Participantes:
América Esporte Clube
Fortaleza Futebol Clube
Imperial Futebol Clube
Independência Futebol Clube
Rio Branco Football Club
Ypiranga Esporte Clube

 

 Data: 02/07/1950
Local: Estádio José de Melo

 

Rio Branco 4 x 0 América
Árbitro: Capitão Braga (Fortaleza F.C.)
Gols: Arigó (2), Dudu e Orsete
Rio Branco: Guedes, Jaime, Orsete, Adalberto, Edmundo, Valdo, Dudu, Edson, Arigó, Reinaldo e Elinio.
América: Fernandes, Aloizio, Vidal, Sabiá, Carioca, Caetano, Rivaldo, Elias, Osmede, Valdé e Pires.

 

Independência 1 x 0 Ypiranga
Árbitro: Sr. Queiroz (Imperial F.C.)
Gol: Paulo
Independência: Tinoco, Bararú, Souza, Ferreira, Leão, Gago, Paulo, Durval, Moreira, Onofre e Cleomenes.
Ypiranga: Barbosa, Sombra, Gilmar, Curitiba, Veado, Osvaldo, Vital, Passarinho, Cloter, Bacurau e Zelito.

 

Imperial 2 x 0 Fortaleza
Árbitro: Walter Felix
Gols: Borracha e Felix
Imperial: Assis, Almeida, Hildebrando, Calixto, Olavo, Barata, Felix, Souza, Gomes e Borracha.
Fortaleza: Mossoró, Popó, Rocha, Graça, Julio, Tina, Walter, Andrade, Piculino, Railton e Rubens.
Obs: O Imperial jogou com 10 atletas

 

Rio Branco 1 x 0 Independência
Árbitro: Sr. Waldemar (América E.C.)
Gol: Elinio
Rio Branco: Guedes, Jaime, Orsete, Adalberto, Edmundo, Valdo, Elinio, Edson, Arigó, Reinaldo e Dudu.
Independência: Tinoco, Bararú, Souza, Gomes, Leão, Gago, Paulo, Ferreira, Moreira, Onofre e Cleomenes.

 

Rio Branco 3 x 0 Imperial
Árbitro: Cap. Milton Braga (Fortaleza F.C.)
Gols: Arigó (2) e Dudu
Rio Branco: Guedes, Jaime, Orsete, Adalberto, Edmundo, Valdo, Elinio, Edson, Arigó, Reinaldo e Dudu.
Imperial: Assis, Almeida, Hildebrando, Calixto, Olavo, Barata, Sérgio, Borracha, Felix e Valdemar.
Obs: O Imperial jogou com 10 atletas

 

Com estes resultados o Rio Branco Sagrou-se campeão do Torneio Inicio de 1950, recebendo o Troféu Major Isidoro da Cunha Pereira

 

 Fonte: Jornal O Acre
 
Para a Semana da Patria a Federação Acreana de Desportos organizou um torneio com a participação de clubes do Acre, Amazonas e Rondônia. Todos jogaram contra todos entre os dias 03 e 09 de setembro:

 

Participante:
 Acre: Atlético, Independência e Rio Branco
Amazonas: Fast Clube
Rondônia: Flamengo

 

 Os jogos:

 

As partidas foram disputadas no Estádio José de Melo

 

Independência 3 x 1 Rio Branco
Data: 03/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Léo (2) e Airton (Independência) e Trinta e Um (Rio Branco)

 

Fast 2 x 2 Flamengo (RO)
Data: 03/09/1959
Árbitro: Cezar Pontes
Gols: Wilson (contra) e Hugo (Fast); Bolô e Waldir (Flamengo)

 

Fast 4 x 1 Rio Branco
Data: 05/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Português (2), Hugo e Dadá (Fast); Tião (Rio Branco)

 

Atlético 1 x 1 Independência
Data: 05/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Roberto (Atlético); Gilito (Independência)

 

Flamengo 6 x 2 Rio Branco
Data: 06/09/1959
Árbitro: Anibal Tinoco
Gols: Mundinho (3), Juqinha (2) e Nezio (Flamengo; Trinta e Um e Touca (Rio Branco)

 

Atlético 3 x 1 Fast Clube
Data: 06/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Moisés (2) e Roberto (Atlético); Português (Fast)

 

Atlético 1 x 1 Flamengo
Data: 07/09/1959
Árbitro: Israel Cavalcante
Gols: Moisés (Atlético); Bolô (Flamengo)

 

Independência 1 x 1 Fast Clube
Data: 07/09/1959
Árbitro: Walter Felix
Gols: Airton (Independência); Hugo (Fast)

 

Atlético 2 x 0 Rio Branco
Data: 09/09/1959
Árbitro: Walter Felix
Gols: Moisés e Roberto

 

Independência 3 x 1 Flamengo
Data: 09/09/1959
Árbitro: Walter Felix
Gols: Gilito, Zé Cláudio e Airton (Independência); Waldir (Flamengo)

 

Colocação dos Clubes
J
V
E
D
GP
GC
PTS
Independência
4
2
2
0
8
4
6
Atlético
4
2
2
0
7
3
6
Flamengo
4
1
2
1
10
8
4
Fast
4
1
2
1
8
7
4
Rio Branco
4
0
0
4
4
15
0
 Apesar de Independência e Atlético terem terminado o Torneio em primeiro lugar, não foi mencionado nada sobre quem foi o campeão.
 
 
Fonte: Jornal O Acre
 

 
A convite do presidente da Federação Acreana de Desportos (Sr. Ary Rodrigues), esteve na cidade de Rio Branco, o Ipiranga do até então Território de Rondônia, para a disputa de três partidas, a saber:
 
Atlético Acreano 1 x 1 Ipiranga (RO)
Data: 05/09/1958
Local: Estádio José de Melo (Rio Branco)
Árbitro: José Anibal Tinoco
Gols: Moisés 7 e Souza 41 do 1º tempo
Atlético: Bruzugu, Bararú, Adalberto, Edgar, Tug, Boá, Fernando (Oceano), Rivaldo, Roberto, Moisés e Zelito (Aramis).
Ipiranga: Murilo, Zezinho, Tracajá, Bringel, Astrogildo, Pacamon, Jorge, Normando, Souza, Ney e Sebinho (Dorival).

 

Independência 1 x 3 Ipiranga
Data: 07/09/1958
Local: Estádio José de Melo (Rio Branco)
Árbitro: Walter Felix
Gols: Souza (3) e Carreon
Independência: Tinoco, Mosarino, Léo, Alicio, Adalberto Viana, Cidico, Airton, Fuad, Carreon, Hugo e Gilito.
Ipiranga: Murilo, José Barros, José Maria, Aurélio, Antônio Matos, Astrogildo, Antônio Albano, Normando, Jorge, Ney e Sebastião Sena.

