O Santa Cruz Football Club (Atual: Santa Cruz Futebol Clube) é uma agremiação da cidade do Recife (PE). O Alvi-Negro da Bôa Vista foi Fundado no dia 03 de Fevereiro de 1914, por um grupo de jovens no Largo de Santa Cruz, liderados pelos Srs. Alberto Costa, Quintino Miranda de Paes Barreto, José Glacério Bonfim, Augusto Franklin Ramos, Orlando Elias dos Santos, Alexandre Carvalho, Osvaldo dos Santos Ramos, Uchôa Dornellas Câmara, Luiz de Gonzaga Barbalho e José Luiz Vieira que também foi seu 1º Presidente.

Foi Alvinegro por 17 meses até que em Julho 1915, o Santa Cruz FC aderiu a cor vermelha passado a ser tricolor. O seu Estádio era o Campo da Campina do Derby, em espaço aberto. O local pertencia a Intendência Municipal do Recife. A sua primeira Sede ficava na Rua da Mangueira, nº 02 – Bôa Vista Recife (PE).

 

FONTE: Pesquisador do futebol pernambucano, Luciano da Silva

 

O Portela Atlético Clube é uma agremiação Centenária da Cidade de Miguel Pereira, situado na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. O Alvianil Miguelense foi Fundado na quinta-feira, do dia 29 de Junho de 1911. A sua Sede e o seu Estádio Fructuoso Fernandes, ficam localizados na Praça Joaquim Sobral, s/n, em Governador Portela, 2º Distrito de Miguel Pereira.

Na sua história, o Portela possui cinco títulos do Campeonato Citadino de Vassouras, organizado pela Liga Vassourense de Desportos (LVD): 1943, 1944, 1945, 1949  e 1953.

Venceu ainda o 1º Torneio de Futebol da Linha Auxiliar em 1953; campeão do Torneio da Amizade em 1966; campeão do Torneio Intermunicipal Miguel Pereira-Vassouras em 1986, bicampeão da 1ª Taça Miguel Pereira em 1986 e 1987 e campeão do Campeonato Regional da Liga de Desportos de Miguel Pereira em 1987.

Disputou o Campeonato Fluminense de Profissionais em 1943 e 1944, além de ter participado do Campeonato Carioca da 3ª Divisão, em 1989, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Na ocasião, o Portela terminou na 5ª colocação no seu Grupo, na fase inicial, e, conseqüentemente, não avançando para a fase final.

FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook – Blog do Portela A.C.

 

 

O Leme Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado em 1905, como Leme Football Club. A Sede da Rua Gustavo Sampaio, nº 26, no Bairro do Leme – Zona Sul do Rio, utilizada para as reuniões, na verdade pertencia a outro clube que sedia gentilmente: The Rio de Janeiro Athetic Association (Fundado no dia 04 de Julho de 1914, que mudou o nome em 1944 para: Leme Tênis Clube. O clube existe até hoje).

O Leme Athletico Club participou do Campeonato, organizado pela Liga Sportiva Carioca (LSC), em 1918. Time-base dessa temporada era: Lito; Manhães (Salazar) e Pedro Fortes (Cap.); Murillo (Lebre), Julinho (Moreira) e Maia; Mignani (M. Cunha), Durando (Gentil), Valladares (Salazar), Chiquito (Godofredo Mesquita, o ‘Godó′) e Hugo Fortes (Paulo Pinheiro).

Além do futebol, o clube também contava com um time de Hockey. No domingo, do dia 09 de setembro de 1917, o Leme enfrentou o São Paulo Hockey (SP). Os cariocas venceram os paulistas pelo placar de 3 a 1, no campo da Rua Salvador Correia.

O clube desapareceu nos anos 20. Coincidentemente, no dia 09 de outubro de 1929 foi fundado o Leme Club, mas aparentemente sem relação com o Leme AC. Nessa década, também surgiu o Leme Hockey Club.

Praça de Esportes, onde hoje fica a Avenida Princesa Isabel

O 1º Campo ficava na Praça Suzana (Atual: Praça Demétrio Ribeiro), no Leme. Logo depois mudaram para a Praça de Esportes, na Rua Salvador Correia, nº 52, no Leme, que ficava a 100 metros de distância.

Está história merece ser contada. Tudo começou em 1901, quando foi aberta nos terrenos de Alexandre Wagner, que em fins do século XIX havia comprado todos os terrenos do Leme e arruado a região em 16 de abril de 1894.

Era denominada de Rua Salvador Correia, em honra ao Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que administrou a cidade por duas vezes, de 1568 a 71 e de 1578 a 98. Em 1904 o Prefeito Francisco Pereira Passos abriu o túnel do Leme, inaugurado dois anos depois.

Pelo Decreto Municipal Nº. 6.305, de 1º de outubro de 1938, mudou de nome para Avenida Princesa Isabel, em comemoração aos cinqüenta anos da assinatura da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil.

Rua Salvador Correia, na Década de 20

A fotografia mostra o campo de futebol onde jogava o “Desportivo Leme” (a foto foi feita da Rua Salvador Correa, atual Avenida Princesa Isabel, e a transversal é a Rua Barata Ribeiro).

Segundo L. V. Carvalho (“apud” G. Lamounier Junior), “este campo público ficava na saída do túnel que ligava Botafogo a Copacabana, numa área limitada pela atual Princesa Isabel, Demétrio Ribeiro, Prado Júnior e Felipe de Oliveira.
Era bem gramado, cercado por um bonito gradil e tinha em volta umas árvores. O campo não tinha dimensões regulamentares, mas nele jogavam bons jogadores dos “aspirantes” dos principais clubes.

Rua Salvador Correia, na Década de 30

Conta ainda L.V. Carvalho que naquela época, em frente ao campo de futebol, funcionava um modesto botequim que servia soda e sanduíches de mortadela. A soda vinha em pequenas garrafas de vidro, fechadas por bolas de gude.
Era preciso apertar a bola para dentro para que o líquido saísse.”
É interessante, além de ver uma fotografia de um campo público tão bem cuidado na saída da única galeria que existia no Túnel Novo, ler sobre detalhes do dia-a-dia daquele tempo, como as garrafas de soda fechadas com bolas de gude.
“Aspirantes”, para quem não sabe, eram os times formados por jogadores que ultrapassavam 18 anos de idade e já não podiam jogar pela categoria “Juvenil” e, também, por jogadores reservas que não eram aproveitados nos times principais dos clubes do Rio (pelo menos a partir da década de 50 e até a de 60 disputavam jogavam nas preliminares das partidas do time principal).

Avenida Princesa Isabel, nos anos 50

FONTES: Fotolog.com – Rio Antigo – O Paiz – O Imparcial – A Noite – A Batalha – Jornal da Manhã  - O Careta

 

FOTO:  José Francisco de Moura, ‘Professor Chicão’

 

 

O Unidos Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Cabo Frio, localizado na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro. O clube surgiu de uma cisão do Tamoyo Esporte Clube, de Cabo Frio. Apesar da escassez de informações desta equipe, resolvi publicá-la pelo fato de ter sido o vice-campeão do Campeonato Citadino de Cabo Frio de 1950, organizado pela  Liga Cabofriense de Desportos (LCD).

