O Esporte Clube União, do Fonseca chegou na final do Campeonato da Segunda Categoria Niteroiense de 1961. Na final, numa melhor de três, superou o Esporte Clube Agra e ficou com o título. Para poder atuar na Elite do futebol de Niterói, o União necessitava de um campo. Graças a generosidade do Fonseca Atlético Clube, o “Tricolor do Fonseca” conseguiu o Estádio da Alameda São Boaventura.

Desta forma, o União o aval do Departamento Niteroiense de Futebol (DNF) e disputou o Campeonato de Niterói de 1962. Mas, antes de estrear, o clube recebeu, de forma surpreendente, um convite para representar a cidade no III Campeonato Fluminense de Campeão dos Campeões.

Como diz um provérbio popular “Cavalo dado não se olha os dentes“, e o União aceitou o convite. No entanto, o adversário era o Americano de Macaé, que tinha acabado de se sagrar campeão invicto da ‘Princesa do Atlântico’.

Em Niterói, o União perdeu por 4 a 2. Oito dias depois, acabou sendo massacrado pelo placar de 7 a 2.  Após a eliminação, a imprensa fez duras críticas a DNF sobre os critérios de escolha do representante da cidade.  Assim foram escrita as primeiras páginas da história do Esporte Clube, do Bairro do Fonseca, na esfera do futebol profissional.

 

FONTE: Jornal Última Hora  

 

O Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã) foi construído para a Copa do Mundo e tinha a intenção de ser o maior estádio do mundo. O principal palco da Copa tinha a capacidade, na época, 200 mil pessoas e recebeu 8 jogos, dentre eles 4 da Seleção Brasileira e a final.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro), pertencente ao Sport do Recife, foi reformado para a competição e tinha capacidade, na época, de 20 mil pessoas. Na metade do século XX, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo eram as únicas cidades brasileiras com mais de meio milhão de habitantes, então a capital pernambucana foi escolhida a representante da Região Nordeste. Receberia dois jogos, mas com a desistência da França, que se recusou a participar da competição porque jogaria em Porto Alegre e no Recife, a uma distância de 3.779 quilômetros, a cidade abrigou somente um jogo.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Sport Club Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição (atualmente o estádio não existe mais).O Estádio dos Eucaliptos era o estádio do Internacional na época e tinha capacidade para 20 mil pessoas. Recebeu 2 jogos da competição (atualmente o estádio não existe mais).

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema) era pertencente ao então Clube Atlético Ferroviário (atual Paraná Clube), tinha capacidade, na época, para aproximadamente 10 mil pessoas e recebeu 2 jogos.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) foi o segundo maior estádio da Copa com capacidade, na época, de 60 mil pessoas. Recebeu 6 jogos, dentre elas 1 da Seleção Brasileira.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

O Estádio Raimundo Sampaio (Independência) foi construído para a Copa do Mundo e era pertencente na época ao Sete de Setembro Futebol Clube, tinha capacidade, na época, para 30 mil pessoas e recebeu 3 partidas pela competição.

 

FONTE: Revista Sport Ilustrad

 

 

FONTE: Revista Sport Ilustrado

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 

FONTE: O Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

 

PS.: Para ler os textos que descreve cada jogador basta dar um zoom até que fique no tamanho desejado

 FONTEO Globo Sportivo (Sexta-feira, dia 02 de Junho de 1950)

 

Foram 16 jogos desde brasil 3 x 1 Bulgária, antes da Copa de 1958. Dezesseis vezes que Pelé e Garrincha jogaram juntos pela Seleção. A última partida da dupla foi em Liverpool, no estádio do Everton (Goodison Park), para 47 mil pagantes

O primeiro jogo do Brasil na luta pelo tri mundial, em 1966. Também Brasil x Bulgária. Eternamente Pelé & Mané. Eles ainda não sabiam que seria a última vez – mesmo com a má fase de Mané e os problemas nos joelhos tortos mais certos da história da bola.

Ninguém consegue desejar e muito menos se despedir da maior dupla do futebol. E os deuses da bola, sem saber sabendo, fizeram das deles: Pelé fez o primeiro gol brasileiro cobrando falta; Mané fez o segundo gol cobrando falta.

Djalma Santos (Palmeiras), Denilson (Fluminense), Bellini (São Paulo), Gilmar (Santos), Altair (Fluminense) e Paulo Henrique (Flamengo); Mário Américo (massagista), Garrincha (Botafogo), Lima (Santos), Alcindo (Grêmio), Pelé (Santos) e Jairzinho (Botafogo). Técnico: Vicente Feola.

Um gol para cada um.

E o último lance do último jogo passou pelos pés dos dois. Pelé avançou por dentro e tocou para Lima dar um leve toque para Garrincha arriscar de fora da área e acertar a rede – pelo lado de fora.

Não deu nem saída. O jogo acabou ali. A dupla, unida, também. Garrincha e Pelé fizeram juntos a última jogada da partida. O último lance deles juntos pelo Brasil.

Os deuses da bola não botaram aquela bola lá dentro. Mas deram um jeitinho de fazer em um campo do país que inventou o futebol 103 anos antes a última jogada da dupla de gênios que reinventou o futebol.

