Para agregar a excelente matéria do amigo Auriel de Almeida… O escudo do Sport Club Boa Vista. A equipe Alviverde do Alto foi fundado em 1917 e a sua sede (ainda existe) fica no Alto da Boa Vista, Zona Norte do Rio (RJ).

 

 

Christianense Foot Ball Club é um clube da Cidade de Cristiano Otoni (MG). Em 21 de Abril de 1923 foi fundada  “Manoel Baeta Foot Ball Club”, que tinha seu campo onde hoje se localiza o Centro de Saúde. Dois anos depois, no dia 31 de março de 1925, por decisão da Assembléia Geral, mudou o nome para “Christianense Foot Ball Club”.

No princípio da década de 1940, o campo do Christianense Foot Ball Club era fechado, cercado com esteira de bambu (taquara). Nesta época, o clube estava no auge, e seus principais adversários eram o Meridional (time profissional), Guarany de Conselheiro Lafaiete, Esportivo de Congonhas e Mineiro Palmira de Santos Dumont. Até uma partida com o júnior do Clube Atlético Mineiro foi realizada.

Em 25 de novembro de 1952, o Christianense comprou um terreno onde foi feito um campo de futebol, chamado “Campo do Vermelho”, ou “Vermelhão”, devido à cor da terra. Entre os feitos do Christianense, destacam-se o empate em 1 x 1 com a Seleção de Conselheiro Lafaiete, na década de 1970, jogando naquela cidade. O gol do Christianense foi marcado por Tadeu.

Em 15 de setembro de 1989, o clube trocou o terreno do “Vermelhão” pela área onde hoje se localiza o seu estádio, que tem o nome de “Estádio Geraldo Magella”, em homenagem a um de seus mais assíduos torcedores, que foi também jogador. Em 1998, graças a um convênio com a Assembléia Legislativa, foi colocado alambrado, melhorando consideravelmente as instalações do campo de futebol, oferecendo mais segurança e proporcionando a disputa de jogos de campeonatos regionais e municipais.

Atualmente o Christianense disputa os campeonatos municipais: de Várzea, com o time de Veteranos e o 3º quadro. E o Amador, com o 1º e 2º quadros. Foi campeão das duas edições da “Copa Cristiano Otoni” (Amador), em 2003, com o time A; e em 2004 com o B.

 

Escudo antigo

 
O Cambuí Futebol Clube é uma agremiação da Cidade de Campinas (SP). Fundado no dia primeiro de junho de 1926, o clube fica na Rua Anuar Bufarah, 405, no Bairro de Cambuí.  
 
 

 O Reunidos Futebol Clube, time amador da Cidade de Suzano, no Interior Paulista. A equipe Alvianil foi fundado em 1976, e possui a sua sede na Avenida Paulista, 751, no Bairro do Jardim Monte Cristo. O Reunidos F.C. disputa à Primeira Divisão da Liga Municipal de Futebol de Suzano (LMFS).

 

Gostaria de saber se os amigos têm alguma informação relacionada ao time do Alexandria Futebol Clube. O que sei é ser uma equipe da capital paulista e que foi fundado em 2007. Outros dados que possam agregar… Serão sempre bem vindas!

 

 Jardim Verônia Esporte Clube foi fundado no dia 26 de Novembro de 1962. A equipe Rubra fica localizado no Distrito de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste da Cidade de São Paulo (SP).

 

Esporte Clube Madureira é uma agremiação da Rua 7 de Setembro, 604, no Bairro Vila Nova, em Cubatão (SP).  Outras informações é só passar e serão agregadas como de praxe.

 

 

Ao encontrar o Iacanga Futebol Clube, localizada na cidade homônima… Resolvi tentar descobrir fundação e nada achei. Mas o nosso amigo André Martins, matou no peito e deu um belo passe para nos informar que o time é de 1940. Além disso, encontrei uma história bacana dos anos 50, que gostaria de compartilhar com os amigos.  

 

Por: Carlos Cardozo

 Ano de 1958. O Iacanga Futebol Clube tinha um time de futebol  muito bom, chegando a conquista do titulo regional de futebol. Na equipe, excelentes jogadores,  como:  Ziquito, Periquito, Nicão, Ditinho, Orlando Castro, Belmiro, Zeca Abdalla, Miziara, Milanez,entre outros. O técnico era o Gero José de Souza.

Naquela época, era comum toda equipe ter um mascotinho, aquele garotinho que entra em campo  com a equipe. E claro, o Iacanga Futebol Clube, tinha o seu. Era Pelé, filho do zagueiro Periquito.
Numa tarde de domingo, um jogo difícil com estádio lotado na cidade de Cafelândia,  o Iacanga F.C, ainda estava nos vestiários e os jogadores começaram a ouvir uma agitação com gritos, palmas, risos da torcida da Cafelandense. Um verdadeiro, Frisson!
Dirceu Cardia, não se conteve de curiosidade. Deixou os companheiros nos vestiários e foi até a saída do túnel para verificar qual motivo de tamanha agitação. Voltou correndo e gritou com o Periquito:
“Compadre, tira o Pelé de lá! Compadre, tira o Pelé de Lá!”
O motivo era simples. Estavam em campo os mascotinhos. O gandula jogava a bola para o mascotinho da Cafelandense. O garotinho “matava” a bola no peito. Descia na coxa. Fazia embaixadinhas. Parava a bola na nuca, fazia outras graças e a torcida gritava: ê,ê,ê,ê,ê,ê, olé, olé, olé…
Depois, o gandula jogava a bola para o mascotinho do Iacanga Futebol Clube: Pelé que tentava “matar” a bola, espirrava na canela, caia uns 5 metros de distância. Jogava para o alto, tentava cabecear a pelota,errva, enfim, fazia a alegria da torcida local que vaiava: Uuuuuuuuuuuuuu……e muitos risos.
 

Na Cidade de Três Corações, terra do grande Rei Pelé, vem o Canto do Rio Esporte Clube. O clube possui uma sede belíssima, porém o estádio é um contraste. O gramado precisa de reformas e uma obra de infraestrurtura.

Tirando esse ‘mero detalhe’ o time participa da Liga Esportiva Tricordiana (LET). Contando com a colaboração do nosso intrépido André Martins… O Canto do Rio E.C. foi fundado no dia 27 de novembro de 1952.

 

Mais uma raridade resgatada! Encontrar escudos perdidos é sempre um momento ímpar na vida de um pesquisador. Imagina quando o ‘achado’ está na lista ‘dos mais procurados’? Ao encontrar o escudo inédito (abaixo) do Irmãos Goulart Futebol Clube (Campeão do Departamento Autônomo de 1956) risco um da minha lista e ainda consegui encontrar um pouco de sua história, juntando o útil com o agradável.

 

A questão me intrigava era a data de fundação. Descobri que apesar de ter saído no Diário da União em 1932, o time já existia desde 1916. A história do time se entrelaça ao Olaria Atlético Clube e os amigos entenderão ao ler a matéria. Boa leitura!

 

HISTÓRIA

Em 1916, Custódio Nunes faleceu e Quincas Leandro convidou o Capitão Goulart para constituir o matadouro Irmãos Goulart S/A. Os funcionários da empresa montaram um time: o Irmãos Goulart FC.

Enquanto isso, o Olaria AC iniciava suas atividades no campo do Japonez Football Club, que também ficava na Rua Filomena Nunes. Depois, resolveram instalar sede e campo na Estrada de Maria Angu. Em 1917, o clube alugou um terreno baldio na Rua Leopoldina Rego, que transformou num campo.

Em 1920, mudou de nome para Olaria AC, por sugestão do presidente Silvio e Silva, que queria ampliar as atividades do clube para o tênis, a regata e o escotismo. Foi então que alterou o escudo, para incluir a bola do futebol, a raquete do tênis, o remo das regatas e uma âncora em homenagem à Marinha de Guerra, devido aos inúmeros marinheiros que participavam de suas atividades.

Nesse período, também pretendeu fazer uma fusão com o EC Brasil e o Civil EC (que tinha esse nome porque era formado por policiais civis). A fusão fracassou e o Olaria AC perdeu o time e o campo, que só conseguiu reaver na justiça.

Entre 1925-26 é que finalmente instalou sua sede no nº 251 da Rua Bariri (paralela à Filomena Nunes), onde Custódio Nunes antigamente guardava seus bois e, depois, o Irmãos Goulart FC tinha o seu campo. Após vender o local, o Irmãos Goulart FC desapareceu deixando uma lacuna no futebol da Zona Norte do Rio.

Atualmente, o antigo campo do Irmãos Goulart FC é a sede do Olaria Atlético Clube, com seu estádio Mourão Filho, um amplo ginásio coberto, um salão de festas, uma churrascaria concorrida, um parque aquático que é considerado o maior da zona da Leopoldina, a Sala de Troféus Leibnitz Miranda e uma excelente boutique de material esportivo.

 TÍTULO INÉDITO

O momento mais importante do Irmãos Goulart FC aconteceu em 1956. Nesse ano o time Alviverde Olariense se sagrou campeão do Campeonato do Departamento Autônomo (D.A.).

O Departamento Autônomo foi um departamento de futebol do Rio de Janeiro, que substituiu a Federação Atlética Suburbana, que continha clubes de menor expressão da cidade do Rio de Janeiro e que de alguma forma não tinham condições de disputar o Campeonato Carioca.

