretor Esportivo: Bruno Lazzarini

• Técnico Esportivo: Antonio Marrasco

• Conselho Consultivo: Luiz Machado, Armando Gianini E. Antonio Saccardi

No dia 20 de abril de 1941, aconteceu o primeiro jogo da nova fase do clube, contra o Marinheiros da Lapa, de São Paulo.

Ao time visitante foi pago 80$000 e a renda do jogo foi de 154$000. O técnico rubro-negro era Antonio Marrasco e o Itatiba E.C. venceu o jogo… É o que consta da ata do clube. Só esqueceram de colocar o placar!

Participações em campeonatos estaduais:

Terceira Divisão (atual  série A3) – seis vezes]

- 1961 – 1962 – 1963 – 1964 – 1965 – 1966

Quarta Divisão (atual série B) – uma vez

- 1960

Uma das formações do Itatiba Esporte Clube durante o ano de 1960

Hino Oficial do ITATIBA EC – “Vermelho e Preto”

Autor: Zé Beléu, na verdade José Manoel da Silveira Franco

Quem vem de lá,
Sou eu morena,
Abra a porteira
Que eu quero passar.

Vermelho e preto
Sinal de guerra
É o ITATIBA
Que estremece a terra!

No canto do rouxinol,
Anunciando a nossa chegada
Somos onze corações de ouro
Que entram em campo
E picam o couro

Quem vem de lá,
Sou eu morena,
Abre a porteira
Que eu quero passar.

Vermelho e preto
Sinal de guerra
É o ITATIBA
Que estremece a terra!

Evolução de escudos do Itatiba Esporte Clube

 

Fontes:

Prefeitura Municipal de Itatiba

Site do clube

A História do Itatiba Esporte Clube de Celso Fernando Catalano

Evolução de escudos: Virgínio Saldanha

 

O São Paulo Railway Athletic Club foi fundado na data de 16 de fevereiro de 1919, pelo inglês Arthur J. Owen, superintendente da estrada de ferro São Paulo Railway, com a finalidade de fazer com que os funcionários pudessem praticar o esporte.

Em 1936, foi promovido para a divisão principal, ao lado do São Paulo Alpargatas (que mais tarde passou a se chamar ALBION), o verdadeiro campeão amador da Capital.

Tendo em vista a estrada de ferro passar a se chamar Santos-Jundiaí, o São Paulo Railway Athletic Club mudou seu nome para Nacional Atlético Clube.

E, para comemorar esse fato, no dia 23 de fevereiro de 1947, foi realizado um amistoso, no Estádio Municipal do Pacaembu, contra o Clube de Regatas do Flamengo de Luis Borracha, Nilton e Norival. Biguá, Bria e Quirino. Adison, Tião, Pirilo, Vaguinho e Vevé.

O São Paulo Railway Athletic Club contou com o empréstimo dos jogadores Bauer, do São Paulo, Lorico, da Portuguesa de Desportos, Cláudio, do Corinthians, e Lima do Palmeiras.

O jogo foi um sucesso e a renda chegou a 112.433 cruzeiros, muito boa para uma época em que São Paulo tinha 2 milhões e 198 mil habitantes.

Quem entrou em campo foi o SPR A.C., com as camisas brancas e calções azul escuro e o escudo com as três letras no peito. Lá estavam Ivo, Moacir e Dedão. Charuto, Wallace e Inglês. Crespo, Vicente, Jesus, Passarinho e Tim.

Vicente abriu a contagem aos 2 minutos, Vaguinho empatou aos 5 e fez o segundo aos 10. Por causa de um toque de mão de Charuto, Pirilo marcou de pênalti, aos 15. Vicente, outra vez, fez 3×2, aos 42 minutos.

No intervalo, os jogadores caminharam até o placar de bandeirinhas vermelhas, arriaram a bandeira do SPR A.C., que estava ao lado das dos outros clubes da Federação, e colocaram em seu lugar o novo pavilhão do Nacional.

No segundo tempo, o Nacional jogou com Ivo, Moacir e Lorico; Charuto, Bauer e Inglês; Cláudio, Lima, Jesus, Vicente e Tim.

O Flamengo fez mais dois gols (Adilson, aos 20 e Pirilo, aos 34), contra outro de Vicente (aos 19 minutos) e a partida terminou com o placar de 5 a 3 para o Clube de Regatas do Flamengo.

OBS: segundo a Flapédia, o C.R. do Flamengo jogou com Luís Borracha, Newton, Norival, Biguá (Jacy), Bria, Quirino, Adilson (Velau), Tião (Perácio), Pirilo, Vaguinho e Vevé. E os gols do rubro negro foram: Vaguinho(2), Pirilo(2) e Vevé.

Fontes: Fotos e texto parcialmente retirados do periódico “O Estado de S. Paulo – Jornal da Tarde”, de autoria do inesquecível jornalista Sérgio Baklanos, cujo caderno de esportes circulou no dia 4 de outubro de 1982.

Escudos: Wikipedia

 

 

Fonte: Sport Ilustrado

 

CORINTHIANS

PALMEIRAS

SANTOS F.C.

SÃO PAULO

 

Fonte: Sport Ilustrado

 

O Palmeiras Atlético Clube, da Vila Hayden na cidade de Santos/SP, foi fundado nos anos 40. A sua criação foi inspirada em  seu homônimo da capital paulistana.

Fonte:

http://www.giginarede.com.br/

http://www.varzeasantista.com/

 

O Marinheiros Futebol Clube foi fundado em 07 de Setembro de 1947. Disputou o Campeonato Santista Amador em 1959 na divisão principal. O clube exercia a prática de futebol e natação.

Fonte:

http://www.giginarede.com.br/index.asp

colaborador Airton Bonfim

 

O Estádio Conde Rodolfo Crespi (popularmente conhecido como Estádio da Rua Javari ou Rua Javari) é o estádio de futebol onde o Clube Atlético Juventus manda seus jogos. O Estádio fica localizado no bairro da Mooca, Zona leste da cidade de São Paulo. Construído em 26 de abril de 1925, inaugurado em 10 de novembro de 1929 e adquirido da família Crespi pelo Clube Atlético Juventus em 1967, atualmente possui capacidade oficial para: 4.004 pessoas, no entanto já registrou a presença de 15 mil torcedores.A marca aconteceu num jogo onde o Juventus perdeu de 3 a 1 para o Corinthians, realizado no dia 13 de julho de 1941, quando houve a reinauguração do estádio devido à construção das arquibancadas de concreto e tribunas, as quais se mantêm até os dias de hoje.

 

Fontes: Wikipédia – Jornal Sport Ilustrado

 

O Cunha Moreira Futebol Clube, da cidade de Santos/SP, foi fundado em 26 de Janeiro de 1950. Foi campeão da 1ª divisão santista no seu 1º ano de vida.

Fonte:

http://www.giginarede.com.br/index.asp

http://www.varzeasantista.com/

 

Pela primeira vez na história, um clube paulista sagra-se campeão do Sulbrasileiro de Futebol Amador, o Ferroviários Atlético Clube de Bragança Paulista. O campeonato deste ano foi realizado no Estádio da Montanha em Nova Veneza(SC).

 

 

Jogos

21/11 – Serrano 0×4 Ferroviários

21/11 – Caravággio 0×0 Bandeirantes

22/11 – Bandeirantes 2×1 Serrano

22/11 – Caravággio 0×0 Ferroviários

23/11 – Ferroviários 6×1 Bandeirantes

23/11 – Caravággio 3×0 Serrano

 

Campeão: Ferroviários Atlético Clube de Bragança Paulista(SP)

Vice: Caravággio Futebol Clube de Nova Veneza(SC)

3º Lugar – Bandeirantes FC de Colombo(PR)

4º Lugar – EC Serrano de Canela(RS)

 

Obs.: o representante gaúcho foi escolhido através de sorteio entre Serrano e Doze Horas, uma vez que o campeonato está paralisado por ação do Guaíba FC. o campeonato gaúcho deste ano contou com a participação de apenas 4 equipes, sendo que o Tamoio de Viamão desistiu em meio ao campeonato. O Serrano atribui a má companha no Sulbrasileiro ao curto período de preparação, tendo apenas duas semanas para se preparar e montar o elenco.

 

 

 

O clube foi fundado em 26 de Abril de 1946, mas profissionalizou-se somente no ano de 1955. Seu uniforme é semelhante ao da Seleção Brasileira de Futebol. Atualmente disputa o amadorismo e faz um ótimo trabalho nas categorias de base.

Fonte:

http://www.segundonapaulista.com.br/

http://www.futebolnacional.com.br/

 

Segue a ficha completa do 1º jogo das finais da Copa do Brasil 2000 entre Cruzeiro e São Paulo. O São Paulo FC disponibilizou através de um e-mail a renda e público, que até hoje não haviam sido divulgados.

SÃO PAULO 0×0 CRUZEIRO

Data: Quarta-Feira, 05 de Julho de 2000 – 21h30min (Horário de Brasília)
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo, Morumbi (São Paulo, SP)
Público: 52.472
Renda: R$ 545.990,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)
Cartões Amarelos: Belletti, Alexandre e Maldonado (São Paulo); Marcos Paulo e Ricardinho (Cruzeiro)
Cartão Vermelho: não houve

São Paulo:

Rogério Ceni, Belletti, Edmilson, Rogério Correa e Fábio Aurélio; Alexandre (Fabiano), Maldonado, Raí (Edu) e Marcelinho Paraíba; Sandro Hiroshi (Carlos Miguel) e França.

Cruzeiro:

André Döring, Rodrigo, Cris, Cléber e Sorín (Alonso); Donizete Oliveira, Ricardinho,  Marcos Paulo e Jackson (Viveros); Geovanni (Muller) e Oséas.

 

Fonte:

colaborador Fernando Marcelino

São Paulo FC

https://baudofutebolce.wordpress.com/2011/05/01/13%C2%AA-copa-do-brasil-2000-final/

 

Segue o escudo revitalizado da Associação Atlética República, do bairro da Aclimação, capital paulistana.

Fonte:

https://www.facebook.com/AssociacaoAtleticaRepublicaAclimacao/timeline?ref=page_internal

colaborador Fernando Marcelino

 

O União Agrícola Barbarense Futebol Clube, da cidade de Santa Bárbara d´Oeste, Estado de São Paulo, está completando neste dia 22 de novembro de 2014, cem anos de vida.

Os apelidos “Leão da Treze” ou “Alvinegro da 13 de Maio” é uma alusão ao endereço onde sua sede está instalada: Rua Treze de Maio número 1269.

 

História

Fundado no dia 22 de novembro de 1914, inicialmente com o nome de União Foot-Ball Club, a equipe de Santa Bárbara d’Oeste teve diversos nomes até chegar ao que ostenta atualmente. Em 1918, passou a se chamar Athlético Barbarense Foot-Ball Club e, um ano depois, se chamou Sport Club Athlético Barbarense. No ano de 1920, o clube se fundiu com o 7 de Setembro da Fazenda São Pedro e, mais uma vez, alterou seu nome: Sport Club União Agrícola Barbarense. Por fim, ainda naquele ano, passou a portar a denominação que tem até hoje: União Agrícola Barbarense Futebol Clube.

No ano seguinte da definição do nome, em 1921, o União Barbarense se registrou na APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), que comandava o futebol do Estado. Vinte anos depois, em 1941, filiou-se à Federação Paulista de Futebol, ainda como amador, e no ano seguinte passou a ser membro da LBF (Liga Barbarense de Futebol), entidade do município de Santa Bárbara d’Oeste.

Apenas em 1964 é que o clube se profissionalizou nos quadros da Federação Paulista de Futebol e sua estréia não foi das mais felizes diante de Alumínio: derrota por 3 a 1 em partida válida pela 3ª Divisão de Acesso. Nesta partida, o autor do primeiro gol da equipe como profissional foi o atacante Mané de Campos. Três anos depois, o União decidiu adotar o “Leão da 13″ como mascote do clube, em homenagem aos torcedores fiéis que apoiavam com garra o time (como leões) e à sede do clube, na Rua Treze de Maio.

