Nome: Antônio Carlos Alves da Silva
Nascimento: 26/09/1937 – Lençóis (BA)
Posição: Meia
Período em que jogou: 1956/60 Mixto; 1960 Atlético; 1961 Mixto; 1962 Corumbaense; 1963 Mixto; 1963/64 Operário; 1964 Mixto; 1964/65 Bandeirante (SP); 1965 Mixto; 1967/69 Operário; 1970 Palmeiras

Considerado por muitos como um dos jogadores mais habilidosos da história do futebol cuiabano, Poxoréu iniciou a carreira no Mixto em 1956. Em 1959 foi campeão cuiabano pelo alvinegro, sendo um dos grandes destaques da equipe. Em 1960 foi transferido para o Atlético Matogrossense mas logo voltou para o Mixto. Teve rápida passagem pelo Corumbaense. Em 1963 teve a primeira passagem pelo Operário de Várzea Grande. No ano seguinte, novamente o Mixto, antes de ir para São Paulo jogar no Bandeirante de Birigui. No final de 1965 Poxoréu voltou para o Mixto a tempo de enfrentar o Flamengo do Rio de Janeiro, no jogo das faixas. Em 1967 o Professor foi lecionar no Operário e ajudou a equipe se tornar o primeiro campeão do profissionalismo de Mato Grosso. Encerrou a carreira em 1970, no Palmeiras do Porto. Poxoréu nasceu na cidade de Lençóis, na Bahia, e ainda quando criança veio com a família para Mato Grosso, morar na cidade de Poxoréu. Algum tempo depois veio para Cuiabá e morou na 24 de outubro. O pessoal começou a chamá-lo de Poxoréu e o apelido pegou. Quanto a ser chamado de Professor Poxoréu, quem começou a chamá-lo assim foi o Ranulfo porque Poxoréu tratava o presidente de professor. No início dos anos 60, num jogo amistoso entre Mixto x Marítimos, Poxoréu pegou a bola e começou a “tentear” com a cabeça e parou a mesma na nuca, os jogadores adversários ficaram parados assistindo o ato e batendo palmas. Durante toda a carreira Poxoréu não ganhou muitos títulos de campeão, mas ganhou muitos amigos e era idolatrado por todos os torcedores, mesmo que de times adversários. 

 

 

 

Fonte: Glauco Marcelo/Dona Arlinda (Esposa de Poxoréu)/ Manoel de Aquino Filho (Lito)/ Arquivo Pessoal


 
Nome: Domingos de Mattos
Nascimento: 07/06/1921 – Cuiabá-MT – 13/08/2006
Posição: Meia
Período em que jogou: 1938 Comércio; 1941 Dom Bosco; 1941/51 Mixto

Mingote foi um excelente meia que desfilou seu talento na década de 1940. Começou no Comércio em 1938 e teve rápida passagem pelo Dom Bosco. Em 1941 foi para o Mixto, onde jogou até encerrar a carreira, em 1951. No ano de 1950 casou-se com Dona Adélia Maiolino e depois que parou de jogar formou-se em contabilidade, exercendo de forma brilhante seu papel de contador. Foi cinco vezes campeão Cuiabano pelo Mixto (1945/47/48/49/51). Era presença certa nas convocações para a Seleção Cuiabana.

 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Nome: Benedito Nascimento Nascimento: 06/09/1916 – Cuiabá – 27/12/1985 Posição: Zagueiro Período em que jogou: 1936/37 Tipográfica; 1938/44 Dom Bosco; 1945 Motorista (Corumbá) 1945/56 MixtoChupapalha foi um dos grandes zagueiros das décadas de 1940 e 1950. Começou na extinta equipe do Tipográfica e logo foi para o Dom Bosco, onde permaneceu por sete anos. Em 1945 foi para o Mixto para fazer história como um dos jogadores com mais títulos pelo alvinegro (1947/48/49/51/52/53/54). Encerrou a carreira em 1956, com direito a jogo de despedida. Após ter parado de jogar, Chupapalha tornou-se árbitro por muitos anos.
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Nelson Roberto Vasques
Nascimento: 13/03/1952 – Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Zagueiro
Período em que jogou: 1969/70 Flamengo; 1970/71 Botafogo; 1971 Carlos Renaux; 1972 Olaria (RJ); 1972/73 Pinheiros (PR); 1973/74 Palmeiras; 1974/78 Mixto; 1977 Operário (MS); 1978/79 Juventus (SP); 1979 Dom Bosco; 1980/81 Juventus (SP); 1982/83 Comercial (MS); 1983 Corinthians (Presidente Prudente); 1983 Anapolina (GO); 1984 Douradense (MS)

Nelson Vasques, um dos maiores zagueiros da história do futebol de Mato Grosso. Começou nas categorias de base do Flamengo do Rio em 1969. No ano seguinte foi para o Botafogo. Em 1971 foi contratado pelo Carlos Renaux (SC). Em 1972 foi para o Olaria (RJ). Jogou também no extinto Pinheiros (Hoje Paraná Clube). Em 1973 veio para Cuiabá, jogar no Palmeiras do Porto. Foi para o Mixto em 1974 e pelo alvinegro jogou até 1978, com mais de 100 partidas com a camisa do clube. Nelson Vasques foi campeão do Torneio Centro Oeste de 1976 pelo Mixto (primeiro título de nível Nacional de um time de Mato Grosso). Em 1977 foi emprestado ao Operário de Campo Grande para disputar o Brasileiro daquele ano. Fez parte da equipe que terminou em terceiro lugar (a melhor campanha de um time de Mato Grosso no Campeonato Brasileiro da Série A). Ainda quando estava no time de Campo Grande, atraiu a atenção de dirigentes do Internacional de Porto Alegre mas uma contusão impediu que a negociação fosse concretizada. Em 1979, depois de ter passado pelo Juventus de São Paulo, jogou pelo Dom Bosco. Em 1982 foi para o Comercial de Campo Grande, sendo campeão sul-matogrossense. Jogou também no Corinthians de Presidente Prudente e no Anapolina (GO). Seu último clube foi o Douradense (MS), onde encerrou a carreira em 1984. No ano seguinte Nelson Vasques virou treinador e seu primeiro time foi o Ubiratan, onde treinou a equipe de juniores. Depois disso treinou várias equipes e hoje dedica-se a treinar as categorias de base.

 

Fonte: Arquivo de Nelson Vasques

 
Nome: João Salgado Bianchi
Nascimento: 01/12/1934 – Cuiabá-MT
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1953 Mixto; 1953/56 Atlético; 1957/64 Mixto; 1964 Postal; 1964/65 Dom Bosco; 1965 Bandeirantes (Poxoréu)

Bianchi foi um dos primeiros grandes goleadores da história do nosso futebol. Começou a carreira em 1953, nos aspirantes do Mixto, indo em seguida para o Atlético Matogrossense. Pela equipe do galo cuiabano começou a mostrar seu faro de gol e se tornou o artilheiro do campeonato de 1955, com 11 gols. Conquistou dois títulos cuiabanos pelo Atlético (1955/56) Em 1957 foi para o Mixto e se tornou o vice-artilheiro da copetição, com 10 gols. No ano seguinte Bianchi foi o artilheiro mixtense com 17 gols, ficando atrás de Luiz Toucinho, do Atlético (27) e Fião, do Dom Bosco (26). Em 1959, no Mixto, teve o melhor ano de sua carreira, sendo campeão invicto e artilheiro com 30 gols. Até hoje nenhum jogador fez mais gols em um único campeonato. Possuidor de um chute fortíssimo, Bianchi era garantia de gols e muitas vezes fez mais de três numa mesma partida. Em apenas dois anos pelo Mixto (1958 e 1959) fez 56 gols. Conquistou também os campeonatos cuiabanos de 1961 e 1962.

 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Adenir Moreira do Nascimento
Nascimento: 11/11/1949 – Alto Araguaia (MT)
Posição: Ponta Esquerda
Período em que jogou: 1966 Alto Araguaia; 1967/69 Operário; 1970 São Cristóvão; 1971/81 Operário; 1978 Mixto

Odenir, ponte esquerda que desfilou por mais de uma década pelo Estádio Presidente Dutra. Considerado até hoje um dos maiores jogadores da história do Operário Varzeagrandense. Começou a carreira no Alto Araguaia de sua cidade natal, em 1966. No ano seguinte foi para o chicote, onde se tornou bicampeão (1967/68). Em 1970, ano em que a equipe de Várzea Grande licenciou-se das competições, Odenir foi jogar no São Cristóvão. No ano de 1971 voltou para o tricolor para ficar mais 10 anos, quando encerrou a carreira. Foram mais dois títulos (1972/73). Em 1978 esteve emprestado ao Mixto para a disputa do Campeonato Brasileiro. Este deixou saudades na torcida do Operário e também daqueles que apreciam um bom futebol. Era carinhosamente chamado de “Upa Neguinho”.

 

 

 

Fonte: Arquivo Pessoal

 
Nome: Aristides Raimundo da Silva
Nascimento: 31/08/1940 – Cuiabá (MT)
Posição: Ponta-direita
Período em que jogou: 1956 Cruzeiro; 1957/58 Atlético; 1960/65 Dom Bosco; 1965/66 Palmeiras

Aristides jogou entre as décadas de 1950 e 1960. Começou no Cruzeiro em 1956. No ano seguinte foi para o Atlético Matogrossense e por lá ficou por duas temporadas, ganhando o Campeonato Cuiabano de 1957. Em 1959 Aristides venceu a Preliminar da Corrida de São Silvestre e foi representar Mato Grosso na famosa corrida de rua de São Paulo. Em 1960 foi para o Dom Bosco onde jogou até 1965, em seguida jogou no Palmeiras e em 1966 encerrou a carreira. Pelo azulão foi campeão Cuiabano de 1963.

 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Melquiades de Arruda
Nascimento: 08/07/1944 – Cuiabá (MT)
Posição: Goleiro
Período em que jogou: 1964 Campinas; 1965/66 Atlético; 1967/69 Boa Vista 1970/71 São Cristóvão; 1972 Comercial (Poconé); 1973/74 Palmeiras

Bicarau foi goleiro nas décadas de 1960 e 1970. Destacou-se pelas equipes por onde passou e conquistava as pessoas pela sua simpatia. Grande pegador de pênaltis. Começou no Campinas em 1964. No ano seguinte foi para o Atlético Mato-grossense, onde jogou por dois anos. Em 1967 foi para a equipe do Boa Vista, equipe que dava trabalho aos grandes de Cuiabá. Passou depois por São Cristóvão, Comercial de Poconé e Palmeiras do Porto, onde encerrou a carreira em 1974.

