Guarany Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Bagé (RS). A equipe Alvirrubra foi Fundado no dia 19 de Abril de 1907, como Guarany Foot-Ball Club. A sua Sede e o Estádio Antonio Magalhães Rossel (Estrela D’Alva) ficam situados na Rua Gaspar Silveira Martins, 70, no Bairro Estrela D’Alva, em Bagé.

Guarany participou do Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão, em 21 vezes: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970, 1971, 1972, 1973, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982 e 2007.

No Gauchão da Série B foram 26 edições: 1969, 1974, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006. No Campeonato Gaúcho da Série C, o Guarany esteve presente em três edições: 1999, 2013 e 2014.

FONTES: Wikipédia – Leitura Para Todos (RJ)

 

Nome: Esporte Clube Guarani
Cidade: Novo Barreiro/RS
Endereço: Rua Esporte Clube Guarani, s/nº – Centro
Fundação: 01.05.1964
Estádio: Ervino Reinheimer
Cores: branco e verde
Status atual: ativo/amador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escudo atual

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escudo antigo da época em que Vila Barreiro pertencia a Palmeira das Missões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escudo antigo

 

 

 

 

 

 

Formação de 2014

 

Fonte: Times do RS, José Luis Soares e Rosélio Basei. Desenhos: Guilherme Paravisi Machado

 

Fundação

Um grupo de rapazes liderado por André Klarmann se reuniu no Hotel Schmidt, em 26 de março de 1913, no centro da cidade, para montar um novo clube de futebol.

Seu primeiro jogo foi contra o Concórdia, no dia 3 de Abril de 1913, no campo da várzea, hoje Estádio Municipal junto ao Parque da Oktoberfest da cidade, registros não apontam o vencedor do jogo. Dois meses depois aconteceu seu primeiro jogo fora da cidade, em Candelária onde a delegação foi de carroça para o jogo, o resultado não consta, mas sabe-se que o Santa Cruz venceu a partida.

Década de 20

Na década de 1920, o Santa Cruz já tinha uma casa, os Plátanos, mas ainda tinha como nome Foot Ball Club Santa Cruz e não tinha seu apelido de “Galo”, que foi adquirido após vencer o maior rival da época, o Grêmio Esportivo Santa Cruz por 2 a 0 e firmar-se com o apelido carinhoso.

Década de 30

O futebol profissional começou no ano de 1930, mas já nos anos de 1932 e 1933 o Santa Cruz foi vice-campeão do Interior, onde perdeu a final para o Pelotas por 5 a 2, após isso foi possível aplicar melhorias na estrutura do Estádio dos Plátanos.

Década de 50

Em 1952 após a primeira das seis gestões de Hélio Almeida, o clube foi vice-campeão do interior na Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, perdendo para o Sá Vianna de Uruguaiana, é considerado um dos times mais marcantes da história do clube, que tinha os jogadores Amaro, Joãozinho, Paraguai, Paulo Cesar Tatu, Cuca, Calixto, Maninho, Betinho e Moacir. Em 1959 voltou a ficar em 3º lugar na competição estadual.

Década de 70 – A fusão com o Avenida

Um fato curioso aconteceu tempos mais tarde, já na década de 1970, entre 1974 a 1978 os dois maiores clubes de Santa Cruz do Sul, o Avenida e o Futebol Clube Santa Cruz fizeram uma fusão, a união denominada Associação Santa-Cruzense de Futebol com o comando de Daltro Menezes rendeu bons frutos, deixando o clube entre os quatro melhores do estado na época. Após brigas entre antigos dirigentes de ambas as partes, os dirigentes do Avenida resolvem romper a fusão.

Década de 80

Na década de 1980 o clube conseguiu fazer boas campanhas estaduais, a melhor colocação do clube no Campeonato Gaúcho foi um quarto lugar em 1988.

Década de 90

Em 1995 caiu para a Segunda Divisão depois de uma grave crise financeira, mas dois anos mais tarde (1997) voltava a elite do futebol gaúcho. Ao fim da década de 1990, mais precisamente 1999, após seu rebaixamento, o clube passou a adotar um novo modelo de modernização, contratando jogadores de renome internacional que no início renderam bons frutos, deixando nessa mesma época escapar novamente o título do interior.

