O Sport Club Belém é uma agremiação da cidade de Belém (PA). A sua Sede fica localizado na Rua dos Comerciários, nº 15, no Bairro do Souza, em Belém. O rubro-negro foi Fundado na quinta-feira, do dia 2 de dezembro de 1965, no cassino de oficiais da Aeronáutica.

No entanto o futebol do “Dragão da Maracangalha“, como é conhecido devido à junção do seu mascote com o bairro Belenense, só foi implantado dois anos depois de sua fundação.

Chegou a ser considerado como a 4ª força do futebol paraense, atrás apenas de Remo, Paysandu e Tuna Luso. A tradição do Dragão o levou a disputar o Campeonato Brasileiro da Série B em duas ocasiões, em 1971, quando terminou na 20º colocação entre 23 equipes, e em 1986, quando terminou na 31ª posição entre 36 equipes.

Foram 14 partidas no total das duas edições. É o único que, dos clubes menores que participaram da fundação da Federação Paraense de Futebol, em 1969, sobrevive até os dias de hoje.

Apesar da pouca quantidade de torcedores da capital paraense, é o único time pequeno de Belém que não mudou sua sede para cidades do interior do estado, como fizeram o Independente (Tucuruí) e Santa Rosa (Mãe do Rio). Seu atual presidente é Antônio Gomes da Silva, e o vice é Carlos Alberto da Rocha.

 

FONTE: Wikipédia

FOTO: Acervo do ex-jogador Esquerdinha

 

Pinheirense Esporte Clube é um clube brasileiro de futebol, do Distrito de Icoaraci, pertencente à cidade de Belém, capital do estado do Pará. Seu atual presidente é Renato Pena.

Fundado em 8 de dezembro de 1925, manda seus jogos no Estádio Abelardo Conduru, com capacidade para 5.000 espectadores. As suas cores são azul e branco. Jogou o Campeonato Paraense pela primeira vez em 1955. Foi perdendo espaço no futebol profissional masculino, porém esteve em evidência com o futebol feminino em âmbito nacional. As campanhas de 2012 e 2013 creditaram o Pinheirense a ser, de acordo com o Ranking da CBF de Futebol Feminino de 2013, o sétimo melhor time do Brasil. Hoje o clube é 14º colocado.

Em 2016, o Pinheirense conquistou um título inédito na sua história: o Campeonato Paraense da Segunda Divisão com 100% de aproveitamento. Assim, voltou à elite, representando a Vila Sorriso de Icoaraci no Parazão 2017.

 FONTE: Wikipédia

FOTO: Acervo do ex-jogador Esquerdinha

 

FOTO: Nuno Robalo e Cristian

 

FOTO: Nuno Robalo e Cristian

 

JANELAS DO TEMPO: PEDREIRA ESPORTE CLUBE

Consta em registro cartográfico de 1680 a referência mais antiga à Ilha: aPonta da Musqueira, localizada a sudoeste, aos pés da baía de Santo Antônio. Tal denominação teria sido atribuída à presença do pirata espanhol Ruy de Moschera naquela região, em 1520. O certo é que, após a ocupação dos portugueses, com a construção dos alicerces da Cidade Velha de Belém, no século XVIII, esse lugar ficou conhecido como Ponta da Pedreira, exatamente por ser uma das pedreiras do Reino, de onde muitas pedras foram retiradas para as referidas obras. Em 1924, com a instalação da Uzina Santo Antônio da Pedreira pela firma Bitar & Irmãospara o beneficiamento da borracha e a extração de óleos, essa ponta da Ilha recebeu o nome de Ponta do Bitar.

Os primeiros funcionários da Fábrica Bitar, após suas atividades diárias, costumavam jogar futebol na praia do Areião, iniciando, assim, o beach soccer mosqueirense.

Um ano depois, no dia 7 de Setembro de 1925, fundaram um clube social com o nome de Pedreira Esporte Clube, cujo primeiro Presidente foi o Sr. Santiago Moura Palha, estando a sede localizada na Rua da Pedreira.

