Fonte: Revista O Malho

 

O Esporte Clube Camboense foi uma agremiação da cidade de São Luís (MA). Fundado em 1936 por Augusto Amorim Parga, o Camboense era constituído por operários. A equipe ficava no Bairro do Camboa, na Zona Central da capital maranhense. Apesar das poucas informações, sabe-se que o Camboense disputou o Campeonato Maranhense na década de 40.

Fonte: Revista Sport Ilustrado – Felipe Feitosa

 

Escudo de transição do Grêmio Atlético 9º Regimento da Infantaria para Grêmio Atlético Farroupilha. O escudo ainda trazia o preto nas letras e contornos.

Agradecimentos ao amigo e pesquisador Douglas Rambor pelo envio do escudo.

 

Encontrado o primeiro escudo do Queimados Futebol Clube. Essa agremiação, localizada no município de Queimados, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, foi Fundada a 26 de março de 1922. Folheando a Revista O Malho, encontrei a foto do time posado sete meses e meio após a sua fundação (mais precisamente no dia 04 de novembro de 1922).

Tradicional alvinegro da Baixada Fluminense, em sua história alterna participações nos certames promovidos pela Liga de Desportos de Nova Iguaçu e no Campeonato Estadual da Terceira Divisão do Rio de Janeiro. Em 1950, é campeão iguaçuano dos segundos quadros. Torna-se campeão invicto em 1957. Em 1971, vence de forma invicta a categoria juvenil. Em 1973, sagra-se tricampeão juvenil. Em 1973, vence a Divisão Especial em campeonato promovido pela mesma liga. Seu presidente era Miguel Fortes.

A campanha da equipe foi memorável. No primeiro turno vence por 3 a 0 o Belford Roxo, 1 a 0 no Morro Agudo, 0 a 0 contra o Heliópolis, 2 a 0 no Mesquita, 1 a 1 com o XV de Novembro, e 1 a 0 no Aliados. No segundo turno, 2 a 0 no Belford Roxo, 1 a 1 contra o Morro Agudo, 0 a 2 para o Heliópolis, 1 a 1 com o Mesquita, 2 a 1 no XV de Novembro e 2 a 0 no Aliados. O Queimados, a despeito da derrota para o Heliópolis, recorreu e ganhou os pontos da partida.

Em 1987, conquista o Campeonato Iguaçuano da Liga de Desportos de Nova Iguaçu ao vencer na final o Ferroviário de Austin. Em 1988 é vice-campeão da Taça Cidade Nova Iguaçu ao perder a final para o Cabuçu. Em 1989, arremata a Copa da Baixada, disputada por quatro agremiações de São João de Meriti e quatro de Nova Iguaçu. Vence o Fazenda Futebol Clube na decisão.

Em 1990, sagra-se vice-campeão do Campeonato Iguaçuano ao perder a decisão para o Diamantes de Austin. No mesmo ano é campeão da Taça Cidade Nova Iguaçu ao vencer o Atlético Clube Aliados. Em 1994, perde o título do Campeonato Iguaçuano para o Atlético Clube Horizonte na final. A sua estreia em âmbito profissional se deu no Campeonato Estadual da Terceira Divisão de Profissionais de 1997, quando ficou em quinto lugar na classificação geral.

Depois dessa experiência, o clube não mais se aventurou nas disputas de âmbito profissional, paralisando suas atividades. Porém, um fato novo ocorre em 2009. A prefeitura da cidade promove uma parceria com o Grande Rio Bréscia Clube para a disputa do Campeonato Estadual da Segunda Divisão.

O clube de Magé transfere toda a sua logística para Queimados, utilizando inclusive o uniforme do Queimados para a disputa, além do estádio Júlio Kengen para mando de suas partidas. Contudo, a parceria é logo desfeita. Em 2011, o clube retorna ao profissionalismo com o apoio da Prefeitura e da Secretaria de Esportes e Lazer.

Na primeira fase da competição disputa o Grupo “B”. Fica em primeiro em sua chave e se classifica juntamente com Duquecaxiense Futebol Clube e Grêmio Mangaratibense. São eliminados Nilópolis Futebol Clube, Esporte Clube Rio São Paulo e Futuro Bem Próximo Atlético Clube. Na segunda fase disputa o Grupo “I” mas acaba eliminado ficar na lanterna.

Se classificam Centro Esportivo Yasmin e Duquecaxiense Futebol Clube. O Serrano Foot-Ball Club também é eliminado, apesar de favorito. Em 2012, participa do Grupo “A”. Ao final da primeira fase se classifica em terceiro sendo superado por Clube Atlético da Barra da Tijuca e Villa Rio Esporte Clube. O Barcelona Esporte Clube também se habilitou à segunda fase.

Nesta, o Queimados novamente se habilita no Grupo “E” ao ficar em segundo, atrás somente do São Gonçalo Esporte Clube. São eliminados Clube de Futebol São José e São Gonçalo Futebol Clube. Na terceira fase, a anterior às semifinais, o Alvinegro é eliminado ao ficar na lanterna do Grupo “I” que classificou Clube Atlético da Barra da Tijuca e Paduano Esporte Clube. O São Pedro Atlético Clube também foi eliminado.

Foi sofrido, com direito a muita emoção e drama, mas o Queimados FC garantiu acesso à Série B do Campeonato Carioca 2014, ao vencer o Barcelona, de virada, por 2 a 1, no estádio Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu, e ratificou a tão sonhada vaga na segunda divisão do futebol do Rio de Janeiro junto com Miguel Couto, São Gonçalo FC e Mangaratibense.

 

Fontes: Wikipédia – Arquivo Pessoal – Revista O Malho

 
Campeonato Paraense 2015
Participantes
Águia (Águia de Marabá Futebol Clube) - Marabá
Bragantino (Bragantino Club do Pará) - Bragança
Cametá (Cametá Sport Club) - Cametá
Castanhal (Castanhal Esporte Clube) - Castanhal
Gavião Kyikatejé (Gavião Kyikatejé Futebol Clube) - Bom Jesus do Tocantins
Independente (Independente Atlético Clube) - Tucuruí
Izabelense (Atlético Clube Izabelense) - Santa Isabel do Pará
Parauapebas (Parauapebas Futebol Clube) - Parauapebas
Paysandu (Paysandu Sport Club) - Belém
Remo (Clube do Remo) - Belém
São Raimundo (São Raimundo Esporte Clube) - Santarém
Tapajós (Tapajós Futebol Clube) - Santatém
Tuna Luso (Tuna Luso Brasileira) - Belém
Vênus (Vênus Atlético Clube) - Abaetetuba

1ª Fase

08/11/2014 - 1ª Rodada
Parauapebas 4x0 Tapajós

09/11/2014 - 1ª Rodada
São Raimundo 1x1 Castanhal
Gavião Kyikatejé 1x1 Tuna Luso
Vênus 2x1 Izabelense

12/11/2014 - 2ª Rodada
Bragantino 0x1 São Raimundo
Castanhal 1x1 Gavião Kyikatejé
Izabelense 2x1 Parauapebas
Águia 4x2 Vênus

15/11/2014 - 3ª Rodada
Tapajós 1x0 Izabelense

16/11/2014 - 3ª Rodada
Tuna Luso 1x0 São Raimundo
Parauapebas 2x0 Águia
Castanhal 4x1 Bragantino

22/11/2014 - 4ª Rodada
São Raimundo 1x1 Gavião Kyikatejé

23/11/2014 - 4ª Rodada
Vênus 0x0 Parauapebas
Bragantino 1x0 Tuna Luso
Águia 2x3 Tapajós

26/11/2014 - 5ª Rodada
Tapajós 0x0 Vênus
Gavião Kyikatejé 1x0 Bragantino
Izabelense 3x0 Águia
Tuna Luso 1x1 Castanhal

Classificação
Grupo A1                       PTS   J   V   E   D  GP  GC  SG  MPTS
 1.Parauapebas                   7   4   2   1   1   7   2   5  1,750
 2.Tapajós                       7   4   2   1   1   4   6  -2  1,750
 3.Izabelense                    6   4   2   0   2   6   4   2  1,500
 4.Vênus                         5   4   1   2   1   4   5  -1  1,250
 5.Águia                         3   4   1   0   3   6  10  -4  0,750

Grupo A2                       PTS   J   V   E   D  GP  GC  SG  MPTS
 1.Castanhal                     6   4   1   3   0   7   4   3  1,500
 2.Gavião Kyikatejé              6   4   1   3   0   4   3   1  1,500
 3.Tuna Luso                     5   4   1   2   1   3   3   0  1,250
   São Raimundo                  5   4   1   2   1   3   3   0  1,250
 5.Bragantino                    3   4   1   0   3   2   6  -4  0,750

1ª Fase - Semifinal

30/11/2014 - Jogo Único
Parauapebas 0x0 Gavião Kyikatejé [Pen 5-3]
Castanhal 0x0 Tapajós [Pen 5-6]

1ª Fase - Final

06/12/2014 - Jogo Único
Parauapebas 1x1 Tapajós [Pen 4-2] 

Parauapebas, Tapajós, Gavião e Castanhal classificados para a próxima fase.
Paysandu, Remo, Cametá e Independente já estavam classificados.

Artilheiro da 1ª Fase: Toniel (Vênus) com 4 gols.
 

O primeiro título de grande expressão no futebol, da Seleção Brasileira aconteceu no Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919. A terceira edição da competição foi realizada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), no Estádio das Laranjeiras. Naquela na época o estádio era o maior da America Latina, com capacidade para 25 mil espectadores – aconteceu no dia 11 de maio de 1919, n a presença de personalidades da política – entre elas o presidente da República, Delfim Moreira -, das artes e do esporte.

A competição contou com a presença de quatro seleções: Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. O regulamento era bem simples com as seleções se enfrentando em turno único. A Seleção Brasileira foi a campeã.

História

O ano de 1919 foi memorável na história do futebol brasileiro. Pela primeira vez, o país organizaria um torneio da modalidade esportiva de nível internacional. Nem a epidemia de gripe espanhola tirou a felicidade dos brasileiros, em especial os cariocas. A cidade do Rio de Janeiro abrigou o 3º Campeonato Sul-Americano de Seleções de Futebol e para isso foi construído o Estádio das Laranjeiras do Fluminense.

As delegações de Argentina, Chile e Uruguai desembarcaram no cais da Praça Mauá, seriam recepcionados no Clube São Cristóvão e hospedados no Hotel dos Estrangeiros. A festa teve seus contratempos, o Uruguai teve a infelicidade de presenciar o falecimento do seu goleiro reserva Roberto Chery, vitima de uma apendicite aguda.