 

Rio Branco 3 x 0 Ipiranga
Data: 09/07/1958
Local: Estádio José de Melo (Rio Branco)
Renda: Cr$ 14.750,00
Árbitro: Albanor Arouca
Gols: Felix 7, Hugo 32 do 1º tempo e Tôca 28 do 2º tempo
Rio Branco: Tinoco, Said, Olavo, Sombra, Biduca, Evandro, Onofre, Caetano, Felix, Tôca e Dão.
Ipiranga: Murilo, José Barros, Astrogildo, Aurélio, Antônio Matos, José Maria, Dorival, Normando, Jorge, Ney e Sebastião Sena.

 

 Fonte: Jornal O Acre
 
O Torneio Inicio do Campeonato Acreano de 1958 foi disputado em 02 de março, com os jogos  sendo realizados no Estádio José de Melo, na cidade de Rio Branco.

 

Participantes:
 
 América Esporte Clube
Associação Desportiva Vasco da Gama
Atlético Acreano
Botafogo Futebol Clube
Independência Futebol Clube
Rio Branco Football Club
União Futebol Clube

 

Os jogos:

 

Atlético 1 x 0 Botafogo
Rio Branco 0 x 0 América (Nos pênaltis o América venceu por  11 x 10)
Independência 2 x 0 Vasco
Atlético 1 x 0 União
Independência 2 x 0 América
Independência 1 x 0 Atlético

 

Com estes resultados o Independência sagrou-se campeão do Torneio Início

 

 Fonte: Jornal O Acre
 
EQUIPES PARTICIPANTES:
A.D.E.S.G. ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE SENADOR GUIOMARD SENADOR GUIOMARD
A.M.A.X. ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES E AMIGOS DE XAPURI ESPORTE CLUBE XAPURI
ABUNÃ ABUNÃ ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
ACRE - RIO BRANCO
ACREANA ASSOCIAÇÃO ATHLÉTICA ACREANA RIO BRANCO
ACREANO ACREANO SPORTING CLUB RIO BRANCO
ALTO ACRE ALTO ACRE FUTEBOL CLUB EPITACIOLÂNDIA
ALVORADA ALVORADA FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
AMAPÁ AMAPÁ FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
AMÉRICA AMÉRICA ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
ANDIRÁ ANDIRÁ ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
ATLÉTICO ATLÉTICO ACREANO RIO BRANCO
BOTAFOGO BOTAFOGO FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
BOULEVARD BOULEVARD FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
BRASIL BRASIL ESPORTE ATHLÉTIC RIO BRANCO
CATUABA CATUABA FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
COMERCIAL COMERCIAL SPORT CLUB RIO BRANCO
COMERCIÁRIOS ASSOCIAÇÃO DOS COMERCIÁRIOS ACREANOS RIO BRANCO
DUQUE DE CAXIAS DUQUE DE CAXIAS SPORT CLUB RIO BRANCO
EPAMINONDAS JÁCOME GRÊMIO ESTUDANTIL EPAMINONDAS JÁCOME RIO BRANCO
FLORESTA FLORESTA FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
FORTALEZA FORTALEZA FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
GALVEZ GALVEZ ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
GRÊMIO ACREANO GRÊMIO ESPORTIVO ACREANO SENA MADUREIRA
GRÊMIO SAMPAIO GRÊMIO ATLÉTICO SAMPAIO RIO BRANCO
GUARANI GUARANI ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
HUMAITÁ SPORT CLUBE HUMAITÁ PORTO ACRE
IMPERIAL IMPERIAL FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
INDEPENDÊNCIA INDEPENDÊNCIA ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
INDEPENDÊNCIA INDEPENDÊNCIA FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
INTERNACIONAL SPORT CLUB INTERNACIONAL RIO BRANCO
IPIRANGA IPIRANGA FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
JUVENTUS ATLÉTICO CLUBE JUVENTUS RIO BRANCO
MILITAR ASSOCIAÇÃO ATHLÉTICA MILITAR RIO BRANCO
MILITAR MILITAR FOOTBALL CLUB RIO BRANCO
NAUÁS NAUÁS ESPORTE CLUBE CRUZEIRO DO SUL
PENÁPOLIS PENÁPOLIS ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
PLÁCIDO DE CASTRO PLÁCIDO DE CASTRO FUTEBOL CLUBE PLÁCIDO DE CASTRO
RIO BRANCO RIO BRANCO FOOTBALL CLUB RIO BRANCO
SÃO FRANCISCO SÃO FRANCISCO FUTEBOL CLUBE RIO BRANCO
SATÉLITE SATÉLITE CLUBE RIO BRANCO
UNIÃO UNIÃO ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
VASCO DA GAMA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA VASCO DA GAMA RIO BRANCO
VETERANOS VETERANOS ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
VILA IVONETE VILA IVONETE ESPORTE CLUBE RIO BRANCO
YPIRANGA YPIRANGA SPORT CLUB RIO BRANCO
FONTES: FUTEBOL ACREANO EM REVISTA, RSSSF BRASIL e BLOG HISTÓRIA DO FUTEBOL
 

Atlético Acreano (Rio Branco-AC) - 1978

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Atlético Clube Juventus (Rio Branco-AC) - 1981

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Associação Desportiva Vasco da Gama (Rio Branco-AC) - 1974

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Atlético Clube Juventus (Rio Branco-AC) - 1973

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Rio Branco Football Club (Rio Branco-AC) - 1966

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Independência Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1969

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Amapá Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1979

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Andirá Esporte Clube (Rio Branco-AC) - 1982

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Alvorada Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1973

Fonte: Francisco Pinheiro \ AC

 

Atlético Acreano (Rio Branco-AC) - 1980

Fonte: Izolmar Pontes – AC

 

Independência Futebol Clube (Rio Branco-AC) - 1977

Fonte: Ilzomar Pontes – AC

 

Federação Acreana de Desportos - 1967

Fonte: Francisco Pinheiro – AC

 

Publico esta foto,não por ser uma foto histórica, mas por considerar hoje o uniforme mais interessante entre todas as equipes profissionais do país.