FONTE & FOTO:  Luta Democrática – Diário de Notícias – José Francisco de Moura, ‘Professor Chicão’

 

O Clube de Regatas Flamengo é uma agremiação cidade de Porto Velho (RO). O Rubro-Negro foi Fundado na terça-feira, do dia 15 de Novembro de 1955. O Flamengo de Porto Velho manda os seus jogos no Estádio Aluízio Ferreira com Capacidade para 8 mil pessoas. Atualmente, o clube está licenciado desde 1994. Em 2015, iniciou o processo para retornar ao futebol do Estado.

O Flamengo de Porto Velho é o segundo maior vencedor e um dos maiores clubes de Rondônia na era amadora. Faturou 10 Campeonatos Rondonienses: 1956, 1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1967, 1982, 1983 e 1985. Já na era profissional participou de três Campeonatos Rondoniense: 1991, 1992 e 1994. Depois disto nunca mais retornou ao futebol profissional.

Porto Velho já foi palco de grandes clássicos do futebol amador. Ferroviário e Moto Clube, Flamengo e Ypiranga, entre tantos outros. O estádio Aluízio Ferreira, com capacidade para 8  mil pessoas, parecia um caldeirão fervilhante: bandeiras se agitavam, charangas ditavam o ritmo das partidas e o futebol, embora amador, tinha craques que sabiam tratar a bola e brilhavam dentro de campo.

Na foto (abaixo), Flamengo de Porto Velho de 1963, com a seguinte formação: o goleiro Zé Viana, Asilvan, Delmar, Gervásio, Meireles, Manoel, Parruda, Toinho, Mundinho, Juquinha e Leonardo.

Na foto (abaixo), Flamengo de Porto Velho de 1972, com a seguinte formação: EM PÉ, da esquerda para a direita – Jorge Santos, Vicente, Gervásio, Dedé, Emanuel e Nonato. AGACHADOS: Rico, William, Manoel, Hermógenes e Rufino.

 FONTES: Wikipédia – Gente de Opinião – Ivo Feitosa (Acervo de família)

 

No dia 8 de dezembro de 1930, dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, quatro ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis (Carlos Koch, Eugênio Walter, o Guarany, Fernando Tude e Júlio Almeida), além de um da Associação Atlética da Bahia (Waldemar de Azevedo), num encontro casual no Cabaré do Jokey, em Salvador, discutem a […]

No dia 8 de dezembro de 1930, dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, quatro ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis (Carlos Koch, Eugênio Walter, o Guarany, Fernando Tude e Júlio Almeida), além de um da Associação Atlética da Bahia (Waldemar de Azevedo), num encontro casual no Cabaré do Jokey, em Salvador, discutem a formação de um novo time de futebol.

O grupo está sem poder praticar o esporte que amam porque as agremiações que defendiam tinham resolvido acabar com seus departamentos de futebol.

Quatro dias depois, mais de 70 pessoas, a maioria ex-atletas da AAB e do Bahiano, reúnem-se para definir os rumos do novo clube. A assembléia é presidida por Otavio Carvalho e secretariada por Fernando Tude e Aroldo Maia.

Naquela reunião, são definidas as cores da Bahia para o novo clube (uniforme com a camisa branca e o calção azul com uma faixa vermelha na cintura). Otavio Carvalho é nomeado presidente provisoriamente.

No dia 1ª de janeiro de 1931, o Esporte Clube Bahia é fundado, sob o slogan “Nascido para vencer”, em reunião na casa n° 57 da Rua Carlos Gomes, em Salvador. com presença de profissionais liberais, funcionarios públicos, jornalistas, microempresarios e estudantes.  O médico Waldemar Costa é o primeiro presidente.

Em 16 de janeiro, são publicados no Diario Oficial da Bahia os estatutos do Tricolor, que passa a existir legalmente.

No dia 20 de fevereiro, o Bahia é filiado à Liga Bahiana de Desportos Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol. Dois dias depois, um domingo, realiza seu primeiro treino, no campo da AAB, na Quinta da Barra, em Salvador.

A primeira partida acontece em 1º de março de 31, contra o Ypiranga: triunfo por por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O goleiro Teixeira Gomes ainda defende um pênalti. O duelo dura 20 minutos e é válido pelo Torneio Inicio do Estadual,

A escalação teve Teixeira Gomes; Leônidas e Gueguê; Milton, Canoa e Gia; Bayma, Guarany, Gambarrota e Pega-Pinto. O técnico é João Barbosa e o arbitro, Francelino de Castro.

Na mesma data, o Bahia conquista o primeiro titulo de sua história, o próprio Torneio Inicio, com uma goleada sobre o Royal, por 3 a 0. Gols de Guarany (2) e Pega-Pinto.

Em 22 de março, o Bahia estreia no Baianão de 31. Em abril, faz seu primeiro jogo internacional, contra o Sud América, do Uruguai. Em outubro, faz seu primeiro jogo intermunicipal, contra o Vitória de Ilhéus. No mesmo mês, faz seu primeiro jogo fora do Estado, ante o Sergip, em Aracaju.

Ainda em outubro, no dia 25, a equipe conquista o primeiro estadual, com duas rodadas de antecedência, mesmo sem entrar em campo, devido ao tropeço dos concorrentes.

Em 15 de novembro, entra em campo com a motivação de ser campeão invicto. O Tricolor consegue o empate em 2 a 2 aos 33 minutos, com o gol de Milton Bahia, e mantém invencibilidade.

 

FONTE: Site do Clube

 

O Athletico Club Braz de Pinna foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alviverde foi Fundado no domingo, do dia 19 de Janeiro de 1919. A sua Sede ficava na Rua Suruhy, 32 – Estação Brás de Pina – Zona Norte do Rio. Póximo à sede, ficava o Campo, situado acerca da Estação de Brás de Pina, na Estrada de Ferro Leopoldina Railway.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Etelvino Barbosa;

Vice-Presidente - J. Antonio Alamino;

Thesoureiro - Rufino Ferreira;

1º Secretário - Henrique Denan;

2º Secretário - Álvaro Santos;

1º Cobrador - Ignacio de Souza;

2º Cobrador - Paulo Ferreira;

1º Fiscal - João de Almeida;

2º Fiscal - Antonio Cano;

1º Capitain - Coripe Ferreira;

2º Capitain - Francisco Dias;

Comissão de Sindicância - Moacyr Barbosa, Carlos de Oliveira e Alceu Ferreira;

Comissão Fiscal - Antônio Candeia, Antonio Sobrinho e Geraldo Lopes.

Time-base de 1919: Carvalho; Calazans e Chiquinho; Nicoláo, Esteves (Sylvino) e Oscar (Nelson); Sebastião (Camisa Preta), Martins (Querezipe), Tanck {Cap. (Juca Boi)}, Gradin (Valdeta) e Rufino (Esguelha).

Time-base de 1920: Oscar; Alceu e Ananias; João, Lobato e Juremar; Claudionor, Tanck, Oliveira, Chiquinho e Nelson.