A realização do III Campeonato Sul-Americano de Futebol, na cidade do Rio de Janeiro, foi coroada de êxito: a convocação dos jogadores, horários de treinos marcados com tendência, tudo correu dentro da melhor organização. A comissão técnica escolhida pela CBD era formada por Amílcar Barbuy, Anrnaldo Silveira, Mario Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Por pouco uma entrevista bombástica de Sylvio Lagreca ao jornal A Gazeta não cria um clima de desunião. Nesta entrevista, Lagreca afirmava que a comissão técnica não escalava os melhores jogadores, por interesses políticos. Pior do que isso, dizia que determinados companheiros não tinham qualquer condição técnica de estar na seleção Brasileira. Dois dias depois, em entrevista ao mesmo jornal, membros da comissão técnica e outros jogadores desmentiam Lagreca; com isso, o caso não alcançou grandes proporções.

Título

Em sua estreia, o Brasil venceu o Chile pelo placar de 6 a 0. O estádio, que segundo os cálculos dos seus engenheiros só atingiria a lotação de 25 mil espectadores dentro de algumas décadas, ficou pequeno. Alem da lotação esgotada, quase 10 mil espectadores assistiram a partida em cima de uma pedreira ou em arvores e muros, ou seja, de qualquer lugar em que pudessem observar os movimentos dos jogadores.

Contra os Argentinos, a seleção deu um verdadeiro show de bola. O destaque da partido ficou por conta de Amilcar Barbury. Aos 13 minutos do segundo tempo, ele recebeu a bola na intermediaria; percebendo que o goleiro Isola se encontrava adiantado, bateu com inteligência por cobertura, e a bola entrou no angulo esquerdo do goleiro, para delírio dos torcedores.

Veio a partida contra os uruguaios, que jogam de luto pelo falecimento do seu goleiro Roberto Chery, durante procedimento cirúrgico após um choque com um atacante chileno durante a competição. A partida terminou empatada em 2 a 2. O destaque da partida foi o atacante Neco, que levou a Seleção ao empate apos estar perdendo por 2 a 0.

Os uruguaios venceram os chilenos por 2 a 0, sendo necessária a realização de uma partida de desempate contra os brasileiros para definir o campeão. O jogo aconteceu no dia 29 de maio e tornou-se um marco na historia do futebol brasileiro. O governo decretou ponto facultativo nas repartições publicas, os bancos e as principais casas comerciais ficaram fechados. Para se ter uma ideia, o jogo estava marcado para as 14 horas, mas as 9 horas já tinha gente chegando as Laranjeiras.

O governo decretou ponto facultativo nas repartições públicas, os bancos e as principais casas comerciais ficaram fechados. Para se ter uma ideia, o jogo estava marcado para as 14 horas, mas às 9 horas já tinha gente chegando ao Estádio das Laranjeiras. A partida terminou empatada em 0 X 0, no seu tempo normal.

Veio a disputa da prorrogação. A partida continuava equilibrada, com lances de perigo acontecendo a todo instante. Fim da prorrogação e o placar não se alterou. Por mais incrível que possa parecer, houve necessidade da segunda prorrogação de 30 minutos. Os jogadores, extenuados pelo desgaste físico e emocional, se arrastavam em campo.

Aos 3 minutos, Neco invade pelo lado direito perseguido por Foglino, já quase na linha de fundo cruza para Heitor, que chuta para o gol. Saporiti defende parcialmente, a bola cai nos pés de Friedenreich, que fuzila a meia altura e a bola morre no fundo das redes.
No segundo tempo, as equipes se arrastaram sem nada produzir. O Brasil era campeão sul-americano, e Friedenreich foi transformado em herói nacional. Ganhou o apelido de “El Tigre” por parte dos uruguaios.

Arthur Friedenreich

Fontes: Wikipédia – Revista O Malho

 


 

O Torneio Início de 1919 contou com a participação de 10 clubes: América , Andarahy, Bangu, Botafogo, Carioca, Flamengo, Fluminense, Mangueira, São Cristóvão, Villa Izabel. A competição foi promovida pela Associação de Cronistas Desportivos e patrocinado pela  Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). O torneio foi realizado no dia 04 de abril de 1919, no Estádio Passaindu, na Rua Paissandu, em Laranjeiras.

Fonte: Revista O Malho

 

Corcovado Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe alvianil foi Fundado no dia 1º de Outubro de 1909, a sua sede ficava no Bairro do Jardim Botânico, depois Gávea (anos 20) e por fim Leblon. O clube participou de várias ligas menores. Após um período de declínio, o Corcovado foi reorganizado em 23 de maio de 1937, mas não durou muito tempo até fechar as portas!

Fontes: Revista O Malho – O Imparcial – A Notícia – A Batalha

 

O Dous (Dois) de Junho Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro. O Grêmio Tricolor, foi Fundado no dia 03 de Junho de 1912, teve a sua sede no bairro do Caju e depois na Rua São Luiz Gonzaga, no Bairro de São Cristovão, nos anos 20.

O Dous de Junho F.B.C. participou do Campeonato ‘Não oficial’ da Liga Metropolitana de Sports Terrestres (LMST) em 1928, ficando na chave ‘Serie Emanuel Coelho Netto‘. No final o campeão foi o Sport Club América, do Lins de Vasconcelos. O Grêmio Tricolor também  participou de ligas menores como a Alliança Sportiva Carioca (ASC), onde disputou o Torneio Início e o Campeonato desta liga.

Fontes: Jornal O Malho – O Imparcial – Rsssf Brasil

 

Encontrar novidades é algo que sempre me dá uma satisfação impar. Agora, quando é uma descoberta que há muito tempo procurava… Aí a felicidade é ao cubo. Após o amigo e membro Auriel de Almeida ter descoberto o escudo do Progresso Football Club, hoje foi a minha vez de encontrar o time que deu origem a agremiação: Parc-Royal Foot-Ball Club.

Fundado no dia 03 de agosto de 1914, por funcionários do ‘Armazéns Parc-Royal’, o primeiro nome do time era: Parc-Royal Foot-Ball Club. Com fim da relação com a casa comercial, no dia 27 de fevereiro de 1917, o time torna-se independente e muda o nome para Progresso Football Club, sob a presidência de Carlos Lopes.

Sedes

A agremiação passou por várias sedes. No começo o seu campo ficava no Andaraí. Em 1916, jogava na Praça Marechal Deodoro da Fonseca (antigo campo do São Cristóvão AC).

Em 1917, já atuava no campo da Rua João Rodrigues, no Bairro Engenho Velho (na estação de São Francisco Xavier – Tijuca). Em 24 de fevereiro de 1918, a sua Sede se transferiu para a Rua da Carioca, 77 – 2o andar – Centro (RJ). Por fim, em 1924, mandou os seus jogos no campo da Rua Morais e Silva (foi o 1º campo do C.R. Vasco da Gama), na Tijuca (atualmente Maracanã).

Segunda Divisão do Rio

A história do clube nas competições começou em 1917, quando debutou no Campeonato Carioca da Segunda Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Ainda participou de duas edições: 1918(3º lugar), 1919 (6º lugar), 1920 (7º lugar), 1921 (último lugar da chave) e 1922 (3º lugar).

Com uma outra nomenclatura, mas continuando sendo a Segundona, terminou na 7ª colocação do Campeonato Carioca, Série A, da Segunda Divisão, de 1923 .

Elite do futebol carioca: Primeira e única vez

Disputou pela primeira e única vez o Campeonato Carioca da 1ª Divisão em 1924 (LMDT). Contudo, a campanha não foi o esperado. Pela Série B Já que nos 14 jogos, o Progresso não venceu nenhuma partida. Foram dois empates e 12 derrotas; marcando 11 gols e sofrendo 32, com saldo negativo de 21. Com esse resultado a equipe terminou na 8ª e última colocação da Série B.

Os resultados:

1º de Junho         -              Esperança           3             x             2             Progresso

08 de Junho        -              Bonsucesso        3            x             1             Progresso

15 de Junho        -              Metropolitano      2             x             0             Progresso

29 de Junho        -              Progresso            0             x             2             Americano FC

06 de Julho         -              Progresso            3             x             4             Fidalgo

13 de Julho         -              São Paulo-Rio    2             x             0             Progresso

20 de Julho         -              Confiança            2             x             0             Progresso

10 de Agosto       -              Progresso            1             x             2             Metropolitano

24 de Agosto       -              Progresso            2             x             2             Esperança

31 de Agosto       -              Progresso            1             x             2             Confiança

07 de Setembro -              Progresso            1             x             1             Bonsucesso

14 de Setembro -              Americano FC     3             x             0             Progresso

26 de Outubro     -              Fidalgo                 4             x             0             Progresso

02 de Novembro -              Progresso                            WO-0                     São Paulo-Rio

 

No ano seguinte, de acordo com o jornal Correio da Manhã, de 29 de maio de 1925, foi multado em 100$ de acordo com o artigo 26 do regulamento, o que acarretou na sua suspensão pelo resto da temporada.

Fontes: Arquivo Pessoal – Livro Camisas do Carioca, do autor Auriel de Almeida – Revista O Malho –  jornal Correio da Manhã

 

O Satellite Sporting Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). Fundado  no dia 31 de outubro de 1913, a equipe disputou o Campeonato Amazonense da Segunda Divisão, organizado pela Liga Amazonense de Foot-Ball, em 1914, 1915, 1916 e 1917. Contudo, o Satellite não teve nenhum destaque. A sua Sede ficava localizada na Rua Barroso, 30 – Centro – Manaus (AM).

 

Fontes: Revista O Malho – Blog do Marcão

 

A Seleção Carioca (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres – LMDT) posada na foto (Essa liga existiu entre os anos de 1917 a 1924). Na parte de baixo uma das poucas fotos do Estádio da Paissandu, que ficava localizado na Rua Paissandu (cerca de 300 metros do Palácio Guanabara, que fica ao lado do Fluminense F.C.). Primeiro o estádio era do Paysandu Cricket Club – campeão carioca de 1912. Após 1914, quando o Paysandu C.C. abandonou o futebol o Estádio passou a ser do C.R. Flamengo (seu primeiro estádio).

Fontes: Arquivo pessoal – Revista O Malho

 

Encontrei uma foto posada do Ipanema Foot-Ball Club de Belo Horizonte (MG). Na legenda, na parte de baixo, destaca a equipe como a campeã do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de 1915. Na parte de cima, tem uma foto do time posado do Pouso Alegre Foot-Ball Club, aparentemente era rubro-negro, da cidade de Pouso Alegre (MG).

Fontes: Revista O Malho

 

Aproveitando a bela foto encontrada pelo amigo e membro Cícero Urbanski redesenhei de 1913, um ano antes da sua fundação, do Villa Isabel Foot-Ball Club. O clube alvinegro da foi Fundado numa quinta-feira, do dia 02 de Maio de 1912, ficava localizado no Bairro de Vila Isabel, terra de Noel e Martinho da Vila.

O Villa surgiu graças aos funcionários da antiga fábrica Confiança (atual Supermercado Extra – Boulevard) e moradores do casario existente até hoje conhecido como antiga vila operária. A equipe começou mandando os seus jogos na Praça 7 de março (hoje Praça Barão de Drummond). Depois atuou no Jardim Zoológico de Vila Isabel (hoje Recanto do Trovador), a 800 metros da Praça 7 de Março.

