FONTE: Almanaque do Futebol Brasiliense

 

 

Em pé, da esquerda para a direita: treinador Brandão, Chicão, Ivan, Jucy, Sir Perez, Oliveira, Índio e Adolfo Rizza.

Agachados, na mesma ordem: Massagista Anísio, Gilson, Cid, Baiano, Paulista e Zezé.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

 

Sobradinho Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Sobradinho (DF). O ‘Leão da Serra’ foi Fundado no dia 1º de Janeiro de 1975. A sua Sede fica localizada na Área Especial 1 Setor das Industrias de Sobradinho – Sala 208, em Sobradinho. O seu Estádio é o Augustinho Lima, com Capacidade para 10 mil pessoas. Atualmente disputa o Campeonato Candango da 1ª Divisão.

HISTÓRIA

Um grupo de três operários de uma companhia ferroviária do bairro paulistano do Bom Retiro decidiu criar um time de futebol. Eram os pintores de parede Rodrigo Luiz e seu irmão Leonardo Luiz, além do trabalhador braçal Lessy e mais oito pessoas que contribuíram com dinheiro e também foram consideradas sócios-fundadores.

A ideia surgiu depois de assistirem à atuação do Corinthians. No livro Arquivos do Futebol Brasiliense, pesquisado e organizado pelo amigo e membro José Ricardo Almeida, consta que na disputa do campeonato de 1961, a equipe do Sobradinho Esporte Clube era uma das oito participantes, entre clubes como o Clube de Regatas Guará (do Guará)Defelê Futebol Clube (de Brasília, hoje extinto) e Rabello Futebol Clube (de Brasília, também extinto).

Antes da profissionalização, o time, na condição de amador e com muitas dificuldades financeiras, oscilava nas poucas competições regionais que disputava, já que não contava com apoio. Com a profissionalização do futebol do Distrito Federal, o clube passou a adotar como data de (re)fundação o dia 1 de janeiro de 1975.

O Estádio Olímpico de Sobradinho (Augustinho Lima), com capacidade para 15 mil torcedores, foi inaugurado em 13 de maio de 1978, num amistoso entre Sobradinho e Santos, vencido pelos visitantes pelo placar de 3 a 0, sendo o primeiro gol no novo estádio marcado por Aílton Lira.

O primeiro título do Sobradinho foi conquistado em 1 de dezembro de 1985, contra uma das mais fortes equipes do Distrito Federal na época, o hoje extinto Taguatinga Esporte Clube, em pleno Serejão, para um público aproximado de vinte mil torcedores, entre pagantes e não pagantes. O placar foi de 2 a 0 para o Leão da Serra, com gols de Artur e Toni. Toni foi o artilheiro do campeonato com 17 gols.

Em março de 1996 o clube passou a se chamar Botafogo Sobradinho Esporte Clube, em parceria com o Botafogo do Rio de Janeiro. O projeto de transformar o Sobradinho em sucursal do Botafogo surgiu de conversas entre o advogado Délio Cardoso e o presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro.

Botafoguense, Délio acompanhou vários jogos do Campeonato Brasileiro de 1995, a convite da diretoria. Nas conversas, os dois tentaram entender as razões do pouco prestígio do futebol do Distrito Federal. “Chegamos à conclusão de que a capital é uma cidade jovem que não tem uma cultura própria de futebol”, afirmava Délio Cardoso. “A vantagem para nós é que podemos manter em atividade todos os jogadores do elenco, dar oportunidade aos que estão saindo dos juniores e ainda podemos garimpar novos talentos“, diz Montenegro.

A parceria rendeu ao Sobradinho a 3ª colocação nos campeonatos de 96 e 97. Após um pequeno período, o Sobradinho voltou a usar o seu nome original ainda em 1997. O atacante Dimba foi o artilheiro do Campeonato Brasiliense de 1996 jogando pelo Sobradinho. 

FONTES & FOTOS: Wikipédia Página do clube no Facebook 

 

O CFZ (Centro de Futebol Zico) de Brasília é uma agremiação da cidade de Brasília (DF). O clube está sediado na SIA Quadra 3C, lote 24, sala 101, em Brasília. Fundado no domingo, do dia 1º de Agosto de 1999, pelo ex-jogador Zico, uma espécie de “filial” do CFZ do Rio, outro clube de propriedade do ‘Galinho de Quintino’.

Diferentemente do que ocorre com as associações esportivas tradicionais, cuja fundação é marcada pela assinatura de uma ata, um clube-empresa passa a existir na data em que é registrado seu contrato social. O CFZ de Brasília entrou em atividade dessa forma, nos moldes da lei que tem a assinatura de Zico.

O grande objetivo do Galinho com a criação de um clube era dar continuidade ao trabalho das escolinhas de seu Centro de Futebol, proporcionando aos jovens a possibilidade de competir. Foram formadas equipes nas cinco principais categorias: mirim, infantil, juvenil, juniores e profissionais. Além do futebol feminino que chegou ao tetra estadual (2000, 2001, 2002 e 2003).

Durante a década de 90 teve um centro de treinamento em Campo Mourão, que depois foi adquirido pela ADAP. Sem obstáculos políticos, o time profissional masculino chegou rapidamente à Primeira Divisão e, em 2002, atingiu o ponto máximo em Brasília ao conquistar o título do Campeonato Candango da 1ª Divisão com uma campanha invicta: 19 vitórias e sete empates.

Na época o artilheiro Tiano, um jogador de extrema habilidade, era um dos principais nomes da equipe. Ele já fez três gols de trás do meio campo. Sua especialidade era a bola parada. A conquista valeu uma vaga na Copa do Brasil 2003 e garantiu a classificação para o Brasileiro da Série C.

Na Terceirona, o time comandado por Reinaldo Gueldine foi até a quarta fase, quando acabou eliminado no mata-mata. No ano seguinte, disputou novamente as duas competições nacionais.

Depois de ser rebaixado para a 2ª Divisão do campeonato local em 2006, acabou novamente rebaixado em 2007. Em 2008 o time disputou a 3ª Divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol e conseguiu o acesso. Em 2010, obteve o título da 2ª divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol, Conseguindo assim o acesso para a divisão principal.

Ainda em 2010 o trabalho realizado pelo CFZ de Brasília, como equipe formadora, começou a ganhar destaque no cenário nacional e internacional. A equipe sub 19 do clube, fez a melhor campanha da história de um clube brasiliense na Taça São Paulo de Juniores, ficando em 5º lugar, entre 96 participantes, tendo ainda deixado a competição de forma invicta.

 

FONTES: Site do clube – Wikipédia – Correio Brasiliense

 

O Legião Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Brasília (DF). O Legião foi Fundado em 2001, como uma equipe amadora, sendo originário do projeto social Legião de Craques, voltado para crianças de baixa renda. Profissionalizou-se em 11 de Maio de 2006. O nome da agremiação é em homenagem à banda Legião Urbanaformação original: Renato Russo (vocalista e baixista), Marcelo Bonfá (baterista), Paulo Paulista (tecladista) e Eduardo Paraná (guitarrista).

Em seu primeiro ano como profissional, em 2006, o Legião ganhou o seu 1º título, o Campeonato Brasiliense da Terceira Divisão, derrotando na final o tradicional Brasília. No ano seguinte (2007), foi vice-campeão do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, perdendo na final para o Brazilândia, mas ascendendo, mesmo assim, à Primeira Divisão em 2008.

Elite e Queda

O Legião disputou em 2008 pela primeira vez na elite do futebol candango, a equipe conseguiu permanecer na Primeira Divisão, ficando na 6ª colocação. O Ceilândia, segundo melhor classificado, desistiu da vaga a Série C, que passou para o Brazlândia. Como o Brazlândia também desistiu, a vaga acabou com o Legião.

Com isso a equipe disputou em 2008 pela primeira vez o Campeonato Brasileiro da Série C. A equipe foi eliminada na primeira fase, ficando em último lugar no grupo que também tinha o Esporte Clube Dom Pedro II, também de Brasília, o Anápolis Futebol Clube, de Anápolis, e o Itumbiara Esporte Clube, de Itumbiara.

Em 2009, a equipe não conseguiu se manter, ficando em sétimo lugar e sendo rebaixado para o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão. Em 2010, a equipe ficou em sétimo lugar na Segundona, não conseguindo retornar para a primeira divisão.

Retorno e Novo Rebaixamento

Diferentemente das outras temporadas, no Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2011, seis equipes subiram para disputar a elite do futebol candango no ano seguinte. Com isso, com a quarta colocação, a equipe conquistou o acesso. A equipe permaneceu na Primeirona durante os anos de 2012 e 2013, caindo novamente em 2014.

