O Argentino Football Club foi uma agremiação da Cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvi-azulino foi Fundado no dia 03 de Abril de 1916. A sua Sede foi Avenida Suburbana, 10.044 – Bairro Cascadura – Zona Norte do Rio. Já o seu O campo ficava na Praça Arthur Azevedo, também  em Cascadura.

O Argentino FC teve uma vida esportiva ativa durante a sua existência. Logo no início do seu surgimento participou das competições pela Associação Atlética Suburbana. Em 1919, Liga Suburbana de Football, onde disputou o Campeonato da Série B, onde foi Campeão Suburbano em 1924 e 1925.

Time-base de 1925: Joaquim; Abel e Waldemar; Vicente, José e Menezes; Robertson, Mario, Oswaldo, Pipiu e Jeronymo.

O Argentino FC foi um dos fundadores da Federação Athletica Suburbana (FAS), em 1936. Em 1931, disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão, organizado pela AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos).

No dia 05 de março de 1935 (O Imparcial), o clube Alvi-azulino, colocou em votação a proposta de uma fusão com o Sport Club Cavalcanti. Contudo, acabou sendo derrubada por maioria dos votos.

Inspirado nos nossos ‘Hermanos‘, o uniforme era idêntico ao da seleção argentina. Nos seus estatutos, descreve a sua bandeira como sendo branca, com debrum (as “bordas”) azul e escudo no centro.

 

Fontes: O Imparcial – Jornal A Noite

 

O Sport Club Opposição é uma agremiação da Cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os ‘Camisas Rubras’ foi Fundado no dia 1º de Janeiro de 1915, com o nome de Opposição Football Club (nas cores verde e branco). A sua Sede e campo ficavam na Rua Silva Xavier,  18, entre os bairros da Piedade e Abolição, na Zona Norte do Rio.

No dia 13 de junho de 1950, Sport Club Opposição foi considerado utilidade pública por decreto 10.340. A sua atualmente sede e quadra de esportes está localizada na Av. Suburbana 8.808, em PilaresTradicional clube do subúrbio carioca disputou vários campeonatos do antigo Departamento Autônomo do Rio de Janeiro(atual Departamento de Futebol Amador da Capital – DFAC). Um dos seus maiores rivais era o Sport Club Abolição

Além disso, SC Opposição participou de algumas competições relevantes como o Campeonato da Associação Athletica Suburbana (AAS), onde foi 3ª colocada em 1915 e vice-campeã em 1916, ainda como Opposição Football Club. Em 1930,já se chamando SC Opposição, passou a disputar o Campeonato da Liga Brasileira de Desportos (LBD). Em 1941, participou do Torneio Início Carioca, organizado pela Federação Atlética Suburbana (FAS).

Na década de 50 tínhamos vários atletas de primeira linha entre eles: Nabor, Sivério, Russo, Especial, Álvaro, Ary, Guará, Virgilio, Hugo, Tião, Rato, Vininho, Zeca, Arlindo, entre outros.

Destaque também para alguns grandes diretores: Oscar Cardone, Mário R. Figueiredo, Divo Dados, Manoel Moutinho, Antonio Murta, Jorge Belém, Avelino Amorim, Silvério Braz, Francisco Mesquita, Enir Carvalhos, Pedro Nunes, Helio Ramos, Clarisse Costa Faria, Orlandina Costa Faria, Plinio Silva e Washinton S. Neves.

Atual Sede na Avenida Suburbana 8.808, em Pilares

 

Fontes: Gazeta de Notícias – O Radical – O Imparcial – A Batalha – A Noite – Jornal dos Sports

 

O Sport Club Abolição foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ).  O ‘Grêmio dos Milionários’ foi Fundado no dia 07 de Março de 1935, graças a fusão entre o Vasquinho Football Club e o Sport Club Agryppus. O 1º presidente foi Antonio Moutinho.

Sede na Avenida Suburbana, 2.313 – em Engenho de Dentro (Largo da Abolição)  - Rio de Janeiro (RJ). Já o seu campo, que ganhou iluminação após a fusão, ficava na Rua Cantilda Maciel, 14, no Bairro da Abolição – Rio de Janeiro (RJ).

Menos de dois meses após a sua fundação, no domingo, do dia 19 de maio de 1935, às 16 horas, o SC Abolição jogou pela primeira vez, inaugurando a sua nova sede e o campo, que ganhou iluminação para jogos noturnos. Contudo, o seu oponente, Sporting Club Brasil, do Centro, jogou “água no chope” , vencendo por 3 a 2, com gols de Zico, Gradim e Bruni; enquanto Silica e Gama, de pênalti, fizeram os tentos do ‘Grêmio dos Milionários’.

SC Abolição: Cláudio; Seveco e Justo; Ataliba, Candido e Fidalgo; Gama, Fernando, Silica, Luiz e Enyr. Reserva: Arnot.

Sporting Club Brasil: Jajá; Joaquim e Turco; Gago, Lino e Mosquito; Zico, Mesquita, Gradim, Bruni e Fernando.

Filiado a Federação Athletica Suburbana, em 1937, depois disputou o Campeonato Suburbano. Ao longo dos anos o Abolição enfrentou diversos times que passaram pela elite do futebol carioca como o Mavilis, Confiança, Mackenzie, entre outros.

Time-base de 1938: Batatas; Bilibu e Pita; Tide, Tião e Fidalgo; Bahiano, Nestor, Edgard, China e Aderne.

SC Abolição campeão dos Segundos Quadros

O Jornal dos Sports assim destacou na sua matéria:

No campo do Bonsucesso FC, realizou-se na tarde de anteontem (domingo, dia 16 de fevereiro de 1941), a terceira disputa da “Melhor de Três” entre os Segundos Quadros do SC Abolição e do Manufatura para a decisão do título máximo da categoria secundária, da Federação Suburbana.

Dada a importância do match esperava-se a presença de um grande público, mas tal não se verificou, pois bem diminuta foi a assistência que compareceu ao campo da Avenida Teixeira de Castro.

A peleja ofereceu um desenrolar bastante equilibrado, pois as duas equipes atuando com grande entusiasmo proporcionaram um encontro que agradou plenamente.

No fim do tempo regulamentar, o placar acusou a vitória do SC Abolição pela contagem de 3 a 1. Desta forma, o grêmio dos “Milionários” ficou de posse do título máximo dos ‘Segundos Quadros‘.

O título que o SC Abolição vem de conquistar, foi justo, porquanto o seu quadro durantes todas as disputas decisivas mostrou-se bem superior ao seu adversário.

OS GOLS

A contagem foi aberta aos dois minutos de luta por intermédio de Tuzza que, cobrando penalidade máxima, marcou o único tento do Manufatura. Terminou assim, a primeira fase da peleja, com a vantagem do quadro “Industriário“. No segundo tempo o S. Club Abolição construiu o seu triunfo  por intermédio de Tião, duas vezes, e Aníbal.

SC ABOLIÇÃO        3          X         1          MANUFATURA

 

LOCAL: Estádio Teixeira de Castro, no Bairro de Bonsucesso

ÁRBITRO: Fausto da Hora (Boa atuação)

SC ABOLIÇÃO: Zeca; Herminio (Coroca) e Detinho; Tide, Álvaro e Macumba; Gereba, Tião, Keda (Moretinho), Edgard e Annibal.

MANUFATURA: Isaac; Waldemar e Ney; Zeca, Coqueiro e Waldemar; Nelson, Tuzza, Oliverio (Candido), Betto (João) e Helio.

GOLS: Tuzza para o Manufatura, no 1º tempo. Tião, marcou duas vezes, e Aníbal, todos para o Abolição.

 

Fontes e Fotos: Jornal dos Sports – A Batalha – Jornal A Noite – O Imparcial – Correio da Manhã – Gazeta de Notícias – O Radical

 

O Jornal dos Sports divulgou, no dia 24 de abril de 1941, a tabela completa do Torneio ‘Mario Calderaro’, organizado pela Federação Athletica Suburbana (FAS). A competição contou com a presença de seis equipes:

River Futebol Clube;

Sport Club Opposição;

Del Castilho Futebol Clube;

Sport Club Mackenzie;

Mavillis Futebol Clube;

Manufatura Nacional Porcelanas Futebol Clube.

 

Fonte: Jornal dos Sports

 

O Esporte Clube Independente foi uma agremiação do Município de Campo Bom (RS). Após uma crise administrativa, gerada entre a setor esportivo SC 15 de Novembro com a parte social. Assim, o clube, que acabou abandonou a Liga, passando a disputar apenas amistosos até 1943.

Time de 1947

Nesse mesmo ano (1943), Sport Club 15 de Novembro, entrou em crise e acabou rompendo com a Sociedade Concórdia (clube social, ao qual se havia fusionado em 1917). Além disso, a agremiação mudou o nome para Esporte Clube Independente, alterou as cores (passando a ser alvinegro), e, de quebra, se filiou na Liga Leopoldense de Esportes Atlético (LLEA). Com essa nova estrutura participou do Campeonato do Interior contra o Grêmio Sportivo Sipla.

O EC Independente existiu por mais seis anos até que em 1949, o  clube voltou a se chamar Esporte Clube 15 de Novembro, retomando as cores originais (verde, amarelo e vermelho), contudo com um distintivo um pouco diferente.

 

Time de 1946

 

Fontes: Jornal Correio de São Leopoldo – Jornal 5 de Abril – Diário de Notícias – Correio do Povo – Site do Clube – Arquivo Pessoal

 

O Clube 15 de Novembro é uma agremiação do Município de Campo Bom (População        de 60.081 habitantes, segundo IBGE de2010), que fica a 57 km da capital Porto Alegre (RS). Fundado no dia 15 de novembro de 1911, como Sport Club 15 de Novembro, por operários da primeira indústria de calçados de Campo Bom, a Vetter & Irmãos.

Time de 1911-15

Os primeiros jogos do clube ocorriam em um potreiro no Morro das Pulgas, nos fundos da fábrica dos irmãos Vetter. O primeiro time do 15 de Novembro era formado pelos jogadores: Juvenal Soares, Carlos Blos, Osvaldo von Reisswitz, Gustavo Blos, Vergílio Feltes, Alfredo Blos, Oscar Vetter, Franz Appol, Edmundo Ermel, Alvício Lauer e Lulu Schaeffer.

No dia 17 de novembro de 1912, foi inaugurada a bandeira do clube, havendo a realização de uma partida amistosa com o Sport Club Colombo de Porto Alegre, que venceu pelo placar de 5 a 1.  Frequentemente o clube realizava amistosos contra as demais equipes locais no campo que pertencia a São Leopoldo até 1959.

