Mais um escudo inédito encontrado em papel timbrado por Guilherme Nascimento, em arquivos de correspondências enviados ao Santos FC, repassado ao Rodolfo Stella. Existe outras versões deste escudo, provavelmente retirado de fotos do uniforme.

O Manáos Sporting Club, clube que disputou quase todos o os campeonatos amazonenses das decadas 10 e 20, conquistando 1 título estadual em 1929. 

  

Fontes: RSSSF, Julio Diogo, Jose Ricardo Caldas Almeida  e arquivos pessoais. 

 Escudo papel timbrado encontrado por Guilherme Nascimento, repassado para Rodolfo Stella.

 

jan 142013
 

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Para os colecionatoderes de Escudos, mais um novo clube amazonense.

 

Fonte: http://panairfc.blogspot.com.br/

 

 

União Esportiva Portuguesa, alguém de Manáus pode nos responder!!!

Há muito tempo rodava na internet o escudo da União Esportiva Portuguesa, com as cores de Portugal, vermelho e verde. Porém no site Baú Velho, do nosso estimado amigo Carlos Zamith, foi apresentado a nós, um escudo alvi-negro. Com isso, passamos a acreditar nesta fonte. Contudo dias atrás, encontrei este site – www.uniaoportuguesa.nosagitos.com.br, confirmando novamente o escudo da União Esportiva Portuguesa, vermelho e verde. Novamente retorna a dúvida!!!

 

Por: Carlos Zamith

O América Futebol Clube foi fundado em 2 de agosto de 1939, na Praça D. Pedro II, onde hoje está erguido o edifício do INSS, antigo IAPETEC. Ali um grupo de jovens moradores das redondezas, participava de peladas diárias a partir das 17 horas. Aos domingos, o dia todo e ficavam furiosos quando algum Circo, desses que frequentemente vinham a Manaus, estendia suas lonas no local. Era sinal de que a bate-bola ia parar por algum tempo.

Mas o América tomou raízes profundas quando foi transferido para o porão da residência dos irmãos Artur e Amadeu Teixeira, num antigo prédio assobradado na esquina das Ruas Instalação com a Saldanha Marinho, em uma loja de eletro.

Dentre os fundadores, além dos Teixeira, estavam os irmãos Ilmar e Wilson (Laurça) Oliveira, Leontino Isidório, Antônio Barros Frota, Taiguara Rebelo, Sebastião Freitas, José Augusto Rodrigues e Itukaty. No mesmo local eles também faziam reuniões para jogos de tênis de Mesa.

Os primeiros passos no futebol, depois das peladas, o América deu efetivamente no Colégio Dom Bosco, inicialmente nos jogos do Oratório Festivo e depois no Campeonato da Liga Auxilium.

Vencendo os mais difíceis obstáculos, os dois sempre carregaram o time às costas, enfrentando a todos com altivez. Os títulos conquistados dentro do esporte tinham o comando de Artur, mas ele teve de deixar a luta antes do tempo. Adoeceu do Mal de Parkinson e passou mais de uma década sem ao menos ir aos estádios ajudar seu irmão Amadeu.

Ambos jogaram “peladas”, no vasto terreno onde hoje existe o edifício do INSS ou no campinho do Colégio D. Bosco. Artur formou-se em Direito e exercia atividades no Tribunal de Justiça. Morreu numa quinta-feira, dia 12 de setembro de 1996. Amadeu ficou sozinho, por longo tempo, comandando o América.

O América conquistou seis títulos, quatro no regime amador e dois no profissional. De 1951 a 1954, na fase áurea de sua participação sob o comando do antigo ídolo do Rio Negro, Cláudio Coelho.

No profissionalismo, campeão em 1994 e repetido alguns anos depois, em 2009, sob o comando de Amadeu Teixeira.

TIME DO PRIMEIRO TÍTULO

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 Em pé: Darcy, Canhão, Sandoval, Toscano, Gato, Brás Gioia e o diretor Ribamar Coelho. Agachados: Cabral, Hélcio Peixoto, Osmar, Ivancy e Juarez de Souza Cruz.

 

Fonte e Foto: Báu Velho

 

 

Por: Carlos Zamith

Na década de 50, uma temporada do Flamengo, do Rio, em Manaus, mexeu com os amazonenses, Era a primeira vez que o time carioca se exibiria nesta cidade.na época restrita apenas a classe comerciária.

A estréia aconteceu num dia útil, numa quinta-feira à tarde, pois no local do jogo, Parque Amazonense, não havia luz artificial. Por isso, em atenção aos apelos dos promotores da temporada dirigidos à Associação Comercial, o comércio local decidiu cerrar suas atividades às 15 horas

30-03-1950 – FLAMENGO, 6 x FAST CLUBE, 1

Local: Parque Amazonense, numa quinta-feira à tarde. Árbitro: Gentil Cardoso, técnico do Flamengo.

FLAMENGO – Antonino, Newton Canegal e Job; Biguá, Bria (Hélio) e Beto; Jorge de Castro (Aloísio), Gringo (Hamilton), Moacir, Durval e Esquerdinha.

FAST CLUBE – Guilherme (Raul com o marcador de 4 a 0), Canhão e Gatinho; Valdemir Osório, Belo Ferreira e Nêgo; Zé Nery (Mário Matos), Lafayette Vieira, Pereirinha, Paulo Onety e Aderaldo

Marcadores: Moacir (Fla) aos 9 e 15, do 1º tempo.

Hélio aos 2, Moacir aos 9, Esquerdinha aos 13 e Moacir aos 16 (Fla) e Paulo Onety, aos 30 (Fast) do 2º tempo.

02-04-1950 – FLAMENGO, 7 x NACIONAL, 1

Local: Parque Amazonense, domingo. Juiz: Aristocilio Rocha (FCF)

FLAMENGO – Antonino, Newton Canegal e Job; Osvaldo, Bria (Hélio) e Beto; Jorge de Castro (Aloísio), Gringo (Nélio), Durval (Hamilton), Moacir (Quiba) e Esquerdinha.

NACIONAL - Sandoval (Mota), Lupércio (Mário Matos) e Gatinho; Hélcio Sena (Caçador), Brás Gioia e Antonino (Nêgo); Cabral (Hélcio Sena) posteriormente Aderaldo, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Raspada e Pedrinho (Linhares).

Primeiro tempo, 3 x 0. marcadores: Moacir aos 13, Durval aos 28 e Moacir aos 33.

Segundo tempo: Moacir aos 4, Esquerdinha aos 8 e 34, Hamilton aos 40, para o Flamengo. Aderaldo, aos 41 (Naça) após a cobrança de um penal. Falta foi cometida por Osvaldo. Mário Matos cobrou e o goleiro Antonino defendeu parcialmente, espalmando para fora da área. O mesmo Mário Matos aproveitou para marcar o tento de honra do time local.

Obs.. O goleiro Sandoval jogava no Clube do Remo e foi chamado pelo Nacional para esse jogo. O time paraense o liberou, mas o goleiro terminou ficando por aqui mesmo. Deixou o campo, contundido, quando o marcador era de 5 a 0. Mota entrou no seu lugar foi vazado mais duas vezes.

ATUAÇÃO DO ÁRBITRO

O jornal Diário da Tarde, do dia 4 de abril de 1950, comenta a atuação do árbitro, assim:

O juiz carioca Aristocílio Rocha teve vários senões. Marcou dois tentos do Flamengo quando os seus autores estavam em franco impedimento. Deixou de marcar um tento do mesmo Flamengo, feito por Esquerdinha, assinalando escanteio e deixou de marcar um penal de Lupércio. Muito fraca a atuação do árbitro”.

O time do Nacional, como sempre acontecia com clubes locais, reforçou-se de elementos de outras agremiações, como Gatinho, Aderaldo e Nêgo, emprestado pelo Fast Clube.

 

Por: Carlos Zamith 

Há exatos 43 anos, no dia 20 de julho de 1969, aconteceu o jogo pelo Primeiro Turno do Campeonato Amazonense, no campo da Colina, no bairro de Santo Antônio, bastante florido com bandeiras e grande número da galera feminina.

Público de 19.542 pagantes, numa época em que o nosso futebol estava na crista da onda. Dia do Rio Negro e Nacional. Ambos estavam na luta pela conquista da fase inicial com maior vantagem para o Nacional que tinha um ponto a mais, e Fast Clube como o mais próximo perseguidor.

clip_image002A Federação Amazonense de Futebol (FAF) mandou buscar o árbitro paulista Romualdo Arpi Filho o qual contou com o auxilio de Arlindo Luchards e Manuel Luís Bastos. Jogo cheio de emoções debaixo de um intenso calor. O torcedor não podia afastar-se para tomar um café ou um refrigerante sob pena de perder o seu já incômodo lugar.

O Rio Negro começou melhor e marcou 1 a 0 por ação do atacante “importado” Carlos Alberto (foto ao lado), mas logo depois Rolinha empatou. O jogo transcorria com muito equilíbrio.

No segundo tempo, o técnico do Rio Negro tirou da zaga o paraibano Edmilson e colocou Catita como lateral, enquanto Eugênio, outro carioca, cedia seu posto de meio armador a Joãozinho.

O crioulo ponteiro esquerdo carioca, Anízio, (foto abaixo) marcou o segundo tento rionegrino. O público comemorava o feito no mesmo momento em que as emissoras de rádio que transmitiam o jogo, faziam uma interrupção para anunciar a chegada do homem à Lua, fato comemorado pelos torcedores dos dois times.

clip_image004Mas foi justamente na volta ao estádio, que as emissoras também anunciavam a expulsão do jogador Catita, por jogo violento.

No final, a vitória do Rio Negro por 2 a 1, mas o primeiro turno ficou com o Nacional que tinha vantagem na tabela, 3 pontos perdidos enquanto o Rio Negro acumulava 5 negativos.

RIO NEGRO – Clovis, Edmilson (Catita), Maravilha, Valter, Chicute; Xerém e Rubem; Anízio, Carlos Alberto (Joãozinho), Eugênio e Paulinho.

NACIONAL – Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Faustino e Téo; Mário Vieira (Luís Carlos) e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho e Pepeta (Márcio).

 

O HOMEM NA LUA

Edwin Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong, descem na Lua naquele dia (20 de julho de 1969). Armstrong e Aldrin passam 21 horas no solo lunar, onde instalam uma bandeira americana, um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de comunicação, um painel aluminizado para estudos da radiação solar e uma câmara de TV.

Colhem 27 kg de amostras de pedra e poeira. Cinco outras missões tripuladas à Lua são realizadas com sucesso pelos americanos, que nunca foram imitados pelos soviéticos nessa façanha.

Em 1975, americanos e soviéticos unem-se numa mesma experiência espacial, realizando acoplamento das naves Apollo (com três cosmonautas americanos e Souiz 19, com dois soviéticos). Há o intercâmbio entre as tripulações e o aperto de mão entre as duas equipes em pleno cosmo.

 

Fonte:  Almanaque Abril de 1993

 

Por: Carlos Zamith

No jogo principal, na decisão do Campeonato Amazonense de 1962, o clássico entre Nacional e Rio Negro transcorria dentro do previsto. O jogo tenso, nervoso, muita rivalidade e jogadas rispídas. E, aos 16 minutos do primeiro tempo, quando houve uma jogada violenta envolvendo o jogador Lacinha, do Nacional.

O árbitro Dorval Medeiros (Guarda) não pensou duas vezes e expulsou o jogador de campo. Contudo, o jogador não aceitou a decisão do árbitro. Jogo ficou paralisado. O Presidente do Nacional também não concordava com a expulsão e bradava que seu time só continuaria jogando se fosse com onze jogadores.

 Josué Pai, do Rio Negro, assistia a tudo da cabine da ACLEA. O presidente Plínio Coelho, do Nacional, estava na pista do campo questionando com o árbitro e os dirigentes do espetáculo.

Finalmente veio uma solução: Lacinha deixa o campo mas entra outro em seu lugar. Todos aceitaram a fórmula: juiz, presidente da FADA (Federação Amazonense de Desportos Atléticos), Josué Pai, cronistas mesmo sob protestos, e torcedores dos dois lados.

Entrou Luizinho (irmão de Quisso que também jogava no Nacional) no lugar de Lacinha expulso. Depois de 15 minutos de paralisação, o jogo foi reiniciado, terminando o primeiro tempo sem abertura de contagem.

 No segundo tempo, Thomaz, aos 4 minutos, abriu o placar para o Rio Negro e aos 26 minutos, Jaime Basilio deixou tudo igual. Nessa jogada, outra confusão que durou pouco.

A bola deu a impressão de não ter ultrapassado a linha de gol, mas o juiz validou a jogada. Finalmente, aos 35 minutos, o rionegrino Dermilsom, o melhor jogador em campo, marca o gol da vitória, que assegurou a conquista do título de 1962.                                                                             

                                                                                    

O Juiz Dorval Medeiros (foto) encerrou o jogo aos 41 minutos, no exato momento em que fazia gestos para expulsar o ponteiro nacionalino Caíca que se desentendeu com o zagueiro Catita, após uma entrada violenta deste.

 

 

 

Foto: Acervo de Carlos Zamith

 

Por: Carlos Zamith

Luizinho - mão de grudeEle foi considerado um dos grandes goleiros do nosso futebol na década de 40. Veio da cidade de Parintins na época do amadorismo para defender o Atlético Rio Negro Clube com o eventual substituto de Iano Monteiro que já estava em final de carreira.

Luíz de Souza Gonçalves ou Luizinho “Mão de Grude” chegou ao início dos anos quarentas, atendendo a um convite do Dr. Rocha Barros, quando o Rio Negro era presidido pelo Dr. Flávio de Castro. Iano era o grande ídolo da torcida rionegrina, pois ocupava o posto desde 1937.

Em princípio, Luizinho amargou a reserva, mas de quando em quando entrava como titular, sempre com boas atuações e por isso não foi difícil segurar a posição, destacando-se pela colocação e, principalmente, pela segurança, incapaz de largar uma bola mesmo estando ela molhada.

E foi por isso que a torcida barriga-preta o apelidou de Mão de Grude”. Segurava a redonda, com impressionante firmeza, naquele tempo de couro grosseiro e de bico, quando nem se pensava no uso de luvas.

Campeão em 1940 e em 1943 pelo Rio Negro e tinha como companheiros, Amâncio, Marcilio, Parintins, Lé, Benjamim, Cláudio Coelho, Meireles, Valdir Oliveira, Zenith, Raimundo Rebelo Dog, França, Silvio, Valdemir Osório e outros.

Seria também campeão em 1945, mas a FADA, numa manobra de bastidores, decidiu transferir o título para o Nacional e por isso o Rio Negro deixou o futebol, afastando-se dos gramados pelo espaço de quinze anos.

Na ocasião, seus jogadores tomaram outros rumos: Luizinho foi para o Nacional e logo depois para o Olímpico, conquistando o título invicto de 1947 ao lado de Tuta, Aurélio, Silvio, Gato, Omar, Gatinho, Dog, Zé Luís, Cabral, Juvenil, Silvio e Raimundo Rebelo.

 

OS VETERANOS

Rio Negro-veteranos
Luizinho, Mário Matos, Lafayette Vieira e Raimundo Rebelo.

Luizinho participou da Seleção do Amazonas em 1943. Era funcionário da Polícia Civil, depois, por iniciativa de seu conterrâneo Gláucio Gonçalves, passou a prestar serviços na Assembléia Legislativa e sempre que tinha tempo rabiscava alguns versos, quase todos dedicados ao seu Rio Negro ou ao São Raimundo, que ele considerava seu segundo time, na época do presidente Ismael Benigno.

Sócio Benemérito do Rio Negro e membro da Diretoria do São Raimundo E. Clube morreu na madrugada de uma terça-feira, dia 16 de março de 1993. Há algum tempo estava com problemas de saúde.

Melhorava, mas abusava tomando algumas geladinhas. Um dia antes de morrer, esteve com os velhos amigos de São Raimundo, onde residia desde quando casou com Dona Creusa, uma filha do bairro.

 Chegou a casa em estado de desespero. Levado para uma clínica, lá faleceu, aos 73 anos de idade, deixando ainda três filhos (Dayse, Darly e Craveiro) e dois netos (Ana Fátima e Luiz Neto).

 

Fotos: Arquivo pessoal de Carlos Zamith

 

Por: Carlos Zamith 

O jogo era pelo campeonato profissional, valendo pelo primeiro turno e aconteceu no dia 20 de julho de 1969, no campo da Colina, no bairro de Santo Antônio, bastante florido com bandeiras e grande número da galera feminina. Público de 19.542 pagantes, numa época em que o nosso futebol estava na crista da onda. Dia do Rio Negro e Nacional. Ambos estavam na luta pela conquista da fase inicial com maior vantagem para o Nacional que tinha um ponto a mais, e Fast Clube como o mais próximo perseguidor.

clip_image002A FAF mandou buscar o árbitro paulista Romualdo Arpi Filho o qual contou com o auxilio de Arlindo Luchards e Manuel Luís Bastos. Jogo cheio de emoções debaixo de um intenso calor. O torcedor não podia afastar-se para tomar um café ou um refrigerante sob pena de perder o seu já incômodo lugar.

O Rio Negro começou melhor e marcou 1 a 0 por ação do atacante “importado” Carlos Alberto (foto ao lado), mas logo depois Rolinha empatou. O jogo transcorria com muito equilíbrio.

No segundo tempo, o técnico do Rio Negro tirou da zaga o paraibano Edmilson e colocou Catita como lateral, enquanto Eugênio, outro carioca, cedia seu posto de meio armador a Joãozinho. clip_image004

O crioulo ponteiro esquerdo carioca, Anízio,(foto ao lado) marcou o segundo tento rionegrino. O público comemorava o feito no mesmo momento em que as emissoras de rádio que transmitiam o jogo, faziam uma interrupção para anunciar a chegada do homem à Lua, fato comemorado pelos torcedores dos dois times.

Mas foi justamente na volta ao estádio, que as emissoras também anunciavam a expulsão do jogador Catita, por jogo violento.

No final, a vitória do Rio Negro por 2 a 1, mas o primeiro turno ficou com o Nacional que tinha vantagem na tabela, 3 pontos perdidos enquanto o Rio Negro acumulava 5 negativos.

RIO NEGRO – Clovis, Edmilson (Catita), Maravilha, Valter, Chicute; Xerém e Rubem; Anízio, Carlos Alberto (Joãozinho), Eugênio e Paulinho.

NACIONAL – Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Faustino e Téo; Mário Vieira (Luís Carlos) e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho e Pepeta (Márcio). Na foto, Anízio.

 

O HOMEM NA LUA

Edwin Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong, descem na Lua em 20-07-1969. Armstrong e Aldrin passam 21 horas no solo lunar, onde instalam uma bandeira americana, um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de comunicação, um painel aluminizado para estudos da radiação solar e uma câmara de TV. Colhem 27 kg de amostras de pedra e poeira. Cinco outras missões tripuladas à Lua são realizadas com sucesso pelos americanos, que nunca foram imitados pelos soviéticos nessa façanha.

Em 1975, americanos e soviéticos unem-se numa mesma experiência espacial, realizando acoplamento das naves Apollo (com três cosmonautas americanos e Souiz 19, com dois soviéticos). Há o intercâmbio entre as tripulações e o aperto de mão entre as duas equipes em pleno cosmo.

 

Fonte: Dados colhidos do Almanaque Abril de 1993

 Fotos: Acervo pessoal de Carlos Zamith 

 

Por: Carlos Zamith   

O primeiro jogo entre Rio Negro x Penarol, pelo campeonato profissional foi disputado em 1980, em Itacoatiara, com vitória do Penarol por 2×1.

O representante da Velha Serpa afastou-se da competição oficial de 1994 até 2008. Retornou em 2009, e no dia 14 de abril, em Itacoatiara, enfrentou Rio Negro e venceu por 3×1

Em resumo, de Rio Negro x Penarol jogaram 31 vezes, (17 em Manaus e 14 em Itacoatiara), com 21 vitórias do Rio Negro e 6 do Penarol, além de 4 empates.

O Primeiro Jogo

06-07-1980 – Penarol x 1 Rio Negro (Itacoatiara).

Penarol – Zé Mario, Adalberto, Lúcio, Zé Arlindo e Idário; Carioca, Irineu e Paulo César; Edson, Índio e Valdo.

Rio Negro – Amaury, Jair, Abel, Darcy e Carlinhos; Limão, Val (Jorginho) e Souza; Orlando, Lúcio e Osvaldinho (Antenor)

Os gols: Carioca de penal e Valdo (Penarol). Jair (Rio Negro).

O Último Jogo

18-04-2009 – Penarol 3 x 1 Rio Negro

Os gols do Penarol foram marcados por Huguinho, Celcinho e Kitó, este merecendo grande destaque nas emissoras de TV do país, como o mais bonito da rodada. O gol do Rio Negro foi marcado por Cacau.

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SÃO RAIMU NDO X AMÉRICA

Jogaram pelo campeonato profissional, a partir de 1964, 93 vezes.

São Raimundo        45 vitórias

América                   16 vitórias

                                               Empates                  32

O maior escore

No campeonato de 2003, o São Raimundo goleou o América por 11 x2, no dia 21 de fevereiro, numa rodada dupla disputada no Vivaldo Lima.

Os gols: Bazinho marcou 5 vezes. Nado 2, Thonpson, Ricardo, Cleiton e Zé Carlos, um cada.

São Raimundo –Weber, Cleiton, Peta, Rogério e Marcos Pezão; (Nando) Zé Carlos, Ricardo, Thompson (Sidney) e Carlos Alberto; Jeremias, (Babá) e Bazinho. Técnico: Aderbal Lana.

América – Artur, Ivan, Teco, Rodrigo (Raileno) e Valmar; Gustavo, Adney, Charles e Adriano; Pedro e Jair (Frank). Técnico Jeferson Santos.

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NACIONAL x SUL AMÉRICA

No profissionalismo desde 1964, incluindo jogos da Taça Amazonas, jogaram entre si 97 vezes, até 2010.

Vitórias do Nacional             77

Vitórias do Sul América        05

Empates                             15

As cinco vitórias do Sul América

1977 (Taça Amazonas) 2×0

1992 (Campeonato)     2×0

1992 (Campeonato)     1×0

1993 (Campeonato)      3×1

2008 (Campeonato)     3×2

Maiores escores do Nacional sobre o Sul América:

1979 Taça Amazonas Nacional 6 x Sul América 0

1981 Campeonato Nacional 6 x Sul América 0

2002 Campeonato Nacional 8 x Sul América 4

2004 Campeonato Nacional 6 x Sul América 0

2009 – Campeonato Nacional 6 x Sul América 1

 

DETALHES – De 1964 a 1977, o Nacional computou 28 jogos sem perder. Foram 23 vitórias e 5 empates. Perdeu essa invencibilidade em 1º. de maio de 1977 ao ser derrotado pelo “Sulão” por 2 a 0.

A partir dessa derrota, do “Dia do Trabalho” de 1977 computou mais 37 jogos. Voltou a perder a invencibilidade ao ser derrotado por 2 a 0 dia 4 de novembro de 1992.

A última Vitória do Sul América

A última vitória do Sul América sobre o Nacional, em jogo pelo campeonato oficial, ocorreu no dia 16 de fevereiro de 2008, em Rio Preto da Eva. Uma vitória por 3×2, com arbitragem de Milton Cesar. Heitor marcou os três gols da “Sulão”, um de pênalti.

 Sul América: Wendel, William, Junior E’1nadredo e André; Edmundo e Heitor; Nonatinho, Alex Roraima, Diego Tefé e Paca. Técnico: Iane Geber

 Nacional – Nailson, Filho, Elton e Rondinelli; Delciney, Luan e Wilker; Finionho, Garanha, T. Verçosa e Vidinha. Técnico: Adinamar Abib.

 

Por: Carlos Zamith 

A partir do profissionalismo em 1964, Nacional x Fast (até 19/05/2012), já se defrontaram 125 vezes, incluindo 4 jogos pela Taça Amazonas.

Vitórias do Nacional 70

Vitórias do Fast 27

Empates 28

Maior vitória do Nacional: 6×1, em 1994;

Maior vitória do Fast Clube: 4×2, em 2004;

Nos 125 jogos, Nacional marcou 206 gols e o Fast marcou 105.

 

NACIONAL VENCEU SEIS DECISÕES

No campeonato profissional, a partir de 1964, Nacional x Fast participaram de sete (07) decisões todas vencidas pelo Nacional em 1968, 1972, 1974, 1977, 1980, 1991 e 2007.

O 1º. jogo NACIONAL x FAST no regime profissional.

05 de junho de 1964 – FAST 1 x NACIONAL 0

Gol de Edson Piola, no 2º. Tempo.

Local: Parque Amazonense. Juiz: Dorval Medeiros (Guarda).

FAST – Chicão, Bira, Osvaldo Purgante, Valdir Lima e Jofre; Antônio Piola e Santana; Tapioca, Sabá Burro Preto, Edson Piola e Paulo Lira.

NACIONAL – Zé Maria, Eládio, Jonas, Jaime Basílio e Wanderlann; Sula e Dermilson; Paulista, Fredoca, Pretinho e Hugo.

 

Por: Carlos Zamith 

 O Sul América Esporte Clube começou como Serra Azul, um time de garotos, sem sede e muito menos diretoria. Dele faziam parte, dentre outros, Basílio, Joca, Dogival e Junot Frederico.

Oficialmente transformou-se em Sul América que foi fundado 1º de maio de 1932, pelo mesmo grupo, reforçado por outros jovens, todos residentes no bairro de São Raimundo.

Na frente da casa do comerciante José Vieira, do lado oposto ao Grupo Escolar Olavo Bilac, na Rua 5 de Setembro, onde havia uma frondosa mangueira, os rapazes, com idades de 14 a 20 anos, reuniram-se e decidiram logo pela denominação do clube. Raimundo Verçosa, que era goleiro do São Raimundo na época com 19 anos, sugeriu o nome de Sul América ao lembrar de um clube argentino ou uruguaio com o mesmo nome.

O uniforme também foi decidido na mesma reunião por Valder Vieira: azul e branco.

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Sede adquirida em maio de 1951.

CAMPEÃO DA TAÇA

Os feitos do Trem da Colina: Campeão da Taça Amazonas de 1977, competição de um só turno, disputado por cinco agremiações. Sul América venceu todos os adversários: Fast, 1 a 0; América, 4 a 0; São Raimundo, 2 a 1 e Nacional, 2 a 0, marcando nove gols contra apenas um sofrido.

Nesse mesmo ano, o Sul América conquistou o Torneio Inicio, formando com Walter, Heleno, Valdomiro, Mário Bacurí e Manuel; Rai, Carioca e Gilson; Zé Eduardo, Careca e Assis (Luís Alberto).

CAMPEÃO DE 1992

1992 – o Sul América, sob a direção do desportista Mário Cortez no departamento de futebol, contando com outros colaboradores como Valdeir Gondin, Luís Castelo, Raimundo Góes, Lindolfo Cardoso, José Taveira, Jandeir Cardoso e Hélio Duarte, do massagista Mundinho e do roupeiro Gaguinho, voltou a disputar a competição oficial.

clip_image004BICAMPEÃO.

1993 – Começou conquistando o Torneio Inicio. Nessa temporada, o Sul América contou ainda com mesmo grupo de colaboradores. Mas o braço forte do Trem da Colina, sem dúvida foi o empresário Mário Cortez, que lutou, gritou e batalhou para que o Sul América chegasse ao título e, também, à Copa do Brasil, uma vez que forças ocultas queriam tirar o direito de seu clube, legítimo campeão amazonense. Na foto, Mário Cortez e Valdeir Gondin.

Time campeão de 1993- Reinaldo, Alexandre, Jorge Luiz, Careca e Guará; Tavares, Betão (Gilson Leão) e Elson; Fernandinho, Ney e Furtado.

Jogaram ainda, Beto Pastor, Hidalgo, Lima Pifó, Walmir, o goleiro Guanair, Dadau, Branco, Marquito, Jailson, Elizaldo e Luíca. Técnico: Iane Jaber.

Há algum tempo o Sul América obedece à incansável colaboração do empresário Luiz Costa, que ao lado de seu filho, o advogado Alex, também jogador do time profissional, vai levando o “Trem da Colina”, enfrentando uma série de obstáculos, para não deixar de disputar a competição oficial, mas neste ano de 2012, parou.

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1957 – Zamundo, Sula e Carrapeta eleita como a melhor intermediária do futebol amazonense pela entidade dos cronistas.

 

Fotos: Carlos Zamith 

 

Quatro meses sem receber salários e, mesmo assim, os jogadores do Rio Negro-AM
conseguiram a classificação do time para as semifinais do segundo turno do
Campeonato Amazonense. E se o esforço ainda não foi suficiente para
sensibilizar a diretoria, pelo menos a torcida fez a parte dela. Após a vitória
por 3 a 1 sobre o Operário-AM,  umasacola co m dinheiro foi entregue para alguns atletas.

A vaquinha, que não teve seu valor total divulgado, foi idealizada pela torcedora
Maria do Rosário Almeida, de 54 anos. Para ela, o ato que tenta amenizar a
crise no clube é o mínimo a ser feito depois da dedicação que os “heróis” do
Galo mostraram no returno da competição.

Nosso time estava em situação muito difícil no Campeonato Amazonense, e esses heróis
se doaram para chegarmos à fase final. Portanto, duzentos reais para cada um é
o mínimo que devemos fazer como demonstração de agradecimento. Mesmo porque não
é fácil você trabalhar sem receber, e é o que está acontecendo no Rio Negro -disse a torcedora.

Maria do Rosário disse que não tem como dividir a arrecadação com todos os
jogadores do time, apenas com os que fizeram os gols da classificação.

Os outros atletas serão agraciados com uma festa onde terá sorteios, pois são
todos vencedores e dignos de prêmios – concluiu Maria do Rosário, que desde os
10 anos de idade é defensora do time Barriga Preta.

Entre os atletas que receberam a gratificação estão o zagueiro Bianor Neto e o
atacante Edinho Canutama, que marcaram os gols contra o Operário.

isso serve de incentivo para nós jogadores. Eu fico feliz pela iniciativa dos
torcedores. Eles demonstram, com isso, seu amor e respeito ao time e aos
atletas. Assim como fizemos para sair do rebaixamento e chegar à semifinal,
iremos nos dedicar ao máximo para chegar ao título do Amazonense – disse Bianor
Neto.

Fonte: futeboldonorte

 

Por: Carlos Zamith

O “Dia do Goleiro” nesta quinta-feira (26/04) foi uma idéia do tenente Raul Carlesco e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, do Exército, conforme relata o jornalista Paulo Guilherme, autor do livro “Goleiros”. Antes a data escolhida era 14 de abril, mas a partir de 1976, definiu-se como a de 26 de abril, numa homenagem ao goleiro Manga que na época era Campeão Brasileiro pelo Internacional e faz aniversário nesse dia.

RESTOLHO NERY

ELIAS JUDEU CAPADO

PRAXITELES ANTONY

Foi um bom goleiro do Nacional. Chamava a atenção do torcedor por jogar de óculos. Tricampeão pelo Nacional 1918-1919 1920. Eram seus companheiros na conquista, Fidoca, Rodolpho Gonçalves, Pequenino, Eduardo Cangalhas, Paulo Melo, Craveiro, Secundino e Parimé

Grandalhão, campeão pelo Cruzeiro do Sul em 1930, ao lado de Djalma, Waldemar Braga, Lisboa, Pedro Barbosa, Tácito Moura, Pipira Tenente, Miúdo,e Leopoldo. Depois, em 1932, ganhou mais destaque atuando pela União Esportiva Portuguesa

Destaque do Nacional, campeão em 1933. Chamava a atenção pelo cuidado com seu uniforme, quase sempre todo de azul. Foi vereador em Manaus, na década de 1970. Também botaram a faixa de campeão com Praxiteles, dentre outros, Djalma, Basquete, Otílio Farias, Barrote, Rennê Monteiro

 
 

CHARUTO

IANO MONTEIRO

FLAVIANO LIMONGI

Domingos de Souza, revelado nas peladas do Caxangá. Depois defendeu o time do Monte Cristo, mas brilhou na União Esportiva Portuguesa. Bicampeão, 1934-1935, com Beré, Jofre Costa Novo, Delfim, Sabá, Raimundo Paixão, Dico, Rabito, Jokeide, Ofir Correa, Tenente, Tácito Moura e Zé PaixãoMorreu probre, trabalhando como engraxzate numa calçada da rua Marechal Dedoso, na década de 40.

 

Foi revelado pelo Nacional, pelo qual foi bicampeão em 1936-1937. Seu maior destaque no nosso futebol ocorreu quando defendia o Rio Negro, campeão três vezes: 1938 1940 e 1943.

Titular da Seleção do Amazonas nos jogos contra o Pará pelo Campeonato Brasileiro, em 1939, 1941 e 1942

Começou no Tijuca Clube disputando o Campeonato da Liga Matinal. Em 1942, o time chegou à divisão principal com uma desastrosa estréia ante o Nacional. Ainda em 1942, com 16 anos, foi convocado,  para jogos do Amazonas, contra o Pará e em 1946, figurou como titular. Advogado, e sempre dedicado ao esporte, foi cronista esportivo, fundador da (FAF) e seu primeiro presidente

 
  

THEO

SALGADO

RAUL

Theogenes de Melo, veio para Manaus, procedente do Ceará no início da década de 40. Jogou somente no Olímpico Clube, campeão de 1944 e 1947. Na seleção do Amazonas jogou em 1943 e 44. Foi funcionário da Polícia Militar de Manaus e aqui morreu

Filho de portugueses radicados em Manaus. Apareceu com destaque na União Esportiva na década de 40. Depois jogou pelo América até encerrar a carreira. Comerciário com atividade na firma Mattos Areosa que se situava na Rua Marechal Deodoro

*09-02-1919  +18-06-1995

Sua carreira foi toda ela dedicada ao Fast Clube, com rápida passagem pelo Rio Negro e Olímpico. Campeão pelo Fast em 1948, 1949, 1950 e 1955. Velho morador da Bandeira Branca (Aparecida). Era funcionário estadual aposentado. Morreu vítima de um atropelamento em 1995

 
 
 
 

SANADOVAL

LUIZINHO

VICENTE

*03-03-1926   +27-02-2008

Começou no infantil do Rio Negro, mas em 1950 conquistava seu primeiro título pelo Nacional. No ano seguinte passou a defender o América, pelo qual foi campeão quatro vezes seguidas: 1951, 52 53 e 54. Jogou na Seção amazonense de 1950 e ainda no Sul América até encerrar a carreira em 1960, chegando até ser técnico por uma temporada

+18-03-1993

Luiz de Souza Gonçalves, também chamado de Mão de Grude, pela facilidade com que agarrava a bola com incrível segurança. Veio da cidade de Parintins em 1940, inicialmente como reserva de Iano Monteiro. Campeão pelo Rio Negro em 1940 e 1943 e pelo Olímpico em 1947. Morreu aos 73 anos. Era funcionário da Polícia Militar aposentado. Serviu por algum tempo na Assembléia Legislativa

Criado no bairro de Aparecida. Seu primeiro time federado foi o Princesa Izabel, do velho Jorge Bonates. Jogou pelo Barés e Auto Esporte, campeão em 1956. Integrou as Seleções do Amazonas de 1950e 1951. Rapaz de família pobre. Depois de deixar o futebol trabalhou como comerciário de algumas farmácias da cidade. Morreu ainda jovem antes de completar 40 anos

 
 
 
 

MOTA

ZÉ MARIA

MARIALVO

*30-03-1943

Mota Antônio Martins, cearense de nascimento ingressou no Nacional em 1943. Bicampeão em 1945-1946. Ainda jogou pelo Clipper e pelo Sul América. Funcionário estadual, trabalhando por muito tempo no velho Ginásio Amazonense. Morou por muito tempo no Beco do Macedo, onde morreu na década de 80

*28-08-1929

José Maria do Couto nascido no Pará, servia ao Exército Brasileiro em Roraima quando tomou gosto pelo futebol e lá foi campeão pelo Rio Branco e Roraima. Veio para Manaus em 1961 e estreou no Nacional no ano seguinte. Bicampeão em 1963-1964. Depois voltou a Roraima onde jogou pelo Baré até aos 43 anos. Voltou a Manaus aqui vive (2009).

Duarte Hayden nascido em Manaus em abril 1943. Defendeu o América de 1958 a 1966 com grande destaque, desde as categorias de base. Ingressou no Nacional em 1967. Bicampeão pelo mesmo Nacional em 1968-1969. Transferiu-se para o Fast e foi campeão em 1971 e também pela Taça Amazonas em 1972. Participou, pelo Nacional, da vitória do Nacional sobre o Maringá, do Paraná, no Maracanã em 24 de agosto de 1969

 
 

MARCOS

MANECO

WALDIR MELO

Marcos Paiva Marinho destacou-se no Nacional e logo foi para o futebol paraense jogando pelo Clube do Remo. Voltou a Manaus e ingressou no Rio Negro que estava retornando o futebol em 1960. Algumas vezes chegou a jogar de atacante pelo time alvinegro.Jogou na Seleção do Amazonas em 1956 e terminou no Sul América em 1969

Miranda Leão, um goleiro sóbrio de muita segurança. O

Fast Clube foi seu principal time onde já atuava desde 1968. Campeão em 1970 pelo mesmo Fast, no tempo de  dos Piola, Pompeu, Parada, Laércio, Afonso e Adinamar. Abandonou cedo a carreira por causa dos estudos e hoje vive nio Paraná

Carlos Waldir Ruiz de Melo, nascido em Manaus, no bairro de São Raimundo em 06/08/1945. Sua carreira de goleiro foi quase toda ela dedicada ao São Raimundo,  onde começou em 1959 e ficou até 1971. Super campeão em 1961 e campeão, profissional, em 1966. Teve rápida passagem pelo Olímpico, mas não chegou a jogar

CLOVIS

Clovis Amaral Machado, nascido em  Parintins no dia 20 de outubro de 1943. Começou no Auto Esporte Clube, time que disputou a primeira divisão do nosso futebol. Não tinha pretensão de ser goleiro, mas  como faltou ao treino  o titular do time de aspirantes, tomou conta da posição onde se consagrou no futebol de Manaus.

Clovis ganhou o apelido de “Aeanha Negra” por se apresentar aos jogos, sempre de uniforme preto e uma toalha vermelha ao percoço, o que muito atormentou a torcida do maior adversário, o Nacional. Campeão pelo Rio Negro em 1962 e 1965. Encerrou a carreira em 1982, por ocasião de um amistoso entre Rio Negro x Bangú, do Rio, no Estádio “Ismael Benigno”.

 

Por: Carlos Zamith

Os times de futebol de Manaus (AM), especialmente na época do amadorismo, sempre preservavam os apelidos de seus defensores. Alguns casos até estapafúrdios foram registrados e amplamente divulgados na primeira edição do livro “Baú Velho”, lançado em 1999.

Jogadores com apelidos estranhos passaram pelo futebol amazonense, a maioria com destaque em seus clubes e até nas Seleções que disputaram o Campeonato Brasileiro.

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          Gatinho                                 Rato                                   Ratinho                                Catita

 

Gatinho (Edgar Gonçalves Alcântara), foi um dos maiores zagueiros do futebol amazonense. Nascido em Manaus em 23 de fevereiro de 1928, ainda jovem, aos 36 anos nos deixou. Titular absoluto as Seleções do Amazonas durante 10 anos.

Rato era lateral esquerdo. Jogou pelo Fast em 1968 e tinha como companheiros o goleiro Maneco, Pompeu, Santana, Tapioca, Dermilson e Bezerra. Terminou no Sul América, no tempo de Dílson, João Lucena, Guaporé, Bebé, Soldado, Álvaro e outros.

Ratinho destacou-se na equipe do Independência na década de 50 e chegou a ser cogitado pelos “grandes” do nosso futebol, mas não vingou.

Catita (Wilson Ferreira da Silva) foi destaque no time do Rio Negro. Campeão em 1962 e 1965. Depois jogou pelo Olímpico e terminou no América.

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Zé Estragado           Galinha Preta              Pau Vestido                    Peixe Agulha

Zé Costa (Zé Estragado) jogou pelo Sul América. Em 1963, numa vitória de 3 x 0 sobre o Fast, marcou dois gols e ganhou manchete nos jornais durante algum tempo. Ainda vive no bairro de São Raimundo.

Emanuel Galinha Preta, jogava com ponta. Em vários times, aparecendo em 1948 como defensor do Tijuca de Flaviano Limongi e Mário Orofino.

Machado (Pau Vestido) jogou pela União Esportiva Portuguesa, sem muito destaque, mas foi titularem alguns jogos na década de 40.

Wolkmer Tabosa dos Reis (Peixe Agulha) foi zagueiro do Rio Negro e um apaixonado por essa agremiação. Também atuou como árbitro nos anos 50. Ajudou o Rio Negro na volta aos gramados em 1960.

 

Por: Carlos Zamith

Jogo de campeonato oficial, no dia 3 de setembro de 1949, no Parque Amazonense, entre Nacional e América. O resultado favorecia ao Nacional por 2 a 1. Aos 15 minutos para o seu término o árbitro Valter Reategui (sargento do Exército) suspendeu a partida alegando falta de segurança devido a uma grande pancadaria dentro de campo envolvendo quase todos os jogadores.

Os gols do Nacional foram marcados do Hélcio Peixoto (duas vezes) e o do América, pelo ponteiro Nicolau. Os dois times estavam assim em campo:

Nacional: Luizinho, Caçador e Lupércio; Jurandir, Antonino e Dog; Aristóteles, Smith, Hélcio Peixoto, Enéas e Raspada.

América: Yano, Darcy e Mão de Remo; Pirrica, Toscano e Dedé; Ivan, Zé Luiz, Jonga, Teodorico e Nicolau.

E o ‘Pau cantou’

Decorriam 30 minutos do segundo tempo quando se registrou um grande “sururu” dentro de campo com a participação de quase todos os jogadores. Serenados os ânimos, expulsos de campo, Raspada e Dog, do Nacional.

Logo depois, foram excluídos Mão de Remo e Darcy, do América e Smith, do Nacional, ficando esta agremiação com oito jogadores e o América com nove. Após esse novo incidente, com correria e sopapos de todos os lados, a partida foi suspensa.

O caso foi para o Tribunal de Justiça da FADA que marcou a disputa dos 15 minutos restantes para o dia 17 de setembro, catorze dias após o tumultuado jogo. O árbitro era o mesmo, Walter Reategui, e o jogo que havia sido suspenso com 2 a 1, para o Nacional, ficou em 2 a 2, pois o avante Jonga marcou para o América.

O Nacional, no final dos 15 minutos lançou um protesto contra a inclusão do jogador Cortez ou Mão de Remo na equipe do América, alegando que ele havia sido expulso no jogo do dia tumultuado e também expulso da fileiras do Exército Brasileiro. Toda essa confusão terminou em nada. Cada time ganhou um ponto.

 

 

 

 

 

 

Por: Carlos Zamith 

Pela primeira vez na historia do futebol amazonense, o Penarol, da cidade de Itacoatiara – AM, enfrentará o Clube Atlético a Mineiro, valendo pela Copa do Brasil.

O time amazonense perdeu em Manaus para o Santa Cruz, por 2×1, mas no jogo de volta, em Recife, classificou-se ao derrotar o time pernambucano por 3×2.

O Atlético Mineiro foi o primeiro time de outro Estado a ser exibir no Estádio Vivaldo Lima recém inaugurado. O time mineiro veio cumprir dois amistosos. Derrotou o Nacional e em seguida empatou com o Fast Clube. Detalhes dos dois jogos abaixo;

14/03/1971 – ATLÉTICO MINEIRO 4 X 0 NACIONAL

Árbitro: Alexandre José Lourenço, local.
Gols: Ronaldo, no 1º tempo. Pedrilho 2 e Romeu, no tempo final.

NACIONAL – Procópio, Maravilha, Aveiros, Valdomiro (Tarciso) e Eraldo; Mário Motorzinho e Rolinha; Julião, Hércules, Márcio Mineirinho (Pretinho) e Zé Eduardo.

ATLÉTICO MINEIRO – Renato, Humberto, Normandes, Wantuir e Cincunegui; Oldair, Ramos (Humberto) e Danival; Ismael, Pedrilho, Laci e Ronaldo (Romeu).
Foto de Epitácio Vale

 

17/03/1971 – FAST 0 x 0 ATLETICO MINEIRO

Árbitro: Manuel Luís Bastos. Auxiliares: Odílio Mendonça e Mário Santos todos da FAF.

FAST - Marialvo, Antônio Piola, Casemiro, Zequinha Piola e Pompeu; Zezinho e Valdocir; Mano (Rangel), Edson Piola, Afonso e Zequinha Paraense.

ATLETICO – Renato, Humberto, Normandes, Wantuir e Cincunegui;
Danival e Oldair; Ismael, Pedrilho, Laci e Ronaldo (Wanderley).

Observação: nos dois jogos a renda bruta chegou a Cr$ 79.509,00, para 20 128 pagantes.

Jogos do Atlético pela Copa do Brasil

22-11-1972 – Nacional  2 x 4 Atlético         V.  Lima
15-09-1973 – Rio Negro 1 x 2 Atlético         V.  Lima
04-05-1974 – Nacional  0 x 2 Atlético         V.  Lima
14-09-1975 – Nacional  0 x 2 Atlético         V.  Lima
30-10-1977 – Nacional  2 x 4 Atlético         V.  Lima
30-09-1979 – Nacional  0 x 0 Atlético         V.  Lima
17-09-1986 – Nacional  0 x 0 Atlético         Mineirão
30-11-1986 – Nacional  2 x 1 Atlético         V.  Lima
11-07-1990 – Rio Negro 0 x 1 Atlético         V.  Lima

Jogos…………………………………………9
Vitória do Atlético……
6
Empates……………………………………2
Derrota……………………………………1

Foto: Carlos Zamith 

 

Por: Carlos Zamith

Na década de 50, uma temporada do Flamengo, em Manaus, mexeu com os amazonenses, Era a primeira vez que o time carioca se exibiria nesta cidade, numa época restrita apenas a classe comerciária.

A estréia aconteceu num dia útil, numa quinta-feira à tarde, pois no local do jogo, Parque Amazonense, não havia luz artificial. Por isso, em atenção aos apelos dos promotores da temporada dirigidos à Associação Comercial, o comércio local decidiu cerrar suas atividades às 15 horas

FLAMENGO  6 X 1  FAST CLUBE

Local: Parque Amazonense

Árbitro: Gentil Cardoso, técnico do Flamengo.

Data: quinta-feira à tarde, no dia 30 de março de 1950 

FLAMENGO – Antonino, Newton Canegal e Job; Biguá, Bria (Hélio) e Beto; Jorge de Castro (Aloísio), Gringo (Hamilton), Moacir, Durval e Esquerdinha.

FAST CLUBE – Guilherme (Raul com o marcador de 4 a 0), Canhão e Gatinho; Valdemir Osório, Belo Ferreira e Nêgo; Zé Nery (Mário Matos), Lafayette Vieira, Pereirinha, Paulo Onety e Aderaldo

Gols: Moacir (Fla) aos 9 e 15, do 1º tempo; Hélio aos 2, Moacir aos 9, Esquerdinha aos 13 e Moacir aos 16 (Fla) e Paulo Onety, aos 30 (Fast) do 2º tempo.

 

FLAMENGO  7  X  1  NACIONAL

Local: Parque Amazonense

Árbitro: Aristocilio Rocha (FCF)

Data: Domingo, no dia 02 de abril de 1950

FLAMENGO – Antonino, Newton Canegal e Job; Osvaldo, Bria (Hélio) e Beto; Jorge de Castro (Aloísio), Gringo (Nélio), Durval (Hamilton), Moacir (Quiba) e Esquerdinha.

NACIONAL - Sandoval (Mota), Lupércio (Mário Matos) e Gatinho; Hélcio Sena (Caçador), Brás Gioia e Antonino (Nêgo); Cabral (Hélcio Sena) posteriormente Aderaldo, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Raspada e Pedrinho (Linhares).

Gols: Moacir aos 13, Durval aos 28 e Moacir aos 33; Moacir aos 4, Esquerdinha aos 8 e 34, Hamilton aos 40, para o Flamengo. Aderaldo, aos 41 (Naça) após a cobrança de um penal. Falta foi cometida por Osvaldo. Mário Matos cobrou e o goleiro Antonino defendeu parcialmente, espalmando para fora da área. O mesmo Mário Matos aproveitou para marcar o tento de honra do time local.

 

Curiosidade: O goleiro Sandoval jogava no Clube do Remo e foi chamado pelo Nacional para esse jogo. O time paraense o liberou, mas o goleiro terminou ficando por aqui mesmo. Deixou o campo, contundido, quando o marcador era de 5 a 0. Mota entrou no seu lugar foi vazado mais duas vezes.

ATUAÇÃO DO ÁRBITRO

O jornal Diário da Tarde, do dia 4 de abril de 1950, comenta a atuação do árbitro, assim:

O juiz carioca Aristocílio Rocha teve vários senões. Marcou dois tentos do Flamengo quando os seus autores estavam em franco impedimento. Deixou de marcar um tento do mesmo Flamengo, feito por Esquerdinha, assinalando escanteio e deixou de marcar um penal de Lupércio. Muito fraca a atuação do árbitro”.

O time do Nacional, como sempre acontecia com clubes locais, reforçou-se de elementos de outras agremiações, como Gatinho, Aderaldo e Nêgo, emprestado pelo Fast Clube.

 

Por: Carlos Zamith

O Campeonato Brasileiro em 1972 teve o Nacional como o representante do futebol amazonense. Em 1973, foi à vez do Rio Negro. Já o Fast Clube debutou em 1977, quando a competição se chamava Copa do Brasil (a mudança de nome aconteeu em 1975).

clip_image002O Fast Clube tomou parte da competição juntamente com o Nacional enfrentando 10 adversários: Nacional (AM), Uberaba (MG), Santos FC (SP), Paysandu (PA), América Mineiro, Atlético Mineiro, Botafogo da Paraíba, Cruzeiro (MG), Clube do Remo (PA), Bahia (BA), com alguns jogos de ida e volta. A estréia do Fast Clube foi o clássico amazonense diante do Nacional.

 

NACIONAL

2

X

0

FAST CLUBE

Local: Estádio Vivaldo Lima, em Manaus (AM)
Público e Renda: 2.358 pagantes / Cr$ 48.175
Data: 16 de outubro de 1977
Árbitro: José Gilberto Ferreira Lima (CE)
FAST CLUBE: Iane, Carlos Alberto, Jorginho, Néo e Carlinhos (Genival); Rolinha e Carioca; Raulino, Barrote, Careca e Reis. Técnico: Antonio Piola
NACIONAL: Amauri, Santana (Sabará), Djalma, Galvão e Antônio Carlos; Mário Geraldo e Stélio; Dudu, Aloísio, Netinho e Nilson. Técnico: Ilzo Néri
Gols: Netinho e Dudu, ambos no primeiro tempo

Curiosidade – Além dos jogadores da estréia contra o Nacional, o Fast Clube, no decorrer da Copa do Brasil, ainda utilizou os seguintes atletas: Ribamar (goleiro), Sé, Anselmo, Zé Eduardo, Dentinho, Mário Bacuri, Luis Carlos, Edgar e Limão.

CAMPANHA DA PRIMEIRA FASE

Foram 12 jogos, com 4 vitórias, um empate de 7 derrotas. Marcou 16 gols e sofreu 19. Classificou-se para a repescagem (o Nacional não conseguiu) disputando cinco jogos, com quatro derrotas e um empate Nesta fase, marcou 6 gols e sofreu 12.

As quatro vitórias nessa fase foram:

Fast Clube 2 x 0 Uberaba

Fast Clube 2 x 1 Paysandu

Fast Clube 2 x 1 Nacional (volta)

Fast Clube 2 x 0 América Mineiro

DATA

Jogos da Repescagem

ESTÁDIO

29/01/1978

Fast Clube

0

X

0

América de Natal

Vivaldo Lima

1º/02/1978

Fast Clube

1

X

2

Atlético Mineirol

Vivaldo Lima

16/02/1978

Cruzeiro

5

X

4

Fast Clube

Mineirão

19/02/1978

Bahia

2

X

0

Fast Clube

Fonte Nova

22/02/1978

Botafogo

3

X

1

Fast Clube

Maracanã

 

A Associação Atlética da Universidade Nilton Lins,  é um clube de futebol que pertence a Universidade Nilton Lins, na cidade de Manaus (AM). A equipe Alvirrubra foi criada em 2007 e, e cara, disputou o Campeonato Amazonense da Série B. A.A. da Universidade Nilton Lins manda seus jogos no Estádio Roberto Simonsen, SESI.

 

Por: Carlos Zamith    

Em maio de 1947, o Moto Clube, do Maranhão veio a Manaus para cumprir uma série de quatro jogos amistosos. Naquele tempo era difícil a visita de um time de futebol de outro Estado, não só pela dificuldade de transporte, sempre de navio, ou pelo cachê exigido, algumas vezes fora da realidade do nosso futebol.

O time maranhense, desconhecido do torcedor amazonense, abafou logo nas primeiras apresentações, goleando o Tijuca por 5 a 2; o Olímpico por 5 a 1; perdeu para o Nacional 3 a 2 e venceu um combinado local por 2 a 0.

No jogo de estréia do Moto Clube, o Tijuca reforçado por jogadores de seus co-irmãos, perdeu com: Luizinho Mão de Grude, Darcy e Aurélio; Lupércio, Major e Mariozinho; Cabral, Silvio,(Mário Mattos), Paulo Onety, Mário Orofino (Cláudio Coelho) e Juvenil.

APITO FALSO

No jogo contra o Nacional, numa tarde de domingo, o Parque Amazonense ficou apinhado de gente. O árbitro era o ex-comandante de ataque do Olímpico, Sálvio de Miranda Corrêa, um jovem da sociedade, pertencente a família do dono da fábrica de cerveja XPTO .

O jogo acusa 2 a 2 no segundo tempo. No setor da geral, estava um torcedor, o comerciário Wilson Câmara que trabalhava nas Lojas A Pernambucana, cara falante, brincalhão e bem relacionado na sua classe. Câmara era bom de assobio e de quando em vez saltava um parecido com o do árbitro, como também fazia o velho Cachoeirinha, do Fast.

Pois bem, o Moto Clube estava no ataque perto de fazer o gol da vitória, quando os jogadores ouviram um apito paralisando a jogada. O Câmara livrara o Nacional de um ataque perigoso e talvez até de um gol.

Descoberto, Câmara foi “gentilmente convidado” a se retirar do local e ficou sob à guarda de uns policiais para não perturbar o espetáculo.

Logo depois o ponteiro Lé fez o gol da vitória de 3 a 2, do Nacional, numa tarde consagradora para o já veterano magricela jogador que foi ídolo do Rio Negro.

 

Nacional 3 x 2 Moto Clube (18 de maio de 1947)

Local: Parque Amazonense.

Árbitro: Sálvio Miranda Corrêa.

 NACIONAL: Mota, Lupércio e Darcy; Hélcio Sena, Caveira e 31 (Júlio); Oliveira, Paulo Onety, Marcos Gonçalves (Eliseu), Raspada e Lé.

MOTO CLUB: Ruy, Santiago e Carapuça; Sandovalzinho, Frazio (Dagmar) e Pretinho; Mosquito (Jesus), Valentin, Galego, Zuza e Jaime.

Gols: Marcos Gonçalves, Oliveira e Lé (Nacional.) Galego e Zuza (Moto).

 

Quando o assunto é o futebol amazonense, um nome de um craque da crônica jornalística aparece em destaque: Carlos Zamith. Natural de Manaus (AM), Carlos Zamith, 76 anos, é jornalista há mais de 50 anos, e possui a Coluna Baú Velho no Jornal A Critica, aos domingos, há 32 anos. Como as histórias do futebol nortista ainda são pouco conhecidas, eu tentarei colaborar como elo. Uma das histórias mais interessante e engraçada está nos Apelidos.

Por: Carlos Zamith

Os times de futebol principalmente os do interior do Estado do Amazonas e igualmente os dos subúrbios, sempre foram pródigos em colocar apelidos em seus jogadores, alguns estranhos sem meios até de justificar o porquê da alcunha, mas outros perfeitamente adaptados à pessoa.

No futebol de Manaus, como nos de outros centros, a regra não ficou prá trás. Aqui como lá apareceram apelidos estapafúrdios, alguns até com nomes de bichos e a maioria dos antigos jogadores ainda carregam nas costas a alcunha às vezes sem saber como surgiu.

Tenho em meus arquivos escalações dos times locais e resolvi dar uma olhadela nos apelidos dos jogadores até os dias atuais e confesso encontrei muitos que já tinham se afastado de minha lembrança. Achei um espaço vago nas minhas atividades para fazer uma relação daqueles que considero realmente os mais esquisitos.

 

CAMPEÃO DE APELIDOS

Um detalhe que me deixou mais animado para a pesquisa foi quando deparei com um time do Sul América, cuja linha de ataque, em 1962, era formada por Tapioca, Torrado, Limão e Azedo. Essa ofensiva jogou contra o Bangu, do Rio, na abertura da temporada do time carioca, no mês de fevereiro, no Parque e lá atrás ainda tinha o Carrapeta.

O técnico banguense, o velho Gradim, quando ouviu o repórter fornecer a formação do ataque do Sul América, chegou a esboçar um leve sorriso. No final do jogo ele demonstrou interesse pelo atacante Torrado, não só pelo seu porte físico, como pelo bom futebol apresentado nesse jogo, embora a vitória tenha sido fácil para o Bangu, por 4 a 0.

ZÉ ESTRAGADO

Ainda no Sul América, na década de 60, apareceu um atacante com o apelido de Zé Estragado, (antes jogava com o nome de Zé Costa) que arrasou o Fast Clube no campeonato de 63, marcando dois belos gols da vitória de 3 a 0 de seu clube, mas a sua trajetória foi curta. Ainda hoje ele é assim conhecido no bairro de São Raimundo. Não chegou a ser um craque, mas sabia marcar gols e deu boas vitórias ao seu clube. Na certidão, ele é o cidadão José da Costa Pereira.

O apelido nasceu quando ele ainda era garoto. O ponteiro esquerdo Tota, do mesmo clube (já falecido), fabricava bonitos papagaios de papel e Zé Costa saía pelo bairro a vendê-los, mas sempre trazia a sobra danificada, com rasgos e talas quebradas, numa total bagunça fato que aborrecia muito o “fabricante” e por isso ganhou o apelido.

 

JÁ MORREU

Outro estranho apelido era um de jovem que também jogava pelo Sul América, nascido no bairro e com algumas passagens pelo time titular. Era conhecido por Já Morreu, um tipo que parecia estar sempre sonolento, quase sem ânimo para nada, do tipo “devagar que estou com pressa”.

 

MARTELO

No mesmo período, surgiu outro jogador com um estranho apelido e que ficou durante uma semana em cartaz nos jornais. O Olímpico, que era dirigido pelo sargento do Exército, Hélio Lentz, vinha jogando o campeonato com um time bem ajustado e, segundo seu treinador, o sistema por ele adotado, tinha o nome de “Ferrolho”.

Era difícil o adversário passar pela defesa do Olímpico. Perdia para os melhores times por escores apertados, na base de 1 a 0 ou 2 a 1, tamanha era a marcação cerrada adotada pelos defensores.

Pois bem, um dia jogaram Olímpico e Sul América, pelo campeonato oficial. O Sul América apresentava um centroavante com o apelido de Martelo descoberto por acaso numa “pelada”. Venceu o jogo com dois gols dele, Martelo. No dia seguinte, a manchete de O Jornal era esta: “Martelo quebrou o ferrolho”.

 Fotos: Arquivo pessoal Carlos Zamith

 

 

Este é o novo escudo do Holanda, do estado do Amazonas, que possui em currículo um título estadual.

 

Fonte: www.holandaclube.net

 

Há cerca de quatro meses, encontrei o escudo do Bandeira Branca de Aparecida, em Manaus (AM). Tudo que consegui descobrir é que o time era amador, ficava no Bairro de Aparecida, na capital amazonense, onde nos anos 40, surgiram vários jogadores de destaque daquele estado e já está extinto.

Além disso, alguém aqui sabe mais alguma coisa sobre este time ou posso ‘bater o martelo’ e ‘decretar a sentença’? Rsrs

 

FAST 10-0 ELDORADO
Data: 20 de Março de 1949
Local: Parque Amazonense
Caráter: Campeonato Amazonense de 1948
Árbitro: Salum Omar
Renda: Cr$ 510,00
Gols: Paulo (3) , Rui (3), Álvaro (2), Lafaiete e Pereirinha
Fast: Raul; Canhão e Edson; Waldemir, Dedé e Nêgo; Álvaro, Pereirinha, Paulo Onety, Lafaiete e Rui.
Eldorado: Neném; Jaime e Tico; Raimundinho, Hispere e Paulo; Aníbal, China, Jessé, Murilo e Fernando.

 

FAST 10-1 PRINCEZA ISABEL
Data: 05 de Dezembro de 1948
Local: Parque Amazonense
Caráter: Campeonato Amazonense de 1948
Árbitro: Pedro Sena de Andrade
Renda: Cr$ 357,00
Gols: Paulo Onety (6), Lafaiete (2), Álvaro d Pereirinha / Armando
Fast: Benedito; Edson e Canhão; Waldemir, Dedé e Nêgo; Álvaro, Pereirinha, Paulo Onety, Lafaiete e Rui.
Princeza Isabel: Vicente; Newton e Lira; Pedrinho, Venino e Aguinaldo; Nilo, Machado, Zeca, Armando e Ariosto.

 

O Fast de Manaus tem um feito histórico em sua vida esportiva. No Campeonato Brasileiro de Futebol de 1978,  venceu em pleno Maracanã, a equipe do Fluminense, por 2 a1. Vitória comemorada entre dirigentes e jogadores que faziam parte da sua delegação, mas em Manaus, passou quase que despercebido, segundo imprensa local.

FLUMINENSE-RJ 1X2 FAST CLUBE-AM

Maracanã, Rio de Janeiro , 11 de maio de 1978

Competição: Campeonato Brasileiro 1978

Juiz: Saul Mendes-BA

Publico: 2.698

FAST  – Iane (Ribamar), Carlos Alberto, Mário Bacurí, Edgar e Carlinhos; Limão, Raulino e Zezinho (Gilson); Zé Lima, Dentinho e Cabral.
FLUMINENSE -  Renato, Edvaldo, Dário, Carlinhos e Marinho Chagas; Rubens Gálaxie (Mário), Pintinho e Gilson; Robertinho, Gildázio e Zé Artur.

Gols: O zagueiro  Dário, marcou contra, para o Fast. O empate veio através de Gildázio, aos 18 minutos.No segundo tempo, o ponteiro Cabral, aos 22 minutos, marcou o gol da vitória fastiana.

 

Em 1988 a Federação Amazonense de Futebol organizou a I COPA INEGRAÇÃO, que contou com a participação das equipes profisiionais do estado e seleções do interior. Este torneio visava a interiorização do futebol no estado. O título ficou com o ATLÉTICO RIO NEGRO CLUBE. Abaixo os resultados da competição:

1ª FASE

28.02.1988
PEÃNROL 1-1 LIBERMORRO
PRINCESA DO SOLIMÕES 2-1 SUL AMÉRICA
06.03.1988
PEÑAROL 0-1 AMÉRICA
PRINCESA DO SOLIMÕES 1-1 SÃO RAIMUNDO
SELEÇÃO DE PARINTINS 1-1 SUL AMÉRICA
08.03.1988
SELEÇÃO DE PARINTINS 4-2 LIBERMORRO
SELEÇÃO DE MAUÉS 1-0 SUL AMÉRICA
10.03.1988
SELEÇÃO DE MAUÉS 4-0 LIBERMORRO
13.03.1988
PEÑAROL 2-0 SUL AMÉRICA
PRINCESA DO SOLIMÕES 2-0 LIBERMORRO
SELEÇÃO DE PARINTINS 2-0 SÃO RAIMUNDO
15.03.1988
SELEÇÃO DE PARINTINS 1-0 AMÉRICA
SELEÇÃO DE MAUÉS 2-1 SÃO RAIMUNDO
17.03.1988
SELEÇÃO DE MAUÉS 1-2 AMÉRICA
20.03.1988
PEÑAROL 3-0 SÃO RAIMUNDO
PRINCESA DO SOLIMÕES 1-1 AMÉRICA
SELEÇÃO DE PARINTINS 0-3 NACIONAL
22.03.1988
SELEÇÃO DE PARINTINS 2-0 FAST
SELEÇÃO DE MAUÉS 0-1 NACIONAL
24.03.1988
SELEÇÃO DE MAUÉS 0-2 FAST
27.03.1988
PEÑAROL 0-1 FAST
PRINCESA DO SOLIMÕES 2-2 NACIONAL
SELEÇÃO DE PARINTINS 0-1 RIO NEGRO
29.03.1988
SELEÇÃO DE MAUÉS 0-2 RIO NEGRO
03.04.1988
PEÑAROL 1-1 RIO NEGRO
PRINCESA DO SOLIMÕES 2-0 FAST
10.04.1988
PEÃNROL 0-0 NACIONAL
PRINCESA DO SOLIMÕES 2-0 RIO NEGRO

GRUPO DA CAPITAL

01º NACIONAL 06 pg
02º RIO NEGRO 05 pg
03º AMÉRICA 05 pg
04º FAST 04 pg
05º SUL AMÉRICA 01 pg
06º SÃO RAIMUNDO 01 pg
07º LIBERMORRO 01 pg

GRUPO DA CAPITAL

01º PRINCESA DO SOLIMÕES 11 pg
02º SELEÇÃO DE PARINTINS 09 pg
03º PEÑAROL 07 pg
04º SELEÇÃO DE MAUÉS 06 pg

2ª FASE

GRUPO A

17.04.1988
SELEÇÃO DE PARINTINS 0-1 RIO NEGRO
24.04.1988
SELEÇÃO DE PARINTINS 3-2 FAST
01.05.1988
RIO NEGRO 2-0 FAST

GRUPO B

18.04.1988
PRINCESA DO SOLIMÕES 0-1 NACIONAL
24.04.1988
PRINCESA DO SOLIMÕES 0-0 AMÉRICA
01.05.1988
NACIONAL 0-0 AMÉRICA

FINAL

RIO NEGRO 0-0 NACIONAL
Data: 05 de maio de 1988
Local: Estádio Vivaldo Lima, em Manaus
Renda: Cr$ 619.250,00
Juiz: José Lima de Araújo
Rio Negro: Luis Roberto; Beto, Lindomar, Paulo Galvão e Luis Florencio; Kleber, Fernandinho (João Francisco) e Hidalgo; Robertinho (Marinho Macapá), Luisinho (Édson Maria) e Rildo (Aço). Técnico: Elias Haddad.
Nacional: Artur; Mauro, Oberdan, Murica e Pesado; Antonio Avelino, Sérgio Duarte e Carlos Magno (Pedro); Camarão, Boca e Ricardo (Marquinhos). Técnico: José Bastos.

 
Começa no dia 20 de agosto a Série B Amazonense com 5 participantes, a saber: 


CDC Manicoré - Centro Desportivo Comunitário Manicoré Futebol Clube (Manicoré)


 Grêmio Coariense - Grêmio Atlético Coariense (Coari)


Holanda - Holanda Esporte Clube (Rio Preto da Eva)


 Iranduba - Esporte Clube Iranduba da Amazônia (Iranduba) (primeiro torneio profissional)


 Tarumã - Esporte Clube Tarumã (Manaus)

Primeira rodada:

Iranduba           -   CDC Manicoré
Grêmio Coariense   -   Holanda
 

CATEGORIA PROFISSIONAL

DIVISÃO PRINCIPAL
NACIONAL FAST CLUBE

TORNEIO INÍCIO
NACIONAL FUTEBOL CLUBE

TORNEIO DUQUE DE CAXIAS
NACIONAL FAST CLUBE

TORNEIO FLÁVIO LIMONGI
ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA RODOVIÁRIA

TORNEIO GENERAL JOSÉ NOGUEIRA PAES
SUL AMÉRICA ESPORTE CLUBE

CATEGORIA AMADORA

JUVENIL
NACIONAL FUTEBOL CLUBE

1ª CATEGORIA
NÁUTICO FUTEBOL CLUBE

2ª CATEGORIA
RIO BRANCO FUTEBOL CLUBE

 

Em benefício do Sanatório Efigênio de Sales, a equipe amazonense do União Esportiva Portuguesa realizou uma festa esportiva, que contou incialmente  com corridas de cavalos (3 páreos) e depois dois jogos amistosos. Abaixo os dados da partida principal:

UNIÃO PORTUGUESA 3-0 MANAUS SPORTING
Data: 21 de abril de 1926
Local: Parque Amazonense, em Manaus / AM
Preliminar: Nacional 1-0 União Portuguesa (2º quadros)
Juiz: Vigico (jogador do Nacional)
Gols: Vidinho, Santos I e Nozor
União Portuguesa: Vicente; Santos II e Teodoro; Armando, Henrique e Peruano; Pires, Vidinho, Nozor, Libera e Santos I.
Manaus Sporting: Pedro; Luiz e Vidal; Carneiro, Bonifácio e Cazuza; Meruoca, Chibata, Normando, Euclides e Piramutuba.

Fonte: Publicado no Jornal do Comércio, na coluna Baú Velho em 28 de fevereiro de 1971

 

TORNEIO INÍCIO AMAZONENSE – 1966

Data: 27 de novembro de 1966
Local: Parque Amazonense, em Manaus / AM

1º JOGO – RIO NEGRO 1-0 SUL AMÉRICA

2º JOGO – SÃO RAIMUNDO 1-0 AMÉRICA

3º JOGO – NACIONAL 2-0 FAST

4º JOGO – RIO NEGRO 0-0 SÃO RAIMUNDO (2-1 PEN)

FINAL – RIO NEGRO 0-0 NACIONAL

Obs.: No início das cobranças de penaltis para decisão do título, houve invasão de campo por torcedores. A Federação resolveu designar esta definição, para antes da partida amistosa que seria realizada no domingo seguinte entre América e Peñarol de Itacoatiara. A equipe nacionalina não compareceu, ficando o título para o Rio Negro.

 

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TORNEIO INÍCIO AMAZONENSE – 1968

Data: 17 de março de 1968
Local: Estádio Gilberto Mestrinho, em Manaus / AM
Renda: NCr$ 10.321,50 (6.748 pagantes)

1º JOGO – SÃO RAIMUNDO 2-0 FAST

2º JOGO – RIO NEGRO 1-0 SUL AMÉRICA

3º JOGO – NACIONAL 0-0 AMÉRICA (3-1 PEN)

4º JOGO – SÃO RAIMUNDO 0-0 OLÍMPICO (2-1 PEN)

5º JOGO – RIO NEGRO 1-0 NACIONAL

FINAL – RIO NEGRO 3-2 SÃO RAIMUNDO

 

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TORNEIO INÍCIO AMAZONENSE – 1970

Data: 24 de maio de 1970
Local: Parque Amazonense, em Manaus / AM
Renda: Cr$ 20.773,00

1º JOGO – OLÍMPICO 1-0 SUL AMÉRICA

2º JOGO – AMÉRICA 0-0 RIO NEGRO (4-3 PEN)

3º JOGO – FAST 1-0 RODOVIÁRIA

4º JOGO – NACIONAL 1-0 SÃO RAIMUNDO

5º JOGO – AMÉRICA 0-0 OLÍMPICO (4-3 PEN)

6º JOGO – NACIONAL 1-0 FAST

FINAL – NACIONAL 0-0 AMÉRICA (4-2 PEN)

 

TORNEIO INÍCIO AMAZONENSE – 1965

Data: 27 de junho de 1965
Local: Parque Amazonense, em Manaus / AM
Renda: Cr$ 874.800,00

1º JOGO – AMÉRICA 2-1 SUL AMÉRICA

2º JOGO – NACIONAL 0-0 FAST (4-3 PEN)

3º JOGO – RIO NEGRO 2-0 SÃO RAIMUNDO

4º JOGO – AMÉRICA 0-0 NACIONAL (5-4 PEN)

FINAL – AMÉRICA 0-0 RIO NEGRO (3-1 PEN)

 

TORNEIO INÍCIO AMAZONENSE – 1964

Data: 14 de junho de 1964
Local: Parque Amazonense, em Manaus / AM
Renda: Cr$ 532.500,00

1º JOGO – NACIONAL 1-0 OLÍMPICO

2º JOGO – RIO NEGRO 2-0 SÃO RAIMUNDO

3º JOGO – FAST 2-0 SUL AMÉRICA

4º JOGO – RIO NEGRO 0-0 NACIONAL (2-1 PEN)

FINAL – RIO NEGRO 0-0 FAST (3-0 PEN)

 

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