Clássico do Rock: Legião x Capital

O confronto entre o Legião e o Capital é considerado como o clássico do rock, pela alusão a duas das principais bandas de rock brasilienses, o Legião Urbana e o Capital Inicial. Apesar da origem do nome do capital ser pelo fato do clube estar localizada na capital federal.

 

FONTES: Wikipédia – Mercado Livre  

 

O mais novo integrante na esfera profissional do futebol Candango é o Clube Desportivo Futebol UnB (Universidade de Brasília). Em parceria com o Capital Futebol Clube, o CDF UnB disputará o Campeonato Candango da Segunda Divisão de 2017. A estreia está marcada para a quarta-feira, do dia 12 de julho, às 15h30, quando receberá o Brazilândia.

 

FONTES: Página do clube no Facebook – Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) – Homero Queiroga 

 

 

O Samambaia Futebol Clube é uma agremiação da Região administrativa de Samambaia (DF). Foi fundado no dia 29 de Janeiro de 1993. O Samambaia estreou profissionalmente em 1995. O clube tem no escudo uma samambaia, além de ser um dos times mais pobres do Distrito Federal. O rebaixamento para a Segunda Divisão, em 1996, fez com que a situação, que já era ruim, piorar com o decorrer dos anos.

Em 1999 a grande promessa do Futebol candango Ivanildo Alves que veio das categorias de base do Gama e iria atuar na equipe profissional do Samambaia para a disputa do campeonato acabou sumindo conhecido como Noca o Jogador foi encontrado meses depois as paginas policiais preso por pratica de assalto dando um fim em sua carreira esportiva condenado a 5 anos de Detenção no artigo 157.

Tendo amargado a lanterna do torneio em 2001, colecionou dívidas astronômicas, fazendo com que o clube chegasse a ficar sem estádio, pois o Rorizão (inaugurado em jogo do Candangão de 1994 Samambaia 1x0 Brasília, termninando a competição em 4° lugar no geral) estava vetado para jogos (o gramado estava esburacado e os vestiários, destruídos). Por isto, mandou as suas partidas no Abadião, o estádio do Ceilândia.

primo pobre do futebol brasiliense acabou rebaixado em 1996. A partir daí, o clube nunca mais conseguiu o ligeiro sucesso que obteve no futebol candango em 1994, sempre sem dinheiro, sem muito apoio de empresários, torcedores e ainda sem fazer boas campanhas na segundona, permaneceu por lá mesmo. Uma excelente matéria do Correio Brasiliense do ano de 2001 falou da situação do time, que devido aos problemas financeiros tinha fama de caloteiro por não pagar salário, entre outros aspectos. O clube ficou na lanterna de seu grupo com apenas 1 ponto em 14 jogos disputados.

Uma das cidades mais pobres do Distrito Federal, Samambaia é conhecida como a menina dos olhos do governador Joaquim Domingos Roriz (PMDB). Além de ter criado a cidade, em 1989, em sua primeira gestão, o político gosta de se vangloriar internacionalmente do projeto, como se fosse um modelo de urbanização. Chegou a desfilar até na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em controvertida participação extra-oficial.

No futebol, porém, a situação de Samambaia é indiscutivelmente deplorável sob a terceira passagem de Roriz no Palácio do Buriti. O time da cidade, rebaixado em 1996, é miserável dentro e fora de campo. Neste ano, amargou a lanterninha da segundona e só ganhou dívidas.

Nem casa para jogar o time tem. Com o estádio público da cidade vetado desde o ano passado, por absoluta falta de condições (gramado esburacado e vestiários destruídos), a equipe tem mandado partidas na vizinha Ceilândia, no Abadião, outro pasto recentemente banido do futebol profissional pela Federação Brasiliense de Futebol (FBF).

O péssimo quadro do estádio de Samambaia, no entanto, não significa falta de ligações afetivas com o atual governador. Pelo contrário. Mais que a própria cidade, o político não apenas construiu, como dá nome à obra, executada durante seu segundo mandato. Batizado sem cerimônias de Rorizão, o estádio foi inaugurado em agosto de 1994, um ano depois do previsto. Foi o único construído por Roriz em três passagens pelo Buriti, em um total de oito anos.

Nada disso, porém, evitou que se tornasse inútil desde outubro de 1999, quando sediou uma partida oficial pela última vez. Essa crônica falta de jogos até foi capaz de começar a apagá-lo da memória coletiva. O deputado federal Wigberto Tartuce (PPB-DF), por exemplo, ignorou a existência da homenagem ao propor o nome de Rorizão para o projeto de megarreforma do Bezerrão, no Gama, lançado há duas semanas, em Águas Claras, residência oficial do governador.

O Retorno

Após ficar 2 anos sem disputar a segunda divisão de brasilia,a equipe seria retirada da FBF caso não disputasse a atual edição,mas o Samambaia retorna as atividades,a diretoria investe pesado pra formação do elenco. Contrata Carlos Félix pra ser Gestor de Futebol, Reinaldo Gueldini como Técnico, Recebeu 5 Jogadores do Brasiliense (no qual tem um parceria), por emprestimo: o zagueiro Somália O volante Lucas, os meias Elivelto e Carlyle e o atacante Daniel, além de contratar nomes como: Thyago Fernandes, o goleiro Donizzeti que no meio do campeonato foi contratado pelo CRAC para a disputa do Brasileirão Serie C 2014 e Allan Dellon considerada a grande estrela do time.

Com tanto investimento, o Samambaia que nem saiba se iria disputar o campeonato,passou a ser a favorita. E não decepcionou, na 1° Fase a equipe se classificou pra elite candanga com 1 rodada de antecedência e foi pra final da segunda divisão de brasilia, vencedo todas as 5 partidas disputadas na 1° fase, ficando em primeiro e se classificando pra final. Na final disputada contra o Cruzeiro Futebol Clube, bastava empatar pro time ser campeão, Mas a equipe samambaiense fez bem mas que isso, venceu o jogo por 2×0, gols de Edicarlos ao 15′ do 1° tempo e Cassius ao 35° do 2° tempo. Edicarlos se tornou artilheiro da competição. Com este resultado o Samambaia conquista a Segunda Divisão Brasiliense de 2014 seu 1° titulo oficial desde sua fundação.

Em 2015 a equipe que ficou inativa por 2 anos iria voltar a disputar a 1° divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol depois de 18 anos sem disputar a elite candanga. Porém, o clube desistiu de participar da competição na última hora por motivos não divulgados. Com isto a competição passou a contar apenas com onze clubes e o Samambaia foi automaticamente rebaixado para a segunda divisão de 2016.

 

FONTE: Wikipédia – Página do Clube no Facebook

 

O Grêmio Esportivo Brasiliense é uma agremiação da cidade do Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal. Fundado na quinta-feira, do dia 26 de Março de 1959. O clube Alviverde foi campeão do Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão, nos anos de 1959 e 1970.

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

No mesmo dia em que Brasília completava seu primeiro ano de vida (21 de abril de 1961), às dez horas, na Casa 1 da Quadra 16 do Setor Residencial Econômico Sul – SRES, reuniram-se 93 moradores do então bairro do Cruzeiro para organizar uma associação recreativa e esportiva.

Foi pelos presentes escolhido João Scarano para presidir a seção e para secretariá-la Norberto Fernandes Teixeira. João Scarano explicou o motivo da criação de uma associação esportiva e recreativa, dizendo que, com a criação daquela entidade o setor teria mais vida e seus moradores não precisariam recorrer a outros lugares para se distraírem, porque a agremiação que estava sendo fundada iria lhes proporcionar o que de melhor existia no setor recreativo e esportivo.

Continuou dizendo que já estava sendo providenciada a sua sede provisória, com sua praça de esportes para competições oficiais e que, em breve, seria passada a “patrola” (espécie de trator para nivelar terrenos) para os primeiros passos do futebol no bairro.

A seguir foi escolhida uma comissão para elaborar os estatutos da agremiação, sendo Felinto Epitácio Maia, o Presidente, e tendo como auxiliares Zorobabel Josué dos Passos, Francisco Jacob dos Santos, Geraldo da Silva Santos e Norberto Fernandes Teixeira.

