Oriundo de Piçarras, então bairro de Itajaí, o ponta-esquerda Agenor Eugênio Rodrigues começou no Tiradentes da Barra do Rio, transferindo-se para o Marcílio Dias em 1955. No ano seguinte foi para o Carlos Renaux, onde atuou ao lado de Teixeirinha e Idésio, dois dos maiores craques do futebol catarinense. Em 1960, o talento de Agenor despertou interesse no futebol nacional e ele foi para o São Paulo. No Tricolor Paulista, atuou em 119 partidas e fez 31 gols, de acordo com o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa.

Agenor com a camisa do Carlos Renaux e Idésio com a camisa do Marcílio Dias. Foto: FGML

Dois destes gols foram marcados no lendário estádio La Bombonera, em Buenos Aires. No dia 25 de janeiro de 1961, o estádio foi palco de uma partida entre Boca Juniors e São Paulo, válida pelo Torneio Internacional de Verão. O Tricolor Paulista atropelou o time da casa e venceu por 5 a 1, com dois gols de Baiano, dois gols de Agenor – o primeiro de falta – e um de Gonçalo. Também participaram do torneio Corinthians, Vasco, Flamengo, Nacional (URU), Cerro (URU) e River Plate (ARG). O Flamengo foi o campeão.

Agenor com o manto são-paulino. Foto: terceirotempo.com.br

Agenor ficou no São Paulo até 1965 e depois defendeu outras equipes, como Nacional, Prudentina e Batatais, entre outras. Encerrou a carreira em 1968 e nos últimos anos vivia em Itajaí, onde faleceu no dia 16 de fevereiro de 2018, aos 79 anos. Eis a nota de pesar publicada no site oficial do Marcílio Dias:

O Clube Náutico Marcílio Dias lamenta profundamente o falecimento do ex-jogador Agenor Eugênio Rodrigues, ocorrido em 16 de fevereiro de 2018. Nascido em 13 de setembro de 1938 em Piçarras, então bairro de Itajaí, Agenor iniciou a carreira como ponta-esquerda no Tiradentes da Barra do Rio, transferindo-se para o Marcílio Dias em 1955. No ano seguinte foi para o Carlos Renaux de Brusque e em 1960 para o São Paulo Futebol Clube. Aos familiares, nossos sinceros votos de condolências.

Fonte:
Baú do Marcílio - http://baudomarcilio.blogspot.com.br

 
Nome: Dirceu Batista 
Nascimento: 08/05/1952 – Pedro Leopoldo (MG)
Posição: Médio Volante
Período em que jogou: 1970/73 Cruzeiro; 1971 Atlético (Três Corações); 1972 Flamengo (Varginha); 1973/74 Operário; 1975/77 Dom Bosco; 1978/80 Valério Doce (MG); 1980/83 Operário; 1983 Tremendão (Cáceres); 1984 Dom Bosco

 

Dirceu Batista foi mais um dos que marcaram época no futebol de Mato Grosso. Começou em 1970 no Cruzeiro e por lá ficou até 1973, vindo no mesmo ano para o Operário de Várzea Grande e fez sua estréia em 21 de janeiro contra o Palmeiras do Porto, pelo Torneio Integração. Em 1975 foi para o Dom Bosco para jogar até 1978, quando foi para o Valério Doce, de Minas Gerais. Em 1980 voltou para Mato Grosso, defender o Operário novamente. Dirceu Batista ainda defendeu o Tremendão de Cáceres (1983) e em 1984 foi para o Dom Bosco para encerrar a brilhante carreira. Apesar de médio-volante fazia seus gols. Ganhou o campeonato mato-grossense de 1973 pelo tricolor. Após parar de jogar futebol, Dirceu Batista tornou-se servidor público em Várzea Grande, onde mora até hoje. Sem dúvida um dos maiores jogadores da história de Mato Grosso. 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal e Dirceu Batista
 
Nome: João Pires Modesto
Nascimento: 30/03/1943 – 01/01/1993 – Cuiabá (MT)
Posição: Zagueiro/Lateral Direito
Período em que jogou: 1959 Cruzeiro; 1959/61 Atlético; 1962/64 Mixto; 1964/68 Operário; 1969 Dom Bosco; 1970/72 Mixto; 1972 Operário

 

João Pires Modesto, o JK, foi um dos maiores jogadores de todos os tempos do futebol cuiabano. Jogou de 1959 a 1972, por diversos clubes de Cuiabá. Começou a carreira no antigo Cruzeiro e transferiu-se em seguida para o Atlético Mato-grossense, onde jogou por três anos e foi campeão cuiabano de 1960. Em 1962 foi para o Mixto, ficando outras três temporadas e ganhou seu segundo título. No ano de 1964 foi para o Operário, formar junto com outros craques o chamado Rolo Compressor. Pela equipe de Várzea Grande ganhou os campeonatos cuiabanos de 1964/67/68 e o Torneio dos Campeões de 1964. Em 1969 foi para o Dom Bosco, seu único clube sem títulos. Voltou para o alvinegro em 1970 e foi campeão mais uma vez. Fez parte do time do Mixto que disputou o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, contra a Ponte Preta, em 1971. Em 1972 voltou ao Operário, onde ganhou seu último título e encerrou a carreira. Era presença constante nas seleções Cuiabana. JK sem dúvidas marcou época e até hoje é lembrado como um dos grandes craques do nosso futebol. 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Fernando Marques Fontes
Nascimento: 30/05/1919 – Cuiabá (MT)
Posição: Meia atacante
Período em que jogou: 1936/52 Americano

 

Fernando Fontes marcou época no futebol cuiabano, se apresentando com regularidade e elevado apuro técnico, a cada partida realizada defendendo as cores do Americano Esporte Clube, seu único clube na carreira. Começou como ponta direita e logo foi deslocado para a meia esquerda, formando com Hermínio uma poderosa linha de ataque. Atuou ao lado de outros craques como Pires, Gato, Corrêa, Preza, Zé Negrinho, Joaquim Maiolino e Ágabo. Foi campeão cuiabano em 1941 e 1942. Em 1943 ganhou o Campeonato Estadual defendendo a Seleção Cuiabana. Encerrou a carreira em 1952, depois de 16 anos dedicados ao rubro negro cuiabano. 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal e Jornal O Estado de Mato Grosso
 
Nome: Adalberto José de Souza
Nascimento: 21/04/1942 – Água Clara (MS)
Posição: Médio Volante
Período em que jogou: 1962/63 Linense (SP); 1963/64 Noroeste (SP); 1964 Jacarezinho (SP); 1965 Atlético (PR); 1965 Londrina; 1966 Paranavaí; 1967 Chapecoense; 1967 Barretos; 1968 Operário; 1969/70 Mixto; 1971/74 – Dom Bosco
 
Adalberto nascido em Água Clara, no então Mato Grosso, foi um dos maiores jogadores da história do futebol de Mato Grosso. Ainda menino ganhou o apelido de Brejinho, aos 6 anos, porque vivia brincando numa espécie de lagoa e quando via sucuri pulava para “pegá-la”, daí passaram a chamá-lo pelo apelido que logo pegou. Adalberto foi para Três Lagoas e por lá ficou até ir para o quartel em 1960. Dois anos depois foi jogar futebol e seu primeiro clube foi o Linense. Em 1963 foi para o Noroeste de Bauru e depois Jacarezinho de São Paulo. No ano de 1965 foi para o Paraná e jogou no Atlético, Londrina e Paranavaí. Em 1967 atuou pelo Chapecoense e Barretos e parou de jogar futebol. Em setembro de 1968 Adalberto veio para Cuiabá, onde viveu sua melhor fase como jogador. A princípio não veio para jogar futebol, mas logo seus amigos Fabrício e Gebara o levaram para o Operário, onde foi campeão Cuiabano pela primeira vez. Quando chegou na cidade, Adalberto disse que o “Brejinho” ficou no passado, não adiantou…rs. Em março de 1969 foi para o Mixto e pelo alvinegro ganhou mais dois campeonatos. Em 1971 foi a vez do Dom Bosco contar com seu brilhante futebol e ajudou o clube a acabar com o jejum de 13 anos sem títulos. Após esta conquista, Adalberto se tornou tetra campeão Cuiabano, jogando pelos três grandes da Capital. Em 1974 encerrou a carreira e foi trabalhar na antiga Sanemat de onde só sairia em 1997, quando se aposentou.  Hoje Adalberto Brejinho mora no bairro Poção (Cuiabá) e conta com saudades suas histórias vividas no futebol. Um verdadeiro craque da história de Mato Grosso. 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal de Adalberto Brejinho
 
