FOTO: Nuno Robalo e Cristian

 

FOTO: Nuno Robalo e Cristian

 

JANELAS DO TEMPO: PEDREIRA ESPORTE CLUBE

Consta em registro cartográfico de 1680 a referência mais antiga à Ilha: aPonta da Musqueira, localizada a sudoeste, aos pés da baía de Santo Antônio. Tal denominação teria sido atribuída à presença do pirata espanhol Ruy de Moschera naquela região, em 1520. O certo é que, após a ocupação dos portugueses, com a construção dos alicerces da Cidade Velha de Belém, no século XVIII, esse lugar ficou conhecido como Ponta da Pedreira, exatamente por ser uma das pedreiras do Reino, de onde muitas pedras foram retiradas para as referidas obras. Em 1924, com a instalação da Uzina Santo Antônio da Pedreira pela firma Bitar & Irmãospara o beneficiamento da borracha e a extração de óleos, essa ponta da Ilha recebeu o nome de Ponta do Bitar.

Os primeiros funcionários da Fábrica Bitar, após suas atividades diárias, costumavam jogar futebol na praia do Areião, iniciando, assim, o beach soccer mosqueirense.

Um ano depois, no dia 7 de Setembro de 1925, fundaram um clube social com o nome de Pedreira Esporte Clube, cujo primeiro Presidente foi o Sr. Santiago Moura Palha, estando a sede localizada na Rua da Pedreira.

Em 1928, houve uma cisão na Diretoria do Pedreira e os sócios dissidentes fundaram o Botafogo F.C.. Outra associação, já na década de 1940, teria sua origem na Fábrica Bitar: trata-se do FABRIL, em cuja sede na 2ª. Rua, esquina com a Siqueira Mendes, aconteceram bailes carnavalescos animadíssimos, promovidos pelos padres da Igreja Matriz.

Foto de 1995

Ao Sr. Moura Palha sucederam os seguintes Presidentes: Comandante Ernesto Dias, Francisco Simões, Arlindo Machado, Possidônio Cruz, Carlos Miranda, José da Silva Figueiredo, Raimundo Bastos (Mundiquinho), Álvaro Adamor Mello, Oscar Bastos, Aurélio Reis, Armínio (Ari) Gonçalves, Davi Teixeira, Wolckemer Tabosa dos Reis, Carlos Roberto Simões Mathias, Orlandino Sodré Bastos, Walter Amaral, Fernando Robalo, Raimundo Nonato de Araújo, Sinomar Dias Naves, Raimundo Brito e Carlos Roberto Simões Mathias (que dirigiu o clube até 2010).

Na gestão do Sr. Francisco Simões, a sede da associação foi transferida para a residência do citado presidente, na 2ª. Rua da Vila. Depois, com a prática do futebol estabelecida no Largo de São Sebastião (terreno de propriedade da Igreja), na confluência da 4ª. Rua com a Av. Getúlio Vargas, o clube alvi-azul ficou sediado em frente ao campo, na 4ª. Rua, atual 15 de Novembro.

A Paróquia de Nossa Senhora do Ó fez a doação perpétua desse terreno ao Pedreira E.C., fato reconhecido pela Prefeitura Municipal de Belém em 1946,na gestão do Sr. José da Silva Figueiredo, quando o campo de jogo passou a chamar-se Praça de Esportes Magalhães BarataTempos depois, o nome foi mudado para Estádio São Sebastião, justo reconhecimento de sua origem.

O clube ainda funcionaria durante alguns anos em casa alugada, na Trav. Comandante Ernesto Dias, até que, na gestão do Sr. Oscar Bastos, a sede própria seria adquirida, na Trav. Pratiquara, 331 e, com o passar do tempo, reconstruída, na administração do Sr. Wolckemer Tabosa, que também edificou a primeira arquibancada do estádio.

Nos velhos tempos, o Pedreira E.C. sempre teve uma vida social bastante intensa, com a realização de bailes memoráveis em datas comemorativas, especialmente na quadra carnavalesca. Esses bailes eram frequentados pela elite da Ilha e, com certeza, deixaram gratas recordações. Na época do confete e da serpentina, concursos de rainhas do carnaval, a formação de blocos de salão e a participação da criançada em bailes infantis eram sucesso garantido. Na década de 1940, um bloco de salão que ganhou as ruas foi o“Alvi-Azul”, empolgando os torcedores pedreirenses com a sua marchinha, que se tornou quase um hino:

“No céu azul,                                             O Alvi-Azul do Mosqueiro

Uma estrela brilhou.                                   Nesta Vila é oprimeiro:

Todo mundo está cantando                        Não é por ser do Pedreira

E os clarins anunciando:                            Nem por ser do Papão,

O Alvi-Azul chegou!                                   Mas é sempre Campeão!”

 

 

 

Botafogo F.C., adversário sempre ferrenho desde as origens, criou o bloco “Enfeza”, para rivalizar nas ruas, como o fazia nos campos de futebol e nas festas carnavalescas. Em 1950, a turma pedreirense tinha os Marujos do Amor” e os botafoguenses, os “Foliões da Vila”. Assim era a rivalidade entre os clubes que tiveram uma origem comum.

E como não sentir saudades daquela bandinha de música, antes comandada pelo Seu Paizinho e, depois, pelo Coré, acompanhado de Sandoval, Preguiça e Maurício, animando os jovens e a velha guarda, com marchinhas e frevos da época. E o que dizer do “Bloco da Saudade” que, às seis da manhã da quarta-feira de Cinzas, arrastava os foliões da festa para a tradicional despedida do Carnaval, no coreto da Praça da Matriz?

Mas as batalhas de confete e os bailes de Carnaval tiveram a sua época de ouro nas décadas de 1970 e 1980, com as administrações de Wolckemer Tabosa dos Reis, Carlos Roberto Simões Mathias e Orlandino Sodré Bastos.Tabosa atraiu os foliões belenenses; Carlos Mathias popularizou os bailes além de dar-lhes nomes (Baile do Azul e Branco, Baile do Vermelho e Preto, Baile do Havaí, Baile Até o Sol Raiar), atingindo o auge; e Orlandino Sodrécontinuou o sucesso das festas, além de priorizar a eleição da Srtª. Joana Lucinal Dias, candidata do clube, como Rainha das Rainhas do Carnaval Mosqueirense de 1982. O Pedreira faria outra Rainha das Rainhas em 1987:Srtª. Maria Lúcia Favacho Cezar.

 

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Equipe prepara sede para o Carnaval, na década de 70 (FOTO: Arquivo)

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Decoração criada por Dílson Nery de Araújo (sentado) FOTO: Arquivo

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Claudionor Wanzeller (Secretário) e Raimundo Paixão (Tesoureiro)

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FOTO: Arquivo

Uniforme dos anos 70

Embora, desde o início, o futebol amador tenha sido o carro-chefe das atividades do clube, o Pedreira formou, na década de 1960, a sua equipe de voleibol, para disputar partidas memoráveis com o Bom Jardim (sem dúvida, o melhor time da Ilha na época), Parazinho e Grêmio Recreativo, entre outros.

Filiado à Federação Paraense de Desportos (FPD), desde 1945, o Pedreira conquistou, naquele ano, o I Campeonato Oficial de Futebol do Mosqueiro,vencendo, na partida final, a equipe do Independência E. C. pelo placar de 1×0.

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Time de futebol do Pedreira, na década de 70 (FONTE: Jornal Nativo de Mosqueiro)

Filiou-se, depois, à Federação Paraense de Futebol e, em sua trajetória, conquistou diversos títulos no Campeonato Distrital de Futebol do Mosqueiro, o que lhe valeu o cognome de Gigante da Ilha.

Em 1994, participou do Campeonato Paraense de Futebol da Segunda Divisão, sagrando-se Campeão Invicto e conquistando o acesso ao Futebol Profissional da Primeira Divisão. Disputando durante alguns anos, a partir de 1995, na elite do Futebol Paraense, sua melhor participação resultou na 5ª. Colocação, embora tenha conseguido vitórias expressivas contra Paysandu, Remo e Tuna. Atualmente, integra o grupo da 2ª. Divisão do Futebol Profissional.

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Sinomar Naves, Alonso Guimarães e Coronel Nunes (FONTE: Nativo de Mosqueiro)

Nos seus 86 anos de existência, o Pedreira E.C. viu passarem, em suas equipes, grandes atletas, entre os quais muitos se destacaram no cenário maior do Futebol Paraense: Sidoca, China, Fernando Pau Preto, Taioba, Airton, Edmar Ferreira, Almeida Cambalhota, Zé Augusto (o Zé da Galera do Paysandu), Nuno, Luís Carlos Trindade, Paquinha, Marcelo Moraes, Fábio, entre outros.

Nos anos 70 e 80, tivemos a oportunidade de secretariar quase todos os presidentes do clube e testemunhar um excelente trabalho em prol da coletividade, que não deve ser esquecido pelos mosqueirenses. Era fácil a percepção do gostar do clube em inúmeras personagens, entre as quais citamos Hermano Pinheiro, Carlos Alberto Mathias, João Soares, Paulo Cruz,também testemunhas do passado glorioso da instituição.

Embora de Utilidade Pública Municipal e Estadual, a Associação Pedreira Esporte Clube vive hoje um ostracismo social incompreensível, não condizente com sua trajetória fulgurante. Talvez careça do apoio de órgãos públicos, mas, com certeza, necessita da vontade e da força de um trabalho jovem, capaz de despertar o Gigante Adormecido.

FONTES & FOTOS: Blog Mosqueirando – Jornal Nativo de Mosqueiro – Claudionor Wanzeller – Nuno Robalo e Cristian

 

Seleção Paraense de Futebol - 1941

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 


FONTE: Revista Placar

 

O São Joaquim Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Belém (PA). O clube Alvianil foi Fundado na sexta-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1936. A sua Sede está localizada na Rua Anchieta, nº 255, no Bairro Marambaia, em Belém. O clube participou dos campeonatos citadinos e as competições na base, onde conquistou o Campeonato de Paraense Juvenil em 1973.

FONTES: Blog Izomar – Jornal o Liberal

 

FOTO: Revista Fon-Fon 

 

FOTO: Revista Fon-Fon

 

Tuna Luso Comercial (Belém-PA) - 1945

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 07 DE JUNHO DE 1942
LOCAL: BELÉM – PA

1º JOGO

TUNA LUSO

1-0

PAYSANDU

2º JOGO

REMO

1-0

TRANSVIÁRIO

FINAL

TUNA LUSO

1-1

REMO (1-0 ESC)

CAMPEÃ – TUNA LUSO COMERCIAL (BELÉM – PA)

Tuna Luso Comercial - Campeã do Torneio Início

Vice campeão do Torneio Início

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 22 DE ABRIL DE 1951
LOCAL: BELÉM – PA

1º JOGO

CANUDENSE

1-1

UNIÃO ESPORTIVA (2-1 ESC)

2º JOGO

JABAQUARA

0-0

SANTA CRUZ (3-1 ESC)

3º JOGO

SANTA MARIA

1-0

PARAENSE

4º JOGO

AUTO

3-1

DRAMÁTICO

5º JOGO

TUNA LUSO

1-0

PAYSANDU

6º JOGO

REMO

2-0

PAULISTA

7º JOGO

COMBATENTES

3-0

CANUDENSE

8º JOGO

SANTA MARIA

0-0

JABAQUARA (2-1 ESC)

9º JOGO

AUTO

0-0

TUNA LUSO (4-3 ESC)

10º JOGO

REMO

1-0

COMBATENTES

11º JOGO

SANTA MARIA

0-0

AUTO (1-0 ESC)

FINAL

REMO

1-0

SANTA MARIA

CAMPEÃO – CLUBE DO REMO (BELÉM – PA)

 

 

Em pé: Oliveira,Beto,Jota Alves,Abel,Castilho,Carlinhos. Agachados: Quarentinha,Pau Preto,Édson Piola,Milton Dias e Ércio.

Fonte:Enciclopédia do Futebol Paraense

 

Campeonato Paraense 1913

Participantes
Belém Sport (Belém Sport Foot-Ball Club) – Belém
Guarany (Guarany Foot-Ball Club) – Belém
Internacional (Internacional Foot-Ball Club) – Belém
Norte Club (Norte Club) – Belém
Panther (Panther Foot-Ball Club) – Belém
Grupo do Remo (Grupo do Remo) – Belém
União Sportiva (Sociedade Athletica União Sportiva) – Belém

Organização: LPF – Liga Paraense de Foot-Ball

29/06/1913
União Sportiva 2×2 Internacional
06/07/1913
Norte Club 2×0 Panther
13/07/1913
Guarany 1×0 Belém Sport
14/07/1913
Grupo do Remo 4×1 União Sportiva
20/07/1913
Norte Club 2×0 União Sportiva
27/07/1913
Internacional 1×1 Panther
03/08/1913
Guarany 0×4 Grupo do Remo
10/08/1913
Grupo do Remo 3×2 Panther
15/08/1913
Belém Sport 0×6 Internacional
17/08/1913
Norte Club x Guarany
24/08/1913
Panther 2×7 União Sportiva
31/08/1913
Internacional 1×2 Grupo do Remo
07/09/1913
Norte Club 4×0 Belém Sport
14/09/1913
Guarany 0×0 Internacional
21/09/1913
Panther 2×1 Belém Sport
28/09/1913
União Sportiva 2×0 Belém Sport
05/10/1913
Norte Club 1×1 Grupo do Remo
12/10/1913
Internacional 1×2 Norte Club
19/10/1913
Guarany 1×3 Panther
20/10/1913
Grupo do Remo 10×0 Belém Sport
09/11/1913
Guarany x União Sportiva
15/11/1913
Norte Club 1×1 Guarany
23/11/1913
Guarany x União Sportiva

Classificação
Colocação
1    Grupo do Remo    11
2    Norte Club    10
3    União Sportiva    5
Internacional    5
Panther    5
6    Guarany    4
7    Belém Sport    0

Pesquisa: Moisés Henrique Gonçalves da Cunha
Fonte: Jornal “Estado do Pará” através do site da Hemeroteca da Biblioteca Nacional

 

TURNO ÚNICO

26.04.1956

ABC(RN)

1-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

26.04.1956

AMÉRICA(RN)

2-2

TUNA LUSO(PA) NATAL – RN

29.04.1956

TUNA LUSO(PA)

3-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

29.04.1956

AMÉRICA(RN)

2-0

ABC(RN) NATAL – RN

01.05.1956

AMÉRICA(RN)

2-1

RIACHUELO(RN) NATAL – RN

01.05.1956

ABC(RN)

2-0

TUNA LUSO(PA) NATAL – RN

CAMPEÃO – AMÉRICA  FUTEBOL CLUBE (NATAL – RN)

 

C.R. VASCO DA GAMA (RJ) 9 X 0 TUNA LUSO (PA)
LOCAL: Estádio São Januário, no Bairro Vasco da Gama – Zona Norte do Rio (RJ)
CARÁTER: 1ª Fase – 7ª Rodada – Copa Brasil
DATA: Domingo, do dia 19 de Fevereiro de 1984
RENDA: Cr$ 21.007.000,00
PÚBLICO: 12.855 pagantes
ÁRBITRO: Roque José Galas (RS)
CARTÃO AMARELO: Nenê (Vasco)
CARTÃO VERMELHO: Ronaldo (Tuna Luso)
VASCO DA GAMA: Acácio (Roberto Costa; Edevaldo, Daniel González, Nenê e Airton; Pires, Geovani e Arthurzinho; Jussiê, Marcelo e Marquinhos (Cláudio José). Técnico: Edu
TUNA LUSO: Ocimar; Quaresma, Bira, Paulo Guilherme (Ronaldo, 18 do 2º) e Mário (Ronaldo); Samuel, Ondino e Jorginho; Tiago, Miltão e Luís Carlos. Técnico: Ari Greco
GOLS: Arthurzinho aos cinco e 40 minutos (Vasco); Geovani aos 22 minutos (Vasco); Airton aos 29 minutos (Vasco); no 1º Tempo. Arthurzinho aos quatro e 48 minutos (Vasco); Marcelo aos oito, nove e 29 minutos (Vasco)

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

O Comercial Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Belém (PA). Sediado no Bairro do Telégrafo Sem Fio, em Belém, a equipe foi Fundada em 1970, como Dom Vital por funcionários da Transportadora Dom Vital. Seis anos depois adentrou na esfera profissional, quando alterou o nome para Comercial F.C.

HISTÓRIA

Tudo começou em 1970, quando um grupo de empregados da Transportadora Dom Vital fundaram uma agremiação para jogos fins de semana – e naturalmente a batizaram com o nome da empresa. O time começou a ganhar fama com as vitórias sobre os irmãos mais pobres e aos poucos admitiu o ingresso de aficionados de fora, principalmente os residentes no Bairro do Telégrafo Sem Fio, onde se localiza a firma.

Em 1974, Antero Ribeiro, dirigente da empresa em Belém, resolveu oficializar o Dom Vital, inscrevendo-o na Federação Paraense de Futebol (FPF), para disputar o Campeonato Distrital. Estava longe, então, de supor que seguiria o mesmo caminho de outros irmãos bastante ligados ao futebol: Paulo, ao Bonsucesso; João de Deus, ao Náutico; e Reginaldo, ao Sport.

No mesmo ano de sua oficialização, o Dom Vital conseguiu faturar o Distrital; repetiu à dose no ano seguinte. Não foi tão bem em 1976: conseguiu apenas o terceiro lugar. Por isso, chegou a ser surpreendente o convite da FPF para que o clube adotasse o futebol profissional.

Pensei muito antes de tomar a decisão. Conversei com Said Xerfan (líder de outro grupo empresarial) e surgiu a idéia de levarmos a coisa meio a meio”, contou Antero Ribeiro.

Dizem alguns que o experiente Paulo Ribeiro teria aconselhado ao irmão evitar que a firma corresse algum risco lançando seu nome numa aventura. Antero diz que o negócio não foi bem assim.

Meus irmãos fizeram algumas ponderações e eu cheguei à conclusão de que o nome da empresa poderia nos trazer alguns problemas, pois muitos de nossos clientes são torcedores do Paysandu ou Clube do Remo”, revelou.

Dom Vital não podia. Outro nome foi aventado: um dos muitos utilizados pela Xerfan, firma de confecções. Vetado, pois chegou-se à conclusão de que o clube deveria ter um nome neutro. E assim surgiu o Comercial.

Com força total – surpreendentemente. Ao fim do primeiro turno do campeonato, havia desbancado Tuna Luso e Paysandu. Dentro e fora de campo. Dentro, já garantiu sua participação na fase decisiva do título – tudo é lucro para o Comercial no segundo turno; fora, só perdeu em rendas (por muito pouco) para o Clube do Remo.

Sucesso que tem explicações convincentes. A primeira delas: uma boa organização, com perfeito suporte financeiro, apesar dos bons salários pagos, quinzenalmente e sempre em dia. “Faturo tanto quanto no Remo e em dia, o que é mais importante”, disse o lateral Lúcio Oliveira, salários de 6 mil cruzeiros.

Não é de se admirar que o Comercial esteja fazendo e acontecendo – afinal é o clube que paga os maiores bichos. Se o time tivesse faturado o primeiro turno, cada jogador receberia 5 mil cruzeiros.

Quanto ao time, sem maiores novidades para o torcedor – o que soa como castigo para os grandes. O Remo forneceu Lúcio Oliveira, Zé Lima e Amaral; a Tuna Luso contribuiu com o Carvalho; o Paysandu emprestou Da Silva; os demais titulares foram conseguidos no Santarém e no Castanhal, afora o Edgar, cedido pelo Rio Negro, do Amazonas.

O elenco que temos é suficiente para o campeonato, até porque já estamos classificados, junto com o Remo, para a decisão do título. Mas temos de pensar em reforços, pois nossos planos vão além”, afirmou o técnico José Maria Cunha.