O novo clube recebeu o nome de Associação Esportiva Cruzeiro do Sul e tinha como cores oficiais a azul e a branca. O uniforme tinha duas variações: o primeiro com camisa azul, calção branco e meias azuis (semelhante do Cruzeiro, de Belo Horizonte) e o segundo com camisas com listras verticais em azul e branco, calção branco e meias com listras horizontais também em azul e branco.
Tinha um gavião como símbolo. Norberto Fernandes Teixeira foi eleito o primeiro Presidente da A. E. Cruzeiro do Sul. Aproveitando a paralisação do certame oficial de 1961, o Cruzeiro do Sul fez um amistoso visando a assegurar boa estrutura para sua equipe. No dia 14 de janeiro de 1962, venceu o Carioca, por 4 x 3.

No dia 20 de janeiro de 1962 foi até a cidade goiana de Luziânia, vencendo o clube local por 2 x 0, quebrando uma invencibilidade de 54 jogos do Luziânia.
Nos dias 30 de maio e 3 de junho de 1962 participou do Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular promovido pelo Alvorada, reunindo também Presidência e Guanabara.

No dia 30 de maio, estragou a festa do clube promotor, vencendo o Alvorada por 6 x 1. No dia 3 de junho, perdeu a final para a A. E. Presidência, por 3 x 1.
Veio o Torneio Início, em 10 de junho de 1962, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Logo no primeiro jogo, foi derrotado pelo Rabello, por 3 x 0.

Cedeu o zagueiro Edilson Braga para a Seleção que representou o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de 1962. O Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Cruzeiro do Sul ficou na Zona Sul, onde fez sua estréia na competição no dia 8 de julho de 1962, no Estádio Vasco Viana de Andrade, perdendo para o Grêmio por 1 x 0.

Só foi conseguir a primeira vitória já no segundo turno da competição, no dia 19 de agosto de 1962, ao derrotar o Colombo, por 4 x 2. Morales (2) e Walmir (2) marcaram os gols do Cruzeiro do Sul. E foi só essa. Foram oito jogos no total e mais dois empates e cinco derrotas. Marcou 7 gols e sofreu 15. Ficou na penúltima e nona colocação, à frente somente do Alvorada, que desistiu da competição.
Utilizou os seguintes jogadores: goleiros - David e Assis; defensores – Vicente, Meridian, Mello, Adalberto, Morales e Miro; atacantes – Laerte, Foguinho, Barros, Chumbinho, Chaves, Walmir, Isnard e Aguinaldo.

O ano de 1962 não foi de todo ruim para o Cruzeiro do Sul, pois este venceu o primeiro campeonato brasiliense da categoria de juvenis, com apenas um ponto perdido. Participaram da competição os mesmos clubes que disputaram a Primeira Divisão.

 

Cruzeiro do Sul fatura o título Estadual de 1963

Para o ano de 1963, o Cruzeiro do Sul passou a contar com a administração da dupla Norberto Teixeira e Jackson Roedel, o que lhe renderia bons frutos.
Além de manter os bons jogadores de 1962, tais como Edilson Braga e Morales, o Cruzeiro do Sul reforçou o time, contratando bons jogadores dos clubes locais e também de outros Estados, tais como Ceninho, que jogou no futebol carioca (no Fluminense e no América), e Beto Pretti, que era jogador do Atlético Mineiro.

Com isso, conquistou de forma brilhante o título de campeão do Campeonato Brasiliense da 1ª Divisão de 1963, com uma campanha impecável: nos 16 jogos que disputou, venceu 10, empatou 5 e perdeu apenas 1. Marcou 39 gols e sofreu 14. Além disso, teve os dois principais artilheiros do campeonato, Ceninho, em 1º (com 10 gols) e Beto Pretti, em 2º (juntamente com Nilson, do Nacional), com 9.

Os jogadores utilizados pelo Cruzeiro do Sul foram: Goleiros – Zezinho e João Luís; Defensores – Edilson Braga, Aderbal, Mello, Davis, Morales, Humberto, Remis, Valdemar, Pedrinho e Pedersoli; Atacantes – Foguinho, Zezito, Ceará, Beto Pretti, Moisés, Ceninho, Omar, Quarteroli, Belini, Raimundinho, Paulinho, Isnard e Zezé.

Na “Seleção do Ano” escolhida pelo DC-Brasília, o Cruzeiro do Sul cedeu Beto Pretti, Ceninho e Quarteroli. Além disso, Beto Pretti foi escolhido o “craque do campeonato” e Gil Campos, o melhor treinador do ano de 1963.
No final deste ano, com a saída de Jackson Roedel para o Rabello (que iria aderir ao profissionalismo no ano seguinte), vários jogadores do Cruzeiro do Sul foram com ele, tais como Aderbal, Ceninho, Beto Pretti e outros.

Taça Brasil de 1964

Assim sendo, não estava mais com sua força máxima quando enfrentou o Vila Nova, de Goiânia (GO) pela Taça Brasil de 1964. No primeiro jogo, em 26 de julho de 1964, em Goiânia, perdeu por 3 x 1. No jogo de volta, em Brasília, foi desclassificado com o empate de 2 x 2.

Defenderam o Cruzeiro do Sul na Taça Brasil os seguintes jogadores: João Luís, Zé Paulo, Melo, Davis e Pedersoli; Mário César e Fino (Beline) (Waldemar); Zezito, Baiano, Paulinho (Abel) e Zezé.

Não adotou o profissionalismo no ano de 1964 e ficou em 4º lugar no campeonato brasiliense de amadores, atrás de Guanabara, Dínamo e Nacional. Foram sete vitórias, dois empates e três derrotas nos doze jogos que disputou.
Como consolo, conquistou a Taça Eficiência de 1964, três pontos à frente do campeão Guanabara, e novamente venceu o campeonato brasiliense de juvenis, com apenas três pontos perdidos. Continuou perdendo peças importantes para os clubes que aderiram ao profissionalismo e em 1965 realizou péssima campanha no campeonato brasiliense de amadores, chegando em último lugar, sem conquistar ao menos uma vitória.
Em 1966, mais um ano ruim para o Cruzeiro do Sul, novamente último colocado no campeonato brasiliense de amadores.

 

Clube adere ao profissionalismo em 1967

Em 20 de fevereiro de 1967, a A. E. Cruzeiro do Sul enviou ofício nº 3/67 a Federação Desportiva de Brasília solicitando sua inscrição no campeonato de profissionais. Uma semana depois, aconteceu a Assembléia Geral que elegeu sua nova diretoria, tendo à frente o ex-presidente da Federação, Wilson Antônio de Andrade.

Para concorrer com os fortes adversários, trouxe muitos jogadores do interior de Minas Gerais e também aproveitou alguns jogadores da sua base, sendo o de maior destaque o meio-de-campo Alencar (que mais tarde jogaria no Ceub).
E os resultados não demoraram para aparecer.

Cruzeiro do Sul vence o Remo (PA) e fatura o título Interestadual   

Foi vice-campeão do Torneio Início (disputado em 11 de junho de 1967). Logo depois, nos dias 16 e 18 de junho, conquistou o torneio interestadual em comemoração ao 9º aniversário de Taguatinga.

Os jogos foram realizados no recém-inaugurado estádio do Flamengo (Ruy Rossas do Nascimento). O Cruzeiro do Sul venceu o Flamengo (3 x 2) e, na decisão, contra o Clube do Remo, do Pará, vitória de 1 x 0,  gol de Ribamar.
Também conquistou um torneio quadrangular realizado na cidade do Gama, em novembro de 1967, vencendo a A. A. Cultural Mariana (2 x 1) e, na decisão, marcou 4 x 3 sobre o Coenge. O outro time que participou do torneio foi o Rabello.

Para coroar o seu bom primeiro ano no profissionalismo, ficou com o vice-campeonato brasiliense, somente atrás do Rabello, à frente de Colombo, Defelê, Flamengo e Guará.

Utilizou os seguintes jogadores: Goleiros – Waldemar e Vicente; Defensores: Juca, Grover, Elias, Maninho, Brigadeiro, Adilson, Ercy, Elinho e Aderbal; Meias e Atacantes – Ramalho, Geraldo, Alencar, Mário César, Paulada, Nando, Luciano e Edgard.
Não conseguiu manter a ótima performance de 1967 no ano seguinte (1968). No campeonato brasiliense, disputado por apenas cinco equipes, o Cruzeiro do Sul ficou em 4 lugarº. Foram apenas duas vitórias nos oito jogos que disputou.
Sua última participação no campeonato de 1968 aconteceu no dia 22 de maio, com derrota de 3 x 0 diante do Defelê. Foi a última vez de forma oficial que o Cruzeiro do Sul entrou em campo.

Preferiu ficar de fora do campeonato brasiliense de 1969, quando a Federação resolveu juntar em sua competição oficial clubes profissionais com amadores, e também do ano seguinte, 1970. Em 22 de junho de 1971 aconteceu a Assembléia Geral de Clubes que aprovou a desfiliação do Cruzeiro do Sul.

 

FONTES: Correio Brasiliense –  História do Futebol Brasiliense – José Ricardo de Almeida

 

A Associação Atlética Luziânia é uma agremiação da cidade de Luziânia (GO). A sua Sede fica na Rua Doutor João Teixeira, Q. 02 Lote. 06 / Sl. 7/8, no Centro de Santa Luzia (Atual Luziânia). Seu Estádio é o Serra do Lago, em Luziânia, com Capacidade para 5,564 pessoas. Fundado no dia 13 de Dezembro de 1926, como Associação Athletica Luziana pelo mineiro de Rio Pomba, Manoel Gonçalves da Cruz, um grande desportista, comerciante, professor e pioneiro do automobilismo.

Constituiu a 1ª Diretoria do clube, tendo como Presidente Carlos Machado de Araújo e membros Delfino Meireles e Paulino Lobo Filho. Nesse período, a cidade de Luziânia chamava-se Santa Luzia.

1945: cidade troca de nome

A mudança de nome da cidade de Santa Luzia para Luziânia aconteceu no dia 13 de dezembro de 1945, através da Lei Estadual nº 8.305. No dia 25 de março de 1945, o clube foi reorganizado por Arione Correia de Morais. Para não desagradar os torcedores dos times do eixo Rio – São Paulo as cores do uniforme antes azul e branca para vermelha e branca, semelhantes às do América, do Rio de Janeiro, que tinha a simpatia da maioria dos torcedores e seu nome também foi mudado, passando a ser denominado: Associação Atlética Luziânia.

 

Foto de 1964

1959: clube muda o nome e as cores

Em reunião realizada no Clube Recreativo e Cultural de Luziânia, no dia 26 de julho de 1959, foi eleita a nova diretoria do Luziânia, tendo como presidente Francisco das Chagas Rocha. O presidente eleito mudou novamente a denominação do clube passando a se chamar Luziânia Esporte Clube e alterando o seu uniforme para as cores preta e branca e o escudo semelhante ao do Santos Futebol Clube.

 

Início dos Anos 60: clube entra num processo de crise financeira

O 1º estatuto do Luziânia foi publicado no dia 10 de abril de 1960 sob essa nova direção. O clube passou por um grande declínio. Passou a sofrer com os interesses duvidosos dos políticos. Com essa nova atmosfera rondando o time, criaram pretextos, dividiram a equipe em duas, com a fundação do Fluminense, como se não soubessem que toda divisão é prejudicial, inventaram a tristemente famosa desapropriação da área do Estádio Rochão.

Processos surgiram, a desavença foi implantada e tudo foi destruído. Por muito tempo usaram e abusaram do clube. Mesmo assim, está viva na lembrança dos torcedores apaixonados, fanáticos, pessoas que realmente amam o seu time e estimulam em tudo que se faz, não arredam o pé do Estádio, investem tempo e dinheiro para fazer o clube crescer.

Meados dos Anos 60: Luziânia consegue se reerguer e passa a disputar as competições no novo Estado brasileiro, o Distrito Federal

Uma pessoa deixou seu nome escrito nos anais do futebol de Luziânia: Francisco das Chagas Rocha. Eleito Presidente, quase desconhecido da totalidade da população, resolveu deixar no clube a marca do seu dinamismo, de sua personalidade empreendedora. Já contava com um pequeno grupo de sócios e torcedores dedicados, mas precisava despertar o entusiasmo da cidade toda.

Contava com uma equipe razoável, onde despontavam as estrelas da casa, mas precisava reforçar o time, pois pretendia fazê-lo brilhar nas cidades vizinhas, mormente na recém-nascida Brasília.

Dispunha de um campo típico interiorano, medíocre, desconfortável, sem grama, arquibancadas, muros e vestiários. A Câmara Municipal aprovou e a Prefeitura doou a área do campo de futebol ao clube. Desmembrada parte desta área, loteada e vendida, juntando-se ao dinheiro de que já dispunha, conseguiu construir algo que poderia chamar de seu estádio.

Era o único clube no Distrito Federal que possuía o seu próprio estádio e não parou aí, dispondo de uma sede respeitável e na época invejada até por Brasília. O incansável presidente promoveu o engrandecimento da equipe. Inscreveu o clube na então Federação Desportiva de Brasília, com a permissão da CBD (Confederação Brasileira de Desportos).

Luziânia chegou a ficar 50 jogos sem derrota

Contratou jogadores de outros estados e profissionalizou o clube. O Luziânia tornou-se conhecido, temido e quase imbatível, pois em 1962 esteve invicto em 50 e duas partidas. Clubes poderosos de Brasília e Goiás, além da seleção profissional de Brasília, estiveram atuando em Luziânia e amargaram derrotas ou tiveram que se desdobrar para vencer.

O povo vibrava, iam ao estádio, falavam com carinho de sua equipe. Compravam ingressos, rifas, bingos, pagavam votos à candidata a rainha, porque estavam ajudando uma equipe de valor. No mês de julho de 1965, o Presidente Rocha se afastou.

 

1981: clube muda de nome outra vez

Em reunião, no Colégio Santa Luzia, no dia 9 de novembro de 1981, a denominação do clube foi alterada novamente, passando a se chamar Luziânia Futebol Clube.

Os dirigentes resolveram se aventurar em participar do futebol goiano após a empolgação pelo acesso à primeira divisão em 1992. No entanto, teve fraco desempenho na Primeira Divisão. O time caiu para a Divisão Intermediária e desistiu de participar do campeonato goiano pelas dificuldades financeiras das longas viagens e hospedagens.

Em 1995, após a aventura no futebol goiano, com a queda para a Divisão Intermediária e com o acúmulo de dívidas, o Luziânia solicitou autorização a CBF para retornar ao futebol brasiliense. Os desportistas se uniram e perceberam que seria mais viável disputar o campeonato brasiliense.

1995: nova mudança de nome e das cores

A única exigência da Federação Goiana de Futebol era de que o Luziânia Futebol Clube efetuasse a quitação de todos os débitos perante a entidade. No dia 20 de janeiro de 1995 o presidente Cecílio Sepúlveda Monteiro, protocolou a nova filiação do clube junto a Federação Metropolitana de Futebol, presidida por Tadeu Roriz.

Ao optar pelo retorno ao futebol brasiliense, o clube voltou à sua denominação de fundação, Associação Atlética Luziânia, adotando um novo escudo: a igreja do Rosário, numa sugestão do desportista Albino Inácio Soares e voltando a usar as cores originais no uniforme do clube, a azul celeste e a branca.

Durante o período de retorno ao futebol brasiliense, o Luziânia caiu algumas vezes para a segunda divisão, o clube esteve em alguns momentos para deixar de existir, ninguém queria assumi-lo sem apoio. O Luziânia passou por grandes turbulências, contornadas quase sempre pelos dirigentes Albino Inácio e José Egídio, os quais corriam atrás das pessoas para assumir a diretoria, cobrando junto à imprensa posição das autoridades locais.

 

O Título Inédito de 2014 e o Bi em 2016

O técnico Ricardo Antônio trabalhou nas categorias de base de grandes clubes brasileiros como Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vitória, da Bahia e Atlético Goianense. Foi auxiliar de treinadores como Toninho Cerezo e Mauro Fernandes, dentre outros.

Em Brasília trabalhou na base do Ceilândia. O técnico foi o responsável pela montagem do elenco juntamente com o presidente Daniel Vasconcelos, que está no clube desde 2006. Foram contratados o experiente Lúcio Bala (ex-Goiás, Flamengo, Botafogo, Atlético-MG e Santos), Max Pardalzinho (ex-Palmeiras, Goiás, Vila Nova e Guarani) e Vaguinho (ex-Portuguesa de Desportos e Ponte Preta).

Juntaram-se ao goleiro Edmar Sucuri e os experientes Zé Ricarte, Rodriguinho, Chefe, Carlão e Perivaldo, os líderes do grupo. O atual prefeito Cristóvão Tormin foi um dos responsáveis pela conquista, trabalhando na captação de patrocínios e literalmente vestindo a camisa do time.

 

Campanha

Acompanhava treinos e jogos. Na fase classificatória, o Luziânia teve a melhor campanha entre os 12 participantes (com o mesmo número de pontos ganhos do Brasiliense), em 2014. Nos 11 jogos que disputou, venceu sete, empatou dois e perdeu dois. Marcou 11 gols e sofreu cinco.

Nas quartas-de-final, passou pelo Santa Maria, com uma vitória e um empate. Na semifinal, usou do direito de jogar pelo empate por ter a melhor campanha, obtendo dois resultados iguais diante do Sobradinho. E, na grande final, contra o Brasília, também jogou com o regulamento debaixo do braço, ao vencer a primeira partida por 3 x 2 e perder a segunda por 1 x 0.

A torcida acompanhou os jogos sempre com muita dedicação. Depois da final do campeonato, onde os luzianienses lotaram Mané Garrincha, houve um longo congestionamento na BR-040 sentido Luziânia devido uma enorme carreata de torcedores, contendo mais de mil automóveis, com festa madrugada adentro, só terminando na chácara do antigo presidente Remi Sorgatto.

A formação do Luziânia nos dois jogos finais foi a seguinte: Edmar Sucuri, Thompson, Carlão, Perivaldo e Rafinha; Lucas Garcia (Thiago Eciene), Pixote (Aldo), David (Vaguinho), Rodriguinho e Max Pardalzinho (Danilo); Chefe.

Foi a terceira vez que o Luziânia chegou à final do campeonato brasiliense. A 1ª aconteceu em e 1966, quando foi superado pelo Rabello a 2ª em 2012, quando foi superado pelo Ceilândia, que jogava por dois resultados iguais.

 

Rodriguinho chegou ao 10º título do Distrito Federal

Com o título inédito conquistado pelo Luziânia, o meia Rodriguinho passou a ser o segundo jogador a conquistar dez títulos de campeão brasiliense (o outro é o volante Deda). Foram cinco pelo Gama (1997, 1998, 1999, 2000 e 2001), quatro pelo Brasiliense (2006, 2007, 2008 e 2009) e 2014, pelo Luziânia.

Além disso, Rodriguinho foi o principal artilheiro da equipe, com 6 gols marcados. O atacante Chefe foi o vice-artilheiro, com 5 gols. E o que o futebol de uma pequena cidade do Entorno de Brasília pode esperar após a inédita conquista do título de campeão brasiliense?

Primeiramente, torcer para que, com a conquista do título, o Luziânia deixe de ser apenas um time de futebol e passe a ser um clube. Já há a disposição da nova diretoria e do prefeito da cidade para que seja construído um Centro de Treinamento para valorizar as categorias de base e se tornar uma grande força no futebol do Distrito Federal. Em 2016, o Luziânia chegou ao Bicampeonato Candango!

FONTES: Site do clube – Correio Brasiliense – Blog Edição dos Campeões – José Ricardo Almeida – José Egídio Pereira

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

Por: José Ricardo Almeida

O Humaitá Esporte Clube foi fundado em 2 de julho de 1968, no Guará. Suas cores oficiais eram a preta e a branca. Seu uniforme era composto por camisa branca com faixa transversal preta, calção branco e meias brancas (semelhante ao Vasco da Gama, do Rio de Janeiro).
Num esforço da família Carvalho, tradicional da cidade do Guará, sempre participou dos campeonatos regionais de futebol, tendo levantado os títulos de campeão do Torneio Imprensa de 1971, campeão da Taça Jarbas Passarinho em 1972 e campeão da Taça IV Aniversário do Guará em 1973.
Filiou-se à Federação Metropolitana de Futebol em 16 de agosto de 1973. Antes, no dia 1º de abril, participou do 1º Festival da Pelota (torneio de jogos com a duração de 60 minutos – 30 x 30 – e, no caso de empate, decisão através de pênaltis), juntamente com outras equipes amadoras de Brasília, terminando como vice-campeão. Na decisão, perdeu de 1 x 0 para o Atlético, de Brazlândia.
Sua estréia na competição oficial de 1973 aconteceu no dia 26 de agosto de 1973, no Estádio Pelezão. Com gols de Vavá e Moisés, contra um de João Dias, venceu o Carioca, por 2 x 1.
Oito clubes disputaram o campeonato de 1973 e o Humaitá ficou na sexta colocação. Nos 17 jogos que disputou, venceu 5, empatou 7 e perdeu 5. Marcou 27 gols e sofreu outros 27, ficando sem saldo de gols. Somou 17 pontos ganhos. O Ceub foi o campeão de 1973.
Defenderam o Humaitá em 1973, os seguintes jogadores:
Goleiro: Waldimar; Defensores: Nazo, Messias, Landulfo, Carlinhos, Itamar, Nenê, Ângelo e Emábio; Atacantes: Assis, Pedrinho, Lord, China, Gilmar, Moisés, Júlio, Vavá e Arleno. Técnico: Wilson Francisco.
Vavá e Moisés estiveram entre os principais artilheiros, marcando cada um 7 gols, ficando na terceira colocação.
No ano de 1974, tornou-se campeão do Torneio Início, evento realizado no dia 14 de julho de 1974, no Pelezão.
Para chegar ao título, venceu o Unidos de Sobradinho (3 x 0), o Jaguar (1 x 0) e, na decisão, goleou o Ceub (4 x 0), ficando com o título de campeão.
No campeonato brasiliense de 1974, disputado por sete equipes, ficou com a quarta colocação, após 10 jogos, onde venceu quatro, empatou dois e perdeu outros quatro.
Em 1975, participou da I Copa Arizona de Futebol Amador, competição promovida pelos cigarros Arizona e A Gazeta Esportiva e que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal.
Nas semifinais, derrotou a Campineira, por 2 x 1, gols de Aderbal e Vavá.
Didi era o técnico do Humaitá.
Na final, em 25 de maio de 1975, foi derrotado pelo Unidos de Sobradinho (2 x 0). Jogaram a final pelo Humaitá Edmilson, Nazo, Aderbal, Emábio e Arimatéia; Júlio César, Jânio e Pedrinho; Lóide (Antônio), Elson, Argemiro e Moisés.
Logo depois, nos meses de julho e agosto, disputou o Torneio Quadrangular da F.M.F., em Brazlândia, juntamente com as equipes do A. A. Relações Exteriores, Canarinho e Guadalajara. Foi vice-campeão, atrás do Canarinho.
Também disputou o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975. Em três turnos, disputando contra o Brasília e o Campineira, ficou com a segunda colocação.
Já no campeonato brasiliense de 1975, ficou na penúltima colocação. Oito equipes disputaram a competição.
No ano de 1976, disputou o Torneio Imprensa, primeira competição oficial da nova fase do futebol do Distrito Federal, depois da implantação do profissionalismo. Seis equipes competiram e o Humaitá ficou em último.
Veio o fatídico campeonato brasiliense de 1976. Após diversos acontecimentos não muito claros até os dias de hoje, que culminaram com a extinção do Ceub e a perda da vaga de Brasília no Campeonato Brasileiro daquele ano, o Humaitá foi proclamado campeão do 1º turno (antes vencido pelo Ceub e revertido em favor do Humaitá após o abandono do clube acadêmico). Antes do final do campeonato, mudou seu nome para Guará Esporte Clube em Assembléia Geral realizada em 27 de julho de 1976. Já com esse nome, perdeu a decisão do campeonato para o Brasília no dia 16 de outubro de 1976, por 3 x 0. Defenderam o Guará nesse jogo: Bonomo (Batista), Aderbal (Pedrinho II), Zé Mauro, Ivair e Pedrinho I; Heitor, Renildo e Zequinha; China, Redi e Palito. Técnico: Luiz Alberto.
FONTES & FOTO: Correio Brasiliense (DF) – José Ricardo Almeida – Almanaque do Futebol Brasiliense
 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 

Por: José Ricardo Almeida

A assembleia de constituição da Campineira Futebol Clube aconteceu no dia 1º de janeiro de 1975, à Avenida W-2 Sul, Quadra 514, Bloco C, Loja 52, Sala 104, em Brasília (DF) e teve a presença de Adolpho Silvério Figueiredo, Alberto Luiz Esteves Teixeira, Antônio Carlos Malaman, Antônio Esteves Teixeira, Djalma de Carvalho Silva, Francisco de Assis Dória Bastos, Jacy Bezerra de Araújo, João da Silva Araújo, José Ivan Lopes, Manuel Augusto de Melo, Oddoni Luigi, Ramon Monteiro Back Van Buggenhout e Waltinho Ferrari.

Por aclamação dos presentes, assumiu a presidência Alberto Luiz Esteves Teixeira, que convidou Adolpho Silvério Figueiredo para secretariar a reunião. João da Silva Araújo foi convidado a fazer parte de uma comissão criada para elaborar os estatutos sociais do clube que, num futuro próximo, seria filiado à Federação Metropolitana de Futebol.