Anos 2000

Durante toda a primeira década dos anos 2000 o clube se manteve na primeira divisão do Campeonato Gaúcho.

Em 2000 disputou o Campeonato Gaúcho que foi chamado de Copa Sport Club Rio Grande – Um Século de Futebol, inclusive tendo o SC Rio Grande como convidado. No total foi disputado por 17 clubes, onde a dupla Grenal e o Juventude entram na segunda fase. A primeira fase foi dividida em dois grupos com 7 equipes cada. No grupo 1 classificou-se dois times (Esportivo, Caxias, Veranópolis, São José, Rio Grande, Pelotas e Inter/SM) e no grupo 2 classificou-se 3 times (15 de Campo Bom, Passo Fundo, Santa Cruz, Guarani/VA, Santo Angelo, São Luiz e Avenida). Os dois últimos foram rebaixados. O Santa Cruz foi o terceiro do seu grupo (6v,3E,3D) e classificou-se. No octogonal final ficou em sexto no primeiro turno (2V,1E,4D) e em último no segundo turno (2E,5D). Ficou fora das finais.

Em 2001 seguiu na disputa do Campeonato Gaúcho. A primeira fase foi disputada pelos 13 clubes do interior em apenas um turno, onde os 4 primeiros classificam-se e os dois últimos são rebaixados. O Santa Cruz ficou em 2°colocado (7V,3E,2D) e classificou-se. No primeiro turno do octogonal final ficou em 6° (2V,2E,3D). No segundo turno ficou em último (2E,5D)

Em 2002, a 1ª Fase do Gauchão foi disputada por 13 clubes que jogam entre si em turno e returno. O Santa Cruz ficou em 5° colocado no 1°turno com 6V,3E e 3D. No 2°turno ficou em 12° com 2V,3E e 7D. Foi 10º colocado no geral.

Em 2003, o Galo ficou em 3° (13V,3E,10D) no seu grupo mas foi eliminado, eis que somente os dois primeiros avançavam as semifinais.

Em 2004, o Grupo 1 foi formado pelas duplas Grenal e Caju e os quatro primeiros colocados do campeonato de 2003 (Santa Cruz, 15 de Campo Bom, São Gabriel e Glória). O Santa Cruz ficou em 3° na chave 1 (1V,2E,5D) e foi eliminado. Disputou o Grupo 2 e ficou em  4° (11V,8E,7D).

Em 2005 o Santa Cruz foi o penúltimo do grupo 1 com 12 pontos (3V,3E,4D). Chegou vivo na última rodada e precisava vencer em casa o Veranópolis. Tomou uma goleada de 3×0 e foi eliminado. Então disputou a Copa Emidio Perondi. Eram 14 times divididos em 2 grupos, onde os 2 primeiros de cada classificava para as semifinais. O Santa Cruz caiu no grupo B ao lado de 6 times. Ficou em quinto (4V, 3E, 5D).

Em 2006 o Santa Cruz foi o segundo do grupo 2 (5V,1E,4D) e garantiu classificação. No octogonal fez grupo com o Grêmio, Veranópolis e Juventude. Ficou em último com 3E,3D.

Em 2007 o Santa Cruz ficou em 7° no grupo 1 e não se classificou para a segunda fase (4V,7E,5D).

Em 2008 o Galo Carijó foi o penúltimo do grupo 1 (4V;1E;9D) e não se classificou para as quartas-de-final.

Temporada 2009

Uma das melhores campanhas foi em 2009, quando classificou-se para a segunda fase sem perder um único jogo em casa. O Galo ficou em terceiro do grupo 2 da Taça Fernando Carvalho (3V,4E,1D), garantindo a classificação somente na última rodada. Nas quartas de final enfrentou o Veranópolis na Serra Gaúcha e perdeu por 2×1, sendo eliminado. Na Taça Fábio Koff ficou em 1° no grupo 2 (4V,3D). Todavia, nas quartas-de-final pegou o Juventude em casa e sofreu o revés de 2×1 em jogo polêmico, dando adeus a competição.

A equipe daquela temporada teve como destaques o goleiro Cássio, os zagueiros Vinícius e Polaco, o lateral-esquerdo Emanuel, os volantes Sananduva (que veio a ser técnico em 2015) e William, o meia Cléber Oliveira, e os atacantes Roberto Jacaré e Eraldo.

Temporada 2010

O Santa Cruz ficou em penúltimo do grupo 2 da Taça Fernando Carvalho (4V,2E,2D) e foi eliminado. Na Taça Fábio Koff ficou em último com desempenho sofrível (3E,4D) e foi eliminado novamente. Ainda sim, ficou a 7 pontos da zona do rebaixamento, na 10ª colocação no geral.

Temporada 2011

O Santa Cruz ficou novamente em penúltimo do grupo 2 da Taça Piratini (1V,3E,4D) e foi eliminado. Na Taça Farroupilha ficou em 4° (3V,3E,1D) e classificou-se para as quartas onde foi eliminado no Beira-Rio pelo Inter pelo placar de 1×0. Na classificação geral ficou na 11ª colocação, a 9 pontos da zona de rebaixamento.

Temporada 2012

O Santa Cruz ficou em quinto do grupo 1 da Taça Piratini (3V,1E,4D) e foi eliminado. Na Taça Farroupilha ficou em último (1V,1E,5D) e foi eliminado. Terminou a competição em 13º colocado no geral, escapando do rebaixamento por 1 ponto.

Temporada 2013

A temporada de 2013 que deveria ser a mais marcante com todos os comemorativos e verbas, entretanto, culminou com o rebaixamento da equipe carijó para a Divisão de Acesso, principalmente devido ao elenco mal montado e a falta de comando da equipe, que cresceu na reta final do campeonato mas de forma insuficiente para evitar a queda, só escapando do rebaixamento para a terceira divisão na última rodada, ao vencer o Nova Prata fora de casa por 4 a 1. Tendo sido, porém, o melhor classificado dentre os rebaixados, o clube recebeu o direito de disputar a Divisão de Acesso com meia-cota, benefício esse que seus adversários não teriam.

O Galo ficou em sexto do grupo 2 da Taça Piratini (2V,1E,5D). Na Taça Farroupilha ficou em quinto (3V,4D). Na soma dos turnos, ficou na zona de rebaixamento (1 ponto abaixo dos que se salvaram) e caiu para a Divisão de Acesso.

Ainda disputou a Copa Centenário, contra o Cruzeiro-PA, Juventude e São José/PA. O Santa Cruz encarou o Juventude no primeiro jogo e levou 3×1. Na decisão do terceiro lugar contra o Cruzeiro, empatou em 1×1 e perdeu nos pênaltis por 4×2.

Disputou a Copa Centenário de Santa Cruz do Sul contra o rival Avenida em dois jogos: no primeiro fora de casa perdeu por 2×1. No segundo nos Plátanos devolveu o placar e venceu nas penalidades por 4×3 levantando o caneco.

Temporada 2014

Em 8 de janeiro de 2014 o clube lançou oficialmente o livro Orgulho centenário: os 100 anos do Futebol Clube Santa Cruz (1913-2013), que compreende em 224 páginas fartamente ilustradas de extensa pesquisa em registros de época e dezenas de depoimentos de ex-jogadores, ex-dirigentes e seus familiares. Estruturado em 11 capítulos, o livro recupera os fatos marcantes de cada uma das 10 décadas de existência do clube, reservando a última parte para a avaliação do momento atual e os projetos visando o futuro. Artigos especiais, assinados pelo presidente da CBF, José Maria Marin, e pelo ex-jogador e atual treinador de futebol Cuca, campeão da Copa Libertadores da América de 2013 pelo Atlético Mineiro, que iniciou sua carreira no Galo santa-cruzense, ressaltam a expressão nacional do Santa Cruz.

Numa estratégia ousada, o Santa Cruz acertou um acordo de patrocínio com a Assemp (Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul), em 29 de janeiro de 2014, e estampará em seu uniforme na temporada de 2014 a marca da 30ª edição da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul. O contrato de patrocínio foi fechado em R$ 60 mil. Apesar de formosos patrocínios e investimentos grandes no futebol, o clube apresentou desempenho pífio na competição e não conseguiu o tão desejado acesso.

Disputou ainda a Copa FGF (denominada Copa Fernandão). O torneio foi disputado no sistema de mata-mata, ao estilo da Copa do Brasil. O Santa Cruz fez seu primeiro jogo contra o Bagé, fora de casa. Acabou perdendo por 2×1 e teve que jogar a volta, onde venceu por 3×1. Na segunda fase enfrentou o São José e conseguiu a classificação após dois empates – 0×0 e 1×1 – como um dos melhores eliminados dessa fase. Nas quartas de final caiu diante do Lajeadense perdendo os dois jogos: 0×1 fora e 1×2 em casa.

Ainda disputou a Copa Sul-Fronteira. Eram 7 times: Bagé, Farroupilha, Grêmio, Guarani-VA, Lajeadense, Santa Cruz e São Paulo. Todos contra todos em turno e returno. Os 4 melhores foram para as semifinais. O Santa Cruz  ficou em quinto (6V,3E,5D) e foi eliminado com 2 pontos atrás da zona de classificação. Suas vitórias foram 1×0 no Lajeadense, 2×1 no Bagé, 2×1 no Guarani/VA, 3×2 no Farroupilha e os WO contra o Guarany/BG, que desistiu da competição.

Temporada 2015

A temporada 2015 do clube, porém, foi difícil. Com escassez de recursos, escapou do rebaixamento apenas na última rodada, mesmo com a derrota para o Inter de Santa Maria. Apesar de ser a 14º pior equipe dentre 15 participantes, o regulamento previa o rebaixamento de 1 equipe por grupo, e no Grupo B a equipe do Sport Club Rio Grande teve desempenho inferior ao Galo.

Temporada 2016

Ainda com uma economia em crise, o Futebol Clube Santa Cruz precisou se superar para entrar em campo na temporada 2016. Os primeiros jogadores começaram a ser anunciados apenas no começo de janeiro, enquanto diversos adversários já tinham plantéis praticamente prontos. Dentre os principais nomes da campanha estavam o goleiro Vandré, os zagueiros Navarro e Caio, os volantes David Cunha e Lucio Gaucho, os meias Juninho e Julinho e o centroavante Budá. A temporada foi extremamente difícil, com a equipe perdendo pontos precisos com quatro pênaltis desperdiçados. Os seis pontos feitos contra o rival Avenida se mostraram fundamentais, pois, ao final, terminou em 7º colocado no Grupo A, jogando a repescagem contra o São Gabriel. Empatou, fora de casa, o primeiro jogo em 2×2 e, no segundo, nos Plátanos, segurou o 1×1 e se garantiu por mais uma temporada na Divisão de Acesso (temporada regular com 14 jogos, 3V, 3E e 8D).

Temporada 2017

Comandado pelo treinador Lúcio Collet, a equipe do Galo iniciou a nova temporada anunciando nomes conhecidos da torcida como Vandré, Caio, David Cunha, Carlos Eduardo Assmann e William Campos. Na Copa dos Vales, torneio amistoso no formato mata-mata, o Galo sagrou-se campeão após eliminar o Guarani-VA nas semifinais e, na grande decisão vencer por 3×2 na disputa por pênaltis o Lajeadense, após empate de 1×1 no tempo regulamentar. Os grandes destaques da campanha foram o goleiro Fernando Costa, que assumiu a meta devido a uma lesão de Vandré, e o meia-armador Alex Goiano. Contudo, a equipe não teve vida fácil na Divisão de Acesso. Após bom começo de temporada, onde chegou a cobiçar a liderança do grupo, diversas lesões atingiram jogadores importantes do elenco e o clube caiu de desempenho. A três rodadas do fim, o técnico Hélio Vieira assumiu o comando do clube e o salvou do rebaixamento após vitória por 2×0 contra o São Gabriel, nos Plátanos, terminando em 6º colocado no grupo, a apenas 2 pontos da zona de classificação (temporada regular com 14 jogos, 5V, 2E e 7D).

 

FONTES: Site do Clube – Revista da Semana

 

Fonte: Gazeta Esportiva - SP

 

Fonte: Gazeta Esportiva - SP

 

Fonte: Gazeta Esportiva - SP

 
real 61

Esquadrão do Real Madrid 1961, liderado pelo craque Puskas.

Amanhã, dia 16/12/2017, Grêmio e Real Madrid disputam a final do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA.

Entretanto, em 1961, as duas equipes se enfrentaram em amistoso, na cidade de Estrasburgo, na França.

