O Atlético Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O “Tricolor Matapaquense” foi Fundado no dia 17 de Outubro de 1954. A sua Sede e o campo fica localizado às margens da Estrada Matapaca, em Pendotiba, em Niterói. O Atlético duas participações do Campeonato Niteroiense. O grande rival do Atlético é o Cruzeiro, ambos do bairro de Pendotiba.

 

FONTES: O Fluminense 

 

 

Em 1907 foi organizada pela primeira vez no Rio de Janeiro uma liga voltada para jogadores mais jovens: a União Sportiva Fluminense. E coube ao Sport Club José Floriano, de Copacabana, a honra de ser o campeão com o time da foto abaixo:

Antes de tudo, cabe explicar as aspas do título. O futebol da época, amador, não era tão bem estruturado como hoje. E não havia uma distinção clara de categorias nas ligas – o que eram juniores, juvenis, infantis etc. Por exemplo: o Botafogo, em 1906, disputou o Campeonato Carioca com uma equipe que tinha, em média, 17 anos – enquanto equipes como o Fluminense e o Paysandu tinham jogadores na casa dos seus 20 anos. Hoje, muitos diriam que era uma equipe juvenil. Mas era a equipe principal do Botafogo. Da mesma forma, era comum que os chamados segundos quadros – ou reservas – acabassem formados por atletas mais jovens do que os do primeiro. Mas nada disso configurava uma divisão de categorias por idade: os quadros separavam os jogadores por qualidade, e era natural que mais experientes predominassem nos times principais. E a idade média dos times tinha muito mais a ver com a idade dos amadores que fundaram os clubes. No caso do Botafogo, estudantes. No caso do Fluminense, homens já formados. Com o tempo, as idades foram se aproximando…

 

O campeonato da União Sportiva Fluminense

 Em 1907 a União Sportiva Fluminense foi fundada por cinco clubes: Rio Football Club, Carioca, Cattete e Bahia. Depois se filiariam o SC José Floriano, Humaytá e Oriental (que no meio da competição mudou de nome para Engenho Velho). Em comum: todos times fundados por jovens rapazes. E, naturalmente, o campeonato era voltado para esse público. Entre os atletas dos clubes, nomes que se tornariam famosos como Alberto Borgerth (então com 14 anos, do Rio FC e que futuramente lideraria a debandada do Fluminense que resultaria na criação do departamento de futebol do Flamengo), Abelardo Delamare (14 anos, do Carioca FC, futuro artilheiro do Botafogo), Francisco Loup (15 anos, do Rio FC, jogaria depois no Fluminense), Harold Cox (15 anos, Rio FC, futuro jogador do Fluminense), entre outros.

Embora não houvesse ligação oficial com a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (a principal da cidade), o campeonato acabou tratado como uma espécie de “versão juvenil” do Campeonato Carioca da mesma. O principal motivo: o Rio Football Club era praticamente uma filial do Fluminense (seus jogadores e dirigentes eram sócios ou parentes mais novos de figuras importantes do mesmo), assim como o Carioca Football Club (sem relação com o do Jardim Botânico) era uma filial do Botafogo. Uma partida entre Rio e Carioca ficou célebre pela confusão promovida por sócios do Botafogo na platéia, e o tom dos jornais deixava claro: a rivalidade surgida naquele ano entre Flu e Bota passou para Rio e Carioca.

Mas assim como entre os clubes da Metropolitana, a distinção de idade parecia mais um fato inerente aos clubes disputantes do que uma separação oficial. Analisando as equipes que disputaram os primeiros quadros da União Sportiva Fluminense, vemos uma maioria de jogadores entre 14 a 17 anos, mas com um ou outros com idades que chegavam a 21 – caso de Zeca Floriano, capitão líder e fundador do Sport Club José Floriano, que viria a ser campeão. E nos segundos quadros, jogadores ainda mais novos, incluindo um “crack” driblador do Bahia que tinha apenas 10 anos!

 

O Sport Club José Floriano

Fundado em 7 de março de 1907, em Copacabana (com seu campo de futebol em Ipanema), o clube foi fundado por José Floriano Peixoto, o “Zeca”. Filho do “Marechal de Ferro” Floriano Peixoto, Zeca era um esportista apaixonado. Fisioculturista, nadador, remador, futebolista, ginasta, praticante de tiro esportivo, lutador de boxe, jiu-jitsu, luta romana, capoeira e até mesmo… domador de leões! Isso mesmo, ainda por cima era dono do Circo Floriano. Além do Sport Club José Floriano, fundou o Club Sportivo José Floriano no Maranhão e participou de competições e disputas esportivas em Maceió e São Paulo. E ganhou fama ao salvar inúmeras pessoas de um naufrágio em Salvador! Uma verdadeira personalidade do esporte. Segue foto do multicampeão cheio de medalhas:

 

O Sport Club José Floriano, de Copacabana, além do time de futebol possuía uma academia voltada para a “cultura physica” (halterofilismo, ginástica etc.) e stand de tiro. Segundo seus estatutos, as cores oficiais da entidade eram o azul e o branco e seu distintivo uma estrela – não há descrições sobre a bandeira ou uniforme. Na foto da equipe, ao alto do artigo, podemos ver uma bandeira com uma estrela no centro que, supomos, era assim:

 

Fonte: Correio da Manhã, O Malho, O Paiz e Estatutos do Clube

 

Esses são todos os escudos do Paissandu que já encontrei em pesquisas:

1) O único documento timbrado que já vi do Paysandu Cricket Club tinha um desenho estilizado de sua bandeira como o símbolo. Considero esse o escudo do Paysandu Cricket Club. (Na internet circula um escudo de três pontas com um monograma dentro, mas nunca vi esse escdudo fora da internet. Contudo, não o descarto).

2) O mesmo escudo foi usado pelo clube, mudando apenas as iniciais, quando este mudou de nome para Paysandu Athletic Club / Paissandu Atlético Clube. Já vi esse escudo sendo usado até em documentos bem mais recentes, quando o clube já usava o distintivo atual.

3) Esse escudo vi em foto dos anos 40. E tem um azulejo no clube com esse escudo que, contudo, é datado dos anos 90, talvez seja homenagem a um escudo antigo.

4) Escudo usado em algumas camisas sociais do clube em fotos dos anos 60 e 70

5) Esse escudo com as palmeiras (referência às palmeiras da Rua Paissandu, de onde o clube ganhou o nome) aparece a partir dos anos 70

6) Escudo atual. Esse estilo é usado no mínimo desde os anos 90. Por vezes o fundo do escudo é em degradê, ou tem a metade superior em azul claro e a inferior em azul escuro, como no escudo (5). O azul claro pode ser apenas uma referência ao primeiro uniforme do clube – listrado azul celeste e branco. Apenas em 1911 o clube adotou o uniforme em metades azul escuro e branco. Mas as cores oficiais do clube, na bandeira, sempre foram apenas azul escuro e branco.

 

As bandeiras abaixo foram feitas com base nas descrições dos estatutos dos clubes, e correpondem às utilizadas na época da competição. Observações:

- Fluminense e Rio Cricket conservam a mesma bandeira até hoje
- O Botafogo só adotou a Estrela Solitária em 1942, ano da fusão com o Club de Regatas Botafogo que resultou no atual Botafogo de Futebol e Regatas
- As iniciais do Bangu Athletic Club (atual Bangu Atlético Clube) na bandeira eram realmente pintadas de azul na época, segundo os estatutos
- A bandeira do atual Paissandu Atlético Clube, ex-Paysandu Cricket Club, é a mesma, mudando apenas as iniciais.

 

O escudo está em cinza e branco pois não sei as cores.

Montagem com escudo sobre foto da revista “Para Todos (RJ)”.

 

O Foot-Ball and Athletic Club – era assim a grafia do nome nos estatutos – foi um clube de futebol da Tijuca, fundado por moradores daquele bairro e dos vizinhos Engenho Velho e Andaraí. O Athletic, como era chamado pelos jornais, teve a honra de disputar o primeiro Campeonato Carioca de Fooball, em 1906. E mais do que isso: foi por iniciativa do alvirrubro da Tijuca, através de seu presidente Santiago Rivaldo, que as reuniões para a criação da Liga Metropolitana de Football, em 1905, foram convocadas.

As cores do clube eram o vermelho e branco, como muitos sabem. Mas o verde aparece como cor alternativa em várias circunstâncias. Comecemos pelas informações que possuímos nos estatutos do clube, pesquisados no Arquivo Nacional (RJ). Em vermelho, meus comentários:

Foot-Ball and Athletic Club
Fundação: 27 de setembro de 1903 (algumas fontes na internet dizem 27 de junho de 1904; não sei de onde vem essa data. A fundação de 1903 também consta nos jornais que pesquisei)
Sede social: rua Haddock Lobo, 187
Campo: rua Asylo Izabel (pelo que pesquisei, deve ser a atual rua Mariz e Barros)
Cores do clube: vermelho e branco (importante: o verde não faz parte das cores oficiais, da mesma forma que o branco não faz parte das cores oficiais do Flamengo, mas é usado aqui e ali como veremos adiante)
Bandeira: Pavilhão vermelho e branco em listras horizontais, tendo no canto superior esquerdo um quadrado branco com o monograma do clube em vermelho
Uniforme: Para os primeiros teams, camisas vermelhas com gola e punhos brancos, tendo no peito um distintivo branco com o monograma do clube em vermelho, calções brancos com cinta verde e meias verdes com as cores do clube no canhão; para os segundos teams camisas verdes com golas e punhos brancos e distintivos nas cores do clube com orla verde (o verde aparece nas meias e cintas do primeiro uniforme e como uniforme principal dos chamados segundos quadros. A informação de que a orla do distintivo é verde é confusa, seria mesmo apenas no distintivo dos segundos times?)

Além dos estatutos, outras citações da cor verde:

- O Jornal do Commercio, na cobertura do amistoso Athletic 2-1 Bangu (em 16/10/1904) comenta que os sócios do Bangu vestiam vermelho e branco e os do Athletic vermelho, verde e branco. Em algumas fotos antigas é comum ver sócios, e mesmo jogadores ao entrar em campo, usarem uma espécie de blazer do clube, e provavelmente era disso que o jornal tratava.

- O Athletic usou camisas verdes no jogo de campeonato Bangu 3-1 Athletic, em 20/5/1906. Quando vi essa informação a primeira vez, achei que fosse erro, já que nos demais jogos do campeonato o clube é descrito como alvirrubro. Mas a informação foi repetida outras vezes, inclusive na coluna “Recordando a infancia de nosso football” do jornal Diário de Notícias, em 1934. Talvez tenham usado o uniforme verde dos segundos quadros para não confundir com o alvirrubro Bangu?

Mudança de nome para Associação Athletica Internacional:

Em assembléia de 21/11/1906 ficou decidida a mudança de nome do Athletic para Associação Athletica Internacional. A mudança parece ter deixado os jornais confusos: uns chamam o clube de Athletica, outros de Internacional. Infelizmente, nunca achei um estatuto do clube com essa nova denominação. Mas sabe-se que o mesmo manteve as cores vermelha e branca.

O uniforme do clube para a temporada de 1907 aparenta ser um pouco diferente. As camisas que chegam são inteiramente vermelhas (as anteriores tinham gola branca). Como o Campeonato Carioca já havia começado, o clube até então jogou provisoriamente com camisas brancas e calções pretos. É com esse uniforme que achei a única foto do clube, do jogo Fluminense 5-0 Internacional (jogo disputado em 5/5/1907 , foto da revista Fon-Fon)

 

Possível foto do Foot-Ball and Athletic Club

O pesquisador Cláudio Falcão me enviou a cópia de uma foto, adquirida por um amigo, no mercado de antiguidades da Praça XV. A mesma não possui identificação nenhuma, mas por ter sido adquirida em uma coleção carioca, tem boas chances de ser de um time do Rio de Janeiro. O estilo da foto e dos uniformes lembra a década de 1900, e o escudo da foto tem um visível FAC (iniciais do Foot-Ball and Athletic Club), além de bater com a descrição das camisas do clube (vermelhas com golas brancas, distintivo branco com monograma). Mais um detalhe que chama a atenção: a equipe principal do Athletic era formada por uma maioria de brasileiros e um ou dois ingleses, o que parece ser o caso da foto. Contudo, não podemos ter certeza. Caso alguém reconheça algum jogador da foto, ou o escudo, por favor me diga:

 

 

 

FONTES: Estatuto da AMEA – Revista O Cruzeiro

 

FONTES: Jornal Última Hora – A Luta Democrática  

 

Sportivo Santa Cruz, campeão de 1930 da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (RJ)

Durante as minhas pesquisas em estatutos do Arquivo Nacional, encontrei mais de um clube chamado “Santa Cruz” no bairro de mesmo nome. E dois deles com nome muito parecido: Grêmio Sportivo Santa Cruz e Sportivo Santa Cruz. Ambos alvinegros. Qual deles é o famoso Sportivo Santa Cruz, rival do Oriente nos anos 30 e campeão carioca pela LMDT em 1930? O último. Mas… e se os dois na verdade são o mesmo clube? Eis o que sabemos:

Grêmio Sportivo Santa Cruz
O Grêmio Sportivo Santa Cruz foi fundado em 28 de novembro de 1924. Seus estatutos estabeleciam as cores preto e branco, e descreviam a bandeira da seguinte forma: Em listras horizontais alvinegras, com uma cruz e as iniciais no quadrante superior esquerdo. Não há referências de outros símbolos. Quando eu encontrei esse clube, concluí se tratar do mesmíssimo Sportivo Santa Cruz campeão de 30, e cheguei a considerar essa a sua data de fundação.
Contudo, dois problemas:
1- Os estatutos não falavam de futebol, mas genericamente de esportes atléticos e tiro esportivo.
2- Eu nunca vi o Sportivo Santa Cruz, campeão de futebol em 30, ser chamado de Grêmio Sportivo Santa Cruz. Só de Santa Cruz, Sportivo, ou Sportivo Santa Cruz. Mesmo em reportagens que colocavam as siglas dos clubes.

Sportivo Santa Cruz
Posteriormente, achei outro estatuto. O clube, fundado em OUTRA DATA (27 de março de 1926) agora, era chamado apenas de Sportivo Santa Cruz, sem “Grêmio”. Mas alguns elementos são semelhantes. As cores também são preto e branco. A bandeira é descrita de forma mais simplória como em listras horizontais alvinegras com o distintivo do clube. E há uma descrição do distintivo que, dá poucos detalhes para arriscarmos um redesenho: em listras verticais com uma faixa com as iniciais do clube. Qual era o formato do escudo? De três pontas, português, suíço? E essa faixa era horizontal, diagonal? Não sabemos.
Mas existem duas grandes diferenças:
1- Esse segundo Sportivo Santa Cruz não tem uma cruz como símbolo
2- Os estatutos falam que o clube é destinado a prática de football (em primeiro lugar), athletismo e tiro esportivo (o que é um elo com o outro).

O goleiro Jajá entre os defensores Barroso e Dantas: em 1931 o Sportivo Santa Cruz foi vice do Torneio Initium e do Campeonato da LMDT

 

Hipótese: um clube foi fundado por remanescentes do outro
O fato é que do primeiro Sportivo Santa Cruz, fundado em 1924, não há NENHUMA notícia nos jornais. E do segundo, fundado em 1926, as notícias começam a aparecer pouco depois de sua fundação.

Teria o Grêmio Sportivo Santa Cruz de 1924 sido um clube que foi fundado e durou poucos meses? Ou um clube que nunca saiu do papel? E o Sportivo Santa Cruz de 1926 ser, de fato, o projeto concretizado?

Ou podemos considerar o Sportivo Santa Cruz de 1926 uma refundação, uma reorganização do clube anterior?

O fato da mudança leve de nome, da mudança de foco entre os dois (um é voltado primordialmente para o futebol, o outro nem mencionava esse esporte) da falta de referências ao anterior ou mesmo da virtual inexistência do primeiro me fazem acreditar mais na primeira hipótese. E por isso prefiro considerar o campeão de 1930 como fundado em 1926, e corrigi o nome nos meus arquivos – é SPORTIVO SANTA CRUZ, e mais nada

P.S.: Algumas curiosidades sobre o Sportivo Santa Cruz: vários membros da diretoria pareciam ligados ao Segundo Regimento de Artilharia Montada, de Santa Cruz. Acho que por essa ligação militar havia tiro esportivo no clube (nos dois, aliás). E o clube tinha um pequeno estádio, localizado na Rua do Prado. Pelo que entendi, a área era do exército, e o estadinho acabou ainda nos anos 30. O próprio Sportivo Santa Cruz parece ter tido o último suspiro em 1937,quando enfrentou o Oriente numa melhor-de-três e o noticiário já dava conta da iminência de seu fim.

 

Fontes: arquivos da Secretaria de Polícia do Distrito Federal/Sociedades Civis (Arquivo Nacional) e jornais diversos

Fotos: jornal Diário da Noite (RJ)

 

Equipe de 1920

 

Equipe de 1933

Equipe de 1941 (profissional)

 

Participaram do campeonato as seguintes ligas:

Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET) – CAMPOS
Associação Iguassuana de Esportes (AIE) – NOVA IGUAÇU
Associação Leste Fluminense de Esportes Athleticos (ALFEA) – CABO FRIO
Associação Petropolitana de Sports (APS) – PETRÓPOLIS
Associação Serrana de Esportes Athleticos (ASEA) – NOVA FRIBURGO
Associação Sudoeste Fluminense de Esportes Athleticos (ASFEA) – PARAÍBA DO SUL
Associação Therezopolitana de Esportes Athleticos (ATEA) – TERESÓPOLIS
Liga Esportiva Norte Fluminense (LENF) – MIRACEMA
Liga Esportiva Sul Fluminense (LESF) – BARRA DO PIRAÍ
Liga Nictheroyense de Football (LNF) – NITERÓI

Observem que muitas das mesmas eram ligas regionais, e não apenas municipais. Caso da campeã Liga Esportiva Sul Fluminense, que tinha clubes de Barra do Piraí, Barra Mansa etc.

Contudo, era costume de alguns jornais considerar as seleções como sendo representantes da cidade onde as mesmas estavam sediadas. Por isso, o título da Liga Esportiva Sul Fluminense costuma ser contabilizado como um título da Seleção de Barra do Piraí.

 

Demorou, mas encontrei. Sempre vi nas fotos do Barreto Football Club o primeiro escudo abaixo. Embora pudesse identificar o seu formato, não podia precisar o que tinha dentro do mesmo. Mas achei uma imagem da bandeira em “A Revista”, de Niterói, que esclareceu o conteúdo do escudo: um simples monograma.

Já o escudo redondo, em estilho semelhante ao do América Football Club-RJ, foi usado apenas em 1924. Em 1925 o escudo antigo voltou a ser usado e, pelo visto, até o fim das atividades do clube. Por falta de um escudo melhor, sempre utilizei esse nas minhas ilustrações. Oriento os colegas que atualizem seus arquivos.

 

Club Athletico Central  foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Club dos Ferroviários” foi Fundado no dia 27 de Novembro de 1917, Uma década depois, o clube alviverde foi Reorganizado no dia 12 de Outubro de 1927.

O Central passou por várias Sedes: Rua Archias Cordeiro, 157 – Méier (1921) e depois Rua Archias Cordeiro, 22 – Méier (28 de Novembro de 1929). Transferiu-se para Rua D. Anna Nery, 426, próximo a Estação do Rocha 07 de Janeiro de 1930); em seguida a Sede Social passou para a Praça do Engenho Novo, nº 22, no Bairro do Engenho Novo – Zona Norte do Rio. E por fim, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 993 – Sampaio (1937).

Em março de 1929, o Central arrendou a Sede e a Praça de Esportes do River Football Club, na Rua Jorge Rudge (Antigo Municipal), 59, na Piedade, por 500$000 (Quinhentos mil-réis) mensais. Depois a sua Praça de Esportes ficava na Rua Adriano, nº 107Todos os Santos – Zona Norte do Rio. Já

Com quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão, na década de 30, A equipe Centralense disputou as competições organizadas pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres entre 1929 a 1930, que tinha como time-base: J. Julio; Fedóca e J. Augusto; Orlando, Jonas e Marcello; Coruja, Hernani, Edilson, Hamilton e Urbano. Reservas: Othelo, Áureo e Augusto.

Em 1931 mudou para a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), onde debutou no Campeonato Carioca da Segunda Divisão naquele mesmo ano. A campanha não foi boa e o Central terminou na 16ª e última colocação. Em 1932, mais adaptado fez uma campanha melhor e terminou em 4º lugar. Em 1933, o Club dos Ferroviários” não manteve o bom nível e acabou amargando a 6ª colocação da sua chave.

Em 1934, o clube atravessou por uma grave crise, chegando a sofrer uma intervenção. No ano seguinte, o Central retornou a Segundona, desta vez sob a administração da Federação Metropolitana de Desportos (FMD), mas sem muito sucesso. Em 1938, o clube deixou a Federação Athletica Suburbana (FAS).

FONTES: Almanak Laemmert (RJ) – Rsssf Brasil - O Jornal – Estatuto do Clube – Correio da Manhã – A Manhã – Jornal dos Sports – Jornal A Noite

 

O Henrique Valladares Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Julho de 1913. A sua Sede ficava localizada na Avenida Henrique Valladares, nº 33 (Sobrado) – Centro do Rio.

Em 1919, ingressou na Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA), e faturou o título do Segundo Quadros. Em 14 de novembro de 1920, o Henrique Valladares excursionou para São João Nepomuceno, na Zona da Mata (MG), para realizar dois jogos amistosos: um diante do Mangueira Football Club e o outro contra o Operário Football Club.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – O Malho

 

O Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

O clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de Botafogo: Ernesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

 

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS), fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

 

Amistoso em Niterói

O clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense: 5 a 0.

 

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

 

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30, no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

O Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

O Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

 

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

O Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

O Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

 

 

FONTES: Gazeta de Notícias – A Época – O Paiz – O Imparcial – Vida Domestica – Correio da Manhã

 

A Liga Gonçalense de Desportos, desde 1931, representa o Município, este Estado e o Brasil nas competições de diversos esportes. Pois esta Liga é a única Entidade do Brasil com mais de 30 (trinta) modalidades esportivas, e que desenvolve um Projeto Social, hoje com 20.112 inscritos. Nossas seleções e nossos Clubes filiados muito Contribuíram para as várias conquistas, do Município, 1958 (futebol), 1971 (atletismo), 2002 e 2003 (kung-fú), 2006 (ultra triathion), três Pan-americano (handebol), há 13 (treze) anos somos Campeões Brasileiro de Kick Boxing, e em todas as Seleções de Representação do Brasil, o maior numero de atletas até este momento, foi deste Estado, seja nos Pan-Americanos ou Sul-Americanos o BRASIL sagrou-se Campeão. Isto fora fruto do trabalho da Diretoria desta Casa, de suas Agremiações filiadas, professores e atletas.

Todas as representações durante a existência dos Bingos foram custeadas por recursos que a Lei Zico, depois Lei Pelé permitiram, e os atletas tinham alimentação, hospedagem, transporte e inscrições nas Competições de disputa de Títulos Brasileiros ou Internacionais. Atletas representaram o Brasil, no Peru, no Equador, na China, nos EUA, na Grécia, Eslovênia, Iugoslávia, Itália, Argentina e tantos outros, sempre com todas as despesas pagas.

Durante treze anos, tiramos jovens e adultos das drogas, fizemos muito mais do que muitos Governos com os nossos projetos sociais. Com a perda dos BINGOS o esporte ficou órfão, os atletas desiludidos. Pedimos SOCORRO, para manter nosso Projeto Social, pois sem outra fonte de renda fica difícil a sua sustentação.

 

FONTE: Site da Liga Gonçalense de Desportos

 

O Sport Club Andarahy foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 06 de Março de 1917. A sua 1ª Sede ficava na Rua Theodoro da Silva, nº 359, no Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio. O Campo estava situado na Rua Barão de Mesquita, 941 /1017 – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Domingos Carvalho;

Vice-presidente - Domingos Pereira;

1º Secretário - Waldemar Jorge;

2º Secretário - Heitor Suzart;

1º Thesoureiro - João Nogueira;

2º Thesoureiro - Carlos Moraes;

Capitain geral - Agostinho Rezende Souto;

Vice-Capitain - Ismael Teixeira;

Cobrador - Álvaro Guimarães.

 

Na terça-feira, do dia 12 de Junho de 1923, o clube foi reorganizado. Em 1924, transferiu a Sede para a Rua Barão de Mesquita, 93 A – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio, ficando próximo ao campo de jogo. Em 22 de Janeiro de 1924 – Se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD).

 

Time de 1920: Lalau; Beléo (Manduca) e Ismac (Mario); Joaquim (José), Caxangá (Roberto) e Leite (Cap.); Baratinha (Gentil), Velho (Albertino), David (Antonio), Lobo e Velloso.

 

FONTES: Voz do Povo – Revista O Tico-Tico – A Razão

 

O Ingá Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado em 1908, a sua Praça de Esportes ficava na Rua Boa Vista, s/n – São Francisco, em Niterói. Posteriormente, no local foi construído a Sede, em um vasto prédio, na Rua Boa Vista, inaugurado no domingo, do dia 1º de Junho de 1919. Em 1916, o seu campo passou a ser na Praia das Flechas, no Bairro do Ingá, em Niterói.

O Canto do Rio Football Club, fundado em 14 de novembro de 1913, surgiu com um time infantil. E, naquela época, o grande rival era justamente o Ingá FC, onde protagonizaram grandes jogos.

O Ingá participou do Campeonato Niteroiense em 1913. Essa competição teve uma característica ímpar.  Em Dezembro de 1911, foi Fundada a Liga Sportiva Fluminense (não confundir com a entidade homônima criada anos depois), que acabou sem ter organizado nenhum campeonato ou torneio.

Mesmo sem nenhuma liga, os clubes niteroienses se uniram para organizar o  Campeonato Niteroiense de 1913. Quem liderou essa empreitada audaciosa foi Associação Athletica Fluminense (que tem nome de liga mas era um clube), do Bairro Cubango  e também com apoio do jornal Gazeta da Manhã.

Os jogos foram realizados em dois campos: Ground da Travessa da Boa Vista, no Bairro do Cubango (propriedade da Associação Athletica Fluminense); e do Guarany F.C., no Ground dos Salesianos, no Bairro Santa Rosa (na realidade o campo pertencia ao Colégio Salesianos).

A participação de quatro agremiações: Associação Athletica Fluminense, Ingá Football ClubEsperança Football Club e Guarany Football Club (campeão invicto, vencendo todos os seus seis jogos. Aclamado campeão de 1913, recebeu o Taça Gazeta da Manhã, ofertada pelo jornal Gazeta da Manhã).

Na segunda-feira, do dia 26 de Janeiro de 1914, o Ingá solicitou filiação junto a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), onde disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão em 1914 e 1915.

Na sua primeira participação na Terceirona de 1914, o Ingá Football Club terminou na 4ª colocado, num total de sete clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Cattete Football Club (Bairro do Catete);

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Sport Club Riachuelo (Bairro de São Cristóvão/ campo no Bairro de Vila Isabel);

Villa Isabel Football Club (Bairro de Vila Isabel).

Na sua segunda edição, o o Ingá Football Club fechou em 4º lugar, num total de cinco clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Paladino Football Club (Centro do Rio).

Excursão à Campos, em 1914

Excursionou para Campos dos Goytacazes, onde ficaram hospedados no Grande Hotel Central. Assim, na tarde de sábado (27/06/1914), O Ingá enfrentou o Quinze de Novembro Football Club, às 16 horas, e goleou por 4 a 0. Os gols da partida foram assinalados por Ivo (duas vezes), Gilberto e Lafayette, um tento cada.

No dia seguinte (domingo, dia 28 de junho de 1914), foi a vez de encarar a Seleção da Liga Campista de Football, às 16 horas. Mesmo desfalcado de cinco titulares, o Ingá mostrou que a vida do adversário não seria moleza.

Telêmaco, de cabeça, abriu o placar para o Ingá. Depois Campos, em cobrança de falta, empatou e outro de pênalti, marcou o tento da virada do selecionado campista. Final do primeiro tempo: 2 a 1 para a Seleção de Campos.

Na etapa final, Gilberto voltou a empatar, dando números finais ao jogo: 2 a 2. O Ingá jogou com a seguinte formação: Ivan; Murillo (Cap.) e Egas; Couto, Affonso e Archimedes; Bocayuva, Rubens, Ivo, Gilberto e Telêmaco.

O goleiro Ivan era um dos destaques do Ingá. Tanto que em 1916, acabou sendo contratado pelo Botafogo do Rio para ser o titular da posição.

Por falta de pagamento, Ingá é excluído da Terceirona

Na quarta-feira, do dia 1º de Março de 1916, o conselho diretor da LMSA eliminou por unanimidade o Ingá Football Club, de acordo com o disposto pelos artigos 40 e 42 do estatuto.

O motivo foi que o clube niteroiense não quitou a dívida da mensalidade dentro do prazo de tolerância estipulada pela entidade.

FONTES: Correio da Manhã – Jornal do Brasil (JB) – O Paiz – O Fluminense – Gazeta de Notícias – O Imparcial – A Rua

 

 

Byron, do Barreto, fez história e até jogo contra o Flamengo

O bairro do Barreto, em Niterói, é marcado por uma histórica relação com o futebol. Na mesma época em que o Rio Cricket já havia se consolidado e disputava o Campeonato Carioca, surgia naquela região da Zona Norte, o Byron. Fundado no dia 21 de outubro de 1913, o clube foi uma das “potências” da região, que revelou um dos maiores craques do futebol nacional e mundial, tão admirado quanto Pelé e Garrincha: Zizinho, ou Mestre Ziza.

A sede do clube ficava num campo pertencente a Companhia Manufatora de Tecidos, situado ao lado da sede da empresa, na Rua Doutor March. Para desenvolver as atividades, a diretoria pagava aluguel à empresa, que ainda não explorava a prática do futebol. Para atrair os funcionários de família de origem britânica da fábrica, os fundadores do clube o batizaram com o nome do poeta inglês George Gordon Byron, um dos maiores do século XIX.

Com ajuda de comerciantes e diretores da fábrica de tecidos, o clube conseguiu se estruturar para montar também times em categorias de base e até se aventurar em outras práticas esportivas, como o boxe e o basquete. Venceu o primeiro Campeonato Niteroiense em 1917. E repetiu o feito nos anos de 1922, 1924 e 1925, nas chamadas modalidades ainda amadoras e já com respeitado elenco profissional, levantou outras duas taças, em 1928 e 1934.

 

O poeta e escritor George Byron deu nome ao clube do Barreto
O poeta e escritor George Byron deu nome ao clube do Barreto

 

 

A performance no Campeonato da Liga Niteroiense de 1934 rendeu ao clube o convite para disputar uma competição no Rio – o Torneio Aberto da Liga Carioca de Football, em 1935, que reuniu 23 equipes, a maioria da Capital, nos estádio do Fluminense (Laranjeiras) e do América (Campos Sales). A equipe do Barreto acabou eliminada após ser goleada pelo Flamengo, por 9 a 2 e também perder para o Anchieta por 3 a 2.

Declínio - O declínio do clube veio no fim da década de 40, quando a direção da fábrica Manufatora decidiu montar sua própria equipe. O “racha” acabou na Justiça e o Byron foi despejado. Enfraquecido, o clube acabou abandonado o futebol em 1953, vindo a se dedicar apenas a eventos sociais, e foi extinto em 1978.

Barreto e Ypiranga também marcaram década

Na década de 30, outras duas equipes de Niterói também fizeram fama. O Barreto, grande rival do Byron, na Zona Norte, e o Ypiranga, de São Lourenço, disputaram duas edições do Torneio da Liga Carioca de Footbal nos anos de 1935 e 1936, junto com Fluminense, América, Flamengo, Bangu, América e outras equipes de diferentes pontos da Região Metropolitana. Mas não passaram da primeira fase da competição.

O Barreto Football Club foi fundado no dia 14 de julho de 1912 por funcionários da Companhia de Fósforos Fiat Lux. As partidas entre essa equipe e o Byron arrastavam ‘multidões’ nas décadas de 20 e 30. O apelido do Barreto era “Leão do Norte”, e sua antiga sede, na Rua General Castrioto, era ornamentada com duas estátuas do animal. Suas cores eram o azul escuro e branco.

O Barreto conquistou a divisão principal da Liga Sportiva Fluminense em 1921 e 1923, além dos torneios início de 1919, 1920, 1924 e 1925, segundo registros da Liga Niteroiense de Futebol. Em 1941, o clube montou um time caríssimo para disputar com o Canto do Rio uma vaga no Campeonato Carioca, mas acabou preterido. A empreitada acabou por deixá-lo em situação financeira difícil. Em 1942, já sem condições de manter o futebol profissional, encerrou as atividades, com apenas 30 anos de existência.

O Ypiranga fez fama no futebol fluminense na década de 1930, quando chegou a ter jogadores convocados para a Seleção Brasileira, como Manoelzinho e Oscarino. O clube se manteve atuante até a década de 70, quando acabou extinto.

Zizinho, o craque mais ilustre

O filho mais “ilustre” que o Byron produziu foi o meia Zizinho, considerado o primeiro grande craque da história do futebol brasileiro em âmbito mundial. Nascido em São Gonçalo, no dia 14 de setembro de 1921, ele daria seus primeiros chutes nos campos de terra batida da cidade. Thomáz Soares da Silva iniciou a adolescência nas divisões de base do Byron. Chegou a fazer “peneiras” nas equipes do América, São Cristóvão e Bangu, quando ainda trabalhava no Loyd Brasileiro. As boas atuações no time de Niterói o levaram a fazer o teste que culminaria na ida para o Flamengo, em 1939, aos 18 anos.

À beira do campo, ele viu o lendário atacante Leônidas da Silva se contundir e incrédulo, foi chamado pelo técnico Flávio Costa para substituir o ídolo. “Menino, você é o meia lá de Niterói? Entra no lugar de Leônidas”, ordenou o técnico. O ‘garoto’ não apenas entrou como fez dois gols em dez minutos. Era a “senha” para começar a brilhante carreira, como mostrou o livro “Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro”, de Marcelo Barreto. A ida de Zizinho para o Flamengo é cercada por uma curiosidade, que levou o clube da Gávea a atravessar a baía para um histórico amistoso contra o Byron. Antes da contratação, acabou suspenso por causa de uma confusão no chamado “clássico da Zona Norte”, entre o Byron e o Barreto. Para facilitar a ida para o Rio, o time carioca, sugeriu o jogo, que aconteceu no campo do clube niteroiense. Com Zizinho atuando pelo rubro-negro, o jogo terminou empatado em zero a zero graças a uma atuação inesquecível do goleiro Leônidas, do Byron.

Apogeu no FLA e eterna tristeza pela perda da Copa

 

Injustamente, Zizinho foi apontado como ‘vilão’ da Copa de 50
Injustamente, Zizinho foi apontado como ‘vilão’ da Copa de 50

 

Zizinho teve dias de glória no Flamengo, onde conquistou o tricampeonato carioca nos anos de 1942, 1943 e 1944, mas caiu em descrédito com a perda da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã. Foi sua primeira e única participação na competição. Acabou vendido para o Bangu, sem tomar conhecimento da transação, já que servia à Seleção Brasileira.

Na Copa de 50, machucado, ficou fora das partidas iniciais. No terceiro jogo que decidiria uma vaga para a fase seguinte, contra a Iugoslávia, marcou um dos gols na vitória por 2 a 0. Uma atuação tão impressionante que recebeu da imprensa o apelido de ‘Mestre Ziza”.

Depois das goleadas por 7 a 1 contra a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha, a equipe precisava apenas do empate para chegar ao título, mas perdeu por 2 a 1 para o Uruguai, naquele que seria a pior tragédia do futebol brasileiro, até a goleada sofrida para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão, na última Copa.

A derrota ficou marcada na carreira do jogador, que defendeu também o São Paulo, onde se tornou campeão paulista em 1957. “Ele nunca esqueceu a perda do título. Ficava triste e cabisbaixo quando se falava no episódio”, declarou Jair Marinho, ex-lateral direito e amigo inseparável de Zizinho. O São Paulo e o Audax Italiano, do Chile, foram os últimas equipes onde atuou. O craque chegou a lançar uma autobiografia antes de morrer em casa, no Ingá, em fevereiro de 2002, de causas naturais, aos 79 anos.

 

FONTES: Jornal O São Gonçalo – Sergio Soares - Ari Lopes

 

O Victoria Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava localizada na Rua Bonfim, nº 132, no Bairro do Fonseca, em Niterói. O clube Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Junho de 1915. O Victoria disputou a Segundona da Liga Sportiva Fluminense (LSF), no final de 10 e início de 20.

O Jornal O Paiz descreveu assim, o surgimento da nova agremiação: “Fundou-se na vizinha capital, o Victoria Foot-Ball Club e que é composto por meninos da melhor sociedade fluminense. Para a estreia do “team“, será jogado, por esse Club e o Canto do Rio Foot-Ball Club, um “match”, que se realizará domingo, 13 do corrente, às 8 horas da manhã, no “ground” desta última sociedade“.

FONTES: A Rua – A Razão – O Paiz

 

O Sport Club Curupaity foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A “Petizada (quer dizer: ajuntamento de crianças) Alvirrubra” foi Fundada na sábado, do dia 13 de Junho de 1914. O clube nunca teve um campo próprio. Atuava em diversos campos da região, como o Carioca F.C., o campo na Rua do Russell, entre outros.

História da Fundação

“Reunidos na residência do grande escriptor Dr. Coelho Netto, o ‘festejado homem de letras’, foi dado por Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” (que era filho de Coelho Netto); o nome de Sport Club Curupaity. O nome dos demais fundadores:

George Coelho Netto; Paulo Coelho Netto; João Coelho Netto, o “Preguinho”; Francisco Paes Figueiredo, o “Chiquinho”; Manoel Correa; Ernesto, Sylvio de Sá; Gerdal Boscoli; Nilo Murtinho Broga; Floriano Guimarães; Joaquim Travesedo; Ricardo Salazar; Manuel Aarão; Álvaro de Sá; Evaristo Juliano de Sá; Dino; Galvão; Seabra e Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” (1º Presidente).

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” ;

Vice-Presidente - Álvaro de Sá;

1º Secretário - Gerdal Boscoli;

1º Tesoureiro - George Coelho Netto;

Capitão - Paulo Coelho Netto;

Fiscal de Campo - Joaquim Travesedo.

 

Significado do nome e uniforme

O nome “Curupaiti vem do Tupi-guarani, que pode significar: “a água do angico (curupaí+ti)” ou “lugar abundante em angicos (curupaí+ti [ba])“. O clube possuia o uniforme semelhante ao América Football Club: camisa rubra, escudo branco, calção branco e meiões negros.

Quem foi Coelho Neto?

Natural de Caxias, Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em 21 de fevereiro de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro,  em 28 de novembro de 1934. Foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.

Foi considerado o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros“, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.

Sobre Paulo Coelho Netto, foi autor do livro sobre o primeiro cinquentenário da História do Fluminense, historiador e dirigente deste clube.

Quem foi Preguinho?

 João Coelho Netto, mais conhecido como Preguinho (Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 1º de outubro de 1979), foi um multi-esportista brasileiro. Filho do escritor Coelho Netto, e da professora de música Maria Gabriela Brandão Coelho Netto, Preguinho era sócio do Fluminense antes mesmo de nascer, ingressando nas equipes infantis do clube carioca em 1916, com 11 anos.

Clube Esportivo e Categorias de base

Apesar do futebol ser o “carro-chefe” da Petizada Alvirrubra, possuíam outros esportes Pingue Pongue (Tênis de Mesa), Water Polo, entre outros.  O futebol, além da categoria adulta, contava ainda com as categorias Infantil e Juvenil, onde enfrentou diversas vezes forças da época como o Clube de Regatas Flamengo e Fluminense Football Club, ambos no Infantil.

 

Sedes

A 1ª Sede ficava na Rua Pinheiro, nº 73, em Botafogo – Zona Sul do Rio. No Sábado, dia 29 de Março de 1919, se mudou para a Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. Enfim, em 1925, adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio.

 

Dia que o Curupaity goleou o Tricolor das Laranjeiras

Em 1914, se filiou a Liga Veronista onde foi campeão no 1º e 2º Quadros, ambos de forma invicta, em 1915. Em 1916, o time infantil do Sport Club Curupaity contava com bons valores.

E, teve um teste de fogo para provar o seu potencial. Na época enfrentou o Fluminense, o melhor time daquela época, no campo do Carioca F.C., no Jardim Botânico.

No final, a Petizada Alvirrubra arrasou o Tricolor das Laranjeiras pelo elástico placar de 9 a 2. Vale lembrar, que no time do Fluminense haviam grandes jogadores que depois fizeram história no clube: Fortes, Mutz, China, Joel, C. Augusto, entre outros.

 

Campeonato Infantil de 1916, fez o Curupaity só retornar em 1917

Um fato curioso! A esmagadora vitória sobre o Fluminense, somado a criação do Campeonato Infantil, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), acabou causando, involuntariamente a paralisação do Sport Club Curupaity.

Por quê? Após ter arrasado o Fluminense, meses depois foi criado o Campeonato Carioca Infantil. Os jogadores empolgados com a notícia queriam participar da competição a qualquer custo. No entanto, naquele momento o clube não era filiado a LMDT, e por isso, não poderiam jogar.

Então, os jogadores se reuniram para buscar uma alternativa. A primeira ideia foi disputar pelo Carioca Football Club, que gentilmente sedia o seu campo para que o Curupaity pudesse jogar.

Contudo, os jogadores não chegaram a um consenso. No final, parte dos jogadores disputaram o certamente pelo Fluminense Football Club (Moreira, Mano, Preguinho e Zezé foram destaques no profissional) e a outra parte pelo Clube de Regatas Flamengo.

Porém, o resultado desse entusiasmo geral uma paralisação do Sport Club Curupaity, que sem jogadores, só retornou na temporada seguinte, em 1917. O retorno foi triunfal, mesmo perdendo alguns jogadores que optaram em continuar no Tricolor das Laranjeiras e no Rubro-Negro. Fechou a temporada de forma invicta, conquistando o Torneio no Mavilis.

Clube ajuda a fundar a Liga Sportiva Carioca (LSC)

Em 1918, o Sport Club Curupaity, juntamente com o Combinado Humaytá; Aymoré FC; Sport Club Emulação; Benjamin Constant AC; Paysandu AC; Leme AC e Pedro Ivo FC, fundaram a Liga Sportiva Carioca (LSC).

Naquele ano, o clube foi campeão no 1º e 2º Quadros, em ambos de forma invicta. O time adulto jogou com: Ramos; Peixoto e Dadá; Travesedo, Solntive e Dino; Chermont, Sylvio, Chiquinho, Merecker e Dedê.

Antenor Mayrinck Veiga foi o pivô da decadência do clube início dos anos 20

No Sábado, dia 29 de Março de 1919, o Curupaity adquiriu a sua Sede própria, na Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete. O que era para ser a alavancada do clube, acabou ocorrendo o contrário.

Três depois, por motivos que não foram divulgados, o então presidente do clube, David Villela retirou-se do clube. Em solidariedade os demais membros da diretoria também saíram.

O que se sabe é que dois dias antes da saída em massa da diretoria, tinha sido proposto que o conceituado industrial Antenor May             rinck Veiga que assumisse a presidência do Curupaity.

Diante do imbróglio Antenor May   rinck Veiga assumiu e realizou diversas melhoras. No entanto, ao notar que os demais membros da diretoria não deram o devido valor, o industrial decidiu sair, causando a decadência completa do clube, tendo perdido a Sede, móveis, etc.

Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” morre e Seleção Brasileira jogou de luto

Filho do escritor Coelho Netto e irmão mais velho do também futebolista João Coelho Netto, o “Preguinho”, Mano veio falecer depois de um traumatismo ocorrido em confronto contra o São Cristóvão no qual o Fluminense venceu por 2 a 1.

Apesar de sentir fortes dores no abdômen, que lhe causou infecção generalizada, vindo a falecer na véspera de confronto entre a Seleção Brasileira e a Seleção Uruguaia pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1922, quando a Seleção Brasileira jogou com braçadeiras negras em sua homenagem, aos 24 anos.

Entre idas e vindas, o em torno em 1924

Mediante o quadro catastrófico que o clube atravessava, David Villela resolveu colocar as magoas de lado e retornou para reorganizar Sport Club Curupaity. Objetivo este alcançado. Em 1919, se filiou a Associação Carioca de Sports (ACS). O Curupaity não terminou o Campeonato por não concordar com uma resolução da diretoria da ACS.

Após esse incidente o clube paralisou o futebol, só retornando em 1921, quando ingressou na Associação Sportiva Rio de Janeiro (ASRJ). Posteriormente, ocorreu outra paralisação, só retornando em 1924.

Nesse ano mostrou a velha forma e se sagrou campeão do Torneio Início, realizado no campo do Metropolitano. E realizou duas excursões a Região Serrana: Teresópolis e Petrópolis, onde obteve destaque.

Curupaity adquire suntuosa sede e volta a crescer

Em 1925, buscando os status de outra, o presidente David Villela resolveu chamar antigos sócios para solidificar o clube. Os frutos dessa empreitada foi boa.

Em seguida, o Curupaity adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. O resultado elevou o número de sócios para 300, três times de futebol, três equipes de Ping Pong e diversos atletas de outras modalidades.

Em 10 de abril de 1926, se filiou a Federação Brasileira de Esportes Athleticos (FBEA). No mesmo ano se filiou a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), onde foi campeão da AMEA II, em 1926.

No início de 1927, David Villela renunciou mais uma vez ao cargo de presidente do clube. Mas dessa vez, o clube se manteve em pé. Na tarde da terça-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1928, se filiou a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Nesse momento, o Curupaity chegou a ter incríveis 400 sócios.

Ainda nessa temporada disputou o Campeonato da AMEA (1928), que contou com grandes forças como o Americano FC(do bairro Riachuelo); Campo Grande AC (do bairro Campo Grande); Esperança FC (Bangu); Fidalgo FC (Madureira); Mavilis FC (Caju); Modesto FC (Quintino Bocaiúva); Magno FC (Madureira); entre outros.

A Luz, enfim, se apagou!

Após duas décadas de alegrias, tristezas, conquistas, fracassos, união, desunião, o Sport Club Curupaity foi saindo do cenário futebolístico. Seus fundadores já não eram mais os mesmos. O interesse tinha mudado. O clube passou a ser social. Aquele brilho, se apagou! O fim chegou. Mas essa história se perpetuará por muito tempo! Onde grandes intelectuais fizeram parte do clube, deixando para aqueles que conheceram uma ponta nostalgia e saudade!

Hino do Sport Club Curupaity

(Hino de 1915: versos de Miranda Horta e música de Manuel Aarão)

“Glória, Glória, Aleluia,

Curupaity é Campeão,

Mano, George, Floriano,

Honório, Atilio, Galvão,

Miranda, Cadinho, Alcindo,

Zezé, esquerda inteira,

É o menino de ouro,

O Centerforward Raul Ferreira,

 

Nós temos bons directores,

Desde o Captain ao cobrador,

Um presidente afiado,

Um secretário cavador,

Atitude, não temor campo,

É uma cousa que eu não nego,

Se preciso ser expulso,

O Chiquinho come prego”.

Time-base de 1914-15: Renato (Atilio); Rodolpho (Crockat) e Moreira; Cadinho (Galvão), Honório e Floriano; Mano, Corregal, Raul, Zezé e Manduca (Miranda Horta).

 

Time-base de 1916: Gerdal; Chagas Leite e Armando; Joaquim Travesedo, Seabra e Lanzarotti; Nogueira, Floreano, Chiquinho, Nilo e Paulo Coelho Netto.

 

Time-base de 1918: Alberto Ramos; Edgard Andrade (Dudu) e Francisco Peixoto; Dimas M. Castro (Victor), Carlos Santivi e Joaquim Travesedo; Chermon Brito (Sylvio), Reynado Cintra (Torquato), Francisco P. Figueiredo, Jorge Merker (Guiol) e Edgard (Dedê).

 

Time-base de 1921: Annibal; Raul e Carlinhos; Joaquim Travesedo, Moreira e Merker; Jovianiano, Maruico, Santos, Sylvio e Matre.

 

 

FONTES: Wikipédia – Jornal A Rua – A Razão – Gazeta de Notícias – Correio da Manhã – O Paiz – O Brasil – A Noite – Jornal do Brasil – O Malho

 

 

O Sport Club Brasileiro foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 31 de Agosto de 1916. A sua Sede e a Praça de Esportes (que pertencia ao Sport Clube Minerva), ficava na Rua Itapiru, 137 (atualmente o local fica o Cemitério do Catumbi) – Rio Comprido, Rio de Janeiro.

Em 1917, o Sport Club Brasileiro disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão, organizado pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT). Num total de nove clubes, o Brasileiro terminou na 8ª posição, com 10 pontos.

No dia 12 de Maio de 1918, o Royal Football Club  se fundiu ao Sport Club Brasileiro do Rio Comprido, dando origem ao Metropolitano Athletico Club (que herdou a praça de sports do Royal e a vaga do Brasileiro na Liga Metropolitana).

 

Clássico Vovô marcou a inauguração do campo da Rua Itapiru

O campo do Sport Club Brasileiro merece uma menção à parte. Campo da Rua Itapiru era o campo de jogo do Sport Clube Minerva, clube social e esportivo da cidade do Rio de Janeiro, então localizado no bairro do Rio Comprido. O Minerva, na rua Itapiru, cujo ponto forte era o “futebol de salão“, atual “futsal

O SC Brasileiro fez melhorias no campo e realizou um grande festejo, que contou com a partida principal entre Fluminense e Botafogo, o maior clássico naquela época.

A Inauguração ocorreu na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1917, com três jogos. O , aconteceu às 9 horas, com vitória do Americano por 2 a 0 sobre o Progresso.

Na 2ª partida, às 11 horas, o Hellenico venceu o Sport Club Brasileiro, dono da festa, por 3 a 2. No 3º jogo, às 13 horas, o América, campeão Carioca de 1916, diante do Andarahy, que surpreendeu e venceu pelo placar de 2 a 1.

Na última partida, às 15 horas, Fluminense e Botafogo fizeram um grande jogo, que terminou empatado em 2 a 2.

Após a sua inauguração, o campo da Rua Itapiru, passou a receber jogos, como partida do Vasco da Gama pelo Campeonato Carioca Segunda Divisão daquele ano.

Sobre as partidas de inauguração, o jornal “O Imparcial”, de 4 de maio de 1917, publicou o seguinte, mantida a grafia original: “Conforme annunciado, foi hontem levado a effeito a inauguração official do ground do Sport Club Brasileiro à rua Itapiru. A esse local affluiu elevada concorrencia, que acompanhou com vivo interesse o desenrolar das partidas que faziam parte do programma”.

Em 1920,  o Vasco venceu o Helênnico por 3 a 0, em 20 de junho neste campo, em partida válida pela Segunda Divisão. Em 1927, na Rua Itapiru, foi disputado um denominado “Festival Esportivo do São Paulo Rio F.C.“, reunindo três jogos entre seis clubes menores do Rio de Janeiro, todos disputados no dia 27 de julho.

Time de 1917: Peres; Tenório  e Armond; Abílio (Quinola), Laudelino e Vivi; Ernesto (Waldemar), Mario (Paulista), Procópio, Henrique e Mira (Moyses).

Time de 1918: VI; Baguet e Bahiano; Pedro, Lagreca e Peres; Neném, Frani, Eugenio, Ramiro e Homero.

 

FONTES: O Imparcial – Estatuto do clube – O Paiz – O Malho

 

O Byron Football Club foi uma agremiação do bairro do Barreto, em Niterói (RJ). Fundado na terça-feira, no dia 21 de Outubro de 1913. A sua Sede, salão de festas, quadra poliesportiva e campo de futebol ficavam na Rua Dr. March, nº 170, no Bairro do Barreto, em Niterói.

Foi um dos maiores clubes do esporte fluminense pré-fusão com o Estado da Guanabara. Surgiu em um terreno alugado da Fábrica Manufatora de Tecidos, e seu nome, inspirado no poeta inglês Lord Byron, foi uma homenagem aos britânicos da fábrica. Seu maior rival era o Barreto, clube da Fábrica Fiat Lux de Fósforos de Segurança.

Zizinho no Byron, nos anos 30

O jogador da Seleção Brasileira, Zizinho iniciou-se no futebol nas categorias de base do Byron. Sua decadência se iniciou em 1950, quando uma após briga judicial, foi despejado do terreno onde estava instalado, já que a fábrica formara o seu próprio time, denominado Manufatora Atlético Clube, posteriormente mudado para Associação Desportiva Niterói. O Manufatora simplesmente ficou com tudo o que o Byron construiu no terreno alugado.

Enfraquecido, enfrentou duas mudanças de sede, culminando por abandonar o futebol, em 1953, vindo a se dedicar apenas ao boxe, basquete e eventos sociais. Em 1978, a sede foi derrubada para a ampliação da BR-101, e seus sócios decidiram não reerguê-lo em outro local, encerrando uma história de mais de 60 anos.

Os títulos mais relevantes fora: Campeão Fluminense de Futebol; Campeonato da AFDT, em 1917;

LSF, em 1922, 1924 e 1925;

ANEA, em 1928;

LNF, em 1934 (este último na era profissional);

Campeonato Niteroiense de Futebol, em 1928 e 1934 (este último, profissional).

 

FONTES: O Imparcial – O Fluminense – Wikipédia

 

O Royal Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alvirrubra foi Fundada na quinta-feira, do dia 31 de Julho de 1913. A sua 1ª Sede ficava na Rua da Piedade, nº 98, no Bairro Piedade – Zona Norte do Rio. Depois, em 1917, se transferiu para a Rua Arquias Cordeiro, 314/230 – Méier - Zona Norte do Rio. Ainda no Méier, teve uma sede provisória, em 1918, na Rua Torres Sobrinho, 44. Por fim, a Sede ficava na Rua Souto, nº 105 – Cascadura – Zona Norte do Rio. A sua Praça de Esportes ficava na Rua Dias da Cruz, nº 196 (próximo a Estação do Meyer), no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

Na esfera futebolística, após diversos torneios, festivais e excursões, o Royal Football Club ingressou na Associação Athletica Suburbana (AAS), em 1915. Na temporada seguinte trocou de entidade, se transferindo para a Liga Suburbana de Football (LSF), em 1916. No dia 12 de Maio de 1918, o Royal Football Club  se fundiu ao Sport Club Brasileiro do Rio Comprido, dando origem ao Metropolitano Athletico Club (que herdou a praça de sports do Royal e a vaga do Brasileiro na Liga Metropolitana).

 Time de 1913: Julinho; Cotia (Cap.) e J. Lourenço; Lino, Bulhões e Pequenino; Joaquim, Prata, Raul, Goivan e Attila.

 Time de 1916: Miro; Hergmann (Rubem) e Quintella (Joaquim Silva); Filóca, Danton e Lourenço; Aguinaldo (Nonô), Sampaio, J. Leite, Haroldo e Graciano.

 

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã- Jornal do Brasil – Lanterna

 

O Flamengo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A sua Sede ficava no Bairro Sete Pontes, em São Gonçalo. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Flamengo foi vice-campeão Gonçalense de 1931 e uma década depois conquistou o título inédito do Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1941.

Com inédito título, rendeu ao Rubro-Negro Gonçalense o direito de debutar no Campeonato Fluminense de 1941. Não confundir o Flamengo F.C. com o Flamenguinho Futebol Clube (campeão do Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1932).

 

 

FONTES: Jornal dos Sports – Diário Fluminense

 

O Civil Sport Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube azul e branco foi Fundado no domingo, do dia 06 de Julho de 1919, por profissionais da guarda civil da cidade do Rio, no Bairro de Olaria. Três meses depois, em 07 de Outubro de 1919, o estatuto foi aprovado.

A comissão de Sport do clube conseguiu o campo na Barreira do Senado, cedido gentilmente pelo São Paulo-Rio. Apesar de ser da Zona Norte, a Sede foi longe. Na Rua dos Inválidos, nº 194, no Centro do Rio.

Na sexta, do dia 17 de junho de 1921, o Civil SC se mudou para a nova Sede (Foto abaixo, portão amarelo) na Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio, onde funcionava o Clube Recreativo Boêmios de Paula Mattos. Nesse período, o clube treinava, às vezes, no Campo da Praia do Russell, no Bairro da Glória, na Zona Sul do Rio.

Sede (portão amarelo): Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio

O início da história do Civil SC, em termos de estrutura, foi promissor. Em menos de um mês, em 10 de novembro de 1920, o clube saltou de 603 para 753 sócios. Ou seja, 150 sócios a mais, algo raro para clubes recém criados.

Três meses depois, da mudança para a nova Sede, na Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, o Civil mudou o seu pavilhão. Trocou o azul e branco, pelo vermelho, branco e preto, no dia 22 de setembro de 1921.

Durante esse período, o clube realizou diversas excursões, como no domingo, do dia 21 de dezembro de 1919, quando viajou à Paracambi, onde enfrentou o Paracamby Football Club. Ou para São Gonçalo, onde jogou contra o CA Mutondo e Tamoyo; o Niteroiense, em Niterói.

Enfrentou adversários fortes como o Sport Club União; Americano FC do Rio; e até realizou um Festival no campo do Botafogo Football Club (atual: Botafogo de Futebol e Regatas).

Mas não apenas de pétalas viveu o Civil Sport Club. Após uma tentativa de se filiar a Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT), o clube foi informado que os seus atletas não poderiam serem inscritos pelo simples fato de atuarem como policiais civis, que segundo o regulamento proibia que fossem aceiros.

Assim, o clube tornou público esse ato preconceituoso, na sexta-feira, dia 30 de Abril de 1920, quando o Civil SC enviou uma carta para a LMDT e com cópia para os principais jornais da época. Lamentavelmente, a entidade não aceitou e manteve o veto.

No mês seguinte, na Quarta-feira, do 05 de Maio de 1920, se filiou a Liga Carioca de Desportos (LCD). Menos de seis meses, na terça-feira, de 09 de novembro de 1920, se filiou a Liga Suburbana de Football (LSF), Sub-Liga da LMDT.

Cinco meses depois, nova filiação! Dessa vez, na Alliança Sportiva Municipal (ASM), na segunda-feira, 04 de abril de 1921. Em 1922, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), Sub-Liga da LMDT.

Talvez a obra mais grandiosa do Civil Sport Club foi a inauguração da bela Praça de Esportes da Rua Leopoldina Rego, em frente da Estação de Olaria, no domingo, de 07 de novembro de 1920.

No entanto, o que era para ser a alavancada para seguir rescendo, o efeito foi inverso. O Civil Sport Club ainda seguiu até meados dos anos 30, até desaparecer sem deixar nenhum vestígio.

Time de 1919: Sizenando; Saissé e Gilberto; Braga, Barbosa e Ávila; Lincoln (Cap.), Cunha (Julinho), Manarelli, Dutra (Leonel) e Djalma.

 Time de 1922: Alberto; Saissé e Barifouse; Manduca, Cabral e Julinho; Torres, Nesl, Ávila, Caetano e Cunha.

 

FONTE: Google Maps – O Imparcial – A Razão – O Paiz – A Rua – Correio da Manhã

 

 

O Leme Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado em 1905, como Leme Football Club. A Sede da Rua Gustavo Sampaio, nº 26, no Bairro do Leme – Zona Sul do Rio, utilizada para as reuniões, na verdade pertencia a outro clube que sedia gentilmente: The Rio de Janeiro Athetic Association (Fundado no dia 04 de Julho de 1914, que mudou o nome em 1944 para: Leme Tênis Clube. O clube existe até hoje).

O Leme Athletico Club participou do Campeonato, organizado pela Liga Sportiva Carioca (LSC), em 1918. Time-base dessa temporada era: Lito; Manhães (Salazar) e Pedro Fortes (Cap.); Murillo (Lebre), Julinho (Moreira) e Maia; Mignani (M. Cunha), Durando (Gentil), Valladares (Salazar), Chiquito (Godofredo Mesquita, o ‘Godó′) e Hugo Fortes (Paulo Pinheiro).

Além do futebol, o clube também contava com um time de Hockey. No domingo, do dia 09 de setembro de 1917, o Leme enfrentou o São Paulo Hockey (SP). Os cariocas venceram os paulistas pelo placar de 3 a 1, no campo da Rua Salvador Correia.

O clube desapareceu nos anos 20. Coincidentemente, no dia 09 de outubro de 1929 foi fundado o Leme Club, mas aparentemente sem relação com o Leme AC. Nessa década, também surgiu o Leme Hockey Club.

Praça de Esportes, onde hoje fica a Avenida Princesa Isabel

O 1º Campo ficava na Praça Suzana (Atual: Praça Demétrio Ribeiro), no Leme. Logo depois mudaram para a Praça de Esportes, na Rua Salvador Correia, nº 52, no Leme, que ficava a 100 metros de distância.

Está história merece ser contada. Tudo começou em 1901, quando foi aberta nos terrenos de Alexandre Wagner, que em fins do século XIX havia comprado todos os terrenos do Leme e arruado a região em 16 de abril de 1894.

Era denominada de Rua Salvador Correia, em honra ao Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que administrou a cidade por duas vezes, de 1568 a 71 e de 1578 a 98. Em 1904 o Prefeito Francisco Pereira Passos abriu o túnel do Leme, inaugurado dois anos depois.

Pelo Decreto Municipal Nº. 6.305, de 1º de outubro de 1938, mudou de nome para Avenida Princesa Isabel, em comemoração aos cinqüenta anos da assinatura da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil.

Rua Salvador Correia, na Década de 20

A fotografia mostra o campo de futebol onde jogava o “Desportivo Leme” (a foto foi feita da Rua Salvador Correa, atual Avenida Princesa Isabel, e a transversal é a Rua Barata Ribeiro).

Segundo L. V. Carvalho (“apud” G. Lamounier Junior), “este campo público ficava na saída do túnel que ligava Botafogo a Copacabana, numa área limitada pela atual Princesa Isabel, Demétrio Ribeiro, Prado Júnior e Felipe de Oliveira.
Era bem gramado, cercado por um bonito gradil e tinha em volta umas árvores. O campo não tinha dimensões regulamentares, mas nele jogavam bons jogadores dos “aspirantes” dos principais clubes.

Rua Salvador Correia, na Década de 30

Conta ainda L.V. Carvalho que naquela época, em frente ao campo de futebol, funcionava um modesto botequim que servia soda e sanduíches de mortadela. A soda vinha em pequenas garrafas de vidro, fechadas por bolas de gude.
Era preciso apertar a bola para dentro para que o líquido saísse.”
É interessante, além de ver uma fotografia de um campo público tão bem cuidado na saída da única galeria que existia no Túnel Novo, ler sobre detalhes do dia-a-dia daquele tempo, como as garrafas de soda fechadas com bolas de gude.
“Aspirantes”, para quem não sabe, eram os times formados por jogadores que ultrapassavam 18 anos de idade e já não podiam jogar pela categoria “Juvenil” e, também, por jogadores reservas que não eram aproveitados nos times principais dos clubes do Rio (pelo menos a partir da década de 50 e até a de 60 disputavam jogavam nas preliminares das partidas do time principal).

Avenida Princesa Isabel, nos anos 50

FONTES: Fotolog.com – Rio Antigo – O Paiz – O Imparcial – A Noite – A Batalha – Jornal da Manhã  - O Careta

 

O Athletico Club Braz de Pinna foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alviverde foi Fundado no domingo, do dia 19 de Janeiro de 1919. A sua Sede ficava na Rua Suruhy, 32 – Estação Brás de Pina – Zona Norte do Rio. Póximo à sede, ficava o Campo, situado acerca da Estação de Brás de Pina, na Estrada de Ferro Leopoldina Railway.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Etelvino Barbosa;

Vice-Presidente - J. Antonio Alamino;

Thesoureiro - Rufino Ferreira;

1º Secretário - Henrique Denan;

2º Secretário - Álvaro Santos;

1º Cobrador - Ignacio de Souza;

2º Cobrador - Paulo Ferreira;

1º Fiscal - João de Almeida;

2º Fiscal - Antonio Cano;

1º Capitain - Coripe Ferreira;

2º Capitain - Francisco Dias;

Comissão de Sindicância - Moacyr Barbosa, Carlos de Oliveira e Alceu Ferreira;

Comissão Fiscal - Antônio Candeia, Antonio Sobrinho e Geraldo Lopes.

Time-base de 1919: Carvalho; Calazans e Chiquinho; Nicoláo, Esteves (Sylvino) e Oscar (Nelson); Sebastião (Camisa Preta), Martins (Querezipe), Tanck {Cap. (Juca Boi)}, Gradin (Valdeta) e Rufino (Esguelha).

Time-base de 1920: Oscar; Alceu e Ananias; João, Lobato e Juremar; Claudionor, Tanck, Oliveira, Chiquinho e Nelson.

Em 10 de Fevereiro de 1921, o Braz de Pinna, juntamente com o União Sportiva e Sport Club Luzitano ajudaram a fundar a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã – O Paiz – A Rua

 


 

O Pedregulho Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1906. Sete anos depois acabou sendo Reorganizado na quarta-feira do dia 1º de Outubro de 1913. O clube sofreu outra reorganização na segunda-feita, do dia 25 de Maio de 1925. A sua Sede estava localizada na Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio. E o Campo ficava na Rua Jockey Club, nº 42, também no mesmo bairro.

Sede: Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio

Vice-campeão da Liga Suburbana de Football de 1907

O Pedregulho disputou o 1º Campeonato organizado pela Liga Suburbana de Football (LSF), de 1907. O clube terminou com o vice-campeonato atrás do campeão Riachuelo Football Club. Esta competição oferecia prêmios para os 1º e 2º times, estava previsto para começar em 05 de maio de 1907 e, sob a presidência do sr. Augusto José Teixeira, foi criada uma comissão para a elaboração da lei orgânica da confederação das sociedades suburbanas nos mesmos moldes do que ocorria com a LMSA.

A atitude dessa comissão, que contava como vice-presidente da Liga, Arnaldo Joppert, e como tesoureiro Luiz Maia, “causou bela impressão nos subúrbios, porque o football só terá a lucrar com a ideia em boa hora lembrada e posta em prática pelas ditas sociedades”.

Participaram da 1ª edição do torneio, além do Riachuelo, vencedor dos 1º e 2º quadros, o Sport Club Mangueira (da Tijuca), fundado em 27 de julho de 1906 – vice-campeão no 2º quadro; o Nacional Football Club (do Riachuelo), fundado em 1º de agosto de 1906; o Pedregulho Football Club – vice-campeão no 1º quadro; e o Sampaio Football Club (do Sampaio), fundado em 17 de junho de 1906, mas que não chegou a terminar o torneio, pois se retirou por falta de jogadores.

 

Time-base de 1921: Lourinho; Alexandre e Zito (Décio); Ernesto (Jayme), Astrogildo (Nunes) e Caldeira; Antoninho, Antonio, Alegre, Pinheiro (Eugenio) e Celestino.

 

FONTES: A Noite – Correio da Manhã – Gazeta de Notícias – Jornal do Commercio – Jornal do Brasil – O Paiz 

 

O Sport Club Liberal foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvi-roxo foi Fundado no sábado, do dia 08 de Junho de 1907, pelo desportista Ernesto Loureiro, que foi o 1º presidente até 1918. Contudo, vale explicar que esta agremiação passou por algumas reorganizações. Em março de 1914, foi a primeira. A segunda ocorreu em 07 de março de 1917. E a terceira aconteceu em 09 de Setembro de 1921.

Sedes

Em relação as Sedes o clube também mudou algumas vezes. Em 1914: Rua Cunha Barbosa, nº 69, Gambôa, Rio de Janeiro. Em 1917: Rua dos Andradas, nº 155, no Centro do Rio. Em 1º de Abril de 1918: Rua Camerino, nº 91 (sobrado), Centro do Rio. Em 1922, na Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio. Por fim, na Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Apesar de ser um clube modesto, no seu Estatuto, o Liberal mantinha um regime de disciplina e ordem. Por exemplo, colocou em seus Estatutos que seus sócios não podiam ser “ébrios habituais“, nem daqueles que “sofram de moléstia que cause repúdio“.

 

Excursão a Guaratinguetá, em 1919

Na esfera futebolística, o Liberal ingressou na Liga Municipal de Football (LMF), em 1918; e no ano seguinte (1919), se filiou a Associação Brasileira de Sports Terrestres (ABST).

No sábado, do dia 06 de setembro de 1919, viajou para enfrentar a Associação Sportiva Guaratinguetá, na época filiada a Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).  No mês de outubro viajou novamente para São Paulo, onde enfrentou o Sport Club Ipacaré, da cidade de Lorena.

Declínio do Liberal

Em 1920, após a renuncia do presidente da comissão de esportes, Mario R. Motta, o clube entrou numa séries de crises que resultou com o seu fechamento. No entanto, um ano depois, mais precisamente na sexta-feira, do dia 09 de Setembro de 1921, um grupo de antigos sócios se reuniram na sede do Commercio Club, na Avenida Passos, 106, no Centro, no intuito de reorganizar o clube. Após contar com o apoio de boa parte dos antigos sócios o clube voltou a ativa. A Sede, nesta nova etapa, ficava próxima a última: Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio.

Cerca de uma década depois, na quarta-feira, do dia 21 de Maio de 1931, o Sport Club Liberal se mudou para a nova sede: Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Nessa nova etapa, o Liberal intensificou os eventos na sede, e diminuiu o futebol. O Ping-Pong (Tênis de Mesa) passou a ser o esporte principal. E assim caminhou o clube nos anos seguintes até desaparecer em definitivo.

 

 Time de 1914: Salles; Carvalhosa e Manoel; Chaves, Almeida e Floriano; Sebastião, Tymbira, José Violante (Cap.), Elysio e Rodrigues.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – A Época – A Noite – A Batalha – Jornal do Brasil – Correio da Manhã

 

 

O Cascadura Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de Outubro de 1906. A sua Sede e o Campo ficavam situados na Estrada Real Santa Cruz, 2.868/70 (depois nos anos 20, mudou o nome para Avenida Suburbana, 2.365, próximo a Estação de Cascadura, e atualmente: Avenida Dom Hélder Câmara), no Bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Em 09 de abril de 1914, na Sede do Cascadura foi fundado a Liga Sportiva Fluminense (LSF). No ano seguinte, no dia 22 de abril de 1915, se filiou à Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA). Nos anos 20, se filiou a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: Gazeta de Notícias – A Imprensa – O Imparcial – O Paiz – Correio da Manhã – Jornal do Commercio – Estatuto do Cascadura F.B.C.

 

O Independência Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 04  de Julho de 1918, por funcionários da Cia. Light and Power, alguns deles americanos. Por isso, que a data (dia e mês) se refere o dia da independência dos Estados Unidos.

O clube teve o seu campo na Rua José do Patrocínio, nº 51, que na época pertencia ao Bairro de Vila Isabel (atualmente faz parte do Grajaú), Zona Norte do Rio. Atualmente o campo pertence a Associação Atlética Light.

Entre 31 de maio de 1921 a 31 de março de 1923, mudou de nome, passando a se chamar: Solda Autogênia Light Club. Posteriormente retornou ao nome anterior: Independência Football Club.

Em 1924, se mudou para Rua Carlos Pereira, nº 51, também no Bairro de Vila Isabel (atualmente no local há o Shopping Tijuca). Nesse mesmo ano o Independência disputou o seu único Campeonato Carioca, organizado pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT).

O Independência chegou ao fim nos anos 30. O único título aconteceu em 1923 quando levou a taça de Campeão Carioca de 2° quadros da Segunda Divisão. A sua campanha em 1924 foi: 12 jogos, com duas vitórias, um empate e nove derrotas; marcando 19 gols e sofrendo 21.
FONTES: Jornal do Brasil – O Paiz – O Imparcial – Correio da Manhã – O Jornal – Gazeta de Notícias

 

FONTE: Arquivo Pessoal de Auriel  de Almeida

 

O Smart Athletic Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvirrubro foi Fundado na quinta-feira, do dia 22 de Julho de 1915. A sua Sede ficava no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O Smart existiu por apenas 23 meses, quando em 19 de Junho de 1917, se fundiu como o Black & White Football Club, da Tijuca; dando origem ao Ypiranga Football Club.

FONTES: O Imparcial – Jornal do Brasil – O Malho – O Paiz

 

Após tentativas frustradas de se criar uma associação esportiva em Petrópolis, em 1918, Euclides Raeder, finalmente conseguiu reunir os times da cidade sob a então chamada Liga Petropolitana de Sports (LPS). Em plena atividade, Cruzeiro do Sul, Internacional, Itamarati, São Sebastião e Serrano formaram a hoje conhecida Liga Petropolitana de Desportos (LPD).

Quase centenária e uma das mais antigas entidades esportivas do país, a LPD viu Mané Garrincha jogar no Cruzeiro do Sul e no Serrano, assim como a estreia na arbitragem de Luís Carlos Félix. Atualmente, a Liga trabalha em torno de projetos de desenvolvimento do esporte na cidade, integração dos clubes, e organização de competições oficiais.

Na parceria com Movimento Esportivo de Petrópolis (MEP), o objetivo é fortalecer as iniciativas desportivas da cidade. Para isso, o MEP oferece apoio financeiro aos clubes, uniforme, bolas e o pagamento das taxas de arbitragem.

 

FONTE: http://lpdpetropolis.blogspot.com.br/

 

FONTES: Gazeta Suburbana – O Paiz

 

Foi convocada pelo então presidente do Internacional F.C., o Sr. Tácito Eliot Tavares, uma reunião entre dirigentes, jornalistas e admiradores do futebol para criar a Liga Campista de Football, a data escolhida foi 13 de setembro de 1913 e se fizeram representar na assembléia, Goytacaz, Aliança, Rio Branco, Internacional, XV de Novembro, Lacerda Sobrinho, Luso Brasileiro e Campos Atlético.

Após as discussões dos assuntos em pauta, foram escolhidos os Srs. Múcio da Paixão, Aldo Muylaert e Alcides Caneca para a comissão que estudaria o estatuto da entidade que estava sendo fundada. Foi escolhido Múcio da Paixão como o primeiro presidente, mas este renunciou ao seu mandato quase no fim do ano de 1914, devido principalmente ao desgaste que teve com alguns jogadores de prestígio na cidade e que depois desse episódio originaria um dos grandes clubes de Campos e do Estado, o Americano Futebol Clube.

Na Liga assumiria o então vice-presidente e jornalista Júlio Nogueira, que também ficaria marcado na história como o primeiro profissional da imprensa a dirigir uma equipe de futebol. No decorrer dos anos houve muitas brigas, mudanças e diversas cisões, o que fez com que aparecessem entidades paralelas nas organizações dos eventos esportivos na cidade, como a Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET), Associação Campista de Esportes Atléticos (ACEA), que contava com Goytacaz, Atlético, Fla-Flu e Itatiaia), que depois se uniriam novamente a LCF (composta por Americano, Campos, Luso Brasileiro e Leopoldina) e formaria a Liga Campista de Desportos (LCD), que durante anos promoveu o campeonato campista de futebol profissional e se fez representar com a seleção campista em outras competições.

O maior orgulho da Liga é que além de possuir sede própria, é junto com a de Niterói as únicas do Estado a ter campeonatos de profissionais. Atualmente somente a LCD mantém suas atividades, promovendo inúmeros campeonatos e torneios de futebol amador. A LCD também promoveu a Taça Cidade de Campos, realizada a partir de 1969 para suprir um intervalo de datas após o fim de cada temporada do campeonato principal e era disputada pelos primeiros colocados do campeonato campista do ano anterior, não tendo um número fixo de times na disputa, variando de ano a ano e teve como primeiro campeão o Americano, seguido de Goytacaz em 1970, novamente o Americano nos dois anos seguintes, Rio Branco em 73, Cambaíba em 74, Sapucaia em 75 e Goytacaz em 76 e Rio Branco em 77, último ano em que os principais clubes campistas disputaram esta competição, já que se envolveriam em competições promovidas pela federação do recém-criado Estado do Rio de Janeiro, mas continuaria sendo disputada por times amadores.

O campeonato campista começou a ser disputado em 1914 e teve o Goytacaz como o primeiro campeão e teve a sua última edição em 1977, quando, por falta de datas, Americano e Goytacaz dividiram o título, foi no ano seguinte que deixaria de ser disputado, devido à fusão dos estados do Rio e da Guanabara.

Foram presidentes da Liga os senhores: Múcio da Paixão, Julio Nogueira, João Muylaert, Antônio Faria, Domingos Guimarães, Edmundo Chagas (1922/23), Ari Leôncio da Silva, Constantino Escocard (1925/26), Nelson Martins, Antônio Pereira Amares, Mário Veloso de Carvalho, Ilídio Rocha, Evandro Monteiro, José Alves Dias, Mário Pinheiro Mota, Osvaldo Cunha, João Pires Damasceno, Raul Abot Escocard (1954), Sílvio Araújo, Bento Faria da Paz, Edmundo Vaz de Araújo , Dr. Gentil Gomes, Jaime M. Faria, Amílcar Monteiro, Salim Nagem, Roberto D’Afonseca, Amílcar Monteiro, Danilo Knifis , Josélio Rocha, Geraldo Silva, Rubens da Mota Vilar e Edson Anomal Pereira, sendo presidente por vários mandatos, inclusive o atual.

 

FONTE: Blog Futebol Campista

 

Itatiaia Atlético Clube, por exemplo, foi um deles. O ‘Clube da Serra’ foi Fundado na quinta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1931, depois de sério desentendimento havido no Rio Branco, ele teve a glória de contar com grandes jogadores como Bragode e Cliveraldo, este chegando a titular da ponta esquerda do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Do Rio Branco saíram para fundar o Itatiaia, Hélvio Bacelar, Valdir Nascife, Herval Bacelar, Chaquib Bichara, Ângelo Queiroz, Luís Reis Nunes e João Laurindo. De início, muitas dificuldades, mas depois a coisa melhorou, a ponto de o Itatiaia ter tido sua praça de esportes na Rua dos Goytacazes e sido o pioneiro do basquete em Campos.

Do Itatiaia sabe-se, ainda, que adotou as cores vermelho, branco e azul, e foi campeão do Torneio Início da temporada de 1937, disputado no campo do Industrial.

Foi chamado de o ‘Clube da Serra’ por causa do nome, teve sede no prédio do antigo Doze Bilhares, na Rua Direita, hoje Bulevar Francisco de Paula Carneiro. Seu último jogo foi contra o Americano, pelo certame local, quando perdeu de 17 a 0, o que provocou seu desaparecimento, inclusive porque um incêndio acabou com a sua sede.

 

FONTE & FOTO: Blog Reliquias do Futebol

 

FONTES: Revista Sport Ilustrado – Correio da Manhã 

 

O Comércio e Indústria Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Itaperuna (RJ). O Alvirrubro foi Fundado na terça-feira, do dia 23 de Novembro de 1943. A construção do estádio Jurandir Nunes, do Comércio e Indústria, foi iniciada em 1947, quando adquirido o terreno.

Sempre passou por reformas complementares com obras para a construção de 15 lojas e 16 salas para aluguel. Possuía uma arquibancada coberta e outra sem cobertura. Localizava-se na Rua José Egídio Tinoco, Cidade Nova. Sua primeira diretoria teve como presidente Ary Vilela Marins. O patrono era Jurandir Nunes e o presidente de honra era Moacyr de Paula.

Em 1989, a cidade de Itaperuna comemorou seu centenário de fundação. Em 21 de julho daquele ano, após a participação do Porto Alegre no Campeonato Estadual da 1ª Divisão, ficou definida a fusão deste clube com o Unidos Atlético Clube e o Comércio e Indústria – amadores, mas velhos rivais do campeonato local – para a criação do Itaperuna Esporte Clube, que herdaria a vaga do Porto Alegre no Campeonato Estadual a partir de 1990.

FONTES: Wikipédia – Diário Fluminense (31/03/1959)

FOTOS: Blog Aloísio Soares

 

A Liga Esportiva Sul Fluminense, Fundado no dia 06 de Agosto de 1933, foi Campeã estadual de Seleções, Representando Barra do Piraí em 1934.

 

FONTE: Arquivo pessoal de Auriel de Almeida 

 

ATENÇÃO!!!

Esta lista é apenas a DESCRIÇÃO dos uniformes e participantes do campeonato da Liga Sportiva Fluminense de 1915, de acordo com o jornal A Tribuna de Niterói (RJ). A partir da mesma, fiz uma ilustração de como seriam essas bandeiras – que, repito, pode NÃO ESTAR DE ACORDO COM A REALIDADE. Vamos lá:

Ararigboya FC (Santa Rosa)
- Camisas verdes com distintivo branco e monograma - já temos esse escudo, via foto, rascunhado por mim e redesenhado pelo Sérgio Mello que o publicou
- Bandeira verde com inicias em branco - não sei o porquê da bandeira ser tão simples.

Byron FC (Barreto)
- Camisas encarnadas com cruz-de-malta branca - distintivo, bandeiras e uniforme já encontrados em foto
- Bandeira encarnada com cruz-de-malta branca

Cruzeiro do Sul FC (Cubango/Icaraí)
- Camisas brancas com faixa horizontal azul
- Bandeira azul com o cruzeiro do sul ao centro e iniciais nos cantos - nunca vi foto desse time. Entendo pela descrição que cada uma das quatro letras que compõem as iniciais do clube ficavam uma em cada canto. Quem tiver outra interpretação, me fale

Esperança FC (Icaraí)
- Camisas em listras verticais alviverdes
- Bandeira em listras com uma estrela verde com iniciais do clube no canto esquerdo - clube já publicado anteriormente, imagino que a estrela devia ficar num fundo branco

Guarany FC (Santa Rosa)
- Camisas encarnadas com distintivo esférico branco
- Bandeira encarnada com orla branca e esfera com iniciais ao centro - por incrível que pareça nunca achei foto de um clube tão relevante como o Guarany. Já vi descrições que colocavam o clube como idêntico ao Mackenzie-SP ou ao América-RJ, então entendo que as iniciais eram arredondadas

Nictheroyense FC (Centro)
- Camisas em listras verticais alvinegras
- Bandeira em listras com iniciais sobre fundo branco no canto esquerdo

Odeon FC (Centro)
- Camisas brancas com monograma verde - já vi fotos posteriores onde o Odeon usava camisas listradas alviverdes com um escudo raiado indecifrável. Portanto, o clube mudou de uniforme e adotou um escudo mais complexo depois. Para ilustrar, peguei o monograma OFC do Olympico de Itabapoana e pintei de verde, mas ressalto que NÃO dá pra ter certeza sobre o estilo de monograma, o sobreposto simples era apenas o mais comum
- Bandeira branca com monograma verde

Parnahyba FC (Barreto/Largo do Barradas)
- Camisas em listras verticais rubro-negras - nunca vi fotos do Parnahyba. Vocês já devem ter reparado que a descrição não inclui o calção, mas palpito que o do clube fosse negro já que não há menção de branco nem nas iniciais da bandeira, como é comum em clubes rubro-negros que usam calção branco. MAS É SÓ PALPITE
- Bandeira em listras com esfera negra e monograma encarnado ao centro - mais uma vez, lembro que NÃO DÁ PRA TER CERTEZA do estilo de monograma, usei um que parece combinar com um escudo redondo 

Rio Branco FC (Icaraí, depois Centro)
- Camisas em listras verticais alvirrubras
- Bandeira em listras com distintivo e iniciais - qual era o formato do distintivo? Não sei. Mas depois que o Rio Branco FC virou Fluminense AC vi uma foto de um escudo em alto relevo na sede com esse formato, mas já pintado com as novas cores e monograma. Palpito que esse era o formato do escudo do Rio Branco. MAS É SÓ PALPITE. Sobre as “iniciais no escudo”, optei por esse formato pois fazia sentido estético na época – caso dos escudos do Serrano de Petrópolis, Rio Branco de Campos etc. Só escrever as iniciais deixaria um espaço em branco muito grande. MAS POSSO ESTAR ENGANADO

Ypiranga FC (Fonseca, depois São Lourenço)
- Camisas azul-marinho com monograma branco no peito - quando o Ypiranga foi fundado, usava camisa branca com faixa horizontal azul. Palpito que o clube mudou de uniforme para não ficar igual ao Cruzeiro do Sul
- Bandeira azul marinho com e monograma ao centro

 

FONTE: Biblioteca Nacional(BN)

 

O Lacerda Sobrinho Football Club foi uma agremiação da Cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). O Alviverde Campista surgiu nos anos 10.  A sua Praça de Esportes ficava no Bairro da Coroa.

O crescimento do Lacerda Sobrinho foi proporcional com a evolução futebol na cidade até que no dia 11 de setembro de 1913, na noite, na Sede Internacional Football Club,  juntamente com o Rio Branco, Goytacaz, Campos, Aliança, XV de Novembro e Luso-Brasileiro ajudaram a Fundar a Liga Campista de Football (que depois passou a se chamar Liga Campista de Desportos).

Em 1920, o Lacerda Sobrinho participou da Liga Sportiva Fluminense (LSF). Na quinta-feira, do dia 12 de Outubro de 1922, ocorreu um amistoso estadual, realizado na cidade de Campos dos Goytacazes. O Vasco da Gama venceu o Lacerda Sobrinho Football Club, pelo placar de 4 a 2.

O Jornal O Brasil deu uma nota sobre a peleja: “Está novamente no Rio a delegação do Vasco da Gama, cujo team foi enfrentar o do Lacerda Sobrinho F.C., na cidade de Campos.

Os sportmen cariocas foram excelentemente tratados pelos campistas, que lhes prodigalizaram o máximo de carinho. Chefiou a delegação a Sr. Antonio Antunes de Figueiredo. O team do Vasco alcançou um brilhante triumpho, abatendo o seu antagonista por 4 goals a 2, servindo de juiz o Sr. Everardo Martins Tinoco“.

FONTES: O Brasil – O Fluminense – Folha do Comercio – Blog Futebol Campista

 

O Athletico Cajuense Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alvirrubra foi Fundada no Domingo, do dia 03 de Outubro de 1915. A sua Sede ficava na Rua Barão de São Félix, 145, no Centro do Rio. O 1º campo até 1916, estava situado na Rua dos Cajueiros, 61 e 63. Depois conseguiu um espaço maior na Rua João Ricardo, s/n – São Cristóvão – Zona Norte do Rio.

Sede (imóvel do meio): Rua Barão de São Félix, nº 145, no Centro do Rio

Por fim, conseguiram um local próximo a sede, e construíram a sua Praça de Esportes, na Rua Barão de São Félix, em frente à Rua General Caldwell, no Centro do Rio. Importante lembrar que após a criação da Avenida Presidente Vargas, nos anos 40, quando o Centro do Rio foi urbanizado, esse cruzamento entre essas duas ruas não existe mais.

O Athletico Cajuense Club disputou o Campeonato da Alliança Sportiva Municipal de 1919. Uma curiosidade é que no Estatuto do Clube, constava que o sócio que fosse pego em estado de embriaguez dentro das dependências do clube, seria retirado imediatamente das dependências, mostrando que as regras eram rígidas.

 Time-base de 1918-19 (Foto Abaixo): Augusto (Moura); Paulista (Pacca) e João Lino; Mineiro (Avellar), Collô (140) e Laudelino (Sant’Anna); Argentino (Mathias), Cretella (Bangu), Liberto {Cap. (Herculano)}, Celestino (Manoel ou Henrique) e Siry (Miguel).

FONTES: Revolução Vascaína: a profissionalização do futebol e a inserção sócio-econômica de negros e portugueses na cidade do Rio de Janeiro (1915-1934), de autoria: João Manuel Casquinha Malaia Santos – O Paiz  - A Época – A Noite – Google Maps – O Malho

 

O Oliveiras Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O clube Alvianil foi Fundado no Sábado, do dia 12 de Junho de 1926, por operários da Fábrica de Vidros Orion, denominado como Orion Football Club.

O clube existiu com essa nomenclatura até 1929, quando a diretoria optou em dar outro nome com o intuito de não criar nenhum vinculo com a empresa, construindo assim uma identidade própria.

A Sede ficava na Travessa Carlos Gomes, nº 17, no Bairro Santana, e depois passou para a Travessa Nossa Senhora da Conceição, nº 08, em Niterói. Por um tempo ele teve um campo na Rua Dr. Benjamin Constant, no Bairro Largo do Barradas.

O Oliveiras teve um rival ferrenho: Espírito Santo Futebol Clube, do Bairro da Engenhoca. Em 1937, o  Oliveiras participou da fundação da Associação Nictheroyense de Atletismo junto com os grandes clubes da cidade.

A sua trajetória futebolística foi animadora, afinal Oliveiras disputou diversos amistosos, vencendo e empatando, inclusive diante das grandes forças. Em suma: vencer que é bom o Oliveiras, ninguém conseguia.

Esse sucesso criou um incomodo. Então, nos bastidores os clubes grandes de Niterói se articularam a fim de alijar o Oliveiras, que no final das contas acabou saindo.

Posteriormente, o Oliveiras foi bicampeão do Campeonato Niteroiense da Segunda Divisão, nos anos de 1942 e 1943. Novamente, por “detrás dos panos”, os “homens da Cartola” mexeram os “paulzinhos” e não deixaram que o Oliveiras tivesse o direito legitimo do acesso.

Após muita luta, o clube conseguiu o acesso em 1947,  e, de cara, ficou com o vice-campeonato do Campeonato Niteroiense da Primeira Divisão, daquele ano. Depois de três temporadas, o Oliveiras se sagrou campeão do Campeonato Niteroiense da 1ª Divisão, em 1951, e vice-campeão em 1952.

Em 1955, voltou a conquistar o título. Mas naquela edição, o futebol niteroiense tinha duas com competições: o Amador (vencido pelo Oliveiras), e o Profissional (onde o Fonseca foi o campeão).

O final da linha do Oliveiras Atlético Clube foi ironicamente o começo de uma das maiores obras feitas no Brasil: a Ponte Rio-Niterói, que iniciou as obras em janeiro de 1969 e foi concluída no dia 04 de março de 1974. As obras praticamente extinguiu o Bairro Santana. Quarenta e três anos depois, o Bairro de Santana se resume a um monte de pista de acesso e algumas casas pobres.

 

FONTE: O Fluminense

 

O Campeonato Niteroiense de 1952, teve como o grande campeão o simpático Cruzeiro Futebol Clube, de Pendotiba. Já o Ypiranga Futebol Clube ficou com o título nos Aspirantes. Na categoria Juvenil o Fonseca se sagrou Bicampeão (1951 e 1952). O Marítimo Futebol Clube ficou com o caneco da Segunda categoria de Niterói.

La na Região Sul Fluminense, o Cordeiro Futebol Clube foi o campeão do Campeonato Citadino de Cordeiro de 1952. A Campanha do Cruzeiro de Pendotiba foi a seguinte:

2 x 2 Fluminense

4 x 0 Manufatora

3 x 3 Espírito Santo

3 x 4 Niteroiense

3 x 2 Byron

1 x 0 Oliveiras

1 x 1 Canto do Rio

8 x 0 Ypiranga

4 x 0 Fonseca

3 x 0 Cruzeiro Atlético

 

Pentagonal decisivo (os cinco primeiros colocados):

25 de Janeiro de 1953                   –           2 x 0 Niteroiense

31 de Janeiro de 1953                   –           4 x 2 Espírito Santo

05 de Fevereiro de 1953               –           1 x 1 Oliveiras

21 de Fevereiro de 1953               –           4 x 3 Cruzeiro Atlético

 

Desempate: (melhor de quatro pontos)

05 de Março de 1953                     –           3 x 3 Oliveiras

08 de Março de 1953                     –           3 x 1 Oliveiras

18 de Março de 1953                     –           4 x 3 Oliveiras

 

 

FONTE: O São Gonçalo

 

CAMPEÕES  MUNICIPAIS DE SÃO GONÇALO

1920 Club Athletico Mutondo 1950 Esporte Clube Metalúrgico
1921 Porto Novo Football Club 1951 Esporte Clube Metalúrgico
1922 Club Athletico Mutondo 1952 Eletroquímica Futebol Clube
1923 desconhecido 1953 Esporte Clube Metalúrgico
1924 desconhecido 1954 Tamoio Futebol Clube
1925 desconhecido 1955 Forte Futebol Clube
1926 desconhecido 1956 Eletroquímica Futebol Clube
1927 desconhecido 1957 Estrela D’Alva Futebol Clube
1928 desconhecido 1958 Esporte Clube Trindade
1929 desconhecido 1959 Forte Futebol Clube
1930 desconhecido 1960 Esporte Clube Metalúrgico
1931 Tamoio Futebol Clube 1961 Esporte Clube Metalúrgico
1932 Flamenguinho Futebol Clube 1962 Clube Esportivo Mauá
1933 Carioca Futebol Clube 1963 Clube Esportivo Mauá
1934 Neves Atlético Clube 1964 Clube Esportivo Mauá (segundo o site do clube)
1935 Neves Atlético Clube 1965 desconhecido
1936 Neves Atlético Clube 1966 desconhecido
1937 desconhecido 1967 desconhecido
1938 desconhecido 1968 desconhecido
1939 desconhecido 1969 Clube Esportivo Mauá
1940 desconhecido 1970 desconhecido
1941 Flamengo Futebol Clube 1971 CROL Futebol Clube
1942 Esporte Clube Metalúrgico 1972 Não foi realizado
1943 Esporte Clube Metalúrgico 1973 Unidos do Porto da Pedra Social Clube
1944 Esporte Clube Metalúrgico 1974 Unidos do Porto da Pedra Social Clube
1945 Esporte Clube Metalúrgico 1975 Vitória Futebol Clube
1946 Tamoio Futebol Clube 1976 Clube Esportivo Mauá
1947 Clube Esportivo Mauá 1977 Unidos do Porto da Pedra Social Clube
1948 Esporte Clube Metalúrgico 1978 Unidos do Porto da Pedra Social Clube
1949 Forte Futebol Clube 1979 Unidos do Porto da Pedra Social Clube
XXX
A lista acima foi sendo preenchida durante as minhas pesquisas sobre o futebol fluminense. O campeonato gonçalense nunca foi o foco de minhas pesquisas, fui anotando conforme as anotações apareciam. Nas observações (e em itálico), os títulos duvidosos / não confirmados. Caso alguém consiga preencher (ou queira começar a pesquisar tendo essa lista como ponto de partida), fiquem à vontade.xxx
Em 1919 foi fundada a primeira liga de futebol em São Gonçalo, denominada Liga Sportiva Gonçalense. A LSG foi desfiliada pela Liga Sportiva Fluminense em 1924, por conta de uma grave crise na administração, e dissolveu-se no mesmo ano. Não encontrei informações sobre um campeonato em 1919, 1923 ou em 1924. Aparentemente, o campeonato de 1920 foi o .
Aparentemente, apenas em 12 de Outubro de 1931 uma outra liga foi fundada: a Associação Gonçalense de Esportes Athleticos (filiada à Associação Fluminense de Esportes Athleticos). Nos anos de 1928, 1929 e 1930 é comum ver jornais anunciando o Tamoio como “o campeão gonçalense“, mas nunca achei informações sobre uma liga em São Gonçalo nessa época. Pode ser o caso de o clube ser chamado de “campeão” apenas por ser o mais forte da cidade (isso era comum).

Em 1931,  como a liga foi fundada em outubro de 31, não deu tempo de fazer um campeonato, mas um torneio relâmpago do qual o Tamoio foi campeão (E considerado campeão gonçalense de 31). No começo de 1932 o Tamoio é considerado o atual campeão. De 1932 a 1936 a AGEA organizou campeonatos regulares, com os campeões abaixo:

Em 1935 uma Liga Gonçalense de Sports (ou de Football, já a vi com mais de um nome, é preciso confirmar o nome correto) foi fundada, filiada À FFE. Aparentemente, durou pouco tempo, e teria o Carioca como campeão de seu único campeonato – no entanto, as fontes divergem se esse campeonato foi organizado em 1935 ou 1936. Em 1937 mais uma liga foi fundada, a Associação Gonçalense de Sports, mas nunca encontrei informações sobre campeonatos até 1941.

1935 ou 1936??: Carioca F.C. 

Em 1941, o Campeonato Gonçalense teve o Flamengo Futebol Clube (uniforme igual ao clube da Gávea) como o grande campeão. O título rendeu ao Mengão de São Gonçalo o direto de ser o representante da cidade no Campeonato Fluminense de 1941. A partir da temporada de 1942 em diante são disputados campeonatos regulares da Liga Gonçalense de Desportos (embora em 1942 ela seja chamada de Associação, talvez tenha mudado em 1943 por força da Lei dos Desportos).

A LGD considera sua fundação como sendo a da AGEA, de 1931. Após 1979, não tenho informações sobre o campeonato, pois nunca pesquisei o período. O site do C.E. MAuá informa que o clube foi tricampeão de 1962, 1963 e 1964, mas só pude confirmar os títulos de 1962 e 1963. No ano de 1969, o Mauá foi campeão.

Em 1972, não teve campeonato, só teve quatro inscritos, um desistiu, campeonato só teve uma rodada em dezembro. Em 1975, o vencedor  foi o Vitória Atlético Clube, do Morro do Castro. Em 1977, o Mauá chegou a ser considerado campeão até 1979, quando o Unidos do Porto da Pedra levou o título no tapetão.

 

Importantes observações:
1) O Lisandro Pavan conseguiu uma vez uma lista com a própria Liga Gonçalense de Desportos. Aquela lista, no entanto, não bate na maioria absoluta dos anos com as informações dos jornais, talvez seja fruto da confusão de alguém da liga com documentos do passado (podem ter misturado categorias diferentes, por exemplo).

2) O Porto Novo F.C. (do bairro de mesmo nome) campeão de 1921 tinha as cores azul e vermelho. Encontrei informações sobre um Porto Novo F.C. na internet, fundado em 3 de abril de 1929 – logo, não seria o mesmo, mas talvez seja um “descendente” daquele.

3) O Flamengo F.C. (campeão de 1941) e o Flamenguinho F.C. campeão de 1932 são clubes diferentes, inclusive disputaram campeonatos juntos.

4) O Forte F.C. era do bairro Paraíso.

5) O Crol F.C. é de Várzea das Moças – bairro considerado “bi municipal”, dividido entre Niterói e São Gonçalo. Não tenho certeza sobre o lado onde o Crol fica (o clube ainda existe).

6) O Unidos do Porto da Pedra Social Clube (e não Sport Club) originou a famosa escola de samba.

7) Eletroquímica era o clube dos funcionários da Cia. Eletroquímica Fluminense, que funcionava no bairro Alcântara.

 

O Sport Club Pimenta de Mello foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Rubro-negro foi Fundado na sexta-feira, do dia 13 de Setembro de 1918, por funcionários da firma Pimenta de Mello & Cia. A sua 1ª Sede ficava situada na Rua da América, nº 171 (sobrado) – Santo Cristo, Rio de Janeiro. Posteriormente, o Pimenta de Mello se mudou para o Centro do Rio e por fim, para o Bairro imperial de São Cristóvão.

Em 1919, se filiou na Alliança Sportiva Municipal  (ASM), onde disputou o Torneio Início e do Campeonato da ASM. Esta liga contou com a participação das seguintes equipes:

Cruz de Malta Athletico Club (Santo Cristo);

Athletico Cajuense Football Club (de São Cristóvão).

Sport Club Avenida Liberdade (do Centro).

Sport Club Bonsucesso (de Bonsucesso).

Sport Club Boa Vista (do Alto da Boa Vista).

Navarro Football Club (do Catumbi-Rio Comprido).

Pereira Passos Football Club (da Saúde-Centro).

Sport Club Pimenta de Mello (de S. Cristo-Centro-S. Cristóvão).

Vinte e Cinco de Novembro Football Club (da Gamboa-Santo Cristo).

Tiradentes Athletico Club (da Aldeia Campista-Maracanã).

Na foto acima os diretores e atrás a bandeira do SC Pimenta de Mello. Na imagem abaixo o time posado

Na segunda-feira, do dia 08 de março de 1920, se filiou a Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA). Porém, pouco tempo depois acabou se retirando, que sem que a razão tenha sido informada pelos veículos de comunicação da época.

Dois meses depois com o patrocínio do Sport Club Pimenta de Mello foi fundado  a liga da Alliança Sportiva Carioca (ASC). A sede provisória da nova liga ficava no SC Pimenta de Mello. Os clubes filiados foram:

Sant’Anna Football Club;

Dois de Junho Football Club;

Triângulo Football Club;

Independente Football Club;

Para se filiar as exigências da ASC eram: ter Estatutos; ter uma Praça de Esportes própria ou alugada; para a jóia de 30$000 (30 mil Réis); pagar mensalmente a quantia de 15$000 (15 mil Réis).

1ª Sede: Rua da América, nº 171 (sobrado) - Santo Cristo, Rio de Janeiro (RJ)

No domingo, do dia 23 de Maio de 1920, foi realizado o 1º Torneio Início, organizado pela ASC, no campo do Progresso Football Club, localizado na Rua João Rodrigues, s/n, no Bairro da São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio. Os participantes foram:

Dois de Junho Football Club;

Nova York Football Club;

Penha Football Club;

Sant’Anna Football Club;

SC Pimenta de Mello;

Triângulo Football Club.

No 1º jogo, que teve início às 13 horas, o Nova York venceu o Triângulo 1 a 0 (2 a 1, nos escanteios). Na segunda partida, o Dois de Junho bateu o Pimenta de Mello por 1 a 0 (2 a 0, nos escanteios). No 3º jogo, o Penha eliminou o Sant’Anna por um escanteio a zero.

Na fase semifinal, o Dois de Junho venceu o Nova York por 2 a 1 (2 a 1, nos escanteios). Na decisão, o Dois de Junho conquistou o título ao empatar em 1 a 1, mas vencer o Penha nos escanteios: 2 a 1.

Com isso, o  campeão Dois de Junho recebeu um artístico bronze, enquanto o Penha, vice-campeão, ganhou uma rica taça.

 

Time-base de 1920: Ernesto; Sexta e M. Souza; Alberto F., Erasmo e Raul; Cosme, Bahianinho, Victorio, Vicente e Rubens.

FONTES: O Paiz – O Malho

 

 

A Cruz de Malta Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 1º de Fevereiro de 1918, tinha sede própria no Bairro de Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio.

O clube participou do Torneio Início e do Campeonato da Liga Municipal de Futebol (LMF), em 1918. No ano seguinte, já na Alliança Sportiva Municipal  (ASM), em 1919, o do Torneio Início e do Campeonato da ASM.

Nesta edição participaram:

Athletico Cajuense Football Club (de São Cristóvão).

Sport Club Avenida Liberdade (do Centro).

Sport Club Bonsucesso (de Bonsucesso).

Sport Club Boa Vista (do Alto da Boa Vista).

Navarro Football Club (do Catumbi-Rio Comprido).

Pereira Passos Football Club (da Saúde-Centro).

Sport Club Pimenta de Mello (de S. Cristo-Centro-S. Cristóvão).

Vinte e Cinco de Novembro Football Club (da Gamboa-Santo Cristo).

Tiradentes Athletico Club (da Aldeia Campista-Maracanã).

 

FONTES: Rsssf Brasil – Revista Época Sportiva

 

O Capitólio Futebol Clube é uma agremiação do Município de Pinheiral, que fica na Região Sul Fluminense a 121 km da capital do Estado do Rio de Janeiro. Vizinha a cidade de Volta Redonda, a localidade conta com uma população de 22.500 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2010.

Em Pinheiral há dois pontos turísticos que se destacam: a antiga Estação Ferroviária, construída em 1870, que conserva as características neoclássicas originais, e abriga atualmente a Biblioteca Pública Prefeito Aurelino Gonçalves Barbosa. Outro marco notável na história do município é o casarão, sede da fazenda que deu origem à cidade. Atualmente encontra-se em ruínas e, ao seu redor, estão as instalações do atual Instituto de Educação Tecnologia – Campus Nilo Peçanha.

Voltando ao clube rubro-negro pinheiralense, foi Fundado no sábado, do dia 30 de Outubro de 1926. A sua Sede e o campo ficam situados na Rua Domingos Mariano, nº 236, no Centro da cidade. Na esfera do futebol, Capitólio Futebol Clube participou do Campeonato da Liga Sportiva Sul Fluminense em 1933 e 1934.

Cantor famoso defendeu as cores do Capitólio

No final dos 20 e início dos anos 30, o 1º caminhão de Pinheiral era do Sr. Miguel Anchite, que tinha como motorista, nada mais, nada menos do que Sílvio Caldas, que posteriormente se tornaria famoso, conhecido como “O cantor das despedidas“, com músicas que marcaram época como o samba de Ari Barroso intitulado Faceira (1931); Chão de estrelas (1937), em parceria com Orestes Barbosa, foi um de seus maiores êxitos. Na época das “vacas magras“, Silvio Caldas dividia o tempo sendo motorista e atuando como goleiro, defendendo a meta do Capitólio Futebol Clube, o camisa nº 1.

 

Capitólio vive nova fase

Em 14 de Maio de 1998, a Câmara Municipal aprovou e sancionou a Lei nº 47, reconhecendo de Utilidade Pública Municipal o Capitólio Futebol Clube. Atualmente, o clube rubro-negro vive uma nova fase de recuperação e ampliação da sua sede. Uma das fontes de renda está no aluguel do campo e eventos, shows que acontecem no campo.

 

FONTES: Wikipédia – Blog Cidade de Pinheiral – Câmara de Pinheiral – Página no Facebook “Capitólio Em Pinheiral” – Google Maps

 

O Colubandê Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). Até o presente momento há poucas informações. Sabe-se que o time debutou no Campeonato Gonçalense de 1965. E até boa parte do certame, o Colubandê estava na liderança.

 

FONTE: O Fluminense

 

O Onze Rubros Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). O clube da “Galeria Cruzeiro” foi Fundado nos anos 50, e a sua Sede ficava situado no Bairro Galeria Cruzeiro, em São Gonçalo. O clube ingressou no Torneio Popular, que era uma competição que reuniam times de Niterói e São Gonçalo, que por uma série de questões, não estavam participando dos seus respectivos campeonatos citadinos niteroiense e gonçalense.

Participou das edições 1959, 1960, 1961 e 1962, onde enfrentou times, que futuramente estariam no Citadino de Niterói e/ou São Gonçalo: Paulistano, São Domingos, Veterano, Agra, Bangu, entre outros.

O Onze Rubros fez boas campanhas nas duas primeiras edições. Em 1961, foi vice-campeão , tanto no principal quanto nos Aspirantes. Em 1962, foi campeão nos Aspirantes ao derrotar na final, o Flamenguinho por 2 a 1, no Estádio da Rua São Lourenço. Time atuou da seguinte forma: Orlando; Artimário, Sérgio, Carlos Alberto e Sebastião; José Carlos e Arildo; Vitor, Hélio, Adilson e Altamir.

Apesar de ser oriundo de São Gonçalo, o Onze Rubros ingressou no Departamento Niteroiense de Futebol (DNF). Não foi encontrado informações se o clube mudou de cidade ou fez algo similar como o Tiradentes.

Sob a presidência do José Carlos Alves, Onze Rubros Futebol Clube debutou no  Torneio Início de Aspirantes do Departamento Niteroiense de Futebol, em 1965. Participaram: Ypiranga, Manufatora, CCREE Elétrica, Bangu, Eletrovapo, Canto do Rio, Costeira e E.C. União.

Surpreendente o Onze Rubros acabou ficando com o título, derrotando o Costeira, na final. Título este que renderia um amistoso contra o Fluminense, que receberia uma cota de Cr$ 600 mil cruzeiros.

O jogo amistoso foi marcado para o sábado, do dia 02 de Outubro de 1965, às 15 horas, no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói. As equipes chegaram no estádio escalados: O técnico do Tricolor das Laranjeiras, João Carlos já tinha o time definido: Vitório; João Francisco, Zé Luiz, Dari e Baiano; Eliseu e Gonçalo; Gibira, Valmir, Antunes e Lula. Os reservas: Brandão, Squarizzi, Ivan e Carlinhos.

Já o Onze Rubros com: Vermelho; Iraí, Candinho, Pedro Paulo e Zezeca; Zano e Adílson; Ademir, Joãozinho, Teleco e Vitor.  Porém, caiu uma chuva torrencial, que deixou o campo impraticável para a pratica do futebol, o que acabou obrigando o cancelamento da peleja.

No Campeonato Niteroiense de futebol profissional de 1965, o Onze Rubros não fez uma boa campanha. Alguns resultados: derrotas para Eletrovapo (3 x 0); Cruzeiro (4 x 3); Manufatora (1 x 0); Ypiranga (3 x 0); Bangu (3 x 1). Empate com o EC União (1 x 1). Nesta edição, o Onze Rubros mandou os seus jogos no campo do Cruzeiro, de Pendotiba.

 

FONTES: O Fluminense – Última Hora

 

O Bangu Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava na Rua Doutor March, nº 620, no Bairro Tenente Jardim, em Niterói. O “Tricolor da Zona Norte” foi Fundado na sexta-feira, do dia 04 de Dezembro de 1925. Suas cores: grená, branco e verde.

Ao contrário do que se possa parecer, o nome não tem nenhuma relação com o Bicampeão Estadual (1933 e 1966): Bangu Atlético Clube. A escolha foi uma  homenagem ao nome da Rua Bangu, onde o clube surgiu, e, assim, batizou o time como Bangu Futebol Clube.

A sua fase áurea foi nos anos 60. Após ingressar no Campeonato Niteroiense de Futebol, organizado pelo Departamento Niteroiense de Futebol (DNF), o Bangu chegou ao vice-campeonato citadino nos anos de 1964 e 1965. Foi campeão Niteroiense Juvenil em 1965. E, finalmente, o seu título mais expressivo:  campeão do Campeonato Niteroiense de Futebol, em 1966.

Para os supersticiosos e/ou curiosos, um fato, no mínimo, interessante. Em 1964, 1965 e 1966, tanto o Bangu do Rio quanto o Bangu de Niterói terminaram as competições em colocações idênticas.  Os Mulatinhos Rosados ficaram em 2º lugar no Campeonato Carioca em 1964 e 1965, e campeão em 1966. Enquanto o Tricolor da Zona Norte  terminou nas mesmas colocações, no Campeonato Niteroiense.

 

Escudo dos anos 20 a 40

FONTE: O Fluminense

 

O Campeonato Citadino de Niterói de 1965, organizado pelo Departamento Niteroiense de Futebol (DNF), contou com a participação de 10 clubes:

Associação Esportiva Eletrovapo;

Bangu Futebol Clube;

Canto do Rio Futebol Clube;

CREEE (Clube Recreativo Esportivo Energia Elétrica);

Cruzeiro Futebol Clube;

Esporte Clube Costeira;

Esporte Clube União;

Manufatora Atlético Clube;

Onze Rubros Esporte Clube;

Ypiranga Futebol Clube.

FONTES: O Fluminense – Ultima Hora

 

O CROL (Cerâmica Rio do Ouro Ltda.) Futebol Clube é uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). Fundado na quarta-feira, do dia 17 de Setembro de 1958. O seu Estádio Ivan de Azevedo está localizado na Avenida Plínio Gomes de Matos Filho, s/n, no Bairro de Várzea das Moças, em São Gonçalo. Acrescentado que o CROL Futebol Clube participou do Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de 1969. Nesse período foi campeão do Campeonato Citadino de São Gonçalo, em 1969 e 1971.

FONTE: Auto Esporte do Brasil – Cultura Niterói  

 

 Laje Esporte ClubeCampeão Invicto de 1950     

                       Em pé:  Volne , Tão , Lair , Ivandi, Augusto e Carleto                        

Sentados:   Niltinho , Cobrinha , Jailton , Braga.

FONTE: Blog Aloísio Soares

 

O Vargem Alegre Sport Club é uma agremiação da Cidade de Barra do Piraí (RJ). O clube Alvianil foi Fundado em abril de 1932, e tem a sua Sede localizada na Rua Hermogenio, nº 201, no Distrito de Vargem Alegre, em Barra da Piraí.

O Vargem Alegre foi campeão invicto do Campeonato Citadino de Barra do Piraí em 1961, organizado pela Liga Desportiva de Barra do Piraí (LDBP).

FONTE: Jornal Última Hora

 

O  Ararigboya Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Os “Periquitos” foi Fundado na quarta-feira, do dia 04 de Fevereiro de 1914. O clube Alviverde ficava sediado no Bairro de Santa Rosa.

Ararigboya foi o Bicampeão do Campeonato Citadino em 1914 e 1915, e se tornou o primeiro clube niteroiense a ganhar destaque estadual ao faturar o título do Campeonato Fluminense de 1915.

Se o início foi meteórico, a seqüência foi sem grandes conquistas. Seguiu participando do Campeonato Niteroiense até meados dos anos 20, até o Ararigboya Football Club fechar às portas na década de 30.

P.S.: Este escudo foi usado de meados de 1914 em diante (no mínimo até a década de 20). O outro distintivo com o formato de uma Estrela, possivelmente, teve vida efêmera.

 

FONTES: Rsssf Brasil – Revista O Jockey – Revista Vida Sportiva

 

 

O Paulistano Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvinegro foi Fundado no dia 03 de Abril de 1910, por funcionários públicos de São Paulo que trabalhavam no Rio, no Centro da cidade. Três anos depois, o Paulistano se mudou para a Rua São Clemente, s/n, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Posteriormente retornou para o Centro.

O Paulistano disputou um Campeonato Carioca em 1912, vestindo camisa listrada, alvinegra, como o Botafogo, o que era um problema. Após um amistoso com o Paulistano de São Paulo, resolveu adotar o uniforme inteiramente branco, mas suas cores oficiais permaneceram sendo o preto e o branco.

Há registros de atividades do clube até 1915, quando une-se ao C.R. Boqueirão do Passeio, para que este ingressasse na Liga Metropolitana. Apesar do nome, o Paulistano não era uma homenagem imediata ao Paulistano de São Paulo, mas porque tinha muitos comerciantes e funcionários públicos nascidos em SP na sua fundação.

Aparentemente o uniforme listrado era uma referência à seleção paulista. No dia 4 de dezembro de 1917, o Paulistano FC, se mudou para a nova sede: Travessa Marietta, nº 31, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio.

FONTES: Arquivo pessoal – O Paiz – O Malho

 

 

FONTE:  O Malho 

 

O Tijuca Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 27 de Abril de 1908 e reorganizada a 26 de junho de 1914. A sua Sede ficava no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Disputou a Terceira Divisão do Campeonato Carioca em 1917, 1918 e 1919, ficando respectivamente em sexto e em último na tábua de classificação. Em 1920, disputou uma prova eliminatória da Terceira Divisão com o Modesto Football Club classificatória para a Segunda Divisão, mas terminou derrotado por 4 a 1.

O terceiro participante, Exiles, houvera desistido. Em 1922, participou da Segunda Divisão, mas foi eliminado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD) por conta de faltas graves, de acordo com O Imparcial, de 16 de julho de 1922. Após esse incidente, o time alvinegro tijucano encerrou suas atividades.

 

FONTES:  O Malho – O Imparcial

 

O Sport Club Rio de Janeiro foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 15 de Maio de 1914, a sua Sede ficava sediada na Rua São Francisco Xavier com Avenida Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel. Mandava seus jogos no extinto campo da Rua Morais e Silva, na Tijuca. Possuía as cores branca, azul e preta.

Entre os fundadores destacam-se Ernâni Silva de Almeida (presidente), Belmiro Alves (vice-presidente), Paulo Ramos Paz “Pazinho” (secretário), Guilherme Silva (tesoureiro), Waldemar Macieira (1° procurador), Carleto Botelho (2° procurador), Nicanor Tourinho (capitão-geral), Eliézer Leite (vice-capitão), Alberto Silva (comissão de sindicância), Arnaud Reis (comissão de sindicância) e Arsênio Brousse (comissão de sindicância).

Foi reorganizado em 2 de julho de 1914, com as cores preto e branco. A partir de 1920 se tornou azul e branco. Em 1918, foi o 3º colocado do Campeonato Carioca da Terceira Divisão. Conseguiu o acesso à Segunda Divisão ao derrotar o último colocado da Segunda Divisão, Paladino Foot-Ball Club por 6 a 1 na repescagem.

Em 1919, foi vice-campeão da Segunda Divisão. O campeão e promovido à elite foi o Palmeiras Athletico Clube. Foi 6º lugar no Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1920, em certame vencido pelo Carioca Foot-Ball Club.

Em 1921, é campeão da Série A da Segunda Divisão. Na fase final perde para o Bonsucesso Futebol Clube, campeão da Série B, o título do campeonato. No mesmo ano conquista o Torneio Início da Segunda Divisão. Em 1922, faz fraca campanha e termina em sexto na classificação da Série A, sendo eliminado na fase inicial. Em 1923, faz novamente má campanha e termina em último no campeonato. Em 1924 foi extinto.

 

FONTES: Arquivo pessoal – O Malho 

 

 

Na história do futebol Rio, apenas 67 clubes disputaram a elite. Um deles, certamente a maioria desconhece: Sport Club Everest. Fundado numa segunda-feira do dia 2 de agosto de 1915, a sede do Áureo-anil ficava no bairro da Tijuca. Sete anos depois se mudou para o Estácio de Sá, onde ficou apenas um ano. Depois, entre 1923 a 1930, Nova mudança: dessa vez para o Bairro de Inhaúma, no Subúrbio carioca. E finalmente, de 1931 a 1933, o clube residiu no Méier.

Na elite do Rio, a sua única participação aconteceu em 1924. Então, em Inhaúma, o SC Everest participou da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), que teve o Vasco da Gama como campeão e o Bonsucesso Futebol Clube (sua melhor colocação no Estadual) ficou com o vice-campeonato.

A campanha do SC Everest foi boa. O time ficou na terceira colocação da Série C, com 17 pontos, atrás do Enngenho de Dentro (22 pontos) e Modesto (17 pontos e saldo de 19 gols). Ao todo foram 12 jogos com Sete vitórias, Três empates e duas derrotas; marcando 21 gols e sofrendo 13, com saldo de oito.

OS 12 JOGOS:

SC Everest

5

X

0

Ramos Inhaúma (22/05/1924)  
SC Everest

2

X

1

Independência Inhaúma (25/05/1924)   
Modesto

2

X

3

SC Everest Quintino (15/06/1924)
SC Everest

2

X

2

Engenho de Dentro Inhaúma (13/07/1924)
Olaria

0

X

0

SC Everest Rua Cândido Silva, em Olaria (20/07/1924)
Campo Grande

1

X

2

SC Everest Campo Grande (27/07/1924)
Independência

2

X

2

SC Everest Méier (10/08/1924)
Ramos

0

X

2

SC Everest Rua Jockey Club, em Ramos (14/09/1924)
Engenho de Dentro

2

X

1

SC Everest Engenho de Dentro (05/10/1924)
SC Everest

WO

X

-

Olaria     Inhaúma (09/10/1924)   
SC Everest

2

X

1

Campo Grande Inhaúma (12/10/1924)
SC Everest

0

X

2

Modesto                Inhaúma (26/10/1924)

 

Antes de disputar a competição mais importante de sua história, o SC Everest ficou na 5ª e 4ª posições dos Campeonatos da Terceira Divisão do Rio, em 1917 e 1918 respectivamente. Após abandonar a Terceirona de 1920, o Everest ficou proibido de disputar o restante do campeonato, de acordo com o artigo 34, do Código de Football.

Após ‘bater na trave’ em 1926, quando ficou com o vice-campeonato da Segunda Divisão, o Sport Club Everest, enfim faturou o seu único caneco: Campeão Carioca do 2° Quadros da Segunda Divisão de 1928. Apesar do título o clube viveu mais alguns anos até desaparecer nos anos 30.

 

Esclarecimento

Importante ressaltar que o Sport Club Everest não tem nenhum link com o Everest Atlético Clube (fundado em 28 de abril de 1953), que também fica no Bairro de Inhaúma. Conversando com o presidente do Everest AC, César Clovis, uma pista. Segundo o dirigente o pessoal da velha guarda o relatou que tanto o nome quando o formato do escudo foi, de fato, inspirado no SC Everest. Aliás, o Inhaumense Futebol Clube (outro clube de Inhaúma e extinto), também se inspirou no escudo do SC Everest.

 

FONTES: Arquivo pessoal – O Malho 

 

 

FONTE: O Malho 

 

A Associação Atlética Arará foi uma agremiação da Cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Andrade Pinto, 131, no Bairro de Fátima, em Niterói. Além dos bailes de carnavais, o Arará também organizava corridas rústicas e participou de algumas edições do Campeonato Niteroiense de Futebol, nos anos 40. Contudo, o time era fraco e acabou se tornando o ‘saco de pancadas’ dos adversários, sendo o ‘Íbis niteroiense’ do seu tempo.

 

FONTES: Diário Fluminense – O Fluminense – A Noite

 

O Departamento Niteroiense de Futebol foi a entidade que organizava o futebol na cidade de Niterói (RJ). Acima o escudo e uniformes da Seleção Niteroiense na década de 40.

 

FONTE: Diário Fluminense

 

O Sepetiba Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado no dia 1º de Setembro de 1932, tinha a sua Sede constituída na Rua Visconde de Sepetiba, nº 147 (Sobrado), no Centro de Niterói. Participou diversas vezes do Campeonato Niteroiense de futebol. Existiu por quatro décadas até fechar às portas no início dos anos 70.

 

FONTES: Diário Fluminense – O Fluminense

 

 

Estado Novo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Cabo Frio (RJ). A equipe Alviverde ficava sediada no Bairro Porto do Carro, em São Pedro da Aldeia. Na década 40, duas equipes disputavam palmo a palmo o direito de ser o melhor clube de Cabo Frio: Rio Grande F.C. e Estado Novo F.C. A equipe Alviverde foi campeão por diversas vezes o Campeonato Citadino Cabofriense de Futebol, como por exemplo, os títulos de 1944, 1946, 1947 e 1948.

CAMPEONATO FLUMINENSE

Estado Novo estreou no Campeonato Fluminense de 1944 (embora os jogos terem ocorrido em 1945). Na 1ª fase, o time eliminou o Rubro-Negro F.C., de Araruama, vencendo o jogo de volta, em casa, por 2 a 0. Na 2ª fase, arrancou um empate em 1 a 1 (04/03/45), com  o Ypiranga Futebol Clube, em Macaé. Na volta, o Estado Novo avançou ao vencer o rubro-negro macaense por 2 a 1 (11/03/45).

Na 3ª fase, Estado Novo e o Esperança , de Nova Friburgo travaram um duelo ferrenho para definir quem iria avançar para as semifinais do Campeonato Fluminense.

Após vencer, em casa, por 3 a 2, o Estado Novo foi até Nova Friburgo e acabou derrotado. Com isso, foi necessário o terceiro e decisivo jogo. Mesmo jogando em casa, o Estado Novo foi superado pelo Esperança por 1 a 0.

 

FONTES: Rsssf Brasil – Blog História, Música e Sociedade – Prof. Chicão – Diário Fluminense

 

 

Esporte Clube Conselheiro Paulino foi uma agremiação da cidade de Nova Friburgo (RJ). A Sede ficava em Conselheiro Paulino, localizado no 6º Distrito de Nova FriburgoO clube foi Fundado em 1947, como Esporte Clube Brasil/Espanha, pelo espanhol José Alvarez, que era proprietário de uma olaria.

Os primeiros Campeonatos do Conselheiro Paulino foi em 1950 e 1951, quando se sagrou Bicampeão da Segundo Divisão Friburguense. Em 1952, debutou no Campeonato de Friburgo da 1ª Divisão, terminando na segunda colocação, perdendo na decisão para o Friburgo F.C. por 4 a 3, em General Pedra. Em 1953, novamente ficou com o vice-campeonato perdendo para o Friburgo F.C. por 10 a 0, em General Pedra.

Depois de vários anos de disputa em 1955 caiu para o Campeonato da Segunda Divisão de Nova Friburgo e passou a se chamar Portuguesa. Em 1962 retorna com o antigo nome. Em 27 de março de 1974 com maioria absoluta dos votos foi aprovada a fusão com o Esperança Futebol Clube.

 

FONTES: Diário Fluminense – A Voz da Serra

 

O Sport Club Aliança foi uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). Fundado no dia 24 de Abril de 1932, por um grupo de funcionários da Usina de Queimados, localizado no Bairro homônimo, que hoje integra a área urbana da cidade, mas na época era considerada parte rural de Campos e que se distância apenas 3 km do centro. Em seguida o Aliança se filiou  à Liga Campista de Desportos (LCD).

Liderados por Laudelino Batista e Antônio da Silva Sá, que respectivamente foram o 1º presidente e vice do clube, procuraram os irmãos Julião e Inácio Nogueira, proprietários da usina e grandes admiradores dos esportes em geral, que gostaram muito da ideia e não só autorizaram a criação do time, como também colaboraram em muito para o seu desenvolvimento.

Em reunião ocorrida no dia 24 de abril de 1932, data oficial de fundação do clube, no pátio da usina e secretariada pelo jornalista e maestro Prisco de Almeida, ficou definido que o clube se chamaria Sport Club Aliança (apesar do mesmo nome, não pode ser confundido com o Aliança Foot-Ball Club, o segundo clube fundado na cidade de Campos, em 1912) e as cores foram inspiradas no ambiente que os cercavam: o verde dos canaviais e o branco do açúcar.

A primeira partida do Sport Club Aliança foi disputada no dia 24 de abril de 1932 (mesmo dia da fundação) contra o Industrial, no campo do Goytacaz, na Lapa, e terminou em um empate de 1 x 1. Contando com um bom complexo esportivo, composto por dois campos de futebol, quadras de vôlei, basquete e tênis, o Aliança, alcançou o seu apogeu com apenas cinco anos de existência, quando conquistou um tricampeonato campista nos anos de 1937, 1938 e 1939 e, logo depois, também de forma meteórica, desapareceu, não chegando a era do futebol profissional de Campos.

Apesar de seus poucos anos de vida, o Aliança foi uma das forças futebolísticas da cidade em sua época, sendo até difícil de imaginar como uma equipe vitoriosa e com o suporte de uma empresa como a Usina do Queimado, na fase áurea da cana de açúcar, tenha desaparecido tão precocemente. Vários jogadores de destaque tiveram passagem pelo clube, nomes como: Cláudio, Carbono, Lessa, Vicente, Rebite, Irineu e Evaldo Freitas.

Foi também de seus quadros, que saiu para o Vasco da Gama, o grande jogador Lelé, titular absoluto do time carioca que, na década de 40, conquistou vários títulos, entre eles o campeonato sul americano de 1946 e entrou para a história conhecido como o “Expresso da Vitória”.
Hoje o local já não apresenta mais as paisagens dos vastos canaviais de outrora, que perderam espaço para a construção de novos bairros, em nome do progresso, do desenvolvimento e da ganância dos homens.

Mas o prédio da velha usina, inaugurada em 6 de agosto de 1880, ainda permanece de pé, imponente, apesar de há muito desativado, tendo seu espaço físico usado, eventualmente, como casa de shows e boate, mas ainda marca na memória de muitos, que viveram os anos dourados do futebol de Campos, uma época que não volta mais.

 

FONTE:: Diário Fluminense – Wikipédia

 

O amigo e membro Auriel de Almeida, realizou diversas pesquisas no Arquivo Nacional. Dentre elas conseguiu informações, como as bandeiras, de algumas equipes pequenas cariocas dos anos 10. O The Brazil Athletic Club, foi um dos clubes da Fábrica Bangu, situado no Bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio  Fundado no dia 08 de Novembro de 1905, as suas cores eram verde, branca e amarela.

 

FONTE: Arquivo Nacional

 

O amigo e membro Auriel de Almeida, realizou diversas pesquisas no Arquivo Nacional. Dentre elas conseguiu informações, como as bandeiras, de algumas equipes pequenas cariocas dos anos 10. O Santa Heloísa Futebol Clube foi Fundado no dia 24 de Junho de 1927, por empregados da Sociedade Anônima Fábrica Santa Heloísa. A sua Sede ficava situada à Rua Saldanha da Gama, 2 (Matoso), Rio de Janeiro.

 

FONTE: Arquivo Nacional

 

O amigo e membro Auriel de Almeida, realizou diversas pesquisas no Arquivo Nacional. Dentre elas conseguiu informações, como as bandeiras, de algumas equipes pequenas cariocas dos anos 10. O Botafogo Athletico Club, de Aldeia Campista. O Alvinegro foi Fundado no dia 19 de Abril de 1913. A sua Sede ficava na Aldeia Campista, que é um Sub-Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio.

 

FONTE: Arquivo Nacional

 

O amigo e membro Auriel de Almeida, realizou diversas pesquisas no Arquivo Nacional. Dentre elas conseguiu informações, como as bandeiras, de algumas equipes pequenas cariocas dos anos 10. Começamos pelo alvianil Mayrinck Football Club. Fundado no dia 24 de Agosto de 1912, a sua Sede ficava na Rua Ana Guimarães, s/n, no Bairro do Rocha.

 

FONTE: Arquivo Nacional

 

O Rio Branco Athletico Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O Alvinegro foi Fundado na terça-feira, do dia 28 de Abril de 1931. A sua Sede ficava no Bairro Santa Rosa. A grande colaboração o Rio Branco de ter fundado; juntamente com o Fluminense AC e Tamoio FC, de São Gonçalo; a Liga Nictheroyense de Football, em 1932.

Sobre as participações do clube ainda não há um levantamento exato, mas as notícias do clube desapareceram em 1933. Neste caso duas possibilidades: ou o clube se afastou do futebol e se dedicou a ser apenas um clube social ou pode ter fechado às portas! Conforme novas informações sejam encontradas publicaremos.

FONTE: A Noite: Supplemento

 

O Cantareira Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O clube negro-anil surgiu na década de 30, e a sua última Sede ficava na Rua General Castrioto, 589, no Largo do Barradas, em Niterói.

O Cantareira disputou o Torneio Início e o Campeonato Citadino Niteroiense, em 1939. Além do Cantareira as duas páginas destacam o Torneio Início de Niterói, vencido pelo Canto do Rio Football Club, em 1939.

FONTES: Revista Sport Ilustrado – O Fluminense

 

O Esperança Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O clube Alviverde foi Fundado no dia 29 de Julho de 1908, como Independência Football Club. No final de 1911, trocou o nome para Esperança F.C. A sua Sede ficava na Rua da Independência, s/n, no Bairro de Icaraí, em Niterói.

Já o seu Campo ficava na Rua Estácio de Sá (atual Avenida Roberto da Silveira, com prolongamento para a Avenida 7 de Setembro). O Esperança participou da Liga Sportiva Suburbana (LSS), em 1912; e da Liga Sportiva Fluminense (LSF), em 1915. Segundo o ex-goleiro da equipe, Manoel Senna, em entrevista para o jornal O Fluminense, o Esperança Football Club fechou às portas no ano de 1917.

Na Foto (abaixo), a equipe do Esperança Football Club formada por: Manoel Senna, Amadeu do Nascimento, Afonso Guilion, Ernani Bastos (Didinho), Argeu Meneses, Atayde Lopes Thomas Silva, Álvaro Miguelote, Draci Froes da Cruz, Jarbas Melo e Júlio Cruvero (Julinho).

FONTE & FOTO: Jornal O Fluminense – Manoel Senna

 

EQUIPES PARTICIPANTES:

EQUIPE

CIDADE

001

CRUZEIRO FUTEBOL CLUBE NITERÓI – RJ

002

FONSECA ATLÉTICO CLUBE NITERÓI – RJ

003

MANUFATORA ATLÉTICO CLUBE NITERÓI – RJ

004

NITEROIENSE FUTEBOL CLUBE NITERÓI – RJ

005

YPIRANGA FUTEBOL CLUBE NITERÓI – RJ

1º TURNO

21.04.1957

FONSECA

2-0

CRUZEIRO

21.04.1957

YPIRANGA

4-1

NITEROIENSE

28.04.1957

CRUZEIRO

3-0

YPIRANGA

28.04.1957

MANUFATORA

2-2

FONSECA

05.05.1957

FONSECA

3-2

NITEROIENSE

05.05.1957

MANUFATORA

3-2

CRUZEIRO

12.05.1957

NITEROIENSE

4-3

CRUZEIRO

12.05.1957

MANUFATORA

3-2

YPIRANGA

19.05.1957

FONSECA

3-0

YPIRANGA

19.05.1957

MANUFATORA

1-1

NITEROEINSE

2º TURNO

26.05.1957

FONSECA

3-1

CRUZEIRO

26.05.1957

YPIRANGA

6-2

NITEROIENSE

02.06.1957

CRUZEIRO

1-1

YPIRANGA

02.06.1957

FONSECA

1-0

MANUFATORA

09.06.1957

FONSECA

6-2

NITEROIENSE

09.06.1957

MANUFATORA

6-2

CRUZEIRO

16.06.1957

NITEROIENSE

1-1

CRUZEIRO

16.06.1957

MANUFATORA

4-0

YPIRANGA

23.06.1957

FONSECA

1-1

YPIRANGA

30.06.1957

NITEROIENSE

2-0

MANUFATORA

3º TURNO

25.08.1957

FONSECA

7-3

CRUZEIRO

14.07.1957

YPIRANGA

2-1

NITEROIENSE

04.08.1957

CRUZEIRO

2-2

YPIRANGA

04.08.1957

MANUFATORA

2-1

FONSECA

21.07.1957

FONSECA

3-2

NITEROIENSE

21.07.1957

MANUFATORA

3-2

CRUZEIRO

NITEROIENSE

CRUZEIRO

28.07.1957

MANUFATORA

11-3

YPIRANGA

18.08.1957

FONSECA

3-1

YPIRANGA

MANUFATORA

NITEROEINSE

CAMPEÃO – FONSECA ATLÉTICO CLUBE (NITERÓI-RJ)

 

O Flack Football Club foi uma agremiação efêmera da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvinegro Surgiu e desapareceu nos anos 20. O Flack tinha a sua Sede localizada na Rua Flack, s/n, no Bairro do Riachuelo, na Zona Norte do Rio.

Durante a sua curta existência, o Flack teve uma vida intensa, desde os bailes na Sede até as competições esportivas, no futebol, basquete, atletismo, entre outros. No futebol o time disputou as competições de base (Infantil), além do adulto no 1º, 2º e 3º Quadros, nas competições organizada pela Liga Brasileira de Desportos (LBD). Com a decadência do clube, muitos ex-sócios ajudaram a fundar o Sport Club Perseverança.

Time-base de 1922: Mario (Armindo); Roquino e Sylvio; Mathias (Aquino), Alexandre e Bahico (Arnaldo); Helio (Chico), Archimedes (César), Aguinaldo, Osvaldinho (Gomes) e Fedóca.

Equipe de Atletismo do Flack F.C.

FONTES: Correio da Manhã – Diário de Notícias – O Malho

 

O Athletico Club Brasil foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube da ‘Camiseta Alviceleste’ foi Fundado no dia 23 de Maio de 1920, por Vasco Souto, Mario Barros, Domingos Caruso, Giovanni Motta, entre outros moradores da Zona da Leopoldina.

 SEDES

Sua 1ª Sede ficava na Rua Clarimundo de Mello, nº 50, na Estação do Encantado (1921). Quatro anos depois, o clube mudou para a nova Sede, no dia 1º de Junho de 1925, localizado na Rua Assis Carneiro, 195 – Bairro da Piedade – Zona Norte do RioNo sábado, do dia 04 de Setembro de 1926, nova mudança de Sede. Desta vez para o prédio na Avenida dos Democráticos, nº 1.400, na Estação de Olaria. Para o evento inaugural, ocorreu um Baile sob a batuta do Jazz-band Paraizo, especialmente contratada para a data, no amplo salão à elite dos subúrbios da Estrada de Ferro Leopoldina.

CAMPO

Em 1922, inaugurou o seu novo campo, localizado na Rua Monteiro da Luz, nº 120, na Estação do Encantado. Depois se transferiu para um campo próximo à Sede, na Estação de Olaria. O A.C. Brasil participou do Campeonato, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD). A sua melhor colocação foi o vice-campeonato de 1925, quando perdeu o título para o Light Garage F.C. O Brasil se sagrou campeão no 3º Quadros em 1921.

Time-base de 1922: Norival; Ary e Marinho; Edgard (Everest), Mario e Eleutério (Lipson); Octacílio (Villela I), Nelson, Roberto, Aristóteles (Thote) e Mathias (Narciso).

Time-base de 1924: Amaury; Nascimento e Jorge; Cardoso, Nelson e Faria; Pinto, Andrade, Cid (Cap.), Menezes e Caetano.

Time-base de 1925: Miro; Paulino e Argemiro; Mulato, Branquinho (Cap.) e Chumbinho; Mulatinho, Merete, Bebeto, Zoca e Antenor. Reservas: Juca, Damião e Maneco.

 FONTES: O Imparcial - Correio da Manhã - O Malho

 

 

O Light Garage Football Club  foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Tricolor da Maurity (azul e vermelha e branco) foi Fundado numa quarta-feira, do dia  14 de Julho de 1920, pelo superintendente das Garages da Light, Mr. Oswaldo Augusto Schmidt (foi o 1º Presidente); Antônio Francisco da Silveira, Bernardo Ricardo Vianna e outros funcionários da Garage e Officinas da The Rio de Janeiro Tramway Light Power C. Ltda.

A 1ª DIRETORIA constituída da seguinte forma:

Presidente - Oswaldo Augusto Schmidt;

Vice-presidente - Antônio Francisco da Silveira;

1º Secretário - Marçal Rodrigues Coelho;

2º Secretário - Luiz Francisco;

1º Tesoureiro - Bernardo Ricardo Vianna;

2º Tesoureiro - Benjamin de Andrade;

1º Procurador - Alberto da Silva;

2º Procurador - Bernardino Fernandes;

Diretor Esportivo - Olavo José Coutinho.

 

Praça de Esportes do Light Garage F.C.

PRAÇA DE ESPORTES INAUGURADO EM 1921

Exato um ano após ser fundado, o Light Garage inaugurou, de forma hercúlea, o seu o Campo de Atletismo e futebol (no antigo Gasômetro), no dia  27 de Agosto de 1922, localizado na Rua Comandante Maurity, nº 61 (ficava no canto da Rua Senador Euzébio) – no Mangue (Atual Centro do Rio).

CURIOSIDADE

O Local (Rua Comandante Maurity, nº 61) depois virou: Companhia Telefônica Brasileira e hoje a Universidade do Estácio. Após o Centro do Rio ter sofrido diversas reformas urbanas, ainda restou um pedaço da Rua entre a Faculdade Estácio de Sá e o Parque Noronha Santos, chamado Rua Pereira Franco.

HISTÓRIA

Logo após ser fundado, o Light Garage F.C. se filiou a LBD – Liga Brasileira de Desportos (Fundado no dia 30 de Abril de 1921; suas cores: Verde – Amarelo – Azul), Sub-Liga da então Liga Metropolitana e depois na A.M.E.A. (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos).

CAMPEÃO DA LIGA BRASILEIRA

Nos anos de 1921 e 1922, se sagrou Bicampeão do Campeonato da Sub-Liga.  Em 1925, chegou o campeonato da Liga Brasileira de Desportos (LBD), ao bater o Athletico Club Brasil, da Piedade pelo placar de 3 a 0, no domingo, no dia 1º de novembro de 1925.

O time campeão atuou com a seguinte escalação: Affonso; Alvaro e Arthur; Molla, Samba e Vigia; Mandarino, Gatto, Laurut, Corisco e Jayme.

O “prêmio” que diretoria deu aos jogadores pela conquista do título foi um Piquenique, no dia 1° de janeiro de 1926, na Ilha de Paquetá.  Nos anos seguintes a diretoria do Light Garage entrou num processo de “desgaste interno” culminando com a desativação do clube.

EXCURSÕES

Durante esse período realizou diversas excursões, como por exemplo, a Valença (enfrentou o Valenciano); Barra do Piraí (goleando o Royal A.C. por 6 a 2 e um empate em 3 a 3 com o Central).

REORGANIZADO EM 1931

Após o retorno de alguns dirigentes, que resolveram reorganizar o Light Garage, no dia 22 de Outubro de 1931. Nesse período, o clube adquiriu outra Sede situada na Avenida 28 de Setembro, nº 380 (sobrado), no Bairro de Vila Isabel, na zona Norte do Rio. Atualmente, o local funciona uma agência bancária, que fica do lado da G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel.

Com a extinção da LBD, em 1926, ingressou na ABEL (Associação Beneficente dos Empregados da Light), entidade que existiu entre os anos de 1916 a 1932. Com a criação da LEALCA (Liga de Esportes Atléticos da Light e Companhias Associadas), em 1933, o Light Garage fez história conquistando títulos e mais títulos.

No sábado, do dia 28 de novembro de 1936, foi inaugurado a nova quadra de basquete. O jogo inaugural foi entre o Vasco e Olaria, vencido pelo time da cruz-de-malta pelo placar de 21 a 19.

Na segunda-feira, no dia 05 de abril de 1943, foi votado a mudança de nome. A partir deste momento não foi encontrado mais nenhuma menção do Light Garage Football Club  nos veículos de comunicação impresso.

TÍTULOS

Campeão do Torneio Início da Liga Carioca de Desportos Terrestres (LCDT), de 1922;

Campeão da Sub-Liga Carioca, da Liga Brasileira de Desportos (LBD), de 1925;

Pentacampeão do Campeonato da LEALCA: 1936, 1937 (Invicto), 1938 (Bi Invicto), 1939 e 1941;

Pentacampeão do Torneio Início da LEALCA: 1936, 1937, 1938, 1939 e 1940.

ALGUMAS FORMAÇÕES NA DÉCADA DE 20

Time-base de 1921: Arlindo; Pedrosa e Alberto; Antonio, Joaquim e Kerry; Agenor, Sebastião, Olavo, Caetano e Renato.

Time-base de 1922: Affonso; Álvaro e Waldemar; Vigia, Aylton e Mandarim; Gatto, Genésio e Euclydes (Cap.), Oswaldo e Badú.

Time-base de 1924: Álvaro (Carregal); Waldemar e D. Clara (Osório); Oswaldo, Emigdio (Samba) e Mimosa (Jayme); Waldenga (Gato), Coutinho (Corisco), Genésio, Cavalcanti (Waldemar II) e Jeronymo.

Time-base de 1925: Carregal; Waldemar e D. Clara; Arthur, Vigai e Motta; Gato, Lenroth, Corisco, Mandarino e Jayme.

Time-base de 1926: Affonso; Norival (Álvaro) e Arthur (Lenrooth); Augusto, Coutinho e Sebastião; Moreira (Alvarenga), Mandarino, Loruth (Albino), Corinco (Ademar) e Jano (Ferreira).

FONTES: Esporte Ilustrado – O Imparcial – A Batalha – A Noite – Correio da Manhã – Diário de Notícias – O Paiz – O Malho

 

O campeão da Liga Brasileira de Desportos (LBD) de 1921: Manguinhos Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Tricolor Suburbano (verde, verde escuro e amarelo) foi Fundado no dia 25 de Novembro de 1915, por funcionários do Instituto Souza Cruz, o ninho da ciência brasileira.

Os seus fundadores, tendo à frente o ilustre e saudoso patrício Dr. Oswaldo Cruz, foram: José Barbosa Cunha, Mario Pereira de Araujo, Narciso Araujo, Arthur Theophilo Martins, Avelino Barbosa Cunha, Henrique Amaral, Ernani de Moura Caldas, entre outros.

A sua praça de esportes ficava na pitoresca fazenda de Oswaldo Cruz. A partir de 1920, o Manguinhos alterou as suas cores para Vermelho, preto e branco. Em 1921, a sua Sede ficava na Rua Frei Caneca, 83 (sobrado) – Centro do Rio.

FONTES: O Imparcial – Esporte Ilustrado 

 

 

O Metropolitano Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os Leões de Quintino’ foi Fundado no domingo, do dia 12 de Maio de 1918, após fusão entre Royal Football Club (Méier) e Sport Club Brasileiro (Rio Comprido). A sua Sede e o campo ficavam localizados na Rua Dias da Cruz, 322, no Méier, Zona Norte do Rio. Na década de 30, o clube transferiu a sua sede para a Rua José Veríssimo, s/n, também no Bairro do Méier.

PARTICIPOU DA ELITE CARIOCA DE 1924

O seu maior rival era o Engenho de Dentro A.C. O Metropolitano participou do Campeonato Carioca da Terceira Divisão de 1918, 1919 e 1920. Depois disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1921, 1922 e 1923. No Campeonato Carioca da 1ª Divisão  de 1924.

TÍTULOS

Os Leões de Quintino’ conquistaram o Bicampeonato Carioca ‘não-oficial’ da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), em 1926 e 1927. Outra conquista, está reconhecida pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), foi o título do Campeonato Carioca da Terceira Divisão de 1920.

Após terminarem empatados com 18 pontos, o Metropolitano e o Bonsucesso fizeram um jogo-extra para definir o campeão daquela temporada. Então, no dia 21 de Novembro de 1920, num jogão de sete gols, o Metropolitano bateu o Bonsuça por 4 a 3, ficando o inédito título da Terceirona.

METROPOLITANO A.C.               4          X         3          BONSUCESSO F.C.

LOCAL: Estádio da Rua Paysandu, no Bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio (RJ)

DATA: Domingo, no dia 21 de Novembro de 1920

ÁRBIRO: Álvaro Ramos Nogueira

METROPOLITANO: Monte; Conceição e J. Silva; Durval, Admardo e Alfredo; Ubirajara, Donga, Waldemar, Lago e Newton.

BONSUCESSO: Vianna; Alamiro e Eduardo “Picareta”; Congo, Cabral e Altamiro “D. Júlia”; Floriano, Cabalero, Alberico, Martins e Nélson.

GOLS: Ubirajara, Donga, Lago e Waldemar (Metropolitano); Alberico, duas vezes, e Cabalero (Bonsucesso).

 

FIM DA LINHA

Após 13 anos de existência, o  Metropolitano Athletico Club foi dissolvido em 16 de Maio de 1931, colocando um ponto final na agremiação do Méier.

 

FONTES: O Paiz – Rsssf Brasil – O Imparcial – Jornal do Brasil – A Noite – Jornal dos Sports – Correio da Manhã

 

O Campo Grande Athetico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava na Rua Coronel Agostinho, n.° 7 (sobrado), em Campo Grande, na Zona Oeste (naquela época a denominação era: Zona Rural) do Rio de Janeiro.

Fundado no sábado, do dia 16 de Maio de 1908, como Campo Grande Football Club. Então, exatos 12 anos,  no domingo, do dia 16 de Maio de 1920, fez fusão com o Paladino Football Club, alterando o alvinegro para o róseo-negro (uniforme no estilo do Flamengo, com faixas horizontais). Contudo, no ano seguinte o clube voltou para as cores preto e branco.

Dentre as suas participações nas competições, a mais importante foi a sua primeira e única disputa no Campeonato Carioca da 1ª Divisão de 1924. O clube ficou na  Série C, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

P.S.: Importante esclarecer que este clube não tem nenhuma relação com o atual Campo Grande Atlético Clube, campeão da Taça de Prata de 1982.

 

FONTES: Livro ‘Camisas do Futebol Carioca’ – Jornal dos Sports – O Imparcial 

 

O Deodoro Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 12 de Agosto de 1921, com o nome de Sapopemba (antigo nome da estação de Deodoro) Atlético Club, com as cores verde e vermelho, por um grupo de desportistas de Deodoro. Seis dias depois, no dia 18, realizaram um assembléia geral para definir o estatuto e outros assuntos. Dentre eles, definiram que o 1º Presidente foi Ladislau Patão.

Em abril de 1931, mudou o nome (Deodoro Athletico Club), e também as cores (rubro-anil). A sua Sede e o campo ficavam na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro. O seu último endereço: Rua Marechal Alencastro, 193, no Bairro de Deodoro, Zona Oeste do Rio.

Imprensa Popular: 30 de Novembro de 1952

CAMPEÃO DO TORNEIO INÍCIO DA LMDT, EM 1932

No domingo, do dia 15 de maio de 1932, o Deodoro foi campeão do 10º Torneio Início da LMDT (Liga Metropolitana Desportiva Terrestre). A competição foi realizada no seu campo, na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro.Na 1ª rodada, o Deodoro eliminou o Triângulo Azul (já foi publicado no História do Futebol), por 3 escanteios a zero.

Depois pelas Quartas de finais, passou pelo São José, também por 3 escanteios a zero. Nas semifinais, bateu o Vasquinho F.C. por 1 a 0. Na decisão, tendo Jayme Xavier da Motta como árbitro, numa partida bastante disputada, o título só aconteceu na segunda prorrogação, quando derrotou o  Oriente por 1 escanteio a zero. O time campeão atuou da seguinte forma: Deoclecio; Palmeira e Augusto; Luiz, Guttemberg e Barrão; Eloy, Patú, Pery, Noca e Leitão.

Foi vice-campeão do Campeonato “Extra” da Sub Liga Carioca de 1934. No ano seguinte se profissionalizou e disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão de 1935. Participou do Torneio Aberto Liga Carioca de Futebol de 1936 e 1937. Também foi Campeão do Torneio Salomão Ibraim de 1952.

Time-Base de 1934: Humberto; Léo e Arlindo; João, Anysio e Asumar; Eloy, Abrelino, Barreiros, Joel e Campista.

Time-Base de 1953: Ademir; Santana e Vadico; Biruca, Benedito e Paulo; China, Mundica, Guinha, Haroldo e Neguinho.

 

FONTES: Livro ‘Camisas do Futebol Carioca’ – Jornal dos Sports – O Imparcial – O Jornal – Imprensa Popular – Jornal A Manhã

 

Redesenhado o escudo do Ypiranga Football Clube da cidade de Niterói (RJ), encontrado pelo amigo e membro Auriel de Almeida, uma flâmula no acervo de Wanderlino Teixeira Netto. O modelo remete aos idos de 1962, quando o rubro-negro niteroiense completou meio-século de existência.

 

FONTE: Acervo de Wanderlino Teixeira Netto. 

 

Eu já havia lido no jornal “O Estado”, de Niterói-RJ, que em 1931 o Ypiranga Football Club mudaria de escudo, adotando um “similar” ao do CR Flamengo. No entanto, nunca tinha visto a imagem, confirmada com a flâmula do acervo de Wanderlino Teixeira Netto.

Portanto, atualizando as informações do Ypiranga: até 1931, escudo semelhante ao do Vitória-BA, a partir de 1931 escudo semelhante ao Flamengo, com disposições diferentes de cores.

 

O campeonato niteroiense de 1930 é mais um recheado de confusões entre os clubes. O caso principal foi o jogo de 21/9, Odeon 1-2 Ypiranga, onde o jogador ypiranguense Caláo não deveria jogar, por estar suspenso. O fato só foi descoberto pela diretoria do Odeon em novembro, e esta solicitou os pontos da partida – negados pela ANEA, que alegou que havia concedido sursis ao mesmo. O fato causou estranheza, e junto com decisões recentes da ANEA que haviam favorecido o Ypiranga, levantou-se a possibilidade de fraude.

As decisões recentes, aliás, foram os finais de jogo Ypiranga 0-0 São Bento (iniciado em 13/5 e interrompido a cinco minutos do fim, com um pênalti a cobrar pelo Ypiranga que foi impedido pela torcida sambentense) e Ypiranga 1-1 Barreto (de 28/9, interrompido a 25 minutos do fim por conta de um “sururu”). Ambos foram marcados para o sábado, dia 15/11, e ambos terminaram sem mudança no placar – com o São Bento defendendo o pênalti que restava bater, incrivelmente! Contudo, como Barreto e São Bento usaram jogadores que não estavam regularizados no início daquela partida (!), estes perderam os pontos do empate!

Em represália, o Odeon faltou ao encontro com o Ypiranga de 30/11, e apoiado por outros seis clubes – Fluminense, Fonseca, Barreto, Byron, Canto do Rio e Niteroiense – formou o chamado “grupo dos dissidentes” dispostos a intervir na ANEA, pedindo apoio da federação estadual, a AFEA.

A ANEA, então, suspendeu o grupo de rebeldes por seis meses, paralizando o campeonato por só contar com três times – Ypiranga, São Bento e Gragoatá (o regulamento do campeonato exigia um mínimo de quatro participantes para prosseguimento da disputa).

Em dezembro os rebeldes elegeram uma nova diretoria para a ANEA, e anunciaram a continuação da competição a partir de 4/1/1931. Os jogos foram realizados, com a recusa de Ypiranga, São Bento e Gragoatá de participarem dos mesmos, pois consideravam a nova diretoria ilegal, perdendo assim os jogos nessa tabela por WO.

Em 27/1/1931 a diretoria antiga da ANEA determinou o encerramento do campeonato, dando vitórias por WO aos três fiéis nos jogos que restavam contra os dissidentes. E proclamou o Ypiranga campeão. Em 8/2/1931 a diretoria eleita pelos dissidentes encerrou o seu campeonato, proclamando o Fluminense campeão.

Em março de 1931 a situação foi pacificada, com vitória da corrente dissidente, que acabou apoiada pela AFEA. E o Fluminense foi proclamado campeão em 11/4/1931. Só que o Ypiranga recorreu, e em maio de 1931 decidiram que AMBOS eram campeões.

Por algum tempo eu achei que esse fosse o ponto final. Contudo, a disputa não parou por aí. Em 1932 foi decidido que o campeão era só o Fluminense mesmo. E não achei mais anda sobre o assunto. Nos jornais dos anos 40 a tendência é considerar os dois campeões. Mas a partir da década de 50 até a de 70, não tem jeito: só o Fluminense é listado como o campeão de 30 (com algumas exceções). O que me leva a crer que essa foi a decisão definitiva.

Outro jogo anulado foi Canto do Rio 2-2 São Bento, com pontos marcados para o Cantusca. O Byron perdeu suas últimas partidas por WO por suspender seus próprios jogadores e se retirar da disputa.

Abaixo, a tabela segundo a diretoria vencedora da ANEA (a dos dissidentes).

 

Time J V E D GP GC Pts
1.Fluminense 18 15 1 2 50 22 31
2.Ypiranga 18 14 1 3 48 11 29
3.Odeon 18 12 2 4 27 16 26
4.Barreto 18 11 1 6 37 26 23
5.Gragoata 18 6 5 7 33 25 17
6.Niteroiense 18 6 2 10 25 41 14
7.Fonseca 18 5 3 10 10 28 13
8.Canto do Rio 18 5 2 11 12 45 12
9.Byron 18 4 2 12 25 31 10
10.Sao Bento 18 2 1 15 20 42 5

 

20/04/1930 Byron 5 0 Canto do Rio
20/04/1930 Fluminense 4 2 Barreto
20/04/1930 Fonseca 0 1 Ypiranga
20/04/1930 Odeon 2 1 São Bento
27/04/1930 Barreto 3 0 Fonseca
27/04/1930 Canto do Rio 1 3 Fluminense
27/04/1930 Gragoatá 1 1 Byron
27/04/1930 Ypiranga 3 1 Niteroiense
04/05/1930 Fluminense 1 0 Odeon
04/05/1930 Fonseca 3 3 São Bento
04/05/1930 Gragoatá 4 2 Niteroiense
11/05/1930 Fluminense 5 1 São Bento
11/05/1930 Odeon 3 0 Canto do Rio
11/05/1930 Ypiranga 2 1 Barreto
13/05/1930 Fluminense 4 0 Niteroiense
13/05/1930 Gragoatá 2 0 Barreto
13/05/1930 Ypiranga 0 0 São Bento
18/05/1930 Byron 3 1 Fonseca
18/05/1930 Niteroiense 4 0 Canto do Rio
25/05/1930 Barreto 3 2 Canto do Rio
25/05/1930 Gragoatá 1 0 Fluminense
25/05/1930 Ypiranga 0 1 Byron
08/06/1930 Barreto 5 3 São Bento
08/06/1930 Canto do Rio 1 0 Fonseca
08/06/1930 Ypiranga 3 3 Gragoatá
15/06/1930 Barreto 4 3 Niteroiense
15/06/1930 Fluminense 3 2 Byron
15/06/1930 Gragoatá 1 1 Fonseca
15/06/1930 São Bento 2 2 Canto do Rio
29/06/1930 Barreto 1 1 Odeon
29/06/1930 Canto do Rio 2 2 Gragoatá
29/06/1930 São Bento 4 3 Byron
06/07/1930 Barreto 4 1 Byron
06/07/1930 Gragoatá 3 1 São Bento
13/07/1930 Byron 3 2 Niteroiense
13/07/1930 Fluminense 0 0 Fonseca
20/07/1930 Fonseca 3 2 Canto do Rio
20/07/1930 Gragoatá 2 2 Odeon
20/07/1930 Niteroiense 4 3 São Bento
27/07/1930 Barreto 3 4 Fluminense
27/07/1930 Byron 1 2 Odeon
14/09/1930 Fonseca 0 2 Barreto
14/09/1930 Niteroiense 3 3 Byron
14/09/1930 Ypiranga 9 0 Canto do Rio
21/09/1930 Fonseca 1 2 Niteroiense
21/09/1930 Odeon 1 2 Ypiranga
28/09/1930 Byron 1 4 Gragoatá
28/09/1930 Fluminense 0 5 Ypiranga
28/09/1930 Odeon 2 0 Fonseca
05/10/1930 Barreto 1 1 Ypiranga
05/10/1930 Byron 0 4 Fluminense
05/10/1930 Niteroiense 2 3 Odeon
12/10/1930 Canto do Rio 1 1 Niteroiense
12/10/1930 Gragoatá 2 3 Ypiranga
19/10/1930 Fluminense 4 2 Canto do Rio
19/10/1930 Niteroiense 0 5 Ypiranga
26/10/1930 Byron 1 3 Ypiranga
26/10/1930 Fonseca 1 4 Fluminense
26/10/1930 Odeon 2 1 Barreto
09/11/1930 Canto do Rio 1 2 Ypiranga
09/11/1930 Niteroiense 1 0 Fonseca
09/11/1930 Odeon 4 1 Gragoatá
09/11/1930 São Bento 2 4 Barreto
15/11/1930 Niteroiense 0 7 Fluminense
16/11/1930 Fonseca 0 wo Byron
16/11/1930 São Bento 1 4 Gragoatá
23/11/1930 Canto do Rio 0 4 Barreto
23/11/1930 Fluminense 4 3 Gragoatá
23/11/1930 Odeon 0 wo Byron
23/11/1930 São Bento 1 9 Ypiranga
30/11/1930 Canto do Rio 0 wo Byron
30/11/1930 Niteroiense wo 0 Barreto
30/11/1930 Ypiranga 0 wo Odeon
04/01/1931 Canto do Rio 0 wo São Bento
04/01/1931 Fonseca 0 wo Gragoatá
04/01/1931 Odeon 1 3 Fluminense
11/01/1931 Barreto 0 wo Gragoatá
11/01/1931 Fonseca 0 3 Odeon
11/01/1931 São Bento wo 0 Niteroiense
18/01/1931 Byron wo 0 Barreto
18/01/1931 Niteroiense 0 wo Gragoatá
18/01/1931 São Bento wo 0 Fluminense
25/01/1931 Canto do Rio 0 2 Odeon
25/01/1931 São Bento wo 0 Fonseca
25/01/1931 Ypiranga wo 0 Fluminense
01/02/1931 Byron wo 0 São Bento
01/02/1931 Gragoatá wo 0 Canto do Rio
01/02/1931 Odeon 0 wo Niteroiense
01/02/1931 Ypiranga wo 0 Fonseca
08/02/1931 São Bento wo 0 Odeon
 

Incrementando a lista de campeões de Petrópolis, já que a conhecida lista apenas uma liga por ano (ignorando dissidências).

Entre 1918 e 1924 existiu (que eu saiba) apenas a Liga Petropolitana de Sports (municipal), filiada à Liga Sportiva Fluminense (estadual).

Com a fundação da Associação Fluminense de Esportes Athleticos (estadual, rival da LSF) em 1925 foi fundada a Associação Petropolitana de Esportes. Em 1925 e 1926, então, tivemos dois campeonatos petropolitanos: o da LPS e o da APEA.

Em 1927, com o fim da LSF, a LPS e a APEA se fundiram na Associação Petropolitana de Sports.

Os campeões da APEA em 1925 e 1926:

1925 – S.C. Carangola (primeiros quadros) e S.C. Retiro (segundos quadros)

1926 – S.C. Rio Branco (primeiros e segundos quadros)

O S.C. Carangola, alvinegro, NÃO É o atual Carangola F.C. (fundado bem depois, auri-anil)

O S.C. Rio Branco, alvinegro, também ganhou o título em 1961.

 

 

O campeonato niteroiense de 1929 correu sem grandes sustos. O Ypiranga foi o melhor time, seguido de perto pelo Fluminense e um valente Barreto. O título foi conquistado após a surpreendente derrota do Fluminense para seu arquirrival de bairro, o Canto do Rio, no dia 1º de janeiro de 1930. O Fluminense considerava a vitória no clássico certa, ideal para dar moral para o jogo contra o Ypiranga – se vencesse, o Flu forçaria uma melhor-de-três. Mas como o Tricolor de Niterói foi derrotado, entrou em campo contra o Ypiranga com a moral tão baixa que ainda foi humilhado por 6 a 1.

Os jogos em vermelho são: São Bento 3-2 Barreto (o São Bento perdeu os pontos por invasão de campo de sua torcida) e partidas onde um clube entregou os pontos (lembrando que nas minhas tabelas se Fulano 0-wo Sicrano, Fulano é o vencedor).

Uma curiosidade sobre o Gragoatá: o clube entregou os pontos das últimas partidas por achar que não valia a pena expor os seus atletas ao forte calor, já que o clube não tinha mais chances.

Destaque ainda para a estrondosa goleada do Ypiranga sobre o São Bento: 12 a 0

Todos os jogos

 

14/04/1929 Fonseca 4 3 Gragoatá
14/04/1929 Ypiranga 12 0 São Bento
05/05/1929 Canto do Rio 3 0 São Bento
05/05/1929 Ypiranga 2 1 Byron
11/05/1929 Niteroiense 2 3 Fluminense
12/05/1929 Barreto 2 0 Ypiranga
12/05/1929 Canto do Rio 2 2 Byron
12/05/1929 Fonseca 3 0 São Bento
12/05/1929 Gragoatá 1 4 Fluminense
19/05/1929 Barreto 3 0 São Bento
26/05/1929 Byron 2 0 Gragoatá
26/05/1929 Canto do Rio 2 2 Barreto
26/05/1929 Fluminense 2 2 São Bento
02/06/1929 Byron 3 2 Niteroiense
02/06/1929 Fonseca 2 1 Fluminense
02/06/1929 Gragoatá 0 0 Canto do Rio
09/06/1929 Niteroiense 5 0 Canto do Rio
09/06/1929 São Bento 4 0 Byron
09/06/1929 Ypiranga 3 0 Fonseca
16/06/1929 Byron 2 2 Fluminense
16/06/1929 Gragoatá 4 3 Ypiranga
16/06/1929 Niteroiense 4 2 Barreto
23/06/1929 Barreto 2 1 Byron
23/06/1929 Canto do Rio 0 4 Fluminense
23/06/1929 Fonseca 2 3 Niteroiense
30/06/1929 Gragoatá 0 2 Barreto
30/06/1929 São Bento 2 5 Niteroiense
30/06/1929 Ypiranga 4 0 Canto do Rio
07/07/1929 Barreto 4 0 Fonseca
07/07/1929 Ypiranga 1 0 Niteroiense
21/07/1929 Fonseca 2 2 Byron
21/07/1929 Gragoatá 4 1 São Bento
21/07/1929 Ypiranga 2 1 Fluminense
28/07/1929 Canto do Rio 4 1 Fonseca
28/07/1929 Fluminense 3 0 Barreto
28/07/1929 Niteroiense 3 3 Gragoatá
27/10/1929 São Bento 1 2 Fonseca
03/11/1929 Fonseca 2 2 Barreto
10/11/1929 Fonseca 1 1 Canto do Rio
10/11/1929 São Bento 3* 2* Barreto (ganhou os pts)
15/11/1929 São Bento 0 wo Canto do Rio
24/11/1929 Barreto 2 0 Niteroiense
24/11/1929 Canto do Rio 2 3 Gragoatá
24/11/1929 Fluminense 2 1 Byron
24/11/1929 Fonseca 3 6 Ypiranga
01/12/1929 Barreto 1 4 Fluminense
01/12/1929 Byron 3 1 Canto do Rio
01/12/1929 Gragoatá 2 3 Niteroiense
01/12/1929 São Bento 1 4 Ypiranga
08/12/1929 Barreto 3 2 Canto do Rio
08/12/1929 Byron 1 2 Ypiranga
08/12/1929 Fluminense 0 wo Gragoatá
08/12/1929 Niteroiense 5 1 São Bento
15/12/1929 Gragoatá wo 0 Fonseca
15/12/1929 Niteroiense 1 3 Byron
15/12/1929 São Bento 1 4 Fluminense
15/12/1929 Ypiranga 3 2 Barreto
22/12/1929 Fluminense 2 0 Fonseca
22/12/1929 Niteroiense 1 6 Ypiranga
22/12/1929 Byron 0 wo São Bento
25/12/1929 Byron 1 1 Barreto
25/12/1929 Ypiranga 0 wo Gragoatá
25/12/1929 Niteroiense wo 0 Fonseca
29/12/1929 Canto do Rio 0 2 Ypiranga
29/12/1929 Fluminense 6 2 Niteroiense
29/12/1929 Barreto 0 wo Gragoatá
29/12/1929 Byron 0 wo Fonseca
01/01/1930 Gragoatá wo 0 Byron
01/01/1930 Fluminense 1 2 Canto do Rio
05/01/1930 Canto do Rio wo 0 Niteroiense
05/01/1930 Fluminense 1 6 Ypiranga
05/01/1930 São Bento 0 wo Gragoatá

Colocação final

Time J V E D GP GC Pts
1.Ypiranga 16 14 0 2 56 17 28
2.Fluminense 16 10 2 4 40 24 22
3.Barreto 16 9 3 4 28 22 21
4.Byron 16 7 4 5 22 23 18
5.Niteroiense 16 7 1 8 36 36 15
6.Fonseca 16 6 3 7 22 32 15
7.Canto do Rio 16 3 4 9 19 31 10
8.Gragoata 16 3 2 11 20 24 8
9.Sao Bento 16 3 1 12 13 47 7
 

O Jequiá Football Club (atual Jequiá Iate Clube) é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na sexta-feira, do dia 19 de Dezembro de 1919, como Jequiá Football Club, depois Jequiá Esporte Clube e por fim Jequiá Iate Clube. O clube Alvianil tem a sua Sede na Praia do Zumbi 28, na Ilha do Governador.

Estadual de 1936

O Jequiá disputou o seu primeiro e único Campeonato Carioca de 1936, organizado pela Liga Carioca de Football (LCF). A competição contou com seis clubes: América FC, Bonsucesso FC, CR Flamengo, Fluminense FC, Jequiá FC e AA Portuguesa.

Contudo, a campanha foi fraca e o Jequiá terminou em último lugar. Foram 15 jogos (num total de três turnos), com três vitórias e 12 derrotas; marcando 24 gols e sofrendo 53, num saldo negativo de 29.

Esses foram os resultados do Jequiá:

27 de Setembro       -              Bonsucesso            2              x              1              Jequiá

01 de Outubro         -              América                   5              x              3              Jequiá

04 de Outubro         -              Jequiá                     1              x              4              Flamengo

08 de Outubro         -              Jequiá                    1              x              5              Fluminense

18 de Outubro         -              Flamengo                4              x              2              Jequiá

22 de Outubro         -              Jequiá                     1              x              3              Bonsucesso

25 de Outubro         -              Fluminense              6              x              1              Jequiá

29 de Outubro         -              Portuguesa              0              x              1              Jequiá

01 de Novembro      -              Jequiá                     1              x              3              América

05 de Novembro      -              Jequiá                     0             x              3              Portuguesa

08 de Novembro      -              Portuguesa              0             x              4              Jequiá

15 de Novembro      -              Jequiá                    4              x              1              Bonsucesso

26 de Novembro      -              Jequiá                     2              x              6              Fluminense

29 de Novembro      -              Jequiá                     1              x              3              América

03 de Dezembro      -              Jequiá                     1              x              8              Flamengo

 

Contudo, após esse certame, a diretoria do Jequiá não se animou e nunca mais participou na esfera profissional. O time foi campeão da Subliga e nos dias atuais o clube é tradicional em outro esporte: basquete.

 

Fontes: Site do clube – Rsssf Brasil – O Imparcial, Jornal dos Sports – A Batalha – O Paiz

 

Anos 40

 

Anos 50-60

 

Escudo entre 1919 aos anos 40

 

Pós década de 40

 

O escudo do Trindade foi copiado do Diário Fluminense (Niterói) de 1959. Acredito que o símbolo no canto superior seja uma bola. Já o do Carioca F.C. é escaneado do título de sócio proprietário do meu avô, de bendita memória.

O uniforme do Trindade variava, em umas fotos camisa vermelha com gola branca, em outras listras verticais. Não sei dizer qual seria o uniforme número 1. Já o do Carioca F.C. era: camisas rubro-negras na vertical com calções AZUIS (isso mesmo), de 1919 até fins o começo da década de 40, quando o clube adotou uniforme idêntico ao do Flamengo do Rio.

 

 

O clube da Ilha do Governador foi fundado como Jequiá Football Club, passou a Jequiá Esporte Clube e atualmente se chama Jequiá Iate Clube. O escudo abaixo é de uma carteirinha da época em que o mesmo era “Esporte Clube”, e pelo que percebo nas fotos antigas, o escudo é idêntico ao usado na fase “Football Club”, quando o clube foi campeão da Subliga e chegou a participar da Primeira Divisão do Carioca. Seu uniforme tradicional é: camisas brancas com golas azuis, calções azuis. Em 1929, porém, o clube foi campeão da Subliga (Liga Brasileira) usando um uniforme azul com listras verticais brancas bem finas.

 

 

Esse foi o primeiro campeonato profissional de Niterói, organizado pela Liga Nictheroyense de Football. Infelizmente a competição foi uma bagunça, com muitas rodadas adiadas, o que gerou reclamações da imprensa e desinteresse desta em publicar o resultado de algumas partidas. O campeonato começou apenas em outubro.

Participantes:
Barreto FC
Byron FC
Fluminense AC
Fonseca AC
Modesto FC (de São Gonçalo)
Niteroiense FC
Ypiranga FC

Jogos:
31/10
Modesto 1-4 Niteroiense

4/11
Barreto – Fluminense (adiado para 3/2/35)

11/11
Barreto 1-4 Byron
Fonseca v-d Modesto (vitória do Fonseca por placar desconhecido)

15/11
Fluminense e-e Ypiranga (empate por placar desconhecido)
Barreto e-e Niteroiense (empate por placar desconhecido)

18/11
Fluminense 4-1 Niteroiense
Fonseca 2-2 Byron

20/11
Ypiranga d-v Niteroiense (vitória do Niteroiense por placar desconhecido, há dúvidas se o jogo foi nessa data ou próxima)

22/11
Ypiranga 9-0 Barreto (dúvida se foi nessa data ou em um dia próximo)

25/11
Fonseca 3-1 Fluminense
Modesto 0-2 Byron

29/11
Niteroiense – Fonseca (mau tempo, adiado para 6/1/35)

2/12
sem rodada, festival

6/12
Niteroiense 1-7 Byron

9/12
Byron 3-2 Ypiranga
Modesto wo-wo Barreto (duplo wo, ambos não pontuaram)

13/12
Ypiranga 4-1 Fonseca

16/12
Fluminense 0-wo Modesto
Fonseca – Barreto (adiado para 23/12)

20/12
Ypiranga – Niteroiense (adiado para 21/2)

23/12
Byron 4-1 Fluminense
Ypiranga 0-wo Modesto (após mais um wo o Modesto foi desligado do campeonato e seus resultados desconsiderados)
Fonseca – Barreto (adiado para 13/1/35)

27/12
Niteroiense – Fluminense (adiado para 13/1/35)

30/12
Barreto – Ypiranga (adiado para 1/1/35)

1/1
Barreto 3-6 Ypiranga

6/1
Byron 1-0 Barreto
Niteroiense 3-3 Fonseca (jogo adiado do turno)

13/1
Fonseca 0-wo Barreto (jogo adiado do turno)
Niteroiense 3-3 Fluminense

20/1
Ypiranga 0-0 Byron
Niteroiense 0-wo Barreto (terceiro wo, desligado do campeonato, os jogos restantes do clube foram considerados derrotas por wo pela liga)

27/1
Fluminense 3-2 Fonseca
Byron v-d Niteroiense (resultado desconhecido, possível WO a favor do Byron. Com o resultado o Byron ficou com a mão na taça – chegou a 14 pontos, máximo que Flu, Fonseca e Ypiranga poderiam alcançar para ainda almejar um jogo-extra)

3/2
Fonseca 1-0 Ypiranga
Barreto wo-0 Fluminense (jogo adiado do turno)

(Fonseca se desliga em 7/2 em protesto por uma suspensão de um jogador, jogos restantes considerados derrotas por WO – incluindo um jogo a ser realizado com o Byron, ou seja, este conquistou o título com este abandono, e os demais clubes entregaram os pontos dos jogos restantes)

10/2
Fluminense wo-0 Byron (oficialmente, foi após esta entrega de pontos do Flu que o Byron conquistou o título perante a Liga)
Barreto wo-0 Fonseca

17/2
Byron 0-wo Fonseca
Ypiranga 0-wo Fluminense

21/2
Niteroiense 0-wo Ypiranga

24/2
Fluminense 0-wo Barreto
Fonseca wo-0 Niteroiense

Jogos cancelados com a exclusão do Modesto, não chegaram a ter datas divulgadas
Barreto – Modesto
Byron – Modesto
Modesto – Fluminense
Modesto – Fonseca
Modesto – Ypiranga
Niteroiense – Modesto

Classificação final
Time                    J V E D Pts
1.Byron              10   8   2   0   18
2.Niteroiense   10   4   3   3   11
3.Ypiranga       10   4   2   4   10
3.Fluminense  10   4   2   4   10
3.Fonseca        10   4   2   4   10
4.Barreto          10   0   1   9   1

 

Os campeonatos das ligas rivais de 1934 foram disputados praticamente em sequência. Isso se deu pois a competição da ANEA teve que ser interrompida após a expulsão da maioria de seus clubes, e encerrada em turno único. Aceitos na LNF, esta teve quórum para iniciar a sua disputa. Primeiro o campeonato da ANEA:

 

CAMPEONATO NITEROIENSE DA ANEA – Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos

Participantes:
Barreto FC
Canto do Rio FC
Fonseca AC
Guarany FC *
Modesto FC (São Gonçalo)
Nictheroyense FC
Saramago FC
Ypiranga FC

* nota: o São Bento do campeonato de 1932 e Guarany são o mesmo clube. O Guarany, campeão de 1913, mudou de nome em 1926, voltando ao antigo em 1934

O campeonato teve apenas a tabela do turno organizada. A tabela do returno, que acabou não acontecendo, seria feita de acordo com os resultados dos clubes no primeiro. O Modesto, que era de São Gonçalo, entrou no meio da competição e disputou duas partidas, “encaixadas” nas rodadas finais.

29/4

Saramago     1–3    Fonseca
Guarany     2–4     Ypiranga

 

6/5
Barreto     3-2     Canto do Rio

13/5
(sem jogos, festival do Guarany)

 

20/5
Ypiranga     5-2    Saramago
Fonseca     3-1     Barreto

 

27/5
Guarany        0-5    Barreto

3/6
(sem jogos, festival do Canto do Rio)

 

10/6
Ypiranga     1-2     Canto do Rio

 

17/6
Saramago     4-2     Barreto
Fonseca     5-0     Guarany

 

24/6
Ypiranga     4-2     Fonseca

 

1/7
Canto do Rio     5-1     Saramago
Barreto     0-3     Ypiranga

 

8/7
(sem jogos, festival do Saramago)

 

15/7
Saramago     3-1     Guarany

 

22/7
Barreto     5-4     Modesto
Canto do Rio     2-1     Fonseca

 

29/7
Canto do Rio     7-1     Guarany
Saramago     3-1     Modesto

 

O segundo turno deveria começar em 5/8, mas o campeonato foi paralizado; a sede da ANEA, na Rua São João, foi penhorada por uma dívida com João Pereira Gomes, presidente do Fluminense A.C. – ironicamente a liga rival organizara uma taça com o nome de João Pereira Gomes! Resolvida a pendência, o segundo turno seria iniciado em 16/9, com os seguintes jogos:
16/9
Canto do Rio – Barreto
Fonseca – Saramago
Ypiranga – Modesto (este válido pelo primeiro turno)

Contudo, no mesmo dia 16 os clubes Barreto, Fonseca, Modesto e Ypiranga foram eliminados pela ANEA por terem assinado um acordo de pacificação com a LNF “por trás dos panos”. Os mesmos foram aceitos pela LNF.

Os regulamentos da ANEA impediam que a competição prosseguisse com menos do que quatro clubes – restaram apenas Canto do Rio, Saramago e Guarany – devendo ser encerrada. A título de curiosidade, o que o regulamento previa nos casos de impedimento do prosseguimento da competição.

a) Em caso de interrupção no primeiro turno, a competição é considerada nula, inexistente

b) Em caso de interrupção no segundo turno, os resultados dessa fase são anulados e o vencedor do primeiro turno é o campeão, com confronto direto como primeiro critério de desempate e goal average como segundo

Aparentemente, seria a primeira opção, pois faltavam os jogos do Modesto. Contudo, a exclusão de uma equipe antes que a mesma disputasse um mínimo de cinco jogos resultava na anulação de sua participação. Por conta dessa fato, a ANEA desconsiderou a participação do Modesto e o primeiro turno foi considerado inteiramente disputado, com o Canto do Rio e Ypiranga empatado em pontos e o Canto do Rio campeão no confronto direto (2 a 1).

Uma observação: reparei que em alguns textos do jornal O Fluminense, nos anos 70, dizem que o Ypiranga é campeão de 1934. O Ypiranga foi campeão, mas apenas nos segundos quadros (também graças ao confronto direto com o Barreto, com quem empatara em pontos). Também é bom lembrar que quase nenhuma fonte considera o Cantusca campeão de 34 por conta da desordem do ano e a tendência das matérias sobre o futebol de Niterói contabilizarem apenas uma liga por ano (e a do Byron sempre foi considerada a mais importante).

 

Colocação final

1.Canto do Rio    2 pps
2.Ypiranga    2 pps
3.Fonseca    4 pps
4.Barreto    6 pps
4.Saramago    6 pps
6.Guarany    10 pps

pps = pontos perdidos

 

 

Após a saída do Byron da Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos e ingresso na profissional Liga Nictheroyense de Football, esta passou a ter condições de organizar uma competição. Só que num primeiro momento isso não aconteceu – o Tamoio de São Gonçalo foi expulso da mesma por irregularidades diversas e o Rio Branco, de Santa Rosa, começou a se desmanchar. Apenas no finzinho de 1934, com o ingresso de mais clubes, a LNF fez disputar o seu campeonato – assunto para outro post.

Para “ocupar” os seus únicos membros, Byron e Fluminense, foi organizada então uma taça, denominada Taça João Pereira Gomes, em três jogos. O campeão foi o Fluminense, após uma goleada espetacular na terceira partida que garantiu o empate em pontos e a vitória por número de gols marcados.

 

7 de Janeiro de 1934

Byron 3 a 2 Fluminense

 

26 de Fevereiro de 1934

Fluminense 2 a 2 Byron

 

5 de Agosto de 1934

Fluminense 7 a 1 Byron

 

 

 

 

Aproveitando a postagem do Julio Diogo com o campeonato de 1932, eis o seguinte. A competição foi organizada pela Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos e teve o simpático Canto do Rio como campeão – pela primeira vez. O Fluminense, campeão de 1932, abandonou a competição no meio e fundou, junto com o Tamoio de São Gonçalo e o Rio Branco, do bairro Santa Rosa (clube de vida curta) a profissional Liga Nictheroyense de Football. A mesma, contudo, não organizou campeonatos no ano, pois seus estatutos previam o mínimo de 4 clubes para tal. N

 

CAMPEONATO NITEROIENSE DE 1933

Participantes:
BARRETO Football Club
BYRON Football Club
CANTO DO RIO Football Club
FLUMINENSE Athletico Club
FONSECA Athletico Club
NICTHEROYENSE Football Club
YPIRANGA Football Club

Turno
[16/Abr]
Fluminense    2-0    Barreto
Nictheroyense    1-3    Fonseca

[23/Abr]
Ypiranga    5-5    C. do Rio
Byron        1-0    Fonseca

[30/Abr]
Barreto        2-4    C. do Rio
Fluminense    0-1    Byron

[7/Mai]
C. do Rio    1-1    Fluminense
Nictheroyense    3-3    Ypiranga

[14/Mai]
Folga (Festa esportiva – aniversário do Nictheroyense;
amistoso Nictheroyense 3-3 SC Brasil, do Rio)

[21/Mai]
Fonseca        3-2    Ypiranga
Byron        4-2    Nictheroyense

[28/Mai]
Ypiranga    3-2    Fluminense
Fonseca        2-1    C. do Rio

[4/Jun]
Barreto        0-2    Ypiranga
C. do Rio    4-4    Nictheroyense

[11/Jun]
Byron        0-w    Barreto (*)
Fluminense    w-0    Nictheroyense (**)
(*) Com relações cortadas, os clubes não se enfrentavam.
O visitante costumava entregar os pontos ao mandante.
(**)O Fluminense abandonou o campeonato para fundar a
Liga Nictheroyense de Football, profissional. Seus
jogos foram desconsiderados na classificação final.

[18/Jun]
Barreto        5-1    Fonseca

[25/Jun]
Ypiranga    4-1    Byron
Nictheroyense    2-4    Barreto

[2/Jul]
C. do Rio    3-2    Byron

Returno
[9/Jul]
C. do Rio    4-1    Ypiranga
Fonseca        0-1    Nictheroyense

[16/Jul]
Folga (Festa esportiva – aniversário do Barreto;
amistoso Barreto 2-0 Nictheroyense)

[23/Jul]
C. do Rio    3-1    Barreto

[30/Jul]
Ypiranga    1-0    Nictheroyense
Fonseca        2-2    Byron

[6/Ago]
Nictheroyense    1-3    Byron

[13/Ago]
Ypiranga    4-1    Barreto

[20/Ago]
Folga (Festa esportiva – aniversário do Ypiranga;
amistoso Ypiranga 2-1 Nictheroyense)

[27/Ago]
Byron        5-1    Ypiranga

[3/Set]
Nictheroyense    1-2    C. do Rio
Ypiranga    0-1    Fonseca

[10/Set]
Barreto        0-w    Byron
C. do Rio    1-1    Fonseca

[17/Set]
Fonseca        3-2    Barreto

[24/Set]
Byron        2-1    C. do Rio (*)
Barreto        0-w    Niteroiense
(*) Com a vitória o Byron empatou em pontos com o Canto do Rio,
forçando uma melhor-de-três. Contudo, a partida acabou anulada
por erro de direito (o juiz encerrou a partida antes do tempo).
A diretoria do Byron, inconformada, pediu o desligamento da
Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos e se filiou na
recém-formada Liga Nictheroyense de Football. O Canto do Rio
foi considerado vencedor por walker-over do jogo e campeão.

Colocação final:
1.Canto do Rio        5  pps
2.Fonseca        8  pps
3.Byron            9  pps
4.Ypiranga        10 pps
5.Barreto        12 pps
6.Nictheroyense        16 pps
pps=pontos perdidos

Campeão: Canto do Rio F.C.

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