Enganam-se quem pensa que o treinador é o único a sonhar com um futuro brilhante. O presidente Antero Ribeiro também alimenta esse acesso meteórico do Comercial. “Isso mesmo. Queremos o título paraense e depois esperamos entrar no Brasileiro”, destacou Antero Ribeiro.

 

Comercial de 1977: Pedrinho (La Ursa); Chico, Edgar, Olaci (Carvalho) e Lúcio Oliveira (Zé Quéti); Da Silva (Orlando Lima), Carlitinho (Zezinho) e Zé Lima (Mickey); Rangel (Nazareno), Fidélis (Isaías) e Amaral (Gonzaga). Técnico: José Maria Cunha

Artilheiros: Fidélis com dez tentos; Carlitinho e Zé Lima com seis.

FONTE: Revista Placar (15/07/1977)

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTES: Mercado Livre – Revista Placa

 

FONTE: Mercado Livre – Revista Placar

 

FONTE: Mercado Livre

 

Finalmente o Paysandu realizava sua última partida em sua pioneira excursão ao Amazonas, e ainda estava invicto. O adversário era agora a seleção amazonense. O jogo realizou-se no dia 8 de Agosto, numa quinta-feira e novamente o público foi numeroso no Parque.

Para arbitrar o jogo foi mais uma vez convocado o inglês H.W. Blake. Antes do duelo principal, houve uma preliminar entre o Manaos Sporting e o Independência, que terminou em 1 x 1.

Entravam no gramado os dois protagonistas daquela. Equiparadas as equipes, os capitães Sandoval e Pequenino fizeram o sorteio. Ganhou o selecionado amazonense que deu a saída de bola às 17 horas e 25 minutos, através de Leopoldo.

Após muitas investidas de lado a lado, Pitota, em boa colocação, abria a contagem ao marcar o primeiro gol do Paysandu. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem dos visitantes por 1 x 0.

Reiniciado o jogo, Setenta e Sete deu um chute à gol que foi rebatido pelo goleiro Elias, indo a bola cair nos pés do mesmo que a passou para Quarenta (que estava impedido) e chutou a gol, mas Elias fez um giro com a mão na bola, mandando-a para fora, sem que a mesma ultrapassasse a linha do gol.

Mesmo assim, com essas duas irregularidades, o juiz validou o ponto. A torcida aplaudiu friamente, não concordando com a marcação. É a vez de Arthur Moraes penetrar na área amazonense com velocidade onde acabou se chocando com Pequenino, caindo dentro da área.

O juiz marcava o pênalti. Houve protestos por parte dos amazonenses mas o juiz manteve a decisão. Sandoval cobrava a penalidade e assinalava o terceiro gol do Paysandu. O interessante é que o goleiro Elias ainda se achava do lado de fora da trave, tendo corrido ligeiramente a seu posto para defender, o que não conseguiu.

Em seguida, devido a validade dos dois últimos gols, que consideraram irregulares, os jogadores do Amazonas resolveram abandonar o campo, com apoio e aplausos da torcida. Cinco minutos depois o juiz deu por encerrada a partida com a vitória do Paysandu sobre a seleção do Amazonas por 3 x 0.

Os atletas paraenses, em frente à arquibancada, saudavam os jogadores amazonenses e a torcida, recebendo assim muitos aplausos. Já estando os visitantes na arquibancada, foi entregue ao capitão do Paysandu a Taça Doutor Dejard de Mendonça como também uma bola oferecida pelo Bazar Sportivo, a melhor casa de materiais esportivos de Manaus.

E assim, com uma campanha invicta e levando mais um troféu para sua galeria, finalizava assim a primeira excursão do Paysandu ao Amazonas. A delegação paraense embarcava no vapor Hildebrand, no dia 10 de Agosto, deixando Manaus rumo à Belém do Pará.

Anúncio do Jornal do Commercio, do dia 8 de Agosto, sobre o jogo que houve naquele dia entre o Paysandu com a Seleção do Amazonas. Foi a última partida da excursão na qual o Paysandu se despediu com vitória

 

 SELEÇÃO DO AMAZONAS         0          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 8 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 17 horas e 25 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

AMAZONAS: Elias; Waldemar e Humberto; Pequenino, Eduardo e Fonseca; Dico, Luiz, Leopoldo, Leonardo e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Pitota (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta (Paysandu); Sandoval (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto – Site Baú Velho

 

 

Após o emocionante empate com o Nacional, o Paysandu é convidado para realizar um jogo que não estava programado. O convite veio da diretoria do time suburbano do São Raimundo.

A delegação paraense aceitou de bom grado o convite e se dirigiu ao bairro de São Raimundo, local onde seria disputado o jogo. Interessante é que esse duelo não teve tanta atenção e destaque da imprensa, chegando a mesma a classificá-lo como um simples treino.

Mas não era assim que pensavam os dois times pois ambos estariam em campo com sua força máxima. Talvez, por ser um time de subúrbio e de um bairro, na época, afastado da zona central e habitado por pessoas de baixa renda, além de ainda ser o São Raimundo ser considerada uma equipe fraca naquele ano, tenha contribuído para a imprensa não ter dado o merecido destaque.

O jogo foi marcado para o dia 6 de Agosto, uma terça-feira. No dia marcado para o duelo, todo o comércio do bairro foi fechado para que todos os habitantes do local acompanhassem a partida.

Naquele dia, antes do jogo, a diretoria do São Raimundo ofereceu, no almoço, uma churrascada para os jogadores visitantes. O jogo seria no campo do São Raimundo, no próprio bairro. Para juiz foi escolhido Márcio Oliveira, conhecido como Pequenino, que era jogador do Nacional.

A entrada foi franca, fazendo com que a torcida comparecesse em massa. O jogo começou às 16 horas da tarde. Em campo, os dois times partiram bruscamente em busca da vitória.

No final, o placar acusou um empate de 2 x 2. Após o fim do jogo, ambos os times dirigiram-se à sede do São Raimundo, acompanhados de muitos populares, onde houve uma bela recepção para os visitantes.

Time do Paysandu

 

SÃO RAIMUNDO (AM)                  2          X         2          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio do São Raimundo, em Manaus (AM)

DATA: Terça-feira, dia 6 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: Entrada franca

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO:  Márcio Oliveira, ‘Pequenino’

SÃO RAIMUNDO: Cândido; Waldemar e Quincas; Quinô, Anacleto e Normando; Clarindo, Edgundes, Olympio, Zequinha e Paiva.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Após o baile que deu no Rio Negro, o Paysandu iria enfrentar a principal força do futebol amazonense e o maior campeão do estado, o Nacional. Esse foi o jogo mais esperado da excursão pois estariam no campo duas das principais forças do futebol dos dois estados.

Mais de 6 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde do dia 4 de Agosto, num domingo. Bem antes do jogo começar, às 14 horas, o Parque já estava lotado. Do lado de fora,um intenso movimento de bondes, automóveis e pessoas em uma verdadeira romaria.

Às 15 horas e 15 minutos os jogadores do Paysandu chegavam ao estádio em automóveis. Dez minutos depois chegavam os atletas do Nacional. Houve uma partida preliminar entre o Euterpe e o Independência.

A banda de música da Polícia tocou seu repertório antes do jogo. O inglês H.W. Blake, gerente do Banco de Londres, foi escolhido como juiz da partida. Precisamente às 16 horas e 30 minutos tinha início o esperado jogo.

Página do Jornal do Commercio noticiando o empate que houve entre o Nacional e o Paysandu.O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Virginio se apossa da bola, entrega-a para Rochinha e este para Leonardo que dribla Abílio e chuta, abrindo a contagem e fazendo o primeiro gol do Nacional. É a vez de Sandoval dá um passe para Quarenta que driblou Rodolpho e marcou o primeiro gol dos visitantes, empatando o jogo.

Leonardo cobra um escanteio para o Nacional, Virginio sobe e, de cabeça, empurra a bola para dentro das redes de Castilho, marcando o segundo ponto nacionalino, passando o time local novamente à frente do placar. Houve muita vibração da torcida.

Novamente Virginio passa a bola para Leonardo que marca o terceiro gol do Nacional. Porém, o juiz anulou o gol alegando impedimento do atacante nacionalino. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Nacional por 2 x 1.

É iniciado o segundo tempo. Cobrador manda a bola para Quarenta que a emendou para Pitota, de cabeça, fazer o segundo gol do Paysandu e empatar novamente a partida.

É a vez do ataque nacionalino entrar em ação. Orlando escapa de seus marcadores e dá um passe para Rochinha que, de cabeça, mandou a bola para Leonardo que assinalou o terceiro tento do Nacional, desempatando o jogo.

Mas o Paysandu não estava morto e,de uma avançada de Setenta e Sete, resultou o terceiro gol dos paraenses,empatando outra vez. Logo a seguir, é a vez de Cobrador dar um chute, que foi aproveitado por Quarenta que novamente vazava a meta do goleiro Lisboa, fazendo assim o quarto ponto e passando o Paysandu à frente do placar.

O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Faltando 8 minutos para acabar o jogo, Sócrates se apossa da bola e chuta à gol. Leonardo e Rochinha acompanham a trajetória da bola enquanto Castilho, confuso, pega mal a esfera deixando-a resvalar por entre suas pernas, fazendo assim o quarto gol do Nacional, igualando-se no placar com seu adversário.

Esse gol provocou um verdadeiro delírio na torcida. E assim o juiz trilava o apito dando como resultado final um empate de oito gols. À noite, na sede do Nacional, houve uma festa entre os jogadores dos dois clubes.

 

 

NACIONAL (AM)                 4          X         4          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 4 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 30 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

NACIONAL: Lisboa; Rodolpho e Humberto; Luiz, Eduardo e Sócrates; Orlando, Pequenino,Virginio, Rochinha e Leonardo.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Leonardo (Nacional); Quarenta (Paysandu); Virginio (Nacional), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Leonardo (Nacional); Setenta e Sete (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Sócrates (Nacional), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

O segundo compromisso do Paysandu foi diante do tradicional Rio Negro, uma das principais forças do futebol baré. O jogo foi marcado para o dia primeiro de Agosto, numa quinta-feira. Para facilitar a presença da torcida no estádio, o prefeito de Manaus declarou encerrado o expediente no comércio a partir das 15 horas.

Página do Jornal do Commercio, do dia 1 de Agosto de 1929,anunciando, para aquele dia,o jogo entre o Paysandu e o Rio Negro, no qual o time paraense goleou a equipe amazonense.

Mesmo assim o Parque recebeu um público regular. No jogo preliminar, o Cruzeiro do Sul ganhou de 3 x 2 do Libertador. Às 16 horas finalmente entravam os dois times em campo, sendo que o Paysandu apareceu empunhando a bandeira do Rio Negro e com buquê de flores que cobriram as cabeças dos jogadores Rio-Negrinos, gesto esse que ocasionou demorados aplausos do público.

Para árbitro do jogo foi escolhido o diretor técnico do Paysandu, senhor Antônio Coimbra. Eis as escalações. O jogo iniciou-se às 16 horas e 20 minutos. Iniciado o duelo, Cobrador mandou um chute certeiro que foi defendido por Cauby, rebatendo a bola que caiu nos pés de Carvalho que a passou para Quarenta, marcando este o primeiro gol do Paysandu, sob aplausos da torcida.

Lance do jogo entre Rio Negro e Paysandu,que terminou com uma goleada do time paraense.

Logo depois, o Rio-Negrino Candu bateu uma falta que, rebatida, a bola caiu nos pés de Sandoval que passou para Quarenta que tocou com a mão na bola e logo depois chutou e assinalou o segundo gol dos visitantes.

O juiz não viu a irregularidade e validou o gol. O jogo estava fácil para os paraenses. Arthur Moraes dribla Oliveira e toca a bola para Cobrador que empurra a esfera para dentro da rede do Rio Negro, aumentando o placar com o terceiro ponto. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Paysandu de 3 x 0 sobre o time da casa.

Reiniciado o jogo na etapa final, Carlito, do Rio Negro, foi substituído por Zé Travassos. Quarenta recebe a bola e, avançando com rapidez, chutou à queima-roupa, marcando o quarto gol do Paysandu.

É a vez de Cobrador que, escapando, chutou contra Cauby que defendeu em falso, ocasionando o quinto gol paraense. Pitota dá um forte petardo que foi rebatido por Cauby, mandando a bola para o centro, onde Quarenta recebeu e avançou, marcando mais um gol, o sexto para sua equipe.

De uma escapada de Setenta e Sete, a bola foi aproveitada por Arthur Moraes que devido a uma falha do goleiro Cauby, acabou por assinalar o sétimo gol. Esmorecidos, os jogadores do Rio Negro não tinham mais forças para reagir e de um erro na saída de bola, acabaram perdendo-a para o Paysandu, na qual Arthur Moraes, dois minutos depois de seu último ponto, marcava o oitavo gol em outra falha de Cauby, fechando assim a contagem com uma goleada de 8 x 0, que deixou o Rio Negro humilhado em campo e a torcida decepcionada. Terminava o jogo às 18 horas e 10 minutos.

ATLÉTICO RIO NEGRO (AM)                 0          X         8          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 1º de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 2.500 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 20 minutos

ÁRBITRO:  Antônio Coimbra

RIO NEGRO: Cauby; Oliveira e Antony ;Candu (Alfredinho), Armando e Carlito (Zé Travassos); Pires, Delphim, Alberto, Jacy e Cézar.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Carvalho, Sandoval e Pery; Cobrador, Pitota, Quarenta, Arthur Moraes e Setenta e Sete.

GOLS: Quarenta, duas vezes (Paysandu); Cobrador (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta, duas vezes (Paysandu); Cobrador (Paysandu); Arthur Moraes, duas vezes (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

A partida inaugural do campeão paraense foi contra o Cruzeiro do Sul, campeão amazonense daquele ano. O jogo aconteceu no dia 28 de Julho, no domingo, no Parque Amazonense. Cerca de 3 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde daquele dia.

O jogo também foi transmitido para Belém através do serviço telegráfico que ficou a cargo da embaixada paraense. Antes do jogo principal houve uma partida preliminar entre o Manaos Sporting e o Luso que empataram em 1 x 1.

Finalmente, às 15 horas e 50 minutos, entrava em campo o time do Paysandu acompanhado de seu diretor técnico, Capitão Antônio Coimbra. Entrava também o time do Cruzeiro do Sul, com aclamação e palmas da torcida.

Página do Jornal do Commercio anunciando o empate do Paysandu com o Cruzeiro do Sul na primeira partida do time paraense em sua pioneira excursão ao Amazonas.

Para juiz da partida foi designado o senhor Raymundo Chaves. Ambos os times posaram para fotografias. Estava presente a banda de música da força policial do estado, além das presenças ilustres do governador do estado, Efigênio Salles, e do prefeito de Manaus.

A senhora Guiomar Moreira, da sociedade local, deu o chute inicial do jogo. Num ataque do Cruzeiro, o zagueiro Abílio tocou com a mão na bola, ocasionando um pênalti. Waldemar cobrou a penalidade fazendo 1 x 0 para os amazonenses.

A torcida comemora em delírio. Dico dá um passe para Leopoldo e este entrega a bola para Augusto que assinala o segundo gol do Cruzeiro do Sul. Novos e prolongados aplausos da torcida. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem do time da casa por 2 x 0.

Reiniciado o jogo, há uma rápida escapada do Paysandu que, numa boa combinação, finaliza com um chute certeiro de Pitota, marcando o primeiro gol dos paraenses, o que gera aplausos da torcida.

Logo depois, é a vez de Cobrador fazer uma investida, driblando Fonseca e Mariozinho, ficando livre para chutar forte e empatar a partida para o Paysandu.

Fortalecidos com o empate, os visitantes partem para cima e, num ligeiro avanço de seus jogadores, acabou resultando num inesperado chute de Quarenta, que assinalou o terceiro gol, virando o placar para o Paysandu.

Vendo o time local em desvantagem, a torcida passa a incentivar os jogadores do Cruzeiro do Sul que recomeçam o jogo com entusiasmo e determinados a empatar.

E foi o que aconteceu. A bola fica na posse de Augusto que a passa para Leopoldo que driblou Abílio e marcou o gol de empate. A torcida entra em delírio. Às 17 horas e 55 minutos é encerrado o jogo entre os campeões do Pará e do Amazonas com um empate de seis gols.

 

CRUZEIRO DO SUL (AM)                        3          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 28 de Julho de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 3 mil pessoas

HORÁRIO: 15 horas e 50 minutos

ÁRBITRO:  Raymundo Chaves

CRUZEIRO DO SUL: Elias; Waldemar e Mariozinho; Caboclinho, Lisboa e Fonseca ; Dico, Tico-Tico, Leopoldo, Pedro e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Argemiro e Barbadiano; Cobrador, Carvalho, Quarenta, Pitota e Arthur Moraes.

GOLS: Waldemar, de pênalti (Cruzeiro do Sul); Augusto (Cruzeiro do Sul), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Cobrador (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Leopoldo (Cruzeiro do Sul), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Durante o ano de 1929, novamente lançou-se a ideia de um confronto entre clubes de futebol do Amazonas contra o Pará. Já era uma tradição, desde 1918, os confrontos pebolísticos entre as principais equipes dos dois estados amazônicos, o que gerava uma grande ansiedade e rivalidade entre os clubes adversários, principalmente entre os amazonenses que não viam a hora de comemorar uma vitória sobre o estado vizinho, o que acabava virando uma festa em Manaus.

Mas, na maioria das vezes, ganhar de um time paraense, seja em Manaus ou Belém, era bem difícil, pois o futebol do Pará, na época, era um dos melhores do Norte e Nordeste do Brasil (e hoje ainda é assim).

Em anos anteriores era a Federação Paraense que havia feito um convite para um clube amazonense jogar em Belém, como no caso o Nacional em 1919 e 1922. Mas agora a iniciativa partia da Federação Amazonense (FADA), que fez um convite para o Paysandu, campeão paraense, se fazer presente em Manaus para uma série de jogos contra as principais equipes do futebol do Amazonas.

A diretoria do Paysandu aceitou o convite e tratou de formar sua delegação para,pela primeira vez, vir jogar em Manaus. Organizada a embaixada e definido os jogadores, a delegação do Paysandu embarcou no navio a vapor Baependy, na noite de sábado do dia 21 de Julho, rumo à terra de Ajuricaba.

O Dr. Dejard Mendonça, chefe da delegação do Paysandu que veio para a excursão ao Amazonas.

A delegação paraense veio presidida pelo Doutor Dejard Mendonça, Antônio como diretor e Arthur Moraes nas funções de secretário e tesoureiro. Um imprevisto que aconteceu foi que os jogadores Aprígio, Mattos e Setenta e Sete não embarcaram sendo que os mesmos vieram no dia 23, no vapor Aidan, mas com a ausência de Aprígio que estava doente e não pôde vir.

O Paysandu chegou em Manaus à 1 hora da madrugada do dia 26 de Julho. Foram recebidos no porto pelos diretores da FADA,representantes dos clubes filiados,membros da colônia paraense e de representantes das autoridades do estado.Após as formalidades, os paraenses desfilaram de automóveis pelas principais ruas da cidade e depois trataram de se alojar.

O Doutor Dejard Mendonça ficou hospedado no Grande Hotel, enquanto os demais membros do Paysandu ficaram todos no Hotel Central. Na tarde do dia 26, a diretoria da FADA recepcionou a embaixada visitante no salão nobre do Ideal Clube, onde todos degustaram saborosos pratos além de terem adorado o guaraná, bebida tipicamente amazonense.

Também se fizeram presentes nessa recepção as delegações dos clubes filiados à FADA. Ficou decidido que o Paysandu realizaria partidas contra as principais forças do futebol do Amazonas naquele período: Cruzeiro do Sul, Rio Negro, Nacional e seleção do Amazonas.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Site do clube – Gaspar Vieira Neto

 

O Auto Club do Pará foi uma agremiação da cidade de Belém (PA). Fundado nos anos 30, o clube possuía algumas alcunhas como: “clube dos motorizados” ou”Fantasma dos Grandes”, pois conseguiu grandes vitórias sobre os grandes, principalmente diante da Tuna Luso.

“Fantasma dos Grandes” mandava os seus jogos no campo da Lauro Sodré. A sua sede nos anos 50, ficava na Rua O’ de Almeida, próximo à Avenida Quinze, onde funcionava a sede do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O Auto Club do Pará disputou seis campeonatos paraenses, entre 1948 a 1953. Mas a sua maior conquista foi o Torneio Inicio de 1949.

FONTE: Livro “Parazão Centenário”,  de autoria Ferreira da Costa

 

Página do Jornal do Commercio estampando a vitória do Nacional sobre a União Sportiva no jogo revanche.

Após o último jogo da União Sportiva contra o Nacional, foi marcado uma revanche pois os nacionalinos afirmavam que haviam sido prejudicados pelo campo alagado, devido à forte chuva que havia caído naquele dia. O novo duelo foi realizado no dia 27 de Fevereiro, numa quinta-feira. Dessa vez o Sol marcou presença, o que possibilitou que um grande público se fizesse presente no Parque Amazonense.

A partida foi dedicada à Associação Comercial, Associação dos Retalhistas e à Colônia Paraense de Manaus. Foi posta a Taça Dunlop, a ser entregue ao time vencedor. Houve um jogo preliminar entre os times reservas do Rio Negro e Cruzeiro do Sul. O jogador Lourena, da União, recuperado da fratura no nariz,voltava ao time.

Às 16 horas tinha início o confronto, arbitrado novamente pelo carioca Fraga Cruz.O Nacional jogou melhor fazendo com que triunfasse, ganhando do seu adversário por 2 x 1.

O primeiro gol nacionalino foi marcado por Gesta. Logo depois, Adolpho cometia um pênalti que foi batido por Sócrates, estufando as redes de Listo e assinalando o segundo gol do time local. Já Alcides marcou o único gol da União.

Do meio para o fim do primeiro tempo, o jogo ficou bastante violento. Ao fim da partida, ambos os times foram saudados com aplausos e vivas. Na arquibancada, o senhor Sílvio Franco fez a entrega da Taça Dunlop ao doutor Manoel Sebastião de Barros, presidente do Nacional.

À noite, os jogadores da União foram recebidos com brindes e danças na sede do Cruzeiro do Sul. No dia seguinte, 28 de Fevereiro, a embaixada paraense regressava à Belém a bordo do vapor Baependy. Membros da FADA, delegações dos clubes de Manaus e pessoas comuns estiveram presentes no porto para se despedir dos ilustres visitantes.

NACIONAL (AM)     2          X         1          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quinta-feira, 27 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Fraga Cruz (RJ)

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

NACIONAL: Nery; Rodolpho e Humberto; Luiz,Cangalhas e Sócrates; Orlando, Marcolino, Pequenino, Raymundinho e Leonardo.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

PRELIMINAR: Rio Negro 2 x 0 Cruzeiro do Sul

GOLS: Gesta (Nacional); Sócrates (Nacional); Alcides (União Sportiva), no 1º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

Finalmente, o mais esperado jogo aconteceu no dia 24 de Fevereiro, numa segunda-feira, e o adversário dos paraenses seria a maior força do futebol local, o Nacional. O público que se dirigiu ao Parque naquele dia foi regular.

Esse fato foi ocasionado devido a uma forte chuva que caiu, fazendo com que muitos torcedores desistissem de ir ao jogo. Além disso, a chuva alagou o campo do Parque tirando um pouco o brilho da partida.

Antes do embate principal, houve uma preliminar o Rio Negro venceu o Cruzeiro do Sul por 2 x 0. Às 16 horas entrava em campo o juiz, o carioca Fraga Cruz, do quadro de árbitros do Rio de Janeiro. Em seguida ingressaram os dois adversários em campo.

Marituba, capitão da União, ofereceu um buquê de flores a Orlando, do Nacional, no qual foi retribuído pelo atleta amazonense. A saída foi do Nacional. Com poucos minutos de jogo, registrou-se um escanteio contra os donos da casa.

Cobrado o escanteio, Alcides tocou com a cabeça para dentro do gol nacionalino. O árbitro anulou o gol devido a bola, na hora em que foi chutado, ter feito a trajetória por fora do campo. Mas a União não esmoreceu e, minutos depois, Erberto abria a contagem para o time de Belém.

A torcida aplaudiu com entusiasmo o gol de Erberto. E assim encerrou-se o primeiro tempo com a vantagem da União por 1 x 0. Começado o segundo tempo, Dantas e Lezeira foram substituídos por Raymundinho e Fausto. Faltando 15 minutos para acabar o jogo, é a vez de Alcides, em belo estilo, ampliar o placar para os paraenses. Trilado o apito final, o placar acusava mais uma vitória da União. Ao fim do jogo, ambos os times foram muito aplaudidos. A Taça do jogo foi oferecido pelo prefeito de Manaus ao quadro da União Sportiva.

NACIONAL (AM)     0          X         2          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Segunda-feira, 24 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Fraga Cruz (RJ)

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

NACIONAL: Nery; Rodolpho e Humberto; Pequenino, Cangalhas e Sócrates; Orlando, Dantas (Raymundinho), Luiz, Leonardo e Lezeira (Fausto).

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Aristóbulo e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

PRELIMINAR: Rio Negro 2 x 0 Cruzeiro do Sul

GOLS: Erberto (União Sportiva), no 1º Tempo. Alcides (União Sportiva), no 2º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

Página do Jornal do Commercio anunciado a vitória da União Sportiva sobre o Libertador.

O próximo desafio da União Sportiva seria contra o Libertador, vice-campeão amazonense de 1929. O jogo se realizou no dia 20 de Fevereiro, numa Quinta-feira. Interessante é que, dois dias antes, os jogadores paraenses estiverem na sede do próprio Libertador, onde tiveram uma grande recepção com direito a uma bela homenagem das torcedoras do rubro-negro amazonense que atiraram nos visitantes pétalas de flores.

Apesar do comércio ter funcionado normalmente, grande número de torcedores se dirigiu ao Parque. Antes do jogo começar houve uma apresentação preliminar de quatro provas de atletismo praticado por praças do 27 Batalhão de Caçadores.

Às 16 horas ingressou no gramado o juiz Tácito Moura. Ao chamado do juiz, entraram em campo os dois times sob uma salva de Palmas. Antes do início do jogo, os jogadores paraenses atravessaram o campo e colocaram, cada um deles, uma fita com as cores alvinegras no peito dos jogadores amazonenses.

Esse gesto foi precedido de uma longa salva de palmas. Feito o sorteio, a saída coube à União. O chute de saída foi dado por Mem Xavier. Iniciada a partida, o atacante amazonense Marcolino teve a rótula da perna deslocada, sendo substituído por Miguel.

O jogador paraense Marituba, perseguido e pressionado, resolveu recuar a bola para o goleiro Listo, que não percebeu a intenção de seu colega de time. A bola acabou tocando na trave e desviado para dentro das redes, ocasionando um gol contra e abrindo a contagem para o Libertador.

Reiniciado o jogo, Miguel, do Libertador, foi substituído por Armandinho. Em uma rápida e bem combinada escapada da União, Reis assinalava o gol de empate de sua equipe. E assim terminou o 1º tempo empatado em 1 x 1.

Voltando os jogadores a campo para o segundo tempo, a saída foi dada pelo Libertador. Tininga, procurando anular o ataque da União, acabou tocando com a mão na bola. Marcado o pênalti, este foi cobrado por Marituba que chutou na trave.

Em outra escapada bem combinada dos atacantes paraenses, a bola foi aproveitada por Erberto que marcava o segundo gol da União, passando assim à frente do placar. Dado novamente a saída, é a vez de Paixão praticar uma falta em Tirteu.

Batida a falta por Aristheu, Reis recebeu a bola e a chutou contra as traves de Zé Lopes, assinalando o terceiro gol da União. O goleiro Zé Lopes, ao devolver a bola, machucou-se seriamente, sendo substituído por Levy. Lourena, ao perseguir Edgard, acabou fraturando o nariz após a chuteira do amazonense o acertar no rosto.

Devido a esse acidente, o jogo foi interrompido sendo o jogador paraense retirado de campo enquanto Edgard foi substituído por Miguel. Sem mais alteração no placar, o jogo foi finalizado às 18 horas e 5 minutos.

O time da União subiu à arquibancada e ali assistiu a entrega da Taça Mem Xavier da Silveira, a pedido do ofertante Inácio Ribeiro. Em seguida o secretário Paulo de Oliveira confiou a guarda do troféu à senhora Guiomar Cruz. Quanto ao jogador Lourena, o mesmo fez exames do nariz no hospital da Ben eficiente Portuguesa.

 

LIBERTADOR (AM)           1          X         3          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quinta-feira, 20 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Tácito Moura

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

LIBERTADOR: Zé Lopes; Tininga e Waldebrando; Paixão, Horácio e Fonseca; Miguel (Armandinho), Palheta, Rocha, Edgard e Marcolino.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

GOLS: Marituba, contra (Libertador); Reis (União Sportiva), no 1º Tempo. Erberto (União Sportiva); Reis (União Sportiva), no 2º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

Finalmente, no dia 16 de Fevereiro de 1930, o alvinegro paraense faria sua estreia em gramados do Amazonas contra o Cruzeiro do Sul. Numerosa torcida compareceu ao Parque naquela tarde de domingo, e, antes do embate principal, houve um jogo preliminar entre os times reservas do Libertador e do Manaos Sporting que terminou com a vitoria do Libertador por 5 x 2.

Time do Cruzeiro do Sul, de 1930

Às 15 horas chegavam ao Parque, em automóveis, os jogadores da União Sportiva que ficaram na arquibancada vendo o final do jogo preliminar. Às 16 horas ingressava no campo o árbitro Francisco Oliveira. Logo depois chegava ao centro do campo o Tenente-Coronel Oliveira Góes, representante do governador, junto com Mem Xavier (mandatário da FADA).

A banda de música da polícia se fazia presente, tocando o seu vasto repertório musical. Entravam em campo os dois times, recebendo grande salva de Palmas. Depois,posaram para fotografias. O time visitante, por cada um de seus jogadores, empenhavam um cartaz com uma letra cada um,formando a inscrição “AMAZONAS-PARÁ“.

O jogo iniciou -se às 16 horas e 10 minutos sendo o chute de saída dado pelo representante do governador. A partida corria equilibrada quando o jogador Vinte e Sete abria a contagem para os visitantes. Em desvantagem, o time amazonense corria atrás do prejuízo quando Cyro, vendo o jogador Aristheu com a bola e indeciso para quem a passaria, resolveu avançar em direção ao zagueiro paraense.

Pressionado, Aristheu deu um passe para o goleiro Listo, mas o chute foi mal cronometrado e acabou marcando um gol contra, empatando para o Cruzeiro do Sul. E assim terminou o primeiro tempo em 1 x 1.

Começado o segundo tempo, começou a cair uma chuva torrencial, seguido de uma forte ventania, transformando o campo em um grande lago e prejudicando o andamento do jogo. Embora os dois times jogassem com afinco, em busca da vitória ,o placar não se alterou terminando empatado. Às 17 horas e 55 minutos acabava a partida, com ambas as equipes sendo muito ovacionadas pela torcida. À noite, os jogadores da União Sportiva visitaram a sede do Rio Negro, onde foram bem recebidos pelos diretores e associados do clube.

 

Página do Jornal do Commercio anunciando o resultado do primeiro jogo da União Sportiva em Manaus quando empatou com o Cruzeiro do Sul.

CRUZEIRO DO SUL F.C. (AM)   1          X         1          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo, 16 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Francisco Oliveira

HORÁRIO: 16h10min. (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

CRUZEIRO DO SUL: Elias; Caboclo e Waldemar; Pedro,Maluco e Lisboa; Cyro, Edgard, Leopoldo, Tácito e Augusto.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Erberto, Joãozinho, Aristóbulo, Alcides e Adolpho.

PRELIMINAR: Libertador 5 x 2 Manaos Sporting

GOLS: Vinte e Sete (União Sportiva); Aristheu, contra (Cruzeiro do Sul), no 1º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

O Jornal do Commercio anunciando a chegada da delegação paraense em Manaus.

Após o sucesso da vinda do Paysandu à Manaus em 1929, a Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA) tratou de convidar uma outra equipe paraense para se fazer presente a uma nova temporada futebolística ao Amazonas, em 1930. Dessa vez o convite foi feito à outra tradicional equipe de Belém daquela época, a União Sportiva. A União havia sido o vice-campeão paraense de 1929.

O clube era um dos mais antigos do Pará (foi fundado em 1906) e foi o 1º campeão dos dois primeiros campeonatos paraense da história (1908 e 1910). Feito o convite pelos amazonenses, a diretoria do clube alvinegro aceitou o novo desafio e tratou de organizar sua delegação que seguiria, pela primeira vez, para Manaus.

Organizada em definitivo a embaixada, os alvinegros embarcaram no navio a vapor Duque de Caxias, no dia 11 de Fevereiro de 1930. O senhor Sandoval Lage foi escolhido como presidente da delegação e como secretário, Paulo de Oliveira (que era redator do jornal O Estado do Pará).

Finalmente, a União chegava em Manaus na manhã do dia 15 de Fevereiro. Os representantes do governo e do prefeito (senhor Alcides Bahia) foram cumprimentá-los a bordo. Já no Porto se encontravam muitas pessoas e representantes das delegações dos clubes da cidade.

Ao desembarcarem, em companhia do senhor Mem Xavier da Silveira (presidente da FADA), os visitantes ficaram hospedados no Hotel Central. Depois de acomodados no local, fizeram um passeio de automóvel pela cidade onde visitaram o estádio Parque Amazonense, local onde seriam realizados todos os seus jogos.

Naquele mesmo dia 15 de Fevereiro, à tarde, o presidente Sandoval Lage e o secretário Paulo Oliveira, do clube visitante, visitaram a sede do Jornal do Commercio onde foram bem recebidos pelos redatores do jornal. Em uma reunião dos dirigentes da FADA e dos principais clubes de Manaus, ficou decidido que os adversários da União Sportiva seriam o Cruzeiro do Sul, Libertador e o Nacional.

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

FONTES: Google Maps – Site ORM

 

O Olaria Futebol Clube Recreativo é uma agremiação da cidade de Belém (PA). Fundado no dia 25 de dezembro de 1948 e reorganizado em 30 de outubro de 1961. A sua Sede própria fica situada na Rua 02 de Dezembro, 267; enquanto o Ginásio Esporte, fica na Passagem Furo do Maguari, 78; ambos  em Campina de Icoaraci (Icoaraci), em Belém.

O Olaria de Icoaraci participou do Campeonato Paraense da 2ª Divisão, organizado pela Federação Paraense de Futebol (FPF), em 1986. No dia 29 de maio de 2002, a Câmara Municipal de Belém (publicada no DOM nº 9.718) sancionou a Lei que fica reconhecido como de Utilidade Pública para o Município de Belém.

FONTES: Google Maps – Leis Municipais (Belém-PA)

 

Amigos, este é o escudo do Olaria de Icoaraci (disputou a segunda divisão de Amadores – ou semiprofissionais) do Pará, no ano de 1986. O endereço vai com a foto

*Google Maps

 

 

 

O Elo Marítimo, campeão de 3 edições da segundona paraense, brigou por quase 10 anos para conseguir disputar uma única edição do Campeonato paraense de Futebol, isso porque a Federação paraense de Futebol e a CBF impuseram condições rígidas, que muitos clubes não atendiam nos anos 1980.

Abaixo, segue uma nota do jornal Diário Do Pára, explicando um pouco da situação:

 

 

 

 

 

Fonte: Jornal Diário do Pará/Biblioteca Nacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1986

-ELO MARÍTIMO

-INTERNACIONAL

-YAMADA

-PONTE NOVA

-TAMBÉS

-TERRA FIRME

-TRABALHISTA

-OLARIA

 

10/08

ELO 5X1 INTERNACIONAL

 

18/08

INTERNACIONAL 3X0 TRABALHISTA

YAMADA 3X2 PONTE NOVA

TAMBÉS 1X1 TERRA FIRME

ELO 2X0 OLARIA

 

24/08

TERRA FIRME 2X2 PONTE NOVA

INTERNACIONAL 3X0 OLARIA

 

30-31/08

TERRA FIRME 1X1 INTERNACIONAL

ELO 2X2 TAMBÉS

OLARIA 3X3 YAMADA

PONTE NOVA 1X0 (TRABALHISTA)

 

29/09

OLARIA 1X1 TRABALHISTA

PONTE NOVA 1X1 TAMBÉS

 

23/11

YAMADA 0X0 TRABALHISTA

TAMBÉS 3X0 INTERNACIONAL

 

26/12

YAMADA 0X0 TRABALHISTA

ELO 5X0 TAMBÉS

 

29/12

TERRA FIRME 1X1 PONTE NOVA

*OUTROS JOGOS E RESULTADOS DESCONHECIDOS

 

DECISÃO

25/01/87

ELO 1X0 TERRA FIRME

*ELO CAMPEÃO DE 1986

 

 

PARAENSE SEGUNDA DIVISÃO 1985

-SÃO CRISTOVÃO

-TRABALHISTA

-PONTE NOVA

-TAMBÉS

-ELO MARÍTIMO (SUBSTITUIDO PELO OLARIA ESPORTE CLUBE, DE ICOARACI)

-SACRAMENTA

-NORTE BRASILEIRO (DO BAIRRO DA CREMAÇÃO)

-MAGUARI ESPORTE CLUBE (ICOARACI)

-INDEPENDENTE

-INTERNACIONAL

-TERRA FIRME

-ARRUMADOR ESPORTE CLUBE (TAMBÉM DO SINDICATO DOS ESTIVADORES)

 

25/08

SÃO JOAQUIM X INTERNACIONAL/NORTE X MAGUARI/TRABALHISTA X PONTE NOVA/

INDEPENDENTE X TAMBÉS

 

2ª RODADA 31/08 E 01/09

MAGUARI X TRABALHISTA/INTERNACIONAL X INDEPENDENTE/TERRA FIRME X PONTE NOVA/SÃO CRISTÓVÃO X SACRAMENTA/

 

8/09

TAMBÉS X ARRUMADOR

 

14 E 15/09

SÃO JOAQUIM X TAMBÉS/PONTE NOVA X NORTE/ARRUMADOR X TERRA FIRME/SACRAMENTA X INDEPENDENTE

 

21 E 22/09

TAMBÉS X SÃO CRISTÓVÃO/TERRA FIRME X MAGUARI/ARRUMADOR X INTERNACIONAL/OLARIA X TRABALHISTA/INDEPENDENTE X SÃO JOAQUIM/SACRAMENTA X PONTE NOVA

 

28 E 29/09

PONTE NOVA 0X0 OLARIA/SÃO CRISTÓVÃO X NORTE BRASILEIRO/SÃO JOAQUIM 1X0 SACRAMENTA/TRABALHISTA 2X0 ARRUMADOR/TAMBÉS 5X2 INTERNACIONAL/INDEPENDENTE 0X2 TERRA FIRME

 

05 E 06/10

MAGUARI X SACRAMENTA/ARRUMADOR X SÃO JOAQUIM/TRABALHISTA X NORTE/TERRA FIRME X OLARIA/TAMBÉS X ?/

 

20/10

INDEPENDENTE X TRABALHISTA/TERRA FIRME X SÃO JOAQUIM/OLARIA X SÃO CRISTÓVÃO

 

26 E 27/10

MAGUARI X TAMBÉS/OLARIA X SACRAMENTA/SÃO JOAQUIM X SÃO CRISÓVÃO/INTER X PONTE NOVA/ARRUMADOR X INDEPENDENTE/NORTE X TERRA FIRME

 

2 E 3/11

TERA FIRME X INTER/SÃO JOAQUIM X TRABALHISTA/INDEPENDENTE X NORTE/SÃO CRISTÓVÃO X MAGUARI/ARRUMADOR X OLARIA/

 

10/11

TRABALHISTA X TERRA FIRME/NORTE X SACRAMENTA/INTER X MAGUARI/SÃO JOAQUIM X

 

PONTE NOVA/SÃO CRITÓVÃO X INDEPENDENTE

 

16 E17/11

MAGUARI X ARRUMADOR/ PONTE NOVA X SÃO CRISTÓVÃO/INDEPENDENTE X OLARIA/TERRA FRME X TAMBÉS/TRABALHISTA X INTER/NORTE X SÃO JOAQUIM

 

24/11

PONTE NOVA X INDEPENDENTE/MAGUARI X SÃO JOAQUIM/

7/12

NORTE 0X0 INTER/SÃO JOAQUIM 2X0 OLARIA/SACRAMENTA 3X2 TERRA FIRME

 

*OUTROS JOGOS E RESULTADOS DESCONHECIDOS

 

TRIAGONAL FINAL

 

16/12

SACRAMENTA 3X0 SÃO JOAQUIM

19/12

SACRAMENTA X NORTE/

 

SACRAMENTA CAMPEÃO DE 1985

*O ELO DESISTIU DA SEGUNDA DIVISÃO, POR NÃO CONCORDAR QUE TODOS OS JOGOS FOSSEM NO CAMPO DO SACRAMENTA.

 

 

CAMPEONATO PARAENSE SEGUNDA DIVISÃO 1984

*JOGOS DISPUTADOS NO CAMPO DO SACRAMENTA – ESTÁDIO MARTINIANO ALMEIDA

 

PARTICIPANTES:

-ESPORTE CLUBE TRABALHISTA (BAIRRO DA PEDREIRA)

-SÃO CRISTÓVÃO FUTEBOL CLUBE (BAIRRO DO GUAMÁ)

-ELO MARÍTIMO (REPRESENTAVA O SINDICATO DOS ESTIVADORES)

-TAMBÉS ESPORTE CLUBE (BAIRRO DO JURUNAS)

-INDEPENDENTE ATLÉTICO CLUBE

-INTERNACIONAL ESPORTE CLUBE RECREATIVO (BAIRRO DA PEDREIRA) 

-SÃO JOAQUIM ESPORTE CLUBE (BAIRRO DA MARAMBAIA) 

-PONTE NOVA FUTEBOL CLUBE (ICOARACI)

 

DATA DOS JOGOS (AS OUTRAS DATAS E RESULTADOS SÃO DESCONHECIDOS)

23/09

SÃO JOAQUIM X PONTE NOVA

 

21/10

INDEPENDENTE X ELO

TAMBÉS X INTERNACIONAL

 

11/11

TAMBÉS X INDEPENDENTE

 

9/12

TAMBÉS X SÃO CRISTÓVÃO

PONTE NOVA X INDEPENDENTE

 

24/03/85

TRABALHISTA X INTERNACIONAL

 

03/03/85

INTERNACIONAL 0X3 ELO (DECISÃO DO SEGUNDO TURNO)

*ELO MARÍTIMO CAMPEÃO DE 1984

 

Entre os anos de 1980 a 1986, a Federação paraense de Futebol organizou o Campeonato Paraense da Segunda divisão. Este campeonato não era profissional (haja vista que os clubes tinham até alguma estrutura, mas a CBF  e a FPF, visto as condições que os clubes possuíam e os estádios extremamente precários que as partidas eram realizadas), não obtiveram licença para se profissionalizar (leia-se, também, negligência da CBF)

O curioso é que alguns desses clubes que disputaram essa divisão conseguiram autorização para jogar profissionalmente (Elo Marítimo – que era o time do Sindicato dos Estivadores, Independente – time do detetive Francisco Bastos e o Yamada – time dos funcionários da loja Y. Yamada). O interessante, também é que os clubes também pleiteavam participar da divisão principal do futebol paraense.

Segue abaixo a lista de campeões da segunda divisão do pará (80-86):

1980: Santa Rosa (Icoaraci)

1983: Elo Marítimo

1984: Elo Marítimo

1985:  Sacramenta

1986: Elo Marítimo

 

FONTE: Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

DATA: 19 DE JUNHO DE 1955
LOCAL: ESTÁDIO DA CURUZÚ, EM BELÉM / PA

1º JOGO

REMO

0-0

PAYSANDU (2-1 PEN)

2º JOGO

COMBATENTES

0-0

PINHEIRENSE (1-0 ESC)

3º JOGO

TUNA LUSO

0-0

ARMAZENADOR (1-0 ESC)

4º JOGO

REMO

1-0

COMBATENTES

FINAL

REMO

1-0

TUNA LUSO

CAMPEÃO – CLUBE DO REMO (BELÉM – PA)

 

O Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste de 1952 foi uma competição de futebol realizado, em Recife(PE), com a participação de oito campeões estaduais de 1951:  CRB (Clube de Regatas Brasil), de Alagoas; Sport Club Ypiranga, da Bahia; Ceará Sporting Club, do Ceará; Tuna Luso Comercial Esporte Clube, do Pará; Treze Futebol Clube, da Paraíba; América Futebol Clube de Natal, do Rio Grande do Norte; Associação Desportiva Confiança, de Sergipe; e, Clube Náutico Capibaribe, de Pernambuco.

O Ypiranga e o Treze disputaram uma partida pela Fase Preliminar para decidir quem entraria de fato no torneio. Outros três jogos seriam realizados para definir os três clubes que avançariam às semifinais, já que o Náutico estava garantido nessa fase por sediar o campeonato.

Fase Preliminar

Dia do jogo: 7 de maio

Time 1 Placar Time 2
Ypiranga-BA Bahia 4-1 Paraíba Treze

Primeira Fase

Dias dos jogos: 7 e 11 de maio

Time 1 Placar Time 2
Confiança Sergipe 1-2 Rio Grande do Norte América de Natal
CRB Alagoas 0-2 Pará Tuna Luso
Ypiranga-BA Bahia 3-2 Ceará Ceará

Semifinais

Dia dos jogos: 14 de maio

Time 1 Placar Time 2
Náutico Pernambuco 5-4 Rio Grande do Norte América de Natal
Ypiranga-BA Bahia 0-1 Pará Tuna Luso

Final

Dia do jogo: 18 de maio

Time 1 Placar Time 2
Náutico Pernambuco 5-1 Pará Tuna Luso

FONTES: Wikipédia – Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Vênus Atlético Clube é uma agremiação da cidade de Abaetetuba (PA). O ‘Azulão’ foi Fundado no dia 20 de Maio de 1949. A sua Sede fica localizada na Rua 1º de Maio, nº 1.749, no Centro da cidade. A equipe manda seus jogos no Estádio Humberto Parente, que pertence ao Abaeté Futebol Clube, seu maior rival.

Em 1998, o Vênus chegou a disputar o Campeonato Brasileiro da Série C, quando conseguiu sua melhor colocação no Campeonato Paraense de Futebol, o terceiro lugar, atrás de Remo e Paysandu. Na Série C de 1998, o Vênus conquistou a 20ª posição dentre 65 times, com vinte pontos, uma posição bastante respeitável para um clube de pouca expressão do Pará.

Foi eliminado pelo Moto Clube do Maranhão (4 a 0). Conforme o presidente do clube na época, Ricardo Simões, Wellington Saci, campeão no Corinthians, foi revelado no Vênus.

Seu maior título foi conquistado no ano de 2005, sagrando-se campeão da 2ª Divisão do Campeonato Paraense de Futebol de forma inédita, com folga no último jogo, pois nenhuma equipe poderia alcançá-lo, repetiu o feito em 2014 quando conquistou o segundo título da “segundinha“. O título foi comemorado em carro dos Bombeiros, pelas ruas de Abaetetuba.

Uma curiosidade neste campeonato foi a contratação do meia-atacante Arinelson, com passagem pelo Santos-SP, que se tornou o maestro do Vênus, mas que não permaneceu no clube para disputar a 1ª Divisão, pois o atleta voltou a ser visado no cenário nacional do Futebol e o clube não teve condições de mantê-lo.

 

FONTES & FOTO: Blog Ademir Heleno Rocha – Rsssf Brasil – Wikipédia

 

O Abaeté Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Abaetetuba (PA). A sua Sede atual fica na Avenida 15 de Agosto, nº 99, no Centro da cidade. O ‘Guará’ foi Fundado no dia 05 de Agosto de 1935, ainda com o nome em inglês (Abaeté Foot Ball Club), por Samuel Correa Bello e tinha o seu campo à Rua 1º de Maio e suas cores eram o vermelho, como cor predominante, e branco e, devido a cor vermelha, anos depois, começou a ser chamado de Guará por seus dirigentes e torcedores e a alcunha é usada até os dias atuais.

Quando se chamava Abaeté Foot Ball Club sua sede ficava no antigo prédio da Prefeitura Municipal de Abaeté, que era de propriedade do Velho Galileu, este filho do Velho Salico.

O Abaeté Foot Ball Club, em 1940, chegou a possuir 150 associados e 30 associadas pagando mensalidades. Um dos antigos presidentes do Abaeté, já chamado Abaeté Futebol Club, foi Chrispim Ferreira e nessa fase o Abaeté desfrutava de grande popularidade e rivalizava com outro grande clube, o Brasil Sport Club, presidido pelo Mestre César.

Nesse tempo a rivalidade entre Brasil e Abaeté era muito grande, rivalidade que repercutia na cidade inteira e até fora das fronteiras de Abaeté. Um igarapemiriense sentindo a rivalidade entre esses dois grandes times de Abaeté, sentenciou: “São rivais até na voz”.

A explicação para esse fato é a seguinte: O Mestre César, presidente do Brasil, possuía um timbre de voz forte, um vozeirão como se diz e que ecoava longe e o comerciante Chrispim Ferreira, presidente do Abaeté, possuía uma voz fina e abafada e o contraste entre essas vozes em dias de jogos levou aquele igarapémiriense a proferir aquela sentença das vozes desses dois grandes dirigentes de futebol.

Cada torcida desses dois grandes times de Abaeté possuía a sua torcida inflamada, que saía pelas ruas a cantar e a provocar uma a outra. O Tenente Humberto Parente, era comerciante, industrial, filho de Garibaldi Parente, casado e com filhos, aparece como consórcio do Vera Cruz Sport Club em 1920, foi presidente do Abaeté por vários anos.

ANTIGO CAMPO DO ABAETÉ

Na época do Tenente Humberto Parente o Abaeté experimentou grandes avanços e popularidade em Abaeté. Como existia aquela grande área de terreno chamado Silva Jardim e onde existia um campo de futebol onde os clubes locais praticavam o futebol, o Tenente Humberto conseguiu adquirir essa área e ali construiu o antigo campo de futebol do Abaeté.

Inicialmente o campo foi cercado precariamente em madeira, aparecendo ao fundo e do outro lado da antiga Rua Floriano Peixoto desse algumas poucas casas, como a casa do Lorico Coutinho e a de Dona Alfa, mãe do Chico e o grande matagal existente ali ainda nos anos de 1950.

Esse antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Club, posteriormente, foi cercado por um muro de tijolos e cimentado e com fachada em alvenaria e a sede do clube foi construída no canto onde hoje se encontra o prédio do comerciante Grodédio Macedo.

Ali funcionava o famoso Bar Guará de Ari Gomes e nessa sede aconteceram muitos bailes sociais e festas de carnaval. Posteriormente o antigo campo do Abaeté foi vendido e em seu lugar existem a Casa do Bispo da Diocese e anexa a Gráfica Paroquial, o Posto de Gasolina Central e todas as casas existentes nesse quarteirão inteiro que pertencia ao Abaeté.

O Abaeté construiu outro campo de futebol na Rua 1º de Maio que foi reinaugurado no dia 03 de Novembro de 1991. Outro presidente do Abaeté Foot Ball Club foi Francisco Leite Lopes, pai do Dr. Lopes.

Na esfera profissional, o Abaeté debutou em 1997, e faturou o seu primeiro título sete anos depois, ao se sagrar campeão do Campeonato Paraense da Segunda Divisão, em 2004. Na sua estreia na Elite do futebol do Pará, o ‘Guará’ terminou na 3ª colocação. No mesmo ano, participou do Campeonato Brasileiro da Série C, em 2005.

No Estadual de 2006, também realizou uma boa campanha, ficando entre os primeiros colocados. Em 2007, o Abaeté voltou a impressionar e fechou em 3º lugar. Após três temporadas memoráveis, por questões financeiras, o Abaeté abandonou o campeonato de 2008, e foi rebaixado, sendo substituído pelo Pedreira Esporte Clube.

Em 2010, conquistou novo acesso, ao ficar com o vice-campeonato da Segundona Paraense, perdendo somente para o Parauapebas. Em 2011, de volta a Primeira Divisão, o Abaeté fez uma campanha modesta, terminando na 10ª posição, num total de 14 equipes. Em 2012, mais uma campanha fraca, acabou rebaixado, ficando em 12º lugar.

 

FONTES & FOTOS: Blog Ademir Heleno Rocha – Rsssf Brasil – Wikipédia

 

A Liga Esportiva Abaetetubense (LEA) é a entidade máxima da cidade de Abaetetuba (PA). A sua Sede fica localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 1.555, Altos, em Abaetetuba. Fundado no dia 15 de Maio de 1955, e teve como 1º Presidente o político Pedro Pinheiro Paes e este colocou como um dos primeiros técnicos da seleção de Abaeté o seu genro de nome Ivan.

Antes da fundação da LEA existiram muitos clubes de futebol desde os anos de 1920, sendo que muitos desses clubes desapareceram antes mesmo da fundação da Liga. E esta organizou o 1º campeonato oficial de futebol que foi ganho pelo Abaeté Futebol Clube em 1955, sendo que este clube e o Vênus Atlético Club se revezavam na conquista do campeonato da cidade.

Após a fundação da LEA desapareceram os clubes Vasco da Gama Sport Club, o Brasil e outros enquanto outros iam surgindo como o Tietê, o Palmeiras e outros, alguns dos quais já extintos. O Futebol em Abaeté Após a Criação da LEA: Após a criação da Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da cidade e eram esses times e o Vasco da Gama que forneciam verdadeiros craques de futebol que compunham as primeiras e gloriosas seleções de futebol de Abaetetuba.

O 1º título de futebol para Abaetetuba foi conquistado no mesmo ano de fundação da LEA em 1955 e seguiu conquistando títulos. No futebol do interior num total de 11 títulos: 1955, 1958,1961, 1962, 1967, 1969, 1973, 1976, 1982 e 1983.

Após a criação da LEA em 1955 Abaeté e Venus se revezavam na conquista de títulos da cidade. Porém o futebol começou a sofrer uma acentuada decadência e os times de Abaeté e Vênus se nivelaram aos outros e o Tietê que era um clube sem muitos recursos financeiros começou a também ganhar títulos da cidade, tendo formado alguns bons times, que infelizmente não temos ainda as formações desses times campeões do Tietê.

Nas décadas de 1960/1970 o futebol de Abaetetuba que estava bastante decadente como sofreu um revigoramento com a fundação da Sociedade Esportiva Palmeiras em 1966, tendo à sua frente o grande desportista Alcimar, sendo ajudado por Coropó, Adonai e outros idealistas do futebol de Abaetetuba e assim o Palmeiras montou um jovem time de futebol mesclado com alguns veteranos, fato que deu um revigorada no futebol praticado em Abaetetuba.

Abaeté, Vênus e Tietê continuavam a ganhar os títulos de futebol da cidade, porém o Palmeiras, que adotava o princípio da renovação nos seus quadros futebolísticos, foi se igualando a esses três tradicionais times de Abaetetuba até que em 1974 e 1975 ganhou um bicampeonato de futebol da cidade de Abaetetuba. Para Alcimar, contudo, o grande time do palmeiras foi o de 1972/1973. Vide acima.

Após a conquista de futebol de 1983 a decadência do futebol de Abaetetuba já era visível e partir daí não ganhou mais nenhum título. Não que o celeiro de craques de futebol de Abaetetuba tivesse acabado, mas pela falta de empenho das autoridades e falta de disciplina de nossos bons atletas.

Como o campeonato de futebol do Pará começou a se interiorizar, pois antes somente os clubes de Belém é que disputavam o Campeonato Paraense de Futebol, 1º foi o Vênus em 1997 e depois o Abaeté começaram a participar desse campeonato paraense.

No início o Vênus contava com alguns valores da terra em seus times e depois, tanto no Vênus como no Abaeté a predominância era de jogadores que vinham de outros times de Belém e de outros lugares para compor nos times locais. E o campeonato de futebol de Abaetetuba continuava, porém sem o Vênus e o Abaeté e com a presença de outros clubes que iam surgindo a cada ano e surgindo e desaparecendo e sem o brilho do futebol do passado de Abaetetuba.

 

FONTE & FOTO: Blog Ademir Heleno Rocha

 

A foto é de 12 de Dezembro de 1957, com o grande time do Clube do Remo, de Belém (PA), num jogo no antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube, que mostra nos fundos as poucas casas existentes na antiga Rua Floriano Peixoto, atual Rua Lauro Sodré. Nessa foto aparece o grande jogador Afonso, abaetetubense que jogou por longos anos nos clubes de Abaeté, na Seleção de Futebol de Abaetetuba e nos times do Clube do Remo e Paissandu, de Belém. Afonso Cardoso de Castro, um dos melhores jogadores de todos os tempo do futebol de Abaetetuba, um verdadeiro craque, um maestro com a bola nos pés e que, atualmente, goza sua merecida aposentadoria.

O Clube do Remo posado. EM PÉ (da esquerda para a direita): Laranjeira, Sessenta, Isaías, Afonso e Dodinha. AGACHADOS (da esquerda para a direita): Carlos Alberto, Piedade, Quibinha, Rangel, Socó e Baiano.

 

FONTE & FOTO: Blog Ademir Heleno Rocha – Acervo do Mestre Café, popular pedreiro

 

FONTES: Blog Botões para Sempre  - Jornal do Commercio (AM)

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

AMAZONAS             0          X         1          PARÁ

LOCAL: Estádio Parque Amazonas, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, 17 de Setembro de 1944

TRANSMISSÃO: O jogo foi transmitido para todo o Amazonas, pela rádio P.R. F.-6

CARÁTER: Campeonato Brasileiro de Seleções de 1944

HORÁRIO: 16h10min. (de Brasília)

RENDA: Cr$ 36.878,00

ÁRBITRO: José Mariano Carneiro Pessôa (CBD/PE)

AMAZONAS: Téo; Mariano e Marcílio; Omar, Zenite e Dog; Oliveira, Marcos Paulo, Onéti, Sidinho e Raspada.

PARÁ: Dodó; Beréco e Expedito; Sandovalsinho, Manuel Pedro e Vicente; Arleto, Lulú, Helio, Biróba e Jaime.

GOL: Helio aos 40 minutos (Pará), no 1º tempo

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

 

Amigos, pesquisando pela rede, encontrei alguns uniformes e escudos de clubes já conhecidos, porém, algumas cores são diferentes e os escudos também diferem do que nós já conhecemos. Mando as fotos aos senhores:

1) Carajás Esporte Clube (foto do time que participou da Segunda Divisão do Pará, em 2013) Fonte:  Jornal O Liberal

2) Pinheiro Atlético Clube/MA Fonte: Blog Futebol Maranhense Antigo

3) Dourados Esporte Clube/MS

4) Sociedade Esportiva Pontaporanense/MS

5) Mariano Esporte Clube/ES

6) Real Beltranense/PR

7) Comercial de Cornélio Procópio/PR

8) Portuguesa Santista/SP (escudo dos anos 70)

9) Sociedade Atlética Imperatriz/MA (placa dos anos 1980)

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Interessante nota publicada no jornal “A Tribuna” de Santos/SP em sua edição de 29 de abril de 1944:

 

FONTE: Jornal Pacotilha O Globo

 

Santarém é hoje uma das mais importantes cidades da Região Norte do Brasil. Com uma população de 300 mil habitantes, é a segunda maior e mais populosa cidade do Estado do Pará (só sendo superada pela capital Belém). A cidade teve sua origem no ano de 1661 quando o padre João Felipe fundou a aldeia do Tapajós. Em 1697 os portugueses ergueram no local o Forte do Tapajós. Mas, somente em 1848 que Santarém é elevada à categoria de cidade.

A “pérola do tapajós“, como é carinhosamente conhecida, localiza-se às margens  do Rio Tapajós, na confluência com o Rio Amazonas. Há muito tempo que a população local luta pela emancipação política do oeste paraense para a criação de um novo estado, que seria o Estado do Tapajós e Santarém, por sua importância política e econômica, seria a capital da nova unidade administrativa brasileira.

Além disso, Santarém foi também um dos primeiros locais da Amazônia onde o futebol foi introduzido. Hoje,o maior clássico do futebol santareno é entre o São Francisco (fundado em 1929) e o São Raimundo (fundado em 1944) que fazem o famoso clássico “Rai-Fran“,o maior do oeste do Pará. As primeiras notícias sobre o nascimento do futebol no município, foram publicadas no “Jornal de Santarém“em 1966 escrito por um ex-jogador local da época.

A cidade de Santarém no início do século XX

DÉCADA DE 10: SURGEM OS PRIMEIROS CLUBES

Até 1911, os santarenos que não tinham a oportunidade de viajar, conheciam o “Football Association” apenas através de jornais e conversas com viajantes que pela cidade transitavam. Nos colégios da capital (Belém), porém, estudavam diversos jovens que costumavam vir passar férias escolares em Santarém com suas famílias.

Foram esses estudantes, que eram componentes dos times dos respectivos colégios de Belém, que começaram a treinar a juventude local, incentivando-a e instruindo-a sobre o jogo de futebol. Os primeiros foram: Felisbelo Sussuarana (Belo), Raimundo Sussuarana (Dico), Alberico Nóvoa e Heriberto Guimarães. Depois vieram Armênio Guimarães, Almiro Nóvoa, Trajano Mota e outros.

De início, até 1912, não fora possível formar duas equipes e os treinos esporádicos eram simples bate-bolas ou peladas, completados os quadros com rapazes nativos inexperientes com o trato na bola e que aos poucos se iam adestrando.

O local dos treinos era a praça Barão de Santarém, ao lado direito da igreja de São Sebastião. Em princípios de 1913, já havia melhor organização. Demarcaram o campo com as dimensões regulamentares e fizeram traves dentro das regras do “Football”.

1º time do São Francisco (Fundado em 1929)

Então, já podendo contar com mais de 20 jogadores, foram escolhidos os melhores para formarem o “Grupo Sportivo” , a primeira entidade pebolística fundada em Santarém. Depois criaram também o “Time Negro”, dentro do mesmo grupo.

À tarde de 13 de abril de 1913, realizou-se o primeiro “match” oficial em terras tapajônicas. Teve lugar no referido campo chamado pomposamente de “Ground de São Sebastião”. Campo aberto, sem cerca nem arquibancada, entrada de público grátis e franca.

Nessa tarde defrontaram-se o primeiro time do “Grupo Sportivo” e uma equipe internacional, formada de ingleses, oficiais do vapor “Viking” da Amazon Telegraph e marujos brasileiros, tripulantes do mesmo navio. A peleja, absoluta novidade para terra, atraiu grande público e resultou na vitória do “Grupo” por 4 X 1.

Felisbelo Sussuarana, “captain” da equipe santarena, além de genial poeta, era também, um grande craque da bola – o que muita gente ignora. Ocupando a posição de “center-forward”, empolgava a torcida e desnorteava os adversários, pelas suas jogadas inteligentes, serenas, sem trancos, empurrões ou pontapés, driblando com “elegância”.

Podia-se pensar que ele até solicitava licença ao guardião das traves para vazar-lhe a rede, e no fim ainda o abraçava, como a pedir-lhe desculpas pelo “agravo”. Outro futebolista eficiente na temível linha de ataque era Alberico Nóvoa que, pela sua calma, contrabalançava a espetaculosidade de Trajano Mota e a franqueza com o “Keeper” Dico Sussuarana, chateado com a torcida que o vaiava por ter engolido algum frango,mas acabava revidando as vaias com belas arobacias braçais…

Depois do primeiro jogo, houve outros encontros cuja realização, entretanto, ficava dependente da estadia no porto de  navios ingleses e nacionais como o “Viking” ou o “Ramos”. Não havia outros adversários.

Meses mais tarde, dissolvido o “Grupo Sportivo“, foi fundado em agosto de 1914 e instalado a 7 de setembro, o “Santarém Athletic Club”, cuja primeira diretoria ficou assim constituída: presidente – Felisbelo Sussuarana; vice – Felipe de Castro; 1º secretário – Dr. Mendonça Lima; 2º dito – Heriberto Pinto Guimarães; tesoureiro – Francisco Renovato; e orador – Prof. Álvaro Pinheiro.

Em 1917, foi fundado o “Paysandu Sport Club”, que, de início, se utilizava do mesmo campo, a praça de São Sebastião. Ainda em 1917, fez inaugurar seu próprio estádio, num grande terreno baldio á Rua Nova, atual Mendonça Furtado. A inauguração festiva foi realizada a 16 de dezembro de 1917, com um jogo entre o referido clube e o “Internacional Foot Ball Team(do “Viking”).

Em maio de 1917, foi extinto o “Santarém Athletic” e fundado o “Tapajoz Foot Ball Club” com os mesmos antigos elementos esportivos, sob a presidência de Altino Mendes de Nóvoa. Em 19 de março de 1919, o “Tapajoz” se filiou ao “Yole Clube de Belém” e trocou o nome para “Tapajoz Yole Clube”.

Ainda em 1917 foi fundado no bairro da Aldeia, pelo jovem esportista Antônio Barbosa, o “Guarany Foot Ball Club”, que deu muita surra nos clubes do centro da cidade. O primeiro embate futebolístico intermunicipal em Santarém, aconteceu a 1º de julho de 1917, entre as equipes do recém-criado “Tapajoz Foot Ball Club” e do “Sport Club Alenquerense”, da cidade de Alenquer, com a vitória do Alenquerense por  1 X 0.

Acontece que na vizinha cidade ocorreu o mesmo que em Santarém. Rapazes vindos de Belém introduziram ali o “Football Association” e os esportistas alenquerenses progrediram mais do que os santarenos. Mas no jogo seguinte  o Tapajoz se vingou goleando o time de Alenquer. A 17 de agosto de 1919, outro clube do bairro da Aldeia foi instalado, o “Aymoré Foot Ball Club”, que nesse dia inaugurou seu campo de esportes, aos fundos do “ground” do “Paysandu”, acabou derrotado pelo “Tapajoz”, pelo escore de 3 x 0.

Novo campo foi inaugurado a 14 de setembro de 1919; desta vez o do “Guarany”, tendo na inauguração jogado 2 combinados, compostos de esportistas dos quatro clubes locais. Esse terceiro (ou quarto) campo era situado nas imediações do antigo Prado de Corridas do “Jóquei Clube”.

Ainda no ano de 1919, no mês de Novembro, é fundado um novo clube de futebol chamado de”Paraense Club” que foi originado por elementos do “Guarany”. A primeira diretoria ficou assim definida: Presidente - Francisco de Paula Rebello; Vice - Atlante Campos; 1° secretário - Bruno José de Souza; 2° secretário - Raymundo A. da Costa; Tesoureiro - José Militão da Rocha e Capitão - Arlindo Ferreira.

É de notar, porém, que apesar de já existirem tantos campos de esporte, não havia nenhum cercado. Todos eram abertos e de franca presença de pessoas, sem necessidade de pagamento. Finalmente, em 1919, o “Paysandu” tomou a iniciativa de cercar o seu campo, ali estabelecendo pequena arquibancada com entrada paga. A inauguração festiva do estádio azulino foi a 14 de setembro de 1919, com um jogo entre os times do dono do campo e do “Tapajoz Yole Club”, com vitória deste último por 5 x 1.

Grande concorrência e muita animação, inclusive alguns “sururus”. Preço único da entrada: 500 réis. Foi esse o primeiro jogo de futebol com entrada paga, nesta cidade. A 1º de setembro de 1926, o “Tapajoz Yole Clube” deixou de existir como entidade pebolística, ficando, apenas, com caráter recreativo, tendo sido, então, fundado o “Santarém Sport Club” com os mesmos elementos do velho quadro tapajônico, e outros novos valores recrutados dos clubes congêneres, da cidade.

Em 1926, acontece em Santarém o primeiro jogo interestadual da região do oeste paraense, na qual a seleção do Amazonas ,que voltava de Belém onde perdera de 7 x 0 para a seleção do Pará pelo campeonato brasileiro, resolve fazer uma parada na cidade e aceita um convite dos esportistas locais para um amistoso contra a seleção de Santarém. Os amazonenses acabaram ganhando com facilidade do escrete local por 7 x 1.

Eis que surge um dos melhores clubes de futebol de Santarém desse período, o “Santa Cruz Sport Club” que por muito tempo foi incontestavelmente, o “Papão” dos gramados tapajônicos. Sob a presidência de Gregoriano Queiroz , o “Santa Cruz” alinhava um quadro bastante respeitado com Miguel Campos no gol,Hermenegildo Dizencourt, Quirino Barbosa, Pedro Maia, Zé Besouro, Oscar Maia, Manezinho (um becão que pelo tamanho não condizia com o apelido), Pé de Banha, Dico Gato e outros.

Também, na mesma época,era fundado um outro importante time santareno: União Sportiva, que foi fundada por jovens da Congregação Mariana e se tornou um dos melhores clubes do município. O seu grande rival era o Santa Cruz, que deu origem ao maior clássico futebolístico de Santarém em seus primórdios.

LIGA SANTARENSE É CRIADA EM 1927

Em fevereiro de 1927, foi construída a primeira Liga Esportiva, sob o nome de “Liga Santarense de Desportos”, sendo eleita a seguinte diretoria: presidente – Dr. Bernado Borges Pires Leal, do “Santarém Sport Club”; vice-presidente – Cel. Silvino Campos, do “Ypiranga Sport Club”, recém-fundado; 1º secretário – Dr. Selézio Campos, do “Santa Cruz”; 2º secretário – Pedro Morais, do “União Sportiva Club” ( que daria origem ao atual “São Francisco”); tesoureiro – Dr. Fernando Leal, do “Santarém”.

Essa instituição, apesar dos esforços e boa vontade dos seus dirigentes, não conseguiu harmonizar os pontos de vista das diversas agremiações locais, que eram, na época, salvo engano, o “Santarém”, o “Santa Cruz”, o “Ypiranga” e a “União Sportiva”, também recentemente instalada e o “Brasil Sportivo”, em organização.

Assim, a Liga Santarense de Desportos entregou os pontos sem ter feito coisa alguma pelo esporte da terra. Mais tarde surgiu outra tentativa que também fracassou. Em um jogo realizado em 5 de junho de 1927 com a “União Sportiva”, o famoso “Santa Cruz”, pela primeira vez desde a sua fundação, teve quebrada a sua invencibilidade, caindo pelo escore de 2 x 1. Houve foguetório e lamentações.

União Sportiva da Congregação Mariana

Em junho de 1916, o irmão leigo Franciscano Frei Bernardo, deu início aos fundamentos do prédio que iria servir de residência aos padres da Prelatura, situado à avenida São Sebastião. Treze meses depois, era a casa inaugurada exatamente a 29 de julho de 1917. A 21 de janeiro de 1918, na parte térrea do edifício começou a funcionar o “Colégio São Francisco” com a matrícula inicial de 52 rapazes, sob a direção do saudoso Frei Ambrósio.

Desde logo, o emérito educador e amigo da juventude santareno começou a preparar o vasto terreno contíguo ao Colégio, para servir de recreio aos alunos do novel estabelecimento de ensino. Chamou-se ao campo: “Recreio do Colégio São Francisco”, e ali, embora ainda sem franquia ao público, brincavam diariamente os meninos, nas horas de folga. Lógico que um dos principais entretenimentos da gurizada era o nascente joguinho do “pé na bola”. Com o passar dos anos, foi ali um constante viveiro de futuros craques, que, depois, iam exibir suas qualidades pebolísticas nos times dos clubes já existentes na cidade.

Alguns anos depois, os alunos do “São Francisco” já eram contados por mais de centenas, então, foi fundada a “União Sportiva da Congregação Mariana”. O campo do Recreio foi aumentando, desbastado das árvores restantes, cercado com estacaria de itaúba, aberto um portão independente (pois até então a entrada era pelo Colégio).

Depois construíram pequena arquibancada, etc. Finalmente, o “Play-Ground” do Colégio, sob a nova denominação de “Parque de São Francisco”, foi festivamente inaugurado à tarde de 12 de dezembro de 1926, com o comparecimento de autoridades, familiares e povo em geral.

O novo estádio apresentava ornamentação de palmeiras, bandeirolas, faixas, e muita alegria. Tocou, a “Filarmônica Franciscana”, composta de alunos do Colégio sob a batuta do inesquecível musicista mestre Luiz Barbosa. Se enfrentaram os times dos “donos da casa” e do “Santarém Sport Club”. Empate de 2 x 2. Entrada grátis, para acostumar a freqüência.

Já a 16 de janeiro de 1927, dois clubes estranhos utilizaram o Parque: “Santa Cruz” e “Santarém”. Entrada paga, sendo 1.000 réis a arquibancada e 500 réis a geral. Desta data em diante, todos os jogos adotaram o regime de entrada paga, e tiveram por arena o antigo “Recreio do São Francisco”, hoje denominado “Estádio Municipal Aderbal Corrêa”.

SÃO FRANCISCO SPORT CLUB SURGE EM 1929

No dia 30 de Outubro de 1929, alunos do colégio São Francisco, entre eles os irmãos Miguel, Adalgiso e Otávio Paixão mais os amigos Guilherme Colares, Rafael Santana e Liberalino Machado (e outros que não tiveram espaço na União Sportiva), resolveram fundar também seu clube de futebol, o São Francisco Sport Club.

O nome escolhido foi uma maneira de homenagear a instituição em que estudavam como também ao Frei Ambrósio (que era devoto do santo), um grande incentivador do futebol local  na época. Inicialmente suas cores eram o preto e branco, mudando logo depois para o azul e branco, sendo que os uniformes contendo as novas cores do clube foram adquiridos em Belém pelo senhor Geraldo Alho.

O São Francisco se tornou, ao longo dos anos, uma das maiores forças do futebol santareno, sendo hoje o clube mais antigo da cidade em atividade. Atualmente, Santarém conta com três times nas duas divisões do futebol paraense: São Raimundo, São Francisco e Tapajós (que não é o antigo).

 

FONTE: Prof. e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira

 

Amigos, este é o escudo do Santa Cruz de Belém, clube que muitos anos foi filiado da F. P. D., e por várias vezes, disputou a série B do campeonato paraense (disputou em 1950, 51, 52, 53 e 54). O time tinha sede no bairro da Pedreira (na avenida Pedro Miranda), e chegou a ser campeão paraense de futsal nos anos de 1980.

Abaixo, foto do escudo:

Redesenho: Sérgio Mello.

 

Depois do feriado de Natal, as atividades da página voltam com algumas novidades. Uma delas é o escudo oficial do Júlio César, datado do ano de 1968.

Segue ainda a foto extraída do jornal O Liberal, de onde foi possível a descoberta.

Redesenho: Sérgio Mello.

 

EQUIPES PARTICIPANTES:

 

EQUIPE

CIDADE

001

ATLÉTICO LIBERATO DE CASTRO BELÉM – PA

002

BENEFICENTE AVANTE FUTEBOL CLUBE SALVATERRA – PA

003

CLUBE DO REMO BELÉM – PA

004

CLUBE JÚLIO CÉSAR BELÉM – PA

005

GREMIO DESPORTIVO COMBATENTES BELÉM – PA

006

PAYSANDU SPORT CLUB BELÉM – PA

007

TUNA LUSO BRASILEIRA BELÉM – PA

 

1º TURNO

 

02.06.1966

REMO

3-0

LIBERATO DE CASTRO

04.06.1966

COMBATENTES

2-1

AVANTE

05.06.1966

TUNA LUSO

1-0

JÚLIO CÉSAR

08.06.1966

PAYSANDU

3-0

AVANTE

11.06.1966

COMBATENTES

1-1

JÚLIO CÉSAR

12.06.1966

REMO

3-2

TUNA LUSO

15.06.1966

REMO

1-0

JÚLIO CÉSAR

18.06.1966

AVANTE

3-0

LIBERATO DE CASTRO

19.06.1966

PAYSANDU

2-1

COMBATENTES

22.06.1966

TUNA LUSO

4-0

COMBATENTES

25.06.1966

JÚLIO CÉSAR

2-1

AVANTE

26.06.1966

PAYSANDU

5-0

LIBERATO DE CASTRO

29.06.1966

REMO

4-1

AVANTE

02.07.1966

COMBATENTES

3-0

LIBERATO DE CASTRO

03.07.1966

PAYSANDU

2-0

TUNA LUSO

06.07.1966

PAYSANDU

2-0

JÚLIO CÉSAR

11.07.1966

REMO

1-0

COMBATENTES

11.07.1966

TUNA LUSO

8-2

LIBERATO DE CASTRO

16.07.1966

TUNA LUSO

W0-0

AVANTE

17.07.1966

JÚLIO CÉSAR

0-0

LIBERATO DE CASTRO

24.07.1966

REMO

1-1

PAYSANDU

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

PAYSANDU

06

05

01

00

15

02

11

02º

REMO

06

05

01

00

13

04

11

03º

TUNA LUSO

06

04

00

02

15

07

08

04º

COMBATENTES

06

02

01

03

07

09

05

05º

JÚLIO CÉSAR

06

01

02

03

03

06

04

06º

AVANTE

06

01

00

05

06

11

02

07º

LIBERATO DE CASTRO

06

00

01

05

02

22

01

 

2º TURNO

 

27.07.1966

REMO

3-1

LIBERATO DE CASTRO

31.07.1966

COMBATENTES

1-1

AVANTE

31.07.1966

TUNA LUSO

3-0

JÚLIO CÉSAR

03.08.1966

PAYSANDU

5-0

AVANTE

06.08.1966

JÚLIO CÉSAR

1-0

COMBATENTES

10.08.1966

REMO

3-0

JÚLIO CÉSAR

13.08.1966

AVANTE

2-0

LIBERATO DE CASTRO

14.08.1966

TUNA LUSO

4-0

COMBATENTES

20.08.1966

AVANTE

2-1

JÚLIO CÉSAR

24.08.1966

PAYSANDU

4-0

LIBERATO DE CASTRO

27.08.1966

REMO

3-0

AVANTE

28.08.1966

PAYSANDU

1-1

JÚLIO CÉSAR

01.09.1966

REMO

4-1

COMBATENTES

04.09.1966

COMBATENTES

4-0

LIBERATO DE CASTRO

07.09.1966

TUNA LUSO

1-1

LIBERATO DE CASTRO

10.09.1966

JÚLIO CÉSAR

2-0

LIBERATO DE CASTRO

11.09.1966

REMO

2-2

TUNA LUSO

17.09.1966

PAYSANDU

5-1

COMBATENTES

17.09.1966

TUNA LUSO

6-1

AVANTE

25.09.1966

PAYSANDU

1-1

TUNA LUSO

02.10.1966

PAYSANDU

2-1

REMO

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

PAYSANDU

06

04

02

00

18

04

10

02º

REMO

06

04

01

01

13

05

09

03º

TUNA LUSO

06

03

03

00

17

05

09

04º

JÚLIO CÉSAR

06

02

01

03

05

09

05

05º

AVANTE

06

02

01

03

06

16

05

06º

COMBATENTES

06

01

01

04

07

15

03

07º

LIBERATO DE CASTRO

06

00

01

05

02

16

01

 

3º TURNO

 

12.10.1966

REMO

3-0

LIBERATO DE CASTRO

15.10.1966

COMBATENTES

4-1

AVANTE

16.10.1966

JÚLIO CÉSAR

2-0

TUNA LUSO

22.10.1966

JÚLIO CÉSAR

1-0

COMBATENTES

23.10.1966

PAYSANDU

1-0

TUNA LUSO

29.10.1966

AVANTE

3-2

LIBERATO DE CASTRO

30.10.1966

PAYSANDU

2-0

COMBATENTES

03.11.1966

REMO

2-0

JÚLIO CÉSAR

05.11.1966

TUNA LUSO

4-0

COMBATENTES

06.11.1966

PAYSANDU

1-0

LIBERATO DE CASTRO

09.11.1966

REMO

1-0

AVANTE

12.11.1966

COMBATENTES

3-1

LIBERATO DE CASTRO

13.11.1966

REMO

3-2

TUNA LUSO

16.11.1966

REMO

1-0

COMBATENTES

19.11.1966

TUNA LUSO

W0-0

LIBERATO DE CASTRO

20.11.1966

PAYSANDU

1-0

JÚLIO CÉSAR

23.11.1966

TUNA LUSO

5-2

AVANTE

26.11.1966

JÚLIO CÉSAR

3-2

LIBERATO DE CASTRO

27.11.1966

PAYSANDU

2-0

AVANTE

03.12.1966

JÚLIO CÉSAR

1-0

AVANTE

04.12.1966

PAYSANDU

3-1

REMO

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

PAYSANDU

06

06

00

00

10

01

12

02º

REMO

06

05

00

01

11

05

10

03º

JÚLIO CÉSAR

06

04

00

02

07

05

08

04º

TUNA LUSO

06

03

00

03

11

08

06

05º

COMBATENTES

06

02

00

04

07

10

04

06º

AVANTE

06

01

00

05

06

15

02

07º

LIBERATO DE CASTRO

06

00

00

06

05

13

00

 

* CAMPEÃO – PAYSANDU SPORT CLUB (BELÉM – PA)

 

Mais um clube paraense que disputou a série B nos anos de 1950 (pelo menos em 1951, 1952 e 1953). Trata-se do Parque Atlético Clube, clube formado por funcionários e militares do Parque da Aeronáutica, em Belém. O clube foi fundado em 1946 e treinava no campo da Aeronáutica, localizado no bairro de Val-de Cans, em Belém.

