AMÉRICA E.C. (Sertânia)          6          X         2          SELEÇÃO UNIVERSIDADE RURAL DE PERNAMBUCO

LOCAL: Estádio Antônio Farias, em Sertânia (PE)

COMPETIÇÃO: Amistoso

DATA: Domingo, 28 de Outubro de 1962

RENDA: Cr$ 9.320,00

ÁRBITRO: Mário Marciel

AMÉRICA: Ferdinando; Ageu e Etelvino; Valter, Toinho e Nelson; Netionho, Rafael, Afonso, Júlio e Binha.

SELEÇÃO RURAL: Raimundo; Sousa, Leão e Alexandre; Valdir, Chico e Odemar; Reinaldo, Carlos, Mário, Geraldo e Antonio.

GOLS: Valter, Binha, Afonso, Rafael, Júlio e Toinho (América); Reinaldo e Geraldo (Seleção Rural).

FONTE: Diário de Pernambuco

 

Oficialmente, o Clube Náutico Capibaribe foi fundado em 7 de abril de 1901. Na prática, porém, já existia desde 1898, quando dois grupos adversários de remadores recifenses decidiram unir forças, criando uma só sociedade. Em 1905, foi a vez de os alvirrubros entrarem em campo, estreando no futebol, esporte em que a instituição também se tornou tradicional, sobretudo com o vice-campeonato da Taça Brasil de 1967 e com o hexacampeonato pernambucano, entre 1963 e 1968.

A origem do clube remonta a 1897, quando um grupo de praticantes de remo participou da recepção das tropas pernambucanas que haviam lutado na Guerra de Canudos. No dia 21 de novembro daquele ano, os remadores, liderados por João Victor da Cruz Alfarra, realizaram uma grande regata no Rio Capibaribe. A competição chamou a atenção no Recife e, consequentemente, o remo tornou-se uma modalidade popular.

Assim, alguns funcionários de armazéns das ruas do Rangel e Duque de Caxias, no Centro, decidiram criar o Clube dos Pimpões e disputar torneios contra o grupo comandado por João Victor Alfarra. No final de 1898, as duas equipes uniram-se, dando origem a uma terceira sociedade, que chegou a ser chamada de Recreio Fluvial, mas acabou se consolidando como Clube Náutico Capibaribe.

Nos gramados

A origem náutica nunca deixou de ter destaque na trajetória do clube. Entre 1905 e 1906, no entanto, ela começou a dividir espaço com o futebol. Foi nessa época que um grupo de ingleses formou a primeira equipe alvirrubra para a modalidade, jogando aos domingos, no campo de Santana ou na campina do Derby. Porém, o primeiro confronto oficial do Náutico só ocorreu em 1909.

O início nos gramados, porém, estava longe de ser glorioso, já que o esporte era tratado de forma secundária dentro do clube. Prova disso foi a falta de interesse do clube em se filiar à Liga Recifense de Futebol, criada em 1914. O início oficial só se deu dois anos depois, com a entrada na Liga Sportiva Pernambucana, em 1916.

A era profissional do futebol alvirrubro, por sua vez, veio na década de 1930. Em 1934, o clube conquistou o primeiro dos seus 21 títulos pernambucanos, vencendo os rivais Sport e Santa Cruz, por 8 a 1 e 2 a 1, respectivamente, nos últimos jogos do torneio estadual. Dois anos depois, o Náutico adquiriu o terreno em que construiu o Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Aflitos (bairro onde se localiza). Em 2013, o time profissional deixou de atuar no local, passando a mandar seus jogos na Itaipava Arena Pernambuco, situada no município de São Lourenço da Mata. A sede, no entanto, continua recebendo treinamentos e competições de outras modalidades, além de eventos sociais.

O Timbu, mascote adotado pelo clube, tornou-se conhecido nacionalmente na década de 1960. E não foi à toa. A equipe conquistou seis campeonatos pernambucanos consecutivos, de 1963 a 1968. Quase cinquenta anos depois, a marca continua sendo uma exclusividade do Náutico no estado de Pernambuco e jogadores como Bita, Nino, Nado, Lala, Gena, Ivan Brondi e Salomão, ídolos da torcida alvirrubra.

Ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990, o Náutico conquistou quatro títulos pernambucanos. Em 2001, superando um jejum de 12 anos, voltou a levantar a taça, com um time que está gravado na memória de muitos alvirrubros. Comandada por Muricy Ramalho, a equipe tinha jogadores como Gilberto, Lima, Sangaletti, Adílson e Thiago Tubarão, além do ídolo e artilheiro Kuki, hoje auxiliar técnico do Timbu. Em 2002 e 2004, os alvirrubros sagraram-se campeões novamente.

Em 2006, foi a vez de o Náutico trilhar o caminho de volta para a Série A, após 12 anos longe da elite nacional. O Estádio dos Aflitos fez a diferença, já que o time conseguiu um aproveitamento de, aproximadamente, 90% nas partidas em casa. No último jogo, contra o Ituano, o Timbu venceu por 2 a 0, com gols de Felipe e Luís Carlos Capixaba.

Em 2009, porém, a equipe voltou à segunda divisão, conquistando um novo acesso em 2011. No ano seguinte, com uma boa campanha no Brasileiro, garantiu a vaga na Copa Sulamericana 2013. Foi a segunda participação do clube em uma competição internacional. Em 1968, o Náutico tornou-se o primeiro pernambucano a disputar a Libertadores, graças ao vice na Taça Brasil de 1967. No Brasileiro de 2013, o Timbu acabou rebaixado.

Agora, a missão é levar o alvirrubro de volta para o lugar que merece: a Série A. Faça parte desta corrente!

 

Títulos

Dentre os principais títulos conquistados pelo Clube Náutico Capibaribe, estão os 21 estaduais, além do vice-campeonato brasileiro de 1967.

Relação completa de todos os títulos:

PERNAMBUCANOS: 21 vezes campeão
(1934, 39, 45, 50/51/52, 54, 60, 63/64/65/66/67/68, 74, 84/85, 89, 2001/02 e 04)

TORNEIO INÍCIO: 14 vezes campeão
(33, 42, 44, 49, 52/53, 62/63/64/65, 75, 78/79 e 80)

TRICAMPEÃO DO NORTE – (65/66/67)

CAMPEÃO DOS CAMPEÕES DO NORTE – (1966)

VICE-CAMPEÃO BRASILEIRO “Taça Brasil de Clubes” – (1967)
VICE-CAMPEÃO BRASILEIRO DA SEGUNDA DIVISÃO – (1988 e 2011)

TORNEIO DA PAZ – (1943)
(Santa Cruz, América/PE, Great Western/PE e Flamengo-PE)

TORNEIO DOS CAMPEÕES DO NORTE – 1952
(América/RN, Tuna Luso/PA, Ceará/CE, Treze/PB, CRB/AL, Confiança/SE e Ipiranga-BA)

TORNEIO MUNICIPAL – 1952
(Sport, Santa Cruz, América/PE e Auto Esporte/PE)

TORNEIO CENTENÁRIO DE CAMPINA GRANDE – 1964
(Confiança/SE, Olaria/RJ e Fortaleza/CE + Outros Times em outros Grupos)

TORNEIO PENTAGONAL DOS CAMPEÕES DO NORTE – 1966
(Bahia/BA, Fortaleza/CE, Sport e Ceará/CE)

TAÇA ERALDO GUEIROS – 1972
(Sport, Santa Cruz, Central/PE, América/PE e Ferroviário/PE)

TORNEIO GOVERNADOR CORTEZ PEREIRA – 1975
(Santa Cruz, Bahia/BA, América/RN e ABC/RN)

TORNEIO REABERTURA DO ARRUDA – 1982
(Sport, Santa Cruz e Central/PE)

TORNEIO JAIME CISNEIROS – 1990
(Sport e Santa Cruz)

COPA FINTA – 1996 (CRB/AL)

 

FONTES: Site do clube – Diário de Pernambuco

 

Este talvez seja um dos clássicos mais interessantes do futebol brasileiro. Foram dois verdadeiros sacos de pancada no Campeonato Pernambucano. Infelizmente hoje o Santo Amaro não existe mais. Vale o registro do primeiro clássico oficial:

AA SANTO AMARO (RECIFE-PE)

0

ÍBIS SC (RECIFE-PE)

0

Data: 22 de junho de 1966 Local: Estádio dos Aflitos, em Recife – PE
Juiz: José Aldo Pereira Caráter: Campeonato Pernambucano – 1966
Santo Amaro(PE): Dino; Romeu, Beto, Renato e Roberto; Julio e Zequinha; Cleto, Betinho, Joãozinho e Doca.
Íbis(PE): Rui; Biu, Zoca, Pirangi e Velton; Carlinhos e Orlando; Dardo, Valter, Bassu e Amaro.
 

A Fábrica Yolanda Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Incentivado pelo inglês Harry Black (um dos donos da Cia. Fábrica Yolanda S/A), o clube Proletário foi Fundado nos anos 20, por funcionários da indústria de tecelagem, como Fábrica Yolanda Foot-Ball Club e as cores em vermelho e branco.

HISTÓRIA

O seu 1º Presidente: Raphael Addobbati (também diretor-presidente da Cia. Fábrica Yolanda S/A). Até o final dos anos 30, a sua primeira Sede ficava localizada na Rua São Miguel, 2.113, no Bairro do Jiquiá, no Recife.

No Domingo, 25 de agosto de 1925, inaugurado o Estádio do Giquiá (Parque Esportivo Fábrica Yolanda), no Recife. Vale ressaltar que a construção foi um presente do inglês Harry Black ao clube alvianil do Jiquiá. Durante anos, o estádio, construído no estilo dos campos ingleses, foi considerado o melhor e mais bonito do futebol suburbano recifense.

MUDANÇA DAS CORES

Em 1937, o Iolanda passou por uma reorganização o que culminou com algumas mudanças, como por exemplo, a troca das cores vermelha e branca pelo azul e branco.

Na década de 40, mudou de Sede e se fixou na Avenida José Rufino, 13, no Jiquiá. Esta vila era composta de residências dos operários que trabalhavam na Fábrica Yolanda.

Nos anos 30, o Iolanda se filiou a Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT). Na década seguinte passou para a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). Ao longo de quatro décadas de existência, participou do Campeonato Suburbano e Segunda Divisão.

JOGOS CONTRA SPORT E SANTA CRUZ

No dia 8 de fevereiro de 1942 inaugurou a sua nova praça de esportes, num amistoso diante do Sport Recife. Apesar dos jornais destacarem como “nova praça de esportes“, na verdade o antigo estádio foi remodelado, permanecendo o Iolanda no endereço e campo.

No Domingo, 27 de Janeiro de 1946, o Iolanda enfrentou o Santa Cruz, no seu Estádio completamente lotado. Apesar de todo o poderio e prestigio, clube Proletário fez uma grande partida e foi para o intervalo com uma vantagem de dois a zero. Na etapa final, bastaram cinco minutos de desatenção para o Santa empatar. Daí até o final, o Iolanda jogou de igual para igual e por muito pouco não venceu a peleja.

Nos anos 50, nova mudança. Desta vez a Sede passou a ser na Vila Yolanda, s/n, no bairro de Jiquiá, no Recife. Nos anos 60, a última mudança de Sede: Rua Harry Black, s/n – Jiquiá, Cidade Recife.

TÍTULOS

Campeão do Torneio Início (Zona Sul) de 1939;

Pentacampeão do Campeonato Suburbano: 1958, 1959, 1960, 1961 e 1962.

 

Elenco de 1926: Illo, Juca, Nilo, Jorge, Sebastião, Miro, Bá, Agnello, Zilo, Rodrigues, Jorge II, Oliveira, Aymbiré, Meira, Joaquim, Baptista, Edgard, Virgilio, Ruy, Joaquim II, Erbraim e Ivan.

Time-base de 1937: Neco; João Elias e Duda; Aldemar, Rubens e Fernando; Miôlo, Juca, Edgar, J. Pequeno e Mangueira.

Time-base de 1946: Caruaru; Tiburcio e Rubam; Demostenes, Pompilio e Mizael; Carlos, Alberico, Galego, Zé Pequeno e Djalma. Técnico: Ilo Just

Time-base de 1957: Lunga; Aluisio, Vavá, Toinho e Valdeck; Tuta, Jair e Vavá; II, Jackson e Albérico.

Time-base de 1961: Vado; Joel e Toinho; Zé Maria, Vando e Etênio; Neca, Neco, Nago, Jaques e Lelo.

 

FONTES: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife – A Província 

 

FÁBRICA YOLANDA F.C.       2          X         2          SANTA CRUZ F.C.

LOCAL: Estádio do Giquiá (Parque Esportivo Fábrica Yolanda), no Recife (PE)

COMPETIÇÃO: Amistoso Estadual

DATA: Domingo, 27 de Janeiro de 1946

PÚBLICO: Cerca de 3 mil pessoas

RENDA: Cr$ 2.920,00

ÁRBITRO: Argemiro Felix (FPD)

YOLANDA F.C.: Caruaru; Tiburcio e Rubam; Demóstenes, Pompilio e Mizael; Carlos, Alberico, Galego, Zé Pequeno e Djalma. Técnico: Ilo Just

SANTA CRUZ F.C.: Teobaldo; Pedrinho e Lula; Quida (Sidinho), Rubinho e Procópio; Manuel de Ferro, Edésio, Euri, Roldan e Hercílio (Siduca). Técnico: Ramos Teixeira

GOLS: Galego aos 13 minutos (Yolanda); Pedrinho, contra, aos 29 minutos (Yolanda), no 1º Tempo. Euri aos sete minutos (Santa Cruz) e Rubinho, de pênalti, aos 12 minutos (Santa Cruz) do 2º tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco

 

O 1º escudo da Associação Atlética Santo Amaro foi no início de 1961. A agremiação Alvirrubra da cidade de Recife (PE), foi Fundado em 1º de Janeiro de 1950 com o nome de Associação Atlética das Vovózinhas, por esportistas do bairro  de Santo Amaro, liderado pelo deputado estadual e jornalista Alcides Teixeira, que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede ficava localizada na Rua Maria de Fátima Teixeira, 63, no Bairro de Santo Amaro. Já o seu Estádio era da TSAP (Tecelagem de Seda e Algodão de Pernambuco), com capacidade para 1.200 pessoas. O clube só disputou jogos e torneios amadores e amistosos com equipes da Primeira e Segunda Divisões até 1965. Em 1966 o clube se profissionalizou para disputar campeonato pernambucano, onde se destacava pelas péssimas campanhas, alternando com o Íbis Sport Club.

 

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

Após a introdução do que foi a 1ª Copa do Interior de Seleções Municipais de Pernambuco e a Seleção de Caruaru se sagrando a grande campeã, segue agora os números deste torneio, entre preços dos ingressos, apoio das prefeituras aos selecionados, curiosidades, tabela completa, todos os times-bases das dez seleções, artilharia, entre outros

VALORES DOS INGRESSOS

Para os jogos de Ida, foram cobrados, pelo ‘ingresso único’, 50 cruzeiros, sendo que nas cidades que existiam ‘gerais’ ou populares as mesmas custaram 40 cruzeiros. Para as cadeiras o preço foi definido em 100 cruzeiros.

 

DINHEIRO VEM… E VAI

A Prefeitura de Escada aprovou um projeto que destinava a quantia de Cr$ 15.000,00 para a Liga Desportiva da Escada para entre outras coisas, ajudar nas despesas para a I Copa do Interior.

Já a Liga Garanhuense de Desportos não recebeu e, pior… Ficou no prejuízo. Segundo os dirigentes, a Liga gastou todo o dinheiro e ainda ficou com uma dívida de 39 mil e 567 cruzeiros.

 

POLÊMICA E “BICHO”

Antes do último jogo, o clima nos bastidores esquentou. Caruaru e Limoeiro chegavam na partida derradeira com três jogos: duas como mandantes e uma como visitantes. A partida que definiria o campeão seria em Caruaru, e o Limoeiro considerava injusto e pressionou a Federação Pernambucana de Futebol para que a partida fosse realizada em campo neutro. Contudo, a tentativa não surtiu o efeito desejado.

Além disso,  para motivar os jogadores do Limoeiro foi prometido que o título renderia para cada jogador um prêmio de 5 mil cruzeiros, mas que poderia ser aumentada até o dia jogo, em face ao movimento organizado pelos principais desportistas da cidade.

 

JOGOS DE IDA (Domingo, 12 de Março de 1961)

Limoeiro          4          x          1          Garanhuns                    (árbitro: Sebastião Rufino)

Pesqueira        2          x          1          Caruaru                        (árbitro: Manoel Correia Lima)

Belo Jardim      0          x          0          Vitória de Santo Antão  (árbitro: Torres Sidrônio)

Barreiros         6          x          0          Escada                        (árbitro: Waldemir Wanderlei)

Olinda              2          x          3          Igarassu                      (árbitro: José Amaro Dutra)

 

JOGOS DA VOLTA (Domingo, 19 de Março de 1961)

Caruaru           2          x          1          Pesqueira                     (árbitro: Sebastião Rufino)

Igarassu*         2          x          1          Olinda                          (árbitro: Waldemir Wanderlei)

Garanhuns        0          x          2          Limoeiro*                    (árbitro: Torres Sidrônio)

Vitória              1          x          1          Belo Jardim                  (árbitro: José Amaro Dutra)

Escada             1          x          4          Barreiros*                    (árbitro: Manoel Correia Lima)

 

JOGO EXTRA, EM CAMPO NEUTRO (Domingo, 19 de Março de 1961)

Caruaru*          3          x          1          Pesqueira                     (árbitro: Waldemir Wanderlei), no Estádio dos Aflitos, no Recife

Vitória*                        2          x          1          Belo Jardim                  (árbitro: José Manuel Vieira), no Estádio Pedro Victor de Albuquerque, em Caruaru.

 

* Classificados para a fase final

 

FASE FINAL

1ª RODADA (Domingo, 02 de Abril de 1961)

Limoeiro           4          x          0          Igarassu

Vitória              5          x          2          Barreiros

 

2ª RODADA (Domingo, 09 de Abril de 1961)

Igarassu           1          x          3          Caruaru            (árbitro: Norton Gomes Pereira)

Limoeiro           1          x          2          Barreiros                      (árbitro: Lídio Zeferino da Luz)

 

3ª RODADA (Domingo, 16 de Abril de 1961)

Caruaru 2          x          0          Vitória                          (árbitro: Sebastião Rufino)

Barreiros          1          x          0          Igarassu                       (árbitro: Torres Sidrônio)

 

4ª RODADA (Domingo, 23 de Abril de 1961)

Caruaru 1          x          0          Barreiros                      (árbitro: Waldemir Wanderlei)

Vitória              1          x          2          Limoeiro                       (árbitro: Sebastião Rufino)

 

5ª RODADA (Domingo, 30 de Abril de 1961)

Caruaru 2          x          3          Limoeiro                       (árbitro: Argemiro Felix Sena, Sherlock)

Vitória              1          x          0          Igarassu                       (árbitro: Waldemir Wanderlei)

 

JOGO EXTRA (Domingo, 07 de Maio de 1961)

Caruaru 3          x          1          Limoeiro                       (árbitro: Sebastião Rufino), 15hs, no Estádio dos Aflitos, no Recife

 

SELEÇÔES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Caruaru

08

05

4

0

1

11

05

06

Limoeiro

06

05

3

0

2

11

08

03

Vitória

04

04

2

0

2

07

06

01

Barreiros

04

04

2

0

2

05

07

-2

Igarassu

00

04

0

0

4

01

09

-8

 

 

Abaixo, os times-bases das dez seleções municipais que participaram da I Copa do Interior:

BARREIROS (Alvi-azulino): Ruton; Moreno e Sebastião; Bira, Dema e Hélio; Digandí, Vero, Arnaldo, Marinho e Lula. Técnico: Geraldo Jordão, o ‘China’.

 

BELO JARDIM: Tininha (Geraldo); Raposo (Ninha) e Aluizio; Wilson (Fernandes), Siqueira (Pinheiro) e Benedito (Cincinatto); Edmundo (Ruy), Marconi (Juvenal),  Neco (Tide ou Zezito), Simão (Joel) e Garrincha (Missias).

 

CARUARU (Alviverde): Curau (Lessa); Berto (Tonho) e Airton (Pereira); Mariano (Da Silva ou Zé de Rita), Pereira (Araujo) e Alemão (Lala); Adriano, Felica (Adão), Maurício, Da Cunha (Arnould) e Pacheco (Maurílio). Técnico: Paulo Leal

 

ESCADA: Severino;  Abraão (Mergulhão) e Amaury; Zezinho (Belarmino), Nelson (Deda) e Pedro Amâncio; Tonho (Ivo), Maurino, Testinha, Biu (Rubens) e Dimas. Técnico: João Cavalcanti de Oliveira

 

GARANHUNS (Alvirrubro): Waldemar; Môco e Déo; Zé do Cabo, Jucelo (Zeca) e Geraldo (Romildo); Milton, Biléu, Edval (Zezinho), Índio e Nelson (Zé da Chica).

 

IGARASSU (Alviverde): Gordo; Lenildo (Caranha) e Allan; Arturzinho, Airton e Laurito; Jurandir (Otoniel), Zau (Veloso), Nilton, Binha e Nilton II.

LIMOREIRO (verde, branco e vermelho): Eugênio (Ceminha); Badu e Espanhol; Juvenil (Bibiu), Nilson (Walmir) e Zeca (Osman); Tidão (José Bugério), Millton, Nelson, João Carlos Dadá (Vi) e José Silva (Rinaldo).

OLINDA (ouro-anil): Henrique (Nildo); Alfredo e Badoque; Luciano, Dida e Papú (Laércio); Elias (Renan), Laércio II, Alvinho, Roberval (Etivaldo) e Lela.

 

PESQUEIRA (azul, branco e vermelho): Zito; Zé de Tonha (Ataíde) e Cicero; Garrincha (Natinho), Rivaldo (Adauto) e Aluizio (Paulo); Zezinho (Leijú), Diolindo (Teixeira), Zé Bastos, Ruiter e Ademir (Quina).

 

VITÓRIA DE SANTO ANTÃO: Ivaldo (Horácio); Vanildo (Dantas) e Evaldo (Luís I); Buga (Adalberto), Everaldo (Véu) e Osmário (Dantas); Toinho (Luís II), Walter, Alemão, Ivan (João) e Dedé. Técnico: Maninho

 

ARTILHEIROS

9 Gols - João Carlos (Limoeiro);

7 Gols – Vero (Barreiros);

6 Gols – Maurício (Caruaru);

4 Gols – Arnaldo (Barreiros); Alemão (Vitória); Zeca (Limoeiro);

3 Gols - Adriano, Da Cunha e Maurílio (Caruaru); Ivan (Vitória);

2 Gols - Nilton II (Igarassu); Alvinho (Olinda); Zé Bastos (Pesqueira); Digande (Barreiros);

1 Gol - Airton e Airton II (Caruaru); Maurinho (Barreiros); Neco e Tide (Belo Jardim); Ademir e Ataíde (Pesqueira); Ivo (Escada); Jurandir, Teodoro e Otoniel (Igarassu); Luis e Dedé (Vitória); Lela, Tidão, Walmir e Nelson (Limoeiro); e Índio (Garanhuns).

 

Gol Contra - Osman (Limoeiro) a favor do Vitória

 

 

RENDAS (TOTAL DE 23 JOGOS: Cr$ 1.277.825,00)

Limoeiro          4          x          1          Garanhuns                    Renda: Cr$ 34.900,00

Belo Jardim      0          x          0          Vitória de Santo Antão  Renda: Cr$ 24.800,00

Pesqueira        2          x          1          Caruaru                        Renda: Cr$ 24.000,00

Olinda              2          x          3          Igarassu                      Renda: Cr$ 3.550,00

Barreiros         6          x          0          Escada                        Renda: Cr$ 6.090,00

 

Caruaru 2          x          1          Pesqueira                     Renda: Cr$ 132.370,00

Vitória              1          x          1          Belo Jardim                  Renda: Cr$ 61.805,00

Garanhuns        0          x          2          Limoeiro                       Renda: Cr$ 53.300,00

Escada             1          x          4          Barreiros                      Renda: Cr$ 10.230,00

Igarassu           2          x          1          Olinda                          Renda: Cr$ 5.040,00

 

Vitória              2          x          1          Belo Jardim                  Renda: Cr$ 39.900,00

Caruaru 3          x          1          Pesqueira                     Renda: Cr$ 34.850,00

 

Igarassu           1          x          3          Caruaru            Renda: Cr$ 85.290,00

 

Caruaru -           x          -           Vitória                          Renda: Cr$ 125.700,00

Barreiros          1          x          0          Igarassu                       Renda: Cr$ 13.180,00

 

Caruaru 1          x          0          Barreiros                      Renda: Cr$ 106.100,00

Vitória              1          x          2          Limoeiro                       Renda: Cr$ 71.300,00

 

Caruaru 2          x          3          Limoeiro                       Renda: Cr$ 157.085,00

 

Vitória              1          x          0          Igarassu                       Renda: Cr$ 12.125,00

 

Caruaru 3          x          1          Limoeiro                       Renda: Cr$ 204.320,00

 

ESTATISTICA

Além do sucesso da 1ª Copa do Interior de Seleções Municipais de Pernambuco em diversos aspectos, em termos de gols também não deixou nada a desejar. Afinal, foram 76 gols assinalados, em 23 jogos, o que corresponde a uma excelente média de 3,3 gols por partida.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

Se fora das quatro linhas o evento foi um sucesso, dentro de campo quem festejou foi a Seleção Caruaruense de futebol que se sagrou campeã da 1ª Copa do Interior de 1961, organizado pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

A campanha registrou cinco vitórias e duas derrotas, num total de sete jogos. O selecionado da Liga Caruaruense de Desportos marcou 14 gols (média de dois gols por partida) e sofreu oito.

Após o empate em número de pontos, a decisão contra o selecionado de Limoeiro foi realizada numa partida-extra, no domingo, do dia 07 de Maio de 1961,  às 15hs, arbitrado por Sebastião Rufino, no Estádio Eladio de Barros Carvalho (Dos Aflitos), no Recife.

O time comandado por Paulo Leal bateu o Limoeiro por 3 a 1, levantando a taça. A festa foi enorme, e os jogadores receberam um belo prêmio do presidente da Liga Desportiva Cararuense (LDC), Gersino Tabosa no valor de 10 mil cruzeiros para cada atleta.

FONTE: Diário de Pernambuco

 

Algumas histórias se destacam pelo pioneirismo e em outras pela emoção. Nesta caso, podemos assegurar que essa história possui os dois ingredientes. Em 1960, o futebol pernambucano seguia com as equipes da capital na Primeira Divisão, tendo como exceção de um time do Interior, a participação do Central de Caruaru no Estadual de 1937.

Essa exclusão tinha alguns elementos como a distância, os custos, a possível falta de interesse do público local em comparecer aos jogos, bons estádios, a precariedade dos municípios e um certo preconceito com os interioranos vistos sem a capacidade de montar times competitivos. Então, após a iniciativa das Ligas de Caruaru, Limoeiro, Vitória de Santo Antão, Olinda, Garanhuns, Escada, Barreiros, Belo Jardim, Pesqueira e Igarassu em mudar esse panorama.

O ‘primeiro divisor de águas’ foi montar uma comitiva para conversar com a Federação Pernambucana de Futebol (FPF). Após algumas reuniões, chegaram a um acordo para a realização do 1ª Copa do Interior de seleções municipais.

A primeira pergunta que vem a mente é: “O que esse tipo de torneio poderia revolucionar e abrir as portas para os clubes do Interior na Primeira Divisão?” A resposta, por incrível que possa parecer, era apresentar as cidades aos recifenses e, com isso, mostrar que as localidades tinham condições técnicas e de organizar grandes eventos em nível estadual.

A principio o torneio estava marcado para fevereiro de 1961, mas devidos aos preparativos dos dez municípios foi adiado, sem falta, para o mês de março. Ao longo de quase dois meses a 1ª Copa do Interior de seleções municipais foi um sucesso de público, renda e todos os municípios fizeram obras de melhorias em termos de estradas, hospedagem, deixando um legado não só para quem se deslocava para as cidades, mas para quem morava no local.

Após  o final do torneio, diversos jogadores foram contratados pelos grandes clubes: Santa Cruz, Náutico e Sport Recife, comprovando que no Interior existia, sim, grandes talentos. Muito mais do que o sucesso da 1ª Copa do Interior de seleções municipais foi a prova cabal de que a partir daquele momento o futebol do Interior pernambucano, não havia mais nenhuma desculpa para se abrir as portas da elite do futebol pernambucano para os times de fora da capital.

O resultado concreto desta competição foi que a partir de 1961 até os dias de hoje, os times do interior fazem parte do Campeonato Pernambucano. Em 1961 e 1962 o Central de Caruaru esteve presente. Em 1963, o Central ganhou a companhia do Centro Limoeirense (Limoeiro).

Vale ressaltar que a ampla cobertura feita pelo Diário de Pernambuco que se tornou o elo de ligação entre a competição e os seus desfechos com a sociedade recifense, que passou a olhar o Interior com outros olhos.

 

 

FONTE: Diário de Pernambuco

 

A Associação Atlética Santo Amaro foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O clube Alvirrubro foi Fundado em 1º de Janeiro de 1950 com o nome de Associação Atlética das Vovózinhas, por esportistas do bairro  de Santo Amaro, liderado pelo deputado estadual e jornalista Alcides Teixeira, que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede ficava localizada na Rua Maria de Fátima Teixeira, 63, no Bairro de Santo Amaro. Já o seu Estádio era da TSAP (Tecelagem de Seda e Algodão de Pernambuco), com capacidade para 1.200 pessoas. O clube só disputou jogos e torneios amadores e amistosos com equipes da Primeira e Segunda Divisões até 1965. Em 1966 o clube se profissionalizou para disputar campeonato pernambucano, onde se destacava pelas péssimas campanhas, alternando com o Íbis Sport Club.

O clube foi bem rotativo no que tange trocar de nomes. A partir do início de 1961, alterou para Associação Atlética Santo Amaro e depois Associação Atlética Casa Caiada. Em 1994, passou a ser denominado Recife Futebol Clube e transferiu sua sede para a cidade de Goiana. Hoje é conhecido como Manchete Futebol Clube do Recife, desde 2004.

A primeira foto da AA Santo Amaro em 1961

O Santo Amaro participou do Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão 17 vezes: 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993.

 

Uniforme de 1981

VICE-CAMPEÃO BRASILEIRO DA SÉRIE C DE 1981

No ano de 1981, o Santo Amaro foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Taça de Bronze (equivalente a Série C, na atualidade). No dia 25 de abril, no jogo de ida, no Estádio Mané Garrincha, no Bairro de Marechal Hermes (campo do Botafogo), o Santo Amaro perdeu por 4 a 0 para o Olaria AC.

 

OLARIA AC              4          X         0          AA SANTO AMARO

LOCAL: Estádio Mané Garrincha, no Bairro de Marechal Hermes, no Rio (RJ)

ÁRBITRO: Nei Andrade Maia (BA-CBF)

CARTÃO VERMELHO: Zé Ica (Olaria)

OLARIA: Hilton, Paulo Ramos, Pino, Marcos e Gilmar (Edvaldo), Ricardo, Lulinha e Leandro; Chiquinho, Sérgio Luís (Aurê) e Zé Ica. Técnico: Duque.

SANTO AMARO: Pimenta, Lula, Figueiroa, Moacir e Zuza; Rubem Salim, Luís Carlos e Valtinho; Savinho, Fabinho1 e Eliel. Técnico: Rubem Salem.

GOLS: Chiquinho aos 13 minutos do 1º tempo. Zé Ica aos 14 minutos; Leandro aos 23 e 25 minutos do 2º tempo.

 

Na partida de volta, dia 1º de maio, o Santo Amaro venceu por 1 a 0 no Estádio Arruda, no Recife, mas no saldo de gols o título ficou para o Azulão da Bariri.

 

AA SANTO AMARO           1          X         0          OLARIA AC

LOCAL: Estádio Arruda, no Recife (PE)

ÁRBITRO: José Leandro Serpa (CE-CBF)

SANTO AMARO: Pimenta, Lula, Moacir, Figueiroa e Zuza; Eliel, Betuca (Rubem Salim) e Luis Carlos, Savinho, Fabinho e Birino (Derivaldo). Técnico: Rubem Salem.

OLARIA: Hilton, Paulo Ramos, Salvador, Mauro e Gilcimar, Ricardo, Lulinha e Orlando; Chiquinho, Aurê (Nunes) e Leandro (Serginho). Técnico: Duque.

GOL: Derivaldo aos 35 minutos do 2º tempo.

 

TÍTULOS

Vice-Campeonato Brasileiro da Série C: 1981.

Torneio Início Juvenil: 1975.

 Em 1994 seus dirigentes venderam a equipe para uma rede de drogarias chamada Casa Caiada, pois o clube não tinha mais condições de se manter no profissionalismo.

 

FONTES: Diário de Pernambuco – Jornal de Recife – Rsssf Brasil

 

 

O Independência Futebol Clube é uma agremiação do Município de Surubim, localizado a 120 km da capital de Pernambuco e conta com uma população de 62.530 habitantes (segundo o IBGE de 2014). O clube alviverde foi Fundado no dia 30 de Outubro de 1935, com Sede na Avenida São Sebastião, 244, do Bairro da Cabaceira, em Surubim. O Independência participou de competições citadinas e amistosos com clubes profissionais, sobretudo, nos anos 50 e 60.

EM PÉ: Bria, Bel, Mauro, Zeca, Flávio e Arnaldo. AGACHADOS: Petrucio, Lula Fuá, Inácio Torototó, Jânio Piancó, Luiz e Sostenes

FONTE: Diário de Pernambuco

FOTO: http://minharuatemmemoria.ning.com/photo/peco-aos-amigos-que-descrevam-2

 

A.A. SANTO AMARO                    3          X         4          CENTRAL DE CARUARU

COMPETIÇÃO: Amistoso Intermunicipal

DATA: Quarta-feira, do dia 28 de Dezembro de 1960

LOCAL: Estádio do TSAP, no Bairro de Santo Amaro, no Recife

ÁRBITRO: José Pereira, o Geléia (FPF)

SANTO AMARO: Henrique (China); Espada e Marciano (Adilson); Zé Maria, Aloísio e Espanhol; Pedrinho, Peu (Severino), Celu, Rubens e Alcides.

CENTRAL: Leça; Berto e Nido; Truaca, Celedino e Cupertino; Cebinha, Adão, Zé de Rita; Fernando (Airton) e Mariano.

GOLS: Zé de Rita, três vezes, e, Mariano (Central); Pedrinho, dois tentos e Severino (Santo Amaro).

 

FONTES: Diário de Pernambuco 

 

O Esporte Clube Maravilhas foi uma agremiação do Município de Goiana (PE). Fundado na década de 50, por funcionários da Usina Nossa Senhora das Maravilhas S/A, e presidida por Carlos Canuto, que também era o patrono do clube alvianil celeste. O presidente do EC Maravilhas era Antônio Carneiro e o diretor de futebol Amaury Correa (que organizava os jogos, contratos, viagens, estadias, alimentação, etc).

ENTRAVE COM A FPF, IMPEDIU PARTICIPAÇÃO NA 1ª DIVISÃO DE 1960

No início de 1960, o EC Maravilhas, já uma força emergente do Interior do Estado,  pleiteou uma vaga no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão daquele ano. Apesar da reunião entre membros do Maravilhas com a cúpula da FPF.

Contudo, a proposta não avançou, porque a entidade máxima de Pernambuco fez algumas exigências, entre elas a construção de um Estádio de meio-porte. Nesta época, o Diário de Pernambuco saiu em defesa das equipes do Interior e fez a seguinte indagação da FPD: “Será que em cada cidade paulista, existe um Pacaembu “?

TRICAMPEÃO

No Campeonato das Usinas de Pernambuco, organizado pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), foi tricampeão: 1959, 1960 e 1961 (de forma invicta).

No domingo, do dia 10 de janeiro de 1960, o Maravilhas levantou a taça de Campeão das Unidas de 1959, ao vencer o Central de Barreiros por 1 a 0, no Estádio do Arruda. O Time atuou com a seguinte escalação: Rui; Paulo e Palito; Geraldo, Clóvis e Genivaldo; Nida, Béro, Zé Paz, Veloso e Roberval.

Em 03 de dezembro de 1961, alcançou o título de forma antecipada ao vencer o Centro Esportivo de Santo André, fora de casa, por 1 a 0, gol assinalado por Carlinhos. Além do triunfo, o Maravilhas foi beneficiado pelo tropeço do Destilaria, que foi derrotado pelo Rio Una, na casa do adversário, pelo placar de 2 a 1.

Elenco tricampeão: Ruy, Ronaldo, Genival, Adilson, Carlinhos, Zito, Agra, Zé Paz, Joca, Adelmo, Joãozinho, Nizio, Ziza, Celu, Cahu, Arlindo e Vaninho.

Time-base de 1962: Ruy, Adilson e Genival; Cahu, Gilberto e Ziza; Dando,  Nizio, Celu, Helio e Carlinhos. Técnico: José Fernandes de Almeida, o ‘Zeca’ (ex-ponta-esquerda)

 

Abaixo alguns amistosos interestaduais e com adversários do interior e capital pernambucana:

2ª-feira, 09-05-1961       -           Paulistano-PB              2          x          3          EC Maravilhas

Domingo, 21-05-1961    -           Red Cross-PB              1          x          2          EC Maravilhas

Domingo, 04-02-1962    -           Botafogo-PB            3          x          2          EC Maravilhas

Domingo, 11-02-1962    -           Botafogo-PB                0          x          3          EC Maravilhas

4ª-feira, 21-03-1962       -           Central de Caruaru        0          x          1          EC Maravilhas

Domingo, 1º-04-1962    -           Estrela do Mar-PB        0          x          3          EC Maravilhas

Domingo, 26-08-1962    -           EC Maravilhas              0          x          1          EC União-PB

4ª-feira, 25-09-1962       -           Náutico                        6          x          1          EC Maravilhas

Domingo, 06-10-1962    -           EC Maravilhas           4          x          1          Santos-PB

FONTE & FOTO: Diário de Pernambuco – Site Diário do Avoante

 

E.C. VITÓRIA          4          X         5          E.C. MARAVILHAS

COMPETIÇÃO: Amistoso

LOCAL: Vitória de Santo Antão (PE)

DATA: Domingo, 14 de Junho de 1964

RENDA: Cr$ 78.700,00

ÁRBITRO: Renato Ferreira (FPF)

CARTÃO VERMELHO: Ivan (Vitória)

E.C. VITÓRIA: Luiz Carlos; Camilo, Dadai, Liano e João; Pedrinho e Joãozinho; Reginaldo, Jadson, Ivan e Celso.

MARAVILHAS: Ronaldo, Tafito, Genival, Gerivaldo (Leu) e Sérgio; Zezinho e Zezo; Dando,  Elmano (Dió), Hitinho (Elísio) e Rina. Técnico: José Fernandes, o ‘Zeca’

GOLS: Dando, três vezes; Hitinho e Rina (Maravilha); Reginaldo, três vezes; e Pedrinho (Vitória).

 

FONTES: Diário de Pernambuco 

 

EQUIPES PARTICPANTES:

001

7 DE SETEMBRO ESPORTE CLUBE GARANHUNS

002

CAROÁ ATLÉTICO CLUBE CARUARU

003

COLOMBO SPORT CLUBE LIMOEIRO

004

CONDOR FUTEBOL CLUBE OLINDA

005

LIVRAMENTO FUTEBOL CLUBE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

006

RIO UNA ESPORTE CLUBE BARREIROS

007

SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE BELO JARDIM

008

SESIANO FUTEBOL CLUBE ESCADA

009

UNIÃO PEIXE ESPORTE CLUBE PESQUEIRA

010

VELOZ FUTEBOL CLUBE IGARASSU


1ª ELIMINATÓRIA

18.03.1962

SANTA CRUZ

2-2

UNIÃO PEIXE BELO JARDIM

18.03.1962

COLOMBO

3-1

LIVRAMENTO LIMOEIRO

18.03.1962

VELOZ

0-3

CONDOR IGARASSU

18.03.1962

RIO UMA

4-0

SESIANO BARREIROS

25.03.1962

UNIÃO PEIXE

3-0

SANTA CRUZ PESQUEIRA

25.03.1962

LIVRAMENTO

3-2

COLOMBO (0-5 PEN) VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

25.03.1962

CONDOR

5-0

VELOZ RECIFE

25.03.1962

SESIANO

1-3

RIO UNA ESCADA

2ª ELIMINATÓRIA

01.04.1962

CAROÁ

0-1

COLOMBO CARUARU

01.04.1962

7 DE SETEMBRO

2-1

UNIÃO PEIXE GARANHUNS

08.04.1962

COLOMBO

0-0

CAROÁ LIMOEIRO

08.04.1962

UNIÃO PEIXE

1-1

7 DE SETEMBRO PESQUEIRA

* O 7 DE SETEMBRO FOI ELIMINADO POR IRREGULARIDADES NA INSCRIÇÃO DE JOGADORES .

3ª ELIMINATÓRIA

15.04.1962

RIO UNA

1-1

CONDOR BARREIROS

22.04.1962

CONDOR

1-3

RIO UNA RECIFE

22.04.1962

UNIÃO PEIXE

0-0

COLOMBO PESQUEIRA

29.04.1962

COLOMBO

3-0

UNIÃO PEIXE LIMOEIRO

FINAIS

06.05.1962

RIO UNA

0-2

COLOMBO BARREIROS

13.05.1962

COLOMBO

0-0

RIO UNA LIMOEIRO

20.05.1962

COLOMBO

3-2

RIO UNA RECIFE

CAMPEÃO – COLOMBO SPORT CLUBE (LIMOEIRO)

 

ELIMINATÓRIAS

12.03.1961

PESQUEIRA

2-1

CARUARU PESQUEIRA
12.03.1961 LIMOEIRO

4-1

GARANHUNS LIMOEIRO
12.03.1961 IGARASSU

3-2

OLINDA IGARASSU
12.03.1961 BARREIROS

6-0

ESCADA BARREIROS
12.03.1961 BELO JARDIM

0-0

VITÓRIA STO ANTÃO BELO JARDIM
19.03.1961 CARUARU

2-1

PESQUEIRA CARUARU
19.03.1961 GARANHUNS

0-2

LIMOEIRO GARANHUNS
19.03.1961 OLINDA

1-2

IGARASSU OLINDA
19.03.1961 ESCADA

1-4

BARREIROS ESCADA
19.03.1961 VITÓRIA STO ANTÃO

1-1

BELO JARDIM VITÓRIA STO ANTÃO
27.03.1961 CARUARU

3-1

PESQUEIRA RECIFE
26.03.1961 VITÓRIA STO ANTÃO

2-1

BELO JARDIM CARUARU

FASE FINAL

02.04.1961

VITÓRIA STO ANTÃO

5-2

BARREIROS VITÓRIA STO ANTÃO

02.04.1961

LIMOEIRO

4-0

IGARASSU LIMOEIRO

09.04.1961

CARUARU

3-1

IGARASSU CARUARU

09.04.1961

LIMOEIRO

1-2

BARREIROS LIMOEIRO

16.04.1961

CARUARU

2-0

VITÓRIA STO ANTÃO CARUARU

16.04.1961

BARREIROS

1-0

IGARASSU BARREIROS

23.04.1961

LIMOEIRO

2-1

VITÓRIA STO ANTÃO LIMOEIRO

23.04.1961

CARUARU

1-0

BARREIROS CARUARU

30.04.1961

VITÓRIA STO ANTÃO

1-0

IGARASSU VITÓRIA STO ANTÃO

30.04.1961

CARUARU

2-3

LIMOEIRO CARUARU

FINAL

07.05.1961

CARUARU

3-1

LIMOEIRO RECIFE

CAMPEÃ – LIGA DESPORTIVA CARUARUENSE (CARUARU – PE)

 

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

Segue abaixo a ata na íntegra  da criação da Liga Desportiva Caruaruense (LDC), apresentado os quatro clubes fundadores (Centro Esportivo Rosarense - Vera Cruz Futebol Clube - Comercio Futebol Clube - São Paulo Futebol Clube):

“Aos 28 dias do mês de Fevereiro do ano de 1941, no prédio sito a Rua Duque de Caxias, numero onze (11) desta cidade, com a presença dos diretores e sócios dos clubes de futebol da Cidade de Caruaru, como sejam:

Centro Esportivo Rosarense (equipe alvirrubra do bairro do Rosário), representados pelos senhores: Severino Wencesláu de Carvalho, Deusdeth Barbosa, Luiz Gonzaga Cavalcanti e João Dantas de Oliveira;

Pelo Vera Cruz Futebol Clube os senhores: Beda Bastos, Manoel Pereira da Silva (Neco), Heleno Feijó, Ernesto Ferreira de Almeida, Cassimiro Ferreira da Silva e Manoel Miguel;

Pelo Comercio Futebol Clube os senhores, José Barbosa da Silva, João Sabino, Alcindo Vasconcelos e José de Souza;

e pelo São Paulo Futebol Clube, os senhores, Albérico Maciel Campos, Crispiniano Cordeiro, Marcionilo Pedroza e Antonio de Oliveira Chaves, sob a presidência do senhor Antonio de Oliveira Chaves, tendo como secretario o senhor José de Souza, discutiram a aprovaram o seguinte:

Fundar uma liga de desportos, afim de patrocinar campeonatos anualmente da cidade de todo e qualquer esportes.  Dar o nome de “Liga Desportiva Caruaruense”, tendo na sua bandeira as cores verde e branco. Aclamar para presidente o senhor Antonio de Oliveira Chaves, pelo praso de um ano e ao mesmo tempo declara-lo empossado.

Declarando-se empossado o senhor presidente nomeou em comissão os seguintes auxiliares: para Secretario José de Souza – para Tezoureiro, Luiz Gonzaga Cavalcanti e para Diretor dos Sports – Marcionilo Pedroza. Em seguida o senhor Presidente, de acordo com o diretor dos esportes, marcou o torneio Inicio do Campeonato de Futebol da Cidade em 1941, para o próximo dia 2 de Março, no Central Parque, mandando que o senhor diretor designasse os juízes e auxiliares, no qual estava obrigado a participar do mesmo, todos os clubes presentes a citada reunião, assim declarava todos estes filiados a Liga em vista de tratar-se dos seus clubes fundadores.

Nada mais havendo a tratar-se o senhor presidente encerrou a sessão, e eu José de Souza, Secretario, lavrei a presente ata de fundação, que vai assinada por mim, pelos representantes dos clubes e demais pessoas presentes. (aa) José de Souza, Antonio de Oliveira Chaves, Luis Gonzaga Cavalcanti, Diamantino Vila Nova, José Bernardo de Oliveira, Alberico Maciel Campos, João Sabino, José Barbosa, George de Albuquerque Pereira, José Lyra Gouveia, Crispiniano Cordeiro, Altino Vasconcellos, José Ferrer e Silva, Paulo Menezes Bené, Marcionilo Pedrosa e Estevão José”.

 

FONTEhttp://ldcaruaru.comunidades.net/ata-28-02-1941-fundacao

 

Em se tratando de clubes de massa, acho dispensável descrever a história, uma vez que há centenas de fontes sobre o mesmo. Então, quando há algum fato distinto, uma breve apresentação, creio ser o suficiente!

O escudo do Santa Cruz Futebol Clube do Recife (Fundado no dia 03 de fevereiro de 1914), similar ao São Paulo F.C., constam em algumas fontes que existiu apenas no ano de 1959. Contudo, encontrei o mesmo em meados de 1960. Sem querer polemizar colocarei a página que destaca o distintivo e o goleiro do clube na época Walter (Abaixo) e o meia Moacir (em cima).

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

SÃO PAULO            3          X         1          PERNAMBUCO     

LOCAL: Estádio de Pacaembu, em São Paulo (SP)

DATA: Quarta-feira, dia 10 de Fevereiro de 1960

RENDA: Cr$ 2.302.650,00

ÁRBITRO: Sherlock (boa atuação)

CARTÃO VERMELHO: Zito (SP)

SÃO PAULO: Gilmar; Getulio, Olavo e Zé Carlos; Zito e Formiga; Julinho, Chinezinho, Servilio, Pelé e Pepe.

PERNAMBUCO: Valdemar; Zequinha e Edson; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Traçaia, Osvaldo (Biu), Geraldo, Paulo e Elias.

GOLS: Osvaldo (PE); Pelé (SP) no 1º Tempo. Pelé e Servilio (SP) no 2º Tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

MINAS GERAIS      1          X         2          PERNAMBUCO     

LOCAL: Estádio de Juiz de Fora (MG)

DATA: Quarta-feira, dia 03 de Fevereiro de 1960

RENDA: Superior a 500 mil cruzeiros

ÁRBITRO: Antônio Viug (regular)

MINAS GERAIS: Helio;  Bico e Djalma; Faninho, Francinha e Clébis; Mauro, Odir (Celinho), Ipojucan, Isaias e Toledinho.

PERNAMBUCO: Valdemar; Zequinha e Edson; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Traçaia, Geraldo, Paulo,  Biu e Elias.

GOLS: Paulo (PE) no 1º Tempo. Paulo (PE); Celinho (MG) no 2º Tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

PERNAMBUCO      3          X         2          DISTRITO FEDERAL (RJ)

LOCAL:Estádio da Ilha do Retiro, no Recife (PE)

DATA: Quarta-feira, dia 27 de Janeiro de 1960

RENDA: Cr$ 985.720,00

ÁRBITRO: Antônio Viug (atuação fraca)

CARTÕES VERMELHOS: ELIAS (PE) e Sabará (DF)

PERNAMBUCO: Valdemar; Zequinha e Edson; Zé Maria, Clóvis e Givaldo; Traçaia, Osvaldo (Biu), Paulo, Geraldo e Elias.

DISTRITO FEDERAL: Manga; Joel e Darci Farias; Amaro, Russo e Altair; Sabará, Rossi (Almir), Pinga, Décio Esteves e Babá.

GOLS: Osvaldo (PE); Pinga (DF) no 1º Tempo. Traçaia, duas vezes (PE); Almir (DF) no 2º Tempo.

FONTE: Diário de Pernambuco 

 

A Associação Atlética do Arruda (AAA) foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O clube da Trinca de Az (nas cores Azul, preto e branco) foi Fundado no dia 20 de Abril de 1928, por esportistas do Arruda: coronel José Candido de Miranda (2º presidente), Arthur Vital Guimarães, José Maria de Souza, Amaury PadilhaCelestino Dowaley, Aristides Brasil, Blancard Santos, Chrinauro Miranda, Oswaldo Guimarães, Oscar Soares, José Fulco e João de Lima Dias, que também o 1º presidente do clube.

A alcunha Trinca de Az era uma referência ao formato das letras ‘A’ no escudo, que lembrava a carta de baralho Az. A sua Sede ficava na Avenida Beberibe, s/n, no Bairro do Arruda, no Recife.

DE ‘CAMPO DO ARRUDA’ AO ‘MUNDÃO DO ARRUDA’

Sobre o seu campo, que era próprio, merece um capítulo à parte. O Estádio da Rua das Moças ou Campo do Arruda, foi inaugurado no domingo, do dia 30 de dezembro de 1928, depois do clube se extinguir foi para as mãos do C.S. Tabajaras.

Por fim, na década de 40, o Santa Cruz adquiriu o campo do Arruda, que era usado principalmente para treinos. Algumas vezes foi utilizado para jogos amistosos e era conhecido como o “Alçapão do Arruda”. Então, nas décadas de 60/70, o Santa Cruz ergueu o Estádio do Arruda, apelidado de “Mundão do Arruda”.

 

ARRUDA AJUDA A FUNDAR A ASDT

A AAA foi um dos fundadores da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), em 1º de Fevereiro de 1929. Disputou o Campeonato Suburbano (Segunda Divisão), em 1929 e 1930.

 

PRIMEIRA E ÚNICA VEZ NA ELITE PERNAMBUCANA

Após se filiar a Federação Pernambucana de Desportos (FPD), no dia 19 de abril de 1931, A.A. do Arruda participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão de 1931 pela primeira e única vez.

A campanha não foi das melhores, terminando na 10ª colocação (num total de 11 clubes), com apenas dois pontos. Dos dez jogos, venceu apenas um e foi derrotado nas outras nove; marcando 12, sofrendo 45, com um saldo negativo de 33.

O clube da Trinca de Az sofreu goleadas como o da estreia, no dia 10 der maio, quando o Sport Recife aplicou um sonoro 10 a 0. Ou os 8 a 1 para o CS Encruzilhada (15 de novembro) ou mesmo 6 a 1 para o Santa Cruz (04 de junho). A sua única vitória aconteceu no dia 21 de junho, quando venceu o Israelita SC por 5 a 3, no campo do Arruda.

Após o Estadual, o clube da Trinca de Az se licenciou em 1932. O clube anos depois venceu o campo para  C.S. Tabajaras e se dedicou a eventos na sua sede. Aos poucos, foi perdendo os sócios até decretar o fim do clube no final dos anos 30.

Time-base de 1929: Diógenes Ismael; Souto e Inglez; Bianco, Chiquinho e Mirandinha; Lúcio, Marcello, Nóbrega, Brivaldo e Arthur (Maciel).

Time-base de 1930-31: Diógenes Ismael; Perigo (Cap.) e Mathias (Péricles); Portuguez (Biu), Euclides (Phebidas) e Roldão (Joaquim); Allemão, Marcello, João Cardoso (Nestor), Laurofé e Pedrinho (Brivaldo).

PS: Com esse time (Associação Atlética do Arruda), não resta mais nenhum clube que tenha participado da Primeira Divisão do Campeonato pernambucano sem informações mínimas, além do escudo! Uma missão prazerosa concluída! Espero ter agradado boa parte dos internautas, membro e amigos! Que venham mais novidades! Grande abraço!!

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco – Rsssf Brasil

 

Na internet circulam informações sobre data de fundação do extinto Paulistano Esporte Clube de Paulista/PE, de forma errônea. Na edição de 10 de março de 1982 do “Diário de Pernambuco” foi publicado interessante matéria sobre esta equipe com sua verdadeira data de fundação. No dia seguinte novo artigo falando da fundação de uma nova equipe, pois a reativação da antiga equipe poderia causar problemas financeiros e jurídicos. Abaixo os recortes destes jornais:

 

 

 

EQUIPES PARTICIPANTES:

 

EQUIPE

CIDADE

001

AMÉRICA FUTEBOL CLUBE RECIFE

002

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA GREAT WESTERN RECIFE

003

AUTO ESPORTE CLUBE RECIFE

004

CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE RECIFE

005

ÍBIS SPORT CLUB RECIFE

006

SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE RECIFE

007

SPORT CLUB RECIFE RECIFE

 

TURNO ÚNICO

 

03.05.1953

AMÉRICA

1-0

NÁUTICO

03.05.1953

SPORT

1-0

ÍBIS

06.05.1953

AUTO ESPORTE

2-0

GREAT WESTERN

06.05.1953

SANTA CRUZ

4-0

ÍBIS

09.05.1953

AMÉRICA

3-1

GREAT WESTERN

09.05.1953

SANTA CRUZ

3-3

NÁUTICO

12.05.1953

AUTO ESPORTE

4-1

ÍBIS

12.05.1953

AMÉRICA

2-1

SPORT

16.05.1953

SANTA CRUZ

2-1

GREAT WESTERN

16.05.1953

NÁUTICO

2-0

SPORT

20.05.1953

GREAT WESTERN

4-2

ÍBIS

20.05.1953

AUTO ESPORTE

2-1

SANTA CRUZ

24.05.1953

GREAT WESTERN

4-3

NÁUTICO

24.05.1953

AMÉRICA

5-1

ÍBIS

27.05.1953

AUTO ESPORTE

3-2

AMÉRICA

27.05.1953

SPORT

3-2

GREAT WESTERN

31.05.1953

NÁUTICO

3-1

ÍBIS

31.05.1953

SPORT

2-1

AUTO ESPORTE

04.06.1953

AMÉRICA

5-1

SANTA CRUZ

04.06.1953

NÁUTICO

1-1

AUTO ESPORTE

SPORT

CAN

SANTA CRUZ

 

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

AMÉRICA

06

05

00

01

18

07

10

02º

AUTO ESPORTE

06

04

01

01

13

07

09

03º

NÁUTICO

06

02

02

02

12

10

06

04º

SPORT

05

03

00

02

07

07

06

05º

SANTA CRUZ

05

02

01

02

11

11

05

06º

GREAT WESTERN

06

02

00

04

12

15

04

07º

ÍBIS

06

00

00

06

05

21

00

 

* CAMPEÃO – AMÉRICA FUTEBOL CLUBE (RECIFE – PE)

 

DATA: 14 DE MAIO DE 1953

LOCAL: ESTÁDIO DA ILHA DO RETIRO, EM RECIFE / PE

 

1º JOGO

TRAMWAYS

1-0

TORRE

2º JOGO

SPORT

2-0

FLAMENGO

3º JOGO

SANTA CRUZ

2-0

GREAT WESTERN

4º JOGO

NÁUTICO

1-0

AMÉRICA

5º JOGO

SPORT

3-0

TRAMWAYS

6º JOGO

SANTA CRUZ

1-1

NÁUTICO (4-3 PEN)

FINAL

SANTA CRUZ

1-0

SPORT

 

CAMPEÃO – SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE (RECIFE/PE)

 

DATA: 26 DE ABRIL DE 1953

LOCAL: ESTÁDIO DA ILHA DO RETIRO, EM RECIFE / PE

 

1º JOGO

SPORT

2-0

FLAMENGO

2º JOGO

AMÉRICA

0-0

SANTA CRUZ (3-2 PEN)

3º JOGO

ÍBIS

0-0

GREAT WESTERN (4-3 PEN)

4º JOGO

NÁUTICO

1-0

AUTO ESPORTE

5º JOGO

SPORT

0-0

AMÉRICA (3-2 PEN)

6º JOGO

NÁUTICO

1-0

ÍBIS

FINAL

SPORT

2-1

NÁUTICO

 

CAMPEÃO – SPORT CLUB DO RECIFE (RECIFE/PE)

 

EQUIPES PARTICIPANTES:

EQUIPE

CIDADE

001

AMÉRICA FUTEBOL CLUBE RECIFE

002

AUTO ESPORTE CLUBE RECIFE

003

CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE RECIFE

004

SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE RECIFE

005

SPORT CLUB RECIFE RECIFE

TURNO ÚNICO

15.06.1952

AUTO ESPORTE

3-1

SANTA CRUZ

19.06.1952

AMÉRICA

2-0

NÁUTICO

22.06.1952

SANTA CRUZ

3-1

SPORT

24.06.1952

NÁUTICO

4-2

AUTO ESPORTE

01.07.1952

AUTO ESPORTE

2-1

SPORT

06.07.1952

NÁUTICO

3-2

SPORT

13.07.1952

NÁUTICO

2-1

SANTA CRUZ

29.07.1952

SANTA CRUZ

1-1

AMÉRICA

10.08.1952

AUTO ESPORTE

1-0

AMÉRICA

16.08.1952

SPORT

W0-0

AMÉRICA

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

NÁUTICO

04

03

00

01

09

07

06

02º

AUTO ESPORTE

04

03

00

01

08

06

06

03º

SANTA CRUZ

04

01

01

02

06

07

03

04º

AMÉRICA

04

01

01

02

03

02

03

05º

SPORT

04

01

00

03

04

08

02

FINAL

20.07.1952

NÁUTICO

1-1

AUTO ESPORTE

24.07.1952

NÁUTICO

1-1

AUTO ESPORTE

28.07.1952

NÁUTICO

3-0

AUTO ESPORTE

- CAMPEÃO: CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE (RECIFE)

 

O João de Barros Football Club foi precursor do América Futebol Clube da cidade do Recife (PE). Fundado no domingo, do dia 12 de Abril de 1914, como João de Barros Football Club, por esportistas recifenses, liderados pela família Accioly, juntamente com Ubirajara Correia; José Reis e Silva; Ayres Valente.

Assim ficou constituída a Primeira Diretoria:

Presidente               -           Aristheu Accioly Lins(reserva no time de 1914);

1º Secretário           -           Luiz Accioly Lins (que também era centroavante do time de 1914);

2º Secretário           -           Ubirajara Correia;

Tesoureiro               -           José Accioly Lins;

Diretor de Sports   -           José Reis e Silva;

Vice-Diretor             -           Ayres Valente (reserva no time de 1914);

A principio, a escolha do nome foi uma homenagem a Estrada João de Barros, local no qual ficava a casa de Aristheu Accioly Lins, onde o grupo se reuniu para fundar a nova agremiação.

Seu campo ficava na Campina do Derby (propriedade da prefeitura do Recife), enquanto a sua sede ficava na Estrada de João de Barros, 19, no Bairro da Bôa Vista, no Recife.

O João de Barros FC foi um dos fundadores da Liga Sportiva Pernambucana (LSP), no início de 1915, e foi a agremiação ativa no intuito de organizar o 1º Campeonato Pernambucano, naquele ano.

Ao contrário do que se diz, João de Barros FC realizou diversos amistosos. O 1º clássico foi diante do Santa Cruz FC, em amistoso, no domingo, do dia 23 de Maio de 1915. No final, empate em 1 a 1.

BELFORD DUARTE: O RESPONSÁVEL PELA MUDANÇA DO NOME

O nome João de Barros Football Club durou exatos 1 ano, quatro meses e 10 dias, quando em 22 de Agosto de 1915 alterou para América Futebol Clube a pedido do desportista Belfort Duarte, ligado ao América do Rio, que viera ao Recife buscar apoio para a fundação da Federação Nacional de Esportes, antecessora da antiga CBD.

Em visita a Pernambuco em agosto de 1915, Belfort Duarte, um dos símbolos do futebol brasileiro, recebeu uma homenagem do João de Barros Football Club. Na tarde de 22 de agosto, Belfort Duarte foi distinguido como capitão honorário do clube e mudou o nome do clube para América Futebol Clube, em homenagem ao seu clube de coração: o América Football Club do Rio de Janeiro.

Foto posada do time do América-RJ, em 1913

A Assembleia foi presidida por Alexandre Reis e Silva, que propôs a mudança do nome, que foi aceita por unanimidade. Outra votação que não teve um voto contra, foi a aclamação de Belfort Duarte, como o “Capitão Honorário do 1º Time” do América Futebol Clube.

 “Comunico-vos que em Assembleia Geral (ocorrido a partir das 12 horas) do João de Barros Futebol Clube, reunida no dia 22 de agosto de 1915 deliberou a mudança de nome daquela sociedade que ficou denominada ‘América Futebol Clube’, convicto que esta deliberação em nada mudará as atenções dispensadas ao nosso antigo João de Barros Football Club e espero a continuação das mesmas ao América Futebol Clube(Carta de Belfort Duarte enviada a imprensa).

Time-base de 1914: H. Miranda; Maximinio e Nequinho; L. Almeida, Moreirinha e Dedé; Sylvio, M. Jacome, Ventura, Luiz Accioly e M. Araujo.

Time-base de 1915: C. Rocha; B. Burlini e Octavio Oliveira; Lincor Costa, Arruda (J. Pessoa) e J. Novaes; Tasso, Zeca, Eduardo Lemos, C. Campos e Lucillo.

Após a mudança de nome, o América Futebol Clube fez o seu primeiro jogo, contra o Colligação Sportiva Recifense, no domingo, do dia 29 de agosto de 1915, às 16hs, no campo do Derby. No final, o América iniciou a nova era com o pé direito, vencendo pelo placar de 1 a 0, gol de Arruda aos 7 minutos da etapa final.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Centro Sportivo Pernambucano foi uma agremiação de vida efêmera da cidade do Recife (PE). O ‘Tricolor de Santo Amaro’ (azul, preto e branco) foi Fundado na sábado, do dia 24 de Janeiro de 1925, por esportistas do bairro, liderados por Olegário Brasileiro, José Julio da Cunha, Luiz Ferreira, Cecílio José Rodrigues, José Magalhães, Alfredo Silva, José dos Santos e Amaro Damasceno, que também foi seu 1º presidente.

A sua sede ficava localizada na Rua Luiz do Rego, 314, no Bairro de Santo Amaro, no Recife. Já o seu Estádio do Catão ficava em outro bairro: Água Fria. Na sua primeira e única participação no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, em 1926, organizado pela Liga Pernambucana de Desportos Terrestres (LPDT), o Centro Sportivo Pernambucano terminou na 6ª colocação, num total de oito clubes. Ao todo, foram 11 jogos, com três vitórias, um empate e sete derrotas; marcando 10, sofrendo 23 e um saldo negativo de 12.

Time-base de 1926: Armando; Renato (Abel) e Faustino; Pedrinho (Álvaro), Ancelmo e José; Doya (Gato), Costa Zilo, Bellarmino, Danzi (Capitão), Braz (Sigismundo).

CURIOSIDADE

Na prática, das três vitórias, duas (contra o Sport Recife e Flamengo) foram por W.O. O único triunfo dentro das quatro linhas, foi diante do Equador Football Club, no domingo, do dia 26 de Setembro de 1926, quando o Sportivo Pernambucano goleou por 4 a 0, no Estádio dos Aflitos.

 

Os onze resultados foram os seguintes:

02/05/26        Torre SC                   2          x          0          CS Pernambucano

16/05/26        Santa Cruz               2          x          0          CS Pernambucano

30/05/26        Flamengo (RE)        2          x          1          CS Pernambucano

13/06/26        Náutico                      3          x          0          CS Pernambucano

11/07/26        CS Pernambucano 1          x          2          Torre SC

18/07/26        América-PE              6          x          4          CS Pernambucano

19/09/26        CS Pernambucano             W.O                Sport Recife

26/09/26        CS Pernambucano 4         x          0          Equador-PE

31/10/26        CS Pernambucano 0          x          0          Santa Cruz

28/11/26        CS Pernambucano 0          x          6          Náutico

19/12/26        CS Pernambucano             W.O                Flamengo-RE

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco – Rsssf Brasil

 

O outro time homônimo foi o Farroupilha Esporte Clube, que foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O Tricolor foi Fundado no início dos anos 30, a sua Sede ficava localizada na Rua de São João, s/n, no Bairro de Campo Grande, no Recife.  O seu campo ficava no Bairro do Arruda.

Assim como o outro xará, também contava com categoria de base. Mas nesse caso, com destaque. Em 1944, a campanha foi destacada, chegando ao ponto do Diário de Pernambucano dar uma matéria abordando tal campanha.

Aproveitando a boa base, o Farroupilha resolveu dar voos mais altos e no ano seguinte, em 1945, disputou o Campeonato da Segunda Divisão, terminando na 5ª colocação.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

Na década de 30, dois times chamados Farroupilha nasceram no futebol recifense. O Farroupilha Football Club do Pina foi uma agremiação da cidade do Recife (PE).O clube da Cruz de Malta Recifense surgiu na década de 30, por portugueses, como Joaquim Faria Neves, que depois  foi o 1º presidente do clube. A sua Sede ficava localizada na Rua do Jasmin, 141, no Bairro do Pina, no Recife.

Apesar de ser um clube modesto, era figurinha carimbada nos finais de semana, enfrentando as principais forças da elite pernambucana, dos times suburbanos e também realizou algumas excursões para outros municípios. Além do time adulto, o clube contava com equipes juvenis e infantis.

Time-base de 1937: Alvy; Rodovalho e Nelito; Lourival, Neco (Cap.) e Deus; Pequeno, Luiz, Linha, Bebé e Sebastião.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

Nessa extensa pesquisa pelos periódicos de Pernambuco, não consegui encontrar todos os times abordados pelos jornais. Então, vou deixar aqui dados de duas equipes para que alguém os encontrem numa futura pesquisa.

O Centro Athletico Pernambucano foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O Rubro-negro foi Fundado no dia 15 de Novembro de 1935. A sua Sede ficava na Rua Coronel Suassuna, 808, em Santo Amaro, no Recife.

Time-base de 1936: Neco; Picareta e Sidinho; Jayme, Paesinho e Furlan; Alcides, Bermudes, Operário, Quetreco e Calço.

 

Outra equipe com dados foi Santa Maria Athletico Club da cidade do Recife (PE). O time ‘Sertanejo’ foi Fundado em 1906. A sua Sede ficava na Villa. O Santa Maria estreou no Campeonato Suburbano em 1938.

Time-base de 1938: Evilásio; Dinamerico e Queiroz; Chico, Naercio e Beringa; Octavio, Santosinho, Cláudio, Emygdio e Teté.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco

 

O Paulista Football Club foi uma agremiação da cidade de Olinda (PE). O Aurianil foi Fundado no dia 08 de Março de 1915,  por funcionários da CTP (Companhia de Tecidos Paulista), liderados pelos Coroneis Frederico Lundgren e Arthur Lundgren. Além de proprietário da fábrica, Frederico Lundgren era também presidente do clube.  As cores do clube (amarelo e azul) foi uma homenagem a Suécia, terra da família de Lundgren.

A sua Sede ficava localizada na Vila do Paulista, s/n, no Bairro do Paulista, em Olinda. Já o seu Estádio (Campo da CTP) era murado e com capacidade para 1.500 pessoas. No mesmo ano da sua fundação, o Paulista disputou o Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Liga Sportiva Pernambucana (LSP).

Time-base de 1915: A. Guimarães; Fred Yats (D. Anderson) e Lhi Wakefield; J. Narciso (E. Barton), Holding (J. Leeck) e D. Maia (R. Leech); A. Narciso, Thon, W. Concill (J. Holding), S. Dennerley e O. Guimarães.

Em 1916 e 1917, o Paulista fez as suas duas únicas participações no Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão. Na sua estreia, a equipe Aurianil fez uma campanha modesta, terminando na 7ª colocação (foram seis jogos, com duas vitórias e quatro derrotas; marcando nove e sofrendo 17, saldo negativo de oito). As suas duas vitórias foi em cima da Casa Forte FC por 7 a 0 (07 de maio de 1916) e 2 a 1 (07 de setembro de 1916).

Time-base de 1916: Leeck; Pereira (Arthur) e Romeu (Chalmers); Fernando, Barton (F. Yates) e Hermogenes; Oswaldo (M. Vianna), Pires (Burton), Gregory, Baretto e J. Leech (Nelsino).

 Na segunda e última participação, o Paulista foi goleado pelo Sport Recife por 4 a 1 (08 de abril de 1917) e depois caiu diante do Náutico por 3 a 2 (10 de junho de 1917). No seu terceiro jogo diante do Casa Forte FC, não compareceu e perdeu por W.O. A partir daí o clube desistiu da competição para nunca mais retornar.

Time-base de 1917: Paulo; Oswaldo e Chalmcrs; Anagan, Novaes e Barton; Baptista, Pedro, Ziezing, Barreto e Waldemar.

 PS: Importante entender que Paulista era um mero bairro da cidade de Olinda até 1935, quando se emancipou e virou um Município. Paulista fica a 17 km da capital pernambucana, e, atualmente,  possui uma população de 319.769 habitantes, segundo o censo do IBGE de 2014.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Casa Forte Football Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). A equipe alvianil foi Fundado no dia 19 de Janeiro de 1914, por esportistas e estudantes do bairro de Casa Forte. A sua Sede ficava localizada na Estrada das Ubaias, 07, no Bairro de Casa Forte, no Recife. O Casa Forte mandava os seus jogos no Campo da Campina de Santana.

No ano seguinte a sua fundação, o Casa Forte FC, se aliviou ao Torre Sport Club e a Colligação Sportiva Recifense para criar a Liga de Foot-Ball Suburbana ou Liga Suburbana, no dia 2 de março de 1915. A Competição foi paralisada em 1922 e só voltando a ser realizada em 1928, mas em 1929 deixou de funcionar definitivamente.

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Casa Forte participou de duas edições: 1916 e 1917. Na primeira participação, acabou sendo um fiasco perdendo todos os seis jogos, marcando apenas cinco gols (menos de um gol por jogo) e sofrendo 35 (quase seis por partida).

Contudo, em 1917, a mudança foi grande, terminando na 2ª posição do seu grupo (só atrás do Sport Recife, que decidiu o título com o vencedor da outra chave, o Santa Cruz. No final, o Sport levou a melhor e venceu por 3 a 1, se sagrando campeão).

Ao todo, foram cinco jogos, com duas vitórias, dois empates e uma derrota; marcando cinco gols e sofrendo 10. A primeira vitória e única do Casa Forte (o triunfo diante do Paulista foi por W.O.) foi diante do Náutico por 3 a 1, no dia 29 de abril de 1917. Em 1918, a equipe alvianil retornou para disputar a 2ª Divisão, organizada pela Liga Suburbana de Desportes Terrestres (LSDT).

Time-base de 1915-16: R.Silva; J. Luiz e A. Reis; C. Correia, Barros e Foster; Lopes, R.Monteiro, Alano, J. Barretto e C. Foster.  

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Campeonato Suburbano de 1930 (Segunda Divisão Pernmbucana), organizado pela Liga Suburbana de Desportos Terrestres (LSDT), foi definida com a participação de 29 clubes, divididos em três zonas: Sul (dez times), Centro (oito clubes) e Norte (11 equipes).

ZONA NORTE:

Associação Atlética do Arruda;

Atheniense Football Club;

Auto Sport Club;

Botafogo Sport Club;

Club Reginaldo;

Liberal Sport Club;

Luz e Força Sport Club;

Mocidade Football Club;

Montenegro Sport Club;

Rio Corrente Football Club;

Tuyuty Football Club.

 

ZONA CENTRO:

Fluminense Football Club;

Independência Football Club;

Monteirense Football Club;

Palmeiras Torres Sport Club;

Sport Club Bangu;

Sport Club Palmeira;

Varzeano Football Club;

Varzeano Sport Club;

 

ZONA SUL:

Jutahy Sport Club;

Palmeira Uchôa Football Club;

Planeta Football Club;

Tigipió Sport Club;

Associação Atlética Great Western;

Bahia Football Club;

Modesto Sport Club;

Pina Sport Club;

Aurora Football Club;

Trafego Sport Club;

 

FONTE:  A Província

 

A respeito do 1º Campeonato Pernambucano de 1915, só restava encontrar um participante. Agora não falta mais. O Colligação Sportiva Recifense foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O clube áureo-negro foi Fundado na década de 10, por esportista e  estudantes do bairro da Encruzilhada. No final dos anos 20 migrou para o bairro de Água Fria.

A sua Sede ficava na Rua Marcílio Dias, 39 / 1º andar, no Bairro de Água Fria, no Recife. O Colligação mandava os seus jogos no Campina do Derby (de propriedade da Intendência Municipal do Recife).

A sua estreia no Campeonato Pernambucano de 1915, organizado pela Liga Sportiva Pernambucana (LSP), aconteceu no domingo, do dia 1º de Agosto daquele ano. O jogo foi diante do Santa Cruz F.C., às 11h50min., arbitrado pelo Sr. Getúlio, no Campo do Derby.

No domingo, do dia 29 de Maio de 1915, o Colligação Sportiva Recifense venceu o Estrella do Norte Foot-Ball Club, de Paulista, por 2 a 0, em amistoso. O Jornal de Recife descreveu da seguinte forma o uniforme das equipes:

Colligação: camisa de flanela branca, gravata preta e amarela e calção branco. Estrella do Norte Foot-Ball Club: Camisas encarnada, gravata e calção branco.

Time-base de 1915: Rubens Silva (Ernesto Fragoso); Antonio Faria e A. Reis; Salomon Stevens, Anísio e V. Seve; Abel Stevens, José Castro, Pedro Faria (T. Farias), José Barreto e Adaucto de Araujo.

Time-base de 1916: Paulo Ramos; Sitonho e Almdeida; Salomon Stevens, Euclydes e Rodrigues; Abel Stevens, Adolpho, J. Castro, R. Cruz e Adaucto de Araujo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Torre Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O ‘Madeira Rubra’ foi Fundado no dia 13 de Maio de 1909, por funcionários do Cotonifício Torre Ltda. juntamente com esportistas locais, entre os quais: Miguel Lima, Mario Pinto, Jeronymo Hygino e Álvaro Guimarães.

A sua Sede ficava na Rua da Imperatriz, 168 – 1º andar, no Bairro da Boa Vista. Depois se mudou para a Rua da Glória, 243, no Bairro da Boa Vista. Por fim, na Rua do Rosário, 10, no Bairro da Torre, no Recife. O seu Estádio era o Campo da Torre.

TORRE AJUDA A FUNDAR A LSP

Além do futebol, o clube também participava do Estadual de Voleibol e xadrez. Sem dúvida, o Torre, apesar de ser modesto, era um clube de muito prestigio no Recife. Tanto é verdade que o ‘Madeira Rubra’ no dia 16 de junho de 1915, foi um dos fundadores da Liga Sportiva Pernambucana (LSP), que depois passou a se chamar Federação Pernambucana de Desportos (FPD) e hoje tem a nomenclatura de Federação Pernambucana de Futebol (FPF).

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Torre Sport Club participou de 24 edições: 1915 (3º lugar), 1916 (6º lugar), 1917 (3º lugar), 1918 (6º lugar), 1919(4º lugar), 1920 (3º lugar), 1921 (4º lugar), 1922 (4º lugar), 1923 (3º lugar), 1924 (3º lugar), 1925 (2º lugar), 1926 (1º lugar), 1927 (2º lugar), 1928 (2º lugar), 1929 (1º lugar), 1930 (1º lugar), 1931 (4º lugar), 1932 (7º lugar), 1933 (8º lugar), 1934 (7º lugar), 1935 (5º lugar), 1936 (9º lugar) e 1940 (7º lugar).

Ascensão até o TRI 1926, 1929 & 1930

A exceção de 1916-18 (ficou na sexta posição), entre 1915 a 1924 o Torre figurou entre os três (cinco vezes) e quatro (três vezes) primeiros colocados. Então em 1925, o ‘Madeira Rubra’ subiu um degrau, terminando com o vice-campeonato.

No ano seguinte, veio a sua maior glória ao conquistar o Campeonato Pernambucano de 1926, de forma contundente. Nos 11 jogos, somou 18 pontos (três a mais do que o 2º colocado: Náutico, com 15); com oito vitórias, dois empates e uma derrota, marcando 17 gols e sofrendo apenas sete tentos.

O Torre seguiu forte e bateu na trave em 1927 e 1928, ficando com vice. No entanto, em 1929 o Torre faturou o Bicampeonato de forma Invicta. Nos 13 jogos, somou 22 pontos, com nove vitórias e apenas quatro empates; marcando 26 gols e sofrendo apenas 10 (melhor defesa do Estadual).

Em 1930, o ‘Madeira Rubra’ seguiu irresistível e faturou o Tricampeonato Pernambucano. Dos nove jogos, somou 14 pontos, com sete vitórias e duas derrotas; marcando 20 gols e sofrendo 14 tentos.

DECLÍNIO

Ironicamente, após o tricampeonato o Torre começou a ter problemas internos e a dificuldade de se adequar a Era profissional. O resultado pode ser visto dentro de campo, com campanhas ruins até 1936. O clube se afastou e ficou de fora de três temporadas até 1940, quando tentou retornar. Após o final do Estadual, novo afastamento, mas esse foi em defitivo.

 

REORGANIZADO EM 1938

Nos anos 30, com a nova ‘Era do Futebol Profissional’ o Torre não conseguia se adequar a realidade.  Para evitar uma crise maior alguns sócios da ‘Velha Guarda’ se uniram a fim de Reorganizar o clube em 1938: Antonio Antunes, Antonio Almeida, Luiz Gayoso, Fernando Maia e Constantino Caldas.

A princípio, a decisão parecia ser acertada, sobretudo quando o Torre se sagrou campeão na Divisão Branca de 1939.

EM 1943 É O FIM DA LINHA

O Torre Sport Club fechou às portas no ano de 1943. Dois anos depois (1945), o Diário de Pernambuco, fez uma bela reportagem sobre o clube, mostrando a carteirinha, o escudo que ficava na entrada da Sede e contando um pouco da história deste simpático clube suburbano recifense.

Dois tópicos foram preponderantes para a sua extinção. Uma, foi a entrada do futebol profissionalismo no futebol, no qual o Torre não aderiu ao esporte remunerado.

E, talvez, o ponto mais significativo, era que o Torre era um clube excessivamente político. Os homens que administravam o clube eram figuras proeminentes na gestão do Estado, ocupando cargos que depois caíram. E quando estes homens desapareceram do cenário político o Torre sentiu-se enfraquecido. Viu o seu prestigio abalado. Cambaleou durante algum tempo e naufragou.

Time-Base de 1916: Agripino; B. Lima e Oswaldo; Adolpho, M. Pinto e Abelardo; Louis, Barroso, Salter, Alano e Charles.

Time-Base de 1920: Paulo; Arthur e Aquino; Amaro, Paulino e Austregésilo; Tarquínio, Oswaldo, Hermógenes, Brandão e Arlindo.

 

TÍTULOS

Taça Maviael do Prado (ao vencedor na melhor de três jogos contra o Náutico): 1930;

Torneio Início de 1922;

Taça A Província (Temporada Baiana: Associação x Torre): 1922;

Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão: 1926, 1929 e 1930;

Divisão Branca de 1939.

 

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco 

 

O Club Sportivo da Encruzilhada foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). A história começou a ganhar um tom esverdeado após sofrer a reorganização no dia 06 de Janeiro de 1917. A Alviverde da Encruzilhada (o clubes possuíam outras alcunhas: Periquitos do Subúrbios e/ou Camisas Verdes) foi Fundado por esportistas do bairro da Encruzilhada, liderados pelos Srs. João Muniz Ramos, Alderico de Freitas, Agapyto de Freitas,  Arthur Neves,  Ezequiel Piretti, Humberto Gama, Manoel Filizzola  e  Alcides Lima que também foi seu 1º presidente.

A sua Sede e campo ficavam localizados na Rua Castro Alves, s/n, no Bairro da Encruzilhada. O Encruzilhada disputou o Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em sete oportunidades: 1929, 1930, 1931, 1932, 1933, 1934 e 1935.

Time-base de 1928: Ismael; Machado e Pedro Sá (Cap.); Cunha, Lima e Pedrinho; Tóta, Jacy, Motta, Lyla, Pital e Almeida. 

PS: Gostaria de esclarecer que em nenhum momento, nas minhas pesquisas, li alguma menção de que o clube foi azul. Em todas, sempre foi branco e verde!

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

O Varzeano Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE).  O ‘Auri-Violeta da Várzea’ foi Fundado no dia 15 de Novembro de 1925, por sócios dissidentes do Varzeano Football Club (Fundado em 1917) e alguns desportistas do bairro.  A sua Sede ficava na Rua Francisco Lacerda, 176, no Bairro da Várzea (nos dias atuais ainda restam um pedaço do que foi a sede e o campo).

Cinco meses e 10 dias após a sua fundação, no domingo, no dia 25 de julho de 1926, o Varzeano inaugurou o seu campo (Campo da Várzea). No ano seguinte, foi um dos fundadores da Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT), em 1927. Neste mesmo ano o Varzeano S.C. se sagrou campeão do I Campeonato Suburbano de 1927.

Time-base de 1927: Milton; Penaforte e Joãozinho; Miranda, Pé de Ouro e Mazinho; Adabelberto, Aggeu, Zezé, Raphael (Carvalho) e Fernandes (Ephraim).

Três anos e cinco meses depois do seu surgimento, no domingo, do dia 15 de abril de 1928, diante de pouco mais de 1 mil pessoas, estreou o seu novo uniforme em listras verticais nas cores roxo e amarelo. O Varzeano venceu, em amistoso, o Força Pública pelo placar de 3 a 2.

O ‘Auri-Violeta da Várzea’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão uma vez: 1933, quando terminou com o vice-campeonato, perdendo a final para o Santa Cruz. Time-base de 1933: Arara; Quida e Perdido; Nilo, Jorge e Zeca; Biu, Zequinha, Quincas, Neco e Alfredo.

Apesar dessa bela campanha, o que deveria servir como motivação acabou não acontecendo. Após alguns anos paralisado, alguns abnegados torcedores se juntaram e reorganizaram o Varzeano Sport Club no dia 13 de julho de 1938, mudando de Sede, passando para a Rua Francisco Lacerda, 388, igualmente situado no Bairro da Várzea (atualmente o local fica a Igreja Adventista do Sétimo Dia).

Contudo, o Varzeano não foi mais o mesmo e devido aos maus resultados e paralelamente o desinteresse dos sócios o clube foi definhando pouco a pouco até desaparecer em definitivo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

 

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