Talvez uma história que muitos não saibam…

Quatis, 21 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 28 de julho de 2005 foi um dos principais futebolistas brasileiros das décadas de 40 e 50. Foi um dos principais ídolos da história do Palmeiras, Santos, Vasco e São Paulo.
Começou a carreira profissional no Madureira, atuando como meia-esquerda, em 1938, quando formou um trio com os jogadores Lelé e Isaías,
conhecido como Os Três Patetas. O trio fez tanto sucesso que acabou sendo contratado pelo Vasco da Gama em 1943, onde participou do Expresso da Vitória, considerado um dos maiores elencos da história do clube. Pelo Vasco fez 71 jogos, com 44 vitórias, 18 empates e nove derrotas, marcando 27 gols (média de 0,39 gol por jogo). Em 1946 saiu do Vasco e foi para o Flamengo, segundo ele, por receber menos que outros jogadores no elenco. Do Flamengo se transferiu para o Palmeiras em 1949, após a acusação de ter sido subornado no jogo em que o clube perdeu de 5×2 para o Vasco e ter tido sua camisa queimada pela torcida. No clube do Parque Antártica Jair ganhou Paulista de 1950, o Rio-São Paulo de 1951 e a Copa Rio de 1951. Em 1956 foi para o Santos, onde venceu três campeonatos paulistas (1956, 1958 e 1960). Ainda em 1957 voltar a vestir a camisa do Vasco num combinado Vasco-Santos numa série de três amistosos no Maracanã. Ainda jogou no São Paulo e na Ponte Preta, por onde encerrou a carreira em 1963, aos 42 anos. Foi ainda técnico de oito clubes, mas sem conseguir alcançar o sucesso que teve como jogador. Depois de aposentado, estabeleceu-se no bairro da Tijuca, onde era um popular freqüentador dos cafés da Praça Sáenz Peña. Jair morreu aos 84 anos, de embolia pulmonar após uma cirurgia e teve seu corpo cremado.

Jair em atuação pelo glorioso de Mendes-RJ
A propósito, Jair Rosa Pinto, veio de Barra Mansa para atuar na equipe principal do Frigorífico. Em sua biografia, no livro “Gigantes do Futebol Brasileiro”, Jair conta como veio para Mendes: “Em 1936, Jair compreendeu que já não estava em idade de ganhar a vida vendendo pastel. Ele e Araújo começaram a trabalhar no Moinho Fluminense, pois souberam que os patrões davam regalias aos operários bons de bola e que podiam fazer parte do time da empresa. Um dia o Moinho Fluminense jogou contra o Frigorífico de Mendes, e os dois irmãos ganharam, sozinhos, uma partida que parecia difícil. Os adversários, vencidos, abriram os olhos.
– Vocês querem ganhar cento e quinze mil réis por quinzena?
Jair e Araújo, voltando do campo a caminho de casa escutavam interessados a proposta que lhes fazia um chefe de seção do Frigorífico. Os dois  poderiam ir, juntos, para Mendes, onde havia emprego certo, bom salário e um time futebol à disposição. Naturalmente, ficariam muito tempo longe da família, mas o dinheiro compensava. Jair pensou, decidiu por si mesmo e por Araújo, e os dois foram para Mendes.
Tempos depois, ele receberia propostas do Botafogo e do Vasco. Mas Jair preferiu ficar em Mendes.

REGISTRO DE EMPREGADO DE JAIR DA ROSA PINTO
Ficha de Registro de Jair Rosa Pinto como empregado da S. A. Frigorífico
Anglo, na qual constam dois períodos de trabalho: de 14/04/36 a 29/05/36
e, no verso, de 28/03/37 a 28/03/38.

Sobre a sua saída, o livro conta que Araújo, obrigado a parar com futebol por causa de uma lesão nos meniscos, teria sido dispensado do Frigorífico. Jair, que estava perto, teve uma reação imediata:

“–É, Araújo, porque agora que você não pode jogar mais pelo Frigorífico, terei de despedi-lo
–disse-lhe o chefe de seção que o
levara para Mendes. Jair, que estava perto, teve uma reação imediata:
Está certo, moço. Se ele não serve, eu não sirvo também.
E voltaram para Barra Mansa.”

A biografia apresentada pelos jornalistas João Máximo e Marcos de Castro tem dois pontos questionáveis. Jair realmente veio para Mendes em 1936. Sua primeira admissão no Frigorífico Anglo data de 4 de abril daquele ano, com o salário de Rs$500 por hora, mas seu irmão Araújo já jogava no Frigorífico desde 1934. Aliás, Araújo casou-se com uma moça de Mendes, e morou algum tempo na Vila Westey. Quanto ao fato de que teria sido dispensado do emprego por não poder mais jogar futebol, não corresponde à realidade histórica. Talvez os autores da biografia tenham tentado dramatizar a narrativa. Araújo, com certeza, poderia ter continuado na empresa mesmo depois de encerrar a sua carreira, como fizeram tantos outros craques daquela época.

Fonte: www.timesdobrasil.hd1.com.br

out 162012
 

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O brasileiro mais famoso dos anos 1940, sem dúvida foi Leônidas da Silva. O carioca Leônidas da Silva, nascido no dia 6 de setembro de 1913, filho de um marinheiro português e de uma cozinheira, Leônidas da Silva teve uma infância simples. Estudante do colégio Epitácio Pessoa, frequentemente escapava das aulas para jogar futebol.

Em 1922, com a morte do pai, Leônidas foi adotado pelos patrões de sua mãe. Seu pai adotivo montou um bar perto do campo do São Cristóvão, onde o menino Leônidas passou a jogar nas categorias de base. Depois jogou em vários clubes do subúrbio carioca, até ser contratado, aos 17 anos, pelo Sírio Libanês.

Passou para o Bonsucesso F.C. e, em 1931, jogou pela seleção carioca, tornando-se famoso. Mudou-se para o bairro de Vila Isabel, onde ficou amigo do compositor Noel Rosa. No ano seguinte, Leônidas jogou pela seleção brasileira no Uruguai, ocasião em que recebeu o apelido de “Diamante Negro” e executou a bicicleta, jogada que o imortalizou.

Jogou um ano no Peñarol, time uruguaio, em 1933. Retornando ao Brasil, passou a jogar no Vasco da Gama. Leônidas integrou a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1934, mas o time foi desclassificado na primeira partida.

Leônidas da Silva, já contratado pelo Botafogo, tornou-se um ídolo em 1936. Foi considerado o melhor jogador da Copa do Mundo de 1938, na França. Retornou ao Brasil consagrado, com desfile em carro aberto. Na esteira de sua popularidade, a empresa Lacta passou a fabricar o chocolate “Diamante Negro”.


Com isso, foi o brasileiro mais popular nos anos 30/40, o Rei do Futebol antes de Pelé. Foi um artilheiro e jogador extraordinários. Consagrado como Diamante Negro no Brasil, o que deu nome a uma marca de chocolate até hoje existente, Leônidas da Silva honrou a camisa da Seleção Brasileira – disputou 37 jogos e marcou 37 gols. É o artilheiro com a melhor média de gols da história da Seleção: um gol por partida.

Em 1939, já jogando pelo Flamengo, Leônidas da Silva conquistou para o time o Campeonato Carioca. Considerado o maior craque brasileiro, em 1941 Leônidas passou dez meses preso no quartel do Realengo, com a descoberta de uma falsificação em seu certificado de alistamento militar.
Durante a década de 1940, Leônidas foi o maior ídolo do São Paulo Futebol Clube, conquistando cinco títulos para o time.

Leônidas da Silva anunciou sua aposentadoria como jogador em 1949, selando uma histórica desavença com o técnico da seleção brasileira, Flavio Costa, que o cortou da seleção brasileira. Tornou-se auxiliar do técnico Vicente Feola, do São Paulo, mas desistiu da carreira.

Em 1953, Leônidas jogou sua última partida oficial, no Campeonato Sul-americano de Veteranos. Passou a atuar como comentarista esportivo para várias rádios e, em 1974, cobriu sua última Copa do Mundo.

Leônidas da Silva teve os primeiros sintomas do mal de Alzheimer nesse mesmo ano, e a doença comprometeu sua saúde progressivamente. Internado numa clínica de saúde em São Paulo, Leônidas da Silva morreu em 24 de janeiro de 2004, aos 90 anos, foi campeão carioca pelo Flamengo em 1939 e cinco vezes pelo São Paulo (43/45/46/48/49). Um dado comum aos dois clubes: marcou 142 gols com a camisa rubro-negra e 142 gols com a camisa tricolor.

LEÔNIDAS DA SILVA

Nascimento: 6 de setembro de 1913, no Rio de Janeiro (RJ).

Posição: Atacante.

Pela Seleção Brasileira: 37 jogos, 20 vitórias, 8 empates, 9 derrotas, 37 gols.

Contra Seleções Nacionais: 18 jogos, 7 vitórias, 4 empates, 7 derrotas, 20 gols.

Contra Seleções Estaduais, Clubes e Combinados: 19 jogos, 13 vitórias, 4

empates, 2 derrotas, 17 gols

Jogos Oficiais da FIFA: 6 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 6 gols.

Títulos: Copa Rio Branco (1932); Copa Roca (1945).

Outros clubes: São Cristóvão F. R. (RJ) (1929); Sírio e Libanês F. C. (RJ) (1929 a 1930); Bonsucesso F. C. (RJ) (1931 a 1932); C. A. Peñarol (URU) (1933); C. R. Vasco da Gama (RJ) (1934); S. C. Brasil (RJ) (1935); Botafogo F. R. (RJ) (1935 a 1936); C. R. Flamengo (RJ) (1936 a 1941); São Paulo F. C. (SP) (1942 a 1951).

Outros Títulos: Campeonato Brasileiro de Seleções (1938, 1940-RJ, 1942-SP);

Campeonato Carioca (1934, 1935, 1939); Campeonato Paulista (1943, 1945,

1946, 1948, 1949).

Artilheiro da Copa do Mundo de 1938 – 7 gols


 FONTES: CBF / Jornal dos Sports

FOTOS: Jornal dos Sports / Revista Sport Ilustrado/ CBF 

 

Craque, gênio e polêmico. O mineiro Heleno de Freitas foi um dos maiores ídolos do Botafogo e um dos melhores jogadores de todos os tempos do futebol brasileiro, mas nem assim ficou milionário e acabou morrendo em 1959, no dia 08 de novembro, abandonado na casa de saúde São Sebastião, em Barbacena-MG, onde estava internado desde 1954 devido a problemas mentais.

Heleno de Freitas nasceu em 1920 em São João Nepomuceno, Minas Gerais. Começou nos juvenis do Fluminense.

Nervoso em campo e boêmio fora dele, Heleno se irritava com o apelido que ganhou: Gilda (personagem da atriz americana Rita Hayworth). Por não suportar a dor da derrota, chegou muitas vezes a discutir com os próprios companheiros, em suma, um profissional com alma de amador. Marcou 204 gols pelo Fogão em 233 jogos. Além do Botafogo, clube que defendeu de 1945 a 1948 e 1950, o centroavante atuou pelo Vasco (1949), Boca Juniors, da Argentina(1951), América do Rio (1951), Atletico Barranquilla (1951 e 52) e Santos (1953). Na carreira, disputou 186 jogos oficiais.

Na sua brilhante e agitada trajetória, também marcada por diversas expulsões e confusões em campo, Heleno conquistou apenas um título: o Carioca de 1949. Pela seleção brasileira marcou 15 gols e ao todo, na carreira, fez 265.

Em 1940, o jogador galã pegou suas malas e foi desfilar seu futebol, e seu charme, no Boca Juniors. Logo na estreia, no dia 6 de junho, o centroavante marcou dois na vitória por 3 a 0 contra o Banfield. A passagem pelo time de Buenos Aires durou apenas seis mese. Foram 17 jogos e 7 gols.

Um de seus últimos clubes como atleta profissional foi o Santos, onde desembarcou em 1952, trazido pelo então dirigente Orlando Monteiro Neto. Porém, a estadia do mineiro foi relâmpago: apenas alguns treinos na Vila Belmiro, problemas com colegas e um grande desentendimento com Aymoré Moreira, técnico do time, foram suficientes para sua partida da Baixada.

Heleno passou os últimos anos de vida internado em um sanatório. Confira alguns relatos da agonia do ex-centroavnate que brilhou no futebol e morreu esquecido. Trechos retirados do livro “Nunca Houve um Homem como Heleno”, escrito pelo jornalista Marcos Eduardo Neves e publicado pela editora Ediouro.

“Nas dependências da casa da saúde, Heleno tornara-se agressivo, xingava as pessoas à toa. Um dos enfermeiros contaria que, num acesso de demência, chegou a botar quatro cigarros acesos na boca e dois nas narinas. Passou a rasgar as próprias roupas e volta e meia anda nu pela casa.

…Em seus últimos dias, Heleno esteve mudo e afástico. Tudo era melancolia, silêncio, tristeza. Agonizava. Suas unhas tornavam-se roxas, em sinal preventivo de que a morte se aproximava. A linguagem do olhar, a mais sincera das linguagens, por seu estado profundo e humano, revela sua dor, sendo todos, ao seu lado, impotentes para reanimá-lo.

…Na manhã de 8 de novembro de 1959, um domingo como tantos em que Heleno encantou platéias, o enfermeiro foi levar-lhe o café da manhã e o encontrou morto. Após quatro anos, dez meses e 25 dias de tratamento, os médicos constataram o óbito, aos 39 anos, por paralisia progressiva.”

Fonte: Terceiro Tempo/ Coleção Placar

 

Ademir da Guia, o ‘Divino’ foi um dos jogadores de meio-campo mais técnicos que o futebol brasileiro conheceu. Talentoso, ditava com seu toque de bola cadenciado o ritmo das partidas, mas conseguia aparecer na área com rapidez para a conclusões certeiras com que marcou muitos belos gols dos 153 que fez pelo Palmeiras.

Filho do grande zagueiro Domingos da Guia, carioca, Ademir da Guia começou a jogar futebol no Ceres, na época clube amador de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Destacou-se no Bangu, de 1960 a 1961, e foi negociado para o Palmeiras, onde se tornou ídolo e um dos maiores  jogadores do clube, titular absoluto durante mais de 16 anos (1961 a 1977).

Ademir da Guia é o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Palmeiras – foram 901 partidas e 153 gols.

Na Seleção Brasileira, foi convocado apenas 14 vezes. Participou de 11 partidas, uma delas contra a Polônia, na decisão de terceiro e quarto colocados da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

Ademir da Guia

Nascimento: 04.03.1942 – Rio de Janeiro (RJ)

Pela Seleção Brasileira: 11 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 2 derrotas.

 Títulos conquistados pelo Palmeiras:

 Campeonato Brasileiro: 1972, 1973. 1967, 1967, 1969

 Campeonato Paulista: 1963, 1966, 1972, 1974, 1976

 Torneio Rio-São Paulo: 1965

 Torneio IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro: 1965

 Troféu Ramon de Caranza: 1969, 1974, 1975

 Torneio Laudo Natel: 1972

 Torneio Mar del Plata: 1972


FONTE & FOTOS: CBF

 

 

Jair Ventura Filho, o Jairzinho, foi um dos sobreviventes do fracasso do Brasil na Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966. Daquela Seleção que voltou para casa mais cedo, eliminada na primeira fase, o então ponta-direita do Botafogo, o meio-campo Gérson e o zagueiro Brito – e Pelé – conseguiram chegar ao México para brilhar na conquista do tricampeonato mundial em 1970.

No México, Jairzinho se consagrou como o Furacão da Copa ao estabelecer a marca de ter feito gols em todos os seis jogos de um Mundial. Gols e atuações que lhe deram fama e reforçaram o prestígio de craque no mundo. A ponto de ser considerado um dos melhores jogadores da campanha de 1970.

- As pessoas não entenderam, na época, mas foi baseado em matérias que saíam na Europa, que eu disse que a Copa de 1958 fora a do Pelé, a de 1962, a do Garrincha, e a de 1970, a do Jairzinho. Acharam que eu estava sendo pretensioso, arrogante. Mas não importa, eu sei o quanto fui importante para o tri, não só marcando gols em todos os jogos, mas gols que decidiram – explica Jairzinho.

Aos 65 anos, Jairzinho conserva registrado com exatidão os sete gols que marcou na Copa do Mundo de 1970. É capaz de descrevê-los com precisão, como se fosse um locutor narrando os lances. Jairzinho considera esses gols como sendo uma “ducha fria” nos adversários. Na estréia, contra a Tchecoslováquia, fez logo dois.

- O Brasil tinha virado para 2 a 1, mas o jogo estava duro, disputado. Fiz o terceiro, em que dei um lençol no goleiro, e o quarto, que selaram a vitória. O quarto foi em uma jogada que saí driblando um pouco depois do meio-campo, foi um belo gol – conta.

O segundo jogo foi contra a Inglaterra, para muitos uma verdadeira decisão antecipada da Copa do México – os ingleses eram os campeões mundiais. O 0 a 0 teimava no placar do Estádio Jalisco, em Guadalajara, até que aos 15 minutos do segundo tempo Jairzinho fez o gol da vitória que simbolizou um do seus dois momentos inesquecíveis naquela Copa.

- Foi um grande jogo. Eu tinha feito um cruzamento, depois de um passe perfeito do Carlos Alberto, que resultou na defesa mais bonita que um goleiro fez até hoje em Copa do Mundo, a do Banks na cabeçada do Pelé. Até que o Tostão fez aquela linda jogada, deu para o Pelé e ele rolou a bola pra mim. Chutei forte e no momento certo.

Jairzinho faz questão, aí, de ressaltar o aspecto coletivo que caracterizava a Seleção Brasileira de 1970, considerada por Zagallo a melhor de todos os tempos.

 

 Claro que o mérito não foi só meu. Se o Tostão não tivesse driblado os zagueiros ingleses (pôs a bola entre as pernas de Bobby Moore), se o Pelé não tivesse dado o passe perfeito e eu não estivesse bem posicionado, o jogo iria terminar mesmo 0 a 0.

