FONTE: Illustração Fluminense

 

O Apollo Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). “Os Apollineos“, foi Fundado na sexta-feira, do dia 19 de Fevereiro de 1932, por um grupo de desportistas liderados pelo jovem Lino Ravaglio. A reunião ocorreu na Rua Marechal Floriano Peixoto, nº 1.386, no Centro de Curitiba. Logo após a fundação, foi escolhido a 1ª Diretoria do clube, que foi composta pelos seguintes membros:

Presidente - Manoel Amaral;

Vice-Presidente - Pedro F. Bonato;

1º Thesoureiro - Dantas Ravaglio;

2º Thesoureiro - Victorio Pace;

1º Secretário - Adeodato Arnaldo Volpi;

2º Secretário - Daley Sun Buzetti;

1º Orador - Arthur Cantalupi;

2º Orador - José Grassi.

As cores escolhidas foi o vermelho e azul. Os apelidos de alguns jornais variavam, como por exemplo: “Camiseta Azul ou Anil“, o “Clube das Camisetas Azuis e Rubras“.

Além do futebol, o Ping-Pong (tênis de mesa) também contava com uma equipe que disputava o Campeonato de Curitiba da modalidade, que contavam com adversários como o  Coritiba, Ferroviário, entre outros. O Apollo nos primeiros meses de vida já contava com mais de 300 sócios.

 

A linha na cor vermelha formando um retângulo, era o campo do Apollo Esporte Clube

Sede inaugurada em 1933

No sábado, do dia 25 de Novembro de 1933, o clube inaugurou a sua Sede social, localizado na Rua Marechal Floriano Peixoto, nº 2.057, no Centro de Curitiba. Atualmente, nesse endereço fica a Capela (Polícia Militar) Nossa Senhora da Aparecida.  Já o Campo ficava situado na Rua Iguassú, 726/ 575 (atual Avenida Iguaçu, no Bairro do Rebouças), em Curitiba. Na atualidade, o espaço físico pertence a uma concessionária de veículos.

Sede que nos dia de hoje é a Capela da Polícia Militar

Carnaval era com o ‘Bloco Rubro-Anil’

O Apollo Esporte Clube criou em 1933, o ‘Bloco Rubro-Anil’ que era a responsável para organizar bailes carnavalescos na sede social. Em pouco tempo ganhou destaque no cenário da cidade e os eventos organizados pelo bloco eram muito concorridos, deixando os salões lotados.

Para faturar uma graninha, Apollo abriu um Botequim

Ainda em 1933, o clube resolveu ter uma fonte extra de grana. A decisão foi abrir concorrência para o arrendamento de um espaço físico na sede do clube, na Rua Marechal Floriano, 2.057.

Para não deixar dúvidas da lisura do Botequim, foi publicado nos principais jornais de Curitiba, na qual informava que as propostas deveriam ser apresentadas em envelopes lacrados.

Posteriormente, no dia 09 de Outubro de 1933, às 20 horas, no prédio que da Sede do clube. O presidente alertou que se caso nenhuma proposta atendesse as necessidades do clube,  a concorrência poderia ser anulada.

Apollo ajudou a fundar a Liga Curitybana de Esportes Athleticos

Menos de seis meses de vida, o Apollo, juntamente com o Savoia e Itália Sport Club, ajudaram a criar a Liga Curitybana de Esportes Athleticos (LCEA), com sede na Rua Barão do Rio Branco, s/n, na Matriz, em Curitiba. Graças ao esforço de Cillas Pioli (membro do Apollo), Osvaldo Wardanega e Herdel, foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de agosto de 1932, a LCEA. O 1º Presidente escolhido foi João de Faria Pioli, que ocupou vários cargos na diretoria do Apollo Esporte Clube (como por exemplo, na diretoria de 1934, quando ocupou o cargo de 1º Tesoureiro do clube), e, cinco anos depois assumiu a vice-presidência da Federação Paranaense de Desportos (FPD).

 

1º Jogo aconteceu na Villa Araucária

No domingo, do dia 10 de Abril de 1932, o Apollo excursionou a Villa de Araucária, para realizar o seu primeiro jogo. O resultado foi um empate em 1 a 1 contra a Agremiação Araucariense. Depois jogou contra o Corinthians de Curitiba e novamente empate em 3 a 3. A 1ª vitória só aconteceu no 3º jogo, em São José dos Pinhais, contra um forte conjunto local, pelo placar de 3 a 0. O último amistoso antes da estreia no Torneio Início, foi na preliminar de Palestra Itália versus União Campo Alegre (Ponta Grossa). Na ocasião, vitória por 2 a 1 diante do Esperança Sport Club, da capital.

