Cachoeira Futebol Clube (acima o raro escudo do clube em 1926) é uma agremiação do município de Cachoeira do Sul (RS). Fundado no dia 24 de fevereiro de 1914, na residência do estudante Henrique Müller Barros, que mais tarde se tornaria médico no município.

No currículo, o Cachoeira possui 11 títulos da zona centro do estado, em 1944, 1948, 1951, 1955, 1959, 1962, 1963, 1969, 1971, 1973 e 1975. Das 11 conquistas, sete foram longe do Estádio Joaquim Vidal. Sagrou-se duas vezes vice-campeão do interior e terceiro colocado no Campeonato Gaúcho, em 1944 e 1948. Sua maior conquista foi em 2001, ao sagrar-se campeão da Terceira Divisão do Campeonato Gaúcho.

1914 - Primeira formação do Cachoeira F.C.

Entre altos…

Em 1965 o Cachoeira F.C. desbancou o Grêmio, que era tricampeão gaúcho. Em 1972 o Inter, que era tricampeão gaúcho, acabou sendo surpreendido e perdeu por 1 a 0.

Baixos

Uma década depois, em 1982, após ser derrotado pelo Farroupilha por 4 a 2, em Pelotas, a diretoria do Cachoeira, desiludida decidiu encerrar as suas atividades.  Após 17 anos longe dos gramados, o Cachoeira voltou as atividades em 1999.

 

FONTE: Blog Relíquias do Futebol

FOTO: Grande Álbum de Cachoeira – de Benjamin Camozato, em 1922

 

Colaborou:  Rosélio Basei

FONTE: Mercado Livre 

 

Colaborou: Rosélio Basei

FONTE: Mercado Livre

 
1989

 

A segundona gaúcha de 1988 possivelmente foi a mais disputada de todos os tempos: 36 equipes lutaram por duas vagas ao Gauchão. O Glória venceu as fases iniciais e apoiado em uma perfeita aliança entre clube, torcida, empresariado e poder público, partiu para a disputa do octogonal final como favorito. A largada, porém, foi preocupante, e a perspectiva do adiamento do sonho por mais um ano começava a tornar-se uma realidade.

Foi quando a direção contratou o técnico Daltro Menezes. Experiente e folclórico, o “Gordinho” deu ao time a confiança necessária para a vitória, que veio de forma definitiva na tarde de 27.11.1988, quando a cidade parou para ver o Glória golear o Ypiranga por 3 a 0 e conquistar o título da Divisão Especial de 1988. Durante o octogonal, o time-base teve: Gasperin; Betão, Chimbica, Chicão e Francisco; Alemão, Plein, Hélder e Edmundo; Zé Carlos e Marcos Toloco.

O grupo campeão da Divisão Especial de 1988. Acima, da esq. para a dir.: Zé Roberto, Zé Moraes, Renato Lima, Chimbica, Didier, Cigano, Gasperin, Luiz Carlos e César “Vaquinha”. Em pé: Beto Almeida (Aux. Técnico), Daltro Menezes (Técnico), Ricardo, Herman, não identificado, Zé Carlos II, Plein, Chiquinho, Zé Carlos, Marcos Toloco, Élder, não identificado, Betão e Antônio Soares dos Santos (Dir. Administrativo). Agachados/sentados: Chimia, Nestor (Massagista), Edmundo, Chicão, Jorginho, Faller, Élton, Francisco, Áureo e Edu Chaves (Supervisor).

Com a vaga assegurada, era necessário preparar-se para a estréia na elite. Manteve-se Daltro Menezes e reforços foram trazidos. A expectativa era imensa, mas a equipe correspondeu ao que dela se esperava: o Rio Grande conheceu o estilo Glória de jogar futebol, feito de muita determinação e espírito de grupo, mesclando a experiência do veterano Gasperin com a raça do jovem atacante Zé Cláudio e com a qualidade de Branco e Edmundo, um dos remanescentes de 1988. Foram dias de Glória! O reconhecimento nacional veio rápido: a revista Placar, na edição 981, dedicava duas páginas à excelente campanha do time no campeonato gaúcho.

O grupo 4º colocado no Gauchão de 1989. Em pé, da esq. para a dir.: Zé Roberto, Paulão, Garcia, Paulo Santos, Vladimir, Didier, Edmundo, Gasperin, Zé Cláudio, Gilberto, Ricardo, Daltro Menezes (Técnico), Hamilton (Prep. Físico), Josimar Pilar (Dir. de Futebol), Alexandre Pilar e Antônio Soares dos Santos (Dir. Administrativo). Ajoelhados: Francisco, Zé Carlos, Áureo, Juarez, Rubinho, não identificado e Edmílson. Sentados/agachados: Jorginho, Branco, Jair, Élder, Chimbica, Edu Chaves (Supervisor) e Nestor (Massagista).

As Partidas memoráveis foram disputadas, como o Internacional X Glória de 09.03.1989, quando os vacarienses encurralaram o adversário em seu próprio terreno e só não saíram vencedores devido à má-arbitragem. Ou como o Glória X Grêmio de 30.04.1989, em Vacaria. Naquele dia, um Grêmio em crise subiu a Serra com a obrigação de vencer, sob pena de eliminação. Em um duelo dramático e tumultuado, o tricolor arrancou suados 2 a 1, no jogo que ficou conhecido como “A Guerra de Vacaria”.