O JOGO

No dia  12 de Julho de 1966, o Brasil começa com a bola mas errando passes, como Lima, que bateu uma falta do pé do rival (JOGO MARCA A PRIMEIRA PARTIDA EM COPAS DO MUNDO DE UM BRASILEIRO QUE NÃO ATUAVA NEM POR UM CLUBE DO RIO E NEM POR UMA EQUIPE DE SÃO PAULO: O CENTROAVANTE ALCINDO, DO GRÊMIO).

3min – Primeira bola tocada para Garrincha. Estádio de Liverpool faz WAAAAAAAL. Mas nada acontece.

5min – Djalma toca para Garrincha que prepara a inversão de bola para a ponta esquerda onde está o improvisado Jairzinho. Mas Mané fura ridiculamente a bola. MELHOR NÃO REVER ESSE LANCE…

6min – Os cerca de 7 mil brasileiros em Goodison Park gritam “Brasil, Brasil!” como até hoje se faz. Pelé recebe a primeira das tantas faltas. Aliás, foram duas num só lance.

8min – Talvez em homenagem ao “kick and rush” britânico da época, Brasil abusa da ligação direta para os pontas Mané e Jair. Especialmente os dois volantes Denilson (mais) e Lima (menos). Jogo fica feio. E não flui.

8min – Primeira chance brasileira, em boa jogada do centroavante gremista ALCINDO. Ele passou por dois e bateu pra fora. O “Bugre” sabe sair da área e tabelar com Pelé.

11min – Sem a bola, Brasil se fecha com o recuo de Mané (menos) e Jairzinho (mais). Pelé e Alcindo marcam a saída búlgara. Sem a pelota, Seleção passa do 4-2-4 para o 4-4-2, com o recuo dos pontas.

13min – Pelé não fugia do pau. Nunca. Dava quase tanto quanto batia. Como a maioria dos jogadores da época, não saía rolando para simular lesões e forçar expulsões. Mas, nesse lance, cavou absurdamente a falta. O árbitro caiu na queda dele.

15min – GOL DO BRASIL. PELÉ. 1 a 0 BRASIL. FALTA DA MEIA DIREITA. PÉ DIREITO do Rei. A bola passou pela barreira, goleiro foi tarde, e saiu o primeiro gol televisionado daquela Copa. O primeiro mundial do então bicampeão mundial.

16min – Torcida brasileira canta o tradicional “Mais um! Mais um”! Mas o narrador da BBC entende que é “Brasil! Tcha, tcha, tcha!”

17min – Pelé apanha muito. Mas também cava muitas faltas. E também bate. Aliás, o Brasil bate mais que a Bulgária.

18min – Não só os volantes. Também agora os zagueiros começam a fazer a ligação direta, como o veterano Bellini. Para evitar que isso aconteça, Pelé deixa a meia-direita e tenta se aproximar dos volantes Denilson e Lima.

19min – Mesmo apanhando (e respondendo também na pancada), Pelé começa a pelezar. Mas, diferentemente do que esperava o narrador pele faz grandes lances, torcida em Liverpool está muito mais com a equipe “underdog” (zebra) búlgara.

19min – Boa troca de bola entre Pelé e Alcindo acaba em má finalização do atacante greemista.

21min – Denilson sai mais pro jogo, e Bulgária cresce.

21min – Garrincha! Garrincha! Torcida dá força ao até então discreto Mané.

21min – Pegaram Pelé.

22min – Jogo equilibrado, Pelé recua um pouco mais para armar. Brasil de Feola joga no 4-2-4 com a bola, e recua os pontas Garrincha e Jairzinho sem a bola. Mas só chega mais à frente com a saída dos volantes ao ataque, já que os pontas não vêm recolher a bola, e Jair está perdido pelo lado esquerdo, e sem assumir o protagonismo natural  desse baita atacante alvinegro.

26min – A galera pediu, Garrincha jogou: driblou um, passou bonito pelo outro, ganhou o pé-de-ferro do terceiro. Agora sim.

27min – Galera grita por Pelé, que segue dando e apanhando.

29min – Jogadores escorregam muito no gramado do campo do Everton.

30min – Muito chuveiro do Brasil na área rival por parte de Mané e Jair (que, por característica, afunila mais). Paulo Henrique sai menos pelo lado esquerdo. Djalma Santos também apoia menos. Os pontas búlgaros impedem o apoio. O camisa sete rival joga mais enfiado. O 11 gosta de circular por dentro e sabe jogar (Kolev).

31min – Primeira chance búlgara. Jogo aéreo. E só.

3min – Escanteios na época eram bem diferentes: a bola saía pela linha de fundo, o ponta pegava a bola e batia o córner. Pela direita, Garrincha batia para a área onde estavam o ponta-de-lança (Pelé), o centroavante (Alcindo) e o outra ponta (Jairzinho).

35min – O melhor búlgaro, e um dos melhores em campo, o meia-armador Yakimov (13) passa por Pelé, por mais dois, e dá uma bela cavadinha pra Kolev, em ótima chance rival.