Os clubes eram amadores e disputavam competições à parte. Embora o nome sugira “autonomia”, o D.A. era ligado à Federação Metropolitana de Futebol, e logo após à Federação Carioca de Futebol e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

  Diário Oficial da União (DOU) de 12/05/1955

 IRMÃOS GOULART F. C.

“EXTRATO DE ESTATUTO – Fundado em 1º de agosto de 1932, nesta Capital, onde tem sede e foro por tempo Indeterminado, com fundo social aipi - constituir-se de ilimitado número de -a-· associados, que não respondem pelas obrigações sociais, tem por fiel at. participar e promover festas ,.sporavas de caráter eugênico;

b) o encorrer às festas esportivas oromovida5 ou autorizadas pela Diretoria. Serão administrados por uma diretoria, composta de Presidente (que sere seu representante em Juízo ou fora dêle) -Vice-Presidente -Secretário Geral -1.” e 2e Secretalios – Tesoure’ro Geral -L° e 2.” Tesoureiro -Procurador -Comissão de Esportes (2 membros). O Clube só poderá ser dissolvido por motivo de insuperável dificuldade do seu Objetivo social.

No caso de dissolução do clube serão seus bens liquida-los prarata entre os sócios fundadores Para deliberação nos casos de que tratamos ara. 53 e 54, assim coma para a reforma dos presentes estatutos, será convocada especialmente, uma assembléia geral extraordinária, que resolverá pela maioria de seus membros e dentro dos dispositivos destes Estatutos. Os fundadores e a Diretoria constam em apenso ao estatuto. – Manuel Machado Estéves. (N.° 13.657 -2-5-55 -Cr$ 81,60)”

 

 

Associação Atlética Jacaraípe foi fundada no dia 16 de Junho de 2001. O time fica localizado no município de Serra, no Espírito Santo.

 

Associação Atlética Santa Bárbara é uma agremiação do Mnicípio de Aracruz, no Espírito Santo. O time foi fundado no dia primeiro de Janeiro de 1975.

 

O Oriental Football Club era da cidade de São Paulo (SP). O time disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão quatro vezes: 1926, 1927, 1928 e 1929.

 

O Esporte Clube Republicano Paulista foi um time da cidade de São Paulo, ainda nos primórdios do futebol brasileiro. A equipe disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão duas vezes: 1929 e 1931.

Na época era comum empresas, entidades de classe ou ofícios e até mesmo grupos de amigos organizarem equipes, a maioria dos clubes se resumiam aos jogadores, onze a quinze camisas e uma bola.

Neste tempo de amadorísmo puro, antes da criação da lei de ascesso em 1947 as equipes de outras divisões não tinham assegurado o direito de subir para a Primeira Divisão, isso acontecia ou por convite ou por uma seletiva.

Apesar disso eram disputados vários torneios pela Liga Paulista de Futebol, pela Associação Paulista de Esportes Atléticos, pela Liga dos Amadores de Futebol e pela Liga de Futebol Paulista, todas antecessoras da atual Federação Paulista de Futebol, tais como as divisões municipais ou ligas municipais e nestes campeonatos encontram-se várias equipes que foram de extrema importância para a consolidação do atual Campeonato Paulista, o a equipe disputou entre 1929 o equivalente hoje à quarta divisão.

Colaborou: Fernando Marcelino Pereira

 

O Esporte Clube Sampaio Moreira foi fundado em 1 de setembro de 1929. O nome do clube faz referencia a um antigo e grande proprietário de terras no Tatuapé. Como tantos clubes pobres da Zona Leste, seus fundadores não tinham dinheiro nem para a compra de um jogo de camisas. Sensibilizado pela rapaziada, o senhor Tomaz Aurichio ofertou o primeiro fardamento. Sua primeira equipe foi formada com elementos do Luzitania F. C., agremiação que estava sendo extinta naquela ocasião.

Foram seus fundadores e primeiros diretores: José Pires, Gonçalves Peres, Santos de Oliveira, Carlos Augusto da Cunha, Nei da Conceição, Ramão Garcia Alonso, Antonio Delene, Alcides Tiago, Brasilino Delmando, Ernesto Batalha, Ângelo Leonda, Ângelo Pagone, João Sábio, Henrique Moraes, Joaquim Cruz e Antonio Marrero.

Juntamente com o Vila Primavera, fazia a dupla de clubes mais temida da região. Primeiramente ocupava um campo de pequenas dimensões entre a Rua Platina, Airi e Itapura. Hoje se ergue no local a escola Jackson de Figueiredo. Perdido aquele local passou a jogar na Rua Vilela e, posteriormente, até os dias atuais, entre as Ruas Monte Serrat e Apucarana, junto da Estrada de Ferro Central do Brasil e finalmente em campo do Centro Educacional e Esportivo Brigadeiro Eduardo Gomes.

Sem duvida alguma, o Sampaio Moreira foi um dos grandes campeões do bairro. Entre seus inúmeros títulos conquistados salientamos os seguintes: Campeão da Série M. Penha e Belém de 1934, Campeão do Tatuapé em 1940, Campeão Varzeano do IV Centenário em 1954, Campeão Amador da Capital do IV Centenário em 1954, Campeão do Setor 8 de 1955, Campeão do Torneio Tamanqueiro de 1955, Campeão Varzeano de 1956, Vice-campeão Amador da Capital em 1956, Bicampeão Amador do Estado de 1957 e 1958, Bicampeão Amador FPF 1959 e 1960, Vice-campeão Amador da Capital 1959 e 1960, Campeão da Seme Setor Leste 1980.

Além dos títulos, o Sampaio Moreira se aventurou no futebol profissional. Em 1935, disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Depois retornou ao amadorismo até os dias atuais. O seu uniforme é semelhante ao usado pelo Esporte Clube Corinthians Paulista:

camisas brancas e calções negros, até mesmo seu distintivo é parecido. Tem magnífica sede própria na Rua Tijuco Preto, 1023. Consta ela de quadra poliesportiva para pratica de vôlei e futsal, secretaria, sala de jogos, lanchonete e sala de troféus. Tem ainda magnífico salão de festas na Rua Vilela, 892.

 

Era de ouro

O E.C. Sampaio Moreira, nos bons tempos teve uma das mais fanáticas e aguerridas torcidas do bairro. Seus torcedores acompanhavam o time em quaisquer circunstâncias. Até mesmo em campo adversário normalmente tinha a maioria dos assistentes.

Um dos acontecimentos difíceis de ser esquecido pelos saudosistas foi à conquista do Campeonato Amador do Estado de 1957 / 1958. A forte equipe do 11 de Agosto de Tatuí era o adversário. O primeiro jogo realizado no Parque São Jorge e o resultado foi 3 a 1 para o Esporte Clube Sampaio Moreira.

O segundo jogo aconteceu em Tatuí – campo do Onze de Agosto. Perdemos pela contagem de 4 a 3. Para a terceira e decisiva peleja foi designado um campo neutro: a cidade de Sorocaba. Milhares de torcedores do Sampaio mobilizaram-se para a importante batalha. Nada menos do que 20 caminhões e diversos vagões de trens foram fretados para leva-los ao local.

 

Títulos

 Campeão da série M Penha Belém de 1934

Campeão do Tatuapé de 1940 – Liga Esportiva do Tatuapé

Jogos:

04/08/1940 – E.C. Sampaio Moreira 1 x 0 Tinturaria Brasileira

11/08/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 1 C.A. Azevedo Soares

08/09/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 0 Textilha Club

15/09/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 0 Vila Primavera F.C.

22/09/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 2 A.A. União Tatuapé

06/10/1940 – E.C. Sampaio Moreira 0 x 1 A.A. Carrão

20/10/1940 – E.C. Sampaio Moreira 1 x 1 C.A. Azevedo Soares

27/10/1940 – E.C. Sampaio Moreira 0 x 0 Tinturaria Brasileira

10/11/1940 – E.C. Sampaio Moreira 1 x 2 Textilha Club

17/11/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 1 Vila Primavera F.C.

26/11/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 0 A.A. Carrão

02/12/1940 – E.C. Sampaio Moreira 2 x 1 A.A. União Tatuapé

 Campeão varzeano do IV Centenário 1954

Vice-Campeão amador da Capital – IV Centenário 1954

Campeão do setor 8 de 1955

Campeão do torneio Tamanqueiro de 1955

Campeão varzeano de 1956

Vice-campeão amador da Capital 1956

Bi Campeão amador do Estado 1957 e 1958

Vice-campeão amador da Capital 1959 e 1960

Campeão da Seme setor Leste 1980

 

Foto: Site do E.C. Sampaio Moreira

 

A Associação Atlética Industrial é mais um clube que tem um escudo parecido com o Corinthians Paulista.

 

Nos anos 60, um religioso em seus trabalhos junto aos jovens da cidade de Santos, organizava atividades dentro da sua comunidade integrando–os para a pratica de esportes. O futebol, na época era muito praticado pela população, desde crianças todos já jogavam bola, no meio da rua ou em campinhos feito em algum terreno baldio do seu quarteirão. Assim, em primeiro de Maio de 1960, este ilustre santista, Padre Paulo Horneaux de Moura e os garotos moradores nas Ruas Paulo Moutinho, Campos Melo e Henrique Ablas fundaram o Grêmio Esportivo Athié para disputar jogos amistosos na categoria Sub-15 (Infantil).

