A Associação Atlética Industrial é mais um clube que tem um escudo parecido com o Corinthians Paulista.

 

Nos anos 60, um religioso em seus trabalhos junto aos jovens da cidade de Santos, organizava atividades dentro da sua comunidade integrando–os para a pratica de esportes. O futebol, na época era muito praticado pela população, desde crianças todos já jogavam bola, no meio da rua ou em campinhos feito em algum terreno baldio do seu quarteirão. Assim, em primeiro de Maio de 1960, este ilustre santista, Padre Paulo Horneaux de Moura e os garotos moradores nas Ruas Paulo Moutinho, Campos Melo e Henrique Ablas fundaram o Grêmio Esportivo Athié para disputar jogos amistosos na categoria Sub-15 (Infantil).

Com intenção de homenagear outra personalidade muito querida na cidade, decidiram escolher o nome Gremio Esportivo Athié para o o seu time. O homenageado, Athié Jorge Coury, um grande esportista, foi durante muitos anos goleiro do Santos F. C. e desde 1945 (até 1971) éra o seu Presidente além de exercer cargo de Deputado Federal pelo nosso Estado.

No inicio o G. E. Athié jogava suas partidas aos domingos cedo e descalço na categoria infantil. Com os meninos chegando a idade adulta, passaram a jogar de chuteiras no domingo a tarde já como time juvenil. Conseguiram reconhecimento pelo bonito futebol que jogavam e sempre eram convidados para os festivais dos times da cidade.

Foto: Jair Siqueira

 

A saída de Ricardo Teixeira do comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já despertou o interesse de alguns para a eleição que deverá ocorrer depois da Copa do mundo de 2014. Além de Andrés Sanches, o presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes já iniciou contatos com as outras federações para abocanhar o cargo.

Contudo, a pergunta que fica é: tais nomes nos inspiram a imaginar que com alguns deles o futebol brasileiro voltará a ser, de fato, o melhor do mundo?

Será que o ideal seria que um ex-jogador assumisse o cargo para dar uma vitalizada na entidade? Será que um Zico, Raí, Leonardo não poderiam ser uma proposta de mudança?  

Para Raí, o caminho é apostar em quem já vestiu o uniforme, calçou a chuteira e enfrentou as agruras dentro e fora das quatro linhas.  Experiente, esclarecido e bem-visto pelo público, Raí é uma aposta frequente para a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no futuro.

Porém, questionado sobre o assunto, ele diz já ter um preferido para o posto e diz até que o amigo Leonardo aceitaria o desafio, dependendo de como a proposta for feita.

“O meu candidato para a CBF é o Leonardo. É uma pessoa conhecida em vários países, que tem trânsito na Uefa e na FIFA, que está preparado. Se houver uma mobilização pública e o espaço para que um esportista ocupe o cargo, tenho certeza de que a ideia vai mexer com ele”, disse Raí, no lançamento de uma pesquisa do Ibope sobre educação física nas escolas públicas encomendada pela ONG Atletas pela Cidadania, que o ídolo são-paulino preside.

Aposentado em 2003, Leonardo ocupou durante seis anos o cargo de diretor do Milan, trabalhando especialmente como consultor no mercado internacional. Em 2009, aventurou-se na carreira de técnico, começando pelo próprio clube rubro-negro italiano, que treinou até o meio de 2010.

No primeiro semestre de 2011, ele ainda teve outra chance na função na rival Inter de Milão, e desde o meio do ano passado é o Manda-Chuva do futebol do PSG.

Raí não sabe dizer se o amigo, de quem é sócio na Fundação Gol de Letra, está disposto a tentar o cargo de presidente da CBF hoje, até por estar no início de um projeto, mas crê que isso seja possível até 2015, quando acaba o mandato de José Maria Marin, que substituiu Ricardo Teixeira há poucas semanas.

Desde a queda do cartola que dominou o futebol brasileiro desde o fim dos anos 1980, pelo menos dois ex-jogadores se colocaram à disposição para o cargo: Ronaldo e o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Para Raí, é importante que mais ex-jogadores participem das questões políticas do esporte.

“É um sinal de que as coisas podem mudar. Apesar de não ter sido espontâneo, mas resultado da queda do Ricardo Teixeira, essas manifestações são uma prova disso. Em um sistema que concentra muito poder em um só, as pessoas temem represálias e não são estimuladas a pensar”, disse Raí.

Além de Leonardo… Teríamos outros nomes para assumir a CBF e dar uma guinada, a fim de recolocar o futebol brasileiro de volta aos trilhos?

 

 

A cidade de Campos dos Goytacazes é repleta de diversos times. Alguns conhecidos e outros… Nem tanto. Um time que surgiu no ano passado é o Bonsucesso Futebol Clube. Fundado no dia 3 de Agosto de a  2011, no Bairro de Barro Branco. O time debutará esse ano nas compitações promovidas pela Liga Campista de Desportos (LCD).

 

O Unidos da Galera Futebol Clube foi fundado em 9 de Agosto de 2001. O time fica no Município de Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio. O Unidos disputa a Liga Riobonitense de Desportos (LRD). Apesar de novo, o time conta com patrocinio do comércio local e possui até um local onde está construíndo a sua sede e campo.

 

Na Pedras Brancas de ruas de terra pisoteadas sobretudo por brutas patas de cavalos e rebanhos de gado e riscadas somente pelas rodas de carroças e bicicletas. Na Pedras Brancas vila, galgando postos para se tornar cidade. Na Pedras Brancas que se ressentia de uma equipe de futebol, que não encontrava mais guarida futebolística no saudoso Marechal Floriano. Nessa morada, nesse contexto, para preencher esse hiato, essa lacuna esportiva e acalentar a vontade do povoado nascia, em 23 de julho de 1926, o Sport Club Itapuí.

O local escolhido para a primeira reunião foi o salão de honra do Clube dos Mandins. A sede da entidade ficava onde hoje funciona uma das principais lojas de roupa da cidade, na esquina da rua São José com a Cônego Scherer. Tradicional casa de eventos importantes de Pedras Brancas, era de fácil acesso e ótima localização.
            Entre os presentes naquela primeira sessão estavam alguns dos jogadores que anos antes defenderam a camisa alvi-rubra do Marechal. Deles partiu a idéia de criar um novo clube, para suprir a paixão carente que alimentavam desde a extinção do time em 1925. Os idealizadores foram: Telmo Silva, acompanhado de seu filho ainda adolescente Carlos Silva, Arthuro Laviaguerre, Artur Oscar Riegel, Enio Paiva, João Maria Gonzalez, João Ribeiro Thanis (o Donga), Calil Elias, Máximo Laviaguerre, Policarpo Machado, Senandes Silva, Silvino Gomes, Joaquim “Sapateiro” e Walter Franz.
            No encontro, depois de Telmo Silva esboçar a proposta de fundação da agremiação, foi eleita a primeira diretoria da história do Rubro-Negro:
          
Presidente: Telmo Silva
            Vice-presidente: Calil Elias
            1º Secretário: Walter Franz
            2º Secretário: Florisbello Santos
            1º Tesoureiro: João Baptista Fróes Salgado
            2º Tesoureiro: Enio Paiva
          
            Aclamados os gestores e definidas suas funções para o primeiro ano de atividade do novo clube, outras deliberações eram necessárias. Como, por exemplo, um nome. Era preciso algo forte, mas identificado com a terra que defenderia. Sonoro, porém austero. Como a língua tupi-guarani exercera forte influência na região em séculos pregressos, foi decidido adotar-se o dialeto para homenagear a vila. Por sugestão do presidente Telmo Silva e aprovação de todos os presentes, a alcunha escolhida foi Itapuhy que, segundo o proponente, significava “Pedra Branca”, na língua indígena. O nome completo: Sport Club Itapuhy. A fusão do metálico inglês, dos inventores do futebol, com a sóbria sonoridade dos Guaranis.
            As cores que tingiriam os uniformes, bandeiras e distintivos do Clube seriam o vermelho-encarnado e o preto, atendendo a proposta de Arthuro Laviaguerre. Mantinha-se o rubro do Marechal Floriano, usando o negro em lugar do branco.
            Para valorizar os atletas residentes em Pedras Brancas ficou acertado que os dois quadros do futebol do Itapuí seriam formados apenas por jogadores locais.
            Mais propostas e algumas ofertas foram colocadas em pauta naquele dia histórico para o esporte da cidade. Como descreve a primeira ata de reunião do Itapuí, escrita pelo secretário recém eleito Walter Franz:

 


Arquivos: SC Itapuí

            “Acta da sessão de Assembléia Geral da Fundação do S.C. Itapuhy.
            Aos vinte e trez dias do mez de julho de mil novecentos e vinte e seis, no Salão de Honra do Club dos Mandins, em Pedras Brancas, presentes os Srs.: Telmo Silva,  Calil Elias, Florisbello Santos, Arthuro Laviaguerre, Artur Oscar Riegel, Joaquim José da Silva, Aldemiro Fachineti, Alfredo Machado, Newton C. T. Cruz, Mario Miranda, Paulo Paiva, Moacyr Azambuja, Nicanor Leite, Pedro Rodrigues, Nicodemo Kopizinski, Euclydes Ávila, Maurício Lessa, Octaviano Martins, Olympio Carneiro e comigo secretário foi pelo Sr. Telmo Silva declarado que os fins desta presente reunião são para tratar-se da fundação de um club de foot-ball, convidando para presidir os trabalhos o Sr. Aldemiro Fachineti; este ao assumir a presidência, agradeceu a honrosa incumbência, declarando novamente os fins da mesma reunião. Pelos Srs. Telmo Silva, Calil Elias, Alfredo Machado, Arthuro Laviaguerre e comigo secretário, foi apresentado à aprovação da assembléia, a seguinte chapa: Presidente, Telmo Silva; Vice-presidente, Calil Elias; 1º Secretário, Walter Franz; 2º dito, Florisbello Santos; 1º Tesoureiro, João Baptista Fróes Salgado; 2º dito, Enio Paiva; Orador, Octaviano M. de Oliveira Junior; Diretor de Campo, Artur Oscar Riegel; Capm. Geral, Arthur Laviaguerre; Guarda-sport, Joaquim José da Silva; Capm. 1º Team, Aldemiro Fachineti; Comissão Fiscal: Poly Machado, Tenente Silvino Gomes, Alfredo Machado e Maurício Lessa. Esta chapa foi eleita por unanimidade de votos, sendo empossada imediatamente.
Propostas: Pelo Sr. Telmo Silva foi proposto adoptar-se o nome S. C. Itapuhy.
O Sr. Arthur Laviaguerre propoz adoptar-se as cores encarnado e preto; sendo que o uniforme fosse calções pretos e camiseta encarnada.
Pelo Sr. Aldemiro Fachineti foi proposto cobrar-se 5$000 (5 mil réis) de jóia e 2$000 (2 mil réis) de mensalidade, aos jogadores em geral.
Pelo Sr. Artur Oscar Riegel foi proposto que o club fornecesse calções e camisetas para os jogadores dos 1º e 2º teams, sendo que estes fardamentos ficassem sempre em poder do Director de campo.
Pelo Sr. Telmo Silva foi também proposto que os teams do S. C. Itapuhy fossem constituídos exclusivamente de jogadores moradores desta localidade.
Todas estas propostas foram acceitas por unanimidade.
Por mim secretário foi proposto que todo o jogador que fosse classificado nos 1º e 2º teams ficaria izento do pagamento da jóia.
Pelo Sr. Moacyr Azambuja foi proposto que os jogadores dos 1º e 2º teams pagassem a metade da mensalidade.
Estas duas propostas foram regeitadas pela maioria dos presentes.
Estatutos: Pelo Sr. Presidente foi nomeada a seguinte comissão para elaborar os estatutos: Aldemiro Fachineti, Calil Elias e Florisbello Santos.
Offertas: Pelos Srs. Aristides Green e Forisbello Santos foram offertados ao nosso club onze calções pretos.
O Sr. Arthur Green Fº offertou uma bomba para foot-ball.
Pelo Sr. Calil Elias foi offerecido um livro para as actas da sessões. 
Proposta: Pelo Sr. Aldemiro Fachineti foi proposto e acceito lançar-se em acta um voto de louvor a todos que fizeram doações ao club.
Nada mais havendo a tratar o Sr. Presidente agradeceu o comparecimento de todos os presentes, marcando a primeira sessão de Directoria para o dia 27 do corrente, e mandando lavrar esta acta que vai por mim e pelo Sr. Presidente assignada.
Telmo d’Azeredo e Silva
Presidente
Walter Furtado Franz
1º Secretário”


Arquivos: SC Itapuí

A grafia obsoleta do início do século passado é identificada na duplicação das consoantes e na insistente utilização da letra “c”, como na palavra “acta”. Por isso a estranheza do texto escrito pelo secretário.

Pedra Branca, Pedra Bonita, Pedra que Toca ou Pedra da Bica?

Telmo Silva sugeriu o nome de Itapuí para homenagear a sua terra, Pedras Brancas, não há dúvida em relação a isso. Mas o verdadeiro significado da expressão suscita controvérsias. O vocabulário reduzido da língua tupi-guarani é o principal causador deste imbróglio. Além disso, a escassez de bibliografia sobre o assunto no Brasil alimenta a bruma de dúvida que recai sobre o tema.
Por dedução gramatical, pode-se compreender Itapuí com um ditongo crescente: i-ta-pu-í. Desse modo, a intenção de Telmo se confirma: Ita, pedra; Pu, rio; e í, branca.
Outra forma de entender a palavra indígena é dividi-la em apenas duas partes: Ita-pui. Com um ditongo decrescente. Assim, Ita continua sendo pedra, mas pui significa bonito. O resultado é a tradução Pedra Bonita.
A terceira corrente, a única com a comprovação bibliográfica, envereda por outro caminho. O Dicionário Castellano/Guarani, de Antônio Guasch, traduz Itapuí como pedra que toca. Escrita de forma diferente: Itapu’í. Ela encontra eco nos estudos a respeito do passado do rio dos Sinos, no Vale dos Sinos. Chamado em tempos pregressos, pelos índios que lá se fixaram, de Itapuí.   
Há ainda, no interior de São Paulo, uma cidade chamada Itapuí. Cuja tradução para o português é pedra da bica. 

 

O Palco das vitórias

A Pedras Brancas que assistia ao nascimento do Sport Club Itapuí era uma vila que já não se contentava mais em ser apenas distrito de Porto Alegre. Numa área de aproximadamente 88 mil hectares, com 21 fábricas de médio e pequeno porte, quatro grandes matadouros e charqueadas e uma produção anual de arroz que ultrapassava as 250 mil sacas, o vilarejo alimentava o sonho da emancipação.
O movimento emancipatório, que condensou personalidades de toda a região, contou com a adesão de figuras que marcariam seus nomes na história do Itapuí. Entre as assinaturas encontradas numa carta destinada ao então governador Borges de Medeiros, reivindicando a autonomia econômica, social e municipal de Pedras Brancas, observa-se alguns nomes familiarizados com o Rubro-Negro: Telmo Silva, João Fróes Salgado, Nestor Salazar, Walter Franz, Avelino Fraga, Alfredo Machado, Oscar Alves da Silva e Luis Green. A paixão pela terra e a nova empreitada esportiva dividiam as atividades de muitos deles. A tarefa era árdua nas duas funções: lutar pela independência municipal e organizar uma incipiente agremiação esportiva.

 

O uniforme estava decidido. O nome já estampado no vermelho-encarnado da camisa e da bandeira. Faltava o campo onde treinar e mandar os jogos.
A primeira idéia a esse respeito remeteu os dirigentes aos herdeiros de Joaquim Ribeiro, principal incentivador do Marechal Floriano. O terreno onde a equipe jogava suas partidas e realizava treinamentos era uma várzea onde hoje se localiza um supermercado, na avenida Vinte de Setembro. Uma comissão formada pela dupla Policarpo Machado e Artur Oscar Riegel foi encarregada de fazer o contato com o filho do falecido torcedor do Marechal.
O herdeiro, Aristides Casado, acaba com as pretensões rubro-negras, logo descartando a possibilidade de vender ou alugar a várzea.
Restava a tentativa com o Sr. Oscar Azevedo. Comerciante que possuía um terreno nos fundos de sua residência, entre as avenidas Gaspar Martins e São José, que fora procurado por representantes da diretoria para especular sobre o aluguel do local. Após algumas semanas de negociação, as partes chegam a um acordo. O Itapuí iria pagar quarenta mil réis por mês para utilizar a área. O Clube também ficava responsável pela construção de um muro que protegesse a casa dos Azevedo, edificada atrás de uma das futuras goleiras. Mas na cláusula do contrato de aluguel do campo, o que mais chamava a atenção não se relacionava com o esporte que ali seria jogado. Durante a semana, Oscar Azevedo assegurara o direito de soltar três ou quatro animais para pastar na grama marcada de cal; que seria o berço das conquistas rubro-negras.

 

Ambição Estadual

Em abril de 1927, o Clube encaminha sua filiação na Federação Rio-Grandense de Futebol (FRGD), apressando a formulação dos estatutos – condição imposta pelo órgão desportivo que desde 1918 regia o futebol gaúcho para as equipes integrarem seus campeonatos e partidas oficiais.
Nesse mesmo ano, o Itapuí disputaria seu primeiro Campeonato Estadual. Na época, a fase inicial do Gauchão era jogada em eliminatórias regionais, dividida em nove zonas. Os vencedores credenciavam-se a seguir na luta pelo título. Residente em Guaíba, o Rubro-Negro recebe uma missão ingrata. Depois de creditar-se a representar a cidade na decisão da Zona Centro, chega a informação de quem seria o adversário: para euforia de alguns e desânimo de outros, o Sport Club Internacional, campeão de Porto Alegre, enfrentaria a equipe caçula da competição.
O dia e o local do jogo já estavam marcados: 14 de agosto, no tão conhecido Estádio dos Eucaliptos. O Correio do Povo, principal jornal do Estado na época, divulgou o confronto na sua edição do dia 12 de agosto:

“A actual diretoria da Federação de Desportos iniciará, domingo próximo, o Campeonato do Estado, com as eliminatórias de regiões, como abaixo se vê:
PRIMEIRA REGIÃO:
S. C. Internacional  x  S. C. Itapuhy, em Porto Alegre.”

Desconhecido da maioria dos porto-alegrenses, o time de Guaíba era descrito pelo impresso da capital como uma incógnita. Mas o periódico receitava prudência aos colorados, em matéria veiculada no dia do jogo:

“Pouco sabemos do Club que dentre em pouco disputará com os locaes o título de campeão: entretanto, com as nopticias que temos publicado com referência a jogos amistosos, sabe-se que o onze visitante é forte, homogêneo e treinadíssimo, nele figuram elementos de grande futuro.”

Um dos vapores que faziam a travessia nas águas do Guaíba foi fretado para levar jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores à capital.
O clima de decisão durou até o momento em que a direção do Itapuí tentou assegurar a participação de seu principal jogador, Nona. Como já havia disputado partidas oficiais pelo São José naquele ano, o regulamento vedava sua atuação no embate da tarde de domingo. Não abrindo mão da escalação do atleta, o Rubro-Negro aceitou entregar os pontos aos colorados e ser disputada apenas uma partida festiva.
Em campo, o Inter imprime sua força de campeão do citadino porto-alegrense. Aos dez minutos de jogo, o placar já indicava 2 a 0 para os donos da casa. Gols de Barros, capitão da equipe, e Ross. Apesar das tentativas dos avantes Nona e Gradim, os guaibenses não passavam de investidas infrutíferas. Enquanto isso, Fachineti, arqueiro rubro-negro, tinha muito trabalho. Com os zagueiros Mario e Julio perdidos em campo.
Ao final do confronto, deu a lógica. Quando os descontos arrastavam a partida, Ribeiro, meio-campista colorado, marcou o terceiro gol.
A primeira experiência do Itapuí em nível estadual não rendeu o sucesso esperado. Mas todos sabiam que era quase impossível parar o Inter. Inter, que seria campeão gaúcho naquele ano. Um consolo para a equipe do outro lado do rio.
Analisando a atuação dos jogadores guaibenses, uma matéria do Correio do Povo destaca as qualidades e os defeitos dos estreantes:

“Fachineti demonstrou boas qualidades para o seu posto(..)o ataque combina bem, salientando-se Gradim e Nona. Resumindo, digamos que o quadro de Guahyba com mais alguns treinos e corrigidos defeitos graves, poderá tornar-se um óptimo conjunto.”

Como indicava o jornal da Capital, nem tudo estava perdido.

 S.C. Internacional  3  x  0  S.C. Itapuhy

Local: Estádio dos Eucaliptos.

Arbitragem: Henrique Maya Fallace.

Data: 14 de agosto de 1927

Internacional: Moeller; Grant e Gilberto; Ribeiro, Lampinha e Paulo; Nenê, Veiga, Ross, Barros e Darcy.

Itapuí: Fachineti; Mario e Julio; Gentil, Arthuro e Figueiredo; Andriotti, Nona, Lessa, Gradim e Gabriel.

Gols: Internacional – Barros, Ross e Ribeiro.  

A vida seguia para o Itapuí. E, em fevereiro de 1928, um novo comandante assume a dianteira. Calil Elias, vice-presidente nas gestões de Telmo Silva, é aclamado presidente.
Os clubes que se enfrentaram na decisão da Zona Centro do Campeonato Estadual de 1927 tornam a confraternizar. Desta vez em Guaíba. O Itapuí recebe o Internacional no Clube dos Mandins para um encontro regado a chás e doces, organizado pelas esposas dos dirigentes rubro-negros. Uma orquestra anima a noite. A relação tornara-se próxima entre as equipes. A identificação fora imediata, ajudada pela semelhança nos distintivos. Não era coincidência. O Itapuí criou seu emblema inspirado no vitorioso time colorado.

Depois de conquistar mais uma vez o direito de representar o município no Campeonato Estadual de futebol, o Itapuí aguardava a decisão do campeão de Porto Alegre para saber qual seria seu adversário. Não restava dúvidas de que esperava por uma equipe fortíssima, haja vista que era muito mais difícil vencer na época o citadino porto-alegrense do que o Gauchão.
O S.C. Americano deixou Grêmio, Inter, São José e Cruzeiro, todos para trás e conquistou o título. Mais uma vez o Itapuí fretava um vapor para rumar à Capital em busca de um sonho quase impossível.
A base da equipe era a mesma de 1927, e ainda tinha como destaque Nona, que finalmente estava liberado para atuar pelo Rubro-Negro.
O Correio do Povo antecipou em suas linhas o enfrentamento:

“Em disputa do Campeonato da Primeira Região encontram-se no próximo domingo o novel do S.C. Itapuhy, campeão da villa de Guahyba, e o valoroso S.C. Americano, campeão porto-alegrense.”

Mais uma vez Porto Alegre. Mais uma vez a equipe favorita para ser campeã estadual. Mais uma vez apontado como franco atirador. O Itapuí atravessava o rio no final da manhã do dia sete de outubro envolvido por inúmeras adversidades. Afora as qualidades dos adversários, as limitações dos guaibenses, acentuadas na temporada anterior, ratificavam o favoritismo dos porto-alegrenses. Por isso os 3 a 2 do primeiro tempo de partida entre Americano e Itapuí, em favor dos rubro-negros, surpreendeu até o mais otimista torcedor de Guaíba. Mas, para a tristeza dele, o placar não permaneceria inalterado na segunda etapa.
Numa reação assustadora, os americanistas marcam seis vezes nos quarenta e cinco minutos finais e vencem por 8 a 3. Pouco adiantou os dois gols de Nona e o solitário tento de Julio. O time voltava ao estádio dos Cinamomos desclassificado novamente pela equipe que meses depois venceria a competição. A localização mostrava-se determinante como empecilho para maiores aspirações dos itapuienses em nível estadual.

 

Fotos: Site do S.C. Itapuí 

 

O Esporte Clube Oriental foi fundado no dia 18 de Janeiro de 1966. A equipe Rubra fica no município de Praia Grande (SP).

 

Outro time da Cidade de São Carlos é o Goiás Futebol Clube. O time Alviverde disputa a Liga Sãocarlense de Futebol (LSF), e tem no currículo várias conquistas como o título municipal em 2002, e dois vices em 2006 e 2007.

Além desses o Goiás FC também faturou:
Foi campeão Amador Série A em 2005 e 2006
Foi vice-campeão Amador Série A em 1997

Foi campeão da Taça ou Copa São Carlos em 2002
Foi vice-campeão da Taça ou Copa São Carlos em 2006 e 2007

Colaborou: Braz Leme

 

 

 

O Flamengo Esporte Clube é um clube da Cidade de São Carlos (SP). A equipe rubro-negra disputa a Liga Sãocarlense de Futebol (LSF), onde o seu melhor resultado foi um vice-campeonato em 1986.

Contando com a colaração do amigo Braz Leme, o Flamengo E.C. também possui outros dois vices: ‘Taça ou Copa São Carlos-1986′ e ‘Amador Série A-1998′.

 

 Esporte Clube Jardim Planalto, localizado na Rua Pirenópolis, 25 – Bairro: Vila Dirce, em Carapicuíba (SP). Quem souber a fundação… Será uma ótima informação.

 

Competição:  Campeonato Carioca 1912
Data :   03 de maio de 1912
Estádio (local) :  Rua Campos Salles ( Tijuca – Rio de Janeiro)
Time do Flamengo : Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Gilberto, Galo, Baiano,Arnaldo, Amarante, Gustavo e Alberto Borgerth
Gols : Gustavo*(5), Arnaldo(4), Amarante(4)Alberto Borgeth(2),Galo
Curiosidade :  * Gustavo de Carvalho foi o autor do primeiro gol da história do Clube de Regatas Flamengo

 

Obs: Em 1903 os remadores de Flamengo e Botafogo se reuniram para um amistoso, porém este jogo não é oficial.

A SEGUIR DADOS DO JOGO : 

FLAMENGO   1  X   5  BOTAFOGO

Local: Estádio da Rua Paysandu, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio (RJ)

Data: 27 de outubro de 1903

Amistoso disputado pelos remadores de ambos os clubes

FLAMENGO: G.V.Castro, V.Fatam, H.Palm, Sampaio Ferraz, A.Gibbions, L.Neves, C.Pullen, M.Morand, A.Vasconcelos, D.Moutinho, A.Simonsen

Gol: A.Simonsen.

Obs: Este foi o primeiro jogo de futebol disputado pelo Clube de Regatas Flamengo, através de seus remadores e também pelos remadores do Botafogo. Porem não é o primeiro jogo  oficial no futebol do C.R.Flamengo

Curiosidade: Nesta partida, o Flamengo começa o jogo sem goleiro !!!!, pois o mesmo chegaria com 5 minutos de jogo, porém o placar fica 0×0 até o final do primeiro tempo, com os gols saindo somente no 2º tempo. 

 

Fontes: Jornal do Commércio  e Jornal do Sports (Comemorativo do Centenário do C.R.Flamengo Edição Especial 1995)

 

O jornal O Globo, em sua edição desta terça-feira, dia 20 de março, publica na seção “Há 50 anos” a convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 1962 no Chile. O jornal apresenta a convocação de 41 jogadores, relacionados por posição, conforme reproduzido abaixo:

Arqueiros: Gilmar (Santos), Castilho (Fluminense), Valdir (Palmeiras), e Laércio (Santos).

Zagueiros direitos: Djalma Santos (Palmeiras), Jair Marinho (Fluminense), De Sordi (São Paulo) e Joel (Botafogo).

Centrais: Bellini (São Paulo), Mauro (Santos), Djalma (América) e Aírton (Grêmio Pôrto Alegrense).

Quartos zagueiros: Calvet (Santos), Barbosinha (Vasco), Zózimo (Bangu), Aldemar (Palmeiras) e Jurandir (São Paulo).

Zagueiros esquerdos: Nílton Santos (Botafogo), Altair (Fluminense), Rildo (Botafogo) e Ivan (América).

 Volantes: Zito (Santos), Zequinha (Palmeiras) e Carlinhos (Flamengo).

Apoiadores: Didi (Botafogo), Chinêzinho (Palmeiras) e Mengálvio (Santos).

Ponteiros direitos: Jair (Portuguesa de Desportos), Julinho (Palmeiras) e Garrincha (Botafogo).

Comandantes: Vavá (Palmeiras), Coutinho (Santos), Nei (Corinthians), Amarildo (Botafogo) e Quarentinha (Botafogo).

Pontas de lança: Pelé (Santos), Benê (São Paulo) e Prado (São Paulo).

Ponteiros esquerdos: Germano (Flamengo), Pepe (Santos) e Zagalo (Botafogo). ”

A delegação completa da Seleção Brasileira que embarcou para o Chile

Desses, depois de uma primeira etapa de treinos, foram desconvocados Prado, Carlinhos, Ivan, Aírton, Barbosinha e Chinesinho. O grupo restante ficou para a segunda etapa de preparação, que incluiu dois jogos contra o Paraguai, quando então foram desconvocados Aldemar, Bené, o goleiro Laércio e Nei.

Vinte e nove  jogadores prosseguiram para a terceira e última etapa de treinos, em que foram disputados dois amistosos contra Portugal. Djalma Dias, Joel, Calvet, Germano, Julinho, Rildo, Quarentinha e o goleiro Valdir Morais foram os últimos a serem cortados, na definição dos 22 que viajariam para o Chile.

Time em treinamento: Djalma Santos, Belini, Zito, Calvet, Castilho e Nilton Santos; Agachados: Garrincha, Didi, Coutinho, Pelé e Pepe

Veja a delegação do Brasil no VII Campoeonato Mundial de Futebol

Chefe - Paulo Machado de Carvalho

Secretário - Adolfo Marques

Tesoureiro - Ronald Vaz Moreira

Delegados aos Congressos da CSAF e FIFA - Luiz Murgel, Abílio de Almeida, Paulo Costa, Antônio do Passo

Superintendente e administrador - Mozart Giorgio

Supervisor - Carlos Nascimento

Médico - Hilton Gosling

Dentista - Mário Trigo

Observador - Ernesto Santos

Administrador - José de Almeida

Preparador físico - Paulo Amaral

Técnico - Aimoré Moreira

Massagista-enfermeiro - Mário Américo

Roupeiro-massagista - Francisco Assis

Sapateiro-cozinheiro - Artistides Pereira

Cafeteiro (do Instituto Brasileiro do Café, IBC) - Amaro Veloso dos Santos

Árbitro (da FIFA) - João Etzel Filho

Jornalista - Ricardo Serran

 

Na concentração: Pelé, Pepe (engraxando os sapatos) e Julinho

Jogadores da Seleção Brasileira

Altair Gomes de Figueiredo

Amarildo Tavares da Silveira

Antônio Wilson Honório (Coutinho)

Carlos José Castilho

Dejalma dos Santos (Djalma Santos)

Edson Arantes do Nascimento (Pelé)

Edvaldo Izídio Neto (Vavá)

Gilmar dos Santos Neves

Hideraldo Luís Belini

Jair da Costa

Jair Marinho de Oliveira

José Ely de Mirranda (Zito)

José Ferreira Franco (Zequinha)

José Macia (Pepe)

Jurandir de Freitas

Manoel Francisco dos Santos (Garrincha)

Mario Jorge Lobo Zagalo

Mauro Ramos de Oliveira

Mengálvio Figueiró

Nlton dos Santos

Waldir Pereira (Didi)

Zózimo Alves Calazães

 

Fotos: CBF


 

  

  O Tupi Futebol Clube, fundado em 1930, é um dos clubes mais tradicionais do Bairro Tupi, na Cidade de Piracicaba, no Interior Paulista. O time disputa a Liga Piracicabana de Futebol (LPF), onde já conquistou um título: 1980 e uma segunda colocação em 2002, atrás apenas do campeão Expressinho Futebol Clube.

 
 
Por: Dilson Braga
 
Foi buscando prestígio e inovando nos métodos aplicados pelos dirigentes dos clubes varginhenses da época, que a diretoria do Fluminense, Walabonso Nogueira, Targino Nogueira, João Urbano e Evaristo Carvalho, procuraram montar um time para brigar pelo título de 1940.
A grande atração e favorito disparado era a equipe do Navarra Esporte Clube, que patrocinado pela grande empresa local, Navarra & Irmãos, por decisão de Francisco Navarra que desejava montar um time imbatível.
Contratou jogadores profissionais, de gabarito e surpreendeu a todos os habitantes formando assim, a primeira equipe profissional da história do futebol em Varginha. Este time do Navarra contava com jogadores importantes, como Jaime de Almeida, Quirino, Bibi e Luiz Borracha, que brilharam depois, no Flamengo do Rio e também convocados para a Seleção Brasileira.
O Navarra passou a vencer com facilidade, todos os seus jogos. Os adversários cairam no desânimo, pois era praticamente impossível vencer aquele esquadrão. Mas veio a surpresa: Quando enfrentou o Flamengo, o Navarra foi derrotado pela primeira vez e, Francisco Navarra, presidente do Clube, revoltado com a derrota, dispensou toda a equipe na segunda-feira.
Disputaram o campeonato de 1940, além de Fluminense e Navarra: Avea, Sulamérica, Brasil e o Flamengo.
Antes da decisão, ou seja, com 48 horas de antecedência, o clima estava tenso. Quem seria o campeão de 1940, AVEA ou Fluminense?
Odilon (dirigente do AVEA) foi até Campinas(SP) e trouxe vários jogadores, entre eles Alegrete para formar a zaga com o grande Hélio Lúcio. Enquanto isso, os dirigentes do Fluminense não deixaram por menos. Foram até Belo Horizonte e trouxeram Pituca e Zé Maria, reforços para a final.
Foi um jogão, e a festa completou-se com o Fluminense campeão. Passeatas pelas ruas da cidade e um belíssimo foguetório completaram a comemoração do título de Campeão Municipal de Varginha em 1940.
 
 
FLUMINENSE FC - CAMPEÃO DE 1940. (Foto acima) Da esquerda para a direita: Luiz (Alfenas), Bituca, Zé Maria, Pedro Magro, Tião Cabeludo, Camilinho, Geraldo Melo, Carlito, Nelson Scadaferri, Manoelão, Jair Santana e Tampinha.
 
Foto: Dilson Braga
 

 

Vila São Luiz Futebol Clube foi um clube da Cidade de São João de Araras, Interior Paulista.  O Pantera Varzeano (alcunha do Vila) foi fundado num sábado, do dia 20 de outubro de 1956. Atualmente o time está extinto.

A foto acima o time do Vila São Luiz Futebol Clube posado, em 1962:
Em pé (esquerda para a direita):  Belon, Moacir, Vagner, Flavinho, Paulo e Baraldi. Agachados: Orlando, Zé Pedro, Melari, Biaggio, Zé Lucrédio.

Foto: Marcelo Valem

 

 O Dracena Futebol Clube foi fundado em 02 de julho de 1948, na cidade de Dracena, no Interior Paulista. O Alviverde dracenense possui um histórico de 27 participações, nas divisões de acesso, sendo que a sua  estreia aconteceu em 1960 quando disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão. Depois, entre 1961 a 1967 o Dracena participou de forma consecutiva a Terceira Divisão da época, em 1968 disputou a Quarta Divisão. 

Após um período de ausência, o Dracena FC, retornou em 1973 a disputar um campeonato de acesso, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Competição está que disputou até 1976, caindo nos anos seguintes para Quarta e Quinta divisões do estadual. Em 1981 voltou a figurar na Terceirona. O destaque fica para as campanhas de 1982 a 1985, quando o clube disputou a Segunda Divisão Paulista (atual Série A2). Foram quatro participações seguidas.

De 1976 a 1991 a equipe disputou novamente a Terceira Divisão. Seu último ano como profissional, disputando as categorias de acesso, foi 1994, ao participar da Quinta Divisão Paulista (Série B2).

 O Dracena Futebol Clube foi uma das equipes do interior que mais tempo permaneceu no difícil Campeonato Paulista representando uma cidade com modestos 45 mil habitantes. Um feito notável, mesmo para uma agremiação que não conquistou nenhum título estadual.

 

    Em pé:  Mão de Onça, Garça, Flávio, Gumieirinho, Nenê, Veiga e Wilson; Agachados: Baixinho, Dema, Cipola, Rato e Ivan.

O Dracena Futebol Clube de 1960 (foto acima) debutou no futebol profissional, tendo uma equipe de respeito, que deu muita alegria e deixou saudades aos torcedores da época. Atualmente o futebol do clube encontra-se desativado.