Por proposta de Waltinho Ferrari, foi composta uma Diretoria Provisória, que foi eleita e aclamada, sendo assim constituída: Presidente – Antônio Esteves Teixeira; Vice-Presidente – Waltinho Ferrari; 1º Secretário – Oddoni Luigi; 2º Secretário – Antônio Carlos Malaman; 1º Tesoureiro – Alberto Luiz Esteves Teixeira; 2º Tesoureiro – Jacy Bezerra de Araújo; Diretor Geral de Esportes – Sir Peres de Barros; Relações Públicas – Manuel Augusto de Melo; Diretor de Promoções e Consultor Jurídico – José Ivan Lopes; Diretor Administrativo e Consultor Jurídico – Ramon Monteiro Back Van Buggenhout, Diretor de Patrimônio – Djalma de Carvalho Silva e Diretor do Departamento Médico – Francisco de Assis Dória Bastos.

 

Suas cores oficiais eram a preta e a branca. O uniforme era semelhante ao do Botafogo, do Rio de Janeiro, ou seja, camisas com listras verticais pretas e brancas, calção preto e meias brancas (que viria a ser adotado pelo Sobradinho mais tarde).
Sua estreia no futebol aconteceu em março do mesmo ano, quando teve início a I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal (alguns com passagens pelo quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol – FMF) e era patrocinado pelos cigarros Arizona e pela Gazeta Esportiva.
No sistema eliminatório (mata-mata), a competição foi realizada de 23 de março até 25 de maio de 1975.  A Campineira fez sua estreia no dia 30 de março, no Gama, derrotando o local Clube Atlético Planalto por 4 x 2. Chegou até as semifinais, quando, no dia 18 de maio, foi derrotada pelo Humaitá, do Guará, por 2 x 1. Na decisão do 3º lugar, goleou o Penharol por 7 x 0.
Logo depois, participou do campeonato promovido pelo Departamento Autônomo, que teve início em junho de 1975, e foi disputado por 9 equipes. Foi vice-campeã no Torneio Início e campeã da Chave B do campeonato, classificando-se para a Fase Final.
Desligou-se deste Departamento antes de ser decidido o torneio e resolveu apostar no futebol oficial da Federação Metropolitana de Futebol, que na época ainda era amador.
Alguns jogadores do Campineira utilizados nessas duas competições atuariam mais tarde no campeonato oficial da F. M. F., tais como Sir Peres, Zé Afonso, Dázio, Zé Nunes, Vino e Dorival, entre outros.
No dia 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou a filiação do Campineira Futebol Clube nas categorias de profissional e amador.
Sua primeira competição oficial foi o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975, juntamente com Brasília e Humaitá. Sua estréia aconteceu no dia 13 de setembro de 1975, com derrota de 3 x 1 para o Humaitá. Ficou com a terceira e última colocação do torneio.
Logo depois, passou a participar do Campeonato Oficial da F.M.F., com mais sete equipes amadoras do Distrito Federal.
Antes do início do campeonato oficial, 13 jogadores que pertenciam ao Unidos de Sobradinho foram transferidos para a Campineira.
Após uma decisão extra com o CSU – Clube dos Servidores da Universidade de Brasília – UnB, sagrou-se campeã brasiliense de 1975. Sua campanha: 17 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 32 gols a favor e 18 contra.
Em 17 de fevereiro de 1976 a Campineira comunicou à Federação Metropolitana de Futebol não ter condições de participar do campeonato de futebol de profissionais daquele ano.
Continuou disputando competições de futebol amador. Em uma delas, depois de vencer a chave de Brasília, obteve o vice-campeonato nacional da Copa Arizona de Futebol Amador, evento que contou, inicialmente, com a participação de mais de mil equipes, com eliminatórias regionais e cujas finais foram disputadas na cidade de São Paulo. Na decisão, a equipe brasiliense foi derrotada pelo Golfinho, de Guarulhos (SP), por 1 x 0.
A partida, em seu tempo normal, terminou empatada em 0 x 0, sendo necessária a realização da prorrogação. Só no segundo período desta prorrogação é que o Golfinho chegou à vitória.
No jogo final, a Campineira contou com esses jogadores: Ari, Cláudio, Zezão, Sir Peres e Marcos; Peba (Dorival), Toti e Júlio; Vino, Dázio (Antônio Carlos) e Santos. No jogo decisivo, a Campineira atuou sem o seu melhor atacante, o goleador Zé Afonso. 
Também no ano de 1976, a Campineira disputou o campeonato de juvenis. Um dos jogadores que revelou foi Kidão, zagueiro que defendeu por muitos anos outros clubes de Brasília.
Em 1977, a Campineira estava inscrita no Campeonato Regional de Sobradinho.
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FONTES & FOTO: Correio Brasiliense (DF) – José Ricardo Almeida – Almanaque do Futebol Brasiliense
 

Por: José Ricardo Almeida

A Associação Atlética Relações Exteriores foi fundada em Brasília (DF), no dia 4 de agosto de 1973, por funcionários do Ministério das Relações Exteriores.
A primeira diretoria foi escolhida nessa mesma data e ficou assim constituída: Presidente – Hermínio Affonso; Vice-Presidente Administrativo – Olavo Coelho Pinho; Vice-Presidente de Esportes – Hélio de Oliveira; Vice-Presidente Recreativo – José Antônio Diogo; 1º Secretário – Ângelo Vicente; 2º Secretário – Adilson Dantas da Silva; 1º Tesoureiro – Ênio Flores de Lyra; 2º Tesoureiro – Newton da Costa Ribeiro; Diretor Social – Hélio José Xavier; Diretor de Esportes – Zeferino Féo; Diretor de Patrimônio – Nilton Soares da Costa; Diretor de Relações Públicas – Carlos Alberto Lopes da Silva; Diretor Infanto-Juvenil – Rubens Álvares de Almeida; Diretor Médico – Nelson Miranda e Diretor Jurídico – Geraldo Affonso Muzzi.
A sede provisória do clube era a sala 13 do subsolo do prédio representativo do Ministério das Relações Exteriores.
As cores oficiais da nova agremiação passaram a ser a verde e a branca, tendo por escudo as iniciais AARE e como símbolo a configuração da pedra que fica em frente à sede do Ministério das Relações Exteriores.
O uniforme número um do Relações Exteriores era composto de camisas e calções brancos com detalhes em verde e os meiões verdes. O número dois tinha camisa verde com detalhes em branco, calções e meiões brancos.
No dia 16 de agosto de 1973 aconteceu a Assembléia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou a filiação de vários clubes, dentre eles a A. A. Relações Exteriores.
Poucos dias depois, já fazia sua estreia no campeonato brasiliense de futebol amador. No dia 25 de agosto de 1973, no Estádio Pelezão, perdeu para a A. A. Serviço Gráfico, por 2 x 0. Formou com Tião, Valete (Paulo), Zé Mauro, Grossi e Robson; Edmilson, Palito e Arnaldo; Lula (Axel), Zequinha e Paulo César. Técnico: José Carlos D’Almeida.
A primeira vitória e o primeiro gol vieram aconteceram na segunda rodada, no dia 2 de setembro de 1973, ao bater o Jaguar, por 2 x 1. Zequinha foi o autor do primeiro gol da história do Relações Exteriores. Redi marcou o segundo.
Não teve um bom desempenho no 1º turno, ficando com a sétima colocação entre os dez participantes. Nos nove jogos que disputou, venceu quatro e perdeu cinco. Marcou onze gols e sofreu treze.


