Nesta publicação uma foto raríssima de 1926, que se refere ao Club Negro, situado na Vila de Boa Vista, no Rio Branco, que na época era município do Amazonas e hoje é a capital de Roraima. Presidido por Octavio José de Vasconcellos, o Club Negro tinha se sagrado campeão da Primeira Divisão do Rio Branco.

FOTO & FONTE: Revista Amazonense Redenção – Gaspar Vieira Neto

 


FONTE: Revista Placar

 
A CLIPER C (MANAUS – AM)

7

NACIONAL FC (MANAUS-AM)

3

DATA: 05 de setembro de 1957 LOCAL: Usina Labor, em Manaus – AM
JUIZ: Leonidas Almeida CARÁTER: Campeonato Amazonense – 1957
GOLS: Lourival (3), Beira Mar, Valdir, Antonio Ari e Nilo / Português (2) e Assis
Cliper(AM): Elóis; Aristóbulo e Aristóteles; Nilo, Guimarães e Marleno; Delamr, Lourival, Beira Mar, Valdir e Antonio Ari.
Nacional(AM): Marcus; Mario Regina e Mario China; Martins, Agostino e Jaime Costa; Adamor, Ribas, Português, Zizico e Assis.

Fonte: Jornal do Comércio / AM

 

Nacional Fast Club (Manaus - AM) - 1972

Fonte: Jornal do Comércio / AM

 

Acima a Foto  posado do Ribeiro Júnior Football Club, em Manaus, em 1927.O nome da equipe foi uma homenagem ao tenente Ribeiro Júnior que governou o Amazonas em 1924, após a revolta tenentista onde tomou o poder do estado do junto com outros militares revoltosos.

 

FONTES: Livro “Ribeiro Júnior, redentor do Amazonas – memórias”, da autora Eneida Ramos Ribeiro – Gaspar Vieira Neto

 

Time do Rio Negro

Time de Manaus desconhecido, no estádio Parque Amazonense

FOTOS & FONTE: Revista O Rio Negrino – Gaspar Vieira Neto

 

Aliança Football Club foi uma agremiação da cidade de Itacoatiara (AM). Foi Fundado no dia 13 de maio de 1915, por um grupo de rapazes da região. O campo da equipe Alvirrubra ficava localizado na Praça Marechal Deodoro.

 

FOTO: Revista Fon-Fon 

 

Atlético Barés Clube (Manaus-AM) - 1946

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 09 DE MARÇO DE 2017
LOCAL: MANAUS – AM

1º JOGO

FAST

1-0

PEÑAROL

2º JOGO

NACIONAL

0-0

MANAUS (1-0 PEN)

3º JOGO

PRINCESA DO SOLIMÕES

0-0

HOLANDA (2-1 PEN)

4º JOGO

RIO NEGRO

1-1

SÃO RAIMUNDO (1-0 PEN)

5º JOGO

FAST

0-0

NACIONAL (2-1 PEN)

6º JOGO

RIO NEGRO

1-1

PRINCESA DO SOLIMÕES (1-0 PEN)

FINAL

FAST

0-0

RIO NEGRO (2-0 PEN)

CAMPEÃO – NACIONAL FAST CLUB (MANAUS – AM)

 

O historiador Mauro Alencar mostra fotos do seu arquivo pessoal sobre o futebol amazonense – Janailton Falcão

O futebol amazonense antes de chegar a sua era no profissionalismo acumulou muitas histórias para contar. Clubes que existiram e não são conhecidos por muitos torcedores atuais de Nacional, Rio Negro, São Raimundo, Fast e entre outros. Destaca-se nos anos 10 e 20, o Luso Sporting Clube, que deixou de ser time do futebol baré e apenas dedicou-se aos esportes individuais e até hoje possui sua sede social. Porém, largou o futebol em 1951, um ano após a Copa do Mundo realizado no Brasil.

Os maiores vencedores são o Manaós Athletic, que se sagrou bicampeão em 1914/1915, Auto Esporte que faturou os certames de 1956 e 1959, Cruzeiro do Sul bicampeão com os títulos conquistados em 1928 e 1930, Santos com a única conquista de 1958, ano que o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, na época que surgiria o rei Pelé para o futebol mundial, clube baré alusivo ao time da Vila Belmiro.

Os times do Manaós Sporting, Comercial, Club Vasco da Gama, Cheik, Barés, Euterpe, Amazonas Sporting Club (Manaus), Amazonas Esporte Clube (Parintins), Brasil, Payssandu, Independência, Internacional, Monte Christo, Racing, Libertador, União Esportiva Portuguesa, Eldorado, Estrela do Norte, Fluminense, Onze Português, Labor, General Osório, Guarani, Educandos Atlético Clube, Tijuca, Princesa Isabel e Guanabara completam a lista de clubes que marcaram época com informações poucos existentes nos dias atuais.

Por incrível que pareça, o Paysandu de Manaus foi fundado primeiro que o homônimo paraense e o Vasco da Gama local foi o primeiro do Brasil. Anos depois seria fundado no Rio de Janeiro o departamento de futebol do Clube de Regatas Vasco da Gama, uma vez que até então a entidade apenas dominava atividades de esportes aquáticos.

A dupla centenária Nacional e Rio Negro são os únicos clubes existentes até os dias atuais que obtiveram o gosto da rivalidade de enfrentar estes 20 clubes já extintos do futebol do Amazonas.

Manaós Athletic foi o primeiro campeão amazonense, ainda na era amadora – foto: domínio público

O primeiro campeão

O Manaós Athletic foi fundado no dia 23 de junho de 1908 por comerciantes, bancários e engenheiros de firmas inglesas espalhadas pela cidade de Manaus, que chegaram ao Estado do Amazonas no final do século XIX, atraídos principalmente pela grande circulação de capital proporcionado pela exportação da borracha. Pioneiros, os ingleses introduziram o futebol baré. No ano de 1903, já disputavam suas partidas na Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul da cidade.

Além do futebol, o clube possuía departamentos de outros esportes apreciados pela cultura britânica, como o tênis e o críquete. Mas, dentro das quatro linhas veio o auge, a agremiação esportiva se tornou de fato conhecida e respeitada, pois o Athletic foi o melhor time de futebol que houve no Amazonas no início do século XX.

Luso Sporting Club

O Luso era uma equipe da colônia portuguesa em Manaus e um dos mais conhecidos do Amazonas, que foi fundado por um grupo de comerciantes portugueses interessados na prática do futebol. Charmoso e tradicionalíssimo por conta da migração lusa na capital baré, o time disputava os tradicionais derby’s contra a equipe de princípio conterrâneo, União Esportiva Portuguesa.

O grupo de fundadores era composto de onze comerciantes sem grandes recursos. No dia 1º de maio de 1912, os portugueses Francisco Gomes Rodrigues e outros, na Rua Monsenhor Coutinho, residência do fundador Francisco Rodrigues, fundaram o Luso Sporting Club. A residência tornou-se sede do clube.

No dia 20 de janeiro de 1934, o clube confirmou definitivamente o licenciamento das competições de futebol, até então organizadas pela antiga Federação Amazonense dos Desportos (Fada).

Campos

O Campo da Rua Floriano Peixoto, onde hoje funciona a empresa Atacadão, Campo do Bosque Club, Campo do Educandos, General Osório e General Carneiro foram os primeiros locais das batalhas futebolísticas do Amazonas. A partir de 1918, o estadual passou a ser disputado no Estádio Parque Amazonense.

Historiadores

Um dos estudiosos do futebol amazonense, o pesquisador e historiador Gaspar Vieira Neto é um dos exploradores de tamanhas informações pouco descobertas por jornalistas esportivos atuais. Ele conta que gostaria de viver a época e ao mesmo tempo implementa informações no site Wikipedia, lá, está sendo postada há cinco anos páginas destes times antigos de futebol.

Sinto-me impulsionado em estudar nosso futebol. Com certeza queria ter assistido estes times jogarem. Os atletas daquele tempo foram pioneiros do nosso futebol. Eles têm uma importância fundamental para a história esportiva do Amazonas, pois introduziram e consolidaram o esporte mais querido da sociedade daquela época e que ainda é até hoje”, disse Gaspar Vieira Neto, que enfatiza importância dos estudos focados no futebol amazonense.

O historiador Gaspar conta como foi o começo e o que despertou para prosseguir nos aprofundamentos. “Percebi que não havia e não se sabia quase nada sobre os primeiros registros do futebol do Amazonas. Por isso resolvi descobrir o que aconteceu nesse período até então obscuro da história do futebol local”, explicou.

Os passos não foram fáceis, segundo Gaspar a ideia também gera custo, pois estão distantes muitos locais onde podem ser encontrados materiais fotográficos e jornais de época.

“Acabei indo ao Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), direcionado por um colega meu, e lá descobri preciosas fontes de jornais de mais de 100 anos atrás que falavam tudo do futebol daquela época. Sem dúvida para mim foi sensacional aquele momento quando me deparei com materiais “arcaiquíssimos”. Tinha nome de clubes, jogadores e campos que nunca tinha ouvido falar na vida”, contou, referindo-se na descoberta do campo do Bosque, casa do Manaós Athletic.

Agora os esforços do historiadores virará um livro, Gaspar colocará em breve o conhecimento nas ruas de Manaus. “No início não havia um propósito de fazer um livro e sim de tirar algumas curiosidades. Mas a enxurrada de informações eram tantas que resolvi tirar aquelas preciosidades de lá e levar ao conhecimento da sociedade local. Foi aí que resolvi escrever um livro”, citou.

Parceiro de Gaspar na construção de um livro sobre os primórdios do futebol amazonense, o colecionador de arquivos e historiador Mauro Alessandro Alencar conta que não é fácil arquivar documentos dos clubes e garantiu no futuro repassar estes materiais a demais historiados.

Ele trabalha como gari na capital e ao mesmo tempo sonha em poder contribuir para galeria de grandes historiados.
Quero poder ajudar as pessoas que querem colaborar com o nosso futebol. Para mim isso é motivo de muito orgulho. Não vou viver para sempre e quadros, fotos antigas, jornais e revistas de época eu repassarei para uma pessoa que possa cuidar destes preciosos contos do esporte do Amazonas”, disse Mauro Alessandro Alencar, que há 25 anos vem colecionando arquivos em seu humilde apartamento.

 

FONTES: João Paulo Oliveira – Gaspar Vieira Neto - Site do Portal Em Tempo online – Marlon Krüger Compassi

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

 

 

Club Vasco da Gama (Manaus-AM) - 1915

 

FONTE: Mercado Livre – Revista Placar

 

FONTE: Mercado Livre

 

Finalmente o Paysandu realizava sua última partida em sua pioneira excursão ao Amazonas, e ainda estava invicto. O adversário era agora a seleção amazonense. O jogo realizou-se no dia 8 de Agosto, numa quinta-feira e novamente o público foi numeroso no Parque.

Para arbitrar o jogo foi mais uma vez convocado o inglês H.W. Blake. Antes do duelo principal, houve uma preliminar entre o Manaos Sporting e o Independência, que terminou em 1 x 1.

Entravam no gramado os dois protagonistas daquela. Equiparadas as equipes, os capitães Sandoval e Pequenino fizeram o sorteio. Ganhou o selecionado amazonense que deu a saída de bola às 17 horas e 25 minutos, através de Leopoldo.

Após muitas investidas de lado a lado, Pitota, em boa colocação, abria a contagem ao marcar o primeiro gol do Paysandu. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem dos visitantes por 1 x 0.

Reiniciado o jogo, Setenta e Sete deu um chute à gol que foi rebatido pelo goleiro Elias, indo a bola cair nos pés do mesmo que a passou para Quarenta (que estava impedido) e chutou a gol, mas Elias fez um giro com a mão na bola, mandando-a para fora, sem que a mesma ultrapassasse a linha do gol.

Mesmo assim, com essas duas irregularidades, o juiz validou o ponto. A torcida aplaudiu friamente, não concordando com a marcação. É a vez de Arthur Moraes penetrar na área amazonense com velocidade onde acabou se chocando com Pequenino, caindo dentro da área.

O juiz marcava o pênalti. Houve protestos por parte dos amazonenses mas o juiz manteve a decisão. Sandoval cobrava a penalidade e assinalava o terceiro gol do Paysandu. O interessante é que o goleiro Elias ainda se achava do lado de fora da trave, tendo corrido ligeiramente a seu posto para defender, o que não conseguiu.

Em seguida, devido a validade dos dois últimos gols, que consideraram irregulares, os jogadores do Amazonas resolveram abandonar o campo, com apoio e aplausos da torcida. Cinco minutos depois o juiz deu por encerrada a partida com a vitória do Paysandu sobre a seleção do Amazonas por 3 x 0.

Os atletas paraenses, em frente à arquibancada, saudavam os jogadores amazonenses e a torcida, recebendo assim muitos aplausos. Já estando os visitantes na arquibancada, foi entregue ao capitão do Paysandu a Taça Doutor Dejard de Mendonça como também uma bola oferecida pelo Bazar Sportivo, a melhor casa de materiais esportivos de Manaus.

E assim, com uma campanha invicta e levando mais um troféu para sua galeria, finalizava assim a primeira excursão do Paysandu ao Amazonas. A delegação paraense embarcava no vapor Hildebrand, no dia 10 de Agosto, deixando Manaus rumo à Belém do Pará.

Anúncio do Jornal do Commercio, do dia 8 de Agosto, sobre o jogo que houve naquele dia entre o Paysandu com a Seleção do Amazonas. Foi a última partida da excursão na qual o Paysandu se despediu com vitória

 

 SELEÇÃO DO AMAZONAS         0          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 8 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 17 horas e 25 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

AMAZONAS: Elias; Waldemar e Humberto; Pequenino, Eduardo e Fonseca; Dico, Luiz, Leopoldo, Leonardo e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Pitota (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta (Paysandu); Sandoval (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto – Site Baú Velho

 

 

Após o emocionante empate com o Nacional, o Paysandu é convidado para realizar um jogo que não estava programado. O convite veio da diretoria do time suburbano do São Raimundo.

A delegação paraense aceitou de bom grado o convite e se dirigiu ao bairro de São Raimundo, local onde seria disputado o jogo. Interessante é que esse duelo não teve tanta atenção e destaque da imprensa, chegando a mesma a classificá-lo como um simples treino.

Mas não era assim que pensavam os dois times pois ambos estariam em campo com sua força máxima. Talvez, por ser um time de subúrbio e de um bairro, na época, afastado da zona central e habitado por pessoas de baixa renda, além de ainda ser o São Raimundo ser considerada uma equipe fraca naquele ano, tenha contribuído para a imprensa não ter dado o merecido destaque.

O jogo foi marcado para o dia 6 de Agosto, uma terça-feira. No dia marcado para o duelo, todo o comércio do bairro foi fechado para que todos os habitantes do local acompanhassem a partida.

Naquele dia, antes do jogo, a diretoria do São Raimundo ofereceu, no almoço, uma churrascada para os jogadores visitantes. O jogo seria no campo do São Raimundo, no próprio bairro. Para juiz foi escolhido Márcio Oliveira, conhecido como Pequenino, que era jogador do Nacional.

A entrada foi franca, fazendo com que a torcida comparecesse em massa. O jogo começou às 16 horas da tarde. Em campo, os dois times partiram bruscamente em busca da vitória.

No final, o placar acusou um empate de 2 x 2. Após o fim do jogo, ambos os times dirigiram-se à sede do São Raimundo, acompanhados de muitos populares, onde houve uma bela recepção para os visitantes.

Time do Paysandu

 

SÃO RAIMUNDO (AM)                  2          X         2          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio do São Raimundo, em Manaus (AM)

DATA: Terça-feira, dia 6 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: Entrada franca

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO:  Márcio Oliveira, ‘Pequenino’

SÃO RAIMUNDO: Cândido; Waldemar e Quincas; Quinô, Anacleto e Normando; Clarindo, Edgundes, Olympio, Zequinha e Paiva.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Após o baile que deu no Rio Negro, o Paysandu iria enfrentar a principal força do futebol amazonense e o maior campeão do estado, o Nacional. Esse foi o jogo mais esperado da excursão pois estariam no campo duas das principais forças do futebol dos dois estados.

Mais de 6 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde do dia 4 de Agosto, num domingo. Bem antes do jogo começar, às 14 horas, o Parque já estava lotado. Do lado de fora,um intenso movimento de bondes, automóveis e pessoas em uma verdadeira romaria.

Às 15 horas e 15 minutos os jogadores do Paysandu chegavam ao estádio em automóveis. Dez minutos depois chegavam os atletas do Nacional. Houve uma partida preliminar entre o Euterpe e o Independência.

A banda de música da Polícia tocou seu repertório antes do jogo. O inglês H.W. Blake, gerente do Banco de Londres, foi escolhido como juiz da partida. Precisamente às 16 horas e 30 minutos tinha início o esperado jogo.

Página do Jornal do Commercio noticiando o empate que houve entre o Nacional e o Paysandu.O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Virginio se apossa da bola, entrega-a para Rochinha e este para Leonardo que dribla Abílio e chuta, abrindo a contagem e fazendo o primeiro gol do Nacional. É a vez de Sandoval dá um passe para Quarenta que driblou Rodolpho e marcou o primeiro gol dos visitantes, empatando o jogo.

Leonardo cobra um escanteio para o Nacional, Virginio sobe e, de cabeça, empurra a bola para dentro das redes de Castilho, marcando o segundo ponto nacionalino, passando o time local novamente à frente do placar. Houve muita vibração da torcida.

Novamente Virginio passa a bola para Leonardo que marca o terceiro gol do Nacional. Porém, o juiz anulou o gol alegando impedimento do atacante nacionalino. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Nacional por 2 x 1.

É iniciado o segundo tempo. Cobrador manda a bola para Quarenta que a emendou para Pitota, de cabeça, fazer o segundo gol do Paysandu e empatar novamente a partida.

É a vez do ataque nacionalino entrar em ação. Orlando escapa de seus marcadores e dá um passe para Rochinha que, de cabeça, mandou a bola para Leonardo que assinalou o terceiro tento do Nacional, desempatando o jogo.

Mas o Paysandu não estava morto e,de uma avançada de Setenta e Sete, resultou o terceiro gol dos paraenses,empatando outra vez. Logo a seguir, é a vez de Cobrador dar um chute, que foi aproveitado por Quarenta que novamente vazava a meta do goleiro Lisboa, fazendo assim o quarto ponto e passando o Paysandu à frente do placar.

O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Faltando 8 minutos para acabar o jogo, Sócrates se apossa da bola e chuta à gol. Leonardo e Rochinha acompanham a trajetória da bola enquanto Castilho, confuso, pega mal a esfera deixando-a resvalar por entre suas pernas, fazendo assim o quarto gol do Nacional, igualando-se no placar com seu adversário.

Esse gol provocou um verdadeiro delírio na torcida. E assim o juiz trilava o apito dando como resultado final um empate de oito gols. À noite, na sede do Nacional, houve uma festa entre os jogadores dos dois clubes.

 

 

NACIONAL (AM)                 4          X         4          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 4 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 30 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

NACIONAL: Lisboa; Rodolpho e Humberto; Luiz, Eduardo e Sócrates; Orlando, Pequenino,Virginio, Rochinha e Leonardo.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Leonardo (Nacional); Quarenta (Paysandu); Virginio (Nacional), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Leonardo (Nacional); Setenta e Sete (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Sócrates (Nacional), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

O segundo compromisso do Paysandu foi diante do tradicional Rio Negro, uma das principais forças do futebol baré. O jogo foi marcado para o dia primeiro de Agosto, numa quinta-feira. Para facilitar a presença da torcida no estádio, o prefeito de Manaus declarou encerrado o expediente no comércio a partir das 15 horas.

Página do Jornal do Commercio, do dia 1 de Agosto de 1929,anunciando, para aquele dia,o jogo entre o Paysandu e o Rio Negro, no qual o time paraense goleou a equipe amazonense.

Mesmo assim o Parque recebeu um público regular. No jogo preliminar, o Cruzeiro do Sul ganhou de 3 x 2 do Libertador. Às 16 horas finalmente entravam os dois times em campo, sendo que o Paysandu apareceu empunhando a bandeira do Rio Negro e com buquê de flores que cobriram as cabeças dos jogadores Rio-Negrinos, gesto esse que ocasionou demorados aplausos do público.

Para árbitro do jogo foi escolhido o diretor técnico do Paysandu, senhor Antônio Coimbra. Eis as escalações. O jogo iniciou-se às 16 horas e 20 minutos. Iniciado o duelo, Cobrador mandou um chute certeiro que foi defendido por Cauby, rebatendo a bola que caiu nos pés de Carvalho que a passou para Quarenta, marcando este o primeiro gol do Paysandu, sob aplausos da torcida.

Lance do jogo entre Rio Negro e Paysandu,que terminou com uma goleada do time paraense.

Logo depois, o Rio-Negrino Candu bateu uma falta que, rebatida, a bola caiu nos pés de Sandoval que passou para Quarenta que tocou com a mão na bola e logo depois chutou e assinalou o segundo gol dos visitantes.

O juiz não viu a irregularidade e validou o gol. O jogo estava fácil para os paraenses. Arthur Moraes dribla Oliveira e toca a bola para Cobrador que empurra a esfera para dentro da rede do Rio Negro, aumentando o placar com o terceiro ponto. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Paysandu de 3 x 0 sobre o time da casa.

Reiniciado o jogo na etapa final, Carlito, do Rio Negro, foi substituído por Zé Travassos. Quarenta recebe a bola e, avançando com rapidez, chutou à queima-roupa, marcando o quarto gol do Paysandu.

É a vez de Cobrador que, escapando, chutou contra Cauby que defendeu em falso, ocasionando o quinto gol paraense. Pitota dá um forte petardo que foi rebatido por Cauby, mandando a bola para o centro, onde Quarenta recebeu e avançou, marcando mais um gol, o sexto para sua equipe.

De uma escapada de Setenta e Sete, a bola foi aproveitada por Arthur Moraes que devido a uma falha do goleiro Cauby, acabou por assinalar o sétimo gol. Esmorecidos, os jogadores do Rio Negro não tinham mais forças para reagir e de um erro na saída de bola, acabaram perdendo-a para o Paysandu, na qual Arthur Moraes, dois minutos depois de seu último ponto, marcava o oitavo gol em outra falha de Cauby, fechando assim a contagem com uma goleada de 8 x 0, que deixou o Rio Negro humilhado em campo e a torcida decepcionada. Terminava o jogo às 18 horas e 10 minutos.

ATLÉTICO RIO NEGRO (AM)                 0          X         8          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 1º de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 2.500 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 20 minutos

ÁRBITRO:  Antônio Coimbra

RIO NEGRO: Cauby; Oliveira e Antony ;Candu (Alfredinho), Armando e Carlito (Zé Travassos); Pires, Delphim, Alberto, Jacy e Cézar.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Carvalho, Sandoval e Pery; Cobrador, Pitota, Quarenta, Arthur Moraes e Setenta e Sete.

GOLS: Quarenta, duas vezes (Paysandu); Cobrador (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta, duas vezes (Paysandu); Cobrador (Paysandu); Arthur Moraes, duas vezes (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

A partida inaugural do campeão paraense foi contra o Cruzeiro do Sul, campeão amazonense daquele ano. O jogo aconteceu no dia 28 de Julho, no domingo, no Parque Amazonense. Cerca de 3 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde daquele dia.

O jogo também foi transmitido para Belém através do serviço telegráfico que ficou a cargo da embaixada paraense. Antes do jogo principal houve uma partida preliminar entre o Manaos Sporting e o Luso que empataram em 1 x 1.

Finalmente, às 15 horas e 50 minutos, entrava em campo o time do Paysandu acompanhado de seu diretor técnico, Capitão Antônio Coimbra. Entrava também o time do Cruzeiro do Sul, com aclamação e palmas da torcida.

Página do Jornal do Commercio anunciando o empate do Paysandu com o Cruzeiro do Sul na primeira partida do time paraense em sua pioneira excursão ao Amazonas.

Para juiz da partida foi designado o senhor Raymundo Chaves. Ambos os times posaram para fotografias. Estava presente a banda de música da força policial do estado, além das presenças ilustres do governador do estado, Efigênio Salles, e do prefeito de Manaus.

A senhora Guiomar Moreira, da sociedade local, deu o chute inicial do jogo. Num ataque do Cruzeiro, o zagueiro Abílio tocou com a mão na bola, ocasionando um pênalti. Waldemar cobrou a penalidade fazendo 1 x 0 para os amazonenses.

A torcida comemora em delírio. Dico dá um passe para Leopoldo e este entrega a bola para Augusto que assinala o segundo gol do Cruzeiro do Sul. Novos e prolongados aplausos da torcida. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem do time da casa por 2 x 0.

Reiniciado o jogo, há uma rápida escapada do Paysandu que, numa boa combinação, finaliza com um chute certeiro de Pitota, marcando o primeiro gol dos paraenses, o que gera aplausos da torcida.

Logo depois, é a vez de Cobrador fazer uma investida, driblando Fonseca e Mariozinho, ficando livre para chutar forte e empatar a partida para o Paysandu.

Fortalecidos com o empate, os visitantes partem para cima e, num ligeiro avanço de seus jogadores, acabou resultando num inesperado chute de Quarenta, que assinalou o terceiro gol, virando o placar para o Paysandu.

Vendo o time local em desvantagem, a torcida passa a incentivar os jogadores do Cruzeiro do Sul que recomeçam o jogo com entusiasmo e determinados a empatar.

E foi o que aconteceu. A bola fica na posse de Augusto que a passa para Leopoldo que driblou Abílio e marcou o gol de empate. A torcida entra em delírio. Às 17 horas e 55 minutos é encerrado o jogo entre os campeões do Pará e do Amazonas com um empate de seis gols.

 

CRUZEIRO DO SUL (AM)                        3          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 28 de Julho de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 3 mil pessoas

HORÁRIO: 15 horas e 50 minutos

ÁRBITRO:  Raymundo Chaves

CRUZEIRO DO SUL: Elias; Waldemar e Mariozinho; Caboclinho, Lisboa e Fonseca ; Dico, Tico-Tico, Leopoldo, Pedro e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Argemiro e Barbadiano; Cobrador, Carvalho, Quarenta, Pitota e Arthur Moraes.

GOLS: Waldemar, de pênalti (Cruzeiro do Sul); Augusto (Cruzeiro do Sul), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Cobrador (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Leopoldo (Cruzeiro do Sul), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Durante o ano de 1929, novamente lançou-se a ideia de um confronto entre clubes de futebol do Amazonas contra o Pará. Já era uma tradição, desde 1918, os confrontos pebolísticos entre as principais equipes dos dois estados amazônicos, o que gerava uma grande ansiedade e rivalidade entre os clubes adversários, principalmente entre os amazonenses que não viam a hora de comemorar uma vitória sobre o estado vizinho, o que acabava virando uma festa em Manaus.

Mas, na maioria das vezes, ganhar de um time paraense, seja em Manaus ou Belém, era bem difícil, pois o futebol do Pará, na época, era um dos melhores do Norte e Nordeste do Brasil (e hoje ainda é assim).

Em anos anteriores era a Federação Paraense que havia feito um convite para um clube amazonense jogar em Belém, como no caso o Nacional em 1919 e 1922. Mas agora a iniciativa partia da Federação Amazonense (FADA), que fez um convite para o Paysandu, campeão paraense, se fazer presente em Manaus para uma série de jogos contra as principais equipes do futebol do Amazonas.

A diretoria do Paysandu aceitou o convite e tratou de formar sua delegação para,pela primeira vez, vir jogar em Manaus. Organizada a embaixada e definido os jogadores, a delegação do Paysandu embarcou no navio a vapor Baependy, na noite de sábado do dia 21 de Julho, rumo à terra de Ajuricaba.

O Dr. Dejard Mendonça, chefe da delegação do Paysandu que veio para a excursão ao Amazonas.

A delegação paraense veio presidida pelo Doutor Dejard Mendonça, Antônio como diretor e Arthur Moraes nas funções de secretário e tesoureiro. Um imprevisto que aconteceu foi que os jogadores Aprígio, Mattos e Setenta e Sete não embarcaram sendo que os mesmos vieram no dia 23, no vapor Aidan, mas com a ausência de Aprígio que estava doente e não pôde vir.

O Paysandu chegou em Manaus à 1 hora da madrugada do dia 26 de Julho. Foram recebidos no porto pelos diretores da FADA,representantes dos clubes filiados,membros da colônia paraense e de representantes das autoridades do estado.Após as formalidades, os paraenses desfilaram de automóveis pelas principais ruas da cidade e depois trataram de se alojar.

O Doutor Dejard Mendonça ficou hospedado no Grande Hotel, enquanto os demais membros do Paysandu ficaram todos no Hotel Central. Na tarde do dia 26, a diretoria da FADA recepcionou a embaixada visitante no salão nobre do Ideal Clube, onde todos degustaram saborosos pratos além de terem adorado o guaraná, bebida tipicamente amazonense.

Também se fizeram presentes nessa recepção as delegações dos clubes filiados à FADA. Ficou decidido que o Paysandu realizaria partidas contra as principais forças do futebol do Amazonas naquele período: Cruzeiro do Sul, Rio Negro, Nacional e seleção do Amazonas.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Site do clube – Gaspar Vieira Neto

 

FONTE: Diário do Acre 

 

Página do Jornal do Commercio estampando a vitória do Nacional sobre a União Sportiva no jogo revanche.

Após o último jogo da União Sportiva contra o Nacional, foi marcado uma revanche pois os nacionalinos afirmavam que haviam sido prejudicados pelo campo alagado, devido à forte chuva que havia caído naquele dia. O novo duelo foi realizado no dia 27 de Fevereiro, numa quinta-feira. Dessa vez o Sol marcou presença, o que possibilitou que um grande público se fizesse presente no Parque Amazonense.

A partida foi dedicada à Associação Comercial, Associação dos Retalhistas e à Colônia Paraense de Manaus. Foi posta a Taça Dunlop, a ser entregue ao time vencedor. Houve um jogo preliminar entre os times reservas do Rio Negro e Cruzeiro do Sul. O jogador Lourena, da União, recuperado da fratura no nariz,voltava ao time.

Às 16 horas tinha início o confronto, arbitrado novamente pelo carioca Fraga Cruz.O Nacional jogou melhor fazendo com que triunfasse, ganhando do seu adversário por 2 x 1.

O primeiro gol nacionalino foi marcado por Gesta. Logo depois, Adolpho cometia um pênalti que foi batido por Sócrates, estufando as redes de Listo e assinalando o segundo gol do time local. Já Alcides marcou o único gol da União.

Do meio para o fim do primeiro tempo, o jogo ficou bastante violento. Ao fim da partida, ambos os times foram saudados com aplausos e vivas. Na arquibancada, o senhor Sílvio Franco fez a entrega da Taça Dunlop ao doutor Manoel Sebastião de Barros, presidente do Nacional.

À noite, os jogadores da União foram recebidos com brindes e danças na sede do Cruzeiro do Sul. No dia seguinte, 28 de Fevereiro, a embaixada paraense regressava à Belém a bordo do vapor Baependy. Membros da FADA, delegações dos clubes de Manaus e pessoas comuns estiveram presentes no porto para se despedir dos ilustres visitantes.

NACIONAL (AM)     2          X         1          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quinta-feira, 27 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Fraga Cruz (RJ)

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

NACIONAL: Nery; Rodolpho e Humberto; Luiz,Cangalhas e Sócrates; Orlando, Marcolino, Pequenino, Raymundinho e Leonardo.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

PRELIMINAR: Rio Negro 2 x 0 Cruzeiro do Sul

GOLS: Gesta (Nacional); Sócrates (Nacional); Alcides (União Sportiva), no 1º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

Finalmente, o mais esperado jogo aconteceu no dia 24 de Fevereiro, numa segunda-feira, e o adversário dos paraenses seria a maior força do futebol local, o Nacional. O público que se dirigiu ao Parque naquele dia foi regular.

Esse fato foi ocasionado devido a uma forte chuva que caiu, fazendo com que muitos torcedores desistissem de ir ao jogo. Além disso, a chuva alagou o campo do Parque tirando um pouco o brilho da partida.

Antes do embate principal, houve uma preliminar o Rio Negro venceu o Cruzeiro do Sul por 2 x 0. Às 16 horas entrava em campo o juiz, o carioca Fraga Cruz, do quadro de árbitros do Rio de Janeiro. Em seguida ingressaram os dois adversários em campo.

Marituba, capitão da União, ofereceu um buquê de flores a Orlando, do Nacional, no qual foi retribuído pelo atleta amazonense. A saída foi do Nacional. Com poucos minutos de jogo, registrou-se um escanteio contra os donos da casa.

Cobrado o escanteio, Alcides tocou com a cabeça para dentro do gol nacionalino. O árbitro anulou o gol devido a bola, na hora em que foi chutado, ter feito a trajetória por fora do campo. Mas a União não esmoreceu e, minutos depois, Erberto abria a contagem para o time de Belém.

A torcida aplaudiu com entusiasmo o gol de Erberto. E assim encerrou-se o primeiro tempo com a vantagem da União por 1 x 0. Começado o segundo tempo, Dantas e Lezeira foram substituídos por Raymundinho e Fausto. Faltando 15 minutos para acabar o jogo, é a vez de Alcides, em belo estilo, ampliar o placar para os paraenses. Trilado o apito final, o placar acusava mais uma vitória da União. Ao fim do jogo, ambos os times foram muito aplaudidos. A Taça do jogo foi oferecido pelo prefeito de Manaus ao quadro da União Sportiva.

NACIONAL (AM)     0          X         2          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Segunda-feira, 24 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Fraga Cruz (RJ)

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

NACIONAL: Nery; Rodolpho e Humberto; Pequenino, Cangalhas e Sócrates; Orlando, Dantas (Raymundinho), Luiz, Leonardo e Lezeira (Fausto).

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Aristóbulo e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

PRELIMINAR: Rio Negro 2 x 0 Cruzeiro do Sul

GOLS: Erberto (União Sportiva), no 1º Tempo. Alcides (União Sportiva), no 2º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

Página do Jornal do Commercio anunciado a vitória da União Sportiva sobre o Libertador.

O próximo desafio da União Sportiva seria contra o Libertador, vice-campeão amazonense de 1929. O jogo se realizou no dia 20 de Fevereiro, numa Quinta-feira. Interessante é que, dois dias antes, os jogadores paraenses estiverem na sede do próprio Libertador, onde tiveram uma grande recepção com direito a uma bela homenagem das torcedoras do rubro-negro amazonense que atiraram nos visitantes pétalas de flores.

Apesar do comércio ter funcionado normalmente, grande número de torcedores se dirigiu ao Parque. Antes do jogo começar houve uma apresentação preliminar de quatro provas de atletismo praticado por praças do 27 Batalhão de Caçadores.

Às 16 horas ingressou no gramado o juiz Tácito Moura. Ao chamado do juiz, entraram em campo os dois times sob uma salva de Palmas. Antes do início do jogo, os jogadores paraenses atravessaram o campo e colocaram, cada um deles, uma fita com as cores alvinegras no peito dos jogadores amazonenses.

Esse gesto foi precedido de uma longa salva de palmas. Feito o sorteio, a saída coube à União. O chute de saída foi dado por Mem Xavier. Iniciada a partida, o atacante amazonense Marcolino teve a rótula da perna deslocada, sendo substituído por Miguel.

O jogador paraense Marituba, perseguido e pressionado, resolveu recuar a bola para o goleiro Listo, que não percebeu a intenção de seu colega de time. A bola acabou tocando na trave e desviado para dentro das redes, ocasionando um gol contra e abrindo a contagem para o Libertador.

Reiniciado o jogo, Miguel, do Libertador, foi substituído por Armandinho. Em uma rápida e bem combinada escapada da União, Reis assinalava o gol de empate de sua equipe. E assim terminou o 1º tempo empatado em 1 x 1.

Voltando os jogadores a campo para o segundo tempo, a saída foi dada pelo Libertador. Tininga, procurando anular o ataque da União, acabou tocando com a mão na bola. Marcado o pênalti, este foi cobrado por Marituba que chutou na trave.

Em outra escapada bem combinada dos atacantes paraenses, a bola foi aproveitada por Erberto que marcava o segundo gol da União, passando assim à frente do placar. Dado novamente a saída, é a vez de Paixão praticar uma falta em Tirteu.

Batida a falta por Aristheu, Reis recebeu a bola e a chutou contra as traves de Zé Lopes, assinalando o terceiro gol da União. O goleiro Zé Lopes, ao devolver a bola, machucou-se seriamente, sendo substituído por Levy. Lourena, ao perseguir Edgard, acabou fraturando o nariz após a chuteira do amazonense o acertar no rosto.

Devido a esse acidente, o jogo foi interrompido sendo o jogador paraense retirado de campo enquanto Edgard foi substituído por Miguel. Sem mais alteração no placar, o jogo foi finalizado às 18 horas e 5 minutos.

O time da União subiu à arquibancada e ali assistiu a entrega da Taça Mem Xavier da Silveira, a pedido do ofertante Inácio Ribeiro. Em seguida o secretário Paulo de Oliveira confiou a guarda do troféu à senhora Guiomar Cruz. Quanto ao jogador Lourena, o mesmo fez exames do nariz no hospital da Ben eficiente Portuguesa.

 

LIBERTADOR (AM)           1          X         3          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quinta-feira, 20 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Tácito Moura

HORÁRIO: 16 horas (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

LIBERTADOR: Zé Lopes; Tininga e Waldebrando; Paixão, Horácio e Fonseca; Miguel (Armandinho), Palheta, Rocha, Edgard e Marcolino.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Reis, Joãozinho, Adolpho, Alcides e Erberto.

GOLS: Marituba, contra (Libertador); Reis (União Sportiva), no 1º Tempo. Erberto (União Sportiva); Reis (União Sportiva), no 2º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

Finalmente, no dia 16 de Fevereiro de 1930, o alvinegro paraense faria sua estreia em gramados do Amazonas contra o Cruzeiro do Sul. Numerosa torcida compareceu ao Parque naquela tarde de domingo, e, antes do embate principal, houve um jogo preliminar entre os times reservas do Libertador e do Manaos Sporting que terminou com a vitoria do Libertador por 5 x 2.

Time do Cruzeiro do Sul, de 1930

Às 15 horas chegavam ao Parque, em automóveis, os jogadores da União Sportiva que ficaram na arquibancada vendo o final do jogo preliminar. Às 16 horas ingressava no campo o árbitro Francisco Oliveira. Logo depois chegava ao centro do campo o Tenente-Coronel Oliveira Góes, representante do governador, junto com Mem Xavier (mandatário da FADA).

A banda de música da polícia se fazia presente, tocando o seu vasto repertório musical. Entravam em campo os dois times, recebendo grande salva de Palmas. Depois,posaram para fotografias. O time visitante, por cada um de seus jogadores, empenhavam um cartaz com uma letra cada um,formando a inscrição “AMAZONAS-PARÁ“.

O jogo iniciou -se às 16 horas e 10 minutos sendo o chute de saída dado pelo representante do governador. A partida corria equilibrada quando o jogador Vinte e Sete abria a contagem para os visitantes. Em desvantagem, o time amazonense corria atrás do prejuízo quando Cyro, vendo o jogador Aristheu com a bola e indeciso para quem a passaria, resolveu avançar em direção ao zagueiro paraense.

Pressionado, Aristheu deu um passe para o goleiro Listo, mas o chute foi mal cronometrado e acabou marcando um gol contra, empatando para o Cruzeiro do Sul. E assim terminou o primeiro tempo em 1 x 1.

Começado o segundo tempo, começou a cair uma chuva torrencial, seguido de uma forte ventania, transformando o campo em um grande lago e prejudicando o andamento do jogo. Embora os dois times jogassem com afinco, em busca da vitória ,o placar não se alterou terminando empatado. Às 17 horas e 55 minutos acabava a partida, com ambas as equipes sendo muito ovacionadas pela torcida. À noite, os jogadores da União Sportiva visitaram a sede do Rio Negro, onde foram bem recebidos pelos diretores e associados do clube.

 

Página do Jornal do Commercio anunciando o resultado do primeiro jogo da União Sportiva em Manaus quando empatou com o Cruzeiro do Sul.

CRUZEIRO DO SUL F.C. (AM)   1          X         1          UNIÃO SPORTIVA (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo, 16 de fevereiro de 1930

ÁRBITRO: Francisco Oliveira

HORÁRIO: 16h10min. (de Brasília)

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

CRUZEIRO DO SUL: Elias; Caboclo e Waldemar; Pedro,Maluco e Lisboa; Cyro, Edgard, Leopoldo, Tácito e Augusto.

UNIÃO SPORTIVA: Listo; Victor Lourena e Aristheu; João Lourena, Marituba e Tirteu; Erberto, Joãozinho, Aristóbulo, Alcides e Adolpho.

PRELIMINAR: Libertador 5 x 2 Manaos Sporting

GOLS: Vinte e Sete (União Sportiva); Aristheu, contra (Cruzeiro do Sul), no 1º Tempo.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

O Jornal do Commercio anunciando a chegada da delegação paraense em Manaus.

Após o sucesso da vinda do Paysandu à Manaus em 1929, a Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA) tratou de convidar uma outra equipe paraense para se fazer presente a uma nova temporada futebolística ao Amazonas, em 1930. Dessa vez o convite foi feito à outra tradicional equipe de Belém daquela época, a União Sportiva. A União havia sido o vice-campeão paraense de 1929.

O clube era um dos mais antigos do Pará (foi fundado em 1906) e foi o 1º campeão dos dois primeiros campeonatos paraense da história (1908 e 1910). Feito o convite pelos amazonenses, a diretoria do clube alvinegro aceitou o novo desafio e tratou de organizar sua delegação que seguiria, pela primeira vez, para Manaus.

Organizada em definitivo a embaixada, os alvinegros embarcaram no navio a vapor Duque de Caxias, no dia 11 de Fevereiro de 1930. O senhor Sandoval Lage foi escolhido como presidente da delegação e como secretário, Paulo de Oliveira (que era redator do jornal O Estado do Pará).

Finalmente, a União chegava em Manaus na manhã do dia 15 de Fevereiro. Os representantes do governo e do prefeito (senhor Alcides Bahia) foram cumprimentá-los a bordo. Já no Porto se encontravam muitas pessoas e representantes das delegações dos clubes da cidade.

Ao desembarcarem, em companhia do senhor Mem Xavier da Silveira (presidente da FADA), os visitantes ficaram hospedados no Hotel Central. Depois de acomodados no local, fizeram um passeio de automóvel pela cidade onde visitaram o estádio Parque Amazonense, local onde seriam realizados todos os seus jogos.

Naquele mesmo dia 15 de Fevereiro, à tarde, o presidente Sandoval Lage e o secretário Paulo Oliveira, do clube visitante, visitaram a sede do Jornal do Commercio onde foram bem recebidos pelos redatores do jornal. Em uma reunião dos dirigentes da FADA e dos principais clubes de Manaus, ficou decidido que os adversários da União Sportiva seriam o Cruzeiro do Sul, Libertador e o Nacional.

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

BARÉ                        2          X         3          RIO NEGRO - No último jogo, no domingo, no dia 15 de Setembro de 1963, foi diante do Baré, então a principal força do futebol roraimense. O jogo aconteceu no mesmo estádio (João Mineiro, em Boa Vista) e também com a mesma arbitragem de Áureo Cruz, que teve uma péssima atuação.

O primeiro tempo terminou com o placar de 2×1 para o Rio Negro com gols marcados por Édson e Orlando para os visitantes e Lima, que marcou para o Baré.

No segundo tempo, ambos os times cresceram em campo, fazendo uma partida sensacional em busca da vitória. Os ataques se sucediam de lado a lado até que Lima, do Baré, aproveitando uma ofensiva no setor direito, marcava novamente um gol e que era o segundo do time da casa, empatando para o time da casa.

Mas,logo depois, Luciano conquistava a vitória para o Rio Negro, marcando o terceiro gol do time amazonense e fechando o placar em 3 x 2 para os visitantes.

Estava programado um novo jogo contra a equipe do Roraima, para o dia 17 de Setembro, que seria a revanche. Mas, a diretoria do clube roraimense, acabou desistindo da realização do novo embate.

A Federação Roraimense resolveu então marcar um jogo do Rio Negro contra a seleção de Roraima que, devido à falta de informações, não se sabe quanto foi o resultado final.

 

 

FONTES: Jornal A Gazeta, de Manaus (AM) – Gaspar Vieira Neto

 

SEGUNDO JOGO - No segundo compromisso, o Rio Negro enfrentou o São Paulo, no estádio João Mineiro e arbitrado, novamente, por Áureo Cruz. O ponta-pé inicial foi dado pelo doutor Assis Peixoto, governador do Território de Roraima. O Rio Negro dominava a partida, mas só conseguiu abrir o placar aos 40 minutos, quando Luciano, após receber passe de Aírton, chutou de forma inapelável, sem chances para o goleiro Guilherme.

Começado o segundo tempo,o São Paulo começou a pressionar. Até que, aos25 minutos, o time roraimense, em uma tabela de Castelo com Agassiz, a defesa Rio-Negrina acabou conciliando, sobrando a bola para Roberto que chutou e empatou a partida. E o placar não se alterou até o final, ficando empatado em 1 a 1.

xxxxx
SÃO PAULO            1          X         1          RIO NEGRO

LOCAL:  Estádio João Mineiro, em Boa Vista (RR)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Sexta-feira, no dia 13 de Setembro de 1963

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

ÁRBITRO: Áureo Cruz

SÃO PAULO: Guilherme (Edgar); Pelé e Mão de Remo; Adauto e Elias; Roberval e Idalmir; Fernando (Roberto ), Castelo, Agassiz (João) e Wilcox.

RIO NEGRO: C Clóvis (Chicão); Valder e Bololo; Catita e Mário; Fernando, Luciano, Maués (Eudoxio), Aírton, Tomás e Orlando (Machado).

GOLS: Luciano aos 40 minutos (Rio Negro), no 1º Tempo. Roberto aos 25 minutos (São Paulo, no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal A Gazeta, de Manaus (AM) – Gaspar Vieira Neto

 

Em 1963, o Rio Negro, então campeão amazonense daquele ano, foi convidado para fazer uma série de jogos em comemoração à data de criação do Território de Roraima. No dia 11 de Setembro, a delegação Rio-Negrina embarcou num avião da Cruzeiro do Sul, deixando Manaus.

A delegação, além dos jogadores e comissão técnica, também contou com o presidente Genes Medeiros; Vice Presidente - José Cidade; Tesoureiro – José Simeão; Massagista - Dico Paiva; Roupeiro - Pedro de Souza. Assim que chegaram em Boa Vista (RR), a delegação amazonense ficou hospedada no Hotel Boa Vista.

Página do jornal amazonense A GAZETA, de Setembro de 1963,anunciando o primeiro jogo da excursão do Rio Negro ao Território de Roraima contra a equipe do Roraima, em Boa Vista

PRIMEIRO JOGO – O Rio Negro enfrentou o Roraima, um dos principais times do território. O estádio estava lotado e o público presenciou um bom jogo e, de quebra, com cinco gols. O primeiro gol foi aos 20 minutos. Em um ataque pela direita, a zaga do Rio Negro falhou e Roberto penetrou e chutou para abrir o placar para os donos da casa.

Aproveitando o embalo, o Roraima seguiu pressionando e cinco minutos depois, Castro, aproveitando uma falha do zagueiro Valder, ampliando o marcador E assim terminava o primeiro tempo com a vitória do Roraima por 2 a 0.

Veio a segunda etapa, e com ela um Rio Negro disposto a mostrar o porquê de ser o campeão amazonense. Luciano, que entrara no lugar de Maues, deu uma nova cara para o time manauara.

Após uma cobrança de falta de Fernando, a defesa roraimense cochilou e Aírton aproveitava para marcar o primeiro gol do Rio Negro. Logo depois é a vez de Tomás fazer uma linda jogada, tabelando com Aírton, e entrar na área após driblar um adversário, marcando o gol que foi anulado pelo juiz que alegou impedimento.

Aos 12 minutos, após uma jogada de tabelas, Tracajá mandou a bola nas redes de Clóvis, marcando o terceiro gol roraimense. Numa confusão estabelecida em frente às traves do Roraima, aos 28 minutos, Édson recebeu um rebote do zagueiro Delson e marcou o segundo gol do Rio Negro. A partida seguiu eletrizante, mas no final ficou com o placar inalterado.

xxxx
RORAIMA     3          X         2          RIO NEGRO

LOCAL:  Estádio João Mineiro, em Boa Vista (RR)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quarta-feira, no dia 11 de Setembro de 1963

PÚBLICO E RENDA: Não divulgados

ÁRBITRO: Áureo Cruz

RORAIMA: Carlinhos; Rafael, Gabriel, Raul e Delson; Tracajá e Castro; Carlos, Alberto, Warlouman e Silva.

RIO NEGRO: Clóvis; Valder, Bololô, Catita e Eudoxio; Fernando e Maués (Luciano II); Aírton, Luciano, Tomás e Orlando.

GOLS: Roberto aos 20 minutos (Roraima); Castro aos 25 minutos (Roraima), no 1º Tempo. Aírton aos 4 minutos (Rio Negro); Tracajá aos 12 minutos (Roraima); Édson aos 28 minutos (Rio Negro), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal A Gazeta, de Manaus (AM) – Gaspar Vieira Neto

 

A foto abaixo é do jornal Diário da Tarde, onde se destacam alguns jogadores da Seleção do Amazonas, que enfrentaram a Seleção do Território do Guaporé (atual Rondônia), válido pelo Campeonato Brasileiro de seleções estaduais de 1954.

FONTES: jornal Diário da Tarde – Gaspar Vieira Neto

 

 

Comemoração do atacante Dermílson,do Nacional de Manaus, no gol da vitória do time manauara sobre o Maranhão Atlético Clube, de São Luís. O jogo foi realizado no Parque Amazonense, no dia 12 de Janeiro de 1964.O Maranhão fazia uma excursão pelo Amazonas e seu último jogo foi contra o Nacional que ganhou dos Maranhenses por 1 x 0.

 

FONTES: jornal Diário da Tarde – Gaspar Vieira Neto

 

Excursão do Santa Cruz do Recife à Manaus, em Março de 1962.

FONTES: O Jornal de Manaus – Gaspar Vieira Neto

 

O atacante Renê, do Nacional de Manaus.Foi um dos maiores ídolos da torcida nacionalina na década de 30. Campeão Amazonense pelo clube azul e branco em 1933 e 1936.

 

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

Excursão do América do Maranhao ao Amazonas em 1928

Parque Amazonense estava lotado e, contando com a ilustre presença do Governador do Amazonas, Efigenio Salles. Antes do jogo houve uma partida preliminar de basquete entre dois times do 27° batalhão de caçadores. Precisamente as 16 horas e 10 minutos,o árbitro Paulo Cerqueira entrava em campo com os dois times.

NACIONAL: Zé Lopes; Rodolpho e Pequenino; Luiz, Eduardo e Sócrates; Orlando, Leonardo, Marcolino, Secundino e Rochinha.

AMÉRICA S.C.: Manoelzinho; Rayol e Negreiros; Câmara, Clarindo e Travassos; Almeida, Cardoso, Teixeira, Nonô e Guimarães.

Ao entrar em campo, o Nacional foi recebido com uma grande salva de palmas. Depois, era a vez do governador ser saudado e, por último, os jogadores do América.

O pontapé inicial coube ao América. Mas quem abriu o placar foi o Nacional. Aos 17 minutos, Rochinha, aproveitando um cochilo da defesaamericana, marca o primeiro gol dos donos da casa. A equipe maranhense bem que tentou, criando duas boas chances, mas o goleiro Zé Lopespraticou defesas arrojadas.

Veio o segundo tempo e com ele, o Nacional conseguiu se impor. Rochinha novamente voltou a marcar.O goleiro Manoelzinho machuca-se e o jogo é suspenso por alguns minutos. Com a bola rolando novamente, é a vez de Secundino marcar o terceiro gol. E, aproveitando uma falha da defesa contrária, Leonardo escapa e assinala o quarto gol, decretando assim o placar final: NACIONAL 4 X 0 AMÉRICA.

FONTE : Gaspar Vieira Neto – Jornal do Commercio

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado 

 

DATA

 

 

LOCAL

CAR

12.01.1969

Nacional(AM)

1

x

0

São Raimundo (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

19.01.1969

Nacional(AM)

3

x

1

Remo (Belém-PA)

Manaus – AM

TNE-68

26.01.1969

Nacional(AM)

0

x

3

Remo (Belém-PA)

Belém – PA

TNE – 68

28.01.1969

Nacional(AM)

0

x

2

Remo (Belém-PA)

Belém – PA

TNE – 68

04.02.1969

Nacional(AM)

0

x

0

Flamengo (Rio de Janeiro-RJ)

Manaus – AM

A

09.02.1969

Nacional(AM)

4

x

2

Rodoviária (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

23.02.1969

Nacional(AM)

x

Sul América (Parintins-AM)

Parintins – AM

A

02.03.1969

Nacional(AM)

2

x

0

Olímpico (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

16.03.1969

Nacional(AM)

1

x

1

América (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

21.03.1969

Nacional(AM)

2

x

0

São Raimundo (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

23.03.1969

Nacional(AM)

2

x

0

Brasil (Itacoatiara-AM)

Itacoatiara-AM

A

20.04.1969

Nacional(AM)

2

x

2

Fast (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

27.04.1969

Nacional(AM)

0

x

0

Rio Negro (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

30.04.1969

Nacional(AM)

3

x

0

Fast (Manaus-AM)

Manaus – AM

TA

04.05.1969

Nacional(AM)

4

x

2

Sul América (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

23.05.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Olímpico (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

28.05.1969

Nacional(AM)

4

x

0

São Raimundo (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

11.06.1969

Nacional(AM)

2

x

0

Olímpico (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

18.06.1969

Nacional(AM)

2

x

1

Sul América (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

29.06.1969

Nacional(AM)

0

x

0

América (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

06.07.1969

Nacional(AM)

4

x

0

Rodoviária (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

11.07.1969

Nacional(AM)

0

x

1

Paysandu (Belém-PA)

Manaus – AM

A

20.07.1969

Nacional(AM)

1

x

2

Rio Negro (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

27.07.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Tuna Luso (Belém-PA)

Manaus – AM

A

10.08.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Fast (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

15.08.1969

Nacional(AM)

0

x

1

São Raimundo (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

17.08.1969

Nacional(AM)

x

Fast (Manaus–AM)

Manaus – AM

A

24.08.1969

Nacional(AM)

1

x

0

Maringá (Maringá-PR)

Rio de Janeiro – RJ

A

10.09.1969

Nacional(AM)

1

x

0

São Raimundo (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

14.09.1969

Nacional(AM)

4

x

0

Sul América (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

24.09.1969

Nacional(AM)

2

x

1

Olímpico (Manaus-AM)

Manaus – AM

TNE-69

28.09.1969

Nacional(AM)

0

x

3

Paysandu (Belém-PA)

Belém – PA

TNE-69

01.10.1969

Nacional(AM)

0

x

3

Remo (Belém-PA)

Belém – PA

TNE-69

05.10.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Tuna Luso (Belém-PA)

Belém – PA

TNE-69

08.10.1969

Nacional(AM)

2

x

1

Paysandu (Belém-PA)

Manaus – AM

TNE-69

15.10.1969

Nacional(AM)

1

x

2

Remo (Belém-PA)

Manaus – AM

TNE-69

24.10.1969

Nacional(AM)

x

Sul América (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

29.10.1969

Nacional(AM)

1

x

0

Tuna Luso (Belém-PA)

Manaus – AM

TNE-69

01.11.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Fast (Manaus-AM)

Manaus – AM

TNE-69

05.11.1969

Nacional(AM)

1

x

0

Olímpico (Manaus-AM)

Manaus – AM

TNE-69

12.11.1969

Nacional(AM)

1

x

3

Fast (Manaus-AM)

Manaus – AM

TNE-69

16.11.1969

Nacional(AM)

2

x

1

Rio Negro (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

19.11.1969

Nacional(AM)

0

x

1

América (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

23.11.1969

Nacional(AM)

0

x

2

Ferroviário (São Luís-MA)

São Luís – MA

TNE-69

26.11.1969

Nacional(AM)

0

x

1

Flamengo (Teresina-PI)

Teresina-PI

TNE-69

30.11.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Remo (Belém-PA)

Belém – PA

TNE-69

03.12.1969

Nacional(AM)

3

x

0

Ferroviário (São Luís-MA)

Manaus – AM

TNE-69

07.12.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Flamengo (Teresina-PI)

Manaus – AM

TNE-69

10.12.1969

Nacional(AM)

2

x

2

Remo (Belém-PA)

Manaus – AM

TNE-69

14.12.1969

Nacional(AM)

2

x

1

Rio Negro (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

17.12.1969

Nacional(AM)

1

x

1

Rodoviária (Manaus-AM)

Manaus – AM

A

20.12.1969

Nacional(AM)

2

x

0

Olímpico (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

23.12.1969

Nacional(AM)

1

x

2

Fast (Manaus-AM)

Manaus – AM

CA

TNE-68 : Torneio Norte Nordeste – 1968
A : Amistoso
TA : Taça Amazonas
CA : Campeonato Amazonense
TNE-69 : Torneio Norte Nordeste – 1969

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

NACIONAL (AM)         3          X         2          MOTO CLUB (MA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Quarta-feira, dia 21 de Maio de 1947

RENDA: Cr$ 45.000,00

ÁRBITRO: Salvio Miranda Corrêa

NACIONAL: Mota; Lupercio e Darcy; Trinta e Um (Júlio), Caveira e Hélcio; Oliveira, Paulo (Elizeu), Marcos (Paulo), Raspada e Lé.

MOTO: Ruy; Santiago e Carapuça; Sandoval, Frazio (Dagmar) e Pretinho; Mosquito (Jesus), Valentim, Galego, Zuza e Jaime. Técnico: Zequinha.

GOLS: Marcos, Oliveira e Lé (Nacional); Galego e Zuza (Moto).

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

OLÍMPICO CLUBE (AM)         1          X         5          MOTO CLUB (MA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo, dia 18 de Maio de 1947

RENDA: Cr$ 30.000,00

ÁRBITRO: Waldir Oliveira (FADA)

OLÍMPICO: Luizinho; Caçador e Marcílio; Waldemir, Gato (Omar) e Aurélio; Babau, Raimundinho (Dog), Silvio, Gatinho e Nélio (Juvenil e depois Baiano).

MOTO: Ruy; Santiago e Carapuça; Sandoval, Dagmar e Pretinho; Mosquito, Valentim (Jesus), Galego, Zuza e Jaime. Técnico: Zequinha.

GOLS: Raimundinho aos 13 minutos (Olímpico);  Zuza aos 22 minutos (Moto); Jaime, gol olímpico, aos 44 minutos (Moto), no 1º Tempo.  Mosquito aos 35 minutos (Moto); Jesus aos 42 minutos (Moto); Galego aos 46 minutos (Moto), no 2º Tempo.

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

 

TIJUCA CLUBE (AM)         2          X         5          MOTO CLUB (MA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo, dia 11 de Maio de 1947

RENDA: Cr$ 40.000,00

ÁRBITRO: Salvio Miranda Corrêa

TIJUCA: Luizinho; Aurélio e Darcy; Lupercio, Major (Braz) e Mariosinho; Cabral, Silvio (Mario Matos), Paulo, Orofino (Cláudio) e Juvenil. Técnico: João Liberal

MOTO: Ruy; Santiago e Carapuça (Rebolo); Sandoval, Frazio (Dagmar) e Pretinho; Mosquito (Galego), Valentim, Vinicius, Galego (Jesus), Zuza e Jaime. Técnico: Zequinha.

GOLS: Zuza, de cabeça, aos 10 minutos (Moto);  Frazio, de cabeça, aos 15 minutos (Moto); Paulo, de pênalti, aos 22 minutos (Tijuca); Mosquito aos 24 minutos (Moto); Valentim aos 38 minutos (Moto); Mario Matos aos 45 minutos (Tijuca), no 1º Tempo. Valentim aos 30 minutos (Moto), no 2º Tempo.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

SELEÇÃO DO AMAZONAS         3          X         0          SANTA CRUZ (PE)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional (4º jogo em Manaus)

RENDA: Cr$ 35.000,00

ÁRBITRO: Manoel dos Santos (FPF)

AMAZONAS: Limongi; Darcy e Aurélio; Lupercio, Wato e Júlio; Cabral, Silvio (Juvenil), Paulo, Raspada e Lé (Gatinho).

SANTA CRUZ: Teobaldo (Nico); Salvador e Pedrinho II; Laerte, Irineu e Guaberinha; Toinho, Pardi (Amaury), Eloy, Dengoso e Edgard.

GOLS: Paulo, Raspada e Lé (Amazonas).

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

OLÍMPICO CLUBE (AM)               2          X         3          SANTA CRUZ (PE)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

CARÁTER: Amistoso Nacional (3º jogo em Manaus)

RENDA: Cr$ 30.000,00

ÁRBITRO: Waldir de Oliveira (Atuação regular)

OLÍMPICO: Luizinho; Lupercio (Aurélio) e Marcílio; Omar, Rubem e Gatinho; Sílvio, Paulo, Tuta, Sidinho e Raspada.

SANTA CRUZ: Teobaldo; Pedrinho I e Pedrinho II; Guaberinha, Irineu e Palito; Toinho, Dengoso, Eloy, Pardi (Amaury) e Edgard.

GOLS: Amaury e Palito (Santa Cruz), no 1º Tempo. Dengoso (Santa Cruz); Nélio e Paulo (Olímpico), no 2º Tempo.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Após o título Pernambucano o Santa Cruz fez uma excursão em Manaus, em fevereiro de 1947,onde realizou quatro amistosos diante do Tijuca Clube, Nacional (campeão Amazonense),  Olímpico Clube e finalizando enfrentado a Seleção Amazonense, todos as pelejas foram disputadas no Estádio Parque Amazonense, em Manaus.

No todo foram duas vitórias e duas derrotas, marcando oito gols e sofrendo 11. A estreia foi diante do Tijuca Clube, vencendo pelo placar de 2 a 1, com uma Renda de Cr$ 22.500,00. Na segunda apresentação, entre os campeões de Pernambuco e do Amazonas, num jogo com oito gols, melhor para o Nacional que superou o Santa Cruz por 5 a 3, com uma Renda de 25.000,00.

Na terceira partida, o Tricolor pernambucano voltou a vencer. Desta vez em cima do Olímpico Clube por 3 a 2. E, no seu último compromisso na capital amazonense, derrota por 3 a 0 para a Seleção do Amazonas.

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

 

O Atlético Fluminense Clube foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A sua 1ª Sede ficava localizada na Rua Visconde de Porto Alegre, nº 1.423 – Centro de Manaus. Depois se transferiu para o Bairro da Praça 14 de Janeiro, onde ficou na Rua Emilio Moreira, nº 368; e depois se mudou para Rua Jonathas Pedrosa, nº 1.368; a cerca de 200 metros entre uma e outra.

O ‘Tricolor da Praça 14 de Janeiro ‘ foi Fundado no dia 14 de Janeiro de 1935. O Fluminense foi tetracampeão Amazonense de Basquete em 1942, 1943, 1944 e 1945; e no futebol faturou o caneco da Segunda Divisão Amazonense de 1947. Título este que o credenciou para disputa o Campeonato Amazonense da 1ª Divisão de 1948.

Foto de 1947

FONTES: Revista Sport Ilustrado – Jornal do Commercio (AM)

 

FONTE: Jornal do Commercio

 

LIGA DESPORTIVA DE MANACAPURU
DATA: 26 DE MARÇO DE 1972
LOCAL: MANACAPURU / AM

1º JOGO

MANACAPURU EC

1-0

PRINCESA DO SOLIMÕES EC

FINAL

MADEIRAL EC

1-1

MANACAPURU EC (4-1 PEN)

CAMPEÃO – MADEIRAL ESPORTE CLUBE (MANACAPURU/AM)

Madeiral Esporte Clube - Campeão do Torneio Início - 1972

 

DATA: 10 DE SETEMBRO DE 1939

LOCAL: PARQUE AMAZONENSE, EM MANAUS – AM

 

1º JOGO

NACIONAL

0-0

OLÍMPICO (2-0 ESC)

2º JOGO

RIO NEGRO

0-0

UNIÃO PORTUGUESA (1-0 ESC)

FINAL

NACIONAL

2-0

RIO NEGRO

 

CAMPEÃO – NACIONAL FUTEBOL CLUBE (MANAUS – AM)

 

EM BENEFÍCIO DO DISPENSÁRIOAMAZONICO

DATA: 13 DE AGOSTO DE 1939

LOCAL: PARQUE AMAZONENSE, EM MANAUS – AM

 

1º JOGO

NACIONAL

1-0

UNIÃO PORTUGUESA

2º JOGO

RIO NEGRO

2-0

OLÍMPICO

3º JOGO

GENERAL OSÓRIO

W0-0

RIO NEGRO

4º JOGO

NACIONAL

1-0

INDEPENDÊNCIA

5º JOGO

RIO NEGRO

3-0

GENERAL OSÓRIO

FINAL

NACIONAL

1-1

RIO NEGRO (1-0 ESC)

 

CAMPEÃO – NACIONAL FUTEBOL CLUBE (MANAUS – AM)

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Nacional Fast Club (Manaus - AM) - 1972

 

Seis escudos de algumas equipes amazonenses extraídas do Jornal do Commercio de 1964. Na parte de cima (esquerda para a direita): Nacional Futebol ClubeOlympico ClubeAtlético Rio Negro Clube.  Na parte de baixo (esquerda para a direita): América Futebol ClubeSul America Esporte ClubeAtlético Barés Clube.

 

SEMIFINAIS

 

N FAST C (MANAUS-AM)

2

AA RODOVIÁRIA (MANAUS-AM)

1

DATA: 07 de março de 1971 LOCAL: Estádio Vivaldo Lima, em Manaus – AM
JUIZ: Paulo Bernardes CARÁTER: Torneio Danilo de Mattos Areosa
GOLS: Zezinho e Laércio / Batista
Fast(AM): Marialvo; Antonio Piola, Casemiro, Zequinha I e Pompeu; Zezinho e Valdocir (Holanda); Laércio, Kenzo (Rangel), Edson e Zequinha II.
Rodoviária(AM): Clóvis; Brito, Ubiraci, Pereira e Mário; Gil e Ângelo; Almir, Diquinho (Luis Carlos), Batista e Miguelzinho (Santiago).

 

A RIO NEGRO C (MANAUS-AM)

2

NACIONAL FC (MANAUS-AM)

1

DATA: 07 de março de 1971 LOCAL: Estádio Vivaldo Lima, em Manaus – AM
JUIZ: Alexandre Lourenço CARÁTER: Torneio Danilo de Mattos Areosa
GOLS: Pedro Hamilton (2) / Hércules
Rio Negro(AM): Amauri; Pedro Hamilton, Zé Carlos, Valter e Araim; Marrom e Tamilton; Paulo (Abelson), Luis Darque (Téo), Ramon (Dirlei) e Anízio (João Pereira).
Nacional(AM): Iane; Maravilha, Tarciso, Valdemiro e Eraldo; Mario e Rolinha; Julião, Wilson (Marcio), Hercules e Canhoteiro (Zé Eduardo).

 

FINAIS

 

NACIONAL FC (MANAUS-AM)

3

AA RODOVIÁRIA (MANAUS-AM)

1

DATA: 10 de março de 1971 LOCAL: Estádio Vivaldo Lima, em Manaus – AM
JUIZ: Jander Cabral dos Anjos CARÁTER: Torneio Danilo de Mattos Areosa
GOLS: Julião (2) e Zé Eduardo / Ângelo
Nacional(AM): Procópio; Maravilha, Aveiro (Tarciso), Valdemiro e Eraldo; Mario e Rolinha; Julião, Marcio (Jorginho), Hercules (Pretinho) e Zé Eduardo.
Rodoviária(AM): Clóvis; Brito, Ubiraci, Pereira (Zé Maria) e Henrique; Gil (Luis Carlos) e Ângelo; Almir, Diquinho (Tupanzinho), Batista e Miguelzinho.

 

N FAST C (MANAUS-AM)

2

A RIO NEGRO C (MANAUS-AM)

0

DATA: 10 de março de 1971 LOCAL: Estádio Vivaldo Lima, em Manaus – AM
JUIZ: Manuel Luis Bastos CARÁTER: Torneio Danilo de Mattos Areosa
GOLS: Afonso e Zequinha II
Fast(AM): Marialvo; Antonio Piola, Casemiro, Zequinha I e Pompeu; Zezinho e Valdocir (Holanda); Laércio (Rangel), Afonso (Carneiro), Edson e Zequinha II.
Rio Negro(AM): Amauri; Pedro Hamilton, Zé Carlos, Valter e Araim; Marrom (Marcus) e Tamilton; Paulo, Luis Darque, Ramon (Téo) e Anízio.
Obs.: Com estes resultados, o Nacional Fast Club sagrou-se campeão do Torneio em comemoração a inauguração dos refletores do Estádio Vivaldo Lima.
 

FONTE: Jornal do Commercio 

 

O Princesa Isabel Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A sua primeira Sede ficava na Rua Lima Bacurí, 290, no Centro. Depois, o clube mudou para Rua Dr. Almínio, 185, no Centro, literalmente transversal ao endereço anterior. Fundado no dia 11 de Maio de 1930, por Jorge de Brito Inglês Bonates, ou simplesmente Jorge Bonates, que foi presidente por mais de quadro décadas.

Disputou 12 vezes o Campeonato Amazonense da 1ª Divisão: 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1957, 1958 e 1959. Também esteve presente na Segundona Manauara em duas oportunidades: 1960 e 1961. Posteriormente passou a disputar o Campeonato do Departamento Autônomo Manauara até o final dos anos 70.

FONTE: Jornal do Commercio  

 

Tijuca Clube foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O ‘Time dos Rodoviários’ ou Grêmio Cajutí foi Fundado no dia 19 de Junho de 1939, por um grupo de desportistas: Jari Guimarães; Raimundo Rebelo de Souza; Almério José Ferreira Diniz; Walter Rodrigues Ferreira; José Orofino; Mario Orofino; Carlos Julio de Oliveira; Ildefonso Pereira Filho.  O Tijuca participou do Campeonato Amazonense de Futebol, em sete edições: 1942, 1943, 1944, 1945, 1946, 1947 e 1948.

FONTES: Mercado Livre – Jornal do Commercio  

 

O Atlético El-dorado Clube foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A sua Sede ficava localizada na Rua Monsenhor Coutinho, s/n, no Centro da cidade. “Os Papagaios” foi Fundado no dia 28 de Setembro de 1941, pela família Rebelo de Souza.

O El-dorado jogava no Campo General Ozorio, onde participou do Campeonato Amazonense da 1ª Divisão, oito vezes: 1946, 1947, 1948, 1949, 1950, 1951, 1952 e 1953. Dentre essas edições a sua melhor colocação aconteceu em 1949, quando terminou com o vice-campeonato Estadual.

FONTE: Jornal do Commercio  

 

FONTE: Jornal do Commercio  (15 de Agosto de 1950)

 

O São Raimundo Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A sua Sede fica localizado na Rua 5 de Setembro, s/n, no Bairro de São Raimundo, em Manaus. O Tufão foi Fundado oficialmente no dia 18 de Novembro de 1918, logo após do fim do “boom” da Borracha em Manaus.

O nome deve-se ao bairro, que por fim deve este nome ao santo, que nasceu em 1204 na Espanha. O bairro em Manaus foi, por muito tempo, latifúndio da Igreja Católica, no século XIX, até que migrantes nordestinos viessem lá residir. São Raimundo está localizado à 200 metros do Centro Antigo de Manaus, separado deste pela Ponte Fábio Lucena, que só foi inaugurada em 1986.

Em 1915 Francisco Rebelo e o Professor Assis fundam o Risópolis Clube Recreativo. Mais tarde, em maio de 1918, mudam o nome para Risofóles, que meses depois acaba; transformando-se finalmente num nome que identificasse o proletário bairro, daí o nome de São Raimundo.

Alguns dos fundadores do São Raimundo são: Sr. Belmiro Costa, Sr. Olímpio Carvalho, Sr. Carlos Frederico, Sr. José Quincas, Sr. Vidal, Sr. Sena e Sr. Queiróz. O presidente desse novo clube era o “batalhadorFrancisco Rebelo.

O maior e mais ferrenho rival do “ Tufão – como o clube é conhecido – é o Sul América do bairro vizinho da Glória, que desde 1932. A 1ª Sede do São Raimundo localizava-se na mesma “Rua da Ponte“, rua 5 de setembro. Antes desta data, as reuniões eram em locais aleatórios.

O São Raimundo, ou “Mundico“, ou “Tufão“, ou ainda, “São Rai” só chegou na Primeira Divisão da antiga FADA em 1955, disputando no ano seguinte junto aos “grandes” de Manaus. Dono de uma torcida apaixonada, que mesmo quando o São Raimundo deixou de participar dos campeonatos amazonenses (de 1980 a 1983 e 1994 e 1995) nunca deixou de torcer pelo seu time e em ter esperança de sua volta aos gramados.

O São Raimundo, atuando a apenas 5 anos no profissionalismo arrebatou o Título Amazonense de 1961. O outro título viria 5 anos depois, em 1966, sendo o 1º campeão profissional do Amazonas, que neste campeonato tinha a recém criada FAF (Federação Amazonense de Futebol). Esse campeonato só terminou em 1967.

Durante muitos anos, o “Tufão” foi o dono da quarta maior torcida do estado, atrás de Nacional, Rio Negro e Nacional Fast. Com a sua definitiva volta aos estádios em 1996, o clube fez com sua torcida quintuplicasse em números e pode-se dizer hoje que está no mesmo nível do Nacional e do Rio Negro, sendo que nos últimos 4 anos, sempre esteve nas primeiras posições em presença nos estádios. Note-se que o Bairro de São Raimundo possui cerca de 10 mil moradores.

Após o titulo estadual de 1966, o clube passou por diversas crises econômicas. Tanto é que nos anos 80, o clube quase vendeu seu estádio e o mesmo quase fecha suas portas.O São Raimundo a partir de 1996 “renasceu” para o Amazonas.

Ivan Guimarães e Manecs – o primeiro, radialista -, colocaram a idéia para a presidência do Tufão de se criar um Departamento Autônomo dentro do clube. Orlando Saraiva (então presidente do São Raimundo) mais os outros diretores acataram e acreditaram na idéia.

A partir daí o São Raimundo rapidamente chamou ninguém mais, ninguém menos que um dos maiores treinadores do Brasil: Aderbal Lana, inscreveram o “Tufão” no Campeonato Brasileiro da Série C de 1996. Os resultados foram ruins naquele primeiro momento, mas a dupla continuou seu trabalho incessante, que deu frutos no tricampeonato amazonense (1997/98/99), no 3º lugar na última Copa Conmebol em 1999 e no vice-campeonato brasileiro na Série C desse mesmo ano, culminando com o acesso à Série B. Obteve excelentes resultados. O Sao Raimundo Esporte Clube ficou durante vários anos na serie B do campeonato brasileiro.

 

FONTES: Site do clube – Jornal do Commercio

 

O Auto Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O “Clube Motorizado” foi Fundado no dia 16 de Setembro de 1950, por profissionais de volantes de Manaus. A sua 1ª Sede ficava na Rua Visconde de Mauá, nº 81/ 1º andar. Depois se transferiu para a Praça Oswaldo Cruz, nº 17 (sobrado), ambos no Centro de Manaus. 

Em 1955, Cláudio Coelho e um grupo de jogadores campeões pelo América de Manaus (no ano anterior) migraram para o Auto Esporte, onde foram campeões no ano seguinte e em 1959. Depois deste título, foi caindo de produção, até que, em 1964, com o advento do profissionalismo, extinguiu seu time de futebol.

Em 1961, o Auto Esporte venceu o 2° em 3 turnos, garantindo o direito de decidir o título com o São Raimundo. Nessa final, o Auto Esporte perdia para o Rio Negro por 3×1 quando alguns torcedores do “Clube Motorizado” invadiram o campo aos 10 minutos do 2° tempo, insatisfeitos com a atuação do árbitro José Pereira Serra. A partida foi suspensa e retomada 4 dias depois, com Dorval Medeiros no apito. Não houve alteração do placar e o título ficou com o São Raimundo.

Time campeão de 1956: Vicente, Guarda e Gatinho; Juarez Souza Cruz (Jaime Basílio), Gilberto e Gioia; Silvio (Gildo), Gordinho, Osmar, Sadoval e Nicolau. Jogaram ainda: Mário Matos, Anacleto, Moacir, Osmar e Ruy (goleiros) e Clemente. Técnico: Cláudio Coelho.

Time campeão de 1959: Alfredo, Valdér e Gatinho; Nonato, Almério e Guilherme; Totinha, Osmar, Gordinho, Caramuru e Manoel Conte. Jogaram ainda: Chagas, Sandoval, Guarda, Claudionor, Nonato e Ronaldo. Técnico: Cláudio Coelho.

Nove participações na 1ª divisão do estadual: de 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962 e 1963 (último ano do amadorismo). Bicampeão Amazonense da 1ª Divisão: em 1956 e 1959.

Curiosidades

Artilheiros do campeonato estadual: em 1959, Gordinho (Mário da Cruz Gordinho), com 25 gols (o 2° colocado, Pratinha, do Nacional, fez 15 gols); em 1961, Nonato, com 10 gols.

Maiores artilheiros por campeonato: 1956: Osmar, 13 gols, 3°; 1957: Gordinho, 26 gols, 3°; Osmar, 25 gols, 4°; 1958: Sandoval, 6 gols, 2°; 1959: Gordinho, 25 gols, 1°; 1960: Osmar, 9 gols, 3°; Totinha, 8 gols, 5°; 1961: Nonato, 10 gols, 1°; 1962: Coelho, 6 gols, 3°; 1963: Torrado, 12 gols, 3°.

FONTES: Wikipédia – Jornal do Commercio (AM)

 

FONTE: Jornal do Commercio (AM)

 

FONTE: Jornal do Commercio (AM)

 

O Nacional Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A sua Sede fica na Rua São Luís, s/n, no Bairro de Adrianópolis, em Manaus. Fundado no dia 13 de janeiro de 1913, como dissidência do antigo Manaos Sporting Club, e com objetivo de abrir espaço para brasileiros praticarem futebol, em uma época no qual o esporte era quase que exclusividade dos ingleses que viviam na capital amazonense.

Suas cores são o azul e o branco, e seus mascotes são a águia e o leão, este último o mais reconhecido e, por isso, o clube é conhecido pela sua torcida como o “Leão da Vila Municipal“, em homenagem ao então bairro da Vila Municipal (atual Adrianópolis), onde fica seu patrimônio social.

É um dos clubes mais tradicionais do Estado de Amazonas, sendo atualmente o recordista em número de títulos estaduais, com 43 conquistas, incluindo um hexacampeonato entre 1976 e 1981. Foi o primeiro clube do Norte do país a disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, e é a equipe amazonense que mais disputou essa divisão principal do futebol nacional, tendo disputado um total de 14 edições da competição. Na Copa do Brasil, o Nacional esteve em 16 edições, também um recorde para equipes locais. Por esses feitos o Nacional é conhecido como o 3º maior clube da Região Norte e o maior do Amazonas.

É também o clube de melhor estrutura dentre os clubes esportivo-sociais do Amazonas e ainda dono da maior torcida no Amazonas entre equipe locais e a terceira maior da região norte. Seu principal rival no futebol é o Rio Negro, com quem mantém a maior rivalidade do futebol amazonense e um dos maiores clássicos do norte do país.

 

FONTES: Wikipédia – Jornal do Commercio (AM)

 

O Labor Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). O “Pavão de Constantinópolis” foi Fundado na década de 50, por funcionários da Usina Labor, liderados por Otilio Farias. A sua Sede e o Estádio Otilio Farias (antigo Campo Uzinal) ficavam situados nos fundos da Usina Labor, no Bairro de Constantinópolis (atual Educandos), em Manaus. Extinto por volta de 1965. O seu maior rival era o Educandos Atlético Clube. O Labor participou de cinco edições do Campeonato Amazonense da 1ª Divisão: 1957, 1958, 1959, 1962 e 1963,

DEBUTA NA ELITE AMAZONENSE EM 1957

O Labor dirigiu um pedido para a F.A.D.A. (Federação Amazonense de Desportos Atléticos), no dia 29 de maio de 1957, a fim de debutar no Campeonato Amazonense da 1ª Divisão daquele ano. Dois dias depois a entidade máxima do futebol Baré aceitou.

O que foi especulado na época é que o principal fator que ajudou o Labor a ingressar foi o seu estádio, uma vez que existia uma escassez de bons estádios, e como o Labor contava com o “Alçapão de Constantinopolis(alcunha do estádio), facilitou a decisão ser favorável ao ingresso a Primeira Divisão Fadense.

Após toda a celeuma, o Labor realizou um amistoso nos seus domínios, diante do tradicional Nacional, então Vicecampeão Estadual de 1956, no sábado, dia 1º de junho de 1957. E o Labor mostrou que não se limitava apenas a ter um bom estádio. No final da peleja, goleou o Nacional por 4 a 1. O árbitro da partida foi Álvaro Maranhão, e contou com uma Renda de Cr$ 18.342,00. Vale registrar que antes desta partida, o Labor havia enfrentado o Fast Club por duas vezes, no seu campo, e também saiu invicto (foram dois empates).

No entanto, tal decisão acarretou descontentamentos de outras equipes, como por exemplo, do Climax, da Segunda Divisão, que pediu o seu desligamento da F.AD.A. por se sentir desprestigiada.

Além do Labor, outras quatro equipes conseguiram adentrar na Elite Amazonense: Clipper, Atlético Guanabara, Barés e Independência Futebol Clube. Com isso, o Estadual de 1957 contou com a participação de 14 clubes, todos da capital de Manaus:

Atlético Guanabara Clube (Bairro de Constantinópolis/ Santa Luzia – Fundado no dia 27 de Abril de 1952);

Atlético Barés Clube

Auto Esporte Clube

Atlético Clipper Clube (Rua Visconde de Porto Alegre, no Centro);

Educandos Atlético Clube (Rua Inocêncio de Araújo, 137 - Bairro de Constantinópolis);

Independência Futebol Clube

Labor Esporte Clube (Bairro de Constantinópolis);

Nacional Fast Club

Nacional Futebol Clube

Olímpico Clube

Princesa Isabel Esporte Clube (Rua Lima Bacurí, 290, no Centro);

Santos Futebol Clube 

São Raimundo Esporte Clube (Bairro de São Raimundo);

Sul America Esporte Clube

Time-base de 1957-58: Simões (Jorge); Pancrácio e Roberval; Bacca (Vivaldo), Chagas (Alberto) e Branco; Boy (Max), Esterlirio (Gravata), Aluisio (Santos), Olavo (Carioca) e Valdomiro.

 

Ainda em 1957, o Labor realizou a sua primeira partida em nível nacional. O clube enfrentou a Seleção do Acre, na tarde de domingo, no dia 22 de Dezembro de 1957, no Estádio Parque Amazonas, em Manaus. No final, melhor para os Acrianos que venceram por 3 a 2. Gols de Gravata, de cabeça, e Olavo, de pênalti para o Labor; enquanto Roberto, duas vezes, e Fuéd marcaram para os visitantes.

 

Além do Estadual de 1957, também participou das edições de 1958, 1959, 1960, 1961, 1962 e 1963. Durante esse período foi campeão do Torneio Início Amazonense Juvenil de 1960; e campeão da Série B, de 1961.

Em 1961 o Labor já dava sinais de que a sua extinção estava começando a ganhar os primeiros contornos. Após uma campanha ruim, na temporada anterior, o que se falava por de trás dos bastidores era que o clube poderia não disputar o Estadual.

No final, o Labor confirmou a sua presença. Mas para disputar a Elite do Futebol Amazonense, o Labor precisaria lutar pela vaga com o Expressinho, campeão da Segunda Divisão, numa melhor de quatro pontos. Por fim, o “Pavão de Constantinópolis”  conseguiu vencer o 1º jogo por 3 a 2 e no segundo, novo triunfo por 4 a 1. Gols de Fabio e Hilton, ambos dois gols cada; enquanto Charuto fez o tento de honra do Expressinho.

Nesta foto é possível ter uma ideia de como era o Estádio Otilio Farias

Apesar de ter vencido e permanecido na Primeira Divisão, o Labor foi inserido na Série B, que não era a Segundona, uma vez que já existia uma, mas também não enfrentou as principais equipes. Ou seja, uma “competição paralela“.

A organizadora da competição: a F.A.D.A. mais uma vez realizou um campeonato longo e confuso como nas edições anteriores. Voltando ao Estadual da Série B de 1961, começou bem vencendo os seus dois primeiros jogos: 3 a 1 no Internacional e 1 a 0 no Clipper. No final, a equipe comandada por Luiz Fortaleza venceu os três turnos e faturou o título com uma rodada de antecipação. O time campeão: Simões; Pancrácio e Roberval; Chumbinho, Santos e Zica; Ofir, Calango, Neves, Cleves e Ailton.

Mesmo assim, o Labor teve que enfrentar o América, último colocado na Série A, para retornar a Primeira Divisão. Venceu o 1º jogo por 2 a 1 e o último pelo placar de 4 a 1, retornando a elite amazonense.

No Estadual de 1963, o Labor começou mal os dois turnos e deu uma melhorada no terceiro. Chegou a liderar até a derrota suada para o Rio Negro por 1 a 0. A partir daí a equipe caiu de rendimento.

Em 1964, o Labor deixou o profissionalismo. Disputou o Campeonato Manauara de Amadores, também sob a tutela da F.A.D.A. No Grupo B, terminou o 1º turno em segundo lugar, atrás do Estrela do Norte (apenas os campeões das Chaves A e B avançavam para a decisão do turno).

Após essa competição o Labor foi gradativamente sumindo do noticiário até se extinguir, deixando um vazio para os moradores do Educandos. Na década de 70, surgiu um outro Labor Esporte Clube, também do mesmo bairro, que participou do campeonato amador, mas sem nenhum vinculo com o anterior.

 

FONTE: Jornal do Commercio (AM)

 

TORNEIO INÍCIO AMAZONENSE DE 1958

O Torneio Início Amazonense foi realizado na tarde de domingo, do dia 16 de Novembro de 1958, no Estádio Parque Amazonas, em Manaus. A competição contou com a participação de 13 clubes.

No final, quem levantou a taça foi o Sul América Esporte Clube, que venceu a Série B, derrotou na decisão o Santos Futebol Clube, vencedor da Série A, pelo placar de 1 a 0. Abaixo os resultados  dos jogos das Séries A e B:

 

SÉRIE A (Jogos da Manhã)

1º Jogo: Princesa Isabel   2          x          3          Educandos

Gols (pênaltis): Clóvis o Educandos e Bololô para o Princesa Isabel.

 

2º Jogo: Santos F.C.        1          x          0          Guanabara

Gol: Melo.

 

3º Jogo: Internacional                 1          x          0          América

Gols: Haroldo.

 

4º Jogo: Educandos          0          x          2          Santos F.C.

Gols: Pedrinho e Gessê.

 

5º Jogo: Santos F.C.        2          x          1          Internacional

Gols: Melo e Tupã para o Santos; Bina  para o Internacional.

 

 

SÉRIE B (Jogos da Tarde)

 

1º Jogo: Sul América       3          x          2          Clipper

Gols (pênaltis): Zamundo para o Sul América e Valdir para o Clipper.

 

2º Jogo: São Raimundo  1          x          0          Fast Club

Gol: Beleleu.

 

3º Jogo: Nacional              3          x          2          Labor E.C.

Gols (pênaltis): Jaime para o Nacional e Moacir para o Labor.

 

4º Jogo: Sul América       3          x          2          Auto Esporte

Gols (pênaltis): Zamundo para o Sul América e Guarda para o Auto Esporte.

 

5º Jogo: Nacional              3          x          2          São Raimundo

Gols (pênaltis): Jaime para o Nacional e Beleleu para o São Raimundo.

 

6º Jogo: Sul América       1          x          0          Nacional

Gol: Zamundo.

 

7º Jogo: Sul América       1          x          0          Santos F.C.

Gol: Chicão.

FONTE: Jornal do Commercio (AM).

 

 

LABOR E.C.            2          X         3          SELEÇÃO DO ACRE

LOCAL: Estádio Parque Amazonas, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, no dia 22 de Dezembro de 1957

CARÁTER: Amistoso Nacional

ÁRBITRO: Tabosa dos Reis (FADA)

RENDA: Cr$ 105.000,00

LABOR: Jorge; Pancrácio e Roberval; Chagas, Alberto e Branco (Aluisio); Bacca, Santos(Gravata), Carioca e Miro.

ACRE: Pedrito; Zé Cláudio e Mozarino; Valdo, Adalberto e Boá (Carrion); Moisés (Oceano), Pedrinho (Sidico), Fuéd, Roberto e Hugo (Alísio).

GOLS: Gravata, de cabeça, e Olavo, de pênalti (Labor); Roberto, duas vezes, e Fuéd (Selecionado Acriano).

 

PS.: Em 1957, o Acre ainda era um Território Federal (sem pertencer nenhum Estado). Por força da lei federal nº 4.070, o presidente do Brasil João Goulart elevou o Acre à categoria de Estado em 1962.

 

FONTE: Jornal do Commercio-AM

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

LIGA DESPORTIVA DE PARINTINS

DATA: 31 DE MARÇO DE 1971

LOCAL: ESTÁDIO TUPY CANTANHEDE, EM PARINTINS / AM

 

1º JOGO

SUL AMÉRICA

6-1

SÃO CRISTÓVÃO

2º JOGO

JAC CLUBE

6-1

AMAZONAS

3º JOGO

NACIONAL

0-0

ESTRELA DO NORTE (4-2 PEN)

4º JOGO

JAC CLUBE

0-0

SUL AMÉRICA (4-2 PEN)

FINAL

JAC CLUBE

1-0

NACIONAL

 

CAMPEÃO – JAC CLUBE (PARINTINS / AM)

 

AMAZONAS             0          X         1          PARÁ

LOCAL: Estádio Parque Amazonas, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, 17 de Setembro de 1944

TRANSMISSÃO: O jogo foi transmitido para todo o Amazonas, pela rádio P.R. F.-6

CARÁTER: Campeonato Brasileiro de Seleções de 1944

HORÁRIO: 16h10min. (de Brasília)

RENDA: Cr$ 36.878,00

ÁRBITRO: José Mariano Carneiro Pessôa (CBD/PE)

AMAZONAS: Téo; Mariano e Marcílio; Omar, Zenite e Dog; Oliveira, Marcos Paulo, Onéti, Sidinho e Raspada.

PARÁ: Dodó; Beréco e Expedito; Sandovalsinho, Manuel Pedro e Vicente; Arleto, Lulú, Helio, Biróba e Jaime.

GOL: Helio aos 40 minutos (Pará), no 1º tempo

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

Anúncio do Jornal do Commercio,do dia 9 de outubro de 1928,sobre o resultado final do jogo entre Nacional e Independência,valendo pelo campeonato daquele ano.Na partida principal,o Nacional ganhou por 10x1.

O Campeonato Amazonense de futebol da 1ª Divisão já apresentou grandes goleadas com placares incríveis de 24 a 0 até a “menor” de 9 a 1. Selecionamos as 16 maiores entre 1914 a 1930. Lembrando que desses marcadores: Nacional 24 x 0 Brasil e Nacional 19 x 0 Euterpe, já haviam sido descobertas anteriormente pelo pesquisador José Ricardo Caldas.

Quanto ás demais, repousavam a décadas nas páginas amareladas e em vias de decomposição dos principais jornais de Manaus do início do século XX. É a primeira vez que se publica o resultado desses jogos em um blog da atualidade. Segue abaixo a lista das 16 maiores goleadas:

 

1- Nacional 24×0 Brasil

Data:24/09/1922

Local:Parque Amazonense

Gols:?

 

2- Nacional 19×0 Euterpe

Data:03/04/1921

Local:Parque Amazonense

Gols:Azevedo(6),Virginio(4),Craveiro(4),Orlando(2),Pequenino(1),Cangalhas(1) e Gérson(contra).

 

3- Nacional 15×0 Euterpe

Data:04/07/1920

Local:Parque Amazonense

Gols:Orlando(4),Parimé(3),Jurandir(3),Craveiro(2),Secundino(2) e Pequenino(1)

 

4- Manáos Sporting 13×0 Brasil

Data:21/04/1921

Local:Parque Amazonense

GOLS:?

 

5- Manáos Sporting 13×1 América Football Club

Data:12/08/1917

Local:Bosque Municipal

Gols:?

 

6- União Sportiva 11×0 Euterpe

Data:03/05/1921

Local:Parque Amazonense

Gols:Tico-Tico(7),Britto(3) e Alfredo(1)

 

7- Nacional 11×0 Brasil

Data:23/04/1922

Local:Parque Amazonense

Gols:Clóvis(6),Leonardo(2),Pequenino(2) e Dantas(1)

 

8- Manáos Athletic 10×0 Rio Negro

Data:03/05/1914

Local:Bosque Municipal

Gols:Burns(6),Barton(2),Preece(1) e Baird(1)

 

9- Nacional 10×1 América Football Club

Data:02/02/1919

Local: Parque Amazonense

Gols:?

 

10- Nacional 10×1 Independência

Data:07/10/1928

Local:Parque Amazonense

Gols:?

 

11- Rio Negro 10×2 Manáos Sporting

Data:06/07/1930

Local:Campo dos Bilhares

Gols:Vidinho(4),Bonates(4),Sabá(1) e Mariozinho(contra)para o Rio Negro.Armandinho(contra) e Guimarães para o Manáos Sporting

 

12- Cruzeiro do Sul 9×0 Manáos Sporting

Data:23/09/1928

Local:Parque Amazonense

Gols:Gesta(5),Leopoldo(2),Pedro(1) e Augusto(1)

 

13- Manáos Sporting 9×1 Amazonas Sporting Club

Data:23/05/1920

Local:Parque Amazonense

Gols:Zequinha(4),Rochinha(1),Mário(1),Lira(1) e Soéra(1) para o Manáos Sporting.Jeovalino(1) para o Amazonas

 

14- Rio Negro 9×1 Euterpe

Data:06/03/1921

Local:Parque Amazonense

Gols:Rochinha(5) e Walter(4) para o Rio Negro.Dodó(1) para o Euterpe

 

15- Monte Cristo 9×1 Brasil

Data:27/03/1921

Local;Parque Amazonense

Gols:?

 

16- União Sportiva 9×1 Monte Cristo

Data:07/05/1922

Local:Parque Amazonense

Gols:?

 

FONTES: Prof. e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

O Amazonas Sporting Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). Fundado no dia 27 de Outubro de 1913, por um grupo de jovens desportistas. O novo clube teria como atividade principal a prática do futebol que naquele ano já havia conquistado o gosto dos jovens manauaras.

Suas cores eram o preto e branco e sua 1ª Sede ficava localizada na Rua Doutor Moreira n°61, no Centro da cidade. Depois mudou de várias vezes. Em 1918, estava sediado na Rua Luiz Antony, n°92. Em 1920 se mudava para a Rua 24 de Maio, n°46 e; em 1922, estava na Rua Dez de Julho, n°180.

ESTÁDIO PRAÇA DE SÃO JOÃO

Em 1919 finalmente o Amazonas conseguia um campo próprio. Após pedir autorização da prefeitura para ter direito sobre a praça de São João, o clube teve parecer favorável sobre o logradouro que ficava ao lado do cemitério de mesmo nome. A grande festa de inauguração de seu  novo campo aconteceu no dia 16 de Março, com a presença de autoridades e um jogo entre os times titular e reserva do Amazonas e do Luso.

CINCO PARTICIPAÇÕES NO CAMPEONATO AMAZONENSE

A primeira notícia estampada na imprensa de um jogo do Amazonas Sporting Club foi no dia 7 de Dezembro de 1913, contra o Satellite, na Praça da Saudade. Melhor para o Satellite que venceu por 1 x 0, gol de Sandoval.

Em 9 de Janeiro de 1914 era eleita sua nova diretoria na qual Arthur Ramos era empossado presidente; Articlino Silva como vice; Temístocles Monteiro como secretário,; F.Gaspar na função de tesoureiro e Epitácio Cavalcante como capitão do time titular. Já em janeiro de 1915, em outra eleição, Segismundo Souza era eleito presidente e Catano Camardella como vice.

Durante as realizações dos campeonatos amazonense de 1914, 1915, 1916 e 1917, o Amazonas não participou, limitando-se a realizar jogos amistosos e participar de torneios festivos. Finalmente foi inserido pela 1ª vez para debutar no Campeonato Amazonense da 1ª Divisão de 1918.

Realizou vários jogos, entre eles vitória sobre o América (5 x 0), derrotas para o União Sportiva (5 x 2) e Nacional (3 x 1) e empate no returno com o América (0x 0). Não consegui conquistar o título que foi do Nacional. Nesse mesmo ano, o clube realizou uma grande festa em homenagem ao seu 5° ano de fundação.

No Campeonato Amazonense da 1ª Divisão de 1919 o Amazonas sofreu alguns revés para o Manáos Sporting (6 x 0); Nacional (3 x 2); mas também alguns bons resultados em cima do União Sportiva (3 x 0) e Monte Cristo (2 x 0). Novamente o Nacional conquistava o certame desse ano.

No Campeonato Amazonense da 1ª Divisão de 1920, o Amazonas é confirmado para participar pela 3ª vez. Entre seus principais jogos perdeu do Nacional por 4 x 1 e do Manáos Sporting por 3 x 0.Derrotou o Luso por 2 x 0 e o Euterpe por 5 x 1 (os gols foram assinalados por Jeovalino, duas vezes; Albano, Hugolino e Diomedes).

Nesse certame, o goleiro do Amazonas era Anacleto que, anos depois, teve uma morte trágica quando sua cabeça foi decepada pela palheta de um avião. Já no Campeonato Amazonense da 1ª Divisão de 1921, o Amazonas, após perder do Luso por 6 x 1, resolveu abandonar o certame.

O motivo alegado pela diretoria alvinegra foi que seu time era muito fraco para a disputa daquele ano. No final do certame, o Rio Negro era aclamado campeão pela 1ª vez.

O Amazonas não participou do Campeonato Amazonense da 1ª Divisão de 1922, só voltando a disputar novamente o certame de 1923 na qual não conquistou o título que ficou com o Nacional. Esse foi o último campeonato que os alvinegros participaram.

Mas nem tudo eram flores e o Amazonas sofreu duas grandes goleadas durante sua curta história. Em 23 de Maio de 1920, em partida válida pelo campeonato, perdeu para o Manáos Sporting por 9 x 1 com Jeovalino marcando o gol de honra do time alvinegro.

no dia 24 de Fevereiro de 1918, em partida amistosa, o Amazonas era massacrado pelo América Football Club por 10 x 2 sendo que seus dois únicos gols foram assinalados por Cangalhas.

Após a disputa do campeonato de 1923,o Amazonas ainda disputou amistosos e participou de alguns torneios mas logo depois era extinto. Essa foi a trajetória do Amazonas Sporting Club cujo seus sócios fundadores tiveram a feliz ideia de batizá-lo com o nome do estado em que viviam.

Talvez com a finalidade de se tornar tão grande como a extensão territorial do estado ou também ter o desejo de ter uma identidade nativa com o local de origem.

 

FONTES & FOTOS: Prof. e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – Baú Velho 

 

Entrando o ano de 1921, a Federação Amazonense (FADA), tratou de organizar o Campeonato Estadual da 1ª Divisão. Feita as inscrições, ficou decidido que as equipes seriam as seguintes: Amazonas, Brasil, Euterpe, Luso Brasileiro, Manáos Sporting, Monte Cristo, Nacional, Rio Negro União Sportiva. Já o Campeonato Estadual da 2ª Divisão teria a participação dos mesmos clubes, mas com seus Segundos Quadros.

O Nacional vinha de um penta-campeonato e queria a todo custo manter sua hegemonia e, para isso, almejava conquistar novamente o campeonato para assim alcançar o título de hexa-campeão. Já o seu tradicional adversário,o Rio Negro, pretendia surpreender seu arqui-rival e conquistar, pela primeira vez, o campeonato amazonense. Para isso o clube reforçou seu plantel com bons atletas.

O time posado do Rio Negro campeão Amazonense de 1921

Feito os devidos ajustes, o primeiro jogo da tabela foi marcado para o domingo, dia 6 de março, no Parque Amazonense. Em campo o Rio Negro e o Euterpe. Ao final do jogo, os rio-negrinos mostraram que naquele certame seriam um dos principais candidatos ao título: golearam o Euterpe por 9 x 1, com gols de Rochinha (5) e Walter (4), enquanto Dodó assinalou o gol de honra dos euterpianos.

Mas o Nacional também mostrava que não ia deixar por menos e, no dia 3 de abril, também massacrou o Euterpe por 19 x 0 com gols assinalados por Azevedo (6), Virginio (4),Craveiro (4), Orlando (2), Pequenino (1), Cangalhas (1) e Gérson (contra).

Logo no início do certame, a equipe do Amazonas Sporting Club, por ter um time muito fraco,resolve abandonar a competição. No dia 1°de Maio, é chegada a hora dos dois tradicionais adversários se encontrarem. Com o mesmo número de pontos, Nacional e Rio Negro fizeram um jogo eletrizante.

Com o parque amazonense lotado, os rio-negrinos arrasaram seu rival por 4 x 2, ficando em 1º lugar na tabela. Rochinha (3) e Walte (1) marcaram para o Rio Negro enquanto Rodolpho e Orlando assinalaram para os nacionalinos. Essa vitória foi muito comemorada pela diretoria, torcida e jogadores do clube barriga preta, com direito a uma carreata pelas ruas e uma festa na sede do clube que varou a madrugada.

Mas as coisas ficariam ainda melhor para o Rio Negro. Surpreendentemente, o Nacional comunicava à FADA que abandonaria o campeonato. O motivo alegado foi pelo fato de considerarem seus dois times (que disputavam a primeira e Segundona) muito fracos.

Quem usufruiu dessa decisão foi o próprio Rio Negro, embora a diretoria barriga-preta não tenha aprovado a decisão pois pretendia derrotá-los no campo.

Com a ausência do Nacional, o campeonato ficou reduzido a sete clubes. Porém, a desistência de outro clube veio desfalcar ainda mais o torneio. Dessa vez era o Manáos Sporting. O motivo alegado pela diretoria do time vermelho eram imperiosos e que era de acordo com a resolução de seus dirigentes.

Quanto ao Rio Negro, continuava ganhando todos seus jogos, se mantendo no topo da tabela. No dia 16 de outubro,o Rio Negro goleava o Manáos Sporting por 5 x 0, gols marcados por Pudico (2), Anízio, Duarte e Hermínio.

Quase no final do certame, outros dois clubes resolveram também abandonar o torneio. Dessa vez eram os times portugueses do Luso Brasileiro e da União Sportiva. Já o motivo de suas retiradas foi baseada na última resolução do tribunal arbitral, que mandou que os dois clubes efetuassem 4 jogos em cada domingo. Com isso,o campeonato ficaria reduzido a somente 4 clubes.

Devido à essas desistências e já próximo do final do campeonato,a FADA achou por bem finalizar o torneio em novembro, e aclamar o Rio Negro como campeão, pois tinha o maior número de pontos sendo que seu último jogo foi uma vitória de 3 x 1 sobre o Monte Cristo com os três gols assinalados por Rochinha enquanto Humberto marcou o tento de honra do time derrotado.

Dessa maneira, o clube barriga-preta quebrou a hegemonia do Nacional (que vinha ganhando todos os certames desde 1916) e se tornava, pela primeira vez na história, campeão amazonense de futebol ficando assim de posse da taça capitão José Figueiredo Lobo.

O Rio Negro realizou 9 jogos e ganhou todos, somando 18 pontos. Já o Luso Brasileiro ficou com o vice lugar, somando 14 pontos. O time base do primeiro título do Rio Negro foi o seguinte: Manoelzinho, Mendonça e Santana; Evangelista, Castrinho e Pantaleão; Anízio, Rochinha, Pudico, Hermínio e Luiz Travassos.

Pantaleão

BOLADA MATA PANTALEÃO

Um fato triste que ocorreu durante o torneio foi o falecimento do meio campista Pantaleão, do Rio Negro. Pantaleão José de Lima era um jovem de 23 anos. Era conhecido como um grande galã que fazia sucesso entre as mulheres. Segundo se diz, durante uma partida do campeonato, Pantaleão recebeu uma forte bolada no peito de um adversário, caindo o gramado desmaiado e, logo depois, veio a falecer. Esse fato gerou grande comoção entre seus companheiros dos quais prestaram grandes homenagens ao conhecido rapaz que havia partido precocemente.

 

RESULTADOS DO CAMPEONATO AMAZONENSE DE 1921

DATA

JOGOS

06 de Março

Rio Negro

9

X

1

Euterpe

13 de Março

Nacional

4

X

0

Amazonas

20 de Março

Luso

1

X

0

Manáos Sporting

27 de Março

Monte Cristo

9

X

1

Brasil

03 de Abril

Nacional

19

X

0

Euterpe

10 de Abril

Rio Negro

3

X

0

Luso

17 de Abril

Monte Cristo

5

X

0

Amazonas

21 de Abril

Manáos Sporting

13

X

0

Brasil

1º de Maio

Rio Negro

4

X

2

Nacional

03 de Maio

União Sportiva

11

X

0

Euterpe

08 de Maio

Luso

6

X

1

Amazonas

15 de Maio

Monte Cristo

3

X

2

União Sportiva

22 de Maio

Rio Negro

3

X

0

Manáos Sporting

05 de Junho

Nacional

8

X

0

Monte Cristo

19 de Junho

União Sportiva

3

X

1

Manáos Sporting

26 de Junho

Luso

4

X

1

Brasil

03 de Julho

Manáos Sporting

4

X

1

Euterpe

24 de Julho

Luso

3

X

1

Monte Cristo

31 de Julho

Rio Negro

2

X

1

União Sportiva

07 de Agosto

Euterpe

3

X

1

Brasil

14 de Agosto

Euterpe

5

X

3

Monte Cristo

21 de Agosto

Rio Negro

4

X

2

Brasil

28 de Agosto

Luso

3

X

1

Euterpe

04 de Setembro

Manáos Sporting

6

X

1

Monte Cristo

05 de Setembro

Luso

1

X

1

União Sportiva

18 de Setembro

Euterpe

4

X

1

Manáos Sporting

25 de Setembro

Rio Negro

3

X

1

União Sportiva

02 de Outubro

Luso

3

X

1

Monte Cristo

16 de Outubro

Rio Negro

5

X

0

Manáos Sporting

23 de Outubro

Euterpe

1

X

1

Luso

30 de Outubro

União Sportiva

2

X

0

Monte Cristo

06 de Novembro

Rio Negro

3

X

1

Monte Cristo

 

 COLOCAÇÃO FINAL

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Rio Negro

18

9

9

0

0

36

8

28

Luso Brasileiro

14

9

6

2

1

22

10

12

União Sportiva

07

7

3

1

3

21

10

11

Euterpe

07

8

3

1

4

16

41

-25

Nacional

06

4

3

0

1

33

4

29

Manáos Sporting

06

8

3

0

5

25

18

7

Monte Cristo

06

10

3

0

7

24

33

-9

Brasil

00

5

0

0

5

5

33

-28

Amazonas

00

3

0

0

3

1

15

-14

 

FONTE & FOTOS: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

 

Segue mais uma equipe que eu sempre vi na internet, mas nunca consegui comprovar…


Náutico Esporte Clube
Endereço: Rua Nossa Senhora do Rosário, 2350
Bairro Iracy  - Itacoatiara-AM

Fonte: https://www.facebook.com/NauticoEsporteClubeItacoatiaraam/

 

Satellite Sporting Club

Satellite Sporting Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). Fundado por um grupo de rapazes amantes do futebol no dia 31 de outubro de 1913. A sua Sede ficava localizada numa residência, na Rua Barroso, 30 – Centro. Suas cores eram o preto e branco. A equipe disputou o Campeonato Amazonense da Segunda Divisão, organizado pela Liga Amazonense de Foot-Ball, em 1914, 1915, 1916 e 1917. Contudo, o Satellite não teve nenhum destaque. Podemos dizer, que o satélite amazonense não subiu.

A primeira notícia de uma partida realizada pelo Satellite aconteceu logo após a sua fundação, no dia 7 de dezembro de 1913, um jogo disputado no terreno da Praça da Saudade. Em campo, o Satellite derrotou o Amazonas Football Club por 1×0, gol assinalado pelo atacante Sandoval que era o capitão do time. Meses mais tarde, em 28 de dezembro, aconteceu a revanche. Satellite e Amazonas voltaram a se enfrentar, e novamente o Satellite derrotava seu adversário, dessa vez por 3×0, gols marcados por Mílton (2) e Joaquim.

1914

O primeiro Campeonato Oficial disputado em Manaus aconteceu em 1914, dele participaram os times do Rio Negro, Nacional, Vasco da Gama, Manaós Sporting e Manaós Atletic, grupo chamado de Primeira Divisão. Paralelamente, um outro grupo foi formado denominado de Segunda Divisão que reunia os reservas de alguns participantes da Primeira Divisão, junto com outros times menores. Assim sendo, habilitaram-se na Segunda Divisão os times do Manáos Sporting (2º time), Onze Português, Satellite, Vasco da Gama, Rio Negro (2º time), Luso e Naval. Os jogos desse grupo eram realizados no campo da praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha.

Satellite realizou um total de 12 jogos. Entre eles, a vitória sobre o Luso por 2×0, a derrota que sofreu do Onze Português por 3×1 e o empate com o Manáos Sporting em 1×1. Para a disputa dessa Divisão, o Satellite contou com os seguintes jogadores: Muniz, Ramos, Gordiano, Sandoval, Fortuno, Bio, Epitácio, Olimpio, Mílton, Tabyra e Paiva. O Campeonato da Segunda Divisão foi vencido pelo segundo time do Manáos Sporting Club.

1915

Em 1915, a sede social do Satellite foi para um novo endereço, que ficava na rua Saldanha Marinho nº90. Novamente o Satellite participa da Segunda Divisão do campeonato amazonense daquele ano, cujo título foi conquistado pelo time reserva do Manáos Sporting.

A foto acima é de outubro de 1915, no campo do Floriano Peixoto, durante a comemoração do segundo ano de fundação do clube, com um jogo festivo entre seus titulares e reservas, usando o uniforme preto e branco respectivamente, que terminou com a vitória por 5×3 dos titulares.

1916

No campeonato de 1916, novamente o Satellite participa da segunda divisão, junto com as equipes do Luso, Naval, Rio Negro, União Sportiva, Liberal, Manáos Sporting e Racing Sporting. Não conseguiu conquistar o título que mais uma vez foi para as mãos do Manáos Sporting.

1917

Em 21 de janeiro de 1917, começava o Campeonato da Segunda Divisão, e novamente o Satellite era inserido para participar, sendo esta sua última competição que para frustração de seus sócios e torcedores viu o título de campeão ir para a equipe reserva do Rio Negro.

Nesta Segunda Divisão participaram os seguintes clubes: América Foot Ball Club (2°time), Athlético Rio Negro Club (2°time), Manáos Sporting Club (2°time), Nacional Foot ball Club (2°time), Naval Foot Ball Club (1°time), Satellite Sporting Club (1°time) e Sporting Club Monte Christo (1°time).

ALGUNS JOGOS DO SATELLITE

Satellite 1×0 Manáos Sporting
Em 29 de julho de 1917, domingo, às 14hs, no campo do Luso;
Satellite jogou com Miranda; Vicente, Eugenio, Diomedes, Eduardo, Rodolpho, Bentes, Epi, Oscar e Severino.

Nacional  4 x 0 Satellite
Em 7 de outubro de 1917, domingo, às 15hs, no Bosque Municipal;
Satellite jogou com Pereira, Vicente, Eugenio, Miranda, Eduardo, Inglez, Bentes, Epitacio, Aristides, Bahiano e Manoelzinho.

 

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Fonte:

O maravilhoso resgate da história do futebol amazonense – Baú Velho de Carlos Zamith
http://bauvelho.com.br/ 

Nota:
Peço desculpas aos amigos do blog pela minha ausência, mas estou em trabalho de reformulação de meu site que espero disponibiliza-lo em meados de 2016. Agradeço a compreensão. Abraços

 

Segue o novo escudo ASA (EC ASA da Amazônia).

 

 

 

Atualmente o clube disputa as competições de base da Federação.

fonte: http://fafamazonas.com.br/site/clubes/esporte-clube-asa-da-amazonia/

 

O Amazonas teve o privilégio de revelar alguns bons jogadores que também se destacaram nos gramados do Brasil e do exterior. Como exemplo Berg, que brilhou no Botafogo; Gilmar Popoca no Flamengo e na seleção olímpica do Brasil; Lima que atuou no São Paulo e na Roma; Sérgio Duarte em Portugal e Fábio Bala, que foi artilheiro do campeonato carioca pelo Fluminense.

Além disso, o futebol amazonense revelou dois outros craques, o mineiro Campos e o maranhense França, ambos revelados pelo Nacional e que chegariam á seleção brasileira. Mas o que pouquíssimas pessoas no Amazonas e no resto do Brasil sabem é que, no início do Século XX, um jogador manauara teve o privilégio de brilhar no Flamengo do Rio, chegando inclusive a jogar na seleção brasileira.

Seu nome era Amado Benigno, natural de Manaus, nascido no dia 14 de janeiro de 1903. Nesse ano, a capital amazonense passava por um período de fausto e riqueza proporcionado pela exportação da borracha. Em 1923, Amado já se encontrava na capital federal, o Rio de Janeiro, defendendo a meta rubro-negra.

O seu jogo de estreia aconteceu no dia 06 de maio de 1923, quando o Flamengo derrotou o São Cristóvão por 3 a 1, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Amado só jogou atuou no Flamengo (no período de 1923 a 1934) e Seleção Brasileira.

Flamengo campeão carioca de 1927

Com dois títulos cariocas (1925 e 1927), Amado foi um dos maiores goleiros da história do Flamengo, chegando a realizar um total de 124 partidas. Graças as suas atuações, Amado foi convocado para defender a Seleção Brasileira, no amistoso contra o time do Rampla Juniors, do Uruguai.

O jogo se realizou no dia 24 de fevereiro de 1929, no Estádio de São Januário, que contou com a presença de 11 mil torcedores. O Brasil ganhou por 4 a 2, com gols de Martinez (contra), Petronilho, Serafini e Nilo; enquanto Haerbely assinalou os dois tentos dos uruguaios. O time do Brasil foi o seguinte: Amado, Grané e Del Délbio; Nerino, Gogliardo e Serafini; Pascoal, Heitor, Petronilho, Nilo e Teófilo.

Com a realização da Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, Amado era figurinha carimba para defender a meta brasileira. Contudo, devido o goleiro ter preferido disputar um amistoso do Flamengo no dia em que era para se apresentar na seleção, acabou sendo cortado.

Sobre sua trajetória no Flamengo, há duas histórias curiosas de Amado. Na véspera da final do Campeonato Carioca de 1928, no Clássico das Multidões, o Fla-Flu, que poderia dar o bi-campeonato ao rubro-negro, o principal atacante do tricolor, Preguinho (que disputou a copa do mundo de 1930), recebeu um telegrama provocativo assinado por Amado.

Na carta, o goleiro teria afirmado que Preguinho não faria nenhum gol. Revoltado ao ler a audaciosa mensagem, o atacante tricolor profetizou que faria dois gols no mínimo. E cumpriu a promessa, marcando duas vezes, na vitória, que deu o título ao Fluminense por 4 a 1.

Tempo depois é que se veio descobrir que Amado jamais havia mandado algum telegrama, sendo que o verdadeiro autor da mensagem provocativa foi um próprio sócio do Fluminense, chamado Affonso de Castro.

Amado também chegou a ser “olheiro” do Flamengo. Ao observar um colega seu que estudava junto com ele, treinar nas categorias de base do Fluminense, Amado o convidou para vir jogar no Flamengo. Mas o jovem recusou o convite, principalmente pelo fato de ser tricolor do coração.

Esse garoto era nada menos do que o grande arquiteto Oscar Niemeyer que, para o bem da nação, não seguiu a carreira de jogador e se tornaria o maior criador de belas artes da arquitetura no Brasil.

Em 1934, o arqueiro ‘pendurou as chuteiras’, passando a se dedicar totalmente á sua profissão de médico. Como amazonense que era, não se sabe nada sobre a vida de Amado em Manaus, em qual local da cidade em que residia, onde estudou e quando e por que saiu de Manaus rumo ao Rio de Janeiro.

Também não se sabe se Amado chegou a jogar por algum clube de futebol de Manaus ou se disputou alguma edição do campeonato amazonense.Amado Benigno faleceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de setembro de 1965.

Hoje, passados 50 anos de sua morte, nada mais justo do que lembrar a trajetória desse que foi o primeiro a jogar e ser ídolo de um grande clube de futebol do Brasil e também de defender a seleção brasileira.

 

FONTE & FOTOS: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

Após 27 dias na capital amazonense, o América Sport Club, de São Luís (MA), realizou um total de seis jogos. Uma vitória, um empate e quatro derrotas; marcando nove gols e sofrendo 18, um saldo negativo de nove. A equipe alvirrubra começou a série de jogos amistosos no dia 26 de janeiro de 1928, num domingo.

Os ingressos para o jogo do time visitante contra o Nacional ficaram á venda no Pavilhão Universal, Leitaria Amazonas, Ponto Chic e Leitaria do Mercado.  Desde cedo, os bondes da “Manáos Tranways” e automóveis começavam a chegar cheio de passageiros, pois era a primeira vez que um clube do Maranhão (e do nordeste) jogaria em Manaus.

1°JOGO: NACIONAL X AMÉRICA

O Parque Amazonense estava lotado e, contando com a ilustre presença do Governador do Amazonas, Efigenio Salles. Antes do jogo houve uma partida preliminar de basquete entre dois times do 27° batalhão de caçadores. Precisamente as 16 horas e 10 minutos,o árbitro Paulo Cerqueira entrava em campo com os dois times.

NACIONAL: Zé Lopes; Rodolpho e Pequenino; Luiz, Eduardo e Sócrates; Orlando, Leonardo, Marcolino, Secundino e Rochinha.

AMÉRICA S.C.: Manoelzinho; Rayol e Negreiros; Câmara, Clarindo e Travassos; Almeida, Cardoso, Teixeira, Nonô e Guimarães.

Ao entrar em campo, o Nacional foi recebido com uma grande salva de palmas. Depois, era a vez do governador ser saudado e, por último, os jogadores do América.

O pontapé inicial coube ao América. Mas quem abriu o placar foi o Nacional. Aos 17 minutos, Rochinha, aproveitando um cochilo da defesa americana, marca o primeiro gol dos donos da casa. A equipe maranhense bem que tentou, criando duas boas chances, mas o goleiro Zé Lopes praticou defesas arrojadas.

Veio o segundo tempo e com ele, o Nacional conseguiu se impor. Rochinha novamente voltou a marcar.O goleiro Manoelzinho machuca-se e o jogo é suspenso por alguns minutos. Com a bola rolando novamente, é a vez de Secundino marcar o terceiro gol. E, aproveitando uma falha da defesa contrária, Leonardo escapa e assinala o quarto gol, decretando assim o placar final: NACIONAL 4 X 0 AMÉRICA.

 

Estádio Parque Amazonense, em Manaus

2° JOGO: AMÉRICA X COMBINADO LUSO-BRASILEIRO

O segundo compromisso do time de São Luis seria contra o combinado Luso-Brasileiro que, como o nome acusa, era formado pelos melhores jogadores amazonenses e portugueses de Manaus. O jogo foi marcado para o dia 29 de janeiro, no Parque Amazonense.

Devido a forte chuva que caiu naquele domingo pela manhã, acabou impedindo a presença de um público numeroso. Foi posta a Taça Magalhães de Almeida, para ser entregue ao time vencedor. Às 16 horas e 10 minutos deu entrada o juiz Mem Xavier, junto com os dois times.

COMBINADO: Francis; Gentil e Manteiga; Carlito, Ricardinho e Luiz; Pedro, Patrício, Leopoldo, Tácito e Pombinho.

AMÉRICA S.C.: Manoelzinho; Agenor e Rayol; Câmara, Negreiros e Travassos; Almeida, Pedro, Clarindo, Cardoso e Guimarães.

O professor Coriolano, representante do prefeito, deu o pontapé simbólico da peleja. Logo no primeiro minuto, Clarindo abre o marcador para os maranhenses. Clarindo ainda marcou outro gol, mas foi anulado devido ele ter posto a mão na bola. Logo depois é a vez de Cardoso marcar o segundo do América. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do time visitante.

No segundo tempo, Patrício pegou a bola e, cara a cara com o goleiro americano, perdeu um gol feito, chutando por cima do travessão. Logo depois, Pedro deu belo passe para Tácito, que diminuiu para o Combinado. E assim terminou o jogo: AMÉRICA 2X1 COMBINADO LUSO-BRASILEIRO.

O zagueiro Oliveira do Rio Negro e que jogou contra o América

3°JOGO: RIO NEGRO X AMÉRICA

O penúltimo compromisso do América seria contra o campeão amazonense,o Rio Negro, no dia 2 de fevereiro. Mesmo de baixo de forte chuva, que caiu antes do jogo, a presença da torcida foi grande. A colônia maranhense de  ofereceu aos dirigentes a Taça Eduardo Ribeiro a ser ofertada ao time vencedor. Os times entraram em campo com a seguinte escalação:

RIO NEGRO: Luciano; Tininga e Oliveira; Catita, Maluco e Osvaldo; Augusto, Vidinho, Cyro, Waldemar e Jacy.

AMÉRICA S.C.: Manoelzinho; Agenor e Rayol; Câmara, Negreiros e Travassos; Almeida, Clarindo, Guimarâes, Pedro e Cardoso.  

A saída coube ao Rio Negro. Logo no início, Augusto bombardeia a trave americana. Cyro atira ao gol, Vidinho divide a bola com Manoelzinho e assinala o primeiro gol do Rio Negro. Waldemar,bem colocado, recebe ótimo passe e marca o segundo gol.E assim terminou o 1º Tempo com vantagem dos rio negrinos por 2 a 0.

No segundo tempo, é a vez de Vidinho balançar pela terceira vez as redes do América. Depois,Waldemar recebe a bola e, sem marcação, de frente para Manoelzinho, marca o quarto e último gol do time barriga-preta. O América passa a atuar com nove homens por se haverem retirado os jogadores Cardoso e Travassos. Mesmo em desvantagem numérica,o alvirrubro maranhense ainda conseguiu fazer seu gol de honra através de Pedrinho. Placar final: RIO NEGRO 4 X 1 AMÉRICA.

O atacante da seleção do Amazonas Leonardo que marcou três gols contra o América.

4 °JOGO: SELEÇÃO DO AMAZONAS X AMÉRICA

Era o último jogo da série de quatro do time visitante.O adversário dos maranhenses era agora a seleção amazonense. O jogo foi realizado no dia 5 de fevereiro, no Parque Amazonense.

Para o time vencedor havia um outro prêmio, a Taça Efigenio Salles. O juiz escolhido foi Lucano Antony. Dessa vez fez sol forte, o que ocasionou a  presença de muitos torcedores. Às 16 horas e 20 minutos iniciava-se o jogo com os seguintes times:

AMAZONAS: Zé Lopes; Manteiga e Rodolpho; Luiz,Eduardo e Sócrates; Orlando, Pedro, Rochinha, Leonardo e Marcolino.

AMÉRICA S.C.: Manoelzinho; Agenor e Rayol; Travassos, Negreiros e Câmara; Almeida, Pedro, Clarindo, Cardoso e Guimarães.

Na preliminar houve um jogo em que o Independência ganhou de 3 a 1 do Manáos Sporting. Começado o jogo, o goleiro maranhense Manoelzinho faz duas excelentes defesas. Aos 10 minutos Leonardo recebe de Eduardo e assinala o 1º gol do Amazonas. Depois, Rochinha recebe de Orlando e marca, mas o juiz anula por impedimento. Após um chute de fora da área, o goleiro Zé Lopes não conseguiu segurar, e no rebote, Almeida tocou para o fundo das redes, deixando tudo igual.

Depois, Marcolino atira para a direita, Rayol fura e Orlando, soltou uma bomba para recolocar o Selecionado Amazonense em vantagem. Na etapa final, Rodolpho faz marcou o terceiro gol do Amazonas. Mas o América revida através de Cardoso que,aproveitando uma rebatida de Zé Lopes, empurra a bola para as redes, marcando o segundo de seu time.

Mas a reação maranhense dura pouco, já que Leonardo recebe de Luiz, livra-se da defesa americana e assinala o quarto. E, na seqüência, Orlando apodera-se da bola e a cruza. A bola bate em Travassos e desvia, sobrando para Leonardo que chuta e assinala o quinto tento. Já quase no final do jogo o atacante americano Guimarães se revolta contra uma decisão do juiz e o ofende com gestos obscenos, acabando por ser expulso. Leonardo foi o melhor do Amazonas e Clarindo foi o destaque do América.  Placar final: AMAZONAS 5 X 2 AMÉRICA

A PERMANÊNCIA E MAIS DOIS JOGOS

Concluída a série de quatro jogos, o time maranhense resolve estender sua estadia em Manaus e é convidado para realizar mais dois jogos. O primeiro foi contra o Manáos Sporting, no dia 9 de fevereiro, no Parque Amazonense. Foi posta a Taça Estado do Amazonas para o time vencedor.

Em campo o Sporting ganhou por 1 a 0, gol de Leopoldo.O segundo jogo foi novamente contra o Nacional, no dia 12 de agosto. O jogo foi também realizado no Parque Amazonense e promovido pelo dispensário maçônico.Dessa vez não houve goleada do Nacional e sim um empate de 3 a 3. Pedrinho, Almeida e Clarindo marcaram para o América; enquanto Leonardo, Rochinha e Travassos (contra) para os nacionalinos.

ssim, depois de 22 dias em Manaus, a delegação maranhense finalmente embarcava no vapor “Prudente de Moraes“, no dia 15 de fevereiro, às 22 horas, despedindo-se do Amazonas e retornando a São  Luis, no Maranhão.

 

FONTE & FOTOS: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – Baú Velho

 

 

Acima a página do Jornal Estado do Amazonas anunciando o jogo entre o Nacional e o América S.C., de São Luís (MA).

 

Até 1927, os times amazonenses tinham realizado apenas jogos interestaduais com equipes do estado do Pará, seja com o Remo, Paysandu ou Seleção Paraense. Esse panorama ganhou um novo roteiro em 1928, quando a Federação Amazonense (FADA), fez um intercambio com a Federação Maranhense.

A intenção era trazer, pela 1ª vez, um clube de futebol daquele estado para vir ao Amazonas enfrentar as melhores equipes de Manaus. O convite foi prontamente aceito e a diretoria do América Sport Club, de São Luis, que realizou uma série de quatro jogos.

A delegação maranhense seguiram no vapor ‘Duque de Caxias’, composta pelos atletas, o presidente (Dr. Inácio Pinheiro), o vice (Cláudio Serra), o secretário (Carlos Franco) e do tesoureiro (Agenor Vieira).

A primeira parada ocorreu no dia 18 de janeiro, em Belém do Pará, onde receberam convites para jogarem com as equipes locais. Mas, firmando um compromisso junto a Federação Amazonense, acabaram não aceitando e seguindo rumo á capital amazonense.

Três dias depois, passava por Santarém (PA) até que, no dia 23 de janeiro, às 17 horas, a delegação maranhense desembarcava em Manaus. Foram recebidos com uma salva de fogos, representantes dos clubes locais, da FADA e o povo manauara. Logo depois  a delegação maranhense seguiu direto para o Hotel Palace, onde ficaram hospedados.

Aproveitando os dias de folga antes do jogo, os atletas do  América Sport Club foram passear pela cidade no dia 25 de janeiro. O Dr. Chaves Ribeiro (um dos mandatários da FADA) levou o Dr. Inácio Pinheiro e Cláudio Serra (presidente e vice do América) até ao Palácio do Governo onde foram recebidos pelo governador Efigenio Salles.

Em seguida estiveram na prefeitura sendo recebidos pelo professor Coriolano Durand. Ainda nesse mesmo dia,os americanos realizaram um treino no campo do Luso, visando se prepararem para o primeiro compromisso, no dia seguinte,contra o Nacional.

 

FONTE & FOTO: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – Baú Velho – Jornal Estado do Amazonas 

 

O futebol é o esporte mais visto no mundo. Muitos são os ingredientes para tal paixão. Alguns citam que é a única modalidade no planeta que as ‘zebras’ aparecem com maior freqüência. Outros lembram das jogadas plásticas como o drible, a tabelinha, etc. A magia do futebol é algo cativante.

Mas há outras questões que fascinam e ficam na memória dos torcedores. Uma delas, são aquelas goleadas históricas. A maior parte das goleadas históricas, tanto no mundo como no Brasil, ocorreram no período do amadorismo. Mas foi na Escócia que ocorreu a maior soma de gols registrada na história. O massacre ocorreu durante uma partida do campeonato escocês em que a equipe do Arbroath ganhou de 36 a 0, sobre o Bonn Accord, em 1885.

No futebol brasileiro, o maior placar registrado aconteceu durante uma partida entre Botafogo e Mangueira, em confronto válido pelo campeonato carioca de 1909.O jogo se realizou no dia 30 de maio no campo do alvinegro, na Rua Voluntários da Pátria, o Alvinegro massacrou o rubro-negro tijucano pelo placar de 24 a 0.

 

OUTRO 24 X 0 É ENCONTRADO, DESTA VEZ, NO AMAZONAS

Contudo, após muitas pesquisas foi encontrado outra goleada de 24 a 0. Desta vez, no futebol amazonense. O responsável por essa descoberta é o pesquisador José Ricardo Caldas, residente em Brasília, que pode ter encontrado um recorde para dividir com o Botafogo carioca a maior goleada do futebol brasileiro no  Guiness Book, o ‘Livro dos Recordes’.

Essa partida aconteceu no ano de 1922, em Manaus (AM). A fonte desta pesquisa foi extraída do Jornal do Commercio, que noticiou o inacreditável placar de 24 a 0, do Nacional em cima do Brasil Sport, válido pelo Campeonato Amazonense daquele ano. Durante muitos anos, esse resultado histórico ‘repousou’ por décadas sem ser de conhecimento público. A partir daí, Gaspar Vieira, procurou mais informações sobre essa partida histórica e acabou encontrando no jornal Gazeta da Tarde.

 

DADOS DO ESTADUAL DE 1922

O Campeonato Amazonense de 1922 teve a participação de oito clubes: Brasil Sport - EuterpeLuso- Manáos Sporting- Monte Cristo - NacionalRio Negro e União Sportiva. No Estadual de 1921, o Rio Negro havia conquistado o título, derrotando o arquirrival Nacional. Mas nessa edição os nacionalinos montaram um bom time visando se vingar do audacioso rival e reconquistar sua hegemonia no futebol amazonense.

O time tinha um ataque de respeito com destaque para Leonardo, Orlando e Dantas. Com tão excelentes craques, o Nacional não teve dificuldades em conquistar o Campeonato Amazonense de 1922, sendo que no jogo de estreia já mostrava sua força, goleando o Euterpe por 6 a 2.

O único clube que realmente combatia de igual para igual com os nacionalinos era o Rio Negro. Mas o Nacional não tomou conhecimento de seu tradicional adversário, tornando-se campeão.

 

DETALHES DA GOLEADA HISTÓRICA

Então, num domingo, do dia 24 de Setembro de 1922, o Nacional enfrentou o Brasil Sport, no Campo do Parque Amazonense. Uma curiosidade ou talvez um pressagio, foi que na Preliminar, ocorreu o jogo entre os reservas dessas equipes (que disputavam com as suas equipes B, o Campeonato Amazonense da 2ª Divisão). No final, um triunfo espetacular do Nacional pelo placar de 23 a 0.

Talvez, esse marcador tenha motivado os titulares do Nacional, que entraram em campo “famintos” em marcar gols e mais gols. Arbitragem de José Rosas (que também era do Luso) e um pequeno público presente (o pequeno número de torcedores foi  em razão de o Brasil ser uma equipe fraca, o que gerava um desinteresse dos torcedores). As duas equipes entraram no gramado com as seguintes escalações:

NACIONAL: Nery; Fidoca e Fernandes; Pequenino, Eduardo e Leonardo; Orlando, Dantas, Virginio, Clóvis e Lemos.

BRASIL SPORT: Anísio; Paixão e Vidal; Saturnino, Gomes e Samuel; Chagas, Adeolis, Tavico, Almir e Heráclydes.

 

RESUMO DA PELEJA

O Nacional dominou o jogo de ‘cabo a rabo’, sem que o adversário tenha criado uma única chance de perigo à meta do arqueiro Nery. Aproveitando a fragilidade do oponente partiu para o ataque e, num verdadeiro ‘bombardeio’ foi marcando um gol atrás do outro. Assim, Anísio se tornou, até hoje, o goleiro mais vazado em um único jogo da história do futebol amazonense. Após o fim do jogo, se registrou o elevado placar: Nacional 24 x 0 Brasil Sport.

PS.: Infelizmente, nem o Jornal do Commercio e nem a Gazeta da Tarde registraram o nome dos jogadores que fizeram os gols e quantos cada um marcou. Este resultado histórico passou mais de 80 anos até ser redescoberto para o deleite dos pesquisadores e apaixonados pelo futebol. 

 

FONTES & FOTOPesquisador José Ricardo – Jornal do Commercio - Gazeta da Tarde – Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

No Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929, a Seleção Amazonense foi designada novamente para enfrentar o seu tradicional rival: a Seleção Paraense, para definir quem seguiria na competição. Afinal, eram os únicos representantes do norte da país no torneio.

E, como nas edições anteriores, os amazonenses teriam que se dirigir mais uma vez para a capital do estado vizinho: a cidade de Belém. Até aquele momento, o Pará já tinha eliminado o rival duas vezes: em 1925 (3 a 2) e 1926 (7 a 0).

No entanto, o Amazonas não queria deixar barato, e, estava decidido a mostrar a sua força. A Federação Amazonense (FADA), resolveu formar uma boa uma boa seleção para vencer o confronto. Após definir o grupo a participar da nova peleja, o senhor Mem Xavier da Silveira foi definido como presidente da delegação, Frederico Gonçalves, o Fidoca, como diretor-técnico e o major Carlos Fleury como secretário.

E foi assim que a delegação amazonense embarcou, no dia 18 de outubro de 1929, no vapor Distrito Federal, rumo á capital paraense. Representantes do governo e da prefeitura foram ao porto se despedir do Selecionado Baré, como também representantes de vários clubes de Manaus, membros de famílias tradicionais e o povo em geral.

Após dias de viagem pelo majestoso rio Amazonas, e passando por pequenas cidades como Parintins, Óbidos, Santarém e Gurupá, o Distrito Federal finalmente aportava em Belém onde os amazonenses ficaram alojados em um hotel local. Visando estarem bem preparados para o jogo com os donos da casa, a se realizar dali há poucos dias, os visitantes resolveram realizar um jogo amistoso contra um pequeno time local chamado Paramount. A partida realizou-se no dia 26 de outubro e o Amazonas goleou o adversário pelo placar de 5 a 2.

O JOGO

Finalmente chegava o dia do grande jogo, em 27 de outubro. Em Manaus, a população lotou as dependências do parque amazonense para acompanhar o andamento da partida que chegavam pelo serviço telegráfico e era anunciado pelos cronistas do Jornal do Commercio. O jogo foi marcado para acontecer no estádio do clube do Remo que recebeu um bom público. Antes do duelo principal houve uma partida preliminar entre os times reservas do Remo e Paysandu, que terminou empatado em 3 a 3. Então, às 16 horas, entravam em campo as duas seleções com a seguinte escalação:

PARÁ: Pinto; Aprígio e Aristeu; Vivi; Sandoval e Marituba; Oscar, Doca, Quarenta, João (Ruy) e Arthur Moraes.

AMAZONAS: Lisboa; Rodolpho e Waldemar (Oliveira); Pequenino, Maluco e Sócrates; Orlando, Vidinho, Rochinha, Marcolino e Leonardo.

ÁRBITRO: Rodolpho Chermont (PA), substituído por Eurico Romariz

 

Mem Xavier, chefe da delegação Amazonense

PRIMEIRO TEMPO

Com a bola rolando, o jogo mostrou, desde o início, que seria eletrizante. Após a cobrança de um escanteio, Marcolino abria a contagem, fazendo o primeiro gol para o Amazonas. Em vantagem, o Pará foi para cima, mas o goleiro Lisboa fazia excelentes defesas. Contudo, como diz o velho ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura“. E furou, quando Arthur Moraes marcou o tento de empate para os paraenses.

O selecionado paraense não diminuiu o ritmo, e logo depois conseguiu a virada, no tento de Quarenta. Este gol, aliás, foi muito contestado pelos amazonenses que alegaram que o jogador estava em impedimento. Mas a revolta não se limitou ao discurso. Os amazonenses partiram para cima do árbitro e o clima só não piorou, graças ao presidente da delegação do Amazonas, Frederico Gonçalves, o Fidoca, que entrou no gramado e conseguiu acalmar os ânimos.

Refeitos do episódio, o jogo prosseguiu, mas pouco tempo depois voltou a ficar paralisado, devido a substituição do jogador paraense João pelo reserva Ruy. O juiz, sentindo-se enfraquecido, recusou-se a continuar a arbitragem. Entra em campo então um outro juiz, Eurico Romariz, que foi um ex-jogador do Paysandu.O zagueiro amazonense Waldemar foi substituído por Oliveira. E assim terminou o 1º tempo com a vantagem do Pará por 2 a 1.

O atacante Vidinho, autor do 2º gol dos Amazonenses diante do Pará

SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, foi a vez do atacante Marinheiro atirar contra o goleiro Lisboa. A bola acabou resvalando no pé de Rodolpho, fazendo assim o terceiro gol do Pará. Logo depois, foi a  vez de Quarenta ampliar, assinalando o quarto gol da seleção Paraense. Mas, os amazonenses não estavam mortos e, após uma cobrança de escanteio,o arqueiro Pinto rebateu a bola que foi cair nos pés de Vidinho que chutou e assinalou o segundo gol do Amazonas. Mas a reação durou pouco pois, Quarenta driblava Rodolpho e chutava contra a meta de Lisboa,marcando o quinto e último gol dos paraenses. E assim terminou o jogo,com o placar final: Pará 5 x 2 Amazonas.

 

IMPRENSA AMAZONENSE CULPA A ARBITRAGEM PELA ELIMINAÇÃO

Com esse resultado, o Pará passava à fase seguinte no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929 e o Amazonas mais uma vez voltava para Manaus eliminado. Mesmo com a derrota, a seleção do Amazonas mostrou garra e valentia onde Sócrates, Rodolpho, Marcolino e Vidinho foram os destaques da equipe visitante em campo.

Para os amazonenses, o maior responsável por precoce eliminação foi a arbitragem. Segundo a imprensa da época, por quatro vezes o juiz anulou jogadas legítimas do Amazonas, alegando impedimento. Outra irregularidade foi o segundo gol do Pará,na qual Quarenta estava impedido, o que gerou protesto e briga em campo por parte dos visitantes. Esses erros acabaram esmorecendo e desanimando os atletas manauaras.

ANTES DO RETORNO, DOIS AMISTOSOS

Mas a opinião pública paraense reconheceu o talento e raça dos amazonenses afirmando que aquela tinha sido a melhor seleção que o Amazonas tinha enviado a Belém. Aproveitando o resto de sua estadia em Belém, a seleção do Amazonas realizou outros dois jogos amistosos contra as duas principais forças do futebol paraense:Paysandu e Remo.

 

EMPATES COM O PAYSANDU E REMO

O jogo contra o Paysandu foi realizado no dia 1° de novembro e terminou empatado em 1 a 1. Orlando marcou o único gol dos amazonenses. Já a partida contra o Remo foi realizado no campo do time azulino, no dia 3 de novembro. Novamente houve um empate de 2 a 2 sendo que Marcolino e Leonardo assinalaram para o Amazonas e Leôncio e Doca para o Remo.   Após, o último jogo, a Seleção do Amazonas embarcava de volta para Manaus, esperando a realização do próximo campeonato para assim sonhar com um feito inédito para o futebol Baré daquele período: a passagem de um selecionado local para a 2ª fase do maior torneio nacional da época e,conseqüentemente, jogar pela primeira vez com seleções do sul do país.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

O campo do Bosque Municipal. O local foi o palco oficial do campeonato de 1915

O 1º Campeonato de Futebol do Amazonas, realizado em 1914, foi um grande sucesso de público e cobertura da imprensa. Após emocionante disputa, terminou com o título sendo conquistado pelo time inglês do Manáos Athletic,o que já era esperado por muitos.

Adentrando o ano de 1915, a Liga Amazonense de Football abre as inscrições para a segunda edição do certame Baré. Concluída as inscrições, ficou decidido que a Primeira Divisão contaria com os seguintes clubes: Nacional, Manáos Athletic, Vasco, Rio Negro, Manáos Sporting e Luso.

Já a Segunda Divisão teve os seguintes clubes confirmados: Satellite, Naval, Onze Português e as equipes reservas do Nacional, Luso, Rio Negro e Manáos Sporting.

Assim como aconteceu na edição anterior,as partidas da divisão principal seriam no Bosque Municipal e a Praça Floriano Peixoto seria o palco dos jogos da Segundona. A maioria dos jogadores dos times do campeonato de 1914 estariam novamente presentes nessa edição, junto com jogadores estreantes.

A fórmula de disputa seria a mesma do ano anterior com todos os times jogando entre si em turno e returno.Seria declarado campeão o clube que acumulasse o maior número de pontos.

Tudo definido, a Liga marcou o jogo de estréia para o dia 3 de janeiro de 1915. Em campo, as equipes do Manáos Athletic e do Rio Negro. O jogo foi disputado debaixo de uma forte chuva e terminou com uma goleada dos ingleses por 7 a 0, com gols marcados por Barton (quatro vezes) e Burnett (três).O Athletic estreava com o pé direito, mostrando que estava disposto a repetir o título.

Uma semana depois (dia 10 de janeiro) é a vez de o seu maior rival,o Nacional,também estrear com uma vitória de 1 a 0 sobre o Vasco.                     É chegada a hora dos dois rivais se enfrentarem, na segunda partida entre ambos no torneio. Buscando desesperadamente a vitória, Nacional e Athletic acabaram empatando em 2 a 2. Agora os dois rivais esta vam com o mesmo número de pontos, três cada um.

No dia 28 de Fevereiro é a vez de Nacional e Rio Negro se reencontrarem novamente. Assim como no campeonato anterior, os nacionalinos novamente goleavam os rio-negrinos,dessa vez por 7 a 0. O jogo teve a arbitragem do inglês Preece e os gols foram assinalados por  Bevilaqua e Antony, duas vezes cada um; Santos, Ivan e Cícero Costa, um cada.

Mas, para alegria dos ingleses, a diretoria nacionalina chegou a uma conclusão que acabou pegando muitos de surpresa. Devido a liga não ter excluído um árbitro do qual o clube não se agradava, os dirigentes do Nacional tomaram uma decisão radical: tiraram o seu time do torneio,abandonando a competição.

O maior beneficiado por essa atitude foi o Manáos Athletic. Sem a presença de seu principal competidor ao título, o caminho agora estaria mais livre e fácil para a conquista da taça de campeão. Aproveitando isso, o Manáos Sporting assume a colocação do Nacional e começa a se aproximar dos ingleses.

O campeonato ainda contaria com outra ausência. Na partida entre Manáos Sporting e Vasco da Gama, após iniciar o jogo,os vascaínos resolvem parar o toque de bola e abandonam o campo, causando assim a vitória do Sporting por W.O. Não se sabe o motivo de o time português ter tomado também essa decisão pois, a diretoria do Vasco comunicava à liga que tinha abandonado o campeonato.

 

DRAMA, SUOR E LÁGRIMAS

Outro fato negativo e inesperado foi o falecimento, no meio do certame, do jogador inglês Burnett, o que causou grande comoção entre seus companheiros do Manáos Athletic. Devido a esse lamentável ocorrido, o campeonato ficou paralisado por uma semana.                                                     A partida decisiva dos britânicos ocorreu no dia 20 de junho, contra o Luso. O Manáos Athletic precisava vencer o time português pois,se empatasse, o título seria do Sporting. Em um duelo emocionante,o Athletic superou o Luso, ganhando apertado por 2 a 1.

Dessa maneira os ingleses ficaram com 13 pontos, ultrapassando o Sporting e conquistando o bi-campeonato amazonense.Já o Manáos Sporting terminou o certame com 12 pontos,ficando com o vice lugar.  Mas restava um consolo para o time vermelho.Na Segunda Divisão o título era conquistado novamente pelo time reserva do Manáos Sporting, conquistando o bi-campeonato daquela categoria.

A grande festa de entrega das taças e medalhas, organizadas pela Liga Amazonense de Football, aconteceu no dia 31 de Outubro de 1915, no Bosque Municipal. O Dr.Lauro Cavalcante entregou as taças para os capitães do Manáos Athletic (campeão da 1° divisão) e Manáos Sporting (campeão da 2° divisão).

Para abrilhantar mais a festa, foi organizado um escrete (formado pelos jogadores do Athletic,Rio Negro e Luso) para enfrentar o Manáos Sporting. Os times foram os seguintes:

Escrete: Kay, Marques, Mário, Higson, Forbes, Baird, Raul, Pudico, Thomaz, Basílio e Jates.

Manáos Sporting: Pucu, Gesta, Loureiro, Araújo,Benévolo, Meninéa, Libório, Kardec, Sylla, Walter e Luiz.

 

Importante lembrar que o escrete não contou com jogadores do Nacional e Vasco, que haviam abandonado o torneio. Mesmo assim o combinado ganhou o jogo. Após a conquista do bi-campeonato de 1915, a diretoria do Manáos Athletic anunciava, em julho daquele ano, o seu desligamento da Liga e a extinção do seu time de futebol. Uma pena, pois a badalada equipe inglesa foi uma das principais responsáveis pela consolidação do futebol no estado do Amazonas, mas já havia plantado a semente,cumprindo sua árdua missão.

TODOS OS JOGOS DO ESTADUAL DE 1915

1- Manáos Athletic 7×0 Rio Negro(03 de janeiro)                                                                                                                2-Nacional 1×0 Vasco(10 de janeiro)                                                                                                                                3- Manáos Sporting 5×0 Luso(17 de janeiro)                                                                                                                      4- Nacional 2×2 Manáos Athletic(24 de janeiro)                                                                                                                5- Rio Negro 1×1 Manáos Sporting(31 de janeiro)                                                                                                              6- Vasco 2×0 Luso(7 de fevereiro)                                                                                                                                    7- Manáos Sporting 2×1 Manáos Athletic(24 de fevereiro)                                                                                                  8- Nacional 7×0 Rio Negro(28 de fevereiro)                                                                                                                        9- Manáos Athletic 1×0 Vasco(7 de março)                                                                                                                     10- Rio Negro 3×0 Luso(14 de março)                                                                                                                               11- Manáos Sporting 2×0 Nacional(21 de março)                                                                                                               12- Vasco 2×0 Rio Negro(4 de abril)                                                                                                                                 13- Manáos Sporting WxO Vasco(18 de abril)                                                                                                                   14- Manáos Athletic 5×2 Rio Negro(25 de abril)                                                                                                                 15- Manáos Athletic 2×0 Luso(25 de maio)                                                                                                                       16- Manáos Sporting 6×0 Luso(9 de maio)                                                                                                                       17- Manáos Sporting 1×1 Rio Negro(23 de maio)                                                                                                               18- Manáos Athletic 1×0 Manáos Sporting(6 de junho)                                                                                                       19- Rio Negro 0×0 Luso(13 de junho)                                                                                                                                 20- Manáos Athletic 2×1 Luso (20 de junho)

COLOCAÇÃO FINAL                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    1- Manáos Athletic- 13 pontos                                                                                                                                        2- Manáos Sporting- 12 pontos                                                                                                                                      3- Nacional- 5 pontos                                                                                                                                                    4- Rio Negro- 5 pontos                                                                                                                                                    5- Vasco da Gama- 4 pontos                                                                                                                                          6- Luso- 1 ponto

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

 

Os ingleses foram os maiores responsáveis em introduzir no Amazonas, no início do século XX, várias modalidades esportivas como o tênis, turfe, críquete, o beisebol e o futebol. De todos, o Futebol  foi o único que realmente ganhou a simpatia do manauara, popularizando-se.

Os britânicos que vinham para Manaus, trabalhavam nas diversas firmas inglesas que haviam na cidade. Em suas horas vagas, praticavam o futebol no bosque municipal e na praça Floriano Peixoto. E de tanto jogarem, acabaram fundando o seu clube: o Manáos Athletic.

O Athletic viu desfilar em suas fileiras vários craques como Huascar Purcell, Gordon, Brister, Burnett, Burns e Barton. Mas um em especial se destacava por seu enorme talento: J.Cunningham, um um jovem inglês que veio para Manaus trabalhar na empresa Manáos Harbour, que administrava o porto.

Sua função era de superintendente. A primeira notícia de um jogo de Cunningham com a camisa azul-marinho do Manáos Athletic vem do dia 13 de agosto de 1911, quando os ingleses enfrentaram, no Bosque, o time do Brasil.

Já o primeiro registro de gols de Cunningham foi no dia 15 de novembro de 1912 quando marcou duas vezes na goleada de 6 a 2 que o Athletic impôs ao Brasil. Extremamente talentoso e ágil em campo, Cunningham era o terror dos times manauaras.

Foi diversas vezes capitão de sua equipe e sempre era um perigo na área, onde os zagueiros nativos tinham muita dificuldade em marcá-lo. Cunningham tinha a pele bem branca e o cabelo loiro, motivo pelo qual era apelidado pelos amazonenses de”velhinho“.

Devido ás suas excelentes jogadas,era sempre aplaudido com entusiasmo pela torcida, seja no Bosque Municipal ou na praça Floriano Peixoto, maravilhada com seus gols. Na seqüência de jogos que o Manáos Athletic realizou, em 1913, contra o combinado amazonense, Cunningham foi o  responsável em organizar o seu time e um dos principais destaques.

Como exemplo os dois gols decisivos que marcou na vitória de 4 a 2 do Athletic sobre o Combinado Amazonense. A última notícia de uma partida de Cunningham pelo Athletic foi no dia 7 de dezembro de 1913 quando acabou derrotado pelo Combinado Amazonense pelo placar de 3 a 2.

O jovem inglês com certeza, voltava para a Inglaterra, pois no ano de 1914 seu nome desaparece das escalações do Manáos Athletic. Uma pena, pois o talentoso britânico com certeza marcaria muitos gols e seria um dos destaques no título de sua equipe no Campeonato Amazonense de 1914.

Aliás, que seria mais do que merecido para coroar sua habilidade com os pés e que faltou em sua galeria. Não se sabe o que aconteceu com Cunningham quando voltou á sua terra natal. Há algumas teses dele ter  defendido algum clube inglês, ou, talvez, tenha lutado na Primeira Guerra Mundial, destino que tiveram muitos jovens de sua pátria naquele período.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

 

O gol de “bicicleta” é considerado uma das jogadas mais bonitas, plasticamente falando do futebol. Geralmente quem marca um tento desse estilo é capaz de se consagrar e deixar seus torcedores radiantes nas arquibancadas. Mas afinal, onde, quando e quem realizou a interessante cambalhota pela primeira vez? A história registra que o inventor da bicicleta foi um jogador espanhol, naturalizado chileno, chamado Ramón Unzaga.

Ramón jogava no time chileno do Atlético de Talcahuano e fez um belo gol de bicicleta em uma partida de sua equipe no ano de 1914. No campeonato sul-americano de 1920, Ramón teria feito um outro gol idêntico na partida do Chile contra a Argentina. Por causa da nacionalidade do pioneiro jogador,a jogada foi batizada de “chilena“.

Mas os peruanos reivindicam a autoria de terem sido eles os primeiros a praticar a bicicleta pois afirmam que no final do século XIX,a jogada já era praticada no país,na qual era conhecida como”chalaca“.

E no Brasil? Para a história oficial o craque Leônidas da Silva foi o primeiro no Brasil e no mundo a realizar a famosa peripécia. Nascido em 1913, no Rio de Janeiro, Leônidas foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro sendo artilheiro da copa do mundo de 1938. O primeiro gol de bicicleta que Leônidas assinalou foi no ano de 1932, na partida em que o Bonsucesso,clube que defendia, goleou o carioca por 5 a 2. Depois, demonstraria o seu talento em outros grandes clubes como o Sâo Paulo e Flamengo.

Marcolino no Independência Football Club em 1928

Mas,o que com certeza muitos talvez não saibam (inclusive os próprios amazonenses) é que em Manaus, por volta dos anos de 1922 e 1923, um outro desconhecido jogador no sudeste e sul do Brasil, chamado Marcolino, já fazia gols de bicicleta bem antes de Leônidas. Marcolino Lopes da Silva nasceu em Manaus, no bairro de Aparecida,no dia 07 de outubro de 1904.

Ainda bem jovem, com 11 anos, estreava no time infantil do Nacional, em 1915. Somente em 1922 passava a fazer parte do time titular nacionalino. Pelo clube azul e branco foi campeão amazonense de 1922 e 1923. Em 1925 foi um dos fundadores de um novo clube:o Independência Football Club. O Independência surgiu no bairro de Aparecida, local onde Marcolino residia. Ele acabou sendo escolhido para ser capitão do time titular da nascente equipe.

Ainda nesse mesmo ano de 1925, Marcolino era convocado para fazer parte da seleção do Amazonas que viajou para Belém e perdeu para a seleção paraense por 3  2, em partida válida pelo campeonato brasileiro de futebol. No ano seguinte,1926,novamente Marcolino era convocado para o selecionado Baré que foi disputar a classificação outra vez em Belém.O Amazonas ganhou do Piauí por 3 a 2 e foi eliminado pelo Pará por 7 a 0.

Jogando pelo Independência, Marcolino viajou para o Maranhão em 1928, onde o time amazonense realizou uma série de jogos com clubes de São Luis. Era a 1ª vez que uma equipe de Manaus visitava o território maranhense.Ele também ainda defendeu a equipe do libertador. No ano de 1930, Marcolino passou a defender a recém-fundada equipe do Fast Clube onde ficou até  1938.

Mas, uma das principais jogadas executadas pelo talentoso ponteiro era o gol de bicicleta (que na época era conhecida em manaus como espanholita) e que deixava a platéia maravilhada em jogos disputados no parque amazonense pois,até então era uma prática desconhecida. Em depoimento dado para o saudoso historiador do futebol amazonense Carlos Zamith, e publicado no seu livro”Baú Velho“, Marcolino menciona um dos gols de bicicleta que marcou durante uma partida entre Nacional e União Sportiva.

Após receber um cruzamento de Orlando, Marcolino escorou a mão direita no chão,fez um rodopio e arrematou com violência,marcando um belo gol para os nacionalinos.  Marcolino faleceu aos 93 anos, no primeiro dia de fevereiro de 1998, no mesmo bairro onde nasceu.Foi o último jogador de sua geração a deixar esse mundo. A história registra Leônidas da silva como o responsável em popularizar a bicicleta pois, na década de 20, no distante Amazonas, um talentoso atleta, supostamente, já maravilhava a todos balançando as redes com aquela genial acrobacia.

 

FONTE E FOTO: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – site Baú Velho

 

O time de futebol dos Aprendizes Marinheiros, em 1913, na escola que se situava no bairro de Constantinópolis. É nesse local que o Rio Negro realizou seu primeiro jogo.

O Atlético Rio Negro Clube é um dos mais tradicionais clubes de futebol do Amazonas.O Galo Carijó é o segundo clube de futebol que tem o maior número de títulos no estado. Tem no Nacional o seu mais ferrenho adversário no qual protagonizam o tradicional Clássico Rio-Nal, o maior do futebol amazonense e mais antigo da região norte.

O Rio Negro foi fundado no dia 13 de novembro de 1913 pela iniciativa do jovem estudante Schinda Uchoa, com apenas 16 anos, costumava participar de animadas partidas com amigos, na ilha de monte cristo. Foi aí que teve a idéia de fundar um novo clube dedicado ao jogo bretão.

O jovem Schinda Uchoa em 1913. É nesse ano que o abnegado estudante funda o Atlético Rio Negro Clube

Partindo de tão brilhante desejo, Schinda reuniu um grupo de amigos,na qual  todos se dirigiram para a residência de um deles, Manoel Affonso do Nascimento, mais conhecido entre eles como “Carranza“. A residência do mesmo localizava-se na Rua Henrique Martins, n° 149. E foi ali que nasceu a tradicional associação alvinegra.

Ficou decidido que o nome da agremiação seria Rio Negro. A escolha do nome foi decidida devido ao fato da casa de Carranza se situar de frente para as águas do majestoso Rio Negro, cujas janelas abertas davam uma bela visão para o rio. Edgard Lobão era eleito presidente, Schinda Uchoa como secretário e João Marinho como capitão do time titular. O próprio fundador decidiu que a equipe teria um uniforme todo na cor branca.

Consolidado o clube, a nova diretoria tratou de organizar o jogo de estreia do Rio Negro que foi confirmado contra o time dos aprendizes marinheiros.Cheios de entusiasmo,os jovens Rio-Negrinos se dirigiram para a escola dos aprendizes, no bairro de Constantinópolis (atual Educandos) e lá não tiveram dificuldades em golear o time dos marujos por 4 a 0, em jogo realizado no dia 23 de novembro de 1913.

Mas, a diretoria Rio-Negrina tratou de organizar um jogo com um time mais competitivo. O clube escolhido foi o Vasco da Gama. A partida foi realizada no dia 28 de dezembro de 1913, no Bosque Municipal. O primeiro jogo preliminar foi entre os times reservas do Rio Negro e do Naval.

O quadro reserva do Rio Negro para esse jogo foi: Vieira, Ércio, Ascendino, Mário, Affonso, Aquino, Schinda, Achiles e Azevedo.Esse time venceu o Naval com facilidade por 3 a 0.

Já o time principal entrou em campo, contra o Vasco, com a seguinte escalação: Francis, Cyrillo, Gonzaga, Lobão, Basílio, Breves, Craveiro, Marinho, Pudico, Anízio e Pinto. O jogo teve grande presença de público e contou com a participação da banda de música do batalhão militar. Antongini foi escolhido como árbitro.

No primeiro tempo o Vasco saiu na vantagem,ganhando por  2 a 0, gols marcados pelo inglês Barton. Já no segundo tempo era a vez de Carneiro, Thomaz e Barton ampliarem para o Vasco, enquanto Pudico marcava o gol de honra dos rio-negrinos, terminando o jogo com o placar: Vasco 5 a 1 Rio Negro.

Inconformados com a humilhante derrota, a diretoria do Galo Carijó pede uma revanche, da qual é atendida prontamente pelo time português. O novo confronto entre Rio Negro e Vasco foi marcado para o dia 18 de janeiro de 1914, no Bosque. Na preliminar, o time titular do Naval era goleado pelo time reserva do Rio Negro por 4 a 0.

No jogo dos times principais,o Vasco novamente ganhava do Rio Negro de goleada. Meyer (dois), Carneiro (dois) e Barton (um) anotaram para os portugueses. Já Compton (contra) e Cazuza descontaram para o Rio Negro. Placar final: Vasco 5 a 2.

Um dos principais motivos para o Vasco ganhar com tamanha facilidade dos rio-negrinos, foi a inclusão de atletas emprestados do Manáos Athletic, como Barton, Compton, Bille, Thomaz e Forbes. Com reforços dos excelentes jogadores ingleses, era de se esperar que o Vasco triunfasse sobre seu adversário com extrema facilidade.

Ainda no início de 1914, o Rio Negro realizou outros três amistosos visando preparar seu time para o campeonato daquele ano. No dia 11 de janeiro, no Bosque, na preliminar, o time reserva do Rio Negro ganhou do reserva do Manáos Sporting por 2 a 1.

Já no jogo principal, entre os times titulares,uma surpresa: o Rio Negro vencia o Sporting por 1 a 0. Esse resultado foi considerado uma grande “zebra” pela imprensa pois,o Manáos Sporting era uma das grandes forças daquele ano,com atletas calejados frente ao ainda inexperiente adversário.

No dia 25 de janeiro,um novo triunfo do Rio Negro. Visando avaliar o desempenho de seu time reserva (que jogaria o Campeonato Amazonense da 2ª Divisão) os Rio-Negrinos golearam o time reserva do Luso por 4 a 0, em jogo também disputado no Bosque.                     Com essas importantes vitórias dos times titular e reserva, esperava-se que o Rio Negro fizesse uma bela exibição nas duas divisões do Campeonato Amazonense de 1914, o que acabou não acontecendo.

Estas foram as primeiras partidas de futebol na história do Atlético Rio Negro Clube que, com o tempo, se tornaria uma das maiores forças do futebol do norte e do Amazonas e que hoje, infelizmente, encontra-se adormecido.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré na Vila de Manacapuru, em 1914. Nesse ano surgem as primeiras notícias da prática do futebol na localidade.

Manacapuru é hoje uma das principais cidades do Amazonas.Tem atualmente uma população de 95 mil habitantes e é conhecida como terra das cirandas, devido ao festival de cirandas que é realizado todos os anos tendo se tornado a maior manifestação cultural do município. O local também é conhecida carinhosamente como “Princesinha do Solimões” por estar situada ás margens do Rio Solimões. O local foi elevado a categoria de município em 1894. Manacapuru foi o terceiro local do Amazonas em que o futebol foi introduzido (Manaus e Itacoatiara,como se sabe,foram os primeiros).

É no ano de 1914 que surge na  então Vila de Manacapuru o 1º clube de futebol da localidade: o Riachuelo Football Club. O Riachuelo foi fundado, em julho de 1914, por um grupo de jovens estudantes que conseguiram adquirir um vasto campo para os treinos e jogos da pioneira equipe.

Em 1917 se tem notícia da eleição da nova diretoria do Riachuelo no qual Carlos Pereira era empossado como presidente, Emídio Ribeiro como secretário e Joaquim Rosas como capitão. A posse dos novos dirigentes foi acompanhada de uma grande festa dançante na sede do clube.

Em 1916 que se tem notícia da existência de um outro clube na vila: Tiradentes Football Club. O Tiradentes realizou, em julho daquele ano, um jogo festivo entre seu time titular e reserva, na festa de inauguração da escola Carlos Pinho. Os titulares venceram pelo placar de 6 a 3.

Os times do Riachuelo e Tiradentes se tornaram grandes rivais, dando origem a uma das primeira rivalidades do município. Cinco anos depois, uma nova dupla que rivalizou por um bom tempo: União Sportiva Manacapuruense e São Sebastião.

É no ano de 1921 que aconteceu uma das principais rivalidades futebolísticas da pacata Vila de Manacapuru e que parava a localidade interiorana. A primeira notícia de um jogo entre essas duas equipes aconteceu em 3 de julho de 1921, com vitória do União por 3 a 0, com gols de Barroso, Albérico e Abel.

no dia 15 de novembro, um novo jogo, que terminou empatado em 2 a 2. O São Sebastião atuou com a seguinte formação: Pretinho; Paulino e Zoroastro; Barroso, Tataira e Ovídio; Coelho, Demócrito, Albérico, Bento e Tulico. Ambos  os jogos tiveram grande presença de público.

 

SURGIMENTO DE CLUBES NA ZONA RURAL

Na sede do município, o futebol já estava consolidado pois, já haviam surgido alguns clubes que faziam a alegria da população da Vila. Mas, rapidamente o futebol  conquistou a simpatia dos moradores da zona rural de Manacapuru. Na comunidade de Caapiranga (que na época pertencia a Manacapuru) surgia, em outubro de 1927, o Caapiranga Sporting Club, foi Fundado por Bento Ferreira Aranha e Júlio Cavalcante.

Em Abril de 1928, na localidade de Ajaratuba, surgiu o Ajaratuba Sport Club, fundado por Possidônio Teixeira, Serafim Domingues e Eugídio Ribeiro. Ainda na década de 20, um outro grupo de jovens  amantes do futebol fundavam, na sede do município (vila de Manacapuru), o Ypiranga Football Club.

 

PRIMEIRA VISITA DE UM CLUBE DE MANAUS EM MANACAPURU

É somente no ano de 1929 que, finalmente, uma equipe de Manaus joga em Manacapuru pela primeira vez. A equipe manauense era um combinado formado por jogadores do Libertador e do Independência que chegaram á vila a bordo da lancha Hércules.O time visitante tinha sido convidado para realizar um jogo contra o time local do Ypiranga Football Club, em decorrência dos festejos que estavam sendo realizados em comemoração a data da elevação de Manacapuru a categoria de vi la para município. O jogo realizou-se no dia 16 de junho de 1929, no campo do Riachuelo (que recebeu grande público). No final, vitória do combinado Manauense por 4 a 3.

PRIMEIRA VISITA DE UM CLUBE DE MANACAPURU  A MANAUS  

A primeira vinda de um clube de Manacapuru a Manaus aconteceu em  Setembro de 1929, quando o Athletico Rio Branco, que realizou duas partidas na capital: no primeiro jogo acabou derrotado por 3 a 1 para o Amazonense Football Club. Na segunda peleja, vitória diante do Luso pelo placar de 3 a 1.

 

O FUTEBOL MANACAPURUENSE NA ATUALIDADE

Atualmente Manacapuru conta com dois clubes de futebol profissional no Campeonato Amazonense da 1ª Divisão: o Princesa do Solimões Esporte Clube (fundado em 1971) e o Operário (fundado em 1982 no bairro da Terra Preta).

Além deles, há outro clubes de futebol amador. O principal Estádio é o Gilberto Mestrinho, o ‘Gilbertão’, com capacidade para 10 mil pessoas. O Princesa foi o único clube que até o momento conquistou um título para o município: campeão amazonense de 2013.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

Índio Cambeba (século XVII)

O futebol moderno, como todos sabem, foi criado e desenvolvido pelos ingleses. Foram eles que, em 1863, organizaram e definiram as regras oficiais do jogo, como também foi na Inglaterra que surgiu, em 1857, o Sheffield, o primeiro clube de futebol do mundo e que ainda está em atividade.

Mas, como se sabe,ao longo da história, o hábito de se chutar uma bola em uma alegre diversão já era uma prática comum entre vários povos do mundo. Na China antiga se praticava o Tsutchu. O Epyskiros era praticado na Grécia antiga, o Kemari no Japão, o Harpastum em Roma antiga e o Soule na Gália (França).

Também povos nativos davam seus chutes na bola.Os aborígenes da Austrália jogavam,no século XVI o “marngrook“. Nos Estados Unidos, os índios de Massachussetts praticavam, por volta de 1620, um esporte próximo ao futebol. Os Maias também jogavam o seu”pok-tai-pok“e os Astecas disputavam o “ullamalitzi“.

E no território que hoje é o Brasil? Em qual local e quem foi o primeiro povo que teve a iniciativa de criar um esporte que hoje pode ser considerado ancestral do futebol? Essa primazia coube aos índios Cambebas, habitantes de um território que hoje corresponde ao Estado do Amazonas.

Os Cambebas (também conhecidos como Omáguas) habitavam (e ainda habitam) a região do alto e médio rio Solimões.Eram uma das diversas etnias que dominavam a Amazônia colonial.Dedicavam-se á caça, pesca e agricultura. Foram considerados,por muitos viajantes europeus, um povo possuidor de uma cultura desenvolvida.

Em suas horas vagas,os Cambebas praticavam um curioso esporte que era bem próximo,em suas regras e maneira de disputa,com o futebol moderno. Só foi possível sabermos hoje da prática desse esporte criado pelos cambebas, devido ao importante depoimento deixado,no século XVII, pelo cientista e naturalista francês La Condamine.

Charles Marie de La Condamine foi um explorador e cientista que realizou viagens de exploração no norte da áfrica, oriente médio e América do sul.Ele nasceu na França em 1701. Realizou seus estudos preparatórios em humanidades e matemática em Paris.Logo depois alistou-se no exército onde deu baixa no ano de 1719.

Charles Marie de La Condamine

Começou a ter contato com muitos intelectuais da época passando a estudar também astronomia e geodésia. Charles de La Condamine foi encarregado de realizar uma expedição ao Peru (que na época pertencia a Espanha) a serviço da academia de ciências de Paris, para determinar com precisão os meridianos e assim demonstrar que a terra era achatada nos pólos.

A expedição partiu da cidade de La Rochele em 16 de maio de 1735. Quase um ano depois, em13 de março de 1736, chegava a Guayaquil, no Vice-reino do Peru. Mas, é somente em maio de 1743, que a expedição de La Condamine parte da cidade de Quito (hoje capital do Equador), rumo ás cabeceiras do Rio Amazonas. Na verdade,o explorador francês foi o primeiro cientista a descer todo o Rio Amazonas.

Após deixar Quito, a expedição chegou ao Rio Napo (Ainda no Peru) e depois,ao Rio Marañon. Receberam então autorização do rei de Portugal para adentrar nos domínios portugueses na amazônia. Penetraram então no Rio Solimões. Naquele ano de 1743, a região amazônica era uma colônia de Portugal, chamada de Estado do Grão-Pará e Maranhão, com a capital em Belém.

Condamine registrou a exuberância da região,sua flora e fauna, os povos indígenas e seu modo de vida e também o que lhe interessava: os recursos naturais que poderiam ser aproveitados economicamente. Em um determinado dia, a expedição resolveu fazer uma parada na Vila de Ega (atual cidade de Tefé).

E foi ali que, pela primeira vez, um europeu mencionaria,com riqueza de detalhes, a utilização da borracha pelos índios e também um desconhecido e rudimentar esporte que os nativos praticavam. La Condamine menciona que,numa tarde, surpreendeu os Cambebas praticando uma diversão que o deixou intrigado e curioso.

Em um grande terreiro da aldeia,os índios fincavam, nos dois lados extremos, dois par de varas há uma certa distância uma da outra. Depois,organizavam dois times que, aos chutes, corriam atrás de uma bola feita de borracha que saltava de lado a lado. A finalidade era passar a bola entre as duas varas para assim conquistar a vitória.

La Condamine não se importou tanto com o jogo,mas sim com a bola que,segundo ele, pulava e quicava,contrariando assim a lei da gravidade da terra.Maravilhado,perguntou aos Cambebas de onde tiravam o material para fazer a bola. Os índios o levaram a uma árvore chamada seringueira e mostraram o líquido branco que saia dela na qual a seiva era solidificada com fumaça ,tornando-se assim elástica e impermeável.

A seiva era o látex,que foi chamada por ele de caucho. Depois dessa importante descoberta, La Condamine e a expedição deixavam a pequena Vila de Ega, embarcando e seguindo viagem Rio Amazonas abaixo. E,finalmente,chegavam em Belém no dia 19 de setembro de 1743. Após passar alguns meses na capital da Amazônia Portuguesa, La Condamine deixava Belém rumo á Guiana Francesa, onde chegou em Caiena no dia 26 de fevereiro de 1745.

Finalmente,aportava em Paris em 26 de fevereiro de 1745. Em solo europeu, publicou um relato de sua viagem pela Amazônia nas Mémories de L`academie de Sciences (1745), onde foi o primeiro a fazer uma descrição detalhada da borracha,produto desconhecido na Europa. Mas, além do importante registro que fez do látex, da flora e fauna,não se pode deixar de comentar o interessante jogo que o francês presenciou entre os Cambebas.

Devido aos ricos detalhes que Condamine escreveu daquela prática, pode-se afirmar que o jogo dos Cambebas era incrivelmente quase semelhante ao futebol moderno em suas regras. Havia um grande campo (terreiro), dois grupos distintos organizados(times), uma bola que pulava e que só podia ser impulsionada com os pés, uma disputa, e o mais interessante: havia um par de duas traves(varas) nos dois extremos do campo, na qual a vitória era conquistada pelo time que empurrasse a bola com os pés, entre as duas traves.

Exatamente como seria definido,mais de 100 anos depois, o ponto da vitória (que também seria com a bola passando entre as duas traves) nas regras do futebol elaborado pelos ingleses em 1863. A única coisa que faltou os Cambebas criarem foi a figura do goleiro. Infelizmente, La Condamine não registrou o nome que os índios deram a aquele esporte.

Somente 150 anos depois é que um estudante chamado Charles Miller aportava em São Paulo, trazendo e difundindo no Brasil um esporte em que também se chutava uma bola.Mas,agora tratava-se do “Foot-ball”, desenvolvido pelos ingleses,com regras próprias e que iria se popularizar em pouco tempo no país.

Mas, foi no Amazonas que se registrou e praticou no Brasil, pela primeira vez, um esporte ancestral do futebol moderno e, que muita semelhança tinha com o próprio. E, se Charles Miller foi o introdutor oficial do futebol de regra inglesa em terras tupiniquins, foram os índios Cambebas, lá nas selvas do Amazonas, que deram o ponta-pé inicial de se chutar uma bola em uma alegre disputa.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

O Botafogo Futebol Clube é uma agremiação da Cidade de Itacoatiara (AM). O clube alviverde foi Fundado no dia 21 de Abril de 1924. A sua Sede fica localizada na Avenida Parque, 430, no Centro de Itacoatiara.

FONTES: Blog Professor Ricardo Abreu

 

Itacoatiara é hoje um dos mais importantes municípios do Amazonas. Com uma população de 100 mil habitantes, a cidade se situa ás margens do rio Amazonas, e é conhecida também pelo nome de velha Serpa. No início do século XX, o município tinha uma população de 12 mil habitantes e era,depois de Manaus,a segunda maior cidade do estado.

Mas, Itacoatiara foi o segundo lugar do Amazonas onde o futebol foi introduzido (o primeiro,como se sabe,foi Manaus). É no ano de 1908 que surge em Itacoatiara uma agremiação chamada “Club Athletic” que ensinava, através de um inglês chamado Hans Pedersen, a prática do futebol aos jovens associados.

Em 1910 existia na cidade um clube chamado Amazonas Football Club, que costumava realizar jogos entre seus sócios na praça 13 de Maio. O 13 de Maio Sport Club foi Fundado no mesmo dia e mês que deu nome ao clube, em 1912. Em 11 de julho de 1912, alunos do Colégio Atheneu deram origem ao Atheneu Football Club.

Mas, é no dia 11 de maio de 1913 que surgia a primeira grande equipe do futebol itacoatiarense: o Sport Club. A agremiação foi fundada por Alfredo Bastos e sua sede localizava-se na Rua Ruy Barbosa. Seu campo oficial era na Praça 13 de Maio e seu uniforme era todo na cor branca.O Sport Club revelou os jogadores Parimé e Pequenino,que fariam parte do Nacional de Manaus.

Ainda no ano de 1913, no dia 1º de dezembro, membros da colônia portuguesa da cidade fundavam o Luso Brasileiro,que seria o primeiro grande rival do Sport Club. Entre seus fundadores estavam Osório Fonseca, Alfredo Ribeiro, Antonio Gomes e Pedro Botelho.

O futebol já estava consolidado no coração da sociedade itacoatiarense, incentivando que mais jovens dessem origem a outras equipes. E foi assim que um outro grupo de rapazes fundava, no dia 13 de maio de 1915, o Aliança Football Club. Suas cores eram o vermelho e branco e seu campo era na Praça Marechal Deodoro.

Já em 1916,um outro grupo de portugueses fundava o Grêmio Sportivo Português, que costumava realizar seus treinos e jogos na praça 5 de outubro. Em 1917 surgia o Ypiranga Football Club, cujas cores eram o azul e branco.

Devido ao grande interesse que a população local já tinha pelo futebol,era fundada, em junho de 1918, a Liga Desportiva Itacoatiarense, que realizou naquele ano o primeiro campeonato de futebol do município, com a participação de 4 clubes: Sport Club, Aliança,Ypiranga e Grêmio Português. Em 21 de abril de 1924, surgia um dos principais times de Itacoatiara: o Botafogo Football Club.

 

Botafogo Football Club, de Itacoatiara (1928)

SPORT CLUB X LUSO BRASILEIRO

Durante o ano de 1914, Sport Club e Luso deram origem á primeira grande rivalidade do município em disputados confrontos que ocorriam na Praça 13 de Maio. O primeiro jogo entre ambos aconteceu no dia 13 de maio de 1914 e terminou com uma vitória do Sport Club por 3 a 0. Por terem os melhores jogadores da cidade, Sport Club e Luso Brasileiro formaram um combinado itacoatiarense que, naquele ano, enfrentou os times de Manaus que visitaram o município.                                                                                                                                                                                                                                               SPORT CLUB X ALIANÇA

Com o aparecimento,em 1915,do Aliança,Itacoatiara viu surgir uma nova rivalidade local. Aliança e Sport Club protagonizaram,de 1915 a 1918, o maior clássico dos primórdios do futebol da velha Serpa. O primeiro jogo entre ambos, aconteceu no dia 13 de maio de 1915 e o Aliança estreou com uma vitória de 2 a 1 frente ao Sport Club. Ainda em 1915, os dois rivais se enfrentaram mais três vezes: duas vitórias do Sport Club por 3 a 0, e um empate em 1 a 1.

Já no início de 1916 se registrou um jogo na praça Marechal Deodoro, entre os times reservas dos dois adversários e terminou com uma vitória do Aliança por 2 a 1. Em 1917 houve o registro de outros três jogos:no primeiro,um empate de 1×1.No segundo,uma vitória do Aliança por 2 a 0. E no terceiro,vitória do Sport Club por 3 a 2.Todas essas partidas aconteceram na praça 13 de maio.

CONFRONTOS COM OS CLUBES DE MANAUS

Itacoatiara era o lugar do interior preferido em que os clubes de Manaus escolhiam para jogar pois,sabiam os manauenses que aquela localidade interiorana possuía clubes competitivos e bons jogadores. A primeira vez em que um time da capital jogou em Itacoatiara foi no dia 7 de setembro de 1914, quando um combinado manauense perdeu para o combinado itacoatiarense por 3 a 0.

Em novembro do mesmo ano,é a vez do Manáos Sporting chegar na cidade e ganhar do combinado por 2 a 0. Em 1916, o Nacional, campeão Amazonense, jogava pela primeira vez contra o escrete local e empatava em 1 a 1. Também em 1916,o Rio Negro aportava pela primeira vez na velha Serpa e ganhava do escrete por 1 a 0. Ainda no mesmo ano, Luso e União Sportiva jogavam com o time da casa. O Luso triunfava por 2 a 0 e a União por 3 a 0.

Em 1917, em outro confronto o Rio Negro bateu o Combinado Itacoatiarense duas vezes: 4 a 0 e 3 a 2. Já o Manáos Sporting realizou uma série de três jogos amistosos com duas vitórias (2 a 0 e 8 a 0) e um empate (2 a 2). Fechando, o América Football Club também realizou uma partida, mas acabou sendo goleado pelo Combinado Itacoatiarense pelo placar de 4 a 0.

O ano de 1918 assinala a visita (novamente) da União Sportiva, que ganhou  dos locais por 1 a 0. Já uma outra pequena equipe manauara, o Funambulesco, também se aventurou pelo município e ganhou por 2 a 1. Em 1919, pela primeira vez, os itacoatiarenses vinham jogar em Manaus. A partida realizou-se no Parque Amazonense e o combinado de Itacoatiara foi goleado pelo Rio Negro por 5×1.

Em 1922 é a vez do Brasil Sport ir á Itacoatiara e jogar duas vezes com o combinado. Acabou perdendo por 4 a 0 e 3 a 1. E, em 1926, o Botafogo Football Club vem pela 1ª vez a Manaus, perdendo para o Nacional por 4 a 1 e para o Rio Negro por 2 a 0. Ainda nesse ano,é a vez de outra equipe, o Amazonas, vir á Manaus e perder para o Rio Negro por 3 a 0, no Parque Amazonense.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

A presença portuguesa na Amazônia se iniciou em 1616 quando o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco ergueu o forte do Presépio, que daria origem á cidade de Belém. Com o propósito de consolidar a presença lusa na região,os portugueses adentraram o grande vale amazônico entrando em confronto com índios e expulsando ingleses,holandeses e franceses.

Penetrando cada vez mais no oeste amazônico, acabaram colonizando o local onde futuramente seria o estado do Amazonas. Em 1669, o capitão Francisco da Mota Falcão erguia o forte de São José da Barra do Rio Negro, embrião da cidade de Manaus. Desta forma, mais e mais portugueses chegavam á região: militares, religiosos, aventureiros, funcionários da coroa, comerciantes e outros.

Mas, é com o início  do período áureo da borracha que uma nova leva de imigrantes portugueses chegam ao Amazonas. A maioria se fixou em Manaus onde se dedicaram ao comércio. Haviam várias firmas de origem lusa na cidade como J.G. Araújo,J.S.Amorim, Marques e companhia, entre outras.

Havia na primeira década do século XX, em Manaus, cerca de 5 mil portugueses. A colônia portuguesa de Manaus era a maior colônia de estrangeiros que existia no estado e,assim como outros imigrantes,eles também fundaram seus clubes e associações.

 

Luso Football Club, em 1913

SURGE O LUSO FOOTBALL CLUB

Os jovens portugueses também apreciavam o futebol pois, aquele era o esporte preferido de sua terra natal, e começaram a fundar seus primeiros clubes. O Luso Football Club foi o primeiro clube de futebol a surgir em Manaus. Foi Fundado em 1º de Maio de 1912, por onze jovens portugueses de origem humilde que só queriam, em suas horas vagas, praticar o esporte que tanto apreciavam.

O clube foi fundado na residência do sócio Francisco Gomes Rodrigues, na Rua Monsenhor Coutinho, no Centro de Manaus, e, durante um tempo, foi a 1ª Sede do Luso. O seu 1º presidente foi Augusto Ornelas, que depois transferiu a sede do Luso para a sua residência, na Rua Ruy Barbosa, no Centro da cidade.

PRIMEIROS JOGOS

Os seus primeiros jogadores foram Melita, Carvalinho, Fantomas, Acadêmico, entre outros. O primeiro jogo oficial do Luso aconteceu no dia 5 de outubro de 1913 quando empataram em 1 a 1 com o Manáos Sporting, no Bosque.

Logo depois, Luso e Manáos Sporting voltavam a se enfrentar (no dia 9 de novembro daquele ano) no Bosque. Dessa vez o Luso sofria uma derrota de goleada do Sporting por 7 a 0. O jogo foi marcado por uma briga entre Cabral (Luso) e Sylla (Manáos Sporting).

ESTREIA NO ESTADUAL  DE 1914

O Luso debutou no Campeonato Amazonense da 2ª Divisão de 1914. No ano seguinte chegou na Elite Amazonense, enquanto os reservas disputaram a Segundona de 1915. Em 1916 o Luso joga pela primeira vez no interior onde, em Itacoatiara, ganha da seleção local por 2 a 0.

 

OUTRO QUE SURGE: ONZE PORTUGUÊS

O outro clube de futebol de origem lusa que surgiu em Manaus foi o Onze Português. O clube alvinegro foi Fundado em Setembro de 1913. A estreia do Onze ocorreu no dia 26 de outubro, com o time reserva do Nacional, no Bosque.

No dia 30 de dezembro, o Onze Português realizava, no Bosque, um amistoso com seus patrícios do Vasco da Gama, no qual foram goleados pelos vascaínos por 5 a 1.

O Onze Português participa do Campeonato Amazonense da 2ª Divisão, em 1914 e 1915, quando se fundiu, em 18 de agosto de 1918, com o Vasco, para dar origem á União Sportiva Portuguesa. Time-base de 1914-15: Souza; Henrique e Jayme; Rocha, Cabral e Gavinho; Cangalhas, Dias, Raul, Figueiredo e Mattos.

 

Vasco da Gama, em 1914

UM MÊS DEPOIS NASCE O VASCO DA GAMA

No dia 11 de outubro de 1913, um outro grupo de jovens portugueses fundavam o Club Vasco da Gama que tinha como principal prática o futebol.As cores do clube eram o preto e branco.

O Vasco participou de das duas divisões dos campeonatos amazonenses de 1914 e 1915. Teve como principais jogadores Soeiro, Carneiro, Borges, Argentino e Lulu. Em 18 de agosto de 1918, o Vasco desaparecia para dar origem a União Sportiva.

 

DA FUSÃO, SURGE UNIÃO SPORTIVA

A União Sportiva foi a mais competitiva de todas  as equipes daquele período. O clube adotou as cores preto e branco e disputou sua primeira edição do campeonato amazonense em 1918. Foi bicampeão em 1934 e 1935.

 

OUTROS LUSITANOS QUE SURGIRAM

Além desses clubes, os portugueses deram origem á outras agremiações futebolísticas menos badaladas que as demais: em novembro de 1914 era fundado o Grupo Sportivo Português, na qual José Almeida foi seu primeiro presidente. Ainda em 1914 surgia o Luzitano Operário, que tinha seu campo numa praça próximo ao cemitério de São João.

Em 1916 era fundado o Leixões Football Club. Já em 1918 surgia o Luzíadas Football Club, cuja sede localizava-se na Rua da Instalação. Em 1919 era fundado o Portuense Football Club e ,em 1920, o Sport Club Portugal. Mas também era comum os portugueses de Manaus formarem um escrete local, que tinha como finalidade enfrentar os melhores times da cidade. Também acrescentando… O Benfica (Fundado em 1915) e o Bragança Sporting Club  (Fundado em 1919).

Já no interior, a colônia portuguesa de Itacoatiara deu origem,em 1913, Luso Brasileiro (que foi um dos principais times do município). Três anos depois, em 1916 era também Fundado o Grêmio Sportivo Português.

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