Seus principais adversários eram SC Rio Grandense e EC Oriente, ambos de Campo Bom; SC Novo Hamburgo, FBC Esperança, SC Ypiranga, Grêmio Sp.Hamburguez, FBC Municipal, SC Progresso e SC Guarany todos de Novo Hamburgo, Sapyranga FBC e FBC Avante de Sapiranga, Estância Velha FBC, SC União de Estância Velha, SC Tiradentes de Dois Irmãos.

Time de 1933

Mesmo tendo recebido diversos convites, somente em 1934 o SC 15 de Novembro  ingressou na Liga, curiosamente na cidade vizinha, em Novo Hamburgo: A.H.E.A. (Associação Hamburguesa de Esportes Atléticos), onde começou disputando o Campeonato Citadino da 2ª Divisão.

 Surge o Esporte Clube Independente

A experiência não foi bem sucedida e o clube abandonou a Liga ainda em 1934, passando a disputar apenas amistosos até 1943. Nesse mesmo ano, Sport Club 15 de Novembro, entrou em crise e acabou rompendo com a Sociedade Concórdia (clube social, ao qual se havia fusionado em 1917). Além disso, a agremiação mudou o nome para Esporte Clube Independente, alterou as cores (passando a ser alvinegro), e, de quebra, se filiou na Liga Leopoldense de Esportes Atlético (LLEA). Com essa nova estrutura participou do Campeonato do Interior contra o FBC Esteio.

O EC Independente existiu por mais seis anos até que em 1949, o  clube voltou a se chamar Esporte Clube 15 de Novembro, retomando as cores originais (verde, amarelo e vermelho), contudo com um distintivo um pouco diferente. Disputou o Campeonato Citadino de São Leopoldo até a emancipação do município de Campo Bom. Nos anos 60 voltou a usar o escudo no estilo original.

Time de 1953

Fontes: Jornal Correio de São Leopoldo – Jornal 5 de Abril – Diário de Notícias – Correio do Povo – Site do Clube – Arquivo Pessoal

 

O Esporte Clube Goianás foi uma agremiação da Município Nova Veneza (GO). A equipe Alvigrená foi Fundado em 1939, esteve em atividade entre as décadas de 1940 e 1960, desaparecendo com a implantação do profissionalismo no futebol goiano, em 1963.

No dia 25 de outubro de 2009 o Goianás retomou sua atividade no futebol ao fazer um amistoso com o União de Inhumas. No currículo, Goianás faturou dois títulos do Torneio Início da 1ª Divisão de 1957 e 1958; e outro caneco no Torneio Início da 2ª Divisão, em 1960.

Curiosidade

Quando o EC Goianás surgiu, a sua sede ficava localizado no Distrito de Nova Veneza, que pertencia a Cidade de Anápolis. Contudo, pelo decreto-lei estadual nº 8305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Nova Veneza passou a denominar-se Goianás.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Goianás, figura no município de Anápolis. Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Veneza, pela lei estadual nº 2095, de 14-11-1958, desmembrado de Anápolis.

 

Fonte: Wikipédia – Livro “30 anos de Futebol em Goiânia”, publicado em janeiro de 1975, de autoria de Lisita Junior, pela Editora Dom Bosco 

 

O Antonina Futebol Clube foi uma agremiação do Município de Antonina (PR). Fundado em 1970, foi uma equipe mediana no Campeonato Citadino de Antonina. Contudo, em 1975, o Antonina surpreendeu e faturou o inédito título. Com aquela velha receita para se tornar um campeão, isto é, mesclar a experiência de um lado com a juventude de outro, o Antonina Futebol Clube surpreendeu e conquistou o título do Campeonato Amador de Antonina no ano de 1975.

A união de jogadores experientes como Leonel Pixote, Herbert, Sabico e Tico com a juventude de bons jogadores como Batatinha e Mário Braune fez com que o Antonina torna-se imbatível naquele ano. Este foi o único título conquistado pelo Antonina no Amador de nossa cidade, que teve participação destacada também em outras edições em especial na década de 70.

Abaixo uma das formações dessa forte equipe campeã de 1975, destaque na foto para a participação do eterno massagista Benedito.

Fonte: Blog Marcos Porvinha

 

O Ypiranga Football Club foi uma agremiação do Município de Antonina (PR). O clube foi Fundado no dia 04 de Abril de 1934, alcançou os seus maiores feitos quatro anos depois. O Ypiranga quebrou a hegemonia do Matarazzo (vinha de um tricampeonato: 1935-36-37), conquistando o título do Campeonato Citadino de 1938.

Participaram desta edição: Matarazzo, Ypiranga, Atlético Antoninense, A.A. 29 de Maio, Operário de Morretes e Cruzeiro de Morretes. Portanto, com o título, o Ypiranga representou a cidade de Antonina na fase final do Campeonato Paranaense do ano de 1938.

Decisão

O CA Ferroviário (campeão da Capital) disputou o título estadual com o Rio Branco SC (Liga de Paranaguá), Ypiranga (Liga de Antonina); Operário Ferroviário (Liga de Ponta Grossa); Guarani (Liga de Jacarezinho).

Time do Ypiranga de 1938

YPIRANGA BI-CAMPEÃO AMADOR EM 1939

Após conquistar o título em 1938, o Ypiranga voltou a ganhar o Campeonato Citadino de 1939, tornando-se Bicampeão. As equipes que participaram da competição de 1939: Matarazzo, Ypiranga, Atlético Antoninense, A.A. 29 de Maio, Operário de Morretes e Cruzeiro de Morretes. Consequentemente, foi novamente o representante da cidade de Antonina na fase final do Campeonato Paranaense do ano de 1939.

Decisão

O Coritiba FC (campeão da capital) conquistou o título Paranaense de 1939 ao vencer a fase estadual. Participaram: o Pinheiros da Liga dos Campos Gerais; o Rio Branco SC (Liga de Paranaguá), o Ypiranga  (Liga de Antonina) e o Pinheiral da Liga de Palmeira.

 

 Sede virou Câmara Municipal de Antonina

Apesar de há muitos anos nem o clube social e esportivo existirem, fica o registro de um tempo áureo não somente do futebol de Antonina, como da sociedade antoninense. Atualmente a sede social, se transformou-se na sede da Câmara Municipal de Antonina. O prédio foi adquirido com recursos municipais, dotação do Orçamento do Poder Legislativo – Câmara Municipal de Antonina, na década de 1990 (Gestão 1993-1996), do então Clube Ypiranga.

Anteriormente aqui abrigava as instalações de um Clube Social, denominado Ypiranga, do qual se guardou a referência para a denominação da Sede, preservando história e traço arquitetônico, e assim oficializado através da Lei Municipal nº 027 de 10 de novembro de 2006, Tendo o translado e inauguração transcorrido no dia 22 de dezembro de 2006 em Sessão Solene Especial na qual compareceram autoridades políticas, religiosas, civis e militares, representantes empresarias, instituições bancárias, segmentos do serviço público e privado da esfera municipal e estadual, entre outros como municípios do Estado do Paraná e do Estado de Santa Catarina.

A sede ostenta em seu hall, duas placas, uma em alusão a comemoração do bicentenário com a composição dos primeiros Camaristas 1797, e a composição da Câmara do ano de 1997, e a placa inaugural da Sede própria com a transcrição da participação do Governo Federal que por intermédio do Ministério do Turismo disponibilizou recursos financeiros, através da Caixa Econômica Federal para restauração do antigo Clube Ipiranga. Na placa inaugural confere-se a composição do Poder Legislativo e Executivo Gestão 2005-2008.

 

Fonte: Site do AA 29 de Maio

 

O Operário Futebol Clube é uma agremiação do Município de Morretes (PR). O clube foi Fundado no dia 13 de Abril de 1928, após uma reunião de amigos. A sua Sede localizada na Rua Marcos Malucelli, s/n, na Vila Operária, em Morretes.

Em sua trajetória, o ‘Clube Tricolor’ foi ganhando notoriedade não só nos campeonatos da Liga onde foi campeão inúmeras vezes, como também nas participações na magna competição da FPF, ou seja, a Taça Paraná. No Campeonato Citadino de Antonina, o Operário conquistou três títulos: 1945, 1950 e 1951.

O clássico da cidade Operário x Cruzeiro ficou famoso pela intensa rivalidade entre as duas equipes. Jogos memoráveis aconteceram. Atletas que se destacaram: Eduvaldo Zili, Gemano Araújo Scremin, Waldir Xavier, Romeu, Nelson Buião, Ari Guimarães, Luizinho, CelsoVieira, Dudico, Gegeco, Antoninho Pinto, Zé da Pinta, Rauuzinho, Coelho, Silva, Irineu, Reginaldo, Hélio Pereira (atual presidente), Jean Carlos, o internacional Ramirez, Assis, entre outros.

 

Fonte: http://www.parana-online.com.br/colunistas

 

O Clube Atlético Antoninense foi uma agremiação do Município de Antonina (PR). A equipe rubro-negra foi Fundado em 14 de julho de 1927 e entre os seus fundadores encontra-se José Tomaz do Nascimento, pai de Jackson Nascimento, ídolo e um dos maiores jogadores da história do Atlético Paranaense. Apesar de ter nascido em Paranaguá, Jackson começou a carreira em Antonina, jogando pelo Atlético Antoninense.

Um dos maiores feitos do Atlético Antoninense foi o de ter participado em 08 de fevereiro de 1942 das finais do Campeonato Paranaense da 1ª Divisão de 1941, juntamente com o vencedor Coritiba FC e a A.E. Jacarezinho. Naquele ano o regulamento da competição permitiu que os campeões das ligas (1º turno) disputassem o título (2º turno).

O time do litoral foi habilitado a participar da final porque ganhou a Liga de Antonina (onde o clube foi Bicampeão Citadino: 1941 e 1942), mas nas finais perdeu para o time Coritiba por 6 a 1, e acabou dando adeus ao sonhado título.

 

Campeonato Paranaense de Futebol Profissional – 1941

Início: 27 de Abril de 1941
Término: Novembro de 1941
 
Equipes participantes na capital
Coritiba FC, Atlético Paranaense, AC Ferroviário, Palestra Itália, Britânia SC, SEF Juventus, Savóia SC.
Artilheiro
Neno (Coritiba FC) com 19 gols.
Número de Jogos realizados: 40
Número e média de gols marcados: nos dois turnos do campeonato e nas duas partidas da final foram marcados 161 gols, média de 4,02 gols por partida.
Fórmula Fraga
Assim como no ano anterior, em 1941 as disputas na capital utilizaram a Fórmula Fraga.
Decisão
De 1929 a 1941, o título máximo do estadual era decidido entre o campeão da capital e os campeões de ligas do interior. No Paranaense de 1941, o Coritiba enfrentou o AE Jacarezinho e o Atlético Antoninense.
A decisão estadual aconteceu somente em fevereiro do ano seguinte e, depois de vencer Jacarezinho (10×2) e o Atlético Antoninense (6×1), o Coritiba sagrou-se campeão paranaense de 1941.
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Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Wikipédia

 

 

O Cruzeiro Sport Club é uma agremiação da cidade de Morretes (PR). A sua Sede fica localizada na Rua Trinta e Um de Outubro, 153, em Morretes. Fundado no dia 05 de Maio de 1914, manda os seus jogos no Estádio Sebastião Cavagnolli. A equipe participou por muitos anos no Campeonato Citadino de Antonina.

 

Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Blogo do Cruzeiro SC – Wikipédia

 

O Sociedade Esportiva Guará é uma agremiação da cidade de Antonina (PR). A sua Sede fica localizada na Rua Mestre Adriano, Sala, no Centro de Antonina. Fundado no dia 03 de Dezembro de 1973, o nome do clube foi dado em homenagem ao pássaro Guará, encontrado principalmente no litoral do Estado do Paraná. A equipe é Octacampeão do Campeonato Citadino: 1983, 1984, 1985, 1986,1992, 2001, 2002 e 2003.

O primeiro título aconteceu uma década depois da sua fundação. Em 1983, se sagrou campeão do Campeonato Citadino. A partir daí só deu Guará. Chegando a Tetracampeonato, entre 1983 a 86. O Guará passou a ser um rival ferrenho na vida da A.A. 29 de Maio  e o Ceará EC, forças que dominaram o cenário na década de 70 e início da década de 80.

Nesse ano de 1983, o Guará montou uma forte e novata equipe, que demonstrava muita qualidade técnica, bem como muita raça quando necessário. No grupo de jogadores que formaram a base do time tetra campeão: Mauro Chinoco, Silvio Assunuma, Zoinho (goleiro), Maurício Pesudo, Jako, Durval, Barbada, Dede, Vitinho, Carlinhos Corvo, Éder e Totó.

Além do grupo de jogadores, compunham a diretoria e a comissão técnica: Canduca (atual prefeito de Antonina), Sandro Baronesa, Gorgó, Albertinho e Pelego (massagista). Depois de um tempo sem conquistar um título, o Guará voltou a levantar o caneco em 1992, em um Campeonato muito disputado, especialmente contra as equipes do 29 de Maio e do Batel.

Novamente, depois de um jejum de títulos em fins da década de 90, o Guará voltou a brilhar com uma nova geração que levantou o caneco de forma inquestionável nos anos de 2001, 2002 e 2003.

 

Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Wikipédia

 

O Ceará Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Antonina (PR). A sua Sede fica localizada no Bairro de Itapema, em Antonina. O Ceará é mais um clube seis vezes campeão do Campeonato Citadino: 1958, 1959, 1960, 1961, 1964 e 1969.

 

Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Wikipédia

 

O Clube Atlético Batel é uma agremiação da cidade de Antonina (PR). Fundado no dia 16 de Julho de 1950, a sua Sede fica localizada na Avenida Thiago Peixoto, s/n – Bairro do Batel, em Antonina. O Batel é outro Hexa campeão do Campeonato Citadino: 1958, 1959, 1960, 1961, 1964 e 1969.

Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Wikipédia

 

O Clube Atlético Estiva foi uma agremiação da cidade de Antonina (PR). A sua Sede fica localizada Praça Coronel Macedo, s/n, no Centro de Antonina.  O Estiva tem no currículo seis títulos no Campeonato Citadino: 1952, 1953, 1954, 1967, 1972 e 1973.

 

Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Wikipédia

 

Campeões do  Campeonato Citadino, organizado pela Liga de Futebol de Antonina (LFA):

1929 - Associação Atlética 29 de Maio

1930 - Associação Atlética 29 de Maio

1931 - Pendente

1932 - Pendente

1933 - Matarazzo Futebol Clube

1934 - Matarazzo Futebol Clube

1935 - Matarazzo Futebol Clube

1936 - Matarazzo Futebol Clube

1937 - Matarazzo Futebol Clube

1938 - Ypiranga Football Club

1939 - Ypiranga Football Club

1940 - Associação Atlética 29 de Maio

1941 - Clube Atlético Antoninense

1942 - Clube Atlético Antoninense

1943 - Associação Atlética 29 de Maio

1944 - Pendente

1945 - Operário Futebol Clube

1946 - Associação Atlética 29 de Maio

1947 - Associação Atlética 29 de Maio

1948 - Matarazzo Futebol Clube

1949 - Associação Atlética 29 de Maio

1950 - Operário Futebol Clube

1951 - Operário Futebol Clube

1952 - Clube Atlético Estiva

1953 - Clube Atlético Estiva

1954 - Clube Atlético Estiva

1955 - Após o 1º tuno, uma briga entre os dirigentes, culminou com o cancelamento do Certame

1956 - Associação Atlética 29 de Maio

1957 - Associação Atlética 29 de Maio

1958 - Clube Atlético Batel

1959 - Clube Atlético Batel

1960 - Clube Atlético Batel

1961 - Clube Atlético Batel

1962 - XV de Novembro Sport Club

1963 - XV de Novembro Sport Club

1964 - Clube Atlético Batel

1965 - Associação Atlética 29 de Maio

1966 - Associação Atlética Matarazzo

1967 - Clube Atlético Estiva

1968 - Associação Atlética Matarazzo

1969 - Clube Atlético Batel

1970 - XV de Novembro Sport Club

1971 - Associação Atlética 29 de Maio

1972 - Clube Atlético Estiva

1973 - Clube Atlético Estiva

1974 - Ceará Esporte Clube

1975 - Antonina Futebol Clube

1976 - Ceará Esporte Clube

1977 - Ceará Esporte Clube

1978 - Pendente

1979 - Associação Atlética 29 de Maio

1980 - Graciosa Esporte Clube

1981 - Associação Atlética 29 de Maio

1982 - Ceará Esporte Clube

1983 - Sociedade Esportiva  Guará

1984 - Sociedade Esportiva  Guará

1985 - Sociedade Esportiva  Guará

1986 - Sociedade Esportiva  Guará

1987 - Ceará Esporte Clube

1988 - Ceará Esporte Clube

1989 - Pendente

1990 - Pendente

1991 - Associação Atlética 29 de Maio

1992 - Sociedade Esportiva  Guará

1993 - Associação Atlética 29 de Maio

1994 - Clube Recreativo Vasco Antoninense

1995 - Juventus Futebol Clube

1996 - Associação Atlética Caixa D’Água

1997 - Pendente

1998 - Pendente

1999 - Pendente

2000 - Pendente

2001 - Sociedade Esportiva  Guará

2002 - Sociedade Esportiva  Guará

2003 - Sociedade Esportiva  Guará

 

NÚMEROS DE TÍTULOS

Associação Atlética 29 de Maio   15

S.E. Guará                                       08

Ceará Esporte Clube                     06

Clube Atlético Estiva                      06

Matarazzo Futebol Clube              06

Clube Atlético Batel                         06

Operário Futebol Clube                 03

XV de Novembro SC                      03

Associação Atlética Matarazzo    02

Clube Atlético Antoninense         02

Ypiranga Football Club                 02

Antonina Futebol Clube               01

Vasco Antoninense                       01

Juventus Futebol Clube               01

Caixa D’Água                                  01

Graciosa Esporte Clube                01

Fontes:  Blog Marcus Porvinhas – AA 29 de Maio – Wikipédia

 

O Autopel Sport Club é uma agremiação do Município de Girau do Ponciano (com 40.100 habitantes, segundo o IBGE de 2010), localizado a 159 km da capital Maceió (AL). Fundado em 1981, a sua Sede fica localizada na Rodovia AL 115, s/n – Km 27, no Bairro Progresso, em Girau do Ponciano. O Autopel disputou o Campeonato Alagoano da 2ª Divisão de 1991. Mas após algumas rodadas acabou desistindo da competição por problemas financeiros.

 

Fontes: página do clube no Facebook – Rsssf Brasil

 

Segue o distintivo e o uniforme do Conceição Sport Club do Município de Itabaiana (PB).

 

BAQUEOU FRAGOROSAMENTE 

O Scratch da Baixada Fluminense

O Confiança Abateu o Conjunto visitando pela contagem de 10 x 1

Decepcionou por completo à exibição do Selecionado da Baixada Fluminense, frente ao Confiança. A partida, ansiosamente aguardada, não correspondeu à expectativa, pois o conjunto visitante não contando com vários elementos de Cabo Frio, que à última hora, não puderam vir, constituiu presa fácil para grêmio verde-negro, que agiu com grande facilidade, impondo ao adversário uma derrota contundente, pela contagem de 10 x 1.

O quadro do Confiança, ofereceu soberba demonstração do poderio do seu “onze” que, diga-se de passagem, esteve num grande dia. Todos os elementos exibiram belo padrão de jogo demonstrando o conjunto verde-negro, estar otimamente preparado para a conquista do título máximo dos subúrbios.

Embora a sua ação fosse grandemente facilitada pela fraqueza do seu adversário, o bando local marcou dez tentos contra um do antagonista, que não correspondeu ao cartaz, do qual viera procedido.

A MARCHA DO “PLACARD

Logo na primeira fase, o grêmio local consignou oito tentos, sendo seus autores: Romeu três; Carreirinho três e Rebolo dois. Na fase final, o ataque do Confiança desinteressado pelo “placard“, consignou mais dois gols, de autoria de Romeu e Rebolo. Pino marcou o único ponto dos vencidos.

 

CONFIANÇA           10       X         1          SELEÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE

LOCAL: Estádio da Rua General Silva Telles, na Tijuca, Zona Norte do Rio (RJ)

ÁRBITRO: José Cidra (boa atuação)

CONFIANÇA: Levy; Cid e Nariz; Carlinhos, Moacyr e Mulatinho; Pulinho, Tião, Romeu, Rebolo e Carreirinho.

SELEÇÂO DA BAIXADA: Caridade; Renato e Nilton; Nigro, Pino e Brandão; Abelardo, Tancredo, Arthur, Waldyr e Bom Jesus.

GOLS: Romeu marcou quatro vezes; Carreirinho e Rebolo assinalaram três vezes cada um. Pino fez o de honra para o selecionado da Baixada Fluminense

Fontes: Jornal dos Sports (27 de maio de 1941)

 

O Esporte Clube Rio Branco é uma agremiação do Município de Estrela (RS). A sua Sede fica localizada na Rua Arthur Preussler, 172, no Centro. A equipe alvirrubra foi Fundado no dia 17 de Abril de 1947, com o nome Sport Clube Rio Branco, e registrado no Cartório de Estrela, em 22 de abril de 1950. Seu primeiro presidente foi Max Henrique Erichsen.