Em 10 de Fevereiro de 1921, o Braz de Pinna, juntamente com o União Sportiva e Sport Club Luzitano ajudaram a fundar a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã – O Paiz – A Rua

 


 

O Pedregulho Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1906. Sete anos depois acabou sendo Reorganizado na quarta-feira do dia 1º de Outubro de 1913. O clube sofreu outra reorganização na segunda-feita, do dia 25 de Maio de 1925. A sua Sede estava localizada na Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio. E o Campo ficava na Rua Jockey Club, nº 42, também no mesmo bairro.

Sede: Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio

Vice-campeão da Liga Suburbana de Football de 1907

O Pedregulho disputou o 1º Campeonato organizado pela Liga Suburbana de Football (LSF), de 1907. O clube terminou com o vice-campeonato atrás do campeão Riachuelo Football Club. Esta competição oferecia prêmios para os 1º e 2º times, estava previsto para começar em 05 de maio de 1907 e, sob a presidência do sr. Augusto José Teixeira, foi criada uma comissão para a elaboração da lei orgânica da confederação das sociedades suburbanas nos mesmos moldes do que ocorria com a LMSA.

A atitude dessa comissão, que contava como vice-presidente da Liga, Arnaldo Joppert, e como tesoureiro Luiz Maia, “causou bela impressão nos subúrbios, porque o football só terá a lucrar com a ideia em boa hora lembrada e posta em prática pelas ditas sociedades”.

Participaram da 1ª edição do torneio, além do Riachuelo, vencedor dos 1º e 2º quadros, o Sport Club Mangueira (da Tijuca), fundado em 27 de julho de 1906 – vice-campeão no 2º quadro; o Nacional Football Club (do Riachuelo), fundado em 1º de agosto de 1906; o Pedregulho Football Club – vice-campeão no 1º quadro; e o Sampaio Football Club (do Sampaio), fundado em 17 de junho de 1906, mas que não chegou a terminar o torneio, pois se retirou por falta de jogadores.

 

Time-base de 1921: Lourinho; Alexandre e Zito (Décio); Ernesto (Jayme), Astrogildo (Nunes) e Caldeira; Antoninho, Antonio, Alegre, Pinheiro (Eugenio) e Celestino.

 

FONTES: A Noite – Correio da Manhã – Gazeta de Notícias – Jornal do Commercio – Jornal do Brasil – O Paiz 

 

O Sport Club Liberal foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvi-roxo foi Fundado no sábado, do dia 08 de Junho de 1907, pelo desportista Ernesto Loureiro, que foi o 1º presidente até 1918. Contudo, vale explicar que esta agremiação passou por algumas reorganizações. Em março de 1914, foi a primeira. A segunda ocorreu em 07 de março de 1917. E a terceira aconteceu em 09 de Setembro de 1921.

Sedes

Em relação as Sedes o clube também mudou algumas vezes. Em 1914: Rua Cunha Barbosa, nº 69, Gambôa, Rio de Janeiro. Em 1917: Rua dos Andradas, nº 155, no Centro do Rio. Em 1º de Abril de 1918: Rua Camerino, nº 91 (sobrado), Centro do Rio. Em 1922, na Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio. Por fim, na Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Apesar de ser um clube modesto, no seu Estatuto, o Liberal mantinha um regime de disciplina e ordem. Por exemplo, colocou em seus Estatutos que seus sócios não podiam ser “ébrios habituais“, nem daqueles que “sofram de moléstia que cause repúdio“.

 

Excursão a Guaratinguetá, em 1919

Na esfera futebolística, o Liberal ingressou na Liga Municipal de Football (LMF), em 1918; e no ano seguinte (1919), se filiou a Associação Brasileira de Sports Terrestres (ABST).

No sábado, do dia 06 de setembro de 1919, viajou para enfrentar a Associação Sportiva Guaratinguetá, na época filiada a Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).  No mês de outubro viajou novamente para São Paulo, onde enfrentou o Sport Club Ipacaré, da cidade de Lorena.

Declínio do Liberal

Em 1920, após a renuncia do presidente da comissão de esportes, Mario R. Motta, o clube entrou numa séries de crises que resultou com o seu fechamento. No entanto, um ano depois, mais precisamente na sexta-feira, do dia 09 de Setembro de 1921, um grupo de antigos sócios se reuniram na sede do Commercio Club, na Avenida Passos, 106, no Centro, no intuito de reorganizar o clube. Após contar com o apoio de boa parte dos antigos sócios o clube voltou a ativa. A Sede, nesta nova etapa, ficava próxima a última: Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio.

Cerca de uma década depois, na quarta-feira, do dia 21 de Maio de 1931, o Sport Club Liberal se mudou para a nova sede: Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Nessa nova etapa, o Liberal intensificou os eventos na sede, e diminuiu o futebol. O Ping-Pong (Tênis de Mesa) passou a ser o esporte principal. E assim caminhou o clube nos anos seguintes até desaparecer em definitivo.

 

 Time de 1914: Salles; Carvalhosa e Manoel; Chaves, Almeida e Floriano; Sebastião, Tymbira, José Violante (Cap.), Elysio e Rodrigues.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – A Época – A Noite – A Batalha – Jornal do Brasil – Correio da Manhã

 

O Esporte Clube Dona Isabel foi uma agremiação da cidade imperial de Petrópolis, localizado na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. O Rubro-negro Petropolitano foi Fundado na segunda-feira, do dia 21 de Maio de 1945. A sua belíssima Sede ficava na Rua Doutor Sá Earp, nº 861 (andar superior), no Bairro Alto da Serra (atual: Morin), em Petrópolis. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Palatinato, no Bairro Palatinato, que não existe mais. O nome era uma referência ao Rio Palatinato que fica próximo ao estádio.

Os uniformes eram da seguinte forma: O principal era constituído de Camisas em listras verticais em vermelho e preto; calções brancos e meias vermelhas. O número dois eram Camisas brancas, calções pretos e meias pretas.

O clube era diversificado e contava com diversas modalidades esportivas, como por exemplo, Bocha, Futebol, Futebol de Salão, Tênis de Mesa, Xadrez, entre outros. Na sua Sala de Troféus, títulos de Campeão Petropolitano de Bocha (1987); de Xadrez (1982, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1995 e 1996), entre tantos.

No esporte bretão, o Dona Isabel foi a cada Campeonato Citadino de Petrópolis, ganhando o respeito das grandes forças da cidade (Serrano, Internacional, Cascatinha, Petropolitano, Corrêas, Cruzeiro do Sul).

Em 1969, o Rubro-negro Petropolitano conquistou o seu título mais importante: campeão do Campeonato Citadino de Petrópolis, organizado pela Liga Petropolitana de Desportos (LPD), daquele ano. Esta competição contou com a participação de 14 clubes:

Bingen Futebol Clube (Fundado no dia 28 de Março de 1939);

Cruzeiro do Sul Futebol Clube;

Esporte Clube Cascatinha;

Esporte Clube Caxias;

Esporte Clube Centenário;

Esporte Clube Democrata;

Esporte Clube Dom Pedro;

Esporte Clube Dona Isabel;

Lusitano Futebol Clube;

Palmeiras Esporte Clube;

Petropolitano Football Club;

Serrano Football Club;

Sport Club Internacional;

Sport Club Magnólia.