Nome: Ataíde Loyola de Assumpção
Nascimento: 31/07/1934 – Cuiabá (MT)
Posição: Ponta Direita
Período em que jogou: 1953/59 Atlético; 1960/61 Mixto; 1961/63 Postal; 1964 XV de Novembro; 1965 Mixto; 1965/66 Internacional

 

Ataíde, rápido ponteiro do futebol cuiabano, deu início à carreira em 1953, no Atlético Matogrossense. Foi um dos que fizeram parte do histórico galo cuiabano que conquistou o tricampeonato cuiabano (1955/56/57). Em 1960 foi para o Mixto e ganhou mais um título (1961). Jogou também no Postal Telegráfica, XV de Novembro e por fim no Internacional, onde encerrou a carreira em 1966. Um grande craque da história do futebol de Mato Grosso. 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Ayrton Moreira
Nascimento: 08/10/1924 – Poxoréu (MT)
Posição: Médio
Período em que jogou: 1940/41 Olaria de Poxoréu; 1942/44 América de Poxoréu; 1944/46 Americano; 1947/50 Paulistano; 1951/52 Mixto; 1953/55 Palmeiras; 1956/63 Mixto

 

Ayrton Moreira, também conhecido como Ayrton Vaca Brava, jogou nas décadas de 1940 a 1960. Depois de iniciar sua carreira em Poxoréu, veio para Cuiabá para defender o Americano. Em seguia foi para o Paulistano onde foi campeão em 1950. Viveu o auge no Mixto por onde foi campeão cuiabano de 1951/52/59/61/62. Passou também pelo Palmeiras do Porto. Encerrou a carreira em 1963, se tornou técnico e treinou várias equipes de Cuiabá.
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Antônio Pedroso
Nascimento: 08/10/1938 – Santo Antônio de Leverger – 12/05/2009
Posição: Meia
Período em que jogou: 1955/58 Santo Antônio; 1959/68 Dom Bosco

 

Antônio Pedroso, o Tom, foi um grande jogador que despontou para o futebol cuiabano na equipe do Santo Antônio em 1955. Jogou na equipe de Leverger até 1958, indo em seguida para o Dom Bosco, onde jogou por quase uma década. No azulão conquistou os campeonatos cuiabanos de 1963 e 1966. Dono de um chute potente, Tom ou Tão, como era conhecido fazia muitos gols através de suas fortes cobranças de pênaltis. Defendeu por diversas vezes a Seleção Cuiabana. Após encerrar a carreira de jogador, tornou-se dentista de grande prestígio. Tom está na lista dos maiores jogadores mato-grossenses de todos os tempos.
 
Fonte: Arquivo Pessoal 
 
Nome: Gonçalo Roberto do Nascimento
Nascimento: 01/04/1948 – Cuiabá (MT) – 18/06/2004
Posição: Atacante
Período em que jogou: 1963/64 Atlético; 1965/66 Mixto; 1966 Operário; 1967 Mixto; 1968 Operário; 1969 Dom Bosco; 1970/73 Mixto; 1974 Palmeiras; 1974/76 Dom Bosco
 
Jaburu, um dos maiores atacantes da história de Mato Grosso, fez parte de grandes equipes da história do nosso futebol. Iniciou a carreira aos 15 anos, no Atlético Mato-grossense. Em 1965 teve sua primeira passagem pelo Mixto e foi campeão Cuiabano. Seu segundo título foi em 1968 pelo Operário. Em 1970 Jaburu conquista, pelo Mixto, seu terceiro título de campeão. Em 1973 foi campeão do Torneio Integração jogando pelo alvinegro. Vestiu ainda as camisas de Dom Bosco e Palmeiras do Porto. Acredita-se que Jaburu tenha feito mais de 100 gols em toda sua carreira.  
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
 
Nome: Carmelindo Rodrigues do Nascimento
Nascimento: 23/05/1940 – Cuiabá (MT)
Posição: Zagueiro
Período em que jogou: 1958/63 Dom Bosco; 1963/64 Riachuelo; 1965/69 Riachuelo

 

Carmelindo iniciou a carreira nos aspirantes do Dom Bosco, clube que defendeu por muito tempo, se tornando um dos maiores jogadores da história do azulão. Defendeu também, por duas temporadas, o Riachuelo. Foi campeão cuiabano de 1966. 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
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