Fernando Alécio

 

Natural de Santos, onde nasceu a 26 de março de 1962, o ponta-direita Sidnei Alves Spina surgiu na Portuguesa Santista, mas estourou como um dos destaques do bom time do Juventus da Rua Javari, campeão da Taça de Prata de 1983. Chegou ao Marcílio Dias em 1987, procedente do Criciúma, contratado pelo então presidente Nelson Abrão de Souza. A estreia com o manto rubro-anil se deu no amistoso contra o Vasco da Gama (0 a 0), no Estádio Dr. Hercílio Luz, em 28 de novembro de 1987.

Juventus de 1983: Sidnei é o primeiro agachado

Rápido e habilidoso, tornou-se uma das principais figuras do time que ficou conhecido como “Siri Mecânico” na temporada de 1988. Naquele ano, o Marinheiro conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense, sob o comando do técnico Levir Culpi. Uma atuação marcante de Sidnei com a camisa rubro-anil ocorreu no dia 20 de março de 1988, na histórica vitória por 4 a 2 sobre o Criciúma.

Marcílio Dias de 1988: Alemão, Ademir, Rosemiro, Fernando, Clademir e Palmito; Sidnei, Wilsinho, Nélio, Joel e Rogério Uberaba: Foto: Reprodução/DC.

Depois de perder em Itajaí por 2 a 1, o Marcílio precisava derrotar o Tigre por dois gols de diferença em pleno Heriberto Hülse para avançar às finais da Taça Carlos Cid Renaux. O primeiro tempo terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e a classificação do Marcílio àquela altura não passava de utopia. No segundo tempo, porém, Sidnei deixou tudo igual logo no início e o artilheiro Joel se encarregou de marcar dois golaços de cabeça e garantir a vaga na decisão contra o Joinville.

Sidnei foi considerado pela crônica esportiva um dos melhores jogadores em campo e também se tornou personagem do jogo, pelo fato de ter enfrentado seu ex-clube, de onde saiu pouco prestigiado. “Quando fui para o Marcílio Dias, entre outras coisas, diziam por aqui (Criciúma) que eu não jogava nada. Acho que eu mostrei o contrário na partida de hoje”, desabafou o atacante à imprensa após o memorável jogo.

Matéria publicada no Diário Catarinense em 1988

Em 1989, Sidnei integrou a equipe que conquistou a Taça Governador Pedro Ivo Campos e a Taça RCE, referentes ao primeiro e segundo turnos do Campeonato Catarinense. Dez anos depois, já aposentado dos gramados, Sidnei exerceu a função de gerente de futebol do Itajaí Esporte Clube, vice-campeão catarinense da Segunda Divisão de 1999. Atualmente, o ex-jogador segue ligado ao Marcílio Dias participando da equipe de másters do Rubro-Anil.

FOTOS:

http://mantojuventino.blogspot.com.br

http://baudomarcilio.blogspot.com.br

Reprodução – Diário Catarinense (1988)

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no blog “Baú do Marcílio” - http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 

No dia 17 de março de 2017, o Clube Náutico Marcílio Dias, um dos clubes mais tradicionais do futebol catarinense, completou 98 anos de existência. No sábado, dia 18, a diretoria do clube promoveu um grande evento para comemorar o aniversário do Rubro-Anil e, dentre as atrações, abriu espaço para exposição dos acervos de colecionadores de artigos históricos do clube.

Camisas, flâmulas, jornais, revistas, álbuns, súmulas de jogos, estatutos, carteirinhas de sócios, exemplares do livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963″ e outros artigos de diversas épocas foram expostos na Sala de Troféus, localizada nas dependências do Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Uma das preciosidades foi a carteirinha de sócio que pertenceu a Gabriel Collares, um dos fundadores do clube, além de camisas de jogo da década de 1980.

Participaram da exposição os colecionadores de camisas Marcelo Sagaz Baião, Felipe Leonardo Vieira e Giuliano Nazari, e os pesquisadores Fernando Alécio e Gustavo Melim. Durante a programação de aniversário do Marcílio Dias, também foi realizada a primeira edição do Seminário de História do Futebol Itajaiense, iniciativa do Grupo Memória do Futebol Catarinense, que abordou temas relacionados à história do quase centenário “Marinheiro”.

