O Foot-Ball and Athletic Club – era assim a grafia do nome nos estatutos – foi um clube de futebol da Tijuca, fundado por moradores daquele bairro e dos vizinhos Engenho Velho e Andaraí. O Athletic, como era chamado pelos jornais, teve a honra de disputar o primeiro Campeonato Carioca de Fooball, em 1906. E mais do que isso: foi por iniciativa do alvirrubro da Tijuca, através de seu presidente Santiago Rivaldo, que as reuniões para a criação da Liga Metropolitana de Football, em 1905, foram convocadas.

As cores do clube eram o vermelho e branco, como muitos sabem. Mas o verde aparece como cor alternativa em várias circunstâncias. Comecemos pelas informações que possuímos nos estatutos do clube, pesquisados no Arquivo Nacional (RJ). Em vermelho, meus comentários:

Foot-Ball and Athletic Club
Fundação: 27 de setembro de 1903 (algumas fontes na internet dizem 27 de junho de 1904; não sei de onde vem essa data. A fundação de 1903 também consta nos jornais que pesquisei)
Sede social: rua Haddock Lobo, 187
Campo: rua Asylo Izabel (pelo que pesquisei, deve ser a atual rua Mariz e Barros)
Cores do clube: vermelho e branco (importante: o verde não faz parte das cores oficiais, da mesma forma que o branco não faz parte das cores oficiais do Flamengo, mas é usado aqui e ali como veremos adiante)
Bandeira: Pavilhão vermelho e branco em listras horizontais, tendo no canto superior esquerdo um quadrado branco com o monograma do clube em vermelho
Uniforme: Para os primeiros teams, camisas vermelhas com gola e punhos brancos, tendo no peito um distintivo branco com o monograma do clube em vermelho, calções brancos com cinta verde e meias verdes com as cores do clube no canhão; para os segundos teams camisas verdes com golas e punhos brancos e distintivos nas cores do clube com orla verde (o verde aparece nas meias e cintas do primeiro uniforme e como uniforme principal dos chamados segundos quadros. A informação de que a orla do distintivo é verde é confusa, seria mesmo apenas no distintivo dos segundos times?)

Além dos estatutos, outras citações da cor verde:

- O Jornal do Commercio, na cobertura do amistoso Athletic 2-1 Bangu (em 16/10/1904) comenta que os sócios do Bangu vestiam vermelho e branco e os do Athletic vermelho, verde e branco. Em algumas fotos antigas é comum ver sócios, e mesmo jogadores ao entrar em campo, usarem uma espécie de blazer do clube, e provavelmente era disso que o jornal tratava.

- O Athletic usou camisas verdes no jogo de campeonato Bangu 3-1 Athletic, em 20/5/1906. Quando vi essa informação a primeira vez, achei que fosse erro, já que nos demais jogos do campeonato o clube é descrito como alvirrubro. Mas a informação foi repetida outras vezes, inclusive na coluna “Recordando a infancia de nosso football” do jornal Diário de Notícias, em 1934. Talvez tenham usado o uniforme verde dos segundos quadros para não confundir com o alvirrubro Bangu?

Mudança de nome para Associação Athletica Internacional:

Em assembléia de 21/11/1906 ficou decidida a mudança de nome do Athletic para Associação Athletica Internacional. A mudança parece ter deixado os jornais confusos: uns chamam o clube de Athletica, outros de Internacional. Infelizmente, nunca achei um estatuto do clube com essa nova denominação. Mas sabe-se que o mesmo manteve as cores vermelha e branca.

O uniforme do clube para a temporada de 1907 aparenta ser um pouco diferente. As camisas que chegam são inteiramente vermelhas (as anteriores tinham gola branca). Como o Campeonato Carioca já havia começado, o clube até então jogou provisoriamente com camisas brancas e calções pretos. É com esse uniforme que achei a única foto do clube, do jogo Fluminense 5-0 Internacional (jogo disputado em 5/5/1907 , foto da revista Fon-Fon)

 

Possível foto do Foot-Ball and Athletic Club

O pesquisador Cláudio Falcão me enviou a cópia de uma foto, adquirida por um amigo, no mercado de antiguidades da Praça XV. A mesma não possui identificação nenhuma, mas por ter sido adquirida em uma coleção carioca, tem boas chances de ser de um time do Rio de Janeiro. O estilo da foto e dos uniformes lembra a década de 1900, e o escudo da foto tem um visível FAC (iniciais do Foot-Ball and Athletic Club), além de bater com a descrição das camisas do clube (vermelhas com golas brancas, distintivo branco com monograma). Mais um detalhe que chama a atenção: a equipe principal do Athletic era formada por uma maioria de brasileiros e um ou dois ingleses, o que parece ser o caso da foto. Contudo, não podemos ter certeza. Caso alguém reconheça algum jogador da foto, ou o escudo, por favor me diga:

 

 

 

FONTES: Estatuto da AMEA – Revista O Cruzeiro

 

FONTES: Jornal Última Hora – A Luta Democrática  

 

Sportivo Santa Cruz, campeão de 1930 da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (RJ)

Durante as minhas pesquisas em estatutos do Arquivo Nacional, encontrei mais de um clube chamado “Santa Cruz” no bairro de mesmo nome. E dois deles com nome muito parecido: Grêmio Sportivo Santa Cruz e Sportivo Santa Cruz. Ambos alvinegros. Qual deles é o famoso Sportivo Santa Cruz, rival do Oriente nos anos 30 e campeão carioca pela LMDT em 1930? O último. Mas… e se os dois na verdade são o mesmo clube? Eis o que sabemos:

Grêmio Sportivo Santa Cruz
O Grêmio Sportivo Santa Cruz foi fundado em 28 de novembro de 1924. Seus estatutos estabeleciam as cores preto e branco, e descreviam a bandeira da seguinte forma: Em listras horizontais alvinegras, com uma cruz e as iniciais no quadrante superior esquerdo. Não há referências de outros símbolos. Quando eu encontrei esse clube, concluí se tratar do mesmíssimo Sportivo Santa Cruz campeão de 30, e cheguei a considerar essa a sua data de fundação.
Contudo, dois problemas:
1- Os estatutos não falavam de futebol, mas genericamente de esportes atléticos e tiro esportivo.
2- Eu nunca vi o Sportivo Santa Cruz, campeão de futebol em 30, ser chamado de Grêmio Sportivo Santa Cruz. Só de Santa Cruz, Sportivo, ou Sportivo Santa Cruz. Mesmo em reportagens que colocavam as siglas dos clubes.

Sportivo Santa Cruz
Posteriormente, achei outro estatuto. O clube, fundado em OUTRA DATA (27 de março de 1926) agora, era chamado apenas de Sportivo Santa Cruz, sem “Grêmio”. Mas alguns elementos são semelhantes. As cores também são preto e branco. A bandeira é descrita de forma mais simplória como em listras horizontais alvinegras com o distintivo do clube. E há uma descrição do distintivo que, dá poucos detalhes para arriscarmos um redesenho: em listras verticais com uma faixa com as iniciais do clube. Qual era o formato do escudo? De três pontas, português, suíço? E essa faixa era horizontal, diagonal? Não sabemos.
Mas existem duas grandes diferenças:
1- Esse segundo Sportivo Santa Cruz não tem uma cruz como símbolo
2- Os estatutos falam que o clube é destinado a prática de football (em primeiro lugar), athletismo e tiro esportivo (o que é um elo com o outro).

O goleiro Jajá entre os defensores Barroso e Dantas: em 1931 o Sportivo Santa Cruz foi vice do Torneio Initium e do Campeonato da LMDT

 

Hipótese: um clube foi fundado por remanescentes do outro
O fato é que do primeiro Sportivo Santa Cruz, fundado em 1924, não há NENHUMA notícia nos jornais. E do segundo, fundado em 1926, as notícias começam a aparecer pouco depois de sua fundação.

Teria o Grêmio Sportivo Santa Cruz de 1924 sido um clube que foi fundado e durou poucos meses? Ou um clube que nunca saiu do papel? E o Sportivo Santa Cruz de 1926 ser, de fato, o projeto concretizado?

Ou podemos considerar o Sportivo Santa Cruz de 1926 uma refundação, uma reorganização do clube anterior?

O fato da mudança leve de nome, da mudança de foco entre os dois (um é voltado primordialmente para o futebol, o outro nem mencionava esse esporte) da falta de referências ao anterior ou mesmo da virtual inexistência do primeiro me fazem acreditar mais na primeira hipótese. E por isso prefiro considerar o campeão de 1930 como fundado em 1926, e corrigi o nome nos meus arquivos – é SPORTIVO SANTA CRUZ, e mais nada

P.S.: Algumas curiosidades sobre o Sportivo Santa Cruz: vários membros da diretoria pareciam ligados ao Segundo Regimento de Artilharia Montada, de Santa Cruz. Acho que por essa ligação militar havia tiro esportivo no clube (nos dois, aliás). E o clube tinha um pequeno estádio, localizado na Rua do Prado. Pelo que entendi, a área era do exército, e o estadinho acabou ainda nos anos 30. O próprio Sportivo Santa Cruz parece ter tido o último suspiro em 1937,quando enfrentou o Oriente numa melhor-de-três e o noticiário já dava conta da iminência de seu fim.

 

Fontes: arquivos da Secretaria de Polícia do Distrito Federal/Sociedades Civis (Arquivo Nacional) e jornais diversos

Fotos: jornal Diário da Noite (RJ)

 

Equipe de 1920

 

Equipe de 1933

Equipe de 1941 (profissional)

 

Participaram do campeonato as seguintes ligas:

Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET) – CAMPOS
Associação Iguassuana de Esportes (AIE) – NOVA IGUAÇU
Associação Leste Fluminense de Esportes Athleticos (ALFEA) – CABO FRIO
Associação Petropolitana de Sports (APS) – PETRÓPOLIS
Associação Serrana de Esportes Athleticos (ASEA) – NOVA FRIBURGO
Associação Sudoeste Fluminense de Esportes Athleticos (ASFEA) – PARAÍBA DO SUL
Associação Therezopolitana de Esportes Athleticos (ATEA) – TERESÓPOLIS
Liga Esportiva Norte Fluminense (LENF) – MIRACEMA
Liga Esportiva Sul Fluminense (LESF) – BARRA DO PIRAÍ
Liga Nictheroyense de Football (LNF) – NITERÓI

Observem que muitas das mesmas eram ligas regionais, e não apenas municipais. Caso da campeã Liga Esportiva Sul Fluminense, que tinha clubes de Barra do Piraí, Barra Mansa etc.

Contudo, era costume de alguns jornais considerar as seleções como sendo representantes da cidade onde as mesmas estavam sediadas. Por isso, o título da Liga Esportiva Sul Fluminense costuma ser contabilizado como um título da Seleção de Barra do Piraí.

 

Demorou, mas encontrei. Sempre vi nas fotos do Barreto Football Club o primeiro escudo abaixo. Embora pudesse identificar o seu formato, não podia precisar o que tinha dentro do mesmo. Mas achei uma imagem da bandeira em “A Revista”, de Niterói, que esclareceu o conteúdo do escudo: um simples monograma.

Já o escudo redondo, em estilho semelhante ao do América Football Club-RJ, foi usado apenas em 1924. Em 1925 o escudo antigo voltou a ser usado e, pelo visto, até o fim das atividades do clube. Por falta de um escudo melhor, sempre utilizei esse nas minhas ilustrações. Oriento os colegas que atualizem seus arquivos.

 

Club Athletico Central  foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Club dos Ferroviários” foi Fundado no dia 27 de Novembro de 1917, Uma década depois, o clube alviverde foi Reorganizado no dia 12 de Outubro de 1927.

O Central passou por várias Sedes: Rua Archias Cordeiro, 157 – Méier (1921) e depois Rua Archias Cordeiro, 22 – Méier (28 de Novembro de 1929). Transferiu-se para Rua D. Anna Nery, 426, próximo a Estação do Rocha 07 de Janeiro de 1930); em seguida a Sede Social passou para a Praça do Engenho Novo, nº 22, no Bairro do Engenho Novo – Zona Norte do Rio. E por fim, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 993 – Sampaio (1937).

Em março de 1929, o Central arrendou a Sede e a Praça de Esportes do River Football Club, na Rua Jorge Rudge (Antigo Municipal), 59, na Piedade, por 500$000 (Quinhentos mil-réis) mensais. Depois a sua Praça de Esportes ficava na Rua Adriano, nº 107Todos os Santos – Zona Norte do Rio. Já

Com quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão, na década de 30, A equipe Centralense disputou as competições organizadas pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres entre 1929 a 1930, que tinha como time-base: J. Julio; Fedóca e J. Augusto; Orlando, Jonas e Marcello; Coruja, Hernani, Edilson, Hamilton e Urbano. Reservas: Othelo, Áureo e Augusto.

Em 1931 mudou para a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), onde debutou no Campeonato Carioca da Segunda Divisão naquele mesmo ano. A campanha não foi boa e o Central terminou na 16ª e última colocação. Em 1932, mais adaptado fez uma campanha melhor e terminou em 4º lugar. Em 1933, o Club dos Ferroviários” não manteve o bom nível e acabou amargando a 6ª colocação da sua chave.

Em 1934, o clube atravessou por uma grave crise, chegando a sofrer uma intervenção. No ano seguinte, o Central retornou a Segundona, desta vez sob a administração da Federação Metropolitana de Desportos (FMD), mas sem muito sucesso. Em 1938, o clube deixou a Federação Athletica Suburbana (FAS).

FONTES: Almanak Laemmert (RJ) – Rsssf Brasil - O Jornal – Estatuto do Clube – Correio da Manhã – A Manhã – Jornal dos Sports – Jornal A Noite

 

O Henrique Valladares Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na quinta-feira, do dia 24 de Julho de 1913. A sua Sede ficava localizada na Avenida Henrique Valladares, nº 33 (Sobrado) – Centro do Rio.

Em 1919, ingressou na Associação Carioca de Sports Athleticos (ACSA), e faturou o título do Segundo Quadros. Em 14 de novembro de 1920, o Henrique Valladares excursionou para São João Nepomuceno, na Zona da Mata (MG), para realizar dois jogos amistosos: um diante do Mangueira Football Club e o outro contra o Operário Football Club.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – O Malho

 

O Real Grandeza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava localizada na Travessa Oliveira, nº 27, no Bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Nos anos 30, o clube se transferiu para a Rua Real Grandeza, nº 243, também em Botafogo.

O clube Alvianil foi Fundado no domingo, do dia 06 de Novembro de 1910, por um grupo de operários e alunos do antigo Gymnasio de Botafogo: Ernesto Amaral; capitão Arthur Henrique Santos; Tenente Eloy Valentim Aguiar; Julio Kengen; José de Maria Ferreira; José Nascimento Ferreira; Leandro da Rocha, entre outros.

 

Campeão do 1º Campeonato da Liga Sportiva Suburbana

Após uma temporada realizando amistosos e festivais, o Real Grandeza FC foi um dos primeiros clubes  a se filiar na nova Liga Sportiva Suburbana (LSS), fundada em abril de 1912 (Sede na Rua do Senado, nº 164, no Centro do Rio).

No 1º campeonato, o Real Grandeza fez bonito, ao conquistar o título no 1º Quadro e o vice-campeonato nos 2º Quadros.

 

Amistoso em Niterói

O clube Alvianil atravessou a Baía de Guanabara, onde enfrentou o Esperança Football Club, do Bairro de Icarahy, no sábado do dia 27 de julho de 1912. No final, o Real Grandeza goleou por 6 a 0, nos Primeiros Quadros. Nos Segundos Quadros, outro triunfo sobre o clube niteroiense: 5 a 0.

 

Triunfo em cima do Carioca F.B.C.

Em 1913, saiu da LSS. Contudo, nesta temporada enfrentou um forte adversário: Carioca Football Club, duas vezes, ambos na casa do adversário: Estrada Dona Castorina, no Bairro da Gávea. No primeiro encontro, Real Grandeza goleou o Carioca pelo placar de 3 a 0. No segundo, melhor para os donos da casa, que venceram apertado o Real Grandeza, por 2 a 1.

 

Real Grandeza fez o jogo “da entrega das faixas” do 1º Campeão de Niterói

No domingo, do dia 14 de dezembro de 1913, o Real Grandeza enfrentou o Guarany Football Club, às 14h30, no ‘Ground dos Salesianos’, no Bairro de Santa Rosa, em Niterói. A peleja foi organizado pelo Jornal Gazeta da Manhã, a fim de celebrar a conquista do Campeonato Niteroiense daquele ano, pelo Guarany, que se sagrou campeão vencendo todos os seus jogos. Antes do início do jogo, o jornal entregou a belíssima medalha de ouro ao clube niteroiense, que foi muito aplaudido pelo público presente.

A partida foi movimentada e com uma “chuva de gols“: oito. Melhor para o Guarany que bateu o Real Grandeza pelo placar de 5 a 3. Além da vitória, o clube niteroiense encerrou a temporada de forma invicta sem perder nenhuma partida tanto em jogos oficiais quanto nos amistosos. Ao todo, Guarany Football Club realizou 21 jogos na temporada de 1913: foram 19 vitórias e dois empates. Após o jogo, o Guarany faturou mais um caneco: a Taça Freitas e Félix, destinada ao vencedor do confronto.

O Guarany jogou da seguinte forma: O. Medeiros; J. Failace e M. Alexandrino; Eurico, F. Ferreira e L. Tinoco; Gravano, Monteirinho, R. Medeiros, Cecy e Lydio.

O Real Grandeza atuou: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 

Campeão do 1º Campeonato da Federação Brasileira de Football

Em 1914, a equipe Alvianil se filiou na Liga Sportiva de Football (LSF), onde ficou com o vice-campeonato ao lado do Dois de Junho Football Club. Em 1915, ajudou na Fundação da Federação Brasileira de Football (FBF).

Nesta competição, fez excelente campanha, chegando ao ponto de arrasar o seu principal adversário: Dois de Junho Football Club, pelo elevado escore de 8 a 0. No final se sagrou Campeão da temporada de 1915. Como a FBF acabou sendo dissolvida, apenas Real Grandeza foi aclamado campeão! Nos segundos e terceiros quadros não tiveram vencedores.

Em 1916, entrou para a Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA), onde conseguiu o 2º lugar no campeonato. Em razão das boas campanhas, o Real Grandeza Football Club recebeu muitos convites para viajar pelo país. Contudo, o clube não aceitou em razão dos compromissos e a dificuldade de se ausentar do Rio. Em 1920, se filiou a Liga Alliança Sportiva Municipal (LASM).

 

W.O. deu o título da Liga Suburbana de Football em 1922

O Real Grandeza foi campeão da Liga Suburbana de Football em 1922. Porém, a final não foi da forma como todos desejavam. Afinal, o Brasil Football Club (que depois se tornou o Brasil Suburbano FC) não compareceu! Com isso, o Real Grandeza venceu por WO!

O Brasil FC foi o  campeão da Série B, enquanto o Real Grandeza foi o vencedor da Série A. O que foi especulado naquela época é que a superioridade do Real Grandeza é tão grande que o Brasil FC temendo sofrer uma goleada humilhante optou em não comparecer na grande final.

Os Campeões da Liga Suburbana de Football:

Engenho de Dentro (tricampeão): 1916, 1917 e 1918;

Bonsucesso: 1919;

Mavilis (bicampeão): 1920 e 1921;

Real Grandeza: 1922.

Em 1923, a Liga Suburbana de Football, que era uma Subliga da Metropolitana, foi perdendo credibilidade e a bagunça imperou. Diante desse quadro foi desfilada pela Liga Metropolitana, e, por conseqüente foi extinta. No início de 1926, entrou na Liga Graphica.

Revista Vida Domestica, novembro de 1923

Time de 1912: Saul; João Martins e C. Meira; M. Leite, Waldemar e A. Silva; Nero, J. Carvalho, Manoel, Jorge Menna e Costa.

 Time de 1913: Álvaro da Silva; Alberto Rocha e  Euclydes Oliveira (Cap.); J. Félix, M. Leite e José de Maria Ferreira (Nero); Jorge Menna, Julio Kengen, J. Marcellino, E. Menezes e J. Pinto.

 Time de 1917: Francisco (Laranjeiras); Raymundo e Theodoro (Nilo); Romeu (Parafuso), João Lino e Eurico (Xexê); E. Lima, Waldemar, Julio Kengen, Luiz (Amadeu) e J. Medeiros.

 Time de 1921: Olavo; Bento e Baptista; Moura, Ferreira e José de Maria Ferreira; Marques, Eduardo, Amadeu, Medeiros e Carregal.

 

 

FONTES: Gazeta de Notícias – A Época – O Paiz – O Imparcial – Vida Domestica – Correio da Manhã

 

A Liga Gonçalense de Desportos, desde 1931, representa o Município, este Estado e o Brasil nas competições de diversos esportes. Pois esta Liga é a única Entidade do Brasil com mais de 30 (trinta) modalidades esportivas, e que desenvolve um Projeto Social, hoje com 20.112 inscritos. Nossas seleções e nossos Clubes filiados muito Contribuíram para as várias conquistas, do Município, 1958 (futebol), 1971 (atletismo), 2002 e 2003 (kung-fú), 2006 (ultra triathion), três Pan-americano (handebol), há 13 (treze) anos somos Campeões Brasileiro de Kick Boxing, e em todas as Seleções de Representação do Brasil, o maior numero de atletas até este momento, foi deste Estado, seja nos Pan-Americanos ou Sul-Americanos o BRASIL sagrou-se Campeão. Isto fora fruto do trabalho da Diretoria desta Casa, de suas Agremiações filiadas, professores e atletas.

Todas as representações durante a existência dos Bingos foram custeadas por recursos que a Lei Zico, depois Lei Pelé permitiram, e os atletas tinham alimentação, hospedagem, transporte e inscrições nas Competições de disputa de Títulos Brasileiros ou Internacionais. Atletas representaram o Brasil, no Peru, no Equador, na China, nos EUA, na Grécia, Eslovênia, Iugoslávia, Itália, Argentina e tantos outros, sempre com todas as despesas pagas.