Em 1928, houve uma cisão na Diretoria do Pedreira e os sócios dissidentes fundaram o Botafogo F.C.. Outra associação, já na década de 1940, teria sua origem na Fábrica Bitar: trata-se do FABRIL, em cuja sede na 2ª. Rua, esquina com a Siqueira Mendes, aconteceram bailes carnavalescos animadíssimos, promovidos pelos padres da Igreja Matriz.

Foto de 1995

Ao Sr. Moura Palha sucederam os seguintes Presidentes: Comandante Ernesto Dias, Francisco Simões, Arlindo Machado, Possidônio Cruz, Carlos Miranda, José da Silva Figueiredo, Raimundo Bastos (Mundiquinho), Álvaro Adamor Mello, Oscar Bastos, Aurélio Reis, Armínio (Ari) Gonçalves, Davi Teixeira, Wolckemer Tabosa dos Reis, Carlos Roberto Simões Mathias, Orlandino Sodré Bastos, Walter Amaral, Fernando Robalo, Raimundo Nonato de Araújo, Sinomar Dias Naves, Raimundo Brito e Carlos Roberto Simões Mathias (que dirigiu o clube até 2010).

Na gestão do Sr. Francisco Simões, a sede da associação foi transferida para a residência do citado presidente, na 2ª. Rua da Vila. Depois, com a prática do futebol estabelecida no Largo de São Sebastião (terreno de propriedade da Igreja), na confluência da 4ª. Rua com a Av. Getúlio Vargas, o clube alvi-azul ficou sediado em frente ao campo, na 4ª. Rua, atual 15 de Novembro.

A Paróquia de Nossa Senhora do Ó fez a doação perpétua desse terreno ao Pedreira E.C., fato reconhecido pela Prefeitura Municipal de Belém em 1946,na gestão do Sr. José da Silva Figueiredo, quando o campo de jogo passou a chamar-se Praça de Esportes Magalhães BarataTempos depois, o nome foi mudado para Estádio São Sebastião, justo reconhecimento de sua origem.

O clube ainda funcionaria durante alguns anos em casa alugada, na Trav. Comandante Ernesto Dias, até que, na gestão do Sr. Oscar Bastos, a sede própria seria adquirida, na Trav. Pratiquara, 331 e, com o passar do tempo, reconstruída, na administração do Sr. Wolckemer Tabosa, que também edificou a primeira arquibancada do estádio.

Nos velhos tempos, o Pedreira E.C. sempre teve uma vida social bastante intensa, com a realização de bailes memoráveis em datas comemorativas, especialmente na quadra carnavalesca. Esses bailes eram frequentados pela elite da Ilha e, com certeza, deixaram gratas recordações. Na época do confete e da serpentina, concursos de rainhas do carnaval, a formação de blocos de salão e a participação da criançada em bailes infantis eram sucesso garantido. Na década de 1940, um bloco de salão que ganhou as ruas foi o“Alvi-Azul”, empolgando os torcedores pedreirenses com a sua marchinha, que se tornou quase um hino:

“No céu azul,                                             O Alvi-Azul do Mosqueiro

Uma estrela brilhou.                                   Nesta Vila é oprimeiro:

Todo mundo está cantando                        Não é por ser do Pedreira

E os clarins anunciando:                            Nem por ser do Papão,

O Alvi-Azul chegou!                                   Mas é sempre Campeão!”

 

 

 

Botafogo F.C., adversário sempre ferrenho desde as origens, criou o bloco “Enfeza”, para rivalizar nas ruas, como o fazia nos campos de futebol e nas festas carnavalescas. Em 1950, a turma pedreirense tinha os Marujos do Amor” e os botafoguenses, os “Foliões da Vila”. Assim era a rivalidade entre os clubes que tiveram uma origem comum.

E como não sentir saudades daquela bandinha de música, antes comandada pelo Seu Paizinho e, depois, pelo Coré, acompanhado de Sandoval, Preguiça e Maurício, animando os jovens e a velha guarda, com marchinhas e frevos da época. E o que dizer do “Bloco da Saudade” que, às seis da manhã da quarta-feira de Cinzas, arrastava os foliões da festa para a tradicional despedida do Carnaval, no coreto da Praça da Matriz?

Mas as batalhas de confete e os bailes de Carnaval tiveram a sua época de ouro nas décadas de 1970 e 1980, com as administrações de Wolckemer Tabosa dos Reis, Carlos Roberto Simões Mathias e Orlandino Sodré Bastos.Tabosa atraiu os foliões belenenses; Carlos Mathias popularizou os bailes além de dar-lhes nomes (Baile do Azul e Branco, Baile do Vermelho e Preto, Baile do Havaí, Baile Até o Sol Raiar), atingindo o auge; e Orlandino Sodrécontinuou o sucesso das festas, além de priorizar a eleição da Srtª. Joana Lucinal Dias, candidata do clube, como Rainha das Rainhas do Carnaval Mosqueirense de 1982. O Pedreira faria outra Rainha das Rainhas em 1987:Srtª. Maria Lúcia Favacho Cezar.

 

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Equipe prepara sede para o Carnaval, na década de 70 (FOTO: Arquivo)

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Decoração criada por Dílson Nery de Araújo (sentado) FOTO: Arquivo

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Claudionor Wanzeller (Secretário) e Raimundo Paixão (Tesoureiro)

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FOTO: Arquivo

Uniforme dos anos 70

Embora, desde o início, o futebol amador tenha sido o carro-chefe das atividades do clube, o Pedreira formou, na década de 1960, a sua equipe de voleibol, para disputar partidas memoráveis com o Bom Jardim (sem dúvida, o melhor time da Ilha na época), Parazinho e Grêmio Recreativo, entre outros.

Filiado à Federação Paraense de Desportos (FPD), desde 1945, o Pedreira conquistou, naquele ano, o I Campeonato Oficial de Futebol do Mosqueiro,vencendo, na partida final, a equipe do Independência E. C. pelo placar de 1×0.

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Time de futebol do Pedreira, na década de 70 (FONTE: Jornal Nativo de Mosqueiro)

Filiou-se, depois, à Federação Paraense de Futebol e, em sua trajetória, conquistou diversos títulos no Campeonato Distrital de Futebol do Mosqueiro, o que lhe valeu o cognome de Gigante da Ilha.

Em 1994, participou do Campeonato Paraense de Futebol da Segunda Divisão, sagrando-se Campeão Invicto e conquistando o acesso ao Futebol Profissional da Primeira Divisão. Disputando durante alguns anos, a partir de 1995, na elite do Futebol Paraense, sua melhor participação resultou na 5ª. Colocação, embora tenha conseguido vitórias expressivas contra Paysandu, Remo e Tuna. Atualmente, integra o grupo da 2ª. Divisão do Futebol Profissional.

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Sinomar Naves, Alonso Guimarães e Coronel Nunes (FONTE: Nativo de Mosqueiro)

Nos seus 86 anos de existência, o Pedreira E.C. viu passarem, em suas equipes, grandes atletas, entre os quais muitos se destacaram no cenário maior do Futebol Paraense: Sidoca, China, Fernando Pau Preto, Taioba, Airton, Edmar Ferreira, Almeida Cambalhota, Zé Augusto (o Zé da Galera do Paysandu), Nuno, Luís Carlos Trindade, Paquinha, Marcelo Moraes, Fábio, entre outros.

Nos anos 70 e 80, tivemos a oportunidade de secretariar quase todos os presidentes do clube e testemunhar um excelente trabalho em prol da coletividade, que não deve ser esquecido pelos mosqueirenses. Era fácil a percepção do gostar do clube em inúmeras personagens, entre as quais citamos Hermano Pinheiro, Carlos Alberto Mathias, João Soares, Paulo Cruz,também testemunhas do passado glorioso da instituição.

Embora de Utilidade Pública Municipal e Estadual, a Associação Pedreira Esporte Clube vive hoje um ostracismo social incompreensível, não condizente com sua trajetória fulgurante. Talvez careça do apoio de órgãos públicos, mas, com certeza, necessita da vontade e da força de um trabalho jovem, capaz de despertar o Gigante Adormecido.

FONTES & FOTOS: Blog Mosqueirando – Jornal Nativo de Mosqueiro – Claudionor Wanzeller – Nuno Robalo e Cristian

 

Seleção Paraense de Futebol - 1941

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 


FONTE: Revista Placar

 

O São Joaquim Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Belém (PA). O clube Alvianil foi Fundado na sexta-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1936. A sua Sede está localizada na Rua Anchieta, nº 255, no Bairro Marambaia, em Belém. O clube participou dos campeonatos citadinos e as competições na base, onde conquistou o Campeonato de Paraense Juvenil em 1973.

FONTES: Blog Izomar – Jornal o Liberal

 

FOTO: Revista Fon-Fon 

 

FOTO: Revista Fon-Fon

 

Tuna Luso Comercial (Belém-PA) - 1945

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 07 DE JUNHO DE 1942
LOCAL: BELÉM – PA

1º JOGO

TUNA LUSO

1-0

PAYSANDU

2º JOGO

REMO

1-0

TRANSVIÁRIO

FINAL

TUNA LUSO

1-1

REMO (1-0 ESC)

CAMPEÃ – TUNA LUSO COMERCIAL (BELÉM – PA)

Tuna Luso Comercial - Campeã do Torneio Início

Vice campeão do Torneio Início

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 22 DE ABRIL DE 1951
LOCAL: BELÉM – PA

1º JOGO

CANUDENSE

1-1

UNIÃO ESPORTIVA (2-1 ESC)

2º JOGO

JABAQUARA

0-0

SANTA CRUZ (3-1 ESC)

3º JOGO

SANTA MARIA

1-0

PARAENSE

4º JOGO

AUTO

3-1

DRAMÁTICO

5º JOGO

TUNA LUSO

1-0

PAYSANDU

6º JOGO

REMO

2-0

PAULISTA

7º JOGO

COMBATENTES

3-0

CANUDENSE

8º JOGO

SANTA MARIA

0-0

JABAQUARA (2-1 ESC)

9º JOGO

AUTO

0-0

TUNA LUSO (4-3 ESC)

10º JOGO

REMO

1-0

COMBATENTES

11º JOGO

SANTA MARIA

0-0

AUTO (1-0 ESC)

FINAL

REMO

1-0

SANTA MARIA

CAMPEÃO – CLUBE DO REMO (BELÉM – PA)

 

 

Em pé: Oliveira,Beto,Jota Alves,Abel,Castilho,Carlinhos. Agachados: Quarentinha,Pau Preto,Édson Piola,Milton Dias e Ércio.

Fonte:Enciclopédia do Futebol Paraense

 

Campeonato Paraense 1913

Participantes
Belém Sport (Belém Sport Foot-Ball Club) – Belém
Guarany (Guarany Foot-Ball Club) – Belém
Internacional (Internacional Foot-Ball Club) – Belém
Norte Club (Norte Club) – Belém
Panther (Panther Foot-Ball Club) – Belém
Grupo do Remo (Grupo do Remo) – Belém
União Sportiva (Sociedade Athletica União Sportiva) – Belém

Organização: LPF – Liga Paraense de Foot-Ball

29/06/1913
União Sportiva 2×2 Internacional
06/07/1913
Norte Club 2×0 Panther
13/07/1913
Guarany 1×0 Belém Sport
14/07/1913
Grupo do Remo 4×1 União Sportiva
20/07/1913
Norte Club 2×0 União Sportiva
27/07/1913
Internacional 1×1 Panther
03/08/1913
Guarany 0×4 Grupo do Remo
10/08/1913
Grupo do Remo 3×2 Panther
15/08/1913
Belém Sport 0×6 Internacional
17/08/1913
Norte Club x Guarany
24/08/1913
Panther 2×7 União Sportiva
31/08/1913
Internacional 1×2 Grupo do Remo
07/09/1913
Norte Club 4×0 Belém Sport
14/09/1913
Guarany 0×0 Internacional
21/09/1913
Panther 2×1 Belém Sport
28/09/1913
União Sportiva 2×0 Belém Sport
05/10/1913
Norte Club 1×1 Grupo do Remo
12/10/1913
Internacional 1×2 Norte Club
19/10/1913
Guarany 1×3 Panther
20/10/1913
Grupo do Remo 10×0 Belém Sport
09/11/1913
Guarany x União Sportiva
15/11/1913
Norte Club 1×1 Guarany
23/11/1913
Guarany x União Sportiva

Classificação
Colocação
1    Grupo do Remo    11
2    Norte Club    10
3    União Sportiva    5
Internacional    5
Panther    5
6    Guarany    4
7    Belém Sport    0

Pesquisa: Moisés Henrique Gonçalves da Cunha
Fonte: Jornal “Estado do Pará” através do site da Hemeroteca da Biblioteca Nacional

 

TURNO ÚNICO

26.04.1956

ABC(RN)

1-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

26.04.1956

AMÉRICA(RN)

2-2

TUNA LUSO(PA) NATAL – RN

29.04.1956

TUNA LUSO(PA)

3-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

29.04.1956

AMÉRICA(RN)

2-0

ABC(RN) NATAL – RN

01.05.1956

AMÉRICA(RN)

2-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

01.05.1956

ABC(RN)

2-0

TUNA LUSO(PA) NATAL – RN

CAMPEÃO – AMÉRICA  FUTEBOL CLUBE (NATAL – RN)

 

C.R. VASCO DA GAMA (RJ) 9 X 0 TUNA LUSO (PA)
LOCAL: Estádio São Januário, no Bairro Vasco da Gama – Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER: 1ª Fase – 7ª Rodada – Copa Brasil
DATA: Domingo, do dia 19 de Fevereiro de 1984
RENDA: Cr$ 21.007.000,00
PÚBLICO: 12.855 pagantes
ÁRBITRO: Roque José Galas (RS)
CARTÃO AMARELO: Nenê (Vasco)
CARTÃO VERMELHO: Ronaldo (Tuna Luso)
VASCO DA GAMA: Acácio (Roberto Costa; Edevaldo, Daniel González, Nenê e Airton; Pires, Geovani e Arthurzinho; Jussiê, Marcelo e Marquinhos (Cláudio José). Técnico: Edu
TUNA LUSO: Ocimar; Quaresma, Bira, Paulo Guilherme (Ronaldo, 18 do 2º) e Mário (Ronaldo); Samuel, Ondino e Jorginho; Tiago, Miltão e Luís Carlos. Técnico: Ari Greco
GOLS: Arthurzinho aos cinco e 40 minutos (Vasco); Geovani aos 22 minutos (Vasco); Airton aos 29 minutos (Vasco); no 1º Tempo. Arthurzinho aos quatro e 48 minutos (Vasco); Marcelo aos oito, nove e 29 minutos (Vasco)

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

O Comercial Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Belém (PA). Sediado no Bairro do Telégrafo Sem Fio, em Belém, a equipe foi Fundada em 1970, como Dom Vital por funcionários da Transportadora Dom Vital. Seis anos depois adentrou na esfera profissional, quando alterou o nome para Comercial F.C.

HISTÓRIA

Tudo começou em 1970, quando um grupo de empregados da Transportadora Dom Vital fundaram uma agremiação para jogos fins de semana – e naturalmente a batizaram com o nome da empresa. O time começou a ganhar fama com as vitórias sobre os irmãos mais pobres e aos poucos admitiu o ingresso de aficionados de fora, principalmente os residentes no Bairro do Telégrafo Sem Fio, onde se localiza a firma.

Em 1974, Antero Ribeiro, dirigente da empresa em Belém, resolveu oficializar o Dom Vital, inscrevendo-o na Federação Paraense de Futebol (FPF), para disputar o Campeonato Distrital. Estava longe, então, de supor que seguiria o mesmo caminho de outros irmãos bastante ligados ao futebol: Paulo, ao Bonsucesso; João de Deus, ao Náutico; e Reginaldo, ao Sport.

No mesmo ano de sua oficialização, o Dom Vital conseguiu faturar o Distrital; repetiu à dose no ano seguinte. Não foi tão bem em 1976: conseguiu apenas o terceiro lugar. Por isso, chegou a ser surpreendente o convite da FPF para que o clube adotasse o futebol profissional.

Pensei muito antes de tomar a decisão. Conversei com Said Xerfan (líder de outro grupo empresarial) e surgiu a idéia de levarmos a coisa meio a meio”, contou Antero Ribeiro.

Dizem alguns que o experiente Paulo Ribeiro teria aconselhado ao irmão evitar que a firma corresse algum risco lançando seu nome numa aventura. Antero diz que o negócio não foi bem assim.

Meus irmãos fizeram algumas ponderações e eu cheguei à conclusão de que o nome da empresa poderia nos trazer alguns problemas, pois muitos de nossos clientes são torcedores do Paysandu ou Clube do Remo”, revelou.

Dom Vital não podia. Outro nome foi aventado: um dos muitos utilizados pela Xerfan, firma de confecções. Vetado, pois chegou-se à conclusão de que o clube deveria ter um nome neutro. E assim surgiu o Comercial.

Com força total – surpreendentemente. Ao fim do primeiro turno do campeonato, havia desbancado Tuna Luso e Paysandu. Dentro e fora de campo. Dentro, já garantiu sua participação na fase decisiva do título – tudo é lucro para o Comercial no segundo turno; fora, só perdeu em rendas (por muito pouco) para o Clube do Remo.

Sucesso que tem explicações convincentes. A primeira delas: uma boa organização, com perfeito suporte financeiro, apesar dos bons salários pagos, quinzenalmente e sempre em dia. “Faturo tanto quanto no Remo e em dia, o que é mais importante”, disse o lateral Lúcio Oliveira, salários de 6 mil cruzeiros.

Não é de se admirar que o Comercial esteja fazendo e acontecendo – afinal é o clube que paga os maiores bichos. Se o time tivesse faturado o primeiro turno, cada jogador receberia 5 mil cruzeiros.

Quanto ao time, sem maiores novidades para o torcedor – o que soa como castigo para os grandes. O Remo forneceu Lúcio Oliveira, Zé Lima e Amaral; a Tuna Luso contribuiu com o Carvalho; o Paysandu emprestou Da Silva; os demais titulares foram conseguidos no Santarém e no Castanhal, afora o Edgar, cedido pelo Rio Negro, do Amazonas.

O elenco que temos é suficiente para o campeonato, até porque já estamos classificados, junto com o Remo, para a decisão do título. Mas temos de pensar em reforços, pois nossos planos vão além”, afirmou o técnico José Maria Cunha.

Enganam-se quem pensa que o treinador é o único a sonhar com um futuro brilhante. O presidente Antero Ribeiro também alimenta esse acesso meteórico do Comercial. “Isso mesmo. Queremos o título paraense e depois esperamos entrar no Brasileiro”, destacou Antero Ribeiro.

 

Comercial de 1977: Pedrinho (La Ursa); Chico, Edgar, Olaci (Carvalho) e Lúcio Oliveira (Zé Quéti); Da Silva (Orlando Lima), Carlitinho (Zezinho) e Zé Lima (Mickey); Rangel (Nazareno), Fidélis (Isaías) e Amaral (Gonzaga). Técnico: José Maria Cunha

Artilheiros: Fidélis com dez tentos; Carlitinho e Zé Lima com seis.

FONTE: Revista Placar (15/07/1977)

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTES: Mercado Livre – Revista Placa

 

FONTE: Mercado Livre – Revista Placar

 

FONTE: Mercado Livre

 

Finalmente o Paysandu realizava sua última partida em sua pioneira excursão ao Amazonas, e ainda estava invicto. O adversário era agora a seleção amazonense. O jogo realizou-se no dia 8 de Agosto, numa quinta-feira e novamente o público foi numeroso no Parque.

Para arbitrar o jogo foi mais uma vez convocado o inglês H.W. Blake. Antes do duelo principal, houve uma preliminar entre o Manaos Sporting e o Independência, que terminou em 1 x 1.

Entravam no gramado os dois protagonistas daquela. Equiparadas as equipes, os capitães Sandoval e Pequenino fizeram o sorteio. Ganhou o selecionado amazonense que deu a saída de bola às 17 horas e 25 minutos, através de Leopoldo.

Após muitas investidas de lado a lado, Pitota, em boa colocação, abria a contagem ao marcar o primeiro gol do Paysandu. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem dos visitantes por 1 x 0.

Reiniciado o jogo, Setenta e Sete deu um chute à gol que foi rebatido pelo goleiro Elias, indo a bola cair nos pés do mesmo que a passou para Quarenta (que estava impedido) e chutou a gol, mas Elias fez um giro com a mão na bola, mandando-a para fora, sem que a mesma ultrapassasse a linha do gol.

Mesmo assim, com essas duas irregularidades, o juiz validou o ponto. A torcida aplaudiu friamente, não concordando com a marcação. É a vez de Arthur Moraes penetrar na área amazonense com velocidade onde acabou se chocando com Pequenino, caindo dentro da área.

O juiz marcava o pênalti. Houve protestos por parte dos amazonenses mas o juiz manteve a decisão. Sandoval cobrava a penalidade e assinalava o terceiro gol do Paysandu. O interessante é que o goleiro Elias ainda se achava do lado de fora da trave, tendo corrido ligeiramente a seu posto para defender, o que não conseguiu.

Em seguida, devido a validade dos dois últimos gols, que consideraram irregulares, os jogadores do Amazonas resolveram abandonar o campo, com apoio e aplausos da torcida. Cinco minutos depois o juiz deu por encerrada a partida com a vitória do Paysandu sobre a seleção do Amazonas por 3 x 0.

Os atletas paraenses, em frente à arquibancada, saudavam os jogadores amazonenses e a torcida, recebendo assim muitos aplausos. Já estando os visitantes na arquibancada, foi entregue ao capitão do Paysandu a Taça Doutor Dejard de Mendonça como também uma bola oferecida pelo Bazar Sportivo, a melhor casa de materiais esportivos de Manaus.

E assim, com uma campanha invicta e levando mais um troféu para sua galeria, finalizava assim a primeira excursão do Paysandu ao Amazonas. A delegação paraense embarcava no vapor Hildebrand, no dia 10 de Agosto, deixando Manaus rumo à Belém do Pará.

Anúncio do Jornal do Commercio, do dia 8 de Agosto, sobre o jogo que houve naquele dia entre o Paysandu com a Seleção do Amazonas. Foi a última partida da excursão na qual o Paysandu se despediu com vitória

 

 SELEÇÃO DO AMAZONAS         0          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 8 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 17 horas e 25 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

AMAZONAS: Elias; Waldemar e Humberto; Pequenino, Eduardo e Fonseca; Dico, Luiz, Leopoldo, Leonardo e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Pitota (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta (Paysandu); Sandoval (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto – Site Baú Velho

 

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