Apollo conquista o I Torneio Início da LCEA de 1932

Treze dias depois de ser fundado, aconteceu a 1ª competição organizada pela LCEA: o Torneio Início, realizado no domingo, dia 21 de Agosto de 1932, no campo da Federação Paranaense de Desportos. E, de cara, o Apollo se sagrou campeão. O evento contou com a participação de 10 equipes (sendo que o Itália não compareceu):

América Sport Club (Campeão pela Liga Curitybana de Desportos de 1930, o “Clube das Camisas de Listas Verticais Rubro-Negros” foi Fundado em 20/02/1930);

Apollo Esporte Clube;

Avante Esporte Club;

Corinthians Esporte Clube;

Esporte Clube Esperança;

Itália Sport Club;

Potty Sport Club;

Savoia Football Club;

Tebé Football Club;

União Portão Sport Club.

Na estreia, o Apollo venceu o Savoia por 1 a 0. Depois passou pelo Esperança, repetindo o placar anterior (1 a 0), avançando para a final. O adversário do Apollo na decisão foi o Potty.

Após empate sem gols no tempo normal, a partida teve uma prorrogação, porém novamente sem gols. Foi necessário a realização de uma segunda prorrogação. Desta vez, teve um vencedor. O Apollo bateu o Potty Sport Club por 1 a 0, faturando o primeiro caneco da LCEA. O time campeão formou com: Elias; Ravaglio e Odorico; Moacyr, Girardello e Silva; Pioli, Lucilio, Sperandio, Risseti e Affonso.

O começo promissor do Apollo fez com que surgisse um boato de que o Britannia Sport Club tinha proposto uma fusão, em dezembro de 1932. Contudo, o assunto não foi mais mencionado e cada agremiação seguiu o seu caminho.

No Campeonato Citadino da LCEA de 1932, o campeão foi o Savoia Football Club, enquanto o Tebé Football Club, com um ponto a menos, ficou com o vice-campeonato.

Destaque abandona o futebol por não enxergar bem

Uma curiosidade! Em 1933, a temporada começou com Christiano efetivado como titular. No entanto, após alguns jogos o jogador foi barrado pelo Neno, sem nenhuma explicação! O boato que circulava e, chegou até os jornais da época é que Christiano foi sacado da equipe porque era míope e tinha dificuldade de enxergar o que acabou comprometendo o seu rendimento.

O fato chegou ao cume quando Christiano abandonou o futebol. Alguns meses depois, o ex-jogador resolveu dar uma entrevista ao jornal Correio do Paraná, onde confirmou a veracidade dos boatos, afirmando que vinha sofrendo com a dificuldade em enxergar, sobretudo quando o jogo era com sol, ele não conseguia distinguir a bola. Após ter recebido um aconselhamento de uma junta médica de abandonar o futebol, acabou acatando a orientação.

Relação com LCEA azedou em 1934

O ano de 1934, não foi dos mais fáceis. De um dos fundadores da Liga Curitybana de Esportes Athleticos (LCEA), o Apollo viu a relação com a entidade estremecer. Após alguns jogadores terem sidos acusados de agressão ao árbitro Lourenço de Freitas.

Além disso, a LCEA organizou um festival e o Apollo se recusou a comparecer. Pelo conjunto da obra, o clube recebeu uma punição de 60 dias sem poder atuar e mais uma multa de 100$ (cem reis).

O clube peitou a LCEA e realizou uma série de excursões pelo interior do estado o que gerou indignação, inclusive, em alguns veículos de comunicação que cobraram uma punição exemplar.

Resultado foi que o clube só voltou em 1935. Logo no mês de janeiro o que era especulado sobre o futuro do Apollo: ‘Ou o clube aceitava a punição imposta pela LCEA, pagava a multa e retornava; ou fecharia às portas ou ingressaria na Federação Paranaense de Desportos (FPD).

A diretoria tentou reforçar o seu elenco a fim de não fazer feio na FPD, mas pelo visto não obteve sucesso. Em fevereiro, com o advento do Torneio Início, a LCEA e Apollo tentaram uma reaproximação.

Em fevereiro após a entidade municipal ter rejeitado o apelo de seis clubes para perdoar a dívida, a direção decidiu pagar o debito e se inscrever para disputar o certame de 1935. Porém, estava sacramentado que a relação nunca mais voltaria a ser boa.

O adeus veio em 1937

Em 1936, o Apollo deixou a LCEA. Realizou alguns amistosos e só. No restante do ano, aparecia mais na mídia por meio da divulgação do bailes organizados pela agremiação do que propriamente pelo futebol.