Após um começo empolgante do “Leão”, valeram a experiência e a tradição das outras equipes. Bravamente, o Glória terminou o campeonato no 4º lugar, feito notável para um estreante. Time-base durante o Gauchão, e o melhor da História do clube: Gasperin; Paulão, Vladimir, Juarez e Francisco; Edmílson, Jair, Branco e Edmundo; Geraldo e Zé Cláudio. Campanha: 26 jogos, 7 vitórias, 13 empates e 6 derrotas, 27 gols a favor e 26 gols contra.

O bom resultado no estadual valeu o convite para disputar a Divisão Especial brasileira, mas a equipe foi eliminada na primeira fase. A irregularidade refletia a perda de jogadores importantes: Gasperin encerrara a carreira, enquanto Branco, Edmundo e Zé Cláudio deixaram Vacaria. De qualquer forma, o discreto 34º lugar entre as 96 equipes da segundona brasileira representou a primeira experiência do time vacariense em competições nacionais.

FONTES: Revista Placar e site do G.E. Glória de Vacaria.

 

FONTE: Vida Doméstica, Revista do Lar e da Mulher 

 

O Real Sport Club é uma agremiação do Município de Capão da Canoa (RS). Fundado em 2005, a sua Sede fica localizada na Avenida Venâncio Aires, nº 340/ Ap. 303, no Bairro Zona Nova, em Capão da Canoa. Filiado à Federação Gaúcha de Futebol (FGF), o Real está disputando o Campeonato Gaúcho Juvenil deste ano, e participará da Copa FGF de 2017.

FONTES & FOTO: Página do Clube no Facebook – Federação Gaúcha de Futebol (FGF) – Homero Queiroga

 

 

 

Em 1985, após quatro temporadas disputando competições amadoras, o Glória anunciou a reativação de seu Departamento Profissional. Depois de anos de licenciamento, teria que recomeçar disputando a pouco valorizada terceira divisão. Talvez por isso, havia a desconfiança de que a nova incursão no profissionalismo não se sustentaria, como em 1976 e 1979/1980. Desta vez, porém, o projeto era mais sólido e com um objetivo definido: levar o Glória até a disputa do Gauchão, ao convívio dos grandes.

Para atingir essa meta, os dirigentes executaram uma política prudente: a formação de uma boa equipe só poderia ocorrer se houvesse uma estrutura condizente. Assim, mesmo com o risco de não obter bons resultados em sua reestréia, o Glória optou por começar investindo na própria casa. E fez, à época, o que alguns clubes da primeira divisão até então não tinham feito: instalou um sistema de refletores no estádio Altos da Glória.

Um fato de tal importância não poderia resumir-se a ele próprio, e o Internacional foi convidado para o amistoso de inauguração. O adversário era o tetracampeão gaúcho, e muitos de seus jogadores haviam feito parte da Seleção medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Mais que uma festa, a vinda do Internacional para Vacaria significava que o projeto de alcançar a primeira divisão não era um blefe. E em 12 de junho de 1985, a cidade recepcionou, com grande festa, o escrete Colorado.

O amistoso foi assim noticiado pelo jornal Zero Hora:

“Um adversário fraco na teoria – o Glória participa da terceira divisão do futebol gaúcho – fez com que os jogadores do Inter se poupassem no início da partida. Mas o time local estava muito motivado e surpreendeu: aos sete minutos, a zaga do Inter parou, César chutou e Mauro concluiu para grande alegria dos torcedores presentes no estádio do Alto [sic] da Glória. Isso fez com que os jogadores do Inter [...] se esforçassem mais. Daí, a virada veio ao natural: Rubén Paz (de pênalti) empatou aos 12 minutos e Kita ampliou aos 32. Mas o frio – fez cinco graus positivos em Vacaria – permitiu ao time do Glória mostrar um bom preparo físico e resistir bastante à base de muita correria.

“No segundo tempo, a temperatura baixou para os dois graus positivos e o Glória ainda lutou até os 15 minutos, quando César perdeu excelente oportunidade para empatar. Depois disso, no entanto, o Inter tomou conta do jogo e construiu a goleada: aos 19 minutos Jussiê fez o terceiro gol; aos 23 Kita marcou o quarto; aos 31 minutos, Verdum – na cobrança de um segundo pênalti – ele errou o primeiro, mas Itiberê Padilha ordenou novo chute – fez o quinto e o mesmo Verdum ampliou para seis aos 34 minutos.”

O resultado de 6 a 1 não deixou dúvidas sobre a diferença entre as duas equipes, apesar da bravura dos jogadores do “Leão”, no amistoso que foi o marco simbólico da arrancada do Glória rumo à primeira divisão. Em breve, todos sentiam, o Internacional voltaria a atuar na cidade, desta vez valendo pontos, e nunca mais uma derrota no Altos da Glória seria vendida facilmente. Naquela noite, os refletores iluminavam mais do que um simples amistoso: iluminavam o futuro de um clube e de toda uma comunidade rumo a uma era de vitórias.

 

Ficha Técnica

Glória: Didier (Aritana); Valdecir (Canhoto), Pedrinho, Rui e Osmar; Renatinho (Bido), Gilmar e Nilzo; Carlinhos (Mano), César “Vaquinha” e Mauro (Raul). Técnico: Renatinho.

