Modesto Futebol Clube (Rio de Janeiro-RJ) - 1944

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

 

Amistoso em 1932 – São Paulo F.C. (SP) 1 x 1 C.R. Vasco da Gama (RJ)

Partida realizada na data de 12 de maio de 1932, na Chácara da Floresta, em São Paulo.

Juiz: Virgilio Fredrighi, do Rio de Janeiro.

Gols: Friedenreich (SPFC) e Gallego (CRVG)

São Paulo: Joãosinho, Caetano e Barthô. Milton, Bino e Fabio. Luizinho, Alvaro, Friedenreich, Araken e Junqueira.

Vasco da Gama: Waldemar, Domingos e Italia. Tinoco, Henrique e Gringo. Bahianinho, Gallego, Russinho, Bahia e Sant´Anna.

Fonte: Diário Nacional

 

 

 

Clube de Regatas Flamengo (Rio de Janeiro-RJ) - 1944

Fonte: Gazeta Esportiva / SP

 

Dinamo Zagreb (Iugoslávia) - 1953

 

 

O Foot-Ball and Athletic Club – era assim a grafia do nome nos estatutos – foi um clube de futebol da Tijuca, fundado por moradores daquele bairro e dos vizinhos Engenho Velho e Andaraí. O Athletic, como era chamado pelos jornais, teve a honra de disputar o primeiro Campeonato Carioca de Fooball, em 1906. E mais do que isso: foi por iniciativa do alvirrubro da Tijuca, através de seu presidente Santiago Rivaldo, que as reuniões para a criação da Liga Metropolitana de Football, em 1905, foram convocadas.

As cores do clube eram o vermelho e branco, como muitos sabem. Mas o verde aparece como cor alternativa em várias circunstâncias. Comecemos pelas informações que possuímos nos estatutos do clube, pesquisados no Arquivo Nacional (RJ). Em vermelho, meus comentários:

Foot-Ball and Athletic Club
Fundação: 27 de setembro de 1903 (algumas fontes na internet dizem 27 de junho de 1904; não sei de onde vem essa data. A fundação de 1903 também consta nos jornais que pesquisei)
Sede social: rua Haddock Lobo, 187
Campo: rua Asylo Izabel (pelo que pesquisei, deve ser a atual rua Mariz e Barros)
Cores do clube: vermelho e branco (importante: o verde não faz parte das cores oficiais, da mesma forma que o branco não faz parte das cores oficiais do Flamengo, mas é usado aqui e ali como veremos adiante)
Bandeira: Pavilhão vermelho e branco em listras horizontais, tendo no canto superior esquerdo um quadrado branco com o monograma do clube em vermelho
Uniforme: Para os primeiros teams, camisas vermelhas com gola e punhos brancos, tendo no peito um distintivo branco com o monograma do clube em vermelho, calções brancos com cinta verde e meias verdes com as cores do clube no canhão; para os segundos teams camisas verdes com golas e punhos brancos e distintivos nas cores do clube com orla verde (o verde aparece nas meias e cintas do primeiro uniforme e como uniforme principal dos chamados segundos quadros. A informação de que a orla do distintivo é verde é confusa, seria mesmo apenas no distintivo dos segundos times?)

Além dos estatutos, outras citações da cor verde:

- O Jornal do Commercio, na cobertura do amistoso Athletic 2-1 Bangu (em 16/10/1904) comenta que os sócios do Bangu vestiam vermelho e branco e os do Athletic vermelho, verde e branco. Em algumas fotos antigas é comum ver sócios, e mesmo jogadores ao entrar em campo, usarem uma espécie de blazer do clube, e provavelmente era disso que o jornal tratava.

- O Athletic usou camisas verdes no jogo de campeonato Bangu 3-1 Athletic, em 20/5/1906. Quando vi essa informação a primeira vez, achei que fosse erro, já que nos demais jogos do campeonato o clube é descrito como alvirrubro. Mas a informação foi repetida outras vezes, inclusive na coluna “Recordando a infancia de nosso football” do jornal Diário de Notícias, em 1934. Talvez tenham usado o uniforme verde dos segundos quadros para não confundir com o alvirrubro Bangu?

Mudança de nome para Associação Athletica Internacional:

Em assembléia de 21/11/1906 ficou decidida a mudança de nome do Athletic para Associação Athletica Internacional. A mudança parece ter deixado os jornais confusos: uns chamam o clube de Athletica, outros de Internacional. Infelizmente, nunca achei um estatuto do clube com essa nova denominação. Mas sabe-se que o mesmo manteve as cores vermelha e branca.

O uniforme do clube para a temporada de 1907 aparenta ser um pouco diferente. As camisas que chegam são inteiramente vermelhas (as anteriores tinham gola branca). Como o Campeonato Carioca já havia começado, o clube até então jogou provisoriamente com camisas brancas e calções pretos. É com esse uniforme que achei a única foto do clube, do jogo Fluminense 5-0 Internacional (jogo disputado em 5/5/1907 , foto da revista Fon-Fon)

 

Possível foto do Foot-Ball and Athletic Club

O pesquisador Cláudio Falcão me enviou a cópia de uma foto, adquirida por um amigo, no mercado de antiguidades da Praça XV. A mesma não possui identificação nenhuma, mas por ter sido adquirida em uma coleção carioca, tem boas chances de ser de um time do Rio de Janeiro. O estilo da foto e dos uniformes lembra a década de 1900, e o escudo da foto tem um visível FAC (iniciais do Foot-Ball and Athletic Club), além de bater com a descrição das camisas do clube (vermelhas com golas brancas, distintivo branco com monograma). Mais um detalhe que chama a atenção: a equipe principal do Athletic era formada por uma maioria de brasileiros e um ou dois ingleses, o que parece ser o caso da foto. Contudo, não podemos ter certeza. Caso alguém reconheça algum jogador da foto, ou o escudo, por favor me diga:

 

 

 

 

 

 

 

Fluminense Football Club (Rio de Janeiro-RJ) - 1935

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

Fluminense Football Club (Rio de Janeiro - RJ) - 1939

Fonte: Gazeta Esportiva / SP

 

Seleção Carioca de Futebol - 1938

Fonte: Gazeta Esportiva / SP

 

Seleção Carioca de Futebol - 1932

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

Valdir marcou dois gols

SELEÇÃO DE TUBARÃO (SC) 4 X 1 PORTUGUESA (RJ

Data: 19/5/1957

Estádio: Anibal Costa (Tubarão)

Árbitro: Adelson Menezes (SC)

Renda: Cr$ 60.660,00

Seleção de Tubarão – Pipa; Bega, Edu e Rato; Luizinho e Carequinha (Juarez); Xuxu, Lourinho, Valdir (Bracinho), Mangueira (Ernani) e De Lucas (Walmir). Técnico: Pajé.

