A Institución Atlética Sud América é um clube do futebol uruguaio com sede na capital, Montevidéu. Fundado em 15/02/1914 destaca-se sobretudo pelos títulos conquistados na segunda divisão uruguaia (seis no total).

Em 1931, convidado pelo Vasco da Gama, o Sud America fez uma longa e cansativa excursão ao Brasil. O clube veio ao nosso país reforçado por jogadores de outros clubes de Montevidéu, como o Wanderers, o Olympia Club e os poderosos Peñarol e Nacional.  Naquela época, até mesmo um clube sem expressão como o Sud America despertava grande interesse popular em nosso país, dada a supremacia do futebol uruguaio no mundo. O clube sequer disputava a primeira divisão uruguaia mas, em terras tupiniquins, enfrentou alguns grandes clubes da época, como o Vasco da Gama e o Santos.

 Curiosamente a equipe excursionou ao país ao mesmo tempo em que o Bella Vista, esse sim um poderoso representante do futebol uruguaio que, voltando de uma excursão à Europa, e contando com elementos campeões olímpicos e mundiais, enfrentava boas equipes no Rio e em São Paulo.

 Confira baixo os integrantes da delegação uruguaia:

Dirigentes:

  • Presidente – Leoncio Lucas
  • Tesoureiro – Alfredo Parada
  • Secretário – Antônio Gamberoni
  • Treinador – Manoel Cardenez

 Jogadores:

  • Luiz Sposito – Goleiro (Olympia)
  • Pedro Casella – Goleiro (Sud America)
  • Julio Oddo – Zagueiro (Sud America)
  • Rodolpho Areco – Zagueiro (Central)
  • Luis Minoli – Zagueiro (Sud America)
  • Guido Laino – Zagueiro (Peñarol)
  • Juan C. Corazzo – Meio Campista (Sud America)
  • Oscar Delbono – Meio Campista (Wanderers)
  • Francisco Lema – Meio Campista (Sud America)
  • Norberto Rodriguez – Meio Campista
  • Guillermo Campos – Meio Campista (Sud America)
  • José Pedreira – Meio Campista (Sud America)
  • Felipe Longo – Atacante (Sud America)
  • Domingo Sevilla – Atacante (Sud America)
  • Francisco Aripe – Atacante (Nacional)
  • Clotardo Dendi – Atacante (Wanderers)
  • Mario Portugal – Atacante (Sud America)
  • Consuelo Piriz – Atacante (Nacional)
  • Luis Matta – Atacante
  • Luis Scarpinacchi – Atacante (Sud America)*
  • Arturo De León – Atacante (Sud America)
  • Eduardo Iturvide – Atacante (Wanderers) 

* Scarpinacchi era também o jornalista responsável por enviar as notícias da excursão ao Uruguai.

Em sua primeira partida os uruguaios enfrentaram um combinado carioca que, sem nenhum treino, ainda se viu desfalcado de importantes jogadores do Vasco, Fluminense e Botafogo. Os brasileiros foram presas fáceis, mas a imprensa carioca não se deixou iludir, classificando o time uruguaio como apenas “regular’. Os confrontos seguintes confirmaram as análises iniciais. Com atuações irregulares, o time uruguaio mais perdeu que ganhou mas fez história: foi com ele que alguns de nossos principais clubes fizeram seu primeiro confronto internacional.

Contra o Bahia, ainda um jovem clube de Salvador, o Sudamerica aplicou sua maior goleada, que foi presenciada por inúmeras autoridades presentes ao Campo da Graça, como o Príncipe de Gales, herdeiro da Coroa Britânica, o Príncipe Jorge e o interventor Arthur Neiva.

Em sua longa estadia por Salvador o clube uruguaio enfrentou o Botafogo e o Ypiranga, tradicionais clubes daquela época. Este último jogo, por sinal, não terminou. Após a agressão do uruguaio Laino ao baiano Lago, ocorreu uma confusão generalizada que só terminou com intervenção policial.  