A fundação realizou-se na antiga Casa Comercial de Leopoldo Beckmann, na Avenida Rio Branco, 1149, que servia de sede para as reuniões. O objetivo era proporcionar a difusão do civismo e da cultura física, principalmente o futebol amador. O campo de futebol era alugado do proprietário Albino Leonhart, e ficava onde atualmente funciona uma fábrica de calçados. Todo o serviço de organização do clube era feito pelos sócios aos sábados e domingos.

Em 7 de setembro de 1947 o Esporte Clube Rio Branco conquistou a Taça Prefeito Municipal de Estrela e em 20 de fevereiro de 1951 faturou a Taça Tanac. Na década de 50, o clube alterou o nome para Sociedade Rio Branco.

Fonte: Blog Times do Rio Grande do Sul - Airton Engster dos Santos (Pesquisa e texto)

 

O Botafogo Futebol Clube foi uma agremiação da Cidade de Goiânia (GO). A equipe Alvinegra foi Fundada em 1948, por dissidentes da diretoria do Vila Nova Futebol Clube. O Botafogo ficava localizada no Bairro homônimo (atualmente é chamado por ‘Universitário’).

O Botafogo participou de 08 (oito) Campeonatos Goianos da 1ª Divisão: 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954 e 1963. A sua estreia na elite do futebol goiano aconteceu em 1948, mas acabou amargando a última colocação. Em 1949, novamente terminou na lanterna.

As suas participações seguiram modestas até 1954, quando terminou na terceira posição, atrás apenas do Goiânia e do Atlético Goianiense. Contudo, a vida dos clubes de pequeno e médio investimento não é moleza.

Mudança de nome

Com dificuldades financeiras os dirigentes resolveram adotar uma “estratégia de marketing” e mudou o nome, passando a se chamar: Sírio Libanês Futebol Clube. A ideia era contar com o apoio da comunidade árabe na capital goiana.

Com isso, já com o nome novo, em 1955 o Sírio Libanês fez o bom estadual, ficando na 4ª posição.

Em 1956, o time manteve a boa campanha, terminando em 5º lugar. Em 1957, Sírio Libanês ficou na sexta colocação. Em 1958, fechou em quinto lugar. Já em 1959, o time não repetiu as boas colocações e acabou em oito lugar.

Após essa temporada, a diretoria resolveu voltar ao antigo nome (Botafogo Futebol Clube), uma vez que não conseguiram o apoio esperado da comunidade árabe. O Alvinegro ainda disputou o Campeonato Goiano de 1963, mas sem brilho algum, acabou desmotivando a diretoria que decidiu abandonar o profissionalismo para nunca mais voltar.

Fonte: Livro “30 anos de Futebol em Goiânia”, publicado em janeiro de 1975, de autoria de Lisita Junior, pela Editora Dom Bosco – Rsssf Brasil

 

O São Paulo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Goiânia (GO). Fundado em 1955, pelos irmãos Colicchio, do antigo município de Campinas (atualmente um bairro de Goiânia). O ‘Tricolor Goiano’ teve vida efêmera e existiu apenas três anos. Nesse curto espaço de tempo, disputou dois Campeonatos Goianos da 1ª Divisão.

Estreou em 1956, e não fez feio. Conseguiu um empate e uma vitória contra o Vila Nova (2 a 2 – 2 a 1, respectivamente), terminando na 7ª posição, num total de 10 clubes. Ainda nessa temporada, o São Paulo acumulou goleadas sofridas impactantes: 10 a 3 e 11 a 0, ambos para o Goiás; 7 a 1 para o Atlético Goianiense.

Quem mais aproveitou esses placares elásticos foi o atacante ‘Tão Segurado’, do Goiás, que dos onze gols assinalados, balançou as redes sete vezes. No ano seguinte (1957), o São Paulo fez uma campanha decepcionante, terminando em último lugar. Dos 16 jogos, só venceu um; empatou outro e foi derrotado em 14 oportunidades.

Alguns fatos curiosos. Novamente o Vila Nova foi derrotado (2 a 1), mas no segundo turno conseguiu enfim vencer a primar: 2 a 0. Além disso, o ‘Tricolor Goiano’ sofreu algumas goleadas para o Atlético (4 a 0); Goiânia (4 a 1 e 4 a 0); Mariana (4 a 0).

Contudo, a maior goleada sofrida aconteceu no dia 27 de julho de 1957, quando humilhado pelo Goianás por impressionantes 14 a 1. Desse montante de gols, o atacante Dimas marcou a metade: sete gols.

Fonte: Livro “30 anos de Futebol em Goiânia”, publicado em janeiro de 1975, de autoria de Lisita Junior, pela Editora Dom Bosco – Rsssf Brasil

 

O Santa Rita Esporte Clube foi uma agremiação da Cidade de Goiânia (GO). Localizada no antigo Município de Campinas (com a criação da nova capital de Goiás: Goiânia, deixou de ser município passando a ser um Bairro), a equipe áureo-anil foi Fundada em 1959, por um grupo de dirigentes de Campinas, dentre os quais Elon Soares, que tinha como meta montar um time competitivo.

Depois as cores do time foi inspirado no uniforme igual da Seleção Brasileira. No mesmo ano em que surgiu, o Santa Rita debutou no Campeonato Goiano da 1ª Divisão, terminando na penúltima posição.

Em 1961, o time deu início a uma arrancada ao conquistar os títulos do Torneio Início e o Campeonato Goiano, ambos referentes a 2ª Divisão. Veio o ano de 1962, que ficou marcado na história do clube, uma vez que fez uma campanha excelente no Goiano da 1ª Divisão, ficando com o vice-campeonato.

A campanha do Santa Rita foi a seguinte: 15 pontos em 11 jogos, com sete vitórias; um empate e apenas três derrotas; marcando 27 gols e sofrendo 19. O campeão foi o Vila Nova que somou 20 pontos.  A equipe áureo-anil ainda disputou o Goiano de 1963, antes de se incorporada ao Campinas E.C.

  

Fonte: Livro “30 anos de Futebol em Goiânia”, publicado em janeiro de 1975, de autoria de Lisita Junior, pela Editora Dom Bosco – Rsssf Brasil

 

A União Esportiva Comércio e Indústria ou União Bancária foi uma agremiação da Cidade de Goiânia (GO). A equipe alvianil foi Fundada no final de 1946, com o nome de Associação Bancária de Goiás (ABG). A ABG disputou o Campeonato Goiano da 1ª Divisão em 1947 e 1948. Em 1949 passou a chamar-se União Comércio e Indústria, mas permaneceu na elite do futebol goiano. Em 1953, fez a sua melhor campanha, quando terminou na 4ª colocação.

Em 1955 passou a chamar-se Associação Mariana de Esportes transferindo sua sede da Rua 29 para Campinas. Por volta de 1957 nova troca de nome, desta feita para Associação Campineira de Esportes  e finalmente Campinas, quando foi incorporado ao Vila Nova.

 

Fontes: Livro “30 anos de Futebol em Goiânia”, publicado em janeiro de 1975, de autoria de Lisita Junior, pela Editora Dom Bosco – Rsssf Brasil -  Livro ‘Arquivos do Futebol Goiano’, de autoria de João Batista Alves Filho

 

O Clube Esportivo Aimoré é uma agremiação da cidade de São Leopoldo (RS). Localizado na Rua Concórdia, 450, Cristo Rei, em São Leopoldo, o ‘Índio Capilé’ foi Fundado no dia 26 de Março de 1936. Seus fundadores foram: Emílio Dietrich, Nelson Presser, João Ignácio da Silveira, Armando Jost, Plínio Hauschild, Orlando Haas, Alcides Cunha, Felisberto Ramos Filho, Rubem Presser, Walter Haas, Aníbal Lopes Diniz, Djalmo Luiz da Silva e Werner Schmidt.

1ª DIRETORIA:

Presidente: João Ignácio da Silveira

Vice-presidente: Frederico Luiz Weinmann

Presidentes honorários: Ernesto Gaspary e Emílio Sander

Primeiro secretário: Anibal Lopes Diniz

Segundo secretário: Nelson Presser

Primeiro tesoureiro: Plínio Hauschild

Segundo tesoureiro: Armando Jost

Capitão-geral e Guarda-sport: Alcides Cunha

Comissão fiscal: Emílio Dietrich, Orlando Haas e Luiz Horn.

PROFISSIONALIZAÇÃO

A primeira partida aconteceu 10 dias após a sua fundação. E o Aimoré começou acabou derrotado por 3 a 1, pelo Voluntários, em 05 de abril de 1936. A primeira vitória aconteceu no segundo jogo, uma semana depois (12 de abril), ao vencer o 20 de Setembro por 3 a 2. Dezesseis anos depois, o Aimoré decidiu dar um passo a frente e decidiu se profissionalizar em 1953 (desenho acima do escudo e uniforme desse ano). A decisão foi tomada após o convite especial do Sport Club Internacional para fazer parte do Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão.

Seis anos mais tarde, o Índio Capilé alcançou sua maior glória, sagrando-se vice-campeão gaúcho de 1959 ao perder para o Grêmio, em Porto Alegre, sendo que o time da capital fez o gol do título em uma jogada irregular, aos 47 minutos da segunda etapa.

 

Anos 60

Ainda na década de 1960, o Aimoré realizou grandes campanhas e revelou um dos maiores meias da história do futebol brasileiro, Mengálvio. Em 1962, o atleta foi adquirido pelo Santos Futebol Clube e foi bi-campeão mundial pela seleção brasileira com a linha ofensiva mais famosa de todos os tempos na

América do Sul: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Ainda nesta fase o Aimoré viajou pela América em um torneio onde, enfrentou River Plate e inclusive o campeão mundial Boca Juniors em plena La Bombonera. Placar final 1 a 1.

Até hoje o “ninho de cobras” do Aimoré de 1959 é considerado um dos maiores times da história do futebol brasileiro com uma campanha única de 62 partidas e apenas 3 derrotas na temporada.

