Na década de 30, dois times chamados Farroupilha nasceram no futebol recifense. O Farroupilha Football Club do Pina foi uma agremiação da cidade do Recife (PE).O clube da Cruz de Malta Recifense surgiu na década de 30, por portugueses, como Joaquim Faria Neves, que depois  foi o 1º presidente do clube. A sua Sede ficava localizada na Rua do Jasmin, 141, no Bairro do Pina, no Recife.Joaquim Faria Neves.

Apesar de ser um clube modesto, era figurinha carimbada nos finais de semana, enfrentando as principais forças da elite pernambucana, dos times suburbanos e também realizou algumas excursões para outros municípios. Além do time adulto, o clube contava com equipes juvenis e infantis.

Time-base de 1937: Alvy; Rodovalho e Nelito; Lourival, Neco (Cap.) e Deus; Pequeno, Luiz, Linha, Bebé e Sebastião.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

O Centro Sportivo Pernambucano foi uma agremiação de vida efêmera da cidade do Recife (PE). O ‘Tricolor de Santo Amaro’ (azul, preto e branco) foi Fundado na sábado, do dia 24 de Janeiro de 1925, por esportistas do bairro, liderados por Olegário Brasileiro, José Julio da Cunha, Luiz Ferreira, Cecílio José Rodrigues, José Magalhães, Alfredo Silva, José dos Santos e Amaro Damasceno, que também foi seu 1º presidente.

A sua sede ficava localizada na Rua Luiz do Rego, 314, no Bairro de Santo Amaro, no Recife. Já o seu Estádio do Catão ficava em outro bairro: Água Fria. Na sua primeira e única participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, em 1926, organizado pela Liga Pernambucana de Desportos Terrestres (LPDT), o Centro Sportivo Pernambucano terminou na 6ª colocação, num total de oito clubes. Ao todo, foram 11 jogos, com três vitórias, um empate e sete derrotas; marcando 10, sofrendo 23 e um saldo negativo de 12.

Time-base de 1926: Armando; Renato (Abel) e Faustino; Pedrinho (Álvaro), Ancelmo e José; Doya (Gato), Costa Zilo, Bellarmino, DANRI (Cap.), Braz (Sigismundo).

CURIOSIDADE

Na prática, das três vitórias, duas (contra o Sport Recife e Flamengo) foram por W.O. O único triunfo dentro das quatro linhas, foi diante do Equador Football Club, no domingo, do dia 26 de Setembro de 1926, quando o Sportivo Pernambucano goleou por 4 a 0, no Estádio dos Aflitos.

 

Os onze resultados foram os seguintes:

02/05/26        Torre SC                   2          x          0          CS Pernambucano

16/05/26        Santa Cruz               2          x          0          CS Pernambucano

30/05/26        Flamengo (RE)        2          x          1          CS Pernambucano

13/06/26        Náutico                      3          x          0          CS Pernambucano

11/07/26        CS Pernambucano 1          x          2          Torre SC

18/07/26        América-PE              6          x          4          CS Pernambucano

19/09/26        CS Pernambucano             W.O                Sport Recife

26/09/26        CS Pernambucano 4         x          0          Equador-PE

31/10/26        CS Pernambucano 0          x          0          Santa Cruz

28/11/26        CS Pernambucano 0          x          6          Náutico

19/12/26        CS Pernambucano             W.O                Flamengo-RE

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco – Rsssf Brasil

 

 

O Paulista Football Club foi uma agremiação da cidade de Olinda (PE). O Aurianil foi Fundado no dia 08 de Março de 1915,  por funcionários da CTP (Companhia de Tecidos Paulista), liderados pelos Coroneis Frederico Lundgren e Arthur Lundgren. Além de proprietário da fábrica, Frederico Lundgren era também presidente do clube.  As cores do clube (amarelo e azul) foi uma homenagem a Suécia, terra da família de Lundgren.

A sua Sede ficava localizada na Vila do Paulista, s/n, no Bairro do Paulista, em Olinda. Já o seu Estádio (Campo da CTP) era murado e com capacidade para 1.500 pessoas. No mesmo ano da sua fundação, o Paulista disputou o Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Liga Sportiva Pernambucana (LSP).

Time-base de 1915: A. Guimarães; Fred Yats (D. Anderson) e Lhi Wakefield; J. Narciso (E. Barton), Holding (J. Leeck) e D. Maia (R. Leech); A. Narciso, Thon, W. Concill (J. Holding), S. Dennerley e O. Guimarães.

Em 1916 e 1917, o Paulista fez as suas duas únicas participações no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão. Na sua estreia, a equipe Aurianil fez uma campanha modesta, terminando na 7ª colocação (foram seis jogos, com duas vitórias e quatro derrotas; marcando nove e sofrendo 17, saldo negativo de oito). As suas duas vitórias foi em cima da Casa Forte FC por 7 a 0 (07 de maio de 1916) e 2 a 1 (07 de setembro de 1916).

Time-base de 1916: Leeck; Pereira (Arthur) e Romeu (Chalmers); Fernando, Barton (F. Yates) e Hermogenes; Oswaldo (M. Vianna), Pires (Burton), Gregory, Baretto e J. Leech (Nelsino).

 Na segunda e última participação, o Paulista foi goleado pelo Sport Recife por 4 a 1 (08 de abril de 1917) e depois caiu diante do Náutico por 3 a 2 (10 de junho de 1917). No seu terceiro jogo diante do Casa Forte FC, não compareceu e perdeu por W.O. A partir daí o clube desistiu da competição para nunca mais retornar.

Time-base de 1917: Paulo; Oswaldo e Chalmcrs; Anagan, Novaes e Barton; Baptista, Pedro, Ziezing, Barreto e Waldemar.

 PS: Importante entender que Paulista era um mero bairro da cidade de Olinda até 1935, quando se emancipou e virou um Município. Paulista fica a 17 km da capital pernambucana, e, atualmente,  possui uma população de 319.769 habitantes, segundo o censo do IBGE de 2014.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Casa Forte Football Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). A equipe alvianil foi Fundado no dia 19 de Janeiro de 1914, por esportistas e estudantes do bairro de Casa Forte. A sua Sede ficava localizada na Estrada das Ubaias, 07, no Bairro de Casa Forte, no Recife. O Casa Forte mandava os seus jogos no Campo da Campina de Santana.

No ano seguinte a sua fundação, o Casa Forte FC, se aliviou ao Torre Sport Club e a Colligação Sportiva Recifense para criar a Liga de Foot-Ball Suburbana ou Liga Suburbana, no dia 2 de março de 1915. A Competição foi paralisada em 1922 e só voltando a ser realizada em 1928, mas em 1929 deixou de funcionar definitivamente.

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Casa Forte participou de duas edições: 1916 e 1917. Na primeira participação, acabou sendo um fiasco perdendo todos os seis jogos, marcando apenas cinco gols (menos de um gol por jogo) e sofrendo 35 (quase seis por partida).

Contudo, em 1917, a mudança foi grande, terminando na 2ª posição do seu grupo (só atrás do Sport Recife, que decidiu o título com o vencedor da outra chave, o Santa Cruz. No final, o Sport levou a melhor e venceu por 3 a 1, se sagrando campeão).

Ao todo, foram cinco jogos, com duas vitórias, dois empates e uma derrota; marcando cinco gols e sofrendo 10. A primeira vitória e única do Casa Forte (o triunfo diante do Paulista foi por W.O.) foi diante do Náutico por 3 a 1, no dia 29 de abril de 1917. Em 1918, a equipe alvianil retornou para disputar a 2ª Divisão, organizada pela Liga Suburbana de Desportes Terrestres (LSDT).

Time-base de 1915-16: R.Silva; J. Luiz e A. Reis; C. Correia, Barros e Foster; Lopes, R.Monteiro, Alano, J. Barretto e C. Foster.  

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Campeonato Suburbano de 1930 (Segunda Divisão Pernmbucana), organizado pela Liga Suburbana de Desportos Terrestres (LSDT), foi definida com a participação de 29 clubes, divididos em três zonas: Sul (dez times), Centro (oito clubes) e Norte (11 equipes).