37min – Torcida grita “Brasil”. Mas de um modo mais tímido, até pelo melhor momento búlgaro em campo.

37min – Bela tabela do ataque brasileiro termina com finalização errada de Alcindo. Lindo toque de Pelé, como o vídeo abaixo mostra.

39min – Denilson baixa o guatambu em lance que seria para cartão amarelo se eles já existissem (seriam adotados a partir de 1970). Torcida inglesa grita “OFF! OFF! OFF!” pedindo a expulsão do volante do Fluminense. Não era para tanto. E nem para o Brasil fazer tantas faltas.

40min – Bulgária ataca às costas de Denilson e Lima, e para cima do lateral Paulo Henrique.

41min – Yakimov chapela bonito no meio-campo. Joga muito! Seria semifinalista da Liga dos Campeões no ano seguinte, pelo CSKA.

44min  – Pelé recua e dá espaço para Lima enfiar bonito para má finalização do Bugre Alcindo.

FIM DE PRIMEIRO TEMPO. Partida boa do Brasil até 25 minutos. Depois a Bulgária foi melhor. Gol de bola parada definiu o placar parcial

SEGUNDO TEMPO

1min – Pelé arranca pela direita e goleiro búlgaro se antecipa bem.

5min – Duas porradas seguidas e mais uma pancade em Pelé. Partida volta ainda mais dura. Narrador da BBC cita o célebre massagista brasileiro Mário Américo e também a entrada em campo do doutor Hilton Gosling. A diferença básica para o futebol de hoje é que os caras davam e recebiam e não saíam rolando. Nem pedindo maca e nem cartão para o adversário.

Simulação? Só Pelé fez até agora.

5min – Bellini manda outro balão para o ataque. Deve ser homenagem da Seleção Canarinho para o “kick and rush” do futebol britânico de então e de outrora.

6min – O bom lateral-direito Shalamanov apoia bem e leva baita pancada de Jairzinho. Brasil segue dando muito.

7min – Aleluia! Sol em Liverpool iluminando o ataque búlgaro. Mas não o jogo.

8min – E segue o bumba-meu-canarinho. Agora é Djalma Santos que deixa o meio-campo brasileiro com torcicolo. A quermesse junina segue com um festival de balões em Goodison Park.

11min – Passe bizarro de Denilson para lateral. Seleção voltou pior, mas a Bulgária não se acerta também.

12min – Bom lance com Alcindo, boa defesa do goleiro.

15min –  Ótima jogada brasileira, Alcindo perde o lance.

18min – Falta estúpida do bom Kolev, que perdeu a bola para sair para o contraogolpe, e acabou derrubando Mané na entrada da área.

18min. GOOOOL. 2 a 0 BRASIL. GARRINCHA DE FALTA DE PÉ DIREITO. Barreira com apenas quatro e mal armada. Bela pancada de Mané, que também havia marcado gol de falta na Copa-62. 

18 minutos do segundo tempo. Garrincha vence a barreira mal colocada e acerta belo chute na meta do búlgaro xxx. Brasil faz o segundo gol em Liverpool. Mané marca o último dele ao lado de Pelé pela Seleção.

20min – Lima mostra toda sua versatilidade e qualidade. Salva de carrinho e de salva de letra (!) na lateral esquerda.

21min – Torcida brasileira começa a cantar a versão nacional da mexicana CIELITO LINDO: “Ai, ai, ai, tá chegando a hora…”

21min – Famoso lance de Garrincha pela direita, que está no clipe acima, do filme oficial da Fifa: ele vai pra lá, vai pra cá, e, no final, não acontece nada. Mas é bonito.

30min – Bulgária murchou com o segundo gol. Brasil mais perigoso, embora comece a pregar. Uma crítica de antes e, sobretudo depois da copa, que a troca do preparador bicampeão mundial Paulo Amaral pelo professor de judô Rudolf Hermanny.

33min  – Pelé recebeu na ponta direita como se fosse Mané. Passou o pé sobre a bola como Garrincha. Pena que o bandeirinha impediu o lance achando que a bola saiu. Linda homenagem de Pelé a Mané no último jogo da dupla. Veja:

35min – Grande passe de Pelé para Alcindo. Boa defesa do goleiro búlgaro. Na sequência, rara falha bisonha de Gilmar. Como craque da meta que é, nada aconteceu em mais um daqueles lances perdidos pela memória. Lance para ficar pra sempre que se perdeu como o gol desperdiçado pelo centroavante búlgaro.

37min – Se Pelé foi Mané pela ponta-direita, Mané foi pra meia e bateu como Pelé. Boa chance brasileira.

38min – Pelé passou por três e goleiro fez grande defesa. Ele está querendo jogo e Copa. Passou como quis pelo seu marcador, o camisa 6 búlgaro. Jogada de grande técnica e velocidade.

40min – Torcida volta a cantar que “está chegando a hora”.

42min – Mais um bonito lance de Alcindo com Mané. Mas deu em nada.

44min – Pelé toca pra Lima que deixa para Garrincha bater em curva e atingir a rede esquerda da meta búlgara. É o úlitmo lance do jogo. O último de Pelé com Garrincha. A jogada que começou este post.

NOTAS DO BRASIL

GILMAR (6) – Quase entregou um gol para o rival. Pouco acionado.

DJALMA SANTOS (6,5) – Sofreu com o bom ponta-esquerda búlgaro que cortava por dentro, e apoiou pouco.

BELLINI (6,5) – Firme como sempre, apesar da idade. Mas extrapolou na ligação direta.

ALTAIR (6) – Discreto.

PAULO HENRIQUE (5,5) – Apoiou um pouco mais na primeira etapa e sofreu um tanto na marcação. Laterais não apoiavam tanto, então. Até por não haver espaço e pela obrigação de marcar o ponta rival que atuava bem aberto.

DENÍLSON (6,5) – Sofreu com Yakimov, que joga muito e se mexe bastante. Quando chegou à frente foi bem. Bateu um pouco além da conta.

LIMA (7,5) – Marcos, armou, atacou. Enfim, Limou. Pelo lado esquerdo, foi muito bem.

GARRINCHA (7) – Pouco para o muito que é. Mas ainda assim foi bem pelo belo gol e pela vontade para quem não estava 100%.

PELÉ (8) – Quis jogo, e a bola o quis o jogo todo. Bem técnica e bem fisicamente, o melhor disparado em campo. Cavou a falta do primeiro gol que ele mesmo marcou.

ALCINDO (6,5) – Correu, abriu espaços, saiu para tabelar, mas não foi bem tecnicamente.

JAIRZINHO (5) – Torto pela ponta-esquerda, poderia tentar entrar em diagonal. Nem isso fez. O mais frágil brasileiro em Liverpool.

VICENTE FEOLA  (7) – Venceu com méritos. Mas, talvez, tenha optado por um time muito rodado. E, antes disso, fez convocações discutíveis e cortes absurdos no grupo de 22.

BULGÁRIA – Yakimov, o meia-armador, foi o melhor do rival, e dos melhores em campo. Técnico, criativo, dinâmico, fez o que houve de bom do time búlgaro.

 

FONTES & FOTO: O Lancenet! – Gustavo Roman – Getty

 

Um levantamento divulgado neste dia 12, quando fez uma ano de Copa do Mundo no Brasil, aponta a Arena das Dunas como o estádio mais lucrativo entre os 12 que foram utilizados na Copa do Mundo, que completa exatamente um ano hoje. Ao todo, a principal praça esportiva do Rio Grande do Norte teve um lucro de R$ 20 milhões. O estudo foi feito pelo jornal Folha de São Paulo.

De acordo com o levantamento, além da Arena das Dunas, somente os estádios Mineirão, Beira Rio e Itaquerão apresentaram lucro, com base no balanço divulgado pelos órgãos que administram cada um dos 12 estádios do Mundial do Brasil.

Ficaram no prejuízo a Arena Pantanal, Arena da Baixada, Arena da Amazônia, Estádio Nacional Mané Garrincha, Fonte Nova, Arena Pernambuco, Castelão e Maracanã. No caso do estádio carioca, déficit foi de R$ 77,2 milhões, R$ 28 milhões a mais que os sete estádios que ficaram no vermelho juntos.

No caso da Arena das Dunas, é preciso esclarecer ainda que o número poderia ser negativo. O estádio teve incluso em seu balanço R$ 105 milhões destinados ao pagamento do financiamento para a sua construção, segundo informações da OAS, empresa que administra o equipamento. Embora não tenha vindo de receitas pela sua utilização, serviu para garantir o saldo positivo neste primeiro ano de funcionamento.

Já sobre o Itaquerão, o novo estádio do Corinthians foi o terceiro mais lucrativo. Porém, ainda não entraram no balanço as parcelas de pagamento dos empréstimos realizados para sua construção. A partir de julho deste ano, o clube paulista vai pagar R$ 5 milhões por mês ao BNDES, que custeou a obra, dentro de um período de 12 anos.

Especialistas consultados pela Folha indicam ainda que a baixa qualidade dos jogos, aliado aos horários das partidas e o alto custo de operação explica o déficit da maioria dos estádios. “A viabilidade das arenas depende da qualidade do espetáculo que queremos no Brasil”, disse Denio Cidreira, diretor da Odebretcht Properties, empresa que participa da administração do Maracanã, da Fonte Nova e da Arena Pernambuco.

Arenas que apresentaram lucro após um ano da Copa:
Arena das Dunas (Natal) – R$ 20 milhões
Mineirão (Belo Horizonte) – R$ 16,9 milhões
Arena Itaquerão (São Paulo) – R$ 11,4 milhões
Beira Rio (Porto Alegre) – R$ 9,2 milhões

Arenas que apresentaram prejuízo após um ano da Copa:
Arena Pantanal (Cuiabá) – R$ 1,4 milhões
Arena da Baixada (Curitiba) – R$ 1,5 milhões
Arena da Amazônia (Manaus) – R$ 2,7 milhões
Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília) – R$ 3,6 milhões
Arena Fonte Nova (Salvador) – R$ 15,6 milhões
Arena Pernambuco (Recife) – R$ 24,4 milhões
Maracanã (Rio de Janeiro) – R$ 77,2 milhões
Castelão (Fortaleza) – Prejuízo admitido, mas valor não informado.

f: folhadesp

site: TN online

 

Bom Domingo!!!

Estas análises são do especial da revista ISTO É para Copa da Espanha em 1982, para recordar o futebol numa época maravilhosa e única e que eu tive o prazer de assistir ao vivo.Recordar é viver!!!!Começaremos por uma baita seleção.

POLÔNIA

Dificil prever como se comportará o elenco de Piechniczek nas partidas na Espanha.Time, todavia, os poloneses possuem até mesmo para chegar as finais com os grandes favoritos, Argentina, Brasil, Alemanha Ocidental e os anfitriões.
O arqueiro Mlynarczik não tem o talento luminoso de Tomaszewski- mas é muito calmo e seguro.Na defesa se destaca Zmuda, um líbero excepcional que orienta a marcação e raramente falha numa bola levantada em sua área.Janas, o quarto zagueiro, é um carrapato, marcador inesgotável.Quanto aos laterais, possuem funções diferentes,Pela direita, Dziuba guarda posição.Do outro lado do gramado Jalocha avança acompanhando a movimentação de seus armadores.

Matysik joga logo a frente da zaga como o volante Batista do Grêmio, dando o primeiro combate ao ataque inimigo.Lato, Boniek e Majewski têm a incumbência da criação.Lato não mostra mais a explosão ofensiva de 74, quando terminou a Copa com sete gols, o artilheiro do certame.Compensa, porém, suas deficiências físicas com uma inteligência invulgar no futebol da Europa Oriental.Majewski, por sua vez, não para de correr um só instante, abrindo espaços às decidas de Boniek, um meia infernal com a pelota dominada e capaz de chutar de qualquer distância e com os dois pés.
Sobram na frente dois penetradores velozes, rompedores, espertos no drible e ns deslocações.Szarmach gosta de buscar jogo na intermediária e tem o hábito delicioso de não perder gols dentro da área.Smolarek deverá fazer, na Espanha, o que Lato inventou na Alemanha Ocidental:investidas fulminantes, das duas pontas, em diagonal, no rumo da meta adversária.
Um time atualizado, bastante aplicado taticamente, cheio de atletas que ao preparo físico podem somar habilidades caracteristicamente sulamericanas.Esse retrato da seleção polonesa, cujo maior perigo, atualmente, está dentro da sua casa: a instabilidade política e as ameaças de repressão.

BONIEK


 

Escudo usado pela seleção peruana na copa de 1930                                                                       

 

Contando com a colaboração do amigo e jornalista Homero Queiroga, conseguimos um cartaz do Fortaleza Esporte Clube de 1941, diferente dos demais modelos já encontrados (eu já encontrei 16 modelos, contando com esse). O Tricolor sediado na cidade de Fortaleza (CE) foi fundado em 18 de outubro de 1918, por Alcides Santos, um dos maiores esportistas cearenses, que se apaixonou pelo futebol durante o período em que estudou no College Stella, na França.

 

Fonte: Livro do autor Nirez de Azevedo, chamado “História do Campeonato Cearense de Futebol”

 

Olá pessoal, entramos em 2014, o ano da Copa no Brasil. Já tivemos N problemas para que essa Copa se realize, atrasos, superfaturamentos, acidentes, manifestações, etc… Contudo o evento vai ocorrer, querendo ou não.

Mas quero perguntar: E depois que tudo acabar em 13 de julho, como vai ser? Possuímos no mínimo 04 arenas que não sobreviverão somente com o futebol local.

Faço esse questionamento após ler a matéria do UOL intitulada “Vai virar mico: Governo do AM ainda não sabe o que fazer com Arena da Amazônia após a Copa”. Além do Amazonas, na minha opinião, mais três Estados terão problemas para manter suas arenas após a Copa: Distrito Federal; Mato Grosso; e Rio Grande do Norte. O que fazer com elas para as mesmas serem rentáveis?

O Maracanã  já sabemos que já deu um prejuízo enorme: obra orçada em 1,192 bilhões enquanto o valor da concessão será de apenas 181,5 milhões, a serem pagos em 33 parcelas, uma por ano, para uso de 35 anos, ou seja 1 bilhão de prejuízo. Sinceramente não entendo essa matemática…

Voltando ao foco do artigo, o que deverá ser feito para que as arenas não tornem-se “elefantes brancos” (se isso é possível)?

Minha sugestão para Amazonas e Distrito Federal: O futebol amazonense e Candango, a curto prazo, não conseguirá preencher as arquibancadas em seus eventos. Contudo, espero que o gramado seja conservado para que as equipes joguem lá.

Os times cariocas possuem grande torcida no norte do país e na capital federal, então  façam com que elas mandam um jogo por mês lá no brasileirão, seriam no mínimo dois jogos por mês no estádio… Imaginem um Fla x Flu em Manaus; ou um Flamengo x Botafogo… Também poderá ser utilizados em jogos de grande repercussão nacional, tipo Flamengo x Corinthians; Corinthians x Palmeiras; Corinthians x São Paulo. Essas equipes e as pesquisas dizem que elas possuem enormes torcidas, vamos usar isso a favor do futebol…

Por favor, vamos opinar. Já que os “governantes” não pensam em nada, vamos “ajudá-los”.

FONTES:

http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-das-confederacoes/noticia/2013/06/contrato-e-assinado-e-concessao-do-maracana-ja-aparece-no-diario-oficial.html

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/02/governo-do-am-ainda-nao-sabe-o-que-fazer-com-arena-da-amazonia-apos-a-copa.htm?cmpid=cfb-esporte

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,custo-do-maracana-fica-mais-caro-e-chega-a-r-1192-bi,1056174,0.htm

 

O ano de 2012 vai chegando ao fim e o clima de Copa do Mundo começa, lentamente, a tomar conta do Brasil. As 12 cidades sedes da Copa do Mundo 2014 apresentaram os seus cartazes  no final de novembro e cada cidade apostou em uma característica própria.

O Rio de Janeiro apresentou o Pão de Acuçar

 

 

Natal – Morro do Careca e Forte Reis MAgos

 

Porto Alegre

Cartaz com a Usina do Gasômetro, que, segundo os defensores do conceito, é o local onde pode se obter uma das vistas mais bonitas do pôr do sol.

 

Recife

A maior manifestação cultural da cidade: O Frevo

 

Curitiba – Arvore simbolo da região – Araucária

 

Cuiabá MT

Tuiuiu, a ave símbolo do Pantanal

 

Belo Horizonte – Pampulha

homenageia a Igreja de São Francisco de Assis, projetada por Oscar Niemeyer.

 

 

Brasilia – A Catedral  Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida

O céu é o mar de Brasília

 

Fortaleza Ceará

A paixão pelo futebol, representado pelo moderno estádio Arena Castelão e pela bola no céu, que carrega os principais monumentos da cidade

 

Salvador Bahia – Elevador Lacerda, simbolo da cidade,  virou uma baliza

 

Sede Manaus: A natureza

Apostou na transformação da a expressão “Onde a coruja dorme” em “Onde as araras namoram”.

 

As 12 cidades sedes da Copa do Mundo 2014 apresentaram os seus cartazes oficias de divulgação da sede.

 São Paulo, a metropole.

“Refletir uma metrópole que se encanta e comemora o futebol. A maior torcida do mundo na maior cidade do Brasil”.

 

O brasileiro mais famoso dos anos 1940, sem dúvida foi Leônidas da Silva. O carioca Leônidas da Silva, nascido no dia 6 de setembro de 1913, filho de um marinheiro português e de uma cozinheira, Leônidas da Silva teve uma infância simples. Estudante do colégio Epitácio Pessoa, frequentemente escapava das aulas para jogar futebol.

Em 1922, com a morte do pai, Leônidas foi adotado pelos patrões de sua mãe. Seu pai adotivo montou um bar perto do campo do São Cristóvão, onde o menino Leônidas passou a jogar nas categorias de base. Depois jogou em vários clubes do subúrbio carioca, até ser contratado, aos 17 anos, pelo Sírio Libanês.

Passou para o Bonsucesso F.C. e, em 1931, jogou pela seleção carioca, tornando-se famoso. Mudou-se para o bairro de Vila Isabel, onde ficou amigo do compositor Noel Rosa. No ano seguinte, Leônidas jogou pela seleção brasileira no Uruguai, ocasião em que recebeu o apelido de “Diamante Negro” e executou a bicicleta, jogada que o imortalizou.

Jogou um ano no Peñarol, time uruguaio, em 1933. Retornando ao Brasil, passou a jogar no Vasco da Gama. Leônidas integrou a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1934, mas o time foi desclassificado na primeira partida.

Leônidas da Silva, já contratado pelo Botafogo, tornou-se um ídolo em 1936. Foi considerado o melhor jogador da Copa do Mundo de 1938, na França. Retornou ao Brasil consagrado, com desfile em carro aberto. Na esteira de sua popularidade, a empresa Lacta passou a fabricar o chocolate “Diamante Negro”.


Com isso, foi o brasileiro mais popular nos anos 30/40, o Rei do Futebol antes de Pelé. Foi um artilheiro e jogador extraordinários. Consagrado como Diamante Negro no Brasil, o que deu nome a uma marca de chocolate até hoje existente, Leônidas da Silva honrou a camisa da Seleção Brasileira – disputou 37 jogos e marcou 37 gols. É o artilheiro com a melhor média de gols da história da Seleção: um gol por partida.

Em 1939, já jogando pelo Flamengo, Leônidas da Silva conquistou para o time o Campeonato Carioca. Considerado o maior craque brasileiro, em 1941 Leônidas passou dez meses preso no quartel do Realengo, com a descoberta de uma falsificação em seu certificado de alistamento militar.
Durante a década de 1940, Leônidas foi o maior ídolo do São Paulo Futebol Clube, conquistando cinco títulos para o time.

Leônidas da Silva anunciou sua aposentadoria como jogador em 1949, selando uma histórica desavença com o técnico da seleção brasileira, Flavio Costa, que o cortou da seleção brasileira. Tornou-se auxiliar do técnico Vicente Feola, do São Paulo, mas desistiu da carreira.

Em 1953, Leônidas jogou sua última partida oficial, no Campeonato Sul-americano de Veteranos. Passou a atuar como comentarista esportivo para várias rádios e, em 1974, cobriu sua última Copa do Mundo.

Leônidas da Silva teve os primeiros sintomas do mal de Alzheimer nesse mesmo ano, e a doença comprometeu sua saúde progressivamente. Internado numa clínica de saúde em São Paulo, Leônidas da Silva morreu em 24 de janeiro de 2004, aos 90 anos, foi campeão carioca pelo Flamengo em 1939 e cinco vezes pelo São Paulo (43/45/46/48/49). Um dado comum aos dois clubes: marcou 142 gols com a camisa rubro-negra e 142 gols com a camisa tricolor.

LEÔNIDAS DA SILVA

Nascimento: 6 de setembro de 1913, no Rio de Janeiro (RJ).

Posição: Atacante.

Pela Seleção Brasileira: 37 jogos, 20 vitórias, 8 empates, 9 derrotas, 37 gols.

Contra Seleções Nacionais: 18 jogos, 7 vitórias, 4 empates, 7 derrotas, 20 gols.

Contra Seleções Estaduais, Clubes e Combinados: 19 jogos, 13 vitórias, 4

empates, 2 derrotas, 17 gols

Jogos Oficiais da FIFA: 6 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 6 gols.

Títulos: Copa Rio Branco (1932); Copa Roca (1945).

Outros clubes: São Cristóvão F. R. (RJ) (1929); Sírio e Libanês F. C. (RJ) (1929 a 1930); Bonsucesso F. C. (RJ) (1931 a 1932); C. A. Peñarol (URU) (1933); C. R. Vasco da Gama (RJ) (1934); S. C. Brasil (RJ) (1935); Botafogo F. R. (RJ) (1935 a 1936); C. R. Flamengo (RJ) (1936 a 1941); São Paulo F. C. (SP) (1942 a 1951).

Outros Títulos: Campeonato Brasileiro de Seleções (1938, 1940-RJ, 1942-SP);

Campeonato Carioca (1934, 1935, 1939); Campeonato Paulista (1943, 1945,

1946, 1948, 1949).

Artilheiro da Copa do Mundo de 1938 – 7 gols


 FONTES: CBF / Jornal dos Sports

FOTOS: Jornal dos Sports / Revista Sport Ilustrado/ CBF 

 

Ademir da Guia, o ‘Divino’ foi um dos jogadores de meio-campo mais técnicos que o futebol brasileiro conheceu. Talentoso, ditava com seu toque de bola cadenciado o ritmo das partidas, mas conseguia aparecer na área com rapidez para a conclusões certeiras com que marcou muitos belos gols dos 153 que fez pelo Palmeiras.

Filho do grande zagueiro Domingos da Guia, carioca, Ademir da Guia começou a jogar futebol no Ceres, na época clube amador de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Destacou-se no Bangu, de 1960 a 1961, e foi negociado para o Palmeiras, onde se tornou ídolo e um dos maiores  jogadores do clube, titular absoluto durante mais de 16 anos (1961 a 1977).

Ademir da Guia é o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Palmeiras – foram 901 partidas e 153 gols.

Na Seleção Brasileira, foi convocado apenas 14 vezes. Participou de 11 partidas, uma delas contra a Polônia, na decisão de terceiro e quarto colocados da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

Ademir da Guia

Nascimento: 04.03.1942 – Rio de Janeiro (RJ)

Pela Seleção Brasileira: 11 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 2 derrotas.

 Títulos conquistados pelo Palmeiras:

 Campeonato Brasileiro: 1972, 1973. 1967, 1967, 1969

 Campeonato Paulista: 1963, 1966, 1972, 1974, 1976

 Torneio Rio-São Paulo: 1965

 Torneio IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro: 1965

 Troféu Ramon de Caranza: 1969, 1974, 1975

 Torneio Laudo Natel: 1972

 Torneio Mar del Plata: 1972


FONTE & FOTOS: CBF

 

 

Jair Ventura Filho, o Jairzinho, foi um dos sobreviventes do fracasso do Brasil na Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966. Daquela Seleção que voltou para casa mais cedo, eliminada na primeira fase, o então ponta-direita do Botafogo, o meio-campo Gérson e o zagueiro Brito – e Pelé – conseguiram chegar ao México para brilhar na conquista do tricampeonato mundial em 1970.

No México, Jairzinho se consagrou como o Furacão da Copa ao estabelecer a marca de ter feito gols em todos os seis jogos de um Mundial. Gols e atuações que lhe deram fama e reforçaram o prestígio de craque no mundo. A ponto de ser considerado um dos melhores jogadores da campanha de 1970.

- As pessoas não entenderam, na época, mas foi baseado em matérias que saíam na Europa, que eu disse que a Copa de 1958 fora a do Pelé, a de 1962, a do Garrincha, e a de 1970, a do Jairzinho. Acharam que eu estava sendo pretensioso, arrogante. Mas não importa, eu sei o quanto fui importante para o tri, não só marcando gols em todos os jogos, mas gols que decidiram – explica Jairzinho.

Aos 65 anos, Jairzinho conserva registrado com exatidão os sete gols que marcou na Copa do Mundo de 1970. É capaz de descrevê-los com precisão, como se fosse um locutor narrando os lances. Jairzinho considera esses gols como sendo uma “ducha fria” nos adversários. Na estréia, contra a Tchecoslováquia, fez logo dois.

- O Brasil tinha virado para 2 a 1, mas o jogo estava duro, disputado. Fiz o terceiro, em que dei um lençol no goleiro, e o quarto, que selaram a vitória. O quarto foi em uma jogada que saí driblando um pouco depois do meio-campo, foi um belo gol – conta.

O segundo jogo foi contra a Inglaterra, para muitos uma verdadeira decisão antecipada da Copa do México – os ingleses eram os campeões mundiais. O 0 a 0 teimava no placar do Estádio Jalisco, em Guadalajara, até que aos 15 minutos do segundo tempo Jairzinho fez o gol da vitória que simbolizou um do seus dois momentos inesquecíveis naquela Copa.

- Foi um grande jogo. Eu tinha feito um cruzamento, depois de um passe perfeito do Carlos Alberto, que resultou na defesa mais bonita que um goleiro fez até hoje em Copa do Mundo, a do Banks na cabeçada do Pelé. Até que o Tostão fez aquela linda jogada, deu para o Pelé e ele rolou a bola pra mim. Chutei forte e no momento certo.

Jairzinho faz questão, aí, de ressaltar o aspecto coletivo que caracterizava a Seleção Brasileira de 1970, considerada por Zagallo a melhor de todos os tempos.

 

 Claro que o mérito não foi só meu. Se o Tostão não tivesse driblado os zagueiros ingleses (pôs a bola entre as pernas de Bobby Moore), se o Pelé não tivesse dado o passe perfeito e eu não estivesse bem posicionado, o jogo iria terminar mesmo 0 a 0.

Na vitória de 3 a 2 sobre a Romênia, Jairzinho fez o segundo gol do Brasil. No jogo seguinte, nos 4 a 2 sobre o Peru, ele marcou o quarto gol, aos 30 minutos do segundo tempo.

- O Peru tinha diminuído para 3 a 2, quando recebi o passe do Rivelino, driblei o goleiro e praticamente rolei a bola para dentro do gol. Liquidamos o jogo – recorda.

A partida semifinal contra o Uruguai se desenhava dramática. Os uruguaios fizeram 1 a 0 e Clodoaldo empatou no final do primeiro tempo. No segundo tempo, com o jogo indefinido, Jairzinho fez o segundo, o que abriu o caminho para a vitória, que seria de 3 a 1. Foi uma jogada espetacular, com troca de passes entre Pelé e Tostão.

- Foi um gol de 80 metros. Saí com a bola do campo do Brasil, e depois da combinação entre o Pelé e o Tostão, arranquei até a área do Uruguai, driblei dois e chutei cruzado.

O outro momento inesquecível em 1970 para Jairzinho aconteceu na decisão da Copa, nos 4 a 1 sobre a Itália que deram ao Brasil o tricampeonato mundial.

- O jogo estava 2 a 1, depois do bonito gol do Gérson, e acabei fazendo o terceiro, outra ducha fria, agora nos italianos, que ainda tentavam reagir.

A história de vencedor que Jairzinho construiu em 1970 – ele garante – começou no aprendizado com tudo de errado que acontecera quatro anos antes. O atacante, que já fora campeão pan-americano em 1963 e vinha sendo convocado desde 1964 para a Seleção principal, teve aos 22 anos, na Copa de 1966, na Inglaterra, a oportunidade de jogar ao lado de dois ídolos, Garrincha e Pelé.

Participei dos três jogos da Copa de 66. Os dois primeiros, contra Bulgária e Hungria, de ponta-esquerda, e o último, contra Portugal, na ponta-direita, substituindo o Garrincha. Apesar da decepção com a eliminação do Brasil, ali aprendi muita coisa – conta.

Jogador com um preparo físico invejável, que lhe dava a capacidade de arranque pouco vista em um atacante, Jairzinho, que brilhou no Botafogo, onde começou no juvenil, no futebol francês e no Cruzeiro, não teve o seu talento devidamente reconhecido – era um artilheiro que marcava gols de todos os jeitos, mas não apenas um “trombador”, como muitos equivocadamente julgam. Possuía, na verdade, técnica de craque.

- Talvez porque tenha sido eleito um dos melhores preparos físicos da Copa de 70, as pessoas pensam que eu só tinha força. Mas quem me viu jogar sabe do que não era bem assim – pondera.

FONTE: CBF

FOTOS: CBF / Jornal dos Sports

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