 

Presidente da República visitou o Dona Isabel

No sábado, do dia 10 de fevereiro de 1968, às 21 horas, o então presidente da República, Costa e Silva visitou o clube. Na ocasião, a pianista Guiomar Novais promoveu o Concerto de Gala, em homenagem ao presidente da República.

Torneio Otávio Pinto Guimarães de 1970: Dona Isabel fez excelente campanha

No ano seguinte, um fato marcante. Poucos sabem, mas o E.C. Dona Isabel participou do Torneio Otávio Pinto Guimarães de Juniores de 1970, que depois do Estadual da categoria é a competição mais importante do Estado do Rio de Janeiro.

Naquele ano, o Rubro-negro Petropolitano honrou a cidade imperial. Na primeira fase estreou com vitória (07/10/1970) diante do Madureira por 2 a 0. Na segunda rodada, novo triunfo (25/10/1970), dessa vez contra a Portuguesa Carioca por 1 a 0. No último jogo, conheceu a primeira derrota (11/11/1970), ao ser batido pelo Bonsucesso, pelo placar de 2 a 0. Com esses resultados o Dona Isabel avançou na liderança da Chave do Rio de Janeiro, com quatro pontos. No Quadrangular final, terminou na 4ª colocação, atrás da Seleção do Departamento Autônimo, do vice-campeão Bonsucesso Futebol Clube e da campeã Associação Atlética Barbará, de Barra Mansa.

 

FONTES: Blog Gol de Placa – Jornal dos Sports – Jornal do Brasil – O Fluminense – Última Hora

FOTO: A flâmula pertence ao Acervo de DJ Ernest Jr.

 

“Os morros e planaltos de Pinheiros eram cortados pelo Córrego do Rio Verde, que nascia perto de onde se localizam hoje a Avenida Doutor Arnaldo e a Rua Oscar Freire, desaguando no Rio Pinheiros, junto ao atual Shopping Center Iguatemi (PEZZOTTI, s/d). Também nessa topografia extremamente acidentada, localizava-se o Córrego das Corujas. Ambos atualmente passam quase despercebidos devido às canalizações e grandes trechos enterrados de seus leitos, porém antes eram as barreiras naturais que delimitavam o território que originou a Vila Madalena. Já no início do século XX, as localidades do lado oeste do Córrego do Rio Verde, compreendendo parte do Vale das Corujas, constituíam o Sítio do Rio Verde. Conta-se que o proprietário era um português que dividiu as terras entre suas três filhas: Ida, Beatriz e Madalena, as quais deram origem aos nomes dos atuais bairros Vila Ida, Vila Beatriz e Vila Madalena”.

Texto extraído da Pesquisa Científica elaborada por Débora Jun Portugheis, em julho de 2014, para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de são Paulo sob o título “VILA MADALENA: POLO DE COMÉRCIO, LAZER E CULTURA”

Dorinho (meia-esquerda) e Gas Braz (quarto zagueiro)

Crônica de autoria de Samuel dos Santos Polonio, publicada em 19 de julho de 2012.

“Lembrança da Vila Madalena”

“No ano de 1958 cheguei ao Brasil vindo de Portugal com seis anos de idade e, por sorte, vim morar na Rua Arapiraca nº 27 Vila Beatriz subdistrito de Vila Madalena.

Perto da minha casa ficavam os campos do Leão do morro, 7 de Setembro e o 1º de maio, que permaneceram até o ano de 1969 com o início da construção do Conjunto habitacional Natingui (B.N.H).

Brincadeiras não faltavam e eu jogava futebol o dia inteiro. Com 13 anos joguei no Dente de Leite do Leão do Morro, com grandes craques como: Gino, Ivo, Paulé, Pedro, Tonhão, Zé Valter, Reis, Carioca e Ademir, lembro-me dos grandes festivais e jogos do Leão do Morro (campeão varzeano em 1962 contra o Botafogo do Carrão e vice campeão em 64), principalmente o jogo final contra o Brasil de Pinheiros do craque Dorinho no campeonato de 1969, o jogo foi transmitido pela iniciante TV Globo no campo do 1º de Maio.

O torneio chegou ao fim com o Leão ganhando o jogo por 3 a 2 consagrando-se campeão. O Leão do Morro foi um dos principais times de várzea de São Paulo e teve grandes craques como: Miura, Carminho, Gáz Braz, Elinho, Zé Negão, Sábia, Dorinho, Delem, Roberto, Palito, Zinho, Mingo, Paulinho e não esquecendo o técnico Bonecão e o Álvaro (Barbeiro), um grande diretor”.

Fontes: Gazeta Esportiva Ilustrada, Pesquisa Científica “Vila Madalena: Polo de Comércio, Lazer e Cultura” e Samuel dos Santos Polonio.

 

 

O Cascadura Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de Outubro de 1906. A sua Sede e o Campo ficavam situados na Estrada Real Santa Cruz, 2.868/70 (depois nos anos 20, mudou o nome para Avenida Suburbana, 2.365, próximo a Estação de Cascadura, e atualmente: Avenida Dom Hélder Câmara), no Bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Em 09 de abril de 1914, na Sede do Cascadura foi fundado a Liga Sportiva Fluminense (LSF). No ano seguinte, no dia 22 de abril de 1915, se filiou à Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA). Nos anos 20, se filiou a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: Gazeta de Notícias – A Imprensa – O Imparcial – O Paiz – Correio da Manhã – Jornal do Commercio – Estatuto do Cascadura F.B.C.

 

O Vila Nova Sport Club é uma agremiação da cidade de Alto Paraguai (MT). Fundado na sexta-feira, do dia 03 de Julho de 1981, tem a sua Sede própria na Rua José Trindade, nº 372, no Centro de Alto Paraguai. O Vila Nova disputou o Campeonato Matogrossense da Segunda Divisão em 1990. Atualmente o clube se dedica ao Futsal.

 

FONTE: Página do clube no Facebook

 

O Independência Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 04  de Julho de 1918, por funcionários da Cia. Light and Power, alguns deles americanos. Por isso, que a data (dia e mês) se refere o dia da independência dos Estados Unidos.

O clube teve o seu campo na Rua José do Patrocínio, nº 51, que na época pertencia ao Bairro de Vila Isabel (atualmente faz parte do Grajaú), Zona Norte do Rio. Atualmente o campo pertence a Associação Atlética Light.

Entre 31 de maio de 1921 a 31 de março de 1923, mudou de nome, passando a se chamar: Solda Autogênia Light Club. Posteriormente retornou ao nome anterior: Independência Football Club.

Em 1924, se mudou para Rua Carlos Pereira, nº 51, também no Bairro de Vila Isabel (atualmente no local há o Shopping Tijuca). Nesse mesmo ano o Independência disputou o seu único Campeonato Carioca, organizado pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT).