No final de 1936, alguns associados do clube tentaram reativar o futebol, a fim de disputar o Torneio Aberto da Cidade de Curityba, que eram fases classificatórias para o Campeonato Paranaense de Futebol daquele ano. Assim, o vencedor se classificaria para jogar contra os campeões da Liga Pontagrossense de Futebol, da Liga Regional de Paranaguá, da Liga de Futebol de Antonina e da Liga Regional Sul para decidir quem seria o campeão estadual.

Após muitos debates, enfim, o futebol foi reativado para disputar a nova competição. Na estreia da competição, no domingo, do dia 22 de novembro de 1936, num jogo eletrizante, o Apollo venceu o Vitraux por 4 a 3, no campo do Água Verde.

No outro jogo, o Água Verde goleou o Aquidaban pelo placar de 8 a 1. Apesar de ter iniciado com vitória, o clube acabou não indo muito longe. No final, o campeão foi o Athletico Paranaense, o Coritiba ficou como vice-campeão.

O último suspiro, aconteceu em 1937, quando o Apollo participou do Torneio Aberto da Cidade de Curityba, organizado pela LCEA. Sem destaque, o clube saiu do cenário futebolístico para não mais retornar.  Abaixo, todos os times da história do Apollo Esporte Clube!

 Time base de 1932: Ballestero (Elias); Matanna (Menego e Ravaglio) e Odorico (Bacalhau e Alfredo); Maranba (Maranho), Neno (Botelho I e Girardello) e Emydgio (Moacyr e Lucilio); Marreco (Tuim e Silva), Pereira (Leonasio e Pioli), Risseti (Tampinha e Sperandio) e Tatu (Feitiço e Affonso).

Time base de 1933: Ballestero (Zé Maria); Zeca (Moka) e Arnaldo (Botelho); Barthô, Neno (Christiano) e Maranho; Maneco (Heitor), Leonaze (Benedicto), Santa’Anna (Heradio), Feitiço e Lúcio (Ary).

Time base de 1934: Zé Maria (Rolando); Zeca (Goiaba) e Armando (Arnaldo ou Ravaglio); Barthô (Lúcio), Neno (Moreno) e Grané (Mutte); Ary (Sicupyra), Santa’Anna (Lela), Leonaze (Leonardo), Ary (Heitor) e Heradio.

Time base de 1935: Ubaldo (Rolando); Imar e Jonas (Goiaba); Matti (Armando), Neno (Barthô) e Grané (Mutt); Leonaze (Orlando), Fornaroli (Ary), Velha (Lúcio), Zanotto (Lela) e Heradio.

Time base de 1936: Jaime; Ferreira e Goiaba; Bigua, Neno e Chico; Lúcio, Orlando, Amado, Henrique e Ary. 

 

FONTES: Google Maps – Wikipédia – Diário da Tarde (PR) – Correio do Paraná – O Dia (PR)

 

A Sociedade Esportiva Peñarol é uma agremiação do Município de Nobres, que fica a 142 km da capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso. A pequena localidade, que conta com uma população de 15.338 habitantes (segundo o IBGE/2018), ganhou status de município no dia 11 de novembro de 1963.

O ‘Áureo-negro Nobrense’ foi Fundado no domingo, do dia 12 de Julho de 1987. A Sede ficava no Estádio Municipal Balizão, com capacidade para 3 mil pessoas, situado na Avenida Marechal Rondon (próximo a Rua Miranda), no Centro da cidade.

Pelo nome, as cores e a similaridade do escudo é possível deduzir uma homenagem ao Clube Atlético Peñarol, de Montevidéu, no Uruguai. Semelhanças à parte, além das participações no Campeonato Citadino de Nobres, o momento mais importante do Peñarol aconteceu em 1990.

Nesse ano, contando com o apoio da prefeitura local, a equipe ‘Áureo-negro Nobrense’ entrou na esfera profissional, onde disputou o Campeonato Matogrossense da Segunda Divisão, organizado pela Federação Matogrossense de Futebol (FMF).

A competição contou com a participação de cinco equipes:

Clube Atlético Diamantinense (Diamantino);

Presidente Esporte Clube (Tangará da Serra);

Sociedade Esportiva Palmeiras (Barra do Bugres);

Sociedade Esportiva Peñarol (Nobres);

Vila Nova Sport Club (Alto Paraguai);

A campanha da A Sociedade Esportiva Peñarol nos oito jogos, somando quatro pontos: uma vitória, dois empates e cinco derrotas; marcando 10 gols, sofrendo 25 e um saldo negativo de 15.

