Há tempos ouvi no programa “São Paulo de todos os tempos”, da rádio Eldorado , de um historiador, o dia em que o São Paulo Futebol Clube foi escolhido como o time mais querido da cidade. Ele contou que Getúlio Vargas foi ao Pacaembu na década de 40 para comemorar o dia do trabalhador, 1º de maio. São Paulo, na época, sentia-se traído desde a época da Revolução Constitucionalista, movimento deflagrado pelos paulistas contra a ditadura de Getúlio Vargas, que não queria promulgar nova Constituição para o país.

Então, os alto-falantes anunciaram a presença do ditador, que foi recebido com vaia estrondosa. Mas Getúlio não se abalou e falou ao então governador Ademar de Barros: “Puxa, eu não sabia que o senhor era impopular!” Mas, na época, o povo era muito educado. Passado o momento da vaia, vieram os desfiles das equipes paulistas que participariam do Torneio de Início. Uma a uma, as equipes eram apresentadas pelos alto-falantes. Quando entrou o time que levava o nome da cidade, São Paulo Futebol Clube, os aplausos foram demasiados, em uma forma de mostrar fidelidade ao estado de São Paulo contra o então ditador. Desde então, por ser o time mais aplaudido no Pacaembu, foi escolhido como o time mais querido da cidade.

 

Na sua 121ª Partida Internacional, o Botafogo de Garrincha e Nílton Santos foi até a Hungria e fez um Jogo de muitos Gols contra um Combinado entre o Grande Honvéd de Puskas, Kocsis, Bozsik, Czibor e cia e o Ferencváros. O placar foi de 6 à 2 para os Hungaros. Veja os Gols da partida.

http://www.youtube.com/watch?v=QDusPWPSIes

 

http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/11/19760407-Jornal-da-Tarde-255x387.jpg

A seleção tem uma ordem: Atacar

A ordem é do treinador Osvaldo Brandão, para o jogo da Seleção Brasileira, esta noite, em Assunção, contra o Paraguai. O time foi escalado com:  Valdir Perez, Nelinho, Miguel, Amaral e Marco Antonio. Chicão e Rivelino. Gil, Enéas, Zico e Joãozinho. 

Na semana que passou o Jornal da Tarde fechou suas portas e não circula mais.  Nas segundas-feiras o jornal tinha um caderno de esportes que ficou nas nossas memórias.  Nelson Rodrigues tinha uma coluna neste Caderno de Esportes e nós, paulistas, podíamos nos deliciar com seus comentários.

Uma coisa é certa: Tudo Passa!

 

 

O gol de Basílio na final do Paulista de 1977  tem   narração nas vozes de Fiori Gigliotti, José Italiano, Jose Silvério e Osmar Santos .

Na narração de José Italiano, corintiano fanático, ouve-se a entrada do repórter de campo Geraldo Blota, passando uma emoção que jamais ouvi na rádio. Para ouvir, independente do clube do coração, pois trata-se de registros históricos de nossos narradores.
Para abrir a página:
http://radioamantes.wordpress.com/tag/jose-italiano/

Depois deste registro histórico, relembrei as transmissões da TV Gazeta, com as figuras impolutas nas narrações,  José Italiano e Peirão de Castro.
José Italiano, corintiano  fanático e Peirão de Castro, santista fanático. Quando acontecia o clássico Corinthians x Santos, a  característica peculiar era a narração a partir do meio de campo do Corinthians pelo José Italiano e quando a bola voltava e entrava no ataque do Santos, entrava Peirão de Castro. As provocações eram hilariantes.

Lembro-me  que quando um atacante do  Santos dava um chute fraco e que saia longe do gol, o Zé Italiano chamava o reporter de campo Geraldo Blota e perguntava: E aí GB? Você viu o chutinho dele ?
Aí entrava o GB e falava: fraquinho….fraquinho.
Geraldo Blota, GB,  tinha verdadeira adoração pelo Corintians, a ponto de jogar o microfone para o alto e dar cambalhotas atrás do gol do advesário quando o Timão fazia gol.
Também no  som da rádio de 1977  tem gravada a Chamada do Futebol Paulista de 1977. Essa chamada foi feita no exato dia de 28 de Setembro de 1977 e Ficou no ar até o dia 02 de Outrubro do Mesmo ano…Por que?Porque era a estreia na Radio Globo Nacional(nome de transição para o nome atual,pois a Radio Globo SP era a Radio Nacional SP) do ”Pai da Materia” Osmar Santos,e que iria narrar o jogo da Semi-Final do Campeonato Paulista,Corinthians x São Paulo(o vencedor foi o Corintians)!

-Equipe Esportiva naquele jogo:
Narrador:Osmar Santos

Comentarios:Loureiro Junior;

Participação Especial:Valdir Amaral,Pedro Luiz e Mario Moreis;

Reportagem:Juarez Soares,Oscar Ulysses,Roberto Carmona,Henrique Guilherme e Castilho de Andrade . Acessar:

 

 

 

Por falar mal do Vasco da Gama, o locutor esportivo Ari Barroso, flamenguista roxo, foi impedido de transmitir um jogo Vasco x Flamengo, e….. justo ele não iria transmitir? Claro que sim, mesmo que fosse em cima de uma telhado próximo ao estádio de São Januário. Dizem que era o telhado de um galinheiro.

http://www.extra.ufjf.br/noticias/especiais/Ary/telhado.gif

A estréia da gaitinha aconteceu na transmissão do jogo Vasco x São Cristovão, que que o Vasco venceu por 7 x 1. Foram, portanto, oito apitos de gaita. O sucesso causou frenesi e aumentou com a escandalosa parcialidade do locutor: os gols do Flamengo eram comemorados com sopros mais longos que das outras equipes. 

Ari transmitia os jogos  desde o ano de 1936 pela Rádio  Cruzeiro do Sul no Rio de Janeiro, e mais tarde pela televisão   . 

Não era o cara mais indicado para ser locutor esportivo porque não era imparcial. Tinha predileção pelo C R Flamengo, e se enervava quando o seu time não ia bem, principalmente quando o jogo era contra  o seu mais temível adversário o Fluminense . Num determinado jogo entre esses dois times, quando  o Fluminense dava um calor no seu Flamengo, ele dizia: Lá vai o Telê,  meuDeus!

 Quando o Flamengo era atacado ele dizia mensagens do tipo:  “Ih, lá vem os inimigos. Eu não quero nem olhar.”

Mais uma de suas narrações: ” Falta na entrada da área contra o Flamengo. Barreira sendo fomada. Goleiro apreensivo. Ari não se continha: É uma falta perigosíssima contra o Flamengo. Eu não quero nem ver.!”

Alem de locutor esportivo foi, jornalista, produtor de espetáculos teatrais, compositor de música popular , animador de programas  de calouros de rádio e televisão, músico (era pianista) chefe de família e político. Foi ele, Ari Barroso, como vereador da cidade do Rio de Janeiro em 1948 fez o projeto legislativo  para a construção do estádio do Maracanã para a disputa do campeonato mundial de 1950.

Mario Lopomo, www. extra.ufif.br

 

 

Conversando com um jornalista amigo, fiquei sabendo que o Santos até hoje não pagou o passe do Pavão junto ao Flamengo.  A compra ocorreu na segunda parte da década de 50.  Ou seja, já se faziam maracutaias desde aquela época.

Aí me lembrei de um amigo torcedor do América, que frequenta o Maracanã desde 1951, ou seja, tem história.  Ele diz  que Tomires numa dividida não pouparia nem a mãe.

A mágoa fica por conta da decisão do carioca de 1955, onde  a dupla de zaga da Gávea, Tomires e Pavão, bateu todos os recordes mundiais de faltas violentas em um único prélio, transformando o Maracanã em um circo romano. Esse último comentário das Histótias do Brasil, contadas por Luiz Antonio Simas.

Segue foto da primeira linha de defensores do Flamengo, com o Goleiro Chamorro , o Pavão e o Tomires.  O Tomires é o moreno à esquerda. 

http://lh6.ggpht.com/-IkOr4LaV8a4/UAyiKGS9osI/AAAAAAACcj8/A25uLFxJXmo/chamorro%25252C%252520pav%2525C3%2525A3o%252520e%252520tomires.jpg

 

 

Crônica de Mario Lopomo

Em 1970 jogavam no Morumbi Palmeiras x Fluminense.  Pedi licença para o chefe do plantão esportivo da Radio Bandeirantes, João Zanforlin, para ir ao Morumbi. Com uma credencial entrei para o gramado e fiquei ao lado de José Paulo Andrade,  que naquele dia fez a  abertura da jornada esportiva. A minha estada ali ao lado do Zé Paulo, sentado na beirada da linha lateral, tinha o propósito de pegar a camisa do Ademir da Guia para dar a meu filho mais velho , que tinha nascido uns dois meses antes.  A beira do gramado , estava  Dulcídio Wanderley Boschilla como bandeirinha, mas na verdade era arbitro, naquele ano ainda um novato que já vinha chamando atenção com belas arbitragens. Naquela tarde de sábado meio chuvoso, ele corria do meio do campo até a linha de fundo, próximo ao gol da entrada. Sempre que podia dava uma paradinha e falava algo pra nós.                                                                                   

Passou por nós e disse:                                                                                                                                                         

Poxa, esse Cesar só fica em impedimento, não posso deixar de marcar.  

Como arbitro ele progrediu muito e em 1974 era considerado o melhor do futebol brasileiro, apitando os dois jogos da final do campeonato Paulista que naquela época, para nos era mais importante  que o campeonato brasileiro.

No final dos anos 1980, na decisão do campeonato paulista Corinthians x São Paulo, Boschilla que tinha sofrido um acidente de carro, que ele perdeu a esposa, ele se restabelecia, mesmo assim foi chamado para apitar aquele jogo decisivo.

 Foi a única vez que um arbitro de futebol foi aplaudido por todos torcedores ao entrar em campo.

 

Dulcídio Wanderley Boschilla faleceu em São Paulo, vitimado por um câncer, em 14 maio de 1998, aos 59 anos. Foi um dos emblemáticos árbitros de todos os tempos no futebol

 

Craque da Portuguesa – Renato Violani

http://almalusa.net/imagens/craques/renato.jpg

Renato Violani se consagrou no ataque da Portuguesa compondo a vitoriosa equipe campeã do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955. Nascido em 1º de março de 1922, no bairro da Saúde em São Paulo, e falecido em 13 de outubro de 2000, iniciou sua carreira futebolística em 1940, no Estrela da Saúde, clube fundado por seu pai e tios, logo passando para o Juventus e a seguir para o Palmeiras.

 

Em 1945 foi contratado pela Portuguesa, que defendeu até 1955, atuando de ponta e meia-direita. Foi na Portuguesa que obteve suas maiores conquistas, como integrante daquela que é considerada a melhor equipe da Lusa de todos os tempos: Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

Pela Portuguesa conquistou ainda a Fita Azul, por turnês invictas pela Europa em 1951 e, em 1954, novamente a Portuguesa fez uma bela campanha na Europa ficando com o titulo de BI-Fita Azul.

 

Durante a primeira excursão da Portuguesa pela Europa, Renato despertou interesse do futebol francês. Contudo, devido à situação do pós-guerra e por sua família estar em São Paulo, o jogador preferiu permanecer no País.

 

Fez parte da seleção paulista que participou do confronto inaugural do Estádio do Maracanã em 1950. Os paulistas jogaram com: Osvaldo, Homero e Dema; Djalma Santos, Brandãozinho e Alfredo; Renato, Rubens (Luizinho), Augusto, Ponce de Leon, Pinga (Carbone) e Brandãozinho II (Leopoldo).

 

Fez parte também da seleção paulista campeão brasileiro de 1952, cuja base era a equipe da Portuguesa

Após se desligar da Portuguesa, em 1955, para tratar de negócios familiares, ainda encontrou tempo para jogar como amador, novamente no Estrela da Saúde, disputando o Campeonato Paulista da 2ª Divisão por mais três anos.

 

Continuou em contato com o futebol, participando ativamente do esquadrão do Veteranos Paulista FC e na várzea pelo Estado Novo FC, que defendeu até meados dos anos 70.

 

Mesmo tendo encerrado sua carreira profissional, manteve contato permanente com os clubes que defendeu e cultivou amizades feitas ao longo de sua carreira, participando sempre de eventos comemorativos dos clubes do estado de São Paulo, geralmente acompanhado dos amigos Oberdan Catani, Turcão, Canhotinho, Nena e Gustavo. Aliás amigos foi o que Renato Violani mais conquistou, com seu espírito alegre e comunicativo.

Por Mario Lopomo

Obs: Vi jogos do  Estrela da Saude em 1962 no bairro do Jabaquara em São Paulo. O Renato sempre estava presente nos jogos do Estrela.

 
Como era bom abrir um pacotinho de figurinhas
Espero que as fotos sejam inseridas. Estavam há muito no meu CPU e esquecidas. Coladas de sites de vendas e talvez da Panini, não me recordo. 

Assunto: Albuns Figurinhas Futebol anos 50/60


Album das Balas Centro Avante, de 1957

 
  Balas Equipe, de 1958  

Album de 1958/59.
Peça impar do colecionis mo Nacional.
   

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Album de 1960.
A Pérola do colecionism o de Albuns de Futebol.
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Album de 1960.
A Perola do coleconism o de Albuns de Futebol.
   

Este Álbum marcou minha infância, tinha 9 anos de idade. Seria como o Play Station 3 para os garotos de hoje.

Fotos de

Torneio Rio São Paulo
(pelos jogadores,  entre 1963/1965 )

 
Página 1

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P

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 Capa Album de 1956.
Sonho de consumo dos colecionadores de albuns de Futebol.
Página 2

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Página 4

 

Eu vi o grande Real Madri de 1960. Mesmo morando em São Paulo não era fácil , afinal  televisão era para poucos na época. Lembro-me que o grande time do Real tinha o ataque formado por Canário, Del Sol, Di Stefano, Puskas e Gento.  Neste ataque o grande Didi era reserva.

Por falar em Puskas, comprei recentemente uma camisa polo que faz homenagem ao atacante, chamando-o de Major Galopante. Creio ser pela patente de major do exército hungaro que servia. Porque essa citação? Porque a camisaria faz homenagens aos grandes craques de futebol em camisas  tipo polo de boa qualidade.

Voltando aos jogos do Real em 1960 , perto de casa tinha um bar com com TV, coisa rara na época, onde víamos os jogos do time espanhol aos domingos,   às 13h .

Na época eu tinha apenas 9 anos e com o dinheiro de apenas um guaraná, sentava-me no bar esperando pelo jogo. O pessoal do bar tinha muita paciência comigo, afinal era apenas um guaraná durante toda a partida. 

Para o pessoal 15 anos mais jovem pode parecer loucura. Afinal televisão para eles foi mais tranquilo,  eles não sabem a dificuldade que era assistir a um jogo de futebol na TV. Quando a gente conseguia ver era uma alegria só. Hoje você tropeça em TV em todos os lugares.

E eu  queria continuar no bar na sequência, afinal na antiga TV Tupi, na época canal 3, entrava a transmissão do Campeonato Paulista com o locutor Ari Silva. E na TV Record os jogos do Paulista  eram transmitidos pelo Raul Tabajara. 

Hoje mal consigo ver uma partida de futebol inteira. Falta o glamour da inacessível TV, faltam os bons jogadores sem contar a banalização dos jogos de futebol.

 

O Maracanã não tem mais o seu grande locutor. O estádio, antes da nova reforma para a Copa,  ganhou cadeiras, camarotes, mas estava mal vestido. Um locutor bilingüe, contratado pela organização  anunciava as escalações como em qualquer em outra parte do mundo. Era como se o estádio trajasse smoking, sem gravata. Faltava o detalhe que fazia de um jogo ali algo solene e imponente: o locutor Victório Gutemberg Volpato, a voz do Maracanã desde 1962. Pela primeira vez, não foram ouvidos ecos do bordão “A Suderj informa” naqueles dias quentes de janeiro.

Na mesma cabine em que assistiu ao milésimo gol de Pelé e aos melhores momentos de Zico e Romário, o radialista logo trocou a mágoa pela paixão por seu trabalho. Após o Mundial era o Victório, de sempre, alegre e espirituoso, que entrava nas cabines com estatísticas, trocadilhos e bordões, aproveitados em seguida nas transmissões dos colegas e amigos, como o locutor José Carlos Araújo e o comentarista Luís Mendes.

Seu ritmo pausado pelo suspense, a entonação vibrante e reverencial ao anunciar a escalação de um craque embalavam os tempos românticos no velho estádio. Saíram de cena Didi, Pelé e Zico. O bom futebol e os grandes públicos foram se afastando dali, mas aquela voz era onipresente. E enigmática. Poucas pessoas sabiam que vinha daquele capixaba franzino, nascido há 71 anos, em Cachoeiro de Itapemirim, que começou a carreira no rádio como disc-jóquei.

Praticamente anônimo, Victório chegava mais cedo ao estádio em dias de jogos para dar comida aos gatos e aos patos que vivem no Maracanã. Afastado do rádio, fato que lhe causava tristeza, tinha dificuldades financeiras e morava com a filha no Centro. Além de animais e de música, era apaixonado pelo Fluminense.


Fonte: O GLOBO

 
Era 20/03/1966,  segunda-feira à noite, fato inusitado,  jogo no Pacaembu entre Corinthians x Palmeiras, pelo Rio-São Paulo de 1966.
Com os auto-falantes trazendo emoção e um grande clima no ar, assim dizia o locutor do estádio:
A Secretaria Municipal de Esportes anuncia   a escalação das equipes para esta noite:
CORINTHIANS
Heitor, Jair Marinho, Ditão, Galhardo e Edson; Dino e Nair; Garrincha, Tales, Flavio e Gilson Porto.
PALMEIRAS
Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca  e Ferrari; Dudu e Zequinha; Gallardo, Ademar, Servílio e Rinaldo.
Gols: Rinaldo ( de penalti aos 33 ), Flávio aos 42 do 1° tempo. Servílio aos 33 do 2° tempo.
Era garoto, 15 anos, e fui ao jogo de carona em um Chevrolet daqueles antigos .
Na volta do estádio escutei no rádio do carro  a voz romântica de Fiori Gigliotti, que   não saia da minha cabeça e nem dos corintianos neste jogo.
Alongando ao máximo as palavras DEFEEEEEENDE VALDIR, ele narrou o pênalti perdido por Garrincha e defendido pelo goleiro Valdir Joaquim de Moraes aos 43 do 2° tempo.
 

Replay foi gravado na década de 70 pelo Trio Esperança. Seu refrão tornou-se jingle e sinônimo de comemoração de gol, através da rádio Jovem Pan. A ideia de adotar a música veio junto com uma reformulação da rádio, então conhecida como Panamericana, a “emissora dos esportes”. A reforma mudou o nome e o jeito de se fazer rádio, muito menos pesado. Foi nessa época que começou um dos monstros da narração, Osmar Santos. Mas quem melhor usou a vinhetinha foi outro titã, José Silvério – o pai do gol.

Não existe um único torcedor brasileiro, que não conheça este trecho (refrão) da música Replay, comumente usado em transmissões de futebol, por dezenas de emissoras, país afora.

Mas, certamente, muitos poucos sabem que a canção gravada pelo Trio Esperança, em 1973, retrata um gol de Paulo Cezar Caju com a camisa do Flamengo.

Na realidade, o lance não existiu, ao contrário do gol de Fio (também ex-Flamengo), que inspirou Jorge Ben a compor Fio Maravilha.

E embora Replay seja conhecida muito mais pelo refrão utilizado nas transmissões de futebol, foi com ela que os autores Roberto Correa e Jon Lemos, colocaram Paulo Cezar Caju na história da MPB.

LETRA DA MÚSICA

Faltavam só cinco minutos pra terminar o jogo
E o adversário fazia uma tremenda pressão
Sofria como um louco com o rádio colado ao pé do ouvido
Mas a nossa defesa é segura, é mesmo de seleção
Meu time bem armado, tranquilo, era final, era uma decisão
Até que o juíz apitou falta a favor do “mengão”

Paulo César prepara o seu chute fatal
Na barreira confusão é geral
Atenção( thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou

É gol…
Que felicidade!
É gol o meu time é alegria da cidade…

(e atenção que nós vamos repetir o gol…)

Atenção( thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou

É gol…
Que felicidade!
É gol o meu time é alegria da cidade…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do album de figurinhas Balas Futebol. Houve um ano em que as “carimbadas” foram substituídas pela figura do “futebolino”, mascote representando um menino com uniforme de jogador. Cada “futebolino” valia 1000 pontos.  Nesse álbum de 1953  aparece a figura do mascote Futebolino.

As balas Futebol tornaram-se famosas por serem portadoras de figurinha dos craques. A figurinha servia de invólucro à bala,  raramente  degustada, pois era sem gosto.

 

 

 

Os vídeos das torcidas podem ser vistos em http//www2.energiadastorcidas.com.br/

América-MG
O time e torcida do América-MG têm um orgulho imenso em serem os únicos que podem comemorar um decacampeonato no mundo todo! Além disso, para aumentar a festa americana, o Coelhão  comemorou seu centenário

Atlético GO
Quer ouvir uma história de amor entre torcida e clube? Então acompanhe essa história de garra, amor e entrega da torcida do Atlético-GO, que quase perdeu seu time, mas que ao ver isso acontecer, reergueu o clube com suas próprias mãos!

Atlético MG
A Massa Atleticana não tem esse nome a toa. De tão grande e tão apaixonada, a torcida do Galo dá um show para você nesse vídeo que se torna uma homenagem a todo esse amor.

Atlético PR
Em cada segundo desse vídeo você vai se arrepiar com o amor dos atleticanos pelo seu Furacão da Baixada! O Atlético rubro-negro mostra o quão grande e temido pode ser dentro de campo quando empurrado por sua torcida!

Avai
De Santa Catarina, vamos conhecer a força do Avaí na Ressacada! O torcedor avaiano carrega consigo as tradições e orgulhos locais, afinal, são Manezinhos da Ilha. E essas qualidades são heranças que os avaianos transformam em amor pelo seu time!

Bahia
Grande Bahia, clube glorioso, com uma torcida invencível em fervor e vibração. Um time que no seu hino coloca na garganta do torcedor um clamor constante por mais um gol, o maior combustível do futebol. “Somos da turma Tricolor… Bahêa, Bahêa, Bahêa!”

Botafogo
Superstição, tradição e muitas glórias. Dizendo isso de um torcedor, já podemos deduzir que se trata de um botafoguense. Alguns dos maiores nomes do futebol vestiram essa camisa, e por isso a torcida sabe que seu Botafogo merece todas as honrarias de um gigante do futebol!

Ceará
A alegria do povo cearense está ilustrada nesse vídeo que de tão contagiante quase levanta da cadeira quem o assiste. E é esse amor do torcedor que não podemos deixar de admirar! Como disse o ídolo Sérgio Alves, “Se o Ceará estiver precisando do meu sangue, eu doo…”.

Corinthians
“Aqui é Corinthians!” Conheça toda a energia e vibração da nação corintiana, a Fiel Torcida, que mesmo em anos de escassez de títulos e conquistas cresceu para empurrar o Timão às vitórias. Nunca subestime o amor de um alvinegro do Parque São Jorge!

Coritiba
Quando o coração do Alto da Glória pulsa, o estádio balança e a história do Couto Pereira se escreve em verde e branco. Essa torcida quando canta, rege o time como um maestro. No Couto, a Energia da Torcida Coxa Branca garante o resultado.

Cruzeiro
A torcida celeste enche o peito para falar de seu orgulho pelo Cruzeiro! Confira o vídeo da China Azul, como é conhecida a torcida cruzeirense devido o seu tamanho. Porém, ainda mais do que tamanho, o amor e sede por títulos é o que move a parte azul de Minas Gerais!

Figueirense
O torcedor do Furacão do Estreito é só alegria! E o Figueira faz por merecer o carinho, afinal seus torcedores são apaixonados e orgulhosos pelas glórias e mais glórias conquistadas em Santa Catarina. Os alvinegros cantam no Scarpelli com o coração e em qualquer situação!

Flamengo
A Nação! Não é a toa que a torcida rubro-negra é chamada assim. Ela tem o tamanho de uma nação e muito orgulho disso, assim como de suas cores, história e conquistas. O flamenguista até gosta de futebol, mas o que ele ama mesmo é o Flamengo!

Fluminense
Tradição e muitas histórias sobre o Tricolor das Laranjeiras estão nesse pequeno documentário que além de mostrar todo o amor dos torcedores do Fluminense, também apresenta o quanto o Flu pode ser diferenciado dentro do Maracanã!

Grêmio
Glória. Orgulho. Força! É assim que o Grêmio recebe o amor dos tricolores do Rio Grande do Sul. A parte azul desse povo aguerrido sempre está disposta a apoiar e empurrar seu time com muita força e amor. Em qualquer situação o gremista sempre cantará “Até a pé nós iremos”!

Internacional
De tantas glórias, o Internacional, “clube do povo do Rio Grande do Sul”, é hoje uma das maiores forças do Brasil em termos de história e conquistas. Boa parte disso está em dois de seus maiores patrimônios: o amor de seus torcedores e o Gigante da Beira-Rio! Dá-lhe Inter!

Palmeiras
O clube que melhor representa as tradições da capital paulista é o Palmeiras e suas raízes na colônia italiana, o que por sinal presenteou os palmeirenses com um sangue quente e apaixonado pelo seu Verdão. É de fato uma “torcida que canta e vibra”!

Santos
O clube do Rei e dos Meninos da Vila! O Santos se tornou um dos times de maior tradição em todo o mundo, e o santista ostenta isso como se fosse uma medalha. O orgulho para com os novos craques e em ser súdito do Rei Pelé faz desse torcedor um dos mais felizes do Brasil!

São Paulo
Um grande levantador de taças. Assim é o São Paulo! O Tricolor Paulista é um time muito vitorioso, e por isso sua torcida acaba sendo perita em comemorar e fazer festa. Por falar em festa, sinta um pouco dessas glórias nos olhos e vibração dos torcedores do Tricolor!

Vasco
Clube formado por colonos portugueses. Primeiro a abrir suas portas para a miscigenação brasileira. Esse é o Vasco da Gama, que em meio a tantas glórias, tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil. “Vamos todos cantar de coração!”

 

 

 

A Copa do Atlântico de Clubes de 1956 (semelhante à atual Taça Libertadores da América)
Participantes:

Argentina

Boca Juniors
River Plate
Racing
Lanús
San Lorenzo

Brasil

Corinthians
Santos
São Paulo
Fluminense
América-RJ

Uruguai

Nacional
Peñarol
Defensor
Danubio
Wanderers

1ª fase:

Lanus 5×1 Defensor – Viejo Gasometro – Buenos Aires
Wanderers 2×1 San Lorenzo – Estádio Centenário – Montevidéu
Nacional 0×1 São Paulo – Estádio Centenário – Montevidéu
Corinthians 2×2 Danubio (4×2 p.n) – Pacaembu – São Paulo
América RJ 2×1 Racing – Maracanã – Rio de Janeiro
Santos 4×0 River Plate – Vila Belmiro – Santos
Peñarol 0×1 Boca Juniors – Estádio Centenário – Montevidéu

OBS: O Fluminense entrou direto na segunda fase

Quartas de Finais

São Paulo 3×1 América RJ – Pacaembú – São Paulo
Wanderers 0×2 Lanús – Estádio Centenário – Montevidéu
Boca Junior 3×1 Fluminense – Viejo Gasometro – Buenos Aires
Corinthians 4×3 Santos – Pacaembu – São Paulo

Semifinais

Boca Juniors 2×0 Lanús – Viejo Gasometro – Buenos Aires
Corinthians 2×0 São Paulo – Pacaembu – São Paulo

Finais

Corinthians x Boca

O primeiro jogo da final foi marcado para o dia 19 de Julho com vitória de 3 x 2 para o Corinthians. O segundo jogo não ocorreu  já que o Boca Juniors ficou irritado com a eventual terceira partida ser realizada em São Paulo. O Corinthians foi declarado campeão por W.O.

Este torneio é  considerado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, a IFFHS, junto com a Sul americano de 1948 como Introdução da Copa Libertadores da América.

Participantes – 15
Organização – CBD, AFA e AUF
Período – 20 De Junho – 19 De Julho (1956)
Campeão – Corinthians
Vice-Campeão – Boca Juniors
Melhor Marcador – Cláudio (Corinthians)

http://www.rsssf.com/tablesa/atlanticoclub56.html

http://forum.esporte.uol.com.br/copa-do-atlantico-de-clube

 

Para quem ouviu falar vagamente. Eu cheguei a ver o final de carreira do Canhoteiro, ponta esquerda do São Paulo  e seus duelos com o lateral direito Idário do Corinthians.
Renato Pompeu fez em seu livro sobre o Canhoteiro, ilustrado no blog Futemoney a história deste que ficou conhecido como ‘O Garrincha da ponta esquerda’, que era um espetáculo a parte naquilo que se define como um jogo de futebol, fazendo com que seus marcadores virassem meros espectadores de sua habilidade. Era um ponteiro na essência, driblava a todos, brincava com a bola, mas como muitos de sua época acabou levando sua vida para um rumo que não era o da glóra merecida.

José Ribamar de Oliveira, o Canhoteiro, após iniciar carreira no América de Fortaleza, chegou ao São Paulo em 1954, onde virou um ídolo e uma lenda. Pelo tricolor paulista disputou 415 jogos e marcou 103 gols. Porém sofreu uma séria lesão em um lance com o zagueiro Homero do Corinthians, em uma lance comum, mas que lhe custou a carreira. Em 1963 foi vendido para o futebol mexicano, onde ficou por 3 anos, até que retornou para o Brasil apenas para se aposentar. já que não tinha mais condições físicas.

Comparação com Garrincha:

A comparação de Canhoteiro com Garrincha muito provavelmente seja feita mais para que todos que não conheceram Canhoteiro tenham idéia de seu futebol, já que a Anjo das pernas tortas tem uma história mais conhecida e mais vitoriosa.

Os dois ponteiros nunca jogaram juntos, porém chegaram à seleção na mesma época. Canhoteiro disputou apenas 16 partidas com a amarelinha, marcando somente um gol, na sua estréia contra o Paraguai no Pacaembu em 1955.

Segunto Renato Pompeu, autor do livro, Canhoteiro não chegou a ser convocado para a Copa de 1958 pois tinha medo de que fosse um fracasso como foi a Copa de 1954 e não como supostamente é dito, que ele não teria sido convocado pelo estilo leviano com que levava sua vida.

Renato também diz que Canhoteiro teria uma certa vantagem em relação a Garrincha, pois ao mesmo tempo em que Mané tinha as pernas tortas para confundir seus adversários, o ponta esquerda tinha o corpo inteiro torto, e com isso ninguém sabia para qual lado ele iria.

Reconhecimento:

Ao mesmo tempo que driblou a glória, Canhoteiro conquistou milhares de admiradores, foi um dos primeiros jogadores a ter um fã-clube no mundo e até hoje é lembrado por torcedores e profissionais do futebol como uma lenda.

Exemplos disso são as composições de Chico Buarque em ‘O Futebol’ e de Zeca Baleiro em ‘Canhoteiro’.

A primeira delas é sempre lembrada pelo trecho “Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para Didi para Pagão para Pelé e Canhoteiro”

Análise técnica

Cabeceio – Notabilizou-se, também, como um eficiente cabeceador.

Chute

Pé direito – Bom.

Pé esquerdo – Forte, embora às vezes um pouco precipitado.

Velocidade – Excelente.

Habilidade – Excepcional: ele é considerado um Garrincha do lado esquerdo do campo.

Posicionamento – Excelente.

Marcação – Não era a dele: preferia ser marcado.

 

Quando garoto, anos 60, ia aos estádios ver jogos do meu time de coração. Na época, o SCCP mandava seus jogos contra times pequenos no Parque São Jorge  e os clássicos normalmente no Pacaembú.
Com o tempo fui entendendo a estimativa de  público que determinado jogo teria. Para isso bastava olhar os ônibus e carros do trajeto ao estádio.
Do bairro que morava saiam ônibus que passavam perto do Pacaembú. No meio do trajeto os ônibus já deveriam ter razoável quantidade de torcedores. Um bom indício era ver os carros normalmente com quatro passageiros, típico de torcedores indo ao estádio.
Outro indício era ver os torcedores caminhando a pé pela avenida Paulista já perto da avenida Angélica, Dr. Arnaldo e cercanias.
Como os tempos eram aqueles, não existia a informação de quantos ingressos já foram vendidos na semana, mormente porque era raro venda antecipada.
O início  da  ocupação da torcida do Pacaembu se fazia  em aproximadamente  70% na parte central e os demais se assentavam nas cadeiras verdes atrás do gol de entrada do Pacaembu.
Pelas fotos de jogos com público de 12.000 a 18.000 torcedores dava para ter bem a idéia.
Mas o termômetro principal para ver se teríamos lotação total, além da verificação dos ônibus lotados pelo caminho, era a ocupação da saudosa Concha Acústica no lado oposto dos portões monumentais, onde se situa hoje o Tobogã.
O torcedor somente se dirigia para lá quando já rareavam os lugares das arquibancadas, que iam desde a estátua de Davi até as numeradas.
Quando tínhamos duas fileiras de torcedores em pé no Tobogã, já tínhamos mais de 20.000 torcedores no estádio.
E quanto mais fileiras iam aumentando era o sinal que o estádio caminhava para lotação total.

 

A Revista VIP matou uma curiosidade de muitos torcedores: para qual time torcem os repórteres, narradores e comentaristas esportivos? Tudo começou porque Galvão Bueno revelou ser flamenguista no programa “Altas Horas”, da Rede Globo.

O time com mais adeptos entre os narradores e comentaristas é o Corinthians, com 10 torcedores. Flamengo e São Paulo vêm em seguida, com nove torcedores cada um. As surpresas ficam por conta de Ponte Preta (Luciano do Valle) e do América-RJ, time do coração de Alex Escobar e José Trajano. Confira a lista completa:

Globo
Abel Neto — Santos
Arnaldo César Coelho — Flamengo
Caio Ribeiro — São Paulo
Casagrande — São Paulo
Cléber Machado — Santos
Fernanda Gentil — Flamengo
Galvão Bueno — Flamengo
José Roberto Wright — Fluminense
Luís Roberto — São Paulo
Mauro Naves — Corinthians
Milton Leite — Corinthians
Tiago Leifert — São Paulo

Band
Edmundo — Vasco
Luciano do Valle — Ponte Preta
Mauro Beting — Palmeiras
Milton Neves — Santos
Neto — Corinthians
Nivaldo Prieto — Palmeiras
Osmar de Oliveira — Corinthians

ESPN Brasil
André Kfouri — Corinthians
André Plihal — São Paulo
Antero Grecco — Palmeiras
Arnaldo Ribeiro — São Paulo
Cícero Melo — Fluminense
Fernando Calazans — Flamengo
Gian Oddi — Palmeiras
João Carlos Albuquerque — Santos
João Palomino — São Paulo
José Trajano — América-RJ
Juca Kfouri — Corinthians
Leonardo Bertozzi — Atlético-MG
Lúcio de Castro — Flamengo
Márcio Guedes — Botafogo
Mauro Cezar Pereira — Flamengo
Paulo “Amigão” Soares — São Paulo
Paulo Calçade — Corinthians
Paulo Vinícius Coelho — Palmeiras
Rodrigo Rodrigues — Flamengo

SporTV
Alberto Helena Jr. — São Paulo
Alex Escobar — Vasco ou América-RJ
André Lofredo — Corinthians
André Rizek — Corinthians
Carlos Cereto — Corinthians
Lédio Carmona — Vasco
Luis Carlos Jr. — Fluminense
Marcelo Barreto — Flamengo
Mauricio Noriega — Palmeiras
Paulo César Vasconcelos — Botafogo
Renato Mauricio Prado — Flamengo

 

Depois que o futebol profissional do Comercial foi extinto restaram ainda os times das categorias  infantil e juvenil que participaram dos campeonatos da Federação Paulista de Futebol.  Vi várias partidas do Comercial com o Estrela no campo do Estrela da Saúde no bairro do Jabaquara em São Paulo .  Consegui informações do clube no blog http://botoesparasempre.blogspot.com.br

Comercial Futebol Clube – Clube extinto da capital paulista

O Comercial Futebol Clube foi um clube brasileiro de futebol da cidade de São Paulo. Fundado em 3 de abril de 1939, suas cores eram vermelha e branca. Foi um dos membros fundadores da Federação Paulista de Futebol. É um clube extinto.

História
O Comercial Futebol Clube tinha por objetivo ser o segundo time de todo mundo. Seu apelido, inclusive, era “O mais simpático”, que juntamente com seu mascote, reforçava a imagem de atrair o torcedor de outros clubes. Durante a déc. de 50 possuiu em seus quadros jogadores que iriam “brilhar” mais tarde nos clube “grandes” de SP, tais como Dino Sani e Gino Orlando.
Em 1953 a equipe fundiu-se com o São Caetano Esporte Clube, dando origem à Associação Atlética São Bento. O clube durou apenas 4 anos. Com a separação, em 1957 o Comercial, que tinha sua sede na Praça Clóvis Bevilaqua, volta a disputar o Campeonato Paulista no ano seguinte, mas não repete as mesmas campanhas de sua primeira fase. Cai para a segunda divisão em 1960 e para a terceira em 1961, quando a equipe profissional foi desativada.
Participou 19 vezes do Campeonato Paulista de Futebol, e continuou participando dos campeonatos infanto-juvenis da Federação Paulista de Futebol até o final da década de 1960, quando veio a desaparecer. Seu presidente mais conhecido foi o saudoso Capitão Oberdan de Nicola.

 

caricatura by MAM – Mundo Botafogo

O goleiro representa o anti-herói do futebol porque a sua função é impedir o torcedor de fazer a festa – a festa do gol.

Algumas frases sobre os goleiros

“É a águia solitária, o homem misterioso, o último defensor. Os fotógrafos se ajoelham com reverência para imortalizá-lo em pleno salto espetacular”. Vladimir Nabokov, escritor russo.

“Carrega nas costas o número um. Primeiro a receber, primeiro a pagar. O goleiro sempre tem culpa. E, se não tem, paga do mesmo jeito”. Eduardo Galeano, escritor uruguaio.

“Um atacante, um médio e mesmo um zagueiro podem falhar. Só o arqueiro tem de ser infalível”. Nelson Rodrigues, escritor.

“Maldito é o goleiro. No lugar onde ele pisa, nunca nasce grama”. Atribuída a Don Rose Cavaca, humorista carioca.

“Todo gol é um erro do goleiro. Mesmo que ele não ache isso, alguém achará”. Joseph Bell, goleiro da Seleção de Camarões nas Copas do Mundo de 1990 e 1994.

“Nada me ensinou mais na vida do que o fato de ter sido goleiro”. Albert Camus, escritor Prêmio Nobel de Literatura (1957).

http://i110.twenga.com/esportes

Eu comecei a acompanhar jogos de futebol a partir de 1960 e tive a felicidade de ver  grandes goleiros brasileiros e alguns estrangeiros. De Castilho a Taffarell nunca tivemos problemas debaixo dos três paus.

Infelizmente estamos vivendo um período de escassez de grandes goleiros.

Gilberto Maluf

 

Parte da  torcida do Bangu chegou ao Engenhão para o jogo contra o Botafogo, de trem. Estava vendo o programa Tá na Área no Sportv quando as câmeras mostraram o trem chegando ao Engenhão.  Falaram que a   viagem  de Bangu à Engenho de Dentro durou 40 minutos.

Queria estar nesse trem!  Seria muito bom ver a alegria estampada nos torcedores banguenses chegando de novo a a ter chances de chegar a uma final no Carioca.

Em 2006 pude ver parte da torcida do América do Rio chegando ao Maracanã de Metrô.  Estava lá! Vi a alegria dos americanos,  depois de alguns  anos,  se encontrando nas arquibancadas do Maracanã.  E cantaram  aquele hino lindo do América.

Só mesmo o futebol!

 

 

O San-São mais famoso de todos

Seria o con­fronto entre o então cam­peão mun­dial Santos — que meses mais tarde con­quis­taria o bi — contra um São Paulo já com um elenco econô­mico por causa da cons­trução do Mo­rumbi. Apesar desse elenco econô­mico, o tri­color ter­mi­naria aquele Cam­pe­o­nato Pau­lista de 1963 com o vice-campeonato, seis pontos atrás do cam­peão Pal­meiras e oito na frente do Santos, que teve sua sequência de três tí­tulos es­ta­duais que­brada. Àquela al­tura do pri­meiro turno os times do in­te­rior já tinha jo­gado mais vezes que os ditos grandes, tanto é que numa ta­bela por pontos ga­nhos o XV de Pi­ra­ci­caba li­de­rava, com ca­torze pontos em onze jogos, mas na­quela época o que se le­vava em con­si­de­ração eram os pontos per­didos, fór­mula que era pos­sível uti­lizar quando as vi­tó­rias va­liam dois pontos. Por pontos per­didos, o Pal­meiras já de­tinha a ponta, com dois pontos per­didos em sete jogos, ambos per­didos em em­pates fora de casa contra São Bento e Santos. O Santos vinha logo atrás, com três pontos per­didos em oito jogos, en­quanto o São Paulo es­tava mais atrás, com seis pontos per­didos em nove jogos.

Mas poucos são-paulinos lembram-se do Pau­listão de 1963 pelo vice-campeonato, pois há uma lem­brança muito mais sa­bo­rosa da­quela cam­panha: a go­leada por 4×1 sobre o Santos, no Pa­ca­embu, quando o ad­ver­sário li­te­ral­mente fugiu de campo. Al­gumas fontes apontam er­ro­ne­a­mente que o clás­sico contra o Peixe deu-se no dia 14, uma quarta-feira, mas na ver­dade foi no dia se­guinte. Seria o ter­ceiro jogo pelo São Paulo de Pagão, então com 28 anos, de­pois de perder es­paço para Cou­tinho no Santos e sair bri­gado da Vila Bel­miro. Talvez por isso, o cen­tro­a­vante teve uma atu­ação es­pe­ta­cular, par­ti­ci­pando de dois gols e mar­cando outro.

Quem também se des­tacou foi o pa­ra­guaio Ce­cilio Mar­tínez que co­meçou a jo­gada do pri­meiro gol, logo aos seis mi­nutos, com um passe para Faus­tino na di­reita. O meia passou por dois ad­ver­sá­rios, cortou para o meio e, ainda fora da área, chutou ras­teiro e Gilmar não con­se­guiu al­cançar. Contra o Santos da­quela dé­cada, o placar de 1×0 es­tava longe de ser ga­rantia de nada, es­pe­ci­al­mente no co­me­cinho do jogo. Cinco meses antes, em 7 de março, o São Paulo abrira o placar aos 28 mi­nutos contra o Peixe em par­tida pelo Rio–São Paulo e ter­minou o pri­meiro tempo ven­cendo por 2×1. O placar final da­quele jogo? Santos 6×2, a maior go­leada san­tista na his­tória do clássico.

E a his­tória pa­receu repetir-se quando Pelé em­patou o jogo, aos vinte mi­nutos. A sen­sação de déjà-vu au­mentou aos 37, com o São Paulo de novo na frente, igual­zinho ao con­fronto an­te­rior. Mauro tinha a bola na in­ter­me­diária, mas perdeu-a para Pagão, que tocou para Benê e re­cebeu de volta en­quanto o meia dis­pa­rava. O lan­ça­mento de Pagão foi pre­ciso, e Benê re­cebeu a bola livre na frente de Gilmar para de­sem­patar. As se­me­lhanças com o jogo de março pa­raram por aí.

Pagão co­brou falta para Sa­bino, um ata­cante que tinha vindo em 1961 da In­ter­na­ci­onal de Be­be­douro, onde era co­nhe­cido pelo ape­lido de Pelé de Be­be­douro — não por causa de seu fu­tebol, até ra­zoável, mas pela se­me­lhança fí­sica. Ele lançou Ce­cilio Mar­tínez pela es­querda. O pa­ra­guaio pe­ne­trou na área e cruzou para a boca do gol, onde Sa­bino des­locou Gilmar, que nem se mexeu, abrindo dois gols de van­tagem. A con­fusão co­meçou aí. O ban­dei­rinha teria apon­tado im­pe­di­mento no lance, mas foi ig­no­rado pelo ár­bitro Ar­mando Mar­ques, que deu o gol. Coin­ci­dência ou não, duas se­manas antes o Santos tinha feito um pro­testo na Fe­de­ração Pau­lista, ale­gando que Ar­man­dinho es­taria sendo tendencioso.

O cen­tro­a­vante san­tista Cou­tinho re­solveu peitar o ár­bitro: “Sa­tis­feito, ‘Flor­zinha’?” Foi ex­pulso no ato. “Eu o chamei pelo nome e falei: ‘Pode ir em­bora, seu Ho­nório.’”, disse Ar­mando em en­tre­vista à Re­vista Ofi­cial do São Paulo em 2010. Pelé, ges­ti­cu­lando bas­tante, também foi re­clamar. Na mesma en­tre­vista, Ar­mando também lembra o que disse para o Atleta do Sé­culo: “Edison, o se­nhor está ex­pulso. Retire-se.” Na época os car­tões ver­melho e ama­relo ainda não ti­nham sido in­ven­tados, e o juiz apenas si­na­li­zava as expulsões.

O pri­meiro tempo ter­mi­naria sem mai­ores per­calços, mas o téc­nico são-paulino, Oswaldo Brandão, já ima­gi­nava que o se­gundo tempo seria di­fe­rente. “Esse jogo não vai acabar”, disse, na saída para o in­ter­valo. “O Nélson Con­se­tino [mé­dico do Santos] veio me falar que eles vão melar o jogo.” O medo do Santos seria levar uma go­leada. “Não uma sova qual­quer, de 5×1 ou 6×1″, es­creveu Con­rado Gi­a­co­mini no livro Dentre os Grandes, És o Pri­meiro, “mas um mas­sacre de oito ou nove, que po­deria virar man­chete no mundo todo, jus­ta­mente no mo­mento em que o Peixe co­me­çava a se des­tacar in­ter­na­ci­o­nal­mente. Seria um escândalo!”

Em­bora hou­vesse es­pe­cu­lação de que o Santos nem vol­taria dos ves­tiá­rios, o time voltou a campo para o se­gundo tempo. O pro­blema é que, ao invés de voltar com nove jo­ga­dores, apenas oito es­tavam em campo: o es­tre­ante lateral-direito Apa­re­cido ficou no ves­tiário. “[Apa­re­cido] mis­te­ri­o­sa­mente contundiu-se no ves­tiário (?!)”, iro­nizou Gi­a­co­mini. As re­gras do fu­tebol só pas­sa­riam a per­mitir subs­ti­tui­ções a partir de Copa do Mundo de 1970, então a par­tida se­guiu com uma van­tagem nu­mé­rica são-paulina de três ho­mens. Com apenas três mi­nutos de jogo, a su­pe­ri­o­ri­dade passou a ser de quatro ho­mens. Pepe trombou com Bel­lini em um lance normal e jogou-se ao chão, su­pos­ta­mente sem con­di­ções de se­guir jo­gando. Não dava para acre­ditar que era apenas coincidência.

Mas o cai-cai não foi rá­pido o bas­tante para im­pedir o quarto gol são-paulino. Com a bola na di­reita, Ro­berto Dias viu Pagão dis­pa­rando pelo meio e fez o lan­ça­mento. Pagão re­cebeu e soltou a bomba, ven­cendo Gilmar. O gol seria o pe­núl­timo lance do jogo. Na saída de bola, Dorval deu um chute e caiu ao gra­mado. Outro que não po­deria mais con­ti­nuar. Quando um time fica com menos de sete jo­ga­dores em campo, o ár­bitro é obri­gado a en­cerrar a par­tida. Os são-paulinos ten­taram de­mover os san­tistas da ideia de aban­donar o campo, sem sucesso.

No dia se­guinte, o jornal A Ga­zeta Es­por­tiva es­tam­paria em man­chete “Santos fugiu do campo”.
Ficha Técnica

Por Alexandre Giesbrecht

 

Em 1951, pelo Torneio   Rio São Paulo,  os dois times decidiram o titulo pelo sistema melhor de três. E o Palmeiras venceu os dois cotejos.  3 x 2 e 3 x 1, com o celebre gol de falta de Jair Rosa Pinto, uma bomba que passou rente ao rosto  do goleiro Cabeção, que passou a ser chamado de cego em jogos noturnos. A ficha dos dois jogos, estão abaixo.

PALMEIRAS 3 X 2 CORINTHIANS

Competição: Torneio Rio-São Paulo/ Final-1º jogo

Data: domingo, 8/abril (tarde)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Caetano Bovino

Renda: Cr$ 735 953,00

Público: não disponível

PALMEIRAS: Oberdan, Salvador e Oswaldo; Waldemar Fiúme, Luiz Villa e Dema; Lima, Aquiles, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues

Técnico: Ventura Cambon

CORINTHIANS: Cabeção, Homero e Rosalém; Idário, Touguinha (Lorena) e Julião; Cláudio, Luizinho, Baltazar (Jackson), Nardo e Colombo

Técnico: Newton Senra

Gols: Liminha 4, Colombo 34 e Homero (contra) 42 do 1º; Jackson 3 e Aquiles 20 do 2º

Expulsão: Colombo

PALMEIRAS 3 X 1 CORINTHIANS

Competição: Torneio Rio-São Paulo/ Final – 2º jogo

Data: quarta-feira, 11/abril (noite)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Dante Rossi

Renda: Cr$ 827 992,00

Público: 54 465

PALMEIRAS: Oberdan, Salvador e Oswaldo; Waldemar Fiúme, Luiz Villa e Dema; Lima, Aquiles, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues

Técnico: Ventura Cambon

CORINTHIANS: Cabeção, Homero e Rosalém; Idário, Touguinha (Lorena) e Julião; Cláudio, Luizinho, Baltazar (Jackson), Nardo e Nelsinho

Técnico: Newton Senra

Gols: Jair 17, Aquiles 33 e Luizinho 34 do 1º; Jair 7 do 2º

Expulsões: Luiz Villa e Cláudio

No ano de 1954  havia   grande interesse em ser campeão por se tratar do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, cujos resultados ficariam para sempre na história. E foi o Corinthians que mandou naquele ano.

PALMEIRAS 0 X 1 CORINTHIANS

Competição: Torneio Rio-São Paulo/Turno Único

Data: sábado, 10/julho (tarde)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Juan Lorenzo Castaldi (URUGUAI)

Renda: Cr$ 646 915,00

Público: não disponível

PALMEIRAS: Cavani, Manoelito e Cação; Waldemar Fiúme, Tocafundo e Dema; Elzo, Humberto, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues.

Técnico: Cláudio Cardoso

CORINTHIANS: Gilmar (Cabeção) Murilo, (Homero) E Olavo. (Diogo) Idario, Goiano e Roberto. Claudio, Luisinho, Nardo (Paulo) Carbone, (Rafael) (Gatão) e Simão (Souzinha) (RatoII)

Tecnico: Osvaldo Brandão (estréia)

Gol: Cláudio 29 do 1º

No campeonato Paulista, o Corinthians foi liderando desde o inicio, com ampla vantagem que foi diminuindo ao final do campeonato conseguindo o titulo na penúltima rodada frente ao arqui rival Palmeiras, em fevereiro de 1955, com o empate de 1 x 1.

PALMEIRAS 1 X 1 CORINTHIANS

Competição: Campeonato Paulista/Segundo Turno

Data: domingo, 6/fevereiro (tarde)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Esteban Marino (URUGUAI)

Renda: Cr$ 1 233 055,00

Público: não disponível

PALMEIRAS: Laércio, Manoelito e Cação; Nilo, Waldemar Fiúme e Dema; Liminha, Humberto, Nei, Jair Rosa Pinto e Rodrigues

Técnico: Aymoré Moreira

CORINTHIANS: Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão

Técnico: Oswaldo Brandão

Gols: Luizinho 10 do 1º; Nei 7 do 2

Fonte: historiador Mario Lopomo

 

 
Não deixe de clicar na torre da igreja, campo de futebol e na seta que fica piscando no piso da praça. Também nas casas
comerciais.( a casa de ferramentas e o dentista por exemplo).
Vá passando o mouse pelas casinhas.

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Para quem viveu no interior é riso garantido.Tenham uma boa estada em Camanducaia.

Para visitar Camanducaia clique no link abaixo:
 fonte: recebi por e-mail de J.M.Aquino
 
A SAGA BANGUENSE
Na propaganda da extinta Fábrica de Tecidos BANGU este nome, significava:
B= Beleza; A= Arte; N= Novidade; G= Gosto; U= Utilidade.
Quanta sabedoria! Que síntese! Jovens não estranhem a palavra propaganda! Na época, o estrangeirismo ainda não predominava no Brasil e a expressão “marketing” não se usava.
A Fábrica de Tecidos Bangu, deu origem ao nome do Clube, Bangu Atlético Clube (BAC), de história rica e gloriosa. O bairro de Bangu foi o palco onde, pela primeira vez, se jogou futebol no Brasil. O emblema do BAC é, sem dúvida, o mais belo do Brasil! As iniciais BAC, no escudo, simbolizam o social, o cultural e o esportivo. O B é o pincenê (social); o A, é um suporte para pintura de telas (cultural); o C é uma ferradura (o esportivo, e representa a sorte nas competições).
Ratificando, o Bangu Atlético Clube tem a sua origem numa Fábrica. Localiza-se na zona Oeste da cidade. Na época, era considerada zona rural. Foi o primeiro clube no Brasil a contar nas suas fileiras, com um jogador negro. O có-irmão e poderoso Clube de Regatas Vasco da Gama reivindica esta conquista. Entre os clubes grandes, sim. Entre todos os clubes do Brasil, o BANGU ATLÉTICO CLUBE foi o primeiro.
Jamais consegui entender a lógica do porque uma Instituição com história riquíssima e de origem tão popular, não conseguiu atrair a simpatia das classes menos favorecidas e congregar uma grande torcida. O Bangu seria o lidmo representante da classe operária. Na cidade do Rio de Janeiro, os clubes de grandes torcidas são oriundos da Zona Sul. A exceção é o Vasco da Gama. O fenômeno da torcida do Flamengo, retrata a maior incoerência desta história. É considerado como o clube da maioria de torcedores negros e pobres. Por que? A sua origem decorre de uma cisão de um clube de elite: o Fluminense. Contradições do nosso querido Brasil!
Mas, o enfoque da análise é o querido Bangu Atlético Clube. Em 1951, o amor da família Silverinha, decide que o Bangu seria clube grande. Contrataram o maior jogador da história do clube: Zizinho ou o famoso Mestre Ziza. Conseguimos o vice-campeonato daquele ano e daí para frente o clube firmou- se entre os grandes. Junto com o América, formava no grupo dos seis grandes clubes do Rio de Janeiro. Foram conquistados pelo Bangu, mais alguns vice-campeonatos. No início dos anos 60, a família Andrade (Eusébio, o pai e Castor, o filho) resolveu formar equipes poderosas que culminaram com as conquistas de Campeão Carioca em 1966 e Vice-campeão Brasileiro, em 1985.
Creio que estes dois ciclos, encerram um período em que o sucesso dependia de um dono. Por amor ao clube, os gastos eram compensados pelas alegrias. Foi encerrada a fase que qualifico como “profissionalismo amador”. Antes a Instituição dependia somente de dispor de muito dinheiro. Como a vida é um processo dinâmico, tudo mudou. Não me proponho a discutir se as mudanças foram para melhor ou pior. O fato é que não cabe mais a figura de dono do clube, filosofia que me parece perdura no Bangu. Esta herança permanece. Aliás, na maioria dos clubes brasileiros. As diretorias se sucedem como em um clã. Será a origem do fracasso do atual futebol brasileiro?  Hoje, se não houver competência…………………………
Mas, afinal onde esta crônica pretenda chegar? Perguntaria o leitor! Caros amigos Banguenses e simpatizantes do futebol, afirmar que o BAC, a partir das mudanças dos rumos deste exacerbado profissionalismo, vive um processo agonizante. Todo início de campeonato local, a dúvida surge: será que o Bangu vai cair para a 2ª. Divisão? Pergunta pertinente porque já aconteceu duas vezes. No Campeonato Brasileiro, o Bangu participa em que divisão?
Nunca antes na história do Bangu, o clube foi tão humilhado! O ano de 2012 mostra o conjunto da obra da total incompetência dos atuais dirigentes(?) da Entidade. No primeiro turno de um campeonato medíocre, o Bangu conseguiu a incrível façanha de ser, entre todos, o mais medíocre.  Sete jogos, sete derrotas, ZERO ponto.
Nas fases mais difíceis o Bangu sempre revelou excelentes jogadores. A lista é extensa, o destaque é para o Ademir da Guia.
Na era dos patrocínios, o Bangu não sabe como explorar a sua rica e bela história passada para atrair as grandes empresas.
A exemplo do lema da antiga Fábrica, solicito aos responsáveis pelos destinos do clube que administrem com:
Beleza;
                                                                          Arte;
    Novidade;
Gosto;
    Utilidade.
O meu desabafo é em homenagem ao falecido Juarez, símbolo da torcida Banguense, que criou o lema:
“SOMOS BANGU, ETERNAMENTE BANGU”
 
O BANGU ATLÉTICO CLUBE, POR TUDO QUE REPRESENTA PARA O FUTEBOL BRASILEIRO, NÃO MERECE TAMANHO DESRESPEITO!
 
Jairo Leal de Salles (Convicto Banguense)
 

HIERARQUIA- “Só existem três  poderes no Universo: Deus no céu, o Papa no Vaticano e Dadá na grande área”

VOCAÇÃO- ” No futebol há nove posições e duas profissões: goleiro e centroavante”

ESOTERISMO- ” Se minha estrela não brilhar, vou lá e passo lustrador nela”

ENSINO FUNDAMENTAL- “Pelé,  Garrincha e Dadá tinham que ser curriculum escolar”

ESTÉTICA- ” Não existe gol feio, feio é não  fazer gol”

AUTO-CRÍTICA- ” Chuto tão mal que, no dia que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol”

AERODINÂMICA-” Me diz o nome de três coisas que param no ar: Beija-Flor, Helicóptero e Dadá MAravilha”

DADÁ HELPDESK-”Não me venham com o problemática que eu tenho com a solucionática”

PRIORIDADES-”Nunca aprendi a jogar futebol. Perdi muito tempo fazendo gols”

POESIA DADAÍSTA-” Com Dadá em campo não tem placar em branco”

 

 
GRANDE RESENHA FACIT
Período de Exibição: 09/1966 – 01/1971
Horário: às 21h30/ em 1967, depois às 23h30
Periodicidade: aos domingos
- Grande Resenha Facit foi a primeira mesa-redonda de futebol na TV Globo. Era composta por comentaristas que discutiam a atuação e o desempenho dos times cariocas, principalmente nos jogos disputados no Maracanã no final de semana.
- A mesa era formada por Armando Nogueira (que, em seguida, se tornaria diretor da Central Globo de Jornalismo), Nelson Rodrigues, João Saldanha, José Maria Scassa, Hans Henningsen (o “Marinheiro Sueco”), Vitorino Vieira, o ex-artilheiro Ademir e, como âncora, Luiz Mendes.
- O apresentador Luiz Mendes conta que sugeriu a ideia da mesa-redonda ao então diretor da TV Rio, Walter Clark, depois de assistir na emissora a um debate político entre os comentaristas Oliveira Bastos, Murilo Mello Filho e Villas-Boas Corrêa. O apresentador achava os debates interessantes e se questionava por que não poderia ser feito um programa no mesmo formato sobre futebol, já que os jogos eram disputados todo final de semana.
- O programa foi criado na TV Rio por Walter Clark e Luiz Mendes, em 1963, com o nome de Grande Revista Esportiva. Passou a se chamar Grande Resenha Facit logo depois que ganhou o patrocínio da empresa Facit, fabricadora de máquinas de escrever. A mesa-redonda foi trazida para a TV Globo em setembro de 1966.
- Pouco antes da sua estreia, entre os meses de junho e agosto, por ocasião da Copa do Mundo da Inglaterra, foi exibido na emissora o programa Facit com a Seleção.
- Os integrantes da mesa discutiam os jogos com paixão de torcedor. Os comentários eram sempre inflamados e geravam polêmica. Segundo Armando Nogueira, ele era o único que tentava impor isenção em seus comentários diante dos demais debatedores, que defendiam seus times de todas as formas. Nelson Rodrigues era um tricolor fanático, José Maria Scassa era rubro-negro aguerrido e João Saldanha, botafoguense doente. O Vasco era defendido por Vitorino Vieira e Ademir. Armando Nogueira, também torcedor do Botafogo, usava terno e gravata para se distinguir dos outros e passar uma imagem de isenção e credibilidade.
- Nas discussões na mesa-redonda, José Maria Scassa costumava afirmar: “Quem não é torcedor do Flamengo, é contra o Flamengo”.
- Certo dia, num jogo entre o Botafogo e o Fluminense, Nelson Rodrigues teimou em afirmar que o juiz Airton Viera de Moraes estava certo em não marcar um pênalti contra o time tricolor. O apresentador Luiz Mendes pediu, então, para rodar o VT da partida, e a imagem comprovava que o pênalti havia sido cometido contra o Fluminense. A resposta de Nelson se tornou célebre: “Se o vídeo diz que foi pênalti, pior para o videoteipe. O videoteipe é burro.”
- Um outro episódio famoso do programa aconteceu com João Saldanha. Na final do campeonato carioca, no jogo entre Bangu e Botafogo, Saldanha sugeriu que o contraventor Castor de Andrade teria oferecido suborno aos jogadores do Botafogo para que eles facilitassem a partida para o Bangu. Durante todo o jogo, Saldanha criticou a atuação do goleiro Manga do time alvinegro. O Botafogo venceu a final por 2 a 1. No mesmo dia, à noite, o jornalista foi participar da mesa-redonda na TV Globo e afirmou que Castor de Andrade estava tentando estender o seu poder para o futebol carioca. Pouco tempo depois, o próprio Castor chegou à emissora com seus seguranças e ameaçou o jornalista.
- Profissionais como Léo Batista, Mário Viana e Washington Rodrigues chegaram a integrar equipe do Grande Resenha Facit.
- O programa fez um grande sucesso na época em que foi exibido e é considerado uma das melhores mesas-redondas esportivas da televisão brasileira.
- Em 1969, João Saldanha saiu temporariamente do programa, quando assumiu o comando da seleção brasileira de futebol. O jornalista montou uma equipe que ficou conhecida como as “feras do Saldanha”, porém, saiu da seleção poucos meses antes da Copa do México de 1970, por divergências com a então direção da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). No período em que atuou como técnico, Saldanha participou da mesa-redonda apenas como convidado do programa.
- Nos seus três últimos meses, o programa ganhou o nome de Super Resenha esportiva.[Fontes: ESQUENAZI, Rose. No Túnel do Tempo: Uma memória afetiva da televisão brasileira, Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1993; MÁXIMO, João. João Saldanha: sobre nuvens de fantasia. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Prefeitura, 1996; SALDANHA, João. Vida que segue: Saldanha e as Copas de 1966 e 1970. Organização: Raul Milliet. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2006. “Hoje na TV”. In: O Globo, 1966-1971.]

 

Será que valerá a escrita?

A MALDIÇÃO DOS OITO ANOS
Coritiba – campeão em 1985, rebaixado em 1993
Palmeiras -; campeão em 1994, rebaixado em 2002
Grêmio -; campeão em 1996, rebaixado em 2004
Corinthians -; campeão em 1999, rebaixado em 2007
Vasco -; campeão em 2000, rebaixado em 2008
Cruzeiro -; campeão em 2003, em 2011…

Fonte: ESPN

 

O placar de São Januário, mais uma vez, foi ‘personagem’ de uma gafe. Na partida desta quarta-feira contra a Univesidad de Chile (CHI), pela Copa Sul-Americana, o nome do clube chileno foi redigido equivocadamente como “Univercidade”.

Não foi a primeira vez que o placar da Colina Histórica cometeu erros. Seja na grafia ou em anúncios errados, a temporada de 2011 conta com uma lista vasta de enganos que chegaram até a prejudicar o time da casa.

Placar de São Januário mostra grafia errada da Universidad de Chile (Foto: Isabelle Soares)

www.lancenet.com.br

 

Camisa com a cidade de Tóquio com grafia incorreta. Foto: Divulgação / VIPCOMMCamisa com a cidade de Tóquio com grafia incorreta. Foto: Divulgação / VIPCOMM

Pegou muito mal a grafia incorreta da cidade de Tóquio, o Japão, nas camisetas comemorativas do Flamengo, em alusão à conquista do Mundial Interclubes, em 1981. O erro foi assumido por Eduardo Vinícius de Souza, que pediu desculpas pela grafia “Tokio”.

As camisas foram lançadas pela Olympikus, e o padrão foi definido junto com a Comissão do Conselho Deliberativo do clube, presidida por Souza, que define os padrões dos novos uniformes com a empresa de material esportivo.

Eduardo Souza mandou uma resposta para um blog, onde pede desculpas pelo erro. “Assumo a responsabilidade pela não percepção do erro na grafia do nome da capital do Japão”, afirmou na nota. “Lamento não ser bom revisor na língua de Shakespeare e peço desculpas. O que me consola é o fato de não ter lido reclamações com relação às incontestáveis inscrições – em português –.

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