Dos 18 mandos do Palmeiras no Brasileirão/2012, 11 aconteceram no interior do Estado de São Paulo. Foram 7 jogos em Barueri, 3 em Araraquara e 1 em Presidente Prudente.
A Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, registrou os três maiores públicos do Verdão, nesses 11 jogos. A ironia disso é que houve dirigente do Palmeiras que afirmou que em Araraquara não dá público.
A Morada do Sol situa-se no centro geográfico de São Paulo e integra uma região de alta densidade demográfica e com poder aquisitivo de destaque.

Eis a classificação dos públicos dos 11 jogos do Palmeiras no Interior:

1º – 13.228 pagantes – Palmeiras x Botafogo – Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

Palmeiras x Botafogo (Arena da Fonte Luminosa)

 

2º – 10.655 pagantes – Palmeiras x Coritiba – Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

Palmeiras x Coritiba ( Arena Fonte Luminosa)

 

3º – 9.873 pagantes – Palmeiras x Cruzeiro – Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

Palmeiras x Cruzeiro (Arena Fonte Luminosa)

4º – 8.461 pagantes – Palmeiras x Fluminense – Prudentão, em Presidente Prudente

5º – 8.387 pagantes – Palmeiras x Internacional – Arena Barueri, em Barueri

6º – 8.374 pagantes – Palmeiras x São Paulo – Arena Barueri, em Barueri

7º – 7.515 pagantes – Palmeiras x Bahia – Arena Barueri, em Barueri

8º – 7.500 pagantes – Palmeiras x Flamengo – Arena Barueri, em Barueri

9º – 7.407 pagantes – Palmeiras x Náutico – Arena Barueri, em Barueri

10º – 6.651 pagantes – Palmeiras x Vasco – Arena Barueri, em Barueri

11º – 2.580 pagantes – Palmeiras x Figueirense – Arena Barueri, em Barueri

A se registrar o fato de que mais dois jogos, realizados no Pacaembu, também tiveram públicos menores que os da Arena Fonte Luminosa:
Palmeiras x Atlético-MG, com 7.268 pagantes e Palmeiras x Portuguesa, com 8.939 pagantes.
Palmeiras x Grêmio, no Pacaembu, reuniu 11.586 pagantes, menos do que o jogo entre Palmeiras e Botafogo, em Araraquara, que somou 13.228 torcedores.
A verdade é que o Palmeiras, integrante da Série B do Brasileirão em 2013, deverá lembrar com carinho dessa liderança da Arena Fonte Luminosa, quando escolher o local do grande número de partidas que terá de fazer longe da cidade de São Paulo, por força de nova punição que deverá sofrer, pelo péssimo comportamento de alguns de seus torcedores.

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Fonte: Arquivo Pessoal
Fotos: Paulo Luís Micali

 

A supremacia de Europa e América do Sul, verificada nos confrontos de seleções nacionais, em Copas do Mundo, estende-se ao Mundial de Clubes da FIFA. Nas oito edições dessa competição, só deu europeus e americanos do Sul: Europa 5 x 3 América do Sul.

Para satisfação dos brasileiros, o Brasil é o país número um no Mundial de Clubes da FIFA.

1º – Brasil, 3 títulos consecutivos:
2000 – Corinthians
2005 – São Paulo
2006 – Internacional

2º – Itália e Espanha, 2 títulos:
2007 – Milan; 2010 – Internazionale
2009 e 2011 – Barcelona

4º – Inglaterra, 1 título:
2008 – Manchester United

O Barcelona é o único bicampeão no Mundial de Clubes da FIFA.

O fato de sempre ter dado campeão europeu ou sul-americano no Mundial de Clubes da FIFA está dando legitimidade aos campeões do Torneio Intercontinental (Campeão da Libertadores x Campeão da Liga dos Campeões), disputado de 1960 a 2004, num total de 43 edições.

Nesse confronto, os sul-americanos tiveram um título a mais: América do Sul 22 x 21 Europa.

Juntando Torneio Intercontinental com Mundial de Clubes da FIFA, o placar é este: Europa 26 x 25 América do Sul

Os representantes dos demais continentes têm feito o papel de meros figurantes.

Será que ainda existe quem conteste os títulos conquistados pelos campeões do Torneio Intercontinental?

Fontes: Wikipédia e campeoesdofutebol

 

Após brilhante participação no Campeonato Paulista de 1968, quando se classificou em terceiro lugar, deixando para trás São Paulo, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, sagrando-se bicampeã do Interior, e tendo o artilheiro nº 1 do certame (Téia, com 20 gols), a Ferroviária de Araraquara comemorou o feito promovendo a presença, na Fonte Luminosa, do Napoli da Itália e dando show de bola, ganhando de 4 a 0; para completar a temporada com êxito total e brilhantismo, a Ferrinha excursionou para as Américas do Sul e Central, repetindo o que fizera na segunda excursão, em 1963.

Vail Mota foi o comandante técnico e dirigiu os seguintes profissionais, na excursão:
Carlos Alberto, Sérgio Bergantin, Baiano, Fernando, Rossi, Fogueira, Bebeto, Peixinho, Valdir, Bazzani, Rui Júlio, Ismael, Maritaca, Zé Luiz, Paulo Bim, Pio, Nei, Zé Carlos e Paina.

Em 13 jogos disputados, a Ferroviária ganhou 9, empatou 3 e perdeu apenas um. Assinalou 22 tentos e sofreu 9.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Goleadores Grenás
1 – 07.11.68 – Costa Rica 1 x 2 Ferroviária – Ismael (2)
2 – 10.11.68 – Costa Rica 1 x 0 Ferroviária
3 – 14.11.68 – Honduras 0 x 1 Ferroviária – Zé Luiz
4 – 17.11.68 – Honduras 0 x 2 Ferroviária – Zé Luiz e Baiano (pênalti)
5 – 21.11.68 – El Salvador 0 x 1 Ferroviária – Peixinho
6 – 24.11.68 – Municipal (Guatemala) 2 x 5 Ferroviária – Maritaca, Baiano (pênalti), Bebeto (2) e Pio
7 – 26.11.68 – Comunicaciones (Guatemala) 0 x 2 Ferroviária – Paulo Bim e Maritaca
8 – 29.11.68 – Haiti 2 x 2 Ferroviária – Bebeto e Peixinho
9 – 01.12.68 – Haiti 0 x 0 Ferroviária
10 – 04.12.68 – Deportivo Júnior (COL) 2 x 3 Ferroviária – Bazzani, Pio e Baiano
11 – 13.12.68 – Atlético Bucaramanga (COL) 0 x 2 Ferroviária – Paulo Bim e Maritaca
12 – 15.12.68 – Atlético Bucaramanga (COL) 0 x 1 Ferroviária – Nei
13 – 17.12.68 – Nacional de Medellin (COL) 1 x 1 Ferroviária – Zé Luiz

Impressionante a distribuição dos tentos, pois não houve ninguém que se destacasse sobre os demais. Dez atletas afeanos fizeram gols na excursão:
Zé Luiz, Maritaca, Bebeto e Baiano, 3;
Peixinho, Paulo Bim, Pio e Ismael, 2;
Bazzani e Nei, 1

Fontes:
Fonte Luminosa – Ferroviária, Luís Marcelo Inaco Cirino, Pontes/2005;
Tópicos do Passado da AFE, Antônio Jorge Moreira;
Arquivo pessoal.

 

Em sua segunda excursão ao exterior, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara dirigiu-se às Américas do Sul e Central, no ano de 1963, em giro que se iniciou em janeiro e terminou em março.

O técnico Francisco José Sarno contou com o seguinte elenco de jogadores: Toninho, Aparecido, Zé Maria, Galhardo, Brandão, Rodrigues, Geraldo Scalera, Dudu, João, Tonhão, Ditinho, Vanderlei, Tales, Peixinho, Capitão, Nego, Mário, Bazzani e Benny.

Em 16 apresentações, a Ferrinha obteve 13 vitórias e foi derrotada em 3 jogos. Assinalou 48 gols, com média de 3 por jogo. Sofreu apenas 12.

Os jogos:
20.01.63 – 4 x 0 – Cucuta Deportivo (COL)
23.01.63 – 0 x 1 – Deportivo Pereira (COL)
27.01.63 – 4 x 5 – Once Caldas (COL)
30.01.63 – 6 x 0 – Atlético Nacional (COL)
03.02.63 – 2 x 1 – Deportivo Independiente (COL)
08.02.63 – 2 x 0 – Deportivo Atlântico (COL)
10.02.63 – 3 x 1 – Club Unión Magdalena (COL)
12.02.63 – 7 x 0 – Deportivo Barranca (COL)
15.02.63 – 3 x 0 – Seleção do Panamá
17.02.63 – 4 x 0 – Seleção de Honduras
24.02.63 – 3 x 0 – Seleção de El Salvador
27.02.63 – 2 x 0 – Seleção Municipal da Guatemala
03.03.63 – 2 x 1 – Seleção Nacional da Guatemala
06.03.63 – 1 x 0 – Seleção Nacional da Guatemala
10.03.63 – 4 x 1 – Seleção Nacional de El Salvador
12.03.63 – 1 x 2 – Seleção Nacional da Costa Rica

O resultado financeiro da excursão foi muito positivo, só que o êxito da campanha despertou o interesse dos grandes clubes pelos astros grenás. E a AFE foi sendo desmontada. Peixinho foi para o Santos (nada mais lógico, né?); Bazzani seguiu para o Corinthians; Dudu e Geraldo Scalera rumaram para o Palmeiras. Algum tempo depois o Corinthians levaria mais dois: Galhardo e Tales. O ponteiro-esquerdo Benny seria transferido para a Argentina.

Não demorou muito e a agremiação da Estrada de Ferro sentiria amargamente o resultado desse desmonte, sendo rebaixada em 1965, caindo da Divisão Especial para a Primeira Divisão.

Fontes:
Fonte Luminosa – Ferroviária, de Luís Marcelo Inaco Cirino; Tópicos do Passado da AFE, de Antônio Jorge Moreira.

 

O Brasil sediou a 4ª Copa do Mundo de futebol e sediará a 20ª edição. Será o quinto país a conseguir ser sede do Mundial em duas edições, o que já foi privilégio de, pela ordem: México, Itália, França e Alemanha.

A Europa lidera, por continente, tendo promovido 10 das 19 Copas. Com um total bem inferior, aparece em seguida a América do Sul, com quatro. A América do Norte sediou três edições. Ásia e África, apenas uma.

Se se considerar o “duelo” Europa x Américas, os europeus estabelecem 10 x 7.

Na Itália, na França e na Alemanha o jogo final ocorreu em estádios diferentes:
Itália
1934 – Stadio Nazionale PNF, Roma
1990 – Stadio Olimpico, Roma
França
1938 – Stade Olympique de Colombes, Paris
1998 – Stade de France, Saint Denis
Alemanha
1974 – Olympiastadion, Munique
2006 – Olympiastadion, Berlim

Sendo assim, o único estádio que recebeu duas finais de Copa do Mundo foi o Azteca, na cidade do México, em 1970 e 1986.

Portanto, na 20ª edição, o Maracanã deverá igualar-se ao Azteca, visto que nele acontecerá a final da Copa do Mundo de 2014.

Das 19 edições, somente em seis o país-sede sagrou-se campeão, festejando em casa.
1930 – Uruguai
1934 – Itália
1966 – Inglaterra
1974 – Alemanha
1978 – Argentina
1998 – França

Em feito inigualável, o Brasil é pentacampeão, com todas as conquistas fora de seu território.

O grupo de países campeões é bem restrito: apenas oito chegaram ao título máximo: Brasil, 5 vezes; Itália, 4; Alemanha, 3; Uruguai e Argentina, 2; Inglaterra, França e Espanha, 1.

No duelo intercontinental, Europa 10 x 9 América do Sul.

Fonte: Wikipédia
Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

 

A Ferroviária volta a se classificar em 6º lugar, no Campeonato Paulista, à frente de Corinthians e Portuguesa de Desportos.
O artilheiro principal da AFE foi Peixinho (17 gols), seguido de perto por Tales (16) e Paulo Bim (12).

Na excursão pelas Américas, a Ferroviária venceu 13 jogos e perdeu 3, marcando 48 gols e sofrendo 12.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás
1 – 20.01.63 – Deportivo Cúcuta (COL) 0 x 4 AFE – Amistoso Internacional – Benny (2), Bazzani e Cido
2 – 23.01.63 – Deportivo Pereira (COL) 1 x 0 AFE – Amistoso Internacional
3 – 27.01.63 – Once Caldas (COL) 5 x 4 AFE – Amistoso Internacional – Tales (2), Bazzani e Antonieta (contra)
4 – 30.01.63 – Atlético Nacional (COL) 0 x 6 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani (2), Peixinho, Capitão, Benny e Dudu
5 – 03.02.63 – Deportivo Independiente (COL) 1 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Capitão e Peixinho
6 – 08.02.63 – Atlético de Barranquilla (COL) 0 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani e Peixinho
7 – 10.02.63 – Club Unión Magdalena (COL) 1 x 3 AFE – Amistoso Internacional – Capitão (2) e Peixinho
8 – 12.02.63 – Deportivo Barranca (COL) 0 x 7 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani (2), Aílton (2), Capitão, Cido e Tião Nego
9 – 15.02.63 – Seleção do Panamá 0 x 3 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani, (?), (?)
10 – 17.02.63 – Seleção de Honduras 0 x 4 AFE – Amist. Internacional – (?)
11 – 24.02.63 – Seleção de El Salvador 0 x 3 AFE – Amist. Internac. – (?)
12 – 27.02.63 – Seleção Municipal (Guatemala) 0 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Tião Nego (2)
13 – 03.03.63 – Seleção Nacional (Guatemala) 1 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Tião Nego e Dudu
14 – 06.03.63 – Seleção Nacional (Guatemala) 0 x 1 AFE – Amistoso Internacional – Laerte
15 – 10.03.63 – Seleção Nacional (El Salvador) 1 x 4 AFE – Amistoso Internacional – (?)
16 – 12.03.63 – Seleção Nacional (Costa Rica) 2 x 1 AFE – Amistoso Internacional – Tião Nego
17 – 31.03.63 – Barretos 1 x 3 AFE – Amistoso – (?)
18 – 14.04.63 – Osvaldo Cruz 2 x 3 AFE – Amistoso – Cido, Capitão (pênalti) e Tião Nego
19 – 21.04.63 – Rio Preto 2 x 1 AFE – Amistos – Dudu
20 – 28.04.63 – AFE 3 x 3 Botafogo-RP – Amistoso – Tião Nego, Adalberto (contra) e Peixinho
21 – 01.05.63 – AFE 2 x 3 Palmeiras – Amistoso – Peixinho (2)
22 – 05.05.63 – Botafogo-RP 0 x 1 AFE – Amistoso – (?)
23 – 08.05.63 – AFE 3 x 1 Guarani – Amistoso – Capitão, Paulo Bim e Peixinho
24 – 12.05.63 – Prudentina 0 x 0 AFE – Campeonato Paulista
25 – 19.05.63 – Itaú-MG 1 x 1 AFE – Amistoso – (?)
26 – 26.05.63 – Portuguesa Santista 4 x 3 AFE – Amistoso – Tales (3)
27 – 01.06.63 – AFE 1 x 4 Noroeste – Campeonato Paulista – Peixinho
28 – 09.06.63 – Esportiva (Guaratinguetá) 0 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho (2)
29 – 16.06.63 – AFE 1 x 2 XV de Piracicaba – Campeonato Paulista – Tales
30 – 23.06.63 – AFE 1 x 3 Guarani – Campeonato Paulista – Aílton
31 – 30.06.63 – Juventus 0 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho
32 – 07.07.63 – AFE 0 x 1 São Paulo – Campeonato Paulista
33 – 14.07.63 – América-SJRP 1 x 5 AFE – Amistoso – Lio (4) e Cachimbo
34 – 24.07.63 – Palmeiras 3 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Tales
35 – 28.07.63 – Catanduva 1 x 1 AFE – Amistoso – Cido
36 – 03.08.63 – Jabaquara 1 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Tales e Ari
37 – 11.08.63 – Corinthians 4 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Tales (2)
38 – 15.08.63 – Botafogo-RP 1 x 3 AFE – Campeonato Paulista – Tales, Capitão e Jurandir (contra)
39 – 18.08.63 – América-SJRP 4 x 1 AFE – Amistoso – Peixinho
40 – 25.08.63 – Passos-MG 0 x 5 AFE – Amistoso – Zé Maria (4) e João Carlos
41 – 01.09.63 – AFE 4 x 1 Santos – Campeonato Paulista – Lio, Tales e Peixinho (2)
42 – 08.09.63 – AFE 1 x 2 Comercial-RP – Campeonato Paulista – Tales
43 – 21.09.63 – Portuguesa 1 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Dudu
44 – 25.09.63 – AFE 2 x 0 São Bento – Camp. Paulista – Paulo Bim (2)
45 – 29.09.63 – XV de Piracicaba 4 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Paulo Bim e Peixinho
46 – 05.10.63 – Noroeste 1 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Paulo Bim
47 – 12.10.63 – Comercial-RP 2 x 1 AFE – Camp. Paulista – Paulo Bim
48 – 16.10.63 – AFE 4 x 0 Botafogo-RP – Campeonato Paulista – Tales, Paulo Bim e Peixinho (2)
49 – 19.10.63 – AFE 3 x 4 Palmeiras – Campeonato Paulista – Paulo Bim (2) e Tales
50 – 23.10.63 – AFE 3 x 3 Corinthians – Camp. Paulista – Paulo Bim (3)
51 – 27.10.63 – Guarani 1 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Tales
52 – 31.10.63 – Avareense 1 x 1 AFE – Amistoso – Tales
53 – 03.11.63 – AFE 4 x 0 Jabaquara – Campeonato Paulista – Dudu, Tales, Galhardo e Peixinho
54 – 06.11.63 – AFE 3 x 0 Prudentina – Campeonato Paulista – Peixinho (2) e Dudu
55 – 10.11.63 – AFE 2 x 0 Portuguesa – Campeonato Paulista – Tales (2)
56 – 17.11.63 – São Bento 3 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho
57 – 24.11.63 – AFE 1 x 0 Juventus – Campeonato Paulista – Ari
58 – 04.12.63 – AFE 1 x 1 Esportiva (Guaratinguetá) – Campeonato Paulista – Peixinho (de bicicleta)
59 – 08.12.63 – Santos 1 x 5 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho (3, sendo 1 de pênalti) e Tales (2)
60 – 12.12.63 – São Paulo 5 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Paulo Bim
61 – 15.12.63 – Andradina 1 x 2 AFE – Amistoso – Peixinho (2)

Resumo da temporada da Ferroviária de Araraquara/1963
Jogos – 61
Vitórias – 32
Empates – 10
Derrotas – 19
Gols pró – 138
Gols contra – 84
Saldo de gols – 54

Fontes:
Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira);
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro, FPF

 

Em 19 edições da Copa do Mundo de futebol, os ingleses lideram com folga a lista de árbitros que dirigiram as finais, com quatro presenças:

1950 – Brasil 1 x 2 Uruguai – George Reader
1954 – Alemanha 3 x 2 Hungria – William H.E. Ling
1974 – Alemanha 2 x 1 Holanda – John Keith Taylor
2010 – Espanha 1 x 0 Holanda – Howard Webb

Em seguida aparecem italianos, franceses e brasileiros com duas atuações cada:
Brasil
1982 – Itália 3 x 1 Alemanha – Arnaldo Cézar Coelho
1986 – Argentina 3 x 2 Alemanha – Romualdo Arppi Filho
Itália
1978 – Argentina 3 x 1 Holanda – Sergio Gonella
2002 – Brasil 2 x 0 Alemanha – Pierluigi Collina
França
1938 – Itália 4 x 2 Hungria – Georges Capdeville
1958 – Brasil 5 x 2 Suécia – Maurice Guigue

Com uma atuação:
1930 – Uruguai 4 x 2 Argentina – Jean Langenus (Bélgica)
1934 – Itália 2 x 1 Tchecoslováquia – Ivan Eklind (Suécia)
1962 – Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia – Nikolai Latyshev (União Soviética)
1966 – Inglaterra 4 x 2 Alemanha – Gottfried Dienst (Suíça)
1970 – Brasil 4 x 1 Itália – Rudi Gloeckiner (Alemanha Oriental)
1990 – Alemanha 1 x 0 Argentina – Edgardo Codesal (México)
1994 – Brasil 0 x 0 Itália – Sandor Puhl (Hungria)
1998 – França 3 x 0 Brasil – Said Belgola (Marrocos)
2006 – Itália 1 x 1 França – Horacio Elizondo (Argentina)

Em sete finais, os árbitros brasileiros ficaram impossibilitados de concorrer à escalação, dado que o selecionado do Brasil decidiu o título, ganhando cinco e perdendo duas.

Fonte: Copa do Mundo Brasil – copadomundobr.com

 

Em 38 jogos o Rei Pelé assinalou quatro ou mais gols. O recorde absoluto de gols do maior jogador de futebol de todos os tempos, em uma mesma partida, deu-se no dia 21 de novembro de 1964. O Santos estabeleceu 11 x 0 contra o Botafogo de Ribeirão Preto (SP) e Pelé marcou 8 gols. Foi o jogo de número 563 de sua extraordinária carreira.

Em seis ocasiões o Rei marcou 5 gols:
120º jogo – 01.10.58 – Santos 8 x 1 Ipiranga (SP)
371º jogo – 30.08.61 – Santos 8 x 0 Olímpico (Blumenau-SC)
373º jogo – 06.09.61 – Santos 10 x 1 Juventus
594º jogo – 29.04.65 – Santos 9 x 4 Clube do Remo-PA
608º jogo – 14.07.65 – Santos 6 x 2 Noroeste
633º jogo – 31.10.65 – Santos 5 x 2 Prudentina

Os 31 jogos nos quais Pelé marcou 4 gols:
29º – 09.06.57 – Santos 7 x 2 Lavras (MG)
45º – 15.08.57 – Santos 8 x 1 Guarani
49º – 11.09.57 – Santos 7 x 1 Nacional (SP)
69º – 01.12.57 – Santos 6 x 2 Portuguesa Santista
82º – 26.02.58 – Santos 5 x 3 América (RJ)
100º – 23.07.58 – Santos 6 x 0 XV de Piracicaba
114º – 11.09.58 – Santos 10 x 0 Nacional (SP)
132º – 19.11.58 – Santos 9 x 1 Comercial (SP)
136º – 07.12.58 – Santos 6 x 1 Corinthians
138º – 14.12.58 – Santos 7 x 1 Guarani
193º – 26.06.59 – Santos 7 x 1 Internazionale (Itália)
224º – 14.10.59 – Santos 8 x 0 América (Rio Preto-SP)
280º – 31.05.60 – Santos 10 x 0 Royal Neerschot (Bélgica)
372º – 03.09.61 – Santos 6 x 3 São Paulo
375º – 13.09.61 – Santos 5 x 1 Guaratinguetá
376º – 17.09.61 – Santos 6 x 1 Portuguesa
436º – 16.09.62 – Santos 7 x 2 Ferroviária
456º – 02.12.62 – Santos 8 x 2 Jabaquara
490º – 05.06.63 – Santos 5 x 2 Eintracht (Alemanha Oc.)
497º – 21.07.63 – Santos 4 x 3 Noroeste
556º – 28.10.64 – Santos 8 x 1 Prudentina
566º – 06.12.64 – Santos 7 x 4 Corinthians
591º – 15.04.65 – Santos 4 x 4 Corinthians
622º – 11.09.65 – Santos 7 x 0 Guarani
639º – 25.11.65 – Santos 5 x 0 Botafogo (Ribeirão Preto-SP)
704º – 21.02.67 – Santos 6 x 2 Universidad Católica (Chile)
874º – 31.05.69 – Santos 5 x 1 Botafogo (Ribeirão Preto-SP)
900º – 15.10.69 – Santos 6 x 2 Portuguesa
955º – 29.07.70 – Santos 9 x 1 Sergipe
970º – 18.09.70 – Santos 7 x 4 Washington Darts (USA)
1282º – 08.04.76 – Cosmos 5 x 0 Honda (Japão)

Corinthians, Guarani e Botafogo de Ribeirão Preto foram vítimas desses “excessos” de Pelé em três oportunidades cada um. Quanto ao Timão, sempre se disse que o Rei do futebol tinha um prazer especial em enfrentá-lo e derrotá-lo.

Dificilmente um outro clube, além do Santos F.C., conseguirá estabelecer tantas goleadas em sua história. O alvinegro praiano deve isso, fundamentalmente, ao gênio Pelé.

Fonte: PELÉ O SUPERCAMPEÃO, Orlando Duarte, MAKRON Books do Brasil Editora Ltda., 1993

 

O São Paulo Futebol Clube realizou 536 jogos de caráter internacional, no período de 1930 a 2011, incluindo-se nesse levantamento os dois amistosos contra clubes estrangeiros realizados pelo São Paulo da Floresta.

O tricolor do Morumbi venceu 262 jogos, empatou 142 e perdeu 132. Ganhou praticamente metade deles, dividindo mais ou menos em um quarto os empates e também em um quarto as derrotas.

Aproximando-se dos mil gols nessas partidas, o SPFC consignou 975 tentos, sofrendo 639 e livrando um expressivo saldo de 336.

Desse total de jogos, 445 foram contra clubes do exterior e os restantes 91 contra clubes do Brasil.

Tendo os estrangeiros como rivais, são 230 vitórias contra 108 derrotas; enfrentando os brasileiros, 32 vitórias contra 24 derrotas.

O clube do exterior com o qual o São Paulo mais cruzou foi o Boca Juniors, 20 vezes.

Os adversários brasileiros mais frequentes do tricolor, em jogos internacionais, foram Grêmio e Cruzeiro, com 10 encontros cada.

Mas é contra o Palmeiras, adversário do tricolor em quatro edições da Libertadores, que os torcedores das três cores mais se entusiasmam, pois o seu time jamais perdeu, eliminando o clube esmeraldino em todas as ocasiões e mantendo-se invicto (6 vitórias e 2 empates). A vantagem do Verdão em jogos internacionais contra o São Paulo aconteceu somente em um jogo do Ramón de Carranza, em 1993.

Na única vez que são-paulinos e corintianos mediram forças em competição internacional de caráter oficial, em 1994, o São Paulo levou a melhor numa disputa que chegou aos pênaltis depois de uma vitória para cada lado. Na ocasião, o expressinho tricolor, comandado por Muricy Ramalho, passou pelo alvinegro nas semifinais e superou o Peñarol na final, levantando o título da Copa Conmebol.

Mais relevantes, porém, foram as cinco conquistas de títulos do SPFC em competições internacionais oficiais, com finais brasileiras. Eis os feitos do tricolor paulista sobre seus rivais brasileiros:
Uma Libertadores em cima do Atlético-PR;
Uma Supercopa Libertadores sobre o Flamengo;
Uma Copa Master Conmebol em cima do Atlético-MG;
Uma Recopa Sul-Americana sobre o Cruzeiro; e
Uma Recopa Sul-Americana sobre o Botafogo-RJ.

Fonte: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012

Nota – Aos colegas são-paulinos do blog “História do Futebol”: os interessados em receber, de presente, o livro “São Paulo Internacional”, podem escrever para vicente.baroffaldi@gmail.com, passando o nome completo e o endereço idem.

 

A primeira viagem da Ferroviária de Araraquara ao exterior

A Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara empreendeu três excursões ao exterior, todas na década de 1960 (1960, 1963 e 1968) e todas revestidas de pleno sucesso.

Na primeira delas, em 1960, os destinos foram Europa e África. Sob o comando técnico de José Carlos Bauer, viajaram os seguintes jogadores: Rosan, Fia, Porunga, Cardarelli, Antoninho, Valter, Zé Maria, Dirceu, Rodrigues, Bazzani, Miranda, Faustino, Dudu, Baiano, Eusébio, Benny e Palico.

Em 20 apresentações, a Ferroviária colheu 17 vitórias, 2 empates e conheceu uma única derrota, contra o Sporting de Portugal.

Assinalou 84 gols, sofrendo 13 e tendo um elevado saldo de 71 tentos. Seu maior feito foi derrotar o F.C. do Porto, em pleno estádio das Antas, pela contagem de 2 a 0, acabando com uma longa série invicta do poderoso clube luso.

Os resultados:
14.04.1960 – Nacional (Portugal) 3 x 4 Ferroviária – Ilha da Madeira
17.04.1960 – Marítimo (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Ilha da Madeira
22.04.1960 – Nacional (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Ilha da Madeira
01.05.1960 – Sporting (Portugal) 1 x 0 Ferroviária – Lisboa
04.05.1960 – Belenenses (Portugal) 1 x 2 Ferroviária – Lisboa
08.05.1960 – Porto (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Porto
10.05.1960 – Sporting (Portugal) 1 x 1 Ferroviária – Lisboa
24.05.1960 – Farense (Portugal) 0 x 5 Ferroviária – Faro
26.05.1960 – Atlético de Madri (Espanha) 1 x 1 Ferroviária – Madri
28.05.1960 – Sporting Luanda 0 x 8 Ferroviária – Luanda
29.05.1960 – Seleção de Huambo 0 x 4 Ferroviária – Nova Lisboa
31.05.1960 – Seleção de Huila 1 x 5 Ferroviária – Sá Bandeira
02.06.1960 – Seleção de Luanda 0 x 7 Ferroviária – Luanda
05.06.1960 – Seleção de Natal 1 x 8 Ferroviária – Lourenço Marques
10.06.1960 – Seleção de Beira 2 x 4 Ferroviária – Beira
11.06.1960 – Seleção de Moçambique 1 x 3 Ferroviária – Lourenço Marques
12.06.1960 – Ferroviária de Belém 1 x 6 Ferroviária – Beira
16.06.1960 – Seleção de Quelimane 0 x 6 Ferroviária – Quelimane
18.06.1960 – Seleção de Lourenço Marques 0 x 3 Ferroviária – Lourenço Marques
19.06.1960 – Seleção do Transvaal 0 x 12 Ferroviária – Lourenço Marques

Houve um imprevisto nessa primeira saída da AFE, do Brasil. Quando a delegação se encontrava na África, o empresário Mário Nobre (numa atitude nada nobre) escafedeu-se, sumiu, sem pagar as cotas dos jogos da Ferrinha na África e sem providenciar as passagens de volta para o Brasil. Um outro empresário, de nome Ranieri, arcou com 50% das despesas para retorno da delegação, ficando a outra metade a cargo da Federação Paulista de Futebol, que intercedeu por intermédio de seu presidente, João Mendonça Falcão.

Em chegando a São Paulo, a Ferroviária foi homenageada em cerimônia promovida pela F.P.F., tendo em vista o brilhantismo com que representou o Brasil em território estrangeiro.

No retorno a Araraquara, a agremiação grená teve calorosa recepção.

Fontes: Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira; Fonte Luminosa, Ferroviária, de Luís Marcelo Inaco Cirino, Pontes

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