Amistoso em 1932 – São Paulo F.C. (SP) 1 x 1 C.R. Vasco da Gama (RJ)

Partida realizada na data de 12 de maio de 1932, na Chácara da Floresta, em São Paulo.

Juiz: Virgilio Fredrighi, do Rio de Janeiro.

Gols: Friedenreich (SPFC) e Gallego (CRVG)

São Paulo: Joãosinho, Caetano e Barthô. Milton, Bino e Fabio. Luizinho, Alvaro, Friedenreich, Araken e Junqueira.

Vasco da Gama: Waldemar, Domingos e Italia. Tinoco, Henrique e Gringo. Bahianinho, Gallego, Russinho, Bahia e Sant´Anna.

Fonte: Diário Nacional

 

Grêmio Esportivo Juventus em 1971

A primeira edição da Taça dos Municipios teve a participação das seguintes equipes da região norte de Santa Catarina.

Baependi (Jaraguá do Sul)

Continental (Rio Negrinho)

Dom Pedro II (Corupá)

Ipiranga (Rio Negrinho)

Juventus (Jaraguá do Sul)

Operário (Mafra)

Peri Ferroviário (Mafra)

 

Final

PeriFerroviário 2 x 2 Juventus

Data: 11/3/1972

Estádio: Ildefonso Mello (Mafra)

Árbitro: Benjamin Borges

Juventus –  Brigido; Lico, Adolfo, Rubens e Faraco; Paranaguá, Nandas e Nelsinho; Waldir, Aécio e Roquinho.

- Com o empate, o Grêmio Esportivo Juventus ficou com o título.

Fontes: A Notícia, LJD, Correio do Povo.

Foto: Arquivo Histórico GE Juventus

 

 

Todos os jogos foram realizados na data de 24 de abril de 1932, no estádio da Chácara da Floresta.

 

1º jogo – Palestra Italia x C.A. Ypiranga

Juiz: Paulo Wenzel

Palestra: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Garcia. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

Ypiranga: Ratto, Bruno e Roval. Nilo, Santos e Gallet. Figueiredo, Moreschi, Nelson, Dias e Fellipeli.

O Palestra classificou-se: dois escanteios contra um escanteio do Ypiranga.

 

2º jogo – S.C. Syrio x SC Germania

Juiz: Enéas Sgarzi

Syrio: Abdalla, Chaves e Ferreira. Del Grande, Vanni e Tuffi. Del Pero, Waldemar, Petronilho, Pedrinho e Vicente.

Germania: Pedro, Moura e Antunes. Cayuba, Carneira e Ferreira. Patricio, José, Chimenti, Mayrena e Corsato.

O Syrio classificou-se: dois gols de Petronilho e um escanteio contra dois escanteios do Germania.

 

3º jogo – S.C. Internacional x Portugueza de Esportes

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Internacional: Piva, Pastore e Agostinho. Rossi, Bastos e Manggione. Pelluzzo, Carlos, Heitor, Arantes e Vicente.

Portugueza: Waldemar, Passarine e Duarte. Xará, Waldomiro e Del Nero. Guilherme, Pixo, Carioca, Alberto e Zequinha.

O Internacional classificou-se: Um gol de Pelluzzo e um escanteio contra um escanteio da Portugueza.

 

4º jogo – A.A. São Bento x C.A. Santista

Juiz: José Folker

São Bento: Amparo, Mesquita e Votorantim. Ruiz, Duilio e Pacco. Caetano, Moura, Barrilotti, Bindo e Waldemar.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Bisoca, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O C.A. Santista classificou-se: um escanteio contra nenhum da A.A. São Bento.

 

5º jogo – S.C. Corinthians Paulista x Santos F.C.

Juiz: Carlos Friedenreich

Corinthians: Hamos, Neco e Conti. Sala, Rizieri e Joãozinho. Orlando, Zuza, Mamede. Mingo e Ratto.

Santos: Victor, Meira 2º e Feitiço. Zinho, Agostinho e Abreu. Victor, Armandinho, Strauss, Ceppo e Hugo.

O Santos F.C. classificou-se: Dois gols (Armandinho e Agostinho) e um escanteio contra um escanteio do Corinthians.

 

6º jogo: São Paulo F.C. x C.A. Juventus

Juiz: Attilio Grimaldi

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

Juventus: José, Segalla e Piola. Joãozinho, Brandão e Carlos. Raul, Nico, Orlando, Moacyr e Euvaldo.

O São Paulo F.C. classificou-se: um gol de Barthô e um escanteio contra um escanteio do C.A. Juventus.

 

SEMIFINAIS

 

7º jogo: Palestra Italia x S.C. Syrio

Juiz: Victorio Sylvestre

Syrio: Abdalla, Chaves e Ferreira. Del Grande, Vanni e Tuffi. Caetano, Waldemar, Petronilho, Pedrinho e Vicente.

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Garcia. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

O Palestra Italia classificou-se: um gol de Imparato e um escanteio contra um escanteio do S.C. Syrio.

 

8º jogo: S.C. Internacional x C.A. Santista

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Internacional: Piva, Pastore e Agostinho. Rossi, Bastos e Manggione. Pelluzzo, Carlos, Heitor, Arantes e Vicente.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Pennaforte, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O C.A. Santista classificou-se: um gol de Gy e dois escanteios contra nenhum do S.C. Internacional.

 

9º jogo: Santos F.C. x São Paulo F.C.

Juiz: Carlos Strobel

Santos: Victor, Meira 2º e Feitiço. Zinho, Agostinho e Abreu. Victor, Armandinho, Miguelzinho, Ceppo e Hugo.

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

O São Paulo F.C. classificou-se: dois gols (Araken e Armandinho) contra um gol do Santos F.C. (Feitiço) e um escanteio.

 

10º jogo: Palestra Italia x C.A. Santista

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Giglio. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

Santista: Lazaro, Nenucho e Pintanella. Pennaforte, Zarzur e Goulart. David, Gy, Nabor, Mena e Selesio.

O Paletra Italia classificou-se: dois escanteios contra um escanteio do C.A. Santista.

FINAL

11º Palestra Italia x São Paulo F.C.

Juiz: Antonio Sotero de Mendonça

Palestra Italia: Figueira, Rivetti e Magalhães. Adolfo, Xingo e Giglio. Faccioli, Ambrosine, Sandro, Armandinho e Imparato.

São Paulo: Joãozinho, Clodoaldo e Barthô. Iracy, Bino e Fábio. Luizinho, Armandinho, Friedenreich, Araken e Junqueira.

O São Paulo F.C. sagrou-se campeão: 1 gol (Barthô) e um escanteio contra nenhum do Palestra italia.

 

Fonte: Diário Nacional

 

Sport Club Americano (São Paulo-SP) - 1913

Fonte: Gazeta Esportiva – SP

 

 

SC Corinthians - Campeão do Torneio Início

 

CA Ypiranga - Vice Campeão do Torneio Início

 

Seguem os resultados da Taça Cidade de Vitória de 1932, organizada pela Liga Sportiva Espírito Santense.

Percebam que várias datas de jogos diferem da tabela prevista original.

Obs: A princípio o citadino valeu também pelo estadual

Participantes
Rio Branco FC (Rio Branco Football Club) – Vitória
Santo Antônio (Santo Antônio Futebol Clube) – Vitória
São João (São João Football Club) – Vitória
Uruguaiano (Uruguaiano Football Club) – Vitória
Viminas (Associação Viminas de Esportes) – Vitória
Vitória (Vitória Futebol Clube) – Vitória

 

 

15/05/1932 – 1ª Rodada
Vitória 2×0 Viminas
22/05/1932 – 1ª Rodada
Uruguaiano 0×4 Rio Branco FC
29/05/1932 – 1ª Rodada
Santo Antônio 5×1 São João

05/06/1932 – 2ª Rodada
Viminas 2×1 Uruguaiano
19/06/1932 – 2ª Rodada
Rio Branco FC 0×0 Santo Antônio
03/07/1932 – 2ª Rodada
São João 1×2 Vitória

10/07/1932 – 3ª Rodada
Uruguaiano 1×0 São João
Santo Antônio 0×2 Viminas

17/07/1932 – 4ª Rodada
Vitória 2×2 Rio Branco FC
São João 2×1 Viminas

31/07/1932 – 5ª Rodada
Santo Antônio 4×2 Vitória
Rio Branco FC 0×1 São João

07/08/1932 – 6ª Rodada
Uruguaiano 1×2 Santo Antônio
Viminas 4×4 Rio Branco FC

14/08/1932 – 7ª Rodada
Vitória 4×0 Uruguaiano
Viminas 1×0 Santo Antônio

28/08/1932 – 8ª Rodada
Rio Branco FC 7×2 Uruguaiano
04/09/1932 – 8ª Rodada
Viminas 2×4 Vitória
11/09/1932 – 8ª Rodada
São João 1×2 Santo Antônio

18/09/1932 – 9ª Rodada
Uruguaiano 1×4 Viminas
25/09/1932 – 9ª Rodada
Santo Antônio 2×2 Rio Branco FC
09/10/1932 – 9ª Rodada
Vitória 5×0 São João

16/10/1932 – 10ª Rodada
São João 2×3 Uruguaiano
Rio Branco FC 2×3 Vitória

30/10/1932 – 11ª Rodada
Uruguaiano 2×3 Vitória
Viminas 5×0 São João

06/11/1932 – 12ª Rodada
São João 2×2 Rio Branco FC
Vitória 1×0 Santo Antônio

20/11/1932 – 13ª Rodada
Santo Antônio 0×0 Uruguaiano
Rio Branco FC 0xWO Viminas (Rio Branco entregou os pontos)

Classificação
1 – Vitória 17pts (campeão)
2 – Viminas 13pts
3 – Santo Antônio 11pts
4 – Rio Branco FC 9pts
5 – Uruguaiano 5pts
São João 5pts

Pesquisa: Gerson Rodrigues

Fonte: Jornal Diário da Manhã (ES) no período da disputa.

 

A reativação pela terceira vez do ‘Departamento de Futebol’ do MAGUARY, que já viveu momentos gloriosos, foi de grande importância para o futebol alencarino e sua tradição.

O ‘Clube dos Príncipes’, fundado em 24-JUN-1924 na cidade de Fortaleza/CE, teve uma primeira fase gloriosa, que se deu entre aquela data e o ano de 1945, posto que neste período fosse quatro vezes campeão cearense, além de sete vezes vice-campeão na primeira divisão.

Na segunda fase, depois de passar anos afastados, o MAGUARY retornou ao convívio do futebol profissional por quatro temporadas, fato que se deu entre 20-JAN-1972 até 14-AGO-1975. Neste segundo momento de presença no futebol profissional, o MAGUARY guarda em sua rica história o título de ‘primeiro campeão do Castelão’, quando no dia 02-DEZ-1973 venceu ao América/CE na partida final do ‘Torneio Breno Vitoriano’, competição organizada para também comemorar a inauguração do ‘Gigante da Boa Vista’, como na origem era apelidada a atual ‘ARENA CASTELÃO’, utilizada nos jogos da ‘Copa das Confederações’ em 2013 e da ‘Copa do Mundo’ da FIFA em 2014.

Na atual terceira e definitiva fase, que se dá desde 01-JAN-2009 quando a ‘Equipe Cintanegrina’ teve que retornar pela ‘Série C’ cearense, mesmo nunca tendo sido rebaixado, o tradicional clube brasileiro oficializou, junto à Federação Cearense de Futebol (FCF), os seus uniformes profissionais, fato ocorrido em 18 de março de 2011, tudo considerando a exigência da Federação Cearense junto a todos os seus filiados.