O primeiro título do clube foi conquistado em 1946, quando ainda era amador, o de campeão da cidade pela Liga Barbarense de Futebol. Dois anos depois, mais uma conquista: Campeão amador da região, disputando o Campeonato Paulista do Interior pela FPF. Foi tricampeão da “Taça Cidade de Santa Bárbara” nos anos de 1957, 1961 e 1963. Nessse período, mais precisamente em 15 de novembro 1959, o Jornal D’Oeste publicou a composição do Hino Oficial do clube, de autoria do Professor José Dagnoni (letra) e Hermosa Hadad Baruque Murbach (música). Em 1967, já como profissional, foi Campeão Paulista da 2ª Divisão, conquistando o acesso à 1ª Divisão (uma abaixo da divisão principal).

A partir daí, o clube conquistou alguns títulos regionais, como o Torneio Intermunicipal Americana x Santa Bárbara d’Oeste em 1973 e passou por bons e maus momentos. Depois de ficar alguns anos sem disputar os campeonatos da FPF foi, finalmente, em 1990, vice-campeão Paulista da 2ª Divisão, conquistando mais uma vez o acesso à Divisão Intermediária. Em 1995 foi Campeão Paulista de Juniores da Série A3 e, em 1996, dos Jogos Abertos do Interior, com a equipe de Juniores. Em 1997, conquistou o vice-campeonato da Série A3 do Paulista. No ano seguinte, o maior trunfo até então: o título do Campeonato Paulista da Série A2 e o acesso à divisão principal estadual.

Em 1999, por terminar o Paulistão como melhor time do interior na tabela, o União Barbarense se tornou Campeão do Interior. Em 2001, foi vice-campeão da Copa Federação Paulista de Futebol e, em 2004, Campeão Brasileiro da Série C. Entretanto, um ano depois do acesso à Série B, foi novamente rebaixado à Terceira Divisão nacional, por três pontos.

Nas competições estaduais, o União Agrícola Barberense se manteve na principal divisão do campeonato paulista até 2005, quando foi rebaixado para a Série A2 de 2006. Um novo tropeço em 2006 levou a equipe à Série A3, quando terminou a competição de 2007 na décima colocação.

O estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães, também conhecido como “Toca do Leão” está localizado na cidade de Santa Bárbara D’Oeste, no estado de São Paulo e pertence ao União Agrícola Barbarense Futebol Clube. Seu nome foi dado em homenagem a um ex-presidente e patrono do clube. Foi inaugurado em 21 de maio de 1921 e seu primeiro jogo foi União Barbarense 3 a 1 contra o EC Concórdia de Campinas. O estádio tem capacidade para 14.914 pessoas.

O estádio está situado na Rua 13 de Maio, 1269 – Santa Bárbara D’Oeste – SP

 

 

A Torcida Uniformizada Sangue Barbarense é a principal e a maior torcida uniformizada do União Agrícola Barbarense Futebol Clube.

Fundada na data de 11 de novembro de 1984, é a segunda torcida mais antiga do interior do Estado de São Paulo e a quinta, incluindo a capital.

Fontes:

História (site do clube);

Estádio (botoesparasempre.blogspot);

Foto da equipe: Gustavo Belofardi;

Mascote: flogao

 

 

Oi amigos,

encontrei digitalizado o escudo da Associação Atlética República, do bairro da Aclimação, em São Paulo, que havia jogado as divisões de acesso do Campeonato Paulista nas décadas de 20 e 30.

Este escudo havia sido publicado no Guia Oficial do Campeonato Paulista de 2009, porém, seu escudo estava muito pequeno e bem difícil de escanear.

Fonte: https://www.facebook.com/AssociacaoAtleticaRepublicaAclimacao/timeline?ref=page_internal

abs

Wanderson

 

O Jabaquara Atlético Clube também já é centenário.

No dia 15 de novembro de 1914,  um grupo de nove jornaleiros, ou vendedores de jornais, descendentes de espanhóis, do então chamado Largo do Rosário, atual Praça Rui Barbosa, fundaram em Santos o Hespanha Foot Ball Club.

O nome Hespanha, sugerido por um ex-escravo, virou Espanha e, por fim, Jabaquara Atlético Clube, nome adotado devido a proibição, durante a Segunda Guerra Mundial,  do uso de nomes de países estrangeiros.

O goleiro Gilmar dos Santos Neves foi uma das maiores revelações feitas pelo Jabaquara A.C.

Posteriormente, o Jabaquara mudou-se para o bairro do Macuco onde, devido a notáveis exibições que o levou a se sagrar várias vezes campeão de Santos e do Litoral, ganhou dos santistas um apelido imortal: Leão do Macuco.

Jabaquara A.C. em 1960

Algum tempo depois, mudou-se para a Ponta da Praia e por fim se estabeleceu no bairro da Caneleira, na Zona Noroeste da cidade.

Na Caneleira o Jabuca mantém seu estádio Espanha e também sua sede social. A mudança para esse bairro deu origem a um novo apelido: Leão da Caneleira.

 

ESTÁDIO ESPANHA

O Jabaquara Atlético Clube, um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol, atualmente se encontra na 2ª Divisão do Campeonato Paulista de Futebol.

Parabéns ao Jabaquara Atlético Clube que, na data de 15 de novembro de 2014, completou cem anos de existência.

 

Fotos: com o arqueiro Gilmar e Estádio Espanha: novo milênio / Jabaquara AC em 1960: arquivo pessoal de Sérgio Silveira – esporte.terra.com.br

Escudo digitalizado por Virginio Saldanha

 

 

 

 

O DIA EM QUE O PAULISTANO DISSE ADEUS AO FUTEBOL

 

Nenhum clube conquistou tantos títulos no regime amador deste país como o Clube Atlético Paulistano. Por tudo isto mereceu a alcunha de GLORIOSO. O alvirrubro do Jardim América, representando a elite paulistana no nascedouro deste jogo, chegou inclusive a uma façanha, inédita até hoje, seu tetra campeonato paulista (1916, 1917, 1918 e 1919). E além dos ONZE CAMPEONATOS levantados (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1991, 1921 – todos na sua fase áurea, e mais os campeonatos de 1926, 1927 e 1929, na caída final,  jogando na Liga de Amadores, quando se revoltou contra os primeiros ensaios do profissionalismo em terras bandeirantes.

Além destes títulos, o Clube Atlético Paulistano assinalou a grande conquista do primeiro Campeonato Brasileiro de clubes na década de vinte, derrotando o Fluminense FC do Rio de Janeiro e o SC Brasil, do Rio Grande do Sul.

Isto para não falar na sua antológica e memorável excursão à Europa em 1925. Foi então o primeiro clube brasileiro e sul-americano a jogar em campos europeus, com grandes resultados, derrotando seleções e clubes importantes, perdendo apenas um jogo em dez partidas.

Muitos troféus, taças e lauréis em cotejos interestaduais e internacionais colecionou o Paulistano que possuiu sem dúvida os dois maiores e mais talentosos Monstros Sagrados das décadas de 10 e 20 do futebol brasileiro: Rubens de Moraes Salles – um centromédio de notável carreira e Arthur Friedenreich, um dos melhores atacantes e goleadores da história brasileira em todos os tempos.

1929 – A DESPEDIDA DOS CAMPEÕES

Quando o Paulistano se desentendeu na APEA, em fins de 1925, por ocasião da decisão do campeonato contra a A.A. São Bento, sua revolta era um grito de contestação ao futebol profissional que na última metade da década de vinte já começava a se pronunciar e que conflitava com os ideais do Paulistano. Foi aí que em sua sede nasceu a Liga de Amadores. Com ele se juntavam três outros clubes pioneiros do futebol paulista: o S.C. Germânia (hoje Pinheiros), S.C. Internacional de Antonio Casemiro da Costa, desaparecido no advento do novo regime, juntamente com a A.A. das Palmeiras, outro clube pioneiro. Alguns clubes pequenos se juntaram a eles nesta Liga de Amadores, o derradeiro grito de revolta dos adeptos do Amadorismo.

A Liga de Amadores teve curta duração, no entanto. O Profissionalismo já era uma realidade, da qual apenas alguns poucos tentavam se afastar. Quatro anos, quatro campeonatos. O Paulistano campeão em 1926, 1927 e 1929. No certame de 1928, ele teve que ceder as honras da liga ao S.C. Internacional, e mais uma vez numa decisão “extra”.  Além dos seus onze títulos de campeão paulista, o Paulistano esteve envolvido em outras decisões – como em 1920, por exemplo, quando seria penta campeão se vencesse – e perdeu todas.