Equipe uruguaia do Sud America em sua primeira partida no Brasil. (Foto: Jornal do Brasil de 17/03/1931)

 

Relação de jogos (Não há confirmação de que tenham sido somente estas partidas):

15/03/1931

Combinado Carioca 0×3 Sudamerica

Local: Estádio São Januário, Rio de Janeiro – RJ

Árbitro: Virgílio Fredrighi (América)

Combinado Carioca: Balthazar, Domingos e Zé Luiz (Telê); Hermógenes, Santa Anna e Ernesto; Vicente, Ladialao, Médio, Bahianinho (Carvalho Leite) e Cid.

Sudamerica: Sposito, Areco e Laino; Del Bono (Campos), Lema e Pedreira; Sevilla, Arispe (Portugal), Dendi, Matta e Iturbide. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: Lema (4’ do 1º tempo), Dendi (10’ do 2º tempo), Portugal (34’ do 2º tempo)

 

22/03/1931

Combinado Carioca 3×2 Sudamerica

Local: Estádio São Januário, Rio de Janeiro – RJ

Árbitro: Rubem Portocarrero (São Cristóvão)

Combinado Carioca: Velloso, Domingos e Itália; Hermogenes, Fausto e Molla; Ariza, Paulinho, Carlos, Nilo e Celso.

Sudamerica: Sposito, Areco e Laino; Del Bono, Rodriguez e Pedreira; Sevilla, Arispe, Dendi, Matta e De Léon. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: Nilo (23′ do 1º tempo), Carlos Leite (37′ do 1º tempo), Carlos (43′ do 2º tempo), Dendy (33′ do 1º tempo), Sevilla (25′ do 2º tempo).

 

24/03/1931

Vasco da Gama 4×2 Sudamerica

Local: Estádio São Januário, Rio de Janeiro – RJ

Árbitro: Jorge Marinho (Fluminense) (Substituído ao final do 2o tempo por Carlos Scapinachis (Jogador e jornalista uruguaio)

Vasco da Gama: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Molla (Nevi); Bahianinho, Paes, Waldemar, Mattos e Sant’Anna.

Sudamerica: Sposito, Oddo e Laino; Del Bono (Campos), Corazzo e Rodriguez; Sevilla, Arispe (Portugal), Dendi, Matta e Delcono. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: Mattos (25’ do 1º tempo e 43’ do 2º tempo), Paes (26’ e 35’ do 1º tempo); Matta (2º tempo) e Sevilla (26’ do 2º tempo).

 

27/03/1931

Combinado Mineiro 1×1 Sud América

Local: Belo Horizonte – MG

 

29/03/1931

Atlético Mineiro 3×2 Sudamerica

Local: Estádio de Lourdes, Belo Horizonte – MG

Árbitro: Américo Pastor

Atlético: Armando, Maurílio e Nariz; Cordeiro, Brant e Mário Gomes; Naná, Jacyr (Said), Orlando Vaz, Chaffir (Cunha) e Murinha. Técnico: Marinetti

Sudamerica: Sposito, Arecco e Laino; Delbuono (Pedreira), Corazzo (Senna) e Rodriguez; Sevilla (Longo), Portugal, Dendi (Scarpinacchi), Matta e De Léon. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: Nana (2) e Orlando Vaz (Atlético); Portugal e Longo (Sudamerica)

 

31/03/1931

Santos 5×0 Sudamerica

Local: Vila Belmiro, Santos – SP

Árbitro: Sr. Wenceslau (ASEA)

Santos: Athiê, Pinheiro e Sylvio; Oswaldo, Floriano e Alfredo; Victor, Camarão, Mário Seixas, Feitiço e Evangelista.

Sudamerica: Casella, Areco e Guido; Del Bono, Lema e Pedreira; Longo, Sevilla, Scarpinacchi, Portugal e De Léon. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: Feitiço (3’ e 10’ do 1º tempo), Mário Seixas (20’ do 1º tempo e 3’ do 2º tempo) e Victor (2º  tempo).

 

09/04/1931

Botafogo BA 1×1 Sud America

Árbitro: Joel

Botafogo: Ulm, Alfredo e Belfiore; Maladu, Oscar e Leoncio; Jurico, Gamba, Paulo, Manteiga e Tango.

Sud America: Sposito, Areco e Laino; Del Bono, Corazzo e Rodriguez; Sevilla, Longo, Iturvide, Dendi e Matta. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: ? SA (5’ do 1º tempo); ? Bot (35’ do 1º tempo)

 

15/04/1931

Bahia 1×5 Sudamerica

Local: Campo da Graça

Bahia: Teixeira Gomes; Leônidas e Peltier; Milton, Canoa e Gia; Bayma, Guarany, Paulo Santos, Gambarrota e Sandoval.

Sud America: Sposito, Areco e Laino; Del Bono, Corazzo e Rodriguez; Sevilla, Longo, Ituvirde, Dendi e Matta. Técnico: Manoel Cardenez.

Gols: Guarany (Bahia)

 

17/04/1931

Royal 0×1 Sud America

Local: Salvador – BA

 

19/04/1931

Combinado Baiano 2×0 Sud America

Local: Salvador – BA

 

22/04/1931

Ypiranga 2×2 Sud America

Local: Salvador – BA

Nota: O jogo não terminou pois o jogador baiano Aloysio Lago foi agredido pelo uruguaio Laino, ao que se seguiu enorme confusão que teve que contar com a intervenção policial. Foi a última partida dos uruguaios em solo baiano.

 

25/04/1931

Ypiranga (Niterói) 3×5 Sud America

Local: Niterói – RJ

 

??/??/1931

Combinado do Espírito Santo 1 x 3 Sud America

Local: Vitória – ES

 

 Fontes:

  • Jornal do Brasil: Várias edições de março e abril de 1931
  • Acervo Folha: Folha da Manhã e Folha da Noite – Várias edições de março e abril de 1931.  
  • História do Futebol no Brasil – Thomaz Mazzoni
  • Blog 1 Time por dia: umtimepordia.blogspot.com (Dados sobre a partida contra o Ypiranga de Niterói)
 

Durval Junqueira Machado, mais conhecido como Junqueira, foi um atacante do Flamengo que brilhou na década de 20. Nascido em 12 de junho de 1900 na cidade de Uberaba (MG), fazia parte do grupo de jovens que, em 1917, fundou o Uberaba Sport Club, equipe pela qual jogou por quase dois anos. Em 30 de março de 1919 fez seu ultimo jogo pelo Uberaba, marcando três gols na goleada de 5×0 sobre o arquirival de então, o Red and White Association.

Transferiu-se para o Flamengo, onde formou uma grande dupla com o artilheiro grandalhão Nonô. Fez o seu 1° jogo no dia 13/07/1919 (Flamengo 2 x 1 América-RJ). Pela equipe carioca disputou, no total, 103 partidas e anotou 82 gols, em sete temporadas. Ainda em 1920 foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Pelo Brasil atuou em quarto partidas mas não marcou gols. Participou do Campeonato Sul Americano de 1920 e 1922, sagrando-se campeão em 1922. Em 1925, emprestado pelo Flamengo, participou da vitoriosa excursão do Paulistano à Europa, quando os multicampeões paulistas foram aclamados como “Os reis do futebol”.

Formado em Medicina, na década de 30 radicou-se em Orlândia, pequena cidade do interior paulista, próxima a Ribeirão Preto, onde mantinha consultório em sua residência, na Rua 6. Casou-se com a Sra. Antonieta Carvalho Junqueira Machado.

 

Títulos pelo Flamengo:

  • 1919 - Campeão do Torneio Triangular do Rio de Janeiro (Troféu América Fabril).
  • 1920 - Campeão Carioca, Campeão do Torneio Início e da Taça Sport Club Mackenzie.
  • 1921 - Campeão Carioca e da Taça Ypiranga.
  • 1922 - Campeão do Torneio Início e do Torneio América Fabril.
  • 1923 - Campeão do Torneio América Fabril, Troféu Carioca Football Club e do Troféu Petropolitano.
  • 1925 - Campeão Carioca,  Troféu Torre Sport Club, Troféu Agência Hudson, Troféu Jornal do Commércio de Pernambuco e do Troféu Sérgio de Loreto.

 

Fontes:

 
Uberaba e América Mineiro  já protagonizaram confrontos memoráveis, em uma história que começou na década de 20. Mas nenhum jogo se compara em emoção, dramaticidade e importância para o Uberaba quanto o disputado pela última rodada do Campeonato Mineiro de 1982. O Uberaba precisava vencer o América, do cabeludo Paulinho Kiss, para garantir o terceiro lugar e classificar-se para o Campeonato Brasileiro. Após abrir 2×0 o Uberaba se acomodou, permitindo o empate do América. A torcida, que durante a maior parte do jogo, tranquila, pedia mais gols, se voltou contra o time, que deixou o América dominar todo o segundo tempo. Nas arquibancadas, o apoio dava lugar às vaias e vários torcedores deixaram o estádio antes do final da partida. 
 
Esse resultado era uma tragédia para o Colorado, que cairia para o quinto lugar, sem a vaga no Brasileirão, que seria do Uberlândia, e sem nenhuma competição para disputar no primeiro semestre de 1983. E o América continuava a pressionar, tentando a virada, que lhe valeria o vice-campeonato e a sonhada vaga direta na Taça de Ouro. Emoção garantida até o final.

Mas no final do jogo, aos 41 minutos do segundo tempo, Walter Lobão, o folclórico zagueiro do Uberaba, sobe ao ataque e, na entrada da grande área, pega um rebote da defesa do América e chuta. A bola bate no defensor americano Luiz Carlos Hippie e sobe caprichosamente, encobrindo o goleiro Wellington. Loucura total no Uberabão. Depois do gol não houve mais jogo, pois os jogadores do Uberaba chutavam todas as bolas para fora, esperando pelo apito final.

Como sempre ocorreu em Minas Gerais a definição da classificação final foi uma verdadeira novela. O regulamento só previa critérios de desempate para a definição do campeão. Uberaba, América e Uberlândia terminaram o Hexagonal Final com os mesmos 16 pontos. O Uberaba pleiteava que as colocações abaixo do primeiro lugar utilizassem os mesmos critérios de desempate que uma eventual definição do campeão, enquanto o Uberlândia defendia o computo dos pontos obtidos na primeira fase, a Taça Minas Gerais, onde teve um desempenho irretocável.

Ocorre que o próprio regulamento já dizia, em um de seus artigos, que os pontos obtidos na Taça Minas Gerais não valeriam para a classificação final. Após muitas especulações, que obrigaram o então advogado uberabense José Raimundo Jardim Alves Pinto, a acionar a CBF, a Federação Mineira enfim confirmou, apenas 10 dias depois, em 15/12/1982, a classificação final do Campeonato Mineiro.

Uberaba Sport Club, 3º lugar, campeão mineiro do interior e classificado para a Taça de Prata.

Ficha Técnica:

USC 3 x 2 América (MG)
Data: 05/12/1982
Motivo: 14ª Rodada do Octogonal do Campeonato Mineiro 1982.
Local: Estádio Engenheiro João Guido, Uberabão
Árbitro: Ângelo Antônio Ferrari
Renda: Cr$ 2.921.000,00
Uberaba: Diron, Celso Sá, Walter Lobão, Alexandre Pimenta (Gilvan) e Aldeir; Joãozinho Maradona, Donizete Cabeça (Zé Roberto) e Toinzinho; Wilton, Binga e Simões. Técnico: Milton Buzetto.
América: Wellington; Cacau, Luíz Carlos Hippie, Dias e Vaner; Cláudio Barbosa, Gaúcho e Lúcio; Adílson, Paulinho Kiss e Luiz Alberto. Técnico: Jair Bala.
Gols: Simões (31’ do 1º T), Binga (6’ do 2º T) e Walter Lobão (41’ do 2º T); Gaúcho (15’ do 2º T), Cláudio Barbosa (30’ do 2º T).

 

 
Em 1922, o Paulistano era um dos maiores clubes de futebol do país, senão o maior. Quando, no final de 1929, a diretoria do clube resolveu acabar com o time, por discordar da era do profissionalismo no futebol, o Paulistano já havia conquistado 11 títulos paulistas, feito superado apenas pelos quatro grandes até hoje. Já o tetracampeonato estadual consecutivo, de 1916 a 1919, jamais foi igualado.E foi esse o esquadrão que se deslocou até Uberaba, em novembro de 1922, para enfrentar o jovem orgulho local, o Uberaba Sport Club. A comitiva foi recebida na fronteira de Minas com São Paulo, por diversas das mais proeminentes figuras da cidade de Uberaba na época. 

Na rica, mas provinciana, Uberaba dos anos 20, foi construída uma instalação provisória, especialmente para abrigar a comitiva do famoso quadro paulistano. O Estádio das Mercês, cujo terreno havia sido adquirido apenas dois anos antes (posteriormente se tornaria o tradicional Estádio Boulanger Pucci), foi descrito pelo jornal “Folha da Noite” como confortável e construído com muito carinho.

O Paulistano trouxe todos os seus principais jogadores, que haviam acabado de derrotar um Combinado Argentino, incluindo o grande astro brasileiro da época, o inigualável Arthur Friedenreich. El Tigre, no entanto, não fez uma boa partida. Pelo Paulistano os destaques ficaram por conta de Formiga, Mário e Netinho. No Uberaba o destaque coube aos defensores Tango e Badu (Egídio Mateus Junior). 
 
A edição da Folha da Noite de 03/11/1922 acabou por descrever assim o time do Uberaba:

“Embora vencido o quadro posto em campo pelo Uberaba é um conjunto de respeito; homogêneo e coheso nos seus movimentos; nota-se porém, ciosa que é, comtudo, muito commum, uma certa indecisão nos seus remates finaes, o que quasi sempre resulta mal. No mais, esteve plenamente satisfactoria a sua actuação, principalmente a defensiva”

 

Ficha Técnica:

Uberaba 0×2 Paulistano

Data: 02/11/1922

Local: Estádio das Mercês, Uberaba – MG

Motivo: Amistoso

Uberaba: Badu, Tango

Paulistano: Arnaldo, Clodoaldo e Orlando; Sérgio, Mestros e Abate; Formiga, Mário, Friedenreich, Netinho e Zecchi.

Gols: Formiga (1º Tempo) e Netinho (2º Tempo).

 

 

A revista Almanaque D’os Desportos em todo o mundo, informou, em sua edição do segundo semestre de 1959, que 720 especialistas de futebol, que assistiram a Copa do Mundo de 1958, disputada na Suécia, responderam a uma enquete sobre como formariam a equipe mundial do certame. O resultado final foi o seguinte:

- Harry Gregg, GREGG (Irlanda do Norte)
- Orvar Bergmark, BERGMARK (Suécia)
- Hideraldo Luis Bellini, BELLINI (Brasil)
- Nílton Reis dos Santos, NÍLTON SANTOS (Brasil)
- Juri Voinov, VOINOV (URSS)
- Horst Szymaniak, SZYMANIAK (Alemanha Ocidental)
- Manuel dos Santos, GARRINCHA (Brasil)
- Waldir Pereira, DIDI (Brasil)
- Raymond Kopaszewski, KOPA (França)
- Edson Arantes do Nascimento, PELÉ (Brasil)
- Lennart Skoglund, SKOGLUND (Suécia)

Nílton Santos foi o jogador que recebeu o maior número de votos: 619.