Sport Club Humaitá (Porto Acre - AC) - 2017

Fonte: Francisco Pinheiro e Manoel Façanha – AC

 

Conheça o Galvez, o time da Polícia Militar do Acre, que sonha alto

O futebol acriano tem um clube dominante, o Rio Branco, dono de 45 títulos estaduais. No Campeonato Acriano 2015, a equipe mais uma vez comemorou, mas o que chama a atenção é o vice-campeão. O Galvez, também da capital Rio Branco, fundado em 2011 e já conseguiu um vice-campeonato em sua terceira participação na elite.

Entretanto, o Galvez não é um clube como outro qualquer, pois sua história tem um fato singular: o time nasceu da Polícia Militar do Acre e ainda preserva tradições da corporação, inclusive no organograma.

Galvez vice-campeão Acriano de 2015

4 de março de 2011, o pontapé inicial do Galvez. O dia em que a Polícia Militar do Acre colocou em prática um grande objetivo, de acordo com o Major Edener Franco, diretor de futebol do clube: “Ao criar o Galvez, tinha a intenção de aproximar os policiais militares e a sociedade por meio do esporte, transformar a visão que a população acriana tinha da corporação, de mero braço repressor. Além de unir a corporação internamente. Como fez Mandela com o rúgbi na África do Sul, claro com as devidas proporções, buscamos transformar a sociedade através do principal esporte nacional, o futebol”, disse o dirigente em entrevista exclusiva ao site Plano Tático.

A ideia inicial do Galvez era só “pegar os militares, colocar os uniformes e jogar. Achávamos que somente a garra dos militares seria suficiente”, informa o major Edener Franco. Porém, o que se viu na prática foi várias dificuldades materiais e de recursos humanos, pois “não havia noção do quanto era preciso para formar um time competitivo, tivemos que superar tudo isso na prática”, explica o diretor de futebol do Galvez.

A estreia no futebol profissional ocorreu na segunda divisão do Campeonato Acriano de 2011. Na primeira fase, com quatro vagas para seis times, o Galvez já sentiu que precisava mudar: “Iniciamos com a maioria dos jogadores sendo militar, mas durante a segunda divisão vimos a grande diferença entre futebol profissional e amador”.

Galvez em 2011, ano de sua fundação

Galvez em 2011, ano de sua fundação

Segundo o dirigente, os militares, apesar da boa vontade, não tinham base técnica para competir em nível profissional, com raras exceções. Assim, o Galvez buscou saídas: Com a ajuda de outros parceiros, principalmente o Rio Branco, conseguimos trazer jogadores por empréstimo e melhoramos na reta final do torneio.

Após duas derrotas, o Galvez emplacou três vitórias e avançou às semifinais com nove pontos em cinco jogos, dois a mais que o Vasco da Gama. Diante da Amax, o time da Polícia Militar fez 4×2 e disputou o título como Andirá, valendo vaga na elite acriana. Porém, o Galvez perdeu os dois jogos, continuando na segunda divisão.

Mesmo com o vice-campeonato, o Galvez entendeu o caminho que deveria seguir: “Para ser um grande clube e competir com os adversários locais, não poderíamos permanecer só com militares”, justifica o diretor de futebol do clube. Assim, a lógica se inverteu: A maioria dos jogadores é profissional, com alguns militares compondo o elenco.

Até nos cargos administrativos houve mudança: Em 2015 teve um civil como diretor das categorias de base e ele deve assumir também o futebol profissional em 2016. O único cargo obrigatoriamente de militar é o do presidente, que é o Comandante Geral da Polícia Militar do Acre.

Até nos treinamentos a técnica militar foi deixada de lado. No início, a comissão técnica era formada apenas por militares e estes chegaram a aplicar alguns exercícios tipicamente nossos. Porém, verificamos que as técnicas não se adequavam ao futebol profissional e já contratamos profissionais específicos, sendo que já não usamos nada dos exercícios militares e sim o preparador físico profissional, afirma o dirigente do Galvez.

 

O crescimento do Galvez no Acre

O Galvez tem um título da 2ª Divisão do Campeonato Acriano em três anos de história

O Galvez tem um título da 2ª Divisão do Campeonato Acriano em três anos de história

 

Com as mudanças feitas, o resultado veio. Na segunda divisão de 2012, o Galvez encarou Amax e Vasco da Gama, terminando com título e acesso ao somar dez pontos nos quatro jogos, invicto, com 14 gols a favor e dois contra. A estreia na elite foi com grande campanha: 22 pontos em 14 rodadas, no quarto lugar, dois à frente do Juventus e com vaga nas semifinais.

O estadual 2013 findou justamente no mata-mata, com derrota de 6×2 para o Rio Branco. Algo que não desanimou o Galvez, novamente quarto colocado em 2014. Porém, a eliminação veio de novo nas semifinais, agora diante do Atlético Acreano.

Evidentemente, o Galvez se preparou para no estadual 2015 alcançar a final e brigar pelo título. Por isso, o técnico Tangará foi contratado ainda no fim de novembro/2014, encerrando ciclo de oito anos entre base e profissional do Rio Branco, e em janeiro os jogadores começaram a chegar, com salário máximo de R$ 2 mil.

O mais famoso era o atacante Juliano César, 36 anos, oito vezes campeão acriano com o Rio Branco e com quase 200 gols na carreira. Os treinos deveriam ter começado em 19 de janeiro, mas foram adiados em uma semana por falta de campo, o que foi resolvido prontamente. Algo que não atrapalhou o Galvez, que iniciou o torneio com cinco vitórias em cinco jogos.

A primeira derrota veio justamente na sexta rodada, 3×0 para o Rio Branco e dali em diante o Galvez teve problemas, perdendo a liderança para o Atlético Acreano ao ser superado pelo lanterna Alto Acre por 3×2, em casa. A recuperação veio com duas vitórias, mas Tangará saiu, em comum acordo com a diretoria – quer montar uma escolinha de futebol em Mato Grosso.

O novo técnico, Artur Oliveira estava no Vasco da Gama, chegou nas duas últimas rodadas, com duas derrotas. Mesmo assim o Galvez se classificou com a quarta melhor campanh, indo jogar as semifinais diante do Atlético Acreano. Com o reforço de Adriano Louzada (Porto, Cruzeiro, Palmeiras), 36 anos, o time da Polícia Militar surpreendeu o adversário na volta ao vencer por 2×1 na prorrogação – houve empate de 1×1 na ida –, indo à final do Campeonato Acriano pela primeira vez!

Com três ex-atletas do Rio Branco, o Galvez encarou o maior time do Acre, mas não conseguiu levantar a taça – são dez jogos na história, com oito vitórias do Rio Branco e dois empates. Foram duas derrotas, 2×1 e 2×0, mas a sensação é de êxito: “O resultado vem de muito trabalho, além do respeito que temos com todos (militares, atletas, comissão técnica, imprensa) e de honrarmos os nossos compromissos. Respeito gera respeito, logo, hoje muitos profissionais preferem trabalhar no Galvez, conseguimos atletas que tinham outras propostas, pois sabem que não terão problemas com salário ou com o próprio ambiente de trabalho”, explicou o Major Edener Franco em entrevista ao site Plano Tático.

Mas o Galvez não encerrou a temporada 2015 em 27 de junho. No sub-19, a equipe venceu o Vasco da Gama por 1×0 na final e levantou a taça inédita, conseguindo vaga na Copa São Paulo 2016. Os meninos do Galvez tiveram oito vitórias, um empate e uma derrota, melhor ataque (20 gols) e melhor defesa (seis).

O Galvez é campeão acriano no sub 19 pela primeira vez

Informações

- O único momento negativo do Galvez no Campeonato Acriano 2015 foi fora das quatro linhas. O primeiro a cometer ato de indisciplina foi o zagueiro Diego, que após a derrota de 3×0 para o Rio Branco, na primeira fase, jogou água no rosto de um adversário. Ele foi multado em 20% do salário e levou seis jogos de suspensão do TJD/AC. O segundo problema ocorreu com o volante Renato Paulo, que elogiou no Facebook a direção do Atlético Acreano, adversário das semifinais, afirmando que torceria pelo clube na disputa do título. Acabou desligado do Galvez, que segundo o Major Edener Franco deve dar o exemplo:

A disciplina é importante em qualquer ambiente, seja num quartel, numa empresa ou em qualquer local que reúna seres humanos. A disciplina do Galvez não é superior aos grandes clubes, mas deixamos claro que, para jogar aqui, o atleta tem que ter uma vida tanto dentro do clube como fora pautada no respeito às pessoas. Quem não gostar da Policia Militar não pode vir pra cá, pois é ela que dita as regras que devemos seguir enquanto existir o clube. Na realidade, o que falta mesmo é termos mais atletas verdadeiramente profissionais, pois muitos não o são, o que acaba prejudicando principalmente a eles”, diz o dirigente.

Na Copa Do Brasil de 2016 a equipe se classificou pela primeira vez para a 2°fase da competição eliminando o Rio Branco. O próximo adversário foi o Santos, a equipe não conseguiu fazer um bom jogo perdendo de 3×0 sendo assim eliminada da competição.

No Campeonato Acriano de 2016, termina a competição na 3ª colocação.

 

Fontes:
http://planotatico.com/
http://www.colecaodeclubes.com.br/
Arquivos pessoais 

 

Rio Branco Football Club, conhecido por Rio Branco ou Estrelão, e cujo acrônimo é RBFC, é um clube poliesportivo brasileiro, sediado na cidade de Rio Branco, no estado do Acre. Tem como principal modalidade o futebol. As cores do clube – presentes no escudo, uniforme e bandeira oficial – são o vermelho e branco. Seu mascote é a Estrela Altaneira, símbolo da Revolução Acriana, que também está presente na bandeira do Estado do Acre.

Suas principais conquistas consistem em 45 títulos do Campeonato Acreano, três do Copas da Amazônia e uma da Copa Norte, conquistada de forma invicta no ano de 1997. Este último garantiu ao clube uma vaga na Copa Conmebol, tornando-se o primeiro clube da Região Norte do Brasil a disputar uma competição oficial sul-americana.

História

Fundação

O Rio Branco foi fundado na noite do dia 8 de junho de 1919, em uma reunião ocorrida no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), na Rua 17 de Novembro no 2° Distrito da cidade de Rio Branco. A reunião foi convocada pelo advogado amazonense Dr. Luiz Mestrinho Filho, o qual estava na cidade para presidir uma comissão de inquérito na Agência dos Correios. Compareceram ao todo 16 pessoas, entre os quais estavam Nathaniel de Albuquerque, Conrado Fleury, José Francisco de Melo, Mário de Oliveira, Luiz Mestrinho Filho, Alfredo Ferreira Gomes, Manoel Vasconcelos, Francisco Lima e Silva, Pedro de Castro Feitosa, Jayme Plácido de Paiva e Melo, que assinaram a primeira ata do clube.

No mesmo dia da fundação, foram sugeridos por Luiz Mestrinho o nome do clube (em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco) e as cores vermelho e branco. Como primeiro presidente do Rio Branco, foi escolhido Nathaniel de Albuquerque.

Após eleita a primeira diretoria, o clube recebeu a doação de um terreno no local onde hoje está situada a Praça Plácido de Castro, por parte do prefeito, Dr. Augusto Monteiro. O terreno doado consistia em uma área de mata nativa, que em poucos dias foi substituída por um campo de terra batida para, mais tarde, tornar-se a sede social do clube.

A primeira partida oficial disputada pelo Rio Branco ocorreu no dia 14 de julho de 1919, com vitória por 5 a 0 sobre o Militar Foot-Ball Club, equipe da Polícia Militar do estado. O primeiro uniforme do Rio Branco era totalmente branco, com uma grande estrela vermelha no local do distintivo da camisa.

No dia 18 de julho de 1920, o Rio Branco faria sua primeira partida intermunicipal, com vitória sobre a Seleção de Xapuri pelo placar de 1×0.

Primeiros jogos

Em seu primeiro ano de existência, o Rio Branco disputou alguns amistosos e o primeiro torneio da Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET) e venceu todos os jogos, faturando o primeiro título do estado:

A Estrela Altaneira, transformada em segundo escudo do clube, é usada frequentemente em seu uniforme. As 3 estrelas vermelhas representam o tricampeonato do Copão da Amazônia. A estrela dourada representa o título da Copa Norte de 1997.

09 de julho — Rio Branco 10 x 0 Acreano - Liga Torneio Initiun
09 de julho — Rio Branco 2 x 0 Ypiranga - Liga Torneio Initiun
14 de julho — Rio Branco 5 x 0 Militar - Amistoso
20 de julho — Rio Branco 4 x 0 Militar - Amistoso
01 de agosto — Rio Branco 4 x 0 Acreano - Campeonato Acreano
06 de agosto — Rio Branco 2 x 1 Militar - Amistoso
17 de agosto — Rio Branco 8 x 0 Ypiranga - Campeonato Acreano
06 de setembro — Rio Branco 11 x 1 Team Negra - Amistoso
21 de setembro — Rio Branco 1 x 0 Ypiranga - Campeonato Acreano
28 de setembro — Rio Branco 3 x 0 Acreano - Campeonato Acreano
15 de novembro — Rio Branco 2 x 0 Combinado Acreano/Ypiranga - Amistoso (entrega de faixas)
14 de dezembro — Rio Branco 2 x 1 Ypiranga - Amistoso
28 de dezembro — Rio Branco 5 x 0 Ypiranga - Amistoso

Os times existentes à época promoviam diversos amistosos, cultuando uma rivalidade saudável e unia uma frente única para derrotar aquela equipe poderosa no futebol e pela composição de seus membros influentes na vida social, administrativa e política territorial, como advogados, promotores, juízes, desembargadores, médicos, militares, delegados, escritores, altos comerciantes.

A primeira derrota

Em 1920, o Rio Branco continuaria a colher louros no futebol, mas conheceria no último jogo do ano o amargo sabor da derrota que tanto impunha aos rivais. Os jogos de 1920:

30 de maio — Rio Branco 4 x 2 Acreano S.C.
06 de junho — Rio Branco 3 x 1 Ypiranga S.C.
27 de junho — Rio Branco 2 x 1 Acreano S.C.
18 de julho — Rio Branco 1 x 0 Xapurienses (*)
22 de agosto — Rio Branco 5 x 0 Catuaba F.C.
12 de setembro — Rio Branco 3 x 0 Acreano S.C.
05 de outubro — Rio Branco 2 x 0 Ypiranga S.C.
12 de outubro — Rio Branco 1 x 0 Brasil E.A.
14 de novembro — Rio Branco 1 x 3 Catuaba F.C.

(*) o jogo de 18 de julho, contra a seleção Xapuriense, vencido pelo Estrelão, marcou o primeiro amistoso inter-municipal ou inter-departamental.

Primeiros títulos

O ano de 1919 marca também a criação da Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET). O Rio Branco foi um de seus fundadores, juntamente com o Acreano Sport CIub e o Ypiranga Sport Club. A associação recém-criada promoveu a disputa de um torneio, a Liga Torneio Initium, no dia 9 de julho daquele ano. O Rio Branco sagrou-se campeão, vencendo o Acreano por 10×0 e o Ypiranga por 2×0.

No dia 1º de agosto de 1919, teve início o primeiro campeonato oficial da LAET, disputado em dois turnos. No primeiro, o Rio Branco goleou o Acreano por 4×0 e o Ypiranga por 8×0. No segundo turno, 3×0 no Acreano e 1×0 no Ypiranga. O time do Rio Branco que foi campeão da competição estava assim formado: Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.

Infelizmente, o Delegado Chiquinho pôde somente registrar quatro jogos estrelados em 1921, pelo campeonato, ainda os três clubes, mas é fácil saber que o Estrelão faturou o bicampeonato, aferindo-se pelos escores do primeiro turno, agora já minguados talvez pela retrancagem:

16 de julho — Rio Branco 1 x 1 Militar
23 de julho — Rio Branco 1 x 0 Rio Negro A.C.
30 de julho — Rio Branco 1 x 0 Militar
05 de agosto — Rio Branco 1 x 0 Militar.

No dia 1º de outubro de 1921, o Rio Branco disputou um amistoso para a entrega das faixas de campeão, contra um Combinado Acreano-Ypiranga. Vitória do Estrelão pelo placar de 3 x 2.

Entre 1922 e 1927, a LAET não organizou o seu campeonato. Os clubes acreanos tiveram de se contentar com amistosos. Somente em 1928 houve um novo campeonato, faturado pelo Rio Branco sobre o Ypiranga. Em 1929, o clube rompeu relações com a mentora e decidiu não mais participar dos torneios. O retorno para competições só aconteceu em 1935, com mais um título estadual, desta vez em cima do América.

Dez anos depois de sua fundação, o Rio Branco inaugurava o seu estádio próprio no dia 8 de junho de 1929, em um terreno oferecido pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo e a sua esposa, dona Isaura Parente. O estádio foi batizado de Stadium José de Melo, e está localizado na Avenida Ceará. É lá onde a sede do clube se encontra até os dias de hoje.

Estrela Solitária

Nas décadas de 30 e 40, o Rio Branco reinava absoluto no futebol do Acre, conquistando nada menos do que 12 títulos estaduais, entre 1935 e 1947, sendo onze deles organizados pela LAET e o primeiro campeonato organizado pela Federação Acreana de Desportos (FAD) (criada em 24 de janeiro de 1947). Na anos 1950, o clube faturou mais cinco títulos estaduais.

Entre 1964 e 1970, o Rio Branco amargou um jejum de títulos, algo incomum para um clube acostumado com conquistas. A torcida teve que esperar até 1971 para comemorar outro campeonato.

O tricampeonato da Amazônia

Sem poder participar de campeonatos nacionais e de categoria profissional devido a não serem regularizadas profissionalmente, as federações de AcreAmapáRondônia e Roraima criaram o Torneio Integração, mais conhecido como Copão da Amazônia. A primeira edição aconteceu em 1975 em Porto Velho. O Rio Branco debutou na competição na sua segunda edição, e já faturando o título diante do Baré-RR no Estádio José de Melo. Em 1977, em Macapá, o Estrelão buscou o bicampeonato, mas perdeu a grande final para o Moto Clube-RO nos pênaltis, depois de um empate em 1×1 no tempo normal. Em 1978, nova derrota na final para o Moto Clube, desta vez por 1×0 em Boa Vista. A revanche aconteceu em 1979, na casa do adversário, com um 2×1 em pleno estádio Aluízio Ferreira, faturando o bicampeonato. O tricampeonato só aconteceu 5 anos depois, em 1984, depois de vencer o Baré por 2×0 no dia 23 de Outubro no estádio Glicério Marques, em Macapá. Em 1986, novo vice-campeonato: Depois de dois empates (1×1 em Rio Branco e 2×2 em Macapá), o título foi decidido em um terceiro jogo, com vitória do Trem-AP por 2×1, na capital amapaense. O torneio deixou de existir após a profissionalização das federações e dos clubes. O Rio Branco é o segundo maior vencedor do Copão, atrás apenas do Trem-AP, que faturou 5 títulos.

A conquista do Norte

Após a implantação do profissionalismo no futebol acreano em 1989, o Rio Branco consolidou seu domínio local, conquistando, até hoje, 13 títulos estaduais. Em 1989, o Estrelão estreou em competições nacionais, disputando a Série B do Campeonato Brasileiro. O clube foi a grande surpresa da competição, sendo eliminado apenas nas oitavas-de-final diante do Ceará, terminando entre os 16 primeiros e garantindo vaga na Série B de 1990.

O ano de 1997 ficou marcado como o ano mais importante da história do clube, com a principal conquista da história do clube: a Copa Norte. Após estrear na competição com um empate sem gols com o Ji-Paraná-RO, o Rio Branco passou por Baré-RR (1×0), Independência (1×0) e goleou o Nacional-AM (4×1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, consequentemente, a vaga para a final.

O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimentos do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Mangueirão pelo placar de 2 x 1, com gols de Palmiro e Vinícius, fazendo do Rio Branco o primeiro campeão do torneio e ganhar a alcunha de “O Melhor do Norte”. A conquista do título regional permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe da região Norte a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol.

No dia 27 de agosto, o clube estreou na Copa Conmebol, um marco importante no futebol da região. O jogo era na Colômbia, contra o Deportes Tolima. Em um jogo bastante equilibrado e pegado, o Estrelão saiu da Colômbia com uma derrota por 2 x 1. No jogo de volta, dia 03 de setembro, com o Estádio José de Melo lotado, o Rio Branco foi em busca do resultado. e a estrela do atacante Gomes brilhou. O atacante marcou o único gol da partida, aos 41′ do segundo tempo, levando o jogo para os pênaltis. Nas penalidades, o Estrelão saiu derrotado por 3×1, com Hélio, Vinícius e Testinha perdendo as suas cobranças, fechando assim a sua única participação na competição.

Também em 1997, o clube conquistaria o Campeonato Acreano, eliminaria o Goiás (venceu o primeiro jogo no José de Melo por 1×0, e no segundo jogo perdeu por 2×1 no Serra Dourada, conseguindo a classificação para a próxima fase) e venceria o Flamengo (2×1 em casa), ambos pela Copa do Brasil, e terminaria na oitava colocação na classificação geral da competição, sua melhor participação.

Queda e reestruturação

Depois do auge, veio a queda. O Rio Branco passou por uma grande reformulação e não conseguiu forças para continuar crescendo no cenário nacional. O clube acumulou dívidas e não conseguia repetir os bons resultados em competições nacionais, chegando a desistir de participar das edições de 2002 e 2005 da Série C por motivos financeiros.

Somente a partir de 2002, o Estrelão voltou a se impor na região. Entre 2002 e 2005, o Estrelão sagrou-se tetracampeão estadual, o primeiro e único desde a profissionalização do futebol local. Em 2004, o clube deu o primeiro passo na tentativa de voltar à Série B. Em uma excelente campanha na Série C, O Rio Branco só foi parado na última fase antes do quadrangular final, diante do Gama, que seria vice-campeão e conquistaria o acesso. O clube ainda lamenta que, naquela oportunidade, teve de jogar no Estádio Biancão, em Ji-Paraná, no interior de Rondônia, por ter sido punido pelo STJD após uma lata ter sido arremessada para dentro do gramado do José de Melo na vitória diante do Grêmio Coariense-AM na fase anterior.

Em 2007, conquistou o Campeonato Acreano com uma campanha impecável, vencendo os dois turnos do campeonato de forma invicta.

Entre 2007 e 2009, o clube fez belíssimas campanhas pela Série C do Campeonato Brasileiro. Em 2007, o Estrelão chegou à terceira fase da competição. Em um grupo com ABC-RNBahia e Fast-AM, o Rio Branco acabou perdendo a vaga para o octogonal final no terceiro critério de desempate: o número de gols marcados. A vaga ficou com o Bahia, em meio à muita polêmica. A equipe terminaria na 10ª colocação na classificação geral da competição.

Em 2008, a vaga no octogonal final veio após incontestável campanha nas fases anteriores, sendo líder nos 3 grupos das 3 primeiras fases. Porém, na fase final, o Rio Branco teria que se superar: Viajar mais de 53 mil km em busca da vaga para a Série B. A tabela o desfavoreceu: Foi o único time do octogonal a não ter jogos seguidos em casa. Com jogos no meio e fins de semana, as viagens longas e os pouquíssimos treinos antes das partidas fez o elenco se desgastar bastante, não conseguindo manter o ritmo das fases anteriores, e terminou o octogonal na última colocação, a 2 pontos do acesso para a Série B, ficando em 3º colocado na classificação geral da competição, consolidando novamente a sua força na Região Norte. O atacante Marcelo Brás foi o vice-artilheiro da série C com 19 gols, e os jogadores Ley e Zé Marco foram considerados os melhores lateral e volante da competição, respectivamente.

Em 2009, novamente em busca do acesso à Série B, o clube fez parcerias com o Atlético Paranaense e com a empresa inglesa fornecedora de materiais esportivos, a Umbro. A princípio parecia o que faltava ao clube: parcerias. Mas os esforços não resultaram nos objetivos. O clube não conseguiu o Tricampeonato Acreano, perdendo de quebra também a vaga para a Copa do Brasil 2010. Na nova Série C, porém, apesar de só conquistar pontos dentro de casa, o clube conseguiu ser o líder do grupo mais equilibrado da competição, vencendo na última partida o Águia de Marabá por 2×1 em um jogo dramático. No jogo do acesso, porém, o Rio Branco acabou sendo eliminado pelo ASA-AL, depois de dois empates, terminando na 7ª colocação da competição. O camisa 10 Testinha figurou na seleção do campeonato, sendo considerado o melhor meio-campo do torneio.

2010 – 2011

O Estrelão começou bem a temporada 2010, conquistando seu 41º título estadual e a vaga para a Copa do Brasil 2011. Entretanto, o clube não fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. O clube elaborou um projeto em busca tão sonhado do acesso, contratando jogadores experientes como o goleiro Marcelo Cruz (ex-Bahia, Coritiba, Fortaleza e Nacional-POR), o zagueiro João Vitor (ex-Paraná Clube), e os atacantes Marcelo Maciel (ex-Remo, Paysandu e Guarani), Valdir Papel (ex-ABC, Fortaleza, Sport e Vasco), além do retorno do treinador Tarcísio Pugliesi, que comandou o clube no Octogonal Final da Série C em 2008. O Rio Branco estava no Grupo A da Série C, junto com os times: São Raimundo-PAÁguia de Marabá-PAPaysandu-PA e Fortaleza-CE. No entanto, os resultados não foram satisfatórios, fazendo com que a diretoria decidisse demitir toda a comissão técnica e mais 5 jogadores, incluindo o veterano Valdir Papel, pelos péssimos resultados obtidos no primeiro turno.

