Toninho Sereno

 

Fonte: Revista Epoca Sportiva

 

Fonte: Diario Nacional

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: Diário Nacional.

 

Fonte: Diario Nacional.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

Fonte: A Gazeta.

 

 

Fonte: A Gazeta.

 

 

 

Texto extraído da “SÍNTESE HISTÓRICA DE CAÇAPAVA”, do professor José Damas Nogueira, no ano de 2008.

 

Nossa gloriosa alvi-celeste, nossa querida Associação Atlética Caçapavense dos bons tempos, é o resultado da vontade de um grupo de jovens que queriam, e muito, jogar futebol e que foram à luta para realizar seus ideais.

O esporte bretão empolgava a todos e em nossa cidade as atividades esportivas não tinham local adequado para ser realizadas. Resolveram escrever uma carta ao Conde Álvares Penteado, de São Paulo, comunicando-lhe que haviam fundado uma agremiação esportiva, denominada  “Esporte Club Álvares Penteado” e solicitavam dele o envio de uma bola de futebol para a inauguração do clube…!

E, vejam só …! Para surpresa e alegria geral, conseguiram uma ótima bola e uma expressiva carta do Conde Penteado.

Firmou-se, daí por diante, a ideia forte de, em verdade, fundarem uma associação esportiva de futebol.

Ao grupo já existente associaram-se outros amigos. Então, foram convocados todos os interessados que se reuniram no “Cassino Caçapavense”, cedido pelos proprietários, para fundar o clube e tornar realidade o velho sonho.

E aí, em Assembleia Geral, num ensolarado domingo, dia 14/12/1913, fundaram o sonhado e desejado clube e escolheram seu nome: Associação Atlética Caçapavense.

Alugaram um pasto pertencente ao Sr. Benedito Ferreira de Morais, no Bairro da Vera Cruz e transformaram-no num campo de futebol, onde inesquecíveis partidas futebolísticas aconteceram.

Aqui há necessidade de se ver outra história paralela.

Consta que antes da existência da A.A. Caçapavense já havia na cidade um outro clube, dedicado ao futebol, entidade denominada Sport Club Edu Chaves.

Realmente eu próprio sabia disso há anos, por informação de meu pai, que integrou o time como jogador da defesa, além de uma estimada foto que possuo, de uma partida de futebol realizada a 25/04/1915 do Edu Chaves contra o Santa Cecília Foot-Ball Club, este dirigido pelo famoso “Mané Lopes” e ainda de notícia publicada no jornal “O POVO”, da época, que dá até a escalação dos dois times.

Em janeiro de 1915 a AAC mudou sua sede social provisória no “sobrado” para um prédio na Praça Visconde do Rio Branco, no 16 e nesse mesmo ano ela conseguiu comprar e mudar seu campo de futebol para o espaçoso terreno, que marginava a Rua Cel. Manoel Inocêncio com a R. Comendador João Lopes, que serviu muito bem, por anos seguidos, para a prática do futebol.

Em 1929 a A.A. Caçapavense conseguiu comprar o antigo prédio da Rua Cap. João Ramos, de propriedade do Sr. João Prudente, onde há anos funcionava o Cine Central, que foi desativado e, após algumas adaptações necessárias, tornou-se a terceira sede social e agora própria, para alegria de todos (hoje, o local é ocupado pela agência da Nossa Caixa/Nosso Banco).

E a entidade, de muita história que não cabe neste resumo, realizou-se plenamente com suas festas e futebol, tendo também passado por crises financeiras em 1948/49 e 1970/75, quando teve que vender sua sede social e edificar outra na Av. Cel. Manoel Inocêncio, onde ainda permanece.

Caçapava, setembro de 2008

________________________________________

Texto produzido pelo prof. José Damas Nogueira

Membro efetivo da Academia Caçapavense de Letras,

titular da Cadeira nº. 2, que tem como patrono o Dr.

José Pereira de Mattos.

fonte: camaracacapava.sp.gov.br

 

 

Juntos, Clodo, Fried e Bartho, também atuaram pelo Club Athletico Paulistano e pelo São Paulo F.C. da Floresta.