Na verdade o jogo amistoso não fora planejado, a equipe da Espanha iria duelar com o clube francês Sedan, que não pode participar da partida, sendo substituído pelo clube gaúcho que, apesar de não possuir uma seleção como a do Real, tinha no seu elenco um dos melhores jogadores do Brasil na época, Gessy.

O jogo começou com um gol de Del Sol para o Real logo no primeiro minuto de partida, aos 24 Cardoso empatou para os gremistas. Até ai tudo bem se Puskas, jogador do chute de canhão, não tivesse encaçapado duas aos 36 e 43 minutos de partida.

Na segunda etapa Mateos fez o quarto do Real Madri, aos 40 minutos, e encerrou o amistoso internacional.

REAL MADRID 4 X 1 GRÊMIO


Data: 24/05/1961

Local: Stade de La Meinau/Estraburgo França

Gols: Del Sol, Puskas (2) e Mateos (RM): João Cardoso (Gre)

Real Madrid: Vicente; Marquitos, Santamaria, Casado e Vidal; Pachin e Herrera; Del Sol, Di Stefano, Puskas e Gento. Tec. Miguel Muñoz

Grêmio: Henrique; Atenin, Airton, Ortunho e Enio; Elton e João Cardoso; Gessi, Marino, Milton e Vieira. Tec. Frazão de Lima

 

 

 FONTE: Fichas de Jogos do Grêmio e imagem de The Wild Bunch 22

 

 

 

FONTE: Revista O Cruzeiro

 

Em 1981, um resultado inacreditável derrubou as apostas da loteria esportiva no Brasil inteiro.

A zebra foi tão impressionante que deve ter surpreendido até a zebrinha do Fantástico, que anunciava os 13 resultados da loteria esportiva no programa Global, entre os anos 70 e 80.

Esse é o tipo do jogo que nem o próprio torcedor do Brasília teria coragem de apostar em uma vitória do colorado candango.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para entender melhor essa zebra que entrou pra história, devemos compreender a situação das duas equipes naquele grupo B da Taça de Ouro da Copa Brasil – equivalente a uma das fases do Brasileirão de 1981.

Parecia que o Grêmio venceria com enorme facilidade, pois fazia 14 jogos que o tricolor, atual campeão gaúcho, não perdia no Olímpico.

O Brasília, que tinha no uniforme as cores do rival gremista, chegou com uma campanha ruim e sem nenhuma expressão nacional, tendo apenas seis anos de existência. Além disso não tinha campo para treinar, os salários eram baixos e a infra-estrutura da equipe era precária.

Logo aos 40 segundos de partida, Tarcísio abriu o placar para os gaúchos.

E devido ao domínio dos gremistas ninguém imaginava nada diferente de uma goleada dos gaúchos.

A classificação gremista estava praticamente garantida, enquanto para o Brasília isso só aconteceria se a equipe do planalto central vencesse o Grêmio e o Goiás.

Nem a própria torcida esperava isso, depois das várias derrotas na competição e do fato do time chegar desfalcado para o confronto em Porto Alegre.

Mesmo assim, com tudo e todos contra, em 3 minutos os atletas do Brasília fizeram um estrago inimaginnavel.

No despretensioso chutão de Aluísio, aos 23, que surpreendeu Leão, começou o pesadelo gremista.

Aos 25 Vander concretizou a virada absurda até então.

O Grêmio ainda empatou o jogo aos 39, com um gol irregular de Dirceu, completamente impedido.

Para os que acharam que a camisa do Grêmio pesaria na decisão do juiz, a atitude precisa do árbitro Iolandro Rodrigues ao anular o gol, foi o justo e derradeiro ponto final desse surpreende episódio do futebol brasileiro.

 

 

 

 

 

 

Essa vitória por 2×1 foi o maior feito da história do Brasília E. C. que quatro dias depois perdeu de 1×0 para o Goiás e foi eliminado do Brasileirão daquele ano.

Essa vitória totalmente fora de órbita não atrapalhou o Grêmio, que seguiu em frente e foi campeão nacional de 1981.

A proporção daquele episódio pode ser melhor compreendida quando se vê as matérias do Correio Brasiliense sobre a partida.