 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Rubens Thommen
Nascimento: 12/10/1926 – Cuiabá (MT)
Posição: Meia esquerda
Período em que jogou:1947/49 Dom Bosco; 1949/56 Atlético
Rubens Thommen jogou nas décadas de 1940 e 1950. Começou no Dom Bosco em 1947, jogando na meia esquerda. Em 1949 foi para o Atlético Matogrossense e no galo cuiabano ficou até encerrar a carreira em 1956. Foi bicampeão cuiabano de 1955/56. Integrou várias vezes a Seleção Cuiabana, sendo campeão estadual em 1949. Foi um dos melhores jogadores de sua época.

 

 

Fonte: Arquivo de Rubens Mauro Thommen (Filho)

 

 

POR: Douglas Nascimento

Dizem que no futebol a posição mais ingrata é a de goleiro. Defender as metas de um time pode ser tão delicado quanto lidar com taxas de juros do banco central, qualquer descuido pode ser catastrófico. E ser goleiro significa ser um jogador de dois extremos. Uma sequência de defesas espetaculares pode fazer deste um herói, por outro lado se falhar feio uma única vez, cai em desgraça.

 

 

Tuffy (de branco) como goleiro da Seleção Paulista (clique para ampliar).

Tuffy (de branco) como goleiro da Seleção Paulista (clique para ampliar).

 

 

Esta tão instável categoria de jogador já revelou no passado inúmeros talentos, tanto ou mais que nos dias de hoje. Vimos pisar nos gramados homens como Gilmar dos Santos Neves, Oberdan Cattani, Manga, Félix e Caxambu, só para citar alguns nomes mais conhecidos. Hoje a geração de goleiros consagrados atende pelos nomes de Rogério Ceni, Marcos e Júlio César, entre outros.

Mas muito antes de todos estes goleiros do passado e do presente sequer pensarem em serem consagrados, um grande jogador de nome e personalidade forte, caráter irrepreensível, e de uma segurança invejável sob as metas já defendia o gol corintiano por aí. Seu nome, Tuffy.

O Histórico:

 

 

Tuffy em 1930 (clique para ampliar).

Tuffy em 1930 (clique para ampliar).

 

 

Tuffy Neujm (ou também Neugen ou Neujen) nasceu na cidade de Santos ainda no século 19, no ano de 1898. Apesar de santista não foi no alvinegro praiano que ele começou a jogar bola, mas na extinta Associação Atlética das Palmeiras, aos dezessete anos. Ele ainda passaria por Pelotas, Santos, Sírio-Libanês, Palestra Itália, novamente Santos até chegar em seu grande auge, no Corinthians entre 1928 e 1931.

Era apelidado pela imprensa e pelos seus adversários de Satanás, pelo seu uniforme negro, suas costeletas e por estar algumas vezes com a barba para fazer.

Tuffy:  amigo e irreverente

Hoje, com a facilidade de informação que temos a nossa disposição, é muito fácil sabermos de tudo que os atletas fazem. Ficamos sabendo de seus hobbies, escapadas amorosas, de suas baladas indevidas etc. Mas na época em que Tuffy disputava suas partidas isso era muito mais difícil. Fui atrás de alguns fatos curiosos sobre a vida de Tuffy que provavelmente não são conhecidos.

Em outubro de 1931, Tuffy publicou um anúncio de 1/4 de página no jornal “A Gazeta”, um feito bem incomum para um jogador de futebol. No seu anúncio, um apelo para que dirigentes e esportistas paulistas se unissem para auxiliar o jogador Tatu, que até pouco tempo antes deste anúncio, havia defendido a Portuguesa de Desportos e, gravemente doente, teve que abandonar definitivamente o futebol, chegando a passar muita necessidade.

 

 

Clique na imagem para ampliar.

 

No anúncio Tuffy, com palavras emocionantes, conclamava seus colegas a contribuirem com 10$000 (10 contos de Réis) para ajudar Tatu (apelido do atacante Altino Marcondes). A ajuda, após o apelo, foi grande mas Tatu viria a falecer poucos meses depois, no início de 1932.

Consagrado como um dos grandes astros futebol brasileiro no final da década de 20 e início dos anos 30, o apelido de Satanás também fazia referência não apenas ao uniforme negro, mas também pela forte personalidade do atleta. Em 1927 por não concordar com os rumos do país, Tuffy juntamente com o jogador Feitiço insultou o então Presidente da República Washington Luís. O caso teve ampla repercussão e por alguns meses havia o boato que ambos seriam duramente punidos, mas acabaram absolvidos no início de 1928.

 

Ator e Empresário:No ano de 1931, quando estava no auge da carreira e ainda jogava pelo Corinthians, Tuffy, juntamente com outros grandes jogadores brasileiros daquela época, foi convidado a participar de um filme.

Campeão de Futebol

Juntamente com Friedenreich, Ministrinho e Formiga, Tuffy atuou neste filme de ficção que foi o primeiro filme brasileiro onde o esporte era o tema central da trama. O jogador gostou tanto da experiência que pouco tempo depois seria dono de uma sala de cinema.

