Atlético Acreano (Rio Branco-AC) - 1978

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Atlético Clube Juventus (Rio Branco-AC) - 1981

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Associação Desportiva Vasco da Gama (Rio Branco-AC) - 1974

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Atlético Clube Juventus (Rio Branco-AC) - 1973

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Rio Branco Football Club (Rio Branco-AC) - 1966

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Independência Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1969

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Amapá Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1979

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Andirá Esporte Clube (Rio Branco-AC) - 1982

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Alvorada Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1973

Fonte: Francisco Pinheiro \ AC

 

Atlético Acreano (Rio Branco-AC) - 1980

Fonte: Izolmar Pontes – AC

 

Independência Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1977

Fonte: Ilzomar Pontes – AC

 

Federação Acreana de Desportos - 1967

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Publico esta foto,não por ser uma foto histórica, mas por considerar hoje o uniforme mais interessante entre todas as equipes profissionais do país.

Sport Club Humaitá (Porto Acre - AC) - 2017

Fonte: Francisco Pinheiro e Manoel Façanha – AC

 

Conheça o Galvez, o time da Polícia Militar do Acre, que sonha alto

O futebol acriano tem um clube dominante, o Rio Branco, dono de 45 títulos estaduais. No Campeonato Acriano 2015, a equipe mais uma vez comemorou, mas o que chama a atenção é o vice-campeão. O Galvez, também da capital Rio Branco, fundado em 2011 e já conseguiu um vice-campeonato em sua terceira participação na elite.

Entretanto, o Galvez não é um clube como outro qualquer, pois sua história tem um fato singular: o time nasceu da Polícia Militar do Acre e ainda preserva tradições da corporação, inclusive no organograma.

Galvez vice-campeão Acriano de 2015

4 de março de 2011, o pontapé inicial do Galvez. O dia em que a Polícia Militar do Acre colocou em prática um grande objetivo, de acordo com o Major Edener Franco, diretor de futebol do clube: “Ao criar o Galvez, tinha a intenção de aproximar os policiais militares e a sociedade por meio do esporte, transformar a visão que a população acriana tinha da corporação, de mero braço repressor. Além de unir a corporação internamente. Como fez Mandela com o rúgbi na África do Sul, claro com as devidas proporções, buscamos transformar a sociedade através do principal esporte nacional, o futebol”, disse o dirigente em entrevista exclusiva ao site Plano Tático.

A ideia inicial do Galvez era só “pegar os militares, colocar os uniformes e jogar. Achávamos que somente a garra dos militares seria suficiente”, informa o major Edener Franco. Porém, o que se viu na prática foi várias dificuldades materiais e de recursos humanos, pois “não havia noção do quanto era preciso para formar um time competitivo, tivemos que superar tudo isso na prática”, explica o diretor de futebol do Galvez.

A estreia no futebol profissional ocorreu na segunda divisão do Campeonato Acriano de 2011. Na primeira fase, com quatro vagas para seis times, o Galvez já sentiu que precisava mudar: “Iniciamos com a maioria dos jogadores sendo militar, mas durante a segunda divisão vimos a grande diferença entre futebol profissional e amador”.

Galvez em 2011, ano de sua fundação

Galvez em 2011, ano de sua fundação

Segundo o dirigente, os militares, apesar da boa vontade, não tinham base técnica para competir em nível profissional, com raras exceções. Assim, o Galvez buscou saídas: Com a ajuda de outros parceiros, principalmente o Rio Branco, conseguimos trazer jogadores por empréstimo e melhoramos na reta final do torneio.

Após duas derrotas, o Galvez emplacou três vitórias e avançou às semifinais com nove pontos em cinco jogos, dois a mais que o Vasco da Gama. Diante da Amax, o time da Polícia Militar fez 4×2 e disputou o título como Andirá, valendo vaga na elite acriana. Porém, o Galvez perdeu os dois jogos, continuando na segunda divisão.

Mesmo com o vice-campeonato, o Galvez entendeu o caminho que deveria seguir: “Para ser um grande clube e competir com os adversários locais, não poderíamos permanecer só com militares”, justifica o diretor de futebol do clube. Assim, a lógica se inverteu: A maioria dos jogadores é profissional, com alguns militares compondo o elenco.

Até nos cargos administrativos houve mudança: Em 2015 teve um civil como diretor das categorias de base e ele deve assumir também o futebol profissional em 2016. O único cargo obrigatoriamente de militar é o do presidente, que é o Comandante Geral da Polícia Militar do Acre.

Até nos treinamentos a técnica militar foi deixada de lado. No início, a comissão técnica era formada apenas por militares e estes chegaram a aplicar alguns exercícios tipicamente nossos. Porém, verificamos que as técnicas não se adequavam ao futebol profissional e já contratamos profissionais específicos, sendo que já não usamos nada dos exercícios militares e sim o preparador físico profissional, afirma o dirigente do Galvez.

 

O crescimento do Galvez no Acre

O Galvez tem um título da 2ª Divisão do Campeonato Acriano em três anos de história

O Galvez tem um título da 2ª Divisão do Campeonato Acriano em três anos de história

 

Com as mudanças feitas, o resultado veio. Na segunda divisão de 2012, o Galvez encarou Amax e Vasco da Gama, terminando com título e acesso ao somar dez pontos nos quatro jogos, invicto, com 14 gols a favor e dois contra. A estreia na elite foi com grande campanha: 22 pontos em 14 rodadas, no quarto lugar, dois à frente do Juventus e com vaga nas semifinais.

O estadual 2013 findou justamente no mata-mata, com derrota de 6×2 para o Rio Branco. Algo que não desanimou o Galvez, novamente quarto colocado em 2014. Porém, a eliminação veio de novo nas semifinais, agora diante do Atlético Acreano.

Evidentemente, o Galvez se preparou para no estadual 2015 alcançar a final e brigar pelo título. Por isso, o técnico Tangará foi contratado ainda no fim de novembro/2014, encerrando ciclo de oito anos entre base e profissional do Rio Branco, e em janeiro os jogadores começaram a chegar, com salário máximo de R$ 2 mil.

O mais famoso era o atacante Juliano César, 36 anos, oito vezes campeão acriano com o Rio Branco e com quase 200 gols na carreira. Os treinos deveriam ter começado em 19 de janeiro, mas foram adiados em uma semana por falta de campo, o que foi resolvido prontamente. Algo que não atrapalhou o Galvez, que iniciou o torneio com cinco vitórias em cinco jogos.

A primeira derrota veio justamente na sexta rodada, 3×0 para o Rio Branco e dali em diante o Galvez teve problemas, perdendo a liderança para o Atlético Acreano ao ser superado pelo lanterna Alto Acre por 3×2, em casa. A recuperação veio com duas vitórias, mas Tangará saiu, em comum acordo com a diretoria – quer montar uma escolinha de futebol em Mato Grosso.

O novo técnico, Artur Oliveira estava no Vasco da Gama, chegou nas duas últimas rodadas, com duas derrotas. Mesmo assim o Galvez se classificou com a quarta melhor campanh, indo jogar as semifinais diante do Atlético Acreano. Com o reforço de Adriano Louzada (Porto, Cruzeiro, Palmeiras), 36 anos, o time da Polícia Militar surpreendeu o adversário na volta ao vencer por 2×1 na prorrogação – houve empate de 1×1 na ida –, indo à final do Campeonato Acriano pela primeira vez!

Com três ex-atletas do Rio Branco, o Galvez encarou o maior time do Acre, mas não conseguiu levantar a taça – são dez jogos na história, com oito vitórias do Rio Branco e dois empates. Foram duas derrotas, 2×1 e 2×0, mas a sensação é de êxito: “O resultado vem de muito trabalho, além do respeito que temos com todos (militares, atletas, comissão técnica, imprensa) e de honrarmos os nossos compromissos. Respeito gera respeito, logo, hoje muitos profissionais preferem trabalhar no Galvez, conseguimos atletas que tinham outras propostas, pois sabem que não terão problemas com salário ou com o próprio ambiente de trabalho”, explicou o Major Edener Franco em entrevista ao site Plano Tático.

Mas o Galvez não encerrou a temporada 2015 em 27 de junho. No sub-19, a equipe venceu o Vasco da Gama por 1×0 na final e levantou a taça inédita, conseguindo vaga na Copa São Paulo 2016. Os meninos do Galvez tiveram oito vitórias, um empate e uma derrota, melhor ataque (20 gols) e melhor defesa (seis).

O Galvez é campeão acriano no sub 19 pela primeira vez

Informações

- O único momento negativo do Galvez no Campeonato Acriano 2015 foi fora das quatro linhas. O primeiro a cometer ato de indisciplina foi o zagueiro Diego, que após a derrota de 3×0 para o Rio Branco, na primeira fase, jogou água no rosto de um adversário. Ele foi multado em 20% do salário e levou seis jogos de suspensão do TJD/AC. O segundo problema ocorreu com o volante Renato Paulo, que elogiou no Facebook a direção do Atlético Acreano, adversário das semifinais, afirmando que torceria pelo clube na disputa do título. Acabou desligado do Galvez, que segundo o Major Edener Franco deve dar o exemplo:

A disciplina é importante em qualquer ambiente, seja num quartel, numa empresa ou em qualquer local que reúna seres humanos. A disciplina do Galvez não é superior aos grandes clubes, mas deixamos claro que, para jogar aqui, o atleta tem que ter uma vida tanto dentro do clube como fora pautada no respeito às pessoas. Quem não gostar da Policia Militar não pode vir pra cá, pois é ela que dita as regras que devemos seguir enquanto existir o clube. Na realidade, o que falta mesmo é termos mais atletas verdadeiramente profissionais, pois muitos não o são, o que acaba prejudicando principalmente a eles”, diz o dirigente.

Na Copa Do Brasil de 2016 a equipe se classificou pela primeira vez para a 2°fase da competição eliminando o Rio Branco. O próximo adversário foi o Santos, a equipe não conseguiu fazer um bom jogo perdendo de 3×0 sendo assim eliminada da competição.

No Campeonato Acriano de 2016, termina a competição na 3ª colocação.

 

Fontes:
http://planotatico.com/
http://www.colecaodeclubes.com.br/
Arquivos pessoais 

 

Rio Branco Football Club, conhecido por Rio Branco ou Estrelão, e cujo acrônimo é RBFC, é um clube poliesportivo brasileiro, sediado na cidade de Rio Branco, no estado do Acre. Tem como principal modalidade o futebol. As cores do clube – presentes no escudo, uniforme e bandeira oficial – são o vermelho e branco. Seu mascote é a Estrela Altaneira, símbolo da Revolução Acriana, que também está presente na bandeira do Estado do Acre.

Suas principais conquistas consistem em 45 títulos do Campeonato Acreano, três do Copas da Amazônia e uma da Copa Norte, conquistada de forma invicta no ano de 1997. Este último garantiu ao clube uma vaga na Copa Conmebol, tornando-se o primeiro clube da Região Norte do Brasil a disputar uma competição oficial sul-americana.

História

Fundação

O Rio Branco foi fundado na noite do dia 8 de junho de 1919, em uma reunião ocorrida no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), na Rua 17 de Novembro no 2° Distrito da cidade de Rio Branco. A reunião foi convocada pelo advogado amazonense Dr. Luiz Mestrinho Filho, o qual estava na cidade para presidir uma comissão de inquérito na Agência dos Correios. Compareceram ao todo 16 pessoas, entre os quais estavam Nathaniel de Albuquerque, Conrado Fleury, José Francisco de Melo, Mário de Oliveira, Luiz Mestrinho Filho, Alfredo Ferreira Gomes, Manoel Vasconcelos, Francisco Lima e Silva, Pedro de Castro Feitosa, Jayme Plácido de Paiva e Melo, que assinaram a primeira ata do clube.

No mesmo dia da fundação, foram sugeridos por Luiz Mestrinho o nome do clube (em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco) e as cores vermelho e branco. Como primeiro presidente do Rio Branco, foi escolhido Nathaniel de Albuquerque.

Após eleita a primeira diretoria, o clube recebeu a doação de um terreno no local onde hoje está situada a Praça Plácido de Castro, por parte do prefeito, Dr. Augusto Monteiro. O terreno doado consistia em uma área de mata nativa, que em poucos dias foi substituída por um campo de terra batida para, mais tarde, tornar-se a sede social do clube.

A primeira partida oficial disputada pelo Rio Branco ocorreu no dia 14 de julho de 1919, com vitória por 5 a 0 sobre o Militar Foot-Ball Club, equipe da Polícia Militar do estado. O primeiro uniforme do Rio Branco era totalmente branco, com uma grande estrela vermelha no local do distintivo da camisa.

No dia 18 de julho de 1920, o Rio Branco faria sua primeira partida intermunicipal, com vitória sobre a Seleção de Xapuri pelo placar de 1×0.

Primeiros jogos

Em seu primeiro ano de existência, o Rio Branco disputou alguns amistosos e o primeiro torneio da Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET) e venceu todos os jogos, faturando o primeiro título do estado:

A Estrela Altaneira, transformada em segundo escudo do clube, é usada frequentemente em seu uniforme. As 3 estrelas vermelhas representam o tricampeonato do Copão da Amazônia. A estrela dourada representa o título da Copa Norte de 1997.

09 de julho — Rio Branco 10 x 0 Acreano - Liga Torneio Initiun
09 de julho — Rio Branco 2 x 0 Ypiranga - Liga Torneio Initiun
14 de julho — Rio Branco 5 x 0 Militar - Amistoso
20 de julho — Rio Branco 4 x 0 Militar - Amistoso
01 de agosto — Rio Branco 4 x 0 Acreano - Campeonato Acreano
06 de agosto — Rio Branco 2 x 1 Militar - Amistoso
17 de agosto — Rio Branco 8 x 0 Ypiranga - Campeonato Acreano
06 de setembro — Rio Branco 11 x 1 Team Negra - Amistoso
21 de setembro — Rio Branco 1 x 0 Ypiranga - Campeonato Acreano
28 de setembro — Rio Branco 3 x 0 Acreano - Campeonato Acreano
15 de novembro — Rio Branco 2 x 0 Combinado Acreano/Ypiranga - Amistoso (entrega de faixas)
14 de dezembro — Rio Branco 2 x 1 Ypiranga - Amistoso
28 de dezembro — Rio Branco 5 x 0 Ypiranga - Amistoso

Os times existentes à época promoviam diversos amistosos, cultuando uma rivalidade saudável e unia uma frente única para derrotar aquela equipe poderosa no futebol e pela composição de seus membros influentes na vida social, administrativa e política territorial, como advogados, promotores, juízes, desembargadores, médicos, militares, delegados, escritores, altos comerciantes.

A primeira derrota

Em 1920, o Rio Branco continuaria a colher louros no futebol, mas conheceria no último jogo do ano o amargo sabor da derrota que tanto impunha aos rivais. Os jogos de 1920:

30 de maio — Rio Branco 4 x 2 Acreano S.C.
06 de junho — Rio Branco 3 x 1 Ypiranga S.C.
27 de junho — Rio Branco 2 x 1 Acreano S.C.
18 de julho — Rio Branco 1 x 0 Xapurienses (*)
22 de agosto — Rio Branco 5 x 0 Catuaba F.C.
12 de setembro — Rio Branco 3 x 0 Acreano S.C.
05 de outubro — Rio Branco 2 x 0 Ypiranga S.C.
12 de outubro — Rio Branco 1 x 0 Brasil E.A.
14 de novembro — Rio Branco 1 x 3 Catuaba F.C.

(*) o jogo de 18 de julho, contra a seleção Xapuriense, vencido pelo Estrelão, marcou o primeiro amistoso inter-municipal ou inter-departamental.

Primeiros títulos

O ano de 1919 marca também a criação da Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET). O Rio Branco foi um de seus fundadores, juntamente com o Acreano Sport CIub e o Ypiranga Sport Club. A associação recém-criada promoveu a disputa de um torneio, a Liga Torneio Initium, no dia 9 de julho daquele ano. O Rio Branco sagrou-se campeão, vencendo o Acreano por 10×0 e o Ypiranga por 2×0.

No dia 1º de agosto de 1919, teve início o primeiro campeonato oficial da LAET, disputado em dois turnos. No primeiro, o Rio Branco goleou o Acreano por 4×0 e o Ypiranga por 8×0. No segundo turno, 3×0 no Acreano e 1×0 no Ypiranga. O time do Rio Branco que foi campeão da competição estava assim formado: Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.

Infelizmente, o Delegado Chiquinho pôde somente registrar quatro jogos estrelados em 1921, pelo campeonato, ainda os três clubes, mas é fácil saber que o Estrelão faturou o bicampeonato, aferindo-se pelos escores do primeiro turno, agora já minguados talvez pela retrancagem:

16 de julho — Rio Branco 1 x 1 Militar
23 de julho — Rio Branco 1 x 0 Rio Negro A.C.
30 de julho — Rio Branco 1 x 0 Militar
05 de agosto — Rio Branco 1 x 0 Militar.

No dia 1º de outubro de 1921, o Rio Branco disputou um amistoso para a entrega das faixas de campeão, contra um Combinado Acreano-Ypiranga. Vitória do Estrelão pelo placar de 3 x 2.

Entre 1922 e 1927, a LAET não organizou o seu campeonato. Os clubes acreanos tiveram de se contentar com amistosos. Somente em 1928 houve um novo campeonato, faturado pelo Rio Branco sobre o Ypiranga. Em 1929, o clube rompeu relações com a mentora e decidiu não mais participar dos torneios. O retorno para competições só aconteceu em 1935, com mais um título estadual, desta vez em cima do América.

Dez anos depois de sua fundação, o Rio Branco inaugurava o seu estádio próprio no dia 8 de junho de 1929, em um terreno oferecido pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo e a sua esposa, dona Isaura Parente. O estádio foi batizado de Stadium José de Melo, e está localizado na Avenida Ceará. É lá onde a sede do clube se encontra até os dias de hoje.

Estrela Solitária

Nas décadas de 30 e 40, o Rio Branco reinava absoluto no futebol do Acre, conquistando nada menos do que 12 títulos estaduais, entre 1935 e 1947, sendo onze deles organizados pela LAET e o primeiro campeonato organizado pela Federação Acreana de Desportos (FAD) (criada em 24 de janeiro de 1947). Na anos 1950, o clube faturou mais cinco títulos estaduais.

Entre 1964 e 1970, o Rio Branco amargou um jejum de títulos, algo incomum para um clube acostumado com conquistas. A torcida teve que esperar até 1971 para comemorar outro campeonato.

O tricampeonato da Amazônia

Sem poder participar de campeonatos nacionais e de categoria profissional devido a não serem regularizadas profissionalmente, as federações de AcreAmapáRondônia e Roraima criaram o Torneio Integração, mais conhecido como Copão da Amazônia. A primeira edição aconteceu em 1975 em Porto Velho. O Rio Branco debutou na competição na sua segunda edição, e já faturando o título diante do Baré-RR no Estádio José de Melo. Em 1977, em Macapá, o Estrelão buscou o bicampeonato, mas perdeu a grande final para o Moto Clube-RO nos pênaltis, depois de um empate em 1×1 no tempo normal. Em 1978, nova derrota na final para o Moto Clube, desta vez por 1×0 em Boa Vista. A revanche aconteceu em 1979, na casa do adversário, com um 2×1 em pleno estádio Aluízio Ferreira, faturando o bicampeonato. O tricampeonato só aconteceu 5 anos depois, em 1984, depois de vencer o Baré por 2×0 no dia 23 de Outubro no estádio Glicério Marques, em Macapá. Em 1986, novo vice-campeonato: Depois de dois empates (1×1 em Rio Branco e 2×2 em Macapá), o título foi decidido em um terceiro jogo, com vitória do Trem-AP por 2×1, na capital amapaense. O torneio deixou de existir após a profissionalização das federações e dos clubes. O Rio Branco é o segundo maior vencedor do Copão, atrás apenas do Trem-AP, que faturou 5 títulos.

A conquista do Norte

Após a implantação do profissionalismo no futebol acreano em 1989, o Rio Branco consolidou seu domínio local, conquistando, até hoje, 13 títulos estaduais. Em 1989, o Estrelão estreou em competições nacionais, disputando a Série B do Campeonato Brasileiro. O clube foi a grande surpresa da competição, sendo eliminado apenas nas oitavas-de-final diante do Ceará, terminando entre os 16 primeiros e garantindo vaga na Série B de 1990.

O ano de 1997 ficou marcado como o ano mais importante da história do clube, com a principal conquista da história do clube: a Copa Norte. Após estrear na competição com um empate sem gols com o Ji-Paraná-RO, o Rio Branco passou por Baré-RR (1×0), Independência (1×0) e goleou o Nacional-AM (4×1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, consequentemente, a vaga para a final.

O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimentos do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Mangueirão pelo placar de 2 x 1, com gols de Palmiro e Vinícius, fazendo do Rio Branco o primeiro campeão do torneio e ganhar a alcunha de “O Melhor do Norte”. A conquista do título regional permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe da região Norte a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol.

No dia 27 de agosto, o clube estreou na Copa Conmebol, um marco importante no futebol da região. O jogo era na Colômbia, contra o Deportes Tolima. Em um jogo bastante equilibrado e pegado, o Estrelão saiu da Colômbia com uma derrota por 2 x 1. No jogo de volta, dia 03 de setembro, com o Estádio José de Melo lotado, o Rio Branco foi em busca do resultado. e a estrela do atacante Gomes brilhou. O atacante marcou o único gol da partida, aos 41′ do segundo tempo, levando o jogo para os pênaltis. Nas penalidades, o Estrelão saiu derrotado por 3×1, com Hélio, Vinícius e Testinha perdendo as suas cobranças, fechando assim a sua única participação na competição.

Também em 1997, o clube conquistaria o Campeonato Acreano, eliminaria o Goiás (venceu o primeiro jogo no José de Melo por 1×0, e no segundo jogo perdeu por 2×1 no Serra Dourada, conseguindo a classificação para a próxima fase) e venceria o Flamengo (2×1 em casa), ambos pela Copa do Brasil, e terminaria na oitava colocação na classificação geral da competição, sua melhor participação.

Queda e reestruturação

Depois do auge, veio a queda. O Rio Branco passou por uma grande reformulação e não conseguiu forças para continuar crescendo no cenário nacional. O clube acumulou dívidas e não conseguia repetir os bons resultados em competições nacionais, chegando a desistir de participar das edições de 2002 e 2005 da Série C por motivos financeiros.

Somente a partir de 2002, o Estrelão voltou a se impor na região. Entre 2002 e 2005, o Estrelão sagrou-se tetracampeão estadual, o primeiro e único desde a profissionalização do futebol local. Em 2004, o clube deu o primeiro passo na tentativa de voltar à Série B. Em uma excelente campanha na Série C, O Rio Branco só foi parado na última fase antes do quadrangular final, diante do Gama, que seria vice-campeão e conquistaria o acesso. O clube ainda lamenta que, naquela oportunidade, teve de jogar no Estádio Biancão, em Ji-Paraná, no interior de Rondônia, por ter sido punido pelo STJD após uma lata ter sido arremessada para dentro do gramado do José de Melo na vitória diante do Grêmio Coariense-AM na fase anterior.

Em 2007, conquistou o Campeonato Acreano com uma campanha impecável, vencendo os dois turnos do campeonato de forma invicta.

Entre 2007 e 2009, o clube fez belíssimas campanhas pela Série C do Campeonato Brasileiro. Em 2007, o Estrelão chegou à terceira fase da competição. Em um grupo com ABC-RNBahia e Fast-AM, o Rio Branco acabou perdendo a vaga para o octogonal final no terceiro critério de desempate: o número de gols marcados. A vaga ficou com o Bahia, em meio à muita polêmica. A equipe terminaria na 10ª colocação na classificação geral da competição.

Em 2008, a vaga no octogonal final veio após incontestável campanha nas fases anteriores, sendo líder nos 3 grupos das 3 primeiras fases. Porém, na fase final, o Rio Branco teria que se superar: Viajar mais de 53 mil km em busca da vaga para a Série B. A tabela o desfavoreceu: Foi o único time do octogonal a não ter jogos seguidos em casa. Com jogos no meio e fins de semana, as viagens longas e os pouquíssimos treinos antes das partidas fez o elenco se desgastar bastante, não conseguindo manter o ritmo das fases anteriores, e terminou o octogonal na última colocação, a 2 pontos do acesso para a Série B, ficando em 3º colocado na classificação geral da competição, consolidando novamente a sua força na Região Norte. O atacante Marcelo Brás foi o vice-artilheiro da série C com 19 gols, e os jogadores Ley e Zé Marco foram considerados os melhores lateral e volante da competição, respectivamente.

Em 2009, novamente em busca do acesso à Série B, o clube fez parcerias com o Atlético Paranaense e com a empresa inglesa fornecedora de materiais esportivos, a Umbro. A princípio parecia o que faltava ao clube: parcerias. Mas os esforços não resultaram nos objetivos. O clube não conseguiu o Tricampeonato Acreano, perdendo de quebra também a vaga para a Copa do Brasil 2010. Na nova Série C, porém, apesar de só conquistar pontos dentro de casa, o clube conseguiu ser o líder do grupo mais equilibrado da competição, vencendo na última partida o Águia de Marabá por 2×1 em um jogo dramático. No jogo do acesso, porém, o Rio Branco acabou sendo eliminado pelo ASA-AL, depois de dois empates, terminando na 7ª colocação da competição. O camisa 10 Testinha figurou na seleção do campeonato, sendo considerado o melhor meio-campo do torneio.

2010 – 2011

O Estrelão começou bem a temporada 2010, conquistando seu 41º título estadual e a vaga para a Copa do Brasil 2011. Entretanto, o clube não fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. O clube elaborou um projeto em busca tão sonhado do acesso, contratando jogadores experientes como o goleiro Marcelo Cruz (ex-Bahia, Coritiba, Fortaleza e Nacional-POR), o zagueiro João Vitor (ex-Paraná Clube), e os atacantes Marcelo Maciel (ex-Remo, Paysandu e Guarani), Valdir Papel (ex-ABC, Fortaleza, Sport e Vasco), além do retorno do treinador Tarcísio Pugliesi, que comandou o clube no Octogonal Final da Série C em 2008. O Rio Branco estava no Grupo A da Série C, junto com os times: São Raimundo-PAÁguia de Marabá-PAPaysandu-PA e Fortaleza-CE. No entanto, os resultados não foram satisfatórios, fazendo com que a diretoria decidisse demitir toda a comissão técnica e mais 5 jogadores, incluindo o veterano Valdir Papel, pelos péssimos resultados obtidos no primeiro turno.

O Alvirrubro terminou o primeiro turno como o lanterna do seu grupo, com 2 empates e 2 derrotas. Já no segundo turno, com nova comissão técnica comandada por Everton Goiano, a equipe enfim se encaixou, conseguindo 2 vitórias e 2 empates, fazendo a segunda melhor campanha do segundo turno entre todos os clubes da competição. Porém, a reação foi tardia e o time acabou apenas permanecendo para a Série C de 2011.

Memorial do clube, inaugurado em 2009.

Em 2011, o Rio Branco entrou em campo para jogar 3 torneios: Copa do BrasilCampeonato Acreano e a Série C do Brasileirão. No Estadual, a equipe conquistou o bicampeonato. A primeira partida foi contra o Náuas, no dia 13 de Março, na inauguração do Estádio Arena Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde o Estrelão venceu o Cacique do Juruá por 2×1. Durante a competição, a equipe teve altos e baixos, terminando a primeira fase na terceira colocação. Classificado, o Estrelão enfrentou o arquirrival AC Juventus, segunda melhor equipe e com o melhor ataque da competição. Pela primeira fase, o Rio Branco perdeu os 2 clássicos que disputou (5×3 no primeiro turno e 2×1 no segundo). Porém o time estrelado superou o rival nas duas partidas das semifinais, com um 4×2 no primeiro jogo e 3×0 no segundo, se classificando para a grande final. O adversário da final foi o Plácido de Castro, quarto colocado na primeira fase e que superou o Atlético Acreano, o então primeiro colocado. Na primeira partida, o Estrelão cedeu o empate aos 47′ do segundo tempo, terminando 1×1. No segundo jogo, no dia 03 de julho, com o gol de Juliano César, o Rio Branco venceu por 1×0 o Tigre do Abunã e conquistou o seu 42º título estadual, o oitavo em 10 anos. Cerca de 8 mil pessoas presenciaram o título do maior clube do Acre na Arena da Floresta, recorde de público de toda a história do Campeonato Acreano.

Pela Copa do Brasil, o Rio Branco enfrentou o seu antigo parceiro, o Atlético-PR, na primeira fase da competição. Na primeira partida, o Estrelão se saiu vitorioso pelo placar de 2×1 na Arena da Floresta. Já no jogo de volta, o clube acabou perdendo por 3×1 na Arena da Baixada e acabou sendo eliminado do torneio, ficando na 35ª posição na classificação geral da competição.

Na Série C, o Rio Branco esteve no Grupo A, ao lado de Águia de Marabá-PAAraguaína-TOLuverdense-MT e Paysandu-PA. Sua estréia foi no dia 24 de julho, onde o Rio Branco arrancou um empate de 1×1 contra o Paysandu, no Estádio Mangueirão, em Belém do Pará. Mais uma vez, o Estrelão teve altos e baixos na competição. Desta vez, porém, a reação foi no tempo certo. O clube acabou vencendo todos os jogos do segundo turno e terminou na primeira colocação do Grupo A, com 16 pontos, se classificando para a segunda fase, onde formou um quadrangular com PaysanduAmérica-RN e CRB-AL. No entanto, começava ali uma briga judicial intensa e que resultaria na maior crise da história do clube.

O Caso Arena da Floresta

No início da Série C 2011, A Procuradoria da Defesa do Consumidor do Acre (PROCON-AC), órgão ligado ao Ministério Público, decidiu vetar a Arena da Floresta e todos os demais estádios acreanos para jogos oficiais, fazendo com que o Estrelão ficasse incapacitado de realizar jogos com a presença de seus torcedores. O Rio Branco e o Governo do Estado do Acre acionaram a Justiça Comum para recorrer da decisão. Conseguindo uma liminar favorável, o Rio Branco obteve o direito de que os seus jogos fossem realizados com a presença do torcedor. Porém, por ter o seu nome em uma ação fora da esfera esportiva, A CBF decidiu colocar o clube no banco dos réus da Justiça Desportiva. O clube acreano foi condenado com a exclusão da Série C 2011 por ter infringido o artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que proíbe o acesso do clube à Justiça Comum. O julgamento, realizado pela 4ª Comissão Disciplinar, ocorreu ao final da primeira fase, quando o Rio Branco já estava classificado para a segunda fase da competição.

Arena da Floresta. Segundo o Ministério Público, o estádio causa riscos ao torcedor e foi o motivo da polêmica eliminação do Rio Branco na Série C 2011

Com um pedido de efeito suspensivo, o Estrelão conseguiu continuar no torneio até que o caso fosse julgado pelo Pleno do STJD, a última instância da esfera esportiva. Este julgamento aconteceu no dia 13 de outubro, quando o Rio Branco encerrou a sua participação no primeiro turno do quadrangular da Série C e se preparava para o segundo turno (O clube havia feito 3 jogos, sendo 1 empate contra o CRB e 2 derrotas, para Paysandu e América-RN. Por 5 votos a 1, a decisão de exclusão da equipe foi decretada e, mesmo com 3 jogos ainda por fazer, o Rio Branco foi retirado da competição.

Começava aí uma extensa briga judicial. Graças a uma ação da Procuradoria Geral do Estado do Acre protocolada nos Tribunais de Justiça do Acre(TJ-AC) e do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que revogava a decisão da Justiça Desportiva, em 17 de outubro de 2011 a CBF anunciou a volta do Rio Branco à Série C. A entidade recorreu e, quatro dias depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu suspender os jogos do Grupo E até que o caso fosse julgado. No entanto, em 26 de outubro de 2011, o Rio Branco abdicou de sua vaga na segunda fase e aceitou a sua exclusão do torneio. Um dia depois, a CBF anunciou que o Luverdense-MT, terceiro colocado do Grupo A, substituiria o Estrelão na segunda fase e faria os 6 jogos determinados.

O caso se encerrou após Rio Branco, CBF e STJD firmarem um acordo extrajudicial em uma audiência de conciliação no TJ-RJ. No acordo, confirma-se a exclusão do Rio Branco da Série C 2011, ocorrida pelo Pleno do STJD, confirma-se a participação do clube na Série C 2012 e o caso se encerra, não sendo levado para a FIFA, com o Rio Branco ficando imune a possíveis punições. O ponto conquistado pelo clube na segunda fase foi anulado e o Rio Branco encerrou a sua participação na competição, terminando em 9º colocado, com 16 pontos.

A grave crise

O ano de 2012 começou de maneira ruim para o clube. Com uma nova diretoria, o clube passou por grandes reformulações no elenco e se preparava para a disputa da Copa do Brasil 2012, onde enfrentaria o Cruzeiro-MG. O que ninguém esperava é que o Estado do Acre passasse pela maior enchente de sua história, onde mais de 140 mil pessoas foram afetadas pelas águas do Rio Acre. O grande volume de chuvas na região prejudicou o planejamento do Rio Branco, onde muitos treinos acabaram por ser cancelados. Sem jogar oficialmente por mais de 5 meses, a falta de ritmo também prejudicou o elenco. O resultado não poderia ser pior: Jogando em casa, o Estrelão levou a maior goleada de sua história e a primeira dentro de casa, perdendo para o clube mineiro por 6×0 e encerrando a sua pior participação na Copa do Brasil.

Todavia, a goleada serviu para mudar os rumos do clube. Depois de uma estreia no estadual abaixo do esperado e alguns jogos sem demonstrar um bom futebol, a comissão técnica liderada pelo treinador Samuel Cândido acabou sendo demitida, juntamente com alguns jogadores e o diretor de futebol Artur Oliveira. Uma nova mudança começou no decorrer do estadual e a equipe finalmente se encontrou. Próximo da disputa da Série C, a diretoria acertou a contratação do experiente técnico Guilherme Macuglia, que assumiu o clube na semifinal do Campeonato Acreano. O interino, o ex-jogador e ídolo Ico, assumiu o comando de Diretor de Futebol do clube. Ico impôs um novo padrão de jogo e, com os reforços do goleiro Vanderlei (ex-Brasil de Pelotas), do lateral-esquerdo Xaro (ex-São Luiz de Ijuí), do zagueiro Luciano (ex-CRAC-GO) e do meia Thomaz (ex-Caxias-RS), o Rio Branco conquistou, de maneira invicta e suprema, o seu 43º título estadual, com uma campanha impecável de 14 vitórias e apenas 4 empates, em um aproveitamento de 85%, tendo o melhor ataque (60 gols), uma média superior a 3 gols por partida. O clube ainda teve o domínio na seleção do estadual, com 6 jogadores premiados.

Completando 93 anos, a diretoria do clube iniciou uma grande reforma no estádio José de Melo, que completava 83 anos. O projeto consiste em transformar o estádio em um moderno Centro de Treinamentos. As arquibancadas laterais (popularmente conhecidas pela torcida do clube como “Vietnã”) foram demolidas para ampliar o espaço e construir mais um campo de futebol, este especialmente para as categorias de base do clube. O projeto segue a passos lentos.

A grave crise começou no segundo semestre. Na Série C de 2012, o “Caso Arena da Floresta” voltou à tona. Treze-PB (5º colocado da Série D 2011) e Araguaína-TO (clube rebaixado para a Série D) contestaram no STJD a participação do Rio Branco na competição, alegando que o clube havia sido excluído rebaixado judicialmente. Nos julgamentos, o STJD, de forma unânime, julgou improcedente as contestações, voltando a afirmar que a participação do Rio Branco era legítima, uma vez que o clube terminou a Série C 2011 em 9º lugar. As duas equipes, porém, não aceitaram a decisão e procuraram a Justiça Comum para pleitearem a vaga do Estrelão, onde conseguiram liminares favoráveis em seus respectivos estados. Tendo a participação ameaçada, o Governo do Acre, como patrocinador do clube, também entrou com uma ação na justiça, garantindo a participação do Alvirrubro. O STJD decidiu, então, suspender a Série C, que iniciaria no dia 27 de junho, até possuir alguma posição final. Temendo represálias e ameaça de desfiliação, o Araguaína-TO acabou desistindo da ação após uma reunião com o presidente da CBF. O Treze-PB, porém, permaneceu lutando para participar da Série C, sendo incluído após uma nova liminar a seu favor e retirando o Rio Branco da Série C de 2012. CBF e Rio Branco tentaram cassar as liminares que favoreciam o clube paraibano, mas sem sucesso. O Treze participou da Série C assegurado por uma liminar e o Rio Branco acabou de fora da edição. Com folha salarial próxima de R$ 500 mil e contratos até o fim do ano, o Estrelão se viu em uma situação de grave crise financeira por não participar da competição nacional. Alguns atletas não admitiram a rescisão de seus contratos de forma amigável. A situação foi parar na Justiça do Trabalho.

Retorno à Série C e rebaixamento

Com a grave crise devido à exclusão da Série C, o Rio Branco só voltou às competições no ano de 2013. O clube focou as suas atenções para o estadual e para a Copa do Brasil. Lutando pelo tetracampeonato acreano, o clube montou uma equipe modesta. De uma folha salarial que girava em torno dos R$ 500 mil em 2012, o clube fez um orçamento de pouco menos de R$ 80 mil para o primeiro semestre. O ano começou com título, vencendo o Torneio Início do Campeonato Acreano, depois de 6 anos. Mesmo com a crise e o baixo orçamento, a equipe demonstrava ampla superioridade sob os adversários estaduais, mas uma invencibilidade de mais de 2 anos no torneio foi quebrada, perdendo também o título e o sonhado tetracampeonato para o Plácido de Castro.

Extracampo, o pensamento continuava nos tribunais, já que o clube permanecia na tentativa de voltar à Série C. Através de uma ação no Supremo Tribunal Federal, o relator da causa, o Ministro Luiz Fux, convocou a CBFSTJDFederação Paraibana de Futebol e os clubes Treze e Rio Branco, para uma audiência de conciliação, pretendendo pôr fim ao caso que se arrastava desde 2011. O ministro Fux propôs a extinção de todas as ações e a figuração de ambos os clubes na Série C do Brasileirão. Com o acordo firmado, o Rio Branco passou a ser o 21º figurante da Série C de 2013. O clube entrou no Grupo A da competição e seu retorno ocorreu no dia 13 de junho, diante do Fortaleza na Arena da Floresta, na qual o Estrelão foi derrotado pelo placar de 2×0, diante de 4.243 pagantes. A entrada inesperada na competição, associada à falta de planejamento e de patrocinadores agravou a situação financeira do clube, e isso se refletiu no campo. Em 20 jogos, o clube venceu apenas 2 partidas e foi derrotado 18 vezes, realizando a sua pior participação e sendo rebaixado para a Série D de 2014.

 

FONTES: Wikipédia – Revista Placar

 

FONTES: O Malho – Google Maps – Agência Brasil

 

FONTES: Mercado Livre – Revista Placar

 

 

FONTE: Diário do Acre

 

FONTE: Diário do Acre 

 


FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

O Amapá Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Rio Branco, no estado do Acre. Suas cores eram preto e laranja. O “Diabo Laranja” foi Fundado em 1969. A equipe mandava os seus jogos no Estádio José de Melo, com capacidade para 5 mil pessoas.

Tricampeão do Torneio Início (1980, 1982 e 1983), o “Diabo Laranja” participou de algumas edições do Campeonato Acreano. No entanto, após o futebol do Estado ter se profissionalizado, o Amapá encerrou suas atividades em 1989. Foi bicampeão suburbano (espécie de campeonato de segundo nível da Federação Acreana) e pentacampeão do Torneio da Imprensa.

FONTE: Diário do Acre – Wikipédia

 

 

FONTE: Diário do Acre

 

FONTE: Diário do Acre

 

FONTE: Diário do Acre

 

FONTE: Gaspar Vieira Neto

 

TURNO ÚNICO

14.05.2016 RIO BRANCO 2-0 GALVEZ
15.05.2016 PLÁCIDO DE CASTRO 2-1 HUMAITÁ
15.05.2016 ATLÉTICO 2-1 ALTO ACRE
15.05.2016 VASCO DA GAMA 2-0 ANDIRÁ
18.05.2016 GALVEZ 4-0 ALTO ACRE
18.05.2016 HUMAITÁ 5-2 ANDIRÁ
22.05.2016 RIO BRANCO 2-0 PLÁCIDO DE CASTRO
22.05.2016 ATLÉTICO 4-2 VASCO DA GAMA
25.05.2016 RIO BRANCO 0-0 ATLÉTICO
25.05.2016 PLÁCIDO DE CASTRO 3-0 VASCO DA GAMA
28.05.2016 GALVEZ 2-1 HUMAITÁ
28.05.2016 ALTO ACRE 4-1 ANDIRÁ
01.06.2016 GALVEZ 1-0 VASCO DA GAMA
02.06.2016 HUMAITÁ 3-1 ATLÉTICO
04.06.2016 RIO BRANCO 6-1 ANDIRÁ
04.06.2016 PLÁCIDO DE CASTRO 3-2 ALTO ACRE
08.06.2016 ATLÉTICO 4-0 ANDIRÁ
09.06.2016 VASCO DA GAMA 5-1 ALTO ACRE
11.06.2016 RIO BRANCO 2-1 HUMAITÁ
11.06.2016 GALVEZ 4-0 PLÁCIDO DE CASTRO
15.06.2016 RIO BRANCO 1-0 ALTO ACRE
16.06.2016 ANDIRÁ 1-0 PLÁCIDO DE CASTRO
18.06.2016 GALVEZ 3-0 ATLÉTICO
18.06.2016 HUMAITÁ 3-2 VASCO DA GAMA
22.06.2016 GALVEZ 3-1 ANDIRÁ
23.06.2016 HUMAITÁ 1-0 ALTO ACRE
25.06.2016 ATLÉTICO 2-2 PLÁCIDO DE CASTRO
26.06.2016 RIO BRANCO 5-0 VASCO DA GAMA

J

V

E

D

GP

GC

PG

01º

RIO BRANCO

07

06

01

00

18

02

19

02º

GALVEZ

07

06

00

01

17

04

18

03º

HUMAITÁ

07

04

00

03

15

11

12

04º

ATLÉTICO

07

03

02

02

13

11

11

05º

PLÁCIDO DE CASTRO

07

03

01

03

10

12

10

06º

VASCO DA GAMA

07

02

00

05

11

17

06

07º

ALTO ACRE

07

01

00

06

08

17

03

08º

ANDIRÁ

07

01

00

06

06

24

03

 

SEMI FINAL

 

29.06.2016

GALVEZ

1-0

HUMAITÁ

29.06.2016

RIO BRANCO

1-1

ATLÉTICO

 

FINAL

 

06.07.2016

RIO BRANCO

1-1

GALVEZ (4-2 PEN)

 

# CAMPEÃO – RIO BRANCO FOOTBALL CLUB (RIO BRANCO – AC)

 

Obs.: Todas as partidas foram disputadas no Estádio Florestão, em Rio Branco/AC

Arquivos de Manoel Façanha (Rio Branco/AC) 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 
FLORESTA FC (RIO BRANCO-AC)

4

AA ALVORADA (RIO BRANCO-AC)

1

DATA: 11 de setembro de 1976 LOCAL: Rio Branco / AC
JUIZ: Adalberto Araújo CARÁTER: Campeonato Acreano – 1976
GOLS: Erasmo (2), Carlinhos e Azulão / Zé Palito
Floresta(AC): Dinda; Azulão, Edemilson, Abraão e Ari; Clóvis e Lauro; Paulo, Carlinhos, Erasmo e Abacate (Raimundo).
Alvorada(AC): Sligari; Nascimento, Italésio, Zé palito e Ico; Chico Cuiu e Pedro; Agnélio e Itárcio.
Obs.: O Alvorada jogou com apenas 9 jogadores.
 

LABOR E.C.            2          X         3          SELEÇÃO DO ACRE

LOCAL: Estádio Parque Amazonas, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, no dia 22 de Dezembro de 1957

CARÁTER: Amistoso Nacional

ÁRBITRO: Tabosa dos Reis (FADA)

RENDA: Cr$ 105.000,00

LABOR: Jorge; Pancrácio e Roberval; Chagas, Alberto e Branco (Aluisio); Bacca, Santos(Gravata), Carioca e Miro.

ACRE: Pedrito; Zé Cláudio e Mozarino; Valdo, Adalberto e Boá (Carrion); Moisés (Oceano), Pedrinho (Sidico), Fuéd, Roberto e Hugo (Alísio).

GOLS: Gravata, de cabeça, e Olavo, de pênalti (Labor); Roberto, duas vezes, e Fuéd (Selecionado Acriano).

 

PS.: Em 1957, o Acre ainda era um Território Federal (sem pertencer nenhum Estado). Por força da lei federal nº 4.070, o presidente do Brasil João Goulart elevou o Acre à categoria de Estado em 1962.

 

FONTE: Jornal do Commercio-AM

 

O Bangu Esporte Clube é uma agremiação da Cidade de Senador Guiomar (AC). Fundado no dia 28 de agosto de 1977, tem a sua Sede localizada na Rua Ovídio A. Araripe, s/n, no Centro de Senador Guiomard. O Bangu EC é o 1º Campeão amador da história. O clube também conta com o título Estadual de Futebol Sub-17 pela Federação de Futebol do Estado do Acre (FFAC), em 2014. O Bangu participa das competições estaduais nas categorias de base do futebol acriano.

FONTE & FOTO: Página do clube no Facebook

 

Floresta Futebol Clube (Rio Branco - AC) - 1976

Arquivo de Francisco Pinheiro e Manoel Façanha (Rio Branco-AC)

 

Agradecimento ao Sergio Mello pelo redesenho do escudo

 

 

NOME: ESPORTE CLUBE FRONTEIRA
CIDADE: Plácido de Castro / AC
CORES OFICIAIS: vermelho / branco


Agradecimento ao Sergio Mello pelo redesenho do escudo.

 

A Associação Desportiva Vasco da Gama é uma agremiação da cidade de Rio Branco (AC). O ‘Bacalhau D’Água Doce’ foi Fundado no dia 28 de Junho de 1952. A escolha do nome foi em homenagem ao tradicional clube homônimo carioca, o Club de Regatas Vasco da Gama. Atualmente disputa a elite do Campeonato Acreano.

Títulos
Acre Campeonato Acriano: 3 vezes (1965, 1999 e 2001)
Acre Campeonato Acriano - 2ª Divisão: 2013.

FONTES: Wikipédia - A Bola em Revista
 

Grêmio Esportivo Acreano

Segue na íntegra.

Lançada recentemente pela Federação de Futebol do Acre, a revista relembra as três participações do “ Mais querido do Vale do Yaco” nos estaduais de 1994, 95 e 96.

 

O Campeonato Estadual de 1994
         No primeiro campeonato de futebol profissional de sua história o Grêmio começou com o pé direito. A equipe comandada pelo então Capitão da PM Marcus Wismam, conquistou o titulo do torneio inicio ao vencer o favorito Atlético Acreano na final.
         A Edição Histórica da Revista destacou: O Grêmio Esportivo Acreano jogou ofensivamente e logo eliminou a Adesg;  depois venceu o Independência nas penalidades e por ultimo, o Atlético Acreano por 1 a 0, gol do zagueiro Ferrugem. O time foi comandado pelo o Capitão PM Marcus wismam.
         O jogo de abertura  foi entre Grêmio, de Sena Madureira, e Adesg, de Senador Guiomard,  dois clubes representantes do interior do Estado. O jogo aconteceu no Estádio Marreirão em Sena Madureira. Resultado Grêmio 1 x 2 Adesg.
         Na disputa por uma vaga no quadrangular final o Grêmio enfrentou o Rio Branco. No primeiro confronto em Sena Madureira, o time da Capital venceu pelo o placar mínimo. Gol  de Ney aos 8 minutos da etapa final. Na partida de volta, no Estádio José de Melo, o Estrelão venceu por 4 a 0.

 

O Campeonato Estadual de 1995
         Em 1995, o Grêmio também chegou a decisão do torneio inicio, mas o titulo ficou com o Rio Branco, que venceu nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal.
         O Grêmio entrou em campo com a seguinte formação:  Durval,  Siqueira,  Jairo, Darck e Nenê Diniz; Cita,  Ermilson e Neno;  Ribeiro, Ney Benone ( Balão)  e Maradona. Técnico Elder Teixeira.
         Após o torneio inicio veio o campeonato, a revista relata alguns jogos do Grêmio. Em casa o time de Sena Madureira goleou a Adesg por 5 a 2. Na abertura do returno o  “ Mais Querido”, surpresa, em casa o Grêmio perdeu  por  3 a 0 para o Atlético Acreano.

 

O Campeonato Estadual de 1996
         Em 1996, o oficial da Policia Militar Marcus Wisman, voltou a comandar o time de Sena Madureira. Por conta das dificuldades encontradas no futebol local, da falta de apoio e transporte até Rio Branco.
         A base do time foi formada por policiais militares da Capital Acreana.  No torneio inicio da temporada o Grêmio voltou a brilhar conquistou o torneio inicio.  O  “ Mais querido” derrotou na final  o Atlético Acreano ( 1 a 0) gol de Lolô ( hoje sargento da PM e atacante do Galvez ).
         No campeonato o Grêmio perdeu para o Rio Branco ( 1X3). O Rio Branco foi campeão do Estadual.

 

         Este foi o último ano que o Grêmio disputou o Campeonato Profissional. A partir daí o futebol do Vale do Yaco foi literalmente abandonado.

 

Fonte: www.gilbertodiniz.com.br
 

Graças ao amigo e parceiro Homero Queiroga, dono do celebre site Escudos do Mundo Inteiro, conseguiu junto a diretoria do Andirá Esporte Clube, da cidade do Rio Branco (AC), dois modelos de camisa e o escudo, que não contém o morcego (Afinal algo inédito!).

Relembrando, que o time está disputando o Campeonato Acreano da 2ª Divisão. Fundado no dia 1º de Novembro de 1964, por uma das famílias mais tradicionais do Estado do Acre, os Dantas.

A origem do nome do clube vem da palavra indígena “andyrá“, que em Tupi significa “morcego“. Suas cores inicialmente eram o preto e o branco. Em 2006 o clube adotou o verde em seu uniforme que, segundo o então presidente Gilberto Braga, é uma homenagem à Amazônia e à borracha, produzida com destaque no Estado.

FONTES: Homero Queiroga – Diretoria do Andirá EC

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