Portuguesa – Antoninho (Jorge); Estevão, Juvaldo e Cicarino; Haroldo e Tião (Miraldo); Renato, Guilherme, Jaime, Russo e Carlinhos.

Gols: Waldir (2), De Lucas e Xuxu (T); Jaime (P).

 

Fonte/foto: A Imprensa, reprodução Roberto Roberge e acervo do autor.

 

O Sport Club União de Ururaí é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). O Tricolor de Aço do Norte-Noroeste Fluminense foi Fundado no dia 08 de Março de 1920, a sua Sede fica localizada na Avenida Amaral Peixoto, s/n, no 1º Distrito de Ururaí, que está cerca de 12 km do Centro de Campos dos Goytacazes.

Um dos momentos mais especiais vividos pelos seus torcedores foi o tricampeonato municipal conquistado em 1974, 1975 e 1976. Segundo os ururaienses, foi neste período em que o União viveu a melhor fase de sua quase centenária história.

De acordo com a Liga Campista de Desportos, a conquista expressiva mais recente do clube foi a Taça Cidade de Campos em 1997, após superar o Paraíso Futebol Clube. Forte nos campeonatos locais, o Sport Club União de Ururaí tem como seus principais rivais o Esporte Clube União Santa Cruz e o Guarani Futebol Clube, este último do mesmo distrito.

FONTES: Diego Rangel Mitos e Lendas do futebol – Liga Campista de Desportos – Livro “No País do Futebol, Cidade sem Memória: A História Futebolística de Campos dos Goytacazes”, de autoria do meu amigo Aristides Leo Pardo – Página no Facebook “Retratos do Futebol Fluminense”

 

Seleção Carioca de Futebol - 1941

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 
EC TAUBATÉ (TAUBATÉ – SP)

3

FLUMINENSE FC (RIO DE JANEIRO – RJ)

3

DATA: 24 de junho de 1934 LOCAL: Taubaté – SP
JUIZ: CARÁTER: Amistoso Nacional
GOLS: Romeu (2) e Zeca / Prego (2) e Tintas
Taubaté(SP): Chiquito; Barobosa Lima e Ojeda; Argemiro, Renato e Zé Luiz; Ismael, Zeca (Savé), Cassio, Domingos e Romeu.
Fluminense(RJ): Veloso; Ernesto e Julio; Macielo, Hélio e Neves; Bermudes, Russo, Tintas (Arrilaga), Prego e Sálvio.

Fonte: A Gazeta Esportiva / SP

 

Torneio dos Campeões Estaduais de 1967 reuniu os campeões estaduais de Minas GeraisSão Paulo e Rio de Janeiro de 1966. O torneio foi organizado pela Federação Mineira de Futebol.

Participantes

A ideia era colocar em um torneio as melhores forças das principais praças no Brasil. Sendo assim, jogariam o Torneio dos Campeões o campeão da Taça Brasil, o campeão carioca, o campeão paulista e o campeão mineiro. Como o Cruzeiro foi o campeão da Taça Brasil e do Campeonato Mineiro, uma vaga se estendeu ao vice-campeão mineiro.

Jogos

18/01/1967 – Cruzeiro 0 – 2 Bangú

 Local: Mineirão , Belo Horizonte, MG

Renda: NCr$ 98.247,00

Árbitro: Aírton Vieira de Morais; com Juan de laPassión e Joaquim Gonçalves

Gols: Paulo Borges (40’/1) – Aladim (32’/2)

Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Hilton Oliveira. [Técn: Airton Moreira]

Bangú: Ubirajara; Fidélis, Mario Tito, Luiz Alberto e Pedrinho; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Cabralzinho (Fernando), Norberto (Ênio) e Aladim.[Técn: PlacidoMontores]

 

18/01/1967 – Atlético Mineiro 3 – 1 Palmeiras

Local: Mineirão, Belo Horizonte/MG

Renda/Público: NCr$ 98.247,00 (35.552)

Árbitro: Olten Aires de Abreu

Expulsões: Dudu – Tião (ambos aos 26’/2)

Gols: Servilio (12’/1) – Lacy (40’/1) – Edgard Maia(7’/2) – Buião (26’/2)

Atlético Mineiro: Hélio; Canindé, Grapete, Vander e Warlei; Wanderley e Lacy (Edmar): Buião, Edgard Maia. Santana e Tião.[Técn: Gerson dos Santos]

Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha (Dudu) e Ademir da Guia (Suingue); Gallardo (Gildo), Dario (Ademar), Servilio e Rinaldo (Gallardo). [Técn; Mario Travaglini]

 

Decisão do 1o Lugar

22/01/1967 – Atlético Mineiro 2 – 2 Bangú

Local: Mineirão, Belo Horizonta/MG

 

Renda/Público: NCr$ 159.953,00 (55.928)

Árbitro: Airton Vieira de Morais; com Gil Trindade e Joaquim Gonçalves da Silva

Gols: Paulo Borges (28’/1) – Norberto (7’/2) – Edgard Maia (13’/2) – Santana (27’/2)

Atlético Mineiro: Hélio; Canindé, Grapete, Vander e Warlei; Wanderley e Lacy: Buião, Edgard Maia. Santana e Tião (Ronaldo). [Técn: Gerson dos Santos]

Bangú: Ubirajara; Fidélis, Mario Tito, Luiz Alberto e Pedrinho; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Cabralzinho, Norberto e Aladim. [Técn: PlacidoMontores]

 

Decisão do 1o Lugar (repetição)

 

19/03/1967 :Atlético Mineiro 0 – 1 Bangú

Local: Mineirão, Belo Horizonte/MG

Renda/Público: NCr$ 33.968,00 (16.773)

Árbitro: José Teixeira de Carvalho

Expulsão: Vanderley (31’/2)

Gol: Cabralzinho (8’/1)

Atlético Mineiro: Luizinho; Canindé (Warlei), Grapete, Vander e Décio; Wanderley e Santana: Buião, Ronaldo. Beto (Edgard Maia) e Tião.[Técn: Gerson dos Santos]

Bangú: Ubirajara; Cabrita, Mario Tito, Luiz Alberto e Pedrinho; Jair e Ocimar; Tonho, Paulo Borges, Cabralzinho (Fernando), e Aladim. [Técn: Martim Francisco]

[Observação: a partida também foi válida pelo Torneio Roberto Gomes Pedroza]

 

