O Clube Atlético Pastoril foi uma agremiação da cidade de Governador Valadares (MG). No sábado, do dia 12 de Outubro de 1946, a Companhia Agropastoril Rio Doce iniciou suas atividades, e constituiu-se como uma das mais modernas fábricas de compensado do Estado de Minas Gerais.

Sete anos depois, o interesse dos valadarenses pelo futebol, somado ao rebuliço que tomou conta em todo o país pela Copa do Mundo, atraiu a atenção dos dirigentes da Companhia Agropastoril Rio Doce, de tal forma que resultou na Fundação do CAP (Clube Atlético Pastoril), em 1950.

As suas cores eram o verde e branco. O mascote do Pastoril era um ‘Leão’ e o time era conhecido como “O Leão da Baixada“, pois o seu Estádio Campo da Cia. Agro Pastoril se localizava no Bairro São Pedro, também chamado de “baixada“.

Nasce o Pastoril com ‘pinta de gente grande’

A estrutura assemelhava-se à de time profissional, já que contava com atletas de reconhecida habilidade técnica, e recebendo alguns benefícios econômicos. Construído na década de 1940, o campo localizava-se nas proximidades da serraria e possuía uma estrutura que o capacitava para receber alguns dos considerados “grandes clubes nacionais”.

Dentre eles, podemos mencionar o São Paulo Futebol Clube, Bahia, Clube de Regatas Flamengo, Clube de Regatas Vasco da Gama, Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube. Enfrentou até a Seleção do Paraguai.

O maior nome de sua história foi, sem dúvida, o jornalista Sebastião Pereira Nunes, mais conhecido como Carioca. Como jogador, ele participou de um grande momento clube na década de 50, mas precisamente no Domingo, do dia 04 de Novembro de 1956, quando empatou em 2 a 2 contra o então imbatível Botafogo, de Garrincha, Nilton Santos, Didi e Bauer, no Campo da Cobraice, próximo à Açucareira.

Jogos eram divulgados por meio de panfletos

O Clube Atlético Pastoril mobilizava um significativo número de pessoas para assistirem às partidas. De acordo com Chaves da Silva, quando o CAP ia disputar uma partida com algum clube de reconhecimento nacional, como, por exemplo, o Clube Atlético Mineiro ou o Cruzeiro Esporte Clube, a Companhia divulgava o jogo distribuindo panfletos pelos locais em que fazia entrega de compensado.

Desta forma, vinham pessoas de outras regiões, mas principalmente da cidade. O fato é que o CAP atraiu a atenção das pessoas não somente pela fama de seus adversários, mas também pelo seu bom desempenho em campeonatos regionais. Dentre os títulos conquistados, podemos citar o de campeão amador nos anos de 1955 e 1956.

Democrata x Pastoril: O “Clássico dos Clássicos”

Em Governador Valadares, o futebol praticado pelo CAP dentro da vila operária, e a rivalidade deste clube com o Esporte Clube Democrata, concorreram para uma maior influência e presença dessa atividade esportiva no cotidiano da cidade.

Nos jogos em que esses dois clubes se enfrentavam, a expectativa era de que seria um grande jogo, com a torcida comparecendo em massa. Eram considerados “clássicos”. De acordo com o radialista Luiz Alberto Coelho Teixeira:

As cores do Pastoril era verde e branca e o símbolo era o leão, e o Democrata era a pantera. (…) Então era assim, em um ano o Democrata era campeão e no outro ano era o Pastoril. Existia muita rivalidade. (…) A história que eu sei é que o Pastoril era muito querido. E até hoje [ em 2008] existem ex-pastorilenses que choram quando lembram do CAP. Seria muito bom para o Democrata se o Pastoril fosse reativado, (…) é bom ter rivalidade“.

Sobre essa rivalidade entre Democrata e Pastoril, o músico e autor do Hino do Democrata Rosenberg Petersen afirma que: “O Pastoril é um time que até hoje tem uma enorme torcida aqui em Governador Valadares, e pra cidade seria melhor fazer voltar o Pastoril. Isto porque toda cidade tem que ter no mínimo um time para fazer rivalidade, da mesma forma que tem o Atlético e Cruzeiro, e também o Internacional e Grêmio (…) Se Governador Valadares conseguisse que o Pastoril voltasse, isso aqui seria ‘um trem de doido’. Seria melhor e a torcida iria dobrar em campo, principalmente na época de um clássico. Nos jogos Pastoril X Democrata era um clássico como Cruzeiro X Atlético. Seria muito bom pra cidade“.

1969: Primeira e última participação no Mineiro da 2ª Divisão

Tentando seguir os passos do rival, o Democrata, participou do Campeonato Mineiro da Primeira Divisão (na prática equivalia a Segunda Divisão) em 1969. Isto porque, a Federação Mineira de Futebol (FMF) criar uma divisão intermediária entre a Divisão Extra e a PDP, dado o inchaço de clubes nesta última divisão – a edição de 1968 atingiu o recorde de 51 clubes, e aumentar as garantias financeiras e de infra-estrutura para participação nessa divisão.

Década de 70: Falência da fábrica decretou o fim da linha do Pastoril

No início da década de 1970, após a fábrica ter decretado falência, infelizmente, o Clube Atlético Pastoril encerrou suas atividades, e ainda neste início do século XXI, é mais lembrado do que a própria empresa à qual pertencia.

FONTES: Rsssf Brasil – Página no Facebook “Fotos antigas e atuais de Governador Valadares MG” – Livro “Território, Sociedade e Modernização – Abordagens e interdisciplinares”, de Haruf Salmen Espindola  e Jean Luiz Neves Abreu  

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

FONTE: Vida Esportiva (MG)

 

 

A Associação Atlética Asas é uma agremiação da cidade de Lagoa Santa (MG). A sua Sede está localizada na Rua Tom Jobim, nº 285, no Bairro Moradas da Lapinha, em Lagoa Santa. O “Morcego da Lagoa” foi Fundado na terça-feira, do dia 03 de Janeiro de 1950, motivado pelo Coronel Aviador e Engenheiro Dirceu de Paiva Guimarães, esportista e homem de ação, (Conselheiro e Vice-Presidente do Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro) primeiro Comandante do Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, antiga Fábrica Nacional de Aviões, juntamente com seu amigo unilateral, na ocasião Deputado Federal Juscelino Kubitschek de Oliveira, Eterno Presidente da República.

O Coronel Dirceu, com a promessa de emprego na FAB, garimpava os melhores atletas amadores na região metropolitana de Belo Horizonte, e mesmo fora, para montar e depois para reforçar a equipe.

O seu 1º jogo foi contra o Lagoa Santa Esporte Clube e o ASAS venceu por 4×1. Assim sendo, o ASAS, já nos seus primórdios, foi considerado o melhor time de futebol amador de Minas Gerais em todos os tempos e em seu primeiro ano de vida a Agremiação terminou “invicta”.

Para tanto, houve a formação de uma parceria do ASAS com o Sete de Setembro F C de Belo Horizonte, então integrante da 1ª Divisão do Campeonato Mineiro, que se encontrava na última colocação no 1° turno em 1951. Todo o quadro titular do ASAS foi emprestado ao Sete de Setembro, que acabou saindo da última posição para terminar o campeonato em 3º lugar.

Oito vezes na Elite do Futebol Mineiro

A partir daí o Asas viveu o seu período de glória no futebol mineiro na década de 50. Ao todo, foram oito participações no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão, organizado pela Federação Mineira de Futebol (FMF): 1952 (8º lugar), 1953 (5ª posição), 1954 (4ª posição), 1955(7º lugar), 1956 (7º lugar), 1957 (7º lugar), 1958 (11º lugar) e 1959 (eliminado na 1ª fase).

 

Campeão do Torneio Início de 1952

O ASAS se profissionalizou em 1952 e logo na sua estreia, na divisão principal, foi Campeão Mineiro do Torneio Início, vencendo naquela competição tanto Atlético quanto Cruzeiro. Nesse período áureo o ASAS foi considerado o Clube que praticava o futebol mais bonito em Minas Gerais, tendo inclusive sido convidado pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos) para um jogo treino contra a Seleção Brasileira, que iria disputar a Copa do Mundo de 1954 na Suíça.

Além do esporte o ASAS tinha uma vida social muito intensa, promovendo eventos de grande envergadura, trazendo grandes artistas nacionais da época para a pequena Lagoa Santa.  Disputou a Divisão Principal  do Campeonato Mineiro até o ano de 1957 (sempre ocupando boas posições), quando o Coronel Dirceu foi promovido e transferido para outra unidade, fora de Minas Gerais.

Nos anos de 1958 e 1959, já com pouquíssimo apoio financeiro e logístico da unidade militar, o ASAS disputou o Campeonato Mineiro de Profissionais pelo Torneio Classificatório de forma heróica. No início de 1960, sem nenhum apoio, a situação do Departamento Profissional do ASAS se tornou insustentável, o que obrigou o Clube a se licenciar do profissionalismo.

Como os ex-jogadores profissionais do ASAS continuavam trabalhando na FAB, o time passou ao amadorismo, sempre formando grandes quadros e disputando os campeonatos regionais de amadores. Nas décadas de 1970 e1980 o ASAS, por vários motivos, viveu tempos muito difíceis e somente disputou amistosos, além de alguns torneios não oficiais.

Bastante descaracterizado, o ASAS pouco tinha a ver com o grande Clube do passado. Em 1º de junho de 1994 houve uma tentativa de reativação do ASAS, tendo à frente o então Taifeiro Mor da Aeronáutica Itamar Félix, que por falta de apoio não obteve êxito.

Em 17 de Junho de 1999, a Associação Atlética Asas foi enfim reorganizada por um grupo de abnegados liderados pelo sr. Dartagnan Fernandes dos Santos, e com muito empenho o seu patrimônio material e imaterial está sendo recuperado.

Desde então, o ASAS vem disputando todos os campeonatos organizados pela Liga de Futebol de Lagoa Santa, alguns campeonatos de base e feminino da Federação Mineira de Futebol. O nosso quadro de veteranos, atualmente sob a chancela do Diretor de Futebol Recreativo Jorfersan Fernandes dos Santos, foi montado logo nos primeiros dias, após a reorganização, com o intuito de agregar as pessoas e famílias envolvidas, para, além do jogo de bola do fim de semana, haver o congraçamento de todos os Aseanos.

O ASAS, após perambular aqui e acolá, adquiriu em Setembro de 2008, duas salas no bairro Moradas da Lapinha, na cidade de Lagoa Santa. Em uma foi instalada a Sede Administrativa e Sala de Troféus, denominada SALA DOS ESPELHOS, e na outra sala foi montado o Memorial ASAS-ETERNO, que contém uma parte considerável do acervo histórico Aseano, com mais de 60 anos de tradição, recuperado “a duras penas” nos últimos 15 anos. O próximo passo é a aquisição de um terreno (já prometido pelo executivo e legislativo municipais) para a construção da praça de esportes do Clube.

 

FONTES: Wikipédia – Rsssf Brasil – Revista A Semana Esportiva

 

Campeonato Citadino de Araxá da Primeira Divisão

Ano

Campeão

Vice

2016

GREI

Dínamo

2105

Dínamo

GREI

2014

Comercial Tigrão

GEF

2013

GREI

Villa Nova

2012

Dínamo

Tigrão

2011

Olympique Tapira

Villa Nova

2010

GEF

Olympique

2009

Villa Nova

GEF

2008

GEF

Dínamo

2007

CIT

Dínamo

2006

Dínamo

CIT

2005

CIT

São Pedro

2004

CIT

Dínamo

2003

CIT

?

2002

Ferroviário

?

2001

Operário

?

2000

Villa Nova

?

1999

Villa Nova

?

1998

GEF

?

1997

GEF

?

1996

Santa Terezinha

?

1995

Operário

?

1994

Santa Terezinha

?

1993

*

*

1992

Estância

?

1991

*

*

1990

Caiçara

*

1989

Villa Nova

*

1988

GEF

*

1987

*

*

1986

*

*

1985

Caiçara

?

1984

Operário

?

1983

Caiçara

?

1982

Caiçara

?

1981

Caiçara

?

1980

Caiçara

?

1979

Arachás

?

1978

*

*

1977

Caiçara

?

1976

São Pedro

?

1975

Dínamo

?

1974

*

*

1973

Dínamo

?

1972

Mercado

?

1971

Mercado

?

1970

Operário

?

1969

Operário

?

1968

Estância

?

1967

*

*

1966

Villa Nova

?

1965

*

*

1964

Villa Nova

?

1963

*

*

1962

Araxá Esporte Clube

?

1961

Estância

?

1960

Estância

?

1959

Araxá Esporte Clube

?

1958

Ipiranga

?

1957

Ipiranga

?

1956

Ferrocaril

?

1955

Najá

?

1954

Najá

?

RELAÇÃO COMPLETA DE CAMPEÕES

ANO TIME NÚMERO TÍTULOS
1956 FERROCARRIL 1
1976 SÃO PEDRO 1
2002 FERROVIÁRIO 1
1954 NAJÁ 2
1955
1957 IPIRANGA 2
1958
1971 MERCADO 2
1972
1994 SANTA TEREZINHA 2
1996
1959 ARAXÁ 3
1962
1979
1973 DÍNAMO 4
1975
2006/2015
1960 ESTÂNCIA 4
1961
1968
1992
2003 CIT FUTEBOL CLUBE 4
2004
2005
2007
1988 GEF 6
1997
1998
2008
2010/16
1969 OPERÁRIO 5
1970
1984
1995
2001
1964 VILA NOVA 6
1966
1989
1999
2000
2009
1977 CAIÇARA 7
1980
1981
1982
1983
1985
1990

NÃO TEVE DISPUTA DE CAMPEONATO NESTES ANOS

1963
1965
1967
1974
1978
1986
1987
1991
1993

  

FONTES: Wikipédia – GEF Futebol Clube – Vida Esportiva (MG)

© 2019 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha