Novo visual: para se adequar ao estatuto do clube, São Raimundo-AM muda escudo

Novo escudo sofreu alterações na cor, na quantidade de estrelas, na linha inferior a caixa de nome, nomenclatura central e linha da parte superior

São Raimundo-AM mudou de visual. O clube, por meio da gestão de marketing e para se adequar ao estatuto, alterou o escudo. A nova versão, criada pelo designer Bernado Bulcão, recebeu cinco mudanças e deve ser considerada a partir de agora. Entre as alterações, a cor vale destaque. A cor oficial do Tufão da Colina é o azul royal, este sendo predominante sobre a cor branca. E isso é uma característica permanente tanto no escudo quanto no uniforme.

Durante os seus 98 anos, o clube apresentou várias atualizações no seu escudo, e hoje, mais uma vez, viu necessidade de outra modernização, para adaptar a sua marca diante dos novos mercados que estão surgindo, principalmente o online. Além de padronizar todas as mídias, a nova identidade visual vem para dar uma cara nova a história do clube e ao futebol amazonense. Confira as cinco mudanças.

Escudo sofreu mudanças para serem consideradas a partir de agora (Foto: Divulgação)Escudo sofreu mudanças para serem consideradas a partir de agora (Foto: Divulgação)

Escudo sofreu mudanças para serem consideradas a partir de agora (Foto: Divulgação)

 

Alterações

 

1 – Estrelas

Na última versão, as três estrelas superiores representam a conquista do campeonato interestadual Copa Norte, enquanto as quatro estrelas inferiores destacava apenas os título amazonenses na era profissional: 1997, 1998, 1999 e 2004. Ou seja, ainda era desatualizado, visto que o clube levantou uma taça em 2006. A diretoria considera que nenhum é mais importante que o outro. Com isso, ostentará somente a conquista interestadual.

2 – Linha da parte superior reta

A linha superior que estava sendo usada era côncava para baixo. Agora a linha é reta, seguindo o histórico da maioria dos escudos que o São Raimundo utilizou desde a sua fundação e que consta na descrição do Estatuto do clube.

3 – Aumento do número de raios na parte superior.

Apesar de ter em sua nomenclatura “Esporte Clube”, nasceu primordialmente para a prática do futebol. É um elo vitalício que consta nos primeiros artigos do Estatuto, que os seus sócios devem sempre priorizar o exercício da modalidade. Com isso, a circunferência caracteriza uma bola que recebeu um chute muito forte e, ao entrar no gol e balançar as redes, emite seis raios azuis em direção irregulares. Para harmonizar com os números de raios definidos pelo Estatuto foi incluso um raio na parte inferior da bola, pois o antigo só constava cinco.

4 – Linha diagonal inferior da caixa do nome

No escudo antigo estava faltando a linha inferior a nomenclatura da agremiação como define o Estatuto. Logo, foi incluído uma linha com o mesmo ângulo e espessura da linha superior.

5 – Nomenclatura central

No estatuto do São Raimundo Esporte Clube, define que seja escrito “S. RAIMUNDO E. CLUBE”, mas com a modernização faz-se necessário uma mudança para “SÃO RAIMUNDO E.C.”. Com isso, o nome do clube fica mais evidente para sociedade e resultará no material de produção visual um nome mais legível quando for necessário fazer uma redução da imagem por exemplo, além da identificação rápida do leitor, principalmente para o consumidor que não conhece o time, tenha uma memorização do nome de forma mais rápida.

 

História

O escudo do São Raimundo é uma inspiração baseado no time carioca São Cristóvão de Futebol e Regatas, antigo clube tradicional do Rio de Janeiro, que foi campeão do Torneio Início do Campeonato Carioca em 1918, ano de fundação do clube amazonense. Ambos têm suas semelhanças, como as regiões contarem com características geológicas de colinas margeadas por rios, onde pescadores e comerciantes atracavam para acessar a vila, sendo um elo de ligação entre a comunidade e o centro urbano da capital.

 

 

FONTE: GloboEsporte.com (27/08/2017)
 

O São Raimundo Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Manaus (AM). A sua Sede fica localizado na Rua 5 de Setembro, s/n, no Bairro de São Raimundo, em Manaus. O Tufão foi Fundado oficialmente no dia 18 de Novembro de 1918, logo após do fim do “boom” da Borracha em Manaus.

O nome deve-se ao bairro, que por fim deve este nome ao santo, que nasceu em 1204 na Espanha. O bairro em Manaus foi, por muito tempo, latifúndio da Igreja Católica, no século XIX, até que migrantes nordestinos viessem lá residir. São Raimundo está localizado à 200 metros do Centro Antigo de Manaus, separado deste pela Ponte Fábio Lucena, que só foi inaugurada em 1986.

Em 1915 Francisco Rebelo e o Professor Assis fundam o Risópolis Clube Recreativo. Mais tarde, em maio de 1918, mudam o nome para Risofóles, que meses depois acaba; transformando-se finalmente num nome que identificasse o proletário bairro, daí o nome de São Raimundo.

Alguns dos fundadores do São Raimundo são: Sr. Belmiro Costa, Sr. Olímpio Carvalho, Sr. Carlos Frederico, Sr. José Quincas, Sr. Vidal, Sr. Sena e Sr. Queiróz. O presidente desse novo clube era o “batalhador” Francisco Rebelo.

O maior e mais ferrenho rival do “ Tufão – como o clube é conhecido – é o Sul América do bairro vizinho da Glória, que desde 1932. A 1ª Sede do São Raimundo localizava-se na mesma “Rua da Ponte“, rua 5 de setembro. Antes desta data, as reuniões eram em locais aleatórios.

São Raimundo, ou “Mundico“, ou “Tufão“, ou ainda, “São Rai” só chegou na Primeira Divisão da antiga FADA em 1955, disputando no ano seguinte junto aos “grandes” de Manaus. Dono de uma torcida apaixonada, que mesmo quando o São Raimundo deixou de participar dos campeonatos amazonenses (de 1980 a 1983 e 1994 e 1995) nunca deixou de torcer pelo seu time e em ter esperança de sua volta aos gramados.

São Raimundo, atuando a apenas 5 anos no profissionalismo arrebatou o Título Amazonense de 1961. O outro título viria 5 anos depois, em 1966, sendo o 1º campeão profissional do Amazonas, que neste campeonato tinha a recém criada FAF (Federação Amazonense de Futebol). Esse campeonato só terminou em 1967.

Durante muitos anos, o “Tufão” foi o dono da quarta maior torcida do estado, atrás de NacionalRio Negro e Nacional Fast. Com a sua definitiva volta aos estádios em 1996, o clube fez com sua torcida quintuplicasse em números e pode-se dizer hoje que está no mesmo nível do Nacional e do Rio Negro, sendo que nos últimos 4 anos, sempre esteve nas primeiras posições em presença nos estádios. Note-se que o Bairro de São Raimundo possui cerca de 10 mil moradores.

Após o titulo estadual de 1966, o clube passou por diversas crises econômicas. Tanto é que nos anos 80, o clube quase vendeu seu estádio e o mesmo quase fecha suas portas.O São Raimundo a partir de 1996 “renasceu” para o Amazonas.

Ivan Guimarães e Manecs – o primeiro, radialista -, colocaram a idéia para a presidência do Tufão de se criar um Departamento Autônomo dentro do clube. Orlando Saraiva (então presidente do São Raimundo) mais os outros diretores acataram e acreditaram na idéia.

A partir daí o São Raimundo rapidamente chamou ninguém mais, ninguém menos que um dos maiores treinadores do Brasil: Aderbal Lana, inscreveram o “Tufão” no Campeonato Brasileiro da Série C de 1996. Os resultados foram ruins naquele primeiro momento, mas a dupla continuou seu trabalho incessante, que deu frutos no tricampeonato amazonense (1997/98/99), no 3º lugar na última Copa Conmebol em 1999 e no vice-campeonato brasileiro na Série C desse mesmo ano, culminando com o acesso à Série B. Obteve excelentes resultados. O Sao Raimundo Esporte Clube ficou durante vários anos na serie B do campeonato brasileiro.

 

FONTES: Mercado Livre – Wikipédia

 

Há 47 anos, o Nacional Fast Clube se tornaria o 1º campeão do Norte de 1970, pelo Amazonas em competição oficial chancelada pela antiga CBD (antiga Confederação Brasileira de Desportos. Atual CBF).

Chaveiro dos anos 70

Naquela época, apenas o Amazonas e o Pará praticavam o futebol profissional e a competição teve como participantes, além dos times amazonenses: Fast Clube, Nacional e Rio Negro; contou ainda com os três grandes do Pará: Clube do Remo, Paysandu e Tuna Luso.

Não era variada em quantidade de estados participantes, mas era fortíssima em nível técnico. A competição terminou com o Fast Clube sendo campeão e a Tuna Luso do Pará foi o vice-campeão. O Nacional terminou em último lugar na competição.


Texto: Elias Abensur

FONTES: Mercado Livre – Página do clube no Facebook 

 
Para a Semana da Patria a Federação Acreana de Desportos organizou um torneio com a participação de clubes do Acre, Amazonas e Rondônia. Todos jogaram contra todos entre os dias 03 e 09 de setembro:

 

Participante:
 Acre: Atlético, Independência e Rio Branco
Amazonas: Fast Clube
Rondônia: Flamengo

 

 Os jogos:

 

As partidas foram disputadas no Estádio José de Melo

 

Independência 3 x 1 Rio Branco
Data: 03/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Léo (2) e Airton (Independência) e Trinta e Um (Rio Branco)

 

Fast 2 x 2 Flamengo (RO)
Data: 03/09/1959
Árbitro: Cezar Pontes
Gols: Wilson (contra) e Hugo (Fast); Bolô e Waldir (Flamengo)

 

Fast 4 x 1 Rio Branco
Data: 05/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Português (2), Hugo e Dadá (Fast); Tião (Rio Branco)

 

Atlético 1 x 1 Independência
Data: 05/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Roberto (Atlético); Gilito (Independência)

 

Flamengo 6 x 2 Rio Branco
Data: 06/09/1959
Árbitro: Anibal Tinoco
Gols: Mundinho (3), Juqinha (2) e Nezio (Flamengo; Trinta e Um e Touca (Rio Branco)

 

Atlético 3 x 1 Fast Clube
Data: 06/09/1959
Árbitro: Eduardo Lima
Gols: Moisés (2) e Roberto (Atlético); Português (Fast)

 

Atlético 1 x 1 Flamengo
Data: 07/09/1959
Árbitro: Israel Cavalcante
Gols: Moisés (Atlético); Bolô (Flamengo)

 

Independência 1 x 1 Fast Clube
Data: 07/09/1959
Árbitro: Walter Felix
Gols: Airton (Independência); Hugo (Fast)

 

Atlético 2 x 0 Rio Branco
Data: 09/09/1959
Árbitro: Walter Felix
Gols: Moisés e Roberto

 

Independência 3 x 1 Flamengo
Data: 09/09/1959
Árbitro: Walter Felix
Gols: Gilito, Zé Cláudio e Airton (Independência); Waldir (Flamengo)

 

Colocação dos Clubes
J
V
E
D
GP
GC
PTS
Independência
4
2
2
0
8
4
6
Atlético
4
2
2
0
7
3
6
Flamengo
4
1
2
1
10
8
4
Fast
4
1
2
1
8
7
4
Rio Branco
4
0
0
4
4
15
0
 Apesar de Independência e Atlético terem terminado o Torneio em primeiro lugar, não foi mencionado nada sobre quem foi o campeão.
 
 
Fonte: Jornal O Acre
 

Fonte: Correio da Manhã - RJ

 

Nesta publicação uma foto raríssima de 1926, que se refere ao Club Negro, situado na Vila de Boa Vista, no Rio Branco, que na época era município do Amazonas e hoje é a capital de Roraima. Presidido por Octavio José de Vasconcellos, o Club Negro tinha se sagrado campeão da Primeira Divisão do Rio Branco.

FOTO & FONTE: Revista Amazonense Redenção – Gaspar Vieira Neto

 


FONTE: Revista Placar

 
A CLIPER C (MANAUS – AM)

7

NACIONAL FC (MANAUS-AM)

3

DATA: 05 de setembro de 1957 LOCAL: Usina Labor, em Manaus – AM
JUIZ: Leonidas Almeida CARÁTER: Campeonato Amazonense – 1957
GOLS: Lourival (3), Beira Mar, Valdir, Antonio Ari e Nilo / Português (2) e Assis
Cliper(AM): Elóis; Aristóbulo e Aristóteles; Nilo, Guimarães e Marleno; Delamr, Lourival, Beira Mar, Valdir e Antonio Ari.
Nacional(AM): Marcus; Mario Regina e Mario China; Martins, Agostino e Jaime Costa; Adamor, Ribas, Português, Zizico e Assis.

Fonte: Jornal do Comércio / AM

 

Nacional Fast Club (Manaus - AM) - 1972

Fonte: Jornal do Comércio / AM

 

Acima a Foto  posado do Ribeiro Júnior Football Club, em Manaus, em 1927.O nome da equipe foi uma homenagem ao tenente Ribeiro Júnior que governou o Amazonas em 1924, após a revolta tenentista onde tomou o poder do estado do junto com outros militares revoltosos.

 

FONTES: Livro “Ribeiro Júnior, redentor do Amazonas – memórias”, da autora Eneida Ramos Ribeiro – Gaspar Vieira Neto

 

Time do Rio Negro

Time de Manaus desconhecido, no estádio Parque Amazonense

FOTOS & FONTE: Revista O Rio Negrino – Gaspar Vieira Neto

 

Aliança Football Club foi uma agremiação da cidade de Itacoatiara (AM). Foi Fundado no dia 13 de maio de 1915, por um grupo de rapazes da região. O campo da equipe Alvirrubra ficava localizado na Praça Marechal Deodoro.

 

FOTO: Revista Fon-Fon 

 

Atlético Barés Clube (Manaus-AM) - 1946

Fonte: Esporte Ilustrado

 

DATA: 09 DE MARÇO DE 2017
LOCAL: MANAUS – AM

1º JOGO

FAST

1-0

PEÑAROL

2º JOGO

NACIONAL

0-0

MANAUS (1-0 PEN)

3º JOGO

PRINCESA DO SOLIMÕES

0-0

HOLANDA (2-1 PEN)

4º JOGO

RIO NEGRO

1-1

SÃO RAIMUNDO (1-0 PEN)

5º JOGO

FAST

0-0

NACIONAL (2-1 PEN)

6º JOGO

RIO NEGRO

1-1

PRINCESA DO SOLIMÕES (1-0 PEN)

FINAL

FAST

0-0

RIO NEGRO (2-0 PEN)

CAMPEÃO – NACIONAL FAST CLUB (MANAUS – AM)

 

O historiador Mauro Alencar mostra fotos do seu arquivo pessoal sobre o futebol amazonense – Janailton Falcão

O futebol amazonense antes de chegar a sua era no profissionalismo acumulou muitas histórias para contar. Clubes que existiram e não são conhecidos por muitos torcedores atuais de Nacional, Rio Negro, São Raimundo, Fast e entre outros. Destaca-se nos anos 10 e 20, o Luso Sporting Clube, que deixou de ser time do futebol baré e apenas dedicou-se aos esportes individuais e até hoje possui sua sede social. Porém, largou o futebol em 1951, um ano após a Copa do Mundo realizado no Brasil.

Os maiores vencedores são o Manaós Athletic, que se sagrou bicampeão em 1914/1915, Auto Esporte que faturou os certames de 1956 e 1959, Cruzeiro do Sul bicampeão com os títulos conquistados em 1928 e 1930, Santos com a única conquista de 1958, ano que o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, na época que surgiria o rei Pelé para o futebol mundial, clube baré alusivo ao time da Vila Belmiro.

Os times do Manaós Sporting, Comercial, Club Vasco da Gama, Cheik, Barés, Euterpe, Amazonas Sporting Club (Manaus), Amazonas Esporte Clube (Parintins), Brasil, Payssandu, Independência, Internacional, Monte Christo, Racing, Libertador, União Esportiva Portuguesa, Eldorado, Estrela do Norte, Fluminense, Onze Português, Labor, General Osório, Guarani, Educandos Atlético Clube, Tijuca, Princesa Isabel e Guanabara completam a lista de clubes que marcaram época com informações poucos existentes nos dias atuais.

Por incrível que pareça, o Paysandu de Manaus foi fundado primeiro que o homônimo paraense e o Vasco da Gama local foi o primeiro do Brasil. Anos depois seria fundado no Rio de Janeiro o departamento de futebol do Clube de Regatas Vasco da Gama, uma vez que até então a entidade apenas dominava atividades de esportes aquáticos.

A dupla centenária Nacional e Rio Negro são os únicos clubes existentes até os dias atuais que obtiveram o gosto da rivalidade de enfrentar estes 20 clubes já extintos do futebol do Amazonas.

Manaós Athletic foi o primeiro campeão amazonense, ainda na era amadora – foto: domínio público

O primeiro campeão

O Manaós Athletic foi fundado no dia 23 de junho de 1908 por comerciantes, bancários e engenheiros de firmas inglesas espalhadas pela cidade de Manaus, que chegaram ao Estado do Amazonas no final do século XIX, atraídos principalmente pela grande circulação de capital proporcionado pela exportação da borracha. Pioneiros, os ingleses introduziram o futebol baré. No ano de 1903, já disputavam suas partidas na Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul da cidade.

Além do futebol, o clube possuía departamentos de outros esportes apreciados pela cultura britânica, como o tênis e o críquete. Mas, dentro das quatro linhas veio o auge, a agremiação esportiva se tornou de fato conhecida e respeitada, pois o Athletic foi o melhor time de futebol que houve no Amazonas no início do século XX.

Luso Sporting Club

O Luso era uma equipe da colônia portuguesa em Manaus e um dos mais conhecidos do Amazonas, que foi fundado por um grupo de comerciantes portugueses interessados na prática do futebol. Charmoso e tradicionalíssimo por conta da migração lusa na capital baré, o time disputava os tradicionais derby’s contra a equipe de princípio conterrâneo, União Esportiva Portuguesa.

O grupo de fundadores era composto de onze comerciantes sem grandes recursos. No dia 1º de maio de 1912, os portugueses Francisco Gomes Rodrigues e outros, na Rua Monsenhor Coutinho, residência do fundador Francisco Rodrigues, fundaram o Luso Sporting Club. A residência tornou-se sede do clube.

No dia 20 de janeiro de 1934, o clube confirmou definitivamente o licenciamento das competições de futebol, até então organizadas pela antiga Federação Amazonense dos Desportos (Fada).

Campos

O Campo da Rua Floriano Peixoto, onde hoje funciona a empresa Atacadão, Campo do Bosque Club, Campo do Educandos, General Osório e General Carneiro foram os primeiros locais das batalhas futebolísticas do Amazonas. A partir de 1918, o estadual passou a ser disputado no Estádio Parque Amazonense.

Historiadores

Um dos estudiosos do futebol amazonense, o pesquisador e historiador Gaspar Vieira Neto é um dos exploradores de tamanhas informações pouco descobertas por jornalistas esportivos atuais. Ele conta que gostaria de viver a época e ao mesmo tempo implementa informações no site Wikipedia, lá, está sendo postada há cinco anos páginas destes times antigos de futebol.

Sinto-me impulsionado em estudar nosso futebol. Com certeza queria ter assistido estes times jogarem. Os atletas daquele tempo foram pioneiros do nosso futebol. Eles têm uma importância fundamental para a história esportiva do Amazonas, pois introduziram e consolidaram o esporte mais querido da sociedade daquela época e que ainda é até hoje”, disse Gaspar Vieira Neto, que enfatiza importância dos estudos focados no futebol amazonense.

O historiador Gaspar conta como foi o começo e o que despertou para prosseguir nos aprofundamentos. “Percebi que não havia e não se sabia quase nada sobre os primeiros registros do futebol do Amazonas. Por isso resolvi descobrir o que aconteceu nesse período até então obscuro da história do futebol local”, explicou.

Os passos não foram fáceis, segundo Gaspar a ideia também gera custo, pois estão distantes muitos locais onde podem ser encontrados materiais fotográficos e jornais de época.

“Acabei indo ao Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), direcionado por um colega meu, e lá descobri preciosas fontes de jornais de mais de 100 anos atrás que falavam tudo do futebol daquela época. Sem dúvida para mim foi sensacional aquele momento quando me deparei com materiais “arcaiquíssimos”. Tinha nome de clubes, jogadores e campos que nunca tinha ouvido falar na vida”, contou, referindo-se na descoberta do campo do Bosque, casa do Manaós Athletic.

Agora os esforços do historiadores virará um livro, Gaspar colocará em breve o conhecimento nas ruas de Manaus. “No início não havia um propósito de fazer um livro e sim de tirar algumas curiosidades. Mas a enxurrada de informações eram tantas que resolvi tirar aquelas preciosidades de lá e levar ao conhecimento da sociedade local. Foi aí que resolvi escrever um livro”, citou.

Parceiro de Gaspar na construção de um livro sobre os primórdios do futebol amazonense, o colecionador de arquivos e historiador Mauro Alessandro Alencar conta que não é fácil arquivar documentos dos clubes e garantiu no futuro repassar estes materiais a demais historiados.

Ele trabalha como gari na capital e ao mesmo tempo sonha em poder contribuir para galeria de grandes historiados.
Quero poder ajudar as pessoas que querem colaborar com o nosso futebol. Para mim isso é motivo de muito orgulho. Não vou viver para sempre e quadros, fotos antigas, jornais e revistas de época eu repassarei para uma pessoa que possa cuidar destes preciosos contos do esporte do Amazonas”, disse Mauro Alessandro Alencar, que há 25 anos vem colecionando arquivos em seu humilde apartamento.

 

FONTES: João Paulo Oliveira – Gaspar Vieira Neto - Site do Portal Em Tempo online – Marlon Krüger Compassi

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

FONTE: Revista Placar

 

 

FONTE: Revista Placar

 

 

 

Club Vasco da Gama (Manaus-AM) - 1915

 

FONTE: Mercado Livre – Revista Placar

 

FONTE: Mercado Livre

 

Finalmente o Paysandu realizava sua última partida em sua pioneira excursão ao Amazonas, e ainda estava invicto. O adversário era agora a seleção amazonense. O jogo realizou-se no dia 8 de Agosto, numa quinta-feira e novamente o público foi numeroso no Parque.

Para arbitrar o jogo foi mais uma vez convocado o inglês H.W. Blake. Antes do duelo principal, houve uma preliminar entre o Manaos Sporting e o Independência, que terminou em 1 x 1.

Entravam no gramado os dois protagonistas daquela. Equiparadas as equipes, os capitães Sandoval e Pequenino fizeram o sorteio. Ganhou o selecionado amazonense que deu a saída de bola às 17 horas e 25 minutos, através de Leopoldo.

Após muitas investidas de lado a lado, Pitota, em boa colocação, abria a contagem ao marcar o primeiro gol do Paysandu. E assim terminava o primeiro tempo com a vantagem dos visitantes por 1 x 0.

Reiniciado o jogo, Setenta e Sete deu um chute à gol que foi rebatido pelo goleiro Elias, indo a bola cair nos pés do mesmo que a passou para Quarenta (que estava impedido) e chutou a gol, mas Elias fez um giro com a mão na bola, mandando-a para fora, sem que a mesma ultrapassasse a linha do gol.

Mesmo assim, com essas duas irregularidades, o juiz validou o ponto. A torcida aplaudiu friamente, não concordando com a marcação. É a vez de Arthur Moraes penetrar na área amazonense com velocidade onde acabou se chocando com Pequenino, caindo dentro da área.

O juiz marcava o pênalti. Houve protestos por parte dos amazonenses mas o juiz manteve a decisão. Sandoval cobrava a penalidade e assinalava o terceiro gol do Paysandu. O interessante é que o goleiro Elias ainda se achava do lado de fora da trave, tendo corrido ligeiramente a seu posto para defender, o que não conseguiu.

Em seguida, devido a validade dos dois últimos gols, que consideraram irregulares, os jogadores do Amazonas resolveram abandonar o campo, com apoio e aplausos da torcida. Cinco minutos depois o juiz deu por encerrada a partida com a vitória do Paysandu sobre a seleção do Amazonas por 3 x 0.

Os atletas paraenses, em frente à arquibancada, saudavam os jogadores amazonenses e a torcida, recebendo assim muitos aplausos. Já estando os visitantes na arquibancada, foi entregue ao capitão do Paysandu a Taça Doutor Dejard de Mendonça como também uma bola oferecida pelo Bazar Sportivo, a melhor casa de materiais esportivos de Manaus.

E assim, com uma campanha invicta e levando mais um troféu para sua galeria, finalizava assim a primeira excursão do Paysandu ao Amazonas. A delegação paraense embarcava no vapor Hildebrand, no dia 10 de Agosto, deixando Manaus rumo à Belém do Pará.

Anúncio do Jornal do Commercio, do dia 8 de Agosto, sobre o jogo que houve naquele dia entre o Paysandu com a Seleção do Amazonas. Foi a última partida da excursão na qual o Paysandu se despediu com vitória

 

 SELEÇÃO DO AMAZONAS         0          X         3          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Quinta-feira, dia 8 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 17 horas e 25 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

AMAZONAS: Elias; Waldemar e Humberto; Pequenino, Eduardo e Fonseca; Dico, Luiz, Leopoldo, Leonardo e Augusto.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Pitota (Paysandu), no 1º Tempo. Quarenta (Paysandu); Sandoval (Paysandu), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto – Site Baú Velho

 

 

Após o emocionante empate com o Nacional, o Paysandu é convidado para realizar um jogo que não estava programado. O convite veio da diretoria do time suburbano do São Raimundo.

A delegação paraense aceitou de bom grado o convite e se dirigiu ao bairro de São Raimundo, local onde seria disputado o jogo. Interessante é que esse duelo não teve tanta atenção e destaque da imprensa, chegando a mesma a classificá-lo como um simples treino.

Mas não era assim que pensavam os dois times pois ambos estariam em campo com sua força máxima. Talvez, por ser um time de subúrbio e de um bairro, na época, afastado da zona central e habitado por pessoas de baixa renda, além de ainda ser o São Raimundo ser considerada uma equipe fraca naquele ano, tenha contribuído para a imprensa não ter dado o merecido destaque.

O jogo foi marcado para o dia 6 de Agosto, uma terça-feira. No dia marcado para o duelo, todo o comércio do bairro foi fechado para que todos os habitantes do local acompanhassem a partida.

Naquele dia, antes do jogo, a diretoria do São Raimundo ofereceu, no almoço, uma churrascada para os jogadores visitantes. O jogo seria no campo do São Raimundo, no próprio bairro. Para juiz foi escolhido Márcio Oliveira, conhecido como Pequenino, que era jogador do Nacional.

A entrada foi franca, fazendo com que a torcida comparecesse em massa. O jogo começou às 16 horas da tarde. Em campo, os dois times partiram bruscamente em busca da vitória.

No final, o placar acusou um empate de 2 x 2. Após o fim do jogo, ambos os times dirigiram-se à sede do São Raimundo, acompanhados de muitos populares, onde houve uma bela recepção para os visitantes.

Time do Paysandu

 

SÃO RAIMUNDO (AM)                  2          X         2          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio do São Raimundo, em Manaus (AM)

DATA: Terça-feira, dia 6 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: Entrada franca

HORÁRIO: 16 horas

ÁRBITRO:  Márcio Oliveira, ‘Pequenino’

SÃO RAIMUNDO: Cândido; Waldemar e Quincas; Quinô, Anacleto e Normando; Clarindo, Edgundes, Olympio, Zequinha e Paiva.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

 

 

Após o baile que deu no Rio Negro, o Paysandu iria enfrentar a principal força do futebol amazonense e o maior campeão do estado, o Nacional. Esse foi o jogo mais esperado da excursão pois estariam no campo duas das principais forças do futebol dos dois estados.

Mais de 6 mil pessoas compareceram ao Parque na tarde do dia 4 de Agosto, num domingo. Bem antes do jogo começar, às 14 horas, o Parque já estava lotado. Do lado de fora,um intenso movimento de bondes, automóveis e pessoas em uma verdadeira romaria.

Às 15 horas e 15 minutos os jogadores do Paysandu chegavam ao estádio em automóveis. Dez minutos depois chegavam os atletas do Nacional. Houve uma partida preliminar entre o Euterpe e o Independência.

A banda de música da Polícia tocou seu repertório antes do jogo. O inglês H.W. Blake, gerente do Banco de Londres, foi escolhido como juiz da partida. Precisamente às 16 horas e 30 minutos tinha início o esperado jogo.

Página do Jornal do Commercio noticiando o empate que houve entre o Nacional e o Paysandu.O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Virginio se apossa da bola, entrega-a para Rochinha e este para Leonardo que dribla Abílio e chuta, abrindo a contagem e fazendo o primeiro gol do Nacional. É a vez de Sandoval dá um passe para Quarenta que driblou Rodolpho e marcou o primeiro gol dos visitantes, empatando o jogo.

Leonardo cobra um escanteio para o Nacional, Virginio sobe e, de cabeça, empurra a bola para dentro das redes de Castilho, marcando o segundo ponto nacionalino, passando o time local novamente à frente do placar. Houve muita vibração da torcida.

Novamente Virginio passa a bola para Leonardo que marca o terceiro gol do Nacional. Porém, o juiz anulou o gol alegando impedimento do atacante nacionalino. E assim terminou o primeiro tempo com a vantagem do Nacional por 2 x 1.

É iniciado o segundo tempo. Cobrador manda a bola para Quarenta que a emendou para Pitota, de cabeça, fazer o segundo gol do Paysandu e empatar novamente a partida.

É a vez do ataque nacionalino entrar em ação. Orlando escapa de seus marcadores e dá um passe para Rochinha que, de cabeça, mandou a bola para Leonardo que assinalou o terceiro tento do Nacional, desempatando o jogo.

Mas o Paysandu não estava morto e,de uma avançada de Setenta e Sete, resultou o terceiro gol dos paraenses,empatando outra vez. Logo a seguir, é a vez de Cobrador dar um chute, que foi aproveitado por Quarenta que novamente vazava a meta do goleiro Lisboa, fazendo assim o quarto ponto e passando o Paysandu à frente do placar.

O jogador amazonense Sócrates que marcou, nos minutos finais,o gol de empate do Nacional contra o Paysandu.

Faltando 8 minutos para acabar o jogo, Sócrates se apossa da bola e chuta à gol. Leonardo e Rochinha acompanham a trajetória da bola enquanto Castilho, confuso, pega mal a esfera deixando-a resvalar por entre suas pernas, fazendo assim o quarto gol do Nacional, igualando-se no placar com seu adversário.

Esse gol provocou um verdadeiro delírio na torcida. E assim o juiz trilava o apito dando como resultado final um empate de oito gols. À noite, na sede do Nacional, houve uma festa entre os jogadores dos dois clubes.

 

 

NACIONAL (AM)                 4          X         4          PAYSANDU (PA)

LOCAL: Estádio Parque Amazonense, em Manaus (AM)

DATA: Domingo, dia 4 de Agosto de 1929

CARÁTER: Amistoso Nacional

PÚBLICO: 6 mil pessoas

HORÁRIO: 16 horas 30 minutos

ÁRBITRO:  inglês H.W. Blake

NACIONAL: Lisboa; Rodolpho e Humberto; Luiz, Eduardo e Sócrates; Orlando, Pequenino,Virginio, Rochinha e Leonardo.

PAYSANDU: Castilho; Milton e Abílio; Pery, Sandoval e Barbadiano; Cobrador, Pitota, Quarenta, Setenta e Sete e Arthur Moraes.

GOLS: Leonardo (Nacional); Quarenta (Paysandu); Virginio (Nacional), no 1º Tempo. Pitota (Paysandu); Leonardo (Nacional); Setenta e Sete (Paysandu); Quarenta (Paysandu); Sócrates (Nacional), no 2º Tempo.

 

FONTES: Jornal do Commercio – Gaspar Vieira Neto

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