 

DATA

RESULTADOS DO 1º TURNO

LOCAL

Domingo, 19 de Agosto

Penãrol

1

X

1

Palmeiras

Nobres

Domingo, 26 de Agosto

Vila Nova

1

X

0

Penãrol

Alto Paraguai

Domingo, 02 de Setembro

Penãrol

1

X

1

Presidente

Nobres

Domingo, 09 de Setembro

Diamantinense

3

X

1

Penãrol

Diamantino

 

DATA

RESULTADOS DO 2º TURNO

LOCAL

Domingo, 23 de Setembro

Palmeiras

2

X

1

Penãrol

Barra do Bugres

Domingo, 30 de Setembro

Penãrol

1

X

4

Vila Nova

Nobres

Domingo, 07 de Outubro

Presidente

12

X

1

Penãrol

Tangará da Serra

Domingo, 21 de Outubro

Penãrol

4

X

1

Diamantinense

Nobres

 

FONTES & FOTOS: Rsssf Brasil – Página no Facebook “Nobres – MT de Antigamente” – Diário Oficial

 

O Esporte Clube Social Cristão foi uma agremiação efêmera do Município de Eldorado do Sul (RS). A pequena cidade localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre, fundada em 08 de junho de 1988, que fica apenas a 10 km da capital gaúcha. Conta com uma população de cerca de 38.200 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2016.

O Social Cristão foi Fundado no sábado, do dia 19 de Julho de 2003. As cores escolhidas foram: o azul, amarelo e vermelho. A vida do clube durou, basicamente, sete jogos, no Campeonato Gaúcho da Terceira Divisão de Profissionais, de 2003, organizado pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

Como curiosidade, o clube mandou os seus jogos no Estádio João da Silva Moreira, com capacidade para 1.500 pessoas em Porto Alegre; e também no Estádio das Rosas, em Sapiranga; e no Estádio do Peixe, em Tramandaí.

A competição contou com a participação de sete equipes:

Associação Carazinhense de Futebol (Carazinho);

Canoas Futebol Clube (Canoas);

Esporte Clube Cruzeiro (Porto Alegre);

Esporte Clube Social Cristão (Eldorado do Sul);

Esporte Clube Uruguaiana (Uruguaiana);

Lami Futebol Clube, atual: Porto Alegre Futebol Clube (Porto Alegre);

Riograndense Futebol Clube (Santa Maria).

Nos sete jogos, o Social Cristão venceu um, empatou outro e foi derrotado em cinco oportunidades; marcando três,sofrendo 11 e um saldo negativo de oito. Segundo algumas informações, o Social Cristão acabou banido da competição pela FGF, em razão do não pagamento das taxas de arbitragem. Após esse episódio, o clube desapareceu e até hoje não se tem notícias dessa agremiação.

 

FONTES: Wikipédia – Acervo de Rosélio Basei – Federação Gaúcha de Futebol (FGF) – Blog Times do RS

 

O Futebol Clube Marau é uma agremiação licenciada do município de Marau (RS). O “Tricolor Maurauense” foi Fundado na quarta-feira, do dia 03 de Julho de 2013. As suas cores: verde, vermelho e branco. Estiveram no ato de fundação do clube: Miguel Luiz Paz (presidente), Roseli Zaquiel (vice-presidente), Felipe Zachi do Carmo, Jurandir da Silva Preto Junior, Luciano Armiliato, Ricardo Poletto, Antonio Claudio Azambuja, Vagner Ebone (diretor de futebol), Harvei Zaquiel Paz e Lauricio de Moraes.

O Marau disputava os seus jogos no Estádio Municipal Carlos Renato Bebber, “Arena Bebber“, com capacidade para 2 mil pessoas, que possui iluminação, fica situado no Parque Lauro Ricieri, em Marau.

Estreia na esfera profissional e conquista do acesso

Na disputa do Campeonato Gaúcha da Segunda Divisão (na prática equivalia a Terceirona), de 2013, o Marau foi inscrito para preencher a vaga deixada pelo Atlético Carazinho, que devido a problemas financeiros, abriu mão de disputar a competição.

Apesar de ser debutante, o Marau não se intimidou e fez bela campanha, terminando na 3ª colocação no geral, conquistando o acesso para a Divisão de Acesso (equivalente a Segundona). No Primeiro turno pelo Grupo A, o “Tricolor Maurauense” ficou na liderança com 14 pontos ganhos (sete jogos, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo sete, com um saldo de oito). Na fase final do turno, caiu na semifinal, perdendo os dois jogos para o Tupy, de Crissiumal por 2 a 0 e 3 a 0, que avançou para a final batendo o Sapucaiense (2 a 3 e 2 a 0) e ficando com uma das duas vagas de acesso.

