Um bom parâmetro do antes e atual estágio do futebol brasileiro eram as excursões dos clubes brasileiros ao exterior. E, nem me refiro aos grandes clubes, mas sim dos pequenos. Um bom exemplo, é a Associação Atlética Portuguesa, do Rio. Nos anos 50, a simpática Lusa Carioca era figurinha constante nas últimas colocações do Campeonato Carioca. Contudo, o Estadual do Rio era fortíssimo e ficar entre os últimos não chegava a ser demérito algum.

No entanto, em meados de 1956, a Portuguesa excursionou na União Soviética e Tchecoslováquia, obtendo grandes resultados e a admiração dos povos soviéticos e tchecos. Bons tempos que ainda sonhamos que retornará algum dia.

FONTE: Imprensa Popular (06 de julho de 1956)    

 

O Jornal Imprensa Popular, do dia 18 de março de 1956, deu destaque de quase uma página da inauguração do Estádio Mário Tamborindeguy, de propriedade do Central Sport Clube, de Barra do Piraí, que acontceu uma semana antes (11/03/1956). Na preliminar, o Central SC goleou o Adrianino AC, de Engenheiro Paulo de Frontin, pelo placar de 4 a 0. Na partida de fundo, os times mistos de Flamengo e Vasco da Gama ficaram no empate de 2 a 2.  

 

CENTRAL SC         4          X         0          ADRIANINO AC

LOCAL: Estádio Mário Tamborindeguy, em Barra do Piraí (RJ)

DATA: Domingo, no dia 11 de março de 1956

HORÁRIO: 14 horas

CARÁTER: Amistoso intermunicipal

PÚBLICO: 10 mil pessoas

RENDA: Cr$ 80.000,00 (oitenta mil cruzeiros)

ÁRBITRO: Flávio de Carvalho (Federação Fluminense de Desportos)

CENTRAL: Valter; Boa Pinta e Jorge; Valdir, Iranir e Deley; Davidson, Tatão, Ramos, Gabiroba (Toninho) e Ceci.

ADRIANINO: Maurício; Paulo e Weber (João Martins); Pedro Facão e Ari; Paulinho, Haroldo, Cirrico, Manoel e Gazoza. 

GOLS: Ramos e Toninho, duas vezes cada um.

 

 FLAMENGO             2          X         2          VASCO DA GAMA

LOCAL: Estádio Mário Tamborindeguy, em Barra do Piraí (RJ)

DATA: Domingo, no dia 11 de março de 1956

HORÁRIO: 16 horas

CARÁTER: Amistoso estadual

PÚBLICO: 10 mil pessoas

RENDA: Cr$ 80.000,00 (oitenta mil cruzeiros)

ÁRBITRO: Flávio de Carvalho (Federação Fluminense de Desportos)

FLAMENGO: Aníbal; Leone e Jorge; Cortez, Valter e Osni; José, Hermes, Henrique, Moacir e Sidney.

VASCO: Carlos Alberto; Tomaz e Pedro; Amauri, Antônio e Benito; Wilson, Roberto, Castelo, Valinho e Dodô.

GOLS: Hermes, duas vezes (Flamengo); Valinho, duas vezes (Vasco).  

 

FONTE: Imprensa Popular

 

O Jornal Imprensa Popular, do dia 18 de março de 1956, deu destaque de quase uma página da inauguração do Estádio Mário Tamborindeguy, de propriedade do Central Sport Clube, de Barra do Piraí. Dentro da extensa matéria, além do estádio, também foi contada a história do clube, os principais títulos, entre outras coisas. Abaixo segue a reportagem na íntegra:  

 A cidade de Barra do Piraí viveu, domingo (11 de março de 1956) um dia festivo, só comemorar mais um aniversário de sua emancipação política (fato este, ocorrido em 10-03-1890). No terreno esportivo, o grande acontecimento traduziu-se na inauguração do Estádio Mário Tamborindeguy, do Central Sport Clube, praça de esportes dotada de amplas e modernas nas instalações, com capacidade para 15 mil pessoas.

 

CARACTERÍSTICAS DO ESTÁDIO

Ocupa uma área de 17.940 m² e está situado em local aprazível no perímetro urbano da cidade. Tem capacidade para 15 mil pessoas. É dotado de um campo de futebol, na medida oficial; uma bonita quadra de basquetebol, dois túneis com saída interna, dois vestiários, pista para corrida.

No Estádio, estão sendo construídas oito grandes lojas de frente para a Rua Central, que serão alugadas tão logo sejam concluídas  as obras. Receberá cerca de 20 mil cruzeiros mensais ao clube. Há plano para a construção de uma piscina.

 

A inauguração do grande estádio provocou a maior vibração no povo de Barra do Piraí, que via, finalmente, a cidade dotada de uma praça de esportes à altura de suas tradições esportivas. Equipes mistas do Flamengo e do Vasco da Gama abrilhantaram a festa de comemoração do Estádio, que contou com um variado programas de provas esportivas e solenidades.

Nesta reportagem, focalizaremos a festa de inauguração do Estádio Mário Tamborindeguy em todos os seus detalhes e faremos um histórico de vida do Central Sport Clube, agremiação fundada pela classe operária de Barra do Piraí.

 

NASCIMENTO DO CENTRAL SPORT CLUBE

O Central Sport Clube foi fundado no dia 1º de Janeiro de 1922. Na época a bela cidade do sul do Estado do Rio, conhecida com ‘Pérola do Vale do Paraíba‘, já era importante centro ferroviário. Sua população era constituída quase que exclusivamente de operários da E.F.C.B. (Estrada de Ferro Central do Brasil), que ansiava por um local onde pudessem aproveitar as horas de lazer, após cada semana de ‘duro batente’.

A ideia da fundação do clube nasceu da inspiração de um grupo de ferroviários, reunidos no intervalo destinado às refeições e ao descanso, nas oficinas do 2º Depósito. Agremiação recebeu o nome da empresa onde os operários labutavam, E.F.C.B., e a sua criação foi recebida com grande satisfação por toda a classe operária e outras camadas sociais da localidade. 

 

FUNDADORES

Foram os pioneiros entusiastas e fundadores do Central Sport Clube os abnegados ferroviários: Rômulo Braga, Delfin Correia da Silva, José Marques da Costa Júnior, José Façanha, Juvenal Costa, Antenor Ferreira Dias, Roldão Bandeira de Campos, Adolcino Cruz de Oliveira, Castelar Carota Pereira, Alfredo Ribeiro, Joaquim Alves Teixeira, Nicomides Olavo de Oliveira, Ildelfonso José Ribeiro, Ademar José Oliveira, Bruno Pereira dos Santos, João Nogueira Santiago, Geraldo Marques da Costa, Gentil Reis, Feliciano da Rocha, Coutinho, Inicêncio José Ribeiro, Luiz Figueira, Enrico Dias de Souza, Antônio Araujo, Carlos de Araujo, Alípio Dias de Souza, Hermogênio Cruz de Oliveira, Acilino Leal, Antônio, e muitos outros que deixamos de registrar por não possuirmos documentos copilados na época.

 

BRILHANTE TRAJETÓRIA

Graças a unidade de ação dos ferroviários fundadores do clube, Rangel, Luiz Leite, Helcias Rangel, Alfredo Teixeira, Sebastião Marques da Costa, Custodio Cardoso de Oliveira, no dia 1º de Janeiro de 1922, pouco tempo depois da fundação, fazia o Central Sport Clube sua primeira apresentação oficial ante o povo barrense, acontecimento que surgiu como o primeiro e grande acontecimento esportivo de Barra do Piraí.

Daí pra frente, com redobrado esforço e entusiasmo de seus dirigentes e ainda com o integral apoio da classe operária, iniciou o Central Sport Clube uma série de arrojados empreendimentos, que se coroam de êxito, num atestado eloqüente de sua pujança, forjada no trabalho constante e na unidade fraternal de seus associados.

 

TÍTULOS

Em seus 35 anos de existência, conquistou o Central Sport Clube inúmeros títulos que vieram enriquecer seu patrimônio esportivo, colocando-o em posição de destaque no cenário esportivo estadual. Dentre os títulos mais importantes, destacam-se os seguintes que passamos a enumerar:

Ano de 1933 - Campeão nas categorias de Aspirantes e amadores do Campeonato da Liga Esportiva Sul-Fluminense.

Ano de 1940 - Campeão do Torneio Cinqüentenário de Barra do Piraí, ocasião em que foi fundada a Liga Atlética de Barra do Piraí (LABP).

Ano de 1942 - Campeão nas categorias de Aspirantes e amadores da LABP.

Nos anos de 1946, 1947 e 1948, sagrou-se campeão do Campeonato Citadino da LABP, conquistando um grande tricampeonato, um dos feitos mais importantes de sua trajetória esportiva  e que veio confirmar sua condição de líder do esporte sul-fluminense.

 

NOVAS REALIZAÇÕES

No ano de 1953, sob a dinâmica atuação da diretoria para o biênio 1953-54, o Central Sport Clube alcançou uma de suas melhores fases. Progrediu sensivelmente, alcançando grandes êxitos em todos os setores de suas atividades. A principal iniciativa foi o início da construção do grande Estádio Mário Tamborindeguy.

A diretoria eleita para aquele biênio, vitoriosa numa campanha das mais movimentadas e vibrantes, tinha os seguintes nomes: Presidente - Majlech Cukier; Vice-Presidente - Cássio Santos; Diretor de Comunicações - Hermógenes P. Silva; Diretor de Finanças - Avelar Antônio Fernandes; Diretor Social – Inocêncio de Souza; Diretor do Infanto-Juvenil - Francisco Teles; Diretor de Relações Especializadas - Dr. Júlio N. de Oliveira; Diretor de Futebol – Carlos Alberto G. Moreira.

 

Por sua atuação destacada e eficiente, foi reeleita para o biênio de 1955-56. Deram assim os centralinos uma prova inconteste de coesão em torno de seus dirigentes, não interrompendo dessa forma o ritmo acelerado de sua grandiosa obra.

Nesta época, surgiu a figura ilustre de Sr. Mário Tamborindeguy atual patrono do clube, e o Central Sport Clube ganhou novo impulso. O Estádio concretizou-se pela decisiva participação do patrono, que dedicou-se inteiramente à sua construção.

A FESTA DE INAUGURAÇÂO

A inauguração Estádio Mário Tamborindeguy contou com o seguinte programa:

13 horas - inauguração solene do Estádio pelo patrono do clube. Dr. Mário Tamborindeguy;inauguração do Vestiário ‘João Antônio Camerano’ e respectivo túnel, pelo Deputado João Antônio Camerano, presidente de honra do Central Sport Clube; inauguração do Vestiário ‘Adolcino Cruz de Oliveira’ e respectivo túnel pela Senhora Ruth Oliveira Araújo.

13h30 - Entrega da faixa simbólica de grande benemérito do clube, ao Dr. Mário Tamborindeguy; desfile dos atletas; hasteamento das bandeiras dos clubes ao lado do pavilhão nacional.

14 horas - Provas de futebol – Central x Adrianino (amadores);

16 horas - Flamengo x Vasco da Gama (Profissionais);

20 horas - Inauguração da quadra de Basquetebol pela Sra. Alice Maria Tamborindeguy;

20h10 - Central x Macabeus (Aspirantes);

21 horas - Seleção de Barra do Piraí x Seleção de Volta Redonda;

21h50 - Central x Macabeus (Titulares);

As solenidades de inauguração do Estádio do Central Sport Clube se revestiram do maior brilhantismo, contando com a presença de autoridades políticas  e esportivas da localidade e uma massa  de cerca de 10 mil pessoas.

Pelas bilheterias do Estádio Mário Tamborindeguy, passou a importância de 80 mil cruzeiros, renda recorde em Barra do Piraí, sendo de se considerar que os sócios do Central S.C. não pagaram ingresso.

Como vemos, alcançou pleno êxito a festa de inauguração do grande Estádio do Central, orgulho do povo de Barra do Piraí e marco na história esportiva de um grande município fluminense.

 

FONTE: Imprensa Popular

 

Encontrei no Jornal Imprensa Popular, a matéria reportando o título do Campeonato Citadino de Nova Iguaçu de 1954. Vale lembrar que naquela época o Município de Queimados era um distrito Iguaçuano e só foi emancipado no dia 25 de Novembro de 1990. Abaixo a reportagem na íntegra:

 Campeão Iguaçuano de 1954, o Queimados F.C.

 A equipe principal do Queimados Futebol Clube sagrou-se brilhantemente campeão da Liga Iguaçuana, ao bater, pelo marcador de 3 tentos a 2, a representação da Associação Atlética Filhos do Iguaçu (escudo já publicado), em peleja de 20 minutos, realizada na tarde de domingo (08 de agosto de 1954) último, como prorrogação de partida anterior.  

A luta entre os dois categorizados esquadrões de Nova Iguaçu, como era de se esperar, visto tratar-se de uma decisão de campeonato. Foi repleta de sensações e o numeroso público que assistia ao jogo teve oportunidade de presenciar um espetáculo de bom nível técnico. A característica principal do jogo decisivo foi um constante equilíbrio nas ações.

Ambos os conjuntos que se batiam pela vitória, demonstrando prefeito entrosamento nas suas linhas, manobravam na cancha com categoria e trocavam golpes sobre golpes, buscando a superioridade no marcador. O Queimados F.C. findo o tempo regulamentar de luta, conseguiu o tão sonhado triunfo, levando a melhor sobre o bravo contendor, pelo apertado marcador de 3 x 2, o que diz bem o equilíbrio havido 20 minutos de luta.

Com este triunfo, o Queimados F.C. coroou uma brilhante campanha, marcada toda ela de grande êxitos. Nesta oportunidade, quando o título de Campeão da Liga Iguaçuana estava em jogo, o notável esquadrão soube se conduzir com o certo de virar outras jornadas, acabando por derrotar um adversário que desde o início do prélio lhe exigiu o máximo, o que lhe valeu o pomposo título de campeão.

FONTE: Imprensa Popular

 

 

O Metropolitano Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os Leões de Quintino’ foi Fundado no domingo, do dia 12 de Maio de 1918, após fusão entre Royal Football Club (Méier) e Sport Club Brasileiro (Rio Comprido). A sua Sede e o campo ficavam localizados na Rua Dias da Cruz, 322, no Méier, Zona Norte do Rio. Na década de 30, o clube transferiu a sua sede para a Rua José Veríssimo, s/n, também no Bairro do Méier.

PARTICIPOU DA ELITE CARIOCA DE 1924

O seu maior rival era o Engenho de Dentro A.C. O Metropolitano participou do Campeonato Carioca da Terceira Divisão de 1918, 1919 e 1920. Depois disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1921, 1922 e 1923. No Campeonato Carioca da 1ª Divisão  de 1924.

TÍTULOS

Os Leões de Quintino’ conquistaram o Bicampeonato Carioca ‘não-oficial’ da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), em 1926 e 1927. Outra conquista, está reconhecida pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), foi o título do Campeonato Carioca da Terceira Divisão de 1920.

Após terminarem empatados com 18 pontos, o Metropolitano e o Bonsucesso fizeram um jogo-extra para definir o campeão daquela temporada. Então, no dia 21 de Novembro de 1920, num jogão de sete gols, o Metropolitano bateu o Bonsuça por 4 a 3, ficando o inédito título da Terceirona.

METROPOLITANO A.C.               4          X         3          BONSUCESSO F.C.

LOCAL: Estádio da Rua Paysandu, no Bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio (RJ)

DATA: Domingo, no dia 21 de Novembro de 1920

ÁRBIRO: Álvaro Ramos Nogueira

METROPOLITANO: Monte; Conceição e J. Silva; Durval, Admardo e Alfredo; Ubirajara, Donga, Waldemar, Lago e Newton.

BONSUCESSO: Vianna; Alamiro e Eduardo “Picareta”; Congo, Cabral e Altamiro “D. Júlia”; Floriano, Cabalero, Alberico, Martins e Nélson.

GOLS: Ubirajara, Donga, Lago e Waldemar (Metropolitano); Alberico, duas vezes, e Cabalero (Bonsucesso).

 

FIM DA LINHA

Após 13 anos de existência, o  Metropolitano Athletico Club foi dissolvido em 16 de Maio de 1931, colocando um ponto final na agremiação do Méier.

 

FONTES: O Paiz – Rsssf Brasil – O Imparcial – Jornal do Brasil – A Noite – Jornal dos Sports – Correio da Manhã

 

Bonsucesso e Ponte Preta estiveram em ação no domingo último, efetuando um encontro amistoso no Estádio de São Januário. A primeira apresentação da “Veterana” por canchas metropolitanas não foi das mais auspiciosas já que foi batida pelos leopoldinenses, num prélio em que os arqueiros estiveram sempre em evidencia pelas constantes falhas, daí o extravagante 6 x 4, com que findou o match.

No primeiro período de luta registraram-se ações equilibradas terminando 3 x 2, favorável ao Bonsucesso. Elias aos primeiros minutos de luta inaugurou o marcador, marcando contra as próprias redes, ao tentar cortar um passe de Isabelino.

Saladuro, de cabeça, assinalou o gol de empate, aos 18 minutos. Aos 33, Lanzolinho coloca os seus em vantagem, cabendo Saladuro novamente empatar, aos 40 minutos numa “penosa” incrível de Neném. Naninho, um minuto após, marcou o terceiro tento rubro-anil, finalizando a etapa inicial, com o marcador: Bonsucesso 3 x 2 Ponte Preta.

O segundo tempo mostrou os pupilos de Gentil Cardoso melhor arrumados, mas mesmo assim, sem atingir um nível técnico elevado. O jogo continuou a ser disputado num clima de grande monotonia, fazendo com que o público se desinteressasse por completo de seu desenrolar.

Átis, logo aos 2 minutos, empatou novamente o prélio, para Gringo, aos 9 minutos, colocar o Bonsuça, mais uma vez, em vantagem. Helio aos 21 e 33 minutos, assinalou mais dois tentos, fixando em seis o marcador para o Bonsucesso. Lauro aos 40 minutos, diminuiu a diferença para dois, a diferença.

AS ESTREIAS

La Paz não foi, em absoluto, um arqueiro seguro, tendo que ceder o seu posto ao novato Ari. Elias e Malinho foram os que melhor impressionaram, pois que Garcia também fracassou.

 

BONSUCESSO FUTEBOL CLUBE (RJ)             6          X         4          ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA (SP)

LOCAL: Estádio de São Januário, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio (RJ)

CARÁTER: Amistoso Nacional

DATA: Domingo, dia 20 de Abril de 1952

RENDA: Cr$ 20.700,00

ÁRBITRO: João Aggio (SP)

BONSUCESSO: La Paz (Ari); Elias e Waldir; Gilberto (Urubatão), Garcia e Luzitano; Malinho, Saladuro, Gringo, Naninho e Helio. Técnico: Gentil Cardoso

PONTE PRETA: Neném (Ciasca); Bruninho e Stalingrado; Manoelito, Raul Diaz e Inglês (Pitico); Isabelino, Lanzolinho, Átis, Lelé (Lauro) e Sabará. Técnico: Del Debbio

GOLS: Elias, contra, aos 3 minutos (Ponte Preta); Saladuro aos 18 e 40 minutos (Bonsuça); Lanzolinho aos 33 minutos (Ponte Preta); Naninho aos 41 minutos do 1º Tempo (Bonsuça).

Átis aos 2 minutos (Ponte Preta); Gringo aos 9 minutos (Bonsuça); Helio aos 21 e 33 minutos (Bonsuça); Lauro aos 40 minutos do 2º Tempo (Ponte Preta).

PRELIMINAR (Amadores): Fluminense          0          X         0          Santos

 

FONTE: Imprensa Popular (quarta-feira, do dia 23 de abril de 1952)

 

O Campo Grande Athetico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava na Rua Coronel Agostinho, n.° 7 (sobrado), em Campo Grande, na Zona Oeste (naquela época a denominação era: Zona Rural) do Rio de Janeiro.

Fundado no sábado, do dia 16 de Maio de 1908, como Campo Grande Football Club. Então, exatos 12 anos,  no domingo, do dia 16 de Maio de 1920, fez fusão com o Paladino Football Club, alterando o alvinegro para o róseo-negro (uniforme no estilo do Flamengo, com faixas horizontais). Contudo, no ano seguinte o clube voltou para as cores preto e branco.

Dentre as suas participações nas competições, a mais importante foi a sua primeira e única disputa no Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1924. O clube ficou na  Série C, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

P.S.: Importante esclarecer que este clube não tem nenhuma relação com o atual Campo Grande Atlético Clube, campeão da Taça de Prata de 1982.

 

FONTES: Livro ‘Camisas do Futebol Carioca’ – Jornal dos Sports – O Imparcial 

 

Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

A Revista O Tico-Tico apresentou mais novidade criativa. Entre os meses de janeiro e fevereiro de 1932, publicou sete times (Andarahy, Bangu, Bonsucesso, Carioca, Fluminense, São Cristóvão e SC Brasil) no estilo “Pelébol” (quem viveu os anos 80, vai lembrar), chamado: “ Os Teams dos Grandes Clubs “.

 

O Riachuelo Football Club foi uma agremiação do Município de Sapucaia (RJ). Fundado nos ano 10, o clube alvirrubro foi o pioneiro do futebol a sua localidade. Uma foto raríssima desta agremiação foi encontrada na Revista O Tico-Tico, na quarta-feira, do dia 03 de outubro de 1917.

FONTE: Revista O Tico-Tico

 

Esta imagem é referente a Capa da Revista O Tico-Tico, Nº 616, publicado no Rio de Janeiro, na quarta-feira, do dia 25 de Julho de 1917. Os escudos são do Fluminense à direita, e da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres).

 

 

FONTE: Revista O Tico-Tico (04 de Outubro de 1916)

 

 

FONTE: Revista O Tico-Tico (04 de Outubro de 1916)

 

O São Cristóvão Athletico Club (Atual São Cristóvão de Futebol e Regatas) é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ).  A sua Sede social e o Estádio Figueira de Melo, ficam localizados na Rua Figueira de Mello, 200, no Bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. A sua maior conquista foi o título do Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1926.

História do São Cristóvão

Clubes de origem e fusãoFoi fundado no bairro de São Cristóvão em 12 de outubro de 1898 o Club de Regatas São Christóvão, dedicado ao remo. Em 5 de julho de 1909, surgiu oSão Christóvão Athletic Club, que se restringia ao futebol, e disputava o campeonato metropolitano – sua primeira partida foi disputada em 1 de agosto de 1909, vencendo o Piedade F.C.por 5 x 1. A união de ambos deu origem ao atualSão Cristóvão de Futebol e Regatas em 13 de fevereiro de 1943 - um novo clube, que herdou do clube de futebol a fama conseguida nos campos, já campeão carioca e com bom desempenho nos gramados.

Campeão Carioca de 1926

Em 1918, 23 e 24, o São Cristóvão terminara o Campeonato Carioca em terceiro lugar, já mostrando sua força. Mas, ainda assim, no início do Carioca de 1926, os favoritos eram Vasco, Flamengo e Fluminense. Na estréia, o São Cristóvão mostrou força e venceu o Botafogo por 6 x 3. No entanto, o time da Figueira de Melo perdeu de 6 x 2 do Fluminense na rodada seguinte e reforçou sua condição de azarão.

Aos poucos, porém, a estratégia do técnico Luís Vinhaes começou a se fazer notar. O treinador era discípulo do uruguaio Ramón Platero, campeão com o Vasco em 1923 e 24. Ambos tinham por princípio impor treinamento intenso aos jogadores, com enfoque no preparo físico e na força para os padrões ao amadorismo da época. No caso de Vinhaes, ainda deve-se acrescentar o discurso motivacional apurado.
Mesmo sem resultados brilhantes, o São Cristóvão foi colhendo pontos. Venceu Vila Isabel (3 x 2) e Vasco (2 x 1) apertado antes de deslanchar com um acachapante 5 x 0 sobre o Flamengo. O time seguiu com sua campanha consistente e discreta, com vitórias sobre Syrio e Libanez (3 x 1), Brasil (8 x 2), América (3 x 1) e Botafogo (4 x 3) e empate com Bangu (2 x 2).No início do segundo turno, o São Cristóvão venceu o Fluminense por 4 x 2 e se colocava como candidato ao título. Uma derrota para o Vasco (2 x 3) complicou a situação, pois os cruzmaltinos já se colocavam como principal concorrente na competição. Ainda assim, com vitórias consecutivas sobre Vila Isabel, Brasil, Syrio e Libanez e Bangu colocaram o clube da Figueira de Melo em situação confortável. A equipe tinha 27 pontos ao lado do Fluminense. O Vasco estava com 29, mas tinha duas partidas a mais e já encerrara sua participação.

Em 19 de setembro de 1926, o São Cristóvão empatou em 4 x 4 com o América e se beneficiou da derrota do Fluminense para o Flamengo por 2 x 0. Com isso, bastaria ao Alvinegro vencer o desinteressado Rubro-negro na partida decisiva. Os dois times já haviam se enfrentado no returno com vitória flamenguista por 3 x 1. No entanto, o jogo foi interrompido e cancelado, dando essa nova chance ao São Cri-Cri.
No jogo decisivo, realizado em 21 de novembro de 1926 no estádio da Rua Paysandu, o São Cristóvão sobrou em campo. Com o artilheiro Vicente em jornada inspirada, o time da Figueira de Melo fez 5 x 1 e conquistou, pela primeira e única vez, o Campeonato Carioca. Com os três gols na decisão, Vicente passou o vascaíno Russinho e ficou com a artilharia do torneio.Depois do título carioca, o técnico Luís Vinhaes ganhou espaço. Em 1934, foi o treinador da seleção brasileira na Copa da Itália. Em 1933, levou o Bangu a seu primeiro título carioca.

* * * * * * * * * *

Ficha técnica do jogo do título: Flamengo 1 x 5 São Cristóvão
Data: 21 de novembro de 1926
Local: estádio da Rua Paysandu (Rio de Janeiro)
Árbitro: Carlos Martins da Rocha
Flamengo: Amado; Pennaforte e Hélcio; Favorino, Flávio (Alfredo) e Japonês; Allemand, Aché, Nonô, Fragoso (Vadinho) e Moderato.
São Cristóvão: Paulino; Póvoa e Zé Luiz; Julinho, Henrique e Alberto Corrêa; Oswaldo, Octávio, Vicente, Arthur e Teófilo.
Gols: Allemand, Octávio (2) e Vicente (3)
Outros grandes momentos no futebolAlém do Carioca de 1926, o São Cristóvão também conquistou o Torneio Início em 1918, 28, 35 e 37 e foi ainda vice-campeão em outras seis ocasiões: 1920, 1925, 1927, 1938, 1940 e 1964, num total de dez decisões disputadas neste tradicional torneio.Também ficou com o vice-campeonato estadual em 1934.

O São Cristóvão teve ainda os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1919 (Braz de Oliveira, 24 gols), de 1926 (Vicente, 26 gols), de 1928 (Vicente, 20 gols) e de 1943 (João Pinto, 26 gols). Em 2 de julho de 1919, o São Cristóvão goleou o Mangueira por 11 a 1, com o seu jogador, Bras de Oliveira, marcando nove gols, recorde no Campeonato Carioca até os dias de hoje, compartilhado com Gilberto Hime, do Botafogo.
Um título marcante foi o do Torneio Municipal de 1943. A competição era forte e o São Cristóvão teve de superar, em pontos corridos de um turno, América, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Canto do Rio, Flamengo, Fluminense, Madureira e Vasco.

Em 1937, quando disputava o Campeonato Carioca pela antiga Federação Metropolitana de Desportos (FMD), ao lado do Vasco, Botafogo e Bangu, entre outros, houve a pacificação do futebol do Rio de Janeiro, dividido em ligas, e os clubes da FMD se juntaram aos outros para a disputa do Campeonato Carioca já pacificado. O São Cristóvão liderava disparado o campeonato da FMD, sem poder ser alcançado por nenhum outro clube, mas esta liga foi dissolvida abruptamente sem declarar o São Cristóvão campeão, o que foi uma grande injustiça, por não ter refletido oficialmente a superioridade do time do São Cristóvão sobre os outros concorrentes.

Em 1953, o São Cristóvão sagrou-se campeão do Torneio Quadrangular Cidade de Campinas, disputado contra Guarani, Ponte Preta e o America Football Club, do Rio de Janeiro.

A maior atuação do São Cristóvão no Maracanã foi em 29 de março de 1975, quando enfrentando o Clube de Regatas Flamengo, de Zico, quando começou perdendo por 2 a 0 e numa reação sensacional venceu o partida por 3 a 2, inclusive com 2 gols anotados pelo ex jogador flamenguista Fio Maravilha.

São Cristóvão na Copa do Mundo

O São Cristóvão já mandou cinco jogadores para defender o Brasil em Copas do Mundo. Em 1930, foram Zé Luiz, Doca e Teófilo. Em 1938, Afonsinho e Roberto. Este último marcou um dos gols da vitória brasileira por 2×1 sobre a Tchecoslováquia, tornando-se o único jogador cadete a marcar em uma Copa.

O São Cristóvão possui um cartel que inclui 124 partidas internacionais, tendo a sua primeira partida internacional ocorrida contra marinheiros do cruzador inglês Orotawa, com vitória dos alvos por 4 a 1, em 17 de julho de 1917. No mesmo ano, em 19 de novembro, nova vitória, agora contra marinheiros do couraçado uruguaio Uruguay, por 6 a 1, tendo a sua primeira excursão ao exterior ocorrido em 1937 e as mais vitoriosas, à Europa e África, ocorridas na década de 1950.

Grandes nomes do futebol que passaram pelo São Cristóvão

Ao entrar na sede de futebol, na Rua Figueira de Melo, é possível ler – pintado em letras garrafais –, a frase:  “aqui nasceu o fenômeno”. O “fenômeno” em questão é o centro-avante Ronaldo, campeão de duas Copas do Mundo pela Seleção, um dos maiores jogadores de todos os tempos – que foi revelado nas divisões de base do São Cristóvão. Para as gerações mais novas, o jogador tem sido o mito que alimenta os brios do time.

Mas outros nomes marcantes começaram por ali: o meia Djalminha, ex-Palmeiras; Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da seleção (Parreira, aliás, começou como preparador físico do time e estreou como treinador no São Cristóvão, logo depois de formado em Educação Física e um pouco antes de ser convidado para ser técnico de Gana); e Sebastião Lazaroni, técnico da Seleção na Copa de 1990. Não custa lembrar que o craque Leônidas da Silva, o Diamante Negro, também já vestiu a camisa dos cadetes.

 

FONTES: Revista O Tico-Tico  – Site do clube

 

O Clube Atlético Juventus é uma agremiação do Município de Seara (SC). A sua Sede na Rua do Comércio, 406/ Sl.02 (Edifício Solares), no Centro de Seara. Fundado no dia 20 de Outubro de 1962, com as cores azul celeste e branco (atualmente as suas cores é o grená, preto e o dourado), pelos seguintes fundadores:

Alvo Dallago, Deolindo Zílio, Agenor Francisco Zílio, Evilasio Provenci, Dorvalino Canalle, Reinaldo Rossari, Caetano de Marco, Luiz Biffi, Domingos Sfredo, Ernesto Rossari, Urbano Edgar Finger, Adolfo Schonell, Antônio Osmar Paludo, Dorvalino José Rech, Artêmio Paludo, Waldecir Paludo, Victório Pierozan, Francisco Mafessoni, Fiorelo Trentini, Benjamin Provensi, Arlindo Zolett, Walter Rossari, Waldemar Zonta, Wilmar Garcia, Rodolfo Delugokinski, Rosalino Nardi, Hilário Canalle, Fiorelo Nardi, Agostinho Machado, Ivo Provensi e Vitório Sabadin.

Com estádio próprio, (doado por Victório Pierozan) o clube sempre esteve presente em disputas amadoras, conquistando o grande título de Campeão Estadual Amador em 1981. Da década de 80 até 2013, o Juventus também conquistou títulos com as categorias de base em Santa Catarina e no Sul do Brasil.

A partir de 2013 a nova história do clube começou a ser planejada. Com a iniciativa do presidente da Rede Schumann (rede de lojas que nasceu em Seara), André Schumann, o clube passou de amador para profissional e em 2014 começou a figurar nas competições oficiais promovidas pela Federação Catarinense de Futebol.

O Juventus sempre foi conhecido pelas categorias de base ate 2013, quando uma empresa da cidade assumiu o time e o fazendo clube profissional com um projeto vencedor, onde já nos primeiros 11 jogos ganhou todos, jogando o Campeonato Catarinense da Série C.

O Juventus chegou com a vantagem do empate na final do segundo turno para se sagrar campeão, mas contra o Jaraguá perdeu fora de casa por 1 x 0. O jogo da volta foi emocionante e truncado, estava empatado em 0 x 0 ate os 49 do segundo tempo quando Baggio faz um gol levando o jogo para prorrogação.

Com a vantagem do empate para o Juventus, no entanto, o time venceu por 1 a 0 a prorrogação com gol de Rodrigo Grahl, conseguindo assim o título da Série C e o acesso para a Série B no ano seguinte.

TÍTULOS

O Clube Atlético Juventus possui todas as Categorias de Base: Sub 11, Sub 13, Sub 15, Sub 17 e Sub 20. Em relação aos títulos o clube conta com:

Campeão Estadual (Sub 15 – Fase Oeste): 2012;

Campeão Estadual (Sub 17 – Fase Oeste): 2013;

Campeão Estadual de Juniores da Série C: 2014;

Campeão Estadual da Série C: 2014;

Campeão Estadual de Juniores da Série B: 2015.

 

COLABOROU: Homero Queiroga

FONTES & FOTOS: Site e Facebook do clube – Wikipédia  

 

O Madureira Atlético Clube (Atual Madureira Esporte Clube) é uma agremiação da Cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Tricolor Suburbano foi Fundado no dia 08 de Agosto de 1914. A sua Sede e o Estádio Aniceto Moscoso, ficam localizados na Rua Conselheiro Galvão, 130, no Bairro de Madureira, no Subúrbio do Rio.

A mascote do Madureira  é o papagaio Zé Carioca, famosa personagem de Walt Disney, que representa o malandro carioca.

FONTES: Revista O Tico-Tico – Site do Clube

 

Encontrei um modelo um pouco diferente do Olaria Atlético Clube, no ano de 1949, na Revista O Tico-Tico. Outro é referente ao Centenário do clube, que aconteceu em julho deste ano, na página do clube no Facebook. O campeão da Taça de Bronze (equivalente ao Campeonato Brasileiro da Série C) de 1981, foi Fundado no dia 1º de Julho de 1915, e tem a sua bela Sede e o Estádio Mourão Vieira Filho, localizados na Rua Bariri, 251, no Bairro de Olaria, no Subúrbio do Rio.

Breve resumo:

Atualmente disputa o Campeonato Carioca da Série B. Possui um Ginásio, Álvaro da Costa Mello, com capacidade para mais de duas mil pessoas. Disputou o Campeonato Brasileiro da Série A em 1973 e 1974. Sua maior conquista é a Taça de Bronze de 1981. Foi ainda vice-campeão carioca de 1933, em um dos campeonatos geridos pela então Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), certame filiado a CBD.

O escudo reúne suas atividades esportivas dos primeiros anos de fundação: futebol, tênis e escotismo do mar, atividade praticada na extinta praia de Maria Angu, aterrada durante as obras da Avenida Brasil. Foi o time que revelou Romário. É conhecido também por ser o último clube de Garrincha, grande craque de seu tempo.

Time-base de 1915: Mario Diogo; Raul (Plínio) e Olavo (Antonelli); Champton (Muricy), Eduardo (Mello) e Martins (Joppert); Bulhões Júlio (Malva), Licio (Candido), Lamartine e João (Biriba).

Camisa comemorativa ao Centenário do clube

FONTES: Revista O Tico-Tico – Wikipédia – Página do Clube no Facebook

 

O Deodoro Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 12 de Agosto de 1921, com o nome de Sapopemba (antigo nome da estação de Deodoro) Atlético Club, com as cores verde e vermelho, por um grupo de desportistas de Deodoro. Seis dias depois, no dia 18, realizaram um assembléia geral para definir o estatuto e outros assuntos. Dentre eles, definiram que o 1º Presidente foi Ladislau Patão.

Em abril de 1931, mudou o nome (Deodoro Athletico Club), e também as cores (rubro-anil). A sua Sede e o campo ficavam na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro. O seu último endereço: Rua Marechal Alencastro, 193, no Bairro de Deodoro, Zona Oeste do Rio.

Imprensa Popular: 30 de Novembro de 1952

CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO DA LMDT, EM 1932

No domingo, do dia 15 de maio de 1932, o Deodoro foi campeão do 10º Torneio Início da LMDT (Liga Metropolitana Desportiva Terrestre). A competição foi realizada no seu campo, na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro.Na 1ª rodada, o Deodoro eliminou o Triângulo Azul (já foi publicado no História do Futebol), por 3 escanteios a zero.

Depois pelas Quartas de finais, passou pelo São José, também por 3 escanteios a zero. Nas semifinais, bateu o Vasquinho F.C. por 1 a 0. Na decisão, tendo Jayme Xavier da Motta como árbitro, numa partida bastante disputada, o título só aconteceu na segunda prorrogação, quando derrotou o  Oriente por 1 escanteio a zero. O time campeão atuou da seguinte forma: Deoclecio; Palmeira e Augusto; Luiz, Guttemberg e Barrão; Eloy, Patú, Pery, Noca e Leitão.

Foi vice-campeão do Campeonato “Extra” da Sub Liga Carioca de 1934. No ano seguinte se profissionalizou e disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1935. Participou do Torneio Aberto Liga Carioca de Futebol de 1936 e 1937. Também foi Campeão do Torneio Salomão Ibraim de 1952.

Time-Base de 1934: Humberto; Léo e Arlindo; João, Anysio e Asumar; Eloy, Abrelino, Barreiros, Joel e Campista.

Time-Base de 1953: Ademir; Santana e Vadico; Biruca, Benedito e Paulo; China, Mundica, Guinha, Haroldo e Neguinho.

 

FONTES: Livro ‘Camisas do Futebol Carioca’ – Jornal dos Sports – O Imparcial – O Jornal – Imprensa Popular – Jornal A Manhã

 

Encontrei uma Flâmula interessante e um pouco diferente do Bangu Atlético Clube, Bicampeão Carioca de 1933 e 1966. A foto remete ao ano de 1957, quando os Mulatinhos Rosados foram ‘Campeão da Disciplina’, prêmio oferecido pelo Jornal dos Sports, ao time que menos expulsões tivesse durante todo o campeonato.

Na flâmula, além do escudo há o símbolo do proletariado da Fábrica Bangu, que originou a criação do clube e até aquele ano a relação entre os dois era forte e estreita. Vale esclarecer que nunca vi nenhuma foto (eu já vi centenas) do Bangu com esse escudo, mas fica aí uma curiosidade para quem gosta de uma boa história.

 

FONTES: Um Coração Suburbano – Jornal dos Sports – Bangu.Net – Jornal Luta Democrática

 

 

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Vasco e Bangu, que reivindicam o pioneirismo na inserção do negro no futebol brasileiro, são retratados sem jogadores de cor

Miguel do Carmo

 

O primeiro clube que se tem notícia fundado com a participação de um negro no Brasil foi a Ponte Preta, de Campinas-SP, em 1900, que teve entre seus fundadores Miguel do Carmo, um dos primeiros jogadores da equipe.

Miguel do Carmo também pode ser considerado o primeiro jogador negro do país. O próprio nome do time que é conhecido como “Ponte” traz a insígnia “Preta”, como se já desde os seus primórdios fosse destinada a ser um baluarte na luta pela integração racial. A Ponte Preta também é chamada de “Macaca”, um apelido pejorativo que acabou caindo no gosto dos torcedores.

Em 1907 foi fundado no Rio Grande do Sul, o Riograndense, que teve entre seus fundadores o negro Francisco Rodrigues, pai de Lupcínio Rodrigues, autor de um dos hinos mais belos do futebol brasileiro, o do Grêmio, que é conhecido por ter entre seus torcedores uma facção neo-nazista, que discrimina negros. Em 1910, foi fundado por negros em São Paulo, a Associação Atlética São Geraldo, que veio a ser campeã em 1922 do campeonato do centenário da Independência do Brasil. O São Geraldo, assim como o Campos Atlético Associação, de Campos dos Goytacazes-RJ, em 1912, tem como característica o fato de ser fundado por e para os negros.

 

 

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Campos Campeão de 1918

O Campos, fundado com as cores roxa, preta e branca, simbolizando a união das raças com o roxo representando o mulato, veio a ser campeão do Campeonato Campista de 1918, um ano antes da Seleção Brasileira campeã do Sul-Americano de 1919 e que tinha entre seus quadros Friedenheich, um dos primeiros ídolos do futebol brasileiro e que era mulato.

 

 

 

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Bangu Campeão da 2ª Divisão do Carioca em 1911

 

Mario Filho em sua obra clássica “O Negro no Futebol Brasileiro” diz que foi a Seleção Brasileira o primeiro escrete a ser campeão com jogadores negros. O que já vimos que não procede, pois o Campos, um ano antes já havia conquistado um título e não só com um jogador negro ou mulato, mas com a maioria da equipe formada por negros. Mas o primeiro clube mesmo a ser campeão com jogadores negros foi o Bangu Atlético Clube da segunda divisão do carioca em 1911, uma década antes do Vasco, que saiu da terceira divisão para ser campeão da segunda divisão em 1922 e depois da primeira divisão em 1923. Em 1907, a Liga Metropolitana havia proibido a inscrição de jogadores negros nos clubes filiados. O Bangu repudiou a proibição e abandonou a Liga.

 

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Cândido José de Araújo

 

O mesmo aconteceu com o Vasco. Fluminense, Flamengo, Botafogo e América deixaram a Liga em 1924 em represália ao Vasco e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), a qual barrou a filiação do Vasco sob o argumento de que o clube não possuía estádio próprio. Na verdade, a AMEA havia proposto ao Vasco a exclusão de 12 de seus jogadores, por coincidência os negros e os operários, em troca de sua entrada na entidade. Mas o Vasco não foi o primeiro clube campeão com jogadores negros e, sim, o Bangu. O Vasco foi sim o primeiro clube a ter um presidente negro, Cândido José de Araújo, em 1905, mesmo ano em que o Bangu, um ano após a sua fundação em 1904, já aceitou um jogador negro, Francisco Carregal. Depois, o Bangu colocaria outro jogador negro no time, o goleiro Manoel Maia. O que marcou o Vasco foi o fato do time, que veio da 3ª Divisão, conquistar o título da 1ª Divisão do Carioca em 1923, um campeonato mais importante, com jogadores negros.

 

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Time do Vasco Campeão da 1ª Divisão do Carioca em 1923

 

O Vasco foi campeão da 1ª divisão em 1923, surpreendendo a todos, o que causou esta confusão, com os outros times fundando uma outra entidade e excluindo o Vasco, que respondeu com uma carta, a famosa “Resposta Histórica”, na qual defende seus jogadores e mostra sua disposição em lutar contra o racismo.

Na segunda década do século XX no estado do Rio Grande do Sul, mais especificamente em Porto Alegre, foi realizada a Liga da Canela Preta. Em Pelotas-RS, esta liga que reunia times com jogadores negros, se chamou Liga “José do Patrocínio”, em homenagem ao jornalista abolicionista.

A Liga José do Patrocínio reuniu times de negros como o S. C. Juvenil, fundado em 1908; S. C. Aliança dos Operários, S. C. América do Sul, S. C. Universal, G. S. Vencedor, G. S. União Democrata, G. S. Lusitano e S. C. Monteiro Lopes . No Rio Grande-RS também existiu outro campeonato de times formado por negros, a Liga Rio Branco.

Nas décadas de 20 e 30 do século passado foram realizados em São Paulo anualmente os jogos Pretos vs Brancos, que reuniam jogadores exclusivamente destas raças em lados opostos. Hoje, brancos e negros convivem no mesmo ambiente, mesmo que haja ainda muitos casos de racismo.

 

FONTE: Wesley Machado (Jornalista com Especialização em Literatura, Memória Cultural e Sociedade)

 

A Associação Recreativa Esportiva e Social Juventude da Divinéia (Juventude da Divinéia) é uma agremiação da cidade de Paranaguá (PR). A sua Sede fica localizada na Avenida Groth Elias, s/n, no Bairro da Vila Divinéia, em Paranaguá.

Antes de ser Fundado no dia 06 de Setembro de 1997, pelo desportista Lindon Jack Silva,  era um time de futebol de areia. A partir da sua fundação, a equipe passou a disputar o Campeonato Amador da cidade. Três anos depois, o Juventude da Divinéia decidiu subir mais um degrau e disputar uma competição profissional.

A criação do Juventude da Divinéia ganhou os ‘primeiros rascunhos’ quando uma senhora do bairro da Vila Divinéia fez um pedido para que os seus dois filhos (um com 14 e o outro de 18 anos, na época) pudessem jogar futebol de areia. Com uma equipe de garotos, a equipe ficou com o vice, numa competição para adultos.

A partir desse resultado, Lindon Jack Silva decidiu fundar, de forma oficial, Associação Recreativa Esportiva e Social Juventude da Divinéia. O time seguiu crescendo e faturou o título de Juniores em cima do Rio Branco. Empolgado com o momento Lindon Jack Silva tomou uma decisão corajosa.

Vendeu a casa e um terreno para que a equipe pudesse disputar a Copa Tribuna. Na época o Juventude da Divinéia enfrentou as forças do futebol paranaense, como: Atlético-PR, Coritiba, Malutron, Paraná Clube, Londrina, Operário de Ponta Grossa, Colombo, entre outros.

O esforço começava a dar frutos, tendo o jogador da rodada, depois o técnico em destaque, na rodada seguinte. Depois, na Taça Paraná, o Juventude da Divinéia terminou na 3ª colocação. Essa campanha motivou a diretoria que deu mais um passo: participou do Campeonato Paranaense da Terceira Divisão de 2000. Porém, o clube acabou desistindo por falta de recursos.

Quinze anos depois, o Juventude da Divinéia se limita as disputas das competições de futebol de areia e os campeonatos citadinos. No entanto, o presidente Lindon Jack Silva garante que a história ainda reserva novidades para o clube.

PS: Importante esclarecer que, segundo o presidente Lindon Jack Silva, o escudo que circula na Internet, nas cores preto e branco (um circulo com a letra ‘J’ no centro) é falso!  

 

FONTES & FOTOS: Rsssf Brasil - Lindon Jack Silva

 

Na data de 7 de janeiro de 1921, na Sociedade Dante Alighieri de Curitiba, Ângelo Gorla, então superintendente do Banco Francês e Italiano, naquela cidade, se reuniu a  Benedicto Gian Paoli, Afonso Prisco, Atílio Menolli, Davi Bartolomei e outros descendentes de italianos, para juntos fundarem o time da colônia, como também já havia ocorrido no ano de 1914, em São Paulo, e no ano de 1921, em Belo Horizonte.

A nova agremiação passou a se chamar Palestra Itália Futebol Clube.

A equipe se sagrou campeã nos anos de 1924, 1926 e 1932, e também conquistou dois vices campeonatos (1921 e 1952).

A base do time de 1924 foi: Em pé: Ílio, Elisio, Moacir Gonçalves, Hermógenes, Dario e Athayde Santos; Os atletas agachados são Coutinho, Canhoto, Mattana e Cunha.

Em seu primeiro ano de vida, o time trouxe nove jogadores de São Paulo. Apenas dois eram de Curitiba: o goleiro Hermógenes Bartolomei (reconhecido como um dos maiores goleiros paranaenses) e um italiano do Portão chamado Martelo. O Palestra brigou, de igual para igual, contra os melhores times em seu primeiro ano e terminou na ponta da tabela junto com a maior força futebolística da época: o Britânia. A decisão de quem seria campeão foi levada para o campo do bar Carola, no Juvevê, e o Britânia fez valer a sua experiência – meteu 6 x 0 e levou o caneco. Mas o Palestra não desistiu e três anos depois seria campeão.

Os números conspiram para dar ao Palestra Itália um lugar especial na história do futebol profissional do Paraná. O time palestrino é detentor das duas maiores goleadas registradas no campeonato estadual, história que começa em 1915, quando o Internacional foi campeão e o Paraná Sport Club vice. O time conhecido pelo grito de guerra “Nem que Morra”  (apelido que ganhou devido a bravura de seus jogadores, em uma partida diante do Coritiba na década de 50) atropelou o Paranaense por 16 x 0 e passou por cima do Aquidaban por 15 x 2, ambas na temporada de 1931.

Durante a segunda grande guerra mundial,  o Palestra Itália passou a se chamar Paranaense, depois Comercial, Palmeiras, e  em 1950, voltou a se chamar Palestra Itália.

                                                                        Gabardinho

Além destes números relevantes, o time dos italianos cravou o artilheiro da competição em cinco ocasiões: 1924 (Canhoto, 13 gols), 1927 (Canhoto, 8 gols), 1930 (Gabardinho, 10 gols), 1931 (Gabardinho, 28 gols) e em 1939 (Mário, 9 gols).

 

Um dos maiores nomes do Palestra Itália foi Rodolpho Patesko, que deixou os campos do Paraná e alcançou glória internacional. Disputou a Copa do Mundo de 1928, com a seleção brasileira e jogou no Nacional do Uruguai e no Botafogo do Rio, onde se sagrou campeão carioca em 1935. Ele disputou 34 partidas pela Seleção, somando 20 vitórias, 5 empates, 9 derrotas e marcou 11 gols.

Patesko, cujo verdadeiro nome era Rodolfo Barteczko, descendente de poloneses, nascido em Curitiba, jogou dois anos no Palestra e foi considerado um dos mais completos ponta-esquerdas do futebol brasileiro na sua época. Ofensivo, bom driblador e finalizador,  foi o grande nome do “Nem que Morra”.

Fontes:

Parana-online.com.br

Doricoaopobre.com.br

 

O Campo Grande Atlético Clube é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Campusca ou Galo da Zona Oeste foi Fundado no dia 13 de junho de 1940. A sua Sede e o Estádio Ítalo de Cima ficam na Rua Artur Rios, Nº 1.270, no Bairro de Campo Grande, localizado na Zona Oeste do Rio.

Ao longo dos seu 75 anos de existência, o maior título conquistado foi a Taça de Prata de 1982 (Equivale atualmente ao Campeonato Brasileiro Série B). Encontrei uma foto que consta a faixa de campeão da Taça Prata e uma Flâmula de 1982. A curiosidade está no escudo, que possui detalhes diferentes do distintivo conhecido!

HISTÓRIA

Segundo o jornal O Imparcial de 18 de maio de 1924, o antigo Campo Grande Athletic Club foi fundado em 16 de maio de 1908. Em 1920, antes de começar o certame, quando ainda era denominado de Campo Grande Football Club, fez fusão com o Paladino Football Club, surgindo o Campo Grande Athletico Club.

O atual Campo Grande foi fundado com o nome de Club Sportivo Campo Grande por remanescentes do antigo clube da região, o Campo Grande Athletic Club, fundado em 1908, que disputava os antigos campeonatos da Liga Metropolitana. Em meados dos anos 30, o clube foi extinto, permanecendo entre alguns o ideal do futebol. O Sportivo logo deu lugar ao atual time, o único participante do antigo Departamento Autônomo.

Coube ao senhor João Ellis Filho a entrega do pedido de inscrição na Federação Estadual de Futebol do Rio de Janeiro, a 10 de abril de 1961. Já em 1962 o clube estava entre os grandes do futebol. No seu primeiro jogo pelo campeonato estadual, a 1º de julho, no Maracanã. O adversário era o Botafogo.

Treze dias antes desta partida, a Seleção Brasileira (que tinha a base, jogadores de Santos e Botafogo) tinha conquistam o Bicampeonato Mundial no Chile, em 1962. Mesmo assim, o Campusca não se intimidou e venceu o Botafogo por 1 a 0, gol de Nelsinho.

O Campo Grande já disputou 580 jogos na Elite do Futebol carioca, obtendo 124 vitórias, 173 empates e 283 derrotas. Participou do Campeonato Brasileiro da Série A em 1979 e 1983. No cartel de jogos internacionais, apresenta mais de 20 jogos e duas excursões. Em 1972 aos Estados Unidos e 1996 à Suiça.

Fundado em 1940, cresceu assustadoramente no chamado sertão carioca, a zona rural. No Departamento Autônomo participou desde seu primeiro certame, em 1949, até ser incluído para disputar o certame estadual, em 1962. Era o mais estruturado participante do D.A. Foi admitido na Federação, a 6 de julho de 1961 e, na mensagem de seu presidente, João Ellis Filho, um trecho dizia “… desejo reafirmar a todos que acreditam no nosso êxito que faremos o possível e o impossível para nos tornarmos um dos grandes do futebol brasileiro…”

O primeiro título viria no Troféu José Trócoli, disputado entre julho e agosto de 1967, por times que não haviam se classificado para o segundo turno do campeonato estadual. No elenco figurava Dário Maravilha que logo no ano seguinte seria vendido para o Clube Atlético Mineiro. No Campo Grande, ele assinalou 26 gols, de 1966 a 1968, incluindo gols nos juvenis e aspirantes.

O Campusca se orgulha da alcunha de celeiro de novos talentos e o principal ícone desta história é Vanderlei Luxemburgo. Hoje um dos principais técnicos do futebol brasileiro, com 31 anos, ele assumiu o time alvinegro para a disputa da Taça de Ouro (Série A do Brasileirão) de 1983. Entre 44 equipes, o Campo Grande, que já tinha feito parte da elite nacional em 1979, ficou em 24º lugar na classificação final.

O Galo da Zona Oeste tinha, para aquela época, uma estrutura fantástica e um time formado por Zé Carlos, Orlando Lelé, Neném, Pirulito e Jacenir; Israel, Lulinha e Pingo; Tuchê, Luizinho das Arábias e Luiz Paulo. Sob o comando de Décio Esteves, foi campeão da Taça de Prata e fez uma campanha muito boa na Primeira Divisão do Brasileiro.

Time de 1983

Além de Luxa, Edu Coimbra, irmão de Zico, encerrou a carreira de jogador e começou a de treinador no Campo Grande, em 1981. Depois, treinou o Vasco e até a Seleção Brasileira. Jair Pereira é outro bom exemplo. Já dentro das quatro linhas, Dadá Maravilha surgiu em 1967, assim como Vagner Love.

Também estiveram no clube, em fim de carreira, em 1991, Cláudio Adão, Elói e Roberto Dinamite. O treinador Paulo César Gusmão, que já dirigiu os quatro grandes no Rio, começou a carreira de goleiro no Campusca.

O estádio Ítalo del Cima foi construído pelo presidente Ilídio Rodrigues da Silveira, empresário do ramo de automóveis e grande empreendedor. Ele conseguiu mobilizar o comércio, as indústrias e a população em torno da ideia de construir uma nova praça esportiva para o clube.

As instalações foram ampliadas e surgiu um moderno estádio que seria inaugurado a 29 de outubro de 1978 perante um público de 15.311 pagantes que viram o Flamengo vencer por 5 a 2. O primeiro gol das novas instalações foi de Zico.

Afora o fato de revelar talentos e o título de primeiro carioca a vencer a Série B do Brasileiro, o Campo Grande também se orgulha de possuir um estádio próprio. Situado na Rua Artur Rios, o Ítalo del Cima já teve capacidade para 25 mil torcedores, e hoje comporta cerca de 18 mil.

CAMPEÃO DA TAÇA DE PRATA

Inaugurado em abril de 1960, o maior patrimônio do clube foi construído em um terreno doado pela família Del Cima. A decisão da Taça de Prata, em abril de 1982, contra o CSA de Alagoas, marcou a história do estádio. O time havia perdido o primeiro jogo, em Maceió, por 4 a 3, e vencido o segundo, em casa, por 2 a 1.

Assim, houve a necessidade de uma terceira partida, e, por ter a melhor campanha, o alvinegro voltou a jogar em seus domínios. E desta vez, diante de 16.842 torcedores, não deixou dúvidas de que merecia a faixa de campeão ao golear o rival por 3 a 0 e encerrar a competição com 78% de aproveitamento, obtidos com 11 vitórias, três empates e apenas duas derrotas em 16 jogos. Décio Esteves, herói do Bangu AC na década de 1950 e jogador do Campo Grande 1962-1964, comandou o time na conquista.

 

Curiosamente, outra partida memorável disputada no Ítalo del Cima não teve a participação do Campo Grande, e sim a da dupla Fla-Flu. O Maracanã estava fechado devido à queda de parte da grade da arquibancada na final do Campeonato Brasileiro de 1992, entre Flamengo e Botafogo.

Assim, no dia 2 de novembro do mesmo ano, o clássico pelo Campeonato Carioca foi realizado na Zona Oeste. O Tricolor levou a melhor e venceu o Rubro-Negro por 1 a 0, gol de Ézio. E por falar em estadual, o Campo Grande tem história na competição. A estreia na Primeira Divisão foi em 1962. Desde então, o clube esteve presente em 29 edições, tendo obtido como melhor colocação o 5º lugar, em 1991, o Flamengo foi o campeão.

Em 1980, o time alvinegro aplicou sua maior goleada pelo Carioca: 6 a 0 sobre a extinta Associação Desportiva Niterói, no Ítalo del Cima. A última aparição na elite ocorreu em 1995. Em 1984, venceu o Torneio Seletivo Carioca disputado por Americano, Goytacaz, Olaria e Volta Redonda.

De lá para cá, o time vem oscilando entre as séries B e C do Rio de Janeiro. A principal razão são os problemas financeiros e litígios no seu departamento de futebol. A última vitória havia acontecido no primeiro jogo da decisão da Terceira Divisão de 2008: 1 a 0 sobre o Quissamã Futebol Clube, dia 29 de novembro.

Desde então, o Alvinegro da Zona Oeste só conheceu revezes. Primeiro, a derrota por 3 a 1 no jogo da volta, que custou-lhe o título, mas não o acesso de volta à Segunda Divisão Carioca. A agremiação disputou o campeonato estadual da Segundona, em 2009, após ser vice-campeã da terceira de 2008, e novamente foi rebaixada, terminando o Campeonato na penúltima posição.

Em 2011, repete a campanha pífia de anos anteriores e é eliminado na 2ª Fase do Campeonato Carioca da Terceira Divisão, como último colocado de seu grupo. Foram 14 jogos: 3 vitórias, 1 empate e 10 derrotas, sendo que 2 das 3 vitórias foram por WO contra o Canto do Rio que desistiu da competição após o prazo estipulado pela Federação.

Em 2012, o time é excluído do Campeonato Carioca da Terceira Divisão por dívidas com a Ferj. Em 2012 conquista a Taça Cidade de Nova Iguaçu de Futebol Feminino ao bater o Vasco da Gama na final por 2 a 0.

Em 2013, disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão com um time formado nas divisões de base e chegou a brigar pela classificação, porém ficou fora da fase final.

Em 2014, o ano começou com mudança na diretoria, chegada de investidores no futebol, promessa de melhorias no Ítalo del Cima e confirmação de disputa da Série C do estadual. Contudo, por conta de problemas na inscrição de atletas, o time que vinha na liderança de sua chave, acabou eliminado na primeira fase da competição.

Em 2015, o time é excluído do Campeonato Carioca da Terceira Divisão por dívidas com a Ferj. Porém a Diretoria prometeu acertar as pendências e organizar as certidões para voltar a disputar em 2016.

HINO DO CAMPUSCA

(Link: https://www.youtube.com/watch?v=5ywHKzFFu2o)

Campo Grande, fabuloso Campo Grande
Grande também é o teu valor
Representante da Zona Rural
Cabal, denodado e empreendedor

Em tantas outras plagas tens vitórias
És detentor de títulos e glórias
Campo Grande, Campo Grande
Campeão desde os tempos de amador!

Avante Campo Grande, entre os grandes
Demonstra tua fibra, teu fulgor
Para gáudio da torcida
Que grita, aplaude e vibra
E idolatra seus atletas com fervor

Em tantas outras plagas tens vitórias
És detentor de títulos e glórias

Campo Grande, Campo Grande
Campeão desde os tempos de amador!

 

FONTES & FOTOS: Arquivco Pessoal – O Imparcial – Wikipédia – Rsssf Brasil – Um Coração Suburbano – Terceiro Tempo

 

Canto do Rio F.C.: Maio 1956

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

A.A. Portuguesa: Junho 1956

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

 

Madureira A.C.: Março 1956

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

Olaria A.C.: Abril 1956

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

 

Bangu A.C.: Janeiro 1956

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

Bonsucesso Futebol Clube: Fevereiro 1956

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

 

Fluminense: Novembro 1955

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

São Cristóvão F.R.: Dezembro 1955

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

 

Vasco da Gama: Setembro 1955

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

Botafogo: Outubro 1955

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

 

Capa de O Tico Tico: Junho 1955

Entre os meses de Julho de 1955 à Junho de 1956, a Revista O Tico Tico publicou a sessão “A Página do Torcedor“, onde o cartunista Luiz Sá apresentava as charges dos 12 times que disputavam o campeonato carioca naquela época. Detalhe para o Canto do Rio, que apesar de ser um clube de Niterói, disputava o campeonato do então Distrito Federal.

Flamengo: Julho 1955

América: Agosto 1955

FONTE: Página no Facebook ‘Um Coração Suburbano’

 

Clube Atlético São Francisco é uma agremiação da cidade de São Francisco do Sul (SC). Sediado na Rua Barão do Rio Branco, 614, no Centro da cidade; o clube Alvirrubro foi Fundado no dia 26 de Março de 1931, a partir da fusão do lendário Bataclan Sport Club(que ao longo da década de 1920 rivalizou de igual para igual com o Ypiranga) e do novato Deodoro Futebol Clube. As cores foram tiradas de cada um dos clubes: o vermelho do Deodoro e o branco do Bataclan, clube este vindo da elite da cidade, que contrapunha com o Ypiranga, time dos estivadores.

 

O Grêmio Esportivo Joinville foi uma agremiação da cidade de Joinville (SC). A equipe rubro-negra (que depois adicionou o branco, passando a ser tricolor) foi Fundado no dia 03 de Outubro 1933. A sua Sede e o Estádio Capitão Irapuan Xavier Leal, ficava nas imediações da Estação Ferroviária. O 1° Presidente foi Ludgero Pinto.

ELITE CATARINENSE

O Grêmio Esportivo Joinville participou do Campeonato Catarinense da 1ª Divisão, entre 1935 a 1940, organizado pela Associação Catarinense de Desportos (ACD).

Na prática, pode ser considerado Estadual só em 1935 e 1936, uma vez que a ACD era filiada a Federação Brasileira de Futebol (FBF), entidade rival naquela época da CBD (Confederação Brasileira de Desportos).

A partir de 1937, a ACD se filiou a FCD (Federação Catarinense de Desportos), tendo seus campeonatos de 1935 e 1936 reconhecidos como citadinos e não estaduais.

Nesse ano,  o campeão da ACD se classificava para o Estadual da FCD, onde também entravam os campeões de Florianópolis, Blumenau, e qualquer outra liga existente. Com isso, o Grêmio Esportivo Joinville jogou a ACDEstadual” em 1935 e 1936.

Em 1941, o Grêmio ficou inativo, retornando em 1942, quando disputou o Campeonato da Segunda Divisão de Joinville. Vale esclarecer que no dia 13 de Janeiro 1942 a ACD mudou o nome para Liga Joinvillense de Futebol (LJF). No final das contas, o Grêmio Esportivo Joinville foi do ‘topo‘ ao ‘porão‘, dentro da mesma entidade, num espaço de nove anos.

 

FONTE: Jornal A Notícia

 

Torneio Distrital, organizado pela Associação Paulista de Esportes Athleticos (APEA), durante o mês de abril de 1922.

Fonte: Revista “O Malho”

 

Modelo de 1938

O Clube Atlético São Francisco é uma agremiação da cidade de São Francisco do Sul (SC). Sediado na Rua Barão do Rio Branco, 614, no Centro da cidade; o clube Alvirrubro foi Fundado no dia 26 de Março de 1931, a partir da fusão do lendário Bataclan Sport Club (que ao longo da década de 1920 rivalizou de igual para igual com o Ypiranga) e do novato Deodoro Futebol Clube. As cores foram tiradas de cada um dos clubes: o vermelho do Deodoro e o branco do Bataclan, clube este vindo da elite da cidade, que contrapunha com o Ypiranga, time dos estivadores.

ESTÁDIO INAUGURADO EM 1933

Desde o início já rivalizava de igual para igual com Ypiranga local, América e Caxias de Joinville. Seu patrono era o gerente geral da Empresa de Navegação Carl Hoepcke, o Sr. Otto Selinke, que dá nome ao Estádio do Clube.

Por falar no Estádio, o mesmo foi inaugurado no dia 17 de Setembro de 1933, na Avenida Barão do Rio Branco, com um festival esportivo. No jogo de fundo, o Athletico acabou derrotado pelo America de Joinville, pelo placar de 2 a 1.

 

Uniforme Nº 2 de 1937

PARTICIPAÇÕES NA ELITE CATARINENSE

Ao longo da sua história, o Athletico participou de 12 edições do Campeonato Catarinense da 1ª Divisão: 1936, 1937, 1938, 1939, 1949, 1950, 1956, 1957, 1960, 1962, 1964 e 1965. Dentre essas edições, o melhor resultado aconteceu em 1938, quando ficou com vice-campeonato estadual.

Em 1936 filiou-se á Associação Catarinense de Desportos (ACD) tendo disputado o estadual da cidade numa zona que contava com os outros dois rivais locais: Bangu e Ypiranga. Em 1937, as zonas foram integradas e o Athletico sagrou-se vice-campeão de Joinville, sendo superado apenas pelo Caxias.

Uniforme Nº1 de 1937

Em 1938, foi criada a Associação Esportiva de São Francisco do Sul, da qual o Athletico foi campeão. O titulo assegurou-lhe participação no Campeonato Estadual.

Seu primeiro adversário foi o Caxias, campeão da ACD. Após duas vitórias 6 a 1 e 3 a 0 e apenas uma derrota 2 a 1, eliminou o rival e classificou-se para a final contra o CIP de Itajaí, que havia eliminado o Avaí.

A decisão entre times do Norte gerou polêmica. Todos queriam que o jogo fosse em Joinville, para que os torcedores de ambos os clubes pudessem acompanhar com mais facilidade a final.

Contudo, a Federação Catarinense de Futebol (FCF), de forma inflexível, manteve a decisão para Florianópolis, onde  o publico não estava muito interessado pelo jogo. Era o 3º jogo, já que em Itajaí o CIP venceu por 4 a 0 e, em São Francisco do Sul, o Athletico  havia vencido pelo placar de 2 a 0.

Não havia saldo de gols e quem vencesse o jogo decisivo no Campo da Liga, marcaria seu nome no rol dos campeões. Então, no dia 16 de abril de 1939, as duas equipes se enfrentaram. Melhor para o CIP de Itajaí, que venceu o Athletico  por 2 a 0, ficando com o título Estadual de 1938.

Mais do que perder o título, o resultado abalou muito os francisquenses, que tinham montado um dos melhore times da história da região Norte. Não á toa, seu elenco foi todo desmanchado, já que América e Caxias tomaram seus principais jogadores.

Nos anos seguintes o Athletico passou a ser coadjuvante do Ypiranga e também ficou um breve período desativado. O seu retorno ocorreu em 1943, quando  voltou a disputar campeonatos oficiais, agora pela Liga Joinvillense de Desportos, mas sem brilho.

Após mais uma breve paralisação, voltou forte em 1948, quando terminou na 3ª colocação em 1948. Em 1949 e 1950 alcançou seu auge ao conquistar o Bicampeonato da Liga Joinvillense, abatendo sem dificuldades América e Caxias, que também neste período, viviam seu auge.

O Clube Atlético São Francisco disputou ainda os campeonatos da Liga Joinvillense de 1951 á 1955, porém, sem voltar a fazer frente a América e Caxias, que inclusive, foram campeões estaduais neste período.

Em 1956 foi campeão francisquense batendo o Ypiranga. Durante todo o restante da década de 1950 e 1960 ficou envolvido na disputa doméstica e em amistosos contra clubes da região. A partida da década de 1970 retraiu ainda mais suas aparições, concentrando-se na parte social.

Seu ultimo titulo foi o campeonato invicto da Liga Francisquense de Futebol em 1996. Atualmente mantém um forte time de veteranos e possuiu um estádio muito bem conservado, em região muito privilegiada no centro da cidade. Além das mensalidades dos sócios, o clube se mantém com os alugueis de salas comerciais que fez ao longo de todo o seu estádio.

FONTES & FOTOS: Jornal A Notícia – Rsssf Brasil – Wikipédia – Site do Clube

 

O Amazonas teve o privilégio de revelar alguns bons jogadores que também se destacaram nos gramados do Brasil e do exterior. Como exemplo Berg, que brilhou no Botafogo; Gilmar Popoca no Flamengo e na seleção olímpica do Brasil; Lima que atuou no São Paulo e na Roma; Sérgio Duarte em Portugal e Fábio Bala, que foi artilheiro do campeonato carioca pelo Fluminense.

Além disso, o futebol amazonense revelou dois outros craques, o mineiro Campos e o maranhense França, ambos revelados pelo Nacional e que chegariam á seleção brasileira. Mas o que pouquíssimas pessoas no Amazonas e no resto do Brasil sabem é que, no início do Século XX, um jogador manauara teve o privilégio de brilhar no Flamengo do Rio, chegando inclusive a jogar na seleção brasileira.

Seu nome era Amado Benigno, natural de Manaus, nascido no dia 14 de janeiro de 1903. Nesse ano, a capital amazonense passava por um período de fausto e riqueza proporcionado pela exportação da borracha. Em 1923, Amado já se encontrava na capital federal, o Rio de Janeiro, defendendo a meta rubro-negra.

O seu jogo de estreia aconteceu no dia 06 de maio de 1923, quando o Flamengo derrotou o São Cristóvão por 3 a 1, em partida válida pelo Campeonato Carioca. Amado só jogou atuou no Flamengo (no período de 1923 a 1934) e Seleção Brasileira.

Flamengo campeão carioca de 1927

Com dois títulos cariocas (1925 e 1927), Amado foi um dos maiores goleiros da história do Flamengo, chegando a realizar um total de 124 partidas. Graças as suas atuações, Amado foi convocado para defender a Seleção Brasileira, no amistoso contra o time do Rampla Juniors, do Uruguai.

O jogo se realizou no dia 24 de fevereiro de 1929, no Estádio de São Januário, que contou com a presença de 11 mil torcedores. O Brasil ganhou por 4 a 2, com gols de Martinez (contra), Petronilho, Serafini e Nilo; enquanto Haerbely assinalou os dois tentos dos uruguaios. O time do Brasil foi o seguinte: Amado, Grané e Del Délbio; Nerino, Gogliardo e Serafini; Pascoal, Heitor, Petronilho, Nilo e Teófilo.

Com a realização da Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, Amado era figurinha carimba para defender a meta brasileira. Contudo, devido o goleiro ter preferido disputar um amistoso do Flamengo no dia em que era para se apresentar na seleção, acabou sendo cortado.

Sobre sua trajetória no Flamengo, há duas histórias curiosas de Amado. Na véspera da final do Campeonato Carioca de 1928, no Clássico das Multidões, o Fla-Flu, que poderia dar o bi-campeonato ao rubro-negro, o principal atacante do tricolor, Preguinho (que disputou a copa do mundo de 1930), recebeu um telegrama provocativo assinado por Amado.

Na carta, o goleiro teria afirmado que Preguinho não faria nenhum gol. Revoltado ao ler a audaciosa mensagem, o atacante tricolor profetizou que faria dois gols no mínimo. E cumpriu a promessa, marcando duas vezes, na vitória, que deu o título ao Fluminense por 4 a 1.

Tempo depois é que se veio descobrir que Amado jamais havia mandado algum telegrama, sendo que o verdadeiro autor da mensagem provocativa foi um próprio sócio do Fluminense, chamado Affonso de Castro.

Amado também chegou a ser “olheiro” do Flamengo. Ao observar um colega seu que estudava junto com ele, treinar nas categorias de base do Fluminense, Amado o convidou para vir jogar no Flamengo. Mas o jovem recusou o convite, principalmente pelo fato de ser tricolor do coração.

Esse garoto era nada menos do que o grande arquiteto Oscar Niemeyer que, para o bem da nação, não seguiu a carreira de jogador e se tornaria o maior criador de belas artes da arquitetura no Brasil.

Em 1934, o arqueiro ‘pendurou as chuteiras’, passando a se dedicar totalmente á sua profissão de médico. Como amazonense que era, não se sabe nada sobre a vida de Amado em Manaus, em qual local da cidade em que residia, onde estudou e quando e por que saiu de Manaus rumo ao Rio de Janeiro.

Também não se sabe se Amado chegou a jogar por algum clube de futebol de Manaus ou se disputou alguma edição do campeonato amazonense.Amado Benigno faleceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de setembro de 1965.

Hoje, passados 50 anos de sua morte, nada mais justo do que lembrar a trajetória desse que foi o primeiro a jogar e ser ídolo de um grande clube de futebol do Brasil e também de defender a seleção brasileira.

 

FONTE & FOTOS: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto 

 

O Glória Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Joinville (SC). A sua Sede fica localizada na Rua 15 de Novembro, 2.250, no Centro de Joinville.

O Alviverde foi Fundado no dia 09 de Julho de 1928, por alguns desportistas da cidade como: Guilherme Lerch, Felippe Baumer, Rod. Baggenstoss, Henrique Baggenstoss, Eugênio Baggenstoss, Kurt Baggenstoss, Paulo Baggenstoss, Alex Nass, Rodolpho Ganzenmueller, Carlos Mueller e Procopio Lemos.

FONTE: A Notícia

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