O Alvirrubro terminou o primeiro turno como o lanterna do seu grupo, com 2 empates e 2 derrotas. Já no segundo turno, com nova comissão técnica comandada por Everton Goiano, a equipe enfim se encaixou, conseguindo 2 vitórias e 2 empates, fazendo a segunda melhor campanha do segundo turno entre todos os clubes da competição. Porém, a reação foi tardia e o time acabou apenas permanecendo para a Série C de 2011.

Memorial do clube, inaugurado em 2009.

Em 2011, o Rio Branco entrou em campo para jogar 3 torneios: Copa do BrasilCampeonato Acreano e a Série C do Brasileirão. No Estadual, a equipe conquistou o bicampeonato. A primeira partida foi contra o Náuas, no dia 13 de Março, na inauguração do Estádio Arena Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde o Estrelão venceu o Cacique do Juruá por 2×1. Durante a competição, a equipe teve altos e baixos, terminando a primeira fase na terceira colocação. Classificado, o Estrelão enfrentou o arquirrival AC Juventus, segunda melhor equipe e com o melhor ataque da competição. Pela primeira fase, o Rio Branco perdeu os 2 clássicos que disputou (5×3 no primeiro turno e 2×1 no segundo). Porém o time estrelado superou o rival nas duas partidas das semifinais, com um 4×2 no primeiro jogo e 3×0 no segundo, se classificando para a grande final. O adversário da final foi o Plácido de Castro, quarto colocado na primeira fase e que superou o Atlético Acreano, o então primeiro colocado. Na primeira partida, o Estrelão cedeu o empate aos 47′ do segundo tempo, terminando 1×1. No segundo jogo, no dia 03 de julho, com o gol de Juliano César, o Rio Branco venceu por 1×0 o Tigre do Abunã e conquistou o seu 42º título estadual, o oitavo em 10 anos. Cerca de 8 mil pessoas presenciaram o título do maior clube do Acre na Arena da Floresta, recorde de público de toda a história do Campeonato Acreano.

Pela Copa do Brasil, o Rio Branco enfrentou o seu antigo parceiro, o Atlético-PR, na primeira fase da competição. Na primeira partida, o Estrelão se saiu vitorioso pelo placar de 2×1 na Arena da Floresta. Já no jogo de volta, o clube acabou perdendo por 3×1 na Arena da Baixada e acabou sendo eliminado do torneio, ficando na 35ª posição na classificação geral da competição.

Na Série C, o Rio Branco esteve no Grupo A, ao lado de Águia de Marabá-PAAraguaína-TOLuverdense-MT e Paysandu-PA. Sua estréia foi no dia 24 de julho, onde o Rio Branco arrancou um empate de 1×1 contra o Paysandu, no Estádio Mangueirão, em Belém do Pará. Mais uma vez, o Estrelão teve altos e baixos na competição. Desta vez, porém, a reação foi no tempo certo. O clube acabou vencendo todos os jogos do segundo turno e terminou na primeira colocação do Grupo A, com 16 pontos, se classificando para a segunda fase, onde formou um quadrangular com PaysanduAmérica-RN e CRB-AL. No entanto, começava ali uma briga judicial intensa e que resultaria na maior crise da história do clube.

O Caso Arena da Floresta

No início da Série C 2011, A Procuradoria da Defesa do Consumidor do Acre (PROCON-AC), órgão ligado ao Ministério Público, decidiu vetar a Arena da Floresta e todos os demais estádios acreanos para jogos oficiais, fazendo com que o Estrelão ficasse incapacitado de realizar jogos com a presença de seus torcedores. O Rio Branco e o Governo do Estado do Acre acionaram a Justiça Comum para recorrer da decisão. Conseguindo uma liminar favorável, o Rio Branco obteve o direito de que os seus jogos fossem realizados com a presença do torcedor. Porém, por ter o seu nome em uma ação fora da esfera esportiva, A CBF decidiu colocar o clube no banco dos réus da Justiça Desportiva. O clube acreano foi condenado com a exclusão da Série C 2011 por ter infringido o artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que proíbe o acesso do clube à Justiça Comum. O julgamento, realizado pela 4ª Comissão Disciplinar, ocorreu ao final da primeira fase, quando o Rio Branco já estava classificado para a segunda fase da competição.

Arena da Floresta. Segundo o Ministério Público, o estádio causa riscos ao torcedor e foi o motivo da polêmica eliminação do Rio Branco na Série C 2011

Com um pedido de efeito suspensivo, o Estrelão conseguiu continuar no torneio até que o caso fosse julgado pelo Pleno do STJD, a última instância da esfera esportiva. Este julgamento aconteceu no dia 13 de outubro, quando o Rio Branco encerrou a sua participação no primeiro turno do quadrangular da Série C e se preparava para o segundo turno (O clube havia feito 3 jogos, sendo 1 empate contra o CRB e 2 derrotas, para Paysandu e América-RN. Por 5 votos a 1, a decisão de exclusão da equipe foi decretada e, mesmo com 3 jogos ainda por fazer, o Rio Branco foi retirado da competição.

Começava aí uma extensa briga judicial. Graças a uma ação da Procuradoria Geral do Estado do Acre protocolada nos Tribunais de Justiça do Acre(TJ-AC) e do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que revogava a decisão da Justiça Desportiva, em 17 de outubro de 2011 a CBF anunciou a volta do Rio Branco à Série C. A entidade recorreu e, quatro dias depois, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu suspender os jogos do Grupo E até que o caso fosse julgado. No entanto, em 26 de outubro de 2011, o Rio Branco abdicou de sua vaga na segunda fase e aceitou a sua exclusão do torneio. Um dia depois, a CBF anunciou que o Luverdense-MT, terceiro colocado do Grupo A, substituiria o Estrelão na segunda fase e faria os 6 jogos determinados.

O caso se encerrou após Rio Branco, CBF e STJD firmarem um acordo extrajudicial em uma audiência de conciliação no TJ-RJ. No acordo, confirma-se a exclusão do Rio Branco da Série C 2011, ocorrida pelo Pleno do STJD, confirma-se a participação do clube na Série C 2012 e o caso se encerra, não sendo levado para a FIFA, com o Rio Branco ficando imune a possíveis punições. O ponto conquistado pelo clube na segunda fase foi anulado e o Rio Branco encerrou a sua participação na competição, terminando em 9º colocado, com 16 pontos.

A grave crise

O ano de 2012 começou de maneira ruim para o clube. Com uma nova diretoria, o clube passou por grandes reformulações no elenco e se preparava para a disputa da Copa do Brasil 2012, onde enfrentaria o Cruzeiro-MG. O que ninguém esperava é que o Estado do Acre passasse pela maior enchente de sua história, onde mais de 140 mil pessoas foram afetadas pelas águas do Rio Acre. O grande volume de chuvas na região prejudicou o planejamento do Rio Branco, onde muitos treinos acabaram por ser cancelados. Sem jogar oficialmente por mais de 5 meses, a falta de ritmo também prejudicou o elenco. O resultado não poderia ser pior: Jogando em casa, o Estrelão levou a maior goleada de sua história e a primeira dentro de casa, perdendo para o clube mineiro por 6×0 e encerrando a sua pior participação na Copa do Brasil.

Todavia, a goleada serviu para mudar os rumos do clube. Depois de uma estreia no estadual abaixo do esperado e alguns jogos sem demonstrar um bom futebol, a comissão técnica liderada pelo treinador Samuel Cândido acabou sendo demitida, juntamente com alguns jogadores e o diretor de futebol Artur Oliveira. Uma nova mudança começou no decorrer do estadual e a equipe finalmente se encontrou. Próximo da disputa da Série C, a diretoria acertou a contratação do experiente técnico Guilherme Macuglia, que assumiu o clube na semifinal do Campeonato Acreano. O interino, o ex-jogador e ídolo Ico, assumiu o comando de Diretor de Futebol do clube. Ico impôs um novo padrão de jogo e, com os reforços do goleiro Vanderlei (ex-Brasil de Pelotas), do lateral-esquerdo Xaro (ex-São Luiz de Ijuí), do zagueiro Luciano (ex-CRAC-GO) e do meia Thomaz (ex-Caxias-RS), o Rio Branco conquistou, de maneira invicta e suprema, o seu 43º título estadual, com uma campanha impecável de 14 vitórias e apenas 4 empates, em um aproveitamento de 85%, tendo o melhor ataque (60 gols), uma média superior a 3 gols por partida. O clube ainda teve o domínio na seleção do estadual, com 6 jogadores premiados.

Completando 93 anos, a diretoria do clube iniciou uma grande reforma no estádio José de Melo, que completava 83 anos. O projeto consiste em transformar o estádio em um moderno Centro de Treinamentos. As arquibancadas laterais (popularmente conhecidas pela torcida do clube como “Vietnã”) foram demolidas para ampliar o espaço e construir mais um campo de futebol, este especialmente para as categorias de base do clube. O projeto segue a passos lentos.

A grave crise começou no segundo semestre. Na Série C de 2012, o “Caso Arena da Floresta” voltou à tona. Treze-PB (5º colocado da Série D 2011) e Araguaína-TO (clube rebaixado para a Série D) contestaram no STJD a participação do Rio Branco na competição, alegando que o clube havia sido excluído rebaixado judicialmente. Nos julgamentos, o STJD, de forma unânime, julgou improcedente as contestações, voltando a afirmar que a participação do Rio Branco era legítima, uma vez que o clube terminou a Série C 2011 em 9º lugar. As duas equipes, porém, não aceitaram a decisão e procuraram a Justiça Comum para pleitearem a vaga do Estrelão, onde conseguiram liminares favoráveis em seus respectivos estados. Tendo a participação ameaçada, o Governo do Acre, como patrocinador do clube, também entrou com uma ação na justiça, garantindo a participação do Alvirrubro. O STJD decidiu, então, suspender a Série C, que iniciaria no dia 27 de junho, até possuir alguma posição final. Temendo represálias e ameaça de desfiliação, o Araguaína-TO acabou desistindo da ação após uma reunião com o presidente da CBF. O Treze-PB, porém, permaneceu lutando para participar da Série C, sendo incluído após uma nova liminar a seu favor e retirando o Rio Branco da Série C de 2012. CBF e Rio Branco tentaram cassar as liminares que favoreciam o clube paraibano, mas sem sucesso. O Treze participou da Série C assegurado por uma liminar e o Rio Branco acabou de fora da edição. Com folha salarial próxima de R$ 500 mil e contratos até o fim do ano, o Estrelão se viu em uma situação de grave crise financeira por não participar da competição nacional. Alguns atletas não admitiram a rescisão de seus contratos de forma amigável. A situação foi parar na Justiça do Trabalho.

Retorno à Série C e rebaixamento

Com a grave crise devido à exclusão da Série C, o Rio Branco só voltou às competições no ano de 2013. O clube focou as suas atenções para o estadual e para a Copa do Brasil. Lutando pelo tetracampeonato acreano, o clube montou uma equipe modesta. De uma folha salarial que girava em torno dos R$ 500 mil em 2012, o clube fez um orçamento de pouco menos de R$ 80 mil para o primeiro semestre. O ano começou com título, vencendo o Torneio Início do Campeonato Acreano, depois de 6 anos. Mesmo com a crise e o baixo orçamento, a equipe demonstrava ampla superioridade sob os adversários estaduais, mas uma invencibilidade de mais de 2 anos no torneio foi quebrada, perdendo também o título e o sonhado tetracampeonato para o Plácido de Castro.

Extracampo, o pensamento continuava nos tribunais, já que o clube permanecia na tentativa de voltar à Série C. Através de uma ação no Supremo Tribunal Federal, o relator da causa, o Ministro Luiz Fux, convocou a CBFSTJDFederação Paraibana de Futebol e os clubes Treze e Rio Branco, para uma audiência de conciliação, pretendendo pôr fim ao caso que se arrastava desde 2011. O ministro Fux propôs a extinção de todas as ações e a figuração de ambos os clubes na Série C do Brasileirão. Com o acordo firmado, o Rio Branco passou a ser o 21º figurante da Série C de 2013. O clube entrou no Grupo A da competição e seu retorno ocorreu no dia 13 de junho, diante do Fortaleza na Arena da Floresta, na qual o Estrelão foi derrotado pelo placar de 2×0, diante de 4.243 pagantes. A entrada inesperada na competição, associada à falta de planejamento e de patrocinadores agravou a situação financeira do clube, e isso se refletiu no campo. Em 20 jogos, o clube venceu apenas 2 partidas e foi derrotado 18 vezes, realizando a sua pior participação e sendo rebaixado para a Série D de 2014.

 

FONTES: Wikipédia – Revista Placar

 

FONTES: O Malho – Google Maps – Agência Brasil

 

FONTES: Mercado Livre – Revista Placar

 

 

FONTE: Diário do Acre

 

FONTE: Diário do Acre 

 


FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

 

FONTE: Diário do Acre 

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