Segue abaixo foto original do time:

 

 

Mais um clube desvendado: trata-se do Canudense Clube. Com sede no bairro do Marco (segundo o jornal O Liberal de 1951), a equipe foi uma das muitas que disputou a Série B do Campeonato Paraense. A equipe disputou a segundona em pelo menos cinco oportunidades (1950, 51, 52 53 e 54). O time era conhecido como “alvos”.

Segue ainda algumas informações apuradas na Biblioteca Nacional:

Redesenho do escudo: Sérgio Mello.

 

Amigos, apresento o escudo oficial do Liberato de astro, descoberto no jornal O Liberal de 1967. Com detalhes, podemos perceber que o nome do clube era Associação Atlética Liberato de Castro. O clube tinha uma sede provisória na avenida Primeiro de Dezembro (hoje João Paulo II), mas a F.P.D. ameaçou excluir a equipe de competições oficiais por não possuir sede fixa. O jeito foi fazer um acordo e mudar sua “sede” para o Sport Ouro Negro (clube social), localizado na travessa Humaitá, no bairro do Marco, em Belém.

Segue abaixo a foto do clube, retirada do jornal:

 

 

DATA: 28 DE MAIO DE 1954

LOCAL: ESTADIO DA CURUZU, EM BELÉM – PA

 

1º JOGO

ARMAZENADOR

0-0

PAYSANDU (1-0 ESC)

2º JOGO

COMBATENTES

0-0

TUNA LUSO (2-0 ESC)

3º JOGO

REMO

0-0

AUTO CLUBE (2-1 ESC)

4º JOGO

ARMAZENADOR

1-0

COMBATENTES

FINAL

ARMAZENADOR

1-0

REMO

 

CAMPEÃO – ARMZENADOR ESPORTE CLUBE (BELÉM – PA)

 

DATA: 26 DE ABRIL DE 1953

LOCAL: ESTADIO DO SOUZA, EM BELÉM – PA

 

1º JOGO

PAYSANDU

0-0

COMBATENTES (1-0 ESC)

2º JOGO

TUNA LUSO

0-0

AUTO CLUBE (4-1 PEN)

3º JOGO

REMO

1-0

PAYSANDU

FINAL

TUNA LUSO

2-0

REMO

 

CAMPEÃ – TUNA LUSO COMERCIAL (BELÉM – PA)

 

DATA: 17 DE MARÇO DE 1968
LOCAL: ESTÁDIO ANTONIO BAENA, EM BELÉM / PA

1º JOGO

TUNA LUSO

2-0

SACRAMENTA

2º JOGO

REMO

2-0

SPORT BELÉM

3º JOGO

COMBATENTES

0-0

PAYSANDU (3-1 PEN)

4º JOGO

TUNA LUSO

0-0

REMO (3-1 PEN)

FINAL

COMBATENTES

0-0

TUNA LUSO (3-0 PEN)

 

CAMPEÃO – GRÊMIO DESPORTIVO COMBATENTES (BELÉM – PA)

 

DATA: 01 DE JULHO DE 1967
LOCAL: ESTÁDIO ANTONIO BAENA, EM BELÉM / PA

1º JOGO

JÚLIO CÉSAR

1-0

COMBATENTES

2º JOGO

AVANTE

1-0

REMO

3º JOGO

TUNA LUSO

0-0

LIBERATO DE CASTRO (5-4 PEN)

4º JOGO

PAYSANDU

1-0

JÚLIO CÉSAR

5º JOGO

TUNA LUSO

2-0

AVANTE

FINAL

PAYSANDU

1-0

TUNA LUSO

 

CAMPEÃO – PAYSANDU SPORT CLUB (BELÉM – PA)

 

DATA: 26 DE MAIO DE 1966
LOCAL: ESTÁDIO ANTONIO BAENA, EM BELÉM / PA

1º JOGO

LIBERATO DE CASTRO

0-0

COMBATENTES (3-0 PEN)

2º JOGO

TUNA LUSO

0-0

JÚLIO CÉSAR (2-0 PEN)

3º JOGO

REMO

0-0

AVANTE (2-1 PEN)

4º JOGO

PAYSANDU

2-0

LIBERATO DE CASTRO

5º JOGO

TUNA LUSO

1-1

REMO (5-4 PEN)

FINAL

PAYSANDU

1-0

TUNA LUSO

 

CAMPEÃO – PAYSANDU SPORT CLUB (BELÉM – PA)

 

REALIZADO EM 06/06/1965, NO ESTÁDIO DA CURUZU

 

JOGO 1 – AVANTE 0X0 LIBERATO (3X2 PARA O AVANTE NOS PÊNALTIS).

JOGO 2 – PAYSANDU W.OX0 JÚLIO CÉSAR (O JÚLIO CÉSAR NÃO CONSEGUIU REGULARIZAR SEUS JOGADORES).

JOGO 3 – TUNA X COMBATENTES (O COMBATENTES ENTROU APENAS COM 7 JOGADORES, E FOI DESCLASSIFICADO).

JOGO 4 – AVANTE 1X1 REMO (3X2 PARA O AVANTE NOS PÊNALTIS).

JOGO 5 – TUNA LUSO 1X1 PAYSANDU (0X2 PARA O PAYSANDU NOS PÊNALTIS).

JOGO 6 – FINAL – PAYSANDU 2X1 AVANTE (MILTON MARABÁ, AOS 5’ E AOS 8’; JACOB, AS 14”).

 

*PAYSANDU CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO DE 1965.

 

REALIZADO EM 25/05/52, NO ESTÁDIO DE ANTÔNIO BAENA

JOGO 01 – SANTA CRUZ 1X2 PARQUE ATLÉTICO CLUBE

JOGO 02 – AUTO CLUB 1X0 CANUDENSE

JOGO 03 – COMBATENTES 2X0 SANTA MARIA

JOGO 04 – PAYSANDU 0X0 DRAMÁTICO (2X3 PARA O DRAMÁTICO NOS PÊNALTIS)

JOGO 05 – REMO 1X0 PARAENSE

JOGO 06 – TUNA LUSO 1X0 JABAQUARA

JOGO 07 – PAULISTA 1X1 UNIÃO ESPORTIVA (PAULISTA GANHOU DE 2X1 NOS ESCANTEIOS)

JOGO 08 – AUTO CLUB 1X0 PARQUE ATLÉTICO CLUBE

JOGO 09 – COMBATENTES 1X0 DRAMÁTICO

JOGO 10 – REMO 1X0 PAULISTA

JOGO 11 – AUTO CLUB W.OX0 TUNA LUSO (TUNA DESISTIU)

JOGO 12 – REMO 1X0 COMBATENTES

JOGO 13 (FINAL) – REMO 1X0 AUTO CLUB

 

PARTICIPANTES

AUTO CLUBE DO PARÁ

ASSOCIAÇÃO DOS EX-COMBATENTES

CLUBE DO REMO

PAYSANDU SPORT CLUB

TUNA LUSO COMERCIAL

 

PRIMEIRO TURNO

08/06/52

TUNA LUSO 0X0 COMBATENTES

15/06/52

REMO 8X2 AUTO CLUB

22/06/52

COMBATENTES 0X3 PAYSANDU

29/06/52

TUNA LUSO 0X1 REMO

06/07/52

PAYSANDU 3X1 AUTO CLUB

13/07/52

REMO 2X1 COMBATENTES

20/07/52

PAYSANDU 2X1 TUNA LUSO

27/07/52

COMBATENTES 2X1 AUTO CLUB

03/08/52

REMO 6X1 PAYSANDU

10/08/52

AUTO CLUB 0X5 TUNA LUSO

 

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

POS

REMO

08

04

04

00

00

17

04

03

1º (c)

PAYSANDU

06

04

03

00

01

09

08

01

TUNA LUSO

03

04

01

01

02

06

03

03

COMBATENTES

03

04

01

01

02

04

06

-02

AUTO CLUB

00

04

00

00

04

04

18

-14

 

SEGUNDO TURNO

24/08/52

COMBATENTES 1X3 TUNA LUSO

07/09/52

AUTO CLUB 2X8 REMO

09/11/52

PAYSANDU 7X0 AUTO CLUB

16/11/52

REMO 1X1 TUNA LUSO

23/11/52

PAYSANDU 2X0 COMBATENTES

08/12/52

PAYSANDU 4X2 TUNA LUSO

14/12/52

TUNA LUSO 8X3 AUTO CLUB

21/12/52

REMO 1X1 PAYSANDU

04/01/53

COMBATENTES 3X2 AUTO CLUB

01/02/53

REMO 4X2 COMBATENTES

 

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

POS

PAYSANDU

07

04

03

01

00

12

03

09

1º(c)

REMO

06

04

02

02

00

14

06

08

TUNA

05

04

02

01

01

14

09

05

COMBATENTES

02

04

01

00

03

06

11

-05

AUTO CLUB

00

04

00

00

04

07

26

-19

 

FINAL

22/02/53

REMO 3X0 PAYSANDU

01/03/53

PAYSANDU 1X2 REMO

 

- CAMPEÃO: CLUBE DO REMO (BELÉM-PA)

 

PARTICIPANTES

AVANTE

COMBATENTES

JÚLIO CÉSAR

LIBERATO DE CASTRO

REMO

PAYSANDU

TUNA LUSO

 

1º TURNO

17/06/65 LIBERATO 4X1 COMBATENTES
19/06/65 TUNA LUSO 3X0 AVANTE
20/06/65 PAYSANDU 4X0 JÚLIO CÉSAR
23/06/65 REMO 3X0 JÚLIO CÉSAR
27/06/65 PAYSANDU 6X1 LIBERATO
28/06/65 AVANTE 1X4 COMBATENTES
29/06/65 REMO 2X0 TUNA LUSO
03/07/65 JÚLIO CÉSAR 4X1 LIBERATO
04/07/65 PAYSANDU 5X1 COMBATENTES
07/07/65 REMO 6X2 AVANTE
10/07/65 COMBATENTES 1X0 JÚLIO CÉSAR
11/07/65 TUNA LUSO 4X0 LIBERATO
28/07/65 TUNA LUSO 4X2 COMBATENTES
31/07/65 AVANTE 1X3 JÚLIO CÉSAR
01/08/65 REMO 0X1 PAYSANDU
14/08/65 TUNA LUSO 1X1 JÚLIO CÉSAR
15/08/65 PAYSANDU 8X0 AVANTE
12/09/65 REMO 2X1 LIBERATO
15/09/65 REMO 2X1 COMBATENTES
18/09/65 AVANTE 1X0 LIBERATO
19/09/65 PAYSANDU 2X1 TUNA LUSO

 

 

CLASIFICAÇÃO DO 1º TURNO

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

POS

PAYSANDU

12

06

06

00

00

26

02

24

REMO

10

06

05

00

01

15

05

10

TUNA LUSO

07

06

03

01

02

13

07

06

JÚLIO CÉSAR

05

06

02

01

03

08

11

-03

COMBATENTES

04

06

02

00

04

10

16

-06

LIBERATO

02

06

01

00

05

07

18

-11

AVANTE

02

06

01

00

05

05

24

-19

 

 

2º TURNO

22/09/65 REMO 2X1 AVANTE
25/09/65 COMBATENTES 0X0 JÚLIO CÉSAR
26/09/65 TUNA LUSO 1X1 LIBERATO
29/09/65 TUNA LUSO 1X1 AVANTE
02/10/65 LIBERATO 2X0 COMBATENTES
03/10/65 PAYSANDU 4X1 JÚLIO CÉSAR
13/10/65 REMO 1X2 TUNA LUSO
16/10/65 JÚLIO CÉSAR 0X1 LIBERATO
17/10/65 PAYSANDU 2X1 AVANTE
20/10/65 REMO 6X0 JÚLIO CÉSAR
23/10/65 PAYSANDU 6X0 LIBERATO
24/10/65 AVANTE 2X1 COMBATENTES
27/10/65 REMO 2X2 COMBATENTES
30/10/65 AVANTE 2X2 LIBERATO
31/10/65 PAYSANDU 1X0 TUNA LUSO
03/11/65 REMO 1X1 LIBERATO
06/11/65 JÚLIO CÉSAR 1X1 TUNA LUSO
07/11/65 PAYSANDU 1X1 COMBATENTES
13/11/65 AVANTE 1X2 JÚLIO CÉSAR
14/11/65 TUNA LUSO 4X1 COMBATENTES
28/11/65 PAYSANDU 1X4 REMO

 

CLASSIFICAÇÃO DO 2º TURNO

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

POS

PAYSANDU

09

06

04

01

01

15

07

08

REMO

08

06

03

02

01

16

07

09

TUNA LUSO

07

06

02

03

01

09

06

03

LIBERATO

07

06

02

03

01

07

10

-03

AVANTE

04

06

01

02

03

08

10

-02

JÚLIO CÉSAR

04

06

01

02

03

04

13

-09

COMBATENTES

03

06

00

03

03

05

09

-04

 

- CAMPEÃO: PAYSANDU SPORT CLUB (BELÉM-PA)

 

PARTICIPANTES

AVANTE

COMBATENTES

JÚLIO CÉSAR

LIBERATO DE CASTRO

REMO

PAYSANDU

TUNA LUSO

UNIÃO ESPORTIVA

1° TURNO

13/05/62

JÚLIO CÉSAR 2X1 LIBERATO

19/05/62

UNIÃO ESPORTIVA 0X2 JÚLIO CÉSAR

20/05/62

TUNA LUSO 3X3 AVANTE

26/05/62

PAYSANDU 2X1 COMBATENTES

27/05/62

AVANTE 3X0 LIBERATO

27/05/62

REMO 1X0 JÚLIO CÉSAR

30/05/62

LIBERATO 2X1 COMBATENTES

02/06/52

AVANTE 1X0 UNIÃO ESPORTIVA

03/06/52

TUNA LUSO 3X1 COMBATENTES

09/06/62

PAYSANDU 2X1 JÚLIO CÉSAR

10/06/62

TUNA LUSO 2X1 LIBERATO

16/06/62

LIBERATO 2X0 UNIÃO ESPORTIVA

17/06/62

PAYSANDU 2X2 TUNA LUSO

24/06/62

REMO 1X1 AVANTE

24/06/62

COMBATENTES 1X2 JÚLIO CÉSAR

01/07/62

REMO 1X1 COMBATENTES

01/07/62

AVANTE 2X1 JÚLIO CÉSAR

08/07/62

PAYSANDU 4X0 LIBERATO

08/07/62

UNIÃO ESPORTIVA 2X3 TUNA LUSO

14/07/62

TUNA LUSO 2X0 JÚLIO CÉSAR

15/07/62

REMO 3X0 LIBERATO

15/07/62

AVANTE 3X1 COMBATENTES

22/07/62

PAYSANDU 3X3 UNIÃO ESPORTIVA

28/07/62

PAYSANDU 1X1 AVANTE

29/07/62

REMO 1X0 TUNA LUSO

05/08/62

REMO 4X1 UNIÃO ESPORTIVA

11/08/62

COMBATENTES 3X3 UNIÃO ESPORTIVA

12/08/62

REMO 1X3 PAYSANDU

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

POS

PAYSANDU

11

07

04

03

00

17

09

08

AVANTE

11

07

04

03

00

14

07

07

REMO

10

07

04

02

01

12

06

06

TUNA LUSO

10

07

04

02

01

15

10

05

JÚLIO CÉSAR

06

07

03

01

03

09

10

-01

LIBERATO

04

07

02

00

05

06

15

-09

COMBATENTES

02

07

00

02

05

09

16

-07

UNIÃO ESPORTIVA

02

07

00

02

05

09

18

-09

DECISÃO DO 1° TURNO

19/09/62

PAYSANDU 4X1 AVANTE

2° TURNO

14/10/62

TUNA LUSO 3X1 JÚLIO CÉSAR

21/10/62

AVANTE 0X0 REMO

28/10/62

PAYSANDU 3X0 JÚLIO CÉSAR

04/11/62

REMO 2X0 TUNA LUSO

10/11/62

REMO 1X1 JÚLIO CÉSAR

11/11/62

PAYSANDU 3X3 AVANTE

15/11/62

TUNA LUSO 2X1 AVANTE

18/11/62

PAYSANDU 1X2 TUNA LUSO

25/11/62

JÚLIO CÉSAR 0X1 AVANTE

25/11/62

REMO 2X2 PAYSANDU

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

POS

TUNA LUSO

06

04

03

00

01

07

05

02

REMO

05

04

01

03

00

05

03

02

PAYSANDU

04

04

01

02

01

09

07

02

AVANTE

04

04

01

02

01

05

05

00

JÚLIO CÉSAR

01

04

00

01

03

02

08

-06

FINAIS DO CAMPEONATO

23/12/62

PAYSANDU 2X1 TUNA LUSO

30/12/62

TUNA LUSO 0X2 PAYSANDU

- CAMPEÃO: PAYSANDU SPORT CLUB (BELÉM – PA)

Fonte: Felipe Feitosa (Belém-PA)

 

Em homenagem a Associação Cívica Floriano Peixoto, foi realizado um Festival Esportivo. O vencedor foi o CLUBE DO REMO. Abaixo os resultados:

DATA: 22 DE AGOSTO DE 1920
LOCAL: CAMPO DO REMO, EM BELÉM / PA

TAÇA GENERAL JOAQUIM IGNÁCIO

1º JOGO

UNIÃO ESPORTIVA

1-0

NACIONAL

2º JOGO

RECREATIVA

1-0

LUSO BRASILEIRO

FINAL

UNIÃO ESPORTIVA

2-0

RECREATIVA

TAÇA MARECHAL FLORIANO PEIXOTO

1º JOGO

PAYSANDU

2-0

BRASIL

2º JOGO

REMO

2-0

UNIÃO ESPORTIVA

FINAL

REMO

1-0

PAYSANDU
 

Em prol da Construção do Santuário de São Francisco de Assis, foi realizado um Festival Beneficente. O vencedor foi o CLUBE DO REMO. Abaixo os resultados:

