Seleção Paraense de Futebol - 1941

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 


FONTE: Revista Placar

 

O São Joaquim Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Belém (PA). O clube Alvianil foi Fundado na sexta-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1936. A sua Sede está localizada na Rua Anchieta, nº 255, no Bairro Marambaia, em Belém. O clube participou dos campeonatos citadinos e as competições na base, onde conquistou o Campeonato de Paraense Juvenil em 1973.

FONTES: Blog Izomar – Jornal o Liberal

 

FOTO: Revista Fon-Fon 

 

FOTO: Revista Fon-Fon

 

Tuna Luso Comercial (Belém-PA) - 1945

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 07 DE JUNHO DE 1942
LOCAL: BELÉM – PA

1º JOGO

TUNA LUSO

1-0

PAYSANDU

2º JOGO

REMO

1-0

TRANSVIÁRIO

FINAL

TUNA LUSO

1-1

REMO (1-0 ESC)

CAMPEÃ – TUNA LUSO COMERCIAL (BELÉM – PA)

Tuna Luso Comercial - Campeã do Torneio Início

Vice campeão do Torneio Início

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 22 DE ABRIL DE 1951
LOCAL: BELÉM – PA

1º JOGO

CANUDENSE

1-1

UNIÃO ESPORTIVA (2-1 ESC)

2º JOGO

JABAQUARA

0-0

SANTA CRUZ (3-1 ESC)

3º JOGO

SANTA MARIA

1-0

PARAENSE

4º JOGO

AUTO

3-1

DRAMÁTICO

5º JOGO

TUNA LUSO

1-0

PAYSANDU

6º JOGO

REMO

2-0

PAULISTA

7º JOGO

COMBATENTES

3-0

CANUDENSE

8º JOGO

SANTA MARIA

0-0

JABAQUARA (2-1 ESC)

9º JOGO

AUTO

0-0

TUNA LUSO (4-3 ESC)

10º JOGO

REMO

1-0

COMBATENTES

11º JOGO

SANTA MARIA

0-0

AUTO (1-0 ESC)

FINAL

REMO

1-0

SANTA MARIA

CAMPEÃO – CLUBE DO REMO (BELÉM – PA)

 

 

Em pé: Oliveira,Beto,Jota Alves,Abel,Castilho,Carlinhos. Agachados: Quarentinha,Pau Preto,Édson Piola,Milton Dias e Ércio.

Fonte:Enciclopédia do Futebol Paraense

 

Campeonato Paraense 1913

Participantes
Belém Sport (Belém Sport Foot-Ball Club) – Belém
Guarany (Guarany Foot-Ball Club) – Belém
Internacional (Internacional Foot-Ball Club) – Belém
Norte Club (Norte Club) – Belém
Panther (Panther Foot-Ball Club) – Belém
Grupo do Remo (Grupo do Remo) – Belém
União Sportiva (Sociedade Athletica União Sportiva) – Belém

Organização: LPF – Liga Paraense de Foot-Ball

29/06/1913
União Sportiva 2×2 Internacional
06/07/1913
Norte Club 2×0 Panther
13/07/1913
Guarany 1×0 Belém Sport
14/07/1913
Grupo do Remo 4×1 União Sportiva
20/07/1913
Norte Club 2×0 União Sportiva
27/07/1913
Internacional 1×1 Panther
03/08/1913
Guarany 0×4 Grupo do Remo
10/08/1913
Grupo do Remo 3×2 Panther
15/08/1913
Belém Sport 0×6 Internacional
17/08/1913
Norte Club x Guarany
24/08/1913
Panther 2×7 União Sportiva
31/08/1913
Internacional 1×2 Grupo do Remo
07/09/1913
Norte Club 4×0 Belém Sport
14/09/1913
Guarany 0×0 Internacional
21/09/1913
Panther 2×1 Belém Sport
28/09/1913
União Sportiva 2×0 Belém Sport
05/10/1913
Norte Club 1×1 Grupo do Remo
12/10/1913
Internacional 1×2 Norte Club
19/10/1913
Guarany 1×3 Panther
20/10/1913
Grupo do Remo 10×0 Belém Sport
09/11/1913
Guarany x União Sportiva
15/11/1913
Norte Club 1×1 Guarany
23/11/1913
Guarany x União Sportiva

Classificação
Colocação
1    Grupo do Remo    11
2    Norte Club    10
3    União Sportiva    5
Internacional    5
Panther    5
6    Guarany    4
7    Belém Sport    0

Pesquisa: Moisés Henrique Gonçalves da Cunha
Fonte: Jornal “Estado do Pará” através do site da Hemeroteca da Biblioteca Nacional

 

TURNO ÚNICO

26.04.1956

ABC(RN)

1-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

26.04.1956

AMÉRICA(RN)

2-2

TUNA LUSO(PA) NATAL – RN

29.04.1956

TUNA LUSO(PA)

3-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

29.04.1956

AMÉRICA(RN)

2-0

ABC(RN) NATAL – RN

01.05.1956

AMÉRICA(RN)

2-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

01.05.1956

ABC(RN)

2-0

TUNA LUSO(PA) NATAL – RN

CAMPEÃO – AMÉRICA  FUTEBOL CLUBE (NATAL – RN)

 

C.R. VASCO DA GAMA (RJ) 9 X 0 TUNA LUSO (PA)
LOCAL: Estádio São Januário, no Bairro Vasco da Gama – Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER: 1ª Fase – 7ª Rodada – Copa Brasil
DATA: Domingo, do dia 19 de Fevereiro de 1984
RENDA: Cr$ 21.007.000,00
PÚBLICO: 12.855 pagantes
ÁRBITRO: Roque José Galas (RS)
CARTÃO AMARELO: Nenê (Vasco)
CARTÃO VERMELHO: Ronaldo (Tuna Luso)
VASCO DA GAMA: Acácio (Roberto Costa; Edevaldo, Daniel González, Nenê e Airton; Pires, Geovani e Arthurzinho; Jussiê, Marcelo e Marquinhos (Cláudio José). Técnico: Edu
TUNA LUSO: Ocimar; Quaresma, Bira, Paulo Guilherme (Ronaldo, 18 do 2º) e Mário (Ronaldo); Samuel, Ondino e Jorginho; Tiago, Miltão e Luís Carlos. Técnico: Ari Greco
GOLS: Arthurzinho aos cinco e 40 minutos (Vasco); Geovani aos 22 minutos (Vasco); Airton aos 29 minutos (Vasco); no 1º Tempo. Arthurzinho aos quatro e 48 minutos (Vasco); Marcelo aos oito, nove e 29 minutos (Vasco)

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

O Comercial Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Belém (PA). Sediado no Bairro do Telégrafo Sem Fio, em Belém, a equipe foi Fundada em 1970, como Dom Vital por funcionários da Transportadora Dom Vital. Seis anos depois adentrou na esfera profissional, quando alterou o nome para Comercial F.C.

HISTÓRIA

Tudo começou em 1970, quando um grupo de empregados da Transportadora Dom Vital fundaram uma agremiação para jogos fins de semana – e naturalmente a batizaram com o nome da empresa. O time começou a ganhar fama com as vitórias sobre os irmãos mais pobres e aos poucos admitiu o ingresso de aficionados de fora, principalmente os residentes no Bairro do Telégrafo Sem Fio, onde se localiza a firma.

Em 1974, Antero Ribeiro, dirigente da empresa em Belém, resolveu oficializar o Dom Vital, inscrevendo-o na Federação Paraense de Futebol (FPF), para disputar o Campeonato Distrital. Estava longe, então, de supor que seguiria o mesmo caminho de outros irmãos bastante ligados ao futebol: Paulo, ao Bonsucesso; João de Deus, ao Náutico; e Reginaldo, ao Sport.

No mesmo ano de sua oficialização, o Dom Vital conseguiu faturar o Distrital; repetiu à dose no ano seguinte. Não foi tão bem em 1976: conseguiu apenas o terceiro lugar. Por isso, chegou a ser surpreendente o convite da FPF para que o clube adotasse o futebol profissional.

Pensei muito antes de tomar a decisão. Conversei com Said Xerfan (líder de outro grupo empresarial) e surgiu a idéia de levarmos a coisa meio a meio”, contou Antero Ribeiro.

Dizem alguns que o experiente Paulo Ribeiro teria aconselhado ao irmão evitar que a firma corresse algum risco lançando seu nome numa aventura. Antero diz que o negócio não foi bem assim.

Meus irmãos fizeram algumas ponderações e eu cheguei à conclusão de que o nome da empresa poderia nos trazer alguns problemas, pois muitos de nossos clientes são torcedores do Paysandu ou Clube do Remo”, revelou.

Dom Vital não podia. Outro nome foi aventado: um dos muitos utilizados pela Xerfan, firma de confecções. Vetado, pois chegou-se à conclusão de que o clube deveria ter um nome neutro. E assim surgiu o Comercial.

Com força total – surpreendentemente. Ao fim do primeiro turno do campeonato, havia desbancado Tuna Luso e Paysandu. Dentro e fora de campo. Dentro, já garantiu sua participação na fase decisiva do título – tudo é lucro para o Comercial no segundo turno; fora, só perdeu em rendas (por muito pouco) para o Clube do Remo.

Sucesso que tem explicações convincentes. A primeira delas: uma boa organização, com perfeito suporte financeiro, apesar dos bons salários pagos, quinzenalmente e sempre em dia. “Faturo tanto quanto no Remo e em dia, o que é mais importante”, disse o lateral Lúcio Oliveira, salários de 6 mil cruzeiros.

Não é de se admirar que o Comercial esteja fazendo e acontecendo – afinal é o clube que paga os maiores bichos. Se o time tivesse faturado o primeiro turno, cada jogador receberia 5 mil cruzeiros.

Quanto ao time, sem maiores novidades para o torcedor – o que soa como castigo para os grandes. O Remo forneceu Lúcio Oliveira, Zé Lima e Amaral; a Tuna Luso contribuiu com o Carvalho; o Paysandu emprestou Da Silva; os demais titulares foram conseguidos no Santarém e no Castanhal, afora o Edgar, cedido pelo Rio Negro, do Amazonas.

O elenco que temos é suficiente para o campeonato, até porque já estamos classificados, junto com o Remo, para a decisão do título. Mas temos de pensar em reforços, pois nossos planos vão além”, afirmou o técnico José Maria Cunha.

Enganam-se quem pensa que o treinador é o único a sonhar com um futuro brilhante. O presidente Antero Ribeiro também alimenta esse acesso meteórico do Comercial. “Isso mesmo. Queremos o título paraense e depois esperamos entrar no Brasileiro”, destacou Antero Ribeiro.

 

Comercial de 1977: Pedrinho (La Ursa); Chico, Edgar, Olaci (Carvalho) e Lúcio Oliveira (Zé Quéti); Da Silva (Orlando Lima), Carlitinho (Zezinho) e Zé Lima (Mickey); Rangel (Nazareno), Fidélis (Isaías) e Amaral (Gonzaga). Técnico: José Maria Cunha

Artilheiros: Fidélis com dez tentos; Carlitinho e Zé Lima com seis.

FONTE: Revista Placar (15/07/1977)

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTES: Mercado Livre – Revista Placa

 

FONTE: Mercado Livre – Revista Placar

 

FONTE: Mercado Livre

 

Finalmente o Paysandu realizava sua última partida em sua pioneira excursão ao Amazonas, e ainda estava invicto. O adversário era agora a seleção amazonense. O jogo realizou-se no dia 8 de Agosto, numa quinta-feira e novamente o público foi numeroso no Parque.

Para arbitrar o jogo foi mais uma vez convocado o inglês H.W. Blake. Antes do duelo principal, houve uma preliminar entre o Manaos Sporting e o Independência, que terminou em 1 x 1.

Entravam no gramado os dois protagonistas daquela. Equiparadas as equipes, os capitães Sandoval e Pequenino fizeram o sorteio. Ganhou o selecionado amazonense que deu a saída de bola às 17 horas e 25 minutos, através de Leopoldo.

Após muitas investidas de lado a lado, Pitota, em boa colocação, abria a contagem ao marcar o primeiro gol do Paysandu. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem dos visitantes por 1 x 0.

Reiniciado o jogo, Setenta e Sete deu um chute à gol que foi rebatido pelo goleiro Elias, indo a bola cair nos pés do mesmo que a passou para Quarenta (que estava impedido) e chutou a gol, mas Elias fez um giro com a mão na bola, mandando-a para fora, sem que a mesma ultrapassasse a linha do gol.

Mesmo assim, com essas duas irregularidades, o juiz validou o ponto. A torcida aplaudiu friamente, não concordando com a marcação. É a vez de Arthur Moraes penetrar na área amazonense com velocidade onde acabou se chocando com Pequenino, caindo dentro da área.

O juiz marcava o pênalti. Houve protestos por parte dos amazonenses mas o juiz manteve a decisão. Sandoval cobrava a penalidade e assinalava o terceiro gol do Paysandu. O interessante é que o goleiro Elias ainda se achava do lado de fora da trave, tendo corrido ligeiramente a seu posto para defender, o que não conseguiu.

Em seguida, devido a validade dos dois últimos gols, que consideraram irregulares, os jogadores do Amazonas resolveram abandonar o campo, com apoio e aplausos da torcida. Cinco minutos depois o juiz deu por encerrada a partida com a vitória do Paysandu sobre a seleção do Amazonas por 3 x 0.

Os atletas paraenses, em frente à arquibancada, saudavam os jogadores amazonenses e a torcida, recebendo assim muitos aplausos. Já estando os visitantes na arquibancada, foi entregue ao capitão do Paysandu a Taça Doutor Dejard de Mendonça como também uma bola oferecida pelo Bazar Sportivo, a melhor casa de materiais esportivos de Manaus.

E assim, com uma campanha invicta e levando mais um troféu para sua galeria, finalizava assim a primeira excursão do Paysandu ao Amazonas. A delegação paraense embarcava no vapor Hildebrand, no dia 10 de Agosto, deixando Manaus rumo à Belém do Pará.

Anúncio do Jornal do Commercio, do dia 8 de Agosto, sobre o jogo que houve naquele dia entre o Paysandu com a Seleção do Amazonas. Foi a última partida da excursão na qual o Paysandu se despediu com vitória

 

 SELEÇÃO DO AMAZONAS         0          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 8 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 17 horas e 25 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

AMAZONAS: Elias; Waldemar e Humberto; Pequenino, Eduardo e Fonseca; Dico, Luiz, Leopoldo, Leonardo e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Pitota (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta (Paysandu); Sandoval (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto – Site Baú Velho

 

 

Após o emocionante empate com o Nacional, o Paysandu é convidado para realizar um jogo que não estava programado. O convite veio da diretoria do time suburbano do São Raimundo.

A delegação paraense aceitou de bom grado o convite e se dirigiu ao bairro de São Raimundo, local onde seria disputado o jogo. Interessante é que esse duelo não teve tanta atenção e destaque da imprensa, chegando a mesma a classificá-lo como um simples treino.

Mas não era assim que pensavam os dois times pois ambos estariam em campo com sua força máxima. Talvez, por ser um time de subúrbio e de um bairro, na época, afastado da zona central e habitado por pessoas de baixa renda, além de ainda ser o São Raimundo ser considerada uma equipe fraca naquele ano, tenha contribuído para a imprensa não ter dado o merecido destaque.

O jogo foi marcado para o dia 6 de Agosto, uma terça-feira. No dia marcado para o duelo, todo o comércio do bairro foi fechado para que todos os habitantes do local acompanhassem a partida.

Naquele dia, antes do jogo, a diretoria do São Raimundo ofereceu, no almoço, uma churrascada para os jogadores visitantes. O jogo seria no campo do São Raimundo, no próprio bairro. Para juiz foi escolhido Márcio Oliveira, conhecido como Pequenino, que era jogador do Nacional.

A entrada foi franca, fazendo com que a torcida comparecesse em massa. O jogo começou às 16 horas da tarde. Em campo, os dois times partiram bruscamente em busca da vitória.

No final, o placar acusou um empate de 2 x 2. Após o fim do jogo, ambos os times dirigiram-se à sede do São Raimundo, acompanhados de muitos populares, onde houve uma bela recepção para os visitantes.

Time do Paysandu

 

SÃO RAIMUNDO (AM)                  2          X         2          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio do São Raimundo, em Manaus (AM)

DATA: Terça-feira, dia 6 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: Entrada franca

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO:  Márcio Oliveira, ‘Pequenino’

SÃO RAIMUNDO: Cândido; Waldemar e Quincas; Quinô, Anacleto e Normando; Clarindo, Edgundes, Olympio, Zequinha e Paiva.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Após o baile que deu no Rio Negro, o Paysandu iria enfrentar a principal força do futebol amazonense e o maior campeão do estado, o Nacional. Esse foi o jogo mais esperado da excursão pois estariam no campo duas das principais forças do futebol dos dois estados.

Mais de 6 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde do dia 4 de Agosto, num domingo. Bem antes do jogo começar, às 14 horas, o Parque já estava lotado. Do lado de fora,um intenso movimento de bondes, automóveis e pessoas em uma verdadeira romaria.

Às 15 horas e 15 minutos os jogadores do Paysandu chegavam ao estádio em automóveis. Dez minutos depois chegavam os atletas do Nacional. Houve uma partida preliminar entre o Euterpe e o Independência.

A banda de música da Polícia tocou seu repertório antes do jogo. O inglês H.W. Blake, gerente do Banco de Londres, foi escolhido como juiz da partida. Precisamente às 16 horas e 30 minutos tinha início o esperado jogo.

Página do Jornal do Commercio noticiando o empate que houve entre o Nacional e o Paysandu.O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Virginio se apossa da bola, entrega-a para Rochinha e este para Leonardo que dribla Abílio e chuta, abrindo a contagem e fazendo o primeiro gol do Nacional. É a vez de Sandoval dá um passe para Quarenta que driblou Rodolpho e marcou o primeiro gol dos visitantes, empatando o jogo.

Leonardo cobra um escanteio para o Nacional, Virginio sobe e, de cabeça, empurra a bola para dentro das redes de Castilho, marcando o segundo ponto nacionalino, passando o time local novamente à frente do placar. Houve muita vibração da torcida.

Novamente Virginio passa a bola para Leonardo que marca o terceiro gol do Nacional. Porém, o juiz anulou o gol alegando impedimento do atacante nacionalino. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Nacional por 2 x 1.

É iniciado o segundo tempo. Cobrador manda a bola para Quarenta que a emendou para Pitota, de cabeça, fazer o segundo gol do Paysandu e empatar novamente a partida.

É a vez do ataque nacionalino entrar em ação. Orlando escapa de seus marcadores e dá um passe para Rochinha que, de cabeça, mandou a bola para Leonardo que assinalou o terceiro tento do Nacional, desempatando o jogo.

Mas o Paysandu não estava morto e,de uma avançada de Setenta e Sete, resultou o terceiro gol dos paraenses,empatando outra vez. Logo a seguir, é a vez de Cobrador dar um chute, que foi aproveitado por Quarenta que novamente vazava a meta do goleiro Lisboa, fazendo assim o quarto ponto e passando o Paysandu à frente do placar.

O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Faltando 8 minutos para acabar o jogo, Sócrates se apossa da bola e chuta à gol. Leonardo e Rochinha acompanham a trajetória da bola enquanto Castilho, confuso, pega mal a esfera deixando-a resvalar por entre suas pernas, fazendo assim o quarto gol do Nacional, igualando-se no placar com seu adversário.

Esse gol provocou um verdadeiro delírio na torcida. E assim o juiz trilava o apito dando como resultado final um empate de oito gols. À noite, na sede do Nacional, houve uma festa entre os jogadores dos dois clubes.

 

 

NACIONAL (AM)                 4          X         4          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 4 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 30 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

NACIONAL: Lisboa; Rodolpho e Humberto; Luiz, Eduardo e Sócrates; Orlando, Pequenino,Virginio, Rochinha e Leonardo.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Leonardo (Nacional); Quarenta (Paysandu); Virginio (Nacional), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Leonardo (Nacional); Setenta e Sete (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Sócrates (Nacional), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

O segundo compromisso do Paysandu foi diante do tradicional Rio Negro, uma das principais forças do futebol baré. O jogo foi marcado para o dia primeiro de Agosto, numa quinta-feira. Para facilitar a presença da torcida no estádio, o prefeito de Manaus declarou encerrado o expediente no comércio a partir das 15 horas.

Página do Jornal do Commercio, do dia 1 de Agosto de 1929,anunciando, para aquele dia,o jogo entre o Paysandu e o Rio Negro, no qual o time paraense goleou a equipe amazonense.

Mesmo assim o Parque recebeu um público regular. No jogo preliminar, o Cruzeiro do Sul ganhou de 3 x 2 do Libertador. Às 16 horas finalmente entravam os dois times em campo, sendo que o Paysandu apareceu empunhando a bandeira do Rio Negro e com buquê de flores que cobriram as cabeças dos jogadores Rio-Negrinos, gesto esse que ocasionou demorados aplausos do público.

Para árbitro do jogo foi escolhido o diretor técnico do Paysandu, senhor Antônio Coimbra. Eis as escalações. O jogo iniciou-se às 16 horas e 20 minutos. Iniciado o duelo, Cobrador mandou um chute certeiro que foi defendido por Cauby, rebatendo a bola que caiu nos pés de Carvalho que a passou para Quarenta, marcando este o primeiro gol do Paysandu, sob aplausos da torcida.

Lance do jogo entre Rio Negro e Paysandu,que terminou com uma goleada do time paraense.

Logo depois, o Rio-Negrino Candu bateu uma falta que, rebatida, a bola caiu nos pés de Sandoval que passou para Quarenta que tocou com a mão na bola e logo depois chutou e assinalou o segundo gol dos visitantes.

O juiz não viu a irregularidade e validou o gol. O jogo estava fácil para os paraenses. Arthur Moraes dribla Oliveira e toca a bola para Cobrador que empurra a esfera para dentro da rede do Rio Negro, aumentando o placar com o terceiro ponto. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Paysandu de 3 x 0 sobre o time da casa.

Reiniciado o jogo na etapa final, Carlito, do Rio Negro, foi substituído por Zé Travassos. Quarenta recebe a bola e, avançando com rapidez, chutou à queima-roupa, marcando o quarto gol do Paysandu.

É a vez de Cobrador que, escapando, chutou contra Cauby que defendeu em falso, ocasionando o quinto gol paraense. Pitota dá um forte petardo que foi rebatido por Cauby, mandando a bola para o centro, onde Quarenta recebeu e avançou, marcando mais um gol, o sexto para sua equipe.

De uma escapada de Setenta e Sete, a bola foi aproveitada por Arthur Moraes que devido a uma falha do goleiro Cauby, acabou por assinalar o sétimo gol. Esmorecidos, os jogadores do Rio Negro não tinham mais forças para reagir e de um erro na saída de bola, acabaram perdendo-a para o Paysandu, na qual Arthur Moraes, dois minutos depois de seu último ponto, marcava o oitavo gol em outra falha de Cauby, fechando assim a contagem com uma goleada de 8 x 0, que deixou o Rio Negro humilhado em campo e a torcida decepcionada. Terminava o jogo às 18 horas e 10 minutos.

ATLÉTICO RIO NEGRO (AM)                 0          X         8          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 1º de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 2.500 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 20 minutos

ÁRBITRO:  Antônio Coimbra

RIO NEGRO: Cauby; Oliveira e Antony ;Candu (Alfredinho), Armando e Carlito (Zé Travassos); Pires, Delphim, Alberto, Jacy e Cézar.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Carvalho, Sandoval e Pery; Cobrador, Pitota, Quarenta, Arthur Moraes e Setenta e Sete.

GOLS: Quarenta, duas vezes (Paysandu); Cobrador (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta, duas vezes (Paysandu); Cobrador (Paysandu); Arthur Moraes, duas vezes (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

A partida inaugural do campeão paraense foi contra o Cruzeiro do Sul, campeão amazonense daquele ano. O jogo aconteceu no dia 28 de Julho, no domingo, no Parque Amazonense. Cerca de 3 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde daquele dia.

O jogo também foi transmitido para Belém através do serviço telegráfico que ficou a cargo da embaixada paraense. Antes do jogo principal houve uma partida preliminar entre o Manaos Sporting e o Luso que empataram em 1 x 1.

Finalmente, às 15 horas e 50 minutos, entrava em campo o time do Paysandu acompanhado de seu diretor técnico, Capitão Antônio Coimbra. Entrava também o time do Cruzeiro do Sul, com aclamação e palmas da torcida.

Página do Jornal do Commercio anunciando o empate do Paysandu com o Cruzeiro do Sul na primeira partida do time paraense em sua pioneira excursão ao Amazonas.

Para juiz da partida foi designado o senhor Raymundo Chaves. Ambos os times posaram para fotografias. Estava presente a banda de música da força policial do estado, além das presenças ilustres do governador do estado, Efigênio Salles, e do prefeito de Manaus.

A senhora Guiomar Moreira, da sociedade local, deu o chute inicial do jogo. Num ataque do Cruzeiro, o zagueiro Abílio tocou com a mão na bola, ocasionando um pênalti. Waldemar cobrou a penalidade fazendo 1 x 0 para os amazonenses.

A torcida comemora em delírio. Dico dá um passe para Leopoldo e este entrega a bola para Augusto que assinala o segundo gol do Cruzeiro do Sul. Novos e prolongados aplausos da torcida. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem do time da casa por 2 x 0.

Reiniciado o jogo, há uma rápida escapada do Paysandu que, numa boa combinação, finaliza com um chute certeiro de Pitota, marcando o primeiro gol dos paraenses, o que gera aplausos da torcida.

Logo depois, é a vez de Cobrador fazer uma investida, driblando Fonseca e Mariozinho, ficando livre para chutar forte e empatar a partida para o Paysandu.

Fortalecidos com o empate, os visitantes partem para cima e, num ligeiro avanço de seus jogadores, acabou resultando num inesperado chute de Quarenta, que assinalou o terceiro gol, virando o placar para o Paysandu.

Vendo o time local em desvantagem, a torcida passa a incentivar os jogadores do Cruzeiro do Sul que recomeçam o jogo com entusiasmo e determinados a empatar.

E foi o que aconteceu. A bola fica na posse de Augusto que a passa para Leopoldo que driblou Abílio e marcou o gol de empate. A torcida entra em delírio. Às 17 horas e 55 minutos é encerrado o jogo entre os campeões do Pará e do Amazonas com um empate de seis gols.

 

CRUZEIRO DO SUL (AM)                        3          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 28 de Julho de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 3 mil pessoas

HORÁRIO: 15 horas e 50 minutos

ÁRBITRO:  Raymundo Chaves

CRUZEIRO DO SUL: Elias; Waldemar e Mariozinho; Caboclinho, Lisboa e Fonseca ; Dico, Tico-Tico, Leopoldo, Pedro e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Argemiro e Barbadiano; Cobrador, Carvalho, Quarenta, Pitota e Arthur Moraes.

GOLS: Waldemar, de pênalti (Cruzeiro do Sul); Augusto (Cruzeiro do Sul), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Cobrador (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Leopoldo (Cruzeiro do Sul), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Durante o ano de 1929, novamente lançou-se a ideia de um confronto entre clubes de futebol do Amazonas contra o Pará. Já era uma tradição, desde 1918, os confrontos pebolísticos entre as principais equipes dos dois estados amazônicos, o que gerava uma grande ansiedade e rivalidade entre os clubes adversários, principalmente entre os amazonenses que não viam a hora de comemorar uma vitória sobre o estado vizinho, o que acabava virando uma festa em Manaus.

Mas, na maioria das vezes, ganhar de um time paraense, seja em Manaus ou Belém, era bem difícil, pois o futebol do Pará, na época, era um dos melhores do Norte e Nordeste do Brasil (e hoje ainda é assim).

Em anos anteriores era a Federação Paraense que havia feito um convite para um clube amazonense jogar em Belém, como no caso o Nacional em 1919 e 1922. Mas agora a iniciativa partia da Federação Amazonense (FADA), que fez um convite para o Paysandu, campeão paraense, se fazer presente em Manaus para uma série de jogos contra as principais equipes do futebol do Amazonas.

A diretoria do Paysandu aceitou o convite e tratou de formar sua delegação para,pela primeira vez, vir jogar em Manaus. Organizada a embaixada e definido os jogadores, a delegação do Paysandu embarcou no navio a vapor Baependy, na noite de sábado do dia 21 de Julho, rumo à terra de Ajuricaba.

O Dr. Dejard Mendonça, chefe da delegação do Paysandu que veio para a excursão ao Amazonas.

A delegação paraense veio presidida pelo Doutor Dejard Mendonça, Antônio como diretor e Arthur Moraes nas funções de secretário e tesoureiro. Um imprevisto que aconteceu foi que os jogadores Aprígio, Mattos e Setenta e Sete não embarcaram sendo que os mesmos vieram no dia 23, no vapor Aidan, mas com a ausência de Aprígio que estava doente e não pôde vir.

O Paysandu chegou em Manaus à 1 hora da madrugada do dia 26 de Julho. Foram recebidos no porto pelos diretores da FADA,representantes dos clubes filiados,membros da colônia paraense e de representantes das autoridades do estado.Após as formalidades, os paraenses desfilaram de automóveis pelas principais ruas da cidade e depois trataram de se alojar.

O Doutor Dejard Mendonça ficou hospedado no Grande Hotel, enquanto os demais membros do Paysandu ficaram todos no Hotel Central. Na tarde do dia 26, a diretoria da FADA recepcionou a embaixada visitante no salão nobre do Ideal Clube, onde todos degustaram saborosos pratos além de terem adorado o guaraná, bebida tipicamente amazonense.

Também se fizeram presentes nessa recepção as delegações dos clubes filiados à FADA. Ficou decidido que o Paysandu realizaria partidas contra as principais forças do futebol do Amazonas naquele período: Cruzeiro do Sul, Rio Negro, Nacional e seleção do Amazonas.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Site do clube – Gaspar Vieira Neto

 

O Auto Club do Pará foi uma agremiação da cidade de Belém (PA). Fundado nos anos 30, o clube possuía algumas alcunhas como: “clube dos motorizados” ou”Fantasma dos Grandes”, pois conseguiu grandes vitórias sobre os grandes, principalmente diante da Tuna Luso.

“Fantasma dos Grandes” mandava os seus jogos no campo da Lauro Sodré. A sua sede nos anos 50, ficava na Rua O’ de Almeida, próximo à Avenida Quinze, onde funcionava a sede do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O Auto Club do Pará disputou seis campeonatos paraenses, entre 1948 a 1953. Mas a sua maior conquista foi o Torneio Inicio de 1949.

FONTE: Livro “Parazão Centenário”,  de autoria Ferreira da Costa

 

Página do Jornal do Commercio estampando a vitória do Nacional sobre a União Sportiva no jogo revanche.

Após o último jogo da União Sportiva contra o Nacional, foi marcado uma revanche pois os nacionalinos afirmavam que haviam sido prejudicados pelo campo alagado, devido à forte chuva que havia caído naquele dia. O novo duelo foi realizado no dia 27 de Fevereiro, numa quinta-feira. Dessa vez o Sol marcou presença, o que possibilitou que um grande público se fizesse presente no Parque Amazonense.

A partida foi dedicada à Associação Comercial, Associação dos Retalhistas e à Colônia Paraense de Manaus. Foi posta a Taça Dunlop, a ser entregue ao time vencedor. Houve um jogo preliminar entre os times reservas do Rio Negro e Cruzeiro do Sul. O jogador Lourena, da União, recuperado da fratura no nariz,voltava ao time.

Às 16 horas tinha início o confronto, arbitrado novamente pelo carioca Fraga Cruz.O Nacional jogou melhor fazendo com que triunfasse, ganhando do seu adversário por 2 x 1.

O primeiro gol nacionalino foi marcado por Gesta. Logo depois, Adolpho cometia um pênalti que foi batido por Sócrates, estufando as redes de Listo e assinalando o segundo gol do time local. Já Alcides marcou o único gol da União.

Do meio para o fim do primeiro tempo, o jogo ficou bastante violento. Ao fim da partida, ambos os times foram saudados com aplausos e vivas. Na arquibancada, o senhor Sílvio Franco fez a entrega da Taça Dunlop ao doutor Manoel Sebastião de Barros, presidente do Nacional.

À noite, os jogadores da União foram recebidos com brindes e danças na sede do Cruzeiro do Sul. No dia seguinte, 28 de Fevereiro, a embaixada paraense regressava à Belém a bordo do vapor Baependy. Membros da FADA, delegações dos clubes de Manaus e pessoas comuns estiveram presentes no porto para se despedir dos ilustres visitantes.

NACIONAL (AM)     2          X         1          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quinta-feira, 27 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Fraga Cruz (RJ)

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

NACIONAL: Nery; Rodolpho e Humberto; Luiz,Cangalhas e Sócrates; Orlando, Marcolino, Pequenino, Raymundinho e Leonardo.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

PRELIMINAR: Rio Negro 2 x 0 Cruzeiro do Sul

GOLS: Gesta (Nacional); Sócrates (Nacional); Alcides (União Sportiva), no 1º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

Finalmente, o mais esperado jogo aconteceu no dia 24 de Fevereiro, numa segunda-feira, e o adversário dos paraenses seria a maior força do futebol local, o Nacional. O público que se dirigiu ao Parque naquele dia foi regular.

Esse fato foi ocasionado devido a uma forte chuva que caiu, fazendo com que muitos torcedores desistissem de ir ao jogo. Além disso, a chuva alagou o campo do Parque tirando um pouco o brilho da partida.

Antes do embate principal, houve uma preliminar o Rio Negro venceu o Cruzeiro do Sul por 2 x 0. Às 16 horas entrava em campo o juiz, o carioca Fraga Cruz, do quadro de árbitros do Rio de Janeiro. Em seguida ingressaram os dois adversários em campo.

Marituba, capitão da União, ofereceu um buquê de flores a Orlando, do Nacional, no qual foi retribuído pelo atleta amazonense. A saída foi do Nacional. Com poucos minutos de jogo, registrou-se um escanteio contra os donos da casa.

Cobrado o escanteio, Alcides tocou com a cabeça para dentro do gol nacionalino. O árbitro anulou o gol devido a bola, na hora em que foi chutado, ter feito a trajetória por fora do campo. Mas a União não esmoreceu e, minutos depois, Erberto abria a contagem para o time de Belém.

A torcida aplaudiu com entusiasmo o gol de Erberto. E assim encerrou-se o primeiro tempo com a vantagem da União por 1 x 0. Começado o segundo tempo, Dantas e Lezeira foram substituídos por Raymundinho e Fausto. Faltando 15 minutos para acabar o jogo, é a vez de Alcides, em belo estilo, ampliar o placar para os paraenses. Trilado o apito final, o placar acusava mais uma vitória da União. Ao fim do jogo, ambos os times foram muito aplaudidos. A Taça do jogo foi oferecido pelo prefeito de Manaus ao quadro da União Sportiva.

NACIONAL (AM)     0          X         2          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Segunda-feira, 24 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Fraga Cruz (RJ)

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

NACIONAL: Nery; Rodolpho e Humberto; Pequenino, Cangalhas e Sócrates; Orlando, Dantas (Raymundinho), Luiz, Leonardo e Lezeira (Fausto).

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Aristóbulo e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

PRELIMINAR: Rio Negro 2 x 0 Cruzeiro do Sul

GOLS: Erberto (União Sportiva), no 1º Tempo. Alcides (União Sportiva), no 2º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

Página do Jornal do Commercio anunciado a vitória da União Sportiva sobre o Libertador.

O próximo desafio da União Sportiva seria contra o Libertador, vice-campeão amazonense de 1929. O jogo se realizou no dia 20 de Fevereiro, numa Quinta-feira. Interessante é que, dois dias antes, os jogadores paraenses estiverem na sede do próprio Libertador, onde tiveram uma grande recepção com direito a uma bela homenagem das torcedoras do rubro-negro amazonense que atiraram nos visitantes pétalas de flores.

Apesar do comércio ter funcionado normalmente, grande número de torcedores se dirigiu ao Parque. Antes do jogo começar houve uma apresentação preliminar de quatro provas de atletismo praticado por praças do 27 Batalhão de Caçadores.

Às 16 horas ingressou no gramado o juiz Tácito Moura. Ao chamado do juiz, entraram em campo os dois times sob uma salva de Palmas. Antes do início do jogo, os jogadores paraenses atravessaram o campo e colocaram, cada um deles, uma fita com as cores alvinegras no peito dos jogadores amazonenses.

Esse gesto foi precedido de uma longa salva de palmas. Feito o sorteio, a saída coube à União. O chute de saída foi dado por Mem Xavier. Iniciada a partida, o atacante amazonense Marcolino teve a rótula da perna deslocada, sendo substituído por Miguel.

O jogador paraense Marituba, perseguido e pressionado, resolveu recuar a bola para o goleiro Listo, que não percebeu a intenção de seu colega de time. A bola acabou tocando na trave e desviado para dentro das redes, ocasionando um gol contra e abrindo a contagem para o Libertador.

Reiniciado o jogo, Miguel, do Libertador, foi substituído por Armandinho. Em uma rápida e bem combinada escapada da União, Reis assinalava o gol de empate de sua equipe. E assim terminou o 1º tempo empatado em 1 x 1.

Voltando os jogadores a campo para o segundo tempo, a saída foi dada pelo Libertador. Tininga, procurando anular o ataque da União, acabou tocando com a mão na bola. Marcado o pênalti, este foi cobrado por Marituba que chutou na trave.

Em outra escapada bem combinada dos atacantes paraenses, a bola foi aproveitada por Erberto que marcava o segundo gol da União, passando assim à frente do placar. Dado novamente a saída, é a vez de Paixão praticar uma falta em Tirteu.

Batida a falta por Aristheu, Reis recebeu a bola e a chutou contra as traves de Zé Lopes, assinalando o terceiro gol da União. O goleiro Zé Lopes, ao devolver a bola, machucou-se seriamente, sendo substituído por Levy. Lourena, ao perseguir Edgard, acabou fraturando o nariz após a chuteira do amazonense o acertar no rosto.

Devido a esse acidente, o jogo foi interrompido sendo o jogador paraense retirado de campo enquanto Edgard foi substituído por Miguel. Sem mais alteração no placar, o jogo foi finalizado às 18 horas e 5 minutos.

O time da União subiu à arquibancada e ali assistiu a entrega da Taça Mem Xavier da Silveira, a pedido do ofertante Inácio Ribeiro. Em seguida o secretário Paulo de Oliveira confiou a guarda do troféu à senhora Guiomar Cruz. Quanto ao jogador Lourena, o mesmo fez exames do nariz no hospital da Ben eficiente Portuguesa.

 

LIBERTADOR (AM)           1          X         3          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quinta-feira, 20 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Tácito Moura

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

LIBERTADOR: Zé Lopes; Tininga e Waldebrando; Paixão, Horácio e Fonseca; Miguel (Armandinho), Palheta, Rocha, Edgard e Marcolino.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

GOLS: Marituba, contra (Libertador); Reis (União Sportiva), no 1º Tempo. Erberto (União Sportiva); Reis (União Sportiva), no 2º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

Finalmente, no dia 16 de Fevereiro de 1930, o alvinegro paraense faria sua estreia em gramados do Amazonas contra o Cruzeiro do Sul. Numerosa torcida compareceu ao Parque naquela tarde de domingo, e, antes do embate principal, houve um jogo preliminar entre os times reservas do Libertador e do Manaos Sporting que terminou com a vitoria do Libertador por 5 x 2.

Time do Cruzeiro do Sul, de 1930

Às 15 horas chegavam ao Parque, em automóveis, os jogadores da União Sportiva que ficaram na arquibancada vendo o final do jogo preliminar. Às 16 horas ingressava no campo o árbitro Francisco Oliveira. Logo depois chegava ao centro do campo o Tenente-Coronel Oliveira Góes, representante do governador, junto com Mem Xavier (mandatário da FADA).

A banda de música da polícia se fazia presente, tocando o seu vasto repertório musical. Entravam em campo os dois times, recebendo grande salva de Palmas. Depois,posaram para fotografias. O time visitante, por cada um de seus jogadores, empenhavam um cartaz com uma letra cada um,formando a inscrição “AMAZONAS-PARÁ“.

O jogo iniciou -se às 16 horas e 10 minutos sendo o chute de saída dado pelo representante do governador. A partida corria equilibrada quando o jogador Vinte e Sete abria a contagem para os visitantes. Em desvantagem, o time amazonense corria atrás do prejuízo quando Cyro, vendo o jogador Aristheu com a bola e indeciso para quem a passaria, resolveu avançar em direção ao zagueiro paraense.

Pressionado, Aristheu deu um passe para o goleiro Listo, mas o chute foi mal cronometrado e acabou marcando um gol contra, empatando para o Cruzeiro do Sul. E assim terminou o primeiro tempo em 1 x 1.

Começado o segundo tempo, começou a cair uma chuva torrencial, seguido de uma forte ventania, transformando o campo em um grande lago e prejudicando o andamento do jogo. Embora os dois times jogassem com afinco, em busca da vitória ,o placar não se alterou terminando empatado. Às 17 horas e 55 minutos acabava a partida, com ambas as equipes sendo muito ovacionadas pela torcida. À noite, os jogadores da União Sportiva visitaram a sede do Rio Negro, onde foram bem recebidos pelos diretores e associados do clube.

 

Página do Jornal do Commercio anunciando o resultado do primeiro jogo da União Sportiva em Manaus quando empatou com o Cruzeiro do Sul.

CRUZEIRO DO SUL F.C. (AM)   1          X         1          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo, 16 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Francisco Oliveira

HORÁRIO: 16h10min. (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

CRUZEIRO DO SUL: Elias; Caboclo e Waldemar; Pedro,Maluco e Lisboa; Cyro, Edgard, Leopoldo, Tácito e Augusto.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Erberto, Joãozinho, Aristóbulo, Alcides e Adolpho.

PRELIMINAR: Libertador 5 x 2 Manaos Sporting

GOLS: Vinte e Sete (União Sportiva); Aristheu, contra (Cruzeiro do Sul), no 1º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

O Jornal do Commercio anunciando a chegada da delegação paraense em Manaus.

Após o sucesso da vinda do Paysandu à Manaus em 1929, a Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA) tratou de convidar uma outra equipe paraense para se fazer presente a uma nova temporada futebolística ao Amazonas, em 1930. Dessa vez o convite foi feito à outra tradicional equipe de Belém daquela época, a União Sportiva. A União havia sido o vice-campeão paraense de 1929.

O clube era um dos mais antigos do Pará (foi fundado em 1906) e foi o 1º campeão dos dois primeiros campeonatos paraense da história (1908 e 1910). Feito o convite pelos amazonenses, a diretoria do clube alvinegro aceitou o novo desafio e tratou de organizar sua delegação que seguiria, pela primeira vez, para Manaus.

Organizada em definitivo a embaixada, os alvinegros embarcaram no navio a vapor Duque de Caxias, no dia 11 de Fevereiro de 1930. O senhor Sandoval Lage foi escolhido como presidente da delegação e como secretário, Paulo de Oliveira (que era redator do jornal O Estado do Pará).

Finalmente, a União chegava em Manaus na manhã do dia 15 de Fevereiro. Os representantes do governo e do prefeito (senhor Alcides Bahia) foram cumprimentá-los a bordo. Já no Porto se encontravam muitas pessoas e representantes das delegações dos clubes da cidade.

Ao desembarcarem, em companhia do senhor Mem Xavier da Silveira (presidente da FADA), os visitantes ficaram hospedados no Hotel Central. Depois de acomodados no local, fizeram um passeio de automóvel pela cidade onde visitaram o estádio Parque Amazonense, local onde seriam realizados todos os seus jogos.

Naquele mesmo dia 15 de Fevereiro, à tarde, o presidente Sandoval Lage e o secretário Paulo Oliveira, do clube visitante, visitaram a sede do Jornal do Commercio onde foram bem recebidos pelos redatores do jornal. Em uma reunião dos dirigentes da FADA e dos principais clubes de Manaus, ficou decidido que os adversários da União Sportiva seriam o Cruzeiro do Sul, Libertador e o Nacional.

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

FONTES: Google Maps – Site ORM

 

O Olaria Futebol Clube Recreativo é uma agremiação da cidade de Belém (PA). Fundado no dia 25 de dezembro de 1948 e reorganizado em 30 de outubro de 1961. A sua Sede própria fica situada na Rua 02 de Dezembro, 267; enquanto o Ginásio Esporte, fica na Passagem Furo do Maguari, 78; ambos  em Campina de Icoaraci (Icoaraci), em Belém.

O Olaria de Icoaraci participou do Campeonato Paraense da 2ª Divisão, organizado pela Federação Paraense de Futebol (FPF), em 1986. No dia 29 de maio de 2002, a Câmara Municipal de Belém (publicada no DOM nº 9.718) sancionou a Lei que fica reconhecido como de Utilidade Pública para o Município de Belém.

FONTES: Google Maps – Leis Municipais (Belém-PA)

 

Amigos, este é o escudo do Olaria de Icoaraci (disputou a segunda divisão de Amadores – ou semiprofissionais) do Pará, no ano de 1986. O endereço vai com a foto

*Google Maps

 

 

 

O Elo Marítimo, campeão de 3 edições da segundona paraense, brigou por quase 10 anos para conseguir disputar uma única edição do Campeonato paraense de Futebol, isso porque a Federação paraense de Futebol e a CBF impuseram condições rígidas, que muitos clubes não atendiam nos anos 1980.

Abaixo, segue uma nota do jornal Diário Do Pára, explicando um pouco da situação:

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