 
No dia 26 de fevereiro de 1938, nascia em Bauru (SP) o atacante Dulphe Jeronymo Adalberto de Cunto, ou Dufles, como era mais conhecido. Iniciou a carreira junto com Pelé no Bauru Atlético Clube, o Baquinho, e depois tornou-se um verdadeiro cigano do futebol, atuando em diversas equipes, entre elas Santos, Bangu, Atlético Mineiro, Guarani de Ponta Grossa e Marcílio Dias.

Dulfes (o penúltimo agachado) no Santos, em 1958. Foto: Guilherme Guarche/Terceiro Tempo

A passagem do centroavante no clube catarinense foi breve, mas marcante. Contratado para o lugar do ídolo Idésio, que havia se transferido do Marcílio para o Metropol de Criciúma, Dufles estreou com a camisa do Marinheiro na primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963, em 3 de novembro de 1963, quando marcou o gol da vitória do Marcílio por 2 a 1 sobre o Figueirense, em Florianópolis.

Dufles (o terceiro agachado) em 1967, no Ferroviário de Tubarão. Foto: Terceiro Tempo.

De acordo com o livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”, Dufles atuou em dez partidas na competição e anotou quatro gols, sendo uma das figuras do escrete marcilista na conquista do título estadual. Também participou da campanha do título do campeonato da Liga Itajaiense de 1963.

Além de goleador nato e exímio cabeceador, Dufles tinha temperamento imprevisível. Conta-se que, certa vez, aos ser vaiado pela torcida, abaixou o calção e virou-se para a arquibancada, numa atitude que hoje certamente lhe renderia uma bela punição. Permaneceu em Itajaí de novembro de 1963 a agosto de 1964. Outros clubes catarinenses que defendeu foram o Próspera de Criciúma e o Ferroviário de Tubarão. Dufles faleceu em 10 de novembro de 2004.

Fonte: http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

 

Fluminense de Itajaí – 1930

Mais informações sobre este time podem ser encontrada no artigo de Cícero Alves.

Fonte: Acervo pessoal de Camilo Mussi

 
 

Marcílio Dias e Paula Ramos entraram no gramado do Estádio Dr. Hercílio Luz, na tarde de 12 de março de 1961, em jogo válido pela Fase 2 do Campeonato Catarinense de 1960. O time de Florianópolis era o então campeão estadual e contava em seu plantel com algumas figuras da Seleção Catarinense, como Zilton, Valério Matos e Sombra – o mesmo que depois brilharia com o manto rubro-anil por vários anos.

Por sua vez, o Marinheiro não tomou conhecimento do campeão de 1959, que sucumbiu ante o poder de fogo do ataque marcilista. Logo aos seis minutos de bola rolando, Aquiles escorou de cabeça cruzamento de Joel Reis e mandou para o fundo das redes. Cinco minutos depois, o próprio Aquiles ampliou o placar.

O terceiro gol do time da casa surgiu aos 25 minutos, quando Idésio acertou um belo chute e venceu o goleiro Pamplona. E o quarto tento saiu aos 30 minutos, novamente tendo o “Tanque” Idésio como autor. Com apenas meia hora de jogo, o Marcílio vencia por quatro gols.

Atordoado, o Paula Ramos trocou de goleiro, mas pouco adiantou. O Marinheiro fechou a goleada aos 23 minutos do segundo tempo, através de Lierte. Aos 30 minutos da etapa final, coube a Eurides anotar o gol de honra do time florianopolitano.

Foi a segunda goleada consecutiva do Marcílio Dias naquela fase do campeonato estadual. Na rodada anterior, o Rubro-Anil havia massacrado o Hercílio Luz, de Tubarão, por 5 a 0, também no Gigantão das Avenidas. O Marinheiro terminaria aquele campeonato como vice-campeão, perdendo o título para o Metropol, de Criciúma.