Fonte: “A Gazeta”.

 

FONTE: A Gazeta


 

 

 

FONTE: A Gazeta

 

Fonte: Diário Nacional

 

Fonte: Diário Nacional

 

Fonte: Diário Nacional

 

Fonte: Diário Nacional

 

Fonte: “A Gazeta”.

 

Fonte: “A Gazeta”.

 

Caçapava é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado em uma região estratégica, entre São José dos Campos e Taubaté.

O nome do município origina-se da lingua tupi e significa clareira ou “passagem na mata”, de ka’a, “mata” e asapaba, “passagem”.

Provavelmente, esse nome é devido à grande fenda natural que existe na Serra do Mar, e que nessa região é responsável pelos densos nevoeiros vindos do Oceano Atlântico no período de inverno.

A Associação Atlética Caçapavense, da cidade de Caçapava (SP), foi fundada na data de 9 de dezembro de 1913.

Sua sede se localiza na Rua Coronel Manoel Inocêncio número 450.

Antigo estádio.

Seu estádio denomina-se Capitão José Ludgero de Siqueira.

Disputou o campeonato paulista de futebol nos anos de 1964, 1965 e 1966, sempre pela 3ª Divisão de Profissionais.

 

 

No ano de 2013, a Associação completou 100 anos de existência. Essa é a camiseta do centenário.

Fontes: Site do clube, Wikipedia, Almanaque do Futebol Paulista e o Livro Os Esquecidos – Arquivo do Futebol Paulista.

 

O União Mútua Futebol Clube, do bairro de Vila Carioca, subdisitrito do bairro do Ipiranga, situado na Zona Sul, da capital paulistana, foi fundado na data de 24 de maio de 1930.

É conhecido como “O Gigante do Bairro”.

Tem seu estádio na Rua Álvaro Fragoso número 590 e sua sede no número 313 da mesma rua.

Seu escudo possui cinco cores: vermelho, amarelo e verde, a faixa azul em diagonal e as mãos com luvas brancas, que representam a Espanha, Itália, Portugal e Brasil, pois o clube foi fundado por imigrantes desses países.

Em dezembro de 2010 publiquei um artigo intitulado “O Futebol na Vila Carioca”, que julgo valer a pena reproduzir nesta data.

 

O FUTEBOL NA VILA CARIOCA

Um amigo encontrou o escudo do União Mútua Futebol Clube postado por mim e me mandou um e-mail que achei interessante postar no blog,  pois ele simplesmente acabou narrando um pouco da história do futebol do bairro da Vila Carioca – Distrito do Ipiranga – Zona Sul da Capital de São Paulo.

Toninho, boa tarde,

O escudo do União Mútua é exatamente este.

O clube era o mais estruturado da Vila Carioca e olha que ali haviam inúmeros times, só para citar alguns: Cruzada Paulista (Rua Aida); XI Primos (hoje na Rua Amadis – morei do outro lado da rua); Auri Verde, Cruzeiro, Carioquinha e Santos (todos Rua Auri Verde) , sendo que o presidente Lula jogou no Santos; o XI Carioca, com sede na Rua Colorado e o Bahia com sede na Rua Ubarana, no bar do Zito, que é pai do Pepo (bar do XI Primos) e do “Escovão”.

Na sede da União Mútua, ocorriam bailes de sábado à noite e de carnavais, as matines eram lotadas, assim como recebeu vários cantores e promoveu bons festivais de futebol de salão e no campo, sendo que os jogadores se trocavam na sede e iam à pé para o campo.

Pra encerrar: Na despedida de solteiro do “Escocês”, em 1980 teve um jogo de solteiros X casados, eu com 16 anos joguei no gol do time dos solteiros, ao final, o Escocês, nu, correndo em volta do campo.

Um abraço.

Nascimento   

PS – José Antonio do Nascimento atualmente é Delegado de Polícia do DEIC de São Paulo.

        Escocês é um dos grandes compositores de sambas enredo e faz parte da  Escola de Samba Imperador do Ypiranga, que também é da Vila Carioca.
PS – O Delegado de Polícia José Antonio do Nascimento foi assassinado na data de 14 de janeiro de 2016, quando retornava para sua residência.