Com intenção de homenagear outra personalidade muito querida na cidade, decidiram escolher o nome Gremio Esportivo Athié para o o seu time. O homenageado, Athié Jorge Coury, um grande esportista, foi durante muitos anos goleiro do Santos F. C. e desde 1945 (até 1971) éra o seu Presidente além de exercer cargo de Deputado Federal pelo nosso Estado.

No inicio o G. E. Athié jogava suas partidas aos domingos cedo e descalço na categoria infantil. Com os meninos chegando a idade adulta, passaram a jogar de chuteiras no domingo a tarde já como time juvenil. Conseguiram reconhecimento pelo bonito futebol que jogavam e sempre eram convidados para os festivais dos times da cidade.

Foto: Jair Siqueira

 

A saída de Ricardo Teixeira do comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já despertou o interesse de alguns para a eleição que deverá ocorrer depois da Copa do mundo de 2014. Além de Andrés Sanches, o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes já iniciou contatos com as outras federações para abocanhar o cargo.

Contudo, a pergunta que fica é: tais nomes nos inspiram a imaginar que com alguns deles o futebol brasileiro voltará a ser, de fato, o melhor do mundo?

Será que o ideal seria que um ex-jogador assumisse o cargo para dar uma vitalizada na entidade? Será que um Zico, Raí, Leonardo não poderiam ser uma proposta de mudança?  

Para Raí, o caminho é apostar em quem já vestiu o uniforme, calçou a chuteira e enfrentou as agruras dentro e fora das quatro linhas.  Experiente, esclarecido e bem-visto pelo público, Raí é uma aposta frequente para a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no futuro.

Porém, questionado sobre o assunto, ele diz já ter um preferido para o posto e diz até que o amigo Leonardo aceitaria o desafio, dependendo de como a proposta for feita.

“O meu candidato para a CBF é o Leonardo. É uma pessoa conhecida em vários países, que tem trânsito na Uefa e na FIFA, que está preparado. Se houver uma mobilização pública e o espaço para que um esportista ocupe o cargo, tenho certeza de que a ideia vai mexer com ele”, disse Raí, no lançamento de uma pesquisa do Ibope sobre educação física nas escolas públicas encomendada pela ONG Atletas pela Cidadania, que o ídolo são-paulino preside.

Aposentado em 2003, Leonardo ocupou durante seis anos o cargo de diretor do Milan, trabalhando especialmente como consultor no mercado internacional. Em 2009, aventurou-se na carreira de técnico, começando pelo próprio clube rubro-negro italiano, que treinou até o meio de 2010.

No primeiro semestre de 2011, ele ainda teve outra chance na função na rival Inter de Milão, e desde o meio do ano passado é o Manda-Chuva do futebol do PSG.

Raí não sabe dizer se o amigo, de quem é sócio na Fundação Gol de Letra, está disposto a tentar o cargo de presidente da CBF hoje, até por estar no início de um projeto, mas crê que isso seja possível até 2015, quando acaba o mandato de José Maria Marin, que substituiu Ricardo Teixeira há poucas semanas.

Desde a queda do cartola que dominou o futebol brasileiro desde o fim dos anos 1980, pelo menos dois ex-jogadores se colocaram à disposição para o cargo: Ronaldo e o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Para Raí, é importante que mais ex-jogadores participem das questões políticas do esporte.

“É um sinal de que as coisas podem mudar. Apesar de não ter sido espontâneo, mas resultado da queda do Ricardo Teixeira, essas manifestações são uma prova disso. Em um sistema que concentra muito poder em um só, as pessoas temem represálias e não são estimuladas a pensar”, disse Raí.

Além de Leonardo… Teríamos outros nomes para assumir a CBF e dar uma guinada, a fim de recolocar o futebol brasileiro de volta aos trilhos?

 

 

A cidade de Campos dos Goytacazes é repleta de diversos times. Alguns conhecidos e outros… Nem tanto. Um time que surgiu no ano passado é o Bonsucesso Futebol Clube. Fundado no dia 3 de Agosto de a  2011, no Bairro de Barro Branco. O time debutará esse ano nas compitações promovidas pela Liga Campista de Desportos (LCD).

 

O Unidos da Galera Futebol Clube foi fundado em 9 de Agosto de 2001. O time fica no Município de Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio. O Unidos disputa a Liga Riobonitense de Desportos (LRD). Apesar de novo, o time conta com patrocinio do comércio local e possui até um local onde está construíndo a sua sede e campo.

 

Na Pedras Brancas de ruas de terra pisoteadas sobretudo por brutas patas de cavalos e rebanhos de gado e riscadas somente pelas rodas de carroças e bicicletas. Na Pedras Brancas vila, galgando postos para se tornar cidade. Na Pedras Brancas que se ressentia de uma equipe de futebol, que não encontrava mais guarida futebolística no saudoso Marechal Floriano. Nessa morada, nesse contexto, para preencher esse hiato, essa lacuna esportiva e acalentar a vontade do povoado nascia, em 23 de julho de 1926, o Sport Club Itapuí.

O local escolhido para a primeira reunião foi o salão de honra do Clube dos Mandins. A sede da entidade ficava onde hoje funciona uma das principais lojas de roupa da cidade, na esquina da rua São José com a Cônego Scherer. Tradicional casa de eventos importantes de Pedras Brancas, era de fácil acesso e ótima localização.
            Entre os presentes naquela primeira sessão estavam alguns dos jogadores que anos antes defenderam a camisa alvi-rubra do Marechal. Deles partiu a idéia de criar um novo clube, para suprir a paixão carente que alimentavam desde a extinção do time em 1925. Os idealizadores foram: Telmo Silva, acompanhado de seu filho ainda adolescente Carlos Silva, Arthuro Laviaguerre, Artur Oscar Riegel, Enio Paiva, João Maria Gonzalez, João Ribeiro Thanis (o Donga), Calil Elias, Máximo Laviaguerre, Policarpo Machado, Senandes Silva, Silvino Gomes, Joaquim “Sapateiro” e Walter Franz.
            No encontro, depois de Telmo Silva esboçar a proposta de fundação da agremiação, foi eleita a primeira diretoria da história do Rubro-Negro:
          
Presidente: Telmo Silva
            Vice-presidente: Calil Elias
            1º Secretário: Walter Franz
            2º Secretário: Florisbello Santos
            1º Tesoureiro: João Baptista Fróes Salgado
            2º Tesoureiro: Enio Paiva
          
            Aclamados os gestores e definidas suas funções para o primeiro ano de atividade do novo clube, outras deliberações eram necessárias. Como, por exemplo, um nome. Era preciso algo forte, mas identificado com a terra que defenderia. Sonoro, porém austero. Como a língua tupi-guarani exercera forte influência na região em séculos pregressos, foi decidido adotar-se o dialeto para homenagear a vila. Por sugestão do presidente Telmo Silva e aprovação de todos os presentes, a alcunha escolhida foi Itapuhy que, segundo o proponente, significava “Pedra Branca”, na língua indígena. O nome completo: Sport Club Itapuhy. A fusão do metálico inglês, dos inventores do futebol, com a sóbria sonoridade dos Guaranis.
            As cores que tingiriam os uniformes, bandeiras e distintivos do Clube seriam o vermelho-encarnado e o preto, atendendo a proposta de Arthuro Laviaguerre. Mantinha-se o rubro do Marechal Floriano, usando o negro em lugar do branco.
            Para valorizar os atletas residentes em Pedras Brancas ficou acertado que os dois quadros do futebol do Itapuí seriam formados apenas por jogadores locais.
            Mais propostas e algumas ofertas foram colocadas em pauta naquele dia histórico para o esporte da cidade. Como descreve a primeira ata de reunião do Itapuí, escrita pelo secretário recém eleito Walter Franz:

 


Arquivos: SC Itapuí

            “Acta da sessão de Assembléia Geral da Fundação do S.C. Itapuhy.
            Aos vinte e trez dias do mez de julho de mil novecentos e vinte e seis, no Salão de Honra do Club dos Mandins, em Pedras Brancas, presentes os Srs.: Telmo Silva,  Calil Elias, Florisbello Santos, Arthuro Laviaguerre, Artur Oscar Riegel, Joaquim José da Silva, Aldemiro Fachineti, Alfredo Machado, Newton C. T. Cruz, Mario Miranda, Paulo Paiva, Moacyr Azambuja, Nicanor Leite, Pedro Rodrigues, Nicodemo Kopizinski, Euclydes Ávila, Maurício Lessa, Octaviano Martins, Olympio Carneiro e comigo secretário foi pelo Sr. Telmo Silva declarado que os fins desta presente reunião são para tratar-se da fundação de um club de foot-ball, convidando para presidir os trabalhos o Sr. Aldemiro Fachineti; este ao assumir a presidência, agradeceu a honrosa incumbência, declarando novamente os fins da mesma reunião. Pelos Srs. Telmo Silva, Calil Elias, Alfredo Machado, Arthuro Laviaguerre e comigo secretário, foi apresentado à aprovação da assembléia, a seguinte chapa: Presidente, Telmo Silva; Vice-presidente, Calil Elias; 1º Secretário, Walter Franz; 2º dito, Florisbello Santos; 1º Tesoureiro, João Baptista Fróes Salgado; 2º dito, Enio Paiva; Orador, Octaviano M. de Oliveira Junior; Diretor de Campo, Artur Oscar Riegel; Capm. Geral, Arthur Laviaguerre; Guarda-sport, Joaquim José da Silva; Capm. 1º Team, Aldemiro Fachineti; Comissão Fiscal: Poly Machado, Tenente Silvino Gomes, Alfredo Machado e Maurício Lessa. Esta chapa foi eleita por unanimidade de votos, sendo empossada imediatamente.
Propostas: Pelo Sr. Telmo Silva foi proposto adoptar-se o nome S. C. Itapuhy.
O Sr. Arthur Laviaguerre propoz adoptar-se as cores encarnado e preto; sendo que o uniforme fosse calções pretos e camiseta encarnada.
Pelo Sr. Aldemiro Fachineti foi proposto cobrar-se 5$000 (5 mil réis) de jóia e 2$000 (2 mil réis) de mensalidade, aos jogadores em geral.
Pelo Sr. Artur Oscar Riegel foi proposto que o club fornecesse calções e camisetas para os jogadores dos 1º e 2º teams, sendo que estes fardamentos ficassem sempre em poder do Director de campo.
Pelo Sr. Telmo Silva foi também proposto que os teams do S. C. Itapuhy fossem constituídos exclusivamente de jogadores moradores desta localidade.
Todas estas propostas foram acceitas por unanimidade.
Por mim secretário foi proposto que todo o jogador que fosse classificado nos 1º e 2º teams ficaria izento do pagamento da jóia.
Pelo Sr. Moacyr Azambuja foi proposto que os jogadores dos 1º e 2º teams pagassem a metade da mensalidade.
Estas duas propostas foram regeitadas pela maioria dos presentes.
Estatutos: Pelo Sr. Presidente foi nomeada a seguinte comissão para elaborar os estatutos: Aldemiro Fachineti, Calil Elias e Florisbello Santos.
Offertas: Pelos Srs. Aristides Green e Forisbello Santos foram offertados ao nosso club onze calções pretos.
O Sr. Arthur Green Fº offertou uma bomba para foot-ball.
Pelo Sr. Calil Elias foi offerecido um livro para as actas da sessões. 
Proposta: Pelo Sr. Aldemiro Fachineti foi proposto e acceito lançar-se em acta um voto de louvor a todos que fizeram doações ao club.
Nada mais havendo a tratar o Sr. Presidente agradeceu o comparecimento de todos os presentes, marcando a primeira sessão de Directoria para o dia 27 do corrente, e mandando lavrar esta acta que vai por mim e pelo Sr. Presidente assignada.
Telmo d’Azeredo e Silva
Presidente
Walter Furtado Franz
1º Secretário”


Arquivos: SC Itapuí

A grafia obsoleta do início do século passado é identificada na duplicação das consoantes e na insistente utilização da letra “c”, como na palavra “acta”. Por isso a estranheza do texto escrito pelo secretário.

Pedra Branca, Pedra Bonita, Pedra que Toca ou Pedra da Bica?

Telmo Silva sugeriu o nome de Itapuí para homenagear a sua terra, Pedras Brancas, não há dúvida em relação a isso. Mas o verdadeiro significado da expressão suscita controvérsias. O vocabulário reduzido da língua tupi-guarani é o principal causador deste imbróglio. Além disso, a escassez de bibliografia sobre o assunto no Brasil alimenta a bruma de dúvida que recai sobre o tema.
Por dedução gramatical, pode-se compreender Itapuí com um ditongo crescente: i-ta-pu-í. Desse modo, a intenção de Telmo se confirma: Ita, pedra; Pu, rio; e í, branca.
Outra forma de entender a palavra indígena é dividi-la em apenas duas partes: Ita-pui. Com um ditongo decrescente. Assim, Ita continua sendo pedra, mas pui significa bonito. O resultado é a tradução Pedra Bonita.
A terceira corrente, a única com a comprovação bibliográfica, envereda por outro caminho. O Dicionário Castellano/Guarani, de Antônio Guasch, traduz Itapuí como pedra que toca. Escrita de forma diferente: Itapu’í. Ela encontra eco nos estudos a respeito do passado do rio dos Sinos, no Vale dos Sinos. Chamado em tempos pregressos, pelos índios que lá se fixaram, de Itapuí.   
Há ainda, no interior de São Paulo, uma cidade chamada Itapuí. Cuja tradução para o português é pedra da bica. 

 

O Palco das vitórias

A Pedras Brancas que assistia ao nascimento do Sport Club Itapuí era uma vila que já não se contentava mais em ser apenas distrito de Porto Alegre. Numa área de aproximadamente 88 mil hectares, com 21 fábricas de médio e pequeno porte, quatro grandes matadouros e charqueadas e uma produção anual de arroz que ultrapassava as 250 mil sacas, o vilarejo alimentava o sonho da emancipação.
O movimento emancipatório, que condensou personalidades de toda a região, contou com a adesão de figuras que marcariam seus nomes na história do Itapuí. Entre as assinaturas encontradas numa carta destinada ao então governador Borges de Medeiros, reivindicando a autonomia econômica, social e municipal de Pedras Brancas, observa-se alguns nomes familiarizados com o Rubro-Negro: Telmo Silva, João Fróes Salgado, Nestor Salazar, Walter Franz, Avelino Fraga, Alfredo Machado, Oscar Alves da Silva e Luis Green. A paixão pela terra e a nova empreitada esportiva dividiam as atividades de muitos deles. A tarefa era árdua nas duas funções: lutar pela independência municipal e organizar uma incipiente agremiação esportiva.

 

O uniforme estava decidido. O nome já estampado no vermelho-encarnado da camisa e da bandeira. Faltava o campo onde treinar e mandar os jogos.
A primeira idéia a esse respeito remeteu os dirigentes aos herdeiros de Joaquim Ribeiro, principal incentivador do Marechal Floriano. O terreno onde a equipe jogava suas partidas e realizava treinamentos era uma várzea onde hoje se localiza um supermercado, na avenida Vinte de Setembro. Uma comissão formada pela dupla Policarpo Machado e Artur Oscar Riegel foi encarregada de fazer o contato com o filho do falecido torcedor do Marechal.
O herdeiro, Aristides Casado, acaba com as pretensões rubro-negras, logo descartando a possibilidade de vender ou alugar a várzea.
Restava a tentativa com o Sr. Oscar Azevedo. Comerciante que possuía um terreno nos fundos de sua residência, entre as avenidas Gaspar Martins e São José, que fora procurado por representantes da diretoria para especular sobre o aluguel do local. Após algumas semanas de negociação, as partes chegam a um acordo. O Itapuí iria pagar quarenta mil réis por mês para utilizar a área. O Clube também ficava responsável pela construção de um muro que protegesse a casa dos Azevedo, edificada atrás de uma das futuras goleiras. Mas na cláusula do contrato de aluguel do campo, o que mais chamava a atenção não se relacionava com o esporte que ali seria jogado. Durante a semana, Oscar Azevedo assegurara o direito de soltar três ou quatro animais para pastar na grama marcada de cal; que seria o berço das conquistas rubro-negras.

 

Ambição Estadual

Em abril de 1927, o Clube encaminha sua filiação na Federação Rio-Grandense de Futebol (FRGD), apressando a formulação dos estatutos – condição imposta pelo órgão desportivo que desde 1918 regia o futebol gaúcho para as equipes integrarem seus campeonatos e partidas oficiais.
Nesse mesmo ano, o Itapuí disputaria seu primeiro Campeonato Estadual. Na época, a fase inicial do Gauchão era jogada em eliminatórias regionais, dividida em nove zonas. Os vencedores credenciavam-se a seguir na luta pelo título. Residente em Guaíba, o Rubro-Negro recebe uma missão ingrata. Depois de creditar-se a representar a cidade na decisão da Zona Centro, chega a informação de quem seria o adversário: para euforia de alguns e desânimo de outros, o Sport Club Internacional, campeão de Porto Alegre, enfrentaria a equipe caçula da competição.
O dia e o local do jogo já estavam marcados: 14 de agosto, no tão conhecido Estádio dos Eucaliptos. O Correio do Povo, principal jornal do Estado na época, divulgou o confronto na sua edição do dia 12 de agosto:

“A actual diretoria da Federação de Desportos iniciará, domingo próximo, o Campeonato do Estado, com as eliminatórias de regiões, como abaixo se vê:
PRIMEIRA REGIÃO:
S. C. Internacional  x  S. C. Itapuhy, em Porto Alegre.”

Desconhecido da maioria dos porto-alegrenses, o time de Guaíba era descrito pelo impresso da capital como uma incógnita. Mas o periódico receitava prudência aos colorados, em matéria veiculada no dia do jogo:

“Pouco sabemos do Club que dentre em pouco disputará com os locaes o título de campeão: entretanto, com as nopticias que temos publicado com referência a jogos amistosos, sabe-se que o onze visitante é forte, homogêneo e treinadíssimo, nele figuram elementos de grande futuro.”

Um dos vapores que faziam a travessia nas águas do Guaíba foi fretado para levar jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores à capital.
O clima de decisão durou até o momento em que a direção do Itapuí tentou assegurar a participação de seu principal jogador, Nona. Como já havia disputado partidas oficiais pelo São José naquele ano, o regulamento vedava sua atuação no embate da tarde de domingo. Não abrindo mão da escalação do atleta, o Rubro-Negro aceitou entregar os pontos aos colorados e ser disputada apenas uma partida festiva.
Em campo, o Inter imprime sua força de campeão do citadino porto-alegrense. Aos dez minutos de jogo, o placar já indicava 2 a 0 para os donos da casa. Gols de Barros, capitão da equipe, e Ross. Apesar das tentativas dos avantes Nona e Gradim, os guaibenses não passavam de investidas infrutíferas. Enquanto isso, Fachineti, arqueiro rubro-negro, tinha muito trabalho. Com os zagueiros Mario e Julio perdidos em campo.
Ao final do confronto, deu a lógica. Quando os descontos arrastavam a partida, Ribeiro, meio-campista colorado, marcou o terceiro gol.
A primeira experiência do Itapuí em nível estadual não rendeu o sucesso esperado. Mas todos sabiam que era quase impossível parar o Inter. Inter, que seria campeão gaúcho naquele ano. Um consolo para a equipe do outro lado do rio.
Analisando a atuação dos jogadores guaibenses, uma matéria do Correio do Povo destaca as qualidades e os defeitos dos estreantes:

“Fachineti demonstrou boas qualidades para o seu posto(..)o ataque combina bem, salientando-se Gradim e Nona. Resumindo, digamos que o quadro de Guahyba com mais alguns treinos e corrigidos defeitos graves, poderá tornar-se um óptimo conjunto.”

Como indicava o jornal da Capital, nem tudo estava perdido.

 S.C. Internacional  3  x  0  S.C. Itapuhy

Local: Estádio dos Eucaliptos.

Arbitragem: Henrique Maya Fallace.

Data: 14 de agosto de 1927

Internacional: Moeller; Grant e Gilberto; Ribeiro, Lampinha e Paulo; Nenê, Veiga, Ross, Barros e Darcy.

Itapuí: Fachineti; Mario e Julio; Gentil, Arthuro e Figueiredo; Andriotti, Nona, Lessa, Gradim e Gabriel.

Gols: Internacional – Barros, Ross e Ribeiro.  

A vida seguia para o Itapuí. E, em fevereiro de 1928, um novo comandante assume a dianteira. Calil Elias, vice-presidente nas gestões de Telmo Silva, é aclamado presidente.
Os clubes que se enfrentaram na decisão da Zona Centro do Campeonato Estadual de 1927 tornam a confraternizar. Desta vez em Guaíba. O Itapuí recebe o Internacional no Clube dos Mandins para um encontro regado a chás e doces, organizado pelas esposas dos dirigentes rubro-negros. Uma orquestra anima a noite. A relação tornara-se próxima entre as equipes. A identificação fora imediata, ajudada pela semelhança nos distintivos. Não era coincidência. O Itapuí criou seu emblema inspirado no vitorioso time colorado.

Depois de conquistar mais uma vez o direito de representar o município no Campeonato Estadual de futebol, o Itapuí aguardava a decisão do campeão de Porto Alegre para saber qual seria seu adversário. Não restava dúvidas de que esperava por uma equipe fortíssima, haja vista que era muito mais difícil vencer na época o citadino porto-alegrense do que o Gauchão.
O S.C. Americano deixou Grêmio, Inter, São José e Cruzeiro, todos para trás e conquistou o título. Mais uma vez o Itapuí fretava um vapor para rumar à Capital em busca de um sonho quase impossível.
A base da equipe era a mesma de 1927, e ainda tinha como destaque Nona, que finalmente estava liberado para atuar pelo Rubro-Negro.
O Correio do Povo antecipou em suas linhas o enfrentamento:

“Em disputa do Campeonato da Primeira Região encontram-se no próximo domingo o novel do S.C. Itapuhy, campeão da villa de Guahyba, e o valoroso S.C. Americano, campeão porto-alegrense.”

Mais uma vez Porto Alegre. Mais uma vez a equipe favorita para ser campeã estadual. Mais uma vez apontado como franco atirador. O Itapuí atravessava o rio no final da manhã do dia sete de outubro envolvido por inúmeras adversidades. Afora as qualidades dos adversários, as limitações dos guaibenses, acentuadas na temporada anterior, ratificavam o favoritismo dos porto-alegrenses. Por isso os 3 a 2 do primeiro tempo de partida entre Americano e Itapuí, em favor dos rubro-negros, surpreendeu até o mais otimista torcedor de Guaíba. Mas, para a tristeza dele, o placar não permaneceria inalterado na segunda etapa.
Numa reação assustadora, os americanistas marcam seis vezes nos quarenta e cinco minutos finais e vencem por 8 a 3. Pouco adiantou os dois gols de Nona e o solitário tento de Julio. O time voltava ao estádio dos Cinamomos desclassificado novamente pela equipe que meses depois venceria a competição. A localização mostrava-se determinante como empecilho para maiores aspirações dos itapuienses em nível estadual.

 

Fotos: Site do S.C. Itapuí 

 

O Esporte Clube Oriental foi fundado no dia 18 de Janeiro de 1966. A equipe Rubra fica no município de Praia Grande (SP).

 

Outro time da Cidade de São Carlos é o Goiás Futebol Clube. O time Alviverde disputa a Liga Sãocarlense de Futebol (LSF), e tem no currículo várias conquistas como o título municipal em 2002, e dois vices em 2006 e 2007.

Além desses o Goiás FC também faturou:
Foi campeão Amador Série A em 2005 e 2006
Foi vice-campeão Amador Série A em 1997

Foi campeão da Taça ou Copa São Carlos em 2002
Foi vice-campeão da Taça ou Copa São Carlos em 2006 e 2007

Colaborou: Braz Leme

 

 

 

O Flamengo Esporte Clube é um clube da Cidade de São Carlos (SP). A equipe rubro-negra disputa a Liga Sãocarlense de Futebol (LSF), onde o seu melhor resultado foi um vice-campeonato em 1986.

Contando com a colaboração do amigo Braz Leme, o Flamengo E.C. também possui outros dois vices: ‘Taça ou Copa São Carlos-1986′ e ‘Amador Série A-1998′.

 

 Esporte Clube Jardim Planalto, localizado na Rua Pirenópolis, 25 – Bairro: Vila Dirce, em Carapicuíba (SP). Quem souber a fundação… Será uma ótima informação.

 

Competição:  Campeonato Carioca 1912
Data :   03 de maio de 1912
Estádio (local) :  Rua Campos Salles ( Tijuca – Rio de Janeiro)
Time do Flamengo : Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Gilberto, Galo, Baiano,Arnaldo, Amarante, Gustavo e Alberto Borgerth
Gols : Gustavo*(5), Arnaldo(4), Amarante(4)Alberto Borgeth(2),Galo
Curiosidade :  * Gustavo de Carvalho foi o autor do primeiro gol da história do Clube de Regatas Flamengo

 

Obs: Em 1903 os remadores de Flamengo e Botafogo se reuniram para um amistoso, porém este jogo não é oficial.

A SEGUIR DADOS DO JOGO : 

FLAMENGO   1  X   5  BOTAFOGO

Local: Estádio da Rua Paysandu, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio (RJ)

Data: 27 de outubro de 1903

Amistoso disputado pelos remadores de ambos os clubes

FLAMENGO: G.V.Castro, V.Fatam, H.Palm, Sampaio Ferraz, A.Gibbions, L.Neves, C.Pullen, M.Morand, A.Vasconcelos, D.Moutinho, A.Simonsen

Gol: A.Simonsen.

Obs: Este foi o primeiro jogo de futebol disputado pelo Clube de Regatas Flamengo, através de seus remadores e também pelos remadores do Botafogo. Porem não é o primeiro jogo  oficial no futebol do C.R.Flamengo

Curiosidade: Nesta partida, o Flamengo começa o jogo sem goleiro !!!!, pois o mesmo chegaria com 5 minutos de jogo, porém o placar fica 0×0 até o final do primeiro tempo, com os gols saindo somente no 2º tempo. 

 

Fontes: Jornal do Commércio  e Jornal do Sports (Comemorativo do Centenário do C.R.Flamengo Edição Especial 1995)

 

O jornal O Globo, em sua edição desta terça-feira, dia 20 de março, publica na seção “Há 50 anos” a convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 1962 no Chile. O jornal apresenta a convocação de 41 jogadores, relacionados por posição, conforme reproduzido abaixo:

Arqueiros: Gilmar (Santos), Castilho (Fluminense), Valdir (Palmeiras), e Laércio (Santos).

Zagueiros direitos: Djalma Santos (Palmeiras), Jair Marinho (Fluminense), De Sordi (São Paulo) e Joel (Botafogo).

Centrais: Bellini (São Paulo), Mauro (Santos), Djalma (América) e Aírton (Grêmio Pôrto Alegrense).

Quartos zagueiros: Calvet (Santos), Barbosinha (Vasco), Zózimo (Bangu), Aldemar (Palmeiras) e Jurandir (São Paulo).

Zagueiros esquerdos: Nílton Santos (Botafogo), Altair (Fluminense), Rildo (Botafogo) e Ivan (América).

 Volantes: Zito (Santos), Zequinha (Palmeiras) e Carlinhos (Flamengo).

Apoiadores: Didi (Botafogo), Chinêzinho (Palmeiras) e Mengálvio (Santos).

Ponteiros direitos: Jair (Portuguesa de Desportos), Julinho (Palmeiras) e Garrincha (Botafogo).

Comandantes: Vavá (Palmeiras), Coutinho (Santos), Nei (Corinthians), Amarildo (Botafogo) e Quarentinha (Botafogo).

Pontas de lança: Pelé (Santos), Benê (São Paulo) e Prado (São Paulo).

Ponteiros esquerdos: Germano (Flamengo), Pepe (Santos) e Zagalo (Botafogo). ”

A delegação completa da Seleção Brasileira que embarcou para o Chile

Desses, depois de uma primeira etapa de treinos, foram desconvocados Prado, Carlinhos, Ivan, Aírton, Barbosinha e Chinesinho. O grupo restante ficou para a segunda etapa de preparação, que incluiu dois jogos contra o Paraguai, quando então foram desconvocados Aldemar, Bené, o goleiro Laércio e Nei.

Vinte e nove  jogadores prosseguiram para a terceira e última etapa de treinos, em que foram disputados dois amistosos contra Portugal. Djalma Dias, Joel, Calvet, Germano, Julinho, Rildo, Quarentinha e o goleiro Valdir Morais foram os últimos a serem cortados, na definição dos 22 que viajariam para o Chile.

Time em treinamento: Djalma Santos, Belini, Zito, Calvet, Castilho e Nilton Santos; Agachados: Garrincha, Didi, Coutinho, Pelé e Pepe

Veja a delegação do Brasil no VII Campoeonato Mundial de Futebol

Chefe - Paulo Machado de Carvalho

Secretário - Adolfo Marques

Tesoureiro - Ronald Vaz Moreira

Delegados aos Congressos da CSAF e FIFA - Luiz Murgel, Abílio de Almeida, Paulo Costa, Antônio do Passo

Superintendente e administrador - Mozart Giorgio

Supervisor - Carlos Nascimento

Médico - Hilton Gosling

Dentista - Mário Trigo

Observador - Ernesto Santos

Administrador - José de Almeida

Preparador físico - Paulo Amaral

Técnico - Aimoré Moreira

Massagista-enfermeiro - Mário Américo

Roupeiro-massagista - Francisco Assis

Sapateiro-cozinheiro - Artistides Pereira

Cafeteiro (do Instituto Brasileiro do Café, IBC) - Amaro Veloso dos Santos

Árbitro (da FIFA) - João Etzel Filho

Jornalista - Ricardo Serran

 

Na concentração: Pelé, Pepe (engraxando os sapatos) e Julinho

Jogadores da Seleção Brasileira

Altair Gomes de Figueiredo

Amarildo Tavares da Silveira

Antônio Wilson Honório (Coutinho)

Carlos José Castilho

Dejalma dos Santos (Djalma Santos)

Edson Arantes do Nascimento (Pelé)

Edvaldo Izídio Neto (Vavá)

Gilmar dos Santos Neves

Hideraldo Luís Belini

Jair da Costa

Jair Marinho de Oliveira

José Ely de Mirranda (Zito)

José Ferreira Franco (Zequinha)

José Macia (Pepe)

Jurandir de Freitas

Manoel Francisco dos Santos (Garrincha)

Mario Jorge Lobo Zagalo

Mauro Ramos de Oliveira

Mengálvio Figueiró

Nlton dos Santos

Waldir Pereira (Didi)

Zózimo Alves Calazães

 

Fotos: CBF


 

  

  O Tupi Futebol Clube, fundado em 1930, é um dos clubes mais tradicionais do Bairro Tupi, na Cidade de Piracicaba, no Interior Paulista. O time disputa a Liga Piracicabana de Futebol (LPF), onde já conquistou um título: 1980 e uma segunda colocação em 2002, atrás apenas do campeão Expressinho Futebol Clube.

 
 
Por: Dilson Braga
 
Foi buscando prestígio e inovando nos métodos aplicados pelos dirigentes dos clubes varginhenses da época, que a diretoria do Fluminense, Walabonso Nogueira, Targino Nogueira, João Urbano e Evaristo Carvalho, procuraram montar um time para brigar pelo título de 1940.
A grande atração e favorito disparado era a equipe do Navarra Esporte Clube, que patrocinado pela grande empresa local, Navarra & Irmãos, por decisão de Francisco Navarra que desejava montar um time imbatível.
Contratou jogadores profissionais, de gabarito e surpreendeu a todos os habitantes formando assim, a primeira equipe profissional da história do futebol em Varginha. Este time do Navarra contava com jogadores importantes, como Jaime de Almeida, Quirino, Bibi e Luiz Borracha, que brilharam depois, no Flamengo do Rio e também convocados para a Seleção Brasileira.
O Navarra passou a vencer com facilidade, todos os seus jogos. Os adversários cairam no desânimo, pois era praticamente impossível vencer aquele esquadrão. Mas veio a surpresa: Quando enfrentou o Flamengo, o Navarra foi derrotado pela primeira vez e, Francisco Navarra, presidente do Clube, revoltado com a derrota, dispensou toda a equipe na segunda-feira.
Disputaram o campeonato de 1940, além de Fluminense e Navarra: Avea, Sulamérica, Brasil e o Flamengo.
Antes da decisão, ou seja, com 48 horas de antecedência, o clima estava tenso. Quem seria o campeão de 1940, AVEA ou Fluminense?
Odilon (dirigente do AVEA) foi até Campinas(SP) e trouxe vários jogadores, entre eles Alegrete para formar a zaga com o grande Hélio Lúcio. Enquanto isso, os dirigentes do Fluminense não deixaram por menos. Foram até Belo Horizonte e trouxeram Pituca e Zé Maria, reforços para a final.
Foi um jogão, e a festa completou-se com o Fluminense campeão. Passeatas pelas ruas da cidade e um belíssimo foguetório completaram a comemoração do título de Campeão Municipal de Varginha em 1940.
 
 
FLUMINENSE FC - CAMPEÃO DE 1940. (Foto acima) Da esquerda para a direita: Luiz (Alfenas), Bituca, Zé Maria, Pedro Magro, Tião Cabeludo, Camilinho, Geraldo Melo, Carlito, Nelson Scadaferri, Manoelão, Jair Santana e Tampinha.
 
Foto: Dilson Braga
 

 

Vila São Luiz Futebol Clube foi um clube da Cidade de São João de Araras, Interior Paulista.  O Pantera Varzeano (alcunha do Vila) foi fundado num sábado, do dia 20 de outubro de 1956. Atualmente o time está extinto.

A foto acima o time do Vila São Luiz Futebol Clube posado, em 1962:
Em pé (esquerda para a direita):  Belon, Moacir, Vagner, Flavinho, Paulo e Baraldi. Agachados: Orlando, Zé Pedro, Melari, Biaggio, Zé Lucrédio.

Foto: Marcelo Valem

 

 O Dracena Futebol Clube foi fundado em 02 de julho de 1948, na cidade de Dracena, no Interior Paulista. O Alviverde dracenense possui um histórico de 27 participações, nas divisões de acesso, sendo que a sua  estreia aconteceu em 1960 quando disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão. Depois, entre 1961 a 1967 o Dracena participou de forma consecutiva a Terceira Divisão da época, em 1968 disputou a Quarta Divisão. 

Após um período de ausência, o Dracena FC, retornou em 1973 a disputar um campeonato de acesso, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Competição está que disputou até 1976, caindo nos anos seguintes para Quarta e Quinta divisões do estadual. Em 1981 voltou a figurar na Terceirona. O destaque fica para as campanhas de 1982 a 1985, quando o clube disputou a Segunda Divisão Paulista (atual Série A2). Foram quatro participações seguidas.

De 1976 a 1991 a equipe disputou novamente a Terceira Divisão. Seu último ano como profissional, disputando as categorias de acesso, foi 1994, ao participar da Quinta Divisão Paulista (Série B2).

 O Dracena Futebol Clube foi uma das equipes do interior que mais tempo permaneceu no difícil Campeonato Paulista representando uma cidade com modestos 45 mil habitantes. Um feito notável, mesmo para uma agremiação que não conquistou nenhum título estadual.

 

    Em pé:  Mão de Onça, Garça, Flávio, Gumieirinho, Nenê, Veiga e Wilson; Agachados: Baixinho, Dema, Cipola, Rato e Ivan.

O Dracena Futebol Clube de 1960 (foto acima) debutou no futebol profissional, tendo uma equipe de respeito, que deu muita alegria e deixou saudades aos torcedores da época. Atualmente o futebol do clube encontra-se desativado.

 

Foto: Jornal Gazeta de São  Paulo

 

A Associação Atlética Vila Varela é um dos times mais tradicionais do município de Poá (SP). O clube fica localizado na Rua Marcelino Brunetti, 210, no Bairro da Vila Varela. Sobre a fundação da equipe, o nosso amigo André Mantins nos informa: segundo o estatuto do clube, a A.A. Vila Varela foi fundado em maio de 1957.

Quem souber de outras informações para agregar… É só teclar.

 

 

 O São Pedro Esporte Clube foi fundado em 1967 pela familia Moda, na cidade de São José do Rio Preto, no Interior Paulista. Ao logo dos anos sempre ficou marcada pela a qualidade dos times e tambem pela sua torcida.

O time chegou ao ápice no campeonato varzeano de 1994, onde conquistou o titulo de campeão municipal. Sob o comandado do presidente, o conhecido Pinga, o São Pedro voltou a levantar o caneco, ao faturar o Bi varzeanno em 2003.

 

Projeto liderado pelo ex-craque português Luís Figo realizará cerimônia mundial no Brasil

O perfil do Dream Football no Facebook está recebendo até o dia 2 de abril (segunda-feira) o voto de internautas para escolher dois dos últimos três finalistas do Dream Football Awards. Quem quiser votar, deve acessar a plataforma do projeto na Internet – www.dreamfootball.com ou a página do Facebook da Dream Football (http://www.facebook.com/#!/Dreamfootball ) e escolher o seu vídeo favorito.

O Dream Football é uma iniciativa liderada pelo ex-craque Luís Figo que contempla uma série de ações de igualdade de oportunidades no futebol, utilizando o esporte mais popular do mundo como forma de potencializar sonhos e garantir o futuro de crianças que amam esta atividade. No total, o 2º Dream Football Awards terá 10 finalistas, escolhidos entre mais de 12 mil garotos de todo o mundo que colocaram vídeos no portal do Dream Football.

- O Dream Football Awards é um momento único no ano em que celebramos o talento dos 10 jovens que mais se destacaram na Dream Football no ano anterior – destaca Figo.

Até agora, sete jovens, entre os quais quatro brasileiros já estão garantidos na cerimônia internacional de premiação, que, este ano, ocorrerá a 30 de maio no Rio de Janeiro. Os contemplados virão de países como Venezuela, Portugal e França às custas do projeto e receberão os prêmios das mãos de Figo, Felipão e Gabriel, O Pensador, além de participar de um vasto leque de atividades de sonho.

- Em 2011, em Madrid, jovens do Brasil, França, Espanha, Portugal e Venezuela viveram uma experiência fantástica. Para 2012, no Brasil, estamos preparando muitas surpresas para estes jovens e para as suas famílias. Sete meninos já conquistaram o seu lugar. Outros quinze disputam agora online dois dos lugares que faltam. O último eu irei escolher e não será fácil porque a qualidade é muita – pondera o líder do Dream Football.

 

Sobre o Dream Football

Por intermédio da plataforma www.dreamfootball.com, qualquer jovem, independentemente de etnia, classe social, sexo ou religião, pode postar sua própria jogada, seu drible ou o seu golaço. Todas as semanas, os vídeos mais assistidos são avaliados por uma equipe de profissionais formada por nomes como o próprio Figo e o técnico Luiz Felipe Scolari. Em seguida, as imagens são enviadas para grandes clubes de todo o mundo, parceiros do projeto. A empresa não faz contrato de agenciamento com nenhum jovem, nem tem qualquer interesse comercial na transação de jogadores.

 

 

O União Monte Alegre Futebol Clube (UMA), surgiu numa segunda-feira do dia 23 de Abril de 1923, por iniciativa do senhor do engenho, Pedro Morganti, cujo estádio do clube tem o seu nome (Estádio Comendador Pedro Morganti).

UMA de 16 de maio de 1936

O objetivo era propiciar aos funcionários da usina refinada de açúcar uma opção de lazer.  O Galo Suburbano (alcunha do UMA) fica localizado no Bairro de Monte Alegre, em Piracicaba, no Interior Paulista. O time disputa a Liga Piracicabana de Futebol (LPF).

 

 Foto: Diário de São Paulo

 

O Esporte Clube Santa Rita, fica localizado no município de Jacareí (SP). O clube (nas cores azul, branca e preta), que  foi fundado no dia 25 de Janeiro de 1972, disputa as competições da Liga Municipal de Futebol de Jacareí (LMFJ).

 

 

O ano de 1985 foi marcante e ao mesmo tempo doloroso para o Bangu Atlético Clube. Afinal, os Mulatinhos Rosados chegaram na grande final do Campeonato Brasileiro, e depois de um empate em 1 a 1 com o Coritiba, no Maracanã, o time viu o título escapar após o ponta esquerda Ado desperdiçar a cobrança.

Pouco mais de três meses depois, o Bangu chegava em outra final. Dessa vez no Campeonato Estadual do Rio e voltou e ficar com vice. Só que desta vez a ‘punhalada sagrou’ os corações dos banguenses. Afinal, no final do jogo, quando o Fluminense vencia por 2 a 1, o zagueiro tricolor Vica, de forma grosseira deu um verdadeiro golpe de judô em cima do atacante Cláudio Adão , dentro da área.

Contudo, o árbitro José Roberto Wright (próximo a jogada) nada marcou, entrando para a história do Maracanã como o pênalti mais claro da história do Estádio Mario Filho, Maracanã. Até hoje, 27 anos depois, os torcedores do Bangu não se esquecem daquela jogada, que poderia ter rendido o terceiro título do clube em cariocas. Além disso, eles ainda lembram que José Roberto Wright anos depois virou dirigente do Fluminense e atualmente é comentarista de arbitragem da Rede Globo. Relembrando esse fato fatídico… Leiam o que a Revista Veja e o Jornal dos Sports narraram sobre o fato.

 

Revista Veja

O carioca José Roberto Wright, 41 anos, viu-se, na última quarta-feira, sob os olhares atentos de 90.000 torcedores, diante de uma das mais dramáticas situações a que está sujeito um juiz de futebol – um pênalti no último minuto do jogo, capaz de mudar, no caso, não apenas o resultado da partida como a própria história de todo o campeonato. O tempo normal já se esgotara quando o atacante Cláudio Adão, do Bangu, foi derrubado dentro da área pelo zagueiro Vica, do Fluminense, num pênalti clamoroso que o Maracanã inteiro testemunhou. Se o juiz apitasse a falta, o Bangu teria uma esplêndida chance de empatar o jogo – até aquele instante, perdia por 2 a 1 – e ficar com o título de campeão. Wright, porém, preferiu voltar as costas para o problema e, assim, dar a vitória e o título ao Fluminense.

“Estava de costas para o lance, pois tinha apitado antes o fim do jogo”, argumentou Wright, referindo-se a uma cena – a do apito final – que, ao contrário do pênalti não assinalado, ninguém notou no estádio lotado. “Foi um roubo descarado, mas agora não tem mais jeito”, lamentava desolado, com as mãos na cabeça, o patrono do Bangu, Castor de Andrade. Castor estava duplamente certo: Wright falhara e sua falha não tinha mais conserto. Em futebol, o juiz tem poder absoluto para determinar o que está certo ou errado dentro das quatro linhas de jogo. Mesmo que se prove posteriormente que sua decisão foi equivocada, ou que o próprio juiz admita o erro, numa raríssima autocrítica, o mal jamais é reparado. O juiz pode até ser punido pelos tribunais esportivos ou pelos cartolas, mas o resultado do jogo é mantido. Em 1973, por exemplo, numa decisão do campeonato paulista, o grande Armando Marques errou a conta na disputa final de pênaltis entre Santos e Portuguesa. Constatada a falha, a solução para contorná-la foi declarar os dois times campeões.

Carreira agitada – Até aquele momento, Wright cumpria uma atuação praticamente sem falhas, confirmando sua condição de juiz competente, reconhecida pela própria FIFA, o órgão que governa o futebol mundial, de cujo quadro internacional de árbitros faz parte. O resultado do jogo era justo prêmio ao futebol superior apresentado pelo Fluminense. Depois de sofrer um gol aos 4 minutos, conseguiu marcar dois, mas a vitória e o título só foram garantidos com a inestimável colaboração de José Roberto Wright.

Embora Wright tenha integrado a equipe de atletismo do Fluminense nos anos 60, seria injusto acusá-lo de agir de má fé na decisão carioca. Nem foi essa a primeira confusão em que se meteu em 14 anos de carreira como juiz. Em 1981, ele encerrou prematuramente um jogo entre Flamengo e Atlético, pela Taça Libertadores da América, o campeonato sul-americano de clubes, ao expulsar cinco jogadores do time mineiro ainda no primeiro tempo. Graças a esse empurrão, o Flamengo acabaria campeão continental e mundial de clubes.

Um ano depois, Wright protagonizaria outro caso ainda mais extravagante. Em combinação com a TV Globo ele apitou o jogo final da Taça Guanabara, entre Flamengo e Vasco, com um gravador escondido sob a camisa. A idéia era mostrar na TV como jogadores e juízes se entendem, ou se desentendem, dentro do gramado. Indignados pelo que consideraram uma invasão de sua privacidade, os atletas das duas equipes fizeram uma denúncia contra o árbitro na Justiça Desportiva. Wright foi suspenso por 40 dias. Pelo menos naquela ocasião ele conseguiu desagradar a todos indistintamente.

 

 O Jornal dos Sports

O Maracanã foi palco de uma decisão em que raça, determinação, personalidade e categoria foram os ingredientes do Fluminense para conquistar o título de tri-campeão do Rio de Janeiro, no dia 18 de dezembro de 1985, com vitória por 2 a 1 sobre o Bangu, de virada. O adversário e grande parte da mídia reclamaram de um pênalti não marcado pelo árbitro José Roberto Whight, no último minuto, quando o zagueiro Vica derrubou Cláudio Adão.

O campeonato foi decidido num triangular do qual participaram também o Flamengo, que foi eliminado. Para a decisão, o Bangu levou o direito de empatar.

Se entrar com vantagem já era bom, com o gol conquistado aos quatro minutos as coisas melhoraram: Perivaldo bateu falta pela direita e Marinho fez 1 a 0. O Bangu ainda teve outras boas chances, mas não ampliou.

No segundo tempo, o Fluminense mostrou logo que estava a tudo para chegar ao título. Aos poucos, foi ganhando espaço e chegou ao empate aos 19 minutos, gol de Romerito. A torcida foi ao delírio e começou a participar mais ainda do jogo. Com tamanha pressão, a virada aconteceu aos 31 minutos, depois de uma falta próxima à área. Paulinho cobrou no ângulo. Golaço! Os jogadores do Bangu partiram desesperadamente em busca do empate.

No minuto final, surgiu a polêmica. O zagueiro Vica derrubou Cláudio Adão dentro da área e José Roberto Wright ignorou o pênalti. Os jogadores do Bangu se revoltaram, cercaram o árbitro e tiveram de deixar o campo com a explicação de que o apito que ouviram no momento da falta era o do fim do jogo, não o da marcação do pênalti.

BANGU 1 x 2 FLUMINENSE
Competição:
Campeonato Carioca (Final)
Local:
Maracanã (18 de dezembro de 1985)
Renda:
Cr$ 1.670.240.000,00
Público:
88.162 pagantes
Árbitro:
José Roberto Wright, auxiliado por Wilson Carlos dos Santos e Pedro Carlos Bregalda
Gilmar, Perivaldo, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Arturzinho e Mário; Marinho, Fernando Macaé (Cláudio Adão) e Ado.
Técnico: Moisés
Paulo Victor, Beto, Vica, Ricardo Gomes e Renato; Jandir, Delei e Renê; Romerito, Washington e Tato (Paulinho).
Bangu 1 x 0: Marinho, aos 4min do 1º tempo
Bangu 1 x 1: Romerito, aos 18min do 2º tempo
Bangu 1 x 2: Paulinho, aos 31min do 2º tempo
Perivaldo, Mário, Marinho, Oliveira e Fernando Macaé (Bangu); Vica, Deley e Romerito (Fluminense)
Perivaldo, Mário e Cláudio Adão (Bangu)

Fonte: Revista Veja (25 de dezembro de 1985) e JS.

 

 

 

Por: Rodrigo Fernandes

Num domingo, do dia 12 de janeiro de 1930, surgiu Clube Atlético Ferroviário, graças à cisão do Britânia Sport Club. O clube ficava na cidade de Curitiba, no estado do Paraná. Num primeiro momento, o Ferroviário surgiu para congregar os funcionários e os operários da Rede, disputando apenas campeonatos amadores.

 Ao levar para as suas fileiras os principais jogadores do Britânia, o Clube Atlético Ferroviário começou a decolar como time competitivo e, sobretudo, como força popular do futebol da capital paranaense.

 Tornou-se oito vezes campeão de profissionais, construiu o mais moderno estádio do Paraná na década de 1940 (Estádio Durival Britto e Silva), revelou grandes craques, lotou estádios por onde passou e desenvolveu admirável intercâmbio nacional e internacional. Apelidado de “Boca-Negra”, nome de um grupo indígena descoberto na selva brasileira na década de 1930, popularizou-se ainda mais.

 Em 1967 foi o primeiro representante paranaense no Torneio Roberto Gomes Pedrosa. No dia 29 de junho de 1971 após a fusão com o Britânia S.C. e com o Palestra Itália F.C., surgiu o Colorado Esporte Clube. Então em 1989 o Colorado uniu-se com o EC Pinheiros, e dessa fusão surgiu o Paraná Clube, que existe até os dias de hoje.

 A história do time que surgiu dessa união é um caso à parte. Ainda existe muita gente com saudades daquela camisa vermelha pródiga em histórias bizarras. Os fãs do Colorado, diga-se, orgulham-se daquela mística azarada – uma espécie de analogia à vida sem golpes de sorte, típica do brasileiro comum.

 Eram pessoas felizes com a trajetória desgostosa do humilde boca-negra. Ainda hoje escuto discursos nostálgicos ressaltando “como era bom o tempo do coloradinho”. Enfim, o motivo desse texto é lembrar-se do Ferroviário – a vítima maior do Colorado.

 O falecido gigante foi campeão paranaense em 1937 e 38, também em 44 e 48. Levantou a taça ainda em 53. Voltou a ser bicampeão em 65-66. Foi o primeiro representante do estado no Roberto Gomes Pedrosa, o Brasileiro da época. E jaz!

 Certa vez, fui cobrir um treino do Paraná – o espólio do CAF – e o radialista Manoel Fernandes disse que lamentava o fato de o Tricolor não ter resgatado o emblema da extinta agremiação. Achei a observação curiosa, pois não tinha observado ainda essa questão estética.

 De fato, perdeu-se um desenho dos mais bonitos. A tese, salvo falha da minha memória, foi reforçada pelo publicitário Ernani Buchmann, ex-presidente paranista, quando o entrevistei sobre o livro Quando o Futebol Andava de Trem, de sua autoria, há nove anos.

 O livro de Buchmann, diga-se, é obrigatório para quem gosta de história do futebol. Não sei se há exemplares à venda, mas a obra foi editada pela Imprensa Oficial do Paraná em setembro de 2002. 

Na pesquisa literária, explica-se que sem o apoio da Rede Ferroviária, a equipe não teve como prosperar. Ainda hoje imagino como seria aquele time com uniforme pomposo, mas de torcida humilde, em ação. 

É difícil encontrar uma definição, mas vou me arriscar para o desgosto de muitos amigos paranistas: se estivesse vivo até hoje, o Ferroviário seria o Paraná – com sua trajetória bipolar — carregando uma camisa de 100 kg. Seria um sonho para muitos.

 

TÍTULOS

Campeonato Paranaense: 8 vezes (1937, 1938, 1944, 1948, 1950, 1953, 1965 e 1966).

Vice-Campeonato Paranaense: 7 vezes (1942, 1946, 1947, 1949, 1955, 1957 e 1963).

Torneio Início: 7 vezes (1934, 1937, 1938, 1943, 1950, 1954 e 1960).

 

Foto: Arquivo pessoal

 

O futebol de Tocantins é pouco conhecido e as informações são escassas. Então por essas pesquisas de meu Deus… Encontrei um novo time, que recentemente completou um ano de vida: SEAT – Sociedade Esportiva Atlético Tocantinense, fundado no dia 5 de março de 2011.

Apesar de o clube ter a sua sede em Palmas, os jogos e treinos acontecem no pequeno município de Lajeado a 53 km da capital. O local com 332,481 km2 de extensão territorial e uma população de cerca de 3 mil habitantes.

Apesar do pouco tempo o Tigrão da Serra (alcunha do SEAT) já possui site (http://atleticotocantinense.com.br/), escolinha, categoria de base e até musa: Luana Costa, 20 anos, com direto a papel de parede e tudo. Mal nasceu e o Atlético Tocantinense já está provando que bate um bolão!

 

Fotos: Site do SEAT

 

  

Entre o céu e o inferno. O curto espaço de tempo disponibilizado as federações para a realização dos Estaduais, acaba possibilitando situações inusitadas. No Campeonato Carioca-2012, o Bangu Atlético Clube (bicampeão carioca em 1933 e 1966) atravessa um momento de extremos.

            Restando três rodadas para o final da Taça Rio (segundo turno), se a competição terminasse hoje, o Bangu estaria classificado para as semifinais da Taça Rio, como líder com nove pontos, e rebaixado para o Campeonato Carioca da Série B-2013, já que atualmente ocupa a penúltima posição na classificação geral com apenas nove pontos.

O problema dessa estranha equação pode ser entendido na Taça Guanabara (primeiro turno do Rio), quando os Mulatinhos Rosados jogaram sete partidas e perderam todas. Agora, equipe banguense se vê obrigada a buscar os pontos duplamente: escapar da degola e ainda tentar uma vaga na fase semifinal.

Pelo regulamento da Federação de Futebol do estado do Rio de Janeiro (Ferj), caso o Bangu entre nas semifinais, e, paralelamente, com a pontuação no geral esteja na zona de rebaixamento, só escapará da queda caso conquiste o título da Taça Rio. Dessa forma, garantiria, no mínimo, o vice-campeonato Estadual de 2012.

 CLASSIFICAÇÃO GERAL DO CARIOCA-2012 (25/03/12)

Nº.

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Vasco da Gama

29

12

09

02

01

25

09

16

Botafogo

28

12

08

04

00

30

09

21

Flamengo

27

12

08

03

01

20

06

14

Resende

21

12

06

03

03

17

16

01

Macaé Esporte

20

12

06

02

04

18

16

02

Fluminense

19

12

06

01

05

22

14

08

Volta Redonda

17

12

05

02

05

18

21

-3

Friburguense

15

12

04

03

05

14

17

-3

Nova Iguaçu

15

12

04

03

05

11

15

-4

10º

Boavista

14

12

04

02

06

19

23

-4

11º

Duque de Caxias

12

12

03

03

06

13

19

-6

12º

Madureira

11

12

03

02

07

13

21

-8

13º

Bonsucesso

11

12

02

05

05

13

21

-8

14º

Olaria

10

12

02

04

06

15

20

-5

15º

Bangu

09

12

02

03

07

12

21

-9

16º

Americano

08

12

02

02

08

15

24

-9

 

Foto/montagem: Sérgio Mello

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