O Independência chegou ao fim nos anos 30. O único título aconteceu em 1923 quando levou a taça de Campeão Carioca de 2° quadros da Segunda Divisão. A sua campanha em 1924 foi: 12 jogos, com duas vitórias, um empate e nove derrotas; marcando 19 gols e sofrendo 21.
FONTES: Jornal do Brasil – O Paiz – O Imparcial – Correio da Manhã – O Jornal – Gazeta de Notícias

 

O Santo Antônio Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Santo Antônio do Leverger (MT). Localizado a apenas 27 km da capital Cuiabá, o município conta com uma população de 18.186 habitantes, sendo o Censo do IBGE/2016. O clube Alvirrubro Santoantoniense ou SAEC foi Fundado em 1932. Após longo tempo desativado, o Santo Antônio retornou as atividades esportivas no sábado, dia 05 de outubro de 2013.

O Santo Antônio Esporte Clube disputou o Campeonato Matogrossense da 1ª Divisão, entre 1955, 1956, 1957, 1958 e 1959. O SAEC disputou o Campeonato Matogrossense da 1ª Divisão de 1955, terminando na 6ª e última colocação com apenas dois pontos. Foram 10 jogos com uma vitória e nove derrotas; marcando 21 gols e sofrendo 44, com saldo negativo de 23. A única vitória aconteceu no domingo, do dia 24 de julho de 1955, quando bateu o Americano Esporte Clube pelo placar de 5 a 3.

O mais antigo clube esportivo de futebol Santo Antônio do Leverger ganhou uma sobrevida graças a dois irmãos e conceituados empresários na cidade, Valdirzinho Castro Filho (Posto Santo Antônio) e João Batista de Carvalho – JB (Nosso Lar Material de Construção), assumiram a missão de reativar aquele que já foi considerado a melhor e mais famosa equipe futebolística da Baixada Cuiabana nos seus áureos tempos.

Os novos diretores e patrocinadores foram buscar no mercado esportivo de Cuiabá uma das marcas mais famosas do mundo, a Umbro que veste as principais equipes do planeta e tem sua sede no país da Inglaterra. 


FONTE & FOTOS: LevergerNews
 

Por: André Luiz Pereira Nunes

O Serrano Esporte Clube é uma agremiação do Município de Trajano de Moraes (RJ). Localizado no Centro Fluminense, fica a 222 km da capital do Rio de Janeiro, e conta com uma população de 12.320 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2015.

O Alviverde Trajanense foi Fundado no domingo, no dia 02 de Setembro de 1979, conta com a sua Sede situada na Avenida Castelo Branco, nº 13, no Centro de Trajano de Moraes. Atualmente o clube é presidido interinamente por Júnior Rodrigues.

No currículo, o Serrano possui diversos títulos do Campeonato Citadino. O sucesso motivou a diretoria e a cidade em buscar vôos maiores. Em 2007, o representou o Nova Friburgo FC na disputa do Campeonato Carioca da Série C de profissionais.

Na ocasião houve naquele campeonato foi que o Nova Friburgo emprestou seu registro na Ferj ao Serrano e fizeram uma parceria. No entanto, a parceria não deu certo. Por conta de mudanças políticas na cidade, diversos atletas ficaram irregulares, e o time acabou excluído da competição pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Na ocasião havia no elenco inclusive alguns jogadores emprestados pela Cabofriense.

O Serrano manda seus jogos no Estádio Municipal Francisco Limongi, localizado no Centro de Trajano de Moraes. Também utiliza o Estádio Milongão, de Visconde de Imbé, no qual já recebeu a Seleção Brasileira Sub 17, e outros adversários como o Fluminense Sub 20 e o America.

PS.: Agradecemos ao diretor do Serrano E.C., Fábio Rodrigues pelas informações e a cessão do escudo.



FONTES & FOTOS: Fábio Rodrigues - André Luiz Pereira Nunes

 

FONTE: Arquivo Pessoal de Auriel  de Almeida

 

O Smart Athletic Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvirrubro foi Fundado na quinta-feira, do dia 22 de Julho de 1915. Os Fundadores: Alberto Garcia, Arthur Cardoso, Clóvis Ribeiro, Edgard Corrêa Gama, João Gomes, Joaquim Lyra, Júlio Guanabara, Mário Pinto Fonseca e Sandoval Silva.

A sua Sede ficava no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O Smart existiu por apenas 23 meses, quando em 19 de Junho de 1917, se fundiu como o Black & White Football Club, da Tijuca; dando origem ao Ypiranga Football Club.

FONTES: O Imparcial – Jornal do Brasil – O Malho – O Paiz

 

Após tentativas frustradas de se criar uma associação esportiva em Petrópolis, em 1918, Euclides Raeder, finalmente conseguiu reunir os times da cidade sob a então chamada Liga Petropolitana de Sports (LPS). Em plena atividade, Cruzeiro do Sul, Internacional, Itamarati, São Sebastião e Serrano formaram a hoje conhecida Liga Petropolitana de Desportos (LPD).

Quase centenária e uma das mais antigas entidades esportivas do país, a LPD viu Mané Garrincha jogar no Cruzeiro do Sul e no Serrano, assim como a estreia na arbitragem de Luís Carlos Félix. Atualmente, a Liga trabalha em torno de projetos de desenvolvimento do esporte na cidade, integração dos clubes, e organização de competições oficiais.

Na parceria com Movimento Esportivo de Petrópolis (MEP), o objetivo é fortalecer as iniciativas desportivas da cidade. Para isso, o MEP oferece apoio financeiro aos clubes, uniforme, bolas e o pagamento das taxas de arbitragem.

 

FONTE: http://lpdpetropolis.blogspot.com.br/

 

FONTES: Gazeta Suburbana – O Paiz

 

O historiador Mauro Alencar mostra fotos do seu arquivo pessoal sobre o futebol amazonense – Janailton Falcão

O futebol amazonense antes de chegar a sua era no profissionalismo acumulou muitas histórias para contar. Clubes que existiram e não são conhecidos por muitos torcedores atuais de Nacional, Rio Negro, São Raimundo, Fast e entre outros. Destaca-se nos anos 10 e 20, o Luso Sporting Clube, que deixou de ser time do futebol baré e apenas dedicou-se aos esportes individuais e até hoje possui sua sede social. Porém, largou o futebol em 1951, um ano após a Copa do Mundo realizado no Brasil.

Os maiores vencedores são o Manaós Athletic, que se sagrou bicampeão em 1914/1915, Auto Esporte que faturou os certames de 1956 e 1959, Cruzeiro do Sul bicampeão com os títulos conquistados em 1928 e 1930, Santos com a única conquista de 1958, ano que o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, na época que surgiria o rei Pelé para o futebol mundial, clube baré alusivo ao time da Vila Belmiro.

Os times do Manaós Sporting, Comercial, Club Vasco da Gama, Cheik, Barés, Euterpe, Amazonas Sporting Club (Manaus), Amazonas Esporte Clube (Parintins), Brasil, Payssandu, Independência, Internacional, Monte Christo, Racing, Libertador, União Esportiva Portuguesa, Eldorado, Estrela do Norte, Fluminense, Onze Português, Labor, General Osório, Guarani, Educandos Atlético Clube, Tijuca, Princesa Isabel e Guanabara completam a lista de clubes que marcaram época com informações poucos existentes nos dias atuais.