Decisão do 3o Lugar

22/01/1967 – Cruzeiro 3 – 2 Palmeiras

Local: Mineirão, Belo Horizonte/MG

Renda: NCr$ 159.953,00

Árbitro: Olten Aires de Abreu; com Juan da la Passion e Euclides Borges

Gols: Servilio (6’/1)- Evaldo (29’/1) – Tostão (35’/1) – Dirceu Lopes (45’/1) –          Dario (9’/2)

Cruzeiro: Raul (Tonho); Pedro Paulo, Vavá, Procópio e Neco; Wilson Piazza eDirceu Lopes; Natal (Wilson Almeida), Evaldo (Zé Carlos), Tostão e Hilton Oliveira (Dalmar). [Técn: Airton Moreira]

Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca e Ferrari; Zequinha e Ademir da Guia; Gildo (Dario), Gallardo (Cardosinho), Servilio e Rinaldo. [Técn; Mario Travaglini]

 

CAMPEÃO: BANGÚ ATLÉTICO CLUBE

VICE-CAMPEÃO: CLUBE ATLÉTICO MINEIRO

3o LUGAR: CRUZEIRO ESPORTE CLUBE

4o LUGAR: SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS

 

Fonte: Marlon Kruger Compassi / RS

 

FONTE: Revista O Cruzeiro

 

FONTES: Estatuto da AMEA – Revista O Cruzeiro

 

Por: Sérgio Mello

A paixão pelo futebol transcende a lógica e a razão, onde pode levar um cidadão pacato em num torcedor ou desportista atingir picos do devaneio. Apesar de ter surgido no Brasil por meio dos burgueses, o “esporte bretão” ganhou popularidade por meio da massa, que na sua maioria vinha dos locais mais humildes.

Entre o glamour e o fascínio, a realidade do futebol contam com muitos personagens espalhados pelo país! Dentre tantos, um nome tem muitas histórias para contar. Talvez o nome: João Baptista Chagas Ferreira Neto, não chame muito a sua atenção, mas quando ler essa reportagem, essa história mudará.

Classificar João Baptista Chagas como apaixonado por futebol, talvez seja o começo de um esboço que terminou como uma grande obra prima. Durante a trajetória esportiva João Baptista Chagas jogou futebol de areia, futebol de campo, depois se tornou árbitro, onde atuou na praia e no futebol profissional!

Década de 50: o início de um sonho

Após o fim da Segunda Guerra, o mundo viu o “Fim de uma tempestade e o início de um lindo sol e um belo arco-íris“. Assim, a década de 50 chegou: que depois ficou conhecida como o período dos “anos dourados“.

Uma época marcada por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais. Foi a década em que começaram as transmissões de televisão, provocando uma grande mudança nos meios de comunicação. No campo da política internacional, os conflitos entre os blocos capitalista e socialista (Guerra Fria) ganhavam cada vez mais força.

No futebol, o país viveu a experiência de sediar a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 1950. O Uruguai sagrou-se campeão após vencer a seleção brasileira, em pleno Maracanã, pelo placar de 2 a 1. Oito anos depois, assistiu pelo rádio a redenção e o Brasil se sagrar campeão do mundo em 29 de junho de 1958, no Mundial na Suécia.

No meio dessa metamorfose frenética, as novidades surgiam! No auge dos seus 80 anos bem vividos, João Baptista Chagas relembra como nasceu o clube de areia mais famoso do Brasil: Esporte Clube Juventus!

“As histórias do Juventus é muito maior do que se imagina. Até o ano de 1949 mais ou menos em maio ainda era o Flamenguinho nome dado (para o novo clube que surgiria) por influência do Idovam Silva, o “Friquique” (um filho de militar), que era síndico do prédio, onde o Sebastião Pinto o “Tião Crioulo” trabalhava como faxineiro. O Idovam era Flamengo ‘doente’ e tentou persuadir para  que o “Tião Crioulo” batizasse o novo clube de futebol de praia com esse nome. O Flamengo existiu por pouco tempo até que em maio de 1949 foi trocado para Esporte Club Juventus, que permanece até hoje”, revelou João Baptista.

Algum tempo depois, João Baptista Chagas começou a jogar futebol nas areia de Copacabana no Esporte Clube Juventus. Clube pelo qual o “Maestro Júnior“, que jogou as Copas de 1982 e 1986, e atualmente é comentarista da Rede Globo, começou a carreira. O Juventus tanto jogava futebol de areia quanto futebol de campo. Isso seguiu até o final dos anos 50.

Substituição: sai a bola e entra o apito    

No entanto, ficar longe das areias e gramados estava fora de questão! Assim João Baptista Chagas tomou a decisão de trocar a bola pelo apito! desta maneira continuar perto da sua paixão: o futebol.

Após 1969, o sonho se realizou e se tornou virou arbitro de futebol de praia (junto com Carlson Gracie, Margarida, Xuxu, entre outros). Rapidamente, o talento de João Baptista Chagas ganhou eco e de forma meteórica, ele ingressou no quadro de árbitros da Federação Carioca de Futebol (FCF), em 1971. No ano seguinte (1972), passou a ser árbitro da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), onde apitou jogos estaduais e nacionais até o final de 1982.

 

Futebol de Areia: mais do que um time, uma família

Após 35 anos, quando pendurou o apito, João Baptista Chagas ainda lembra com carinho todos os grandes momentos e até os percalços colocados pela vida. Mas de todas as lembranças, o futebol de areia tem um lugar de destaque no coração deste senhor de 80 anos, muito bem vividos!

Muito mais do que um time, o Esporte Clube Juventus era a sua segunda família. Sem pestanejar, João Baptista Chagas se recorda dos craques que viu jogar: os goleiros Castilho e o seu homônimo “Castilho da Obra“; os zagueiros: Haroldo e Rocha; a linha media: Roberto, Sergio Rebelo e Edu; e os atacantes Chico, Gildo, João (vovô), Birica e Zezinho.

Mostrando que a memoria está em excelente forma, João Baptista Chagas recordou da escalação do E.C. Juventus: Edivan; Friquique (Idovan Silva), Agrião, Edmundo e Levy; João, Sebastião e Zezinho. O técnico e dono do time era o Sebastião, conhecido nas areias cariocas de “Tião Macaco“.

Os grandes adversários daquela época eram: Americano do Neném Prancha, Dínamo do Tião Crioulo , Lá Vai Bola do Bolinha, o Maravilha do Jaime , Além do Huracam , Radar do Eurico, Areia lá do Leme, entre outros.

 

Sonho atual: reencontrar os amigos

O tempo passou e João Baptista Chagas foi embora do Rio de Janeiro. Acabou perdendo contato com os amigos dessa época. Agora, o seu maior desejo é poder reencontrar seus velhos e bons amigos.

A história destes quase 70 anos permanece ainda na minha memória, pois os anos 50 e 60 foram vividos e sentidos, onde deixaram saudades“, revelou João Baptista.

Desta forma, quem conhecer algum ex-jogador do Esporte Clube Juventus, da década de 50, nos informe. Afinal, pelos belos serviços prestados no futebol de areia e campo, e na arbitragem de areia, futebol profissional nas esferas estadual, nacional e internacional, João Baptista Chagas merece esse prêmio!

 Algumas fichas de jogos, onde João Baptista Chagas atuou:

 

DADOS EXTRAS

FONTES:

FOTOS: Acervo de João Baptista Chagas

Texto e Reportagem – Sérgio Mello

Entrevistados – o ex-jogador e árbitro João Baptista Chagas - Liene Christina, neta de João Baptista Chagas 

 

O ano de 1960, despediu-se como nos anos anteriores, deixando saudades para muitos e tristezas para outros. Por isso mesmo vamos recapitular, também com a colaboração da “Elcos-Press” , os campeões das ligas filiadas a Federação Fluminense de Desportos (F.F.D.):

Araruama: Rubro Atlético Clube

Angra dos Reis: São Bento

Barra Mansa: Barra Mansa Futebol Clube / Barbará Atlético Clube

Barra do Piraí: Esporte Clube 1º de Maio, de Santanésia (Pentacampeão de 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Bom Jesus do Itabapoana: Santa Maria Futebol Clube, de Santo Eduardo (Tricampeão de 1959, 1960 e 1961)

Cabo Frio: Guarani Esporte Clube, de Arraial do Cabo

Conceição de Macabu: Rio Branco

Duque de Caxias: Nacional Futebol Clube / Belém

Itaguaí: Brasil Industrial

Itaocara: Engenho Central Futebol Clube

Itaperuna: Clube Cimento Paraíso / Comércio e Indústria Atlético Clube

Magé: Guarani Esporte Clube

Natividade: Natividade Atlético Clube

Nova Friburgo: Friburgo Futebol Clube (nas quatro divisões)

Nova Iguaçu: Esporte Clube Miguel Couto

Paraíba do Sul: Cruzeiro do Sul

Petrópolis: Cruzeiro do Sul Futebol Clube

Resende: Porto Real Esporte Clube

Rio Bonito: Motorista Futebol Clube (Tricampeão de 1958, 1959 e 1960)

Santo Antônio de Pádua: Aperibeense Futebol Clube

São Gonçalo: Esporte Clube Metalúrgico

São João de Meriti: São Pedro Futebol Clube

São Pedro da Aldeia: São Pedro Futebol Clube

Saquarema: Saquarema Futebol Clube (Tetracampeão: 1957, 1958, 1959 e 1960)

Teresópolis: Várzea Futebol Clube (Tricampeão de 1958, 1959 e 1960)

Três Rios: Entrerriense Futebol Clube

Valença: Coroados Futebol Clube

Volta Redonda: Guarani Esporte Clube

Niterói: Fonseca Atlético Clube (no âmbito profissional).

FONTES: Jornal Última Hora – Jornal do Brasil

 

DATA: 01 DE FEVEREIRO DE 1920
LOCAL: NITERÓI / RJ

1º QUADROS

COMBINADO TRICOLOR (Niterói)

2-1

UBIRAJARA AC (Niterói)

1º QUADROS

BARRETO FC (Niterói)

7-1

AMÉRICA FC (Niterói)

1º QUADROS

FLUMINENSE AC (Niterói)

3-1

CARIOCA FC (Rio de Janeiro)

Fonte: O Fluminense / RJ

 

Ao longo de sua história, o Esporte Clube Corrêas participou de dezenas edições do Campeonato Citadino de Petrópolis. O seu maior feito ocorreu no ano de 1952, quando faturou o seu único título! O Corrêas chegou na última partida, necessitando de simples empate para se sagrar campeão.

Contudo, a missão não era tão simples. Afinal, teve de encarar uma das forças do futebol petropolitano naquela época: Cruzeiro do Sul Futebol Clube. E para apimentar ainda mais a peleja seria na casa do adversário.

Com tantos ingredientes, o final do certame de 1952, organizado pela Liga Petropolitana de Desportos (LPD), teve um desfecho digno de uma grande competição. No final, no domingo, do dia 05 de outubro de 1952, um empate heróico, em 1 a 1, que resultou no título inédito na história do Esporte Clube Corrêas.

Após o jogo os jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores realizaram uma grande passeata na Avenida 15 de Novembro, no Centro de Petrópolis, a fim de  festejar o título de 1952. O EC Corrêas atuou da seguinte forma: Lourenço; Vivinho e Paulo; Mozart, Bené e Gilberto; Waldir, Aluísio, Walter, Joaquim e Waldomiro. Os reservas: Toninho, Osvaldo, Caveira, Juarez e Gaguinho. O departamento médico esteve a cargo do Dr. Ernani Duarte.

O Cruzeiro do Sul jogou com: Jair; Silvério e Átila; Jair II, Djalma e Cláudio; Vale, Wilton, Amarino, Paulo e Rei.

FONTES: A Noite – Diário Carioca

 

SELEÇÃO DE PETRÓPOLIS     5          X         2          SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO

LOCAL: Estádio Osório Júnior (proprietário Esporte Clube Cascatinha), no Bairro Cascatinha, em Petrópolis (RJ)

DATA: Domingo, dia 21 de janeiro de 1962

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Seleções de 1961

RENDA: Cr$ 320.920,00 (trezentos e vinte mil, novecentos e vinte cruzeiros)

ÁRBITRO: Oswaldo Alfredo da Silva, o ‘Baliza’ (boa atuação)

AUXILIARES: Sebastião Antunes e Alcenor Albuquerque da Silva

EXPULSÕES: Gelson (Friburgo) e Carlos Teodoro (Petrópolis)

PETRÓPOLIS: Mica; Ives e Moraes; Irineu, Carlos Teodoro e Canudo; Joziel, João, Cristiano, Gonçalves e Esquerdinha.

FRIBURGO: Gabriel (Luiz); Carlito e Luizinho; Chiminga, Tilú e Agnaldo; Rapizo, Carlinhos, Gelson, Paulo e Pardal.

GOLS: Joziel e Cristiano (Petrópolis); Chiminga (Friburgo), no 1º Tempo. Paulo, de Pênalti (Friburgo); João (Petrópolis); Esquerdinha (Petrópolis); Moraes, de Pênalti (Petrópolis), no 2º Tempo.  

PS: O trio de arbitragem recebeu 5 mil cruzeiros pelos serviços prestados  

 

FONTE: Última Hora

 

FONTES: Jornal Última Hora – A Luta Democrática  

 

Esse Torneio foi promovido pela Federação Brasileira de Futebol (não pela CBD) com os campeões estaduais de 1936. Assim, os campeões estaduais de 1936 de São Paulo e Rio de Janeiro foram aqueles que ganharam os campeonatos patrocinados pela APEA – Associação Paulista de Esportes Athléticos e Liga Carioca de Futebol., respectivamente.

Houve uma “seletiva” entre o Aliança FC, campeão da cidade de Campos, o time da Liga de Sports da Marinha  e o Rio Branco de Vitória, porem o Rio Branco se classificou para disputar o Torneio.
Na época a Portuguesa chamava-se Associação Portuguesa de Esportes e não de Desportos. O estádio onde a Lusa atuou ficava no bairro do Cambuci. Em sua pesquisa o Guilherme através das fotos dá uma idéia de como se encontrava o estádio.

Em 1937 a FBF reuniu os campeões estaduais de 1936 para uma competição de carácter oficial. Ao todo foram seis equipes de cinco estados e duas regiões do BrasilDistrito FederalRio de JaneiroMinas Gerais e Espírito Santo, estados da Região Oriental; e São Paulo, estado da Região Meridional. Os participantes foram: Fluminense, campeão carioca de 1936; a Portuguesa, campeã paulista de 1936; o Atlético, campeão mineiro de 1936; o Rio Branco, campeão capixaba de 1936; o Aliança, campeão campista de 1936; e a Liga Sportiva da Marinha, equipe dirigida pelo famoso técnico Nicolas Ladanyi.

O Fluminense foi apontado pela mídia esportiva da época como o candidato absoluto ao título. O Tricolor Carioca possuía um time extraordinário, formado por jogadores de muita categoria como BatataisCarlos BrantPreguinhoRussoRomeu Pellicciari e Hércules, entre outras estrelas. Para muitos, esse foi o melhor time da história do Fluminense: foi com esse esquadrão que o clube conquistou o Torneio Aberto de 1935 e o Campeonato Carioca de 1936, derrotando na final o Flamengo de Leônidas da Silva e Domingos da Guia. A imprensa também ressaltava que o principal rival do time carioca na briga pelo título seria o Atlético, que também contava com jogadores de renome nacional como KafungaZezé Procópio, Luiz Luiz Bazzoni e Guará.

Como era esperado por todos, Atlético e Fluminense protagonizaram a grande rivalidade do torneio. Na primeira rodada, os cariocas derrotaram os mineiros por 6×0 no Estádio das Laranjeiras; no returno, em partida realizada no Estádio de Lourdes, o Atlético vencia por 4×1 quando o Fluminense abandonou o jogo aos 18 minutos do segundo tempo. Após seis rodadas o time mineiro conseguiu quatro vitórias, um empate e sofreu apenas uma derrota, sagrando-se campeão do torneio. O título teve grande repercussão nacional, e vários anos depois continuou sendo bastante valorizado. Um claro exemplo foi em 1971, quando o Atlético conquistou o título do Campeonato Brasileiro, e diversos meios de comunicação ressaltaram que se tratava do segundo título nacional do clube Em 2010, quando a CBF unificou os títulos da Taça BrasilRobertão e Brasileirão— cogitou-se a inclusão do título de 1937. No entanto, o próprio Atlético rejeitou a possibilidade.

Além do grande reconhecimento que o Atlético recebeu da mídia brasileira na época, vários anos depois, a conquista do time mineiro continuou sendo bastante valorizada. Em dezembro de 1950, antes da partida contra o Stade Français no Parc des Princes, o Le Monde estampou em seu caderno de esportes: “Stade Français, contra o campeão brasileiro”.

Sport Club Alliança Campos
Liga de Sports da Marinha Rio de Janeiro
Fluminense Foot-Ball Club Guanabara
Clube Atlético Mineiro Belo Horizonte
Rio Branco Futebol Clube Vitória
Associação Portuguesa de Esportes São Paulo

 

FASE PRELIMINAR

06/01 – Alliança 0-2 Seleção da Liga de Sports da Marinha

Local: Campos dos Goytacazes

Juiz:

Gols: Paranhos (?’/?) – Aldo (?’/?)

Alliança:

Liga de Sports da Marinha:

 

 

10/01 – Rio Branco 2-0 Seleção da Liga de Sports da Marinha

(na prorrogação; tempo normal 0-0)

Local: Estádio Punare Bley (Vitória)

Juiz: Roberto Pontes

Expulsão: Fraga (na prorrogação)

Gols (prorrogação): Renato (7’/1) – Caxambú (?’/2)

Rio Branco: Dias; Humberto e Vicente; Allemão, José Pereira e Manduquinha; Marcionilio (Thales), Alcy, Caxambú, Lucinio (capt.) e Renato.

Liga de Sports da Marinha: Belmiro; Batistaca e Fraga (capt.); Chaves, Jocelyno e Appolinário; Mascotte, Paranhos, Sessenta, Aldo e Pará. [Técnico: Nicolas Ladanyl]

 

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PRIMEIRO TURNO

 

10/01 – Portuguesa  4×1 Fluminense 

Local: Rua Cesario Ramalho – Cambuci –  (lotado) – São Paulo (SP)
Juiz: João Polker; com Carlos Rustichelli e Benedicto do Amaral
Gols: Laércio (2’/2) – Aurélio (9’/2) – Carioca (27’/2) – Aurélio (35’/2) – Hélio (38’/2)
Portuguesa: Rodrigues; Seraphim e Osvaldo; Fiorotti, Duílio e Barros; Joãozinho, Aurélio, Carioca, Laércio e Paschoalino. [Técnico: Gasparine]
Fluminense: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial, Brant e Orozimbo; Sobral, Lara, Russo, Romeu (Helio) e Hércules. [Técnico: Carlos Magno]

13/01 – Fluminense 6x0  Atlético Mineiro
Local: Campo Salles – Rio de Janeiro (DF)
Juiz; Carlos de Oliveira Monteiro (Tijolo)
Gols: Hércules (12’/1) – Hércules (pênaltie – 35′/1) – Hércules (44’/1) – Russo (2’/2) –        Russo (6’/2) – Romeu (?’/2)
Fluminense: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial (Tristão), Brant e Orozimbo; Sobral, Lara (Vicentino), Russo, Romeu e Hércules. [Técnico: Carlos Magno]
Atlético Mineiro: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio, Lola e Bala; Paulista, Alfredo Bernardino, Guará (Luiz Bazzoni), Nicola e Resende. [Técnico: Floriano Peixoto Corrêa.]

14/01 – Rio Branco  3×2 Portuguesa
Local: – Estádio João Punaro Bley – Vitória (ES)
Juiz: Theobaldo Santos
Gols: Caxambú (8’/1) – Joãozinho (9’/1) – Lucinio (38’/1) – José Pereira (pênaltie – 16’/2) –       Aurélio (39’/2)
Rio Branco: Dias III; Vicente e Humberto; Allemão, José Pereira e Zemar; Marcionilio, Alcy, Caxambú, Lascinio e Renato. [Técnico: Laerte de Lima Soares].
Portuguesa: Rodriguez; Seraphin e Oswaldo; Fiorotti, Silva e Bartos; Joãozinho, Aurelio, Duilio, Laércio e Paschoalino.
17/01 – Rio Branco  1×1 Atlético Mineiro

Local: – Estádio João Punaro Bley – Vitória (ES)
Juiz: Alcebíades Monjardim
Gols: Alfredo Bernardino.(?’/1) – José Pereira (pênaltie – 40’/1)
Rio Branco: Dias; Vicente e Humberto; Alemão, José Pereira e Cardoso (Lamartine); Marcionílio, Alcy, Caxambu, Lacínio e Renato. [Técnico: Laerte de Lima Soares].
Atlético Mineiro
: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio, Lola e Bala (Allemão); Paulista, Alfredo Bernardino, Luiz Bazzoni, Nicola e Resende [Técnico: Floriano Peixoto Corrêa.]

20/01 - Fluminense  6x2  Portuguesa
Local: Laranjeiras – Rio de Janeiro (DF)
Renda: 10:877$000
Juiz: Guilherme Gomes
Gols: Romeu (1’/1) – Russo (?’/1) – Laércio (?’/1) – Hércules (?’/1) –  Brant (39’/1) –       Hércules (3’/2) – Paschoalino (?’/2) – Sobral (?’/2) –

Fluminense: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial (Tristão), Brant e Orozimbo; Sobral, Lara, Russo (Vicentino), Romeu e Hércules. [Técnico: Carlos Magno]
Portuguesa: Rodrigues (Caxambú); Seraphim e Osvaldo; Fiorotti, Duílio e Barros; Joãozinho, Aurélio, Rey, Laércio e Paschoalino.

24/01 – Rio Branco 4×3 Fluminense
Local: Estádio João Punaro Bley – Vitória (ES)
Renda: 13:000$000
Juiz: Carlos de Oliveira Monteiro
Gols: Caxambú (38’/1) –  Lacínio (17’/2) – Caxambú (19’/2) – Romeu (?’/2) – Alcy (?’/2) –  Russo (?’/2) – Russo (?’/2)
Rio Branco: Dias; Humberto e Vicente; Allemão, José Pereira e Zemar; Marcionilio, Alcy, Caxambú, Lacinio e Renato. [Técnico: Laerte de Lima Soares].
Fluminense: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial (Tristão), Brant e Orozimbo; Sobral, Lara (Sandro), Russo, Romeu e Hércules. [Técnico: Carlos Magno]

 

SEGUNDO TURNO

24/01 – Atlético Mineiro 5x0  Portuguesa 

Local: Antonio Carlos (Lourdes) – Belo Horizonte (MG)
Juiz: Abílio Lopes de Almeida,
Gols: Paulista (4) e Duílio (contra)
Atlético Mineiro: Kafunga (Clóvis); Florindo e Quim; Zezé Procópio, Lola e Bala; Paulista (Abraz), Alfredo Bernardino, Luiz Bazzoni, Nicola e Resende. [Técnico: Floriano Peixoto Corrêa].
Portuguesa: Rodrigues; Osvaldo e Fiorotti; Gama, Duílio e Barros; Luna, Aurélio (Mundico), Arnaldo, Laércio e Pasqualino.

28/01 – Fluminense  5×2 Rio Branco
Local: Laranjeiras – Rio de Janeiro (DF)
Juiz: Roberto Porto
Gols: Marcionilio (2’/1) – Caxambú (3’/1) – Russo (20’/1) – Russo (25’/1) – Lara (8’/2) –   Romeu (11’/2) – Hércules (21’/2)
Fluminense: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial, Brant e Orozimbo; Sobral, Lara, Russo (Vicentino), Romeu e Hércules. [Técnico: Carlos Magno]
Rio Branco: Dias III; Humberto e Vicente; Allemão, José Pereira e Manduquinha (Marques); Marcionilio, Alcy, Caxambú, Lacinio e Renato. [Técnico: Laerte de Lima Soares].
31/01 –  Atlético Mineiro 4×1 Fluminense 

Local: Lourdes – Belo Horizonte (MG)
Juiz: João Rodrigues Filho
Gols:Alfredo (25’/1) – Nicola (35’/1) – Nicola (?’/1) – Vicentino (?’/2) – Paulista (?’/2)
Atlético Mineiro: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio, Lola e Bala (Alcindo); Paulista, Alfredo Bernardino, Guará, Nicola e Resende. [Técnico: Floriano Peixoto Corrêa].
Fluminense: Batatais; Guimarães e Machado; Marcial, Brant (Russo) e Orozimbo; Sobral, Lara, Russo (Vicentino), Romeu e Hércules. [Técnico: Carlos Magno]

(Observação: O Fluminense saiu de campo aos 18 minutos do segundo tempo)

01/02 –  Portuguesa 4×0 Rio Branco
Local: R. Cesario Ramalho (publico regular) – São Paulo (SP)
Juiz : Carlos Rustichelli
Gols: Joãozinho (3’/1) –  Paschoalino (8’/1) – Paschoalino (?’/2) – Mundico (?’/2)
Portuguesa: Rodrigues; Seraphim e Osvaldo; Fiorotti, Duílio e Barros; Joãozinho, Aurélio, Heitor (Paschoalino), Laércio e Paschoalino (Mundico).
Rio Branco: Dias; Vicente e Humberto; Alemão, José Pereira e Zemar; Marcionílio, Alcy, Caxambu, Lacínio e Renato [Técnico: Laerte de Lima Soares].

03/02 –  Atlético Mineiro 5×1 Rio Branco

Local: Antonio Carlos (Lourdes) – Belo Horizonte (MG)
Juiz: Júlio Corrêa de Melo
Gols: Alcy (?’/1) – Guará (?’/1) – Luiz Bazzoni (?’/1) –  Paulista (?’/2) – Nicola (?’/2) –          Nicola (?’/2)
Atlético Mineiro: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio, Lola e Bala; Paulista, Alfredo Bernardino (Luiz Bazzoni), Guará, Nicola e Resende. [Técnico: Floriano Peixoto Corrêa].
Rio Branco: Dias; Vicente e Humberto; Alemão, José Pereira e Manduca (Zemar); Marcionílio, Alcy, Caxambú, Lacínio e Renato. [Técnico: Laerte de Lima Soares].

14/02 – Portuguesa  2x3  Atlético Mineiro
Local: R. Cesario Ramalho – São Paulo (SP)
Público: 15.000 pessoas
Juiz: José Fockler
Gols: Guará (26’/1) – Laércio (5’/2) – Guará (pênaltie – 23’/2) – Guará (36’/2) – Heitor (40’/2)
Portuguesa: Rodrigues; Osvaldo e Serafim; Fiorotti, Duílio e Barros; Joãozinho, Aurélio, Arnaldo (Heitor), Laércio e Pasqualino.
Atlético Mineiro: Kafunga; Florindo e Quim; Zezé Procópio, Lola e Bala; Paulista, Alfredo Bernardino (Luiz Bazzoni), Guará, Nicola e Resende (Elair), [Técnico: Floriano Peixoto Corrêa].

Classificação final

Copa dos Campeões de 1937

Times

Pts

J

V

E

D

GP

GC

SG

1

 Atlético

9

6

4

1

1

18

10

+8

2

 Fluminense

6

6

3

0

3

22

16

+6

3

 Rio Branco

6

7

2

2

3

10

20

-10

4

 Portuguesa

4

6

2

0

4

14

18

-4

5

 L.S. da Marinha

3

2

1

1

0

2

0

+2

6

 Aliança

0

1

0

0

1

0

2

-2

 

Fonte: Marlon Kruger Compassi / RS

 

 

 

Classificação final

Copa dos Campeões de 1937

Times

Pts

J

V

E

D

GP

GC

SG

1

 Atlético

9

6

4

1

1

18

10

+8

2

 Fluminense

6

6

3

0

3

22

16

+6

3

 Rio Branco

6

7

2

2

3

10

20

-10

4

 Portuguesa

4

6

2

0

4

14

18

-4

5

 L.S. da Marinha

3

2

1

1

0

2

0

+2

6

 Aliança

0

1

0

0

1

0

2

-2

 

O Fundação São José Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Duque de Caxias, situada na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio dos Eucaliptos ficam localizados na Avenida Gomes Freire, s/n, no Bairro da Vila São José (antigo Bairro Pantanal), em Duque de Caxias.

História

Em seus últimos anos de vida o lendário Tenório Cavalcanti dedicou-se à Fundação São José e ao Educandário Maria Tenório. A razão pelo qual o “Homem da Capa Preta” criou essas instituições na Vila São José, teve um motivo nobre.

Em 1958, a cidade de Duque de Caxias foi atingida por um temporal que gerou milhares de problemas, sobretudo, na Favela do Mangue que foi arrasada, deixando mais de mil famílias desabrigadas.

Diante de tantas promessas de ajuda, apenas um homem, de fato, prometeu e ajudou: Tenório Cavalcanti. Com a sua influência, conseguiu junto ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek, verbas federais repassadas a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Assim num enorme espaço no Bairro Pantanal foi construindo a Vila São José, que sete anos depois já tinha se tornado o lugar mais populoso de Caxias. Tenório Cavalcanti não parou por aí. Ajudou na construção de escolas, agremiações sociais.

Diante de tantas obras sociais, Tenório Cavalcanti foi o responsável da Fundação do clube Alviceleste da Vila, no dia 16 de Outubro de 1965. Na época, a sua Sede ficava na Rua 27 de Setembro, congregando a família dos ex-flagelados e funcionários da administração da Vila.

Apesar de tantos afazeres, o “Homem da Capa Preta” atuava como diretor do clube. Além do futebol, o clube realizavam diversos eventos como bailes e concursos para escolher a Rainha do clube.

Alguns fatos marcantes

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Duque de Caxias, o Fundação São José fez uma campanha impecável, chegando a ficar 19 partidas sem perder um jogo.

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1973, o Alviceleste da Vila faturou o título com uma bela campanha! Foram 10 jogos, com: sete vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo cinco tentos, com saldo positivo de 10.

Curiosidade

Em 1974, as Federação Carioca de Futebol e a Federação Fluminense de Desportos (que começaram a fazer uma aliança que culminou com a fusão quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1978), iniciaram um projeto a fim de criar o Torneio de Integração, que já tinham alguns clubes confirmados: Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.

Para participar desta competição os clubes deveriam se profissionalizar. De Niterói os possíveis candidatos: Manufatora, Tiradentes, Agra e Espanhol. Em Duque de Caxias, dois clubes estavam cotados: Nacional e o Fundação São José.

 

Estádio dos Eucaliptos, na Vila São José

Antes mesmo desse espaço tornar-se um campo, ladeava ele a um córrego que vinha do Rio Sarapuhy, totalmente despoluído. Assim, em grandes chuvas, quando o rio transbordava, jogava peixes em centenas que se espalhavam por onde seria o campo dos Eucaliptos.

Portanto, esse local é sagrado, visto que foi batizado por peixes. À medida que o Rio Sarapuhy foi morrendo, esse fenômeno deixou de existir. Com a vinda da Vila São José, em 1959, no quesito lazer, criou-se o Campo dos Eucaliptos, visto ser essa área cheia dessas árvores de um perfume inesquecível. E ainda fizeram uma cerca branca no seu entorno, o que tornava essa nova área de esporte mais bela.

Criou-se então o time representante da Vila São José, o forte Fundação São José Esporte Clube. Grandes jogadores passaram por lá: Carlinhos Rosquinha, Neném Piranha, Paulinho Binha, Pardal, Haroldo, Lamparina, Ximbica, o goleiro Zé Áureo, entre outros.

Ganhar do Fundação no campo dos eucaliptos era quase impossível. O campo ficava lotado aos domingos. O adversário tremia. Até o infanto-juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama foi abatido em 1973, num categórico 3 a 0 só no primeiro tempo. A famosa Rádio Difusora de Caxias fazia transmissões no local.

XXX
O estádio deu lugar ao CIEPs, nos anos 80

Nos anos 80, o Governador Leonel Brizola acolheu um projeto cultural sugerido por Darcy Ribeiro e implantou os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), mais conhecidos por “Brizolões“. O local escolhido foi justamente o Estádios dos Eucaliptos, criando uma ironia: dando vida a educação e matando o principal local de lazer da região.