Veio o segundo turno (sem a presença do Serviço Gráfico) e demonstrou um poder de recuperação impressionante, permanecendo invicto nessa fase, ao vencer sete jogos e empatar um. Foram dezessete gols a favor e apenas quatro contra. Ficou um ponto a frente do Ceub, vencedor do 1º turno.
Com isso, conforme previsto no regulamento da competição, Relações Exteriores e Ceub decidiriam, em melhor-de-três o campeonato brasiliense de 1973.
Nos dois primeiros jogos, realizados nos dias 10 e 17 de fevereiro de 1974, aconteceu empate em 1 x 1.
No terceiro e decisivo jogo, perdeu a chance de conquistar o título em seu primeiro ano de existência, ao ser derrotado por 1 x 0, no dia 19 de fevereiro de 1974, no Estádio Pelezão. Neste jogo formou com Wilsinho, Paulo, Rodolfo, Zé Mauro e Grossi; Edmilson, Arnaldo e Zequinha; Bispo, Lula e Redi.
Sua campanha no campeonato de 1973 foi: 20 jogos, 11 vitórias, 3 empates e 6 derrotas. Assinalou 30 gols e sofreu 20. Totalizou 25 pontos.
Seu centro-avante Humberto foi o artilheiro da competição, com 12 gols.
Alguns jogadores que defenderam o Relações Exteriores em 1973: Goleiros – Wilsinho, Tião e Daniel; Defensores – Valete, Catuca, Paulo, Grossi, Reginaldo, Zé Mauro, Rodolfo, Edmilson, Chico, Robson e Sirlei; Atacantes – Lula, Alex, Palito, Bispo, Benê, Zequinha, Humberto, Arnaldo, Renato, Paulo César e Redi. O técnico era José Carlos D’Almeida, professor de Educação Física da Academia Nacional de Polícia. A média de idade dos jogadores era inferior aos 23 anos.
Quando a imprensa especializada apontou a Seleção do Ano de 1973, três jogadores do Relações Exteriores faziam parte dela: o goleiro Wilsinho, o zagueiro Grossi e o atacante Humberto.
Também no campeonato brasiliense de futebol de 1974 o Relações Exteriores fez um péssimo primeiro turno irregular. Entre sete equipes participantes, ficou na quinta colocação, isso porque dois clubes acabaram desistindo de continuar disputando o campeonato, empatando dois jogos e perdendo quatro, com direito a um grande vexame.
No dia 15 de setembro de 1974, no Estádio Pelezão, sofreu uma tremenda goleada diante do Unidos de Sobradinho, por 8 x 0. Detalhe: a equipe do Relações Exteriores inicou a partida com apenas sete jogadores. A partida foi interrompida aos 38 minutos do 1º tempo, quando o atleta do Relações Exteriores, João Luiz, contundiu-se e o clube ficou com apenas seis atletas (número de jogadores insuficiente para uma equipe prosseguir o jogo). Posteriormente, com a desistência do Unidos de Sobradinho, o Relações Exteriores recuperou os pontos perdidos.
Esperava-se uma melhor campanha no segundo turno, tal qual acontecera em 1973. Mas isso não aconteceu! Perdeu os quatro jogos que disputou e, novamente, deu vexame no dia 17 de novembro de 1973, quando foi goleado pelo Ceub, por 4 x 0. A equipe do Relações Exteriores iniciou a partida com apenas oito jogadores. O jogo foi encerrado aos 40 minutos do 1º tempo, logo depois da marcação do quarto gol, em razão da equipe do Relações Exteriores haver ficado reduzida a seis atletas.
Começou o ano de 1975 disputando um torneio quadrangular promovido pela Federação, juntamente com Canarinho, Guadalajara e Humaitá. Ficou na terceira colocação, após esses resultados: 0 x 3 Humaitá, 0 x 0 Canarinho e 6 x 3 Guadalajara.
No campeonato, disputado por um total de oito equipes, o Relações Exteriores teve o mérito de ser a equipe que mais somou pontos. Por um desses caprichos do regulamento, o campeonato foi dividido em dois turnos, quando foi segundo colocado em ambos: no primeiro, ficou atrás do CSU, e no segundo, do Campineira. Esses dois clubes decidiram o campeonato. O Relações Exteriores ficou com o terceiro lugar, com a seguinte campanha: 14 jogos, 9 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 29 gols a favor e 16 contra.
A Associação Atlética Relações Exteriores foi desativada em 1976, após reconhecer que não tinha estrutura para acompanhar a implantação definitiva do profissionalismo no futebol do Distrito Federal.

 

FONTES & FOTO: Correio Brasiliense (DF) – José Ricardo Almeida – Almanaque do Futebol Brasiliense

 

FOTOS: Correio Brasiliense (DF)

 

Por: José Ricardo Almeida
 
No dia 1º de janeiro de 1960, na Avenida W-3, Quadra 13, Casa 17, em Brasília, foi fundado o Defelê Futebol Clube, a maior glória do esporte no início de Brasília, sendo tricampeão brasiliense nos anos de 1960, 1961 e 1962.
Somente em 30 de agosto de 1960, os estatutos do Defelê foram registrados no Livro 2, fls. 26/27, número de ordem 17, no Cartório do 2º Ofício de Luziânia, Estado de Goiás.
Previam que seria considerado como sócio-fundador aquele que houvesse ingressado no quadro social até 30 de setembro de 1960.
Assim sendo, os fundadores do Defelê foram Antônio William Ramalho, Carlos Magno Maia Dias, Ciro Machado do Espírito Santo, David Calixto Dib, Esdras Martins, Francisco Troncha, Lincoln de Senna Gonçalves, Murilo Maia Dias, Paulo Levenhagen de Mello, Waldir de Carvalho e Wils de Alvarenga.
Lincoln de Senna Gonçalves e Wander Marques Abdalla tinham um time que foi um dos embriões do Defelê, chamado Fiscalização, e que se juntou ao time da Associação Esportiva EBE (Empresa Brasileira de Engenharia, contratada pela Novacap para executar a instalação de rede elétrica em Brasília), que disputou o campeonato brasiliense de 1959, e outros jogadores que foram contratados para trabalhar no Departamento de Força e Luz.
O time era chamado de Fiscalização porque eram todos apontadores-fiscais da EBE. Da EBE vieram os dirigentes Cleóbulo Mesquita e Roberto Soares (pai do centro-avante Ely).
Para dar mais poder ao time do Defelê, foi convidado (e ele aceitou por alguns dias), Paulo Levenhagen de Mello para Presidente. Logo depois, ele indicou Ciro Machado do Espírito Santo para substituí-lo.
A comissão formada por Ciro, Carlos Magno e Wils elaborarou o estatuto do Defelê e o registrou na Federação Desportiva de Brasília e na CBD nos idos de 1960.
Os jogadores contratados trabalhavam no DFL e tinham autorização para participar de apenas dois treinos à tarde, por semana.
Na primeira leva, foram contratados ou se juntaram ao time, Marreta, Alaor Capella, Vitinho, Anésio (o 1º goleiro), Matil, Sabarazinho, Pará, Manoelzinho, Bimba, Loureiro, Isaac, Euclides, Vitão, Dito Carneiro, Gilberto Grillo, Wilson Godinho, Zequinha, Cauby, Victor Motta e Aguinaldo Evangelista, Édson Galdino, Ely, Macedo, Ramiro, Murilo Maia Dias, Lacyr Pedersoli.
Além desses, compareceram ao primeiro treino do Defelê Carlos Magno, Benedito Raimundo, Samuel Silva Nascimento, Ramiro, Paulo Márcio Maia Dias (irmão do Carlos Magno) e vários outros, que

 formaram a estrutura que faria do Defelê campeão brasiliense de 1960.
Seu primeiro treino aconteceu em 25 de dezembro de 1959, pela manhã, no acampamento do DFL. Não havia nome ainda e noção de bola só mesmo tinham Wander, Samuel e Lacyr Pedersoli. O primeiro jogo foi uma derrota de 5 x 0 frente ao time da EBE, no acampamento desta, que lhe presenteou com um jogo de camisas pretas, que depois foram trocadas por vermelhas, que eram as cores oficiais do Defelê.
Na revanche, a equipe foi reforçada inclusive com Eluff, do Guará. Ganhou de 6 x 1.
Incentivados pelas vitórias que começaram a surgir, os diretores do DFL começaram a dar apoio, fundaram o clube oficialmente em 1º de janeiro de 1960, e quando precisavam contratar funcionários devia ser alguém que jogasse futebol.
O curioso é que o Defelê chegou a pensar em não disputar o primeiro campeonato brasiliense. Como clube amador que era, a situação financeira sempre foi muito complicada.

 

FONTES: Correio Brasiliense (DF) – José Ricardo Almeida – Almanaque do Futebol Brasiliense

 

FONTE: Correio Brasiliense (DF)

 


FONTE: Revista Placar

 

Brasília Futebol Clube, ou simplesmente Brasília, é um clube de futebol brasileiro, sediado em Brasília, no Distrito Federal. Foi fundado em 2 de junho de 1975, sob o nome de Brasília Esporte Clube e tornou-se um dos primeiros clubes-empresa do Brasil, em 8 de novembro de 1999, passando a se chamar Brasília Futebol Clube. Suas cores são o vermelho e o branco, motivo pelo qual também é conhecido como Colorado.

É o clube de futebol profissional mais antigo em atividade no Distrito Federal, sendo o time do Distrito Federal que mais vezes disputou a 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro com sete participações (197719781979198119831984 e 1985). Seus principais títulos são 1 Copa Verde (2014) e 8 Campeonatos Brasilienses.