O Brasília com o passar dos anos caiu no ostracismo e mergulhou numa crise administrativa, que nem o fato de ter se tornado o clube-empresa privado do Brasil, conseguiu amenizar.

Maus resultados, prejuízos e dívidas levaram o time a interromper as atividades profissionais em 2005.

Um ano depois o time ressurgiu das cinzas e com seis anos de luta saiu da terceira divisão do DF para a primeira divisão, sendo premiado com o vice campeonato estadual de 2009 e uma participação na série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

A vitória que não valeu muita coisa para o Brasília no campeonato daquele ano, tornou-se inesquecível para sua torcida e para todos aqueles que marcaram coluna um naquele fatídico jogo da loteria esportiva.

Grêmio 1 x 2 Brasília
Grêmio: Leão, Dirceu, De Leon, Vantuir, Uchôa; China, Renato Sá (Vilson Tadei), Paulo Isidoro; Baltazar (Heber), Odair e Tarciso. Técnico: Ênio Andrade.
Brasília: Deo, Luisinho, Foca, Mario, Zé Mario (Ricardo); Alencar, Marco Antônio, Vander; Afonso, Aluísio (Paulinho) e Willian. Técnico:Alaor Capela.
Gols: Tarcísio aos 40seg; Aluísio aos 23 e Vander aos 25 do 2º tempo
Cartões amarelos: Deo (Brasília).
Estádio: Olímpico de Porto Alegre (RS).
Data: 15/02/1981.
Árbitro: Iolando Rodrigues (SC)

Fontes: “Quando a zebra entra em campo” e  globoesporte.com

 

Todas as partidas foram disputadas em Curitiba / PR

 

 

FONTE: Vida Sportiva

 

 

FONTE: Vida Sportiva

 

 

FONTE: Vida Sportiva

 

Fonte: Paraná Esportivo / PR

 

FONTE: O Imparcial “Supplemento Sportivo”

 

FONTE: O Imparcial “Supplemento Sportivo”

 

FONTE: Revista Sportiva

 

FONTE: Revista Sportiva

 

FONTE: O Imparcial “Supplemento Sportivo”

 

FONTE: O Imparcial “Supplemento Sportivo”

 

TURNO ÚNICO

07.09.1954
LAGES(SC) 2-1 INTERNACIONAL(SC)
CRUZEIRO(RS) 4-1 ALIADOS(SC)
11.09.1954
ALIADOS(SC) – INTERNACIONAL(SC) (CANCELADO)
CRUZEIRO(RS) 2-0 LAGES(SC)
12.09.1954
LAGES(SC) – ALIADOS(SC) (CANCELADO)
CRUZEIRO(RS) 5-0 INTERNACIONAL(SC)

CAMPEÃO – ESPORTE CLUBE CRUZEIRO (PORTO ALEGRE – RS)

Fonte: Correio Lageano / SC

 

DATA: 31 DE MARÇO DE 1940
LOCAL: PORTO ALEGRE – RS

SÉRIE B

1º JOGO – RENNER 1-0 FERROVIÁRIO
2º JOGO – PORTO ALEGRE 1-0 AMERICANO
FINAL     - PORTO ALEGRE 1-0 RENNER

CAMPEÃO – PORTO ALEGRE FOOTBALL CLUB (PORTO ALEGRE – RS)

Porto Alegre (campeão) e Renner (vice campeão)

SÉRIE A

1º JOGO – GRÊMIO 2-0 FORÇA E LUZ
2º JOGO – INTERNACIONAL 2-0 SÃO JOSÉ
3º JOGO – GRÊMIO 1-0 CRUZEIRO
FINAL     - INTERNACIONAL 1-0 GRÊMIO

CAMPEÃO – SPORT CLUB INTERNACIONAL (PORTO ALEGRE – RS)

Internacional (campeão)

Fonte: Diário de Notícias / RS

 

DATA: 31 DE MARÇO DE 1940
LOCAL: PELOTAS – RS

1º JOGO – 9º REGIMENTO 2-1 BANCÁRIO
2º JOGO – PELOTAS 2-1 FIATECI
3º JOGO – BRASIL 2-1 9º REGIMENTO
FINAL     - PELOTAS 2-0 BRASIL

CAMPEÃO – ESPORTE CLUBE PELOTAS (PELOTAS – RS)

Fonte: Diário de Notícias / RS

 

DATA: 01 DE JUNHO DE 1963
LOCAL: PORTO ALEGRE / RS

1º JOGO    -   FLORIANO 0-0 CRUZEIRO (3-2 PEN)
2º JOGO    -   GRÊMIO 0-0 AIMORÉ (3-2 PEN)
3º JOGO    -   INTERNACIONAL 1-0 FLORIANO
FINAL        -   GRÊMIO 0-0 INTERNACIONAL (12-10 PEN)

Grêmio de Football Porto Alegrense - Campeão do Torneio Início - 1963

Fonte: Diário de Notícias / RS

 

 

Fonte: Vida Sportiva / RJ

 

Fonte: Vida Sportiva / RJ

 

 Em pé: Valdir. Enio Rodrigues. Oby. Valdo. Ivo e Orlando.

Agachados: Carlito. Breno. Pedrinho. Enio Rodrigues e Orcely.

 

Esquadrão do Renner de Porto Alegre no primeiro jogo contra a Seleção Alagoana em excursão a Alagoas

Em 1954 o Renner de Porto Alegre jogou duas partidas em Maceió. Era o primeiro clube gaúcho a visitar o Estado Nordestino.

Tinha conquistado o campeonato gaúcho da temporada e veio com muito cartaz. Possuía grandes jogadores e, alguns deles terminaram jogando na seleção brasileira.

O 1º jogo aconteceu no dia 27 de dezembro. O Renner perdeu para a Seleção Alagoana por 3 x 2. Um resultado que foi contestado pelos gaúchos que não aceitaram o segundo pênalti marcado pelo arbitro alagoano, Adalberto Silva. O goleiro Valdir de Moraes não quis ficar no gol para a cobrança. O juiz mandou cobrar com o meta gaúcha vazia. Era o gol da vitória alagoana. Orizon fez os dois de pênalti e Géo completou os gols do locais. Joeci e Enio Andrade marcaram para o Renner.

O jogo foi bom até o momento em que o juiz assinalou o segundo pênalti contra os visitantes.

O marcador era de 2 x 2 e demonstrava o equilíbrio entre as duas equipes.

Depois de muita conversa os dirigentes azulinos conseguiram convencer os gaúchos a retornarem ao campo e terminarem o jogo.

Foram os piores momentos da partida.

O Renner fazendo o tempo passar.

A seleção perdeu o interesse pelo jogo e a própria torcida não sentiu mais nenhuma emoção pela vitória.

A Seleção Alagoana venceu com Epaminondas. Dirson e Orizon. Piolho. Zanélio e Mourão. Cão (Helio Miranda). Dida. Cécé. Bequinho (Tonheiro) e Géo.

Três dias depois, no mesmo campo do mutange, o Renner voltou para enfrentar o CSA.

Os gaúchos exigiram que o juiz fosse Aparicio Viana que acompanhava a delegação na temporada pelo Nordeste.

O resultado final foi de 1 x 1.

O CSA com um time bem entrosado realizou uma grande exibição.

O Renner, esquecendo os problemas do domingo, também fez por merecer os elogios.

O publico assistiu um grande espetáculo. Um futebol de alto nível. Os alagoanos começaram de forma arrasadora. Assinalaram seu gol através do ponteiro Géo e realizaram um jogo de boa técnica e rapidez nas jogadas. No segundo tempo, os alagoanos cansaram e os gaúchos continuaram com a mesma regularidade.

E mantendo o ritmo, chegaram ao empate através de Juarez. Foi um grande jogo e que apagou a má impressão deixada na partida anterior quando os lamentáveis acontecimentos envolveram os jogadores do Renner e o juiz Adalberto Silva.

O CSA jogou com Almir. Paulo Mendes e Orizon. Piolho. Zanelio e Napoleão. Italo (Deda). Dida. Sued. Netinho e Géo.

O Renner com Valdir (Albertino). Enio Rodrigues. Léo (Ody). Ivo Medeiros (Gago). Bonzo (Valdo) e Orlando. Carlito. Breno. Pedrinho (Juarez). Enio Andrade e Joeci (Orely).

 

FONTES: Esquadrões de Futebol – Futebol Gaúcho – Wikipédia – História do Futebol Alagoano

© 2018 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha