Dos 18 mandos do Palmeiras no Brasileirão/2012, 11 aconteceram no interior do Estado de São Paulo. Foram 7 jogos em Barueri, 3 em Araraquara e 1 em Presidente Prudente.
A Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, registrou os três maiores públicos do Verdão, nesses 11 jogos. A ironia disso é que houve dirigente do Palmeiras que afirmou que em Araraquara não dá público.
A Morada do Sol situa-se no centro geográfico de São Paulo e integra uma região de alta densidade demográfica e com poder aquisitivo de destaque.

Eis a classificação dos públicos dos 11 jogos do Palmeiras no Interior:

1º – 13.228 pagantes – Palmeiras x Botafogo – Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

Palmeiras x Botafogo (Arena da Fonte Luminosa)

 

2º – 10.655 pagantes – Palmeiras x Coritiba – Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

Palmeiras x Coritiba ( Arena Fonte Luminosa)

 

3º – 9.873 pagantes – Palmeiras x Cruzeiro – Arena Fonte Luminosa, em Araraquara

Palmeiras x Cruzeiro (Arena Fonte Luminosa)

4º – 8.461 pagantes – Palmeiras x Fluminense – Prudentão, em Presidente Prudente

5º – 8.387 pagantes – Palmeiras x Internacional – Arena Barueri, em Barueri

6º – 8.374 pagantes – Palmeiras x São Paulo – Arena Barueri, em Barueri

7º – 7.515 pagantes – Palmeiras x Bahia – Arena Barueri, em Barueri

8º – 7.500 pagantes – Palmeiras x Flamengo – Arena Barueri, em Barueri

9º – 7.407 pagantes – Palmeiras x Náutico – Arena Barueri, em Barueri

10º – 6.651 pagantes – Palmeiras x Vasco – Arena Barueri, em Barueri

11º – 2.580 pagantes – Palmeiras x Figueirense – Arena Barueri, em Barueri

A se registrar o fato de que mais dois jogos, realizados no Pacaembu, também tiveram públicos menores que os da Arena Fonte Luminosa:
Palmeiras x Atlético-MG, com 7.268 pagantes e Palmeiras x Portuguesa, com 8.939 pagantes.
Palmeiras x Grêmio, no Pacaembu, reuniu 11.586 pagantes, menos do que o jogo entre Palmeiras e Botafogo, em Araraquara, que somou 13.228 torcedores.
A verdade é que o Palmeiras, integrante da Série B do Brasileirão em 2013, deverá lembrar com carinho dessa liderança da Arena Fonte Luminosa, quando escolher o local do grande número de partidas que terá de fazer longe da cidade de São Paulo, por força de nova punição que deverá sofrer, pelo péssimo comportamento de alguns de seus torcedores.

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Fonte: Arquivo Pessoal
Fotos: Paulo Luís Micali

 

A supremacia de Europa e América do Sul, verificada nos confrontos de seleções nacionais, em Copas do Mundo, estende-se ao Mundial de Clubes da FIFA. Nas oito edições dessa competição, só deu europeus e americanos do Sul: Europa 5 x 3 América do Sul.

Para satisfação dos brasileiros, o Brasil é o país número um no Mundial de Clubes da FIFA.

1º – Brasil, 3 títulos consecutivos:
2000 – Corinthians
2005 – São Paulo
2006 – Internacional

2º – Itália e Espanha, 2 títulos:
2007 – Milan; 2010 – Internazionale
2009 e 2011 – Barcelona

4º – Inglaterra, 1 título:
2008 – Manchester United

O Barcelona é o único bicampeão no Mundial de Clubes da FIFA.

O fato de sempre ter dado campeão europeu ou sul-americano no Mundial de Clubes da FIFA está dando legitimidade aos campeões do Torneio Intercontinental (Campeão da Libertadores x Campeão da Liga dos Campeões), disputado de 1960 a 2004, num total de 43 edições.

Nesse confronto, os sul-americanos tiveram um título a mais: América do Sul 22 x 21 Europa.

Juntando Torneio Intercontinental com Mundial de Clubes da FIFA, o placar é este: Europa 26 x 25 América do Sul

Os representantes dos demais continentes têm feito o papel de meros figurantes.

Será que ainda existe quem conteste os títulos conquistados pelos campeões do Torneio Intercontinental?

Fontes: Wikipédia e campeoesdofutebol

 

Após brilhante participação no Campeonato Paulista de 1968, quando se classificou em terceiro lugar, deixando para trás São Paulo, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, sagrando-se bicampeã do Interior, e tendo o artilheiro nº 1 do certame (Téia, com 20 gols), a Ferroviária de Araraquara comemorou o feito promovendo a presença, na Fonte Luminosa, do Napoli da Itália e dando show de bola, ganhando de 4 a 0; para completar a temporada com êxito total e brilhantismo, a Ferrinha excursionou para as Américas do Sul e Central, repetindo o que fizera na segunda excursão, em 1963.

Vail Mota foi o comandante técnico e dirigiu os seguintes profissionais, na excursão:
Carlos Alberto, Sérgio Bergantin, Baiano, Fernando, Rossi, Fogueira, Bebeto, Peixinho, Valdir, Bazzani, Rui Júlio, Ismael, Maritaca, Zé Luiz, Paulo Bim, Pio, Nei, Zé Carlos e Paina.

Em 13 jogos disputados, a Ferroviária ganhou 9, empatou 3 e perdeu apenas um. Assinalou 22 tentos e sofreu 9.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Goleadores Grenás
1 – 07.11.68 – Costa Rica 1 x 2 Ferroviária – Ismael (2)
2 – 10.11.68 – Costa Rica 1 x 0 Ferroviária
3 – 14.11.68 – Honduras 0 x 1 Ferroviária – Zé Luiz
4 – 17.11.68 – Honduras 0 x 2 Ferroviária – Zé Luiz e Baiano (pênalti)
5 – 21.11.68 – El Salvador 0 x 1 Ferroviária – Peixinho
6 – 24.11.68 – Municipal (Guatemala) 2 x 5 Ferroviária – Maritaca, Baiano (pênalti), Bebeto (2) e Pio
7 – 26.11.68 – Comunicaciones (Guatemala) 0 x 2 Ferroviária – Paulo Bim e Maritaca
8 – 29.11.68 – Haiti 2 x 2 Ferroviária – Bebeto e Peixinho
9 – 01.12.68 – Haiti 0 x 0 Ferroviária
10 – 04.12.68 – Deportivo Júnior (COL) 2 x 3 Ferroviária – Bazzani, Pio e Baiano
11 – 13.12.68 – Atlético Bucaramanga (COL) 0 x 2 Ferroviária – Paulo Bim e Maritaca
12 – 15.12.68 – Atlético Bucaramanga (COL) 0 x 1 Ferroviária – Nei
13 – 17.12.68 – Nacional de Medellin (COL) 1 x 1 Ferroviária – Zé Luiz

Impressionante a distribuição dos tentos, pois não houve ninguém que se destacasse sobre os demais. Dez atletas afeanos fizeram gols na excursão:
Zé Luiz, Maritaca, Bebeto e Baiano, 3;
Peixinho, Paulo Bim, Pio e Ismael, 2;
Bazzani e Nei, 1

Fontes:
Fonte Luminosa – Ferroviária, Luís Marcelo Inaco Cirino, Pontes/2005;
Tópicos do Passado da AFE, Antônio Jorge Moreira;
Arquivo pessoal.

 

Em sua segunda excursão ao exterior, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara dirigiu-se às Américas do Sul e Central, no ano de 1963, em giro que se iniciou em janeiro e terminou em março.

O técnico Francisco José Sarno contou com o seguinte elenco de jogadores: Toninho, Aparecido, Zé Maria, Galhardo, Brandão, Rodrigues, Geraldo Scalera, Dudu, João, Tonhão, Ditinho, Vanderlei, Tales, Peixinho, Capitão, Nego, Mário, Bazzani e Benny.

Em 16 apresentações, a Ferrinha obteve 13 vitórias e foi derrotada em 3 jogos. Assinalou 48 gols, com média de 3 por jogo. Sofreu apenas 12.

Os jogos:
20.01.63 – 4 x 0 – Cucuta Deportivo (COL)
23.01.63 – 0 x 1 – Deportivo Pereira (COL)
27.01.63 – 4 x 5 – Once Caldas (COL)
30.01.63 – 6 x 0 – Atlético Nacional (COL)
03.02.63 – 2 x 1 – Deportivo Independiente (COL)
08.02.63 – 2 x 0 – Deportivo Atlântico (COL)
10.02.63 – 3 x 1 – Club Unión Magdalena (COL)
12.02.63 – 7 x 0 – Deportivo Barranca (COL)
15.02.63 – 3 x 0 – Seleção do Panamá
17.02.63 – 4 x 0 – Seleção de Honduras
24.02.63 – 3 x 0 – Seleção de El Salvador
27.02.63 – 2 x 0 – Seleção Municipal da Guatemala
03.03.63 – 2 x 1 – Seleção Nacional da Guatemala
06.03.63 – 1 x 0 – Seleção Nacional da Guatemala
10.03.63 – 4 x 1 – Seleção Nacional de El Salvador
12.03.63 – 1 x 2 – Seleção Nacional da Costa Rica

O resultado financeiro da excursão foi muito positivo, só que o êxito da campanha despertou o interesse dos grandes clubes pelos astros grenás. E a AFE foi sendo desmontada. Peixinho foi para o Santos (nada mais lógico, né?); Bazzani seguiu para o Corinthians; Dudu e Geraldo Scalera rumaram para o Palmeiras. Algum tempo depois o Corinthians levaria mais dois: Galhardo e Tales. O ponteiro-esquerdo Benny seria transferido para a Argentina.

Não demorou muito e a agremiação da Estrada de Ferro sentiria amargamente o resultado desse desmonte, sendo rebaixada em 1965, caindo da Divisão Especial para a Primeira Divisão.

Fontes:
Fonte Luminosa – Ferroviária, de Luís Marcelo Inaco Cirino; Tópicos do Passado da AFE, de Antônio Jorge Moreira.

 

O Brasil sediou a 4ª Copa do Mundo de futebol e sediará a 20ª edição. Será o quinto país a conseguir ser sede do Mundial em duas edições, o que já foi privilégio de, pela ordem: México, Itália, França e Alemanha.

A Europa lidera, por continente, tendo promovido 10 das 19 Copas. Com um total bem inferior, aparece em seguida a América do Sul, com quatro. A América do Norte sediou três edições. Ásia e África, apenas uma.

Se se considerar o “duelo” Europa x Américas, os europeus estabelecem 10 x 7.

Na Itália, na França e na Alemanha o jogo final ocorreu em estádios diferentes:
Itália
1934 – Stadio Nazionale PNF, Roma
1990 – Stadio Olimpico, Roma
França
1938 – Stade Olympique de Colombes, Paris
1998 – Stade de France, Saint Denis
Alemanha
1974 – Olympiastadion, Munique
2006 – Olympiastadion, Berlim

Sendo assim, o único estádio que recebeu duas finais de Copa do Mundo foi o Azteca, na cidade do México, em 1970 e 1986.

Portanto, na 20ª edição, o Maracanã deverá igualar-se ao Azteca, visto que nele acontecerá a final da Copa do Mundo de 2014.

Das 19 edições, somente em seis o país-sede sagrou-se campeão, festejando em casa.
1930 – Uruguai
1934 – Itália
1966 – Inglaterra
1974 – Alemanha
1978 – Argentina
1998 – França

Em feito inigualável, o Brasil é pentacampeão, com todas as conquistas fora de seu território.

O grupo de países campeões é bem restrito: apenas oito chegaram ao título máximo: Brasil, 5 vezes; Itália, 4; Alemanha, 3; Uruguai e Argentina, 2; Inglaterra, França e Espanha, 1.

No duelo intercontinental, Europa 10 x 9 América do Sul.

Fonte: Wikipédia
Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

 

A Ferroviária volta a se classificar em 6º lugar, no Campeonato Paulista, à frente de Corinthians e Portuguesa de Desportos.
O artilheiro principal da AFE foi Peixinho (17 gols), seguido de perto por Tales (16) e Paulo Bim (12).

Na excursão pelas Américas, a Ferroviária venceu 13 jogos e perdeu 3, marcando 48 gols e sofrendo 12.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás
1 – 20.01.63 – Deportivo Cúcuta (COL) 0 x 4 AFE – Amistoso Internacional – Benny (2), Bazzani e Cido
2 – 23.01.63 – Deportivo Pereira (COL) 1 x 0 AFE – Amistoso Internacional
3 – 27.01.63 – Once Caldas (COL) 5 x 4 AFE – Amistoso Internacional – Tales (2), Bazzani e Antonieta (contra)
4 – 30.01.63 – Atlético Nacional (COL) 0 x 6 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani (2), Peixinho, Capitão, Benny e Dudu
5 – 03.02.63 – Deportivo Independiente (COL) 1 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Capitão e Peixinho
6 – 08.02.63 – Atlético de Barranquilla (COL) 0 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani e Peixinho
7 – 10.02.63 – Club Unión Magdalena (COL) 1 x 3 AFE – Amistoso Internacional – Capitão (2) e Peixinho
8 – 12.02.63 – Deportivo Barranca (COL) 0 x 7 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani (2), Aílton (2), Capitão, Cido e Tião Nego
9 – 15.02.63 – Seleção do Panamá 0 x 3 AFE – Amistoso Internacional – Bazzani, (?), (?)
10 – 17.02.63 – Seleção de Honduras 0 x 4 AFE – Amist. Internacional – (?)
11 – 24.02.63 – Seleção de El Salvador 0 x 3 AFE – Amist. Internac. – (?)
12 – 27.02.63 – Seleção Municipal (Guatemala) 0 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Tião Nego (2)
13 – 03.03.63 – Seleção Nacional (Guatemala) 1 x 2 AFE – Amistoso Internacional – Tião Nego e Dudu
14 – 06.03.63 – Seleção Nacional (Guatemala) 0 x 1 AFE – Amistoso Internacional – Laerte
15 – 10.03.63 – Seleção Nacional (El Salvador) 1 x 4 AFE – Amistoso Internacional – (?)
16 – 12.03.63 – Seleção Nacional (Costa Rica) 2 x 1 AFE – Amistoso Internacional – Tião Nego
17 – 31.03.63 – Barretos 1 x 3 AFE – Amistoso – (?)
18 – 14.04.63 – Osvaldo Cruz 2 x 3 AFE – Amistoso – Cido, Capitão (pênalti) e Tião Nego
19 – 21.04.63 – Rio Preto 2 x 1 AFE – Amistos – Dudu
20 – 28.04.63 – AFE 3 x 3 Botafogo-RP – Amistoso – Tião Nego, Adalberto (contra) e Peixinho
21 – 01.05.63 – AFE 2 x 3 Palmeiras – Amistoso – Peixinho (2)
22 – 05.05.63 – Botafogo-RP 0 x 1 AFE – Amistoso – (?)
23 – 08.05.63 – AFE 3 x 1 Guarani – Amistoso – Capitão, Paulo Bim e Peixinho
24 – 12.05.63 – Prudentina 0 x 0 AFE – Campeonato Paulista
25 – 19.05.63 – Itaú-MG 1 x 1 AFE – Amistoso – (?)
26 – 26.05.63 – Portuguesa Santista 4 x 3 AFE – Amistoso – Tales (3)
27 – 01.06.63 – AFE 1 x 4 Noroeste – Campeonato Paulista – Peixinho
28 – 09.06.63 – Esportiva (Guaratinguetá) 0 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho (2)
29 – 16.06.63 – AFE 1 x 2 XV de Piracicaba – Campeonato Paulista – Tales
30 – 23.06.63 – AFE 1 x 3 Guarani – Campeonato Paulista – Aílton
31 – 30.06.63 – Juventus 0 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho
32 – 07.07.63 – AFE 0 x 1 São Paulo – Campeonato Paulista
33 – 14.07.63 – América-SJRP 1 x 5 AFE – Amistoso – Lio (4) e Cachimbo
34 – 24.07.63 – Palmeiras 3 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Tales
35 – 28.07.63 – Catanduva 1 x 1 AFE – Amistoso – Cido
36 – 03.08.63 – Jabaquara 1 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Tales e Ari
37 – 11.08.63 – Corinthians 4 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Tales (2)
38 – 15.08.63 – Botafogo-RP 1 x 3 AFE – Campeonato Paulista – Tales, Capitão e Jurandir (contra)
39 – 18.08.63 – América-SJRP 4 x 1 AFE – Amistoso – Peixinho
40 – 25.08.63 – Passos-MG 0 x 5 AFE – Amistoso – Zé Maria (4) e João Carlos
41 – 01.09.63 – AFE 4 x 1 Santos – Campeonato Paulista – Lio, Tales e Peixinho (2)
42 – 08.09.63 – AFE 1 x 2 Comercial-RP – Campeonato Paulista – Tales
43 – 21.09.63 – Portuguesa 1 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Dudu
44 – 25.09.63 – AFE 2 x 0 São Bento – Camp. Paulista – Paulo Bim (2)
45 – 29.09.63 – XV de Piracicaba 4 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Paulo Bim e Peixinho
46 – 05.10.63 – Noroeste 1 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Paulo Bim
47 – 12.10.63 – Comercial-RP 2 x 1 AFE – Camp. Paulista – Paulo Bim
48 – 16.10.63 – AFE 4 x 0 Botafogo-RP – Campeonato Paulista – Tales, Paulo Bim e Peixinho (2)
49 – 19.10.63 – AFE 3 x 4 Palmeiras – Campeonato Paulista – Paulo Bim (2) e Tales
50 – 23.10.63 – AFE 3 x 3 Corinthians – Camp. Paulista – Paulo Bim (3)
51 – 27.10.63 – Guarani 1 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Tales
52 – 31.10.63 – Avareense 1 x 1 AFE – Amistoso – Tales
53 – 03.11.63 – AFE 4 x 0 Jabaquara – Campeonato Paulista – Dudu, Tales, Galhardo e Peixinho
54 – 06.11.63 – AFE 3 x 0 Prudentina – Campeonato Paulista – Peixinho (2) e Dudu
55 – 10.11.63 – AFE 2 x 0 Portuguesa – Campeonato Paulista – Tales (2)
56 – 17.11.63 – São Bento 3 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho
57 – 24.11.63 – AFE 1 x 0 Juventus – Campeonato Paulista – Ari
58 – 04.12.63 – AFE 1 x 1 Esportiva (Guaratinguetá) – Campeonato Paulista – Peixinho (de bicicleta)
59 – 08.12.63 – Santos 1 x 5 AFE – Campeonato Paulista – Peixinho (3, sendo 1 de pênalti) e Tales (2)
60 – 12.12.63 – São Paulo 5 x 1 AFE – Campeonato Paulista – Paulo Bim
61 – 15.12.63 – Andradina 1 x 2 AFE – Amistoso – Peixinho (2)

Resumo da temporada da Ferroviária de Araraquara/1963
Jogos – 61
Vitórias – 32
Empates – 10
Derrotas – 19
Gols pró – 138
Gols contra – 84
Saldo de gols – 54

Fontes:
Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira);
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro, FPF

 

Em 19 edições da Copa do Mundo de futebol, os ingleses lideram com folga a lista de árbitros que dirigiram as finais, com quatro presenças:

1950 – Brasil 1 x 2 Uruguai – George Reader
1954 – Alemanha 3 x 2 Hungria – William H.E. Ling
1974 – Alemanha 2 x 1 Holanda – John Keith Taylor
2010 – Espanha 1 x 0 Holanda – Howard Webb

Em seguida aparecem italianos, franceses e brasileiros com duas atuações cada:
Brasil
1982 – Itália 3 x 1 Alemanha – Arnaldo Cézar Coelho
1986 – Argentina 3 x 2 Alemanha – Romualdo Arppi Filho
Itália
1978 – Argentina 3 x 1 Holanda – Sergio Gonella
2002 – Brasil 2 x 0 Alemanha – Pierluigi Collina
França
1938 – Itália 4 x 2 Hungria – Georges Capdeville
1958 – Brasil 5 x 2 Suécia – Maurice Guigue

Com uma atuação:
1930 – Uruguai 4 x 2 Argentina – Jean Langenus (Bélgica)
1934 – Itália 2 x 1 Tchecoslováquia – Ivan Eklind (Suécia)
1962 – Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia – Nikolai Latyshev (União Soviética)
1966 – Inglaterra 4 x 2 Alemanha – Gottfried Dienst (Suíça)
1970 – Brasil 4 x 1 Itália – Rudi Gloeckiner (Alemanha Oriental)
1990 – Alemanha 1 x 0 Argentina – Edgardo Codesal (México)
1994 – Brasil 0 x 0 Itália – Sandor Puhl (Hungria)
1998 – França 3 x 0 Brasil – Said Belgola (Marrocos)
2006 – Itália 1 x 1 França – Horacio Elizondo (Argentina)

Em sete finais, os árbitros brasileiros ficaram impossibilitados de concorrer à escalação, dado que o selecionado do Brasil decidiu o título, ganhando cinco e perdendo duas.

Fonte: Copa do Mundo Brasil – copadomundobr.com

 

Em 38 jogos o Rei Pelé assinalou quatro ou mais gols. O recorde absoluto de gols do maior jogador de futebol de todos os tempos, em uma mesma partida, deu-se no dia 21 de novembro de 1964. O Santos estabeleceu 11 x 0 contra o Botafogo de Ribeirão Preto (SP) e Pelé marcou 8 gols. Foi o jogo de número 563 de sua extraordinária carreira.

Em seis ocasiões o Rei marcou 5 gols:
120º jogo – 01.10.58 – Santos 8 x 1 Ipiranga (SP)
371º jogo – 30.08.61 – Santos 8 x 0 Olímpico (Blumenau-SC)
373º jogo – 06.09.61 – Santos 10 x 1 Juventus
594º jogo – 29.04.65 – Santos 9 x 4 Clube do Remo-PA
608º jogo – 14.07.65 – Santos 6 x 2 Noroeste
633º jogo – 31.10.65 – Santos 5 x 2 Prudentina

Os 31 jogos nos quais Pelé marcou 4 gols:
29º – 09.06.57 – Santos 7 x 2 Lavras (MG)
45º – 15.08.57 – Santos 8 x 1 Guarani
49º – 11.09.57 – Santos 7 x 1 Nacional (SP)
69º – 01.12.57 – Santos 6 x 2 Portuguesa Santista
82º – 26.02.58 – Santos 5 x 3 América (RJ)
100º – 23.07.58 – Santos 6 x 0 XV de Piracicaba
114º – 11.09.58 – Santos 10 x 0 Nacional (SP)
132º – 19.11.58 – Santos 9 x 1 Comercial (SP)
136º – 07.12.58 – Santos 6 x 1 Corinthians
138º – 14.12.58 – Santos 7 x 1 Guarani
193º – 26.06.59 – Santos 7 x 1 Internazionale (Itália)
224º – 14.10.59 – Santos 8 x 0 América (Rio Preto-SP)
280º – 31.05.60 – Santos 10 x 0 Royal Neerschot (Bélgica)
372º – 03.09.61 – Santos 6 x 3 São Paulo
375º – 13.09.61 – Santos 5 x 1 Guaratinguetá
376º – 17.09.61 – Santos 6 x 1 Portuguesa
436º – 16.09.62 – Santos 7 x 2 Ferroviária
456º – 02.12.62 – Santos 8 x 2 Jabaquara
490º – 05.06.63 – Santos 5 x 2 Eintracht (Alemanha Oc.)
497º – 21.07.63 – Santos 4 x 3 Noroeste
556º – 28.10.64 – Santos 8 x 1 Prudentina
566º – 06.12.64 – Santos 7 x 4 Corinthians
591º – 15.04.65 – Santos 4 x 4 Corinthians
622º – 11.09.65 – Santos 7 x 0 Guarani
639º – 25.11.65 – Santos 5 x 0 Botafogo (Ribeirão Preto-SP)
704º – 21.02.67 – Santos 6 x 2 Universidad Católica (Chile)
874º – 31.05.69 – Santos 5 x 1 Botafogo (Ribeirão Preto-SP)
900º – 15.10.69 – Santos 6 x 2 Portuguesa
955º – 29.07.70 – Santos 9 x 1 Sergipe
970º – 18.09.70 – Santos 7 x 4 Washington Darts (USA)
1282º – 08.04.76 – Cosmos 5 x 0 Honda (Japão)

Corinthians, Guarani e Botafogo de Ribeirão Preto foram vítimas desses “excessos” de Pelé em três oportunidades cada um. Quanto ao Timão, sempre se disse que o Rei do futebol tinha um prazer especial em enfrentá-lo e derrotá-lo.

Dificilmente um outro clube, além do Santos F.C., conseguirá estabelecer tantas goleadas em sua história. O alvinegro praiano deve isso, fundamentalmente, ao gênio Pelé.

Fonte: PELÉ O SUPERCAMPEÃO, Orlando Duarte, MAKRON Books do Brasil Editora Ltda., 1993

 

O São Paulo Futebol Clube realizou 536 jogos de caráter internacional, no período de 1930 a 2011, incluindo-se nesse levantamento os dois amistosos contra clubes estrangeiros realizados pelo São Paulo da Floresta.

O tricolor do Morumbi venceu 262 jogos, empatou 142 e perdeu 132. Ganhou praticamente metade deles, dividindo mais ou menos em um quarto os empates e também em um quarto as derrotas.

Aproximando-se dos mil gols nessas partidas, o SPFC consignou 975 tentos, sofrendo 639 e livrando um expressivo saldo de 336.

Desse total de jogos, 445 foram contra clubes do exterior e os restantes 91 contra clubes do Brasil.

Tendo os estrangeiros como rivais, são 230 vitórias contra 108 derrotas; enfrentando os brasileiros, 32 vitórias contra 24 derrotas.

O clube do exterior com o qual o São Paulo mais cruzou foi o Boca Juniors, 20 vezes.

Os adversários brasileiros mais frequentes do tricolor, em jogos internacionais, foram Grêmio e Cruzeiro, com 10 encontros cada.

Mas é contra o Palmeiras, adversário do tricolor em quatro edições da Libertadores, que os torcedores das três cores mais se entusiasmam, pois o seu time jamais perdeu, eliminando o clube esmeraldino em todas as ocasiões e mantendo-se invicto (6 vitórias e 2 empates). A vantagem do Verdão em jogos internacionais contra o São Paulo aconteceu somente em um jogo do Ramón de Carranza, em 1993.

Na única vez que são-paulinos e corintianos mediram forças em competição internacional de caráter oficial, em 1994, o São Paulo levou a melhor numa disputa que chegou aos pênaltis depois de uma vitória para cada lado. Na ocasião, o expressinho tricolor, comandado por Muricy Ramalho, passou pelo alvinegro nas semifinais e superou o Peñarol na final, levantando o título da Copa Conmebol.

Mais relevantes, porém, foram as cinco conquistas de títulos do SPFC em competições internacionais oficiais, com finais brasileiras. Eis os feitos do tricolor paulista sobre seus rivais brasileiros:
Uma Libertadores em cima do Atlético-PR;
Uma Supercopa Libertadores sobre o Flamengo;
Uma Copa Master Conmebol em cima do Atlético-MG;
Uma Recopa Sul-Americana sobre o Cruzeiro; e
Uma Recopa Sul-Americana sobre o Botafogo-RJ.

Fonte: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012

Nota – Aos colegas são-paulinos do blog “História do Futebol”: os interessados em receber, de presente, o livro “São Paulo Internacional”, podem escrever para vicente.baroffaldi@gmail.com, passando o nome completo e o endereço idem.

 

A primeira viagem da Ferroviária de Araraquara ao exterior

A Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara empreendeu três excursões ao exterior, todas na década de 1960 (1960, 1963 e 1968) e todas revestidas de pleno sucesso.

Na primeira delas, em 1960, os destinos foram Europa e África. Sob o comando técnico de José Carlos Bauer, viajaram os seguintes jogadores: Rosan, Fia, Porunga, Cardarelli, Antoninho, Valter, Zé Maria, Dirceu, Rodrigues, Bazzani, Miranda, Faustino, Dudu, Baiano, Eusébio, Benny e Palico.

Em 20 apresentações, a Ferroviária colheu 17 vitórias, 2 empates e conheceu uma única derrota, contra o Sporting de Portugal.

Assinalou 84 gols, sofrendo 13 e tendo um elevado saldo de 71 tentos. Seu maior feito foi derrotar o F.C. do Porto, em pleno estádio das Antas, pela contagem de 2 a 0, acabando com uma longa série invicta do poderoso clube luso.

Os resultados:
14.04.1960 – Nacional (Portugal) 3 x 4 Ferroviária – Ilha da Madeira
17.04.1960 – Marítimo (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Ilha da Madeira
22.04.1960 – Nacional (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Ilha da Madeira
01.05.1960 – Sporting (Portugal) 1 x 0 Ferroviária – Lisboa
04.05.1960 – Belenenses (Portugal) 1 x 2 Ferroviária – Lisboa
08.05.1960 – Porto (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Porto
10.05.1960 – Sporting (Portugal) 1 x 1 Ferroviária – Lisboa
24.05.1960 – Farense (Portugal) 0 x 5 Ferroviária – Faro
26.05.1960 – Atlético de Madri (Espanha) 1 x 1 Ferroviária – Madri
28.05.1960 – Sporting Luanda 0 x 8 Ferroviária – Luanda
29.05.1960 – Seleção de Huambo 0 x 4 Ferroviária – Nova Lisboa
31.05.1960 – Seleção de Huila 1 x 5 Ferroviária – Sá Bandeira
02.06.1960 – Seleção de Luanda 0 x 7 Ferroviária – Luanda
05.06.1960 – Seleção de Natal 1 x 8 Ferroviária – Lourenço Marques
10.06.1960 – Seleção de Beira 2 x 4 Ferroviária – Beira
11.06.1960 – Seleção de Moçambique 1 x 3 Ferroviária – Lourenço Marques
12.06.1960 – Ferroviária de Belém 1 x 6 Ferroviária – Beira
16.06.1960 – Seleção de Quelimane 0 x 6 Ferroviária – Quelimane
18.06.1960 – Seleção de Lourenço Marques 0 x 3 Ferroviária – Lourenço Marques
19.06.1960 – Seleção do Transvaal 0 x 12 Ferroviária – Lourenço Marques

Houve um imprevisto nessa primeira saída da AFE, do Brasil. Quando a delegação se encontrava na África, o empresário Mário Nobre (numa atitude nada nobre) escafedeu-se, sumiu, sem pagar as cotas dos jogos da Ferrinha na África e sem providenciar as passagens de volta para o Brasil. Um outro empresário, de nome Ranieri, arcou com 50% das despesas para retorno da delegação, ficando a outra metade a cargo da Federação Paulista de Futebol, que intercedeu por intermédio de seu presidente, João Mendonça Falcão.

Em chegando a São Paulo, a Ferroviária foi homenageada em cerimônia promovida pela F.P.F., tendo em vista o brilhantismo com que representou o Brasil em território estrangeiro.

No retorno a Araraquara, a agremiação grená teve calorosa recepção.

Fontes: Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira; Fonte Luminosa, Ferroviária, de Luís Marcelo Inaco Cirino, Pontes

 

Entre os clubes brasileiros, os principais vencedores do Rei Pelé foram:
1º – Palmeiras, 16 vitórias;
2º – Portuguesa, 13;
3º – São Paulo, 12;
4º – Corinthians, 9;
5º – Vasco da Gama e Botafogo, 8;
7º – Ferroviária de Araraquara, 7;
8º – Flamengo e Grêmio, 6;
10º – Cruzeiro e Atlético-MG, 5;
12º – Guarani, 4;
13º – Fluminense, 3

Essa classificação atenta para o número de vitórias obtidas pelos adversários do Rei. Mas há uma outra classificação, igualmente importante, que leva em consideração o número de vitórias em relação ao número de jogos realizados contra o Santos de Pelé. Nesse caso, a ordem dos clubes muda bastante.

Então, aqui vai a classificação dos adversários de Pelé, considerando-se o aproveitamento, destacando-se o Cruzeiro Esporte Clube de Belo Horizonte, que se deu melhor nos confrontos, vencendo 5 jogos em 11 disputados, o que representa 45,45%, percentual altíssimo em se tratando de refregas contra o maior jogador de futebol de todos os tempos.

1º – Cruzeiro, 45,45% (5 vitórias em 11 jogos);
2º – Grêmio, 40% (6 vitórias em 15 jogos);
3º – Vasco da Gama, 38,1% (8 vitórias em 21 jogos);
4º – Botafogo-RJ, 34,78% (8 vitórias em 23 jogos);
5º – Flamengo, 31,58% (6 vitórias em 19 jogos);
6º – Atlético-MG, 29,41% (5 vitórias em 17 jogos);
7º – Ferroviária de Araraquara, 29,16% (7 vitórias em 24 jogos);
8º – Palmeiras, 28,07% (16 vitórias em 57 jogos);
9º – Fluminense, 27,27% (3 vitórias em 11 jogos);
10º – Portuguesa, 26% (13 vitórias em 50 jogos);
11º – São Paulo, 24,49% (12 vitórias em 49 jogos);
12º – Internacional-RS, 22,22% (2 vitórias em 9 jogos)
13º – Corinthians, 18,75% (9 vitórias em 48 jogos);
14º – Guarani, 12,12% (4 vitórias em 33 jogos)

Fonte: www.campeoesdofutebol.com.br

 

A Ferroviária foi a sexta colocada no Campeonato Paulista de 1962, atrás dos cinco então grandes (Santos, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Portuguesa de Desportos, nessa ordem) e junto com o Botafogo de Ribeirão Preto.

A esquadra grená serviu, em abril de 1962, de “sparring” da Seleção Brasileira, em Serra Negra, empatando com a Seleção “B” (0×0) e perdendo para a Seleção “A” (0×2), gols de Didi.

Pela Taça São Paulo, a AFE conseguiu uma goleada retumbante sobre o Palmeiras: 6×2; e uma vitória sobre o Corinthians: 2×0. No certame paulista, 3×1 no Palmeiras, 4×1 no São Paulo em pleno Pacaembu e 2×0 no tricolor em Araraquara. Amistoso no Parque São Jorge: Corinthians 1×4 Ferroviária.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Artilheiros Grenás
1 – 14.01.62 – Olímpia 0 x 2 AFE – Amistoso – Laerte e Mateus
2 – 21.01.62 – Linense 3 x 2 AFE – Amistoso – Laerte e Melão
3 – 28.01.62 – Orlândia 1 x 4 AFE – Amistoso – Peixinho (3) e Laerte
4 – 04.02.62 – Uberlândia-MG 1 x 1 AFE – Amistoso – Peixinho
5 – 10.02.62 – Portuguesa 1 x 0 AFE – Amistoso
6 – 18.02.62 – Fernandópolis 2 x 7 AFE – Amistoso – Peixinho (2), Parada (2), Bazzani, Benny e Aurélio
7 – 11.03.62 – Ituveravense 1 x 1 AFE – Amistoso – Benny
8 – 15.03.62 – AFE 3 x 1 Prudentina – Amistoso – Parada (2) e Laerte
9 – 18.03.62 – Prudentina 2 x 4 AFE – Amistoso – Dudu, Peixinho, Benny e Mário
10 – 21.03.62 – Londrina-PR 5 x 5 AFE – Amistoso – Parada (2), Benny, Peixinho e Dudu
11 – 25.03.62 – Corinthians 1 x 4 AFE – Amistoso – Bazzani, Laerte, Benny e Parada (pênalti)
12 – 01.04.62 – AFE 2 x 2 Corinthians – Amistoso – Parada e Bazzani
13 – 15.04.62 – Rio Preto 2 x 4 AFE – Amistoso – (?)
14 – 22.04.62 – Votuporanguense 0 x 0 AFE – Taça São Paulo
15 – 25.04.62 – AFE 2 x 0 Votuporanguense – Taça São Paulo – Dudu e Laerte
16 – 29.04.62 – Seleção Brasileira “B” 0 x 0 (1º período) e “A” 2 x 0 (2º período) Ferroviária – Jogo-treino
17 – 06.05.62 – Guarani 1 x 1 AFE – Taça São Paulo – Benny
18 – 13.05.62 – AFE 3 x 0 Guarani – Taça São Paulo – Benny (2) e Bazzani
19 – 20.05.62 – AFE 6 x 2 Palmeiras – Taça São Paulo – Bazzani (3), Ismael, Aurélio e Laerte
20 – 24.05.62 – Palmeiras 4 x 1 AFE – Taça São Paulo – Benny
21 – 27.05.62 – Ferroviária (Botucatu) 0 x 0 AFE – Amistoso
22 – 31.05.62 – Campinense-GO 1 x 6 AFE – Amistoso – Benny, Bazzani, Parada, Aílton, Melão e Mateus
23 – 03.06.62 – Atlético Goianiense-GO 1 x 3 AFE – Amistoso – Bazzani, Aílton e Benny
24 – 07.06.62 – AFE 2 x 0 Corinthians – Taça São Paulo – Peixinho (2)
25 – 10.06.62 – Corinthians 4 x 0 AFE – Taça São Paulo
26 – 21.06.62 – Yuracan-MG 2 x 1 AFE – Amistoso – (?)
27 – 24.06.62 – Yuracan-MG 1 x 1 AFE – Amistoso – Mateus
28 – 01.07.62 – Batatais 2 x 1 AFE – Amistoso – Peixinho
29 – 08.07.62 – Noroeste 0 x 2 AFE – Campeonato Paulista – Parada e Laerte
30 – 15.07.62 – XV de Piracicaba 3 x 2 AFE – C.P. – Parada (2)
31 – 22.07.62 – AFE 3 x 0 Jabaquara – C.P. – Peixinho (2) e Bazzani
32 – 29.07.62 – Prudentina 2 x 1 AFE – C.P. – Peixinho
33 – 05.08.62 – AFE 3 x 1 Palmeiras – C.P. – Parada, Bazzani e Peixinho
34 – 12.08.62 – Taubaté 2 x 3 AFE – C.P. – Peixinho (2) e Benny
35 – 16.08.62 – São Paulo 1 x 4 AFE – C.P. – Parada (2), David e Dudu
36 – 19.08.62 – União São João 3 x 5 AFE – Amistoso – Mateus (3), Peixinho e Aílton
37 – 26.08.62 – AFE 2 x 1 Botafogo-RP – C.P. – Parada e Bazzani
38 – 29.08.62 – AFE 2 x 2 Juventus – C.P. – Bazzani (2)
39 – 02.09.62 – AFE 1 x 0 Comercial-RP – C.P. – Esmeraldo (contra)
40 – 07.09.62 – Corinthians 7 x 1 AFE – C.P. – Geraldo Scalera
41 – 12.09.62 – AFE 2 x 1 Guarani – C.P. – Parada e Peixinho
42 – 15.09.62 – Santos 7 x 2 AFE – C.P. – Calvet (contra) e Parada
43 – 26.09.62 – Esportiva (Guaratinguetá) 1 x 0 AFE – C.P.
44 – 30.09.62 – AFE 0 x 1 Portuguesa – C.P.
45 – 10.10.62 – AFE 3 x 0 XV de Piracicaba – C.P. – Dudu, Benny e Bazzani
46 – 13.10.62 – Botafogo-RP 0 x 1 AFE – C.P. – Bazzani
47 – 18.10.62 – Jabaquara 1 x 1 AFE – C.P. – Bazzani
48 – 21.10.62 – Juventus 0 x 0 AFE – C.P.
49 – 28.10.62 – Portuguesa 2 x 1 AFE – C.P. – Tales
50 – 31.10.62 – AFE 6 x 1 Taubaté – C.P. – Wilson (2), Benny (2), Tales e Vaguinho (contra)
51 – 04.11.62 – AFE 2 x 0 São Paulo – C.P. – David e Peixinho
52 – 08.11.62 – AFE 1 x 3 Corinthians – C.P. – Tales
53 – 11.11.62 – Guarani 1 x 0 AFE – C.P.
54 – 15.11.62 – Comercial-RP 2 x 1 AFE – C.P. – Dudu
55 – 25.11.62 – AFE 1 x 1 Santos – C.P. – Geraldo Scalera
56 – 28.11.62 – AFE 1 x 1 Noroeste – C.P. – Peixinho
57 – 06.12.62 – AFE 4 x 1 Prudentina – C.P. – Bazzani (2), Wilson e Peixinho
58 – 12.12.62 – AFE 0 x 0 Esportiva (Guaratinguetá) – C.P.
59 – 16.12.62 – Palmeiras 2 x 1 AFE – C.P. – Dudu

Campanha da Ferroviária no ano de 1962
Jogos – 59; Vitórias – 27; Empates – 14; Derrotas – 18
Gols a favor – 122; Gols contra – 89; Saldo de gols – 33

Principais artilheiros da Ferroviária no Campeonato Paulista/1962:
Bazzani e Peixinho, 10; e Parada, 9

Principais artilheiros da Ferroviária na Taça São Paulo/1962:
Bazzani e Benny, 4

Fontes: Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira; O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF

 

Destacada campanha da Ferroviária de Araraquara culminou com a obtenção da 5ª colocação no Campeonato Paulista de 1961, à frente do Corinthians.

A Ferroviária participou do jogo que decidiu o campeonato, no dia 13 de dezembro de 1961, na Vila Belmiro, quando o Santos, goleando por 6 a 2, garantiu seu segundo bicampeonato no certame bandeirante.

Ficha técnica do jogo do título praiano:
Jogo – Santos 6 x 2 Ferroviária
Data – 13.12.1961, noite
Local – Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro – Stefan Valter Glanz
Renda – Cr$ 2.267.850,00
Público – 23.319 pagantes
Gols – Pelé, 11’ e Tite, 15’ do 1º tempo; Pagão, 5’, Benny, 12’, Pelé, 19’, Pepe, 21’ e 34’, e Peixinho, 43’ do 2º tempo
Santos – Laércio; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho (Pagão), Pelé e Pepe. Técnico: Lula
AFE – Toninho; Ismael, Antoninho e Jurandir; Dudu e Rodrigues; Peixinho, Laerte, Parada (Melão), Bazzani e Benny. Técnico: José Agnelli

Obs.: Peixinho, da Ferroviária, foi o segundo maior artilheiro do certame, ficando atrás apenas de Pelé. O afeano assinalou 26 tentos; Pelé, 47.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás
1 – 15.01.61 – Ferroviária 3 x 2 Noroeste – Amistoso – Palico, Bazzani e Pimentel (pênalti)
2 – 22.01.61 – Noroeste 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani
3 – 02.02.61 – Ferroviária 4 x 1 Comercial-RP – Amistoso – Parada, Palico, Dudu e Mário
4 – 19.02.61 – Bandeirantes (São Carlos) 0 x 0 Ferroviária – Amistoso
5 – 26.02.61 – Ferroviária 4 x 1 Uberaba-MG – Amistoso – (?)
6 – 05.03.61 – Barretos 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani
7 – 09.03.61 – Ferroviária 2 x 1 Esportiva (Guaratinguetá) – Amistoso – (?)
8 – 12.03.61 – Tupã 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – Melão
9 – 15.03.61 – Londrina-PR 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Benny e Melão
10 – …03.61 – Cambé-PR 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Benny e Parada
11 – 23.03.61 – Nacional-PR 0 x 5 Ferroviária – Amistoso – Justino (2), Bazzani, Faustino e Dudu
12 – …03.61 – Guarani-PR 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani (2)
13 – …03.61 – Operário Ferroviário-PR 0 x 4 Ferroviária – Amistoso – (?)
14 – 04.04.61 – América-RJ 2 x 1 Ferroviária – Amistoso (em Curitiba-PR) – Pimentel
15 – 06.04.61 – Ferroviário-PR 0 x 5 Ferroviária – Amistoso – Parada, Melão (2), Bazzani (pênalti) e Paulinho
16 – 09.04.61 – DERAC (Itapetininga) 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Melão (2)
17 – 11.04.61 – São Bento (Sorocaba) 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – Justino, Dudu e Melão
18 – 21.04.61 – Ferroviária 3 x 1 São Paulo – Amistoso – Dudu, Melão e Parada
19 – 23.04.61 – Comercial-RP 3 x 3 Ferroviária – Amistoso – Melão, Bazzani e Souza
20 – 29.04.61 – Itaú-MG 0 x 4 Ferroviária – Amistoso – Peixinho (3) e Justino
21 – 30.04.61 – Francana 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani e Souza
22 – 04.05.61 – Ferroviária 6 x 3 E.C. Bahia – Amistoso – Bazzani, Justino, Dudu, Peixinho (2, sendo um de “bicicleta”)) e Souza
23 – 11.05.61 – Mirassol 2 x 5 Ferroviária – Amistoso – Peixinho (2), Justino, Souza e Mário
24 – 21.05.61 – Uberaba-MG 0 x 0 Ferroviária – Amistoso
25 – 25.05.61 – Portuguesa Santista 3 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
26 – 28.05.61 – Esportiva (Guaratinguetá) 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
27 – 01.06.61 – Guarani 3 x 2 Ferroviária – Amistoso – Parada e Peixinho
28 – 04.06.61 – Ferroviária 3 x 1 Guarani – Amistoso – Bazzani, Dudu e Peixinho
29 – 15.06.61 – Ferroviária 4 x 1 Bandeirantes (São Carlos) – Amistoso – Peixinho (2), Melão e Antoninho
30 – 18.06.61 – Sport Recife-PE 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – Laerte
31 – 24.06.61 – Náutico-PE 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
32 – 02.07.61 – Ferroviária 7 x 2 Taubaté – Campeonato Paulista – Melão (3), Laerte (2), Peixinho e …
33 – 05.07.61 – Botafogo-RP 0 x 1 Ferroviária – C.P. – Peixinho
34 – 09.07.61 – São Paulo 3 x 1 Ferroviária – C.P. – Parada
35 – 23.07.61 – Ferroviária 2 x 0 Portuguesa Santista – C.P. – Peixinho e Melão
36 – 30.07.61 – Esportiva (Guaratinguetá) 3 x 2 Ferroviária – C.P. – Bazzani e Parada
37 – 06.08.61 – Ferroviária 2 x 1 Corinthians – C.P. – Parada e Peixinho
38 – 09.08.61 – Ferroviária 3 x 1 XV de Piracicaba – C.P. – Laerte, Peixinho e Parada
39 – 13.08.61 – Jabaquara 1 x 3 Ferroviária – C.P. – Parada (2) e Peixinho
40 – 20.08.61 – Ferroviária 2 x 1 Comercial-RP – C.P. – Parada e Peixinho
41 – 27.08.61 – Noroeste 0 x 0 Ferroviária – C.P.
42 – 03.09.61 – Ferroviária 2 x 2 Palmeiras – C.P. – Peixinho (2)
43 – 10.09.61 – Juventus 2 x 7 Ferroviária – C.P. – Peixinho (3), Parada (2) e Bazzani (2)
44 – 17.09.61 – Ferroviária 4 x 1 Guarani – C.P. – Parada (2) e Peixinho (2)
45 – 24.09.61 – Ferroviária 0 x 1 Santos – C.P.
46 – 27.09.61 – Portuguesa 4 x 1 Ferroviária – C.P. – Bazzani
47 – 01.10.61 – Ferroviária 3 x 1 Noroeste – C.P. – Bazzani, Peixinho e Parada
48 – 08.10.61 – XV de Piracicaba 1 x 1 Ferroviária – C.P. – Peixinho
49 – 15.10.61 – Ferroviária 2 x 2 São Paulo – C.P. – De Sordi (contra) e Bazzani
50 – 22.10.61 – Comercial-RP 1 x 1 Ferroviária – C.P. – Bazzani
51 – 29.10.61 – Corinthians 1 x 2 Ferroviária – C.P. – Peixinho (2)
52 – 05.11.61 – Ferroviária 2 x 0 Esportiva (Guaratinguetá) – C.P. – Peixinho e Melão
53 – 12.11.61 – Ferroviária 0 x 0 Portuguesa – C.P.
54 – 15.11.61 – Portuguesa Santista 1 x 4 Ferroviária – C.P. – Peixinho (2), Antoninho (pênalti) e Melão
55 – 19.11.61 – Palmeiras 2 x 1 Ferroviária – C.P. – Peixinho
56 – 22.11.61 – Ferroviária 4 x 1 Juventus – C.P. – Benny (2), Bazzani e …
57 – 29.11.61 – Ferroviária 1 x 1 Jabaquara – C.P. – Benny
58 – 06.12.61 – Taubaté 0 x 0 Ferroviária – C.P.
59 – 10.12.61 – Ferroviária 3 x 0 Botafogo-RP – C.P. – Melão, Antoninho (pênalti) e Veríssimo (contra)
60 – 13.12.61 – Santos 6 x 2 Ferroviária – C.P. (Jogo que decidiu o título) – Benny e Peixinho
61 – 17.12.61 – Guarani 6 x 2 Ferroviária – C.P. – Peixinho (de “bicicleta”) e Peixinho

Resumo da temporada afeana, no ano de 1961
Jogos – 61
Vitórias – 34
Empates – 12
Derrotas – 15
Gols pró – 144
Gols contra – 85
Saldo de gols – 59

Fontes: Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira); O Caminho da Bola (Rubens Ribeiro), FPF; A História do Campeonato Paulista (Valmir Storti e André Fontenelle), Publifolha, 1997

 

Uma divagação a respeito da unificação de títulos “perpetrada” pela Confederação Brasileira de Futebol (C.B.F.) e que provocou muita polêmica.

Mostramos mais à frente o número de jogos realizados, ano a ano, pelos campeões nacionais, citando, como referência, apenas os quatro grandes clubes paulistas.

Na Taça Brasil, os campeões do Rio e de São Paulo entravam nas disputas somente nas semifinais porque tinham coisa mais importante para fazer: excursionar ou jogar o Campeonato Carioca e o Campeonato Paulista, que eram muito mais valorizados do que hoje e tinham espaço relevante no calendário.

Assim, não era necessário, para cariocas e paulistas, sustentar mais que quatro ou cinco jogos para tornar-se campeão da Taça Brasil. Antes das semifinais, os campeões dos demais estados da federação “davam o sangue” para alcançar as duas vagas na semifinal.

Imaginem hoje, se os campeões do Rio e de São Paulo tivessem o privilégio de entrar na Copa do Brasil apenas nas semifinais… Geraria o maior buchicho.

O tratamento dispensado aos clubes, na Taça Brasil, era muito desigual. Mesmo assim, o E.C. Bahia sagrou-se campeão da primeira edição, em 1959, realizando 14 jogos. No ano seguinte, o Palmeiras levantaria o título jogando somente quatro (!) partidas.

Não foram necessários mais do que 24 jogos para o Santos ganhar cinco vezes a Taça Brasil. Hoje, para se conseguir um único título do Brasileirão, joga-se 38 vezes!

O Santos realizou 120 jogos para abiscoitar oito títulos nacionais. O Palmeiras, para igual número de conquistas, efetuou 172 jogos, muito mais que o peixe. O São Paulo jogou mais que ambos – 192 vezes – para levantar seis títulos. E o Corinthians também não teve moleza: realizou 166 jogos para ganhar cinco títulos.

São Paulo e Corinthians ganharam campeonatos; Palmeiras e Santos ganharam taças e campeonatos.

A se adicionar a aberração de se dar a um mesmo clube (o Palmeiras) dois títulos de campeão brasileiro no mesmo ano, em 1967, quando o alviverde venceu a Taça Brasil e a Taça de Prata.

O que sobressai em tudo isso é que, sempre que se falar em campeões nacionais, haverá a distinção a ser feita: tantas vezes campeão do Brasileirão, tantas vezes campeão da Taça de Prata e tantas vezes campeão da Taça Brasil.

Jogos realizados pelos grandes de São Paulo para conquista de títulos nacionais

ANO/CLUBE/Nº DE JOGOS
1960 – Palmeiras – 4 (Taça Brasil)
1961 – Santos – 5 (Taça Brasil)
1962 – Santos – 5 (Taça Brasil)
1963 – Santos – 4 (Taça Brasil)
1964 – Santos – 6 (Taça Brasil)
1965 – Santos – 4 (Taça Brasil)
1967 – Palmeiras – 6 (Taça Brasil)
1967 – Palmeiras – 20 (Taça de Prata)
1968 – Santos – 19 (Taça de Prata)
1969 – Palmeiras – 19 (Taça de Prata)
1972 – Palmeiras – 30 (Brasileirão)
1973 – Palmeiras – 40 (Brasileirão)
1977 – São Paulo – 21 (Brasileirão)
1986 – São Paulo – 34 (Brasileirão)
1990 – Corinthians – 25 (Brasileirão)
1991 – São Paulo – 23 (Brasileirão)
1993 – Palmeiras – 22 (Brasileirão)
1994 – Palmeiras – 31 (Brasileirão)
1998 – Corinthians – 32 (Brasileirão)
1999 – Corinthians – 29 (Brasileirão)
2002 – Santos – 31 (Brasileirão)
2004 – Santos – 46 (Brasileirão)
2005 – Corinthians – 42 (Brasileirão)
2006 – São Paulo – 38 (Brasileirão)
2007 – São Paulo – 38 (Brasileirão)
2008 – São Paulo – 38 (Brasileirão)
2011 – Corinthians – 38 (Brasileirão)

Fonte: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012.

 

PELÉ realizou 1.375 jogos e assinalou 1.285 gols, num feito inigualável. Claro que houve o lado sombrio e obscuro – das derrotas – que, no entanto, jamais abalou o Rei.

Foram 247 derrotas, que representaram 17,96% dos jogos dos quais Pelé participou.

Quem foi o maior adversário de Pelé? Aquele que mais o venceu?
Resposta: Sociedade Esportiva Palmeiras, com 16 vitórias. Entre os grandes de São Paulo, a ordem de conquistas contra o maior do mundo foi esta:
1º – Palmeiras, 16 vitórias; 2º – Portuguesa, 13; 3º – São Paulo, 12; 4º – Corinthians, 9

Entre os cariocas, quem se deu melhor, ganhando mais de Edson Arantes do Nascimento?
Resposta: Vasco da Gama e Botafogo conseguiram 8 vitórias contra o Santos de Pelé. O Flamengo, 6, e o Fluminense, 3.

Mineiros e gaúchos, o que obtiveram contra o Rei?
Resposta: Cruzeiro e Atlético foram iguais em número de vitórias: 5.
Entre os gaúchos, o Grêmio se deu melhor, ganhando seis vezes de Pelé; e o Inter venceu somente duas partidas.

No interior paulista, qual foi o clube intermediário que mais resistiu ao poder do Rei?
Resposta: A Ferroviária de Araraquara, que ganhou 7 vezes do Santos com Pelé. Em Araraquara, a AFE ganhou essas 7 vezes, perdendo 4 e empatando duas, levando a melhor sobre o maior jogador da história do futebol. Claro que na Vila Belmiro a história foi bem outra.
Em seguida aparece o Guarani de Campinas, com 4 vitórias.
Os demais interioranos paulistas que ganharam jogos contra Pelé:
Botafogo-RP, Noroeste, Portuguesa Santista e América, dois jogos cada;
São Bento, Jabaquara, Taubaté, XV de Jaú, Comercial-RP, XV de Piracicaba, Guaratinguetá, Saad e Bandeirantes, um jogo cada.

Defendendo a Seleção Brasileira, quantos foram os reveses de Pelé contra selecionados estrangeiros?
Resposta: Apenas 12 derrotas. A Argentina conseguiu 4 vitórias; Portugal, duas; Uruguai, Holanda, Itália, Paraguai, México e Congo, uma única vitória.

Fonte: campeoesdofutebol.com.br

 

Os dois maiores clubes do Uruguai – Peñarol e Nacional – somam elevado número de conquistas nacionais e internacionais. O Peñarol levantou três Copas Intercontinentais e cinco Libertadores, além de 48 títulos nacionais. Por seu turno, o Nacional conquistou três Copas Intercontinentais, três Libertadores e 43 títulos de campeão nacional.

O São Paulo Futebol Clube contra essas duas potências mundiais do futebol

No confronto com o Peñarol há um evidente equilíbrio: o São Paulo Futebol Clube venceu cinco vezes, perdendo quatro. Contra o Nacional, a diferença é apreciável: seis vitórias contra duas.
Na única vez em que São Paulo e Peñarol disputaram um título, o tricolor levou a melhor. Foi na Copa Conmebol de 1994, quando o expressinho tricolor estabeleceu 6 a 1 em casa e pode perder no jogo de volta, em Montevidéu (0×3). No Torneio Tereza Herrera de 1992, houve empate de 2×2, mas o São Paulo ganhou nos pênaltis, habilitando-se para a decisão.
Os jogos contra o Peñarol:
24.12.1944 – Peñarol 5 x 0 São Paulo – Amistoso
29.01.1963 – Peñarol 3 x 5 São Paulo – Amistoso
13.06.1970 – São Paulo 2 x 0 Penãrol – Amistoso
01.02.1975 – São Paulo 2 x 0 Peñarol – I Copa Internacional de São Paulo
20.08.1982 – Peñarol 1 x 0 São Paulo – Libertadores
14.09.1982 – São Paulo 0 x 1 Peñarol – Libertadores
14.08.1992 – Peñarol 2 x 2 São Paulo – Torneio Tereza Herrera
14.12.1994 – São Paulo 6 x 1 Peñarol – Copa Conmebol
21.12.1994 – Peñarol 3 x 0 São Paulo – Copa Conmebol
25.07.2001 – São Paulo 3 x 0 Peñarol – Mercosul
12.09.2001 – Peñarol 1 x 1 São Paulo – Mercosul
Jogos – 11; Vitórias – 5; Empates – 2; Derrotas – 4; Gols a favor – 21; Gols contra – 17; Saldo de gols – 4

Contra o Nacional, os brasileiros levaram a melhor nos jogos mais importantes, que foram pela Libertadores de 1992 e 2008. Três vitórias e um empate.
Os jogos contra o Nacional:
20.12.1944 – Nacional 3 x 1 São Paulo – Amistoso
15.03.1956 – São Paulo 3 x 4 Nacional – Torneio Roberto G. Pedrosa
23.06.1956 – Nacional 0 x 1 São Paulo – Taça do Atlântico
09.10.1960 – São Paulo 3 x 0 Nacional – Amistoso
15.01.1961 – Nacional 0 x 2 São Paulo – Torneio Internacional de Verão
16.02.1964 – Nacional 1 x 1 São Paulo – Torneio de El Salvador
28.04.1992 – Nacional 0 x 1 São Paulo – Libertadores
06.05.1992 – São Paulo 2 x 0 Nacional – Libertadores
30.04.2008 – Nacional 0 x 0 São Paulo – Libertadores
07.05.2008 – São Paulo 2 x 0 Nacional – Libertadores
Jogos – 10; Vitórias – 6; Empates – 2; Derrotas – 2; Gols a favor – 16; Gols contra – 8; Saldo de gols – 8

Fontes: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012; e Wikipédia

 

Acontece a primeira viagem da Ferrinha ao exterior. Campanha magistral na Europa e África, culminando com vitória sobre o Porto, por 2 a 0, no estádio das Antas, quebrando uma invencibilidade de quase 50 jogos do time comandado por Otto Vieira, que perdeu o cargo por tal revés.

No Campeonato Paulista, um honroso 6º lugar.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás
1 – 24.01.60 – Barretos 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Baiano e Benny
2 – 31.01.60 – Prudentina 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)
3 – 07.02.60 – Jaboticabal 1 x 3 Ferroviária – Amistoso – (?)
4 – 14.02.60 – Inter de Bebedouro 4 x 7 Ferroviária – Amistoso – Amaral (3), Dudu (2), Tuta e Cardoso
5 – 16.02.60 – Botafogo-SP 4 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
6 – 18.02.60 – Uberaba 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
7 – 21.02.60 – Uberlândia 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani (2)
8 – 23.02.60 – Uberlândia 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Benny e Bazzani
9 – 25.02.60 – Araguari 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
10 – .02.60 – Uberaba 0 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani
11 – 06.03.60 – Fluminense-RJ 3 x 0 Ferroviária – Amistoso
12 – 12.03.60 – Ferroviária 3 x 2 Botafogo-SP – Amistoso – Gil (contra) e Benny (2)
13 – 16.03.60 – Ferroviária 5 x 1 Fluminense-RJ – Amistoso – Faustino, Bazzani, Baiano (2) e Dudu
14 – 20.03.60 – Tupã 2 x 5 Ferroviária – Amistoso – (?)
15 – 27.03.60 – Ferroviária 1 x 2 Portuguesa Santista – Amistoso – (?)
16 – 30.03.60 – Portuguesa Santista 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)
17 – 14.04.60 – Nacional (Portugal) 3 x 4 Ferroviária – Amistoso – Baiano (2), Benny e Bazzani
18 – 17.04.60 – Marítimo (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Baiano e Bazzani
19 – 22.04.60 – Nacional (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Baiano e Bazzani
20 – 01.05.60 – Sporting (Portugal) 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
21 – 04.05.60 – Belenenses (Portugal) 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Benny e Baiano
22 – 08.05.60 – F.C. do Porto (Portugal) 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani e Miranda
23 – 10.05.60 – Sporting (Portugal) 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – Faustino
24 – 24.05.60 – Farense (Portugal) 0 x 5 Ferroviária – Amistoso – Eusébio, Miranda (2), Faustino e Benny
25 – 26.05.60 – Atlético de Madrid (Espanha) 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – Baiano
26 – 28.05.60 – Sporting Club de Luanda (Angola) 0 x 8 Ferroviária – Amistoso – Miranda (4), Palico, Baiano, Eusébio e Benny
27 – 29.05.60 – Seleção de Huambo (Angola) 0 x 4 Ferroviária – Amistoso – Baiano, Palico, Zé Maria e Miranda
28 – 31.05.60 – Seleção de Huila (Angola) 1 x 5 Ferroviária – Amistoso – Baiano (2), Dudu, Palico e Benny
29 – 02.06.60 – Seleção de Luanda (Angola) 0 x 7 Ferroviária – Amistoso – Dirceu, Palico, Eusébio, Dudu, Miranda e Baiano (2)
30 – 05.06.60 – Seleção de Natal (Moçambique) 1 x 8 Ferroviária – Amistoso – Baiano (2), Palico, Miranda (2), Dudu, Eusébio e Benny
31 – 10.06.60 – Seleção da Beira (Moçambique) 2 x 4 Ferroviária – Amistoso – Baiano, Eusébio e Benny (2)
32 – 11.06.60 – Seleção dos Naturais de Moçambique 1 x 3 Ferroviária – Amistoso – Miranda (3)
33 – 12.06.60 – Ferroviária de Beira (Moçambique) 1 x 6 Ferroviária – Amistoso – Bazzani, Faustino, Dudu, Palico, Zé Maria e Eusébio
34 – 16.06.60 – Seleção de Quelimane (Moçambique) 0 x 6 Ferroviária – Amistoso – Miranda, Baiano, Benny, Zé Maria e Eusébio (2)
35 – 18.06.60 – Seleção de Lourenço Marques (Moçambique) 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – Palico (2) e Baiano
36 – 19.06.60 – Seleção do Transvaal (Moçambique) 0 x 12 Ferroviária – Amistoso – Benny (4), Faustino (2), Baiano (2), Eusébio (2), Dudu e Palico
37 – 29.06.60 – Ferroviária 0 x 2 Botafogo-SP – Campeonato Paulista
38 – 03.07.60 – Portuguesa Santista 2 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Dudu, Bazzani e Miranda
39 – 06.07.60 – Ferroviária 3 x 1 Jabaquara – Campeonato Paulista – Dudu, Miranda e Bazzani
40 – 10.07.60 – Juventus 0 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista – Dudu
41 – 17.07.60 – Ferroviária 5 x 0 Corinthians-PP – Campeonato Paulista – Baiano (2), Miranda, Dudu e Bazzani
42 – 20.07.60 – Corinthians 1 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
43 – 21.07.60 – Estrada de Ferro Sorocabana 1 x 4 Ferroviária – Amist. (?)
44 – 24.07.60 – Caldense-MG 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
45 – 28.07.60 – Machadense-MG 1 x 5 Ferroviária – Amistoso – Faustino (3), Miranda e Rafael (contra)
46 – 31.07.60 – Taubaté 3 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista – Benny
47 – 07.08.60 – Ferroviária 3 x 2 América – Campeonato Paulista – Faustino, Dudu e Baiano
48 – 14.08.60 – Ferroviária 1 x 2 Guarani – Campeonato Paulista – Bazzani
49 – 17.08.60 – Ferroviária 3 x 1 Portuguesa – Campeonato Paulista – Baiano (2) e Pimentel
50 – 21.08.60 – Noroeste 1 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Pimentel
51 – 24.08.60 – Ferroviária 3 x 3 Ponte Preta – Campeonato Paulista – Baiano (2) e Faustino
52 – 28.08.60 – São Paulo 1 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Dudu, Baiano e Benny
53 – 04.09.60 – Ferroviária 4 x 0 Santos – Campeonato Paulista – Antoninho, Dalmo (contra), Baiano e Faustino
54 – 07.09.60 – XV de Piracicaba 2 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
55 – 11.09.60 – Ferroviária 0 x 0 Palmeiras – Campeonato Paulista
56 – 14.09.60 – Comercial-RP 2 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista – Baiano
57 – 25.09.60 – Corinthians-PP 2 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Miranda (2)
58 – 01.10.60 – Ferroviária 1 x 2 Portuguesa Santista – Campeonato Paulista – Clóvis (contra)
59 – 05.10.60 – Botafogo-SP 2 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Faustino, Bazzani e Baiano
60 – 09.10.60 – Ferroviária 1 x 1 Comercial-RP – Campeonato Paulista – Miranda
61 – 16.10.60 – Ferroviária 6 x 0 Taubaté – Campeonato Paulista – Faustino (2), Miranda e Baiano (3)
62 – 20.10.60 – Ponte Preta 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
63 – 23.10.60 – Inter de Limeira 4 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)
64 – 30.10.60 – Ferroviária 2 x 1 Corinthians – Campeonato Paulista – Pimentel
65 – 06.11.60 – Ferroviária 1 x 1 são Paulo – Campeonato Paulista – Baiano
66 – 10.11.60 – Jabaquara 2 x 4 Ferroviária – Campeonato Paulista – Baiano (2), Faustino e Dudu
67 – 13.11.60 – Ferroviária 6 x 2 Juventus – Campeonato Paulista – Bazzani, Pimentel (2), Faustino, Palico e Dudu
68 – 17.11.60 – Portuguesa 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Baiano
69 – 20.11.60 – América 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Pimentel
70 – 27.11.60 – Ferroviária 0 x 2 Noroeste – Campeonato Paulista
71 – 04.12.60 – Ferroviária 4 x 1 XV de Piracicaba – Campeonato Paulista – Palico (3) e Dudu
72 – 07.12.60 – Santos 5 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
73 – 10.12.60 – Palmeiras 1 x 4 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani (2) e Pimentel (2)
74 – 18.12.60 – Guarani 2 x 4 Ferroviária – Campeonato Paulista – Ferrari (contra), Baiano (2) e Pimentel

Resumo da temporada de 1960/Ferroviária de Araraquara
Jogos – 74; Vitórias – 43; Empates – 13; Derrotas – 18
Gols a favor – 193; Gols contra – 99; Saldo de gols – 94

Fontes:
Tópicos do Passado da AFE, de Antônio Jorge Moreira
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF
Colaboração de Julio Diogo, com o resultado de Prudentina 1 x 1 Ferroviária, amistoso realizado em 31.01.1960.

 

Num jogo demasiadamente nervoso, principalmente em sua fase inicial, o time amador da Associação Ferroviária de Esportes derrotou o Sporting Benfica Araraquara pela contagem mínima, e com esse resultado abiscoitou o título máximo do Campeonato Amador/Divisão Especial, versão 1975, da Liga Araraquarense de Futebol (LAF).
Excelente público compareceu na tarde do dia 6 de dezembro de 1975 ao Estádio Municipal Siqueira Campos, em Araraquara, proporcionando uma arrecadação recorde de Cr$ 4.900,00.
O único tento da partida foi anotado aos 29 minutos da segunda fase, por intermédio do ponteiro esquerdo Ademir. Não chegou a ser um “frango”, mas houve falha do goleiro Djalma, uma das principais figuras do time benfiquense durante todo o campeonato, particularmente contra o Grêmio Desportivo da Polícia Militar.
O jogo, que teve um transcorrer normal, terminou em confusão e pancadaria, com jogador sendo expulso e torcedor invadindo o campo para agredir um dos bandeiras.
A Associação Ferroviária de Esportes, com o seu “expressinho”, jogou e venceu alinhando: João Luiz; Paulão, Mauro, Gil e Mingo; Hastel e Marcos; Marcuíra (Walmir), João Ari (a melhor figura em campo), Odair e Ademir.
O Benfica alinhou: Djalma; Morgado, Carlito, Nardinho e Cilas; Quico e Coca; Ditinho, Ivan (Wilsinho), Zé Eduardo e Basílio (Pedrinho).
Na arbitragem esteve Vital Maria Bueno Lopes, auxiliado pelos bandeiras Santo Gileno e Theobaldo Roberto Alves dos Santos. Representando a presidência da Liga Araraquarense de Futebol, compareceu Vicente Henrique Baroffaldi.

Fonte: O Diário (Araraquara), edição de 7 de dezembro de 1975.

 

A melhor participação da Ferroviária no Campeonato Paulista se deu em 1959: terceiro lugar, ao lado do São Paulo e atrás apenas de Palmeiras e Santos, que decidiram o supercampeonato.

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás
1 – 25.01.59 – XV de Piracicaba 4 x 2 Ferroviária – Amistoso – Cardoso e Antoninho (pênalti)
2 – 28.01.59 – Ferroviária 5 x 2 Olaria-RJ – Amistoso – Baiano (2), Cardoso (2) e Gomes
3 – 31.01.59 – Ferroviária 5 x 3 XV de Piracicaba – Amistoso – Bazzani (3), Antoninho (pênalti) e Moacir
4 – 14.02.59 – Ferroviária 3 x 2 Portuguesa Santista – Amistoso – Boquita, Cardoso e Baiano
5 – 22.01.59 – Tupã 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
6 – 25.02.59 – Corinthians-PP 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – Bazzani, Boquita e Baiano
7 – 28.02.59 – Ferroviária de Assis 1 x 0 Ferroviária – Amistoso
8 – 04.03.59 – Rolândia (PR) 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Dirceu e Cardoso
9 – 05.03.59 – Arapongas (PR) 2 x 0 Ferroviária – Amistoso
10 – 08.03.59 – Londrina (PR) 3 x 4 Ferroviária – Amistoso – Baiano (2), Boquita e Tequinha
11 – 15.03.59 – Jaboticabal 0 x 0 Ferroviária – Amistoso
12 – 19.03.59 – XV de Jaú 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)
13 – 25.03.59 – Botafogo-SP 1 x 4 Ferroviária – Amistoso – Bazzani (2), Eusébio e Baiano
14 – 29.03.59 – Ferroviária 1 x 1 XV de Jaú – Amistoso – Antoninho (pênalti)
15 – 12.04.59 – Ferroviária 4 x 2 Catanduva – Amistoso – Amaral, Nelsinho, Cardoso e Baiano
16 – 15.04.59 – Ferroviária 3 x 3 Vasco da Gama-RJ – Amistoso – Paulinho (contra), Bazzani e Capelosa
17 – 18.04.59 – Ferroviária 2 x 2 Noroeste – Amistoso – (?)
18 – 01.05.59 – Tamoio 1 x 7 Ferroviária – Amistoso – Baiano (2), Amaral (2), Antoninho, Eusébio e Alcides
19 – 03.05.59 – Ferroviária de Botucatu 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)
20 – 14.05.59 – Penápolis (?) x (?) Ferroviária – Amistoso. (Vitória da AFE)
21 – 17.05.59 – Adamantina 0 x 4 Ferroviária – Amistoso – Benny (2), (?)
22 – 24.05.59 – Ferroviária 3 x 0 Juventus – Campeonato Paulista – Amaral (pênalti), Baiano e Benny
23 – 31.05.59 – XV de Piracicaba 0 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista – Dirceu
24 – 07.06.59 – Ferroviária 2 x 0 Jabaquara – Campeonato Paulista – Baiano (2)
25 – 13.06.59 – Comercial-SP 0 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Baiano, Amaral e Nei
26 – 21.06.59 – Ferroviária 4 x 2 Portuguesa – Campeonato Paulista – Bazzani (2), Nei e Capelosa
27 – 28.06.59 – Guarani 2 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista – Benny
28 – 05.07.59 – Ferroviária 2 x 0 Noroeste – Campeonato Paulista – Bazzani e Dirceu
29 – 19.07.59 – Palmeiras 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Bazzani
30 – 26.07.59 – Ferroviária 1 x 0 Botafogo-SP – Camp. Paulista – Amaral
31 – 02.08.59 – São Paulo 2 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Benny e Cardoso
32 – 09.08.59 – América 1 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Nei e Cardoso
33 – 13.08.59 – Ferroviária 1 x 0 Ponte Preta – Camp. Paulista – Nei
34 – 19.08.59 – Santos 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
35 – 26.08.59 – Ferroviária 4 x 2 Taubaté – Campeonato Paulista – Bazzani (2), Rubens (contra) e Baiano
36 – 30.08.59 – XV de Jaú 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
37 – 07.09.59 – Nacional 2 x 4 Ferroviária – Campeonato Paulista – Cardoso (2), Benny e Nei
38 – 13.09.59 – Votuporanga 2 x 6 Ferroviária – Amistoso – (?)
39 – 17.09.59 – Ferroviária 5 x 1 Portuguesa Santista – Campeonato Paulista – Bazzani, Nei (2), Raul (contra) e Dirceu
40 – 20.09.59 – Comercial-RP 0 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Amaral
41 – 27.09.59 – Ferroviária 3 x 1 Corinthians – Campeonato Paulista – Cardoso, Bazzani e Benny
42 – 08.10.59 – Ferroviária 2 x 0 XV de Piracicaba – Campeonato Paulista – Amaral e Cardoso
43 – 11.10.59 – Botafogo-SP 0 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani
44 – 16.10.59 – União São João/Ararense 1 x 4 Ferroviária – Amistoso – Nei, Bazzani, Cardoso e Baiano
45 – 22.10.59 – Ferroviária 5 x 1 Comercial-RP – Campeonato Paulista – Benny, Cardoso (2), Baiano e Nei (pênalti)
46 – 25.10.59 – Corinthians 2 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
47 – 31.10.59 – Jabaquara 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Bazzani
48 – 08.11.59 – Ferroviária 3 x 2 Comercial-SP – Campeonato Paulista – Benny, Savério (contra) e Cardoso
49 – 12.11.59 – Ponte Preta 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
50 – 15.11.59 – Ferroviária 0 x 3 Palmeiras – Campeonato Paulista
51 – 19.11.59 – Ferroviária 7 x 1 América – Campeonato Paulista – Baiano (2), Bazzani (2), Benny (2) e Dudu
52 – 22.11.59 – Portuguesa Santista 1 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani (2) e Amaral
53 – 26.11.59 – Juventus 3 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Cardoso (2) e Amaral
54 – 29.11.59 – Ferroviária 1 x 1 Nacional – Campeonato Paulista – Luiz Carlos (contra)
55 – 02.12.59 – Taubaté 0 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Mexicano (contra), Ivã (contra) e Cardoso
56 – 06.12.59 – Ferroviária 2 x 5 Santos – Camp. Paulista – Bazzani (2)
57 – 12.12.59 – Portuguesa 5 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Alcides
58 – 20.12.59 – Ferroviária 3 x 2 XV de Jaú – Campeonato Paulista – Bazzani (2) e Benny
59 – 23.12.59 – Ferroviária 3 x 0 Guarani – Campeonato Paulista – Dudu e Amaral (2)
60 – 27.12.59 – Ferroviária 0 x 1 São Paulo – Campeonato Paulista
61 – 30.12.59 – Noroeste 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

Resumo da temporada 1959/ Ferroviária de Araraquara
Jogos – 61
Vitórias – 35
Empates – 12
Derrotas – 14
Gols pró – 139
Gols contra – 81
Saldo de gols – 58
Obs.: Não computados os gols do amistoso de 14 de maio, Penápolis x AFE (resultado não disponível).

Fontes:
Tópicos do Passado da AFE – Prof. Antônio Jorge Moreira
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF

 

Por ter permanecido sem perder durante 14 jogos, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara recebeu a IV Taça dos Invictos. O feito se deu por ocasião do Paulistinha de 1971, e a série da invencibilidade afeana seria dilatada para 16 jogos, no início de 1972.
A Ferroviária tornou-se vice-campeã do Torneio Paulistinha, versão 1971.
Paulistinha era uma fase classificatória para o Campeonato Paulista.

Fichas técnicas dos 14 jogos vencidos ou empatados pela Ferroviária de Araraquara, para a conquista da IV Taça dos Invictos da Federação Paulista de Futebol

Jogo – Ferroviária 4 x 2 Noroeste
Data – 03.10.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Jurandir Fonzi
Renda – Cr$ 4.092,00
Gols – Bebeto 12’30”, Nicanor 22 e Nei 34 do 1º; Marcos 9, Nei 25 e Brandão 29 do 2º
AFE – Carlos Alberto; Mariani, Antenor, Pádua e Pedro Rodrigues; Muri (Valtinho) e Ademir; Nicanor, Bebeto, Itamar (Bio) e Nei. Técnico: Almeida
Noroeste – Armando; Geraldo (Marcos), Djalma, Marco Antônio e Bira; Nascimento e Márcio; Batista (Coité), Odair, Brandão e Jurandir. Técnico: Baiano

Jogo – Ferroviária 0 x 0 Paulista
Data – 06.10.1971, quarta-feira (noite)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Roberto Nunes Morgado
Renda – Cr$ 4.382,00
AFE – Carlos Alberto; Mariani, Antenor, Pádua e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Nicanor, Bebeto, Bio (Valtinho) e Nei. Técnico: Almeida
Paulista – Gilson; Luizinho, Colombo, Guaraci e Jair; Ibraim e Benê (Lindemberg); Wilson, Adair, Jurandir e Wagner

Jogo – Botafogo 1 x 3 Ferroviária
Data – 10.10.1971, domingo (tarde)
Local – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto
Árbitro – Wilmar Serra
Renda – Cr$ 10.968,00
Gols – Bebeto 40 do 1º; Bebeto 9, Muri (pênalti) 33 e Alemão (pênalti) 36 do 2º
Botafogo – Geninho; Gali, Roberto Corsini, Jackson e Murilo (Carlucci); Alemão e Alfredo; Paulinho, Nato (Paraguaio), Ferreira e Afrânio. Técnico: Diede Lameiro
AFE – Carlos Alberto; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir (Bazzani); Nicanor, Zé Luiz (Valtinho), Bebeto e Nei. Técnico: Almeida
Nota: Morre afogado, no rio Mogi Guaçu, o goleiro afeano Carlos Alberto, em 11 de outubro de 1971.

Jogo – Ferroviária 3 x 0 Guarani
Data – 24.10.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – José de Oliveira
Renda – Cr$ 7.851,00
Gols – Bebeto 10, Nicanor 14 e Nei 40 do 1º
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Ticão; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei (Valtinho). Técnico: Almeida
Guarani – Carlos; Wilson, Amaral, Alberto e Bezerra; Paulo e Flamarion; Barnabé, Washington, Luís Alberto e Nenê

Jogo – Juventus 0 x 0 Ferroviária
Data – 27.10.1971, quarta-feira (tarde)
Local – Rua Javari, São Paulo
Árbitro – Wilmar Serra
Juventus – Miguel; Celso, Carlos, Oscar e Osmar; Brida e Luiz Moraes (Brecha); Luiz Antônio, Adnã, Sérgio e Antoninho. Técnico: Milton Buzetto
AFE – Sérgio; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Marília 1 x 2 Ferroviária
Data – 31.10.1971, domingo (tarde)
Local – Marília-SP
Árbitro – Renato de Oliveira
Expulsões – Nicanor e Valdemar, 27 do 1º
Renda – Cr$ 25.769,00
Gols – Henrique Pereira, de pênalti, 28 do 1º; Zé Luiz 4 e 20 do 2º
Marília – Mão-de-Onça (Franz); Juvenal, Bô, Paulinho e Henrique Pereira; Ari e Valdemar; Osmar, Toninho, Vani (Helinho) e Ivo. Técnico: Souza Arantes
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Ticão; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Ferroviária 1 x 0 América
Data – 07.11.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Roberto Nunes Morgado
Renda – Cr$ 8.589,00
Gol – Bebeto 31 do 1º
AFE – Sérgio Bergantin; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Bebeto, Zé Luiz, Itamar (Valtinho) (Bazzani) e Nei. Técnico: Almeida
América – Marco; Paulinho, Dobreu, John Paul e Valter; Alfredo e Bazzaninho; Mazinho (Rubinho), Paraná, Milton (Didi) e Joãozinho. Técnico: Vail Mota

Jogo – Comercial 1 x 1 Ferroviária
Data – 14.11.1971, domingo (tarde)
Local – Est. Palma Travassos, Ribeirão Preto
Árbitro – Edson Walter Pantozzi
Renda – Cr$ 22.700,00
Gols – Paulo Bim 29 e Itamar 39 do 2º
Comercial – Pascoalim; Batalhão, Leonardo, Poli (Maurício) e Klein; Jair Gonçalves e Golê; Joãozinho, Jair Bala, Paulo Bim e Mário Augusto. Técnico: Armando Renganeschi
AFE – Sérgio Bergantin; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Nicanor (Bebeto), Zé Luiz, Bebeto (Itamar) e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Ferroviária 0 x 0 Portuguesa Santista
Data – 21.11.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – José Clemente de Oliveira
Renda – Cr$ 6.996,00
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida
Portuguesa Santista – Edson; Alberto (Celso), Lima (Célio), Cláudio e Campina; Roberto e Ferreira; Antenor, Jaime, Verneck e Mingo. Técnico: Filpo Nuñes

Jogo – XV de Piracicaba 1 x 1 Ferroviária
Data – 24.11.1971, quarta-feira (noite)
Local – Barão de Serra Negra, Piracicaba
Árbitro – Oscar Scolfaro
Gols – Foguinho (contra), 21 do 1º; Ademir 44 do 2º
XV – Roque; Nei, Macalé, Foguinho e Arlindo; Zé Carlos e Ademir; Bira (Ditinho), Tadeu, Pitanga e Cardosinho
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri (Bebeto) e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto (Itamar) e Nei. Técnico: Almeida
Obs. – Aos 20 do 2º, Pádua cometeu pênalti, defendido por Sérgio Bergantin.

Jogo – Ferroviária 0 x 0 São Bento
Data – 28.11.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Wilmar Serra
Renda – Cr$ 7.758,00
Expulsão – Chicão (São Bento), 22 do 2º
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir (Bazzani); Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida
São Bento – Luiz Antônio; Aranha, Mendes, Geraldo e Fernando; Gonçalves e Chicão; Nelson (Hertz), Adilson, Valdomiro e Tota (Vicente). Técnico: Marcos

Jogo – Noroeste 0 x 0 Ferroviária
Data – 01.12.1971, quarta-feira (noite)
Local – Alfredo de Castilho, Bauru
Árbitro – José de Oliveira
Noroeste – Luiz Carlos; Oldair, Renato, Davi e Edmo; Foguinho e Nascimento; Jair, Amauri (Hamilton), Márcio e Silva
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei

Jogo – Paulista 1 x 1 Ferroviária
Data – 05.12.1971, domingo (tarde)
Local – Jayme Cintra, Jundiaí
Árbitro – Arnaldo Fonseca Cabral
Renda – Cr$ 3.113,00
Gols – Muri (pênalti) 22 e Aloísio 45 do 2º
Paulista – Gilson; Luizinho, Guaraci, Colombo e Jaci; Adail e Benê (Garrincha); Cláudio, Aloísio, Jurandir e Vagner
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir (Itamar); Nicanor, Zé Luiz, Bebeto (Ticão) e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Ferroviária 1 x 0 Botafogo
Data – 12.12.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Roberto Nunes Morgado
Renda – Cr$ 12.635,00
Gol – Itamar 15 do 2º
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Itamar (Bio) e Nei. Técnico: Almeida
Botafogo – Tonho; Gali, Roberto, Manoel e Luiz Celso; Jackson e Alfredo; Geraldo (Nato), Alemão (Marco Antônio), Ferreira e Galdino

Fonte: Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira)

Por ter permanecido sem perder durante 14 jogos, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara recebeu a IV Taça dos Invictos. O feito se deu por ocasião do Paulistinha de 1971, e a série da invencibilidade afeana seria dilatada para 16 jogos, no início de 1972.
A Ferroviária tornou-se vice-campeã do Torneio Paulistinha, versão 1971.
Paulistinha era uma fase classificatória para o Campeonato Paulista.

Fichas técnicas dos 14 jogos vencidos ou empatados pela Ferroviária de Araraquara, para a conquista da IV Taça dos Invictos da Federação Paulista de Futebol

Jogo – Ferroviária 4 x 2 Noroeste
Data – 03.10.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Jurandir Fonzi
Renda – Cr$ 4.092,00
Gols – Bebeto 12’30”, Nicanor 22 e Nei 34 do 1º; Marcos 9, Nei 25 e Brandão 29 do 2º
AFE – Carlos Alberto; Mariani, Antenor, Pádua e Pedro Rodrigues; Muri (Valtinho) e Ademir; Nicanor, Bebeto, Itamar (Bio) e Nei. Técnico: Almeida
Noroeste – Armando; Geraldo (Marcos), Djalma, Marco Antônio e Bira; Nascimento e Márcio; Batista (Coité), Odair, Brandão e Jurandir. Técnico: Baiano

Jogo – Ferroviária 0 x 0 Paulista
Data – 06.10.1971, quarta-feira (noite)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Roberto Nunes Morgado
Renda – Cr$ 4.382,00
AFE – Carlos Alberto; Mariani, Antenor, Pádua e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Nicanor, Bebeto, Bio (Valtinho) e Nei. Técnico: Almeida
Paulista – Gilson; Luizinho, Colombo, Guaraci e Jair; Ibraim e Benê (Lindemberg); Wilson, Adair, Jurandir e Wagner

Jogo – Botafogo 1 x 3 Ferroviária
Data – 10.10.1971, domingo (tarde)
Local – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto
Árbitro – Wilmar Serra
Renda – Cr$ 10.968,00
Gols – Bebeto 40 do 1º; Bebeto 9, Muri (pênalti) 33 e Alemão (pênalti) 36 do 2º
Botafogo – Geninho; Gali, Roberto Corsini, Jackson e Murilo (Carlucci); Alemão e Alfredo; Paulinho, Nato (Paraguaio), Ferreira e Afrânio. Técnico: Diede Lameiro
AFE – Carlos Alberto; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir (Bazzani); Nicanor, Zé Luiz (Valtinho), Bebeto e Nei. Técnico: Almeida
Nota: Morre afogado, no rio Mogi Guaçu, o goleiro afeano Carlos Alberto, em 11 de outubro de 1971.

Jogo – Ferroviária 3 x 0 Guarani
Data – 24.10.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – José de Oliveira
Renda – Cr$ 7.851,00
Gols – Bebeto 10, Nicanor 14 e Nei 40 do 1º
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Ticão; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei (Valtinho). Técnico: Almeida
Guarani – Carlos; Wilson, Amaral, Alberto e Bezerra; Paulo e Flamarion; Barnabé, Washington, Luís Alberto e Nenê

Jogo – Juventus 0 x 0 Ferroviária
Data – 27.10.1971, quarta-feira (tarde)
Local – Rua Javari, São Paulo
Árbitro – Wilmar Serra
Juventus – Miguel; Celso, Carlos, Oscar e Osmar; Brida e Luiz Moraes (Brecha); Luiz Antônio, Adnã, Sérgio e Antoninho. Técnico: Milton Buzetto
AFE – Sérgio; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Marília 1 x 2 Ferroviária
Data – 31.10.1971, domingo (tarde)
Local – Marília-SP
Árbitro – Renato de Oliveira
Expulsões – Nicanor e Valdemar, 27 do 1º
Renda – Cr$ 25.769,00
Gols – Henrique Pereira, de pênalti, 28 do 1º; Zé Luiz 4 e 20 do 2º
Marília – Mão-de-Onça (Franz); Juvenal, Bô, Paulinho e Henrique Pereira; Ari e Valdemar; Osmar, Toninho, Vani (Helinho) e Ivo. Técnico: Souza Arantes
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Ticão; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Ferroviária 1 x 0 América
Data – 07.11.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Roberto Nunes Morgado
Renda – Cr$ 8.589,00
Gol – Bebeto 31 do 1º
AFE – Sérgio Bergantin; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Bebeto, Zé Luiz, Itamar (Valtinho) (Bazzani) e Nei. Técnico: Almeida
América – Marco; Paulinho, Dobreu, John Paul e Valter; Alfredo e Bazzaninho; Mazinho (Rubinho), Paraná, Milton (Didi) e Joãozinho. Técnico: Vail Mota

Jogo – Comercial 1 x 1 Ferroviária
Data – 14.11.1971, domingo (tarde)
Local – Est. Palma Travassos, Ribeirão Preto
Árbitro – Edson Walter Pantozzi
Renda – Cr$ 22.700,00
Gols – Paulo Bim 29 e Itamar 39 do 2º
Comercial – Pascoalim; Batalhão, Leonardo, Poli (Maurício) e Klein; Jair Gonçalves e Golê; Joãozinho, Jair Bala, Paulo Bim e Mário Augusto. Técnico: Armando Renganeschi
AFE – Sérgio Bergantin; Pádua, Fernando, Ticão e Pedro Rodrigues; Muri e Ademir; Nicanor (Bebeto), Zé Luiz, Bebeto (Itamar) e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Ferroviária 0 x 0 Portuguesa Santista
Data – 21.11.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – José Clemente de Oliveira
Renda – Cr$ 6.996,00
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida
Portuguesa Santista – Edson; Alberto (Celso), Lima (Célio), Cláudio e Campina; Roberto e Ferreira; Antenor, Jaime, Verneck e Mingo. Técnico: Filpo Nuñes

Jogo – XV de Piracicaba 1 x 1 Ferroviária
Data – 24.11.1971, quarta-feira (noite)
Local – Barão de Serra Negra, Piracicaba
Árbitro – Oscar Scolfaro
Gols – Foguinho (contra), 21 do 1º; Ademir 44 do 2º
XV – Roque; Nei, Macalé, Foguinho e Arlindo; Zé Carlos e Ademir; Bira (Ditinho), Tadeu, Pitanga e Cardosinho
AFE – Sérgio Bergantin; Pedro Rodrigues, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri (Bebeto) e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto (Itamar) e Nei. Técnico: Almeida
Obs. – Aos 20 do 2º, Pádua cometeu pênalti, defendido por Sérgio Bergantin.

Jogo – Ferroviária 0 x 0 São Bento
Data – 28.11.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Wilmar Serra
Renda – Cr$ 7.758,00
Expulsão – Chicão (São Bento), 22 do 2º
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir (Bazzani); Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei. Técnico: Almeida
São Bento – Luiz Antônio; Aranha, Mendes, Geraldo e Fernando; Gonçalves e Chicão; Nelson (Hertz), Adilson, Valdomiro e Tota (Vicente). Técnico: Marcos

Jogo – Noroeste 0 x 0 Ferroviária
Data – 01.12.1971, quarta-feira (noite)
Local – Alfredo de Castilho, Bauru
Árbitro – José de Oliveira
Noroeste – Luiz Carlos; Oldair, Renato, Davi e Edmo; Foguinho e Nascimento; Jair, Amauri (Hamilton), Márcio e Silva
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Bebeto e Nei

Jogo – Paulista 1 x 1 Ferroviária
Data – 05.12.1971, domingo (tarde)
Local – Jayme Cintra, Jundiaí
Árbitro – Arnaldo Fonseca Cabral
Renda – Cr$ 3.113,00
Gols – Muri (pênalti) 22 e Aloísio 45 do 2º
Paulista – Gilson; Luizinho, Guaraci, Colombo e Jaci; Adail e Benê (Garrincha); Cláudio, Aloísio, Jurandir e Vagner
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir (Itamar); Nicanor, Zé Luiz, Bebeto (Ticão) e Nei. Técnico: Almeida

Jogo – Ferroviária 1 x 0 Botafogo
Data – 12.12.1971, domingo (tarde)
Local – Fonte Luminosa, Araraquara
Árbitro – Roberto Nunes Morgado
Renda – Cr$ 12.635,00
Gol – Itamar 15 do 2º
AFE – Sérgio Bergantin; Mariani, Fernando, Pádua e Zé Carlos; Muri e Ademir; Nicanor, Zé Luiz, Itamar (Bio) e Nei. Técnico: Almeida
Botafogo – Tonho; Gali, Roberto, Manoel e Luiz Celso; Jackson e Alfredo; Geraldo (Nato), Alemão (Marco Antônio), Ferreira e Galdino

Fontes: Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira); e revista Placar.

 

O Boca Juniors é o adversário estrangeiro mais frequente do São Paulo. Contra ninguém mais o SPFC atuou tantas vezes, na esfera internacional. Foram 20 jogos realizados, que mostram equilíbrio de forças, levando o clube de La Bombonera uma vantagem mínima: 8 vitórias contra 7. Em competições oficiais, porém, o clube argentino tem se dado melhor.
Os jogos:
04.01.1947 – São Paulo 0 x 1 Boca Juniors – Amistoso
28.01.1948 – São Paulo 0 x 1 Boca Juniors – Amistoso
11.03.1956 – São Paulo 4 x 0 Boca Juniors – Torneio Roberto G. Pedrosa
26.02.1960 – Boca Juniors 5 x 2 São Paulo – Amistoso
25.01.1961 – Boca Juniors 1 x 5 São Paulo – Torneio Internac. de Verão
11.05.1961 – Boca Juniors 1 x 1 São Paulo – Amistoso
29.06.1961 – São Paulo 1 x 1 Boca Juniors – Amistoso
07.07.1993 – Boca Juniors 1 x 0 São Paulo – Copa de Ouro Sul-Americana
10.07.1993 – São Paulo 1 x 1 Boca Juniors – Copa de Ouro Sul-Americana
19.10.1994 – Boca Juniors 2 x 0 São Paulo – Supercopa Libertadores
26.10.1994 – São Paulo 1 x 0 Boca Juniors – Supercopa Libertadores
13.09.1995 – São Paulo 1 x 0 Boca Juniors – Supercopa Libertadores
10.10.1995 – Boca Juniors 2 x 3 São Paulo – Supercopa Libertadores
15.01.1997 – São Paulo 3 x 1 Boca Juniors – Amistoso
31.07.1999 – Boca Juniors 5 x 1 São Paulo – Mercosul
08.09.1999 – São Paulo 1 x 1 Boca Juniors – Mercosul
07.09.2006 – Boca Juniors 2 x 1 São Paulo – Recopa Sul-Americana
14.09.2006 – São Paulo 2 x 2 Boca Juniors – Recopa Sul-Americana
19.09.2007 – Boca Juniors 2 x 1 São Paulo – Copa Sul-Americana
26.09.2007 – São Paulo 1 x 0 Boca Juniors – Copa Sul-Americana

Performance são-paulina contra o Boca Juniors
Jogos – 20
Vitórias – 7
Empates – 5
Derrotas – 8
Gols pró – 29
Gols contra – 29

Fonte: São Paulo Internacional, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012

 

Falando-se em nomes curiosos e exóticos no futebol… o que a Locomotiva da EFA – a AFE – já conduziu!!!
Lá nos primeiros tempos, teve ESPANADOR (1951 a 53), CASCÃO (52), FERRO (53/54), PORUNGA (51 a 53 e 58 a 61). O que é Porunga? Diz o “Aurélio”: Vaso de couro, para líquidos.
Mas o que mais chama a atenção é, indiscutivelmente, o transporte que a AFE fez em 1958. Nada mais nada menos que ABCISSA. O que é abcissa? De novo recorremos ao “Aurélio”. Vamos encontrar essa palavra na Geometria Analítica: Numa reta, a distância dum ponto a outro tomado como origem; coordenada de um ponto sobre uma reta. Em um sistema cartesiano, coordenada referente ao eixo dos xx.
Mas para nós, do futebol, Abcissa foi um beque que estreou na Ferrinha em 02 de fevereiro de 1958, no amistoso Barretos 1 x 4 Ferroviária. A equipe grená naquele dia: Rosan; Abcissa e Elcias; Dirceu, Antoninho (China) e Cardarelli; Araraquara (Valter), Baiano, Otávio (Eusébio), Bazzani (Carica) e Alípio.
Notem o nome de Araraquara na ponta-direita. Sim, na Ferroviária de Araraquara houve um jogador (em 57/58) com o nome da cidade: Araraquara. E o interessante é que ele era natural de Santos.
Mas a Locomotiva transportou LULA(s) (primeiro em 52; depois, de 72 a 75; e também em 91), LAMBARI (54/55), PEIXINHO (61 a 63 e 68 a 70), Renato PEIXE (2007), Adriano PEIXE (2009) e TABARANA (2008/09)
Transportou MELÃO (61/62) e COQUINHO (64 e 73/74); objetos e ferramentas como MACHADO (66 a 69), DADO (66/67), Wilson BOTÃO (66/67), CABINHO (70), TINTEIRO (77), RADAR (78/79), TOQUINHO (87 a 89).
Recebeu e conduziu pássaros: PASSARINHO (66/67), MARITACA (66 a 69), Dudu ARARAS (2008), Tiago TIZIU (2010).
Teve também produtos alimentícios: MAISENA (69), Ernani BANANA (86), Rubens FEIJÃO (87), CACAU (90 a 92).
A fauna esteve bem representada: GUARÁ (73), Ademir LOBO (91), Douglas ONÇA (79 a 84). Teve em seus “vagões”, ABELHA (82/83), ARANHA (78, 81, 82), GALO (79/81), Marinho RÃ (82, 98), PAVÃO (88).
Um elemento fortíssimo da natureza se fez representar: o fogo, através de FOGOSA (62), FOGUEIRA (63 a 70), FOGUINHO (2003). Teve também o Beto FAÍSCA (83).
E as patentes não faltaram: CAPITÃO (63 a 65), CORONEL (65); além de todo um contingente: BATALHÃO (73/74).
Mas a ferrovia alcançou também a rodovia: FORDINHO (51), Beto FUSCÃO (84) e Valdo CAMINHONEIRO (88/89).
Pra suavizar e embelezar suas instalações, a Locomotiva contou com DAMA (85 a 87 e 92) e ROSA (89).
Teve também o seu lado bélico, de guerra: Roberto GRANADA (87).
Uma locomotiva não poderia prescindir da FUMAÇA (Orlando,83) ou evitar a FERRUGEM (Marcos, 83 a 86).
Os religiosos também estiveram perfilados: Mauro PASTOR (1973 a 77 e 85) e BISPO (78 a 81).
A máquina ferroviária transportou riquezas como GRAFITE (2001) e o já citado FERRO.
Teve mais de um CARRASCO, aliás, pai e filho: Wilson (75 a 77 e 85) e Max (2005/06).
A flora se fez e faz representar: Anderson CARVALHO (2008) e Fabrício CARVALHO (elenco atual). Não faltou nem o TARUGO (88), cujo significado é sabugo.
Gente de várias procedências também seguiu os trilhos: RUSSO (52/53), PARAGUAIO (53/54), ALEMÃO (56), CHINA (57/58).
Para finalizar, não poderia deixar de ser citado, lembrando a musiquinha do nosso cancioneiro (O trem de ferro, quando sai de Pernambuco, vai fazendo chic chic até chegar no Ceará), o Valdir CHIC CHIC (85/86).
O que essa famosa Locomotiva não transportou ao longo de seis décadas…!!!

Obs.: O livro Ferroviária em campo traz a listagem dos nomes dos jogadores que defenderam a Ferroviária de 1951 a 2010.

 

Hoje em dia divulga-se muito a porcentagem de aproveitamento de um clube dentro e fora de casa, em uma competição.

Passam-se algumas rodadas e já se percebe que nenhum dos participantes está mais com 100% de aproveitamento, mesmo em jogos efetuados em seus domínios.

Quando um time sustenta a totalidade dos pontos ganhos, em casa ou fora de seu reduto, tem-se como certo que esse é um clube grande, jamais intermediário ou pequeno.

Mas houve uma vez, ou pelo menos uma vez, em que um clube incipiente em termos de Paulistão – era o seu quarto ano seguido de presença na divisão principal do certame bandeirante e do bloco dos meros coadjuvantes – se agigantou e foi protagonista de um feito inigualável para os seus padrões.

Foi no Campeonato Paulista de 1959, e tratou-se da Associação Ferroviária de Esportes, que venceu 12 vezes seguidas em seu estádio (Dr. Adhemar Pereira de Barros, mais divulgado como Fonte Luminosa). Toda essa dúzia de jogos valendo pelo difícil Campeonato Paulista.

A série foi iniciada justamente na primeira rodada do campeonato, em 24 de maio de 1959, contra o C.A. Juventus, e prolongou-se até 15 de novembro, quando a Ferrinha recebeu o Palmeiras e foi abatida por 3 a 0.

Antes disso, porém, transcorreu quase toda a temporada oficial sem que a Ferrinha conhecesse, na Fonte, o dissabor de um revés ou mesmo de um empate. Doze jogos, doze vitórias. E vitórias maiúsculas, contra times do porte de um Corinthians e de uma Portuguesa (quando esta era respeitada como clube grande), ambos derrotados por diferença de dois gols.

Não era apenas obtenção de vitórias; o que mais impressionava era ver o futebol maiúsculo exibido pelos comandados de José Guillermo Agnelli.

Foi tamanho o sucesso grená em 1959, que logo no primeiro semestre do ano subsequente ela empreendia a sua primeira excursão ao exterior, por gramados lusos e espanhóis, além de campos – nem sempre gramados – da África portuguesa.

Um feito extraordinário, fantástico, que muito provavelmente jamais será superado ou mesmo igualado, e que por isso mesmo merece ocupar este espaço precioso com a divulgação das fichas técnicas dos 12 jogos vencidos pela Ferroviária, consecutivamente, em seu estádio, no ano de 1959, pelo certame bandeirante.

1ª vitória – Ferroviária 3 x 0 Juventus

14.05.1959, domingo (tarde); Árbitro: Antônio Musitano; Renda: Cr$ 74.650,00; Gols: Amaral (pênalti), 17 e Baiano, 43 do 1º; Benny, 40 do 2º; AFE: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Osni; Amaral, Cardoso, Baiano, Nei e Benny; Juventus: Claudinei; Julinho e Homero; Cássio, Clóvis e Pando; Zeola, Palico, Baltazar, Buzzone e Rodrigues

2ª vitória – Ferroviária 2 x 0 Jabaquara

Equipe da AFE contra o Jabaquara, de pé: Rosan, Ismael, Antoninho, Dirceu, Rodrigues e Osni; agachados: Amaral, Baiano, Ney, Bazani e Beni. (Arquivo O Imparcial)

07.06.1959, domingo (tarde); Árbitro: Anacleto Pietrobon; Renda: Cr$ 86.075,00; Gols: Baiano, 28 do 1º e 12 do 2º; AFE: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Osni; Amaral, Baiano, Nei, Bazzani e Benny; Jabaquara: Barbosinha; Macedo e Sarno; Darci, Miguel e Ivan; Jorge, Luiz, Vasconcelos, Bugre e Carlinhos

3ª vitória – Ferroviária 4 x 2 Portuguesa

Equipe da AFE contra a Portuguesa, de pé: Rosan, Ismael, Antoninho, Dirceu, Rodrigues e Osni; agachados: Capelosa, Ney, Baiano, Bazani e Beni. (Arquivo O Imparcial)

21.06.1959, domingo (tarde); Árbitro: Francisco Moreno; Renda: Cr$ 209.850,00; Gols AFE: Nei, 32 do 1º; Bazzani, 19 e 35, e Capeloza, 43 do 2º; Gols Lusa: Ocimar, 19 do 1º e Servílio, 15 do 2º; AFE: Rosan; Ismael, Antoninho e Osni; Dirceu e Rodrigues; Capeloza, Nei, Baiano, Bazzani e Benny; Portuguesa: Carlos Alberto; Mário Ferreira, Ditão e Juths; Hermínio e Vilela; Ocimar, Didi, Servílio, Zé Carlos e Raul Klein

4ª vitória – Ferroviária 2 x 0 Noroeste

05.07.1959, domingo (tarde); Árbitro: Dino Pasini; Renda: Cr$ 84.600,00; Gols: Bazzani, 37 do 1º e Dirceu, 35 do 2º; AFE: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Amaral, Nei, Baiano, Bazzani e Benny; Noroeste: Julião; Pedro e Zarrir; Diógenes, Gaspar e Nelsinho; Batista, Edir, Marinho, Fernando e Ismar

5ª vitória – Ferroviária 1 x 0 Botafogo-RP

26.07.1959, domingo (tarde); Árbitro: Francisco Moreno; Renda: Cr$ 164.850,00; Gol: Amaral, 4 do 1º; AFE: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Amaral, Baiano, Nei, Bazzani e Benny; Botafogo: Machado; Egídio e Benedito Julião; Hugo, Antônio Julião e Gil; Antoninho, Laerte, Silva, Mário e Dodô. Obs.: O encontro entre essas duas agremiações passou a ser chamado “Clássico Bota-Ferro”, do interior.

6ª vitória – Ferroviária 1 x 0 Ponte Preta

13.08.1959, quinta-feira (noite); Árbitro: Pedro Calil; Renda: Cr$ 113.400,00; Gol: Nei, 12 do 1º; AFE: Rosan; Porunga e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Baiano, Cardoso, Nei, Dudu e Benny; Ponte Preta: Nino; Pirani, Derem e Carlito Roberto; Pitico e Carlinhos; Nivaldo, Wilse, Paulinho, Gamba e Jansen; Obs.: Nei, da AFE, perdeu um pênalti aos 27 do 2º.

7ª vitória – Ferroviária 4 x 2 Taubaté

26.08.1959, quarta-feira (noite); Árbitro: Telêmaco Pompeu; Renda: Cr$ 170.900,00; Gols AFE: Bazzani, 28 do 1º; Rubens (contra), 13, Baiano, 35 e Bazzani, 41 do 2º; Gols Taubaté: Renatinho, 6 e Gardel, 31 do 1º; AFE: Rosan; Elcias e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Dudu, Baiano, Nei, Bazzani e Benny; Taubaté: Rossi; Mexicano, Rubens e Zé Carlos; Gardel e Celso; Evaldo, Renatinho, Tec, Ivan e Valter Prado

8ª vitória – Ferroviária 5 x 1 Portuguesa Santista

17.09.1959, quinta-feira (noite); Árbitro: Stefan Walter Glanz; Renda: Cr$ 125.925,00; Gols AFE: Bazzani, 40” e Nei, 7 do 1º; Raul (contra), 13, Dirceu, 22 e Nei, 25 do 2º; Gol Port. Sant.: Edemir, 19 do 1º; AFE: Rosan; Porunga e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Amaral, Cardoso, Nei, Bazzani e Benny; Portuguesa Santista: Aparecido; Pixu, Raul e Henrique; Clóvis e Jorge; Bota, Edemir, Grilo, Perinho e Valdo

9ª vitória – Ferroviária 3 x 1 Corinthians

27.09.1959, domingo (tarde); Árbitro: Francisco Moreno; Renda: Cr$ 583.650,00 (recorde na Fonte); Gols AFE: Cardoso, 23 e Bazzani, 38 do 1º; Benny, 40 do 2º; Gol Corinthians: Miranda, 9 do 2º; Expulsão: Rafael (Cor.), 42 do 2º; AFE: Rosan; Porunga e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Amaral, Cardoso, Nei, Bazzani e Benny; Corinthians: Gilmar; Benedito e Oreco; Valmir, Goiano e Roberto Belangero; Miranda, Joãozinho, Joaquinzinho, Rafael e Tite

10ª vitória – Ferroviária 2 x 0 XV de Piracicaba

08.10.1959, quinta-feira (noite); Árbitro: Casemiro Gomes; Renda: Cr$ 105.465,00; Gols: Amaral, 90” do 1º e Cardoso, 19 do 2º; AFE: Rosan; Porunga e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Amaral, Cardoso, Nei, Bazzani e Benny; XV de Piracicaba: Orlando; Clélio, Cardinalli e Dema; Biguá e Drace; Alfredinho, Nilo, Oraci, Pita e Nelsinho

11ª vitória – Ferroviária 5 x 1 Comercial-RP

22.10.1959, quinta-feira (noite); Árbitro: Olten Aires de Abreu; Renda: Cr$ 125.300,00; Gols AFE: Benny, 7 e Cardoso, 10 do 1º; Cardoso, 18, Baiano, 30 e Nei (pênalti), 45 do 2º; Gol Comercial-RP: Carlos César, 17 do 2º; AFE: Rosan; Porunga e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; Baiano, Cardoso, Nei, Bazzani e Benny; Comercial-RP: Paulo; Arruda, Valdemar e Toninho; Parracho e Vastinho; Noca, Almeida, Gato, Lero e Carlos César

12ª vitória – Ferroviária 3 x 2 Comercial-SP

08.11.1959, domingo (tarde); Árbitro: Antônio Musitano; Renda: Cr$ 84.225,00; Gols AFE: Benny, 15 do 1º; Savério (contra), 24 e Cardoso, 40 do 2º; Gols Comercial-SP: Tantos, 29 do 1º e Osvaldo, 13 do 2º; AFE: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Osni; Dudu, Cardoso, Nei, Bazzani e Benny; Comercial-SP: Nivaldo; Diógenes, Savério e Alan; Maurinho e Rubens de Almeida; Tantos, Orlando, Alvacir, Mituca e Osvaldo; Obs.: Algumas garrafas foram atiradas em um dos bandeirinhas. O estádio da Fonte foi interditado e a AFE teve de atuar no Estádio Municipal de Araraquara, contra o América de Rio Preto.

 

Nessas 12 vitórias seguidas na Fonte Luminosa, pelo certame paulista de 1959, a Ferroviária assinalou 35 gols e sofreu apenas 9.

O quadro afeano perdeu a invencibilidade em casa no 13º jogo, ao enfrentar o Palmeiras (que viria a ser o supercampeão paulista), pela contagem de 3 a 0. Mas no jogo seguinte em casa, realizado no Estádio Municipal pela interdição do estádio da Fonte, a Ferroviária aniquilou o América de Rio Preto, ao abatê-lo pelo dilatado marcador de 7 a 1, em 19 de novembro.

No dia 29 de novembro, a Ferroviária decepcionou a sua torcida ao empatar em Araraquara com o Nacional da Capital, um dos times mais fracos da competição; resultado: 1 a 1.

No dia 6 de dezembro, a esquadra avinhada do Interior recebeu o Santos, fez 1 a 0 mas não resistiu ao poderio de Pelé e companhia, perdendo de goleada: 5 a 2.

Em 20 de dezembro, uma vitória sem brilho contra o XV de Jaú, por 3 a 2; mas três dias depois, triunfo expressivo sobre o Guarani, 3 a 0.

E no dia 27 de dezembro, despedindo-se de sua torcida, a Ferroviária perdeu para o São Paulo por 1 a 0.

Foram 19 partidas em Araraquara, com 15 vitórias, 1 empate e 3 derrotas (para os três times mais fortes do certame: Palmeiras, Santos e São Paulo). Os grenás assinalaram 51 gols na presença de seus torcedores, sofrendo 22. Uma campanha de clube grande, marcando o início de destacadas presenças na Primeira Divisão do Campeonato Paulista.

Atrás apenas de Palmeiras e Santos, que terminaram juntos na primeira colocação e decidiram o certame em três partidas extras, a Ferroviária terminou em terceiro lugar, ao lado do São Paulo FC.

Fontes:
Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira);
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF;
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás

1 – 05.01.58 – XV de Jaú 3 x 4 Ferroviária – Campeonato Paulista/Torneio Rebaixamento – Cardoso (3) e Cardarelli

2 – 12.01.58 – Linense 3 x 2 Ferroviária – C.P./T.R. – Bazzani e Carica

3 – 15.01.58 – Ferroviária 0 x 2 Noroeste – C.P./T.R.

4 – 19.01.58 – Ferroviária 1 x 1 Juventus – C.P./T.R. – Araraquara (pênalti)

5 – 22.01.58 – Guarani 8 x 2 Ferroviária – C.P./T.R. – Bazzani e Carica

6 – 26.01.58 – Ferroviária 3 x 1 Taubaté – C.P./T.R. – Araraquara (2) e Ananias (contra)

7 – 02.02.58 – Barretos 1 x 4 Ferroviária – Amistoso – Araraquara, Otávio, Baiano e Eusébio

8 – 23.02.58 – Seleção Amadora de Araraquara 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – Otávio, Alípio e Araraquara

9 – 02.03.58 – Expresso (São Carlos) 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)

10 – 09.03.58 – Ferroviária 0 x 0 XV de Jaú – Amistoso

11 – 13.03.58 – XV de Piracicaba 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Alípio e Otávio

12 – 16.03.58 – Ferroviária 2 x 2 América – Amistoso – Baiano e Bazzani

13 – 21.03.58 – Ferroviária 3 x 3 XV de Piracicaba – Amistoso – Bazzani (2, 1 de pênalti) e Alípio

14 – 23.03.58 – Catanduva 2 x 0 Ferroviária – Amistoso

15 – 30.03.58 – XV de Jaú 2 x 5 Ferroviária – Amistoso – Otávio, Bazzani, Baiano (2) e Araraquara

16 – 07.04.58 – Ararense 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani e Alípio

17 – 13.04.58 – Ferroviária 3 x 1 Noroeste – Amistoso – Araraquara, Otávio e Dirceu

18 – 17.04.58 – Barretos 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani (pênalti)

19 – 27.04.58 – Noroeste 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Araraquara (2)

20 – 01.05.58 – América 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – Marinho

      – 04.05.58 – Ferroviária 2 x 0 XV de Piracicaba – Torneio-Início do Camp. Paulista – Bazzani e Antoninho

      – 04.05.58 – Palmeiras 0 x 0 Ferroviária – Torneio-Início do Campeonato Paulista

21 – 11.05.58 – Ferroviária 2 x 0 Botafogo – Amistoso – Nivaldo e Bazzani

22 – 15.05.58 – CAT 0 x 0 Ferroviária – Amistoso

23 – 18.05.58 – Francana 0 x 1 Ferroviária – Amistoso – Araraquara

24 – 25.05.58 – Ponte Preta 1 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani e Alípio

25 – 01.06.58 – Ferroviária 1 x 1 Jabaquara – Campeonato Paulista – Bazzani (pênalti)

26 – 04.06.58 – América 2 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

04.06.1958 - Time grená que perdeu para o América, em Rio Preto, por 2x0. De pé : Fia, Cardarelli, Elcias, Dirceu, Antoninho e Lourenço; Agachados: Araraquara, Nivaldo, Otávio, Bazani e Alípio. Arquivo de O Imparcial

27 – 08.06.58 – Ypiranga 1 x 2 Ferroviária – Camp. Paulista – Otávio (2)

28 – 11.06.58 – Ferroviária 4 x 1 Comercial-SP – Campeonato Paulista – Otávio (2), Nivaldo e Bazzani

11.06.1958 -Gol de Bazani, na goleada grená sobre o comercial FC, por 4x1. O goleiro Jura se esticou todo mas o chute do famoso meia afeano teve o caminho certo das redes.

29 – 15.06.58 – Ferroviária 1 x 2 XV de Piracicaba – Campeonato Paulista – Lourenço

30 – 22.06.58 – XV de Jaú 0 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Alípio e Araraquara

22.6.1958-AFE na vitória sobre o XV de Jaú 2x0. De pé: Fia, Porunga, Antoninho, Elcias, Dirceu e Lourenço Agachados: Araraquara, Baiano, Otávio, Bazani e Alípio.

31 – 25.06.58 – Ferroviária 1 x 1 Guarani – Campeonato Paulista – Bazzani (pênalti)

32 – 29.06.58 – Ferroviária 0 x 0 Noroeste – Campeonato Paulista

33 – 02.07.58 – Ferroviária 1 x 1 Juventus – Campeonato Paulista – Otávio (gol olímpico)

34 – 06.07.58 – Nacional 1 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

35 – 20.07.58 – Rio Preto 0 x 0 Ferroviária – Amistoso

36 – 27.07.58 – Ferroviária 2 x 4 São Paulo – Campeonato Paulista – Sarcinelli e Bazzani

37 – 30.07.58 – Palmeiras 3 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Liminha e Sarcinelli

38 – 03.08.58 – Ferroviária 1 x 1 Portuguesa – Campeonato Paulista – Sarcinelli

39 – 10.08.58 – Portuguesa Santista 1 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani e Nivaldo

40 – 13.08.58 – Santos 4 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani, Liminha e Baiano

41 – 17.08.58 – Seleção de Itápolis 0 x 1 Ferroviária – Amistoso – Jarbas (pênalti)

42 – 24.08.58 – Ferroviária 1 x 2 Botafogo – Campeonato Paulista – Bazzani (pênalti)

43 – 03.09.58 – Corinthians 1 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

44 – 07.09.58 – Ferroviária 3 x 2 Barretos – Amistoso – (?)

45 – 14.09.58 – Taubaté 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Nivaldo

46 – 21.09.58 – Mirassol 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – (?)

47 – 28.09.58 – Ferroviária 2 x 0 Portuguesa Santista – Campeonato Paulista – Bazzani e Antoninho (pênalti)

48 – 05.10.58 – Ferroviária 0 x 2 Palmeiras – Campeonato Paulista

49 – 08.10.58 – Ferroviária 3 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista – Nivaldo, Eusébio e Araraquara

50 – 12.10.58 – Comercial-SP 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

51 – 16.10.58 – XV de Piracicaba 1 x 0 Ferroviária – Camp. Paulista

52 – 18.10.58 – Ferroviária 3 x 0 Ypiranga – Campeonato Paulista – Antoninho (pênalti) e Bazzani (2)

53 – 22.10.58 – Portuguesa 5 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

54 – 25.10.58 – Jabaquara 1 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Bazzani (2)

55 – 01.11.58 – Ferroviária 3 x 0 Taubaté – Campeonato Paulista – Bazzani, Gomes e Valter

56 – 06.11.58 – São Paulo 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Bazzani

57 – 09.11.58 – Ferroviária 2 x 1 Santos – Campeonato Paulista – Antoninho (pênalti) e Baiano

58 – 12.11.58 – Ferroviária 4 x 2 XV de Jaú – Campeonato Paulista – Antoninho, Valter (2) e Nivaldo

59 – 16.11.58 – Noroeste 3 x 2 Ferroviária – Camp. Paulista – Nivaldo (2)

60 – 19.11.58 – Juventus 1 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Sarcinelli

61 – 22.11.58 – Botafogo 2 x 1 Ferroviária – Camp. Paulista – Baiano

62 – 30.11.58 – Ferroviária 2 x 3 Corinthians – Campeonato Paulista – Bazzani e Nivaldo

63 – 04.12.58 – Guarani 5 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista – Nivaldo e Eusébio

64 – 07.12.58 – Ferroviária 4 x 0 Nacional – Campeonato Paulista – Gomes, Nivaldo e Baiano (2)

65 – 14.12.58 – Ferroviária 1 x 0 América – Campeonato Paulista – Gomes (pênalti)

Time afeano que atuou contra o América FC. De pé: Fia, Porunga, Antoninho, Dirceu, Rodrigues e Cardarelli; agachados: Nivaldo, Gomes, Baiano, Bazani e Walter. (Arquivo O Imparcial)

66 – 21.12.58 – Juventus (Fernando Prestes) 1 x 7 Ferroviária – Amistoso – Baiano (3), Eusébio (2), Nivaldo e Moacir

 

Campanha da Ferroviária em 1958

 

J

V

E

D

GP

GC

SG

66

27

16

23

117

99

18

 

Fontes:
Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira;
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF
Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali
Fotos:Jornal o Imparcial

 

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Artilheiros Grenás

1 – 13.01.57 – Nacional 1 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista/Torneio Rebaixamento – Paulinho (2)

2 – 20.01.57 – Guarani 0 x 2 Ferroviária – C.P./T.R. – (?)

3 – 24.01.57 – Inter de Bebedouro 4 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani e Cardoso

4 – 27.01.57 – Ferroviária 1 x 1 Ponte Preta – C.P./T.R. – Gomes (pênalti)

5 – 03.02.57 – Jabaquara 2 x 0 Ferroviária – C.P./T.R.

6 – 10.02.57 – Ferroviária 2 x 0 Noroeste – C.P./T.R. – Paulinho e Bazzani (pênalti)

7 – 17.02.57 – CAT 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – Bazzani

8 – 24.02.57 – Ferroviária 1 x 1 Uberaba-MG – Amistoso – Boquita

9 – 10.03.57 – Uberaba 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Otávio, Boquita e Gomes

10 – 17.03.57 – Ferroviária 2 x 1 Botafogo-RP – Amistoso – Cardoso e Paulinho

17.03.1957, na Fonte Luminosa - AFE que enfrentou e venceu o Botafogo FC. De pé: Itamar, Cardarelli, Dirceu, Elcias, Basílio e Giancoli; Agachados: Boquita, Bazani, Gomes, Cardoso e Paulinho.

11 – 21.03.57 – Ferroviária 4 x 1 Fortaleza (Barretos) – Amistoso – Gomes (pênalti), Paulinho, Otávio e Gomes

12 – 31.03.57 – Ferroviária 2 x 1 Taubaté – Amistoso – Cardoso e Gomes

13 – 04.04.57 – XV de Piracicaba 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Otávio e Bazzani

14 – 07.04.57 – Taubaté 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Bazzani (pênalti), Cardoso e Otávio

15 – 14.04.57 – Ferroviária 0 x 1 São Paulo – Amistoso

16 – 18.04.57 – Bandeirantes (São Carlos) 2 x 4 Ferroviária – Amistoso – Boquita, Bazzani, Paulinho e Cardoso

17 – 01.05.57 – Catanduva 2 x 0 Ferroviária – Amistoso

18 – 05.05.57 – Ferroviária 2 x 1 XV de Piracicaba – Amistoso – Paulinho e Bazzani

19 – 12.05.57 – XV de Jaú 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Cardoso

20 – 19.05.57 – Ferroviária 4 x 0 XV de Jaú – Amistoso – Esteves (2), Bazzani (pênalti) e Cardoso

       – 26.05.57 – Guarani 1 x 0 Ferroviária – Torneio-Início do Campeonato Paulista

21 – 02.06.57 – Ferroviária 3 x 1 Corinthians – Amistoso – Bazzani (2) e Gomes

22 – 09.06.57 – Portuguesa Santista 3 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista/Turno Classificatório – Valter

23 – 16.06.57 – Jabaquara 1 x 4 Ferroviária – C.P./T.C. – Otávio (2) e Cardoso (2)

24 – 23.06.57 – Ypiranga 2 x 1 Ferroviária – C.P./T.C. – Bazzani

25 – 30.06.57 – Ferroviária 4 x 1 Juventus – C.P./T.C. – Cardoso, Paulinho (2) e Valter

26 – 14.07.57 – Ferroviária 2 x 1 Taubaté – C.P./T.C. – Bazzani (2)

27 – 18.07.57 – Corinthians 7 x 1 Ferroviária – C.P./T.C. – Baiano

28 – 21.07.57 – Ponte Preta 4 x 0 Ferroviária – C.P./T.C.

29 – 28.07.57 – São Bento (São Caetano do Sul) 3 x 1 Ferroviária – C.P./T.C. – Nelinho

30 – 04.08.57 – Ferroviária 3 x 2 Santos – C.P./T.C. – Cardoso (2) e Bazzani

31 – 10.08.57 – Palmeiras 0 x 0 Ferroviária – C.P./T.C.

32 – 15.08.57 – São Paulo 1 x 1 Ferroviária – Campeonato Paulista, Turno Classificatório – Valter

33 – 18.08.57 – Ferroviária 1 x 2 XV de Piracicaba – C.P./T.C. – Esteves

34 – 25.08.57 – Linense 0 x 2 Ferroviária – C.P./T.C. – Cardoso e Bazzani

35 – 01.09.57 – Guarani 2 x 0 Ferroviária – C.P./T.C.

36 – 08.09.57 – Ferroviária 1 x 0 Botafogo-RP – C.P./T.C. – Bazzani

37 – 15.09.57 – Ferroviária 2 x 2 Nacional – C.P./T.C. – Otávio e Valter (pênalti)

38 – 22.09.57 – Ferroviária 2 x 1 XV de Jaú – C.P./T.C. – Bazzani e Otávio

39 – 26.09.57 – Portuguesa 2 x 1 Ferroviária – C.P./T.C. – Ponce de Leon

40 – 29.09.57 – Noroeste 3 x 1 Ferroviária – C.P./T.C. – Bazzani

41 – 06.10.57 – Ferroviária 2 x 1 Portuguesa – Amistoso – Cardoso e Valter (pênalti)

42 – 12.10.57 – América-SP 4 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?)

43 – 13.10.57 – Rio Preto 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Nelinho

44 – 20.10.57 – Taubaté 2 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista/Torneio Rebaixamento

45 – 27.10.57 – Ferroviária 4 x 0 XV de Jaú – C.P./T.R. – Bazzani, Cardoso (2) e Nelinho

46 – 03.11.57 – Nacional 6 x 2 Ferroviária – C.P./T.R. – Antoninho e Valter (pênalti)

47 – 10.11.57 – Ferroviária 1 x 0 São Bento (SCS) – C.P./T.R. – Bazzani

48 – 13.11.57 – Noroeste 3 x 1 Ferroviária – C.P./T.R. – (?)

49 – 17.11.57 – Ferroviária 2 x 1 Linense – C.P./T.R. – Cardoso (2)

50 – 24.11.57 – Ferroviária 0 x 0 Ypiranga – C.P./T.R.

51 – 01.12.57 – Ferroviária 4 x 3 Guarani – C.P./T.R. – Bazzani (2), Araraquara e Cardoso

52 – 08.12.57 – Juventus 2 x 0 Ferroviária – C.P./T.R.

53 – 15.12.57 – São Bento (SCS) 2 x 1 Ferroviária – C.P./T.R. – Valter

54 – 22.12.57 – Ypiranga 1 x 1 Ferroviária – C.P./T.R. – Baiano

55 – 29.12.57 – Ferroviária 4 x 0 Nacional – C.P./T.R. – Bazzani (2), Antoninho e Baiano

 

Resumo da Ferroviária de Araraquara em 1957

J

V

E

D

GP

GC

SG

55

26

7

22

94

93

1

 

Fontes:
Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira)
O Caminho da Bola, Rubens Ribeiro/FPF
Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi
Fotos: Ferroviária.kit.net / Jornal O Imparcial,

 

Está fazendo 61 anos que a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara fez sua primeira apresentação. A estreia se deu no dia 13 de maio de 1951. A foto em destaque mostra a primeira formação grená, a equipe de estreia (vitoriosa) contra o Mogiana de Campinas.

Ficha técnica do jogo número 1 da Ferroviária de Araraquara

Jogo – Ferroviária 3 x 1 Mogiana (Campinas)

Data – 13 de maio de 1951

Local – Estádio Municipal de Araraquara

Finalidade – Amistoso estadual

Árbitro – Luiz Botini (FPF)

Renda – Cr$ 12.300,00

Gols da AFE – Fordinho (1º gol da história da Ferroviária), Basso e Baltazar

Gol do Mogiana – Aléssio (contra)

Ferroviária – Tino; Sarvas e Aléssio (Pádua); Julião, Basso e Pimentel; Ministro (Fordinho), Milton Viana, Fordinho (Baltazar), Gonçalves e Tonhé. Técnico: Zezinho Silva

Mogiana – Herlan; Retião e Tão; Servílio, Miguel e Carrapato; Marçal (Crive), Tito, Elésio (Marçal) (Funin), Roque e Armandinho

 

Fonte: Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira
Foto: Revista (*) ARARAQUARA NO NACIONAL, Nº UM, 1978
(*) Publicação mensal da Associação Ferroviária de Esportes
Edição: Paulo Luís Micali

 

Não foram muitos os cotejos entre São Paulo e Milan; apenas três, todos vencidos pelo tricolor, sendo que um deles revestiu-se de importância capital, dado que decidiu o Torneio Intercontinental de clubes de 1993, no Japão. Os dois outros jogos tiveram caráter amistoso, mas há que se destacar o fato de que nenhum deles foi realizado no Brasil, e sim em pleno estádio San Siro, Milão.

24.06.64 – Milan 0 x 1 São Paulo – Amistoso em San Siro, Milão

Milan 64/65: Em pé: Maldini, Mora, Ferrario, Benitez, Amarildo, Trapattoni. Agachados: David, Pelagalli, Ghezzi, Lodetti, Fortunato

21.05.81 – Milan 1 x 2 São Paulo – Amistoso em San Siro, Milão

São Paulo 1981: Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Almir, Heriberto e Renato; Paulo César, Serginho e Zé Sérgio.

12.12.93 – Milan 2 x 3 São Paulo – Copa Toyota Intercontinental, no Estádio Nacional de Tóquio, Japão

Três jogos, três vitórias, 6 gols marcados e 3 sofridos. O tricolor do Morumbi só conheceu sucessos contra o rosonero de Milão.

 

Brilhante também o retrospecto do SPFC  contra o clube que é tido como o melhor do mundo em todos os tempos, o Real Madrid.

Foram 7 jogos; e o tricolor jamais perdeu. Dois deles válidos pela Pequena Copa do Mundo (Venezuela), em 1963, vencida pelo SP. Um jogo valendo o Troféu Colombino, em 1969, também levantado pelo tricolor. Um outro encontro em disputa do terceiro lugar do Troféu Tereza Herrera (1986), que o Real venceu nos pênaltis, mas o jogo terminou empatado. Uma decisão de Troféu Ramón de Carranza, também conquistado pelo tricolor. E dois amistosos, ambos vencidos pelo SP.

A se louvar o fato de que somente o último desses sete jogos foi realizado no Brasil, o amistoso de 1996 no Morumbi.

Uma performance magnífica, típica de clube de expressão no cenário internacional.

Os jogos:

23.08.63 – Real Madrid 1 x 2 SP – Pequena Copa do Mundo da Venezuela

Real Madrid 1963

28.08.63 – Real Madrid 0 x 0 SP – Pequena Copa do Mundo da Venezuela (São Paulo campeão)

24.08.69 – Real Madrid 1 x 2 SP – Troféu Colombino (São Paulo campeão)

Real Madrid 1969

27.08.69 – Real Madrid 1 x 2 SP – Amistoso em Madrid

10.08.86 – Real Madrid (3) 1 x 1 (2) São Paulo – Troféu Tereza Herrera (disputa 3º lugar)

São Paulo 1986

29.08.92 – Real Madrid 0 x 4 SP – Troféu Ramón de Carranza (São Paulo campeão)

15.06.96 – SP 3 x 0 Real Madrid – Amistoso no Morumbi

7 jogos, 5 vitórias e 2 empates, 14 gols pró, 4 contra e 10 de saldo.

Somente alegria e comemoração contra o famosíssimo Real Madrid, clube alvo da capital espanhola.

 

Fonte:

São Paulo Internacional, de Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2012

Edição: Paulo Luís Micali

 

Fundado em 3 de dezembro de 1930, o Paulista Futebol Clube, de Araraquara, teve como primeiro presidente o esportista Carlos Bersanetti, sendo resultado da fusão dos clubes Gaúcho e 24 de Outubro.

Sua estreia oficial deu-se em 28 de dezembro de 1930. Os dados técnicos desse jogo número 1 do “Tricolor Guaçu” são apresentados a seguir:

Jogo – Paulista FC (Araraquara) 2 x 2 Ruy Barbosa FC (São Carlos)

Data – 28.12.1930, domingo, 16h25

Local – Estádio Municipal de Araraquara

Finalidade – Amistoso regional

Árbitro – Nenê Magdalena

Gols do Paulista – Lolo (2)

Gols do Ruy Barbosa – Zuza (2), informação verbal

Paulista FC – Tucci; Monte e Cocodé; Branco, Armando e Romeu; Bocucci, Carioca, Ditinho, Júlio e Lolo

Ruy Barbosa FC – Zinho; Pelocha e Campulungo; Miguel, Chiquito e Cruz; Mariano, Zuza, Zé Preto, Hermes e Tonissi

 

Primeiras constituições do Paulista de Araraquara

1930/31 – em pé: Bento Cemitério, Carioca, Baid, Turqueta, Gouvêa, Bicicleta, Lolo Arena e Tucci; ajoelhados: Freitas, Monte, Armandinho, Romeu Cefaly, Cocodé e Alfredo Tucci

1932 – em pé: Dr. Otávio de Arruda Camargo (presidente), Armandinho, Ramona, Zico, Alfredo Tucci, Monte, Cocodé e Tucci; ajoelhados: Lolo Arena, Adérico, Laerte, Nico e Gouvêa

 

Fontes:

Araraquara Futebol e Política, Luís Marcelo Inaco Cirino – SJS Gráfica e Editora, 2008;

O Imparcial Esportivo, edição de 08.03.1954 (fotos)

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

Quadro do E.C. XII de Outubro que bateu a equipe do São Geraldo no Campeonato de 1954

 

A decisão do campeonato varzeano de Araraquara em 1954

 E.C. XII de Outubro e São Bento E.C. decidiram o campeonato varzeano em 1954, na cidade de  Araraquara, certame promovido pela Liga Araraquarense de Futebol. O XII de Outubro chegou a estabelecer 4 a 0, mas o São Bento reagiu e diminuiu para 4 a 3, mesmo contando com um jogador a menos a partir da metade do segundo período de jogo, quando o seu zagueiro central contundiu-se e deixou o gramado.

Ficha técnica da decisão

Jogo – E.C. XII de Outubro 4 x 3 São Bento E.C.

Data – 14 de março de 1954, domingo (manhã)

Local – Estádio Municipal de Araraquara

Árbitro – Ernani Salvador Volpe, auxiliado por Aquiles Ferreira e Lavítola

Renda – Cr$ 1.475,00

Gols do XII de Outubro – João Carlos, 22 e Bodinho, no 1º tempo; Xirito, 2 e Basso, 9 no 2º

Gols do São Bento – Desastre, 12, Didié, 17 e Desastre (pênalti), 45 do 2º

XII de Outubro (uniforme grená) – Djalma; Lota e Bilé; Zuza, Bruno e Bigotti; Carlinhos, João Carlos, Basso, Xirito e Bodinho. Técnico: Djalma Bonini (Picolim)

XII de Outubro

São Bento (uniforme alviceleste) – Edson; Nery e Padovani; Coutinho, Jovino e Ruy; Rita, Aidé, Desastre, Didié e Ataliba. Técnico: Vadinho

São Bento E.C.

Destaques do XII de Outubro: Bilé, Bruno, João Carlos e Xirito.

Detalhe do primeiro gol do E.C. XII de Outubro marcado por João Carlos, um "frango" de Edson.

Destaques do São Bento: Padovani, Jovino, Ruy e Didié.

Detallhe do gol de pênalti marcado por Desastre para o São Bento E.C.

Fonte:
O Imparcial Esportivo, edição de 15 de março de 1954
Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Nos primeiros anos de sua existência, início da década de 1950, a Ferroviária envergou uma camisa com faixa transversal no peito, e rivalizou com a ADA, a Associação Desportiva Araraquara.

Vicente Henrique Baroffaldi
Paulo Luís Micali
Fotos: Jornal “O Imparcial”

 

 

União Skina E.C., campeão amador de Araraquara em 1983

Decisão do Campeonato Amador da Liga Araraquarense de Futebol (LAF) de 1983:

Jogo – União Skina E.C. 4 x 2 Dema F.C.

Data – Dezembro de 1983

Local – Estádio Municipal de Araraquara

Árbitro – Carlos Roberto Marques

Auxiliares – José Gomes da Silva e Luiz Raimundo Felipe

Representante da LAF – Ernani Salvador Volpe

Expulsões – Marcão (Dema), 22 do 2º; Flávio (Skina), 39 do 2º

Gols – União Skina, 1 a 0 – Nivaldo, aos 14 do 1º; Dema, 1 a 1 – Queijinho, aos 29 do 1º; União Skina, 2 a 1 – Heitor (contra), aos 36 do 1º; União Skina, 3 a 1 – Ligeirinho, 10 do 2º; União Skina, 4 a 1 – Nivaldo, aos 29 do 2º; e Dema, 2 a 4 – Celso, aos 46 do 2º

União Skina E.C. – Vardão, Nego, Flávio, Luís, Toninho, Dinho, Nivaldo, Ligeirinho, Galinha, Ronaldo e Ziza (Joaquim). Técnico: Sérgio

Dema F.C. – Narciso, Marcão, Joca, Amaral, Heitor, Nelinho, Landão, Joãozinho, Paulinho, Queijinho (Arthur) e Carlinhos (Celso). Técnico: Mingão “Minelli”

Obs.: O União Skina E.C. sagrou-se campeão amador de Araraquara pela primeira vez.

União Skina - Fundado em 01 de junho de 1970

Fontes:
XV – O Alviceleste do Carmo, de Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2011
Edição: Paulo Luís Micali
Fotos: site “Ferroviária de Araraquara” – Tetê Viviane.

 

Dr. Otávio de Arruda Camargo foi um médico, político e estudioso da história de Araraquara, que se destacou pela competência e dedicação. Segundo ele, o primeiro time de futebol de Araraquara foi o Arranca-Toco, que é visto na foto acima, de 1906.

Fonte:
O Imparcial, edição de 30 de julho de 1995
Vicente Henrique Baroffaldi
Paulo Luís Micali

 

Ivagner Ferreira (Vaguinho) nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), no dia 12 de junho de 1924. Iniciou a carreira no futebol muito cedo, e como goleiro, o que aconteceu por bom tempo. Depois, seria um centroavante de muitos gols. Foi reserva de Dias III na seleção do estado capixaba. Começou sua vida esportiva profissional no Flamengo do Rio. De lá para o Madureira, com o qual excursionou a primeira vez pelo estrangeiro, jogando na Colômbia. Passou para o América de Belo Horizonte, sendo depois cedido por empréstimo ao Atlético Mineiro. Com o grande clube de Minas, conquistou legítimas glórias para o futebol brasileiro, sendo que das várias excursões de quadros brasileiros só foi superado pelo Paulistano, em 1926. Nessa época de galo mineiro foi que Vaguinho granjeou mais nome.

Passou depois pela Portuguesa Santista, pelo Palmeiras e por fim chegou à Ferroviária de Araraquara, onde se integrou de maneira brilhante. Pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista, Vaguinho assinalou, em defesa das cores avinhadas, 14 gols no certame de 1952 (já em 53) e 7 no de 1953. Vaguinho defendeu a Ferroviária em 1953 e 1954.

Sua estreia na AFE deu-se no dia 4 de janeiro de 1953, em jogo oficial válido pela Segundona bandeirante, assinalando um dos tentos grenás na vitória por 5 a 0 sobre o Olímpia, na Fonte Luminosa, em jogo arbitrado por José Cortezia. Luiz Rosa (2), Dirceu e Omar completaram o placar. Formação da AFE: Sandro; Sarvas e Espanador; Tiana, Gaspar e Pierre; Omar, Luiz Rosa, Vaguinho, Zé Amaro e Dirceu.

Ferroviária 1953

O último registro que apuramos de Vaguinho defendendo a Ferroviária data de 11.07.1954, um domingo, na Fonte Luminosa, no jogo amistoso entre Ferroviária e Palmeiras, vencido pelo Verdão por 2 a 1, gols de Tec para a AFE e de Manoelito e Elzo para o Palmeiras. João Etzel foi o árbitro e a renda somou Cr$ 61.590,00. Formações: Ferroviária – Basílio; Pierre (Elcias) e Pixo; Dirceu, Gaspar e Henrique (Izan); Afonso (Omar), Tec, Vaguinho, Zé Amaro (Toledinho) e Boquita. Técnico: Armando Renganeschi. Palmeiras – Cavani; Manoelito e Cardoso (Cação); Valdemar Fiúme (Gérsio), Tocafundo e Dema; Ney (Moacir), Moacir (Berto), Mattos, Jair e Elzo.

“Vai, vai… Vaguinho!”

Conforme relata, em crônica, Wilson Silveira Luiz (destaque da mídia esportiva de Araraquara, locutor que narrou número incontável de gols da Ferrinha, hoje assessor de imprensa da Secretaria de Esportes e Lazer de Araraquara e da Fundesport), havia, naquela época (década de 1950), uma senhora, torcedora grená, que ficou na história pelo que proporcionou de inusitado.

Diz Wilson Luiz:

“Nas antigas arquibancadas sociais, havia uma senhora (residia na Rua Três, em frente ao Parque Infantil) que tinha um grito de guerra inconfundível e que ecoava não só pelo estádio, mas nas esquinas, nos bate-papos sobre futebol.

Dentre tantos craques que por aqui passaram, estava o centroavante Vaguinho. Ele em campo era sinônimo de gol. E aquela senhora gritava a todo instante: “Vai, vai… Vaguinho!”. E a torcida acompanhava. E o melhor de tudo: o Vaguinho ia mesmo… e fazia os gols tão aguardados pela exigente, mas feliz torcida da Associação Ferroviária de Esportes.”

Fontes:

O Imparcial, 08.03.1954 (artigo de Jacintho Simões, da Associação dos Cronistas Esportivos de Araraquara-ACEA);
Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (cópia do Museu do Futebol e Esportes de Araraquara);
Site: www.ferroviariadeararaquara.com.br (coluna Wilson Silveira Luiz)
Texto:  Vicente Henrique Baroffaldi
Edição:  Paulo Luís Micali
Foto: O Imparcial

 

Quem chega à Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, vê, logo na entrada principal, o busto em bronze do maior jogador da Ferroviária de todos os tempos: Olivério Bazzani Filho, o meia-esquerda que detém o primeiro lugar em número de títulos conquistados, jogos disputados e gols assinalados em benefício das cores grenás.

Ainda na entrada da Arena, à esquerda, situa-se o Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, onde se instalou um grande e destacado banner em homenagem ao Rabi, apelido de Bazzani. Nesse banner, lê-se:

“BAZZANI

O maior ídolo da Ferroviária

Olivério Bazzani Filho, o BAZZANI, também era conhecido como “Rabi”, e foi o maior artilheiro da Associação Ferroviária de Esportes, com 244 gols. Atuou em 758 jogos, entre 1954 e 1976.

Jogou também no Corinthians nos anos de 1963 e 1964.

Foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa do time araraquarense e o seu maior detentor de títulos.

Campeão dos acessos de 1955 e 1966, e tri-campeão do Interior em 1967, 1968 e 1969.”

Quando a Ferroviária conseguiu o primeiro acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paulista, o jornal O Imparcial, de Araraquara (edição extra de 16.04.1956) assim se pronunciava sobre um dos heróis da conquista:

Bazani - 1955

“BAZZANI

Meia-esquerda, chegou a ser o ‘homem-gol’ do ataque grená. O ‘rosadinho’, como é conhecido pela torcida, a cada prélio mais se adapta ao trabalho de construir para seus companheiros, num verdadeiro milagre de Capilé (treinador da AFE, Clóvis Van-Dick).

Nome – Olivério Bazzani Filho

Naturalidade – Mirassol, SP

Idade – 20 anos. Nascido a 3 de junho de 1936

Estado civil – Solteiro

Peso – 67 quilos

Altura – 1,72

Clubes – O grande atacante grená iniciou no juvenil do Mirassol, indo mais tarde para o Mogiana, de Campinas. Daí para o Rio Preto E.C., depois no GEMA e finalmente na AFE.

Bazani - Time Juvenil do Mirassol

Títulos – O meia Bazzani possuía até aqui o título de campeão amador pelo GEMA.

Maior emoção – Todos lembramos como foi dramática a partida que a Ferroviária disputou em Ribeirão Preto, contra o Comercial. Já final, o empate de três tentos parecia permanecer quando Bazzani foi chamado para cobrar uma falta da altura da linha média. Bazzani cobrou a infração com um tremendo pelotaço, marcando o gol da vitória, que foi para ele a maior emoção de sua vida esportiva.”

 

BAZZANI EM TRÊS TEMPOS

1-    Estreia em jogos oficiais: Paulista de Araraquara 0 x 3 Ferroviária – 06.02.1955, domingo; Estádio Municipal de Araraquara (SP); Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Árbitro: Abílio Ramos. Gols: Antoninho, Bazzani e Paulinho; Expulsões (Paulista); Rafael e Binho; Paulista: Mingão; Ibaté e Binho; Bruno, Braga e Rafael; Ferraz, Lourenço, Desastre, Gonçalves e Tom Mix; Ferroviária: Fia; Pierre e Ferraciolli; Antoninho, Pixo e Itamar; Paulinho, Tec, Lambari, Jonas e Bazzani. Técnico: Armando Renganeschi. Obs.: Estreia oficial de Bazzani, autor de um dos tentos da Locomotiva.

06.02.1955 -Estreia de Bazzani a AFE venceu o Paulista 3x0, de pé :Fia, Pixo, Pierre, Antoninho, Ferraciolli e Itamar; agachados: Paulinho, Tec, Lambari, Jonas e Bazzani.

2-    Despedida: Ferroviária 0 x 1 Guarani – 28.03.1973, quarta-feira; Fonte Luminosa, Araraquara (SP); Amistoso Estadual. Árbitro: Almir Ricci Peixoto Laguna; Gol: Clayton, 40 do 2º; Ferroviária: Sérgio; Batalhão, Fernando, Ticão e Zé Carlos; Muri e Bazzani (Ademir); Tonho, Mário Augusto, João Marques e Guará (Vagner). Técnico: Carlos Alberto Silva; Guarani: Tobias; Alberto, Amaral, Wilson e Bezerra; Alfredo e Flamarion; Jader, Washington, Clayton e Mingo. Obs.: Despedida de Bazzani, que atuou na Ferroviária de 1954 a 1973, exceto em 1963 e 1964, quando defendeu o Corinthians.

3-    Homenagem: Ferroviária 3 x 0 Corinthians B – 18.04.2007, quarta-feira, 20h30; Fonte Luminosa, Araraquara; Gols: Leandro Donizete, 33 do 1º; Marcelo, 23, e Ramon, 44 do 2º; Ferroviária: Cristiano; Leandro (Augusto), Wesley (André), Mauro (Thiago Costa) e Fernando Luís (Renato Peixe); Vagner (Guilherme Alves), Leônico (Da Silva), Leandro Donizete (Ramon) e Renato (Jaílton); Jó (Bruno Bastelli) e Douglas Richard (Marcelo); Técnico: Edison Só; Corinthians B: Rafael; Lewis, Renato Santos (Henrique); Diego e Vanderson (Renato Ribeiro); Marcelo, Milton, Araújo (Leandro) e Fabrício (Alex); Igor (Robson) e Johny (Alisson); Técnico: Jorge Saram. Obs.: Amistoso estadual entre as duas equipes defendidas pelo Rabi, em sua homenagem, com a inauguração do busto de bronze instalado na entrada do estádio.

Bazani - Gazeta Esportiva Ilustrada

O MAIOR ARTILHEIRO DA FERROVIÁRIA CONTRA OS GRANDES

Bazani com Pelé

Bazzani foi o maior e mais expressivo jogador da história da Ferroviária, justificando plenamente o busto de bronze colocado na entrada da Arena Fonte Luminosa. Não só estabeleceu o mais alto número de jogos em defesa da Ferrinha, como foi o seu artilheiro principal, além de exemplo dentro e fora de campo. Contra Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians, Bazzani também lidera a relação dos goleadores grenás.

Contra o Palmeiras: 1º – Bazzani, 9 gols; 2º – Peixinho, 7; 3º – Tales, 6; 4º – Téia, 4

Contra o Corinthians: 1º – Bazzani, 7 gols; 2º – Peixinho, 5; 3º – Parada e Paulo Bim, 3

Contra o Santos: 1º – Bazzani e Peixinho, 6 gols; 3º – Baiano, Cardoso e Tales, 3

Contra o São Paulo: 1º – Bazzani e Douglas Onça, 5; 3º – Parada e Téia, 4; 5º – Dudu, 3

No cômputo geral contra os grandes paulistas:

1º - Bazzani, 27 gols;

2º – Peixinho, 19 gols

Também em matéria de permanência na agremiação avinhada, Bazzani é imbatível,  pois além de atleta  defendeu a AFE como treinador (em inúmeras oportunidades) e foi também seu funcionário.

Bazani - Como técnico da AFE

Fontes:

Museu do Futebol e Esportes de Araraquara;
O Imparcial (Araraquara);
Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira)
Ferroviária em campo, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2010
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição e fotos: Paulo Luís Micali / Divulgação (internet)

 

Nos velhos e bons tempos em que os grandes clubes de São Paulo encontravam espaço no calendário para exibições no Interior, e eram uma atração excepcional, as cidades engalanadas recepcionavam com muita festa e alegria os esquadrões e seus craques.

Foi assim, por exemplo, no dia 23 de julho de 1950, um domingo à tarde, quando a Sociedade Esportiva Palmeiras exibiu-se na cidade de Araraquara, a Morada do Sol, contra a representação do Paulista F.C. local.

Com o Estádio Municipal de Araraquara lotado e renda de Cr$ 60.000,00, o encontro foi dirigido por Cireno Pereira de Andrade.

No primeiro tempo, o quadro da capital paulista assinalou três gols por meio de Manoelito e Dino (2); ainda na primeira etapa, Maurinho marcou para o Paulista.

Na etapa complementar, Montanholi fez dois, o mesmo conseguindo o avante Maurinho, que acabou sendo o artilheiro do jogo com três gols (todos os do time vermelho, preto e branco de Araraquara).

Formou o Palmeiras com: Oberdan; Turcão (Palante) e Sarno; Salvador, Túlio e Waldemar Fiúme; Nestor, Manoelito (Montanholi), Aquiles, Dino e Brandãozinho (Rodrigues). Técnico: Jim Lopes.

O Paulista de Araraquara apresentou-se com: Madalena (Monteiro); Laxixa e Monte I; Tiana, Humaitá e Rafael; Xerito, Maurinho, Élvio, Galisé e Monte II.

Fontes:

Almanaque do Palmeiras – Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti, Placar/Abril
Araraquara Futebol e Política – Luís Marcelo Inaco Cirino – SJS Gráfica e Editora, 2008
Foto: O Imparcial (Araraquara), 28/02/1998
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

E a Ferroviária alcança a elite…

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás

1 – 08.01.56 – Internacional de Bebedouro 3 x 3 Ferroviária – Amistoso – Paulinho, Boquita e Bazzani

2 – 15.01.56 – ADA 2 x 4 Ferroviária – Campeonato Paulista/2ª Divisão – Pixo, Gomes (pênalti), Cardoso e Dirceu

3 – 22.01.56 – Ferroviária 2 x 1 Comercial-RP – C.P., 2ª – Gomes (2)

4 – 29.01.56 – Marília 2 x 2 Ferroviária – C.P., 2ª – Paulinho e Gomes

5 – 05.02.56 – Ferroviária 2 x 1 América – C.P., 2ª – Cardoso (2)

6 – 19.02.56 – Ferroviária 5 x 2 Juventus – C.P., 2ª – Paulinho (2), Gomes (2) e Cardoso

7 – 26.02.56 – Botafogo-RP 2 x 2 Ferroviária – C.P., 2ª – Cardoso e Gomes

8 – 04.03.56 – Ferroviária 1 x 1 Portuguesa Santista – C.P., 2ª – Gomes

9 – 11.03.56 – Ferroviária 4 x 1 ADA – C.P., 2ª – Cardoso, Boquita (2) e Bazzani

10 – 18.03.56 – Comercial-RP 3 x 4 Ferroviária – C.P., 2ª – Paulinho (2), Gomes e Bazzani

11 – 25.03.56 – Ferroviária 2 x 2 Marília – C.P., 2ª – Atílio (contra) e Cardoso

12 – 01.04.56 – América 2 x 3 Ferroviária – C.P., 2ª – Gomes (2) e Cardoso

13 – 08.04.56 – Juventus 1 x 2 Ferroviária – C.P., 2ª – Cardoso e Boquita

14 – 15.04.56 – Ferroviária 6 x 3 Botafogo-RP – C.P., 2ª – Bazzani (2), Gomes (2) e Cardoso (2)

Obs.: Com esse resultado, a Ferroviária sagrou-se campeã da Segunda Divisão, certame de 1955, adquirindo o direito de disputar, ainda em 1956, o Campeonato Paulista da Primeira Divisão.

15 – 22.04.56 – Portuguesa Santista 4 x 5 Ferroviária – C.P., 2ª – Cardoso (2), Gomes, Bazzani e Pixo

16 – 29.04.56 – Ferroviária 3 x 2 ADA – Amistoso em comemoração à subida para a Primeira Divisão – Gomes (2) e Paulinho

17 – 01.05.56 – Estrela da Bela Vista (São Carlos) 0 x 1 Ferroviária – Amistoso – Marinho

18 – 09.05.56 – Palmeiras 4 x 2 Ferroviária – Amistoso – Gomes (2)

19 – 13.05.56 – Rio Preto 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Gomes, Bazzani e Cardoso

20 – 27.05.56 – A.A. Joaquinense (S.J. da Barra) 1 x 11 Ferroviária – Amistoso (Inauguração do Estádio Ferraciolli) – Zeca (3), Cardoso (2), Gomes (2), Bazzani, Boquita, Didié e Tiana

  – 03.06.56 – Ferroviária 0 x 0 Noroeste – Torneio-Início do Campeonato Paulista da Primeira Divisão – Nos escanteios, Noroeste, 1 a 0.

21 – 10.06.56 – Ferroviária 3 x 2 XV de Jaú – Amistoso – Cardoso, Paulinho e Bazzani

22 – 17.06.56 – Nacional-SP 3 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista, Turno Classificatório – Boquita e Bazzani (2)

23 – 24.06.56 – Ferroviária 1 x 1 São Bento (São Caetano do Sul) – C.P., Turno Classificatório – Paulinho

24 – 01.07.56 – Ferroviária 4 x 0 São Bento (Sorocaba) – Amistoso – Gomes, Paulinho, Cardoso e Boquita

25 – 08.07.56 – São Bento (Sorocaba) 7 x 0 Ferroviária – Amistoso

26 – 15.07.56 – Palmeiras 4 x 3 Ferroviária – C.P., Turno Classific. – Cardoso, Gomes e Bazzani

27 – 18.07.56 – Santos 4 x 2 Ferroviária – C.P., Turno Classif. – Bazzani e Cardoso

28 – 21.07.56 – Jabaquara 4 x 1 Ferroviária – C.P., Turno Classif. – Boquita

29 – 25.07.56 – Rio Claro 1 x 6 Ferroviária – Amistoso – Cabelo (2), Gomes (2) e Lopes (2)

30 – 29.07.56 – Ferroviária 5 x 3 XV de Jaú – C.P., Turno Classif. – Paulinho (3), Cardoso e Gomes

31 – 05.08.56 – Ferroviária 2 x 1 Ponte Preta – C.P., Turno Classif. – Gomes e Paulinho

32 – 12.08.56 – Noroeste 1 x 0 Ferroviária – C.P., Turno Classificatório

33 – 19.08.56 – Ferroviária 4 x 3 Linense – C.P., Turno Classif. – Cardoso (3) e Gomes

34 – 23.08.56 – Portuguesa 2 x 4 Ferroviária – C.P., Turno Classif. – Gomes (2), Bazzani e Paulinho

35 – 26.08.56 – Juventus 2 x 0 Ferroviária – C.P., Turno Classificatório

36 – 02.09.56 – XV de Piracicaba 3 x 2 Ferroviária – C.P., Turno Classif. – Bazzani (2)

37 – 09.09.56 – Ferroviária 1 x 2 Taubaté – C.P., Turno Classific. – Gomes

38 – 16.09.56 – Portuguesa Santista 2 x 0 Ferroviária – C.P., Turno Classif.

39 – 19.09.56 – São Paulo 3 x 1 Ferroviária – C.P., Turno Classif. – Gomes

40 – 23.09.56 – Corinthians 6 x 2 Ferroviária – C.P., Turno Classif. – Gomes e Cardoso

41 – 30.09.56 – Ferroviária 4 x 1 Guarani – C.P., Turno Classif. – Lopes (2), Bazzani e Boquita

42 – 28.10.56 – Ferroviária 2 x 0 Jabaquara – C.P., Torneio Rebaixamento – Gomes e Paulo Reis

43 – 04.11.56 – Ponte Preta 0 x 3 Ferroviária – C.P., Torneio Rebaixamento – Paulinho (2) e Gomes

44 – 11.11.56 – Linense 2 x 2 Ferroviária – C.P., Torneio Rebaixamento – Gomes (2)

45 – 15.11.56 - Bandeirantes (São Carlos) 3 x 4 Ferroviária – Amistoso – Lopes (3) e Gomes

46 – 18.11.56 – Ferroviária 6 x 1 Nacional-SP – C.P., Torneio Rebaixamento – Lopes (2), Gomes (2) e Boquita (2)

47 – 25.11.56 – Ferroviária 4 x 0 Guarani – C.P., Torneio Rebaixamento – Gomes (2), Cardarelli e Boquita

48 – 01.12.56 – Ferroviária 3 x 4 Portuguesa Santista – C.P., Torneio Rebaixamento – Gomes, Paulinho e Boquita

49 – 09.12.56 – Noroeste 2 x 1 Ferroviária – C.P., Torneio Rebaixamento – Lopes

50 – 16.12.56 – Portuguesa Santista 2 x 3 Ferroviária – C.P., Torneio Rebaixamento – Bazzani (2) e Gomes

51 – 23.12.56 – Ferroviária 4 x 1 Linense – C.P., Torneio Rebaixamento – Bazzani, Paulinho e Gomes (2)

Resumo do ano de 1956

J

V

E

D

GP

GC

SG

51

29

8

14

147

109

38

 

Fontes:

Tópicos do Passado da AFE – Prof. Antônio Jorge Moreira

O Caminho da Bola – Rubens Ribeiro, F.P.F.

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

Embora não tendo o universo todo de inaugurações dos estádios do estado de São Paulo, dá para afirmar, com o disponível, que o maior inaugurador de estádios de futebol da terra bandeirante é o Palmeiras, o que comprova a força da colônia italiana neste espaço do solo brasileiro.

Assim é que são encontrados estes registros de inaugurações com a presença do Verdão:

  .10.1928 – Estádio Municipal Tenente Carriço, em Penápolis – Penápolis 7 x 0 Palmeiras

Estádio Municipal Tenente Carriço

27.04.1940 – Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo – Palmeiras 6 x 2 Coritiba

Inauguração – Pacaembu

31.05.1953 – Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas – Guarani 3 x 1 Palmeiras

Inauguração – Brinco de Ouro

13.06.1954 – Estádio Dr. Osvaldo Scatena, em Batatais – Batatais 2 x 4 Palmeiras

Inauguração: Estádio Dr. Osvaldo Scatena

05.06.1955 – Estádio Breno Ribeiro do Val, em Osvaldo Cruz – Osvaldo Cruz 1 x 8 Palmeiras

Estádio Breno Ribeiro do Val

11.11.1956 – Estádio Dr. Osvaldo Teixeira Duarte (Canindé), em São Paulo – Portuguesa 3 x 2 Combinado Palmeiras/São Paulo

Estádio Dr. Osvaldo Teixeira Duarte

30.05.1957 – Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí – Paulista 3 x 1 Palmeiras

Estádio Jayme Cintra

04.09.1965 – Estádio Barão de Serra Negra, em Piracicaba – XV de Piracicaba 0 x 0 Palmeiras

Inauguração – Estádio Barão de Serra Negra

03.11.1968 – Estádio Luís Augusto de Oliveira, em São Carlos – Palmeiras 2 x 3 São Paulo

Estádio Luís Augusto de Oliveira

14.12.1969 – Estádio Bruno José Daniel, em Santo André – Santo André 0 x 4 Palmeiras

07.09.1972 – Estádio Benito Agnelo Castellano, em Rio Claro – Velo Clube 1 x 4 Palmeiras

Estádio Benito Agnelo Castellano

07.07.1991 – Estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira, em Mogi Mirim – Mogi Mirim 4 x 2 Palmeiras

Estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira

Fonte:

Wikipédia
Fotos: Internet (divulgação)
Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

O Imparcial Esportivo -08/03/1954

Antes de Dudu (Olegário Tolói de Oliveira), a Ferroviária de Araraquara contou com o futebol vistoso, clássico e eficiente de Dirceu, um dos artífices da conquista da Segunda Divisão do certame paulista, versão 1955.

Dirceu - Equipe da AFE 1955

Naquela ocasião, a mídia esportiva traçava este perfil de Dirceu:

Médio direito, a mola propulsora do time grená, fazendo de maneira clássica e bela a ligação da defesa com o ataque. A torcida apelidou-o de “Maravilha Negra” pelo seu excelente controle de bola.

Nome – Dirceu Siqueira

Naturalidade – São Paulo, Capital

Idade – 27 anos. Nascido a 29 de setembro de 1929

Estado civil – Solteiro

Peso – 68 quilos

Altura – 1,75

Clubes – O famoso “Maravilha Negra” iniciou no Mocidade Glicério, da várzea paulistana. Ainda na Capital, Dirceu jogou pelo Iguape, Pelotas, Rádio Panamericana, Boca Juniors, Iuracan. Transferiu-se depois para o quadro amador do Corinthians Paulista de onde foi descoberto pelo Rio Pardo, tornando-se estrela de “primeira grandeza” segundo expressão de Pereira Lima que o trouxe para a Associação Desportiva Araraquara (ADA). Finalmente Dirceu ingressou na Ferroviária, onde atua com enorme desenvoltura, sendo um dos ídolos da torcida grená.

Dirceu - ADA

Títulos – Dirceu foi campeão pelo amador do Corinthians e campeão de série pelo Rio Pardo.

Maior emoção – O grande médio “colored” da Ferroviária tem duas grandes emoções em sua carreira esportiva. A primeira foi no Pacaembu, quando ainda defendia o amador do Corinthians, num lance em cima da risca fatal de seu gol que ele tirou de “bicicleta” empolgando a torcida presente ao jogo. A segunda maior emoção de Dirceu foi descrita por ele próprio: “O gol que fiz contra a Sanjoanense. Roque encobriu espetacularmente o famoso Zé Amaro e, conforme a bola desceu eu chutei para o gol de “sem pulo” marcando um tento sensacional.”

Dirceu - Atlas do México

Dirceu Careca – assim chamado porque jogava com a cabeça raspada – transferiu-se para o México, onde atuou com muito êxito até o encerramento de sua brilhante carreira. Lá seguiu residindo, até que em 1999 veio a falecer, vítima de infarto.

Fontes:
Jornal O Imparcial (Araraquara)
Que fim Levou? Milton Neves (Fotos)
Edição: Paulo Luís Micali

 

Paulista F. C. - Araraquara

 O jornal Araraquara Esportiva, edição nº 7, de 23 a 30 de janeiro de 1963, apresentou artigo assinado por Renato Rizzo, falando a respeito do Paulista Futebol Clube (o Paulista de Araraquara), agremiação que congregou elevado número de seguidores e que, além de militar no futebol amador, transitou também no profissionalismo, sendo, nesse particular, o mais antigo dos clubes araraquarenses.  O Paulista era tricolor, portando as cores vermelha, preta e branca.

09.01.1955 – Ferroviária 4×0 Paulista F.C.

Segue o texto do artigo aludido:

AQUI ESTÁ O SEU CLUBE

Uma das mais simpáticas agremiações da “Morada do Sol” é sem dúvida o Paulista F.C.

Sua fundação deu-se no dia 3 de dezembro de 1930, tendo como fundador o Sr. Carlos Bersanetti.

Uma de suas principais formações naquele ano foi: Tucci; Monte, Cocodé e Armando; Romana e Zico; Ministro, Aderico, Laerte, Turqueta e Loló.

Considerado o “Galo da Cidade” pelos campeonatos consecutivos de 1930 a 1944, e também possuidor de um grande patrimônio, conforme consta no livro nº 59, folhas 33 e 35 no Registro de Imóveis de Araraquara, um terreno medindo 183 m  de frente por 145 m de fundo.

Muitos jogadores que defenderam o Paulista F.C. sobressaíram no cenário futebolístico atual, dentre os quais destacam-se: Dudu, Galhardo, Baiano, Jarbas, Cachimbo e Orlando.

A atual diretoria do Paulista F.C. está assim formada, tendo como Presidente o Dr. Alonso Martinez.

Vice-Presidente – Geraldo Gonzaga da Silva

Secretário – Omar de Souza e Silva

 Tesoureiro – Celso Ferreira da Silva

Diretor Esportivo – Bento Dias de Souza

Não podemos esquecer aqui a figura notável de Carlos Bersanetti Filho, o qual foi um dos mais notáveis orientadores do Paulista F.C., e que seu desaparecimento trouxe uma perda ao futebol local, principalmente no Paulista F.C.

Em virtude da falta de orientação da Liga Araraquarense de Futebol, o Paulista F.C. afastou-se do Campeonato Amador em 1962, esperando o apoio de todos os esportistas locais, quando então ressurgirá neste próximo campeonato de 1963.

Fontes:
Araraquara Esportiva (jornal)
Elaboração /Transcrição: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali
Fotos: Internet (divulgação)

 

Conquistas dos quatro maiores clubes paulistas:

1º – São Paulo Futebol Clube, 11 títulos

2º – Santos Futebol Clube, 8 títulos

3º – Sociedade Esportiva Palmeiras, 2 títulos

4º – Sport Club Corinthians Paulista, 1 título

 

OS 11 TÍTULOS DO SÃO PAULO:

Intercontinental (1992)

Intercontinental (1993)

Mundial da FIFA (2005)

Libertadores (1992)

Libertadores (1993)

Libertadores (2005)

Supercopa Libertadores (1993)

Copa Conmebol (1994)

Recopa Sul-Americana (1993)

Recopa Sul-Americana (1994)

Copa Master Conmebol (1996)

 

OS 8 TÍTULOS DO SANTOS:

Intercontinental (1962)

Intercontinental (1963)

Libertadores (1962)

Libertadores (1963)

Libertadores (2011)

Copa Conmebol (1998)

Recopa Mundial (1968)

Supercopa Sul-Americana (1968)

 

OS 2 TÍTULOS DO PALMEIRAS:

Libertadores (1999)

Copa Mercosul (1998)

 

O ÚNICO TÍTULO DO CORINTHIANS:

Mundial da FIFA (2000)

 

TOTAL DE TÍTULOS INTERNACIONAIS CONQUISTADOS POR CLUBES DO BRASIL  (até o final de 2011)

1º – São Paulo, 11;

2º – Santos, 8;

3º – Cruzeiro e Internacional, 7;

 5º – Flamengo e Grêmio, 4;

7º – Vasco, 3;

8º – Palmeiras e Atlético Mineiro, 2;

10º – Botafogo e Corinthians, 1.

 

Fonte:

São Paulo Internacional – Vicente Henrique Baroffaldi – Pontes, 2012


Edição: Paulo Luís Micali

 

LIBERTADORES

1974 – Contra o Independiente (ARG) – levou a pior: vice-campeão.

1992 – Contra o Newell’s Old Boys (ARG) – levou a melhor: campeão.

1993 – Contra a Universidad Católica (CHI) – levou a melhor: campeão.

1994 – Contra o Vélez Sarsfield (ARG) – levou a pior: vice-campeão.

2005 – Contra o Atlético-PR (BRA) – levou a melhor: campeão.

2006 – Contra o Internacional-RS (BRA) – levou a pior: vice-campeão.

 

SUPERCOPA LIBERTADORES

1993 – Contra o Flamengo (BRA) – levou a melhor: campeão.

1997 – Contra o River Plate (ARG) – levou a pior: vice-campeão.

COPA CONMEBOL

1994 – Contra o Peñarol (URU) – levou a melhor: campeão.

São Paulo FC- Conmebol 1994

 

RECOPA SUL-AMERICANA

1993 – Contra o Cruzeiro (BRA) – levou a melhor: campeão.

1994 – Contra o Botafogo-RJ (BRA) – levou a melhor: campeão.

2006 – Contra o Boca Juniors (ARG) – levou a pior.

 

COPA DE OURO NICOLAS LEÓZ

1993 – Contra o Boca Juniors (ARG) – levou a pior.

1995 – Contra o Cruzeiro (BRA) – levou a pior.

 

COPA MASTER CONMEBOL

1996 – Contra o Atlético-MG (BRA) – levou a melhor: campeão.

 

COPA INTERCONTINENTAL

1992 – Contra o Barcelona (ESP) – levou a melhor: campeão.

1993 – C ontra o Milan (ITA) – levou a melhor: campeão.

 

MUNDIAL DE CLUBES

2005 – Contra o Liverpool (ING) – levou a melhor: campeão.

 

Foram 18 decisões de competições internacionais oficiais alcançadas pelo São Paulo, que venceu 11 e perdeu 7.

Levou a melhor sobre  cinco clubes brasileiros (Atlético-PR, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo-RJ e Atlético-MG). No mais, foram seis vantagens contra clubes de países diferentes: Argentina (Newell’s Old Boys), Uruguai (Peñarol), Chile (Universidad Católica), Espanha (Barcelona), Itália (Milan) e Inglaterra (Liverpool).

Levou a pior cinco vezes contra os argentinos (duas vezes contra o Boca Juniors e uma vez contra Vélez Sarsfield, River Plate e Independiente). E foram duas desvantagens contra clubes do Brasil (Internacional e Cruzeiro).

Fonte:

São Paulo Internacional – Vicente Henrique Baroffaldi – Pontes, 2012

Edição: Paulo Luís Micali

 

Olha quem aparece nessa foto, como goleiro do Palmeiras Esporte Clube de Araraquara, forte clube amador da Morada do Sol, com sede na Vila Xavier.

Simplesmente ABELHA, antes de se destacar no futebol profissional, quando passaria por Ferroviária, Flamengo, São Paulo, São Bento, ABC de Natal.

Profissional exemplar, Abelha já mostrava, no Palmeirinhas – clube amador –, as suas qualidades. O esquadrão alvi-verde da foto, time-base dos anos 1979/80, esteve sempre na linha de frente do futebol amador de Araraquara, sendo Abelha um dos seus maiores destaques.

João Batista Abelha - Nasceu em 3 de Janeiro de 1958

Fonte da foto do Palmeiras E.C.:
Revista Esporte Araraquara, edição nº 24, de agosto/setembro de 2011
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Nos cinco primeiros anos de prática do futebol, a Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara,  disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Teve, nesses certames oficiais da Federação Paulista de Futebol, os seguintes autores de tentos:

 

Campeonato Paulista da Segunda Divisão/1951

Dirceu

1º – Dirceu, 15 gols

2º – Ministro, 7

3º – Tonhé, 5

4º – Fescina, 4

5º – Gonçalves, 3

6º – Rebolo, Baltazar, Espanador e Antônio Carlos, 1

(e mais um gol contra, de Ismael, do Palmeiras de Jaú)

 

Campeonato Paulista da Segunda Divisão/1952

Omar

1º – Omar, 21

2º – Vaghinho, 14

3º – Luiz Rosa, 9

4º – Russo, 6

5º – Osvaldo, 5

6º – Dirceu e Pedrinho, 4

8º – Zé Amaro e Xavier, 3

10º – Luiz, Sarvas e Pixo, 1

(e mais dois gols contra)

 

Campeonato Paulista da Segunda Divisão/1953

Tec

1º – Tec, 17

2º – Zé Amaro e Augusto, 10

4º – Boquita, 9

5º – Vaguinho, 7

6º – Omar e Odair, 2

8º – Santo Cristo, 1

(e mais um gol contra, de Mazzini, do Bragantino)

 

Campeonato Paulista da Segunda Divisão/1954

Paulinho

1º – Paulinho, 10

2º – Otávio, 7

3º – Bazzani e Lambari, 3

5º – Antoninho, 2

6º – Jonas, Boquita e Dirceu, 1

 

Campeonato Paulista da Segunda Divisão/1955

Cardoso

1º – Cardoso, 28

2º – Gomes, 22

3º – Bazzani, 15

4º – Boquita e Paulinho, 8

6º – Pixo, 3

7º – Dirceu e Marinho, 1

(e mais um gol contra, de Atílio, do Marília)

 

Nessas cinco primeiras presenças em competições oficiais, a Ferroviária teve como artilheiro maior, em um mesmo campeonato, o avante Cardoso, autor de 28 gols na Segundona paulista de 1955, ano no qual a AFE se sagrou campeã, adquirindo o direito de disputar a Primeira Divisão em 1956. Logo após essa memorável conquista, que se deu já no ano de 1956 (no dia 15 de abril), o jornal O Imparcial, de Araraquara, em sua edição extra de 16 de abril apresentava a seguinte biografia de Cardoso:

CARDOSO

João Carlos Cardoso ( mora atualmente em Descalvado)

Meia-direita (ponta-de-lança), é considerado pelos seus adversários como “avante misterioso” que exige sempre mais de um para marcá-lo. Marca gols impossíveis, sendo incompreendido pela torcida. É o “governador” do time grená.

Nome – João Carlos Cardoso

Naturalidade – Descalvado (SP)

Idade – 23 anos. Nascido a 15.11.1932

Estado civil – solteiro

Peso – 66 quilos

Altura – 1,78

Clubes – Iniciou em Descalvado, defendendo posteriormente o Batatais. Voltou para Descalvado de onde veio para a AFE.

Títulos – Nunca foi campeão.

Maior emoção – Orgulha-se Cardoso de pertencer ao quadro da Ferroviária e, contou-nos emocionado o gol de abertura que marcou, contra o Botafogo, lá em Ribeirão Preto no sensacional empate de 2 a 2. Realmente, o tento de Cardoso naquele prélio foi magistral, num golpe feliz de cabeça, enganando a perícia do arqueiro botafoguense.

Fontes:

Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (cópia do Museu do Futebol e Esportes de Araraquara)

O Imparcial, jornal de Araraquara
Foto (Cardoso): Que fim Levou? – Terceiro Tempo

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

 

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás

1 – 02.01.55 – Ferroviária 5 x 0 Rio Preto – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Otávio (2), Paulinho (2) e Lambari

2 – 09.01.55 – Ferroviária 4 x 0 Paulista (Araraquara)- C.P./2ª Div. – Lambari, Paulinho, Jonas e Boquita

Ferroviária 4x0 Paulista, na foto maior o golaço de Boquita, o quarto do jogo. No alto a direita, o time grená. De pé: Fia, Elcias, Ferraciolli, Dirceu, Antoninho e Pierre; agachados: Paulinho, Lambari, Otávio, Jonas e Boquita. Abaixo o Paulista FC. De pé: Ivo Martinez Perez (diretor), Binho, Edson, Ibaté, Braga, Rafael e Bruno; agachados, Didié, Tidinho, Teixeira, Lourenço e Gonçalves

3 – 16.01.55 – Americano 2 x 7 Ferroviária – Amistoso – (?)

4 – 23.01.55 – Ferroviária 3 x 4 Botafogo-SP – C.P./2ª Div. – Paulinho (2) e Lambari

5 – 30.01.55 – Comercial-RP 3 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Paulinho

6 – 06.02.55 – Paulista (Araraquara) 0 x 3 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Antoninho, Bazzani e Paulinho

06.02.1955 - Paulista (Araraquara) 0 x 3 Ferroviária , de pé: Fia, Pixo, Pierre, Antoninho, Ferraciolli e Itamar; agachado: Paulinho, Tec, Lambari, Jonas e Bazzani

7 – 1302.55 – Catanduva 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Lambari (2)

8 – 27.02.55 – Rio Preto 1 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Bazzani (2)

9 – 06.03.55 – Ferroviária 4 x 0 Comercial-RP – C.P./2ª Div. – Otávio (3) e Paulinho

10 – 13.03.55 – Botafogo-SP 4 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Antoninho

11 – 20.03.55 – Ferroviária 4 x 5 Guarani – Amistoso – Otávio (2) e Paulinho (2)

12 – 27.03.55 – Ferroviária 4 x 0 América – C.P./2ª Div. – Paulinho (2), Dirceu e Otávio

13 – 02.04.55 – Ferroviária 0 x 2 Comercial-RP – C.P./2ª Div.

14 – 07.04.55 – América 0 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Otávio

15 – 17.04.55 – Ferroviária 4 x 0 Bragantino – Amistoso – Otávio, Mazzini (contra), Lopes e Boquita

16 – 22.04.55 – Marília 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Paulinho (2) e Boquita

17 – 01.05.55 – Ferroviária 3 x 2 Marília – Amistoso – Otávio, Paulinho (pênalti) e Rodrigues

18 – 08.05.55 – Bragantino 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Lopes e Bazzani (2)

19 – 15.05.55 – XV de Piracicaba 3 x 3 Ferroviária – Amistoso – Otávio (2) e Bazzani

20 – 22.05.55 – Ferroviária 1 x 0 Garça – Amistoso – Otávio

22.05.1955 Gol do centroavante Otávio contra o Garça EC, o grande artilheiro grená, que conseguiu vencer a vigilância dos estupendos Basílio (goleiro) e Avelino (zagueirão de renome).

21 – 29.05.55 – Ferroviária 2 x 1 XV de Piracicaba – Amistoso – Lopes e Carlito

29.05.1955- Gol inicial do jogo marcado pelo meia Lopes da AFE contra o XV de Piracicaba

22 – 05.06.55 – Garça 3 x 3 Ferroviária – Amistoso – Cardoso, Otávio e Jarbas

23 – 12.06.55 – Internacional de Limeira 1 x 4 Ferroviária – Amistoso – Bazzani, Otávio, Jarbas e Paulinho

12.06.1955 - Time grená, de pe: Fia, Izan, Tiana, Dirceu, Pierre, Elcias e o técnico Renganeschi; agachados: Paulinho, Jarbas, Otávio, Bazzani e Boquita

24 – 19.06.55 – Ferroviária 5 x 2 Internacional de Limeira – Amistoso – Paulinho (2), Boquita, Jarbas e Bazzani

25 – 03.07.55 – Barretos 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Jarbas (2)

26 – 10.07.55 – Paraisense (MG) 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Paulinho e Cardoso

27 – 17.07.55 – Ferroviária 5 x 0 Noroeste – Amistoso – Paulinho, Boquita, Jarbas, Bazzani e Cardoso

28 – 31.07.55 – Ferroviária 0 x 0 Araçatuba – Amistoso

29 – 07.08.55 – Araçatuba 3 x 2 Ferroviária – Amistoso – Bazzani e Dorival

30 – 14.08.55 – Ferroviária 3 x 2 Botafogo-SP – Amistoso – Cardoso, Jaime e Boquita

31 – 21.08.55 – Botafogo-SP 1 x 3 Ferroviária – Amistoso – Cardoso (2) e Jarbas

32 – 22.08.55 – Ferroviária 3 x 2 Seleção Amadora de Araraquara – Amistoso – Bazzani, Jarbas e Jaime

33 – 28.08.55 – Ferroviária (?) x (?) Catanduva – Amistoso

34 – 04.09.55 – Catanduva 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Jarbas

35 – 07.09.55 – Ferroviária de Assis 1 x 0 Ferroviária – Amistoso

36 – 11.09.55 – Ferroviária 5 x 1 Nacional (SP) – Amistoso – Cardoso (4) e Bazzani

37 – 18.09.55 – Comercial-RP 3 x 0 Ferroviária – Amistoso

38 – 25.09.55 – Ferroviária 3 x 2 Comercial-RP – Amistoso – Cardoso, Boquita e Gomes (pênalti)

39 – 02.10.55 – Noroeste 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Paulinho (2) e Cardoso

40 – 16.10.55 – Ferroviária 4 x 2 Paulista (Jundiaí) – C.P./2ª Div. – Bazzani (3) e Gomes (pênalti)

41 – 23.10.55 – Catanduva 2 x 4 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Bazzani (2), Cardoso e Gomes

42 – 30.10.55 – Ferroviária 3 x 1 Internacional de Limeira – C.P./2ª Div. – Pixo, Boquita e Cardoso

30.10.1955 -AFE 3x1 Internacional Limeira. De pé: Fia, Elcias, Ferraciolli, Dirceu, Pixo e Itamar; agachados: Paulinho, Cardoso, Gomes, Bazzani e Boquita

43 – 06.11.55 – Velo Clube 2 x 6 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Cardoso (3), Bazzani, Gomes e Paulinho

44 – 13.11.55 – Ferroviária 5 x 0 ADA – C.P./2ª Div. – Paulinho (2), Bazzani, Gomes e Boquita

45 – 20.11.55 – Paulista (Jundiaí) 1 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Bazzani

46 – 27.11.55 – Ferroviária 0 x 1 Catanduva – C.P./2ª Div.

47 – 04.12.55 – Internacional de Limeira 1 x 3 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Cardoso (2) e Gomes

48 – 11.12.55 – Ferroviária 15 x 1 Velo Clube – C.P./2ª Div. – Cardoso (7), Gomes (3), Boquita (2), Bazzani (2) e Marinho

49 – 18.12.55 – ADA 4 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Boquita e Cardoso

 

Excluído o jogo nº 33, cujo resultado não foi obtido, assim se resume a temporada da Ferroviária de Araraquara no ano de 1955, o quinto da história do seu futebol:

J

V

E

D

GP

GC

SG

48

32

5

11

147

73

74

 

 Fonte: Tópicos do Passado da AFE, de Antônio Jorge Moreira

                 Fotos: Jornal “O Imparcial”

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás

1 – 03.01.54 – Ferroviária 1 x 1 Francana – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Vaguinho

2 – 10.01.54 – Botafogo-SP 1 x 1 Ferroviária – C.P., 2ª Div. – Augusto

3 – 24.01.54 – Rio Preto 3 x 2 Ferroviária – C.P., 2ª Div. – Zé Amaro e Santo Cristo

4 – 31.01.54 – Ferroviária 7 x 1 Palmeiras de Franca – C.P., 2ª Div. – Augusto (2), Zé Amaro (2), Tec, Vaguinho e Boquita

5 – 07.02.54 – Ferroviária 3 x 1 América-SP – C.P., 2ª Div. – Augusto (2) e Boquita

6 – 14.02.54 – ADA 1 x 1 Ferroviária – C.P., 2ª Div. – Vaguinho

7 – 21.02.54 – Francana 2 x 0 Francana – C.P., 2ª Div.

8 – 07.03.54 – Ferroviária 3 x 1 Botafogo-SP – C.P., 2ª Div. – Tec, Boquita e Zé Amaro

9 – 14.03.54 – Ponte Preta 2 x 0 Ferroviária – Amistoso

10 – 21.03.54 – Ferroviária 1 x 0 Ponte Preta – Amistoso – Zé Amaro

11 – 28.03.54 – Ferroviária 7 x 1 Bragantino – C.P., 2ª Div. – Tec (3), Odair (2), Zé Amaro e Mazzini (contra)

12 – 04.04.54 – Paulista (Jundiaí) 2 x 1 Ferroviária – C.P., 2ª Div. – Boquita

13 – 11.04.54 – Noroeste 2 x 0 Ferroviária – C.P., 2ª Div.

14 – 18.04.54 – Ferroviária 4 x 2 América-SP – C.P., 2ª Div. – Tec (2), Zé Amaro e Vaguinho

15 – 25.04.54 – Ferroviária 5 x 0 Marília – C.P., 2ª Div. – Tec (2), Zé Amaro (2) e Boquita

16 – 02.05.54 – Bragantino 1 x 1 Ferroviária – C.P., 2ª Div. – Tec

17 – 09.05.54 – Ferroviária 1 x 0 Paulista (Jundiaí) – C.P., 2ª Div. – Tec

18 – 16.05.54 – Ferroviária 5 x 3 Noroeste – C.P., 2ª Div. – Tec (2), Omar (de pênalti), Zé Amaro e Vaguinho

19 – 23.05.54 – América-SP 1 x 0 Ferroviária – C.P., 2ª Div.

20 – 30.05.54 – Marília 0 x 2 Ferroviária – C.P., 2ª Div. – Tec e Omar

21 – 20.06.54 – Flamengo de Olímpia 0 x 2 Ferroviária – Amistoso – Nelson (2)

22 – 27.06.54 – Ferroviária 2 x 1 Juventus – Amistoso – (?) (?)

23 – 29.06.54 – Comercial (PR) 3 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)

24 – 03.07.54 – Britânia (PR) 1 x 5 Ferroviária – Amistoso – (?) (?) (?) (?) (?)

25 – 04.07.54 – Transparaná (PR) 0 x 3 Ferroviária – Amistoso – (?) (?) (?)

26 – 11.07.54 – Ferroviária 1 x 2 Palmeiras – Amistoso – Tec

27 – 18.07.54 – XV de Jaú 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Zé Amaro e Ribamar (contra)

28 – 25.07.54 – Ferroviária 2 x 2 XV de Jaú – Amistoso – (?) (?)

29 – 01.08.54 – Oeste 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Tec, Cardoso e Zé Amaro

30 – 08.08.54 – Ferroviária 1 x 0 Botafogo-SP – Amistoso – Boquita

31 – 15.08.54 – Botafogo-SP 3 x 3 Ferroviária – Amistoso – Cardoso (2) e Paulinho

32 – 22.08.54 – Ferroviária 2 x 2 América-SP – Amistoso – Boquita e Pierre

33 – 29.08.54 – Ferroviária 2 x 1 Tupã – Amistoso – Zé Amaro (2)

34 – 05.09.54 – América 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – Jandir

35 – 07.09.54 – Ferroviária 2 x 5 Santos – Amistoso – Nelson e Monte

36 – 12.09.54 – Tupã 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – (?) (?)

37 – 19.09.54 – Ferroviária 1 x 1 Catanduva – Amistoso – Tec

38 – 26.09.54 – Catanduva 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)

39 – 10.10.54 – Paulista (Jundiaí) 2 x 4 Ferroviária – Amistoso – Tec, Boquita, Alcides (contra) e Pixo

40 – 17.10.54 – Ferroviária 5 x 0 Paulista (Jundiaí) – Amistoso – Cardoso (3), Boquita (2)

41 – 24.10.54 – Ferroviária 6 x 3 Comercial – Amistoso – Boquita (2), Omar (2), Zé Amaro e Cardoso

42 – 31.10.54 – Comercial 1 x 0 Ferroviária – Amistoso

43 – 07.11.54 – Bauru AC (BAC) 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Cardoso (2)

44 – 14.11.54 – Ferroviária 8 x 0 Bauru AC (BAC) – Amistoso – Cardoso (3), Zé Amaro, Omar, Dirceu, Paulinho e Pierre

45 – 28.11.54 – Paulista (Araraquara) 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Toledinho

46 – 08.12.54 – Ferroviária 0 x 0 Radium (Mococa) – Amistoso

47 – 12.12.54 – Radium (Mococa) 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – Lambari

48 – 18.12.54 – Ferroviária 3 x 0 Internacional (Limeira) – Boquita (2) e Paulinho

BAZZANI, o maior jogador da Ferroviária de todos os tempos, fez sua estreia no dia 18 de dezembro de 1954, na Fonte Luminosa, em partida amistosa contra a Inter de Limeira.

49 – 26.12.54 – América-SP 1 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista/2ª Divisão

 

Resumo da temporada

J

V

E

D

GP

GC

SG

49

23

13

13

111

66

45

 

Fonte:

Tópicos do Passado da AFE – Prof. Antônio Jorge Moreira

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores Grenás

1 – 04.01.53 – Ferroviária 5 x 0 Olímpia – Campeonato Paulista/2ª Divisão – Luiz Rosa (2), Dirceu, Omar e Vaguinho

2 – 11.01.53 – América-SP 0 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Laudelino (contra)

3 – 18.01.53 – Ferroviária 3 x 2 Botafogo-SP – C.P./2ª Div. – Kelé (contra), Vaguinho e Omar

4 – 25.01.53 – Ferroviária 3 x 2 ADA – C.P./2ª Div. – Omar (2) e Vaguinho

5 – 01.02.53 – Internacional de Bebedouro 4 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Xavier e Russo

6 – 01.03.53 – São Bento de Marília 3 x 3 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Luiz, Vaguinho e Omar

7 – 15.03.53 – Ferroviária 3 x 0 Bragantino – C.P./2ª Div. – Vaguinho (2) e Omar

8 – 22.03.53 – Garça 2 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Sarvas e Vaguinho

9 – 29.03.53 – Ferroviária 2 x 3 São Paulo de Araçatuba – C.P./2ª Div. – Vaguinho e Luiz Rosa

10 – 04.04.53 – Ferroviária 4 x 1 São Bento de Marília – C.P./2ª Div. – Zé Amaro, Luiz Rosa, Vaguinho e Omar

11 – 12.04.53 – Quirinense-SP 2 x 5 Ferroviária – Amistoso – Dirceu (2), Russo (2) e Pedrinho

12 – 19.04.53 – Bragantino 2 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Pixo e Omar

13 – 26.04.53 – Ferroviária 3 x 2 Garça – C.P./2ª Div. – Luiz Rosa e Vaguinho (2)

14 – 01.05.53 – Glória (Catanduva) 0 x 6 Ferroviária – Pedrinho (2), Tonhé (2), Basso e Russo

15 – 03.05.53 – São Paulo de Araçatuba 1 x 3 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Vaguinho (3)

16 – 14.05.53 – Ferroviária 4 x 1 E.C. D.E.R. (Araraquara) – Amistoso – Dirceu (2), Osvaldo (de pênalti) e Canhotinho

17 – 31.05.53 – Linense 3 x 0 Ferroviária – C.P./2ª Divisão (Decisão)

18 – 21.06.53 – Ferroviária 0 x 2 Portuguesa Santista – Amistoso

19 – 24.06.53 – Internacional de Bebedouro 4 x 3 Ferroviária – Amistoso – Roque, Xorete (contra) e Basso

20 – 05.07.53 – Ferroviária 1 x 4 Palmeiras – Amistoso – Boquita

21 – 19.07.53 – Ferroviária 6 x 0 Ferroviária de Pindamonhangaba – Amistoso – Vaguinho (3), Zé Amaro, Tec e Paraguaio

22 – 26.07.53 – Paulista (Jundiaí) 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Paraguaio e Vaguinho

23 – 02.08.53 – Ferroviária 3 x 0 Paulista (Jundiaí) – Amistoso – Paraguaio, Boquita e Tec

24 – 04.08.53 – Catanduva 1 x 2 Ferroviária – Amistoso – Celso (contra) e Boquita

25 – 23.08.53 – Ferroviária 2 x 2 São Paulo – Amistoso – Vaguinho (2)

26 – 27.08.53 – Seleção de Matão 0 x 11 Ferroviária – Amistoso – Paraguaio (4), Tonhé (2), Omar, Ulisses, Moacir, Gaspar e Canhotinho

27 – 30.08.53 – Ferroviária 2 x 2 Internacional de Bebedouro – Amistoso – Vaguinho e Boquita (de pênalti)

28 – 13.09.53 – Ferroviária 4 x 1 América – Amistoso – Vaguinho (4)

29 – 20.09.53 – Botafogo-SP 1 x 0 Ferroviária – Amistoso

30 – 27.09.53 – América-SP 0 x 0 Ferroviária – Amistoso

31 – 04.10.53 – Oeste 1 x 4 Ferroviária – Amistoso – Tec, Nelson, Vaguinho e Ulisses

32 – 11.10.53 – Ferroviária 5 x 0 Bragantino – Amistoso – Zé Amaro, Boquita, Vaguinho, Tec e Gaspar

33 – 18.10.53 – Bragantino 1 x 3 Ferroviária – Amistoso – Santo Cristo (de pênalti), Boquita e Julião (contra)

34 – 25.10.53 – Ferroviária 2 x 0 Noroeste – Amistoso – Augusto e Boquita (de pênalti)

35 – 31.10.53 – Palmeiras 4 x 1 Ferroviária – Amistoso – Zé Amaro

36 – 08.11.53 – Ferroviária 4 x 2 Portuguesa – Amistoso – Augusto (2), Boquita (de pênalti) e Santo Cristo

37 – 15.11.53 – XV de Piracicaba 5 x 0 Ferroviária – Amistoso

38 – 21.11.53 – Ferroviária 8 x 1 Oeste – Amistoso – Augusto (4), Zé Amaro, Boquita (de pênalti), Vaguinho e Tec

39 – 28.11.53 – Ferroviária 3 x 1 Internacional de Bebedouro – Amistoso – Vaguinho (3)

40 – 06.12.53 – Ferroviária 4 x 0 Rio Preto – C.P./2ª Div. – Augusto (2), Zé Amaro e Boquita

41 – 13.12.53 – Palmeiras de Franca 0 x 7 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Augusto (3), Tec (2), Boquita (de pênalti) e Vaguinho

42 – 20.12.53 – América-SP 0 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Vaguinho

43 – 27.12.53 – Ferroviária 3 x 2 ADA – C.P./2ª Div. – Boquita (2) e Tec (de pênalti)

Resumo da temporada

J

V

E

D

GP

GC

SG

43

27

7

9

132

60

72

 

Fonte:

Tópicos do Passado da AFE – Antônio Jorge Moreira

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

 

Nº de ordem – Data – Jogo/Resultado – Finalidade – Goleadores grenás

1 – 13.01.52 – Orlândia 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Vicente e Elvo

2 – 20.01.52 – Ferroviária 4 x 0 Velo Clube – Amistoso – (?)

3 – 27.01.52 – Ferroviária 6 x 3 Botafogo-SP – Amistoso – Omar (3), Dirceu, Ministro e Lula (pênalti)

4 – 03.02.52 – Botafogo-SP 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – (?)

5 – 10.02.52 – Velo Clube 2 x 2 Ferroviária – Amistoso – Sarvas e Tonhé

6 – 30.03.52 – Ferroviária 5 x 2 Francana – Amistoso – Omar (2), Dirceu, Pedrinho e Gaspar

7 – 06.04.52 – Francana 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Gaspar (pênalti)

8 – 13.04.52 – Ferroviária 0 x 0 Bauru A.C. (BAC) – Amistoso

9 – 20.04.52 – Bauru AC (BAC) 2 x 3 Ferroviária – Amistoso – Miranda (2) e Omar

10 – 27.04.52 – Ferroviária 0 x 0 Garça – Amistoso

11 – 01.05.52 – Ferroviária 3 x 3 São Cristóvão-RJ – Amistoso – Omar (3)

12 – 04.05.52 – Garça 2 x 0 Ferroviária – Amistoso

13 – 11.05.52 – Ferroviária 6 x 1 Sanjoanense-SJBV – Amistoso – Omar, Osvaldo, Miranda (3) e Pedrinho

14 – 18.05.52 – Sanjoanense-SJBV 0 x 1 Ferroviária – Amistoso – Pedrinho

15 – 25.05.52 – Ferroviária 1 x 0 Guarani – Amistoso – Pedrinho

16 – 08.06.52 – Ferroviária 1 x 1 Juventus – Amistoso – Russo

17 – 15.06.52 – América-SJRP 1 x 1 Ferroviária – Amistoso – Omar

18 – 22.06.52 – Ferroviária 2 x 1 Clube Atlético Piracicabano – Amistoso – Tonhé e Dirceu

19 – 13.07.52 – Ferroviária 1 x 3 XV de Piracicaba – Amistoso – Russo

20 – 27.07.52 – Ferroviária 4 x 0 Seleção Veteranos Paulistas – Amistoso – Luiz Rosa (2), Russo e Omar

21 – 03.08.52 – C.A. Cidade Feitiço (Catanduva) 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Omar

22 – 10.08.52 – ADA 3 x 4 Ferroviária – Amistoso – Russo (2), Dirceu e Osvaldo

23 – 17.08.52 – Ferroviária 0 x 1 ADA – Amistoso

24 – 27.08.52 – Seleção de Matão 1 x 4 Ferroviária – Amistoso – (?) (?) (?) (?)

25 – 31.08.52 – Ferroviária 6 x 1 Monte Azul – Campeonato Paulista/2ª Divisão – Omar (4), Dirceu e Luiz Rosa

26 – 14.09.52 – Orlândia 1 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Russo (2)

27 – 21.09.52 – Ferroviária 1 x 0 Internacional de Bebedouro – C.P./2ª Div. – Osvaldo

28 – 28.09.52 – Barretos 2 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Zé Amaro (2)

29 – 05.10.52 – Ferroviária 2 x 2 América-SP – C.P./2ª Div. – Omar e Russo

30 – 12.10.52 – Ferroviária 2 x 1 E.C. D.E.R. (Araraquara) – C.P./2ª Div. – Osvaldo (2)

31 – 19.10.52 – Botafogo-SP 2 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Russo e Omar

32 – 26.10.52 – ADA 2 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Osvaldo (2)

33 – 01.11.52 – Ferroviária 4 x 2 Francana – C.P./2ª Div. – Omar (3) e Xavier

34 – 09.11.52 – Olímpia 0 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Luiz Rosa e Xavier

35 – 16.11.52 – Indústrias Calil (Taquaritinga) 0 x 0 Ferroviária – Amistoso

36 – 23.11.52 – Sanjoanense-SJBV 4 x 1 Ferroviária – Amistoso – Dirceu

37 – 29.11.52 – Ferroviária 2 x 0 Orlândia – C.P./2ª Div. – Omar (2, de pênalti)

38 – 07.12.52 – Francana 1 x 1 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Dirceu

39 – 14.12.52 – Ferroviária 5 x 0 Barretos – C.P./2ª Div. – Omar (2), Pedrinho (2) e Russo

40 – 21.12.52 – Monte Azul 2 x 3 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Dirceu, Luiz Rosa e Pedrinho

41 – 28.12.52 – E.C. D.E.R. (Araraquara) 1 x 2 Ferroviária – C.P./2ª Div. – Luiz Rosa e Pedrinho

 

Resumo da temporada de 1952

 

Segunda Divisão

Amistosos

Geral

Jogos

15

26

41

Vitórias

10

11

21

Empates

5

8

13

Derrotas

0

7

7

Gols a favor

38

54

92

Gols contra

17

38

55

Saldo de gols

21

16

37

 

 Fonte:

Tópicos do Passado da AFE – Professor Antônio Jorge Moreira

Colaboração de Julio Diogo, citando informação do Almanaque do Velo Clube

Elaboração: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 
De pé, da esquerda para a direita: Espanador, Sarvas, Pimentel, Rud, Pierre e Tino; agachados, na mesma ordem: Fescina, Ministro, Dirceu, Tonhé e Guardinha.

Embora fundada em 12 de abril de 1950, a Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara, iniciou suas atividades no futebol apenas no ano seguinte, no dia 13 de maio.

Naquele ano, eis o resumo dos jogos da Ferrinha, na seguinte sequência: ordem numérica, data, jogo/resultado, finalidade e goleadores grenás.

1 – 13.05.51 – Ferroviária 3 x 1 Mogiana de Campinas – Amistoso – Fordinho, Basso e Baltazar

2 – 20.05.51 – Linense 2 x 1 Ferroviária – Amistoso – Fordinho

3 – 24.05.51 – Taquaritinga 1 x 3 Ferroviária – Amistoso – ???

4 – 27.05.51 – Ferroviária 2 x 2 Nacional (SP) – Amistoso – Basso e Gonçalves

5 – 03.06.51 – Uchoa 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

6 – 10.06.51 – Ferroviária 0 x 5 Vasco da Gama – Amistoso

7 – 17.06.51 – XV de Jaú 3 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

8 – 24.06.51 – Ferroviária 2 x 0 Monte Azul – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Rebolo e Fescina

9 – 01.07.51 – Paulista de Araraquara 4 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

10 – 08.07.51 – Ferroviária 4 x 2 Palmeiras de Jaú – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Tonhé (2), Fescina e Ismael (contra)

11 – 15.07.51 – Mirassol 2 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Fescina e Ministro

12 – 19.07.51 – Seleção Varzeana de São José do Rio Preto (?) x (?) Ferroviária – Amistoso

13 – 22.07.51 – Ferroviária 4 x 2 Olímpia – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Ministro (2), Dirceu e Baltazar

14 – 29.07.51 – Internacional de Bebedouro 2 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

15 – 05.08.51 – Ferroviária 2 x 1 Barretos – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Dirceu (2)

16 – 19.08.51 – Ferroviária 0 x 1 São Paulo (Araraquara) – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

17 – 02.09.51 – Monte Azul 2 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Espanador, Gonçalves e Dirceu

18 – 09.09.51 – Ferroviária 4 x 1 Uchoa – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Dirceu (2), Fescina e Ministro

19 – 23.09.51 – Ferroviária 1 x 0 Internacional de Bebedouro – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Tonhé

20 – 30.09.51 – São Paulo (Araraquara) 2 x 2 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Dirceu (2)

21 – 21.10.51 – Ferroviária 2 x 0 XV de Jaú – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Gonçalves e Dirceu

22 – 04.11.51 – Barretos 1 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

23 – 11.11.51 – Ferroviária 2 x 1 Paulista (Araraquara) – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Dirceu (2)

24 – 18.11.51 – Ferroviária 4 x 0 Mirassol – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Ministro (2), Antônio Carlos e Tonhé

25 – 25.11.51 – Palmeiras de Jaú 1 x 3 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Gonçalves, Dirceu e Tonhé

26 – 01.12.51 – Ferroviária 4 x 2 Olímpia – Campeonato Paulista, 2ª Divisão – Dirceu (3) e Ministro

27 – 09.12.51 – Internacional de Bebedouro 3 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista, 2ª Divisão

28 – 16.12.51 – Olímpia (?) x (?) Ferroviária – Amistoso

29 – 23.12.51 – Ferroviária 6 x 2 Orlândia – Amistoso – Fescina, Gonçalves, Ministro, Dirceu, Basso e Porunga

 

Excetuando-se os dois amistosos cujos resultados não são disponibilizados, assim se apresentou o resumo das atividades da Ferroviária em 1951, seu primeiro ano de futebol:

 

Segunda Divisão

Amistosos

Geral

Jogos

21

6

27

Vitórias

12

3

15

Empates

3

1

4

Derrotas

6

2

8

Gols a favor

39

15

54

Gols contra

30

13

43

Saldo de gols

9

2

11

 

 

Elenco da AFE para o seu primeiro campeonato oficial:

Aléssio – Baltazar – Basso – Espanador – Fescina – Fordinho – Gonçalves – Guardinha – Julião (goleiro) – Marinho – Milton Viana – Ministro – Pádua – Pierre (ex-América) – Pimentel – Rebolo – Rudge (ex-Uchoa) – Sandro (goleiro, ex-Rio Pardo) – Sarvas (ex-Linense) – Tino (goleiro) e Tonhé.

 

Fontes:

Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira)

Jornal O Imparcial (Araraquara)

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

A partir da implantação da Lei do Acesso e Descenso no futebol paulista, em janeiro de 1948, qual é o clube que mais vezes foi promovido e rebaixado no Paulistão?

Resposta: Esporte Clube Noroeste, de Bauru, com seis acessos e seis descensos.

E o seu mais direto perseguidor?
Resposta: Esporte Clube XV de Novembro, de Piracicaba, com cinco acessos e quatro descensos.

O clube bauruense tem o seguinte retrospecto no concernente a participações no principal certame da Federação Paulista de Futebol:

Promovido em 1953; Rebaixado em 1966;

Promovido em 1970; Rebaixado em 1981;

Promovido em 1984; Rebaixado em 1985;

Promovido em 1986; Rebaixado em 1994;

Promovido em 2005; Rebaixado em 2009;

Promovido em 2010; Rebaixado em 2011.

E não é que o alvirrubro da Cidade sem Limites pode subir novamente este ano, aumentando ainda mais a sua liderança no sobe/desce? Atualmente disputando um dos quadrangulares que definirão os quatro próximos felizardos que alcançarão a Série A1 em 2013, o Norusca tem reais possibilidades de chegar ao seu objetivo neste 2012.

Vemos na agremiação de Bauru, fundada no longínquo 1º de setembro de 1910 (centenária, portanto) um mérito extraordinário: jamais esmorece; está sempre acreditando. Se se torna difícil permanecer na elite do futebol bandeirante, o negócio é levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, como bem diz uma bela música do nosso cancioneiro popular. E a cidade de Bauru, pela sua força indesmentível, faz por merecer a presença de um seu representante na vitrine do nosso jogo de bola mais pop.

Fontes:
RSSSF Brasil
O caminho da bola, de Rubens Ribeiro, FPF
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 


Dudu, o volante raçudo, de fibra, “carregador de piano” surgiu como revelação da grande equipe da Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara,em 1959, ano de ouro grená que representou o início de um período glorioso da representação da “Morada do Sol”. Dudu fez parte de um time forte, que passou a ser considerado, pela mídia esportiva, como o sexto grande do futebol paulista.
Olegário Tolói de Oliveira, nascido em Araraquara em 7 de novembro de 1939, recebeu do avô o apelido de Dudu quando ainda era criança.
Nos cinco anos em que Dudu defendeu a AFE, esta viveu realmente uma fase magnífica. Em 1959, alcançou o terceiro lugar no Campeonato Paulista, juntamente com o São Paulo e atrás apenas de Palmeiras e Santos, que disputaram o título em três partidas, num autêntico supercampeonato. Após, de 1960 a 1963, a Ferroviária só obteve excelentes posições no Paulistão.

1960 – 6º lugar; 1961 – 5º lugar; 1962 – 6º lugar; 1963 – 6º lugar.

Não sem razão, a Ferroviária era tida como o sexto clube “grande” de São Paulo, dado que São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians e Portuguesa de Desportos eram os cinco tradicionais “grandes” do futebol bandeirante, como de resto seguem sendo, à exceção, infelizmente, da simpática Portuguesa.
Dudu formou um meio-de-campo de rara competência com o grande Bazzani. Ambos foram artífices de vitórias expressivas, comandando, cadenciando, pelo meio da cancha o futebol aparatoso e de bons resultados da esquadra afeana.
O primeiro registro que temos de Dudu com a camisa da Ferroviária data de 13 de agosto de 1959, quando os grenás atuaram na Fonte Luminosa, contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista. Foi uma quinta-feira à noite, e a vitória sorriu para o time da casa pela contagem mínima. Formação da Ferroviária naquela oportunidade: Rosan; Porunga, Antoninho e Cardarelli; Dirceu e Rodrigues; Baiano, Cardoso, Nei, Dudu e Benny. Técnico: José Guillermo Agnelli.

Em seguida, viriam as seguintes presenças de Dudu no onze afeano:
19.08.1959 – Santos 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
26.08.1959 – Ferroviária 4 x 2 Taubaté – Campeonato Paulista
30.08.1959 – XV de Jaú 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

Destacamos, como curiosidade, uma formação para cada ano em que Dudu defendeu a Ferroviária de Araraquara:
1959 – Rosan; Porunga, Antoninho e Cardarelli; Dudu e Rodrigues; Baiano,
Cardoso, Nei, Bazzani e Benny
1960 – Rosan; Porunga, Antoninho e Cardarelli; Dirceu e Rodrigues; Faustino, Dudu, Baiano, Bazzani e Benny
1961 – Fia; Ismael, Antoninho e Jurandir; Dudu e Rodrigues; Peixinho, Laerte, Parada, Bazzani e Benny
1962 – Toninho; Geraldo Scalera, Antoninho e Galhardo; Dudu e Rodrigues; Davi, Peixinho, Parada, Bazzani e Benny
1963 – Toninho; Geraldo Scalera, Fogueira e Galhardo; Dudu e Mário; Peixinho, Tales, Lio, Capitão e Ari

Dudu participou, ainda, das duas primeiras excursões da Ferroviária ao exterior, que, somadas, resultaram na seguinte campanha:

Jogos

V

E

D

GP

GC

SG

36

30

2

4

133

25

108

 

Dudu foi também convocado, enquanto defendeu as cores grenás, para defender o Selecionado Paulista, visto que naquela época tínhamos a realização do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Fontes:
Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira
Arquivo pessoal
Foto de Dudu: A Gazeta Esportiva Ilustrada/1962
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Após a extraordinária temporada de 1966, quando se tornou campeã da Primeira Divisão do Campeonato Paulista, a Ferroviária de Araraquara participou, no início de 1967, de três torneios quadrangulares amistosos que envolveram agremiações de expressão do futebol brasileiro.

A exemplo do que aconteceu no ano anterior, a Ferroviária seguiu jogando um futebol primoroso e, como resultado, levantou os três torneios em pouco mais de dois meses, prenunciando um retorno auspicioso à Divisão Especial do Paulistão, o que acabou verdadeiramente ocorrendo, uma vez que a AFE sagrou-se campeã do Interior.

No primeiro desses torneios, o quadrangular de Ribeirão Preto, a agremiação de Araraquara realizou dois jogos na cidade vizinha contra Botafogo e Comercial, fazendo o último jogo em casa, contra o Náutico. Na estreia, venceu o Botafogo; depois, perdeu para o Comercial; e no encontro final e decisivo, ganhou de sete do clube pernambucano, tetracampeão estadual.

Quadrangular de Ribeirão Preto

Botafogo 1 x 2 Ferroviária

19.02.1967, domingo (tarde); Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto; Árbitro: José Astolphi; Gols: Quarenta, 23’ do 1º tempo; Téia, 23 e Maritaca, 43’30” do 2º tempo. Botafogo: Dirceu; Eurico (Vavá), Zé Carlos, Veríssimo e Carlucci; Paulinho (Cardoso) e Márcio; Paulo Leão, Quarenta (Antoninho), Mosquito (Adílson) e Jair. Técnico: José Carlos Bauer. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Rossi (Paina) e Fogueira; Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Dejair), Dejair (Maritaca), Téia e Pio (Mateus). Técnico: Agenor Gomes (Manga). Obs.: Este jogo foi preliminar de Comercial 5 x 1 Náutico.

Comercial 3 x 2 Ferroviária

22.02.1967, quarta-feira (noite); Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto; Árbitro: José Favili Neto; Gols: Téia, 4’, Carlos César, 13’ e Peixinho, 30’ do 1º tempo; Paulo Bim, 25’ e Dejair, 43’ do 2º tempo. Expulsão: Téia (AFE), 38’ do 1º tempo. Comercial: Rosan; Ferreira, Jorge, Peter e Piloto; Hélio e Amaury; Peixinho (Luiz Carlos), Luiz Paulo, Paulo Bim e Carlos César (Noriva). Ferroviária: Dado; Beluomini, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazzani (Adão); Dejair, Maritaca (Raul), Téia e Coró (Passarinho). Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Ferroviária 7 x 2 Náutico-PE

26.02.1967, domingo (tarde); Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Árbitro: Dilson Barroso Moreira, auxiliado por Germinal Alba e Wilson Antônio de Medeiros; Renda: NCr$ 3.237,00; Gols da AFE: Valdir (3), Téia (2), Fogueira e Bazzani; Gols do Náutico: Nino (2). Ferroviária: Dado (Heitor); Beluomini, Fernando e Fogueira; Bebeto e Rossi; Valdir, Maritaca (Raul) (Dejair), Téia, Bazzani e Cacalo (Passarinho). Técnico: Agenor Gomes (Manga). Náutico: Carlos Viana (Navarro); Ivan (Fernando), Mauro, Fraga e Clóvis; Zé Carlos e Rafael (Benedito); Miruca (Jaílson), Bita, Nino e Lala (Marques). Obs.: Ferroviária, campeã do Quadrangular de Ribeirão Preto. Somente no dia 9 de julho de 1967, o presidente Aldo Comito, da AFE, recebeu, do presidente do Comercial, o troféu de campeão. O Comercial foi o patrocinador do torneio.

Quadrangular Baltazar Soares de Castro

Vila Nova-GO 2 x 5 Ferroviária   

02.04.1967, domingo (tarde); Goiânia-GO; Árbitro: Eurias Alves Júnior (Federação Goiana de Futebol); Renda: NCr$ 9.000,00; Gols da AFE: Téia, 8’ e 9’ e Bazzani, 10’ do 1º tempo; Leocádio, 18’ e Valdir, 35’ do 2º tempo. Gols do Vila Nova: Garcia, 29’ e Mauro, 40’ do 2º tempo; Expulsão: Bazzani (AFE), 33’ do 2º tempo. Ferroviária: Machado (Dado); Beluomini, Fernando, Brandão (Rossi) e Joãozinho; Bebeto (Wilson Botão) e Bazzani; Passarinho (Rui), Leocádio (Valdir), Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga). Vila Nova: não disponível. Obs.: No jogo principal da rodada do quadrangular, o Goiás venceu o Botafogo, de Ribeirão Preto, por 1 a 0, gol de Eurípedes.

Goiás 0 x 1 Ferroviária

07.04.1967, sexta-feira (noite); Estádio Pedro Ludovico, Goiânia-GO; Árbitro: Eurias Alves Júnior (FGF); Renda: NCr$ 4.866,00; Gol: Leocádio, 2’ do 1º tempo; Expulsões: Valdir (AFE) e Baltazar (Goiás). Goiás: Joel; Japonês (Vavá), Macalé, Baltazar e Dias; Baçú e Afonso; Eurípedes, Claudinho, Marrom (Goiano) e Laírson. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Brandão e Joãozinho; Bebeto e Bazzani; Valdir, Leocádio (Dejair), Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Ferroviária 1 x 0 Botafogo, de Ribeirão Preto

09.04.1967, domingo (tarde); Goiânia-GO; Gol: Roberto (contra), 2’ do 1º tempo. Ferroviária: Machado; Beluomini (Wilson Botão), Fernando, Brandão (Rossi) e Joãozinho; Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Valdir), Leocádio (Dejair), Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga). Botafogo: Dirceu; Calegari, Zé Carlos (Veríssimo), Roberto e Carlucci (Zé Carlos); Edílio (Carlos Silva) e Márcio; Jair, Quarenta, Mirinho e Ganzepi (Antoninho). Técnico: José Carlos Bauer. Obs.: Na preliminar, Goiás 2 x 2 Vila Nova. Ao final do jogo principal, foi entregue, ao capitão da Ferroviária, Olivério Bazzani Filho, a Taça Baltazar Soares de Castro.

Classificação final do Quadrangular de Goiânia:

1º) Ferroviária, 0 ponto perdido (campeã);

2º) Goiás, 3

3º) Botafogo, 4; e

4º) Vila Nova, 5

Quadrangular do Recife-PE

Santa Cruz-PE 0 x 2 Ferroviária


23.04.1967, domingo (tarde); Recife-PE; Árbitro: Aírton Maio (PE); Renda: NCr$ 18.250,00; Gols: Téia, 6’ e Bebeto, 21’ do 2º tempo. Santa Cruz: não disponível. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Rossi e Fogueira (Wilson Botão); Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Valdir), Leocádio (Maritaca), Téia (Dejair) e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Náutico-PE 3 x 0 Ferroviária


26.04.1967, quarta-feira (noite); Estádio da Ilha do Retiro, Recife-PE; Árbitro: Aírton Vaz (Federação Pernambucana de Futebol); Renda: NCr$ 15.872,00; Público: 7.253 pessoas; Gols: Bita, 12’, Miruca, 35’ e Bita, 37’ do 2º tempo. Náutico: não disponível. Ferroviária: Machado; Beluomini, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto (Adão) e Bazzani; Passarinho (Valdir), Leocádio (Maritaca), Téia (Dejair) e Pio (Passarinho). Técnico: Agenor Gomes (Manga).

Sport Clube Recife-PE 0 x 4 Ferroviária


01.05.1967, segunda-feira, feriado; Estádio dos Aflitos, Recife-PE; Árbitro: Erílson Gouveia; Gols: Bebeto, 6’ e Valdir, 23’ do 1º tempo; Bazzani, 22’ e Téia, 37’ do 2º tempo. Sport: Gilberto (Délcio); Aguiar (Ti Carlos), Bibiu, Baixa e Gilvan (Helmiton); Goioba, César (Bite) e Soares (Canhoto); Renê, Renato e Ricardo. Técnico: Schiller Diniz. Ferroviária: Machado (Dado); Beluomini (Wilson Botão), Brandão, Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazzani; Valdir (Passarinho), Dejair (Maritaca), Téia e Pio. Técnico: Manga. Obs.: Na preliminar, Náutico 3 x 1 Santa Cruz.

A Ferroviária foi a vencedora do Quadrangular por gol average.


A Ferroviária obteve os três torneios quadrangulares no início da temporada de 1967, antes do Campeonato Paulista. A foto acima exibe a equipe grená já campeã do Interior do Paulistão, em final de temporada.

Fontes:

Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara)
Sport – Retrospecto – 1960 a 1979 (Carlos Celso Cordeiro e Luciano Guedes Cordeiro) – Ed. Autor – 2006
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Fundado em 05 de setembro de 1978, pelos amigos Zinhão e Carlão Pastre, o Operário Esporte Clube, de Araraquara, teve o primeiro jogo realizado no campo do Seminário Verbo Divino, contra o SESI, vencendo por 5 a 1. O time jogou com a seguinte formação: Goleiro: Carlão Pastre; lateral-direito: Gilberto Carrapicho; central: Marião; quarto-zagueiro: Nardini; lateral-esquerdo: Leiteiro; volante: Zinhão; meia-direita: Chuva; meia-esquerda: Toninho Perego; ponta-direita: Dircinho; centroavante: Zé Grandão; e ponta-esquerda: Zé Roberto. Técnico: Moacir Perego.

O Operário passou a jogar em fazendas da região por vários anos. Em 1996 começou a construção da sede própria, hoje uma realidade, numa área de 22 mil metros quadrados, onde possui um salão para eventos, cozinha industrial, vestiários, um mini-campo, um campo oficial e uma quadra de areia.

Nessa jornada de 32 anos o Operário E.C. conquistou vários títulos, entre eles quatro campeonatos amadores de Araraquara. Nos últimos três anos, foi campeão, vice-campeão e semifinalista.

Moacir Perego, por diversos anos na função de presidente, abraçou a causa do Operário e junto com familiares e amigos deu sequência ao projeto de desenvolvimento do clube. Ele é considerado o esteio e sustentáculo do Operário.

Diretoria: Presidente – Lucas Marsole Perego; Secretário – Otávio de Angelis; Tesoureiro – Moacir Perego; Diretor de Esportes – Luís Antônio Gonçalves da Silva.


A equipe do Operário E.C. com a seguinte formação: Em pé: Minguito, Suru, Nardini, Hermínio, Ovídio. Edemilson, Nivaldo, Pereira e Carlão; agachados: Casão, Cacá, Joaquim, Mário Sônego, Zé Roberto e Índio.


Formação do Operário E.C.: Em pé: Pedrão, Humberto, Índio, Moacir, Donisete e Luiz; agachados: Miltinho, Toninho, Bolão, Suru e Assunção.


Time do Operário E.C. em disputa do Campeonato Amador de Futebol de Araraquara.

Fonte:

Revista  ea – esporte Araraquara, edição 03, novembro de 2010

Edição: Paulo Luís Micali

 

Eis como se apresentava a biografia de cada jogador que formava o elenco do Vasco da Gama, campeão carioca de 1952:

BARBOSA – Moacir Barbosa Nascimento nasceu em Campinas, São Paulo, em 27 de março de 1921. É casado, mede 1,74 e pesa 70 quilos. Iniciou sua carreira como infantil do Almirante Tamandaré, aos 12 anos. Mais tarde, de 37 a 41, atuou no A.C.E.A. de L.P.B. Em 1941 e 42 jogou pelo Ipiranga, para em 1944 ingressar no Vasco. Títulos conquistados: Campeão carioca em 45, 47, 49, 50 e 52. Diversas vezes campeão brasileiro; campeão sul-americano de 1949; vice-campeão do mundo de 1950.

AUGUSTO – Augusto da Costa é carioca, tendo nascido em 22 de outubro de 1920. Mede 1,77 e pesa 71 quilos. Começou no São Cristóvão, em 1935, como juvenil; permaneceu no clube alvo até 1944, quando se transferiu para São Januário. É funcionário do D.F.S.P., servindo na Polícia Especial. Títulos conquistados: campeão carioca, pelo Vasco, nos anos de 45, 47, 49, 50 e 52. Campeão dos Campeões, tri-campeão brasileiro pela F.M.F.; campeão sul-americano de 1949 e vice-campeão do mundo de 1950.

HAROLDO – Haroldo de Magalhães Castro nasceu no Distrito Federal, em 20 de dezembro de 1931. Mede 1,78 e pesa 72 quilos. Em 1947 foi para General Severiano, não podendo jogar devido à idade. Começou realmente em 1948, no quadro de juvenis. Em 1951 passou a integrar a equipe de aspirantes. Na excursão que o Botafogo empreendeu à Venezuela e Colômbia atuou pela primeira vez no time principal. No Vasco, estreou contra o Bangu, conseguindo uma espetacular vitória por 6 a 2, tornando-se, daí por diante, efetivo. Títulos conquistados: bicampeão do Torneio Paulo Goulart de Oliveira, pelo Distrito Federal. Campeão Sul-Americano de Amadores de 1949. Campeão brasileiro de juvenis em 1951.

ERNANI – Ernani Ribeiro Guimarães nasceu no Distrito Federal, em 24 de outubro de 1928. Iniciou a sua carreira jogando pelo São Bento, e no mesmo ano passou a integrar a equipe de juvenis do Vasco, tendo conquistado o título da categoria. Jogou apenas uma vez mas está satisfeito por ter podido colaborar para o grande feito dos vascaínos.

ELI – Eli do Amparo nasceu eu Paracambi, no Estado do Rio, em 14 de maio de 1921. Mede 1,80 e pesa 82 quilos. É casado. Começou como juvenil do América, com 17 anos, permanecendo entre os rubros nos anos de 39 e 40. Neste ano foi para o Canto do Rio, de onde saiu em 45 para o Vasco. Títulos conquistados: campeão carioca de 45, 47, 49, 50 e 52. Campeão dos campeões de 48; campeão sul-americano de 1949. Vice-campeão do mundo de 1950.

DANILO – Danilo Alvim é natural do Distrito Federal, tendo nascido em 3 de dezembro de 1921. Começou a sua carreira em 1939, no América, onde ficou durante 4 anos. Em 1943 transferiu-se para o Canto do Rio, retornando um ano depois a Campos Sales. Finalmente ingressou no Vasco em 1946. Títulos já conquistados: campeão juvenil-amador de 39-40; campeão dos campeões de 48; campeão sul-americano de 49; campeão da cidade em 47, 49, 50 e 52 e vice-campeão do mundo de 1950.

JORGE – Jorge Dias Sacramento nasceu eu Recife, em 22 de março de 1924. Mede 1,75 e pesa 68 quilos, é casado e tem dois filhos. Deu início à sua carreira jogando como infantil do Primeiro de Maio, clube da várzea pernambucana. Em 40, ingressou no Íris F.C., onde permaneceu até 43, quando transferiu-se para o Portela F.C., já como profissional. Em 1945 veio para o Vasco da Gama. Já foi zagueiro e centro-médio. Títulos já conquistados: campeão carioca p-elo Vasco da Gama, nos anos de 47, 49, 50 e 52. Campeão de reservas e aspirantes de 45; campeão dos campeões de 48, título alcançado no Chile, e campeão brasileiro de 46.

BELINI – Hideraldo Luís Belini é natural de Itapira, São Paulo, e nasceu aos 7 de junho de 1930. Mede 1,81 e pesa 81 quilos. Começou em 43 em Itapira, na categoria de juvenil. Em 1949 foi para o Sãojoanense, de São João da Boa Vista, para integrar o primeiro quadro. Este quadro disputava o Campeonato da Divisão de Acesso da Federação Paulista. Em 1952, ingressou no Vasco da Gama, e por três vezes atuou pela equipe titular, tendo enfrentado o Madureira, Canto do Rio e Bonsucesso. Este é o seu primeiro título.

SABARÁ – Onofre de Souza é paulista, tendo nascido em Campinas, aos 18 de junho de 1931. Começou no juvenil da Ponte Preta, em 1942, tendo neste mesmo ano conquistado o título de campeão estadual da categoria. Em 1948, ascendeu ao quadro principal, assinando o seu primeiro contrato, com Cr$ 800,00 mensais e Cr$ 10.000,00 de “luvas”. Mede 1,66 e pesa 72 quilos. Pretendido por vários grandes clubes bandeirantes, acabou vindo para o Vasco, no transcurso deste certame. Custou perto de Cr$ 800.000,00, afora a cessão de mais três jogadores do plantel vascaíno. No Vasco percebe, atualmente, 7.000 cruzeiros de ordenado mensal. Títulos conquistados: Campeão estadual juvenil, em 42; campeão da cidade de Campinas, de 51 e campeão carioca de 52.

MANECA – Manoel Marinho Alves é baiano, tendo nascido em Salvador, no dia 20 de janeiro de 1925. É solteiro; mede 1,75 e pesa 65 quilos. Iniciou sua carreira futebolística em 1943, atuando pelo juvenil do Galícia, da capital baiana. Em 45 e 46 jogou pelo S.C. Bahia, de onde saiu para ingressar no C.R. Vasco da Gama. No grêmio da Cruz de Malta, já jogou em todas as posições do ataque. Títulos já conquistados: bicampeão juvenil pela Galícia; campeão baiano pelo Bahia; campeão carioca de 45, 47, 49, 50 e 52, pelo Vasco; campeão dos campeões de 48 e vice-campeão do mundo de 50.

IPOJUCAN – Ipojucan Lins de Araújo nasceu em Maceió, Alagoas, em 3 de junho de 1926. Mede 1,85 e pesa 78 quilos. Ensaiou os primeiro chutes nos Unidos de Cachambi, onde permaneceu até 1940. Nos anos de 41 e 42, jogou pelo River, tendo se transferido para o Vasco em fins de 42. É um autêntico malabarista da pelota, usando e abusando do extraordinário controle de bola que possui. Títulos conquistados: Campeão juvenil de 44; tricampeão de aspirantes (45, 46 e 47); campeão de reservas de 48 e campeão de profissionais de 49, 50 e 52, todos estes títulos conseguidos pelo Vasco.

ADEMIR – Ademir Marques de Menezes é pernambucano, natural de Recife, tendo nascido em 8 de novembro de 1922. É casado, mede 1.72 e pesa 70 quilos. Iniciou-se no futebol em 1938, jogando pelo S.C. Recife. Em 41, veio para São Januário, atuando pelo Vasco até 1945, transferindo-se neste mesmo ano para o Fluminense, disputando o certame de 46, pelo tricolor das Laranjeiras, para retornar em 47 ao Vasco. Títulos conquistados: Campeão infantil e juvenil pelo S.C. Recife; campeão carioca pelo Vasco em 45, 49, 50 e 52, e pelo Fluminense, em 46. Tricampeão brasileiro; campeão sul-americano de 49.

EDMUR – Edmur Pinto Ribeiro nasceu em Saquarema, Estado do Rio, em 9 de setembro de 1929. Mede 1,76 e pesa 70 quilos. Apareceu com destaque no Fonseca, de São Gonçalo. Transferiu-se em 1948 para o Flamengo, onde ficou até 1949. Neste ano foi para o Canto do Rio e devido às suas boas atuações foi contratado pelo Vasco em 51. Neste campeonato jogou dez vezes na ponta direita e duas como “in sider” direito. O Campeonato de 1952 é o seu primeiro título oficial.

ALFREDO – Alfredo dos Santos é natural do Distrito Federal, tendo nascido em 1º de janeiro de 1920. Mede 1,76 e pesa 73 quilos. Começou sua carreira em 1935, jogando pelo Costa Lobo F.C., onde permaneceu até 37, quando foi para São Januário. Estreou na equipe principal em 39, frente ao poderoso quadro argentino do Independiente, com um espetacular triunfo por 5 a 2. Já jogou em todas as posições, exceto de arqueiro – é o homem dos sete instrumentos. Títulos conquistados: campeão carioca de 45, 47, 49, 50 e 52; vice-campeão do mundo e sul-americano.

CHICO – Francisco Aramburu nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, em 7 de janeiro de 1923. Mede 1,70 e pesa 68 quilos. Começou atuando pelo Grêmio Porto-Alegrense, de Porto Alegre. Títulos conquistados: campeão juvenil de 38, pelo Grêmio; campeão dos torneios de 43 e 46, ainda pelo campeonato gaúcho; campeão carioca de 45, 47, 49, 50 e 52; campeão dos campeões de 48 e vice-campeão do mundo de 50.

VAVÁ – Edivaldo Ezídio Neto é conterrâneo de Ademir, tendo nascido no Recife, aos 12 de novembro de 1934. Começou em 49, no S.C. Recife. Sagrou-se bicampeão juvenil de Pernambuco. Mede 1,75 e pesa 68 quilos. Em 51 veio para o Vasco, como amador, continuando nesta situação defendendo o grêmio da Cruz de Malta. Jogou duas vezes na equipe titular, estreando contra o Bangu, marcando o gol da vitória; jogou o prélio de encerramento da campanha do Vasco, atuando frente ao Olaria. Foi titular da meia-esquerda da seleção brasileira que disputou as Olímpíadas de Helsinque, em julho de 1952.

FRIAÇA – Albino Friaça Cardoso nasceu no Estado do Rio, em 20 de outubro de 1924, na cidade de Porciúncula. Contudo, iniciou sua carreira futebolística em Carangola, Minas Gerais. Em 45, juntamente com o seu companheiro de ala, naquela cidade mineira, Elgem, transferiu-se para São Januário, onde atuando pelo quadro de aspirantes chamou logo a atenção de todos, como ponta-esquerda. Mais tarde, ascendeu ao quadro efetivo. Devido à sua versatilidade como jogador é elemento de grande utilidade para qualquer plantel, pois joga, indiferentemente, em qualquer posição da linha de ataque. Em 49, integrando o quadro do São Paulo Futebol Clube sagrou-se campeão bandeirante, retornando ao Vasco em 51. É campeão carioca de 45; paulista de 49; campeão brasileiro; campeão dos campeões de 48; vice-campeão do mundo em 50 e campeão pan-americano de 51.

JANSEN – Jansen José Moreira é carioca, tendo nascido em 10 de julho de 1927. Mede 1,72 e pesa 68 quilos. Jogou este ano como ponta-esquerda. Iniciou-se como juvenil do América em 42, e um ano mais tarde transferiu-se para o Grêmio da Colina. No Vasco da Gama era amador; e em meio à temporada foi contratado pelo clube campineiro, Ponte Preta. Integrou a seleção de amadores que disputou as Olimpíadas de Helsinque, em julho de 52, como ponta-esquerda, formando ala com Vavá. É campeão juvenil de 44; aspirantes nos anos de 46, 47, 48 e 49; e profissional de 50, todos os títulos defendendo as cores do Vasco. Campeão Sul-Americano de Amadores, título alcançado no Chile em 49; Campeão Sul-Americano Universitário de 1950.

TÉCNICO: GENTIL CARDOSO – A Gentil Cardoso, quer queiram ou não, cabem os méritos da recuperação dos jogadores vascaínos. Foi o verdadeiro mago da “ressurreição” do famoso plantel vascaíno. Um plantel – é bom que se diga – tido e havido como liquidado. Mas os resultados do trabalho profícuo de Gentil aí estão: o Vasco da Gama campeão da cidade; e os jogadores, que foram considerados como acabados para o futebol, em plena forma, foram, quase todos, novamente convocados para a seleção brasileira. Barbosa, Eli, Danilo, Ademir e Ipojucan, cinco deles, defenderão, mais uma vez, o renome do nosso “soccer”, em campos peruanos. E estamos certos de que hão de fazê-lo com o brilho de sempre.

Gentil Cardoso é o mais antigo “coach” do Brasil, tendo-se iniciado como treinador no Sírio-Libanês, em 1929. Foi precursor do WM no nosso futebol, numa época em que não se admitia a sistematização, mentalidade que perdurou durante muito tempo, haja vista a campanha que sofreu o competente treinador húngaro Dori Kruschner, em 1935.

Declarações de Gentil Cardoso:

“Embora desde o início de minha carreira usasse o WM, isto em 1929, no antigo Sírio-Libanês, somente em 32, quando dirigia o Bonsucesso, comecei a ser alvo de críticas, devido ao meu método de trabalho. E como era obrigado a vir a público para defendê-lo ganhei um título: o de falador.”

Sobre ser partidário da sistematização no futebol, apesar das decantadas virtudes individuais dos jogadores brasileiros:

“A priori, devo dizer-lhe que a minha formação naval, em contato com as marinhas inglesa e americana, ensinou-me que a especialização e o método conduzem a resultados positivos. É um verdadeiro axioma, e os axiomas não se discutem; são evidentes por si sós… E as decantadas virtudes dos jogadores nacionais fortalecem a nossa convicção da especialização, e consequentemente o aperfeiçoamento.”

“E se assim não fosse, não se lapidariam os gênios…”

Fonte:
Esporte Ilustrado Nº 775, de 12.02.1953, edição especial.
Edição: Paulo Luís Micali

 

Ferroviária de Araraquara: 62 anos de existência
Neste 12 de abril de 2012, a Ferroviária de Araraquara completa 62 anos e tem uma bela história nos registros do futebol.

Com o declínio acentuado do sistema ferroviário no Brasil, as agremiações de futebol que nasceram com ligação estreita junto às ferrovias acabaram sucumbindo.
Tivemos boas representações que fizeram história no futebol mas que não resistiram às transformações marcadas pelo tempo. Vide Ferroviária de Assis, Botucatu e Pindamonhangaba, para ficarmos no âmbito paulista. Esses clubes têm um histórico de respeito, mas não se sustentaram.

A Ferroviária de Araraquara, apesar das muitas e aflitivas situações de dificuldade manteve-se em atividade, fazendo frente às adversidades e tendo como trunfo maior a força do seu nome, pela rica história que criou. A Ferroviária de Esportes, querida de muita gente, foi a primeira a afrontar os clubes grandes, tornando-se também grande no final dos anos 50 e nos anos 60.

Camisa da AFE em exposição no Museu da Arena da Fonte - Araraquara/SP

Jogando um futebol técnico e vistoso, a Ferroviária fez com o Santos F.C. o clássico da técnica. Era o jogo mais bonito de ser visto.

“Sparrring” da Seleção Brasileira

Folha de São Paulo 30-04-1962

Era tão técnico e tão bonito o futebol afeano que os próceres do futebol nacional escolheram-na, em 1962, para servir de “sparring” da Seleção Brasileira.
Assim, no dia 29 de abril de 1962, há 50 anos, a Ferroviária de Araraquara ajudou a Seleção Brasileira nos preparativos que culminaram com a conquista do bicampeonato mundial no Chile.
Tendo por local a cidade de Serra Negra (SP), a Ferroviária atuou dois períodos de 40 minutos contra o Selecionado Nacional, empatando o primeiro período em 0 x 0 com a Seleção Azul (Reservas). Formações:
Seleção Azul – Castilho; Jair Marinho, Mauro, Calvet e Altair; Zequinha e Mengálvio; Jair, Quarentinha, Amarildo e Germano.
Ferroviária – Toninho; Ismael, Antoninho, Mário e Zé Maria; Dudu e Bazzani; Peixinho (Mateus), Laerte, Aurélio e Benny.
O outro período de 40 minutos reuniu a Seleção Brasileira (Amarela) e a Ferroviária. Os titulares do Brasil venceram por 2 a 0, gols assinalados por Didi, ambos de bola parada: aos 5’, de pênalti, e aos 25’, de falta.
Seleção Amarela – Gilmar; Djalma Santos, Belini, Jurandir e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.
Ferroviária – Toninho; Ismael, Antoninho, Rodrigues e Zé Maria; Dudu e Bazzani; Mateus, Laerte, David e Benny.
A arbitragem foi de Domingos de Marco (FPF), a renda somou Cr$ 1.697.700,00 e o público pagante foi de 5.034.
Portanto, num dia como o de hoje – 12 de abril – há 62 anos, era fundada a Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara; e há exatos 50 anos, no mês de abril, a Ferroviária servia de “sparring” à Seleção do Brasil.

Fontes:
Folha de São Paulo
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

O estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros, em Araraquara, que se popularizou com o nome de Estádio da Fonte Luminosa, sofreu uma remodelação radical, transformando-se na Arena Fonte Luminosa. A reinauguração aconteceu no dia 22 de outubro de 2009, quando Ferroviária e Ituano jogaram pela Copa Paulista.
A Ferroviária venceu por 2 a 1, numa noite de festa que contou com a presença de 21.254 pessoas. Com uniforme diferente do usual, todo amarelo, a equipe afeana inaugurou o marcador aos 35 minutos do primeiro tempo.
Laertinho, o camisa 10, cobrou infração na esquerda do ataque, no gol de entrada.
Alçou a bola na pequena área ituana, onde houve um primeiro cabeceio para a meta.
O goleiro Éder defendeu parcialmente a bola, sobrando o rebote para o lateral esquerdo Fernando Luís, que bem próximo ao gol cabeceou de forma inapelável para as malhas do Ituano, para enorme vibração da platéia presente à Arena.

Sequência fotográfica do primeiro gol da Arena Fonte Luminosa:




Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição e fotos: Paulo Luís Micali

 

Por razões profissionais, o mineiro Antônio Tavares Pereira Lima foi residir em São José do Rio Preto (SP), na década de 1940. Lá fundou, em 1946, o América Futebol Clube.

Antônio Tavares Pereira Lima

Também por motivos profissionais, Pereira Lima, engenheiro de formação, mudou-se para Araraquara, prestando serviços à Estrada de Ferro Araraquara (EFA).

Com seu dinamismo, insuflou os ferroviários locais para terem o seu clube de futebol, fundando, então, a Associação Ferroviária de Esportes (AFE), em 1950.

Por razões políticas, Pereira Lima afastou-se da Ferroviária muito pouco tempo depois, e não poderia deixar as coisas assim, sem promover outra novidade.

Então, convenceu os dirigentes de dois clubes tradicionalíssimos da cidade – São Paulo e Paulista – a se unirem para a formação de um clube que reunisse maior potencial para tentar o sucesso no profissionalismo.

Fundou, com eles, na fusão de São Paulo e Paulista, a Associação Desportiva Araraquara (ADA).

Aí, a cor azul, que ele sugerira sem êxito para a Ferroviária, na Assembleia de fundação do clube da Estrada, no caso da ADA foi vitoriosa. Isso aconteceu em 1952.

A partir daí, criou-se na cidade de Araraquara a maior rivalidade esportiva de todos os tempos: Ferroviária de um lado, ADA de outro, ambas tentando chegar à Primeira Divisão do Campeonato Paulista.

Dividiu-se a cidade ao meio e os ânimos, no cenário esportivo, se acirraram.

Quando os times grená e azul se enfrentavam os estádios ficavam repletos de torcedores apaixonados.

Até hoje há resquícios dessa rivalidade nos meios citadinos.

Com a ascensão da Ferroviária, que contava com o respaldo financeiro da Estrada de Ferro, a ADA foi perdendo sua vitalidade e disposição para a luta, até que resolveu encerrar suas aspirações no profissionalismo para se devotar, durante algum tempo, ao amadorismo.

O próprio Pereira Lima voltaria à Ferroviária, dirigindo-a novamente, sempre com muita empolgação, uma sua característica inalienável.

Nem foram muitos os confrontos entre ADA e Ferroviária, mas suficientes para fazer vibrar a massa torcedora araraquarense.

O jogo ADA x AFE tornou-se conhecido como FERRO-ADA. A FERRO-ADA completa compreende 11 encontros.

Em 11 oportunidades deu-se a FERRO-ADA, apontando sete vitórias grenás, duas da ADA e dois empates; 31 gols afeanos contra 20 da ADA; sete partidas pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão e quatro amistosos.

 

Todos os jogos entre ADA e AFE

FERRO-ADA completa

1 – ADA 3 x 4 Ferroviária

10 de agosto de 1952, domingo; Estádio Municipal de Araraquara; Amistoso; Árbitro: Licínio Perseguitti (FPF); Gols ADA: Américo, Lula e Elvo; Gols AFE: Russo (2), Dirceu e Osvaldo. ADA: Alfredo; Montinho e Haroldo; Dirceu, Azambuja (Benjamin) e Izan; Lula, Zeferino (Gaeta), Elvo, Américo e Oliveira. AFE: Sandro; Sarvas e Avelino; Pierre, Gaspar e Porunga; Omar, Luiz Rosa (Dirceu), Russo, Zé Amaro e Dirceu (Osvaldo). Técnico: Zezinho

2 – Ferroviária 0 x 1 ADA

17 de agosto de 1952, domingo; Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Amistoso; Árbitro: Abílio Frignani; Gol: Elvo. AFE: Sandro; Sarvas e Avelino; Pierre, Gaspar e Porunga; Omar, Luiz Rosa, Russo, Zé Amaro e Dirceu. Técnico: Zezinho. ADA: Alfredo; Montinho e Haroldo; Dirceu, Lanzudo (Azambuja) e Benjamin (Izan); Lula, Gaeta, Elvo, Américo e Oliveira. Técnico: José de Andrade. Obs.: A ADA vencia por 1 a 0 quando aconteceu um sério desentendimento entre Elvo e o goleiro Sandro. O árbitro tentou expulsar somente o jogador Elvo, no que não concordaram Montinho e os demais jogadores da ADA, que ficaram sentados no gramado até o término da partida. Dias depois, Elvo, da ADA, foi suspenso pela FPF por 120 dias.

3 – ADA 2 x 2 Ferroviária

26 de outubro de 1952, domingo; Estádio Municipal de Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: João Etzel (FPF); Gols ADA: Aroldo (2); Gols AFE: Osvaldo (2). ADA: Alfredo; Montinho e Izan; Dirceu, Lanzudo e Benjamin; Lula, Edson, Aroldo, Zeferino e Oliveira. AFE: Julião; Sarvas e Avelino; Pierre, Gaspar e Porunga; Omar, Luiz Rosa, Russo, Zé Amaro e Osvaldo. Técnico: Zezinho

4 – Ferroviária 3 x 2 ADA

25 de janeiro de 1953, domingo; Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: Antônio Musitano (FPF); Gols AFE: Omar (2) e Vaguinho; Gols ADA: Lula (pênalti) e Jarbas. AFE: Sandro; Sarvas e Espanador; Tiana, Gaspar e Pierre; Omar, Luiz Rosa, Vaguinho, Zé Amaro e Dirceu. Técnico: Abel Picabéa. ADA: Alfredo; Lanzudo e Izan; Gaeta, Antoninho e Benjamin; Lula, Jarbas, Elvo, 109 e Edson

5 – Ferroviária 3 x 2 ADA

27 de dezembro de 1953, domingo; Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: Francisco Ceschini (FPF); Gols AFE: Boquita (2) e Tec (pênalti); Gols Ada: Cabelo (2); Expulsões: Vaguinho e Itamar. AFE: Fia; Pierre e Pixo; Dirceu, Gaspar e Henrique; Tec, Augusto, Vaguinho, Zé Amaro e Boquita. Técnico: Caetano de Domênico. ADA: Sandro; Saltore e Avelino; Braga, Itamar e Montinho; Afonso, Jarbas, Cabelo, Waldemar e Oliveira. Obs.: Pela sua atuação, o árbitro foi suspenso por 90 dias pela FPF.

6 – ADA 1 x 1 Ferroviária

14 de fevereiro de 1954, domingo; Estádio Municipal de Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: Manoel Augusto de Souza (FPF); Gol ADA: Oliveira, 39’ do 2º tempo; Gol AFE: Vaguinho, 42’ do 2º tempo.  ADA: Sandro; Saltore e Avelino; Joãozinho, Braga e Monte; Afonso, Cabelo, Elvo, Waldemar e Oliveira. AFE: Fia; Pierre e Tato; Diógenes, Gaspar e Henrique; Augusto, Tec, Vaguinho, Zé Amaro e Boquita. Técnico: Armando Renganeschi

7 – Ferroviária 5 x 0 ADA

13 de novembro de 1955, domingo; Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: Benedito Francisco (FPF); Renda: Cr$ 27.140,00; Gols: Paulinho (2), Bazzani, Gomes e Boquita. AFE: Fia; Elcias e Ferraciolli; Dirceu, Pixo e Itamar; Paulinho, Cardoso, Gomes, Bazzani e Boquita. Técnico: Clóvis Van Dick (Capilé). ADA: Mingão; Pimentel e Monte; Joãozinho, Nelson e Tim; Didié, Velasques, tomate, Cabelo e Tom Mix. Obs.: Um dos gols de Paulinho foi assinalado de pênalti. A ADA perdeu um pênalti.

8 – ADA 4 x 2 Ferroviária

18 de dezembro de 1955, domingo; Estádio Municipal de Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: João Rela Filho (FPF); Gols ADA: Maravilha, Monte (2), ambos de pênalti, e Cabelo; Gols AFE: Boquita e Cardoso. ADA: Mingão; Cinzeiro e Monte; Joãozinho, Nelson e Alípio; Paulinho, Cabelo, Maravilha, Mário e Tom Mix. AFE: Fia; Elcias e Ferraciolli; Dirceu, Pixo e Itamar; Paulinho, Cardoso, Bazzani, Marinho e Boquita. Técnico: Clóvis Van Dick (Capilé)


9 – ADA 2 x 4 Ferroviária

15 de janeiro de 1956, domingo; Estádio Municipal de Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: Catão Montez Júnior (FPF); Renda: Cr$ 60.000,00; Gols ADA: Tom Mix e Maravilha; Gols AFE: Pixo, Gomes (pênalti), Cardoso e Dirceu. ADA: Mingão; Cinzeiro e Monte; Joãozinho, Nelson e Alípio; tomate, Cabelo, Maravilha, Waldemar e Tom Mix. AFE: Fia; Elcias e Ferraciolli; Dirceu, Pixo e Itamar; Paulinho, Cardoso, Gomes, Marinho e Boquita. Técnico: Clóvis Van Dick (Capilé)

10 – Ferroviária 4 x 1 ADA

11 de março de 1956, domingo; Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara; Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Árbitro: Benedito Francisco (FPF); Renda: Cr$ 11.320,00. Gols AFE: Boquita (2), Cardoso e Bazzani; Gol ADA: Maravilha. AFE: Fia; Elcias e Ferraciolli; Dirceu, Izan e Itamar; Paulinho, Cardoso, Gomes, Bazzani e Boquita. Técnico: Clóvis Van Dick (Capilé). ADA: Mingão; Monte e Cinzeiro; Joãozinho, Nelson e Alípio; Paulo, Didié, Maravilha, Waldemar e Tom Mix. Obs.: Aos 4’ do 2º tempo, o goleiro Fia defendeu um pênalti cobrado por Monte.


11 – ADA 2 x 3 Ferroviária

29 de abril de 1956, domingo; Estádio Municipal de Araraquara; Amistoso em comemoração à conquista de campeã da Segunda Divisão, com a entrega de faixas aos jogadores da Ferroviária. Foi a última FERRO-ADA. Árbitro: Casemiro Gomes (FPF); Renda: Cr$ 27.000,00; Gols AFE: Gomes (2) e Paulinho; Gols ADA: Izan (contra) e Tom Mix. AFE: Fia; Izan (Elcias) e Ferraciolli; Dirceu, Pixo e Itamar; Jaime (Paulinho), Cardoso, Gomes, Bazzani e Jarbas (Marinho. Técnico: Clóvis Van Dick (Capilé). ADA: Mingão (Jairo); Monte e Cinzeiro; Catô (Joãozinho), Braga e Tim (Alípio); Paulo, Didié, Cabelo (Pimentel), Waldemar (Velasquez) e Tom Mix.

Fontes:

Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara – Arena Fonte Luminosa)
Araraquara Futebol e Política, Luís Marcelo Inaco Cirino – Pontes, 2008
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Campanha do Clube Atlético Taquaritinga (CAT) no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 1982

São informados: data, jogo e artilheiros do CAT

Série Vermelha

Primeiro turno

07.03.82 – Batatais 2 x 2 CAT – Gelson e Marcelo

14.03.82 – CAT 1 x 2 Jaboticabal – Braguinha

17.03.82 – Catanduvense 1 x 1 CAT – Braguinha

28.03.82 – Internacional de Bebedouro 0 x 1 CAT – Braguinha

04.04.82 – CAT 3 x 0 Novorizontino – João Marcos, Wagner e Cássio

11.04.82 – CAT 1 x 0 Radium de Mococa – Braguinha

18.04.82 – Orlândia 1 x 1 CAT – Gelson

21.04.82 – CAT 1 x 0 Lemense – Braguinha

25.04.82 – Sãocarlense 2 x 0 CAT

02.05.82 – CAT 1 x 1 Palmeiras (São João da Boa Vista) – Cássio

09.05.82 – Sertãozinho 0 x 2 CAT – Braguinha e Wagner

16.05.82 – CAT 4 x 0 Barretos – Cássio, Nascimento, Roberlei e Nelson

Finais do Primeiro turno

26.05.82 – Jaboticabal 1 x 0 CAT

30.05.82 – CAT 2 x 1 Sãocarlense – Roberlei e Nascimento

02.06.82 – CAT 1 x 2 Internacional de Bebedouro – Roberlei

06.06.82 – Sãocarlense 0 x 2 CAT – Cássio e Toninho

09.06.82 – CAT 3 x 0 Jaboticabal – Braguinha, Wagner e Cássio

12.06.82 – Internacional de Bebedouro 1 x 0 CAT

Segundo turno

03.07.82 – CAT 1 x 1 Batatais – (?)

10.07.82 – Jaboticabal 2 x 1 CAT – Marcelo

14.07.82 – CAT 2 x 0 Catanduvense – Roberlei e Nascimento

23.07.82 – CAT 3 x 2 Internacional de Bebedouro – Wagner, Braguinha e Nascimento

01.08.82 – Novorizontino 1 x 2 CAT – Roberlei e Nascimento

07.08.82 – Radium de Mococa 1 x 1 CAT – Braguinha

15.08.82 – CAT 2 x 1 Orlândia – Wagner e Nascimento

22.08.82 – Lemense 2 x 1 CAT – Roberlei

25.08.82 – CAT 1 x 0 Sãocarlense – Cássio

29.08.82 – Palmeiras (São João da Boa Vista) 2 x 1 CAT – Marcelo

05.09.82 – CAT 0 x 2 Sertãozinho

12.09.82 – Barretos 0 x 0 CAT

Finais do Segundo turno

19.09.82 – CAT 1 x 0 Internacional de Bebedouro – Nascimento

22.09.82 – Sãocarlense 1 x 1 CAT – Roberlei

26.09.82 – Catanduvense 0 x 0 CAT

03.10.82 – CAT 1 x 0 Catanduvense – Cidão

06.10.82 – CAT 2 x 1 Sãocarlense – Roberlei e João Carlos

10.10.82 – Internacional de Bebedouro 0 x 2 CAT – Cássio e Toninho

(Grande festa na chegada dos atletas cateanos, com passeata grandiosa em Taquaritinga.)

Final (decisão do Segundo turno)

11.11.82 – CAT 1 x 0 Sertãozinho – André

14.11.82 – Sertãozinho 2 x 1 CAT – Cássio

16.11.82 – CAT 0 x 0 Sertãozinho (em Araraquara)

Na prorrogação: CAT, 3 x 1 – João Carlos, Toninho e Cássio

Decisão da Série Vermelha

Jogos no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto

18.11.82 – Internacional de Bebedouro 1 x 1 CAT – Nascimento

20.11.82 – CAT 2 x 2 Internacional de Bebedouro – Carlos Alberto e Toninho

24.11.82 – CAT 2 x 2 Internacional de Bebedouro – Nascimento e Cássio

Prorrogação: CAT, 2 x 0 – João Carlos e Roberlei

Quadrangular Final da Segunda Divisão/1982, em São Paulo (no Palestra Itália)

27.11.82 – CAT 1 x 1 Bragantino – Toninho

CAT: João Luís; João Carlos, Coutinho, Carlos Alberto e Toninho; Celsinho (Braguinha), Roberlei e Wagner; Cássio, Gelson e Nascimento

30.11.82 – Araçatuba 1 x 1 CAT – Roberlei

CAT: Nilton; João Carlos, André, Coutinho e Toninho; Carlos Alberto (Celsinho), Roberlei e Wagner; Cássio, Gelson e Nascimento

02.12.82 – Mogi Mirim 2 x 2 CAT – Nascimento e Roberlei

CAT: João Luís; João Carlos, André, Carlos Alberto e Toninho; Gelson, Roberlei e Celsinho (Marcelo); Cássio, Nascimento (Braguinha) e Wagner

04.12.82 – Bragantino 1 x 1 CAT – João Carlos

CAT: Nilton; João Carlos, André, Cidão e Toninho; Carlos Alberto, Roberlei e Wagner; Braguinha (Marcelo), Gelson (Nascimento) e Cássio

07.12.82 – CAT 2 x 0 Araçatuba – Cássio e Wagner

CAT: João Luís; João Carlos, André, Cidão e Nelson; Carlos Alberto (Celsinho), Roberlei e Marcelo; Cássio, Nascimento (Braguinha) e Wagner

09.12.82 – CAT 2 x 0 Mogi Mirim – Nascimento e Wagner

CAT: João Luís; João Carlos, André, Cidão e Nelson; Carlos Alberto (Celsinho), Roberlei (Braguinha) e Marcelo; Cássio, Nascimento e Wagner

O Clube Atlético Taquaritinga, ou “Leão da Araraquarense” venceu o Mogi Mirim e esperou o angustiante empate entre o Araçatuba e o Bragantino, sem abertura de contagem, para festejar o título de Campeão da Segunda Divisão paulista de 1982, ganhando assim o direito de integrar a Divisão maior do Estado em 1983.

Jogadores Campeões da Segunda Divisão paulista de 1982 pelo Clube Atlético Taquaritinga

Fonte:

Revista do CAT, edição comemorativa dos 50 anos do clube, em 1992 – CAT – Sempre no Coração dos Taquaritinguenses – Setembro de 1992 – Hamilton Roberto Aiéllo

Edição: Paulo Luís Micali

 

Escudo: XV de Novembro FC de Araraquara

O XV de Novembro Futebol Clube foi fundado no dia 7 de setembro de 1968, no bairro do Carmo, em Araraquara, congregando inicialmente quinze esportistas/atletas da Rua 15 e da Av. 15. Era tudo 15. Desenvolveu seu futebol na várzea, primeiramente na cidade e depois em usinas, fazendas e localidades próximas à “Morada do Sol”.

XV de Novembro FC de Araraquara

Seguiu com suas atividades durante cinco anos, até o início de 1973. Tinha o seu uniforme nas cores azul e branco. Realizou 86 partidas, vencendo 41, perdendo 27 e empatando 18. Assinalou 211 gols, sofrendo 195. Marcos, com 20 gols, foi o artilheiro maior. Geraldo, com 59 jogos, foi quem mais atuou.
O XV de Novembro F.C., de Araraquara, acabou virando livro. Sua história foi narrada em “XV – O Alviceleste do Carmo”, trabalho assinado pelo responsável por esta postagem.

XV de Novembro FC de Araraquara

Edição: Paulo Luís Micali

 

 

Em matéria de goleadas, quem leva a melhor nos clássicos, no eixo Rio-São Paulo? Quem, em todos os tempos, estabeleceu o maior placar contra os seus oponentes mais tradicionais? Considerando a maior diferença de gols (por exemplo: 5 a 0 é maior que 7 a 3), eis como se apresentam os clubes grandes do Rio de Janeiro e de São Paulo, nos clássicos:

A maior de todas as goleadas:

Dia 11.07.1920 – Corinthians 11 x 0 Santos (Campeonato Paulista)

Seguindo, em ordem decrescente de diferença de gols:

Dia 18.06.1944 – São Paulo 9 x 1 Santos (Campeonato Paulista)

Dia 05.11.1933 – Palmeiras 8 x 0 Corinthians (Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo)

Dia 13.05.1906 – Fluminense 8 x 0 Botafogo (Campeonato Carioca)

Dia 11.12.1932 – Palmeiras 8 x 0 Santos (Campeonato Paulista)

Dia 29.05.1927 – Botafogo 9 x 2 Flamengo (Campeonato Carioca)

Dia 03.08.1935 – Botafogo 9 x 2 Santos (Amistoso)

Dia 10.07.1940 – Botafogo 8 x 1 São Paulo (Torneio Rio-São Paulo)

Dia 26.04.1931 – Vasco 7 x 0 Flamengo (Campeonato Carioca)

Dia 29.04.2001 – Vasco 7 x 0 Botafogo (Campeonato Carioca)

Dia 10.06.1945 – Flamengo 7 x 0 Fluminense (Torneio Municipal)

Dia 17.04.1946 – São Paulo 7 x 1 Flamengo (Amistoso)

Dia 06.05.1931 – Botafogo 7 x 1 Corinthians (Amistoso)

Dia 11.03.1961 – Santos 7 x 1 Flamengo (Torneio Rio-São Paulo)

Dia 25.02.1951 – Palmeiras 7 x 1 Flamengo (Torneio Rio-São Paulo)

Dia 25.11.2001 – Vasco 7 x 1 São Paulo (Campeonato Brasileiro)

Dia 15.09.2002 – São Paulo 6 x 0 Fluminense (Campeonato Brasileiro)

Dia 09.11.1930 – Vasco 6 x 0 Fluminense (Campeonato Carioca)

Dia 06.11.1999 – Palmeiras 6 x 0 Botafogo (Campeonato Brasileiro)

Dia 03.05.1953 – Corinthians 6 x 0 Flamengo (Torneio Rio-São Paulo)

Dia 09.06.1918 – Fluminense 6 x 1 Santos (Amistoso)

Dia 10.11.1956 – São Paulo 5 x 0 Palmeiras (Campeonato Paulista)

Dia 12.03.1967 – Palmeiras 5 x 0 Vasco (Torneio Roberto Gomes Pedrosa)

Dia 10.03.1996 – Corinthians 5 x 0 São Paulo (Campeonato Paulista)

Dia 26.06.2011 – Corinthians 5 x 0 São Paulo (Campeonato Brasileiro)

Dia 15.04.1959 – Fluminense 5 x 1 Corinthians (Torneio Rio-São Paulo)

 

E em três clássicos acontece empate nos escores mais dilatados:

30.01.2000 – Palmeiras 6 x 2 Fluminense (Torneio Rio-São Paulo)

07.11.2001 – Fluminense 6 x 2 Palmeiras (Campeonato Brasileiro)

14.04.1928 – Vasco 5 x 0 Corinthians (Amistoso)

16.12.1934 – Vasco 5 x 0 Corinthians (Amistoso)

31.05.1995 – Corinthians 5 x 0 Vasco (Copa do Brasil)

02.03.1961 – Santos 5 x 1 Vasco (Torneio Rio-São Paulo)

01.12.1965 – Santos 5 x 1 Vasco (Taça Brasil)

17.10.1970 – Vasco 5 x 1 Santos (Torneio Roberto Gomes Pedrosa)

 

Vantagens em maiores goleadas nos clássicos do eixo Rio-São Paulo

1º) Palmeiras, 5

O alviverde leva a melhor sobre Corinthians, Santos, Flamengo, Botafogo e Vasco.

2º) Vasco, Botafogo e São Paulo, 4

O Vasco estabelece a maior diferença de gols contra Flamengo, Fluminense, Botafogo e São Paulo.

O Botafogo, contra Flamengo, Santos, São Paulo e Corinthians.

O São Paulo, contra Palmeiras, Santos, Flamengo e Fluminense

5º) Fluminense e Corinthians, 3

O Fluminense supera Botafogo, Santos e Corinthians.

O Corinthians leva a melhor sobre Santos, Flamengo e São Paulo.

7º) Santos e Flamengo, 1

O Santos teve a maior goleada no confronto com o Flamengo.

O Flamengo, no duelo com o Fluminense.

Fontes:

Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

A presença de clubes do interior do estado, no Campeonato Paulista, se solidificou na década de 1950. A partir de então, o futebol interiorano foi ganhando corpo e as agremiações começaram a pregar peças nos grandes.

Este levantamento mostra, em décadas, os destaques do futebol do interior paulista, ao longo de 60 anos.

Interessante notar que os clubes de Campinas – Guarani e Ponte Preta – pontificam, destacando-se entre os demais e estabelecendo um número elevado de vezes em que se tornaram os melhores do interior no Paulistão.

Contudo, ironicamente, bugrinos e pontepretanos jamais levantaram um título paulista, proeza conseguida por quatro clubes interioranos: Internacional (de Limeira), Bragantino (de Bragança Paulista), Ituano (de Itu) e São Caetano (de São Caetano do Sul), em 1986, 1990, 2002 e 2004, respectivamente.

Década de 1950

O melhor time do interior de São Paulo, na década de 1950, foi o Guarani de Campinas, que se destacou nos anos de 1951, 53 e 55. O alvi-verde do Brinco de Ouro foi seguido de perto pelos dois XV de Novembro, o de Piracicaba e o de Jaú. O primeiro, sendo o “primeirão” do interior em 1952 e 1958; o segundo, liderando os interioranos em 1954 (ao lado da Ponte) e em 1956.

Guarani - 1955

Eis os melhores da década de 1950:
1951 – Guarani; 1952 – XV de Piracicaba; 1953 – Guarani; 1954 – XV de Jaú e Ponte Preta; 1955 – Guarani; 1956 – XV de Jaú; 1957 – Botafogo; 1958 – XV de Piracicaba; 1959 – Ferroviária; 1960 – Noroeste

Década de 1960

Em metade dos anos 60 a Ferroviária de Araraquara foi a melhor do interior: 1961, 62 (juntamente com o Botafogo de Ribeirão Preto), 67, 68 e 69. O São Bento de Sorocaba vem em seguida, mas bem aquém, com duas lideranças: 1963 e 65. A Ferroviária, porém, transcendeu, alçou-se à condição de melhor equipe do “interland” com sobras.

Ferroviária 1968

Os melhores dessa década:
1961 – Ferroviária; 1962 – Botafogo e Ferroviária; 1963 – São Bento de Sorocaba; 1964 – América e Guarani; 1965 – São Bento de Sorocaba; 1966 – Comercial de Ribeirão Preto; 1967 – Ferroviária; 1968 – Ferroviária; 1969 – Ferroviária; 1970 – Ponte Preta

Década de 1970

Ponte Preta e Guarani foram os melhores do interior nos anos 70, quase que de modo absoluto. Quatro vezes a Ponte e quatro vezes o Guarani  alcançaram o primeiro lugar do interior, em performances realmente notáveis.

Os melhores:
1971 – Ponte Preta; 1972 – Guarani; 1973 – Guarani; 1974 – Guarani; 1975 – América de São José do Rio Preto; 1976 – XV de Piracicaba; 1977 – Ponte Preta; 1978 – Guarani; 1979 – Ponte Preta; 1980 – Ponte Preta

Década de 1980

A ‘macaca” sobrou, exorbitou, esnobou no início dos anos 80. Quatro vezes melhor do interior, consecutivamente: de 1981 a 84. Internacional de Limeira e Guarani conseguiram o feito duas vezes cada.

Internacional campeã de 1986 / Bragantino campeão de 1990

Listagem dos melhores:
1981 – Ponte Preta; 1982 – Ponte Preta; 1983 – Ponte Preta; 1984 – Ponte Preta; 1985 – Guarani; 1986 – Internacional de Limeira (campeã paulista); 1987 – Internacional de Limeira; 1988 – Guarani; 1989 – São José (São José dos Campos); 1990 – Bragantino (Bragança Paulista), que se sagrou campeão paulista

Década de 1990

Disparadamente, o Guarani foi o “senhor” do futebol do interior bandeirante nos anos 90. Cinco vezes líder, o bugre extrapolou.

1994 – América (de São José do Rio Preto)

Os melhores:
1991 – Guarani; 1992 – Guarani; 1993 – Guarani; 1994 – América (de são José do Rio Preto); 1995 – Guarani; 1996 – Mogi Mirim; 1997 – União São João de Araras; 1998 – Guarani; 1999 – União Barbarense (de Santa Bárbara do Oeste); 2000 – Ponte Preta

Década de 2000

A primeira década do século 21 começou e terminou com o Botafogo de Ribeirão Preto liderando os interioranos: em 2001 e em 2010. Mas houve um equilíbrio extraordinário. Em dez anos, nove clubes na liderança do interior:

2004 – São Caetano (campeão paulista) / 2002 – Ituano (campeão paulista)

2001 – Botafogo; 2002 – Ituano (que se sagrou campeão paulista); 2003 – Portuguesa santista; 2004 – São Caetano (campeão paulista); 2005 – Santo André; 2006 – Noroeste; 2007 – Guaratinguetá; 2008 – Barueri; 2009 – Ponte Preta; 2010 – Botafogo

Resumindo, o melhor de cada década no Paulistão, entre os clubes do interior:

Década de 1950 – Guarani (Campinas)

Década de 1960 – Ferroviária (Araraquara)

Década de 1970 – Ponte Preta e Guarani (Campinas)

Década de 1980 – Ponte Preta (Campinas)

Década de 1990 – Guarani (Campinas)

Década de 2000 – Botafogo (Ribeirão Preto)

Clubes mais vezes “melhor do interior”, de 1951 a 2010:

1º) Guarani, 15

2º) Ponte Preta, 12

3º) Ferroviária, 6

4º) Botafogo, 4

5º) América e XV de Piracicaba, 3

 

Fontes:
RSSSF
O Caminho da Bola, de Rubens Ribeiro
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali
Fotos: Internet  (divulgação)

 
almimari

Carlos Alberto Alimari

Contratado junto ao Apucarana, do Paraná, em 1967, Carlos Alberto Alimari participou das campanhas que culminaram com a conquista do Tricampeonato do Interior pela Ferroviária em 1969.

Carlos Alberto - primeiro em pé (esquerda)

Também fez parte da delegação afeana que excursionou pela América Central e Caribe no ano de 1968. Goleiro de porte físico avantajado, Carlos Alberto tinha como principal característica a imponência e a boa colocação diante dos atacantes adversários. No chamado “Paulistinha” de 1971, torneio classificatório para o Campeonato Paulista de 1972, a equipe grená conquistaria a Taça dos Invictos, instituída em 1939, pelo jornalista Thomaz Mazzoni de “A Gazeta Esportiva”. Um dia após a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo, na vizinha Ribeirão Preto, partida correspondente ao terceiro jogo de uma série de 14 jogos sem derrotas, alguns jogadores, entre eles, Carlos Alberto, foram participar de uma pescaria às margens do rio Mogi-Guaçu, para comemorar a conquista do primeiro turno do torneio. Carlos Alberto era o goleiro menos vazado do campeonato, até então. O que realmente aconteceu naquele dia, permanece um mistério até os dias de hoje. O que se sabe é que Carlos Alberto caiu no rio. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, às 23 horas do dia 13 de outubro de 1971, pelo Corpo de Bombeiros, preso a alguns galhos, no fundo do rio. O fato comoveu a cidade. Jogador querido e respeitado, seu velório foi realizado na antiga sede da AFE, na avenida Duque de Caxias, e atraiu milhares de torcedores e admiradores. O sepultamento ocorreu na cidade de São Paulo. O goleiro, que por tantas vezes honrou a camisa grená, deixou a vida prematuramente, para entrar para a história como um dos jogadores mais vitoriosos de toda a trajetória da Ferroviária.

Em Araraquara, Carlos Alberto Alimari virou nome de rua, numa justa homenagem ao correto e competente profissional, falecido tragicamente, no auge da carreira.

Texto de Gustavo Ferreira Luiz, Monitor do Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Transcrito da revista e a – esporte araraquara, nº 28, de fevereiro de 2012 (página 18)
Edição: Paulo Luís Micali
Fotos: Sim News, internet e Revista e a – esporte araraquara

 

Jamais o São Paulo Futebol Clube perdeu para um clube português. Em 10 confrontos, 8 vitórias e 2 empates. Uma supremacia admirável. Não foram jogos válidos por disputas oficiais de competição, mas três deles representaram para o São Paulo o caminho para a conquista da Pequena Copa do Mundo da Venezuela em duas oportunidades: 1955 (vitória e empate contra o Benfica) e 1963 (vitória contra o Porto).


Os jogos:

São Paulo x Benfica

21.07.1955 – Benfica 0 x 0 São Paulo – Pequena Copa do Mundo (VEN)

26.07.1955 – Benfica 2 x 4 São Paulo – Pequena Copa do Mundo (VEN)

25.01.1968 – São Paulo 3 x 2 Benfica – Amistoso (Festa de aniversário do São Paulo)

Benfica 1968

São Paulo x Porto

27.06.1956 – São Paulo 2 x 0 Porto – Amistoso

18.08.1963 – Porto 1 x 2 São Paulo – Pequena Copa do Mundo (VEN)

25.01.1970 – São Paulo 1 x 1 Porto – Amistoso (Inauguração definitiva do Morumbi)

Morumbi – 2º inauguração -1970

São Paulo x Sporting

17.06.1953 – São Paulo 4 x 1 Sporting – Torneio Rivadávia Correia Meyer

02.10.1960 – São Paulo 1 x 0 Sporting – Amistoso (Inauguração do Morumbi)

Morumbi – Inauguração

25.01.1971 – São Paulo 2 x 1 Sporting – 1º Festival Internacional de Futebol do SPFC

São Paulo x Belenenses
06.05.1951 – Belenenses 2 x 4 São Paulo – Amistoso

Belenenses 1951

Resumo dos jogos do São Paulo contra clubes portugueses:

J

V

E

D

GP

GC

SG

10

8

2

0

23

10

13

 

Os clubes portugueses sempre estiveram na pauta das partidas festivas e históricas da vida são-paulina. Nas duas inaugurações (parcial em 1960 e definitiva em 1970) do estádio Cícero Pompeu de Toledo; no aniversário do tricolor em 1968, quando quase 67 mil torcedores viram o campeão português Benfica com a presença do ídolo Eusébio, autor de dois gols; no Festival Internacional de Futebol do SPFC em 1971, também no Morumbi;
E nos três jogos mais importantes contra os portugueses, todos pela Pequena Copa do Mundo da Venezuela (55/63).

Eusébio - Benfica

 

Texto extraído do livro São Paulo Internacional, de Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

Fotos: Divulgação – internet

 

Livro: São Paulo Internacional (Capa)

SÃO PAULO INTERNACIONAL exalta as glórias do tricolor do Morumbi no cenário internacional, onde se mantém soberanamente na liderança dos clubes brasileiros, ostentando conquistas memoráveis e fazendo vibrar a sua grande torcida, a que mais cresceu neste país nos últimos tempos exatamente em função dessa condição de time vencedor.

O São Paulo é líder nacional em número de títulos internacionais em competições de caráter oficial. Em qualquer ranking de todos os tempos que se vê publicado na mídia esportiva, surge o clube das três cores como o número um do Brasil nas disputas globais.

É a saga são-paulina pelos estádios do mundo que o autor procura retratar e valorizar nesse trabalho, abarcando o período de 1930 a 2011.

Livro: São Paulo Internacional (Quarta capa)

SÃO PAULO INTERNACIONAL
AUTOR: VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI
ISBN :  978-85-7113-388-4
ANO: 2012  �
PÁGINAS:  254
EDITORA PONTES
Contato: Vicente.baroffaldi@gmail.com

 

Nos confrontos entre os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro e os quatro de São Paulo, dá Verdão, que supera Corinthians, Santos, Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo, perdendo apenas para o São Paulo, que por sua vez aparece em segundo lugar, com cinco vantagens contra duas desvantagens. O saldo de vitórias do Palmeiras é de 95, enquanto que o Corinthians, segundo colocado nesse quesito, soma 43. No embate entre cariocas e paulistas, o alviverde estabelece a maior vantagem sobre um clube do Rio, com 25 vitórias a mais que o Vasco. O clube de Parque Antarctica é, incontestavelmente, o campeão dos clássicos.

Partindo-se hipoteticamente de uma tabela de confrontos dos clubes maiores do eixo Rio-São Paulo, chega-se a estes números, com o placar sendo formado pelo total de vitórias obtidas por cada clube, no confronto direto:

Vasco da Gama 35 x 42 Corinthians

Botafogo 31 x 39 Palmeiras

Santos 32 x 33 Fluminense

São Paulo 44 x 36 Flamengo

Flamengo 38 x 41 Santos

Fluminense 38 x 47 São Paulo

Palmeiras 54 x 29 Vasco da Gama

Corinthians 35 x 41 Botafogo

Botafogo 110 x 119 Fluminense

Vasco da Gama 124 x 137 Flamengo

São Paulo 100 x 93 Palmeiras

Santos 97 x 122 Corinthians

Flamengo 122 x 105 Botafogo

Fluminense 111 x 131 Vasco da Gama

Palmeiras 129 x 92 Santos

Corinthians 113 x 89 São Paulo

Vasco da Gama 33 x 32 Santos

Botafogo 36 x 37 São Paulo

Corinthians 33 x 33 Fluminense

Palmeiras 41 x 36 Flamengo

Botafogo 84 x 141 Vasco da Gama

Flamengo 137 x 119 Fluminense

Palmeiras 121 x 116 Corinthians

Santos 90 x 115 São Paulo

São Paulo 31 x 34 Vasco da Gama

Santos 35 x 34 Botafogo

Fluminense 28 x 50 Palmeiras

Flamengo 47 x 45 Corinthians

Obs.: Foram considerados os resultados obtidos dentro de campo, omitindo-se mudanças de resultados em tribunais e anulações de jogos.

Existem clássicos equilibradíssimos. O mais equilibrado de todos: Fluminense x Corinthians, com 33 vitórias para cada lado. O mais desequilibrado de todos: Vasco da Gama x Botafogo, com 57 vitórias a mais para o cruzmaltino.

Vantagens

No Torneio Rio-São Paulo de vantagens, eis o posicionamento alcançado pelos oito concorrentes:

1º) Palmeiras, 6 x 1

2º) São Paulo, 5 x 2

3º) Vasco e Flamengo, 4 x 3

5º) Corinthians, 3 x 3 (e um empate)

6º) Fluminense, 2 x 4 (e um empate)

7º) Santos, 2 x 5

8º) Botafogo, 1 x 6

Saldo de vitórias

Por saldo de vitórias (vitórias menos derrotas), assim são perfilados os grandes do Rio e de São Paulo:

1º) Palmeiras, 95

2º) Corinthians, 43

3º) Vasco da Gama, 36

4º) Flamengo, 34

5º) São Paulo, 23

6º) Fluminense, -59

7º) Santos, -85

8º) Botafogo, -87

Classificação dos clássicos por diferença de vitórias:

1º) Vasco da Gama x Botafogo, 57

2º) Palmeiras x Santos, 37

3º) São Paulo x Santos, Corinthians x Santos e Palmeiras x Vasco, 25

6º) Corinthians x São Paulo, 24

7º) Palmeiras x Fluminense, 22

8º) Vasco x Fluminense, 20

9º) Flamengo x Fluminense, 18

10º) Flamengo x Botafogo, 17

11º) Flamengo x Vasco, 13

12º) São Paulo x Fluminense e Fluminense x Botafogo, 9

14º) São Paulo x Flamengo e Palmeiras x Botafogo, 8

16º) São Paulo x Palmeiras e Corinthians x Vasco, 7

18º) Botafogo x Corinthians, 6

19º) Palmeiras x Corinthians e Palmeiras x Flamengo, 5

21º) Santos x Flamengo e Vasco x São Paulo, 3

23º) Flamengo x Corinthians, 2

24º) São Paulo x Botafogo, Vasco x Santos, Santos x Botafogo e Fluminense x Santos, 1

28º) Fluminense x Corinthians, 0

Cariocas x Paulistas

Foram realizados exatos 1.200 jogos entre paulistas e cariocas, dos quais 638 (53,17%) vencidos pelos paulistas e 562 (46,83%) pelos cariocas.

Confrontos vencidos pelos paulistas: 10 (Corinthians x Vasco, Palmeiras x Botafogo, São Paulo x Flamengo, Santos x Flamengo, São Paulo x Fluminense, Palmeiras x Vasco, São Paulo x Botafogo, Palmeiras x Flamengo, Santos x Botafogo e Palmeiras x Fluminense)

Confrontos vencidos pelos cariocas: 5 (Fluminense x Santos, Botafogo x Corinthians, Vasco x Santos, Vasco x São Paulo e Flamengo x Corinthians)

Dado que a diferença é mínima em certos clássicos, logo poderemos ter algumas alterações, pois se aproxima mais uma edição do Brasileirão.

Fonte:

Arquivo pessoal

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

O retorno da Ferroviária de Araraquara à Divisão Especial, levantando o Campeonato da Primeira Divisão de 1966 foi a apoteose de uma temporada irrepreensível. Apenas quatro derrotas em 52 jogos demonstraram o poderio da agremiação da Estrada de Ferro. Enfrentando o forte “Nhô Quim” de Piracicaba, em duas partidas realizadas no Pacaembu, a AFE empatou a primeira e venceu a segunda, em peleja emocionante e disputada com muito aguerrimento por parte dos litigantes, no encharcado gramado da Municipalidade bandeirante.

A ficha técnica do jogo
Dia 21 de dezembro de 1966, quarta-feira (noite)
Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Primeiro tempo – 0 a 0
Final – Ferroviária 1 x 0 XV de Novembro de Piracicaba
Marcador – Dorival (contra), aos 10’ do 2º tempo
Renda – Cr$ 12.861,00
Juiz – Armando Marques, auxiliado por Germinal Alba e Wilson Antônio Medeiros
Quadros:
Ferroviária – Machado; Beluomine, Brandão, Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazzani; Passarinho, Maritaca, Téia e Pio. Técnico: Agenor Gomes (Manga). Capitão: Fogueira
XV de Piracicaba: Claudinei; Nelson, Kiki, Proti e Dorival; Chiquinho e Lopes; Nicanor, Mazinho, Rodrigues e Piau. Técnico: Gaspar. Capitão: Kiki
Ocorrência – Fogueira, contundido, aos 5’ da fase derradeira, passou a jogar na ponta esquerda, recuando Pio para a lateral.

Eis como a Gazeta Esportiva (através de Solange Bibas) comentou o feito da Morada do Sol:
“O bom filho à casa torna – Não demorou muito, ei-la aí de volta. Nem chegou a cair: saiu de férias. Mas que férias duras, seu moço! A campanha da Ferroviária de Araraquara para retornar ao seu lugar na Divisão Especial foi uma dessas coisas… Era favorita, porque mais primoroso e técnico o seu futebol de alto padrão. Sempre foi figura brilhante, enquanto lutou na Especial. E, se caiu, foi porque os maus fados conspiraram contra a equipe da Morada do Sol. E todo mundo ficou triste quando a “locomotiva” partiu. Ferroviária faz falta na Divisão Especial. Mas, ei-la que retorna. O bom filho à casa torna. Palmas redobradas para a Ferroviária de Araraquara! Porque, quem sobe à Especial é grande! E maior ainda é quem consegue se erguer depois da queda! Benvinda, Ferroviária! Benvinda, “locomotiva” velha de guerra!”
“Sem desmerecer o XV de Novembro de Piracicaba, que lutou bravamente, a Ferroviária acabou fazendo por merecer a vitória, na noite de ontem, uma vitória apertada, que, inclusive, obrigou o quadro de Araraquara a ser mais defensivo, depois do gol e em face da contusão de Fogueira. O XV foi à frente, mas o bloqueio da turma araraquarense existiu sempre, principalmente no “miolo”, onde se postou o próprio Bazzani, onde ficou Bebeto, buscando sempre destruir, embora sem nunca renunciar ao direito de atacar. Apareceu maios o XV, porém, diga-se, defendeu-se muito a equipe vencedora, completando-se em seu sistema recuado.
Não se poderia exigir mais da partida, dos times, dentro daquele estado lastimável da cancha. Temos a impressão, inclusive, que o time mais prejudicado foi o da Ferroviária, pois era tecnicamente melhor. Inclusive, os araraquarenses começaram bem mais certos em seu trabalho, fazendo recuar um pouco Téia, para fugir da marcação, dali partindo com a bola para as tramas curtas com o rápido Maritaca. E vinha sempre o acionamento dos ponteiros, embora Passarinho, pela direita, esquecesse de dar mais velocidade à bola, preferindo o jogo individual, contra uma defensiva rígida, pesada, como a do XV. Mas, com o trabalho de Bebeto, no meio do campo, impulsionando rapidamente a bola, a Ferroviária teve mais presença, conquanto esquecendo um ponto importante para o estado da cancha: os tiros a gol. De resto, o XV, atacando menos, também os esqueceu, resultando daí poucas emoções nas duas áreas. Mas via-se a Ferroviária melhor entrosada e mais rápida em seus movimentos, com uma retaguarda que se apresentava bem posta, com os laterais guardando posição e fazendo coberturas centrais. O XV defendia-se e jogava em profundidade, talvez mais praticamente, porém, sem encontrar caminha para as penetrações, sobretudo porque aquele que parecia ser seu homem mais importante, na ofensiva, o ponta esquerda Piau (também individualista) era sempre bloqueado.
Na realidade, naquele estado da cancha, era difícil, se não impossível, firmar um esquema, a não ser mais em sentido defensivo, mas deve-se dizer que, se o XV tinha Lopes, um grande lutador (primeiro jogando mais atrás, depois saindo e dando maior potencial ao XV), contou a equipe araraquarense com uma dupla central mais móvel, com Bebeto e Bazzani, este experimentado e guardando posição quando o primeiro saía, realizando os dois bom trabalho de revezamento. Ademais, a Ferroviária, como já dissemos, mantinha firme seu setor de retaguarda, com esplêndida antecipação e marcação.
Não houve gols na primeira etapa e, na segunda, perdendo Fogueira, que passou à ponta esquerda, tendo que recuar Pio, trabalhou inteligentemente, abrindo Téia para a esquerda e movimentando o veloz Maritaca na frente. Recuava ainda Passarinho, dando mais força, depois do gol, ao sistema defensivo. Assim um trabalho de maior sentido coletivo, enquanto o XV, lutando leoninamente, andou “abrindo” a defesa, conquanto se possa dizer que as penetrações de Nelson, pelo setor desguarnecido de Fogueira, criou boas situações.
A verdade, porém, é que a Ferroviária, marcando aquele gol, aos 10 minutos, sentiu que podia garantir, como, realmente, garantiu, teimando o XV em levar seu jogo, praticamente todo ele, para o “miolo”, onde Mazinho e Rodrigues eram bloqueados. Piau teve oportunidades, raras, mas faltou a complementação e, se o XV esteve próximo do empate, num lance de contra-ataque a Ferroviária fez o necessário para ganhar, apenas de 1 x 0, mas tendo méritos, indiscutivelmente.
Repetimos: sem desmerecer o XV, um quadro valente e de grande espírito de luta, a Ferroviária pareceu-nos melhor armada, pelo trabalho coletivo, pela melhor compreensão entre seus homens. Isolou praticamente Maritaca na frente, porém, de posse da bola, saindo quase sempre por Passarinho, o quadro de Araraquara mostrou maiores recursos técnicos. Enfim, parabéns ao XV, pelo denodo, mas parabéns maiores à Ferroviária, pelo maior sentido de equipe, pela grande vitória.”

Bola no barbante
Tudo aconteceu aos 10’ do 2º tempo, quando a Ferroviária, por intermédio de Brandão, cortou uma avançada do XV de Novembro. A bola foi enviada em profundidade a Bazzani, que penetrava pelo meio. E desceu alta. Bazzani tentou a cabeçada, apesar de acossado, por trás, por Proti. Saiu a cabeçada do meia para a direita, por onde entrava rapidamente Maritaca. Passou por Dorival, indo quase à linha de fundo, pressentindo a saída de Claudinei. Maritaca chutou e a bola, batendo no braço de Dorival, desviou-se de sua trajetória, entrando para as redes, marcando a vitória grená.

O melhor do jogo

Fogueira, Maritaca e Machado (destaques da partida)

Maritaca merece boa nota, como a merece Rossi, um jogador excelente. Mas temos que dar a Fogueira o destaque maior dentro da partida. No primeiro tempo, foi soberano, na destruição, marcação e cobertura, mostrando uma notável segurança. Na fase final, contundido, passou a ser ponta esquerda, tendo contudo extraordinário espírito de valentia para recuar e também marcar, apesar de “capengar” visivelmente. Um grande jogador, que não se entregou nunca. No XV, Lopes merece registro, pelo espírito de luta, pelo sentido de jogo, vindo a seguir Proti e Kiki. Finalmente, não esqueçamos o valor de Brandão.

O juiz foi assim
Dirigiu a partida o conhecido Armando Marques, auxiliado nas “bandeiras”, por Germinal Alba e Wilson Antônio Medeiros. Partida difícil de ser dirigida, pelo estado escorregadio, pesado, da cancha. Mesmo assim, acompanhando bem todos os lances, Armando Marques mostrou sua categoria. E note-se que houve lances de choque, entre adversários, houve jogadas que pareceram violenta, sendo que, em todos os instantes, Armando Marques estava em cima da jogada, apitando tudo, com precisão.

Como o público viu o jogo
A chuva incessante que caiu ontem sobre São Paulo impediu que um número maior de torcedores fosse ao Pacaembu. Mas os que vieram de Araraquara e Piracicaba, mostraram toda a gama de entusiasmo pelas suas equipes e não se cansaram de as incentivar durante todo o jogo. A alegria maior ficou para os araraquarenses, que desde o início afirmavam que o “XV é freguês”. O público deixou nas bilheterias Cr$ 12.861.000,00 e no final do encontro apareceram muitos torcedores com camisas da Ferroviária, algumas que levaram de casa e outras que arrancaram dos jogadores na hora de invadir o gramado.


E ELA VOLTOU… – Depois de haver perdido todos os seus galões em 1965, conseguiu a Associação Ferroviária de Esportes, um ano depois, reconquistar o seu lugar na Divisão Especial de Profissionais. Tendo produzido para o futebol paulista e brasileiro uma infinidade de bons jogadores como Galhardo, Tales, Baiano, Faustino, Pimentel, Bazzani, enfim, tantos craques, foi preciso preparar nova “fornada” para que o público da “Cidade Morada do Sol” sentisse o seu poderio técnico. Assim é que na noite chuvosa que tornou o Pacaembu verdadeiramente impraticável, a opinião de 70% dos torcedores era a de que o clube de Araraquara não conseguiria levantar o título, na luta contra o seu grande rival, XV de Piracicaba, pois era um quadro leve e não se adaptava ao terreno, naquelas circunstâncias; no entanto, foram bastante diferentes e o resultado foi que a Ferroviária chegou, de maneira brilhante, na noite de 21 de dezembro, ao título máximo da Primeira Divisão de Profissionais, depois de uma campanha brilhante e acima de tudo meritória.

Nossos aplausos ao grande campeão.

Na volta da delegação a Araraquara:
Bandeira da AFE dominando o desfile e as demonstrações de júblio coletivo.

Pelas ruas principais da cidade, o corso da vitória se desenrolou interminavelmente, diante dos olhares do povo que não se cansava de vivar os vencedores do Pacaembu

Fonte:
A Gazeta Esportiva, edições dos dias 22 e 24 de dezembro de 1966.
Edição: Paulo Luís Micali

 

Locomotiva - Mascote da Ferroviária de Araraquara (foto: site oficial Afe)

Rebaixada em 1965, a Ferroviária de Araraquara reagiu de pronto: disputou o Campeonato Paulista da Primeira Divisão em 1966, realizando uma excelente campanha, tornando-se campeã e retornando à Divisão Especial. A temporada mostrou uma destacada competência do elenco afeano. Dos 52 jogos realizados, 38 foram vencidos, 10 empatados e apenas 4 perdidos. 73,1% de vitórias, 19,2% de empates e 7,7% de derrotas. Time ofensivo, com 115 gols marcados e 40 sofridos; saldo significativo de 75 gols.

Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, na Arena Fonte Luminosa

São apresentados a seguir os 52 jogos realizados pela Ferroviária em 1966, com resultados, datas, finalidades e artilheiros grenás:

1 – AFE 1 x 0 Noroeste – 30.01.66 –Amistoso – Osmar

2 – AFE 3 x 2 Londrina – 02.02.66 –Amistoso – Osmar, Capitão e Dejair

3 – AFE 3 x 2 Barretos – 06.02.66 –Amistoso – Adão, Téia e Osmar

4 – Barretos 1 x 0 AFE – 13.02.66 –Amistoso

5 – São Carlos Clube 0 x 2 AFE – 27.02.66 –Amistoso – Rossi e Téia

6 – Londrina 2 x 4 AFE – 06.03.66 –Amistoso – ????

7 – Rio Preto 1 x 1 AFE – 13.03.66 – Amistoso – ?

8 – AFE 4 x 1 Rio Preto – 16.03.66 – Amistoso – Téia (2), Dejair e Mateus

9 – Ponte Preta 2 x 2 AFE – 20.03.66 – Amistoso – Téia e Bazzani

10 – AFE 2 x 1 Ponte Preta – 23.03.66 – Amistoso – Rezende e Bazzani

11 – CAT 0 x 1 AFE – 27.03.66 – Amistoso – Dejair

12 – AFE 2 x 0 CAT – 30.03.66 – Amistoso – Téia (2)

13 – Catanduva 0 x 6 AFE – 19.04.66 – Amistoso – Téia (2), Pio (2), Raimundinho e Rossi

14 – AFE 3 x 1 Paulista de Jundiaí – 27.04.66 – Amistoso – Téia, Pio e Raimundinho

15 – Paulista de Jundiaí 1 x 2 AFE – 30.04.66 – Amistoso – Passarinho e Resende

16 – Tupã 1 x 3 AFE – 08.05.66 – Campeonato Paulista, 1ª Divisão – Téia (2) e Bazzani

17 – AFE 3 x 0 Jaboticabal – 15.05.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bazzani (2) e Osmar

18 – Batatais 1 x 1 AFE – 22.05.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Rezende

19 AFE 1 x 1 CAT – 29.05.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bazzani

20 – Votuporanguense 0 x 1 AFE – 05.06.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bebeto

21 – Francana 0 x 0 AFE – 12.06.66 – Camp. Paulista, 1ª Div.

22 – AFE 1 x 0 Osvaldo Cruz – 19.06.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Raimundinho

23 – Barretos 2 x 0 AFE – 26.06.66 – Camp. Paulista, 1ª Div.

24 – AFE 4 x 1 Rio Preto – 03.07.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bazzani (2) e Maritaca (2)

25 – Corinthians-PP 1 x 1 AFE – 10.07.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Téia

26 – AFE 3 x 0 Santacruzense – 17.07.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bazzani (2) e Téia

27 – América (SJRP) 1 x 2 AFE – 24.07.66 – Amistoso – Maritaca e Bazzani

28 – XV de Piracicaba 1 x 2 AFE – 07.08.66 – Amistoso – Dejair e Passarinho

29 – AFE 3 x 0 XV de Piracicaba – 10.08.66 – Amistoso – Téia, Maritaca e Passarinho

30 – AFE 6 x 1 Tupã – 14.08.66 – C. Paulista, 1ª Div. – Dadico (contra), Maritaca, Bebeto, Téia e Bazzani (2)

31 – Rio Preto 0 x 1 AFE – 20.08.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Passarinho

32 – AFE 5 x 1 Batatais – 27.08.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bazzani (2), Pio, Maritaca e Téia

33 – Osvaldo Cruz 4 x 3 AFE – 04.09.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Adão e Dejair (2)

34 – Caldense (MG) 0 x 4 AFE – 07.09.66 – Amistoso – Passarinho, Maritaca (2) e Mateus

35 – CAT 1 x 1 AFE – 11.09.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Dejair

36 – AFE 3 x 2 Corinthians-PP – 18.09.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Téia, Raimundinho e Passarinho

37 – AFE 3 x 0 Votuporanguense – 25.09.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Pio, Passarinho e Rossi

38 – Jaboticabal 1 x 2 AFE – 02.10.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Dejair (2)

39 – Santacruzense 1 x 0 AFE – 09.10.66 – Camp. Paulista, 1ª Div.

40 – AFE 3 x 1 Barretos – 16.10.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Téia (2) e Passarinho

41 – AFE 3 x 0 Francana – 22.10.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Maritaca (2) e Raimundinho

42 – Tanabi 1 x 2 AFE – 30.10.66 – Amistoso – Raimundinho e Téia

43 – Fernandópolis 0 x 3 AFE – 13.11.66 – Amistoso – Passarinho, Téia e Bazzani

44 – AFE 2 x 0 CAT – 23.11.66 – Amistoso – Passarinho e Dejair

45 – Santacruzense 1 x 1 AFE – 27.11.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bazzani

46 – AFE 1 x 0 Barretos – 30.11.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Bebeto

47 – Francana 1 x 3 AFE – 04.12.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Dejair (2) e Bebeto

48 – Barretos 0 x 1 AFE – 08.12.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Dejair

49 – AFE 0 x 0 Santacruzense – 11.12.66 – Camp. Paulista, 1ª Div.

50 – AFE 5 x 1 Francana – 14.12.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. – Téia (2), Dejair (2) e Maritaca

51 – XV de Piracicaba 1 x 1 AFE – 18.12.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. (Decisão) – Passarinho

52 – AFE 1 x 0 XV de Piracicaba – 21.12.66 – Camp. Paulista, 1ª Div. (Decisão) – Dorival (contra)

Principais artilheiros da Ferroviária no Campeonato Paulista da Primeira Divisão:  Bazzani, 13 gols; Téia, 11; Dejair, 10.

Na temporada, faltando os marcadores de cinco gols grenás nos amistosos, a colocação dos artilheiros é a seguinte:

1º) Téia, 24 gols; 2º) Bazzani, 17; 3º) Dejair, 15; 4º) Maritaca e Passarinho, 11.

Os campeões da Primeira Divisão da Federação Paulista de Futebol em 1966, defendendo as cores da equipe de Araraquara:

Machado – Beluomini – Brandão – Fernando – Fogueira – Bebeto – Rossi – Passarinho – Raimundinho – Dejair – Maritaca – Téia – Bazzani – Pio.

Técnico: Agenor Gomes (Manga) – Presidente do clube: Aldo Comito.

Elenco da Ferroviária de Araraquara em 1966:

Machado – Dado – Wilson Botão – Fogueira – Galvão – Brandão – Paina – Valdomiro – Rossi – Adão – Joãozinho – Fernando – Beluomini – Tião Macalé – Bebeto – Bazzani – Passarinho – Raimundinho – Osmar – Maritaca – Rezende – Téia – Dejair – Pio – Mateus

Fontes:

Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, na Arena Fonte Luminosa)
Arquivo pessoal

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

O Clube Atlético Taquaritinga, fundado em 1942, teve já na segunda temporada uma participação em competição oficial: no Campeonato do Interior. Por ser estreante, o “Leão da Araraquarense” saiu-se muito bem, chegando às semifinais e esbarrando no poderio do Guarani de Campinas, de quem levou sonora goleada no jogo de volta. Mas a campanha cateana foi de destaque, enchendo os taquaritinguenses de esperança.

Campanha do CAT no Campeonato do Interior/1943

1º jogo: Paulista de Araraquara 1 x 2 CAT

Data: 11 de julho de 1943

Gols do CAT: Dema (2)

Gol do Paulista: Sabino

CAT: Buck; Pelota e Carleto; Chico Carvalho, Dito e Moacir; Atlas, Nenê, Nelson Parise, Morano e Dema

Paulista: Zequinha; Lorico e Nengo; Bicudo, Roberto e Franklin; Ministrinho, Tidão, Sabino, Teleco e Camilo

2º jogo: CAT 2 x 1 Paulista de Araraquara

Data: 18 de julho de 1943

Árbitro: Paulo Dolci (de Araraquara)

Gols do CAT: Dema e Atlas

Gol do Paulista: Camilo

CAT: Buck; Adolfo e Luizinho; Chico, Dito e Moacir; Atlas, Morano, Nenê, Nelson Parise e Dema

Paulista: Zequinha; Lorico e Nengo; Bicudo, Roberto e Franklin; Ministrinho, Tidão, Teleco, Bianco e Camilo

3º jogo: Palestra F.C. (Rio Preto) 1 x 2 CAT

Data: 5 de setembro de 1943

Árbitro: Carlos Rustichelli

Gols do CAT: Nenê e Nelson Parise

Gol do Palestra: Baldassi

CAT: Armando; Adolfo e Luizinho; Dito, Odilon e Moacir; Atlas, Nenê, Nelson Parise, Tito e Dema

Palestra: Bob; Salim e Ciríaco; Ugo, Espanador e Ermínio; Maquininha, Baldassi, Zeca, Bonge e Peri

4º jogo: CAT 2 x 0 Palestra F.C. (Rio Preto)

Data: 12 de setembro de 1943

Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues

Gols: Tito e Nenê

CAT: Armando; Luizinho e Adolfo; Dito, Odilon e Moacir; Morano, Nelson Parise, Nenê, Tito e Lau

Palestra: Bob; Salim e Ciríaco; Ugo, Espanador e Ermínio; Maquininha, Baldassi, Zeca, Bonge e Peri

5º jogo: CAT 5 x 2 Rio Claro

Data: 19 de setembro de 1943

Árbitro: Edgard da Silva Marques

Gols: não disponíveis

CAT: Armando; Adolfo e Luizinho; Dito, Odilon e Lau; Atlas, Nelson Parise, Nenê, Tito e Dema

Rio Claro: Augusto; Carlos e Joaquim; José, Jaime e Caetano; Traiano, Domingos, Otacílio, Luiz e Fortunato

6º jogo: Rio Claro 4 x 2 CAT

Data: 26 de setembro de 1943

Gols do CAT: Atlas e Nelson Parise

7º jogo: Barretos 0 x 0 CAT

Data: Não disponível

8º jogo: CAT 2 x 0 Barretos

Data: não disponível

Gols: Nelson Parise e Dema

9º jogo: CAT 1 x 2 Guarani de Campinas (Semifinal)

Data: 24 de outubro de 1943

Árbitro: Paulo Garcia (F.P.F.)

Gol do CAT: Dema

10º jogo: Guarani de Campinas 9 x 0 CAT

Data: 31 de outubro de 1943

Resumo da participação do CAT no Campeonato do Interior, pela primeira vez em sua existência, em 1943

Jogos – 10; Vitórias – 6; Empates – 1; Derrotas – 3; Gols a favor – 18; Gols contra – 20; Saldo – (-2)

Nos amistosos, o CAT foi imbatível

Em 1943, o Clube Atlético Taquaritinga realizou 19 jogos amistosos. Excluindo-se o encontro contra o tricolor de Ribeirão Preto (Botafogo), cujo resultado não é conhecido, nas outras 18 partidas o CAT não perdeu. Venceu 11 jogos e empatou 7. Assinalou 57 tentos contra 20 sofridos, com um saldo expressivo de 37 gols.

Listagem dos amistosos, com os dados disponíveis:

14.02.1943 – CAT 2 x 0 Bandeirante de Cedral

Gols: Nelson Parise (2)

CAT: Armando; Luizinho e Adolfo; Dito, Odilon e Moacir; Atlas, Seo Chico, Nenê, Nelson Parise e Dema

21.02.1943 – Oeste de Itápolis 2 x 3 CAT

Gols do CAT: Nelson Parise (2) e Moacir (que acertou um possante chute, furando a rede)

CAT: Armando; Adolfo e Luizinho; Dito, Odilon e Moacir; Atlas, Seo Chico, Nenê (Lopes), Nelson Parise e Dema

07.03.1943 – CAT 7 x 1 São Paulo de Araraquara

Gols do CAT: Atlas (3), Nenê (3) e Dema

Árbitro: Romeu Amatuzzi

14.03.1943 – CAT 5 x 1 Atlético de Catanduva

Gols do CAT: Tatias (3), Dema e Atlas

Árbitro: Eustáquio Pozzetti

21.03.1943 – CAT 5 x 1 Uchoa  F.C.

Gols do CAT: Tatias (2), Seo Chico, Dema e Nelson Parise

Árbitro: Romeu Amatuzzi

04.04.1943 – CAT 2 x 2 C.E. Portland do Peru

Gols do CAT: Nenê e Atlas

10.04.1943 – A.A. Internacional de Limeira 1 x 1 CAT

Gol do CAT: Odilon

Árbitros: Romeu Amatuzzi e Gagliano Pagliuso

18.04.1943 – CAT 1 x 1 Botafogo de Ribeirão Preto

Gol do CAT: Nelson Parise

Árbitro: Eustáquio Pozzetti

01.05.1943 – CAT 2 x 1 Lapeaninho da Lapa (São Paulo)

Gols do CAT: Tatias (2)

02.05.1943 – CAT 3 x 1 Lapeaninho da Lapa (São Paulo)

Gols do CAT: Tatias (3)

16.05.1943 – CAT 5 x 1 Corinthians Jundiaiense

Gols do CAT: Tatias (3), Seo Chico e Morano

30.05.1943 – CAT 1 x 1 Rio Claro

Gol do CAT: Dema

27.06.1943 – CAT 4 x 1 C.A. Penhense de São Paulo

Gols do CAT: Atlas, Odilon, Nelson Parise e Baia

04.07.1943 – CAT 1 x 1 Matarazzo de Rio Claro

Gol do CAT: Odilon (de pênalti)

CAT: Buck; Luizinho e Adolfo; Dito, Nelson e Odilon; Atlas, Seo Chico, Baia, Nelson Parise e Dema

Árbitro: Eustáquio Pozzetti

25.07.1943 – CAT 4 x 0 Combinado de Araraquara

Gols: Nelson Parise (4)

14.11.1943 – CAT  x  Botafogo de Ribeirão Preto

Amistoso sem dados informativos

28.11.1943 – CAT 2 x 2 Rádio A.C. (Ribeirão Bonito-SP)

Árbitro: Eustáquio Pozzetti

12.12.1943 – CAT 7 x 1 Paulista de São Carlos

Gols do CAT: Poletti (3), Gagliano (2), Nelson Parise e Nenê

Árbitro: Romeu Amatuzzi

O CAT EM 1943

Jogos realizados – 29

Vitórias – 17

Empates – 8

Derrotas – 3

(Um resultado desconhecido)

Gols a favor – 75

Gols contra – 40

Saldo de Gols – 35

Com os gols conhecidos, eis os principais goleadores na temporada:

Nelson Parise, 15; Tatias, 13; Dema, 9; Atlas, 8 e Nenê, 7.

Fonte:
Revista do CAT – 1992 (CAT – 50 Anos – Sempre no Coração dos Taquaritinguenses), Hamilton Roberto Aiéllo

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Carlos Alberto Gonçalves Pereira (Caíco), nascido em 11 de agosto de 1964, foi um lateral direito de muita vitalidade que atuou na década de 1980 e encerrou sua carreira prematuramente (aos 25 anos de idade) em virtude de problemas de saúde e de contusões, que o impediram de ter uma sequência normal de partidas.
Começou jogando no “dente-de-leite” do Comercial do bairro do Carmo, em Araraquara, dirigido por Paulo Gonçalves André, em 1978; no ano seguinte transferiu-se para o Corinthians da Vila Xavier, passando a ter a orientação do técnico Luís Carlos da Silva, o Luizinho, na categoria de juvenis; não demorou muito e voltou a mudar de clube, passando para o Palmeiras E.C. da Vila Xavier, onde respeitou o comando técnico de Paulo Esteves.
Aí surgiu o interesse da Associação Ferroviária de Esportes, que o levou para a Fonte Luminosa com o propósito de ver fortalecida a lateral direita do time que disputaria a Taça São Paulo de juniores.

Integrando a escolinha do Bazzani (Olivério Bazzani Filho, o maior jogador que já defendeu as cores da Ferroviária), Caíco acabou sendo lançado no time principal grená.

De 1985 a 1989, com um intervalo na maior parte do ano de 1988 (quando se transferiu para o Atlético Goianiense), Caíco realizou quase uma centena de jogos em defesa da Ferroviária, assinalando dois gols.
Em seu primeiro ano como profissional, e embora sem a titularidade da lateral direita, Caíco participou da campanha vitoriosa da Ferroviária no Paulistão, em 1985, quando o time chegou às semifinais, disputando o título com São Paulo, Portuguesa de Desportos e Guarani.

Ganhou um apelido bélico, mas que não tinha nada a ver com violência: “Tanque de Guerra” da Fonte Luminosa. Orgulhava-se de ver reconhecido o seu esforço. Seu futebol arrojado ganhou espaço. O lado direito do campo tornava-se pequeno com as investidas fulminantes do atleta vigoroso.
No dia 14 de agosto de 1986, ganhou um Motoradio da equipe de esportes das Rádios Globo/Excelsior, comandada por Osmar Santos, por ter sido escolhido como o melhor em campo no jogo realizado em Araraquara (Ferroviária 0 x 0 São Paulo, pelo Campeonato Paulista).
Na única temporada em que jogou no Atlético Goianiense, Caíco sagrou-se campeão goiano, o mesmo acontecendo com outro grande jogador afeano que em 1988 também se transferiu para Goiás: Douglas Onça.

Caíco voltaria à Ferroviária no mesmo ano, em tempo de disputar o Campeonato Brasileiro da Série C.

O futebol do lateral direito era voluntarioso, de muita raça e determinação. Caíco defendia e atacava, com fôlego privilegiado. Tinha muita velocidade e agia com inteligência. Os técnicos se impressionavam com a sua resistência; infelizmente para o futebol, Caíco não conseguiu manter a regularidade necessária para sustentar a carreira, pelos motivos já expostos. Mas enquanto esteve atuando, encantou a todos com a sua volúpia pelo futebol, o seu determinismo invulgar.

Hoje, feliz na convivência com o grande número de amigos e admiradores que formou no esporte, Caíco reside em Araraquara e trabalha em uma destacada empresa local, acalentando um sonho que o move e que o estimula: publicar um livro contando suas memórias no futebol; quer transmitir sua experiência aos jovens e passar-lhes uma mensagem de determinação e aplicação. Caíco fez tudo com muito amor e desprendimento, daí o seu êxito e o seu inconformismo ao ver, no futebol de hoje, excesso de profissionalismo e falta de garra, de dedicação.

Caico: foto de 2008

Súmulas de alguns jogos disputados por Caíco:

Jogo: Juventus 1 x 1 Ferroviária
Data: 6 de janeiro de 1985
Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi, na rua Javari, em São Paulo (SP)
Finalidade: Taça São Paulo de Futebol (Juniores), 1ª rodada, Grupo “C”
Árbitro: Osvaldo Buontempo
Gols: Marcos, 15’ e Amarildo (pênalti”, 33 do 2º tempo
Juventus: Serjão; Dorval, Paulo Roberto, Amarildo e Mourão; Diogo, Zé Carlos e Rui; Paulinho, Raudinei e Marquinhos (Betinho). Técnico: Borracha
Ferroviária: Narciso; Carlinhos, Dama, Rosa e Pachiega; Donato, Caíco e Marcos; Ruela, Túlio e Toquinho (Chuí). Técnico: Bazzani

Jogo: Jalesense 0 x 1 Ferroviária
Data: 2 de fevereiro de 1986, domingo (tarde)
Local: Jales (SP)
Finalidade: Amistoso
Árbitro: Maurício Oscar Franco Marques
Gol: Caíco, 21’ do 1º tempo (Primeiro gol de Caíco pela Ferroviária)
Jalesense: Mineiro; Nilson Leite, Gardel (Serjão), Ademir e Cerezo; Wilson Luiz, Márcio Ribeiro (Marquinhos) e Vítor; Dejair (Fernando), Toninho (Serginho) e Gardelzinho (João Luiz)
Ferroviária: Washington (Donizetti); Caíco, Mauro Pastor (Edmilson), Marco Antônio e Nonoca (Divino); Orlando, Sídnei e Douglas Onça (Valdir); Zé Roberto, André e Márcio Fernandes (Marcos Ferrugem). Técnico: Bazzani

Jogo: Santos 2 x 1 Ferroviária
Data: 11 de maio de 1986
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Finalidade: Campeonato Paulista, 20ª rodada do 1º turno
Árbitro: Antônio Fonseca Ribeiro
Renda: Cz$ 352.420,00
Público: 15.371 pagantes
Gols: Caíco, 31’ do 1º tempo; Serginho Chulapa, 40’ do 1º e 39’ do 2º
Santos: Evandro; César, Celso, Pedro Paulo e Robson; De Leon, Dunga e Carlos Alberto Borges (Júnior); Paulo Leme, Serginho e Zé Sérgio (Gérson). Técnico: Júlio Espinosa
Ferroviária: Washington; Caíco (Dama), Mauro Pastor, Marco Antônio e Divino; Orlando, Sídnei e Cardim; Donato, Marcos Ferrugem (Ademir) e Márcio Fernandes. Técnico: Bazzani

Jogo: Atlético Goianiense 1 x 0 Goiatuba
Data: (?) 1988
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Finalidade: Campeonato Goiano
Árbitro: Herônimo Alves
Renda: Cz$ 671.400,00
Público: 2.846 pagantes
Gol: Nei, 12’ do 1º tempo
Expulsão: Adílson (Goiatuba), 2º tempo
Atlético: Wlamir; Caíco, Paulo Nelli, Ronaldo e Marcos; Marçal, Valdeir e Ticão (Mendes); Gilson Batata, Nei (Élder) e Jerson. Técnico: Zé Mário
Goiatuba: Célio; Paulo César, Marco Antônio, Jorge Scott e Cláudio; Jaílson, Pitita e Serginho; Adílson, Bill e Henrique (Lenilson). Técnico: Eulálio Roberto

Jogo: Atlético Goianiense 2 x 0 Itumbiara
Data: (?) 1988
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Finalidade: Campeonato Goiano
Árbitro: Manoel Leal
Renda: Cz$ 578.300,00
Público: 2.446
Gols: Ticão (pênalti, 21’ do 1º; e Jerson
Atlético: Wlamir; Caíco (escolhido o melhor em campo), Ronaldo, Paulo Nelli e Marcos; Marçal, Ticão e Valdeir; Gilson, Nei (William) e Jerson (Douglas Onça)
Itumbiara: Aranha; Robô, Hermínio, Maninho e Pedrinho; Luiz Renato, Ronis (Carlos Alberto) e Aílton Rocha; Paulo César, Roberto e Jonson (Biro-Biro)

Fontes:
Site oficial da Ferroviária: ferroviariasa.com.br (Matéria de Marcelo Inaco Cirino e Tetê Viviani)
CD disponibilizado por Caíco, com fotos e recortes de jornais não identificados
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Qual é a “dobradinha” mais vencedora do eixo Rio-São Paulo?

*Campeões estaduais no Rio e em São Paulo, no mesmo ano.
*Qual a dupla de clubes que mais se repetiu?

Campeonato Carioca e Campeonato Paulista – duas competições de muita história e glamour.
O futebol de São Paulo começou antes – em 1902 – o seu principal certame; os cariocas, pouco depois –, em 1906. Ambos são seculares.
Quando da instituição do Torneio Rio-São Paulo, tivemos sedimentada uma união para a organização da disputa, mas também uma vitalização da rivalidade entre essas duas potências do futebol nacional.
Mas e as dobradinhas de campeões formadas ao longo de tanto tempo? Qual é a dupla de campeões dos certames estaduais do Rio e de São Paulo que mais vezes ganhou o certame de seu estado?
O Corinthians é o clube mais vezes campeão paulista (26 títulos); o Flamengo detém essa primazia do lado carioca (32 títulos). Mas não é a dupla Flamengo/Corinthians a número um em títulos levantados na mesma temporada.
Eis as dobradinhas formadas ao longo desse período de mais de um século de estaduais do eixo Rio-São Paulo, considerando apenas os quatro clubes grandes de cada estado.

Colocação/Dupla de campeões/Anos em que formaram a dupla/Total

1.º – Flamengo/Palmeiras – 1920, 27, 42, 44, 63, 72, 74, 96 e 2008 – (9)
2.º – Vasco/Corinthians – 1923, 24, 29, 52, 77, 82, 88 e 2003 – (8)
3.º – Botafogo/Santos – 1935, 61, 62, 67, 68, 2006 e 10 – (7)
3.º – Fluminense/Corinthians – 1924, 37, 38, 41, 51, 83 e 95 – (7)
3.º – Flamengo/Corinthians – 1914, 39, 54, 79, 99, 2001 e 09 – 7
6.º – Vasco/São Paulo – 1945, 49, 70, 87, 92 e 98 – (6)
6.º - Fluminense/São Paulo – 1946, 71, 75, 80, 85 e 2005 – (6)
6.º – Vasco/Palmeiras – 1934, 36, 47, 50, 93 e 94 – (6)
9.º – Flamengo/Santos – 1955, 65, 78, 2007 e 11 – (5)
9.º – Flamengo/São Paulo – 1943, 53, 81, 91 e 2000 – (5)
11.º - Fluminense/Santos – 1964, 69, 73 e 84 – (4)
11.º – Fluminense/Palmeiras – 1936, 40, 59 e 76 – (4)
13.º – Botafogo/São Paulo – 1948, 57 e 89 – (3)
13.º – Botafogo/Palmeiras – 1932, 33 e 34 – (3)
15.º – Vasco/Santos – 1956 e 58 – (2)
15.º - Botafogo/Corinthians – 1930 e 97 – (2)

Portanto, Flamengo e Palmeiras formam a parceria mais repetida nos estaduais do eixo Rio-São Paulo, com 9 vezes. Logo a seguir, com 8, surgem Vasco e Corinthians.

Flamengo e Palmeiras comemoram título dos campeonatos Carioca e Paulista, em 2008 - Fotos: Gazeta Press / Lancenet

Vasco/Santos e Botafogo/Corinthians são as parcerias menos frequentes.

Fonte:
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

(O texto que segue foi extraído da revista Esporte Ilustrado Nº 775, de 12.02.53, edição especial em homenagem ao Vasco da Gama)

Devido à sua apagada atuação no campeonato de 1951, não se acreditava nas possibilidades do Vasco em 52. Fluminense, Flamengo, Bangu e Botafogo, de um modo geral, eram apontados pela cátedra esportiva como favoritos. Esqueceram um pouco o velho “Campeoníssimo”, o que, aliás, não deixou de ser uma vantagem. No futebol, quase sempre, não é interessante ser favorito, porque pode-se trabalhar mais à vontade e sem alarde. Ciro Aranha reassumiu a presidência do clube e Gentil Cardoso foi contratado para técnico. Reajustada a máquina administrativa, com todos os seus departamentos trabalhando em perfeita conexão, teve início a gloriosa jornada, que culminou com a conquista de mais um título, e a volta da hegemonia do futebol guanabarino a São Januário. Supremacia que desde 1945 pertence ao glorioso C.R. Vasco da Gama, com apenas três interrupções na sua série de êxitos: 46, 48 e 51. Em 8 temporadas, 5 títulos!

Em 1951, o grande sonho de todos os vascaínos – a conquista do tricampeonato – por um desses caprichos do destino, se desfez. Foi um mal ano para o grêmio da Cruz de Malta, o ano do colapso, conforme o dr. Amilcar Giffoni teve ocasião de explicar. Contrariando a opinião, quase geral, de que o seu plantel estava acabado, o Vasco fez uma campanha que primou pela regularidade.
Estreou abatendo o Madureira por 5 a 2; na segunda rodada, venceu o Canto do Rio, por escore modesto, 2 a 1; depois abateu o Bonsucesso por 5 a 2; na quarta rodada logrou o seu primeiro grande resultado ao derrotar o Bangu por 6 a 2. Esteve de folga na etapa seguinte, e na sexta rodada perdeu a liderança e a invencibilidade, devido à derrota ante o Fluminense, por 1 a 0. No domingo seguinte reabilitou-se plenamente, vencendo ao Flamengo por 3 a 2. Derrotou o Olaria, por 2 a 1, e a seguir, empatou com o Botafogo de 1 a 1, perdendo mais um ponto. Depois derrotou ao América por 3 a 0 e ao São Cristóvão por 2 a 1. Terminou o turno em segundo lugar, com três pontos perdidos, a um do líder, o Fluminense.
No returno, venceu ao São Cristóvão, 3 a 1; descansou na segunda rodada; e, na seguinte, vencendo ao Canto do Rio, por 1 a 0, assumiu o primeiro posto, em face da derrota sofrida pelo tricolor ante o Madureira por 2 a 1. Daí por diante foi o ponteiro do certame até ao final, tendo derrotado sucessivamente, ao Botafogo, 1 a 0; Madureira, 3 a 0; Flamengo, 1 a 0; América, 2 a 0; e ao Bonsucesso, 4 a 1. Na nona rodada, empatou com o Fluminense de 2 a 2, mantendo a diferença de 4 pontos do seu mais sério rival. Com a vitória sobre o Bangu, por 2 a 1, sagrou-se campeão, independente do resultado do seu último jogo, contra o Olaria, a quem abateu por 1 a 0.

Lances de um título

Lance do primeiro gol do Vasco no campeonato carioca de 1952, contra o Madureira. O seu autor foi o centro-médio Darcy, do tricolor suburbano, tentando desviar um centro de Chico para Ademir. Irezê ainda chegou a pular para tentar cortar a trajetória do couro

Primeiro gol do Vasco no carioca de 1952

 

Edmur marcando o primeiro gol do Vasco contra o Bonsucesso, vendo-se Paulista caído e Waldir encobrindo o marcador

Edmur marcando o primeiro gol do Vasco contra o Bonsucesso

 

O terceiro gol do Vasco contra o Bangu (turno)

Terceiro gol do Vasco contra o Bangu (turno)

 

O segundo do Vasco contra o Flamengo (turno)

Segundo gol do Vasco contra o Flamengo (turno)

 

Lance sensacional do empate do Vasco com o Botafogo, marcado por Ademir concluindo um tiro rasteiro de Edmur, apesar dos esforços de Juvenal e Osvaldo

Gol de empate do Vasco, contra o Botafogo, marcado por Ademir

 

O segundo gol do Vasco contra o Madureira (returno) num tiro possante de Sabará que superou Irezê

Segundo gol do Vasco contra o Madureira (returno)- Sabará

 

Chico marcando o 2º gol do Vasco contra o América no returno

-Chico marcando o segundo gol do Vasco contra o América no returno

 

O gol da vitória do Vasco sobre o Flamengo (returno), marcado por Ademir, num passe de Ipojucan

Gol de Ademir, na vitoria do Vasco sobre o Flamengo (returno)

 

No empate de 2 x 2 contra o Fluminense, Alfredo assinala o primeiro tento vascaíno

Empate de 2 a 2 com o Flu, gol de Alfredo, o primeiro do Vasco

 

Vavá marca o tento que deu o título de 1952 ao Vasco na peleja frente ao Bangu

Vavá marca o gol que deu o título de 52 ao Vasco, no jogo contra o Bangu

Fonte:
Esporte Ilustrado Nº 775, de 12.02.1953, edição especial
Edição: Paulo Luís Micali

 

O Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros, em Araraquara, foi inaugurado no dia 10 de junho de 1951. Conhecido como Estádio da Fonte Luminosa, o mesmo abrigou os jogos da Associação Ferroviária de Esportes daquele dia até 3 de maio de 2008. Praticamente durante 57 anos.
Então, o estádio foi reformado e transformado em moderna arena multiuso.

Estádio da fonte Luminosa - Araraquara /SP

É apresentado, nesta matéria, um rápido retrospecto do que aconteceu com o mando de jogos da Ferroviária durante o espaço de tempo em que o estádio da Fonte foi reformado.
Primeiro, ela se valeu do Estádio Adail Nunes da Silva, em Taquaritinga, para mandar jogos. Depois, quando o Estádio Municipal Cândido de Barros, que vinha sendo construído em Araraquara, ficou pronto, a Ferroviária transferiu para ele os seus jogos, até que a Arena Fonte Luminosa pudesse ser inaugurada.

Despedida da Fonte

A última vez que a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara atuou no Estádio da Fonte Luminosa, antes que o mesmo fosse transformado em Arena multiuso, foi no dia 3 de maio de 2008.
Em jogo válido pelo Campeonato Paulista da Série A2, os grenás recepcionaram o seu tradicionalíssimo rival, o Botafogo F.C., de  Ribeirão Preto. Goleada afeana no adeus ao antigo estádio, inaugurado em 1951.

A ficha técnica do jogo de despedida:

Jogo: Ferroviária 4 x 1 Botafogo

Data: 3 de maio de 2008, sábado, 19 horas

Local: Estádio Fonte Luminosa, em Araraquara (SP)

Finalidade: Campeonato Paulista da Série A2

Árbitro: Luciano Calabietto Quilichini

Renda: R$ 7.930,00           Público: 1.061 pagantes

Gols da AFE: Cascata, 1’; Rafael Rocha, 11’; Osny, 20’ e 41’ do 1º tempo

Gol do Botafogo: Guilherme, 23’ do 1º tempo

AFE: Éder; Chimba (Robinson), Tabarana (Santiago), Marcel e Fernando Luís; Vagner, Rafael Rocha, Fábio Duarte e Cascata; Osny e Laerte (Gerônimo). Técnico: Paulo Cézar Catanoce

Botafogo: Renato; Mazinho (Claudionor), João Renato, Renato Benatti e Márcio Loyola; Cenedesi, Lau, Guilherme e João Henrique (Léo Dias); Willian e Branquinho. Técnico: Luciano Dias

 

Taquarão

Antes que o Estádio Municipal Cândido de Barros, de Araraquara, fosse concluído, a Ferroviária mandou seus jogos no Estádio Adail Nunes da Silva (Taquarão), em Taquaritinga, a 68km de Araraquara.

Estádio Taquarão - Taquaritinga/SP

O Estádio Municipal Cândido de Barros

Capacidade: 5.000 torcedores. Lances de arquibancadas em forma de L; as do gol do fundo são destinadas à torcida visitante.

Os vestiários dos times, arbitragem, polícia e imprensa localizam-se no lado oposto às arquibancadas e são livres de pressões.

Atrás do gol de entrada há uma ampla área de estacionamento para ônibus e ambulâncias, além de entrega de materiais.

Dimensões do gramado: 100 x 76 m

O estádio possui seis torres de iluminação com 24 mil watts distribuídos em 12 projetores, perfazendo um total de 144 mil watts.

Estádio Municipal Cândido de Barros (Araraquara) - araraquara.com

Inauguração

Estádio Municipal Cândido de Barros (Araraquara) - Inauguração

 Com a presença do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, foi inaugurado o Estádio Municipal Cândido de Barros, no Jardim Botânico, em Araraquara, no dia 20 de setembro de 2008, um sábado, às 18 horas. Se o Botafogo de Ribeirão Preto ajudou a fechar o antigo Estádio da Fonte Luminosa, o tricolor participou também da inauguração do novo Estádio Municipal de Araraquara. Ferroviária e Botafogo jogaram pela Copa Paulista e o time visitante foi, desta feita, o vencedor. O primeiro gol do estádio foi marcado por Fabinho, do Botafogo, aos 18 minutos de jogo.

 

A ficha técnica do jogo inaugural:

Ferroviária 1 x 2 Botafogo de Ribeirão Preto

Data: 20 de setembro de 2008, sábado, 18 horas

Local: Estádio Municipal Cândido de Barros, em Araraquara (SP)

Finalidade: Copa Paulista de Futebol (FPF)

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira

Renda: R$ 13.676,00     Público: 3.092 pagantes

Gol da AFE: Laertinho, 32’ do 1º tempo

Gols do Botafogo: Fabinho, 18’ do 1º tempo (1º gol do estádio) e Pereira, 24’ do 2º tempo

AFE: Guilherme; Carlinhos Capixaba, André (Dióghenes), Anderson Carvalho e Dudu; Thiago Costa, Reinaldo, Laertinho e Jonas; Fabinho e Robinson (Welington). Técnico: Edison Só

Botafogo: Renato; Aírton, João Renato, Johildo e Caio (Renaldo); Júlio César, Fábio, Elton (Carlos) e Everton César (Ricardinho); Fabinho e Pereira. Técnico: Da Bahia

 

Retrospecto afeano no Botânico

Após a inauguração, e antes que a bela Arena Fonte Luminosa fosse aberta para o futebol, a Ferroviária atuou em mais 21 ocasiões no Estádio Municipal Cândido de Barros, sendo, aquele próprio, a sua referência como clube mandante, no período de 20.09.2008 a 18.10.2009.

 

Os 22 jogos da Ferroviária no Municipal do Botânico

(Jogo/Data/Finalidade/Artilheiros)

Ferroviária
1 x 2 Botafogo
– 20.09.08 – Copa Paulista – Laertinho

Ferroviária 1 x 1 CAT – 04.10.08 – Copa Paulista – Welington

Ferroviária 0 x 1 XV de Piracicaba – 10.10.08 – Copa Paulista

Ferroviária 2 x 1 Noroeste – 25.10.08 – Copa Paulista – Laertinho e Fabinho

Ferroviária 0 x 1 Flamengo (Guarulhos) – 29.10.08

Ferroviária 1 x 1 Rio Branco – 11.02.09 – Campeonato Paulista, Série A2 – Washington

Ferroviária 0 x 1 União São João – 18.02.09 – Campeonato Paulista, Série A2

Ferroviária 2 x 1 Comercial – 21.02.09 – Campeonato Paulista, Série A2, Almir e Robinson

Ferroviária 1 x 0 União Barbarense – 07.03.09 – Campeonato Paulista, Série A2, Robinson

Ferroviária 0 x 1 CAT – 21.03.09 – Campeonato Paulista, Série A2

Ferroviária 0 x 1 Sertãozinho – 25.03.09 – Campeonato Paulista, Série A2

Ferroviária 2 x 1 Linense – 04.04.09 – Campeonato Paulista, Série A2, Kléber Goiano e Serginho Baiano

Ferroviária 0 x 0 América – 19.04.09 – Campeonato Paulista, Série A2

Ferroviária 1 x 0 América – 18.07.09 – Copa Paulista – Danilo Martins

Ferroviária 0 x 0 Sertãozinho – 29.07.09 – Copa Paulista

Ferroviária 0 x 1 Linense – 01.08.09 – Copa Paulista

Ferroviária 2 x 1 Mirassol – 15.08.09 – Copa Paulista – Amarildo e Fernando Luís

Ferroviária 1 x 0 Grêmio Catanduvense – 23.08.09 – Copa Paulista – Laertinho

Ferroviária 1 x 0 Rio Preto – 05.09.09 – Copa Paulista – Tiago

Ferroviária 1 x 1 Noroeste – 20.09.09 – Copa Paulista – Cauan

Ferroviária 2 x 0 Botafogo – 03.10.09 – Copa Paulista – Assis e Laertinho

Ferroviária 0 x 0 São Bernardo – 18.10.09 – Copa Paulista

AFE 0 x 0 São Bernardo, pela Copa Paulista

 

Resumo

 

J

V

E

D

GP

GC

SG

22

9

6

7

18

15

3

 

Artilheiro da Ferroviária no Botânico: Laertinho, 4 gols.

Arena da Fonte (Multiuso) pronta para a inauguração - araraquara.com

Fontes:

Site oficial da Ferroviária: http://www.ferroviaria.com.br

Arquivo pessoal

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali (Fotos)

 

A Revista do CAT, de autoria do jornalista Hamilton Roberto Aiéllo, editada em setembro de 1992, tem um conteúdo valioso.

Revista do CAT - autoria do jornalista Hamilton Roberto Aiéllo - 1992

Além de informar os acontecimentos que cercaram a vida do clube de Taquaritinga, traz-nos descrições por vezes curiosas e também divertidas envolvendo o mundo futebolístico.
Trata-se de um registro de tempos idos – e também de tempos não tão idos assim – na cobertura feita com capricho pelo aludido jornalista, referente aos 50 anos de existência do CAT (1942-1992), o Clube
Atlético Taquaritinga.
As matérias foram originalmente publicadas no jornal “Cidade de Taquaritinga”.
Pinçamos alguns trechos que nos chamaram a atenção, contidos no início da publicação:

1942

 Paulista de Araraquara 5 x 1 CAT (16/set)
Com vários jogadores machucados e tendo que contratar para essa partida dois jogadores de renome: Silvinha e Belem (que dizem ter vendido o jogo) o CAT foi derrotado pelo alto escore de 5 x 1
(portanto conhecendo o seu primeiro resultado negativo) pelo Paulista de Araraquara sendo que o nosso tento foi marcado por Tatias. Acompanhou o nosso conjunto enorme caravana que se acomodou em 11 carros de uma composição da E.F.A., tendo a mesma sido bem recebida na gare araraquarense.”

Guarani de Catanduva 0 x 1 CAT (20/set)
O CAT conseguiu a sua reabilitação ao jogar na cidade de Catanduva contra a forte equipe do Guarani local e vencê-lo por 1 x 0, com um gol de Dema. O destaque dessa partida foi o nosso goleiro Buck que praticou defesas que abismaram todos os assistentes. Suas seguidas pegadas eram alvos de vibrantes palmas.  …
Uma surpresa estava reservada aos jogadores e à diretoria cateana, pois, uma multidão calculada em aproximadamente 3.000 pessoas se comprimia desde a gare até a principal via que dá acesso ao centro
da cidade à espera de nossos heróis com Banda de Música, Foguetes e Vivas.”

CAT 0 x 6 S.E. Palmeiras (13/dez)
Encerrando a temporada esportiva de 1942, o CAT homenageando todos seus associados e o povo de nosso município, fez realizar no dia 13 do corrente, no Estádio Municipal o maior e mais empolgante prélio futebolístico do último decênio com a visita da Sociedade Esportiva Palmeiras de São Paulo, time que sagrou-se Campeão do País no corrente ano. E, numa tarde de total infelicidade de seu goleiro Armandinho, o CAT foi derrotado pelo elevadíssimo placar de 6 x 0. Participaram desta partida pela equipe do Palmeiras craques de renome do futebol brasileiro tais como: Clodô – Celestino – Carneira – Gengo – Américo – Del Nero – Ministrinho – Valdemar – Cabeção – Viladonica – Joane – Brandão – Romeu – Oliveira – Gagliardo – Gabardo. À noite a diretoria do CAT ofereceu em sua sede à distinta caravana palmeirense um grandioso baile, o qual se estendeu até altas horas.”

1943

CAT 7 x 1 São Paulo de Araraquara (7/mar)
Este jogo estava marcado para o dia 28 de fevereiro mas devido ao péssimo estado em que se encontravam as estradas de rodagem, por causa das chuvas, e visto que a equipe sãopaulina, transportando-se de jardineira não conseguiu chegar à nossa cidade em hora para o desenrolar da peleja, a mesma foi marcada para o dia 7 de março…”

A.A. Internacional de Limeira 1 x 1 CAT (10/abr)
Num gramado cheio de palha de arroz e sem as dimensões oficiais, teve início, perante grande torcida limeirense, a importante disputa futebolística. Apitava o jogo o Sr. Romeu Amatuzzi e o CAT vencia por 1 x 0, gol marcado por Odilon; aí, a torcida local demonstra sua insatisfação com o árbitro e começa a aprontar, chegando, inclusive, a acertar o nosso jogador Dema com uma pedrada nas costas
quando o mesmo, e uma arrancada, iria fazer o segundo tento. Com este e demais fatos foi trocada a arbitragem que teve em Gagliano Pagliuso o outro árbitro que começou aplaudido para depois o público assistente chamá-lo de irmão do outro. Ao final da partida a Inter empatou a peleja.”

CAT 1 x 1 Botafogo de Ribeirão Preto (18/abr)
A partida deste dia 18, em virtude dos valores futebolísticos postos em luta, atraiu para o nosso Estádio uma numerosa assistência. Fator que contribuiu para a presença dessa grande massa popular foi o aviso antecipado de que o jogo seria filmado, o que na verdade se verificou…”

“Nota das mais curiosas foi publicada no dia 4 de julho pelo ‘Cidade de Taquaritinga’. Eis a nota:
Sob o número 638, foi apresentada e aprovada pela diretoria do CAT, em sua reunião de 22 de junho último, a proposta de sócio do menino Gilberto Bassi, com apenas dois dias de idade. Essa proposta, que estava devidamente endossada pelo seu progenitor Osvaldo Bassi é registrada como um caso inédito nos anais esportivos e sociais de Taquaritinga.”

Nota: Os grifos são nossos.

 Fonte:
CAT – 50
Anos – Sempre no Coração dos Taquaritinguenses – Hamilton Roberto Aiéllo –
Revista do CAT, do Diário “Cidade de Taquaritinga” 1992, setembro

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Durante a Copa Paulista de 2010, a Ferroviária estabeleceu a maior série de vitórias consecutivas de sua história: oito! Foi no período de 1º de agosto a 8 de setembro. Foram quatro jogos em casa e quatro fora; 21 tentos assinalados e apenas cinco sofridos. Traduziu-se, praticamente, numa quarentena de inspiração (e transpiração, principalmente).

Seguem as fichas técnicas dessas oito vitórias da agremiação grená de Araraquara.

 Primeira vitória: Francana 0 x 1 Ferroviária

Francana 0 x 1 Ferroviária

01.08.10, domingo, 11 horas; Estádio Dr. José Lancha Filho,
Franca (SP); Árbitro: Marcos Silva dos Santos Gonçalves; Público: 225 pagantes;
Gol: Everson Jaú 4 do 1º;
Francana: Guilherme; Duane (Alex), Rodrigo, Léo Olinda e Rinaldi; Régis, Thiago Silva, David (Sthevens) e Hilton Mineiro (Júnior Preto); Serjão e Gabriel. Técnico: Zinho.
Ferroviária: Eduardo; Geovane, Pedro Victor, Bruno Lopes e Fernando Luís; Cesinha, Everson Jaú, Daniel (Walker) e Leandro Miranda (Luiz Fernando); Giancarlo e Marcelo Tevez (Ronaldo). Técnico:
João Martins

 Segunda vitória: Ferroviária 3 x 1 Batatais

Ferroviária 3 x 1 Batatais

04.08.10, quarta-feira, 20 horas; Arena Fonte Luminosa,Araraquara (SP); Árbitro: Magno de Sousa Lima Neto; Público: 197 pagantes; Expulsões: Goiano (Batatais) e Pedro Victor (Ferroviária); Gols: Leandro Miranda (gol olímpico) 33 do 1º e Marcelo Tevez 11 e 23 do 2º p/ a Ferroviária; Anderson 16 do 2º p/ o Batatais;
Ferroviária: Eduardo; Geovane (Abuda), Pedro Victor, Bruno Lopes e Fernando Luís; Cesinha, Everson Jaú (Walker), Daniel e Leandro Miranda; Giancarlo e Marcelo Tevez (Felipe). Técnico: João Martins;
Batatais: João Guilherme; Roni, Paulinho e Jeferson Volpe; Fabiano, Goiano, Bozó, Anderson e Marcelo (Sidney); Jackson (Jaílson) e Fagner. Técnico: Sérgio Santos. Obs.: Aos 18 do 2º, Anderson (Batatais) perdeu pênalti.

Terceira vitória: Sertãozinho 1 x 5 Ferroviária

08.08.10, domingo, 11 horas; Estádio Frederico Dalmazo,Sertãozinho (SP); Árbitro: Marcelo Ferreira Vicente; Público: 226 pagantes; Expulsões: Misael (Sertãozinho) e Geovane (Ferroviária); Gols: Marcelo Tevez 24 do 1º e 23 do 2º, Leandro Miranda, de pênalti, 27 e 35 do 2º, e Walker 47 do 2º p/ a Ferroviária; Marcão 22 do 2º p/ o Sertãozinho;
Sertãozinho: Guilherme; Fidelis (Lucas Souza), Gasparetto, Misael e Ramon; Marcão, Elias, Barrinha e Luciano Ratinho (Lucas Galbis); Welton e Tales
(Fabrício); Técnico: Agnello de Souza;
Ferroviária: Eduardo; Ronaldo, Bruno Lopes e Fernando Presente; Geovane, Cesinha, Everson Jaú (Felipe), Daniel (Fernando Luís) e Leandro Miranda; Marcelo Tevez (Walker) e Guilherme Alves. Técnico: João Martins. Obs.: No 1º tempo, Leandro Miranda cobrou pênalti e Guilherme defendeu.

 Quarta vitória: Ferroviária 1 x 0 Oeste

Ferroviária 1 x 0 Oeste

18.08.10, quarta-feira, 20 horas; Arena Fonte Luminosa, Araraquara (SP); Árbitro: José Cláudio Rocha Filho; Público: 430 pagantes; Gol: Guilherme Alves 2 do 1º; Ferroviária: Eduardo; Abuda (Diego Perine), Pedro Victor, Bruno Lopes e Fernando Presente (Fernando Luís); Cesinha, Everson Jaú, Daniel e Guilherme Alves; Felipe (Walker) e Marcelo Tevez. Técnico: João Martins.
Oeste:Jeferson; Daylson, Fred, Pomarola (Gilberto) e Edinho (Cortez); Fonseca, Paulo Miranda, Rodrigo Menezes e Alex Willian; Mirandinha e Dil (Diego). Técnico: Paulo Cezar Catanoce. Obs.: Aos 47 do 2º, Marcelo Tevez (F) perdeu pênalti (a bola tocou o travessão).

Quinta vitória: São Carlos 0 x 4 Ferroviária

21.08.10, sábado, 18 horas; Estádio Prof. Luiz Augusto de Oliveira, São Carlos (SP); Árbitro: Ulisses Antônio Zampieri; Público: 285 pagantes; Expulsões: Buzzetto (São Carlos) e Diego Perine (Ferroviária); Gols: Guilherme Alves 17, Leandro Miranda 30 e Marcelo Tevez 40 do 1º; e Marcelo Tevez 14 do 2º.
São Carlos: Buzzetto; Marcos Vinícius, Babi, Anderson Carvalho e Éder Luna (Jefferson); Guilherme Lucas, Reinaldo e Rick; Luciano e Arthur Neto (Willian). Técnico: Edmilson de Jesus.
Ferroviária: Eduardo; Geovane, Pedro Victor, Bruno Lopes e Bira; Cesinha (Luiz Fernando), Felipe (Diego Perine), Daniel e Leandro Miranda; Guilherme Alves (Walker) e Marcelo Tevez. Técnico: João Martins.

Sexta vitória: Ferroviária 3 x 1 Comercial

Ferroviária 3 x 1 Comercial

01.09.10, quarta-feira, 20 horas; Arena Fonte Luminosa, Araraquara (SP); Árbitro: Cássio Luiz Zancopé; público: 715 pagantes; Gols: Marcelo Tevez 27 do 1º, Daniel 29 e Walker 33 do 2º p/ a Ferroviária; Laerte 35 do 2º p/ o Comercial.
Ferroviária: Eduardo; Geovane (Ronaldo), Pedro Victor, Bruno Lopes e Bira; Cesinha, Daniel, Felipe (Walker) e Leandro Miranda (Luiz Fernando); Guilherme Alves e Marcelo Tevez. Técnico: João Martins.
Comercial: Gustavo; Gustavo Marciano, Edson Batatais, Saul e Márcio Luís; Jordã, Ederson, Ferrari (João Paulo) e Bruno (Laertinho); Osny e Túlio (Thales). Técnico: Edison Só

Sétima vitória: Ferroviária 3 x 2 Francana

Ferroviária 3 x 2 Francana - Leandro Miranda (marcou o 3 gols da AFE)

05.09.10, domingo, 11 horas; Arena Fonte Luminosa, Araraquara (SP); Árbitro: Anderson Andrade Pires; Público: 675 pagantes; Gols: Leandro Miranda 14 (pênalti) e 31 do 1º e 11 do 2º p/ a Ferroviária; Gabriel 26 (pênalti) e Cristiano 50 do 2º p/ a Francana.
Ferroviária: Eduardo; Geovane, Pedro Victor, Bruno Lopes e Bira; Cesinha, Daniel (Walker), Felipe (Diego Perine) e Leandro Miranda (Everson Jaú); Guilherme Alves e Marcelo Tevez. Técnico: João Martins.
Francana: Rodrigo; Duane (Conrado), Daniel Menezes, Cristiano e Rinaldi; Régis, Diego (Leonardo), Tiago Recife e Cris; Júnior Preto e Gabriel (Ramon). Técnico: Paulinho Kobayashi

Oitava vitória: Batatais 0 x 1 Ferroviária

08.09.10, quarta-feira, 15 horas; Estádio Dr. Osvaldo Scatena, Batatais (SP); Árbitro: Giuliano Dutra Pellegrini; Público: 28 pagantes; Gol: Ronaldo 39 do 1º. Batatais: João Guilherme; Jeferson Volpe, Roni e Jaílson; Fabiano, Paulinho (Ronaldo), Bozó, Jackson e Tobias; Igor (Fagner) e Gabriel Kremer (Nei);
Técnico: Sérgio Santos.
Ferroviária: Eduardo; Júlio César, Pedro Victor, Ronaldo e Fernando Luís (Tatá); Luiz Fernando (Daniel), Diego Perine, Geovane, Everson Jaú (Giancarlo) e Leandro Miranda; Walker. Técnico: João Martins. Obs.: Feito histórico, a Ferroviária completa oito vitórias consecutivas, a maior série de sua existência.

 

FONTE:

Ferroviária em Campo – Seis décadas de futebol da  Ferroviária de Araraquara, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes, 2010
Fotos: www.araraquara.com

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

O campeão de 1950:  Derrotando o América na última rodada, por 2 a 1, o Vasco sagrou-se campeão carioca de 1950, alcançando o bicampeonato.

TIME DO VASCO, BICAMPEÃO CARIOCA (1950)

Na foto, da esquerda para a direita: Barbosa, Augusto, Laerte, Jorge, Danilo e Eli. Agachados, na mesma ordem: massagista Mário Américo, Alfredo, Ipojucan, Ademir, Maneca e Dejair.

Com esse time-base, o Vasco desenvolveu uma campanha irretocável. Foi o melhor em todos os quesitos: maior número de pontos ganhos (34 contra 31 do América, segundo colocado); maior número de vitórias (17 contra 14 do América e do Bangu); menor número de derrotas (3, o mesmo que o América); melhor ataque: 74 gols assinalados (contra 66 do Bangu, o 2º melhor ataque); melhor defesa: 21 gols sofridos (contra 24 do Bangu); melhor saldo de  gols: 53 (contra 42 do Bangu). E o privilégio de contar com o maior artilheiro da competição, com 25 tentos assinalados, o Queixada (Ademir Menezes).

Disputado por pontos corridos, o certame carioca de 1950 foi decidido na última rodada, no Clássico da Paz, entre Vasco da Gama e América, já no ano de 1951 (dia 28 de janeiro). Naquele dia, o Maracanã acolheu um público total de 121.765 (104.775 pagantes), que proporcionou uma arrecadação de Cr$ 1.577.014,00. Carlos de Oliveira Monteiro (“Tijolo”) dirigiu o encontro. Ademir Menezes abriu o placar logo aos 4 minutos de jogo. Maneco empatou aos 40. Na etapa complementar, aos 29 minutos, novamente Ademir Menezes chegou às redes, no gol do título. Quatro jogadores foram expulsos: Osmar, Godofredo, Eli e Laerte.

Vasco: Barbosa; Augusto e Laerte; Eli, Danilo e Jorge; Alfredo, Ipojucan, Ademir Menezes, Maneca e Dejair. Técnico: Flávio Costa.

América: Osni; Joel e Osmar; Rubens, Osvaldinho e Godofredo; Natalino, Maneco, Dimas, Ranulfo e Jorginho. Técnico: Délio Neves.

Fontes:

Esporte Ilustrado (edição especial) Nº 775, de
12.02.1953

RSSSF

Texto: Vicente Henrique Baroffaldi

Edição: Paulo Luís Micali

 

A Arena Fonte Luminosa, estádio municipalizado que abriga os jogos da Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara, foi inaugurada no dia 22 de outubro de 2009. Naquela oportunidade, a AFE enfrentou o Ituano, pela Copa Paulista, vencendo por 2 a 1. O primeiro gol da Arena foi consignado pelo ala/lateral Fernando Luís, de cabeça.

Jogo de inauguração da Arena

Desde então, foram 53 apresentações afeanas naquele próprio. O saldo é amplamente favorável, acusando 31 vitórias contra 15 derrotas e 7 empates. Os grenás da Morada do Sol assinalaram 84 gols e sofreram 64, livrando um belo saldo de 20 tentos.

O que mais a Ferroviária fez na Arena foi jogar pela Copa Paulista: foram 21 jogos. Pelo Campeonato Paulista da Série A2 registraram-se 17 jogos. Pelo certame paulista da Série A3, 14 jogos. E amistoso, apenas um, contra o  Santos de Neymar.

O maior público aconteceu na inauguração: 21.254 pessoas festejaram a abertura do novo palco de espetáculos com a bola.

O maior artilheiro da Ferroviária na Arena Fonte Luminosa segue sendo Leandro Miranda, que marcou dez tentos.

Leandro Miranda ( Foto: Cláudio Dias - www.araraquara.com)

Fabrício Carvalho, há pouco tempo defendendo a Locomotiva, já soma sete gols, o mesmo se dando com Danilo Martins e Tobias. Daniel deixou sua marca em seis ocasiões. Tuia em cinco e Clênio em 4. Esses foram os principais goleadores em partidas realizadas na Arena Fonte Luminosa, que segue tendo, também, a denominação de Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros.

 

(Jogo/Data/Finalidade/Artilheiros)

AFE 2 x 1 Ituano – 22.10.09 – Copa Paulista – Fernando Luís e Joel

AFE 2 x 0 Lemense – 03.02.10 – Campeonato Paulista, A3 – Giba e Danilo Martins

AFE 1 x 0 Portuguesa Santista – 13.02.10 – Campeonato Paulista, A3 – Danilo Martins

AFE 4 x 3 Juventus – 21.02.10 – Campeonato Paulista, A3 – Júlio César (2) e Danilo Martins (2)

AFE 1 x 2 Red Bull – 28.02.10 – Campeonato Paulista, A3 – Danilo Martins

AFE 1 x 1 São Carlos – 04.03.10 – Campeonato Paulista, A3 – Leandro Miranda

AFE 4 x 0 Penapolense – 10.03.10 – Campeonato Paulista, A3 – Leandro Miranda (2), Júlio César e Danilo Martins

AFE 1 x 0 Itapirense – 17.03.10 – Campeonato Paulista, A3 – Rodrigo César

AFE 1 x 0 XV de Piracicaba – 23.03.10 – Campeonato Paulista, A3 – Amarildo

 AFE 1 x 0 Batatais – 31.03.10 – Campeonato Paulista, A3 – Tobias

AFE 1 x 2 Palmeiras B – 11.04.10 – Campeonato Paulista, A3 – Tobias

AFE 2 x 1 XV de Piracicaba – 21.04.10 – Campeonato Paulista, A3 – Tobias (2)

AFE 2 x 1 Comercial – 25.04.10 – Campeonato Paulista, A3 – André e Leandro Miranda

AFE 3 x 0 XV de Jaú – 08.05.10 – Campeonato Paulista, A3 – Leandro Miranda, Danilo Martins e Tobias

AFE 0 x 3 Red Bull – 15.05.10 – Campeonato Paulista, A3

AFE 0 x 3 Santos – 04.07.10 – Amistoso

AFE 0 x 1 São Carlos – 18.07.10 – Copa Paulista

AFE 3 x 1 Batatais – 04.08.10 – Copa Paulista – Marcelo Tevez (2) e Leandro Miranda

AFE 1 x 0 Oeste – 18.08.10 – Copa Paulista – Guilherme Alves

AFE 3 x 1 Comercial – 01.09.10 – Copa Paulista – Marcelo Tevez, Daniel e Walker

AFE 3 x 2 Francana – 05.09.10 – Copa Paulista – Leandro Miranda (3)

AFE 2 x3 Sertãozinho – 12.09.10 – Copa Paulista – Leandro Miranda e Ronaldo

AFE 1 x 0 Atlético Sorocaba – 29.09.10 – Copa Paulista – Daniel

AFE 2 x 4 Paulista – 09.10.10 – Copa Paulista – Felipe e Giancarlo

AFE 2 x 2 Grêmio Prudente – 17.10.10 – Copa Paulista – Daniel e Walker

AFE 0 x 2 União São João – 16.01.11 – Campeonato Paulista, A2

AFE 1 x0 Rio Claro – 26.01.11 – Campeonato Paulista, A2 – Tuia

AFE 2 x 3 Comercial – 29.01.11 – Campeonato Paulista, A2 – Tuia e Feijão

AFE 0 x 1 Grêmio Catanduvense – 05.02.11 – Campeonato Paulista, A2

AFE 2 x 1 Sertãozinho – 12.02.11 – Campeonato Paulista, A2 – Ray e Luizinho

AFE 3 x 1 América – 23.02.11 – Campeonato Paulista, A2 – Luizinho, Moisés e Daniel

AFE 1 x 1 Marília – 26.02.11 – Campeonato Paulista, A2 – Moisés

AFE 3 x 4 Rio Preto – 13.03.11 – Campeonato Paulista, A2 – Raul, Cristiano e Luizinho

AFE 0 x 4 Monte Azul – 23.03.11 – Campeonato Paulista, A2

AFE 1 x 1 Velo Clube – 17.07.11 – Copa Paulista – Cesinha

AFE 1 x 0 Francana – 31.07.11 – Copa Paulista – Tuia

 AFE 2 x 3 São Carlos – 03.08.11 – Copa Paulista – Felipe Blau e Jobinho

AFE 2 x 0 Batatais – 04.09.11 – Copa Paulista – Clênio (2)

AFE 2 x 0 União São João – 18.09.11 – Copa Paulista – Tobias e Tiaguinho

AFE 4 x 1 Botafogo – 21.09.11 – Copa Paulista – Clênio, Daniel, Jobinho e Tuia

AFE 0 x 0 Comercial – 02.10.11 – Copa Paulista

AFE 0 x 3 Ituano – 08.10.11 – Copa Paulista

AFE 1 x 0 Noroeste – 22.10.11 – Copa Paulista – Tuia

AFE 1 x 0 Paulista – 26.10.11 – Copa Paulista – Wanderson

AFE 1 x 2 Comercial – 02.11.11 – Copa Paulista – Tobias

AFE 0 x 0 São José – 26.01.12 – Campeonato Paulista, A2

AFE 2 x 1 Santacruzense – 01.02.12 – Campeonato Paulista, A2 – Clênio e Rafael Dias

AFE 1 x 1 União Barbarense – 11.02.12 – Campeonato Paulista, A2 – Ricardinho

AFE 3 x 2 São Carlos – 18.02.12 – Campeonato Paulista, A2 – Fabrício Carvalho (2) e Ricardinho

AFE 3 x 2 Palmeiras B – 22.02.12 – Campeonato Paulista, A2 – Fabrício Carvalho (2) e Jobinho

AFE 2 x 0 Rio Preto – 29.01.12 – Campeonato Paulista, A2 – Fabrício Carvalho (2)

AFE 2 x 0 Velo Clube – 07.03.12 – Campeonato Paulista, A2 – Tatuí e Daniel

AFE 1 x 0 Rio Claro – 14.03.12 – Campeonato Paulista, A2 – Fabrício Carvalho

Praticamente classificada para a Segunda Fase do Campeonato Paulista da Série A2, a Ferroviária passa confiança à sua torcida, que, empolgada, vê com grande expectativa a possibilidade de retorno à Série
A1, de onde saiu no já distante 1996. Este ano já é o 16º sem futebol de elite em Araraquara, a não ser pela presença de grandes clubes do futebol paulista enfrentando outras agremiações que não a Ferroviária, fazendo uso assim da bela e acolhedora Arena Fonte Luminosa.

 Fonte:
Arquivo Pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

O Gracianauto Futebol Clube foi uma agremiação fundada em Araraquara, na década de 1960. O proprietário de uma empresa se chamava Graciano R. Affonso (cidadão de destaque e muito prestígio na sociedade araraquarense), e o ramo de atividade era agência de automóveis; daí… juntaram Graciano e auto, resultando no nome que o clube recebeu: Gracianauto. Até hoje existe essa agência de veículos na Avenida 7 de Setembro, ao lado da igreja de Nossa Senhora do Carmo, no bairro do Carmo, mas com outros proprietários. Recebendo o maior apoio da empresa, o clube fundado destacou-se no cenário do amadorismo da cidade.

Escudo: Gracianauto F. C.

Começando pela Segunda Divisão Amadora da Liga Araraquarense de Futebol, o time azul e branco obteve o vice-campeonato em 1965. No ano seguinte, sagrava-se campeão, adquirindo o direito de disputar, em 1967, o certame lafeano da Primeira Divisão.
Em 1969, o Gracianauto desenvolvia sugestiva campanha, terminando a competição em 3º lugar.
Em 1970, levantou o Torneio-Início da Primeirona.
O ano de 1971 marcou as maiores conquistas do Gracianauto. Levantou a Taça Cidade de Araraquara; foi campeão da Taça A Gazeta Esportiva; e tornou-se vice-campeão do Campeonato Amador da LAF.
A final da Taça A Gazeta Esportiva de 1971 foi realizada no Estádio Municipal de Araraquara, entre Gracianauto Futebol Clube e Associação Ferroviária de Esportes (AFE). Contra o forte quadro amador da Ferroviária, o Gracianauto conseguiu igualar-se no marcador, no tempo regulamentar: 0 a 0. Na disputa de pênaltis, levou a melhor, erguendo o troféu da importante competição amadora.
Na oportunidade, o Gracianauto apresentou a seguinte formação: Laerte; Pastori, Fermentão, Wilsinho e Roberto; Pedrinho e Nelsinho; Osvaldo, Tim, Zé Carlos e Hudson.

 

Wilson Carrasco defendeu o Gracianauto

Wilson Carrasco

Entre os jogadores que desfilaram sua técnica e bom futebol no Gracianauto, destaque-se o nome de Wilson Carrasco, profissional competente que se destacou, na década de 1980, em clubes do interior paulista, entre eles a Ferroviária de Araraquara e o Botafogo de Ribeirão Preto, despertando o interesse de grandes clubes. Defendeu posteriormente a Portuguesa, o Sport, o Santa Cruz, o Cruzeiro, entre outros clubes.

Fonte:
Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

A decisão do Brasileirão que reuniu maior público foi a de 1983, entre Flamengo e Santos, no Maracanã, com 155.253 pessoas  vendo o Mengão levantar o tricampeonato ao fazer o placar de 3 a 0.

O segundo maior público também pertence ao rubronegro carioca e aconteceu em 1980, no jogo Flamengo 3 x 2 Atlético-MG, no primeiro título do Flamengo. Foram 154.355 torcedores, número bem próximo daquele de 1983.

Maracanã Lotado

Sete decisões tiveram público centenário. Os três maiores públicos ocorreram na década de 1980, que poderia ser chamada de década das multidões. Os cinco maiores públicos aconteceram no Maracanã.

Eis a classificação das 41 decisões do Brasileirão, de 1971 a 2011, por público registrado:

 1º – Flamengo 3 x 0 Santos  (1983) – 155.253

2º – Flamengo 3 x 2 Atlético-MG (1980) – 154.355

3º – Fluminense 0 x 0 Vasco da Gama (1984) – 128.781

4º – Flamengo 2 x 2 Botafogo (1992) – 122.001

5º – Vasco da Gama 2 x 1 Cruzeiro (1974) – 112.933

6º – Atlético-MG 0 x 0 São Paulo (1977) – 102.974

7º – Corinthians 1 x 0 São Paulo (1990) – 100.858

Panorâmica: Morumbi lotado

8º – São Paulo 0 x 1 Grêmio (1981) – 95.106

9º – Bangu 1 x 1 Coritiba (1985) – 91.527

10º – Vasco da Gama 0 x 0 Palmeiras (1997) – 89.200

11º – Palmeiras 2 x 0 Vitória (1993) – 88.644

12º – Flamengo 2 x 1 Grêmio (2009) – 84.848

13º – Internacional 2 x 0 Corinthians (1976) – 84.000

14º – Internacional 1 x 0 Cruzeiro (1975) – 82.568

15º – Internacional 0 x 0 Bahia (1988) – 79.598

16º – Corinthians 2 x 3 Santos (2002) – 74.592

17º – Cruzeiro 2 x 1 Paysandu (2003) – 73.141

18º – São Paulo 0 x 1 Vasco da Gama (1989) – 71.552

19º – São Paulo 3 x 0 América-RN (2007) – 69.874

20º – São Paulo 1 x 1 Atlético-PR (2006) – 68.237

21º – Palmeiras 0 x 0 São Paulo (1973) – 66.549

22º – Grêmio 0 x 1 Flamengo (1982) – 62.256

23º – Palmeiras 0 x 0 Botafogo (1972) – 58.287

24º – Corinthians 2 x 0 Cruzeiro (1998) – 57.230

25º – Corinthians 0 x 0 Atlético-MG (1999) – 57.000

26º – Internacional 2 x 1 Vasco da Gama (1979) – 54.659

27º – Goiás 3 x 2 C orinthians (2005) – 48.978

28º – Botafogo 0 x 1 Atlético-MG (1971) – 46.458

29º – Grêmio 2 x 0 Portuguesa (1996) – 42.587

30º – Fluminense 1 x 0 Guarani (2010) – 40.905

31º – Guarani 3 x 3 São Paulo (1986) – 37.370

32º – Corinthians 0 x 0 Palmeiras (2011) – 36.708

33º – Santos 2 x 1 Vasco da Gama (2004) – 36.426

34º – Palmeiras 1 x 1 Corinthians (1994) – 35.217

35º – Vasco da Gama 3 x 1 São Caetano (2000) – 31.761

36º – Santos 1 x 1 Botafogo (1995) – 28.488

37º – Guarani 1 x 0 Palmeiras (1978) – 27.086

38º – Sport 1 x 0 Guarani (1987) – 26.282

39º – São Caetano 0 x 1 Atlético-PR (2001) – 20.000

40º – Goiás 0 x 1 São Paulo (2008) – 18.098

41º – Bragantino 0 x 0 São Paulo (1991) – 12.492

 Uma diferença monstruosa do maior para o menor público das decisões: 155.253 para 12.492.

Se a decisão de 1987, Flamengo 1 x 0 Internacional, tivesse sido reconhecida pela CBF, o público (91.034) daquele jogo seria o 10º da história do Brasileirão.

 

FONTE:
Arquivo pessoal
Fotos: Divulgação (internet)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

As decisões do Brasileirão nunca se repetiram, exceto em 2009 e 2011. Apenas Flamengo x Grêmio e Corinthians x Palmeiras foram jogos repetidos nas decisões. O impressionante é que foram 38 campeonatos sem repetição, sempre com jogos diferentes decidindo o título. Somente na 39ª edição é que se registrou o primeiro repeteco.

Festa do título do Flamengo - 2009 - Flamengo 2 x 1 Grêmio

2011 – Corinthians 0 x 0 Palmeiras - Pacaembu

 

Comprovando que o futebol brasileiro possui um número apreciável de clubes com potencial para chegarem ao título máximo nacional, desde a sua edição nº 1, em 1971, até 2011, em 41 temporadas somente duas vezes houve repetição de clubes no jogo que decidiu o título de campeão. Foram 39  decisões diferentes em relação aos clubes que participaram do jogo do título.

A primeira repetição se deu somente em 2009, na 39ª edição, quando Flamengo e Grêmio fizeram o jogo decisivo, o que já havia ocorrido em 1982. A segunda aconteceu o ano passado (2011) com  Corinthians e Palmeiras se enfrentando, o que já ocorrera na final de 1994.

 

Segue a lista dos jogos que decidiram o Brasileirão:

1971 – Botafogo 0 x 1 Atlético-MG

1972 – Palmeiras 0 x 0 Botafogo

1973 – Palmeiras 0 x 0 São Paulo

1974 – Vasco da Gama 2 x 1 Cruzeiro

1975 – Internacional 1 x 0 Cruzeiro

1976 – Internacional 2 x 0 Corinthians

1977 – Atlético-MG 0 x 0 São Paulo

1978 – Guarani 1 x 0 Palmeiras

1979 – Internacional 2 x 1 Vasco da Gama

1980 – Flamengo 3 x 2 Atlético-MG

1981 – São Paulo 0 x 1 Grêmio

1982 – Grêmio 0 x 1 Flamengo

1983 – Flamengo 3 x 0 Santos

1984 – Fluminense 0 x 0 Vasco da Gama

1985 – Bangu 1 x 1 Coritiba

1986 – Guarani 3 x 3 São Paulo

1987 – Sport 1 x 0 Guarani

1988 – Internacional 0 x 0 Bahia

1989 – São Paulo 0 x 1 Vasco da Gama

1990 – Corinthians 1 x 0 São Paulo

1991 – Bragantino 0 x 0 São Paulo

1992 – Flamengo 2 x 2 Botafogo

1993 – Palmeiras 2 x 0 Vitória

1994 – Palmeiras 1 x 1 Corinthians

1995 – Santos 1 x 1 Botafogo

1996 – Grêmio 2 x 0 Portuguesa

1997 – Vasco da Gama 0 x 0 Palmeiras

1998 – Corinthians 2 x 0 Cruzeiro

1999 – Corinthians 0 x 0 Atlético-MG

2000 – Vasco da Gama 3 x 1 São Caetano

2001 – São Caetano 0 x 1 Atlético-PR

2002 – Corinthians 2 x 3 Santos

2004 – Cruzeiro 2 x 1 Paysandu

2004 – Santos 2 x 1 Vasco da Gama

2005 – Goiás 3 x 2 Corinthians

2006 – São Paulo 1 x 1 Atlético-PR

2007 – São Paulo 3 x 0 América-RN

2008 – Goiás 0 x 1 São Paulo

2009 – Flamengo 2 x 1 Grêmio

2010 – Fluminense 1 x 0 Guarani

2011 – Corinthians 0 x 0 Palmeiras

 

FONTE:
Arquivo pessoal
Fotos: divulgação (internet)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

1966

Camisa AFE campeã da Primeira divisão 1966

Depois de dez anos na Divisão Especial do Campeonato Paulista, de 1956 a 1965, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara fez uma má campanha em 1965 e foi rebaixada para a Primeira Divisão. Em 1966, a cidade se uniu e a agremiação da Estrada de Ferro sagrou-se campeã da Divisão de Acesso, em decisão emocionante no Pacaembu, em duas partidas muito disputadas contra o XV de Novembro de Piracicaba. Empate de 1 x 1 no primeiro jogo e vitória por 1 x 0 no segundo e o retorno garantido. Para comemorar a volta, a Ferroviária recebeu o Cruzeiro de Belo Horizonte e empatou em 2 x 2 com o time de Tostão.

 

1967

Camisa AFE Campeã do Interior 1967

No ano da volta à Divisão Especial, a Ferroviária conseguiu sagrar-se Campeã do Interior. Além disso, participou de três torneios amistosos e os venceu. O primeiro deles foi o Torneio de Ribeirão Preto, contra Botafogo, Comercial e Náutico-PE. O segundo aconteceu em Recife, contra Náutico, Sport Recife e Santa Cruz. E o terceiro foi em Goiânia, contra Vila Nova, Goiás e Botafogo de Ribeirão Preto. No jogo de entrega das faixas de Campeã do Interior, presença do São Paulo FC em Araraquara, com vitória da Ferroviária por 3 a 2.

 

1968

Camisa AFE Bicampeã do Interior - 1968

A Locomotiva conseguiu o bicampeonato do Interior em 1968, e mais que isso: terminou o Paulistão em terceiro lugar, atrás apenas de Santos e Corinthians. E teve o artilheiro número um do campeonato, o centroavante Téia com 20 gols. Para comemorar o feito, foi realizada uma partida internacional na Fonte Luminosa, reunindo Ferroviária e Napoli da Itália. A equipe afeana estabeleceu 4 a 0 no vice-campeão italiano.

 

1969

Camisa AFE Tricampeã do Interior - 1969

Em 1969 a Ferroviária coroou a sua estupenda fase levantando o Tricampeonato do Interior, recebendo em definitivo o Troféu Folha de S. Paulo, em disputa. Na festa de entrega das faixas de tricampeã, presença do Palmeiras na Fonte e vitória da Ferroviária por 3 a 2.

Oportunamente, estaremos apresentando as campanhas da Ferroviária nos anos de 1966 a 1969.

FONTES:
Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, localizado na Arena Fonte Luminosa.
Arquivo pessoal.
Fotos tiradas no interior do Museu aludido, por Paulo Luís Micali.
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

O GRANDE TÉIA

Nascido em Regente Feijó-SP, em 29.04.1944, Antônio  Zelenkov Silvestre, o TÉIA, teve como primeiro clube a Epitaciana, de  Presidente Epitácio. Antes de ingressar na Ferroviária, defendeu a Bancária de Fernandópolis.

Téia na festa do bicampeonato do interior recebe a faixa e posa com médio volante Bebeto (1968) Fotos: Geraldo Cesarino

 

Um destacado banner no Museu do Futebol e Esportes de Araraquara exibe uma foto do artilheiro, que atuou na Ferroviária de 1965 a  1968.

 

Ao lado da foto, lê-se:

“TÉIA

Artilheiro do Campeonato Paulista de
1968

Antônio Zelenkov, o Téia, atuou em 100
jogos pela Associação Ferroviária de Esportes, nos anos de 1965 a 1968.
Eficiente nas bolas aéreas, Téia teve papel fundamental nas conquistas da
Primeira Divisão de 1966 e do Bicampeonato do Interior em 1967 e 1968.

Com a camisa grená, Téia marcou 61 gols.
Seu grande feito ocorreu no campeonato paulista de 1968, quando superou o rei
Pelé na artilharia do campeonato paulista com 20 gols marcados. Foi o
artilheiro máximo da competição naquele ano.”

 

1968: A primeira vez, desde a criação da Federação Paulista  de Futebol, que o artilheiro não foi de um clube da capital ou do Santos.

OS 20 GOLS DO ARTILHEIRO DO CAMPEONATO PAULISTA DE 1968, TÉIA

1. AFE 2 x 0 Portuguesa Santista, em 28.01.68, aos 22’ do 1º tempo;

2. Guarani 1 x 1 AFE, em 31.01.68, aos 20’do 2º tempo;

3. São Paulo 1 x 2 AFE, em 04.02.68, aos 27’ do 2º tempo;

4. Palmeiras 2 x 1 AFE, em 14.02.68, aos 44’ do 2º tempo;

5. AFE 1 x 4 Santos, em 03.03.68, aos 2’ do 1º tempo;

6. Comercial 1 x 1 AFE, em 10.03.68, aos 37’ do 1º tempo;

7. AFE 1 x 2 XV de Piracicaba, em 20.03.68, aos 3’ do 1º tempo;

8 e 9. AFE 2 x 0 Juventus, em 03.04.68, aos 20’ e 22’ do 2º tempo;

10. XV de Piracicaba 2 x 3 AFE, em 13.04.68, aos 25’ do 2º tempo;

11. Portuguesa Santista 2 x 1 AFE, em 25.04.68, aos 29’ do 1º tempo;

12. AFE 2 x 0 Guarani, em 05.05.68, aos 13’ do 2º tempo;

13. AFE 3 x 0 Comercial, em 08.05.68, aos 4’ do 1º tempo;

14. AFE 3 x 1 São Paulo, em 19.05.68, aos 30” de jogo;

15. São Bento 2 x 2 AFE, em 22.05.68, aos 19’ do 2º tempo;

16. AFE 2 x 1 Portuguesa de Desportos, em 26.05.68, aos 34’ do 2º;

17 e 18.  AFE 3 x 0 Palmeiras, em 29.05.68, aos 18’ e aos 24’ do 1º tempo;

19. Corinthians 1 x 4 AFe, em 01.06.68, aos 2’ do 2º tempo; e

20. AFE 2 x 1 América, em 05.06.68, aos 14’ do 1º tempo.

 

Téia recebe cartão de Prata alusivo à conquista da artilharia do campeonato paulista de 1968 - Foto: Geraldo Cesarino

 

Para se  ter uma idéia da importância dos gols de Téia, eis a campanha da Ferroviária no  Campeonato Paulista de 1968:

J

V

E

D

GP

GC

SG

PG

PP

26

11

8

7

42

31

11

30

22

 

Dos 42  gols assinalados pela Ferroviária, 20 foram de autoria de Téia, o artilheiro  maior do campeonato. Quase a metade deles.

 

Primeiros colocados do Campeonato Paulista de 1968:

1º -  Santos (campeão), 45 p.g.;

2º -  Corinthians, 32;

3º -  Ferroviária, 30

A  Ferroviária sagrou-se, em 1968, bicampeã do Interior.

 

NO SÃO PAULO

Esse  desempenho extraordinário de Zelenkov chamou a atenção da diretoria do São  Paulo FC, que sem perda de tempo tratou de contratar o centroavante artilheiro.

Em 1969,  foram 33 jogos realizados e 15 gols marcados. Caindo de produção, foi ofuscado  com a chegada de Toninho Guerreiro.

Téia no SPFC (1969)

No tricolor, o atacante atuou 60 vezes, com 32 vitórias, 12 empates e 16 derrotas.  Assinalou 19 gols.

FONTES:

Museu do Futebol e Esportes de Araraquara
A Gazeta Esportiva
Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, Editora Abril
O Caminho da Bola, de Rubens Ribeiro
Arquivo Pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

O PRIMEIRO ANO DO CAT NA DIVISÃO ESPECIAL DO CAMPEONATO PAULISTA (1983)

EQUIPE CAMPEÃ DA SEGUNDA DIVISÃO DE 1982

O CAT foi fundado em 1942. Quando completava 40 anos de existência, em 1982, conseguiu o acesso à principal Divisão do futebol paulista.Aí, então, surgiu o dilema: como fazer se o estádio de Taquaritinga não preenchia as exigências da Federação Paulista de Futebol? Providências iniciais já haviam sido tomadas em relação à construção de um novo estádio, por parte da Municipalidade, mas o desafio era muito grande: tratava-se de agilizar a construção de um estádio em pouquíssimo tempo. Tais eram as dificuldades, que a própria F.P.F. chegou a declarar, através de um de seus dirigentes técnicos, que não haveria acesso naquele ano. Só que aí se viu a grandeza de um povo imbuído do propósito de ter a sua cidade presente no cenário maior do futebol paulista. Em pouquíssimo tempo os operários ergueram um belo templo do futebol. Uns afirmam que foi em 90 dias, outros em 150. Seja como for, tratou-se de uma façanha do povo taquaritinguense, que se uniu e se mobilizou. Consta que os trabalhadores foram movidos a pinga produzida em uma usina de álcool combustível da cidade. Houve, há alguns anos, declaração do projetista do estádio, Chico Palhares, afirmando que ia diariamente a um tonel e “abastecia” o pessoal com pinga. O estádio foi erguido e inaugurado no dia do Trabalho (dia mais oportuno, impossível, pois simbolizou da melhor forma o empenho extraordiário da cidade).

TAQUARÃO - ENTRADA PRINCIPAL

TAQUARÃO - VISTA PANORÂMICA

Assim, no dia 1º de maio de 1983, a cidade de Taquaritinga assistia à inauguração do Estádio Municipal que mais tarde receberia o nome do então Prefeito Municipal, Adail Nunes da Silva, e que seria conhecido popularmente como Taquarão.

JOGO DE INAUGURAÇÃO DO TAQUARÃO

Grande clube da época, o Cruzeiro E.C., de Minas, foi convidado para participar das festividades de inauguração. E o time de Tostão exibiu toda a sua categoria, estabelecendo no amistoso o placar elevado de 5 tentos a 2.

A ficha técnica do jogo:

Clube Atlético Taquaritinga (CAT) 2 x 5 Cruzeiro (MG)
Dia 1º de maio de 1983
Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho (SP)
Gols: Edu 4, Palhinha 6, Aílton 33, Amado (pênalti) 46, Edmar 64, Carlinhos 75 e Edu 88
CAT: Itamar, João Carlos, Eugênio, Sérgio Miranda (Gaé), Toninho Costa, Volney, Gelson (Marco Antônio), Amado, Carlinhos, Rogério, Edivaldo. Técnico: Tonho
Cruzeiro: Vítor (Gomes), Alves, Silva, Aílton, Luiz Cosme (Celso Roberto), Douglas, Mauro, Palhinha, Eduardo (Edu), Edmar, Tostão.
Nota: Os portões foram franqueados ao público e o estádio ficou lotado.

 

CAMPANHA COMO CAÇULA DA DIVISÃO ESPECIAL DO CAMPEONATO PAULISTA

Poucos dias depois da inauguração do Taquarão, iniciava-se o Campeonato Paulista, e nele se via, pela vez primeira, o famoso “Leão da Araraquarense”. Por se tratar de estreia, a presença do CAT na Especial revestiu-se de sucesso. O clube não somente permaneceu na Divisão principal como também colheu bons resultados.

Primeiro Turno

Dia 19.05.83 – CAT 0 x 2 Juventus, no Taquarão
Dia 22.05.83 – CAT 1 x 0 América, no Taquarão, gol de Bittencourt
Dia 29.05.83 – Portuguesa 2 x 2 CAT, no Canindé, gols de Amado e Edivaldo para o CAT
Dia 01.06.83 – CAT 0 x 1 Guarani, no Taquarão
Dia 12.06.83 – Comercial 0 x 0 CAT, em Ribeirão Preto
Dia 19.06.83 – CAT 2 x 1 Botafogo, no Taquarão, gols de Carlinhos Maracanã e Carlinhos para o CAT
Dia 22.06.83 – Santos 1 x 1 CAT, na Vila Belmiro, gol de Carlinhos Maracanã para o CAT
Dia 26.06.83 – XV de Jaú 1 x 0 CAT, em Jaú
Dia 03.07.83 – CAT 1 x 1 São Bento, no Taquarão, gol de Amado para o CAT.
Dia 06.07.83 – Ponte Preta 0 x 1 CAT, em Campinas, gol de Jarbas
Dia 10.07.83 – CAT 2 x 0 Corinthians, no Taquarão, gols de Edivaldo e Carlinhos Maracanã
Dia 13.07.83 – Ferroviária 2 x 0 CAT, em Araraquara
Dia 16.07.83 – CAT 0 x 0 Santo André, no Taquarão
Dia 20.07.83 – CAT 0 x 0 Marília, no Taquarão
Dia 24.07.83 – Internacional 2 x 1 CAT, em Limeira, gol de Amado para o CAT
Dia 27.07.83 – CAT 1 x 1 São Paulo, no Taquarão, gol de Nelsinho (contra) para o CAT
Dia 31.07.83 – São José 0 x 0 CAT, em São José dos Campos
Dia 04.08.83 – Palmeiras 5 x 1 CAT, no Parque Antarctica, gol de Sena para o CAT
Dia 07.08.83 – CAT 2 x 0 Taubaté, no Taquarão, gols de Sena e Edivaldo

Segundo turno

Dia 13.08.83 – Juventus 2 x 1 CAT, na Rua Javari, gol de Bittencourt para o CAT
Dia 21.08.83 – CAT 0 x 2 Ponte Preta, no Taquarão
Dia 28.08.83 – São Paulo 2 x 0 CAT, no Morumbi
Dia 04.09.83 – CAT 1 x 0 São José, no Taquarão, gol de Claudinho
Dia 07.09.83 – Marília 1 x 3 CAT, em Marília, gols de Edivaldo (3) para o CAT
Dia 11.09.83 – CAT 0 x 0 Comercial, no Taquarão
Dia 18.09.83 – CAT 1 x 1 Palmeiras, no Taquarão, gol de Sena
Dia 21.09.83 – Santo André 0 x 0 CAT, em Santo André
Dia 25.09.83 – Taubaté 0 x 1 CAT, em Taubaté, gol de Carlinhos Maracanã
Dia 28.09.83 – Guarani 4 x 1 CAT, em Campinas, gol de Jarbas para o CAT
Dia 02.10.83 – CAT 0 x 0 Ferroviária, no Taquarão
Dia 09.10.83 – CAT 2 x 0 Internacional, no Taquarão, gols de Jarbas e Sena
Dia 12.10.83 – América 1 x 0 CAT, em São José do Rio Preto
Dia 16.10.83 – CAT 1 x 0 Portuguesa, no Taquarão, gol de Edivaldo
Dia 19.10.83 – Corinthians 2 x 1 CAT, no Pacaembu, gol do Edson Alcântara para o CAT
Dia 23.10.83 – São Bento 3 x 1 CAT, em Sorocaba, gol de Edivaldo para o CAT
Dia 26.10.83 – CAT 3 x 1 XV de Jaú, no Taquarão, gols de Edson Alcântara (2) e Carlinhos Maracanã para o CAT
Dia 30.10.83 – Botafogo 1 x 0 CAT, em Ribeirão Preto
Dia 06.11.83 – CAT 0 x 3 Santos, no Taquarão

 

Campanha

Jogos – 38; Vitórias – 11; Empates – 12; Derrotas – 15
Gols a favor – 31; Gols contra – 41; Saldo negativo de 11
Artilheiros: Edivaldo, 8; Carlinhos Maracanã, 5; Sena, 4; Amado, Jarbas e Edson Alcântara, 3; Bittencourt, 2; Carlinhos, Claudinho e Nelsinho (do São Paulo, contra), 1

 

AMISTOSOS DO CAT EM 1983

Dia 10.02.83, em Taquaritinga – CAT 0 x 1 XV de Piracicaba
Dia 27.02.83, em Rio Claro – Velo Clube Rioclarense 1 x 0 CAT
Dia 02.03.83, em Mogi Guaçu – Guaçuano 1 x 0 CAT
Dia 13.03.83, em Leme – Lemense 1 x 1 CAT, gol de João Alfredo para o CAT
Dia 20.03.83, em Taquaritinga – CAT 0 x 0 América
Dia 03.04.83, em Taquaritinga – CAT 4 x 1 XV de Jaú, gols de Aurélio (3) e João Carlos para o CAT
Dia 06.04.83, em Taquaritinga – CAT 0 x 1 América
Dia 10.04.83, em Taquaritinga – CAT 2 x 2 Comercial, gols de Edivaldo e João Alfredo para o CAT
Dia 14.04.83, em Catanduva – Catanduvense 1 x 0 CAT
Dia 21.04.83, em Cambará (PR) – Matsubara (PR) 1 x 1 CAT, gol de Sérgio Miranda para o CAT
Dia 24.04.83, em Taquaritinga – CAT 2 x 2 Matsubara (PR), gols de Rogério e João Carlos para o CAT
Dia 01.05.83, no Taquarão – CAT 2 x 5 Cruzeiro (MG), gols de Amado e Carlinhos para o CAT
Dia 08.05.83, no Taquarão – CAT 0 x 0 Marília
Dia 11.11.83, em Jaboticabal – Jaboticabal 0 x 1 CAT, gol de Jarbas
Dia 20.11.83, no Taquarão – CAT 2 x 1 América, gols de Edson e Jorge Lima (contra) para o CAT

Fontes

CAT – 50 Anos – Sempre no Coração dos Taquaritinguenses – Hamilton Roberto Aiéllo – Revista do CAT, do Diário “Cidade de Taquaritinga” – 1992, setembro
Almanaque do Cruzeiro, de Henrique Ribeiro
Futepoca (Futebol, Política e Cachaça), blog, dia 31.12.2007
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

MUSEU DO FUTEBOL E ESPORTES DE ARARAQUARA

Inaugurado no dia 10 de março de 2010, momentos antes da realização do jogo entre Ferroviária e Penapolense, válido pelo Campeonato Paulista da Série A3, o Museu do Futebol e Esportes de Araraquara é uma unidade museológica da Prefeitura Municipal de Araraquara, vinculada à Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura, e oferece aos seus visitantes a possibilidade de uma ampla consulta ao acervo relacionado às práticas esportivas em Araraquara, tais como: uniformes, troféus, fotos e vídeos, faixas e flâmulas comemorativas, jornais e revistas esportivas, e outros objetos.
Além do futebol profissional da cidade, com ênfase à AFE – Associação Ferroviária de Esportes –, o visitante também poderá encontrar materiais relativos ao futebol amador, basquetebol, voleibol, ciclismo, atletismo, futebol de salão, entre outros esportes. Também há registros sobre os cronistas esportivos locais.
O ambiente é todo temático, com banners retratando imagens do esporte araraquarense em geral.

Exposição permanente: As Glórias da Ferroviária.

Exposições temporárias: em paralelo à exposição permanente, são feitas exposições temporárias de acordo com um tema específico, tornando o espaço sempre atrativo.

Localização: Estádio Arena da Fonte, à Rua Mauro Pinheiro s/nº – (16) 3322.2207
Horário de visitação: O Museu do Futebol e Esportes de Araraquara funciona de terça a sexta-feira, das 8:00 às 17:00 horas, e aos sábados, das 08:30 às 12:00 horas.
Monitores: funcionários municipais lotados no Museu desde a sua inauguração, os Monitores Gustavo Ferreira Luiz e José Roberto de Oliveira Disperatti recebem os visitantes cordial e gentilmente, explicando com entusiasmo tudo o que é exposto, pois são esportistas convictos e torcedores inveterados da Ferrinha.
É expressivo o número de assinaturas de visitantes registrado em livro de presença, nestes dois anos de existência do Museu, que se completam em 10 de março de 2012.

FONTE:
Folheto da Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara
Fotos tiradas no Museu por Paulo Luís Micali
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

QUEM GANHOU MAIS: RIO OU SÃO PAULO?

Uma rivalidade iniciada nos “tempos primitivos” do futebol no Brasil. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro medem forças e lutam pela hegemonia do esporte mais popular do país. Quem ganhou mais? Quem levantou mais títulos? Os números são mostrados a seguir.

Taça dos Campeões Estaduais SP-RJ (São Paulo 14 x 4 Rio de Janeiro)
Taça Salutaris: 1911 – Associação Atlética das Palmeiras (SP)
Taça dos Campeões Estaduais de SP e RJ: 1915 – Associação Atlética São Bento (SP)
Taça Ioduran: 1917 – América (RJ); 1918 – Paulistano (SP); 1919 – Fluminense (RJ)
Taça dos Campeões Estaduais de SP e RJ:
1927 – Palestra Itália; 1930 – Corinthians; 1931 – Botafogo; 1937 – Vasco da Gama; 1941 – Corinthians; 1942 – Palmeiras; 1943 – São Paulo; 1947 – Palmeiras; 1953 – São Paulo; 1956 – Santos; 1957 – Santos; 1985 – São Paulo; 1986 – Internacional de Limeira

Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (Rio 14 x 13 São Paulo)
1922 – São Paulo; 1923 – São Paulo; 1924 – Rio; 1925 – Rio; 1926 – São Paulo; 1927 – Rio; 1928 – Rio; 1929 – São Paulo; 1931 – Rio; 1933 – São Paulo; 1934 – São Paulo; 1935 – Rio; 1936 – São Paulo; 1938 – Rio; 1939 – Rio; 1940 – Rio; 1941 – São Paulo; 1942 – São Paulo; 1943 – Rio; 1944 – Rio; 1946 – Rio; 1950 – Rio; 1952 – São Paulo; 1954 – São Paulo; 1956 – São Paulo; 1959 – São Paulo; 1987 – Rio

Torneio Rio-São Paulo (São Paulo 18 x 10 Rio)
1933 – Palestra Itália; 1950 – Corinthians; 1951 – Palmeiras; 1952 – Portuguesa; 1953 – Corinthians; 1954 – Corinthians; 1955 – Portuguesa; 1957 – Fluminense; 1958 – Vasco; 1959 – Santos; 1960 – Fluminense; 1961 – Flamengo; 1962 – Botafogo; 1963 – Santos; 1964 – Botafogo e Santos; 1965 – Palmeiras; 1966 – Botafogo, Vasco, Santos e Corinthians; 1993 – Palmeiras; 1997 – Santos; 1998 – Botafogo; 1999 – Vasco; 2000 – Palmeiras; 2001 – São Paulo; 2002 – Corinthians

Taça Brasil (São Paulo 7 x 1 Rio)
1960 – Palmeiras; 1961 – Santos; 1962 – Santos; 1963 – Santos; 1964 – Santos; 1965 – Santos; 1967 – Palmeiras; 1968 – Botafogo

Taça de Prata (São Paulo 3 x 1 Rio)
1967 – Palmeiras; 1968 – Santos; 1969 – Palmeiras; 1970 – Fluminense

Brasileirão (São Paulo 18 x 12 Rio)
1972 – Palmeiras; 1973 – Palmeiras; 1974 – Vasco; 1977 – São Paulo; 1978 – Guarani; 1980 – Flamengo; 1982 – Flamengo; 1983 – Flamengo; 1984 – Fluminense; 1986 – São Paulo; 1989 – Vasco; 1990 – Corinthians; 1991 – São Paulo; 1992 – Flamengo; 1993 – Palmeiras; 1994 – Palmeiras; 1995 – Botafogo; 1997 – Vasco; 1998 – Corinthians; 1999 – Corinthians; 2000 – Vasco; 2002 – Santos; 2004 – Santos; 2005 – Corinthians; 2006 – São Paulo; 2007 – São Paulo; 2008 – São Paulo; 2009 – Flamengo; 2010 – Fluminense; 2011 – Corinthians

Copa do Brasil (São Paulo 7 x 4 Rio)
1990 – Flamengo; 1995 – Corinthians; 1998 – Palmeiras; 2002 – Corinthians; 2004 – Santo André; 2005 – Paulista de Jundiaí; 2006 – Flamengo; 2007 – Fluminense; 2009 – Corinthians; 2010 – Santos; 2011 – Vasco

Copa dos Campeões (Rio 1 x 1 São Paulo)
2000 – Palmeiras; 2001 – Flamengo

Torneio Intercontinental (São Paulo 4 x 1 Rio)
1962 – Santos; 1963 – Santos; 1981 – Flamengo; 1992 – São Paulo; 1993 – São Paulo

Mundial de Clubes da FIFA (São Paulo 2 x 0 Rio)
2000 – Corinthians; 2005 – São Paulo

Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões (Rio 1 x 0 São Paulo)
1948 – Vasco

Copa Libertadores (São Paulo 7 x 2 Rio)
1962 – Santos; 1963 – Santos; 1981 – Flamengo; 1992 – São Paulo; 1993 – São Paulo; 1998 – Vasco; 1999 – Palmeiras; 2005 – São Paulo; 2011 – Santos

Copa Rio (Rio 1 x 1 São Paulo)
1951 – Palmeiras; 1952 – Fluminense

Copa Mercosul (Rio 2 x 1 São Paulo)
1998 – Palmeiras; 1999 – Flamengo; 2000 – Vasco

Supercopa Libertadores (São Paulo 1 x 0 Rio)
1993 – São Paulo

Copa Conmebol (São Paulo 2 x 1 Rio)
1993 – Botafogo; 1994 – São Paulo; 1998 – Santos

Recopa Sul-Americana (São Paulo 2 x 0 Rio)
1993 – São Paulo; 1994 – São Paulo

Copa Ouro da Conmebol (Rio 1 x 0 São Paulo)
1996 – Flamengo

Copa Master Conmebol (São Paulo 1 x 0 Rio)
1996 – São Paulo

Supercopa Sul-Americana (São Paulo 1 x 0 Rio)
1968 – Santos

Recopa Mundial (São Paulo 1 x 0 Rio)
1968 – Santos

Obs.: Não incluímos divisões inferiores neste levantamento: Campeonato Brasileiro das Séries B, C e D.

Participação dos clubes grandes de São Paulo e Rio nas conquistas:
Santos, 24 títulos; São Paulo e Palmeiras, 21; Corinthians, 16; Flamengo, 13; Vasco, 12; Botafogo, 8; Fluminense, 7

Total de títulos conquistados por São Paulo: 104 (65%)
Total de títulos conquistados pelo Rio de Janeiro: 56 (35%)

FONTES:
Wikipédia
RSSSF
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Ferroviária x Botafogo

O BOTA-FERRO EM AMISTOSOS

Botafogo de Ribeirão Preto e Ferroviária de Araraquara sempre disputaram grandes partidas, criando uma das maiores rivalidades do interior paulista, no tradicional embate que se popularizou como BOTA-FERRO. Mesmo em amistosos os tricolores da Terra do Café e os grenás da Morada do Sol aplicavam-se com entusiasmo. Até que esses clubes se apartaram, cada qual disputando uma divisão diferente do Campeonato Paulista. E os amistosos transformaram-se em simples jogos-treino. Os jogos oficiais de competição, válidos pelo Campeonato Paulista são bastante difundidos, havendo boa literatura a respeito. Apresentamos aqui os jogos menos divulgados, amistosos registrados no período de 1952 a 1988.

27.01.1952 – Ferroviária 6 x 3 Botafogo
03.02.1952 – Botafogo 2 x 1 Ferroviária
20.09.1953 – Botafogo 1 x 0 Ferroviária
08.08.1954 – Ferroviária 1 x 0 Botafogo
15.08.1954 – Botafogo 3 x 3 Ferroviária
14.08.1955 – Ferroviária 3 x 2 Botafogo
21.08.1955 – Botafogo 1 x 3 Ferroviária
17.03.1957 – Ferroviária 2 x 1 Botafogo
11.05.1958 – Ferroviária 2 x 0 Botafogo
25.03.1959 – Botafogo 1 x 4 Ferroviária
16.02.1960 – Botafogo 4 x 2 Ferroviária
12.03.1960 – Ferroviária 3 x 2 Botafogo
28.04.1963 – Ferroviária 3 x 3 Botafogo
05.05.1963 – Botafogo 0 x 1 Ferroviária
13.02.1965 – Botafogo 3 x 2 Ferroviária

19.02.1967 – Botafogo 1 x 2 Ferroviária (Torneio de Ribeirão Preto, vencido pela Ferroviária)
09.04.1967 – Ferroviária 1 x 0 Botafogo (Torneio de Goiânia, vencido pela Ferroviária)
11.04.1965 – Ferroviária 3 x 2 Botafogo
19.06.1972 – Botafogo 0 x 2 Ferroviária
29.05.1982 – Ferroviária 0 x 2 Botafogo
09.06.1982 – Botafogo 2 x 0 Ferroviária
12.11.1986 – Ferroviária 1 x 2 Botafogo
10.07.1988 – Botafogo 3 x 1 Ferroviária
17.07.1988 – Ferroviária 1 x 0 Botafogo

Foram 24 jogos amistosos, apontando 14 vitórias da Ferroviária, 8 do Botafogo e 2 empates. A Locomotiva assinalou 47 tentos e o Pantera, 38. Saldo grená de 9 gols.

FONTES:
Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (cópia no Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, situado na Arena Fonte Luminosa)
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

CLUBE ATLÉTICO TAQUARITINGA (CAT)

Mascote: Leão

O PRIMEIRO ANO DE ATIVIDADES DO CAT (1942)
Fundado no dia 17 de março de 1942, o Clube Atlético Taquaritinga iniciou suas atividades futebolísticas logo no mês seguinte. Os cinco primeiros jogos, todos realizados em casa, resultaram em vitórias. O sucesso cateano, já na primeira temporada, foi valorizado pelos adversários que enfrentou. Entre eles, no encerramento da temporada, como presente à torcida de Taquaritinga, a Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas aí, claro, falou mais alto o poderio esmeraldino.

Jogo nº 1 – CAT 3 x 2 Internacional de Bebedouro
Dia 26 de abril de 1942, no Estádio Antônio Storti, em Taquaritinga
Árbitro: Romeu Amatuzzi
Gols: Atlas (2) e Dema para o CAT; Nelsinho Girardi (2) para o Inter. Uma curiosidade: todos os gols da partida foram anotados por jogadores nascidos em Taquaritinga.
Entraram em campo e posaram para a foto histórica, pelo CAT, os seguintes atletas: Piq Tot, Padeiro, Armando Girardi, Dito, Moacir, Gagliano (capitão), Paulinho, Jorge, Terra, Atlas, Tim Lombardi, Fogaça, Nenê Micali, Nelson Parise, Dema e Walter.

Foto histórica do primeiro jogo do CAT antes do início da partida.

Jogo nº 2 – CAT 5 x 1 Cravinhense (de Cravinhos)
Dia 10 de maio de 1942, em Taquaritinga.

Jogo nº 3 – CAT 3 x 1 Paulista de Araraquara
Dia 31 de maio de 1942, em Taquaritinga.

Jogo nº 4 – CAT 4 x 0 Palestra de São José do Rio Preto
Dia 21 de junho de 1942, em Taquaritinga.

Jogo nº 5 – CAT 3 x 2 C.A. Monte Azul
Dia 5 de julho de 1942, em Taquaritinga
Árbitro: Romeu Amatuzzi
Gols do CAT: Tatias (2) e Dema
CAT: Armando; Pelocha e Luizinho; Dito, Gagliano e Moacir; Atlas, Nenê, Tatias, Nelsinho e Dema. Nelson Parise entrou durante o jogo.

Jogo nº 6 – CAT 2 x 2 Rio Preto E.C.Dia 12 de julho de 1942, em Taquaritinga
Árbitro: Artur Frenderick
Gols do CAT: Atlas e Tatias; Gols do Rio Preto: Bonge e Ernani
CAT: Armando; Luizinho (Dito) e Pelocha; Lulu, Zé Preto e Moacir; Atlas, Nenê, Tatias, Nelson Parise e Dema
Rio Preto: Pedrinho; Salim e Ciríaco; Paulo, Túlio e Paraguay; Ernani, Palaquim, Delposto, Bonge e Biriguy (Durval)

Jogo nº 7 – Palestra de Rio Preto 0 x 0 CAT
Dia 19 de julho de 1942. Aconteceu em São José do Rio Preto a primeira apresentação do CAT fora de casa.

Jogo nº 8 – CAT 5 x 2 Velo Clube Rioclarense
Dia 26 de julho de 1942, em Taquaritinga
Árbitro: Romeu Amatuzzi; Renda: recorde, de quase 2 contos de réis
Gols do CAT: Tatias (2), Nelson Parise (2) e Atlas
CAT: Armando; Pelocha e Luizinho; Dito, Zé Preto e Moacir; Atlas, Tatias, Nenê, Nelson Parise e Dema

Jogo nº 9 – CAT 4 x 1 São Paulo Goyas de Bebedoruo
Dia 9 de agosto de 1942, em Taquaritinga
Árbitro: Romeu Amatuzzi
Gols do CAT: Nenê (2), Nelson Parise e Luizinho
CAT: Armando; Luizinho e Padeiro; Dito, Túlio e Moacir; Atlas, Tatias, Nenê, Nelson Parise (Gagliano) e Nelsinho (Dema)
Preliminar: CAT (2º Quadro 3 x 2 Escola de Farmácia e Odontologia de Araraquara

Jogo nº 10 – CAT 3 x 2 Guarani de CatanduvaDia 30 de agosto de 1942, em Taquaritinga
Árbitro: Eustáquio Pozzetti
Gols do CAT: Tatias (2) e Dema; Gols do Guarani: Logu (2)
CAT: Armando; Adolfo e Luizinho; Dito, Changai e Moacir; Atlas, Lima, Tatias, Nelson Parise e Dema
Guarani de Catanduva: Edgar; Bazoni e Santana; Cafelândia, Baiano e Santiago; Barcelona, Messias, Gaiola, Grané e Logu

Jogo nº 11 – CAT 3 x 0 Luzitana de BauruDia 6 de setembro de 1942, em Taquaritinga
Árbitro: Eustáquio Pozzetti
Gols: Dema (2) e Nelson Parise
CAT: Buck; Adolfo e Luizinho; Dito, Changai e Moacir; Atlas, Tatias, Nelson Parise e Dema

Jogo nº 12 – Paulista de Araraquara 5 x 1 CATDia 16 de setembro de 1942, em Araraquara
Gol do CAT: Tatias
Observação: Primeira derrota da história do CAT, para o forte Paulista de Araraquara. O elenco cateano foi para a Morada do Sol acompanhado de enorme caravana, que se acomodou em 11 carros de uma composição da E.F.A. (Estrada de Ferro da Araraquarense), bem recebida na gare de Araraquara.

Jogo nº 13 – Guarani de Catanduva 0 x 1 CAT
Dia 20 de setembro de 1942, em Catanduva
Árbitro: Orozimbo Santana (de Ariranha)
Gol: Dema
Obs.: Primeira vitória cateana fora de casa.

Jogo nº 14 – CAT 1 x 2 Paulista de São Carlos
Dia 27 de setembro de 1942, em Taquaritinga
Gol do CAT: Luizinho
Gols do Paulista de São Carlos: Zuza (2)
Obs.: Primeira derrota do CAT em casa.

Jogo nº 15 – CAT 1 x 4 S.P.R. (de São Paulo)Dia 18 de outubro de 1942, em Taquaritinga
Gol do CAT: Nelson Parise

Jogo nº 16 – Paulista de Araraquara 2 x 3 CATDia 8 de novembro de 1942, no Estádio Municipal de Araraquara
Gols do CAT: Nenê (2) e Dema
Obs.: Vitória expressiva, fora de casa, para um forte oponente.

Jogo nº 17 – CAT 1 x 1 Seleção Santista
Dia 15 de novembro de 1942, feriado nacional, em Taquaritinga
Obs.: Jogo renhidamente disputado, contra uma qualificada Seleção de jogadores da cidade de Santos.

Jogo nº 18 – CAT 5 x 0 Internacional de Limeira
Dia 28 de novembro de 1942, em Taquaritinga
Gols: Atlas (3), Nelson Parise e Nenê
Obs.: Vitória marcante do LEÃO, apelido recebido pelo CAT.
Nota curiosa: um esportista de Limeira apitava o jogo. Em dado momento, o capitão do CAT dirigiu-lhe uma reclamação. O juiz entregou o apito, negando-se a seguir dirigindo o encontro. Gagliano Pagliuso apitou o restante do jogo.

Jogo nº 19 – CAT 0 x 6 S.E. Palmeiras
Dia 13 de dezembro de 1942, no Estádio Municipal de Taquaritinga
Gols palmeirenses: Villadoniga (3), todos no 1º tempo; Cabeção, Joane e Brandão, no 2º
Formação do Palmeiras: Clodô; Celestino e Carnera; Gengo, Américo e Del Nero; Ministrinho, Waldemar Fiúme, Cabeção, Villadoniga e Joane. Entraram no transcurso do prélio: Brandão, Romeu Pellicciari, Oliveira, Goliardo e Gabardo. Técnico: Mário Minervino

Resumo da temporada de 1942:
Jogos – 19; Vitórias – 12; Empates – 3; Derrotas – 4
Gols marcados – 48; Gols sofridos – 33; Saldo positivo – 15
Foram 15 jogos em Taquaritinga e 4 em outras localidades.
Dos 48 gols assinalados pelo CAT, em 1942, 34 têm o seu autor conhecido. São eles:
Tatias, 8 gols; Atlas e Dema, 7; Nelson Parise e Nenê, 5. Luizinho, 2.

FONTES:
Aiéllo, Hamilton Roberto, CAT – 50 Anos – Sempre no Coração dos Taquaritinguenses, uma publicação do Diário “Cidade de Taquaritinga”, setembro de 1992.
Unzelte, Celso Dario & Venditti, Mário Sérgio, Almanaque do Palmeiras, Abril (Placar).
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

JOGOS INTERNACIONAIS DA FERROVIÁRIA NA FONTE LUMINOSA
O time principal da Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara realizou quatro partidas internacionais no estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte Luminosa).

Primeiro jogo internacional na Fonte:

Ferroviária 4 x 0 A.C. Napoli (Itália)
Dia 9 de junho de 1968, domingo à tarde
Árbitro: Oscar Scolfaro (FPF)
Renda: NCr$ 120.000,00
Expulsão: Teodoro (AFE), 35’ do 2º tempo
Gols: Bebeto, 28’ do 1º tempo; Zé Luís, 10’, 19’ e 26’ do 2º tempo
Ferroviária: Machado; Baiano, Fernando, Rossi e Fogueira; Bebeto (Teodoro) e Bazzani; Valdir, Maritaca (Zé Luiz), Téia e Pio. Técnico: Diede José Gomes Lameiro (despediu-se neste jogo).
Napoli: Gumman; Michele, Pogliano (Nardini), Zulini e Girardo (Montefusco); Stente e Cané; Orlando, Bianchi, Di Giacomo e Bortavi.
Notas: Amistoso em comemoração ao bicampeonato do interior (1967/68) e a consequente conquista, pela segunda vez, do Troféu Folha de São Paulo. O Napoli era, na ocasião, o vice-campeão da Itália. Os afeanos receberam as faixas de bicampeões do Interior Paulista das mãos dos jogadores napolitanos. Antes deste jogo, o Napoli havia jogado em São Paulo contra o Palmeiras (1 x 1) e em Campinas, contra a Ponte Preta (1 x 1). A delegação napolitana se hospedou na Usina Morganti, gentilmente cedida pela família Morganti. Na noite de 7/6/68, a delegação do Napoli foi recepcionada na Agência do Consulado Italiano em Araraquara, residência do dr. Boaventura Gravina, com um coquetel, por volta das 18 horas. Às 19h, no Restaurante Internacional, na Fonte Luminosa, foi servido um banquete ao pessoal visitante.

Segundo jogo internacional na Fonte:

Ferroviária 3 x 1 Seleção da Coreia do Sul
Dia 3 de fevereiro de 1971, quarta-feira (noite)
Árbitro: José de Oliveira (FPF)
Renda: Cr$ 2.056,00
Ferroviária: Getúlio (Carlos Alberto); Baiano (Mariani), Fernando, Ticão e Zé Carlos; Ademir e Bazzani (Muri); Buião, Nicanor (Zé Luiz), Lance e Nei. Técnico: Almeida.
Coreia do Sul: Yonn; Chol, Che, Mo, Ky Wok e Hokim; Hi Kyo e Ye Chon; Soo Duk, The Tank, Chung e Kyu Poong.

Terceiro jogo internacional na Fonte:

Ferroviária 1 x 0 Casale (Itália)
Dia 1 de julho de 1975, terça-feira (noite)
Árbitro: Theobaldo Roberto Alves dos Santos (Liga Araraquarense de Futebol)
Gol: Vagner, 25’ do 1º tempo
Ferroviária: Sérgio (Lula); Marinho, Mauro (Sérgio Miranda), Ticão e Zé Carlos (Maurício); Helinho (João Carlos) e Laerte (Palhares); Freitas, Vagner, Reinaldo e Adílson. Técnico: Vail Mota.
Casale: Trombin; Gilardino, Girino (Pelegrini), Fait e Depertrini; Morronjo e Bosca; Cordioli, Trevisan (Grillo), Catarci e Polvar.
Nota: A equipe italiana Associazzone Calcio Jr. Casale, da cidade de Casale Monferrato, se sagrara campeã da Segunda Divisão e recebera como prêmio a viagem para excursionar pelo Brasil.

Quarto jogo internacional na Fonte:

Ferroviária 1 x 1 Seleção Pré-Olímpica de Cuba
Dia 14 de abril de 1988, quinta-feira, 21h
Finalidade: Amistoso em comemoração ao aniversário (38 anos) da AFE
Árbitro: Adriano Tito Corrêa (FPF)
Renda: Cz$ 120.800,00
Público: 702 pagantes e 202 menores
Gols: Américo Luiz (contra), 39’ do 1º tempo para a AFE; Piedro, 25’ do 1º tempo para Cuba
Ferroviária: Pavão; Wallace, Mauro Pastor (Léo), Nenê Cardoso e Julimar (Nonoca); Helinho, Betão e Meinha (Nandinho); Toquinho (Tim), Jones e Valdo (Valdecir). Técnico: Sérgio Clérice.
Seleção Pré-Olímpica de Cuba: Argulez; Américo Luiz (Plácido), Delgado, Caro e Rodríguez; Rivero (Palmero), Isaac e Ramón (Saez); Raimundo García, Piedro e Carlos González.

FONTES:
Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara – Arena Fonte Luminosa);
CIRINO, Luís Marcelo Inaco ; Fonte Luminosa – Ferroviária; Pontes, 2005.
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA ARARAQUARA (ADA)

A Associação Desportiva Araraquara (ADA) foi fundada em 9 de janeiro de 1952, pelo engenheiro Antônio Tavares Pereira Lima, o mesmo fundador da Associação Ferroviária de Esportes (AFE), em 1950. Aliás, esse dinâmico esportista havia também fundado, em 1946, o América de São José do Rio Preto.
Nascida da fusão de dois clubes fortes da cidade de Araraquara – Paulista F.C. e São Paulo F.C. – a ADA passou a rivalizar com a Ferroviária. O “derby” então em evidência, reunindo ADA e Ferroviária era denominado FERRO-ADA. Ambas as agremiações disputavam a divisão de acesso, tentando subir para a Primeira Divisão do futebol paulista. A Ferroviária foi mais feliz, conseguindo o feito em 1956, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão referente ao ano de 1955. Mas a cidade de Araraquara esteve dividida entre torcedores que defendiam ferrenhamente as cores azuis da ADA e as cores grenás da Ferroviária.
Embora a ADA encerrasse as atividades ainda na década de 1950, a rivalidade permaneceu entre os torcedores. Até hoje ainda há resquícios desse confronto.

Associação Desportiva Araraquara (ADA) - fundada em 9 de janeiro de 1952

Apresentamos, a seguir, a ficha técnica de dois jogos realizados pela ADA em 1954, válidos pela Divisão de Acesso do Campeonato Paulista.

Dia 21 de fevereiro de 1954
ADA 2 x 0 Rio Preto
Estádio Municipal de Araraquara (SP)
Árbitro: Antero Júnior
Renda: Cr$ 13.000,00
Gols: Elvo (pênalti), 1º tempo; e Afonso (falta), 2º tempo
ADA: Sandro; Saltore e Avelino; Joãozinho, Itamar e Monte; Afonso, Cabelo, Elvo, Waldemar e Oliveira.
Rio Preto: Pacau; Odilon e Laudelino; Renê, Espanador e Colim; Ataíde, Miltinho, Canhotinho e Tampinha.
Obs.: Falta um jogador na escalação do Rio Preto, mas é como consta na fonte que utilizamos.

Dia 7 de março de 1954
Palmeiras (de Franca) 2 x 2 ADA
Local: Franca (SP)
Árbitro: Abílio Ramos
Renda: Cr$ 20.000,00 (aproximadamente)
Gols: Elvo, 31’ e Paraguaio, 34’ do 1º tempo para a ADA; Fernando, 42’ do 1º tempo e 26’ do 2º tempo para o Palmeiras de Franca
Palmeiras (Franca): Toninho; Doleite e Zarilo; Baré, Osvaldo e Stacis; Guilherme, Edson, Acosta, Fernando e Tom Mix.
ADA: Sandro; Saltore e Avelino; Joãozinho, Itamar e Monte; Jarbas, Paraguaio, Elvo, Cabelo e Oliveira.

FONTE:
O Imparcial Esportivo, edições de 22 de fevereiro de 1954 e 8 de março de 1954.
Foto do Escudo tirada de réplica da camisa da ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA ARARAQUARA (ADA), por Paulo Luís Micali.
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Foto da Equipe: Foto divulgação/internet
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

PALMEIRAS ESPORTE CLUBE, DA VILA XAVIER


O PALMEIRAS ESPORTE CLUBE, DA VILA XAVIER, FOI UMA DAS MAIORES FORÇAS DO FUTEBOL AMADOR DE ARARAQUARA. ENTRE OUTRAS CONQUISTAS, VENCEU O AMADORZÃO EM 1969 e 1976, SENDO VICE-CAMPEÃO EM 1981. POSSUÍA ESTÁDIO E UMA BELA SEDE SOCIAL, HOJE MUNICIPALIZADA.
POPULARMENTE, ERA CHAMADO DE PALMEIRINHAS DA VILA.

Foto tirada de réplica da camisa do PALMEIRAS ESPORTE CLUBE, DA VILA XAVIER, por Paulo Luís Micali.

Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

GRACIANAUTO FUTEBOL CLUBE

GRACIANAUTO FUTEBOL CLUBE, DO BAIRRO DO CARMO, CAMPEÃO EM DIVERSAS COMPETIÇÕES COMO TAÇA GAZETA ESPORTIVA E CAMPEONATO AMADOR DA SEGUNDA DIVISÃO.

Foto tirada de réplica da camisa do GRACIANAUTO FUTEBOL CLUBE, por Paulo Luís Micali.

Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

SANTANA FUTEBOL CLUBE

SANTANA FUTEBOL CLUBE, DO BAIRRO DE MESMO NOME, FOI FUNDADO EM 10 DE MAIO DE 1931, CONVERTENDO-SE EM FORTE COMPETIDOR NAS DISPUTAS DO AMADORZÃO LOCAL.

Foto tirada de réplica da camisa do SANTANA FUTEBOL CLUBE, por Paulo Luís Micali.
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA FERROVIÁRIA - BAIRRO DE VILA XAVIER (ARARAQUARA/SP)

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA FERROVIÁRIA, TRADICIONAL AGREMIAÇÃO DO BAIRRO DE VILA XAVIER (ARARAQUARA/SP)

Foto tirada de réplica da camisa da ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA FERROVIÁRIA, por Paulo Luís Micali.
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

ESTRELA FUTEBOL CLUBE, DO BAIRRO DE VILA VELOSA - ARARAQUARA /SP

ESTRELA FUTEBOL CLUBE, DO BAIRRO DE VILA VELOSA – ARARAQUARA/SP
Campeão amador de Araraquara em 1968.
Foto tirada de réplica da camisa do Estrela Futebol Clube, por Paulo Luís Micali.
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)

 

Escudo: Esporte Clube Andaray - Araraquara / SP


O Esporte Clube Andaray, do bairro do Carmo, diversas vezes campeão da cidade de Araraquara.
Campeão amador de Araraquara em 1960, 1963, 1966.

Foto tirada de réplica da camisa do Esporte Clube Andaray, por Paulo Luís Micali
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)

 

Escudo: Equipe da Usina Tamoio - Araraquara/SP

A USINA TAMOIO FOI CAMPEÃ AMADORA DE ARARAQUARA EM 1979
Foto tirada de réplica da camisa da Usina Tamoio, por Paulo Luís Micali
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)

 

O GRÊMIO FOI CAMPEÃO AMADOR DE ARARAQUARA EM 1974

Foto tirada de réplica da camisa do Grêmio Desportivo da Polícia Militar, por Paulo Luís Micali.
Fonte: Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)

 

O estádio Adhemar Pereira de Barros, de Araraquara, mais conhecido como estádio da Fonte Luminosa, foi inaugurado em 1951.
Em 2009, passando por total reformulação, ele foi transformado na Arena Fonte Luminosa.
A inauguração da Arena deu-se em 22.10.2009, uma quinta-feira, às 21 horas.
Jogaram, pela Copa Paulista, Ferroviária e Ituano, com vitória grená por 2 a 1. O lateral esquerdo Fernando Luís marcou o primeiro gol da Arena da Fonte, aos 35 minutos do primeiro tempo, de cabeça. Daniel Faria, aos 2 do segundo, anotou o tento do Ituano. E o gol da vitória afeana aconteceu aos 29 minutos da etapa final, através do atacante Joel.
Nesse jogo de reabertura do estádio, deu-se a quebra do recorde de público no local, registrando-se a presença de 21.254 pessoas.
Dirigiu o jogo histórico, Wander Escardine (FPF).
Ferroviária: Marcão; Feijão, André, Amarildo e Fernando Luís; Henrique, Assis, Biro (Daniel) e Felipe Dias; Laertinho (Joel) e Guilherme Alves (Leandro Banana). Técnico: João Martins.
Ituano: Éder; Gilberto Flores, Cazão, Cristiano e Ricardo; Diego Faria, Emerson, Hudson (Thiago) e Ângelo (Fabrício); Daniel e Daniel Reis (Flávio). Técnico: Mazzola.
Até esta data (13.02.2012), o time principal da Ferroviária realizou 48 jogos na Arena Fonte Luminosa. Obteve 26 vitórias, sofreu 15 derrotas e empatou em 7 ocasiões. Anotou 73 gols contra 60 dos adversários.
Fontes: Ferroviária em Campo (Vicente Henrique Baroffaldi), Pontes Editores, 2010.
Arquivo pessoal do autor.
Fotos: Paulo Luís Micali
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Sinopse:
Ferroviária Em Campo é um estudo sobre os 60 anos de futebol da Ferroviária de Araraquara; um retrospecto da caminhada do clube ao longo de seis décadas. Enfoca fundamentalmente os dados estatísticos e demonstra que, não obstante as adversidades enfrentadas pelos clubes interioranos, a Ferroviária não apenas subsiste como também consegue ter números positivos em levantamentos que se faça nos cenários internacional, nacional e estadual. Sua história é expressiva, tendo sido contada com propriedade por catedráticos da qualidade de um prof. Antônio Jorge Moreira e de um dr. Luís Marcelo Inaco Cirino, nos quais o autor deste ensaio se inspirou para conduzir a sua pesquisa. A motivação maior é prestar uma homenagem à agremiação que tanto divulga o nome de Araraquara, bem como à sua apaixonada torcida. Quantas vezes a vibrante torcida da Ferrinha não terá ouvido, no transcurso desse tempo, nas transmissões das emissoras de rádio, emitida por empolgados locutores e repórteres de campo, a expressão Ferroviária em campo, e a partir daí se desencadeando fortes emoções?

Editora
Pontes Editores
Ano 2010 Páginas 219
ISBN 9788571133280

 

Sinopse:
“XV – O Alviceleste do Carmo” – Histórias da várzea com pitadas de memórias grenás .
Este livro aborda a história do XV de Novembro Futebol Clube, time varzeano que se formou no bairro do Carmo, em Araraquara, em setembro de 1968 e que vingou até o início da década seguinte, mais exatamente em janeiro de 1973. Trata, numa linguagem informal e bem humorada, da trajetória de um time descompromissado, distante de competições oficiais, vertendo suas atividades apenas para jogos amistosos que serviram de entretenimento a um grupo de esportistas amantes da prática salutar do futebol. Destaca também a caminhada da Ferroviária de Araraquara no mesmo período. As passagens são narradas paralelamente, ganhando, a gloriosa Locomotiva, um espaço especial.
Detalhes:
Autor: BAROFFALDI, VICENTE HENRIQUE
Editora: ED. PONTES
ISBN: 9788571133549
Número de páginas: 154
Ano de Publicação: 2011
Pedidos pelos e-mails: alvicelestedocarmo@gmail.com

 

O Clube de Regatas  Vasco da Gama faz parte da história da Associação Ferroviária de Esportes (AFE) de Araraquara.

Quando a Ferroviária iniciava a prática do futebol, em 1951, e inaugurava o seu estádio, o cruzmaltino foi convidado para a festa.

Assim, no dia 10 de junho de 1951, um domingo, a AFE fazia o sexto jogo de sua história enfrentando o time mais forte do Brasil, na época.
Não foi páreo. Já no primeiro tempo o Vasco estabelecia 5 a 0 e parava no segundo tempo. Friaça deu show e anotou 4 gols. O estádio, tido como o melhor
do interior, ficou lotado e a torcida vibrou com a abertura de um novo local de espetáculos e com a exibição do Vasco.

A ficha do jogo:

Ferroviária 0 x 5 Vasco da Gama

Data: 10 de junho de 1951, domingo

Local: Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte Luminosa), em Araraquara (SP)

Finalidade: Amistoso Interestadual para inauguração do estádio

Árbitro: Alberto da Gama Malcher (Federação Carioca de Futebol)

Auxiliares: Ernani Salvador Volpi e Rolando Volpi,  da LAF (Liga Araraquarense de Futebol)

Renda: Superior a Cr$ 300.000,00

Gols: Friaça (4) e Tesourinha

Ferroviária: Sandro (Tino); Sarvas (Espanador) e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel (Rudge); Guardinha (Baltazar), Fordinho (Milton Viana), Marinho (Fordinho), Gonçalves e Baltazar (Tonhé). Técnico: Zezinho Silva

Vasco da Gama: Barbosa; Augusto (Laerte) e Clarel; Ipojucan (Lola), Danilo e Alfredo; Tesourinha, Ademir (Amorim), Friaça, Maneca (Ipojucan) e Djair (Chico). Técnico: Flávio Costa

Preliminar: Amadores da AFE 1 x 0 ACEA (Associação dos Cronistas Esportivos de Araraquara), gol de pênalti.

 

Já em 1959, o Vasco voltou a ser convidado para nova inauguração. Desta feita, do sistema de iluminação do estádio da Fonte Luminosa. Em jogo bastante disputado, o placar final apontou empate de 3 a 3.

Os dados:

Ferroviária 3 x 3 Vasco da Gama

Data: 15 de abril de 1959, quarta-feira

Local: Estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros (Fonte
Luminosa), em Araraquara (SP)

Finalidade: Amistoso Interestadual para inauguração oficial do sistema de iluminação do estádio (128 projetores dispostos em 4 torres); e também em comemoração aos nove anos de existência da Ferroviária

Renda: Cr$ 395.470,00

Gols: Almir, Paulinho (contra), Antoninho (contra), Rubens (pênalti), Bazzani e Capelosa

Ferroviária: Rosan; Ismael e Antoninho; Dirceu, Rodrigues e Osni; Amaral, Cardoso, Baiano, Bazzani e Wilsinho (Capelosa)

Vasco da Gama: Hélio; Paulinho e Bellini; Laerte, Barbosinha e Dario; Sabará, Rubens, Roberto, Almir e Pinga

Obs.: Antoninho (AFE) perdeu um pênalti.

 

FONTES:

Arquivo do Professor Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, Arena Fonte Luminosa);

Fonte Luminosa – Ferroviária (Luís Marcelo Inaco Cirino), Pontes Editores/Campinas – 2005.

 

Paulista FC (de Araraquara)  2  x  2  São Paulo FC

Data: 5 de julho de 1936

Local: Estádio Municipal de Araraquara

Finalidade: Amistoso. Inauguração das novas instalações do estádio

Gols Paulista: Laerte e Nélson

Gols São Paulo: Martins e Geró

Paulista: Tucci; Volpe e Saavedra; Carabina, Clarim e Armando; Nélson, Aderico, Laerte e Camilo

São Paulo: King; Aníbal e Garcia; Felipelli, Sabiá e Cozinheiro; Ministrinho, Martins, Lopes, Barbosa e Geró

Obs.: O time do Paulista aparece com dez jogadores porque assim consta na fonte consultada.

 

Paulista FC (de Araraquara)  1  x 4  São Paulo FC

Data: 21 de novembro de 1944

Local: Estádio Municipal de Araraquara

Finalidade: Amistoso.

Gol Paulista: Camilo

Gols São Paulo: Teixeirinha (2) e Américo (2)

Paulista: Bela; Perete e Nengo; Bicudo, Braga e Saavedra; Clayton, Silvinho, Tatico, Edson e Camilo

São Paulo: King (Gijo); Piolim (Savério) e Virgílio (Renganeschi); Bauer, Zarzur e Hélio I; Barrios, Sastre (Américo), Teixeirinha, Ieso Amalfi e Leopoldo

Obs.: Neste jogo deu-se a estreia de Renganeschi no São Paulo.

 

Ferroviária  2 x  2  São Paulo

Data: 23 de agosto de 1953, domingo

Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara

Finalidade: Amistoso comemorando o aniversário da cidade de Araraquara (22 de agosto)

Árbitro: Abílio Ramos

Renda: Cr$ 130.000,00

Gols Ferroviária: Vaguinho, 24 e 39 do 1º tempo

Gols São Paulo: Teixeirinha, 37 e Maurinho, 41 do 1º tempo

Expulsões: Diógenes (F), 17 do 2º tempo; Lanzoninho (SP), 38 do 2º

Ferroviária: Ferro; Pierri e Pixo; Dirceu, Diógenes e Henrique; Roque (Gaspar), Tec, Vaguinho, Zé Amaro e Boquita. Técnico: Caetano de Domênico

São Paulo: Poy; De Sordi e Mauro; Bauer, Alfredo e Turcão; Lanzoninho, Negri, Albella, Ranulfo (Teixeirinha) e Maurinho. Técnico: Jim Lopes

Obs.: O São Paulo havia jogado na véspera (22.08.53),
pelo Campeonato Paulista, no Pacaembu (1 a 0 contra a Ponte Preta).

 

Ferroviária  0  x  1  São Paulo

Data: 14 de abril de 1957

Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara

Finalidade: Amistoso

Árbitro: Catão Montez Júnior

Renda: Cr$ 255.120,00

Gol: Maurinho, 26 do 1º tempo

Ferroviária: Basílio; Cardarelli e Elcias; Dirceu, Rodrigues e Itamar; Paulinho (Otávio), Cardoso, Otávio (Gomes/Walter), Bazzani e Boquita

São Paulo: Poy; De Sordi e Mauro; Sabará, Alfredo Ramos (Ademar) e Riberto; Maurinho, Baltazar, Gino, Maneca (Sídney) e Canhoteiro. Técnico: Bella Guttman

 

Ferroviária  3  x  1  São Paulo

Data: 21 de abril de 1961, sexta-feira (feriado
nacional)

Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara

Finalidade: Amistoso

Árbitro: Romualdo Arppi Filho

Renda: Cr$ 176.300,00

Gols Ferroviária: Dudu (pênalti), 24 do 1º; Melão, 8 e Parada, 24 do 2º tempo

Gol São Paulo: Gino, 18 do 2º

Ferroviária: Fia; Ismael e Antoninho; Dudu, Rodrigues e Jurandir (Porunga); Faustino, Parada, Melão, Bazzani e Benny

São Paulo: Suly; Ademar e Vilázio; Benê, Vítor e Riberto; Paulo (Peixinho), Amaury (Celso), Baiano, Gino e Canhoteiro

Obs.: Despedida de Faustino e Pimentel, da Ferroviária, contratados pelo São Paulo.

 

Mais Querido convidado de honra da festa de faixas

Numa tarde festiva para Araraquara, quando os jogadores da Ferroviária receberam as
faixas de campeões do interior do certame  de 1967, o São Paulo foi convidado de honra,
enfrentando os locais. A tarde futebolística agradou pela movimentação, e a Ferroviária,  que
jogou otimamente, acabou ganhando por 3 a 2.

 

Ferroviária  3  x  2  São Paulo

Data: 21 de janeiro de 1968, domingo à tarde

Local: Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara

Finalidade: Amistoso comemorativo

Árbitro: Luís Carlos Werner

Renda: NCr$ 20.000,00 (aproximada)

Gols Ferroviária: Bazzani, 18, Maritaca, 21 e Téia, 40 do 1º tempo

Gols São Paulo: Nenê 32 do 1º e Lourival 16 do 2º tempo

Ferroviária: Machado; Baiano, Antenor, Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazzani; Valdir (Mateus), Maritaca, Téia (Rodrigues) e Nei. Técnico: Diede Lameiro

São Paulo: Picasso; Ismael (Carbone), Eduardo, Carbone (Nenê) e Edílson; Lourival e Nenê (Benê); Almir (Dejair), Nelsinho, Babá e Fefeu. Técnico: Sílvio Pirillo

 

FONTES:

Arquivo do
Professor Antônio Jorge Moreira (Museu do Futebol e Esportes de Araraquara – Arena Fonte Luminosa);

Araraquara Futebol e Política, de Luís Marcelo Inaco Cirino, SJS Gráfica e Editora, 2008;

Revista TRICOLOR Nº 1 (Fevereiro de 1968), págs. 6 e 7; e

Arquivo pessoal.

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