ZONA NORTE:

Associação Atlética do Arruda;

Atheniense Football Club;

Auto Sport Club;

Botafogo Sport Club;

Club Reginaldo;

Liberal Sport Club;

Luz e Força Sport Club;

Mocidade Football Club;

Montenegro Sport Club;

Rio Corrente Football Club;

Tuyuty Football Club.

 

ZONA CENTRO:

Fluminense Football Club;

Independência Football Club;

Monteirense Football Club;

Palmeiras Torres Sport Club;

Sport Club Bangu;

Sport Club Palmeira;

Varzeano Football Club;

Varzeano Sport Club;

 

ZONA SUL:

Jutahy Sport Club;

Palmeira Uchôa Football Club;

Planeta Football Club;

Tigipió Sport Club;

Associação Atlética Great Western;

Bahia Football Club;

Modesto Sport Club;

Pina Sport Club;

Aurora Football Club;

Trafego Sport Club;

 

FONTE:  A Província

 

A respeito do 1º Campeonato Pernambucano de 1915, só restava encontrar um participante. Agora não falta mais. O Colligação Sportiva Recifense foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O clube áureo-negro foi Fundado na década de 10, por esportista e  estudantes do bairro da Encruzilhada. No final dos anos 20 migrou para o bairro de Água Fria.

A sua Sede ficava na Rua Marcílio Dias, 39 / 1º andar, no Bairro de Água Fria, no Recife. O Colligação mandava os seus jogos no Campina do Derby (de propriedade da Intendência Municipal do Recife).

A sua estreia no Campeonato Pernambucano de 1915, organizado pela Liga Sportiva Pernambucana (LSP), aconteceu no domingo, do dia 1º de Agosto daquele ano. O jogo foi diante do Santa Cruz F.C., às 11h50min., arbitrado pelo Sr. Getúlio, no Campo do Derby.

No domingo, do dia 29 de Maio de 1915, o Colligação Sportiva Recifense venceu o Estrella do Norte Foot-Ball Club, de Paulista, por 2 a 0, em amistoso. O Jornal de Recife descreveu da seguinte forma o uniforme das equipes:

Colligação: camisa de flanela branca, gravata preta e amarela e calção branco. Estrella do Norte Foot-Ball Club: Camisas encarnada, gravata e calção branco.

Time-base de 1915: Rubens Silva (Ernesto Fragoso); Antonio Faria e A. Reis; Salomon Stevens, Anísio e V. Seve; Abel Stevens, José Castro, Pedro Faria (T. Farias), José Barreto e Adaucto de Araujo.

Time-base de 1916: Paulo Ramos; Sitonho e Almdeida; Salomon Stevens, Euclydes e Rodrigues; Abel Stevens, Adolpho, J. Castro, R. Cruz e Adaucto de Araujo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Torre Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O ‘Madeira Rubra’ foi Fundado no dia 13 de Maio de 1909, por funcionários do Cotonifício Torre Ltda. juntamente com esportistas locais, entre os quais: Miguel Lima, Mario Pinto, Jeronymo Hygino e Álvaro Guimarães.

A sua Sede ficava na Rua da Imperatriz, 168 – 1º andar, no Bairro da Boa Vista. Depois se mudou para a Rua da Glória, 243, no Bairro da Boa Vista. Por fim, na Rua do Rosário, 10, no Bairro da Torre, no Recife. O seu Estádio era o Campo da Torre.

TORRE AJUDA A FUNDAR A LSP

Além do futebol, o clube também participava do Estadual de Voleibol e xadrez. Sem dúvida, o Torre, apesar de ser modesto, era um clube de muito prestigio no Recife. Tanto é verdade que o ‘Madeira Rubra’ no dia 16 de junho de 1915, foi um dos fundadores da Liga Sportiva Pernambucana (LSP), que depois passou a se chamar Federação Pernambucana de Desportos (FPD) e hoje tem a nomenclatura de Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Torre Sport Club participou de 24 edições: 1915 (3º lugar), 1916 (6º lugar), 1917 (3º lugar), 1918 (6º lugar), 1919(4º lugar), 1920 (3º lugar), 1921 (4º lugar), 1922 (4º lugar), 1923 (3º lugar), 1924 (3º lugar), 1925 (2º lugar), 1926 (1º lugar), 1927 (2º lugar), 1928 (2º lugar), 1929 (1º lugar), 1930 (1º lugar), 1931 (4º lugar), 1932 (7º lugar), 1933 (8º lugar), 1934 (7º lugar), 1935 (5º lugar), 1936 (9º lugar) e 1940 (7º lugar).

Ascensão até o TRI 1926, 1929 & 1930

A exceção de 1916-18 (ficou na sexta posição), entre 1915 a 1924 o Torre figurou entre os três (cinco vezes) e quatro (três vezes) primeiros colocados. Então em 1925, o ‘Madeira Rubra’ subiu um degrau, terminando com o vice-campeonato.

No ano seguinte, veio a sua maior glória ao conquistar o Campeonato Pernambucano de 1926, de forma contundente. Nos 11 jogos, somou 18 pontos (três a mais do que o 2º colocado: Náutico, com 15); com oito vitórias, dois empates e uma derrota, marcando 17 gols e sofrendo apenas sete tentos.

O Torre seguiu forte e bateu na trave em 1927 e 1928, ficando com vice. No entanto, em 1929 o Torre faturou o Bicampeonato de forma Invicta. Nos 13 jogos, somou 22 pontos, com nove vitórias e apenas quatro empates; marcando 26 gols e sofrendo apenas 10 (melhor defesa do Estadual).

Em 1930, o ‘Madeira Rubra’ seguiu irresistível e faturou o Tricampeonato Pernambucano. Dos nove jogos, somou 14 pontos, com sete vitórias e duas derrotas; marcando 20 gols e sofrendo 14 tentos.

DECLÍNIO

Ironicamente, após o tricampeonato o Torre começou a ter problemas internos e a dificuldade de se adequar a Era profissional. O resultado pode ser visto dentro de campo, com campanhas ruins até 1936. O clube se afastou e ficou de fora de três temporadas até 1940, quando tentou retornar. Após o final do Estadual, novo afastamento, mas esse foi em defitivo.

 

REORGANIZADO EM 1938

Nos anos 30, com a nova ‘Era do Futebol Profissional’ o Torre não conseguia se adequar a realidade.  Para evitar uma crise maior alguns sócios da ‘Velha Guarda’ se uniram a fim de Reorganizar o clube em 1938: Antonio Antunes, Antonio Almeida, Luiz Gayoso, Fernando Maia e Constantino Caldas.

A princípio, a decisão parecia ser acertada, sobretudo quando o Torre se sagrou campeão na Divisão Branca de 1939.

EM 1943 É O FIM DA LINHA

O Torre Sport Club fechou às portas no ano de 1943. Dois anos depois (1945), o Diário de Pernambuco, fez uma bela reportagem sobre o clube, mostrando a carteirinha, o escudo que ficava na entrada da Sede e contando um pouco da história deste simpático clube suburbano recifense.

Dois tópicos foram preponderantes para a sua extinção. Uma, foi a entrada do futebol profissionalismo no futebol, no qual o Torre não aderiu ao esporte remunerado.

E, talvez, o ponto mais significativo, era que o Torre era um clube excessivamente político. Os homens que administravam o clube eram figuras proeminentes na gestão do Estado, ocupando cargos que depois caíram. E quando estes homens desapareceram do cenário político o Torre sentiu-se enfraquecido. Viu o seu prestigio abalado. Cambaleou durante algum tempo e naufragou.

Time-Base de 1916: Agripino; B. Lima e Oswaldo; Adolpho, M. Pinto e Abelardo; Louis, Barroso, Salter, Alano e Charles.

Time-Base de 1920: Paulo; Arthur e Aquino; Amaro, Paulino e Austregésilo; Tarquínio, Oswaldo, Hermógenes, Brandão e Arlindo.

 

TÍTULOS

Taça Maviael do Prado (ao vencedor na melhor de três jogos contra o Náutico): 1930;

Torneio Início de 1922;

Taça A Província (Temporada Baiana: Associação x Torre): 1922;

Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão: 1926, 1929 e 1930;

Divisão Branca de 1939.

 

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco 

 

O Club Sportivo da Encruzilhada foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). A história começou a ganhar um tom esverdeado após sofrer a reorganização no dia 06 de Janeiro de 1917. A Alviverde da Encruzilhada (o clubes possuíam outras alcunhas: Periquitos do Subúrbios e/ou Camisas Verdes) foi Fundado por esportistas do bairro da Encruzilhada, liderados pelos Srs. João Muniz Ramos, Alderico de Freitas, Agapyto de Freitas,  Arthur Neves,  Ezequiel Piretti, Humberto Gama, Manoel Filizzola  e  Alcides Lima que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede e campo ficavam localizados na Rua Castro Alves, s/n, no Bairro da Encruzilhada. O Encruzilhada disputou o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em sete oportunidades: 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934 e 1935.

Time-base de 1928: Ismael; Machado e Pedro Sá (Cap.); Cunha, Lima e Pedrinho; Tóta, Jacy, Motta, Lyla, Pital e Almeida. 

PS: Gostaria de esclarecer que em nenhum momento, nas minhas pesquisas, li alguma menção de que o clube foi azul. Em todas, sempre foi branco e verde!

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Varzeano Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE).  O ‘Auri-Violeta da Várzea’ foi Fundado no dia 15 de Novembro de 1925, por sócios dissidentes do Varzeano Football Club (Fundado em 1917) e alguns desportistas do bairro.  A sua Sede ficava na Rua Francisco Lacerda, 176, no Bairro da Várzea (nos dias atuais ainda restam um pedaço do que foi a sede e o campo).

Cinco meses e 10 dias após a sua fundação, no domingo, no dia 25 de julho de 1926, o Varzeano inaugurou o seu campo (Campo da Várzea). No ano seguinte, foi um dos fundadores da Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT), em 1927. Neste mesmo ano o Varzeano S.C. se sagrou campeão do I Campeonato Suburbano de 1927.

Time-base de 1927: Milton; Penaforte e Joãozinho; Miranda, Pé de Ouro e Mazinho; Adabelberto, Aggeu, Zezé, Raphael (Carvalho) e Fernandes (Ephraim).

Três anos e cinco meses depois do seu surgimento, no domingo, do dia 15 de abril de 1928, diante de pouco mais de 1 mil pessoas, estreou o seu novo uniforme em listras verticais nas cores roxo e amarelo. O Varzeano venceu, em amistoso, o Força Pública pelo placar de 3 a 2.

O ‘Auri-Violeta da Várzea’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão uma vez: 1933, quando terminou com o vice-campeonato, perdendo a final para o Santa Cruz. Time-base de 1933: Arara; Quida e Perdido; Nilo, Jorge e Zeca; Biu, Zequinha, Quincas, Neco e Alfredo.

Apesar dessa bela campanha, o que deveria servir como motivação acabou não acontecendo. Após alguns anos paralisado, alguns abnegados torcedores se juntaram e reorganizaram o Varzeano Sport Club no dia 13 de julho de 1938, mudando de Sede, passando para a Rua Francisco Lacerda, 388, igualmente situado no Bairro da Várzea (atualmente o local fica a Igreja Adventista do Sétimo Dia).

Contudo, o Varzeano não foi mais o mesmo e devido aos maus resultados e paralelamente o desinteresse dos sócios o clube foi definhando pouco a pouco até desaparecer em definitivo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

 

Sport Club Caruaruense foi uma agremiação da cidade de Caruaru (PE). O ‘rubro-negro’ foi Fundado no dia 28 de Fevereiro de 1918. Frequentador assíduo do Campeonato Citadino, acabou sofrendo um grande baque nos anos 40. A final, desde a 2ª Guerra Mundial, as suas instalações foram ocupadas pelo Exercito e jamais foram devolvidas.

Contudo, o clube continuou existindo como ‘Pessoa Jurídica’. Após longa pendenga judicial o Caruaruense foi indenizado em 1976, em mais de 1 milhão de cruzeiros.   Time-base de 1930: Trajano; Fernando e Cabral; Condé (Ulysses), Othoniel e Coló; Zuza, Amâncio, Memeu, Tutú e Pina.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – REvista Placar

 

O Israelita Sport Club foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). A equipe Alvi-celeste foi Fundado no dia 08 de Setembro de 1922, no bairro da Torre por estudantes do Colégio Israelita juntamente com Membros de famílias Judaicas residente no Recife,  liderados pelos Srs. Bernardo Katz, Manoel Maruman, Júlio Filman, Elias Bolcansky  e  Jacob Rubirsky  que  também  foi seu 1º presidente. Nos anos 40 migrou para o bairro da Boa Vista.

O seu Estádio era o ‘Campo da Fábrica da Torre’, de propriedade da Companhia de Fiação e Tecidos de Pernambuco. A sua Sede ficava na Rua do Hospício, 96, no Bairro da Boa Vista, no Recife (PE).

Equipe do Israelita em 1927: Israel Rissin, Miguel Longman, Luiz Cherpark, Rafael Markman, Abraam Boiucansky, José foigel, Isaac Posternak, Simão Foigel, Jonas Rabin, Samuel Buchatsky e Aron Gorenstein

100% Judeus

Entre 1931 a 1933 o time era formado somente por judeus. O Israelita representou a comunidade judaica no campeonato estadual durante três temporadas, onde conquistou a sua única vitória ao longo da sua jornada no Pernambucano (Foi em 1932, ao vencer o SC Flamengo por 3 a 2). Ao todo, foram 29 partidas, com uma vitória, quatro empates e 24 derrotas.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

Apresento dois modelos de distintivo diferente dos conhecidos do Central Sport Club da cidade de Caruaru (PE). O Alvinegro foi Fundado no dia 15 de Junho de 1919, por jovens esportistas de Caruarú, liderados por Francisco Porto de Oliveira e  Faustino Vila Nova, que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede fica localizada na Avenida Agamenon Magalhães, 425 – B. Mauricio de Nassau, em Caruarú. O Central manda os seus jogos no Estádio Luiz José de Lacerda, com capacidade para 25 mil pessoas.

 

FONTES E FOTOS: Site do clube – Wikipédia – Diário de Pernambuco

 

 

O Varzeano Football Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O Tricolor Suburbano foi Fundado no dia 13 de Maio de 1917, por membros de famílias tradicionais do bairro da Várzea, inclusive alguns membros eram de origem italiana, que lá residiam.  Por isso, que as cores eram uma homenagem  à bandeira da Itália.

Quando o seu estádio do Ambolê com capacidade para cerca de 2 mil pessoas, foi inaugurado, foi o 1º no estado com iluminação para jogos noturnos, o Diário de Pernambuco assim descreveu como era o Estádio:

frente de alvenaria, servida por dois largos portões de ferro. Sobre um deles há uma artística placa com o título do clube. As demais faces de zinco pintados. Dentro, no campo, vem-se a enfermaria, vestuário, banheiros e huffet, dependências essas que serão completas com a construção de arquibancadas cujos projetos estão em estudos na Prefeitura de Recife“.

A sua Sede provisória ficava na Rua Francisco de Paula, 403, no Bairro da Várzea, no Recife. Uma década após a sua fundação o clube foi reorganizado no final de 1927. Posteriormente, se mudou para a sua Sede própria localizada na Avenida  Afonso Olindense, 1.325, no Bairro da Várzea, no Recife.

Participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em quatro oportunidades: 1919, 1920, 1921 e 1931.

Time-base de 1930: Sylvio Dubeux; Clericuzzi e Florêncio; Waldomiro, A. Costa e Guimarães; Arnaldo, Messias, Laércio, Paulino e Trajano.

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O Fluminense Football Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O “Tricolor Capunguense” foi Fundado no dia 17 de Agosto de 1922, por  esportistas do bairro da Capunga, liderados por Severino Nunes de Melo, Cyro Campelo, Manoel Galvão  e  João Nunes de Melo, que também foi o 1º presidente.

A sua Sede e campo ficavam localizados na Rua Joaquim Nabuco, s /n, no Bairro da Capunga, na capital reifense. Depois se mudou para a Rua da Amizade, 72, também na Capunga.

O campo ficava no Bairro da Magdalena. Depois passou para o bairro da Capunga. O Flusão do Recife disputou o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em 1931. Ao todo, foram 10 pontos, em dez jogos; com quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas; marcando 15 gols e sofrendo 23, com um saldo negativo de oito.

 

PS: O outro escudo do clube era idêntico ao Fluminense do Rio.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

Associação Atlética Great Western (Recife-PE) - 1944

 

O Guanabara Futebol Clube foi uma agremiação oriunda da cidade de Recife (PE). Ao longo da sua existência, o clube recebeu algumas alcunhas como: os ‘Guanabarinos’, ‘Periquitos do Coqueiral’ ou ‘Alvi-Esmeraldas (alviverde) de Tigipió′ . O Guanabara foi Fundado na Terça-feira, do dia 11 de Outubro de 1928.

A sua Sede e campo ficavam na Rua do Progresso, 127, no Bairro do Coqueiral, até 1940. Depois se mudou para a elegante Sede da Rua Falcão de Lacerda, 246, no Bairro do Tigipió, no Recife. Nos anos 50, nova mudança. Agora a sua Sede ficava na Avenida José Rufino, s/n, no Bairro de Estância, no Recife.

Nos anos 30, o time realizou diversas excursões pelo interior pernambucano, posteriormente ingressou na Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT). Em 1943, passou para a Federação Pernambucana de Desportos (FPD), e, no mesmo ano, conquistou o título da Zona Sul, referente ao Campeonato da Terceira Divisão. Durantes vários anos participou do Campeonato da Segunda Divisão, com algum destaque.

 Time-base de 1943: Baby; Demesio e Bebé; Napoleão, Mendonça e Zébraz; Malaquias, Naná, Joca, Genival e Sibita. Técnico: Pimentel.

Time-base de 1945: Ulisses; Demesio e Gilvan; Ademar (Alemão), Zeca (Rabelo) e Braz; Dudu, Mangueira, Zé das Cabras, Da Tramways (Irineu) e Genival. Técnico: Pimentel.

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

Atlântico Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). ‘Os Marítimos’ foi  Fundado no dia 20 de Março de 1939. A Sua Sede ficava na Rua Imperial, s/n – no Bairro São José, no Recife. Até 1944 o time era alviverde e a partir de 1948 mudou de cor, passando a ganhar mais uma alcunha: Alvirrubro Suburbano. Outra mudança foi de endereço, passando para Travessa do Raposo, 101 – Bairro de São José, no Recife.

Nos anos 40 foi uma das principais forças do futebol pernambucano da Segunda Divisão, conquistando diversos títulos.

Time-base de 1944: Dedé; Toinho e Aranha; Joãosinho, Hipólito e Didi; Zé Pretinho, Fernando, Mário, Abelardo e Djalma.

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O Centro Esportivo Água Fria foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O ‘Ouro-negro’ foi  Fundado no dia 07 de Setembro de 1934, pelo Sr. Fenelon Leite. A sua Sede ficava localizada na Estrada Velha, 1.220, de Água Fria, no Arruda, no Recife. Dentre os títulos, o mais importante foi do Campeonato da Segunda Divisão de 1941.

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O São Paulo Futebol Clube de Água Fria foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Alvirrubro foi Fundado no dia 04 de Fevereiro de 1934, a sua sede ficava localizada na Avenida Beberibe, 1.862; enquanto o seu campo ficava na Rua da Regeneração, ambos no Bairro de Água Fria, na Zona Norte de Recife.

Dias após a sua fundação, o São Paulo fez o seu primeiro jogo contra o Goyaz, terminando empatado, sem abertura de contagem. Entre 1934 a 1938, o clube tinha realizado 252 jogos; com 146 vitórias, 74 empates e 32 derrotas.

O principal título ocorreu no Domingo, do dia 25 de abril de 1943, quando o time ‘Paulistano’ se sagrou campeão do Torneio Início da 3ª Divisão, vencendo na final o Odeon FC, por 1 a 0, com gol de Belinho aos sete minutos da etapa inicial, no Estádio do Arruda, no Recife (essa partida teve a arbitragem de Luiz de França, que foi auxiliado por Antonio Ramiro e Antonio Pereira).

FONTEDiário de Pernambuco

 

O Tuyuty Football Club, foi uma agremiação, que deu origem ao Tramways Sport Club, da cidade de Recife (PE). O  clube alvi-violeta foi Fundado no dia 24 de Maio de 1921, por funcionários das oficinas da Pernambuco Tramways & Power Co. Ltda. A escolha do nome foi uma homenagem ao feito grandioso da história brasileira, que foi a celebre vitória do Exercito Brasileiro no heroico 24 de maio, de baionetas caladas contra o inimigo numeroso e forte, vencendo-o.

A sede do clube ficava localizado no Pátio do Paraíso, 51 – bairro de Santo Antônio, no Recife. Mandava os seus jogos no campo do Tuiuty, no bairro de Ponto de Parada, na capital pernambucana. A sua única participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão aconteceu em 1931.

No ano seguinte (1932), uniu-se ao Força e Luz Football Club (amarelo e branco) time do setor de eletricidade, para formar o Tuyuty Força Sport Club. As novas cores do clube passou a ser auri-violeta. O Tuyty Força SC existiu por cerca de dois anos, quando na quarta-feira, do dia 23 de Abril de 1934, ocorreu uma nova mudança quando resolveram fazer uma nova fusão.

Desta vez juntaram três equipes, todas pertencentes a empresa Pernambuco Tramways & Power Com-pany LimitedAurora Sport Club (Escritório)Tuiuty Força  Sport Club (Oficinas  e  Setor de Eletricidade)  e  Trafégo Sport Club (Trafégo).  No dia seguinte foi oficializado a nova força do futebol pernambucano: Tramways Sport Club.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco


 

O Bicampeão Pernambucano de 1936-37, o O Tramways Sport Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Tramwiano ou Transviário foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Maio de 1934, após a fusão de três equipes internos da empresa Pernambuco Tramways & Power Com-pany Limited: Aurora Sport Club (Escritório), Tuiuty Força  Sport Club (Oficinas  e  Setor de Eletricidade)  e  Trafégo Sport Club (Trafégo).   Essa adesão ocorreu no  bairro da Torre e teve como primeiro presidente Conrad Riebsch.

O Tramways possuía uma estrutura de grande clube, como o Estádio Parque da Jaqueira, com capacidade para 3 mil pessoas, que foi arrendado entre 1934 a 1943, localizado na Avenida Rui Barbosa, nº 1820 – Bairro da Jaqueira. Além de uma bela sede com quadras de tênis, vôlei, basquete, todas com refletores. Possuíam equipes de vôlei, basquete e futebol, e todas com categorias de base.

Na elite do futebol pernambucano, o Tramways SC participou sete vezes: 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941. Logo na sua primeira participação o time Transviário mostrou que seria uma ‘pedra na chuteira’ dos adversários. Após terminar o Estadual empatado com o Santa Cruz (22 pontos), e no primeiro jogo um empate em 4 a 4, o Tramways só foi cair no último e derradeira partida, ao perder por 5 a 2.

Se bateu na trave em 1935, na temporada seguinte o Tramways foi implacável e conquistou o inédito título de 1936 com folga. Sete pontos de vantagem para o segundo colocado (24 contra 17 pontos do Santa Cruz), com melhor ataque (69 gols e melhor defesa (24 gols).

A soberania do Tramways no futebol pernambucano prosseguiu em 1937. O Bicampeonato veio de forma incontestável com oito pontos de diferença para o vice (30 contra 22 pontos do Santa Cruz), e, novamente melhor ataque (64 gols) e defesa (16 tentos).

Em 1938, enfim, a hegemonia do o Tramways foi interrompida pelo Sport Recife que arrancou o título no 3º Turno, deixando para trás Santa Cruz (vice) e a equipe Transviária (3º lugar).

No Campeonato Pernambucano de 1939, o time até começou bem, terminando o 1º turno em terceiro lugar, mas no returno o Tramways acabou de produção e acabou na quinta colocação.

Em 1940, aquele time brilhante e assustador não mais existia. Os resultados expressivos sumiram, e acabou na 6ª e última posição. Veio o Estadual de 1941, e com ele um Tramways debilitado e sem forças para reagir. No final, o sexto lugar (só na frente do SC Flamengo, também na descendente) foi o estopim para a sua retirada.

Contudo, o seu início avassalador com dois títulos e um vice nos três primeiros estaduais do Tramways merece ficar guardado na história. Não apenas do futebol pernambucano, mas se estendendo para o futebol brasileiro.

Time-base de 1934: Raymundo; Zezinho e Maia; Ipisllone, Simonette e Nadú; Waldemar, Carioca, Mario II, Leonel e Cruz.

Time-base de 1935: Ruben; Domingos e Moacyr; Zezé, Julinho e Faustino; Maturano, Bermudes (Cap.), Salvio, Ralph e José Lopes.

 

Fontes: Diário de Pernambuco – A Província – Jornal de Recife

 

O Tacaruna Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Tricolor (Vermelho, branco e preto) foi Fundado no dia 12 de Abril de 1931, por funcionários da Fábrica de Tecidos Tacaruna. A sua sede e o campo ficavam na Estrada de Belém, 1799, no bairro de Campo Grande (Sítio Novo), Zona Norte do Recife.

Três anos depois, no dia 06 de Março de 1934, se filiou a Associação Suburbana de Desportos Terrestres (ASDT). Na quinta-feira, do dia 05 de setembro de 1940, inaugurou o seu campo, Parque Esportivo da Estrada Velha ou, simplesmente ‘Campo de Salgadinho’, localizado no Salgadinho (O distrito de Salgadinho era parte do território de Bom Jardim. Com a criação do município de João Alfredo, Salgadinho passou a ser distrito da nova cidade. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Salgadinho, pela lei estadual, 4.974,de 20 de dezembro de 1963).

Já constituído com sede, campo e categorias de base, o Tacaruna se tornou uma força respeitável, na Segunda Divisão Pernambucana. Em 1941, se filiou a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). No mesmo ano disputou o Campeonato da 3ª Divisão, sendo campeão da Zona Norte e depois da 3ª Divisão de 1943, vencendo na decisão o Guanabara (vencedor da Zona Sul), por 7 a 1.

Tricampeão do Campeonato da 3ª Divisão de 1941-42-43 (Segundos Quadros). Depois veio o título do Torneio Início da 2ª Divisão de 1944. Também se sagrou campeão do Campeonato da Zona Norte de 1953. Depois, decidiu o título contra o Locomoção (vencedor da Zona Sul) e conquistou o título da temporada ao vencer opor 2 a 0, com gols de Tará aos 25 minutos e Zequinha aos 35 minutos, ambos da fase final.

Na decisão do Segundos Quadros, foi a vez do Locomoção dar o troco e conquistar o caneco ao derrotar o Tacaruna por 3 a 1. Ao longo da sua existência, o Tacaruna realizou diversos amistosos estaduais, municipais e nacional. Alguns jogos pinçados:

Domingo, 02 de Novembro de 1941 – 15hs (amistoso) – Tacaruna 3  x 4 Santa Cruz

Domingo, 27 de Setembro de 1942 – 15hs (amistoso) – Tacaruna 1  x 3 Sport Recife

Quinta-feira, 08 de Junho de 1944 – 15hs (amistoso) – Tacaruna 1  x 3 Santa Cruz

A primeira crise do Tacaruna ocorreu na terça-feira, do dia 09 de setembro de 1952, quando teve uma assembleia geral para definir se o clube seria paralisado, extinto, licenciado ou modificar a administração do clube. A decisão foi a mudança da diretoria. Contudo, o Tacaruna passou a diminuir as suas participações até desaparecer na década de 60.

Time-base de 1940: Bude; Espicha (Lula) e Alcides (Camaleão); Roldão (Waldeck), Wilson e Robson; Braga (Mario), Folgazão, Baptista (Zé Pequeno), Euclydes e Leonel (Tarzan).

Time-base de 1942: Lula; Guaberão e Palito; Rato, Orlandino e Soares; Cancio,Castelar, Tonhão, Capuco e Bio.

Time-base de 1943: Eladio; Guaberão e Palito (Alcides); Espicha (Enedino), Wilson e Luiz Pretinha; Cancio (Sérgio), Itaguari (Castelar), Tonhão, Capuco e Lula (Nicinho). Técnico: Antonio Rodrigues de Oliveira

Time-base de 1953: Julião; Amaro e Zito; Lero, Pretinha e Louro; Zequinha, Tará, Tim e Adalberto.

 

FONTESJornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

 

TACARUNA F.C.                3          X         4          SANTA CRUZ F.C.

LOCAL: Estádio Sítio Novo, no distrito de Salgadinho, em Recife

COMPETIÇÃO: Amistoso

DATA: Domingo, 02 de Novembro de 1941

HORÁRIO:  15 horas

ÁRBITRO: Manoel Rodrigues (A.S.D.T.)

TACARUNA: Bude; Guaberão e Alcides; Marcial, Paizinho e Robinson; Itaquari, Zé Pequeno, Tonhão, Luiz e Otavio.

SANTA CRUZ: Eutimio; Pedrinho I e Pedrinho II; Paulistano, Rubinho e Louro; China, Orlando (Henrique), Marciolino (Papeira), Limoeirinho e Siduca.

GOLS:  Tonhão a um minuto (Tacaruna); Siduca aos 5 minutos (Santa Cruz); Papeira aos 30 minutos (Santa Cruz); Otavio aos 42 minutos do 1º tempo (Tacaruna). Tonhão aos nove minutos (Tacaruna); Henrique aos 16 e 28 minutos do 2º tempo (Santa Cruz).

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O Torneio dos Campeões do Norte, foi realizado em 1952. A competição contou com a presença de oito clubes campeões (sete do Nordeste e um do Norte) da temporada anterior:

Tuna luso Comercial (PA);

América de Natal (RN);

Associação Desportiva Confiança (SE);

Ceará SC (CE);

CRB (AL);

Náutico (PE);

Treze FC (PB) e

SC Ypiranga (BA).

O destaque da competição pelo Diário de Pernambuco foi bacana. Outro fato interessante foram os escudos, uma vez que, praticamente todos, são um pouco diferente dos distintivos conhecidos.

FONTE: Diário de Pernambuco  

 

O Auto Sport Club (Auto Esporte Clube) foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Conhecidos por algumas alcunhas, como ‘Meninos da Gasolina’, ‘Motoristas’ ou ‘Alvi-azulino’, o clube foi Fundado na quinta-feira, do dia 05 de Janeiro de 1922, por motoristas de carro de aluguel (na época, hoje táxis).

O Auto também possuía categoria de base, onde disputavam os estaduais juvenis. Em 1927, ingressou na Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT). Foi reorganizado em 1939, com a sua Sede localizada na Avenida Rio Branco, 66 – 1º andar, no Recife.

Time-base de 1939: Milton; Carlos Bomba e Novato; Leleco, Aprígio e Tota; Arnulpho, Zéleanda, Côco, Nepomuceno e Gerson.

MUDANÇA DE NOME GERA RENUNCIA DO PRESIDENTE

Na sexta-feira, do dia 04 de Julho de 1952, o então presidente do Auto Esporte, Osano Braga convocou uma assembleia para propor a mudança de nome. Caso fosse aceita, o clube passaria a se chamar Associação Esportiva do Comercio.

Segundo o dirigente, a mudança tinha o objetivo de atrair comerciantes de diversas classes sociais, uma vez que até aquele momento apenas 15 sócios contribuíam mensalmente pertencentes a classe dos motoristas.

Foi uma batalha dura e acirrada que terminou a uma hora da manhã de sábado. Com a presença de 91 sócios. No final, a proposta foi rejeitada e o nome Auto Esporte foi mantido. Em consequência do resultado Osano Braga renunciou a presidência. Com isso, o vice-presidente do Conselho Deliberativo, Laércio Sampaio assumiu provisoriamente o cargo vago.

Sete dias depois, no dia 11 de julho de 1952, foi realizada novas eleições para a presidência, e, teve como vencedor Aldemar Costa Almeida. Rubens Morais assumiu a vice-presidência.

CRISE

Em 1951, o clube já acusava o golpe por não ter uma sede própria e contava com a ajuda do governo para equacionar essa questão. Em 14 de janeiro de 1953, numa ampla reportagem do Diário de Pernambuco, dava conta que os anos de más administrações estava levando o clube ao precipício.

Os jogadores não estavam mais concentrando, não recebiam sequer o café da manhã, entre outras carências. Diante desse quadro, alguns dirigentes já ventilavam que a extensão era o caminho eminente.

Contudo, com a eleição de Rosemiro Rodrigues para a presidência em 1953, o Auto Esporte esboçou uma melhora. No dia 18 de outubro do mesmo ano, o clube inaugurou a sua nova Sede na Avenida Visconde Suassuna, 808, no Bairro de Santo Amaro, no Recife, ganhando o singelo apelido de o ‘Palacete dos Motoristas‘.

No entanto, em junho de 1957, a crise ganhou proporções ao ponto do dirigente, Manoel Espinelli ter afirmado que o clube estava prestes a fechar as portas, devido as dividas. Dois meses depois, em Assembleia geral na Sede da Federação Pernambucana de Desportos (FPD), a entidade decidiu congelar os débitos do Auto Esporte até 1958. Essa decisão foi tomada após o clube ter pedido o afastamento do campeonato.

DEPUTADO, COM O DINHEIRO DO POVO, TENTOU AJUDAR O CLUBE

O Deputado Alcides Teixeira encaminhou a Assembleia Legislativa de Pernambuco, no dia 29 de agosto de 1957, um requerimento pedindo a abertura de um credito especial de 30 mil cruzeiros (com o dinheiro do povo!!) para atender as despesas do Auto Esporte

 

1958: O COMEÇO DO FIM

Apesar de todas as tentativas, o Auto Esporte não conseguia fugir da crise financeira e, cada vez mais, se aproximava do seu fim. O Diário de Pernambuco, assim noticiou na  quarta-feira, do dia 26 de fevereiro de 1958, quando o clube acusou o golpe:

Tendo em vista que não dispõe de condições para continuar disputando o certame da Primeira Divisão e como não tem como pagar o débito que possui com a F.P.F. (Federação Pernambucana de Futebol), o Auto Esporte acaba de dispensar todos os jogadores.

Ocorre assim o primeiro desfalque no grupo de concorrentes ao certame final da cidade, fato até certo ponto lamentável, uma vez que os alvi-azulinos já se tornaram tradicionais nas nossas canchas.

O desaparecimento do Auto Esporte Clube poderá marcar o início de uma nova etapa no futebol pernambucano, que terá  que se reger por bases mais sólidas futuramente“.

Apesar dessa decisão, A FPF fez a última tentativa de não deixar o Auto Esporte sucumbir e fez diversas concessões. Já em frangalhos,  o ‘Motoristas’ conseguiu montar um time com jogadores que não tinham arrumado outro time e disputou o Estadual. No começo contava com apenas sete jogadores que posteriormente foram agregados com juvenis. Na estreia, sofreu uma sonora de 7 a 0 para o Náutico, demonstrando como seria o certame. Apesar de todo esforço o panorama não se alterou, e o clube passou a se mudar para outros bairros, disputando competições amadoras até fechar as portas no final de 1970.

 

PARTICIPAÇÕES ESTADUAIS

8 participações na 1ª divisão do pernambucano: 1951: 5° (em 5 participantes); 1952: 5° (em 7); 1953: 4° (em 7); 1954: 5° (em 7); 1955: 8° (em 8); 1956: 8° (em 8); 1957: 8° (em 8); 1958: 9° (em 9).

Nessas 8 participações fez 131 jogos, com 18 vitórias, 21 empates, 92 derrotas, 122 gols pró, 367 gols contra, saldo negativo de 245 gols.

 

TÍTULOS

Campeão Estadual de Amadores: 1950

1 vez campeão do Torneio Início: 1951 (ano de estreia na 1ª divisão do estadual).

DÉCADA DE 50: AMISTOSOS CONTRA EQUIPES PARAIBANAS

31 de outubro de 1954 - Auto Esporte-PB 3 x 1 Auto Esporte -PE, em João Pessoa.

Em 1951 – Auto Esporte-PB 1 x 1 Auto Esporte -PE, em João Pessoa.

13 de julho de 1952 - Treze-PB 2 x 1 Auto Esporte-PE, em Campina Grande.

21 de setembro de 1952 - Treze-PB 0 x 1 Auto Esporte-PE, em Campina Grande.

02 de março de 1953 - Treze (PB) 3 x 2 Auto Esporte (PE), em Campina Grande

18 de abril de 1954 - Botafogo  (PB) 4 x 1 Auto Esporte (PE), em João Pessoa

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

O Odeon Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O “Papai Velho” surgiu nos anos 20, por meio de funcionários da Fábrica Souza Cruz. Até 1942, o Odeon era Alvirrubro, quando trocou para Alvianil.

O clube teve algumas sedes como a Rua da Esperança, 590 – Bairro Barro; em 1936, se mudou para a Rua do Hospício, 104 – 1º  andar, no Bairro de Boa Vista; depois sábado, no dia 07 de Setembro de 1940, se transferiu para o Largo  Villa de São Miguel, 54, no Bairro de Afogados; por fim, a Rua São Miguel (Antiga praça de esportes do Santa Cruz), em Afogados.

A Sede no Largo Villa de São Miguel, 54, no Bairro de Afogados, ainda existe, mas num total estado de abandono

Apesar de um clube pequeno, possuía uma boa estrutura, tendo categoria de base (Infantil e Juvenil), o seu campo ficava no Ipiranga. O “Papai Velho” Ingressou na Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT), nos anos 30. No domingo, 17 de dezembro de 1939, o Odeon FC conseguiu vencer o forte Santa Cruz FC, em amistoso, por 1 a 0. Resultado este muito comemorado e relembrado por muitos anos.

O Odeon disputou o Campeonato Suburbano  de 1939, 1944 a 1953. Vale ressaltar que a competição em 1943, ganhou dezenas de novos participantes, e a Federação Pernambucana de Desportos (FPD), alterou a nomenclatura, criando os campeonatos da Segunda e Terceira Divisões.

Logo de cara, o Odeon obteve o seu maio êxito, ficando com o vice do Torneio Início da 3ª Divisão, em 1943. Na decisão, acabou perdendo para o São Paulo FC, de Água Fria pela contagem de 1 a 0.

A partir de 1944 até 1959, o Odeon foi figurinha assídua no Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Federação Pernambucana de Desportos (FPD), mas sem nenhum destaque.

Time-base de 1938: Waldomiro (Biu de Vita); Vavá e Caçamba; Zede-Sena (Nicomedes), Pirá (Bebé) e Amaro; Peinha (Bocão), Toddy, Calangro (Humberto), Popó e Louro.

Time-base de 1940: Inaldo; Vajada e Walfrido; Bocão, Pirá e Lula; Louro, Calangro, Peinha, Lula II e Toddy.

Time-base de 1944: Inaldo; Caçamba (Humberto) e Vajada; Tody (Severino), Jota (Distinto) e Bastião (Elier); Zé Honorato (Norato), Raw (Gerson), João de Souza, Lula e Goiaba (Louro). Técnico: Toddy

Time-base de 1945: Zé Lopes; Caçamba (Peinha) e Humberto; Batistão (Vadinho), Coló e Tody (Pirombá); Raw, Louro, Capiroto, Amaro e Zezinho. Técnico: Toddy

Time-base de 1946: Valdomiro; Caçamba e Humberto; Djalma,  Bocão e Amaro; Celé, Raw, João, Zezinho e Toddy. Técnico: Toddy

Time-base de 1949: Vila; Vajada e Cula; Góis, Nonato e Milton; Caçamba, Geninho, Morais, Amaro e Souza.

Time-base de 1953: Carioca (Zé Firmino); Capirôto (Tim) e Wilton (Caçamba); Siqueira, Fernando (Zezé) e Cula; Santos (Dedinho), Juarez (Clóvis), Silva (Benício), Raminho e José (Saranda).

Time-base de 1954: Dirceu; Almerindo e Luiz; Fernando, Lídio e Nicolau; Valdemiro, Alderico, Juarez e José.

 

PS.: Possivelmente a mudança da cor vermelha pela azul, tenha relação direta com a Fábrica Souza Cruz, que trocou a sua cor pelo anil. O escudo foi inspirado na logomarca da empresa. Tenho quase certeza que o uniforme e escudo antes de 1942 era praticamente igual, só trocando o azul pelo vermelho. Contudo, “quase certeza” não é a mesma coisa de se “ter certeza”, por isso, não redesenhei este primeiro modelo.

 

 

FONTES: A Província – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

 

A Federação Pernambucana de Desportos (FPD) homologou os títulos conquistados em 1943 pelas seguintes agremiações:

Campeões Pernambucanos de 1943

 

Santa Cruz FC – Campeonato da Primeira Divisão (profissional);

Sport Recife – Campeonato da Primeira Divisão (categoria Juvenil);

AE Cia. Portella – Campeonato da 2ª Divisão (Primeiros quadros. O Moinho Recife foi o vice);

Moinho Recife – Campeonato da 2ª Divisão  (Segundos quadros);

Tacaruna Futebol Clube, do Jaboatão - Campeonato da 3ª Divisão (Primeiros quadros);

Tacaruna Futebol Clube, do Jaboatão - Campeonato da 3ª Divisão (Segundos quadros).

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O Vera Cruz Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Caruaru (PE). O Tricolor Caruaruense foi Fundado no dia 13 de Setembro de 1941. A sua Sede ficava localizada na Rua Preta, s/n – Caruaru.

O clube logo após a sua fundação se filiou a Liga Desportiva Caruaruense (LDC). O seu grande momento veio na década de 50. Diante de oponentes de peso, como o Central e o Comércio, o Vera Cruz chegou ao Tricampeonato Citadino em 1955, 1956 e 1957.

O título de 1957, ganhou destaque, uma vez que neste ano a cidade de Caruaru comemorava o seu centenário de fundação. Vários jornais pernambucanos deram destaque, como o Diário de Pernambuco como podemos ver abaixo

Segundo alguns pesquisadores, o declínio do Vera Cruz começou com a ascensão do Central de Caruaru, que passou a participar do Campeonato Pernambucano.

 

FONTES: Wikipédia – Diário de Pernambuco

 

Para os colecionadores e apreciadores em novidades, segue o novo escudo do Barreiros Futebol Clube. A agremiação fica localizada na Rua Napoleão Correia Resende, s/n, no Bairro do Alto  da Rodoviária, no Município de Barreiros (PE). A ‘Raposa do Litoral’ foi Fundada no dia 16 de Dezembro de 2005, o clube atualmente disputa o Campeonato Pernambucano A2 (popularmente conhecida por Segundona).

 

FONTE: Facebook oficial do Barreiros F.C.

 

Agregando informações, encontrei alguns dados sobre a Associação São-bentense de Atletismo (ASA). O clube alvianil foi Fundado no dia 05 de Janeiro de 1961, e a sua Sede fica na Rua Cira Mota, s/n, no Centro de São Bento do Una. O município fica a 215 km da capital pernambucana, e possui uma população de 57.046 habitantes segundo o IBGE/2014.

O seu Estádio é o Laurindo Lins Cavalcante, com capacidade para 2 mil pessoas, situado no mesmo endereço em que fica a Sede. Aliás, por falar no estádio, no muro há informações interessantes como o título do 1º Centenário de Garanhuns e Ênea Campeão do Campeonato Citadino.

 

FONTE E FONTOS: Júnior Braga – Google Maps 

 

Contando com a colaboração do colega Givaldo Santos, segue o escudo do ASA – Associação Sãobentense de Atletismo de São Bento do Una. O clube participou da Terceira Divisão Pernambucana em 1999 e 2002.

Apesar do distintivo acima ter sido usado na equipe de futsal, provavelmente a equipe de futebol o utilizava também.

Na foto acima aparecem os distintivos do ASA, Grêmio Lítero de Sanharó (que também disputou a Terceirona), União Peixe e AGA

Fontes: www.futeboldepesqueira.com.br, tiagovalenca.blogspot.com

 

O Bicampeão Suburbano (competição equivalente a Segunda Divisão nos dias atuais), Centro Sportivo Tabajaras foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). A sua Sede e campo ficavam localizados na Rua das Moças, s/n, no Bairro do Arruda, no Recife, o ‘Clube das Multidões Suburbanas‘ foi Fundado na sexta-feira, do dia 16 de Setembro de 1938, graças ao Sr. Oswaldo Figueiredo.

O início do clube azul-grená foi promissor. Imbatível nos primeiros amistosos, depois estreou no Torneio Início de 1938 (organizado pela Associação Suburbana de Desportos Terrestres), e de cara, veio o primeiro título, numa competição que contou com a participação de 41 equipes.

No ano seguinte, veio outra conquista: Campeonato Suburbano de 1939 de forma invicta, com goleadas impressionantes como os 9 a 1 e 11 a 0, no Goyaz e 1º de Maio respectivamente.

Em 1940, o Tabajaras voltou a triunfar faturando o Bicampeonato Suburbano. Na decisão, melhor de três, após empatar o primeiro jogo em 2 a 2, no segundo a equipe azul-grená goleou o Botafogo F.C. por 4 a 1, faturando mais um título. Tais feitos atraíram uma massa de aficionados torcedores e rapidamente o Tabajaras se tornou um clube popular.

Campo inaugurado em 1939

O entusiasmo era notório, e a diretoria azul-grená montou a categoria de base (Infantil e juvenil), além de outras modalidades como o vôlei e o basquete. No domingo, no dia 05 de fevereiro de 1939, o ‘Clube das Multidões Suburbanas‘ inaugurou as suas quadras de vôlei e basquete, além do seu campo diante do poderoso Santa Cruz F.C.

Se dentro de campo, o Tricolor venceu por 2 a 0, fora dele, quem levou a melhor foi o Tabajaras. Afinal, do enorme publico presente (aproximadamente 6 mil pessoas), a maior parte da torcida era azul-grená. O Santa Cruz, após o jogo, recebeu a Taça oferecida pelo Bloco Carnavalesco Madeiras do Rosadinho.

Craques que arrastaram fãs

Alguns jogadores caíram no gosto popular, como Allemão que ganhou o apelido de ‘Santa Bomba’, pelo seu ponte chute, ou Haroldo um atacante “matador” que conquistou inúmeros fãs que vinham de longe para vê-lo jogar.

O clube buscou uma identidade própria, sem copiar ninguém. Até no seu escudo, o Tabajaras foi diferente, inspirando-se na “força Helênica“. O azul-grená fez algumas excursões como no dia 07 de Janeiro 1940, quando enfrentou o Auto Sport, em Campina Grande (PB).

Time-base de 1938: Velinho; Bianco (Morato) e Edly; Mauricio, Estácio e Celestino; Allemão, Isaac, Ivo, Gerson e Haroldo.

 Time-base de 1939: Louro; Estácio (Moá) e Aleixo (Alziro); Symphronio, Ruy (Fernandez) e Didi (Bila); Allemão (Godim), Joel (Isaac), Ivo (Gerson), Frajola (Rubem) e Haroldo (Oscar).

 Time-base de 1940: Sebastião; Gilvan e Estácio; Rubinho, Armando e Celestino; Joaquim, Helinho, Ivo, Frajola e Nequinho.

FONTES: A Província – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

 

O Condor Futebol Clube foi uma agremiação do Município de Nazaré da Mata, que fica a 65 km da capital de Pernambuco. A sua Sede ficava na Praça Alfredo Coutinho, s/n – Centro de Nazaré da Mata. Fundado no dia 26 de julho de 1936, como Sociedade Esportiva de Nazaré.

Depois, por ideia do sócio Joel de Lima, passou a se chamar Condor Futebol Clube. Condor foi uma homenagem ao maestro Carlos Gomes (Foi uma referência a ópera Condor, realizado na sua estreia no Scala de Milão, na Itália, no dia 03 de fevereiro de 1891. Neste show foi marcado pelo enorme sucesso, pois, nessa peça, apresentara uma nova forma, muito mais próxima do recitativo moderno).

Na década de 20 e 30, grande jogadores marcaram época no clube alvianil como Dindinho, Rômulo, Luisinho, Jonas, Lú, Carlos, Nelson, Porphirio, Celso, Toinho e Gaivota. Na foto (acima) foi referente ao jogo, em que o Condor goleou por 4 a 1, o  temível Centro Sportivo Florestano de Floresta dos Leões (atual Carpina). Após a peleja foi realizada soireé dançante com a Orquestra FIFA.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

Prezados,

Segue o escudo e a foto da sede do Atlético Futebol Clube de Camaragibe, Pernambuco.

Esta equipe, fundada em 21/04/1972 e cuja sede fica na Rua Olivedos, 33 no bairro Santana, disputou a Terceira Divisão Pernambucana (Amadora) em 1999.

Escudo

Foto da Sede

Fonte: Google Maps, Facebook do time ( https://www.facebook.com/clubesantana )

 

O Comercial Esporte Clube (CEC) foi  uma agremiação do Município de Serra Talhada (PE). Fundado  em 13  de  março de 1973,  no mesmo período em que estava sendo construído o estádio municipal Nildo Pereira  de Menezes, O Pereirão. A sua Sede ficava localizada na Rua Jacinto Alves de Carvalho, 462-S, no Bairro Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada.

O Alvirrubro do  Sertão iniciou suas atividades esportiva como time amador, durante essa fase o ARCA, time mantido por  alguns  comerciantes  da  cidade,  foi  o  seu  grande  rival.  Somente  em  1979  o  clube passou a ser profissional.

Sua primeira grande competição foi o Torneio Início, o que corresponde a atual Campeonato Pernambucano da Segunda Divisão  (Série A2) ,  onde  sagrou-se  vice-campeão. A  conquista  garantiu  ao clube  o  direito  de  disputar  a  Primeira  Divisão  do Campeonato  Pernambucano  do  ano seguinte.

A  estréia  na  elite do futebol pernambucano  foi  marcada  por  uma  grande  surpresa,  pois  o  Comercial conseguiu arrancar um empate contra o Náutico de 1×1 dentro dos Aflitos, a partida foi realizada  no  dia 7  de junho de 1980  e  o  gol  sertanejo  foi  marcado  pelo  meio  campista Gula.  Segundo  o  ex-jogador  esse  foi  um  dos  gols  mais  bonito  de  sua  carreira.  Nesse jogo  o  Comercial  jogou  com  a  seguinte  formação:  Edson  (goleiro),  Jorge,  Gilmar, Surrão,  Douglas,  Gula, Mimi,  Toninho,  Têles,  Paulo Moura  e  Agnaldo,  o técnico  era Sostênes.

ARNAUD RODRIGUES E EGÍDIO TORRES DE CARVALHO PRESTIGIAM JOGO DO COMERCIAL

Comercial  ainda  disputou  mais  três  temporadas  na  Segunda  Divisão,  porém,  em  1983 o  clube  fechou  as  portas  para  a  tristeza  de  muitos  desportistas  da  região  do  Pajeú. Infelizmente,  o  Comercial  deixou  de  disputar  o  Campeonato  Pernambucano  de  1983 por  questões  políticas, já  que  com  o termino  do mandato  do  prefeito  Hildo  Pereira  (já falecido), irmão do ex-prefeito Nildo Pereira, o sucessor não quis mais apoiar o clube. Outro  fato lamentável  que  ocorreu  nesse mesmo  ano  foi  a morte  de Egídio Tôrres  de Carvalho,  um  dos maiores incentivadores  do Comercial  e  do  futebol  amador  de  SerraTalhada.

OS PERSONAGENS FAMOSOS

Comercial  possui  um  história  curta  como  time  profissional,  no  entanto,  ela  é extremamente  marcante  e  cheias  de  personagens  importantes  que  acabaram  sendo esquecidos  pela  história  oficial.  No  entanto,  alguns  famosos  que  passaram  pelo  clube ainda  são lembrados.

Um  desses  famosos foi  o jogador  Fio Maravilha,  o  mesmo  que o  cantor Jorge Ben  Jor homenageou  com  uma canção  homônima,  que  vestiu  a  camisa do clube em dois amistosos durante uma rápida passagem de férias pela cidade. Outro grande nome do futebol a passar pelo time sertanejo foi o técnico Zequinha, que como jogador se destacou jogando no Santa Cruz e no Palmeiras, além de ter sido bi-campeão mundial com a Seleção brasileira no Chile, em 1962.

FIO MARAVILHA VESTINDO A CAMISA DO COMERCIAL

Um dos maiores fãs e admiradores do Comercial foi o multi artista Arnaud Rodrigues. Quando estava na cidade, artista era presença certa no estádio “O Pereira”, sua paixão foi tão intensa que ele acabou expressando esse sentimento na letra do hino que fez para o alvirrubro.

GULA, O PEQUENO NOTÁVEL

Um  dos  grandes  nomes  do  Comercial  foi  João  Mariano  da  Silva,  ou  simplesmente, Gula,  um  baixinho  de  toque  refinado,  desfilou  seu  futebol  pelos  gramados  de Pernambuco, Alagoas, Bahia e Ceará. Em mais de vinte anos de futebol só foi expulso uma vez, já no final da carreira quando jogou pelo Serrano no campeonato da Segunda Divisão em 1996, em uma partida contra o Porto em Caruaru. Segundo ele não houve maldade na jogada, mas “o juiz era caseiro” e preferiu prejudicar o time visitante.

Mesmo  com  uma  longa  história  no  futebol,  Gula  fala  com  orgulho  da  sua  passagem pelo  Comercial, time  pelo  qual  começou  como juvenil,  e  depois  foi  contratado  como profissional.  “Não  existiu  torcida  mais  animada  do  que  a  do  comercial.  Nenhuma torcida  (Ferroviário,  Serrano  e  Serra  Talhada)  conseguiu  superar  a  do  Comercial” desabafa  o  ex-jogador.

Entre  os  jogos  mais  marcantes  da  sua  vida  Gula  destaca  o primeiro jogo contra o Náutico, quando fez o gol de empate, e quando C.E.C. enfrentou a seleção pernambucana e venceu por 2 x 1, nessa partida ele fez os dois gols. Por toda a sua humildade, solidariedade e dedicação ao futebol e ao Comercial, Gula é considerado por muitos como um dos maiores jogadores da sua geração.

 

FONTES: Site Farol de Notícias - Paulo César Gomes

 

 

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

A Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT) foi uma entidade da cidade de Recife (PE). Fundada no início de 1929, teve como primeiro presidente o Sr. Ramos de Freitas. No ano seguinte a sua fundação, adquiriu a sua Sede própria que ficava na Rua Direita, 106 / 1º andar, no Bairro São José, no Recife.Antes da sua criação o futebol pernambucano se limitava apenas ao Campeonato Estadual, e, mesmo assim, agregando equipes da cidade do Recife.

Contudo, o futebol bretão se espalhava rapidamente com o surgimento de diversas equipes que preenchiam as datas ao longo do ano em partidas amistosas e festivais.  partir da criação da ASDT o futebol pernambucano ganhou uma nova cara.

Indiretamente, a entidade estimulou o fortalecimento de outras ligas e os times que se destacavam seja no aspecto técnico ou no financeiro (atraiam bons públicos) recebiam o convite para disputar a elite do futebol pernambucano.

Portanto, não seria exagero nenhum afirmar que o Campeonato Suburbano, organizado pela Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT) era equivalente a um ‘embrião’ da Segunda Divisão Pernambucana, que ganhou essa nomenclatura em 1953.

 

FONTES: A Província – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

 

ODEON F.C.              3          X         5          SANTA CRUZ F.C.

LOCAL: Campo da Rua São Miguel, no Bairro Afogados, no Recife

DATA: Domingo, 27 de novembro de 1938

COMPETIÇÃO: Amistoso

PÚBLICO: Cerca de 4 mil pessoas

ÁRBITRO: Yolanda Just (boa atuação)

ODEON FC: Biu de Vita; Vavá e Caçamba; Nicomedes, Bebé e Amaro; Bocão, Toddy, Peinha, Popó (Calango) e Natal.

SANTA CRUZ FC: Diogenes; Sherlok e João Martins; Marcionillo, Rubem e Ernani; Zé Pequeno, Braga, Robson, Gerson e Damião.

GOLS: Natal aos 10 min. (Odeon); Zé Pequeno aos 14 min. (Santa Cruz); Rubem aos 25 min. (Santa Cruz); Gerson aos 43 min. (Santa Cruz) do 1º tempo. Peinha aos 5 min. (Odeon); Toddy aos 10 min. (Odeon); Ernani, de pênalti, aos 22 min. (Santa Cruz); Damião aos 42 min. (Santa Cruz) do 2º tempo.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

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