 

Fontes: site do clube, site Upiranga (com u mesmo), álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

 

Fonte: Diário Nacional

 

Fonte: Diário Nacional

 

Fonte: Diário Nacional

 

O Estrela da Saúde Futebol Clube teve sua origem no bairro da Saúde, e foi fundado no dia 1º de setembro de 1917 por imigrantes italianos, operários das indústrias de fiação Moinho Santista.

A primeira sede do Estrela situava-se na Rua Carneiro da Cunha, no bairro da Saúde, onde permaneceu por mais de vinte e cinco anos.

Posteriormente mudou-se para a  Estrada da Cumbica número 475, na represa de Guarapiranga.

Sua primeira partida deu-se contra o Esporte Clube São Bernardo, da cidade de São Bernardo do Campo, onde perdeu por 3 a 1. Como o Estrela da Saúde ainda não tinha respectivo fardamento, fez uso de um uniforme nas cores azul e vermelho, emprestado pelo Garibaldinos Futebol Clube.

O Estrela da Saúde disputou a 2ª Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, ainda no ano de 1927.

No ano de 1939, o Estrela foi inscrito na Divisão Varzeana da Federação Paulista de Futebol, onde, por diversas vezes sagrou-se campeão pela Sub-Liga Ruy Barbosa.

Em 1949, sagrou-se campeão varzeano e disputou contra o Esporte Clube Aparecida, da cidade de Aparecida, o direito de ingressar na 2ª Divisão da Federação Paulista de Futebol. O Estrela venceu por 2 a 1 e em 1950 profissionalizou-se.

Como profissional, ainda pela 2ª Divisão, participou nos anos de 1950, 1951, 1952, 1955 a 1961 e pela 3ª Divisão no ano de 1962.

No ano de 1959, o Estrela foi campeão da 2ª Divisão e, com isso, promovido à 1ª Divisão. Entretanto, como o clube havia perdido seu estádio, e a Federação Paulista de Futebol exigia que os clubes da 1ª Divisão tivessem estádio  com capacidade para 15.000 pessoas no mínimo, o sonho teve fim.

Fontes: Site do clube, O site do futebol amador, Almanaque do Futebol Paulista e o Livro Os Esquecidos – Arquivo do Futebol Paulista.

 

 

O Esporte Clube Sampaio Moreira, do bairro do Tatuapé, foi fundado no dia 1º de setembro de 1929.

Seu nome é referência a um antigo e grande proprietário de terras no bairro.  Seu primeiro fardamento foi ofertado por Tomaz Aurichio e sua primeira equipe foi formada com elementos do Lusitana F.C., agremiação que estava sendo extinta na ocasião.

Foram seus fundadores e primeiros diretores: José Pires, Gonçalo Peres, Santos de Oliveira, Carlos Augusto da Cunha, Nei da Conceição, Ramão Garcia Alonso, Antonio Deleni, Alcides Thiago, Brasilino Delmando, Ernesto Batalha, Ângelo Leonda, Ângelo Pagone, João Sábio, Henrique Moraes, Joaquim Cruz e Antonio Marrero.

O Esporte Clube Sampaio Moreira e o Vila Primavera Futebol Clube, eram as duas equipes mais temidas da região.

No ano de 1935 disputou a 2ª Divisão do Campeonato Paulista de Futebol.

O Sampaio Moreira é, sem dúvida alguma, um dos grandes campeões do bairro. Entre seus inúmeros títulos conquistados destacamos os seguintes: Campeão da Série M. Penha e Belém de 1934, Campeão do Tatuapé em 1940, Campeão Varzeano do IV Centenário, Campeão Amador da Capital do IV Centenário, Campeão do Setor 8 de 1955, Campeão do Torneio Tamanqueiro de 1955, Campeão Varzeano de 1956, Vice-campeão Amador da Capital em 1956, Bi-campeão Amador do Estado de 1957 e 1958, Bi-campeão Amador da FPF 1959 e 1960, Vice-campeão Amador da Capital 1959 e 1960, Campeão da Seme Setor Leste 1980.

Sua sede se situa na Rua Tijuco Preto, 1023 e também excelente salão de festas com entrada pela Rua Vilela, 892.


Fontes: site do clube, Almanaque do Futebol Paulista, álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

O Grêmio Desportivo e Recreativo Sete de Setembro, do bairro da Água Rasa, situado na Zona Leste, da capital paulistana, foi fundado na data de 7 de setembro de 1931.

O Sete foi campeão de um torneio promovido pelo jornal “O Dia” e, por duas vezes, sagrou-se bicampeão varzeano de futebol, pela “Liga Duque de Caxias”.

O primeiro bicampeonato aconteceu nos anos de 1941/1942 e o segundo bicampeonato nos anos de 1945/1946.

Sua sede se situa na Rua Bom Jesus, 707, no bairro da Água Rasa.

Fontes: site do clube, álbum de figurinhas “Varzeana Paulista” dos anos 50/60, e o historiador Waldevir Bernardo, o “Vie”.

 

José Porphyrio da Paz, de farda, na inauguração da Sede do São Paulo, em 1936

O São Paulo Futebol Clube, fundado no dia 25 de janeiro de 1930, celebra na data de hoje os 81 anos do reinício das atividades do clube – em 16 de dezembro de 1935 – em memória aos tricolores que não deixaram os símbolos e tradições são-paulinas desaparecerem.

Neste ano, os associados do São Paulo aprovaram um novo Estatuto. Nele, uma justiça histórica se fez valer: o reconhecimento, por todos, de que o Tricolor foi fundado em 25 de janeiro de 1930. O fato por si só não é novidade. A data já constava nos Estatutos entre 1956 e 1973 (e também posteriormente, em segundo plano). Como se sabe, o São Paulo nasceu em berço de ouro, fruto da fusão de sócios e jogadores de dois grandes times da era amadora do futebol no Brasil – fato que gerou as cores do clube (o vermelho do CA Paulistano, o preto da AA das Palmeiras e o branco comum a ambos), o símbolo, a bandeira, os uniformes…

Também é de conhecimento de muitos que, quando o clube se restabeleceu em 16 de dezembro de 1935, a mesma situação abastada não se repetiu. Reconstruído do zero, os jogadores, sócios e dirigentes do Tricolor batalharam muito para voltar a ocupar um lugar de destaque no cenário nacional.

O CLUBE DA FÉ

Após a conquista de um Campeonato Paulista, em 1931, quatro vice-campeonatos estaduais (1930, 1932, 1933 e 1934), além de outro segundo lugar no Torneio Rio São Paulo de 1933, o Tricolor se viu em meio a tribulações do futebol no Brasil decorridas da disputa entre defensores do profissionalismo e do amadorismo e da consequente cisão das ligas esportivas, que atingiu o ápice durante e após a Copa do Mundo de 1934.

Alijado de vários dos principais atletas do clube por meses, que foram cooptados pela CBD – federação a qual o São Paulo não era federado, o Tricolor foi extremamente prejudicado no Campeonato Paulista. Contudo, pouco tempo depois, os principais clubes da APEA, a federação estadual, abandonaram a entidade e fundaram uma nova liga, desta vez filiada à CBD – que os “conquistou” com rendas e promessas de amistosos internacionais. Esta mudança de rumos dividiu os são-paulinos. Muitos preferiam ver o fim do time a se associarem com a entidade que tanto prejudicou a equipe anteriormente. Mesmo assim, a filiação ocorreu! Isto, aliado a outras disputas internas decorrentes, levou a maioria dos 205 sócios fundadores a aprovar a fusão com o CR Tietê em 14 de maio de 1935.

ARTIGO ESPECIAL COM A HISTÓRIA DETALHADA SOBRE 1930-1935

Na prática, o que aconteceu foi a cessão do patrimônio e passivos do clube (os quais, em maioria, eram débitos com os próprios dirigentes) ao vizinho de Chácara da Floresta, que passou a se chamar Clube de Regatas Tietê-São Paulo. Ou seja, os boatos sobre o prejuízo causado pelo uso do Palácio do Trocadero como sede social não passam de lendas. O futebol profissional do Tricolor, instalado em 1933, era superavitário e o valor dos “passes” de craques como Friedenreich e Araken eram exorbitantes!

Contudo, o Tricolor não acabou ali. Em verdade, em momento algum deixou de existir. Enquanto o CR Tietê-São Paulo, no primeiro estatuto dele após a fusão, rejeitava o uso das cores, símbolos e do nome do São Paulo Futebol Clube, não se apoderando deles, o Grêmio Tricolor, entidade nascida em 9 de fevereiro de 1935 entre os sócios são-paulinos e reconhecida dentro da própria associação, mantinha vivo o legado moral, institucional e histórico do Esquadrão de Aço. Foi este grêmio que articulou a criação do Clube Atlético São Paulo, em 4 de junho de 1935, como também conclamou os tricolores a comparecerem à reunião que selou o destino do clube em 16 de dezembro de 1935.

Por causa dessa fase tempestuosa, o famoso jornalista Thomaz Mazzoni, em 1937, batizou o São Paulo como o “Clube da Fé”, pois só com “a fé em seu destino e o amor ao seu hoje”, o Tricolor voltaria a se tornar um dos grandes do futebol. E foi em 16 de dezembro de 1935 que tudo recomeçou.

A REFUNDAÇÃO

A directoria do Grêmio Tricolor convida todos os srs. conselheiros e consócios para uma nova reunião a fim de tratar de assumptos do interesse geral que terá lugar hoje, ás 20 horas, na rua 11 de Agosto, 9-A.

Vale notar nessas poucas linhas publicadas no jornal Correio de São Paulo do dia 16 de dezembro que convidaram os são-paulinos a se reunirem e a reerguerem o São Paulo Futebol Clube que, especificamente, não tratava da fundação ou refundação de associação alguma. Parecia, meramente, uma reunião normal sobre as atividades do Grêmio. O que demonstra, mais uma vez, a continuidade da entidade.

Embora inativo dentro das quatro linhas entre maio e dezembro daquele ano, o Tricolor Paulista não havia abandonado o coração dos torcedores por um segundo sequer. Esses aficionados se concentraram em frente ao local anunciado com antecedência e, às 19h, grande multidão já aguardava a reunião que daria novos rumos ao Clube da Fé.

Às 20 horas teve início a assembleia mais intensa e emocionante da história do São Paulo. A sessão magna foi aberta pelo Tenente Porphyrio da Paz, cujas palavras de abertura fizeram vibrar a todos na casa. Terminado o discurso, o próprio Porphyrio foi indicado pelos colegas ali presentes a presidir os trabalhos da noite.

Entre exclamações e muita animação foram propostos o estudo e aprovação dos estatutos, trabalho esse que durou mais de duas horas. Aprovados que foram os mesmos, deu-se início então à eleição da Diretoria, que ficou assim constituída:

  • Presidente, Manoel Carmo Meca;
  • 1º Vice-Presidente, Alcides Borges;
  • 2º Vice-Presidente, Francisco Pereira Carneiro;
  • 1º Secretário, Éolo Campos;
  • 2º Secretário, Luiz Felipe Paula Lima;
  • 1º Tesoureiro, Manoel Arruda Nascimento;
  • 2º Tesoureiro, Izidoro Narvaes;
  • Diretor Geral de Esportes: Tenente Porphyrio da Paz.

Meca, o aclamado Presidente, não estava presente no início da assembleia em que foi honrado pois, justamente no dia anterior ao momento tão esperado por todos os são-paulinos, seu filho falecera. Ainda assim, sob luto, compareceu no decorrer da reunião e foi o primeiro signatário da ata que batizou o Tricolor.

A continuidade do clube é demonstrada, mais uma vez, no registro da própria ata datada de 16 de dezembro de 1935, quando o presidente Manoel Carmo Meca prometeu que “os membros da diretoria não mediriam sacrifícios para que o Pavilhão Tricolor voltasse a tremular glorioso nos campos esportivos do Brasil, elevando cada vez mais o nome do São Paulo Futebol Clube, cognominado o Esquadrão de Aço“, apelido este concedido ao Tricolor pelo time de Friedenreich.

Por volta da meia-noite, debaixo de salva de palmas e urras de vivas ao Clube, a São Paulo e ao Brasil, foi finalizada a sessão que trouxe de volta ao mundo o time que futuramente se tornaria um bastião do futebol arte e da competitividade, refletidos na vasta gama de jogadores exemplares e de conquistas obtidas.

 

A ATA

Aos dezesseis dias do mês de dezembro de mil novecentos e trinta e cinco, nesta cidade de S. Paulo, às vintes horas, numa das salas do prédio nº 9ª, da Rua Onze de Agosto, perante grande número de pessoas interessadas que atenderam a um convite feito por intermédio da imprensa pela Diretoria do Grêmio Tricolor, realizou-se a assembléia que teve por fim fundar o ‘São Paulo Futebol Clube’.

Na qualidade de um dos diretores do Grêmio Tricolor presente à reunião, o Sr. Tenente José Porphyrio da Paz, depois de expor os motivos da convocação da assembléia, pediu que indicassem um dos presentes àquela reunião, para dirigir os trabalhos. Por unanimidade foi indicado o nome do Sr. Tenente José Porphyrio da Paz, que assumindo a Presidência da mesa escolheu para seus secretários os Srs. Éolo Campos e Francisco Pereira Carneiro.

Depois de agradecer a sua indicação, o Sr. Presidente deu conhecimento da ordem dos trabalhos que obedeceram a seguinte ordem do dia: a) Leitura, discussão e aprovação dos Estatutos; b) Eleição da diretoria; c) Admissão de sócios como fundadores; d) Isenção de jóia; e) convocação de nova assembléia para eleição do Conselho Deliberativo e Fiscal; f) Registro dos Estatutos.

Atendendo, pois, a ordem do dia, o sr. Presidente mandou que o Secretário procedesse a leitura dos estatutos. Pede a palavra o sr. Dr. José Carlos da Silva Freire, que propôs que a discussão e aprovação dos estatutos fossem feitas por capítulos e pediu permissão para que ele mesmo procedesse a leitura dos estatutos a fim de facilitar os esclarecimentos que fossem necessários in laudo durante a discussão.

Aprovada esta proposta, o sr. Dr. Freire deu início à leitura e o sr. Presidente foi pondo à discussão e aprovação, capítulo por capítulo, sendo aprovados sem debates os capítulos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º. Após a leitura do capítulo 6º, o sr. Edgard de Toledo pediu a palavra e propôs que a esse capítulo fosse aumentado o seguinte parágrafo, nas atribuições da Diretoria: ” m) elaborar e afixar em lugar ostensivo da sede social o balancete mensal do movimento financeiro do clube para conhecimento dos associados”. Esta emenda foi recebida com muita simpatia e aprovada unanimemente.

Em seguida, passou-se à discussão e aprovação os demais capítulos, sendo todos eles aprovados e declarados em pleno vigor, desde aquele momento, os estatutos, que em seguida vão transcritos:

[...]

Passa-se depois à segunda parte da ordem do dia: eleição da Diretoria. Depois de diversas indicações foi aclamada e eleita para o primeiro biênio a seguinte Diretoria, que tomou posse imediatamente, entrando logo em função: Presidente: Manoel Carmo Meca; 1º Vice-Presidente: Alcides Borges; 2º Vice-Presidente: Francisco Pereira Carneiro; 1º Secretário: Éolo Campos; 2º Secretário: Luiz Felippe Paula Lima; 1º Tesoureiro: Manoel de Arruda Nascimento; 2º Tesoureiro: Isidoro Narvaes e Diretor Geral de Esportes: Tenente José Porphyrio da Paz.

As terceira e quarta partes da ordem do dia, admissão de sócios fundadores e isenção de joia, foram discutidas conjuntamente, sendo resolvido que fossem aceitos como sócios fundadores a todos que se inscrevessem e preenchessem as formalidades dos estatutos até 31 de dezembro corrente e isento de joia todos os que se inscreverem até 31 de janeiro de 1936.