Por incrível que pareça, o Paysandu de Manaus foi fundado primeiro que o homônimo paraense e o Vasco da Gama local foi o primeiro do Brasil. Anos depois seria fundado no Rio de Janeiro o departamento de futebol do Clube de Regatas Vasco da Gama, uma vez que até então a entidade apenas dominava atividades de esportes aquáticos.

A dupla centenária Nacional e Rio Negro são os únicos clubes existentes até os dias atuais que obtiveram o gosto da rivalidade de enfrentar estes 20 clubes já extintos do futebol do Amazonas.

Manaós Athletic foi o primeiro campeão amazonense, ainda na era amadora – foto: domínio público

O primeiro campeão

O Manaós Athletic foi fundado no dia 23 de junho de 1908 por comerciantes, bancários e engenheiros de firmas inglesas espalhadas pela cidade de Manaus, que chegaram ao Estado do Amazonas no final do século XIX, atraídos principalmente pela grande circulação de capital proporcionado pela exportação da borracha. Pioneiros, os ingleses introduziram o futebol baré. No ano de 1903, já disputavam suas partidas na Praça Floriano Peixoto, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul da cidade.

Além do futebol, o clube possuía departamentos de outros esportes apreciados pela cultura britânica, como o tênis e o críquete. Mas, dentro das quatro linhas veio o auge, a agremiação esportiva se tornou de fato conhecida e respeitada, pois o Athletic foi o melhor time de futebol que houve no Amazonas no início do século XX.

Luso Sporting Club

O Luso era uma equipe da colônia portuguesa em Manaus e um dos mais conhecidos do Amazonas, que foi fundado por um grupo de comerciantes portugueses interessados na prática do futebol. Charmoso e tradicionalíssimo por conta da migração lusa na capital baré, o time disputava os tradicionais derby’s contra a equipe de princípio conterrâneo, União Esportiva Portuguesa.

O grupo de fundadores era composto de onze comerciantes sem grandes recursos. No dia 1º de maio de 1912, os portugueses Francisco Gomes Rodrigues e outros, na Rua Monsenhor Coutinho, residência do fundador Francisco Rodrigues, fundaram o Luso Sporting Club. A residência tornou-se sede do clube.

No dia 20 de janeiro de 1934, o clube confirmou definitivamente o licenciamento das competições de futebol, até então organizadas pela antiga Federação Amazonense dos Desportos (Fada).

Campos

O Campo da Rua Floriano Peixoto, onde hoje funciona a empresa Atacadão, Campo do Bosque Club, Campo do Educandos, General Osório e General Carneiro foram os primeiros locais das batalhas futebolísticas do Amazonas. A partir de 1918, o estadual passou a ser disputado no Estádio Parque Amazonense.

Historiadores

Um dos estudiosos do futebol amazonense, o pesquisador e historiador Gaspar Vieira Neto é um dos exploradores de tamanhas informações pouco descobertas por jornalistas esportivos atuais. Ele conta que gostaria de viver a época e ao mesmo tempo implementa informações no site Wikipedia, lá, está sendo postada há cinco anos páginas destes times antigos de futebol.

Sinto-me impulsionado em estudar nosso futebol. Com certeza queria ter assistido estes times jogarem. Os atletas daquele tempo foram pioneiros do nosso futebol. Eles têm uma importância fundamental para a história esportiva do Amazonas, pois introduziram e consolidaram o esporte mais querido da sociedade daquela época e que ainda é até hoje”, disse Gaspar Vieira Neto, que enfatiza importância dos estudos focados no futebol amazonense.

O historiador Gaspar conta como foi o começo e o que despertou para prosseguir nos aprofundamentos. “Percebi que não havia e não se sabia quase nada sobre os primeiros registros do futebol do Amazonas. Por isso resolvi descobrir o que aconteceu nesse período até então obscuro da história do futebol local”, explicou.

Os passos não foram fáceis, segundo Gaspar a ideia também gera custo, pois estão distantes muitos locais onde podem ser encontrados materiais fotográficos e jornais de época.

“Acabei indo ao Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), direcionado por um colega meu, e lá descobri preciosas fontes de jornais de mais de 100 anos atrás que falavam tudo do futebol daquela época. Sem dúvida para mim foi sensacional aquele momento quando me deparei com materiais “arcaiquíssimos”. Tinha nome de clubes, jogadores e campos que nunca tinha ouvido falar na vida”, contou, referindo-se na descoberta do campo do Bosque, casa do Manaós Athletic.

Agora os esforços do historiadores virará um livro, Gaspar colocará em breve o conhecimento nas ruas de Manaus. “No início não havia um propósito de fazer um livro e sim de tirar algumas curiosidades. Mas a enxurrada de informações eram tantas que resolvi tirar aquelas preciosidades de lá e levar ao conhecimento da sociedade local. Foi aí que resolvi escrever um livro”, citou.

Parceiro de Gaspar na construção de um livro sobre os primórdios do futebol amazonense, o colecionador de arquivos e historiador Mauro Alessandro Alencar conta que não é fácil arquivar documentos dos clubes e garantiu no futuro repassar estes materiais a demais historiados.

Ele trabalha como gari na capital e ao mesmo tempo sonha em poder contribuir para galeria de grandes historiados.
Quero poder ajudar as pessoas que querem colaborar com o nosso futebol. Para mim isso é motivo de muito orgulho. Não vou viver para sempre e quadros, fotos antigas, jornais e revistas de época eu repassarei para uma pessoa que possa cuidar destes preciosos contos do esporte do Amazonas”, disse Mauro Alessandro Alencar, que há 25 anos vem colecionando arquivos em seu humilde apartamento.

 

FONTES: João Paulo Oliveira – Gaspar Vieira Neto - Site do Portal Em Tempo online – Marlon Krüger Compassi

 

Foi convocada pelo então presidente do Internacional F.C., o Sr. Tácito Eliot Tavares, uma reunião entre dirigentes, jornalistas e admiradores do futebol para criar a Liga Campista de Football, a data escolhida foi 13 de setembro de 1913 e se fizeram representar na assembléia, Goytacaz, Aliança, Rio Branco, Internacional, XV de Novembro, Lacerda Sobrinho, Luso Brasileiro e Campos Atlético.

Após as discussões dos assuntos em pauta, foram escolhidos os Srs. Múcio da Paixão, Aldo Muylaert e Alcides Caneca para a comissão que estudaria o estatuto da entidade que estava sendo fundada. Foi escolhido Múcio da Paixão como o primeiro presidente, mas este renunciou ao seu mandato quase no fim do ano de 1914, devido principalmente ao desgaste que teve com alguns jogadores de prestígio na cidade e que depois desse episódio originaria um dos grandes clubes de Campos e do Estado, o Americano Futebol Clube.

Na Liga assumiria o então vice-presidente e jornalista Júlio Nogueira, que também ficaria marcado na história como o primeiro profissional da imprensa a dirigir uma equipe de futebol. No decorrer dos anos houve muitas brigas, mudanças e diversas cisões, o que fez com que aparecessem entidades paralelas nas organizações dos eventos esportivos na cidade, como a Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET), Associação Campista de Esportes Atléticos (ACEA), que contava com Goytacaz, Atlético, Fla-Flu e Itatiaia), que depois se uniriam novamente a LCF (composta por Americano, Campos, Luso Brasileiro e Leopoldina) e formaria a Liga Campista de Desportos (LCD), que durante anos promoveu o campeonato campista de futebol profissional e se fez representar com a seleção campista em outras competições.