 

Foto: Jornal Gazeta de São  Paulo

 

A Associação Atlética Vila Varela é um dos times mais tradicionais do município de Poá (SP). O clube fica localizado na Rua Marcelino Brunetti, 210, no Bairro da Vila Varela. Sobre a fundação da equipe, o nosso amigo André Mantins nos informa: segundo o estatuto do clube, a A.A. Vila Varela foi fundado em maio de 1957.

Quem souber de outras informações para agregar… É só teclar.

 

 

 O São Pedro Esporte Clube foi fundado em 1967 pela familia Moda, na cidade de São José do Rio Preto, no Interior Paulista. Ao logo dos anos sempre ficou marcada pela a qualidade dos times e tambem pela sua torcida.

O time chegou ao ápice no campeonato varzeano de 1994, onde conquistou o titulo de campeão municipal. Sob o comandado do presidente, o conhecido Pinga, o São Pedro voltou a levantar o caneco, ao faturar o Bi varzeanno em 2003.

 

Projeto liderado pelo ex-craque português Luís Figo realizará cerimônia mundial no Brasil

O perfil do Dream Football no Facebook está recebendo até o dia 2 de abril (segunda-feira) o voto de internautas para escolher dois dos últimos três finalistas do Dream Football Awards. Quem quiser votar, deve acessar a plataforma do projeto na Internet – www.dreamfootball.com ou a página do Facebook da Dream Football (http://www.facebook.com/#!/Dreamfootball ) e escolher o seu vídeo favorito.

O Dream Football é uma iniciativa liderada pelo ex-craque Luís Figo que contempla uma série de ações de igualdade de oportunidades no futebol, utilizando o esporte mais popular do mundo como forma de potencializar sonhos e garantir o futuro de crianças que amam esta atividade. No total, o 2º Dream Football Awards terá 10 finalistas, escolhidos entre mais de 12 mil garotos de todo o mundo que colocaram vídeos no portal do Dream Football.

- O Dream Football Awards é um momento único no ano em que celebramos o talento dos 10 jovens que mais se destacaram na Dream Football no ano anterior – destaca Figo.

Até agora, sete jovens, entre os quais quatro brasileiros já estão garantidos na cerimônia internacional de premiação, que, este ano, ocorrerá a 30 de maio no Rio de Janeiro. Os contemplados virão de países como Venezuela, Portugal e França às custas do projeto e receberão os prêmios das mãos de Figo, Felipão e Gabriel, O Pensador, além de participar de um vasto leque de atividades de sonho.

- Em 2011, em Madrid, jovens do Brasil, França, Espanha, Portugal e Venezuela viveram uma experiência fantástica. Para 2012, no Brasil, estamos preparando muitas surpresas para estes jovens e para as suas famílias. Sete meninos já conquistaram o seu lugar. Outros quinze disputam agora online dois dos lugares que faltam. O último eu irei escolher e não será fácil porque a qualidade é muita – pondera o líder do Dream Football.

 

Sobre o Dream Football

Por intermédio da plataforma www.dreamfootball.com, qualquer jovem, independentemente de etnia, classe social, sexo ou religião, pode postar sua própria jogada, seu drible ou o seu golaço. Todas as semanas, os vídeos mais assistidos são avaliados por uma equipe de profissionais formada por nomes como o próprio Figo e o técnico Luiz Felipe Scolari. Em seguida, as imagens são enviadas para grandes clubes de todo o mundo, parceiros do projeto. A empresa não faz contrato de agenciamento com nenhum jovem, nem tem qualquer interesse comercial na transação de jogadores.

 

 

O União Monte Alegre Futebol Clube (UMA), surgiu numa segunda-feira do dia 23 de Abril de 1923, por iniciativa do senhor do engenho, Pedro Morganti, cujo estádio do clube tem o seu nome (Estádio Comendador Pedro Morganti).

UMA de 16 de maio de 1936

O objetivo era propiciar aos funcionários da usina refinada de açúcar uma opção de lazer.  O Galo Suburbano (alcunha do UMA) fica localizado no Bairro de Monte Alegre, em Piracicaba, no Interior Paulista. O time disputa a Liga Piracicabana de Futebol (LPF).

 

 Foto: Diário de São Paulo

 

O Esporte Clube Santa Rita, fica localizado no município de Jacareí (SP). O clube (nas cores azul, branca e preta), que  foi fundado no dia 25 de Janeiro de 1972, disputa as competições da Liga Municipal de Futebol de Jacareí (LMFJ).

 

 

O ano de 1985 foi marcante e ao mesmo tempo doloroso para o Bangu Atlético Clube. Afinal, os Mulatinhos Rosados chegaram na grande final do Campeonato Brasileiro, e depois de um empate em 1 a 1 com o Coritiba, no Maracanã, o time viu o título escapar após o ponta esquerda Ado desperdiçar a cobrança.

Pouco mais de três meses depois, o Bangu chegava em outra final. Dessa vez no Campeonato Estadual do Rio e voltou e ficar com vice. Só que desta vez a ‘punhalada sagrou’ os corações dos banguenses. Afinal, no final do jogo, quando o Fluminense vencia por 2 a 1, o zagueiro tricolor Vica, de forma grosseira deu um verdadeiro golpe de judô em cima do atacante Cláudio Adão , dentro da área.

Contudo, o árbitro José Roberto Wright (próximo a jogada) nada marcou, entrando para a história do Maracanã como o pênalti mais claro da história do Estádio Mario Filho, Maracanã. Até hoje, 27 anos depois, os torcedores do Bangu não se esquecem daquela jogada, que poderia ter rendido o terceiro título do clube em cariocas. Além disso, eles ainda lembram que José Roberto Wright anos depois virou dirigente do Fluminense e atualmente é comentarista de arbitragem da Rede Globo. Relembrando esse fato fatídico… Leiam o que a Revista Veja e o Jornal dos Sports narraram sobre o fato.

 

Revista Veja

O carioca José Roberto Wright, 41 anos, viu-se, na última quarta-feira, sob os olhares atentos de 90.000 torcedores, diante de uma das mais dramáticas situações a que está sujeito um juiz de futebol – um pênalti no último minuto do jogo, capaz de mudar, no caso, não apenas o resultado da partida como a própria história de todo o campeonato. O tempo normal já se esgotara quando o atacante Cláudio Adão, do Bangu, foi derrubado dentro da área pelo zagueiro Vica, do Fluminense, num pênalti clamoroso que o Maracanã inteiro testemunhou. Se o juiz apitasse a falta, o Bangu teria uma esplêndida chance de empatar o jogo – até aquele instante, perdia por 2 a 1 – e ficar com o título de campeão. Wright, porém, preferiu voltar as costas para o problema e, assim, dar a vitória e o título ao Fluminense.

“Estava de costas para o lance, pois tinha apitado antes o fim do jogo”, argumentou Wright, referindo-se a uma cena – a do apito final – que, ao contrário do pênalti não assinalado, ninguém notou no estádio lotado. “Foi um roubo descarado, mas agora não tem mais jeito”, lamentava desolado, com as mãos na cabeça, o patrono do Bangu, Castor de Andrade. Castor estava duplamente certo: Wright falhara e sua falha não tinha mais conserto. Em futebol, o juiz tem poder absoluto para determinar o que está certo ou errado dentro das quatro linhas de jogo. Mesmo que se prove posteriormente que sua decisão foi equivocada, ou que o próprio juiz admita o erro, numa raríssima autocrítica, o mal jamais é reparado. O juiz pode até ser punido pelos tribunais esportivos ou pelos cartolas, mas o resultado do jogo é mantido. Em 1973, por exemplo, numa decisão do campeonato paulista, o grande Armando Marques errou a conta na disputa final de pênaltis entre Santos e Portuguesa. Constatada a falha, a solução para contorná-la foi declarar os dois times campeões.

Carreira agitada – Até aquele momento, Wright cumpria uma atuação praticamente sem falhas, confirmando sua condição de juiz competente, reconhecida pela própria FIFA, o órgão que governa o futebol mundial, de cujo quadro internacional de árbitros faz parte. O resultado do jogo era justo prêmio ao futebol superior apresentado pelo Fluminense. Depois de sofrer um gol aos 4 minutos, conseguiu marcar dois, mas a vitória e o título só foram garantidos com a inestimável colaboração de José Roberto Wright.

Embora Wright tenha integrado a equipe de atletismo do Fluminense nos anos 60, seria injusto acusá-lo de agir de má fé na decisão carioca. Nem foi essa a primeira confusão em que se meteu em 14 anos de carreira como juiz. Em 1981, ele encerrou prematuramente um jogo entre Flamengo e Atlético, pela Taça Libertadores da América, o campeonato sul-americano de clubes, ao expulsar cinco jogadores do time mineiro ainda no primeiro tempo. Graças a esse empurrão, o Flamengo acabaria campeão continental e mundial de clubes.

Um ano depois, Wright protagonizaria outro caso ainda mais extravagante. Em combinação com a TV Globo ele apitou o jogo final da Taça Guanabara, entre Flamengo e Vasco, com um gravador escondido sob a camisa. A idéia era mostrar na TV como jogadores e juízes se entendem, ou se desentendem, dentro do gramado. Indignados pelo que consideraram uma invasão de sua privacidade, os atletas das duas equipes fizeram uma denúncia contra o árbitro na Justiça Desportiva. Wright foi suspenso por 40 dias. Pelo menos naquela ocasião ele conseguiu desagradar a todos indistintamente.

 

 O Jornal dos Sports

O Maracanã foi palco de uma decisão em que raça, determinação, personalidade e categoria foram os ingredientes do Fluminense para conquistar o título de tri-campeão do Rio de Janeiro, no dia 18 de dezembro de 1985, com vitória por 2 a 1 sobre o Bangu, de virada. O adversário e grande parte da mídia reclamaram de um pênalti não marcado pelo árbitro José Roberto Whight, no último minuto, quando o zagueiro Vica derrubou Cláudio Adão.

O campeonato foi decidido num triangular do qual participaram também o Flamengo, que foi eliminado. Para a decisão, o Bangu levou o direito de empatar.

Se entrar com vantagem já era bom, com o gol conquistado aos quatro minutos as coisas melhoraram: Perivaldo bateu falta pela direita e Marinho fez 1 a 0. O Bangu ainda teve outras boas chances, mas não ampliou.

No segundo tempo, o Fluminense mostrou logo que estava a tudo para chegar ao título. Aos poucos, foi ganhando espaço e chegou ao empate aos 19 minutos, gol de Romerito. A torcida foi ao delírio e começou a participar mais ainda do jogo. Com tamanha pressão, a virada aconteceu aos 31 minutos, depois de uma falta próxima à área. Paulinho cobrou no ângulo. Golaço! Os jogadores do Bangu partiram desesperadamente em busca do empate.

No minuto final, surgiu a polêmica. O zagueiro Vica derrubou Cláudio Adão dentro da área e José Roberto Wright ignorou o pênalti. Os jogadores do Bangu se revoltaram, cercaram o árbitro e tiveram de deixar o campo com a explicação de que o apito que ouviram no momento da falta era o do fim do jogo, não o da marcação do pênalti.

BANGU 1 x 2 FLUMINENSE
Competição:
Campeonato Carioca (Final)
Local:
Maracanã (18 de dezembro de 1985)
Renda:
Cr$ 1.670.240.000,00
Público:
88.162 pagantes
Árbitro:
José Roberto Wright, auxiliado por Wilson Carlos dos Santos e Pedro Carlos Bregalda
Gilmar, Perivaldo, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Arturzinho e Mário; Marinho, Fernando Macaé (Cláudio Adão) e Ado.
Técnico: Moisés
Paulo Victor, Beto, Vica, Ricardo Gomes e Renato; Jandir, Delei e Renê; Romerito, Washington e Tato (Paulinho).
Bangu 1 x 0: Marinho, aos 4min do 1º tempo
Bangu 1 x 1: Romerito, aos 18min do 2º tempo
Bangu 1 x 2: Paulinho, aos 31min do 2º tempo
Perivaldo, Mário, Marinho, Oliveira e Fernando Macaé (Bangu); Vica, Deley e Romerito (Fluminense)
Perivaldo, Mário e Cláudio Adão (Bangu)

Fonte: Revista Veja (25 de dezembro de 1985) e JS.

 

 

 

Por: Rodrigo Fernandes

Num domingo, do dia 12 de janeiro de 1930, surgiu Clube Atlético Ferroviário, graças à cisão do Britânia Sport Club. O clube ficava na cidade de Curitiba, no estado do Paraná. Num primeiro momento, o Ferroviário surgiu para congregar os funcionários e os operários da Rede, disputando apenas campeonatos amadores.

 Ao levar para as suas fileiras os principais jogadores do Britânia, o Clube Atlético Ferroviário começou a decolar como time competitivo e, sobretudo, como força popular do futebol da capital paranaense.

 Tornou-se oito vezes campeão de profissionais, construiu o mais moderno estádio do Paraná na década de 1940 (Estádio Durival Britto e Silva), revelou grandes craques, lotou estádios por onde passou e desenvolveu admirável intercâmbio nacional e internacional. Apelidado de “Boca-Negra”, nome de um grupo indígena descoberto na selva brasileira na década de 1930, popularizou-se ainda mais.

 Em 1967 foi o primeiro representante paranaense no Torneio Roberto Gomes Pedrosa. No dia 29 de junho de 1971 após a fusão com o Britânia S.C. e com o Palestra Itália F.C., surgiu o Colorado Esporte Clube. Então em 1989 o Colorado uniu-se com o EC Pinheiros, e dessa fusão surgiu o Paraná Clube, que existe até os dias de hoje.

 A história do time que surgiu dessa união é um caso à parte. Ainda existe muita gente com saudades daquela camisa vermelha pródiga em histórias bizarras. Os fãs do Colorado, diga-se, orgulham-se daquela mística azarada – uma espécie de analogia à vida sem golpes de sorte, típica do brasileiro comum.

 Eram pessoas felizes com a trajetória desgostosa do humilde boca-negra. Ainda hoje escuto discursos nostálgicos ressaltando “como era bom o tempo do coloradinho”. Enfim, o motivo desse texto é lembrar-se do Ferroviário – a vítima maior do Colorado.

 O falecido gigante foi campeão paranaense em 1937 e 38, também em 44 e 48. Levantou a taça ainda em 53. Voltou a ser bicampeão em 65-66. Foi o primeiro representante do estado no Roberto Gomes Pedrosa, o Brasileiro da época. E jaz!

 Certa vez, fui cobrir um treino do Paraná – o espólio do CAF – e o radialista Manoel Fernandes disse que lamentava o fato de o Tricolor não ter resgatado o emblema da extinta agremiação. Achei a observação curiosa, pois não tinha observado ainda essa questão estética.

 De fato, perdeu-se um desenho dos mais bonitos. A tese, salvo falha da minha memória, foi reforçada pelo publicitário Ernani Buchmann, ex-presidente paranista, quando o entrevistei sobre o livro Quando o Futebol Andava de Trem, de sua autoria, há nove anos.

 O livro de Buchmann, diga-se, é obrigatório para quem gosta de história do futebol. Não sei se há exemplares à venda, mas a obra foi editada pela Imprensa Oficial do Paraná em setembro de 2002. 

Na pesquisa literária, explica-se que sem o apoio da Rede Ferroviária, a equipe não teve como prosperar. Ainda hoje imagino como seria aquele time com uniforme pomposo, mas de torcida humilde, em ação. 

É difícil encontrar uma definição, mas vou me arriscar para o desgosto de muitos amigos paranistas: se estivesse vivo até hoje, o Ferroviário seria o Paraná – com sua trajetória bipolar — carregando uma camisa de 100 kg. Seria um sonho para muitos.

 

TÍTULOS

Campeonato Paranaense: 8 vezes (1937, 1938, 1944, 1948, 1950, 1953, 1965 e 1966).

Vice-Campeonato Paranaense: 7 vezes (1942, 1946, 1947, 1949, 1955, 1957 e 1963).

Torneio Início: 7 vezes (1934, 1937, 1938, 1943, 1950, 1954 e 1960).

 

Foto: Arquivo pessoal

 

O futebol de Tocantins é pouco conhecido e as informações são escassas. Então por essas pesquisas de meu Deus… Encontrei um novo time, que recentemente completou um ano de vida: SEAT – Sociedade Esportiva Atlético Tocantinense, fundado no dia 5 de março de 2011.

Apesar de o clube ter a sua sede em Palmas, os jogos e treinos acontecem no pequeno município de Lajeado a 53 km da capital. O local com 332,481 km2 de extensão territorial e uma população de cerca de 3 mil habitantes.

Apesar do pouco tempo o Tigrão da Serra (alcunha do SEAT) já possui site (http://atleticotocantinense.com.br/), escolinha, categoria de base e até musa: Luana Costa, 20 anos, com direto a papel de parede e tudo. Mal nasceu e o Atlético Tocantinense já está provando que bate um bolão!

 

Fotos: Site do SEAT

 

  

Entre o céu e o inferno. O curto espaço de tempo disponibilizado as federações para a realização dos Estaduais, acaba possibilitando situações inusitadas. No Campeonato Carioca-2012, o Bangu Atlético Clube (bicampeão carioca em 1933 e 1966) atravessa um momento de extremos.

            Restando três rodadas para o final da Taça Rio (segundo turno), se a competição terminasse hoje, o Bangu estaria classificado para as semifinais da Taça Rio, como líder com nove pontos, e rebaixado para o Campeonato Carioca da Série B-2013, já que atualmente ocupa a penúltima posição na classificação geral com apenas nove pontos.

O problema dessa estranha equação pode ser entendido na Taça Guanabara (primeiro turno do Rio), quando os Mulatinhos Rosados jogaram sete partidas e perderam todas. Agora, equipe banguense se vê obrigada a buscar os pontos duplamente: escapar da degola e ainda tentar uma vaga na fase semifinal.

Pelo regulamento da Federação de Futebol do estado do Rio de Janeiro (Ferj), caso o Bangu entre nas semifinais, e, paralelamente, com a pontuação no geral esteja na zona de rebaixamento, só escapará da queda caso conquiste o título da Taça Rio. Dessa forma, garantiria, no mínimo, o vice-campeonato Estadual de 2012.

 CLASSIFICAÇÃO GERAL DO CARIOCA-2012 (25/03/12)

Nº.

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Vasco da Gama

29

12

09

02

01

25

09

16

Botafogo

28

12

08

04

00

30

09

21

Flamengo

27

12

08

03

01

20

06

14

Resende

21

12

06

03

03

17

16

01

Macaé Esporte

20

12

06

02

04

18

16

02

Fluminense

19

12

06

01

05

22

14

08

Volta Redonda

17

12

05

02

05

18

21

-3

Friburguense

15

12

04

03

05

14

17

-3

Nova Iguaçu

15

12

04

03

05

11

15

-4

10º

Boavista

14

12

04

02

06

19

23

-4

11º

Duque de Caxias

12

12

03

03

06

13

19

-6

12º

Madureira

11

12

03

02

07

13

21

-8

13º

Bonsucesso

11

12

02

05

05

13

21

-8

14º

Olaria

10

12

02

04

06

15

20

-5

15º

Bangu

09

12

02

03

07

12

21

-9

16º

Americano

08

12

02

02

08

15

24

-9

 

Foto/montagem: Sérgio Mello

 

O Esporte Clube Tangará é um clube amador. Ficalizadom na Rua Dom Carmine Rocco, 240 – Bairro: Jardim Tangará, em  São Carlos (SP). Tel.: (16) 3364-5095.  O Tricolor Sãocarlense foi fundado no dia 18 de novembro de 2002, e disputa as competições da Liga Sãocarlense de Futebol (LSF).

Foi vice-campeão do Amador Série B – 2009

Colaborou: Braz Leme

 

 

O Tabatinga Esporte Clube é outro como poucas informações. Além do endereço: Rua Episcopal, 131, em Tabatinga (SP), descobri a data de fundação  graças ao companheiro André Martins que informou: o Tabatinga é do dia primeiro de março de 1974.

 

O Esporte Clube Parque Alexandre foi inspirado no Glorioso Clube Atlético Mineiro. O time fica no Bairro de Parque Alexandre, em Cotia (SP). Mais dados serão bem-vindos.

 

 

A Associação Atlética Nova República, fica localizada na Rua José Quirino Dantas, 253, no Bairro Jardim Nova República, no município de Cubatão (SP). Mais um escudo que gostaria de contar outros dados para ser acrescentado.

 

Um dos clubes mais populares do espiríto Santos é, sem dúvida, o Rio Branco Atlético Clube. Fundada no dia 21 de junho de 1913, a sua sede administrativa se localiza em Vitória. O ‘Brancão‘ é o maior detentor de títulos estaduais do futebol capixaba: 36 campeonatos.

O Rio Brancom, que há disputou as séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, tem a maior torcida do Espírito Santo com aproximadamente 30% dos torcedores do estado. O time alvinegro foi o terceiro time de futebol profissional fundado no estado. 

Segue abaixo o primeiro escudo do clube capixaba nos anos 10:  

 

Ainda no tempo do amadorismo no futebol olímpico, o Brasil enviou uma Seleção comandada pelo então campeão mundial de 1958, o técnico Vicente Feola, para disputar a Olimpíada de Tóquio, em 64. Numa competição que contava com 14 equipes (inicialmente eram 16, mas Itália, com uma equipe profissional, e Coreia do Norte, com problemas internos, não participaram), o Brasil ficou em 9º lugar.

Vicente Feola

De fato, não foi uma campanha inspiradora. Depois do empate em 1 a 1 na estreia com a extinta República Árabe Unida, o Brasil venceu a Coreia do Sul por 4 a 0. Chegou à última rodada da primeira fase precisando apenas de um empate, mas perdeu por 1 a 0 para a Tchecoeslováquia e ficou de fora das quartas-de-final.

No entanto, engana-se quem pensa que nada foi aproveitado dessa competição. Roberto Miranda, que era jogador daquela equipe, mais tarde viria a disputar a Copa do Mundo de 70, no México, quando o Brasil conquistou o tricampeonato.

Confira a ficha técnica de Brasil 0 x 1 Tchecoeslováquia:

Tchecoslováquia
Anton Svajlen; Anton Urban, Vladimir Weiss, Zdenck Picman e Stefan Matlak; Karel Nepomucky, Jan Brumovsky e Jozef Vojta; Frantisek Valosek, Frantisek Knebort e Vojtech Masny

Brasil
Hélio Dias (Botafogo), Mura (Botafogo), Zé Luiz II (Fluminense), Valdez (Fluminense) e Adevaldo (Botafogo); Eliseu (Santos) e Ivo Soares (Flamengo); Roberto Miranda (Botafogo), Zé Roberto (São Paulo), Mattar (Comercial-SP) e Caravetti (Palmeiras)
Técnico: Vicente Feola.

Data: 16 de outubro de 1964
Competição: Jogos Olímpicos de Tóquio
Local: Estádio Omiya, em Tóquio, no Japão
Árbitro: Asghar Techerani

Fonte: Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

 

O Esporte Clube São João foi um clube da cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense do Rio. Fundado no sábado, no dia 24 de junho de 1917, por José Norival, Cláudio de Souza e Arnaldo Pereira dos Santos, que eram funcionários da Usina São João, afastada 5 km do centro de Campos.

 A ideia de montar um time foi aceito de imediato com a o apoio da cúpula da empresa, que, inclusive, apoiaram com direito a doação do terreno, além de arcarem com as despesas para a construção do campo para o clube.

 Apesar de existir por tantos anos, somente em 1958, o ‘Vovô’, como era chamado carinhosamente, se filiou à Liga Campista de Desportos (LCD), quando passou então a disputar os campeonatos promovidos pela entidade campista.

 Por esse motivo é que o Paraíso de Tocos, que é na verdade 23 dias mais novo do que o São João, é considerado o clube de usina mais antigo de Campos, pois começou primeiro suas atividades competitivas oficiais.
Seus principais presidentes foram: Cláudio de Souza (um dos fundadores e primeiro presidente do clube), Chistóvão Lysandro e Ademar Cruz.
O São João foi campeão do campeonato de aspirantes promovido pela Liga Campista de Desportos (LCD) em 1960. O Esporte Clube São João participou das competições, mesmo sem grande destaque. No final dos anos 60, com a falência da Usina, que foi desativada… O clube acabou tendo o mesmo destino, desaparecendo sem deixar vestígios. 

Colaborou: Aristides Leo Pardo, Tide

 

Por: Carlos Zamith    

Em maio de 1947, o Moto Clube, do Maranhão veio a Manaus para cumprir uma série de quatro jogos amistosos. Naquele tempo era difícil a visita de um time de futebol de outro Estado, não só pela dificuldade de transporte, sempre de navio, ou pelo cachê exigido, algumas vezes fora da realidade do nosso futebol.

O time maranhense, desconhecido do torcedor amazonense, abafou logo nas primeiras apresentações, goleando o Tijuca por 5 a 2; o Olímpico por 5 a 1; perdeu para o Nacional 3 a 2 e venceu um combinado local por 2 a 0.

No jogo de estréia do Moto Clube, o Tijuca reforçado por jogadores de seus co-irmãos, perdeu com: Luizinho Mão de Grude, Darcy e Aurélio; Lupércio, Major e Mariozinho; Cabral, Silvio,(Mário Mattos), Paulo Onety, Mário Orofino (Cláudio Coelho) e Juvenil.

APITO FALSO

No jogo contra o Nacional, numa tarde de domingo, o Parque Amazonense ficou apinhado de gente. O árbitro era o ex-comandante de ataque do Olímpico, Sálvio de Miranda Corrêa, um jovem da sociedade, pertencente a família do dono da fábrica de cerveja XPTO .

O jogo acusa 2 a 2 no segundo tempo. No setor da geral, estava um torcedor, o comerciário Wilson Câmara que trabalhava nas Lojas A Pernambucana, cara falante, brincalhão e bem relacionado na sua classe. Câmara era bom de assobio e de quando em vez saltava um parecido com o do árbitro, como também fazia o velho Cachoeirinha, do Fast.

Pois bem, o Moto Clube estava no ataque perto de fazer o gol da vitória, quando os jogadores ouviram um apito paralisando a jogada. O Câmara livrara o Nacional de um ataque perigoso e talvez até de um gol.

Descoberto, Câmara foi “gentilmente convidado” a se retirar do local e ficou sob à guarda de uns policiais para não perturbar o espetáculo.

Logo depois o ponteiro Lé fez o gol da vitória de 3 a 2, do Nacional, numa tarde consagradora para o já veterano magricela jogador que foi ídolo do Rio Negro.

 

Nacional 3 x 2 Moto Clube (18 de maio de 1947)

Local: Parque Amazonense.

Árbitro: Sálvio Miranda Corrêa.

 NACIONAL: Mota, Lupércio e Darcy; Hélcio Sena, Caveira e 31 (Júlio); Oliveira, Paulo Onety, Marcos Gonçalves (Eliseu), Raspada e Lé.

MOTO CLUB: Ruy, Santiago e Carapuça; Sandovalzinho, Frazio (Dagmar) e Pretinho; Mosquito (Jesus), Valentin, Galego, Zuza e Jaime.

Gols: Marcos Gonçalves, Oliveira e Lé (Nacional.) Galego e Zuza (Moto).

 

A história dos clubes de pequeno e médio investimento, ao contrario dos grandes, é feito de momentos pontuais esporádicos. Imaginem os senhores um time modesto conquistar um título no Maracanã e receber o troféu do maior jornalista do Brasil: Nelson Rodrigues?

Parece um sonho. E essa quimera foi vivenciada pelo Bonsucesso Futebol Clube, em 1967. Paralelamente acontecia o Campeonato Carioca do Rio, e o Torneio Paulo Rodrigues era jogado na preliminar dos clássicos, no Estádio Mário Filho, Maracanã. No final, com uma atuação consistente o Bonsuça conquistou um belíssimo caneco.

Veja abaixo um resumo de cada uma das seis rodadas: 

Primeira rodada

O jogo de abertura aconteceu no sábado, no dia 18 de novembro (preliminar de Flamengo 1 x 1 América FC, pelo 2º turno do Campeonato Carioca). O Bonsucesso goleou o São Cristóvão por 5 a 1. Os gols do Bonsuça foram de Gilbert (três vezes), Gibira e Enos, enquanto Tião fez o de honra para o time Cadete. No domingo, no dia 19 de novembro (preliminar de Fluminense 2 x 0 Vasco da Gama), a Portuguêsa Carioca e o Madureira empataram em 1 a 1. Os gols foram assinalados por Carlos Alberto para o Madura, enquanto Humberto marcou para a Lusinha Carioca.

 Segunda rodada

O Bonsucesso não repetiu e boa atuação no primeiro jogo, e acabou derrotado pela Portuguêsa Carioca, no sábado, dia 25, por 1 a 0 (preliminar de Botafogo 2 x 1 América F.C.). O único gol foi assinalado pelo atacante Zezinho. No domingo, no dia 26 (preliminar de Bangu 3 x 1 Flamengo), São Cristóvão e Madureira empataram em 1 a 1. Edmílson marcou para o São Cri-Cri e Miguel fez o tento do Tricolor Suburbano.

 Terceira rodada

Na quarta-feira, do dia 29 de novembro (preliminar de Fluminense 3 x 1 América F.C.), enfim, o São Cristóvão conquistou a primeira vitória: 1 a 0 na Portuguêsa, com gol de Castilho. No dia seguinte (30 / 11 – na preliminar de Botafogo 1 x 0 Flamengo), o Bonsucesso voltou a não jogar bem, mas dessa vez conquistou os dois pontos: 2 x 1 no Madureira. Fifi e Ivo Sodré marcaram para o Bonsuça e Miguel fez o de honra para o Madureira.

 Quarta rodada

No sábado, no dia 2 de dezembro (preliminar de Flamengo 0 x 3 Vasco da Gama), a Portuguêsa se reabilitou ao vencer o Madureira por 1 a 0, com gol do atacante de Zezinho. No domingo, no dia 03 de dezembro (preliminar de América F.C. 0 x 1 Bangu A.C.), o Bonsucesso voltou a reencontrar o São Cristóvão. E mais uma vez nova goleada. Dessa vez pelo placar de 3 a 0, com dois gols de Gilbert e o outro marcado contra pelo zagueiro Sulimar.

 Quinta rodada

No sábado, no dia 9 de dezembro (preliminar de Bangu A.C. 3 x 2 Vasco da Gama), o primeiro placar em branco. Madureira e São Cristóvão ficaram no 0 a 0. Então, no domingo, no dia 10 de dezembro (preliminar de Botafogo 1 x 1 Fluminense), Bonsucesso e Portuguêsa entraram em campo, na luta pela liderança. O Bonsuça liderava com seis pontos, enquanto a Lusinha está logo atrás com cinco. O que parecia ser um jogo complicado ficou tranquilo para o Bonsucesso, que venceu por 3 a 1, e conquistou com uma rodada de antecipação o título inédito do Torneio Paulo Rodrigues. Com gols de Fifi, duas vezes, e Enos para o Bonsucesso, e Pedro Paulo para a Portuguêsa.

Capa do Jornal dos Sports: na parte de cima: Bonsucesso ganha Torneio

 Sexta e última rodada

Na quarta-feira, no dia 13/12 (preliminar de Botafogo 3 x 1 Vasco da Gama), Portuguêsa e São Cristóvão encerraram a sua participação no torneio com um empate em 1 a 1. Rui abriu o placar para a Portuguêsa, enquanto Lopes deixou tudo igual. A última partida aconteceu no dia seguinte, no dia 14/12 (preliminar de Bangu A.C. 2 x 1 Fluminense). Já com o título assegurado, o Bonsucesso não repetiu o empenho e acabou derrotado pelo Madureira por 2 a 1. Anísio e Miguel marcaram para o Madura e Valdir fez o tento do campeão Bonsucesso Futebol Clube.

 Abaixo a matéria noticiada pelo Jornal dos Sports (página 8: 10/12/1967), na véspera do jogo contra a Portuguesa, que acabou rendendo o inédito caneco:

 Bonsucesso sem três para defender ponta

Sem contar com Gilbert, Amaro e Valdeir, todos contundidos, o técnico Antoninho estava indeciso na escalação do time do Bonsucesso, que defende hoje a liderança do Torneio Paulo Rodrigues, frente à Portuguêsa, na Preliminar de Botafogo x Fluminense.

Como Gilbert não passou no teste final, continuando a acusar dores na coxa direita, o treinador lança Giriba na ponta-direita, pois acha que o ataque se movimentou-se bem com sua entrada e criou situações mais perigosas dentro da área.

 Meio

 O problema do meio de campo foi resolvido Fifi no lugar de Amaro. No apronto de sexta-feira êle trabalhou com eficiência na armação das jogadas, indo à frente e voltando com facilidade para a recuperação, deixando Antoninhjo mais tranqüilo.

A contusão de Valdir – seu cotovelo está inchado – deu oportunidade a que Dejair tevesse vez no time titular, sendo de observar o empenho com que êle atuou no coletivo-apronto.

 Excursão

 O empresário Wilson Moreira estêve ontem em Teixeira de Castro e conversou com o Diretor de Futebol Joaquim Teixeira, oferecendo uma excursão ao exterior no princípio de 68 e com duração de dois meses.

 Venda

Outra visita à sede do Bonsucesso foi a do Vice-Presidente do Flamengo Sr. Gunnar Goransson, a fim de tratar da contra dos jogadores Ivo e Gilbert com o Sr. Joaquim Teixeira.

O Bonsucesso que havia pedido NCr$ 80 mil só pelo passe de Ivo, acabou concordando na venda dêste e mais Gilbert, por essa quantia, na condição do Flamengo pagar os 15 por cento a que têm direito os jogadores.

 

Nessa reportagem do Jornal dos Sports (página 4: 11/12/1967), assim foi narrado a conquista do Bonsucesso, na vitória por 3 a 1, no Maracanã.

 O Bonsucesso ao vencer na tarde de ontem (no domingo, no dia 10/12/1967), à Portuguêsa, por 3 a 1, na preliminar de Fluminense e Botafogo, sagrou-se Campeão antecipado do Torneio Paulo Rodrigues. O time rubro-anil dominou completamente as ações do jôgo, e a vitória foi decisiva, pois o segundo colocado está a quatro pontos distante do líder, quando falta apenas uma rodada para encerra-se o certamente.

Foi uma partida relativamente tranquila para o Bonsucesso, que teve um excelente trabalho no meio-de-campo onde Ivo, Paulo César e Fifi desarmavam todas as investidas adversárias. Fifi foi a grande figura do Bonsucesso, assinalando dois gols belíssimos, decidindo assim o título em prol do clube.

 Domínio total

O domínio do Bonsucesso, na primeira etapa do jôgo era marcante, muito embora seu ataque pecasse por não chutar em gol. Aos 5 minutos, Gibira que era o melhor atacante do Bonsucesso passava por Zeca e atirava para Roberto praticar a primeira defesa difícil do jogo, numa das poucas investidas iniciais.

O trabalho de Ivo e Paulo César era ótimo, pois todas as jogadas partiam do meio-campo da Portuguêsa. O time rubro-anil sentia, entretanto, a falta de seus dois ponteiros, Gilberto e Waldir, principalmente de Waldir, pois Djair, seus substitutos, não correspondia, apesar de todos os seus esforços para acertar.

Fifi aos 29m, depois de Enos, atirar na trave esquerda, colocava a bola com muita categoria no canto direito de Roberto sem chance nenhuma para o goleiro que já se encontrava batido, abrindo a contagem para o Bonsucesso, que já merecia estar vencendo. O ataque da Portuguêsa, nada produzia, tendo em Léo era o único jogador que procurava chutar e levar algum perigo para o gol de Jonas. Mas quem quase voltou a marcar para o Bonsucesso quase no final do primeiro tempo, com Ivo cobrando uma falta de Zeca sobre Giriba. Colocou Enos frente à frente com Roberto, desperdiçando o jogador oportunidade de ampliar o marcador, chutando para fora.

Nelson Rodrigues (E) entrega o troféu ao capitão do Bonsucesso, Dultra (C)

 Final

O Bonsucesso voltou para o segundo tempo mais tranquilo, pois a vitória que poderia ter sido maior no primeiro tempo, seria explorada neste período. O time da Portuguêsa, que não conseguia concatenar seus ataques, não oferecia nenhuma resistência, decaindo de produção a cada minuto.

Enos em cabeçada fulminante, aumentava a contagem, quando eram decorridos 10 minutos e a defesa da Portuguêsa ficou parada assistindo ao atacante completar a jogada. Depois deste gol, o Bonsucesso acomodou-se em campo, permitindo que a Portuguêsa subisse ao ataque e equilibrasse o jogo. Num desses contra-ataques, Léo que era o único atacante da Portuguêsa, recebeu na frente de Luís Carlos, e quando ia marcar aos 20, o lateral rubro-anil aterrou o atacante, cometendo pênalti indiscutível, que o juiz marcou. Cobrou Pedro Paulo sem chances para Jonas, diminuindo para a Portuguêsa.

Esta que procurava o empate de qualquer maneira, teve suas pretensões jogadas por terra, com o terceiro gol do Bonsucesso. Enos em jogadas toda complicada, a seu feitio, passou por dois adversários e deu a Fifi que vinha acompanhando a jogada e chutou forte com a bola batendo ainda no travessão, quando eram decorridos 32 minutos.

Depois do terceiro gol do Bonsucesso, a Portuguêsa apertou a meta de Jonas, mas não levou sorte definindo-se o placar que deu o título ao time rubro-anil.  

 

 BONSUCESSO F.C.                     3          X         1          A.A. PORTUGUÊSA

 Local: Estádio Mário Filho, Maracanã

Árbitro: Hélio Alves

Auxiliares: Jorge Paes Leme e Waldir da Rocha

 BONSUCESSO FC: Jonas, Luís Carlos, Paulo Lumumba, Dultra e Albérico; Paulo César e Ivo; Gibira, Enos, Fifi e Djair. Técnico: Antoninho

 A.A. PORTUGUÊSA: Roberto, Miguel, Simões, Zeca e Beto; Elcio e Pedro Paulo; Humberto, Ari, Zezinho e Léo. Técnico: Tuneca.

 Gols: Fifi aos 29 minutos do 1º tempo; Enos aos 10 minutos; Pedro Paulo aos 20 minutos; Fifi aos 32 minutos do 2º tempo.

CLASSIFICAÇÃO GERAL

Nº.

CLUBES

PG

J

V

E

D

GP

GC

SG

Bonsucesso FC

08

6

4

0

2

14

6

8

AA Portuguêsa

06

6

2

2

2

5

6

-1

Madureira AC

05

6

1

3

2

5

6

-1

São Cristóvão FR

05

6

1

3

2

4

10

-6

ARTILHARIA

5 gols – Gilbert (Bonsucesso FC);

3 gols – Fifi (Bonsucesso FC); Miguel (Madureira AC);

2 gols – Enos (Bonsucesso FC); Zezinho (Portuguêsa);

1 gol   – Gibira, Ivo Sodré e Valdir (Bonsucesso FC); Anísio e Carlos Alberto (Madureira); Humberto, Pedro Paulo e Rui (Portuguêsa); Castilho, Edmílson, Lopes e Tião (São Cristóvão FR).

 

Fotos:  Arquivo JS

 

 

 

O Bela Vista Futebol Clube surgiu em 21 de Abril de 1930, na cidade de Sete Lagoas (MG). Seu mascote é o periquito e as suas cores o verde e branco. O BV, como é conhecido, coleciona em sua história algumas façanhas. A equipe disputou o Campeonato Mineiro de Futebol entre os anos de 1958 e 1962. Nesse período derrotou o Atlético Mineiro em dois jogos oficiais, um deles em Belo Horizonte, em 1961 (3×2) e o outro em Sete Lagoas, em 1962 (3×1). Nessa época o Bela Vista disputava com o Democrata um dos maiores clássicos do futebol mineiro na década de 50 conhecido como o “Clássico do Sertão”.

 Em Agosto de 1958, o Bela Vista fez o que era comum para os times de futebol da época: foi excursionar pela Europa, jogando contra grandes e pequenos clubes do continente. Na conturbada excursão pela Europa o primeiro adversário foi justamente o galáctico Real Madrid de Di Stefano, Puskas, Gento, Kopa, Santamaría e Rial, considerado o melhor time europeu da época. O único clube brasileiro que encarou os galácticos carregou uma multidão de aproximadamente 80 mil pessoas para o estádio Santiago Bernabéu, e em um jogo disputado, perdeu por 2 a 1 sofrendo o gol aos 46 minutos do segundo tempo de pênalti.

 

Os jogadores Assis e Marinho, emprestados pelo Vasco, desertaram da delegação na França após a partida contra o Olimpic de Marselha, seduzidos por propostas de clubes europeus. Os dirigentes, que preferiam frequentar hipódromos franceses a tomar conta do time, e o próprio técnico Orlando Rodrigues também abandonaram o clube.

 

Na Inglaterra, já com o veterano jogador Gaia fazendo às vezes de técnico, o Bela Vista enfrentou o Newcastle, no Saint James Park, diante de 25 mil pessoas. Nessa partida o BV sofreu um duro golpe. Totalmente desfigurado e com o zagueiro Gaia fazendo às vezes de técnico, roupeiro e capitão, o time sofreu impiedosos 12 a 1. A goleada gerou preocupações no CND (Conselho Nacional de Desportos) e no próprio Itamaraty, que exigiram a volta do Bela Vista ao Brasil, para não ‘sujar o nome do futebol brasileiro no exterior’.

 

Mesmo com todos os percalços, o Bela Vista seguiu pelo velho continente, fazendo jogos duros com times tradicionais, como Grasshoper, da Suíça (1 a 1), Bologna, da Itália (2 a 3) e Hamburgo, da Alemanha (0 a 1).  O Bela Vista ainda fez mais quatro jogos – quatro derrotas – antes de voltar ao Brasil para a disputa do Campeonato Mineiro de 1958. Na bagagem, várias equipes tradicionais do futebol mundial como Real Madrid, Newcastle, Totenham, Middlesbrough, Birmingahm, Borussia, Hamburgo, Werder Bremen, Bolonha e Olimpic de Marselha foram adversárias do time setelagoano. O saldo de 24 jogos, com três vitórias, dois empates e 19 derrotas. O time fez 29 gols e sofreu 74 em gramados europeus.

 

Ao fim da conturbada e questionada aventura em solo europeu o BV retornou ao Brasil no final de Outubro de 1958. Na chegada a Sete Lagoas, uma grande surpresa. Como heróis, a delegação do Bela Vista foi recebida com festa. Uma multidão tomou conta das ruas da cidade para ovacionar o time, com direito a desfile de caminhão e foguetório. Uma faixa resumiu todo o sentimento dos apaixonados torcedores belavistanos: “Falem mal, mas falem do Bela Vista”

 

Hoje o Bela Vista Futebol Clube é referencia na formação de atletas. Com aproximadamente 200 atletas com idades entre 5 e 17 anos o clube já descobriu, dentre outros, o zagueiro Thiago Heleno, atualmente no Palmeiras e o lateral direito Marcos Rocha, atualmente no Clube Atlético Mineiro. O clube se reestrutura e planeja reativar o departamento de futebol profissional em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.

 

Seu Estádio é o Santa Luzia, com capacidade para 3 mil pessoas, localizado, na Rua Tupiniquins, 340 – Santa Luzia – Sete Lagoas (MG).

 

 

 

 

 

 

Equipe atual

 

 

Fotos: Arquivo pessoal e o site do Bela Vista FC

 

 

O Itaú Esporte Clube, fundado em 1956, foi criado com o objetivo de propiciar maiores oportunidades de diversão para os itauenses, com grandes e inesquecíveis bailes de debutantes, carnavais, além das piscinas, quadras e brinquedos que entusiasmavam as crianças e jovens.

Localizado, na Rua Artur Vieira, 129, no Centro, em Itaú de Minas (MG), o Alvianil itauense também teve os seus momentos no futebol bretão. Na inauguração de seu Estádio Engenheiro Jorge Oliva, numa segunda-feira, no dia 15 de agosto de 1960, aconteceu o jogo que ficou na história de Itaú de Minas: tão esperada visita do Rei Pelé.

 Tudo começou no dia 15 de agosto de 1960, às 12h30, quando um avião da Real CIA. Aérea  descia no aeroporto de Itaú trazendo a delegação do melhor time da época no Brasil, o Santos Futebol Clube, onde estavam presentes centenas de populares  e autoridades, como o presidente do Itaú Esporte Clube, Sr. Silvio Taliberti , João Ilson Alcântara, Hugo Batista, João de Deus, Francisco Correa (Chiquinho Guerra), quando o presidente do Santos recebeu das mãos de Silvio Taliberti um cartão de prata  marcando o acontecimento.

 O estádio estava completamente lotado, não cabia mais ninguém, e um fato curioso aconteceu antes do jogo, um torcedor fanático, não havendo mais lugar para ele, afixou uma cadeira de ferro em um eucalipto atrás do gol para assistir o jogo. O time do Santos estava completo, contando com os melhores jogadores do mundo naquela época.

 Participaram do jogo nada mais nada menos que Mauro, Zito, Pepe, Pelé e vários outros jogadores da seleção Brasileira, o time do Itaú Esporte Clube também era na época um dos melhores times do interior de Minas Gerais. O jogo foi emocionante com o Itaú oferecendo resistência, inclusive fazendo o primeiro gol da partida. Este dia festivo contava com a presença da diretoria da Cia. de Cimento Portland Itaú, onde estavam presentes Dr. José Balbino, Dr. José Mario Tavares de Oliva, Milton de Souza Meireles e muitos outros.

 Obviamente o estádio ficou lotado com cerca de 5 mil pessoas, para ver a vitória, de virada, do Santos Futebol Clube por 2 a 1,  com direito a gol de Pelé. O goleiro do Itaú, Aldo, disse que para ele foi uma honra tomar um gol de Pelé. Este jogo ficou na história de Itaú porque na época o Santos nunca havia jogado em uma cidade do interior.

Campeão da Segundona Mineira de 1961

 O principal título aconteceu em 1961, quando o Itaú Esporte Clube foi o campeão do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. Mesmo com o Alvianil itauense levantando a taça da Segundona, nunca chegou a disputar a elite do futebol mineiro, uma vez que perdeu a vaga em uma disputa obrigatória neste ano com o Bela Vista Futebol Clube, de Sete Lagoas (1930), ultimo colocado da 1ª Divisão de Minas.

 

A realidade atual do América Football Club é a luta para voltar à elite do futebol do Rio em 2013. Contudo, voltando no ‘túnel do tempo’ te os anos 60, o Mecão vivia outra fase completamente diferente. O clube possuía a quarta maior torcida do Rio (atrás de Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama e na frente do Botafogo, numa pesquisa encomendada pelo Jornal dos Sports, em 1964).

Após o título de 1960, o América, gradativamente foi reformulando o elenco até chegar até 1967. Nesse ano o Mecão fez um bom Campeonato Carioca, terminando na 4ª colocação. Durante esse período, muitas histórias para contar.

 

 Primeiro Campeão do Estado da Guanabara

Campeão de 1960

Esse campeonato de 1960 foi histórico, pois decidiu quem seria o primeiro campeão carioca. No dia 18 de dezembro de 1960, o América decidiu o título com o Fluminense, que jogava pelo empate.

O Fluminense começou apertando, pois o América se mostrou um time muito nervoso. Aos 25 min, Tele recebeu excelente passe driblou um zagueiro e, já na área chutou. Djalma Dias usou as mãos para evitar o gol e o árbitrou marcou pênalti. Pinheiro cobrou e o goleiro Ari salvou no primeiro lance. Na sobra, o mesmo Pinheiro chutou e, após bater no travessão, entrou.

Em desvantagem e precisando da vitória, o América voltou com tudo para o segundo tempo. Aos 5 minutos, depois de boa jogada de Quarentinha, Castilho soltou a bola e Nilo apareceu para empatar a partida.

O gol do título aconteceu após uma cobrança de falta de Nilo. Mais uma vez, Castilho deu rebote e o lateral direito Jorge chegou para fazer 2×1. A partir daí, o time do América prendeu a bola não permitindo uma possível reação do Fluminense.

 AMÉRICA: Ari; Jorge, Djalma Dias, Wilson Santos e Ivan; Amaro e João Carlos; Calazans, Antoninho, Quarentinha e Nilo.

FLUMINENSE: Castilho, Jair Marinho, Pinheiro, Clóvis e Altair; Edmilson e Paulinho (Jair Francisco); Maurinho, Valdo, Telê e Escurinho.

 

Crescimento patrimonial

Desde 1961, um surto de progresso atingiu ao America, de forma positiva, transformando uma modesta agremiação esportiva, num dos mais completos clubes sociais-esportivos do Estado da Guanabara. Graças à organização e ao trabalho do presidente Wolney Braune.

 

 Estado da Guanabara (1960 – 1975)

Estado brasileiro que sucedeu ao distrito federal quando da mudança da capital do país para Brasília, em 21 de abril de 1960. Era constituído apenas pelo município do Rio de Janeiro, sendo sua capital a própria cidade do Rio de Janeiro. Durante seu curto período de existência, o Estado da Guanabara, que devia o seu nome à baía na qual ficava à margem, sofreu um acelerado processo de modernização, tornando-se economicamente o principal Estado brasileiro.

 

Campeão do Internacional Negrão de Lima

Mas o Mecão não fechou a temporada em branco, ao conquistar o Torneio Internacional Negrão de Lima no Maracanã em 1967, que teve a participação do Club Nacional de Fútbol de Montevidéu (América 1 a 0), do Huracán de Buenos Aires (América 4 a 0) e do vice-campeão Vasco, a quem o Mecão venceu na final por 3 a 1, com 3 gols de Edu.

Mecão de 1967

 Outro grande nome desta época foi o zagueiro alemão naturalizado brasileiro, Alex, que fez 673 jogos pelo América (entre 1967 e 1979) e foi um dos jogadores que ganharam o Prêmio Belfort Duarte, mesmo sendo zagueiro no competitivo futebol profissional e tendo disputado centenas de partidas.

 

Excursão em dose dupla

Naquela época era comum aos clubes excursionarem pelo mundo. E com o América não era diferente. O fato curioso foi o fato de o América ter feito uma miniexcursão de 17 dias, retornar (onde realizou mais quatro amistosos) para depois viajar na segunda-feira, no dia 13 de abril de 1964, para a Europa com duração de 2 meses e seis dias (ou 67 dias).

 Na primeira excursão, entre janeiro e fevereiro, no Caribe e Venezuela, o Mecão realizou sete jogos em 17 dias, vencendo todos. A equipe Rubra marcou 30 gols (média de 4,3 gols por partida) e sofreu apenas cinco, um saldo de 25.

 De volta ao Brasil, mais quatro amistosos: uma vitória (2 a 0 no Bonsucesso); um empate (0 a 0 com o Cruzeiro-MG) e duas derrotas (2 a 1 para o Guarani de Campinas e Esportiva Guaratinguetá); com quatro gols pró e quatro contra.

o zagueiro Jorge se despede dos filhos, na presença de Carlos Pedro

Para fechar a maratona de amistosos o América seguiu para a Europa, passando por cinco países: Itália, Inglaterra, Tchecoslováquia, Portugal e França. O Clube da Rua Campos Sales enfrentou grandes times como o Nápoli (ITA), Spartak Praga (Tchecoslováquia), Porto e Sporting Lisboa (ambos de Portugal), Sedan (França) e a Seleção da Tchecoslováquia. No total, foram 15 jogos, com seis vitórias, seis empates e apenas três derrotas; marcando 29 gols e sofrendo 22.

 No somatório geral, um saldo para clube grande nenhum botar defeito: nos 26 jogos; o América Football Club venceu 14, empatou sete e foi derrotado apenas cinco vezes; marcando 63 gols e sofrendo apenas 31, um saldo de 32. Assim, o Mecão teve um aproveitamento de 67,3% dos pontos, com uma média de 2,4 gols por partida, comprovando, de fato, o porquê da equipe Rubra possuía a terceira maior torcida do Rio e ser considerado um dos grandes clubes do futebol brasileiro nos anos 60.   

A Delegação do America estava constituída por:
Chefe: Sr. Lincoln Nunes
Médico: Hildo Nejar
Jornalista: João Antero de Carvalho
Técnico: Zizinho
Massagista: Olavo Morais
Delegado: Gama Silva
Os jogadores: Ary, Pompéia, Jorge, Leônidas, Wilson Santos, Luciano, Ronaldo, Sylvio, Itamar, Carlos Pedro, Willian, Uriel, João Carlos, Amorim, Zézinho, Fernando Cônsul, Abel e Paulo Leão.

 

Lista completa de todos os jogos amistosos

26/1/1964 Assault (Martinica)

0

5

América Martinica
28/1/1964 Seleção da Martinica

0

2

América Martinica
30/1/1964 Seleção de Trinidad e Tobago

1

3

América Trinidad e Tobago
1/2/1964 Tiquires Flores (Venezuela)

0

7

América Venezuela
6/2/1964 Liga Mayor (Venezuela)

1

3

América Venezuela
9/2/1964 Deportivo Galícia (Venezuela)

1

4

América Venezuela
11/2/1964 Deportivo Galícia (Venezuela)

2

6

América Venezuela
1/3/1964 Cruzeiro (MG)

0

0

América Independência (MG)
8/3/1964 Guarani (SP)

2

1

América Campinas (SP)
16/3/1964 Bonsucesso FC (RJ)

0

2

América Teixeira de Castro
9/4/1964 Esportiva Guaratinguetá (SP)

2

1

América Guaratinguetá (SP)
18/4/1964 Monza (Itália)

0

2

América Itália
23/4/1964 Nápoli (Itália)

0

0

América Itália
30/4/1964 Coventry City (Inglaterra)

2

5

América Inglaterra
3/5/1964 Spartak Praga (Tchecoslováquia)

3

1

América Tchecoslováquia
6/5/1964 Slovan Teplice (Tchecoslováquia)

2

2

América Tchecoslováquia
9/5/1964 Jednota (Tchecoslováquia)

3

1

América Tchecoslováquia
13/5/1964 Seleção da Tchecoslováquia

2

2

América Tchecoslováquia
17/5/1964 Kosice (Tchecoslováquia)

1

4

América Tchecoslováquia
21/5/1964 Dukla Praga (Tchecoslováquia)

1

0

América Tchecoslováquia
24/5/1964 CKD Praga (Tchecoslováquia)

2

3

América Tchecoslováquia
9/6/1964 Porto (Portugal)

1

1

América Portugal
10/6/1964 Sporting Lisboa (Portugal)

1

1

América Portugal
13/6/1964 Lille (França)

1

2

América França
14/6/1964 Sedan (França)

1

3

América França
16/6/1964 Nimes (França)

2

2

América França

 

Fotos: Arquivo JS

 

Líder isolado do Grupo A da Taça Rio, com 100% de aproveitamento, o Macaé Esporte não terá vida fácil se quiser buscar uma inédita classificação às semifinais. Neste domingo (25/03/12), às 16h, o Alvianil Praiano tem novo tabu a quebrar neste Carioca. O Leão nunca derrotou o Americano no Estádio Godofredo Cruz, em Campos.

Dos 11 jogos oficiais entre os dois clubes, cinco foram realizados no campo do adversário, com quatro vitórias do Americano e um empate. Nos dois últimos anos, os campistas venceram por 2 a 1 no Parque Tamandaré. O curioso é que o técnico Toninho Andrade participou destas duas partidas, mas no comando do Americano.

” Tenho grande respeito pelo Americano. Lamenta a situação na qual o clube se encontra, mas agora estou no Macaé. Estamos na briga por uma vaga na semifinal e tenho certeza de que os quatro jogos restantes serão bastante complicados, a começar por este no Godofredo Cruz”, afirmou o técnico Toninho Andrade.

E o jejum de vitórias do Macaé sobre o Americano já dura quase quatro anos. O último triunfo do Alvianil aconteceu no dia 24 de maio de 2008. Pela Copa Rio, o Macaé Esporte venceu por 1 a 0 no Cláudio Moacyr. Já pelo Carioca, a última vitória macaense também foi naquele mesmo ano: 2 a 0 novamente no Moacyrzão.

Em 2009, foram disputados dois jogos entre as equipes pelo Estadual. Na semifinal do Troféu Moisés Matias de Andrade, empate em 0 a 0 no Maracanã, entretanto o Americano venceu na disputa por pênaltis (5 x 4). Já na Taça Rio daquele mesmo ano, novo empate, desta vez em 1 a 1 na Arena Guanabara, em Araruama.

Macaé e Americano sempre fizeram jogos equilibrados. O placar que se repetiu mais vezes foi o 2 a 1 (quatro das 11 partidas). No geral, foram três vitórias alvianis e cinco alvinegras. Outros três empates foram registrados. O Macaé marcou 10 gols e o Americano 12.

Arbitragem
A Comissão de Arbitragem da Ferj divulgou o trio que irá comandar a partida de domingo (25) entre Macaé e Americano. Rodrigo Nunes de Sá será o árbitro, com Wendel de Paiva Gouvêa e Diogo Carvalho Silva nas bandeiras. Carlos Raphael Sampaio Torres será o quarto árbitro, com Elton Azevedo e Raphael Silvano Ferreira Silva de assistentes adicionais. O observador será o José Alexandre Barbosa Lima.

Números de Macaé x Americano:
Jogos: 11
Vitórias do Macaé: 3
Vitórias do Americano: 5
Empates: 3
Gols do Macaé: 10
Gols do Americano: 12

29/09/1999 – Macaé 2 x 1 Americano (Expedicionário) – Copa Rio
17/09/1999 – Americano 1 x 1 Macaé (Godofredo Cruz) – Copa Rio
24/09/2003 – Macaé 0 x 2 Americano (Cláudio Moacyr) – Série C
27/09/2003 – Americano 2 x 1 Macaé (Godofredo Cruz) – Série C
05/04/2008 – Macaé 2 x 0 Americano (Cláudio Moacyr) – Estadual
24/05/2008 – Macaé 1 x 0 Americano (Cláudio Moacyr) – Copa Rio
04/06/2008 – Americano 1 x 0 Macaé (Godofredo Cruz) – Copa Rio
21/02/2009 – Macaé 0 x 0 Americano (Maracanã) – Estadual
21/03/2009 – Macaé 1 x 1 Americano (Arena Guanabara) – Estadual
21/03/2010 – Americano 2 x 1 Macaé (Godofredo Cruz) – Estadual
09/04/2011 – Americano 2 x 1 Macaé (Godofredo Cruz) – Estadual


Fotos: Tiago Ferreira

 

Ainda na briga por vaga às semifinais da Taça Rio, o Boavista quer surpreender o Madureira neste sábado, às 16h, em Conselheiro Galvão. Suspensos, os laterais Paulo Rodrigues e Sheslon estão fora da partida. Recém-chegado ao clube, o técnico Andrade comemorou o fato de, pela primeira vez, ter tido uma semana inteira para trabalhar.

“Quando cheguei tivemos jogo pela Copa do Brasil no meio da semana e já no domingo outra partida pelo Carioca. Só agora conseguimos treinar o time com mais tempo. Será um confronto muito difícil, pois enfrentaremos um time muito veloz, que jogará com o apoio da sua torcida. Mas esperamos colocar em prática tudo o que treinamos e sair de campo com a vitória”, disse o técnico Andrade.

Ruy pronto para ajudar o Verdão de Saquarema

A novidade da equipe é a presença do lateral Ruy entre os titulares. Porém, novamente improvisado no meio-campo. “Eu me adaptei bem a essa função, não vejo problemas em jogar no meio-campo. O que quero é ajudar o Boavista. Estou muito feliz com a titularidade, ainda mais sendo um jogo decisivo e importante para a nossa equipe”, afirmou o jogador.

Boavista: Thiago, Marcio Gabriel, Luiz Alberto, Helton e Ernani; Júlio Cesar, Ruy, Thiaguinho e Tony; André Luis e Somália. Técnico: Andrade.

 

Foto: Jornal dos Sports

 

Amigos… Acabei de receber do André Luiz Pereira Nunes uma foto de um escudo antigo do São Gonçalo Futebol Clube, localizado no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Esse escudo nada tem a ver com o homônimo atual que disputa o Campeonato Carioca da Série C. Segundo o amigo André, foi um time profissional que se preparou para disputar a Terceirona, mas por razões desconhecidas acabou declinando da disputa.

O que sei é: o escudo é uma cópia do FC Kobenhavn, da Dinamarca. A única mudança é troca do nome do time dinamarquês por São Gonçalo F.C. Caso alguém tenha alguma informação para agregar… Será importante desvendar mais um time misterioso.

 

Foto: André Luiz Pereira Nunes

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