Durante treze anos, tiramos jovens e adultos das drogas, fizemos muito mais do que muitos Governos com os nossos projetos sociais. Com a perda dos BINGOS o esporte ficou órfão, os atletas desiludidos. Pedimos SOCORRO, para manter nosso Projeto Social, pois sem outra fonte de renda fica difícil a sua sustentação.

 

FONTE: Site da Liga Gonçalense de Desportos

 

O Sport Club Andarahy foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 06 de Março de 1917. A sua 1ª Sede ficava na Rua Theodoro da Silva, nº 359, no Bairro de Vila Isabel – Zona Norte do Rio. O Campo estava situado na Rua Barão de Mesquita, 941 /1017 – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Domingos Carvalho;

Vice-presidente - Domingos Pereira;

1º Secretário - Waldemar Jorge;

2º Secretário - Heitor Suzart;

1º Thesoureiro - João Nogueira;

2º Thesoureiro - Carlos Moraes;

Capitain geral - Agostinho Rezende Souto;

Vice-Capitain - Ismael Teixeira;

Cobrador - Álvaro Guimarães.

 

Na terça-feira, do dia 12 de Junho de 1923, o clube foi reorganizado. Em 1924, transferiu a Sede para a Rua Barão de Mesquita, 93 A – Bairro da Tijuca – Zona Norte do Rio, ficando próximo ao campo de jogo. Em 22 de Janeiro de 1924 – Se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD).

 

Time de 1920: Lalau; Beléo (Manduca) e Ismac (Mario); Joaquim (José), Caxangá (Roberto) e Leite (Cap.); Baratinha (Gentil), Velho (Albertino), David (Antonio), Lobo e Velloso.

 

FONTES: Voz do Povo – Revista O Tico-Tico – A Razão

 

O Ingá Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado em 1908, a sua Praça de Esportes ficava na Rua Boa Vista, s/n – São Francisco, em Niterói. Posteriormente, no local foi construído a Sede, em um vasto prédio, na Rua Boa Vista, inaugurado no domingo, do dia 1º de Junho de 1919. Em 1916, o seu campo passou a ser na Praia das Flechas, no Bairro do Ingá, em Niterói.

O Canto do Rio Football Club, fundado em 14 de novembro de 1913, surgiu com um time infantil. E, naquela época, o grande rival era justamente o Ingá FC, onde protagonizaram grandes jogos.

O Ingá participou do Campeonato Niteroiense em 1913. Essa competição teve uma característica ímpar.  Em Dezembro de 1911, foi Fundada a Liga Sportiva Fluminense (não confundir com a entidade homônima criada anos depois), que acabou sem ter organizado nenhum campeonato ou torneio.

Mesmo sem nenhuma liga, os clubes niteroienses se uniram para organizar o  Campeonato Niteroiense de 1913. Quem liderou essa empreitada audaciosa foi Associação Athletica Fluminense (que tem nome de liga mas era um clube), do Bairro Cubango  e também com apoio do jornal Gazeta da Manhã.

Os jogos foram realizados em dois campos: Ground da Travessa da Boa Vista, no Bairro do Cubango (propriedade da Associação Athletica Fluminense); e do Guarany F.C., no Ground dos Salesianos, no Bairro Santa Rosa (na realidade o campo pertencia ao Colégio Salesianos).

A participação de quatro agremiações: Associação Athletica Fluminense, Ingá Football ClubEsperança Football Club e Guarany Football Club (campeão invicto, vencendo todos os seus seis jogos. Aclamado campeão de 1913, recebeu o Taça Gazeta da Manhã, ofertada pelo jornal Gazeta da Manhã).

Na segunda-feira, do dia 26 de Janeiro de 1914, o Ingá solicitou filiação junto a Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), onde disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão em 1914 e 1915.

Na sua primeira participação na Terceirona de 1914, o Ingá Football Club terminou na 4ª colocado, num total de sete clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Cattete Football Club (Bairro do Catete);

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Sport Club Riachuelo (Bairro de São Cristóvão/ campo no Bairro de Vila Isabel);

Villa Isabel Football Club (Bairro de Vila Isabel).

Na sua segunda edição, o o Ingá Football Club fechou em 4º lugar, num total de cinco clubes. Esta edição contou com a participação das seguintes equipes:

Club de Regatas Icarahy (Bairro do Icaraí, em Niterói);

Ingá Football Club (do Ingá, Niterói);

Palmeiras Athletico Club (Bairro de São Cristóvão);

Sport Club Brasil (Praia Vermelha- Bairro do Urca);

Paladino Football Club (Centro do Rio).

Excursão à Campos, em 1914

Excursionou para Campos dos Goytacazes, onde ficaram hospedados no Grande Hotel Central. Assim, na tarde de sábado (27/06/1914), O Ingá enfrentou o Quinze de Novembro Football Club, às 16 horas, e goleou por 4 a 0. Os gols da partida foram assinalados por Ivo (duas vezes), Gilberto e Lafayette, um tento cada.

No dia seguinte (domingo, dia 28 de junho de 1914), foi a vez de encarar a Seleção da Liga Campista de Football, às 16 horas. Mesmo desfalcado de cinco titulares, o Ingá mostrou que a vida do adversário não seria moleza.

Telêmaco, de cabeça, abriu o placar para o Ingá. Depois Campos, em cobrança de falta, empatou e outro de pênalti, marcou o tento da virada do selecionado campista. Final do primeiro tempo: 2 a 1 para a Seleção de Campos.

Na etapa final, Gilberto voltou a empatar, dando números finais ao jogo: 2 a 2. O Ingá jogou com a seguinte formação: Ivan; Murillo (Cap.) e Egas; Couto, Affonso e Archimedes; Bocayuva, Rubens, Ivo, Gilberto e Telêmaco.

O goleiro Ivan era um dos destaques do Ingá. Tanto que em 1916, acabou sendo contratado pelo Botafogo do Rio para ser o titular da posição.

Por falta de pagamento, Ingá é excluído da Terceirona

Na quarta-feira, do dia 1º de Março de 1916, o conselho diretor da LMSA eliminou por unanimidade o Ingá Football Club, de acordo com o disposto pelos artigos 40 e 42 do estatuto.

O motivo foi que o clube niteroiense não quitou a dívida da mensalidade dentro do prazo de tolerância estipulada pela entidade.

FONTES: Correio da Manhã – Jornal do Brasil (JB) – O Paiz – O Fluminense – Gazeta de Notícias – O Imparcial – A Rua

 

 

Byron, do Barreto, fez história e até jogo contra o Flamengo

O bairro do Barreto, em Niterói, é marcado por uma histórica relação com o futebol. Na mesma época em que o Rio Cricket já havia se consolidado e disputava o Campeonato Carioca, surgia naquela região da Zona Norte, o Byron. Fundado no dia 21 de outubro de 1913, o clube foi uma das “potências” da região, que revelou um dos maiores craques do futebol nacional e mundial, tão admirado quanto Pelé e Garrincha: Zizinho, ou Mestre Ziza.

A sede do clube ficava num campo pertencente a Companhia Manufatora de Tecidos, situado ao lado da sede da empresa, na Rua Doutor March. Para desenvolver as atividades, a diretoria pagava aluguel à empresa, que ainda não explorava a prática do futebol. Para atrair os funcionários de família de origem britânica da fábrica, os fundadores do clube o batizaram com o nome do poeta inglês George Gordon Byron, um dos maiores do século XIX.

Com ajuda de comerciantes e diretores da fábrica de tecidos, o clube conseguiu se estruturar para montar também times em categorias de base e até se aventurar em outras práticas esportivas, como o boxe e o basquete. Venceu o primeiro Campeonato Niteroiense em 1917. E repetiu o feito nos anos de 1922, 1924 e 1925, nas chamadas modalidades ainda amadoras e já com respeitado elenco profissional, levantou outras duas taças, em 1928 e 1934.

 

O poeta e escritor George Byron deu nome ao clube do Barreto
O poeta e escritor George Byron deu nome ao clube do Barreto

 

 

A performance no Campeonato da Liga Niteroiense de 1934 rendeu ao clube o convite para disputar uma competição no Rio – o Torneio Aberto da Liga Carioca de Football, em 1935, que reuniu 23 equipes, a maioria da Capital, nos estádio do Fluminense (Laranjeiras) e do América (Campos Sales). A equipe do Barreto acabou eliminada após ser goleada pelo Flamengo, por 9 a 2 e também perder para o Anchieta por 3 a 2.

Declínio - O declínio do clube veio no fim da década de 40, quando a direção da fábrica Manufatora decidiu montar sua própria equipe. O “racha” acabou na Justiça e o Byron foi despejado. Enfraquecido, o clube acabou abandonado o futebol em 1953, vindo a se dedicar apenas a eventos sociais, e foi extinto em 1978.

Barreto e Ypiranga também marcaram década

Na década de 30, outras duas equipes de Niterói também fizeram fama. O Barreto, grande rival do Byron, na Zona Norte, e o Ypiranga, de São Lourenço, disputaram duas edições do Torneio da Liga Carioca de Footbal nos anos de 1935 e 1936, junto com Fluminense, América, Flamengo, Bangu, América e outras equipes de diferentes pontos da Região Metropolitana. Mas não passaram da primeira fase da competição.

O Barreto Football Club foi fundado no dia 14 de julho de 1912 por funcionários da Companhia de Fósforos Fiat Lux. As partidas entre essa equipe e o Byron arrastavam ‘multidões’ nas décadas de 20 e 30. O apelido do Barreto era “Leão do Norte”, e sua antiga sede, na Rua General Castrioto, era ornamentada com duas estátuas do animal. Suas cores eram o azul escuro e branco.

O Barreto conquistou a divisão principal da Liga Sportiva Fluminense em 1921 e 1923, além dos torneios início de 1919, 1920, 1924 e 1925, segundo registros da Liga Niteroiense de Futebol. Em 1941, o clube montou um time caríssimo para disputar com o Canto do Rio uma vaga no Campeonato Carioca, mas acabou preterido. A empreitada acabou por deixá-lo em situação financeira difícil. Em 1942, já sem condições de manter o futebol profissional, encerrou as atividades, com apenas 30 anos de existência.

O Ypiranga fez fama no futebol fluminense na década de 1930, quando chegou a ter jogadores convocados para a Seleção Brasileira, como Manoelzinho e Oscarino. O clube se manteve atuante até a década de 70, quando acabou extinto.

Zizinho, o craque mais ilustre

O filho mais “ilustre” que o Byron produziu foi o meia Zizinho, considerado o primeiro grande craque da história do futebol brasileiro em âmbito mundial. Nascido em São Gonçalo, no dia 14 de setembro de 1921, ele daria seus primeiros chutes nos campos de terra batida da cidade. Thomáz Soares da Silva iniciou a adolescência nas divisões de base do Byron. Chegou a fazer “peneiras” nas equipes do América, São Cristóvão e Bangu, quando ainda trabalhava no Loyd Brasileiro. As boas atuações no time de Niterói o levaram a fazer o teste que culminaria na ida para o Flamengo, em 1939, aos 18 anos.

À beira do campo, ele viu o lendário atacante Leônidas da Silva se contundir e incrédulo, foi chamado pelo técnico Flávio Costa para substituir o ídolo. “Menino, você é o meia lá de Niterói? Entra no lugar de Leônidas”, ordenou o técnico. O ‘garoto’ não apenas entrou como fez dois gols em dez minutos. Era a “senha” para começar a brilhante carreira, como mostrou o livro “Os 11 maiores camisas 10 do futebol brasileiro”, de Marcelo Barreto. A ida de Zizinho para o Flamengo é cercada por uma curiosidade, que levou o clube da Gávea a atravessar a baía para um histórico amistoso contra o Byron. Antes da contratação, acabou suspenso por causa de uma confusão no chamado “clássico da Zona Norte”, entre o Byron e o Barreto. Para facilitar a ida para o Rio, o time carioca, sugeriu o jogo, que aconteceu no campo do clube niteroiense. Com Zizinho atuando pelo rubro-negro, o jogo terminou empatado em zero a zero graças a uma atuação inesquecível do goleiro Leônidas, do Byron.

Apogeu no FLA e eterna tristeza pela perda da Copa

 

Injustamente, Zizinho foi apontado como ‘vilão’ da Copa de 50
Injustamente, Zizinho foi apontado como ‘vilão’ da Copa de 50

 

Zizinho teve dias de glória no Flamengo, onde conquistou o tricampeonato carioca nos anos de 1942, 1943 e 1944, mas caiu em descrédito com a perda da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã. Foi sua primeira e única participação na competição. Acabou vendido para o Bangu, sem tomar conhecimento da transação, já que servia à Seleção Brasileira.

Na Copa de 50, machucado, ficou fora das partidas iniciais. No terceiro jogo que decidiria uma vaga para a fase seguinte, contra a Iugoslávia, marcou um dos gols na vitória por 2 a 0. Uma atuação tão impressionante que recebeu da imprensa o apelido de ‘Mestre Ziza”.

Depois das goleadas por 7 a 1 contra a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha, a equipe precisava apenas do empate para chegar ao título, mas perdeu por 2 a 1 para o Uruguai, naquele que seria a pior tragédia do futebol brasileiro, até a goleada sofrida para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão, na última Copa.

A derrota ficou marcada na carreira do jogador, que defendeu também o São Paulo, onde se tornou campeão paulista em 1957. “Ele nunca esqueceu a perda do título. Ficava triste e cabisbaixo quando se falava no episódio”, declarou Jair Marinho, ex-lateral direito e amigo inseparável de Zizinho. O São Paulo e o Audax Italiano, do Chile, foram os últimas equipes onde atuou. O craque chegou a lançar uma autobiografia antes de morrer em casa, no Ingá, em fevereiro de 2002, de causas naturais, aos 79 anos.

 

FONTES: Jornal O São Gonçalo – Sergio Soares - Ari Lopes

 

O Victoria Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede ficava localizada na Rua Bonfim, nº 132, no Bairro do Fonseca, em Niterói. O clube Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Junho de 1915. O Victoria disputou a Segundona da Liga Sportiva Fluminense (LSF), no final de 10 e início de 20.

O Jornal O Paiz descreveu assim, o surgimento da nova agremiação: “Fundou-se na vizinha capital, o Victoria Foot-Ball Club e que é composto por meninos da melhor sociedade fluminense. Para a estreia do “team“, será jogado, por esse Club e o Canto do Rio Foot-Ball Club, um “match”, que se realizará domingo, 13 do corrente, às 8 horas da manhã, no “ground” desta última sociedade“.

FONTES: A Rua – A Razão – O Paiz

 

O Sport Club Curupaity foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A “Petizada (quer dizer: ajuntamento de crianças) Alvirrubra” foi Fundada na sábado, do dia 13 de Junho de 1914. O clube nunca teve um campo próprio. Atuava em diversos campos da região, como o Carioca F.C., o campo na Rua do Russell, entre outros.

História da Fundação

“Reunidos na residência do grande escriptor Dr. Coelho Netto, o ‘festejado homem de letras’, foi dado por Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” (que era filho de Coelho Netto); o nome de Sport Club Curupaity. O nome dos demais fundadores:

George Coelho Netto; Paulo Coelho Netto; João Coelho Netto, o “Preguinho”; Francisco Paes Figueiredo, o “Chiquinho”; Manoel Correa; Ernesto, Sylvio de Sá; Gerdal Boscoli; Nilo Murtinho Broga; Floriano Guimarães; Joaquim Travesedo; Ricardo Salazar; Manuel Aarão; Álvaro de Sá; Evaristo Juliano de Sá; Dino; Galvão; Seabra e Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” (1º Presidente).

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Euclydes Joaquim da Silva, o “Cuca” ;

Vice-Presidente - Álvaro de Sá;

1º Secretário - Gerdal Boscoli;

1º Tesoureiro - George Coelho Netto;

Capitão - Paulo Coelho Netto;

Fiscal de Campo - Joaquim Travesedo.

 

Significado do nome e uniforme

O nome “Curupaiti vem do Tupi-guarani, que pode significar: “a água do angico (curupaí+ti)” ou “lugar abundante em angicos (curupaí+ti [ba])“. O clube possuia o uniforme semelhante ao América Football Club: camisa rubra, escudo branco, calção branco e meiões negros.

Quem foi Coelho Neto?

Natural de Caxias, Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu em 21 de fevereiro de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro,  em 28 de novembro de 1934. Foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.

Foi considerado o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros“, numa votação realizada em 1928 pela revista O Malho. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.

Sobre Paulo Coelho Netto, foi autor do livro sobre o primeiro cinquentenário da História do Fluminense, historiador e dirigente deste clube.

Quem foi Preguinho?

 João Coelho Netto, mais conhecido como Preguinho (Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 1º de outubro de 1979), foi um multi-esportista brasileiro. Filho do escritor Coelho Netto, e da professora de música Maria Gabriela Brandão Coelho Netto, Preguinho era sócio do Fluminense antes mesmo de nascer, ingressando nas equipes infantis do clube carioca em 1916, com 11 anos.

Clube Esportivo e Categorias de base

Apesar do futebol ser o “carro-chefe” da Petizada Alvirrubra, possuíam outros esportes Pingue Pongue (Tênis de Mesa), Water Polo, entre outros.  O futebol, além da categoria adulta, contava ainda com as categorias Infantil e Juvenil, onde enfrentou diversas vezes forças da época como o Clube de Regatas Flamengo e Fluminense Football Club, ambos no Infantil.

 

Sedes

A 1ª Sede ficava na Rua Pinheiro, nº 73, em Botafogo – Zona Sul do Rio. No Sábado, dia 29 de Março de 1919, se mudou para a Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. Enfim, em 1925, adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio.

 

Dia que o Curupaity goleou o Tricolor das Laranjeiras

Em 1914, se filiou a Liga Veronista onde foi campeão no 1º e 2º Quadros, ambos de forma invicta, em 1915. Em 1916, o time infantil do Sport Club Curupaity contava com bons valores.

E, teve um teste de fogo para provar o seu potencial. Na época enfrentou o Fluminense, o melhor time daquela época, no campo do Carioca F.C., no Jardim Botânico.

No final, a Petizada Alvirrubra arrasou o Tricolor das Laranjeiras pelo elástico placar de 9 a 2. Vale lembrar, que no time do Fluminense haviam grandes jogadores que depois fizeram história no clube: Fortes, Mutz, China, Joel, C. Augusto, entre outros.

 

Campeonato Infantil de 1916, fez o Curupaity só retornar em 1917

Um fato curioso! A esmagadora vitória sobre o Fluminense, somado a criação do Campeonato Infantil, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), acabou causando, involuntariamente a paralisação do Sport Club Curupaity.

Por quê? Após ter arrasado o Fluminense, meses depois foi criado o Campeonato Carioca Infantil. Os jogadores empolgados com a notícia queriam participar da competição a qualquer custo. No entanto, naquele momento o clube não era filiado a LMDT, e por isso, não poderiam jogar.

Então, os jogadores se reuniram para buscar uma alternativa. A primeira ideia foi disputar pelo Carioca Football Club, que gentilmente sedia o seu campo para que o Curupaity pudesse jogar.

Contudo, os jogadores não chegaram a um consenso. No final, parte dos jogadores disputaram o certamente pelo Fluminense Football Club (Moreira, Mano, Preguinho e Zezé foram destaques no profissional) e a outra parte pelo Clube de Regatas Flamengo.

Porém, o resultado desse entusiasmo geral uma paralisação do Sport Club Curupaity, que sem jogadores, só retornou na temporada seguinte, em 1917. O retorno foi triunfal, mesmo perdendo alguns jogadores que optaram em continuar no Tricolor das Laranjeiras e no Rubro-Negro. Fechou a temporada de forma invicta, conquistando o Torneio no Mavilis.

Clube ajuda a fundar a Liga Sportiva Carioca (LSC)

Em 1918, o Sport Club Curupaity, juntamente com o Combinado Humaytá; Aymoré FC; Sport Club Emulação; Benjamin Constant AC; Paysandu AC; Leme AC e Pedro Ivo FC, fundaram a Liga Sportiva Carioca (LSC).

Naquele ano, o clube foi campeão no 1º e 2º Quadros, em ambos de forma invicta. O time adulto jogou com: Ramos; Peixoto e Dadá; Travesedo, Solntive e Dino; Chermont, Sylvio, Chiquinho, Merecker e Dedê.

Antenor Mayrinck Veiga foi o pivô da decadência do clube início dos anos 20

No Sábado, dia 29 de Março de 1919, o Curupaity adquiriu a sua Sede própria, na Rua Dois de Dezembro, nº 52, no Bairro do Catete. O que era para ser a alavancada do clube, acabou ocorrendo o contrário.

Três depois, por motivos que não foram divulgados, o então presidente do clube, David Villela retirou-se do clube. Em solidariedade os demais membros da diretoria também saíram.

O que se sabe é que dois dias antes da saída em massa da diretoria, tinha sido proposto que o conceituado industrial Antenor May             rinck Veiga que assumisse a presidência do Curupaity.

Diante do imbróglio Antenor May   rinck Veiga assumiu e realizou diversas melhoras. No entanto, ao notar que os demais membros da diretoria não deram o devido valor, o industrial decidiu sair, causando a decadência completa do clube, tendo perdido a Sede, móveis, etc.

Emmanuel Coelho Netto, o “Mano” morre e Seleção Brasileira jogou de luto

Filho do escritor Coelho Netto e irmão mais velho do também futebolista João Coelho Netto, o “Preguinho”, Mano veio falecer depois de um traumatismo ocorrido em confronto contra o São Cristóvão no qual o Fluminense venceu por 2 a 1.

Apesar de sentir fortes dores no abdômen, que lhe causou infecção generalizada, vindo a falecer na véspera de confronto entre a Seleção Brasileira e a Seleção Uruguaia pelo Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1922, quando a Seleção Brasileira jogou com braçadeiras negras em sua homenagem, aos 24 anos.

Entre idas e vindas, o em torno em 1924

Mediante o quadro catastrófico que o clube atravessava, David Villela resolveu colocar as magoas de lado e retornou para reorganizar Sport Club Curupaity. Objetivo este alcançado. Em 1919, se filiou a Associação Carioca de Sports (ACS). O Curupaity não terminou o Campeonato por não concordar com uma resolução da diretoria da ACS.

Após esse incidente o clube paralisou o futebol, só retornando em 1921, quando ingressou na Associação Sportiva Rio de Janeiro (ASRJ). Posteriormente, ocorreu outra paralisação, só retornando em 1924.

Nesse ano mostrou a velha forma e se sagrou campeão do Torneio Início, realizado no campo do Metropolitano. E realizou duas excursões a Região Serrana: Teresópolis e Petrópolis, onde obteve destaque.

Curupaity adquire suntuosa sede e volta a crescer

Em 1925, buscando os status de outra, o presidente David Villela resolveu chamar antigos sócios para solidificar o clube. Os frutos dessa empreitada foi boa.

Em seguida, o Curupaity adquiriu a grandiosa Sede da Rua do Catete, nº 300, no Bairro do Catete – Zona Sul do Rio. O resultado elevou o número de sócios para 300, três times de futebol, três equipes de Ping Pong e diversos atletas de outras modalidades.

Em 10 de abril de 1926, se filiou a Federação Brasileira de Esportes Athleticos (FBEA). No mesmo ano se filiou a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), onde foi campeão da AMEA II, em 1926.

No início de 1927, David Villela renunciou mais uma vez ao cargo de presidente do clube. Mas dessa vez, o clube se manteve em pé. Na tarde da terça-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1928, se filiou a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Nesse momento, o Curupaity chegou a ter incríveis 400 sócios.

Ainda nessa temporada disputou o Campeonato da AMEA (1928), que contou com grandes forças como o Americano FC(do bairro Riachuelo); Campo Grande AC (do bairro Campo Grande); Esperança FC (Bangu); Fidalgo FC (Madureira); Mavilis FC (Caju); Modesto FC (Quintino Bocaiúva); Magno FC (Madureira); entre outros.

A Luz, enfim, se apagou!

Após duas décadas de alegrias, tristezas, conquistas, fracassos, união, desunião, o Sport Club Curupaity foi saindo do cenário futebolístico. Seus fundadores já não eram mais os mesmos. O interesse tinha mudado. O clube passou a ser social. Aquele brilho, se apagou! O fim chegou. Mas essa história se perpetuará por muito tempo! Onde grandes intelectuais fizeram parte do clube, deixando para aqueles que conheceram uma ponta nostalgia e saudade!

Hino do Sport Club Curupaity

(Hino de 1915: versos de Miranda Horta e música de Manuel Aarão)

“Glória, Glória, Aleluia,

Curupaity é Campeão,

Mano, George, Floriano,

Honório, Atilio, Galvão,

Miranda, Cadinho, Alcindo,

Zezé, esquerda inteira,

É o menino de ouro,

O Centerforward Raul Ferreira,

 

Nós temos bons directores,

Desde o Captain ao cobrador,

Um presidente afiado,

Um secretário cavador,

Atitude, não temor campo,

É uma cousa que eu não nego,

Se preciso ser expulso,

O Chiquinho come prego”.

Time-base de 1914-15: Renato (Atilio); Rodolpho (Crockat) e Moreira; Cadinho (Galvão), Honório e Floriano; Mano, Corregal, Raul, Zezé e Manduca (Miranda Horta).

 

Time-base de 1916: Gerdal; Chagas Leite e Armando; Joaquim Travesedo, Seabra e Lanzarotti; Nogueira, Floreano, Chiquinho, Nilo e Paulo Coelho Netto.

 

Time-base de 1918: Alberto Ramos; Edgard Andrade (Dudu) e Francisco Peixoto; Dimas M. Castro (Victor), Carlos Santivi e Joaquim Travesedo; Chermon Brito (Sylvio), Reynado Cintra (Torquato), Francisco P. Figueiredo, Jorge Merker (Guiol) e Edgard (Dedê).

 

Time-base de 1921: Annibal; Raul e Carlinhos; Joaquim Travesedo, Moreira e Merker; Jovianiano, Maruico, Santos, Sylvio e Matre.

 

 

FONTES: Wikipédia – Jornal A Rua – A Razão – Gazeta de Notícias – Correio da Manhã – O Paiz – O Brasil – A Noite – Jornal do Brasil – O Malho

 

 

O Sport Club Brasileiro foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 31 de Agosto de 1916. A sua Sede e a Praça de Esportes (que pertencia ao Sport Clube Minerva), ficava na Rua Itapiru, 137 (atualmente o local fica o Cemitério do Catumbi) – Rio Comprido, Rio de Janeiro.

Em 1917, o Sport Club Brasileiro disputou o Campeonato Carioca da Terceira Divisão, organizado pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT). Num total de nove clubes, o Brasileiro terminou na 8ª posição, com 10 pontos.

No dia 12 de Maio de 1918, o Royal Football Club  se fundiu ao Sport Club Brasileiro do Rio Comprido, dando origem ao Metropolitano Athletico Club (que herdou a praça de sports do Royal e a vaga do Brasileiro na Liga Metropolitana).

 

Clássico Vovô marcou a inauguração do campo da Rua Itapiru

O campo do Sport Club Brasileiro merece uma menção à parte. Campo da Rua Itapiru era o campo de jogo do Sport Clube Minerva, clube social e esportivo da cidade do Rio de Janeiro, então localizado no bairro do Rio Comprido. O Minerva, na rua Itapiru, cujo ponto forte era o “futebol de salão“, atual “futsal

O SC Brasileiro fez melhorias no campo e realizou um grande festejo, que contou com a partida principal entre Fluminense e Botafogo, o maior clássico naquela época.

A Inauguração ocorreu na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1917, com três jogos. O , aconteceu às 9 horas, com vitória do Americano por 2 a 0 sobre o Progresso.

Na 2ª partida, às 11 horas, o Hellenico venceu o Sport Club Brasileiro, dono da festa, por 3 a 2. No 3º jogo, às 13 horas, o América, campeão Carioca de 1916, diante do Andarahy, que surpreendeu e venceu pelo placar de 2 a 1.

Na última partida, às 15 horas, Fluminense e Botafogo fizeram um grande jogo, que terminou empatado em 2 a 2.

Após a sua inauguração, o campo da Rua Itapiru, passou a receber jogos, como partida do Vasco da Gama pelo Campeonato Carioca Segunda Divisão daquele ano.

Sobre as partidas de inauguração, o jornal “O Imparcial”, de 4 de maio de 1917, publicou o seguinte, mantida a grafia original: “Conforme annunciado, foi hontem levado a effeito a inauguração official do ground do Sport Club Brasileiro à rua Itapiru. A esse local affluiu elevada concorrencia, que acompanhou com vivo interesse o desenrolar das partidas que faziam parte do programma”.

Em 1920,  o Vasco venceu o Helênnico por 3 a 0, em 20 de junho neste campo, em partida válida pela Segunda Divisão. Em 1927, na Rua Itapiru, foi disputado um denominado “Festival Esportivo do São Paulo Rio F.C.“, reunindo três jogos entre seis clubes menores do Rio de Janeiro, todos disputados no dia 27 de julho.

Time de 1917: Peres; Tenório  e Armond; Abílio (Quinola), Laudelino e Vivi; Ernesto (Waldemar), Mario (Paulista), Procópio, Henrique e Mira (Moyses).

Time de 1918: VI; Baguet e Bahiano; Pedro, Lagreca e Peres; Neném, Frani, Eugenio, Ramiro e Homero.

 

FONTES: O Imparcial – Estatuto do clube – O Paiz – O Malho

 

O Byron Football Club foi uma agremiação do bairro do Barreto, em Niterói (RJ). Fundado na terça-feira, no dia 21 de Outubro de 1913. A sua Sede, salão de festas, quadra poliesportiva e campo de futebol ficavam na Rua Dr. March, nº 170, no Bairro do Barreto, em Niterói.

Foi um dos maiores clubes do esporte fluminense pré-fusão com o Estado da Guanabara. Surgiu em um terreno alugado da Fábrica Manufatora de Tecidos, e seu nome, inspirado no poeta inglês Lord Byron, foi uma homenagem aos britânicos da fábrica. Seu maior rival era o Barreto, clube da Fábrica Fiat Lux de Fósforos de Segurança.

Zizinho no Byron, nos anos 30

O jogador da Seleção Brasileira, Zizinho iniciou-se no futebol nas categorias de base do Byron. Sua decadência se iniciou em 1950, quando uma após briga judicial, foi despejado do terreno onde estava instalado, já que a fábrica formara o seu próprio time, denominado Manufatora Atlético Clube, posteriormente mudado para Associação Desportiva Niterói. O Manufatora simplesmente ficou com tudo o que o Byron construiu no terreno alugado.

Enfraquecido, enfrentou duas mudanças de sede, culminando por abandonar o futebol, em 1953, vindo a se dedicar apenas ao boxe, basquete e eventos sociais. Em 1978, a sede foi derrubada para a ampliação da BR-101, e seus sócios decidiram não reerguê-lo em outro local, encerrando uma história de mais de 60 anos.

Os títulos mais relevantes fora: Campeão Fluminense de Futebol; Campeonato da AFDT, em 1917;

LSF, em 1922, 1924 e 1925;

ANEA, em 1928;

LNF, em 1934 (este último na era profissional);

Campeonato Niteroiense de Futebol, em 1928 e 1934 (este último, profissional).

 

FONTES: O Imparcial – O Fluminense – Wikipédia

 

O Royal Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alvirrubra foi Fundada na quinta-feira, do dia 31 de Julho de 1913. A sua 1ª Sede ficava na Rua da Piedade, nº 98, no Bairro Piedade – Zona Norte do Rio. Depois, em 1917, se transferiu para a Rua Arquias Cordeiro, 314/230 – Méier - Zona Norte do Rio. Ainda no Méier, teve uma sede provisória, em 1918, na Rua Torres Sobrinho, 44. Por fim, a Sede ficava na Rua Souto, nº 105 – Cascadura – Zona Norte do Rio. A sua Praça de Esportes ficava na Rua Dias da Cruz, nº 196 (próximo a Estação do Meyer), no Bairro do Méier, na Zona Norte do Rio.

Na esfera futebolística, após diversos torneios, festivais e excursões, o Royal Football Club ingressou na Associação Athletica Suburbana (AAS), em 1915. Na temporada seguinte trocou de entidade, se transferindo para a Liga Suburbana de Football (LSF), em 1916. No dia 12 de Maio de 1918, o Royal Football Club  se fundiu ao Sport Club Brasileiro do Rio Comprido, dando origem ao Metropolitano Athletico Club (que herdou a praça de sports do Royal e a vaga do Brasileiro na Liga Metropolitana).

 Time de 1913: Julinho; Cotia (Cap.) e J. Lourenço; Lino, Bulhões e Pequenino; Joaquim, Prata, Raul, Goivan e Attila.

 Time de 1916: Miro; Hergmann (Rubem) e Quintella (Joaquim Silva); Filóca, Danton e Lourenço; Aguinaldo (Nonô), Sampaio, J. Leite, Haroldo e Graciano.

 

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã- Jornal do Brasil – Lanterna

 

O Flamengo Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A sua Sede ficava no Bairro Sete Pontes, em São Gonçalo. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Flamengo foi vice-campeão Gonçalense de 1931 e uma década depois conquistou o título inédito do Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1941.

Com inédito título, rendeu ao Rubro-Negro Gonçalense o direito de debutar no Campeonato Fluminense de 1941. Não confundir o Flamengo F.C. com o Flamenguinho Futebol Clube (campeão do Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1932).

 

 

FONTES: Jornal dos Sports – Diário Fluminense

 

O Civil Sport Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube azul e branco foi Fundado no domingo, do dia 06 de Julho de 1919, por profissionais da guarda civil da cidade do Rio, no Bairro de Olaria. Três meses depois, em 07 de Outubro de 1919, o estatuto foi aprovado.

A comissão de Sport do clube conseguiu o campo na Barreira do Senado, cedido gentilmente pelo São Paulo-Rio. Apesar de ser da Zona Norte, a Sede foi longe. Na Rua dos Inválidos, nº 194, no Centro do Rio.

Na sexta, do dia 17 de junho de 1921, o Civil SC se mudou para a nova Sede (Foto abaixo, portão amarelo) na Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio, onde funcionava o Clube Recreativo Boêmios de Paula Mattos. Nesse período, o clube treinava, às vezes, no Campo da Praia do Russell, no Bairro da Glória, na Zona Sul do Rio.

Sede (portão amarelo): Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, na Zona Central do Rio

O início da história do Civil SC, em termos de estrutura, foi promissor. Em menos de um mês, em 10 de novembro de 1920, o clube saltou de 603 para 753 sócios. Ou seja, 150 sócios a mais, algo raro para clubes recém criados.

Três meses depois, da mudança para a nova Sede, na Rua Catumbi, nº 29, no Bairro do Catumbi, o Civil mudou o seu pavilhão. Trocou o azul e branco, pelo vermelho, branco e preto, no dia 22 de setembro de 1921.

Durante esse período, o clube realizou diversas excursões, como no domingo, do dia 21 de dezembro de 1919, quando viajou à Paracambi, onde enfrentou o Paracamby Football Club. Ou para São Gonçalo, onde jogou contra o CA Mutondo e Tamoyo; o Niteroiense, em Niterói.

Enfrentou adversários fortes como o Sport Club União; Americano FC do Rio; e até realizou um Festival no campo do Botafogo Football Club (atual: Botafogo de Futebol e Regatas).

Mas não apenas de pétalas viveu o Civil Sport Club. Após uma tentativa de se filiar a Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT), o clube foi informado que os seus atletas não poderiam serem inscritos pelo simples fato de atuarem como policiais civis, que segundo o regulamento proibia que fossem aceiros.

Assim, o clube tornou público esse ato preconceituoso, na sexta-feira, dia 30 de Abril de 1920, quando o Civil SC enviou uma carta para a LMDT e com cópia para os principais jornais da época. Lamentavelmente, a entidade não aceitou e manteve o veto.

No mês seguinte, na Quarta-feira, do 05 de Maio de 1920, se filiou a Liga Carioca de Desportos (LCD). Menos de seis meses, na terça-feira, de 09 de novembro de 1920, se filiou a Liga Suburbana de Football (LSF), Sub-Liga da LMDT.

Cinco meses depois, nova filiação! Dessa vez, na Alliança Sportiva Municipal (ASM), na segunda-feira, 04 de abril de 1921. Em 1922, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), Sub-Liga da LMDT.

Talvez a obra mais grandiosa do Civil Sport Club foi a inauguração da bela Praça de Esportes da Rua Leopoldina Rego, em frente da Estação de Olaria, no domingo, de 07 de novembro de 1920.

No entanto, o que era para ser a alavancada para seguir rescendo, o efeito foi inverso. O Civil Sport Club ainda seguiu até meados dos anos 30, até desaparecer sem deixar nenhum vestígio.

Time de 1919: Sizenando; Saissé e Gilberto; Braga, Barbosa e Ávila; Lincoln (Cap.), Cunha (Julinho), Manarelli, Dutra (Leonel) e Djalma.

 Time de 1922: Alberto; Saissé e Barifouse; Manduca, Cabral e Julinho; Torres, Nesl, Ávila, Caetano e Cunha.

 

FONTE: Google Maps – O Imparcial – A Razão – O Paiz – A Rua – Correio da Manhã

 

 

O Leme Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado em 1905, como Leme Football Club. A Sede da Rua Gustavo Sampaio, nº 26, no Bairro do Leme – Zona Sul do Rio, utilizada para as reuniões, na verdade pertencia a outro clube que sedia gentilmente: The Rio de Janeiro Athetic Association (Fundado no dia 04 de Julho de 1914, que mudou o nome em 1944 para: Leme Tênis Clube. O clube existe até hoje).

O Leme Athletico Club participou do Campeonato, organizado pela Liga Sportiva Carioca (LSC), em 1918. Time-base dessa temporada era: Lito; Manhães (Salazar) e Pedro Fortes (Cap.); Murillo (Lebre), Julinho (Moreira) e Maia; Mignani (M. Cunha), Durando (Gentil), Valladares (Salazar), Chiquito (Godofredo Mesquita, o ‘Godó′) e Hugo Fortes (Paulo Pinheiro).

Além do futebol, o clube também contava com um time de Hockey. No domingo, do dia 09 de setembro de 1917, o Leme enfrentou o São Paulo Hockey (SP). Os cariocas venceram os paulistas pelo placar de 3 a 1, no campo da Rua Salvador Correia.

O clube desapareceu nos anos 20. Coincidentemente, no dia 09 de outubro de 1929 foi fundado o Leme Club, mas aparentemente sem relação com o Leme AC. Nessa década, também surgiu o Leme Hockey Club.

Praça de Esportes, onde hoje fica a Avenida Princesa Isabel

O 1º Campo ficava na Praça Suzana (Atual: Praça Demétrio Ribeiro), no Leme. Logo depois mudaram para a Praça de Esportes, na Rua Salvador Correia, nº 52, no Leme, que ficava a 100 metros de distância.

Está história merece ser contada. Tudo começou em 1901, quando foi aberta nos terrenos de Alexandre Wagner, que em fins do século XIX havia comprado todos os terrenos do Leme e arruado a região em 16 de abril de 1894.

Era denominada de Rua Salvador Correia, em honra ao Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que administrou a cidade por duas vezes, de 1568 a 71 e de 1578 a 98. Em 1904 o Prefeito Francisco Pereira Passos abriu o túnel do Leme, inaugurado dois anos depois.

Pelo Decreto Municipal Nº. 6.305, de 1º de outubro de 1938, mudou de nome para Avenida Princesa Isabel, em comemoração aos cinqüenta anos da assinatura da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil.

Rua Salvador Correia, na Década de 20

A fotografia mostra o campo de futebol onde jogava o “Desportivo Leme” (a foto foi feita da Rua Salvador Correa, atual Avenida Princesa Isabel, e a transversal é a Rua Barata Ribeiro).

Segundo L. V. Carvalho (“apud” G. Lamounier Junior), “este campo público ficava na saída do túnel que ligava Botafogo a Copacabana, numa área limitada pela atual Princesa Isabel, Demétrio Ribeiro, Prado Júnior e Felipe de Oliveira.
Era bem gramado, cercado por um bonito gradil e tinha em volta umas árvores. O campo não tinha dimensões regulamentares, mas nele jogavam bons jogadores dos “aspirantes” dos principais clubes.

Rua Salvador Correia, na Década de 30

Conta ainda L.V. Carvalho que naquela época, em frente ao campo de futebol, funcionava um modesto botequim que servia soda e sanduíches de mortadela. A soda vinha em pequenas garrafas de vidro, fechadas por bolas de gude.
Era preciso apertar a bola para dentro para que o líquido saísse.”
É interessante, além de ver uma fotografia de um campo público tão bem cuidado na saída da única galeria que existia no Túnel Novo, ler sobre detalhes do dia-a-dia daquele tempo, como as garrafas de soda fechadas com bolas de gude.
“Aspirantes”, para quem não sabe, eram os times formados por jogadores que ultrapassavam 18 anos de idade e já não podiam jogar pela categoria “Juvenil” e, também, por jogadores reservas que não eram aproveitados nos times principais dos clubes do Rio (pelo menos a partir da década de 50 e até a de 60 disputavam jogavam nas preliminares das partidas do time principal).

Avenida Princesa Isabel, nos anos 50

FONTES: Fotolog.com – Rio Antigo – O Paiz – O Imparcial – A Noite – A Batalha – Jornal da Manhã  - O Careta

 

O Athletico Club Braz de Pinna foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alviverde foi Fundado no domingo, do dia 19 de Janeiro de 1919. A sua Sede ficava na Rua Suruhy, 32 – Estação Brás de Pina – Zona Norte do Rio. Póximo à sede, ficava o Campo, situado acerca da Estação de Brás de Pina, na Estrada de Ferro Leopoldina Railway.

A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente - Etelvino Barbosa;

Vice-Presidente - J. Antonio Alamino;

Thesoureiro - Rufino Ferreira;

1º Secretário - Henrique Denan;

2º Secretário - Álvaro Santos;

1º Cobrador - Ignacio de Souza;

2º Cobrador - Paulo Ferreira;

1º Fiscal - João de Almeida;

2º Fiscal - Antonio Cano;

1º Capitain - Coripe Ferreira;

2º Capitain - Francisco Dias;

Comissão de Sindicância - Moacyr Barbosa, Carlos de Oliveira e Alceu Ferreira;

Comissão Fiscal - Antônio Candeia, Antonio Sobrinho e Geraldo Lopes.

Time-base de 1919: Carvalho; Calazans e Chiquinho; Nicoláo, Esteves (Sylvino) e Oscar (Nelson); Sebastião (Camisa Preta), Martins (Querezipe), Tanck {Cap. (Juca Boi)}, Gradin (Valdeta) e Rufino (Esguelha).

Time-base de 1920: Oscar; Alceu e Ananias; João, Lobato e Juremar; Claudionor, Tanck, Oliveira, Chiquinho e Nelson.

Em 10 de Fevereiro de 1921, o Braz de Pinna, juntamente com o União Sportiva e Sport Club Luzitano ajudaram a fundar a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: O Imparcial – Correio da Manhã – O Paiz – A Rua

 


 

O Pedregulho Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvianil foi Fundado na quinta-feira, do dia 03 de Maio de 1906. Sete anos depois acabou sendo Reorganizado na quarta-feira do dia 1º de Outubro de 1913. O clube sofreu outra reorganização na segunda-feita, do dia 25 de Maio de 1925. A sua Sede estava localizada na Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio. E o Campo ficava na Rua Jockey Club, nº 42, também no mesmo bairro.

Sede: Rua Costa Lobo, nº 17, no Bairro Benfica, na Zona Norte do Rio

Vice-campeão da Liga Suburbana de Football de 1907

O Pedregulho disputou o 1º Campeonato organizado pela Liga Suburbana de Football (LSF), de 1907. O clube terminou com o vice-campeonato atrás do campeão Riachuelo Football Club. Esta competição oferecia prêmios para os 1º e 2º times, estava previsto para começar em 05 de maio de 1907 e, sob a presidência do sr. Augusto José Teixeira, foi criada uma comissão para a elaboração da lei orgânica da confederação das sociedades suburbanas nos mesmos moldes do que ocorria com a LMSA.

A atitude dessa comissão, que contava como vice-presidente da Liga, Arnaldo Joppert, e como tesoureiro Luiz Maia, “causou bela impressão nos subúrbios, porque o football só terá a lucrar com a ideia em boa hora lembrada e posta em prática pelas ditas sociedades”.

Participaram da 1ª edição do torneio, além do Riachuelo, vencedor dos 1º e 2º quadros, o Sport Club Mangueira (da Tijuca), fundado em 27 de julho de 1906 – vice-campeão no 2º quadro; o Nacional Football Club (do Riachuelo), fundado em 1º de agosto de 1906; o Pedregulho Football Club – vice-campeão no 1º quadro; e o Sampaio Football Club (do Sampaio), fundado em 17 de junho de 1906, mas que não chegou a terminar o torneio, pois se retirou por falta de jogadores.

 

Time-base de 1921: Lourinho; Alexandre e Zito (Décio); Ernesto (Jayme), Astrogildo (Nunes) e Caldeira; Antoninho, Antonio, Alegre, Pinheiro (Eugenio) e Celestino.

 

FONTES: A Noite – Correio da Manhã – Gazeta de Notícias – Jornal do Commercio – Jornal do Brasil – O Paiz 

 

O Sport Club Liberal foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvi-roxo foi Fundado no sábado, do dia 08 de Junho de 1907, pelo desportista Ernesto Loureiro, que foi o 1º presidente até 1918. Contudo, vale explicar que esta agremiação passou por algumas reorganizações. Em março de 1914, foi a primeira. A segunda ocorreu em 07 de março de 1917. E a terceira aconteceu em 09 de Setembro de 1921.

Sedes

Em relação as Sedes o clube também mudou algumas vezes. Em 1914: Rua Cunha Barbosa, nº 69, Gambôa, Rio de Janeiro. Em 1917: Rua dos Andradas, nº 155, no Centro do Rio. Em 1º de Abril de 1918: Rua Camerino, nº 91 (sobrado), Centro do Rio. Em 1922, na Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio. Por fim, na Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Apesar de ser um clube modesto, no seu Estatuto, o Liberal mantinha um regime de disciplina e ordem. Por exemplo, colocou em seus Estatutos que seus sócios não podiam ser “ébrios habituais“, nem daqueles que “sofram de moléstia que cause repúdio“.

 

Excursão a Guaratinguetá, em 1919

Na esfera futebolística, o Liberal ingressou na Liga Municipal de Football (LMF), em 1918; e no ano seguinte (1919), se filiou a Associação Brasileira de Sports Terrestres (ABST).

No sábado, do dia 06 de setembro de 1919, viajou para enfrentar a Associação Sportiva Guaratinguetá, na época filiada a Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA).  No mês de outubro viajou novamente para São Paulo, onde enfrentou o Sport Club Ipacaré, da cidade de Lorena.

Declínio do Liberal

Em 1920, após a renuncia do presidente da comissão de esportes, Mario R. Motta, o clube entrou numa séries de crises que resultou com o seu fechamento. No entanto, um ano depois, mais precisamente na sexta-feira, do dia 09 de Setembro de 1921, um grupo de antigos sócios se reuniram na sede do Commercio Club, na Avenida Passos, 106, no Centro, no intuito de reorganizar o clube. Após contar com o apoio de boa parte dos antigos sócios o clube voltou a ativa. A Sede, nesta nova etapa, ficava próxima a última: Rua Camerino, nº 103 (sobrado), Centro do Rio.

Cerca de uma década depois, na quarta-feira, do dia 21 de Maio de 1931, o Sport Club Liberal se mudou para a nova sede: Theodoro da Silva, 52, no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Nessa nova etapa, o Liberal intensificou os eventos na sede, e diminuiu o futebol. O Ping-Pong (Tênis de Mesa) passou a ser o esporte principal. E assim caminhou o clube nos anos seguintes até desaparecer em definitivo.

 

 Time de 1914: Salles; Carvalhosa e Manoel; Chaves, Almeida e Floriano; Sebastião, Tymbira, José Violante (Cap.), Elysio e Rodrigues.

FONTES: O Imparcial – O Paiz – A Época – A Noite – A Batalha – Jornal do Brasil – Correio da Manhã

 

 

O Cascadura Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Alvinegro foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de Outubro de 1906. A sua Sede e o Campo ficavam situados na Estrada Real Santa Cruz, 2.868/70 (depois nos anos 20, mudou o nome para Avenida Suburbana, 2.365, próximo a Estação de Cascadura, e atualmente: Avenida Dom Hélder Câmara), no Bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio.

Em 09 de abril de 1914, na Sede do Cascadura foi fundado a Liga Sportiva Fluminense (LSF). No ano seguinte, no dia 22 de abril de 1915, se filiou à Associação Brasileira de Sports Athleticos (ABSA). Nos anos 20, se filiou a Liga Leopoldinense de Football (LLF).

FONTES: Gazeta de Notícias – A Imprensa – O Imparcial – O Paiz – Correio da Manhã – Jornal do Commercio – Estatuto do Cascadura F.B.C.

 

O Independência Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quinta-feira, do dia 04  de Julho de 1918, por funcionários da Cia. Light and Power, alguns deles americanos. Por isso, que a data (dia e mês) se refere o dia da independência dos Estados Unidos.

O clube teve o seu campo na Rua José do Patrocínio, nº 51, que na época pertencia ao Bairro de Vila Isabel (atualmente faz parte do Grajaú), Zona Norte do Rio. Atualmente o campo pertence a Associação Atlética Light.

Entre 31 de maio de 1921 a 31 de março de 1923, mudou de nome, passando a se chamar: Solda Autogênia Light Club. Posteriormente retornou ao nome anterior: Independência Football Club.

Em 1924, se mudou para Rua Carlos Pereira, nº 51, também no Bairro de Vila Isabel (atualmente no local há o Shopping Tijuca). Nesse mesmo ano o Independência disputou o seu único Campeonato Carioca, organizado pela Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMDT).

O Independência chegou ao fim nos anos 30. O único título aconteceu em 1923 quando levou a taça de Campeão Carioca de 2° quadros da Segunda Divisão. A sua campanha em 1924 foi: 12 jogos, com duas vitórias, um empate e nove derrotas; marcando 19 gols e sofrendo 21.
FONTES: Jornal do Brasil – O Paiz – O Imparcial – Correio da Manhã – O Jornal – Gazeta de Notícias

 

FONTE: Arquivo Pessoal de Auriel  de Almeida

 

O Smart Athletic Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvirrubro foi Fundado na quinta-feira, do dia 22 de Julho de 1915. A sua Sede ficava no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O Smart existiu por apenas 23 meses, quando em 19 de Junho de 1917, se fundiu como o Black & White Football Club, da Tijuca; dando origem ao Ypiranga Football Club.

FONTES: O Imparcial – Jornal do Brasil – O Malho – O Paiz

 

Após tentativas frustradas de se criar uma associação esportiva em Petrópolis, em 1918, Euclides Raeder, finalmente conseguiu reunir os times da cidade sob a então chamada Liga Petropolitana de Sports (LPS). Em plena atividade, Cruzeiro do Sul, Internacional, Itamarati, São Sebastião e Serrano formaram a hoje conhecida Liga Petropolitana de Desportos (LPD).

Quase centenária e uma das mais antigas entidades esportivas do país, a LPD viu Mané Garrincha jogar no Cruzeiro do Sul e no Serrano, assim como a estreia na arbitragem de Luís Carlos Félix. Atualmente, a Liga trabalha em torno de projetos de desenvolvimento do esporte na cidade, integração dos clubes, e organização de competições oficiais.

Na parceria com Movimento Esportivo de Petrópolis (MEP), o objetivo é fortalecer as iniciativas desportivas da cidade. Para isso, o MEP oferece apoio financeiro aos clubes, uniforme, bolas e o pagamento das taxas de arbitragem.

 

FONTE: http://lpdpetropolis.blogspot.com.br/

 

FONTES: Gazeta Suburbana – O Paiz

 

Foi convocada pelo então presidente do Internacional F.C., o Sr. Tácito Eliot Tavares, uma reunião entre dirigentes, jornalistas e admiradores do futebol para criar a Liga Campista de Football, a data escolhida foi 13 de setembro de 1913 e se fizeram representar na assembléia, Goytacaz, Aliança, Rio Branco, Internacional, XV de Novembro, Lacerda Sobrinho, Luso Brasileiro e Campos Atlético.

Após as discussões dos assuntos em pauta, foram escolhidos os Srs. Múcio da Paixão, Aldo Muylaert e Alcides Caneca para a comissão que estudaria o estatuto da entidade que estava sendo fundada. Foi escolhido Múcio da Paixão como o primeiro presidente, mas este renunciou ao seu mandato quase no fim do ano de 1914, devido principalmente ao desgaste que teve com alguns jogadores de prestígio na cidade e que depois desse episódio originaria um dos grandes clubes de Campos e do Estado, o Americano Futebol Clube.

Na Liga assumiria o então vice-presidente e jornalista Júlio Nogueira, que também ficaria marcado na história como o primeiro profissional da imprensa a dirigir uma equipe de futebol. No decorrer dos anos houve muitas brigas, mudanças e diversas cisões, o que fez com que aparecessem entidades paralelas nas organizações dos eventos esportivos na cidade, como a Associação Campista de Esportes Terrestres (ACET), Associação Campista de Esportes Atléticos (ACEA), que contava com Goytacaz, Atlético, Fla-Flu e Itatiaia), que depois se uniriam novamente a LCF (composta por Americano, Campos, Luso Brasileiro e Leopoldina) e formaria a Liga Campista de Desportos (LCD), que durante anos promoveu o campeonato campista de futebol profissional e se fez representar com a seleção campista em outras competições.

O maior orgulho da Liga é que além de possuir sede própria, é junto com a de Niterói as únicas do Estado a ter campeonatos de profissionais. Atualmente somente a LCD mantém suas atividades, promovendo inúmeros campeonatos e torneios de futebol amador. A LCD também promoveu a Taça Cidade de Campos, realizada a partir de 1969 para suprir um intervalo de datas após o fim de cada temporada do campeonato principal e era disputada pelos primeiros colocados do campeonato campista do ano anterior, não tendo um número fixo de times na disputa, variando de ano a ano e teve como primeiro campeão o Americano, seguido de Goytacaz em 1970, novamente o Americano nos dois anos seguintes, Rio Branco em 73, Cambaíba em 74, Sapucaia em 75 e Goytacaz em 76 e Rio Branco em 77, último ano em que os principais clubes campistas disputaram esta competição, já que se envolveriam em competições promovidas pela federação do recém-criado Estado do Rio de Janeiro, mas continuaria sendo disputada por times amadores.

O campeonato campista começou a ser disputado em 1914 e teve o Goytacaz como o primeiro campeão e teve a sua última edição em 1977, quando, por falta de datas, Americano e Goytacaz dividiram o título, foi no ano seguinte que deixaria de ser disputado, devido à fusão dos estados do Rio e da Guanabara.