A partir daí a Vila São José ficou desprovida desse lazer essencial. Como um prêmio de consolação construíram os “7 Campos“, onde antigamente estavam os campos do Brasil e do Cerâmica, no Pantanal, Morro do Sossego.

Contudo, a ex-presidente da república Dilma Rousseff acabou com os “7 Campos“, criando no local “Minha casa, minha vida“, deixando o Bairro São José órfão de um campo de futebol.

 

Time de 1966: Lula; Valito, Juca e Careca; Reco e Ximbica; Lamparina, Joaquim, Joãozinho, Válter e Miltinho.

Time base de 1967: Lula; Valito (Joaquim), Juca (Nequinha), Itamar (Erli) e Zé Maria; Osmi (Paulinho) e Bolão; Ximbica, Válter (Chico), Joãozinho (Macau) e Duca (Lamparina).

Time de 1968: Lula; Braga, Juca, Duca e Lamparina; Bolão e Válter; Paulinho, Gafu, Joãozinho e Nino.

Time base de 1973: Cebola (Zé Áureo); Carlinhos (Robson), Gilson, Bolão (Dias) e Domingos (Valdeci); Batista (Carlos Augusto), Jorge Davi (Sendas) e Paulinho (Lutércio); Almir (Arnaldo), Pardal (Morais ou Silva) e Melro (Jorginho). Técnico: Carlos Ramos de Souza, ‘Lelê’

 

PS: Uma detalhe que é importante citar. Em 1954, Tenório Cavalcanti fundou o jornal Luta Democrática, que usaria como ferramenta de propaganda política, especialmente para atacar desafetos e adversários, entre eles Getúlio Vargas. O jornal, de forte apelo sensacionalista, chegou a ser o terceiro maior do Rio de Janeiro nos anos 60. Por isso, que o clube ganhou tanto espaço neste veículo, nos ajudando a poder contar uma boa história.

FONTES: A Luta Democrática – Dias de São José – Jornal do Brasil – O Fluminense

 

ITAGUAÍ F.C.             2          X         2          FUNDAÇÃO SÃO JOSÉ E.C. (Duque de Caxias)

LOCAL: Estádio do Itaguaí FC, em Itaguaí (RJ)

DATA: Domingo, dia 30 de janeiro de 1972

CARÁTER: Amistoso Estadual

RENDA: Cr$ 500,00

ÁRBITRO: Paulo Moraes (Liga de Desportos de Duque de Caxias)

ITAGUAÍ: Antero; Fusca, Nilo, Cabral e Miro; Afonsinho e Déo; Miramar, Paulão e Serginho.

FUNDAÇÃO: Geninho; Rubinho, Edson, Bolão e Russinho; Paulinho e Valtencir; Sabará, Pantera, Silva e Bira.

GOLS: Paulinho aos 21 minutos (Fundação), no 1º Tempo. Afonsinho aos 18 minutos (Itaguaí); Paulinho aos 39 minutos (Fundação); Serginho aos 44 minutos (Itaguaí).

 

FONTE: O Fluminense

 

DATA: 01 DE MAIO DE 1928
LOCAL: CAMPO DO BYRON FC, EM NITERÓI / RJ

2º QUADROS

BYRON (Niterói)

0-0

NITEROIENSE (Niterói)

1º QUADROS

YPIRANGA (Niterói)

3-1

OLARIA (Rio de Janeiro)

1º QUADROS

BYRON (Niterói)

3-1

ANDARAÍ (Rio de Janeiro)

Fonte: A Noite / RJ

 

DATA: 30 DE JULHO DE 1955
LOCAL: ESTÁDIO DO BANGU AC, NO RIO DE JANEIRO – RJ

1º JOGO

AMÉRICA

0-0

PORTUGUESA (5-4 PEN)

2º JOGO

OLARIA

0-0

BONSUCESSO (3-0 PEN)

3º JOGO

FLAMENGO

1-0

FLUMINENSE

4º JOGO

BOTAFOGO

0-0

SÃO CRISTÓVÃO (2-1 PEN)

5º JOGO

MADUREIRA

0-0

AMÉRICA (3-0 PEN)

6º JOGO

VASCO DA GAMA

2-1

OLARIA

7º JOGO

BANGU

0-0

FLAMENGO (2-1 PEN)

8º JOGO

MADUREIRA

0-0

BOTAFOGO (5-2 PEN)

9º JOGO

VASCO DA GAMA

0-0

BANGU (2-1 PEN)

FINAL

VASCO DA GAMA

3-2

MADUREIRA

CAMPEÃO – CR VASCO DA GAMA (RIO DE JANEIRO – RJ)

Fonte: O Globo / RJ

 

DATA: 21 DE MARÇO DE 1942
LOCAL: ESTÁDIO DO CR VASCO DA GAMA, NO RIO DE JANEIRO – RJ

1º JOGO

MADUREIRA

1-0

ANDARAÍ

2º JOGO

CANTO DO RIO

1-0

BARROSO

3º JOGO

BANGU

1-0

CARIOCA

4º JOGO

BONSUCESSO

0-0

CONFIANÇA (1-0 ESC)

5º JOGO

IDEAL

0-0

SÃO CRISTÓVÃO (1-0 ESC)

6º JOGO

FLUMINENSE

1-0

SC IGUAÇU

7º JOGO

MAVILIS

2-0

FLAMENGO

8º JOGO

VASCO DA GAMA

1-0

OLARIA

9º JOGO

RIVER

2-0

BOTAFOGO

10º JOGO

AMÉRICA

2-0

RUY BARBOSA

11º JOGO

MADUREIRA

0-0

CANTO DO RIO (3-1 ESC)

12º JOGO

BANGU

0-0

BONSUCESSO (1-0 ESC)

DATA: 25 DE MARÇO DE 1942
LOCAL: ESTÁDIO DO CR VASCO DA GAMA, NO RIO DE JANEIRO – RJ

13º JOGO

FLUMINENSE

0-0

IDEAL (2-0 ESC)

14º JOGO

MAVILIS

1-0

MADUREIRA

15º JOGO

VASCO DA GAMA

1-0

BANGU

16º JOGO

AMÉRICA

1-0

RIVER

17º JOGO

FLUMINENSE

0-0

MAVILIS (2-0 ESC)

18º JOGO

AMÉRICA

0-0

VASCO DA GAMA (2-1 ESC)

FINAL

AMÉRICA

1-1

FLUMINENSE (2-0 ESC)

CAMPEÃO – AMÉRICA FOOTBALL CLUB (RIO DE JANEIRO – RJ)

Fonte: A Noite / RJ

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) – 1938

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ)

 

FONTE: Anuário Estatístico do Distrito Federal (RJ) 

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