Internacional: Mano (Zé Carlos); Luiz Carlos Winck, Aloísio, Mauro Galvão (Pinga) e André Luiz; Ademir Kaefer (Marquinhos), Ademir Alcântara (Silvinho) e Rubén Paz; Jussiê, Kita (Luís Freire) e Pedro Verdum. Técnico: Octacílio Gonçalves.

Arbitragem: Itiberê Padilha, com Celso Pastro e Enísio Matte.

Renda: Cr$ 28.000.000,00
Local: estádio Altos da Glória, em Vacaria.

 

Fonte: Jornal ZH e Site do Clube.

 

O Esporte Clube Cruzeiro realizou uma excursão por nove cidades de Santa Catarina no final de 1955. Nos dez jogos disputados, o time de Porto Alegre obteve sete vitórias, dois empates e perdeu apenas uma vez.

23/11/1955 – Avaí 4 x 5 Cruzeiro-RS – em Florianópolis

25/11/1955 – Sel. Blumenau 3 x 1 Cruzeiro-RS – em Blumenau

27/11/1955 – Haiti 0 x 1 Cruzeiro-RS – em Rio do Sul

30/12/1955 – Sel. Ibirama 1 x 5 Cruzeiro-RS – Ibirama

3/12/1955 – Sadia 2 x 6 Cruzeiro-RS — em Concórdia

4/12/1955 – Sel. Videira 1 x 2 Cruzeiro-RS -em Videira

8/12/1955 – Cruzeiro 1 x 1 Cruzeiro-RS – em Joaçaba

10/12/1955 – Coringa 1 x 3 Cruzeiro-RS – em Caçador

11/121955 – Corinto 1 x 1 Cruzeiro-RS – em Caçador

18/12/1955 – Sel. Xaxim 1 x 9 Cruzeiro-RS – em Xaxim

Fonte: O Estado

 

 

 

Em novembro e dezembro de 1955, o Aimoré de São Leopoldo (RS) realizou um tour por Santa Catarina. A campanha teve 13 jogos (11 vitórias, um empate e uma derrota) com 42 gols marcados e 10 sofridos.

19/11/1955 – Comercial 1 x 3 Aimoré – em Joaçaba

20/11/1955 – Cruzeiro 0 x 3 Aimoré – em Joaçaba

23/11/1955 – Seleção de Caçador 2 x 3 Aimoré – em Caçador

26/11/1955 – Aliados 0 x 7 Aimoré – em Lages

27/11/1955 – Vasco da Gama 1 x 2 Aimoré – em Lages

20/11/1955 – Avaí 0 x 2 Aimoré – em Florianópolis

4/12/1955 – Haiti 1 x 5 Aimoré – em Rio do Sul

6/12/1955 – Caxias 2 x 1 Aimoré – em Joinville

8/12/1955 – Baependi 1 x 1 Aimoré – em Jaraguá do Sul

11/12/1955 – Ipiranga 1 x 4 Aimoré – Rio Negrinho

14/12/1955 – Sel. Blumenau 1 x 3 Aimoré – em Blumenau

17/12/1955 – Estiva 1 x 3 Aimoré – em Itajaí

18/12/1955 – Lauro Muller 0 x 5 Aimoré – em Itajaí

Fonte: O Estado

 

 

Em 1983, o São Paulo de Rio Grande recebeu em seu estádio o Internacional de Lages para um amistoso. A vitória ficou com a equipe catarinense, que marcou o um gol em cada tempo com Nestor e Nunes. Não foram encontradas informações sobre público e renda.

SÃO PAULO             
0   X  2 INTER DE LAGES (SC)
Data: 05/02/1983 [Sábado], Hora: 20:30, Local: Aldo Dapuzzo (Rio Grande, RS), Arbitragem: Zeno Escobar Barbosa, Auxiliares: Valdir Vioni e Luz Carlos Tibursky, Cartão Amarelo: Djalma, Paranhos e Toninho (SP), Toninho Caixão (I), Gols: Nestor aos 6′ e Nunes aos 52′.
São Paulo (Rio Grande, RS) Nando; Douglas, Carlão, Toninho e Paulo Barroco; Djalma, Mazinho e Neca; Gélson, Paranhos e Baltazar. Técnico: Daltro Menezes.
Internacional (Lages, SC) Carlos Alberto; Dutra, Jorge, Cidão e Cláudio Radar; Toninho Caixão, Bim e Rubenval; Nunes, Nestor e Toninho Caju. Técnico: Firmino Romual Negri.

 

FONTE: Site Súmulas Tchê

 

 

 

Fonte: site do clube

 

O Esporte Clube Novo Hamburgo conquistou o título mais importante em toda a sua história nos 106 anos e seis dias de existência! No último domingo, no dia 07 de maio de 2017, após um empate em 1 a 1, no tempo normal, o Noia venceu o Internacional por 3 a 1, no pênaltis, faturando o inédito título do Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão de 2017, organizado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

Na 1ª Fase, o Esporte Clube Novo Hamburgo terminou na liderança isolada com 23 pontos em 11 jogos (sete vitórias, dois empates e duas derrotas; marcando 19 gols, sofrendo nove, com saldo positivo de 10).