O maior orgulho da Liga é que além de possuir sede própria, é junto com a de Niterói as únicas do Estado a ter campeonatos de profissionais. Atualmente somente a LCD mantém suas atividades, promovendo inúmeros campeonatos e torneios de futebol amador. A LCD também promoveu a Taça Cidade de Campos, realizada a partir de 1969 para suprir um intervalo de datas após o fim de cada temporada do campeonato principal e era disputada pelos primeiros colocados do campeonato campista do ano anterior, não tendo um número fixo de times na disputa, variando de ano a ano e teve como primeiro campeão o Americano, seguido de Goytacaz em 1970, novamente o Americano nos dois anos seguintes, Rio Branco em 73, Cambaíba em 74, Sapucaia em 75 e Goytacaz em 76 e Rio Branco em 77, último ano em que os principais clubes campistas disputaram esta competição, já que se envolveriam em competições promovidas pela federação do recém-criado Estado do Rio de Janeiro, mas continuaria sendo disputada por times amadores.

O campeonato campista começou a ser disputado em 1914 e teve o Goytacaz como o primeiro campeão e teve a sua última edição em 1977, quando, por falta de datas, Americano e Goytacaz dividiram o título, foi no ano seguinte que deixaria de ser disputado, devido à fusão dos estados do Rio e da Guanabara.

Foram presidentes da Liga os senhores: Múcio da Paixão, Julio Nogueira, João Muylaert, Antônio Faria, Domingos Guimarães, Edmundo Chagas (1922/23), Ari Leôncio da Silva, Constantino Escocard (1925/26), Nelson Martins, Antônio Pereira Amares, Mário Veloso de Carvalho, Ilídio Rocha, Evandro Monteiro, José Alves Dias, Mário Pinheiro Mota, Osvaldo Cunha, João Pires Damasceno, Raul Abot Escocard (1954), Sílvio Araújo, Bento Faria da Paz, Edmundo Vaz de Araújo , Dr. Gentil Gomes, Jaime M. Faria, Amílcar Monteiro, Salim Nagem, Roberto D’Afonseca, Amílcar Monteiro, Danilo Knifis , Josélio Rocha, Geraldo Silva, Rubens da Mota Vilar e Edson Anomal Pereira, sendo presidente por vários mandatos, inclusive o atual.

 

FONTE: Blog Futebol Campista

 

Itatiaia Atlético Clube, por exemplo, foi um deles. O ‘Clube da Serra’ foi Fundado na quinta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1931, depois de sério desentendimento havido no Rio Branco, ele teve a glória de contar com grandes jogadores como Bragode e Cliveraldo, este chegando a titular da ponta esquerda do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Do Rio Branco saíram para fundar o Itatiaia, Hélvio Bacelar, Valdir Nascife, Herval Bacelar, Chaquib Bichara, Ângelo Queiroz, Luís Reis Nunes e João Laurindo. De início, muitas dificuldades, mas depois a coisa melhorou, a ponto de o Itatiaia ter tido sua praça de esportes na Rua dos Goytacazes e sido o pioneiro do basquete em Campos.

Do Itatiaia sabe-se, ainda, que adotou as cores vermelho, branco e azul, e foi campeão do Torneio Início da temporada de 1937, disputado no campo do Industrial.

Foi chamado de o ‘Clube da Serra’ por causa do nome, teve sede no prédio do antigo Doze Bilhares, na Rua Direita, hoje Bulevar Francisco de Paula Carneiro. Seu último jogo foi contra o Americano, pelo certame local, quando perdeu de 17 a 0, o que provocou seu desaparecimento, inclusive porque um incêndio acabou com a sua sede.

 

FONTE & FOTO: Blog Reliquias do Futebol

 

O Sport Club Industrial foi uma agremiação da cidade de Aracaju (SE). O clube Alvinegro foi Fundado no dia 17 de Fevereiro de 1917, por esportistas do bairro do industrial juntamente com funcionários da fábrica têxtil Sergipe pertencente a  Companhia Sergipe Industrial S/A, liderado pelo Sr. Thales Ferraz, empresário, proprietário da empresa, que também foi seu 1º e único presidente.

A sua Sede ficava na Avenida João Rodrigues, s/n, no Bairro Industrial, em Aracaju. Já o Estádio era o Adolpho Rollenberg, com capacidade para 2 mil pessoas. Apesar de ter sido um clube de vida efêmera, afinal acabou fechando às portas em 1924, entrou para a história do futebol sergipano. Em 1921, se sagrou campeão do Campeonato Sergipano da 1ª Divisão.



FONTES: Pesquisador Luciano da Silva – Historiador Vianna Filho

 

O Atlético Clube Ipiranga foi uma agremiação da cidade de Maruim (SE). O Alvianil foi Fundado no dia 13 de Abril de 1932, por esportistas da cidade juntamente com um grupo de tecelões e funcionários da destilaria Hannequim Ltda.

A sua Sede ficava situada na Rua Barão do Rio Branco, nº 1, no Centro de Maruim. O Ipiranga mandava o seus jogos no Estádio Municipal Gonçalo Prado, com capacidade para 4 mil pessoas.

No Campeonato Sergipano da 1ª Divisão, conquistou dois títulos: 1939 e 1945. Em 1968, o Ipiranga abandonou o futebol profissional, onde se dedicou ao Campeonato Citadino de Maruim.

 

FONTES: Jornal da Cidade (Aracaju) - Pesquisador Luciano da Silva – Historiador Vianna Filho

 

 

O Palestra Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Aracaju (SE). A sua Sede ficava localizada na Avenida Guanabara, nº 179, no Bairro América, em Aracaju. O clube Alvianil foi Fundado no dia 1º de Março de 1928, por esportistas da cidade.

O Palestra mandava os seus jogos no Estádio Adolpho Rollenberg, com Capacidade para 2 mil pessoas. No Campeonato Sergipano da 1ª Divisão, conquistou três títulos: 1934, 1935 e 1949.

  

FONTES: Pesquisador Luciano da Silva – Historiador Vianna Filho

 

FONTE: Jornal dos Sports (dia 1º de Setembro de 1977)

 

No mês de agosto de 1977, o Clube Atlético Juventus disputava o Campeonato Paulista da Primeira Divisão. No entanto, tinha acertado uma excursão pela Europa e Oriente Médio, com jogos na França, Arábia Saudita, România e Itália.

Então, a diretoria montou o ‘Expressinho‘ com alguns jogadores da base com outros que não estavam sendo aproveitados na equipe principal. Apesar, de ter montado um time as pressas, o resultado final foi bom. Foram 12 jogos , com quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas.