Na vitória de 3 a 2 sobre a Romênia, Jairzinho fez o segundo gol do Brasil. No jogo seguinte, nos 4 a 2 sobre o Peru, ele marcou o quarto gol, aos 30 minutos do segundo tempo.

- O Peru tinha diminuído para 3 a 2, quando recebi o passe do Rivelino, driblei o goleiro e praticamente rolei a bola para dentro do gol. Liquidamos o jogo – recorda.

A partida semifinal contra o Uruguai se desenhava dramática. Os uruguaios fizeram 1 a 0 e Clodoaldo empatou no final do primeiro tempo. No segundo tempo, com o jogo indefinido, Jairzinho fez o segundo, o que abriu o caminho para a vitória, que seria de 3 a 1. Foi uma jogada espetacular, com troca de passes entre Pelé e Tostão.

- Foi um gol de 80 metros. Saí com a bola do campo do Brasil, e depois da combinação entre o Pelé e o Tostão, arranquei até a área do Uruguai, driblei dois e chutei cruzado.

O outro momento inesquecível em 1970 para Jairzinho aconteceu na decisão da Copa, nos 4 a 1 sobre a Itália que deram ao Brasil o tricampeonato mundial.

- O jogo estava 2 a 1, depois do bonito gol do Gérson, e acabei fazendo o terceiro, outra ducha fria, agora nos italianos, que ainda tentavam reagir.

A história de vencedor que Jairzinho construiu em 1970 – ele garante – começou no aprendizado com tudo de errado que acontecera quatro anos antes. O atacante, que já fora campeão pan-americano em 1963 e vinha sendo convocado desde 1964 para a Seleção principal, teve aos 22 anos, na Copa de 1966, na Inglaterra, a oportunidade de jogar ao lado de dois ídolos, Garrincha e Pelé.

Participei dos três jogos da Copa de 66. Os dois primeiros, contra Bulgária e Hungria, de ponta-esquerda, e o último, contra Portugal, na ponta-direita, substituindo o Garrincha. Apesar da decepção com a eliminação do Brasil, ali aprendi muita coisa – conta.

Jogador com um preparo físico invejável, que lhe dava a capacidade de arranque pouco vista em um atacante, Jairzinho, que brilhou no Botafogo, onde começou no juvenil, no futebol francês e no Cruzeiro, não teve o seu talento devidamente reconhecido – era um artilheiro que marcava gols de todos os jeitos, mas não apenas um “trombador”, como muitos equivocadamente julgam. Possuía, na verdade, técnica de craque.

- Talvez porque tenha sido eleito um dos melhores preparos físicos da Copa de 70, as pessoas pensam que eu só tinha força. Mas quem me viu jogar sabe do que não era bem assim – pondera.

FONTE: CBF

FOTOS: CBF / Jornal dos Sports

 

 

Um legítimo ‘Bad Boy’! Nos anos 90, era comum a imprensa chamar os jogadores polêmicos por Bad Boy (rapaz mau) como foram os casos de Romário, Edmundo, entre outros.

Mas quem conheceu Almir Moraes de Albuquerque, o Almir Pernambuquinho, garante: os jogadores citados acima eram fichinha. Natural de Recife (PE) nasceu em 28 de outubro de 1937, Almir iniciou a carreira no Sport.

As atuações destacadas fez com que o Vasco da Gama o contratasse; da mesma forma que anteriormente, o clube trouxera Ademir Menezes e Vavá, outros pernambucanos ídolos em São Januário.

No final dos anos 50, já exibia um futebol de craque que o levou brilhar em um ataque que tinha Sabará, Rubens, Vavá, Almir e Pinga na conquista do Torneio Rio São Paulo de 1958. Na decisão do campeonato, disputada no dia 6 de abril, o time carioca goleou a Portuguesa por 5 a 1 no Pacaembu.

Contudo, na mesma proporção em Almir Pernambuquinho infernizava os seus marcadores, também tinha gênio incontrolável dentro de campo. Fora das quatro linhas o temperamento explosivo encurtou a sua vida.  

Destaque também do Vasco supersupercampeão carioca de 1958 - eram famosos os seus duelos com o zagueiro Pavão, do Flamengo -, Almir foi negociado em 1960 para o Corinthians, em uma das transferências mais vultosas feitas entre clubes brasileiros. À época, era considerado pela imprensa o “Pelé branco“.

Almir no Boca Juniors

Do Corinthians, em que teve rápida passagem, partiu para a sua trajetória por diversos clubes, iniciada no Boca Juniors (1961/62)… 

Almir no Genoa

Genoa, da Itália (1962)…

Santos (1963 e 1964), onde conquistou o título de campeão da Libertadores e do Mundial de clubes…

 

Flamengo nos anos de 1965 , 1966 e 1967)….

Até se despedir pelo América do Rio, em 1967.

Pela Seleção Brasileira, foi convocado para o início da preparação para a Copa do Mundo de 1958 e participou do Campeonato Sul-Americano de 1959, em Buenos Aires. Disputou oito jogos, marcou um gol, e participou também da conquista da Copa Roca e da Taça do Atlântico em 1960.

Almir e o seu temperamento explosivo

Então, aos 36 anos, Almir foi assassinado no dia 6 de fevereiro de 1973, por um grupo de portugueses, no bar “Rio-Jerez”, em frente à Galeria Alaska, no Bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Conhecido por ser “catimbeiro, valente e brigão”, Allmir envolveu-se numa discussão e acabou morto a tiro ao intervir em uma situação onde seus assassinos, que eram flamenguistas, estavam mexendo com travestis.

 

Fontes: CBF / Jornal dos Sports / Jornal do Brasil /

Fotos: Jornal dos Sports / Manchete / Jornal do Brasil / CBF 

 

Pagão, citado por José Maria Marin quando da visita do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao Jabaquara, o clube que o revelou, foi um gênio da camisa 9 do futebol brasileiro. Craque que fazia muitos gols com o mesmo talento com que criava as jogadas e servia na medida os companheiros para marcar, Pagão fez história no Santos nos anos finais de 1950.

Paulo César Araújo, o Pagão, é considerado por muitos o criador da tabelinha com Pelé, lance que o seu sucessor Coutinho eternizou no ataque santista. O mesmo Coutinho que não se cansava de dizer que Pagão foi um dos maiores atacantes que viu jogar.

Pela Seleção Brasileira, foram apenas duas partidas. Pelo Santos, onde brilhou de 1956 a 1963, foram 345 jogos e 159 gols. Ele merece ter entrado em campo muitas vezes mais com a camisa amarela e mesmo ter feito parte do time campeão do mundo em 1958. A violência dos zagueiros adversários e uma sina em se contundir o impediram.

Mas não importa. Quem o viu jogar, nunca se esquece, como aconteceu em uma tarde memorável de 6 de março de 1956, naquele que é considerado um dos maiores jogos entre clubes acontecidos no Pacaembu.

O Santos de Pelé e Pagão derrotou o Palmeiras pelo incrível placar de 7 a 6, com alternância de viradas, até os dois gols finais marcados para o Santos por Pepe, o último nos descontos.

Um dos que viu o craque em ação foi Chico Buarque. Fã para sempre, imortalizou o camisa 9 em letra da música “Futebol”. Nela, Chico escalava o ataque ideal, todo com gênios da bola: Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro.

Um ataque dos sonhos, que nunca entrou em campo, mas que os brasileiros apaixonados pelo futebol gostariam de ter escalado.

Fonte e Fotos: CBF

 

 

O atacante Célio foi outro dos jogadores citados pelo presidente da CBF revelado pelo Jabaquara. Nascido no dia 16 de outubro de 1940, em Santos, Célio teve ótima passagem pelo Vasco, de 1963 a 1966 – sendo o artilheiro do time nas quatro temporadas – e depois pelo Nacional de Montevidéu, onde também se destacou como goleador.

Também jogou na Portuguesa Santista, na Ponte Preta e também no Sport Clube Corinthians Paulista. Chegou ao alvinegro do Parque São Jorge em 1970. Atuou em 26 partidas (10 vitórias, 8 empates, 8 derrotas) e fez apenas quatro gols, não repetindo o sucesso do Vasco

Convocado para o período de preparação para a Copa do Mundo de 1966, Célio defendeu a Seleção Brasileira em três partidas: nas vitórias de 2 a 0 sobre Alemanha e 1 a 0 sobre País de Gales e no empate em 0 a 0 com a Argentina.

Célio era um atacante forte fisicamente, de presença constante na pequena área, e oportunista para marcar.

Célio Taveira Filho, o Célio, quatro filhos (um uruguaio, um carioca e duas paraibanas) e cinco netos, atualmente mora em João Pessoa desde 1979, na Paraíba, onde é comentarista esportivo da rádio CBN e tem uma empresa de embalagens para exportação de frutas. Ele exporta para o mundo, principalmente para o Uruguai (onde atuou como jogador), as mais diversas frutas do norte do país.

 

Fonte: CBF / Almanaque do Corinthians

Fotos: CBF

 

 

Servílio tinha talento e futebol de sobras para ter brilhado na Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra. Estava em grande fase, artilheiro que sempre foi, mas uma contusão já com a Seleção Brasileira jogando amistosos na Europa acabou deixando-o de fora do Mundial.

Começou no juvenil da Portuguesa de Desportos, clube em que atuou durante seis anos. Com uma incrível facilidade para marcar, Servílio foi vice-artilheiro do Campeonato Paulista de 1959, ficando atrás somente de Pelé. Ainda naquele ano, conseguiu a proeza de marcar cinco gols numa mesma partida em três ocasiões, contra Portuguesa Santista, Juventus e Ferroviária de Araraquara.

Da Portuguesa, foi negociado para o Palmeiras, onde chegou ao ponto alto da carreira, participando da famosa Academia que brilhou nos anos 1960. Na Seleção Brasileira, marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Argentina, na conquista da Copa Roca em 1960.

Pela Seleção Brasileira, disputou 10 jogos e marcou seis gols.

Servílio de Jesus Filho nasceu no dia 15 de outubro de 1939 e morreu no dia 7 de junho de 2005.

Nome: Servílio de Jesus Filho

Nascimento: 15.10.1939, São Paulo (SP)

Posição: Atacante

Pela Seleção Principal: 10 jogos, 8 vitórias, 1 empate, 1 derrota.

Gols: 6

Títulos: Copa Rocca (1960)

1 – 26.05.1960 – 2 x 4 ARGENTINA

2 – 29.05.1960 – 4 x 1 ARGENTINA (1)

3 – 07.09.1965 – 3 x 0 URUGUAI

4 – 21.11.1965 – 5 x 3 HUNGRIA (2)

5 – 01.05.1966 – 2 x 0 Sel. Gaúcha (1)

6 – 14.05.1966 – 3 x 1 PAÍS DE GALES (1)

7 – 19.05.1966 – 1 x 0 CHILE

8 – 04.06.1966 – 4 x 0 PERU

9 – 21.06.1966 – 5 x 3 Atlético Madrid (ESP)

10 – 25.06.1966 – 1 x 1 ESCÓCIA (1)


Fonte e Foto: Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

 

Servílio, o Bailarino, é o segundo agachado da esquerda para a direita

Vindo da Bahia, Servílio de Jesus chegou muito novo no Corinthians. Mostrou logo de cara a sua competência de artilheiro e que sabia jogar dentro de uma área como poucos. Dono de excelente técnica, ganhou logo o apelido de “Bailarino”.

Servílio foi artilheiro do Campeoanto Paulista três vezes consecutivas: 1945 (17 gols), 1946 (19 gols) e 1947 (20 gols). Jogou no Corinthians entre 1938 e 1949.

Pela Seleção Brasileira, disputou sete jogos e marcou um gol. Nasceu em 15 de fevereiro de 1915 e morreu no dia 10 de abril de 1984.

Nome: Servílio de Jesus

Nascimento: 15.02.1915, São Félix (BA)

Morte: 10.04.1984, São Paulo (SP)

Posição: Atacante

Pela Seleção Principal: 7 jogos, 3 vitórias, 1 empate, 3 derrotas.

Gols: 1

1 – 14.01.1942 – 6 x 1 CHILE

2 – 17.01.1942 – 1 x 2 ARGENTINA (1)

3 – 24.01.1942 – 0 x 1 URUGUAI

4 – 05.02.1942 – 1 x 1 PARAGUAI

5 – 21.01.1945 – 3 x 0 COLÔMBIA

6 – 28.01.1945 – 2 x 0 BOLÍVIA

7 – 15.02.1945 – 1 x 3 ARGENTINA


Fonte e Foto: Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

 

Careca em ação no mundial de 1986

Reza a lenda que o “Se” não joga. E, de fato, é uma verdade. Mesmo assim, às vezes, confabulando com os meus botões me pergunto: “Será que o atacante Careca não tivesse se lesionado dias antes da estreia na Copa do Mundo de 1982, na Espanha… A Seleção Brasileira não teria se sagrado campeã?”

Bate-me uma resposta segura: “Sim, seriamos tetracampeões mundiais”.

 Há 30 anos, Careca, aos 21 anos, estava no auge. No seu lugar, o técnico Telê Santana escolheu Serginho Chulapa. Diante do estilo em que aquela seleção jogava, acho que o Roberto Dinamite seria a melhor opção, deixando Serginho para entrar na segunda etapa.

 Agora, mesmo sabendo que o brasileiro gosta de ver campeões, eu aprendi a guardar com carinho aquela Seleção, que se não ganhou o título, deixou um legado: o futebol brasileiro não pode nunca deixar de uma arte.

 CARECA: NÃO ERA ‘UM ATACANTE’… MAS SIM ‘O ATACANTE’!  

Nascido de berço futebolista, já que o pai foi ponta-esquerda da Ponte Preta, o atacante Careca foi um dos principais jogadores de sua geração. Vestiu a camisa da Seleção Brasileira 66 vezes e ainda disputou duas Copas do Mundo: 86 no México e 90 na Itália.

Quis o destino que ele começasse a carreira justamente no maior rival do time em que seu pai jogou. Em 78, Careca foi contratado pelo Guarani e de cara se sagrou campeão brasileiro daquele ano. Para melhorar, foi dele o gol do título. Nos seis anos que esteve no Bugre o centroavante marcou 80 gols.

Careca era dado como certo na Seleção que iria disputar a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. No entanto, uma lesão às vésperas do Mundial o deixou fora da competição.

Quando se recuperou, Careca foi jogar no São Paulo. No tricolor paulista foi campeão estadual duas vezes e ainda conquistou outro brasileiro, o de 86.

Em pé (da esquerda para a direita): Taffarel, Jorginho, Mauro Galvão, Mozer, Ricardo Gomes e Branco; Agachados: Muller, Alemão, Careca, Dunga e Valdo.

Neste mesmo ano, Careca foi vice-artilheiro da Copa do Mundo, disputada no México. Foram cinco gols em cinco jogos. O título não veio, já que o Brasil foi eliminado pela França antes da final, mas o reconhecimento internacional, sim.

No ano seguinte, Careca se transferiu para o Napoli, onde formou dupla com Diego Maradona. Na Itália, ele conquistou dois títulos nacionais, uma Copa da Uefa e mais a Recopa italiana.

O centroavante ainda disputou mais uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira, em 90, na Itália. Marcou mais dois gols nos quatro jogos que disputou.

Em pé (da esquerda para a direita): Taffarel, Mauro Galvão, Ricardo Gomes, Mozer, Jorginho, e Branco; Agachados: Muller, Alemão, Careca, Dunga e Valdo.

Aos 33 anos, Careca aceitou o desafio de jogar no Japão e também obteve sucesso no país. Depois de quatro anos no futebol japonês, o atacante voltou ao Brasil para defender o Santos. Depois de atuar em poucas partidas pelo time paulista, encerrou a carreira.

 FICHA-TÉCNICA: CARECA (1982-1993)

Nome: Antonio de Oliveira Filho

Natural: Araraquara (SP)

Nascimento: 05 de Outubro de 1960

Posição: Atacante

Pela Seleção Brasileira Principal: 65 jogos, 39 vitórias, 16 empates, 10 derrotas. Gols: 30

Duas Copas do Mundo: 1986 e 1990.

Jogos em Copa do Mundo: Nove jogos , Sete vitórias, um empate, uma derrota; marcando Sete gols.

 TODOS OS 65 JOGOS PELO BRASIL

1 – 21.03.1982 – 1 x 0 ALEM.  OCIDENTAL

2 – 05.05.1982 – 3 x 1 PORTUGAL

3 – 19.05.1982 – 1 x 1 SUÍÇA

4 – 27.05.1982 – 7 x 0 IRLANDA

5 – 28.04.1983 – 3 x 2 CHILE (1)

6 – 08.06.1983 – 4 x 0 PORTUGAL (2)

7 – 12.06.1983 – 1 x 1 PAÍS DE GALES

8 – 17.06.1983 – 2 x 1 SUÍÇA (1)

9 – 22.06.1983 – 3 x 3 SUÉCIA (1)

10 – 28.07.1983 – 0 x 0 CHILE

11 – 17.08.1983 – 1 x 0 EQUADOR

12 – 24.08.1983 – 0 x 1 ARGENTINA

13 – 13.10.1983 – 1 x 1 PARAGUAI

14 – 20.10.1983 – 0 x 0 PARAGUAI

15 – 04.11.1983 – 1 x 1 URUGUAI

16 – 28.04.1985 – 0 x 1 PERU

17 – 02.05.1985 – 2 x 0 URUGUAI (1)

18 – 05.05.1985 – 2 x 1 ARGENTINA (1)

19 – 15.05.1985 – 0 x 1 COLÔMBIA

20 – 02.06.1985 – 2 x 0 BOLÍVIA

21 – 08.06.1985 – 3 x 1 CHILE

22 – 30.06.1985 – 1 x 1 BOLÍVIA (1)

23 – 12.03.1986 – 0 x 2 ALEM. OCIDENTAL

24 – 01.04.1986 – 4 x 0 PERU (1)

25 – 08.04.1986 – 3 x 0 ALEM.  ORIENTAL (1)

26 – 17.04.1986 – 3 x 0 FINLÂNDIA

27 – 30.04.1986 – 4 x 2 IUGOSLÁVIA (1)

28 – 07.05.1986 – 1 x 1 CHILE

29 – 01.06.1986 – 1 x 0 ESPANHA

30 – 06.06.1986 – 1 x 0 ARGÉLIA (1)

31 – 12.06.1986 – 3 x 0 IRL. DO NORTE (2)

32 – 16.06.1986 – 4 x 0 POLÔNIA (1)

33 – 21.06.1986 – 1 x 1 FRANÇA (1)

34 – 21.06.1987 – 4 x 1 EQUADOR (1)

35 – 24.06.1987 – 1 x 0 PARAGUAI

36 – 28.06.1987 – 5 x 0 VENEZUELA (1)

37 – 03.07.1987 – 0 x 4 CHILE

38 – 27.03.1989 – 1 x 2 Sel. Resto do Mundo

39 – 22.06.1989 – 0 x 0 Milan (ITA)

40 – 23.07.1989 – 1 x 0 JAPÃO

41 – 30.07.1989 – 4 x 0 VENEZUELA

42 – 20.08.1989 – 6 x 0 VENEZUELA (4)

43 – 03.09.1989 – 2 x 0 CHILE (1)

44 – 14.10.1989 – 1 x 0 ITÁLIA

45 – 20.12.1989 – 1 x 0 HOLANDA (1)

46 – 28.03.1990 – 0 x 1 INGLATERRA

47 – 05.05.1990 – 2 x 1 BULGÁRIA

48 – 13.05.1990 – 3 x 3 ALEM.  ORIENTAL (1)

49 – 19.05.1990 – 1 x 0 Comb. Madrid

50 – 28.05.1990 – 0 x 1 Comb. Umbria

51 – 10.06.1990 – 2 x 1 SUÉCIA (2)

52 – 16.06.1990 – 1 x 0 COSTA RICA

53 – 20.06.1990 – 1 x 0 ESCÓCIA

54 – 24.06.1990 – 0 x 1 ARGENTINA

55 – 11.09.1991 – 0 x 1 PAÍS DE GALES

56 – 19.05.1992 – 1 x 0 Milan (ITA) (1)

57 – 26.08.1992 – 2 x 0 FRANÇA

58 – 16.12.1992 – 3 x 1 ALEMANHA

59 – 18.02.1993 – 1 x 1 ARGENTINA

60 – 06.06.1993 – 2 x 0 EUA (1)

61 – 10.06.1993 – 3 x 3 ALEMANHA (1)

62 – 14.06.1993 – 1 x 1 INGLATERRA

63 – 14.07.1993 – 2 x 0 PARAGUAI

64 – 18.07.1993 – 0 x 0 EQUADOR

65 – 01.08.1993 – 5 x 1 VENEZUELA


 Fotos e dados: Site da CBF

 

Um dos mais polêmicos jogadores e técnico, Emerson Leão é odiado e amado por diversas pessoas. Não seria exagero afirmar que um conhecedor de futebol não possua um sentimento prol ou contra o atual treinador do São Paulo.

Contudo, não se pode negar a história  de Emerson Leão , sendo um dos mais jovens goleiros a ser titular em clubes e a jogar na Seleção Brasileira Principal. Aos 18, ganhou a posição no Palmeiras, e prestes a completar 21 entrou em campo com a camisa 1 da Seleção. Foi dia 8 de março de 1970, no Maracanã, em um amistoso preparatório para a Copa do Mundo do México, em que o Brasil venceu a Argentina por 2 a 1.

Desse jogo até o dia 30 de abril de 1986 (vitória sobre a Iugoslávia por 4 a 2) foram 105 partidas pelo Brasil, com 64 vitórias, 30 empates e 11 derrotas, e quatro Copas do Mundo disputadas: 1970, 1974, 1978 e 1986. Ficou de fora, injustamente, da Copa do Mundo de 1982, quando atravessava excelente forma.

Em pé (esquerda para a direita): Toninho Guereiro, Leão,Edinho, Amaral, Oscar e Batista;Agachados: Bufalo Gil, Zico, Reinaldo, Rivellino e Toninho Cerezo.

Na Copa do Mundo de 70, dividiu a suplência de Félix com Ado, do Corinthians. Nas Copas de 74 e 78, brilhou em vários jogos, com excelentes defesas. Em 1986, ficou na reserva de Carlos, quando para muitos merecia ser titular.

Jogador marcante na Seleção Brasileira e pelos clubes que passou, Leão se destacou mesmo no Palmeiras, onde foi ídolo e jogou durante 10 anos, conquistando vários títulos, entre eles o bi do Campeonato Brasileiro em 1972/1973.

 

Da esquerda para a direita: Edu, Leivinha, Nelinho, Jairzinho, Marinho Chagas, Carpegiani, Rivellino, Marinho Peraz, Luís Pereira, Leão e Piazza.

 

Encerrada a carreira, passou a ser técnico, de campanhas também vitoriosas que o levaram à Seleção Brasileira. Mas foi mesmo como goleiro que Leão passou para a história como um dos maiores do Brasil de todos os tempos.

LEÃO

Nome: Emerson Leão

Nascimento: 11.07.1949, Ribeirão Preto(SP)

Posição: Goleiro

Seleção Brasileira Principal: 105 jogos, 64 vitórias, 30 empates, 11 derrota.

Gols sofridos: 69

Copa do Mundo: 1970, 1974, 1978, 1986.

Jogos em Copa do Mundo: 14 jogos, 7 vitórias, 5 empates, 2 derrotas.

Gols sofridos em Copa do Mundo:  07 (sete)

Títulos: Copa do Mundo (1970), Taça Independência (1972), Taça do Atlântico (1976), Taça Oswaldo Cruz (1976), Torneio Bicentenário dos EUA (1976).

Títulos: Copa do Mundo (1970); Taça Independência (1972); Torneio Bicentenário de Independência dos Estados Unidos (1976); Copa Rocca (1971, 1976); Taça do Atlântico (1976); Taça Oswaldo Cruz (1976).

Clubes: E. C. São José (SP) (1967); Comercial F. C. (Ribeirão Preto-SP) (1968); S. E. Palmeiras (SP) (1968 a 1978 e 1984 a 1986); C. R. Vasco da Gama (RJ) (1978 a 1980); Grêmio F. B. P. A. (RS) (1980 a 1982); S. C. Corinthians Paulista (SP) (1983); Sport Clube do Recife (PE) (1987).

Outros títulos: Campeonato Brasileiro (1972, 1974, 1981); Taça de Prata (1969); Campeonato Paulista (1972, 1974, 1976, 1983); Torneio Cidade de Sevilla (ESP) (1979); Torneio Cidade Elche (ESP) (1979); Torneio Ramón de Carranza (ESP) (1969, 1974, 1975); Torneio da Grécia (1970); Torneio Mar Del Plata (ARG) (1972); Torneio Laudo Natel (1972); Taça dos Invictos (1972, 1973, 1974).

Em pé (da esquerda para direita): Nelinho, Leão, Oscar, Amaral, Batista e Toninho Guerreiro;Agachados: Bufalo Gil, Zico, Roberto Dinamite, Dirceu e Toninho Cerezo.

JOGOS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA PRINCIPAL:

1 – 08.03.1970 – 2 x 1 ARGENTINA (-1)

2 – 22.03.1970 – 5 x 0 CHILE

3 – 19.04.1970 – 3 x 1 Sel. Mineira (-1)

4 – 24.05.1970 – 3 x 0 Irapuato

5 – 10.06.1972 – 2 x 1 BRASIL OLÍMPICO (-1)

6 – 13.06.1972 – 2 x 0 Hamburgo (ALE)

7 – 17.06.1972 – 3 x 3 Sel. Gaúcha (-3)

8 – 28.06.1972 – 0 x 0 TCHECOSLOVÁQUIA

9 – 02.07.1972 – 3 x 0 IUGOSLÁVIA

10 – 05.07.1972 – 1 x 0 ESCÓCIA

11 – 09.07.1972 – 1 x 0 PORTUGAL

12 – 27.05.1973 – 5 x 0 BOLÍVIA

13 – 09.06.1973 – 0 x 2 ITÁLIA (-2)

14 – 16.06.1973 – 1 x 0 ALEM. OCIDENTAL

15 – 25.06.1973 – 0 x 1 SUÉCIA (-1)

16 – 30.06.1973 – 1 x 0 ESCÓCIA (-1)

17 – 03.07.1973 – 4 x 3 Comb. Irlanda Unida (-3)

18 – 31.03.1974 – 1 x 1 MÉXICO (-1)

19 – 14.04.1974 – 1 x 0 BULGÁRIA

20 – 17.04.1974 – 2 x 0 ROMÊNIA

21 – 21.04.1974 – 4 x 0 HAITI

22 – 28.04.1974 – 0 x 0 GRÉCIA

23 – 01.05.1974 – 0 x 0 ÁUSTRIA

24 – 05.05.1974 – 2 x 1 IRLANDA (-1)

25 – 12.05.1974 – 2 x 0 PARAGUAI

26 – 03.06.1974 – 5 x 2 Seleção da Basiléia (-2)

27 – 13.06.1974 – 0 x 0 IUGOSLÁVIA

28 – 18.06.1974 – 0 x 0 ESCÓCIA

29 – 22.06.1974 – 3 x 0 ZAIRE

30 – 26.06.1974 – 1 x 0 ALEM. ORIENTAL

31 – 30.06.1974 – 2 x 1 ARGENTINA (-1)

32 – 03.07.1974 – 0 x 2 HOLANDA (-2)

33 – 06.07.1974 – 0 x 1 POLÔNIA (-1)

34 – 23.05.1976 – 1 x 0 INGLATERRA

35 – 28.05.1976 – 2 x 0 Sel. Liga USA

36 – 31.05.1976 – 4 x 1 ITÁLIA (-1)

37 – 04.06.1976 – 3 x 0 MÉXICO

38 – 09.06.1976 – 3 x 1 PARAGUAI  (-1)

39 – 06.10.1976 – 0 x 2 Flamengo (RJ)

40 – 01.12.1976 – 2 x 0 UNIÃO SOVIÉTICA

41 – 23.01.1977 – 1 x 0 BULGÁRIA

42 – 25.01.1977 – 2 x 0 Sel. Paulista

43 – 30.01.1977 – 1 x 1 Comb. Fla-Flu (-1)

44 – 06.02.1977 – 2 x 0 Millonarios (COL)

45 – 20.02.1977 – 0 x 0 COLÔMBIA

46 – 03.03.1977 – 6 x 1 Comb. Vasco/Botafogo (-2)

47 – 09.03.1977 – 6 x 0 COLÔMBIA

48 – 13.03.1977 – 1 x 0 PARAGUAI (-1)

49 – 20.03.1977 – 1 x 1 PARAGUAI (-1)

50 – 05.06.1977 – 4 x 2 Sel. Carioca (-2)

51 – 08.06.1977 – 0 x 0 INGLATERRA

52 – 12.06.1977 – 1 x 1 ALEM. OCIDENTAL (-1)

53 – 16.06.1977 – 1 x 1 Sel. Paulista (-1)

54 – 19.06.1977 – 3 x 1 POLÔNIA (-1)

55 – 23.06.1977 – 2 x 0 ESCÓCIA

56 – 26.06.1977 – 0 x 0 IUGOSLÁVIA

57 – 30.06.1977 – 2 x 2 FRANÇA (-2)

58 – 10.07.1977 – 1 x 0 PERU

59 – 14.07.1977 – 8 x 0 BOLÍVIA

60 – 12.10.1977 – 3 x 0 Milan (ITA)

61 – 12.03.1978 – 7 x 0 Comb.Interior do RJ

62 – 19.03.1978 – 3 x 1 Sel. Goiana (-1)

63 – 22.03.1978 – 1 x 0 Comb.Paranaense

64 – 01.04.1978 – 0 x 1 FRANÇA (-1)

65 – 05.04.1978 – 1 x 0 ALEM. OCIDENTAL

66 – 10.04.1978 – 6 x 1 Al Ahli (SAU) (-1)

67 – 13.04.1978 – 2 x 0 Internazionale (ITA)

68 – 19.04.1978 – 1 x 1 INGLATERRA (-1)

69 – 21.04.1978 – 3 x 0 Atlético Madrid (ESP)

70 – 01.05.1978 – 3 x 0 PERU

71 – 13.05.1978 – 0 x 0 Sel. Pernambuco

72 – 17.05.1978 – 2 x 0 TCHECOSLOVÁQUIA

73 – 25.05.1978 – 2 x 2 Sel. Gaúcha (-2)

74 – 03.06.1978 – 1 x 1 SUÉCIA (-1)

75 – 07.06.1978 – 0 x 0 ESPANHA

76 – 11.06.1978 – 1 x 0 ÁUSTRIA

77 – 14.06.1978 – 3 x 0 PERU

78 – 18.06.1978 – 0 x 0 ARGENTINA

79 – 21.06.1978 – 3 x 1 POLÔNIA (-1)

80 – 24.06.1978 – 2 x 1 ITÁLIA (-1)

81 – 17.05.1979 – 6 x 0 PARAGUAI

82 – 31.05.1979 – 5 x 1 URUGUAI (-1)

83 – 21.06.1979 – 5 x 0 Ajax (HOL)

84 – 26.07.1979 – 1 x 2 BOLÍVIA (-2)

85 – 02.08.1979 – 2 x 1 ARGENTINA (-1)

86 – 16.08.1979 – 2 x 0 BOLÍVIA

87 – 23.08.1979 – 2 x 2 ARGENTINA (-2)

88 – 24.10.1979 – 1 x 2 PARAGUAI (-2)

89 – 31.10.1979 – 2 x 2 PARAGUAI (-2)

90 – 28.04.1983 – 3 x 2 CHILE (-2)

91 – 08.06.1983 – 4 x 0 PORTUGAL

92 – 12.06.1983 – 1 x 1 PAÍS DE GALES (-1)

93 – 17.06.1983 – 2 x 1 SUÍÇA (-1)

94 – 22.06.1983 – 3 x 3 SUÉCIA (-3)

95 – 28.07.1983 – 0 x 0 CHILE

96 – 17.08.1983 – 1 x 0 EQUADOR

97 – 24.08.1983 – 0 x 1 ARGENTINA (-1)

98 – 01.09.1983 – 5 x 0 EQUADOR

99 – 14.09.1983 – 0 x 0 ARGENTINA

100 – 13.10.1983 – 1 x 1 PARAGUAI (-1)

101 – 20.10.1983 – 0 x 0 PARAGUAI

102 – 27.10.1983 – 0 x 2 URUGUAI (-2)

103 – 04.11.1983 – 1 x 1 URUGUAI (-1)

104 – 16.03.1986 – 0 x 3 HUNGRIA (-3)

105 – 30.04.1986 – 4 x 2 IUGOSLÁVIA (-2)


Fonte e Fotos: Site da CBF

 

 No mês de fevereiro, o Jornal O Imparcial (RJ) publicou o jogador Rubens Salles desenhado. Rubens de Moraes Salles (São Manuel, 14 de outubro de 1891 – São Paulo, 21 de julho de 1934) foi um futebolista brasileiro e primeiro treinador do São Paulo Futebol Clube de 1930 a 1934.

O Imparcial (05-02-1928 – Página 10)

 Rubens Salles foi o grande “craque” do futebol brasileiro depois de Charles Miller e Arthur Friedenreich. Não levava muito jeito para o futebol, mas insistiu e acabou marcando época no futebol brasileiro como “center-half” (volante).

 Sua estreia no Paulistano foi em 1906, depois de passar pelas equipes infantis, de 1902 a 1904. Em 1907 era titular do Paulistano, e em 1908 foi campeão. Foi artilheiro do Campeonato Paulista de 1910, jogando pelo Paulistano com 10 gols.

 Sua especialidade eram os passes em profundidade, com os quais surpreendia seus adversários, o que o levou a Seleção Brasileira que enfrentou o Exeter City, e no mesmo ano, também levou a Seleção a conseguir a primeira vitória fora do país, vencendo a Argentina, em Buenos Aires, com um gol seu.

 Aos 30 anos em 1920, abandonou o futebol para voltar 11 anos depois em 1930 como técnico, dirigindo o São Paulo FC da Floresta por quatro temporadas, sendo que no segundo ano que disputou em 1931, foi campeão paulista. Como jogador foi campeão Paulista (APEA) 6 vezes: 1908, 1913, 1916, 1917, 1918 e 1919.

 

Amigos, pesquisando no Jornal O Imparcial encontrei algo interessante no mês de janeiro de 1928. O periódico publicou quatro jogadores desenhados: Emmanuel Nery (Flamengo), Sydney Pullen (Flamengo) e Hary Wefare (Fluminense), feito pelo cartunista Audax. E Artur Friendeirach, que ganhou destaque como: ‘O maior centroavante brasileiro‘, desenhado por Eite.

O Imparcial 03-01-1928 (Página 9)

 Emmanuel Augusto Nery (Rio de Janeiro, 25 de Dezembro de 1892 – 5 de Novembro de 1927) foi um renomado jogador de futebol do inicio do século XX e, que advindo da cisão com o Fluminense em 1911, tornou-se um dos fundadores da modalidade no Mais Querido do Brasil que até então se dedicava apenas ao remo.

 O jogador ou player Nery, começou a carreira de futebolista no Fluminense por volta de 1910, e em 1911, esteve bem próximo da conquista do seu primeiro título carioca, em virtude do abandono do Botafogo da competição naquele ano, e do forte time montado pelo Flu.

 Apesar de o time das Laranjeiras ter consumado a conquista do título, um desentendimento entre Borgerth e a comissão técnica daquele time fez com que nove jogadores, entre eles Nery, migrassem para o Flamengo e implantassem o futebol no clube que até então dedicava-se com afinco ao remo.

 Um dos precursores da modalidade na Gávea, Nery estava em campo na primeira partida de futebol disputada pelo Flamengo, que resultou numa goleada estrondosa sobre o Mangueira, por 16 a 2.

 Nery ainda figurou nas primeiras convocações da então inaugurada Seleção Brasileira de Futebol, bem como disputou a primeira partida da história do selecionado brasileiro contra a equipe inglesa do Exeter City, e dois meses depois em uma disputa com a Argentina, faturou o primeiro título da história do Brasil, a Copa Rocca.

 Em 1919, com 27 anos, uma idade avançada para a época, Nery disputou a última partida como capitão do time Mais Querido Brasil e pendurou as chuteiras, marcando seu nome definitivamente na história do futebol brasileiro.

 

O Imparcial 22-01-1928 (Página 9)

 Sidney Pullen nasceu em 1895, na Inglaterra, e desembarcou no Rio de Janeiro junto com sua família no início do século passado. A família veio para o Rio, pois seu pai, Hugh Pullen, havia sido transferido pela empresa em que trabalhava.

 Ao chegar ao Brasil, Pullen entrou no mundo do futebol e começou a jogar no Paysandu, clube que abrigava muitos ingleses, e por ele Sidney foi campeão carioca pela primeira vez em 1912, quando tinha apenas 17 anos de idade.

 O Paysandu fechou suas portas em 1915 e Sidney veio para o Flamengo. Junto com ele veio seu pai, que pouco tempo depois assumiu a tesouraria do clube. Uma das primeiras medidas de Hugh foi importar o uniforme conhecido como Cobra Coral. 

Até o ano de 1916, o uniforme preto e vermelho era exclusivo do remo do Flamengo, na época o esporte mais popular da cidade, mas de prática acessível apenas à elite. Hugh foi obrigado a extinguir o “cobra-coral”, que remetia às cores da Alemanha, com quem o Brasil havia rompido por causa da guerra.

 Assim a família Pullen passou a ser respeitada no futebol carioca. Foi então que Sidney acabou convidado para representar o Brasil em sua primeira competição internacional, sendo até hoje o único estrangeiro a ter vestido a camisa canarinho. Jogando no meio-campo participou da primeira edição do Campeonato Sul-Americano realizado em Buenos Aires em 1916.

 E Sidney foi o primeiro representante do país a pisar em campo. Trabalhou também como árbitro e apitou Argentina x Chile, jogo que terminou com o placar de 6 a 1 para os argentinos.

 Como jogador, Pullen disputou os três jogos do Brasil que ficou com a terceira colocação na competição após empates por 1 a 1 com Argentina e Chile e derrota por 2 a 1 para o Uruguai que viria a ser o campeão.

 Pelo Flamengo, Sidney teve grande destaque logo em seu primeiro ano, conquistando o Campeonato Carioca de 1915. Em 1916, o jogador foi convocado pelo exército inglês para atuar na 1ª Guerra Mundial, e teve que se afastar do clube. Mas antes de viajar deixou as chuteiras com o jovem “back” jogador do segundo quadro do Flamengo.

 Após voltar da guerra, em 1917, Sidney ainda conquistaria os Campeonatos Cariocas de 1920 e de 1921 pelo Flamengo, sendo, ao lado de Junqueira em 1920 e de Nonô em 1921, um dos grandes destaques do time. Sidney faleceu na década de 50.

 

O Imparcial 18-01-1928 (Página 9)

 Henry Welfare ou Harry Welfare como era conhecido “Tanque” Tricolor, nasceu em Liverpool (ING), no dia 22 de agosto de 1888. O atacante de 1,90m, chegou ao Rio de Janeiro no dia 9 de agosto de 1913 para cumprir um contrato de professor secundário com o Ginásio Anglo-Brasileiro. Logo depois foi levado para o Fluminense. Treinou de centro avante no segundo time e agradou.

 Outro treino e, desta vez no primeiro time. Agradou mais ainda. Daí por diante foi uma verdadeira máquina de fazer gols. Somente no ano seguinte é que surgiu a noticia de que Henry Welfare jogara num time de profissionais da primeira divisão da Inglaterra.

Mesmo jogando no time profissional do Liverpool, Welfare era amador. Defendeu o Fluminense até 1924 que o fez “Sócio Benemérito” em 1920, titulo honroso que lhe deu o direito de ser membro perpétuo do Conselho Deliberativo do clube tricolor. Chegou ao Rio de Janeiro em 1913 para lecionar Geografia e Matemática no Gymnasio Anglo-Americano. Como já havia jogado no Liverpool, fez testes no Fluminense, sendo aprovado e posteriormente conquistando a posição de centroavante titular do Tricolor, neste mesmo ano de 1913. 

Morador do bairro da Gávea, se deslocava de bonde ou a pé por mais de uma hora para treinar e jogar no Fluminense, sendo por isto um grande símbolo da época do amadorismo, onde além de não receberem remuneração pelos seus serviços, os jogadores mostravam imensa paixão pelo esporte e pelos seus clubes, com Welfare sendo um dos jogadores que melhor representaram as primeiras décadas do Fluminense . Era raro o dia que nenhum admirador se oferecia para levar a sua maleta.

 Em 1915 ele chegou a jogar algumas partidas, mas por conta de seu emprego no Gymnasio Anglo-Brasileiro teve de se afastar no clube, em função da distância, retornando para o Fluminense em 1916 após trocar de emprego, tendo ficado afastado dos jogos por conta de uma contusão no joelho, a partir daí, retornando aos gramados em 1917 para ser um dos grandes destaques do tricampeonato tricolor.

 No final do ano de 1915 e início do ano de 1916, fez algumas partidas pelo Flamengo numa excursão ao Norte do Brasil, convidado especial que foi, algo comum naquela época, além de durante a sua carreira ter defendido também a Seleção Carioca de Futebol.

 

O Imparcial 11-01-1928 (Página 9)

 Arthur Friedenreich (São Paulo, 18 de julho de 1892 – São Paulo, 6 de setembro de 1969) foi um futebolista brasileiro. Apelidado “El Tigre” ou “Fried”, foi a primeira grande estrela do futebol brasileiro na época amadora, que durou até 1933.

 Friedenreich participou da excursão do Paulistano pela Europa em 1925 onde disputou dez jogos e voltou invicto. Teve importante participação no campeonato sul-americano de seleções (atual Copa América) de 1919.

Ele marcou o gol da vitória contra os uruguaios na decisão e, ao lado de Neco, foi o artilheiro da competição. Após o feito, suas chuteiras ficaram em exposição na vitrine de uma loja de joias raras no Rio de Janeiro.

 Filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira negra brasileira, Arthur Friedenreich nasceu no bairro da Luz, em São Paulo, e aprendeu a jogar bola com bexiga de boi.

Poucos anos depois de Charles Miller chegar ao país, em 1894, trazendo o futebol como novidade, o Brasil revelou seu primeiro ídolo. Hoje em dia, são poucos aqueles que viram Friedenreich brilhar nas décadas de 1910, 1920 e 1930.

 Ao longo de sua carreira, ele atuou pelo SC Germânia (1909 e 1911); CA Ypiranga (1910, 1913, 1914-15 e 1917); Mackenzie College (1912); SC Americano do Santos (1913); Paulista (1913-14); Payssandu FC-SP (1915-16); CA Paulistano (1916 e 1917-29); CR Flamengo (1917 e 1935); SC Internacional-SP (1929); Atlético Santista (1929); Santos FC (1930 e 1935); São Paulo FC (1930-35) e  Atlético Mineiro (1933).

 

Fonte: Jornal O Imparcial (entre os dias 3 a 22 de janeiro de 1928)

 

Ivagner Ferreira (Vaguinho) nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), no dia 12 de junho de 1924. Iniciou a carreira no futebol muito cedo, e como goleiro, o que aconteceu por bom tempo. Depois, seria um centroavante de muitos gols. Foi reserva de Dias III na seleção do estado capixaba. Começou sua vida esportiva profissional no Flamengo do Rio. De lá para o Madureira, com o qual excursionou a primeira vez pelo estrangeiro, jogando na Colômbia. Passou para o América de Belo Horizonte, sendo depois cedido por empréstimo ao Atlético Mineiro. Com o grande clube de Minas, conquistou legítimas glórias para o futebol brasileiro, sendo que das várias excursões de quadros brasileiros só foi superado pelo Paulistano, em 1926. Nessa época de galo mineiro foi que Vaguinho granjeou mais nome.

Passou depois pela Portuguesa Santista, pelo Palmeiras e por fim chegou à Ferroviária de Araraquara, onde se integrou de maneira brilhante. Pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista, Vaguinho assinalou, em defesa das cores avinhadas, 14 gols no certame de 1952 (já em 53) e 7 no de 1953. Vaguinho defendeu a Ferroviária em 1953 e 1954.

Sua estreia na AFE deu-se no dia 4 de janeiro de 1953, em jogo oficial válido pela Segundona bandeirante, assinalando um dos tentos grenás na vitória por 5 a 0 sobre o Olímpia, na Fonte Luminosa, em jogo arbitrado por José Cortezia. Luiz Rosa (2), Dirceu e Omar completaram o placar. Formação da AFE: Sandro; Sarvas e Espanador; Tiana, Gaspar e Pierre; Omar, Luiz Rosa, Vaguinho, Zé Amaro e Dirceu.

Ferroviária 1953

O último registro que apuramos de Vaguinho defendendo a Ferroviária data de 11.07.1954, um domingo, na Fonte Luminosa, no jogo amistoso entre Ferroviária e Palmeiras, vencido pelo Verdão por 2 a 1, gols de Tec para a AFE e de Manoelito e Elzo para o Palmeiras. João Etzel foi o árbitro e a renda somou Cr$ 61.590,00. Formações: Ferroviária – Basílio; Pierre (Elcias) e Pixo; Dirceu, Gaspar e Henrique (Izan); Afonso (Omar), Tec, Vaguinho, Zé Amaro (Toledinho) e Boquita. Técnico: Armando Renganeschi. Palmeiras – Cavani; Manoelito e Cardoso (Cação); Valdemar Fiúme (Gérsio), Tocafundo e Dema; Ney (Moacir), Moacir (Berto), Mattos, Jair e Elzo.

“Vai, vai… Vaguinho!”

Conforme relata, em crônica, Wilson Silveira Luiz (destaque da mídia esportiva de Araraquara, locutor que narrou número incontável de gols da Ferrinha, hoje assessor de imprensa da Secretaria de Esportes e Lazer de Araraquara e da Fundesport), havia, naquela época (década de 1950), uma senhora, torcedora grená, que ficou na história pelo que proporcionou de inusitado.

Diz Wilson Luiz:

“Nas antigas arquibancadas sociais, havia uma senhora (residia na Rua Três, em frente ao Parque Infantil) que tinha um grito de guerra inconfundível e que ecoava não só pelo estádio, mas nas esquinas, nos bate-papos sobre futebol.

Dentre tantos craques que por aqui passaram, estava o centroavante Vaguinho. Ele em campo era sinônimo de gol. E aquela senhora gritava a todo instante: “Vai, vai… Vaguinho!”. E a torcida acompanhava. E o melhor de tudo: o Vaguinho ia mesmo… e fazia os gols tão aguardados pela exigente, mas feliz torcida da Associação Ferroviária de Esportes.”

Fontes:

O Imparcial, 08.03.1954 (artigo de Jacintho Simões, da Associação dos Cronistas Esportivos de Araraquara-ACEA);
Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira (cópia do Museu do Futebol e Esportes de Araraquara);
Site: www.ferroviariadeararaquara.com.br (coluna Wilson Silveira Luiz)
Texto:  Vicente Henrique Baroffaldi
Edição:  Paulo Luís Micali
Foto: O Imparcial

 

Quem chega à Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, vê, logo na entrada principal, o busto em bronze do maior jogador da Ferroviária de todos os tempos: Olivério Bazzani Filho, o meia-esquerda que detém o primeiro lugar em número de títulos conquistados, jogos disputados e gols assinalados em benefício das cores grenás.

Ainda na entrada da Arena, à esquerda, situa-se o Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, onde se instalou um grande e destacado banner em homenagem ao Rabi, apelido de Bazzani. Nesse banner, lê-se:

“BAZZANI

O maior ídolo da Ferroviária

Olivério Bazzani Filho, o BAZZANI, também era conhecido como “Rabi”, e foi o maior artilheiro da Associação Ferroviária de Esportes, com 244 gols. Atuou em 758 jogos, entre 1954 e 1976.

Jogou também no Corinthians nos anos de 1963 e 1964.

Foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa do time araraquarense e o seu maior detentor de títulos.

Campeão dos acessos de 1955 e 1966, e tri-campeão do Interior em 1967, 1968 e 1969.”

Quando a Ferroviária conseguiu o primeiro acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paulista, o jornal O Imparcial, de Araraquara (edição extra de 16.04.1956) assim se pronunciava sobre um dos heróis da conquista:

Bazani - 1955

“BAZZANI

Meia-esquerda, chegou a ser o ‘homem-gol’ do ataque grená. O ‘rosadinho’, como é conhecido pela torcida, a cada prélio mais se adapta ao trabalho de construir para seus companheiros, num verdadeiro milagre de Capilé (treinador da AFE, Clóvis Van-Dick).

Nome – Olivério Bazzani Filho

Naturalidade – Mirassol, SP

Idade – 20 anos. Nascido a 3 de junho de 1936

Estado civil – Solteiro

Peso – 67 quilos

Altura – 1,72

Clubes – O grande atacante grená iniciou no juvenil do Mirassol, indo mais tarde para o Mogiana, de Campinas. Daí para o Rio Preto E.C., depois no GEMA e finalmente na AFE.

Bazani - Time Juvenil do Mirassol

Títulos – O meia Bazzani possuía até aqui o título de campeão amador pelo GEMA.

Maior emoção – Todos lembramos como foi dramática a partida que a Ferroviária disputou em Ribeirão Preto, contra o Comercial. Já final, o empate de três tentos parecia permanecer quando Bazzani foi chamado para cobrar uma falta da altura da linha média. Bazzani cobrou a infração com um tremendo pelotaço, marcando o gol da vitória, que foi para ele a maior emoção de sua vida esportiva.”

 

BAZZANI EM TRÊS TEMPOS

1-    Estreia em jogos oficiais: Paulista de Araraquara 0 x 3 Ferroviária – 06.02.1955, domingo; Estádio Municipal de Araraquara (SP); Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Árbitro: Abílio Ramos. Gols: Antoninho, Bazzani e Paulinho; Expulsões (Paulista); Rafael e Binho; Paulista: Mingão; Ibaté e Binho; Bruno, Braga e Rafael; Ferraz, Lourenço, Desastre, Gonçalves e Tom Mix; Ferroviária: Fia; Pierre e Ferraciolli; Antoninho, Pixo e Itamar; Paulinho, Tec, Lambari, Jonas e Bazzani. Técnico: Armando Renganeschi. Obs.: Estreia oficial de Bazzani, autor de um dos tentos da Locomotiva.

06.02.1955 -Estreia de Bazzani a AFE venceu o Paulista 3x0, de pé :Fia, Pixo, Pierre, Antoninho, Ferraciolli e Itamar; agachados: Paulinho, Tec, Lambari, Jonas e Bazzani.

2-    Despedida: Ferroviária 0 x 1 Guarani – 28.03.1973, quarta-feira; Fonte Luminosa, Araraquara (SP); Amistoso Estadual. Árbitro: Almir Ricci Peixoto Laguna; Gol: Clayton, 40 do 2º; Ferroviária: Sérgio; Batalhão, Fernando, Ticão e Zé Carlos; Muri e Bazzani (Ademir); Tonho, Mário Augusto, João Marques e Guará (Vagner). Técnico: Carlos Alberto Silva; Guarani: Tobias; Alberto, Amaral, Wilson e Bezerra; Alfredo e Flamarion; Jader, Washington, Clayton e Mingo. Obs.: Despedida de Bazzani, que atuou na Ferroviária de 1954 a 1973, exceto em 1963 e 1964, quando defendeu o Corinthians.

3-    Homenagem: Ferroviária 3 x 0 Corinthians B – 18.04.2007, quarta-feira, 20h30; Fonte Luminosa, Araraquara; Gols: Leandro Donizete, 33 do 1º; Marcelo, 23, e Ramon, 44 do 2º; Ferroviária: Cristiano; Leandro (Augusto), Wesley (André), Mauro (Thiago Costa) e Fernando Luís (Renato Peixe); Vagner (Guilherme Alves), Leônico (Da Silva), Leandro Donizete (Ramon) e Renato (Jaílton); Jó (Bruno Bastelli) e Douglas Richard (Marcelo); Técnico: Edison Só; Corinthians B: Rafael; Lewis, Renato Santos (Henrique); Diego e Vanderson (Renato Ribeiro); Marcelo, Milton, Araújo (Leandro) e Fabrício (Alex); Igor (Robson) e Johny (Alisson); Técnico: Jorge Saram. Obs.: Amistoso estadual entre as duas equipes defendidas pelo Rabi, em sua homenagem, com a inauguração do busto de bronze instalado na entrada do estádio.

Bazani - Gazeta Esportiva Ilustrada

O MAIOR ARTILHEIRO DA FERROVIÁRIA CONTRA OS GRANDES

Bazani com Pelé

Bazzani foi o maior e mais expressivo jogador da história da Ferroviária, justificando plenamente o busto de bronze colocado na entrada da Arena Fonte Luminosa. Não só estabeleceu o mais alto número de jogos em defesa da Ferrinha, como foi o seu artilheiro principal, além de exemplo dentro e fora de campo. Contra Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians, Bazzani também lidera a relação dos goleadores grenás.

Contra o Palmeiras: 1º – Bazzani, 9 gols; 2º – Peixinho, 7; 3º – Tales, 6; 4º – Téia, 4

Contra o Corinthians: 1º – Bazzani, 7 gols; 2º – Peixinho, 5; 3º – Parada e Paulo Bim, 3

Contra o Santos: 1º – Bazzani e Peixinho, 6 gols; 3º – Baiano, Cardoso e Tales, 3

Contra o São Paulo: 1º – Bazzani e Douglas Onça, 5; 3º – Parada e Téia, 4; 5º – Dudu, 3

No cômputo geral contra os grandes paulistas:

1º - Bazzani, 27 gols;

2º – Peixinho, 19 gols

Também em matéria de permanência na agremiação avinhada, Bazzani é imbatível,  pois além de atleta  defendeu a AFE como treinador (em inúmeras oportunidades) e foi também seu funcionário.

Bazani - Como técnico da AFE

Fontes:

Museu do Futebol e Esportes de Araraquara;
O Imparcial (Araraquara);
Tópicos do Passado da AFE (Prof. Antônio Jorge Moreira)
Ferroviária em campo, Vicente Henrique Baroffaldi, Pontes/2010
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição e fotos: Paulo Luís Micali / Divulgação (internet)

 

O Imparcial Esportivo -08/03/1954

Antes de Dudu (Olegário Tolói de Oliveira), a Ferroviária de Araraquara contou com o futebol vistoso, clássico e eficiente de Dirceu, um dos artífices da conquista da Segunda Divisão do certame paulista, versão 1955.

Dirceu - Equipe da AFE 1955

Naquela ocasião, a mídia esportiva traçava este perfil de Dirceu:

Médio direito, a mola propulsora do time grená, fazendo de maneira clássica e bela a ligação da defesa com o ataque. A torcida apelidou-o de “Maravilha Negra” pelo seu excelente controle de bola.

Nome – Dirceu Siqueira

Naturalidade – São Paulo, Capital

Idade – 27 anos. Nascido a 29 de setembro de 1929

Estado civil – Solteiro

Peso – 68 quilos

Altura – 1,75

Clubes – O famoso “Maravilha Negra” iniciou no Mocidade Glicério, da várzea paulistana. Ainda na Capital, Dirceu jogou pelo Iguape, Pelotas, Rádio Panamericana, Boca Juniors, Iuracan. Transferiu-se depois para o quadro amador do Corinthians Paulista de onde foi descoberto pelo Rio Pardo, tornando-se estrela de “primeira grandeza” segundo expressão de Pereira Lima que o trouxe para a Associação Desportiva Araraquara (ADA). Finalmente Dirceu ingressou na Ferroviária, onde atua com enorme desenvoltura, sendo um dos ídolos da torcida grená.

Dirceu - ADA

Títulos – Dirceu foi campeão pelo amador do Corinthians e campeão de série pelo Rio Pardo.

Maior emoção – O grande médio “colored” da Ferroviária tem duas grandes emoções em sua carreira esportiva. A primeira foi no Pacaembu, quando ainda defendia o amador do Corinthians, num lance em cima da risca fatal de seu gol que ele tirou de “bicicleta” empolgando a torcida presente ao jogo. A segunda maior emoção de Dirceu foi descrita por ele próprio: “O gol que fiz contra a Sanjoanense. Roque encobriu espetacularmente o famoso Zé Amaro e, conforme a bola desceu eu chutei para o gol de “sem pulo” marcando um tento sensacional.”

Dirceu - Atlas do México

Dirceu Careca – assim chamado porque jogava com a cabeça raspada – transferiu-se para o México, onde atuou com muito êxito até o encerramento de sua brilhante carreira. Lá seguiu residindo, até que em 1999 veio a falecer, vítima de infarto.

Fontes:
Jornal O Imparcial (Araraquara)
Que fim Levou? Milton Neves (Fotos)
Edição: Paulo Luís Micali

 


Dudu, o volante raçudo, de fibra, “carregador de piano” surgiu como revelação da grande equipe da Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara,em 1959, ano de ouro grená que representou o início de um período glorioso da representação da “Morada do Sol”. Dudu fez parte de um time forte, que passou a ser considerado, pela mídia esportiva, como o sexto grande do futebol paulista.
Olegário Tolói de Oliveira, nascido em Araraquara em 7 de novembro de 1939, recebeu do avô o apelido de Dudu quando ainda era criança.
Nos cinco anos em que Dudu defendeu a AFE, esta viveu realmente uma fase magnífica. Em 1959, alcançou o terceiro lugar no Campeonato Paulista, juntamente com o São Paulo e atrás apenas de Palmeiras e Santos, que disputaram o título em três partidas, num autêntico supercampeonato. Após, de 1960 a 1963, a Ferroviária só obteve excelentes posições no Paulistão.

1960 – 6º lugar; 1961 – 5º lugar; 1962 – 6º lugar; 1963 – 6º lugar.

Não sem razão, a Ferroviária era tida como o sexto clube “grande” de São Paulo, dado que São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians e Portuguesa de Desportos eram os cinco tradicionais “grandes” do futebol bandeirante, como de resto seguem sendo, à exceção, infelizmente, da simpática Portuguesa.
Dudu formou um meio-de-campo de rara competência com o grande Bazzani. Ambos foram artífices de vitórias expressivas, comandando, cadenciando, pelo meio da cancha o futebol aparatoso e de bons resultados da esquadra afeana.
O primeiro registro que temos de Dudu com a camisa da Ferroviária data de 13 de agosto de 1959, quando os grenás atuaram na Fonte Luminosa, contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista. Foi uma quinta-feira à noite, e a vitória sorriu para o time da casa pela contagem mínima. Formação da Ferroviária naquela oportunidade: Rosan; Porunga, Antoninho e Cardarelli; Dirceu e Rodrigues; Baiano, Cardoso, Nei, Dudu e Benny. Técnico: José Guillermo Agnelli.

Em seguida, viriam as seguintes presenças de Dudu no onze afeano:
19.08.1959 – Santos 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista
26.08.1959 – Ferroviária 4 x 2 Taubaté – Campeonato Paulista
30.08.1959 – XV de Jaú 0 x 0 Ferroviária – Campeonato Paulista

Destacamos, como curiosidade, uma formação para cada ano em que Dudu defendeu a Ferroviária de Araraquara:
1959 – Rosan; Porunga, Antoninho e Cardarelli; Dudu e Rodrigues; Baiano,
Cardoso, Nei, Bazzani e Benny
1960 – Rosan; Porunga, Antoninho e Cardarelli; Dirceu e Rodrigues; Faustino, Dudu, Baiano, Bazzani e Benny
1961 – Fia; Ismael, Antoninho e Jurandir; Dudu e Rodrigues; Peixinho, Laerte, Parada, Bazzani e Benny
1962 – Toninho; Geraldo Scalera, Antoninho e Galhardo; Dudu e Rodrigues; Davi, Peixinho, Parada, Bazzani e Benny
1963 – Toninho; Geraldo Scalera, Fogueira e Galhardo; Dudu e Mário; Peixinho, Tales, Lio, Capitão e Ari

Dudu participou, ainda, das duas primeiras excursões da Ferroviária ao exterior, que, somadas, resultaram na seguinte campanha:

Jogos

V

E

D

GP

GC

SG

36

30

2

4

133

25

108

 

Dudu foi também convocado, enquanto defendeu as cores grenás, para defender o Selecionado Paulista, visto que naquela época tínhamos a realização do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Fontes:
Arquivo do Prof. Antônio Jorge Moreira
Arquivo pessoal
Foto de Dudu: A Gazeta Esportiva Ilustrada/1962
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 
almimari

Carlos Alberto Alimari

Contratado junto ao Apucarana, do Paraná, em 1967, Carlos Alberto Alimari participou das campanhas que culminaram com a conquista do Tricampeonato do Interior pela Ferroviária em 1969.

Carlos Alberto - primeiro em pé (esquerda)

Também fez parte da delegação afeana que excursionou pela América Central e Caribe no ano de 1968. Goleiro de porte físico avantajado, Carlos Alberto tinha como principal característica a imponência e a boa colocação diante dos atacantes adversários. No chamado “Paulistinha” de 1971, torneio classificatório para o Campeonato Paulista de 1972, a equipe grená conquistaria a Taça dos Invictos, instituída em 1939, pelo jornalista Thomaz Mazzoni de “A Gazeta Esportiva”. Um dia após a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo, na vizinha Ribeirão Preto, partida correspondente ao terceiro jogo de uma série de 14 jogos sem derrotas, alguns jogadores, entre eles, Carlos Alberto, foram participar de uma pescaria às margens do rio Mogi-Guaçu, para comemorar a conquista do primeiro turno do torneio. Carlos Alberto era o goleiro menos vazado do campeonato, até então. O que realmente aconteceu naquele dia, permanece um mistério até os dias de hoje. O que se sabe é que Carlos Alberto caiu no rio. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, às 23 horas do dia 13 de outubro de 1971, pelo Corpo de Bombeiros, preso a alguns galhos, no fundo do rio. O fato comoveu a cidade. Jogador querido e respeitado, seu velório foi realizado na antiga sede da AFE, na avenida Duque de Caxias, e atraiu milhares de torcedores e admiradores. O sepultamento ocorreu na cidade de São Paulo. O goleiro, que por tantas vezes honrou a camisa grená, deixou a vida prematuramente, para entrar para a história como um dos jogadores mais vitoriosos de toda a trajetória da Ferroviária.

Em Araraquara, Carlos Alberto Alimari virou nome de rua, numa justa homenagem ao correto e competente profissional, falecido tragicamente, no auge da carreira.

Texto de Gustavo Ferreira Luiz, Monitor do Museu do Futebol e Esportes de Araraquara (Arena Fonte Luminosa)
Transcrito da revista e a – esporte araraquara, nº 28, de fevereiro de 2012 (página 18)
Edição: Paulo Luís Micali
Fotos: Sim News, internet e Revista e a – esporte araraquara

 

Carlos Alberto Gonçalves Pereira (Caíco), nascido em 11 de agosto de 1964, foi um lateral direito de muita vitalidade que atuou na década de 1980 e encerrou sua carreira prematuramente (aos 25 anos de idade) em virtude de problemas de saúde e de contusões, que o impediram de ter uma sequência normal de partidas.
Começou jogando no “dente-de-leite” do Comercial do bairro do Carmo, em Araraquara, dirigido por Paulo Gonçalves André, em 1978; no ano seguinte transferiu-se para o Corinthians da Vila Xavier, passando a ter a orientação do técnico Luís Carlos da Silva, o Luizinho, na categoria de juvenis; não demorou muito e voltou a mudar de clube, passando para o Palmeiras E.C. da Vila Xavier, onde respeitou o comando técnico de Paulo Esteves.
Aí surgiu o interesse da Associação Ferroviária de Esportes, que o levou para a Fonte Luminosa com o propósito de ver fortalecida a lateral direita do time que disputaria a Taça São Paulo de juniores.

Integrando a escolinha do Bazzani (Olivério Bazzani Filho, o maior jogador que já defendeu as cores da Ferroviária), Caíco acabou sendo lançado no time principal grená.

De 1985 a 1989, com um intervalo na maior parte do ano de 1988 (quando se transferiu para o Atlético Goianiense), Caíco realizou quase uma centena de jogos em defesa da Ferroviária, assinalando dois gols.
Em seu primeiro ano como profissional, e embora sem a titularidade da lateral direita, Caíco participou da campanha vitoriosa da Ferroviária no Paulistão, em 1985, quando o time chegou às semifinais, disputando o título com São Paulo, Portuguesa de Desportos e Guarani.

Ganhou um apelido bélico, mas que não tinha nada a ver com violência: “Tanque de Guerra” da Fonte Luminosa. Orgulhava-se de ver reconhecido o seu esforço. Seu futebol arrojado ganhou espaço. O lado direito do campo tornava-se pequeno com as investidas fulminantes do atleta vigoroso.
No dia 14 de agosto de 1986, ganhou um Motoradio da equipe de esportes das Rádios Globo/Excelsior, comandada por Osmar Santos, por ter sido escolhido como o melhor em campo no jogo realizado em Araraquara (Ferroviária 0 x 0 São Paulo, pelo Campeonato Paulista).
Na única temporada em que jogou no Atlético Goianiense, Caíco sagrou-se campeão goiano, o mesmo acontecendo com outro grande jogador afeano que em 1988 também se transferiu para Goiás: Douglas Onça.

Caíco voltaria à Ferroviária no mesmo ano, em tempo de disputar o Campeonato Brasileiro da Série C.

O futebol do lateral direito era voluntarioso, de muita raça e determinação. Caíco defendia e atacava, com fôlego privilegiado. Tinha muita velocidade e agia com inteligência. Os técnicos se impressionavam com a sua resistência; infelizmente para o futebol, Caíco não conseguiu manter a regularidade necessária para sustentar a carreira, pelos motivos já expostos. Mas enquanto esteve atuando, encantou a todos com a sua volúpia pelo futebol, o seu determinismo invulgar.

Hoje, feliz na convivência com o grande número de amigos e admiradores que formou no esporte, Caíco reside em Araraquara e trabalha em uma destacada empresa local, acalentando um sonho que o move e que o estimula: publicar um livro contando suas memórias no futebol; quer transmitir sua experiência aos jovens e passar-lhes uma mensagem de determinação e aplicação. Caíco fez tudo com muito amor e desprendimento, daí o seu êxito e o seu inconformismo ao ver, no futebol de hoje, excesso de profissionalismo e falta de garra, de dedicação.

Caico: foto de 2008

Súmulas de alguns jogos disputados por Caíco:

Jogo: Juventus 1 x 1 Ferroviária
Data: 6 de janeiro de 1985
Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi, na rua Javari, em São Paulo (SP)
Finalidade: Taça São Paulo de Futebol (Juniores), 1ª rodada, Grupo “C”
Árbitro: Osvaldo Buontempo
Gols: Marcos, 15’ e Amarildo (pênalti”, 33 do 2º tempo
Juventus: Serjão; Dorval, Paulo Roberto, Amarildo e Mourão; Diogo, Zé Carlos e Rui; Paulinho, Raudinei e Marquinhos (Betinho). Técnico: Borracha
Ferroviária: Narciso; Carlinhos, Dama, Rosa e Pachiega; Donato, Caíco e Marcos; Ruela, Túlio e Toquinho (Chuí). Técnico: Bazzani

Jogo: Jalesense 0 x 1 Ferroviária
Data: 2 de fevereiro de 1986, domingo (tarde)
Local: Jales (SP)
Finalidade: Amistoso
Árbitro: Maurício Oscar Franco Marques
Gol: Caíco, 21’ do 1º tempo (Primeiro gol de Caíco pela Ferroviária)
Jalesense: Mineiro; Nilson Leite, Gardel (Serjão), Ademir e Cerezo; Wilson Luiz, Márcio Ribeiro (Marquinhos) e Vítor; Dejair (Fernando), Toninho (Serginho) e Gardelzinho (João Luiz)
Ferroviária: Washington (Donizetti); Caíco, Mauro Pastor (Edmilson), Marco Antônio e Nonoca (Divino); Orlando, Sídnei e Douglas Onça (Valdir); Zé Roberto, André e Márcio Fernandes (Marcos Ferrugem). Técnico: Bazzani

Jogo: Santos 2 x 1 Ferroviária
Data: 11 de maio de 1986
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Finalidade: Campeonato Paulista, 20ª rodada do 1º turno
Árbitro: Antônio Fonseca Ribeiro
Renda: Cz$ 352.420,00
Público: 15.371 pagantes
Gols: Caíco, 31’ do 1º tempo; Serginho Chulapa, 40’ do 1º e 39’ do 2º
Santos: Evandro; César, Celso, Pedro Paulo e Robson; De Leon, Dunga e Carlos Alberto Borges (Júnior); Paulo Leme, Serginho e Zé Sérgio (Gérson). Técnico: Júlio Espinosa
Ferroviária: Washington; Caíco (Dama), Mauro Pastor, Marco Antônio e Divino; Orlando, Sídnei e Cardim; Donato, Marcos Ferrugem (Ademir) e Márcio Fernandes. Técnico: Bazzani

Jogo: Atlético Goianiense 1 x 0 Goiatuba
Data: (?) 1988
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Finalidade: Campeonato Goiano
Árbitro: Herônimo Alves
Renda: Cz$ 671.400,00
Público: 2.846 pagantes
Gol: Nei, 12’ do 1º tempo
Expulsão: Adílson (Goiatuba), 2º tempo
Atlético: Wlamir; Caíco, Paulo Nelli, Ronaldo e Marcos; Marçal, Valdeir e Ticão (Mendes); Gilson Batata, Nei (Élder) e Jerson. Técnico: Zé Mário
Goiatuba: Célio; Paulo César, Marco Antônio, Jorge Scott e Cláudio; Jaílson, Pitita e Serginho; Adílson, Bill e Henrique (Lenilson). Técnico: Eulálio Roberto

Jogo: Atlético Goianiense 2 x 0 Itumbiara
Data: (?) 1988
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Finalidade: Campeonato Goiano
Árbitro: Manoel Leal
Renda: Cz$ 578.300,00
Público: 2.446
Gols: Ticão (pênalti, 21’ do 1º; e Jerson
Atlético: Wlamir; Caíco (escolhido o melhor em campo), Ronaldo, Paulo Nelli e Marcos; Marçal, Ticão e Valdeir; Gilson, Nei (William) e Jerson (Douglas Onça)
Itumbiara: Aranha; Robô, Hermínio, Maninho e Pedrinho; Luiz Renato, Ronis (Carlos Alberto) e Aílton Rocha; Paulo César, Roberto e Jonson (Biro-Biro)

Fontes:
Site oficial da Ferroviária: ferroviariasa.com.br (Matéria de Marcelo Inaco Cirino e Tetê Viviani)
CD disponibilizado por Caíco, com fotos e recortes de jornais não identificados
Arquivo pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

O GRANDE TÉIA

Nascido em Regente Feijó-SP, em 29.04.1944, Antônio  Zelenkov Silvestre, o TÉIA, teve como primeiro clube a Epitaciana, de  Presidente Epitácio. Antes de ingressar na Ferroviária, defendeu a Bancária de Fernandópolis.

Téia na festa do bicampeonato do interior recebe a faixa e posa com médio volante Bebeto (1968) Fotos: Geraldo Cesarino

 

Um destacado banner no Museu do Futebol e Esportes de Araraquara exibe uma foto do artilheiro, que atuou na Ferroviária de 1965 a  1968.

 

Ao lado da foto, lê-se:

“TÉIA

Artilheiro do Campeonato Paulista de
1968

Antônio Zelenkov, o Téia, atuou em 100
jogos pela Associação Ferroviária de Esportes, nos anos de 1965 a 1968.
Eficiente nas bolas aéreas, Téia teve papel fundamental nas conquistas da
Primeira Divisão de 1966 e do Bicampeonato do Interior em 1967 e 1968.

Com a camisa grená, Téia marcou 61 gols.
Seu grande feito ocorreu no campeonato paulista de 1968, quando superou o rei
Pelé na artilharia do campeonato paulista com 20 gols marcados. Foi o
artilheiro máximo da competição naquele ano.”

 

1968: A primeira vez, desde a criação da Federação Paulista  de Futebol, que o artilheiro não foi de um clube da capital ou do Santos.

OS 20 GOLS DO ARTILHEIRO DO CAMPEONATO PAULISTA DE 1968, TÉIA

1.AFE 2 x 0 Portuguesa Santista, em 28.01.68, aos 22’ do 1º tempo;

2.Guarani 1 x 1 AFE, em 31.01.68, aos 20’do 2º tempo;

3.São Paulo 1 x 2 AFE, em 04.02.68, aos 27’ do 2º tempo;

4.Palmeiras 2 x 1 AFE, em 14.02.68, aos 44’ do 2º tempo;

5.AFE 1 x 4 Santos, em 03.03.68, aos 2’ do 1º tempo;

6.Comercial 1 x 1 AFE, em 10.03.68, aos 37’ do 1º tempo;

7.AFE 1 x 2 XV de Piracicaba, em 20.03.68, aos 3’ do 1º tempo;

8 e 9. AFE 2 x 0 Juventus, em 03.04.68, aos 20’ e 22’ do 2º tempo;

10. XV de Piracicaba 2 x 3 AFE, em 13.04.68, aos 25’ do 2º tempo;

11. Portuguesa Santista 2 x 1 AFE, em 25.04.68, aos 29’ do 1º tempo;

12. AFE 2 x 0 Guarani, em 05.05.68, aos 13’ do 2º tempo;

13. AFE 3 x 0 Comercial, em 08.05.68, aos 4’ do 1º tempo;

14. AFE 3 x 1 São Paulo, em 19.05.68, aos 30” de jogo;

15. São Bento 2 x 2 AFE, em 22.05.68, aos 19’ do 2º tempo;

16. AFE 2 x 1 Portuguesa de Desportos, em 26.05.68, aos 34’ do 2º;

17 e 18.  AFE 3 x 0 Palmeiras, em 29.05.68, aos 18’ e aos 24’ do 1º tempo;

19. Corinthians 1 x 4 AFe, em 01.06.68, aos 2’ do 2º tempo; e

20. AFE 2 x 1 América, em 05.06.68, aos 14’ do 1º tempo

 

Téia recebe cartão de Prata alusivo à conquista da artilharia do campeonato paulista de 1968 - Foto: Geraldo Cesarino

 

Para se  ter uma idéia da importância dos gols de Téia, eis a campanha da Ferroviária no  Campeonato Paulista de 1968:

J

V

E

D

GP

GC

SG

PG

PP

26

11

8

7

42

31

11

30

22

 

Dos 42  gols assinalados pela Ferroviária, 20 foram de autoria de Téia, o artilheiro  maior do campeonato. Quase a metade deles.

 

Primeiros colocados do Campeonato Paulista de 1968:

1º -  Santos (campeão), 45 p.g.;

2º -  Corinthians, 32;

3º -  Ferroviária, 30

A  Ferroviária sagrou-se, em 1968, bicampeã do Interior.

 

NO SÃO PAULO

Esse  desempenho extraordinário de Zelenkov chamou a atenção da diretoria do São  Paulo FC, que sem perda de tempo tratou de contratar o centroavante artilheiro.

Em 1969,  foram 33 jogos realizados e 15 gols marcados. Caindo de produção, foi ofuscado  com a chegada de Toninho Guerreiro.

Téia no SPFC (1969)

No tricolor, o atacante atuou 60 vezes, com 32 vitórias, 12 empates e 16 derrotas.  Assinalou 19 gols.

FONTES:

Museu do Futebol e Esportes de Araraquara
A Gazeta Esportiva
Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, Editora Abril
O Caminho da Bola, de Rubens Ribeiro
Arquivo Pessoal
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

 

Após arrancar um empate heróico na última quarta-feira (29/02/12), contra o Vasco da Gama (2 a 2), em São Januário, na estréia da Taça Rio, a diretoria do Bonsucesso Futebol Clube apresentou na tarde desta sexta-feira (02/03/12) mais um reforço para a seqüência do Campeonato Carioca-2012.

Curiosamente, o novo reforço é um velho conhecido da torcida vascaína: trata-se do lateral-direito, Thiago Maciel, de 29 anos, que estava no Ypiranga-RS.

Com passagens por vários clubes do futebol Brasileiro, Thiago Maciel, chega para disputar posição na lateral. A regularização do atleta já está sendo realizada pelo departamento técnico do clube, a estreia do lateral, deverá ocorrer no próximo domingo (04/03/12), contra o Bangu no Estádio Giulitte Coutinho, no Distrito de Edson Passos, em Mesquita (Baixada Fluminense do Rio).

Natural de Santana do Livramento (RS), Thiago Maciel Santiago, de 29 anos, estava no Ypiranga-RS e teve passagem marcante pelo Vasco da Gama entre 2003 e 2005. 

O treinador Marcão comemora a chegada de mais um reforço “O Thiago Maciel conhece muito bem a posição, é um atleta de impacto, ele com certeza virá para somar, acredito muito no seu potencial’’ disse Marcão.

FICHA-TÉCNICA:

Nome completo: Thiago Maciel Santiago
Apelido: Thiago Maciel
Nascimento: 07/08/1982
Naturalidade: Santana do Livramento-RS
Posição: Lateral-direito
Clubes: Vasco da Gama, Alania (Rússia), Ipatinga-MG, Macaé Esporte-RJ, Juventude-RS, Duque de Caxias-RJ, Volta Redonda-RJ, Guarani-SP e Ypiranga-RS.

Foto: André Luiz Queiroz/ Ascom Bonsucesso

 

 

Após campanha ruim na Taça Guanabara (prmeiro turno do Campeonato Carioca-2012), quando conseguiu uma vitória em sete jogos, o Olaria Atlético Clube se movimenta para fazer bonito na Taça Rio (segundo turno). Para isso, o clube acertou a contratação do atacante paraguaio Cristhian Ovelar, 27 anos, ex- Santiago Morning, do Chile.

Cristhian Ovelar

O jogador está liberado e começará no banco na partida contra o Vasco, neste sábado (03/03/12), no Estádio Proletário Guilherme da Silveira, Moça Bonita, em Bangu (Zona Oeste do Rio) válida pela segunda rodada da Taça Rio.

Natural de Ciudad Del Leste, no Paraguai, Ovelar tem 1,85m e jogará centralizado, esperando para empurrar a bola para dentro do gol. “Sou um jogador de área, bom no jogo aéreo. É uma grande experiência para minha carreira e espero aproveitar ao máximo a oportunidade de jogar no Brasil. Terei a chance de entrar e ajudar minha equipe a conseguir a vitória contra o Vasco”, avaliou Cristhian Ovelar.

Apesar de ter chegado recentemente, Ovelar garante que vai lutar por um lugar no time e quer ajudar na campanha deste segundo turno. “Estou trabalhando muito para conseguir meu lugar no time”, concluiu Cristhian Ovelar.

Foto: Jornal dos Sports

 

O centroavante participou no total de 221 jogos e marcou 93 gols pelo Alvinegro

 O ex-jogador do Figueirense, Albeneir, completa hoje, sexta, 9, 54 anos. Albeneir trouxe muitas alegrias para os torcedores do Figueirense na década de 1980 e início de 1990, seu último retorno ao clube.

O centroavante participou no total de 221 jogos e marcou 93 gols pelo Figueirense, que este ano o homenageou como ídolo eterno, na estréia da série de camisas comemorativas que leva o nome e assinatura de atletas que fizeram história no Clube.

Albeneir é o terceiro maior artilheiro do alvinegro catarinense, ficando atrás somente de Calico e Fernandes.

 

Durval Junqueira Machado, mais conhecido como Junqueira, foi um atacante do Flamengo que brilhou na década de 20. Nascido em 12 de junho de 1900 na cidade de Uberaba (MG), fazia parte do grupo de jovens que, em 1917, fundou o Uberaba Sport Club, equipe pela qual jogou por quase dois anos. Em 30 de março de 1919 fez seu ultimo jogo pelo Uberaba, marcando três gols na goleada de 5×0 sobre o arquirival de então, o Red and White Association.

Transferiu-se para o Flamengo, onde formou uma grande dupla com o artilheiro grandalhão Nonô. Fez o seu 1° jogo no dia 13/07/1919 (Flamengo 2 x 1 América-RJ). Pela equipe carioca disputou, no total, 103 partidas e anotou 82 gols, em sete temporadas. Ainda em 1920 foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Pelo Brasil atuou em quarto partidas mas não marcou gols. Participou do Campeonato Sul Americano de 1920 e 1922, sagrando-se campeão em 1922. Em 1925, emprestado pelo Flamengo, participou da vitoriosa excursão do Paulistano à Europa, quando os multicampeões paulistas foram aclamados como “Os reis do futebol”.

Formado em Medicina, na década de 30 radicou-se em Orlândia, pequena cidade do interior paulista, próxima a Ribeirão Preto, onde mantinha consultório em sua residência, na Rua 6. Casou-se com a Sra. Antonieta Carvalho Junqueira Machado.

 

Títulos pelo Flamengo:

  • 1919 - Campeão do Torneio Triangular do Rio de Janeiro (Troféu América Fabril).
  • 1920 - Campeão Carioca, Campeão do Torneio Início e da Taça Sport Club Mackenzie.
  • 1921 - Campeão Carioca e da Taça Ypiranga.
  • 1922 - Campeão do Torneio Início e do Torneio América Fabril.
  • 1923 - Campeão do Torneio América Fabril, Troféu Carioca Football Club e do Troféu Petropolitano.
  • 1925 - Campeão Carioca,  Troféu Torre Sport Club, Troféu Agência Hudson, Troféu Jornal do Commércio de Pernambuco e do Troféu Sérgio de Loreto.

 

Fontes:

 
   Demitido ás vésperas da Copa do Mundo de 1970, o técnico e jornalista, João Saldanha, denunciou os subterrâneos da Seleção num desabafo a Revista Placar de março de 1970.
Um dia o doutor Antonio do Passo apareceu na minha casa e medula espinhal convidou para ser o treinador da Seleção Brasileira. Não falou em contrato, em dinheiro, em nada. Só perguntou se eu queria ser o treinador da Seleção. Eu disse a ele:
- Isso é uma sondagem ou um convite ?
- É um convite.
- Topo.
Eu disse á imprensa que já tinha sido convidado três vezes. Mentira: fui convidado cinco vezes, em 1958, 1966, 1967, 1968 e 1969. Aceitei porque achava que daria uma dimensão maior á luta que sempre travei na imprensa. Topei sabendo que ia brigar contra á inveja, a calúnia, a perfídia. Sabia que ia medula espinhal aborrecer muito. Que ia lutar contra tudo.
Fomos para as Eliminatórias. Ganhamos.Tive problemas sérios. Nenhum dentro do campo. Problemas de campo eram difíceis: nosso time era bom, e os nossos adversários não eram muitos bons. Fomos para a Colômbia em cima da hora. Não dava para formar um time. Preferi a base do Santos. Fui criticado, massacrado. Todos diziam que o Santos estava podre. Mas foi o Santos e mais três jogasdores que vencemos a Inglaterra, campeã do mundo. Com o Santos e mais três ou quatro, classificamos o Brasil para as finais da Copa, em que eu espero tenhamos mais sorte.
Houve inveja, ciúmes, calúnia. Todos os dias, dirigentes diziam; “Ponha a imprensa daqui pra fora”. Eu dizia não. O diálogo com a imprensa é importante porque, mesmo que mintam, que deturpem, nós estaremos colocando nosso país mais em cima, mais alto. Num programa de televisão em Hamburgo, Alemanha Ocidental, o entrevistador perguntou:
- O que o senhor acha da matança de índios no Brasil ?
Eu respondi:
- Nosso país tem 470 anos de história. Nesses 470 anos foram mortos menos índios do que dez minutos de guerra provocada por vocês. Os selvagens são vocês.
A televisão saiu do ar, o apresentador não falou mais comigo.
Quando entrei na Seleção, não medula espinhal fizeram injunções.Todos os brasileiros têm o seu time, eu tinha o meu, como brasileiro. Escalei o meu time. Então sofri as maiores injunções que jamais alguma pessoa possa ter sofrido. Mas meu time era o meu time. Fui para as Eliminatórias, lutei. Entre os 16 países classificados para a Copa, o Brasil foi o que conseguiu a classificação mais brilhante, mais elogiada pela imprensa estrangeira.
Eu sabia que a Seleção estava desmoralizada. O maracanã não enchia nem contra a Seleção da Fifa, nem contra a Argentina. O povo não acreditava mais. Eu achava que devia promover o nosso futebol. Provocar, chamar a atenção pra cima da gente, pra cima de mim se fosse preciso. Fui por aí, enfrentando as paradas. De repente surgiu uma crise. Se me perguntarem hoje porque fui demitido, palavra de honra, juro pela Teresa e pelas crianças que não sei. Porque não medula espinhal deram nenhuma explicação, tentaram fazer com que eu pedisse demissão. Disseram que a Comissão Técnica estava dissolvida. Eu respondi:
- Não sou sorte para ser dissolvido.
Que quer dizer dissolvido ? Demitido ?
- Está demitido.
- Até logo, boa noite, vou para casa dormir.
E não há ninguém que tire a tranqüilidade do meu sono. Por que aconteceu isso ? Não sei bem. Vou tentar adivinhar. Vou desenrolar uma série de casos estarrecedores que acontecem na Seleção.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Edvaldo dos Santos, nascido em São Francisco do Conde/Bahia, no dia 07/07/1949, é conhecido no mundo do futebol como Baiaco. De origem humilde veio fazer um teste no Esporte Clube Bahia no ano de 1967 ao lado do amigo Caetano, ao qual vinha bastante recomendado por se tratar de ser a estrela da Seleção da Cidade de São Francisco do Conde.

Bem ao que se sabe Caetano não emplacou, mas Baiaco de jeito simples e calado chamou a atenção dos dirigentes pela forte marcação e fôlego de gato, terminou ficando ali nascia uma união de 13 longos anos e muitos títulos. Em pouco tempo ele estava lá envergando o manto azul, vermelho e branco e logo caiu no gosto da torcida pelo seu futebol aguerrido, vibrante e incansável.

Baiaco não era nenhum craque, seus passes não eram lá muitos bons, sua técnica limitada mais a raça encarnada superava tudo, marcou e anulou grandes craques do futebol brasileiro como: Ademir da Guia, Tostão, Rivelino, Gerson, Dirceu Lopes e até o Rei Pelé sofria diante aquele carrapato, em 1988 em uma entrevista Pelé disse que Baiaco e o italiano Trapattoni foram os seus melhores marcadores ao do também ex-tricolor campeão brasileiro em 1959, Vicente Arenari que depois veio a jogar pelo Palmeiras. Chegou a ser lembrado para a Seleção para a Copa de 1974, recebeu propostas do Cruzeiro, Vasco da Gama, Botafogo/RJ que levou Perivaldo em 1976. O Flamengo também tentou e terminou levando Dendê e Merica, Baiaco tinha uma relação de amor eterno com o Bahia e ele nunca saiu, pouco sofria contusões apesar de lutar em campo como se luta por um prato de comida, nesses 13 anos defendendo o Bahia fez pouco mais de 13 gols o mais importante deles na virada sobre o Leônico que deu o hexacampeonato ao tricolor de aço.

O nosso grande Edvaldo dos Santos também se notabilizou por ser também o grande campeão da Fonte Nova, palco maior de suas grandes atuações, ninguém foi tantas vezes campeão no Estádio Otávio Mangabeira, campeão baiano em 1967, 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978 e 1979, e do Torneio Inicio de 1979, apenas em 1970 o campeonato foi jogado no Campo da Graça devido a ampliação da Fonte Nova.

Baiaco marcando Zico

Ao lado de Douglas, foi o único atleta a participar de toda a campanha da conquista do inédito Heptacampeonato Estadual (1973 – 1979). Também foi campeão do Torneio Luiz Viana Filho na Reinauguração da Fonte Nova em 1971.

Baiaco em ação contra o Fluminense do Rio em 1977 e ao lado de Elizeu com o qual formou um dos meios-campos magistrais do Bahia e Newton Mota.

Recentemente em uma pesquisa Baiaco foi eleito como o maior volante de todos os tempos do Bahia, eu que vi além dele, vi Paulo Martins, Paulo Rodrigues, Helinho e Lima que tinha um estilo parecido com o de Baiaco, votei nele e em Douglas e Bobô, em outra pesquisa feita pela revista Placar em 1982, Baiaco aparece com expressa votação de torcedores e jornalista esportivos.

Baiaco e suas faixas.Baiaco e suas faixas de campeão.

Dizem muitas coisas feitas de forma errada e abusiva até pelas direções do Bahia, na hora da renovação de contrato de Baiaco, ele não ganhou dinheiro com o futebol, jogou mais pelo amor ao esporte e ao Bahia, dizem que Sapatão e Douglas passaram ajuda-lo nas renovações não se sabem ao certo se é verídico. Defendeu o Bahia até o ano de 1980 quando deixou o clube aos 34 anos de idade e um ano depois encerrou a carreira defendendo o Leônico.

Fontes: Textos Galdino Silva

Fotos : Fotoblog do BahÊÊÊÁ

Pesquisa: Livro Esporte Clube da Felicidade de Nestor M. Jr.

 

A saudosa Fonte Nova além de ter sido o palco de grandes craques do futebol brasileiro e internacional, foi também o cenário para alguns jogadores de pouca qualidade técnica , e que lá tiveram o seu dia de glória.

Sei que desde a sua fundação o Estádio Otávio Mangabeira viu muito destes atletas esforçados e que nem se eram notados pela mídia e pelos torcedores, tive a lembrança do campeonato baiano de 1983, onde houve já na segunda rodada uma grata surpresa, na derrota do Bahia para o Fluminense de Feira por 1 a 0 o atacante Magno fez a festa na Fonte Nova, com uma atuação vibrante de um jovem cheio de força de vontade marcar o gol da vitória do Touro do Sertão e que poder ser o surgimento de uma nova promessa do futebol baiano, mero engano, Magno sumiu depois deste jogo, o gol marcado na Fonte Nova neste dia, foi seu único tento no campeonato. Outro que neste campeonato marcou seu nome na velha Fonte foi o centroavante Laranjeira do Itabuna Esporte Clube, alto e esquio e brigador dentro da área e trombador  mais sem técnica, fez seu nome nas semi finais do segundo turno, quando foi o responsável pelos gols que eliminaram o Bahia quando o time grapíuna bateu em Itabuna por 1 a 0 e na volta na Fonte Nova pelo mesmo escore com os dois gols dele, depois disto Laranjeira que tinha feio apenas dois gols na competição, ganhou fama nos gols do Fantástico e ficou só nisto, sumiu ninguém mais viu.

IEC 1983

Itabuna Esporte Clube 1983. Jogo pela campeonato Baiano contra o Vitória em Itabuna. Placar 1 x 1. Em pé: Antonio Carlos (Preparador Físico), Dermeval Costa (médico), Celso, William, Paulo César, Tarantine, Veludo, Da Costa, Miltinho Simões (técnico), Adonias Braga (Supervisor), Hélio Lima (diretor). Agachados: Napaiêta (roupeiro), Tonhão, Laranjeiras, Nei, Zé Mário Mendonça e Mario Sérgio.

Quem também chegou a ter uma reaparição no cenário futebolístico baiano foi o avante Pita, revelado pela Redenção em 1979 e que teve um bom destaque no Vitória até o meado de 1980 e que foi negociado com o futebol árabe, Pita que foi herói de uma virada rubro-negra em um BA – Vi no campeonato brasileiro de 79 quando o Vitória ainda sentia o peso da derrota para o Bahia no baianão daquele ano, voltava ao futebol baiano defendendo o Botafogo local, foram 5 gols a maioria no primeiro turno quando ajudou o seu time a decidir o turno com o Bahia.

IEC 1985

Adilton Cai N´Água o primeiro agachado com a bola na mãos, nos bons tempos que infernizava a vida dos laterais.

Já em 1985, o Vitória vinha tentando conquistar o campeonato baiano e dar fim na nova serie de conquistas do Bahia, montou um timaço comandados por Ricky, Heider, Bigu, Lulinha e veterano Jesum, estava invicto durante todo o primeiro turno, em dois jogos seguidos na Fonte Nova, duas derrotas com dois protagonistas que ganharam fama em apenas um jogo, Adilton Cai N´Água, ponteiro direito do Itabuna fez chover na noite de 30/10/1985 usou e abusou da zaga do Vitória, fez seu nome em cima do veterano Jorge Valença e marcou os dois gols da vitória itabunense por 2 a 0 por causa deste jogo foi contratado pelo Bahia para a temporada de 1986, porém uma lesão o prejudicou e ele sumiu do mundo da bola. No dia 02/11/1985 foi a vez de Adailton ou ponteiro direito que atuava pelo Leônico, fazer seu jogo da vida na Fonte Nova, a vitória por 1 a 0 e uma atuação de gala, valeu a sua contratação pelo próprio Vitória onde jamais chegou a uma titularidade.

Fontes: Textos Galdino Silva

Fotos : Arquivo Papo de Bola

Pesquisa: RSSSF Brasil e Site do Leônico


 

Bairro ludovicense do Tamancão, 10 de Junho de 1956; nascia ali um dos personagens mais emblemáticos do futebol maranhense, talvez o mais amado e odiado ao mesmo tempo de todos os craques que aqui foram revelados, o saudoso Reginaldo Castro, o eterno Bimbinha! Gênio com a bola nos pés, o endiabrado ponta esquerda talvez não tivesse noção de que suas características físicas e futebolísticas singulares iriam marcar para sempre a sua trajetória dentro e fora das 4 linhas, dentro e fora do seu Estado de origem.

Ainda moleque, Bimbinha sempre ia observar os irmãos bons de bola Reinaldo e Egui nas disputadas peladas do Tamancão, em São Luís. Um dia, Egui não pode comparecer a um dos compromissos do clube amador Atlântico, do qual fazia parte. Na calor do momento, restou ao treinador completar o quadro com um pirralho que viera “vestido de jogador” ao lado dos irmãos, para quebrar um galho. Rapidamente todos notaram que aquele guri era muito mais talentoso do que o irmão titular; não seria fácil retirá-lo agora da equipe que acabara de integrar…

Mas foi defendendo a camisa do Pedrinhas (provavelmente um time interno do famoso presídio da Zona Rural de São Luís), contra o Onze Irmãos (clube de presidiários), que o gigante apareceu de vez para o futebol maranhense. Bimbinha fez e aconteceu neste jogo. Diante de tal feito, o diretor do presídio José Carlos Viana Mendes, que também era dirigente do Maranhão Atlético Clube, proferiu ao nosso ídolo as imperativas palavras: “Moleque, você só vai sair daqui do presídio se der bode!”

O que ele quis dizer, na verdade, era que Bimbinha estava, a partir de então, intimado a vestir a camisa do Maranhão, o famoso Bode Gregório. O garoto, afim de sair daquela “saia justa”, topou na hora. Mas, acostumado a driblar a tudo e a todos, terminou indo jogar mesmo entre os juvenis do Sampaio Corrêa. E não tardou a ocupar o posto de titular da ponta esquerda no time principal.

Com estratosféricos 153 cm de altura e 51 kg no auge da carreira, Bimbinha várias vezes calçou as emblemáticas chuteiras Bubble Gummers nº 34, com as quais entortava quaisquer lateral mais desavisado. Diretamente proporcional ao seu tamanho era também o seu salário, muitas vezes não condizente com o seu talento nato. Era o menor jogador do futebol mundial em atividade na época, e talvez até hoje ninguém tenha batido este curioso recorde.

A verdade é que nunca ninguém o viu jogar mal; ou atuava de forma regular ou brilhantemente, jamais de forma medíocre! Era uma atração à parte nas disputas e clássicos futebolísticos maranhenses ganhando as mais diversas alcunhas a cada apresentação. Era tanto talento que irritava qualquer adversário! “Alegria do Povo“, “Xodó da Vovó” ou  “Pequeno Prodígio“, Reginaldo era assim. Amado e odiado. Respeitado e difamado. Mortal dentro da área, Bimbinha lembra que, nos seus aproximados 250 gols durante a carreira, uma pessoa muito especial teve grande participação; seu falecido amigo e ídolo do Sampaio Campeão Brasileiro de 1972, o saudoso Djalma Campos, um genial armador maranhense.

Foi Djalma que, em 1975, viu Bimbinha fazer desgraça numa pelada na salina do Tamancão e decidiu levá-lo, a todo custo, para defender o tricolor de São Pantaleão. Deu certo, e muito certo!

Houve um jogo contra o Corinthians-SP onde Bimbinha fez uma jogada antológica depois de um drible tão esdrúxulo quanto inesperado. Depois de passar por outros jogadores da defesa corintiana, Bimbinha deu um “drible da vaca” passando por debaixo das pernas do zagueiro Zé Maria! Até hoje essa jogada ecoa na lembrança dos torcedores mais saudosos da capital maranhense, registrada, inclusive, em foto raríssima…Bimbinha era a arma secreta para irritar também outros times que vinham do Sul e Sudeste do país enfrentar o Sampaio Corrêa. Era a cura pra todos os males da apaixonada torcida boliviana!

Infelizmente, quase no fim de sua carreira, Bimbinha foi obrigado a sair do Sampaio por questões trabalhistas; haviam explorado o craque durante anos a fio, deixando-o muito magoado. Foi atuar no arqui-rival Moto Clube, onde viveu ainda efêmeros dias de glória. Jogou também no Expressinho, Tupan e no futebol do Pará.

Tentou a carreira política, com grandes chances de ser eleito vereador de São Luís em 1988, mas foi convencido por um cartola boliviano, que também estava na disputa, a deixar a idéia de lado, visto que a Nação ficaria dividida, arriscando não eleger ninguém ligado ao seu clube de coração.

Pai de Régis e Silvano, Bimbinha tem por ídolos Zico e Roberto Dinamite, outros entortadores natos. Anos atrás, com a perda do emprego, passou por inúmeras dificuldades financeiras e ganhava a vida com as cotas das peladas e Campeonatos de Masters pelo time de veteranos do Sampaio.

Atualmente está bem. Pobre mas bem. Simpático e acessível, sempre é visto nos principais eventos relacionados ao futebol maranhense e será homenageado nesta Sexta-feira, dia 3 de Dezembro, pela torcida organizada do Sampaio Corrêa, a Tubarões da Fiel, por tudo aquilo que já fez pelo clube e pelo futebol do Estado.

Parabéns gigante Bimbinha! Continue sempre driblando as dificuldades da vida com um grande sorriso no rosto…

BÔNUS (Bimbinha atuando na Final do Maranhense de 1982):

http://www.youtube.com/watch?v=2-VljtIYRoY

FONTE:

http://candangol.blogspot.com/2010/04/bimbinha-o-entortador-do-maranhao_08.html

 


A semana foi toda dedicada aos 70 anos de Pelé, merecidamente. Passou longe a lembrança de que, na última quinta-feira, Garrincha (foto) completaria 77 anos de idade. O anjo de pernas tortas foi tanto quanto Pelé, e esta é uma discussão eterna. Um jogador excepcional e, já na época, chamado fora de série. Encantou o mundo com seus dribles. Depois do título em 1958, na Suécia, comandou o bi no Chile.

 

Washington César Santos,  foi descoberto pelo saudoso Aymoré Moreira que no final de 1979 resolveu ir até a cidade de Valença no zona sul da Bahia para ver um atacante alto, magro e meio desengoçado que desandava a fazer gols no campeonato municipal daquele anopela seleção da sua cidade natal. No inicio de 1980 Washington desembarcava em Salvador para defender o Galicia que se preparava para o campeonato baiano daquele ano, Aymoré ex-técnico campeão mundial em 1962 com a Seleção Brasileira afirmava que logo logo aquele gigante de 1,88 explodiria no futebol brasileiro, suas boas atuações pelo time da colônia espanhola em 80 e 81 chamaram a atenção do Corinthians ao termino do brasileirão, não deu e nem teve muita sorte no Timão e seguiu para o Operário/MS e depois Internacional/RS onde viria conhecer o seu parceiro ideal Assis e juntos rumarm para o Furação em 1982.

Com sua altura fez valer no jogo aéreo. Mas, ao contrário de muitos atacantes altos, Washington também tinha extrema categoria e era isso que o diferenciava dos demais. À primeira vista podia parecer um pouco desengonçado, mas com a bola rolando, era um craque. Foi para o Atlético juntamente com o Assis, em uma negociação que envolveu a ida do lateral Augusto para o Internacional. No rubro-negro, a parceria Washington e Assis marcou época e foi idolatrada por uma geração.

Na partida final do Campeonato Paranaense de 1982, contra o Colorado, Washington marcou duas vezes e seu segundo gol foi uma pintura. Após jogada de Ariovaldo pela direita, Ivair deu um toque de calcanhar para Washington, que, com toda a calma que lhe era peculiar, deu um toque sutil, seco e certeiro no canto do goleiro Joel Mendes, decretando o 4 a 1 e o título rubro-negro. Foi o artilheiro do Paranaense, com 23 gols, quebrando um jejum de dez anos sem que o Atlético tivesse um goleador do Estadual.

No ano seguinte, Washington voltou a brilhar e foi artilheiro do Atlético na fantástica campanha do Brasileirão, quando o Furacão, por apenas um gol de diferença, foi eliminado pelo poderoso Flamengo, que viria a sagrar-se campeão naquele ano.

Depois disso, Washington e Assis ainda brilharam com a mesma intensidade no Fluminense, sendo tricampeões estaduais de 1983 a 1985 e campeões brasileiros em 1984 pela equipe das Laranjeiras.

Já veterano, Washington ainda jogou pelo Atlético em 1991 e fez um gol na Vila Capanema, contra os donos da casa e que deu a condição do Atlético disputar o título até a última rodada contra o Paraná Clube.

Nome: Washington César Santos.

Nascimento: Valença (BA), 03.01.1960.

Clubes: Galícia, Corinthians, Operário-MS, Internacional, Atlético, Fluminense, Guarani, Botafogo, União São João, Desportiva, Santa Cruz, Filgueiras, Fortaleza, Foz do Iguaçu e Seleção Brasileira.

Gols pelo Atlético: 41 gols.

Atualmente, sofre de grave doença degenerativa – esclerose lateral amitrofica (ELA), mesma doença que afeta o mais conhecido e famoso físico e cosmólogo da atualidade, Stephen Hawking. Há, por parte da torcida tricolor carioca a solidariedade e o interesse em prestar todo o apoio ao ídolo; já por parte do rubro negro paranaense, existe o apoio financeiro ao tratamento e a intenção do desenvolver alguma campanha de marketing para ajudar ainda mais o ex-atacante atleticano.

Oséas Reis dos Santos, começou a jogar futebol nas areias das praias de Salvador. Não foi preciso muito tempo para que olheiros percebessem o seu talento e o levassem para um clube profissional. O primeiro a contar com os gols de Oséas foi o Galícia, onde o atacante ficou um curto período, rumando para o Maruinense. Na equipe sergipana, adotou o visual que o tornaria famoso nacionalmente anos mais tarde: copiando um zagueiro do time, passou a cultivar cachinhos, depois de uma temporada em Sergipe retornou ao Galicia. Mas foi seu futebol que chamou a atenção de empresários espanhóis, que o viram jogar numa excursão do time baiano á Espanha em 1991 e assim Oséas ao lado de Gildo volante e Robson meia foram contratados para defender o Pontevedra time da terceira divisão espanhola.

Aos 22 anos, rumou para a Espanha. No Pontevedra, conquistou seu primeiro título, a terceira divisão espanhola. Antes de chegar ao Atlético, ele ainda teve uma pequena passagem pelo Uberlândia, e foi lá que dirigentes atleticanos descobriram seu futebol. Antonio Carletto Sobrinho e José Carlos Farinhaque participaram da negociação, que contou com total aprovação de Borba Filho, ex-técnico atleticano e que havia trabalhado com Oséas.

Técnico e veloz, além de excelente cabeceador, Oséas desembarcou na antiga Baixada em agosto de 1995. Ainda muito tímido, apresentava-se como “Oseinha da Bahia”, causando desconfiança nos torcedores. Porém, não tardou muito a mostrar suas qualidades. Quando Paulo Rink foi efetivado no time titular, durante o Campeonato Brasileiro da Série B, encontrou seu parceiro ideal. Apesar de serem de origens distintas, os dois formaram uma dupla perfeita. Eram dois atacantes altos, fortes e habilidosos e que ainda por cima sabiam fazer gols. Aquele time resgatou o orgulho atleticano e Oséas e Rink foram projetados a ídolos de uma nação. De quebra, Oséas foi ainda o artilheiro da Série B, com 14 gols, e foi decisivo para a conquista do título. Sua relação com a torcida foi tão boa que a diretoria do clube chegou a lançar um boné que tinha os famosos “cachinhos” de Oséas, o “Gullit da Baixada”.

Após o campeonato, Oséas e Paulo Rink tornaram-se os jogadores mais visados do Atlético. Porém, o presidente Mário Celso Petraglia fez jogo duro e se recusou a negociá-los tão cedo. A atitude mostrou-se acertada quando, em 1996, Oséas fez um brilhante Campeonato Brasileiro. Seus gols e atuações lhe valeram a convocação para três amistosos da Seleção Brasileira. Depois de alguns anos, o Atlético cedia novamente um jogador para a Seleção.

No ano seguinte, Oséas foi negociado com o Palmeiras por uma quantia jamais vista no futebol paranaense até então. Foi lá que o atacante conquistou seus maiores títulos, a Copa do Brasil de 1998 e a Taça Libertadores de 1999.

Ficha do Jogador:

Nome: Oséas Reis dos Santos.

Nascimento: Salvador (BA), 14.05.1971.

Clubes: Galícia, Maruinense, Pontevedra, Uberlândia, Atlético, Palmeiras, Cruzeiro, Santos, Vissel Kobe, Internacional, Albirex Niigata, Brasiliense e Seleção Brasileira.

No Atlético: 1995 a 1997. Campeão brasileiro da Série B em 1995.

Gols pelo Atlético : 54 gols

Fontes: Pesquisa Site Futebol 80 e furação.com

 

Lara não pôde participar do segundo Jantar Farroupilha. Estava muito feliz pelo título do Grêmio, mas ao mesmo tempo sentia fortes dores no peito. Então foi levado ao Hospital Beneficência Portuguesa. Infelizmente, um pouco mais de um mês depois, mais precisamente no dia 6 de novembro de 1935, o coração do lendário goleiro parou de bater. Porto Alegre chorou, e a comoção era presente tanto nos gremistas, quanto nos colorados. A capital parou para ver o seu enterro.Sem Lara, o Grêmio perdeu o Campeonato Estadual daquele ano, para o 9º Regimento de Pelotas, que passou a ser chamar Farroupilha, exatamente por ganhar o título no centenário da Guerra Farroupilha.Mas Lara, o maior goleiro da história do Grêmio, se eternizou, e através de seus feitos, tornou-se uma lenda. Mais tarde, Lara seria homenageado pelo hino do Grêmio, composto do Lupicínio Rodrigues:

 

Alcino Neves dos Santos Filho, este é o nome do maior ídolo da história do clube do Remo. Nascido dia 24 de março de 1951, o atacante que jogou quatro vezes a primeira divisão do campeonato brasileiro pelo Remo fez história vestindo a camisa azulina.
Ele começou a jogar futebol no Madureira(RJ), só que lá não conseguiu demonstrar um futebol sequer razoável. Os motivos da contratação dele pelo Remo são desconhecidos, pois para que um atacante grandalhão, desengonçado e sem um histórico de conquistas e boas atuações ia ser contratado? Chegou sob desconfiança aos olhares de diretores e torcedores, mas em pouco tempo conquistou a confiança de todos com sua irreverência.
Dizem os antigos que Alcino, que tinha um fusca, subia a rampa do Baenão em plena madrugada, ligava os refletores, acordava um dos companheiros de equipe ou o da comissão técnica e pedia para que ficassem jogando a bola para ele cabecear, chutar e treinar fundamentos.
Alcino era um grande fã de John Travolta, um certo dia amanheceu dançando na boate Papa Jimmy, famosa em Belém nos anos 70, às vésperas de um jogo. Chegou ao estádio acabado, pediu para dormir um pouco e acabou saindo “no braço” com o técnico azulino Paulo Amaral, o seu algoz com quem mantinha uma relação de amor e ódio. Apesar do “arranca-rabo”, entrou em campo e marcou dois gols, só para depois comemorar a vitória abraçado com Amaral como se nada tivesse acontecido.
Era comum o atleta desaparecer em dias de jogos do Remo. Uma certa vez em pernambuco, antes da partida entre Remo e Náutico, Alcino sumiu. O jogo iniciaria às 16:00, eram 14:00 e ninguém sabia o paradeiro do atleta. Membros da diretoria saíram à procura do jogador, que foi achado em um bar, embreagado. Chegou no estádio dos Aflitos, tomou uma boa ducha e entrou no segundo tempo.
Acreditem se quiser, marcou dois gols e deu a vitória ao Clube do remo de virada, 2 x 1.
Mais uma história do centroavante é que, durante um jogo com o Paysandu, após driblar dois zagueiros e o goleiro, sentou na bola À dois palmos da linha do gol antes de fazer balançar as redes do time adversário. Terminou expulso, mas provavelmente contente pela vitória dos azulinos por dois a zero em cima do time bicolor e por ter acrescentado mais um fato pitoresco à sua lenda pessoal.
Sempre que o Remo ia jogar no Rio de Janeiro o Alcino ou ficava doente ou dava um jeito de não ir. Depois foi descoberto que era porque, na juventude, ele havia participado de um assalto na capital carioca e contra ele tinha um mandado de prisão. Morria de medo de ser reconhecido.
Quando jogava no Rio Negro, de Manaus, roubou o ônibus do time e saiu dirigindo pela cidade com a equipe toda dentro do veículo. Terminou atropelando um rapaz que estava atravessando a rua, por isso chamado de Negão Motora.
Além de suas histórias, alcino tem números também impressionantes. Pelo Remo marcou 33 gols em 79 jogos, média de quase meio gol por jogo. números do campeonato brasileiro da Série A.
Ainda pela primeira divisão nacional, foram mais 75 jogos com 29 gols marcados, somando jogos pelo Grêmio(RS), Portuguesa(SP), Bangu(RJ), Atlético(GO) e Rio Negro(AM).
 

Lev Ivanowicz Yashin, também conhecido como Aranha Negra (na América do Sul) ou Pantera Negra (na Europa), devido ao uniforme escuro que usava, nasceu em 2 de outubro de 1929, em Moscou. Morreu em 21 de março 1990, de complicações decorrentes de uma cirurgia.
Fez suas primeiras defesas jogando hockey sobre gelo na equipe de fábrica de ferramentas onde trabalhava e aos 14 anos decidiu atuar como goleiro de futebol. Gostou da posição e passou a jogar futebol em 1949, no Dinamo de Moscou. Sete anos depois conquistou a medalha de ouro olímpica com a seleção da União Soviética.
Yashin defendeu o Dínamo de Moscou por toda a sua carreira de 22 anos. Conquistou cinco campeonatos soviéticos (1954, 1955, 1957, 1959 e 1963) e três copas da URSS (1953, 1967 e 1970). Pela seleção soviética, disputou quatro Copas do Mundo: Suécia, em 1958, Chile, em 1962, Inglaterra, em 1966, e México, em 1970. A última, no entanto, ele só fez parte do elenco, uma vez que não participou de nenhum jogo. Conquistou também a medalha olímpica em elbourne (1956) e a Eurocopa em 1960.É o único goleiro europeu da história que ostenta a Bola de Ouro, obtida em 1963, graças, em grande parte, a sua especialidade nos pênaltis.
Disputou um total de 812 jogos na carreira, 326 na liga soviética pelo Dinamo e 78 pela seleção nacional. Desse total, ficou sem tomar gols em 270 jogos.
Em 1968 foi condecorado com a Ordem de Lênin por sua vitoriosa carreira de grande esportista soviético.
Deixou os campos em 1971, passando a exercer a atividade de treinador de equipes juvenis e professor de Educação Física.
Em 1986 perdeu uma perna por causa de uma lesão no joelho. Faleceu no dia 21 de março de 1990, em Moscou, por causa de um câncer no estômago. No estádio Central Luzhniki colocou-se uma estátua em sua homenagem.
Em 1975, foi eleito o atleta russo do século, e em 1998, em uma eleição realizada pela Fifa, Yashin foi escolhido o goleiro do século 20.
Lev Yashin será sempre lembrado por especialistas na posição como o jogador que mais revolucionou a forma com que os goleiros jogam. No decorrer dos anos muitos goleiros tentaram copiar seu estilo mas nenhum deles igualou os feitos do Aranha Negra. Foram 270 jogos sem levar gol e 150 pênaltis defendidos. Lev Yashin é considerado como o melhor goleiro da história das Copas do Mundo. Por isso o Troféu FIFA para o melhor goleiro em um toneio da Copa do Mundo, introduzido em 1994, tem seu nome em honra às suas grandes defesas.
A frieza de Yashin no gol se manteve intacta durante toda sua carreira – talvez graças a ritual pouco comum a que ele se submetia antes de grandes partidas. Nessas ocasiões, o goleiro sempre fumava um cigarro e tomava uma bebida forte.
A importância do futebol para o “Aranha Negra” ficou clara em uma referência que fez a uma das maiores conquistas da história da humanidade.
“A alegria de ver Yuri Gagarin no espaço só é superada pela alegria de uma boa defesa de um pênalti”, disse.

 

Em 1954 chega ao Esporte Clube Bahia, um jovem de jeito mirrado e sorridente de peito estufado e pernas arqueadas, saltitante logo no primeiro teste foi aprovado pela maneira agressiva de partir para cima da zaga adversária com seus dribles feito um açougue voraz. Após o teste ele compareceu a sala da diretoria para preencher sua ficha e ao dizer que morava em Itapuã que na época era muito distante do centro de Salvador e ser uma colônia de pesca, quase que o clube perderia um dos seus maiores ídolos da sua história pelo motivo da distância e o transporte não ser fácil naquele tempo. Armindo Avelino de Santana nascido 10 de novembro de 1938 aos 16 anos passou a fazer parte do Bahia filho de pescador e uma lavadeira de roupas do Abaeté Biriba já acompanhava o pai nas pescarias diarias, Entrou para a história como um dos maiores pontas do Bahia em todos os tempos. Preferia jogar na direita, mas aceitou mudar de lado para formar uma dupla infernal com Marito dono da camisa 7 do Tricolor de Aço, nesse inicio Biriba apenas treinava em dias alternados três anos depois em 1957 ele assume a ponta direita no quadro de aspirantes, nesse mesmo ano o time principal do Bahia parti para a Europa para sua primeira excursão ao velho continente em meio ao Campeonato Baiano o jovem time passou a disputar o certame e foi vencendo os jogos e encantando a torcida, ao lado de Bombeiro e Careca que foram campeões da Taça Brasil em 1959 ao seu lado e de outros jovens bons valores como Marivaldo, Aduce, Ruy Tanus e Naninha, Biriba se destacava mais e caia de vez nas graças do público, naquela mesma temporada o Benfica em excursão pelo Brasil faz uma amistoso na Fonte Nova contra o time aspirante do Bahia que passou a ser conhecido como “ A JUVENTUDE TRANSVIADA” por ter os jovens arrebentando como no filme estrelado por James Dean, o Bahia não teve dó e enfiou 4 a 1 nos encarnados de Lisboa e com gol de Biriba claro um dos seus 113 gols pelo tricolor.

biriba 1959

Biriba último agachado com a bola, primeiro jogo contra o Santos em 1959.

Em 20 de julho de 1958, conseguiu a vaga no time principal com atuação de gala num Bavi. Fez um gol e deu passe para o outro gol, de Hamilton, após driblar meio time do Vitória. Caiu nas graças da torcida.

O marco da trajetória de Biriba pelo Esquadrão foi o ano de 1959, quando o clube conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro. O ponta fez gols decisivos, como o que garantiu a classificação para as semifinais, contra o Sport/PE, e o de empate na final, contra o Santos de Pelé, na Vila Belmiro. O Tricolor acabaria vencendo aquele jogo.por 3 a 2.Em 14 anos de clube ele venceu os campeonatos baiano de 1958,1959,1960, 1961,1962 e 1967 a Taça Brasil de 1959, o Norte-Nordeste de 1958, 1960 e 1962, fez parte do quadro que foi a segunda excursão do Bahia a Europa em 1960, onde deixou muito gringo com dores no nervo ciático, e jogou duas Libertadores. Biriba transformava os laterais direitos em peixes que caiam nas iscas das suas pernas arqueadas e eram fisgados com facilidade e na sua rede caiam gols e muitos gols, ainda em 1959 o Palmeiras fez um amistoso contra o Bahia devido a transferência do atacante Alencar do Tricolor para o time paulista e Djalma Santos campeão do mundo em 58 sentiu a dureza de marcar Biriba e abusou de jogadas violenta na maioria das vezes para parar o ponta tricolor.

Ainda pela Taça Brasil de 1959 nas semifinais contra o Vasco nas três partidas o lateral vascaíno Paulinho de Almeida ex-treinador, se viu doido para marcar Biriba, disse ele anos depois quando veio comandar o Bahia em 1985: “ Biriba deitou e rolou em cima de mim nas três partidas eu e Coronel sofremos com Biriba e Marito que hora trocavam de pontas e o inferno continuava, na maioria das vezes usei de falta violentas para brecar os moleques atrevidos, foi um dos maiores pontas que tive de marcar”.Biriba era o ponta pescador que com duas pernas multiplicava os dribles em cima de seus marcadores. Biriba não é um dos maiores ídolos da torcida tricolor apenas pela alta técnica e dribles desconcertantes, mas também pela raça. Era um incansável em campo. O que representa bem o espírito de Biriba é o fato de ter jogado com a cabeça enfaixada nas semifinais do Brasileiro de 1959, contra o próprio Vasco.Está presente no time do Bahia de todos os tempos, ao lado de Douglas, Beijoca, Carlitos, Léo Briglia, Mario e Marito.

biriba

 

 

 

Biriba e seu jeito de menino quieto somente até a bola rolar.

Faleceu no dia 25 de outubro de 2006, aos 68 anos, no hospital Jaar Andrade, no bairro de Cajazeiras, em Salvador , após sofrer quatro paradas cardíacas, foi sepultado no bairro onde nasceu Itapuã, local onde jamais deixou de morar mesmo depois de tantas glórias, Biriba era o responsável pelo Estádio Municipal de Itapuã, onde treinava garotos e batia seus babás no finais de semana, ele foi o percussor de uma dísnatia  de pontas canhotos magistrais como Canhoteiro, Marquinhos, Jesum, Gilson Gênio, Sandro e Marquinhos que jogou aqui de 87 a 90 e foi campeão brasileiro de 1988 e parecia muito com Biriba no jeito de jogar com dribles e arrancadas certeiras rumo ao gol.

Biriba o pescador de laterais ídolo eterno da torcida do Bahia.

Textos: Galdino Silva

Pesquisa: Livro Esporte Clube da Felicidade 70 anos de Glória de Nestor Mendes Junior.

Fotos: Arquivo Galdino Silva

 

 A cena ocorrida no venerável Estádio de Wembley perante 100 mil torcedores, entre os quais a Rainha Elizabeth II, continua tão viva como naquela tarde cinzenta de 30 de julho de 1966. Booby Moore, o capitão da Inglaterra, ergueu para a multidão a Taça Jules Rimet, no ato final de uma conquista sem precedentes. Ele pouco sorriu. Com o semblante sempre sério e com os olhos azuis fixo no troféu de ouro, se viu engolfado pelos abraços dos companheiros.
Onze anos depois, quando Booby Moore saiu de campo pela última vez para entrar nas páginas dos livros da história do futebol, encerrava-se a mais lendária e esplendida época até hoje vivida na Inglaterra. Ele estabeleceu um recorde até agora insuperado de 108 partidas pela seleção inglesa.

Fonte: revista Placar

 

O jovem atacante Dener era uma das maiores promessas do futebol brasileiro em 19 de abril de 1994, quando seu carro bateu em uma árvore na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O então jogador do Vasco morreu sufocado pelo cinto de segurança, aos 23 anos. Quinze anos depois, a Portuguesa relembra a morte de uma de suas maiores revelações.Dener começou no futebol em 1982, quando integrou as categorias de base da Portuguesa. Tinha 11 anos e ficaria no Canindé até os 15, quando parou para trabalhar e ajudar a família. Em 1988, o atacante fez nova tentativa ao integrar o plantel juvenil do São Paulo, mas acabou frustrado e preferiu retornar ao clube rubro-verde.Foi promovido pelo técnico Antonio Lopes, mas seguiu atuando pelos juniores. Em 1991, comandou o time na conquista da Copa São Paulo de Futebol Junior, sendo eleito o melhor jogador do elenco. No mesmo ano, teve sua primeira chance na seleção brasileira, impulsionado por seus dribles rápidos e pelas jogadas desconcertantes – entre eles, o gol antológico marcado contra a Inter de Limeira, pelo Campeonato Paulista.Pela Portuguesa, fez 141 jogos, vencendo 47 vezes, empatando 51 e perdendo 43, com 24 gols anotados. Passou seis meses emprestado ao Grêmio antes de se transferir ao Vasco. Estava indo para um treinamento na manhã em que bateu o carro na capital fluminense.Após sua morte, a família do jogador se envolveu em batalha judicial para receber indenização do Vasco: o clube não havia feito seguro do jogador. Como não era casa oficialmente com Dener, a esposa Luciana Gabino ainda precisou de 13 anos para entrar em acordo com o clube cruzmaltino, firmado em 2007.

 

Sua morte dramática foi inacrediável.Um jovem de 34 anos morto tragicamente.

A sua morte prematura encerra um ciclo no futebol brasileiro.A geração de ouro cresceu na sua época.Éneas tinha uma torcida própria,que eram os trocedores de todos os outros times.

Todo torcedor no seu íntimo sonhava em ser uma gênio da bola como Éneas.Querido por todos,ele era uma éspecie de aglutinador de todas as torcidas.

A Portuguesa de Desportos representava uma nave espacial dourada que fazia com que todos os apaixonados por futebol imaginassem que Éneas,um dia, jogaria por seus times.Era bom pensa niosso,todos sonhavam junto por Éneas.

Sua morte deixou um vazio e uma cratera no sentimento do povo.

Éneas sofreu um gravíssimo acidente na Avenida Cruzeiro do Sul no dia 22 de agosto de 1988.

O seu carro,um Monza,se chocou contra a traseira de uma carreta Scania.

Éneas sofreu traumatismo cranioencefálico e ferimentos em várias partes do corpo,Ficou na UTI em estado de como durante 15 dias,obteve um ligeira melhora,mas não resitiu.Depois de quatro meses lutanato e sofrendo para recuperar os movimentos,a memória e a fala,faleceu no dia 27 de dezembro de 1988 de boncopneumonia e luxação cervical.

Éneas foi sepultado no cemitério da Quarta Parada.

Perdeu-se o homem bom,caronhoso,amigo de todos,digno e brincalhão,deixando sua filha Renata do primeiro casamento e Rodrigo,filho do segundo casamento.

Fonte:livro Rei Éneas,um gênio esquecido

 

Com pernas tortas que impressionaram dona Leonor, a parteira, nasceu no dia 28 de outubro de 1933, na rua do Chiqueiro, em Pau Grande, município de Magé, Rio de Janeiro, o quinto filho do pernambucano Amaro Francisco dos Santos, guarda da Companhia América Fabril, e de Maria Carolina. Batizado Manuel dos Santos. O menino, bisneto de índios fulniôs, cresceu solto, andando descalço pelo mato, montando cavalo em pêlo e nadando no rio Inhomirim. Pau Grande era um lugar sustentado pela América Fabril e abençoada pela natureza, onde o menino, mesmo pobre, podia ter uma infância de sonho.
O pai Amaro era um homem simples, mas extravagante. Duas maiores paixões eram mulher e bebida. Além dos nove filhos de seu casamento, estima-se que ele era pai de, no mínimo, 25 crianças na região. Mulheres solteiras ou casadas, jovens ou idosas, nada escapava da volúpia do seu Amaro. Que, certamente, passou essas duas paixões para seu filho Garrincha.
Garrincha é o nome que, no Nordeste, se dá à cambaxirra, pequeno pássaro marron que canta bonito, mas não se adapta ao cativeiro. Quem deu este apelido ao menino que aos quatro anos, já vivia andando sozinho pelo mato, foi sua irmã mais velha e madrinha de batismo, Rosa. As matas de Paulo Grande eram povoadas de garrinchas, para alegria de Manuel, cuja maior diversão era matar passarinhos.
Nas peladas, porém, é que demonstrava toda sua habilidade de driblador incorrigível. Ganhou sua primeira bola, de Rosa, no aniversário de sete anos, depois de ter jogado com bola de meia e fabricado uma com bexiga de cabrito. Na mesma época calçou sapatos pela primeira vez, para fazer a primeira comunhão. Abandonou a escola no terceiro ano primário, depois de ter aprendido a ler com dona Santinha. sua rigorosa professora do segundo ano na Escola Santana.
Aos 14 anos o moleque começou a trabalhar na América Fabril. Começou como varredor, passou a carregador de equipamento, mas nunca chegou a ser um bom funcionário. Faltava muito, chegava atrasado e tinha o hábito de dormir nas caixas de algodão.
O primeiro teste de Garrincha em um time grande aconteceu em 1950 quando ele foi levado ao Vasco da Gama por um diretor da América Fabril. Ele tinha 17 anos. Mas, esta já é outra história.

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