O Sport Club Boa Vista é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Fevereiro de 1917, pelo Sr. Abel Ramos e um grupo de desportistas da localidade. A 1ª Sede ficava na Rua Boa Vista, nº 53 (sobrado), no Alto da Boa Vista.

Uma curiosidade nas cores, apesar da alcunha do clube ser “Alviverde do Alto“, as fotos coletadas pelo amigo e membro Auriel de Almeida, mostra que num certo período, existia  além do verde e branco,  o amarelo.

O seu Campo – que está situado na Estrada das Furnas, nº 900, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio – foi inaugurado no domingo, do dia 23 de Setembro de 1917. Em 1928, disputou o Campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres – Divisão Emmanuel Coelho Netto.

Campeão do Torneio dos Segundos Quadros de 1930

No domingo, do dia 09 de fevereiro de 1930, no campo do Fundição Nacional Athletico Club, situado na Avenida Pedro II, s/n, em São Cristóvão, o jogo de desempate do Torneio dos Segundos Quadros da Divisão Emmanuel Coelho Netto, entre o Sport Club América e o Sport Club Boa Vista. Melhor para o Boa Vista que goleou por 4 a 0. O nome da partida foi o atacante Mosquera, autor dos quatros gols.

 

SPORT CLUB  AMÉRICA 0 X 4 SPORT CLUB  BOA VISTA
LOCAL Campo do Fundição Nacional Athletico Club, situado na Avenida Pedro II, s/n, em São Cristóvão – Zona Norte do Rio/RJ
CARÁTER Final Torneio dos Segundos Quadros da Divisão Emmanuel Coelho Netto
DATA Domingo, no dia 09 de Fevereiro de 1933
ÁRBITRO Honorato José Barbosa (Brasil Football Club)
S.C. AMÉRICA Martins; Barros e Aristides; Binóculo, Júlio e Canella; Adhemar, Mario, Byra, Lixa e Erasmo.
S.C. BOA VISTA Caetano; Alves e Bahiano; Carlos, Bethuel e Noravio; Gentil, Mosquera, Romualdo, Amaro e Petronilho.
GOLS Mosquera foi autor dos quatro gols do S.C. Boa Vista.

Campeão da LMDT de 1932

Em 1932, o Sport Club Boa Vista se sagrou Campeão do Campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres. Muito embora a LMDT fosse descendente direta da primeira liga de futebol do Rio de Janeiro, a Liga Metropolitana de Football, esse título permanece largamente ignorado. O motivo: todos os seus participantes eram clubes pequenos.

A LMDT foi desfiliada pela Confederação Brasileira de Desportos em 1924. Naquele ano o Vasco da Gama conquistou o título, histórico, sendo o único ano da “era sem filiação” atualmente lembrado na galeria de campeões da FERJ. Essa conquista do Boa Vista, 1932, o último antes da LMDT ser absorvida pela profissional Liga Carioca de Football.

FONTES: Acervo do Clube – A Noite – Jornal dos Sports – Jornal das Moças

 

O Cotonifício Gasparian Atlético Clube foi uma agremiação do Município de Comendador Levy Gasparian (RJ). Localizado na Região Sul Fluminense, a 160 km da capital. Conta com uma população de 8.183 mil habitantes (segundo o Censo IBGE/2010). Antes da sua emancipação, em 23 de dezembro de 1991, o local era um distrito de Três Rios.

A sua Sede ficava localizado na Vila Gasparian, s/n, no Centro de Comendador Levy Gasparian. O Tricolor Gaspariense foi Fundado em 1957, por Joel da Silva Maia, então com 31 anos. As suas cores eram vermelho, branco e azul.

O fundador, que presidiu o clube por oito anos, foi Vereador em Três Rios, em 1959, exercendo vários mandatos até 1992, ocupando cargos de relevância na Prefeitura e na Câmara de Vereadores do Município de Três Rios.
No Município de Levy Gasparian foi eleito como primeiro Prefeito (1993 a 1996).

Em abril de 1958, se filiou a Liga de Desportos de Três Rios, passando a disputar as competições citadinas. O Cotonifício Gasparian disputou durante 10 anos o campeonato trirriense, durante cinco anos sendo vice-campeão e os outros 5, campeão da competição.

Copa Sul-Fluminense de 1974

O clube participou da Copa Sul-Fluminense de 1974, organizado pela a Federação Fluminense de Futebol (FFF).

Campeão do 1º Turno do Campeonato de Três Rios de 1976

O Cotonifício Gasparian Atlético Clube foi Campeão do 1º Turno do Campeonato Citadino de Três Rios.

1º        Cotonifício Gasparian      17 pontos (nove jogos: oito vitórias e um empate);

2º        Entrerriense F.C.              13 pontos;

3º        C.E. Santa Matilde          13 pontos;

4º        A.R. Santanense F.C.     10 pontos;

5º        Santa Cruz                          09 pontos;

6º        E.C. Serrariense                08 pontos;

7º        Fluminense                         07 pontos;

8º        Flamengo                            06 pontos;

9º        Colônia                                05 pontos.

 

Campeão do Torneio dos Campeões de 1977

Após ter se sagrado campeão da competição em 1977, o Cotonifício Gasparian voltou a participar no ano seguinte. Time-base de 1977: Maninho; Dão, Ilo, Mineiro (Jorge) e Nego Lima; Carlinhos, Toninho Dutra e José Soares; Toninho Lima, José Carlos e Estevinho (Adão).

Torneio dos Campeões de 1978

A Federação Fluminense de Futebol (FFF), organizou a 2ª edição do Torneio dos Campeões (também chamado de Super Campeonato Fluminense de Clubes Campeões de Futebol Amador), de 1978, que reuniam, basicamente, os vencedores dos campeonatos citadinos do Estado do Rio.

A competição teve início no dia 12 de fevereiro de 1978. O campeão receberia em definitivo o Troféu Edmundo Matuscello, tendo em vista a fusão da nova entidade (FERJ – Federação Futebol do Estado do Rio de Janeiro) que aconteceu em março daquele ano. O Torneio dos Campeões reuniu cinco equipes:

CIPEC Esporte Clube (Mendes);

Cotonifício Gasparian Atlético Clube (Três Rios);

Esporte Clube Nova Cidade (Nilópolis);

Esporte Clube Siderantim (Barra Mansa);

Morro Agudo Futebol Clube (Nova Iguaçu).

 

No Grupo A, estão Morro Agudo e Nova Cidade, e, no Grupo B contam com CIPEC e Siderantim. Nos jogos de ida, no dia 12 de fevereiro, o Nova Cidade recebeu o Morro Agudo, no Estádio Joaquim Flores, em Nilópolis. Melhor para o Morro Agudo, que venceu por 1 a 0, com o gol de Osvaldinho aos 24 minutos do 2º tempo.

Uma semana depois (19/02), no jogo da volta o Morro Agudo goleou o Nova Cidade, pelo placar de 4 a 1, em Nova Iguaçu. Mariozinho aos 20 minutos abriu o placar para o Alvirrubro de Comendador Soares. Neco empatou para o Nova Cidade aos 33 minutos do 1º tempo. Osvaldinho aos 17 minutos, Polônia aos 30 minutos e Nereu aos 44 minutos da etapa final, deram números finais a peleja.

Também no dia 12 de fevereiro, o CIPEC venceu o Siderantim, pelo placar de 3 a 1, em Mendes. Em 19 de fevereiro, aconteceu o jogo da volta, e o Siderantim e CIPEC, empataram sem abertura de contagem, em Barra Mansa.

O Cotonifício Gasparian não estava, em nenhum dos dois grupos, pois a competição Citadina de Três Rios ainda estava andamento, e depois se sagrou campeão Trirriense. Após os dois jogos de ida e volta, o Morro Agudo eliminou o Nova Cidade, enquanto o CIPEC superou o Siderantim.

No Triangular Final para definir o campeão, aconteceu com jogos em turno e returno.

05/02 – Morro Agudo 1 x 3 Cotonifício Gasparian, no Estádio Domingos Cesar de Castilho, no Bairro de Comendador Soares, em Nova Iguaçu

12/03 – CIPEC 2 x 2 Cotonifício Gasparian, no Estádio Isa Fernandes, em Mendes

19/03 – CIPEC 2 x 2 Morro Agudo, no Estádio Isa Fernandes, em Mendes

26/03 – Cotonifício Gasparian 3 x 0 Morro Agudo, no Estádio Odair Gama, em Três Rios

02/04 – Cotonifício Gasparian 1 x 2 CIPEC, no Estádio Odair Gama, em Três Rios

09/04 – Morro Agudo 0 x 0 CIPEC, no Estádio Domingos Cesar de Castilho, no Bairro de Comendador Soares, em Nova Iguaçu

Campanha do Cotonifício Gasparian

No Domingo 05 de março de 1978, teve início o Triangular final, às 15h30, entre Morro Agudo x Cotonifício Gasparian, em Nova Iguaçu. Com arbitragem de Reinaldo Faria dos Santos, auxiliado por Valdir de Oliveira e Ruy Alves Bezerra, o Cotonifício levou a melhor vencendo o Morro Agudo por 3 a 1. O time atuou com: Maninho; Dão, Adão, Ilo e Nego Lima; Danilo, Toninho Dutra (Estevinho) e José Soares; Toninho Lima, Paulinho e Zé Carlinhos.

O jogo entre CIPEC e Cotonifício Gasparian, terminou empatado em 2 a 2, Isa Fernandes, em Mendes. A partida teve arbitragem de Waldir Pereira Barbosa, auxiliado por Armando Pereira da Costa e José Borges Filho. Preguinho e Nego Lima, contra, marcaram para o CIPEC; enquanto José Soares e Toninho Lima assinalaram para o Cotonifício Gasparian. O time atuou com: Maninho; Dão, Adão, Ilo e Nego Lima; Danilo, Toninho Lima e Estevinho; Paulinho, José Soares e Zé Carlinhos.

No jogo, do dia 26 de março, o Cotonifício Gasparian goleou o Morro Agudo por 3 a 0, no Estádio Odair Gama, em Três Rios. Paulinho abriu o placar aos 12 minutos do 1º tempo. Na etapa final, Zé Mulher aos 25 minutos e Toninho Lima aos 39 minutos, decretaram o triunfo do Cotonifício Gasparian. O time atuou com: Maninho; Dão, Adão, Ilo e Nego Lima; Danilo, Marreco e José Soares; Toninho Lima, Paulinho e Estevinho (Zé Mulher).

No dia 02 de abril, o Cotonifício Gasparian foi surpreendido e acabou derrotado pelo CIPEC, por 2 a 1, no Estádio Odair Gama, em Três Rios. Silveira marcou os dois gols do time de Mendes; enquanto Antonio Carlos fez o de honra da equipe de Três Rios. A partida teve a arbitragem de Elamé de Souza (FFD). O time atuou com: Ercílio; João Carlos, Ilo, Carlos Antonio e Jorge; Antonio Carlos, Zé Carlos e José Soares; Danilo, Toninho Lima, Paulinho e Estevinho.

Após a última rodada, o Cotonifício Gasparian e o CIPEC, terminaram empatados com cinco pontos. Com isso, a Federação Fluminense de Futebol (FFF), marcou o jogo-extra, em campo neutro. O jogo aconteceu no domingo, do dia 21 de maio de 1978, às 14h30, no Estádio do Petropolitano Football Club, em Petrópolis. O trio de arbitragem: Reinaldo Faria, auxiliado por José Borges Filho e Valdir Barbosa. Estranhamente, o resultado desta partida não foi divulgado, deixando a dúvida de quem ficou com a taça: Cotonifício Gasparian e o CIPEC?

 

FONTES: ALERJ – Jornal dos Sports – A Luta Democrática – O Fluminense – Entre-Rios Jornal

 

O General Electric Édison Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava no seu luxuoso Edifício, localizado na Avenida Rio Branco, nº 114 / 2º andar, no Centro do Rio. O seu campo fica na Rua Lucínio Cardoso (junto ao Hospital Central do Exército), nº 42, no Bairro São Francisco Xavier. A outra Sede, que também há um campo (existe até hoje), fica na Rua Miguel Ângelo, nº 221, no Bairro Maria da Graça. Ambos estão localizados na Zona Norte do Rio.

A Fundação do clube, aconteceu na sexta-feira, do dia 04 de Agosto de 1933, foi realizado uma reunião do Conselho Deliberativo do novo clube, organizado após a fusão do Édison Athletico ClubGeneral Electric Sociedade AthleticaAssociação G.E. de Sports (Fundado em junho de 1933) e do Club do Monograma, dando origem ao General Electric Édison Athletico Club.

A nova Diretoria foi empossada. Ficou constituída da seguinte forma:

Presidente - J. Moir;

1º Vice-Presidente - J. D. Gillett;

2º Vice-Presidente - A Le Tellier;

Secretário Geral - M. S. Valverde;

1º Secretário - Nelson Menezes;

2º Secretário - Charles Dals;

Tesoureiro Geral - Cid Americano;

1º Tesoureiro - Edgard Lossio;

2º Tesoureiro - Domingos T. Alves.

No momento em que ocorreu a fusão, o clube disputava a competição mais importante da sua história: o Campeonato da Segunda Divisão, organizado pela Sub-Liga Carioca de Football, além das competições de Basquete, onde era filiado a Liga Carioca de Basquetebol (LCB).

Édison disputou o Carioca da Segundona de 1933

A Sub-Liga pertencia a Liga Carioca de Futebol (LCF), filiada à Federação Brasileira de Football, que não tinha vínculo com a FIFA. A competição contou com a participação de oito clubes:

Bandeirantes Athletico Clube (Jacarepaguá);

Carioca Football Club (Jardim Botânico);

Del Castilho Football Club (Del Castilho);

General Electric Édison Athletic Club (Maria da Graça);

Jequiá Football Club (Ilha do Governador);

Madureira Athletico Clube, ex-Fidalgo FC (Madureira);

Modesto Football Club (Quintino Bocayuva);

São Cristóvão Athletico Clube (São Cristóvão).

Na competição,  as equipes se enfrentaram em turno e returno. No final, o São Cristóvão se sagrou campeão. Os dois jogos entre o G.E. Édison e o campeão foram resultados distintos. No 1º Turno, o General Electric Édison Athletico Club venceu o São Cristóvão por 3 a 2. No entanto, no Returno, a equipe Cadete não teve dó e goleou o adversário pelo incrível placar de 14 a 0.

 

FONTES: Rsssf Brasil – Jornal dos Sports – Diário Carioca – A Noite – A Nação

 

campeão da Liga Brasileira de Desportos (LBD) de 1921Manguinhos Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Tricolor Suburbano (verde, verde escuro e amarelo) foi Fundado no dia 25 de Novembro de 1915, por funcionários do Instituto Souza Cruz, o ninho da ciência brasileira.

Os seus fundadores, tendo à frente o ilustre e saudoso patrício Dr. Oswaldo Cruz, foram: José Barbosa Cunha, Mario Pereira de Araujo, Narciso Araujo, Arthur Theophilo Martins, Avelino Barbosa Cunha, Henrique Amaral, Ernani de Moura Caldas, entre outros.

A sua praça de esportes ficava na pitoresca fazenda de Oswaldo Cruz. A partir de 1920, o Manguinhos alterou as suas cores para Vermelho, preto e branco. Em 1921, a sua Sede ficava na Rua Frei Caneca, 83 (sobrado) – Centro do Rio.

FONTES: O Imparcial – Esporte Ilustrado  – Vida Sportiva

 

 

FONTE: Revista Sportiva

 

O Sudan Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Club Rubro Cascadurense’ foi Fundada na quarta-feira, do dia 22 de Novembro de 1911. A sua Sede ficava na Rua Clarimundo de Mello, nº 857, em Cascadura. O seu campo alugado (de propriedade do Sport Club Campinho) ficava localizado na Rua Mendes de Aguiar, nº 18, no Bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Sob a presidência de Armando Silva, o Sudan Athletico Club se mudou, no início do mês de março de 1950, para a Rua Nerval Gouveia, nº 331, no Bairro de Quintino Bocaiúva, também na Zona Norte do Rio.

Na segunda-feira, do dia 25 de Agosto de 1930, o Sudan iniciou um processo de reorganização, liderado pelo presidente do clube: Adelino Cardozo. Dentre as mudanças, foi colocado em votação a proposta para alterar o nome para Athletico Club Prado Júnior. Contudo, a sugestão foi rejeitada.

Então, oficialmente, na sexta-feira, do dia 12 de Setembro de 1930, o Sudan foi reorganizado. A diretoria eleita foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Adelino Cardoso;

Vice-Presidente - Alfredo Ferreira;

Secretário Geral - Honório Gonçalves Ferreira;

1º Secretário - David Lourenço;

2º Secretário - Armindo de Carvalho;

1º Tesoureiro - Francisco Alves;

2º Tesoureiro - João Cardoso;

Procurador - Amadeu Geada Filho;

Diretor Esportivo e técnico - Mario Ferreira;

Vice-Diretor Esportivo - Adriano Alves Ferreira.

Na terça-feira, do dia 25 de novembro de 1930, apresentou um reforço de primeira. Manoel Rodrigues, center-half do Brasil Football Club, da 1ª Divisão da Associação Paranaense de Esportes Athleticos (APEA).

Três dias depois, o clube anunciou outra novidade. O cargo de diretor técnico foi extinto. Foi criado o Departamento Técnico composto de três membros: Mario Ferreira, Alcibíades da Costa Nunes e Adriano A. da Costa.

 

Curiosidade

Na quinta-feira, do dia 18 de Dezembro de 1930, o jornal Diário de Notícias deu o resultado do vencedor da Taça Diário de Notícias, referente ao clube mais votado na prova de simpatia. Com 100 votos, o Sudan Athletico Club foi o grande vencedor, seguido do Team do Encouraçado ‘Minas Geraes’.

Vice-campeão da LMDT de 1933

Após ter participado de algumas edições do Campeonato organizado pela Associação Suburbana de Deportes Athleticos (ASDT), a equipe Sudanense ingressou, na sexta-feira, do dia 24 de abril de 1931, na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Além disso, o Sudan obteve contrato do antigo campo do Jacarepaguá Athletico Club e efetuou grandes reformas a fim de poder ter condições de disputar o Campeonato de 1932. No entanto, por razões não noticiadas, o acordo acabou sendo desfeito e o Sudan permaneceu jogando no campo da Rua Mendes de Aguiar, nº 18, no Bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Em 1933, ficou com o vice-campeonato da LMDT, só atrás do campeão Viação Excelsior Football Club. Em 1947, o Sudan participou do Campeonato Popular, organizado pelo jornal “A Tribuna Popular”, que festejava o seu 2º aniversário.

1º Time de 1930: Cardeal (Jaguaré); Jorge Pereira e Medonho (Moacyr); Donga (Setenta), Bilé e Ary (Quadro); Albino (Raposo), Nicanor (Bahianinho), Bahiano (Rubens), Bilú (Cap.) e Thomaz (Caixa d’Água).

2º Time de 1930: Geada; Adelino e Jeronymo; Pedro, Bebeto e Jamelão; Vespaziano, Miúdo, Gradim, Amadeu e Henrique.

Time de 1931: Mario; Moacyr e Valério; Vinício, Ary e Lourival; Sebastião, Bahiano, Rubem, Octavio e Antonio.  

Time de 1932: Joãosinho; Grané e Bento; Sebastião, Américo e Ary; Esteves, Antonio, Armindo, Mario e Manoel.

Time de 1934: Renato (João); Popó e Terrozo; Ary, Donga e Varella (Barbosa); João (Itamar), Lessa (Gallego), Bahiano, Rubens e Pitanga (Nicanor).

Time de 1943: Sylvio; Leite e Aluizio; Floriano (Bira), João e Paulinho; Chimango (Tião), Octacilio (Ica), Adelino (Baiano), Yvan e Maquita. 

Time de 1947: Jorge; Nelson e Aluizio; Oscar, João e Casaca; Wilson, Quatorze, Hélio, Osmário e Djalma. 

 

FONTE: O Imparcial – Correio da Manhã – Diário de Notícias – Diário da Noite – Jornal dos Sports

 

Em 1933, com a criação da Liga Carioca de Football – primeira liga profissional do Rio de Janeiro – foi criada também a Subliga Carioca de Football, espécie de “divisão inferior” daquela. Para entender a relação entre as duas, podemos fazer um paralelo com o Carnaval Carioca, onde as diferentes divisões de escolas de samba são organizadas por ligas diferentes (ao invés de uma única liga organizando mais de uma competição). Ou mesmo com o futebol inglês, onde o campeonato de elite é organizado pela Premier League e as divisoes inferiores pela English Football League.

O acesso do campeão da Subliga ao campeonato da Liga não era automático: o campeão ganhava o direito de pleitear a vaga, mas dependia da aprovação de todos os clubes-membros “de cima”. O mesmo sistema, aliás, já vigorava no futebol carioca desde 1924, com a amadora Associação Metropolitana de Esportes Athleticos.

A Subliga Carioca de Football organizou campeonatos de 1933 a 1936. Em 1937, com a fusão da Liga Carioca de Football com a também profissional Federação Metropolitana de Desportos, surgiu a Liga de Football do Rio de Janeiro. E logo iniciou-se o processo de fusão da Subliga com a chamada Divisão Intermediária da FMD. No entanto, o mesmo foi confuso e nenhum campeonato secundário foi organizado no ano.

Apenas em 1938 foi consolidada a nova subliga profissional, chamada de Associação de Football do Rio de Janeiro. E ela organizou três campeonatos bem-sucedidos de 1938 a 1940.

Em 1941, com a Lei dos Desportos de Getúlio Vargas, ficou proibida a coexistência de mais de uma liga em uma mesma cidade. E a subliga teria que ser transformada em uma Segunda Divisão administrada diretamente pela Federação Metropolitana de Futebol (novo nome da Liga de Football do Rio de Janeiro, mudança feita por determinação da citada lei, que regulamentava até a nomenclatura das ligas…).

Em 1941 essa Segunda Divisão não foi realizada a tempo, e em 1942 a divisão chegou a ter participantes inscritos, mas a FMF começou a impor tantas exigências aos clubes pequenos (capacidade de estádio, obrigatoriedade de formar, além das equipes profissionais, equipes amadoras, de reservas, juvenis etc.) que só o Olaria foi considerado apto. E o projeto naufragou. Os comentários da época, aliás, diziam que as dificuldades foram criadas justamente para não haver acesso e descenso. Os clubes “de cima” estavam fechados, e não desejavam mais intrusos. Coisas da cartolagem…

Assim como na “Divisão Principal”, existia um campeonato de quadros amadores cujos jogos eram disputados nas preliminares dos profissionais. Algumas edições contaram também com um Torneio Início.

Mas vamos aos participantes e campeões, com comentários:

 

SUBLIGA DE 1933 – São Cristóvão campeão! 

Participantes:

Bandeirantes Athletico Club (Taquara/Jacarepaguá)

Carioca Foot-Ball Club (Jardim Botânico)

Del Castilho Foot-Ball Club (Del Castilho)

General Electric Edison Athletic Club (Maria da Graça)

Jequiá Foot-Ball Club (Ilha do Governador)

Madureira Athletico Club (Madureira)

Modesto Foot-Ball Club (Quintino)

São Cristóvão Athletic Club (São Cristóvão)

Obs: O campeão São Cristóvão pleiteou a vaga e foi aprovado pelos membros da Liga Carioca de Football, participando do campeonato da primeira divisão no ano seguinte. O vice-campeão foi o Madureira. Não houve Torneio Início. Nos quadros de amadores o campeão foi o Madureira.

 

SUBLIGA DE 1934 – Modesto campeão!

Participantes:

Bandeirantes Athletico Club (Taquara/Jacarepaguá)

Club Athletico Central (Rocha)

Del Castilho Foot-Ball Club (Del Castilho)

Jequiá Foot-Ball Club (Ilha do Governador)

Madureira Athletico Club (Madureira)

Modesto Foot-Ball Club (Quintino)

Obs: O campeão Modesto pleiteou a vaga e foi aprovado pelos membros da Liga Carioca de Football, participando do campeonato da primeira divisão no ano seguinte. O Jequiá foi o vice-campeão. O Modesto também conquistou o Torneio Início. Nos quadros de amadores o campeão foi o Madureira.

 

SUBLIGA DE 1935 – Engenho de Dentro campeão!

Participantes:

Sport Club America (Lins de Vasconcelos)

Sport Club Anchieta (Anchieta)

Bandeirantes Athletico Club (Taquara/Jacarepaguá)

Del Castilho Foot-Ball Club (Del Castilho)

Deodoro Athletico Club (Deodoro)

Engenho de Dentro Athletico Club (Engenho de Dentro)

Sport Club Maracanã (Tijuca)

Associação Athletica Nova America (Inhaúma)

Sudan Athletico Club (Cascadura)

Tijuca Foot-Ball Club (Tijuca)

Obs: O campeão Engenho de Dentro abandonou a Subliga após o título e se filiou na rival FMD. Com isso, o Jequiá – vice de 1934, e que não participou em 1935 – pleiteou a vaga e foi aprovado pelos membros da Liga Carioca de Football, participando do campeonato da primeira divisão no ano seguinte. O Anchieta foi o vice-campeão. Não houve Torneio Início. Nos quadros amadores o campeão foi o Bandeirantes. O Tijuca não tem relação com o outro Tijuca, participante de divisões inferiores do Campeonato Carioca nos anos 10.

 

SUBLIGA DE 1936 – Carbonífera campeão!

Participantes:

Sport Club Anchieta (Anchieta)

Carbonífera Foot-Ball Club (Saúde)

Deodoro Athletico Club (Deodoro)

Engenho de Dentro Athletico Club (Engenho de Dentro)

Japoema Foot-Ball Club (Méier)

Modesto Foot-Ball Club (Quintino)

Ramos Foot-Ball Club (Ramos)

Tijuca Foot-Ball Club (Tijuca)

Obs: Com a fusão da LCF e da FMD em 1937 uma nova vaga nem foi discutida. De toda forma, o campeão Carbonífera saiu da subliga no ano seguinte. O Ramos foi o vice-campeão. Não houve Torneio Início ou campeonato de amadores. O Engenho de Dentro, que havia abandonado a Subliga no ano anterior, retornou nesse ano.

 

SUBLIGA DE 1937 – sem campeonato

 

SUBLIGA DE 1938 – Olaria campeão!

Participantes:

Andarahy Athletico Club (Andaraí)

Jequiá Football Club (Ilha do Governador)

The Leopoldina Railway Athletic Association (Santo Cristo)

Olaria Athletico Club (Olaria)

Associação Athletica Portuguesa (Centro)

Villa Isabel Football Club (Vila Isabel)

Obs: O Olaria pleiteou a vaga e foi rejeitado pelos membros da Liga de Football do Rio de Janeiro. A Portuguesa foi a vice-campeã. O Jequiá venceu o Torneio Início, e o Olaria foi o campeão de quadros amadores. A Portuguesa, atualmente na Ilha do Governador, tinha sede no Centro da Cidade.

 

SUBLIGA DE 1939 – Portuguesa campeã!

Participantes:

The Leopoldina Railway Athletic Association (Santo Cristo)

Olaria Athletico Club (Olaria)

Associação Athletica Portuguesa (Centro)

Sampaio Athletic Club (Sampaio)

Obs: A Portuguesa pleiteou a vaga e foi rejeitada pelos membros da Liga de Football do Rio de Janeiro. O Olaria foi o vice-campeão. A Lusa conquistou também o Torneio Início e o campeonato de quadros amadores.

 

SUBLIGA DE 1940 – Portuguesa campeã!

Participantes:

Sport Club Benfica (Benfica)

Carris Tráfego Foot-Ball Club (Botafogo)

Athletico Club Nacional (Ricardo de Albuquerque)

Olaria Athletico Club (Olaria)

Associação Athletica Portuguesa (Centro)

Obs: A Portuguesa pleiteou a vaga e foi rejeitada pelos membros da Liga de Football do Rio de Janeiro. O Olaria foi o vice-campeão. Como no ano anterior, a Lusa conquistou também o Torneio Início e o campeonato de quadros amadores. O Nacional, atualmente, fica em Guadalupe – quase na fronteira com Ricardo de Albuquerque.

 

FONTES: Jornais diversos do Rio de Janeiro

 

 

 

Em 1938 foi disputado o primeiro campeonato de profissionais da Associação de Football do Rio de Janeiro, sub-liga da Liga de Football do Rio de Janeiro. Seu campeão tinha o direito de “pleitear” uma vaga no Campeonato Carioca (deveria ser aprovado por todos os membros para “subir”), e pode-se dizer que foi uma espécie de “Segundona” da época. Reparem que os poucos jogos restantes não alterariam muito a tabela, que teve o Olaria como campeão (no máximo a Leopoldina Railway poderia empatar na segunda colocação com a Portuguesa)

Time J V E D GP GC Pts
Olaria AC

10

8

2

0

29

11

18

Portuguesa, AA

9

6

2

1

26

14

14

Jequiá IC

8

5

0

3

14

17

10

Leopoldina RAA

10

4

1

5

25

28

9

Andarahy AC

9

2

0

7

11

22

4

Villa Isabel FC

10

0

1

9

6

19

1

Torneio Início
11/09/1938 Olaria AC

0

2

Jequiá IC Semifinal
11/09/1938 Andarahy AC

0

2

Portuguesa, AA Semifinal
11/09/1938 Olaria AC

2

0

Andarahy AC Disputa de 3º lugar
11/09/1938 Jequiá IC

2

1

Portuguesa, AA Final
 

 

 

 
Campeonato  

 

 

 
25/09/1938 Olaria AC

4

4

Portuguesa, AA Turno
02/10/1938 Leopoldina RAA

2

0

Villa Isabel FC Turno
02/10/1938 Andarahy AC

wo

0

Jequiá IC Turno WO a favor do Jequiá IC
09/10/1938 Leopoldina RAA

1

2

Portuguesa, AA Turno
09/10/1938 Villa Isabel FC

1

1

Olaria AC Turno
16/10/1938 Jequiá IC

6

2

Leopoldina RAA Turno
16/10/1938 Andarahy AC

2

6

Portuguesa, AA Turno
23/10/1938 Olaria AC

5

0

Jequiá IC Turno
23/10/1938 Andarahy AC

3

0

Villa Isabel FC Turno
30/10/1938 Portuguesa, AA

4

2

Jequiá IC Turno
30/10/1938 Leopoldina RAA

6

3

Andarahy AC Turno
06/11/1938 Andarahy AC

wo

0

Olaria AC Turno WO a favor do Olaria AC
06/11/1938 Villa Isabel FC

1

4

Jequiá IC Turno
13/11/1938 Olaria AC

5

1

Leopoldina RAA Turno
13/11/1938 Portuguesa, AA

4

0

Villa Isabel FC Turno
27/11/1938 Portuguesa, AA

?

?

Olaria AC Returno Olaria venceu
27/11/1938 Jequiá IC

?

?

Andarahy AC Returno Vencedor desconhecido
27/11/1938 Villa Isabel FC

4

5

Leopoldina RAA Returno
04/12/1938 Olaria AC

6

1

Andarahy AC Returno
04/12/1938 Portuguesa, AA

4

4

Leopoldina RAA Returno
04/12/1938 Jequiá IC

0

wo

Villa Isabel FC Returno WO a favor do Jequiá IC
11/12/1938 Villa Isabel FC

wo

0

Portuguesa, AA Returno WO a favor da Portuguesa, AA
11/12/1938 Jequiá IC

2

5

Olaria AC Returno
11/12/1938 Andarahy AC

1

2

Leopoldina RAA Returno
18/12/1938 Leopoldina RAA

2

3

Olaria AC Returno
18/12/1938 Villa Isabel FC

wo

0

Andarahy AC Returno WO a favor do Andarahy AC
08/01/1939 Olaria AC

0

wo

Villa Isabel FC Returno WO a favor do Olaria AC
08/01/1939 Portuguesa, AA

2

1

Andarahy AC Returno Portuguesa, AA
08/01/1939 Leopoldina RAA

wo

0

Jequiá IC Returno WO a favor do Jequiá IC
20/01/1939 Jequiá IC

?

?

Portuguesa, AA Returno Vencedor desconhecido
 

FONTE: Jornal Lusitânia 

 

Um dos clubes mais efêmeros da história do futebol carioca foi a Associação Sportiva Ferroviária, do bairro Riachuelo. O “Club da Camisa Azul e Preta” foi fundado com o nome de Associação Sportiva e Beneficente Ferroviária no final de 1929 ou início de 1930 (a primeira notícia que encontrei do clube é de uma assembléia de 3 de janeiro de 1930) e tinha sede na Rua 24 de Maio nº 369, perto da estação de trem no Riachuelo.

A Ferroviária foi fundada por dissidentes do Club Athletico Central (outro clube de ferroviários) e remanescentes, a maioria atletas, do recém-extinto Americano Football Club do mesmo bairro. Algumas notícias dão conta de que ex-jogadores do Villa Isabel Football Club, que deixou de montar equipes de futebol, também ingressaram na equipe.

Já com o nome de Associação Sportiva Ferroviária, o clube ingressou na veterana Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, na Série Emmanuel Coelho Neto. No Torneio Início dessa série, disputado em 27 de abril de 1930, o clube foi o campeão. A campanha: Ferroviária 2-0 Esperança de Santa Cruz, Ferroviária 2-1 Irajá e Ferroviária 1-0 Sportivo Santa Cruz.

O resultado empolgou a imprensa esportiva, que rapidamente apontou o clube como um dos favoritos para a conquista da competição. Contudo, subitamente, o clube anunciou sua desistência do campeonato no dia 13 de junho. O motivo não foi claro: em nota oficial, o clube garantiu que foi por questões de ordem internas, e elogiou a organização da Liga Metropolitana e seus clubes co-irmãos. Na sequência, o time embarcou para uma série de amistosos com outras equipes de ferroviários no interior do Rio, São Paulo e Minas Gerais.

Em assembléia de 5 de julho de 1930 o clube ainda anunciou uma mudança nas cores: o uniforme e bandeira, que eram compostos por “listras de dois centímetros” deixavam de ter as cores azul e preta e passavam a ter as cores azul e ouro.

Em 1931 o clube realizou poucos amistosos, e logo sumiu da imprensa. Nunca encontrei fotos ou escudo dessa equipe.

 


Recriação do escudo do Jornal do Commercio a partir de fotos – devido à baixa qualidade das mesmas, este escudo pode não ser fidedigno

O Jornal do Commercio Football Club, como o nome indica, foi fundado por funcionários do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro no dia 28 de Outubro de 1922. O clube tinha sede na Gamboa, e campo na Avenida Francisco Bicalho, nº 313, em Santo Cristo. O Jornal do Commercio disputou por algum tempo o campeonato da Liga Graphica de Sports, que reunia equipes ligadas a funcionários de jornais e gráficas – caso do Sport Club Pimenta de Mello, A Noite Football Club, Papelaria União etc.

Equipe de 1924 que disputou a Liga Graphica de Sports

Outra foto da equipe de 1924

Em 1928 o Jornal do Commercio ingressou na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, fundada em 1908 e que, até 1924, organizou o Campeonato Carioca com grandes clubes (de 1925 em diante a mesma contou apenas com pequenas agremiações). A melhor participação do Jornal do Commercio neste campeonato foi em 1931: terminou em terceiro lugar, atrás do campeão Oriente e do Sportivo Santa Cruz (este, o campeão de 1930) e foi o campeão do Torneio Início com a seguinte campanha: 1 a 0 no Deodoro (quartas-de-final), 1 a 0 do Oriente (semis) e 0 a 0 com o Sportivo Santa Cruz na finalíssima (no critério de desempate, 3 escanteios a 0). O time campeão: Américo, Armando e Figueiredo; Noé, Paulo e Jorge; Miguel, João, Edgar, Oscar e Bira.


Equipe campeã do Torneio Início da LMDT em 1931

A equipe desapareceu em meados dos anos 30, embora seu campo, usado em várias competições, ainda fosse chamado de “campo do Jornal do Commercio”. No final da década, o mesmo foi comprado pela Leopoldina Railway Athletic Association, agremiação vizinha. Hoje o terreno pertence à CEG (perto da Rodoviária Novo Rio).

 

Fontes: Jornal do Commercio – O Malho, Fon-Fon e Diário da Noite

 


EM 1929 o Sport Club America, do bairro carioca do Lins, tornou-se bi-campeão da veterana Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

À época, a LMDT não contava com nenhuma equipe considerada grande, mas era reconhecida pela co-irmã paulista Liga dos Amadores de Football (as equipes de uma liga preliavam amistosamente com as da outra).

O alvirrubro Sport Club America era muitas vezes chamado pelos jornais de “Sport America”, para diferenciá-lo do famoso America Football Club.

Reparem que em 1929 o clube usava camisas totalmente vermelhas, e o escudo seguia o estilo idêntico ao do America mais famoso. Até então, conhecíamos o escudo com letras entrelaçadas, e o uniforme vermelho com golas brancas (que eu vi em foto de 1926). Será que em 1928 o clube também usou esse uniforme?

Obs: Na foto, a equipe é referida como sendo do Méier. Na época, Lins era considerado uma localidade do Méier, e não um bairro.

 

FONTE: A Batalha

 

Um dos tópicos que fez o futebol brasileiro ter se tornado uma grande potência do esporte foi e é os clubes de pequeno e médio investimento. Nele, saíram centenas e centenas de craques que abasteceram e ainda municiam os grandes clubes do país.

Quando ouço ou leio “intelectuais” que “filosofam” e pedem o fim dos campeonatos estaduais demonstra uma total ignorância (como diz o nosso dicionário: “alguém que ignora alguma coisa”), pois o extermino dos estaduais acarretaria o fim de milhares de clubes espalhados pelo país!

Exemplos de grandes craques são infinitos. O Pelé veio do Bauru Atlético Clube; o Garrincha veio do EC Pau Grande; o Didi veio do Industrial FC, de Campos; só para citar alguns gênios da bola!

Um outro exemplo, é o goleiro Ubirajara Motta, que teve passagens pelo Bangu (1952 a 1968), Botafogo (1968 a 71), Flamengo (1972 a 1976) e Seleção Brasileira. No entanto, o que poucos sabem é que o arqueiro deu os seus primeiros passos no modesto Deodoro Atlético Clube (do Bairro de Deodoro), aos 14 anos, em 1950. Dois anos depois já estava jogando nos juniores do Bangu, sendo que foi Bicampeão Carioca de Juniores nos anos de 1952 e 1953.


Ubirajara Gonçalves Motta, o Ubirajara Branco, nasceu no Rio de Janeiro no dia 4 de setembro de 1936 e continua morando na cidade maravilhosa, onde já foi presidente da Fugap (Fundação de Garantia do Atleta Profissional). O ex-arqueiro, que virou contador depois de encerrar a carreira, está aposentado.


Em 1955 já jogava nos aspirantes do Bangu, e em 1956 fez sua estréia no time titular profissional do Bangu substituindo o goleiro Ernani, onde Bira teve o privilégio de jogar junto com Zizinho, e lembra de um jogo neste ano contra o Vasco em que Zizinho foi expulso por reclamar com o árbitro de um gol do Vasco em que estava impedido, isto ocorreu após o final do primeiro tempo e o árbitro disse para Zizinho nem retornar no segundo tempo.

FONTES & FOTOS: Wikipédia – Terceiro Tempo – O Historiador do Futebol (Marcelo Dieguez) – Acervo de Ubirajara Motta

 

O Atlético Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O “Tricolor Matapaquense” foi Fundado no dia 17 de Outubro de 1954. A sua Sede e o campo fica localizado às margens da Estrada Matapaca, em Pendotiba, em Niterói. O Atlético duas participações do Campeonato Niteroiense. O grande rival do Atlético é o Cruzeiro, ambos do bairro de Pendotiba.

 

FONTES: O Fluminense 

 

 

Em 1907 foi organizada pela primeira vez no Rio de Janeiro uma liga voltada para jogadores mais jovens: a União Sportiva Fluminense. E coube ao Sport Club José Floriano, de Copacabana, a honra de ser o campeão com o time da foto abaixo:

Antes de tudo, cabe explicar as aspas do título. O futebol da época, amador, não era tão bem estruturado como hoje. E não havia uma distinção clara de categorias nas ligas – o que eram juniores, juvenis, infantis etc. Por exemplo: o Botafogo, em 1906, disputou o Campeonato Carioca com uma equipe que tinha, em média, 17 anos – enquanto equipes como o Fluminense e o Paysandu tinham jogadores na casa dos seus 20 anos. Hoje, muitos diriam que era uma equipe juvenil. Mas era a equipe principal do Botafogo. Da mesma forma, era comum que os chamados segundos quadros – ou reservas – acabassem formados por atletas mais jovens do que os do primeiro. Mas nada disso configurava uma divisão de categorias por idade: os quadros separavam os jogadores por qualidade, e era natural que mais experientes predominassem nos times principais. E a idade média dos times tinha muito mais a ver com a idade dos amadores que fundaram os clubes. No caso do Botafogo, estudantes. No caso do Fluminense, homens já formados. Com o tempo, as idades foram se aproximando…

 

O campeonato da União Sportiva Fluminense

 Em 1907 a União Sportiva Fluminense foi fundada por cinco clubes: Rio Football Club, Carioca, Cattete e Bahia. Depois se filiariam o SC José Floriano, Humaytá e Oriental (que no meio da competição mudou de nome para Engenho Velho). Em comum: todos times fundados por jovens rapazes. E, naturalmente, o campeonato era voltado para esse público. Entre os atletas dos clubes, nomes que se tornariam famosos como Alberto Borgerth (então com 14 anos, do Rio FC e que futuramente lideraria a debandada do Fluminense que resultaria na criação do departamento de futebol do Flamengo), Abelardo Delamare (14 anos, do Carioca FC, futuro artilheiro do Botafogo), Francisco Loup (15 anos, do Rio FC, jogaria depois no Fluminense), Harold Cox (15 anos, Rio FC, futuro jogador do Fluminense), entre outros.

Embora não houvesse ligação oficial com a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (a principal da cidade), o campeonato acabou tratado como uma espécie de “versão juvenil” do Campeonato Carioca da mesma. O principal motivo: o Rio Football Club era praticamente uma filial do Fluminense (seus jogadores e dirigentes eram sócios ou parentes mais novos de figuras importantes do mesmo), assim como o Carioca Football Club (sem relação com o do Jardim Botânico) era uma filial do Botafogo. Uma partida entre Rio e Carioca ficou célebre pela confusão promovida por sócios do Botafogo na platéia, e o tom dos jornais deixava claro: a rivalidade surgida naquele ano entre Flu e Bota passou para Rio e Carioca.

Mas assim como entre os clubes da Metropolitana, a distinção de idade parecia mais um fato inerente aos clubes disputantes do que uma separação oficial. Analisando as equipes que disputaram os primeiros quadros da União Sportiva Fluminense, vemos uma maioria de jogadores entre 14 a 17 anos, mas com um ou outros com idades que chegavam a 21 – caso de Zeca Floriano, capitão líder e fundador do Sport Club José Floriano, que viria a ser campeão. E nos segundos quadros, jogadores ainda mais novos, incluindo um “crack” driblador do Bahia que tinha apenas 10 anos!

 

O Sport Club José Floriano

Fundado em 7 de março de 1907, em Copacabana (com seu campo de futebol em Ipanema), o clube foi fundado por José Floriano Peixoto, o “Zeca”. Filho do “Marechal de Ferro” Floriano Peixoto, Zeca era um esportista apaixonado. Fisioculturista, nadador, remador, futebolista, ginasta, praticante de tiro esportivo, lutador de boxe, jiu-jitsu, luta romana, capoeira e até mesmo… domador de leões! Isso mesmo, ainda por cima era dono do Circo Floriano. Além do Sport Club José Floriano, fundou o Club Sportivo José Floriano no Maranhão e participou de competições e disputas esportivas em Maceió e São Paulo. E ganhou fama ao salvar inúmeras pessoas de um naufrágio em Salvador! Uma verdadeira personalidade do esporte. Segue foto do multicampeão cheio de medalhas:

 

O Sport Club José Floriano, de Copacabana, além do time de futebol possuía uma academia voltada para a “cultura physica” (halterofilismo, ginástica etc.) e stand de tiro. Segundo seus estatutos, as cores oficiais da entidade eram o azul e o branco e seu distintivo uma estrela – não há descrições sobre a bandeira ou uniforme. Na foto da equipe, ao alto do artigo, podemos ver uma bandeira com uma estrela no centro que, supomos, era assim:

 

Fonte: Correio da Manhã, O Malho, O Paiz e Estatutos do Clube

 

Esses são todos os escudos do Paissandu que já encontrei em pesquisas:

1) O único documento timbrado que já vi do Paysandu Cricket Club tinha um desenho estilizado de sua bandeira como o símbolo. Considero esse o escudo do Paysandu Cricket Club. (Na internet circula um escudo de três pontas com um monograma dentro, mas nunca vi esse escdudo fora da internet. Contudo, não o descarto).

2) O mesmo escudo foi usado pelo clube, mudando apenas as iniciais, quando este mudou de nome para Paysandu Athletic Club / Paissandu Atlético Clube. Já vi esse escudo sendo usado até em documentos bem mais recentes, quando o clube já usava o distintivo atual.

3) Esse escudo vi em foto dos anos 40. E tem um azulejo no clube com esse escudo que, contudo, é datado dos anos 90, talvez seja homenagem a um escudo antigo.

4) Escudo usado em algumas camisas sociais do clube em fotos dos anos 60 e 70

5) Esse escudo com as palmeiras (referência às palmeiras da Rua Paissandu, de onde o clube ganhou o nome) aparece a partir dos anos 70

6) Escudo atual. Esse estilo é usado no mínimo desde os anos 90. Por vezes o fundo do escudo é em degradê, ou tem a metade superior em azul claro e a inferior em azul escuro, como no escudo (5). O azul claro pode ser apenas uma referência ao primeiro uniforme do clube – listrado azul celeste e branco. Apenas em 1911 o clube adotou o uniforme em metades azul escuro e branco. Mas as cores oficiais do clube, na bandeira, sempre foram apenas azul escuro e branco.

 

As bandeiras abaixo foram feitas com base nas descrições dos estatutos dos clubes, e correpondem às utilizadas na época da competição. Observações:

- Fluminense e Rio Cricket conservam a mesma bandeira até hoje
- O Botafogo só adotou a Estrela Solitária em 1942, ano da fusão com o Club de Regatas Botafogo que resultou no atual Botafogo de Futebol e Regatas
- As iniciais do Bangu Athletic Club (atual Bangu Atlético Clube) na bandeira eram realmente pintadas de azul na época, segundo os estatutos
- A bandeira do atual Paissandu Atlético Clube, ex-Paysandu Cricket Club, é a mesma, mudando apenas as iniciais.

 

O escudo está em cinza e branco pois não sei as cores.

Montagem com escudo sobre foto da revista “Para Todos (RJ)”.

 

O Foot-Ball and Athletic Club – era assim a grafia do nome nos estatutos – foi um clube de futebol da Tijuca, fundado por moradores daquele bairro e dos vizinhos Engenho Velho e Andaraí. O Athletic, como era chamado pelos jornais, teve a honra de disputar o primeiro Campeonato Carioca de Fooball, em 1906. E mais do que isso: foi por iniciativa do alvirrubro da Tijuca, através de seu presidente Santiago Rivaldo, que as reuniões para a criação da Liga Metropolitana de Football, em 1905, foram convocadas.

As cores do clube eram o vermelho e branco, como muitos sabem. Mas o verde aparece como cor alternativa em várias circunstâncias. Comecemos pelas informações que possuímos nos estatutos do clube, pesquisados no Arquivo Nacional (RJ). Em vermelho, meus comentários:

Foot-Ball and Athletic Club
Fundação: 27 de setembro de 1903 (algumas fontes na internet dizem 27 de junho de 1904; não sei de onde vem essa data. A fundação de 1903 também consta nos jornais que pesquisei)
Sede social: rua Haddock Lobo, 187
Campo: rua Asylo Izabel (pelo que pesquisei, deve ser a atual rua Mariz e Barros)
Cores do clube: vermelho e branco (importante: o verde não faz parte das cores oficiais, da mesma forma que o branco não faz parte das cores oficiais do Flamengo, mas é usado aqui e ali como veremos adiante)
Bandeira: Pavilhão vermelho e branco em listras horizontais, tendo no canto superior esquerdo um quadrado branco com o monograma do clube em vermelho
Uniforme: Para os primeiros teams, camisas vermelhas com gola e punhos brancos, tendo no peito um distintivo branco com o monograma do clube em vermelho, calções brancos com cinta verde e meias verdes com as cores do clube no canhão; para os segundos teams camisas verdes com golas e punhos brancos e distintivos nas cores do clube com orla verde (o verde aparece nas meias e cintas do primeiro uniforme e como uniforme principal dos chamados segundos quadros. A informação de que a orla do distintivo é verde é confusa, seria mesmo apenas no distintivo dos segundos times?)

Além dos estatutos, outras citações da cor verde:

- O Jornal do Commercio, na cobertura do amistoso Athletic 2-1 Bangu (em 16/10/1904) comenta que os sócios do Bangu vestiam vermelho e branco e os do Athletic vermelho, verde e branco. Em algumas fotos antigas é comum ver sócios, e mesmo jogadores ao entrar em campo, usarem uma espécie de blazer do clube, e provavelmente era disso que o jornal tratava.

- O Athletic usou camisas verdes no jogo de campeonato Bangu 3-1 Athletic, em 20/5/1906. Quando vi essa informação a primeira vez, achei que fosse erro, já que nos demais jogos do campeonato o clube é descrito como alvirrubro. Mas a informação foi repetida outras vezes, inclusive na coluna “Recordando a infancia de nosso football” do jornal Diário de Notícias, em 1934. Talvez tenham usado o uniforme verde dos segundos quadros para não confundir com o alvirrubro Bangu?

Mudança de nome para Associação Athletica Internacional:

Em assembléia de 21/11/1906 ficou decidida a mudança de nome do Athletic para Associação Athletica Internacional. A mudança parece ter deixado os jornais confusos: uns chamam o clube de Athletica, outros de Internacional. Infelizmente, nunca achei um estatuto do clube com essa nova denominação. Mas sabe-se que o mesmo manteve as cores vermelha e branca.

O uniforme do clube para a temporada de 1907 aparenta ser um pouco diferente. As camisas que chegam são inteiramente vermelhas (as anteriores tinham gola branca). Como o Campeonato Carioca já havia começado, o clube até então jogou provisoriamente com camisas brancas e calções pretos. É com esse uniforme que achei a única foto do clube, do jogo Fluminense 5-0 Internacional (jogo disputado em 5/5/1907 , foto da revista Fon-Fon)

 

Possível foto do Foot-Ball and Athletic Club

O pesquisador Cláudio Falcão me enviou a cópia de uma foto, adquirida por um amigo, no mercado de antiguidades da Praça XV. A mesma não possui identificação nenhuma, mas por ter sido adquirida em uma coleção carioca, tem boas chances de ser de um time do Rio de Janeiro. O estilo da foto e dos uniformes lembra a década de 1900, e o escudo da foto tem um visível FAC (iniciais do Foot-Ball and Athletic Club), além de bater com a descrição das camisas do clube (vermelhas com golas brancas, distintivo branco com monograma). Mais um detalhe que chama a atenção: a equipe principal do Athletic era formada por uma maioria de brasileiros e um ou dois ingleses, o que parece ser o caso da foto. Contudo, não podemos ter certeza. Caso alguém reconheça algum jogador da foto, ou o escudo, por favor me diga:

 

 

 

FONTES: Estatuto da AMEA – Revista O Cruzeiro

 

FONTES: Jornal Última Hora – A Luta Democrática  

 

Sportivo Santa Cruz, campeão de 1930 da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (RJ)

Durante as minhas pesquisas em estatutos do Arquivo Nacional, encontrei mais de um clube chamado “Santa Cruz” no bairro de mesmo nome. E dois deles com nome muito parecido: Grêmio Sportivo Santa Cruz e Sportivo Santa Cruz. Ambos alvinegros. Qual deles é o famoso Sportivo Santa Cruz, rival do Oriente nos anos 30 e campeão carioca pela LMDT em 1930? O último. Mas… e se os dois na verdade são o mesmo clube? Eis o que sabemos:

Grêmio Sportivo Santa Cruz
O Grêmio Sportivo Santa Cruz foi fundado em 28 de novembro de 1924. Seus estatutos estabeleciam as cores preto e branco, e descreviam a bandeira da seguinte forma: Em listras horizontais alvinegras, com uma cruz e as iniciais no quadrante superior esquerdo. Não há referências de outros símbolos. Quando eu encontrei esse clube, concluí se tratar do mesmíssimo Sportivo Santa Cruz campeão de 30, e cheguei a considerar essa a sua data de fundação.
Contudo, dois problemas:
1- Os estatutos não falavam de futebol, mas genericamente de esportes atléticos e tiro esportivo.
2- Eu nunca vi o Sportivo Santa Cruz, campeão de futebol em 30, ser chamado de Grêmio Sportivo Santa Cruz. Só de Santa Cruz, Sportivo, ou Sportivo Santa Cruz. Mesmo em reportagens que colocavam as siglas dos clubes.

Sportivo Santa Cruz
Posteriormente, achei outro estatuto. O clube, fundado em OUTRA DATA (27 de março de 1926) agora, era chamado apenas de Sportivo Santa Cruz, sem “Grêmio”. Mas alguns elementos são semelhantes. As cores também são preto e branco. A bandeira é descrita de forma mais simplória como em listras horizontais alvinegras com o distintivo do clube. E há uma descrição do distintivo que, dá poucos detalhes para arriscarmos um redesenho: em listras verticais com uma faixa com as iniciais do clube. Qual era o formato do escudo? De três pontas, português, suíço? E essa faixa era horizontal, diagonal? Não sabemos.
Mas existem duas grandes diferenças:
1- Esse segundo Sportivo Santa Cruz não tem uma cruz como símbolo
2- Os estatutos falam que o clube é destinado a prática de football (em primeiro lugar), athletismo e tiro esportivo (o que é um elo com o outro).

O goleiro Jajá entre os defensores Barroso e Dantas: em 1931 o Sportivo Santa Cruz foi vice do Torneio Initium e do Campeonato da LMDT

 

Hipótese: um clube foi fundado por remanescentes do outro
O fato é que do primeiro Sportivo Santa Cruz, fundado em 1924, não há NENHUMA notícia nos jornais. E do segundo, fundado em 1926, as notícias começam a aparecer pouco depois de sua fundação.

Teria o Grêmio Sportivo Santa Cruz de 1924 sido um clube que foi fundado e durou poucos meses? Ou um clube que nunca saiu do papel? E o Sportivo Santa Cruz de 1926 ser, de fato, o projeto concretizado?

Ou podemos considerar o Sportivo Santa Cruz de 1926 uma refundação, uma reorganização do clube anterior?

O fato da mudança leve de nome, da mudança de foco entre os dois (um é voltado primordialmente para o futebol, o outro nem mencionava esse esporte) da falta de referências ao anterior ou mesmo da virtual inexistência do primeiro me fazem acreditar mais na primeira hipótese. E por isso prefiro considerar o campeão de 1930 como fundado em 1926, e corrigi o nome nos meus arquivos – é SPORTIVO SANTA CRUZ, e mais nada

P.S.: Algumas curiosidades sobre o Sportivo Santa Cruz: vários membros da diretoria pareciam ligados ao Segundo Regimento de Artilharia Montada, de Santa Cruz. Acho que por essa ligação militar havia tiro esportivo no clube (nos dois, aliás). E o clube tinha um pequeno estádio, localizado na Rua do Prado. Pelo que entendi, a área era do exército, e o estadinho acabou ainda nos anos 30. O próprio Sportivo Santa Cruz parece ter tido o último suspiro em 1937,quando enfrentou o Oriente numa melhor-de-três e o noticiário já dava conta da iminência de seu fim.

 

Fontes: arquivos da Secretaria de Polícia do Distrito Federal/Sociedades Civis (Arquivo Nacional) e jornais diversos

Fotos: jornal Diário da Noite (RJ)

 

Equipe de 1920

 

Equipe de 1933

Equipe de 1941 (profissional)

 

Participaram do campeonato as seguintes ligas:

Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET) – CAMPOS
Associação Iguassuana de Esportes (AIE) – NOVA IGUAÇU
Associação Leste Fluminense de Esportes Athleticos (ALFEA) – CABO FRIO
Associação Petropolitana de Sports (APS) – PETRÓPOLIS
Associação Serrana de Esportes Athleticos (ASEA) – NOVA FRIBURGO
Associação Sudoeste Fluminense de Esportes Athleticos (ASFEA) – PARAÍBA DO SUL
Associação Therezopolitana de Esportes Athleticos (ATEA) – TERESÓPOLIS
Liga Esportiva Norte Fluminense (LENF) – MIRACEMA
Liga Esportiva Sul Fluminense (LESF) – BARRA DO PIRAÍ
Liga Nictheroyense de Football (LNF) – NITERÓI

Observem que muitas das mesmas eram ligas regionais, e não apenas municipais. Caso da campeã Liga Esportiva Sul Fluminense, que tinha clubes de Barra do Piraí, Barra Mansa etc.

Contudo, era costume de alguns jornais considerar as seleções como sendo representantes da cidade onde as mesmas estavam sediadas. Por isso, o título da Liga Esportiva Sul Fluminense costuma ser contabilizado como um título da Seleção de Barra do Piraí.

 

Demorou, mas encontrei. Sempre vi nas fotos do Barreto Football Club o primeiro escudo abaixo. Embora pudesse identificar o seu formato, não podia precisar o que tinha dentro do mesmo. Mas achei uma imagem da bandeira em “A Revista”, de Niterói, que esclareceu o conteúdo do escudo: um simples monograma.

Já o escudo redondo, em estilho semelhante ao do América Football Club-RJ, foi usado apenas em 1924. Em 1925 o escudo antigo voltou a ser usado e, pelo visto, até o fim das atividades do clube. Por falta de um escudo melhor, sempre utilizei esse nas minhas ilustrações. Oriento os colegas que atualizem seus arquivos.

 

Club Athletico Central  foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Club dos Ferroviários” foi Fundado no dia 27 de Novembro de 1917, Uma década depois, o clube alviverde foi Reorganizado no dia 12 de Outubro de 1927.

O Central passou por várias Sedes: Rua Archias Cordeiro, 157 – Méier (1921) e depois Rua Archias Cordeiro, 22 – Méier (28 de Novembro de 1929). Transferiu-se para Rua D. Anna Nery, 426, próximo a Estação do Rocha 07 de Janeiro de 1930); em seguida a Sede Social passou para a Praça do Engenho Novo, nº 22, no Bairro do Engenho Novo – Zona Norte do Rio. E por fim, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 993 – Sampaio (1937).

Em março de 1929, o Central arrendou a Sede e a Praça de Esportes do River Football Club, na Rua Jorge Rudge (Antigo Municipal), 59, na Piedade, por 500$000 (Quinhentos mil-réis) mensais. Depois a sua Praça de Esportes ficava na Rua Adriano, nº 107Todos os Santos – Zona Norte do Rio. Já

Com quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão, na década de 30, A equipe Centralense disputou as competições organizadas pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres entre 1929 a 1930, que tinha como time-base: J. Julio; Fedóca e J. Augusto; Orlando, Jonas e Marcello; Coruja, Hernani, Edilson, Hamilton e Urbano. Reservas: Othelo, Áureo e Augusto.

Em 1931 mudou para a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), onde debutou no Campeonato Carioca da Segunda Divisão naquele mesmo ano. A campanha não foi boa e o Central terminou na 16ª e última colocação. Em 1932, mais adaptado fez uma campanha melhor e terminou em 4º lugar. Em 1933, o Club dos Ferroviários” não manteve o bom nível e acabou amargando a 6ª colocação da sua chave.

Em 1934, o clube atravessou por uma grave crise, chegando a sofrer uma intervenção. No ano seguinte, o Central retornou a Segundona, desta vez sob a administração da Federação Metropolitana de Desportos (FMD), mas sem muito sucesso. Em 1938, o clube deixou a Federação Athletica Suburbana (FAS).

FONTES: Almanak Laemmert (RJ) – Rsssf Brasil - O Jornal – Estatuto do Clube – Correio da Manhã – A Manhã – Jornal dos Sports – Jornal A Noite

 

O Henrique Valladares Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Julho de 1913. A sua Sede ficava localizada na Avenida Henrique Valladares, nº 33 (Sobrado) – Centro do Rio.

Em 1919, ingressou na Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA), e faturou o título do Segundo Quadros. Em 14 de novembro de 1920, o Henrique Valladares excursionou para São João Nepomuceno, na Zona da Mata (MG), para realizar dois jogos amistosos: um diante do Mangueira Football Club e o outro contra o Operário Football Club.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – O Malho

 

O Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

O clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de Botafogo: Ernesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

 

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS), fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

 

Amistoso em Niterói

O clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense: 5 a 0.

 

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

 

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30, no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

O Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

O Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

 

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

O Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

O Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

 

 

FONTES: Gazeta de Notícias – A Época – O Paiz – O Imparcial – Vida Domestica – Correio da Manhã

 

A Liga Gonçalense de Desportos, desde 1931, representa o Município, este Estado e o Brasil nas competições de diversos esportes. Pois esta Liga é a única Entidade do Brasil com mais de 30 (trinta) modalidades esportivas, e que desenvolve um Projeto Social, hoje com 20.112 inscritos. Nossas seleções e nossos Clubes filiados muito Contribuíram para as várias conquistas, do Município, 1958 (futebol), 1971 (atletismo), 2002 e 2003 (kung-fú), 2006 (ultra triathion), três Pan-americano (handebol), há 13 (treze) anos somos Campeões Brasileiro de Kick Boxing, e em todas as Seleções de Representação do Brasil, o maior numero de atletas até este momento, foi deste Estado, seja nos Pan-Americanos ou Sul-Americanos o BRASIL sagrou-se Campeão. Isto fora fruto do trabalho da Diretoria desta Casa, de suas Agremiações filiadas, professores e atletas.

Todas as representações durante a existência dos Bingos foram custeadas por recursos que a Lei Zico, depois Lei Pelé permitiram, e os atletas tinham alimentação, hospedagem, transporte e inscrições nas Competições de disputa de Títulos Brasileiros ou Internacionais. Atletas representaram o Brasil, no Peru, no Equador, na China, nos EUA, na Grécia, Eslovênia, Iugoslávia, Itália, Argentina e tantos outros, sempre com todas as despesas pagas.

Durante treze anos, tiramos jovens e adultos das drogas, fizemos muito mais do que muitos Governos com os nossos projetos sociais. Com a perda dos BINGOS o esporte ficou órfão, os atletas desiludidos. Pedimos SOCORRO, para manter nosso Projeto Social, pois sem outra fonte de renda fica difícil a sua sustentação.

 

FONTE: Site da Liga Gonçalense de Desportos

 

O Sport Club Andarahy foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 06 de Março de 1917. A sua 1ª Sede ficava na Rua Theodoro da Silva, nº 359, no Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio. O Campo estava situado na Rua Barão de Mesquita, 941 /1017 – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Domingos Carvalho;

Vice-presidente - Domingos Pereira;

1º Secretário - Waldemar Jorge;

2º Secretário - Heitor Suzart;

1º Thesoureiro - João Nogueira;

2º Thesoureiro - Carlos Moraes;

Capitain geral - Agostinho Rezende Souto;

Vice-Capitain - Ismael Teixeira;

Cobrador - Álvaro Guimarães.

 

Na terça-feira, do dia 12 de Junho de 1923, o clube foi reorganizado. Em 1924, transferiu a Sede para a Rua Barão de Mesquita, 93 A – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio, ficando próximo ao campo de jogo. Em 22 de Janeiro de 1924 – Se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD).

 

Time de 1920: Lalau; Beléo (Manduca) e Ismac (Mario); Joaquim (José), Caxangá (Roberto) e Leite (Cap.); Baratinha (Gentil), Velho (Albertino), David (Antonio), Lobo e Velloso.

 

FONTES: Voz do Povo – Revista O Tico-Tico – A Razão

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