História

O início da história do Brasília coincide com o começo da profissionalização do futebol no Distrito Federal. O futebol em Brasília vem desde sua construção, quando trabalhadores e operários das construtoras começaram a formar times que levavam os nomes das próprias construtoras, como, por exemplo, o Defelê, do Departamento de Força e Luz. Essas equipes foram disputando campeonatos amadores ao longo dos anos, dado que não havia organização necessária para a profissionalização do futebol, pois várias equipes eram extintas à medida que as construtoras deixavam Brasília. Até houve uma tentativa de profissionalização, quando foram organizados, simultaneamente, campeonatos profissionais e amadores em 19641965 e 1966, mas a iniciativa acabou não dando certo e o futebol em Brasília voltou a ser amador. Essa situação perdurou até 1976, quando o futebol candango se profissionalizou de vez.

Com a franca expansão do futebol brasiliense, os membros da Associação Comercial do Distrito Federal, nos idos de 1969, planejavam criar uma equipe de futebol, mas esbarravam no receio de a ideia não dar certo, visto que o futebol local ainda era amador. Vendo que a iniciativa do CEUB dera certo, sendo a primeira equipe do Distrito Federal a participar do Campeonato Brasileiro, os empresários da ACDF decidiram, por fim, criar o Brasília Esporte Clube.

No dia 2 de junho de 1975, numa reunião na sede da Associação, os empresários, liderados por José da Silva Neto, votaram o estatuto de criação e elegeram o próprio Silva Neto como presidente do clube. Na discussão para a escolha das cores do recém-fundado clube, o ex-dentista da Seleção Brasileira nas Copas de 58 e 62, Mário Trigo, sugeriu que fossem adotados as cores vermelha e branca, em alusão ao tradicional America do Rio de Janeiro, sugestão essa que foi prontamente acolhida.

Variações dos escudos do Brasília

Apogeu e crise

O Brasília, mantido pela Associação Comercial do Distrito Federal, manteve a hegemonia no futebol local, ganhando oito títulos entre 1976 e 1987, recorde somente superado nos anos 2000 pelo Gama. Foi também o mais frequente representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro, com sete participações na primeira divisão nacional, numa época em que todos os campeões estaduais tinham vaga assegurada na elite.

No final dos anos 90, em crise e se aproveitando da Lei Pelé, tornou-se o primeiro clube-empresa totalmente privado do Brasil. Um grupo de oito sócios liderados pelo médico Ênio Marques fundou a empresa Brasília Promoções e Participações Desportivas S/A e comprou, por preço simbólico, o departamento de futebol do Brasília Esporte Clube, mudando seu nome para Brasília Futebol Clube. As tradicionais cores vermelha e branca foram trocadas pelo verde, amarelo e azul, com a justificativa de ter uma identidade maior com o Brasil.

A nova administração, no entanto, não obteve sucesso. Afundado em dívidas, o Brasília acabou sendo rebaixado para a segunda divisão local em 2001. Cortando despesas, o clube passou a ter a estrutura bancada pelo Gama, que cedeu seu elenco de juniores, em preparação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2002. O presidente do Gama, Wagner Marques, ex-presidente do próprio Brasília, assumiu todos os custos e trocou as cores do clube, resgatando as cores originais vermelha e branca. A parceria surtiu efeito e o clube conseguiu reerguer-se e conquistar a segunda divisão estadual.

Após um novo rebaixamento em 2002 e a não-participação no campeonato de 2005, o Brasília chegou até a então terceira divisão do Distrito Federal em 2006. Recuperando-se nas temporadas seguintes, chegou a um vice-campeonato em 2009.

Renascimento

Em 2011, após um novo revés nos campos, o advogado Luis Carlos Alcoforado compra o clube, dando início a um processo de valorização das categorias de base, culminando com o título do Campeonato Brasiliense de Juniores de 2013 e com a campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2014, competição em que foi eliminado nas oitavas de final, depois de disputa de pênaltis contra o São Paulo. Antes disso, havia eliminado o Botafogo, por 3 a 0.

O time principal conquistou o acesso em 2012 e foi campeão do primeiro turno do Campeonato Brasiliense de Futebol de 2013 (Taça JK), e teve o privilegio de inaugurar o novo Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha na grande final daquele ano, sendo vice-campeão.

Copa Verde

Em 2014, o clube se sagrou o primeiro campeão da Copa Verde, vencendo nas penalidades o Paysandu Sport Club.

Ninguém acreditava no Brasília, que a princípio era apenas figurante na competição. A Copa Verde reuniu representantes dos estados das regiões Norte e Centro-Oeste, exceto Goiás, cuja Federação rejeitou a possibilidade de seus times participarem do torneio. A Federação Goiana não quis alterar o calendário do seu campeonato estadual para que os times do estado participassem.. A Copa reuniu também um representante do Espírito Santo.

O Brasília enfrentou apenas campeões estaduais durante a competição e, surpreendentemente, foi campeão logo no primeiro ano de disputa. O CENE do Mato Grosso do Sul foi o primeiro clube a ser derrotado pelo Brasília. Em seguida, o Brasília passou em dois jogos emocionantes pelo Cuiabá, o atual campeão mato-grossense e que havia rebaixado na última rodada da Série C do ano anterior o rival do colorado, o Brasiliense, ao vencê-lo por 2×1 em pleno Estádio Boca do Jacaré. O mesmo Brasiliense enfrentou o Brasília nas semifinais. O jacaré, atual campeão candango, venceu por 2×0 na ida, porém na volta o colorado se impôs e venceu sem dificuldades o Brasiliense por 3×0. O jogo ficou marcado pela invasão de campo da torcida do Brasiliense no fim do jogo, indignada pelo resultado e pela má-fase que assombrava o time.

Na decisão, o Brasilia enfrentou o atual campeão paraense Paysandu que figurou como o principal favorito ao título durante toda a competição. No primeiro jogo da final, em Belém, com o Mangueirão quase lotado, o Brasília não se intimidou com o estádio e se lançou ao ataque com rapidez. O Paysandu logo se deu conta que a partida não seria tão fácil como os torcedores acreditavam, vencendo por apenas 2×1 e deixando a final aberta para o jogo de volta.

No jogo com o público recorde do campeonato, mais de 50 mil torcedores foram ao estádio da Copa do Mundo, o Mané Garrincha. Os torcedores do Paysandu compareceram em peso à capital federal; cerca de 8 mil torcedores viajaram para Brasília. Os outros 42 mil torcedores candangos vibraram em um jogo que foi decidido nos pênaltis, após o Brasília vencer por 2×1 a partida no tempo normal.

O artilheiro da Copa Verde, Lima, teve a chance de garantir o título ao Paysandu, mas o goleiro Arthur salvou fazendo grande defesa, se redimindo, já que nas quatro cobranças anteriores ele sequer havia chegado perto de defender alguma. O Brasília venceu apenas na oitava cobrança, garantindo o resultado de 7×6 nas penalidades. Na última cobrança, Fernando, do Colorado, chutou no local onde o goleiro do Paysandu pulou, porém este espalmou a bola no travessão que bateu e entrou, para delírio dos mais de 40 mil torcedores do Colorado.

Com a conquista, o Brasília também foi o primeiro time do Distrito Federal a participar de uma competição de nível internacional, a Copa Sul-Americana de 2015. Esta final também simbolizou o maior público da história para um jogo de um time de Brasília.

Porém, no dia 28 de julho de 2014, o STJD retirou o título do Brasília, devido à escalação irregular de quatro jogadores na final do torneio, concedendo o título ao Paysandu.[7]No dia 1 de agosto, contudo, o Brasília conseguiu um efeito suspensivo da decisão, retomando o título temporariamente.[8] A resolução final do caso seria julgada pelo Tribunal Pleno do STJD no dia 14 de agosto, mas foi adiada por conta do mau tempo. Finalmente, depois de muito tempo, o STJD confirmou que o título e a vaga para a Copa Sul-Americana de 2015 eram do Brasília.

Títulos

REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Copa-Verde-de-Futebol-2016.gif Copa Verde 1 2014
METROPOLITANOS
Competição Títulos Temporadas
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense 8 1976, 1977, 1978, 1980, 1982, 1983, 1984 e 1987
Distrito Federal (Brasil) Taça JK 1 2013
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão 2 2001 e 2008
Campanhas de destaque
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Central-West Region in Brazil.svg Copa Centro Oeste 0 (não possui) 1 (1984) 0 (não possui) 1 (1981)
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense 8 (1976197719781980198219831984 e 1987.) 7 (1979199519972009201320142015) 6 (198119851986199219942000) 0 (não possui)

FONTES: Wikipédia – GPS Brasília – Ismael Carlos 

 

 

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