No último ano de sua vida no futebol, o Paulistano foi absoluto na Liga. Com apenas 6 pontos perdidos, um time já cansado de glórias, chegou outras 6 vezes a f rente do segundo colocado, não sem certa surpresa, a modesta A.A. Portuguesa, da cidade de Santos. E neste campeonato já pontificam a A.A. Ponte Preta, de Campinas,  (3º lugar, com 15 pontos), a A. Portuguesa de Sports (4º lugar, com 16 pontos, o Hespanha F.C. (hoje Jabaquara A.C.). da cidade de Santos (6º lugar com 18 pontos); o veterano C.A. Santista, outro baluarte do amadorismo; a A.A. São Bento – também reduto de expressão do regime quase morto e do famoso Colégio de Padres; e o Paulista F.C., da cidade de Jundiaí, presente desde o primeiro Campeonato da Liga.

Uma agremiação quase de várzea – o Antárctica F.C. – um dos antepenúltimos colocados do certame, com 24 pontos perdidos foi o derradeiro adversário do Glorioso em sua trajetória no futebol.

A SÚMULA DO JOGO

Fazia mau tempo. Era um domingo 15 de dezembro de 1929. A partida teve lugar no campo do Jardim América (campo do Paulistano). O clube alvirrubro vinha de resultados negativos, mas mesmo assim uma ótima assistência lotava o campo. O Antárctica, adversário do campeão, era um time modesto do bairro da Moóca. No entanto, uma grande atuação dos companheiros de Arthur Friedenreich levou o Paulistano a sua consagradora vitória de 6 a 1. Era a derradeira exibição do Paulistano no futebol. Quem viu, viu, quem não viu não veria nunca mais aquela camiseta tradicional nos verdes gramados brasileiros.

Os dois quadros entraram em campo assim constituídos:

Paulistano – Nestor, Clodoaldo e Barthô; Romeu, Rueda e Abbate; Luizinho, Joãozinho, Fried, Milton e Zuanella.

Antárctica – Damião, Jahu e Roque; Romano, Mona e Coca; Delphim, Alfredinho, Maxa, Spitaletti e Mathinas.

No quadro do Paulistano aparecia o extrema-direita Luizinho. Era o hoje Doutor Luiz Mesquita de Oliveira – mais tarde um notável extrema-direita, campeão pelo Palestra Itália e pelo São Paulo F.C.. O árbitro do encontro foi o senhor Cecarelli do São Bento.

No primeiro tempo o Paulistano construiu praticamente sua grande vitória. Milton, no primeiro minuto de jogo, abriu a contagem e o mesmo Milton, aos oito minutos, fez 2 a 0. Ambos em lançamento de Fried; aos 26 minutos Fried marcou o terceiro gol e aos 28, outra vez Fried lançou Milton, goleador da partida, para estabelecer 4 a 0. Foi aí que surgiu aos 36 minutos aquele que viria a ser o “gol de honra” do Antárctica, de autoria de Spitaletti. Fried, aos 39 minutos, quase em cima do apito do árbitro, marca Paulistano 5 a 1 e assinala seu último gol pelo clube do Jardim América. Na fase final, um gol somente. O derradeiro gol da história do Paulistano no futebol: o menino Luizinho, aos 39 minutos, no finzinho da partida.

Assim se conta a derradeira página do futebol no Paulistano. No jogo preliminar pelo Campeonato de Segundos Quadros, a vitória pertenceu ao Antárctica F.C., por 5 a 2. E este time secundário do clube da Moóca foi campeão paulista da Liga de Amadores em sua divisão.

O resto é saudade. Saudade de tanta gente boa. Saudade dos remanescentes do futebol de ouro do Paulistano, como o goleiro Nestor, a zaga Clodô e Barthô; os médios Rueda e Abbate; o extraordinário Arthur Friedenreich.

 

Fontes: texto copiado, na íntegra, de um antigo recorte retirado do jornal “Popular da Tarde”, salvo engano dos anos setenta, que guardo em meu acervo. O texto não traz a assinatura do autor.

Fotos: http://acervoshistoricos.blogspot.com.br

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