 

 

Penha Teatro, que pertenceu alguns anos a Tuffy (clique para ampliar).

Penha Teatro, que pertenceu alguns anos a Tuffy (clique para ampliar).

 

 

Numa época que o futebol, diferente dos tempos atuais, não deixava nenhum jogador rico, Tuffy resolveu tornar-se um homem de negócios. Após encerrar sua carreira no Corinthians no final de 1931, foi proprietário do cinema Penha Teatro, vendendo depois por razão desconhecida a Antonio Rego Vieira.

O Fim:

Note de Falecimento

Em 1935, vitimado por uma pneumonia dupla, Tuffy viria a falecer. A nota acima, publicada no extinto jornal Correio Paulistano em 5 de dezembro daquele ano, dia posterior ao seu falecimento, mostra como ex-jogador era querido não só entre os seus familiares e amigos, mas por esportistas e imprensa.

Como era desejo seu, foi sepultado com a camisa de goleiro do Corinthians, clube onde teve seu auge e que era torcedor. Sua sepultura está em uma das belas quadras do Cemitério São Paulo, no bairro de Pinheiros.

O Esquecimento:

Seu túmulo já teve dias piores. Nas várias visitas que faço ao local desde 2008, já encontrei até lixo sobre a sepultura. Foi assim que o descobri naquele ano, após ir ao enterro de um conhecido, e notar que na foto tumular estava um homem com a camisa do Corinthians. Vendo mais de perto as duas placas colocadas sobre a sepultura descobri que tratava-se de Tuffy.

 

 

Clique na foto para ampliar

 

Meu pai, já falecido, era corintiano e contava muitas histórias sobre Tuffy e outros ídolos da época como Grané e Del Debbio, então sempre soube de suas façanhas em campo, e ao me deparar com seu túmulo ali, sujo e esquecido, fiquei muito emocionado e aborrecido.

Projetado pelo escultor Eugênio Prati, autor de várias obras tumulares no Cemitério São Paulo, o túmulo está bastante deteriorado com alguns de seus adornos já roubados.

Sobre a sepultura, chama a atenção que há apenas duas homenagens: uma feita por sua esposa e a outra feita pelos veteranos do futebol uruguaio. Chama a atenção, para mim, o fato de não haver qualquer homenagem do Corinthians, clube que ele não só defendeu como torcia. Ainda há tempo de se reparar isto.

 

 

Clique na foto para ampliar.

 

Seu túmulo, como puderam ver, é bastante simples e aparentemente ele está enterrado ali sozinho. Entristece saber que quase ninguém se lembra mais deste grande ídolo do futebol brasileiro. Nós não reverenciamos nossos mortos, temos medo e preconceito de ir aos cemitérios, quando na verdade ali é um recinto de paz.

É inegável que este homem contribuiu para o futebol alvinegro tornar-se o gigante que é. Espero que mesmo tardiamente sua morada final receba uma homenagem e melhores cuidados.

Tuffy –  Mais que um goleiro, um grande homem.

Curiosidades:

  • Em sua época, os goleiros atuavam com as mãos desprotegidas. Tuffy foi um dos pioneiros no Brasil a jogar utilizando luvas.
  • Alguns textos na internet dizem que Tuffy foi bilheteiro de um cinema no centro. Esta informação está equivocada. Ao sair do Corinthians, em 1931, Tuffy usou suas economias para adquirir o Cine Penha Teatro. Não encontramos referências concretas de que em algum momento ele tenha sido bilheteiro de algum cinema no centro de São Paulo.
  • Outro fato curioso está estampado no jornal Correio Paulistano, na mesma data(!) em que o jornal reportou seu falecimento. Trata-se de um jogo treino entre a Portuguesa e o Clube Libanês. Na escalação do Libanês está o nome de Tuffy como o goleiro (veja imagem abaixo). Apesar de realmente ter atuado como goleiro neste clube após encerrar a carreira oficialmente, o atleta já estaria acamado alguns dias antes de falecer. 

Correio Paulistano 5/12/1935

FONTES: Site São Paulo Antiga (http://www.saopauloantiga.com.br/tuffy/) – Douglas Nascimento – A Tribuna (Santos) – Guilherme Nascimento  

 
 
 
Nome: Felizardo Laerte Nascimento
Local: Várzea Grande-MT
Nascimento: 18/11/1940
Posição: Zagueiro
Período em que jogou: 1957/60 Americano 1961/63 Mixto 1964 Atlético; 1965/73 Mixto
 
Felizardo foi um grande zagueiro do futebol cuiabano que atuou entre os anos de 1957 a 1973. Seu primeiro clube foi o extinto Americano. Em 1961 foi para o Mixto para se tornar um dos jogadores que mais tempo permaneceu no clube em toda sua história. Em 1964 esteve emprestado ao Atlético Matogrossense, mas no ano seguinte retornou ao alvinegro da Vargas onde ficou até 1973, quando encerrou a carreira de jogador. Às vezes assumia o comando técnico da equipe do Mixto quando um técnico era mandado embora do clube.Ganhou os Campeonatos Cuiabano de 1961/62/65/69 e 70, além do Torneio Integração de 1973. Integrou várias vezes a Seleção Cuiabana.

 

 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
 
Nome: Adavilson da Cruz
Nascimento: 14/11/1956 – Cuiabá (MT)
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1972 Mixto; 1973/75 União; 1976 Operário; 1976 Mixto; 1977 Operário; 1977 Dom Bosco; 1978 Operário; 1978 Mixto; 1979 Goiás; 1979/80 Mixto; 1980 Internacional (RS)
 
 
Pelezinho, assim chamado desde garoto, começou a carreira jogando pelo Canarinho (antigo clube amador) e em 1972 foi para o Mixto. No ano seguinte foi campeão do Torneio Integração e em seguida foi contratado pelo União de Rondonópolis, onde formou dupla de ataque com Gilson Lira. Em 1976 foi para o Operário de Várzea Grande. Esteve no jogo de inauguração do estádio Verdão, defendendo o tricolor. Em agosto o Mixto contratou Pelezinho para a disputa do Campeonato Brasileiro e ficou conhecido em todo o Brasil por ter marcado o gol olímpico que deu a vitória ao Mixto, diante do Vasco da Gama, no Verdão. Durante sua passagem pelo Operário, foi cogitado para jogar no Flamengo e no São Paulo (segundo matéria no Jornal O Estado de Mato Grosso, Pelezinho chegou a fazer testes no clube do Morumbi). Em 1977 retornou ao Operário para a disputa do Estadual e em seguida foi para o Dom Bosco disputar o Campeonato Brasileiro. Em 1978 voltou para o chicote, onde disputou algumas partidas, mas logo foi para o Mixto para jogar seu terceiro Campeonato Brasileiro. Em 1979 esteve emprestado ao Goiás e voltou ao Mixto de onde só saiu em 1980, quando foi contratado pelo Internacional de Porto Alegre. Quando passava férias em Cuiabá, para as festividades de carnaval no ano de 1981, Pelezinho teve sua carreira interrompida por um trágico acidente. Teve curta carreira, mas até hoje é lembrado pelos torcedores cuiabanos com muita saudade.
 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Almiro Antônio Gonçalves
Nascimento: 02/02/1948 – Cuiabá (MT)
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1963 Mixto; 1964 Atlético; 1965/66 Mixto; 1967/1969 Santos; 1970 Madureira; 1970/71 Bangu; 1972/73 Vitória (BA); 1974 Bangu; 1974/81 Vitória de Guimarães (Portugal)

 

Almiro iniciou a carreira em 1963, nos aspirantes do Mixto, com apenas 15 anos. Em 1964 foi para o Atlético Matogrossense. No ano seguinte voltou para o Mixto, onde foi campeão cuiabano e pelo tigre ficou até 1966, quando foi contratado pelo Santos. Almiro estreou com a camisa do Santos no dia 23 de maio de 1967 na vitória de 3 a 2 sobre a Portuguesa de Desportos, substituindo Zito. No Santos permaneceu até 1970, quando foi para o Madureira e alguns meses depois foi para o Bangu onde jogou por três anos (1970/71/74). Em 1972 o Vitória da Bahia contratou Almiro, onde marcou época. Na boa terra passou a ser chamado de Almiro Mug. Em 1974 foi para o Vitória de Guimarães de Portugal de onde só saiu para encerrar a carreira em 1981. Em 1979, em uma partida pela Copa da Uefa, contra o Dínamo Dresden (Alemanha), Almiro tomou uma pancada na visão sofrendo sérias sequelas. Após encerrar a carreira, Almiro formou-se em turismo e virou guia turístico em Salvador, onde mora e é muito respeitado.
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: João Batista Portella
Nascimento: 26/01/1935 – Cuiabá(MT)
Posição: Meia
Período em que jogou: 1952/63 – AtléticoPortela foi um dos mais cérebres meias da história do futebol cuiabano. Iniciou a carreira nos aspirantes do Mixto, em 1949. Em 1952 foi para o Atlético Matogrossense, onde viveu a melhor fase da história do clube. Ganhou os títulos cuiabanos de 1955/56/57/60. Encerrou a carreira em 1963.

 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Nome: Luiz José Siqueira 
Nascimento: 25/09/1933 – Cuiabá (MT)
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1949/54 Mixto; 1955/59 Atlético; 1959 Aeroviários; 1960/61 Atlético; 1962 Dom Bosco; 1963 Atlético; 1964/65 Mixto; 1965/66 Atlético; 1966 Operário

 

Luiz Toucinho foi um dos mais eficientes atacantes da história do futebol de Mato Grosso. Começou a carreira nos aspirantes do Mixto, em 1949, jogando de zagueiro. No alvinegro jogou até 1954 e conquistou um tetra campeoanto (1951/52/53/54). No ano seguinte foi para o Atlético e foi tri campeão (1955/56/57) e campeão em 1960. Fez parte do primeiro time da história do extinto Aeroviários em 1959. Jogou ainda no Dom Bosco em 1962 e no Operário em 1966, quando encerrou a carreira. Foi artilheiro dos campeonatos Cuiabanos de 1956 com 11 gols e 1958 com 27. Estava sempre disputando a artilharia com feras como Fião, Bianchi e Nato. Não há registros oficiais, mas estima-se que Luiz Toucinho tenha feito mais de 200 gols na carreira. 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: José Roque Paes
Nascimento: 16/08/1933 – Cuiabá
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1950 Mixto; 1951 Mixto; 1951/52 Palmeiras; 1952 Dom Bosco; 1952 Flamengo; 1952/53 Guarani; 1954 Flamengo; 1954 Botafogo; 1955/62 Sport; 1963/66 Admira Wacker (Austria)

 

Traçaia iniciou a carreira em 1950, nos aspirantes do Mixto. Jogou também no Palmeiras e no Dom Bosco. Em 1952 o técnico Jarbas, da seleção Matogrossense convocou Traçaia para disputar o Campeonato Brasileiro de Seleções. O jovem atleta se destacou, sendo o artilheiro matogrossense na competição com 7 gols. As suas atuações despertaram o interesse do Flamengo que o contratou logo após o Campeonato Brasileiro. Porém não se adpatou ao clube carioca, sendo emprestado ao Guarani de Campinas. Em 1954 foi para o Botafogo do Rio. Em 1955 foi para o Sport Recife onde fez história. Logo em seu primeiro ano no clube, sagrou-se campeão Pernambucano e também artilheiro da competição com 22 gols. Em 1956, faturou o bicampeonato pernambucano. Em 1958, voltou a ser campeão pernambucano e fez parte da Seleção Pernambucana, que representou a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano (atual Copa América). O craque jogou 5 jogos e marcou 1 gol com a camisa canarinho.
O quarto título pernambucano do artilheiro veio em 1961. Em 1962, teve uma pequena participação no Campeonato Pernambucano, que lhe rendeu o quinto e último título. Naquele mesmo ano, seria transferido para o FC Admira Wacker Mödling da Áustria, clube no qual se despediu do futebol. Traçaia é até hoje o maior artilheiro da história do Sport Recife com 201 gols. Morreu em junho de 1971.

Fonte: Arquivo Pessoal e Site do Sport Recife

 

 
Nome: Uirton Eudócio de Castilho
Nascimento: 05/09/1926 – Cuiabá (MT)
Posição: Meia Esquerda
Período em que jogou: 1945 Vasco; 1946/47 Paulistano; 1947/58 Mixto; 1958 XV de Novembro 
 
Uirton, teve brilhante carreira no futebol cuiabano entre os de 1945 a 1958. Um dos primeiros grandes goleadores da história do Mixto. Começou no Vasco em 1945 e no ano seguinte foi para o extinto Paulistano. Em 1947 foi para o Mixto onde viveu sua melhor fase, ganhando títulos e fazendo muitos gols. Pelo alvinegro foi campeão cuiabano de 1947/48/49/51/52/53/54 e artilheiro em 1947 (12 gols) e 1952 (7 gols). Em 1958 após onze anos de Mixto foi para o XV de Novembro e lá encerrou sua extraordinária trajetória pelos campos de Cuiabá. Integrou por diversas vezes a Seleção Cuiabana, e foi campeão estadual de seleções em 1949. Fez parte também da seleção Matogrossense que disputou de forma brilhante o Campeonato Brasileiro de 1952.
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Clóvis Lesco
Nascimento: 20/08/1940 – Cuiabá (MT)
Posição: Goleiro
Período em que jogou: 1958/61 Juventus; 1962/63 Postal Telegráfica; 1963/64 Atlético; 1965/76 Dom Bosco
 
 Clóvis começou como atacante na L.C.I., em 1958, jogando no Juventus onde foi artilheiro com 14 gols. Em 1962 foi para o Postal Telegráfica, ainda como jogador de linha. Em uma partida contra o Mixto, o goleiro titular (Florêncio) não compareceu e Clóvis (apesar da baixa estatura) foi para o gol. O alvinegro venceu o jogo, mas Clóvis fechou o gol. Deste jogo em diante passou a jogar apenas no gol. No clube dos correios permaneceu até 1963, ano em que foi para o Atlético Matogrossense. Em 1965 foi para o Dom Bosco, permanecendo no clube da colina até 1976, quando encerrou a carreira. Foi campeão cuiabano de 1966 e 1971. 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 

FONTE: Revista Vida Sportiva

 
Nome: Gonçalo Paes da Conceição
Nascimento: 16/06/1942 – Cuiabá (MT)
Posição: Zagueiro
Período em que jogou: 1956/58 Cruzeiro; 1959/61 Campinas; 1961/66 Atlético; 1966/68 Operário; 1969/71 Dom Bosco; 1972 Operário; 1973 Palmeiras

Gonçalo foi zagueiro e jogou por diversos clubes de Cuiabá, sendo campeão cuiabano em 1967/68/72 (Operário) e 1971 (Dom Bosco).

Fonte:  Arquivo Pessoal
 
Nome: Benedito Severo Gonçalves
Nascimento: 06/11/1926 – Cuiabá (MT)
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1941/49 Mixto; 1949/50 Atlético (MG); 1950 Uberlândia; 1951/58 Mixto

O atacante Leônidas é até hoje, por muitos, considerado o maior centro avante de todos os tempos do futebol de Mato Grosso. Benedito Severo Gonçalves ganhou o apelido numa partida do Mixto em que ele deu uma bicicleta, jogada do famoso Leônidas da Seleção Brasileira. Daí em diante o nome pegou. Em 1949 foi para o Atlético Mineiro onde disputou apenas oito jogos e marcou um gol. Teve ainda uma passagem rápida pelo Uberlândia (MG). Em 1951 voltou para o Mixto e encerrou a carreira em 1958. Foi campeão cuiabano em 1945/47/48/49/51/52/53/54. Atuou também como árbitro e depois foi técnico. Fez parte da Seleção Matogrossense que foi campeã da Chave Norte do Campeonato Brasileiro em 1952. Integrou várias vezes a Seleção Cuiabana.

 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Manoel Vital de Campos
Nascimento: 28/04/1934 – Cuiabá (MT)
Posição: Lateral-equerdo e Center -half
Período em que jogou:1952/54 Palmeiras; 1955/62 Atlético; 1963/66 OperárioVital iniciou a carreira no Palmeiras do Porto em 1952 de onde saiu em 1955 para defender as cores do Atlético Matogrossense, e viver com outros craques a melhor fase da história do galo cuiabano. Pelo novo clube venceu os campeonatos cuiabanos de 1955/56/57/60. Em 1963 foi contratado pelo Operário e formou o Rolo Compressor, vencendo o campeonato de 1964 e o Torneio dos Campeões. Encerrou a carreira em 1966. Convocação certa nas Seleções Cuiabana de sua época.

 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Nome: Elzio Saldanha
Nascimento: 02/08/1946 – Cuiabá-MT
Posição: Goleiro
Período em que jogou: 1959/63 Palmeiras; 1963/67 Operário; 1968/76 Dom Bosco; 1976/79 União de Rondonópolis
 
 
Grande goleiro da história de Mato Grosso. Iniciou sua carreira cedo, aos 13 anos nos aspirantes do Palmeiras do Porto, indo para o Operário em 1963 e neste time formar o chamado Rolo Compressor que ganhou o Campeonato Cuiabano de 1964 e o Torneio dos Campeões do mesmo ano. Pelo tricolor ganhou ainda o 1º Campeonato de Profisisonais em 1967. No ano seguinte foi para o Dom Bosco e ficou no azulão até 1976, quando foi contratado pelo União de Rondonópolis e encerrou a brilhante carreira em 1979. Venceu também o Campeonato Cuiabano de 1971 (Dom Bosco)
 
 
 
FONTE: Arquivo Pessoal
 
Nome: Ruiter Jorge de Carvalho
Nascimento: 23/12/1942 – Jataí (GO)
Posição: Meia
Período em que jogou: 1958 A.E. Jataiense; 1959 Alto Araguaia; 1959/61 Mixto; 1962 Prudentina; 1963/64 Barretos; 1965/72 Mixto; 1973/74 Operário (VG); 1975/76 União; 1976 Operário (CG); 1977/78 Mixto; 1979 Operário (VG)
 
 
 Ruiter o maior camisa 10 da história do futebol de Mato Grosso, iniciou sua carreira em 1958, jogando pelo Jataiense de Goiás e em 1959 foi contratado para jogar no Alto Araguaia, clube que fez vários amistosos contra equipes de Cuiabá, inclusive foi em destes amistosos que Ruiter chamou a atenção do Mixto. No dia 23 de abril de 1959, Ruiter estreou com a camisa alvinegra, em partida amistosa contra o São Cristóvão, do Rio de Janeiro, no estádio Presidente Dutra. Daí por diante, o jogador fez sua trajetória vitoriosa pelo Mixto, onde permaneceu mais tempo (13 anos) ganhando 05 campeonatos Cuiabanos (1959/61/65/69/70) e foi artilheiro em três oportunidades. Pelo Operário de Várzea Grande ganhou o Campeonato Mato-grossense de 1973. Por diversas vezes no Mixto, Ruiter além de jogador assumia a função de técnico do time. Seu forte era as cobranças de falta, das quais surgiram inúmeros gols. Quem o viu jogar garante que ele foi o maior de todos os tempos.
 

FONTE: Arquivo de Ruiter Jorge de Carvalho
 
Nome: Benedito Hilário de Carvalho
Nascimento: 31/12/1916
Posição: Zagueiro
Período em que jogou: 1941/42 Americano; 1943 Mixto; 1944 Dom Bosco; 1945/47 Americano; 1948 Paulistano; 1949 MotoBenedito Hilário de Carvalho, ou simplesmente Gato, foi jogador de futebol na década de 1940 e após encerrar a carreira tornou-se árbitro. Foi campeão Cuiabano de 1941 e 1942, pelo Americano e por diversas vezes integrou a Seleção Cuiabana. Entre 1968 e 1972 foi vereador de Cuiabá.

 
 
 
FONTE: Arquivo Pessoal
 
Nome: Manoel de Aquino Filho
Nascimento: 08/06/1946 – Poxoréu (MT)
Posição: Centro-Avante
Período em que jogou: 1963 Atlético; 1964/66 Mixto
 
Lito teve a carreira curta no futebol, porém marcante e cheia de histórias para contar. Saiu do Colégio dos Padres em 1963 para o Clube Atlético Matogrossense. Em 1964 foi para o Mixto, período em que surgiu duas oportunidades junto ao São Paulo F.C e Botafogo do Rio com passagem na mão, contudo por não receber o aval matriacal em razão da menor idade e a necessidade com os estudos que era a prioridade na época. Em 1967 foi para Goiânia terminar os estudos, encerrando assim a rápida carreira como jogador. Foi campeão Cuiabano de 1965 pelo Mixto.
 
 
 
 
FONTE: Arquivo Pessoal de Manoel de Aquino Filho
 

Faro de gol apurado, perspicácia, técnica e inteligência. Estas eram algumas das qualidades de Antoninho Justiniano, um dos grandes nomes que vestiram a camisa do Marcílio Dias na década de 1980. Natural de São Paulo, onde nasceu em 7 de agosto de 1954, o atacante começou a carreira no Saad de São Caetano do Sul e chegou ao Gigantão das Avenidas em 1981, contratado pelo então presidente Delfim de Pádua Peixoto Filho.

Antoninho em ação pelo Marinheiro: goleador implacável

Embora fosse meio-campista de origem, Antoninho atuou em algumas temporadas como centroavante e foi um dos principais goleadores do time entre 1982 e 1985. Somente no ano de 1982 foram 24 gols. No período em que defendeu o Marcílio Dias, atuou ao lado de outros jogadores que ficaram marcados na memória da torcida rubro-anil, tais como Leleco, Careca e Veiga, entre outros.

Antoninho foi uma das figuras da equipe campeã da Taça FCF 60 Anos, em 1984. Coube a ele marcar o gol do título, na vitória por 2 a 0 sobre o Avaí, em 15 de abril daquele ano, no Estádio Hercílio Luz. Naquela competição, que reuniu os principais clubes do futebol catarinense da época, o time base do Marinheiro era formado por Mauro; Ari Marques, Jorge, Gilberto e Luiz Fernando; Rosa Lopes, Osmarzinho e Antoninho; Anderson, Jair e Veiga.

Campeões da Taça FCF 60 Anos. Antoninho é o último da esquerda para direita

Além do Saad e do Marcílio, Antoninho também jogou no Novo Hamburgo (1984) e Inter de Lages (1986), entre outros clubes. Atualmente, reside em São Paulo.

Nome: Antoninho Justiniano
Nascimento: 7 de agosto de 1954, São Paulo (SP)
Posição: Atacante
Período no Marcílio Dias: 1981-1985

FONTE

Baú do Marcílio - http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 
Nome: Benedito Luiz de Aguiar
Nascimento: 02/06/1924 – Cuiabá-MT
Posição: Goleiro
Período em que jogou: 1940/42 Americano; 1943/54 e 1956/58 Mixto e 1955 Dom Bosco
 
Dito Gasolina iniciou a carreira jogando pelo extinto Americano em 1940, sendo campeão cuiabano nos dois anos seguintes. Em 1943 foi para o Mixto e se tornou um dos maiores goleiros da história do clube. É também um dos jogadores que mais tempo ficou no alvinegro. Por diversas vezes foi convocado para as seleções cuiabanas (campeão estadual em 1943 e 1949) e matogrossense (com diversas participações no Brasileiro de Seleções).  Títulos: Campeão Cuiabano de 1941/42 pelo Americano e 1945/47/48/49/51/52/53/54 pelo Mixto.
 
 
 
 
FONTE: Página no Facebook “Futebol Cuiabano” 
 
Nome: Uir Hermógenes de Castilho 
Nascimento: 19/04/1925 – Cuiabá-MT
Posição: Zagueiro
Período em que jogou: 1941/42 Paulistano; 1943/52 Mixto; 1953/56 Palmeiras e 1957/58 XV de Novembro
 
Uir foi um dos primeiros grandes jogadores da história de Mato Grosso. Foi campeão Cuiabano em 1945/1947/1948/1949/1951/1952 (todos pelo Mixto). Integrou diversas vezes a Seleção Cuiabana, sagrando-se campeão estadual de seleções em 1943 e 1949. Após encerrar a carreira de jogador, tornou-se um árbitro de grande prestígio. Faleceu em meados da década de 60.
 
 
 
 
 
FONTE: Página no Facebook “Futebol Cuiabano” 
 
Nome: Althair Caetano da Silva
Nascimento: 24/01/1935 – Cuiabá-MT
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1955/56 Palmeiras; 1957/58 Dom Bosco; 1959/61 Atlético; 1962/63 Dom Bosco; 1964/69 Operário e 1970 Real Madrid
 
 
 
 
Fião, grande atacante que brilhou nos gramados de Mato Grosso entre 1955 e 1970. Foi artilheiro do Campeonato Cuiabano por 03 vezes (1962/65/66) e ganhou os títulos cuiabano de 1958/63 (Dom Bosco), 1960 (Atlético), 1964/67/68 (Operário) e campeão dos campeões de 1964 (Operário). Em fevereiro de 1963, pelo segundo turno do campeonato do ano anterior, Fião conseguiu a façanha de fazer 10 gols na partida em que seu clube, o Dom Bosco, venceu o XV de Novembro por 12 a 0. Não há registro de quantos gols o atacante fez em toda sua carreira, mas há uma estimativa de que passou dos 200. 
 

FONTE: Página no Facebook “Futebol Cuiabano” e Jornal O Estado de Mato Grosso

© 2017 História do Futebol Suffusion theme by Sayontan Sinha