O Clube Operário de Cultura Leão XIII é uma agremiação do Município de Catende, que fica a 142 km da capital de Pernambuco. A sua Sede fica localizada na Avenida Presidente Getulio Vargas, 69, no Centro de Catende. O Estádio Municipal Anteógenes Chaves com capacidade para 1.500 pessoas, é onde a equipe manda os seus jogos.

HISTÓRIA

A história da equipe Alvi-azulina catendense’ ganhou o primeiro rabisco no começo de 1941, quando o coletor estadual Jaime Albuquerque, recém chegado a Catende, percebendo a inexistência da prática de esportes, teve a ideia de criar um time de futebol.

Jaime falou do seu desejo com Pelópidas Soares, que de imediato aprovou sua ideia e em pouco tempo mais catendenses aderiram, dentre eles o prefeito Álvaro Lins e o promotor Dr. Melquiades Montenegro. A Usina Catende, também viu com bons olhos.

Com isso, foi Fundado no dia 13 de setembro de 1941, na sede da R.C.A. (Rádio Cultural Artística, localizada na Rua Bela Aurora) com a presença de vários operários da Usina Catende e de várias pessoas da sociedade, entre elas Manoel Soares, Dr. Melquiades Montenegro, Manoel de Barros, João Candido, Pelópidas Soares, Sebastião Félix e Diocleciano dos Santos.

Jaime expôs sua ideia de criação de uma associação que não cuidasse apenas de futebol, mas também de estudos sociais, que logo foi aceita por todos os presentes. Ficou acertada a contribuição semanal por parte dos sócios, o valor de 100 reis (depois voluntariamente, todos concordaram em dar 200 reis).

Manoel Soares sugeriu que o centro esportivo cultural, fosse chamado “Centro Operário de Cultura” e o Dr. Melquiades Montenegro, acrescentou “Leão XIII” em homenagem ao Papa autor da Encíclica Rerum Novarum, ficando a nova associação denominada “Centro Operário de Cultura Leão XIII”, com o objetivo de desenvolver intelectualmente os jovens e os operários de Catende, ensinado noções de moral, religião, medicina e educação física.

Seu primeiro presidente foi o serralheiro mecânico e chefe das oficinas da Usina Catende, Manoel de Barros e Silva, tendo Jaime Albuquerque como Diretor de Desportos e Técnico do Time.O Leão XIII funcionava em uma casa na Rua da Saudade, 87, com reuniões regulares e uma biblioteca (registrada no Instituto Nacional do Livro, sob o nº 4.924, em maio de 1952), além de serviços médicos gratuitos para seus associados.

Os jogos eram realizados no Campo da Saudade, localizado na mesma rua, que teve seu muro construído em 1945. Em comemoração ao 5º aniversário de fundação do Centro, no dia 13 de setembro de 1946, foi lançada a pedra fundamental da construção da sua sede. A partir de 1947, o Leão XIII, podia enfrentar qualquer time do interior de Pernambuco e da capital, pois estava filiado à Federação Pernambucana de Desportos (FPD).

A inauguração da Sede Social do Leão XIII aconteceu no dia 1º de maio de 1948, um majestoso prédio, doado pelo Sr. Costa Azevedo (Seu Tenente). Grande festa houve em Catende neste dia, missa, desfile das escolas, dos escoteiros e da Filarmônica Catendense que tocou o hino do Leão XIII, várias girândolas, discursos e baile.

A fita simbólica foi cortada pela Sra. Maria de Lourdes de Azevedo (esposa do Dr. João da Costa Azevedo), abrindo as portas da nova sede aos operários de Catende. A sede foi benta pelo vigário da paróquia, padre Antonio de Barros.

Em 1949, aarrecadação semanal do Leão XIII, era de800 a 900 cruzeiros, sendo descontado 1 cruzeiro por associado. Dessa arrecadação, era feito o pagamento ao gerente, zelador da sede e campo, prêmios aos jogadores, promoção de festas e jogos como também a compra de materiais desportivos.

Com a morte do Tenente em 1950, o C. O. C. Leão XIII prestou uma justa homenagem ao seu grande benfeitor, em ocasião da inauguração do Salão Nobre do Clube, onde foram colocadas fotografias do Sr. Costa Azevedo e do patrono do Clube, o Papa Leão XIII. Também o Campo da Saudade, passou a ser chamado Estádio Costa Azevedo.

Ao longo dos anos, o Leão XIII organizou vários concursos, como o Miss Beleza e Miss Primavera. No assunto futebol, o Leão XIII, foi um verdadeiro sucesso. Em seus quadros, passaram grandes jogadores, entre os quais, o goleiro Teobaldo que chegou a ser campeão pernambucano, pelo Santa Cruz em 1946 (também foi goleiro do Náutico), Nelson, Geraldo e Everaldo que também jogaram pelo Sport.

TÍTULOS

Participou do Campeonato Interno de Futebol de Catende, em 1947, onde foi campeão. Em 1958, foi o Campeão do 1º Campeonato de Futebol das Usinas de Pernambuco. A decisão foi realizado numa ‘Melhor de três’. Após os três jogos terem terminado empatado, a partida foi para a prorrogação. Logo aos 6 minutos da etapa inicial, o atacante Mouco marcou o gol do título. O time campeão foi o seguinte: Curao; Machado e Agrelli; Zé Bom, Luiz e Lamparina;  Mouco, Pernambuco, Doga, Heraldo e Pitota. Técnico: Teobaldo Silva.

Ainda em 1958, o Leão XIII seguiu invicto por 24 jogos. Nas décadas de 1940 e 50, alem de jogar com os times locais, jogou com vários times do interior de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, jogou várias vezes com o Santa Cruz, Náutico e Sport. Também chegou a jogar com o Madureira do Rio de Janeiro.

Em junho de 1985 aUsina Catende doou ao C.O.C. Leão XIII, a sua sede, o terreno, como também o terreno e as benfeitorias da quadra de esportes, sendo presidente na época, Hélio Luiz F. Galvão.

Time-base de 1957: Harry Carrey (Zé Francisco); Zanone e Lobinho (Lucena); Zé Bom, Baiano e Béu; Amaro Mouco (Zé Paulo), Geraldo, Dega (Pesqueira), Dedé e Pitota (Alderico). Técnico: Teobaldo Silva.

PS: O Clube Operário de Cultura Leão XIII desde a sua fundação até os dias atuais sempre foi alvianil.

 FONTES: Diário de Pernambuco – Eduardo Silva de Menezes

 

A decisão do Campeonato das Usinas, foi realizado numa ‘Melhor de três’. Após os três jogos terem terminado empatado, a partida foi para a prorrogação. Logo aos 6 minutos da etapa inicial, o atacante Mouco superou o arqueiro Purancy, decretando o título do Clube Operário de Cultura Leão XIII.

Resultados:

14-12- 1958 – Destilaria EC 0 x 0 COC Leão XIII, nos Estádio dos Aflitos, no Recife

21-12- 1958 – COC Leão XIII 1 x 1 Destilaria EC, na Ilha do Retiro, no Recife

28-12- 1958 – Destilaria EC 0 (0) x 0 (1) COC Leão XIII, nos Estádio dos Aflitos, no Recife

 

DESTILARIA E.C.    0 (0)    X         0 (1)    C.O.C. LEÃO XIIII

LOCAL: Estádio dos Aflitos, no Recife

DATA: Domingo, 28 de dezembro de 1958

ÁRBITRO: Argemiro Fêlix de Sena

COC LEÃO XIIII: Curao; Machado e Agrelli; Zé Bom, Luiz e Lamparina;  Mouco, Pernambuco, Doga, Heraldo e Pitota. Técnico: Teobaldo Silva.

DESTILARIA: Purancy; Vavá e Ferreira; Austrúlio, Quati e Walderico; Arnaldo, Dedé, Dadá, Nelson e Brasileiro.

GOL: Mouco aos 6 minutos do 1º tempo da prorrogação

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O Bonsucesso Futebol Clube, do Rio de Janeiro, desembarcou em Recife, no sábado do dia 27 de junho de 1959 para enfrentar o Sport Recife, no dia seguinte. A excursão, contando com essa partida, foram de nove jogos, com três vitórias, quatro empates e apenas duas; marcando 13 gols e sofrendo nove, com saldo de quatro tentos positivos.
Ipiranga 1 x 1 Bonsucesso, em Salvador (BA);

Galícia 1 x 1 Bonsucesso, em Salvador (BA);

Democrata 1 x 4 Bonsucesso, em Salvador (BA);

Santa Cruz 0 x 2 Bonsucesso, no Recife (PE);

Botafogo-PB 1 x 2 Bonsucesso, em João Pessoa (PB);

Auto Esporte-PB 3 x 2 Bonsucesso, em Campina Grande (PB);

Campinense 1 x 1 Bonsucesso, em Campina Grande (PB);

Treze  0 x 0 Bonsucesso, em Campina Grande (PB);

Sport Recife 1 x 0 Bonsucesso, na Ilha do Retiro, em Recife (PE).

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

O História do Futebol pergunta: “Você sabe quem foi o primeiro grande clube do futebol pernambucano?Santa Cruz? Náutico? Sport Recife? América? Errado! Parabéns para quem respondeu Sport Club Flamengo. O time Alvinegro dos Patativas  ou Campeão da Fidalguia foi uma agremiação da cidade do Recife (PE), sendo o 1º campeão do Campeonato Pernambucano de 1915.

HISTÓRIA

Na reunião (encerrada às 22 horas) que ocorreu na segunda-feira, do dia 20 de Abril de 1914, na Rua da Santa Cruz, 46, no Bairro da Boa Vista, pelos senhores Alcebíades Braga, Antonio Alcântara, Carlos Tavares, Cícero Loureiro, Elteredo Antunes, Francisco Alves, Francisco Braga, José Rodopiano dos Santos, Mario Santos, Patrício Moreira, Vicente e Braz Croccio, foi Fundado a agremiação que adotou como primeiro nome: Cruz Branca Foot-Ball Club. Entre outras definições ficou acertado o valor da mensalidade que seria cobrado para cada sócio: R$ 5.000,00 réis.

 

PRIMEIRA DIRETORIA

Presidente: Alcebíades Braga;

Vice-Presidente: Carlos Tavares;

1º Secretário: Braz Croccio;

2º Secretário: Elteredo Antunes;

Tesoureiro: José Rodopiano dos Santos;

Diretor de Esportes: Cícero Loureiro;

Vice-diretor de Esportes: Francisco Alves;

Procurador: Mario Santos;

Orador: Vicente Croccio;

Comissão de Finanças: Antonio Alcântara, Francisco Braga e Patrício Moreira.

ALVINEGRO HOMENAGEIA CLUBE CARIOCA E ALTERA O NOME

O nome de Cruz Branca não durou um mês. Vinte e oito dias depois da sua fundação, em Assembleia Geral, realizado no dia 18 de Maio de 1914, a diretoria decidiu aceitar a proposta feita pelo presidente Alcebíades Braga e mudou o nome para Sport Club Flamengo, em homenagem ao Clube de Regatas Flamengo.

 

FLAMENGO FOI RESPONSÁVEL PELO SANTA CRUZ SE TORNAR TRICOLOR

Apesar de grandes adversários, o grande rival do Alvinegro dos Patativas  era o Santa Cruz F.C. Tudo nasceu pelo fato de ambos terem escolhido as mesmas cores: preto e branco.

Então, a Liga Pernambucana determinou que um dos dois escolhesse novas cores. Ambos não demonstraram desejo em ceder. Mas após muita luta, o Flamengo levou a melhor e acabou sendo o responsável para que o Santa Cruz trocasse o alvinegro pelo Tricolor (vermelho, branco e preto). Da guerra nos bastidores se estendeu para os gramados, onde os jogos entre essas duas equipes era ferrenha e, muitas vezes, de partidas ríspidas.