Foram presidentes da Liga os senhores: Múcio da Paixão, Julio Nogueira, João Muylaert, Antônio Faria, Domingos Guimarães, Edmundo Chagas (1922/23), Ari Leôncio da Silva, Constantino Escocard (1925/26), Nelson Martins, Antônio Pereira Amares, Mário Veloso de Carvalho, Ilídio Rocha, Evandro Monteiro, José Alves Dias, Mário Pinheiro Mota, Osvaldo Cunha, João Pires Damasceno, Raul Abot Escocard (1954), Sílvio Araújo, Bento Faria da Paz, Edmundo Vaz de Araújo , Dr. Gentil Gomes, Jaime M. Faria, Amílcar Monteiro, Salim Nagem, Roberto D’Afonseca, Amílcar Monteiro, Danilo Knifis , Josélio Rocha, Geraldo Silva, Rubens da Mota Vilar e Edson Anomal Pereira, sendo presidente por vários mandatos, inclusive o atual.

 

FONTE: Blog Futebol Campista

 

Itatiaia Atlético Clube, por exemplo, foi um deles. O ‘Clube da Serra’ foi Fundado na quinta-feira, do dia 29 de Janeiro de 1931, depois de sério desentendimento havido no Rio Branco, ele teve a glória de contar com grandes jogadores como Bragode e Cliveraldo, este chegando a titular da ponta esquerda do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Do Rio Branco saíram para fundar o Itatiaia, Hélvio Bacelar, Valdir Nascife, Herval Bacelar, Chaquib Bichara, Ângelo Queiroz, Luís Reis Nunes e João Laurindo. De início, muitas dificuldades, mas depois a coisa melhorou, a ponto de o Itatiaia ter tido sua praça de esportes na Rua dos Goytacazes e sido o pioneiro do basquete em Campos.

Do Itatiaia sabe-se, ainda, que adotou as cores vermelho, branco e azul, e foi campeão do Torneio Início da temporada de 1937, disputado no campo do Industrial.

Foi chamado de o ‘Clube da Serra’ por causa do nome, teve sede no prédio do antigo Doze Bilhares, na Rua Direita, hoje Bulevar Francisco de Paula Carneiro. Seu último jogo foi contra o Americano, pelo certame local, quando perdeu de 17 a 0, o que provocou seu desaparecimento, inclusive porque um incêndio acabou com a sua sede.

 

FONTE & FOTO: Blog Reliquias do Futebol

 

FONTES: Revista Sport Ilustrado – Correio da Manhã 

 

O Comércio e Indústria Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Itaperuna (RJ). O Alvirrubro foi Fundado na terça-feira, do dia 23 de Novembro de 1943. A construção do estádio Jurandir Nunes, do Comércio e Indústria, foi iniciada em 1947, quando adquirido o terreno.

Sempre passou por reformas complementares com obras para a construção de 15 lojas e 16 salas para aluguel. Possuía uma arquibancada coberta e outra sem cobertura. Localizava-se na Rua José Egídio Tinoco, Cidade Nova. Sua primeira diretoria teve como presidente Ary Vilela Marins. O patrono era Jurandir Nunes e o presidente de honra era Moacyr de Paula.

Em 1989, a cidade de Itaperuna comemorou seu centenário de fundação. Em 21 de julho daquele ano, após a participação do Porto Alegre no Campeonato Estadual da 1ª Divisão, ficou definida a fusão deste clube com o Unidos Atlético Clube e o Comércio e Indústria – amadores, mas velhos rivais do campeonato local – para a criação do Itaperuna Esporte Clube, que herdaria a vaga do Porto Alegre no Campeonato Estadual a partir de 1990.

FONTES: Wikipédia – Diário Fluminense (31/03/1959)

FOTOS: Blog Aloísio Soares

 

A Liga Esportiva Sul Fluminense, Fundado no dia 06 de Agosto de 1933, foi Campeã estadual de Seleções, Representando Barra do Piraí em 1934.

 

FONTE: Arquivo pessoal de Auriel de Almeida 

 

ATENÇÃO!!!

Esta lista é apenas a DESCRIÇÃO dos uniformes e participantes do campeonato da Liga Sportiva Fluminense de 1915, de acordo com o jornal A Tribuna de Niterói (RJ). A partir da mesma, fiz uma ilustração de como seriam essas bandeiras – que, repito, pode NÃO ESTAR DE ACORDO COM A REALIDADE. Vamos lá:

Ararigboya FC (Santa Rosa)
- Camisas verdes com distintivo branco e monograma - já temos esse escudo, via foto, rascunhado por mim e redesenhado pelo Sérgio Mello que o publicou
- Bandeira verde com inicias em branco - não sei o porquê da bandeira ser tão simples.

Byron FC (Barreto)
- Camisas encarnadas com cruz-de-malta branca - distintivo, bandeiras e uniforme já encontrados em foto
- Bandeira encarnada com cruz-de-malta branca

Cruzeiro do Sul FC (Cubango/Icaraí)
- Camisas brancas com faixa horizontal azul
- Bandeira azul com o cruzeiro do sul ao centro e iniciais nos cantos - nunca vi foto desse time. Entendo pela descrição que cada uma das quatro letras que compõem as iniciais do clube ficavam uma em cada canto. Quem tiver outra interpretação, me fale

Esperança FC (Icaraí)
- Camisas em listras verticais alviverdes
- Bandeira em listras com uma estrela verde com iniciais do clube no canto esquerdo - clube já publicado anteriormente, imagino que a estrela devia ficar num fundo branco

Guarany FC (Santa Rosa)
- Camisas encarnadas com distintivo esférico branco
- Bandeira encarnada com orla branca e esfera com iniciais ao centro - por incrível que pareça nunca achei foto de um clube tão relevante como o Guarany. Já vi descrições que colocavam o clube como idêntico ao Mackenzie-SP ou ao América-RJ, então entendo que as iniciais eram arredondadas

Nictheroyense FC (Centro)
- Camisas em listras verticais alvinegras
- Bandeira em listras com iniciais sobre fundo branco no canto esquerdo

Odeon FC (Centro)
- Camisas brancas com monograma verde - já vi fotos posteriores onde o Odeon usava camisas listradas alviverdes com um escudo raiado indecifrável. Portanto, o clube mudou de uniforme e adotou um escudo mais complexo depois. Para ilustrar, peguei o monograma OFC do Olympico de Itabapoana e pintei de verde, mas ressalto que NÃO dá pra ter certeza sobre o estilo de monograma, o sobreposto simples era apenas o mais comum
- Bandeira branca com monograma verde

Parnahyba FC (Barreto/Largo do Barradas)
- Camisas em listras verticais rubro-negras - nunca vi fotos do Parnahyba. Vocês já devem ter reparado que a descrição não inclui o calção, mas palpito que o do clube fosse negro já que não há menção de branco nem nas iniciais da bandeira, como é comum em clubes rubro-negros que usam calção branco. MAS É SÓ PALPITE
- Bandeira em listras com esfera negra e monograma encarnado ao centro - mais uma vez, lembro que NÃO DÁ PRA TER CERTEZA do estilo de monograma, usei um que parece combinar com um escudo redondo 

Rio Branco FC (Icaraí, depois Centro)
- Camisas em listras verticais alvirrubras
- Bandeira em listras com distintivo e iniciais - qual era o formato do distintivo? Não sei. Mas depois que o Rio Branco FC virou Fluminense AC vi uma foto de um escudo em alto relevo na sede com esse formato, mas já pintado com as novas cores e monograma. Palpito que esse era o formato do escudo do Rio Branco. MAS É SÓ PALPITE. Sobre as “iniciais no escudo”, optei por esse formato pois fazia sentido estético na época – caso dos escudos do Serrano de Petrópolis, Rio Branco de Campos etc. Só escrever as iniciais deixaria um espaço em branco muito grande. MAS POSSO ESTAR ENGANADO

Ypiranga FC (Fonseca, depois São Lourenço)
- Camisas azul-marinho com monograma branco no peito - quando o Ypiranga foi fundado, usava camisa branca com faixa horizontal azul. Palpito que o clube mudou de uniforme para não ficar igual ao Cruzeiro do Sul
- Bandeira azul marinho com e monograma ao centro

 

FONTE: Biblioteca Nacional(BN)

 

O Lacerda Sobrinho Football Club foi uma agremiação da Cidade de Campos dos Goytacazes (RJ). O Alviverde Campista surgiu nos anos 10.  A sua Praça de Esportes ficava no Bairro da Coroa.

O crescimento do Lacerda Sobrinho foi proporcional com a evolução futebol na cidade até que no dia 11 de setembro de 1913, na noite, na Sede Internacional Football Club,  juntamente com o Rio Branco, Goytacaz, Campos, Aliança, XV de Novembro e Luso-Brasileiro ajudaram a Fundar a Liga Campista de Football (que depois passou a se chamar Liga Campista de Desportos).

Em 1920, o Lacerda Sobrinho participou da Liga Sportiva Fluminense (LSF). Na quinta-feira, do dia 12 de Outubro de 1922, ocorreu um amistoso estadual, realizado na cidade de Campos dos Goytacazes. O Vasco da Gama venceu o Lacerda Sobrinho Football Club, pelo placar de 4 a 2.

O Jornal O Brasil deu uma nota sobre a peleja: “Está novamente no Rio a delegação do Vasco da Gama, cujo team foi enfrentar o do Lacerda Sobrinho F.C., na cidade de Campos.

Os sportmen cariocas foram excelentemente tratados pelos campistas, que lhes prodigalizaram o máximo de carinho. Chefiou a delegação a Sr. Antonio Antunes de Figueiredo. O team do Vasco alcançou um brilhante triumpho, abatendo o seu antagonista por 4 goals a 2, servindo de juiz o Sr. Everardo Martins Tinoco“.

FONTES: O Brasil – O Fluminense – Folha do Comercio – Blog Futebol Campista

 

O Athletico Cajuense Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alvirrubra foi Fundada no Domingo, do dia 03 de Outubro de 1915. A sua Sede ficava na Rua Barão de São Félix, 145, no Centro do Rio. O 1º campo até 1916, estava situado na Rua dos Cajueiros, 61 e 63. Depois conseguiu um espaço maior na Rua João Ricardo, s/n – São Cristóvão – Zona Norte do Rio.

Sede (imóvel do meio): Rua Barão de São Félix, nº 145, no Centro do Rio

Por fim, conseguiram um local próximo a sede, e construíram a sua Praça de Esportes, na Rua Barão de São Félix, em frente à Rua General Caldwell, no Centro do Rio. Importante lembrar que após a criação da Avenida Presidente Vargas, nos anos 40, quando o Centro do Rio foi urbanizado, esse cruzamento entre essas duas ruas não existe mais.

O Athletico Cajuense Club disputou o Campeonato da Alliança Sportiva Municipal de 1919. Uma curiosidade é que no Estatuto do Clube, constava que o sócio que fosse pego em estado de embriaguez dentro das dependências do clube, seria retirado imediatamente das dependências, mostrando que as regras eram rígidas.

 Time-base de 1918-19 (Foto Abaixo): Augusto (Moura); Paulista (Pacca) e João Lino; Mineiro (Avellar), Collô (140) e Laudelino (Sant’Anna); Argentino (Mathias), Cretella (Bangu), Liberto {Cap. (Herculano)}, Celestino (Manoel ou Henrique) e Siry (Miguel).

FONTES: Revolução Vascaína: a profissionalização do futebol e a inserção sócio-econômica de negros e portugueses na cidade do Rio de Janeiro (1915-1934), de autoria: João Manuel Casquinha Malaia Santos – O Paiz  - A Época – A Noite – Google Maps – O Malho

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