Fonte:
- Almanaque D’os Desportos em todo o mundo, Ano IV, Nº15, 2º semestre de 1959.

 

Em 23 de abril de 1938, um amistoso entre o Uberabinha (antigo nome do Uberlândia), que ainda mantinha seu antigo nome, nove anos após a mudança de nome da cidade, e o Uberaba, então o bicho papão da região, marcou a adoção do nome de Juca Ribeiro, aficcionado esportista e colaborador do Uberabinha, para o estádio do clube. A festa no intervalo ficou por conta da inauguração da Drogaria Alexandre e da homenagem a Juca Ribeiro, agora nome do estádio.

Os festejos ocorriam ao som da marcha do Uberaba Sport, mais tarde transformada no hino do clube, tocada nas arquibancadas por uma excelente banda de música. O fato curioso foi a recusa do árbitro, Saccadura, em continuar seu trabalho após o término do 1º tempo. Ele se incomodou com os insultos que vinham das arquibancadas. Após um intervalo que se estendeu por 45 minutos as partes concordaram com um novo nome, Zé Minhoca, que de maneira enérgica levou a partida até seu final, ocorrido antes dos 40 minutos, por falta de luz natural.

No fim, 2×1 para o Uberaba, que levou uma caravana de 150 veículos à cidade vizinha.

Ficha Técnica:
Uberabinha 1×2 Uberaba
Data: 23/04/1938
Local: Estádio Juca Ribeiro
Renda: 13.420$000
Árbitros: José Rodrigues (Saccadura) – 1º tempo, José Sabino Leonardo (Zé Minhoca) – 2º tempo.
Uberabinha: Balthazar, Maurício e Mexicano; Faride, Tião e Gustavo; Jabá, Tintias, Octávio, Wolney e Pinúcio.
Uberaba: Raymundo, Bile e Pepino; Piolin, Jorge e Bié; Juca Pato, Geraldino, Gabardo, Zé Velho e Nery (Quinca).
Técnico: Orlando Ferenzi.
Gols: Jabá (30’ do 1ºT); Gabardo (4’ do 1ºT e 15’ do 2ºT).

Fonte: Jornal O Triângulo Esportivo, edição n°13, de 27/04/1938, com a colaboração do Arquivo Público de Uberaba.

 

Em 1939, o Uberaba conseguiu fazer belas partidas contra algumas das mais importantes equipes mineiras. Daquelas que participavam do questionado Campeonato Mineiro, o Uberaba só não conseguiu vencer o Atlético, com quem empatou em uma memorável partida em Belo Horizonte. Os bons resultados desses amistosos deixam claro que o clube seria um sério candidato ao título mineiro se o torneio realmente tivesse, naquela época, uma dimensão estadual.

Resultados contra adversários mineiros:

06/01/1939 Uberaba 2×3 Sete de Setembro, em Uberaba
08/01/1939 Uberaba 4×2 Sete de Setembro, em Uberaba
15/01/1939 Uberaba 2×0 Uberlândia, em Uberaba
29/01/1939 Uberlândia 1×4 Uberaba, em Uberlândia
18/05/1939 Uberaba 3×2 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba
22/05/1939 Uberaba 1×0 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba
08/07/1939 Uberaba 1×4 Siderúrgica, em Uberaba
09/07/1939 Uberaba 2×1 Siderúrgica, em Uberaba
13/08/1939 Uberaba 2×0 Villa Nova, em Uberaba
15/08/1939 Uberaba 2×1 Villa Nova, em Uberaba
03/09/1939 Uberaba 3×1 América, em Uberaba
15/10/1939 Atlético 1×1 Uberaba, em Belo Horizonte
17/10/1939 Siderúrgica 2×2 Uberaba, em Sabará
29/10/1939 Uberaba 0×1 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba
01/11/1939 Uberaba 2×2 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba

Retrospecto contra clubes mineiros:
15 jogos, 09 vitórias, 03 empates, 03 derrotas, 29 gols marcados, 21 gols sofridos.

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