DATA: 25 DE JULHO DE 1920
LOCAL: CAMPO DO REMO, EM BELÉM / PA

1º JOGO

PAYSANDU

1-0

BRASIL

2º JOGO

REMO

1-0

RECREATIVA

3º JOGO

PAYSANDU

3-0

NACIONAL

FINAL

REMO

1-0

PAYSANDU
 

Em 1920, em comemoração a promulgação da Constituição Federal, foi organizado um torneio eliminatório e que teve na ASSOCIAÇÃO DRAMÁTICA RECREATIVA BENEFICENTE de Belém a sua vencedora. Abaixo os resultados:

 

DATA: 22 DE JUNHO DE 1920

LOCAL: CAMPO DO PAYSANDU, EM BELÉM / PA

 

1º JOGO

RECREATIVA

1-0

LUSO BRASILEIRO

2º JOGO

NACIONAL

1-0

UNIÃO ESPORTIVA

FINAL

RECREATIVA

1-0

NACIONAL
 

EQUIPES PARTICIPANTES:

EQUIPE

CIDADE

001

CLUBE DO REMO BELÉM

002

CLUBE JÚLIO CÉSAR BELÉM

003

GREMIO DESPORTIVO COMBATENTES BELÉM

004

PAYSANDU SPORT CLUB BELÉM

005

PINHEIRENSE ESPORTE CLUBE BELÉM

006

SALVADOR ATLÉTICO BELENENSES BELÉM

007

TUNA LUSO COMERCIAL BELÉM

 

1º TURNO

 

03.05.1959

PINHEIRENSE

1-1

COMBATENTES

03.05.1959

PAYSANDU

4-3

BELENENSES

10.05.1959

JÚLIO CÉSAR

1-1

BELENENSES

10.05.1959

REMO

4-0

COMBATENTES

17.05.1959

REMO

7-0

TUNA LUSO

17.05.1959

JÚLIO CÉSAR

1-1

PINHEIRENSE

24.05.1959

BELENENSES

2-6

TUNA LUSO

24.05.1959

PAYSANDU

1-0

JÚLIO CÉSAR

24.05.1959

REMO

5-0

PINHEIRENSE

28.06.1959

JÚLIO CÉSAR

0-0

COMBATENTES

29.06.1959

BELENENSES

1-2

PINHEIRENSE

05.07.1959

PAYSANDU

2-0

COMBATENTES

05.07.1959

TUNA LUSO

1-1

JÚLIO CÉSAR

12.07.1959

REMO

3-1

BELENENSES

12.07.1959

TUNA LUSO

5-2

COMBATENTES

12.07.1959

PAYSANDU

4-2

PINHEIRENSE

19.07.1959

PAYSANDU

3-2

TUNA LUSO

19.07.1959

BELENENSES

3-0

COMBATENTES

26.07.1959

REMO

3-1

JÚLIO CÉSAR

26.07.1959

TUNA LUSO

3-2

PINHEIRENSE

02.08.1959

PAYSANDU

1-0

REMO

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

PAYSANDU

06

06

00

00

15

07

12

02º

REMO

06

05

00

01

22

03

10

03º

TUNA LUSO

06

03

01

02

17

17

07

04º

PINHEIRENSE

06

01

02

03

08

15

04

05º

JÚLIO CÉSAR

06

00

04

02

04

07

04

06º

BELENENSES

06

01

01

04

11

16

03

07º

COMBATENTES

06

00

02

04

02

15

02

 

 

 

 

2º TURNO

 

09.08.1959

COMBATENTES

1-1

BELENENSES

09.08.1959

PAYSANDU

4-0

JÚLIO CÉSAR

09.08.1959

TUNA LUSO

5-0

PINHEIRENSE

16.08.1959

REMO

2-2

PINHEIRENSE

23.08.1959

JÚLIO CÉSAR

2-0

COMBATENTES

23.08.1959

PAYSANDU

4-1

BELENENSES

06.09.1959

REMO

3-2

TUNA LUSO

13.09.1959

TUNA LUSO

4-0

COMBATENTES

13.09.1959

REMO

1-0

JÚLIO CÉSAR

20.09.1959

REMO

4-0

BELENENSES

20.09.1959

PAYSANDU

3-0

COMBATENTES

20.09.1959

JÚLIO CÉSAR

4-0

PINHEIRENSE

04.10.1959

PAYSANDU

4-0

PINHEIRENSE

04.10.1959

TUNA LUSO

5-2

BELENENSES

11.10.1959

REMO

2-1

COMBATENTES

11.10.1959

TUNA LUSO

2-1

JÚLIO CÉSAR

18.10.1959

JÚLIO CÉSAR

3-0

BELENENSES

18.10.1959

PAYSANDU

1-0

TUNA LUSO

25.10.1959

REMO

0-0

PAYSANDU

01.11.1959

PINHEIRENSE

4-3

BELENENSES

08.11.1959

COMBATENTES

2-0

PINHEIRENSE

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

PAYSANDU

06

05

01

00

16

01

11

02º

REMO

06

04

02

00

12

05

10

03º

TUNA LUSO

06

04

00

02

18

07

08

04º

JÚLIO CÉSAR

06

03

00

03

10

07

06

05º

COMBATENTES

06

01

01

04

04

12

03

06º

PINHEIRENSE

06

01

01

04

06

20

03

07º

BELENENSES

06

00

01

05

07

21

01

 

3º TURNO

 

07.02.1960

PAYSANDU

5-1

JÚLIO CÉSAR

14.02.1960

REMO

3-1

TUNA LUSO

21.02.1960

REMO

1-0

JÚLIO CÉSAR

20.03.1960

PAYSANDU

3-2

TUNA LUSO

30.03.1960

TUNA LUSO

1-4

JÚLIO CÉSAR

03.04.1960

REMO

2-1

PAYSANDU

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

REMO

03

03

00

00

06

02

06

02º

PAYSANDU

03

02

00

01

09

05

04

03º

JÚLIO CÉSAR

03

01

00

02

05

07

02

04º

TUNA LUSO

03

00

00

03

04

10

00

 

FINAL

 

10.04.1960

PAYSANDU

0-0

REMO

17.04.1960

PAYSANDU

3-1

REMO

24.04.1960

PAYSANDU

3-3

REMO

 

* COM ESTES RESULTADOS, O PAYSANDU SPORT CLUB DE BELÉM SAGROU-SE CAMPEÃO PARAENSE – 1ª DIVISÃO DE 1959.

 

A Sociedade Athlética União Sportiva foi uma agremiação de Belém (PA). O Tiva foi Fundado no dia 15 de Agosto de 1906, ficava situado na Praça Justo Chermont, onde funcionava a Associação Recreativa “Ernesto Matoso”. Nessa época, só existiam no Pará a Associação Desportiva e Recreativa e Beneficente e o Sport Club do Pará.

Em 1908 tornou-se o 1º campeão do Campeonato Paraense, conquistando a chamada Taça Estado do Pará, toda de prata. A equipe base era formada por: Moreira; F. Mota e Cecílio; Franco, Lobato e Alves; Conceição, Everaldo, Rubilar, Henrique e Mota.

A União arrebatou o Bi em 1910, no segundo Campeonato Paraense da história. Assim como aconteceu em 1909, o Campeonato Paraense não disputado em 1911. Ainda assim, a União Sportiva possuía o melhor quadro, composto por: Elpídio, Alves e Corrêa; Zito, Lobato e Conceição; Rubilar, Antonico, Henrique, Nahon e Guimarães.

Tempos depois, esses atletas deixaram o clube e migraram para outras agremiações, a exemplo de Nahon, Antonico e Rubilar que foram para o Grupo do Remo, sendo que este último foi, além de fundador da União Sportiva, um dos reorganizadores do Remo em 1911.

Além de bicampeã estadual, a União Sportiva conquistou também a Taça Província do Pará e o bicampeonato do Torneio Início em 1924 e 1927. O maior futebolista da história do clube foi Euclides Pessoa do Nascimento, o Marituba, que tornou-se o recordista de prolongamento de carreira, jogando durante 25 anos (de 1917 a 1942), sempre na União. O clube foi extinto em 1967.

Em 2008, a União voltou à ativa para disputar a Copa do Centenário do Campeonato Paraense, que contou com a participação de Remo, Paysandu e Tuna Luso. A União foi representada por jogadores do Clube Municipal Ananindeua.

Na estreia venceu o Papão por 2 a 1, no dia 26 de outubro. No entanto, tanto Remo quanto Paysandu desistiram de disputar a Copa por falta de público, levando a União a disputar a sua segunda partida contra a Tuna como se já fosse a final. O empate contra a Águia em 0 a 0, no dia 2 de novembro, deu à União o vice-campeonato perdendo somente no saldo de gols.

 

PS: No redesenho do escudo, as cores foram invertidas pelo fato da foto ser um ‘negativo’.

 

FONTES: Wikipédia – Jornal O Liberal

 

Amigos, apresento-lhes o escudo e o uniforme do Marco Esporte Clube. Fundado em 1930, o clube participou de três edições do Campeonato Paraense: 1939, 1940, e 1941. O ápice de da existência do Grêmio do Sol Nascente (o apelido deve-se justamente em referência ao nome Marco, antigamente chamado de Marco da Légua, por der o bairro mais a leste de Belém, conhecido também como o último bairro) foi no ano de 1940, quando conquistou o Torneio Início, único título da existência do time.

A equipe, em seus três anos de participações no estadual, levou goleadas marcantes: 8×0 do Paysandu m 1939, 7×2 do Remo em 1940 e inacreditáveis 14×1 da Tuna, em 22/06/1941.

Abaixo segue uma foto do clube na época:

Na vida social, o clube era próspero: aos domingos pela parte da manhã, o clube promovia feiras de comidas típicas, música ao vivo, brincadeiras para crianças. Segundo o jornal “Folha do Norte”, era um dos clubes que tinha uma vida social mais ativa em Belém. Não era incomum as pessoas participarem dos frequentes bailes de Jazz, promovidos pela noite.

 

 

O América Esporte Clube de Altamira é uma agremiação da cidade de Altamira (PA). Sediado na Avenida Djalma Dutra, 1.798, em Altamira, o clube foi Fundado em 1970, por intermédio do músico Silvino Pantoja de Souza, como clube América. No ano seguinte, o América foi um dos clubes que ajudou a fundar a Liga Esportiva de Altamira (LEAL), em 17 de Julho de 1971. Cinco anos depois a equipe rubra altamirense se filiou à Federação Paraense de Futebol (FPF).

FONTE: Web Artigos – Revista O Gol – www.altamira.pa.cnm.org.br

 

EQUIPES PARTICIPANTES:

 

EQUIPE

CIDADE

001

CLUBE DO REMO BELÉM

002

CLUBE JÚLIO CÉSAR BELÉM

003

GREMIO DESPORTIVO COMBATENTES BELÉM

004

PAYSANDU SPORT CLUB BELÉM

005

PINHEIRENSE ESPORTE CLUBE BELÉM

006

SALVADOR ATLÉTICO BELENENSES BELÉM

007

TUNA LUSO COMERCIAL BELÉM

 

1º TURNO

 

18.05.1958

PINHEIRENSE

2-2

COMBATENTES

18.05.1958

JÚLIO CÉSAR

1-2

BELENENSES

24.05.1958

REMO

3-0

COMBATENTES

24.05.1958

BELENENSES

2-1

PAYSANDU

30.05.1958

TUNA LUSO

4-0

REMO

31.05.1958

JÚLIO CÉSAR

1-0

PINHEIRENSE

09.06.1958

REMO

7-2

PINHEIRENSE

09.06.1958

TUNA LUSO

4-0

BELENENSES

09.06.1958

JÚLIO CÉSAR

W0-0

PAYSANDU

15.06.1958

JÚLIO CÉSAR

4-2

COMBATENTES

15.06.1958

BELENENSES

5-0

PINHEIRENSE

22.06.1958

PAYSANDU

2-1

COMBATENTES

22.06.1958

TUNA LUSO

2-2

JÚLIO CÉSAR

29.06.1958

REMO

6-2

BELENENSES

29.06.1958

COMBATENTES

3-2

TUNA LUSO

06.07.1958

BELENENSES

0-0

COMBATENTES

06.07.1958

PAYSANDU

1-0

TUNA LUSO

13.07.1958

REMO

5-2

JÚLIO CÉSAR

13.07.1958

TUNA LUSO

8-0

PINHEIRENSE

20.07.1958

PAYSANDU

1-1

REMO

10.08.1958

PAYSANDU

6-1

PINHEIRENSE

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

REMO

06

04

01

01

22

11

09

02º

TUNA LUSO

06

03

02

01

20

06

08

03º

PAYSANDU

06

03

01

02

11

05

07

04º

BELENENSES

06

03

01

02

11

12

07

05º

JÚLIO CÉSAR

06

03

01

02

10

11

07

06º

COMBATENTES

06

01

02

03

06

09

04

07º

PINHEIRENSE

06

-

01

05

05

29

01

 

2º TURNO

 

27.07.1958

COMBATENTES

0-2

BELENENSES

27.07.1958

JÚLIO CÉSAR

3-2

PAYSANDU

27.07.1958

TUNA LUSO

1-1

PINHEIRENSE

03.08.1958

REMO

7-0

PINHEIRENSE

03.08.1958

PAYSANDU

2-0

BELENENSES

10.08.1958

JÚLIO CÉSAR

0-0

COMBATENTES

10.08.1958

REMO

1-1

TUNA LUSO

17.08.1958

PAYSANDU

7-1

PINHEIRENSE

17.08.1958

TUNA LUSO

3-1

BELENENSES

24.08.1958

JÚLIO CÉSAR

4-2

PINHEIRENSE

24.08.1958

REMO

0-0

BELENENSES

24.08.1958

PAYSANDU

2-2

COMBATENTES

27.08.1958

REMO

3-0

JÚLIO CÉSAR

27.08.1958

TUNA LUSO

4-0

COMBATENTES

30.08.1958

JÚLIO CÉSAR

2-3

BELENENSES

30.08.1958

COMBATENTES

1-2

PINHEIRENSE

30.08.1958

TUNA LUSO

3-0

PAYSANDU

03.09.1958

REMO

0-0

COMBATENTES

03.09.1958

TUNA LUSO

3-0

JÚLIO CÉSAR

07.09.1958

PINHEIRENSE

2-7

BELENENSES

07.09.1958

PAYSANDU

1-0

REMO

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

TUNA LUSO

06

04

02

-

15

03

10

02º

PAYSANDU

06

03

01

02

14

09

07

03º

BELENENSES

06

03

01

02

13

09

07

04º

REMO

06

02

03

01

11

02

07

05º

JÚLIO CÉSAR

06

02

01

03

09

13

05

06º

PINHEIRENSE

06

01

01

04

08

27

03

07º

COMBATENTES

06

-

03

03

03

10

03

 

3º TURNO

 

14.09.1958

PAYSANDU

1-1

BELENENSES

28.09.1958

REMO

1-1

TUNA LUSO

05.10.1958

REMO

3-0

BELENENSES

19.10.1958

PAYSANDU

2-1

TUNA LUSO

09.11.1958

TUNA LUSO

1-1

BELENENSES

16.11.1958

REMO

2-1

PAYSANDU

 

 

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

REMO

03

02

01

-

06

02

05

02º

PAYSANDU

03

01

01

01

04

04

03

03º

TUNA

03

-

02

01

03

04

02

04º

BELENENSES

03

-

02

01

02

05

02

 

FINAL

 

23.11.1958

TUNA LUSO

2-2

REMO

30.11.1958

TUNA LUSO

4-1

REMO

07.12.1958

REMO

1-0

TUNA LUSO

14.12.1958

TUNA LUSO

3-1

REMO

 

* COM ESTES RESULTADOS, A TUNA LUSO COMERCIAL DE BELÉM SAGROU-SE CAMPEÃ PARAENSE – 1ª DIVISÃO DE 1958.

 

 

 

O Castanhal Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Castanhal (PA). Fundado no dia 07 de Setembro de 1924, por um grupo de desportistas. Entre os fundadores, Jota Vicente, Orvácio Batista e Lauro Cardoso. Não tendo campo próprio, acabou circulando pelos campos dos clubes da cidade como o Paysandu (Castanhal) e o Riachuelo.

Acabou finalmente se fixando numa área próxima da onde se encontra hoje a feira da Ceasa. Foi profissionalizado em 1975. Licenciou-se em 1978. Voltou ao profissionalismo em 1998. Surpreendeu a todos com a conquista em 2000 do Vice-Campeonato Estadual.

Tem o apelido de Japiim, um pássaro de plumagem amarela e preta, muito comum na região. Hoje, o Castanhal é grande freqüentador da fase de elite do Campeonato Paraense liderando os clubes de médio-porte que continuam na disputa. Representando o município que originou seu nome, o Castanhal conta com a força da sua grande torcida para repetir feitos do passado.

Em 2000, o Castanhal foi Vice-Campeão, perdendo o título para o Paysandu Sport Club, na disputa da Série C, o Japiim ficou em 27º com doze Pontos, dentre 36 participantes. Na Copa do Brasil de 2001, o Castanhal foi eliminado pela Ponte Preta de São Paulo, perdendo de 1×0 em casa e 8×1 fora, o Castanhal foi eliminado na 1ª Fase. Em 2004, o Castanhal fez outra bela campanha no estadual, mas ficou com o 3º lugar de dez clubes. Na sua 2ª Série C, o Castanhal terminou em 33º Lugar de 60 times, com nove pontos.

Em 2008, o Castanhal fez apenas uma campanha regular no Campeonato Paraense, figurando na 5ª Colocação dos dez times da Fase Principal. Encerrando a competição com 34 pontos, quatro a menos que o Ananindeua, e por pouco o Castanhal não conquista a vaga para a Série C do brasileiro, o ano também ficou marcado pela bela campanha do sub- 15 (Categoria de Base) no campeonato Paraense onde a Garotada do Japiim ficou em 3º Lugar somente atrás de Desportivo-PA e Paysandu-PA com 13 ponto na Tabela e com o Artilheiro o Atacante Tássio.

O time ainda teve a honra de ganhar do lider Paysandu e do 4º colocado Remo- PA, no jogo do Realizado na Curuzú o Castanhal venceu a equipe bicolor por 2 a 0, com dois gols de Tássio, na semana seguinte a vitima foi o Remo dessa vez a vitória veio dentro de casa no estádio Modelão, em Castanhal; o jogo histórico para a garotada do Castanhal que goleou os Azulinos por 6 a 2 com gols dos Zagueiros Perema e Emerson, Tássio marcou 3 vezes, um de Nenê Apeú e o Atacante Aurio Miranda cobrando falta e fechando o placar, pelo lado do Remo o atacante Léo Mangabeira e o atacante Hélison descontaram pro time da Capital.

Em 2009, o Castanhal fez uma bela campanha na Taça Cidade de Belém do Parazão, em um jogo emocionante, o Castanhal derrotou o Clube do Remo no Modelão e se classificou para o 1º Quadrangular, mas foi eliminado pelo Paysandu por 6×4. Na disputa da Taça Estado do Pará, o Castanhal não repetiu o bom futebol do 1º turno e não conseguiu a classificação para o 2º Quadrangular. O Castanhal encerrou o Parazão em 5º Lugar geral de oito clubes.

Em 2010, como não conseguiu se garantir na elite do Parazão, o Castanhal dependeria da classificação na 1ª Fase do estadual em 2010. O Castanhal estava fazendo uma campanha regular no torneio, mas depois de perder para o Sport Belém em casa, o time se complicou e dependeria de uma combinação de resultados para se classificar, o que não aconteceu.

Após o termino da competição, o Castanhal entrou com um inquérito pedindo a anulação da vaga concedida para Cametá Sport Club, que subiu de divisão irregularmente, mas o pedido foi negado e o Castanhal não disputou a Fase Principal do Paraense.

Em 2011, o Castanhal foi o time do interior que mais investiu, contratou jogadores de peso, criou uma comissão técnica competente e ganhou grandes patrocínios, e não demorou muito para que os frutos do investimento fossem colhidos, pois o Japiim da Estrada fez uma campanha arrasadora na Seletiva do Parazão, vencendo quatro das sete partidas, e ficou na 2ª colocação, marcando 14 pontos, apenas um a menos que a campeã, Tuna Luso.

FONTES: Wikipédia – Site do Clube – Revista O Gol

 

Década de 70

O Esporte Clube Santarém, ou apenas Santarém, é uma agremiação da cidade de Santarém (PA). O utiliza as cores azul e branca e manda seus jogos no estádio Jader Barbalho, o Barbalhão, que tem capacidade para 12 mil torcedores. Uma curiosidade é que o Santarém realizou um amistoso com o Flamengo, em 03 de Abril de 1950. Contudo, o resultado não foi o esperado, e o clube acabou goleou por incríveis 11 x 1.

No Campeonato Paraense da 1ª Divisão, o clube possui duas participações: 1976 e 1977, quando neste último terminou na 7ª posição (Foram 10 jogos, com três vitórias, dois empates e cinco derrotas; marcando 15 gols e sofrendo 22).

Modelo atual

Nos dias atuais, o Santarém disputa as competições Citadinas. Encontrei fotos de 2014, quando o clube se sagrou campeão na categoria Sub-17 (Juvenil). Algumas curiosidades. O escudo atual lembra o Santos e o uniforme ganhou um tom tutti frutti, somado ao azul escuro e a cor branca.

FONTES: Flapédia – TV Tapajós Esporte – Revista O Gol (1977)

 

A Federação Paraense de Futebol foi fundada no dia 1º de dezembro de 1969 e instalada oficialmente no dia 1º de julho de 1970, quando a euforia tomava conta dos brasileiros que comemoravam a conquista da Copa do Mundo, no México. O Pará, naquela época, era um dos poucos estados brasileiros que não possuíam uma entidade especializada que cuidasse única e exclusivamente do futebol de campo.

A nova Entidade sucedeu a antiga Federação Paraense Desportiva (FPD), fundada em 9 de maio de 1941, esta por sua vez sucedeu a antiga Liga Paraense de Desportos Terrestre, fundada em 1917, que também foi sucessora da Liga Paraense de Futebol, fundada em 19 de agosto de 1908.

FONTES: Site da F.P.F. 

 

O Júlio César Esporte Clube (atual: Clube Júlio César) é uma agremiação da cidade de Belém (PA). Fundado no dia 25 de Janeiro de 1925. Chegou a disputar algumas edições do Campeonato Paraense da 1ª Divisão até a década de 1970, mais precisamente até 1977, e desde seu afastamento do campeonato atua somente como um clube amador.

Tem como cores o verde e o branco. Na época em que tinha estatuto profissional, o clube mandava seus jogos no Estádio Evandro Almeida, popularmente conhecido como Baenão, e pertencente ao Clube do Remo, tradicional equipe da capital paraense.

FONTES: Revista O Gol (1976) - Wikipédia

 
Campeonato Paraense - 2ª Divisão 2015

Participantes

Águia (Águia de Marabá Futebol Clube) - Marabá
Bragantino (Bragantino Club do Pará) - Bragança
Castanhal (Castanhal Esporte Clube) - Castanhal
Desportiva (Sociedade Desportiva Paraense Ltda) - Marituba
Gavião Kyikatejé (Gavião Kyikatejé Futebol Clube) - Bom Jesus do Tocantins
Izabelense (Atlético Clube Izabelense) - Santa Isabel do Pará
Pinheirense (Pinheirense Esporte Clube) - Belém
São Raimundo (São Raimundo Esporte Clube) - Santarém
Tiradentes (Associação Atlética Tiradentes) - Belém
Tuna Luso (Tuna Luso Brasileira) - Belém
Vênus (Vênus Atlético Clube) - Abaetetuba
Vila Rica (Clube Atlético Vila Rica) - Belém

1ª Fase

27/09/2015 - 1ª Rodada
Tuna Luso 0x0 Vila Rica
Izabelense 1x1 São Raimundo
Gavião Kyikatejé 2x1 Tiradentes
Castanhal 1x0 Bragantino

29/09/2015 - 1ª Rodada
Pinheirense 1x1 Águia

03/10/2015 - 2ª Rodada
Tiradentes 3x5 Pinheirense

04/10/2015 - 2ª Rodada
Desportiva 2x0 Tuna Luso
Vila Rica 2x5 Castanhal
Bragantino 0x1 Vênus
São Raimundo 8x0 Gavião Kyikatejé
Águia 5x2 Izabelense

08/10/2015 - 3ª Rodada
Desportiva 2x2 Bragantino
São Raimundo 4x1 Tiradentes

10/10/2015 - 3ª Rodada
Castanhal 1x1 Tuna Luso
Vênus 2x2 Vila Rica
Izabelense 0x5 Pinheirense
Gavião Kyikatejé 0x0 Águia

14/10/2015 - 1ª Rodada
Vênus 0x0 Desportiva

14/10/2015 - 4ª Rodada
Tiradentes 0x2 Izabelense

17/10/2015 - 4ª Rodada
Gavião Kyikatejé 4x2 Pinheirense

18/10/2015 - 4ª Rodada
Vila Rica 2x4 Desportiva
Tuna Luso 0x1 Bragantino
Vênus 0x1 Castanhal

20/10/2015 - 4ª Rodada
São Raimundo 1x2 Águia

24/10/2015 - 5ª Rodada
Bragantino WOx0 Vila Rica

25/10/2015 - 5ª Rodada
Tuna Luso 0x5 Vênus
Castanhal 1x1 Desportiva
Izabelense 1x1 Gavião Kyikatejé
Águia 12x1 Tiradentes
Pinheirense 1x2 São Raimundo

Grupo A1

1 Águia
2 São Raimundo 10pts
3 Gavião Kyikatejé 8pts
4 Pinheirense 7pts
5 Izabelense 5pts
6 Tiradentes 0pts

Grupo A2

1 Castanhal 11pts
2 Desportiva 9pts
3 Vênus 8pts
4 Bragantino 7pts
5 Vila Rica 2pts
6 Tuna Luso 2pts (vitórias e saldo empatado com o Vila, perdeu no número de gols a favor)

2ª Fase - Semifinal
01/11/2015 - Jogo Único
Castanhal 1x1 São Raimundo [Pen 6-7]
Águia 2x1 Desportiva

3ª Fase - Final
08/11/2015 - Jogo Único
Águia 1x0 São Raimundo

*** Águia de Marabá FC campeão ***

Artilheiro
Diego Índio (Pinheirense) 6 gols
 

No Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929, a Seleção Amazonense foi designada novamente para enfrentar o seu tradicional rival: a Seleção Paraense, para definir quem seguiria na competição. Afinal, eram os únicos representantes do norte da país no torneio.

E, como nas edições anteriores, os amazonenses teriam que se dirigir mais uma vez para a capital do estado vizinho: a cidade de Belém. Até aquele momento, o Pará já tinha eliminado o rival duas vezes: em 1925 (3 a 2) e 1926 (7 a 0).

No entanto, o Amazonas não queria deixar barato, e, estava decidido a mostrar a sua força. A Federação Amazonense (FADA), resolveu formar uma boa uma boa seleção para vencer o confronto. Após definir o grupo a participar da nova peleja, o senhor Mem Xavier da Silveira foi definido como presidente da delegação, Frederico Gonçalves, o Fidoca, como diretor-técnico e o major Carlos Fleury como secretário.

E foi assim que a delegação amazonense embarcou, no dia 18 de outubro de 1929, no vapor Distrito Federal, rumo á capital paraense. Representantes do governo e da prefeitura foram ao porto se despedir do Selecionado Baré, como também representantes de vários clubes de Manaus, membros de famílias tradicionais e o povo em geral.

Após dias de viagem pelo majestoso rio Amazonas, e passando por pequenas cidades como Parintins, Óbidos, Santarém e Gurupá, o Distrito Federal finalmente aportava em Belém onde os amazonenses ficaram alojados em um hotel local. Visando estarem bem preparados para o jogo com os donos da casa, a se realizar dali há poucos dias, os visitantes resolveram realizar um jogo amistoso contra um pequeno time local chamado Paramount. A partida realizou-se no dia 26 de outubro e o Amazonas goleou o adversário pelo placar de 5 a 2.

O JOGO

Finalmente chegava o dia do grande jogo, em 27 de outubro. Em Manaus, a população lotou as dependências do parque amazonense para acompanhar o andamento da partida que chegavam pelo serviço telegráfico e era anunciado pelos cronistas do Jornal do Commercio. O jogo foi marcado para acontecer no estádio do clube do Remo que recebeu um bom público. Antes do duelo principal houve uma partida preliminar entre os times reservas do Remo e Paysandu, que terminou empatado em 3 a 3. Então, às 16 horas, entravam em campo as duas seleções com a seguinte escalação:

PARÁ: Pinto; Aprígio e Aristeu; Vivi; Sandoval e Marituba; Oscar, Doca, Quarenta, João (Ruy) e Arthur Moraes.

AMAZONAS: Lisboa; Rodolpho e Waldemar (Oliveira); Pequenino, Maluco e Sócrates; Orlando, Vidinho, Rochinha, Marcolino e Leonardo.

ÁRBITRO: Rodolpho Chermont (PA), substituído por Eurico Romariz

 

Mem Xavier, chefe da delegação Amazonense

PRIMEIRO TEMPO

Com a bola rolando, o jogo mostrou, desde o início, que seria eletrizante. Após a cobrança de um escanteio, Marcolino abria a contagem, fazendo o primeiro gol para o Amazonas. Em vantagem, o Pará foi para cima, mas o goleiro Lisboa fazia excelentes defesas. Contudo, como diz o velho ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura“. E furou, quando Arthur Moraes marcou o tento de empate para os paraenses.

O selecionado paraense não diminuiu o ritmo, e logo depois conseguiu a virada, no tento de Quarenta. Este gol, aliás, foi muito contestado pelos amazonenses que alegaram que o jogador estava em impedimento. Mas a revolta não se limitou ao discurso. Os amazonenses partiram para cima do árbitro e o clima só não piorou, graças ao presidente da delegação do Amazonas, Frederico Gonçalves, o Fidoca, que entrou no gramado e conseguiu acalmar os ânimos.

Refeitos do episódio, o jogo prosseguiu, mas pouco tempo depois voltou a ficar paralisado, devido a substituição do jogador paraense João pelo reserva Ruy. O juiz, sentindo-se enfraquecido, recusou-se a continuar a arbitragem. Entra em campo então um outro juiz, Eurico Romariz, que foi um ex-jogador do Paysandu.O zagueiro amazonense Waldemar foi substituído por Oliveira. E assim terminou o 1º tempo com a vantagem do Pará por 2 a 1.

O atacante Vidinho, autor do 2º gol dos Amazonenses diante do Pará

SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, foi a vez do atacante Marinheiro atirar contra o goleiro Lisboa. A bola acabou resvalando no pé de Rodolpho, fazendo assim o terceiro gol do Pará. Logo depois, foi a  vez de Quarenta ampliar, assinalando o quarto gol da seleção Paraense. Mas, os amazonenses não estavam mortos e, após uma cobrança de escanteio,o arqueiro Pinto rebateu a bola que foi cair nos pés de Vidinho que chutou e assinalou o segundo gol do Amazonas. Mas a reação durou pouco pois, Quarenta driblava Rodolpho e chutava contra a meta de Lisboa,marcando o quinto e último gol dos paraenses. E assim terminou o jogo,com o placar final: Pará 5 x 2 Amazonas.

 

IMPRENSA AMAZONENSE CULPA A ARBITRAGEM PELA ELIMINAÇÃO

Com esse resultado, o Pará passava à fase seguinte no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929 e o Amazonas mais uma vez voltava para Manaus eliminado. Mesmo com a derrota, a seleção do Amazonas mostrou garra e valentia onde Sócrates, Rodolpho, Marcolino e Vidinho foram os destaques da equipe visitante em campo.

Para os amazonenses, o maior responsável por precoce eliminação foi a arbitragem. Segundo a imprensa da época, por quatro vezes o juiz anulou jogadas legítimas do Amazonas, alegando impedimento. Outra irregularidade foi o segundo gol do Pará,na qual Quarenta estava impedido, o que gerou protesto e briga em campo por parte dos visitantes. Esses erros acabaram esmorecendo e desanimando os atletas manauaras.

ANTES DO RETORNO, DOIS AMISTOSOS

Mas a opinião pública paraense reconheceu o talento e raça dos amazonenses afirmando que aquela tinha sido a melhor seleção que o Amazonas tinha enviado a Belém. Aproveitando o resto de sua estadia em Belém, a seleção do Amazonas realizou outros dois jogos amistosos contra as duas principais forças do futebol paraense:Paysandu e Remo.

 

EMPATES COM O PAYSANDU E REMO

O jogo contra o Paysandu foi realizado no dia 1° de novembro e terminou empatado em 1 a 1. Orlando marcou o único gol dos amazonenses. Já a partida contra o Remo foi realizado no campo do time azulino, no dia 3 de novembro. Novamente houve um empate de 2 a 2 sendo que Marcolino e Leonardo assinalaram para o Amazonas e Leôncio e Doca para o Remo.   Após, o último jogo, a Seleção do Amazonas embarcava de volta para Manaus, esperando a realização do próximo campeonato para assim sonhar com um feito inédito para o futebol Baré daquele período: a passagem de um selecionado local para a 2ª fase do maior torneio nacional da época e,conseqüentemente, jogar pela primeira vez com seleções do sul do país.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

Aliança Foot-Ball Club  -

Associação dos Ex-Combatentes do Brasil

Associação Dramática Beneficente

Belém Club (25-01-1914 passou a ser Ypiranga Club – Rua João Ralby, 90) – Avenida Generalíssimo Deodoro, 99 A.

Belém Sport Foot-Ball Club - Estrada Generalissimo Deodoro, 29 B – Umarizal, Belém – PA.

Brazil Sport Foot-Ball Club (áureo-negro) - Fundado no dia 1o de Outubro de 1913. Sede: Avenida São João, 161. Campos: Praça Esptista Campos, 25. Praça Floriano Peixoto. Rua Serzedêlo Corrêa.

Clube Atlético Belenense

Fênix S

Guarany Foot-Ball Club (rubro-anil) – Fundado no dia 15 de agosto de 1907. Sede: Avenida Conselheiro Furtado /Rua 3 de Maio, 20 /  Avenida José Bonifácio, 02.

Guarani Sport Club

Independência (azul claro e vermelho) – Sede: Travessa São Matheus – Belém (PA). Campeão da Segunda Divisão de 1913

Maguari FC

Marco Esporte Clube

Norte Club (alvinegro) - (Alcunha: Tean Negra).

Panther Foot-Ball Club (uniforme, listrado, nas cores azul e branca) – Rua Siqueira Mendes, 38, Cidade Velha / Rua Gurupá, 49, Cidade Velha.

Pará Atletic Association

Royal Club

Sport Club Team-Negro

Sport Club Luso Brasileiro

_______________________________________________________________

OUTRAS AGREMIAÇÕES

 

American Sport Club (verde e Branco)- Fundado no dia 11 de Julho de 1914

Atlântico Foot-Ball Club – Sede: Travessa da Piedade.

Bangu Sport Club

Athletic Foot-Ball Club (mencionado em 1912)

Derby Club – Rua Antonio Barreto, 102 – Fundado no dia 21 de setembro de 1913.

Foot-Ball Team – Sede: Travessa Ruy Barbosa, 27.

Militar Sport Club

Internacional Foot-Ball Club - Fundado no dia 20 de Maio de 1913.

Olympia Foot-Ball Club – Fundado no dia 18 de abril de 1913 (seu primeiro adversário foi o Rio Branco).

Ouro Preto Sport Club

Paranaguá Sport Club - Fundado no dia 11 de Julho de 1914.

Pinheiro Foot-Ball Club - Praça Paes de Carvalho, na Villa Pinheiro – Belém (PA)

Sport América Club – Avenida Generalíssimo Deodoro, 207 (esquina com a Rua Munduruçus).

Vera Cruz Football Club

Yara Club – Estrada São Jeronymo, 23.

Sport Club Santa Cruz (mencionado em 1947).

 

Recentemente, publiquei um pouco da história do Transviário (você pode ver aqui). Agora, em descoberta recente, apresento o escudo e uniforme do mesmo, com base em uma foto do jornal “Folha do Norte”, de 1942.

O clube participou dos campeonatos paraenses de 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 194, 1945 e 1947.

 

 

Seleção Amazonense embarcando para Belém

É no ano de 1925, que pela primeira vez, a Seleção Amazonense disputaria oCampeonato Brasileiro de Seleções que era organizado, na época pelaConfederação Brasileira de Desportos (CBD). Os amazonenses foram sorteados para viajar até Belém do Pará para enfrentar a seleção do Pará. AFederação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA) tratou de organizar um escrete bem competitivo para,quem sabe,eliminar os paraenses em sua própria casa.

Organizada em definitiva a seleção, partiam os jogadores no vapor que os levaria á Belém. Uma multidão foi despedir-se dos jogadores no porto. Depois de dias navegando no rio Amazonas,finalmente os amazonenses aportavam na bela capital paraense. O jogo estava marcado para o domingo,dia 2 de agosto de 1925, na qual os amazonenses intensificaram os treinos.

Finalmente,chegava o tão esperado dia.seria somente um jogo e quem ganhasse passaria a fase seguinte. Em Manaus a população lotou as dependências do teatro Alcazar para acompanhar o desenrolar do jogo,que chegava a cada 5 minutos por telegramas.

O estádio do clube do Remo estava lotado,cerca de 5 mil pessoas se espremiam nas arquibancadas. Um contra tempo quase dificultou a ida dos amazonenses ao estádio. Naquele momento os motoristas estavam de greve e se recusaram a levar o time visitante para o jogo. Felizmente,com muito diálogo,acabou se resolvendo o problema.

O governador do Pará, Dionysio Bentes ,estava presente e,a convite do centro amazonense, o governador paraense içou a bandeira do Amazonas no mastro á entrada do estádio. O árbitro escolhido para o duelo foi o senhor Armando Villar e foi posto um troféu em disputa,chamada taça Oscar Costa.

Era iniciado o jogo as 16 horas e 30 minutos da tarde. Começou a cair uma forte chuva. Amazonenses e Paraenses fazem um duelo bem disputado.O atacante Geraldo (que jogava no Nacional) abre a contagem para os  amazonenses. Mas, logo depois, Arthur Moraes empatava para o Pará. Continua o jogo.

Numa bela jogada, Vadico marca o segundo gol dos paraenses. Mais eis que o Amazonas não estava morto e Geraldo novamente marcava e empatava.E assim terminou o primeiro tempo com um empate de 2 a 2 entre os dois estados Amazonicos.

Inicia-se o segundo tempo,e o time da casa e os visitantes defendem heroicamente suas defesas. Até que Secundino (que era amazonense), com um forte chute, marca o gol da vitória da seleção do Pará, decretando 3 a 2. Após o apito final, apesar da forte chuva, a torcida invade o campo para abraçar os jogadores de sua seleção.

Para os amazonenses restou o consolo de terem feito uma bela partida que surpreendeu os paraenses que pensavam que ganhariam com facilidade Em Manaus a população, apesar da derrota,vibrou com o desempenho de seus jogadores e foram recebê-los com festa no porto,assim que eles desembarcaram.

AMAZONAS: Nery; Rodolpho e Oliveira; Pequenino, Cangalhas e Parafuso; Orlando, Dantas, Geraldo, Marcolino e Leonardo.

PARÁ: Pinto; Evandro e Octávio; Formigão, Vivi e Macambira; Cobrador, Vadico, Secundino, Santana e Arthur Moraes.

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

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