 

Anos 80

Na década de 1980, o Aimoré experimentou também o sabor das vitórias nas categorias de base. Em 1981 e 1987, o clube conquistou o Campeonato Gaúcho de Juniores (Sub-21). Também nesses dois anos, o elenco profissional foi vice-campeão da Série B do Campeonato Gaúcho.
A partir da década de 1990, o clube não conseguiu repetir o bom desempenho das décadas anteriores e acabou afastado das atividades profissionais, entre 1997 a 2006. Seis anos mais tarde, com o título do Campeonato Gaúcho da Série B de 2012

 

HINO DO CE AIMORÉ (Letra e música de Ary Georg e Danilo Silva)

Aimoré, Aimoré! 
Clube do meu coração 
Torço por ti, vibro por ti 
Com toda minha emoção 

Aimoré, Aimoré! 
Oh! Bravo índio capilé 
Tuas vitórias nos enchem de glórias 
Por ti sempre de pé 

Oh! Aimoré alvi-azul 
Brilhas no Rio Grande do Sul 
És o cacique da taba 
Contigo ninguém acaba. 

ESTÁDIO Monumental do Cristo Rei

Área total do estádio: 46,244,96 metros quadrados.
Área construída: 1.883,00 metros quadrados.
Nome oficial: João Correa da Silveira.
Vestiários: Dois profissionais para visitantes, um profissional para o Aimoré, um profissional para arbitragem e dois para as categorias de base.
Alojamento: Capacidade para hospedagem de 20 atletas profissionais.
Refeitório: Capacidade para 100 pessoas.
Capacidade de público do Estádio: 14 mil pessoas (sentadas).
Quadras de esportes: 2 (futebol de areia, vôlei)
Parque Aquático: Duas piscinas (adulto e infantil). Cercadas por bar, vestiários e área de lazer.
Sede Social: Salão de eventos com bar, sala de estar, cozinha e banheiros.
Valor do Patrimônio : Avaliado em aproximadamente R$ 5 milhões.

Fontes: Jornal Diário de Notícias – Arquivo Municipal de Porto Alegre e São Leopoldo – Hipólito José da Costa – Jornal Correio de São Leopoldo – Site do C.E. Aimoré

 

O Futurista Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). Seu presidente foi Raul Abott Escobar, que depois também presidiu a Liga Campista de Desportos (LCD). Entre 1937 a 1962, o Futurista tinha uma forte equipe de ciclismo e os seus bailes de carnaval eram um dos mais concorridos na cidade.

Num comentário de quando publiquei o União do Queimado FC, de Campos, o meu amigo e membro Mario Ielo, mencionou que só restava achar, nessa leva, o Futurista. Bom, agora não falta mais. Esse “álbum” está concluído.

 

Comemorativo pelo Cinquentenário: 1961

O Centenário Sport Club Taquarense é uma agremiação da Cidade de Taquara (RS).  no Rio Grande do Sul. O ‘Leão da Encosta da Serra ou Leão Alvirrubro ‘ foi Fundado no dia 30 de Novembro de 1911,  que já contou em seu elenco com Adalberto Pereira dos Santos, vice-presidente do Brasil no mandato do General Ernesto Geisel.

Um clube sem dívidas

Com exatos 103 anos e quatro meses, a ‘saúde financeira’ do Taquarense é de ‘se tirar o chapéu’. Possui um estádio próprio (Estádio Jair e Juarez Lemos, com capacidade para 3 mil torcedores), sem dívidas; as contas estão todas pagas, o patrimônio é todo do clube e para completar a adequação às exigências da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), falta apenas disponibilizar o acesso à torcida visitante, ou seja, recortar o muro e soldar um portão de ferro.

o Taquarense ficou fechado de 1912 a 1917. Depois retornou as atividades até o ano de 1922 quando se filiou a Federação Rio-grandense de Desportos, mas só veio a disputar o Campeonato Gaúcho de 1925. Seguiu participando até 1935, quando se desfilou e só retornou em 1944.

Em 1961, o Taquarense disputou aquela que seria sua melhor participação em um campeonato profissional. Naquele ano, da Segunda Divisão foi alçada à Primeira Divisão, e esta última, foi denominada de “Divisão Especial“. A Primeirona foi dividida em regiões, sendo que o Taquarense conquistou o título da Região 4, que também teve como participantes: Lansul, Lajeado, Estrela, Montenegro e Santa Cruz.

Campeões da Regional 4, o Leão Alvirrubro conquistou o direito de jogar o quadrangular final, que contou com Brasil de Pelotas; SÁ VIANA, de Uruguaiana e ATLÂNTICO, de Erechim. A campanha foi boa, incluindo uma vitória por 3 a 1 no Brasil e um arrasador 7 a 1 no Sá Viana. Porém, as viagens e a maratona de seis jogos em 22 dias, acabaram se fazendo presentes no jogo decisivo contra o Xavante. O time do extremo sul devolveu os 3 a 1 e se consagrou campeão daquele ano.

Como um pesadelo que não abandona, aquela derrota parece ter virado um fantasma para o clube. No ano seguinte, em 62, o futebol profissional fechou as portas e foi reabrir novamente lá pelos anos 70, com passagens toscas e sem importância pelas divisões inferiores. Outras tentativas nos anos 80, mas sem sucesso, acabaram por afastar definitivamente a comunidade do clube.

Em 1982, com o esforço financeiro para contratar reforços do então presidente Aldomiro Pereira dos Santos, o ‘Cabeça’, foi preponderante para deixar o time competitivo, o que acabou rendendo dois vice-campeonatos estaduais – o do Campeonato de Amadores, cujo quadrangular final foi em Taquara, e o do Absoluto, disputado no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Nessa época a competição era extremamente difícil de ser disputada, pois contava com muitas equipes do estado.

No ano de 2002 dia 26 de fevereiro, o clube inaugurou a sua nova sede social, construída no interior do estádio Jair e Juarez Lemos. E no dia 20 de outubro, o Taquarense conquistou o seu maior título: o de campeão estadual amador. O título foi obtido diante do Vila Rosa, de Dois Irmãos. No primeiro confronto da final, em Taquara, o Taquarense venceu por 2 x 1.

Na partida decisiva, disputada sob muita chuva no Estádio da Baixada Rubra, em Dois Irmãos, o jogo terminou em 2 x 1 para os donos da casa, o que garantiu a decisão nas penalidades máximas. Na disputa dos pênaltis, o goleiro Taffarel defendeu uma cobrança e outra bateu na trave. O jogador Sandrinho foi o autor da cobrança de penalidade que deu o inédito título ao Taquarense.

 

TÍTULOS

Campeonato citadino de Taquara: 9 vezes (1922, 1944, 1947, 1949, 1950, 1953, 1954, 1955, 1956)

Campeão da Região 4Primeira Divisão Gaúcha (1961)

Campeão Gaúcho de Juniores – Categoria B (1990)

Campeão Gaúcho Amador (2002)

 

 

HINO – SPORT CLUB TAQUARENSE (https://www.youtube.com/watch?v=qHvsPNOBKN8)

A emoção está no ar, está na vida
Quase não dá para controlar o coração
Taquarense é magia, é história
Entra em campo para mais uma missão

Taquarense teu passado é de glória
Teu presente é de luta e ousadia
Teu futuro vai ser sempre história
Taquarense é esplendor é alegria

Vermelho e branco são as cores da bandeira
Estou contigo na vitória e no tropeço
Tua camisa é simbolo de raça
Taquarense teu orgulho não tem preço

É nobre tua força, tua garra
Tem estrela, tem a força de um leão
Estás na galeria dos melhores
Ser Taquarense é ser sempre campeão

 

Fontes: Federação Gaúcha de Futebol (FGF) – Wikipédia – http://www.cfnt.org.br/hist_taquara/1919.php – YouTube – Site Toca Cancha

 

 

Outro participante do 1º Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão de 1977, foi o União Peixe Esporte Clube. É uma agremiação do Município de Pesqueira (com 65.770 habitantes, segundo o IBGE/2014), localizado a 215 km da capital pernambucana. O ‘Tricolor Pesqueirense’ (cores vermelha, preta e amarela) no mês de outubro de 1944, teve origem na oficina Mecânica da Fábrica Peixe a equipe União Mecânica.

Foram  idealizadores Abdias Oliveira e José de Oliveira, os quais  tiveram a ideia de fundar o Clube em Pesqueira, afinal, na época só havia o Clube dos 50. Os dois pioneiros levaram a ideia ao chefe da oficina Pedro de Paula, o qual entusiasmou-se com a mesma e começou a angariar  fundos para adquirir  material necessário contando com valiosas colaborações Geraldo Braga, Luiz Veloso, Sebastião Lopes, Severino Brito e outros para fundação do Clube.

Contudo, para efeito de registro oficial, União Mecânica Esporte Clube foi Fundado no dia 1º de Maio de 1946, tendo Geraldo Braga, como primeiro presidente. A equipe passou a mandar os seus jogos no Estádio          Dr. José Joaquim de Brito, com capacidade para 3 mil torcedores.

Desta forma, a primeira partida foi disputada contra os Aspirantes do Cruzeiro de Pesqueira, e o União Peixe estreou com uma goleada de 5 a 1. Em seguida disputou outro amistoso com a equipe titular do próprio Cruzeiro, que naquela época era uma das maiores força do futebol de Pesqueira, tendo repetido o mesmo placar (5 a 1), numa arrancada das mais promissoras.

Clube altera o nome

Em dezembro de 1951, o nome do União Mecânica foi mudado para União Esporte Clube (desenho Acima), permanecendo até 1954, quando então sob a presidência do Sr. Luiz de Oliveira Neves, numa homenagem a nossa indústria passando a denominar-se de União Peixe Esporte Clube, que permaneceu até 1986, quando alterou novamente para União Esporte Clube (desenho Abaixo), que perdura até os dias de hoje.

Escudo atual (1986 até 2015)

A primeira taça conquistada foi o Torneio Aproximação de 1949, quando o União venceu o Usina Serra Grande, pelo assombroso placar de 12 a 0, cuja taça encontra-se juntamente com outras 105 entre troféus e taças expostas na sede do Clube, sendo inclusive Campeão de Centenário em 1980.

 

Fonte e Fotos: Site Futebol de Pesqueira 

 

O Foot Ball Club Cachoeira (atualmente a grafia é Cachoeira Futebol Clube) é uma agremiação do município de Cachoeira do Sul (RS). Fundado no dia 24 de fevereiro de 1914, na residência do estudante Henrique Müller Barros, que mais tarde se tornaria médico no município.

No currículo, o Cachoeira possui 11 títulos da zona centro do estado, em 1944, 1948, 1951, 1955, 1959, 1962, 1963, 1969, 1971, 1973 e 1975. Das 11 conquistas, sete foram longe do Estádio Joaquim Vidal.Sagrou-se duas vezes vice-campeão do interior e terceiro colocado no Campeonato Gaúcho, em 1944 e 1948. Sua maior conquista foi em 2001, ao sagrar-se campeão da Terceira Divisão do Campeonato Gaúcho.

Entre altos e Baixos Em 1965 o Cachoeira F.C. desbancou o Grêmio, que era tricampeão gaúcho. Em 1972 o Inter, que era tricampeão gaúcho, acabou sendo surpreendido e perdeu por 1 a 0. Uma década depois, em1982, após ser derrotado pelo Farroupilha por 4 a 2, em Pelotas, a diretoria do Cachoeira, desiludida decidiu encerrar as suas atividades.  Após 17 anos longe dos gramados, o Cachoeira voltou as atividades em 1999.

 

Fontes e Foto: Sérgio Claudio Engel – Site do clube – Fotos Arquivo JP

 

Os efeitos do pós Segunda Guerra Mundial, causaram grandes mudanças no mundo. O futebol também acabou sofrendo. Um bom exemplo, foi o Esporte Clube Novo Hamburgo que alterou o seu nome para Esporte Clube Floriano, que perdurou por cause 25 anos.

Localizado na cidade de Novo Hamburgo, a cerca de 42 kim da capital gaúcha, foi Fundado no dia 1º de Maio de 1911, como Sport Club Novo Hamburgo, por um grupo de funcionários da extinta fábrica de calçados Adams fundou a agremiação.

Sempre no Dia do Trabalhador havia um churrasco de confraternização entre funcionários e diretoria no qual, ao final, o futebol encerrava as comemorações. Naquela época, o esporte começava a se preparar para virar preferência nacional e dezenas de clubes se formaram em todo o Brasil.

Na mesma noite daquele ano, o grupo, tendo à frente Manoel Lopes Mattos, José Scherer, Aloys Auschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder decidiu-se pela criação do Anilado, como também é conhecido o ECNH em virtude de suas cores – o azul anil e o branco. A primeira diretoria do clube ficou assim estabelecida:

Por muito pouco o clube não se chamou Adams Futebol Clube, mas a corrente vencedora sempre buscou levar o nome da cidade em sua camiseta. Era fundado, então, o Sport Club Novo Hamburgo, que depois viria a ser Esporte Clube Novo Hamburgo.

Sua primeira sede ficava na Avenida Pedro Adams Filho, no bairro Pátria Nova, onde hoje se encontra uma madeireira. Este período foi muito curto, segundo os conselheiros mais antigos. Logo depois o alvianil se mudou para o Estádio dos Taquarais, no Centro da cidade, na Rua Major Bender, permanecendo lá até 1953. Lá, em amistosos ou em jogos oficiais, eram as rivalidades que falavam mais alto, suplantando a técnica ou qualquer esquema de jogo, sobretudo quando o confronto era com o Esperança, quando a rivalidade era, não raro, extra-campo.

Em 1942, o Sport Club Novo Hamburgo tinha uma dimensão relevante, a ponto de ter se tornado o vice-campeão do estado do Rio Grande do Sul. Contudo, a pressão exercida pelo Estado Novo naquele período de intensa repressão a representações que remetessem à nação alemã fez-se sentir.

Efeitos da 2ª Guerra faz o clube mudar o nome para E.C. Floriano

Durante a guerra, quem falava alemão não era bem visto pelas autoridades, que impuseram a mudança do nome dos clubes e escolas, além da proibição do uso e do ensino da língua alemã em todas as atividades públicas e, mesmo, privadas.

Essa onda de mudança e de aportuguesamento dos nomes chegou mesmo a ameaçar a cidade, que quase mudou de nome para Marechal Floriano Peixoto, em uma homenagem forçada ao Marechal Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, o segundo Presidente da República do Brasil e um militar de linha dura. Em 1944, o Sport Club Novo Hamburgo, porém, não resistiu à pressão política e houve a transformação para Esporte Clube Floriano.

Essa pressão pela mudança de nome pode ser compreendida como uma das manifestações da influência das ideias fascistas no Brasil, especialmente no que se refere à sua perspectiva de uniformização da cultura nacional. Esse nome permaneceria no clube até 1968, quando o clube retornou às origens, aportuguesando seu nome para o atual Esporte Clube Novo Hamburgo – ECNH.

Fontes: Wikipédia – Jornal Correio do Povo – Diário de Noticias – Revista O Globo 

 

 

O Sport Club Americano foi uma agremiação da Cidade de Porto Alegre (RS). A equipe alvigrená foi Fundado no dia 04 de Julho de 1912, sob a denominação Sport Club Hispano-Americano. Foram seus fundadores: Jacinto Losano, João Ray, Bernardo Serrano, Erwin Siegmann, João Siegmann, Paulo Manchon, Manoel Manchon, André Ibañez, Reynaldo Preuss, Honório Ouriques e Napoleão Salatino.

O SC Americano existiu por quase três décadas tendo como o melhor resultado o título inédito o Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão de 1928. Vale ressaltar, que o Americano também possui o Tri do Campeonato Citadino Porto-alegrense: 1924, 1928 e 1929.

HISTÓRIA

Em 1913, o nome do clube é alterado para Sport Club Americano. No ano seguinte, ingressou na Liga de Foot-Ball Porto Alegrense, a qual abandonaria em julho de 1914, para criar a Associação de Foot-Ball Porto Alegrense, juntamente com Frisch Auf, Grêmio e Fussball Porto Alegre.

Com a unificação do futebol de Porto Alegre, em 1916, fundou-se a Federação Sportiva Riograndense, e o Americano foi integrado à 2ª Divisão da capital gaúcha. Participou da fundação da Federação Porto Alegrense de Foot-Ball, em 1918.

Em 1924, o Americano filiou-se à Associação Porto Alegrense de Desportos (APAD), pela qual conquistaria os campeonatos de 1924 e 1928. Neste ano, o clube sagrou-se campeão estadual, ao vencer o Bagé por 3 a 0, no dia 24 de outubro.

Em 1925, o Americano adquiriu posse do terreno onde foi construído o seu campo, situado na Rua Larga, próximo ao bairro da Azenha. A inauguração oficial ocorreu no dia 25 de abril de 1926, derrota para o Internacional por 3 a 0.

No início de 1929, o Americano desliga-se da APAD e, juntamente com Grêmio, Internacional e outros clubes de Porto Alegre, cria a Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos (AMGEA). Neste mesmo ano, o clube é novamente campeão citadino. Porém, ficou de fora do Campeonato Gaúcho, pois a Federação Riograndense de Desportos indicou o campeão da APAD – o Cruzeiro – para a disputa da competição estadual.

No final de 1934, uniu-se à Federação dos Estudantes Universitários de Porto Alegre, passando a se chamar Americano-Universitário. Em 1935, conquistou o Torneio Início de Porto Alegre. Em 1937, vários clubes rompem com a AMGEA, criando a “AMGEA Especializada“, numa tentativa de profissionalizar o futebol gaúcho. O Americano, porém, mantém-se fiel à AMGEA (agora conhecida como “AMGEA Cebedense”), sendo vice-campeão do campeonato organizado pela entidade, em 1937. Aderiu à “AMGEA Especializada” no ano seguinte.

No início da década de 1940, o Americano passou por severas crises financeiras. O clube tentou uma fusão com o Foot-Ball Club Porto Alegre. Porém, a fusão não progrediu e o Americano decretou a falência, sendo extinto em 1941.

Fontes: Jornal Correio do Povo – Diário de Noticias – Revista O Globo – Acervos do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa e Arquivo Municopal de Porto Alegre – Moyses Velhinho – Wikipédia 

 

Nem sempre é possível redesenhar alguns escudos. Porém, mesmo assim, não é justo privar certas relíquias e não postá-los. Por isso, duas fotos raras da Seleção Alagoana de futebol num intervalo de meio-século.

1929 - Coligação Esportiva de Alagoas

 

1979 - O trio alagoano: Aranha, Djalma Sales e Lourival

Fotos: Lauthenay Perdigão

 

O Grêmio Atlético Capitão Salomão foi uma agremiação da cidade de São Leopoldo (RS). O clube alvianil foi Fundado no dia 15 de Junho de 1936, em Porto Alegre. Contudo, no ano seguinte (1937), tanto o Batalhão quanto o time se mudaram para a cidade de São Leopoldo.

O GA Capitão Salomão, que pertencia ao 3º Grupamento de Artilharia de Dorso, fora fundado para a prática de Atletismo, Esportes Equestres e o futebol. Atualmente esta unidade se denomina como 16º Grupamento de Artilharia de Campanha; auto propulsado; 16º G.A.C./AP.

 

Nome, Estádio e Fundadores

A escolha do nome do clube foi uma homenagem ao José Agostinho Salomão Rocha (Sergipe, 1855 — Canudos, 4 de março de 1897), conhecido por Capitão Salomão (Foto Acima), que foi um dos heróis na ‘Guerra de Canudos‘, no Sertão Nordestino. Posteriormente recebeu o título de ‘Patrono da Arma de Artilharia’.

O seu Estádio era o campo da Avenida Três de Outubro, conhecido por ‘Chácara dos Maricás’ ou ‘Estádio da Montanha’. O GA Capitão Salomão teve os seguintes Fundadores:

Capitão Otávio de Menezes Povoá;

Subtenente Carlos Ginitz;

Juvelino Trindade;

Sebastião do Carmo;

Omar Scelio (jogador do time);

Ovídio Leão (jogador do time);

Carlos Pinto (jogador do time);

 

Os times-base entre as décadas de 30 a 40

Em 1937: Hugo; Omare e Matte; Pinto, Monte e Assis; João, Edgar, Ovídio, Rubim e Moacir.

Em 1939: Vieira; Lacy e Omar; Fonseca, Darcy e Waldemar; Domingos, João, Edgar, Ovídio, Moacyr.

Em 1940: Vieira; Nenê e Omar; Décio, Foguinho, Idemar (Ovídio), Timóteo, Lima, Negrito e Homero.

Em 1941: Vieira; Nenê e Omar; Fogo, Dárcio e João; Timóteo, Negriso, Grisa, Ovídio e Homero.

Em 1942: Vieira; Carneiro e Omar; Plauto, Winter e Piato; Homero, Negrito, Grisa, Ovídio e Arno.

Em 1943: Ovo; Omar e Carneiro; Athanzio, Plauto e Picão; Homero, Negrito, Grisa, Velho, Baianinho.

Em 1944: Ovo; Omar e Moeller; Picarelli, Carnera, Winter, Ovídio, Negrito, Grisa, João e Gringo.

Em 1945: Ovo; Omar e Cristiano; Jaú, Jesus e Scheidt; Maravilha, Ivo, Grisa, Pita, Rui.