No Segundo turno, o Marau voltou a fazer boa campanha, ficando na 2ª colocação da chave A, com nove pontos (mesmo número de pontos do líder Associação Nova Prata), perdendo no saldo de gols: um negativo contra três positivos (seis jogos, com duas vitórias, três empates e uma derrota, marcando cinco tentos e sofrendo seis).

Nas Quartas de final, o Marau avançou em cima do 15 de Novembro, de Campo Bom, vencendo o 1º jogo por 1 a 0, e na volta uma sonora goleada de 7 a 1. Nas semifinais, novo triunfo diante do Guarani de Venâncio Aires, empatando sem gols na casa do adversário. Diante da sua torcida, vitória por 3 a 1. Na grande final, empatou, em casa, em 1 a 1, contra Associação Nova Prata. Na volta, acabou derrotado pelo placar de 3 a 2.

Debuta na Divisão de Acesso

Em 2014, o caçulinha estreava no Campeonato Gaúcho da Divisão de Acesso. O Marau terminou a fase classificatória do Primeiro Turno, do Grupo B, na 5ª posição com 14 pontos, ficando de fora dos playoffs, pois apenas os quatro primeiros avançaram. Na fase classificatória do Returno, do Grupo B, acabou na 8ª e última posição com apenas cinco pontos, ficando de fora dos playoffs, pois apenas os quatro primeiros avançaram. Para piorar, acabou rebaixado.

Campeão da Terceirona

Em 2015, de volta ao Campeonato Gaúcha da Segunda Divisão (na prática equivalia a Terceirona), o Marau se reabilitou, faturando o seu primeiro título. Na final, no jogo de ida, dia 15 de julho, foi até Bagé e bateu o Guarany por 1 a 0, no Estádio Estrela D’Alva. Na volta, dia 19 de julho, voltou a vencer o Guarany de Bagé, por 2 a 0, na Arena Bebber, com gols de Rafael.

O time comandado por Vanderson Pereira, mandou a campo a seguinte equipe: Matheus; Alisson, Caio, Vagno e Ruan; Guto, Luiz Felipe, Joãozinho e Kelvin; Rafael e Cássio. Entraram: Vinicius Padilha, Valdívia e Jean Marcos.

O Guarany, comandado por Luciano Correia de Souza, jogou com: Ederson; Taynã, Mauri, Alex e Gustavo; Guilherme, Yuri, Madalena e Fabiano; Cleber e Léo. Entraram: Jacaré, Rodrigo e Manuel.

No computo geral, o Marau foi o campeão e também teve a melhor campanha (sete pontos a mais, em relação ao vice-campeão Guarany de Bagé): foram 35 pontos em 18 jogos, com 10 vitórias, cinco empates e três derrotas; marcando 27 gols, sofrendo nove e um saldo de 18.

Péssima campanha e o clube sai de cena do futebol

O retorno ao Campeonato Gaúcho da Divisão de Acesso de 2016, foi marcado por duros golpes. O Marau ficou no Grupo B, onde ficou na lanterna com apenas sete pontos em 14 jogos, resultando em novo rebaixamento. A relação em 2016 com a prefeitura de Marau estava ruim e se agravou. Com o resultado, a diretoria comunicou que estava deixando a esfera profissional, deixando em aberto um possível retorno no futuro.

FONTES: Wikipédia – YouTube – Federação Gaúcha de Futebol (FGF) – Vangfm – Prefeitura de Marau (RS) – Acervo de Roselio Basei

 

O Brasil Sport Club foi fundado em Manaus no ano de 1919 com o nome de Botafogo Football Club. Inicialmente sua sede se situava na Rua Municipal, casa de número 141, no centro da cidade.

Em Janeiro de 1920 o clube mudou de denominação, passando a se chamar Brasil Sport Club e adotando as cores Verde e amarelo em seu uniforme.

Participou de apenas duas edições do Campeonato Amazonense, em 1921 e 1922. Ficou conhecido devido à goleada histórica que sofreu no campeonato de 1922, quando perdeu de 24×0 do Nacional. É considerada a maior goleada da história do futebol brasileiro, junto com a do jogo Botafogo x Mangueira, que teve o mesmo placar em 1909.

O Brasil era um time modesto e a diretoria do clube costumava realizar várias festas em sua sede social como torneios de futebol festivos no estádio Parque Amazonense. Já em 1924 as notícias sobre o clube desaparecem.