Os três uniformes oficiais do ‘Clube dos Príncipes’, chamados de mantos sagrados, passaram a ter as seguintes cores e definições:

UNIFORME Nº 01 – Todo na cor branca, com uma faixa preta horizontal na altura do peito, chamada ‘cintanegrina’, razão porque o MAGUARY é também conhecido como a ‘Equipe Cintanegrina’;

UNIFORME Nº 02 – Todo na cor laranja, também com a mesma faixa ‘cintanegrina’;

UNIFORME Nº 03 – Todo na cor ‘amarelo canário’, com a referida faixa horizontal ‘cintanegrina’ na altura do peito.

Destaque-se que os uniformes profissionais oficiais têm, obrigatoriamente, calções e meiões na mesma cor das camisas, às vezes com pequenos detalhes na cor preta, para combinar com a ‘cintanegrina’ dos ‘mantos sagrados’, o que deixa o conjunto muito elegante. Aliás, quando da inauguração do MEMORIAL da Arena Castelão, oficialmente denominado ‘Espaço Cultural Etevaldo Nogueira’, fato ocorrido em SET-2012, o então Governador cearense Cid Gomes, vendo um manequim com o Uniforme Nº 01 do MAGUARY, o primeiro campeão do Castelão, perguntou ao presidente do clube:

- “Aguiar, este é o uniforme histórico do Maguary?”
Ao que respondi:
- Sim, com a famosa faixa ‘Cintanegrina’.
Ele então, com ar de admiração, exclamou:
- “Depois dizem que na origem do futebol cearense não tínhamos uniformes bonitos…”.

Cabe destacar que a faixa ‘cintanegrina’ é considerada importante para a caracterização do MAGUARY, pois a mesma foi inspirada numa faixa preta visível no peito das aves de mesmo nome, que deu origem ao nome do rio em Belém do Pará, depois ao Curtume Maguary, representado no Ceará pela ‘Agência Bezold’, que fundou o clube cearense e nele colocou o nome MAGUARY.

Em 11 de Dezembro de 2012 o MAGUARY registrou na Federação Cearense de Futebol (FCF) uma opção de uniformes com calções e meiões pretos para os jogos da BASE, Sub-20, Sub-17, Sub-15 e Sub-13, o que fez considerando a economia e praticidade.

 

 

Fontes:

Jornal A Noticia e Marcelo Dieguez: www.historiadordofutebol.com.br.

 

O Foot-Ball and Athletic Club – era assim a grafia do nome nos estatutos – foi um clube de futebol da Tijuca, fundado por moradores daquele bairro e dos vizinhos Engenho Velho e Andaraí. O Athletic, como era chamado pelos jornais, teve a honra de disputar o primeiro Campeonato Carioca de Fooball, em 1906. E mais do que isso: foi por iniciativa do alvirrubro da Tijuca, através de seu presidente Santiago Rivaldo, que as reuniões para a criação da Liga Metropolitana de Football, em 1905, foram convocadas.

As cores do clube eram o vermelho e branco, como muitos sabem. Mas o verde aparece como cor alternativa em várias circunstâncias. Comecemos pelas informações que possuímos nos estatutos do clube, pesquisados no Arquivo Nacional (RJ). Em vermelho, meus comentários:

Foot-Ball and Athletic Club
Fundação: 27 de setembro de 1903 (algumas fontes na internet dizem 27 de junho de 1904; não sei de onde vem essa data. A fundação de 1903 também consta nos jornais que pesquisei)
Sede social: rua Haddock Lobo, 187
Campo: rua Asylo Izabel (pelo que pesquisei, deve ser a atual rua Mariz e Barros)
Cores do clube: vermelho e branco (importante: o verde não faz parte das cores oficiais, da mesma forma que o branco não faz parte das cores oficiais do Flamengo, mas é usado aqui e ali como veremos adiante)
Bandeira: Pavilhão vermelho e branco em listras horizontais, tendo no canto superior esquerdo um quadrado branco com o monograma do clube em vermelho
Uniforme: Para os primeiros teams, camisas vermelhas com gola e punhos brancos, tendo no peito um distintivo branco com o monograma do clube em vermelho, calções brancos com cinta verde e meias verdes com as cores do clube no canhão; para os segundos teams camisas verdes com golas e punhos brancos e distintivos nas cores do clube com orla verde (o verde aparece nas meias e cintas do primeiro uniforme e como uniforme principal dos chamados segundos quadros. A informação de que a orla do distintivo é verde é confusa, seria mesmo apenas no distintivo dos segundos times?)

Além dos estatutos, outras citações da cor verde:

- O Jornal do Commercio, na cobertura do amistoso Athletic 2-1 Bangu (em 16/10/1904) comenta que os sócios do Bangu vestiam vermelho e branco e os do Athletic vermelho, verde e branco. Em algumas fotos antigas é comum ver sócios, e mesmo jogadores ao entrar em campo, usarem uma espécie de blazer do clube, e provavelmente era disso que o jornal tratava.

- O Athletic usou camisas verdes no jogo de campeonato Bangu 3-1 Athletic, em 20/5/1906. Quando vi essa informação a primeira vez, achei que fosse erro, já que nos demais jogos do campeonato o clube é descrito como alvirrubro. Mas a informação foi repetida outras vezes, inclusive na coluna “Recordando a infancia de nosso football” do jornal Diário de Notícias, em 1934. Talvez tenham usado o uniforme verde dos segundos quadros para não confundir com o alvirrubro Bangu?

Mudança de nome para Associação Athletica Internacional:

Em assembléia de 21/11/1906 ficou decidida a mudança de nome do Athletic para Associação Athletica Internacional. A mudança parece ter deixado os jornais confusos: uns chamam o clube de Athletica, outros de Internacional. Infelizmente, nunca achei um estatuto do clube com essa nova denominação. Mas sabe-se que o mesmo manteve as cores vermelha e branca.

O uniforme do clube para a temporada de 1907 aparenta ser um pouco diferente. As camisas que chegam são inteiramente vermelhas (as anteriores tinham gola branca). Como o Campeonato Carioca já havia começado, o clube até então jogou provisoriamente com camisas brancas e calções pretos. É com esse uniforme que achei a única foto do clube, do jogo Fluminense 5-0 Internacional (jogo disputado em 5/5/1907 , foto da revista Fon-Fon)

 

Possível foto do Foot-Ball and Athletic Club

O pesquisador Cláudio Falcão me enviou a cópia de uma foto, adquirida por um amigo, no mercado de antiguidades da Praça XV. A mesma não possui identificação nenhuma, mas por ter sido adquirida em uma coleção carioca, tem boas chances de ser de um time do Rio de Janeiro. O estilo da foto e dos uniformes lembra a década de 1900, e o escudo da foto tem um visível FAC (iniciais do Foot-Ball and Athletic Club), além de bater com a descrição das camisas do clube (vermelhas com golas brancas, distintivo branco com monograma). Mais um detalhe que chama a atenção: a equipe principal do Athletic era formada por uma maioria de brasileiros e um ou dois ingleses, o que parece ser o caso da foto. Contudo, não podemos ter certeza. Caso alguém reconheça algum jogador da foto, ou o escudo, por favor me diga:

 

 

 

Interessante matéria publicada no jornal O Imparcial, em sua edição de 23 de abril de 1918, falando sobre a prática do futebol de salão. Esta matéria pode colocar em dúvida a história oficial de que foi inventado no Uruguai na década de 30.

 

Campeonato Paulista de Futebol do Interior do ano de 1931

Os clubes campeões de suas respectivas regiões.

1ª região – Botafogo F.C. – Ribeirão Preto

2ª região – C.A. Cravinhos – Cravinhos

3ª região – Campinas F.C. – Campinas

4ª região – Floresta A.C. – Amparo

5ª região – Rio Claro F.C. – Rio Claro

6ª região – E.C. XV de Novembro – Jaú

7ª região – Ruy Barbosa F.C. – São Carlos

8ª região – A.A. Avareense – Avaré

9ª região – Paulista F.C. – Jundiaí

10ª região – Cachoeira F.C. – Cachoeira

11ª região – E.C. Taubaté – Taubaté

12ª região – E.C. XV de novembro – Piracicaba

13ª região – Mirassol F.C. – Mirassol

 

SEMI FINAIS

6 de março de 1932

Campinas F.C. 3 x 3 Paulista F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca

Juiz: Attilio Grimaldi

Gols: Celso, Luna e Zé Luiz (c) (Paulista) e Daniel, Camillo (2) (Campinas)

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e  Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Ferrinho e Orestes.

Paulista: Zé Dica, Gallo e Fregola. Soares, Baptista e Bento. Celso, Diaco, Camargo, Lamaneres e Luna.

Ruy Barbosa F.C. x Mirassol F.C. – campo da A.A. Internacional de Bebedouro

Classificado: Mirassol F.C.

Floresta F.C. 2 x 4 C.A. de Cravinhos – campo da S.E. Sanjoanense – em São João da Boa Vista

Classificado: C.A. de Cravinhos

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 2 x 1 Rio Claro F.C. – campo do Guarany F.C. de Campinas.

Classificado: E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

13 de março de 1932

Campinas F.C. 2 x 1 Paulista F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca (partida desempate)

Juiz: Paulo Wenzell

Gols: Daniel e Ferrinho (Campinas) e Carlos (Paulista)

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Peres e Ferrinho.

Paulista: Zé Dica, Gallo e Fregola. Soares, Baptista e Bento. Paulo, Diaco, Carlos, Camargo e Luna.

Classificado: Campinas F.C.

 

E.C. XV de Novembro de Jaú 2 x 1 Mirassol FC – em Jaú

Juiz: Victorio Sylvestre

Gols: Domicio e Andó (XV Jaú) e Sola (Mirassol)

XV de Novembro F.C.: Armando, Marcilio e Arlindo. Paschoal, Tiry e Tino. Gostoso, Domicio, Paschoalzinho, Andó e Paixão ou Arthur.

Mirassol F.C.: Benedicto, Bazzani e Galiléo. Piccinin, Flavio e Zezinho. Sola, Licas, Rodarte ou Gotardi, Alfredo e Petronio.

Classificado: E.C. XV de Novembro de Jaú

 

20 de março de 1932

Cachoeira F.C. 2 x 3 Campinas F.C. – campo do Antarctica F.C. – Rua da Moóca

Cachoeira F.C.: Ary, Nogueira e Zezinho. Laurindo, Macedo e Pinto. Antonio, Moreira, ???, Adauto e Lulu.

Campinas F.C.: Cambuhy, Guedes e Chiquito. Zé Luiz, Elegancia e Urbano. Pacheco, Daniel, Camillo, Ferrinho e Locha.

Classificado: Campinas F.C.

 

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 4 x 3 E.C. XV de Novembro de Jaú – em Barra Bonita

Classificado : E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

 

03 de  abril de 1932

E.C. XV de Novembro de Piracicaba  3 x 0 Campinas F.C. – campo da A.A. Internacional de Limeira

Classificado: E.C. XV de Novembro de Piracicaba.

 

FINAL

17 de abril de 1932

E.C. XV de Novembro de Piracicaba 2 x 1 C.A. de Cravinhos – campo da A.A. São Bento da Capital

Juiz: Paulo Wenzel

Gols:  Lenzo (2-XV de Novembro) e Gumercindo (Cravinhos)

E.C. XV de Novembro (Piracicaba): Alcides I, Monaco e Petrone. Venerando, Moacyr e Nascimento. Alcides II, Lenzo, Aureo, Godoy e Leme.

C.A. Cravinhos: Romeu, Heitor e Nelson. Changue, Gumercindo e Marchette. Jogadinho, Luiz, Olavo, Serrone e Bomfim.

 

Campeão: E.C. XV de Novembro de Piracicaba

 

Fontes: Diário Nacional e A Gazeta

 

O Sport Club Brasil foi uma agremiação da cidade de Salvador (BA). A sua Sede e o Stadium Brasil, ficavam no Bairro de Brotas, na Zona Central de Salvador. O clube áureo-verde foi Fundado na terça-feira, do dia 11 de Dezembro de 1934. O Sport Club Brasil participou do Campeonato Baiano da 1ª Divisão, em duas oportunidades: 1935 (terminando na 4ª colocação) e 1936 (ficou em 6º lugar).

A escolha decriar o escudocomo uma adaptação da Bandeira Nacional não agradaram muitas pessoas, sobretudo, do meio esportivo e político, o que talvez expliquei o sumiço do clube em pouco tempo. A reportagem abaixo demonstra o quão desagradou essa escolha.

FONTES:  O Imparcial (BA)

 

 

FONTES:  O Imparcial (BA)

 

Escudo da Mutual

Nas festividades de aniversário do municípío de Brusque, o  Carlos Renaux enfrentou em 1982 a equipe volante da Mutual Uruguaia de Futebolistas Profissionais (MUFP), a associação de jogadores daquele país. O presidente da entidade era Fernando Morena, um dos maiores atletas da história do futebol uruguaio.

Alguns jornais, no intuito de promover o jogo, divulgaram que o Carlos Renaux estava recebendo a Seleção do Uruguai, quando na verdade era um time formado por jogadores veteranos e mesclado com outros que estavam sem clube.

Três dias mais tarde (7/8), a Mutual jogou em Lages e perdeu para o Internacional por 2 a 1.

Carlos Renaux 4 x 0 Mutual (Uruguai)

Motivo: Amistoso Internacional

Data: 4/8/1982

Estádio: Augusto Bauer (Brusque-SC)

Árbitro: Francisco Simas (SC)

Carlos Renaux – Luis Antônio; Cacaio (Lico), Dema (Hélio), Veneza, Betão; Tornando (Sérgio Roberto), Silva e Forró; Sarlei, Puruca e Julio César.

Mutual – Barreto (Ivan); Rodriguez, La Sálvia, Santana e Piriz; Britos (Krikos), Monteiro e Da Cruz; Borges, Caleaterra (Resola) e Calabero.

Gols: Silva (2), Puruca e Sarlei.

Fonte: Jornal de Santa Catarina, A Gazeta, O Municipio, O Estado, site Mutual.com.uy e  acervo do autor.

 
Ferroviário: campeão do Torneio Tubarão – Criciúma

O Torneio Tubarão – Criciuma, promovido em parceria pela LTD (Liga Tubaronense de Desportos) e LARM (Liga Atlética Região Mineira), teve a participação de quatro clubes:

Atlético Operário Futebol Clube (Criciúma)

Comerciário Esporte Clube (Criciúma) – atual Criciuma EC

Esporte Clube Ferroviário (Tubarão)

Hercílio Luz Futebol Clube (Tubarão)

TURNO

1ª rodada

14/4/57 – Hercílio Luz 1 x 0 Atlético Operário

14/4/57 – Comerciário 1 x 0 Ferroviário

2ª rodada

21/4/57 – Ferroviário 3 x 1 Atlético Operário

21/4/57 – Comerciário 2 x 1 Hercílio Luz (inacabado)

3ª rodada

28/4/57 – Atlético Operário 3 x 0 Comerciário

28/4/57 – Hercílio Luz 0 x 1 Ferroviário

RETURNO

1ª rodada

1/5/57 – Atlético Operário 4 x 1 Hercílio Luz

1/5/57 – Ferroviário 5 x 1 Comerciário

2ª rodada

5/5/57 – Atlético Operário 2 x 2 Ferroviário

5/5/57 – Hercílio Luz 3 x 2 Comerciário

3ª rodada

11/5/57 – Comerciário  ? x ? Atlético Operário (*)

2/6/57 – Ferroviário 7 x 5 Hercílio Luz

Campeão: Ferroviário (recebeu  a Taça Prefeituras de Tubarão e Criciuma)

Classificação PG J V E D GP GC
Ferroviário 9 6 4 1 1 18 10
Atlético Operário 5 5 2 1 2 10 7
Comerciário 4 5 2 0 3 6 12
Hercílio Luz 4 6 2 0 4 11 16

(*) – Resultado não encontrado

Fonte: jornal A Imprensa; livro Hercílio Luz FC, de Cesar do Canto Machado; acervo do autor. Foto: reprodução Roberto Roberge.

 



Fonte: Diário Nacional datado do dia 4 de março de 1932 (sexta-feira)

 

FONTES: Jornal Pequeno – O Imparcial (BA)

 

FONTE: O Imparcial (BA)

 

Classificação Final do Campeonato Cearense de 1938

 

1) Fortaleza Esporte Clube;

2) Sport Club Maguary;

3) América Football Club;

4) Carioca Foot-ball Club;

5) Colégio Militar;

6) Estrela do Mar Foot-ball Club;

7) Cavalaria Foot-ball Club;

8) Ceará Sporting Club;

9) Ferroviário Atlético Clube;

10) Iracema Sport Club;

11) Peñarol Sport Club;

12) Ginásio São João.

Curiosidades

O presidente do Ceará Sporting Club naquele ano foi Oliveira Paiva, pai do humorista cearense Chico Anísio.

Paulo Facó: Então o pai do grande Chico Anísio, era também humorista, porque, convenhamos, o Ceará em 8° lugar não deixa de ser uma piada.

O Sport Club Maguary, à época,  detinha (desde o ano de 1928) a maior torcida de futebol no nosso Estado, fato que perdurou até o início de 1946, quando o Clube dos Príncipes resolveu se afastar do futebol da Federação.

 

FONTES:  Jornal ‘A Razão’ – Jornal O Ceará – Jornal Unitário – Revista Sport Ilustrado

 

HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO, DENOMINAÇÃO, SEDE E DURAÇÃO

Em 16 de Junho de 1915, houve a primeira sessão com os representantes do Centro Sportivo do Peres; João de Barros Foot-Ball Club; Sport Club Flamengo; Agros Sport Club e Santa Cruz Futebol Clube, tendo se discutido as bases fundamentais de uma Liga de Sports para Pernambuco, terminando por se fundar a Liga Sportiva Pernambucana e nomeada uma Comissão para cuidar de seu Estatuto o qual foi aprovado em julho do mesmo ano. Em 07 de Novembro de 1915, em Assembléia Geral foi eleita sua primeira Diretoria.

A Federação que nasceu como Liga Sportiva Pernambucana, mudou o nome depois, em 1918, para Liga Pernambucana de Desportos Terrestres, posteriormente, em 1931, para Federação Pernambucana de Desportos e, finalmente, o nome que mantém até hoje, Federação Pernambucana de Futebol. Até 1930, funcionava a Liga Sportiva Pernambucana.

Na data de 19 de Dezembro de 1941, em consonância com o Dec. Lei 3.199, de 14 de Abril, que criou o Conselho Nacional de Desportos, bem como as Instruções do Ministério da Educação e Saúde e da Confederação Brasileira de Desportos, foi elaborado e aprovado o novo Estatuto da Federação Pernambucana de Desportos, a qual resultou antes, em 1931, da fusão das Liga Pernambucana de Desportos Terrestres e Pernambucana de Desportos Aquáticos.

Deste modo, em 26 de Março de 1955, já sob a Presidência de Rubem Moreira e Osvaldo Salsa, como Vice, foi elaborado e aprovado o Estatuto da Federação Pernambucana de Futebol, sucedendo a Federação Pernambucana de Desportos que surgiu, como dito antes, da fusão das Ligas Pernambucana Terrestre e Aquática de Desportos.

ARTIGO 1º - A Federação Pernambucana de Futebol, abreviadamente identificada como F.P.F., fundada em 16 de junho de 1915, nesta cidade do Recife, com foro e sede na Rua Dom Bosco, 871 – Boa Vista – Recife-PE, é uma entidade dirigente do desporto, com personalidade jurídica e patrimônios próprios, representada em juízo ou fora dele pelo seu Presidente Executivo e na sua ausência, com os mesmos poderes, pelo imediato Vice-Presidente, constituída por tempo indeterminado 2 Secretaria Geral – FPF na forma do Art. 217, da Constituição Federal/88, gozando de autonomia administrativa quanto a sua organização e funcionamento, sendo representada ativa e passivamente, judicial e extra-judicialmente pelo seu Presidente Executivo, resultante da fusão da Liga Pernambucana de Desportos Terrestres e da Liga Pernambucana de Desportos Náuticos, anteriormente denominada Liga Sportiva Pernambucana.

- Parágrafo Primeiro - São considerados fundadores da Federação: Sport Club Flamengo, América Futebol Clube (anteriormente denominado João de Barros FootBall Club), Santa Cruz Futebol Clube e igualmente considerados fundadores, Sport Club do Recife, Clube Náutico Capibaribe, Ferroviário Esporte Clube do Recife (anteriormente denominado Associação Atlética Great-Western e atualmente denominado Clube Ferroviário do Recife), Íbis Esporte Clube, Auto Esporte Clube, participando da Assembléia da Fundação as Ligas, Olindense de Desportos, Desportiva Caruaruense, Desportiva Garanhuense e Desportiva de Pesqueira.

Parágrafo Segundo - A FEDERAÇÃO, amparada no inciso I do Art. 217 da Constituição Federal e nos termos da Legislação Desportiva Federal goza de peculiar autonomia quanto a sua organização e funcionamento, não estando sujeito à ingerência ou interferência estatal, a teor do disposto nos incisos XVII e XVIII do Art. 5º da Constituição Federal.

§ 3º - A FEDERAÇÃO reger-se-á pelo presente Estatuto, pelas disposições legais que forem aplicáveis, cabendo-lhe, na qualidade de filiada observar e fazer cumprir em todo Estado, os ditames estatutários e regulamentares da Confederação Brasileira de Futebol – CBF.

§ 4º - A FEDERAÇÃO reconhece que a prática formal do futebol é regulada por normas nacionais e internacionais e pelas regras de jogo aprovadas pela ―INTERNATIONAL FOOTBALL ASSOCIATION BOARDIFAB‖ que lhe incumbe fazer observar no Estado.

§ 5º - A FEDERAÇÃO não terá atividades político-partidárias, nem admitirá qualquer forma de preconceito de raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação., inclusive religiosa.