Em 1946: Ovo; Laci e São Paulo; Erico, Edenor e Engelck; Romano, Soares, Grisa, Ovídio e Mattos.

 

Anos 50: GA Capitão Salomão é extinto

Durante 14 anos o GA Capitão Salomão existiu até o ano de 1950, quando fechou às portas. Nesse período em que esteve na ativa, participou do Campeonato Gaúcho ‘Regional’, da 1ª Região, de 1936. Mas acabou eliminado pelo time do CADEM, de São Jerônimo pelo elástico escore de 8 a 3. Em 1942 e 1944, disputou o Campeonato Gaúcho de Amadores. Os títulos conquistados aconteceram nos anos de 1939, 1942 e 1944, quando foi campeão do Campeonato Citadino de São Leopoldo.

  

Fontes: Jornal Correio do Povo – Diário de Notícias – Museu da Comunicação Hipólito da Costa – Jornal Correio de São Leopoldo

 

Após muito tempo de pesquisas, enfim, consegui chegar ao primeiro clube campeão do Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão: Associação Atlética Maguary, que fica no Município de Bonito (com 58.122 habitantes, segundo o IBGE/2004), localizado a 104 km da capital Recife.

O ‘time alvianil bonitense’ foi Fundado no dia 1º de Maio de 1971, para a distração dos funcionários das Industrias Alimentícias Maguari, fabricante e exportador de sucos. A sua Sede fica localizada na Avenida Joaquim Nabuco, s/n, no Centro de Bonito (outro endereço: Rua Cônego Cavalcante, 153, no centro da cidade).

O Maguary mandava os seus jogos no Estádio é o Municipal Artur Tavares de Melo (o nome foi uma homenagem ao fundador das Industrias Alimentícias Maguari), o ‘Artuzão’, com capacidade para 3 mil pessoas.

HISTÓRIA

Em outubro de 1975, que o presidente do clube, Antonio Mauri Figueiredo, gerente industrial da firma, resolveu partir para a formação de um verdadeiro time de futebol, iniciando pela contratação do treinador Leonildo Vila Nova – com passagens pelo Santa Cruz e Sport Recife – e aos poucos chegaram os reforços, jogadores sem chances nos times da capital.

Foi uma revolução na cidade, cujo moradores consideravam os jogadores não mais do que malandros, não entendiam que eles fossem pagos regiamente e comessem do bom e do melhor só para correr atrás da bola, quando na própria fábrica um mínimo de 800 operários dava duro para garantir tão somente a comida, isso sem falar os que trabalhavam de sol a sol na lavoura ou que passavam horas a pé nos balcões das lojas. Moça flagrada em conversa com jogador não tinha jeito: caía na boca do povo.

Vista do Estádio é o Municipal Artur Tavares de Melo

Propaganda: “Alma do negócio”

Hoje, a coisa está diferente.

Quando o Maguari joga, vou ver; meu pai também. Aqui só temos cinema três vezes por semana, baile uma vez ou outra. Futebol é diversão“, afirmou Bete, balconista, que labuta das 6 da matina às 10 da noite no Restaurante Cafona.

Para que tais declarações fossem possíveis, os dirigentes tiveram que trabalhar duro – até distribuíram panfletos explicativos, de casa em casa, mostrando os benefícios do futebol.

A coisa melhorou tato que, hoje, os jogadores já podem andar na rua, sem o risco de observações impertinentes. Se antes as conversas eram exclusivamente sobre a produção da fábrica, falta ou excesso de chuva ou política, agora o futebol também tem vez.

Fácil de explicar: o time divulgou basta o nome da cidade. Afinal passou 26 jogos sem perder, entre os que derrotou estavam América, Ferroviário, Íbis, Santo Amaro e Esporte Caruaru. Orgulhosamente, o técnico Cidinho lembra os empates de 0 a 0 com o Central e 1 a 1 com o Botafogo da Paraíba.

 

A Prefeitura paga ?

Em Bonito há noves meses, depois de passar, entre outros, por Santa Cruz e Sport Recife , Cidinho ganha 4 mil cruzeiros  mensais, mais casa e comida. Os 14 jogadores sob contrato ganham todos o mesmo salário: 1.100 cruzeiros, mais casa e comida. A única exceção é o zagueiro Carlos, ex-Náutico, que mora em Gravatá, a 66 km, onde estuda e Educação Física e dá aulas num colégio. Só às quintas-feiras ele chega a Bonito, quando então se íntegra a turma.

Naturalmente, o elenco é pequeno para o torneio – e por isso Cidinho pretende buscar reforços no Recife. E os dirigentes desejam melhorar as condições do estádio: o gramado é bom, embora as chuvas o transformem num charco (1) – estão sendo realizados trabalhos de drenagem; as acomodações para o público também estão em obras.

O orçamento de Bonito para este ano (1977) foi de 5 milhões de cruzeiros. Os dirigentes do Maguari esperam que a prefeitura suba de 10 mil para 15 mil cruzeiros a verba concedida ao clube, aumento já prometido pelo prefeito Abelardo Câncio de Godói.

O Maguari tem ainda tem uma renda fixa mensal de 17 mil cruzeiros – os operários descontam duas pratas por semana e funcionários mais categorizados contribuem com 200 a 500 cruzeiros por mês.

O Maguari também espera as boas rendas – mas para isso vai depender da ultimação das obras do seu estádio (em terreno cedido pela fábrica), em condições de receber 10 mil torcedores.

Goleiro Prédio

Prédio: o goleiro

Um grande goleiro, geralmente, quando se destaca ganha o apelido de ‘Muralha’, certo? Imaginem então quando a alcunha do arqueiro era ‘Prédio’? Assim era chamado Valdeildo José da Silva, que foi negociado pelo Ferroviário do Recife e desembarcou em Bonito, no ano de 1976.

Após duas temporadas, onde foi campeão Pernambucano do I Campeonato da Segundona de 1977, acabou sendo vendido ao Náutico, em seguida foi para São Luiz do Maranhão, onde passou apenas um ano. Em 1981 casou, mas já teria pendurado as chuteiras e já fazia parte do quadro de funcionários da Prefeitura do Recife.

Primeiro Campeão Pernambucano da 2ª Divisão

A Federação Pernambucana de Desportos (FPD), visando atrair o futebol do Interior, criou o Campeonato Pernambucano da 2ª Divisão, em 1977. A competição começou em 28 de agosto e terminou no dia 09 de outubro, e contou com a participação de dez clubes:

Associação Esportiva Central Barreiros (Barreiros);

Associação Atlética Maguari (Bonito);

Associação Esportiva DR-5 (Goiana);

Flamengo Esporte Clube (Arcoverde);

União Peixe Esporte Clube (Pesqueira);

Associação Garanhuense de Atletismo e Independente Atlético Clube, ambos de Garanhuns;

Associação Atlética Santo Amaro, Clube Ferroviário e Íbis Sport Club; todos do Recife.

No final, três equipes terminaram empatadas com 14 pontos: Maguary, Ferroviário e União Peixe. Porém, 1º critério de desempate, o União ficou na terceira colocação por ter cinco vitórias contra seis das duas outras equipes. Então no 2º critério de desempate deu Associação Atlética Maguary com um saldo de 10 gols contra nove do Ferroviário, conquistando o inédito título. A campanha foi a seguinte: nove jogos, com seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota; marcando 17 gols e sofrendo sete.

Os jogadores posando com torcedoras, mostrando orgulhosamente a faixa de campeão da Segundona de 1977

PS (1): O significado de ‘Charcos’ são massas de água parada ou de corrente muito reduzida, de caráter permanente ou temporário, de tamanho superior a uma e inferior a um lago. 

 

Fontes e Fotos: Revista Placar – Rsssf Brasil – Site Bonito 360 Graus

 

O São Paulo Futebol Clube é uma agremiação da cidade de São João de Meriti, localizado na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. O ‘Tricolor Meritiense’ foi Fundado no dia 1º de Abril de 1980. O São Paulo, após disputar os campeonatos citadinos, resolveu enfrentar os percalços do futebol profissional. Havia ganho, em 1991 o Campeonato da Liga Meritiense antes de estrear nos campeonatos promovidos pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Então, debutou no Campeonato Carioca da Série C, de 1992. A equipe São-paulina meritiense não decepcionou e chegou até a final. Contudo, o time acabou superado pelo Esporte Clube Anchieta, terminado com o vice-campeonato e assegurando acesso para disputar a Segundona.

Em 1993 disputou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão, onde conseguiu se manter. No entanto, em 1994, acabou rebaixado. Em 1995, participou do Campeonato Carioca da Série C. Ficou na 7ª colocação, mas após essa competição se afastou das competições profissionais.

Durante essas quatro temporadas, o São Paulo utilizou o Estádio José Amorim Pereira da União Esportiva Coelho da Rocha para o mando de seus jogos. Atualmente, o clube é presidido por Joaquim S. Filho.

 

Fontes: Wikipédia – André Luiz Pereira Nunes

 

 

O Globo Sport Clube foi uma agremiação da cidade de Natal (RN). Fundado no dia 15 de Maio de 1959, contudo, no estatuto registrado em cartório e publicado em Diário Oficial consta a data de 12 de junho de 1960. O fundador do clube foi o austríaco chamado Imre Freid, proprietário da industria também chamada de Globo.

Acima a Foto da equipe do Globo de 1963EM PÉ (da esquerda para direita): Tenente (técnico), Ronaldo, Cadinha, Dos Anjos, Moacir, Zé Rodrigues e Jácio; AGACHADOS:Poti, Burú, Tiquinho, Beto e Talvanes.

 

O Globo S.C. participou do Campeonato Potiguar da 1ª Divisão em cinco oportunidades: 1960, 1961, 1962, 1963 e 1964. A equipe rubra também possuía divisões de base, onde disputava as competições juvenis e aspirantes. E, acabou ficandu com o vice no Torneio Início juvenil de 1961, perdendo na final para o Alecrim por 1 a 0.

 

Equipe do Globo S.C. de 1961. EM PÉ (da esquerda para direita): Zózimo (massagista), Dico, Candão, Damião, Cuca, Zé Rodrigues e Jácio. AGACHADOS: Tenente (técnico), Poti, Talvanes, Buru, Oliveiro e Ferreira.  

 

Fontes: Blog no Ataque – Ricardo Amaral

Fotos: Arquivo pessoal de Ribamar Cavalcante

 

Prestes a completar o seu Centenário, encontrei uma foto da década de 50, do Alecrim Futebol Clube , cujo escudo é diferente dos modelos conhecidos pela maioria. Agremiação alviverde foi Fundado em 15 de agosto de 1915, e a sua sede fica na cidade de Natal (RN). O Alecrim é heptacampeão estadual, sendo o terceiro clube potiguar com maior número de participações na Série A. Ao todo 11 participações em campeonatos nacionais, sendo as mais recentes a Série D, em 2011, e a Copa do Brasil de 2015.

Um dos fundadores que virou Presidente da República

Café Filho

Um dos seus fundadores foi Café Filho (que assumiu a presidência da república após o suicídio de Getúlio Vargas, onde governou entre 24-08-1954 a 08-11-1955), que havia atuado como goleiro na equipe esmeraldina.

Surgimento

No dia 15 de agosto de 1915 um grupo de rapazes formado por Lauro Medeiros, Pedro Dantas, Cel. Solon Andrade, José Firmino, Café Filho (presidente da República e ex-goleiro do Alecrim em 1918 e 1919), Lauro Medeiros, Humberto Medeiros, Gentil de Oliveira, José Tinoco, Juvenal Pimentel e Miguel Firmino, em reunião realizada na casa do Cel. Solon Andrade, fundaram no então longínquo bairro do Alecrim, próximo da atual Igreja São Pedro, o Alecrim FC. A ideia inicial que motivou a fundação do clube esmeraldino tinha como objetivo principal ajudar de forma filantrópica as crianças pobres do bairro que lhe deu origem.

EM PÉ (da esquerda para direita): Monteiro, Miguel de Lima, Petit, Mangueira, Petita e Baracho. AGACHADOS: Chiquinho, Driblador, Biró II, Miltinho e Índio

Alguns afirmam que o Alecrim foi fundado em 15 de agosto de 1917. Entretanto, no dia 26 de setembro de 1916, o jornal A República n.º 215 publicava a seguinte notícia na coluna “Várias”: “No bairro do Alecrim, alguns moços fundaram o Alecrim Foot Ball Club que manterá uma escola nocturna gratuita para o ensino às creanças pobres daquelle bairro. Louvamos a iniciativa dos jovens daquella associação, que por esta forma esforçam-se para extinguir o analphabetismo que em grande escala se desenvolve no nosso paiz” (grafia da época).

Apesar desta notícia ter sido publicada em 1916, isto não significa que o Alecrim Futebol Clube tenha sido fundado nesse ano, pois como a cidade do Natal se concentrava praticamente na Ribeira, e o Alecrim – chamado de bairro novo – localizava-se na zona rural de Natal, é possível que a notícia tenha sido publicada com atraso, pois como pesquisador observamos que certas notícias – de acordo com o interesse da imprensa – muitas vezes eram publicadas um ano após o fato.

Recentemente, o historiador Alberto Medeiros durante o desenvolvimento de sua pesquisa sobre a história do clube alecrinense, encontrou na Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), papel timbrado da década de quarenta com a data de fundação do Alecrim F.C. de 15 de agosto de 1915.

Além disso, na época, jogadores e torcedores de ABC e América de Natal faziam parte da elite da cidade, enquanto o Alecrim FC era composto basicamente de negros e descendentes de índios, o que os expunham a todo tipo de preconceito, que aliás, era muito comum no início do desenvolvimento do esporte bretão em nosso país.

Década de 70

O Alecrim nos anos 70 era chamado de “o vingador” do futebol do Rio Grande do Norte, pois os times de outros estados quando vinham a Natal ganhavam de ABC e América de Natal e perdiam para o esquadrão esmeraldino. Exemplo de força do clube verde nesta década foi o caso do Rampla Júnior do Uruguai que numa excursão ao Brasil estava invicto: 0 a 0 com o Americano (RJ); 2 a 1 no Democrata de Governador Valadares (MG); 2 a 0 no Fortaleza (CE); 1 a 1 com o Treze (PB); 2 a 2 com o Náutico de Recife; vindo a perder finalmente para o Alecrim por 1 a 0 com gol do artilheiro Rui.

EM PÉ (da esquerda para direita): Batata, Aurílio, Ivan Xavier, Batista, Ticão e Carlão. AGACHADOS: Marcos Pitôco, Marcos Pintado, Tiquinho, Lambari e Edmílson.

Os grandes dirigentes, baluartes e abnegados da história do Alecrim foram: Bastos Santana, Severino Lopes, Humberto Medeiros, Cel. Veiga, Cel. Pedro Selva, Clóvis Mota, Walter Dore, Brás Nunes, Rubens Massud, Wober Lopes Pinheiro, Gabriel Sucar, Cel. Solon Andrade, além do grande patrono Monsenhor Walfredo Gurgel (nome da atual sede campestre do clube). Foi na gestão do Governador Walfredo Gurgel que foi doado o terreno da Av. Alexandrino de Alencar, posteriormente vendido ao Ministério da Marinha que proporcionou recursos para a compra do terreno da atual sede campestre.

 

Fontes: Wikipédia – Jornal A República – Blog no Ataque

Fotos: Arquivo pessoal de Ribamar Cavalcante

 

O Posse Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Petrópolis (RJ).  Fundado no dia 16 de Junho de 1960, tem a sua Sede e campo (na Praça de Esportes Luiz Fernando Machado Fagundes) na Estrada Silveira da Motta, 800, na Posse (5º Distrito de Petrópolis), localizado na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Prestes a completar 55 anos de existência, o Posse atravessa dificuldades financeiras e também a falta de maior apoio por parte das autoridades municipais e principalmente dos sócios proprietários. Diante desse quadro o clube vive graças aos abnegados desportistas que lutam para manter a Praça de Esportes em atividade, com treinos para crianças e alguns jogos de veteranos.

Construção da Praça de Esportes Luiz Fernando Machado Fagundes

Na foto abaixo, o time posado do Posse FC, campeão invicto da Liga Inter Municipal de 1969:

Em pé (esquerda para a direita): Presidente Antuan Farah, Zé do Kratts, Neno, Helio Brito, Onofre, Antonio Carlos, Lourinho, Oswaldinho e Nelcyr Costa. Agachados: Antonio Joía, Geraldinho Saul, José Luis, Niltinho, Alfredo Fedoca, Roberto Corujão e Renato Grota

Fonte e Fotos: Página do clube no Facebook - Roberto Corujão –  Nilton Lara

 

Novo escudo

O Auto Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Teresina (PI). O Calhambeque‘ foi Fundado no dia 1º de Maio de 1951, por uma cooperativa de motoristas autônomos, que na época faziam serviços de frete e táxi.  A sua Sede fica localizada na Rua Clodoaldo Freitas, 1.387, no Centro de Teresina; e manda os seus jogos no Estádio Lindolfo Monteiro, o ‘Lindolfinho’, com capacidade para 12.760 pessoas.

Considerado o ‘Segundo time dos piauienses‘, o Auto Esporte viveu um momento negro, quando, entre 1976 a 1981, ficou cinco anos ou 41 jogos sem vencer um jogo. Esse foi o recorde negativo da história do ‘Calhambeque’. Contudo, a grande redenção veio dois anos depois, quando conquistou o título inédito do Campeonato Piauiense da 1ª Divisão de 1983. Também possui o Tri do Torneio Início em 1954, 1963 e 1990.

Time campeão de 1983: Marquinhos; Vidal, Osmary, Bega e Eduardo Catita; Durval, Aníbal e Joãozinho; Robert, Dão e Paulo César Vilarino. Técnico: Cesarino Oliveira.

Curiosidade

É do Auto Esporte o primeiro contrato de atleta profissional registrado junto à Federação Piauiense de Desportos, em 1963. Trata-se da contratação de Das Chagas, jogador que tinha disputado dois campeonatos pelo Flamengo.

Um dia da caça… E no outro do caçador

No dia 20 de novembro de 1960, pelo campeonato estadual, Auto Esporte aplicou uma sonora goleada de 12 a 1 no Santa Cruz, com 3 gols de Capote. Contudo, em 15 de junho de 1966, também pelo campeonato estadual, o Auto Esporte levou uma goleada de 10 a 1 do Botafogo. Em 1980, novo massacre: River 12 a 2.

Na conquista de seu único título, de 1983, destaque para a goleada de 9 a 0 aplicada no Comercial, com 5 gols do grande artilheiro Sima, em 25 de agosto de 1983. Na final venceu o Piauí por 2 a 1, arbitragem de José Leandro de Castro Serpa, do Ceará.

O time da final contou com: Marquinhos; Vidal, Osmary, Bega e Eduardo Catita; Durval, Aníbal (Celso) e Joãozinho; Robert, Dão (Israel) e Paulo César Vilarinho. Além desses, participaram do elenco campeão: Alberto, Neto, Reinaldo (goleiros), Berício, Ferreira, Marcos, Ari, Sima, Olivan, Nivaldo Chapéu, Malta, Cláudio e Nico.

O técnico durante o torneio foi Cesarino Oliveira Sousa (atual presidente da Federação Piauiense de Futebol), à exceção de uma partida, em que o comando esteve com Edmar Brito de Vasconcelos. O Presidente do Auto Esporte, na época, era Milton Ferreira de Oliveira.

Sima (Simão Teles Bacelar), o maior artilheiro do Piauí, quando jogava no Auto Esporte em 1983, foi convocado pelo técnico Aymoré Moreira para a seleção do Norte/Nordeste, que fez um jogo beneficente contra a seleção do Ceará, em Fortaleza.

Em 15 de janeiro de 1984, em amistoso, o campeão de 1983 derrotou a Seleção Piauiense por 4 a 3. Graças ao título de 1983, o Auto Esporte conquistou uma vaga para disputar a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro de 1984.

Campanha: nove jogos, com três vitórias e seis derrotas; marcando 10 gols (com 5 tentos de Sima), 19 gols contra, saldo negativo de 9. O resultado marcante foi a vitória de 3 a 2 sobre a Portuguesa de Desportos, em Teresina, no dia 22 de fevereiro de 1984, com 2 gols de Sima.

Participações em campeonatos

Última participação no campeonato estadual: 1994: 9° (em 10 participantes).

1 participação na 2ª divisão do brasileiro: 1991: 26° (em 64).

1 participação na 1ª divisão do brasileiro: 1984: 31° (em 41).

Artilheiros do campeonato estadual

Em 1968, Araújo, com 10 gols. Em 1983, Sima, com 22 gols.

Em 1990, Aníbal, com 7 gols.

Em 2012, Rosenberg Peixoto, o ‘Capital Bega’, então presidente do clube e ex-jogador que fez parte do grupo que se sagrou campeão Piauiense de 1983, desenvolveu um projeto de revitalização do clube tanto no aspecto social quanto na sua infraestrutura.

 

Fonte: Livro ‘Auto Esporte’: uma história, do autor Gustavo Saad – Laércio Becker

 

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