OBS: Não se sabe suas cores quando foi fundado como Botafogo, assim como não sabe-se os seus escudos.

Texto de Gaspar Vieira Neto – Historiador/Pesquisador do futebol amazonense.

Imagens dos uniformes adaptadas de desenhos de Sergio Mello. São meramente ilustrativas.

 

O IPÊ Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). O “Canarinho de Santa Quitéria” foi Fundado no sábado, do dia 05 de Outubro de 1940, com o nome de: Ipê Sport Club. A sua Sede e o campo (atual: Estádio Maurício Fruet), localizado na Rua Prof. Brasílio Ovídio da Costa, s/n, no Bairro Santa Quitéria, em Curitiba, foi doada em 1948, pelo prefeito. A reportagem do Jornal O Dia (PR), assim descreveu o fato:

Na terça-feira, do dia 16 de Novembro de 1948, o prefeito de Curitiba, Nei Leprevost, pela Lei nº 127, doou uma área (de 11 mil m²) destinada a construção do campo do Ipê Futebol Clube, situado no Bairro de Santa Quitéria. O prefeito lavrou ainda, os seguintes decretos: dando a denominação de “Alcides Munhoz” à primeira rua ao norte da Avenida Manoel Ribas, ao lado da Sociedade Operária Beneficente das Mercês, e terminando na Alameda Prudente de Morais; dando a denominação de “Augusto Stresser” à segunda paralela ao norte da Rua Simão Bolivar, partindo da primeira paralela ao sul da Avenida João Gualdaberto, situada entre a Rua Augusto Severo e a Rua Mauá até a Avenida Perimetral, nº 3; dando a denominação de “Cel. Nicolau Mader” à primeira paralela ao sul da Avenida João Gualberto, trecho compreendido entre as ruas Manoel Eufrásio e Rio Negro”.

 

Ipê Sport Club - 1942

Mudança de Sede e campo

Em 1959, a sede social do Ipê Futebol Clube ficava na Rua Petit Carneiro, nº 794, esquina com Saint Hilaire, no Bairro de Água Verde. E, no sábado, do dia 14 de Maio de 1966, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, no Bairro de Santa Quitéria.

 

1º escudo

Alguns presidentes e dirigentes do Canarinho de Santa Quitéria:

Alfeu Santos Garcia; José Fortes Coucero; Osmar Adalberto Kiel; José Boldossinieri. Diretores: Adolfo Kaminski, Airton Hauss, Alceu Tedesco, Augusto Klank, Eloi C. Veiga, Flávio L. Veras, Flávio O. Schuwertz, Henrique Granatto, Jardel de Oliveira, João A. Donadello, José F. Nogueira, Laertes de Abreu, Luiz Bonatto, Manoel ferreira, Mário Poltronieri, Pedro Castilho e outros.

Competições disputadas e títulos

Participou dos campeonatos citadinos de futebol amador de Curitiba de 1948 a 1971. Na 3ª divisão foi: Campeão do Torneio Início em 1948 que contou com 24 equipes disputantes. Vice-campeão de Aspirantes em 1951 com 20 equipes na disputa.

No Super-Campeonato da Terceira Divisão de 1952, o Ipê Futebol Clube se sagrou Campeão, terminando em 1º lugar com 10 pontos; o Celeste foi o vice, com oito pontos; o Uracan São Vicente terminou na 3ª posição com cinco pontos; e o Universal, na quarta e última colocação com quatro pontos.

A competição contou com um total de 35 equipes. O Ipê Futebol Clube contou com o seguinte elenco: Haroldo, Reinaldo, Rato, Paco, Kunga, Bizinelli, Tico, Passarinho, Tijolinho, Oscar, Breda e Djalma. No quadrangular final, o Ipê fez a seguinte campanha:

Ipê F.C. 2 x 2 Uracan São Vicente E.C.;

Ipê F.C. 2 x 1 Celeste F.C.;

Ipê F.C. 1 x 1 Universal E.C.;

Ipê F.C. 8 x 2 Uracan São Vicente E.C.;

Ipê F.C. 3 x 1 Celeste F.C.;

No domingo,do dia 26 de dezembro de 1954, o “Canarinho de Santa Quitérialevantou a taça da Série Azul, do Campeonato da Terceira Divisão de 1954, que contou com a participação de 46 equipes, ao vencer o Bloco Esportivo Capão da Amora pelo placar de 2 a 0. O herói da peleja foi o atacante Passarinho, autor dos dois gols.

