Sergio Mello

Sou jornalista, trabalho no Jornal dos Sports (atual ‘RJ Sports’), aqui no Rio de Janeiro/RJ, desde 2005. Anteriormente, trabalhei na Rádio Record e Jornal O Fluminense, de Niterói. No jornal já fiz o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Atualmente, tenho cerca de 3 mil matérias assinadas, e cubro o Flamengo e ainda faço a página dos pequenos. Também sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

 

FONTES: Estatuto da AMEA – Revista O Cruzeiro

 

Por: Sérgio Mello

A paixão pelo futebol transcende a lógica e a razão, onde pode levar um cidadão pacato em num torcedor ou desportista atingir picos do devaneio. Apesar de ter surgido no Brasil por meio dos burgueses, o “esporte bretão” ganhou popularidade por meio da massa, que na sua maioria vinha dos locais mais humildes.

Entre o glamour e o fascínio, a realidade do futebol contam com muitos personagens espalhados pelo país! Dentre tantos, um nome tem muitas histórias para contar. Talvez o nome: João Baptista Chagas Ferreira Neto, não chame muito a sua atenção, mas quando ler essa reportagem, essa história mudará.

Classificar João Baptista Chagas como apaixonado por futebol, talvez seja o começo de um esboço que terminou como uma grande obra prima. Durante a trajetória esportiva João Baptista Chagas jogou futebol de areia, futebol de campo, depois se tornou árbitro, onde atuou na praia e no futebol profissional!

Década de 50: o início de um sonho

Após o fim da Segunda Guerra, o mundo viu o “Fim de uma tempestade e o início de um lindo sol e um belo arco-íris“. Assim, a década de 50 chegou: que depois ficou conhecida como o período dos “anos dourados“.

Uma época marcada por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais. Foi a década em que começaram as transmissões de televisão, provocando uma grande mudança nos meios de comunicação. No campo da política internacional, os conflitos entre os blocos capitalista e socialista (Guerra Fria) ganhavam cada vez mais força.

No futebol, o país viveu a experiência de sediar a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 1950. O Uruguai sagrou-se campeão após vencer a seleção brasileira, em pleno Maracanã, pelo placar de 2 a 1. Oito anos depois, assistiu pelo rádio a redenção e o Brasil se sagrar campeão do mundo em 29 de junho de 1958, no Mundial na Suécia.

No meio dessa metamorfose frenética, as novidades surgiam! No auge dos seus 80 anos bem vividos, João Baptista Chagas relembra como nasceu o clube de areia mais famoso do Brasil: Esporte Clube Juventus!

“As histórias do Juventus é muito maior do que se imagina. Até o ano de 1949 mais ou menos em maio ainda era o Flamenguinho nome dado (para o novo clube que surgiria) por influência do Idovam Silva, o “Friquique” (um filho de militar), que era síndico do prédio, onde o Sebastião Pinto o “Tião Crioulo” trabalhava como faxineiro. O Idovam era Flamengo ‘doente’ e tentou persuadir para  que o “Tião Crioulo” batizasse o novo clube de futebol de praia com esse nome. O Flamengo existiu por pouco tempo até que em maio de 1949 foi trocado para Esporte Club Juventus, que permanece até hoje”, revelou João Baptista.

Algum tempo depois, João Baptista Chagas começou a jogar futebol nas areia de Copacabana no Esporte Clube Juventus. Clube pelo qual o “Maestro Júnior“, que jogou as Copas de 1982 e 1986, e atualmente é comentarista da Rede Globo, começou a carreira. O Juventus tanto jogava futebol de areia quanto futebol de campo. Isso seguiu até o final dos anos 50.

Substituição: sai a bola e entra o apito    

No entanto, ficar longe das areias e gramados estava fora de questão! Assim João Baptista Chagas tomou a decisão de trocar a bola pelo apito! desta maneira continuar perto da sua paixão: o futebol.

Após 1969, o sonho se realizou e se tornou virou arbitro de futebol de praia (junto com Carlson Gracie, Margarida, Xuxu, entre outros). Rapidamente, o talento de João Baptista Chagas ganhou eco e de forma meteórica, ele ingressou no quadro de árbitros da Federação Carioca de Futebol (FCF), em 1971. No ano seguinte (1972), passou a ser árbitro da Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), onde apitou jogos estaduais e nacionais até o final de 1982.

 

Futebol de Areia: mais do que um time, uma família

Após 35 anos, quando pendurou o apito, João Baptista Chagas ainda lembra com carinho todos os grandes momentos e até os percalços colocados pela vida. Mas de todas as lembranças, o futebol de areia tem um lugar de destaque no coração deste senhor de 80 anos, muito bem vividos!

Muito mais do que um time, o Esporte Clube Juventus era a sua segunda família. Sem pestanejar, João Baptista Chagas se recorda dos craques que viu jogar: os goleiros Castilho e o seu homônimo “Castilho da Obra“; os zagueiros: Haroldo e Rocha; a linha media: Roberto, Sergio Rebelo e Edu; e os atacantes Chico, Gildo, João (vovô), Birica e Zezinho.

Mostrando que a memoria está em excelente forma, João Baptista Chagas recordou da escalação do E.C. Juventus: Edivan; Friquique (Idovan Silva), Agrião, Edmundo e Levy; João, Sebastião e Zezinho. O técnico e dono do time era o Sebastião, conhecido nas areias cariocas de “Tião Macaco“.

Os grandes adversários daquela época eram: Americano do Neném Prancha, Dínamo do Tião Crioulo , Lá Vai Bola do Bolinha, o Maravilha do Jaime , Além do Huracam , Radar do Eurico, Areia lá do Leme, entre outros.

 

Sonho atual: reencontrar os amigos

O tempo passou e João Baptista Chagas foi embora do Rio de Janeiro. Acabou perdendo contato com os amigos dessa época. Agora, o seu maior desejo é poder reencontrar seus velhos e bons amigos.

A história destes quase 70 anos permanece ainda na minha memória, pois os anos 50 e 60 foram vividos e sentidos, onde deixaram saudades“, revelou João Baptista.

Desta forma, quem conhecer algum ex-jogador do Esporte Clube Juventus, da década de 50, nos informe. Afinal, pelos belos serviços prestados no futebol de areia e campo, e na arbitragem de areia, futebol profissional nas esferas estadual, nacional e internacional, João Baptista Chagas merece esse prêmio!

 Algumas fichas de jogos, onde João Baptista Chagas atuou:

 

DADOS EXTRAS

FONTES:

FOTOS: Acervo de João Baptista Chagas

Texto e Reportagem – Sérgio Mello

Entrevistados – o ex-jogador e árbitro João Baptista Chagas - Liene Christina, neta de João Baptista Chagas 

 

FONTE: Revista O Cruzeiro

 

FONTE: Revista o Cruzeiro

 

O ano de 1960, despediu-se como nos anos anteriores, deixando saudades para muitos e tristezas para outros. Por isso mesmo vamos recapitular, também com a colaboração da “Elcos-Press” , os campeões das ligas filiadas a Federação Fluminense de Desportos (F.F.D.):

Araruama: Rubro Atlético Clube

Angra dos Reis: São Bento

Barra Mansa: Barra Mansa Futebol Clube / Barbará Atlético Clube

Barra do Piraí: Esporte Clube 1º de Maio, de Santanésia (Pentacampeão de 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Bom Jesus do Itabapoana: Santa Maria Futebol Clube, de Santo Eduardo (Tricampeão de 1959, 1960 e 1961)

Cabo Frio: Guarani Esporte Clube, de Arraial do Cabo

Conceição de Macabu: Rio Branco

Duque de Caxias: Nacional Futebol Clube / Belém

Itaguaí: Brasil Industrial

Itaocara: Engenho Central Futebol Clube

Itaperuna: Clube Cimento Paraíso / Comércio e Indústria Atlético Clube

Magé: Guarani Esporte Clube

Natividade: Natividade Atlético Clube

Nova Friburgo: Friburgo Futebol Clube (nas quatro divisões)

Nova Iguaçu: Esporte Clube Miguel Couto

Paraíba do Sul: Cruzeiro do Sul

Petrópolis: Cruzeiro do Sul Futebol Clube

Resende: Porto Real Esporte Clube

Rio Bonito: Motorista Futebol Clube (Tricampeão de 1958, 1959 e 1960)

Santo Antônio de Pádua: Aperibeense Futebol Clube

São Gonçalo: Esporte Clube Metalúrgico

São João de Meriti: São Pedro Futebol Clube

São Pedro da Aldeia: São Pedro Futebol Clube

Saquarema: Saquarema Futebol Clube (Tetracampeão: 1957, 1958, 1959 e 1960)

Teresópolis: Várzea Futebol Clube (Tricampeão de 1958, 1959 e 1960)

Três Rios: Entrerriense Futebol Clube

Valença: Coroados Futebol Clube

Volta Redonda: Guarani Esporte Clube

Niterói: Fonseca Atlético Clube (no âmbito profissional).

FONTES: Jornal Última Hora – Jornal do Brasil

 

Ao longo de sua história, o Esporte Clube Corrêas participou de dezenas edições do Campeonato Citadino de Petrópolis. O seu maior feito ocorreu no ano de 1952, quando faturou o seu único título! O Corrêas chegou na última partida, necessitando de simples empate para se sagrar campeão.

Contudo, a missão não era tão simples. Afinal, teve de encarar uma das forças do futebol petropolitano naquela época: Cruzeiro do Sul Futebol Clube. E para apimentar ainda mais a peleja seria na casa do adversário.

Com tantos ingredientes, o final do certame de 1952, organizado pela Liga Petropolitana de Desportos (LPD), teve um desfecho digno de uma grande competição. No final, no domingo, do dia 05 de outubro de 1952, um empate heróico, em 1 a 1, que resultou no título inédito na história do Esporte Clube Corrêas.

Após o jogo os jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores realizaram uma grande passeata na Avenida 15 de Novembro, no Centro de Petrópolis, a fim de  festejar o título de 1952. O EC Corrêas atuou da seguinte forma: Lourenço; Vivinho e Paulo; Mozart, Bené e Gilberto; Waldir, Aluísio, Walter, Joaquim e Waldomiro. Os reservas: Toninho, Osvaldo, Caveira, Juarez e Gaguinho. O departamento médico esteve a cargo do Dr. Ernani Duarte.

O Cruzeiro do Sul jogou com: Jair; Silvério e Átila; Jair II, Djalma e Cláudio; Vale, Wilton, Amarino, Paulo e Rei.

FONTES: A Noite – Diário Carioca

 

SELEÇÃO DE PETRÓPOLIS     5          X         2          SELEÇÃO DE NOVA FRIBURGO

LOCAL: Estádio Osório Júnior (proprietário Esporte Clube Cascatinha), no Bairro Cascatinha, em Petrópolis (RJ)

DATA: Domingo, dia 21 de janeiro de 1962

CARÁTER: Campeonato Fluminense de Seleções de 1961

RENDA: Cr$ 320.920,00 (trezentos e vinte mil, novecentos e vinte cruzeiros)

ÁRBITRO: Oswaldo Alfredo da Silva, o ‘Baliza’ (boa atuação)

AUXILIARES: Sebastião Antunes e Alcenor Albuquerque da Silva

EXPULSÕES: Gelson (Friburgo) e Carlos Teodoro (Petrópolis)

PETRÓPOLIS: Mica; Ives e Moraes; Irineu, Carlos Teodoro e Canudo; Joziel, João, Cristiano, Gonçalves e Esquerdinha.

FRIBURGO: Gabriel (Luiz); Carlito e Luizinho; Chiminga, Tilú e Agnaldo; Rapizo, Carlinhos, Gelson, Paulo e Pardal.

GOLS: Joziel e Cristiano (Petrópolis); Chiminga (Friburgo), no 1º Tempo. Paulo, de Pênalti (Friburgo); João (Petrópolis); Esquerdinha (Petrópolis); Moraes, de Pênalti (Petrópolis), no 2º Tempo.  

PS: O trio de arbitragem recebeu 5 mil cruzeiros pelos serviços prestados  

 

FONTE: Última Hora

 

FONTES: Jornal Última Hora – A Luta Democrática  

 

O Fundação São José Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Duque de Caxias, situada na Baixada Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A sua Sede e o Estádio dos Eucaliptos ficam localizados na Avenida Gomes Freire, s/n, no Bairro da Vila São José (antigo Bairro Pantanal), em Duque de Caxias.

História

Em seus últimos anos de vida o lendário Tenório Cavalcanti dedicou-se à Fundação São José e ao Educandário Maria Tenório. A razão pelo qual o “Homem da Capa Preta” criou essas instituições na Vila São José, teve um motivo nobre.

Em 1958, a cidade de Duque de Caxias foi atingida por um temporal que gerou milhares de problemas, sobretudo, na Favela do Mangue que foi arrasada, deixando mais de mil famílias desabrigadas.

Diante de tantas promessas de ajuda, apenas um homem, de fato, prometeu e ajudou: Tenório Cavalcanti. Com a sua influência, conseguiu junto ao Presidente da República, Juscelino Kubitschek, verbas federais repassadas a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Assim num enorme espaço no Bairro Pantanal foi construindo a Vila São José, que sete anos depois já tinha se tornado o lugar mais populoso de Caxias. Tenório Cavalcanti não parou por aí. Ajudou na construção de escolas, agremiações sociais.

Diante de tantas obras sociais, Tenório Cavalcanti foi o responsável da Fundação do clube Alviceleste da Vila, no dia 16 de Outubro de 1965. Na época, a sua Sede ficava na Rua 27 de Setembro, congregando a família dos ex-flagelados e funcionários da administração da Vila.

Apesar de tantos afazeres, o “Homem da Capa Preta” atuava como diretor do clube. Além do futebol, o clube realizavam diversos eventos como bailes e concursos para escolher a Rainha do clube.

Alguns fatos marcantes

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1967, organizado pela Liga de Desportos de Duque de Caxias, o Fundação São José fez uma campanha impecável, chegando a ficar 19 partidas sem perder um jogo.

No Campeonato Citadino de Duque de Caxias de 1973, o Alviceleste da Vila faturou o título com uma bela campanha! Foram 10 jogos, com: sete vitórias, dois empates e uma derrota; marcando 15 gols, sofrendo cinco tentos, com saldo positivo de 10.

Curiosidade

Em 1974, as Federação Carioca de Futebol e a Federação Fluminense de Desportos (que começaram a fazer uma aliança que culminou com a fusão quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1978), iniciaram um projeto a fim de criar o Torneio de Integração, que já tinham alguns clubes confirmados: Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Madureira, Madureira, Portuguesa e São Cristóvão.

Para participar desta competição os clubes deveriam se profissionalizar. De Niterói os possíveis candidatos: Manufatora, Tiradentes, Agra e Espanhol. Em Duque de Caxias, dois clubes estavam cotados: Nacional e o Fundação São José.

 

Estádio dos Eucaliptos, na Vila São José

Antes mesmo desse espaço tornar-se um campo, ladeava ele a um córrego que vinha do Rio Sarapuhy, totalmente despoluído. Assim, em grandes chuvas, quando o rio transbordava, jogava peixes em centenas que se espalhavam por onde seria o campo dos Eucaliptos.

Portanto, esse local é sagrado, visto que foi batizado por peixes. À medida que o Rio Sarapuhy foi morrendo, esse fenômeno deixou de existir. Com a vinda da Vila São José, em 1959, no quesito lazer, criou-se o Campo dos Eucaliptos, visto ser essa área cheia dessas árvores de um perfume inesquecível. E ainda fizeram uma cerca branca no seu entorno, o que tornava essa nova área de esporte mais bela.

Criou-se então o time representante da Vila São José, o forte Fundação São José Esporte Clube. Grandes jogadores passaram por lá: Carlinhos Rosquinha, Neném Piranha, Paulinho Binha, Pardal, Haroldo, Lamparina, Ximbica, o goleiro Zé Áureo, entre outros.

Ganhar do Fundação no campo dos eucaliptos era quase impossível. O campo ficava lotado aos domingos. O adversário tremia. Até o infanto-juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama foi abatido em 1973, num categórico 3 a 0 só no primeiro tempo. A famosa Rádio Difusora de Caxias fazia transmissões no local.

XXX
O estádio deu lugar ao CIEPs, nos anos 80

Nos anos 80, o Governador Leonel Brizola acolheu um projeto cultural sugerido por Darcy Ribeiro e implantou os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), mais conhecidos por “Brizolões“. O local escolhido foi justamente o Estádios dos Eucaliptos, criando uma ironia: dando vida a educação e matando o principal local de lazer da região.

A partir daí a Vila São José ficou desprovida desse lazer essencial. Como um prêmio de consolação construíram os “7 Campos“, onde antigamente estavam os campos do Brasil e do Cerâmica, no Pantanal, Morro do Sossego.

Contudo, a ex-presidente da república Dilma Rousseff acabou com os “7 Campos“, criando no local “Minha casa, minha vida“, deixando o Bairro São José órfão de um campo de futebol.

 

Time de 1966: Lula; Valito, Juca e Careca; Reco e Ximbica; Lamparina, Joaquim, Joãozinho, Válter e Miltinho.

Time base de 1967: Lula; Valito (Joaquim), Juca (Nequinha), Itamar (Erli) e Zé Maria; Osmi (Paulinho) e Bolão; Ximbica, Válter (Chico), Joãozinho (Macau) e Duca (Lamparina).

Time de 1968: Lula; Braga, Juca, Duca e Lamparina; Bolão e Válter; Paulinho, Gafu, Joãozinho e Nino.

Time base de 1973: Cebola (Zé Áureo); Carlinhos (Robson), Gilson, Bolão (Dias) e Domingos (Valdeci); Batista (Carlos Augusto), Jorge Davi (Sendas) e Paulinho (Lutércio); Almir (Arnaldo), Pardal (Morais ou Silva) e Melro (Jorginho). Técnico: Carlos Ramos de Souza, ‘Lelê’

 

PS: Uma detalhe que é importante citar. Em 1954, Tenório Cavalcanti fundou o jornal Luta Democrática, que usaria como ferramenta de propaganda política, especialmente para atacar desafetos e adversários, entre eles Getúlio Vargas. O jornal, de forte apelo sensacionalista, chegou a ser o terceiro maior do Rio de Janeiro nos anos 60. Por isso, que o clube ganhou tanto espaço neste veículo, nos ajudando a poder contar uma boa história.

FONTES: A Luta Democrática – Dias de São José – Jornal do Brasil – O Fluminense

 

UNIÃO DO CENTENÁRIO                       1          X         1          FUNDAÇÃO SÃO JOSÉ E.C.

LOCAL: Estádio Municipal José Gaspar Corrêa Meyer, em Duque de Caxias (RJ)

DATA: Quarta-feira, do dia 26 de Dezembro de 1973

CARÁTER: Última rodada do Turno Final do Campeonato Citadino de Duque de Caxias

RENDA: Cr$ 586,00

ÁRBITRO: Tomás Lopes

AUXILIARES: Joel Cavalcanti e Adario Ribeiro

UNIÃO: Manguito; Bida, Ivinho, Dias e Samarone; Olavo (Alberto), Paulista e Lola; Teofinho, Jair e Garrincha.

FUNDAÇÃO: Cebola; Carlinhos, Gilson, Bolão e Domingos; Batista, Jorge Davi e Paulinho; Almir (Arnaldo), Pardal e Melro. Técnico: Lelê

GOLS: Jair aos 25 minutos (União); Pardal aos 38 minutos (Fundação), no 1º Tempo.

 

FONTE: A Luta Democrática 

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