Antes de levantar a sessão, o sr. Presidente declarou que a diretoria iria tomar as providencias necessárias para que os estatutos fossem prontamente registrados e prometeu que todos os membros da Diretoria estavam dispostos a não medirem sacrifícios para que o pavilhão tricolor voltasse a tremular glorioso nos campos esportivos do Brasil, elevando cada vez mais o nome do São Paulo Futebol Clube, cognominado o ‘Esquadrão de Aço’.

Debaixo de aplausos dos presentes, o sr. Presidente propôs que se consignasse em ata um voto de louvor e agradecimento ao dr. José Carlos da Silva Freire pelo esforço e dedicação que demonstrou na confecção dos estatutos do S. Paulo Futebol Clube e pelo interesse que tem dispensado para tudo que lhe é solicitado pelos seus diretores, sendo esta sua proposta unanimemente aprovada.

Nada mais havendo a tratar, o sr. Presidente declarou encerrado os trabalhos da Assembleia e mandou que se lavrasse a presente ata, o que foi feito por mim, secretário, e assinada pelos presentes.

  • Manoel do Carmo Meca
  • Cid Mattos Viana
  • Francisco Pereira Carneiro
  • Éolo Campos
  • Manoel Arruda Nascimento
  • Izidoro Narvaes
  • Francisco Ribeiro Carril
  • José Porphyrio da Paz
  • Eduardo Oliveira Pirajá
  • Frederico Antônio Germano Menzen
  • Francisco Bastos
  • Sebastião Portugal Gouvêa
  • Dorival Gomes dos Santos
  • Deocleciano Dantas de Freitas
  • Carlos A. Azevedo Salles Júnior

Assinaturas póstumas:

  • Alcides Rodrigues Borges
  • Álvares de Azevedo Bittencourt
  • Pedro Virgolino de Freire Sobrinho
  • Edmundo Granville Sobrinho
  • Thomaz Carlos André Mauri
  • Manoel Martins
  • Lázaro Pedroso
  • Álvaro Magalhães Leite
  • Paulo Brandão
  • Mário Ambuba
  • Edison Fonseca
  • José Azevedo Ribeiro
  • Brasilino Marcucci
  • Manoel Lopes
  • Manoel Pereira Amarante
  • Jarbas de Castro
  • Edgard Toledo
  • Edmundo Toledo
  • Jayme Roso
  • Ariosto Amalfi
  • Egydio Toledo
  • Waldemar R. Albien
  • Herculano Bastos
  • Adonyram Alves de Oliveira
  • Mário Silva Pereira
  • Olívio Alves
  • Antônio Queiroz
  • Joaquim Ribeiro
  • Antônio Góngora
  • Arnaldo Tedeschi
  • Joaquim Garcia
  • Humberto Sprovieri
  • Luís Felipe de Paula Lima
  • Álvaro Moraes
  • Jorge Paulo Moura
  • João Abílio Rogério
  • Ignácio Barbuchi
  • José F. Moreira
  • João Cananta Almeida
  • Pedro Pallow Sobrinho
  • Sebastião Rodrigues Negrão
  • Antônio Martins de Siqueira
  • Antônio Moraes Junior
  • Manoel dos Santos
  • Ruben Pazzanese
  • (Nome ilegível)
  • Bernardino Sampaio
  • José Penido
  • Oswaldo Richtman
  • Durval de Figueira Filho
  • José da Silveira Cintra
  • Luiz de Freitas
  • Cícero Faro
  • Sylvio Faro
  • Eduardo Faro
  • Paulo Ribeiro Villela
  • Polycarpo Meca
  • J. B. Gomes Parnahyba
  • João Sarrea
  • Cyro de Barros Azevedo
  • Aloísio de Souza Vianna
  • Terante J. Abílio
  • João Gomes Martins Sobrinho
  • Diamantino Cravo
  • José de Oliveira Filho
  • Vitoriano Garcia da Fonseca
  • José Moreira de Toledo
  • José Loureiro
  • Antônio M. Sobrinho
  • Renato A. Ribeiro
  • George de Assis Fonseca
  • João Camargo de Souza
  • José Bueno Franco

E outros 206 nomes que assinaram após o lavramento da ata.

Fonte: site do clube

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