Art. 2º – A FEDERAÇÃO, cujo prazo de duração é indeterminado, tem personalidade jurídica e patrimônio próprio, distinto daqueles dos filiados que a compõem e exercerá suas atividades segundo o disposto neste Estatuto e leis acessórias, e tem por fim:

a) Administrar, dirigir, controlar, difundir, incentivar, melhorar, regulamentar e fiscalizar, constantemente e de forma única e exclusiva, a prática de futebol profissional e não profissional em todo o Estado de Pernambuco;

b) Coordenar a realização de competições de futebol em qualquer de suas formas, no âmbito estadual, com a participação das agremiações a ela filiadas no gozo de seus direitos; 3 Secretaria Geral – FPF

c) Respeitar, cumprir e fazer cumprir os Estatutos, Regulamentos, Diretrizes, Decisões e demais atos originados da CBF;

d) Manter a ordem desportiva e velar pela disciplina da prática do futebol nas entidades a ela filiadas;

e) Expedir aos filiados, com caráter de adoção obrigatória, qualquer ato inerente à organização, funcionamento e disciplina das atividades de futebol que promoverem ou de que participarem;

f) Regulamentar as disposições legais baixadas a respeito de atletas não profissionais e profissionais, dispondo, no exercício de sua autonomia, sobre inscrições, registro, inclusive de contrato de trabalho ou prestação de serviço, transferências, remoções e reversões, cessões temporárias ou definitivas, de acordo com as normas internacionais e emanadas da CBF;

g) Aplicar penalidades, no limite de suas atribuições, aos responsáveis pela inobservância das normas estatutárias, regulamentares e legais;

h) Interceder, junto a entidades públicas e privadas, visando à defesa dos direitos e interesses legítimos das pessoas jurídicas e físicas sujeitas a sua jurisdição;

i) Decidir, com exclusividade, sobre a promoção de competições estaduais e sobre a participação dos clubes e ligas a ela filiados;

j) Impor o afastamento da entidade, em casos de urgência e em caráter preventivo, de qualquer filiado que infrinja ou tolere que sejam infringidos os Estatutos e as normas emanadas da FIFA e da CBF;

k) Tomar quaisquer medidas que se revelem necessárias ou convenientes, a fim de impedir que se infrinjam o presente Estatuto, atos emanados da FIFA, da CBF e Federação Pernambucana de Futebol bem como as regras do jogo, aprovadas pela International Football Association Board.

§ 1º – Todos os membros, órgãos e integrantes da FEDERAÇÃO, assim como clubes, atletas, árbitros, treinadores, médicos e outros dirigentes pertencentes a clubes e ligas filiadas devem observar e fazer cumprir no âmbito estadual os Estatutos, Regulamentos, Diretrizes, Decisões e demais documentos que contenham orientações sobre disciplina e ética desportivas.

§ 2º - As normas de exceção dos princípios fixados neste artigo serão prescritas, além do que consta neste Estatuto, nos regulamentos, resoluções, portarias e Atos da Presidência da Federação Pernambucana de Futebol e demais normas orgânicas e técnicas, baixadas em consonância com as normas da CBF .

DAS INSÍGNIAS E DOS UNIFORMES

Art. 3º - A Federação tem como insígnias o pavilhão, o escudo e uniforme com as características seguintes:

I. A Bandeira tem forma retangular, na cor azul e branco, medindo 1.90 m. por 1.35 m., tendo no centro do retângulo um círculo branco de 0,55 cm. de diâmetro e dentro deste, o escudo oficial da Federação. O escudo é de forma circular de fundo azul, tendo no centro as letras FPF e uma bola azul e branca, podendo usar as cores do arco-íris.

II. Consta o primeiro uniforme de calção branco e camisa azul, podendo usar as cores do arco-íris da Bandeira de Pernambuco. Consta ainda na parte da frente, no lado direito na altura do peito a logomarca FPF e na parte das costas a respectiva numeração na cor branca. Os meiões são de cor branca, tendo na parte superior a logomarca F.P.F .

III. Consta o segundo uniforme de calção azul e camisa branca, podendo usar as cores do arco-íris da Bandeira de Pernambuco. Consta também na parte da frente da camisa, no lado esquerdo na altura do peito a logomarca FPF e na parte das costas a respectiva numeração na cor preta. Os meiões são de cor branca, tendo na parte superior a logomarca F.P.F.

IV. Consta o terceiro uniforme de calção azul, camisa azul, podendo usar as cores do arco-íris da Bandeira de Pernambuco. Consta também na parte da frente da camisa, no lado esquerdo na altura do peito a logomarca FPF e na parte das costas a respectiva numeração na cor preta. Os meiões são de cor azul, tendo na parte superior a logomarca F.P.F.

V. O esquente tem calça azul O blusão de mangas compridas é de cor azul, com a bandeira do Estado de Pernambuco no braço, tendo no lado esquerdo na altura do peito a logomarca FPF, podendo usar as cores do arco-íris da Bandeira de Pernambuco. VI. A F.P.F. poderá adotar flâmulas, galhardetes com as características existentes no pavilhão.

 

FONTES: Estatuto da Federação Pernambucana de Futebol – Jornal Pequeno 

 

O Sport Club União de Ururaí é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). O Tricolor de Aço do Norte-Noroeste Fluminense foi Fundado no dia 08 de Março de 1920, a sua Sede fica localizada na Avenida Amaral Peixoto, s/n, no 1º Distrito de Ururaí, que está cerca de 12 km do Centro de Campos dos Goytacazes.

Um dos momentos mais especiais vividos pelos seus torcedores foi o tricampeonato municipal conquistado em 1974, 1975 e 1976. Segundo os ururaienses, foi neste período em que o União viveu a melhor fase de sua quase centenária história.

De acordo com a Liga Campista de Desportos, a conquista expressiva mais recente do clube foi a Taça Cidade de Campos em 1997, após superar o Paraíso Futebol Clube. Forte nos campeonatos locais, o Sport Club União de Ururaí tem como seus principais rivais o Esporte Clube União Santa Cruz e o Guarani Futebol Clube, este último do mesmo distrito.

FONTES: Diego Rangel Mitos e Lendas do futebol – Liga Campista de Desportos – Livro “No País do Futebol, Cidade sem Memória: A História Futebolística de Campos dos Goytacazes”, de autoria do meu amigo Aristides Leo Pardo – Página no Facebook “Retratos do Futebol Fluminense”

 

Oficialmente, o Clube Náutico Capibaribe foi fundado em 7 de abril de 1901. Na prática, porém, já existia desde 1898, quando dois grupos adversários de remadores recifenses decidiram unir forças, criando uma só sociedade. Em 1905, foi a vez de os alvirrubros entrarem em campo, estreando no futebol, esporte em que a instituição também se tornou tradicional, sobretudo com o vice-campeonato da Taça Brasil de 1967 e com o hexacampeonato pernambucano, entre 1963 e 1968.

A origem do clube remonta a 1897, quando um grupo de praticantes de remo participou da recepção das tropas pernambucanas que haviam lutado na Guerra de Canudos. No dia 21 de novembro daquele ano, os remadores, liderados por João Victor da Cruz Alfarra, realizaram uma grande regata no Rio Capibaribe. A competição chamou a atenção no Recife e, consequentemente, o remo tornou-se uma modalidade popular.

Assim, alguns funcionários de armazéns das ruas do Rangel e Duque de Caxias, no Centro, decidiram criar o Clube dos Pimpões e disputar torneios contra o grupo comandado por João Victor Alfarra. No final de 1898, as duas equipes uniram-se, dando origem a uma terceira sociedade, que chegou a ser chamada de Recreio Fluvial, mas acabou se consolidando como Clube Náutico Capibaribe.

Nos gramados

A origem náutica nunca deixou de ter destaque na trajetória do clube. Entre 1905 e 1906, no entanto, ela começou a dividir espaço com o futebol. Foi nessa época que um grupo de ingleses formou a primeira equipe alvirrubra para a modalidade, jogando aos domingos, no campo de Santana ou na campina do Derby. Porém, o primeiro confronto oficial do Náutico só ocorreu em 1909.

O início nos gramados, porém, estava longe de ser glorioso, já que o esporte era tratado de forma secundária dentro do clube. Prova disso foi a falta de interesse do clube em se filiar à Liga Recifense de Futebol, criada em 1914. O início oficial só se deu dois anos depois, com a entrada na Liga Sportiva Pernambucana, em 1916.

A era profissional do futebol alvirrubro, por sua vez, veio na década de 1930. Em 1934, o clube conquistou o primeiro dos seus 21 títulos pernambucanos, vencendo os rivais Sport e Santa Cruz, por 8 a 1 e 2 a 1, respectivamente, nos últimos jogos do torneio estadual. Dois anos depois, o Náutico adquiriu o terreno em que construiu o Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Aflitos (bairro onde se localiza). Em 2013, o time profissional deixou de atuar no local, passando a mandar seus jogos na Itaipava Arena Pernambuco, situada no município de São Lourenço da Mata. A sede, no entanto, continua recebendo treinamentos e competições de outras modalidades, além de eventos sociais.

O Timbu, mascote adotado pelo clube, tornou-se conhecido nacionalmente na década de 1960. E não foi à toa. A equipe conquistou seis campeonatos pernambucanos consecutivos, de 1963 a 1968. Quase cinquenta anos depois, a marca continua sendo uma exclusividade do Náutico no estado de Pernambuco e jogadores como Bita, Nino, Nado, Lala, Gena, Ivan Brondi e Salomão, ídolos da torcida alvirrubra.

Ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990, o Náutico conquistou quatro títulos pernambucanos. Em 2001, superando um jejum de 12 anos, voltou a levantar a taça, com um time que está gravado na memória de muitos alvirrubros. Comandada por Muricy Ramalho, a equipe tinha jogadores como Gilberto, Lima, Sangaletti, Adílson e Thiago Tubarão, além do ídolo e artilheiro Kuki, hoje auxiliar técnico do Timbu. Em 2002 e 2004, os alvirrubros sagraram-se campeões novamente.

Em 2006, foi a vez de o Náutico trilhar o caminho de volta para a Série A, após 12 anos longe da elite nacional. O Estádio dos Aflitos fez a diferença, já que o time conseguiu um aproveitamento de, aproximadamente, 90% nas partidas em casa. No último jogo, contra o Ituano, o Timbu venceu por 2 a 0, com gols de Felipe e Luís Carlos Capixaba.

Em 2009, porém, a equipe voltou à segunda divisão, conquistando um novo acesso em 2011. No ano seguinte, com uma boa campanha no Brasileiro, garantiu a vaga na Copa Sulamericana 2013. Foi a segunda participação do clube em uma competição internacional. Em 1968, o Náutico tornou-se o primeiro pernambucano a disputar a Libertadores, graças ao vice na Taça Brasil de 1967. No Brasileiro de 2013, o Timbu acabou rebaixado.

Agora, a missão é levar o alvirrubro de volta para o lugar que merece: a Série A. Faça parte desta corrente!

 

Títulos

Dentre os principais títulos conquistados pelo Clube Náutico Capibaribe, estão os 21 estaduais, além do vice-campeonato brasileiro de 1967.

Relação completa de todos os títulos:

PERNAMBUCANOS: 21 vezes campeão
(1934, 39, 45, 50/51/52, 54, 60, 63/64/65/66/67/68, 74, 84/85, 89, 2001/02 e 04)

TORNEIO INÍCIO: 14 vezes campeão
(33, 42, 44, 49, 52/53, 62/63/64/65, 75, 78/79 e 80)

TRICAMPEÃO DO NORTE – (65/66/67)

CAMPEÃO DOS CAMPEÕES DO NORTE – (1966)

VICE-CAMPEÃO BRASILEIRO “Taça Brasil de Clubes” – (1967)
VICE-CAMPEÃO BRASILEIRO DA SEGUNDA DIVISÃO – (1988 e 2011)

TORNEIO DA PAZ – (1943)
(Santa Cruz, América/PE, Great Western/PE e Flamengo-PE)

TORNEIO DOS CAMPEÕES DO NORTE – 1952
(América/RN, Tuna Luso/PA, Ceará/CE, Treze/PB, CRB/AL, Confiança/SE e Ipiranga-BA)

TORNEIO MUNICIPAL – 1952
(Sport, Santa Cruz, América/PE e Auto Esporte/PE)

TORNEIO CENTENÁRIO DE CAMPINA GRANDE – 1964
(Confiança/SE, Olaria/RJ e Fortaleza/CE + Outros Times em outros Grupos)

TORNEIO PENTAGONAL DOS CAMPEÕES DO NORTE – 1966
(Bahia/BA, Fortaleza/CE, Sport e Ceará/CE)

TAÇA ERALDO GUEIROS – 1972
(Sport, Santa Cruz, Central/PE, América/PE e Ferroviário/PE)

TORNEIO GOVERNADOR CORTEZ PEREIRA – 1975
(Santa Cruz, Bahia/BA, América/RN e ABC/RN)

TORNEIO REABERTURA DO ARRUDA – 1982
(Sport, Santa Cruz e Central/PE)

TORNEIO JAIME CISNEIROS – 1990
(Sport e Santa Cruz)

COPA FINTA – 1996 (CRB/AL)

 

FONTES: Site do clube – Diário de Pernambuco – Jornal Pequeno

 

Torre Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O ‘Madeira Rubra’ foi Fundado no dia 13 de Maio de 1909, por funcionários do Cotonifício Torre Ltda. juntamente com esportistas locais, entre os quais: Miguel Lima, Mario Pinto, Jeronymo Hygino e Álvaro Guimarães. A sua origem foi o Agro Esporte Clube, constituído por alunos da Escola de Agronomia de Socorro, no município de Jaboatão, Região Metropolitana do Recife.

A sua Sede ficava na Rua da Imperatriz, 168 – 1º andar, no Bairro da Boa Vista. Depois se mudou para a Rua da Glória, 243, no Bairro da Boa Vista. Por fim, na Rua do Rosário, 10, no Bairro da Torre, no Recife. O seu Estádio era o Campo da Torre.

FONTE: Jornal Pequeno

 

Santa Cruz Futebol Clube mais conhecido como Santa Cruz é uma agremiação poliesportiva brasileira, sediada no Recife. Fundada a 3 de fevereiro de 1914, é um dos mais tradicionais e populares clubes de futebol de Pernambuco e do Nordeste brasileiro.

Suas cores oficiais são o preto, o branco e o vermelho. Costuma mandar suas partidas no Arruda, um dos seis maiores do país. Tido como um dos três clubes de maior torcida de Pernambuco, tem como os dois maiores rivais esportivos o Sport Club do Recife, com o qual protagoniza o Clássico das Multidões, e o Clube Náutico Capibaribe, com quem disputa o Clássico das Emoções.

Dentre as suas principais conquistas, o Santa Cruz possui um título nacional do Campeonato Brasileiro – Série C e dois títulos regionais: um da Copa do Nordeste e um do Torneio Hexagonal Norte-Nordeste e entre os títulos estaduais são 29 do Campeonato Pernambucano (Dentre os quais um Super-Campeonato Pernambucano, sendo o único Tri-Supercampeão Pernambucano), 12 do Torneio Início de Pernambuco e 4 da Copa Pernambuco. O Santa Cruz ainda ostenta uma Fita Azul honraria de mérito concedida ao Clube que conclui de maneira invicta uma excursão no exterior (realizada em março de 1980).

FONTES: Wikipédia – Jornal Pequeno 

 

A Sociedade Recreativa Cascavel ou simplesmente SOREC foi uma agremiação esportiva da cidade de Cascavel no Estado Paraná. Foi fundada em 10 de dezembro de 1994 com sede  na rua Monjoleiro Nº 12 – Recanto Tropical. Criada inicialmente para ser um clube para revelação de talentos, fez sua estréia no profissionalmente em 1998 na Terceira divisão Estadual. Nos anos de 1998 e 1999 jogou a Segunda divisão, voltando para a Terceira divisão em 2000. Em 17 de dezembro de 2001 se fundiu as outras duas equipes existente na cidade, Cascavel Esporte Clube e Cascavel Clube S/A, para dar vida ao Cascavel Clube Recreativo, hoje na segunda divisão Paranaense. Apesar de juridicamente não existir mais, hoje na cidade há uma escola de futebol chamada SOREC/Tigrão.

Equipe do SOREC em  20/02/1999 em Marechal Cândido Rondon– Concórdia(MCR) 1 x 2 SOREC

 Fontes:

Enciclopédia do Lance!

Site do Concórdia de Marechal Cândido Rondon (Hoje inativo)

Facebook SOREC/Tigrão

 

A partir do final da década de 1920, o futebol suburbano recifense teve um grande impulso, com a criação da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), que foi uma entidade da cidade de Recife (PE). Fundada na sexta-feira, do dia 1º de Fevereiro de 1929, teve como primeiro presidente o Sr. Ramos de Freitas. No ano seguinte a sua fundação, adquiriu a sua Sede própria que ficava na Rua Direita, 106 / 1º andar, no Bairro São José, no Recife.Antes da sua criação o futebol pernambucano se limitava apenas ao Campeonato Estadual, e, mesmo assim, agregando equipes da cidade do Recife.

Seus primeiros afiliados foram os seguintes times:

Tráfego, Aurora, Fluminense, Afogadense, Arruda Diversional, Monteirense, Santos Dumont, Independência, Varzeano, Cordeirense, Rio Branco, Palmeiras, Torre, Associação Atlética do Arruda, Auto Sport, Nacional, Pina, Recife, Rio Corrente, Jutaí, Atheniense, Tuyuti, ABC, Íris, Great Western e Tejipió.

Com a criação da ASDT, o futebol suburbano cresceu tanto, que os jogos da primeira divisão do campeonato pernambucano começaram a ficar vazios quando coincidia ter algum clássico suburbano. Vários desses times, incentivados pelo bom futebol e pelas torcidas, ingressaram na primeira divisão do futebol pernambucano, como o AthenienseGreat WesternAssociação Atlética do ArrudaFluminenseIsraelitaEncruzilhada e Íris.  Um jogo entre o Íris e o Atheniense, por exemplo, levava uma multidão ao campo onde fosse realizada a partida pelos bairros do Recife.

Contudo, o futebol bretão se espalhava rapidamente com o surgimento de diversas equipes que preenchiam as datas ao longo do ano em partidas amistosas e festivais.  partir da criação da ASDT o futebol pernambucano ganhou uma nova cara.

Indiretamente, a entidade estimulou o fortalecimento de outras ligas e os times que se destacavam seja no aspecto técnico ou no financeiro (atraiam bons públicos) recebiam o convite para disputar a elite do futebol pernambucano.

Portanto, não seria exagero nenhum afirmar que o Campeonato Suburbano, organizado pela Associação Suburbana de Desportes Terrestres (ASDT) era equivalente a um ‘embrião’ da Segunda Divisão Pernambucana, que ganhou essa nomenclatura em 1953.

FONTES: A Província – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco – Jornal Pequeno

 

O Esporte Clube Nakashi de Londrina / PR, clube dos funcinários da Retifica Nakashi, foi campeão de 1953 da Liga Regional de Futebol de Londrina, e representou Londrina e região, no 1º Torneio dos Campeões do Interior do Paraná de 1953, que contou com a participação de 8 campeões regionais, organizado pela Federação  Paranaense de Futebol. Ficou na 1a fase, após perde para o Clube Atlético Pinhalense  de Ribeirão do Pinhal, campeão da Liga de Cornélio Procópio. O campeão do Torneio dos Campeões do Interior de 1953 foi o CA Seleto de Paranaguá.

 

fontes: site do Jornalista Jorge Jr. de Londrina, blog História do Futebol, comentários do membro Rodrigo Santana e anotações pessoais.

 

O Mocidade do Glicério Futebol Clube, foi fundado na data de 8 de maio de 1937.

Era conhecido como o Galo da Liberdade, e sua sede se situava na Rua do Glicério, número 88, no bairro do Cambuci.

Fontes: foto do time posada, encaminhada pelo autor Gilberto Maluf, jornal Última Hora, do Paraná, álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

O América, Campeão do Centenário de 1922, levantou ontem (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938), brilhantemente, o Torneio Início Pernambucano de 1938, no seu Estádio da Jaqueira (próximo a Rua do Futuro), no Bairro das Graças, no Recife.

Na estreia, o America, que apresentou-se com as novas camisas rubras, venceu o Flamengo por 3 a 2. Contudo, na seqüência foi impiedoso ao golear por 11 a 2 o Great Western, nas semifinais, e na decisão outra goleada. Dessa vez por 3 a 0 diante do Sport do Recife, também no Estádio da Jaqueira.

Primeira Fase (domingo, no dia 27 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

1º Jogo

Sport Recife

3

X

1

Íris SC

José M. Carneiro Pessoa

14:30

2º Jogo

Santa Cruz

0 (1)

X

0 (0)

Náutico

Manoel Pinto

15:00

3º Jogo

Tramways

1

X

2

Great Western

Alberto Gomes Alves

15:30

4º Jogo

América

3

X

2

Flamengo

Julio Fernandes

16:00

 

No 1º Jogo, o Sport do Recife iniciou com fortes ataques conseguindo vencer por 3 gols a 1 o Íris Sport Club e um escanteio pró.

O 2º Jogo, foi a partida melhor disputada. Santa Cruz e Náutico jogaram com vontade firme de vencer. As duas defesas trabalharam muito. No final, melhor para o Santa Cruz que venceu por 1 escanteio a zero.

No 3º Jogo, a surpresa foi a brilhante vitória do Great Western contra a poderosa equipe do Tramways. Os “Ferroviários” mais homogêneos, atacaram muito os últimos redutos dos “Elétricos“, vencendo por 2 a 1.

O 4º Jogo do dia, os americanos venceram a turma alvinegra por 3 a 2, e um escanteio a zero.

 

Com esses resultados, o Sport Recife, Santa Cruz, Great Western e América avançaram às semifinais do Torneio Início de 1938. Os jogos foram de 40 minutos, divididos em dois tempos de 20 minutos. Os escanteios só passariam a valer nas prorrogações.

 

Os jogos finais foram realizados três dias depois, na noite da quarta-feira, do dia 30 de março de 1938. Os times foram escalados da seguinte forma:

América: Pedro; Allemão e Popó; Nylo, Zé Orlando e Jayme; Waldyr, Ayrton, Nicácio, Fuza e Duda.

Great Western: Vicente; Theonilo e Zeca; Babé, Tarzan e Helino; Garibaldi, Sylo, Badú, Tutú e Zé Pequeno.

Santa Cruz: Diógenes; Sidinho II e Pedrinho; Xaxá, Rubens e Siduda; Malaquias, Zé Pequeno, Tará, Sidinho e Siduca.

Sport do Recife: Enerson; Fernando e Gelsomino; Ernesto, Zago e Zezinho; Plínio, Djalma, Pitota, Limoeiro e Danzi.

 

Semifinais (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

5º Jogo

Sport Recife

1

X

0

Santa Cruz

José Fernandes Filho

20:00

6º Jogo

América

11

X

2

Great Western

Alberto Gomes Alves

20:50

 

Final (quarta-feira, do dia 30 de março de 1938)

JOGOS

ÁRBITROS

HORÁRIO

7º Jogo

América

3

X

0

Sport Recife

Alberto Gomes Alves

21:30

 

 FONTE: Jornal Pequeno

 

 

O “a ponta solta” na história do América Futebol Clube, ou simplesmente América do Recife, era o fato de a agremiação ter usado ou não a cor vermelha no seu escudo e uniforme em algum momento. No entanto, encontrei provas que comprovam que tal questão aconteceu, sim, no ano de 1938. Agora, vamos encaixar essa lacuna na história do América.

1914: O Início

Fundado no dia 12 de Abril de 1914, com o nome de João de Barros Football Club, por ter surgido numa casa situada na avenida do mesmo nome. Quase foi o primeiro pentacampeão do futebol pernambucano.

É considerado o quarto clube mais vitorioso do estado. Atualmente manda suas partidas na cidade de Paulista, usando o Estádio Ademir Cunha para realização de seus jogos. A sede fica localizada na Estrada do Arraial, no bairro de Casa Amarela, zona norte da cidade.

Sua torcida era composta por grandes famílias aristocratas do Recife e também era querido pela Colônia Portuguesa Recifense, sem contar os outros torcedores espalhados pelo Recife, especialmente nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte, Apipucos e Caxangá.

Em 22 de agosto de 1915 passou a ter a denominação atual a pedido do desportista Belfort Duarte, ligado ao América do Rio de Janeiro, que viera ao Recife buscar apoio para a fundação da Federação Nacional de Esportes, antecessora da antiga CBD.

Em visita a Pernambuco em agosto de 1915, Belfort Duarte, um dos símbolos do futebol brasileiro, recebeu uma homenagem do JBFC. Na noite de 22 de agosto, Belfort Duarte foi distinguido como capitão honorário do clube e mudou o nome do clube para América Futebol Clube, em homenagem ao seu clube de coração: o América Football Club do Rio de Janeiro.

Comunico-vos que em Assembléia Geral do João de Barros Futebol Clube, reunida no dia 22 de agosto de 1915 deliberou a mudança de nome daquela sociedade que ficou denominada “América Futebol Clube”, convicto que esta deliberação em nada mudará as atenções dispensadas ao nosso antigo JBFC e espero a continuação das mesmas ao América Futebol Clube“, carta de  Belfort Duarte enviada a imprensa.

 

Maior virada do futebol brasileiro

Aconteceu em 1915 pelo Campeonato Pernambucano daquele ano onde o América vencia o Santa Cruz por 5 a 1 até os 30 minutos do segundo tempo, e em 15 minutos o Santa Cruz marcou seis gols numa incrível seqüência e venceu o jogo por 7 x 5. Essa partida foi a maior virada do futebol profissional brasileiro. A bola do jogo se encontra na sede do Santa Cruz no bairro do Arruda, no Recife.

Em 1918, o América sagrava-se campeão estadual, com a seguinte escalação: Jorge, Ayres e Alecxi; Rômulo,Bermudes e Soares; Siza, Angêlo Perez, Zé Tasso, Juju e Lapa.

 

Campeão do Centenário da Independência em 1922

Em 1922, o América sagrava-se bicampeão pernambucano, mas o grito que ecoava no Recife era o de Campeão do Centenário, pois nesse ano o Brasil comemorava 100 anos de independência a Portugal. A Campanha vitoriosa foi a seguinte:

07.05 América 2 x 1 Sport

21.05 América 4 x 0 Peres

04.06 América 2 x 1 Náutico

23.07 América 3 x 1 Equador

06.08 Torre 1 x 0 América

22.10 América 2 x 1 Santa Cruz

05.11 América 4 x 2 Flamengo

 

Jogos interrompidos pelos mais diversos motivos, principalmente pelo fato de o campo ter ficado escuro, como o clássico América x Sport da primeira rodada, que terminaria decidindo o campeonato; jogos anulados, como o que envolveu o Torre e o novato Equador; entrega de pontos – Equador, Santa Cruz ao Sport, e Peres ao Náutico; jogo não realizado, devido ao desinteresse dos dois clubes – Flamengo e Santa Cruz – após adiamento provocado pelas chuvas, que caíram intensamente, tudo isso marcou o Campeonato Pernambucano de 1922, disputado sob intensa época chuvosa e frio.

O campeonato foi disputado em turno único. Assim, houve apenas os jogos de ida. Mais uma vez, Sport e América surgiam como candidatos ao título de campeão. Os rubro-negros pretendiam interromper a marcha de seu maior rival, que buscava o segundo bicampeonato.

A Liga já tinha instituído o sistema de dois ou mais jogos por rodada. Logo de saída, Náutico x Centro Peres deixou de ser disputado por causa do mau tempo. Tendo sido marcada para outra data, a partida terminou não sendo realizada porque o Peres entregou os pontos.

Vitória do Náutico, portanto, por WO. No mesmo dia, 7 de maio, o América derrotava o Sport pela contagem de 2 a 1, tendo sido o encontro suspenso por falta de iluminação. Na época invernosa, como ainda acontece hoje, escurece mais cedo nessa região, e os campos ainda não tinham iluminação artificial.

 

A direção da Liga determinou que os oito minutos restantes fossem disputados em data posterior, depois do cumprimento da tabela. Assim, rubro-negros e alviverdes voltaram a campo em 19 de novembro. Loca, Jaqueira, chamado de América Parque, onde a partida estava sendo disputada ao ser interrompida. Embora estivessem programados apenas alguns poucos jogos, um grande público compareceu. É que estava em cena o pomposo título de Campeão do Centenário.

O América, que sofrera uma derrota em meio à sua jornada, ao perder para o Torre por 1 a 0, chegava àquele momento, com 10 pontos ganhos, enquanto o Sport tinha 11, sem incluir, é claro, os pontos daquela partida, que os americanos estavam ganhando por 2 a 1.
Foram instantes dramáticos. O Sport lançou-se furiosamente ao ataque. Se conseguisse pelo menos empatar o jogo, ficaria com 12 pontos, e deixaria o gramado festejando a conquista de mais um título. Já o América se defendia com unhas e dentes, uma vez que se o placar fosse mantido, passaria a somar 12 pontos e levantaria a taça, pois o Sport permaneceria com 11. E foi o que ocorreu. Fim de jogo, vitória do América por 2 a 1. A torcida alviverde fez muito barulho na comemoração da conquista que ainda é lembrada, quando a imprensa se refere ao clube como o Campeão do Centenário.

Time-base campeão: Nozinho; Rômulo e Cunha Lima; Lindolpho, Licor e Faustino; Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Juju e Matuto.

Escudo de 1938 e 1939

 

O 1° campeão nordestino

Enquanto no sul se organizava a Copa dos Campeões e o Torneio Rio-São Paulo, em Alagoas foi organizada uma competição diferente: a Taça Nordeste (o primeiro torneio inter-estadual da região Nordeste de que se tem notícias).

A competição ocorreu para festejar o Dia do Trabalhador, em Maceió. Foram convocadas oito das melhores equipes do Nordeste: Botafogo e Vitória (Bahia), Cabo Branco e América (Paraíba), CRB e CSA (Alagoas) e Sport e América (Pernambuco).

O Mequinha passou às semifinais ao lado do Botafogo-BA e enfrentaria mais uma vez o Sport fazendo uma reprise da final de 1922, e dessa vez aplicando 6 a 2 no Leão, que era até então devastador.

O todo poderoso América ficaria conhecido em todo Nordeste e faria uma final histórica contra o CSA de Alagoas, que havia vencido o Botafogo da Bahia, o campeão baiano da época.

Na final um dos jogos mais eletrizantes da história, com uma vitória para ambas equipes. Como o América detinha a vantagem, sagrou-se o primeiro campeão nordestino de que se tem notícias.

O primeiro jogo foi realizado no dia 4 de fevereiro e o América venceu o CSA por 2 a 1, mostrando todo poderio de uma equipe que era famosa em todo Nordeste. O CSA abriu a contagem através de Nelcino. Zé Tarso e Juju deram a vitória ao clube pernambucano.

No dia 6, ocorreu a segunda partida. O CSA a venceu por 4 a 3. Foi uma das mais eletrizantes partidas de futebol da história do América. Juju fez 1 a 0 para o América. Nelcino empatou e Bráulio fez 2 a 1 para o CSA. Zé Tarso empatou outra vez, daí Odulfo fez 3 a 2 e 4 a 2 para os alagoanos.

Juju voltou a marcar para o América, fechando o placar. Foi uma vitória consagradora no torneio e que repercutiu nos grandes jornais do Recife. Americanos e azulinos jogaram as duas partidas com os mesmos jogadores. O América tornava-se a primeira potência do futebol nordestino.

O CSA formou com Mendes, Osvaldo e Hilário; Campelo, Mimi e Geraldino; Bráulio; Alírio; Odulfo; Murilo e Nelcino.

O América atuou com Nezinho, Romulo e Faustino; Lyndolfo; Moreira e Zizi; Lapinho; Leça; Zé Tarso; Juju e Araújo.

Tal título seria para alguns a maior conquista do clube alviverde até hoje, por ser uma conquista além dos domínios pernambucanos.

1938: América troca o verde pelo vermelho

O declínio do Torre Sport Club, que tinha informado a Federação Pernambucana de Desportos (FPD) que não participaria do certame de 1938, foi a oportunidade que o América esperava para mudar as cores alviverde para a alvirrubra.

Diante do quadro, a entidade máxima do futebol pernambucano de o aval ao America para utilizar as cores vermelha e branca. A estreia com as novas cores aconteceu no domingo, no dia 27 de março de 1938, na fase preliminar do Torneio Início da FPD.

O ex-diretor do Torre, Francis E. Hulder no dia seguinte, enviou uma carta de protesto ao, no dia 28 de março de 1938, Jornal Pequeno, manifestando o seu descontentamento com a ação da FPD:

Tendo lido o despacho que a presidência da FPD de a um oficio do América, e tendo procurado me interar do mesmo, vim  saber que se tratava da mudança de cores do mesmo para o Torre, ou seja, camisetas encarnadas, sob alegação de que o América dos outros estados são todos desse uniforme.

Como ex-diretor do Torre e como admirador que ainda sou do mesmo, que se acha afastado da Federação por negação ao apoio da mesma Federação, lanço por este meio o meu protesto à pretensão do América, não somente por acha-se o Torre afastado simplesmente sob licença, como também, por haver outro clube que assiste maior direito de usar as referidas cores por serem iguais alvirrubras“.

Apesar da reclamação, a FPD manteve a decisão e o América foi para final do Torneio Início com a ‘camisa encarnada’, na quarta-feira, no dia 30 de março de 1938,. E o resultado não poderia ter sido melhor. Na final, o América goleou o Sport Recife por 3 a 0, faturando o título do Torneio Início de 1938.

Parecia que a cor vermelha tinha vindo para ficar. Porém, bastou o América não ir bem no Estadual de 1938 para a oposição no clube exigir a volta da cor verde. Após uma briga interna, a direção do clube decidiu no início de 1939 voltar ao alviverde, colocando um ponto final na ‘camisa encarnada’.
1944: O Último e heróico

Zezinho, Capuco, Julinho, Djalma, Edgard, Oseás, Pedrinho, Barbosa, Leça, Galego e Rubens. Essa é a formação da Equipe Esmeraldina que foi Campeã pernambucana pela ultima vez. Foi o título mais sofrido e heróico do América. Vejam os resultados dessa final acirrada contra o Náutico: 28/01 Náutico 1 x 1 América, 04/02 Náutico 2 x 3 América, 09/02 Náutico 0 x 2 América, 18/02 América 3 x 0 Náutico.

Vejam o que foi dito em uma matéria esportiva do Diário de Pernambuco de 20 de fevereiro de 1945:

O Recife viveu horas de grande vibração esportiva, vibração espontânea e justificada do povo, à tarde e durante a noite de anteontem, quando o glorioso América Futebol Clube sagrou-se, mais uma vez, campeão pernambucano de futebol [ganhou do Náutico, com um placar de 3x0]. Aquela grande assistência que lotava parte das dependências do estádio da Ilha do Retiro recebeu com verdadeiro júbilo o triunfo do esquadrão americano, numa disputa leal, onde vencidos e vencedores foram dignos dos mais francos aplausos. O triunfo do América, não o triunfo de domingo, mas o triunfo do campeonato foi justo e merecido. Depois de 17 anos de trabalho, 17 anos de sonhos, o campeão do Centenário, honrando as suas tradições de baluarte dos desportos pernambucanos, conquista mais um custoso laurel para a sua história.”
A festa do Título durou muito tempo, Casa Amarela em peso festejava a conquista houve comemorações no Antigo Bar Savoy e no Clube Português do Recife, pois na época ainda não possuía a Sede da Estrada do Arraial.

 

Após a conquista do campeonato de 1944 pelo América, somente os outros três grandes times da capital pernambucana levantaram o caneco.

 

João Cabral de Melo Neto, um americano

O reconhecido escritor pernambucano foi um grande torcedor americano e sempre que podia ia ver os jogos do seu clube de coração. Além de poeta, João Cabral chegou a ocupar posição de center-half, ou, como se diz hoje, volante, e foi uma promessa do futebol pernambucano. Nele, disposição física e apuro intelectual conviveram sem crises ou antagonismos. Na adolescência, jogou pelos times do América e do Santa Cruz. Em 1935, aos 15 anos, foi campeão juvenil pelo Santa Cruz.

Dentre suas grandes obras destaca-se “Morte e Vida Severina“, de 1955. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomando posse de sua cadeira em 6 de maio de 1969.

No final da década de 80, descobriu que sofria de uma doença degenerativa incurável, a qual lhe impunha fortes e constantes dores de cabeça, o que causaria, aos poucos, a perda de sua visão, fazendo-o parar de escrever e ficar depressivo, e a vontade de falar (“Não tenho muito o que dizer”, argumentava).

Morreu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos, encoberto com a bandeira do América e com a tristeza de não rever o Campeão do Centenário forte como antes, em sua juventude. Um dos momentos marcantes de seu velório foi o discurso proferido Arnaldo Niskier, no “Salão dos Poetas Românticos”, na Academia Brasileira de Letras, onde foi velado seu corpo:

Fecham-se os olhos cansados do poeta João e não conseguimos realizar o sonho que agora desvendo: ver o América Futebol Clube voltar aos seus dias de glória. Nem o daqui do Rio, nem aquele que era a sua verdadeira paixão: o América do Recife.”

 

Anos de jejum e Taça Recife

Após o Glorioso e heróico título pernambucano de 1944, o América ainda conseguiu um vice-campeonato em 1952, perdendo para o Náutico. Os anos seguintes foram de jejum e, aos poucos, durante o final da década de 1950 e as décadas de 1960 e 1970, o América foi perdendo espaço no cenário esportivo do estado por nunca mais ter conquistado um título.

Prevalecia ainda sua “fiel torcida da Velha-Guarda Americana” sempre quando o América ia jogar, e ainda possuindo a simpatia do público do bairro de Casa Amarela.

Em 1975, enfim o América fazia ecoar o grito de campeão. Venceu o Náutico na final da Taça Recife, desbancando até o Santa Cruz que na época era a maior potência local.

A imprensa recifense dava uma certa atenção ao time do América, tanto pelas polêmicas dos dirigentes, como pelos jogadores contratados, e também na tentativa de soerguer o clube, que já vinha numa descendente no futebol. O clube era carinhosamente chamado de Verdão 75.

Nos seus jogos sempre havia a presença de uma torcida, mesmo pequena, mas com charanga e bandeiras alviverdes. O artilheiro daquela edição da Taça Recife foi Edu Montes, com 7 gols.

 

Classificação para a Série D

Liderado por Carlinhos Bala o América conseguiu uma classificação inédita a Série D 2016 ,e por pouco não chegou as semifinal do Campeonato Pernambucano lutando até a última rodada por ela.

 

 

FONTES:  Wikipédia – Jornal Pequeno – Diário de Pernambuco

 

O Globo Sport Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). Fundado em Outubro de 1928, por um grupo de operários e funcionários dos Grandes Moinhos do Brasil S/A. A sua Sede social ficava localizado na Rua Vidal de Negreiros, nº 110, no Bairro São José, no Recife.

Os Grandes Moinhos do Brasil S/A associou-se em 30 de maio de 1914, com a empresa Just Basto & Cia., que operava no ramo de exportação e importação de farinha de trigo, procedente da Hungria e dos EUA, para a construção, montagem e funcionamento de um moinho a ser instalado junto ao cais do porto do Recife

A sociedade aconteceu, sobretudo, por que a Just Basto & Cia., não dispunha de capital suficiente para os negócios. Em 1966 os Grandes Moinhos do Brasil S/A acresceu a denominação Indústrias Gerais. Em 1986, teve sua razão social alterada para Moinho Recife S.A. Empreendimentos e Participações, uma das maiores unidades da Bunge em industrialização de trigo com estrutura portuária.

O seu 1º jogo foi realizado, no domingo, do dia 25 de Novembro de 1928, diante do Trafego Sport Club, no campo do Cordeirense. A partida foi um grande evento que contou com duas Bandas de música e as moças que compareceram receberam diversos prêmios. Infelizmente nenhum veículo disponibilizado fez uma matéria ou nota sobre o resultado dessa peleja.

O Globo estreou nos gramados com a seguinte equipe: José Mendes; Moacyr e Rheumatismo; Octavio (Cap.) Bataclan e Pacheco; Filó, Carioca, Espedicto, Berto e Raymundo. Reservas: Trindade, Tabocar e Pedro.

O clube seguiu realizando jogos amistosos e festivais até 1929. A partir daí o ocorreu um hiato e oito anos depois o Globo foi reorganizado na quarta-feira, do dia 09 de Junho de 1937. A 1ª Diretoria ficou constituída assim:

Presidente - Sylvio Menezes;

Vice-Presidente - Galba Mattos;

1º Secretário - Djalma Carvalho;

2º Secretário - Armindo Moura;

Tesoureiro - Geraldo Barbosa;

Vice-Tesoureiro - Nivaldo Alcântara;

Diretor de Esportes - Osmar Mattos;

Vice-Diretor de Esportes - Manoel Freire;

Comissão Fiscal - José Caminha, Aloysio Lira e Caetano Galvão.

Na quinta-feira, do dia 13 de Abril de 1939, o Globo deu entrada para obter filiação a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). Desta forma o Globo completaria o número de clubes na Divisão Branca da FPD. Uma semana depois, o clube teve o seu pedido aprovado.

O Campeonato Pernambucano de Football de 1939, foi elaborado com dois grupos de profissionais: Divisão Azul (América, Náutico, Santa Cruz, Sport Recife e Tramways) e Divisão Branca (Flamengo, Globo Sport Club, Great Western, Íris e Torre).

No final, o Náutico foi o campeão da Divisão Azul (que, na prática foi o vencedor do Estadual de 1939). Já na Divisão Branca, o título ficou o Torre (que equivalia o Estadual da Segunda Divisão). O Globo não fez uma boa campanha, terminou na lanterna com apenas um ponto somado.

Em 1940, o Globo participou do Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT). Em 1942, se mudou para Sede provisória na Rua Padre Floriano, s/n, no Bairro São José. Em 1946, já com a nomenclatura aportuguesada, o Globo Esporte Clube, tinha mudado de Sede, na Avenida Norte, s/n, em Casa Amarela, em Recife.

 

O Diário Pernambucano, em 29 de março de 1942, fez uma reportagem, onde apresentou uma tese do porquê do Globo não ter debutado no Estadual. “O Globo não pertence mais aos subúrbios. Há cerca de três anos que o Tricolor passou-se para a FPD. Todavia, e é bom salientar, depois que ele começou a figurar na lista dos filiados à Federação Pernambucana de Desportos sua situação mudou de figura; e mudou para pior. Não vamos atribuir o fato a uma melhor organização da ASDT sobre a FPD. Nem de longe pensamos nisso. Queremos demonstrar somente que, pertencendo à entidade da rua do Imperador, o Globo acompanhava com facilidade o passo de seus congêneres. Passando para a divisão dos principais, viu-se obrigado a acelerar o passo, formando numa corrida que não lhe era possível  acompanhar. Essa corrida foi o profissionalismo. Quando o grêmio de Neco entrou para a FPD, era Constituído de amadores, exclusivamente. Seus defensores jogavam com amor à camisa”.

Time de 1928: José Mendes; Moacyr e Rheumatismo (Gomes); Octavio (Cap.) Bataclan (Miro) e Pacheco (Similia); Filó (Rochinha), Carioca (Fininho), Espedicto, Berto (Malvadeza) e Raymundo (Laércio). Reservas: Trindade, Tabocar e Pedro.                                   

Time de 1929: Chatinho; Rangel e Zezé; Batuta, Louro e Biló; Luiz, Neco, Pipiu, Petrol e Júlio.

 Time de 1938: Joel; Geo e Bri; ourival, Rolim e Zuza; Edmilson, Murillo, Duda, Inaldo e Cebrito.

 

FONTES: Jornal A Província – Jornal Pequeno – Jornal de Recife – Diário de Pernambuco

 

FONTE: Revista O Cruzeiro

 

FONTES: Estatuto da AMEA – Revista O Cruzeiro

 

 

Em 1972 a Seleção Brasileira Juvenil (como era chamado o Sub-20) foi bi-campeã do Torneio Internacional de Cannes, na França, que era uma espécie de Mundial da categoria, a Fifa só viria a promover o Mundial à partir de 1977.
Ao ganhar duas vezes consecutivas o Brasil conquistou a posse definitiva da taça Kirk Lawton, que estava em disputa há 21 anos.
O jovem e promissor zagueiro do Coritiba, Levir Culpi, era o capitão dessa equipe que ainda contava com Falcão (Internacional) eleito o “mais elegante” do torneio, Pintinho (Fluminense), Washington (Guarani) o “melhor jogador” do torneio,  entre outros.

Campanha

Quartas de final
Brasil 3×1 Sporting
Argentina 1×1 Leeds United               [7x3 escanteios]
União Soviética 5×0 AS Cannes
Hajduk Split 1×0 França
Semi finals  (1º ao 4º)
Brasil 2×0 União Soviética
Argentina 2×1 Hajduk Split
Semi finais  (5º ao 8º)
Sporting   5×0 AS Cannes
França 3×1 Leeds United
Final
Brasil 2×1 Argentina

Disputa do 3º colocado
União Soviética - Hajduk Split

Disputa do 5º lugar
França 4×2 Sporting


Disputas do 7º lugar
Leeds United 8×0 AS Cannes

A final

Brasil 2×1 Argentina

Brasil
Victor (Cruzeiro),Terezo (América-RJ), Márcio (Atlético-MG), Levir (Coritiba) e Bolívar (Internacional). Falcão (Internacional), Pintinho (Fluminense) e Washington (Guarani). Tuca (Botafogo), Gilvan (Náutico-PE) (Carlos (Santa Cruz)) e Manuel (Internacional). Tecnico: Antoninho

Argentina
Delenico, Bottaniz, Mouzo, Chirdo e Isamat. Ungaretti, Alonso e Trossero. Assad, Feredo e Bertoni.

 

Fonte: site melhor da base e tardes de pacaembú

 

Por: Sérgio Mello

A paixão pelo futebol transcende a lógica e a razão, onde pode levar um cidadão pacato em num torcedor ou desportista atingir picos do devaneio. Apesar de ter surgido no Brasil por meio dos burgueses, o “esporte bretão” ganhou popularidade por meio da massa, que na sua maioria vinha dos locais mais humildes.

Entre o glamour e o fascínio, a realidade do futebol contam com muitos personagens espalhados pelo país! Dentre tantos, um nome tem muitas histórias para contar. Talvez o nome: João Baptista Chagas Ferreira Neto, não chame muito a sua atenção, mas quando ler essa reportagem, essa história mudará.

Classificar João Baptista Chagas como apaixonado por futebol, talvez seja o começo de um esboço que terminou como uma grande obra prima. Durante a trajetória esportiva João Baptista Chagas jogou futebol de areia, futebol de campo, depois se tornou árbitro, onde atuou na praia e no futebol profissional!

Década de 50: o início de um sonho

Após o fim da Segunda Guerra, o mundo viu o “Fim de uma tempestade e o início de um lindo sol e um belo arco-íris“. Assim, a década de 50 chegou: que depois ficou conhecida como o período dos “anos dourados“.

Uma época marcada por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais. Foi a década em que começaram as transmissões de televisão, provocando uma grande mudança nos meios de comunicação. No campo da política internacional, os conflitos entre os blocos capitalista e socialista (Guerra Fria) ganhavam cada vez mais força.

No futebol, o país viveu a experiência de sediar a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 1950. O Uruguai sagrou-se campeão após vencer a seleção brasileira, em pleno Maracanã, pelo placar de 2 a 1. Oito anos depois, assistiu pelo rádio a redenção e o Brasil se sagrar campeão do mundo em 29 de junho de 1958, no Mundial na Suécia.

No meio dessa metamorfose frenética, as novidades surgiam! No auge dos seus 80 anos bem vividos, João Baptista Chagas relembra como nasceu o clube de areia mais famoso do Brasil: Esporte Clube Juventus!

“As histórias do Juventus é muito maior do que se imagina. Até o ano de 1949 mais ou menos em maio ainda era o Flamenguinho nome dado (para o novo clube que surgiria) por influência do Idovam Silva, o “Friquique” (um filho de militar), que era síndico do prédio, onde o Sebastião Pinto o “Tião Crioulo” trabalhava como faxineiro. O Idovam era Flamengo ‘doente’ e tentou persuadir para  que o “Tião Crioulo” batizasse o novo clube de futebol de praia com esse nome. O Flamengo existiu por pouco tempo até que em maio de 1949 foi trocado para Esporte Club Juventus, que permanece até hoje”, revelou João Baptista.

Algum tempo depois, João Baptista Chagas começou a jogar futebol nas areia de Copacabana no Esporte Clube Juventus. Clube pelo qual o “Maestro Júnior“, que jogou as Copas de 1982 e 1986, e atualmente é comentarista da Rede Globo, começou a carreira. O Juventus tanto jogava futebol de areia quanto futebol de campo. Isso seguiu até o final dos anos 50.

Substituição: sai a bola e entra o apito    

No entanto, ficar longe das areias e gramados estava fora de questão! Assim João Baptista Chagas tomou a decisão de trocar a bola pelo apito! desta maneira continuar perto da sua paixão: o futebol.

Após 1969, o sonho se realizou e se tornou virou arbitro de futebol de praia (junto com Carlson Gracie, Margarida, Xuxu, entre outros). Rapidamente, o talento de João Baptista Chagas ganhou eco e de forma meteórica, ele ingressou no quadro de árbitros da Federação Carioca de Futebol (FCF), em 1971. No ano seguinte (1972), passou a ser árbitro da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), onde apitou jogos estaduais e nacionais até o final de 1982.

 

Futebol de Areia: mais do que um time, uma família

Após 35 anos, quando pendurou o apito, João Baptista Chagas ainda lembra com carinho todos os grandes momentos e até os percalços colocados pela vida. Mas de todas as lembranças, o futebol de areia tem um lugar de destaque no coração deste senhor de 80 anos, muito bem vividos!

Muito mais do que um time, o Esporte Clube Juventus era a sua segunda família. Sem pestanejar, João Baptista Chagas se recorda dos craques que viu jogar: os goleiros Castilho e o seu homônimo “Castilho da Obra“; os zagueiros: Haroldo e Rocha; a linha media: Roberto, Sergio Rebelo e Edu; e os atacantes Chico, Gildo, João (vovô), Birica e Zezinho.

Mostrando que a memoria está em excelente forma, João Baptista Chagas recordou da escalação do E.C. Juventus: Edivan; Friquique (Idovan Silva), Agrião, Edmundo e Levy; João, Sebastião e Zezinho. O técnico e dono do time era o Sebastião, conhecido nas areias cariocas de “Tião Macaco“.

Os grandes adversários daquela época eram: Americano do Neném Prancha, Dínamo do Tião Crioulo , Lá Vai Bola do Bolinha, o Maravilha do Jaime , Além do Huracam , Radar do Eurico, Areia lá do Leme, entre outros.

 

Sonho atual: reencontrar os amigos

O tempo passou e João Baptista Chagas foi embora do Rio de Janeiro. Acabou perdendo contato com os amigos dessa época. Agora, o seu maior desejo é poder reencontrar seus velhos e bons amigos.

A história destes quase 70 anos permanece ainda na minha memória, pois os anos 50 e 60 foram vividos e sentidos, onde deixaram saudades“, revelou João Baptista.

Desta forma, quem conhecer algum ex-jogador do Esporte Clube Juventus, da década de 50, nos informe. Afinal, pelos belos serviços prestados no futebol de areia e campo, e na arbitragem de areia, futebol profissional nas esferas estadual, nacional e internacional, João Baptista Chagas merece esse prêmio!

 Algumas fichas de jogos, onde João Baptista Chagas atuou:

 

DADOS EXTRAS

FONTES:

FOTOS: Acervo de João Baptista Chagas

Texto e Reportagem – Sérgio Mello

Entrevistados – o ex-jogador e árbitro João Baptista Chagas - Liene Christina, neta de João Baptista Chagas 

 

FONTE: Revista O Cruzeiro

 

FONTE: Revista o Cruzeiro

 

O ano de 1960, despediu-se como nos anos anteriores, deixando saudades para muitos e tristezas para outros. Por isso mesmo vamos recapitular, também com a colaboração da “Elcos-Press” , os campeões das ligas filiadas a Federação Fluminense de Desportos (F.F.D.):

Araruama: Rubro Atlético Clube

Angra dos Reis: São Bento

Barra Mansa: Barra Mansa Futebol Clube / Barbará Atlético Clube

Barra do Piraí: Esporte Clube 1º de Maio, de Santanésia (Pentacampeão de 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Bom Jesus do Itabapoana: Santa Maria Futebol Clube, de Santo Eduardo (Tricampeão de 1959, 1960 e 1961)

Cabo Frio: Guarani Esporte Clube, de Arraial do Cabo

Conceição de Macabu: Rio Branco

Duque de Caxias: Nacional Futebol Clube / Belém

Itaguaí: Brasil Industrial

Itaocara: Engenho Central Futebol Clube

Itaperuna: Clube Cimento Paraíso / Comércio e Indústria Atlético Clube

Magé: Guarani Esporte Clube

Natividade: Natividade Atlético Clube

Nova Friburgo: Friburgo Futebol Clube (nas quatro divisões)

Nova Iguaçu: Esporte Clube Miguel Couto

Paraíba do Sul: Cruzeiro do Sul

Petrópolis: Cruzeiro do Sul Futebol Clube

Resende: Porto Real Esporte Clube

Rio Bonito: Motorista Futebol Clube (Tricampeão de 1958, 1959 e 1960)

Santo Antônio de Pádua: Aperibeense Futebol Clube

São Gonçalo: Esporte Clube Metalúrgico

São João de Meriti: São Pedro Futebol Clube

São Pedro da Aldeia: São Pedro Futebol Clube

Saquarema: Saquarema Futebol Clube (Tetracampeão: 1957, 1958, 1959 e 1960)

Teresópolis: Várzea Futebol Clube (Tricampeão de 1958, 1959 e 1960)

Três Rios: Entrerriense Futebol Clube

Valença: Coroados Futebol Clube

Volta Redonda: Guarani Esporte Clube

Niterói: Fonseca Atlético Clube (no âmbito profissional).

FONTES: Jornal Última Hora – Jornal do Brasil

 

Ao longo de sua história, o Esporte Clube Corrêas participou de dezenas edições do Campeonato Citadino de Petrópolis. O seu maior feito ocorreu no ano de 1952, quando faturou o seu único título! O Corrêas chegou na última partida, necessitando de simples empate para se sagrar campeão.

Contudo, a missão não era tão simples. Afinal, teve de encarar uma das forças do futebol petropolitano naquela época: Cruzeiro do Sul Futebol Clube. E para apimentar ainda mais a peleja seria na casa do adversário.

Com tantos ingredientes, o final do certame de 1952, organizado pela Liga Petropolitana de Desportos (LPD), teve um desfecho digno de uma grande competição. No final, no domingo, do dia 05 de outubro de 1952, um empate heróico, em 1 a 1, que resultou no título inédito na história do Esporte Clube Corrêas.

Após o jogo os jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores realizaram uma grande passeata na Avenida 15 de Novembro, no Centro de Petrópolis, a fim de  festejar o título de 1952. O EC Corrêas atuou da seguinte forma: Lourenço; Vivinho e Paulo; Mozart, Bené e Gilberto; Waldir, Aluísio, Walter, Joaquim e Waldomiro. Os reservas: Toninho, Osvaldo, Caveira, Juarez e Gaguinho. O departamento médico esteve a cargo do Dr. Ernani Duarte.

O Cruzeiro do Sul jogou com: Jair; Silvério e Átila; Jair II, Djalma e Cláudio; Vale, Wilton, Amarino, Paulo e Rei.

FONTES: A Noite – Diário Carioca

 

SELEÇÃO DE PETRÓPOLIS     5          X         2          SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO

LOCAL: Estádio Osório Júnior (proprietário Esporte Clube Cascatinha), no Bairro Cascatinha, em Petrópolis (RJ)

DATA: Domingo, dia 21 de janeiro de 1962

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Seleções de 1961

RENDA: Cr$ 320.920,00 (trezentos e vinte mil, novecentos e vinte cruzeiros)

ÁRBITRO: Oswaldo Alfredo da Silva, o ‘Baliza’ (boa atuação)

AUXILIARES: Sebastião Antunes e Alcenor Albuquerque da Silva

EXPULSÕES: Gelson (Friburgo) e Carlos Teodoro (Petrópolis)

PETRÓPOLIS: Mica; Ives e Moraes; Irineu, Carlos Teodoro e Canudo; Joziel, João, Cristiano, Gonçalves e Esquerdinha.

FRIBURGO: Gabriel (Luiz); Carlito e Luizinho; Chiminga, Tilú e Agnaldo; Rapizo, Carlinhos, Gelson, Paulo e Pardal.

GOLS: Joziel e Cristiano (Petrópolis); Chiminga (Friburgo), no 1º Tempo. Paulo, de Pênalti (Friburgo); João (Petrópolis); Esquerdinha (Petrópolis); Moraes, de Pênalti (Petrópolis), no 2º Tempo.  

PS: O trio de arbitragem recebeu 5 mil cruzeiros pelos serviços prestados  

 

FONTE: Última Hora

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