Marcílio Dias 5 x 1 Paula Ramos
Competição: Campeonato Catarinense de 1960
Data: 12/03/1961
Local: Estádio Dr. Hercílio Luz (Itajaí/SC)
Árbitro: Lúcio de Oliveira
Gols: Aquiles aos 6 e 11, Idésio aos 25 e 30 do primeiro tempo; Lierte aos 23 e Eurides aos 30 do segundo tempo.
Marcílio Dias: Zé Carlos (Medeiros); Antoninho (Gaya), Ivo Meyer e Joel Reis; Cleuson e Joel Santana; Lierte, Idésio, Aquiles, Laranjinha e Jorginho. Técnico: Laércio Gomes.
Paula Ramos: Pamplona (Wilson); Neri, Édio e Hamilton; Zilton e Nelinho; Warner (Dionei), Valério Matos, Marreco, Sombra e Eurides.

 

Há meio século, no dia 8 de março de 1964, o Clube Náutico Marcílio Dias conquistava pela quarta vez consecutiva o título de campeão de Itajaí. Com uma vitória por 3 a 2 sobre o arquirrival Almirante Barroso, o Marinheiro faturou o campeonato da categoria profissional (Divisão Especial) da Liga Itajaiense de Desportos (LID) de 1963, que se somou aos títulos obtidos nos três anos anteriores (1960, 1961 e 1962).

A estreia do Rubro-Anil na competição deu-se de forma massacrante. Em 13 de outubro de 1963, o Marcílio não teve piedade do Tiradentes da Barra do Rio e venceu por 7 a 2. Duas semanas depois, o Marinheiro empatou em 1 a 1 com o Barroso. Entre novembro de 1963 e fevereiro de 1964, o campeonato citadino ficou paralisado em função da realização do Torneio Luiza Mello – competição também vencida pelo Marcílio e homologada como campeonato estadual em 1983.

Em março de 1964, foi retomado o torneio da LID. No dia primeiro daquele mês, o Marinheiro aplicou nova goleada no Tiradentes, desta vez por 4 a 1, e o clássico contra o Barroso na última rodada definiria o campeão. No começo do jogo, um susto: Hélio abriu o placar para o Barroso, logo aos seis minutos. O Rubro-Anil chegou ao empate com o artilheiro Aquiles, aos 15 minutos.

No segundo tempo, Odilon, aos seis minutos, virou o jogo para o Marinheiro. Godeberto igualou novamente aos 26. Mas o Marcílio tinha Aquiles e foi dele o gol do título, aos 33 minutos da etapa final, concluindo cruzamento de Ratinho pela direita. Menos de um mês após comemorar o título do Torneio Luiza Mello (em 23 de fevereiro de 1964), o Marcílio Dias voltava a ser campeão e consolidava sua hegemonia no futebol praiano.

 

CAMPANHA DO MARCÍLIO DIAS (CAMPEÃO)

13/10/1963 – Marcílio Dias 7 x 2 Tiradentes (Barra do Rio)

27/10/1963 – Almirante Barroso 1 x 1 Marcílio Dias

01/03/1964 – Tiradentes (Barra do Rio) 1 x 4 Marcílio Dias

08/03/1964 – Marcílio Dias 3 x 2 Almirante Barroso

 

FICHA TÉCNICA DA DECISÃO

Marcílio Dias 3 x 2 Almirante Barroso

Data: 08/03/1964

Local: Estádio Dr. Hercílio Luz (Itajaí-SC)

Árbitro: Otacílio Pedro Ramos

Gols: Hélio; Aquiles (2) e Odilon.

Marcílio Dias: Jorge; Marzinho, Djalma, Joel Santana e Joel Reis; Sombra e Odilon; Ratinho, Salvador (Dão), Aquiles e Renê. Técnico: Milton Gonçalves.

Almirante Barroso: Leibnitz; Maurício (Moreli), Ferreira, Antenor e Osni; Nelinho e Zito; Hélio, Mima, Pereirinha e Godeberto. Técnico: Alípio Rodrigues.

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