Curiosidades

Foi Villa Isabel Foot-Ball Club que realizou o primeiro jogo noturno da América Latina, em 1914. O jogador mais famoso de Vila Isabel foi Amarildo, o ‘Possesso‘ que também jogou por Botafogo e Flamengo e por alguns clubes da Europa, sendo Bicampeão mundial pela Seleção Brasileira, na Copa do Chile, em 1962.
Teve oito participações no Campeonato Carioca: 1917,1918,1919,1920,1924,1926,1927 (melhor posição, 7º lugar) e 1928.

Na Segundona disputou sete vezes: 1913,1915,1916,1921,1922,1923 e 1925.

E na Terceirona em 1914, onde se sagrou campeão. Além desse título também conquistou dois canecos no Estadual da Série B em 1921 e 1925.

  

Fontes e Fotos: Blog Língua Solta Futebol Clube – Acervo pessoal – Revista O Malho

 

A FUNDAÇÃO

Há cerca de um século atrás, mais precisamente em 4 de Janeiro de 1915 foi fundado o Sport Club Palmeiras de Florianópolis.

Certamente a inspiração foi a A.A. Palmeiras de São Paulo, já que o time florianopolitano também adotou as cores alvinegras.

A maioria dos fundadores era dissidente do famoso Club Sportivo Florianópolis, o que deu ao novo clube, bastante força já no início de sua jornada.

Sua primeira diretoria ficou assim constituida:

Presidente: Eugenio Bruck

Vice-presidente: Elpidio Silva

1º Secretário: José Tolentino de Souza

2º Secretário: José Diniz

1º Thesoureiro: Pedro Gonçalves

2º Thesoureiro: Gentil Silva

Orador: Oswaldo Mello

Captain-geral:Daniel Guedes.

 

O PRIMEIRO ABALO

Em Abril de 1915, ocorreu o primeiro abalo na trajetoria do clube, que foi a renuncia do seu presidente Eugenio Bruck, que tinha idéias de vanguarda na época, como a criação de uma Liga.

Por motivos pessoais, ele deixou Florianópolis para dar sequencia aos estudos, tornando-se posteriormente, um dos principais  agronomos do Estado. Sua sucessão envolveu muita discussão e por pouco o clube não sofreu uma debandada de sócios.

OS PRIMEIROS CLÁSSICOS CONTRA O C.S. FLORIANÓPOLIS

O S.C. Palmeiras, graças aos excelentes jogadores que tinha, apesar de alguns serem bem novos, mostrou-se um rival á altura do C.S. Florianópolis, que havia sido fundado em 1914 e desde então dominava o futebol da capital.

Eis os jogos:

21/4/15 SCP 2×2 CSF

16/5/15 SCP 3×5 CSF

8/8/15 SCP 7×5 CSF

5/9/15 SCP 2x3 CSF

20/9/15 SCP 2x4 CSF

Ilustração

1916: UM ANO RUIM

O ano de 1916 foi ruim para o Palmeiras. Houve perda de jogadores e os que ficaram desanimaram um pouco dos jogos e treinos. Para piorar a situação, as obras de construção de seu campo, na Rua Bocayuva, que estavam muito atrasadas, custaram a vida de dois operários que morreram soterrados.

O acirramento da rivalidade com o Florianópolis, os desentendimentos entre seus próprios diretores e a falta de um local adequado para a realização de treinos e jogos prejudicou muito a vida do clube.

Eis os jogos:

14/7/16 SCP 3x7 INTERNATO

8/10/16 SCP 1×2 CSF

15/10/16 SCP 2x4 CSF

5/11/16 SCP 2x3 CSF

26/11/16 SCP 1x3 CSF

1917: SEM CAMPO E SEM JOGOS

O ano de 1917 foi ainda pior para o Palmeiras que não conseguiu ver terminada a construção de seu campo e não realizou um único jogo sequer. Houveram algumas tentativas de jogos contra o Internato mas nenhum se confirmou. Ao menos as relações com o C.S. Florianópolis melhoraram quando os dois times se juntaram para formar dois mistões que se enfrentaram num jogo beneficente em prol das famílias dos operários mortos.

A diretoria trabalhou para tentar organizar melhor o clube elaborando os estatutos e aumentando o valor das mensalidades para sanar algumas dividas, porém, o fim parecia próximo.

1918: O FIM DEFINITIVO

A crise instalada em 1916 não pode ser contornada pelos sócios do clube, mesmo em meio á algumas tentativas de recolocar o time em campo e compor uma diretoria que fosse do agrado de todos.

Num ultimo ato, ocorrido em abril de 1918, foi eleita uma nova diretoria, conforme abaixo, porém, depois disto, nada mais se falou á respeito do clube, que depois de um inicio promissor, deixou o cenário esportivo silenciosamente.

Presidente: Achilles W. dos Santos

Vice-presidente: João Baptista da Costa Pereira

1º Secretário: José Tolentino de Souza

2º Secretário: Ernesto de Souza Medeiros

1º Thesoureiro: Arão Cunha

2º Thesoureiro: Altamiro Guimarães

Captain geral: Paulo Gouvêa.

 

 

“Andarahy, um pouco de história e estória …”

Fundado no subúrbio carioca do mesmo nome, no dia 9 de novembro de 1909, o ANDARAHY ATLÉTICO CLUB foi um dos clubes que deixou marcada sua presença nos tempos heroicos do futebol carioca.

De suas fileiras suburbanas saíram alguns jogadores de valor para o futebol do Rio antigo.

E, entre outras coisas, se conta a história de um sapo enterrado no campo do Vasco, por uma figura “folclórica” do clube Arubinha. Esse sapo foi vingança da gente do Andarahy, depois de um revés em 1937,  no 2º Turno, para o Vasco, por 12 a 0.

Nessa temporada o Andarahy foi o último colocado no Campeonato da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, ano da pacificação nacional.

Seria também o último campeonato em que o velho Andarahy tomaria parte na Divisão Maior do futebol carioca.

Curioso que de um modo geral, na era das cisões, o Andarahy esteve sempre junto com o Vasco, na mesma Liga.

Mas, o fato é que depois dessa “praga”, o Vasco somente seria campeão carioca depois de um longo jejum, em 1945.

O Andarahy iniciou sua participação em Campeonatos da cidade do Rio de Janeiro, em 1916 na então Liga Metropolitana de Sports Athléticos. Nessa temporada o América foi campeão carioca e o clube do subúrbio ficou colocado em penúltimo lugar, com 10 pontos ganhos e 14 pontos perdidos.

Mas, conseguiu a façanha de derrotar o campeão por 1 a 0, no returno, assim como venceu o Botafogo por 3 a 2, e o Fluminense por 2 a 1.

O Andarahy jamais conseguiu derrotar o Vasco da Gama na sua passagem pelo futebol carioca em campeonatos oficiais.

 

Fonte: texto extraído do jornal Popular da Tarde, dos anos setenta. Obs: O texto não traz o nome do autor.

 

Encontrei uma foto muito bacana da Revista Sport Ilustrado, destacando o jogador Caroti do Andarahy Athletico Club, em 20 de agosto de 1921. Além da foto o que chama a atenção é um escudo diferente da equipe alviverde do Andaraí.

Agremiação foi Fundada no dia 09 de novembro de 1909. Seu campo estava localizado na Rua Prefeito Serzedello Correa (atual Rua Barão de São Francisco), que em 1960 foi vendido ao América e nos anos 90 foi trocado para a construção do Estádio Giulitte Coutinho, no Distrito de Edson Passos, em Mesquita. Atualmente, o campo do Andarahy é um shopping, no bairro do Andaraí, na Zona Norte da cidade.

Foi um clube carioca de grandes campanhas, ganhou o Torneio Início do Campeonato Carioca de 1924 e foi vice-campeão carioca em 1921 e 1934, e 3º colocado no Campeonato Carioca em 1924, e 1933. Com a união da FCF e da FMD em 1937, o clube deixa o Campeonato Carioca para sempre.

 

Fonte: Arquivo pessoal – Revista Sport Ilustrado

 

Após o sucesso, o município de Cuité (PB), recebeu outro presente. Três meses depois, outra equipe cuiteense ganharia destaque. O Esporte Clube Cultural de Cuité foi convidado para participar do Torneio “Mistão-70″, organizado pela Liga Campinense de Futebol, em protesto a FPF (Federação Paraibana de Futebol), pelos preços e organização do certame paraibano daquele ano, Campinense e Treze desistiriam de disputar o campeonato, assim criaram o torneio que contou com presença de equipes amadoras do Agreste Paraibano.

O primeiro confronto válido pelo torneio entre as equipes do Esporte Clube Cultural de Cuité ante o Campinense Clube seria no dia 20 de junho de 1970, no Estádio Pedro Viana. Outra vez uma grande festa foi organizada para receber o esquadrão rubro-negro campinense que estava formando um “embrião” para uma futura conquista do Pentacampeonato Paraibano de 1971 a 1975.

A equipe cartola era conhecida popularmente no meio esportivo como equipe do “Zé Pinheiro”, já que a maioria do elenco era formada por jogadores das categorias de base do clube localizados no Estádio Municipal Plínio Lemos, no Bairro de José Pinheiro, em Campina Grande. A partida terminaria com o placar de 1 x 0 para o Campinense, em um jogo mais duro em relação ao amistoso contra o Expressinho em março.

As duas equipes voltariam a se encontrar em 25 de julho, no Estádio Plínio Lemos em Campina Grande, no segundo turno do torneio. Este com o placar mais elástico a favor da “Raposa”, 5 x 2. Os gols do Esporte Clube Cultural foram anotados por Toinho aos 34 do 1º tempo e Orlando aos 27 do 2º tempo.

O terceiro encontro entre as duas equipes foi no dia 23 de agosto válido pelo 3º turno do torneio.

A partida foi realizada no Estádio Pedro Viana, esta com maior expectativa do público, já que o Esporte Clube Cultural vinha de bons resultados dentro e fora de seus domínios, aguardada com ansiedade pela torcida, afim de lograr um grande resultado diante do Campinense Clube, já que este mesma equipe conseguiu um resultado heroico diante do Treze Futebol Clube, no Estádio Presidente Vargas em Campina Grande de 1 x 1 no dia 5 de julho com gol de Ari.

Mas para a frustração do grande público presente, a partida terminou com o placar de 3 x 0 para a Raposa, com gols anotados por Erasmo (dois) e Bidoreco. No fim do Torneio Mistão-70 o Campinense Clube sagrou-se campeão.

Este com certeza foi um dos maiores anos do futebol cuiteense em toda sua história, grandes partidas com equipes de todo o Estado, levando o nome de Cuité para todo o estado da Paraíba e o Nordeste.

Campeonato Paraibano Misto

1970

Taça Dagoberto Pimentel

Período: de 17 de maio a 27 de setembro de 1970

 

Participantes

América Futebol Clube (Esperança)

Atlético Futebol Clube (Campina Grande)

Atlético Clube Tabajara (Alagoa Grande)

Campinense Clube

Esporte Clube Cultural de Cuité

Treze Futebol Clube

TURNO

 

 

17/mai

Cuité 1 – 3 Treze

Atlético 3 – 2 Tabajara

Campinense 4 – 0 América

 

24/mai

Tabajara 1 – 1 Cuité

América 0 – 0 Treze

Campinense 2 – 1 Atlético

 

31/mai

Cuité 0 – 1 Campinense

 

02/jun

Treze 5 – 1 Tabajara

 

07/jun

Cuité 1 – 0 América

Tabajara 0 – 0 Campinense

 

09/jun

Treze 1 – 1 Atlético

 

13/jun

Campinense 2 – 1 Treze

 

14/jun

América 1 -1 Tabajara

Atlético 6 – 1 Cuité

 

12/jul

América 0 – 0 Atlético

 

Pontos

 

Campinense   7

Treze           6

Atlético        5

América        3

Cuité            3

Tabajara       2

 

RETURNO

 

 

05/jul

Treze 1 – 1 Cuité

Tabajara 3 – 0 Atlético

América 1 – 5 Campinense

 

08/jul

Treze 1 – 1 América

Campinense 2 – 0 Atlético

 

12/jul

Cuité 2 – 0 Tabajara

 

13/jul

Atlético 1 – 0 América

Tabajara 0 – 1 Treze

 

18/jul

Atlético 1- 1 Cuité

América wo Tabajara

 

22/jul

Treze 4 – 1 Atlético

Campinense wo Tabajara

 

25/jul

Campinense 5 – 2 Cuité

 

28/jul

Treze 4 – 3 Campinense

Cuité 0 – 0 América

 

 

Pontos

Treze           8

Campinense   8

América        4

Cuité            4

Atlético        3

Tabajara       2

 

III TURNO

 

 

09/ago

Treze 2 – 0 Cuité

América 0 – 1 Campinense

Tabajara 1 – 0 Atlético

 

19/ago

Campinense 4 – 0 Atlético

América 0 – 0 Treze

Tabajara 1 – 0 Cuité

 

23/ago

Cuité 0 – 3 Campinense

Tabajara 1 – 1 Treze

Atlético 1 – 2 América

 

26/ago

Campinense 5 – 0 Tabajara

Atlético 1 – 6 Treze

América 2 -1 Cuité

 

30/ago

Campinense 0 – 2 Treze*

América 1 – 1 Tabajara

Cuité 2 – 2 Atlético

(Pela regra do torneio cada clube somente podia escalar 5 atletas profissionais. O Treze escalou um número não permitido e por causa disto perdeu os pontos da partida e a chance de vencer o turno.)

 

Pontos

 


Campinense   8

Treze           8

América        6

Tabajara       6

Cuité            1

Atlético        1

 

FINAIS

16/set
Treze 2 – 1 Campinense

 

20/set

Campinense 2 – 0 Treze

 

27/set

Campinense 1 – 0 Treze

 

 

Classificação Geral

 

Campinense   27

Treze           24

América        13

Tabajara       10

Atlético        09

Cuité            08

 

Fotos e Fontes: Pesquisador Júlio Cesar Gomes de Oliveira - Blog História de Cuité – Rsssf Brasil

 

O pequeno município paraibano de Cuité, localizado a 235 km da capital João Pessoa, viveu um momento inesquecível no dia 29 de março de 1970. Pela primeira vez uma equipe profissional se apresentava naquele município com pouco mais de 19 mil habitantes.

O Campinense Clube, que teve uma temporada bem corrida, com participações no Mistão-70, Copa Nordeste, torneios e amistosos com equipes amadoras e profissionais em várias partes do Estado e do Nordeste, enfrentou o Expressinho Esporte Clube Recreativo (Fundado em dezembro de 1968).

Campinense Clube

A partida aconteceu no antigo e saudoso Estádio Municipal Pedro Viana, que na época era cercado por avelóz. No final, o Campinense se impôs goleando pelo placar de 5 a 0. Apesar do marcador, foi um evento inesquecível para a população cuiteense, uma grande festa foi organizada, e um grande público compareceu para prestigiar a peleja.

 

Fotos e Fontes: Felipe Feitosa – Blog História de Cuité

 

O São Bento Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Bayeux (PB). A sua Sede fica localizada na Avenida da Liberdade, 1.564 – Centro, enquanto o seu campo fica no Bairro de São Bento, em Bayeux. O clube alvirrubro se aventurou no futebol profissional no começo dos anos 90.

Em 1992, 1993 e 1994 o São Bento disputou o Campeonato Paraibano da Segunda Divisão, mas sem êxito. Devido a precariedade do seu campo, a equipe alvirrubra mandou os seus jogos no Estádio Municipal Lourival Caetano.

 

Fontes: Bayeux News – PB - Rsssf Brasil – Felipe Feitosa

 

O Manáos Atletic Club foi uma agremiação da cidade de Manaus (AM). Fundado no dia 23 de junho de 1908 por comerciantes, bancários e engenheiros de firmas inglesas espalhadas pela cidade. Suas cores eram azul marinho e branco.

Além do futebol, o clube também se dedicava a outros esportes apreciados pela comunidade britânica como tênis e o críquete. Mas foi através do esporte bretão que o tornou conhecido e respeitado, pois o Athletic foi o melhor time de futebol que ouve no Amazonas no inicio do século XX.

A primeira notícia estampada na imprensa local de um jogo da equipe inglesa foi o confronto que o Manáos Athletic realizou, no dia 4 de março de 1909, contra a tripulação do cruzador britânico “Pelorus” que se encontrava atracado no porto de Manaus. A partida realizou-se na Praça Antonio Bittencourt e terminou com uma goleada de 7×0 do “Pelorus” sobre os anglo-manauaras.

O seu campo oficial era o Bosque Municipal, localizado na atual Avenida Constantino Nery. O Athletic era praticamente imbatível, mas vez ou outra um time de manauenses conseguia o feito de derrotar os Ingleses dentro de seu campo o que merecia grande destaque na imprensa local.

Durante sua trajetória, o clube revelou grandes talentos para o futebol amazonense. Entre eles se destacaram os atacantes Bolívar Purcell, Cunningham, Gorvin, Burns e Barton.

No dia 6 de janeiro de 1914 era fundada, na sede social do Manáos Athletic, a Liga Amazonense de Football que logo organizou o 1º campeonato local cujo titulo foi conquistado pelo Athletic, que repetiu o feito no ano seguinte (1915), tornando-se bicampeão amazonense de futebol.Logo depois o clube extinguia seu time de futebol passando a se dedicar a outros esportes como tênis e beisebol. Ainda em 1923 se tem noticias da existência do clube.

Mas, devido à derrocada da borracha, e a crise econômica que isto gerou, muitos ingleses voltaram ao seu lugar de origem, entregando assim todo o patrimônio do antigo Manáos Athletic para as mãos dos amazonenses que assumiram o controle do clube, reformulando e batizando ele com uma nova determinação: Bosque Clube

O Bosque Clube existe até os dias de hoje, com sua sede no mesmo local onde existiu o antigo campo dos ingleses, sendo hoje o último remanescente do tradicional clube britânico.

 

Rivalidades

Durante os anos de atividade do time de futebol do Manáos Athletic (1908 a 1915), os ingleses tiveram três grandes rivais em campo: as equipes do Racing, Brasil e Nacional.

 

Um dos primeiros rivais do Athletic foi o Racing, clube pioneiro do futebol amazonense que foi fundado em 1906 pelo maranhense José Conduru Pacheco. Essa rivalidade teve origem no ano de 1910, quando os times realizaram memoráveis duelos, com destaque na imprensa e a grande presença de público.

Em um dos confrontos realizados no dia 22 de maio do mesmo ano, ocorridos no campo do time manauense (a Praça Floriano Peixoto), os ingleses não se intimidaram e golearam os donos da casa por 7 a 1, sendo que o principal destaque da partida foi o atacante Bolívar Purcell, que marcou cinco gols contra o time do Racing.

Outro importante rival foi a equipe do Brasil, clube fundado em 1909 pelo jovem Ulysses Reimar. Os dois times vinham se enfrentando desde 1909, mas foi o período de 1912 a 1913, que os confrontos ganharam contornos de uma rivalidade ferrenha.

 

Um dos principais jogos foi realizado no dia 15 de novembro de 1912, quando o Athletic goleou o Brasil por 6 a 2. Mas, logo depois, no dia 8 de dezembro, os brasileiros davam o troco, goleando os ingleses por 5 a 1. O último jogo entre ambos, aconteceu no dia 29 de junho de 1913, quando o Athletic novamente ganhou com facilidade do Brasil por 5 a 0.

Já seu outro e último rival foi o Nacional, fundado em janeiro de 1913 pelo jovem Manoel Fernandes da Silva e pelo professor Coriolano Durand. Os duelos entre os dois times eram bem equilibrados, pois os nacionalinos possuíam bons atletas como Cazuza, Paulo Mello e Cícero Costa, embora os Ingleses possuíssem também seus talentos como a dupla de atacantes Barton e Burns.

O ápice desse clássico ocorreu durante o campeonato Amazonense de 1914, quando os dois clubes decidiram o titulo no Bosque Municipal (atual Bosque Clube), saindo vitorioso o Manáos Athletic.

 

Ainda em 1913 os dirigentes dos principais clubes resolveram formar um selecionado local, composto pelos melhores jogadores manauaras, para enfrentar, numa série de jogos, o Manáos Athletic. Esse selecionado ficou conhecido como “Scratch Brasileiro”.

Em uma disputa em que se procurava avaliar qual era o melhor futebol jogado no norte do Brasil, se o ingles ou Brasileiro, a série de confrontos terminou empatada, pois nos cinco jogos realizados Bosque, o Athletic ganhou dois, empatou um e perdeu outros dois jogos.

 

Títulos

O Manáos Athletic foi o primeiro campeão da história do futebol Amazonense, levantando o titulo por dois anos consecutivos, 1914 e 1915. No campeonato de 1914, o clube inglês realizou a partida de abertura, no dia 1º de fevereiro, contra o Nacional, na qual acabaram derrotados pelos manauenses por 2 x 1. Mas, os ingleses acabaram reagindo e, meses depois, disputavam com o próprio Nacional a disputa pelo titulo. O jogo terminou com a vitória do Athletic por 3 x 2 e a conquista da Taça Gordon.

No dia 13 de dezembro de 1914 era realizada, no Bosque Municipal a grande festa de entrega do troféu e medalha aos campeões. Infelizmente, alguns dos jogadores do Athletic não puderam estar presentes devido ao fato dos mesmos terem sido convocados pelo exército britânico para defender, nas trincheiras da Europa, a Inglaterra contra a Alemanha

No campeonato de 1915, o Manáos Athletic voltou com o mesmo time do certame anterior. Mas, para alegria dos ingleses, o seu principal rival na corrida ao titulo, o Nacional, abandonou a competição na metade em protesto contra uma decisão da liga. Dessa maneira, o caminho ficou aberto para os britânicos que, na partida decisiva, derrotaram o Luso por 2×1, superando em número de pontos o Manáos Sporting, que ficou com o vice-campeonato.

Após a conquista do bicampeonato, a diretoria do clube inglês, devido a uma desavença com os dirigentes da liga, resolvem extinguir seu time de futebol. O ponto negativo da disputa deste titulo, foi o falecimento no meio do torneio, do jogador inglês Burnett,o que causou grande comoção entre seus companheiros de equipe. Devido a esse acontecimento, o campeonato foi paralisado por uma semana em sinal de luto.

 A tentativa do retorno

Mas, vez ou outra, os dirigentes do Manáos Athletic voltaram a organizar e colocar em campo (embora poucas vezes) o seu tradicional time. Isto aconteceu em 1917, quando o clube organizou um jogo beneficente entre o Athletic e o Rio Negro, cujo renda seria em beneficio dos soldados ingleses feridos em combate durante o conflito mundial. O jogo terminou comum a goleada dos Rio-Negrinos por 8×1, mostrando que o Manáos Athletic já não era mais o mesmo, pois a maioria de seus melhores craques já tinham partido para a Inglaterra.

Quatro anos depois, em 1921, novamente o Athletic organizava seu time em campo. Realizou alguns amistosos, entre eles um que perdeu por 5×1 para o Nacional, afirmando assim que seus anos de glória já haviam ficado muito para atrás, e que tentar revitalizá-lo seria uma tarefa inútil. Depois disso, nunca mais seus dirigentes se arriscaram em tentar novamente criar uma equipe competitiva.

 

Fontes: Wikipédia -  Jornal Correio do Norte 

 

O jornalista Carlos Zamith, que nos deixou em 2013, dedicou boa parte de sua vida à pesquisa sobre o futebol do Amazonas. O acervo, agora, é responsabilidade do analista de sistemas Carlyle Zamith, um dos três filhos de Carlos.

E em meio a textos e fotos do rico material dos Zamith há um Santos Futebol Clube. Não o de Pelé. O “xará” manauara do Alvinegro – que, na verdade, é azul e branco – foi extinto há 52 anos. Foram apenas 10 anos de atividade. Durante esse período participou de 08 (oito) Campeonatos Amazonenses: 1955, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1961 e 1962. Tempo suficiente para deixar o nome na história do futebol local com o título Amazonense de 1958.

Detalhe é que, mesmo com essa conquista, o Santos de Manaus é pouco conhecido na cidade, até por quem mora em Cachoeirinha, bairro da zona sul onde foi fundado, em 1952 – curiosamente, época em que o Peixe não tinha, nem de longe, a tradição de hoje.

A história do Santos foi contada por Carlos Zamith na coluna “Baú Velho” (que dá nome ao site com o acervo do jornalista), publicada no jornal “A Crítica”, de Manaus, em 14 de março de 1999. Fundado em 1º de maio de 1952 por “jovens desportistas” – e, dentre eles, torcedores do Alvinegro Praiano – o clube chegou à elite estadual em quatro anos.

Em 1958, após campanhas inexpressivas, o time azul e branco surpreendeu. Superou a concorrência dos tradicionais Fast, Nacional e São Raimundo, chegou à decisão e, com a vitória por 3 a 1 sobre o Guanabara, com gols de Pretinho, Silvino e Tucupi, o Santos se sagrou campeão pela primeira e única vez.

Dali em diante, a fonte secou. Segundo o historiador Francisco Carlos Bittencourt, o Santos vendeu seu principal jogador, o atacante Fabio Andrade, para quitar dívidas. Além disso, perdeu o técnico José Carlos Maranuá, que teria viajado ao Mato Grosso alegando que sua mãe estava doente para conversar com outros times – o presidente santista, Eugenio Ribeiro, descobriu que a mãe de Maranuá estava morta há tempos. Após seguidas campanhas ruins, a equipe acabou fechando as portas, em 1962.

Apesar do pouco tempo (em atividade) e das dificuldades, a grande força de vontade dos fundadores ajudou o Santos a chegar aonde chegou. Apesar das semelhanças, nosso Santos tinha o azul na camisa. Era um charme especial também fora de campo. Sabia que não seria fácil, mas o Santos quis deixar o nome marcado na história do futebol do Amazonas. E conseguiu. Infelizmente, poucas pessoas têm interesse na manutenção desse legado. Memória é importante, sim“, revelou Bittencourt.

 

 Fontes e Fotos: Baú Velho – Carlos Zamith – Carlyle Zamith

 

 

     VELÓDROMO PAULISTANO

Se situava na Rua da Consolação, entre as Ruas Martinho Prado e Olinda, na altura de onde hoje é a Rua Nestor Pestana, o Teatro Cultura Artística e a Praça Roosevelt.

O terreno pertencia à família Almeida Prado e teve origem numa pista para corridas de bicicletas, mandado construir no final do século 19, por Dona Veridiana da Silva Prado, membro da elite paulistana, em sua propriedade que ficava próxima à Igreja da Consolação. Com projeto do arquiteto Tommaso Bezzi, o velódromo foi inaugurado em 1892.

Sem o ar cosmopolita de grande metrópole que ostenta hoje, a São Paulo daquela época era ainda bastante provinciana e suas áreas de lazer eram vinculadas à aristocracia. O Veloce Clube Olimpic Paulista, ou velódromo, passou a ser o local onde a elite se encontrava para acompanhar as corridas de bicicletas, que eram moda na época

Foi a primeira sede do aristocrático Club Athletico Paulistano, que passou a usar o espaço como sede esportiva. Pouco tempo depois, no centro da pista de ciclismo, foi construído um campo de futebol e também uma arquibancada capaz de abrigar duas mil pessoas (ampliada depois para cinco mil). Foi desta maneira que o velódromo se tornou o primeiro estádio de futebol e palco das principais partidas realizadas na cidade de São Paulo.

Oficialmente inaugurado na data de 19 de outubro de 1901, o primeiro estádio da cidade abrigou a partida envolvendo Paulistas e Cariocas, com resultado final de 0 a 0.

Ali aconteceu a primeira partida do Campeonato Paulista do ano de 1902. O jogo se deu no dia 8 de maio de 1902, e o São Paulo Athletic Club derrotou o Club Athletico Paulistano pelo placar de 4 a 0.

Abaixo a ficha técnica do jogo:

São Paulo Athletic Club: Andrews, A.Kenworthy e G.Kenworthy. Heyecock, Wucherer e Biddell. H.S.Boyes, Brough, Charles Miller, Montandon e W.Jeffery.

Club Athletico Paulistano: Jorge de Miranda Filho, Thiers e Rubião. E.Barros, Olavo e Renato Miranda. B.Cerqueira, J.Marques, Álvaro Rocha, Ibanez Salles e O.Marques.

Árbitro: Antonio Casimiro da Costa

Os gols: Boyes (2) Jeffery e Charles Miller.

                                           Jornal o Estado de S. Paulo de 9 de maio de 1902

O São Paulo Athletic Club se sagrou campeão paulista daquele ano.

 

O Velódromo em 1905, por ocasião de uma partida entre C.A. Paulistano e São Paulo A.C.

 

                  MAPA DA REGIÃO ONDE SE SITUAVA O VELÓDROMO NO ANO DE 1905

OBS: No estádio havia uma placa em que se lia “proibido vaiar

 

Fontes:

Preservasp

Agência USP de Notícias

Wikipedia

Acervo Estadão

Ranking & Futebol

 

Contando com a colaboração do amigo e membro Rodrigo Santana… Segue mais um distintivo do Clube Atlético Ferroviário, da década de 40. A agremiação ficava na cidade Curitiba, estado do Paraná, surgiu no dia 12 de janeiro de 1930, na residência do ferroviário Ludovico Brandalise devido a cisão no Britânia Sport Club.

Fontes: Revista Sport Ilustrado – Wikipédia

 

O Ladário Atlético Clube é uma agremiação da cidade de Ladário (MS). Fundado na década de 20, a sua Sede fica localizado na Avenida 14 de Março, s/n – Centro de Ladário. Apesar das poucas informações, sabe-se que a equipe disputou o Campeonato Matogrossense de 1924, organizado pela Liga Sportiva Matogrossense (LSM).

Sede do clube

No Correio do Estado abordou que o Ladário e o Corumbaense decidiram o título, no domingo dia 20 de setembro de 1925. Contudo, não deu o resultado e apenas se limitou a dizer que o campeão seria definido pela Liga. A partir daí não foi encontrado mais nenhuma informação a respeito. Em 1926 o Ladário AC foi campeão pela LMSA.

Título Corumbaense de 1929

Em 1929, o Ladário decidiu o título do Campeonato Corumbaense diante do Riachuelo Football Club, precisando apenas do empate. E foi justamente o que aconteceu. Com o 1 a 1, o clube ladariense faturou o caneco. Contudo, a partida foi emocionante já que o Riachuelo vencia até o minutos finais, quando o árbitro W.Rabello marcou um pênalti a favor do Ladário, que por sua vez não desperdiçou.

A Classificação final:

1º        Ladário                      -           09 pontos;

2º        Riachuelo                 -           08 pontos;

3º        Corumbaense          -           04 pontos;

4º        Commercio               -           03 pontos.

 

Fontes e Foto: Correio do Estado – A Campanha – Correio de Corumbá - O jornal Tribuna

 

Contando com a colaboração do amigo e jornalista Felipe Feitosa, mais um time para a coleção dos aficionados. O Ponta Porã Esporte Clube foi uma agremiação da Cidade de Ponta Porã (MT). ‘A Fronteira‘ (sua alcunha), fundado nos anos 20, participou do Campeonato Matogrossense de 1929.

Organizado pela Federação Sportiva Matogrossense (FSM), com Sede em Corumbá, a competição contou com a presença de seis clubes, sendo quatro na Zona Sul:

Maracaju Football Club (Maracaju);

Ponta Porá Esporte Clube (Ponta Porã);

Aquidauana Football Club (Aquidauana);

Sport Club Campograndense (Campo Grande).

E pela Zona Norte:

Mirandense Football Club (Miranda)

e Corumbaense (Corumbá).

Curiosidades

O apelido do Ponta Porã Esporte Clube é referente a cidade homônima, que faz com a fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

Vale ressaltar que a cidade de Ponta Porã, atualmente, fica no Estado de Mato Grosso do Sul. Enquanto o clube existiu antes da divisão do estado que se transformou em dois: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no dia 11 de outubro de 1977 . Ao longo da sua existência o Ponta Porã E.C. disputou as competições dentro ou representando Mato Grosso.

 

Abaixo a reportagem na Revista Sport Ilustrado de junho de 1947, abordando o título do Torneio Relâmpago conquistado pelo Ponta Porã Esporte Clube.

Tratado de Tordesilhas

O limite da fronteira entre os países foi firmado em 1494, pelo Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo entre Espanha e Portugal. Em 1777, a primeira linha limite entre o Brasil e Paraguai é estabelecida.

Mas a fronteira tem uma história sangrenta. Em 1865, o exército paraguaio, liderado por Solano Lopez, invade o Brasil, na esperança de conseguir uma saída para o oceano.

Guerra do Paraguai

Lopez conquista a província brasileira do Mato Grosso e invade também a Argentina. Começa, então, a Guerra do Paraguai (1864-1870), que quase apaga o nome Paraguai do mapa.

Cerca de 300 mil paraguaios e 50 mil brasileiros morreram nos combates. Após ser derrotado pela Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai), o Paraguai se viu obrigado a dividir parte de suas terras com os vencedores.

Fontes e Fotos: Rsssf Brasil – http://culturadafronteira.org.br/  – Jornal A Campanha – Revista Sport Ilustrado

 

O Mangueira Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro. A equipe alvirrubra foi Fundado na terça-feira, do dia 13 de Novembro de 1917. A sua Sede e campo ficava na Rua Jorge Rudge, 117 (esquina com a Rua Oito de Dezembro) – no Bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ).

O clube genérico do Sport Club Mangueira (Tijuca), disputou ligas menores durante o seu tempo de existência. Pertenceu a Liga Leopoldina (com sede na Rua do Jockey, 283). Na foto, o Mangueira enfrentou o Andax-Club, válido pela Série C da Sub-Liga, às 12h, no dia 17 de julho de 1921.

 Título e Curiosidade

O terceiro quadro do Mangueira se sagrou campeã da Liga Leopoldinense em 1926. O clube bombava o ano inteiro. Quando não eram os jogos, a diretoria organizava competições de diversas modalidades, eventos e shows. Na época do carnaval, o clube possuía um bloco popular na região chamado: ‘Bloco dos Magoados’, que atraiam centenas de foliões.

Fonte: Revista Sport Ilustrado – O Imparcial – Jornal do Brasil – A Batalha 

 

Segue outro modelo de escudo utilizado pelo Rio do Sul Esporte Clube, o REC, que entre 1979 e 1984 ocupou o lugar do Juventus na elite do futebol catarinense.

Agradecimento: Tiago Gabriel.

 

Escudo usado pela seleção peruana na copa de 1930                                                                       

 

Encontrei na Revista Sport Ilustrado de 1939, uma belíssima foto de Abril de Araújo Alves envergando a camisa do Sport Club Juiz de Fora (MG). A foto é de 1916, ano em que o Sport Club foi fundado. Outra curiosidade é que Abril de Araújo Alves foi um dos fundadores e fez parte da primeira diretoria do clube no cargo de diretor esportivo.

O Periquito da Avenida foi Fundado no dia 24 de Setembro de 1916, a partir de outro clube de Juiz de Fora: a Sociedade Recreativa Comercial Clube. Em uma das assembleias do Comercial, foi criado o setor esportivo do clube, denominado Sociedade Esportiva do Comercial Clube.

Escudo atual

Necessitando de um local para a sede, os responsáveis pelo clube então procuraram o presidente da Câmara Municipal, Sr. José Procópio Teixeira (que empresta o nome ao atual estádio do Sport Club), o qual era proprietário de um terreno próximo ao Largo do Riachuelo, para propor o aluguel do terreno.

Com a sede alugada, foi convocada uma assembleia na qual ficou determinado que a Sociedade Esportiva do Comercial Clube passaria a se chamar Sport Club Juiz de Fora, uma sociedade independente do Comercial Clube, embora ainda dispondo da sede do Comercial.

Possui o Estádio Dr. José Procópio Teixeira (também fez parte da1ª diretoria, no cardo de conselheiro fiscal), com capacidade     para 10.500 pessoas. Sport Club disputou a divisão principal do Campeonato Mineiro em 1987, e tem como rivais o Tupi Football Club e o Tupynambás Futebol Clube, clubes da mesma cidade.

 

A 1ª diretoria do Sport Club ficou assim estabelecida:

Presidente: Antônio Mourão Guimarães

Vice-presidente: Martinho da Rocha Júnior

Secretário: Joaquim Pereira do Nascimento

Tesoureiro: Arthur Vieira Esterci

Diretor Esportivo: Abril de Araújo Alves

Conselho Fiscal: José Procópio Teixeira, Nisio Batista de Oliveira e Hugo Andrade Santos

Suplentes: Billerophante Regnault, Romeu Gumerães e José Rangel.

 

Fontes: Revista Sport Ilustrado – Wikipédia - http://sportclubjf.com.br/

 

O UCEC (Unidos de Calçado Esporte Clube) é uma agremiação da cidade de São José do Calçado (ES). Fundado em 2013, após a fusão de duas equipes amadores do município: o Americano Atlético Clube e o Motorista Futebol Clube.

Mandando os seus jogos no Estádio Ernesto Campos da Fonseca, com capacidade para 2 mil pessoas, o UCEC debutou no Campeonato Capixaba da Série B de 2014. Contudo a campanha foi aquém e o Tigre terminou na 8ª e última colocação. No total, foram 14 jogos; com uma vitória; quatro empates e nove derrotas; marcando seis gols e sofrendo 19; com um saldo negativo de 13.

Após essa decepcionante campanha o UCEC decidiu não disputar a Segundona deste ano, mas prometendo retornar num futuro próximo.

 

Fontes e Fotos: Federação Capixaba de Futebol – Wikipédia

 

Após anos de tentativas de se organizar um torneio regional no Triângulo, todas frustradas pela Federação Mineira, finalmente em 1951 conseguiu-se a permissão para realização do torneio, auspiciado pela Liga Araguarina de Futebol entre 1951 e 1953. Antes do campeonato, foram realizadas seletivas para escolha dos representantes. Em Uberlândia, o Uberlândia e o Fluminense se classificaram, deixando Sal Tropeiro e Floresta de fora do certame. É provável que em Ituiutaba tenha havido também uma seletiva, de onde saíram o Ituiutaba Esporte (atual Boa Esporte) e o Atlético Ituiutabano.

O Uberaba chegou a disputar a primeira rodada, contra o Uberlândia – que venceu por 2×1 – mas desistiu da competição.

Participantes:

  1. Araguari Atlético Clube – Araguari
  2. Atlético Clube Ituiutabano - Ituiutaba
  3. Fluminense Futebol Clube – Araguari
  4. Fluminense Futebol Clube – Uberlândia
  5. Ipiranga Sport Club – Araxá
  6. Ituiutaba Esporte Clube – Ituiutaba
  7. Operário Esporte Clube – Araguari
  8. Uberlândia Esporte Clube – Uberlândia

Seguem tabela e classificação, ainda incompletos. Todos os placares faltantes são do segundo turno da competição.

Fonte: Jornal Correio de Uberlândia na Biblioteca Nacional online

Tabela:

Data Mandante Placar Visitante
23/09/1951 Ipiranga (Ax) 1×0 Operário (Ag)
23/09/1951 Uberlândia 4×1 Atlético Ituiutabano
30/09/1951 Atlético Ituiutabano 3×1 Ipiranga (Ax)
30/09/1951 Fluminense (U) 2×2 Ituiutaba
07/10/1951 Ipiranga (Ax) 4×2 Fluminense (U)
14/10/1951 Fluminense (U) 4×0 Araguari
14/10/1951 Ituiutaba 1×3 Fluminense (Ag)
14/10/1951 Operário (Ag) 1×1 Atlético Ituiutabano
21/10/1951 Fluminense (U) 2×2 Fluminense (Ag)
21/10/1951 Ipiranga (Ax) 0×1 Uberlândia
28/10/1951 Atlético Ituiutabano 2×2 Araguari
28/10/1951 Uberlândia 1×1 Ituiutaba
04/11/1951 Araguari 2×1 Uberlândia
04/11/1951 Fluminense (U) 3×1 Operário (Ag)
04/11/1951 Ipiranga (Ax) 0×1 Fluminense (Ag)
11/11/1951 Araguari 4×0 Ipiranga (Ax)
11/11/1951 Atlético Ituiutabano 4×2 Fluminense (Ag)
11/11/1951 Operário (Ag) 1×1 Uberlândia
15/11/1951 Araguari 1×1 Ituiutaba
15/11/1951 Uberlândia 2×0 Fluminense (U)
18/11/1951 Araguari 0×1 Operário (Ag)
18/11/1951 Atlético Ituiutabano 1×1 Ituiutaba
25/11/1951 Araguari 0×5 Fluminense (Ag)
25/11/1951 Ituiutaba 4×1 Operário (Ag)
02/12/1951 Fluminense (Ag) 3×0 Operário (Ag)
09/12/1951 Fluminense (Ag) 9×0 Uberlândia
09/12/1951 Fluminense (U) 3×4 Atlético Ituiutabano
09/12/1951 Ituiutaba 3×2 Ipiranga (Ax)
16/12/1951 Atlético Ituiutabano 3×2 Uberlândia
16/12/1951 Operário (Ag) 3×1 Ipiranga (Ax)
23/12/1951 Ipiranga (Ax) 6×1 Atlético Ituiutabano
23/12/1951 Ituiutaba 6×3 Fluminense (U)
30/12/1951 Fluminense (U) 4×1 Ipiranga (Ax)
30/12/1951 Fluminense (Ag) 7×2 Ituiutaba
06/01/1952 Araguari 3×2 Fluminense (U)
06/01/1952 Atlético Ituiutabano 1×0 Operário (Ag)
13/01/1952 Fluminense (Ag) 6×0 Fluminense (U)
13/01/1952 Uberlândia 8×1 Ipiranga (Ax)
20/01/1952 Araguari 7×2 Atlético Ituiutabano
20/01/1952 Ituiutaba 5×1 Uberlândia
27/01/1952 Atlético Ituiutabano 0×2 Fluminense (U)
27/01/1952 Ipiranga (Ax) 1×2 Ituiutaba
27/01/1952 Uberlândia 1×1 Fluminense (Ag)
10/02/1952 Operário (Ag) 4×4 Fluminense (U)
17/02/1952 Fluminense (Ag) 3×1 Atlético Ituiutabano
17/02/1952 Uberlândia 3×1 Operário (Ag)
24/02/1952 Ituiutaba x Araguari
Fluminense (Ag) x Araguari
Fluminense (Ag) x Ipiranga (Ax)
Fluminense (U) x Uberlândia
Ipiranga (Ax) x Araguari
Ituiutaba x Atlético Ituiutabano
Operário (Ag) x Araguari
Operário (Ag) x Fluminense (Ag)
Operário (Ag) x Ituiutaba
Uberlândia x Araguari

 

Classificação:

Pos Time PG PP J V E D GP GC SG
1 Fluminense (Ag) 18 4 11 8 2 1 42 11 31
2 Ituiutaba 14 8 11 5 4 2 28 23 5
3 Araguari 10 8 9 4 2 3 19 18 1
4 Uberlândia 13 11 12 5 3 4 25 25 0
5 Atlético Ituiutabano 13 13 13 5 3 5 24 34 -10
6 Fluminense (U) 11 15 13 4 3 6 31 35 -4
7 Operário (Ag) 7 15 11 2 3 6 13 22 -9
8 Ipiranga (Ax) 6 18 12 3 0 9 18 32 -14
- Uberaba desistiu da competição

 

Com estes resultados, o Fluminense de Araguari sagrou-se, pela primeira vez, Campeão do Triângulo Mineiro.

 

O Santos Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Barra de São Francisco (ES). O Terror do Norte foi Fundado no dia 08 de Março de 1964. O Santos já participou de várias competições na elite do futebol capixaba da Primeira Divisão (como em 1977 e 1979, por exemplo), assim como no Capixaba da Série B (1998), além de campeonatos municipal e regional. O Terror do Norte manda os seus jogos no estádio Municipal Joaquim Alves de Souza, com capacidade para 5 mil pessoas.

A partida que marcou a história do Santos foi num amistoso diante do Vasco da Gama. A partida mobilizou a cidade e a região. O jogo aconteceu no dia 20 de agosto de 1985. Apesar da boa atuação do Santos, a vitória ficou para a equipe de São Januário pelo placar de 2 a 1.

O Santos prepara o retorno

A diretoria do Santos Futebol Clube está se mobilizando para que o clube de maior torcida e o mais querido do município volte a elite do futebol capixaba. Para que o clube retorne a elite será preciso que o Santos dispute a Segunda Divisão e se classifique entre os quatro primeiros e assim assegurar o acesso.

Mesmo a diretoria lutando para que o Santos volte ao cenário futebolístico capixaba, é necessário que a prefeitura de Barra de São Francisco recupere o antigo estádio municipal, que foi destruído em uma festa no ano passado.

O antigo estádio destruído pelo prefeito ultimamente está servido para deposito de centenas de pneus velhos, ferragens velhas, entre outras. Até o Bar do Serraria que funcionava no antigo estádio não existe mais, local este que funcionou a mais de 30 anos, mas o prefeito resolveu acabar com o bar e murou até o local para ninguém ter acesso.

A diretoria do Santos de Barra de São Francisco vai aguardar a decisão da prefeitura para recuperar o antigo estádio para poder entrar em atividade em 2015. A volta do Santos teria o apoio de empresários locais, comerciantes e vários outros seguimentos da sociedade.

O presidente do time santista é Elcimar de Souza Alves, Secretário Administrativo da Câmara Municipal de Barra de São Francisco. Estariam ainda fazendo parte da diretoria, os advogados, Luciano Moura, Elvécio Andrade, Paulo Pogito, Evaldo Oliveira, Patrik Manhães, Mauly Martins, vereador Carlim da Dengue, entre outros.

 

Fontes e Fotos: Gazeta do Norte – Site Barra – Felipe Feitosa

 

O Atlético Futebol Clube é uma agremiação do Município de Jerônimo Monteiro (ES). Fundado no dia 09 de Setembro de 1938, a sua Sede fica localizada na Rua Nicanor Santos, s/n, no Centro de Jerônimo Monteiro. O seu Estádio é o João Lúcio Reis, com capacidade para 5 mil pessoas. Entre suas participações, disputou o Campeonato Capixaba de Futebol de 1960, onde obteve a nona colocação no primeiro turno, e a décima, no segundo turno.

Fontes e Foto: Felipe Feitosa – Wikipédia – Prefeitura de Jerônimo Monteiro

 

Contando com a colaboração do amigo e jornalista Felipe Feitosa, faremos um pequeno esboço da CESAN (Companhia Espírito Santense de Saneamento) Esporte Clube. Fundada em 1971, foi outra agremiação efêmera da Cidade de Vitória (ES). A CESAN é uma empresa de economia mista, enquadrada no regime jurídico de direito privado como sociedade anônima, criada pela lei 2.282, alterada pela lei 2.295, em 1967.

Sua primeira diretoria tomou posse em 25 de janeiro de 1968. A Companhia foi regulamentada pelo Decreto 2575, de 11 de setembro de 1967. O trabalho da empresa consiste na captação, no tratamento e na distribuição de água e na coleta e no tratamento de esgoto.

Durante esse período, a empresa montou e investiu no futebol profissional em 1971, ao contratar alguns jogadores de larga experiência como Orion na zaga e Cunha na ponta-esquerda, e tendo ainda Baiano, então grande promessa, e Zezinho e Bugre, todos emprestados pelo Rio Branco.

Com isso, nesse ano o CESAN fez uma temporada memorável, terminando o Campeonato Capixaba na 4ª colocação e no Torneio Início, realizado no dia 28 de Março de 1971, chegando ao inédito título.

No primeiro jogo, a CESAN eliminou a Desportiva por 1 a 0. Na final, empatou em 0 a 0 com o Rio Branco, no tempo normal. Na prorrogação, bateu o rival pelo placar de 1 a 0. O gol do título foi assinalado pelo atacante Cunha. O time-base da CESAN: Wilson; Luiz Carlos, Orion, Manoel e Oliveira; Ildeu e Baiano; Cariacica, Altamiro, Zezinho e Cunha.

 

 Fontes e Fotos: Jornal A Gazeta (ES) – Casa da Memória de Vila Velha

 

 

O International Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade de Curitiba (PR). Fundado no dia 22 de Maio de 1912, por membros da sociedade curitibana no Jockey Club Paranaense e liderados por Joaquim Américo Guimarães.

Em 1912, Joaquim Américo alugou a Chácara dos Hauer com intenção de fazer ali um campo para o International jogar. No ano seguinte iniciou-se a construção do campo do International, nos arrabaldes da Baixada do Água Verde, sendo estes os detalhes para o apelido de Baixada ao estádio da Arena da Baixada.

Em 6 de setembro de 1914, o International inaugurou oficialmente a Baixada jogando contra o Flamengo. O time carioca ganhou por 7 a 1 e a partida contou com mais de 3 mil espectadores, o maior público registrado até então na cidade de Curitiba.

O clube utilizava camisa com listras verticais pretas e brancas, calção branco e meias brancas. Foi o primeiro campeão paranaense em 1915, e em 1917 e 1918 terminou como vice-Campeão Paranaense. No dia 15 de março de 1921, o International fez fusão com o Centro Hipico e passou a chamar Internacional Sport Club. Três anos depois (1924), o clube fundiu-se com o América Foot-Ball Club e formou o Atlético Paranaense.

 

Fonte: Wikipédia

 

Resultados de alguns jogos amistosos dos clubes do RN no ano de 2014:

data
jogo
local
4/1
Palmeira 7x0  Picuiense-PB
Nazarenão – Goianinha
5/1
ABC 1×1 CSP-PB
Nazarenão – Goianinha
5/1
Sousa-PB 2x0  Baraunas
Sousa/PB
5/1
ASSU 0×0 Globo
Assu
5/1
Corintinas 1x1  Potiguar-M
Caicó
5/1
America 2x0  Palmeiras da Rocas
JG-CT Japecanga -   Parnamirim
5/1
Botafogo/PB 2x1  Atletico Potengi
J Pessoa/PB
81
Sel. Barauna 1×1 ABC
Barauna-RN
9/1
Corintians 3x0  Centenario (caicó)
Caicó
12/1
America 0X1  Botafogo-PB
Goianinha
27/2
Treze/PB 8x1  Atletico Potengi
Campina Grande/PB
25/6
ABC 2×0 Currais  Novos
JT –  UFRN Natal
28/6
America 3×0 Currais  Novos
JG -CT Japecanga -   Parnamirim
28/6
ABC 7×1 Atletico  Potengi
JT –  UFRN Natal
1/7
Abc 2X0 Globo
Frasqueirão – Natal
3/7
Botafogo-PB 0x1  America RN
Almeidão – João Pessoa/PB
9/7
America 1×2 Globo
Nazarenão – Goianinha
5/7
ABC 1×1 Globo
Frasqueirão – Natal
18/10
C Novos 3×3 Sport-PE  (time b)
CJB – Currais Novos
24/10
C Novos 2×1 Sel. Brejinho
CJB – Currais Novos
28/12
Botafogo-PB  2x2    Globo
Graça –João Pessoa/PB
 

O Campeonato Catarinense de Futebol de 1929 foi o sexto disputado na história, o terceiro com participação de clubes do interior do Estado.

O maior campeão até então era o Avahy FC com quatro conquistas: 1924, 26,27 e 28. O outro campeonato havia sido conquistado pelo Externato FC, do Gymnasio Santa Catharina (atual Colégio Catarinense) em 1925.

Repetindo a formula dos últimos dois anos, ficou definido pela Federação Catharinense de Desportos que o campeão estadual seria conhecido após a realização de um jogo único, a ser disputado em Florianópolis, no “Campo da Liga”, na rua Bocayuva, envolvendo o “Campeão da Capital” e o “Campeão do Interior”.

Devido a total desorganização da Federação, o Campeonato Estadual teve inicio somente em Dezembro e a eventual tabela projetada para a competição era cruel para o vice-campeão estadual Brasil de Blumenau e favorecia muito o Pery de Mafra.

Tabela do campeonato

No primeiro jogo do Campeonato, realizado em 1º de Dezembro, o Brasil F.C. de Blumenau, vice-campeão de 1927 e 1928, arrasou o Brusquense por 10×2 classificando-se para a fase seguinte.

No mesmo dia deveriam jogar em Itajahy: Marcilio Dias x Lauro Muller, no entanto, o rubro-anil entregou os pontos ao Lauro Muller F.C. que deste modo, avançou sem esforço.

Na semana seguinte o Lauro Muller comprovou a sua força e bateu o até então favorito Brasil de Blumenau por 3×1, obtendo assim, o status de ‘Campeão do Vale do Itajahy’. Conforme a tabela, seu próximo adversário seria o ‘Campeão de Joinville’.

8/12/29 - CAXIAS: CAMPEÃO JOINVILLENSE

O campeonato joinvillense de 1929 resumiu-se ao jogo único entre América e Caxias, válido pelo Campeonato Estadual, realizado no campo do Caxias, na Rua Imaruy, conforme escolha da FCD que enviou seus próprios juizes e representantes para o jogo.

O Caxias FC tinha um time mais forte, porém, teria que quebrar um tabu de jamais ter vencido o campeonato da cidade, coisa que o América FC havia conseguido em quatro oportunidades: 1920, 22, 23 e 25.

O América FC com um time envelhecido, não estava disposto a perder a condição de principal time da cidade e por isto foi atrás de reforços, conseguindo com muito custo (financeiro) trazer o jogador Garantão, famosíssimo em Ponta Grossa, exclusivamente para este duelo.

O Caxias FC era composto por jogadores e dirigentes ardilosos, sempre atentos aos bons valores da região, e em resposta ao rival, reforçou o seu time com um jovem atacante local, ainda desconhecido, chamado Cylo. A confiança era grande, pois no meio do ano, o time já havia se reforçado com o meia Marinheiro, craque da varzea curitibana.

CILO E MARINHEIRO: Grandes reforços.

Caxias e América se enfrentaram em 8 de Dezembro, perante duas mil pessoas. O jogo foi muito disputado e o gol da vitória caxiense saiu somente aos 35 minutos do segundo tempo, feito por Cyrillo após um passe do estreante Cylo. Esta dupla de atacantes, entrosada até no nome, faria história do futebol joinvillense.

15/12/29: UMA VITÓRIA CONTURBADA

Dando sequencia ao ‘Campeonato do Interior’, em 15 de Dezembro, o Caxias recebeu o fortíssimo Lauro Muller, de Itajahy, no campo da Rua Imaruy.

O Lauro Muller havia sido fundado em 24 de Março e desde o principio colocou-se como uma nova força do futebol catarinense. Sendo composto exclusivamente por operários, moradores do bairro Vila Operária, convenientemente patrocinados por seus patrões, era um time muito aguerrido para os padrões da época, e não era raro seus jogos acabarem em confusão.

Em campo, o Caxias não deu chances ao Lauro Muller e venceu facilmente por 3×0, com gols de Chiquinho, Cyrillo e Candinho. O Lauro Muller, descontente com a atuação do juiz da FCD, ou talvez temendo uma goleada, abandonou o campo aos 17 minutos do segundo tempo. Os itajahyenses ainda requereram a anulação da partida junto a FCD mas seus argumentos não foram aceitos.

5/1/30: CAMPEÃO DO INTERIOR

CAXIAS 1X0 PERY de Mafra

Após bater América e Lauro Muller, o Caxias teria pela frente, em 5 de Janeiro de 1930, o Pery de Mafra, num jogo que valeria a passagem para a final do Campeonato Estadual.

O jornal ‘O Pharol’, de Itajahy, havia informado que o Pery de Mafra enfrentaria o Porto União FC na primeira fase do campeonato, no entanto, este clube era totalmente desconhecido até o momento e o único clube desta cidade filiado á FCD era o Club Athletico Catharinense. Era comum nesta época, os jornais errarem o nome de clubes de outras cidades.

De qualquer modo, o resultado deste jogo entre mafrenses e porto-unionenses jamais foi divulgado pelos jornais da época, o que leva a crer que jamais se realizou. Supõe-se que por problemas na filiação ou transporte, o representante da Porto União não pode enfrentar o Pery, que era o favorito absoluto para vencer a partida.

Certo é que, sem muito esforço, o Pery estava prestes a chegar na final do Campeonato Catarinense de 1929, afinal, tinha um time experiente, acostumado a jogos difíceis, já que Mafra, por meio do trem, era a cidade catarinense mais próxima de Ponta Grossa e Curitiba, que neste período, eram centros futebolísticos bem mais avançados que qualquer outro em Santa Catarina.

A força do Pery se traduz na dificuldade que foi o jogo para o Caxias, que mesmo jogando em seu campo, teve imensas dificuldades para vencer. O time joinvillense abriu o marcador aos 27 minutos com Cylo, porem, pouco depois, o Pery empatou numa cobrança de pênalti. O segundo tempo foi dramático com o Pery ameaçando virar o jogo e o Caxias, levemente prejudicado pela arbitragem, sentindo-se frustrado com a anulação de dois gols. Somente graças a um gol do reserva Pedro Lemos foi que o Caxias conseguiu assegurar a vitória e assim se credenciar á final do Campeonato.

ADOLPHO KONDER FC: CAMPEÃO DA CAPITAL

O Campeonato da Capital deste ano, disputado em pontos corridos, acabou somente em Março de 1930 e foi conquistado pelo Adolpho Konder F.C. que teve como principal rival o vice-campeão Tamandaré.

Fundado em 1926 por praças da Força Publica (atual Policia Militar), o Adolpho Konder ganhou este nome em homenagem ao Governador do Estado. A sua conquista do título florianopolitano não foi surpresa, afinal, nos últimos dois anos, contando com jogadores fisicamente muito bem preparados, já vinha ameaçando a soberania avahyana.

O ESTÁDIO ADOLPHO KONDER

A Federação Catharinense de Desportos, presidida pelo coronel Pedro Lopes Vieira, chefe da Força Publica e fundador do Adolpho Konder F.C. vinha construindo desde 1929 o seu estádio, no local onde ficava o antigo Campo da Liga e numa “justa” homenagem ele receberia o nome do Estádio Adolpho Konder.

A ideia era inaugurar o novo estádio com uma grandiosa festa esportiva que teria como principal atração, a final do Campeonato, onde, sob os olhares do governador Adolpho Konder e diversas outras autoridades, jogariam o time da casa, o Adolpho Konder FC contra o Caxias FC de Joinville.

O atraso nas obras fez com que a final entre Adolpho Konder e Caxias fosse postergada para 21 de abril.

Após novos contratempos, foi marcada uma nova data: 4 de Maio.

Finalmente, para que vossa senhoria o Governador pudesse estar presente á inauguração do Estádio e ao jogo final, ficou definido que o jogo aconteceria em 13 de Maio. As festas de inauguração, que contaram com uma extensa programação esportiva, com provas atléticas, jogos de vôlei e futebol iniciaram já no dia 11.

O Caxias esperou pacientemente pela final sem reclamar, afinal, sentia-se honrado em participar deste grande evento. Por outro lado, esta espera teve alguns percalços. O jogador Cyrillo adoeceu e chegou a ter sua morte anunciada pela cidade, o que não aconteceu, tanto é que rapidamente voltou a defender o alvinegro. Um grande desleixo do clube foi aceitar realizar um amistoso contra o Lauro Muller, em Itajahy, em fevereiro, onde além de amargar uma derrota por 3×2, os joinvillenses tiveram nada menos que sete jogadores machucados pela meia Mocinho, tudo fruto da rivalidade criada no jogo valido pelo Estadual.

ADOLPHO KONDER: O homenageado

 13/5/30: CAXIAS: CAMPEÃO ESTADUAL DE 1929

CAXIAS 7×3 ADOLPHO KONDER FC

O Adolpho Konder tinha um time forte, mas sabia que o Caxias era mais poderoso, fato é que, no único jogo amistoso realizado entre ambos até então, em Julho de 1929, havia sido derrotado em casa por 4×0.

Para remediar este desnível técnico, o clube entregou-se á exaustivos treinos no campo da Federação, para assim, ter vantagem sobre o rival ao menos no que diz respeito ao campo de jogo, já que o Caxias não teria tempo hábil para fazer um reconhecimento do novo gramado.

A pressão sobre o time canarinho era imensa, sobretudo após todas as solenidades, provas e festividades realizadas antes do jogo, que decorreram com enorme perfeição, faltando apenas, a vitória do time ilhéu para que tudo fosse fechado com chave de ouro.

Em campo o Caxias tratou de estragar a festa e mostrou-se arrasador nos primeiros minutos fazendo 3×0 com Cylo aos 6, Raul Schmidlin aos 7 e novamente Cylo aos 9 minutos de jogo!!!

O Caxias se descuida e permite que aos 15 e aos 25 minutos o Adolpho Konder desconte para 3×2, gols de Cidade e Candinho.

O Caxias redobra as atenções e ainda no 1º tempo faz 4×2 com Reck.

No 2º tempo o Caxias não deu chances ao rival e tratou de assegurar o titulo com mais três gols, marcados por Raul Schmidlin aos 13, Cyrillo aos 25 e novamente Raul Schmidlin aos 31.

Com 6×2 no placar o jogo tornou-se uma brincadeira para o veterano goleiro caxiense Benedicto, que passou a se exibir fazendo defesas com a cabeça, para delírio e ao mesmo tempo indignação da torcida local. Numa de suas gracinhas, Benedicto fez um golpe de vista mal feito e permitiu que aos 39 minutos o Adolpho Konder descontasse para 7×3.

O Caxias foi campeão com: Benedicto, Candinho e Chiquinho; Marinheiro, José e Otto; Meyer, Cyrillo, Raul Schmidlin, Cylo e Reck. Os meias Antonio Augusto, Arthurzinho, Lemos e Amorim também participaram da campanha.

Para os veteranos Benedicto e Candinho, que atuavam no futebol desde a década de 1910, esta foi a glória que coroou seu pioneirismo. Também foi a consagração máxima para Raul Schmidlin que defendeu o clube durante 25 anos (1922-1947). Marinheiro teve a chance de alçar voos mais altos, porem, não se adaptou o profissionalismo do Vasco da Gama. Os jogadores Benedicto, Arthurzinho, Pedro Lemos e Cyrillo, foram duplamente festejados, primeiro em Joinville, onde participaram da carreata pelas principais ruas do centro da cidade, e posteriormente em São Francisco do Sul, onde residiam e também defendiam o Ypiranga FC.

A vitória caxiense abalou tanto a moral dos florianopolitanos que os cronistas esportivos dos jornais mais importantes da cidade: O Estado e Republica limitaram-se em informar o placar do jogo, não dando maiores detalhes á respeito do seu desenrolar. Tal desserviço não foi repetido pela ‘Folha Nova’ que detalhou minuciosamente a conquista alvinegra.

Até mesmo o Coronel Pedro Lopes perdeu a compostura com a derrota e no dia seguinte mandou prender o goleiro Alfredinho, acusando-o de ter falhado e facilitado a vitória joinvillense.

A primeira conquista estadual de um time do interior, jogando contra um rival de Florianópolis, algo raro de acontecer até hoje, foi comemorada não apenas em Joinville, mas também em Blumenau, já que o Brasil FC havia sofrido nas mãos da FCD nas duas finais que havia realizado diante do Avahy, tanto é que chegou até de desfiliar da entidade por algum tempo.

CAXIAS E A TAÇA DE CAMPEÃO DE 1929

 Tabela e resultados do Campeonato

 

Outra descoberta do amigo e jornalista Homero Queiroga se trata do Ferroviário Atlético Clube. Agremiação situada na cidade de Fortaleza (CE), foi Fundado por humildes trabalhadores em 09 de maio de 1933, no Setor de Locomoção da Rede de Viação Cearense (RVC).

O Ferrão é a maior expressão esportiva de raízes operárias do Brasil, símbolo da democratização do futebol nacional e precursor do futebol profissional no estado do Ceará.

 

Fonte: Livro do autor Nirez de Azevedo, chamado “História do Campeonato Cearense de Futebol”

 

Contando com a colaboração do amigo e jornalista Homero Queiroga, conseguimos um cartaz do Fortaleza Esporte Clube de 1941, diferente dos demais modelos já encontrados (eu já encontrei 16 modelos, contando com esse). O Tricolor sediado na cidade de Fortaleza (CE) foi fundado em 18 de outubro de 1918, por Alcides Santos, um dos maiores esportistas cearenses, que se apaixonou pelo futebol durante o período em que estudou no College Stella, na França.

 

Fonte: Livro do autor Nirez de Azevedo, chamado “História do Campeonato Cearense de Futebol”

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