O time formou com: Haroldo; Reinaldo e Bruda; Paco, Miltinho e Nilseu Brock; Tito, Djalma, Passarinho, Tijolo e Parnanguara. Outros atletas: Edilson, Aldir, Breda, Ratão, Kunga e Bizenelli.

Sete anos depois, o IPÊ Futebol Clube voltou a faturar o título Campeonato da Terceira Divisão de 1961, que teve a presença de 37 agremiações. O elenco: Izael, Nilceu, Flori, Duarte, Nelson, Heitor, J.Cirino, Zuzu, Orlando, Zé Carlos, Nereu, Atl, Ari, Rico, Vivi e Ferreira. Nesse ano, ainda tivemos o Novo Mundo como o campeão do Segundos Quadros da Segunda Divisão; o Vasco da Gama foi o melhor no Segundos Quadros, da Primeira Divisão.

Fusão, em 1971, decreta o fim da linha do Ipê Futebol Clube

Quase 34 anos depois do seu surgimento, o Ipê Futebol Clube, deixou de existir após se fundir com o Vila Inah Esporte Clube, na sexta-feira, do dia 20 de agosto de 1971, dando origem ao Sociedade Esportiva Santa Quitéria.

Há uma certa confusão com a data de fusão, mas o certo é que não aconteceu em 1974, mas sim na data citada acima (20/08/1971). A confusão é porque na quarta-feira, do dia 24 de Abril de 1974, ocorreu uma outra fusão. Dessa vez da Sociedade Esportiva Santa Quitéria com a Sociedade Beneficente e Recreativa Santa Quitéria, que nesse caso resultou na criação da União Recreativa e Esportiva Santa Quitéria, que está em atividade até os dias atuais.

FONTES: Livro “Futebol do Paraná 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Machado e Levi Mulford Chrestenzen – Diário da Tarde (PR) – O Dia (PR) – Diário do Paraná – Acervo de Mario Richter e Douglas Julio Toppel Reinaldim

 

O Palmeira Futebol Clube foi uma agremiação esportiva fundada em 07 de setembro de 1917, com o nome de Brasil Sport Club. Em 1933 trocou de nome para Palmeira FC. Sua sede ficava na rua Barão de Campos Gerais, no bairro do Juvevê. Como Brasil S.C. foi campeão suburbano em 1919 e jogou a 1ª divisão do campeonato paranaense em 1930. Como Palmeira F.C. a equipe foi Bi-Campeão suburbana em 1940/1942. Após trocar de nome só retornou a jogar os campeonatos a partir de 1937. Segue resumo de suas participações:

1937 – Liga Suburbana de Futebol (LSF)
1938 – Liga Curitibana de Futebol (LCF)
1939 – Liga Curitibana de Futebol (LCF)
1940 – Liga Curitibana de Futebol (LCF) – Campeão
1941 – Liga Curitibana de Futebol (LCF) – Vice
1942 – Liga Suburbana de Curitiba (LSC) – Campeão

Campanhas dos títulos:

1940 - Liga Curitibana de Futebol (LCF)Campeão Invicto - 8J – 5V – 3E – 0D – 19GP – 6GC – 13PG

05 Participantes: Palmeira FC; Clube dos Espartanos; C.A. Comercial; Madureira EC; Guarani AC.

Espartanos – 3-1 e 3-0
Comercial – 1-1 e 3-1
Madureira 2-2 e 0-0
Guarani – 2-0 e 5-1
 
Time Campeão: Jorge, Grané,Sandoval, Ricardo, Rui, Hercídio, Chepa, Dado, Maupa, valdi e Moque.
Reservas: Gandula, Molecão, Hermanito, Vile e Bigode.

1942 – Liga Suburbana de Curitiba (LSC)Campeão – 13J – 10V – 1D – 2E – 46GP – 16GC – 22PG

23 participantes: Palmeira FC; Botafogo FC; CA Comercial; Flamengo FC; BE Morgenau; Paraná SC; CA Primavera; Fluminense FC; Madureira EC; União Ahu FC; BE União Portão; Tupan FC; Ipiranga FC; Rio Branco SC; Vasco da Gama FC; CE Belmonte; GE 5 de Maio; Clube dos Espartanos; América FC; Operário SC do Ahu; Palestra Assungui SC; Vera Cruz FC; SOBE Iguaçu.

1ª Fase
Tupan 3-0
Flamengo 1-1
Comercial 2-1
Botafogo 2-3
B. Morgenau 2-1
Primavera 3-3
Paraná 7-0
Fluminense 4-1
Madureira 8-2
União Portão 5-1
União Ahú 4-1
 
Finais
Ipiranga 2-1 e 3-1
Artilheiro do campeonato – Butsi (Palmeira FC) – 14 gols.

Time Base: Jorge (Quadrado), Grané, Nenê, Sebastião, Davi (Hermanito), Alfredo (Hercídio), Cláudio, Chepa, Jorginho, Butsi e Canhoto.

Em 1943 a equipe foi extinta, após não comparecer ao Torneio Início da Liga Suburbana. Na mesma data enfrentou o Coritiba em um amisto. Alegou que não recebeu ofício da liga sobre o torneio.

Agradecimento especial ao Sr Levi Mulford Chrestenzen com seu depoimento para redesenho do escudo e cores do uniforme. Agradecimento especial ao jornalista e pesquisador Sergio Melho pelo redesenho dos mesmos.

Fontes:

Arquivos de Levi Mulford Chrestenzen
Recortes do jornal Tribuna do Paraná
Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história” (2005) – Heriberto ivan machado e Levi Mulford Chrestenzen
 

O Brasil Sport Club foi uma agremiação esportiva da cidade Curitiba-Pr, fundada em 07 de setembro de 1917. Sua sede ficava no bairro do Juvevê. Disputou os campeonatos suburbanos da capital paranaense por muitos anos. Já no seu primeiro campeonato em 1919 a equipe sagrou-se campeã suburbana da recém reorganizada Liga Sportiva Municipal (LSM). O campeonato contou com 10 participantes: Brasil SC; Elite FC; Aimoré FC; Ipiranga FC; Pinheiro SC; Torino FC; Belo Horizonte; Paraná SC; Tiradentes FC e Americano.

Após o título a equipe só retornaria a jogar a suburbana em 1922 – Liga Sportiva Curitibana (LSC); 1923 - Liga Sportiva Municipal (LSM). Após um hiato de 4 anos a equipe retorna em 1928 - Liga Curitibana de Desportos (LCD).

Em 1929 a equipe se inscreve para jogar o campeonato Estadual organizado pela Federação Paranaense de Desportos (FPD). O Brasil S.C. iria pela primeira vez enfrentar os grandes da cidade. Em um campeonato que reuniu 8 equipes a equipe Auriverde terminou em um honroso 5º lugar, atrás apenas dos 4 grandes (Atlético, Palestra Itália, Britânia e Coritiba).

Campanha do Brasil SC em 1929:

Turno

28/04 – Brasil 1-4 Palestra Itália
13/05 – Bangu 2-1 Brasil
16/06 – Coritiba 4-1 Brasil
07/07 – Atlético 4-1 Brasil
28/07 – Brasil 4-1 Paranaense
11/08 – Britânia 2-2 Brasil
25/08 – Brasil 6-0 Aquidaban

Returno

24/11 – Palestra Itália 3-0 Brasil
15/12 – Brasil 1-5 Coritiba
29/12 – Brasil 3-4 Britânia
19/01/1930 – Brasil 2-2 Atlético
26/01/1930 – Brasil 3-1 Bangu

3V – 2E – 7D – 25 GP – 32GC – 8PG – 16PP

A equipe consegui empates importantes frete ao Atlético e ao Britânia.

Após se aventurar entre os grandes a equipe retornou aos campeonatos suburbanos em 1932 – Liga Suburbana Independente (LSI) e 1933 – Liga Independente Suburbana de Curitiba (LISC). No fim de 1933 a equipe muda seu nome e passa a denominar-se Palmeira FC e voltaria a vencer os campeonatos suburbanos em 1940 e 1942. Mas essa História merece um capítulo à parte…

Fontes:

- Arquivos de Levi Mulford Chrestenzen
- Recortes do jorna Tribuna do Paraná 07/09/1959
- Livro Futebol do Paraná – 100 anos de História (2005) – Heriberto Ivan Machado e Levi Mulford Chrestenzen
 
Agradecimento especial ao depoimento do Sr Levi com informaçoes do escudo e do uniforme e ao Jornalista e Pesquisador Sergio Mello pelo redesenho dos mesmos.

 

 

 

 
Data: 08 de julho de 1944
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre - RS

1º jogo - Cruzeiro 1x0 Internacional
2º jogo - Grêmio 4x2 São José
3º jogo - Força e Luz 3x2 Nacional
4º jogo - Grêmio 2x1 Cruzeiro
Final   - Grêmio 1x0 Força e Luz

Campão - Grêmio de Football Porto Alegrense (Porto Alegre - RS)
Fonte: Arquivos de José Luis Tavares Maciel
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