Juventus 1 X 0 Toulouse (França)
Juventus 1 X 2 Girondinos (França)
Juventus 3 X 0 Al-Abil (Arábia Saudita)
Juventus 2 X 2 Al-Hilal (Arábia Saudita)
Juventus 2 X 0 Jedhar (Arábia Saudita)
Juventus 0 X 0 Corvinul Hunedoara (Romênia)
Juventus 1 X 1 Pandurii (Romênia)
Juventus 2 X 1 Delta (Romênia)
Juventus 1 X 2 Suceava (Romênia)
Juventus - X - FC Foresta Falticeni (Romênia)
Juventus 1 X 6 Lazio (Itália)
Juventus 1 X 2 Napoli (Itália)

Jornal dos Sports (15/09/1977)

Em excursão pelo Oriente Médio, o Juventus, de São Paulo conquistou outra vitória: 2 a 0 sobre o Jedhar, da Arábia Saudita.  Até agora o time paulista disputou 6 (seis) amistosos. Vencendo três e empatando dois. A única derrota foi na França, na estreia, frente ao Girondinos (Football Club des Girondins de Bordeaux). por 2 a 1.

 

Jornal dos Sports (17/09/1977)

Após estrear com um empate em 0 a 0 com o Corvinul Hunedoara, o Juventus, de São Paulo, voltou a campo. Na sua segunda apresentação na Romênia, outro empate em 1 a 1 com o Pandurii.

Até agora, o Juventus disputou 8 (oito) jogos no exterior, tendo sofrido apenas uma derrota. Uma vitória logo mais sobre o Botafogo, valerá 13 mil cruzeiros para cada jogador do Juventus.

 

Jornal dos Sports (25/09/1977)

O Juventus, de São Paulo completou seu 9º jogo invicto na excursão à Europa, ao vencer o Delta, da Terceira Divisão Romena, por 2 a 1. Os grenás têm recebido muitos elogios da imprensa, por seu jogo veloz e objetivo.

 

Jornal dos Sports (01/10/1977)

O Juventus,  em excursão pela Romênia, perdeu a invencibilidade de 10 jogos, ao ser derrotado pelo Suceava por 2 a 1. Amanhã (Domingo, dia 02/10/1977), o time paulista enfrentará o FC Foresta Falticeni, devendo partir segunda-feira (03/10/1977) para Sófia a fim de disputar alguns amistosos na Bulgária.

 

Jornal dos Sports (10/10/1977)

O Lázio, da Primeira Divisão Italiana, venceu ontem (Domingo, dia 09 de Outubro de 1977), ao Juventus, de São Paulo, por 6 a 1, em partida amistosa em Roma (ITA). O time italiano não teve a menor dificuldade em chegar à vitória, e no final do 1º Tempo vencia por 4 a 1.

O gol do Juventus foi marcado por Ivan, aos 38 minutos da etapa inicial. Pelo Lázio marcaram: Clerici aos quatro, 18, 31 e 44 minutos da primeira etapa. Depois, Lopez aos sete e Apuzzo aos 23 minutos da etapa complementar. Os times jogaram assim:

LÁZIO: Garella; Ammoniacni, Ghedin, Wilson e Pighin; Córdova, Garlaschelli e Lopez (Ferretti); Glerici (Apuzzo), Boccolini e Badiani.

JUVENTUS-SP: Colonense; Zé Carlos, Leiz (Linau), Deodoro e Sebastião (Arnaldo); Paulo Roberto (Sérgio), Maximilliano e José Luís; Ivan, Elói e Basílio (Badau).

 

Jornal dos Sports (17/10/1977)

O Nápolis venceu, ontem (Domingo, dia 16 de Outubro de 1977),  o Juventus, de São Paulo, por 2 a 1, em partida amistosa, disputada em Nápoles (ITA). Chegou-se ao intervalo com empate em um gol.

Inaugurou o marcador José Luís aos 18 minutos, e empatou Savoldi, de pênalti, aos 22 minutos. No segundo tempo, aos 33 minutos, Massa conseguiu o tento da vitória para o quadro local.

 

FONTE: Jornal dos Sports

 

O Paraíso Futebol Clube (Paraíso de Tocos) é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). A sua Sede e o Estádio ficam localizados na Rua Morisson, s/n, no Distrito de Tocos, em Campos. Dos clubes oriundos de usinas, o Paraíso é considerado o mais antigo, apesar de que o São João ter sido fundado 23 dias antes, mas não disputava campeonatos oficiais.

O Paraíso Futebol Clube foi fundado em 17 de julho de 1917 por Domingos Monteiro, Amaro Monteiro, Helvécio Peixoto, Ezequiel Manhães, José Manhães da Silva, Manoel Monteiro e Miguel Rinaldi (este escolhido para ser o primeiro presidente do clube), funcionários da usina Paraíso, no distrito de Tocos, distante 21 km do centro de Campos.

O Paraíso jogou até o ano de 1951, torneios de menor importância, promovidos pela Liga Campista de Desportos, passando somente neste ano a participar do campeonato campista. Seu estádio, erguido em propriedades pertencentes à Usina Paraíso se chamava Roberto Codray, mas teve o seu nome alterado mais tarde para Benedito Silveira Coutinho, um dos sócios da empresa e que junto com o Sr. Osvaldo Gomes foram incansáveis na luta em prol do clube.

Com medidas oficiais, o Estádio possui três vestiários azulejados, com acesso subterrâneo ao campo, cabines de rádio, dormitório para jogadores e uma pequena tribuna de honra, onde a cúpula da usina assistia aos grandes jogos, recebendo ali seus convidados.

A inauguração deu-se em 17 de agosto de 1958 em um jogo visto por mais de mil pessoas (a maioria parentes de jogadores e funcionários da usina), entre a equipe do Paraíso e o Goytacaz, valendo pelo campeonato campista daquele ano, e o time da casa venceu pelo placar de 1 x 0, tendo acontecido após a partida uma grande festa da “família toquense”, que alegrou desde a casa grande da usina até a residência mais humilde.

Pelo Paraíso passaram craques do quilate de Manoel Monteiro, Edir, Lulu, Carioca, Helvécio, Osmário Soares, Niniu, Baú, Nilo, Diniz, Cidoreco, Devaldo, entre outros.

Apesar de não ter conquistado nenhum título de expressão, somente o torneio Otávio Pinto Guimarães, em 14 de novembro de 1975, quando participou junto com Cambaíba, Rio Branco e Goytacaz, e ter ficado por duas vezes com o vice-campeonato campista (1958 e 1976), o clube de Tocos sempre contou com fortes equipes.

Deixaram marcados os seus nomes na história do Paraíso os presidentes Miguel Rinaldi, Demerval Pacheco, Manoel Porfírio Soares, Amadeu Correa, José Manhães, Anacleto de Souza Ferreira, Liberato Nunes, Jorge Rodrigues do Nascimento, Amaro Balthazar Filho e Amaro Martins de Oliveira.

Existe ainda, nos dias de hoje, apenas como clube amador, mas filiado à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e tem planos de voltar a disputar o campeonato de profissionais. Recebe irrestrito apoio da Usina Paraíso, que permanece nas mãos da família Coutinho, sendo dirigida por Geraldo S. Coutinho, filho de Benedito, cujo nome batiza o estádio e por seu filho André H. Coutinho, que é o presidente atual do clube.

 

FONTES: Blog do Futebol Campista – Revista Placar 

© 2018 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha