Há tempos ouvi no programa “São Paulo de todos os tempos”, da rádio Eldorado , de um historiador, o dia em que o São Paulo Futebol Clube foi escolhido como o time mais querido da cidade. Ele contou que Getúlio Vargas foi ao Pacaembu na década de 40 para comemorar o dia do trabalhador, 1º de maio. São Paulo, na época, sentia-se traído desde a época da Revolução Constitucionalista, movimento deflagrado pelos paulistas contra a ditadura de Getúlio Vargas, que não queria promulgar nova Constituição para o país.

Então, os alto-falantes anunciaram a presença do ditador, que foi recebido com vaia estrondosa. Mas Getúlio não se abalou e falou ao então governador Ademar de Barros: “Puxa, eu não sabia que o senhor era impopular!” Mas, na época, o povo era muito educado. Passado o momento da vaia, vieram os desfiles das equipes paulistas que participariam do Torneio de Início. Uma a uma, as equipes eram apresentadas pelos alto-falantes. Quando entrou o time que levava o nome da cidade, São Paulo Futebol Clube, os aplausos foram demasiados, em uma forma de mostrar fidelidade ao estado de São Paulo contra o então ditador. Desde então, por ser o time mais aplaudido no Pacaembu, foi escolhido como o time mais querido da cidade.

 

Na sua 121ª Partida Internacional, o Botafogo de Garrincha e Nílton Santos foi até a Hungria e fez um Jogo de muitos Gols contra um Combinado entre o Grande Honvéd de Puskas, Kocsis, Bozsik, Czibor e cia e o Ferencváros. O placar foi de 6 à 2 para os Hungaros. Veja os Gols da partida.

http://www.youtube.com/watch?v=QDusPWPSIes

 

http://blog.pittsburgh.com.br/pseudopapel/wp-content/uploads/2012/11/19760407-Jornal-da-Tarde-255x387.jpg

A seleção tem uma ordem: Atacar

A ordem é do treinador Osvaldo Brandão, para o jogo da Seleção Brasileira, esta noite, em Assunção, contra o Paraguai. O time foi escalado com:  Valdir Perez, Nelinho, Miguel, Amaral e Marco Antonio. Chicão e Rivelino. Gil, Enéas, Zico e Joãozinho. 

Na semana que passou o Jornal da Tarde fechou suas portas e não circula mais.  Nas segundas-feiras o jornal tinha um caderno de esportes que ficou nas nossas memórias.  Nelson Rodrigues tinha uma coluna neste Caderno de Esportes e nós, paulistas, podíamos nos deliciar com seus comentários.

Uma coisa é certa: Tudo Passa!

 

 

O gol de Basílio na final do Paulista de 1977  tem   narração nas vozes de Fiori Gigliotti, José Italiano, Jose Silvério e Osmar Santos .

Na narração de José Italiano, corintiano fanático, ouve-se a entrada do repórter de campo Geraldo Blota, passando uma emoção que jamais ouvi na rádio. Para ouvir, independente do clube do coração, pois trata-se de registros históricos de nossos narradores.
Para abrir a página:
http://radioamantes.wordpress.com/tag/jose-italiano/

Depois deste registro histórico, relembrei as transmissões da TV Gazeta, com as figuras impolutas nas narrações,  José Italiano e Peirão de Castro.
José Italiano, corintiano  fanático e Peirão de Castro, santista fanático. Quando acontecia o clássico Corinthians x Santos, a  característica peculiar era a narração a partir do meio de campo do Corinthians pelo José Italiano e quando a bola voltava e entrava no ataque do Santos, entrava Peirão de Castro. As provocações eram hilariantes.

Lembro-me  que quando um atacante do  Santos dava um chute fraco e que saia longe do gol, o Zé Italiano chamava o reporter de campo Geraldo Blota e perguntava: E aí GB? Você viu o chutinho dele ?
Aí entrava o GB e falava: fraquinho….fraquinho.
Geraldo Blota, GB,  tinha verdadeira adoração pelo Corintians, a ponto de jogar o microfone para o alto e dar cambalhotas atrás do gol do advesário quando o Timão fazia gol.
Também no  som da rádio de 1977  tem gravada a Chamada do Futebol Paulista de 1977. Essa chamada foi feita no exato dia de 28 de Setembro de 1977 e Ficou no ar até o dia 02 de Outrubro do Mesmo ano…Por que?Porque era a estreia na Radio Globo Nacional(nome de transição para o nome atual,pois a Radio Globo SP era a Radio Nacional SP) do ”Pai da Materia” Osmar Santos,e que iria narrar o jogo da Semi-Final do Campeonato Paulista,Corinthians x São Paulo(o vencedor foi o Corintians)!

-Equipe Esportiva naquele jogo:
Narrador:Osmar Santos

Comentarios:Loureiro Junior;

Participação Especial:Valdir Amaral,Pedro Luiz e Mario Moreis;

Reportagem:Juarez Soares,Oscar Ulysses,Roberto Carmona,Henrique Guilherme e Castilho de Andrade . Acessar:

 

 

 

Por falar mal do Vasco da Gama, o locutor esportivo Ari Barroso, flamenguista roxo, foi impedido de transmitir um jogo Vasco x Flamengo, e….. justo ele não iria transmitir? Claro que sim, mesmo que fosse em cima de uma telhado próximo ao estádio de São Januário. Dizem que era o telhado de um galinheiro.

http://www.extra.ufjf.br/noticias/especiais/Ary/telhado.gif

A estréia da gaitinha aconteceu na transmissão do jogo Vasco x São Cristovão, que que o Vasco venceu por 7 x 1. Foram, portanto, oito apitos de gaita. O sucesso causou frenesi e aumentou com a escandalosa parcialidade do locutor: os gols do Flamengo eram comemorados com sopros mais longos que das outras equipes. 

Ari transmitia os jogos  desde o ano de 1936 pela Rádio  Cruzeiro do Sul no Rio de Janeiro, e mais tarde pela televisão   . 

Não era o cara mais indicado para ser locutor esportivo porque não era imparcial. Tinha predileção pelo C R Flamengo, e se enervava quando o seu time não ia bem, principalmente quando o jogo era contra  o seu mais temível adversário o Fluminense . Num determinado jogo entre esses dois times, quando  o Fluminense dava um calor no seu Flamengo, ele dizia: Lá vai o Telê,  meuDeus!

 Quando o Flamengo era atacado ele dizia mensagens do tipo:  “Ih, lá vem os inimigos. Eu não quero nem olhar.”

Mais uma de suas narrações: ” Falta na entrada da área contra o Flamengo. Barreira sendo fomada. Goleiro apreensivo. Ari não se continha: É uma falta perigosíssima contra o Flamengo. Eu não quero nem ver.!”

Alem de locutor esportivo foi, jornalista, produtor de espetáculos teatrais, compositor de música popular , animador de programas  de calouros de rádio e televisão, músico (era pianista) chefe de família e político. Foi ele, Ari Barroso, como vereador da cidade do Rio de Janeiro em 1948 fez o projeto legislativo  para a construção do estádio do Maracanã para a disputa do campeonato mundial de 1950.

Mario Lopomo, www. extra.ufif.br

 

 

Conversando com um jornalista amigo, fiquei sabendo que o Santos até hoje não pagou o passe do Pavão junto ao Flamengo.  A compra ocorreu na segunda parte da década de 50.  Ou seja, já se faziam maracutaias desde aquela época.

Aí me lembrei de um amigo torcedor do América, que frequenta o Maracanã desde 1951, ou seja, tem história.  Ele diz  que Tomires numa dividida não pouparia nem a mãe.

A mágoa fica por conta da decisão do carioca de 1955, onde  a dupla de zaga da Gávea, Tomires e Pavão, bateu todos os recordes mundiais de faltas violentas em um único prélio, transformando o Maracanã em um circo romano. Esse último comentário das Histótias do Brasil, contadas por Luiz Antonio Simas.

Segue foto da primeira linha de defensores do Flamengo, com o Goleiro Chamorro , o Pavão e o Tomires.  O Tomires é o moreno à esquerda. 

http://lh6.ggpht.com/-IkOr4LaV8a4/UAyiKGS9osI/AAAAAAACcj8/A25uLFxJXmo/chamorro%25252C%252520pav%2525C3%2525A3o%252520e%252520tomires.jpg

 

 

Crônica de Mario Lopomo

Em 1970 jogavam no Morumbi Palmeiras x Fluminense.  Pedi licença para o chefe do plantão esportivo da Radio Bandeirantes, João Zanforlin, para ir ao Morumbi. Com uma credencial entrei para o gramado e fiquei ao lado de José Paulo Andrade,  que naquele dia fez a  abertura da jornada esportiva. A minha estada ali ao lado do Zé Paulo, sentado na beirada da linha lateral, tinha o propósito de pegar a camisa do Ademir da Guia para dar a meu filho mais velho , que tinha nascido uns dois meses antes.  A beira do gramado , estava  Dulcídio Wanderley Boschilla como bandeirinha, mas na verdade era arbitro, naquele ano ainda um novato que já vinha chamando atenção com belas arbitragens. Naquela tarde de sábado meio chuvoso, ele corria do meio do campo até a linha de fundo, próximo ao gol da entrada. Sempre que podia dava uma paradinha e falava algo pra nós.                                                                                   

Passou por nós e disse:                                                                                                                                                         

Poxa, esse Cesar só fica em impedimento, não posso deixar de marcar.  

Como arbitro ele progrediu muito e em 1974 era considerado o melhor do futebol brasileiro, apitando os dois jogos da final do campeonato Paulista que naquela época, para nos era mais importante  que o campeonato brasileiro.

No final dos anos 1980, na decisão do campeonato paulista Corinthians x São Paulo, Boschilla que tinha sofrido um acidente de carro, que ele perdeu a esposa, ele se restabelecia, mesmo assim foi chamado para apitar aquele jogo decisivo.

 Foi a única vez que um arbitro de futebol foi aplaudido por todos torcedores ao entrar em campo.

 

Dulcídio Wanderley Boschilla faleceu em São Paulo, vitimado por um câncer, em 14 maio de 1998, aos 59 anos. Foi um dos emblemáticos árbitros de todos os tempos no futebol

 

Craque da Portuguesa – Renato Violani

http://almalusa.net/imagens/craques/renato.jpg

Renato Violani se consagrou no ataque da Portuguesa compondo a vitoriosa equipe campeã do Torneio Rio-São Paulo em 1952 e 1955. Nascido em 1º de março de 1922, no bairro da Saúde em São Paulo, e falecido em 13 de outubro de 2000, iniciou sua carreira futebolística em 1940, no Estrela da Saúde, clube fundado por seu pai e tios, logo passando para o Juventus e a seguir para o Palmeiras.

 

Em 1945 foi contratado pela Portuguesa, que defendeu até 1955, atuando de ponta e meia-direita. Foi na Portuguesa que obteve suas maiores conquistas, como integrante daquela que é considerada a melhor equipe da Lusa de todos os tempos: Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

Pela Portuguesa conquistou ainda a Fita Azul, por turnês invictas pela Europa em 1951 e, em 1954, novamente a Portuguesa fez uma bela campanha na Europa ficando com o titulo de BI-Fita Azul.

 

Durante a primeira excursão da Portuguesa pela Europa, Renato despertou interesse do futebol francês. Contudo, devido à situação do pós-guerra e por sua família estar em São Paulo, o jogador preferiu permanecer no País.

 

Fez parte da seleção paulista que participou do confronto inaugural do Estádio do Maracanã em 1950. Os paulistas jogaram com: Osvaldo, Homero e Dema; Djalma Santos, Brandãozinho e Alfredo; Renato, Rubens (Luizinho), Augusto, Ponce de Leon, Pinga (Carbone) e Brandãozinho II (Leopoldo).

 

Fez parte também da seleção paulista campeão brasileiro de 1952, cuja base era a equipe da Portuguesa

Após se desligar da Portuguesa, em 1955, para tratar de negócios familiares, ainda encontrou tempo para jogar como amador, novamente no Estrela da Saúde, disputando o Campeonato Paulista da 2ª Divisão por mais três anos.

 

Continuou em contato com o futebol, participando ativamente do esquadrão do Veteranos Paulista FC e na várzea pelo Estado Novo FC, que defendeu até meados dos anos 70.

 

Mesmo tendo encerrado sua carreira profissional, manteve contato permanente com os clubes que defendeu e cultivou amizades feitas ao longo de sua carreira, participando sempre de eventos comemorativos dos clubes do estado de São Paulo, geralmente acompanhado dos amigos Oberdan Catani, Turcão, Canhotinho, Nena e Gustavo. Aliás amigos foi o que Renato Violani mais conquistou, com seu espírito alegre e comunicativo.

Por Mario Lopomo

Obs: Vi jogos do  Estrela da Saude em 1962 no bairro do Jabaquara em São Paulo. O Renato sempre estava presente nos jogos do Estrela.

 
Como era bom abrir um pacotinho de figurinhas
Espero que as fotos sejam inseridas. Estavam há muito no meu CPU e esquecidas. Coladas de sites de vendas e talvez da Panini, não me recordo. 

Assunto: Albuns Figurinhas Futebol anos 50/60


Album das Balas Centro Avante, de 1957

 
  Balas Equipe, de 1958  

Album de 1958/59.
Peça impar do colecionis mo Nacional.
   

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Album de 1960.
A Pérola do colecionism o de Albuns de Futebol.
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Album de 1960.
A Perola do coleconism o de Albuns de Futebol.
   

Este Álbum marcou minha infância, tinha 9 anos de idade. Seria como o Play Station 3 para os garotos de hoje.

Fotos de

Torneio Rio São Paulo
(pelos jogadores,  entre 1963/1965 )

 
Página 1

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P

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 Capa Album de 1956.
Sonho de consumo dos colecionadores de albuns de Futebol.
Página 2

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Página 4

 

Eu vi o grande Real Madri de 1960. Mesmo morando em São Paulo não era fácil , afinal  televisão era para poucos na época. Lembro-me que o grande time do Real tinha o ataque formado por Canário, Del Sol, Di Stefano, Puskas e Gento.  Neste ataque o grande Didi era reserva.

Por falar em Puskas, comprei recentemente uma camisa polo que faz homenagem ao atacante, chamando-o de Major Galopante. Creio ser pela patente de major do exército hungaro que servia. Porque essa citação? Porque a camisaria faz homenagens aos grandes craques de futebol em camisas  tipo polo de boa qualidade.

Voltando aos jogos do Real em 1960 , perto de casa tinha um bar com com TV, coisa rara na época, onde víamos os jogos do time espanhol aos domingos,   às 13h .

Na época eu tinha apenas 9 anos e com o dinheiro de apenas um guaraná, sentava-me no bar esperando pelo jogo. O pessoal do bar tinha muita paciência comigo, afinal era apenas um guaraná durante toda a partida. 

Para o pessoal 15 anos mais jovem pode parecer loucura. Afinal televisão para eles foi mais tranquilo,  eles não sabem a dificuldade que era assistir a um jogo de futebol na TV. Quando a gente conseguia ver era uma alegria só. Hoje você tropeça em TV em todos os lugares.

E eu  queria continuar no bar na sequência, afinal na antiga TV Tupi, na época canal 3, entrava a transmissão do Campeonato Paulista com o locutor Ari Silva. E na TV Record os jogos do Paulista  eram transmitidos pelo Raul Tabajara. 

Hoje mal consigo ver uma partida de futebol inteira. Falta o glamour da inacessível TV, faltam os bons jogadores sem contar a banalização dos jogos de futebol.

 

O Maracanã não tem mais o seu grande locutor. O estádio, antes da nova reforma para a Copa,  ganhou cadeiras, camarotes, mas estava mal vestido. Um locutor bilingüe, contratado pela organização  anunciava as escalações como em qualquer em outra parte do mundo. Era como se o estádio trajasse smoking, sem gravata. Faltava o detalhe que fazia de um jogo ali algo solene e imponente: o locutor Victório Gutemberg Volpato, a voz do Maracanã desde 1962. Pela primeira vez, não foram ouvidos ecos do bordão “A Suderj informa” naqueles dias quentes de janeiro.

Na mesma cabine em que assistiu ao milésimo gol de Pelé e aos melhores momentos de Zico e Romário, o radialista logo trocou a mágoa pela paixão por seu trabalho. Após o Mundial era o Victório, de sempre, alegre e espirituoso, que entrava nas cabines com estatísticas, trocadilhos e bordões, aproveitados em seguida nas transmissões dos colegas e amigos, como o locutor José Carlos Araújo e o comentarista Luís Mendes.

Seu ritmo pausado pelo suspense, a entonação vibrante e reverencial ao anunciar a escalação de um craque embalavam os tempos românticos no velho estádio. Saíram de cena Didi, Pelé e Zico. O bom futebol e os grandes públicos foram se afastando dali, mas aquela voz era onipresente. E enigmática. Poucas pessoas sabiam que vinha daquele capixaba franzino, nascido há 71 anos, em Cachoeiro de Itapemirim, que começou a carreira no rádio como disc-jóquei.

Praticamente anônimo, Victório chegava mais cedo ao estádio em dias de jogos para dar comida aos gatos e aos patos que vivem no Maracanã. Afastado do rádio, fato que lhe causava tristeza, tinha dificuldades financeiras e morava com a filha no Centro. Além de animais e de música, era apaixonado pelo Fluminense.


Fonte: O GLOBO

 
Era 20/03/1966,  segunda-feira à noite, fato inusitado,  jogo no Pacaembu entre Corinthians x Palmeiras, pelo Rio-São Paulo de 1966.
Com os auto-falantes trazendo emoção e um grande clima no ar, assim dizia o locutor do estádio:
A Secretaria Municipal de Esportes anuncia   a escalação das equipes para esta noite:
CORINTHIANS
Heitor, Jair Marinho, Ditão, Galhardo e Edson; Dino e Nair; Garrincha, Tales, Flavio e Gilson Porto.
PALMEIRAS
Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Minuca  e Ferrari; Dudu e Zequinha; Gallardo, Ademar, Servílio e Rinaldo.
Gols: Rinaldo ( de penalti aos 33 ), Flávio aos 42 do 1° tempo. Servílio aos 33 do 2° tempo.
Era garoto, 15 anos, e fui ao jogo de carona em um Chevrolet daqueles antigos .
Na volta do estádio escutei no rádio do carro  a voz romântica de Fiori Gigliotti, que   não saia da minha cabeça e nem dos corintianos neste jogo.
Alongando ao máximo as palavras DEFEEEEEENDE VALDIR, ele narrou o pênalti perdido por Garrincha e defendido pelo goleiro Valdir Joaquim de Moraes aos 43 do 2° tempo.
 

Replay foi gravado na década de 70 pelo Trio Esperança. Seu refrão tornou-se jingle e sinônimo de comemoração de gol, através da rádio Jovem Pan. A ideia de adotar a música veio junto com uma reformulação da rádio, então conhecida como Panamericana, a “emissora dos esportes”. A reforma mudou o nome e o jeito de se fazer rádio, muito menos pesado. Foi nessa época que começou um dos monstros da narração, Osmar Santos. Mas quem melhor usou a vinhetinha foi outro titã, José Silvério – o pai do gol.

Não existe um único torcedor brasileiro, que não conheça este trecho (refrão) da música Replay, comumente usado em transmissões de futebol, por dezenas de emissoras, país afora.

Mas, certamente, muitos poucos sabem que a canção gravada pelo Trio Esperança, em 1973, retrata um gol de Paulo Cezar Caju com a camisa do Flamengo.

Na realidade, o lance não existiu, ao contrário do gol de Fio (também ex-Flamengo), que inspirou Jorge Ben a compor Fio Maravilha.

E embora Replay seja conhecida muito mais pelo refrão utilizado nas transmissões de futebol, foi com ela que os autores Roberto Correa e Jon Lemos, colocaram Paulo Cezar Caju na história da MPB.

LETRA DA MÚSICA

Faltavam só cinco minutos pra terminar o jogo
E o adversário fazia uma tremenda pressão
Sofria como um louco com o rádio colado ao pé do ouvido
Mas a nossa defesa é segura, é mesmo de seleção
Meu time bem armado, tranquilo, era final, era uma decisão
Até que o juíz apitou falta a favor do “mengão”

Paulo César prepara o seu chute fatal
Na barreira confusão é geral
Atenção( thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou

É gol…
Que felicidade!
É gol o meu time é alegria da cidade…

(e atenção que nós vamos repetir o gol…)

Atenção( thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou

É gol…
Que felicidade!
É gol o meu time é alegria da cidade…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capa do album de figurinhas Balas Futebol. Houve um ano em que as “carimbadas” foram substituídas pela figura do “futebolino”, mascote representando um menino com uniforme de jogador. Cada “futebolino” valia 1000 pontos.  Nesse álbum de 1953  aparece a figura do mascote Futebolino.

As balas Futebol tornaram-se famosas por serem portadoras de figurinha dos craques. A figurinha servia de invólucro à bala,  raramente  degustada, pois era sem gosto.

 

 

 

Os vídeos das torcidas podem ser vistos em http//www2.energiadastorcidas.com.br/

América-MG
O time e torcida do América-MG têm um orgulho imenso em serem os únicos que podem comemorar um decacampeonato no mundo todo! Além disso, para aumentar a festa americana, o Coelhão  comemorou seu centenário

Atlético GO
Quer ouvir uma história de amor entre torcida e clube? Então acompanhe essa história de garra, amor e entrega da torcida do Atlético-GO, que quase perdeu seu time, mas que ao ver isso acontecer, reergueu o clube com suas próprias mãos!

Atlético MG
A Massa Atleticana não tem esse nome a toa. De tão grande e tão apaixonada, a torcida do Galo dá um show para você nesse vídeo que se torna uma homenagem a todo esse amor.

Atlético PR
Em cada segundo desse vídeo você vai se arrepiar com o amor dos atleticanos pelo seu Furacão da Baixada! O Atlético rubro-negro mostra o quão grande e temido pode ser dentro de campo quando empurrado por sua torcida!

Avai
De Santa Catarina, vamos conhecer a força do Avaí na Ressacada! O torcedor avaiano carrega consigo as tradições e orgulhos locais, afinal, são Manezinhos da Ilha. E essas qualidades são heranças que os avaianos transformam em amor pelo seu time!

Bahia
Grande Bahia, clube glorioso, com uma torcida invencível em fervor e vibração. Um time que no seu hino coloca na garganta do torcedor um clamor constante por mais um gol, o maior combustível do futebol. “Somos da turma Tricolor… Bahêa, Bahêa, Bahêa!”

Botafogo
Superstição, tradição e muitas glórias. Dizendo isso de um torcedor, já podemos deduzir que se trata de um botafoguense. Alguns dos maiores nomes do futebol vestiram essa camisa, e por isso a torcida sabe que seu Botafogo merece todas as honrarias de um gigante do futebol!

Ceará
A alegria do povo cearense está ilustrada nesse vídeo que de tão contagiante quase levanta da cadeira quem o assiste. E é esse amor do torcedor que não podemos deixar de admirar! Como disse o ídolo Sérgio Alves, “Se o Ceará estiver precisando do meu sangue, eu doo…”.

Corinthians
“Aqui é Corinthians!” Conheça toda a energia e vibração da nação corintiana, a Fiel Torcida, que mesmo em anos de escassez de títulos e conquistas cresceu para empurrar o Timão às vitórias. Nunca subestime o amor de um alvinegro do Parque São Jorge!

Coritiba
Quando o coração do Alto da Glória pulsa, o estádio balança e a história do Couto Pereira se escreve em verde e branco. Essa torcida quando canta, rege o time como um maestro. No Couto, a Energia da Torcida Coxa Branca garante o resultado.

Cruzeiro
A torcida celeste enche o peito para falar de seu orgulho pelo Cruzeiro! Confira o vídeo da China Azul, como é conhecida a torcida cruzeirense devido o seu tamanho. Porém, ainda mais do que tamanho, o amor e sede por títulos é o que move a parte azul de Minas Gerais!

Figueirense
O torcedor do Furacão do Estreito é só alegria! E o Figueira faz por merecer o carinho, afinal seus torcedores são apaixonados e orgulhosos pelas glórias e mais glórias conquistadas em Santa Catarina. Os alvinegros cantam no Scarpelli com o coração e em qualquer situação!

Flamengo
A Nação! Não é a toa que a torcida rubro-negra é chamada assim. Ela tem o tamanho de uma nação e muito orgulho disso, assim como de suas cores, história e conquistas. O flamenguista até gosta de futebol, mas o que ele ama mesmo é o Flamengo!

Fluminense
Tradição e muitas histórias sobre o Tricolor das Laranjeiras estão nesse pequeno documentário que além de mostrar todo o amor dos torcedores do Fluminense, também apresenta o quanto o Flu pode ser diferenciado dentro do Maracanã!

Grêmio
Glória. Orgulho. Força! É assim que o Grêmio recebe o amor dos tricolores do Rio Grande do Sul. A parte azul desse povo aguerrido sempre está disposta a apoiar e empurrar seu time com muita força e amor. Em qualquer situação o gremista sempre cantará “Até a pé nós iremos”!

Internacional
De tantas glórias, o Internacional, “clube do povo do Rio Grande do Sul”, é hoje uma das maiores forças do Brasil em termos de história e conquistas. Boa parte disso está em dois de seus maiores patrimônios: o amor de seus torcedores e o Gigante da Beira-Rio! Dá-lhe Inter!

Palmeiras
O clube que melhor representa as tradições da capital paulista é o Palmeiras e suas raízes na colônia italiana, o que por sinal presenteou os palmeirenses com um sangue quente e apaixonado pelo seu Verdão. É de fato uma “torcida que canta e vibra”!

Santos
O clube do Rei e dos Meninos da Vila! O Santos se tornou um dos times de maior tradição em todo o mundo, e o santista ostenta isso como se fosse uma medalha. O orgulho para com os novos craques e em ser súdito do Rei Pelé faz desse torcedor um dos mais felizes do Brasil!

São Paulo
Um grande levantador de taças. Assim é o São Paulo! O Tricolor Paulista é um time muito vitorioso, e por isso sua torcida acaba sendo perita em comemorar e fazer festa. Por falar em festa, sinta um pouco dessas glórias nos olhos e vibração dos torcedores do Tricolor!

Vasco
Clube formado por colonos portugueses. Primeiro a abrir suas portas para a miscigenação brasileira. Esse é o Vasco da Gama, que em meio a tantas glórias, tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil. “Vamos todos cantar de coração!”

 

 

 

A Copa do Atlântico de Clubes de 1956 (semelhante à atual Taça Libertadores da América)
Participantes:

Argentina

Boca Juniors
River Plate
Racing
Lanús
San Lorenzo

Brasil

Corinthians
Santos
São Paulo
Fluminense
América-RJ

Uruguai

Nacional
Peñarol
Defensor
Danubio
Wanderers

1ª fase:

Lanus 5×1 Defensor – Viejo Gasometro – Buenos Aires
Wanderers 2×1 San Lorenzo – Estádio Centenário – Montevidéu
Nacional 0×1 São Paulo – Estádio Centenário – Montevidéu
Corinthians 2×2 Danubio (4×2 p.n) – Pacaembu – São Paulo
América RJ 2×1 Racing – Maracanã – Rio de Janeiro
Santos 4×0 River Plate – Vila Belmiro – Santos
Peñarol 0×1 Boca Juniors – Estádio Centenário – Montevidéu

OBS: O Fluminense entrou direto na segunda fase

Quartas de Finais

São Paulo 3×1 América RJ – Pacaembú – São Paulo
Wanderers 0×2 Lanús – Estádio Centenário – Montevidéu
Boca Junior 3×1 Fluminense – Viejo Gasometro – Buenos Aires
Corinthians 4×3 Santos – Pacaembu – São Paulo

Semifinais

Boca Juniors 2×0 Lanús – Viejo Gasometro – Buenos Aires
Corinthians 2×0 São Paulo – Pacaembu – São Paulo

Finais

Corinthians x Boca

O primeiro jogo da final foi marcado para o dia 19 de Julho com vitória de 3 x 2 para o Corinthians. O segundo jogo não ocorreu  já que o Boca Juniors ficou irritado com a eventual terceira partida ser realizada em São Paulo. O Corinthians foi declarado campeão por W.O.

Este torneio é  considerado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, a IFFHS, junto com a Sul americano de 1948 como Introdução da Copa Libertadores da América.

Participantes – 15
Organização – CBD, AFA e AUF
Período – 20 De Junho – 19 De Julho (1956)
Campeão – Corinthians
Vice-Campeão – Boca Juniors
Melhor Marcador – Cláudio (Corinthians)

http://www.rsssf.com/tablesa/atlanticoclub56.html

http://forum.esporte.uol.com.br/copa-do-atlantico-de-clube

 

Para quem ouviu falar vagamente. Eu cheguei a ver o final de carreira do Canhoteiro, ponta esquerda do São Paulo  e seus duelos com o lateral direito Idário do Corinthians.
Renato Pompeu fez em seu livro sobre o Canhoteiro, ilustrado no blog Futemoney a história deste que ficou conhecido como ‘O Garrincha da ponta esquerda’, que era um espetáculo a parte naquilo que se define como um jogo de futebol, fazendo com que seus marcadores virassem meros espectadores de sua habilidade. Era um ponteiro na essência, driblava a todos, brincava com a bola, mas como muitos de sua época acabou levando sua vida para um rumo que não era o da glóra merecida.

José Ribamar de Oliveira, o Canhoteiro, após iniciar carreira no América de Fortaleza, chegou ao São Paulo em 1954, onde virou um ídolo e uma lenda. Pelo tricolor paulista disputou 415 jogos e marcou 103 gols. Porém sofreu uma séria lesão em um lance com o zagueiro Homero do Corinthians, em uma lance comum, mas que lhe custou a carreira. Em 1963 foi vendido para o futebol mexicano, onde ficou por 3 anos, até que retornou para o Brasil apenas para se aposentar. já que não tinha mais condições físicas.

Comparação com Garrincha:

A comparação de Canhoteiro com Garrincha muito provavelmente seja feita mais para que todos que não conheceram Canhoteiro tenham idéia de seu futebol, já que a Anjo das pernas tortas tem uma história mais conhecida e mais vitoriosa.

Os dois ponteiros nunca jogaram juntos, porém chegaram à seleção na mesma época. Canhoteiro disputou apenas 16 partidas com a amarelinha, marcando somente um gol, na sua estréia contra o Paraguai no Pacaembu em 1955.

Segunto Renato Pompeu, autor do livro, Canhoteiro não chegou a ser convocado para a Copa de 1958 pois tinha medo de que fosse um fracasso como foi a Copa de 1954 e não como supostamente é dito, que ele não teria sido convocado pelo estilo leviano com que levava sua vida.

Renato também diz que Canhoteiro teria uma certa vantagem em relação a Garrincha, pois ao mesmo tempo em que Mané tinha as pernas tortas para confundir seus adversários, o ponta esquerda tinha o corpo inteiro torto, e com isso ninguém sabia para qual lado ele iria.

Reconhecimento:

Ao mesmo tempo que driblou a glória, Canhoteiro conquistou milhares de admiradores, foi um dos primeiros jogadores a ter um fã-clube no mundo e até hoje é lembrado por torcedores e profissionais do futebol como uma lenda.

Exemplos disso são as composições de Chico Buarque em ‘O Futebol’ e de Zeca Baleiro em ‘Canhoteiro’.

A primeira delas é sempre lembrada pelo trecho “Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para Didi para Pagão para Pelé e Canhoteiro”

Análise técnica

Cabeceio – Notabilizou-se, também, como um eficiente cabeceador.

Chute

Pé direito – Bom.

Pé esquerdo – Forte, embora às vezes um pouco precipitado.

Velocidade – Excelente.

Habilidade – Excepcional: ele é considerado um Garrincha do lado esquerdo do campo.

Posicionamento – Excelente.

Marcação – Não era a dele: preferia ser marcado.

 

Quando garoto, anos 60, ia aos estádios ver jogos do meu time de coração. Na época, o SCCP mandava seus jogos contra times pequenos no Parque São Jorge  e os clássicos normalmente no Pacaembú.
Com o tempo fui entendendo a estimativa de  público que determinado jogo teria. Para isso bastava olhar os ônibus e carros do trajeto ao estádio.
Do bairro que morava saiam ônibus que passavam perto do Pacaembú. No meio do trajeto os ônibus já deveriam ter razoável quantidade de torcedores. Um bom indício era ver os carros normalmente com quatro passageiros, típico de torcedores indo ao estádio.
Outro indício era ver os torcedores caminhando a pé pela avenida Paulista já perto da avenida Angélica, Dr. Arnaldo e cercanias.
Como os tempos eram aqueles, não existia a informação de quantos ingressos já foram vendidos na semana, mormente porque era raro venda antecipada.
O início  da  ocupação da torcida do Pacaembu se fazia  em aproximadamente  70% na parte central e os demais se assentavam nas cadeiras verdes atrás do gol de entrada do Pacaembu.
Pelas fotos de jogos com público de 12.000 a 18.000 torcedores dava para ter bem a idéia.
Mas o termômetro principal para ver se teríamos lotação total, além da verificação dos ônibus lotados pelo caminho, era a ocupação da saudosa Concha Acústica no lado oposto dos portões monumentais, onde se situa hoje o Tobogã.
O torcedor somente se dirigia para lá quando já rareavam os lugares das arquibancadas, que iam desde a estátua de Davi até as numeradas.
Quando tínhamos duas fileiras de torcedores em pé no Tobogã, já tínhamos mais de 20.000 torcedores no estádio.
E quanto mais fileiras iam aumentando era o sinal que o estádio caminhava para lotação total.

 

A Revista VIP matou uma curiosidade de muitos torcedores: para qual time torcem os repórteres, narradores e comentaristas esportivos? Tudo começou porque Galvão Bueno revelou ser flamenguista no programa “Altas Horas”, da Rede Globo.

O time com mais adeptos entre os narradores e comentaristas é o Corinthians, com 10 torcedores. Flamengo e São Paulo vêm em seguida, com nove torcedores cada um. As surpresas ficam por conta de Ponte Preta (Luciano do Valle) e do América-RJ, time do coração de Alex Escobar e José Trajano. Confira a lista completa:

Globo
Abel Neto — Santos
Arnaldo César Coelho — Flamengo
Caio Ribeiro — São Paulo
Casagrande — São Paulo
Cléber Machado — Santos
Fernanda Gentil — Flamengo
Galvão Bueno — Flamengo
José Roberto Wright — Fluminense
Luís Roberto — São Paulo
Mauro Naves — Corinthians
Milton Leite — Corinthians
Tiago Leifert — São Paulo

Band
Edmundo — Vasco
Luciano do Valle — Ponte Preta
Mauro Beting — Palmeiras
Milton Neves — Santos
Neto — Corinthians
Nivaldo Prieto — Palmeiras
Osmar de Oliveira — Corinthians

ESPN Brasil
André Kfouri — Corinthians
André Plihal — São Paulo
Antero Grecco — Palmeiras
Arnaldo Ribeiro — São Paulo
Cícero Melo — Fluminense
Fernando Calazans — Flamengo
Gian Oddi — Palmeiras
João Carlos Albuquerque — Santos
João Palomino — São Paulo
José Trajano — América-RJ
Juca Kfouri — Corinthians
Leonardo Bertozzi — Atlético-MG
Lúcio de Castro — Flamengo
Márcio Guedes — Botafogo
Mauro Cezar Pereira — Flamengo
Paulo “Amigão” Soares — São Paulo
Paulo Calçade — Corinthians
Paulo Vinícius Coelho — Palmeiras
Rodrigo Rodrigues — Flamengo

SporTV
Alberto Helena Jr. — São Paulo
Alex Escobar — Vasco ou América-RJ
André Lofredo — Corinthians
André Rizek — Corinthians
Carlos Cereto — Corinthians
Lédio Carmona — Vasco
Luis Carlos Jr. — Fluminense
Marcelo Barreto — Flamengo
Mauricio Noriega — Palmeiras
Paulo César Vasconcelos — Botafogo
Renato Mauricio Prado — Flamengo

 

Depois que o futebol profissional do Comercial foi extinto restaram ainda os times das categorias  infantil e juvenil que participaram dos campeonatos da Federação Paulista de Futebol.  Vi várias partidas do Comercial com o Estrela no campo do Estrela da Saúde no bairro do Jabaquara em São Paulo .  Consegui informações do clube no blog http://botoesparasempre.blogspot.com.br

Comercial Futebol Clube – Clube extinto da capital paulista

O Comercial Futebol Clube foi um clube brasileiro de futebol da cidade de São Paulo. Fundado em 3 de abril de 1939, suas cores eram vermelha e branca. Foi um dos membros fundadores da Federação Paulista de Futebol. É um clube extinto.

História
O Comercial Futebol Clube tinha por objetivo ser o segundo time de todo mundo. Seu apelido, inclusive, era “O mais simpático”, que juntamente com seu mascote, reforçava a imagem de atrair o torcedor de outros clubes. Durante a déc. de 50 possuiu em seus quadros jogadores que iriam “brilhar” mais tarde nos clube “grandes” de SP, tais como Dino Sani e Gino Orlando.
Em 1953 a equipe fundiu-se com o São Caetano Esporte Clube, dando origem à Associação Atlética São Bento. O clube durou apenas 4 anos. Com a separação, em 1957 o Comercial, que tinha sua sede na Praça Clóvis Bevilaqua, volta a disputar o Campeonato Paulista no ano seguinte, mas não repete as mesmas campanhas de sua primeira fase. Cai para a segunda divisão em 1960 e para a terceira em 1961, quando a equipe profissional foi desativada.
Participou 19 vezes do Campeonato Paulista de Futebol, e continuou participando dos campeonatos infanto-juvenis da Federação Paulista de Futebol até o final da década de 1960, quando veio a desaparecer. Seu presidente mais conhecido foi o saudoso Capitão Oberdan de Nicola.

 

caricatura by MAM – Mundo Botafogo

O goleiro representa o anti-herói do futebol porque a sua função é impedir o torcedor de fazer a festa – a festa do gol.

Algumas frases sobre os goleiros

“É a águia solitária, o homem misterioso, o último defensor. Os fotógrafos se ajoelham com reverência para imortalizá-lo em pleno salto espetacular”. Vladimir Nabokov, escritor russo.

“Carrega nas costas o número um. Primeiro a receber, primeiro a pagar. O goleiro sempre tem culpa. E, se não tem, paga do mesmo jeito”. Eduardo Galeano, escritor uruguaio.

“Um atacante, um médio e mesmo um zagueiro podem falhar. Só o arqueiro tem de ser infalível”. Nelson Rodrigues, escritor.

“Maldito é o goleiro. No lugar onde ele pisa, nunca nasce grama”. Atribuída a Don Rose Cavaca, humorista carioca.

“Todo gol é um erro do goleiro. Mesmo que ele não ache isso, alguém achará”. Joseph Bell, goleiro da Seleção de Camarões nas Copas do Mundo de 1990 e 1994.

“Nada me ensinou mais na vida do que o fato de ter sido goleiro”. Albert Camus, escritor Prêmio Nobel de Literatura (1957).

http://i110.twenga.com/esportes

Eu comecei a acompanhar jogos de futebol a partir de 1960 e tive a felicidade de ver  grandes goleiros brasileiros e alguns estrangeiros. De Castilho a Taffarell nunca tivemos problemas debaixo dos três paus.

Infelizmente estamos vivendo um período de escassez de grandes goleiros.

Gilberto Maluf

 

Parte da  torcida do Bangu chegou ao Engenhão para o jogo contra o Botafogo, de trem. Estava vendo o programa Tá na Área no Sportv quando as câmeras mostraram o trem chegando ao Engenhão.  Falaram que a   viagem  de Bangu à Engenho de Dentro durou 40 minutos.

Queria estar nesse trem!  Seria muito bom ver a alegria estampada nos torcedores banguenses chegando de novo a a ter chances de chegar a uma final no Carioca.

Em 2006 pude ver parte da torcida do América do Rio chegando ao Maracanã de Metrô.  Estava lá! Vi a alegria dos americanos,  depois de alguns  anos,  se encontrando nas arquibancadas do Maracanã.  E cantaram  aquele hino lindo do América.

Só mesmo o futebol!

 

 

O San-São mais famoso de todos

Seria o con­fronto entre o então cam­peão mun­dial Santos — que meses mais tarde con­quis­taria o bi — contra um São Paulo já com um elenco econô­mico por causa da cons­trução do Mo­rumbi. Apesar desse elenco econô­mico, o tri­color ter­mi­naria aquele Cam­pe­o­nato Pau­lista de 1963 com o vice-campeonato, seis pontos atrás do cam­peão Pal­meiras e oito na frente do Santos, que teve sua sequência de três tí­tulos es­ta­duais que­brada. Àquela al­tura do pri­meiro turno os times do in­te­rior já tinha jo­gado mais vezes que os ditos grandes, tanto é que numa ta­bela por pontos ga­nhos o XV de Pi­ra­ci­caba li­de­rava, com ca­torze pontos em onze jogos, mas na­quela época o que se le­vava em con­si­de­ração eram os pontos per­didos, fór­mula que era pos­sível uti­lizar quando as vi­tó­rias va­liam dois pontos. Por pontos per­didos, o Pal­meiras já de­tinha a ponta, com dois pontos per­didos em sete jogos, ambos per­didos em em­pates fora de casa contra São Bento e Santos. O Santos vinha logo atrás, com três pontos per­didos em oito jogos, en­quanto o São Paulo es­tava mais atrás, com seis pontos per­didos em nove jogos.

Mas poucos são-paulinos lembram-se do Pau­listão de 1963 pelo vice-campeonato, pois há uma lem­brança muito mais sa­bo­rosa da­quela cam­panha: a go­leada por 4×1 sobre o Santos, no Pa­ca­embu, quando o ad­ver­sário li­te­ral­mente fugiu de campo. Al­gumas fontes apontam er­ro­ne­a­mente que o clás­sico contra o Peixe deu-se no dia 14, uma quarta-feira, mas na ver­dade foi no dia se­guinte. Seria o ter­ceiro jogo pelo São Paulo de Pagão, então com 28 anos, de­pois de perder es­paço para Cou­tinho no Santos e sair bri­gado da Vila Bel­miro. Talvez por isso, o cen­tro­a­vante teve uma atu­ação es­pe­ta­cular, par­ti­ci­pando de dois gols e mar­cando outro.

Quem também se des­tacou foi o pa­ra­guaio Ce­cilio Mar­tínez que co­meçou a jo­gada do pri­meiro gol, logo aos seis mi­nutos, com um passe para Faus­tino na di­reita. O meia passou por dois ad­ver­sá­rios, cortou para o meio e, ainda fora da área, chutou ras­teiro e Gilmar não con­se­guiu al­cançar. Contra o Santos da­quela dé­cada, o placar de 1×0 es­tava longe de ser ga­rantia de nada, es­pe­ci­al­mente no co­me­cinho do jogo. Cinco meses antes, em 7 de março, o São Paulo abrira o placar aos 28 mi­nutos contra o Peixe em par­tida pelo Rio–São Paulo e ter­minou o pri­meiro tempo ven­cendo por 2×1. O placar final da­quele jogo? Santos 6×2, a maior go­leada san­tista na his­tória do clássico.

E a his­tória pa­receu repetir-se quando Pelé em­patou o jogo, aos vinte mi­nutos. A sen­sação de déjà-vu au­mentou aos 37, com o São Paulo de novo na frente, igual­zinho ao con­fronto an­te­rior. Mauro tinha a bola na in­ter­me­diária, mas perdeu-a para Pagão, que tocou para Benê e re­cebeu de volta en­quanto o meia dis­pa­rava. O lan­ça­mento de Pagão foi pre­ciso, e Benê re­cebeu a bola livre na frente de Gilmar para de­sem­patar. As se­me­lhanças com o jogo de março pa­raram por aí.

Pagão co­brou falta para Sa­bino, um ata­cante que tinha vindo em 1961 da In­ter­na­ci­onal de Be­be­douro, onde era co­nhe­cido pelo ape­lido de Pelé de Be­be­douro — não por causa de seu fu­tebol, até ra­zoável, mas pela se­me­lhança fí­sica. Ele lançou Ce­cilio Mar­tínez pela es­querda. O pa­ra­guaio pe­ne­trou na área e cruzou para a boca do gol, onde Sa­bino des­locou Gilmar, que nem se mexeu, abrindo dois gols de van­tagem. A con­fusão co­meçou aí. O ban­dei­rinha teria apon­tado im­pe­di­mento no lance, mas foi ig­no­rado pelo ár­bitro Ar­mando Mar­ques, que deu o gol. Coin­ci­dência ou não, duas se­manas antes o Santos tinha feito um pro­testo na Fe­de­ração Pau­lista, ale­gando que Ar­man­dinho es­taria sendo tendencioso.

O cen­tro­a­vante san­tista Cou­tinho re­solveu peitar o ár­bitro: “Sa­tis­feito, ‘Flor­zinha’?” Foi ex­pulso no ato. “Eu o chamei pelo nome e falei: ‘Pode ir em­bora, seu Ho­nório.’”, disse Ar­mando em en­tre­vista à Re­vista Ofi­cial do São Paulo em 2010. Pelé, ges­ti­cu­lando bas­tante, também foi re­clamar. Na mesma en­tre­vista, Ar­mando também lembra o que disse para o Atleta do Sé­culo: “Edison, o se­nhor está ex­pulso. Retire-se.” Na época os car­tões ver­melho e ama­relo ainda não ti­nham sido in­ven­tados, e o juiz apenas si­na­li­zava as expulsões.

O pri­meiro tempo ter­mi­naria sem mai­ores per­calços, mas o téc­nico são-paulino, Oswaldo Brandão, já ima­gi­nava que o se­gundo tempo seria di­fe­rente. “Esse jogo não vai acabar”, disse, na saída para o in­ter­valo. “O Nélson Con­se­tino [mé­dico do Santos] veio me falar que eles vão melar o jogo.” O medo do Santos seria levar uma go­leada. “Não uma sova qual­quer, de 5×1 ou 6×1″, es­creveu Con­rado Gi­a­co­mini no livro Dentre os Grandes, És o Pri­meiro, “mas um mas­sacre de oito ou nove, que po­deria virar man­chete no mundo todo, jus­ta­mente no mo­mento em que o Peixe co­me­çava a se des­tacar in­ter­na­ci­o­nal­mente. Seria um escândalo!”

Em­bora hou­vesse es­pe­cu­lação de que o Santos nem vol­taria dos ves­tiá­rios, o time voltou a campo para o se­gundo tempo. O pro­blema é que, ao invés de voltar com nove jo­ga­dores, apenas oito es­tavam em campo: o es­tre­ante lateral-direito Apa­re­cido ficou no ves­tiário. “[Apa­re­cido] mis­te­ri­o­sa­mente contundiu-se no ves­tiário (?!)”, iro­nizou Gi­a­co­mini. As re­gras do fu­tebol só pas­sa­riam a per­mitir subs­ti­tui­ções a partir de Copa do Mundo de 1970, então a par­tida se­guiu com uma van­tagem nu­mé­rica são-paulina de três ho­mens. Com apenas três mi­nutos de jogo, a su­pe­ri­o­ri­dade passou a ser de quatro ho­mens. Pepe trombou com Bel­lini em um lance normal e jogou-se ao chão, su­pos­ta­mente sem con­di­ções de se­guir jo­gando. Não dava para acre­ditar que era apenas coincidência.

Mas o cai-cai não foi rá­pido o bas­tante para im­pedir o quarto gol são-paulino. Com a bola na di­reita, Ro­berto Dias viu Pagão dis­pa­rando pelo meio e fez o lan­ça­mento. Pagão re­cebeu e soltou a bomba, ven­cendo Gilmar. O gol seria o pe­núl­timo lance do jogo. Na saída de bola, Dorval deu um chute e caiu ao gra­mado. Outro que não po­deria mais con­ti­nuar. Quando um time fica com menos de sete jo­ga­dores em campo, o ár­bitro é obri­gado a en­cerrar a par­tida. Os são-paulinos ten­taram de­mover os san­tistas da ideia de aban­donar o campo, sem sucesso.

No dia se­guinte, o jornal A Ga­zeta Es­por­tiva es­tam­paria em man­chete “Santos fugiu do campo”.
Ficha Técnica

Por Alexandre Giesbrecht

 

Em 1951, pelo Torneio   Rio São Paulo,  os dois times decidiram o titulo pelo sistema melhor de três. E o Palmeiras venceu os dois cotejos.  3 x 2 e 3 x 1, com o celebre gol de falta de Jair Rosa Pinto, uma bomba que passou rente ao rosto  do goleiro Cabeção, que passou a ser chamado de cego em jogos noturnos. A ficha dos dois jogos, estão abaixo.

PALMEIRAS 3 X 2 CORINTHIANS

Competição: Torneio Rio-São Paulo/ Final-1º jogo

Data: domingo, 8/abril (tarde)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Caetano Bovino

Renda: Cr$ 735 953,00

Público: não disponível

PALMEIRAS: Oberdan, Salvador e Oswaldo; Waldemar Fiúme, Luiz Villa e Dema; Lima, Aquiles, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues

Técnico: Ventura Cambon

CORINTHIANS: Cabeção, Homero e Rosalém; Idário, Touguinha (Lorena) e Julião; Cláudio, Luizinho, Baltazar (Jackson), Nardo e Colombo

Técnico: Newton Senra

Gols: Liminha 4, Colombo 34 e Homero (contra) 42 do 1º; Jackson 3 e Aquiles 20 do 2º

Expulsão: Colombo

PALMEIRAS 3 X 1 CORINTHIANS

Competição: Torneio Rio-São Paulo/ Final – 2º jogo

Data: quarta-feira, 11/abril (noite)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Dante Rossi

Renda: Cr$ 827 992,00

Público: 54 465

PALMEIRAS: Oberdan, Salvador e Oswaldo; Waldemar Fiúme, Luiz Villa e Dema; Lima, Aquiles, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues

Técnico: Ventura Cambon

CORINTHIANS: Cabeção, Homero e Rosalém; Idário, Touguinha (Lorena) e Julião; Cláudio, Luizinho, Baltazar (Jackson), Nardo e Nelsinho

Técnico: Newton Senra

Gols: Jair 17, Aquiles 33 e Luizinho 34 do 1º; Jair 7 do 2º

Expulsões: Luiz Villa e Cláudio

No ano de 1954  havia   grande interesse em ser campeão por se tratar do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, cujos resultados ficariam para sempre na história. E foi o Corinthians que mandou naquele ano.

PALMEIRAS 0 X 1 CORINTHIANS

Competição: Torneio Rio-São Paulo/Turno Único

Data: sábado, 10/julho (tarde)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Juan Lorenzo Castaldi (URUGUAI)

Renda: Cr$ 646 915,00

Público: não disponível

PALMEIRAS: Cavani, Manoelito e Cação; Waldemar Fiúme, Tocafundo e Dema; Elzo, Humberto, Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues.

Técnico: Cláudio Cardoso

CORINTHIANS: Gilmar (Cabeção) Murilo, (Homero) E Olavo. (Diogo) Idario, Goiano e Roberto. Claudio, Luisinho, Nardo (Paulo) Carbone, (Rafael) (Gatão) e Simão (Souzinha) (RatoII)

Tecnico: Osvaldo Brandão (estréia)

Gol: Cláudio 29 do 1º

No campeonato Paulista, o Corinthians foi liderando desde o inicio, com ampla vantagem que foi diminuindo ao final do campeonato conseguindo o titulo na penúltima rodada frente ao arqui rival Palmeiras, em fevereiro de 1955, com o empate de 1 x 1.

PALMEIRAS 1 X 1 CORINTHIANS

Competição: Campeonato Paulista/Segundo Turno

Data: domingo, 6/fevereiro (tarde)

Estádio: Pacaembu

Cidade: São Paulo (SP)

Juiz: Esteban Marino (URUGUAI)

Renda: Cr$ 1 233 055,00

Público: não disponível

PALMEIRAS: Laércio, Manoelito e Cação; Nilo, Waldemar Fiúme e Dema; Liminha, Humberto, Nei, Jair Rosa Pinto e Rodrigues

Técnico: Aymoré Moreira

CORINTHIANS: Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão

Técnico: Oswaldo Brandão

Gols: Luizinho 10 do 1º; Nei 7 do 2

Fonte: historiador Mario Lopomo

 

 
Não deixe de clicar na torre da igreja, campo de futebol e na seta que fica piscando no piso da praça. Também nas casas
comerciais.( a casa de ferramentas e o dentista por exemplo).
Vá passando o mouse pelas casinhas.

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Para quem viveu no interior é riso garantido.Tenham uma boa estada em Camanducaia.

Para visitar Camanducaia clique no link abaixo:
 fonte: recebi por e-mail de J.M.Aquino
 
A SAGA BANGUENSE
Na propaganda da extinta Fábrica de Tecidos BANGU este nome, significava:
B= Beleza; A= Arte; N= Novidade; G= Gosto; U= Utilidade.
Quanta sabedoria! Que síntese! Jovens não estranhem a palavra propaganda! Na época, o estrangeirismo ainda não predominava no Brasil e a expressão “marketing” não se usava.
A Fábrica de Tecidos Bangu, deu origem ao nome do Clube, Bangu Atlético Clube (BAC), de história rica e gloriosa. O bairro de Bangu foi o palco onde, pela primeira vez, se jogou futebol no Brasil. O emblema do BAC é, sem dúvida, o mais belo do Brasil! As iniciais BAC, no escudo, simbolizam o social, o cultural e o esportivo. O B é o pincenê (social); o A, é um suporte para pintura de telas (cultural); o C é uma ferradura (o esportivo, e representa a sorte nas competições).
Ratificando, o Bangu Atlético Clube tem a sua origem numa Fábrica. Localiza-se na zona Oeste da cidade. Na época, era considerada zona rural. Foi o primeiro clube no Brasil a contar nas suas fileiras, com um jogador negro. O có-irmão e poderoso Clube de Regatas Vasco da Gama reivindica esta conquista. Entre os clubes grandes, sim. Entre todos os clubes do Brasil, o BANGU ATLÉTICO CLUBE foi o primeiro.
Jamais consegui entender a lógica do porque uma Instituição com história riquíssima e de origem tão popular, não conseguiu atrair a simpatia das classes menos favorecidas e congregar uma grande torcida. O Bangu seria o lidmo representante da classe operária. Na cidade do Rio de Janeiro, os clubes de grandes torcidas são oriundos da Zona Sul. A exceção é o Vasco da Gama. O fenômeno da torcida do Flamengo, retrata a maior incoerência desta história. É considerado como o clube da maioria de torcedores negros e pobres. Por que? A sua origem decorre de uma cisão de um clube de elite: o Fluminense. Contradições do nosso querido Brasil!
Mas, o enfoque da análise é o querido Bangu Atlético Clube. Em 1951, o amor da família Silverinha, decide que o Bangu seria clube grande. Contrataram o maior jogador da história do clube: Zizinho ou o famoso Mestre Ziza. Conseguimos o vice-campeonato daquele ano e daí para frente o clube firmou- se entre os grandes. Junto com o América, formava no grupo dos seis grandes clubes do Rio de Janeiro. Foram conquistados pelo Bangu, mais alguns vice-campeonatos. No início dos anos 60, a família Andrade (Eusébio, o pai e Castor, o filho) resolveu formar equipes poderosas que culminaram com as conquistas de Campeão Carioca em 1966 e Vice-campeão Brasileiro, em 1985.
Creio que estes dois ciclos, encerram um período em que o sucesso dependia de um dono. Por amor ao clube, os gastos eram compensados pelas alegrias. Foi encerrada a fase que qualifico como “profissionalismo amador”. Antes a Instituição dependia somente de dispor de muito dinheiro. Como a vida é um processo dinâmico, tudo mudou. Não me proponho a discutir se as mudanças foram para melhor ou pior. O fato é que não cabe mais a figura de dono do clube, filosofia que me parece perdura no Bangu. Esta herança permanece. Aliás, na maioria dos clubes brasileiros. As diretorias se sucedem como em um clã. Será a origem do fracasso do atual futebol brasileiro?  Hoje, se não houver competência…………………………
Mas, afinal onde esta crônica pretenda chegar? Perguntaria o leitor! Caros amigos Banguenses e simpatizantes do futebol, afirmar que o BAC, a partir das mudanças dos rumos deste exacerbado profissionalismo, vive um processo agonizante. Todo início de campeonato local, a dúvida surge: será que o Bangu vai cair para a 2ª. Divisão? Pergunta pertinente porque já aconteceu duas vezes. No Campeonato Brasileiro, o Bangu participa em que divisão?
Nunca antes na história do Bangu, o clube foi tão humilhado! O ano de 2012 mostra o conjunto da obra da total incompetência dos atuais dirigentes(?) da Entidade. No primeiro turno de um campeonato medíocre, o Bangu conseguiu a incrível façanha de ser, entre todos, o mais medíocre.  Sete jogos, sete derrotas, ZERO ponto.
Nas fases mais difíceis o Bangu sempre revelou excelentes jogadores. A lista é extensa, o destaque é para o Ademir da Guia.
Na era dos patrocínios, o Bangu não sabe como explorar a sua rica e bela história passada para atrair as grandes empresas.
A exemplo do lema da antiga Fábrica, solicito aos responsáveis pelos destinos do clube que administrem com:
Beleza;
                                                                          Arte;
    Novidade;
Gosto;
    Utilidade.
O meu desabafo é em homenagem ao falecido Juarez, símbolo da torcida Banguense, que criou o lema:
“SOMOS BANGU, ETERNAMENTE BANGU”
 
O BANGU ATLÉTICO CLUBE, POR TUDO QUE REPRESENTA PARA O FUTEBOL BRASILEIRO, NÃO MERECE TAMANHO DESRESPEITO!
 
Jairo Leal de Salles (Convicto Banguense)
 

HIERARQUIA- “Só existem três  poderes no Universo: Deus no céu, o Papa no Vaticano e Dadá na grande área”

VOCAÇÃO- ” No futebol há nove posições e duas profissões: goleiro e centroavante”

ESOTERISMO- ” Se minha estrela não brilhar, vou lá e passo lustrador nela”

ENSINO FUNDAMENTAL- “Pelé,  Garrincha e Dadá tinham que ser curriculum escolar”

ESTÉTICA- ” Não existe gol feio, feio é não  fazer gol”

AUTO-CRÍTICA- ” Chuto tão mal que, no dia que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol”

AERODINÂMICA-” Me diz o nome de três coisas que param no ar: Beija-Flor, Helicóptero e Dadá MAravilha”

DADÁ HELPDESK-”Não me venham com o problemática que eu tenho com a solucionática”

PRIORIDADES-”Nunca aprendi a jogar futebol. Perdi muito tempo fazendo gols”

POESIA DADAÍSTA-” Com Dadá em campo não tem placar em branco”

 

 
GRANDE RESENHA FACIT
Período de Exibição: 09/1966 – 01/1971
Horário: às 21h30/ em 1967, depois às 23h30
Periodicidade: aos domingos
- Grande Resenha Facit foi a primeira mesa-redonda de futebol na TV Globo. Era composta por comentaristas que discutiam a atuação e o desempenho dos times cariocas, principalmente nos jogos disputados no Maracanã no final de semana.
- A mesa era formada por Armando Nogueira (que, em seguida, se tornaria diretor da Central Globo de Jornalismo), Nelson Rodrigues, João Saldanha, José Maria Scassa, Hans Henningsen (o “Marinheiro Sueco”), Vitorino Vieira, o ex-artilheiro Ademir e, como âncora, Luiz Mendes.
- O apresentador Luiz Mendes conta que sugeriu a ideia da mesa-redonda ao então diretor da TV Rio, Walter Clark, depois de assistir na emissora a um debate político entre os comentaristas Oliveira Bastos, Murilo Mello Filho e Villas-Boas Corrêa. O apresentador achava os debates interessantes e se questionava por que não poderia ser feito um programa no mesmo formato sobre futebol, já que os jogos eram disputados todo final de semana.
- O programa foi criado na TV Rio por Walter Clark e Luiz Mendes, em 1963, com o nome de Grande Revista Esportiva. Passou a se chamar Grande Resenha Facit logo depois que ganhou o patrocínio da empresa Facit, fabricadora de máquinas de escrever. A mesa-redonda foi trazida para a TV Globo em setembro de 1966.
- Pouco antes da sua estreia, entre os meses de junho e agosto, por ocasião da Copa do Mundo da Inglaterra, foi exibido na emissora o programa Facit com a Seleção.
- Os integrantes da mesa discutiam os jogos com paixão de torcedor. Os comentários eram sempre inflamados e geravam polêmica. Segundo Armando Nogueira, ele era o único que tentava impor isenção em seus comentários diante dos demais debatedores, que defendiam seus times de todas as formas. Nelson Rodrigues era um tricolor fanático, José Maria Scassa era rubro-negro aguerrido e João Saldanha, botafoguense doente. O Vasco era defendido por Vitorino Vieira e Ademir. Armando Nogueira, também torcedor do Botafogo, usava terno e gravata para se distinguir dos outros e passar uma imagem de isenção e credibilidade.
- Nas discussões na mesa-redonda, José Maria Scassa costumava afirmar: “Quem não é torcedor do Flamengo, é contra o Flamengo”.
- Certo dia, num jogo entre o Botafogo e o Fluminense, Nelson Rodrigues teimou em afirmar que o juiz Airton Viera de Moraes estava certo em não marcar um pênalti contra o time tricolor. O apresentador Luiz Mendes pediu, então, para rodar o VT da partida, e a imagem comprovava que o pênalti havia sido cometido contra o Fluminense. A resposta de Nelson se tornou célebre: “Se o vídeo diz que foi pênalti, pior para o videoteipe. O videoteipe é burro.”
- Um outro episódio famoso do programa aconteceu com João Saldanha. Na final do campeonato carioca, no jogo entre Bangu e Botafogo, Saldanha sugeriu que o contraventor Castor de Andrade teria oferecido suborno aos jogadores do Botafogo para que eles facilitassem a partida para o Bangu. Durante todo o jogo, Saldanha criticou a atuação do goleiro Manga do time alvinegro. O Botafogo venceu a final por 2 a 1. No mesmo dia, à noite, o jornalista foi participar da mesa-redonda na TV Globo e afirmou que Castor de Andrade estava tentando estender o seu poder para o futebol carioca. Pouco tempo depois, o próprio Castor chegou à emissora com seus seguranças e ameaçou o jornalista.
- Profissionais como Léo Batista, Mário Viana e Washington Rodrigues chegaram a integrar equipe do Grande Resenha Facit.
- O programa fez um grande sucesso na época em que foi exibido e é considerado uma das melhores mesas-redondas esportivas da televisão brasileira.
- Em 1969, João Saldanha saiu temporariamente do programa, quando assumiu o comando da seleção brasileira de futebol. O jornalista montou uma equipe que ficou conhecida como as “feras do Saldanha”, porém, saiu da seleção poucos meses antes da Copa do México de 1970, por divergências com a então direção da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). No período em que atuou como técnico, Saldanha participou da mesa-redonda apenas como convidado do programa.
- Nos seus três últimos meses, o programa ganhou o nome de Super Resenha esportiva.[Fontes: ESQUENAZI, Rose. No Túnel do Tempo: Uma memória afetiva da televisão brasileira, Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1993; MÁXIMO, João. João Saldanha: sobre nuvens de fantasia. Rio de Janeiro: Relume-Dumará: Prefeitura, 1996; SALDANHA, João. Vida que segue: Saldanha e as Copas de 1966 e 1970. Organização: Raul Milliet. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2006. “Hoje na TV”. In: O Globo, 1966-1971.]

 

Será que valerá a escrita?

A MALDIÇÃO DOS OITO ANOS
Coritiba – campeão em 1985, rebaixado em 1993
Palmeiras -; campeão em 1994, rebaixado em 2002
Grêmio -; campeão em 1996, rebaixado em 2004
Corinthians -; campeão em 1999, rebaixado em 2007
Vasco -; campeão em 2000, rebaixado em 2008
Cruzeiro -; campeão em 2003, em 2011…

Fonte: ESPN

 

O placar de São Januário, mais uma vez, foi ‘personagem’ de uma gafe. Na partida desta quarta-feira contra a Univesidad de Chile (CHI), pela Copa Sul-Americana, o nome do clube chileno foi redigido equivocadamente como “Univercidade”.

Não foi a primeira vez que o placar da Colina Histórica cometeu erros. Seja na grafia ou em anúncios errados, a temporada de 2011 conta com uma lista vasta de enganos que chegaram até a prejudicar o time da casa.

Placar de São Januário mostra grafia errada da Universidad de Chile (Foto: Isabelle Soares)

www.lancenet.com.br

 

Camisa com a cidade de Tóquio com grafia incorreta. Foto: Divulgação / VIPCOMMCamisa com a cidade de Tóquio com grafia incorreta. Foto: Divulgação / VIPCOMM

Pegou muito mal a grafia incorreta da cidade de Tóquio, o Japão, nas camisetas comemorativas do Flamengo, em alusão à conquista do Mundial Interclubes, em 1981. O erro foi assumido por Eduardo Vinícius de Souza, que pediu desculpas pela grafia “Tokio”.

As camisas foram lançadas pela Olympikus, e o padrão foi definido junto com a Comissão do Conselho Deliberativo do clube, presidida por Souza, que define os padrões dos novos uniformes com a empresa de material esportivo.

Eduardo Souza mandou uma resposta para um blog, onde pede desculpas pelo erro. “Assumo a responsabilidade pela não percepção do erro na grafia do nome da capital do Japão”, afirmou na nota. “Lamento não ser bom revisor na língua de Shakespeare e peço desculpas. O que me consola é o fato de não ter lido reclamações com relação às incontestáveis inscrições – em português –.

www.portaldepaulinia.com.br

 
EM CASA (com os “Philips”, “Semp”, “Zenith” } ou NA RUA (com os “Mitsubishi” e “Spica”) quem não seguiu jogos de futebol pelo rádio?
Eram os anos 50/60  em que os narradores multiplicavam as emoções através de narrações rapidíssimas (“metralhadoras”) para o quase sempre angustiado ouvinte torcedor, que imaginava cada lance minuciosamente descrito. E sonhava com o dia em que  veria na televisão (na época ainda para não muitos) as peripécias de seus ídolos dentro das “quatro linhas”.
Cada emissora tinhas suas estrelas das transmissões futebolísticas (Edson Leite, Rebelo Júnior, Fiori Giglioti e tantos outros).

1960
Nessa constelação uma dupla fez história: PEDRO LUIZ (narrador) e MÁRIO MORAES (comentarista). Pedro marcou um estilo que foi seguido por muitos no país todo. Mário era admirado por seus comentários competentes, curtos, jocosos e cheio de frases de efeito (mais tarde, também fez sucesso na televisão).
Esses dois foram, sem dúvida, dos maiores nomes do rádio esportivo (leia-se futebol) dos anos 50 e início dos 60. Um não sobrepujava o outro. Nehum dos dois era coadjuvante. Eles atuaram em diversas emissoras. Na época as grandes da irradiação de futebol eram: Panamericana (depois, Jovem Pan), Tupi, Record, Bandeirantes e Nacional.

1962

Pedro Luiz faleceu em 1998. Mário Moraes em 1988.
www.anosdourados.

 

A Espanha foi campeã, o alemão Muller a revelação e o uruguaio Forlan o craque eleito pela Fifa.  Antes tarde do que nunca,  para aqueles que não viram esta seleção,  você confere a seleção dos piores jogadores do Mundial.

Goleiro: Green (Inglaterra) – Tomou um frango incrível no jogo contra os Estados Unidos.

Lateral-direito: Zambrotta (Itália) – Campeão do mundo em 2006, afundou junto com o resto do time em 2010.

Zagueiro 1: Cannavaro (Itália) – De melhor do mundo em 2006 ao posto de maior culpado pela queda precoce da seleção italiana em 2010.

Zagueiro 2: Demichelis (Argentina) – Um dos responsáveis pelo péssimo desempenho defensivo do time de Maradona.

Lateral-esquerdo: Michel Bastos (Brasil) – Nulo. Não apoiou e não marcou, abusando das faltas desnecessárias no jogo decisivo contra a Holanda.

Volante 1: Felipe Melo (Brasil) – Expulso por agressão no jogo contra a Holanda, prejudicou muito a seleção brasileira, que acabou eliminada.

Volante 2: De Jong (Holanda) – Um show de violência que terminou com uma entrada de sola no peito do espanhol Xabi Alonso na final. Teve sorte de não ser expulso em nenhuma partida. Um horror.

Meia 1: Deco (Portugal) – Após a pífia atuação no primeiro jogo, ainda reclamou publicamente do treinador e não voltou mais a campo.

Meia 2: Lampard (Inglaterra) – A pergunta do momento na Inglaterra é: por que ele joga tão bem no Chelsea e tão mal na seleção?

Atacante 1: Cristiano Ronaldo (Portugal) – Passou mais tempo olhando os replays no telão do que jogando bola. Muita pose e pouco futebol. Apenas um gol em quatro jogos.

Atacante 2: Anelka (França) – Além de não fazer nada em campo, ainda xingou o treinador e conseguiu a proeza de ser dispensado antes do fim da Copa do Mundo.

Técnico: Domenech (França) – Eliminado na primeira fase, ainda teve a falta de educação de não cumprimentar o técnico Carlos Alberto Parreira no jogo contra a África do Sul. Nota zero em todos os sentidos.

 

Fonte: O Globo

 

Este artigo do Walter Íris proporcionou-me uma saudosa viagem no túnel do tempo. Bons tempos. Na época eram seis clubes grandes no Rio. O Vasco não sei porque não participou. Certamente seria o campeão. O Vasco tinha dois timaços. O segundo era cognominado de “expressinho”. Enquanto o time principal disputava os torneios oficiais o expressinho excursionava.

Saudades de um Fluminenese padrão de organização. Time campeoníssimo com jogadores medianos. Suas armas imbatíveis? Organização e disciplina.

Vendo as escalações constatei que mais tarde alguns se consagraram como bons jogadores. A lista é grande.

Acompanhava-se o campeonato de aspirantes com o mesmo interesse dos profissionais. Eu chegava ao Maracanã às 13:00 h. Os jogos dos aspirantes começavam às 13:15 h.

E o que fizeram com o Maracanã? Inacreditável!!!!!!!!!

Haja imbecilidade!!!!. Vc. vai à Europa e observa a convivência do passado com a modernidade. Um estádio novo, segundo a própria Fifa, custa em torno de 750 milhões. A reforma do Maracanã vai passar de 1 bilhão e o estádio ficará descaracterizado. Era um símbolo mundial. Na condição de esportista dói-me na alma ver a transformação de um símbolo.

O brasileiro vai a Itália e curte as ruínas do Coliseu e por aqui destruímos tudo.

Jairo de Salles

 

 história de capa

Em 1966, Pelé posou para a capa da primeira edição da revista Realidade, publicada pela Editora Abril. Um ano depois, o redator-chefe Paulo Patarra contou os bastidores da famosa foto do rei do futebol

Princípios de março de 1966, num hotel de Buenos Aires. O fotógrafo argentino está nervoso diante da figura séria do homem negro, que tem na cabeça um estranho chapéu cheio de pelos por todos os lados. O negro está sem camisa e a corrente dourada do chapéu se prende em seu queixo. Atrás dele, na parede mais iluminada do quarto, fora pregada uma folha de papel azulada. Quando o fotógrafo ajeita a máquina, Sérgio de Souza, repórter de REALIDADE, vira-se para o negro e diz:

– Vai começar, crioulo, abra o sorriso!

E Pelé, o mais conhecido e amado dos brasileiros, sorriu 92 vezes para as que deveriam ser as 92 fotos a cores, do assustado fotógrafo profissional argentino. Só que as primeiras 36 batidas de nada adiantaram: o fotógrafo havia esquecido de pôr o filme na máquina. Três semanas depois, o melhor dos sorrisos de Pelé estava na capa dos 251.250 exemplares do número 1 de REALIDADE, em abril de 1966. Ele trazia na cabeça o busby usado pelos guardas da rainha Elizabeth da Inglaterra e a imagem simbolizava a esperança da revista, e de todos os brasileiros, na conquista do campeonato mundial de futebol. (Nota da redação: a Copa da Inglaterra, que, contrariando a chamada de capa, não ganhamos).

A idéia da capa nasceu numa reunião geral de redatores e repórteres. Queria-se uma capa diferente, otimista, alegre. A solução foi Pelé – o mais fotografado dos brasileiros – visto como nunca até então ninguém imaginara. Então, foi uma correria: primeiro para convencer Pelé a posar, depois para conseguir alguém que fabricasse o chapéu dos guardas da rainha. Nesse meio tempo, o Santos voou para a Argentina, para uma série de jogos. Com o Santos foi Pelé, atrás de Pelé o homem de REALIDADE. Lançada a revista, três dias bastaram para que ela se esgotasse no país inteiro. Mais algumas semanas, e o “Paris Match”, uma das maiores revistas do mundo, reproduzia, em página inteira, a capa do número 1.

revistaalfa.abril.com.b

 

Classificação final, artilheiros e rendas dos torneios de 1950, 1952, 1953, 1954. 1955, 1957 e 1960

Por email, de Mario Lopomo
 

 

Homenagem do site www.clubedavoz.com.bra aos profissionais que fizeram das transmissões de futebol “uma paixão nacional”.

Para quem gosta das narrações da época do rádio e  que  nunca ouviu narração de Edson Leite, Ari Barroso etc.

Osmar Santos, Flávio Araújo, Raul Tabajara, Peirão de Castro, Pedro Luiz,  Edson Leite, Silvio Luiz, Walter Abrahão, Waldir Amaral, Ary Barroso, Fiori Gigliotti, Geraldo José de Almeida, Fernando Solera e Oduvaldo Cozzi.

*Fontes: Nicola Lauletta, Milton Neves, Silvio Luiz, Museu da Televisão Brasileira e Rádio da Verdade.

Osmar Aparecido dos Santos, ou Osmar Santos como o conhecemos estabeleceu uma fronteira na narração esportiva no rádio brasileiro. Depois dele, todos queriam ser Osmar Santos, inimitável em suas frases, seus comentários inteligentes, sua criatividade, sua voz.

Sem dúvida alguma, sem medo de se correr riscos, pode-se afirmar que Osmar Santos foi um dos melhores narradores esportivos do rádio brasileiro. Infelizmente um acidente de automóvel o incapacitou para a narração esportiva, pois tirou dele um dos seus dons mais especiais,sua voz. Nunca é demais repetir. Depois de Osmar Santos, a narração esportiva nunca mais foi a mesma e outro igual, com todo o respeito a todos os narradores deste país, vai demorar. É isso aí “garotinho”. “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”

Flávio Araújo nasceu em Presidente Prudente, interior de São Paulo, em 1934. Locutor esportivo e jornalista, iniciou sua carreira em rádio na sua cidade natal, em 1950. Em 57, transferiu-se para a Rádio Bandeirantes de São Paulo onde ficou até 1981. Depois, passou pela Rádio Gazeta de São Paulo como superintendente de esportes, cumprindo uma jornada de trinta anos de atividades. Como comentarista esportivo, militou até 2002 na Rádio Central de Campinas.Aqui você ouve, na voz de Flávio Araújo, a narração do milésimo gol de Pelé.

Raul Tabajara, está ligado ao início da televisão no Brasil. Logo no começo da TV Record, ele ao lado de Geraldo José de Almeida apresentavam um programa que foi precursor das mesas redondas esportivas de hoje. Quem está na casa dos 60 anos, lembra muito bem das narrações das tardes de domingo quando a Record transmitia os jogos do Santos. Faleceu em um 18 de abril de 1978. Há 33 anos atrás.

Peirão de Castro, um santista louco por futebol dono de uma voz marcante que quem conheceu e ouviu, basta fechar os olhos por alguns segundos e se lembrará dela. Começou no rádio em Santos e veio para São Paulo onde passou a trabalhar em televisão. Atuou em várias  emissoras: TV Excelsior, Bandeirantes e Gazeta, onde permanceceu muito tempo. De 1960 a 1970 atuou ao lado de Milton Peruzzi na famosa Mesa Redonda que mais poderia ser chamada de “Mesa Quente” porque era um debate esportivo prá lá de acalorado e por isso mesmo tinha uma enorme audiência. Faleceu em 1989 em Santos, sua cidade natal.

Pedro Luiz estava lá, ao lado de Edson Leite na Suécia, em 1958, ambos na Rádio Bandeirantes na época, formavam a dupla dos melhores narradores esportivos, considerados  mestres na arte. Passou pelas mais importantes emissoras de rádio de São Paulo, foi considerado o mais perfeito narrador de todos os tempos. Como comentarista esportivo atuou ao final da carreira na Radio e TV Gazeta.

Edson Leite, inesquecível voz que em 1958 transmitia pela Rádio Bandeirantes, desde a Suécia, a nossa primeira Taça do Mundo. Brasil campeão com placar de 5 x 2 em cima dos anfitriões. Este grande narrador esportivo nascido em Bauru, passou por várias emissoras de rádio e televisão na capital paulista. O Brasil teve e tem grandes talentos na narração esportiva. Edson Leite, falecido em 1983, foi uma de suas maiores expressões.

Silvio Luiz,   irreverente, polêmico, mas acima de tudo um grande talento. Também passou por várias emissoras de São Paulo. De voz marcante e versátil, foi ator, apresentador, repórter. Comentarista dos bons, sempre ácido e engraçado, em suas narrações esportivas deixou uma marca com o bordão: “Olho no lance” que se transformou no nome de livro sobre sua vida.

Walter Abrahão é descendente de imigrantes árabes que desde garoto, gostava de esportes, mas principalmente de irradiar esportes. Participava de um jogo de botão, em que jogava e descrevia alegremente as jogadas. Veio para S.Paulo na tentativa de fazer curso superior e com a intenção também, de fazer rádio, pois ele já havia participado da programação da Lins Rádio Clube. O começo foi muito difícil, não só por sua inexperiência, como por ser um ambiente muito restrito. “Quebrou a cara”, como ele diz, mas bateu em várias portas. Tentou rádio Cultura, Piratininga, e várias outras. Por esse tempo já tinha desistido de medicina, sem primeiro sonho, e havia entrado no curso de direito na USP (Universidade de São Paulo). Estava resolvido: faria rádio e Direito. Começou a trabalhar em rádio e posteriormente na televisão Tupi onde fez sucesso criando um estilo novo. Não mais a transmissão-espetáculo, como faziam os locutores esportivos de rádio, mas a descrição mais realista, serena e atenta. Agradou. Viajou pelo mundo todo, várias vezes, como narrador esportivo. Esteve em muitas Copas do Mundo. Uma voz marcante e inesquecível para quem acompanhou sua carreira no rádio e na televisão.

Waldir Amaral, foi um dos pioneiros na transformação das jornadas esportivas do rádio num verdadeiro show. Criou bordões que atravessaram todo o Brasil e tornaram-se referência nacional como “indivíduo competente”, “o relógio marca”, e “tem peixe na rede”. Criou também o apelido “Galinho de Quintino” que acompanha Zico até os dias de hoje. Vindo de Goiânia, foi para o Rio de Janeiro onde trabalhou em várias emissoras de rádio. Faleceu com 71 anos, em 1997.

Ary Barroso, dispensa qualquer comentário e maiores apresentações. Um dos nossos maiores nomes na música, amante da boemia, advogado, também era locutor esportivo. Torcedor confesso do Flamengo, torcia descaradamente a favor do rubro-negro nas transmissões que eram feitas pelo rádio. Quando o Flamengo era atacado, ele dizia mensagens do tipo: “Ih, lá vem os inimigos. Eu não quero nem olhar.”, se recusando claramente a narrar o gol do adversário. Quando o embate era realizado entre equipes que não fossem o Flamengo, sempre que saía um gol, primeiro ele narrava, e depois tocava uma gaita.

Fiori Gigliotti. “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo…”  É provável que as novas gerações não imaginam o que seja isso. Mas ainda dá para se ouvir ecoando pelos campos do mundo essa frase no início das partidas de futebol. Fiori Gigliotti um dos principais narradores esportivos da história do rádio brasileiro, a cada vez que ia falar sobre o tempo de jogo dizia: “O teeeeempo passa” alongando o “e” criando a imagem clara do tempo passando e com isso, aumentava a tensão das torcidas ouvintes. Fiori trabalhou durante 38 anos na Rádio Bandeirantes e lá marcou época. Sempre será um dos grandes ídolos de Milton Neves, que o chamava de “Mestre Fiori”. Fiori faleceu em 2006 em São Paulo.

Geraldo José de Almeida (São Paulo, 12 de março de 1919 — 16 de agosto de 1976) foi um dos mais incríveis narradores esportivos do rádio e da TV. Passou por várias emissoras e esteve com a seleção brasileira em todas as Copas desde 1954 até 1974. Foi marcante sua narração na transmissão da TV Globo na Copa do Mundo de 1970 no México porque uniu seu estilo único de “cantar” as jogadas, à melhor seleção de todos os tempos. A batizada por ele, “Seleção Canarinho do Brasil.” Geraldo José de Almeida, emocionava até em “narração de corrida de tartarugas” por seu estilo vibrante, envolvente ao extremo.

Fernando Solera. Decano do jornalismo esportivo, começou na rádio Difusora em 1957 como repórter de campo. Trabalhou durante 25 anos na Rádio e TV Bandeirantes, como narrador e diretor de Esportes da rede. Em 83, foi narrador da TV Record e desde 89, integra a equipe de comentaristas do departamento de Esportes da Rede Gazeta, atuando também como narrador. O timbre da voz de Fernando Solera é muito especial e não se poderia deixar passar uma homenagem a este grande profissional.

Oduvaldo Cozzi foi um grande locutor esportivo do rádio brasileiro, nas décadas de 40, 50,60. Em 1947, quando a transmissão de futebol vira uma febre, Oduvaldo Cozzi é considerado o melhor. Todos os demais procuram imitá-lo, sem conseguir. Era considerado o locutor lírico, assim chamado por ter uma maneira mais lenta e macia de falar e transmitir as partidas. Os gaúchos consideraram que Oduvaldo revolucionou as estruturas das transmissões esportivas no sul. Ele era capaz de falar por duas horas seguidas, sem dizer bobagens. Dono de um estilo bem diferente para a época, fez enorme sucesso.

 

A intenção era lembrar apenas alguns narradores esportivos e também de mencionar apenas por onde passaram . No final está colocada lista de narradores na ativa e daqueles que nos deixaram. Como a lista é extensa fica apenas a lembrança.

HAROLDO FERNANDES

O ex-narrador esportivo Haroldo Fernandes, “o homem da camisa 10″ da equipe 1.040 da Rádio Tupi de São Paulo, está aposentado – também como advogado-, e alterna sua vida mansa em dois endereços: no bairro do Campo Belo em São Paulo e na bela São Lourenço em Minas Gerais. “Quem ganhou, ganhou, quem não ganhou, não ganha mais”. Quem não se lembra?

Haroldo Fernandes, brilhante, defendeu também os prefixos das rádios Bandeirantes, Difusora, Record, Panamericana e, na galeria dos grandes locutores esportivos do rádio brasileiro, joga no mesmo time de gênios da história como Jorge Cury, Oduvaldo Cozzi, Osmar Santos, Pedro Luiz, Edson Leite, Fiori Giglioti, José Silvério, Flávio Araújo e Joseval Peixoto.

MILTON CAMARGO

Quem não se lembra de Milton Camargo, o chefe do departamento de esportes da saudosa e célebre equipe 1.040 da Rádio Tupi de São Paulo? Pois, saibam que o cafelandense Milton Camargo César mora hoje em São Paulo (SP) ao lado de sua esposa Celeste Irene, ex-atriz da TV Tupi, e está aposentado como jornalista e como assessor de imprensa do TCM, o Tribunal de Contas do Município. Milton Camargo tem quatro filhos, oito netos e fez sua brilhante carreira praticamente nos Diários Associados, criados por Assis Chateaubriand. Só na Rádio Tupi, Milton Camargo trabalhou de 1950 a 1982, tendo começado no rádio em 1947, na Rádio Clube Marília (SP). Lá, ficou até 1950, quando veio para São Paulo. Também comentarista da TV Tupi, Camargo brilhou ainda em jornal, tendo sido colunista dos extintos “Mundo Esportivo”, de Geraldo Bretas, “Equipe”, de Wilson Brasil, e dos Diários de São Paulo e da Noite, de Assis Chateaubriand. No rádio, ele foi o criador da célebre “Looooteeeeeriiiiiiaaaaa….. espooooortiiiiiivaaaaa… Tupiiiiiiii…. Quem não se lembra? E você sabia que a atriz Celeste Irene, esposa de Milton Camargo, fez o quadro “Somos Dois” ao lado de Luiz “Tatá”” Gustavo, que foi o embrião do célebre “Alô, Doçura”, consagrado por Eva Vilma e Carlos Zara, na TV Tupi?

EDEMAR ANNUSECK

Trabalhou na Rádio Jovem Pan-AM, de São Paulo. Também chegou a narrar alguns jogos para a antiga TV Jovem Pan, canal em UHF, no começo dos anos 90 e depois retornou para o Sul do país.

Em 2003, o narrador chegou a transmitir futebol pela extinta Rádio News de São Paulo. Dentre as principais coberturas jornalísticas de que participou, destacam-se as Copas de 1974, 78, 82, 86 e 90. Em todos estes mundiais, atuou como narrador

Ennio Rodrigues

Famoso narrador esportivo, veio de Araraquara (interior paulista) onde era diretor e narrador da Rádio “A Voz da Araraquarense”, depois de ter iniciado sua carreira na Rádio Cultura local.

Ennio trabalhou por 27 anos na Rádio Bandeirantes AM. Sua estréia foi num Ferroviária 3×3 Corinthians, no dia 23 de outubro de 1963.

Quando saiu da Rádio Bandeirantes foi para a Tupi, onde trabalhou, em 1991 e 1992, ao lado de Barbosa Filho. Em seguida foi para a Rádio Gazeta, onde era chefe da equipe de esportes e narrador da emissora. Ficou por lá até 1996, quando a direção da emissora optou por mudar radicalmente sua programação e desfez a equipe de esportes.

Como narrador Ennio Rodrigues esteve em oito copas do mundo (Inglaterra-1966, México-1970, Alemanha-1974, Argentina-1978, Espanha-1982, EUA-1994, França-1998).

FIORI GIGLIOTTI

Natural de Barra Bonita, interior do Estado de São Paulo, Fiori Gigliotti nasceu no dia 27 de setembro de 1928.

Sua carreira começou em 1947, na Lins Rádio Clube, onde apresentava o programa “Alô Gurizada”. Mas foi como narrador esportivo que se destacou e marcou história no Rádio.

Em toda sua carreira, cobriu 10 Copas do Mundo e participou de outras 3 como comentarista. Passou pelas Rádios Jovem Pan, Bandeirantes, Record, Tupi de São Paulo e Capital.

OSMAR SANTOS

Nascido em Osvaldo Cruz em julho de 1949, Osmar Santos, o “Pai da Matéria”, transformou-se ao longo de sua carreira, no mais popular locutor esportivo do Brasil.

Seu início de carreira foi em 1963, aos 14 anos, na Rádio Clube de Osvaldo Cruz, destacando-se mais tarde no Rádio de Marília, até ser contratado pela Jovem Pan (SP) em 1972.

Em São Paulo, Osmar Santos foi o pivô de uma revolução no Rádio esportivo, tendo introduzido uma forma diferenciada e criativa nas transmissões esportivas. Em 1977, aceitou o desafio de comandar o Sistema Globo de Rádio, na época ainda Rádio Nacional, onde transmitiu a histórica final de 77, cujo campeonato marcou o fim da agonia corinthiana de 23 anos sem títulos.

Osmar Santos foi ainda, a voz das Diretas em 1984, num dos momentos mais importantes da “História do Brasil”. Fenômeno de comunicação, atuou também com destaque na TV.

Sua trajetória vitoriosa foi interrompida bruscamente no dia 22 de dezembro de 1994, quando foi vítima de um grave acidente na BR 153, trecho que liga Marília a Lins. Esse acidente calou a voz do maior locutor esportivo do Rádio brasileiro, que mais do que um mito se transformou num verdadeiro

A-NI-MALLLL da comunicação.

FLAVIO ARAUJO

Maravilhoso narrador esportivo da Rádio Bandeirantes AM, durante quase 25 anos nos tempos do “Scratch do Rádio”, era o locutor que andava em cima da bola.

Natural da cidade paulista de Presidente Prudente, Flávio Araújo foi co-proprietário da Rádio Cultura-AM de Poços de Caldas-MG, hoje de propriedade de seu irmão Chico de Assis. Flávio trabalhou também na Rádio Gazeta-AM, de São Paulo, e na Rádio Central de Campinas-SP (de propriedade do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia).

Ele teve quatro filhos (um deles morreu no trágico acidente da TAM no Jabaquara em São Paulo em 1996) e tem nove netos.

Flávio militou no Rádio esportivo e na imprensa esportiva de São Paulo durante 30 anos. Foi locutor da Rádio Bandeirantes de 1957 a 1982 e encerrou suas atividades em São Paulo na Fundação Cásper Líbero como superintendente de esportes da Rádio e TV Gazeta, nos tempos do saudoso Constantino Cury no comando do tradicional grupo de comunicação da Avenida Paulista.

 

Narradores que já nos deixaram:

Antonio Rangel, Aurélio Campos, Darcy Reis, Edson Leite, Fiori Gigliotte, Galeano Neto, Geraldo José de Almeida, João Batista, Jorge de Souza, José Carlos Silva, José Italiano, Marco Antonio Mattos, Mário Garcia, Milton Peruzzi, Nelson Balançando Oliveira, Nelson Spinelli, Otávio Muniz ( o pai ), Pedro Luís, Rebelo Júnior, Roberto Leite, Valter Fonseca, Walter Abraão e Pedro Luiz.

Narradores na ativa:

Alberto César, Antonio Edson, Carlos Batista, Dirceu Maravilha, Douglas Porto, Eder Luís, Edmar Anuseck, Ennio Rodrigues (agora comentando), Fausto César, Gustavo Vilani, Hélio Claudino, Hugo Botelho, Ivo Morganti, João Guilherme (atualmente na tevê e no rádio carioca), Jorge Vinicius, José Maia, José Manoel de Barros, José Silvério, Nilson César, Odinei Edson, Odinei Ribeiro (no Sportv), Oscar Ulisses, Osvaldo Maciel, Cacá Fernando (hoje no BandSports), Paulo Soares, Reinaldo Costa, Reinaldo Moreira, Reinaldo Porto, Rogério Aquiles, Silva Júnior, Ulisses Costa, Vander Luís (hoje plantonista da Pan), Vanderlei Ribeiro, Willie Gonzer.

www.bastidoresdoradio.com

http://blogjotajr.blogspot.com

 

Hideraldo Luiz Bellini. O capitão da Copa de 1958. O inventor do gesto de levantar a taça sobre a cabeça, copiado até hoje em todo mundo, em qualquer competição esportiva.

http://globoesporte.globo.com/platb/files/748/2010/06/bellini.jpg

 
PELÉ – 50 ANOS DO GOL DE PLACA

O Instituto Mais Memória relembra o famoso gol de Pelé marcado contra o Fluminense, no Maracanã exatamente há 50 anos atrás. Era o dia 5 de março de 1961.  Fluminense e Santos se defrontaram pelo Torneio Rio-São Paulo, que seria vencido pelo Flamengo.

Após driblar vários adversários, Pelé marcou o gol, fazendo com que o Maracanã e o jornalista JOELMIR BETING explodissem em euforia. O jornalista, empolgado com o fantástico gol que havia visto, disse que tal gol merecia uma placa tamanha sua beleza. Assim, uma placa de bronze foi feita e colocada na entrada do Maracanã onde permanece até hoje. Desde então, todos os gols marcados com rara beleza são intitulados “gols de placa”.

O jogo do gol de placa – 1961-

No dia 5 de março de 1961, no Maracanã, o Santos venceu o Fluminense por 3-1. Nesta partida o Rei do Futebol – EDSON ARANTES DO NASCIMENTO – Pelé, então com 20 anos,  marcou o  gol que ganhou a homenagem, em decorrência de sugestão do jornalista Joelmir Beting.

Eram decorridos 40′  do primeiro tempo, o Santos vencia de 1-0 gol de Pelé. Depois de uma defesa do goleiro santista, a bola sobrou para Dalmo que passou  a Pelé na entrada de sua área. Ele controlou a bola e partiu para o gol do adversário. Numa velocidade extraordinária passou pela linha média e entrou na intermediária do Fluminense.  Seus companheiros abriram para receber.  Os deslocamentos de Coutinho, Dorval e Pepe confundiram a defesa adversária.

Narra Pinheiro o seguinte:

“Quando a bola veio para o “criolo” a defesa naturalmente se postou para identificar onde seria seu passe.  Porém, Pelé partiu em linha reta, numa velocidade extraordinária.  Passou pelo meio-campo e chegou em nossa intermediária.  Eu estava na sobra e quando dei o combate, pensando que ele iria passar a bola, ele driblou três jogadores ao mesmo tempo, com sua ginga de corpo.  Ficamos preocupados ainda, onde ele daria a bola.  Mas ele continuou e entrou na área deslocando o Castilho. Não foi uma jogada de dribles seguidos.  O que houve foi uma velocidade em linha reta e quando o Pelé partia para o gol era terrível. Foi um gol bonito sem dúvida “.

Sobre o gol Altair contou o seguinte:

” Foi um lance muito rápido. Estávamos no ataque e quando olhamos Pelé recebeu no meio de campo e partiu em velocidade, pegando todo mundo de surpresa. Como era um contra-ataque a defesa estava mal postada. Eu estava voltando e fiquei preocupado com meu lado.  Mas o negão era f.  Ganhou de todos nós na corrida e fez o gol. Quando chegamos juntos, ele deu um corte, e aí não dava mais para segurá-lo”.

Jair Marinho dá seu testemunho:

“Eu voltei preocupado com o Pepe.  Já era terrível marcar o Pepe. Quando vi o Pelé partindo para cima de nossa defesa, vi que a coisa tava preta.  Foi um lance muito rápido. Se não me engano uma reposição de bola e ele recebeu no campo dele. Partiu em linha reta.  É aquela coisa de matar o jogo. Tem de parar quando há este tipo de lance, sem machucar o adversário. Quando a defesa é pega do jeito que foi, a chance de sair o gol do adversário é muito grande, sendo mais Pelé com a bola. Fiquei preocupado da bola chegar no Pepe.  Ele partiu, passou pelo meio de campo, saiu Pinheiro e aí “Inêz já era morta”. Barbante”

Pelé e Pinheiro no lance do gol de placa em 1961.

JOELMIR BETING após o jogo, voltou para São Paulo e tomou a iniciativa de mandar fazer, por  conta própria, uma placa para imortalizar aquela obra prima. Com bom humor, costuma dizer que é o autor da “placa do gol” – o que é a mais cristalina das verdades.

A homenagem da ADEG e dos Cronistas  ao Rei do futebol.

Detalhamento do lance segundo O Globo:

Atravessando todo o gramado sob a vigilância dos adversários. Já na área tricolor, Pelé driblou Pinheiro que estava ao seu encalço, se livrou do desesperado Jair Marinho e, diante de Castilho, tocou fora do alcance do goleiro que se atirou todo mas seu esforço foi inútil. Alguns mais exaltados, afirmavam que aquele gol teria que valeu por dois. De fato, o gol foi tão espetacular que arrancou aplausos de todos os torcedores que, de pé, esquecendo-se de suas paixões clubísticas e embora empunhando bandeiras tricolores, proporcionaram uma cena jamais vista no Maracanã. Foram quase dois minutos de palmas, contados a relógio, enquanto Pelé desaparecia debaixo dos abraços dos companheiros.

Com relação ao jogo, podemos afirmar que, tornar-se cada vez mais difícil encontrar adjetivos para traduzir o que está jogando a equipe do Santos. No mínimo, teríamos que repetir o chavão, frisando que é verdadeira máquina. Máquina que se encontra bem ajustada, engrenada e azeitada, peças perfeitas e que se ajustam de forma incrível. Começaríamos por Pelé e Coutinho que, no futebol, repetem os fechos das histórias românticas: nasceram um para o outro. Quando uma parte, o outro sabe o que fazer, como se tivessem estudado as jogadas dentro da pensão onde moram, em Santos. Eles se juntam aos demais jogadores que forma um conjunto harmônico de futebol bonito, rápido e eficiente.

O Fluminense, antes de tudo, teve um comportamento técnico e disciplinar exemplar. Jogou bem, mas o Santos está numa forma esplendorosa. Um clube difícil de ser vencido. Castilho realizou milagres e se tornou uma das grandes figuras da partida.

Data: 5 de março de 1961.
Competição: Torneio Rio São Paulo.
Placar: Fluminense 1 x Santos 3.
Gols de : Pelé (2) e Pepe (Santos)  e Jaburu (Fluminense).
Local:Estádio Jornalista Mário Filho – Maracanã.
Juiz: Olten Ayres de Abreu.
Renda: 2.685.317,00.

Santos: Laércio. Fiotti. Mauro. Calver e Dalmo. Zito e Mengalvio (Nei). Dorval. Coutinho. Pelé e Pepe (Sormani).

Fluminense: Castilho. Jair Marinho. Pinheiro. Clovis (Paulo) e Altair. Edmilson e Paulinho. Telê Santana (Augusto). Valdo. Jaburu e Escurinho.

Joelmir Beting foi o jornalista responsável pela homenagem. Atualmente atua na REDE BANDEIRANTES.   Nasceu em Tambaú, interior de São Paulo, em 21 de dezembro de 1936. Tem dois filhos.  Mauro Beting um dos filhos, é comentarista esportivo da mesma Rede de televisão e de alguns jornais. Na época  da partida – 1961 -JOELMIR BETING  atuava na área esportiva.

INSTITUTO MAIS MEMÓRIA

RESPEITO À HISTÓRIA – RESPEITO AO BRASIL.

 

Por Izaias Nascimento

 

Estádio de General Severiano
Local: Rio de Janeiro, RJ
Construção: 1912
Inauguração: 1913
Remodelado: 1937 a 1938
Demolição: 1977
Proprietário: Botafogo de Futebol e Regatas
Capacidade: 20.000 pessoas
Público Recorde: 20.000 pessoas (estimado)
(final do Campeonato Carioca de 1948) Botafogo 3 x 1 Vasco da Gama
Primeira Partida: Botafogo 1 x 0 Flamengo
Primeiro gol: Mimi Sodré

“O estádio foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno na década de 1970. Em 1977, a sede foi vendida para a Companhia Vale do Rio Doce, o clube na época era presidido por Charles Macedo Borer. Com a venda da sede, o futebol do Botafogo foi para Marechal Hermes, e como o antigo estádio foi demolido, lá foi construído um novo.

No início da década de 1990, o clube readquiriu o terreno, através de permuta pela área do seu ginásio coberto no Mourisco, na Praia de Botafogo. Com o velho terreno, retomou a posse do casarão que foi sua antiga sede e se encontrava em estado de ruína – um processo de tombamento como patrimônio histórico da cidade impedira a Vale de colocá-lo abaixo para no lugar construir um edifício-sede da companhia.

O Botafogo montou parceria com uma empreiteira que recuperou inteiramente o palacete e ergueu no terreno do antigo estádio um shopping center, o atual Rio Plaza (antigo Rio Off-Price), em cuja cobertura estão hoje o seu campo de treinos (que leva o nome do antigo craque Nílton Santos), o moderno Centro de Treinamento João Saldanha (homenagem ao falecido jornalista e treinador que levou o clube ao título de campeão carioca em 1957), a concentração da equipe profissional com uma dúzia de apartamentos, além de um ginásio de basquete e vôlei, três piscinas para sócios, quadras polivalentes, restaurante e outros equipamentos. A reinauguração do novo complexo sócio-esportivo, em 22 de janeiro de 1992, marcou um forte revigoramento do Botafogo no cenário futebolístico nacional e internacional.”

QUOTE=pedrop.rio;29396738

 

Confira o ranking até a 15ª rodada!

1 – Corinthians – 27.140 torcedores por jogo
2 – Bahia – 23.496
3 – Flamengo – 20.915
4 – Coritiba – 17.416
5 – Atlético-PR – 15.940
6 – Palmeiras – 15.215
7 – Atlético-MG – 13.643
8 – Grêmio – 13.464
9 – Inter – 12.687
10 – Botafogo – 12.489
11 – Vasco – 11.738
12 – São Paulo – 11.441
13 – Ceará – 11.436
14 – Figueirense – 9.376
15 – Fluminense – 9.149
16 – Cruzeiro – 8.630
17 – Atlético-GO – 7.175
18 – Santos – 7.057
19 – Avaí – 5.904
20 – América-MG – 2.830

OBS: Lembrando que a lista é feita com os públicos pagantes e sempre levando em conta os mandantes. Não há, no Brasil, a contabilização de torcedores visitantes.

 

Vídeos como este deviam ser queimados, destruidos,  para que muitos  jogadores atuais nunca os vissem. Eles não merecem !



ESTE VÍDEO …  não foi feito por brasileiros….!!!!!!!

A SELEÇÃO que jogava por música!!!!!

 

Essa foto foi tirada no topo do Edifício Radiantes em 1970. Desses, cinco  já não estão entre no mundo dos vivos. Dieter Glaeser, Roberto Silva, Luiz Augusto Maltoni, Osvaldo dos Santos.

Algumas lembranças  sobre os que já não estão entre nós:

Dieter Glaeser:
Alemão de nascimento trabalhou na Bandeirantes junto com Claudio Carsughi. Falava no QG esportivo na área internacional.
Osvaldo dos Santos:
Foi integrante do Scratch do Radio na equipe de Fiori Gigliotti. Foi também editor chefe da Gazeta Esportiva por muitos anos.
Fiori Gigliotti:
Em sua longa carreira, Fiori Gigliotti narrou partidas de dez Copas do Mundo  mas sempre dizia que o maior jogo a qual assistiu foi o disputado entre Santos e Benfica, na final da Copa Intercontinetal de 1962. Em declaração recente, contou um entrevero que teve com o técnico Tele na Copa de 1982.  Fiori teria cobrado o treinador pelo fato dele estar fazendo muitas concessões aos jogadores, com muitas saídas com a família e pouco treino. Telê teria respondido que o locutor já estava velho.
Luiz Augusto Maltoni:
Após excelentes trabalhos na Rádio e TV Bandeirantes Maltoni transferiu-se para a Rádio Globo, onde trabalhava como comentarista na equipe de Oscar Ulisses, irmão de Osmar Santos. Fez parte da forte equipe do “Globo Esportivo”, que tinha ainda Paulo Roberto Martins, Paulo Soares, Luis Roberto Demucio, Silvio Ruiz, José Calil e companhia.
Roberto Silva:
Roberto Silva inovou  quando começou a usar no campo a publicidade. “Era um repórter que fazia propaganda. Usava a marca Wallita. Era uma roupa horrorosa, diga-se de passagem”, brincava Olho Vivo, que chamou atenção ao fazer um novo tipo de reportagem. “Pegava o torcedor na arquibancada, dava informações sobre a cidade natal dos jogadores e isso era diferente.” O apelido Olho Vivo surgiu de uma brincadeira do narrador Ênnio Rodrigues. “Eu entrevistava alguma personalidade nas numeradas e falava do lance, quando era chamado pelo narrador (Ênnio ou Fiori Giglioti), como se estivesse atrás do gol. O Ênnio brincava: Ele tem olho vivo. Consegue pegar tudo”, falava Roberto, que trabalhou nas Copas de 70, 74 e 78.


 


 

 

Para os adeptos do Barça, a oitava maravilha é Messi.

Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.

É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo.

É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável.

Barcelona rende-se ao talento de “La Pulga” e os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.

E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?

O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipe principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal.

Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.

Os diagnósticos alarmaram os Messi.

E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário.

Mas o pai de Lionel não se resignou.

Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento.

E não aceitou a fatalidade.

Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando gols atrás de gols.

O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel.

A resposta foi negativa.

E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.

Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha.

E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida.

Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes no Barcelona…

E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.

Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino.

Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato.

E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam.

Foi dito e feito.

Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormônio de crescimento inscrito na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem, e só autorizada para fins terapêuticos.

Em 2003, o milagroso hormônio fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de… 1,69 metros!

No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipe B do Barça.

Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no “Miniestadi”.

Reclamava palcos maiores.

E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipe principal.

Em 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol.

Em 1º de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou no Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um gol pelo Barcelona.

Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.

Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta.

Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça “de las seis copas”: campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertaça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!

O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de… 250 milhões de euros!

E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, recebendo qualquer coisa como 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade.

Nem em contos…

Lionel Andrés Messi >> 23 anos (24/06/1987)

Nacionalidade: Argentina (os argentinos têm vergonha de não terem tratado do rapaz).

Títulos: campeão Espanha (2005, 2006, 2009, 2010 e 2011), taça do rei (2009); Supertaça Espanha (2005, 2006, 2009 e 2010); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009).

“GRANDE LIÇÃO DO PAI QUE NÃO DESISTIU DO SONHO:

CURAR  O FILHO.”
Não se focou no problema, mas sim na solução.

 

Email de J.Maria de Aquino/Wagner Mancini

 

Bordões de Galvão Bueno

- Haja Coração
- Rrrrrrrronaldinho
- Sai que é sua, Taffarel
- Quem é que sobe
- Ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é muito mais gostoso
- Isso pode, Arnaldo?
- Ele é perigooooooso
-Chegar é uma coisa, passar é outra
- Isso, pra cima deles, fulano

Bordões de Silvio Luiz

-Acerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui
-Tá armado o pagode na cozinha
-Não deixa a cozinha vazia
-Dá nele bola, dá nele bola, isso!!
-Foi lá no telescópio da nasa
-Pelas barbas do profeta
-Esse até minha vó fazia!
-Pelo amor dos meus filhinhos
-O que é que eu vou dizer lá em casa
-Olho no lance! Minha Nossa Senhora
-Mando o charuto dali
-Mandou o sapato
-Desce o tamanco meu filho
-Pô, ele tá apanhando mais que mulher de malandro
Bordões de Fiori Giglioti
-Torcida brasileira, carinhosamente, boa tarde
-Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo
-Agüeeeeeenta coração!!! (antes da cobrança de um pênalti)
-É fogo… é gollll, torcida brasileira, não adianta chorar
-Balão subindo, balão descendo
Bordões de Osmar Santos
-Parou por quê, por que parou?
-Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha
-Um prá lá, dois prá cá, é fogo no boné do guarda
-Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho
-No carocinho do abacate
-aí garotinho
-vai garotinho porque o placar não é seu
E que GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
Também foi Osmar Santos quem criou a expressão “Animal”, que melhor representou o jogador Edmundo, terminando por se tornar a sua marca registrada.
Bordoes de Jose Carlos Araujo
-Seja paciente na estrada, para não ser paciente no hospita
-Voltei!
-Sou eu!
-Atirou, entrou!
-Golão, golão, golão
-Se o jogo tá na tevê, a gente se liga em você
-Apite comigo galera
-Parou, parou, parou
-Obrigado a você pela carona que me dá
-Gente que se liga na gente

 

Bordões de Jose Silverio
José Silvério: Eu praticamente não tenho bordão. Tem algumas coisas que eu criei, que disse em algum momento; mas não bordões, não são importantes para mim. Eu sempre achei que locução de futebol é uma coisa do momento. O que passou no domingo pode ser diferente no jogo que passou na quarta-feira. A história do jogo para mim é diferente. Então eu sempre pautei a minha conduta pelo momento atual.

Bordoes de Cleber Machado

-Bola em jogo pra você ligado no Globo
-Pro gooooolllllll

 

 

 
Não entendo do assunto mas coloco aqui o postado no site Meu Timão.
O Escudo foi descoberto por meio de foto da equipe , em amistoso diante do Germânia

O Corinthians descobriu recentemente, a partir de antiga fotografia, um dos primeiros escudos utilizados pelo clube e que não era conhecido. A descoberta foi feita por David Costa, responsável pelo Memorial do Corinthians, que recebeu a imagem das mãos de um conselheiro corintiano.

Identificado em foto de 1914, o escudo é uma variação em torno da letra C e P, foi usado em amistoso contra o Germânia e motivou o clube a colocar à venda réplicas dessa camisa, que tinha coloração bege. A camisa deve chegar às lojas em 1º de setembro, aniversário de 101 anos do clube.

“O ‘C’ parece uma ferradura, e o formato em volta do escudo é muito diferente da evolução que a gente conhecia”, disse o jornalista e pesquisador Celso Unzelte, ao participar  de programa da TV Corinthians, nesta quinta-feira. “É o segundo escudo na ordem de evolução dos símbolos”.

 

Ficha dos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 1950 no Brasil
Primeira Fase:
http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-brasil.gifBrasil 4 x 0 México http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-mexico.gif
24/junho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Gols: Ademir 32 do 1º tempo; Jair 11, Baltazar 17, Ademir 36 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Eli, Danilo, Bigode; Maneca, Ademir, Baltazar, Jair, Friaça.
MÉXICO: Carbajal; Zetter, Montemayor; Ruiz, Uchoa, Roca; Septien, Ortiz, Casarin, Perez, Velasquez.

O time do Brasil que venceu o México -1950 Em pé: Eli. Juvenal. Augusto. Danilo. Barbosa e Bigode. Agachados: Maneca. Ademir. Baltazar. Jair e Friaça.

http://www.museudosesportes.com.br/img_noticias/22019.jpg

Brasil 2 x Suíça 2 http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-suica.gif
28/junho/1950
Local: Pacaembu (São Paulo)
Árbitro: Ramón Azón (Espanha)
Gols: Alfredo II 2, Fatton 16, Baltazar 31 do 1º tempo; Fatton 43 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Rui, Noronha; Alfredo II, Maneca, Baltazar, Ademir, Friaça.
SUÍÇA: Stuber; Neury, Bocquet; Lusenti, Egginemann, Quinche; Tamini, Bickel, Friedlander, Bader, Fatton.

O segundo jogo do Brasil na Copa foi contra a Suíça e, foi a primeira decepção do Brasil na Copa de 1950. Empatou com a modesta Suíça em 2×2 no Pacaembu. Baltazar e Alfredo fizeram os gols do Brasil. Os cariocas diziam que São Paulo dava azar ao selecionado brasileiro, era a velha rixa de bairrismo.

http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-brasil.gif Brasil 2 x 0 Iugoslávia http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-iugoslavia.gif

1/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Mervyn Griffiths (País de Gales)
Gols: Ademir 3 do 1º tempo; Zizinho 24 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
IUGOSLÁVIA: Mrkusic; Horvath, Stankovic; Tchaikowsky I, Jovanovic, Djajic; Vukas, Mitic, Tomasevic, Bobek, Tchaikowsky II.

Fase Final:

http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-brasil.gif Brasil 7 x 1 Suécia
9/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Arthur Ellis (Inglaterra)
Gols: Ademir 6 e 36, Chico 39 do 1º tempo; Ademir 6 e 12, Andersson (pen.) 31, Maneca 40, Chico 43 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Maneca, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
SUÉCIA: Svensson; Samuelsson, Erik Nilsson; Andersson, Nordahl, Gaerd; Sundqvist, Palmer, Jepsson, Skoglund, Stellan Nilsson.

Brasil 6 x 1 Espanha http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-espanha-1939.gif
13/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Reg Leafe (Inglaterra)
Gols: Ademir 13, Jair 18, Chico 31 do 1º tempo; Chico 11, Ademir 12, Zizinho 22, Igoa 26 do 2º.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
ESPANHA: Ramallets; Alonso, Gonzalvo II; Gonzalvo III, Parra, Puchades; Basora, Igoa, Zarra, Panizo, Gainza.

A seleção brasileira destroçou a seleção espanhola com uma goleada de 6×1, que nem o mais otimista dos torcedores ousaria prever. Duas horas antes do início da partida, marcada para as 3 horas da tarde, o maracanã parecia não caber mais ninguém. Quando se anunciou que não havia mais ingressos a venda nas bilheterias, a massa humana começou a se jogar sobre os frágeis muros de tijolos da construção inacabada, e por seus destroços passou às carreiras rumo à geral, último território onde o menor espaço seria disputado palmo a palmo. Acomodada sobre a ponta dos pés, ondulando e desequilibrando-se com os vaivens da bola de um gol a outro por falta de espaço para plantar os pés com firmeza, a multidão não se perturbava com nada. O aperto, os empurrões, os gritos dos que, perdendo o pé de apoio, caíam no fosso entre a geral e as cadeiras.
O Brasil na quinta feira a tarde jogava contra a Espanha, jogava tão bem que os gols saiam espontaneamente e o povo explodiria como uma só voz. Não eram apenas os gols, dois de Ademir, dois de Chico, um de Jair e outro de Zizinho, diante dos espanhóis tão exaltados pela crônica, a seleção brasileira produzia a mais fina exibição de futebol que o maracanã já testemunhou em qualquer tempo. Barbosa. Augusto e Juvenal. Bauer. Danilo e Bigode. Maneca. Zizinho. Ademir. Jair e Chico, não era apenas um time de futebol, e sim uma orquestra com o luxo de reunir quatro primeiros violinos: Bauer. Danilo. Zizinho e Jair.
Marcamos seis gols em cima do goleiro Ramalhets, a maravilha espanhola. Foi ai que os torcedores se lembraram da musica Tourada em Madri, de João de Barros, o Braguinha, compositor famoso, o coro surgiu e cresceu e dominou todas as bocas não se sabe como. De repente, o mar de lenços brancos levantou-se mavioso, denso, forte, o coral gigantesco –
- Eu fui às touradas em Madri
Parara tibum, bumbum
E quase não volto mais aqui-i-i
Pra ver Peri-i-i
Beijar Ceci
Parara tibum, bum bum…..

http://www.duplipensar.net/images/geografia/bandeira-brasil.gif Brasil 1 x 2 Uruguai
16/julho/1950
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Gol: Friaça 2, Schiaffino 26, Ghiggia 36 do 2º tempo.
BRASIL: Barbosa; Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair, Chico.
URUGUAI: Maspoli; Matias Gonzalez, Tejera; Gambetta, Obdulio Varela, Andrade; Ghiggia, Julio Perez, Miguez, Schiaffino, Moran.

Alem da goleada contra a Espanha o Brasil também tinha goleado a Suécia por 7 x 1, ai ninguém tinha duvida que o Brasil passaria pelo Uruguai no jogo final dia 16 de julho de 1950. No Rio de janeiro estava um domingo ensolarado ao contrario de São Paulo que amanheceu  um domingo borocoxô, céu nublado, garoento  justo no dia em que seria decidido a copa do mundo que estava sendo disputada no Brasil. O estádio do Maracanã construído especialmente para esse torneio, ainda com madeirame a sua volta, receberia os times representativos de Brasil e Uruguai. Perder com aquele timaço que o Brasil tinha justo daquele pobrezinho Uruguai que se classificou para o quadrangular final fazendo um jogo a menos, devido a desistência de um concorrente da sua chave, dava a todos a visão que jogaria só para cumprir tabela. A vitoria estava no papo.


http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR6xFWON455nnx1pXjednkL9c7m0ZM4B1xkQJWwI4VdFoKzdOSyDQE logo no inicio do segundo tempo aos dois minutos, Friaça o nosso ponta direita marcou o gol do Brasil.

http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTl3FjATnW7wBYF1REabwDIc9uEvaURMvqrRU38_c6b_k9B6LfwrBV24h61bAMas, aos 15 minutos Squiafino empata  o jogo naquele domingo que seria de foguetório foi de velório empatou até ai tudo bem o empate era nosso, eis que aos 37 o ponta direita do Uruguai Ghigia  atrás da bola (foto) desempatava a favor do Uruguai.

http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ1f8NPN7l5ChX3HGgWtxROHBi-3Rd2ymrcboYJSht8flG18dMj

E daí para frente foram oito minutos de sofrimento, com ouvido colado no radio, ouvíamos Pedro Luiz locutor da Pan-Americana,

hoje Jovem Pan, irradiar ou últimos minutos quase aos soluços, dizer que o jogo tinha acabado e os Uruguaios sendo os campeões, e ainda dizendo que eles tinham sido merecedores  da vitoria. Muitos culpados apareceram na imprensa ou na boca do povo, cada um tinha sua versão.

Adaptado de Mario Lopomo

 


Revista Esporte Ilustrado Nº 707 - 25/10/1951 - Relíquia !!!

REVISTA ESPORTE ILUSTRADO Nº 707 – 25/10/1951
Capa:Ariosto do Botafogo e Orlando do Fluminense

Revista Esporte Ilustrado Nº 687 - 07/06/1951 - Relíquia !!!

REVISTA ESPORTE ILUSTRADO Nº 687 – 07/06/1951

Capa:  LOGIE DO ARSENAL (INGLATERRA) E MANECO DO AMÉRICA

Revista Esporte Ilustrado Nº 811 - 22/10/1953 -relíquia !!!
REVISTA ESPORTE ILUSTRADO Nº 811 – 22/10/1953 -
Capa: SARCINELLI DO SÃO CRISTÓVÃO E LEÔNIDAS DO AMÉRICA

Revista Esporte Ilustrado Nº 785 - 23/04/1953 - Relíquia !!!
REVISTA DO ESPORTE ILUSTRADO N° 785 DE 23/04/1953.
Capa: Perigo de gol no jogo Botafogo x Palmeiras.

Revista Esporte Ilustrado Nº 699 - 30/08/1951 - Relíquia !!!
REVISTA DO ESPORTE ILUSTRADO N° 699 de 30/08/1951
Capa: Lance do clássico Flamengo x Botafogo

REVISTA ESPORTE ILUSTRADO Nº 887 – 07/04/1955
Capa: Linha média da seleção carioca.

 

Abaixo foto do Pacaembu de 1953 com a inesquecível Concha Acústica ao fundo.  Tarde de domingo e de Choque-Rei, São Paulo x Palmeiras.  Nove anos depois fui pela primeira vez neste estádio com 11 anos de idade. Hoje  a paisagem ao fundo é repleta de prédios  e na foto de 1953 as tradicionais casas do bairro. Foto: Alice Brill/Acervo IMS

Disputaram o Paulistão de 1953 15 times: O atual bi-campeão Corinthians, o Palmeiras, São Paulo, Portuguesa de Desportos, Juventus, Ypiranga, Nacional, Comercial da Capital,  Santos, Portuguesa Santista, Guarani, Ponte Preta, XV de Piracicaba, XV de Jau e Linense.

 

 

Estádio do Pacaembu, São Paulo, SP. 1953. Foto: Alice Brill/Acervo IMS

 

Bem a propósito com a briga da final da Libertadores entre Santos x Penarol, relembro a briga ocorrida entre  brasileiros e uruguaios em 1959. Foi a chamada guerra do Rio da Prata. Tudo começou com Almir , o pernambuquinho briguento. Ele foi arrumar encrenca com  Willian Martinez que quase não “gostava”  de encrenca.

http://www.museudosesportes.com.br/img_noticias/3927.jpg
Jornal Tribuna de Imprensa
No meio dos jogadores apareceu Didi com um pulo voador para cair em cima dos uruguaios. Vejam o jogo e a briga no filme abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=ZF12vUvFAT4
A próposito, ouvi o jogo em alguma das rádios de São Paulo e não me esqueço da forma que o narrador gritava o nome de Paulinho Valentim nos gols do Brasil:
Paulinho! Paulinho! Paulinho!
Imaginem  que  na época, ainda quase sem jogo na TV,  os cronistas sempre exageravam no relato do jogo. Se a coisa não andava bem para o Brasil, eles narravam que o árbitro era mal intencionado.
No sul-americano de 1959, disputado em Buenos Ayres, o Brasil era campeão mundial e apontado como o dono do melhor futebol do mundo.  Os jogadores não resistiram as provocações dos uruguaios e, no estádio Monumental de Nunez, revidaram violentamente as agressões, ultrapassando em muito qualquer expectativa.

Na partida contra o Uruguai, que teve dois conflitos generalizados, a seleção brasileira ainda teve o gosto especial de vencer por 3×1, três gols de Paulinho Valentin, depois de perder o primeiro tempo por 1×0. O Brasil não foi campeão porque, na decisão empatou com a Argentina em 1×1, resultado que deu o titulo aos donos da casa.

Naquela noite o Brasil precisava vencer de qualquer maneira. Feola colocou em campo Castilho. Djalma Santos. Belini. Orlando e Coronel. Formiga e Didi. Garrincha. Almir. Pelé e Chinezinho. Os uruguaios jogavam com Leivas. Silveira e William Martinez. Davoine. Gonçalves e Mejia. Borges. De Marco. Douksas. Sasia e Escalada. O jogo começou difícil, com jogadas ríspidas de lado a lado e com ataques esporádicos. Por volta dos trinta minutos, uma bola é lançada na área uruguaia. Almir saltou com Leivas e William Martinez e, na queda, pisou o estômago do goleiro uruguaio. Pelé correu e abriu os braços para mostrar ao juiz que nada havia acontecido, não tirando o olho do que fazia Almir, jogador de gênio explosivo.

Aí começou o tumulto: por trás, inesperadamente, Gonçalves e Davoine chutaram Pelé, que revidou. Neste momento, William Martinez partiu em direção a Pelé, mas foi derrubado por Mário Américo. Caído no chão, atracado com o massagista brasileiro, Martinez foi chutado por Pelé e Coronel. Com o conflito generalizado, Gonçalves saiu a caça de Chinezinho. No meio do caminho, porém, teve a má sorte de enfrentar Paulinho Valentin que saíra do banco de reservas. Paulinho deu um soco violentíssimo que derrubou Gonçalves. Belini teve o ombro deslocado. Castilho um corte no supercílio e Orlando perdeu dois dentes.

Quando a policia argentina conseguiu separar os brigões, o juiz chileno Carlos Robles expulsou Almir e Orlando do Brasil, Davoine e Gonçalves do Uruguai. Com nove jogadores de cada lado, o jogo ficou mais difícil. Mas. aos 36 minutos, Escalado abriu a contagem para os uruguaios. No segundo tempo, Vicente Feola resolveu arriscar. No lugar de Castilho que ainda estava grogue, colocou Gilmar. Trocou Coronel por Paulinho Valentin com a função de jogar na área, e tirou Garrincha colocando Dorval. O resultado foi fulminante. Paulinho empatou aos 17, fez o segundo aos 37 e ainda marcou o terceiro aos 44 minutos dando a vitória ao Brasil no peito e na raça.

Assim que Carlos Robles apitou o final do jogo, um grupo de jogadores uruguaios cercou Belini no centro do campo. Sasia estendeu a mão para Belini, prometendo cumprimentá-lo. O capitão do Brasil deu a mão direita e Sassia com a mão esquerda acertou-lhe um tremendo soco no rosto. Mas não teve jeito de fugir, surgindo, não se sabe de onde, Didi apareceu voando e caiu de pés juntos em cima do uruguaio. E começou tudo de novo. Mais socos, pontapés e dentes quebrados. Com a nova intervenção da policia, finalmente, brasileiros e uruguaios se separaram e foram para os vestiários. Assim, terminou aquilo que foi chamada “A Batalha do Rio da Prata”.

Fonte:
Mario Lopomo
Gilberto Maluf

 

 

 

Artigo recebido de

Alexandre Magno Barreto Berwanger

MAIORES PÚBLICOS DA ERA PACAEMBU ( 1940 / 1969, ACIMA DE 50.000 PAGANTES ) :

* Considerando a Era Pacaembu como sendo a época em que este estádio era o maior palco
  do Estado de São Paulo, de sua inauguração, até a reinauguração do Morumbi em 1970.
** Jogos entre clubes, mantendo a ordem alfabética nos confrontos entre clubes paulistas.
*** Exceto onde constam as informações sobre público pagante e presente, as demais
    referem-se ao público pagante, sempre respeitando as informações e critérios das
    fontes indicadas abaixo.
**** A partir de 1960, com a inauguração do Morumbi, o São Paulo passou a usar
     preferencialmente o seu próprio estádio, em vez de usar o municipal.
Obs: A partir de 1962 eu estive em vários jogos do Corinthians e inclusive
no jogo São Paulo 4 x 1 Santos, de 1963, quando o Santos saiu de campo.
 1) Corinthians 3 x 3 São Paulo, 70.281 (63.281 pagantes), 24/05/1942
 2) Corinthians 1 x 0 Palmeiras, 65.243, 13/04/1960
 3) São Paulo 0 x 2 Flamengo (RJ), 65.000, 17/05/1940
 4) Corinthians 3 x 0 Palmeiras, 64.726, 24/03/1959
 5) Corinthians 1 x 1 São Paulo, 64.233, 20/10/1956
 6) Corinthians 0 x 2 Palmeiras, 63.344, 23/05/1943
 7) Corinthians 0 x 2 Santos, 62.851, 03/03/1963
 8) Corinthians 3 x 3 Palmeiras, 62.584, 03/04/1961
 9) Corinthians 1 x 1 Palmeiras, 62.514, 13/09/1961
10) Corinthians 3 x 0 Palmeiras, 61.726, 24/03/1951
11) Santos 2 x 3 Palmeiras, 60.801, 29/11/1961
12) Palmeiras 1 x 3 São Paulo, 60.315, 13/09/1953
13) Santos 1 x 4 São Paulo, 60.115, 15/08/1963
14) Corinthians 1 x 2 Palestra Itália (Palmeiras), 60.000, 05/05/1940
15) Palmeiras 3 x 1 São Paulo, 60.000, 17/09/1944
16) Corinthians 4 x 7 Santos, 56.476, 06/12/1964
17) Palmeiras 3 x 1 São Paulo, 56.423, 17/09/1940
18) Corinthians 1 x 1 Santos, 56.208, 13/05/1967
19) Corinthians 0 x 1 Palmeiras, 55.992, 04/06/1967
20) Corinthians 2 x 3 São Paulo, 56.000, 08/03/1944
21) Corinthians 0 x 3 Palmeiras, 55.992, 04/06/1967
22) Corinthians 1 x 3 Palmeiras, 54.465, 11/04/1951
23) Corinthians 1 x 0 Palmeiras, 54.312, 13/09/1964
24) Corinthians 2 x 0 Palmeiras, 54.128, 23/11/1947
25) Corinthians 0 x 2 Santos, 54.054, 03/03/1963
26) Palmeiras 1 x 0 Corinthians, 54.054, 23/02/1963
27) Corinthians 2 x 3 São Paulo, 51.943, 06/05/1945
28) Palmeiras 3 x 3 São Paulo, 51.333, 04/06/1944
29) Palmeiras 1 x 1 São Paulo, 50.917, 28/01/1951
30) Corinthians 4 x 4 Santos, 50.782, 15/04/1965
31) Corinthians 4 x 2 Atlético-MG, 50.000, 28/04/1940 ( rodada dupla )
    Palestra Itália (Palmeiras) 6 x 2 Coritiba (PR), 50.000, 28/04/1940 ( rodada dupla )
33) Santos 5 x 4 Peñarol, 50.000, 25/03/1965
34) Palmeiras 1 x 1 Arsenal (ING), 50.000, 18/05/1949

- POR CLUBES PAULISTAS:

Corinthians : 23
Palmeiras   : 20
São Paulo   : 11
Santos      :  9

- POR PERÍODOS:

1940 / 1950 : 13
1951 / 1960 :  6
1961 / 1969 : 15

 - MAIORES PÚBLICOS DO BRASIL ( 1940 / 1949 ) :

 1) Corinthians 3 x 3 São Paulo, 70.281 (63.281 pagantes), 24/05/1942
 2) São Paulo 0 x 2 Flamengo (RJ), 65.000, 17/05/1940
 3) Corinthians 0 x 2 Palmeiras, 63.344, 23/05/1943
 4) Corinthians 1 x 2 Palestra Itália (Palmeiras), 60.000, 05/05/1940
 5) Palmeiras 3 x 1 São Paulo, 60.000, 17/09/1944
 6) Palmeiras 3 x 1 São Paulo, 56.423, 17/09/1940
 7) São Paulo 3 x 2 Corinthians, 56.000, 08/03/1944
 8) Corinthians 2 x 0 Palmeiras, 54.128, 23/11/1947
 9) Corinthians 2 x 3 São Paulo, 51.943, 06/05/1945
10) Palmeiras 3 x 3 São Paulo, 51.333, 04/06/1944
11) Corinthians 4 x 2 Atlético-MG, 50.000, 28/04/1940 ( rodada dupla )
    Palestra Itália (Palmeiras) 6 x 2 Coritiba (PR), 50.000, 28/04/1940 ( rodada dupla )
13) Palmeiras 1 x 1 Arsenal (ING), 50.000, 18/05/1949

- FONTES :

- Almanaque do Corinthians (segunda edição), por Celso Unzelte
- Almanaque do São Paulo, por Alexandre da Costa
- Arquivo pessoal de Alexandre Magno Barreto Berwanger ( ambberwanger@yahoo.com.br ).
- Arquivo pessoal de André do Nascimento Pereira ( andrenpereira@uol.com.br )
- Arquivo pessoal de Guilherme Nascimento ( guilherme.nasc@yahoo.com.br )
- Corinthians x Palmeiras, uma história de rivalidade, por Antonio Carlos Napoleão
- Revista Grandes Vitórias do Palmeiras ( Editora On Line )
 
Este slogan marcou o mais marcante diário esportivo do Brasil. Foi nesse diário esportivo que trabalhou Thomaz Mazzoni que criou títulos a respeito dos grandes clássicos paulista, como Majestoso ( SCCP x SPFC ), Derbi (SCCP x SEP )  e Choque Rei ( SEP x SPFC ).
A seguir reportagens e capas históricas do Jornal e da Revista Gazeta Esportiva



Edição do jornal de janeiro de 1948 destaca partida amistosa no Pacaembu em que a seleção Paulista empatou por 1 a 1 com uma seleção formada por jogadores de River Plate e Boca Juniors. Naquele dia, a seleção paulista jogou com Oberdan; Caieira (Renganeschi), Noronha (Turcão), Rui, Zezé Procópio; Valdemar Fiúme, Cláudio Cristóvão, Pinho, Ieso Amalfi; Servílio (Canhotinho) e Teixeirinha (Remo). Os argentinos vieram a campo com Diano (Carizzo); Maranti, Dezorzi, Yacono, Nestor Rossi (Castelar); Ramos, Boye, Moreno (Corquera), Di Stéfano (Sarlanga); Labruna (Lostau) e Pin. Os gols do empate foram marcados por Servílio e Di Stéfano.
Reprodução de capa de “A Gazeta Esportiva” de 1947. Fonte: site www.gazetaesportiva.net

Vejam a Seleção Brasileira em amistoso no Maracanã em 1965. Reprodução de foto publicada no saudoso jornal “A Gazeta Esportiva”. Em pé estão Djalma Santos, Bellini, Manga, Orlando, Rildo e Dudu; agachados Garrincha, Ademir da Guia, Flávio, Pelé e Rinaldo

Esta edição de “A Gazeta Esportiva” de 1963 trouxe na capa o grande zagueiro Eduardo, naquela época jogador do Corinthians e que depois viria a brilhar no São Paulo Futebol Clube.

Teleco é carregado pelos seus companheiros após vitória do Corinthians sobre o Palestra Itália por 1 a 0, no dia 14 de novembro de 1937. O jogo foi realizado no Parque Antártica e o único gol do encontro, que ganhou esta bela capa em ‘A Gazeta Esportiva’, foi marcado pelo atacante aos 20 minutos do primeiro tempo. Segundo o Almanaque do Corinthians, de Celso Unzelte, Teleco estava com uma contusão no braço antes do clássico e não poderia atuar. Mas como seu reserva Zuza teria desmaiado ao saber que entraria em campo, não restou outra alternativa aos técnicos Neco e Antônio Pereira a não ser escalá-lo

Vejam esta bela capa de ‘A Gazeta Esportiva’ sendo ilustrada pelo grande Luizinho pequeno polegar. Dois símbolos da época áurea do futebol brasileiro

Capa histórica de ‘A Gazeta Esportiva’ de 06 de dezembro de 1937 retrata a conquista do primeiro título paulista levantado pelo Corinthians na era do profissionalismo. A foto acima é do jogo entre o Timão e o Estudantes (que viria meses depois a se fundir com o São Paulo) realizado um dia antes no Parque São Jorge. No detalhe, Filó, já em final de carreira, disputa a bola com o zagueiro Iracino. O Corinthians venceu por 3 a 0 com três gols de Filó.

 

Clique para ver a imagem ampliada

PINGA

  • Nome: José Lázaro Robles
  • Nascimento: 11/2/1924, São Paulo-SP
  • Falecimento: 8/5/1996, Campinas-SP
  • Período: 1953 a 1962
  • Posição: Atacante

Pinga se projetou na Portuguesa em meados da década de 1940 como um ponta-de-lança de “rush” fulminante e possuidor de um tiro final quase sempre inapelável, com o pé esquerdo. Rapidamente alcançou a Seleção Paulista, onde foi titular por muitos anos.

O passe de Pinga alcançou nessa altura uma cotação elevada, culminando com a sua transferência para o Vasco, a mais vultosa do futebol brasileiro até aquela data. Logo de início, Pinga justificou o investimento do clube, tendo brilhante participação na conquista do Torneio Octogonal Rivadávia Correia Meyer, disputado no Rio e em São Paulo. Pinga marcou os dois gols na final em que o Vasco derrotou o São Paulo por 2×1, no Maracanã. Em 1954, Pinga foi à Copa do Mundo na Suíça, porém a Seleção cumpriu uma malfadada campanha que terminou em eliminação nas quartas-de-final pela Hungria.

Pinga marcou pelo Vasco um total de 250 gols e foi na sua época o segundo maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Ademir.

www.netvasco.com

 

Almanaque Esportivo de Thomaz Mazzoni 1941

Thomaz Mazzoni (Olimpicus), do jornal “A Gazeta Esportiva”, foi um dos pioneiros da crônica esportiva brasileira, e um dos maiores pesquisadores do futebol brasileiro em todos os tempos. Ele foi editor do “Almanaque dos Esportes”, publicação que relatava os principais acontecimentos esportivos de São Paulo e do Brasil. Também foi autor de vários livros sobre futebol, com destaque para “História do Futebol Brasileiro”. Foi ele quem criou denominações para os grandes clássicos do futebol paulista, como “Dérby”, para Corinthians X Palmeiras e para os times de futebol, como “Mosqueteiro”, para o Corinthians e “Moleque Travesso”, para o Juventus.

Capa do “Almanaque dos Esportes” de 1941.

O famoso (e saudoso) narrador de futebol, Geraldo José de Almeida, em foto de 1941.

Seleção gaúcha que disputou o campeonato brasileiro de 1941.

Seleção paulista de 1926.

Seleção brasileira que perdeu a Copa Roca de 1940.

Seleção argentina, campeã da Copa Roca de 1940.

Jogadores das seleções do Brasil e Argentina, perfilados no centro do gramado antes de um jogo pela Copa Roca, em 1940.

Dois lances do jogo Brasil X Argentina, pela Copa Roca, de 1940, envolvendo o atacante Leônidas da Silva e o goleiro Gualco.

Time do Fluminense, campeão carioca de 1940.

Inauguração do Estádio Municipal do Pacaembu, em 1941

Desfile inaugural do Estádio Municipal do Pacaembu, em 1941.

Vista parcial do Estádio Municipal do Pacaembu, quando de sua inauguração em 1941.
http://reliquiasdofutebol.blogspot.com

 

CHINESINHO!

Por Lazaro Piunti (ex. prefeito de Itu)

Era 1958. O Brasil ganhara pela primeira vez a Copa do Mundo, com seus craques esbanjando categoria nos gramados da Suécia.

Entre os 22 heróis, estava o piracicabano Mazzola, centro avante do Palmeiras. Único destaque de um time medíocre, depressa a Diretoria o vendeu ao futebol italiano e com o dinheiro montou um elenco poderoso. Do nordeste vieram Zequinha, Aldemar, Géo e o goleiro Aníbal.

Romeiro foi contratado ao América carioca. Julinho Botelho retornou da Fiorentina. Djalma Santos foi adquirido à Portuguesa de Desportos. Com a transação a Lusa comprou o estádio do Canindé.

Do futebol gaúcho o Palmeiras contratou Valdir (Joaquim de Moraes – famoso goleiro). E um garoto baixinho, lépido e forte, que tanto jogava de ponta esquerda ou meia. Seu nome: Sidney Colona Cunha, Chinesinho!

Ele teve uma passagem gloriosa pelo Palmeiras. Um craque completo, disciplinado, habilidoso, inteligente. Bom no desarme, armava as jogadas, municiando o ataque. E também fazia gols!

Menino ainda, morando na roça, eu me encantava com a narração dos jogos de domingo, ouvindo com meu pai no rádio de válvulas.

Chinesinho foi meu ídolo! Um atleta fantástico! Ele ajudou o Palmeiras a fazer frente à máquina santista, comandada por Pelé e seus coadjuvantes Zito, Dorval, Jair, Pagão e Pepe.

Em 1962 Chinesinho e Benê (São Paulo F. C.), disputavam uma vaga para a Copa no Chile. Ambos foram injustiçados. Convocaram Mengálvio.

Então ele se transferiu para o futebol italiano. O Palmeiras ganhou com o negócio uma montanha de dinheiro, suficiente para a construção do lendário Jardim Suspenso e a compra de uma dúzia de jogadores. Nascia a 1ª Academia. Vavá, Servílio, Rinaldo, Djalma Dias e um garoto do Bangu, com a tarefa de substituir Chinesinho: Ademir da Guia!

http://2.bp.blogspot.com/-ETjteyTSth8/Tam6khl70jI/AAAAAAAAAGk/nxT6SBXPCXw/s1600/chinesinho.jpg

(Chinesinho comemorando o título de 1959 no Pacaembu em jogo contra o Santos).

Anos após encerrar a carreira, Chinesinho morou algum tempo na Praia Grande. Sentia-se deprimido. O Alzheimer exibia os sintomas iniciais.  Um amigo me contou que muitas vezes Chinesinho saía do bar na praia onde jogava dominó e corria até um telefone público, imaginando-se a falar com alguém na Itália, reclamando: -“mi pensione, mi pensione, mi pensione”.

Neste 14 de abril de 2011 Chinesinho morreu pobre e esquecido. Aos 75 anos, preso a uma cadeira de rodas!

 

Na capa:  Castilho, Píndaro e Pinheiro. Castilho jogou na seleção e foi reserva de Gilmar nas copas de 1958 e 1962. C astilho e Pinheiro depois que penduraram  as chuteiras foram  técnicos de futebol.

Logo a seguir vemos outro goleiro  de seleção que veio a ser técnico de futebol, inclusive campeão mundial em 1962 no Chile.

 

A Revista do Esporte surgiu em fins dos anos 50 e foi a principal revista voltada para o futebol.  Com tiragem semanal sobreviveu até o final dos anos 60.  Lembro-me que comprei na banca de revistas o primeiro número do ano de 1963, que trazia o Nei, centroavante do Corinthians. Todo o dinheiro que tinha foi usado na compra da revista. Lembrando da revista, procurei algumas fotos  das capas e o arquivo de Adalberto Day nos mostra muitas capas, conforme segue:




 

- Álbum de Figurinha: “Balas Ídolos”

Álbum de bala do Mercado Livre. Também distribuía prêmio, como mostra a contra capa.

Este é de 1960, com figurinhas de jogadores de futebol dos times de S.Paulo e R. de Janeiro que disputavam, anualmente, o Torneio Rio-São Paulo.
Nas duas páginas de figurinhas estão os times do Flamengo, Fluminense, Corinthians e Palmeiras.
Os times de 1960 basicamente jogavam com as formações abaixo e procurei escalar os times no  tradicional 4-4-2.
Palmeiras de 1960:
Valdir, D.Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Jorge. Zequinha e Chinezinho.
Julinho, Humberto, Romeiro e  Cruz.
Corinthians de 1960:
Cabeção, Egídio, Olavo, Oreco e Ari.
Roberto Balangero e Rafael.
Lanzoninho, Luizinho, Joaquinzinho e Guimarães.
Flamengo de 1960:
Mauro, Joubert, Milton Copolilo, Jadir e Jordan. Carlinhos e Gerson.
Roberto, Moacir, Henrique e Germano.
Fluminense de 1960:
Castilho, Jair Marinho, Pinheiro Clovis e Altair; Edmílson e Tele.
Maurinho, Paulinho, Waldo e Escurinho
 

Derrota fez goleiro perder até a esposa

Revista do Esporte e colaboração de Mario Lopomo

Por causa de um jogo de futebol,  em que não reeditou as atuações que o consagraram como um dos maiores jogadores do mundo na sua posição, o goleiro espanhol Ramallets foi lançado na rua da amargura. Perdeu tudo que conquistara à custa de muitos anos de atividade: a posição de titular no Barcelona, o seu fan-clube e até mesmo a esposa.

Ramallets ingressou no Barcelona em 1947 e rapidamente se tornou o dono da camisa um do clube. Na Copa do Mundo de 1950, foi uma das grandes figuras da seleção espanhola. Sua popularidade era tão grande que seu fan-clube tinha mais de cinco mil sócios cadastrados.

Ramallets jogando no Maracanã

No inicio dos anos sessenta, Ramallets passou a ser um homem desiludido. Ninguém mais o festejava e seu posto no Barcelona passou a ser ocupado por José Manuel Pesudo. Isso aconteceu porque Ramallets no dia 31 de maio de 1960, foi apontado como responsável pela derrota diante do Benfica, na peleja decisiva da Taça da Europa. Recebido com vaias na volta a Barcelona, soube que fôra barrado no clube que defendeu por 15 anos e, procurou refugiar-se em casa para curtir a sua dor. No seu lar, porém, não havia ninguém para confortá-lo. A própria esposa do veterano goleiro havia fugido de casa, envergonhada com a derrota e o fiasco do marido.

Vejam o vídeo e em especial o 2° gol do Benfica.

 

Em 13.04.2009, publiquei o artigo ” Duelos de Gente Grande” aqui no Blog História do Futebol.

Na mesma época encaminhei o artigo para o site São Paulo Minha Cidade onde existem vários esportistas das antigas. Não sei porque  somente em 30/03/2001 foi publicado.

O artigo, relembro, tratou dos duelos Paraná x Jair Marinho e Caçapava x Serginho Chulapa.

Segue abaixo os mais variados comentários e lembranças sobre grandes duelos dos craques de nosso futebol e julguei oportuno trazer para conhecimento:

Duelo de Titãs : PELÉ vs. TRAPPATONI(Milan Itália) Campeonato Mundial Inter-Clubes ano 1963 Santos F.C. Bi-Campeão Mundial !!!!!!

Enviado  por Eduardo –

Assisti a maioria desses duelos entre esses genios do Futebol, mas o Duelo que até hoje me da Arrepios e traumas foi o Duelo de 1950, entre Brasil 1 X Uruguai 2 Até hoje não me recuperei e eu só tinha 11 aninhos, pô, e tinha certeza da nossa vitória. e Pior que eu tenho saudades até hoje, e é isso que me da mais raiva.

Enviado 1 por Arthur Miranda –

Me lembro mais dos duelos entre Paraná e Carlos Alberto Torres, quando este jogava no Santos. Carlos Alberto levava vantagem pois além da grande categoria sabia bater como poucos. Paraná ainda hoje é lembrado por ter chutado a bandeirinha do Maracanã numa cobrança de escanteio. Não sei se poderia usar a palavra duelo para os confrontros entre Nei, ponta esquerda do Palmeiras e Forlan, lateral do São Paulo. abraços, Abilio

Enviado  por Abilio Macêdo –

grandes duelos: o maior CanhoteiroxIdario,Roberto DiasxPELÉ,Garrincha x Geraldo Scott,Luisinho X Luiz Villa,VitorxPelé,Mauro Ramos x Baltazar pelo alto.Que saudades.

Enviado por jose carlos passos -

Luiz Trujillo (Luizinho) x Gino Orlando. Esse sim foi um duelo de dar o que falar. Luizinho tinha fama de marido traído e de ter um irmão gay. Quem não deixou por menos foi Gino que, de dedo em riste disse na cara dele em campo para desestabilizá-lo. Num jogo São Paulo x Corinthians, Alfredo que fora do São Paulo por muitos anos e, estava no Corinthians quebrou a perna justo num jogo entre as duas equipes, era 1957. Os ex colegas de Alfredo, do São Paulo foram visitá-lo em sua casa na zona Leste. Quando saiam de lá, Luizinho escondido atrás de uma pilha de tijolos, pegou um e atirou na testa de Gino abrindo um corte que sangrou muito. No jogo final do campeonato Corinthians x São Paulo 22 de dezembro de 1957, todo mundo estava de olho nos dois. E Gino novamente meteu o dedo na cara de Luizinho que não viu a cor da bola. Resultado São Paulo 3 x 1 Corinthians. Um dia Manoel de Nóbrega levou os dois na Praça da Alegria e fez os dois fazerem a paz.

Enviado  por Mario Lopomo –

Amigo Gilberto, depois de Parana não vi outro ponta cruzar uma bola tão perfeita. ele botava na cabeça do centroavante. Grande abraço Falcon

Enviado  por marcos Falcon –

O futebol era uma arte, e os artistas eram os jogadores. Inúmeras vezes fui ao Pacaembu para ver o Luizinho jogar, o Canhoteiro, o Mauro Ramos, o Gilmar e o Poy, o Pelé, o Zito, o Ademir da Guia e muitos outros. Ia para ve-los e apreender a jogar como eles. Minha posição era a do Zito, e quando junto ao alambrado acompanhei suas jogadas mudei de posição. Zito era uma fera, o Santos deve muito a ele.

Enviado  por Hermes C. Figueiredo –

Gilberto: Falar do futebol de outrora é emocionante. Acredito que nossa geração foi priveligiada porque pegou a riquissima decada 60 inteira. Quantas e quantas e quantas outras historias iguais a esta que você contou, nós temos para contar nãoé mesmo ?….Eu gostava muito dos duelos Roberto Dias c/Roberto Rivelino.

Enviado  por Xico Lemmi Filho –

Velho e bom Gilberto, vc citou alguns duelos realmente marcantes do futebol de São Paulo, assisti a todos, eu e outros amantes do futebol da minha geração, fins dos anos 1930s e anos 1940s. Em minha memória futebolística alguns embates ficaram marcados de modo indelével (eita clichezão!): Idário (Corinthians) vs Canhoteiro (São Paulo) por exemplo: não havia botinada, o negócio era na bola, quem “soubesse” mais chorava menos e normalmente o Canhoteiro levava vantagem; Aldemar (Palmeiras) vs Pelé, também um duelo de cavalheiros; um embate que ocorreu poucas vezes: Luizinho (Corinthians e Seleção Brasileira), o Bruxa, Pequeno Polegar, etc, vs Nestor Rossi (sempre pela Seleção argentina) normalmente vencido pelo Luizinho, esse duelo nem tanto cavalheiresco, sempre havia um quebra pau no fim… Como vê, duelos uma ou duas gerações de futebolistas antes da sua, grandes jogadores, grandes duelos, ótimas lembranças. Abraço do Ignacio

Enviado  por joaquim ignacio de souza netto –

TAMBEM ASSISTI GRANDES DUELOS NO FUTEBOL, CANHOTEIRO X IDARIO, LUIZINHO X LUIS VILLA, MAURO RAMOS DE OLIVEIRA X BALTAZAR, LEONIDAS X OBERDAN CATANI, JULINHO X DEMA, ALDEMAR, OU ROBERTO DIAS X PELE. GARRINCHA X TODOS OS LATERAIS, EPOCA MARAVILHOSA.

Enviado por joao claudio capasso – ]

 

Antes de tudo, esta minha narrativa leva em conta minha idade na época, entre 10 e 13 anos de idade. Tudo começava indo  aos relojoeiros  para conseguir, alguns se lembram,   tampas de relógio de modelos masculinos, os maiores, também chamados  celulóides.  Estes eram destinados de  preferência para a defesa e para a proteção da defesa , onde jogavam os Centro-Médios, que também auxiliavam na armação das jogadas.    Já os relógios femininos, menores, eram bons para os atacantes, leves e com muita facilidade para encobrir o goleiro adversário. Das figurinhas de futebol a gente recortava o nome e quando dava, o rosto do jogador. Depois de devidamente colado com fita scotch ( durex )  na parte inferior do celulóide, estava pronto o nosso time de botão.
Ah, ia esquecendo do goleiro que era resultado de   uma caixa de fósforo com chumbo por dentro para resistir às “bombas” dos adversários. Estas bombas eram desferidas pelos jogadores da linha média , maiores e com potencial de chute forte. Os celulóides côncavos  eram ideais para chutes fortes. Os convexos, não planos,  lançavam chutes cruzados e por coberturas.
Salienta-se que os goleiros eram revestidos com as fitas scotch e de preferência com a cor do time do coração. Os palmeirenses usavam a cor verde, os são-paulinos a vermelha e os corintianos a preta.
Segue algumas fotos dos relógios antigos, a título ilustrativo,  dos quais  viravam nossos  jogadores:
Relógio De Pulso Antigo Universal Geneve Corda Ouro 18 K
Este certamente devia jogar de linha média para a armação das jogadas.
Relógio de pulso em ouro antigo - Compra - Venda
Deste tamanho eu utilizava nas pontas direita e esquerda.
O celulóide abaixo  era daqueles que mandavam as “bombas” para o gol.
Relógio Lanco Suiço Incabloc 17 Jewels Antigo Coleção
Já a bola nós utilizavamos aquelas que vinham  nos jogos das lojas, que parecia um trapézio, com duas medidas .  Com a base maior no chão, era difícil levantar, iam quase que rasteiras. Já com a base menor no chão, era perfeita para encobrir os goleiros.
Em determinados lugares a bolinha era feita de piche de asfalto. Certamente o controle dela era mais difícil.
Li de um internauta que na mesma época, início dos anos 60, que  o seu time de botão ficou 40 jogos em perder e o tabu foi quebrado para um time de tampa de relógio por 7×6. Será que era as maiores medidas?
Eu não gostava de jogar com aqueles times mesclados, ou seja, na defesa colocavam aqueles jogadores de plástico dos times da Fábrica de Brinquedos da  Estrela. Eles  eram altos e serviam para dificultar nossos chutes a gol.
Segue foto de times da Estrela para ilustrar:

 

Todos nós que acompanhamos os jogos do campeonato brasileiro sempre somos alertados por aquele barulho, plááá, indicando que tem gol na rodada.

Se você está assistindo a um jogo que não é o do seu time , certamente seu coração dará uma pequena disparada.

Fui buscar no site campeões do futebol as maiores goleadas do Brasileirão a partir de 1998 :

20/09/1998 São Paulo 2 x 7 Portuguesa/SP
Gols: Serginho e Marcelinho (S. Paulo); Emerson, César, Leandro, Carlinhos, Evandro, Ricardo Lopes e Da Silva (Portuguesa)
16/05/2004 Criciúma 7 x 2 Goiás
Gols: Marcos Denner (3), Reinaldo (3) e Rafael Toledo; e Gustavo e Paulo Baier (Goiás)
27/07/2005 Atlético/PR 7 x 2 Vasco da Gama
Gols: Lima(2), Paulo Andre, Evandro, Jancarlos, Aloisio Chulapa e Finazzi (Atl-PR); Anderson Costa e Alex Dias (Vasco)
06/11/2005 Corinthians 7 x 1 Santos
Gols: Carlitos Tevez (3), Nilmar (2), Rosinei e Marcelo Mattos (Cor); e Geilson (San)
24/07/2008 Figueirense 1 x 7 Grêmio
Gols: Reinaldo (3), Perea (3) e Marcel (Gremio); e Cleiton Xavier (Figueirense)

Imaginem o trabalho que a sonoplastia teve. Pior ainda foi o torcedor de ver , na maioria dos jogos listados, 7 gols contra seu time de coração.

 

Juventus x Santos na Rua Javari, no dia 2 de agosto de 1959. Nesse dia, Pelé fez o gol mais bonito da carreira, segundo o próprio “rei”. O goleiro é Mão de Onça. À frente dele estão Homero e Clóvis Nori. O “peixinho” foi dado por Pelé. Atrás do rei podemos ver um “pedacinho” de Pando. Do outro lado, o santista é Coutinho. A foto foi retirada do site do Juventus (www.juventus.com.br).


Até o filme “Pelé Eterno” fica com ciúmes dessa seqüência de fotos que retrata tão bem o histórico gol de placa de Pelé, em Castilho do Flu, no dia 5 de março de 1961 no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. O número 6 do Tricolor é Clóvis, ex-Guarani, e veja nas fotos acima Pelé cercado por até 6 (seis) jogadores do Flu e vence a todos. Acompanham também o genial lance Pinheiro, Dorval e Coutinho. Tinha mesmo que ter nascido ali o “gol de placa”, criação do então jornalista esportivo Joelmir Beting. As fotos são do livro “Eu sou Pelé”, de Benedito Ruy Barbosa, editado em 1961, sendo a primeira obra específica em livro sobre o Rei do Futebol.

Capa do livro “Eu sou Pelé”
 

Recebi e-mail de um amigo relembrando os materiais escolares dos anos 50 e 60.

Reparei na caixa de lápis de cor e fiquei meditando na foto  de um jogo no Pacaembu, haja vista a Concha Acústica ao fundo.

Sem querer ser adivinho,  julguei ser um jogo da Portuguesa de Desportos, com uniforme rubro verde, de camisa vermelha e meia verde.

E por fim a foto mostra o goleiro se preparando para mandar a bola para frente. E acho mesmo que o goleiro é o Orlando, que jogou a partir de 1964 na Portuguesa. Seu apelido era Orlando Gato Preto por sua grande elasticidade e agilidade, além de ser da cor negra. Vêm à lembrança as grandes defesas que fazia contra os ataques paulistas, pois enfrentava Dorval, Mengálvio, Coutinho,  Pelé do grande Santos e Gildo Servílio, Vavá, Ademir e Rinaldo, da academia do Palmeiras.

Segue foto do Orlando do site canelada.com.br/portuguesa, para verificação. Afinal, na época os goleiros negros não eram tantos assim.

 

Postal frente e verso do Maracanã

Quando eu via, aos 9 anos de idade, na Revista do Esporte a foto do Maracanã, para mim era uma possibilidade remotíssima de ver ao vivo.

Pelos anos 64/65, já com 13 para 14 anos de idade, jogaram SCCP x CRVG no Pacaembu e eu lá estava. Já tinha visto reportagens com a Dulce Rosalina uma espécie carioca da torcedora Elisa do Corinthians. Vi as duas se abraçando e esperei para depois falar com a vascaína.Como eu era muito curioso, perguntei à Dulce Rosalina que também estava com uma amiga-A senhora podia me falar se São Januário é do mesmo tamanho do Pacaembu? Ela olhou meio surpresa para mim, e falou com a do lado -É quase do mesmo tamanho, você não acha?

Gilberto Maluf

Postal antigo do Pacaembu

Já meu amigo Jairo Salles, carioca,  tinha  enorme curiosidade era em torno do místico e misterioso Pacaembu. Naquela altura da minha vida, também com uns nove anos, era tao distante quanto hoje é o continente asiático. O Pacaembu representava, para mim, o local onde os clubes cariocas padeciam. Como era difícil retornar com uma vitória de lá!
Quanto a Dulce Rosalina, ela nao foi o símbolo maior da torcida vascaína. Ela sucedeu ao Ramalho que conseguia hipinotizar, nas tardes de domingo, o Maracana com a sua famosa flauta de talo de mamoma. Era incrível!!!! Eu assisti a muitos jogos na torcida do Vasco fascinado por aquela flauta mágica.

Bonde São Januário

[bonde+são+januario_1941.jpg]

Propaganda da construtora que construiu São Januário

conforme site http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=46736157

 

Os alto-falantes berram clássicas marchinhas de antigos carnavais, músicas de sucesso e sons de estática… De repente, a música para e um grande “clic” é ouvido em todo o estádio do Pacaembu. Silêncio! Expectativa! Zumbido desagradável de microfonia! A tensão aumenta! Os torcedores silenciam, interrompem o que estavam falando ou fazendo. Ouvidos atentos! Em seguida a voz do speaker:
- O posto Esso de Francisco Zambrana informa a escalação das duas equipes…

O locutor oficial do estádio do Pacaembu nos anos 1950 era J. Domingues. Já nos anos 1960-70  era Evilásio Simões de Carvalho.

Francisco Zambrana era o proprietário do posto de gasolina que ficava na avenida General Olímpio da SIlveira, perto da igreja de São Geraldo, na zona Oeste, conforme informou o historiador Mario Lopomo.
Durante quase duas décadas, praticamente desde a inauguração do estádio, essa voz metalizada pelas cornetas instaladas na concha acústica dava início às práticas ritualísticas que eram desenvolvidas, religiosamente (claro!), nas tardes dos domingos, fizesse sol, fizesse chuva.
E continuava:
- O Sport Club Corinthians Paulista vai jogar com Bino, Domingos da Guia e Belacosa… O São Paulo Futebol Clube vai jogar com Gijo, Savério e Renganeschi…

Ninguém, que eu saiba ou me lembre, jamais fez a pergunta fatal: “Onde, diabos, fica esse posto Esso? E quem é Francisco Zambrana?”.

Hoje, passados 50 anos ou mais, também não vou perguntar, “tô nem aí”, embora aqueles sons tenham sido arquivados em meus arquivos “neuronais” para sempre. Vez ou outra puxo uma pasta desse arquivo, passo um espanador nos “papéis” pra tirar a poeira e recordo aquelas tardes dos sorvetes de palito, do amendoim salgadinho em cones de papel e das balas Paulistinha.

Alguns torcedores gritavam coisas mais pesadas, mas imediatamente eram admoestados por algum alguém que se sentisse ofendido:
- Moço, não fala essas coisas… Não “tá vêno qui” tem criança aqui?
- Eu paguei “prá entra”! Eu “falu o que eu quisé”!
- Ah, é? “Intão eu vô chama” o guarda, quero vê “ocê falá prá eli!”. Ô seu guarda, olha esse “liga” aqui falando palavrão perto de criança…

Imediatamente vinha o “seu guarda” com seu fardamento de flanela azul-marinho, quepe, espadim no cinto de guarnição, revolver 38 invariavelmente apresentando marcas de ferrugem no coldre e um cacetete de madeira – uma verdadeira borduna! – na mão, tudo isso debaixo de um sol de 38° à sombra, babando, ‘feliz’ da vida:
- Cidadão, me acompanhe.
- “Qui foi qui” eu fiz, seu guarda?
- Está falando palavrão perto de criança… Não pode.
- Tem dó, seu guarda, eu vim da Penha pra ver esse jogo… Pelo amor de Deus, não “mi” leva, eu fico “quéto”…
- Tá bom, mas muda de lugar… Vai ver o jogo em pé lá na concha…
- Ô, seu guarda, lá é ruim, não “si enxerga” nada…
- “Oi”… – batendo ameaçadoramente com o cassetete na palma da mão.
- Tá bom, seu guarda, tava “brincano”… “Tô ino”!
- “Si” eu “ti vê puraquí traveis”, o produto do Amazonas vai “cantá” nas suas costa… Vai logo! Não fica enrolando…

O futebol e seus sons através das ondas do rádio e de vozes que silenciaram para sempre: Rebello Jr., o Homem do Gol Inconfundível, deu velocidade e vibração às transmissões esportivas:
- Gota, ciática, pressão alta? Lave seus rins com Urodonal.
Fazia seu merchandising no meio das transmissões.

Geraldo José de Almeida, voz de ouro, exuberante:
- Cerveja Anchieta, a melhor cerveja preta!
Ou dizia:
- Atilio Riccó, Gazômetro, três, zero, meia, um só!

Sons e vozes que ficaram retidos em nossas memórias…

“Loção Brilhante, lálálálá – não é tintura, lálálálá – loção Brilhante é restaurador – devolve aos cabelos a primitiva cor!”.
“Dor de cabeça? Melhoral, é melhor e não faz mal”.
“Maria, sai da lata. Aqui estou, senhor paladar exigente… Tosse, bronquite, rouquidão? Xarope São João!…”.

E a sirene da Rádio Gazeta, ao meio dia, tão pontual quanto o relógio do mosteiro de São Bento…
Texto parcialmente adaptado  de JoaquimIgnacio de Souza Neto

No meu tempo, a partir de 1962, a música e a propaganda cessavam de repente  e fazia-se  silêncio em todo o estádio, porque já era esperado o momento do speaker anunciar as equipes.
Ouvíamos assim:
A Secretaria Municipal de Esportes anuncia a escalação das equipes para esta tarde…….
Mais um silêncio de uns 5 segundos e anunciava com entonação:
CORÍNTHIANS!!!!!!
E depois anunciava o adversário:
PALMEIRAS!!!!
Não sei porque, mas o nome Corinthians era dito, falado, pronunciado com mais entonação. Seria o speaker corintiano? Ou será que era eu que via com mais emoção?
Gilberto Maluf
A seguir, vozes do Maracanã:

As estórias ou histórias (segundo os filólogos é a expressão mais correta) do passado são as minhas delícias esportivas. Recordo-me saudoso das inesquecíveis tardes do Maracanã, nos início dos anos 60. Antes do início de cada partida aguardávamos ansiosos as escalações dos “teams”. E lá vinha aquela bela voz, comprometida pelo horroroso sistema de som. ” E atenção desportistas! (seguido de pequena pausa). A ADEG (Administração dos Estádios da Guanabara, o novo estado) innnnnforma (assim mesmo estendido) equipes para a partida prinnnnncipal desta tarde.
Clube de Regatas Flamengo (nova pausa): Número 1- Garcia; 2 – Tomires; 3- Pavão; 4-……………… Fluminense Futebol Clube (pausa): Número 1 – Castilho; 2 – Píndaro; 3 – Pinheiro; 4 -………………….. Juiz da partida o Sr ……………………….. O nome do juiz (sempre acompanhado de vaias, fosse qual fosse o nome). Durante o jogo as informações: Atenção desportistas, a ADEG innnnnforma: em São Januário (expectativa e silêncio): Primeiro gol do Vasco da Gama. Agora Vasco 1 Bonsucesso Zero. Reclamações dos dois lados sempre torcendo para o mais fraco. Que droga!!!!!! Quando o Santos (também nos anos 60) fez do Maracanã a sua casa, o  Maracanã ficava  sempre abarrotado, e lá vinha o ritual. Só que a Coca Cola já era o patrocinador. Atenção desportistas! Coca-Cola informa equipes para a peleja principal desta tarde: Santos Futebol Clube: Número 1- Gilmar; 2- Mauro, 3- Dalmo; 4-…………………………………………………………………………10 – (longo silêncio e pausa) PeLÉ (delírio) e número 11 – Pepe (que ninguém escutava tamanha a euforia nas torcidas). Afinal não era sempre que se tinha o privilégio de todo domingo assistir ao gênio da bola! Saudades, muitas saudades.Jairo L. de Salles

 

Bola utilizada na Copa do Mundo de 1970

Mini Bola Telstar 1970 (Brasil Tricampeão) - Coleção Mini Bolas da Copa
Bola utilizada na Copa do Mundo de 1982
Mini Bola Tango 1982 - Coleção Mini Bolas da Copa
Bola utilizada na Copa do Mundo de 1994
Mini Bola Questra 1994 (Brasil Tetracampeão) - Coleção Mini Bolas da Copa
Bola utilizada na Copa do Mundo de 2010
Mini Bola Jabulani 2010 - Coleção Mini Bolas da Copa

Origem: Site Mercado Livre, onde as bolas estão à venda .

 

Alguns comentários sobre o Garrincha

“Garrincha é um verdadeiro assombro. Não pode ser produto de nenhuma escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual.”
(Gavril Katchalin, técnico soviético em 62)
“Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno, ninguém tão passarinho como o Mané.” (Nélson Rodrigues, escritor, dramaturgo e jornalista esportivo, sobre Garrincha)
“Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios.”
(Carlos Drummond de Andrade, escritor)
“Para Mané Garrincha, o espaço de um pequeno guardanapo era um enorme latifúndio.”
(Armando Nogueira, jornalista e escritor)

“De que planeta veio Garrincha?”
(Jornal El Mercurio, do Chile, na Copa de 62)

“Eu fazia o lançamento e tinha vontade de rir. O Mané ia passando e deixando os homens de bunda no chão. Em fila, disciplinadamente.”
(Didi, sobre Garrincha na Copa de 58)
“Ele me deu um baile. Pedi que o contratassem e o pusessem entre os titulares. Eu não queria enfrentá-lo de novo.”
(Nílton Santos, maior lateral-esquerdo da história do Brasil e do Botafogo)
“Eles começaram marcando no mano a mano. Tsarev contra Garrincha. De repente, passaram a amontoar vários outros naquele lado esquerdo do campo. Era hilariante o desmanche que Mané fazia por ali.”
(Nílton Santos, sobre Garrincha na partida contra a Rússia, pela Copa de 58)
“Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para opinar sobre o nosso Mané.”
(Nelson Rodrigues, escritor e jornalista)
“Estávamos em pânico pensando no que Garrincha poderia fazer. Não existia marcador no mundo capaz de neutralizá-lo.”
(Nils Liedholm, meia da Suécia na Copa de 58)
“Em cinqüenta anos de futebol jamais apareceu um jogador como Garrincha.”
(Jornal inglês Daily Mirror)
“Eles eram infernais. Ninguém os conteria. Se você marcasse o Pelé, Garrincha escapava e vice-versa. Se você marcasse os dois, o Vavá entraria e faria o gol. Eles eram endemoniados.”
(Just Fontaine, maior artilheiro em uma única Copa do Mundo, a respeito do time brasileiro da Copa de 58)
“Veja aquele beque do Brasil. Olhe seu uniforme, limpo, parece engomado. Olhe seus cabelos, penteados. Ele é Nílton Santos. Aquela cabeça armazena o que há de melhor em inteligência. Aquelas pernas limpas produzem o melhor estilo do mundo. Ele joga em pé, pleno de classe, como convém aos deuses da bola.”
(Nestor Rossi, indignado com o companheiro, que marcava Garrincha e estava todo sujo de lama)
“Rossi se esqueceu de dizer que eu sempre joguei junto com Garrincha. Contra ele, só no primeiro treino no Botafogo. Pedi que o contratassem. Graças a Deus, fui atendido.”

http://www.botafogopaixao.kit.net/garrincha

 

Terra lista os piores negócios dos grandes clubes brasileiros nos últimos 15 anos. De estrangeiros obscuros a campeões do mundo, passando por jogadores folclóricos e veteranos em fim de carreira.

Coloque o cursor em cima da foto e aparece o nome do jogador.

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O mítico Rio Antigo – Foto de um jogo nos anos 20 (?)

fotos do site: http://eayearbooks.com

 
Em 19 de abril de 1970, era realizado o primeiro teste da Loteria Esportiva, que durante anos alimentou o sonho de riqueza dos brasileiros. Em destaque, uma reprodução do volante daquele teste número 1, experimental, apenas para os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. Os 13 jogos eram dos campeonatos carioca (profissional e de juvenis), paulista, gaúcho, mineiro, paranaense e português.

[loteria.bmp]

A Loteria Esportiva havia sido criada em 27 de maio de 1969, pelo decreto-lei 594. Naquele primeiro teste, dos 100 mil cartões colocados à venda, 76.649 foram adquiridos. O prêmio líquido foi de Cr$ 253.958,00, mas como ninguém conseguiu acertar os treze jogos essa quantia acabou sendo dividida entre as oito pessoas que fizeram doze pontos. A partir de 1982, quando uma reportagem da revista Placar denunciou uma máfia de manipulação dos resultados envolvendo jogadores, dirigentes e jornalistas, a Loteria Esportiva perdeu sua credibilidade e nunca mais a recuperou. Entre 1987 e 1989, os jogos passaram a ser 16. Em agosto de 1989, voltaram a ser 13 e o nome foi mudado para Loteca. Atualmente, é necessário fazer 14 pontos para ganhar o prêmio maior, que está cada vez mais distante do que era oferecido há 40 anos. Em março de 2007, 7.792 apostadores chegaram a receber apenas R$ 32,67 cada um.
ESPN-Loucos por futebol.

A Zebrinha do Fantástico

A Zebrinha da Loteria Esportiva, estava sempre nos domingos da Rede Globo (Fantástico), e acompanhava o apresentador (na maioria das vezes era o Léo Batista), e juntamente com ele, dava o resultado dos 13 jogos. Quando algum resultado era surpreendente aos apostadores, ela, a Zebrinha, dizia com sua voz estridente: Olha eu aí…. Zeeeeeebra!!! A Zebrinha, saiu de cena no ano de 1986. Ela nos faz lembrar dos cálculos do matemático Oswaldo de Souza, que após a divulgação do resultado dos 13 jogos, baseado nos seus cálculos informava o provável número de ganhadores. Certa vez, meu pai me presenteou com um volante da Loteria Esportiva, e quando a Zebrinha falou, e anunciou: Olha eu aí de novo! Zeeeeeebbbrrraaa!!! Rasguei o volante e não esperei pelo restante do resultado. Se não me falha a memória, Botafogo havia empatado com o Olaria, (uma coisa assim). Mas pra falar a verdade, quando a Zebrinha saiu do ar, fez uma falta viu!
everardocaioprado.blogspot
 

Segundo consta, a expressão ‘gol de placa’ originou-se após uma partida disputada entre Santos e Fluminense, no Maracanã, em 5 de março de 1961, vencida pelos santitas por 3 x 1. No jogo, Pelé marcou um gol tão fantástico que Joelmir Betting, então jornalista esportivo, solicitou ao jornal “O Esporte” que encomendasse uma placa para ser fixada no saguão do estádio, em homenagem ao feito. E o jornalista foi atendido. A partir de então, a expressão entrou para o vocabulário futebolístico como sinônimo de gol bonito.

Gol placa

O Globo de 1961

No dia 5 de março de 1961, no maracanã, o Santos venceu o Fluminense por 3×1. O foi nesta partida que Pelé marcou o seu gol de placa. Aos 40 minutos do primeiro tempo, depois de uma defesa do goleiro santista, a bola sobrou para Dalmo que serviu a Pelé na entrada de sua área. Ele controlou a bola e como uma possante máquina, engrenou a primeira, passou a segunda e imprimiu velocidade na terceira, atravessando todo o gramado sob a vigilância dos adversários. Já na área tricolor, Pelé driblou Pinheiro que estava ao seu encalço, se livrou do desesperado Jair Marinho e, diante de Castilho, tocou fora do alcance do goleiro que se atirou todo mas seu esforço foi inútil. Alguns mais exaltados, afirmavam que aquele gol teria que valeu por dois. De fato, o gol foi tão espetacular que arrancou aplausos de todos os torcedores que, de pé, esquecendo-se de suas paixões clubísticas e embora empunhando bandeiras tricolores, proporcionaram uma cena jamais vista no maracanã. Foram quase dois minutos de palmas, contados a relógio, enquanto Pelé desaparecia debaixo dos abraços dos companheiros.

Detalhes do jogo.
5 de março de 1961.
Competição: Torneio Rio São Paulo.
Fluminense 1 x Santos 3.
Gols de : Pelé. Pelé. Pepe e Jaburu.
Local: maracanã.
Juiz: Olten Ayres d Abreu.
Renda: 2.685.317,00
Santos: Laércio. Fiotti. Mauro. Calver e Dalmo. Zito e Mengalvio (Nei). Dorval. Coutinho. Pelé e Pepe (Sormani).
Fluminense: Castilho. Jair Marinho. Pinheiro. Clovis (Paulo) e Altair. Edmilson e Paulinho. Telê Santana (Augusto). Valdo. Jaburu e Escurinho.

 

Um pouco da história

Forças dos anos 70

A década de 1970 foi inesquecível para Bugre e Macaca. Em 72, 73 e 74, o Guarani conseguiu o título de Campeão do Interior do Campeonato Paulista. No fim da década, já em 1978, o Bugre sagrou-se Campeão Brasileiro– e até hoje é o único clube do interior a conquistá-lo. Fez bonito também na Libertadores de 1979, quando terminou em terceiro lugar. Foi nessa época que o Guarani revelou o centroavante Careca   para o mundo.

Já a Ponte Preta, segundo clube mais antigo do Brasil dentre os que ainda estão em atividade, não ganhou nenhum título na década. Aliás, o único campeonato que a Macaca conseguiu vencer em toda a sua história foi a Segunda Divisão Paulista, em 1969. Mas nada disso ofusca o brilho de um time que foi vice-campeão paulista em 70, 77 e 79. Dentre alguns grandes jogadores, podemos citar o zagueiro OScar, e os  treinadores Marco Aurélio e Jair Picerni.

O sucesso de Guarani e Ponte Preta nos anos 70 era tanto que a Revista Placar de outubro de 1978 fez uma reportagem trazendo a “Seleção de Craques” dos arquirrivais. Dela faziam parte jogadores como o meia Zenon, o zagueiro Pollozi e o goleiro Carlos.

Guarani vs. Ponte Preta, o Derby Campineiro

O ano era de 1900. A cidade, Campinas. Um grupo de estudantes do Colégio Culto à Ciência preenchia suas horas vagas jogando futebol no Bairro Ponte Preta – nome dado em função de uma ponte de madeira feita pela ferrovia, que para melhor conservação, fora pintada com piche. No dia 11 de agosto do mesmo ano, os estudantes que passavam a tarde jogando bola decidiram levar o hobby mais a sério. Foi fundada a Associação Ponte Preta.

Onze anos depois, alguns adolescentes da classe média/baixa se reuniam na praça Carlos Gomes – uma homenagem da cidade ao grande maestro e compositor campineiro Antônio Carlos Gomes – para também jogar futebol.

E, assim como os estudantes do Colégio Culto à Ciência, eles decidiram, no dia 2 de abril de 1911, fundar um time profissional de futebol. O nome? Guarany Foot-Ball Club, em homenagem à obra mais conhecida do maestro Carlos Gomes, nome da praça onde os rapazes passavam a tarde se divertindo.

O primeiro confronto entre as duas equipes da cidade ocorreu no mesmo ano da fundação do Guarani, em 1911. Na ocasião, a Ponte venceu o jogo pelo placar magro de 1 a 0, gol de Lopes. Desde então, as duas equipes travam uma disputa acirrada para disputar a hegemonia na cidade de Campinas.

Nos quase 100 anos de rivalidade, ocorreram diversos fatos marcantes. A começar pelo jogo de 26 de setembro de 1948, primeiro clássico disputado no recém criado estádio Moisés Lucarelli, casa da Macaca. O jogo era válido pela segunda divisão do campeonato paulista, e o Bugre pregou uma peça no rival ao vencer a partida por 1 a 0. Entretanto, no primeiro dérbi após a inauguração do estádio do Guarani, o Brinco de Ouro da Princesa, em 1953, a Ponte deu o troco num estrondoso 3 a 0. Uma curiosidade: apenas 650 metros separam os estádios de Ponte e Guarani.

Números do confronto:

http://arquirrivais.blogspot.com

 
Os selos comemorativos do futebol procuram registrar fatos, datas, eventos e destaques das personalidades do futebol, em âmbito nacional e internacional.

BRASIL BICAMPEÃO!

A exemplo das edições anteriores, a Copa do Mundo de 1962 não havia sido incluída na programação filatélica dos Correios. A conquista do nosso segundo título mundial, porém, alterou o rumo dos acontecimentos e, no início de 1963, os Correios promoveram o lançamento de um selo celebrando o inédito bicampeonato.

O selo, desenhado por Waldir Granado, traz a clássica imagem de um jogador conduzindo a bola de futebol, só que agora com um traço mais caprichado. Os detalhes do rosto e os músculos das pernas estão mais nítidos e o uniforme da seleção é reproduzido com mangas compridas.

Outro detalhe nesse selo é que a expressão “Correios do Brasil” aparece substituindo a antiga “Brasil Correio” e o “Cr$” não é mais usado à frente do valor facial.

Ao lado e abaixo do mapa das Américas, que destaca o contorno do Brasil, aparece em letras bem pequenas o nome do Chile, país-sede da Copa.

VIVA O REI!

O mundo do futebol acompanhou com grande expectativa o decorrer do ano de 1969. A cada mês a contagem de gols aumentava até que finalmente, no dia 19 de novembro, Pelé marcava o milésimo gol de sua brilhante carreira e se tornava o primeiro jogador brasileiro a alcançar essa incrível marca.

Dessa vez os Correios estavam preparados. Apenas nove dias após o episódio, era lançada a emissão comemorativa “1000º Gol de Pelé”, um dos mais famosos selos da Filatelia Brasileira.

A imagem do selo reproduzia o famoso “soco no ar”, gesto com o qual o Rei do Futebol costumava comemorar seus gols. Compondo a paisagem aparecem as arquibancadas lotadas e a bola no fundo da rede. Outro detalhe é que a expressão “Brasil Correio” voltou a ser utilizada.

Agora vem a parte polêmica da história. Como todo mundo sabe, o milésimo gol foi marcado no Maracanã, numa partida do Santos contra o Vasco da Gama. Portanto, Pelé vestia a tradicional camisa branca do clube santista e não o uniforme da seleção brasileira como aparece retratado na estampa do selo. Outro detalhe interessante é que a partida foi disputada à noite, logo, o céu não podia aparecer no tom azul claro com que foi desenhado pelo artista A. Jorge.

“Homenagem aos Campeões da Libertadores da América”


Reprodução/ABOs Correios lançaram durante o ano de 2001, na data de ani­ver­sá­rio de cada clu­be, uma série de se­los ho­me­na­ge­an­do os cam­pe­ões da Li­ber­ta­do­res da América: San­tos, Flamengo, Vasco, Grê­mio, Pal­mei­ras, São Pau­lo e Cruzeiro.
O primeiro, uma homenagem ao Santos Fu­te­bol Clu­be, foi lan­ça­do du­ran­te a festa de ani­ver­sá­rio dos 89 anos do time. Os feitos do San­tos e de seu mais ilus­tre jo­ga­dor, o Rei Pelé, dei­xa­ram rastro de inesquecíveis lembranças.
No selo, o artista mostra o jogador pre­pa­ran­do-se para uma jogada, o em­ble­ma do San­tos Fu­te­bol Clube e a tor­ci­da pre­sen­te na dis­pu­ta pelo Cam­pe­o­na­to. Foi uti­li­za­da a téc­ni­ca mis­ta (de­se­nho, aqua­re­la e ma­ni­pu­la­ção ele­trô­ni­ca).

Copas de 74, 78 e 82.

PARABENS À ALEMANHA

Pela primeira vez os Correios emitiriam um bloco filatélico para assinalar uma edição da Copa do Mundo. Lançado em 13.06.74, dia do jogo de abertura da competição, o bloco não identifica o país-sede da competição (Alemanha), o que também iria ocorrer em emissões posteriores.
A palavra “Correio” agora aparece em letras menores sobre o nome do Brasil, seguido do ano de emissão.

O bloco criado pela artista Martha Poppe procura enfatizar a plasticidade das jogadas e o vigor físico dos atletas. Daí a opção por utilizar um tom de neutralidade na representação das figuras dos jogadores, com predominância da cor branca e sem definir as feições e os times envolvidos na cena.

O fato curioso ficou por conta do lançamento de outro selo, mais ou menos um mês depois do fim da Copa de 74. Esta foi a primeira é única vez em que houve uma emissão nacional com o título “Homenagem ao Campeão”, parabenizando o país vencedor de uma edição da Copa.

Também concebido por Martha Poppe, a imagem do selo traz as bandeiras do Brasil e da campeã Alemanha desfraldadas pelos eufóricos torcedores.

TANGOS & TOURADAS

Em 1978, a Copa seria realizada na Argentina e, em homenagem à esse  país-irmão, os Correios lançariam em março, noventa dias antes do inicio da competição, uma série de três selos criados pelo artista Ney Damasceno. Nestes selos, aparece apenas o nome do Brasil seguido do ano de emissão, sem a palavra “Correios”.

A seqüência das imagens remete à representação esquematizada de três momentos distintos do futebol. No primeiro selo, aparece um jogador em ação com a bola no pé.

Na seqüência, a imagem do próximo selo já é a da bola estufando a rede na marcação de um gol.

E finalizamos com o momento da consagração, quando o atleta ergue a taça comemorando a conquista da sua equipe. Neste selo vemos um jogador com o uniforme estilizado da seleção brasileira.

Já para a Copa de 82, realizada na Espanha, a novidade foi o lançamento de uma Folhinha Filatélica contendo três selos sem picote que poderiam ser recortados e usados separadamente. Os mesmos selos também foram lançados em versão isolada com picote, e para diferenciá-los, ficaram conhecidos no meio filatélico com os nomes de “Disputa”, “Jogada” e “Defesa”.

Enquanto os selos da folhinha valiam Cr$ 100,00 cada um, os isolados custavam Cr$ 75,00, Cr$ 80,00 e Cr$ 85,00, respectivamente.

Na estampa da folha, além do logotipo dos Correios, destaca-se o escudo da CBF que havia sido criada em 1979 por exigência da FIFA.

O lançamento foi em 19.03.82 e os desenhos são de Martha Poppe.

blog dos correios

 
DESPEDIDA DO ZICO NO MARACANÃ
Em 6 de fevereiro de 1990, com o Maracanã lotado, o jogo de encerramento com a camisa rubro-negra. Em um amistoso contra a Seleção do Mundo, o placar foi o que menos importou (2 a 2), diante da tristeza da torcida do Flamengo. O Galinho se preparou muito para a despedida, mas a emoção falou mais forte e tomou conta do jogador. A partida foi transmitida para todo Brasil, inclusive para o Rio de Janeiro, e mais quatorze países. Foi um jogo inesquecível.


BATALHA DOS AFLITOS

Esse é o título do jogo  e da vitória do Grêmio lá no Recife, quando só tinha 7 jogadores em campo e saiu com o título de campeão. O técnico era Mano Menezes. Foi uma das partidas mais emocionantes da história do tricolor gaucho.

Dez dólares para ver a despedida do Rei

Ingresso da despedida de PeléIngresso da despedida de Pelé

Dez dólares. Foi quanto custou para assistir à despedida do Rei do Futebol dos gramados. Pelé deu adeus ao futebol no dia 1º de outubro de 1977 diante de um público de mais de 75 mil torcedores no Giants Stadium, em New Jersey, durante um amistoso entre o Cosmos, sua última equipe profissional, e o Santos, clube que o projetou.

Pelé jogou um tempo com cada camisa. E fez seu último gol como profissional contra o Santos: ele foi o autor de um dos gols da vitória do Cosmos.

FLUMINENSE CAMPEÂO BRASILEIRO DE 1984

O primeiro jogo da final foi disputado em 24 de maio de 1984. E o Fluminense mostrou sua eficiente característica de jogo, reunindo muita disposição física e uma boa dose de técnica: 1 a 0, gol de Romerito. Na finalíssima, o Vasco, precisando da vitória, tentou pressionar, mas o Flu, sob a batuta de Parreira, que substituiu Carbone durante a competição, soube fazer valer a vantagem do empate. O empate de 0 a 0 permitiu a festa dos tricolores no Maracanã.

 


Detalhes da decisão

  • O jogador vascaíno Cocada, substituiu Vivinho aos 41 minutos do 2º tempo, marcou o gol da vitória aos 44 e foi expulso aos 45 por comemorar o gol tirando sua camisa.
  • Após o gol vascaíno, Renato Gaúcho iniciou uma briga com Romário e ambos foram expulsos, junto com outros jogadores que também párticiparam das agressões.
 

As pessoas criticam o Galvão Bueno – e eu me incluo nesse “as pessoas” mas justiça seja feita, o Galvão Bueno grita “gol”. Hoje em dia, isso parece não fazer muita diferença, pois acho que todos os locutores esportivos da televisão gritam gol – desde que, é claro, estejam narrando um jogo de futebol que não termine em 0 x 0. Mas houve uma época, quando eu era garoto – e daqueles garotos que adoravam futebol e assistiam todos os jogos – que os locutores não gritavam “gol”.

Confesso que não sei se era moda,  se era para ser diferente – e então todos queriam ser diferentes – mas nenhum locutor esportivo gritava “gol”. Cada um inventava alguma coisa para dizer na hora do gol, que podia ter de tudo, menos a palavra “gol”. Parece coisa de maluco, mas era assim no final dos anos 60, início dos anos 70.

Um dos mais absurdos era o Fernando Solera, da TV Bandeirantes de São Paulo. Eram raras as transmissões do Solera que chegavam ao Rio, mas, quando passavam, era muito estranho ver um gol e o sujeito gritar “o melhor futebol do mundo no treze”. Só isso. Nada de gol. A bola entrava, ele berrava “o melhor futebol do mundo no treze” ao invés do grito de gol. Pior que ele, talvez só o locutor da TV2 Cultura de São Paulo, que na hora do gol gritava “esporte é cultura!!!”. Assim mesmo… Imaginem a narração: “lá vai Toninho, entrega para Pelé, chutou… esporte é cultura!!!”.

Ainda em São Paulo, havia o Alexandre Santos, eterno locutor da Bandeirantes. A bola entrava e ele gritava “guardou!!!!”. De vez em quando se empolgava: “guardooooooou! Certinho, certinho!”. E não era na rede, era no balaio. “Guardou! Tá no balaio, Chico!”. Não, Chico não era nenhuma gíria, era um repórter que ficava no campo e explicava a jogada depois que o Alexandre dizia que o sujeito guardou no balaio.

No Rio, a TV Tupi tinha o José Cunha. Era um bom locutor, sóbrio, preciso. Mas também não gritava gol. Era “tá lá”. Um “tá lá” muito estendido, alto, longo. Mas não tinha a palavra gol. “Zanata… Olha aí o Dionísio… Limpa… Tá láááááááá! Dionííííísio!!! Depois de uma jogada espetacular do Zanata! Agora Flamengo HUM, Vasco da Gama zero!”. Eu escrevi o “um” como sendo “hum”, tipo cheque, porque o José Cunha se empolgava tanto ao pronunciar o “um” (acho que ele adorava monossílabos) que parecia que estava falando “hum”.

Mas o melhor de todos era o inesquecível Geraldo José de Almeida. Foi o locutor da TV Globo no Tri. Narrações pomposas e empolgantes. Autor de diversos apelidos para os nossos craques. Esse era fantástico. Gritava, se emocionava. “Linda linda linda”, ele dizia quando a jogada era bonita. “Que é que é isso, minha gente?” era a frase quando acontecia um erro. “Que bola bola” para um passe bem dado. “Ponta de bota” para chute com o bico da chuteira.

E não gritava gol… Era “olhalá olhalá olhalá olhalá no placarrrrrrrrr”. Esse “r” final era repetido à exaustão. Devia beber um gole d’água a todo momento, para ficar com a garganta molhada e pronunciar bem os erres. Se hoje as pessoas brincam com o Galvão Bueno por causa do “Ronaldinho”, o “r” do Geraldo José de Almeida dava de dez… “Gerrrrrrrson, o canhotinha de ouro”. E tinha o jogador que o Geraldo mais gostava, que era o Roberto Dias, do São Paulo,  porque tinha dois erres no nome . “Ponta de bota de Rrrrrrrrrrrroberrrrrrrrrrrrrrrtão Dias!”. Saudades do Geraldo.

Havia outros locutores esportivos com expressões estranhas para substituir o “gol”. Lembro-me de um que gritava “barrrrbaaaaaante!” quando a bola entrava, mas não me lembro o nome dele. Enfim, acho que tirando o Luiz Mendes e o Walter Abraão, que pelo que me lembro ainda usavam a anacrônica palavra “gol”, todos os outros tinham sua expressão característica e não gritavam “gol” de jeito nenhum…

Acho que depois que o Geraldo José de Almeida morreu, em meados dos anos 70, e o Luciano do Valle passou a narrador da Globo, o grito de gol voltou à televisão. O Galvão substituiu o Luciano na Globo, e também grita gol.

www.dourado.eti.br

Adendo ao texto:

A narração de futebol naqueles anos 60 até parte dos 70 reuniam, pelo menos em S Paulo, profissionais de escol, de personalidade, carismáticos, precisos, vibrantes, emocionantes. Haroldo Fernandes na Tupi, Fiori Giglioti na Bandeirantes, o grandíssimo Pedro Luís na  Nacional, Joseval Peixoto na Panamericana/Jovem Pan, Milton Peruzzi na Rádio Gazeta; comentaristas e repórteres de campo da qualidade de Leônidas da Silva, Cláudio Carsughi,  Mário Moraes(O Melhor de Todos, sem dúvida!), Hávila Machado, Orlando Duarte, Mauro Pinheiro, Eli Coimbra, Sérgio Baklanos, Roberto Petri(Locutor, Reporter e também comentarista, em épocas diferentes!), Chico de Assis, Raul Tabajara, Sílvio Luís(então reporter de campo), Rubens Petti, Peirão de Castro(Narrador e antes reporter de campo), Edson Bolinha Cury(Reporter de Campo, sim senhor! na Excelsior!), Roberto Silva, reporter Olho Vivo da Bandeirantes, Geraldo Blota, que fazia uma dupla espetacular com o narrador Jose Italiano . Recordar é viver, é não esquecer o passado, é respeitar a história.
P Lima Haddad


)


 

Geraldo Freitas do Nascimento nasceu no dia 10 de março de 1938, no bairro do Belém, em São Paulo. Herdou o apelido “Ditão” do pai, que havia sido zagueiro do Juventus, time no qual também iniciou sua carreira.

Foi contratado pela Portuguesa, em 1958, por Cr$ 750 mil e com ordenados de 16 mil cruzeiros. Fez sua estreia no dia 12 de abril, no estádio Ilha da Madeira, o atual Canindé. A Portuguesa venceu o amistoso contra o Juventus por 3 a 1, com gols de Orlando (2) e Ocimar. O time luso era formado por:

Félix, Bruno, Ditão, Juths, Mário Ferreira, Odorico, Hélio, Orlando, Servílio (Alfeu), Ocimar e De Carlo.

Foi vice-campeão paulista em 1960 e conquistou o terceiro lugar em 1964. A equipe lusitana era formada por:

Orlando, Jair Marinho, Ditão, Wilson Silva, Edilson, Pampolini, Nair, Almir, Dida, Henrique e Ivair.

Seu ultimo jogo pela Portuguesa deu-se no dia 16 de dezembro de 1965, em um empate por 1 a 1 com a Prudentina. A Portuguesa foi quarta colocada no campeonato daquele ano e o plantel era formado por:

Félix, Ulisses, Ditão e Edílson; Wilson Pereira e Wilson Silva; Almir, Ademar, Ivair, Nair e Neivaldo.

Sua saída do Canindé foi conturbada, tendo sido negociado com o Corinthians por Cr$ 200 milhões, em 6 de fevereiro de 1966. Na época, comentou-se que o presidente Bizarro da Nave, ao ver que perderia a eleição seguinte para o ex-presidente Mario Augusto Isaías, correu para vender Ditão ao Corinthians.

Ditão disputou três partidas pela seleção brasileira e conquistou a Taça Oswaldo Cruz em 1968.

canelada.com.br

Em 2 de março de 1966, dia do jogo entre Corinthians e Vasco pelo torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu, o jornal A Gazeta Esportiva estampou em sua primeira página: “Vocês vão ver como é Ditão, Nair e Mané”. O Corinthians colocaria em campo pela primeira vez seus três principais reforços para a temporada: Ditão (zagueiro contratado junto à Portuguesa de Desportos), Nair (experiente volante que também havia chegado junto com Ditão da Portuguesa) e Garrincha. A imprensa paulista tratou então de criar um apelido para esse novo time do Corinthians com seus reforços de peso: Timão.

A Gazeta Esportiva criou o termo  Timão.


A Gazeta Esportiva começou a chamar o Corinthians de Timão em suas manchetes e popularizou o apelido

A Gazeta Esportiva começou a chamar o Corinthians de Timão em suas manchetes e popularizou o apelido.

 
Revista do Esporte:  Publicação semanal com fotos e reportagens. Para aqueles que viveram os anos mágicos do futebol dos anos  50 e 60.
Na capa Jairzinho do Botafogo.

Manchete Esportiva:  Foi uma revista esprotiva dos anos 1955 até 1959.
Na capa Bellini do Vasco  atuando contra o Fluminense.

Globo Sportivo: Foi uma antiga revista  esportiva editada e publicada pela Rio Gráfica e Editora. Circulou desde a década de 30 até os anos 70.  Na capa, Biguá do Flamengo

[Revista+Globo+Sportivo+de+1951+-+Biguá.jpg]

Placar: É  uma das principais revistas sobre esporte e seu primeiro número data de 20/03/1970 . Originalmente de periodicidade semanal, hoje a revista é mensal.
Capa da Revista Placar 228

03 CapaPlacar228.jpg

Gazeta Esportiva: No dia 1º de setembro de 1953 foi lançada A Gazeta Esportiva Ilustrada. A revista era vendida separadamente dos outros veículos. E com notícias do esporte brasileiro e internacional. Ela somente vai parar de circular em 1967.

GAZETA ESPORTIVA n.110 - PORTUGUESA, SEL.EÇÃO BRAS. FUTEBOL - Revista Colecionável

 
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP) 2 x 4 FFLUMINENSE (RJ)
Data: 03/02/1952
Local: Estádio doPacaembu / São Paulo (SP)
Renda: 360.840,00
Público: 22.902
Árbitro: Leslie
Gols: Julinho e …..; Carlyle (2), Robson e Quincas
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Carlos (Manduco) e Ceci; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho (Bota), Pinga e Simão /Técnico: Jim Lopes
FLUMINENSE: Castilho; Píndaro e Pinheiro; Vitor, Edson e Bigode; Telê Santana, Orlando “Pingo de Ouro”, Carlyle, Didi e Robson. (entraram Emilson, Quincas e Marinho) / Técnico: Zezé Moreira
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)3 x 2 PALMEIRAS (SP)
Data: 10/02/1952
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo
Público: 464.375,00
Árbitro: Aldridge
Gols: Simão 52, Julinho 75 e Renato 77; Rodrigues 42 e 65
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Hermínio e Noronha; Djalma Santos, Carlos e Ceci; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho (Bota), Pinga e Simão / Técnico: Jim Lopes
PALMEIRAS: Oberdan; Sarno e Juvenal; Waldemar Fiúme, Luiz Villa e Dema; Liminha, Ponce de Leon, Cilas (Richard), Jair Rosa Pinto e Rodrigues / Técnico: Ventura Cambon
FLAMENGO (RJ) 1 x 0 PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)
Data: 16/02/1952
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Renda: 271.134,50
Árbitro: Aldridge
Gol: Nestor 25/1º
FLAMENGO: Garcia; Almir e Pavão; Bria, Dequinha e Jordan; Nestor, Aloísio (Índio), Adãozinho (Hélio), Rubens e Joel / Técnico: Flavio Costa
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Hermínio e Noronha; Santos, Carlos e Ceci (Manduco); Julinho, Renato (Leopoldo), Bota, Pinga e Simão / Técnico: Jim Lopes
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP) 5 x 1 SANTOS (SP)
Data: 05/03/1952
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo
Renda: 181.865,00
Árbitro: Aldridge
Gols: Pinga (4) e Renato – Pascoal
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha (Hermínio); Santos, Brandãozinho e Carlos; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho, Pinga e Simão / Técnico: Jim Lopes
SANTOS: Manga; Helvio e Olavo; Nene, Formiga e Pascoal; Alemãozinho, Cento e Nove (Nando), Nicacio (Alemão), Odair e Tite / Técnico: Aimoré Moreira
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP) 3 x 2 CORINTHIANS (SP)
Data: 09/03/1952
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo
Renda: 382.685,00
Árbitro: Hartless
Gols: Pinga 22, Renato 57 e Djalma Santos 76; Gatão 06 e Jackson 16
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nenen e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Carlos; Julinho, Renato, Nininho (Bota), Pinga e Simão / Técnico: Jim Lopes
CORINTHIANS: Cabeção; Murilo e Julião (Belfari); Idário, Lorena e Roberto; Cláudio, Luizinho, Gatão, Jackson (Nardo) e Touginha / Técnico: Rato
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP) 5 x 1 BANGU (RJ)
Data: 15/03/1952
Local: Estádio do Pacaembu (SP)
Renda: 184.385,00
Árbitro: Mr. Aldridge
Gols: Nininho (2), Julinho, Mirim (contra) e Pinga – Moacir Bueno
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho, Pinga e Simão.
Técnico / Jim Lopes
BANGU: Oswaldo Topete (Arizona), Djalma, Torbis, Alaíne (Barbatana), Pinguela, Mirim, Menezes, Moacir Bueno, Zizinho, Décio Esteves (Vermelho), Nívio / Técnico: Ondino Vieira.
SÃO PAULO 3 x 2 PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)
Data: 19/03/1952
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo
Renda: 497.421,00
Árbitro: Aldridge
Gols: Maurinho, Moreno e Nena; Julio e Brandãozinho
SÃO PAULO: Mário (Bertolucci); Pé de Valsa e Mauro; Bauer, Alfredo e Turcão; Maurinho, Bibe, Albella, Moreno e Teixeirinha.
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho (Bota), Pinga e Simão / Técnico; Jim Lopes
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP) 2 x 1 BOTAFOGO (RJ)
Data: 22/03/1952
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo
Renda: 144.760,00
Árbitro: Eliffe
Gols: Pinga e Santos contra; Dino
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci (Carlos); Julinho, Renato, Nininho (Bota), Pinga e Simão.
Técnico; Jim Lopes
BOTAFOGO: Osvaldo; Gerson e Santos; Arati, Ruarinho e Carlito; Braguinha, Geninho, Dino, Otávio (Vinícius) e Jaime (Paraguaio).
VASCO DA GAMA (RJ) 1 x 1 PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)
Data: 30/03/1952
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Renda: 1.085.658,20 (recorde do Torneio)
Árbitro: Eliffe
Gols: Ademir; Julinho
VASCO DA GAMA: Barbosa; Beline e Wilson; Ely (Vivinho), Aldemar e Jorge; Friaça, Ipojucan (Noca), Ademir, Alvinho e Jansen.
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci (Carlos); Julinho, Renato, Nininho (Bota), Pinga e Simão / Técnico; Jim Lopes

Decisão
PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP) 4 X 2 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 15/06/1952
Local: Estádio do Pacaembu / São Paulo (SP)
Renda: 583.442,00
Árbitro: Sidney Jones
Gols: Nininho (2), Pinga e Julinho; Ademir e Maneca
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci (Manduco); Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão / Tècnico: Jim Lopes
VASCO DA GAMA : Ernani; Belini e Wilson; Lola, Eli e Jorge; Friaça, Maneca, Ademir, Ipojucan e Jansen (Edmur) / Técnico: Gentil Cardoso
VASCO DA GAMA (RJ) 2 x 2 PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)
Data: 19/06/1952
Local: Estádio do Maracanã / Rio de Janeiro
Árbitro: Sidney Jones (Inglaterra)
Cartão vermelho: Friaça.
Renda: Cr$ 593.644,20
Público estimado: 40.000 pagantes
Gols: Ademir 05, Pinga 09 e 15 e Maneca
VASCO DA GAMA: Ernani; Belini (Augusto) e Wilson; Eli, Danilo e Jorge; Friaça, Maneca, Ademir, Ipojucan e Jansen (Dejair) / Técnico: Gentil Cardoso
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Muca (Lindolfo); Nena e Noronha; D. Santos, Brandãozinho e Cecy; Julinho, Renato (Leopoldo), Nininho, Pinga e Simões / Técnico: Jim Lopes
Obs: Portuguesa de Desportos campeã do Torneio Rio-São Paulo.
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Aqui estão as táticas empregadas no futebol
ao longo de mais de 100 anos de existência

3-5-2
Esse sistema foi muito utilizado a partir da Copa de 1990 na Itália, pois muitas seleções o utilizaram naquele torneio. Veio como uma alternativa para marcar o 4-4-2, visto que os 3 zagueiros garantiriam a sobra a todo momento. Os “laterais” nesse sistema passam a ser chamados de alas porque ganham novas funções tanto na parte defensiva quando devem marcar mais “por dentro” quanto na parte ofensiva quando tem participação ativa na armação do jogo. A inteligência e as características dos alas são fundamentais para que esse sistema de jogo funcione.



A campeã italiana montou um esquema acreditando na habilidade do meia francês Zidane.

A Juventus jogou com: 1- Peruzzi, 2- Brindelli, 3- Montero, 4- Ferrara (Iuliano); 5- Di Livio, 8- Deschamps, 6- Davids, 7- Torricelli, 9- Zidane; 10- Del Piero, 11-Inzaghi

O esquema é bem flexível. O time joga num 3-4-1-2, mas se Torricelli recuar, estabelece-se um 4-4-2 ou mesmo um 4-3-1-2. O hábil meia Zidane cuidava das armações das jogadas, auxiliado por Dvids e Deschamps, que também tinham funções de marcação. Os alas também apoiavam constantemente, municiando Del Piero e, mais à frente, Inzaghi. A equipe, quando atacada, defendia-se com os 3 zagueiros, os dois laterais e os dois volantes (Davids e Deschamps), ou seja, 7 jogadores. Quando o time atacava, todo o meio-de-campo e os alas ajudavam os atacantes Del Piero e Inzaghi. Os lançamentos em profundidade de equipes adversárias não costumava ter sucesso, visto que a equipe jogava bem fechada atrás.


A Internazionale montou um esquema todo voltado pra Ronaldo

A Inter formou com: 1- Pagliuca, 2- Zanetti, 3- West, 4- Bergomi, 6- Sartor; 5- Simeone, 8- Zé Elias, 7- Moriero, 9- Zamorano, 11- Djorkaef; 10 – Ronaldo

O esquema 4-2-3-1 favorece, claramente, a habilidade do brasileiro Ronaldinho. São 2 zagueiros centrais, 2 laterais, 2 meias de marcação, 3 meias ofensivos e apenas um atacante. A formação parece defensiva, o que não é verdade, visto que Moriero, Zamorano e Djorkaef têm características bem ofensivas. Além disso, Zé Elias costumava avançar, ajudando o ataque. Quando a equipe está perdendo, os 3 meias ofensivos (ou algum deles) podem encostar mais em Ronaldinho, podendo tornar o esquema um 4-2-2-2, um 4-4-2 (em caso de vitória parcial da equipe, voltando-se os meias ofensivos) ou ainda um 4-2-4 (mais raramente). Os meias podem, ainda, juntar-se em linha, formando um 4-5-1. Conclui-se, portanto, que o esquema é bem versátil e é favorecido pela boa qualidade técnica dos jogadores. Quando a equipe ataca, isso acontece com no mínimo 4 jogadores, que costumam ser apoiados pelos laterais. Quando defende, consegue aglomerar, se preciso, 8 jogadores fechando o meio e a defesa. Na frente, Ronaldinho faz os gols necessários, sempre auxiliado pela linha de 3 meias ofensivos.

A Noruega jogou na Copa de 1998 com um esquema inovador

1- Grodas, 2- Berg, 4- Eggen, 3- Johnsen, 6- Bjornebye; 10- Havard Flo, 11- Leonhardsen, 7- Mykland, 5- Rekdal, 8- Strand (Riseth); 9- Tore A. Flo

O técnico Egil Olsen montou sua equipe num 4-5-1 com o meio-de-campo jogando em linha. Os meias tinham funções defensivas e ofensivas e o esquema poderia ser transformado num 4-4-2 ou num 4-6-0 quando fosse necessário. As jogadas de ataque costumavam basear-se em cruzamentos para o grandalhão Tore Flo, que cabeceava para fora da área, onde se encontrava um meia que chutava a gol. As jogadas de ataque costumavam ser comandadas por Mykland. Na prática, a equipe norueguesa mostou um esquema com jogadores bem defensivos, capazes de fechar o meio e ajudar a defesa. Quando necessário, Tore recuava para fechar o meio, não ficando assim qualquer homem à frente.


O Líbero A função de líbero foi criada na Europa com o intuito de ser mais uma proteção à zaga

O número 3 do esquema acima é o líbero O verdadeiro líbero joga atrás dos zagueiros, mas também tem obrigações ofensivas, apoiando e atacando. A função de líbero é, portanto, muito difícil de ser executada. Poucos foram aqueles que executaram essa função com perfeição. Beckenbauer foi o mais perfeito de todos os líberos, mas pode-se ainda citar Matthäus e Baresi, além de outros.
Na verdade, o líbero é responsável por proteger o gol, quando a defesa joga mais à frente. Caso a defesa marcasse mais atrás, perto do goleiro, não haveria necessidade do líbero. O líbero é quem joga na sobra da defesa. Teoricamente, ele ainda impede grandes espaços entre os zagueiros e o goleiro, dificultando assim, lançamentos em profundidade e o avanço livre de atacantes velozes.

4-2-4
A Seleção Brasileira de 1970 foi a mais brilhante equipe que já passou por um campo de futebol:
Técnica aliada à tática, uma combinação perfeita

O Brasil de 1970 era formado por:
1- Felix, 2- Carlos Alberto, 3- Britto, 5- Piazza, 4- Everaldo; 6- Clodoaldo, 8- Gerson; 11- Rivelino, 7- Jairzinho, 10- Pelé, 9- Tostão

Apesar do 4-2-4, o time jogava posicionado muito recuado para a época, sempre buscando o contra-ataque.Quando o time defendia, todo o time voltava, ficando só Tostão, que era o reserva natural de Pelé até antes de Zagallo assumir a Seleção, na frente. Quando tomava a bola, o time partia em bloco para o contra-ataque. Gérson comandava o meio-de-campo e chegava ao gol, Jairzinho fechava tanto pelo meio, quanto abria pelas pontas e Tostão era o homem mais à frente, sempre comandando o ataque com Pelé. O time, enfim, atacava com no mínimo 4 jogadores, mas comumente atacava com 5 ou 6 jogadores. O time contava ainda boas jogadas ensaiadas e nuances táticas, como o avanço de Piazza até o meio-de-campo e a rolada de bola de Pelé para o capitão Carlos Alberto chutar de fora da área.

2-3-5
O Flamengo de 54 sagrou-se campeão estadual e revelou uma ótima equipe

1- Garcia, 2- Tomires, 3- Pavão; 4- Jadir, 5- Dequinha, 6- Jordan; 7- Joel, 8- Rubens, 9- Índio, 10- Evaristo, 11- Zagallo

O primeiro esquema tático adotado no futebol moderno foi o 2-3-5. É óbvio que a preocupação defensiva era mínima e primava-se pelo futebol ofensivo. Não eram incomuns goleadas homéricas, graças à fragilidade das defesas. O center-half (no exemplo Dequinha) era, comumente, o mais hábil jogador do time. Organizava as jogadas, passava curto e lançava em profundidade, além de marcar. Foi dele que originou-se o volante. Dos halfs direito e esquerdo (Jadir e Jordan, no exemplo) originaram-se os laterais e alas. Os times também tinham um centroavante (ou center-forward), que jogava pelo meio (Índio), 2 meias atacantes (Rubens e Evaristo) e dois pontas (Joel e Zagallo). Os zagueiros não costumavam avançar. Os meias tinham mais funções ofensivas do que defensivas e os atacantes não voltavam. Um time costumava atacar com 6 a 8 atacantes contra 2 a 4 zagueiros, o que causava óbvia fragilidade defensiva. Vale ainda lembrar a excepcional qualidade técnica de boa parte dos atacantes da época, dificultando ainda mais o trabalho defensivo.

WM O WM foi considerada uma das primeiras organizações táticas no futebol

Repare que as linhas pretas, unidas, formam o desenho de um W e de um M
No fim da década de 20, na Inglaterra, o inglês Chapman criou o WM. Esse esquema foi trazido para o Brasil através do técnico Dori Krueschner. Eram 3 zagueiros (números 2, 3 e 4), dois meias defensivos (5 e 6), dois meias ofensivos (8 e 7) e três atacantes (9, 10, e 11). A essência do novo esquema de Chapman era o recuo do centromédio (número 3), de modo que ele exercesse a função de um zagueiro central. A defesa ficou mais protegida com o estabelecimento de 2 meias defensivos, o que possibilitou uma melhor marcação dos atacantes adversários.

Ferrolho A Suíca inventou o Ferrolho Suíço, que fez sucesso no futebol

A Suíça formava com: 1- Huber, 3- Minelli, 2- Lehmann, 4- Springer, 5- Vernati; 6- Loertschner, 8- Amado; 7- Abbegglen III, 10- Bickel, 9- Wallaschek, 11- Aeby

Em 1935 o técnico austríaco Karl Rappan, dirigindo a Suíça, criou o Ferrolho (Riegel). No Ferrolho, um zagueiro jogava mais trás, fixo, protegido por mais 3 zagueiros (no esquema, os números 2, 4 e 5) e 1 ou 2 atacantes ajudando o meio (números 6 e 8), sendo que um jogava mais atrás, enquanto o outro era o grande responsável pela ligação om o ataque. O esquema foi inovador e surpreendente, eliminando, inclusive, a Alemanha. Várias variações deste esquema foram adotadas na Copa de 62 e a base teórica deste esquema (marcação sob pressão, meias/atacantes marcando e zagueiro fixo) é adotada até hoje.

fonte: http://www.sindhorbs.com.br/ferrazvideo/

 

Após um levantamento realizado nas coleções do Jornal Imparcial desde abril de 1950, ano que a Associação Ferroviária de Esportes foi fundada, é possível apresentar o número de técnicos que a Ferrinha teve ao longo dos seus anos  de história. Passaram pelo comando da equipe afeana até 2006, 119 treinadores, desde Zezinho, que foi o primeiro técnico do time, até Edison Só, que está à frente do esquadrão grená desde setembro de 2006.

Sessenta e oito profissionais tiveram várias passagens pelo clube, alguns dirigindo a equipe em várias oportunidades, culminando com 121 contratações ao todo. Pelas fileiras grenás, transitaram profissionais de renome, como Rubens Minelli, Aimoré Moreira, Mario Travaglini, Vail Mota (foto), Bazzani, Fito Neves, entre outros.

O comandante afeano que treinou a equipe por mais vezes foi Rabi, Olivério Bazani Filho, que esteve à frente da Ferroviária em 12 oportunidades, após encerrar sua carreira como atleta em 1973. Na segunda colocação está Vail Mota, que por sete vezes esteve a beira do gramado da Fonte dirigindo o time, embora em número de jogos disputados, Vail tenha um maior número de participações, levando em consideração que Bazzani trabalhou muitas vezes, como técnico interino.

O falecido Djalma Bonini, o emblemático Picolim, um dos grandes olheiros da história da Ferroviária, prestou serviços à ‘Locomotiva’ por seis vezes, enquanto Sérgio Clérice dirigiu a AFE em cinco ocasiões. Estão ainda neste seleto grupo de profissionais: Floreal Garro, Wilson Carrasco, Mazinho, Toninho Moura, Edison Só, entre outros.

Acompanhe abaixo a relação completa:

Os técnicos da Ferroviária durante sua história :

1- Zezinho (1951)
2- Esteban Hory (Húngaro, 1952)
3- Abel Picabéia (1952)
4- Caetano De Domenico (1953)
5- Armando Renganeschi (1954)
6- Capilé (Clóvis Van Dick) (1955)
7- Djalma Bonini (1956)
8- Ruy Campos (1957)
9- Djalma Bonini (1957)
10- João Lima (1957)
11- José Guilhermo Agnelli (1958)
12- José Carlos Bauer (1960)
13- José Guilhermo Agnelli (1960)
14- Djalma Bonini (1962)

15-Floreal Garro (1962)

16- Modesto Bria (1962)

17- Djalma Bonini (1962)

18- Francisco Sarno (1962)

19- Capilé (1963)

20- Floreal Garro (1963)

21- José Guilherme Agnelli (1964),

22- Silvio Pirilo (1964),

23- Armando Renganeschi (1965),

24- Floreal Garro (1965),

25- Djalma Bonini (1965),

26- Carlito Roberto (1965),

27- Cilinho (1966),

28- Djalma Bonini (1966),

29- Manga (1966),

30- Diéde José Gomes Lameiro (1967),

31- Vail Mota (1968),

32- Fernando Satiro (1970),

33- Vail Mota (1970),

34- Almeida (1971),

35- Zezito (1971),

36-Olivério Bazani Filho (1972),

37- Carlos Alberto Silva(1972),

38- José Guilherme Agnelli (1973),

39-Vicente Arenari Filho (1974),

40- Bazani (1974),

41- Ilzo Nery (1974),

42-Vail Mota (1975),

43-Bazani (1976),

44- Vail Mota (1977),

45- Bazani (1977),

46- Aimoré Moreira (1977),

47- Bazani (1977),

48-Luis Bocucci (1978),

49- Vail Mota (1978),

50- Floreal Garro (1978),

51- Mário Celso de Abreu (1978),

52- Sério Clérice (1979),

53- Mario Travaglini (1980),

54-José Eduardo Fescina (1980),

55-Diéde José Gomes Lameiro (1980),

56- Cláudio Garcia (1980),

57- Bazani (1981),

58-Dudu (1981),

59- Roberto Brida (1981),

60- Bazani (1982),

61- Sérgio Clérice (1982),

62- Diéde Lameiro (1982),

63- Sebastião Lapola (1983),

64- Roberto Brida (1983),

65- Diéde Lameiro (1983),

66-Tadeu Carvalho (1983),

67- Mazinho (Alvimar Estáquio, (1984),

68-José Carlos Fescina (1984),

69- Roberto Brida (1984),

70- Sérgio Clérice (1984),

71- Vail Mota (1985),

72- Bazani (1985),

73- Sérgio Clérice (1984),

74- Luiz Patti Filho (1988),

75- Fernando Paolilo (1988),

76-Zézito (1988),

77- Laone Luis Lucio (1989),

78 – Vail Mota (1989),

79- Mazinho (1990),

80- Fito Neves (1990),

81- René Simões (1991),

82- Fantato (1991),

83- Bazani (1992),

84- Palhinha (1992),

85- Bazani (1992),

86- Vail Mota (1992),

87- Wilson Carrasco (1993),

88- Vail Mota (1993),

89 – Rubens Mineli (1994),

90- José Gali Neto (1994),

91- Marcão (1994),

92- José Gali Neto (1994),

93- Mazinho (1995),

94- Vail Mota (1995),

95-Professor Bustamante (1995),

96- Vail Mota (1995),

97- Wilson Carrasco (1996),

98- Sérgio Clérice (1996),

99- Valdir Peres (1997),

100- José Gali Neto (1997),

101- Mazinho (1998),

102- Bazani (1999),

103- Carlos Rabelo (1999),

104- João Ricardo (1999)

105- Bazani (2002),

106- Marco Antônio Machado (2000)-

107 – Marcão (2000),

108 – Carlos Rabelo 2001,

109- Zé Humberto (2001),

110- Polozi (2002),

111- Edson Mariano (2002),

112- Junior (2002),

113- Zé Humberto (2002),

114- Pardal (2003),

115- Wilson Mano (2003),

116- Douglas Neves (2004),

117- MárcioRibeiro (2004),

118- Carlos Rossi (2005),

119- Toninho Moura (2005),

120- João Martins (2006),

121- Edison Só.

Por Alessandro Bocchi

 

Thomaz Mazzoni, destacado jornalista esportivo do Jornal A Gazeta Esportiva nasceu em Poilgnano a Mare, Itália no ano de 1900, chegou ao Brasil junto a seus pais ainda criança quando numa leva de imigrantes que deixaram a Itália. Em São Paulo todos foram para o abrigo dos imigrantes no bairro do Brás, e depois cada qual para uma cidade do interior onde a maioria trabalhar na agricultura, porem seus pais resolveram ficar por aqui mesmo.

Em 1920, Tomaz Mazzoni já trabalhava no São Paulo Esportivo, um jornal paulistano .
Depois de uma passagem como redator e diretor do jornal Estampa Esportiva, em junho de 1928 já estava em A Gazeta Esportiva como redator, tendo naquele mesmo ano publicado a primeira edição de seu Almanaque Esportivo, livro que reunia registros detalhados dos principais acontecimentos esportivos do ano.

almanaque-esportivo-thomaz-mazzoni

A partir de 1930, quando assumiu o comando da redação, começou uma renovação da linguagem do futebol, criando termos que sobrevivem até hoje, como os apelidos que deu aos principais clássicos paulistas, tentando dar maior brilho quando de cada jogo a ser realizado, sendo assim ela achou por ben denominar São Paulo x Palmeiras de Choque Rei.

choque rei

Palmeiras x Corinthians, de Derby.

derbi

Corinthians x São Paulo, Majestoso

majestoso

e São Paulo x Santos, Classico São-Sansão.

sansao

Já os clubes ele achou por bem apelidar o São Paulo, de Clube da fé, Corinthians  de Mosqueteiro, Para o Palmeiras colocou como Campeonissimo, o Juventus que sempre aprontava alguma peça nos grandes, ele colocou como Moleque travesso, e o XV de Novembro de Piracicaba de Nhô Quim.
Foi ele tambem que instituiu a taça dos invictos, e atendendo a uma reivindicação do Palmeiras, quando ainda era Palestra Itália em 1933 que acumulou 22 partidas invictas ele entregou a posse transitória.

Em Agosto de 1945, o São Paulo conseguiu 23 partidas, ficando com a taça que foi para as mãos do Santos que conseguiu somar 24 jogos sem perder, para depois o Corinthians ficar com ela ao chegar as 26 vitoria até 6 de Dezembro de 1957.

Thomaz Mazzoni apresenta no livro Almanaqque Esportivo de 1943 tudo que aconteceu no Brasil e no mundo relacionado aos esportes, com 451 páginas, sendo 128 delas exclusivamente dedicadas ao futebol paulista, vencido pelo São Paulo. O campeonato carioca teve como vencedor o Flamengo.

alman. esportivo 1943



Ao todo, publicou vinte livros sobre esportes, e suas obras sobre futebol tiveram destaque, sendo uma delas coletânea de textos sobre os problemas do futebol brasileiro em que culpava a imprensa pelos confrontos entre paulistas e cariocas. Ele escreveu que a imprensa criava “rivalidades e, às vezes, ódios” desnecessários.
Na redação de A Gazeta esportiva ele alem de bastante respeitado tinha sempre gente a seu lado olhando sua forma de trabalhar.

Era um tempo que pouca gente dominava a maquina de escrever (datilografia) como se dizia, coisa que ele adorava porque sabia que os jovens queriam aprender. La mesmo no edifício Casper Libero ele foi chamado de “Olimpicus”. Pois não só o futebol ele dominava, mas todos os esportes. A Gazeta Esportiva era considerado o maior jornal de esportes do Brasil. Tratava de todos os esportes indistintamente.

Pesquisa de Mario Lopomo e Gilberto Maluf

 
Imagens da primeira partida disputada no estádio entre Palmeiras e Coritiba, dia 28 de Abril de 1940. Era o jogo preliminar de Corinthians x Atletico Mineiro. A atacante Zequinha do Coritiba foi quem marcou o primeiro gol do estádio.
Vejam as sociais do Pacaembu, ainda restavam muitos lugares. Era somente a preliminar.
Segundo o rsssfbrasil, esta rodada dupla teve 50.000 pagantes, sendo 31° maior público do estádio.
Esta é a primeira foto de um jogo no Pacaembu.

 

Era a partida de inauguração do estádio do EC Hepacaré e nesse dia o time foi goleado pelo Fluminense por 5 a 0. A amistoso foi apitado pelo célebre Arthur Friedenreich (esq).

 

artilheiros

 

. “As flâmulas antigamente eram usadas para comemorar qualquer tipo de evento, seja ele esportivo, político, religioso, comemoração de aniversário de cidades, aniversário de empresas, eventos de futebol, Copas do Mundo e quase tudo o mais”.

Hoje estão em desuso mas ficaram guardadas na memória de muitos. Abaixo algumas lembranças de flâmulas.

No início dos anos 60, garoto que era, ia a vários jogos de futebol e sempre que podia comprava uma flâmula inédita, que não tinha. No meu quarto, na parede da minha cama eu colocava todas em forma de semi circulo. Infelizmente acho que minha mãe jogou todas foras.

Flâmulas esportivas

flamula da portuguesa

flamula do renner

flamula santos


Diário OnLine


Colecionador famoso

Um colecionador de flâmulas famoso é o personagem Seu Madruga, do seriado “Chaves”, que até hoje faz sucesso no SBT. Sempre que aparece o interior da casa de Madruga, é possível notar diversas flâmulas esportivas pregadas nas paredes. São flâmulas do América, do Atlante, Deportivo Toluca, Cruz Azul e Pumas, times tradicionais do México, onde se passam os episódios.

 

O Goleiro “aquele sofredor”

O goleiro geralmente é aquele menino ruim de bola que nas “peladas” de rua fica no fim da escolha e para não ficar sem jogar é colocado no gol. A posição de goleiro é a de mais responsabilidade pois muitas vezes ele  é sempre  o responsável pela derrota.

Os demais jogadores não  são tão responsabilizados por uma derrota quanto o goleiro. A culpa do goleiro é dada desde as brincadeiras de rua quando meninos. Nas peladas de rua os gritos mais altos são com quem está no gol.

HISTÓRIAS DOS ANOS 50

Os goleiros  também tiveram os seus dias de glorias e frangos.  O Goleiro Oberdan Cattani  era caminhoneiro e fã de Jurandir goleiro do Palestra Itália e cada vez que Oberdan vinha a São Paulo para carregar frutas para o interior (Sorocaba) ele dava uma parada na Avenida Francisco Matarazzo  para ver seu ídolo jogar no Parque Antártica.

Dessa forma  ele virou goleiro também do Palestra e companheiro do seu ídolo Jurandir. Teve seus dias de glorias de frangos também. Quebrou a clavícula  no inicio de 1950  e voltou a ser o titular do gol do Palmeiras. Numa reportagem da revista O Cruzeiro, estava escrito que o goleiro era um desgraçado, “onde ele pisava não nascia grama”.

O grande goleiro Gilmar dos Santos Neves teve também seus dias de glorias, mas também dias tristes,  que o magoaram muito. Em 1950 Gilmar jogava no Jabaquara A C, um clube de Santos  e foi o mais vazado do campeonato paulista dos anos de 1950,  deixando  passar 56 bolas. No time do Jabaquara quem se destacava era um negrinho magro,  um excelente médio volante. Os dirigentes foram lá em Santos e compraram o passe dele,  e quando estava tudo certo os dirigentes do Jabaquara  disseram aos corintianos: Olha temos aqui um goleirinho leva ele de graça e Gilmar veio para o Corinthians e era reserva de Luiz Moraes, o Cabeção.

Quando ele teve um lugar no time foi jogando e estava indo muito bem, até que veio o jogo contra a Portuguesa de Desportos asa negra dos grandes times do futebol paulista. E a desgraça aconteceu. Era um domingo chuvoso onde  os dirigentes da Portuguesa queriam adiar a partida  e a diretoria do Corinthians não aceitou. O motivo do adiamento pela Lusa  era que o ponteiro Julio Botelho (Julinho) estava voltando de lesão e não era muito bom para ele o campo pesado. Por isso mesmo que a diretoria Corintiana não aceitou.

E foi justamente esse jogador que acabou com  o Corinthians e o goleiro Gilmar. Julinho marcou quatro gols e a Portuguesa venceu por 7 a 3.

Gilmar foi considerado culpado e nem levaram em consideração que ele teve o pulso machucado jogando até o final da partida, e o que mais doeu nele foi ser taxado de gaveteiro (Suborno para amolecer o jogo). Gilmar ficou quase um ano na reserva de cabeção e quando o titular se machucou houve certa indecisão se deveria ser Gilmar o novo titular, mas ele voltou, e foi campeão de 1952 como titular. Em 1954 quando o Corinthians conquistou o titulo do IV centenário, Gilmar foi o responsável pela conquista com grandes defesas durante todo o campeonato. Na ante penúltima rodada em Campinas contra a Ponte Preta, no empate de 1 x 1, Gilmar só não fez chover, porque de resto ele fez tudo de baixo da trave. Foi titular da seleção brasileira e da seleção paulista.  Defendeu o arco da seleção de São Paulo no Pacaembu, quando os paulistas venceram os cariocas, sendo que o zagueiro Nilton Santos completamente revoltado, dizia. Com esse monstro chamado Gilmar no gol, é difícil vencer.

Em 1957, na disputa do campeonato brasileiro de seleções jogavam  no Pacaembu Seleção Paulista x Seleção Mineira. O jogo estava duro para os Paulistas  e os mineiros estavam vencendo por um a zero. No gol dos Mineiros estava um goleiro meio baixo em estatura, mas pegava bem. Seu nome Edgar, o jogo devia ter uns trinta minutos de jogo e caiu uma tempestade que o estado do gramado horrível ficou sem condição de jogo. Então o jogo foi paralisado  e teve sua continuação no dia seguinte, uma segunda feira à tarde, com portões abertos. Os minutos restantes do primeiro tempo foram jogados e o resultado 1 x 0 para os mineiros. No segundo tempo os paulistas foram pra cima dos mineiros e o goleiro Edgar pegava tudo. O repórter esportivo Silvio Luiz da TV Record  começou a pegar no pé  dele. (dizem que foi Paulo Machado de Carvalho que mandou) Só sei que Edgar ficou nervoso e foi com tudo pra cima de Silvio Luiz, que correu feito louco com aquele pesado microfone para um dos túneis que dava acesso ao vestiário. Resultado do jogo Paulistas 2 x 1 Mineiros.

O Palmeiras que tinha um goleiro de nome Nivaldo, vindo do Paraná,  muito instável, e contratou Edgar. Num jogo contra o Santos já em 1958, pelo torneio Rio São Paulo, Edgar entrou nervoso e foi tomando um gol atrás do outro. Ao final do primeiro tempo o placar era de 5 x 2 para o Santos. Mario Moraes comentarista esportivo da Radio Bandeirantes disse no intervalo que com aquele goleiro frangueiro o Palmeiras tomaria uma goleada de 10.

Segundo o jogador Mazzola que jogou aquela partida pelo Palmeiras, Edgar chorou no vestiário e pediu para o técnico Osvaldo Brandão, que o substituísse. Em seu lugar entrou Victor um jovem que veio de Sorocaba. No segundo tempo o Palmeiras virou o jogo para 6 x 5, e faltando poucos minutos o grande Santos marcou mais dois gols fazendo 7 a 6. Nunca mais se ouviu falar em Edgar.

Outro goleiro que marcou seu nome negativo no futebol foi Bonelli do São Paulo. Este até que era um bom goleiro, mas na véspera do jogo decisivo do campeonato paulista de 1956, ele e Zezinho centro avante fugiram da concentração e foram para as baladas. Um amigo  que trabalhava na sede do São Paulo na Avenida Ipiranga 1208, atendeu ao telefone e alguém queria falar com Vicente Feola, dirigente do São Paulo. Atendendo, o telefone Feola embranqueceu: Não é possível eu estava ai há pouco tempo e estava tudo em ordem!

Só sei que no dia seguinte o São Paulo tomou de 4 a 2 e perdeu o titulo. Os dois foram dispensados, só que Bonelli teve seu passe retido e nunca mais jogou em time algum. Falando há pouco tempo com um grande jogador do São Paulo que participou daquele jogo, ele confirmou essa historia. E disse também que Bonelli “estava na gaveta”.

Em 1963 jogavam Guarani x Botafogo de Ribeirão Preto em Campinas. Um clássico interiorano que já ia para o fim do jogo com o placar de 1 x 1. Foi quando o arbitro apitou um pênalti contra o Botafogo. Todo o time do Botafogo foi contra o arbitro reclamando. E o jogo ficou por um bom tempo paralisado, naquele chuta, não chuta o pênalti. Foi quando o centro avante Paulo Leão do Guarani teve uma idéia. Chamou o goleiro Machado, e disse; Olha aqui Machado, eu tenho um compromisso ainda hoje e se essa pendenga não se resolver vamos sair daqui mais de meia noite. Vamos fazer o seguinte: Eu vou chutar esse pênalti fora, diga a seus colegas. Todos concordaram. O arbitro colocou a bola na cal, e Paulo Leão bastante relaxado com as mãos na cintura esperando o apito do arbitro, e quando ele veio, Paulo Leão correu para a bola e encheu o pé para as redes. (Fonte: revista O Cruzeiro e-mail de Mario Lopomo).

AS GRANDES DEFESAS CONFORME ELEIÇÃO DO BLOG PROFETAFUTE.BLOGSPOT:

1- RODOLFO RODRIGUES –A melhor defesa de todos os tempos na opinião do PROFETA FUTE foi de Rodolfo Rodrigues. Goleiro do Santos no jogo contra o América de Rio Preto pelo campeonato Paulista, no dia 14 de junho de 1984. O goleiro impressionava tanto que Pelé chegou a emprestar dinheiro ao Santos para troussese o goleiro uruguaio para o time da vila.

2.GORDON BANKS – Goleiro da Seleção Inglesa e do time inglês do Chesterfield, é considerado um dos maiores goleiros do mundo em todos os tempos. A sua mais célebre e melhor defesa foi na Copa de 1970, defendendo uma cabeçada de nada menos que Pelé.

3 – DAVID SEAMAN – Goleiro da seleção inglesa e por muito tempo do time londrino Arsenal. A sua maior defesa aconteceu no jogo em Arsenal e Sheffield Utd  pela FA Cup Match.

4- GRÉGORY COUPET – Atual goleiro do PSG, fez essa fantástica de defesa ainda quando jogava pelo LYON, defendendo o time na fase de grupos da Champions League 2001/2002. No primeiro lance não podia usar as mão por se tratar possivelmente de um recuo e, no segundo lance, defende a forte cabeçada de Rivaldo, na época defendendo o Barcelona.

5  – ROGÉRIO CENI – Bela defesa na falta cobrada pelo capitão do time do Liverpool, na final do Mundial Interclubes da FIFA em 2005. Está defesa merece o 5 lugar, além da perfeita defesa do goleiro, pela declaração do jogador do Liverpool que disse dias antes que sentia seu time imbatível naquele ano.

O maior goleiro da história do Inter e, talvez, o melhor do Brasil de todos os tempos – assim pensa Tostão – jogou no Inter e no Grêmio. Na decisão contra o Cruzeiro, em 1975, que deu aos colorados o primeiro título brasileiro, Manga fez defesas fantásticas. A seguir, imagens de dois momentos monumentais do grande Manguita Fenômeno:
http://wp.clicrbs.com.br/wianeycarlet/2010/04/14/reveja-defesas-historicas-de-manga-no-inter/

 

Esta era a bola do campeonato mundial de 1958…………………………………………….

Pois é, hoje as bolas são leves e balanceadas. O gramado normalmente impecável  e as chuteiras, uma luva.

E os craques da época faziam jogadas maravilhosas.

Se pegarmos então a bola da época  e as incriveis chuteiras antigas  , certamente renderemos todo o respeito e admiração pelos grandes craques do passado.


1958 - a bolaChuteiraRainha78

 

saudosa maloca


“Meu amor é o Timão, ‘Coríntia’, cada minuto dentro do meu coração”, entoava com sua voz rouca pelas ruas paulistanas uma das mais importantes figuras musicais da cidade. Há exatos cem anos, nascia João Rubinato, filho de imigrantes italianos que se imortalizou com o nome artístico Adoniran Barbosa, uma figura que respirava samba, e respirava Corinthians.

A pouco menos de um mês da comemoração do centenário corintiano, a ser completado no próximo dia 1º, a cidade de São Paulo celebra os cem anos do nascimento do “poeta do povo”, ator, cantor, e sobretudo compositor. Imortalizado não só na história musical paulistana, Adoniran foi propagandista voluntário do Corinthians, seu time de coração. No rádio, desempenhou o papel do negro Charutinho, no programa semanal “Historias das Malocas”, difundindo a imagem do clube entre os pobres e moradores da periferia, e gravou seu nome na história alvinegra com o samba “Coríntia (Meu amor é o Timão)”.

capa disco

Homenagem póstuma ao campeão

O “poeta do povo”, da voz rouca, e de alma mosqueteira, que tanto retratou e homenageou tradicionais bairros paulistanos, como Brás, Bixiga e Jaçanã, morreu 19 dias antes de ver o Corinthians ser campeão paulista em 1982, o 18º título estadual do clube do Parque São Jorge. Na ocasião, foi homenageado pelo radialista Osmar Santos.

- O poeta do povo continua vivo, imortal. O poeta do povo está sorrindo como nunca com você, Corinthians. Sorrindo feliz, cheio de vida. Vida no peito e na alma de todos os corintianos que, como ele, sabem que você, Corinthians, está sempre um eterno e fantástico poema do povo.

Poetas e poemas do povo não morrem nunca, jamais!

Poetas do povo como você, Adoniran, e poemas do povo como você, Corinthians, parecem estar sempre renascendo minuto por minuto, verso por verso, poetas e poemas do povo, parecem ter o dom da imortalidade da vida. Corinthians Campeão de 1982, o grande poeta do povo e de todos os corintianos está nesse momento agradecendo a você, Corinthians.

Confira a letra da principal composição de Adoniran Barbosa em homenagem ao Corinthians:

Coríntia (Meu amor é o Timão)

Como é bom ser alvinegro
Ontem, hoje e amanhã
Respirar sua mistura
Do Tietê e Tatuapé
Lá no alto a Velha Penha
Tem Anchieta e Bandeirante
Tem São Jorge lá na lua
Vem suando a paz em dia
Onde mora um gigante
Tem igreja e tem biquinha

Coríntia, Coríntia, meu amor é o Timão
Coríntia, cada minuto dentro do meu coração
Coríntia, Coríntia, meu amor é o Timão
Coríntia, cada minuto dentro do meu coração

Belém, Vila Maria e Mooca
E São Paulo em extensão
Mogi, Guarulhos e Itaquera
Tudo vibra Coringão
É o Coríntia de nós todos
É Paulista, é campeão.

Por Mayra Siqueira – Globo Esporte

 

Zico_vs_Gentile

Quartos de final do Mundial de Futebol Espanha 1982. 5 de Julho. Estádio Sarriá, em Barcelona. Brasil vs Itália: considerado como um dos melhores jogos de futebol de todos os tempos. De um lado, o cattenaccio geométrico de Enzo Bearzot, herdeiro de Maquiavel e Helenio Herrera; do outro, a arte e o hedonismo aplicado ao futebol, herdeiro de Dionísio e Mané Garrincha.

Por um site de Portugal,http://vozdoberco.blogspot.com/2009/06/o-dia-em-que-o-futebol-arte-morreu.html

 

premio esso

fotojornalista do JB Alberto Ferreira foi agraciado com o Prêmio Esso 1963 na categoria melhor fotografia.

A imagem vencedora, captada por sua lente, flagra, com exclusividade, o exato momento em que o rei sente a contusão que o tiraria de vez da Copa do Mundo de 1962, no Chile na obra: “O rei se curva ante a dor que o Brasil todo sentiu”.

 

belenense x real

O Estádio Santiago Bernabéu é um estádio de futebol localizado em Madrid (Espanha), de propriedade do Real Madrid.

Localizado no lugar do antigo estádio do Real Madrid, o Estádio Charmatín, o Santiago Bernabéu foi projetado por Luis Alemany Soler e Manuel Muñoz Monasterio, o estádio teve sua pedra fundamental instalada em 27 de Outubro de 1944.

Foi inaugurado em 14 de dezembro de 1947 numa partida o Real Madrid e Belenenses de Portugal, com o nome de Estádio Chamartín. À época possuía uma capacidade para 75.145 espectadores, dos quais 27.645 tinham assentos (7.125 cobertos) e 47.500 de pé (2 mil cobertos).

Em 4 de janeiro de 1955, depois de uma grande remodelação, reuniu-se a Assembleia Geral de Sócios Compromissários, quando resolveu-se adoptar o nome actual, em homenagem ao ex-presidente do clube e principal artífice da construção do estádio, o dirigente Santiago Bernabéu.

jogo do flu

A foto em destaque é uma reprodução do arquivo do Fluminense Futebol Clube, que mostra um cartaz anunciando os três jogos daquela equipe inglesa entre nós, contra um combinado de jogadores ingleses dos clubes cariocas (3 a 0), uma seleção carioca (5 a 3) e um combinado de jogadores do Rio e de São Paulo que pela primeira vez vestiu a camisa da CBD, vencendo por 2 a 0.

Naquele 21 de julho de 1914, a Seleção Brasileira entrou em campo pela primeira vez em sua história com Marcos (Fluminense), Píndaro (Flamengo) e Nery (Flamengo); Lagreca (São Bento-SP), Rubens Salles (Paulistano) e Rolando (Botafogo-RJ); Abelardo (Botafogo-RJ), Oswaldo Gomes (Fluminense), Friedenreich (Ypiranga-SP), Osman (América-RJ) e Formiga (Ypiranga-SP). O capitão era Rubens Salles, que formava a comissão técnica junto com Sílvio Lagreca. Osvaldo Gomes, aos 28 minutos do primeiro tempo, marcou o primeiro de todos os gols da Seleção Brasileira. Osman, aos 36, também na primeira etapa, fechou o placar em 2 a 0. Estima-se que ente 3.000 e 5.000 pessoas tenham presenciado aquele jogo no estádio do Fluminense. Dois meses depois, em 20 de setembro daquele mesmo ano, o Brasil realizava seu primeiro jogo considerado oficial (contra outra seleção): derrota para a Argentina por 3 a 0, no campo do Gimnasia y Esgrima, em Buenos Aires, em um amistoso. Postado por http://www.lojafutebolretro.com.br


 

O vídeo da comemoração do Stjarnan, da Islândia, em que os jogadores simulavam uma pescaria e que ganhou o mundo na última terça-feira não é filho único. Se no Brasil o Santos ficou famoso por suas dancinhas após os gols, a equipe do país europeu também tem um histórico de celebrações bizarras.

Em uma partida no último mês, o camisa 10 Dóri marcou um dos gols da vitória de 4 a 0 sobre o Keflavik e saiu comemorando como Rambo, como o próprio explicou após a partida: com socos, tiros e muitos corpos estendidos pelo chão.

http://www.youtube.com/watch?v=Vfdeuaxkibw&feature=player_embedded

 

América 1 x 0 Santos


América
Santos; Carlos Jacaré, Fogosa e Ambrózio; Adésio e Julinho; Adamastor, Leônidas, Joãozinho, João Jorge e Orias. Técnico: Conrado Ross.


Santos
Irno, Fioti, Mauro Ramos de Oliveira e Zé Carlos; Calvet e Urubatão; Sormani, Jair Rosa Pinto, Nei, Pelé e Tite. Técnico: Luiz “Lula” Alonso.

Gol: Leônidas aos 5 minutos do primeiro tempo.
Juiz: Stefan Walter Glans.
Renda: Cr$ 590.930,00.
Público: não divulgado.
Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, dia 17 de setembro de 1960, pelo primeiro turno do Paulistão.

América 2 x 2 São Paulo


América
Jura; Carlos Jacaré, Martin e Píter; Adésio e Bertolino; Cuca (Jaime), Adamastor, Joãozinho, João Jorge e Orias. Técnico: Conrado Ross.


São Paulo
Poy; Ademar, Vilásio e Riberto; Dino Sani e Gérsio; Peixinho, Paulo, Gino, Gonçalo e Roberto. Técnico: Flávio Costa.

Gols: Gino aos 16 minutos do 1º tempo. Joãozinho aos 4, Orias aos 47 e Gérsio aos 57 minutos do 2º tempo.
Juiz: Romualdo Arpi Filho.
Renda: Cr$ 525,4 mil.
Público: não divulgado.
Local: estádio Mário Alves Mendonça, em Rio Preto, dia 13 de novembro de 1960.

Rio Preto 3 x 1 Hepacaré de Lorena


Rio Preto
Paulinho; Jacintho Angelone, Martin e Brandão; Zé Carlos
e Icão; Colada, Milton, Joãozinho, Bulau e Palácio. Técnico: Oswaldo Iembo, o Dicão.


Hepacaré de Lorena
Zé Maria; Canindé, Laércio e Geraldo; Jacaré e Ronaldo; Machado, Félix, Bacu, Mário e Milton. Técnico: não obtido.

Gols: Joãozinho fez os três do Rio Preto e Félix marcou para o Hepacaré.
Juiz: Albino Zanferrari.
Renda: Cr$ 1,1 milhão.
Público: não divulgado.
Local: estádio Victor Brito Bastos, em Rio Preto, domingo, 21 de junho de 1964, na última rodada do hexagonal final da Segundona, quando
o Rio Preto sagrou-se campeão e subiu para a Primeira Divisão.

Rio Preto 6 x 3 Ferroviária Botucatu


Rio Preto
Luisinho; Jacintho Angelone, Martin e Antônio João; Zé Carlos e Icão; Colada, Milton, Joãozinho, Bulau e Palácio. Técnico: Oswaldo Iembo, o Dicão.


Ferroviária Botucatu
Paulo Silva; Ovídio, João e Pando; Adésio e Carlito; Passarinho, Neivaldo, Wilson Bauru, Celso e Pulga. Técnico: Demétrio Soares.

Gols: Icão (contra) a 1, Jacintho aos 2, Joãozinho aos 9 e aos 28 e Zé Carlos (pênalti) aos 40 minutos do 1º tempo. Pulga aos 18, Passarinho aos 20, Joãozinho aos 40 e Colada aos 42 minutos do 2º tempo.
Juiz: Plínio Duenas.
Renda: Cr$ 550 mil.
Público: não divulgado.
Local: estádio Victor Brito Bastos, em Rio Preto, domingo, 12 de julho de 1964, na estréia da 1ª Divisão.

www.diarioweb.com.br
 

Lançamento da intermediária… Avança pela lateral… Invade a área…Limpa a jogada. Livre, livre! Ele e o goleiro. De cara pro gol… Agora!… Pra fora! Incrível! Desperdiça um lance importantíssimo para o seu time, colocando a bola para fora.”

Enquanto muitos lamentam a perda de um lance ou uma jogada mal feita e tantos outros dão graças a Deus pelo seu complemento errado, eles estão lá, fora de campo, correndo atrás da bola para, com a mão, colocá-la novamente em jogo: os gandulas. Durante uma partida de futebol, não são poucas as vezes que este ‘ritual’ se repete. Com a responsabilidade de, indiretamente, dar continuidade ao jogo, os gandulas quase nunca são lembrados na partida e, discretos, seguem atrás da redondinha.

GANDULA.

gandula

Nos anos 1950-60, não me lembro ver algum cidadão correndo por fora das linhas do campo de futebol atrás de uma bola. E tambem não tinha tantas bolas ao redor do campo para ser reposta em jogo. Naqueles anos o jogo de futebol tinha apenas duas bolas. Uma ficava dentro do campo sendo chutada pelos jogadores para tudo quanto era lado. A outra ficava debaixo da mesa do representante da federação, um cidadão que estava sempre de terno e gravata mesmo com um sol de rachar, se bem que acima da cabeça dele estava um guarda chuva do tipo de sorveteiro e muito surrado.

Quando a bola ia para fora das linhas do campo, eram os próprios jogadores que pegavam a bola.Um dia o Baltazar do Corinthians não concordando com um apito interrompendo sua arrancada,  de raiva,  chutou uma bola na concha acústica do Pacaembu e o arbitro, Mario Vianna, fez ele pular o alambrado e buscar a bola. Mas isso faz parte das lendas dos anos 50.

Em muitas ocasiões quando a bola estava saindo perto do bandeirinha, ele colocava o pé para não deixar a bola ir muito longe. Tinha também os repórteres atrás do gol que se incumbiam de pegar a bola e devolver ao goleiro. Lembro-me de fotógrafos que não tendo necessidade de tirar a foto, e estando agachado atrás do gol, se atirava na bola como se fosse um goleiro, para pega-la. Como dizia o Fiori Giglioti, eles gostavam da bola.

E foi  no Pacaembu que vi  pessoas correndo atrás da bola quando elas ia pra fora.

Eram adultos com roupas comuns, uns de sapatos e outros de tênis correndo fora das linhas laterais e outros na linha de fundo, pegando as bolas e devolvendo aos jogadores.

Depois, aqueles marmanjos foram substituídos por garotos com roupa de colegial, aquelas que tinham duas listas nas mangas do moletom, todos usando tênis bamba de cor azul lavado, pegando as bolas para os jogadores.

Mais tarde comecei a ouvir que aqueles garotos eram chamados de  Gandulas. Ora porque o nome Gandula?

Bernardo Gandulla  foi um jogador argentino que defendeu o Vasco da Gama em 1939.  Dizem que nunca entrava nos jogos e ficava na beira do campo, buscando as bolas que saiam para fora. A torcida se acostumou a vê-lo nesta função , e com o tempo, todos os buscadores de bola passaram a ser conhecidos como gandulas.

O nome gandula encantou tanto o “mestre dos comentaristas” Wilson Brasil, que ele resolveu instituir o troféu Gandula, e ofertar aos melhores do futebol, não só jogadores, como cronistas esportivos. Alguns dos que se destacavam na carreira de cronistas esportivos, e todos que trabalhavam com ele na radio Gazeta, eram outorgados com aquele valioso troféu.

Mario Lopomo

Gilberto Maluf

 

faz-me-rir

“Até parece impossível que um dia / Foste o homem sonhado por mim / Esta cínica farsa de agora / Faz-me rir, ai… Faz-me rir…”. Dizia o refrão de um bolero, cantado por Edith Veiga, sucesso nos anos 60. O que não fazia tanto sucesso naquela época era o time do Corinthians que, por essa razão, ganhou de seus rivais como apelido o título do hit do momento: Faz-me rir.

Era para ser apenas o título de uma música romântica. Neste ano foram utilizados 27 jogadores e 2 técnicos. No final do primeiro turno o  Corinthians ficou nas últimas colocações,  mas terminou o campeonato em sexto lugar. Neste time tinha 2 campeões do mundo, Gilmar e Oreco.

O ano de 1961 foi muito ruim para o Timão. Apesar de começar a temporada com uma bela vitória por 7 a 2 contra o Flamengo, de Gérson e Dida, na noite que inaugurou o sistema de iluminação do Parque São Jorge, o resto do ano não foi nada bom para os corintianos.

No Campeonato Paulista, durante as primeiras 11 partidas, o Corinthians havia perdido sete, empatado outras duas e vencido apenas duas. A diretoria do clube tentou dar um jeito na situação trocando o treinador e alguns jogadores, porém de nada adiantou, e o Corinthians terminou o primeiro turno entre os últimos colocados.

O time, reforçado por Adílson, Beirute, Espanhol, Ferreira e Manoelzinho, só conseguiu reagir no segundo turno da competição estadual, e a campanha, que começou de maneira pífia, para delírio das torcidas rivais, terminou com uma “honrosa” sexta colocação.

Para responder aos rivais, dois torcedores do Timão compuseram a resposta ao incômodo apelido: “No momento difícil, presente / A torcida responde por ti / Demonstrando a toda essa gente / Que tu tens um Nome, do qual não se ri!”

LancePress

Gilberto Maluf

 

Receitas e custos do futebol brasileiro – Parte I

Temos aqui um novo estudo da Casual Auditores Independentes, que trabalha no mercado do futebol há anos, agora sobre as receitas e os custos do futebol dos clubes brasileiros em 2009.

Esse estudo engloba 16 clubes que alcançaram uma receita mínima de 10 milhões de reais e que tinham suas demonstrações contábeis disponíveis por ocasião da produção desse trabalho (alguns desses números já foram apresentados no diário Lance, anteriormente; a parte referente às receitas operacionais reais, sem transferências, é criação deste OCE).

Os dados serão apresentados em dois posts, com tabelas e gráficos produzidos pela Casual, cobrindo os seguintes pontos:

- Superávit / (Déficit) – Global;

- Receita total;

- Segregação das receitas;

- Superávit / (Déficit) – Futebol;

- Receitas do futebol;

- Custos do futebol.

Todos os comentários são meus, o que significa, portanto, que erros de avaliação serão de minha autoria.

Há alguns anos venho dizendo que nossos clubes, de maneira geral, têm melhorado suas gestões. Claro, para dizer isso precisamos analisar um período de alguns anos, vendo todo o cenário e não cada clube individualmente, pois analisando um a um os problemas e os erros ganham vulto maior e, inevitavelmente, obscurecem a visão geral. Já no estudo anterior, sobre as dívidas dos clubes, a primeira parte da análise da Casual, falando do quadro geral, terminava com menções positivas a alguns clubes: “Denota-se uma visão profissional, pois, nesses casos, indica que não há preocupação na discussão de qual gestão criou os passivos, mas de clube buscando soluções para toda sua coletividade.“

Apesar disso, esse estudo sobre as dívidas mostra que elas cresceram em vários clubes, em alguns casos por confissões de dívidas do passado, em outros por problemas correntes. Não há, portanto, motivos para grandes comemorações. Vamos, então, à primeira tabela.

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Apenas três clubes fecharam suas contas no azul, ou seja, com superávit, em 2009. A grande surpresa foi o superávit alcançado pelo Clube Atlético Paranaense, deixando para trás Corinthians e São Paulo, que também apresentaram resultados superavitários. Desses três, somente Corinthians e São Paulo também foram superavitários em 2008.

A razão de ser de um clube não é o lucro, mesmo porque este, configurado tal como o conhecemos, não existe nos clubes. Em seu lugar temos a figura do superávit ou déficit. Se este não é a razão de ser, ao contrário de uma empresa que existe para gerar lucro – o superávit que é distribuído entre os sócios –, é saudável que haja uma sobrinha no final do exercício. Nem sempre o azul contábil corresponde ao azul cash, o azul-caixa, ou seja, o balanço pode ser lindamente positivo e ainda assim o clube apresentar problemas de caixa (vide, por exemplo, os dois posts recentes sobre o Barcelona).

Vejamos, agora, a tabela mostrando as receitas dos clubes analisados.

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Como diz o nome, esses valores correspondem à receita total dos clubes, em todas as áreas de atividades, incluindo a social e eventuais receitas financeiras. Temos aqui alguns crescimentos muito expressivos em termos percentuais, a começar pelo Vasco da Gama, que de 2008 para 2009 pulou de 52.0 para 84.8 milhões de reais, um crescimento de 63%. Tão ou mais impressionante, por partir de uma base maior, o crescimento das receitas do Corinthians: 54%. Não por coincidência, os dois clubes passaram pela Série B recentemente, o time paulista em 2008 e o carioca em 2009. A Série B não tem nenhum revigorante de receitas, mas o choque da queda, inevitavelmente, leva grandes clubes a repensarem e reestruturarem muitas coisas em suas atividades. Nada disso funcionaria,entretanto, se não houvessem torcidas apaixonadas por trás desses feitos. Outro destaque no crescimento percentual de uma temporada para outra é do Atlético Paranaense: 44% de crescimento, apoiado em boa parte no crescimento da receita com transferências, que bateu 22,9 milhões de reais contra 13,3 milhões de reais em 2008.

A próxima tabela mostra um dado interessante. Considerando o conjunto desses 16 clubes, a receita total apresentou um crescimento bastante interessante: 14,7%.

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O próximo gráfico (tipo pizza) mostra a divisão das receitas desses 16 clubes.

Captura de tela inteira 07062010 123634


O maior pedaço da pizza continua sendo a entrada do dinheiro da televisão, com mais de um quarto do valor total arrecadado: 27%. Logo depois, a receita com transferências de atletas, que responde por 21% do total. Mais abaixo vêm as receitas de marketing, aqui consideradas apenas as oriundas de patrocínios e publicidade, com 16%. As áreas sociais, principalmente, e os esportes amadores respondem por 14% da receita total. Um bom item para os clubes crescerem é o próximo: bilheteria, com apenas 12% de participação nas receitas. E, finalmente, outras receitas com 10%.

Seguindo a linha adotada pelos clubes e especialistas europeus em suas análises financeiras, este OCE não considera as receitas de transferências de atletas como operacionais, entendendo que devem ser consideradas à parte ao se abordar o faturamento de um clube. Receita operacional do futebol é aquela gerada pela atração que o time exerce junto a telespectadores e torcedores, junto a anunciantes, revertendo em receitas possíveis de serem planejadas e executadas ano a ano, dentro de um planejamento de médio e longo prazo. Esse planejamento não é possível com transferências, simplesmente. E a finalidade de um time é jogar e conquistar vitórias e títulos, não formar pé-de-obra para negociações.

Aproveito para cumprimentar o Clube Atlético Paranaense, o único (salvo engano) a colocar as receitas e despesas com transferências de atletas numa categoria contábil à parte, fora do item Receitas Operacionais. Um exemplo a ser seguido.

Colocando, portanto, as receitas operacionais sob esse ângulo, ficamos com o seguinte quadro:

Origem da  receita Participação Participação
Direitos de TV 27% 34%
Transferências de atletas 21%
Patrocínio e Publicidade 16% 20%
Social/Amadores 14% 18%
Bilheteria 12% 15%
Outras receitas 10% 13%

Esse novo quadro já mostra uma situação mais preocupante, pois expõe cruamente a forte participação dos direitos de TV para a receita dos clubes: nada menos que 34% do total. Se pensarmos que as receitas de patrocínio e publicidade estão intimamente ligadas à exposição da marca pela televisão, veremos que o peso dessa mídia é enorme. Sua melhor contrapartida seria uma forte receita gerada pela atividade-fim de um clube de futebol: a renda proporcionada pelos jogos, que no Brasil ainda está no estágio “bilheteria”.

Em algum momento vamos evoluir de “bilheteria” para “matchday”, agregando valor à simples venda do ingresso, através do consumo dentro do estádio, todo ele tendo parte da receita direcionada para o clube. Para isso, entretanto, necessitamos estádios melhores e dirigentes que enxerguem o torcedor como consumidor de bens e serviços e não como uma vaca leiteira com a missão de fornecer muito leite e nada recebendo em troca, sequer ração de boa qualidade.

por Emerson Gonçalves | Olhar Crônico Esportivo

 

A Arena Palestra terá 45 mil lugares, 250 camarotes, capacidade para receber shows, restaurante com vista para o campo e até um anfiteatro modular. Enquanto dirigentes e torcedores sonham receber jogos da Copa de 2014, este artigo volta os  olhos para a época em que o caderno de encargos da Fifa sequer existia.

Neto de Oscar Américo Paolillo, precursor do basquete no clube e ex-gerente de futebol, Tito Maule Filho, 43 anos, encontrou um álbum de fotos do avô enquanto revirava coisas antigas na casa da mãe, em 2008. Torcedor fanático do Palmeiras, o advogado cedeu as fotos que você verá nesta matéria, algumas inéditas na grande imprensa.

“As fotos estavam num baú que eu já dava como perdido. Quando meu avô mudou para a minha casa no interior, muitas das coisas dele foram doadas para instituições de caridade. Esse baú, a gente achava que tinha encaminhado por engano para esse depósito também”, explica Tito.

As fotos estão danificadas pelo tempo, mas a reportagem optou por não usar qualquer tipo de recurso gráfico para melhorar a qualidade dos registros. No acervo, além de imagens da construção do estádio, há um jogo perdido da década de 1920 e até um clássico com o Corinthians do mesmo período.

Na década de 1970, Tito contava com o avô para realizar o sonho de qualquer criança. “Eu era um garoto do interior que passava férias em São Paulo. Muitas vezes, eu e meu irmão entrávamos no gramado do Palestra Itália e até batíamos bola com o Leão, com o Edu Bala. A gente subia na mesa do meu avô e ficava olhando as coisas do futebol”, lembra.

No amistoso de despedida do estádio, realizado na última sexta-feira, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors. A previsão inicial é que as obras da Arena sejam finalizadas em 2012. “Não vamos perder nunca o Palestra Itália. Quem frequenta o Palestra desde que nasceu, vai lembrar sempre do local onde nos demos conta da grandeza do Palmeiras”, diz Tito.

A GE.Net contou com a ajuda do jornalista Fernando Galuppo, estudioso da história do clube, para tentar identificar as fotos. Além das imagens do Palestra Itália, há um registro tomado no Estádio das Laranjeiras e um balancete com os salários de nomes como Djalma Santos e Julinho Botelho.

sociais do palestra

As sociais também eram de madeira nos anos 1920. No estádio, a seleção brasileira ganhou a Copa Rocca de 1922 ao vencer a Argentina por 2 a 1.

Foto de um jogo realizado no estádio na década de 1920. Justamente em 1920, o Palestra Itália comprou o campo de futebol e parte do terreno do Parque Antártica por 500 contos de réis, um valor expressivo à época. O contrato entre as partes foi firmado no dia 27 de abril.

jogo de 1920

Partida entre Palestra Itália e Corinthians realizada nos anos 1920. Em 1933, o Palestra jogou em casa e venceu o rival por 8 a 0 no maior placar da história do clássico paulista.

corinthians x palmeiras

A tradicional família Matarazzo tinha um relacionamento estreito com o clube e chegou a contribuir com a compra do Parque Antártica. Com uma inscrição na fachada, conde comemora título Paulista 1959.

familia matarazzo

Balancete contém os vencimentos dos jogadores.Nesta lista tinha os salarios de Julinho Botelho e Djalma Santos, entre outros.

balancete


 

A primeira derrota do Santos para uma seleção nacional ocorreu curiosamente contra a Seleção “B” do Uruguai, quando, até então, havia medido forças contra poderosos selecionados. Na história, o Santos jogou 67 partidas contra selecionados nacionais, e 21 com seleções regionais de fora do país; alcançou um total de 66 vitórias, 16 empates e apenas 6 derrotas.

Confira abaixo a Listagem dos jogos:

30/07/1930

09/08/1930

21/01/1959

17/02/1959

23/05/1959

25/05/1959

11/06/1959

13/06/1959

25/05/1960

12/06/1960

18/01/1961

29/01/1961

04/06/1961

11/06/1961

10/12/1962

29/05/1963

16/01/1965

23/06/1965

23/04/1966

15/01/1967

28/05/1967

31/05/1967

04/06/1967

07/06/1967

13/01/1968

05/02/1968

17/06/1968

17/07/1968

17/01/1969

19/01/1969

21/01/1969

23/01/1969

26/01/1969

04/02/1969

06/02/1969

09/02/1969

10/12/1970

11/12/1970

13/12/1970

17/12/1970

13/01/1971

23/01/1971

26/01/1971

31/01/1971

17/02/1971

05/05/1972

26/05/1972

02/06/1972

10/06/1972

17/06/1972

21/06/1972

05/09/1972

09/02/1973

16/02/1973

21/11/1973

01/02/1977

20/02/1977

26/01/1980

12/05/1981

16/08/1983

21/08/1983

16/05/1984

31/05/1984

02/06/1984

18/05/1985

20/05/1985

28/05/1985

30/05/1985

02/06/1985

06/06/1985

10/10/1985

23/03/1986

14/08/1988

16/04/1989

06/08/1989

09/08/1989

12/08/1989

15/08/1989

18/08/1989

21/08/1989

24/08/1989

23/06/1991

14/08/1993

16/08/1993

22/08/1993

25/08/1993

28/08/1993

10/05/1998

Santos 6 x 1 França

Santos 3 x 3 Estados Unidos

Costa Rica 1 x 2 Santos

Curaçao 2 x 3 Santos

Bulgária “Seleção B” 3 x 3 Santos

Bulgária 0 x 2 Santos

Seleção de Hamburgo/ALE 0 x 6 Santos

Sel. de Niedersachen/ALE 1 x 7 Santos

Polônia 2 x 5 Santos

Seleção de Antuérpia/BEL 1 x 3 Santos

Colombia 1 x 2 Santos

Guatemala 1 x 4 Santos

Seleção de Antuérpia 4 x 4 Santos

Israel 1 x 3 Santos

Santos 2 x 1 Rússia

Seleção de Hannover/ALE 2 x 3 Santos

Santos 6 x 4 Tchecoslováquia (1)

Seleção de Caracas/VEN 0 x 1 Santos

Santos 1 x 3 Uruguai “Seleção B”

Seleção de Mar del Plata/ARG 1 x 4 Santos

Senegal 1 x 4 Santos

Gabão 0 x 4 Santos

Costa do Marfim 1 x 2 Santos

Congo 2 x 3 Santos

Santos 4 x 1 Tchecoslováquia (2)

Santos 3 x 1 Alemanha Oriental (2)

Seleção de Saarland/ALE 0 x 3 Santos

Colombia “Seleção Olímpica” 2 x 4 Santos

Seleção de Point-Noire/CON 0 x 3 Santos

Congo 2 x 3 Santos

Congo “Seleção B” 0 x 2 Santos

Congo 3 x 2 Santos

Nigéria 2 x 2 Santos

Sel. Centro-Oeste de Benin 1 x 2 Santos

Seleção de Accra/GAN 2 x 2 Santos

Argélia 1 x 1 Santos

Hong Kong 1 x 4 Santos

Hong Kong 0 x 4 Santos

Hong Kong 2 x 5 Santos

Hong Kong 0 x 4 Santos

Seleção de Cochabamba/BOL 2 x 3 Santos

Martinica 1 x 4 Santos

Guadalupe 1 x 2 Santos

Jamaica 1 x 1 Santos (3)

Haiti 0 x 2 Santos

Irã 1 x 5 Santos

Japão 0 x 3 Santos

Coréia do Sul 2 x 3 Santos

Tailândia 1 x 6 Santos

Austrália 2 x 2 Santos

Indonésia 2 x 3 Santos

Trinidad e Tobago 0 x 1 Santos

Arábia Saudita (Juvenil) 0 x 3 Santos

Bahrein 1 x 7 Santos

Chile 0 x 5 Santos

Seleção de Salzburgo/AUS 1 x 0 Santos (1)

Uruguai 1 x 1 Santos

Santos 0 x 1 Romênia

Paraguai 1 x 2 Santos

Congo 1 x 1 Santos

Camarões 1 x 2 Santos

Israel 2 x 1 Santos

Venezuela 0 x 1 Santos (4)

Antilhas Holandesas 0 x 2 Santos (4)

Indonésia 0 x 2 Santos

Indonésia “Seleção B” 0 x 1 Santos

Malásia 1 x 8 Santos

Uruguai 1 x 1 Santos

Japão 1 x 4 Santos

Uruguai 2 x 4 Santos

Peru 0 x 0 Santos

México 0 x 0 Santos

San Marino 0 x 2 Santos

Jamaica 1 x 1 Santos

Seleção de Tianjin/CHIN 1 x 4 Santos

China “Seleção Olímpica” 0 x 1 Santos

China 1 x 1 Santos

Seleção de Liaoning/CHIN 0 x 1 Santos

Seleção de Shangay/CHIN 0 x 2 Santos

Seleção de Wuwei/CHIN 1 x 2 Santos

Seleção de Guanghzou/CHIN 2 x 1 Santos

Bolívia 2 x 3 Santos

Seleção de Guanghzou/CHIN 1 x 2 Santos

Seleção de Sichuan/CHIN 0 x 4 Santos

Seleção de Pequim/CHIN 0 x 2 Santos

Seleção de Shangai/CHIN 1 x 1 Santos

China “Seleção de Novos” 0 x 1 Santos

Jamaica 3 x 2 Santos

Vila Belmiro, em Santos-SP

Vila Belmiro, em Santos-SP

San José/C. RICA

Curaçao

Sófia/BUL

Sófia/BUL

Hamburgo/ALE

Niedersachen/ALE

Katowice/POL

Antuérpia/BEL

Cáli/COL

Cidade de Guatemala/GUA

Antuérpia/BEL

Tel Aviv/ISR

Pacaembu, São Paulo-SP

Hannover/ALE

Santiago/CHI

Caracas/VEN

Mineirão, Belo Horizonte-MG

Mar del Plata/ARG

Daccar/SEN

Libreville/GAB

Abdjan/C.MAR

Brazzaville/CON

Santiago/CHI

Santiago/CHI

Saarbrucken/ALE

Bogotá/COL

Point-Noire/CON

Brazaville/CON

Kinshasa/CON

Kinshasa/CON

Lagos/NIG

Benin/BEN

Accra/GAN

Oran/ARGE

Hong Kong/HK

Hong Kong/HK

Hong Kong/HK

Hong Kong/HK

Cochabamba/BOL

Martinica/MAR

Guadalupe/GUAD

Jamaica/JAM

Port Prince/HAI

Teerã/IRÃ

Tóquio/JAP

Seul/C. SUL

Bangcoc/TAI

Sidney/AUST

Jacarta/IND

Trinidad e Tobago/T&T

Ryad/AR.S.

Bahrein/BAR

Santiago/CHI

Santiago/CHI

Montevidéu/URU

Vila Belmiro, em Santos-SP

Assunção/PAR

Point-Noire/CON

Yaoundé/CAM

Tel Aviv/ISR

Curaçao

Curaçao

Jacarta/IND

Jacarta/IND

Okayama/JAP

Hiroshima/JAP

Shin Kobe/JAP

Tóquio/JAP

Lima/PER

San José/C.Rica

San Marino/SM

Kingston/JAM

Tianjin/CHIN

Pequim/CHIN

Dalian/CHIN

Sheniang/CHIN

Shangai/CHIN

Wuwei/CHIN

Guanghzou/CHIN

La Paz/BOL

Guanghzou/CHIN

Chegdou/CHIN

Pequim/CHIN

Shangai/CHIN

Nanquim/CHIN

Kingston/JAM

(1) Torneio Hexagonal de Santiago, Chile
(2) Torneio Octogonal de Santiago, Chile
(3) Torneio Triangular da Jamaica
(4) Torneio Internacional de Curaçao
(5) Copa Kirim, no Japão
fonte:  campeoesdofutebol.com.br

pesquisas de  Henrique Gabriel Gomes Vicente Farin e Sydnei Barbosa da Silva

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