Primeira Fase

DATA

JOGO

LOCAL

2ª-feira – 30/01/2017

Novo Hamburgo

1

X

0

Caxias

Estádio do Vale

Sábado – 04/02/2017

Internacional

1

X

2

Novo Hamburgo

Estádio Beira Rio

2ª-feira – 13/02/2017

Novo Hamburgo

1

X

0

São José

Estádio do Vale

2ª-feira – 20/02/2017

Novo Hamburgo

4

X

1

Juventude

Estádio do Vale

6ª-feira – 24/02/2017

São Paulo/RS

1

X

3

Novo Hamburgo

Estádio Aldo Dapuzzo

2ª-feira – 06/03/2017

Novo Hamburgo

4

X

1

Passo Fundo

Estádio do Vale

Sábado – 11/03/2017

Cruzeiro/RS

1

X

0

Novo Hamburgo

Estádio Antônio Vieira

Sábado – 18/03/2017

Ypiranga/RS

2

X

1

Novo Hamburgo

Estádio Colosso da Lagoa

4ª-feira – 22/03/2017

Novo Hamburgo

1

X

1

Grêmio

Estádio do Vale

Domingo – 26/03/2017

Brasil de Pelotas

1

X

1

Novo Hamburgo

Estádio Bento Freitas

4ª-feira – 29/03/2017

Novo Hamburgo

1

X

0

Veranópolis

Estádio do Vale

 

Quartas de Final

DATA

JOGO

LOCAL

Sábado – 1º/04/2017

São José

0

X

1

Novo Hamburgo

Estádio Antônio Vieira

3ª-feira – 04/02/2017

Novo Hamburgo

1

X

0

São José

Estádio do Vale

 

Semifinal

 

DATA

JOGO

LOCAL

Domingo – 16/04/2017

Grêmio

1

X

1

Novo Hamburgo

Arena Grêmio

Domingo – 23/04/2017

Novo Hamburgo

1

X

1

Grêmio

Estádio do Vale

Nos pênaltis, o Novo Hamburgo venceu por 7 a 6.

 

Finais

DATA

JOGO

LOCAL

Domingo – 30/04/2017

Internacional

2

X

2

Novo Hamburgo

Estádio Beira Rio

Domingo – 07/05/2017

Novo Hamburgo

1

X

1

Internacional

Estádio Centenário

Nos pênaltis, o Novo Hamburgo venceu por 3 a 1,  se sagrando campeão pela 1ª vez no Gauchão!

Na seqüência, o Esporte Clube Novo Hamburgo fez valer a melhor campanha eliminando o São José ,nas Quartas de Final; o Grêmio, nas Semifinais; e o Internacional, nas finais.

Desta forma, o Novo Hamburgo encerrou a sua participação com ‘chave de ouro’, no Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão de 2017, com a melhor campanha. Dos 51 pontos possíveis, o Noia somou 33 pontos em 17 jogos (nove vitórias, seis empates e duas derrotas; assinalando 26 gols, sofrendo 14, com saldo positivo de 12).

Parabéns Esporte Clube Novo Hamburgo e a toda a população hamburguense!

 

FONTES & FOTOS: Jornal NH – GloboEsporte.com – Site do E.C. Novo Hamburgo – Federação Gaúcha de Futebol (FGF)

 

 

 

Fonte: Site do Clube.

 

 

Foi no dia 5 de dezembro de 1971 que o Zeca, até então em uma parceria com o clube Barroso, subiu a Serra para garantir o título da Copa Governador do Estado, até hoje a mais importante conquista estadual do clube.

Entre os destaques do time estavam o lateral Carlos Miguel – pai do jogador que se consagrou os anos 1990 com a camisa do Grêmio – e o meia Vasques. Na final, contra o Flamengo, depois transformado em SER Caxias, o São José aplicou 2 a 0 no Passo d’Areia, com gols de Carlos Miguel e Adilson.

Em Caxias do Sul, um 0 a 0 garantiu a taça.

O Zeca entrou em campo naquele dia com: Valdeci; Carlos Miguel, Paulinho, Adilson e Renato; Frazão e Gilnei; Carlos Castro, Vasques, João Alberto (Paulo Nascimento) e Reginaldo (Cará).

FONTE: Site do clube

 

 
GE FORÇA E LUZ (PORTO ALEGRE – RS)

1

SC INTERNACIONAL (PORTO ALEGRE – RS)

0

Data: 20 de julho de 1946 Local: Porto Alegre – RS
Juiz: Osvaldo Rola Caráter: Campeonato de Porto Alegre – 1946
Gol: Nadir
Força e Luz(RS): Claudio; Hugo e Wichnewsky; Romeum Armando e Durvalino; Darcy, Orlando, Iturralbe, Ariovaldo e Nadir.
Internacional(RS): Ivo; Castrinho e Nena; Viana, Avila e Ilmo; Eliseu, Rui, Adãozinho, Rebolo e Carlito.

Fonte: Gazeta Esportiva- SP

 

A Sociedade Esportiva e Recreativa São Gabriel foi uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). O ressurgimento do futebol profissional em São Gabriel, aconteceu sob a liderança do radialista e jornalista Domingos Olímpio Rivas, quando foi Fundado na terça-feira, do dia 1º de Maio de 1979, as suas cores era o verde, vermelho e branco.

Ao todo, o SER São Gabriel participou uma vez do Campeonatos Gaúcho da 1ª Divisão, em 1981; já no Campeonatos Gaúcho da 2ª Divisão, foram 10 participações: 1979, 1980, 1982, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990 e 1992; e uma vez no Campeonatos Gaúcho da 3ª Divisão, em 2000.

Em 1980, um ano após ser fundada a S.E.R. São Gabriel conseguiu o grande feito de subir para a Elite do Futebol Gaúcho. No dia 29 de novembro, no Estádio Silvio de Faria Corrêa derrotou o F.B.C. Rio-Grandense, de Rio Grande por 2 a 0, gols de Cigano e Duira. Antes, havia perdido em Rio Grande por 1 a 0.

Com isso a decisão foi para os pênaltis, com vitória da S.E.R São Gabriel e a conseqüente classificação junto com o Armour F.C., de Santana do Livramento, para o Campeonato Gaúcho da Divisão Principal de 1981.

Pena que o time não correspondeu, chegando ao fim do campeonato com a ingrata tarefa de decidir com o Juventude, de Caxias do Sul, quem cairia para a “Segundona” do ano seguinte. A S.E.R. São Gabriel chegou a essa situação depois de ter escalado de forma irregular o jogador Saraco, numa partida contra o São Borja e ter perdido os pontos.

Em jogo extra, realizado no Estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul, o Juventude venceu por 3 a 1 e se manteve na Divisão Principal.

A S.E.R. São Gabriel começou o campeonato com este time: Ricardo, Sérgio Vieira, Serginho, Caio Rocha e Miralha. Caio Flávio, Júnior (Paulo Molina) e Saraco. Batista, Cigano e Betinho.

As boas atuações do centroavante Cigano chamaram a atenção de vários clubes. Além de Internacional, Caxias e São Paulo, o Palmeiras também mostrou interesse em contar com o goleador. O clube paulista estaria disposto a pagar Cr$ 15 milhões por seu passe. Quem acabou ficando com Cigano foi o Internacional, de Porto Alegre.

Depois disso a S.E.R. São Gabriel nunca mais disputou a Divisão Principal do Campeonato Gaúcho. Andou sempre nas divisões inferiores e parando em determinados momentos. O retorno a elite gaúcha só aconteceu em 2001 já com a denominação de São Gabriel F.C.

Em 1988 os desportistas Rudyar Guarani de Bem e José Boneval Nunes, tentaram levantar novamente o E.C. Cruzeiro. A intenção inicial era disputar como amador, para depois de consolidado se tornar de novo profissional.

Mas não deu certo. Chegou a participar do Campeonato Estadual da categoria em 1988, tendo se sagrado campeão da Chave Fronteira. No ano seguinte em razão de dificuldades financeiras, encerrou definitivamente as atividades.

No dia 26 de abril de 1992, num jogo entre S.E.R. São Gabriel versus Guarany, de Bagé, o hino do Rio Grande do Sul foi tocado pela primeira vez num estádio de futebol.

O que poucas pessoas sabem é que a primeira pessoa a defender a execução do Hino do Rio Grande do Sul, em jogos de futebol foi o tradicionalista Gabrielense, João Carlos Fagundes Cardoso, de saudosa memória. Ele apresentou essa sugestão durante o 37º Congresso Tradicionalista, realizado na cidade de Pelotas.

Em 1998, algumas semanas antes do início do campeonato assumiu a presidência da S.E.R São Gabriel o coronel reformado do Exército, Pedro Martino, que conseguiu apoio da prefeitura para cobrir os gastos com as viagens.

No dia 13 de Outubro de 1998, depois de ficar inativo o G.E. Gabrielense oficializou seu retorno aos gramados. Participou do Campeonato da Segunda Divisão de 1999.

O time contratou jogadores experientes como o goleiro Jairo, ex-14 de Julho, de Livramento e Penãrol, de Montevidéu, Ronaldo Martins, também vindo de Livramento, Luís Carlos Gaúcho, que brilhou no E.C. Pelotas e Márcio Ferreira, vindo do próprio São Gabriel. Ao fim do campeonato o clube se licenciou e não voltou mais as disputas oficiais.

No dia 13 de fevereiro de 1999 morreu o coronel Pedro Marins Martino, presidente da S.E.R. São Gabriel. Com isso assumiu a presidência do clube o desportista Roque Oscar Hermes.

Na tarde de 6 de novembro de 1999 a tragédia abateu o principal jogador da S.E.R. São Gabriel. O atacante Ademir Vega, que teve uma breve passagem pelo Internacional, de Porto Alegre, foi morto aos 25 anos com um tiro no peito, desferido pelo policial militar José Henrique Siqueira de Oliveira, com quem tinha uma rixa.

Nascido e criado em São Gabriel, Ademir Antunes dos Santos, nome de batismo do jogador, era o craque do time e ídolo em sua terra natal. Era filho de um ex-goleiro do futebol amador gabrielense, de apelido “Cabo Velho”, já falecido.

O crime chocou e comoveu a comunidade gabrielense. O caso repercutiu também em Bagé, onde o jogador era benquisto desde que atuou pelo Grêmio Bagé.

Ao final de 2000 a S.E.R. São Gabriel mudou a denominação para São Gabriel F.C. E com a desistência da S.E.R.C. Brasil, da cidade de Farroupilha, ganhou o direito de disputar em 2001 a Série “B” do Campeonato Gaúcho, denominada “Taça Doutor James Vidal”.

 

FONTES: Wikipédia – N1 Notícia – Times do RS – Camisas Gaúchas

 
EC PELOTAS (PELOTAS – RS)

5

CLUB GIMNASIA Y ESGRIMA (ARGENTINA)

1

Data: 25 de janeiro de 1958 Local: Estádio Boca do Lobo, em Pelotas – RS
Juiz: Miguel Matos Caráter: Amistoso Internacional
Gols: Nei Silva, Dirceu, Jarí, Deraldo e Galeano (contra) – Diego Bayo.
Pelotas(RS): Oscar, Getúlio (Edemar), Duarte, Nascimento (Cascudo), Jari, Polaco, Cléo (Galeguinho), Dirceu, Deraldo, Pacheco e Nei Silva.
Gimnasia y Esgrima(ARG): Gerônimo, Ambrosi, Galeano, Novarini, Schadley (Romero), Smargiassi, Stelman, Villegas (Eduardo Dominguez), Maravilla, Diego Bayo e Noack.

 

Foto: Gelcy dos Santos e Colaboração: Paulo Ventura

Fonte: Fred Mendes (Arquivo Lobão)

 

 

O Esporte Clube Cruzeiro foi uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). O Áureo-anil foi Fundado na segunda-feira, do 31 de Dezembro de 1951, a partir do clube amador Esporte Clube Manivela de São Gabriel. Mandava os seus jogos no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, com capacidade para 8.500 pessoas. Localiza-se ao lado da rodoviária municipal, no Bairro Capiotti.

Profissionalizado, o Cruzeiro de São Gabriel passou a participar do Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão, tendo sido 3º colocado em 1955 e repetindo a mesma posição no ano seguinte (1956). Foi Campeão da Zona Sudoeste de 1956. Com isso, superou o feito do seu rival local, o Grêmio Esportivo Gabrielense, que havia conquistado a quarta colocação do Gauchão de 1954.

No final da década de 1950, o dinheiro começou a escassear. Após uma má campanha no Campeonato Gaúcho, o Cruzeiro fechou seu departamento de futebol em 1959, sendo logo seguido pelo rival Gabrielense.

O Cruzeiro ainda voltou a disputar o campeonato em 1962, mas fechou novamente no ano seguinte. Em 1966, uma fusão dos dois antigos rivais resultou na criação do Esporte Clube Cruzeiro-Gabrielense, que durou até 1968. Participou da 1ª Divisão em 1955, 1956 e 1959; na Segundona esteve presente nos anos de 1962, 1965, 1966 e 1968.

FONTES & FOTO: Wikipédia – Times do RS – Memória do Futebol de São Gabriel

 

O Esporte Clube São Gabriel é uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). O ‘Sanga’ foi Fundado na segunda-feira, do dia 23 de Setembro de 2013, a fim de preencher o vazio deixado pela extinção do São Gabriel Futebol Clube, meses antes. A equipe Gabrielense manda os seus jogos no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, com capacidade para 8.500 pessoas. O campo está localizado ao lado da rodoviária municipal, no Bairro Capiotti, em São Gabriel.

De cara, o acesso para a Segundona

A sua primeira competição aconteceu em 2014, quando debutou no Campeonato Gaúcho da Série B (que na prática equivalia a Terceira Divisão), organizado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

De cara, o EC São Gabriel terminou na 3ª colocação, o que lhe rendeu o acesso para disputar o Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão de 2015. A equipe Gabrielense seguiu bem e terminou na 4ª posição da Segundona, e por pouco não obteve o acesso para a Elite do Futebol Gaúcho.

Maior Goleada

Ainda em 2015, na fase de preparação, o Esporte Clube São Gabriel comandado por Gelson Conte aplicou a sua maior goleada no curto período de existência ao derrotar o Milan, de Porto Alegre pelo elástico placar de 9 a 0, no domingo, do dia 1º de fevereiro de 2015, no Estádio Municipal Silvio de Faria Corrêa. Os gols da partida foi marcados pelo atacante Bahia (três vezes); Jean e Rafael Paraíba, duas vezes cada um; o lateral esquerdo Stanley, de pênalti, e Edu, em cobrança de falta; um tento cada.

A luta para seguir na Segundona

Em 2016, outra boa campanha, no qual terminou em 6º lugar.  Em 2017, o São Gabriel não faz boa campanha na Divisão de Acesso (Segundona). Restando um jogo para o fim da fase de classificação, o Esporte Clube São Gabriel recebe a visita do Guarany, de Bagé, neste sábado (06 de Maio de 2017), no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, em São Gabriel, precisando de um empate para permanecer na Segundona.

Neste momento, o São Gabriel ocupa a 7ª e penúltima colocação no Grupo A, com 12 pontos (13 jogos, com três vitórias, três empates e sete derrotas; marcando 15 gols, sofrendo 25, com saldo negativo de 10).

Já o Guarany, de Bagé está na última colocação no Grupo A, com 11 pontos (13 jogos, com três vitórias, dois empates e oito derrotas; marcando 11 gols, sofrendo 17, com saldo de menos seis). O último colocado do Grupo A será rebaixado juntamente com o lanterna da chave B para o Campeonato Gaúcho da 3ª Divisão em 2018.

HINO Oficial do Esporte Clube São Gabriel (divulgado na página oficial do clube no Facebook, no dia 10 de março de 2016)

(Compositores: Alex Silveira, André Teixeira, Marcel da Cohab e Rogério Melo. Intérpretes: André Teixeira e Rogério Melo)

“Os clarins anunciam tua chegada
Paixão que move uma cidade inteira
E o amor desta torcida apaixonada
Emociona ao desfraldar nossa bandeira
És o retrato de um povo valente

Que da luta não desiste jamais
A cada grito de gol da nossa gente
Canta vibrante a “Terra dos Marechais”

Avante, sempre avante, São Gabriel
Honrando tua camisa e este chão
Avante, sempre avante, São Gabriel
Com força, garra e coração (2x)

És o glorioso baluarte do Rio Grande
Com a identidade dos que fizeram tua história
Traz a fibra pampiana dos teus filhos
Que já nasceram com sede de vitória

Avante, sempre avante, São Gabriel
Honrando tua camisa e este chão
Avante, sempre avante, São Gabriel
Com força, garra e coração (2x)”

 

YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=VGezkNh43xw

 

FONTES & FOTO: Site Caderno 7 – Wikipédia – YouTube – Página do Clube no Facebook –  Site N1 Notícia “A Notícia On Line” – Federação Gaúcha de Futebol (FGF)

 

O São Gabriel Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). Fundado no ano de 2000, resultante da fusão da Sociedade Esportiva e Recreativa São Gabriel com o Grêmio Esportivo Gabrielense.

A melhor colocação do clube no campeonato estadual foi o 4º lugar dois anos consecutivos (2002 e 2003). A colocação no campeonato de 2003 deu ao time uma vaga na Copa do Brasil de 2004.

Na primeira fase o clube eliminou o Figueirense em Santa Catarina. Na segunda fase, enfrentou o Palmeiras. No primeiro jogo em casa venceu por 2 a 1, mas, no jogo da volta, em São Paulo, perdeu por 4 a 0 e foi eliminado.

O São Gabriel foi rebaixado para o Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão em 2005. Em 2009 se licenciou e em 2013 foi extinto. Mandava os seus jogos no Estádio Municipal Sílvio de Faria Corrêa, com capacidade para 8.500 pessoas. Localiza-se ao lado da rodoviária municipal, no Bairro Capiotti.

 

FONTES: Wikipédia – Página do Facebook: “Memória do Futebol de São Gabriel” – Show de Camisas

 

Fonte: site do clube

 

O Grêmio Esportivo Militar foi uma agremiação da cidade de São Gabriel (RS). O Alvianil Celeste foi Fundado no Sábado, do dia 18 de Outubro de 1924, como Grêmio Sportivo Militar.

Em 1935, o G.S. Militar de São Gabriel filiou-se à Federação Rio-Grandense de Desportos (FRGD) e disputou o Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão daquele ano. O clube Gabrielense na chave Zona Sul, da 9ª Região, juntamente com o Grêmio Esportivo Duque de Caxias, de Dom Pedrito.

Time posado de 1945

No ano seguinte (em 13 de Maio de 1936) se fundiu com o Cavalaria Foot-Ball Club, dando origem ao Botafogo Foot-Ball Club. Ainda naquele ano disputou o Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão. Pouco depois a fusão foi desfeita.

O Grêmio Esportivo Militar seguiu participando do Campeonato Citadino de São Gabriel, onde ficou com o vice-campeonato de 1945. O clube seguiu até o dia 1º de Outubro de 1947, quando mudou de nome, passando a se chamar: Grêmio Esportivo Minuano.

 

FONTES & FOTO: Site N1 Notícia – Página no Facebook: “Memória do Futebol de São Gabriel” – Jornal A Federação 

 

Matéria do Jornal do Dia Esportivo (Ano II – Porto Alegre, Sexta-feira, 5 de Novembro de 1948), tratando da disputa entre Grêmio e Cruzeiro valendo a Taça Cidade de Porto Alegre de 1948, a partida foi marcada para o Estádio Tiradentes (G. E. Renner) para o dia 07 de novembro de 1948, Seguem abaixo os recortes que promoviam esta partida e destacavam alguns jogadores das duas equipes.

Fontes: Jornal Dia Esportivo

 

 

Pelo Citadino de Porto Alegre de 1947, vitória do Força e Luz sobre o Internacional por 3-2. A partida foi válida pelo segundo turno do certame, o resultado atrapalhou os planos do Internacional e forçou a disputa de um Terceiro Turno. Acompanhe agora a matéria e as fotos publicadas no Jornal Folha da Tarde, do dia 13/10/1947.

Ficha do Jogo

FORÇA E LUZ 3 2 INTERNACIONAL
Data: 12/10/1947 [Domingo], Local: Timbaúva (Porto Alegre, RS), Público: 5.496 (2.211 pagantes), Renda: Cr$ 17.316, Juiz: Homero Carvalho (BRA), Gols: Tesourinha (I) aos 27′, Detefon (FL) aos 33′, Dorvalino (FL) aos 40′, Villalba (I) aos 56′, Nadir (FL) aos 97′.
Força e Luz (Porto Alegre, RS) Cláudio, Hugo, Sordi, Povonovo, Ernesto, Alegreti, Jerônimo, Dorvalino, Detefon, Nino, Nadir.
Internacional (Porto Alegre, RS) Ivo, Nena, Ilmo, Alfeu, Viana, Abigail, Bóris, Tesourinha, Villalba, Fandiño e Carlitos.

 

Fonte: Folha da Tarde e Site Súmulas-Tchê.

 

Seleção Gaúcha de Futebol - 1944

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

 

 

Antecedentes

O Brasil em 1972 vivia sob o regime militar, liderado pelo então presidente Médici. No campo esportivo e, porque não, no campo político, a Seleção Brasileira, Tricampeã em 1970 era um motivo de orgulho para a nação.

Naquele ano de 72, o técnico Zagallo convocou a seleção canarinho para a Taça Independência, em comemoração aos 150 anos de emancipação do País.

Na convocação, Zagallo não chamou nenhum jogador do Rio Grande do Sul, quando era esperada a convocação do jogador do Grêmio, o tricampeão Everaldo e do centroavante Claudiomiro, que vivia uma grande fase no Internacional.

A discussão não era com relação aos jogadores de Rio e São Paulo, pois, sem sombra de dúvida, tinham o melhor futebol do país na época. A celeuma era no que condizia à convocação dos jogadores de Minas Gerais, que rivalizava com o Rio Grande do Sul como terceira força do futebol brasileiro.

Tal fato gerou algo inusitado: a união de gremistas e colorados contra a Confederação Brasileira de Desportos.

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol na época, Rubens Hoffmeister, agiu nos bastidores de modo a realizar um amistoso contra a seleção brasileira antes da Taça Independência.

Após muitas conversas, o jogo foi marcado para 17 de junho de 1972 no Estádio Beira-Rio.

A Seleção Brasileira vinha com craques como Leão, Brito, Marco Antônio, Clodoaldo, Piazza, Rivellino, Jairzinho e Paulo César Cajú, liderados pelo técnico Zagallo.

Já a Seleção Gaúcha, contava com jogadores apenas da dupla Grenal, incluindo o uruguaio Ancheta, o chileno Figueroa e o argentino Oberti. O treinador era Aparício Viana e Silva, o Apa.

Polêmicas

Zagallo criticou a convocação dos jogadores apenas da dupla Gre-nal, pois queria que fossem chamados jogadores também dos outros clubes do Estado.

Chegou a dizer que era um combinado local e não uma legítima seleção estadual.

A crítica do velho lobo tinha como alvo João Saldanha, visto que Aparício tinha sido olheiro do treinador na seleção em 1969.

Jairzinho afirmou que teriam pedido o passaporte para os jogadores da seleção no aeroporto de Porto Alegre e temia pela violência dos jogadores gaúchos no amistoso, o que acirrou ainda mais o clima de guerra da partida.

A partida

O Beira-Rio estava lotado, naquele dia recebeu o maior público de sua história.

A seleção brasileira usara o seu tradicional uniforme com camisetas amarelas e calções azuis, enquanto a seleção gaucha utilizou uniforme branco, com detalhes nas cores da bandeira do Rio Grande do Sul.

Os torcedores estavam exaltados. Reza a lenda que até bandeiras do Brasil foram queimadas antes do início da partida, fato não confirmado pela imprensa local.

Entretanto, os dois times entraram em campo segurando uma grande bandeira brasileira.

Uma vaia grandiosa foi ouvida no estádio quando foi tocado o hino nacional.

O jogo terminou empatado em 3×3, sendo que a seleção gaúcha sempre esteve a frente no placar.

Quando o jogo terminou empatado, o treinador Zagallo correu e comemorou eufórico junto à comissão técnica.

Os gols do Brasil foram marcados por Jairzinho, Paulo César Cajú e Rivellino. Pela Seleção Gaúcha, marcaram Tovar, Carbone e Claudiomiro.

O Brasil jogou com Leão (Sérgio) – Zé Maria, Brito, Vantuir e Marco Antônio; Clodoaldo, Piazza e Rivelino; Jairzinho, Leivinha e Paulo César Caju.

Os gaúchos atuaram com Schneider, Espinosa, Figueroa, Ancheta e Everaldo; Carbone, Tovar e Torino; Valdomiro, Claudiomiro e Oberti (Mazinho).

Estádio: Beira-Rio, público: 106.554 pagantes.

 

Fontes: Jornal do Brasil, GloboEsporte, Wikipédia e Nilo Dias Repórter.  

 

1º TURNO

06.02.1965

GUANABARA

2-0

RIO DE JANEIRO RIO DE JANEIRO

07.02.1965

GUANABARA

4-0

RIO GRANDE DO SUL RIO DE JANEIRO

09.02.1965

RIO DE JANEIRO

1-0

RIO GRANDE DO SUL RIO DE JANEIRO

2º TURNO

11.02.1965

GUANABARA

8-0

RIO GRANDE DO SUL RIO DE JANEIRO

13.02.1965

RIO DE JANEIRO

4-1

RIO GRANDE DO SUL RIO DE JANEIRO

14.02.1965

GUANABARA

2-1

RIO DE JANEIRO RIO DE JANEIRO

CAMPEÃ – SELEÇÃO DA GUANABARA

Fonte: Jornal dos Sports / RJ

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