A Associação Atlética Brooklyn Paulista foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Os “Brooklinenses” foi Fundado na quarta-feira, do dia 22 de Março de 1922, por um grupo de jovens entusiastas. A 1ª Diretoria foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente - Jorge Ferreira;

Vice-Presidente - José Joaquim Gonçalves;

1º Tesoureiro - Joaquim Passador;

2º Tesoureiro - Benedicto Brando de Araújo;

1º Secretário - Antonio Pacheco Valente;

2º Secretário - Manoel Pacheco Valente;

Diretor Esportivo - Bellino Domingues Borba.

Primeiro escudo

Uniforme e a Praça de Esportes

O 1º uniforme eram camisa branca e meias e calções negros, para o primeiro time de futebol do bairro, que pouco demorou para tornar-se o xodó de todos os moradores.

Sua bem-freqüentada Praça de Esportes formava um quadrilátero, limitado pelas atuais: Avenida Morumbi, Rua das Margaridas, Pássaros e Flores e Coronel Conrado Siqueira Campos, no Bairro Jardim das Acácias.

As partidas aconteciam nas tardes de domingos. Por muito tempo e enquanto os campos de futebol de várzea resistiram ao assédio de um mercado imobiliário em constante ebulição, a A.A. Brooklyn Paulista montou grandes equipes, numa sucessão inesgotável de excelentes atletas.

Celeiro de craques

Houvesse, porventura, algum registro da trajetória histórica desse clube, jogadores como Piérre Pellerin, Carijó, Pascoal Barba, Artur Araújo, Afonso, Manuel Gimenez, os irmãos Antônio, Jacinto e Geraldo Pacheco Valente, posteriormente, Angelim, Eurides, Vicente, Zeca, e ainda Chafic Chueri, Maluco, João Três Pulos, Anibal Gonçalves, Alberto Bacellar, as duplas de irmãos Pascoal e Aristides Carota e Téte e Moacir, dificilmente seriam esquecidos.

Vários deles, de tão bons que foram, seguiram carreira como profissionais. De outros bairros, também surgiam esquadrões de peso: o Marechal Floriano F.C., o Clube Couto de Magalhães e o Marítimo F.C. que, por anos a fio, incendiaram as tardes de domingo do Itaim Bibi e Vila Nova Conceição.

E ainda, o Santo Amaro F.C., o afamado e semi-profissional LPB, do Laboratório Paulista de Biologia, comandado pelo zagueirão uruguaio, Herculano Squarzza, e o timaço do Casas Avenida, entre outros. Quando o time do Brooklyn os enfrentava, semanas antes, já se imaginava o que seria desses memoráveis confrontos.

Clube participou da Revolução Constitucionalista de 1932

Consta na história do clube a participação, na Revolução Constitucionalista de 1932, dos sócios: Domingos Geraldo Minguta; Ernesto Lopes; João Helmuth; Gabriel Archanjo de Moura; Armando Bresciani; Goberto de Paula Avellar; Alberto Pellerin e Walter Ahrens.

Após o fim da revolução em agosto de 1932, o Brooklyn Paulista realizou um festival em Santo Amaro, onde arrecadou importante valor à época de209$900 (duzentos e nove mil e novecentos réis), importância esta entregue ao então Prefeito Municipal, Dr. Francisco Ferreira Lopes.

Curiosidades

A Associação Atlética Brooklyn Paulista foi uma agremiação que conquistou a simpatia e rapidamente prosperou a ponto de, à época, figurar entre os grêmios de maior relevância da capital. A sua Sede própria tinha um salão de baile, secretaria, acomodações para os grêmios visitantes e uma boa praça de esportes.

Em 1942, o clube já contava com 120 sócios, demonstrando a sua força na região. Anos depois, do outro lado da rua, num campo de terra e de frente para a Avenida Santo Amaro, a Portuguesa, fundada pela colônia lusitana local, passou a mandar seus jogos no mesmo dia e horário. Em 23 de março de 1947, a A.A. Brooklyn Paulista promoveu inúmeras festividades para comemorar o 25º aniversário de sua fundação.

A aguardada partida de encerramento foi disputada com o Clube Esportivo Gazeta, da Fundação Cásper Líbero. Na ocasião, os já veteranos, Manuel Pacheco Valente, Darwin Belletato e Pascoal Barba, compunham a sua diretoria.

Convidados especiais também se fizeram presentes, dentre eles o Dr. Waldemar Teixeira Pinto, subprefeito de Santo Amaro. O evento ainda contou com a cobertura de emissoras de rádio, do jornal A Gazeta Esportiva e outros periódicos da capital.

Anos 50 representou a extinção do Brooklyn Paulista

Mas em meados da década de 1950, o campo da A.A. Brooklyn Paulista deixou de existir. A construção e venda de dezenas de residências tomaram o seu lugar. Não tendo mais onde jogar, o clube desapareceu, deixando para a posteridade aproximados quarenta anos de importantes conquistas.

O campo da Portuguesa teve idêntico destino. Primeiramente, foi ocupado pela empresa Divena, revendedora de caminhões pesados, de propriedade de Anésio Urbano. Depois, com edifícios de escritórios e apartamentos. Mas ainda restavam outros times, surgidos depois, e outros campos: o Estrela D’Alva, entre as Ruas Roque Petrella, Francisco Dias Velho e Ministro José Galloti, hoje abrigando o convento da Congregação das Filhas de São José, uma agência do Unibanco, além de vilas e novos sobrados.

Os dois últimos a sumir foram o Vila Carmen, absorvido pela Avenida Vicente Rao e o União da Mocidade, no fim da Rua Bernardino de Campos. No início dos anos 1960, seu campo foi devorado pelo polêmico, frustrado e até hoje mal-digerido Anel Viário de São Paulo, projetado pelo DER.

No entanto, suas obras jamais foram iniciadas, embora tenha sido expressivo o número de desapropriações ocorridas no local. O tempo perdido e o acintoso desperdício de dinheiro público foram circunstâncias que marcaram a passagem do fracassado projeto pela região.

Em sinal de “reconhecimento“, os brooklinenses bem que poderiam conferir ao governo um meritório troféu, por ter parido a gigantesca e problemática Favela do Buraco Quente, que por obra de sua inconseqüente conduta ocupou as margens do Córrego Águas Espraiadas, por ininterruptos 25 anos.

Aproximadamente na mesma época da extinção da A.A. Brooklyn Paulista, a indústria de acumuladores Durex dividiu o imenso terreno que possuía na Avenida Morumbi, para construir um magnífico mini-estádio de futebol. Funcionários da fábrica e ex-jogadores profissionais formavam o seu esquadrão.

Seu objetivo era disputar e vencer o Campeonato Paulista de Futebol Amador. E tinha time para isso. Durante uma partida oficial contra Sampaio Corrêa, da zona leste, e com as arquibancadas literalmente tomadas por torcedores de ambos os lados, instalou-se uma tremenda pancadaria e troca de tiros que, por pouco, não terminaram em tragédia, dentro e fora do campo.

Na manhã seguinte, o lamentável episódio invadiu o noticiário policial de rádios e jornais da capital, levando a empresa a encerrar, às pressas, as atividades do time e a transformar a bela praça de esportes em ruas e lotes de terreno.

 

FONTES: “Os antigos times de futebol do Brooklin Paulista”, de João Bosco Petroni – Site ‘Em Sintonia’ – Acervo de Ricardo Hucke – Álbum de Santo Amaro de 1935

 

Fonte: jornal Popular da Tarde

 

 

Centro Sportivo Alagoano – C.S.A. – Maceió

 

Em pé, da esquerda para a direita: Espinosa, Dida, Valmir, Ricardo, Tadeu e Maurício.

Agachados, na mesma ordem: Jorge Siri, Valdecir, Djair, Soareste e Ênio.

 

Fonte: revista Placar

 

Em pé, da esquerda para a direita: Cláudio Deodato, Roberto Dias, Benê, Edson Cegonha, Jurandir e Picasso.

Agachados, na mesma ordem: Miruca, Terto, Babá, Nenê e Paraná.

No dia 24 de agosto de 1969, há 49 anos atrás, o São Paulo Futebol Clube venceu o espanhol Real Madrid e conquistou o Troféu Colombino, tradicional competição europeia de pré-temporada, com gols de Bené e Babá.

Entretanto, o mais curioso foi, que nessa partida, o São Paulo atuou com um uniforme todo azul, emprestado por um time local.

O torneio começou um dia antes, 23 de agosto, em Huelva, na Espanha. Na estréia (semifinal), o São Paulo venceu o Las Palmas por 3 a 2, com gols de Zé Roberto, Babá e Nelsinho.

A decisão, na noite seguinte, se deu contra o time da capital espanhola, que na rodada inicial superou o Anderlecht , da Bélgica, por 2 a 1.

O Tricolor entrou em campo todo de azul. Ainda que se diga que foi uma homenagem ao Recreativo do Huelva, anfitrião do evento e clube de futebol mais antigo da Espanha, o mais provável é que o São Paulo tenha atuado assim por ausência do segundo uniforme do clube, o listado, visto que enfrentaria o Real Madrid, tradicionalmente de vestes brancas.

O jogo começou favorável aos adversários. Logo aos sete minutos da etapa inicial, o árbitro marcou um pênalti contra os são-paulinos. Gento mandou para as redes e abriu  o placar. O Tricolor não esmoreceu e partiu para o ataque, pressionando os espanhóis. O resultado chegou ainda no primeiro tempo, aos 32 minutos: rebatida da zaga e a bola sobrou para Benê, de fora da área, pegar o rebote e chutar forte e rasteiro para o gol, empatando o jogo.

Nos 45 minutos finais só deu São Paulo. Aos 15 minutos, Paraná foi derrubado na grande área, em lance semelhante ao pênalti marcado no primeiro tempo, mas o juiz, dessa vez, nada anotou. Apesar de todas as investidas são-paulinas, o tento da virada só aconteceu aos 41 minutos. Paraná, pela esquerda, cruzou para a área e Babá, que já havia perdido duas grandes oportunidades, cabeceou certeiro para o fundo do gol.

Nos acréscimos, o Tricolor ainda marcou o terceiro gol, com Téia, mas o árbitro havia “encerrado” o jogo momentos antes.

Não importava o resultado, o São Paulo FC sagrou-se campeão do Troféu Colombino e recebeu um magnífico e famoso troféu “A Caravela de Colombo”.

São Paulo FC 2 x 1 Real Madrid

Data: 24 de agosto de 1969.

Troféu Colombino 1969

Local: Huelva (Espanha), Estádio Huelva

Público – 25.000 pagantes

Árbitro: Ortiz de Mendibil (Espanha)

SPFC: Picasso; Cláudio Deodato, Jurandir, Roberto Dias e Édson Cegonha (Tenente); Nenê e Benê; Miruca, Nelsinho, Babá (Téia) e Paraná. Técnico: Diede Lameiro

Gols: Benê (32 do 1º) e Babá (41 do 2º) (SPFC) e Francisco Gento (7 do 1º) (RM)
Real Madrid: Antonio Betancort; Antonio Calpe (Gregório Benito), Pedro De Felipe e Manuel Sanchís; Sánchez Pirri (José Luis) e Ignacio Zoco; Fleitas, Amancio Varela, Ramón Grosso, Manuel Velázquez e Francisco Gento. Técnico: Miguel Muñoz Mozún

 

Fonte: site do São Paulo Futebol Clube

 

Cruzeiro Esporte Clube – Belo Horizonte (MG) – tetracampeão mineiro em 1972-73-74-75

Em pé, da esquerda para a direita: Darci, Nelinho, Moraes, Zé Carlos, Raul e Vanderlei.

Agachados, na mesma ordem: Roberto Batata, Eduardo, Jairzinho, Palhinha e Joãozinho

 

FONTE: Revista Placar

 

Club Sportivo Sergipe – Aracaju (SE) – bicampeão sergipano 1974/1975

 

FONTE: Revista Placar

 

Rio Branco Atlético Clube – Vitória (ES) – campeão capixaba de 1975

 

FONTE: Revista Placar

 

Sampaio Corrêa Futebol Clube – São Luís (MA) – campeão maranhense de 1975

Em pé, da esquerda para a direita: técnico Rinaldi Maia, Assis, Sérgio, Célio Rodrigues, Toninho, Brito, Crésio, Paulo Espanha e Sousa Lima.

Segunda fila, na mesma ordem: Mano, Edmilson Leite, Marcos, Airton e Elieser.

Terceira fila, na mesma ordem: auxiliar técnico Ananias, Aci, Mimi, Zimbinha, Garrincha e Patrocinio.

 

FONTE: Revista Placar

 

América Futebol Clube – Natal (Rio Grande do Norte) – campeão potiguar de 1975

Em pé, da esquerda para a direita: Ivã, Ubirajara, Zeca, Odélio, Mário Braga e Olímpio.

Agachados, na mesma ordem: Reinaldo, Pedrada, Washington, Élcio e Ivanildo.

 

FONTE: Revista Placar

 

Fonte: Revista Placar

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