CAMPOS DE TREINO

O Flamengo treinava no campo do Derby, e, posteriormente adquiriu o campo da Magdalena. Já nos anos 30 e 40, treinava ora no campo do América, ora na Ilha do Retiro (Campo de propriedade do Sport Recife).

 

OUTROS ESPORTES

Além do futebol, o clube também disputou o Campeonato Pernambucano de Atletismo (foi o 1º clube a adotar a modalidade em vários torneios internos), Basquete e voleibol.

 

SEDES

A sua primeira Sede ficava localizada na Rua do Cotovello (atual Rua Visconde de Goiana), 02. Em 1919, transferiu a sua sede social para a Avenida Riachuelo, 182. Na sexta-feira, do dia 31 de outubro de 1924, inaugurou a sua nova e luxuosa Sede, na Rua da Imperatriz Teresa Cristina, 257 – 2º andar.

Então, na domingo, do dia 03 de fevereiro de 1929, outra mudança. O alvinegro se mudou para o prédio situado na Rua Aurora, 309, todos os quatro locais ficavam no Bairro de Boa Vista, no Recife. Em 1935, outra mudança de rua e bairro. Desta vez para a Rua da Hora, s/n, no Bairro do Espinheiro. Dois anos depois, passou para a Rua das Pernambucanas, 167, no Bairro da Capunga, no Recife. Em 1940, mais uma mudança. Dessa vez para a Avenida Rosa e Silva, 259, nos Aflitos.

 

ALVINEGRO AJUDA A FUNDAR A LPDT

O Flamengo foi um dos fundadores, no dia 16 de junho de 1915, da Liga Sportiva Pernambucana (LSP), que mudou de nome em 1918, passando a se chamar Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (LPDT).

 

S.C. Flamengo de 1937

O SC Flamengo foi campeão do primeiro Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1915. Ao todo, o Alvinegro participou da elite pernambucana 31 vezes: 1915 (1º lugar), 1916 (5º lugar), 1917(4º lugar), 1918 (5º lugar), 1919 (6º lugar), 1920 (4º lugar), 1921 (6º lugar), 1922 (6º lugar), 1923 (4º lugar), 1924 (5º lugar), 1925 (4º lugar), 1926 (7º lugar), 1927 (3º lugar), 1928 (4º lugar), 1929 (6º lugar), 1930 (7º lugar), 1931 (3º lugar), 1932 (3º lugar), 1933 (8º lugar), 1934 (4º lugar), 1935 (6º lugar), 1936 (7º lugar), 1937 (7º lugar), 1938 (8º lugar), 1940 (8º lugar), 1941(7º lugar), 1943 (6º lugar), 1944 (7º lugar), 1945 (7º lugar), 1946 (7º lugar) e 1947 (5º lugar).

 

S.C. Flamengo de 1915

1º CAMPEÃO PERNAMBUCANO

No dia 12 de dezembro de 1915, com uma vitória de 3 a 1 sobre o Torre Sport Club, o Flamengo sagrava-se campeão do I Campeonato Pernambucano de Futebol, organizada pela Liga Sportiva Pernambucana.

O time-base campeão foi: Luiz Cavalcanti; Chico Alves e Rubens; Fred (Maciel), Ruy e Zezé; Waldemar, Gastão, Tayllor, Percy Fellows e Lelys.

O Jornal Diário de Pernambuco assim descreveu o título: “Encerrou-se anteontem, com a vitória do Sport Club Flamengo contra o Torre Sport Club, o campeonato da Liga Sportiva Pernambucana (LSP), instituído para o football. Depois de uma série de matchs emocionantes, que trouxeram em constante delírio o público esportivo do Recife, teve o Flamengo coroado os seus esforços e firmada a sua força dentre os seus dignos adversários nas lutas pacíficas do esporte.

O Flamengo do Recife quis ser o êmulo do seu congênere do Rio, e vencendo a tática do Santa Cruz e a tenacidade do Torre, soube guardar para si os louros da vitória – e as ‘louras medalhas’“.

ALGUNS TÍTULOS:

Campeonato Pernambucano: 1915;

Taça A Noite ‘Curso Simpatia’: 1915;

Torneio Início da LSP dos Terceiros Times: 24 de junho de 1917;

Taça dos Menores Correccionaes: 10 de março de 1918;

Tarde dos Chronistas – Taça Emoção:  27 de novembro de 1921;

Campeonato Pernambucano Segundos Quadros: 1921, 1922 e 1931;

Taça Sete de Setembro (AL): goleada de 6 a 1 em cima do CSA-AL, em 1923;

Taça Prefeitura Municipal de Fortaleza (CE): vitória por 4 a 2 em cima do América-CE, em 1924;

Vice-campeão do Torneio Início da LPDT: 1926 e 1927;

Taça Bittencourt: 1928;

Taça Festival Varzeano Sport Club: 15 de novembro de 1929;

Taça Casa Amarela: 1929;

Campeonato Pernambucano

Torneio de Verão da Cidade do Recife: 1939.

 

HINO

Ô Flamengo, ô Flamengo

Valoroso campeão!

Cheio de glórias oscila

Alvinegro pavilhão

 

Time-base de 1916: Nozinho; C. Alves e Zezé; Joquinha, Rubem e Eugenio; Waldemar, Gastão, Herothides, Mário e Miranda.

Time-base de 1918: P. Maciel; Santiago e R. Cruz; Lafayette, James e Ferreira; Alecrim, J. Silveira, Fontes, Mirandinha e Crossia.

Time-base de 1920: O. Soares; A. Lellys (Rubens) e Carmello Fontes; Adolpho Bastos (Vavá), Hero Xavier e Fernando Teixeira; J. Lecch, Gastão Bittencourt, Jeronymo Duarte (Vieira), Mirandinha e Heitor Fontes.

Time-base de 1926: Fritz; Pedro Sá e Chico Altino; Tota, Dourado e Baptista; Pilota, Cantinho, Bernardo, Miranda e Brunner.

Time-base de 1937: Alvides; Watson e Leon (Humberto); Chico, Walfrido (Tarzan) e Moura; Ayrton, Odílio (Gayozo), Damião (Capi), Vicente (Marinheiro) e Lula.

 

No dia em que “O Homem de Aço” deu prejuízo

Dentre tantas histórias do Flamengo, uma, no mínimo curiosa, ocorreu no domingo, do dia 7 de agosto de 1921. O zelador da Sede do SC Flamengo, conhecido pela alcunha de “Homem de Aço” já trabalhava há um bom tempo no clube. Então, na manhã daquele dia, como de costume foi para a Sede realizar mais um dia de labuta.

Então, após retornarem do treino, os jogadores do Flamengo foram surpreendidos com a ausência dos seus pertences (roupas e objetos de valor) e também do Zelador. Após os furtos, os jogadores foram até a Delegacia prestar queixa. O “Homem de Aço” fez a limpeza e, num piscar de olhos, desapareceu.

 

O fim do campeão de 1915

Coincidência ou não, o declínio do Sport Club Flamengo começou a partir de dezembro de 1935. Os jornais recifenses já especulavam que o clube se dissolveria. Naquele momento, a diretoria do Alvinegro dos Patativa  publicou uma nota desmentindo que o clube estaria fechando às portas.

Fato é que as campanhas seguintes até 1947 foram pífias, com o Flamengo figurando na penúltima e última colocações! Somado a brigas políticas com a Federação pernambucana e um desgaste com os principais clubes, a diretoria resolveu se afastar das competições futebolísticas.

Em 1954, o Diário de Pernambuco fez uma matéria com um ar de saudosismo para relembrar os grandes feitos do Sport Club Flamengo. Contudo, o clube seguiu no ostracismo até desaparecer definitivamente deixando saudades da briosa agremiação 1ª campeã de Futebol de Pernambuco.

 

Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife – A Província

 

O ano de 1953, foi interessante pelo fato de ter encontrado modelos um pouco diferentes dos conhecidos do trio pernambucano: Santa CruzNáutico e Sport Recife. Nesta publicação segue o distintivo do Sport Club do Recife.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

ESTUDANTES       2          X         0          AUTO ESPORTE

LOCAL: Estádio da Praça da Bandeira, na Ilha do Retiro

DATA: Sábado, dia 07 de Setembro de 1957

RENDA: Cr$ 816,00

ÁRBITRO: Apitador Bandeirante
AUXILIARES: Vicente Lobão e Horst Harden

ESTUDANTES: Dirceu; Nelson e Miguel; Chico, Silva e Arlindo Lira; Brivaldo, Batuel, Délio, Cerqueira e Jarbas.

AUTO ESPORTE: Augusto; Geraldo e Henrique; Lula, Everaldo e Jardim; Ivaldo, Ernani, Alcides, Walter e Géo.

GOLS: Batuel aos nove e 45 minutos do 2º tempo

PRELIMINAR: ESTUDANTES   3          X         0          AUTO ESPORTE

ÁRBITRO: José Texeira
AUXILIARES: Sebastião Silva e Vivaldo Sacramento

ESTUDANTES: Rubens; Galego e Americano; Paulo Simões, Washington e Emilton; Salvino, Montinho, Hilton, Aristides e Enilton.

AUTO ESPORTE: Aldemário; Duarte e Célio; Inaldo, Cahu e Joaquim; João Alfredo, Bigo, Nido, Marcos e Varejão

GOLS: Enilton, Salvino e Americano.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

SPORTING CLUB D’ANGERS   1          X         2          NÁUTICO CAPIBARIBE

LOCAL: Estádio d’Anjour Angers, na França

DATA: Sábado, 06 de Junho de 1953

TEMPERATURA: 14º C graus

HORÁRIO: 21h30min.

RENDA: Cr$ 80.000,00

COTA: O Náutico recebeu uma cota de 72 mil cruzeiros pela partida

ÁRBITRO: Monsisur Poirer (FRA)

SC D’ANGERS: Moureau; Krupski e Pasquini; Cabrita, Borkowski e Gaulon; Bahl, Vondoren, Fava, Goglia e Nilson. Técnico: Michlovsky

NÁUTICO:Manuelzinho; Caiçara e Lula; Dico, Gilberto e Jaminho; Wilton, Ivanildo, Ivson (Djalma), Marcos e Zeca. Técnico: Palmeira

GOLS: Ivanildo aos cinco minutos (Náutico); Goglia aos 25 minutos do 1º tempo (D’Angers). Wilton aos 17 minutos do 2º tempo (Náutico).

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O ano de 1953, foi interessante pelo fato de ter encontrado modelos um pouco diferentes dos conhecidos do trio pernambucano: Santa CruzNáutico e Sport Recife. Nesta publicação segue o distintivo do Clube Náutico Capibaribe.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O ano de 1953, foi interessante pelo fato de ter encontrado modelos um pouco diferentes dos conhecidos do trio pernambucano: Santa Cruz, Náutico e Sport Recife. Nesta publicação segue o distintivo do Santa Cruz Futebol Clube. Atualmente há nove modelos. Posso afirmar que este é o décimo!

FONTE: Diário de Pernambuco

 

Fonte: Diário de Pernambuco

 

O Varzeano Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE).  O ‘Auri-Violeta da Várzea’ foi Fundado no dia 15 de Novembro de 1925. A sua Sede ficava na Rua Affonso Olindense, 1.552, no Bairro da Várzea (nos dias atuais ainda restam um pedaço do que foi a sede e o campo). Cinco meses e 10 dias após a sua fundação, no domingo, no dia 25 de julho de 1926, o Varzeano inaugurou o seu campo.

No ano seguinte, foi um dos fundadores da Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT), em 1927. Neste mesmo ano o Varzeano S.C. se sagrou campeão do I Campeonato Suburbano de 1927.

Time-base de 1927: Milton; Penaforte e Joãozinho; Miranda, Pé de Ouro e Mazinho; Adabelberto, Aggeu, Zezé, Raphael (Carvalho) e Fernandes (Ephraim).

Três anos e cinco meses depois do seu surgimento, no domingo, do dia 15 de abril de 1928, diante de pouco mais de 1 mil pessoas, estreou o seu novo uniforme em listras verticais nas cores roxo e amarelo. O Varzeano venceu, em amistoso, o Força Pública pelo placar de 3 a 2.

O ‘Auri-Violeta da Várzea’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão uma vez: 1933, quando terminou com o vice-campeonato, perdendo a final para o Santa Cruz. Time-base de 1933: Arara; Quida e Perdido; Nilo, Jorge e Zeca; Biu, Zequinha, Quincas, Neco e Alfredo.

Apesar dessa bela campanha, o que deveria servir como motivação acabou não acontecendo. Após alguns anos paralisado, alguns abnegados torcedores se juntaram e reorganizaram o Varzeano Sport Club no dia 13 de julho de 1938, mudando de Sede, passando para a Rua Francisco Lacerda, 388, igualmente situado no Bairro da Várzea (atualmente o local fica a Igreja Adventista do Sétimo Dia).

Contudo, o Varzeano não foi mais o mesmo e devido aos maus resultados e paralelamente o desinteresse dos sócios o clube foi definhando pouco a pouco até desaparecer em definitivo.

Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife

 

 

TREZE (PB)            0          X         1          AUTO ESPORTE (PE)

LOCAL: Estádio Presidente Getúlio Vargas, em Campina Grande (PB)

DATA: Domingo, 21 de Setembro de 1952

RENDA: Cr$ 16.000,00 (16 mil cruzeiros)

CARTÃO VERMELHO: Mario (Treze) e Lucas (Auto Esporte)

ÁRBITRO: Luiz Zago

TREZE: Amaury; Felix e Kleber; Joãosinho, Arrupiado e Zé Pequeno; Marinho, Mário, Juarez, Ruivo e Zezinho.

AUTO ESPORTE: Hespanhol; Cacará e Procópio; Silva, Lucas e Euclides; Geraldo, Jorginho, Guaberinha, Tidão e Amaro (João do Vale).

GOL: Guaberinha aos 20 minutos do 2º tempo (Auto Esporte).

 

 

Fonte: Diário de Pernambuco

 

TREZE (PB)            2          X         1          AUTO ESPORTE (PE)

LOCAL: Estádio Presidente Getúlio Vargas, em Campina Grande (PB)

DATA: Domingo, 13 de Julho de 1952

RENDA: Cr$ 25.000,00 (25 mil cruzeiros)

ÁRBITRO: Severino Neves

TREZE: Amaury; Felix e Valfrido; Edinho, Arrupiado e Zé Pequeno; Marinho, Mário, Juarez, Ruivo (Zequinha) e Zezinho.

AUTO ESPORTE: Hespanhol; Guaberinha e Arlindo; Totinha (Jonas), Lucas e Euclides; Silô (Gorrinho), Jorginho, Amaro, Geraldo e João do Vale.

GOLS: Amaro aos 21 minutos do 1º tempo (Auto Esporte). Juarez aos seis minutos (Treze); Ruivo aos 19 minutos do 2º tempo (Treze).

 

 

Fonte: Diário de Pernambuco

 

O Diarbuco Sport Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O ‘Grêmio da Imprensa’ foi Fundado no dia 28 de Março de 1938, tendo a sua Sede localizada na Rua das Moças, s/n, no Bairro do Arruda, na capital recifense. O clube foi idealizado pelo Diário de Pernambuco, daí a alcunha de ‘Grêmio da Imprensa’.

A princípio a intenção era meramente um entretenimento para os funcionários, mas os bons resultados em amistosos rapidamente mudou o pensamento. E, no ano seguinte (1939), o Diarbuco estreou no Campeonato Suburbano. Após alguns insucessos, a direção do jornal decidiu colocar um ponto final no time de futebol.

Fonte: Diário de Pernambuco

 

 

O Campeonato Suburbano de 1939, organizado pela Associação Suburbana de Desportos Terrestres (ASDT). O detalhe desta competição foi o número de clubes participantes: 40. O regulamento dizia que seriam em dois turnos, com os times distribuídos em três Grupos: Zona Norte – Zona Centro – Zona Sul.

Os times que fizeram parte foram os seguintes: São Sebastião – Guarany – Auto Sport – Tacaruna –  Imperial – Ideal – 1º de Maio – Pharol – Mongy – Cruz de Malta – Goyaz – Atheniense – Elétrico – Luso-Brasileiro – Ibis – Água Fria – Vênus – Ponto de Parada – Campo Grande – Tabajaras –  Combina – São Paulo – Cacique – Planetinha – Portella – Cidao – Universo – ABC – Yolanda – Guanabara – Mustardinha – Metallurgica – Odeon – Destemido – DIARBUCO SPORT CLUB  - Palmeira – Sancho – Commercial – Pina.

PS.: Essa competição equivalia como um Estadual da Segunda Divisão nos dias atuais.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

 

Encontrei um escudo interessante do Sport Club do Recife, do ano de 1933. O leão colocado neste distintivo me lembra muito mais um cão do que um leão. Talvez por esse motivo não esteja entre os demais antigos escudos. Contudo, no Diário de Pernambuco o escudo fora cedido pelo próprio clube  o que valida este modelo.

 

 

Torneio Seletivo Pernambucano

02/08 – Porto    2x1   Vitoria

05/08 – Unibol    2x1   Porto

08/08 – Vitoria   3x5   Unibol

12/8 – Unibol     1x1   Vitoria

15/9 – Porto       1x1   Unibol

18/8 – Vitoria       x    Porto   ( * )

*Sem informação

Classificado: Porto  de Caruaru

 

Encontrei o escudo e uniforme do América Football Club do Recife, em 1936. Fundado em 12 de abril de 1914 com o nome de João de Barros Futebol Clube, por ter surgido numa casa situada na avenida do mesmo nome. Quase foi o primeiro pentacampeão do futebol pernambucano.

 

Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife

 

TORNEIO INÍCIO DE 1935

O Torneio Início, organizado pela Federação Pernambucana de Desportos (FPD), aconteceu no domingo, 21 de Março de 1935, no Estádio da Jaqueira, localizado no Bairro da Jaqueira, no Recife. Os tempos foram de 20 minutos com intervalo de cinco. O delegado responsável foi Arnaldo Costa, o cronometrista foi Luiz Clericuzzi. A competição contou com a presença de 12 equipes:

América Football Club Israelita Sport Club
Atheniense Football Club Santa Cruz Football Club
Auto Sport Club Sport Club Flamengo
Club Náutico Capibaribe Sport Recife
Club Sportivo Encruzilhada Torre Sport Club
Íris Sport Club Tramsways Sport Club

RESULTADOS (1ª Parte)

1º Jogo – 14h15min.: Íris SC                   0          x          1          América FC (Árbitro: Arnulpho Lins e Silva) – Gol: Léo, de pênalti. Corner: Íris 1 x 2 America

 2º Jogo – 14h40min.: SC Flamengo      0          x          0          Tramsways (Árbitro: Manuel Markmen) – Corner: Flamengo 0 x 1 Tramsways

3º Jogo – 15h05min.: Israelita SC          1          x          0          Torre SC (Árbitro: Júlio Fernandes) – Corner: Israelita SC 1 x 0 Torre

4º Jogo – 15h30min.: Santa Cruz          -           x          -           Auto Sport (Árbitro: Fausto Reis) – Não computado

 5º Jogo – 15h55min.: Náutico                 5          x          1          Atheniense (Árbitro: Antonio Machado) – Gols: Fernando e Arthur, ambos marcaram duas vezes, e Zezé. Corner: Náutico 0 x 1 Atheniense

6º Jogo – 16h20min.: Sport Recife        3          x          2          Encruzilhada (Árbitro: José Fernandes, ‘Zezé’)

A segunda é ultima parte do Torneio Início, foi realizado no domingo, 14 de abril de 1935, no Estádio da Avenida Malachias, de propriedade do Sport Recife. Os tempos foram de 20 minutos com intervalo de cinco.

 

O diretor da Seção de Sports Terrestres, Constantino Caldas foi o representante da Federação Pernambucana de Desportos (FPD), que dirigiu e fiscalizou o torneio. Antonio Almeida foi o delegado e Lafayette Varêda foi o cronometrista.

1º Jogo – 14h30min.: América               0          x          0          Tramsways (Árbitro: Rego Barros) – Corner: America 1 x 0 Tramsways

2º Jogo – 14h55min.: Santa Cruz          1          x          0          Israelita (Árbitro: Manuel Markmen) – Corner: Santa Cruz 1 x 0 Israelita

3º Jogo – 15h20min.: Náutico                 0          x          2          Sport Recife (Árbitro: Arnulpho Lins e Silva) – Corner: Náutico 0 x 1 Sport Recife

4º Jogo – 15h20min.: America                2          x          5          Santa Cruz (Árbitro: Oswaldo Salsa) – Corner: America 0 x 2 Santa Cruz

5º Jogo – 16h20min.: Sport Recife        2          x          0          Santa Cruz (Árbitro: Constantino Caldas)

 

O Sport Recife jogou com a seguinte escalação:

Munis; Morato e Fernando; Horácio, Paulo e Amarino; Oiticica, Pedro, Rodolpho, Veiga e Haroldo.

Fonte: Diário de Pernambuco

 

O Associação Athletica Great Western foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). O ‘Ferroviários’ foi Fundado no dia 17 de Março de 1928, por funcionários da empresa britânica The Great Western of Brazil Railway Company Limited, que atuava no Nordeste na construção e exploração de ferrovias.

O clube não se limitava apenas no futebol, mas se estendia em outros esportes como: o atletismo, basquete, voleibol e tênis. O Great Western disputou o seu último estadual em 1954, justamente quando a empresa encerrou as atividades e se transformou na Rede Ferroviária do Nordeste e em seguida na Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA).

Após essa mudanças, o clube mudou de nome, passando a se chamar Clube Ferroviário do Recife. O Great Western tinha a sua Sede na Rua Cel. Suassuna, 790 / 1º andar – Bairro do Sancho, em Tejipió, no Recife. Em meados dos anos 30, mudou-se para Avenida João de Barros, 1.583, na Soledade.

O time rubro e depois Tricolor (alvirrubro-verde) treinava no campo da Avenida Malaquias (foi o 1º estádio do Sport Recife). No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Great Western participou 14 vezes: 1936 (8º lugar), 1937 (9º lugar), 1938 (6º lugar), 1940 (4º lugar), 1941 (4º lugar), 1942 (2º lugar), 1943 (5º lugar), 1944 (5º lugar), 1945 (5º lugar), 1946 (5º lugar), 1949 (4º lugar), 1952 (7º lugar), 1953 (6º lugar)  e 1954  (7º lugar).

 Time-base de 1935: Piancó; Telephone e Armando; Meleiro, Carioca e Bebé; Caruaru, Zuza, Jota, Tutu e Parahybano.

Time-base de 1937: Sylvestre; Zeca e Antenor; Popó, Agostinho e Bebé; Gringo, Plínio, Geofredo (Teddy), Zé Vicente e  Caruaru (Badú).

 

Fontes: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife

 

Central Sport Club, de Caruaru (modelo de 1937)

 

AMÉRICA F.C.        1          X         2          CENTRAL DE CARUARU

LOCAL: Estádio Jaqueira, no Recife (PE)

COMPETÇÃO: Pela sexta rodada do 1º Turno do Campeonato Pernambucano

DATA: Terça-feira, 02 de junho de 1937

ÁRBITRO: Júlio Fernandes

AMÉRICA: Djalma; Allemão e Sá; Guilherme, Raymundo e Casado; Quincas, Léo, Prazeres, Belli e Prego.

CENTRAL: Pedro; Theonillo e Neco; Joaquim, Othoniel e Tutú; Allemão, José Braga, Mario Mattos, Zuza e Valentim.

GOLS: Valentim aos sete minutos (Central); Léo aos 12 minutos (América); Mario Mattos aos 25 minutos do 1º tempo (Central).

Fonte: Diário de Pernambuco

 

O Atheniense Foot-Bball Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Fundado nos anos 10, o clube possuía algumas alcunhas: ‘Alvinegros de Campo Grande’, ‘Gregos de Campo Grande‘ ou ‘Pae Suburbano’. A sua Sede ficava localizada na Avenida Bernardo Vieira, s/n, enquanto o seu Estádio Campo Grande, se localizava na Rua Othon Mendes, 28, no bairro de Campo Grande.

A partir do final da década de 1920, o futebol suburbano recifense teve um grande impulso, com a criação da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), em 1º de fevereiro de 1929. Seus primeiros afiliados foram os seguintes times:

Tráfego, Aurora, Fluminense, Afogadense, Arruda Diversional, Monteirense, Santos Dumont, Independência, Varzeano, Cordeirense, Rio Branco, Palmeiras, Torre, Associação Atlética do Arruda, Auto Sport, Nacional, Pina, Recife, Rio Corrente, Jutaí, Atheniense, Tuyuti, ABC, Íris, Great Western e Tejipió.

Com a criação da ASDT, o futebol suburbano cresceu tanto, que os jogos da primeira divisão do campeonato pernambucano começaram a ficar vazios quando coincidia ter algum clássico suburbano. Vários desses times, incentivados pelo bom futebol e pelas torcidas, ingressaram na primeira divisão do futebol pernambucano, como o Atheniense, Great Western, Associação Atlética do Arruda, Fluminense, Israelita, Encruzilhada e Íris.  Um jogo entre o Íris e o Atheniense, por exemplo, levava uma multidão ao campo onde fosse realizada a partida pelos bairros do Recife.

Em 1929, o Atheniense foi Campeão do Torneio Início  da Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.). No ano seguinte, no dia 1º de maio de 1930,   conquistou o Campeonato Suburbano, promovido pela Associação Suburbana de Desportos Terrestres (ASDT). O ‘Gregos de Campo Grandevenceu o Auto Sport Club por 1 a 0 (gol de Marcionillo, na etapa final), conquistando o título da Zona do Norte.

 

ATHENTINENSE ENFRENTOU O BANGU, DE DOMINGOS DA GUIA

Três meses após a conquista do título, o Atheniense fez a entrega das faixas contra o Bangu A.C. (RJ). Então, na quinta-feira, do dia 07 de agosto de 1930, o ‘Alvinegros de Campo Grande’ não foi páreo para o Bangu, que goleou por 5 a 0, no Estádio Avenida Malaquias. Os gols da peleja foram assinalados por Dininho (duas vezes) e Brôa, autor de três gols.

 

ATHENIENSE F.C.                        0          X         5          BANGU A.C.

 LOCAL: Estádio Avenida Malaquias, no Recife (PE)

DATA: quinta-feira, do dia 07 de agosto de 1930

HORÁRIO: 15h48min.

ÁRBITRO: Togo Renan

ATHENIENSE FC: Garapão; Themistocles e Chocolate; Frederico, Marçal e Melleiro; Walfrido, Marcionillo, Pellado (Zé Maria), Raphael e Izaias.

BANGU AC: Médio; Domingos da Guia e Sá Pinto;  Zé Maria, Solon e Eduardo; Cezar, Ladislau, Brôa, Dininho, Jaguarão.

GOLS: Brôa aos 28 minutos;  Dininho aos 36 minutos do 1º tempo. Brôa aos oito e 15 minutos; Dininho aos 25 minutos do 2º tempo.

PRELIMINAR: Força e Luz          2          X         2          Aurora

 

 DA ASCENSÃO A QUEDA

Em 1933, o Atheniense se filiou a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). No mesmo ano disputou pela primeira e única vez o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão. O ‘Gregos de Campo Grande‘ terminou em 3º lugar no seu grupo. Foram 10 jogos, com seis vitórias, dois empates e duas derrotas; marcando 23 gols e sofrendo 11.

 Em 1937, foi reorganizado, trocou o ‘Foot-Ball’ pelo ‘Sport’, passando a se chamar Atheniense Sport Club, se mudou de endereço: Sítio Novo. A partir daí, o clube ainda disputou alguns campeonatos suburbanos até os anos 40, quando desapareceu de vez.

 

Time-base de 1929: Garapão; Themistocles e Melleiro; Baptista, Dezesseis e Lopita; Zequinha, Walfrido, Pellado, Gato e Raphael.

Time-base de 1930: Garapão; Themistocles e Machinho (Chocolate); Frederico, Marçal e Melleiro; Walfrido, Marcionillo, José Maria (Pellado), Raphael e Izaias.

Time-base de 1940: Ayrton; Sylvio e Cara de Rato; Neguinho, Orlandinho e Biu; Euclides, Cancio, Toinho, Casado e Miguel.

 

 

Fontes: Diário de Notícias – - Diário de Pernambuco – Jornal A Província – Jornal de Recife

 

 

Fonte: A Província

 

Fonte: A Província

 

 

Fonte: A Província

 

O Centro Sportivo do Peres (Perez) foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Viuvinha’ foi Fundado numa terça-feira, do dia 15 de Junho de 1909, com o nome de Tigipió Foot-ball Club, em homenagem ao bairro de Tigipió (atual Tejipió), onde nasceu o Perez. Em 1911, o clube adotou o Centro Sportivo do Peres (Perez).

Nos anos 10, a sua Sede ficava localizado na Rua, 58. Depois passou para o Largo (atual Rua) do Hospício, 779, no Recife. Em 1926, a sua Sede passou para a Rua do Livramento, 65-1. Em 1927, a Sede se transferiu para a Rua Imperatriz, 146/ 2º andar. Na década de 20, a equipe ‘Alvi-Violeta’ treinava no campo João de Barros ou no campo do Torre, no Bairro de Magdalena, na Zona Norte do Recife.

PEREZ AJUDA A FUNDAR A LPDT

Seis anos depois do seu surgimento, no dia 03 de Agosto de 1915, o Centro Sportivo do Peres (Perez) juntamente com o Sport Club Flamengo, João de Barros Foot-Ball Club, Coligação Sportiva Recifense, Santa Cruz Foot-Ball Club e Torre Sport Club, fundaram a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.).

 No mesmo ano, o Perez, juntamente com o Santa Cruz, Flamengo, Torre, América e Coligação S.R. entraram para a história ao participar do primeiro Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão.

Ao todo, o clube ‘Alvi-violeta’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em nove oportunidades: 1915 (4º lugar), 1916 (5º lugar), 1917 (5º lugar), 1919 (7º lugar), 1920 (7º lugar), 1921 (7º lugar), 1922 (8º lugar), 1923 (8º lugar) e 1924 (8º lugar).

 

EXCURSÕES

Na quarta-feira, do dia 07 de setembro de 1921, o Perez viajou até Maceió (AL), onde enfrentou o Clube de Regatas Brasil, conhecido popularmente por CRB. No final, empate em 1 a 1. No confronto dos Segundos Quadros outro empate sem gols.

Numa quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1922, o Perez foi convidado para a partida inaugural do Estádio Gustavo PaivaMutange, de propriedade do CSA (Centro Sportivo Alagoano). No final, melhor para o CSA que venceu por 3 a 0, sendo o atacante Odulfo quem fez o primeiro gol no Mutange.

 

PEREZ ROMPE COM A LPDT

Em 1924, sob a presidência de João Duarte Dias, o Perez, insatisfeito com a LPDT, decidiu abandonar o Estadual daquele ano. Logo em seguida se licenciou. Em 1926, se desfilou da entidade para ingressar na Associação Pernambucana de Esportes Athleticos (APEA), juntamente com o Sport Recife (campeão Estadual pela LPDT em 1925), América Football Club, Palestra Itália Football Club e Israelita Club de Pernambuco. O Viuvinha’ participou da APEA tanto no Torneio Início quanto nas demais competições até desaparecer em definitivo.

Time-base de 1915: Misael; Abelardo e Carlos; Benedicto (capitão), Severino e José; Honório, Rogério, Amaury, Couceiro e Carlos II.

Time-base de 1917: Jacome; Guilherme e Epaminondas; Ferreira, Horácio e Bonine; Eliezer, Ariosto, Berger, Balthazer e Muca.

Time-base de 1918: Zé Macaco; Apolônio e Nilo II; Maxombomba, Cleto e Moreira; Manta, Joel, Jones, Amil (capitão) e Raphal.

Time-base de 1920: Eduardo; Euclydes e Nóbrega (Edesio); Sylcosta, Carneiro (Sá) e Almeida (Manta); Pimentel (Pinto), Mário, Freire (Ozório), Theodorico (Aldo) e Arnaldo.

Time-base de 1921: Costa; Euclydes e Ricardo; Deoclecio, Mario e Sylcosta; Matta, Theo, André, Ernani e Pinto.

Fontes: Jornal A Província – Rsssf Brasil

 

Em 1926, alguns clubes, insatisfeitos com a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.), resolveram sair e em seguida se filiaram a novata entidade Associação Pernambucana de Esportes Athleticos (APEA). O Sport Recife (campeão Estadual pela LPDT em 1925), América Football Club, Palestra Itália Football Club, Israelita Club de Pernambuco e Centro Sportivo do Peres (Perez).

No domingo, no dia 4 de abril de 1926, no antigo estádio do Sport Recife na Avenida Malaquias, nas Graças, com capacidade para 2 mil pessoas, foi realizado o Torneio Início da APEA. O Festival teve início às 14 horas. No final, melhor para o Sport Recife que bateu o América na final por 1 a 0, conquistando o título.

1º Jogo (14 horas):           Sport Recife            1         x          0          Israelita Club

2º Jogo (14h30min):         América        2         x          0          Perez

3º Jogo (15 horas):           Sport Recife            0 (1 córner)  x          0          Palestra Itália

3º Jogo (16h40min):         Sport Recife            1         x          0          América

 

Fonte: Jornal A Província

 

TORNEIO INÍCIO DE 1923

Organizado pela Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.), o Torneio Início de 1923, foi realizado no dia 25 de Março, no Estádio Avenida Malaquias, nas Graças, com capacidade para 2 mil pessoas. Os jogos foram organizados da seguinte forma:

1º Jogo – 14 horas: Sport Recife x Torre- Árbitro: Armando Silva

2º Jogo – 14h25min: Flamengo x Perez (desistiu de participar)Árbitro: Rômulo de Souza

3º Jogo – 14h50min: Náutico x Santa Cruz – Árbitro: Renato Silveira

4º Jogo – 15h15min: América x Equador – Árbitro: Antonio Almeida

5º Jogo – 15h40min: Vencedor 1º Jogo x Flamengo – Árbitro: Souto Maior

6º Jogo – 16h05min: Vencedor 3º Jogo x Vencedor 5º Jogo – Árbitro: Souto Maior

7º Jogo – 16h45min: Vencedor 5º Jogo x Vencedor 6º Jogo – Árbitro: A definir

 

 

PS: O campeão do Torneio Início de 1923 foi o Sport Recife

 

Fonte: Jornal A Província

 

O Íris Sport Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Azulino Simpático foi Fundado no dia 23 de fevereiro de 1920, por funcionários da fábrica de tijolos do bairro da Torre. Depois a sua Sede foi fixada no Bairro de Santo Amaro. A princípio, o clube iria se chamar Olaria Sport Club por causa da olaria (torre que são feitos os tijolos) que se encontra no centro do bairro e deu o nome ao lugar.

Entretanto, em uma reunião entre funcionários, decidiram mudar o nome para Íris em relação da cor do time o azul e branco. O mascote era o ‘Periquito Azul’. Na ‘galera de títulos’, do Íris SC há o Vice-Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1932. Além desse, a equipe ‘Azulina’ foi campeã da Liga Suburbana de 1928; e o Tri da Copa Torre: 1925, 1931 e 1933.

O Íris Sport Club participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão oito vezes: 1930 (6º lugar), 1931 (7º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (4º lugar), 1934 (8º lugar), 1936 (6º lugar), 1937 (6º lugar) e 1938 (7º lugar).

 

VICE EM 1932

A melhor campanha aconteceu em 1932 quando terminou com o vice. A competição contou com a presença de 11 clubes divididos em duas chaves de cinco e seis equipes cada. As equipes se enfrentaram em turno e returno na mesma chave e os campeões decidiriam o título.

O Íris foi o vencedor do Grupo I, superando o Náutico, Sport Recife, Torre e Encruzilhada. O time somou 12 pontos em oito jogos, com seis vitórias e duas derrotas, marcando 23 gols e sofrendo 13. Na decisão, acabou sendo superada pelo Santa Cruz, que venceu os dois jogos pelo mesmo placar: 4 a 1.

Nessas oito participações, o time ‘Azulino’ disputou 93 jogos, somando 74 jogos. Foram 30 vitórias, 14 empates e 49 derrotas; marcando 199 gols e sofrendo 278, com saldo negativo de 79.

AMÉRICA VERSUS ÍRIS, EM 1936

No dia 18 de Outubro de 1936, válido pela 13ª rodada do Estadual, teve o confronto entre o América e o Íris Sport Club. A partida começou com o América colocando pressão dando muito trabalho à defensiva do Íris que levou o primeiro gol ainda no início.

Aos 19 minutos de jogo, Casado acerta uma forte cabeça no canto do goleiro Cícero e fez o primeiro gol. Três minutos depois, Léo recebeu um belo passe e fuzilou a meta do goleiro, ampliando.

Logo no início da etapa final, o América marcou o terceiro. Aos 6 minutos, Casado aproveitou a falha da defesa do Íris e aumentou o placar. O time azul e branco não repetia nem de perto a desenvoltura do jogo do primeiro turno, no qual saiu vencedor e o América aproveitou.

Aos 12 minutos, Lula recebeu a bola e quase de frente à meta ampliou a vantagem dos esmeraldinos, transformando o triunfo em goleada. Aos 25 minutos o América fez o quinto. Léo recebeu a bola e sem marcação empurrou a pelota para dentro nas redes, dando números finais ao jogo.

 

AMÉRICA FC          5          X         0          ÍRIS SPORT CLUB

LOCAL: Estádio da Jaqueira, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE)

DATA: Domingo, no dia 18 de outubro de 1936

HORÁRIO: 15h42min.

ÁRBITRO: Oswaldo Salsa

AMÉRICA FC: Heitor; Allemão e Aloísio; Vadinho, Martorelli e Machado; Quincas, Léo, Casado, Guilherme e Lula.

ÍRIS SC: Cícero; Popó e Miguel; Ramalho, Caboclo e Gato; Tenente, Guerra, Calixto, Miolo e Duda.

GOLS: Casado aos 19 minutos; Léo aos 22 minutos do 1º tempo. Casado aos 6 minutos; Lula aos 12 minutos; Léo  aos 25 minutos do 2º tempo.

 

Fontes: Wikipédia- Cordeiro, Carlos Celso & Luciano Guedes. (2001) – Campeonato Pernambucano 1915 a 1970. Recife: Ed. dos autores - Blog do Mequinha -  Rsssf Brasil - Diário da Tarde – Jornal A Província 

 

 

O Equador Football Club foi uma agremiação da Cidade do Recife (PE). O ‘Equatoriano de Recife’ surgiu em 1922, e, mandava os seus jogos no saudoso Estádio Jaqueira, com capacidade de 6 mil pessoas, localizado no Bairro da Jaqueira. Tendo o  ‘Canário‘ como mascote, a equipe auriverde disputou seis vezes consecutivas o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, nos anos de 1922, 1923, 1924, 1926, 1927 e 1928.

Na sua estreia em 1922, o time Equatista terminou na 7ª posição (num total de oito clubes): somou três pontos em sete jogos, com uma vitória, um empate e cinco derrotas; marcando quatro gols e sofrendo 10. Apesar da campanha ruim, o Equador obteve o seu único triunfo em cima do Náutico, vencendo por 2 a 1 (no dia 13 de agosto de 1922).

Na sua segunda participação, em 1923, novamente um 7º lugar. Foram nove pontos em 14 partidas, com três vitórias, três empates e oito derrotas; marcando 17 gols e sofrendo 33. Nessa temporada, conseguiu dois empates em 1 a 1 com o Santa Cruz (03 de Junho de 1923) e 2 a 2 com o Náutico (09 de dezembro).

Em 1924, O Equador disputou os dois primeiros jogos. Depois acabou sendo excluído da competição, perdendo os jogos restantes por W.O. Só não terminou na lanterna porque CS Perez abandonou a competição. Terminou na 7ª posição. Foram dois pontos em 14 partidas, com uma vitória e seis derrotas; marcando três gols e sofrendo nove.

Após o incidente, o ‘Equatoriano de Recife’ retornou em 1926. Dessa vez, terminou na lanterna, com apenas três pontos em sete jogos. Venceu uma, empatou outra e foi derrotado cinco vezes; marcando sete gols e sofrendo 24. A grande resultado foi o empate em 3 a 3 com o Santa Cruz (no dia 26 de dezembro).

Veio o ano 1927, e novamente o Equador amargou a lanterna do Estadual. O time somou apenas quatro pontos em 12 jogos: com duas vitórias e 10 derrotas; marcando 15 gols e sofrendo 36.

Na sua última temporada, antes de sumir no ‘mapa’, terminou da mesma forma. Em 1928, na 7ª e última colocação, com três pontos em 12 jogos: com uma vitória, um empate e 10 derrotas; marcando sete gols e sofrendo 42.

Com isso, a história do Equador no Estadual foi decepcionante. Das seis participações, terminou três vezes na penúltima e as outras três na lanterna. Ao todo, foram 66 jogos, com 21 pontos. Foram nove vitórias, seis empates e 51 derrotas; marcando 53 gols e sofrendo 154.

Após esse certamente o Equador Football Club permaneceu filiado a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (LPDT) até o dia22 de maio de 1930, disputando partidas amistosas. Após essa data pediu a sua desfiliação, prontamente atendida pela entidade máxima de Pernambuco. O ‘Equatoriano de Recife’  ainda disputou alguns amistosos até se extinguir.

DERROTA DIANTE DO FUTURO CAMPEÃO

Era o seu segundo jogo da sua história no Estadual, e o Equador enfrentou o América, no dia 23 de julho, que se tornaria o campeão de 1922. O apito inicial do árbitro foi seguido imediatamente por um belo passe de Licor para Zé Tasso no ataque do América, que dentro da área, foi calçado pelo zagueiro Pinheiro. Pênalti, que Zé Tasso cobrou no canto esquerdo do goleiro Nô para abrir o marcador.

Talvez, tomados pela euforia da abertura do placar na primeira chance da partida, os defensores americanos não tenham se entendido e aos 5 minutos, o meio-campista Alves do Equador tocou a bola para o atacante Fraga que driblou Cunha Lima e Rômulo,  para tocar no canto direito do guarda-meta Nozinho, para deixar tudo igual.

O ritmo da partida era eletrizante, com as duas equipes se empenhando ao máximo para ficar à frente de seu oponente, mas, foi o América que aos 10 minutos Faustino, que passou pelo zagueiro Souto, e cruzou rasteiro para Zé Tasso, que a dominou e bateu sem chances para estufar mais uma vez as redes do goleiro Nô.

Os equatorianos de Recife só reagiram aos 21 minutos, quando o atleta Izídio cruzou a bola para João Dantas, mas este teve seu chute desviado pelo zagueiro Cunha Lima do América de forma parcial e no rebote, Jesus chutou forte, entretanto, a pelota passou por cima das traves, assustando o goleiro Nozinho.

O clube auriverde queria o empate e quase conseguiu aos 34 minutos por meio da jogada de Santos, que encontrou o companheiro Ferreira livre de marcação dentro da grande área e lhe cedeu a bola, todavia, o chute de Ferreira foi interceptado por Nozinho no centro do gol.

No último lance do primeiro tempo, o América subiu ao ataque com Zé Tasso, que enxergou o atacante Jujú livre de marcação e lhe tocou a bola para este, desferir um potente chute rasteiro no canto baixo do arqueiro adversário e ampliar a vantagem dos esmeraldinos.

 

EQUADOR F.C.      1          X         3          AMÉRICA F.C.

LOCAL: Estádio da Jaqueira, no Bairro da Jaqueira, no Recife (PE)

DATA: Domingo, no dia 23 de julho de 1958

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO: Gastão Bittencourt

AMÉRICA FC: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolfo, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Jujú e Araújo.

EQUADOR FC: Nô; Souto e Pinheiro; Alves, Raphael e Izídio; Santos, Ferreira, João Dantas, Fraga e Jesus.

GOLS: Zé Tasso a um, 10 e 45 minutos (América); Fraga aos cinco minutos do 1º tempo (Equador).

 

FONTES: Cordeiro, Carlos Celso & Luciano Guedes. (2001) – Campeonato Pernambucano 1915 a 1970. Recife: Ed. dos autores - Blog do Mequinha -  Rsssf Brasil - Jornal O Pequeno – Jornal A Província 

 

O Estudantes Football Club foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O clube ouro-anil tinha a sua Sede no Bairro do Barro, localizado na zona oeste do Recife. O time Estudantino participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em quatro oportunidades: 1955, 1956, 1957 e 1958.

O Estudantes debutou na elite do futebol pernambucano de 1955, terminando na 5ª posição. Foram 14 pontos em 18 jogos: seis vitórias, dois empates e 10 derrotas; marcaram 15 gols e sofreram 38, saldo negativo de 23.

Na temporada de 1956, a campanha foi aquém e o clube ouro-anil acabou na 7ª colocação. Foram 06 pontos em 14 jogos: duas vitórias, dois empates e 10 derrotas; marcaram 11 gols e sofreram 36, saldo negativo de 25.

A campanha em 1957 não foi muito diferente da anterior, e o Estudantes acabou em 7º lugar. Foram 14 pontos em 07 jogos: três vitórias, um empate e 10 derrotas; marcaram 11 gols e sofreram 37, saldo negativo de 26.

Da mesma forma que começou, o Estudantes encerrou a sua participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão. Em 1958, mais uma campanha pífia, terminando na 7ª posição.  Foram 06 pontos em 16 jogos: três vitórias e 13 derrotas; marcaram sete gols e sofreram 52, saldo negativo de 45.

 

ESTREIA NO ESTADUAL DE 1958

A América e Estudantes faziam as suas estreias no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1958. O América começou o jogo melhor e abriu o placar aos 8 minutos. Cruzamento veio pelo lado direito para a grande área para Mangaba, que testou  forte e no canto do goleiro Betoca do time estudantino.

As duas equipes tiveram boas oportunidades, até aos 43 minutos, num ataque do América pela esquerda a bola sobrou na entrada da grande área para Gilberto I, soltar um torpedo no canto do goleiro do Estudantes para ampliar o marcador.

Na segunda etapa, logos aos três minutos o atacante Paulo recebeu a bola cara a cara com o goleiro e, com tranquilidade tocou para o fundo das redes para transformar a vitória em goleada.

Então, para sacramentar o América fechou o placar aos 44 minutos do segundo tempo já no comecinho da noite em Recife, mais uma vez o atacante Paulo recebeu a bola e de fora da área arrematou um chute forte no canto do goleiro Betoca do Estudantes e fatura mais um tento para a equipe americana.

 

AMÉRICA F.C.        4          X         0          ESTUDANTES F.C.

LOCAL: Estádio Adelmar da Costa Carvalho, a Ilha do Retiro, em Recife (PE)

RENDA: Cr$ 7.643,00

DATA: Sábado, no dia 31 de maio de 1958

ÁRBITRO: Anísio Morgado (Boa atuação)

AUXILIARES: Manoel Bello e Ramon Charquero

AMÉRICA FC: Carijó; Geroldo e Cido; Gilberto I, Rosael e Beleu; Cebinha, Mangaba, Paulo, Zezinho e Gilberto II. Técnico: Palmeira

ESTUDANTES FC: Betoca; Americano e Miguel; Garrafa, Washington e Dema; Couceira, Cleto, Jerônimo, Brivaldo e Jarbas.

GOLS: Mangaba aos 8 min. (América); Gilberto I aos 43 minutos do 1º tempo (América). Paulo aos três e aos 44 minutos do 2º tempo (América).

 

Fontes: Blog do Mequinha -  Rsssf Brasil - Diário de Pernambuco

 

 

O Moinho Recife Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Azulinos da Fábrica de Farinha foi Fundado no dia 31 de Janeiro de 1935, pela empresa Moinho Recife S/A, cuja função era o lazer e recreação de seus funcionários e familiares.A Sede ficava na Rua de São Jorge 215, em Recife (PE).

O Moinho disputava torneios amadores e amistosos pelo Estado durante uma década. Até que em 1946, seus dirigentes resolveram dar ‘um passo a frente’ e colocar a equipe para disputar as competições profissionais, mas acabou tendo uma vida efêmera na do futebol pernambucano.

O Moinho disputava torneios amadores e amistosos pelo Estado durante o Moinho acabou fazendo uma péssima campanha e foi eliminado logo no 1º turno. Terminou na lanterna, com apenas um ponto, em seis jogos. O único pontinho foi no empate em 1 a 1 com o Íbis, pela segunda rodada, no dia 27 de abril de 1947.

A equipe voltou a participar do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1949. O Moinho chegou a completar o primeiro turno na 6ª colocação (quatro pontos em sete jogos: duas vitórias e cinco derrotas; marcando nove gols e sofrendo 16, com saldo de menos sete).

No entanto, a diretoria decidiu abandonar a competição por dificuldades financeiras, quando veio a se extinguir definitivamente devido à falta de investimento. As duas vitórias foram em cima do Flamengo por 5 a 0 (no dia 09 de junho) e 4 a 0 no Íbis (no dia 26 de junho).

Time-base de 1947: Aurino; Querrenca e Valdemar;  Lobo, Apolinário e Zezé; Alcides, Amaro, Setenta, Lulinha e Lulu.

 

Fontes: Blog do Mequinha - Jornal do Commercioo - Rsssf Brasil 

 

A Associação Sportiva Companhia Portela foi uma agremiação do Município de Jaboatão dos Guararapes (PE). O clube da fábrica de papel Companhia Portela, surgiu nos anos 40. O Portela de Jaboatão debutou no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1944. Dentre as sete equipes participantes, que teve três turnos, a equipe alvianil terminou na 6ª posição. Foram 18 jogos e cinco pontos somados: foram uma vitória, três empates e 14 derrotas; marcaram 29 gols e sofreram 46, com um saldo negativo de 17.

Apesar da fraca campanha, o Portela arrancou um empate em 1 a 1 com o Náutico, venceu o Santa Cruz por 6 a 4 e, dentro de campo, empatou em 0 a 0 com o Sport Recife, mas a Federação Pernambucana depois deu os pontos para o rubro-negro, devido a irregularidades.

Já na segunda e última participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1945, novamente terminou em 6º lugar (num total de sete clubes). Foram 18 jogos e nove pontos somados: foram três vitórias, três empates e 12 derrotas; marcaram 32 gols e sofreram 58, com um saldo negativo de 26.

 PORTELA ENCAROU O CAMPEÃO DE 1944 

Embalado pela conquista do primeiro turno do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1944 (fato que lhe garantiu na final do estadual), o América (que se tornaria o campeão daquele ano) enfrentou o novato Portela de Jaboatão. No final, o América goleou por 4 a 1, nos Aflitos.  Leia abaixo como foi noticiado esta peleja:

Logo aos 5 minutos de jogo o meio-campista Capuco driblou João Vitor do Portela e avançou em velocidade pelo lado direito e cruzou a pelota para Julinho, que viu o goleiro Nico atordoado e tocou no canto, fora de seu alcance para abrir a contagem para o América

O clube da Companhia Portela não queria fazer um “papel feio” e aos 15 minutos o meio-campista Baixa se livrou da marcação de Capuco do América e cedeu a bola para o atacante Dega, que avançou em velocidade, não sendo parado pelo zagueiro Lucas e de frente com Leça deixou tudo igual no placar para o time de Jaboatão.

O América era só pressão e aos 35 minutos foi a vez de Pedrinho avançar e tocar para Edgard e mesmo sob forte marcação de Rubens conseguiu chutar, mas, Nico desviou por cima das traves. Aos 40 minutos Edgard encontrou o companheiro de ataque Oseas livre de marcação dentro da grande área e lhe tocou a pelota para de cabeça desempatar e recolocar o América na frente do placar.

Na etapa final, com apenas um minuto de bola rolando, o América atacou com Djalma, que após se livrar da marcação de Rubens, chutou no canto superior de Nico para aumentar a vantagem no placar.

Os jaboatonenses que já não haviam feito um bom primeiro tempo, voltaram com um futebol ainda mais tímido e com 5 minutos no segundo tempo, Capuco avançou até a entrada da área grande e tocou para o atacante Edgard, que se desmarcou de João Vitor e chutou firme para aumentar a vantagem verde nos Aflitos.

AMÉRICA F.C.        4          X         1          A.S.C. PORTELA

LOCAL: Estádio dos Aflitos, em Recife (PE)

DATA: Domingo, dia 20 de agosto de 1944

HORÁRIO: 15h15min

ÁRBITRO: Argemiro Félix de Sena (Sherlock)

AUXILIARES: Lourenço Ferreira e Henrique Silva

AMÉRICA FCLeça; Natal e Lucas; Pedrinho, Capuco e Rubem; Zezinho, Julinho, Djalma, Edgard e Oséas.

ASC PORTELANico; Rubens e Neno; João Vitor, Jorge e Baixa; Djalma, Clóvis, Mazinho, Dega e Vavá.

GOLS: Julinho aos 5 minutos (América); Dega aos 15 minutos (Portela); Oseas aos 35 minutos do 1º tempo (América). Rubens a um minuto (América); Edgard aos 5 minutos do 2º tempo (América).

 

Fontes: Blog do Mequinha - Jornal O Pequeno - Rsssf Brasil - Carlos Celso Cordeiro

 

Charles Miller sempre é lembrado como o introdutor do futebol do Brasil. Ainda que ele não tenha sido o pioneiro a bater a sua bolinha por aqui, ele merece todas as considerações. Afinal, ao trazer a bola e as regras da Inglaterra, o paulistano ajudou a institucionalizar o esporte. Porém, chamar o homem de longos bigodes “apenas” de pai do futebol brasileiro é desconsiderar toda a sua caminhada. Miller era muito, mas muito mais do que isso. Ele também se consagrou como o primeiro craque e o primeiro artilheiro do Brasil, assim como também foi decisivo para criar o primeiro time e o primeiro campeonato.

Nos parágrafos abaixo mostram pontos históricos para o desenvolvimento do futebol brasileiro. Além de locais de jogo, também estão destacados os primeiros clubes que fizeram a história do futebol no país.

SÃO PAULO
Associação Atlética Ponte Preta (Campinas-SP)
O segundo clube mais antigo ainda em atividade e o primeiro de maneira ininterrupta, a Ponte Preta surgiu em 1900. Também foi um dos primeiros times brasileiros a escalar jogadores negros.

Colégio São Luís (Itú-SP)
No prédio onde hoje funciona um quartel do exército, existia o Colégio São Luís. O local é considerado um dos primeiros a trazer o futebol para o Brasil, ainda na década de 1880. O esporte ganhou os seus principais traços no local em 1887.

Parque Antarctica (São Paulo-SP)
O atual terreno do Allianz Parque recebeu a primeira partida oficial da história do futebol brasileiro. Mandante no campo da Companhia Antarctica Paulista, o Germânia foi derrotado pelo Mackenzie, na rodada inicial do Paulistão de 1902.

Associação Atlética das Palmeiras (São Paulo-SP)
O Estádio da Floresta era um dos principais no início do futebol paulista. Era a casa inicial da A. A. das Palmeiras, que daria origem ao São Paulo da Floresta. Atualmente, o antigo estádio pertence ao Clube de Regatas Tietê.

Chácara Dulley (São Paulo-SP)
Antes do início do Campeonato Paulista, o campo era o principal palco de jogos de futebol no país. No local eram realizados os treinamentos do São Paulo Athletic Club, sob a batuta de Charles Miller. Atualmente, no terreno funciona a Fatec da Avenida Tiradentes, no bairro do Bom Retiro.

Sport Club Internacional (São Paulo-SP)
Formado em 1899 por dissidentes do Germânia, que não concordavam com as referências alemãs diante da presença de outros imigrantes no clube. Disputou a primeira edição do Paulista, ao lado de SPAC, Germânia, Mackenzie e Paulistano.

Várzea do Carmo (São Paulo-SP)
O local da primeira partida da história do futebol brasileiro, em 14 de abril de 1895. Atualmente, o local às margens do rio Tamanduateí é ocupado por prédios comerciais do bairro do Brás.

Associação Atlética Mackenzie College (São Paulo-SP)
Os universitários do Mackenzie fundaram o primeiro clube brasileiro para a prática do futebol, em 1898. Entre os pioneiros estava Belfort Duarte, jogador histórico e também líder do America-RJ. A equipe encerrou suas atividades em 1923.

Estádio do Velódromo (São Paulo-SP)
Onde hoje passa a rua Nestor Pestana ficava o Estádio do Velódromo, considerado o primeiro do Brasil. Inaugurado em 1892 para o ciclismo, foi adaptado ao futebol em 1901 e tinha capacidade para 5 mil espectadores.

São Paulo Athletic Club (São Paulo-SP)
O primeiro clube a jogar futebol no Brasil. Fundado em 1888, principalmente para a prática de críquete, era a equipe de Charles Miller e venceu as três primeiras edições do Campeonato Paulista. Seus treinos e primeiros amistosos eram realizados na Chácara Dulley, no Bom Retiro. Atualmente, segue em atividades amadoras poliesportivas.

Club Athletico Paulistano (São Paulo-SP)
Fundado em 1900, tornou-se o maior campeão paulista durante o amadorismo, superado pelo Corinthians apenas em 1939. Com a camisa da equipe que Friedenreich viveu os seus melhores momentos.

Sport Club Germânia (São Paulo-SP)
O atual Esporte Clube Pinheiros  surgiu em 1899 e é o segundo clube fundado para a prática de futebol, a partir dos esforços de Hans Nobling – que atuava em um clube homônimo na Alemanha. Naquele mesmo ano, desafiou o Mackenzie para a primeira partida entre clubes da história do país, um empate por 0 a 0.

Campo da Vila de Paranapiacaba (Ribeirão Pires-SP)
No caminho da estrada de ferro que ligava São Paulo ao porto de Santos, o campo é considerado o mais antigo do Brasil, surgido em 1894.

Americano Sport Club (Santos-SP)
Fundado em 1903, se tornou um dos primeiros times de fora da capital a disputar o Paulista, em 1907, ao lado do conterrâneo Internacional. O clube de Santos acabaria se mudando a São Paulo na década seguinte. Foi o primeiro brasileiro a vencer um time estrangeiro, em 1911, e o primeiro a excursionar pelo exterior, em 1913.

RIO DE JANEIRO
Fábrica Bangu (Bangu-RJ)
Local onde o escocês Thomas Donohoe bateu bola com os funcionários da Fábrica Bangu em 1894. A empresa também deu origem ao Bangu Atlético Clube, em 1904, sétimo clube mais antigo do país ainda em atividade e um dos primeiros clubes brasileiros a aceitar negros.

Rio Cricket Associação Atlética (Niterói-RJ)
A filial de Niterói do Rio Cricket carioca se tornou uma dissidência da matriz e, em 1901, disputou em sua sede aquela que é considerada a primeira partida da história do futebol carioca. Também contou com a participação de Oscar Cox.

Marina da Glória (Rio de Janeiro-RJ)
No terreno onde hoje funciona o Hotel Glória, aconteceu aquele que é considerado um dos primeiros bate-bolas relatados no Brasil, em 1874. Marinheiros ingleses realizaram a pelada no local, mas levaram a bola consigo.

Rua Paissandu (Rua Paissandu)
Em frente à residência real de Princesa Isabel, os tripulantes do navio Crimeia realizaram uma pelada em 1874. O mesmo endereço abrigou o primeiro estádio do Flamengo, a partir de 1915.

Fluminense Football Club (Rio de Janeiro-RJ)
Em 1902, Oscar Cox também ajudou a fundar o Fluminense, primeiro “clube de futebol” do Brasil a registrar suas atividades no nome. Também o primeiro dos 12 grandes a praticar a modalidade (Flamengo e Vasco já existiam, mas apenas como clubes de regatas). O Estádio das Laranjeiras abrigou o primeiro jogo da Seleção.

Botafogo de Futebol e Regatas (Rio de Janeiro-RJ)
O Botafogo é o oitavo clube de futebol mais antigo do país ainda em atividade, iniciando o seu time de futebol em 1904. Logo criou o clássico mais antigo em disputa, contra o Fluminense. O Estádio de General Severiano abrigou jogos dos combinados que originariam a seleção brasileira.

Paissandú Atlético Clube (Rio de Janeiro)
Fundado em 1872, o antigo Rio Cricket foi o primeiro clube a praticar o futebol no Rio de Janeiro. O principal pioneiro do esporte na capital foi Oscar Cox, filho de ingleses que estudou na Suíça e introduziu efetivamente as regras. Antes de sua chegada, alguns amistosos entre imigrantes já eram realizados no clube.

PARANÁ
Foot-ball Club Ponta-Grossense (Ponta Grossa-PR)
No campo próximo ao cemitério municipal de Ponta Grossa se disputou o primeiro jogo do futebol paranaense, em 1909 – desde o início da década, há registros de “bate-bolas” em Curitiba. O clube local recebeu o embrião Coritiba e venceu por 1 a 0, gol de Charles Wright, considerado o introdutor do futebol no estado.

Coritiba Foot-ball Club (Curitiba-PR)
Após o amistoso em Ponta Grossa, os curitibanos que participaram da partida resolveram criar o paranaense mais antigo ainda em atividade e o primeiro da capital. Em outubro de 1909, um grupo de descendentes de alemães fundou o Coritiba.

SANTA CATARINA
Gymnasio Santa Catharina (Florianópolis-SC)
A introdução do futebol em Santa Catarina se deu a partir do colégio, em 1906. O local permaneceu como único centro que praticava a modalidade no estado até 1911.

Brazilian Foot-Ball Club (Florianópolis-SC)
Em junho de 1911, o primeiro clube de futebol catarinense além do ginásio: o Brazilian. Nos meses seguintes, também nasceram o Barriga Verde Foot Ball Club e o Clube Sportivo Florianópolis, na capital, além do Itajahyense Football Clube, em Itajaí. Time mais antigo do estado na ativa, o Hercilio Luz foi criado em 1918.

RIO GRANDE DO SUL
Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (Porto Alegre-RS)
Após uma série de amistosos do Rio Grande em Porto Alegre, em 1903, surgiu o clube mais antigo de Porto Alegre ainda em atividade. No mesmo dia, também foi fundado o Fussball Club Porto Alegre, já extinto. O Tricolor é o sexto time mais antigo do país que segue na ativa.

Sport Club Rio Grande (Rio Grande-RS)
O clube mais antigo do Brasil em atividade (mas não de maneira contínua) surgiu em 19 de julho de 1900, na cidade de Rio Grande. Reuniu brasileiros, alemães e ingleses, sob a liderança de Johannes Minnemann.

Esporte Clube 14 de Julho (Santana do Livramento-RS)
A influência uruguaia permitiu que o 14 de Julho se tornasse o segundo clube gaúcho (e quarto no Brasil) ainda em atividade a disputar a sua primeira partida de futebol, em 1902.

Uruguaiana (Uruguaiana-RS)
A cidade fronteiriça, assim como Santana do Livramento, possui indícios de partidas de futebol desde o início da década de 1890. Os eventos ocorreram sob influência de uruguaios e argentinos, já iniciados no esporte.

MINAS GERAIS
Sport Club Foot-Ball (Belo Horizonte-MG)
O primeiro clube de futebol de Minas Gerais surgiu em 1904, fundado por Victor Serpa. Os estudantes que formavam a equipe também ajudaram a realizar a primeira edição do Campeonato de Belo Horizonte. Foi o primeiro adversário do Atlético Mineiro, em 1908.

Clube Atlético Mineiro (Belo Horizonte-MG)
Fundado por um grupo de estudantes e de proletários, o Atlético é o clube mineiro mais antigo em atividade. Surgiu em 1908, mas só entrou em campo pela primeira vez no ano seguinte.

Villa Nova Atlético Clube (Nova Lima-MG)
Segundo clube mais antigo de Minas Gerais ainda em atividade, logo depois do Atlético Mineiro, compensou sendo o primeiro a entrar em campo, em 1908. Teve sua origem entre mineradores e operários ingleses.

ESPÍRITO SANTO
Vitória Futebol Clube (Vitória-ES)
Inspirados pelo Fluminense, um grupo de estudantes capixabas que voltou de férias à Vitória criou o primeiro time de futebol do Espírito Santo. O clube, no entanto, não tinha sede e se constituía a partir da iniciativa de seus membros.

BAHIA
Sport Club Bahiano (Salvador-BA)
No antigo Campo da Pólvora, aconteceu o primeiro jogo da história do futebol baiano, organizado por Zuza Ferreira. Já em 1903, funcionários do comércio fundaram o Sport Club Bahiano, participante da primeira edição do estadual, dois anos depois.

Sport Club Victória (Salvador-BA)
O Vitória surgiu como um clube de críquete em 1899, iniciando suas atividades no futebol apenas dois anos depois. Assim, segue como o time de futebol mais antigo do Nordeste e o terceiro do Brasil que mantém-se atuante.

SERGIPE
Sport Club Lux (Aracajú-SE)
Os primeiros relatos de jogos de futebol em Aracaju datam de 1907. Dois anos depois, um grupo de estudantes criou o Sport Club Lux, depois renomeado para Club de Football Sergipano, equipe pioneira no estado.

ALAGOAS
Sport Club Penedense (Penedo-AL)
O futebol já tinha surgido de maneira esporádica em Maceió, mas o primeiro clube perene de Alagoas é o Penedense. A equipe surgiu em 1909, um ano depois do extinto Alagoano Football Club, da capital.

PERNAMBUCO
Sport Club do Recife (Recife-PE)
O Sport segue como o clube mais antigo de Pernambuco ainda em atividade, disputando o seu primeiro jogo em 1905. Os primeiros relatos do esporte no estado vêm de 1903, em peladas realizadas por imigrantes ingleses que viviam em Recife. Embora tenha sido fundado em 1901, o Náutico só iniciou o futebol oito anos depois.

PARAÍBA
Club de Foot Ball Parahyba (João Pessoa-PB)
Os primeiros registros do futebol na Paraíba vêm de 1908, quando estudantes trouxeram a bola e as regras do Rio de Janeiro. A iniciativa impulsionou a criação do Parahyba, presente na primeira partida do estado.

RIO GRANDE DO NORTE
Sport Club Natalense (Natal-RN)
A primeira bola de futebol chegou em Natal pelas mãos de dois irmãos que estudavam na Inglaterra. A partir disso, o Natalense surgiu em 1904. A maior organização do futebol portiguar, contudo, se deu em 1915, ano de fundação do ABC, do Alecrim e do América.

CEARÁ
Football Club (Fortaleza-CE)
Há divergências sobre as origens do futebol cearense, entre a passagem de um clube inglês em 1903 e a chegada da primeira bola, com José Silveira, no ano seguinte. No primeiro dia de 1904, no entanto, apareceu o primeiro time de futebol do Ceará, o Football Club.

PIAUÍ
Parnahyba Sport Club (Parnaíba-PI)
Clube mais antigo do Piauí que segue em atividade, o Parnahyba foi criado em 1913. Inspirado nos estádios ingleses, o Estádio Petrônio Portela foi inaugurado em 1920 e era conhecido como Casa Inglesa.

MARANHÃO
Fabril Athletic Club (São Luis-MA)
Nhozinho Santos, que hoje dá nome um dos principais estádios do Maranhão, levou o futebol ao estado em 1905. Após estudar na Inglaterra, trouxe a novidade aos funcionários da fábrica têxtil onde trabalhava. Assim, criou-se o Fabril, que disputou o primeiro jogo em 1907.

PARÁ
Largo de Nazaré (Belém-PA)
O local no centro de Belém tem seus relatos de bate-bolas em 1890, antes mesmo da chegada de Charles Miller. Os rachões eram organizados por imigrantes ingleses que viviam na capital paraense.

AMAZONAS

Na ilustração: Disputa entre Brazil e Racing Club

Racing Club (Manaus-AM)
Fundado em 1906, o Racing foi idealizado por José Conduru Pacheco, maranhense que teve contato com o futebol em Manaus. Meses depois surgiu o Manáos Sport Club, criado por ingleses e principal rival do Racing.

ACRE
Xapury Sport Club (Xarupi-AC)
Os primeiros registros de futebol no Acre vêm de 1912, na cidade de Xapuri. Por lá, surgiram os dois primeiros clubes, o Xapury Sport Club e o Commercial Football Club, em 1915. Quatro anos depois, a capital Rio Branco teria as suas equipes pioneiras – o Acreano e o Rio Branco.

MATO GROSSO
Cuiabá Futebol Clube (Cuiabá-MT)
O futebol se iniciou no antigo estado de Mato Grosso em 1905. Entre 1911 e 1915, surgiram as equipes pioneiras da região: Americano, Paulistano, Royal, Internacional e Cuiabá Futebol Clube. O primeiro jogo, no terreno que hoje abriga a Câmara Municipal de Cuiabá, em 1913, com vitória do Cuiabá sobre o Internacional.

GOIÁS
Goyaz Football Club (Goiânia-GO)
As primeiras notícias do futebol em Goiás surgem em 1907, a partir da iniciativa de estudantes. Dois anos depois, fundou-se a primeira equipe da história do estado: o Goyaz Football Club. Além disso, o esporte também se desenvolvia em colégios de cidades do interior, como Catalão.

FONTE: O nascimento do futebol brasileiro em Itu (SP)
Futebol Nacional
Endereços desconhecidos em São Paulo guardam a história do futebol brasileiro
ESTADUAIS 2014 – SÃO PAULO – TODOS OS CAMPEÕES
Um passeio pelas origens do futebol brasileiro no aniversário de São Paulo
Documentário – Estádios Extintos
(SPAC) O CLUBE DOS INGLESES “120 anos de tradição”
Craque, artilheiro, técnico, cartola: Charles Miller não foi só o “pai do futebol no Brasil”
Serra do Mar: Paranapiacaba e Estrada Velha de Santos – Perguntas e Respostas
Fotos antigas do Rio de Janeiro
Parque Municipal: Berço do futebol mineiro
CAMPO DO COLÉGIO CATARINENSE – 100 ANOS

 

Outro participante do 1º Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão de 1977, foi o União Peixe Esporte Clube. É uma agremiação do Município de Pesqueira (com 65.770 habitantes, segundo o IBGE/2014), localizado a 215 km da capital pernambucana. O ‘Tricolor Pesqueirense’ (cores vermelha, preta e amarela) no mês de outubro de 1944, teve origem na oficina Mecânica da Fábrica Peixe a equipe União Mecânica.

Foram  idealizadores Abdias Oliveira e José de Oliveira, os quais  tiveram a ideia de fundar o Clube em Pesqueira, afinal, na época só havia o Clube dos 50. Os dois pioneiros levaram a ideia ao chefe da oficina Pedro de Paula, o qual entusiasmou-se com a mesma e começou a angariar  fundos para adquirir  material necessário contando com valiosas colaborações Geraldo Braga, Luiz Veloso, Sebastião Lopes, Severino Brito e outros para fundação do Clube.

Contudo, para efeito de registro oficial, União Mecânica Esporte Clube foi Fundado no dia 1º de Maio de 1946, tendo Geraldo Braga, como primeiro presidente. A equipe passou a mandar os seus jogos no Estádio          Dr. José Joaquim de Brito, com capacidade para 3 mil torcedores.

Desta forma, a primeira partida foi disputada contra os Aspirantes do Cruzeiro de Pesqueira, e o União Peixe estreou com uma goleada de 5 a 1. Em seguida disputou outro amistoso com a equipe titular do próprio Cruzeiro, que naquela época era uma das maiores força do futebol de Pesqueira, tendo repetido o mesmo placar (5 a 1), numa arrancada das mais promissoras.

Clube altera o nome

Em dezembro de 1951, o nome do União Mecânica foi mudado para União Esporte Clube (desenho Acima), permanecendo até 1954, quando então sob a presidência do Sr. Luiz de Oliveira Neves, numa homenagem a nossa indústria passando a denominar-se de União Peixe Esporte Clube, que permaneceu até 1986, quando alterou novamente para União Esporte Clube (desenho Abaixo), que perdura até os dias de hoje.

Escudo atual (1986 até 2015)

A primeira taça conquistada foi o Torneio Aproximação de 1949, quando o União venceu o Usina Serra Grande, pelo assombroso placar de 12 a 0, cuja taça encontra-se juntamente com outras 105 entre troféus e taças expostas na sede do Clube, sendo inclusive Campeão de Centenário em 1980.

 

Fonte e Fotos: Site Futebol de Pesqueira 

 

Após muito tempo de pesquisas, enfim, consegui chegar ao primeiro clube campeão do Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão: Associação Atlética Maguary, que fica no Município de Bonito (com 58.122 habitantes, segundo o IBGE/2004), localizado a 104 km da capital Recife.

O ‘time alvianil bonitense’ foi Fundado no dia 1º de Maio de 1971, para a distração dos funcionários das Industrias Alimentícias Maguari, fabricante e exportador de sucos. A sua Sede fica localizada na Avenida Joaquim Nabuco, s/n, no Centro de Bonito (outro endereço: Rua Cônego Cavalcante, 153, no centro da cidade).

O Maguary mandava os seus jogos no Estádio é o Municipal Artur Tavares de Melo (o nome foi uma homenagem ao fundador das Industrias Alimentícias Maguari), o ‘Artuzão’, com capacidade para 3 mil pessoas.

HISTÓRIA

Em outubro de 1975, que o presidente do clube, Antonio Mauri Figueiredo, gerente industrial da firma, resolveu partir para a formação de um verdadeiro time de futebol, iniciando pela contratação do treinador Leonildo Vila Nova – com passagens pelo Santa Cruz e Sport Recife – e aos poucos chegaram os reforços, jogadores sem chances nos times da capital.

Foi uma revolução na cidade, cujo moradores consideravam os jogadores não mais do que malandros, não entendiam que eles fossem pagos regiamente e comessem do bom e do melhor só para correr atrás da bola, quando na própria fábrica um mínimo de 800 operários dava duro para garantir tão somente a comida, isso sem falar os que trabalhavam de sol a sol na lavoura ou que passavam horas a pé nos balcões das lojas. Moça flagrada em conversa com jogador não tinha jeito: caía na boca do povo.

Vista do Estádio é o Municipal Artur Tavares de Melo

Propaganda: “Alma do negócio”

Hoje, a coisa está diferente.

Quando o Maguari joga, vou ver; meu pai também. Aqui só temos cinema três vezes por semana, baile uma vez ou outra. Futebol é diversão“, afirmou Bete, balconista, que labuta das 6 da matina às 10 da noite no Restaurante Cafona.

Para que tais declarações fossem possíveis, os dirigentes tiveram que trabalhar duro – até distribuíram panfletos explicativos, de casa em casa, mostrando os benefícios do futebol.

A coisa melhorou tato que, hoje, os jogadores já podem andar na rua, sem o risco de observações impertinentes. Se antes as conversas eram exclusivamente sobre a produção da fábrica, falta ou excesso de chuva ou política, agora o futebol também tem vez.

Fácil de explicar: o time divulgou basta o nome da cidade. Afinal passou 26 jogos sem perder, entre os que derrotou estavam América, Ferroviário, Íbis, Santo Amaro e Esporte Caruaru. Orgulhosamente, o técnico Cidinho lembra os empates de 0 a 0 com o Central e 1 a 1 com o Botafogo da Paraíba.

 

A Prefeitura paga ?

Em Bonito há noves meses, depois de passar, entre outros, por Santa Cruz e Sport Recife , Cidinho ganha 4 mil cruzeiros  mensais, mais casa e comida. Os 14 jogadores sob contrato ganham todos o mesmo salário: 1.100 cruzeiros, mais casa e comida. A única exceção é o zagueiro Carlos, ex-Náutico, que mora em Gravatá, a 66 km, onde estuda e Educação Física e dá aulas num colégio. Só às quintas-feiras ele chega a Bonito, quando então se íntegra a turma.

Naturalmente, o elenco é pequeno para o torneio – e por isso Cidinho pretende buscar reforços no Recife. E os dirigentes desejam melhorar as condições do estádio: o gramado é bom, embora as chuvas o transformem num charco (1) – estão sendo realizados trabalhos de drenagem; as acomodações para o público também estão em obras.

O orçamento de Bonito para este ano (1977) foi de 5 milhões de cruzeiros. Os dirigentes do Maguari esperam que a prefeitura suba de 10 mil para 15 mil cruzeiros a verba concedida ao clube, aumento já prometido pelo prefeito Abelardo Câncio de Godói.

O Maguari tem ainda tem uma renda fixa mensal de 17 mil cruzeiros – os operários descontam duas pratas por semana e funcionários mais categorizados contribuem com 200 a 500 cruzeiros por mês.

O Maguari também espera as boas rendas – mas para isso vai depender da ultimação das obras do seu estádio (em terreno cedido pela fábrica), em condições de receber 10 mil torcedores.

Goleiro Prédio

Prédio: o goleiro

Um grande goleiro, geralmente, quando se destaca ganha o apelido de ‘Muralha’, certo? Imaginem então quando a alcunha do arqueiro era ‘Prédio’? Assim era chamado Valdeildo José da Silva, que foi negociado pelo Ferroviário do Recife e desembarcou em Bonito, no ano de 1976.

Após duas temporadas, onde foi campeão Pernambucano do I Campeonato da Segundona de 1977, acabou sendo vendido ao Náutico, em seguida foi para São Luiz do Maranhão, onde passou apenas um ano. Em 1981 casou, mas já teria pendurado as chuteiras e já fazia parte do quadro de funcionários da Prefeitura do Recife.

Primeiro Campeão Pernambucano da 2ª Divisão

A Federação Pernambucana de Desportos (FPD), visando atrair o futebol do Interior, criou o Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão, em 1977. A competição começou em 28 de agosto e terminou no dia 09 de outubro, e contou com a participação de dez clubes:

Associação Esportiva Central Barreiros (Barreiros);

Associação Atlética Maguari (Bonito);

Associação Esportiva DR-5 (Goiana);

Flamengo Esporte Clube (Arcoverde);

União Peixe Esporte Clube (Pesqueira);

Associação Garanhuense de Atletismo e Independente Atlético Clube, ambos de Garanhuns;

Associação Atlética Santo Amaro, Clube Ferroviário e Íbis Sport Club; todos do Recife.

No final, três equipes terminaram empatadas com 14 pontos: Maguary, Ferroviário e União Peixe. Porém, 1º critério de desempate, o União ficou na terceira colocação por ter cinco vitórias contra seis das duas outras equipes. Então no 2º critério de desempate deu Associação Atlética Maguary com um saldo de 10 gols contra nove do Ferroviário, conquistando o inédito título. A campanha foi a seguinte: nove jogos, com seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota; marcando 17 gols e sofrendo sete.

Os jogadores posando com torcedoras, mostrando orgulhosamente a faixa de campeão da Segundona de 1977

PS (1): O significado de ‘Charcos’ são massas de água parada ou de corrente muito reduzida, de caráter permanente ou temporário, de tamanho superior a uma e inferior a um lago. 

 

Fontes e Fotos: Revista Placar – Rsssf Brasil – Site Bonito 360 Graus

 

O Grêmio Litero Recreativo Petrolândia é uma agremiação do Município de Petrolândia (PE). Fundado no dia 09 de Agosto de 1958, a sua Sede fica na Av. Prefeito José Gomes de Avelar, s/n, no Centro da cidade. A equipe rubro-negra manda os seus jogos no Estádio Manoel Anízio de Menezes, o “Galegão”, com capacidade para 5 mil pessoas.

 Em 1997, o Grêmio de Petrolândia fez uma temporada memorável, conquistando o título da Taça de Pernambuco de Futebol e logo depois ficou com o vice-campeonato do Estadual da Série B. Com isso, assegurou o acesso para o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em 1998. Porém, a campanha foi aquém e acabou rebaixado.

Após amargurar algumas temporadas na Segundona, o Grêmio de Petrolândia enfrentou problemas financeiros e desistiu das competições profissionais, se licenciando junto a Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Atualmente o clube participa das competições amadoras na região.

 

Fonte: Wikipédia – Rsssf Brasil

 

 

 

Fonte e Foto: Álbum Craques do Robertão – Sport Ilustrado - pesquisador Carlos Celso Cordeiro - robertoblogdo.blogspot.com

 

A  Federação Pernambucana de Futebol - FPF,  entidade que controla o futebol no Estado de Pernambuco, fundada em 16 de Junho de 1915, como Liga Sportiva Pernambucana, divulga o campeonato pernambucano 2015, que iniciou em 7 de dezembro de 2014, com a logo do seu centenário.

FONTE:  F.P.F.
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